Mundial | Selecionador da Coreia do Sul deixa cargo após eliminação precoce Hoje Macau - 30 Jun 2026 Hong Myung-bo demitiu-se do cargo de selecionador da Coreia do Sul de futebol, após nova eliminação precoce num campeonato do mundo, tal como em 2014, noticiou a agência noticiosa sul-coreana Yonhap. O antigo defesa central, capitão da Coreia do Sul na caminhada para as meias-finais do Mundial2002, competição em que os sul-coreanos venceram por 1-0 a Portugal na primeira fase, procurava, na sua segunda passagem pelo comando técnico da selecção, a sua redenção, depois de ter ficado pela fase de grupos em 2014. Hong Myung-bo, de 57 anos, voltou ao cargo de seleccionador, tornando-se no primeiro treinador sul-coreano a orientar a selecção em dois Mundiais, mas acabou, mais uma vez, por não superar a primeira fase, terminando o Grupo A no terceiro posto, com três pontos, atrás do México, com nove, e da África do Sul, com quatro. Após uma vitória frente à República Checa, por 2-1, na estreia, os ‘Guerreiros Taegeuk’ perderam os restantes jogos por 1-0, ficando arredados dos 16 avos de final. O terceiro melhor jogador do Mundial2002, atrás do guarda-redes Oliver Kahn e do avançado brasileiro Ronaldo, somou quatro presenças em campeonatos do mundo e orientou ainda a selecção sul-coreana nos Jogos Olímpicos Londres2012, conquistando a medalha de bronze. História que se repete Acabou por deixar a equipa técnica da selecção, da qual fazem parte os portugueses João Aroso, Tiago Maia, Pedro Roma e Nuno Matias, apesar de ter contrato até Fevereiro de 2027, data da Taça da Ásia de 2027, que vai ser disputada na Arábia Saudita. No anterior Mundial, em 2022, a Coreia do Sul foi comandada pelo português Paulo Bento, tendo sido eliminada nos oitavos de final pelo Brasil, ao perder por 4-1. O actual vice-presidente do Benfica e antigo futebolista e seleccionador Humberto Coelho foi o primeiro português a orientar a Coreia do Sul, entre 2003 e 2004.
Bielorrússia | Xi recebe Lukashenko durante périplo asiático Hoje Macau - 30 Jun 2026 O Presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se ontem, em Pequim, com o homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko, no âmbito de uma digressão do líder europeu pelo Leste e Sudeste Asiático, informaram órgãos de comunicação estatais dos dois países. O encontro decorreu durante a manhã, na residência oficial de hóspedes de Diaoyutai, indicou a televisão estatal chinesa CCTV, que não adiantou, para já, pormenores sobre o conteúdo da reunião nem sobre a duração da estadia de Lukashenko na China. A agência oficial bielorrussa Belta noticiou no domingo que Lukashenko partira para uma visita ao Leste e Sudeste Asiático, com passagens por três países não especificados. Segundo a Belta, as partes deverão abordar projectos “de grande escala” em diferentes áreas, na sequência de um trabalho preparatório realizado antes de cada uma das visitas. O órgão estatal bielorrusso acrescentou que o reforço da cooperação com os países asiáticos constitui uma das prioridades da política externa de Minsk. O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês não anunciou previamente a visita de Lukashenko ao país.
Europa | Exportações de ventiladores sobem até 97% até fim de Maio Hoje Macau - 30 Jun 2026 As exportações chinesas de ventiladores eléctricos para vários países europeus aumentaram entre 20 e 97 por cento nos primeiros cinco meses do ano, antes da vaga de calor na Europa e reacendeu o debate sobre equipamentos de arrefecimento, como o ar condicionado. Os dados resultam de uma análise divulgada ontem pelo portal económico chinês Yicai, com base em estatísticas oficiais das alfândegas sobre as vendas de ventiladores para Bélgica, França, Alemanha, Países Baixos, Portugal, Espanha e Reino Unido. Li Mingyang, director-geral da fabricante de electrodomésticos Luckyway, afirmou ao portal que o valor das vendas de ventiladores da empresa para a Europa aumentou cerca de 20 por cento em relação ao ano passado. “O clima na Europa está extremamente quente, algo que não esperávamos. Esperamos que as encomendas continuem a aumentar no próximo ano”, afirmou o responsável, revelando ainda que uma “grande cadeia retalhista” europeia contactou a empresa para desenvolver ventiladores com função de vaporização. Segundo Li, a popularidade dos ventiladores na Europa deve-se, em parte, aos elevados custos associados à instalação de aparelhos de ar condicionado. No entanto, também os ventiladores registaram aumentos de preços nos últimos meses, entre 7 e 8 por cento no caso da Luckyway, devido à subida dos preços de matérias-primas essenciais, como o cobre e o plástico, bem como ao impacto das flutuações cambiais. De acordo com um trabalhador de uma fábrica de ventiladores na província de Guangdong, citado pelo Yicai, o aumento das encomendas provenientes da Europa levou algumas empresas a manter uma postura de “prudência” quanto às margens de lucro.
UE | Pequim sinaliza posição negocial mais firme em disputas comerciais Hoje Macau - 30 Jun 2026 Pequim acredita estar em posição de resistir à pressão comercial de Bruxelas e prepara uma postura negocial mais dura nas disputas sobre veículos eléctricos, terras raras e investimento, segundo um comentário divulgado pela televisão estatal chinesa A leitura consta de uma análise publicada pela Yuyuantantian, plataforma de comentário político da televisão estatal chinesa CCTV, antes da reunião prevista entre o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, e o comissário europeu para o Comércio, Maroš Šefčovič, em Bruxelas, num momento em que as tensões comerciais entre as duas partes continuam a intensificar-se. Segundo a análise, Pequim considera que Bruxelas ignorou duas prioridades chinesas nas negociações: encontrar uma solução para as tarifas impostas aos veículos eléctricos fabricados na China e aliviar os controlos às exportações europeias de tecnologias avançadas. O comentário defende que a China chegou às negociações “com sinceridade”, mas acusa a UE de não ter dado qualquer resposta às preocupações chinesas e de se limitar a exigir esclarecimentos sobre o fornecimento de terras raras. A análise acrescenta que, “se a UE insistir em transformar as negociações num mero ritual, a China tem capacidade para enfrentar um maior agravamento das relações económicas e comerciais, ou até um deslizamento para um ponto de congelamento”, acrescentando que “a China não deseja chegar a esse ponto, mas também não o teme”. Em contrapartida, a União Europeia tem insistido nas preocupações com o fornecimento de terras raras e desenvolvido novos instrumentos de defesa comercial, bem como políticas destinadas a reduzir dependências estratégicas da China. Entre economia e geopolítica O comentário da CCTV afirma que a China pode suportar um agravamento das relações económicas com a Europa, chegando mesmo a sugerir que conseguiria enfrentar um eventual congelamento dos laços comerciais. Para sustentar esse argumento, aponta que as empresas chinesas dependem hoje menos do mercado europeu, uma vez que as exportações para a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) já ultrapassam as destinadas à UE, enquanto regiões como o Médio Oriente, a América Latina e África assumem importância crescente para produtos chineses, incluindo veículos eléctricos. A análise sugere igualmente que o investimento chinês na Europa poderá tornar-se um instrumento de pressão. Segundo o texto, caso Bruxelas continue a endurecer as restrições comerciais, projectos industriais chineses que algumas regiões europeias procuram atrair poderão ser adiados ou cancelados. O artigo identifica ainda uma divergência de fundo entre as duas partes. Enquanto Pequim pretende separar os diferendos comerciais de questões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia ou as relações com os Estados Unidos, Bruxelas considera que comércio, segurança económica e política externa estão hoje estreitamente ligados. O comentário defende que a União Europeia deve questionar “não se a China vai ceder, mas se consegue suportar o custo” da actual estratégia comercial, argumentando que tarifas e investigações não resolverão os problemas de competitividade europeus.
Sichuan | Sismo de magnitude 5,5 fez ontem 13 feridos ligeiros Hoje Macau - 30 Jun 2026 Um sismo de magnitude 5,5 abalou ontem a província chinesa de Sichuan, no centro do país, sem causar vítimas mortais, mas provocou 13 feridos ligeiros e obrigou à retirada de 196 pessoas, informaram as autoridades. O abalo foi registado às 00h12 locais no condado de Gao, que pertence à cidade de Yibin, com epicentro a seis quilómetros de profundidade, segundo a medição oficial do Centro de Redes Sismológicas da China. O epicentro localizou-se na vila de Shahe, nas coordenadas 28,5 graus de latitude norte e 104,69 graus de longitude leste, de acordo com o organismo. O comando local de resposta ao sismo, citado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, informou que não foram registadas vítimas mortais e que os 13 feridos ligeiros foram transportados para unidades de saúde, onde receberam tratamento. O presidente da câmara de Shahe explicou que 21 habitações apresentavam fendas, três das quais com danos mais graves, levando ao realojamento das dez pessoas afectadas em casas de familiares ou conhecidos. Sichuan, com cerca de 83 milhões de habitantes situa-se numa zona de elevada actividade sísmica. Em 2022, um sismo de magnitude 6,8 provocou 93 mortos e 24 desaparecidos na província. Em Maio de 2008, Sichuan foi atingida por outro sismo catastrófico, de magnitude 8 que causou mais de 90 mil mortos e desaparecidos.
Venezuela | Pequim envia ajuda de emergência de 100 milhões de yuan Hoje Macau - 30 Jun 2026 A China vai enviar ajuda material de emergência no valor de 100 milhões de yuan para a Venezuela, para apoiar as operações de socorro e reconstrução após os sismos da passada quarta-feira. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou em conferência de imprensa que os materiais serão enviados para o país sul-americano “o mais rapidamente possível”, acrescentando que se juntam à ajuda financeira directa já disponibilizada anteriormente. Guo indicou ainda que a China forneceu à Venezuela imagens de satélite das zonas afectadas para apoiar as operações de resposta ao desastre. Segundo o porta-voz, empresas chinesas presentes na Venezuela e associações da comunidade chinesa no país disponibilizaram também maquinaria de engenharia e material médico de primeira necessidade para as operações de socorro. Essas entidades organizaram igualmente equipas de salvamento que participam nas operações de busca e resgate, acrescentou. “A China está disposta a continuar a prestar mais apoio à Venezuela, de acordo com a evolução da situação no terreno e das necessidades decorrentes do desastre”, afirmou Guo.
A história dos pauzinhos chineses: cultura, identidade e convivência social Hoje Macau - 30 Jun 2026 Por Yiming Shu A história dos pauzinhos na China remonta ao período pré-Qin, há mais de três mil anos. Inicialmente fabricados sobretudo em bambu ou madeira, estes utensílios apresentavam uma forma simples, leve e funcional, adequada às necessidades da alimentação quotidiana. O seu aparecimento constituiu uma inovação importante na história da cultura material chinesa, pois introduziu um instrumento de refeição prático, higiénico e profundamente adaptado aos hábitos alimentares da população. O gesto de erguer os pauzinhos pode ser entendido como um momento discreto, mas significativo, da civilização humana. A relação com o alimento passou a ser mediada por um objecto técnico, cultural e simbólico. Os pauzinhos condensam hábitos sociais, valores familiares, formas de convivência e modos de pensamento característicos da cultura chinesa. Este texto procura, por isso, analisar o modo como este utensílio quotidiano se tornou um símbolo cultural relevante na sociedade chinesa. A alimentação chinesa mantém uma relação muito forte com a dimensão colectiva. Em muitos países europeus, cada pessoa dispõe habitualmente de um prato individual. Na China, pelo contrário, é comum que vários pratos sejam colocados no centro da mesa e partilhados por todos os convivas. Os pauzinhos adaptam-se de forma particularmente eficaz a este modelo de refeição, pois permitem retirar pequenas porções de comida sem necessidade de cortar os alimentos durante o próprio acto de comer. Esta prática revela uma diferença cultural importante. Na tradição chinesa, a refeição constitui um momento de encontro, convivência e partilha. Comer implica participar num espaço comum, observar gestos de respeito e integrar-se numa ordem familiar ou social. A mesa funciona, assim, como lugar de alimentação e, ao mesmo tempo, como espaço de relação. A forma dos pauzinhos também permite compreender certas concepções filosóficas e comportamentais da cultura chinesa. Ao contrário da faca e do garfo, comuns em muitos países ocidentais, os pauzinhos apresentam uma aparência serena e desprovida de agressividade. Na culinária chinesa, os alimentos são geralmente cortados em pequenos pedaços antes de chegarem à mesa. O gesto de cortar é deslocado para a cozinha, preservando-se, durante a refeição, uma atmosfera de harmonia e contenção. Esta característica aproxima-se de um princípio valorizado pela tradição chinesa: a procura do equilíbrio e a evitação de conflitos desnecessários. A tradição confucionista contribuiu para consolidar esta sensibilidade. Confúcio considerava que objectos associados à violência, como facas, não se adequavam ao ambiente tranquilo da refeição. Por essa razão, os pauzinhos tornaram-se progressivamente mais populares em muitas regiões da China. Ainda hoje, algumas pessoas mais velhas consideram pouco apropriado colocar facas directamente sobre a mesa durante refeições familiares. Os pauzinhos estão igualmente ligados à estrutura familiar chinesa. Na China, comer em conjunto representa um momento de reafirmação dos laços familiares. Durante festividades tradicionais, como o Ano Novo Chinês, muitas famílias sentam-se em torno de uma mesa redonda para partilhar vários pratos. Em muitas casas, os idosos começam a refeição em primeiro lugar, enquanto os mais jovens demonstram respeito esperando a sua vez ou colocando comida nos pratos dos familiares mais velhos. Neste contexto, os pauzinhos desempenham uma função social muito clara. Servem para comer, partilhar, oferecer e cuidar. Desde a infância, muitas crianças chinesas aprendem que não devem retirar comida apenas para si próprias, escolher os melhores pedaços de forma egoísta ou mexer excessivamente nos pratos comuns. Estas regras pertencem à educação familiar e influenciam profundamente o comportamento durante as refeições. Através de gestos simples, transmitem-se valores como respeito, moderação, generosidade e atenção ao outro. Um dos aspectos mais reveladores da cultura dos pauzinhos reside na importância atribuída aos pequenos comportamentos à mesa. Espetar os pauzinhos verticalmente numa tigela de arroz é considerado um gesto de mau agouro, pois lembra o incenso utilizado nos rituais funerários chineses. Bater com os pauzinhos na tigela também é visto como falta de educação, uma vez que esse gesto era tradicionalmente associado aos mendigos. Apontar os pauzinhos directamente para outra pessoa durante uma conversa é igualmente considerado inadequado. Mexer repetidamente nos pratos à procura dos melhores pedaços revela falta de consideração pelos outros convivas. Estes detalhes mostram como um objecto aparentemente simples pode carregar significados culturais profundos. Para estrangeiros, algumas regras podem parecer excessivas. Para muitos chineses, porém, elas fazem parte de uma gramática quotidiana do respeito. Os pauzinhos organizam a relação com a comida e, ao mesmo tempo, regulam a relação com os outros. A mesa transforma-se, desse modo, num espaço de educação moral, memória familiar e continuidade cultural. Os materiais utilizados na produção dos pauzinhos também se alteraram ao longo da história. Durante muito tempo, a maioria da população usava pauzinhos de bambu ou madeira, materiais acessíveis, baratos e fáceis de produzir. As famílias mais abastadas recorriam a materiais mais nobres, como marfim, jade ou prata. Existia inclusivamente a crença de que os pauzinhos de prata poderiam mudar de cor ao entrar em contacto com veneno, embora essa ideia não corresponda inteiramente à realidade científica. Ainda assim, essa crença revela a associação dos pauzinhos a imaginários de proteção, estatuto social e distinção simbólica. Hoje, encontram-se pauzinhos de metal, plástico, madeira reutilizável e vários materiais modernos. São usados em casas particulares, restaurantes tradicionais, estabelecimentos de hotpot e restaurantes de sushi. Apesar desta diversidade, muitas pessoas continuam a preferir os pauzinhos tradicionais de madeira, por os considerarem mais confortáveis, estáveis e menos escorregadios. A permanência da madeira e do bambu revela a continuidade de uma sensibilidade táctil e cultural que atravessa as transformações da vida moderna. Os pauzinhos também são utilizados noutras regiões da Ásia, embora apresentem variações importantes. Os pauzinhos chineses costumam ser mais longos e ter a ponta menos fina. Os japoneses são geralmente mais curtos e pontiagudos, característica relacionada com a presença frequente do peixe na alimentação japonesa e com a necessidade de retirar espinhas com precisão. Na Coreia, muitas pessoas usam pauzinhos metálicos, cuja utilização pode parecer mais difícil para quem não está habituado. Estas diferenças mostram como um mesmo utensílio pode adquirir formas distintas conforme os hábitos alimentares, os materiais disponíveis e as sensibilidades culturais de cada sociedade. Na actualidade, apesar da globalização e da influência de culturas estrangeiras, os pauzinhos continuam muito presentes no quotidiano chinês. Mesmo entre os jovens que consomem fast food, frequentam restaurantes internacionais ou usam o telemóvel durante as refeições, os pauzinhos permanecem um instrumento habitual. Em alguns restaurantes, utilizam-se pauzinhos reutilizáveis; noutros, persistem os descartáveis, frequentemente associados a preocupações de higiene. O uso massivo de pauzinhos descartáveis trouxe, contudo, problemas ambientais significativos. A sua produção implica o consumo de grandes quantidades de madeira e contribui para o aumento de resíduos. Nos últimos anos, a consciência ecológica em torno deste problema tem vindo a crescer. Diversas campanhas incentivam o uso de pauzinhos reutilizáveis, e algumas universidades chinesas distribuem conjuntos pessoais aos estudantes, procurando reduzir o desperdício. Assim, um objecto antigo participa hoje em debates contemporâneos sobre sustentabilidade, consumo responsável e proteção ambiental. Com o desenvolvimento da internet, os pauzinhos ganharam nova visibilidade nas redes sociais e na cultura popular. Circulam vídeos de estrangeiros a tentar aprender a usá-los, desafios humorísticos e demonstrações de grande habilidade manual. Algumas pessoas conseguem apanhar grãos de arroz individuais ou objetos minúsculos apenas com os pauzinhos. Estes conteúdos, embora marcados pelo entretenimento, despertam curiosidade internacional pela cultura chinesa. Em certos contextos, os pauzinhos funcionam como símbolo visual da identidade asiática. Quando cheguei a Portugal, percebi que muitas pessoas tinham curiosidade em relação aos pauzinhos chineses. Alguns colegas queriam aprender a utilizá-los, mas, no início, achavam difícil controlar o movimento das mãos. Alguns seguravam-nos como se fossem lápis; outros moviam apenas um dos pauzinhos, sem compreender a coordenação necessária entre ambos. Esta experiência foi reveladora para mim, porque, antes de sair da China, nunca tinha reflectido profundamente sobre este objecto tão comum. O contacto com estrangeiros permitiu-me perceber que aquilo que para mim era quotidiano podia parecer estranho, difícil ou fascinante para outras culturas. Em restaurantes asiáticos em Portugal, observo frequentemente esse contraste cultural. Muitos chineses usam os pauzinhos de forma natural e quase inconsciente, enquanto muitos europeus precisam de tempo para se habituar ao gesto. Esta diferença mostra como os objectos mais simples incorporam hábitos culturais profundos. O modo de segurar, mover e utilizar os pauzinhos torna-se uma memória corporal aprendida desde cedo e interiorizada pela repetição. Os pauzinhos estão ainda ligados à memória afectiva de muitas pessoas chinesas. Refeições familiares, festas tradicionais, comida preparada pelos avós e encontros em torno da mesa surgem frequentemente associados a este utensílio. Por isso, muitos chineses que vivem no estrangeiro continuam a preferir usá-los em casa, mesmo estando habituados aos talheres ocidentais. O gesto de pegar nos pauzinhos cria uma sensação de continuidade cultural e proximidade emocional. Longe da China, esse objecto discreto pode funcionar como uma forma íntima de regresso. Em suma, os pauzinhos constituem um símbolo importante da cultura chinesa. Através deles, torna-se possível compreender hábitos alimentares, valores históricos, códigos sociais e vínculos familiares transmitidos ao longo de milénios. A sua presença no quotidiano revela a força dos objetos simples na construção da identidade cultural. Estudar utensílios comuns permite compreender uma cultura a partir dos seus gestos mais discretos. Muitas vezes, são os detalhes aparentemente banais — a forma de comer, a etiqueta da mesa, o modo de partilhar um prato — que revelam estruturas profundas de pensamento e convivência. Os pauzinhos chineses pertencem a essa categoria de objetos silenciosos: modestos na aparência, vastos no significado.
Lisboeta | “Toy Story 5” exibido em sessão aberta a animais de estimação Hoje Macau - 30 Jun 2026 Os Cinemas Emperor, no Lisboeta Macau, acolhem no próximo dia 11 de Julho a exibição do filme “Toy Story 5”, uma iniciativa aberta a animais de estimação. A ideia, segundo um comunicado do Lisboeta Macau, é que o público possa levar os seus animais de estimação, a fim de criar “memórias inesquecíveis” e uma maior conexão entre os donos e os seus cães. Cada cão recebe um brinquedo alusivo ao filme, decorrendo ainda outras actividades como o “Live Custom Sketching”, onde “artistas profissionais vão realizar retratos personalizados dos convidados e seus cães em bilhetes de cinema comemorativos”, e que servem de lembrança após a visualização do filme. O Lisboeta Macau vai ainda apresentar um “mercado para animais de estimação”, onde se apresenta “uma variedade de produtos para que hóspedes e cães desfrutem de um fim-de-semana repleto de diversão na H853 Fun Factory”, lê-se ainda. Os bilhetes de cinema estão disponíveis para venda no portal do Lisboeta Macau ou no WeChat num grupo destinado a membros do Lisboeta Macau.
Associação Cultural da Taipa | Aniversário celebrado com exposição itinerante Andreia Sofia Silva - 30 Jun 2026 São dez anos a revelar perspectivas artísticas e a celebrar o fascínio que a Taipa velha proporciona. “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” é a exposição que a Associação Cultural da Vila da Taipa apresenta a partir de amanhã, com trabalhos de artistas como Clara Brito, André Carrilho, Ana Aragão ou Rusty Fox A Associação Cultural da Vila da Taipa apresenta a partir de amanhã uma nova exposição que é também uma forma de celebração. “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” é o nome da mostra que apresenta trabalhos de 14 artistas, locais ou com ligações a Macau, e que nos últimos dez anos apresentaram a sua arte na Vila da Taipa. São eles P.I.B.G., graffiter cujo trabalho é pioneiro em Macau; os fotógrafos Chan Hin Io, Ieong Man Pan e Rusty Fox; os ilustradores portugueses Ricardo Lima, André Carrilho, Ana Aragão e Sara Hung, esta última natural de Macau. Esta exposição apresenta também a obra de Fan Sai Hong, mestres de pintura chinesa como Lio Man Cheong e Chao Iok Leng; a designer de moda Clara Brito, bem como as artistas plásticas Crystal W. M. Chan e Bianca Lei Sio-Chong. Segundo um comunicado da Associação Cultural da Vila da Taipa, trata-se de uma “exposição inovadora” por reunir “uma combinação invulgar de instalações artísticas ao ar livre e exposições em espaços interiores de obras seleccionadas de 14 talentos individuais de Macau e de todo o mundo”. Desta forma, o público tem acesso a um “espectáculo visualmente rico” que revela também perspectivas do património cultural local”, onde “os amantes da arte ao ar livre” são convidados “a passear pelos locais com património e ruelas históricas da Vila da Taipa, enquanto exploram a cultura, o encanto e a atmosfera única do bairro”. Um mapa com arte Tratando-se de uma mostra interactiva, no sentido em que o público não só tem acesso a obras dentro de uma galeria de arte, num formato mais tradicional, como também recorre a um mapa para ver obras expostas no exterior, “Walking Culture 2.0 – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” acaba por “esbater a distinção entre galeria e paisagem urbana”. Isto porque, na parte da exposição dentro de portas, “os visitantes podem explorar obras de arte originais”, existindo depois “banners apelativos estrategicamente colocados por toda a vila, em que cada um destaca o perfil e visão criativa do artista”. A exposição propões aos visitantes “uma viagem de descoberta”, a fim de poderem “explorar o encanto único e o património cultural da Taipa enquanto desfrutam de um passeio tranquilo”. Ao mesmo tempo, também se procura estabelecer “uma ligação entre as instalações ao ar livre e as obras de arte originais expostas na galeria”. João Ó, arquitecto e presidente da associação, disse, citado pela mesmo nota, que “esta exposição celebra uma história partilhada de intercâmbio artístico, ao mesmo tempo que reafirma a posição da vila da Taipa como uma plataforma viva para a criatividade contemporânea”. Os trabalhos seleccionados para esta iniciativa reflectem, segundo João Ó, “a riqueza e pluralidade que têm vindo a definir o programa” da associação nos últimos anos, adiantou. A mostra pode ser vista até ao dia 11 de Setembro de forma gratuita, funcionando na Galeria de Exposições junto às Casas Museu da Taipa, entre as 10h e 19h, e em diversas ruas da Vila da Taipa.
Covid-19 | Detectada infecção colectiva em Coloane Hoje Macau - 30 Jun 2026 Os Serviços de Saúde anunciaram o registo de um caso colectivo de covid-19, com três pessoas infectadas no Centro de Santa Lúcia, na Estrada de Nossa Senhora de Ká Hó, Coloane. A informação foi divulgada ontem e o caso foi identificado na semana passada. “Desde 27 de Junho, as doentes apresentaram sintomas do trato respiratório superior, nomeadamente febre, tosse e corrimento nasal, entre outros, tendo obtido um resultado positivo no teste rápido de antigénio para a doença, o que levou ao diagnóstico inicial de infecção pelo novo coronavírus”, foi comunicado. “As condições clínicas das doentes são consideradas estáveis, não foram registados casos graves ou outras complicações”, foi acrescentado. Ainda de acordo com a mesma fonte, a situação de saúde das infectadas vai ser acompanhada e o centro aplicou as “medidas de controlo da infecção, como o reforço na desinfecção, limpeza e manutenção da ventilação de ar no interior das instalações”. Gripe | Oito alunos infectados no Colégio Mateus Ricci Oito alunos da Secção Infantil e Primária do Colégio Mateus Ricci foram infectados com gripe, de acordo com os Serviços de Saúde (SS). O caso foi registado a 27 de Junho e entre os infectados estão seis alunos e duas alunas. “Desde o dia 24 de Junho, os doentes começaram a manifestar sintomas de infecção do tracto respiratório superior, como febre e tosse, tendo alguns deles sido submetidos a tratamentos médicos. As condições clínicas dos doentes são consideradas ligeiras e não foram registados casos graves ou outras complicações”, foi comunicado. A investigação revelou que três doentes testaram positivo a gripe A. Segundo os SS, a escola “aplicou medidas de controlo, como o reforço na desinfecção, limpeza e manutenção da ventilação de ar no interior das instalações, assim como o cumprimento rigoroso da norma do isolamento dos doentes”.
Cazaquistão | Lawrence Ho discute investimento em novo projecto João Santos Filipe - 30 Jun 2026 O magnata responsável pela concessionária Melco e o Governo do país da Ásia Central abordaram a possibilidade de cooperarem na construção da cidade de Alatau, o novo projecto do Cazaquistão inspirado no modelo de Singapura, Dubai e Shenzhen O presidente da concessionária de jogo Melco Resorts & Entertainment foi recebido pelo primeiro-ministro do Cazaquistão, Oljas Bektenov, para discutir uma eventual cooperação em infra-estruturas turísticas na cidade de Alatau. A informação foi divulgada pelo Governo do país da Ásia Central. “Durante a reunião, foram discutidas as perspectivas de cooperação no desenvolvimento das infra-estruturas turísticas do Cazaquistão, bem como as oportunidades para os investidores participarem na execução de projectos na cidade de Alatau”, pode ler-se num comunicado do Executivo daquele país. A informação, de sexta-feira, não permite saber se está em cima da mesa a possibilidade da concessionária de jogo em Macau explorar casinos no país. Também não foi indicada a data da reunião. No entanto, o jogo é legal em algumas zonas do Cazaquistão, entre as quais Alatau. Segundo Oljas Bektenov, a partir de amanhã vai entrar em vigor a nova Constituição do Cazaquistão que prevê um regime jurídico especial para a cidade de Alatau. O Executivo pretende transformar esta zona num centro internacional de tecnologia, comércio e inovação para toda a Ásia Central. O projecto é inspirado em modelos como os adoptados em Singapura, Dubai e Shenzhen e visa aliviar a concentração e pressão sobre a cidade de Almaty, a zona urbana do Cazaquistão com maior número de habitantes. As duas zonas ficam a pouco mais de 30 quilómetros de distância. A esperança é que Alatau abranja uma área de 88 mil hectares e atraia mais de 2 milhões de habitantes até 2050. Captar investidores Oljas Bektenov defendeu ainda que a nova lei “prevê mecanismos transparentes de interacção com investidores”, “estabilidade de longo prazo nas condições” de investimento e “mecanismos modernos de protecção” de investidores. Segundo o comunicado cazaque, Lawrence Ho, presidente da Melco, demonstrou interesse em explorar projectos em conjunto na região e elogiou o potencial do Cazaquistão como um mercado turístico em crescimento na região. A mesma fonte indica ainda que duas partes têm a intenção de “aprofundar a cooperação e fazer avançar o desenvolvimento de infra-estruturas e instalações turísticas modernas” na cidade. O projecto de Alatau prevê uma separação por zonas, com a criação de quatro distritos com diferentes funções, nomeadamente nas áreas dos negócios, da medicina, da logística e do turismo. A parceria com a Melco pode acontecer no chamado Distrito Verde, onde o jogo é legal e que tem como função desenvolver o turismo cazaque. Além de explorar casinos em Macau, como o Studio City, City of Dreams e Altira, a Melco tem actualmente casinos no Chipre e nas Filipinas. A concessionária explora ainda um casino no Sri Lanka, em parceria com a John Keells Holdings.
Património | Pedida instalação de equipamentos de combate a incêndios João Santos Filipe e Nunu Wu - 30 Jun 2026 O conselheiro Si Kun Hong pede também ao Governo para criar um arquivo digital sobre o património classificado, para permitir a reconstrução em caso de acidentes com impactos significativos O membro do Conselho do Património Cultural, Si Kun Hong, considera que o Governo deve promover a instalação de equipamentos de combate a incêndios dentro dos edifícios protegidos. A posição foi tomada em declarações ao jornal Ou Mun, depois de o Instituto Cultural (IC) ter confirmado que o incêndio da semana passada num edifício protegido na Avenida de Almeida Ribeiro não resultou em danos estruturais. Em declarações ao jornal Ou Mun, o também engenheiro avisou que existem várias complicações no combate a incêndios e nas respostas a emergências nos bairros antigos, devido à reduzida largura das vias que dificultam o acesso. Além disso, a situação exige maiores cuidados porque são zonas com uma elevada densidade populacional. O conselheiro considera assim que é necessário reforçar a capacidade de prevenção contra riscos, com a instalação de equipamentos mais modernos de deteção e combate automático, mas também a criação atempada de rotas de resgate. Para o engenheiro, o simples “combate” às chamas no local pelos bombeiros pode ser insuficiente para garantir a segurança de pessoas e estruturas. Por esta razão, Si Kun Hong defende que deve ser estabelecido um mecanismo conjunto de prevenção contra incêndios em bairros antigos, que envolva o Corpo de Bombeiros, mas também as Obras Públicas, o Instituto Cultural e a empresa responsável pela instalação da electricidade. Este mecanismo deveria ter como funções a realização de inspecções regulares, para identificar riscos e sugerir medidas para colmatar as falhas. Além de inspecções, Si Kun Hong sugeriu a realização de exercícios interdepartamentais que simulem situações de incêndios em bairros antigos, para assegurar que as vias de emergência são mantidas sem obstáculos. Corrigir à mão Por outro lado, o conselheiro defendeu que o Governo deve criar arquivos digitais sobre os edifícios protegidos, ao registar digitalmente a fachada, os elementos decorativos e as características espaciais. Este registo é tido como a “última linha de defesa para a preservação do património cultural” e será utilizado para permitir a reconstrução segundo o aspecto anterior, em caso de destruição Por seu turno, a vice-presidente da Associação dos Jovens de Povo, ligada à Aliança do Povo de Instituição de Macau, Ng Wan Hei, considerou que o incêndio da semana passada expôs um “ângulo morto” da fiscalização. Segundo a responsável, o IC não conseguiu inspecionar as tubagens de água e electricidade do edifício para reduzir os riscos de segurança, dado que o património é privado. Por isso, Ng apelou às autoridades para reforçarem a divulgação e persuasão para os proprietários dos imóveis classificados fazerem as inspecções a tubagens de água e electricidade.
Combustíveis | Residentes queixam-se de preços elevados Hoje Macau - 30 Jun 2026 Vários residentes queixaram-se, em declarações ao jornal Ou Mun, do elevado preço dos combustíveis, apesar do abrandamento das hostilidades na guerra do Irão e do facto de os preços internacionais do barril de petróleo ter caído cerca de 30 por cento face aos preços mais elevados. Um residente, de apelido Chio, disse que como os preços dos combustíveis permanecem elevados em Macau, procura sempre encontrar vagas na permissão de circulação de veículos de Macau em Guangdong para encher o tanque a preços mais reduzidos. Mesmo com os subsídios anunciados pelo Governo, Chio entende que os preços dos combustíveis permanecem elevados em Macau face aos valores praticados no Interior da China. A única forma de os custos dos dois lados da fronteira se equipararem é combinando o subsídio do Governo e cupões de desconto em combustíveis que se ganham em compras nas apps de takeaway. Um distribuidor de take-away disse ao Ou Mun que quando os combustíveis estavam mais baratos costumava circular mais à procura de pedidos, mas que agora a grande parte dos distribuidores prefere parar nas zonas onde há mais restaurantes, para reduzir custos. Uma residente, de apelido Wong, defendeu também que a previsão e alteração do preço do gás por trimestre não é razoável, exemplificando que, como o último aumento de preços foi a 1 de Maio os preços vão permanecer elevados até Julho. Os entrevistados desejam que o Governo reforce a supervisão dos preços, para que os valores praticados em Macau possam acompanhar os preços a nível mundial.
Mundial | Lam Lon Wai quer combate intenso às apostas ilegais João Santos Filipe - 30 Jun 2026 Os casos de jogo ilegal aumentaram em Macau mais de vinte vezes desde 2023. O deputado da FAOM pede mais atenção ao Campeonato Mundial de Futebol e avisa que pode levar a uma nova vaga de apostas ilegais O deputado Lam Lon Wai defendeu a necessidade das autoridades intensificarem o combate às apostas ilegais. O assunto foi abordado pelo legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), através de uma interpelação escrita, numa altura em que decorre o Campeonato Mundial de Futebol. Segundo Lam, nos “últimos anos” o número de casos de “jogo ilegal em Macau aumentou significativamente”, uma tendência que antevê que vai continuar a verificar-se “tendo em conta o eventual aumento das apostas clandestinas durante o Mundial de Futebol”. Devido a estes receios, Lam Lon Wai pede às autoridades para reforçarem “a cooperação policial transfronteiriça, a partilha de informações e a utilização de meios tecnológicos de investigação”. O objectivo passa por “aumentar a eficácia da prevenção e do combate às apostas clandestinas online e aos crimes com ele relacionados”, que muitas vezes implicam diferentes jurisdições. O deputado considera ainda que só combater o crime não chega, e elogia o Governo pelas “campanhas nos bairros comunitários, palestras em escolas e educação sobre prevenção criminal” sobre este tipo de crimes. No entanto, o legislador acredita que é possível fazer mais e pede que o Executivo, em cooperação com as associações desportivas, escolas, organizações juvenis e concessionárias de jogo, aposte mais na prevenção. O deputado da FAOM sugere a realização de actividades como “simulacro de casos”, “acções de divulgação jurídica sobre o Mundial de Futebol ou outros grandes eventos desportivos” e “educação sobre a cibersegurança” com os mais jovens. Apostas ilegais a aumentar Lam Lon Wai cita dados oficiais que mostram que os casos de jogo ilegal têm subido desde 2023: “Segundo dados divulgados pela área da Segurança, em 2023 registaram-se apenas 28 casos de jogo ilegal em Macau, número que, em 2024, aumentou para 137, portanto, um aumento anual de 389,3 por cento; e, em 2025, para 570, mais 316,1 por cento em comparação com o ano de 2024”, é apontado. “Os dados dos últimos anos revelam que o jogo ilegal continua a merecer uma elevada atenção da sociedade”, vincou. O legislador pede também mais atenção aos eventos desportivos, por levarem a um pico de apostas ilegais. “No passado, quando se realizavam jogos de futebol de grande envergadura, nas regiões vizinhas, registava-se sempre um aumento notório de actividades de jogo ilegal, o que demonstra que muitas vezes os grandes eventos desportivos acabam por constituir períodos de pico para as apostas clandestinas”, justificou. Além de envolver problemas de segurança pública, isto também gera facilmente uma cadeia de riscos para, entre outros, a usura, fraudes, branqueamento de capitais e problemas familiares”, considerou.
Drogas | Leong Pou U pede atenção para tráfico entre regiões Hoje Macau - 30 Jun 2026 O deputado Leong Pou U defendeu ontem a necessidade das autoridades se manterem atentas às novas tendências do mercado de drogas, por considerar que Macau é “uma cidade turística internacional e um nó crucial da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”. “À medida que o fluxo transfronteiriço de pessoas se intensifica e os canais logísticos e digitais se desenvolvem, os crimes de droga evidenciam uma tendência trans-regional, mais oculta e rejuvenescida, colocando maiores desafios à aplicação da lei”, alertou o legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). Leong Pou U sugeriu ao Governo que “colabore com escolas, associações e empresas” para fazer uma maior promoção dos perigos e as responsabilidades legais associadas aos cigarros electrónicos e às drogas. O deputado entende que deve haver um “reforço da monitorização nos vários postos fronteiriços e na internet, combatendo continuamente o contrabando ilegal de cigarros electrónicos e estupefacientes, de modo a elevar a capacidade de identificação e prevenção por parte dos cidadãos e dos agentes de fiscalização do controlo do tabagismo”. O legislador apelou também ao Governo para actualizar regularmente a tabela legal com as substâncias proibidas, e alertou que o mercado está em constante desenvolvimento, dando o exemplo do etomidato, também conhecido como o óleo do espaço, uma droga recente que foi entretanto criminalizada.
AMCM | RAEM investe mais no exterior, sobretudo na Ásia Hoje Macau - 30 Jun 2026 Dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM) revelam que a RAEM fez mais investimentos financeiros fora do território, com o continente asiático a liderar. Os dados, relativos ao Inquérito à Carteira de Investimentos de 31 de Dezembro de 2025, mostram como os residentes, que inclui “indivíduos, Governo e outras pessoas colectivas”, investiram 1.398 mil milhões de patacas em títulos emitidos por entidades independentes não residentes. Trata-se de um aumento de 6,3 por cento face a 30 de Junho de 2025, e de 16,1 por cento face a Dezembro de 2024. Estes dados excluem as reservas cambiais da RAEM. A AMCM diz ainda que “a região asiática deteve a maior fatia da carteira de investimentos externos dos residentes de Macau, com 42,3 por cento do total”. Destaca-se o facto de “o investimento em títulos emitidos por entidades no Interior da China, incluindo títulos listados em bolsas no exterior, continuou a ser predominante, representando 25 por cento do total da carteira de investimentos externos aplicados pelos residentes de Macau”. Relativamente ao investimento de residentes em títulos emitidos por entidades americanas foi de 318,1 mil milhões de patacas em valor de mercado, o que representa uma subida de 27,1 por cento face ao final de 2024. A AMCM diz que o peso deste investimento na carteira global de investimentos no exterior foi de 22,8 por cento.
Plano director | Macau terá 37 quilómetros quadrados até 2040 Andreia Sofia Silva - 30 Jun 2026 Começou ontem a consulta pública da primeira alteração ao Plano Director da RAEM. No documento de consulta lê-se que Macau terá, até 2040, uma área total de 37 quilómetros quadrados, que vai incluir 18 áreas de planeamento Macau terá, até 2040, uma área total de 37 quilómetros quadrados, enquanto que o Plano Director da RAEM irá abranger, por essa altura, uma área de 36,96 quilómetros quadrados, tendo em conta o desenvolvimento da Zona D dos Novos Aterros, a expansão do Aeroporto Internacional de Macau e a construção de mais zonas de aterro na área costeira. Estes dados constam no documento de consulta pública sobre a primeira alteração ao Plano Director da RAEM, que começou ontem e que decorre até ao dia 27 de Agosto. Ontem realizou-se uma sessão de esclarecimento destinada a deputados, dirigentes públicos e imprensa, onde o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, declarou que a nova proposta de Plano Director “incide, essencialmente, sobre duas vertentes”. São elas as alterações feitas em articulação com projectos de grande envergadura que estão a ser planeados, como a Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau, o Parque Ciên-Tec de Macau e o Hub (Porto) de Transporte Aéreo Internacional de Macau na margem oeste do Rio das Pérolas. O secretário falou ainda “das alterações decorrentes de outras actualizações face aos diplomas legais e regulamentares”, bem como “projectos e estudos publicados nos últimos anos”. Novos arranjos Além de serem propostas 18 zonas de planeamento como divisão territorial, a nova proposta do Plano Director traz novas classificações: as áreas terrestres e marítimas que ficam a sudeste do Posto Fronteiriço de Gongbei, em Zhuhai, passam a pertencer à Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG) Norte-2. Actualmente não pertencem a nenhuma zona. Por sua vez, a área do Posto Fronteiriço da parte de Macau do Posto Fronteiriço de Hengqin, bem como as áreas adjacentes, ficam integradas na chamada “Zona do Cotai”. Enquanto isso, a Zona A dos Novos Aterros Urbanos e a Zona de Administração de Macau na Ilha Fronteiriça Artificial da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau vão ser divididas nas UOPG Este-2 e Este-3. Por sua vez, o Parque Industrial da Concórdia passa a integrar a UOPG de Coloane. Outra alteração prevista é na Zona C dos Novos Aterros Urbanos, actualmente com a classificação de zona habitacional e comercial, e que passa a ser zona de equipamentos de utilização colectiva. Já o terreno na Avenida Wai Long, pensado primeiro para acolher habitação pública, será agora reclassificado como zona industrial, integrando o futuro Parque Ciên-Tec de Macau. Raymond Tam declarou que as alterações agora propostas ao Plano Director da RAEM pretendem “aperfeiçoar a estrutura física urbana e ajustar a finalidade dos solos”, com o objectivo de avançar para a diversificação das indústrias e promover o “desenvolvimento inovador e a interligação regional”. A ideia é que Macau se possa articular “com as estratégias de desenvolvimento nacional, aproveitando melhor o posicionamento e as suas vantagens singulares”, além de elevar “a sua competitividade global”, destacou o secretário.
Futebol | Clubes de Macau falham registo nas competições asiáticas Hoje Macau - 29 Jun 2026 Os clubes de Macau voltaram a falhar, pelo terceiro ano, o licenciamento na Confederação Asiática de Futebol (AFC), confirmou à Lusa o Instituto de Desporto (ID). Nenhuma equipa de Macau consta na lista divulgada pela AFC, em 8 de Junho, para as competições asiáticas, incluindo a Liga Challenge, a terceira competição mais importante da região. Numa resposta escrita às questões da Lusa, o ID disse que a Associação de Futebol de Macau apresentou à AFC “pedidos dos clubes de futebol de Macau para a licença do Grupo 3”, o nível mais baixo. “No entanto, como parte da documentação apresentada não cumpria integralmente os regulamentos de licenciamento da AFC, a licença 2026/27 não foi concedida”, explicou o ID. De acordo com o portal da AFC na Internet, o licenciamento de um clube implica requerimentos mínimos para áreas como os cuidados médicos, os escalões de formação e o estádio. “A associação indicou que continuará em contacto com a AFC e auxiliará os clubes locais nos pedidos subsequentes e nas formalidades de licenciamento”, acrescentou o ID. A Lusa perguntou à Associação de Futebol de Macau e à AFC quais os clubes que tinham pedido o licenciamento e quais as razões para terem sido rejeitadas, sem, no entanto, ter recebido qualquer resposta. A equipa da MUST IPO venceu a edição de 2025 da Liga de Elite de Macau, com mais um ponto do que a maior surpresa da prova, o Shao Jiang, que estava a fazer a estreia no escalão principal do futebol no território. A última vez que um clube de Macau participou nas competições asiáticas foi em 2023, quando o campeão Monte Carlo foi eliminado no play-off pelo Taichung Futuro, de Taiwan.
APEC | China quer isenção de vistos e inovação para expandir turismo Hoje Macau - 29 Jun 2026 Pequim quer políticas para facilitar a mobilidade na Ásia-Pacífico, nomeadamente em áreas como a isenção de visto, declarou no sábado o ministro do Turismo num encontro em Macau, marcado pela ausência de representantes de alto-nível norte-americanos. “A China está pronta para aprofundar a coordenação de políticas e medidas de facilitação, por exemplo, como em áreas de isenção de vistos e de pagamentos transfronteiriços”, afirmou Sun Yeli na sessão de abertura da reunião ministerial do Turismo da Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC). A 13ª reunião ministerial e a 67ª reunião do Grupo de Trabalho de Turismo da APEC arrancaram em Macau na quarta-feira e decorreram até domingo. Ainda sobre a política de vistos, o ministro da Cultura e do Turismo chinês reforçou que, “graças às expansões de transporte livre de visto”, a região da Ásia-Pacífico tem “assegurado visitas mútuas” entre turistas. Ainda no que diz respeito à expansão do turismo, Sun Yeli afirmou que a região deve “empoderar o sector” e “embarcar na inovação digital”: “Devemos trabalhar juntos para aprofundar a integração do turismo e da tecnologia para que possamos ter melhores e maiores modelos de negócios para o desenvolvimento da indústria do turismo”, continuou. Sobre Macau, que não é membro da APEC e participa como economia convidada, Sun indicou que, enquanto “ponte importante para a abertura da China e uma janela para a partilha das civilizações”, a RAEM “está a caminho de se tornar num ponto de turismo de lazer mundial”. “Oferece-nos uma plataforma para aprofundar a cooperação”, refletiu.
Banco do bloco BRICS emite pela primeira vez dívida em Macau Hoje Macau - 29 Jun 2026 O banco do bloco BRICS anunciou a primeira emissão de dívida em Macau, no valor de 50 milhões de dólares. Numa nota divulgada na sexta-feira, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) disse que a operação representa “um marco importante” nos esforços da instituição para diversificar as fontes de financiamento e expandir a presença em outros mercados. O banco disse que concluiu com sucesso, na quarta-feira, a emissão de dívida, com maturidade de três anos, denominada em euros e à taxa de juro diária do dólar (SOFR, na sigla em inglês) mais 0,3 pontos percentuais. A emissão foi organizada pela sucursal de Macau do Banco Industrial e Comercial da China, uma instituição estatal, e feita na central de depósito de valores mobiliários de Macau. A Central de Depósito e Liquidação de Valores Mobiliários do território, detida pela Autoridade Monetária de Macau, foi inaugurada em Dezembro de 2021. O NDB – fundado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – tem sede na capital financeira e económica chinesa, Xangai, e a actual líder é a brasileira, Dilma Rousseff. O nome da antiga Presidente do Brasil (2011-2016) foi proposto pela Rússia e Rousseff foi reeleita em Março de 2025 para um mandato de cinco anos à frente do banco. O NDB foi criado em 2014 e começou a funcionar um ano depois, com o objectivo de oferecer uma alternativa de financiamento aos países em desenvolvimento. Desde 2021 que tem alargado o número de membros, com a incorporação do Egipto, Irão, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e, por último, a Indonésia, que formalizou a sua entrada em Março de 2025, após uma visita de Rousseff a Jacarta. A expansão do banco ocorre numa altura em que o grupo BRICS desempenha um papel mais proeminente nos fóruns multilaterais, no meio de debates sobre a reconfiguração da ordem económica mundial. Rumo a seguir Macau tem apostado nos serviços financeiros para diversificar a economia da cidade, altamente dependente dos casinos e do turismo. Em Novembro, o líder do Governo, Sam Hou Fai, sublinhou que o valor dos títulos de dívida emitidos na região, sobretudo pelas autoridades centrais ou locais chinesas, tinha ultrapassado 100 mil milhões de patacas. Em Janeiro, o Banco de Desenvolvimento da China tornou-se o primeiro banco estatal chinês a emitir dívida em Macau, no valor de 5,5 mil milhões de yuan, para financiar projectos nos países de língua portuguesa.
Dilema André Namora - 29 Jun 2026 Na região da Guarda, onde resido, existe há muito um dilema que se agudizou. Trata-se da luta pela sobrevivência dos lobos e das ovelhas. Por um lado, estão os pastores que defendem os seus rebanhos e que estão contra a existência de lobos no montado porque atacam e comem as suas ovelhas. Alguns pastores já passaram a andar de caçadeira na mão com o intuito de abaterem qualquer lobo que se aproxime. Por outro, estão os defensores dos animais que adiantam ser imperioso defender a existência dos lobos. Afirmam que o lobo ibérico está em vias de extinção e que está protegido por lei. Um dilema, uma contradição difícil de solucionar. Os que defendem os lobos são criticados. Os críticos afirmam que não são defensores de animais, porque morrem ovelhas quase todos os meses devido ao ataque dos lobos. E salientam que esses defensores de animais não comparam a importância de uma ovelha para a sociedade e a do lobo que se limita apenas a matar outros animais. A discussão não tem fim e estamos quase perante aquele dilema de quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha… O debate sobre esta matéria tem sido complexo e gira essencialmente em torno de quatro eixos principais: os ataques causam prejuízos severos aos criadores de gado, especialmente no norte e centro do país e no planalto mirandês. Além da perda de animais, há ferimentos que inutilizam o gado e o pânico provocado no rebanho afecta a produção. A repetição e proximidade dos ataques levam alguns criadores a reivindicar o fim do estatuto de protecção legal do lobo ibérico, que está em vigor desde 1988. Para mitigar os ataques, várias entidades promovem activamente a coexistência através de boas práticas pecuniárias, tais como, o uso de cães de protecção, nomeadamente o Cão de Gado Transmontano, Cão da Serra da Estrela e Cão de Castro Laboreiro. Esta é uma das medidas mais eficazes para afastar os lobos. Por outro lado, tem sido importante a utilização de vedações eléctricas e a recolha de gado em abrigos seguros durante a noite, que reduzem drasticamente a vulnerabilidade dos rebanhos. Um aspecto positivo tem sido a posição do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas que atribui indemnizações aos proprietários lesados pelos prejuízos causados pela perda de ovelhas ou cabritos. Conversámos com um pastor que nos surpreendeu ao dizer-nos: “Sabe, já perdi dezenas de ovelhas mortas por lobos, mas agora pensei numa coisa que tenho posto em prática e que me tem resolvido o problema. Uma vez por semana mato uma ovelha e corto aos bocados. Meto-me na mota e vou lá acima à montanha onde sei que vivem lobos e distribuo a carne. Para já, tem sido um remédio santo, mas ando sempre em pulgas não venha aí um lobo e lá se vão duas ou três ovelhinhas”. Na verdade, a vida de pastores no montado é algo de muito difícil e cada vez há menos jovens que se dediquem à criação e venda de gado ovino. A rapaziada nova prefere alistar-se na polícia, na GNR ou seguir a vida militar. Todavia, o dilema prossegue e em certas zonas os ataques dos lobos continuam e não se vislumbra uma solução. Parece um assunto de pouca importância, mas não o é. Imaginem só, as centenas de talhos existentes no país e que estão sempre a pressionar os seus fornecedores de carne para que não falte aos muitos clientes que são todos os que gostam de um bom petisco de borrego ou de cabrito. A natureza é assim mesmo. A sobrevivência de muitos animais é a lei dessa natureza. Temos o exemplo de quase todas as espécies carnívoras, como as leoas e as águias que matam outros animais para se alimentar e dar de comer aos filhos. Como lemos num livro, contra a natureza não há nada a fazer. P. S. – Por referirmos os fenómenos da natureza, desejamos enviar as nossas sentidas condolências a todas as famílias das vítimas dos sismos registados na Venezuela.
Automobilismo | FIA reforçou presença em Macau olhando para o futuro Sérgio Fonseca - 29 Jun 2026 Na semana passada, Macau foi palco da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da Federação Internacional do Automóvel, encontros que terão contribuído para consolidar ainda mais a relação entre a FIA e o seu clube membro local, a Associação Geral de Automóvel de Macau-China A edição deste ano da Assembleia Geral Extraordinária e da Conferência Anual da Federação Internacional do Automóvel (FIA), realizada em Macau, reuniu mais de 450 representantes de clubes membros provenientes de 149 países e regiões. A cerimónia de abertura, realizada a 23 de Junho, contou com a presença da Directora Substituta do Instituto do Desporto de Macau, Lei Sio Leng, em representação da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura. Durante a Conferência Anual foram aprovadas diversas medidas relacionadas com a segurança no desporto automóvel e debatidos temas como o desenvolvimento da modalidade, a segurança rodoviária e a mobilidade sustentável. No plano desportivo, durante as reuniões do Conselho Mundial, a FIA destacou a aprovação das alterações regulamentares aos motores de Fórmula 1 para as temporadas de 2027 e 2028, a aprovação do novo regulamento técnico do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), o novo calendário do mundial de Fórmula E, assim como a votação favorável à eliminação dos limites de mandatos para os seus órgãos, incluindo a presidência da FIA. Os membros da FIA aprovaram igualmente o Relatório e Contas Anuais de 2025, confirmando a contínua transformação da federação. No exercício de 2025, o organismo registou um lucro operacional de cerca de 61 milhões de patacas, representando um aumento de 43 por cento face ao ano anterior e uma recuperação financeira significativa relativamente ao prejuízo operacional de 221 milhões de patacas registado em 2021. A FIA aproveitou também para realçar que a sua estrutura internacional, com a abertura de um escritório em Londres em 2025 e o aumento do número de colaboradores permanentes para 308, mais 14 por cento do que no ano anterior. Foi ainda confirmado que a Assembleia Geral Anual da FIA de 2026 terá lugar em Xangai, no dia 12 de Dezembro, organizada pela Federação Chinesa de Automobilismo e Motociclismo (CAMF) e pela Administração do Desporto de Xangai. Já a Assembleia Geral Extraordinária da FIA de 2027, como anteriormente anunciado, decorrerá novamente em Macau, em Junho de 2027, sob organização da Associação Geral de Automóvel de Macau-China (AAMC). O Galaxy International Convention Center, integrado no complexo Galaxy Macau, será o local anfitrião da Conferência da FIA. Elogios aos anfitriões Durante a sua estadia, Mohammed Ben Sulayem visitou o Kartódromo de Coloane, onde conheceu os programas de formação de jovens pilotos e de oficiais de prova do Grande Prémio de Macau, considerando que a RAEM reúne condições para se afirmar como um centro internacional de formação. A pensar no futuro, 180 estudantes de Macau, com idades entre os 6 e os 16 anos, participaram na Conferência Anual, onde conheceram a diversidade de oportunidades e carreiras disponíveis no desporto automóvel e na mobilidade. Chong Coc Veng, Presidente da AAMC, explicou que na associação “estamos empenhados em garantir que os jovens tenham oportunidade de crescer e desenvolver-se. Macau é um território com excelentes futuros profissionais e, através da nossa parceria com a FIA, esta iniciativa ajuda a inspirar a próxima geração, dando a conhecer a diversidade e o entusiasmo das oportunidades de carreira no desporto automóvel e na mobilidade.” Os delegados tiveram igualmente oportunidade de visitar o Kartódromo de Coloane, desenhado pelo arquitecto Carlos Couto no final da década de 1990, ficando a conhecer o trabalho desenvolvido por Macau na promoção do automobilismo de base e do karting. Houve ainda uma troca de experiências sobre a organização de provas de Fórmula 4, tendo a FIA defendido a importância de aproximar o automobilismo dos estudantes e incentivar os jovens a iniciar-se na modalidade. No final da visita, o Presidente da FIA elogiou a capacidade organizativa e a hospitalidade de Macau, afirmando que todos os participantes tiveram uma experiência positiva na cidade. Mohammed Ben Sulayem destacou ainda a longa tradição automobilística do território e o ambiente único vivido durante os eventos, descrevendo Macau como uma “cidade do automobilismo”, realçando o seu dinamismo e a arte de bem receber dos seus habitantes. Venham as corridas Para a FIA, em termos desportivos, Macau assume particular importância na segunda metade do calendário de 2026. O Campeonato FIA Ásia-Pacífico de Karting “Arrive & Drive”, uma das mais recentes apostas da FIA para promover a formação de jovens pilotos, decorrerá entre 11 e 13 de Setembro no Kartódromo de Coloane. Já a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau está agendada para 19 a 22 de Novembro, com o Circuito da Guia a receber diversas competições internacionais, entre as quais a Taça do Mundo FIA de Fórmula Regional, a Taça do Mundo FIA GT de Macau, a Taça do Mundo FIA de Fórmula 4 e ainda a última prova do calendário do Kumho FIA TCR World Tour.
Filipinas | Sismo de magnitude 6,5 atingiu Mindanau Hoje Macau - 29 Jun 2026 Um sismo de magnitude 6,5 na escala de Richter atingiu na sexta-feira a costa sul das Filipinas às 19h42 locais, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O sismo ocorreu a 65,7 quilómetros de profundidade e a cerca de 21 quilómetros da cidade de Sarangani, na ilha de Mindanau, segundo o USGS. Nenhum alerta de tsunami foi emitido até ao momento, de acordo com as autoridades. “Foi bastante forte, mas rápido. Vimos a mesa e algumas lâmpadas tremerem”, disse à agência de notícias francesa AFP Jerson Talahig, chefe das operações de socorro na cidade de Santa Maria. Não há registo de vítimas ou danos até ao momento. Um sismo de magnitude 7,8 atingiu as Filipinas em 8 de Junho, provocando a derrocada de edifícios e deslizamentos de terra, 81 mortos, mais de 1.300 feridos e milhares de desalojados. Os sismos são muito frequentes nas Filipinas, que se encontram no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma área de intensa actividade sísmica que se estende do Japão ao sudeste asiático.
Coreia do Sul | 500 mil soldados vão ser formados no uso de drones Hoje Macau - 29 Jun 2026 O governo sul-coreano vai formar 500 mil soldados para o uso de drones e adquirir 20 mil destes aparelhos, apostando em “mudar a natureza” das suas forças armadas, confrontadas com a ameaça da Coreia do Norte. “No futuro, todos os soldados estarão equipados com a capacidade de operar drones como uma segunda arma pessoal”, afirmou o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Ahn Gyu-baek. O ministério da Defesa sul-coreano declarou que o treino de meio milhão de “guerreiros de drones” alinha-se aos planos de “mudar a própria natureza das suas forças armadas, indo além de um simples aumento no poderio militar”. A Coreia do Norte — tecnicamente ainda em guerra com o Sul — “continua a desenvolver suas diversas capacidades aéreas não tripuladas, representando uma ameaça crescente” às forças armadas, infra-estruturas críticas e instalações civis”, acrescentou Ahn. Seul manifestou ainda que pretende adquirir mais de 20 mil drones de baixo custo, incluindo unidades de reconhecimento de curto alcance e pequenos drones “kamikaze” e avançar com o programa K-LUCAS — um drone de longo alcance projectado para atacar alvos mais importantes. As forças armadas sul-coreanas também querem adquirir gradualmente capacidade antidrone — como armas de energia direccionada (lasers) e drones interceptores, promovendo a produção nacional neste sector da indústria de Defesa.