Coreia do Norte | Xi felicita Kim Jong-un por reeleição como líder do partido no poder Hoje Macau - 24 Fev 2026 O Presidente da China, Xi Jinping, felicitou ontem o homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, pela reeleição como secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, ao mesmo tempo que destacou as “relações amigáveis” entre Pequim e Pyongyang. Xi destacou na sua mensagem que a reeleição de Kim reflecte a “grande confiança e o apoio sincero” do “partido, do Governo e do povo da Coreia do Norte”, segundo a agência estatal Xinhua, sublinhando que o nono congresso do partido, realizado numa fase que descreveu como “crucial”, se reveste de “importante significado”. O líder chinês expressou ainda o desejo de que a Coreia do Norte aproveite a ocasião como ponto de partida para impulsionar a agenda política e económica. A felicitação chega um dia depois de o Partido dos Trabalhadores ter reeleito Kim no quarto dia do congresso, numa sessão em que, segundo a agência norte-coreana KCNA, se destacou a melhoria “radical” da dissuasão bélica do país, com as forças nucleares como seu eixo central. Xi afirmou que a China e a Coreia do Norte são “vizinhos socialistas amigos, que se apoiam mutuamente” e sustentou que manter, consolidar e desenvolver os laços bilaterais é uma política constante de Pequim. O Presidente chinês indicou que, numa “situação internacional complexa e volátil”, está “disposto” a “fortalecer o bem-estar e a amizade” entre a China e a Coreia do Norte e a “contribuir positivamente para a promoção da paz, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade regional e mundial”. A China continua a ser o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, país com o qual partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros, num cenário marcado pelas sanções internacionais a Pyongyang e pela crescente cooperação militar norte-coreana com a Rússia.
Racismo | Real Madrid divulga desculpas de Huijsen na China Hoje Macau - 24 Fev 2026 O Real Madrid publicou na rede social chinesa Weibo uma mensagem de desculpas do seu defesa Dean Huijsen, após uma polémica gerada pela republicação na conta do jogador no Instagram de comentários considerados ofensivos para os cidadãos asiáticos. “Peço sinceras desculpas aos meus amigos chineses. Anteriormente, reenviei sem intenção um conteúdo que incluía mensagens ofensivas. Foi totalmente involuntário e lamento o mal-estar causado”, diz o texto divulgado em chinês pelo clube madrileno na referida plataforma. A controvérsia teve origem este fim de semana, quando Huijsen, jogador holandês-espanhol de 20 anos, republicou no Instagram uma imagem que os utilizadores chineses consideraram racista por aludir à forma dos olhos das pessoas asiáticas. A captura, já apagada da conta do defesa na rede social, mostra uma pessoa de origem asiática e dois comentários de internautas que diziam “até os chineses o chamam de chinês” e “podes vendar-lhe os olhos com fio dental”. A nota do Real Madrid foi publicada na conta oficial do clube no Weibo, rede social usada principalmente na China, o que provocou reacções críticas entre os fãs chineses, que questionam o alcance do pedido de desculpas e exigem uma declaração pública nas plataformas internacionais ou um vídeo, em vez de um comunicado escrito.
HK | Tribunal da Relação ratifica condenação de doze activistas Hoje Macau - 24 Fev 2026 O Tribunal da Relação de Hong Kong rejeitou ontem os recursos interpostos por doze activistas, que pretendiam anular as respectivas condenações ou reduzir as penas por conspiração para subverter o poder estatal. O juiz-presidente do tribunal, Jeremy Poon, ratificou as sentenças proferidas em primeira instância no maior julgamento aberto até à data ao abrigo da Lei de Segurança Nacional, e confirmou a absolvição de um dos 47 arguidos, concluindo que as primárias não oficiais realizadas em Julho de 2020 constituíram uma “arma letal” destinada a conquistar a maioria no Conselho Legislativo, vetar sistematicamente os orçamentos públicos e forçar a demissão do Chefe do Executivo. Jeremy Poon classificou o plano — idealizado pelo ex-professor de Direito Benny Tai — como “abuso de poder”, proibido pelo artigo 22.º da Lei Básica, e rejeitou como atenuante a alegada “impossibilidade” de sucesso, dada a “volatilidade política” desencadeada pelos protestos em massa de 2019. O movimento procurava impor cinco exigências: retirada da lei de extradição para a China continental, anulação da qualificação das manifestações enquanto “revoltas”, libertação dos detidos, investigação independente da violência policial e aplicação e a realização de eleições através de sufrágio universal. As instalações do tribunal foram fortemente protegidas por uma centena de agentes, que instalaram barricadas e controlos rodoviários nas zonas circundantes. A decisão do juiz-presidente foi ouvida por uma dezena de diplomatas ocidentais presentes na sala, onde os acusados se mostraram calmos, cumprimentando familiares e simpatizantes. O magistrado validou os 118 dias de julgamento entre Fevereiro e Dezembro de 2023, rejeitou queixas por “intervenção judicial excessiva” e sublinhou o dever dos legisladores de alinharem os fundos públicos com o interesse geral. Três juízes de primeira instância declararam no final do processo 14 culpados, dando como provadas as respectivas acusações, e ainda mais 31, que admitiram as mesmas. As penas variaram entre quatro anos e dois meses e os dez anos impostos a Benny Tai como líder do movimento. Campo minado A sentença inicial considerou a estratégia uma conspiração para “minar gravemente” o Executivo, citando declarações de 2020 de um alto funcionário chinês sobre “forças anti-chinesas”, que pretendiam paralisar o poder legislativo por meio de vetos orçamentais. Entre os recorrentes destacam-se os ex-deputados Helena Wong, Lam Cheuk-ting, Raymond Chan e Leung Kwok-hung; os ex-vereadores Clarisse Yeung, Kalvin Ho e Tat Cheng, e os activistas Gwyneth Ho, Owen Chow e Gordon Ng. A activista Prince Wong também não conseguiu reduzir a pena de 53 meses de prisão. Até agora, 18 condenados já cumpriram as respectivas penas. O caso suscitou críticas de países ocidentais e de organizações não-governamentais de direitos humanos, que consideram a Lei de Segurança Nacional um instrumento contra a dissidência. A lei prevê penas de até prisão perpétua e confere amplos poderes policiais. Desde a sua entrada em vigor, foram registadas mais de 300 detenções e a dissolução de organizações. As autoridades de Hong Kong defendem que o articulado permitiu restabelecer a estabilidade no território.
Burla | Idoso perde 1,6 milhões em esquema ilegal Hoje Macau - 24 Fev 2026 Um idoso foi burlado em cerca de 1,6 milhões de dólares de Hong Kong, depois de acreditar que estava a investir num alegado esquema de um casino de Macau, que prometia ganhos garantidos aos apostadores. O caso foi relatado ontem pela Polícia Judiciária (PJ) com o homem a ser atraído para a burla por um contacto que conheceu online. Segundo o burlão, se o idoso jogasse com ele, através de uma aplicação móvel, ia ganhar sempre. Os jogos decorriam alegadamente num dos casinos locais. Depois de ganhar 2.400 dólares de Hong Kong, após uma aposta de 1.000 dólares de Hong Kong, o homem acreditou que o esquema era verdadeiro e transferiu 870 mil dólares de Hong Kong para uma conta indicada pelo contacto online. No entanto, quando a aplicação começou a indicar ganhos de 2 milhões de dólares de Hong Kong o homem não conseguiu aceder ao dinheiro. Foi-lhe dito que o acesso estava dependente de mais transferências para a conta, o que o homem fez até acumular perdas de 1,6 milhões de dólares de Hong Kong. Nessa altura, e sem conseguir levantar o dinheiro, apresentou queixa na PJ. Crime | Pede dinheiro para exibir online e acaba em discussão Um homem com 26 anos, do Interior, foi detido depois de se ter tentado apropriar de 170 mil dólares de Hong Kong, com a desculpa de que queria fazer um vídeo para se mostrar nas redes sociais. O caso foi revelado ontem pela Polícia Judiciária (PJ) e aconteceu no passado sábado, num casino no Cotai. Segundo os contornos apresentados, o detido abordou o membro de um grupo de troca de dinheiro, e pediu-lhe autorização para filmar com 170 mil dólares de Hong Kong em fichas e exibir-se nas redes sociais. Em troca, o suspeito prometia trocar dinheiro, mais tarde, no respectivo valor. No entanto, quando recebeu as fichas o homem tentou fugir, o que levou a uma discussão com a vítima. O caso chamou a atenção da segurança do casino, o que alertou as autoridades, que fizeram a detenção do suspeito. O membro do grupo também está a ser investigado pelo crime de troca ilegal de dinheiro. CPSP | Mulher detida ao entrar em Macau Uma mulher do Interior foi detida pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública, depois de se ter apropriado de um telemóvel que encontrou no interior de um autocarro, em Dezembro. O caso foi divulgado ontem, e a mulher foi detida na quinta-feira, quando tentou entrar em Macau através das Portas do Cerco. Questionada pelas autoridades, a mulher reconheceu o crime, que justificou com “ganância momentânea”. A detida confessou também que o telemóvel estava a ser utilizado no Interior e que no regresso a Macau não trouxe o resto do equipamento. Por sua vez, a proprietário do telemóvel, uma turista, igualmente do Interior, avaliou o objecto em cerca de 4.500 patacas, quando apresentou queixa sobre a perda. O caso foi remetido para o Ministério Público e a mulher está indiciada pelo crime de apropriação ilegítima em caso de acessão ou de coisa achada, que implica uma pena de prisão que pode chegar a um ano.
Imobiliário | Compras triplicaram no início de Janeiro João Santos Filipe - 24 Fev 2026 O ano começou com o número de transacções mais elevado desde 2018, com 384 compras e vendas de habitação. No entanto, os preços continuam a baixar, mesmo que a redução seja cada vez mais ligeira Na primeira metade de Janeiro, a procura por habitação mais do que triplicou, com o registo de 384 negócios, o mais elevado para a primeira quinzena de Janeiro desde 2018, quando foram registadas 426 compras e vendas de habitação. Os números mais recentes foram actualizados no portal da Direcção de Serviços Financeiros (DSF), e mostram que os preços se mostraram estáveis, embora com uma ligeira redução. Segundo os dados oficiais, o mercado mostrou sinais de vitalidade principalmente na Península de Macau, com o número total de transacções a atingir as 299, superior às 96 registadas no período homólogo, uma diferença de 203 compras e vendas. A tendência de crescimento não se ficou pela Península. No mercado da Taipa o número de transacções também mais do que duplicou, com o registo no início deste ano de 58 transacções, quando no mês passado as transacções se tinham ficado pelas 20. Em Coloane, registaram-se 27 compras e vendas de habitação, um crescimento face às nove contabilizadas no início de 2025. O crescimento de Janeiro é igualmente significativo quando a comparação é feita com o início de Dezembro do ano passado. No início de Janeiro, houve mais 297 transacções do que as registadas no início do mês anterior, quando se cifraram em 87. O mercado mostrou uma maior procura face aos dados do início de Dezembro em Macau, e na Península foram registadas 96 transacções, na Taipa 17 e em Coloane três transacções. O outro lado Em relação aos preços da compra de habitação, o início de Janeiro trouxe uma redução ligeira, para uma média de 69.241 patacas por metro quadrado. Em comparação com o período homólogo, os dados revelam uma diminuição do valor da habitação de cerca de 0,92 por cento. Segundo os dados mais recentes, os preços mais elevados foram praticados em Coloane, onde o metro quadrado atingiu 74.190 patacas. Os preços na Península de Macau ficaram acima do que acontece na Taipa, com um valor de 69.499 patacas por metros quadrado, enquanto na Península o valor foi de 66.867 patacas por metro quadrado. No entanto, a comparação com Dezembro mostra uma redução dos preços mais elevada. No início do último mês do ano passado, o preço médio do metro quadrado foi de 78.838 patacas, quando o mais recente foi de 69.241 patacas, o que significou uma redução de 12,17 por cento.
CEM | Instalação de cabos afecta vias e estacionamentos Hoje Macau - 24 Fev 2026 A instalação de cabos e condutas, bem como ajustes em parques de estacionamento de motociclos a cargo da CEM, Macao Water e Direcção Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), vão levar ao encerramento temporário de várias vias e locais de estacionamento. O estacionamento vai ser proibido em parte dos lugares com parquímetro na Rua da Alegria e na Rua de Brás da Rosa, entre 22 de Fevereiro e 14 de Março; nos lugares de estacionamento para motociclos, lugares reservados a veículos de pessoas com deficiência e zonas de cargas na Travessa do Bem-Estar e parte dos lugares de estacionamento com parquímetro na Rua de Brás da Rosa entre 22 de Fevereiro e 24 de Março; e ainda em parte dos parquímetros, lugares para motociclos e zona de cargas/descargas na Rua de Tomé Pires, 14 e 24 de Março. Entre 23 e Fevereiro e 14 de Março, o trânsito vai ser limitado no troço da Rua da Alegria entre a Rua de Brás da Rosa e o Beco dos Ferreiros; no troço da Travessa do Bem-Estar entre a Rua de Brás da Rosa e a Rua de Tomé Pires e no troço da Rua de Brás da Rosa perto do Jardim Cheong Meng. No dias de 15 a 24 e Março, o troço da Rua de Tomé Pires entre a Rua de Brás da Rosa e a Rua de Tomé Pires e o troço da Travessa do Bem-Estar entre a Avenida do Almirante Lacerda e a Travessa do Bem-Estar vão estar encerrados ao trânsito.
DSAL | Melco oferece mais de 60 vagas para recepcionista e porteiro Hoje Macau - 24 Fev 2026 Abriram hoje as candidaturas ao “Plano de Práticas de Operação Hoteleira da Melco Resorts & Entertainment”, que irá disponibilizar 62 vagas de emprego, 15 para recepcionista, duas para concierge, cinco para empregado do centro de atendimento ao cliente e 40 para encarregado de concierge. Segundo informação divulgada ontem pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), o plano de emprego segue o conceito “primeiro contratação, depois formação”. Os candidatos admitidos receberão formação durante dois anos, providenciada pela Melco, sobre conhecimento do hotel, serviços e operação do balcão de atendimento, competências interdepartamentais. No final, os formandos recebem um certificado do sistema de reconhecimento de competências profissionais de Macau. As inscrições vão estar abertas até 6 de Março e as candidaturas podem ser apresentadas através do portal da DSAL. Para o dia 10 de Março, está marcada uma palestra para dar a conhecer o conteúdo da formação e do plano de desenvolvimento da carreira profissional. As entrevistas terão lugar após a palestra.
Pensões ilegais | Exigido combate a anúncios online Nunu Wu e João Luz - 24 Fev 2026 Song Pek Kei apela ao combate a quem publica nas redes sociais anúncios a oferecer hospedagem ilegal em casas particulares, e que as contas sejam banidas. Tanto a deputada, como o empresário do turismo Andy Wu realçam a fraca oferta de alojamento legal a preços económicos como uma das razões para irregularidades Umas semanas antes dos feriados do Ano Novo Lunar, no fim de Janeiro, começaram a surgir nas redes sociais, principalmente nas chinesas, anúncios para o aluguer de quartos para turistas que estavam a ponderar visitar Macau nos feriados. Apesar do fenómeno não ser uma novidade na região, algumas publicações ofereciam “camas” em Macau entre 100 e 150 renminbis. Song Pek Kei voltou a insurgir-se contra as pensões ilegais. Num artigo publicado ontem no jornal do Cidadão, a deputada ligada à comunidade de Fujian sugere que o Governo estabeleça um mecanismo de coordenação com as redes sociais, como a Douyin (o TikTok chinês), para eliminar publicações com ofertas de quartos em pensões ilegais e banir as contas que as partilham. A deputada considera que, finda a pandemia e a paralisia do turismo, o fenómeno das pensões ilegais regressou em força, com mais casos face ao passado, acompanhando o aumento do número de turistas que visita Macau e os recordes sucessivos de entradas. Recorde-se que nos primeiros 20 dias do ano, as autoridades inspeccionaram 25 apartamentos suspeitos de prestação ilegal de alojamento, dos quais 17 foram selados. Song Pek Kei salientou que as pensões ilegais persistem com base em duas situações: os preços pouco acessíveis e fraca oferta de hotéis económicos, e as pessoas que estão em Macau em excesso de permanência. A deputada indicou que neste momento, cerca de 6.000 pessoas estão no território em excesso de permanência. Da concorrência Com quartos de hotel a preços incomparáveis em Zhuhai, tanto Song Pek Kei, como o empresário de agência de turismo e dirigente associativo Andy Wu consideram que a oferta hoteleira local de baixo custo não é suficiente, apesar das alterações legais que passaram a permitir a oferta de hotéis-cápsula. Opinião partilhada pelo presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, que também ao jornal do Cidadão destacou a pouca oferta de opções de baixo custo. Para o dirigente, a oferta de acomodação para turistas que estejam ilegalmente em Macau prejudica o desenvolvimento saudável da indústria do turismo. Além disso, apontou que os preços entre os hotéis económicos e os hotéis de cinco estrelas não são assim tão diferentes, principalmente em dias úteis, e que estão longe os valores praticados em Zhuhai, com quartos entre 100 e 200 renminbis.
Segurança nacional | Defendida base jurídica da ausência de defesa Hoje Macau - 24 Fev 2026 Wang Yu, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, defendeu num artigo de opinião do jornal Ou Mun que está bem sustentado juridicamente o facto de não se poder recorrer das decisões e pareceres da Comissão de Defesa da Segurança do Estado da RAEM. A proposta de lei para a sua reformulação está actualmente em análise na especialidade na Assembleia Legislativa. O académico defende ainda que a ausência de recurso tem fundamento constitucional, referindo os casos de França e dos EUA, onde existe um regime em que os tribunais não têm jurisdição sobre litígios decorrentes de questões políticas. Este defende ainda que, no mundo, existe um consenso geral sobre o facto de os actos altamente políticos não poderem ser processados em tribunais comuns. Wang Yu falou ainda da lei de bases da organização judiciária de Macau, que determina estarem “excluídas do contencioso administrativo, fiscal e aduaneiro as questões” do foro político, bem como os “actos praticados no exercício da função política e responsabilidade pelos danos decorrentes desse exercício”. Tal significa, para o professor, que os tribunais não podem tratar actos decorrentes do exercício de funções políticas.
Gás Natural | Renminbi vale novos cortes no preço João Santos Filipe - 24 Fev 2026 A desvalorização da moeda levou o Governo a anunciar ontem o terceiro corte anual no preço do gás natural, com a redução a variar entre 0,56 por cento e 0,96 por cento. Com os novos cortes, todos os preços ficam abaixo dos valores de 2022, ano que antecedeu a invasão da Ucrânia e uma subida generalizada do custo do gás Desde ontem, que o preço do gás natural foi reduzido entre 0,56 por cento e 0,96 por cento. O anúncio foi feito ontem de manhã, através de um comunicado da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). “Em resposta à descida do preço internacional do gás natural nos últimos anos e às flutuações da taxa de câmbio do renminbi relativamente à pataca, o custo de aquisição do gás natural para abastecer Macau baixou”, foi justificado. “Os preços de venda do gás natural a praticar para os quatro grupos de clientes tiveram descidas de cerca de 0,6 por cento a 1 por cento”, foi acrescentado. Com as alterações, os clientes residenciais, o chamado Grupo A, vão ter a menor redução, de 0,56 por cento, com o preço a baixar para 6,7403 patacas por metro cúbico de gás, quando anteriormente era de 6,7782 patacas por metro cúbico de gás. Em relação ao Grupo B de consumidores de gás natural, dos residentes não comerciais, o corte é de 0,59 por cento, para 6,3786 patacas por metro cúbico, quando anteriormente o preço era de 6,4165 patacas por metro cúbico. No Grupo C, dos grandes clientes, é aplicado um corte de 0,60 por cento, para 6,3198 patacas por metro cúbico, de 6,3568 patacas por metro cúbico. A maior redução visa o Grupo D de clientes, também denominados como “especiais”, que vão ser beneficiados com um corte no preço de 0,96 por cento, para 3,9447 patacas por metro cúbico. Até ontem, o preço era de ,9825 patacas por metro cúbico. Antes da guerra Com a entrada em vigor dos novos preços, o custo do gás natural fica abaixo dos níveis de 2022, ainda antes do Governo de Ho Iat Seng ter anunciado aumentos de 8,2 por cento a 14,3 por cento, uma consequência indirecta da invasão da Ucrânia pela Rússia e de um pico de procura nos mercados internacionais. Antes desse aumento, os clientes residenciais pagavam 6,9998 patacas por metro cúbico, enquanto os clientes do Grupo B pagavam 6,4122 patacas por metro cúbico, os clientes do Grupo C pagavam 6,3364 patacas por metro quadrado e os clientes do Grupo D 4,0126 patacas por metro cúbico. Para a nova realidade, contribuíram as reduções anuais do preço desde o aumento de 2023, com os cortes a variarem entre 3,14 por cento e 8,13 por cento, com as alterações a serem justificadas com a desvalorização do renminbi, o mercado abastecedor da RAEM, e também os preços internacionais.
Jogo | Concessionárias vão operar casas de câmbio Hoje Macau - 24 Fev 202624 Fev 2026 As concessionárias Galaxy, Melco e SJM foram autorizadas a exercer, “por sua conta e risco”, o comércio de câmbios nos casinos a salas Mocha que operam, de acordo com despachos assinados por Sam Hou Fai, publicados ontem no Boletim Oficial. Os despachos do Chefe do Executivo entram hoje em vigor. Assim sendo, a Galaxy Casino poderá operar casas de câmbio no Star World, Galaxy Macau, Broadway e Waldo. Já a Melco Resorts poderá trocar moeda nos casinos Altira, City of Dreams, Studio City e nas salas Mocha do Golden Dragon, Hotel Grand Drangon, Hotel Royal, Hotel Sintra, Kuong Fat e Porto Interior. Finalmente, a SJM Resorts está autorizada a operar casas de câmbio nos casinos Lisboa, Grand Lisboa, Grand Lisboa Palace, Le Royal Arc, assim como os espaços Oceanus no Pelota Basca, Landmark, Grandview, Kam Pek Paradise, Casa Real, Emperar Palace, Ponte 16 e Legend Palace.
AL | Apresentado projecto que reduz intervenções do Governo João Santos Filipe - 24 Fev 2026 A Comissão de Regimento e Mandatos apresentou um projecto de lei para reduzir as intervenções do Governo durante as sessões de interpelações orais. A opção reduz a intervenção do Executivo em cinco minutos e agrega mais perguntas em bloco A Comissão de Regimento e Mandatos da Assembleia Legislativa (AL) apresentou um projecto de lei que vai reduzir o tempo das intervenções do Executivo. O projecto com as alterações foi divulgado no portal do hemiciclo. De acordo com o modelo actual, quando um deputado faz a interpelação oral, os membros do Executivo têm um período de resposta inicial de 10 minutos. Após as primeiras explicações, o deputado responsável pela interpelação pode fazer uma nova intervenção, para pedir esclarecimentos adicionais. Segue-se a segunda resposta do Governo, que se pode prolongar por cinco minutos. Acabada a interacção entre o deputado responsável pela interpelação oral e o Governo, os outros deputados são autorizados a intervir. As intervenções dos legisladores são recolhidas em bloco, com o Executivo a ter direito a uma última intervenção de 10 minutos, em que pode responder às perguntas. No entanto, com a nova proposta, o Governo vai ter menos cinco minutos para responder às perguntas e a intervenção face ao pedido de esclarecimentos do deputado que colocou as questões iniciais vai ser concentrada com as questões dos outros deputados. Com o novo modelo, os membros do Executivo apenas têm de intervir duas vezes, a primeira para responderem ao deputado e uma segunda vez para prestarem esclarecimentos adicionais a esse deputado e para responderem às dúvidas dos outros legisladores. Actualmente, intervêm três vezes. Interpelações conjuntas O novo projecto vem também alterar a forma como são conduzidas as interpelações orais assinadas por mais do que um deputado, um mecanismo pouco utilizado pela Assembleia Legislativa. Segundo o novo projecto, quando uma interpelação oral é subscrita por mais do que um deputado, todos vão ter a oportunidade de pedir esclarecimentos extra, após a primeira intervenção dos membros do Executivo. Esta é uma realidade diferente da actual, em que apenas o primeiro subscritor tem a oportunidade de intervir para pedir esclarecimentos adicionais. O segundo assinante, e seguintes, não podem intervir nem na fase de esclarecimentos nem na aberta a todos os outros deputados. “A alteração que a Comissão vem sugerir aos senhores Deputados assegura que todos os Deputados tenham a possibilidade de intervir em todas as interpelações, permitindo, simultaneamente, que o Governo responda de forma concentrada e num único momento a todas as questões colocadas”, foi justificado, pela comissão liderada por José Chui Sai Peng. Fazem ainda parte da Comissão de Regimento e Mandatos os deputados Iau Teng Pio, Ângela Leong, Wong Kit Cheng, Song Pek Kei, Ip Sio Kai e Lei Wun Kong. Cartão de deputado com alterações A Comissão de Regimento e Mandatos propôs alterações ao cartão dos deputados. De acordo com o novo modelo, o cartão passa a incluir que Macau é uma região da República Popular da China. Anteriormente, as palavras República Popular da China apenas estavam escritas em chinês e dentro do símbolo da RAEM.
Rota das Letras | Filme de Filipa Queiroz conta história de desalojados da Alta de Coimbra Andreia Sofia Silva - 24 Fev 202624 Fev 2026 “Salatinas – Histórias da Velha Alta de Coimbra” traz de novo a Macau a jornalista Filipa Queiroz, juntamente com Rafael Vieira e Tiago Cerveira, co-autores do documentário que integra o cartaz do Rota das Letras. O filme conta a história de como, em pleno Estado Novo, cerca de três mil moradores foram expulsos da Alta de Coimbra para permitir a construção da Cidade Universitária A Cidade Universitária na Alta de Coimbra é um dos pontos turísticos da cidade, oferendo uma paisagem deslumbrante. Porém, apesar da beleza, a história da construção da Cidade Universitária está repleta de sofrimento. No documentário “Salatinas – Histórias da Velha Alta de Coimbra”, Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira contam a história das pessoas que viviam no local na década de 40 e que se viram subitamente desalojadas e sem um plano B. O filme integra o cartaz do Festival Literário Rota das Letras, que começa no próximo dia 5 de Março. “Esperamos que, em Macau, a história possa ter impacto em toda a gente e em particular nos tantos conimbricenses que sabemos que residem no território”, contou ao HM Filipa Queiroz, que viveu vários anos em Macau, tendo sido jornalista do HM e da TDM – Teledifusão de Macau. Está feliz por voltar e por revelar esta história desconhecida para muitos. E deixa os maiores elogios a um festival que viu nascer, há 15 anos. “Acho a programação desta edição do Rota das Letras particularmente corajosa e relevante tendo em conta os contextos de Portugal, de Macau e do mundo neste momento. Fazemos por apresentar o filme onde faz sentido e é precisamente este o caso. É um filme sobre pessoas, mas também sobre poder, resistência, identidade e o preço do progresso – temas que Macau conhece tão bem”, destacou. Filipa Queiroz teve contacto com a história destas pessoas através de uma reportagem. “O Rafael Vieira colaborava comigo como jornalista, pois dirigia uma publicação em Coimbra [Coimbra Coolectiva] e disse-me que havia ali uma história [interessante], e que queria contar histórias fora da caixa, mais invisíveis, digamos assim.” Nasceu assim o “Salatinas”, em referência ao nome dado às gentes que viviam na Alta de Coimbra, onde já havia as faculdades de Letras, Direito e a biblioteca. Porém, o Estado Novo desalojou estas pessoas para fazer as construções actualmente existentes. Foram três mil pessoas que deixaram as suas casas, sendo esta “uma das maiores transformações urbanísticas em Portugal, num tempo em que desalojamentos forçados, falta de acesso à habitação e segregação social ainda fazem manchetes”, descreve a sinopse do documentário. “Salatinas” é, portanto, “uma viagem à memória do bairro histórico varrido do mapa sob o ímpeto renovador do regime e ao burburinho de estudantes, tricanas, merceeiros e alfaiates que se esconde por baixo das faculdades”, acrescenta a mesma sinopse. Sair depressa “O que aconteceu foi uma vontade do Governo daquela altura”, diz Filipa Queiroz, para explicar como uma decisão política mudou a vida a tanta gente. “A Universidade de Coimbra andou entre Lisboa e Coimbra durante muitos anos, mas depois ficou instalada em Coimbra e era a única do país, onde estavam os cérebros do país, a elite. Houve então a decisão de que a universidade precisava de crescer e tinha de ser ali. O próprio Salazar tinha estudado ali [Faculdade de Direito], além de que havia um hospital. Não se tratou de uma requalificação, mas destruíram mesmo o que havia para construir por cima.” O que se seguiu foi uma profunda transformação nas famílias da zona. Muitos nunca recuperaram completamente. “Quando começou a destruição, basicamente o Governo avisou as pessoas que lá moravam de que tinham todas de sair dali. Deram valores às casas [para indemnizações], completamente desproporcionais e muito inferiores ao valor das casas”. “Há uma pessoa que mencionamos no filme que fazia parte do círculo de Salazar, era médica e uma pessoa ilustre, e conseguiu que a sua casa fosse das últimas a ser retirada, mas mesmo assim foi [desalojada]. Quanto mais pobres e humildes eram as pessoas, mais rapidamente tiveram de sair, com uma mão à frente, outra atrás. Estas pessoas foram atiradas para bairros da cidade, que nem podemos chamar de bairros, porque foi algo improvisado na altura”, conta a co-autora do documentário. Falamos de zonas com casas “frágeis”. Porém, a precariedade da habitação já vinha de trás. “Foram construídas casinhas que não tinham uma qualidade incrível, mas já as casas na Alta de Coimbra também não tinham, muitas delas. Não havia saneamento básico, aquilo precisava de ser requalificado.” Uma “identidade própria” Filipa Queiroz destaca como “a solução foi acabar com tudo, não se valorizando o facto de ser um bairro, e com uma identidade própria, e esta é a questão principal”. O bairro era o Salatina. “Salatinas são as pessoas que trabalhavam ou viviam na Alta da cidade, ou que tinham nascido ali, e que se cruzavam diariamente com a elite estudantil. Essa diversidade tinha uma riqueza muito grande, que acabou por ter efeitos no aspecto cultural, na música, por exemplo”. Coimbra é terra associada a nomes da música portuguesa, sobretudo de intervenção, como Zeca Afonso e Carlos Paredes, e por entre os “doutores” havia também “os futricas”, ou seja, “as pessoas do povo de Coimbra, mas desses nunca mais ninguém se lembrou”. Filipa Queiroz destaca que “muita gente, inclusive de Coimbra, não sabe o que se passou ali”. “Havia ali uma cidade, uma malha urbana muito concentrada e cheia de gente e de vida, com as fogueiras de São João, eventos culturais, tudo coisas muito identitárias.” Tudo coisas destruídas com a requalificação e expansão da Cidade Universitária. Filipa Queiroz destaca que nos dias de hoje, e apesar das vivências universitárias, a Alta da cidade deixou de ter a dinâmica que tinha. “Tem aquela arquitectura austera e à noite, não se passa nada.” “Salatinas” deu voz a um tema pouco falado. “As pessoas estão muito emocionadas e sentem-se muito valorizadas. Tivemos pessoas que foram à estreia [em Coimbra, na zona da Alta] e que nos disseram: ‘Parece que houve aqui uma reparação’. Isto provocou, inclusivamente, a morte de algumas pessoas, porque se suicidaram com o desgosto, porque tiveram de deixar o sítio onde construíram o seu negócio e a sua vida”. Filipa Queiroz agradece ainda a Ricardo Pinto, director do Rota das Letras, pelo convite feito. “Convidou-nos sabendo apenas a ideia do filme. Isto vai permitir levar os meus colegas a conhecerem, pela primeira vez, este sítio, Macau, que é tão especial para mim.” Filipa Queiroz quer continuar a contar histórias através de imagens. Tendo feito documentários ligados a Macau, como “Boat People” e “Era uma Vez em Ka-Hó”, a ideia é continuar num género audiovisual tão próximo do jornalismo. “O documentarismo acrescenta uma camada artística e um tempo que o jornalismo não permite. Sim, gostava de fazer [mais documentários], isso está sempre no meu horizonte. Há sempre desafios, com o financiamento dos trabalhos e o tempo que se pode dedicar a eles, mas sem dúvida que sim, gostava de continuar.”
Taxas | Ásia responde aos novos anúncios dos EUA Hoje Macau - 23 Fev 2026 Diversos países e regiões da Ásia reagiram sábado à decisão do Supremo Tribunal dos EUA que anulou as tarifas impostas pelo Presidente, bem como à nova taxa global de 10 por cento que Donald Trump instituiu após a decisão judicial. Tóquio descarta que a invalidação das taxas afecte os investimentos previamente acordados, segundo o jornal económico Nikkei, enquanto Taiwan e Hong Kong prevêem um efeito “limitado” da nova tarifa global. A China ainda não se pronunciou. Em resposta à resolução, que invalida as chamadas “tarifas recíprocas” e outros impostos generalizados aplicados por Trump, com uma taxa mínima de 10 por cento, o Presidente assinou uma tarifa global de 10 por centos obre todos os países. A lei que sustenta esta nova ordem executiva só permite aumentar as tarifas até 15 por cento e por períodos de 150 dias, pelo que não é claro como será articulada a longo prazo, escreve a agência de notícias EFE. A Coreia do Sul afirmou que o acordo comercial com Washington, que prevê compromissos como um investimento sul-coreano de 350 mil milhões de dólares e tarifas de 15 por cento por parte de Washington, continua intacto. Segundo a agência de notícias Yonhap, as autoridades sul-coreanas convocaram uma reunião de emergência para avaliar o impacto da invalidação das tarifas. Os governos de Taiwan e Hong Kong consideram que a tarifa global de 10 por cento anunciada por Trump terá um “impacto limitado” nas suas economias. A Indonésia, que na quinta-feira assinou um acordo comercial com os EUA, indicou que manterá “novas conversações” com Washington diante das “dinâmicas que estão a ocorrer”. A Malásia assegurou que “continuará a diversificar as suas relações comerciais e a reforçar a cooperação económica regional e multilateral”, apesar da decisão que invalida grande parte das tarifas de Trump.
Tailândia | Vírus mata 72 tigres em parque de vida selvagem Hoje Macau - 23 Fev 2026 As autoridades do norte da Tailândia disseram que 72 tigres morreram nas últimas semanas num parque de vida selvagem devido a uma infecção viral e bacteriana. Os testes detetaram a presença do vírus da esgana canina, altamente contagioso, bem como bactérias que afectam o sistema respiratório, informou o Departamento Provincial de Pecuária de Chiang Mai, em comunicado, na sexta-feira. “Quando os tigres adoecem, é mais difícil detectar a doença do que em animais como gatos ou cães. Quando percebemos que estavam doentes, já era tarde demais”, disse o director do Departamento de Pecuária da Tailândia, Somchuan Ratanamungklanon, à imprensa local. Os felinos pertenciam ao parque de vida selvagem Tiger Kingdom, de propriedade privada. Os turistas podem “abraçar, tocar e tirar fotografias de perto com os tigres” no local, de acordo com a página do parque na Internet. “Estes tigres morreram como viveram: em sofrimento, cativeiro e medo”, disse à agência de notícias France-Presse a organização de defesa dos direitos dos animais PETA Ásia. “Se os turistas evitassem estes locais, rapidamente se tornariam inviáveis e tragédias como esta teriam muito menos probabilidade de ocorrer”, acrescentou a organização.
Inconsciência total André Namora - 23 Fev 2026 19 mortos na sequência das intempéries registadas em Portugal durante duas semanas. 19? É verdade, infelizmente registaram-se na semana passada mais duas mortes por inconsciência total. No segundo dia da tempestade Kristin as águas do rio Mondego começaram a subir e adivinhava-se o pior. O caudal do rio começou a alagar vários terrenos e a invadir diversas estradas. O senhor Venâncio e a dona Fátima, moradores perto de Soure, no concelho de Montemor-o-Velho, resolveram pegar no seu Citroen e ir a Coimbra a uma consulta médica, quando as autoridades municipais já começavam a avisar para que as pessoas não saíssem de casa. Era uma terça-feira e à tarde a Protecção Civil anunciou que se encontravam várias estradas regionais encerradas ao trânsito por causa das cheias que estavam a progredir devido ao aumento do caudal do rio Mondego. O senhor Venâncio de 68 anos e sua mulher de 65 terminaram a consulta hospitalar em Coimbra e resolveram regressar a casa. Ainda jantaram na cidade dos estudantes em casa de um familiar, mas não quiseram pernoitar na casa onde estavam ou gastar 70 ou 80 euros num quarto de hotel. Resolveram mesmo regressar a casa, apesar de terem terminado de ver na televisão durante o jantar que as estradas ao redor de Montemor-o-Velho estavam perigosas. Aí foram eles. A dada altura, o senhor Venâncio telefonou a um amigo dizendo que não estava a orientar-se muito bem sobre o caminho a tomar e que a estrada onde estava não lhe era conhecida. O amigo entendeu que o senhor Venâncio estaria perdido, porque nem sequer deveria estar ao volante devido a ter tido ultimamente algumas perturbações mentais que poderiam indicar algum tipo de demência. A inconsciência total do senhor Venâncio fez que entrasse numa estrada que já estava coberta de água e o carro resvalou para um arrozal que já estava completamente inundado. As horas passaram e a filha do casal começou a ficar preocupada, os telemóveis dos pais não respondiam e resolveu dar o alerta às autoridades policiais. A partir daí e durante quase uma semana os canais de televisão só noticiavam que um casal estava desaparecido. As buscas foram incessantes. Um esforço enorme de mergulhadores e de patrulhas marítimas, de bombeiros e de militares da GNR. Passados dias e depois do nível das águas começar a baixar uns caminhantes avistaram o tejadilho de um carro imerso no arrozal e alertaram as autoridades. A confirmação entristeceu profundamente a população de Varride, onde o senhor Venâncio e a dona Fátima residiam. Os seus corpos estavam no interior do Citroen e o número de vítimas das cheias cifrava-se em 19. Agora, é tempo de reconstrução em várias zonas afectadas, especialmente em Leiria e na Marinha Grande. No debate na Assembleia da República com a presença do Governo, o primeiro-ministro anunciou todo o apoio às vítimas da calamidade, apesar de ainda haver muita gente que não recebeu apoio governamental e que ficou sem nada nos últimos incêndios. Uma nota importante: o trabalho exemplar da presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Ana Abrunhosa recebeu os maiores encómios de todos os quadrantes, excepto do partido Chega, porque Abrunhosa não foi populista e demagoga. O distrito de Leiria foi a zona mais afectada pelas tempestades e onde se verifica maior destruição, onde caíram entre cinco e oito milhões de árvores, mas podemos anunciar em primeira mão que a edilidade leiriense convidou já uma personalidade que deixou um vasto e louvável trabalho na arborização de Macau enquanto viveu na antiga colónia portuguesa. O engenheiro António Paula Saraiva foi convidado a estudar a reconstrução do principal jardim em frente à Câmara Municipal e onde quase todas as árvores caíram devido às fortes rajadas de vento. António Saraiva já visitou o local e prontificou-se de imediato a estudar a reconstrução arbórea do jardim leiriense. Um aplauso para este técnico excepcional, que apesar de reformado prontificou-se logo a cooperar para o bem-estar dos leirienses que gostam de frequentar o seu principal jardim. A reconstrução das zonas destruídas será um trabalho árduo e dispendioso. Poderá ultrapassar os 10 mil milhões de euros, mas como disse Luís Montenegro no Parlamento, terá de ser uma reconstrução levada a cabo por todos os portugueses. O país continua, a vida não para, mas desejamos que as promessas não falhem, como se tem registado em outros casos. Portugal foi notícia pelas piores razões contempladas por fenómenos naturais, mas que Portugal volte a ser notícia quando puder anunciar ao mundo que os portugueses atingidos por uma calamidade voltaram à sua vida normal.
Mais espectáculos de Ano Novo Chinês nos próximos dias Hoje Macau - 23 Fev 2026 A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) continua a organizar, nos próximos dias, espectáculos de celebração da chegada do Ano do Cavalo com fogo-de-artifício. Uma das iniciativas é a realização de três edições de “2026 – Espectáculos de Drones e Fogo-de-Artifício”, onde se introduz, pela primeira vez, os drones neste tipo de apresentação, numa combinação de “tecnologia com arte, aumentando-se a sensação e apreciação dos espectáculos de fogo-de-artifício”, a fim de “enriquecer as experiências festivas”. Uma dessas apresentações decorre hoje, sétimo dia do Ano Novo Chinês, e depois a 3 de Março, décimo quinto dia do primeiro mês do Ano Novo Chinês. Estes espectáculos acontecem na baía junto à Torre de Macau. Destaque ainda para a realização sábado, dia 28, o 12.º dia do Ano Novo Lunar, do “Segundo desfile de carros alegóricos com actuações culturais”. Entre as 20h e as 21h30, e com ponto de partida na Rua Norte do Patane, o desfile inclui ainda um espectáculo cultural no Jardim do Mercado Municipal do Iao Hon. Haverá 17 carros alegóricos neste desfile, oito deles em representação de departamentos do Governo e os restantes nove de entidades turísticas locais. O público poderá assistir a este desfile desde o seu início, na Rua Norte do Patane, e junto aos passeios pedonais no percurso do desfile até ao ponto de chegada, no Jardim do Mercado Municipal de Iao Hon. A galope no ZAPE No ZAPE, decorre a iniciativa “Gala a galope no ZAPE” até ao dia 1 de Março, “em articulação com o Ano Novo Chinês e o Dia dos Namorados”, mais concretamente na zona circundante entre a Rua de Cantão e Rua de Pequim. Segundo uma nota da DST, o que se pretende é, “através de instalações características da quadra festiva, aumentar a atmosfera festiva dos bairros e a atracção turística, atraindo pessoas para os bairros comunitários”. Esta “Gala a galope no ZAPE” conta com “a participação dos comerciantes do ZAPE e de várias empresas de turismo e lazer integrado”, e integra o lançamento de pacotes promocionais para atrair mais turistas.
Concerto | “Clássicos em Cordas” em Março no CCM Andreia Sofia Silva - 23 Fev 2026 Março será tempo de receber o concerto “Clássicos em Cordas”, protagonizado pela Orquestra de Macau, e que traz ao território dois violinistas: Julian Rachlin e Sarah McElravy. Eis a oportunidade para ouvir interpretações das composições de Beethoven e Felix Mendelssohn Bartholdy A Orquestra de Macau (OM) será protagonista de mais um concerto de música clássica agendado para Março, nomeadamente no dia 14, e que se apresenta no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). O concerto será dirigido por Julian Rachlin, tido como “violinista de renome mundial”, segundo descreve uma nota do Instituto Cultural (IC), que apoia o espectáculo. Junta-se ainda ao palco a violinista Sarah McElravy. “Clássicos de Cordas” é o nome deste espectáculo, que apresenta “um verdadeiro festim de fascinantes obras para cordas”, tal como “Abertura Coriolano” de Beethoven, a “Sinfonia Concertante em Mi-bemol Maior” de Mozart e a “Sinfonia nº 3 em Lá Menor ‘Escocesa'” de Feliz Mendelssohn Bartholdy, compositor e pianista alemão. Esta última composição data dos anos de 1829 e 1841, tendo sido estreada na cidade de Leipzig a 3 de Março de 1842. Trata-se de uma das últimas obras de grande envergadura compostas por este mestre do Romantismo, tendo a sua composição tido início numa viagem à Escócia. No caso de “Abertura Coriolano”, de Beethoven, tem a duração de oito minutos e teve a sua estreia em Viena, em Março de 1807, sendo conhecida por ter inaugurado dois formatos de concertos no período de Oitocentos, nomeadamente a abertura de concerto e o poema sinfónico. Nomes distintos Numa nota do IC, descreve-se a carreira de Julian Rachlin, natural de Viena, sendo um “violinista e violista austríaco aclamado internacionalmente”. Rachlin colaborou ainda “com inúmeras orquestras e diversos maestros de renome internacional durante mais de três décadas”, sendo que, nos últimos anos, foi Maestro Convidado Principal da Royal Northern Sinfonia, no Reino Unido. Dirigiu ainda várias orquestras internacionais, como a Orquestra Filarmónica de Oslo e a Filarmónica de Munique. Já Sarah McElravy, instrumentista canadiana também de violino e viola, conta com várias actuações em palco na Europa, América e Ásia. É “reconhecida pela sua técnica excepcional, tendo colaborado com orquestras de renome e participou em diversos festivais de música”. McElravy é tida como alguém com uma “profunda experiência performativa”, dedicando-se também “à promoção da educação musical, tendo fundado uma associação de música de câmara no México para levar concertos de nível internacional às comunidades locais”. O concerto “Clássicos em Cordas” terá a duração aproximada de uma hora e meia, incluindo um intervalo. Os bilhetes já estão à venda, com preços que variam entre 150 e as 300 patacas.
Superbikes | Miguel Oliveira de último a sétimo na segunda corrida na Austrália Hoje Macau - 23 Fev 2026 O piloto português Miguel Oliveira (BMW) terminou a segunda corrida deste fim de semana de estreia do Mundial de Superbikes na sétima posição, depois de ter largado do 21.º e último lugar e de um oitavo lugar no sábado. Numa prova disputada debaixo de chuva, Miguel Oliveira terminou a 32,135 segundos do vencedor, o italiano Niccolo Bulega (Ducati), que bateu o compatriota Axel Bassani (Bimota) por 11,336 segundos, com o espanhol Alvaro Bautista (Ducati) em terceiro, a 17,790. O piloto português largou da cauda do pelotão depois de ter tido problemas mecânicos nas últimas voltas da corrida superpole, disputada três horas antes, que o relegaram do nono lugar que ocupava na penúltima volta para o 18.º posto final. A segunda corrida ficou marcada pela chuva, que caiu em força e provocou seis quedas. O piloto natural de Cascais, que habitualmente se dá bem com as pistas molhadas, a meio da prova já era 10.º classificado. Miguel Oliveira, que fez a sua estreia este fim de semana no Mundial de Superbikes, depois de 14 anos nas MotoGP, ainda recuperou até ao sétimo posto na última volta, após ultrapassar o espanhol Iker Lecuona (Ducati) a poucos metros de cruzar a linha de meta. O italiano Nicollo Bulega, favorito à partida deste campeonato com 12 rondas, completou o fim de semana perfeito, juntando a vitória na corrida principal deste domingo, a 23.ª da sua carreira, às vitórias na superpole e na primeira corrida, no sábado. Foi o sexto triunfo consecutivo na Austrália do piloto italiano. O piloto luso, de 31 anos, é o oitavo classificado do Mundial após esta primeira das 12 rondas previstas, a 45 do comandante, Bulega, que soma a pontuação máxima (62) após esta primeira ronda. A próxima prova do campeonato será em Portugal, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, a 29 de Março.
Karting: nova competição IAME nasce em Macau Sérgio Fonseca - 23 Fev 202623 Fev 2026 É já no próximo fim-de-semana que o Kartódromo de Coloane recebe a primeira das sete jornadas do mais recente campeonato integrado na família internacional de competições de karting IAME, a IAME Series Macau Depois de a RAEM se ter afirmado como paragem obrigatória no calendário da IAME Series Asia e de o Grande Prémio de Karting Internacional de Macau ter acolhido a Final da IAME Asia, foi confirmado, ainda antes do Novo Ano Lunar, o lançamento da IAME Series Macau, composta por sete provas a disputar em Coloane. O calendário apresentado acompanha o já estabelecido Campeonato de Karting da AAMC. Segundo a breve comunicação divulgada nas redes sociais pela IAME Asia Series, “a herança do desporto automóvel de Macau é profunda e a sua paixão pelas corridas é reconhecida mundialmente”. Para o promotor da IAME no continente asiático, com base em Singapura, levar a competição para a RAEM constitui “mais um passo decisivo no crescimento do karting na Ásia-Pacífico, criando mais percursos, mais oportunidades e uma comunidade mais forte para os jovens talentos”. Todos iguais As IAME Series são campeonatos de karting organizados sob a égide da italiana IAME (Italian American Motor Engineering), um dos maiores fabricantes mundiais de motores para a modalidade. O calendário da IAME Series Asia conhecerá igualmente um alargamento no próximo ano: além das jornadas na Malásia e na Tailândia, Macau receberá a quarta de seis provas da temporada, agendada para 23 e 24 de Maio. Independentemente do país ou da região, todos os participantes competem com motores IAME, ao abrigo de regulamentos técnicos uniformes que asseguram igualdade de condições em pista. O modelo privilegia o controlo de custos e a sustentabilidade da competição, colocando a tónica no talento individual e na equidade desportiva. Para além de Macau e do campeonato asiático, a IAME já promove competições no Interior da China, Japão, Malásia, Tailândia, Sri Lanka, Índia e Filipinas. Nesse contexto, a organização acredita que “juntos, continuamos a construir uma plataforma interligada em toda a região”. Conforme anteriormente anunciado, a Final da IAME Asia, abrangendo todas as categorias, regressará pelo terceiro ano consecutivo ao programa do Grande Prémio de Karting Internacional de Macau. A edição deste ano está marcada para decorrer entre 11 e 14 de Dezembro. Como anteriormente anunciado, a Final da IAME Asia, para todas as categorias, regressará pelo terceiro ano consecutivo ao programa do Grande Prémio de Karting Internacional de Macau. A data já está marcada, com o evento a decorrer entre 11 e 14 de Dezembro. Calendário de provas de 2026:* Ronda 1 – 1 de Março Ronda 2 – 22 de Março Ronda 3 – 26 de Abril Ronda 4 – 17 de Maio Ronda 5 – 28 de Junho Ronda 6 – 6 de Setembro Ronda 7 – 27 de Setembro *todas as provas serão disputadas no Kartódromo de Coloane
Hong Kong | Governo de Hong Kong exige que Japão proteja residentes após ataque em Sapporo Hoje Macau - 23 Fev 2026 O Governo de Hong Kong disse que exigiu a Tóquio que proteja os residentes da região chinesa que visitem o Japão, após um morador ter sido alvo de um ataque em Sapporo. O executivo de Hong Kong “manifestou preocupação” ao cônsul-geral japonês no território, Jun Miura, e instou as autoridades nipónicas a “garantir a segurança pessoal” dos viajantes de Hong Kong no Japão. Num comunicado divulgado na quinta-feira à noite, as autoridades do território disseram que estão a colaborar com a representação diplomática de Pequim em Hong Kong e com o consulado da China em Sapporo, no norte do Japão. O objectivo, explicou o Governo de Hong Kong, é “compreender a situação, dar seguimento ao caso e prestar assistência prática de acordo com os desejos” do residente alvo do ataque. O consulado chinês em Sapporo disse que o homem foi atingido na cabeça por uma garrafa de cerveja num restaurante, na madrugada de quarta-feira, e que a polícia japonesa já tinha detido um suspeito. A representação diplomática da China voltou a recomendar aos turistas que não viajem para o Japão, porque “a tendência de ocorrência de ataques no Japão contra cidadãos chineses tem vindo a aumentar”. No entanto, operadores turísticos de Hong Kong disseram ao jornal South China Morning Post que o ataque foi provavelmente um incidente isolado que não afectaria o interesse dos residentes em visitar o Japão.
Ano Novo Lunar | Gastos dos consumidores a crescer Hoje Macau - 23 Fev 2026 Os consumidores chineses receberam o feriado da Festa da Primavera com uma explosão de gastos, lotando restaurantes e shoppings e viajando por todo o país, o que proporcionou um impulso no início do ano para o sector de consumo, indica a Xinhua. Nos primeiros quatro dias do feriado, as vendas médias diárias nas principais empresas de retalho e catering aumentaram 8,6 por cento face ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do Ministério do Comércio. A onda de gastos misturou tradição com novos hábitos, com plataformas online relatando uma forte procura por dispositivos inteligentes. Os gastos com serviços contribuíram para o impulso. O consumo de turismo doméstico nas principais plataformas aumentou 4,5 por cento em termos anuais nos primeiros três dias do feriado, incluindo um salto de 26 por cento nas reservas de aluguer de carros. O governo introduziu uma série de medidas de apoio antes do feriado de nove dias, incentivando as autoridades locais e as empresas a combinar eventos promocionais com incentivos políticos, incluindo vouchers de compras e melhores serviços de pagamento para os visitantes.
Casa Branca | Donald diz que visita à China vai “ser algo selvagem” Hoje Macau - 23 Fev 2026 A Casa Branca anunciou que Donald Trump vai fazer uma viagem oficial à China, de 31 de Março a 02 de Abril. Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, já se reuniram pessoalmente por cinco vezes. “Vou à China em Abril. Vai ser algo selvagem”, tinha dito Trump na quinta-feira. Esta visita realiza-se depois de o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA ter anulado parcialmente as taxas alfandegárias que Trump tinha instituído. Estas taxas têm sido um dos principais focos de tensão entre EUA e China. A disputa comercial acalmou com um acordo de emergência, em Maio de 2025, em Genebra, que se consolidou por um ano, desde Outubro de 2025, quando a China levantou as restrições às suas exportações das ditas terras raras e os EUA reduziram parte das taxas. Donald e XI devem também abordar as relações bilaterais na tecnologia e a segurança na região Ásia-Pacífico, além da questão específica de Taiwan. No final de 2026, em sentido inverso, está previsto que Xi Jinping se desloque à Casa Branca.
Visita | Chanceler alemão em Pequim esta semana Hoje Macau - 23 Fev 2026 Friedrich Merz chega à capital chinesa na quarta-feira, naquela que é a sua primeira viagem à China desde que tomou posse como chanceler no ano passado O chanceler alemão, Friedrich Merz, realiza esta semana, e até 26 de Fevereiro, uma visita de Estado à República Popular da China, anunciou sexta-feira o Governo. Merz parte de Berlim na terça-feira e chega a Pequim na quarta-feira, sendo recebido pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, estando previsto encontrar-se ainda com o Presidente, Xi Jinping, disse um porta-voz do Governo alemão. A visita vai decorrer numa altura em que as autoridades de Pequim se apresentam mais como um parceiro de confiança para os europeus, especialmente em contraste com os Estados Unidos. Trata-se da primeira visita à República Popular da China desde que Friedrich Merz assumiu o cargo de chanceler, em Maio de 2025, e acontece poucos dias depois do fim das celebrações do Ano Novo Lunar. O porta-voz do Governo alemão acrescentou que as discussões vão concentrar-se nas relações bilaterais, bem como em questões de política económica e de segurança, salientando a vontade de Berlim em manter “relações justas” com Pequim em termos comerciais. Na quinta-feira, o chanceler alemão visita a Cidade Proibida, em Pequim, antes de um encontro com a delegação do grupo automóvel alemão Mercedes-Benz, em que devem ser apresentados novos veículos. Agenda preenchida Da agenda oficial consta uma visita a Hangzhou, uma cidade na costa leste da China, bem como duas deslocações de âmbito empresarial: uma à companhia Unity, um grupo de robótica, e à empresa alemã de energia Siemens Energy. Os dois países têm fortes laços comerciais, actualmente tensos devido às acusações de concorrência desleal e proteccionismo dirigidas a Pequim. Mesmo assim, Berlim e Pequim demonstraram vontade de ultrapassar as diferenças, particularmente no contexto da ordem mundial imposta pela actual Administração dos Estados Unidos. Em meados de Fevereiro, à margem da Conferência de Segurança de Munique, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, disse a Merz que encarava Berlim como uma “força motriz” na cooperação entre a UE e a China. Economicamente, a relação entre Berlim e Pequim alterou-se drasticamente na última década, com a China a passar de melhor cliente das indústrias exportadoras alemãs a principal concorrente. A economia alemã regista dificuldades e a concorrência chinesa está a causar preocupação a algumas empresas alemãs, particularmente na actividade automóvel.