Livros | Associação defende feira internacional em Macau

Lam Fat Iam, presidente da Associação de Publicações de Ensino Cultural de Macau defende, segundo o jornal Ou Mun, que o território deveria ter uma feira do livro de cariz internacional, lamentando que Macau não tenha influência a nível regional no mercado livreiro.

O responsável deu os exemplos da Feira do Livro de Hong Kong ou do Festival do Livro do Sul da China como dois eventos bem conhecidos da região, afirmando que a RAEM deveria procurar, no futuro, criar uma parceria com Hengqin a fim de, em conjunto, se criar uma feira do livro mais internacional, para enriquecer a leitura na zona da Grande Baía.

Além disso, Lam Fat Iam espera que possa haver uma maior cooperação entre os sectores livreiros de Macau e Hong Kong com o Festival do Livro do Sul da China para que a cobertura, em termos de público e de títulos, seja mais abrangente e haja um maior espaço à internacionalização. Lam Fat Iam recordou que em 2016, pela primeira vez, o Festival do Livro do Sul da China criou um pavilhão de Macau, que atraiu mais de 100 mil visitantes. Até o início deste ano, o número de colecções da Biblioteca Pública já ultrapassou um milhão, aumentando 43 por cento em comparação a 1999.

ZAPE | Samuel Tong defende continuidade da feira

O presidente do Instituto de Gestão de Macau, Samuel Tong, defende a continuidade da feira “ZAPE com Sabores”, tendo elogiado a eficácia com que o evento foi organizado. Segundo o jornal Ou Mun, o académico defende também que o Governo deve corrigir as falhas que possam ter sido registadas nesta primeira edição da feira e melhorar a organização.

Para Samuel Tong, a “ZAPE com Sabores” mostrou o efeito positivo na transformação, a título experimental, da economia comunitária dessa zona, uma vez que nos dois primeiros dias do evento registaram-se 25 mil visitantes. Porém, Samuel Tong destacou que alguns comerciantes, nomeadamente farmácias, casas de penhores ou lojas de roupa talvez não tenham beneficiado com o evento, pelo que defende que o Executivo deve pensar em medidas para resolver este problema no futuro.

Além disso, o académico defende que o espaço da feira deve ser alargado com ligação à Praça Flor de Lótus, ao Museu do Grande Prémio e ao Jardim Comendador Ho Yin, porque nesta primeira edição a feira apenas se realizou junto às ruas de Cantão e de Xangai.

Convenções / Exposições | Mais eventos mas menos visitantes e gastos

Na primeira metade deste ano, realizaram-se em Macau quase mais um terço das convenções e exposições face ao mesmo período de 2024. Porém, o número de participantes e visitantes caiu mais de 11 por cento, e os gastos no território tiveram uma quebra de 26,5 por cento devido a “incertezas da economia mundial” e “mudança do padrão de consumo”

 

Mais eventos, mas menos pessoas e consumo na economia local, assim se podem resumir as estatísticas do sector das convenções e exposições referentes ao primeiro semestre de 2025, divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

Os serviços estatísticos indicaram que na primeira metade deste ano realizaram-se 918 convenções e exposições, mais 29,3 por cento em termos anuais (+208 eventos) e realça o aumento dos eventos relacionados com “comércio e gestão” e “tecnologia informática”, que tiveram mais 91 e 36 eventos, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre Janeiro e o fim de Junho, a maior parte dos eventos organizados em Macau foram reuniões e conferências (863), registando um aumento anual de quase 30 por cento. Porém, apesar do crescimento significativo deste tipo de eventos, os participantes apenas aumentaram 6,7 por cento, um reflexo da evolução antagónica das estatísticas do sector.

Reverso da medalha

A DSEC aponta que o número de participantes e visitantes dos eventos de convenções e exposições fixou-se em 428.000, decrescendo 11,2 por cento, face ao primeiro semestre de 2024. A DSEC explica que esta quebra se deveu ao decréscimo do “número de visitantes em geral oriundos do exterior que vieram às exposições”, “devido às incertezas da economia mundial, à mudança do padrão de consumo dos visitantes entrados na RAEM”.

Além da descida do número de visitantes e participantes, a despesa total depois de entrarem em Macau para participaram em convenções e exposições também diminuiu. Assim sendo, “as receitas dos ramos de actividade económica não jogo da RAEM geradas pelos eventos de convenções e exposições caíram 26,5 por cento, em termos anuais, para 1,65 mil milhões de patacas”.

Apesar dos números gerais de visitantes e participantes, a DSEC vinca o aumento de expositores internacionais (2.822) nos eventos organizados na RAEM na primeira metade de 2025, com uma subida de quase 20 por cento. Os visitantes profissionais internacionais que vieram a estes eventos também aumentaram 20,9 por cento para um total de 3.120.

Em termos trimestrais, os dados da DSEC revelam que entre Abril e Junho se realizaram 480 convenções e exposições, mais 42 eventos do que no primeiro trimestre deste ano e um aumento anual de 28,3 por cento. Mas, também aqui, o número de participantes e visitantes diminuiu 24,1 por cento, para um total de 228 mil pessoas, face ao segundo trimestre de 2024.

Burla | Vítimas de falsos programas de viagem perdem 17 mil patacas

A Polícia Judiciária (PJ) recebeu três denúncias de pessoas que, alegadamente, terão perdido 17 mil patacas na compra de falsos bilhetes de voo e pacotes de alojamento.

Segundo o jornal Ou Mun, um dos casos ocorreu este domingo, e contemplou um idoso que fez a compra depois de ter visto uma publicidade de uma agência de viagens local no Facebook. O idoso pagou quase sete mil patacas para dois pacotes turísticos com voos de ida e volta entre Macau e Osaka. Porém, após ter dado o sinal de três mil patacas para o pagamento, deixou de conseguir contactar a agência de viagens.

Processo semelhante ocorreu com outro homem de meia idade, mas neste caso, pagou seis mil patacas para um pacote de viagens com voos entre Macau e Seul através da plataforma MPay. Percebeu depois que a conta da pessoa que ia receber o dinheiro não tinha ainda sido verificada, e quando pediu reembolso foi colocado na lista negra para terminar os contactos com a agência.

Esta segunda-feira, um outro residente pagou oito mil patacas para quatro pacotes de ida e volta de voos entre Macau e Banguecoque e vouchers de hotel. Foi-lhe pedida a transferência do dinheiro para confirmação da viagem, mas depois de ter desconfiado do processo e pedido o reembolso, não mais conseguiu contactar a agência.

Cuidadores | Governo já investiu mais de 18 milhões de patacas

Em cinco anos de funcionamento do plano de subsídios a cuidadores foram atribuídas mais de 18 milhões de patacas a 310 cuidadores com idosos ou pessoas acamadas e doentes a cargo de forma permanente. Hon Wai, presidente do Instituto de Acção Social, destaca que as famílias podem ainda beneficiar de outros apoios

 

O que era provisório tornou-se definitivo, e em cinco anos foram atribuídas 18 milhões e 400 mil patacas a 310 cuidadores de idosos ou pessoas dependentes por doença ou incapacidade. São estes os dados relativos ao plano de subsídio para cuidadores, que desde Dezembro de 2023 é uma medida de apoio permanente e que começou, em Dezembro de 2020, por ser um “Projecto Piloto do Subsídio para Cuidadores”.

Os dados são do Instituto de Acção Social (IAS) e foram fornecidos pelo seu presidente, Hon Wai, em resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei.

Na mesma resposta, descreve-se que de entre os 310 beneficiários incluem-se “quatro tipos de pessoas que necessitam de cuidados continuados e intensivos de terceiros, prestados no domicílio, para o auto-cuidado e a vida quotidiana, especialmente aquelas que não recebem cuidados continuados em lares”.

Falamos de “acamados permanentes que estejam incapacitados de realizar acções como sentar ou levantar sem auxílio, pessoas com deficiência intelectual, pessoas com autismo ou com deficiência motora, com grau grave ou profundo, e incluindo aquelas que não têm grau [de gravidade] atribuído”.

Trata-se de um apoio dado a famílias mais vulneráveis, sendo que Hon Wai destacou que este é apenas um subsídio dos muitos atribuídos pelo Executivo. “O referido subsídio é apenas um de entre os vários subsídios em numerário que o Governo da RAEM atribui às famílias de cuidadores”, sendo que “as famílias elegíveis podem, ao mesmo tempo, beneficiar do subsídio para idosos, da pensão para idosos, do subsídio de invalidez, da pensão de invalidez e do programa de comparticipação nos cuidados de saúde, entre outras políticas”.

Políticas em estudo

Na sua interpelação, a deputada Ella Lei, ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), questionou o Executivo sobre o planeamento das medidas de apoio à terceira idade ou na área da reabilitação. Hon Wai assegurou que os planos estão a ser elaborados.

“Neste momento, o Governo da RAEM está a planear os planos decenais relativos à próxima fase de acção para os serviços de apoio a idosos e de reabilitação”, pelo que será discutida e analisada “a optimização e o reforço dos diversos serviços de apoio aos cuidadores”.

O IAS diz ainda querer “promover a entreajuda na comunidade através da educação comunitária, assim como conjugar os esforços dos residentes, das instituições particulares e dos serviços públicos, no intuito de construir, em conjunto, uma sociedade amiga dos cuidadores e prestar apoio às famílias de cuidadores”.

Imobiliário | Vendas de casas caíram 18,2 % em Julho

No passado mês de Julho, foram vendidas 291 fracções para habitação, total que representou um decréscimo de 18,2 por cento face ao mesmo mês de 2024 quando foram vendidas 356 casas.

Os dados constam no portal da Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) de acordo com o número das fracções autónomas destinadas à habitação que foram declaradas para liquidação do imposto do selo por transmissões de bens em Julho.

Também o preço médio do metro quadrado registou uma quebra anual de 18,8 por cento, de 93.374 patacas em Julho de 2024 para 75.806 patacas. Em termos mensais, os dados da DSF mostram uma evolução positiva, com o aumento de 32 por cento das vendas, ou mais 72 fracções vendidas. Também o preço médio do metro quadrado subiu 9 por cento face a Junho.

FSS | Estudo orçamental ainda este ano

O Fundo de Segurança Social (FSS) “incumbiu uma instituição académica de efectuar um estudo no segundo semestre de 2025” a fim de analisar e rever “as actuais políticas de segurança social”.

Esta informação consta numa resposta do Instituto de Acção Social (IAS) a uma interpelação da deputada Ella Lei, sendo que, com este estudo, o FSS pretende “optimizar o mecanismo de ajustamento das prestações do regime da segurança social”, tendo ainda em conta “as opiniões apresentadas pela sociedade sobre a indexação da base da pensão para idosos ao valor do risco social”.

Pretende-se, com este estudo, que o FSS se possa “adaptar melhor ao desenvolvimento social e dar resposta às necessidades reais dos residentes, assegurando que os recursos sejam alocados com precisão para os grupos com necessidades”.

Guangdong | Emitidos 2,5 mil milhões em títulos de dívida na RAEM

A província vizinha de Guangdong vai voltar a emitir, pela quinta vez, títulos de dívida em Macau, no valor de 2,5 mil milhões de renminbi. A operação que irá decorrer no fim de Agosto é destinada a investidores profissionais e irá também ajudar a financiar a 15.ª edição dos Jogos Nacionais

 

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) anunciou ontem que o Governo da província de Guangdong irá no fim do mês emitir títulos de dívida em renminbi (RMB) do seu Governo local, num valor de 2,5 mil milhões de RMB.

De acordo com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a nova emissão mantém a aposta nas obrigações temáticas ligadas à Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau em Hengqin e nas obrigações verdes, mas introduz também duas novidades: a emissão de títulos de dívida destinados a apoiar a 15.ª edição dos Jogos Nacionais e de obrigações azuis. A emissão é destinada a investidores profissionais.

A AMCM sublinha que esta iniciativa “reflecte o apoio do Governo Central e do Governo Popular da Província de Guangdong a Macau”, permitindo acelerar o desenvolvimento de novos sectores financeiros, em particular o mercado obrigacionista, e contribuir para a diversificação económica.

Uma parte das receitas será aplicada no projecto da 15.ª edição dos Jogos Nacionais, a primeira grande competição desportiva conjunta entre Guangdong, Hong Kong e Macau, o que constitui, segundo as autoridades, uma demonstração do reforço da integração da Grande Baía e do apoio à participação de Macau no desenvolvimento nacional.

Destino recorrente

Além da componente desportiva, a emissão inclui obrigações verdes e, pela primeira vez, obrigações azuis, instrumentos destinados a financiar projectos ligados à sustentabilidade ambiental e à preservação dos recursos marinhos.

A AMCM destaca que esta diversidade “enriquece o mercado obrigacionista de Macau” e poderá atrair novos emitentes, alinhando-se com os objetivos da China de atingir o pico de emissões de dióxido de carbono e a neutralidade carbónica. A especificidade da emissão destes títulos de dívida “impulsiona o desenvolvimento dos mercados financeiros de Guangdong e Macau para áreas verdes e sustentáveis”, aponta a AMCM.

A autoridade monetária destacou também o apoio do Ministério das Finanças e do Governo Popular da Província de Guangdong, a quem expressou “sinceros agradecimentos”, reafirmando que continuará a promover a cooperação financeira entre Guangdong e Macau.

Esta é a quinta vez, desde 2021, que a província de Guangdong se financia em Macau através de títulos de dívida. A última vez que o tinha feito foi em Agosto do ano passado, no mesmo valor. Cerca de dois meses depois foi a vez do Governo Central emitir em Macau títulos de dívida no valor de 5 mil milhões de RMB. No início do mês passado, Pequim subiu a parada e voltou a emitir títulos de dívida na RAEM no valor de 6 mil milhões de RMB.

Eleições | Menos 4.520 eleitores inscritos para votar

O presidente da Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), Seng Ioi Man, revelou ontem que, até meados de Agosto, 4.520 eleitores tiveram a sua inscrição para votar cancelada devido a doença mental, sentença judicial ou óbito. Como tal, o responsável indicou que actualmente o “número de eleitores singulares que podem participar nas eleições foi reduzido para cerca de 328.611 pessoas”.

O juiz Seng Ioi Man afirmou também que quase 260 residentes se inscreveram para votar antecipadamente, mas que não podem exercer o direito de voto por no dia das eleições, 14 de Setembro, ainda serem menores de idade.

O presidente da CAEAL aproveitou a conferência de imprensa de ontem para exortar os cidadãos, especialmente funcionários públicos, assim como trabalhadores de empresas públicas e concessionárias, a darem o exemplo participando activamente nas eleições para a Assembleia Legislativa e a incentivar familiares e amigos a fazerem o mesmo.

Coloane | Governo recupera terreno em Ká Hó

O Governo lançou ontem uma acção interdepartamental conjunta para recuperar um terreno do Estado com uma área de cerca de 7.500 metros quadrados, situado a norte da Barragem de Ká Hó, em Coloane, bem como vários terrenos adjacentes que se encontravam ocupados, com uma área de cerca de 3.600 metros quadrados.

A recuperação do terreno principal surgiu na sequência da rescisão da concessão, indicou ontem a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana, de acordo com o Despacho do secretário para os Transportes e Obras Públicas n.º 38/2023. O Governo havia dado um prazo para a concessionária desocupar o terreno, o que não aconteceu e levou à acção de recuperação realizada ontem.

Seac Pai Van | Ampliação do reservatório custará pelo menos 330 milhões

A empreitada de ampliação do Reservatório de Seac Pai Van em Coloane vai custar entre mais de 330 milhões de patacas e 425 milhões de patacas, de acordo com as 11 propostas apresentadas no concurso público, indicou ontem a Direcção dos Serviços de Obras Públicas.

As autoridades abriram ontem publicamente as propostas ao concurso e revelaram que 10 foram admitidas, enquanto uma outra foi “admitida condicionalmente, devendo as irregularidades serem supridas no prazo fixado”.

Dentro das propostas apresentadas, os prazos globais de execução dos trabalhos foram praticamente iguais, variando entre 623 dias de trabalho e 624 dias de trabalho.

A obra tem o objectivo de reforçar a segurança no abastecimento de água urbana em Macau, elevar a capacidade de reserva dos recursos de água doce e a capacidade de resposta em situações de emergência.

O início da obra está previsto para o último trimestre deste ano e tem como prazo máximo de execução de 655 dias de trabalho. Após a sua conclusão, a capacidade total do Reservatório de Seac Pai Van aumentará de 300 mil m3 para cerca de 780 mil m3. Por último, o comprimento da ciclovia em redor do reservatório estender-se-á para cerca de 1.415 metros, enquanto os dos circuitos de corrida e de manutenção vão ficar com cerca de 1.160 metros.

Xangai | Sam Hou Fai quer integrar recursos para quadros qualificados

Numa reunião com governantes de Xangai, o Chefe do Executivo sugeriu o desenvolvimento conjunto de projectos de investigação científica e tecnológica e a integração de recursos para formar quadros qualificados. Sam Hou Fai defendeu também o reforço da cooperação de empresas e instituições académicas das duas cidades

 

Uma comitiva do Governo da RAEM, liderada pelo Chefe do Executivo, reuniu na segunda-feira ao fim da tarde com o secretário do Comité Municipal de Xangai do Partido Comunista Chinês, Chen Jining e o vice-secretário do Comité Municipal e presidente do município de Xangai, Gong Zheng. O encontro fez parte da agenda que incluiu a visita a pólos industriais e empresas do sector tecnológico.

Na reunião com os representantes políticos de Xangai, Sam Hou Fai defendeu que as duas cidades deveriam “desenvolver em conjunto projectos de investigação especializada a nível de ciência e tecnologia, aprofundar a cooperação financeira transfronteiriça, integrar os recursos educacionais para formar quadros qualificados multidisciplinares”. No plano do turismo, o Chefe do Executivo sugeriu a promoção conjunta de itinerários “multi-destinos” no mercado internacional e cooperação ao nível da indústria das convenções e exposições.

As indústrias do futuro foram uma das tónicas principais da passagem da comitiva da RAEM por Xangai. O Chefe do Executivo propôs o reforço da cooperação e intercâmbio das empresas de tecnologia e das instituições académicas entre as duas cidades, adoptando a filosofia “Indústria-Academia-Investigação”.

Tu cá, tu lá

O governante da RAEM disse esperar o forte apoio de Xangai no incentivo a empresas tecnológicas “a explorar oportunidades de negócios em Macau, em prol de um desenvolvimento conjunto”.

Cumprindo a necessária menção aos importantes discursos proferidos por Xi Jinping durante a última visita a Macau, Sam Hou Fai repetiu aos altos cargos do Partido Comunista Chinês de Xangai que Macau está a implementar o espírito dos discursos e a empenhar-se na diversificação da economia e construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre em Hengqin.

Durante a parte da manhã, a comitiva da RAEM visitou a Cidade Científica de Zhangjiang e duas empresas científicas. Segundo o Gabinete de Comunicação Social, Sam Hou Fai convidou as empresas a investirem em Macau. A agenda política do dia fechou com uma deslocação à comunidade ecológica de inovação do Espaço Mosu, onde os representantes de Macau ficaram a conhecer a plataforma de incubação e aceleração de modelos de inteligência artificial.

O périplo pelo Interior da China levou ontem a comitiva de governantes da RAEM a Nanjing, cidade na província de Jiangsu que foi capital do país durante várias dinastias imperiais.

Ásia | Coreia do Sul e EUA iniciam exercício miliar anual conjunto

A Coreia do Sul e os Estados Unidos iniciaram ontem o exercício militar conjunto anual em grande escala para melhor lidar com as ameaças da Coreia do Norte, que alertou que os exercícios iriam aprofundar as tensões regionais.

O Ulchi Freedom Shield, que terá uma duração de 11 dias, é o segundo de dois exercícios em grande escala realizados anualmente na Coreia do Sul, depois de outro conjunto de manobras em Março, e envolve 21.000 soldados, incluindo 18.000 sul-coreanos, em operações de posto de comando simuladas por computador e treino de campo.

Os exercícios, que os aliados descrevem como defensivos, podem desencadear uma resposta da Coreia do Norte, que há muito tempo retrata estas manobras militares como ensaios de invasão e frequentemente as usa como pretexto para demonstrações e testes de armas, muitas vezes associadas ao seu programa nuclear.

Numa declaração na semana passada, o ministro norte-coreano da Defesa, No Kwang Chol, disse que os exercícios mostram a postura dos aliados de “confronto militar” com o Norte e declarou que as suas forças estariam prontas para neutralizar “qualquer provocação que ultrapassasse a linha de fronteira”.

O Ulchi Freedom Shield surge num momento importante para o novo Presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, a poucos dias da cimeira com o homólogo norte-americano Donald Trump, em Washington, agendada para 25 de Agosto.

Factura a pagar

Trump suscitou preocupações em Seul de que possa decidir fazer mexidas na aliança de décadas, exigindo pagamentos mais elevados pela presença das tropas americanas na Coreia do Sul e, eventualmente, reduzi-la, à medida que Washington muda o foco para a China.

Desde o seu primeiro mandato, Trump tem pedido regularmente que a Coreia do Sul pague mais pelos 28.500 soldados americanos estacionados no seu território.

Comentários públicos de altos funcionários da Administração Trump, incluindo o subsecretário de Defesa Elbridge Colby, sugeriram um impulso para reestruturar a aliança, o que, segundo alguns especialistas, poderia afectar o tamanho e o papel das forças americanas na Coreia do Sul.

Numa recente reunião com jornalistas, o general Xavier Brunson, comandante das Forças dos Estados Unidos na Coreia, salientou a necessidade da aliança se “modernizar” para fazer face à evolução do ambiente de segurança, incluindo as ambições nucleares da Coreia do Norte, o seu alinhamento cada vez mais estreito com a Rússia e o que o militar designou como ameaças chinesas a um “Indo-Pacífico livre e aberto”.

As relações entre as duas Coreias continuam tensas, com o Norte a ignorar várias tentativas de reaproximação da nova liderança em Seul.

Na sua última mensagem a Pyongyang na sexta-feira, Lee, que assumiu o cargo em Junho, disse que irá procurar restaurar o acordo militar intercoreano de 2018, destinado a reduzir as tensões na fronteira, e apelou à Coreia do Norte para que responda aos esforços do Sul para reconstruir a confiança e reativar as negociações.

O acordo militar de 2018, alcançado durante um breve período de diplomacia entre as Coreias, criou zonas tampão em terra e no mar e zonas de exclusão aérea acima da fronteira para evitar confrontos.

Reformas para todos os gostos

Uma notícia recente desencadeou uma discussão acalorada. Uma americana de 77 anos assinou um contrato de 15 anos com uma empresa de cruzeiros, pagando aproximadamente 3.000 US dólares mensais para viver a bordo e viajar durante esse período por 147 países. Investiu todas as suas poupanças numa viagem pelos mares, comprando o tempo da sua liberdade.

Entretanto, surgiu em Hong Kong a moda da “micro-reforma”. Um estudo realizado no passado mês de Maio, conduzido pela T. Rowe Price, uma empresa global de gestão de activos e gestão de investimentos para a aposentação, revelou que 47 por cento dos reformados preferem continuar a trabalhar em tempo inteiro ou em tempo parcial, mas com uma alteração do estilo de vida. Os micro-reformados já não encaram o trabalho como o centro das suas vidas, mas sim como um suplemento algo que pode alegrar os seus dias.

O outro modelo tradicional de aposentação é a “reforma a tempo inteiro”. As pessoas deixam o trabalho para trás e dedicam-se a tomar conta dos netos, a fazer compras, a almoçar com os amigos, desfrutando de uma reforma tranquila no seio da família e da comunidade.

A americana que passou a viver num cruzeiro comprou a sua liberdade, os seniores de Hong Kong passam a ter um trabalho flexível para terem controlo sobre as suas vidas e aqueles que se reformam completamente dedicam-se à família e à comunidade. Embora estes modelos difiram na forma, partilham três pilares:

Primeiro, a necessidade de reservas financeiras suficientes. A americana paga pelo quarto no cruzeiro cerca de 360.000 dólares norte-americanos por ano, um valor que pode representar uma grande pressão na sua estabilidade financeira. Dados do Hong Kong Institute of Financial Planners relativos ao quarto trimestre de 2023 mostram que os gastos médios mensais de um reformado atingem os 14.700 dólares de Hong Kong, ao passo que os mais gastadores chegam aos 23.671. Enquanto os micro-reformados podem contar com um salário, ainda precisam de avaliar se as suas poupanças e o rendimento passivo podem cobrir as despesas quando o salário desaparecer. Embora os reformados a tempo inteiro não tenham à partida despesas com viagens, não devem subestimar custos imprevistos como despesas de saúde e a inflação.

Em segundo lugar, devem estar psicologicamente preparados para a mudança de vida. A americana reinventou-se como uma “viajante de longa duração,” os micro-reformados conservam parte da sua identidade profissional que funciona como uma âncora psicológica e os reformados a tempo inteiro assumem o papel de “avós domésticos”. O cerne dessa transformação assenta na valorização pessoal. Tal como um professor reformado que volta a dar aulas não está só à espera de receber um salário, mas sim o respeito dos alunos e o reconhecimento pelo seu saber. Frequentemente, a realização espiritual alimenta mais uma pessoa idosa do que as recompensas financeiras.

Em terceiro lugar, à medida que envelhecemos, os problemas de saúde começam a surgir. Continuar a trabalhar, não só mantém a motivação, mas também ajuda a desacelerar o envelhecimento da mente. A saúde faz falta a todos. Exercício regular, uma dieta equilibrada e qualidade de sono são coisas que os reformados priorizam. Só quando temos saúde podemos desfrutar da reforma em pleno.

A sabedoria do planeamento da reforma passa por transformar o trabalho de uma “necessidade” para o “condimento da vida” e transformar o “trabalho forçado” num “direito de escolha.” Um plano de aposentação bem pensado nunca passa por ter de escolher entre trabalhar ou não, mas sim por encontrar o equilíbrio perfeito entre as duas opções. Para que isto aconteça são necessárias reservas financeiras suficientes, aceitação da alteração do papel que desempenhamos e saúde para alcançarmos “uma reforma activa e uma reforma sem fadiga,” realizando com sucesso o segundo estádio da vida.

Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau
Professor Associado da Faculdade de Ciências de Gestão da Universidade Politécnica de Macau
Email: cbchan@mpu.edu.mo

Ucrânia | Pequim espera um acordo favorável para todas as partes

A República Popular da China disse ontem que espera um acordo “aceitável para todas as partes” sobre a Ucrânia, referindo-se ao encontro entre Donald Trump e Volodimir Zelensky que estará acompanhado por vários líderes europeus.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim, Mao Ning, disse ontem numa conferência de imprensa, que a República Popular da China espera que todas as partes alcancem um acordo de paz justo e duradouro o mais rapidamente possível.

Na cimeira realizada na sexta-feira no Alasca entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, não foi alcançado acordo para um cessar-fogo. Questionada sobre o encontro entre Trump e Putin, a porta-voz diplomática de Pequim afirmou que a República Popular da China apoia todos os esforços que visam uma resolução pacífica para a crise.

Mao Ning acrescentou que a República Popular da China “está satisfeita por ver a Rússia e os Estados Unidos” a manterem contacto, a melhorarem as relações e a promoverem uma solução política para a “crise ucraniana”.

Entretanto, o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, afirmou que o homólogo ucraniano pode terminar “a guerra com a Rússia quase imediatamente”.

Numa declaração difundida através das redes sociais, Trump afastou a possibilidade de Kiev retomar o controlo da Península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, assim como não pode integrar a Aliança Atlântica.

O presidente ucraniano tinha ontem agendado um encontro com Donald Trump, em Washington, a partir das 13:00. Depois da reunião bilateral, estava previsto um encontro com os vários líderes europeus que vão acompanhar o Presidente da Ucrânia.

Além de Zelensky, eram esperados na capital dos Estados Unidos, o Presidente francês, Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Friedrich Merz; a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro britânic,o Keir Starmer e o líder da NATO, Mark Rutte.

Julgamento de empresário dos media de Hong Kong Jimmy Lai em alegações finais

Um tribunal de Hong Kong ouviu ontem, depois do fecho desta edição, as alegações finais no julgamento histórico de segurança nacional de Jimmy Lai, que pode ser condenado a prisão perpétua, se for considerado culpado.

Lai, com 77 anos, foi preso em 2020 ao abrigo de uma lei de segurança nacional imposta por Pequim depois dos protestos antigovernamentais em 2019 na região administrativa especial chinesa. O empresário da comunicação social está a ser julgado sob a acusação de conspirar com forças estrangeiras para pôr em risco a segurança nacional e conspirar para publicar material sedicioso.

O julgamento de Lai, fundador do Apple Daily, um dos meios de comunicação locais mais críticos do governo de Hong Kong, prolonga-se há quase meio ano, muito além da estimativa inicial de 80 dias. Não é ainda claro quando será proferido o veredicto do tribunal.

O procurador do Ministério Público Anthony Chau desenvolveu ontem de manhã argumentos sobre a lei de segurança que enquadra as acusações de conluio, sustentando que uma imposição de sanções deve abranger funcionários e não apenas Estados. Chau deverá proferir uma declaração final na terça-feira.

Antes, a acusação alegou que Lai pediu a países estrangeiros, especialmente aos Estados Unidos, que tomassem medidas contra Pequim, “sob o pretexto de lutar pela liberdade e pela democracia”.

No primeiro dia do seu depoimento, Lai negou ter pedido ao então vice-presidente Mike Pence e ao então secretário de Estado Mike Pompeo que tomassem medidas contra Hong Kong e a China durante os protestos de 2019.

O advogado de Lai questionou-o sobre uma reportagem do Apple Daily dizendo que ele tinha pedido ao governo dos Estados Unidos para sancionar os líderes de Pequim e Hong Kong, e o empresário admitiu que deve ter discutido isso com Pompeo, pois não tinha motivos para duvidar da veracidade da reportagem do jornal, entretanto extinto, que ele fundou.

Lai disse, no entanto, que não teria incentivado sanções estrangeiras após a promulgação da lei de segurança nacional em 30 de Junho de 2020.

As alegações finais foram adiadas duas vezes, primeiro devido ao clima e depois por preocupações com a saúde de Lai.

Saúde e outras promessas

Na passada sexta-feira, o seu advogado, Robert Pang, informou que Lai sofreu perturbações cardíacas na prisão e os juízes fizeram questão que Lai fosse monitorizado e medicado.

O governo de Hong Kong acusou na passada sexta-feira os meios de comunicação estrangeiros de tentarem induzir o público em erro sobre os cuidados médicos de Lai, afirmando que foi feito um exame médico, que não revelou anomalias, assim como foram adequados os cuidados médicos que recebeu.

Quando Lai entrou ontem no tribunal, acenou e sorriu para as pessoas sentadas na galeria do público e deu instruções breves à sua equipa jurídica, em voz alta, para que os presentes pudessem ouvir.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de ser reeleito em Novembro, disse que falaria com o líder chinês Xi Jinping para solicitar a libertação de Lai: “Vou tirá-lo de lá”, afirmou, segundo recorda a agência Associated Press.

Entretanto, numa entrevista com a rádio Fox News divulgada em 14 de Agosto, Trump negou ter dito que salvaria Lai, mas sim que levantaria a questão. “Já levantei a questão e farei tudo o que puder para salvá-lo”, disse agora. A China acusou Lai de incitar um aumento dos sentimentos anti-chineses em Hong Kong e disse que se opõe firmemente à interferência de outros países nos seus assuntos internos.

Ásia | China acusa Alemanha de “exagerar tensões” regionais

Pequim responde ao ministro dos Negócios Estrangeiros alemão e afirma que a situação no Mar do Sul da China é estável

 

A China criticou ontem a Alemanha que acusou de “exagerar as tensões” entre Pequim e os países vizinhos, depois das declarações do chefe da diplomacia alemã que considerou Pequim “cada vez mais agressiva” na Ásia-Pacífico.

Uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês declarou, durante uma conferência de imprensa regular, que a situação nos mares da China de Leste e de Sul “permanece globalmente estável”.

“Exortamos as partes envolvidas a respeitar os países da região, a resolver os problemas através do diálogo e da consulta e a preservar os interesses comuns de paz e estabilidade, em vez de provocar confrontos e exagerar as tensões”, salientou Mao Ning, numa reacção do Governo chinês ao comunicado alemão.

“A questão de Taiwan faz parte dos assuntos internos da China”, lembrou ainda. Durante uma visita ao Japão, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, afirmou que o gigante asiático ameaçava “alterar unilateralmente o ‘status quo’ e mudar as fronteiras a seu favor”.

Wadephul citou, em particular, as acções de Pequim no estreito de Taiwan e no mar do Sul da China e no mar da China Oriental, onde a país tem disputas de soberania com o Japão e as Filipinas, entre outras nações.

“Qualquer escalada neste sensível centro nevrálgico do comércio internacional teria graves consequências para a segurança e a economia mundiais”, acrescentou Wadephul, no final de uma reunião com o homólogo japonês, Takeshi Iwaya.

Numa declaração publicada no domingo, antes do início da visita ao Japão, Wadephul indicou que a China “afirma cada vez mais a supremacia regional e, ao fazê-lo, também questiona os princípios do direito internacional”.

“O comportamento cada vez mais agressivo da China (…) também tem implicações para nós na Europa: os princípios fundamentais da nossa coexistência global estão em jogo aqui”, acrescentou, de acordo com a mesma nota.

Questão ucraniana

Johann Wadephul também criticou “o apoio da China à máquina de guerra russa” na Ucrânia. “Sem esse apoio, a guerra de agressão contra a Ucrânia não seria possível. A China é o maior fornecedor de bens de dupla utilização da Rússia e o melhor cliente de petróleo e gás”, afirmou.

Wadephul considerou, antes das negociações previstas entre os Presidentes norte-americano, Donald Trump, ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus, que as garantias de segurança para Kiev “eram cruciais”.

A cimeira de sexta-feira entre Trump e o homólogo russo, Vladimir Putin, no Alasca “mostrou claramente que, para uma paz justa e duradoura, Moscovo tem de agir finalmente. Até que isso aconteça, a pressão sobre a Rússia deve ser reforçada, nomeadamente através de uma maior ajuda à Ucrânia”, observou Wadephul.

CCCM apresenta novos cursos em Setembro

Apesar da anunciada fusão do Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) com a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Agência Nacional de Inovação, a agenda de cursos e actividades prossegue nesta entidade ligada a Macau.

Prova disso, é a realização, a partir de Setembro, de cursos de patuá, tradução criativa e de língua chinesa, cujas inscrições já estão abertas.

No caso do curso “Iniciação à Língua Patuá” esta será a terceira edição, realizando-se entre 15 de Setembro e 27 de Novembro. As 22 sessões serão ministradas por duas figuras que mais têm lutado pela preservação e manutenção deste crioulo macaense, nomeadamente Joaquim Ng Pereira e Raúl Leal Gaião. O primeiro é macaense, licenciado em Ciências da Comunicação e Cultura e mestre em Programação e Gestão Cultural, enquanto o segundo é investigador na área da linguística, sendo autor do Dicionário de Crioulo de Macau – Escrita de Adé em Patuá, publicado em 2019.

Segundo a descrição do curso, o patuá é “um crioulo macaense cuja matriz oral provém fundamentalmente do português”, mantendo “influências africanas, malaias e chinesas”. Assim, “pretende-se que o curso seja um conjunto de aulas vivas e que estimule pontes entre o Oriente e o Ocidente”.

Segue-se, a partir do dia 23 de Setembro, o curso de música “Cítara Chinesa (Gujin), com um programa constituído por oito sessões “onde serão estudadas a cultura inerente ao Gujin, a sua apreciação e prática do instrumento, desde as origens ao desenvolvimento, incluindo timbres, pautas e exercícios musicais”. Pretende ainda abordar-se “o contributo desta arte para a saúde e equilíbrio físico e mental, que os letrados souberam manter desde os tempos antigos, criando uma cultural oriental que chegou aos nossos dias”. A formação estará a cargo de Du Wanzhen, professora aposentada de chinês e estudiosa do Gujin, e ainda Ana Cristina Alves, responsável pelo sector educativo e de tradução no CCCM.

Contar de outra forma

A terceira oferta lectiva que começa em Setembro no CCCM é o curso de Tradução Criativa, ministrado por Ana Cristina Alves e António Graça de Abreu, tradutor de poesia chinesa já com várias obras editadas. O curso livre, que decorre entre 17 de Setembro e 5 de Novembro, visa “ensinar a traduzir do chinês para o português, e de português para chinês, com base em materiais literários e filosóficos já traduzidos ou a traduzir durante as várias sessões”.

Desta forma, os alunos “irão traduzir a analisar poemas e pequenos contos, como as colectâneas poéticas de António Graça de Abreu e textos clássicos de grandes sinólogos como Matteo Ricci”, que viveu entre os anos de 1552 e 1610.

Concerto | Setembro traz Dear Jane a Macau

“Dearest Dear Jane Live 2025” é o nome do espectáculo da banda de Hong Kong que sobe ao palco do Galaxy Arena a 13 de Setembro. Eis a oportunidade para ouvir a batida rock de uma das bandas mais conhecidas do território vizinho, e que marca o 20.º aniversário do grupo na estrada

 

Há 20 anos que os Dear Jane espalham o rock de Hong Kong para o mundo. Chegou a vez de Macau sentir o resultado de anos de palcos e música. Isto porque 13 de Setembro é a data apontada para o concerto “Dearest Dear Jane Live 2025”, que decorre na Galaxy Arena, tratando-se de um espectáculo com o tema “Dearest”, como prova “das profundas conexões entre a banda e os fãs ao longo de duas décadas desde a estreia do grupo”.

A banda, composta por Tim, vocalista, Howie, guitarrista, Jackal, baixista e Nice, baterista, promete trazer a Macau todos os clássicos do grupo, nomeadamente “Never Be Alone”, “You&Me” e “Days Gone By”. Promete-se, por isso, “uma noite cheia de nostalgia e energia”.

A banda nasceu em 2003, sendo que Adam Diaz e Howie Yung já tinham pertencido antes a um outro projecto musical, chamado “Fuse”. Primeiro assinaram com a editora discográfica See Music Ltd, mas em 2011 conseguiram um contrato com a prestigiada Warner Music. O primeiro álbum foi lançado em 2006, intitulando-se “100”.

“Limerence” é o mais recente álbum dos Dear Jane, lançado em plena pandemia, 2020. Composto por faixas como “Last Record Store”, “Galactic Repairman”, “Can’t Keep Going On” ou ainda “Masked Love”, constitui mais uma prova da energia da banda ao fim de tantos anos de espectáculos e num panorama cada vez mais dominado pelo cantopop.

Vida longa

A permanência dos Dear Jane na cena musical de Hong Kong durante tantos anos motivou uma entrevista ao baixista Jackal Ng em 2022, que ao jornal South China Morning Post (SCMP) explicou alguns segredos para o sucesso e a continuidade do grupo.

“Depois de 20 anos juntos continuo a desfrutar do facto de me sentar com os meus colegas de banda, interagir com eles e podermos criar algo juntos. Tens de fazer música e tomar decisões com base naquilo que te faz feliz, e há que ser honesto como grupo”, disse.

A verdade é que desde que lançaram o primeiro disco, em 2006, que a banda se tem mantido no activo, e com sucesso. Outros trabalhos discográficos intitulam-se “XOXO”, lançado em 2009, “GAMMA”, de 2011, “Yellow Fever”, lançado em 2012, e depois uma edição especial “Dear Jane Special Edition” em 2014. Foram ainda lançados “Unavoidable”, em 2013 e, três anos depois, “101”.

Na mesma entrevista ao SCMP, Jackal Ng falou também na união que caracteriza o grupo desde o início. “E se apenas duas pessoas quiserem ser famosas? Será que todos querem o mesmo tipo de ganhos da música? Este é o tipo de coisas que tem de se saber desde o início. Temos sido abençoados pelo facto de estarmos alinhados naquilo que queremos fazer e isso salvou-nos de uma série de sofrimentos.”

Jackal Ng assumiu-se mesmo como o elemento agregador dos Dear Jane. “Toda a banda necessita de alguém que faça as coisas mais pequenas. Desde o primeiro dia que todos desempenharam o seu papel e isso não mudou. Eu sou um faz-tudo, e além de compor, sou aquele que executa os detalhes e as tarefas”, assumiu.

Esperemos para ver esta união e lição de longevidade musical em Setembro, no palco local da Galaxy Arena. Os bilhetes têm estado à venda nos últimos meses e custam entre 588 e 1288 dólares de Hong Kong.

Estacionamento | Propostas em Coloane entre 5,5 e 6,9 milhões

A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) anunciou ontem os valores das propostas apresentadas para a construção de um parque de estacionamento temporário na Estrada de Cheoc Van em Coloane.

Entre as cinco empresas convidadas a apresentar propostas, aquela que ofereceu o orçamento mais baixo foi a Companhia de Decoração San Kei Ip, com um pouco mais de 5,5 milhões de patacas, e a segunda mais barata foi a propostas da Lee Ka Chi com 5,98 milhões de patacas. No pólo oposto, a proposta mais avultada foi apresentada pela Empresa de Construção e Obras de Engenharia Tak Fat Kin Ip, no valor de 6,88 milhões de patacas.

A empresa escolhida ficará a cargo da construção do parque de estacionamento provisório num terreno (local original do Centro de Formação das Águias Voadoras de Coloane) situado junto da Estrada de Cheoc Van e Rua da Cordoaria. O objectivo da obra é aliviar a insuficiência de lugares de estacionamento nas imediações, proporcionando uma quantidade não inferior a 70 lugares de estacionamento para automóveis ligeiros e motociclos.

A obra consiste na terraplanagem das zonas das extremidades sul e norte para o estacionamento de veículos, na reformulação dos muros confrontando com a Rua da Cordoaria e a construção de acessos para veículos e baía de acostagem para autocarros na Estrada de Cheoc Van. Serão também colocadas no local instalações de iluminação e de telecomunicações e aperfeiçoados os sistemas de abastecimento de água e de drenagem.

Imobiliário | Mais transacções no segundo trimestre

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que no primeiro trimestre deste ano foram transaccionadas 801 fracções autónomas destinadas a habitação, um aumento de mais 47 casas face ao trimestre anterior, por um valor total de 3,69 mil milhões de patacas, um aumento ligeiro de 0,2 por cento.

Deste grupo de vendas, 756 dizem respeito a fracções autónomas habitacionais de edifícios construídos, o que constitui um aumento trimestral de 17,4 por cento. Também neste segmento, o valor das transacções, de 3,48 mil milhões de patacas, aumentou 8,8 por cento entre o primeiro e segundo trimestre.

Mas se houve mais transacções de casas por um preço mais elevado, a verdade é que o preço médio por metro quadrado de área útil das fracções destinadas a habitação registou, entre o primeiro e segundo trimestre, uma quebra de 4,2 por cento. A DSEC revela que a maior quebra foi nas casas da Taipa, com o preço médio por metro quadrado a ser de 73.477 patacas, menos 6,5 por cento.

Por sua vez, em Coloane o preço médio subiu 9,5 por cento, para 83.741 patacas no segundo trimestre. O preço médio das fracções autónomas habitacionais de edifícios construídos situou-se em 68.093 patacas, menos 3,8 por cento em termos trimestrais.

SMG | Alertas para hipótese de mais tufões ainda este mês

Depois de ter emitido o sexto sinal de ciclone tropical deste ano, os Serviços Meteorológicos e Geofísicos advertem para a elevada probabilidade de mais tempestades se formarem entre o Mar do Sul da China e o Pacífico Noroeste. O Observatório de Hong Kong estima que este ano mais cinco tufões passem a 500 quilómetros do território

 

“Entrámos numa temporada activa de ciclones tropicais. Prevê-se que novos ciclones tropicais se formem entre o Mar do Sul da China e o noroeste do Oceano Pacífico durante o resto do mês de Agosto”, indicaram ontem os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), apelando à atenção da população para alertas e previsões.

Num comunicado emitido ontem, as autoridades apontam a invulgaridade do ciclone tropical que afectou Macau no fim-de-semana passado, a sexta tempestade que obrigou os SMG a emitirem este ano um sinal de alerta.

É indicado que o ciclone tropical que levou ao sinal 3 de alerta apresentou características monção de baixa pressão, “com a maior área de vento e chuva localizada fora do núcleo”.

As autoridades explicam que, “de modo geral, a actividade convectiva é mais forte perto da parede do olho do centro de um ciclone tropical, resultando em ventos e chuvas mais fortes. No entanto, imagens de satélite das nuvens e dados invertidos do campo de vento indicam que, precisamente porque esta depressão tropical possui as características de uma depressão monçónica típica, as suas principais nuvens e cinturões de chuva estão concentrados na periferia, com ventos e actividade convectiva mais fracos perto do centro, sendo os ventos mais fortes a ocorrerem a norte”.

Apesar de Macau não ter sido fustigada por ventos fortes, estes foram observados no norte do Mar do Sul da China, também devido à influência de uma crista de alta pressão.

Pausa para respirar

As previsões dos SMG apontam para a continuação da instabilidade, trovoadas e chuva, por vezes fortes, até amanhã, que poderão causar inundações em zonas baixas da cidade.

À medida que um anticiclone de nível superior se fortalece gradualmente, as chuvas diminuirão e o sol voltará a aparecer na quinta e sexta-feira, com as temperaturas máximas a subir, pelo menos, até aos 32 graus celsius.

Na região vizinha, o Observatório de Hong Kong estima que até ao fim deste ano, pelo menos, mais cinco tufões venham a passar pelo território, número que pode ser considerado normal, ao contrário das previsões que apontam para mais precipitação e calor do que o habitual nos próximos meses. Esta situação deve-se ao facto de a temperatura da água do Oceano Pacífico estar mais quente do que é habitual.

O observatório acrescenta que estes tufões devem passar dentro de um raio de 500 quilómetros de Hong Kong.

Mercado da Taipa | Novas bancas de refeições e bebidas

O concurso público para operar 20 bancas de refeições leves, café, produtos culturais e criativos no Mercado da Taipa terminou. As duas dezenas de comerciantes vão poder abrir ao público no último trimestre deste ano. As autoridades esperam que as novas bancas injectem vitalidade e um espírito jovem e inovador no mercado

 

O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) anunciou ontem a publicação da lista dos vencedores do concurso público para a exploração de 20 bancas que vão servir refeições leves, café e vender produtos culturais e criativos no Mercado da Taipa. A lista está ordenada por posição e os candidatos vão ser notificados dos resultados, seguindo-se uma sessão para explicar os procedimentos posteriores e informações sobre o pagamento das rendas antes do início de operações experimentais, marcado para o último trimestre deste ano.

Com este concurso, além da venda de produtos alimentares frescos e vivos e de quinquilharias tradicionais no rés-do-chão do mercado, vão abrir ao público 19 bancas de refeições leves e de artigos culturais e criativos no 1.º andar, e uma banca de cafeteria no terraço do mercado.

Aquando da abertura do concurso público, o IAM explicou que o objectivo era “atrair operadores jovens e com novos conceitos de exploração, contribuindo para introduzir no Mercado da Taipa os elementos ‘gastronomia + criatividade cultural’”. A ideia é transformar os mercados tradicionais “elevando o entusiasmo nos negócios e a qualidade dos serviços do mercado, para disponibilizar opções de compras mais diversificadas aos residentes”.

Trigo e joio

As autoridades acrescentam que, para fazer um bom aproveitamento dos recursos públicos, o prazo do contrato é de três anos e, durante o período de exploração, procede-se à fiscalização e avaliação da situação de exploração das bancas. Aqueles que violarem a lei ou não cumprirem os padrões podem ver rescindido o seu contrato. Quando o concurso abriu, as autoridades apontaram para rendas mensais entre 486 patacas e 1.854 patacas. A cafetaria no terraço do Mercado da Taipa vai ter uma renda mensal de 2.040 patacas.

O IAM recebeu 437 propostas para operar as bancas do Mercado da Taipa, das quais 38 não foram aceites devido à falta de documentos ou ao incumprimento das regras do concurso. Entre as 399 propostas aceites, o IAM ordenou as candidaturas tendo em conta cinco critérios principais: estratégia operacional, experiência e qualificações, horário de funcionamento diário das bancas, diversidade de tipos de produtos e conveniência dos meios de pagamento.

DSAT | Novas licenças colmatam saída de táxis azuis

Uma centena de licenças de táxis azuis expiram já no final do mês de Setembro, mas a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego acredita que as 500 novas licenças atribuídas em 2024 vão conseguir preencher esta lacuna. Isto numa altura em que não faltam vozes a afirmar que continua a ser bastante difícil apanhar um táxi em Macau

 

A Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) acredita que as 500 novas licenças de táxi que foram atribuídas no ano passado serão suficientes para colmatar a lacuna que o sector vai sofrer já no próximo mês. Segundo a TDM Rádio Macau, vão expirar, a 30 de Setembro, uma centena de licenças relativas aos chamados táxis azuis.

A DSAT diz que há 1.763 táxis a funcionar no território, mas persistem as vozes a referir que continua a faltar oferta deste tipo de transporte tendo em conta o aumento do número de turistas. Entretanto, o Governo encomendou um estudo a uma instituição académica a fim de analisar quantos táxis são necessários para o território.

Lam Chi Chiu, vice-presidente do Conselho Consultivo do Trânsito, apontou que se registou uma recuperação do número de visitantes e que os residentes se queixam frequentemente de que continua a ser difícil apanhar táxi nas horas de ponta. Para o responsável, a saída das ruas de 100 táxis azuis vai piorar ainda mais a situação.

Desta forma, o conselheiro sugere que o Governo avance com medidas concretas antes de avançar para a publicação do estudo, tal como a colocação de táxis em diferentes zonas, conforme a procura, ou ainda melhorar o processo de marcação de táxis através do sistema de terminal inteligente que existe dentro das viaturas.

Recuperação imediata

Já o presidente da Associação Geral de Condutores de Táxi de Macau, Tony Kuok, diz que é necessário cobrir de forma imediata esta lacuna de 100 táxis azuis, mas lembrou que o Governo só abre concursos para táxis de cor preta.

Tony Kuok considera que o Governo deve encontrar soluções para a saída das 100 licenças de táxis azuis, referindo que, com base nas experiências do passado, o tempo para novos táxis entrarem em funcionamento entre o concurso público para atribuir licenças e a operacionalidade demora, pelo menos, meio ano. Por isso, o dirigente associativo entende que o Executivo deve ponderar agora a melhor forma de resolver esta questão.