Hotelaria | Crescimento significativo de trabalhadores face a 2023

O número de trabalhadores no ramo da hotelaria era, no final do primeiro trimestre deste ano, 56.414, o que constitui um “aumento significativo” de 23,2 por cento em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que “as necessidades de mão-de-obra cresceram, impulsionadas pelo acréscimo substancial do número de entradas de visitantes no ano passado e pela recuperação estável dos ramos de actividade económica relacionados com o turismo”. Por sua vez, o número de trabalhadores a tempo inteiro no sector da restauração era, no mesmo trimestre, de 24.005, mais 6,2 por cento também em relação ao período homólogo de 2023.

Relativamente aos salários, a remuneração média dos trabalhadores da hotelaria e restauração também cresceu. A remuneração média nos hotéis foi de 20.470 patacas, mais 2,6 por cento, enquanto dos restaurantes, bares e cafés foi de 10.610 patacas, mais 3,5 por cento.

Quanto ao número de vagas nos dois sectores de actividade, registou-se uma diminuição. No primeiro trimestre deste ano havia nos hotéis 1.455 vagas, menos 1.156, enquanto nos restaurantes as vagas eram 1.525, menos 574, “devido ao facto de as vagas destes ramos terem sido preenchidas gradualmente”, explica a DSEC. Neste contexto, a procura por mão-de-obra nestas áreas abrandou, diz o mesmo organismo.

28 Mai 2024

Hotelaria | Quase 3,8 milhões de hóspedes no primeiro trimestre

Os hotéis de Macau receberam mais de 3,7 milhões de hóspedes no primeiro trimestre do ano, volume que representou uma subida de 39,7 por cento em termos anuais e mais 8,4 por cento comparativamente a igual trimestre de 2019, foi ontem anunciado.

Entre Janeiro e Março, o território contava 141 estabelecimentos hoteleiros, mais 15 do que no mesmo período do ano passado, que disponibilizaram 47 mil quartos, de acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No trimestre em análise, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes dos estabelecimentos hoteleiros fixou-se em 84,8 por cento, subindo 9,9 pontos percentuais, em termos anuais, indicou a DSEC na mesma nota.

Do total de 3.779.000 de hóspedes em Macau, 2,8 milhões são oriundos da China, ou mais 40,1 por cento, em termos anuais, enquanto os de Hong Kong (460 mil), Taiwan (89 mil) e Coreia do Sul (80 mil) subiram 0,8, 180,7 e 789 por cento, respectivamente.

No mês de Março, os estabelecimentos hoteleiros hospedaram 1.235.000 indivíduos, mais 26,3 por cento, face ao mesmo mês de 2023, numa taxa de ocupação média dos quartos de 83,5 por cento, mais 6,4 pontos percentuais, relativamente ao mesmo mês do ano passado.

No primeiro trimestre deste ano, o número de entradas de visitantes que chegaram em excursões a Macau foi de 482 mil, mais 329,9 por cento, em termos anuais, referiu a DSEC. A região administrativa especial chinesa registou a entrada de mais de 8,8 milhões de visitantes no primeiro trimestre do ano, mais 79,4 por cento face ao período homólogo de 2023.

30 Abr 2024

Hotelaria | Novo recorde de hóspedes em Fevereiro

Os hotéis acolheram mais de 1,22 milhões de hóspedes em Fevereiro, estabelecendo um novo recorde pelo segundo mês consecutivo, foi ontem anunciado. De acordo com dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o número de hóspedes nos 46 mil quartos em 141 hotéis e pensões subiu 39,6 por cento em comparação com o mesmo mês do ano passado e 14,2 por cento face a 2019.

Foi também o número mais elevado de sempre em Fevereiro. O anterior recorde, 1,08 milhões de hóspedes, tinha sido fixado no início de 2019, antes da pandemia, numa altura em que Macau tinha apenas 39 mil quartos em 117 estabelecimentos hoteleiros. Os hotéis e pensões já tinham fixado um novo recorde ao receberem mais de 1,32 milhões de hóspedes em Janeiro, o número mais elevado de sempre para o primeiro mês do ano.

Apesar do aumento do número de quartos e de hotéis e pensões, a ocupação média atingiu 85,6 por cento, mais 9,5 pontos percentuais do que em Fevereiro de 2023, mas ainda longe da taxa de 91,9 por cento registada em 2019.

O preço médio dos quartos de hotel também aumentou em Fevereiro, mais 28,4 por cento em comparação com o mesmo mês de 2023, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 43 hotéis locais.

Um relatório, divulgado pela Direcção dos Serviços de Turismo, revelou que o preço médio se fixou em 1.545 patacas no mês passado, mais dois por cento do que em Fevereiro de 2019. Em 2023, os hotéis e pensões acolheram 13,6 milhões de hóspedes, mais 165,4 por cento do no ano anterior, e com uma ocupação média de 81,5 por cento, mais do dobro do registado em 2022, revelou a DSEC.

28 Mar 2024

Hotelaria | Taxa de ocupação sobe 43,1% face a 2022

A taxa de ocupação hoteleira no ano passado foi de 81,5 por cento, mais 43,1 por cento face a 2022, apontam dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) ontem divulgados. Destaque para o facto de a taxa de ocupação de hotéis de baixo custo, com duas estrelas, ter sido bastante elevada, com 85,1 por cento, mais 36,3 por cento face ao ano anterior, enquanto a taxa de hotéis de cinco estrelas cifrou-se nos 82,5 por cento, mais 48,3 por cento.

No total, registaram-se em Macau, em 2023, 142 estabelecimentos hoteleiros, mais 19 face ao final de 2022, com um total de 47 mil quartos, mais 23,5 por cento. No que toca ao perfil de hóspedes, no ano passado registaram-se 13.573.000 indivíduos, mais 165,4 por cento relativamente a 2022, registando-se uma recuperação de 96,2 por cento face ao número de hóspedes de 2019, antes da pandemia.

O número de hóspedes de Hong Kong foi de 2.219.000, registando-se um aumento notável de 876,3 por cento, bem acima do número de hóspedes do interior da China, com um aumento de apenas 154,6 por cento.

No que diz respeito às excursões, no ano passado Macau recebeu um total de 1.276.000 visitantes do exterior que viajaram neste formato, enquanto o número de residentes que compraram viagens em agências para o exterior foi de 418 mil, mais 796,3 por cento face a 2022.

30 Jan 2024

Hotelaria | Funcionários aumentaram quase 22%

O número de trabalhadores a tempo inteiro do ramo da hotelaria cresceu 21,7 por cento no terceiro trimestre deste ano, em termos anuais, totalizando 53.802 profissionais. Segundo dados revelados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o sector “restaurantes e similares” o crescimento da mão-de-obra no período em análise foi de 1,1 por cento (para 22.914 profissionais), enquanto nos “serviços para idosos” foi de 5,3 por cento, em relação ao terceiro trimestre de 2022.

No sentido inverso, os dos ramos das “indústrias transformadoras” (7.535 trabalhadores) e das “creches” (1.487 trabalhadores) diminuíram 6,5 e 1,5 por cento, respectivamente.

Em relação aos salários, a DSEC apontou que em Setembro a remuneração média (excluindo as remunerações irregulares) dos trabalhadores a tempo inteiro de alguns ramos de actividade económica “ascendeu em termos anuais, devido à subida do número de horas de trabalho dos trabalhadores e à diminuição do número de trabalhadores que tinham remuneração relativamente baixa”.

As remunerações médias nos ramos dos “hotéis” (19.640 patacas) e dos “restaurantes e similares” (10.240 patacas) cresceram ambas 5,6 por cento, relativamente ao terceiro trimestre de 2022.

As remunerações médias nos ramos das “indústrias transformadoras” (12.980 patacas) e dos “serviços de idosos” (16.820 patacas) também cresceram 9,8 e 4,7 por cento, respectivamente. Todavia, as remunerações médias nos ramos da “produção e distribuição de electricidade, gás e água” (31.560 patacas) e das “creches” (16.390 patacas) baixaram ligeiramente 0,5 e 0,1 por cento, respectivamente, em termos anuais.

30 Nov 2023

Hotelaria | Ocupação média de quase 83% em Outubro

No passado mês de Outubro, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes fixou-se em 82,8 por cento, segundo informações reveladas ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, valor que representa uma subida anual de 41,1 por cento.

Os hotéis de cinco estrelas tiveram a melhor performance, com taxas de ocupação médias de 85,6 por cento, enquanto os hotéis de duas estrelas registaram taxas de ocupação de 83,1 por cento durante o passado mês de Outubro.

No total, os hotéis de Macau receberam em Outubro 1.247.000 hóspedes, volume que representou uma subida de 151,8 por cento em termos anuais, sendo que deste total 1.091.000 vieram do Interior da China e de Hong Kong. Contraindo as tendências de subida, a DSEC revela que o número de hóspedes locais caiu 34 por cento em termos anuais para cerca de 46 mil. Já o tempo de permanência médio, manteve-se em relação a Outubro de 2022, situando-se em 1,6 noites.

Importa ainda referir que no passado mês de Outubro, existiam em Macau 46 mil quartos de hotel, o que também se traduziu num aumento homólogo de 24,8 por cento. Nos primeiros 10 meses do ano, os hotéis de Macau receberam mais de 11 milhões de hóspedes e registaram uma taxa de ocupação média de quase 81 por cento.

29 Nov 2023

Hotelaria | Associação espera pico de visitantes no fim do mês

Segundo a Associação dos Hoteleiros de Macau a proximidade do Festival do Bolo Lunar com a Semana Dourada vai gerar um pico no número de visitantes no território. Os preços das reservas de quarto de hotel estão praticamente ao nível de 2019, antes da pandemia

 

A Associação dos Hoteleiros de Macau prevê que no final do mês seja atingido um pico de visitantes com os feriados do Festival do Bolo Lunar e as celebrações do Dia da Implementação da República Popular da China.

Ao jornal Ou Mun, o presidente da associação, Lou Chi Leong, justificou o optimismo com o facto de as famílias chinesas tradicionalmente se reunirem no Festival da Lua, o que poderá levar a que viajem para Macau em grupos maiores, principalmente entre 30 de Setembro e 1 de Outubro.

No entanto, Lou Chi Leong também se mostrou satisfeito porque o volume de turistas nos dias úteis não apresentou uma quebra significativa, ao contrário do que seria esperado, depois do Verão. Por isso, mesmo fora do período de férias, durante os dias da semana, a taxa de ocupação dos hotéis tem variado entre os 70 e 80 por cento da capacidade disponível. Nos fins-de-semana, a ocupação tem estado ao nível de 80 e 90 por cento.

Sobre a tendência de um número alto de visitantes após Agosto, Lou elogiou o trabalho da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), por promover actividades em todos os meses, sobretudo em Setembro, que tende a ser uma época com menos visitantes. O dirigente associativo elogiou também a DST por ter ajustado o calendário do concurso internacional de fogo-de-artifício, para ficar próximo da Semana Dourada, e assim atrair ainda mais turistas.

Quanto ao preço, Lou Chi Leong explicou que os quartos foram marcados antecipadamente, e que os preços mais caros na Semana Dourada estão ao nível dos dias úteis do Verão. Por exemplo, nos hotéis de cinco estrelas são cobradas entre 3 mil a 4 mil patacas por noite, nos espaços de quatro estrelas, o preço varia entre 1,5 mil e 2 mil patacas por noite.

Preços pré-pandemia

Apesar do volume de visitantes não estar ao nível pré-pandemia, Lou apontou que o preço dos quartos já é equivalente a 2019 ou mesmo superior. Segundo os dados da Associação dos Hoteleiros de Macau, o preço médio dos quartos em Julho foi 1.425,2 patacas por noite, enquanto o preço médio de quartos em Julho de 2019 foi 1.355,5 patacas, mostrando um aumento de 5,14 por cento, nos hotéis de quatro estrelas.

Nos hotéis de cinco estrelas, de quatro estrelas e de três estrelas, os preços por noite em Julho foram de 1.618,4 patacas, 960,7 patacas e 1.043,3 patacas. Em comparação com o mesmo período em 2019, os preços foram 1.631,2 patacas, 818,6 patacas e 1.053,1 patacas, respectivamente, mostrando uma queda de 0,78 por cento e 0,97 por cento nos quartos de hotéis de cinco estrelas e de três estrelas. No entanto, o preço médio de quartos de hotéis de quatro estrelas aumentou 17,3 por cento.

Em Julho, a taxa média de operação hoteleira dos sócios da associação foi 93 por cento, em Julho de 2019, a taxa média de operação hoteleira era 93,5 por cento.

14 Set 2023

Hotelaria | Taxa de ocupação média de 89% em Julho

A taxa de ocupação média dos hotéis de Macau durante o passado mês de Julho fixou-se em 89 por cento, mais 50,2 por cento em termos anuais, informaram ontem os Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

O resultado foi alavancado pela performance dos hotéis de 2 estrelas, que registaram 93,1 de taxa de ocupação e dos hotéis de 5 estrelas com 92,1 por cento, taxas que representam subidas anuais de 6,8 e 71,1 por cento, respectivamente, indica a DSEC.

Tendo em conta o período entre Janeiro e Julho deste ano, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes dos estabelecimentos hoteleiros foi de 79,6 por cento, mais 41,8 pontos percentuais, relativamente ao mesmo período do ano anterior”.

Nos primeiros sete meses do ano os hotéis de Macau hospedaram cerca de 7,3 milhões de pessoas, volume de clientes que representou uma subida de 150,6 por cento face ao mesmo período de 2022. A DSEC informa que durante entre Janeiro e Julho, o período médio de permanência dos hóspedes correspondeu a 1,7 noites, menos 0,2 noites em termos anuais.

Em Julho, existiam em Macau 132 estabelecimentos hoteleiros que prestaram serviços de alojamento ao público, mais 17 em relação ao mês homólogo de 2022, disponibilizando um total de 43.000 quartos de hóspedes, mais 37,3 por cento face a Julho do ano passado.

30 Ago 2023

Ocupação hoteleira cresceu no primeiro semestre, mas ficou abaixo de 2019

A taxa média de ocupação hoteleira do primeiro semestre nos empreendimentos de três a cinco estrelas foi de 82 por cento, ficando 10,3 por cento abaixo do registo dos primeiros seis meses de 2019, ou seja, antes da pandemia. Nesse primeiro semestre, a taxa de ocupação dos quartos de hotel foi de 92,3 por cento.

Segundo dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), a taxa média de ocupação hoteleira, no primeiro semestre do ano passado, foi de apenas 40,2 por cento.

Na primeira metade deste ano, a taxa de ocupação mais elevada registou-se nos hotéis de três estrelas, segmento de baixo custo, com 88,7 por cento. Os dados baseiam-se em 44 estabelecimentos ligados à Associação de Hotéis de Macau.

Estrela a estrela

Relativamente ao preço dos quartos, a tarifa média, no primeiro semestre, foi de 1.247 patacas, um montante oito por cento mais baixo face às 1.354 patacas registadas no primeiro semestre de 2019. Quanto aos hotéis de três estrelas, do segmento de baixo custo, apresentaram uma tarifa média, por quarto, de 937,8 patacas.

A maior subida anual dos preços dos quartos verificou-se nos hotéis de quatro estrelas, com um aumento de 117,5 por cento para 937,1 patacas, tendo-se registado ainda uma taxa de ocupação de 77,4 por cento.

Por sua vez, as tarifas nos hotéis de cinco estrelas registaram o menor aumento face a 2022 (49,1 por cento), com um valor médio por quarto de 1.408 patacas. Nesta categoria, a taxa de ocupação hoteleira foi de 81,7 por cento no primeiro semestre.

Importa referir que Helena de Senna Fernandes, directora da DST, previu, no início deste mês, que a taxa de ocupação hoteleira poderá atingir uma média “superior a 80 por cento”, com a possibilidade de chegar aos “90 por cento” até Agosto.

26 Jul 2023

Hotéis | Mais vagas e salários, menos trabalhadores

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que, no primeiro trimestre deste ano, o sector da hotelaria disponibilizou mais vagas de trabalho e salários mais elevados, mas contou com menos trabalhadores em serviço.

Assim, no final dos primeiros três meses do ano trabalhavam nos hotéis um total de 45.801 pessoas, menos 3,3 por cento face ao primeiro trimestre do ano passado. A remuneração média destes trabalhadores era de 19.960 patacas, mais 3,7 por cento em termos anuais. Relativamente ao número de vagas, 2.611, houve um aumento de 2.066 em termos anuais, “pois a recuperação estável da economia impulsionou o aumento da procura de mão-de-obra”, aponta a DSEC.

31 Mai 2023

Hotelaria | Taxa de ocupação de Abril quase nos 80%

A taxa de ocupação média dos hotéis de Macau, em Abril, foi de 79,8 por cento, mais 50,0 pontos percentuais em termos anuais, indicou ontem a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), que salientou que nos hotéis de 3 estrelas a ocupação foi 86,1 por cento e nos hotéis de 2 estrelas 85,9 por cento, que representaram aumentos de 49,9 e 48 por cento, respectivamente.

No mês em análise os estabelecimentos hoteleiros de Macau hospedaram 1.101.000 pessoas, mais 199,0 por cento, em termos anuais, com os hóspedes do Interior da China (739 mil), de Hong Kong (254 mil) e Taiwan (18 mil) a aumentarem 202,2, 1.171 e 407 por cento respectivamente.

Porém, o período médio de permanência correspondeu a 1,6 noites, menos 0,1 noites, em termos anuais.

Em relação os excursionistas que visitaram Macau e ao volume de residentes que foram clientes de agências de viagens, o mês de Abril representa mais um enorme contraste estatísticos, em termos anuais, entre as diferentes fases de combate à pandemia. Em Abril, o número de visitantes que chegaram em excursões a Macau foi de 97.000 e o número de residentes de Macau que adquiriram nas agências de viagens serviços para viajarem ao exterior correspondeu a 34.000, mais 1.580,1 por cento, em termos anuais.

29 Mai 2023

Hotelaria | Ocupação subiu mais de um terço no primeiro trimestre

Nos primeiros três meses de 2023, a taxa de ocupação média dos hotéis de Macau foi de 74,7 por cento, valor que representa uma subida de 33,9 pontos percentuais, relativamente ao mesmo trimestre de 2022.

Entre Janeiro e Março deste ano, os estabelecimentos hoteleiros hospedaram 2.699.000 indivíduos, mais 96,3 por cento, face ao idêntico trimestre do ano passado. Segundo informação divulgada ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o período médio de permanência dos hóspedes correspondeu a 1,7 noites, menos 0,2 noites em relação aos primeiros três meses de 2022.

Em relação ao número de visitantes que chegaram a Macau em excursões nos primeiros três meses do ano, a DSEC contou 110 mil turistas. Já o número de residentes da RAEM que compraram pacotes turísticos em agências de viagem para férias no exterior, atingiu 64 mil no primeiro trimestre, o que representou uma subida de 486,4 por cento face ao mesmo período de 2022.

Analisando apenas o último mês de Março, a DSEC refere que existiam em Macau 126 estabelecimentos hoteleiros, mais seis em relação a Março de 2022, disponibilizando um total de 39.000 quartos de hóspedes, mais 0,7 por cento em termos anuais.

28 Abr 2023

DSAL | Vagas para transportes públicos, comércio e hotelaria

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) vai organizar, nos próximos dias 15 e 16, duas sessões de emparelhamento de emprego para os residentes, disponibilizando 70 vagas para a área dos transportes públicos, nomeadamente condutores, encarregados de estações e técnicos de canalização e electricidade, entre outros.

Os residentes podem ainda candidatar-se, no dia 16, a 35 vagas de emprego para o sector do comércio a retalho, tal como vendedores, encarregados de loja ou assistentes, entre outros. Por sua vez, no dia 21 serão disponibilizadas 134 vagas na área da hotelaria, enquanto para o sector dos serviços de lazer e de entretenimento haverá 190 ofertas de emprego.

A sessão de emparelhamento de emprego para o sector de transportes públicos será realizada no Centro de formação de técnicas profissionais da Federação das Associações dos Operários de Macau, enquanto a sessão de emparelhamento de emprego para o sector de comércio a retalho terá lugar na sede da Federação das Associações dos Operários de Macau, no Edifício das Associações dos Operários. As inscrições podem ser feitas até ao dia 14.
As sessões para o sector hoteleiro decorrem no Hotel Roosevelt e as inscrições decorrem até ao dia 17.

9 Mar 2023

Forbes | Macau ultrapassa Londres em excelência hoteleira

Macau é a cidade com o maior número de hotéis distinguidos nos Forbes Travel Guide Star Awards 2023, os “Óscares da hotelaria”. As distinções de cinco estrelas conseguidas pelas unidades hoteleiras das seis concessionárias de jogo relegaram Londres para o segundo lugar do pódio

 

A indústria hoteleira de Macau acabou de ser distinguida como a melhor do mundo, pelo menos de acordo com um dos mais prestigiados rankings de qualidade do sector: os Star Awards do Forbes Travel Guide deste ano.

De acordo com comunicado de imprensa divulgado na noite da organização dos prémios, a excelência hoteleira de Macau foi reconhecida através de 22 prémios de cinco estrelas, ultrapassando por um prémio Londres, a cidade que ficou em segundo lugar no ranking do Forbes Travel Guide.

Como não poderia deixar de ser, a larga maioria das unidades hoteleiras de luxo que integram a lista pertencem ao portfolio de propriedades das seis concessionárias de jogo.

Importa destacar que nos prémios deste ano, foram acrescentados cinco hotéis: O Galaxy Hotel, da Galaxy Entertainment Group Ltd, o Grand Lisboa Palace Macau e o The Karl Lagerfeld, as duas novas estrelas da constelação de propriedades da SJM Holdings Ltd e as novas unidades hoteleiras da Sands China Ltd Londoner Hotel e Londoner Court.

Além das 22 propriedades incluídas na lista das distinções mais elevadas, foi também reconhecida a qualidade de mais 41 propriedades de Macau, que abrangem 22 hotéis, 16 spas e 25 restaurantes.

Os Star Awards 2023 do Forbes Travel Guide reconheceram ainda a qualidade de três hotéis de quatro estrelas e recomendaram outras duas unidades, além de spas e restaurantes.

Fora da hegemonia dos resorts das concessionárias de jogo, foram também distinguidos o Mandarin Oriental, Macau, pela qualidade da unidade hoteleira, spa e o restaurante Vida Rica.

Discurso galáctico

Após a divulgação da lista que colocou Macau no topo da indústria a nível global, as reacções das grandes empresas de hotelaria não se fizeram esperar.

A Galaxy Macau começou por destacar o facto de se ter tornado no “maior resort integrado do mundo a conseguir mais distinções de cinco estrelas da Forbes debaixo do mesmo tecto”. A empresa arrebatou cinco estrelas em quatro das suas marcas de luxo hoteleiro com as unidades Banyan Tree Macau, Galaxy Hotel, Hotel Okura Macau, e o The Ritz-Carlton, Macau. Prémios a que se juntam as distinções recebidas pela primeira vez pelos restaurantes 81⁄2 Otto e Mezzo BOMBANA. No capítulo da revalidação das cinco estrelas, a empresa enumera os spas Lai Heen, Banyan Tree Spa Macau, e o The Ritz-Carlton Spa.

Num comunicado emitido na noite de quarta-feira, o director de operações do Galaxy Entertainment Group, Kevin Kelley, mostrou-se “profundamente honrado pelas oito distinções” de cinco estrelas.

“A nossa equipa tem-se dedicado ao longo dos anos a fornecer instalações de última geração e serviços distintos aos nossos convidados, conquistando o reconhecimento de convidados e profissionais de renome da indústria com a nossa filosofia única de serviços ‘Asian Heart’. A Galaxy Macau continuará a honrar a promessa de prestar serviços notáveis, de modo a criar uma experiência exemplar de resort de luxo para apoiar o desenvolvimento de Macau como um ‘Centro Mundial de Turismo e Lazer’”.

Cidade dos sonhos

No portfolio de propriedades da Melco Resorts & Entertainment foram galardoados os hotéis Morpheus, Nüwa, no City of Dreams Macau, o Star Tower, Studio City e o Altira Macau. No capítulo da restauração da Melco, os Star Awards 2023 do Forbes Travel Guide premiaram os restaurantes Alain Ducasse e o Yí no Morpheus, o Jade Dragon no Nüwa e o Pearl Dragon no Studio City.

Na área do bem-estar, foram reconhecidos os spas do Morpheus, Nüwa e Altira, assim como o Zensa Spa.
O CEO da Melco, Lawrence Ho, também reagiu à divulgação das distinções da Forbes. “Embora os desafios relacionados com a pandemia tenham, de facto, afectado todos os sectores durantes os últimos anos, estamos prontos para acolher de volta o fluxo constante de turistas nos nossos resorts, reforçando a cultura de excelência do nosso serviço com dedicação e empenho”, afirmou Lawrence Ho, agradecendo as distinções atribuídas pela Forbes.

Cidade das vitórias

No universo da Wynn Macau, os Óscares da hotelaria recaíram sobre o hotel Wynn Macau, os restaurantes Café Encore, Golden Flower, Wing Lei Palace, Ristorante il Teatro e o Sushi Mizumi, num total de 15 prémios divididos entre os resorts Wynn Macau, na península, e o Wynn Palace, no Cotai.

Coube ao director de operações da Wynn Macau, Frederic Luvisutto, comentar a divulgação dos Star Awards do Forbes Travel Guide, agradecendo “o contínuo reconhecimento com o compromisso à excelência, que reflecte o esforço e dedicação” dos profissionais da empresa que “são a fundação do sucesso” da Wynn Macau. “Este reconhecimento continua a inspirar-nos a todos para providenciarmos uma experiência de hospitalidade sem paralelo, pela qual somos reconhecidos a nível mundial”, acrescentou o responsável.

Também as propriedades da SJM Resorts, S.A. foram reconhecidas pela Forbes, nomeadamente o Grand Lisboa Hotel, o Grand Lisboa Palace e o The Karl Lagerfeld. Além das unidades hoteleiras, foram ainda premiados os restaurantes Palace Garden, The 8 e o Robuchon au Dôme, e os spas do Grand Lisboa Palace, do The Karl Lagerfeld e do Grand Lisboa.

A directora da SJM, Daisy Ho, destacou o facto de o novo resort Grand Lisboa Palace, que inaugurou a presença da histórica concessionária no Cotai, ter recebido logo no primeiro ano de actividade todos os prémios de cinco estrelas no ranking do Forbes Travel Guide.

“Estes reconhecimentos são um testemunho do esforço continuado da nossa equipa para elevar a experiência de quem nos visita. A SJM sente-se sinceramente honrada com os prémios da Forbes, continuaremos a oferecer um leque diversificado de experiências memoráveis para reforçar a posição de Macau como ‘Centro Mundial de Turismo e Lazer’”, prometeu Daisy Ho.

Leões no areal

No que diz respeito às propriedades da MGM China Holdings, foram distinguidos os hotéis MGM Macau, a Emerald Tower e Skylofts no MGM Cotai e os restaurantes Imperial Court, Tria, Five Foot Road.

“Temos a honra de, mais uma vez, trazer para casa sete prémios Five-Star da Forbes, que atestam a excelência das nossas operações e reforçam a devoção em oferecer serviços e instalações diversificados de primeira qualidade. Com o início do novo ano, estamos satisfeitos por ver que a recuperação do turismo de Macau está a ganhar velocidade. A MGM vai continuar a lançar mais ofertas turísticas inovadoras”, declarou o presidente da MGM, Hubert Wang, destacando a prioridade de vincar Macau como um ‘Centro Mundial de Turismo e Lazer’.

No universo da Sands China, foram distinguidos pela Forbes o Four Seasons Hotel Macao, e as Grand Suites no mesmo complexo, assim como o spa do resort e o restaurante Zi Yat Heen.

Injecção de confiança
O reconhecimento dado à indústria hoteleira de Macau surge numa altura em que a retoma do sector começa a dar sinais de algum vigor, depois de três anos em que o número de visitantes baixou drasticamente.
A taxa de ocupação hoteleira em Macau foi de 38,4 por cento no ano passado, o segundo valor mais baixo em mais de duas décadas, e menos 11,7 pontos percentuais do que em 2021, segundo dados oficiais.
Em Dezembro, o Executivo de Ho Iat Seng anunciou o cancelamento da maioria das medidas sanitárias, depois de a China ter alterado a estratégia ‘zero covid’ que vigorou durante quase três anos.
Com o alívio das medidas, a cidade registou 451 mil visitantes durante a semana do Ano Novo Lunar, quase o triplo de 2022, mas ainda assim menos 62 por cento do que em 2019, o último ano antes da pandemia de covid-19.
A média da taxa de ocupação hoteleira foi de 85,7 por cento, com um pico no terceiro dia do Ano Novo Lunar (24 de Janeiro), de 92,1 por cento.

17 Fev 2023

Falta de recursos humanos reduz número de quartos de hotel

Apesar de as férias do Ano Novo Lunar terem terminado, o Cotai continua com pouca oferta de quartos de hotel. Esta realidade está a fazer com que os preços por quarto nos principais hotéis do território facilmente ultrapassem as 4 mil patacas por noite.

No entanto, de acordo com o Jornal Ou Mun, a pouca oferta de quartos não deverá sofrer mudanças a curto prazo, porque faltam trabalhadores para que os hotéis possam aumentar a oferta.

A informação foi adiantada com base no depoimento de uma fonte do sector hoteleiro, que pediu para ficar anónima. De acordo com esta fonte, durante os três anos da pandemia os hotéis despediram funcionários e evitaram a renovação dos contratos dos trabalhadores não-residentes, para baixarem os custos de operação, face ao reduzido número de clientes.

Ao mesmo tempo, impulsionados pela política do Governo, começaram a dispensar os trabalhadores não-residentes, que foram obrigados a deixar Macau. Esta realidade faz com que agora não haja mão-de-obra disponível no mercado de trabalho para responder em tão pouco tempo ao súbito aumento da procura.

Outro factor que está a limitar a oferta do número de quartos, são as férias dos trabalhadores não-residentes. Impedidos de visitar as famílias durante praticamente três anos, estes trabalhadores estão a aproveitar o fim da exigência de quarentena para verem os entes queridos nos países de origem.

Todos estes factores, aponta a fonte ouvida, fazem com que os quartos disponibilizados não representem 50 por cento do número existente.

Reservas prioritárias

Além das razões apresentadas, a fonte fala ainda de outros fenómenos antigos, que apesar das campanhas anti-jogo continuam a persistir em Macau.

Segundo a fonte citada pelo Jornal Ou Mun, há pessoas ligadas à exploração das salas VIP dos casinos que estão a aproveitar toda a situação para especularem e ganharem com a situação. Nestes casos, os quartos são arrendados e depois subarrendados a preços mais elevados do que aqueles praticados no mercado.

Além disso, existem ainda outros quartos que não são disponibilizados, porque estão reservados para os grandes apostadores, como parte das campanhas de marketing. Esta é uma prática normal de marketing, em que face aos grandes montantes apostados, os clientes acumulam pontos no cartão de cliente, que podem ser trocados pela reserva prioritária de quartos nos hotéis em causa.

30 Jan 2023

Hotelaria | Prevista ocupação entre 80 e 90% no Ano Novo Chinês

Depois dos bons sinais dados no último dia de 2022, representantes do sector do turismo encaram com optimismo o Ano Novo Chinês. Apesar dos surtos em Macau e no Interior da China, Andy Wu espera que na altura dos feriados os picos de infecção sejam coisa do passado

 

Depois de três anos de crise sem precedentes, a abertura de Macau parece, finalmente, trazer algum optimismo palpável ao sector do turismo. Em declarações ao HM, o presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, mostrou-se confiante de que durante os feriados do Ano Novo Chinês a taxa de ocupação dos hotéis de Macau possa chegar a níveis entre 80 e 90 por cento, com o número diário de visitantes a atingir uma média a rondar os 40 mil.

Apesar de os surtos de covid-19 serem uma realidade generalizada no Interior da China, Andy Wu não considera que Macau seja afectado ao nível do turismo. “Para já, as principais fontes de turistas que vão chegar a Macau são Hong Kong e Interior da China. Tendo em conta que tanto no Interior como em Macau os picos de infecção se terem dado antes do Natal, a covid-19 não será um problema para a indústria”, afirmou ao HM.

O representante do sector estima que na altura do Ano Novo Chinês, as taxas de infecção local e nacional se fixem entre 70 e 80 por cento. Em relação aos mercados exteriores, Andy Wu não tem para já uma perspectiva tão optimista, porque a frequência de voos do estrangeiro não permite a retoma deste segmento.

Em uníssono

As previsões de Andy Wu acompanham as proferidas pelo deputado e presidente da Associação das Agências de Turismo de Macau, Cheung Kin Chung, que também havia estimado taxas de ocupação hoteleira entre 80 e 90 por cento durante a próxima época de feriados.

Em declarações ao HM, Andy Wu fez eco das declarações do Chefe do Executivo, reforçando a ideia partilhada por vários sectores sociais de que a pior fase da pandemia foi ultrapassada. “Acho que sim, o pior período já passou, e coincidiu com o Natal, quando muitos negócios ficaram paralisados devido à elevada taxa de infecção entre os funcionários. Logo de seguida, no Ano Novo, já se sentiu alguma recuperação. À medida que mais pessoas são infectadas e recuperam, o impacto nos negócios será cada vez menor”, afirmou o responsável.

Em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, o deputado Cheung Kin Chung referiu que durante o Ano Novo a taxa de ocupação dos hotéis ficou entre 60 e 80 por cento, com a média dos preços dos quartos a rondar 50 a 60 por cento das tarifas verificadas antes da pandemia.

4 Jan 2023

Hotelaria | Ocupação até Outubro abaixo dos 40%

Até ao final de Outubro deste ano, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes dos estabelecimentos hoteleiros de Macau foi de 37,9 por cento, menos 12,0 pontos percentuais, relativamente ao mesmo período de 2021, indicou ontem a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC)

No total, durante os primeiros 10 meses do ano, os hotéis de Macau hospedaram 4.248.000 indivíduos, menos 22,5 por cento, face a idêntico período de 2021. A duração média das estadias manteve-se em 1,8 noites.

Olhando apenas para o mês de Outubro, a DSEC indicou que a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes foi de 41,8 por cento (-3,0 pontos percentuais, em termos anuais). No total, fizeram check-in em hotéis de Macau 494.000 pessoas, mais 11,3 por cento em termos anuais. Neste universo, destaque para o aumento de hóspedes do Interior da China que subiu 15 por cento para 390.000, enquanto os hóspedes locais desceram 11,1 por cento para 70.000.

Os maiores decréscimos em termos anuais verificaram-se nos hotéis de 4 estrelas e nos de 2 estrelas, com quebras de 20 e 18,6 por cento, respectivamente.

1 Dez 2022

Hotelaria | Esperada ocupação de 80% para eventos de Novembro

A indústria hoteleira encara o próximo mês com optimismo. Com o calendário de eventos marcado pelo Grande Prémio de Macau e o Festival de Gastronomia, o sector estima taxas de ocupação na ordem dos 80 por cento. O sentimento de confiança é reforçado pelo aguardado retorno das excursões do Interior

 

O regresso de eventos anuais de grande envergadura, como o Grande Prémio de Macau e o Festival Gastronómico, deixam a indústria da hotelaria local com boas perspectivas de receitas para a segunda metade do próximo mês. O Grande Prémio de Macau realiza-se entre os dias 17 a 20 de Novembro, enquanto a 22.ª edição do Festival de Gastronomia de Macau acontece entre 18 de Novembro e 4 de Dezembro.

Além da organização de eventos, o sector aguarda que se materialize a novidade anunciada por Ho Iat Seng no final de Setembro em relação às excursões organizadas e a emissão de vistos electrónicos para visitas a Macau, medidas previstas para Novembro.

Se a pandemia não “estragar a festa”, estima-se que a taxa de ocupação hoteleira durante a realização dos eventos acima mencionados se situe entre 70 e 80 por cento, projectando resultados positivos para o último trimestre do ano.

Em declarações ao jornal Ou Mun, o presidente da Associação dos Hoteleiros de Macau, Lou Chi Leong, realça precisamente a conjugação de factores do calendário de eventos e abertura fronteiriça a quatro províncias chinesas.

O responsável prevê que o número de turistas que opta por Macau aumente gradualmente, estimulando a taxa de ocupação hoteleira. Porém, devido aos persistentes surtos de covid-19 nas cidades vizinhas, algumas regiões ainda não “arriscaram” aprovar a emissão electrónica de vistos, factor que Lou Chi Leong entende poder afectar o fluxo de visitantes.

Oferta e procura

Com tudo preparado para receber visitantes, os empresários do ramo não têm alternativa a não ser encarar o futuro próximo com optimismo cauteloso, depois de meses de paralisia durante o Verão. Longe dos tempos de afluência contínua de turistas, o presidente da Associação dos Hoteleiros de Macau revela que logo após a Semana Dourada, a taxa de ocupação hoteleira caiu a pique, “o que é um fenómeno normal”. Porém, o responsável confia na recuperação gradual do sector.

Quanto à evolução do preço dos quartos, Lou Chi Leong diz que “é difícil prever”, mas se o fluxo de visitantes aumentar é natural que as taxas de ocupação hoteleiras acompanhem a tendência. Um dos desafios é conseguir com que os turistas alarguem o tempo da visita a Macau, objectivo só alcançável se a pandemia na região se mantiver estável.

Para já, o empresário aponta que o preço dos quartos está muito baixo, acompanhando a fraca procura, mas durante os eventos de Novembro o valor deverá recuperar para números semelhantes aos praticados durante a Semana Dourada, com a inflação de algumas centenas de patacas, para mais de 1000 patacas, para quartos em hotéis de cinco estrelas no Cotai.

Na semana passada, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos revelou que durante o terceiro trimestre deste ano o índice de preços turísticos desceu empurrado pela descida significativa dos preços da secção alojamento (-22,83 por cento em relação ao período homólogo de 2021), secção onde está incluído o preço dos quartos de hotéis.

18 Out 2022

Imprescindíveis e invisíveis

Às vezes é difícil distinguir uma conferência académica sobre turismo de um evento promocional e há várias boas razões para isso. Uma delas é a relativa juventude desta área de estudos, pelo menos de uma forma suficientemente generalizada e massificada para que se dediquem ao tema centros de investigação de todo o mundo, com a emergência dos decorrentes eventos internacionais de reflexão e partilha de conhecimento supostamente característicos das actividades científicas. Olhados ainda com recorrente desconfiança por parte da comunidade académica, os centros de investigação em turismo continuam a viver numa necessidade permanente de justificação da sua existência, da sua importância, da sua necessidade e, naturalmente, dos seus financiamentos.

Talvez por isso nos eventos académicos se faça tanta promoção do tema em si mesmo, da sua magnífica relevância societal, do seu esmagador impacto económico ou mesmo das inevitáveis consequências negativas que a falta de planeamento possa suscitar – na realidade, outra forma de se auto-justificar a importância do estudo e investigação no sector.

Há outras razões, certamente. É também comum que se investiguem casos territorial e emocionalmente próximos de quem investiga – e no caso do turismo o tema é até bastante propenso a que se revelem com intensidade estas afinidades.

Em cada apresentação há frequentemente um elogio sistemático de um lugar, de determinadas características que o tornam único, formidável e motivo de visita, ou até de um determinado tipo de viagem ou de segmente de mercado, mais vantajoso por uma ou outra razão, o que pode incluir impactos económicos, coesão social, protecção do ambiente, envolvimento das comunidades ou qualquer outra forma de supostamente se contribuir para o bem-estar da população envolvida – quer quem viaja, quer quem recebe.

Menos comum é olhar-se para quem trabalha enquanto a comunidade científica se enebria em auto-elogio e se dedica, também, aos justificados prazeres que estes encontros propiciam: cocktails, jantares, momentos de convívio social em ambientes mais ou menos estranhos, ou pelo menos afastados das rotinas quotidianas, que fazem parte da actividade profissional de quem se dedica à investigação em lugares onde os recursos disponíveis permitem alimentar esta agradável – e frequentemente produtiva – componente do trabalho científico.

E quem trabalha para que estes eventos aconteçam não é só o pessoal docente que vai reforçando o currículo com a participação em comissões científicas, ou os estudantes voluntários que oferecem trabalho gratuito para que os eventos possam decorrer: é também, por exemplo, quem trabalha nos hotéis ou nos restaurantes que acolhem quem participa nestes eventos – ou até os eventos propriamente ditos. Na realidade, são estas pessoas, mais ou menos invisíveis para quem está de passagem – incluindo quem se dedica á investigação – que garantem dia após dia a hospitalidade e o conforto de quem viaja, ou até as condições para que o conhecimento científico se vá difundindo, entre projectores ligados a computadores e cocktails de fim de tarde.

Enquanto investigador, também sou apreciador do género, naturalmente. Por uma qualquer coincidência, fiquei alojado em hotéis do mesmo grupo empresarial em duas das últimas viagens que fiz para participar em conferências antes de o covid-19 obrigar a que tudo se faça por via digital. Eram dois países bastante distantes, as reservas foram feitas em diferentes momentos, e o pormenor acabaria por me escapar, pelo menos até me ir apercebendo das condições de trabalho de quem lá passa a vida em permanência e não uns efémeros dias.

A primeira “experiência” foi no Vietname, país do sudoeste asiático com belas praias e fraco nível de desenvolvimento. Por coincidências várias, fui alimentando um contacto com pessoas que trabalhavam no restaurante. Esse contacto manteve-se após a conferência graças às maravilhas das redes sociais. Apercebi-me então que uma das pessoas estava a aprender a nadar porque queria trabalhar num barco de cruzeiros.

Surpreendeu-me desde logo que não soubesse nadar – ali mesmo ao pé da praia e a com parte do trabalho feito à beira de numa simpática piscina – mas também que quisesse mudar de trabalho, parecendo-me aquele um emprego bastante razoável no contexto da economia do país. Fiquei então a saber que quem ali trabalha não tem direito sequer a um dia de folga semanal – já para não falar nas longas jornadas de trabalho, que são mais fáceis de identificar, ainda que sistematicamente acompanhadas de uma genuína e acolhedora simpatia. Esta forma de exploração é possível porque a lei permite mas também porque a alternativa é o trabalho agrícola, a aceitação quotidiana dos ritmos e caprichos da terra e da natureza, com ainda menos descanso e certamente menos rendimento.

A segunda experiência foi em França, país onde a legislação laboral e as oportunidades ou alternativas de emprego são certamente mais diversas e mais ricas. Neste caso não havia certamente quem trabalhasse durante longas jornadas ou que não tivesse tempo de descanso adequado. Mas enquanto no Vietname havia sempre pessoas para os serviços necessários, em França faltava sempre pessoal: o bar até podia estar aberto mas não havia ninguém atrás do balcão e era preciso ir à recepção informar que gostávamos de tomar um café; os croissants podiam ter acabado no buffet do pequeno almoço, que tínhamos que esperar até que a pessoa de serviço voltasse à sala com ar demasiado atarefado para a tranquilidade do repasto – e certamente para oferecer o tal sorriso hospitaleiro do Vietname. A própria recepção ficava por vezes vazia e tínhamos que esperar pelo regresso da polivalente pessoa de serviço. Há mais direitos para quem trabalha mas certamente menos pessoas do que as fazem falta.

Estas pessoas trabalham num dos maiores grupos hoteleiros do mundo, cujo CEO aufere rendimentos anuais na ordem dos milhões de euros (na realidade, dizem as estatísticas da especialidade, é um dos gestores mais ricos do mundo na área do turismo). Hoje ouvi-o – numa conferência online – exprimir a sua preocupação profunda com a manutenção da actividade dos hotéis em zonas de guerra, como a Ucrânia, também em nome dos interesses e dos direitos dos trabalhadores. Da mesma forma, também na Rússia se mantém as operações, que uma coisa é o povo trabalhador e outra as lideranças políticas. Tudo em nome de quem trabalha, portanto.

1 Abr 2022

Estudo | Salário e satisfação laboral determinantes na vontade de ficar ou mudar de emprego 

O nível salarial e a satisfação em relação ao emprego são os factores mais importantes na vontade de sair ou permanecer numa empresa, enquanto que a relação entre colegas não tem qualquer impacto. Um estudo desenvolvido por três académicos da Universidade de Macau, feito a partir de inquéritos a trabalhadores dos sectores do retalho e hotelaria no Cotai em pleno ano pandémico, conclui ser necessária uma estratégia para a retenção de trabalhadores qualificados

 

Quais os factores que mais contribuíram para a vontade de mudar de emprego em pleno ano da pandemia por parte dos funcionários dos sectores do retalho e hotelaria em Macau? Esta foi a pergunta de partida para o estudo “O impacto da covid-19 nas intenções de rotatividade dos trabalhadores dos sectores do retalho e hotelaria”, da autoria dos académicos Glenn McCartney, Charlene Lai Chi In e José Soares de Albergaria Ferreira Pinto, da Universidade de Macau (UM).

Com base em inquéritos online feitos a 301 trabalhadores dos resorts do Cotai conclui-se que “a carga de trabalho e o salário tiveram a maior influência na decisão de deixar ou ficar no sector”. Existe, por isso, “uma relação significativa entre a satisfação no trabalho e as variáveis carga de trabalho e salário, bem como o apoio por parte da empresa”.

Já a relação entre colegas de trabalho, é um factor “que não tem influência” para a mudança ou permanência no trabalho. “É claro no nosso estudo de que a relação entre colegas não tem influência na satisfação laboral, [algo] revelado pela longa ausência do local de trabalho” em plena covid-19, é apontado.

“Os inquiridos passaram um período prolongado de confinamento, tendo regressado recentemente ao trabalho dentro de um conjunto de regras de prevenção pandémica como o uso de máscara, a testagem à covid-19 e a apresentação do código de saúde”, aponta o estudo.

Aquele que é, segundo os autores, um dos primeiros trabalhos académicos sobre a rotatividade dos trabalhadores nas áreas do retalho e hotelaria no período da pandemia foi feito entre os meses de Novembro e Dezembro de 2020, numa altura em que o sector do turismo se abria gradualmente aos turistas da China após longos meses de confinamento e de um período de encerramento dos casinos.

Em relação ao perfil dos participantes, cerca de 80 por cento trabalha na indústria do retalho há, pelo menos, três anos, sendo que “a maior parte” está nesta área “há sete anos ou mais”. Cerca de metade, mantém o mesmo emprego há quatro anos ou mais. De entre 301 inquiridos, 60 por cento é do sexo feminino. A maior parte dos participantes, 73 por cento, tem entre 26 e 35 anos de idade. Em relação às habilitações académicas, 58 por cento possui apenas o ensino secundário. Os salários variam, apesar de a maioria ganhar menos de, aproximadamente, 30 mil patacas mensais.

Este trabalho partiu da premissa de que, “durante o período massivo de licenças sem vencimento e desemprego, e a recente necessidade de novas contratações” era fundamental estudar a vontade dos trabalhadores em mudar de emprego ou de área. Desta forma, os investigadores formularam três hipóteses que sugeriam “o apoio da empresa, a carga de trabalho e salário e a relação entre colegas como tendo uma relação positiva com a satisfação em relação ao trabalho”.

A importância de reter

Mais do que compreender as intenções e percepções de uma amostra dos trabalhadores do Cotai em plena pandemia, este trabalho apresenta estratégias para que os sectores do retalho e hotelaria consigam reter os quadros qualificados e gerir melhor os recursos humanos num contexto de crise.

“Com muitos dos empregados do sector do retalho em Macau a regressarem ao trabalho, este é um tempo oportuno para as chefias considerarem os fortes indicadores de que uma estratégia de recursos humanos se deve desenhar tendo em conta a satisfação laboral e as intenções de rotatividade.”

Além disso, “os funcionários das lojas de retalho na strip do COTAI representam muitas marcas de luxo, sendo vital que estes profissionais talentosos e qualificados possam ficar retidos”.

De entre as recomendações, é defendida a “importância da comunicação estratégica para as políticas de retenção de trabalhadores”, bem como a adopção de “acções de longo prazo em matéria de relação entre colegas, apoio da empresa e carga de trabalho e salário, a fim de construir uma maior resiliência da força laboral caso ocorra outra crise”.

“Uma vez que, no nosso estudo, a satisfação laboral tem um impacto negativo nas intenções de rotatividade, deveria ser realizado um estudo abrangente em matéria de recursos humanos na área do retalho, na fase de recuperação do sector, face a questões não analisadas que podem providenciar uma grande satisfação laboral.

Estas influências podem ser factores externos como um equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, uma relação afectada pela relação entre colegas, carga de trabalho e salário e apoio da empresa”, é referido.

Os autores falam também na importância de uma “estratégia de recursos humanos na área do retalho em termos de remuneração e carga de trabalho, tendo em conta factores como a organização dos turnos e as horas de trabalho, bem como os benefícios pagos aos trabalhadores e os incentivos aquando da recuperação da indústria”.

Uma vez que a relação entre colegas de trabalho não é um factor determinante na busca de um novo emprego, aconselha-se o sector a “dar prioridade a programas de re-engajamento das interacções entre colegas de trabalho, a fim de implementar confiança e respeito”.

Os desafios

Apesar das sugestões, os autores reconhecem que “o aumento dos salários será algo desafiante tendo em conta o panorama económico e a quebra registada com a pandemia”.

No período em que foram realizados os inquéritos, muitos trabalhadores ter-se-ão deparado com uma situação de desemprego, lay-off ou licença sem vencimento, além de ter sido anulada a possibilidade de serem pagos os habituais bónus salariais. Meses depois, “é plausível que, nesta fase da pandemia, muitos trabalhadores estejam a enfrentar dificuldades em pagar as despesas do dia-a-dia devido à redução dos salários”, refere o artigo.

O desafio actual passa por “reter e aumentar o número de funcionários numa situação de contínua incerteza”, tendo em conta o panorama de crise económica. Os autores do estudo não deixam de fazer referência à saúde mental.

“Muitos dos trabalhadores do sector do retalho passaram longos períodos de tempo isolados durante o período da pandemia. Apesar de não ser um factor investigado neste estudo, o bem-estar psicológico dos trabalhadores deveria ser considerado, mesmo que alguns estudos mostrem que este não constitui um antecedente para as intenções de rotatividade [no emprego].”

Em termos gerais, “mantém-se o risco e a incerteza da covid-19, e existe a necessidade de análise de mais necessidades dos trabalhadores do sector da hotelaria e das suas intenções de deixar ou permanecer na empresa”.

O documento esclarece ainda a necessidade de apostar na resposta dos empregados perante um maior número de incentivos atribuídos. “Os salários e incentivos, um facto importante na satisfação laboral, deveriam estar associados com uma resposta dos empregados, tal como o nível de vendas [por si realizadas]. A procura pelo trabalho ideal, a formação de trabalhadores, a promoção e perspectivas de carreira deveriam constituir a estratégia para a retenção de recursos humanos.”

Apesar de este ser o primeiro estudo sobre as intenções de rotatividade dos trabalhadores em plena pandemia, a verdade é que esta matéria já tinha sido abordada. Os autores descrevem um estudo “feito nos casinos que conclui que a carga de trabalho é um factor para o burnout dos croupiers e, consequentemente, uma mudança de emprego”, tendo sido recomendada “uma alteração do horário de trabalho e uma clara comunicação por parte das chefias”.

Relativamente a Hong Kong, outro estudo, realizado junto de empregados de hotel, conclui “que o pagamento foi o factor que mais contribuiu para a satisfação no trabalho”. “O estudo aponta que esta questão foi difícil de resolver tendo em conta o panorama económico, o congelamento de salários e os cortes salariais na indústria”, conclui-se.

1 Abr 2022

Número de trabalhadores em hotéis caiu 10 por cento

No final do terceiro trimestre de 2021, os hotéis de Macau empregavam 48.341 trabalhadores, ou seja, menos 10,1 por cento relativamente ao ano passado. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a remuneração média destes trabalhadores no mês de Setembro fixou-se em 18.500 patacas, um crescimento anual de 10,9 por cento.

Contudo, à semelhança de outros sectores, o crescimento é justificado pelo facto de a “base de comparação ser relativamente baixa”, dado que em 2020 os salários desceram “significativamente” e alguns trabalhadores estarem em licença sem vencimento.

Empregados no sector dos “restaurantes e similares” em Setembro estavam 23.527 trabalhadores a tempo completo (-6,1por cento), com uma remuneração média de 9.810 patacas (+7,8 por cento), ao passo que nas “indústrias transformadoras” estavam 8.448 pessoas (-7,7 por cento), com uma remuneração média de 11.930 patacas (+11,8 por cento).

A trabalhar em creches estavam 1.538 pessoas (+0,9 por cento), com uma remuneração média de 16.090 patacas (-1,6 por cento). Já os “serviços de idosos” empregavam 1.192 trabalhadores a tempo completo (+8,4 por cento), cuja remuneração média se fixou em 15.770 patacas (+1,6 por cento).

30 Nov 2021

Hotelaria | Taxa de ocupação subiu 12,2% em Setembro

A taxa de ocupação média hoteleira em Macau subiu 12,2 por cento em Setembro, em relação ao mês anterior, informou ontem a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

No último mês, os hotéis e pensões de Macau hospedaram 531 mil indivíduos, quando em Agosto se tinham ficado pelos 435 mil, um aumento que se explica com o alívio “das medidas de inspecção exigidas para entrada e saída” no território, instauradas devido à pandemia de covid-19, “na maior parte do mês em análise”, apontou a DSEC.

Em Setembro, nos 36 mil quartos do território de 30 quilómetros quadrados, a esmagadora maioria de hóspedes eram da China continental (418.000), registando-se ainda 82.000 hóspedes locais.

A taxa de ocupação média hoteleira em Macau no mês em análise foi de 50,6 por cento, mais 33,5 por cento que no mês homólogo de 2020, “registando-se um aumento de 147,6 por cento, em termos anuais”, informaram os Serviços de Estatística.

Nos três primeiros trimestres de 2021, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes dos hotéis e pensões foi de 50,6 por cento, mais 27,8 pontos percentuais que no mesmo período do ano anterior.

29 Out 2021

Hotelaria | Hóspedes do interior da China aumentam mais de 800%

Entre os números da ocupação hoteleira no mês de Maio, destaque para o aumento significativo do número de hóspedes oriundos do interior da China. No total, os hotéis de Macau hospedaram 659 mil visitantes vindos do continente, o que representa um aumento de 816,4 por cento face a Maio de 2020, segundo dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Quanto aos hóspedes locais foram 68 mil, mais 112,3 por cento em termos anuais. A nível global, os hotéis e pensões hospedaram em Maio um total de 760 mil pessoas, um aumento de 552,3 por cento por comparação o mesmo mês do ano passado.

Durante o mês em análise estavam em operação 115 hotéis e pensões, mais sete por cento face a Maio do ano passado, disponibilizando um total de 37 mil quartos de hotel, mais 10,1 por cento em termos anuais.

A taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes foi de 62 por cento, mais 50,2 pontos percentuais, em termos anuais, destacando-se que a dos hotéis de 3 estrelas se fixou em 70,7 por cento e a dos hotéis de 4 estrelas em 67,5 por cento, números que “foram superiores à taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes”.

Sem visitantes do exterior, Macau registou, em Maio, apenas 8300 visitantes em excursões locais. Apenas 26 mil residentes viajaram para o exterior recorrendo às agências de viagens, sendo que 98,8 por cento destes deslocaram-se para o interior da China.

Entre Janeiro e Maio, taxa de ocupação média dos quartos de hotéis e pensões foi de 51,3 por cento, mais 21,2 por cento face ao período homólogo de 2020. Nestes meses, o número de visitantes em excursões locais foi de 21 mil, mais 126,6 por cento face ao mesmo período de 2020. Apenas 75 mil residentes viajaram para o exterior nestes meses, recorrendo aos serviços das agências de viagens, o que representa uma quebra de 15,1 por cento face aos meses de Janeiro a Maio de 2020.

30 Jun 2021

Emprego | Hotelaria e construção registam maior saída de TNR

A DSAL assegurou a prioridade dos residentes no acesso ao emprego, prometendo melhorar as sessões de emparelhamento profissional e o plano de estágios para recém-licenciados. O subdirector do organismo afirmou ainda que há residentes interessados em trabalhar na hotelaria, mas que muitos acabam por rejeitar empregos devido aos turnos

 

O subdirector da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Chan Un Tong revelou ontem que os sectores da hotelaria e construção civil são aqueles em que o número de trabalhadores residentes (TNR) empregados têm caído de forma mais notória e, caso haja trabalhadores locais com as qualificações necessárias, estes tomarão os seus lugares. Isto, se trabalhar por turnos não for um problema.

“A hotelaria e a construção civil são os sectores que têm registado maior saída de TNR. Em Macau, é necessária muita mão-de-obra, por exemplo, na restauração e nas recepções dos hotéis e muitas pessoas estão interessadas em trabalhar no sector hoteleiro. Mas quando se fala em trabalhar por turnos de 24 horas, os residentes já não se mostram tão interessados”, explicou ontem Chan Un Tong, à margem da cerimónia de abertura da 3ª competição de aptidão profissional das empresas de turismo e lazer, que teve lugar no Londoner Macau.

Recordando que em Fevereiro de 2021 o número de TNR no território era de cerca de 175 mil, ou seja, menos 23 mil comparativamente com período antes da pandemia, o subdirector da DSAL assegurou que está atento ao mercado de trabalho e, como departamento governamental, “irá cumprir o mecanismo de saída de TNR”.

Além disso, ficou a promessa de criar mais vagas para residentes através da introdução de melhorias nas chamadas “sessões de emparelhamento profissional”.

“Vamos fazer sessões mais sofisticadas e específicas para criar novas vagas para trabalhadores locais. Entre Janeiro e Março deste ano, fizemos três sessões de emparelhamento e os resultados têm sido bons. Não podemos assumir que as contas entre o número trabalhadores residentes e não residentes são um ‘jogo’ de ajuste directo (…) e que, se temos um, não precisamos do outro. Vamos procurar ajustar sempre (…) a mentalidade e as competências técnicas dos residentes locais para que possam arranjar emprego”, apontou Chan Un Tong.

Em construção

Questionado sobre os trabalhadores desempregados da construção civil, que no mês passado mostraram o seu descontentamento à porta da DSAL com uma manifestação espontânea, Chan Un Tong respondeu que foram recebidos 465 pedidos de ajuda e contratados mais de 100 candidatos.

Sobre o plano de estágios para recém-licenciados, o responsável apelou para que os jovens “sem mais activos” e que, para além de posições nas concessionárias e no sector bancário, a DSAL está a procurar novos parceiros de colaboração em hospitais e outras organizações.

Por seu turno, durante o discurso de abertura do evento, a presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), Ho Sut Heng frisou que a competição de aptidão profissional permite “promover o intercâmbio” e “troca de experiências técnicas” para “aumentar as oportunidades de ascensão profissional do pessoal”.

Ho Sut Heng sublinhou ainda que a FAOM tem procurado “aumentar a qualidade dos trabalhadores”, através da organização de cursos de certificação e formação para diferentes profissões com o objectivo de “adequar o posicionamento da RAEM como Centro de Turismo e de Lazer Mundial e Cidade Criativa de Gastronomia”.

15 Abr 2021