LAG 2026 | Mobilidade na função pública e economia na agenda

Já começou a habitual ronda de recolha de opiniões de dirigentes associativos para as Linhas de Acção Governativa para 2026. Na sexta-feira, a reunião do Chefe do Executivo aconteceu com seis associações ligadas à Função Pública, tendo-se discutido a melhoria da mobilidade de trabalhadores e medidas de fomento económico

 

Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, já está a recolher opiniões junto de associações a fim de elaborar o programa do Governo para o próximo ano, mais conhecido como Linhas de Acção Governativa (LAG). Na sexta-feira, a reunião deu-se com seis associações representativas dos funcionários públicos, onde se inclui a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM).

Segundo uma nota oficial do gabinete do Chefe do Executivo, “alguns representantes sugeriram melhorar o mecanismo de mobilidade interna”, bem como “aumentar a relevância entre a formação e as funções dos funcionários públicos de forma a apoiar a modernização do sistema e capacidade de governação de Macau”.

Foram ainda feitos pedidos de formulação de políticas que garantam a “protecção dos direitos e interesses legítimos dos trabalhadores da função pública, o aperfeiçoamento contínuo da formação para o pessoal da Administração Pública, a optimização do regime de subsídios e o aumento da eficácia do trabalho inter-departamental”, entre outros pontos.

Sam Hou Fai prometeu a “optimização da gestão do pessoal e do regime de carreiras”, criando, desta forma, um “regime de acesso interno”, a promoção da “mobilidade horizontal e a criação de planos de formação direccionados” na Função Pública. De destacar que alguns dirigentes entregaram uma carta a Sam Hou Fai com pedidos concretos para a área da Administração Pública.

PME e emprego na mira

Também na sexta-feira, o dirigente máximo da RAEM reuniu, na sede do Governo, com representantes dos sectores industrial, comercial e financeiro a propósito da elaboração das LAG para 2026. Ao todo, estiveram 16 associações representadas na reunião, tendo defendido políticas como a “aceleração da renovação urbana, o desenvolvimento da economia de turismo marítimo” ou ainda os incentivos à “transformação e actualização do sector das convenções e exposições”.

Pediu-se também a “optimização do ambiente de negócios das Pequenas e Médias Empresas (PME)”, bem como “a salvaguarda do emprego da população local” ou a necessidade de “introdução de quadros qualificados de alta qualidade no sector financeiro”.

Neste encontro, apresentaram-se sugestões para a área do turismo, no sentido de “aumentar a competitividade integral de Macau como uma cidade internacional de turismo”. Tal pode passar pelo “desenvolvimento da indústria de concertos”, sem esquecer “o apoio à propriedade intelectual cultural e criativa local e aperfeiçoamento das medidas da rede de transportes públicos, atraindo o fluxo de turistas para o desenvolvimento da economia dos bairros”.

Sam Hou Fai, por sua vez, admitiu a existência de um “complexo e mutável ambiente interno e externo”, tendo defendido que as empresas devem “inovar e fortalecer-se, injectando-se novas dinâmicas no desenvolvimento geral dos sectores”.

Ficou a promessa de ajustamento “do desenvolvimento do sector de convenções e exposições”, e a adopção de “várias medidas para aumentar o fluxo de pessoas nos bairros e orientar o mercado na sua transformação para novos modelos de consumo”, apoiando, desta forma, as PME locais.

Pandas | IAM assina acordo com Ocean Park de HK

O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) assinou um memorando de cooperação com o Ocean Park de Hong Kong “com vista a reforçar ainda mais a relação de cooperação relativa aos pandas gigantes e aos trabalhos de conservação da vida selvagem dos dois territórios”, destaca uma nota oficial.

Este acordo foi assinado no âmbito de uma visita realizada ontem pelos responsáveis do Ocean Park ao IAM.

Pretende-se, desta forma, “elevar a qualidade dos cuidados prestados aos pandas gigantes, promover a conservação dos animais selvagens e reforçar a consciência pública sobre a conservação da natureza”. Haverá “intercâmbio e formação de pessoal e partilha de conhecimentos médicos e experiências de enfermagem sobre animais selvagens, construindo-se uma plataforma de cooperação técnica”, destaca a mesma nota.

Presidente sul-coreano revela plano para desnuclearizar Coreia do Norte

O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, apresentou ontem um plano de três fases para a desnuclearização da Coreia do Norte, poucos dias antes das cimeiras com os líderes norte-americano e japonês.

“A direcção política é a desnuclearização da península coreana. A fase 1 é o congelamento do programa nuclear e de mísseis de Pyongyang, a fase 2 é a redução [dessas armas] e a fase 3 a desnuclearização”, disse Lee numa entrevista ao diário japonês Yomiuri, distribuída à imprensa pelo gabinete presidencial sul-coreano.

O dirigente afirmou que, a fim de criar as condições necessárias, Seul vai trabalhar em estreita colaboração com Washington, promovendo o diálogo intercoreano.

As declarações foram feitas antes da visita de Lee ao Japão, para se encontrar com o primeiro-ministro nipónico, Shigeru Ishiba, no sábado e no domingo, e da reunião bilateral com o Presidente dos EUA, Donald Trump, na segunda-feira, em Washington.

A paz e a estabilidade na península coreana são essenciais não só para a Coreia do Sul, mas também para o Japão, a China e a Rússia, sublinhou ainda Lee. A possibilidade de uma cooperação multinacional para a abertura da rota do Ártico, que poderia envolver Seul, Washington, Moscovo, Tóquio e Pyongyang, foi também mencionada pelo novo Presidente sul-coreano.

Críticas do Norte

As observações surgem um dia depois de Kim Yo-jong, influente irmã do líder norte-coreano, ter acusado directamente Lee de promover um “sonho absurdo” de reconciliação intercoreana, sublinhando que Pyongyang não tem qualquer intenção de melhorar os laços com Seul.

O Governo sul-coreano expressou, em resposta, “profundo pesar”, considerando as observações uma deturpação dos esforços sinceros para restaurar a confiança entre os dois lados. Desde a tomada de posse em Junho, o Governo de Lee tem tentado aliviar a tensão entre os dois países, nomeadamente com o desmantelamento dos altifalantes fronteiriços e a suspensão das emissões de propaganda.

Apesar das críticas norte-coreanas, o facto de Kim ter mencionado diretamente Lee e os ministros sul-coreanos nas últimas declarações pode reflectir a atenção com que encara as medidas tomadas pelo novo Governo sul-coreano, indicou à agência de notícias Efe a especialista do Centro Europeu de Estudos Norte-Coreanos Gabriela Bernal.

Tailândia | PM suspensa apresenta defesa perante tribunal

A gravação de uma chamada telefónica entre a primeira-ministra tailandesa e um poderoso político cambojano comprometeu Paetongtarn Shinawatra, acusada de falta de ética grave

A primeira-ministra da Tailândia, Paetongtarn Shinawatra, que se encontra suspensa de funções devido à divulgação de um áudio no qual supostamente questionava o Exército, compareceu ontem perante o Tribunal Constitucional para apresentar a sua defesa.

Paetongtarn, que ontem completou 39 anos e assumiu o cargo há pouco mais de um ano, compareceu perante o tribunal, no norte de Banguecoque, para apresentar testemunho devido à divulgação de uma gravação de um telefonema em 18 de Junho entre ela e o influente político cambojano Hun Sen, que publicou o áudio na rede social Facebook.

Durante a audiência de ontem, estava também previsto o depoimento do secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, Chatchai Bangchuad.

No áudio de cerca de 17 minutos, a primeira-ministra referiu-se a Hun Sen como “tio”, em sinal de respeito, e classificou como “opositor” o tenente-general Boonsin Phadklang, que dirige um comando militar tailandês, posicionado na fronteira com o Camboja.

Paetongtarn, que admitiu que a voz reproduzida no Facebook é a sua, pediu desculpa publicamente pelo áudio, e explicou que, com o que disse, tentava diminuir a tensão na fronteira entre os dois países, que havia aumentado desde o final de Março, após um breve confronto entre os exércitos, no qual um soldado cambojano morreu.

Demissões e suspensões

O conteúdo do diálogo levou o segundo partido com maior representação na coligação governamental, o conservador Bhumjaithai, a abandonar o Executivo, e um grupo de senadores a solicitar ao Tribunal Constitucional que analisasse se a governante tinha cometido uma “falta ética grave” ao questionar o comando militar.

Em 01 de Julho, os juízes do Tribunal Constitucional decidiram suspender temporariamente a primeira-ministra do exercício de funções enquanto analisavam o caso, que pode resultar na destituição, uma decisão que está prevista para sexta-feira da próxima semana.

Após semanas de tensão entre os dois países, em 24 de Julho eclodiu um confronto armado entre os exércitos da Tailândia e do Camboja em vários pontos da fronteira, que durou cinco dias e custou a vida a, pelo menos, 44 pessoas.

A audiência de Paetongtarn ocorre um dia antes do seu pai, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, comparecer perante outro tribunal em Banguecoque para conhecer a decisão de um caso em que é arguido por suposto crime de lesa-majestade, punível com até 15 anos de prisão.

Xi pede unidade no Tibete após Dalai Lama anunciar que vai nomear sucessor

O Presidente chinês pediu unidade em Lhasa, capital do Tibete, onde se assinalou o 60.º aniversário da criação desta região autónoma, seis anos após o Dalai Lama exilar-se na Índia, na sequência de uma revolta falhada.

A invulgar visita de Xi Jinping ao Tibete é marcada por simbolismo político, ao ocorrer após o 14.º Dalai Lama ter reafirmado que só a Fundação Gaden Phodrang, por ele fundada, tem autoridade para reconhecer a futura reencarnação do líder espiritual.

Pequim, por seu lado, insiste que o sucessor do Dalai Lama “deve ser procurado no interior da China e receber a aprovação do Governo central”. Xi exortou na quarta-feira as autoridades da região a construírem um Tibete “unido, próspero, civilizado, harmonioso e belo”, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua.

Sem mencionar directamente o Dalai Lama, Xi acrescentou que “a estabilidade deve ser garantida” e “o budismo tibetano deve ser orientado na sua adaptação à sociedade socialista”, sublinhando “a importância de manter a liderança do Partido Comunista Chinês [PCC]” na região.

Entretanto, o principal conselheiro político da China, Wang Huning, sublinhou ontem, numa cerimónia comemorativa, com a presença de Xi, que o Tibete entrou no “melhor período de desenvolvimento”.

O responsável sublinhou os “importantes projectos e políticas nacionais que transformaram a região”, conduzindo a “uma melhoria dos padrões de vida e a um Tibete socialista vibrante e moderno”. “Isto demonstra plenamente a forte liderança do PCC e as importantes vantagens políticas do nosso sistema socialista”, acrescentou.

De visita

Xi chegou ao Tibete na quarta-feira, na segunda visita como chefe de Estado, para participar nos eventos comemorativos. Imagens transmitidas hoje pela emissora estatal CCTV mostravam dezenas de pessoas na praça do Palácio de Potala a erguer uma gigante bandeira chinesa, bem como a insígnia do PCC e retratos de Xi.

A primeira visita de Xi Jinping ao Tibete como Presidente ocorreu em 2021, por ocasião do 70.º aniversário da chamada “libertação pacífica” de Pequim, quando, após a entrada das tropas comunistas, foi assinado o Acordo dos 17 pontos, selando a incorporação da região na República Popular da China.

O aniversário que agora se celebra comemora a criação da região autónoma do Tibete, em 1965. A chegada de Xi coincide com uma visita, esta semana, do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, a Nova Deli, onde as duas partes se comprometeram a melhorar as relações após os confrontos fronteiriços de 2020.

China / Paquistão | Reforçados planos sobre criação de corredor económico

Os líderes da diplomacia chinesa e paquistanesa encontraram-se no âmbito do “Diálogo Estratégico de Islamabade” para acertarem agulhas sobre a segurança regional e global

 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, e do Paquistão, Ishaq Dar, discutiram ontem as relações económicas bilaterais e a coordenação de políticas que envolvem o Afeganistão.

Tratou-se da sexta ronda dos contactos sob o formato conhecido como “Diálogo Estratégico de Islamabade”, que se concentrou sobretudo no estabelecimento da segunda fase do Corredor Económico China-Paquistão (CPEC, na sigla em inglês).

O Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês anunciou que as duas partes abordaram as relações entre o Paquistão e a República Popular da China e discutiram questões regionais e globais, de acordo com um comunicado divulgado no final do encontro.

Uma das questões considerada como essencial para a relação bilateral é a segurança dos investimentos e dos cidadãos de origem chinesa no Paquistão. Para os diplomatas, a segurança é “um desafio” à viabilidade do corredor económico entre os dois países.

Nos últimos anos, profissionais e comboios chineses têm sido alvo de ataques por parte de grupos separatistas e combatentes extremistas, como o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), que acusa Pequim de explorar os recursos locais.

Afegãos na mesa

Esta reunião ocorreu um dia depois de os dois ministros dos Negócios Estrangeiros terem realizado uma cimeira trilateral em Cabul, com o regime talibã, durante a qual concordaram em “reforçar os esforços conjuntos contra o terrorismo”.

Pequim e Islamabade reafirmaram também o compromisso sobre o alargamento do corredor económico ao Afeganistão. A diplomacia paquistanesa salientou que os dois ministros concordaram que a “amizade entre o Paquistão e a República Popular da China é significativa para a manutenção da paz e da estabilidade” na região.

A reunião serviu também para preparar a visita prevista do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, a Pequim, no final do mês, para participar na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai. Paralelamente à cimeira de Xangai, Sharif tem agendadas reuniões bilaterais com os Presidentes chinês, Xi Jinping, e russo, Vladimir Putin.

Galaxy volta a acolher a segunda edição do festival de curtas-metragens

Decorre entre os dias 14 e 21 de Setembro a segunda edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Macau do Galaxy Entertainment Group, numa organização conjunta entre esta operadora de jogo e o Instituto Cultural (IC). Além da exibição de diversos filmes, realizam-se ainda workshops, uma conferência sobre a indústria do cinema, masterclasses e entrega de prémios para as melhores curtas-metragens.

Segundo uma nota do IC, o festival “visa promover a produção cinematográfica e televisiva de Macau, fomentar a diversificação industrial e reforçar o intercâmbio e a cooperação entre os sectores cinematográficos e televisivos locais e internacionais”.

O festival inclui cinco secções, nomeadamente “Curtas de Macau”, “Novas Vozes do Horizonte”, “Realizador em Destaque”, “Panorama do Leste Asiático” e “Sessões Especiais”, com exibições em locais como a Cinemateca Paixão e os Cinemas Galaxy. O festival encerra a 20 de Setembro, com uma cerimónia no Auditório Galaxy do Centro Internacional de Convenções Galaxy.

Aí serão entregues prémios aos realizadores com os melhores trabalhos. Para a secção “Curtas de Macau” serão entregues o “Prémio de Unidade de Macau” e “Menção Especial do Júri”; para a secção “Novas Vozes do Horizonte” serão atribuídos os prémios de “Melhor Curta-Metragem”, “Menção Especial do Júri”, “Melhor Realizador” e “Prémio da Narrativa Inovadora”. Foi ainda criado o “Prémio Leste Asiático do Amanhã”, a fim de distinguir obras de destaque da Ásia Oriental.

Dez obras locais

Na secção “Curtas de Macau”, que revela ao público “a paisagem cultural única e a perspectiva inovadora” dos realizadores locais, apresentam-se dez obras cinematográficas, entre as quais “Chuff Chuff Chuff”, de Chao Koi Wang; “Cockroach Family”, de Ho Cheok Pan; “Fox Box”, de Ao Ka Meng; “Girl with Amen”, de Teng Kun Hou; “Granny Pirate 3: Typhoon Again”, de Ho Wai Tong; “Hand Hand”, de Jarvis Xin; “Nuptial Flight”, de Chan Chon Sin; “Purple”, de Ho Kueng Un; “The Performance”, de Keo Lou, e “Waves Under the Sea”, de Chan Si Ieong.

Em “Novas Vozes do Horizonte” apresentam-se “mais de 20 produções inovadoras de realizadores emergentes de todo o mundo, incluindo o Interior da China, Ásia Oriental, Sudeste Asiático, Europa e América”. Apresentam-se, assim, “as perspectivas da nova geração de cineastas”, e proporciona-se uma reflexão sobre “a diversidade e a riqueza das narrativas cinematográficas em todo o mundo”.

Na secção “Realizador em Destaque”, serão exibidas curtas e longas-metragens de realizadores de renome, “destacando-se as significativas contribuições para as artes cinematográficas nos seus respectivos campos”.

Este ano, o realizador em destaque será o japonês Nobuhiro Yamashita, “conhecido pelo seu estilo discreto e narrativa cheia de nuances”. Trata-se, segundo o IC, de um realizador que “capta a sagacidade da juventude e da vida quotidiana, ao mesmo tempo que se aprofunda na psicologia das personagens”, realizando “obras que exploram a sociedade e a cultura japonesas com uma mistura de realismo e humor”.

Por sua vez, na secção “Panorama do Leste Asiático” apresentam-se dez filmes “cuidadosamente seleccionados e ricos em características” do continente asiático.

MAM | Obras de Lok Cheong em exposição no Tibete

Chama-se “Laços com o Coração do Tibete” e é uma mostra apresentada no Tibete com um total de 100 obras da autoria de Lok Cheong, fornecidas pelo Museu de Arte de Macau. Trata-se de uma “exposição que dá continuidade ao elo artístico entre o Tibete e Macau”

 

O Museu de Arte do Tibete acolhe, até ao dia 12 de Outubro, uma exposição com uma centena de obras do artista Lok Cheong fornecidas pelo Museu de Arte de Macau (MAM). Trata-se de um evento que se realiza em parceria com diversas entidades oficiais, como é o caso do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, o Instituto Cultural (IC) ou ainda a Federação dos Círculos Literários e Artísticos da Região Autónoma do Tibete, entre outras.

A mostra em questão intitula-se “Laços com o Coração do Tibete: Comemoração do 60.º Aniversário do Estabelecimento da Região Autónoma do Tibete – Exposição de Trabalhos de Lok Cheong no Tibete” e abriu ao público no último dia 13 deste mês, sendo a prova da existência “dos 30 anos de amizade artística entre as duas regiões”.

Segundo uma nota do IC, a exposição apresenta cerca de 100 obras-primas criadas ao longo de mais de meio século por Lok Cheong, nascido em 1923 e falecido em 2006, complementadas por mais de 70 esboços, materiais de arquivo, fotografias e outros materiais históricos “de valor inestimável”.

De acordo com o IC, grande parte destes itens pertencem à colecção do MAM, sendo que os restantes fazem parte dos espólios da família do artista e do Museu de Arte do Tibete.

Retratos em 1994

A exposição está organizada em três temas, como “Amor à Pátria”, “Captando o Carácter de Macau” e “Retratos”, oferecendo-se ao público “uma visão sistemática do desenvolvimento artístico de Lok Cheong”.

Podem ver-se trabalhos dentro da “temática tibetana”, como é o caso de “O Misterioso Palácio Potala” e “Uma Vereda Escondida, Shigatse”, descritas pelo IC como tendo “vibrantes explosões de cor, num tributo às paisagens sagradas do Tibete”.

Por sua vez, as aguarelas “Testemunhas da História (Árvores com Ramos Entrelaçados no Templo Kun Iam Tong)” e “Biblioteca do Pavilhão Octogonal” captam “a essência do cenário de Macau ao longo dos últimos cinquenta anos em pinceladas dinâmicas”.

Além disso, obras como “Técnicos Partindo para Servir a Pátria” e “Oferta de Arroz pela Pátria” demonstram “o sentido tributo do artista ao patriotismo dos seus compatriotas”. Apresentam-se ainda, nesta exposição e pela primeira vez, os manuscritos da viagem de Lok Cheong ao Tibete, em 1994, sendo acompanhados por documentos raros que relatam a sua exploração cultural do coração da Pátria e do Tibete.

As pinturas de Lok Cheong com temas do Tibete tornaram-se “um testemunho eterno da amizade entre as duas regiões”. Em 1991, o artista participou na “Exposição de Pinturas do Planalto Nevado”, realizada em Guangzhou, iniciando o intercâmbio artístico entre Macau e o Tibete. Posteriormente, Lok Cheong continuou, com o seu pincel, a construir uma ponte de amizade entre o Tibete e Macau, tendo organizado várias visitas de artistas de Macau ao Tibete e promovido a criação da primeira escola primária no âmbito do Projecto Esperança, em Nagqu. “O seu espírito pioneiro continua a liderar a integração cultural entre as duas regiões”, descreve-se.

Tendo em conta que este ano se assinalam os 60 anos do estabelecimento da Região Autónoma do Tibete, realiza-se esta mostra com obras que carregam “sentimentos étnicos profundos no Tibete” e que honram “os esforços pioneiros de Lok Cheong na promoção do intercâmbio cultural entre Macau e o Tibete”.

SMG | Trovoadas e vento a partir de domingo

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos revelaram ontem estar a acompanhar uma área de baixa pressão a leste das Filipinas, que ao longo do fim-de-semana se pode desenvolver numa tempestade tropical. As autoridades salientaram que ainda não havia certezas quanto à evolução da tempestade e do grau de influência que terá em Macau.

Contudo, as previsões meteorológicas apontam para temperaturas altas hoje e amanhã devido à formação de um anticiclone de elevada altitude. Porém, as previsões indicam que a partir de domingo regressam as trovoadas e chuva, que devem continuar a fustigar Macau até, pelo menos, quarta-feira.

ISAF | Interceptado “camião” que vendia medicamentos ilegais

Na passada segunda-feira, uma acção conjunta do Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) e os Serviços de Alfândega (SA) interceptou um camião usado para armazenar e vender medicamentos importados ilegalmente.

O “ponto móvel de distribuição de medicamentos”, como foi designado pelas autoridades, foi encontrado na zona norte da península. As autoridades encontraram no interior do veículo “mais de 3000 caixas de analgésicos, medicamentos para a disfunção eréctil e medicamentos tradicionais chineses para uso oral e externo”. Segundo um comunicado divulgado na noite quarta-feira pelo ISAF, entre os produtos encontrados havia alguns que nem sequer estavam registados ou aprovados para importação pelo ISAF.

O responsável da agência comercial proprietária do camião é suspeito de ter importado e fornecido ilegalmente medicamentos. O caso levou o ISAF a abrir um processo de investigação e os SA acusaram o “o infractor em relação à violação das disposições da importação de produtos por parte da agência comercial”.

Quem importar para Macau medicamentos sem autorização ou licença emitida pelo ISAF pode ser punido com “multa máxima de 700 mil patacas e, para circunstâncias graves, incorrer em responsabilidade penal”.

ZAPE com Sabores | Dono de restaurante queixa-se de concorrência

Um dono de um restaurante no ZAPE afirma que a iniciativa ZAPE com Sabores não deu prioridade à participação dos negócios da área e ainda trouxe concorrência de fora. Helena de Senna Fernandes respondeu que a iniciativa tem levado mais pessoas ao ZAPE e que mais eventos se vão realizar na zona

 

“Tentei perceber porque os organizadores da feira ‘ZAPE com Sabores’ convidaram apenas alguns comerciantes da zona, e nem nos deram informações como participar. Fomos à sede da associação organizadora depois de começar a iniciativa e apenas nos disseram que a feira foi organizada muito rapidamente e não houve tempo para convidar mais comerciantes”. Assim começou o desabafo de um empresário da restauração do ZAPE, numa chamada para o programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, sobre a iniciativa ZAPE com Sabores.

O evento, realiza-se até domingo entre a Rua de Cantão e a Rua de Xangai, onde estão instaladas seis rulotes e 30 bancas com gastronomia local e do Sudeste Asiático, além da venda de criações artesanais e uma área para jogos interactivos e música ao vivo. A iniciativa foi pensada para dinamizar a zona que será afectada pelo fim dos casinos-satélite.

Porém, de acordo com Cheang, o dono do restaurante que ligou ontem para o programa da emissora pública, o “ZAPE com Sabores” importou comerciantes de fora e concorrência para a zona. “Não é justo para nós. Sou empresário de restauração e a maioria destas bancas vendem comes e bebes, ou seja, são uma concorrência forte para o nosso negócio”, indicou.

Em cima do joelho

“Se esta feira foi organizada para incentivar o negócio dos comerciantes do ZAPE, porque é que não deram prioridade em convidar negócios locais?”, perguntou o empresário que criticou a associação que organiza a iniciativa.

A coordenação e operação da “ZAPE com Sabores” foi adjudicada por ajuste directo à Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau por 3,6 milhões de patacas. Entre a data da adjudicação, 25 de Julho, e o início da feira decorreram 21 dias.

Cheang deixou ainda no ar algumas questões: “Se o objectivo era incentivar os negócios do ZAPE, porque não lançaram medidas como o Carnaval do Consumo só para a zona, com descontos para os clientes?”

Algumas horas mais tarde, à margem da apresentação do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício, Helena de Senna Fernandes referiu que em quatro dias a iniciativa atraiu 36 mil visitantes e em gerou um volume de negócios a rondar as 200 mil patacas.

A directora dos Serviços de Turismo acrescentou que dois comerciantes da zona reportaram melhorias nos negócios e que algumas bancas tiveram um volume diário de negócios de 10 mil patacas.

Questionada sobre o testemunho de Cheang, Helena de Senna Fernandes afirmou que a feira “tem como objectivo atrair mais clientes para a área e divulgar os negócios do ZAPE”. “Acredito que não serão apenas os negócios participantes que sairão beneficiados por esta iniciativa”, acrescentou a responsável. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a directora da DST afirmou ainda que as autoridades receberam o feedback de alguns comerciantes do ZAPE que disseram que o aumento de pessoas ajudou a impulsionar os seus negócios.

Helena de Senna Fernandes indicou ainda que o Governo irá organizar outras iniciativas na zona, como a instalação de bonecos de marcas populares e descontos para quem consumir na zona.

Trânsito | Obras obrigam a mudanças em várias zonas

Há diversas obras a decorrer em várias zonas do território e, assim sendo, haverá condicionamentos de trânsito nos próximos dias.

Uma das obras, passa pela repavimentação e reparação de juntas de dilatação junto à Avenida do Almirante Magalhães Correia, o Túnel da Guia, a Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, a Rua da Fonte da Inveja e o viaduto da Avenida de Horta e Costa, vai obrigar a “condicionamentos de trânsito fora das horas de ponta” entre amanhã e 6 de Setembro, incluindo-se a “proibição de estacionamento, trânsito condicionado e encerramento ao trânsito, estando previstos, em alguns períodos, desvios nos itinerários dos autocarros”.

Além disso, estão a decorrer “trabalhos de reparação urgente do pavimento na Avenida de Venceslau de Morais” e instalação de cabos eléctricos, pelo que “o troço da Avenida de Venceslau de Morais, entre a Rua do Padre Eugénio Taverna e o Edifício Mong Sin, estará sujeito a trânsito condicionado entre 21 e 31 de Agosto”, destacam as autoridades.

Outro projecto em curso, diz respeito aos trabalhos de demolição de suportes provisórios e de andaimes no troço sobre a Avenida da Ponte da Amizade, no âmbito da segunda fase da empreitada de construção do viaduto na Rotunda da Amizade, que sofreram atrasos devido às tempestades registadas nos últimos dias. Assim, o trânsito no troço da Avenida da Ponte da Amizade em frente ao Pearl Metropolitan, vai-se manter condicionado, das 00H00 às 06H, até ao dia 31 de Agosto.

Fogo de artifício | Nova edição do festival regressa já em Setembro

Foi ontem anunciado o programa de um dos mais icónicos eventos turísticos do território. O 33.º Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau regressa à RAEM entre os dias 6 de Setembro e 6 de Outubro e não falta uma equipa portuguesa no grupo das dez que vêm mostrar o lado mais bonito do fogo de artifício. Há ainda espaço para arraial e locais destacados para a fotografia

 

Macau está a chegar aquela altura do ano em que os céus se enchem de cor e luz graças ao Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau (CIFAM), cuja 33.ª edição acontece entre os dias 6 de Setembro e 6 de Outubro, foi ontem anunciado pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST).

Segundo uma nota de imprensa, são dez as equipas participantes, onde se inclui uma equipa portuguesa (ver caixa), estando confirmadas empresas de pirotecnia da Austrália, África do Sul, Coreia do Sul, Áustria, Filipinas, Japão, China, Reino Unido e Brasil. Estas irão apresentar um espectáculo com a duração de 18 minutos.

Pretende-se, com este evento, mostrar o território como um local que reúne “turismo e eventos”, sendo que as empresas participantes “têm vasta experiência em concursos e exibições”, explicou Helena de Senna Fernandes, directora da DST.

Destaque para o facto de uma das sessões acontecer a 1 de Outubro, quando se celebra o aniversário da implantação da República Popular da China, e no Festival do Bolo Lunar, “enriquecendo-se o ambiente festivo das festividades”.

As sessões de fogo de artifício realizam-se nos dias 6, 13 e 20 de Setembro, nos dias 1 e 6 de Outubro, pelas 21h e 21h40, respectivamente, na zona ribeirinha em frente à Torre de Macau.

Estreias e arraiais

Do grupo das dez empresas, verifica-se a estreia do Brasil e de outros grupos da Coreia do Sul, Japão, Portugal e Reino Unido. “As outras cinco empresas de fogo-de-artifício já participaram em Macau anteriormente”, adianta a DST.

A DST seleccionou locais específicos onde os visitantes podem tirar fotografias, nomeadamente a Avenida Dr. Sun Yat-Sen do Centro Ecuménico Kun Iam até à Zona de Lazer Marginal da Estátua de Kun Iam, no passeio ribeirinho do Centro de Ciência de Macau, na Avenida de Sagres (ao lado do Hotel Mandarin Oriental, Macau), no Anim’Arte Nam Van, no caminho marginal do Lago (ao lado do Hotel YOHO Ilha de Tesouro Resorts Mundial), e na Avenida do Oceano, na Taipa.

Haverá transmissões em tempo real das sessões de fogo de artifício no canal chinês da Rádio Macau às 21h e 21h40 de cada noite, enquanto os canais de televisão TDM Ou Mun e TDM Entretenimento também irão transmitir as exibições em directo.

Destaque ainda para a organização, em parceria com a União Geral das Associações dos Moradores de Macau, de um arraial no passeio ribeirinho do Centro de Ciência de Macau, intitulado “Arraial do Fogo-de-Artifício”. Este evento começa às 17h30 e termina às 22h30. A acompanhar os novos tempos, a DST organiza também, pela primeira vez, o “Concurso de Arte Generativa com Inteligência Artificial (IA)”, em que os participantes podem recorrer à IA para retratar a beleza do fogo de artifício. Os três concursos são realizados pela Associação Fotográfica de Macau, Associação dos Artistas de Belas-Artes de Macau e Associação das Companhias e Serviços de Publicidade de Macau. Para a DST, o CIFAM, que se realiza desde 1989, já se tornou “um evento de marca de Macau”.

Barbeita representa Portugal

A Pirotecnia de Barbeita, com sede em Monção, representa este ano Portugal no Concurso Internacional de Fogo-de-artifício de Macau (CIFAM), que recebe pela primeira vez um participante brasileiro, foi ontem anunciado.

De Florianópolis, em Santa Catarina, a Vision Show marca a estreia do Brasil no evento, ainda de acordo com o comunicado da DST. A 33.ª edição conta com um orçamento de 18,06 milhões de patacas, valor que representa uma queda de cerca de 1,1 por cento por cento face ao ano passado, disse à Lusa a Direção dos Serviços de Turismo. As seis operadoras de jogo em Macau, parceiras principais do concurso, entraram com 18 milhões de patacas, sendo que o Governo contribuiu com 60 mil patacas, disse a mesma fonte à Lusa.

Cooperação | Lisboa acolhe evento com 22 empresas chinesas

O Centro de Congressos de Lisboa será palco de um evento de promoção e cooperação económica entre a China e Portugal promovido pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). O evento, intitulado “Sessão de Promoção de Cooperação Económica e Comercial Macau-Portugal” traz 22 empresas chinesas a Portugal. Mas Espanha está também na agenda

 

Portugal recebe já a 19 de Setembro um evento que visa aumentar a cooperação económica entre a China e a Península Ibérica. Isto porque o Centro de Congressos de Lisboa acolhe a “Sessão de Promoção de Cooperação Económica e Comercial Macau-Portugal”, evento integrado na “Missão Empresarial a Portugal e Espanha para Intercâmbio de Negócios”. Com organização do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), conta com 22 empresas chinesas representadas nesta viagem, numa lista que ainda não está finalizada.

O evento do dia 19 de Setembro visa “apresentar o ambiente de negócios de Macau e vantagens da plataforma de serviços” para a cooperação comercial entre a China e países de língua portuguesa, bem como a apresentação “das vantagens da Zona de Cooperação Aprofundada” em Hengqin. Haverá também uma apresentação sobre “o ambiente de investimento e negócios de Portugal”, segundo o convite a que o HM teve acesso.

Por detrás da organização do evento em Lisboa, estão entidades que habitualmente fazem contactos comerciais com a China, como a Câmara de Comércio Luso-Chinesa, a Associação de Comerciantes e Industriais Luso-Chinesa em Portugal, a Associação de Empresas Chinesas em Portugal, e ainda a Câmara de Comércio Portugal-China Pequenas e Médias Empresas (CCPC-PME).

Da “Big Health” à tecnologia

Algumas das empresas chinesas que integram esta comitiva operam na área da “Big Health” ou alta tecnologia, como é o caso da Zonson Smart Auto Corporation e a Guangzhou Baiyun Electric Equipment Co. Ltd, que se tem posicionado “como um dos fabricantes com a cadeia produtiva mais completa do sector na China”, tendo-se tornado, nos últimos anos, “um fornecedor importante de equipamentos e sistemas de controlo para projectos nacionais em redes eléctricas, transportes ferroviários, energias renováveis e grandes utilizadores finais”, é destacado no convite.

Já o Jointown Pharmaceutical Group, outra das empresas participantes, é apresentado como “um fornecedor de serviços integrados” na área da indústria farmacêutica, sendo considerado “pioneiro no sector da transformação e moderação do negócio da distribuição farmacêutica de um modelo tradicional para um modelo digital”.

Da cidade de Shenzhen desloca-se a Lisboa a MXW Device, e não faltará ainda a presença da empresa Guangzhou Metro Group Co. Ltd, que está ligada a diversos projectos de linhas ferroviárias e esteve envolvida, através de um contrato de gestão e consultoria técnica, ao Metro Ligeiro de Macau.

Segundo a mesma informação, “o grupo opera actualmente uma rede de transporte ferroviário com cerca de 1.238 quilómetros”, incluindo 705,1 quilómetros de rede de metro local, em Guangzhou, e 338,3 quilómetros de caminhos-de-ferro interurbanos. Em termos de projectos internacionais, destaca-se a Linha Laranja de Lahore no Paquistão e a Linha 6 do Metro de Changsha.

As empresas portuguesas participantes, onde se contam 15 associadas da Associação dos Amigos da Nova Rota da Seda, podem agendar reuniões para possíveis acordos ou parcerias de negócios.

DSAL | Feiras oferecem 373 vagas, a maioria para limpezas e segurança

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) vai organizar quatro feiras de emprego, em conjunto com a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), no final da próxima semana. As inscrições estão abertas até ao meio-dia da próxima terça-feira e podem ser feitas no portal da DSAL.

A larga maioria dos empregos são referentes aos sectores da limpeza e segurança, e serão disponibilizados na primeira feira, marcada para a tarde da próxima quarta-feira, com um total de 261 vagas para os “cargos de chefe de segurança, adjunto de gerente-geral, pessoal de escritório, guarda de segurança e trabalhador de limpeza”.

Na manhã seguinte, serão disponibilizadas 13 vagas de emprego, para gestor de entrega de serviços de segurança, gestor de clientes de produtos de TI, engenheiro de operação e manutenção de redes no local, técnico de operação e manutenção de redes e analista de segurança da informação no local.

Na tarde de quinta-feira, a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau irá procurar preencher 25 vagas para gestor de contabilidade, gestor de operações, gestor de restaurante, chefe de equipa electromecânica, técnico electromecânico, cozinheiro (cozinha chinesa/ocidental), empregado de restaurante e padeiro. Estas três sessões vão ocorrer na sede da DSAL, na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado.

Por fim, na tarde de sexta-feira, 29, o grupo Galaxy Entertainment irá disponibilizar 74 vagas para assistente de chefe de cozinha, chefe da equipa de cozinheiros, cozinheiros, chefe de restauração, empregado de restaurante, barman, esteticista e cabeleireiro e técnico superior (audiovisual e internet). Esta sessão irá decorrer no 5.º andar do Centro Comercial do Grupo Brilhantismo, no NAPE.

Seac Pai Van | Centro de Educação com exposição patriótica

O Governo está a preparar a montagem de um pavilhão para exposições nacionalistas no Centro de Educação de Seac Pai Van, revelou ontem o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento de Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng.

Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, o director da DSEDJ levantou um pouco o véu sobre os conteúdos que serão expostos como, por exemplo, materiais sobre as forças armadas chinesas, política internacional e educação patriótica.

O responsável revelou que o local já está preparado para organizar a mostra inaugural, que deverá acontecer neste ano, mas que o Governo ainda está a recolher todos os materiais informativas necessários, esperando através de vários métodos, incluindo alguns interactivos, cativar a atenção dos mais novos.

Kong Chi Meng mencionou ainda a grande importância da base de educação patriótica dedicada a Macau e Hong Kong, inaugurada em Pequim. Na sua óptica, o espaço irá proporcionar a oportunidade de organização conjunta com Hong Kong de iniciativas como concursos de redação e visitas de estudo, assim como intercâmbios juvenis e actividades de educação patriótica.

Pequim | Inaugurada base de educação patriótica para as RAES

Já está inaugurada a “Base de Educação de Patriotismo para os Jovens de Hong Kong e Macau em Pequim”, sendo esta entidade de educação patriótica virada para as regiões administrativas especiais organizada juntamente com as autoridades do Interior da China.

Em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, o subdirector do Gabinete de Trabalho de Hong Kong e Macau, Xu Qifang, destacou que os compatriotas de Hong Kong e Macau sempre demonstraram uma “tradição gloriosa” do amor à pátria e a Hong Kong ou a Macau, sendo esta a base importante para uma implementação estável e duradoura do conceito de Um País, Dois Sistemas. Por seu turno, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, O Lam, que presidiu à cerimónia de inauguração, apontou que o estabelecimento desta base de educação patriótica mostra como o patriotismo pode ser inovador tendo por base o conceito de Um País, Dois Sistemas.

O Lam disse ainda que o Governo vai recorrer a esta entidade para organizar mais visitas com residentes e jovens, para que possam saber mais sobre as acções do Partido Comunista Chinês contra a ocupação japonesa nos anos da II Guerra Mundial, ou seja, na guerra de resistência contra a agressão japonesa.

Maternidade | Mulheres pedem que subsídio se torne permanente

A Associação Geral das Mulheres aplaude a extensão do subsídio de apoio à licença de maternidade, mas pede que passe a ser permanente e alargado a empresas com mais de 100 trabalhadores. Além disso, a associação quer maior rapidez no processo legislativo para aumentar as licenças de maternidade e paternidade

 

A Associação Geral das Mulheres de Macau viu com bons olhos o anúncio de quarta-feira do Conselho Executivo de que o plano do subsídio complementar atribuído aos empregadores pela remuneração paga na licença de maternidade será alargado por mais um ano. O subsídio em questão começou a ser distribuído depois da revisão legal que alargou a licença de maternidade de 56 para 70 dias, que entrou em vigor a 26 de Maio de 2020, e teria como limite máximo 14 dias de renumeração base.

O subsídio foi apresentado como uma medida para aplicar durante um período transitório, permitindo aos empregadores adaptar-se, de forma gradual, às despesas económicas causadas pelo aumento do número de dias de licença de maternidade.

O período de transição terminou em Maio de 2023, mas desde então foi consecutivamente renovado anualmente. Num comunicado divulgado na quarta-feira à noite, a associação representada pela deputada Wong Kit Cheng e a vice-directora Loi I Weng pediu que o subsídio complementar passe a ser permanente.

Loi I Weng argumentou que a continuidade do carácter temporário da medida não transmite segurança às potenciais novas mães, nem às pequenas e médias empresas. A dirigente aponta também que o subsídio complementar deveria ter um âmbito alargado e não se ficar apenas pelas empresas com menos de 100 funcionários e que, se no futuro a licença de maternidade aumentar, o Governo precisa reajustar o subsídio para aliviar os encargos das empresas.

Depressa e bem

Em relação ao aumento da licença de maternidade, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) encarregou uma entidade terceira de estudar o tema, estando prevista uma consulta pública e o início do processo legislativo no próximo ano.

Wong Kit Cheng está preocupada com esta calendarização, tendo em conta a gravidade da baixa natalidade e a necessidade urgente de a resolver. Como tal, a deputada defende a aceleração do processo, o alargamento dos dias de licença de paternidade e que esta também seja complementada com um subsídio, permitindo que ambos os pais beneficiem da medida.

Recorde-se que a licença de paternidade continua fixada em apenas cinco dias.

Fukushima | Dois robôs medem radiação na central nuclear

Técnicos da central nuclear japonesa de Fukushima, destruída por um tsunami em 2011, enviaram robôs telecomandados para medir radiação e ajudar a decidir método de retirada de detritos radioactivos.

Um porta-voz da empresa gestora da central, Tokyo Electric Power Company Holdings (Tepco), disse na terça-feira que tinham sido usados dois robôs para medir o nível de radiação na central, no nordeste do Japão. Os resultados desta operação vão ser usados para ajudar a decidir “o método de recuperação dos detritos”, indicou a Tepco, em comunicado.

“Spot” e “Packbot” estão equipados para medir a radioatividade e “Spot”, que se assemelha a um cão, tem uma câmara. Este estudo deve prolongar-se por um mês, noticiaram a televisão pública NHK e outros meios de comunicação social japoneses.

Devido aos níveis de radiação perigosamente elevados, a extração do combustível fundido e outros detritos da central é considerado o desafio mais difícil do projecto de desmantelamento das instalações, cuja conclusão está prevista para 2051.

Cerca de 880 toneladas de materiais radioactivos continuam no interior da central Fukushima Daichii, onde três dos seis reactores existentes entraram em fusão, na sequência do sismo de magnitude 9 e do tsunami em 21 de Março de 2011, num dos piores acidentes nucleares da História.

A operadora tinha já recolhido amostras minúsculas de materiais radioactivos, enviadas para análise, em duas ocasiões no âmbito de um projecto-piloto, mas nunca realizou extrações de grande escala. No mês passado, a Tepco anunciou que a imensa operação de extração de detritos tinha sido adiada até pelo menos 2037. Antes, o objectivo era começar no início de 2030.

A Tepco considerou serem necessário 12 a 15 anos de preparação antes de iniciar a remoção em grande escala dos detritos de combustível derretido no reactor três da central nuclear. Em Julho, o diretor de desativação da operadora, Akira Ono, disse que a Tepco planeia manter a meta de 2051 para a conclusão do desmantelamento da central.

Ásia-Pacífico | Alemanha reafirma críticas às ambições da China

A Alemanha reafirmou ontem a acusação à China de ameaçar a segurança internacional e os interesses europeus com as ambições no Mar da China Meridional e as tensões no Estreito de Taiwan. “As crescentes ambições militares da China no Mar da China Meridional não só ameaçam a segurança da Ásia como também minam a ordem internacional”, afirmou o chefe da diplomacia alemã, Johann Wadephul, em Jacarta.

Wadephul disse que o que está a acontecer na região Ásia-Pacífico “tem um impacto directo na segurança europeia e vice-versa”. “Qualquer escalada teria graves consequências para a segurança e a prosperidade mundiais”, afirmou, após uma reunião com o homólogo indonésio, Sugiono, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O ministro alemão acrescentou que o mesmo também se aplica às tensões no Estreito de Taiwan, onde a China mobiliza regularmente caças e navios de guerra. Johann Wadephul já tinha acusado a China na segunda-feira, durante uma visita ao Japão, de “alterar unilateralmente” as fronteiras na região Ásia-Pacífico, considerando Pequim “cada vez mais agressiva”.

“A China ameaça regularmente, mais ou menos abertamente, alterar unilateralmente o ‘status quo’ e deslocar as fronteiras a seu favor”, afirmou então.

Uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, reagiu na altura às declarações do ministro alemão e disse que a situação no Mar da China Oriental e no Mar da China Meridional “permanece globalmente estável”.

O Papa Americano (III)

(Continuação da edição de 14 de Agosto)

O europeísmo brota de forma tangível do catolicismo euro-ocidental e começa a declinar quando, graças também ao impulso do papa polaco, os «dois pulmões» do continente atravessado pela cortina de ferro, unindo-se com a mão esquerda num casamento morganático, descobrem ser demasiado diferentes. Nacionalismos absolutos e particularismos mesquinhos afligem tanto o continente geopolítico quanto a Igreja na Europa, em balcanização pela ênfase em si mesmas das conferências episcopais individuais. Em busca do cada vez menor e, portanto, mais puro. Antítese do lema agostiniano escolhido por Leão XIV «In Illo uno unum (Naquele que é Um, nós somos um)». Não é uma constatação. É um acto de fé. Os mártires pré-constantinianos diagnosticariam hoje a Lua/Igreja em fase avançada de declínio, mas confiantes no próximo ciclo gerador, finalmente iluminador. Muito diferente do clima sombrio de hoje. Actualmente, os católicos de pouca fé ou excessiva racionalidade descobrem a Igreja morta na Europa. Justamente enquanto em várias regiões do «Sul Global», especialmente na África graças ao impulso demográfico e nas Américas, os católicos crescem também em termos de influência político-cultural.

Mas é lei física a que observa na dilatação espacial a diluição da coerência em qualquer colectividade ou instituição, no caso católico (Santa Igreja Romana) e laico (União Europeia). A difusão de liturgias inerentes ao genius loci específico expressa a heterogeneidade cultural que às vezes torna difícil para um católico reconhecer-se noutro católico. Se a Igreja europeia esgota a sua força propulsora, para o Ocidente é o golpe de misericórdia. Esta é, pelo menos, a tese do cardeal Christoph Schönborn, colosso da aristocracia clerical da Europa Central e teólogo dominicano, aberto à tradição durante os seus trinta anos como arcebispo de Viena, que terminaram em Janeiro passado por (prorrogação) do limite de idade. Na conferência de 3 de Fevereiro de 2010 na Catholic University of America, este íntimo de Ratzinger e depois cauteloso apoiante de Bergoglio revela as suas cartas já no título «Cristianismo, presença alienígena ou fundamento do Ocidente?». Resposta: «Ambas as coisas». De facto, «o cristianismo é uma das raízes da Europa». Mas «para muitos, é um elemento estranho num mundo determinado pela razão, pelo iluminismo e pelos princípios democráticos». Conclusão: «Esta Europa, e todo o mundo ocidental, não sobreviverá sem essa estranheza trazida pelo cristianismo».

No sentido explorado por Diogneto, antecipado pelo mandamento paulino na Carta aos Romanos «Não vos conformeis com este mundo» (Rm 12,2). Este príncipe inclassificável da Igreja inscreve-se na corrente do catolicismo dos Habsburgos, já bastião da reacção às «novidades francesas» denunciadas por Novalis no clássico “A Cristandade ou a Europa” ou seja, a Europa (1802), mas único império europeu a não se manchar com o pecado colonial a menos que se considere colónias o conjunto balcânico e centro-europeu pertencente a Viena. Neste contexto, emergem no século XX personalidades de elevada cultura quase morbidamente apegadas à ideia da Europa, como podiam ser logo após a Guerra Fria os «salvos» do segundo pulmão, forçados durante meio século na gaiola soviética e, por isso, rebaixados a «Oriente». Rede informal geopolítico-espiritual verticalizada com Karol Wojtyła de Wadowice, perto de Cracóvia, papa imediatamente santificado. O nome foi-lhe imposto pelo pai, que serviu no exército imperial-real, em memória de Carlos I, último Kaiser Habsburgo, beatificado em 2004 por João Paulo II.

Outro expoente notável dessa linhagem é o cardeal Péter Erdö, arcebispo de Budapeste e primaz da Hungria, em quem a ala conservadora minoritária, liderada pelo cardeal americano Timothy Dolan, arcebispo católico, da Arquidiocese de Nova Iorque e outros cardeais não apenas americanos, apostou como candidato de bandeira no conclave que convergirá para Prevost. Vice-papa virtual, à frente do cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, na votação final dos cardeais. Para ele, «sem a Europa, a Igreja perde o seu coração». Não sabemos se J.D. Vance, o extrovertido vice de Trump, ansioso por sucedê-lo, já visitou a basílica de São Francisco de Assis em Arezzo. Se não o fez, é de ousar sugerir-lhe que o faça. Aqui poderá espelhar-se no Sonho de Constantino, o maravilhoso afresco de Piero della Francesca. Quase amanhecendo nocturno no campo romano, no final de Outubro de 312. O imperador jaz sonhador sob a tenda do seu acampamento perto de Ponte Mílvia, onde está prestes a derrotar o rival Maxêncio. Envolto na luz mística cara a Piero, limiar entre a sombra moribunda e os raios nascentes de Cristo, um anjo estende a cruz cujo sinal Constantino vencerá. Origem da virada iniciada pelo imperador-bispo no Concílio de Niceia, do qual se comemora o décimo sétimo centenário.

Selado em 28 de Fevereiro de 380 por édito do imperador Teodósio I, que decreta a fé em Cristo como religião do Estado. Romanização do cristianismo e cristianização do império. Um anjo deve ter aparecido também a Vance, que, em analogia com Constantino, sonha com a americanização do catolicismo e a conversão da América à religião do papa Americano. O evangelho segundo J.D. é instrumentum regni. Suplemento de alma para a América pós-liberal, nostálgica dos “Roaring Forties and Furious Fifties”, idade augusta do império das estrelas e listras. À espera da parusia de Elvis. Na hipotética exegese vansiana do “Mysterium Lunae”, a América seria assimilada à Igreja «lunar», iluminada pelo Sol divino. Sobre a função estratégica desta visão converge a tribo católica em expansão entre os líderes MAGA. Exuberante ramificação do trumpismo que postula a fecundação recíproca entre o Estado e a Igreja para maior glória do primeiro.

Entre esses apóstolos, muitos convertidos, quorum Vance. Inspirados na encíclica “Longinqua Oceani” (1895) de Leão XIII, segundo a qual a Igreja Católica americana «daria frutos ainda mais abundantes se, além da liberdade, gozasse também do favor das leis e da protecção do público». O sonho de Vance é que Leão, o americano, possa celebrar as núpcias entre os Estados Unidos e a Igreja. Talvez por acordo. Rede a ser estendida a países consentâneos. Para uma Internacional dos nacionalistas, aberta ao Ocidente estratégico, do qual os Estados Unidos são o fulcro. E sensível à cor da pele, preferencialmente branca. Super MAGA que unirá as nações que quiserem aderir, seguidores da Lua com estrelas e listras. O neoconstantinismo com esteróides visa o equilíbrio de poder entre Estados em competição mutuamente legitimados a proteger os seus próprios interesses. Partidas a regular no mercado em que cada actor joga e troca cartas próprias com as dos outros.

É claro que são viciadas. É tudo um acordo. Trump tentou em vão explicá-lo a Zelensky no confronto na Casa Branca, em 28 de Fevereiro passado: «Não tem as cartas!». Entre os sócios fundadores da coligação vansiana destacam-se personalidades de ascendência neoconservadora, como o secretário de Estado Marco Rubio, o mais influente depois de Vance entre os nove expoentes da patrulha católica que anima o governo federal.

Japão regista novo défice comercial em Julho pelo terceiro mês consecutivo

O Japão registou em julho um défice comercial de 17,5 mil milhões de ienes (683 milhões de euros), pelo terceiro mês consecutivo, motivada pela desaceleração do comércio com os Estados Unidos, após as tarifas impostas pela administração Trump.

O Japão registou em Julho um excedente comercial com os Estados Unidos de 585,110 biliões de ienes, 23,9 por cento abaixo do registo no mês homólogo anterior, enquanto as exportações nipónicas para a primeira economia mundial ficaram em 1,7 triliões de ienes (no mês em análise, 10,1 por cento menos do que no ano anterior.

Durante o mês de Julho, o Japão esteve sujeito à tarifa base de 10 por cento imposta pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, em Abril, enquanto os exportadores de automóveis japoneses enfrentaram uma tarifa separada de 25 por cento.

Acordo na mesa

No passado dia 23 de Julho, o Japão e os Estados Unidos chegaram a um acordo comercial, resultado de meses de negociações, pelo qual o país asiático deverá pagar tarifas de 15 por cento e investir 550 mil milhões de dólares na primeira economia mundial.

As chamadas denominadas pela Casa Branca “tarifas recíprocas”, com as quais Trump vinha a ameaçar diferentes nações, foram fixadas para o Japão em 15 por cento, abaixo dos 25 por cento anunciados anteriormente, tendo igualmente sido a taxa mais baixa imposta a países que têm um superávit comercial com os Estados Unidos.

As tarifas impostas por Washington ao sector automóvel também ficaram em 15 por cento, 10 pontos abaixo do que havia sido estabelecido meses antes e sem limite no número de veículos importados. A nível global, as exportações japonesas diminuíram em julho 2,6 por cento em relação a Julho de 2024, para 9,35 biliões de ienes, enquanto as importações diminuíram 7,5 por cento, para 9,47 biliões de ienes.

Por partes

Por países, o Japão registou em Julho com a China, o seu maior parceiro comercial, um défice de 609.156 milhões de ienes, o que representa uma redução de 4,8 por cento em relação ao mês homólogo anterior. Com a União Europeia, terceiro parceiro comercial, o Japão registou um saldo negativo no valor de 277,959 milhões de ienes, 57,1 por cento a mais do que no mesmo mês de 2024.

Com o Brasil, o país asiático reduziu o défice em 28,3 por cento em relação ao ano anterior, para 48.092 milhões de ienes, enquanto, no caso do saldo negativo com o Chile, diminuiu 8,8 por cento, para 85.350 milhões de ienes. O Japão, por outro lado, alcançou um superávit comercial com o México no valor de 40.739 milhões de ienes, embora o valor seja 58,2 por cento inferior ao de Julho do ano anterior.

Economia | Banco Popular mantém taxa de referência dos juros nos 3%

O Banco Popular da China (BPC, banco central) anunciou ontem que manterá a taxa de juro de referência em 3 por cento, pelo quarto mês consecutivo, atendendo assim às expectativas dos analistas, que não esperavam alterações.

Na actualização mensal divulgada no portal oficial na internet, a instituição indicou que a taxa de referência para créditos (LPR, em inglês) a um ano se manterá no nível mencionado por, pelo menos, mais um mês.

O indicador, estabelecido como referência para as taxas de juro em 2019, serve para fixar o preço dos novos créditos – geralmente para empresas – e dos créditos com juros variáveis, pendentes de reembolso.

O cálculo é feito a partir das contribuições para os preços de uma série de bancos – que inclui pequenos credores que tendem a ter custos de financiamento mais elevados e maior exposição ao mal-parado – e tem como objectivo reduzir os custos do endividamento e apoiar a “economia real”. O banco central também indicou ontem que a LPR a 5 anos ou mais – referência para empréstimos hipotecários – continuará em 3,5 por cento, também em linha com as previsões dos especialistas.

A última redução das taxas na China data de maio último, quando a instituição realizou um corte de 10 pontos base: para a LPR a um ano, de 3,1 por cento para 3 por cento, e para a de 5 anos ou mais, de 3,6 por cento para 3,5 por cento.

A decisão era esperada pelos analistas, em face à conjuntura para a segunda economia do mundo, que pode decidir cortes adicionais ao longo do resto do ano.

Além da incerteza causada pelas disputas comerciais com os Estados Unidos, a baixa procura nacional e internacional, aliada aos riscos de deflação, estímulos insuficientes, uma crise imobiliária prolongada ou falta de confiança dos consumidores e sector privado são algumas das causas apontadas pelos analistas para explicar uma recuperação menos brilhante do que o esperado da economia chinesa, após os anos de “covid zero”.

Índia / China | Restabelecidos voos directos e comércio fronteiriço

A Índia e a China chegaram a acordo para reabrir o comércio através da fronteira nos Himalaias e retomar os voos directos, suspensos desde 2020, foi terça-feira divulgado.

Esta aproximação, que procura reconstruir pontes derrubadas após os confrontos fatais na fronteira em 2020, ocorre numa altura de tensões comerciais elevadas entre a Índia e a administração de Donald Trump, após a imposição de uma tarifa de 50 por cento sobre os produtos indianos.

Os acordos foram anunciados terça-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros indiano, num comunicado detalhado no final da visita de dois dias do chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, que culminou num encontro com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Ambos os países concordaram em “reabrir o comércio fronteiriço através dos três pontos comerciais designados” e “retomar a conectividade aérea directa (…) o mais rapidamente possível”, segundo a nota. Índia e China concordaram ainda em facilitar a emissão de vistos a turistas, empresários e jornalistas.

No contexto da tensa disputa fronteiriça, ambos os lados concordaram em criar um “grupo de peritos” para explorar o progresso acelerado na delimitação das fronteiras, bem como um “grupo de trabalho” para a gestão eficaz das fronteiras e a prevenção de futuros confrontos.

Pequim também apoiou a Índia para acolher a cimeira dos BRICS (economias emergentes) em 2026, enquanto Nova Deli apoiará a China para a edição de 2027, de acordo com o comunicado.

A visita de Wang serviu também para confirmar a visita de Modi à China no final do mês para participar na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX). “O lado chinês saudou a presença do primeiro-ministro indiano Narendra Modi na Cimeira da OCX, a realizar em Tianjin”, concluiu o comunicado.