Hong Kong | Colectivo de K-pop Balming Tiger ao vivo na segunda-feira

A promotora do Clockenflap apresenta na próxima segunda-feira, no Kitty Woo Stadium, na zona de Tung Po, o concerto do colectivo de K-Pop Balming Tiger. A actuação irá contar com um DJ set dos N.Y.P.D.

Segundo uma nota de imprensa da organização, o público poderá ver “dois dos artistas mais electrizantes da Ásia ao vivo”, e que se vão unir “numa noite única para incendiar o Kitty Woo Stadium”, num espectáculo que “desafia os géneros musicais”.

Os Balming Tiger apresentam-se como o “fenómeno alternativo da K-pop de Seul”, tendo feito parte do alinhamento do festival Clockenflap em 2023, num concerto que deixou “o público local encantado”. Seguem-se os N.Y.P.D., de Hong Kong, considerados os “queridos reis do Indie, conhecidos pela energia explosiva ao vivo e pelos fãs dedicados”, oferecendo uma “colisão inesquecível de sons e estilos”.

Trata-se de uma “rara parceria” entre os dois grupos musicais, que vai “desafiar os limites dos fãs de música”.

Muitas surpresas

Mais do que um grupo musical, os Balming Tiger representam uma “revolução criativa pan-asiática”. O colectivo, composto por rappers, produtores, cineastas e artistas multimédia, ganhou fama mundial por derrubar fronteiras culturais através de “colaborações ousadas” e “trabalhos visualmente impressionantes”, como o MV Armadillo.

Os membros da banda referiram, citados no comunicado, que “a energia de Hong Kong no Clockenflap foi louca”. “Sabíamos que tínhamos de voltar com todo o nosso universo”. “Este espectáculo será uma imersão de 360 graus no nosso mundo, onde a música, a arte e a rebelião se encontram”, frisaram. Já os N.Y.P.D sublinham ter sempre respeitado “a criatividade destemida dos Balming Tiger”, e que “fazer parte desta noite é uma honra”. “Esperem surpresas”, avisaram ainda.

Os bilhetes estão à venda e custam 620 dólares de HK para a zona em pé e 540 HKD para a zona da bancada.

Hunan | Descoberto depósito com 490 milhões de toneladas de lítio e outros minerais

A China, o segundo país do mundo com maiores reservas identificadas de lítio, descobriu um novo depósito com cerca de 490 milhões de toneladas deste e de outros minerais, avançou ontem a imprensa estatal.

Segundo o Departamento Provincial de Recursos Naturais, o depósito foi localizado na zona mineira de Jijiaoshan, no concelho de Linwu, na província central de Hunan, e contém aproximadamente 1,31 milhões de toneladas de óxido de lítio, além de rubídio, tungsténio e estanho.

A descoberta resultou de anos de prospecção e da aplicação de novas tecnologias de exploração geológica, informou o Instituto de Medição de Recursos Minerais de Hunan, citado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

De acordo com Xu Yiming, professor no instituto, os recursos encontrados deverão apoiar o desenvolvimento da indústria de novas energias na cidade de Chenzhou, também localizada em Hunan.

Segundo dados do Ministério chinês dos Recursos Naturais, a China ultrapassou recentemente os Estados Unidos e tornou-se o segundo país do mundo com maiores reservas identificadas de lítio, atrás da Bolívia, com um aumento de 16,5 por cento em relação a 2024.

A descoberta ocorre num momento em que a China intensifica os esforços para explorar os recursos domésticos, com o objectivo de reforçar a segurança energética e o acesso a matérias-primas estratégicas, num contexto de crescente competição global por minerais como o lítio, crucial para a produção de baterias usadas em veículos eléctricos.

Mar Vermelho | China nega ter apontado laser a avião alemão

A China recusou ontem a acusação de Berlim de que apontou um laser para um avião alemão no Mar Vermelho, considerando essas alegações “completamente incompatíveis com os factos”.

“Ambas as partes devem adoptar uma atitude pragmática, reforçar a comunicação em tempo útil e evitar mal-entendidos e erros de cálculo”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, em conferência de imprensa.

A Alemanha afirmou na terça-feira que um avião da sua Força Aérea foi alvejado a 02 de Julho por um laser chinês no Mar Vermelho. O embaixador da China em Berlim foi convocado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.

O avião participava na operação Aspides da União Europeia, para proteger o tráfego marítimo contra os ataques dos rebeldes houthis no Iémen. O avião alemão foi alvo do laser “sem motivo nem contacto prévio” por um navio de guerra chinês durante um voo de vigilância de rotina, segundo um porta-voz do Ministério da Defesa alemão.

Ao usar o laser, o navio chinês “correu o risco de colocar em perigo pessoas e equipamentos”, acrescentou, sem especificar a natureza do laser usado. Mao Ning indicou que os navios chineses realizam missões de escolta no Golfo de Áden e nas águas somalis, “contribuindo assim para a segurança das rotas marítimas internacionais”.

Comércio | Preços no consumidor sobem 0,1% em Junho

O índice de preços no consumidor da China subiu 0,1 por cento em Junho, em termos homólogos, o primeiro aumento após quatro meses consecutivos de descidas, indicou ontem a agência estatística do país. O dado surpreendeu os analistas, que previam nova contração dos preços, depois de uma queda de 0,1 por cento em Maio.

Segundo Dong Lijuan, estatístico do Gabinete Nacional de Estatística, as medidas adoptadas pelo Governo para estimular a procura interna e incentivar o consumo “continuaram a surtir efeito” no mês de Junho.

A segunda maior economia mundial continua sob pressão deflacionista, devido à combinação entre a fraca procura interna e o excesso de capacidade industrial, agravada pela guerra comercial com os Estados Unidos, que tem dificultado o escoamento de inventários acumulados pelas empresas.

A deflação (queda anual nos preços no consumidor) reflecte debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos activos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias.

Caminho traçado

As autoridades chinesas têm reiterado que o reforço da procura interna será uma das prioridades económicas centrais para 2025.

A mesma fonte divulgou ainda o índice de preços no produtor, que mede os preços à saída da fábrica, e que acentuou a queda de 3,3 por cento em Maio para 3,6 por cento em junho, o valor mais baixo desde julho de 2023. A descida foi maior do que as previsões do mercado, que apontavam para uma contração menor.

Dong Lijuan alertou que algumas indústrias orientadas para a exportação estão “sob pressão” em termos de preços e que “a incerteza no comércio global afectou as expectativas das empresas exportadoras”.

Em Maio, Pequim e Washington acordaram um pacto temporário de 90 dias, pelo qual a China reduziria as tarifas sobre produtos norte-americanos de 125 por cento para 10 por cento, enquanto os EUA diminuiriam as suas tarifas sobre bens chineses de 145 por cento para 30 por cento.

Contrabando | Apreendido barco com 34 milhões em mercadoria

As autoridades alfandegárias de Hong Kong interceptaram uma embarcação, que tinha Macau como destino, por suspeitas de contrabando. A bordo foi encontrado um grande lote de mercadorias com um valor total de mercado estimado em cerca de 34 milhões de dólares de Hong Kong.

A operação, que ocorreu no passado dia 27 de Junho, resultou na apreensão de cerca de 570.000 produtos farmacêuticos suspeitos, 1.500 quilogramas (kg) de barbatanas de tubarão secas, 47 kg de tabaco shisha, 42 kg de ninhos de andorinha, 38 kg de charutos e 1.380 telemóveis.

Segundo um comunicado divulgado na terça-feira pelas autoridades da região vizinha, nenhum suspeito foi detido durante a operação, mas uma investigação está em curso e “não está excluída a possibilidade de detenções”.

Droga | Detido com metanfetaminas e ecstasy

Um homem nacional do Vietname foi detido em Macau pela Polícia Judiciária com 2,92 gramas de metanfetaminas e cinco comprimidos de ecstasy, no valor de 10 mil patacas. O caso foi relatado ontem pelas autoridades e citado pelo jornal Ou Mun.

A polícia acredita que o homem estava envolvido no tráfico de drogas há pelo menos duas semanas, apesar de viver há mais tempo e Macau. O detido tem 31 anos, é detentor do título de trabalhador não residente e trabalhava no território como assistente de cozinha. Além disso, foi detido um homem do Interior, com 32 anos, que é suspeita de ter comprado estupefacientes ao cidadão vietnamita.

Ambos os casos foram encaminhados para o Ministério Público. O crime de tráfico ilícito de estupefacientes é punido com uma pena de prisão que pode ir dos cinco aos 16 anos. O consumo é um crime punido com pelo menos três meses de prisão e o máximo de um ano de prisão.

Crime | Preso por ficar com dinheiro de jogadores

Um funcionário com o cargo de relações públicas responsável por jogadores VIP num casino do Cotai foi detido, depois falsificar a assinatura de um jogador para obter um crédito de 100 mil dólares de Hong Kong.

O caso foi revelado ontem pela Polícia Judiciária, e o trabalhador não-residente, natural da Malásia, acabou detido. Além de ter falsificado uma assinatura, o detido fez uma segunda vítima, quando apresentou a outro jogador um documento para assinar, o que lhe permitiu levantar 100 mil dólares de Hong Kong da conta desse jogador no casino.

As autoridades foram chamadas a intervir pelo segundo jogador, que apresentou queixa depois de perceber que o seu dinheiro tinha sido movimentado, sem que ele tivesse dado autorização. O detido tem 37 anos e começou a trabalhar na equipa do casino que lida com jogadores VIP em Agosto do ano passado.

O caso foi encaminhado para o Ministério Público e o homem está indiciado dos crimes de falsificação de documento e burla. Quando foi questionado pela PJ, o homem confessou a prática do crime e justificou-se com o vício do jogo.

Areia Preta | Apartamentos prontos para usar

O complexo de habitação para troca destinado a lesados do Pearl Horizon está prestes a receber os primeiros moradores. A Macau Renovação Urbana anunciou que os seis blocos de apartamentos já foram licenciados para o uso e que o próximo passo será entregar as fracções aos compradores

 

Quase 10 anos depois, está à vista parte da solução para uma das mais intensas polémicas relacionadas com imobiliário em Macau, que envolveu processos em tribunal, manifestações e até candidaturas à Assembleia Legislativa. Os compradores lesados do complexo Pearl Horizon estão prestes a poder ocupar as fracções nos edifícios construídos no mesmo terreno, desta vez sob a égide da Macau Renovação Urbana (MRU).

A empresa de capitais públicos anunciou que o projecto de habitação para troca no lote P dos novos aterros da Areia Preta, chamada Pearl Metropolitan, completou a fase de inspecções e de licenciamento para uso. Segundo a MRU, o próximo passo será avançar com os procedimentos de entrega das casas aos compradores.

O “Pearl Metropolitan é composto por seis blocos de apartamentos com 50 andares, fornecendo 2.064 fracções autónomas. No final de Março, a MRU indicava que de um total de 1.923 requerentes qualificados a comprar apartamentos no complexo, 1.880 já tinham escolhido apartamentos.

A empresa destaca a “localização geográfica superior” do complexo habitacional que, além de ficar junto ao rio, está perto do acesso à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, a Ponte Macau, os postos fronteiriços de Qingmao e Portas do Cerco, assim como o Aeroporto de Macau e o Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior.

Com tudo incluído

Cada bloco de apartamentos está equipado com quatro elevadores. O parque de estacionamento tem 1.873 lugares para automóveis e 490 lugares para motociclos, equipados com pontos de recarga para veículos eléctricos. Além disso, o “Pearl Metropolitan” tem clubhouse, piscina, ginásio e parque ao ar livre, ao longo de uma área com mais de 16 mil metros quadrados. A zona de recreação tem também um parque infantil e percurso de corrida com cerca de 700 metros.

Os apartamentos são daa tipologia T1, T2 e T3, com áreas entre 57 e 135 metros quadrados, todos têm varandas e possuem todos os equipamentos de cozinha e casa de banho.

Recorde-se que no mesmo lote estão as Residências para Idosos do Governo, assim como a habitação temporária para moradores dos seis edifícios de habitação pública degradados do Iao Hon que serão alvo de renovação. O prédio reservado à habitação temporária, o Edifício Ut Koi, irá também albergar os médicos especialistas do Hospital das Ilhas que não tenham moradia no território.

A construção do Pearl Metropolitan começou em 2021, e o complexo habitacional foi apresentado como uma resposta às necessidades dos compradores lesados depois de um processo litigioso em que o Governo levou a melhor nos tribunais ao promotor Polytec. A concessão do terreno foi declarada inválida em Janeiro de 2016, por ter sido ultrapassado o prazo para concluir a construção, pelo Chefe do Executivo Chui Sai On. No fim da batalha judicial, o Tribunal de Última Instância, na altura presidido por Sam Hou Fai, deu razão ao Governo.

ZAPE | Defendido turismo nocturno

A membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, Chan Hio Teng, defendeu que a ZAPE deve ser transformado numa atracção de turismo nocturno. A ideia foi apresentada no programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau.

A conselheira apontou que a zona pode aproveitar as suas vantagens como área costeira, imitando os modelos de Waitan ou Bund, em Xangai, algumas das zonas mais famosas da capital financeira chinesa. Para concretizar este modelo, Chan defende a organização de mais espectáculos de luzes, instalações artísticas e zona de restauração e bebidas ao ar livre.

Por seu turno, o vice-presidente da Associação Industrial e Comercial da Zona Norte de Macau, Lei Chong In, considerou que a actividade “Flora Fête with Sanrio characters” na zona norte pode atrair mais turistas para os bairros residenciais.

No entanto, Lei Chong In sugeriu que este tipo de projectos em que se utiliza direitos de autor ligados a desenhos animados ou brinquedos famosos devem ser realizados como forma de carnaval, com o lançamento de produtos exclusivos, comidas e jogos, que envolvam o comércio local e promovam um maior consumo.

Retalho | Negócios da Sasa sobem 7,7% devido ao aumento do turismo

A empresa de comércio a retalho de cosméticos Sasa registou no segundo trimestre deste ano uma subida anual do volume de negócios das lojas em Macau e Hong Kong de 7,7 por cento, para um total de 687,4 milhões de dólares de Hong Kong.

Numa nota enviada à bolsa de valores de Hong Kong, a empresa justifica os resultados com a “chegada de turistas ao mercado principal do Grupo, Hong Kong e Macau, que continuaram a recuperar, conduzindo a uma melhoria do volume de negócios offline”. As vendas de produtos em loja aumentaram 11,2 por cento nas regiões administrativas especiais no segundo trimestre do ano.

No cômputo geral, os resultados do grupo de venda a retalho foram mais modestos, com uma subida anual do volume de negócios de 4,7 por cento, para um total de 959,8 milhões de dólares de Hong Kong.

A actividade do grupo sofreu com a perda de vendas no Interior da China, onde as operações passaram para o online depois do encerramento de todas as lojas no país. A Sasa facturou menos de um sexto no Interior da China do que em Hong Kong e Macau, com as vendas online a caírem 19,2 por cento em termos anuais, para um total de 109,2 milhões de dólares de Hong Kong.

Imobiliário | Governo acusado de deixar sector “moribundo”

O presidente da Associação dos Agentes Imobiliários de Macau lamenta que o Governo tenha ignorado a situação dos proprietários face à desvalorização dos imóveis e que tenha deixado o sector à beira da extinção. Franky Fong sugere a eliminação de taxas notariais e impostos sobre transacções imobiliárias

 

O presidente da Associação dos Agentes Imobiliários do Sector Imobiliário de Macau (nome oficial), Franky Fong, não está satisfeito com a forma como o Governo tem lidado com a crise do sector. Em declarações ao jornal Ou Mun, o representante lamentou que, apesar dos “excelentes resultados” da indústria do jogo e do aumento do volume de turistas, “o Governo tem ignorado o sector imobiliário, que se encontra num estado moribundo, assim como os proprietários afectados pela desvalorização dos imóveis, que os tornou mais pobres”.

Na óptica do dirigente e empresário do ramo, o Governo poderia tomar várias medidas para inverter a situação. Para começar, o Executivo de Sam Hou Fai poderia alterar a lei que regula a actividade de mediação imobiliária, actualizando ou eliminando penalizações excessivas e regulamentos onerosos. Franky Fong defende que a lei deve ter um mecanismo de penalização que aplique multas e outras penalizações conforme a gravidade das infracções, para que os agentes tenham mais oportunidades para corrigir falhas leves.

Abrir caminho

Outra via para estimular o sector imobiliário, pode passar pela redução de impostos, como o de selo sobre a transmissão de bens e contribuição predial, e o peso de despesas, como os encargos notariais, associadas à compra e venda de imóveis.

Franky Fong não concorda que os encargos notariais sejam calculados segundo o valor da transacção do imóvel, em vez de terem uma taxa fixa, como se verifica em Hong Kong onde os custos notariais e de registo podem variar entre algumas centenas de dólares de Hong Kong, indicou.

Em relação à política fiscal, o responsável defende que apenas as fracções habitadas ao abrigo de um contrato de arrendamento sejam sujeitas à cobrança de contribuição predial.

Por outro lado, o dirigente associativo defende a facilitação dos empréstimos bancários para a compra de casa, nomeadamente através da redução do rácio de entrada, ou através de planos de crédito com juros bonificados.

Actualmente, o rácio máximo de empréstimo hipotecário é 70 por cento e o valor da entrada de 30 por cento do preço da casa. Franky Fong salienta que tanto em Hong Kong, como no Interior da China, foram aplicadas medidas de flexibilidade que permitem a aquisição de habitação sem uma entrada de capital tão elevada.

Para o dirigente associativo, o retorno da política de fixação de residência em Macau por investimento seria outra medida com capacidade para injectar uma nova energia e capital no mercado e na economia local.

Fundos de Investimento | Nova lei sobe ao plenário da AL

A 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa terminou ontem a discussão da Lei dos Fundos de Investimento que vai agora subir ao plenário, para ser votada na especialidade. De acordo com Chan Chak Mo, citado pelo jornal Ou Mun, a nova lei vai introduzir no ordenamento de Macau “conceitos jurídicos inovadores” como a possibilidade de transferir para o território fundos existentes em outras jurisdições.

O deputado e presidente da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa afirmou ainda acreditar que a aprovação do diploma vai permitir a Macau manter o ritmo de desenvolvimento internacional, atrair mais fundos e instituições financeiras e desenvolver-se como mercado financeiro.

Chan Chan Mo destacou igualmente que a nova lei vai seguir os padrões internacionais e permitir uma maior protecção aos investidores, o que considerou fundamental para que estes considerem Macau como um local seguro para investir. Além disso, a futura lei é vista como uma forma de melhorar o sistema de regulação interno e remover obstáculos burocráticos ao desenvolvimento de fundos de investimento.

O deputado defendeu que a lei apresenta uma regulamentação diferente para os fundos de investimento públicos e privados e que segue os exemplos do Interior, Hong Kong e da Ilha da Montanha.

De acordo com a informação fornecida pelo Governo aos deputados, actualmente existe apenas um fundo de investimento em Macau, com um capital de cerca de 200 milhões de renminbis. Além disso, terá sido apresentado um outro pedido para iniciar um fundo com um investimento de 100 milhões de renminbis, que está a ser analisado pela Autoridade Monetária de Macau.

Fundação Macau | André Ritchie no Conselho de Curadores

O Chefe do Executivo vai manter Wu Zhiliang como presidente da Fundação Macau, um cargo que desempenha desde 2010. A posição tem um salário mensal 103.400 patacas. No entanto, Sam Hou Fai promoveu alguns ajustes no Conselho de Curadores, destacando-se a saída de Lok Po

 

O mandato de Wu Zhiliang como presidente da Fundação Macau (FM) foi renovado pelo período de um ano, de acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial. A nível do Conselho de Curadores, Sam Hou Fai promove algumas alterações, como a entrada de André Ritchie, ao mesmo tempo que a sua mãe, Anabela Ritchie, deixa de fazer parte do grupo de curadores.

O presidente da FM vai manter um salário de cerca de 103.400 patacas por mês, estando à frente do organismo desde 2010. Também a vice-presidente Zhong Yi Seabra de Mascarenhas vê a confiança renovada, apesar da mudança do Chefe do Executivo desde a nomeação do ano passado, e vai auferir um salário de cerca de 90.240 patacas mensais.

Sam Hou Fai apostou também na continuidade do Conselho Fiscal, ao renovar a nomeação de Vong Hin Fai como presidente. O também presidente da Associação dos Advogados de Macau vai auferir 19.740 patacas por mês pelo desempenho das funções na Fundação Macau. As renovações aplicam-se igualmente a Ho Mei Va e Lau Veng Lin, que vão ter salários de 16.450 patacas mensais.

Novas caras

Apesar do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal não sofrerem alterações, o mesmo não aconteceu com o Conselho de Curadores da Fundação Macau.

De acordo com a informação revelada ontem, passam a integrar este conselho, o arquitecto e ex-coordenador Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes, André Ritchie. Em sentido contrário está a sua mãe, Anabela Ritchie, primeira mulher a presidir à Assembleia Legislativa, cujo mandato não foi renovado.

Ainda ao nível das saídas, destaque para Lei Pui Lam, ex-presidente da Associação de Educação de Macau, que foi substituído por Cheang Hong Kuong, que actualmente preside à associação. Também Lok Po, proprietário do Jornal Ou Mun e ex-deputado da Assembleia Popular Nacional, está fora do conselho de curadores. Lok Pou é substituído por Choi Chi Tou, chefe de redacção do mesmo jornal. A este grupo, junta-se também Lok Wai Kin, académico e constitucionalista na Universidade de Macau.

Dar continuidade

À margem das mudanças, os mandatos do arquitecto de Carlos Marreiros e da advogada Cristina Neto Valente foram renovados por um ano. O mesmo aconteceu com os outros membros do conselho de curadores, como Ng Siu Lai, presidente da Associações dos Moradores de Macau, Iong Weng Ian, ligada à Associação das Mulheres, a empresária Angela Leong, os ex-deputados Chan Meng Kam, igualmente ex-membro do Conselho Executivo, Chan Hong e Chan Wa Keong.

Também os mandados de Mok Chi Wai, presidente da Federação da Juventude de Macau, Ma Chi Wa, empresário e Liu Cai Seng, administrador do Banco de Desenvolvimento de Macau, assim como Lao Ion Fai, vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau, foram renovados pelo prazo de um ano.

O Conselho de Curadores da FM tem como objectivos garantir a manutenção dos fins da fundação, apreciar o plano de actividades, o relatório de exercício, o orçamento para o ano seguinte e o relatório financeiro relativo ao ano anterior. Além destas funções, tem ainda competência para aprovar a concessão de apoios financeiros de valor superior a um milhão de patacas.

Ponte HMZ | Aberto período de renovação de quotas

Os proprietários de veículos com quotas para circular na Ponte Hong Kong-Macau-Zhuhai, emitidas em 2018 ou 2019, podem desde ontem a apresentar os pedidos de renovação. O anúncio foi divulgado através de um comunicado da Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT).

As renovações têm de ser feitas no período de 90 dias anteriores até ao fim das quotas, através do sistema online da DSAT. O processo de renovação tem um custo de 1.000 patacas, e o dinheiro não é devolvido, mesmo que a renovação não seja garantida.

Os titulares das quotas abrangidos pela renovação não necessitam manter a qualificação relacionada com Hong Kong que lhes permitiu ter acesso à quota. Isto quer dizer que as autoridades não vão verificar se os particulares continuam a trabalhar em Hong Kong, como era exigido no início, ou se as empresas que tiveram acesso às quotas mantêm uma subsidiária na RAEHK.

As renovações das quotas vão ter um prazo de três anos. Caso não seja apresentado o pedido de renovação e não seja efectuado o pagamento de 1.000 patacas até à data de termo de validade da quota, esta será considerada perdida e redistribuída num futuro concurso.

Economia | Pequim vai emitir 6 mil milhões de dívida em Macau

A utilização de Macau como plataforma para se financiar tem sido uma das estratégias do Governo Central para apoiar a diversificação da economia local e promover o desenvolvimento da área das finanças

 

A China vai emitir obrigações nacionais em Macau, no valor de 6 mil milhões de yuan, para “apoiar o desenvolvimento do mercado obrigacionista” da RAEM, foi anunciado ontem.

“O Ministério das Finanças do Governo da República Popular da China e o Governo da Região Administrativa Especial de Macau anunciaram hoje [ontem] que o Governo Central vai emitir obrigações nacionais em Macau, no valor de seis mil milhões de RMB [renminbis]”, pode ler-se num comunicado do Gabinete de Comunicação Social. A emissão, destinada a investidores institucionais, será feita a 16 de Julho, acrescenta o gabinete.

“A emissão contínua de obrigações nacionais em Macau demonstra a importância e o apoio do Governo Central em relação ao cultivo das novas áreas de actividades financeiras em Macau, como o mercado obrigacionista, e a promoção do desenvolvimento diversificado da economia de Macau”, considera o Governo da RAEM, que saudou a decisão das Finanças em Pequim.

A emissão “ajudará a atrair investidores internacionais para participarem no mercado obrigacionista de Macau, promoverá o desenvolvimento do mercado ‘offshore’ de RMB em Macau e aprofundará a cooperação financeira entre o Interior da China e Macau”, foi acrescentado.

Actos repetidos

Em Outubro, a China já tinha emitido em Macau títulos de dívida no valor de 5 mil milhões de yuan. O Governo de Macau tem mencionado a possível criação de uma bolsa de valores ‘offshore’, denominada em renminbi, ligada ao papel que a região tem assumido enquanto plataforma de serviços comerciais e financeiros entre a China e os países de língua portuguesa.

Em Janeiro, o regulador financeiro de Macau disse que os bancos centrais de Angola e Timor–Leste estão interessados em emitir dívida pública na RAEM, para atrair investidores da China continental.

Henrietta Lau Hang Kun, membro da direcção da Autoridade Monetária de Macau, disse que a instituição tem tentado promover o território como “uma plataforma de serviços financeiros junto dos países lusófonos”.

“Para já, ainda estamos a negociar com os países lusófonos” para que a emissão de dívida “passe aqui, através de Macau, para o mercado [da China] continental”, acrescentou Henrietta Lau. Em Maio de 2019, Portugal tornou-se o primeiro país da zona euro a emitir dívida na moeda chinesa, no valor de 2 mil milhões de renminbis.

Jogos Nacionais | Ron Lam lamenta pouca participação de Macau

O deputado Ron Lam recorreu ontem ao período de antes da ordem do dia do debate na AL para falar da pouca participação de Macau em algumas modalidades por ocasião da realização, no território, da 15.ª edição dos Jogos Nacionais.

O evento inclui 34 modalidades de competição desportiva e 23 modalidades populares, podendo participar equipas de Guangdong, Hong Kong e Macau. Porém, segundo o deputado, a 20 de Maio o Instituto do Desporto (ID) “anunciou que Macau apenas iria participar em 19 competições desportivas e em 12 modalidades destinadas ao público, ou seja, em termos de proporção, corresponde a uma taxa de participação inferior a 60 por cento das modalidades”.

O deputado destacou que “o Governo ainda não divulgou quais as modalidades em que Macau irá participar, desperdiçando-se a oportunidade única da população de Macau participar nos eventos nacionais”, ao contrário de Hong Kong, que iniciou em Janeiro deste ano “o processo de selecção em 23 modalidades para o público, com vista a permitir a inscrição de todos os residentes qualificados”.

“É de salientar que as modalidades para o público não são para a participação de atletas profissionais. Por exemplo, a modalidade de badminton divide-se em quatro grupos etários, desde os 25 aos 64 anos de idade. Será que Macau não tem nenhum participante que possa participar nesta modalidade?”, questionou o deputado, que sugere a criação de um “meio formal para a inscrição dos atletas interessados em participar nos Jogos Nacionais e adopte critérios uniformizados, justos e transparentes para a selecção das equipas que vão representar Macau”.

AL | Novo estatuto dos deputados votado na generalidade

Foram ontem aprovadas na generalidade as alterações a uma lei de 2000 relacionada com a legislatura e o estatuto dos deputados à Assembleia Legislativa (AL) e que clarifica, entre outras matérias, a perda de mandatos.

Na sua declaração de voto, o deputado Kou Kam Fai defendeu que estas alterações, propostas por um grupo de deputados, onde se inclui o presidente do hemiciclo, visam “concretizar o princípio de Macau governada por patriotas”, tratando-se de uma “alteração necessária para o nosso ordenamento jurídico”.

Fica assim clarificado quais “os deputados que não são fiéis à Lei Básica, tendo sido acrescentada uma norma quanto à violação grave dos deveres”. Para Kou Kam Fai, o novo estatuto vai “assegurar o direito da defesa dos deputados e aumentar a dignidade da AL”.

Já os deputados Chan Chak Mo e Angela Leong declararam, de forma conjunta, que estas alterações permitem “o funcionamento mais eficiente do órgão legislativo, definindo mais claramente as responsabilidades e deveres dos deputados”, ideias assentes na garantia “da segurança do Estado”. Cria-se, assim, “um quadro jurídico mais actualizado e aprimorado”, acrescentou Angela Leong.

Museu Ronaldo | Coutinho fala em “maior destreza” de HK

O deputado José Pereira Coutinho utilizou ontem o período de antes da ordem do dia da sessão plenária para falar do novo museu dedicado ao jogador Cristiano Ronaldo, que abriu portas em Hong Kong, dizendo que a região vizinha teve maiores capacidades na criação de um projecto que pode atrair turismo e parcerias com empresas.

“Este museu reforça a imagem de Hong Kong como destino cultural e desportivo, e não apenas um centro financeiro. Não restam dúvidas que os governantes da RAEHK são mais pragmáticos na atracção de investimento estrangeiro, agindo com destreza e celeridade na aprovação iniciativas que possam trazer um rápido retorno económico”, existindo uma “mentalidade pragmática, planos bem delineados e orientação para resultados concretos”.

ETAPM | Criticada exclusão de clínicos privados

Foi ontem aprovado na especialidade a alteração ao Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau (ETAPM) e diplomas conexos”, bem como as mudanças às “Disposições Fundamentais do Estatuto do Pessoal de Direcção e Chefia”. No que diz respeito ao ETAPM, vários deputados mostraram-se contra o facto de continuar a não ser possível apresentar atestados médicos passados por clínicos privados.

“A alteração a esta lei não ponderou a inclusão de médicos e dentistas do sector privado e isso deixa-me desiludido. Nem sequer há uma calendarização para isso e espero ver essa norma legislada ainda no meu período de vida”, disse Chan Iek Lap, que votou contra este artigo do ETAPM.

Já Ron Lam, absteve-se neste mesmo artigo, tendo referido que “alargar o âmbito dos profissionais médicos autorizados a passar atestados para as associações sem fins lucrativos vem aliviar a pressão sentida pelos profissionais das instituições públicas, mas deveria ser alargado a todos os médicos de clínica privada”.

Orçamento 2025 | Aprovações com queixas sobre cheques

Foi ontem aprovado, na especialidade, a proposta de lei relativa à revisão orçamental para este ano, tendo o deputado Ron Lam votado contra o artigo relativo à fatia do orçamento que, parcialmente, seria gasta nos cheques pecuniários.

O deputado aproveitou para criticar a forma como o Executivo alterou a forma de distribuição deste apoio.

“Tenho recebido muitas opiniões da população que dizem que a atribuição dos cheques tem sido complicada e perturbadora. Não sabemos ainda quantos são os beneficiários. Há idosos que estão preocupados porque têm de tratar de um grande número de formalidades para ter esse direito. Há casos de pessoas que não cumprem a permanência dos 183 dias em Macau por apenas dois dias. O Governo deve fazer uma consulta pública e assegurar o direito de informação e de opção do público. Não sabemos os contornos da atribuição e ninguém sabe como vai ser feita no futuro”, disse.

AL | Novo regimento proíbe deputados de divulgar conteúdos das comissões

Com o novo Regimento do hemiciclo aprovado ontem, os deputados passam a estar proibidos de divulgar os assuntos discutidos nas reuniões das comissões permanentes, à excepção dos seus presidentes e secretários. O assunto gerou debate ontem na Assembleia quanto aos limites do que pode ou não ser dito. Pereira Coutinho votou contra este artigo

 

Os deputados da Assembleia Legislativa (AL) passam agora a estar proibidos de divulgar o que é discutido nas reuniões de comissão do hemiciclo, “seja por que meio for”, com a excepção do seu presidente e secretário. Estes divulgam habitualmente o conteúdo das reuniões em conferência de imprensa após a realização das mesmas, e isso irá manter-se.

Esta nova regulamentação surge depois da votação e discussão, na generalidade e especialidade, da alteração ao Regimento da AL. Foi um dos temas mais discutidos no debate de ontem, com os deputados a argumentarem sobre o que pode ou não ser dito, tendo José Pereira Coutinho votado contra este artigo em concreto.

A divulgação de informações das reuniões, que servem para analisar na especialidade propostas de lei e que decorrem sempre à porta fechada, era algo que não estava ainda regulamentado.

Coutinho começou por perguntar se podia divulgar as informações “durante a reunião plenária”, por exemplo, tendo dito que “nunca ouviu falar de algum deputado que tenha violado esse dever”. “Houve reuniões no passado em que os secretários avisaram quanto às informações que não deveriam ser divulgadas e nada foi dito. Somos apenas 33 deputados e devemos pensar na possibilidade de revelar aquilo que foi discutido, pois é difícil definir as fronteiras sobre o que pode ou não ser revelado e isso dará origem a muitas discussões depois”, adiantou.

O legislador destacou também que “pode ser difícil executar esta norma” e que deveria ser seguido “o princípio da transparência”.

Ho Ion Sang, que presidiu à comissão que analisou o novo Regimento da AL, explicou que “o conteúdo das reuniões está sujeito ao dever de sigilo e esta matéria foi clarificada”. “O conteúdo pode ser dito pelo presidente das comissões depois das reuniões, nas conferências de imprensa, e os jornalistas podem colocar questões. Na prática mantém-se como sempre aconteceu e que tem dado bons resultados”, adiantou.

Abrir as reuniões

Outro ponto abordado, prendeu-se com a realização, ou não, das comissões permanentes à porta fechada, tendo Pereira Coutinho defendido a abertura ao público à semelhança do que acontece em Hong Kong. O Regimento da AL não proíbe reuniões abertas, mas tal depende sempre de uma deliberação prévia.

Mas Iau Teng Pio, deputado, desaconselhou a abertura das reuniões. “O objectivo das reuniões à porta fechada é para que os membros do Governo, assessores e deputados possam discutir à vontade mesmo que não haja uma decisão final. Se calhar as reuniões à porta aberta não ajudam e não é benéfico para a proposta de lei.”

Kou Hoi In, presidente da AL, lembrou que “o espírito da norma não foi alterado” e que vai tudo manter-se na mesma, apenas fica registada a proibição daquilo que os deputados não podem referir fora das comissões.

“O carácter reservado das comissões permanentes é para que todos possam falar à vontade e se algum deputado disser isto ou aquilo isso pode espoletar sensações de injustiça na sociedade para com os deputados e isso não pode acontecer. Temos de proteger os deputados e assegurar a confidencialidade.”

No encontro de ontem, teve também lugar a discussão do dever do deputado de participar em todas as comissões permanentes, mesmo naquelas a que não pertence. Vários deputados falaram da necessidade de uma melhor coordenação das agendas das reuniões.

“No futuro poderá haver uma coordenação mais prática porque existem muitas reuniões e propostas de lei. Podemos programar as reuniões para que haja mais deputados”, disse.

De resto, o novo Regimento da AL passa a proibir, por parte dos deputados, “roupa ou placas, estandartes, letreiros ou demais objectos que tenham conteúdo ofensivo ou de provocação política, ou que ponham em causa a dignidade da AL”.

Mar Vermelho | Alemanha acusa China de apontar laser a avião militar

O Governo alemão acusou ontem a China de ter apontado um laser a um avião militar alemão em missão no Mar Vermelho para proteger o tráfego marítimo contra ataques huthis, adiantando ter convocado o embaixador chinês.

“O perigo para o pessoal alemão e a interrupção da missão são completamente inaceitáveis”, considerou o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão nas redes sociais, especificando que o avião participava na missão ‘Aspides’ da União Europeia (UE) no Mar Vermelho.

A missão visa garantir a segurança marítima da EU lançada em 2024 para assegurar rotas de navegação desimpedidas no Mar Vermelho, Golfo de Áden, Mar Arábico, Golfo de Omã e Golfo Pérsico.

Berlim já convocou o embaixador chinês, Deng Hongbo, mas ainda não foram revelados pormenores sobre o conteúdo da reunião. A China não fez, até ao momento, quaisquer comentários sobre o incidente.

O jornal Bild adianta que este não é o primeiro ataque deste tipo por parte da China, referindo que os militares daquele país já utilizaram lasers contra aviões ocidentais para cegar os pilotos e interferir com os componentes electrónicos dos veículos em diversas ocasiões.

No entanto, estes “lasers ofuscantes” não são utilizados para detectar alvos para disparos subsequentes de mísseis, mas apenas para interromper o funcionamento dos aviões.

Cerca de 97 por cento dos adolescentes espanhóis vítima de agressão sexual na Internet

Cerca de 97 por cento dos adolescentes em Espanha é vítima de algum tipo de violência sexual na Internet, alertou ontem a organização não-governamental (ONG) Save the Children.

A ONG divulgou ontem um relatório com o título “Redes que prendem. A exploração sexual da infância e a adolescência nos ambientes digitais”, que elaborou com a Associação Europeia para a Transição Digital e que inclui dados oficiais e um inquérito a mais de mil jovens espanhóis com idades entre os 18 e os 21 anos.

Segundo o estudo, 97 por cento destes jovens disseram ter sido vítimas de algum tipo de violência sexual na Internet durante a adolescência, o que inclui contactos por parte de adultos com fins sexuais, difusão não autorizada de imagens íntimas ou chantagens e ameaças para enviarem conteúdos íntimos e sexuais.

Outro tipo de violência realçado no relatório é o uso de ferramentas de Inteligência Artificial para criar conteúdos sexuais a partir de uma imagem real de adolescentes ou crianças (conteúdos conhecidos como ‘deepfake’ ou “ultra falsificações”).

Segundo o estudo, um em cada cinco jovens espanhóis foi vítima da criação e difusão destas ‘deepfake’ durante a adolescência, nomeadamente com a partilha por outra pessoa, a terceiros, e sem consentimento, de imagens de nudez dos próprios, elaboradas através de Inteligência Artificial.

“A Internet, as redes sociais e as tecnologias não só facilitam a captação e a exposição aos riscos relacionados com a exploração sexual, como também podem ser o meio pelo qual se cometem estas violências contra meninos e meninas e permitem a sua perpetuação”, sublinhou a Save The Children, num comunicado divulgado a propósito do estudo publicado ontem.

Motor de arranque

As redes sociais são a forma mais frequente de os agressores iniciarem contactos com as vítimas adolescentes, com o estudo a realçar também os jogos de vídeo ‘online’, no caso dos rapazes. Depois desse primeiro contacto, passam para aplicações e redes de mensagens, como WhatsApp, Telegram ou Discord.

As raparigas são as que mais denunciam serem pressionadas para enviar conteúdos íntimos (28,5 por cento face a 18,4 por cento dos rapazes), com o estudo a revelar que todas as vítimas tinham partilhado informação pessoal ou íntima na Internet durante a infância e adolescência.

Segundo o estudo, só 50 por cento dos jovens quando eram menores considerava o contacto com pessoas desconhecidas um dos principais riscos da Internet e apenas 32,9 por cento mencionou como perigoso o envio consentido de imagens íntimas a pessoas adultas.

Por outro lado, 70 por cento afirma que não via como um risco, na adolescência, a manipulação de fotografias e vídeos com Inteligência Artificial. Questionados sobre os motivos porque enviaram imagens íntimas ou sexuais deles mesmos, 48 por cento diz que não sabia que era algo potencialmente perigoso, 46 por cento pesava que era algo normal e 42 por cento procurava atenção, afecto ou algum tipo de validação.

Sozinhos em casa

Neste contexto, a Save the Children alerta, no estudo, para a falta de acompanhamento dos menores; a escassa formação digital, em cibersegurança, privacidade e reconhecimento de situações de perigo e a utilização intensiva das tecnologias por parte das crianças e adolescentes.

Segundo dados do Ministério da Administração Interna de Espanha, citados no relatório da ONG, em 2023 houve 4.896 denúncias por delitos na Internet contra crianças e adolescentes, 1.068 dos quais eram crimes sexuais.

“Estes números representam apenas a ponta do iceberg, já que a maioria dos casos não chega a conhecer-se, em parte, pela ausência de denúncia e, em parte, pelas dificuldades na deteção, que aumenta quando estes factos têm lugar num ambiente ‘online'”, disse a dirigente da Save The Children Catalina Perazzo, citada no comunicado da ONG.

Promover o Desenvolvimento Económico Moderadamente Diversificado

Oportunidades e Responsabilidades de Macau sob a Perspectiva do Empreendedorismo Jovem

Lei Wun Kong *
Kacee Ting Wong**

É um facto amplamente reconhecido que o sector do jogo de Macau se encontra sob crescente pressão perante a emergência de novos centros de jogo nas regiões vizinhas. Mais preocupante ainda é o chamado “efeito de exclusão” causado pela preponderância excessiva da indústria do jogo, que dificulta a atracção de talentos e o crescimento de sectores não relacionados com o jogo, gerando desequilíbrios estruturais e obscurecendo as perspectivas de um desenvolvimento económico sustentável. Neste momento-chave de transição, Macau deve romper decisivamente com o hábito de dependência enraizado ao longo dos anos e adoptar uma postura de inovação e iniciativa no sentido de promover uma diversificação económica moderada.

Esta via não é apenas o caminho certo para garantir um desenvolvimento robusto a longo prazo, mas constitui uma escolha estratégica inevitável para que Macau possa afirmar-se proactivamente no novo cenário competitivo. O forte empenho do Governo da Região Administrativa Especial (RAEM) no desenvolvimento da Ilha da Montanha (Hengqin) e no apoio aos empreendedores locais demonstra que a diversificação económica se tornou uma das prioridades da actual governação.

Durante muito tempo, os elevados lucros do sector do jogo geraram, em alguns indivíduos e empresas locais, uma mentalidade de dependência, conduzindo a uma atitude passiva de espera por oportunidades dentro da cadeia de valor do jogo, em detrimento de uma exploração activa de novos sectores emergentes. Esta mentalidade conservadora, assemelhando-se a correntes invisíveis, não só limita o progresso de Macau no caminho da diversificação económica e da inovação social, como debilita a sua capacidade de resistência a choques externos.

Merece atenção o facto de certas empresas permanecerem demasiado fiéis aos seus modelos operacionais tradicionais, descurando a formação da sua capacidade de inovação e a melhoria da sua adaptação às dinâmicas do mercado. Assim que o ambiente externo se altera, são severamente afectadas, evidenciando a urgência de transformar os modelos mentais e acolher uma cultura de renovação.

Por conseguinte, sustentamos que o empenho do tecido empresarial na promoção da diversificação económica é tão essencial quanto — ou até mais premente que — os esforços do Governo da RAEM para reduzir a dependência do sector do jogo. Os jovens empreendedores locais e as pequenas e médias empresas devem assumir um papel central, rompendo com a mentalidade de conforto e tornando-se a força motriz da transformação industrial e do desenvolvimento inovador.

Um exemplo paradigmático é o do Senhor Fu Tanglong, Presidente do Instituto de Investigação sobre Indústrias Digitais de Macau e Vice-Presidente Executivo da Associação de Transmissão em Directo de Macau. Desde o início da iniciativa da Grande Baía em 2019, o Senhor Fu decidiu lançar-se no Interior da China para empreender, movido pela sua confiança no comércio electrónico, explorando activamente as oportunidades económicas proporcionadas pelas novas tecnologias.

Através dos seus programas de formação, auxiliou mais de 350 pequenas e médias empresas na sua reconversão digital e proporcionou formação em marketing digital e transmissão em directo a cerca de 4.000 jovens locais. Esta prática demonstra bem o espírito empreendedor que alia a coragem de explorar a visão estratégica ao aproveitamento das vantagens comparativas. A sua experiência de sucesso comprova que, com formação profissional adequada e tirando partido da posição geográfica e do ambiente político únicos de Macau, os jovens podem abrir novos horizontes no comércio electrónico, desenvolvendo carreiras pessoais e contribuindo para a transformação económica da Região. Só em 2023, a associação liderada pelo Senhor Fu ajudou os comerciantes locais de Macau a alcançar um volume de vendas superior a 16 milhões de dólares americanos (fonte: macaubusiness.com, 10 de Dezembro de 2024, “A Jornada de Empreendedorismo de um Jovem de Macau”).

Outros exemplos inspiradores de jovens empreendedores não faltam. A Senhora Huang Yin tem-se dedicado à promoção e divulgação da medicina tradicional chinesa no território; a Senhora Chan Nga Lei, por seu turno, fundou a empresa E.C. Film Production Company Limited, contribuindo nos últimos anos para o desenvolvimento da indústria cinematográfica de Macau; e jovens talentos como Leng Ka Chan e Oscar Chan Tianlan foram eleitos em Agosto de 2024 pelo Macau Post como “Empreendedores de Excelência da Grande Baía”. Estes jovens empreendedores, ao explorarem activamente os recursos culturais e históricos únicos de Macau e ao desenvolverem projectos com forte identidade local, comprovam o imenso potencial da inovação ancorada na tradição. Estes casos de sucesso servem de inspiração para que as empresas reforcem o investimento em investigação e desenvolvimento, valorizando o património histórico-cultural de Macau e combinando as suas especificidades tradicionais com a criatividade contemporânea, com vista à criação de produtos inovadores com identidade macaense.

A resposta activa destes indivíduos ao “Plano de Desenvolvimento Económico Moderadamente Diversificado 2024–2028” e às orientações do Governo da RAEM representa, na prática, a concretização das “quatro esperanças” expressas pelo Presidente Xi Jinping em Dezembro de 2024: impulsionar a diversificação moderada da economia; elevar a eficácia da governação da Região Administrativa Especial; construir plataformas de abertura ao exterior de nível mais elevado; e salvaguardar a estabilidade e a harmonia sociais. A atenção estratégica atribuída ao desenvolvimento da Ilha da Montanha reflecte, com clareza, o lugar de destaque que a diversificação económica ocupa na actual governação. De acordo com dados estatísticos, a Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong-Macau em Hengqin já acolhe mais de 56.000 entidades comerciais e mais de 10.000 empresas tecnológicas, constituindo um pilar fundamental para a transformação económica de Macau.

O novo Governo da RAEM atribui grande importância à expansão das relações económicas e comerciais com os países de língua portuguesa, tendo previsto, logo no seu primeiro ano de mandato, uma missão oficial a Portugal. O Secretário para a Economia e Finanças, Senhor Tai Kin Ip, sublinhou recentemente que o papel de Macau como ponte entre a China e os países lusófonos é insubstituível. Reiterou ainda que a Região irá potenciar a sua plataforma de ligação, com ênfase no desenvolvimento da indústria tecnológica como vector estratégico para alcançar a diversificação económica (China Daily, 27 de Junho de 2025). Importa igualmente assinalar o papel crescente dos estudantes macaenses em Portugal, que se têm vindo a tornar protagonistas dinâmicos do intercâmbio entre as sociedades chinesa e portuguesa.

A promoção de uma renovação de mentalidades exige o esforço colectivo de todos os sectores da sociedade macaense e um avanço coordenado em múltiplas frentes. A nível individual, os residentes de Macau devem cultivar uma visão prospectiva, romper com os modelos profissionais convencionais e adquirir competências especializadas em sectores emergentes como a economia digital, as indústrias criativas ou a medicina tradicional chinesa, reforçando continuamente a sua vantagem competitiva. As empresas, enquanto protagonistas do desenvolvimento económico, devem abandonar a passividade, adoptar uma postura proactiva de transformação, reforçar os investimentos em inovação tecnológica e investigação de produtos, e estreitar a cooperação com o Interior da China e com os mercados internacionais. Ao mesmo tempo, deverão procurar aprofundar as suas ligações com a Grande Baía e com os mercados exteriores, convertendo as vantagens de Macau enquanto plataforma em oportunidades comerciais concretas.

Na realidade, o sector privado, pela sua eficiência, flexibilidade e orientação competitiva, desempenha um papel particularmente relevante na concretização da diversificação económica. Não obstante, é inegável que muitas empresas enfrentam o problema dos elevados custos de financiamento, o que pode limitar a sua capacidade de investimento — como tem sido amplamente discutido, inclusive em publicações académicas como o Blue Sky Blog da Faculdade de Direito da Universidade de Columbia. Para dar resposta a esta dificuldade, o Governo da RAEM lançou o “Plano de Apoio ao Empreendedorismo Jovem”, oferecendo empréstimos sem juros a jovens locais com espírito empreendedor mas com recursos limitados, proporcionando-lhes assim um apoio substancial. Esta medida traduz a visão governativa de pavimentar o caminho para a juventude e reforça o consenso social de que os jovens devem aproveitar esta conjuntura favorável e sair da sua “zona de conforto”.

Mais importante ainda: os jovens locais, que vivem este momento crucial de transição, devem assumir conscientemente a missão histórica de conduzir Macau rumo a um modelo de desenvolvimento económico sustentável e diversificado. Em vez de questionarem “o que Macau pode fazer por mim?”, devem interrogar-se “o que posso eu fazer por Macau e pelo meu País?”, cultivando uma atitude de iniciativa e de serviço, fazendo da prosperidade nacional e regional a sua vocação.

A nova geração deve libertar-se da dependência de uma via única de emprego no sector do jogo e alargar os seus horizontes profissionais, apostando na aprendizagem contínua e no aperfeiçoamento das suas competências — não apenas como exigência de desenvolvimento pessoal, mas também como imperativo para optimizar a estrutura de talentos da Região e promover o progresso social. Do ponto de vista estratégico nacional, o desenvolvimento de Hengqin contribuirá igualmente para a integração profunda de Macau na Grande Baía. A aplicação firme e contínua das importantes directrizes do Presidente Xi Jinping permitirá a Macau seguir com segurança o caminho certo traçado pelas políticas nacionais, rumo a um futuro promissor e previsível.

Tal como a História nos ensina, os períodos de dificuldade são também momentos propícios à consolidação de consensos e à superação com determinação. Macau encontra-se numa encruzilhada histórica. Romper com a inércia, renovar conceitos e redefinir o rumo do desenvolvimento não é apenas urgente — é inadiável. Neste contexto de transformação, todos devemos apoiar de forma firme as políticas do Governo da RAEM nos domínios económico e social. Perante os desafios inevitáveis da transição económica, a sociedade macaense deve unir-se, empenhar-se com convicção no processo de diversificação, e promover, com espírito inovador e coesão social, a modernização da estrutura produtiva.

Se, como escreveu Dickens, os piores tempos são também os melhores, então os empresários macaenses não devem perder a confiança perante as adversidades, mas sim enfrentá-las com coragem e criatividade, adoptando modelos de gestão inovadores capazes de responder aos desafios da transição económica e do progresso tecnológico. A sociedade como um todo deve abandonar o imobilismo, encarar as mudanças com valentia e transformar as dificuldades em oportunidades. Só com a acção concertada de indivíduos, empresas e autoridades será possível dar passos firmes na via do desenvolvimento económico moderadamente diversificado, escrevendo um novo capítulo na história de Macau — um capítulo de prosperidade duradoura e de progresso sustentável.

*Presidente da Associação de Promoção Jurídica de Macau e Consultor Sénior do Think Tank “Sonho Chinês”

** Advogado, Investigador Associado do Centro de Estudos da Lei Básica de Hong Kong e Macau da Universidade de Shenzhen, Presidente do Think Tank “Sonho Chinês” e Deputado do Conselho Distrital de Hong Kong

A bolacha que desafia a repressão

Recentemente, a Hungria proibiu as marchas LGBTQIA+, aprofundando ainda mais a sua deriva autoritária e conservadora sob o governo de Viktor Orbán. Esta decisão não é apenas um ataque aos direitos humanos — é também um reflexo direto da ignorância e do medo perante a diversidade. Em resposta, cerca de 200.000 pessoas saíram às ruas de Budapeste para celebrar o orgulho. Sob o risco de serem detidas e até de enfrentarem penas de prisão até um ano, mostraram-se orgulhosamente destemidas, convictas de que estão do lado certo da história.

Neste contexto, vale a pena revisitarmos uma ferramenta didática simples, mas poderosa, que há anos tem sido usada em escolas e espaços educativos para explicar a complexidade da identidade humana: o Genderbread Person, um trocadilho com gingerbread — a bolachinha de gengibre em forma humana.

A Pessoa de Gengibre é uma representação gráfica que utiliza essa figura da cultura popular americana — a bolachinha de gengibre com cabeça, tronco e membros — para descomplicar conceitos muitas vezes mal compreendidos: identidade de género, expressão de género, orientação sexual e sexo biológico. Através desta figura simpática, ensina-se que estas quatro dimensões são distintas, mas interligadas — e que, sobretudo, não se enquadram em binarismos rígidos.

Infelizmente, para líderes como Orbán e para tantos outros no mundo, esta nuance é precisamente o que mais assusta. Num mundo em que a diversidade humana se torna cada vez mais visível, a resposta de certos governos tem sido o silenciamento e a repressão. Encaram-no como uma ameaça. A Hungria, ao proibir as marchas do orgulho LGBTQIA+, não está apenas a negar o espaço público a uma comunidade vulnerável — está a negar a sua própria realidade social.

O Genderbread explica coisas que deveriam ser simples: uma pessoa pode nascer com características biológicas masculinas, identificar-se como mulher, exprimir-se de forma não-binária e sentir atração por outro homem. É uma descrição factual da complexidade humana. Na Hungria, já em 2021 foi aprovada uma lei que proíbe a “promoção” de conteúdos LGBTQIA+ junto de menores, numa clara tentativa de associar identidade de género e orientação sexual a temas tabu. A lógica é antiga e gasta: se não falarmos sobre, talvez desapareça. Mas as pessoas LGBTQIA+ não são invenções modernas — são parte da humanidade desde sempre. Negar a sua existência não as elimina; apenas agrava o sofrimento, o isolamento e reforça a urgência da resistência.

A Europa tem assistido, nos últimos anos, a um perigoso crescimento de movimentos populistas que alimentam o ódio e a exclusão. A Hungria é apenas um exemplo de como esse discurso pode tornar-se política de Estado. Educar para a diversidade é o antídoto mais eficaz contra o extremismo. Ensinar crianças (e adultos) que ser diferente não é ser errado, que o género não se resume ao binário homem-mulher, e que o amor não conhece regras impostas por ideologias — tudo isso é uma forma de construir sociedades mais justas e mais humanas.

O medo que estes líderes demonstram não é mais do que a recusa em aceitar a complexidade da condição humana. A sua rigidez ideológica impede-os de reconhecer que a liberdade individual e a diversidade não são ameaças — são pilares fundamentais de uma sociedade saudável. Hoje, mais do que nunca, precisamos de mais Pessoas de Gengibre nas escolas — e de menos líderes de pedra nos governos deste mundo.

Danas | Alerta devido ao tufão que fez dois mortos em Taiwan

Várias províncias do leste da China estavam ontem em alerta devido à chegada do tufão Danas, agora enfraquecido para tempestade tropical, que deixou pelo menos dois mortos e mais de 600 feridos em Taiwan.

De acordo com as previsões, Danas passará pelo sul de Zhejiang para depois se deslocar pelas províncias vizinhas de Fujian e Jiangxi, ao longo desta quarta-feira, reduzindo gradualmente a sua velocidade dos actuais 75 quilómetros por hora (km/h) para 35 km/h.

Além dos ventos fortes, as autoridades chinesas alertaram que algumas das zonas por onde o tufão passará poderão receber chuvas de até 350 milímetros. Isso poderá resultar, segundo a Administração Meteorológica da China, em inundações em áreas montanhosas e urbanas ou em rios pequenos e médios extravasarem os leitos.

Várias cidades da costa sudeste da China anunciaram medidas de prevenção para a chegada do Danas, com as autoridades de Fujian a suspenderem também várias rotas de ‘ferry’ que ligam o continente a várias ilhas.

Da mesma forma, em Xangai (leste), localizada a pouco mais de 300 quilómetros a norte do ponto onde se espera que Danas toque terra, o governo local alertou os cidadãos para a possibilidade de fortes rajadas de vento e chuvas repentinas.

O Danas atingiu Taiwan na madrugada de domingo com ventos de mais de 220 km/h, causando danos principalmente na parte sul da ilha e provocando mais de cinco mil incidentes de diversa gravidade em todo o território, onde cerca de 700 mil residências sentiram cortes no fornecimento de energia elétrica.