Porto | Projecto de Cheong Kin Man na Feira do Livro

O livro de artista “Apocalipses”, da autoria do artista e antropólogo de Macau Cheong Kin Man, em parceria com a artista Marta Stanisława Sala, vai estar disponível no stand da Greta – Livraria de Lisboa, na Feira do Livro do Porto até ao dia 7 de Setembro. Trata-se de uma versão revista e aumentada que tem o apoio da Fundação Oriente.

“Apocalipses” nasce de um projecto, com o mesmo nome, apresentado pela primeira vez na Bienal de Arte de Macau em 2023, e que “combina texto, têxteis e vídeo numa narrativa de ficção científica”, sendo que o tecido “que integra esta ficção codifica episódios do arquivo familiar polaco, incluindo a migração através das fronteiras do século XX – de Vilnius às estepes da Mongólia e, posteriormente, à Polónia actual”.

Este projecto foi exposto recentemente na mostra “As Espantosas e Curiosas Viagens”, que esteve patente no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) até 6 de Julho.

Lorena Tabares Salamanca, curadora da exposição, traz também o seu cunho pessoal para este livro de artista: “contemplo com olhar perplexo o indizível sentimento da (in)compreensão; retraio-me e retorno à primeira parte, deslizo-me para o lugar reconfortante das traduções, enquanto este Apocalipses chuvoso continua seu curso”.

Depois desta passagem pelo Porto o livro segue para Berlim, onde a dupla de artistas irá apresentar um espectáculo em Outubro.

FRC | Pintura Gongbi em destaque na exposição “Mirra Urbana”

O trabalho de Leong Kit Man, artista de Macau, estará em exibição na Fundação Rui Cunha a partir de amanhã e até ao dia 13 de Setembro. Em “Mirra Urbana” apresenta-se uma série de trabalhos de pintura Gongbi, uma arte pautada pelo detalhe e estilo minucioso com que as obras são feitas

 

Chama-se “Mirra Urbana – Exposição de Pintura Gongbi” e é a nova mostra patente na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC) entre esta quarta-feira e o dia 13 de Setembro. Trata-se também de uma nova mostra com trabalhos de Leong Kit Man, artista, curadora e professora de Belas Artes em Macau.

O evento, que conta com a curadoria da também artista Julia Lam, é co-organizado conjuntamente pela Sociedade dos Artistas de Macau e pela Associação de Jovens Artistas de Macau.

A mostra apresenta 20 peças de pintura Gongbi, arte conhecida pelo detalhe a pincel minucioso, criadas por Leong Kit Man entre 2024 e 2025. O conjunto inclui a série “Spices of Soul”, inspirada no comércio de especiarias da Rota da Seda, que dá vida a ramos, rebentos e frutos repletos de vitalidade e pintados em seda.

A série “Innermost”, que recentemente ganhou reconhecimento em diversas feiras de arte e colecções, aborda as emoções opressivas da vida urbana, com o objectivo de nutrir as almas dos citadinos através de pequenas obras de arte. Por fim, a série “Daily Apps” é uma reflexão sobre o declínio electrónico da vida urbana, retratando o scroll e a navegação habituais impulsionados pela memória muscular. Os dedos manipulam frequentemente ícones de aplicações electrónicas e simbolizam o vício tóxico que drena a contemplação pessoal, destaca uma nota da FRC.

Cunho pessoal

Segundo a artista, estas criações Gongbi reflectem desde “sentimentos pessoais a imagens complexas, além dos seus pensamentos sobre a vida e os desafios de viver num ambiente urbano agitado”. Através da arte, Leong Kit Man deseja “alcançar uma mente calma como a água e atingir um estado de serenidade”.

Leong Kit Man é doutorada em Belas Artes pela Academia Nacional de Artes da China. É actualmente professora assistente de Belas Artes (e orientadora de alunos de mestrado e doutoramento) na Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST).

A artista possui uma vasta experiência na criação de suportes orientais, ensino de arte, planeamento de exposições, projectos artísticos e formação de oradores, sempre dedicada à investigação e à reflexão sobre a essência e a forma da criação artística.

Ao longo de anos de prática criativa, Leong Kit Man não só herdou as técnicas da pintura Gongbi, como também desenvolveu continuamente uma linguagem visual característica. A sua obra-chave, “Embrace of Love”, foi seleccionada como um projecto financiado pelo Programa de Apoio a Jovens Talentos da Criação Artística do Fundo Nacional das Artes de 2024. Algumas conquistas notáveis incluem obras seleccionadas, três vezes consecutivas, para a Exposição Nacional de Arte da China, e a aceitação do “Prémio Dez Melhores Obras Excelentes” na Exposição Anual de Artes Visuais de Macau, em três ocasiões, entre outros galardões.

Leong Kit Man foi curadora de inúmeras exposições, tais como: “Herança sob as Ruínas de São Paulo”: uma experiência imersiva de música (2024); “Por detrás das formas”: a estética da arte contemporânea (2023); “A vontade no limite” (2022); “Significado • Intenção”: exposição de arte conceptual (2021, 2022, 2024), “Purgar a mente de alguém”: exposição de trio (2017), ou ainda “O encontro de Tong Nam” (2011).

Mulheres | Pedido reforço de penalizações sobre maus tratos

Depois da denúncia de um caso em que um jovem de 30 anos é suspeito de bater nos gatos da namorada, eis que a Associação Geral das Mulheres vem defender o reforço das penalizações contra aqueles que praticam crueldade contra animais, ao abrigo da lei da protecção dos animais

 

A Associação Geral das Mulheres emitiu ontem um comunicado onde defende o reforço das penalizações contra quem comete actos de crueldade ou maus tratos contra animais, tendo em conta a legislação em vigor. Esta posição surge depois de ter sido noticiado o caso de um homem de 30 anos que entrou em casa da namorada sem avisar e bateu em dois gatos com o cabo de uma vassoura e um leque, por os animais estarem no seu espaço.

Quando a mulher se apercebeu do sucedido, graças às gravações das câmaras de videovigilância, pediu conselhos on-line de como deveria agir. O caso deu entrada na polícia e o suspeito foi detido.

Assim, a associação entende que o Governo deve rever e melhorar o conteúdo da lei da protecção dos animais, sobretudo no que diz respeito às penalizações a aplicar a agressões. No mesmo comunicado, a vogal da direcção da associação, Choi Pou Man, condenou o acto abusivo do homem, tendo elogiado o comportamento da namorada, que pediu ajuda e não encobriu o comportamento do homem.

A vogal citou a lei de protecção dos animais, que refere que “quem, com a intenção de infligir dor e sofrimento a animal, o tratar por meios cruéis ou violentos ou por meio de tortura, que resultem em mutilações graves, perda de órgãos importantes ou morte, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com multa até 120 dias”.

Para Choi Pou Man, esta lei “entrou em vigor há nove anos e o Governo tem ajudado a elevar a consciência social em relação à protecção animal através de acções de promoção e divulgação, e o abandono de animais diminuiu de forma significativa”. Porém, destacou, “ainda é frequente a ocorrência de maus tratos a animais, o que demonstra que as acções de divulgação, a forma de actuação e o pendor dissuasor e punitivo desta lei ainda precisam de ser reforçados”.

Sinal de civilização

No mesmo comunicado, é referido que a protecção dos direitos dos animais é um dos indicadores de civilização social, tendo Choi Pou Man sugerido uma melhor cooperação por parte das autoridades competentes, associações e demais grupos comunitários na defesa e protecção dos animais.

A responsável, que também é candidata a um lugar de deputada na Assembleia Legislativa (AL), entende que deveria haver um mecanismo de investigação e de denúncia mais eficiente para garantir que os casos de maus tratos a animais são tratados no tempo certo e de forma justa.

No que diz respeito a acções de sensibilização, Chan Pou Man defende mais iniciativas educacionais, actividades comunitárias e também mais mensagens nos meios de comunicação social, a fim de aumentar a consciência social em prol da importância dos cuidados a animais.

Turismo | Associação Comercial quer mais viagens a ilhas em Zhuhai

Lam Ieng Pui, vogal da Comissão de Estudos Estratégicos da Associação Comercial de Macau, defendeu que devem ser criadas medidas de promoção de viagens turísticas entre Macau e as ilhas de Guishan e Wailingding, em Zhuhai.

Esta posição surge num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun, onde o responsável sugere a criação de uma rota marítima entre o Porto Interior, em Macau, e a Ilha de Guishan, sendo uma possibilidade de enriquecimento da política de itinerários turísticos “multi-destinos” entre Macau e Hengqin.

Lam Ieng Pui explicou que em Macau está a ser feito um trabalho de revitalização dos bairros comunitários que dispõem de diversos recursos em zonas como o Porto Interior, a Avenida de Almeida Ribeiro, Rua da Felicidade e as pontes-cais n.º 23 e 25, que estão a ser revitalizadas com o apoio das operadoras de jogo. Lam Ieng Pui defende ainda que a ilha de Guishan possui bonitas paisagens e a possibilidade de prática de desportos aquáticos, pelo que se pode estabelecer um percurso turístico entre Macau e Guishan.

Além disso, este dirigente associativo sugeriu que Macau e Zhuhai podem criar medidas de incentivo que misturem turismo com outras áreas, como espectáculos ou actividades desportivas, podendo ser criados pacotes turísticos que incluam, por exemplo, concertos, provas do Grande Prémio de Macau e actividades de lazer na ilha de Guishan. Outro tipo de pacotes, poderia incluir competições de pesca na Grande Baía, corridas de ciclismo na ilha ou ainda passeios de vela.

Saúde | Infecções gastrointestinais triplicam em Julho

No passado mês de Julho, os casos de norovírus mais que triplicaram em relação a Junho, registando uma subida anual de 44 por cento para 13 casos afectados por problemas do tracto gastrointestinal. Em sentido contrário, as infecções por gripe desceram mais de um terço de entre Junho e Julho

 

Estão de volta as doenças típicas do Verão, como os enterovírus que causam síndrome mão-pé-boca, enquanto doenças como a gripe e a escarlatina passam a afectar menos pessoas. Os números relativos às patologias mais frequentes no passado mês de Julho foram revelados ontem pelos Serviços de Saúde (SS) nos dados estatísticos de doenças de declaração obrigatória.

As autoridades destacam o aumento das infecções por norovírus, apesar de apenas terem sido notificadas de 13 casos em Julho. No entanto, este total reflecte um aumento de 44,4 por cento face ao mês anterior e 220% em relação a Julho de 2024.

A infecção por norovírus é uma doença transmissível do tracto gastrointestinal transmitida principalmente pelo consumo de alimentos ou água contaminados, pelo contacto com vómitos ou excrementos dos doentes ou materiais contaminados. A transmissão pode também ocorrer através de gotículas de saliva no ar. O norovírus é o principal agente patogénico da gastrenterite não bacteriana e pode causar surtos de gastrenterite em lares de idosos e escolas. Os SS indicam que esta patologia tem maior incidência no Inverno.

No mês em análise, as autoridades registaram um total de 1.158 casos de doenças de declaração obrigatória através de informações cedidas por instituições médicas públicas ou privadas, médicos que efectuem o primeiro diagnóstico ou certificado de óbito, assim como técnicos de diagnóstico laboratorial. Actualmente, a legislação exige declaração obrigatória de 45 doenças transmissíveis.

Como é habitual, a gripe é responsável pela larga maioria dos casos de doenças de declaração obrigatória, apesar do declínio no Verão. Em Julho deste ano, foram declaradas 831 infecções, menos 34,1 por cento face ao mês anterior e uma ligeira diminuição de 1 por cento face a Julho de 2024.

Escola da vida

A patologia que ocupa o segundo lugar no pódio é a infecção por enterovírus (184 casos), uma doença que “ocorre durante o ano inteiro, a nível mundial, mas é no Verão que tem maior incidência”, notam os SS. Apesar deste tipo de infecções ter aumentado a nível anual 20,3 por cento, desceu significativamente (66,7 por cento) dos 552 casos registados em Junho.

A diminuição mensal destas infecções pode estar relacionada com as férias escolares, uma vez que ocorrem “na maioria dos casos em crianças com idade inferior a 5 anos”. Os SS acrescentam que os surtos de enterovírus, em particular que resultam em síndrome mão-pé-boca, são consequência frequentemente do contacto próximo das crianças nas creches e jardins-de-infância.

Além da síndrome de mão-pé-boca, estes vírus podem provocar também herpangina e nos casos mais graves miocardite e meningite asséptica.

A escarlatina é outra doença que infecta principalmente crianças, entre os 2 e 8 anos, e que é mais activa durante o período escolar, ou na Primavera e Inverno. Em Julho, as autoridades deram conta de 27 casos de escarlatina, o que representou uma diminuição de 69,3 por cento em relação aos 88 casos registados em Julho do ano passado, e de 53,4 por cento em relação aos 58 casos de Junho deste ano.

Plástico | Proibida importação de novos produtos

Cotonetes de plástico, varas para balões e bastões insufláveis. Todos estes produtos de plástico deixam de poder ser importados a partir do dia 1 de Janeiro do próximo ano. Trata-se de uma intenção governativa que já tinha sido anunciada no passado mês de Junho

 

A partir do dia 1 de Janeiro de 2026, vai ser proibido importar para Macau cotonetes de plástico, à excepção das zaragatoas usadas para testes de despistagem da covid-19, varas para balões de plástico descartáveis ou bastões insufláveis de plástico descartáveis. Esta medida foi ontem anunciada em despacho assinado pelo Chefe do Executivo e publicado em Boletim Oficial e está relacionada com a lei do comércio externo.

A medida de proibir mais três produtos de plástico junta-se a outras proibições anteriores e já tinha sido prometida pelo director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Ip Kuong Lam, em Junho. Num evento público, o responsável declarou que todos os anos são importados para Macau 2,4 milhões de pacotes de cotonetes com haste de plástico, 100 mil varetas de plástico para balões e 500 mil bastões insufláveis, segundo noticiou o Canal Macau da TDM.

A DSPA tem promovido gradualmente a redução do uso do plástico e, sobretudo, a importação de produtos com este material. Desde o ano passado que não é possível importar para a RAEM pratos e copos descartáveis de plástico, tendo o Executivo dito nessa altura que essa proibição foi feita tendo em conta “uma análise extensiva à situação real em Macau” e de ter sido estudada a “situação das regiões” mais próximas.

Nessa altura, foi também proibida a importação de “bandejas descartáveis de esferovite para produtos alimentares”, além de que desde 2022 é proibida a importação de palhinhas descartáveis de plástico não-biodegradável e de misturadores de plástico, ou seja, os “pauzinhos” utilizado para mexer as bebidas.

Menos importações

O combate ao plástico não é, portanto, de agora e tem sido, aliás, alvo de diversas campanhas da sociedade civil e de associações em prol da sua redução. Em 2019, o Governo iniciou a política de cobrança de uma pataca por cada saco de plástico usado. Dados oficiais, divulgados em Setembro de 2023 por Ip Kuong Lam, referem que as proibições decretadas em 2022 e 2023 resultaram na redução anual do uso de 23 milhões de recipientes e embalagens de esferovite, redução de 40 milhões de talheres de plástico e menos 300 mil copos de plástico.

Em declarações ao HM, em Setembro de 2023, o académico David Gonçalves, biólogo e director do Instituto de Ciências e Ambiente da Universidade de São José (USJ), afirmou que a proibição de importação de produtos de plástico constituía “um bom primeiro passo, alinhado com medidas que têm vindo a ser tomadas um pouco por todo o mundo”.

David Gonçalves deixou, porém, o alerta sobre a necessidade de novas e mais soluções para se reduzir o plástico no território. “Este é um problema sério que precisa de uma abordagem a vários níveis. Creio que a solução terá de ser sempre multivariada, incluindo uma aposta na redução do consumo de plástico, uma economia circular, a substituição por alternativas ambientalmente mais adequadas, nomeadamente bioplásticos, a melhoria do sistema de reciclagem e o tratamento dos resíduos finais”, declarou.

Emprego | Leong Sun Iok pede o lançamento de um portal informativo

A associação Choi In Tong Sam realizou no domingo um fórum sobre o desenvolvimento juvenil, em que os participantes deram opiniões sobre os problemas que afectam o mercado de trabalho e o acesso à habitação.

Segundo um comunicado do organismo, o deputado Leong Sun Iok, que preside à associação, sugeriu que o Governo crie um portal de internet para apoiar ao emprego de jovens através da partilha de informações sobre vagas disponíveis e formação profissional.

Sublinhando uma das mais repetidas bandeiras políticas na RAEM, Leong Sun Iok voltou a pedir o reforço do controlo de trabalhadores não-residentes e que as empresas de grande dimensão devem ter maior proporção de residentes locais e reservar os empregos com melhor margem de progressão de carreira para residentes.

Por seu turno, a membro do Conselho de Juventude, Cheng Ka Man, sugeriu que o Governo melhore as políticas de habitação pública, estudando a possibilidade de permitir candidaturas simultâneas para apartamentos do tipo T1 e T2. A responsável considera que a medida poderia apoiar as famílias mais jovens.

Zheng Xincong realça papel de Macau na Guerra de Resistência

Na cerimónia de inauguração da “Exposição Temática pela Libertação Nacional e pela Paz Mundial-Comemoração do 80.º Aniversário da Vitória da Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e da Guerra Mundial contra o Fascismo”, Zheng Xincong argumentou que “a história é o melhor livro didático e também a melhor alerta”.

O subdirector do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado e director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau começou por sublinhar que os comunistas chineses se destacaram “como os defensores e praticantes mais firmes do espírito patriótico” durante a guerra contra os invasores japoneses. “As suas propostas políticas, determinação firme e acções exemplares, tornaram-se o núcleo forte que lidera o povo chinês na luta pela independência nacional e libertação do povo”, acrescentou o líder do Gabinete de Ligação.

Zheng Xincong destacou “a decisão importante tomada este ano pelo Comité Central do Partido Comunista Chinês de realizar grandiosas actividades comemorativas” e “recordar a história, homenagear os heróis falecidos, promover o grandioso espírito patriótico e o grandioso espírito da Guerra de Resistência”. O político apontou que o conflito pode servir para “reunir poderosas forças para avançar com a construção de um país forte e a grande revitalização da nação através da modernização chinesa”. A posição de Macau, “embora pequeno” em termos geográficos, foi também vincada por “nunca estar ausente”.

Do passado ao futuro

“Os amplos compatriotas de Macau empenharam-se com todo o coração na salvação nacional, seja indo decididamente para a frente de batalha para combater corajosamente e obter feitos meritórios, seja dedicando-se ao auxílio de refugiados e doando activamente fundos e materiais”, lembrou o director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau.

Além de salientar a participação de figuras históricas de Macau na luta contra os japoneses, Zheng Xincong evocou o papel do território no futuro. “Espera-se que todas as comunidades de Macau aprendam profundamente o espírito consagrado nos discursos importantes do Presidente Xi Jinping, herdem e desenvolvam o grande espírito da resistência contra a agressão”, indicou o responsável.

História | Sam Hou Fai inaugura mostra sobre guerra contra o Japão

Foi ontem inaugurada no edifício do Fórum Macau a Exposição do 80.º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascita. O Chefe do Executivo enalteceu o contributo de “compatriotas de Macau” e apelou ao fortalecimento do patriotismo

 

Foi inaugurada ontem a “Exposição do 80.º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascita”, que reúne fotografias que retratam “o árduo percurso de 14 anos do povo chinês pela libertação nacional”. A mostra está patente no edifício do Fórum Macau até 24 de Setembro.

Na cerimónia de inauguração, o Chefe do Executivo enalteceu a “coragem inigualável” e “determinação inabalável” do povo chinês na luta contra a invasão japonesa, assim como dos “povos do mundo” na II Grande Guerra Mundial.

O discurso de Sam Hou Fai teve como foco os contributos dos “compatriotas de Macau” que “desempenharam um papel insubstituível e único”, conscientes de que a “ascensão e queda da nação” dizia respeito a todos. O governante destacou a coragem do General Ye Ting, o músico Xian Xinghai, ambos com espaços na península que comemoram as suas memórias, e os jovens Lin Yao, Liang Jie e Liao Jintao, “que deixaram Macau pelos campos de batalha”. Entre os resistentes homenageados por Sam Hou Fai, destaque para Ke Lin, que dirigiu uma equipa do Hospital Kiang Wu nos cuidados a feridos em combate, e que foi avô da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam.

Além da exposição de fotografia, o Governo da RAEM entregou medalhas comemorativas a residentes familiares de alguns soldados que morreram em batalhas contra os japoneses.

Livro de história

Depois de realçar a “frente unida” que o Partido Comunista da China montou para repelir a agressão nipónica, Sam Hou Fai apontou o papel que Macau desempenhou após a ocupação de Guangzhou e Hong Kong. Pese embora Macau ter sido cercada, “graças à sua posição única e aos esforços de todas as esferas da sociedade, tornou-se porto de abrigo para centenas de milhares de compatriotas e refugiados que chegavam das áreas vizinhas”, afirmou.

A partir daí, Macau “tornou-se um canal importante para romper o bloqueio, recolher e transportar mantimentos, além de ser estação de transbordo para resgatar celebridades culturais e patriotas presos em Hong Kong”.

Como não poderia deixar de ser, o patriotismo fez parte do discurso do Chefe do Executivo da RAEM. Sam Hou Fai salientou que o marco dos 80 anos ainda hoje uma “importante força espiritual”, “na nova jornada de construção de um grande país e de revitalização nacional” e uma via para “fortalecer a crença no patriotismo e no amor a Macau”.

Como tal, o Chefe do Executivo indicou como essencial a missão de “zelar pela defesa do princípio «um país» e aproveitar as vantagens do segundo sistema”.

Ásia | Tailândia e Camboja assinam desminagem da fronteira comum

A Tailândia e o Camboja concordaram em remover as minas ao longo da fronteira que separa os dois países e em proceder à “atribuição clara” de territórios cuja soberania é disputada por Banguecoque e Phnom Penh.

A decisão resulta de uma reunião extraordinária sexta-feira do Comité Regional de Fronteiras (RBC), integrado por ambos os países, revelou ontem o porta-voz do gabinete do primeiro-ministro da Tailândia, Jirayu Huangsap.

Vários incidentes com explosões de minas terrestres em zonas junto à fronteira foram registados recentemente, o mais recente dos quais ocorreu no dia 12 de Agosto, quando um militar tailandês ficou ferido.

Outros dois incidentes, em 16 e 23 de Julho, precederam o confronto armado que eclodiu no dia 24 desse mês entre a Tailândia e o Camboja, que se prolongou por cinco dias e deixou pelo menos 44 mortos, incluindo civis, em vários pontos dos quase 820 quilómetros de fronteira.

Ao acordo para a remoção das minas e “atribuição clara” das zonas fronteiriças disputadas junta-se um pacto para a “desarticulação conjunta” de redes criminosas dedicadas à ciberfraude global, fortemente implantadas ao longo da fronteira dos dois países.

Precisamente, esses locais de ciberfraude, operados por máfias muito poderosas foram apontados pela primeira-ministra suspensa da Tailândia, Paetongtarn Shinawatra, como um dos possíveis gatilhos do confronto armado em que Tailândia e Camboja se envolveram no mês passado.

Paetongtarn afirmou que o conflito poderia estar relacionado com os planos do seu governo para combater esses centros, com grande presença no Camboja e são determinantes para a sua economia.

No dia 28 de julho, Banguecoque e Phnom Penh assinaram na Malásia um cessar-fogo relativo ao confronto armado, embora ambas as partes se tenham depois acusado mutuamente de violar o acordo. A fronteira entre estes países vizinhos foi cartografada pela França em 1907, quando o Camboja era colónia francesa.

OCX | Putin e Modi presentes na cimeira de Tianjin

A China afirmou sábado que o Presidente russo e o primeiro-ministro indiano vão estar presentes na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, rejeitando qualquer confronto entre blocos.

A cimeira, que vai decorrer entre 31 de Agosto e 01 de Setembro, em Tianjin (nordeste), “vai ser a maior” desde a fundação da organização, disse aos jornalistas estrangeiros, em Pequim, o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros chinês, Liu Bin.

Liu disse que “o espírito” da organização tem como base a confiança, o benefício mútuo e o respeito pela diversidade, mantendo todos os valores face a “conceitos ultrapassados”, como o confronto em blocos ou a mentalidade da Guerra Fria.

“No mundo de hoje, as velhas mentalidades de hegemonia e políticas de poder ainda prevalecem. Alguns países tentam colocar os próprios interesses acima dos outros, o que ameaça seriamente a paz e a estabilidade mundiais”, disse.

“Quanto mais complexa e turbulenta se torna a situação internacional, mais os países precisam de reforçar a solidariedade e a cooperação para promover o desenvolvimento comum”, considerou.

Os membros da Organização de Cooperação de Xangai incluem, além da República Popular da China, a Rússia, a Índia, o Paquistão, o Irão, a Bielorrússia, o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão, representando aproximadamente 40 por cento da população mundial.

Embora os países-membros afirmem que a organização não é um bloco militar e procura a protecção de ameaças como o terrorismo, alguns especialistas disseram acreditar que o principal objectivo é servir de “contraponto à Aliança Atlântica”.

No entanto, existem tensões internas dentro do grupo, que inclui países adversários como a Índia e o Paquistão.

Em Junho, a reunião dos ministros da Defesa dos países-membros, realizada na cidade chinesa de Qingdao, terminou sem uma declaração conjunta devido a divergências sobre questões de segurança, particularmente sobre terrorismo. Nova Deli, que recusou assinar o texto final, denunciou que alguns países utilizam o terrorismo como ferramenta política, numa referência velada ao Paquistão.

Outras presenças

Além de Vladimir Putin e Narendra Modi, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês confirmou a presença dos Presidentes da Bielorrússia, do Irão e do Paquistão, entre outros. Liu disse que também foram convidados os líderes de vários países, como Mongólia, Azerbaijão, Arménia, Camboja, Maldivas, Nepal, Turquia, Iraque, Turquemenistão, Indonésia, Laos, Malásia e Vietname.

Liu Bin convocou ainda o secretário-geral da ONU, António Guterres, dirigentes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), da Comunidade de Estados Independentes e do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas.

O Presidente chinês, Xi Jinping, vai liderar reuniões de chefes de Estado e o encontro com os representantes dos países observadores, no qual vão ser abordadas questões ligadas à “segurança regional, o multilateralismo e o desenvolvimento sustentável”.

O encontro vai decorrer antes da realização do desfile militar de 03 de Setembro, em Pequim, em comemoração do 80.º aniversário do final da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, ao qual assistirá Putin.

Jornalistas desprezados

O país continua a arder. As chamas não dão tréguas. Um ex-autarca e candidato a presidente de uma Junta de Freguesia, de 40 anos, estava a tentar combater as chamas e salvar animais na sua aldeia morreu carbonizado. Cinco bombeiros da Covilhã a caminho do combate às chamas viram o carro tombar numa ravina e um dos bombeiros morreu, outro, luta pela vida em estado grave e três estão feridos no hospital. Um operador de máquinas de arrasto com larga experiência morreu quando realizava combate às chamas na zona de Mirandela. Um carro de bombeiros foi engolido pelas chamas e enquanto ardia por completo os soldados da paz conseguiram fugir resultando um bombeiro ferido gravemente.

Milhares de moradores de aldeias e vilas combatem os incêndios à porta das suas casas com baldes e pequenas mangueiras sem qualquer apoio aéreo ou por falta de bombeiros que não são suficientes para atender a todo o lado. Os moradores desabafam paras as televisões que o inferno nunca visto tem como culpados os criminosos incendiários, uns doentes mentais, outros pagos e os governantes que nos últimos anos não levaram a efeito o planeamento que há muito está delineado para reduzir a catástrofe. No funeral do bombeiro da Covilhã que faleceu, o primeiro-ministro foi apupado e gritaram “Vai-te embora! Não mereces estar aqui!”. Portugal não possui nem um avião Canadair para o combate eficiente às chamas. Dezenas de casas arderam e vários hectares de produtos agrícolas desapareceram.

A ministra da Administração Interna, antiga provedora de Justiça, não possui a mínima ideia do que é combater um incêndio e, em princípio, chamou os jornalistas para uma conferência de imprensa. Depois de proclamar umas baboseiras e limitar-se a anunciar que o estado de alerta iria continuar, quando os jornalistas se preparavam para confrontar a ministra com várias perguntas pertinentes, a governante disse: “Vamos embora!”. Absurdo, insolente, revoltante a atitude da ministra ao desprezar os jornalistas. Muitos deles que têm arriscado a vida em reportagem no meio das chamas, obrigados a fugir, dia e noite a comer e dormir sem condições. A atitude da ministra já mereceu o apelo da maioria dos portugueses ao primeiro-ministro para a demitir. Luís Montenegro faz ouvidos de mercador e depois de se pôr a nadar nas ondas do mar algarvio e de realizar a festa do Pontal enquanto o país ardia, as redes sociais foram palco dos maiores insultos ao chefe do Executivo obrigando-o a interromper as férias e a mostrar que estava preocupado com a situação de tragédia no país. O Governo tem sido igualmente criticado por não ter pedido apoio europeu quando o drama estava no auge.

Os incêndios têm sido devastadores. Muitas habitações de uso permanente arderam, os idosos são evacuados para pavilhões desportivos ou para instalações das Juntas de Freguesias. A logística de apoio à alimentação dos bombeiros e dos militares da GNR tem sido muito deficiente. A coordenação entre a Proteção Civil e os bombeiros não existe e o presidente da Liga dos Bombeiros já reivindicou um comando nacional autónomo para os bombeiros combaterem os incêndios. Pensamos que o presidente da Liga dos Bombeiros anda a falar para o boneco.

Na televisão temos assistido aos mais diversos especialistas sobre ordenamento do território, sobre soluções para o planeamento futuro de soluções positivas, sobre o que está errado na floresta portuguesa. E por que razão o Governo não chama esses especialistas e reúne com eles para que em Outubro se iniciassem já acções tendentes a resolver muito do que não está certo e que tem colocado a vida de milhares de portugueses em risco? Seria urgente ouvir essa gente para depois agir em conformidade.

Os bombeiros em número insuficiente estão exaustos. Caem no chão e dormem uns minutos, desidratados e, por vezes, a água não existe. Nas aldeias nem água nem electricidade. As intervenções dos responsáveis pela Proteção Civil nunca registam esses dramas e, muito menos, encontram soluções. É o deixa arder e fé em Deus. Não pode continuar a ser assim. Algo tem de mudar drasticamente, caso contrário, para o próximo ano teremos a mesma cena. O povo está triste, desolado, sem confiança nos políticos e, mais uma vez, quem aproveita disto tudo é a demagogia e o populismo do Chega. Ventura tem cada vez mais boa imprensa e não há um dia que não apareça na televisão a proferir aquilo que os desolados gostam de ouvir. É assim que aumenta o número de votantes. Os democratas vão gozar férias para a praia e nem se apercebem do mal que estão a fazer a eles próprios e aos seus partidos para um futuro a curto prazo quando chegarem mais eleições.

Não se gastam milhões de euros a evitar estas tragédias, mas continua-se a admitir o gasto astronómico de milhares de milhões de euros num aeroporto em Alcochete, quando o aeroporto de Beja podia resolver o problema. De tal forma é assim, que muitas equipas de futebol nas suas deslocações para competições europeias já partem e chegam usando o aeroporto de Beja. E isto, sem existir um pequeno empreendimento que ligasse Beja a Lisboa e vice-versa de TGV. Assistimos a governantes preocupados com os milhões de euros que têm de enviar para a Ucrânia e não há dinheiro para salvar os portugueses.

A revolta do povo atingido pelos incêndios é enorme e perto de Seia-Covilhã ouvimos um desabafo de um morador que diz tudo: “Se apanhasse aqui algum político atirava-o para o meio das chamas!”. A situação é grave, gravíssima e ficamos com a ideia que os responsáveis estão completamente impotentes para resolver o problema.

As cartas abertas ao primeiro-ministro têm sido inúmeras. Tivemos acesso a uma carta escrita pelo cidadão Mário Gonçalves, na qual a dado passo, refere que: “Escrevo-lhe em nome da revolta, da indignação e do mais profundo desprezo pelo espectáculo a que assistimos nos últimos dias. Enquanto o País ardia, enquanto famílias perdiam casas, memórias e vidas, enquanto bombeiros se arrastavam exaustos no terreno a lutar contra as chamas incontroláveis, V. Exa apareceu em público a falar de “esgotamento”. Esgotado de quê, senhor Primeiro-Ministro? De farras, de praia, de inaugurações inúteis e de discursos vazios? Esgotados estão os bombeiros que, com meios insuficientes, dormem no chão, comem quando podem e arriscam a vida diariamente. Esgotadas estão as famílias portuguesas que veem arder aquilo que construíram com o suor de uma vida inteira. Esgotado está um povo que tem de aturar a sua indiferença mascarada de encenação política”.

Japão e Coreia do Sul querem enfrentar juntos mudanças comerciais e de segurança

Os líderes do Japão e da Coreia do Sul concordaram ontem em estreitar a cooperação para enfrentar as rápidas mudanças em curso em matéria comercial e de segurança, que preocupam os dois países asiáticos.

O objectivo foi definido em Tóquio durante uma cimeira entre o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, que efectua a primeira viagem ao estrangeiro desde que assumiu funções em Junho.

Ishiba e Lee prometeram ampliar a colaboração em diversas áreas, enquanto se esforçam para minimizar os atritos causados pelas disputas históricas, sobretudo pela ocupação japonesa da Coreia entre 1910 e 1945.

“Dado que a ordem internacional em matéria de comércio e segurança é volátil, acredito que a República da Coreia [nome oficial da Coreia do Sul] e o Japão, que partilham posições semelhantes em termos de valores, ordem e ideologia, devem fortalecer a cooperação mais do que nunca”, declarou Lee.

Ishiba disse ser necessário haver coerência política, mesmo quando persistem “questões difíceis” entre os dois países.

Defendeu também a importância de estreitar a cooperação com os Estados Unidos, o aliado comum numa região onde a China procura hegemonia. “A paz e a estabilidade não chegarão a menos que façamos esforços activos, e isso é ainda mais importante numa época tão turbulenta”, afirmou Ishiba, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Ambos reafirmaram o compromisso assumido por administrações anteriores de alcançar a desnuclearização completa da Coreia do Norte. Defenderam igualmente a necessidade de cooperar para enfrentar as incertezas comerciais, numa referência velada à actual política tarifária agressiva de Washington.

Agenda preenchida

As conversações entre Ishiba e Lee duraram cerca de duas horas, e começaram com um encontro restrito no Kantei, a sede do governo japonês, seguido por uma reunião alargada e uma conferência de imprensa conjunta.

Ishiba congratulou-se com a decisão de Ishiba de visitar o Japão antes de viajar para os Estados Unidos, onde se reunirá com o Presidente Donald Trump, em Washington, no domingo.

“É extremamente encorajador que a sua primeira visita ao Japão desde que assumiu o cargo ocorra num ambiente estratégico tão complexo”, declarou.

Os dois líderes concordaram em desenvolver as relações bilaterais à luz dos princípios da normalização das relações diplomáticas entre o Japão e a Coreia do Sul em 1965, e criar um órgão conjunto para lidar com questões comuns.

Entre eles, referiram a revitalização regional, a diminuição da natalidade, o envelhecimento e o declínio da população, a agricultura, a prevenção de desastres e a promoção de novas energias alternativas, como o hidrogénio e o amoníaco, e tecnologias como a inteligência artificial.

Concordaram também em alargar um programa de vistos que permite trabalhar durante estadas temporárias para financiar a viagem, de forma a intensificar o intercâmbio de pessoas entre os países.

Ishiba e Lee planeiam publicar por escrito os resultados da cimeira, a primeira declaração conjunta deste tipo entre um primeiro-ministro japonês e um presidente sul-coreano em 17 anos. O encontro de ontem foi o segundo entre Ishiba e Lee, que se reuniram em Junho no Canadá, à margem da cimeira do G7, para a qual a Coreia do Sul foi convidada.

Lee vai reunir-se com Trump numa altura em que persistem as dúvidas sobre o novo pacto tarifário bilateral, sobre o qual ambos os governos divulgaram mensagens contraditórias, e o rumo da estratégia em relação à Coreia do Norte.

Taiwan | China diz que “separatismo” está “condenado ao fracasso”

A tentativa fracassada de destituir sete deputados da oposição de Taiwan demonstra que o “separatismo” favorável à “independência” da ilha “vai contra a vontade do povo e está condenado ao fracasso”, afirmou ontem o Governo Chinês.

Centenas de milhares de taiwaneses foram às urnas no sábado para votar a destituição de sete deputados do Kuomintang (KMT), o principal partido da oposição de Taiwan, no âmbito da segunda volta de um referendo revogatório realizada no território.

De acordo com dados da Comissão Eleitoral Central, nenhuma das sete propostas de destituição atingiu o limite mínimo de 25 por cento dos votos favoráveis no respectivo distrito, nem conseguiu reunir mais votos positivos do que negativos.

A votação fazia parte da segunda volta de um referendo destinado a destituir 31 dos 39 legisladores do KMT eleitos por voto directo em Janeiro de 2024.

Na primeira volta, realizada em 26 de Julho, nenhuma das 24 iniciativas de destituição prosperou, o que representou um duro revés para o Partido Democrático Progressista (PDP) no poder, que procurava recuperar o controlo de um Parlamento dominado pelo KMT e pelo minoritário Partido Popular de Taiwan (PPT).

“Depois da primeira volta da votação, em 26 de Julho, o povo de Taiwan voltou a dizer ‘não’ à maliciosa farsa política do PDP”, declarou ontem o porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Executivo chinês, Zhu Fenglian, em declarações recolhidas pela agência Xinhua.

Bloomberg | Jornalista forçada a sair de Hong Kong

Uma jornalista que trabalha em Hong Kong para a agência norte-americana de notícias Bloomberg News anunciou sábado que terá de deixar o território chinês, depois das autoridades terem recusado renovar o seu visto.

“Ao fim de seis anos a cobrir Hong Kong, e grávida de oito meses, estou muito triste por deixar os meus colegas, os meus amigos e o lugar que considerava o meu lar”, escreveu Rebecca Choong Wilkins, responsável pela cobertura da política e economia asiáticas na agência de notícias especializada em economia.

Contactados pela AFP, os serviços de imigração de Hong Kong responderam que não comentam casos individuais, acrescentando que “agem em conformidade com as leis e políticas em vigor”.

A Bloomberg, através de um porta-voz, declarou não querer “comentar em detalhe a situação”, garantindo, no entanto, “apoiar totalmente” a jornalista e estar a “trabalhar pelas vias adequadas para tentar resolver o problema”.

O clube da imprensa estrangeira de Hong Kong denunciou o que considerou uma decisão injustificada das autoridades, que, segundo a organização, “reforça as preocupações generalizadas sobre a erosão da liberdade de imprensa” na antiga colónia britânica.

Terras raras | Pequim reforça controlo da produção e exportação

O Governo indicou novas regras para a extracção, fundição e separação de terras raras com vista a garantir a correcta utilização dos minerais preciosos

 

A China, principal fornecedora mundial de terras raras, emitiu um conjunto de normas “provisórias” para reforçar o controlo sobre a sua extracção, fundição e separação, num contexto de tensões pelo fornecimento dos minerais estratégicos, informou a agência Xinhua.

As regulamentações, divulgadas na última sexta-feira, foram impulsionadas em conjunto pelo ministério chinês da Indústria e Tecnologia da Informação, pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pelo Ministério de Recursos Naturais, especificou a agência oficial.

Ao abrigo do novo quadro normativo, as autoridades fixarão “quotas anuais” para a extracção, fundição e separação de terras raras, que serão posteriormente atribuídas às empresas correspondentes, tendo em conta factores como o “desenvolvimento económico”, reservas nacionais destes minerais e a “procura do mercado”.

As empresas deverão realizar as actividades de extracção, fundição e separação “dentro dos limites das quotas aprovadas” e “cumprir rigorosamente” as leis e regulamentos administrativos, indicou a Xinhua.

As novas regras também estabelecem que os produtores de terras raras devem manter “registos precisos” dos fluxos de produtos e carregar os dados num sistema de informação de rastreamento desses minerais.

Em declarações recolhidas pelo jornal Global Times, Zhou Mi, investigador principal da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Económica, assinalou que o sistema de rastreamento garante que os recursos “não sejam utilizados em áreas que possam ameaçar a segurança nacional”.

“Por outras palavras, enquanto o seu uso for seguro e cumprir as normas, a exportação e o comércio de produtos de terras raras não serão prejudicados”, afirmou o especialista.

Rica natureza

Os elementos raros são um conjunto de dezassete elementos químicos que geralmente se encontram unidos na natureza: o escândio, o ítrio e os quinze elementos do grupo dos lantânidos (lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, túlio, itérbio e lutécio).

Estes recursos, presentes em produtos como ‘chips’ de inteligência artificial, veículos eléctricos ou mísseis teleguiados, estão no centro da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, cujo governo intensificou as restrições à exportação em Abril, alegando motivos de segurança nacional.

O gigante asiático possui 49 por cento das terras raras do planeta — cerca de 44 milhões de toneladas — e controla mais de 70 por cento da produção mundial, sobretudo através da exploração de jazidas importantes em Myanmar (antiga Birmânia) e quase 90 por cento do seu processamento.

Orquestra chinesa | Nova temporada abre com “Brilho do Oriente”

A Orquestra Chinesa de Macau está prestes a começar uma nova temporada de espectáculos e é nesse contexto que o espectáculo “Brilho do Oriente” acontece este sábado, dia 30, marcando o arranque de uma nova temporada de sonoridades diversas e música internacional. Destaque para a estreia da suíte sinfónica da música tradicional chinesa que tem o mesmo nome do concerto

 

Já é conhecido o primeiro espectáculo que dá o mote a uma nova temporada protagonizada pela Orquestra Chinesa de Macau (OCM) e demais convidados para 2025/2026. Trata-se de “Brilho do Oriente”, nome da Suíte Sinfónica de Música Tradicional Chinesa que fará a sua estreia neste espectáculo que acontece sábado, dia 30, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM), a partir das 20h.

Esta “Suíte Sinfónica” foi composta por conjunto por compositores da China, Japão e Coreia do Sul, numa criação que, segundo o Instituto Cultural (IC), celebra “a integração cultural e a sinergia artística dos três países no âmbito do programa da ‘Cidade de Cultura da Ásia Oriental 2025′”.

O espectáculo conta com Zhang Lie como director musical e maestro principal, seguindo-se, além de “Brilho do Oriente”, uma “selecção de obras encomendadas e peças clássicas de inspiração regional”.

Coube à OCM convidar “o conceituado compositor chinês Zhao Lin, o jovem compositor Luo Maishuo, o mestre de música japonês Kaoru Wada e o compositor coreano de música tradicional Park Bum-hoon para colaborarem na criação da Suíte Sinfónica de Música Tradicional Chinesa” que dá nome ao espectáculo. O público poderá ver uma interpretação por 12 músicos dos três países, “que irão tocar instrumentos musicais tradicionais como o pipa e o zhongruan chineses, o shakuhachi e o shamisen japoneses, e o haegeum e o gayageum coreanos, revelando de forma vívida as características étnicas e a essência musical das três culturas, prometendo uma actuação única e envolvente”, descreve o IC.

Mais uma encomenda

Além das sonoridades acima mencionadas, o público pode também contar com uma interpretação, por parte da OCM, da composição “Noite de Macau”, uma obra encomendada ao compositor galardoado com a Medalha Cultural de Singapura, Eric Watson, bem como outras peças regionais de destaque, com vista a partilhar com o público a vibrante identidade cultural de Macau através da música. Os bilhetes já estão à venda para este espectáculo, variando os preços entre 120 e 380 patacas.

A OCM tem diversos músicos que dominam a arte de alguns instrumentos musicais tradicionais chineses, como é o caso do Erhu, Gaohu ou Zhonghu.

O director musical e maestro principal, Zhang Lie, desempenha os mesmos papéis na Orquestra Chinesa de Nanjing e na Orquestra Chinesa de Henan. É um renomado maestro chinês, vice-presidente do Comité Profissional de Regência da China e maestro de nível nacional, tendo sido reconhecido como “Artista de Destaque” pelo Ministério da Cultura da China.

Anteriormente, foi maestro permanente da Orquestra Sinfónica da Rádio e do Filme da China e da Orquestra Nacional da Rádio, além de Director Musical e Maestro Principal da Orquestra Nacional de Zhejiang, Orquestra Chinesa de Guangdong e Orquestra Nacional da Rádio e da Televisão de Shaanxi.

Fai Chi Kei | Nova passagem pedonal inaugurada amanhã

Será inaugurada amanhã, a partir das 10h, a nova travessia pedonal junto à Avenida Marginal do Patane, nas imediações da Doca do Lam Mau e bairro do Fai Chi Kei. Segundo uma nota da Direcção dos Serviços de Obras Públicas e da Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego, trata-se de uma obra que terminou mais cedo. “Para a primeira fase da obra referente à travessia pedonal da Avenida Marginal do Patane, e que teve início em Junho do ano passado, foi realizada a recepção provisória em meados de Agosto, verificando-se que, em comparação com a data de conclusão prevista no contrato, a obra foi concluída com a antecipação de cerca de um mês”.

Após a entrada em funcionamento desta passagem superior para peões, serão eliminadas as passadeiras existentes junto aos edifícios Trust Leisure Garden, Van Sion Son Chun e Edifício Industrial da Ásia, sendo instaladas vedações “para reforçar a circulação dos peões em separado dos veículos”. O Governo refere também que esta passagem para peões está equipa com elevadores, pretendendo-se que “a travessia pedonal da Doca de Lam Mau se transforme num sistema pedonal contínuo”.

Na mesma nota, as duas direcções de serviços explicam que “está a ser acelerada a obra de construção de um conjunto de passagem superior para peões situado entre a Rua Norte do Patane e a Rua do Comandante João Belo”, sendo que “a obra de fundações, por estacas, dos acessos da passagem superior para peões, terá início em Setembro e a sua conclusão está prevista para o segundo semestre de 2026”.

Além disso, foi “alargado o passeio do lado da porta de entrada da Escola de Santa Madalena”, tendo sido criada “uma zona provisória de carga e descarga de passageiros e de mercadorias no troço da Rua do Comandante João Belo, junto ao Edifício Wang Hoi”.

Turismo | Mais de 22,6 milhões de turistas até Julho

Nos primeiros sete meses do ano, mais de 22,6 milhões de turistas visitaram Macau, quase mais 15 por cento em termos anuais, marca que pode representar um retorno aos tempos antes da pandemia. Só em Julho, entraram em Macau mais de 3,4 milhões de turistas, a larga maioria excursionistas chineses

 

Entre o início deste ano e o fim de Julho entraram em Macau 22.676.906 turistas, total que significa um aumento de 14,9 por cento face ao mesmo período do ano passado, impulsionado em grande parte pela subida do mercado excursionista vindo do Interior da China.

A fasquia ultrapassa metade da previsão da directora dos Serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes, de um total entre 38 e 39 milhões de entradas no fim de 2025, quando ainda falta o período tradicional de época alta relativos aos feriados nacionais de Outubro. Seguindo este ritmo de entradas, 2025 pode fechar com números semelhantes ao período pré-pandémico. Recorde-se que em 2019, Macau foi destino escolhido por cerca de 39,4 milhões de turistas.

Segundo dados revelados na sexta-feira pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), dos cerca de 22,7 milhões de visitantes, número de entradas de excursionistas foi de quase 13,2 milhões, enquanto os turistas individuais totalizaram 9,5 milhões, representando aumentos anuais de 25,5 e 2,8 por cento, respectivamente

Apesar do aumento de pessoas a visitar Macau, a sua estadia no território diminuiu 0,1 dias para 1,1 dias, em relação aos primeiros sete meses de 2024. A DSEC explica a descida com o “aumento da proporção de excursionistas em relação ao total de visitantes”, uma vez que o período médio de permanência dos excursionistas (0,2 dias) e o dos turistas (2,3 dias) se mantiveram.

Bons vizinhos

No mês passado, mais de 3,4 milhões de visitantes entraram em Macau. O registo mensal de Julho foi o mais elevado desde Janeiro, quando o território foi visitado por 3,65 milhões de turistas. Mas dos 3.458.366 visitantes que se deslocaram ao território, mais de metade (1.980.732) eram excursionistas, o que representa um aumento de 24,1 por cento face ao mesmo mês do ano anterior, refere-se na nota da DSEC. O número de turistas (1.477.634) também aumentou 3,7 por cento, em termos anuais.

A maioria dos visitantes (2.563.212) era proveniente do Interior da China – mais 17,4 por cento -, sendo que 625.343 chegaram de Hong Kong e 92.037 de Taiwan, uma subida homóloga de 6,2 e 21,4 por cento, respectivamente.

O número de visitantes vindos das nove cidades do Delta do Rio das Pérolas da Grande Baía foi de 1.225.642, mais 23 por cento, face a Julho de 2024, graças ao aumento de 56,8 por cento dos visitantes provenientes de Zhuhai.

No que diz respeito aos visitantes internacionais (177.774), refere ainda a DSEC, o aumento registado foi de 2,8 por cento. Neste capítulo, destaque para os turistas vindos da Tailândia que subiram 48,9 por cento, para um total de 12.352, face a Julho do ano passado.

Comércio | Vendas com quebra anual 11,4% no primeiro semestre

Na primeira metade deste ano, o índice médio do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho registou uma queda homóloga de 11,4 por cento, revelou na sexta-feira a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Neste capítulo, o sector da joalharia e relojoaria registou uma descida do volume de vendas de 26,5 por cento, enquanto as farmácias e o comércio de automóveis aumentaram as vendas 4,9 e 3 por cento, respectivamente.

A DSEC indica também que no primeiro semestre deste ano o volume de negócios do comércio a retalho fixou-se em 33,55 mil milhões de patacas, menos 9 por cento em relação ao último semestre de 2024.

Em termos trimestrais, o volume de negócios do comércio a retalho “cifrou-se em 15,97 mil milhões de patacas, decrescendo 1,4 por cento, em termos anuais, este decréscimo estreitou-se significativamente face ao do primeiro trimestre do corrente ano (-15 por cento)”.

A DSEC destaca que o volume de negócios de artigos de couro e o de produtos cosméticos e de higiene baixaram 15,8 e 14,3 por cento, respectivamente, porém, o de farmácias subiu 4,5 por cento, e a venda de automóveis cresceu 3,6 por cento.

Depois de eliminados os factores que influenciam os preços, o índice do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho registou no trimestre de referência uma diminuição homóloga de 2,4 por cento.

Malparado | Dívidas das PME sobem para valor mais alto desde 2008

O crédito malparado das pequenas e médias empresas de Macau subiu na primeira metade do ano para 7,6 por cento, o valor mais elevado desde 2008, quando a RAEM enfrentava o impacto da crise financeira internacional. Porém, no mesmo período foram aprovados mais créditos, com menos garantias exigidas

 

Nos primeiros seis meses deste ano, o balanço relativo aos empréstimos em dívida não pagos por pequenas e médias empresas (PME) atingiu um nível de 5,6 mil milhões de patacas, revelou a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) na sexta-feira. A autoridade acrescenta que o aumento de 7,6 por cento do crédito malparado no primeiro semestre de 2025 se ficou a dever, “principalmente, à queda do balanço dos empréstimos em dívida concedidos às PME”.

A proporção do crédito malparado na primeira metade de 2025 registou um aumento de 1,4 pontos percentuais, face aos 6,2 por cento do primeiro semestre de 2024, ou um aumento anual de 700 milhões de patacas de crédito por pagar.

A AMCM aconselhou o sector bancário a encetar negociações com as PME para criar “planos de reembolso flexíveis, sob o princípio da gestão prudente de riscos e de acordo com as suas próprias políticas de crédito, continuando a fornecer apoio de crédito aos clientes com dificuldades de liquidez”.

O nível do crédito malparado registado na primeira metade deste ano atingiu o valor absoluto mais elevado desde 2028, quando a RAEM sentia o impacto da crise financeira mundial.

Morte a crédito

Apesar dos níveis históricos do rácio das dívidas por pagar, na primeira metade de 2025 houve um aumento considerável dos créditos aprovados a PME, face ao semestre anterior, mais 47,7 por cento para um total de 4,9 mil milhões de patacas.

Ao mesmo tempo que os créditos aprovados aumentaram, as exigências para aprovação seguiram na direcção oposta. “O rácio de garantia (o que indica a proporção de limite de crédito com activos corpóreos prometidos) situou-se em 62,2 por cento, correspondendo a um decréscimo de 14,5 pontos percentuais (pp) quando comparado com os últimos dados”, revelou a AMCM.

Outra tendência contraditória revelada pelos dados da AMCM diz respeito ao balanço dos empréstimos às PME, que, apesar do aumento dos créditos aprovados, desceu no primeiro semestre deste ano 4,7 por cento para um total de 743,5 mil milhões de patacas, face ao último semestre de 2024.

Quando a análise é feita segundo o uso económico, constatou-se que os empréstimos concedidos ao sector em “transportes, armazenagem e comunicações” aumentaram 14,1 por cento, enquanto que aos sectores em “comércio por grosso e a retalho” e “construção” registaram decréscimos de 9,9 e 2,8 por cento, respectivamente.

Consumo | Nova ronda do Grande Prémio em Setembro

Na próxima semana arranca mais um Grande Prémio do Consumo, que até ao final de Novembro irá sortear descontos no comércio local. O orçamento desta edição subiu quase 65 por cento e traz duas novidades: o aumento do desconto directo para idosos, que passa a 500 patacas e o cartão de cuidados sociais

 

O Governo e a Associação Comercial de Macau apresentaram na sexta-feira mais uma edição do Grande Prémio do Consumo, que começa no dia 1 de Setembro (segunda-feira da próxima semana) e termina no dia 30 de Novembro.

A nova ronda de descontos irá seguir os mesmos moldes da edição anterior, mas o orçamento será maior, totalizando 485 milhões de patacas em benefícios de consumo atribuídos ao longo das 13 semanas da iniciativa, mais 64,4 por cento, ou 190 milhões de patacas, em relação à edição que decorreu entre Março e Maio deste ano.

Porém, a nova edição do Grande Prémio do Consumo terá duas novidades. A primeira é o aumento do valor do “desconto imediato para idosos” para 500 patacas, em relação às 300 patacas da edição anterior, que inaugurou o apoio directo a idosos A segunda novidade, é a criação do um “Cartão de Cuidados Sociais” com 500 patacas em benefícios de desconto imediato aos titulares do Cartão de Registo de Avaliação da Deficiência.

Em relação ao Cartão Macau Pass para Idosos, os utentes podem usar o cartão da edição anterior da iniciativa, bastando para tal fazer o carregamento de 500 patacas nos mais de 100 postos de serviços espalhados por Macau.

Se precisarem de um novo cartão, podem solicitá-lo até 18 de Novembro nos centros de acção social da Zona Centro – Sul (Patane), da Zona Norte (Tamagnini Barbosa), Zona Noroeste (Ilha Verde), Taipa e Coloane (na Avenida da Harmonia e Rua do Regedor), e no Centro de Avaliação Geral de Reabilitação.

O Cartão de Cuidados Sociais pode ser levantado em instituições e centros coordenados pelo Instituto de Acção Social. O Governo salienta, no entanto que “não é possível usufruir das duas modalidades de benefício em simultâneo”.

A rua falou

De resto, a nova edição do Grande Prémio do Consumo irá manter os mesmos moldes. Durante a semana, os utentes de aplicações móveis de pagamento por código QR colaboradoras com a iniciativa têm três sorteios para ganhar cupões de descontos quando gastarem mais de 50 patacas numa transacção. Por cada aplicação móvel, o utente tem direito a três sorteios por semana. Os cupões de descontos vão manter-se entre 10 patacas e 200 patacas que têm de ser gastas em compras “igual ou superior ao triplo do valor nominal do cupão”. Ou seja, um cupão de 10 patacas só pode ser gasto numa compra de, pelo menos, 30 patacas.

Além disso, todas as semanas realiza-se um sorteio para quem usou as aplicações móveis que irá atribuir três prémios de 8.000 patacas.

Durante a apresentação da nova edição da medida de apoio ao consumo e ao comércio o director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), Yau Yun Wah, referiu que a edição anterior do Grande Prémio do Consumo “obteve êxitos notáveis” e “produziu um efeito positivo no estímulo ao consumo local”.

O responsável mencionou também que o Chefe do Executivo quando ouviu “opiniões da sociedade, numerosas pequenas e médias empresas expressaram o desejo de que o Governo” continuasse o “apoio à economia comunitária durante os períodos de baixa temporada”.

Importa também referir que a edição da iniciativa se intitula “Força dos Jogos Nacionais – Grande prémio para o consumo nas zonas comunitárias”, nome dado para “responder ao ambiente entusiástico dos Jogos Nacionais e aproveitar o efeito do evento para revitalizar a confiança do mercado de consumo”, indicou o Governo.

Kaifong | Pedido uso de cupões durante a semana

Os deputados Leong Hong Sai e Ngan Iek Hang querem que o Governo alargue o período para gastar os cupões de desconto do Grande Prémio do Consumo aos dias da semana.

Em declarações ao jornal Ou Mun, os vice-presidentes do Centro da Política da Sabedoria Colectiva subordinado à União Geral das Associações dos Moradores de Macau (Kaifong) afirmaram que durante a actividade promocional haverá feriados, e que nesses dias o Governo deveria permitir o uso dos cupões. Além disso, os deputados sugeriram ao Executivo de Sam Hou Fai que aproveite os Jogos Nacionais para lançar uma gama de produtos promocionais que se vendam no comércio dos bairros comunitários.

Economia | Associação Económica elogia Governo

Após o anúncio de que o Governo iria lançar mais uma ronda do Grande Prémio do Consumo, para impulsionar os negócios do comércio e restauração, o vice-presidente da Associação Económica de Macau, Chang Chak Io, elogiou a medida enquanto resposta eficaz a curto-prazo para incentivar o consumo.

Mas o louvor do responsável ao Executivo em políticas económicas não se ficou pela nova edição do Grande Prémio do Consumo. Em declarações ao jornal Ou Mun, Chang Chak Io destacou as medidas de longo prazo para melhorar o ambiente negocial, como o lançamento do plano das lojas com características próprias e os serviços de consultoria profissional para apoiar as pequenas e médias empresas (PME) a transformar os seus negócios, mudando de ramo e explorando novos mercados. O dirigente realçou também o apoio à digitalização de (PME), encorajando os comerciantes a recorrerem às redes sociais e ao marketing online, atraindo o consumo das novas gerações.

Quanto ao desempenho económico na segunda metade deste ano, Chang Chak Io está optimista não só devido ao Grande Prémio do Consumo, do início de Setembro até ao fim de Novembro, mas devido aos vários eventos que se avizinham, como o concurso internacional de fogo-de-artifício, o aniversário da implantação da República Popular da China e os Jogos Nacionais.

LAG 2026 | CCPPC pede mais hotéis económicos

Na quinta-feira, Sam Hou Fai reuniu com representantes de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN) e Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) a propósito da elaboração das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano.

Destaca-se, da parte dos representantes da CCPPC, a sugestão de que o Governo “deveria promover a construção de mais hotéis de baixo custo para dinamizar o consumo de visitantes e a economia dos bairros”, destaca-se numa nota do gabinete do Chefe do Executivo.

Ficou registado também o pedido para o “aumento da taxa de utilização do Posto Fronteiriço de Hengqin” e medidas de “aperfeiçoamento do sistema financeiro, o reforço da captação de negócios e investimentos e o emprego dos jovens”, sem esquecer “a política de trabalhadores não residentes”.

Sam Hou Fai salientou a realização da feira “ZAPE com Sabores” como exemplo de dinamização da economia comunitária e promete “avançar com reformas inovadoras” na área económica e de cooperação.

Por sua vez, os representantes de Macau à APN defenderam “a criação de uma equipa de especialistas (Think Tank), com o intuito de facultar fundamentos científicos e fortes na tomada de decisões políticas”, tendo sido discutido também “o desenvolvimento da economia dos bairros” e a “organização de mais actividades que beneficiem o consumo”. Nesta parte, Sam Hou Fai destacou que o regresso dos “pedidos de licenças de esplanadas tem obtido efeitos positivos”.