Obras | Governo diz que trabalhos conjuntos aumentaram 20% João Luz - 4 Dez 2025 No balanço de 2025, o Governo indicou que a taxa de execução conjunta de obras nas vias da cidade, para evitar escavações repetidas, aumentou quase 20 por cento. Por outro lado, até ao fim de Novembro, tinham sido iniciadas em 2025 cerca de 360 obras viárias, menos 30 por cento em termos anuais O Grupo de Trabalho para a Optimização da Coordenação de Obras Viárias apresentou ontem o balanço de 2025, numa reunião presidida pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam. Na apresentação, foi indicado que a taxa de execução conjunta das obras aumentou quase 20 por cento, comparado com o mesmo período do ano passado, o que trocado por miúdos significa a não repetição de escavações no mesmo local com objectivos diferentes. O grupo de coordenação categorizou o aumento das obras combinadas como uma demonstração de “resultados significativos”. Entre o início do ano e o fim de Novembro, foram iniciadas cerca de 360 obras nas ruas e estradas de Macau, volume que ainda assim representou uma redução superior a 30 por cento, face ao período homólogo, segundo os dados apresentados a Raymond Tam. Destas, “cerca de 120 foram executadas de forma conjunta, representando aproximadamente um terço do total”, demonstrando “a crescente eficácia do trabalho de coordenação”. O secretário deu instruções ao grupo de trabalho para serem adoptadas medidas que permitam reduzir ao mínimo o número de tampas de esgotos na via pública, para “garantir a segurança dos condutores de motociclos e ciclomotores”. Seguir exemplos Em relação ao próximo ano, o grupo apresentou a Raymond Tam os planos de obras viárias, que foram integradas em 47 zonas de coordenação, definidas de acordo com as respectivas áreas e períodos de execução. A divisão territorial das intervenções foi avançada como factor que irá possibilitar “a execução simultânea de várias obras na mesma área”, reduzindo escavações repetidas. O projecto de reserva de condutas da Rua dos Mercadores, obra que já foi concluída, foi apontado por Raymond Tam como exemplo a seguir, tendo em contra a “coordenação célere em resposta a situações imprevistas” e a eficácia na aprovação de obras nas imediações das condutas de gás. Aliás, foi sublinhado que a obra de instalação de condutas e de drenagem actualmente em curso na Rua do Volong adoptou a mesma solução de reserva de condutas aplicada na Rua dos Mercadores.
Restauração | Nova lei vai proteger senhorios Hoje Macau - 4 Dez 2025 A partir de Julho do próximo ano, os restaurantes vão ver as licenças canceladas, se tiverem perdido o direito a ocupar o espaço onde estão a funcionar. A informação foi adiantada ontem por Leong Sun Iok, deputado e presidente da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, após um encontro para discutir a nova lei da actividade de restauração e bebidas e estabelecimentos relacionados. De acordo com Leong Sun Iok, deputado ligado aos Operários de Macau, a alteração legislativa proposta pelo Governo visa acabar com as situações em que os ex-inquilinos utilizam a licença de exploração para impedir que o senhorio arrende o espaço a outro comerciante. Como só pode ser emitida uma licença por espaço comercial, sem o cancelamento da anterior os inquilinos impedem novos arrendamentos. No entanto, com a alteração, o senhorio vai poder cancelar as licenças dos restaurantes, desde que provem que o inquilino anterior perdeu o direito de ocupar o espaço, o que pode acontecer quando chega ao fim o contrato de arrendamento ou houve algum incumprimento. Além disso, a nova lei prevê também que um restaurante perde a licença de exploração se interromper a operação durante um período mínimo de 90 dias consecutivos. Também esta proposta foi justificada com a necessidade de impedir abusos dos inquilinos.
GP Macau | Che Sai Wang quer desmontagens mais rápidas João Santos Filipe - 4 Dez 2025 O deputado está preocupado com as obras de remoção da pista e aponta que o atraso perturba o número de lugares de estacionamento, o transporte de crianças paras as escolas e dificulta a vida aos residentes Che Sai Wang defendeu a necessidade de o Governo acelerar os trabalhados de desmontagem das instalações do Grande Prémio de Macau. A posição do deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) foi tomada numa interpelação escrita. De acordo com a interpelação, Che mostra-se um apoiante do Grande Prémio que indicou ser “um marco da identidade de Macau, com impactos positivos no turismo, na economia e na visibilidade internacional”. “Continua a ser uma componente vital da estratégia do Governo para estabelecer Macau como uma ‘Cidade de Eventos’”, realçou. No entanto, ao contrário do que acontece com as montagens, Che espera que os trabalhos de remoção da pista e das instalações complementares sejam mais rápidos. “Embora o Governo demonstre uma elevada eficiência na construção pré-corrida, a remoção das barreiras e o restauro das estradas e das funções comunitárias após o evento decorrem frequentemente a um ritmo diferente – lento, demorado e sem uma comunicação clara”, relatou. O deputado indica também que esta posição tem como base a queixa da população: “Inúmeros residentes relatam que, dias após o fim do evento, troços das estradas permanecem parcialmente obstruídos por barreiras e as instalações temporárias não são removidas, com áreas ao redor do reservatório e perto da curva do Grande Lisboa a serem as mais afectadas”, contou. “As estradas não voltam totalmente ao normal e os lugares de estacionamento designados permanecem indisponíveis, perturbando gravemente as deslocações diárias, o transporte escolar, a recolha de crianças e as entregas comerciais. Isto agrava o congestionamento do trânsito e os desvios”, acrescentou. Mais informação Apresentado o problema, o deputado quer saber se o Governo vai começar a divulgar melhor a informação com o calendário dos trabalhos de desmontagem nas diferentes áreas do território. “Os serviços ponderam publicar um ‘Boletim de Progresso da Restauração Pós-Evento’ claro e acessível ao público no futuro?”, perguntou. “Este boletim deve detalhar o calendário dos trabalhos de desmontagem por secção rodoviária, sendo actualizado diariamente, mostrando claramente o progresso da desmontagem, os horários de reabertura, as disposições de estacionamento e explicações para quaisquer atrasos causados pelo encerramento de estradas”, indicou. O deputado questionou também o Executivo sobre a definição de prazos rígidos para os trabalhos de desmontagem, para combater o “fenómeno da ‘construção rápida, mas desmontagem lenta’”. Por último, Che Sai Wang questiona se a definição de prazos rígidos para a desmontagem pode ser aplicada nos contratos de adjudicação da montagem da pista a instalações complementares, para resolver o problema.
IAM | Chao Wai Ieng com mandato renovado Hoje Macau - 4 Dez 2025 O mandato do presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), Chao Wai Ieng, foi renovado até 31 de Maio, de acordo com um despacho do Chefe do Executivo publicado ontem no Boletim Oficial. A renovação acontece depois de Chao Wai Ieng ter cumprido cerca de um ano nas funções, que assumiu em Dezembro do ano passado, substituindo José Tavares. No despacho é considerado que Chao tem “experiência e capacidade profissional adequadas para o exercício das suas funções”, como normalmente acontece neste tipo de documentos. Chao Wai Ieng era director dos Serviços de Identificação desde Maio de 2022, e é licenciado em engenharia pela Universidade Nacional de Taiwan e em Direito pela Universidade de Macau. Ingressou na Função Pública em 2003 e desempenhou funções no Comissariado Contra a Corrupção entre Fevereiro de 2004 a Dezembro de 2019, altura em que foi escolhido como assessor do gabinete do secretário para a Administração e Justiça. Também o mandato de Mak Kim Meng como vice-presidente do IAM foi renovado. Mak entrou no IAM em 1999 e ao longo dos anos foi tendo diferentes posições. Era desde 2010 até ao ano passado um dos membros do Conselho de Administração do IAM. No que diz respeito ao Conselho de Administração, o Chefe do Executivo renovou também até 31 de Maio os mandatos de Isabel Celeste Jorge, Ung Sau Hong, To Sok I e Tam Wai Fong. DSEDT | Renovado mandato de Yau Yin Wah O mandato de Yau Yun Wah como director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) foi renovado pelo período de um ano, de acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial. Antes de ser director dos serviços de economia, onde substituiu o actual secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, Yau Yun Wah era subdirector dos Serviços de Assuntos Comerciais da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. É licenciado em Comércio pela Universidade de Chengchi de Taiwan e mestrado em Administração Pública pelo Instituto Nacional de Administração da China. Fundação Macau | Lei Wai Nong reconduzido O ex-secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, vai continuar a desempenhar funções como membro do Conselho de Administração da Fundação Macau. A informação foi divulgada ontem, através de um despacho publicado no Boletim Oficial. O ex-governante vai manter as regalias anteriores de secretário, como tinha sido definido pelo primeiro despacho de nomeação, divulgado em Dezembro de 2024. “O membro do Conselho de Administração […] beneficia das regalias previstas no regime jurídico da função pública para o cargo de direcção”, foi indicado. Lei Wai Nong vai também manter o ordenado anterior, na ordem das 85 mil patacas por mês, ao qual se somam os subsídios típicos da função pública.
Andaimes | Governo admite substituir bambu por metal João Santos Filipe e Nunu Wu - 4 Dez 2025 Sem uma posição de fundo sobre a questão, a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana admite avançar com alterações ao método actual se existir “um consenso social” entre a população e as construtoras A Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU) admite ponderar a substituição dos andaimes de bambu por metal. A posição foi divulgada por Mak Tat Io, subdirector da DSSCU, ontem no programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau. A discussão sobre a utilização dos andaimes de bambu foi lançada na sequência do incêndio em complexo residencial em Tai Po, em Hong Kong, que resultou em pelo menos 159 mortos. “Os andaimes de bambu e os de metal têm as suas vantagens e desvantagens. O Governo da RAEM vai ter uma atitude de abertura e fazer as alterações necessárias, quando houver um consenso entre o sector da construção e a sociedade”, afirmou Mak Tat Io. Mak Tat Io ainda apontou que após o incêndio grave de Hong Kong, a DSSCU cooperou com as autoridades no reforço das inspecções às medidas de segurança e que nestas tarefas tem assumido critérios cada vez mais rigoroso. Sobre as inspecções, o responsável indicou a necessidade de garantir a segurança contra incêndios ainda antes da licença de construção ser emitida e que um dos aspectos especificamente visado foi a instalação dos andaimes e o cumprimento dos padrões de segurança. Desde o início do incêndio em Hong Kong que o Governo da RAEHK ligou a propagação das chamas ao bambu, pelo que propôs uma substituição total por andaimes de metal. Decisão pouco científica Por seu turno, a Associação dos Barraqueiros de Macau defendeu que a proibição de andaimes de bambu não tem base científica e alertou que vai ter um impacto indesejado no sector de construção. Em declarações ao jornal Ou Mun, o presidente da associação, Chio Tak Sio, argumentou que é necessário investigar a fonte do incêndio em vez de proibir de forma irracional os andaimes de bambu. Chio Tak Sio também alertou que a montagem de andaimes de bambu faz parte do património cultural intangível e tem lugar importante na história arquitectónica de Macau, e sugeriu ao Governo que opte antes por elaborar critérios de segurança. Além disso, o dirigente associativo apontou que o preço de andaimes de metal é três vezes superior aos de bambu, pelo que se for seguido este caminho as obras de manutenção de paredes exteriores dos edifícios vão ser mais caras. O responsável também sublinhou que actualmente apenas 30 lojas fornecem serviços de instalação de andaimes de bambu e somente 50 pessoas conhecem as técnicas de instalação. Por isso, Chio Tak Sio apontou que este sector está a enfrentar um problema grave de envelhecimento da população. Para salvar o sector, Chio indicou que muitas empresas querem formar aprendizes pelos seus próprios meios. Contudo, como os apoios do Governo são limitados, é difícil atrair jovens para o sector.
Incêndio em Hong Kong | Equacionado futuro dos andaimes de bambu Andreia Sofia Silva - 4 Dez 2025 O incêndio em Tai Po gerou um debate em torno dos andaimes em bambu, uma tradição que já corria riscos de extinção devido à falta de novos trabalhadores especializados. O arquitecto Nuno Soares acredita que, antes de se questionar a segurança do bambu, é preciso reforçar a fiscalização do uso ilegal de materiais inflamáveis Pode uma indústria já de si em risco de extinção desaparecer mais rapidamente do que se julgava, devido ao trágico incêndio de Hong Kong? A questão tem-se levantado desde que, na passada semana, um grande incêndio num complexo residencial em obras, na zona de Tai Po, resultou em, pelo menos, 159 mortos, segundo o balanço mais recente. Os arranha-céus tinham andaimes em bambu e outros materiais inflamáveis usados no processo de construção. Na sexta-feira, as autoridades de Hong Kong concluíram que o incêndio foi agravado devido aos andaimes de bambu e painéis de isolamento de espuma inflamáveis. Além disso, o chefe dos bombeiros de Hong Kong, Andy Yeung, corroborou o que muitos testemunhos entrevistados pela AFP afirmaram. “Constatámos que os sistemas de alarme nos oito edifícios não estavam a funcionar correctamente”, afirmou. Segundo noticiou a agência Lusa, o relatório, ainda de peritagem preliminar, concluiu que os materiais utilizados em obras contribuíram para que as temperaturas fossem mais elevadas. “Com base nas informações iniciais que temos, acreditamos que o fogo começou na tela de protecção (material de plástico para proteger contra propagação de pós e queda de objectos) localizada na parte externa dos andares inferiores (…), e subiu rapidamente devido aos painéis”, que protegiam as janelas, disse o chefe de segurança da região administrativa especial vizinha, Chris Tang. Ao HM, o arquitecto Nuno Soares, ligado ao estudo da construção em bambu, e que tem lutado pela sua preservação, considera que antes de se apontarem culpas ao material, é preciso reforçar a fiscalização dos estaleiros. “Sabemos que o bambu é de difícil ignição. Ou seja, o bambu arde, mas é difícil de arder e, quando o faz, a combustão é lenta, e é fácil combater [um eventual incêndio]. Agora quando existe uma rede à volta, que não é à prova de incêndios, tudo incendeia muito rapidamente, não é? Já há dados conhecidos [do incidente], e sabemos que os andaimes eram, efectivamente, de bambu, mas existia uma rede de plástico à volta que não era à prova de incêndios, além do uso de esferovite para tapar as janelas, que é um material altamente inflamável”, destacou. Nuno Soares referiu ainda a ocorrência, em Tai Po, “de problemas com o sistema de detecção e combate aos incêndios no próprio edifício, feito nos anos 80, e que já estava desactualizado”. “Também são conhecidos vários problemas na fiscalização, e com os dados que temos não conseguimos concluir, de forma sumária, que o bambu foi o fio condutor desta situação, e temos de ser rigorosos nesse tipo de análise”, acrescentou. Desta forma, Nuno Soares considera que é preciso cautela e não entrar em análises simplistas ou precipitados. “Não podemos, com os dados que temos neste momento, dizer que o bambu não tem responsabilidade nenhuma”. “Se existisse aquela rede de nylon em volta de andaimes de metal teria acontecido uma situação muito semelhante, porque a propagação do incêndio se faria por essa rede e depois através da esferovite das janelas. Os regulamentos de segurança contra incêndios já são bastante rigorosos em Macau e Hong Kong, mas onde acho que há campo para melhorar, é na fiscalização”, disse. Uma questão material O jornal Global Times escreveu na segunda-feira sobre as dificuldades que existem em acabar, em pouco tempo, com a construção de andaimes em bambu. Num artigo intitulado “Tradição sob fogo”, lê-se que “alguns defensores argumentam que os andaimes em bambu, como técnica tradicional de construção, são de baixo custo, flexíveis de montar e desmontar, e especialmente adequados aos espaços apertados dos bairros urbanos antigos”, existindo “vozes contrárias que se focam nos riscos de segurança”. Citado pelo mesmo jornal, Lee Kwong-sing, presidente do Instituto de Profissionais de Segurança de Hong Kong, referiu que, dado as informações disponíveis, “os materiais inflamáveis nas paredes externas incendiaram as redes de segurança, e não o bambu em si”. Demonstrando uma posição semelhante a Nuno Soares, o responsável adiantou que “mesmo que tivessem sido usados andaimes metálicos, as redes de segurança seriam necessárias, e se os materiais inflamáveis não fossem removidos, o risco de incêndio não mudaria muito”. Zhao Shixing, engenheiro-chefe do Instituto Provincial de Design e Pesquisa Arquitectónica de Sichuan, disse ao Global Times que as fraquezas do bambu residem na sua segurança e estabilidade, pois o bambu cru e não tratado tem classificação de combustibilidade B2 segundo os padrões da China, e pode incendiar facilmente quando exposto a outros materiais inflamáveis. Zhao disse, portanto, que “essa vulnerabilidade ficou totalmente exposta nesse incêndio”. Segundo o jornal estatal, já em 1994 as autoridades da vizinha cidade de Shenzhen tinham proibido o uso de bambu, sendo que em Janeiro de 2022 o Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural do país proibiu o uso de “andaimes de bambu (ou madeira)” em obras de construção e engenharia municipal em todo o país. Difícil apagar a tradição Nas regiões administrativas especiais, a construção de andaimes em bambu continua a ser uma realidade, apesar da alegada falta de pessoal mais jovem interessado em aprender a técnica. Nuno Soares destaca que a técnica “está muito enraizada”, por “existir há décadas em Macau e Hong Kong”, sobrevivendo devido à versatilidade e por ser adaptável às condições climatéricas locais. O arquitecto realça também entre os factores decisivos para o uso do bambu a “mão-de-obra e tipo de construções em elevada altura que se fazem em Macau e Hong Kong”. Logo nas horas a seguir ao acidente, as autoridades de Macau realizaram uma série de inspecções a estaleiros de obras, além de terem organizado dezenas de palestras a alertar para os riscos de incêndios. Tal postura foi “sábia e preventiva”. “Não se retiraram os andaimes em bambu, mas sim as redes que são inflamáveis e que estavam em vários prédios em Macau. O que temos de fazer é mais testes, ou seja, não basta termos o certificado do fabricante a dizer que aquele material é à prova de incêndio. A fiscalização tem de ser mais rigorosa.” “Um dos motivos pelos quais acho que os andaimes de bambu tiveram tanto sucesso ao longo da história recente de Macau e Hong Kong é por serem seguros, no sentido de resistirem bem a ventos e tufões, e protegerem os trabalhadores que usam elementos de protecção”, frisou o arquitecto. De modo geral, Nuno Soares diz que “não faz sentido” uma proibição súbita, e total, do uso do bambu na construção de andaimes. “Tendo em conta os dados que temos, essa medida de impedir a construção em bambu não faz sentido.” Quando o fogo ainda estava longe de ser extinto, a polícia já tinha anunciado a detenção de três suspeitos de “negligência grosseira” após a descoberta de materiais inflamáveis abandonados durante os trabalhos, que permitiram ao fogo “propagar-se rapidamente” devido ao vento forte. As investigações prosseguem. Citado pela CNN, Xinyan Huang, professor associado da Universidade de Hong Kong, declarou que o bambu é “definitivamente um material inflamável”. “Esta época é muito seca em Hong Kong, então a possibilidade de combustão do bambu é muito elevada. Uma vez a combustão feita, o fogo propaga-se muito rapidamente”, rematou. Numa nota conjunta do Corpo de Bombeiros, Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana, Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais e Instituto para os Assuntos Municipais, de sexta-feira, o Executivo da RAEM disse estar “extremamente atento ao grave incêndio que ocorreu recentemente na região vizinha”, mas não revelou se vai ou não proibir o uso de bambu. “Após verificação dos equipamentos de combate a incêndios, gestão do armazenamento de substâncias perigosas e vias de evacuação de emergência, todos cumpram os requisitos de segurança aplicáveis.” Além disso, e mencionando dados estatísticos mais recentes, lê-se que “existem actualmente cerca de 566 estaleiros de obras em Macau, dos quais, mais de 60 envolvem obras com andaimes”, ficando a promessa de realização de “inspecções intensivas a todas as obras com andaimes, exigindo-se aos empreiteiros o cumprimento rigoroso das suas responsabilidades de prevenção de incêndios”. Porém, o Executivo admitiu ontem poder vir a substituir os andaimes em bambu pelos de metal, mas apenas se houver “consenso social” entre a população e as construtoras, disse Mak Tat Io, subdirector dos Serviços de Solos e Construção Urbana.
Guarda costeira chinesa expulsa barco japonês de ilhas controladas por Tóquio Hoje Macau - 3 Dez 2025 A guarda costeira da China expulsou ontem uma embarcação de pesca japonesa que, segundo as autoridades chinesas, tinha entrado ilegalmente em águas próximas das ilhas Diaoyu, controladas pelo Japão, mas disputadas por outros países. A Guarda Costeira chinesa indicou em comunicado divulgado na plataforma WeChat que “tomou as medidas de controlo necessárias de acordo com a lei”. O porta-voz Liu Dejun disse que a Guarda Costeira ordenou à embarcação japonesa Zuiho-maru que se afastasse da zona, reiterando que o arquipélago, conhecido como Diaoyu na China, constitui “território inerente à China”. Liu instou ainda o Japão a “cessar imediatamente todas as actividades infringentes e provocatórias” na área e garantiu que a Guarda Costeira continuará a realizar “operações de aplicação da lei para defender os direitos” da China. Nos últimos anos, Pequim concedeu novas capacidades à guarda costeira, incluindo a autoridade para deter embarcações estrangeiras suspeitas de entrar ilegalmente nas águas territoriais, no meio das crescentes tensões territoriais com aliados dos EUA, como o Japão e as Filipinas. A Guarda Costeira chinesa também reforçou substancialmente a capacidade operacional, graças à alocação de mais navios e ao aumento do apoio logístico. Situadas no mar do Leste da China, a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Taiwan, as desabitadas ilhas Diaoyu cobrem uma área de aproximadamente sete quilómetros quadrados, e acredita-se que possam existir importantes depósitos de gás ou petróleo nas águas adjacentes.
OCDE | Economia mundial deve abrandar para 2,9% em 2026 Hoje Macau - 3 Dez 2025 A OCDE prevê que o crescimento da economia mundial abrande em 2026, ao passar de 3,2 por cento este ano para 2,9 por cento no próximo, com a actividade económica a enfrentar “perspectivas frágeis”, associadas ao impacto das tarifas no comércio global. No relatório Perspectivas Económicas, divulgado ontem, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponta para uma moderação na trajectória do Produto Interno Bruto (PIB) a nível mundial, com o crescimento a abrandar dos 3,3 por cento registados em 2024 para 3,2 por cento em 2025 e para 2,9 por cento em 2026, seguido de uma “pequena recuperação” para 3,1 por cento em 2027. “O crescimento deverá abrandar durante o segundo semestre deste ano [de 2025], à medida que a antecipação da actividade se desenrola e as taxas alfandegárias efectivas mais elevadas sobre as importações para os Estados Unidos e para a China se reflectem nos custos das empresas e nos preços finais dos produtos, prejudicando o investimento e o crescimento do comércio”, descreve a organização. “As projecções baseiam-se no pressuposto técnico de que as tarifas bilaterais anunciadas em meados de Novembro se manterão durante o resto do período de projecção, apesar dos desafios jurídicos em curso nos Estados Unidos”, ressalva. Na introdução do relatório, o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, sublinha que “a economia global tem-se mostrado resiliente este ano, apesar das preocupações com uma desaceleração mais acentuada na sequência do aumento das barreiras comerciais e da significativa incerteza política”. No entanto, avisa que o aumento dos direitos aduaneiros deverá conduzir “gradualmente a preços mais altos, reduzindo o crescimento do consumo das famílias e do investimento das empresas”. “Essas perspectivas continuam frágeis”, avisa o responsável máximo da organização, vincando que se se verificar um aumento das tarifas, é expectável que esse movimento cause “danos significativos às cadeias de abastecimento e à produção global” e exista o risco de as elevadas avaliações de ativos, feitas “com base em expectativas otimistas de lucros empresariais” impulsionados pela Inteligência Artificial (IA), levarem a “correções de preços potencialmente abruptas”. Ásia em alta No documento, a OCDE nota que “a elevada incerteza geopolítica e política também continuará a pesar sobre a procura interna em muitas economias”, prevendo-se que as economias emergentes da Ásia continuem a ser as “responsáveis pela maior parte do crescimento global”. Para os Estados Unidos da América, a OCDE prevê que o crescimento do PIB seja de “2,0 por cento em 2025, 1,7 por cento em 2026 e 1,9 por cento em 2027”. A China deverá crescer 5,0 por cento em 2025, 4,4 por cento em 2026 e 4,3 por cento em 2027. Na segunda economia mundial, diz a organização, “o fim da antecipação das exportações, a imposição de taxas aduaneiras mais elevadas às exportações para os Estados Unidos, o ajustamento contínuo no sector imobiliário e o enfraquecimento do apoio orçamental deverão reduzir o crescimento”. O crescimento da zona euro “deverá abrandar ligeiramente, passando de 1,3 por cento em 2025 para 1,2 por cento em 2026, antes de aumentar para 1,4 por cento em 2027, com o aumento das fricções comerciais a ser compensado pela melhoria das condições financeiras, pelos gastos de capital contínuos dos fundos do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, e pela resiliência dos mercados de trabalho”, refere a OCDE.
Um terço das empresas da UE na China pondera desviar produção face a restrições Hoje Macau - 3 Dez 2025 Mais de um terço das empresas europeias na China estão a considerar desviar parte da cadeia de abastecimento para fora do país asiático, para mitigar o impacto do controlo das exportações implementado por Pequim. De acordo com um inquérito divulgado na segunda-feira pela Câmara de Comércio da União Europeia na China, 36 por cento das empresas estão a considerar desenvolver capacidade de fornecimento fora da China e 32 por cento planeiam obter ‘inputs’ de outros mercados, enquanto 43 por cento ainda não tomaram uma decisão estratégica. O inquérito, realizado entre 06 e 24 de Novembro com respostas de 131 empresas, revela que a maioria já foi afectada ou espera ser afectada pelas medidas chinesas, que abrangem minerais de terras raras, tecnologias de baterias de lítio, materiais superduros e controlos extraterritoriais sobre produtos que incorporam componentes processados na China. De acordo com o relatório, o impacto mais imediato é nos prazos de entrega: 40 por cento dos inquiridos indicaram que os procedimentos de aprovação acrescentaram mais de dois meses aos prazos de fornecimento, enquanto outros 34 por cento reportaram atrasos entre um e dois meses. As dificuldades centram-se no processo de pedido de licença de exportação junto do Ministério do Comércio da China. Quase 40 por cento queixaram-se da falta de transparência, 21 por cento consideraram os requisitos pouco claros e 40 por cento afirmaram que os pedidos ultrapassaram o limite oficial de processamento de 45 dias estabelecido pelas autoridades. Algumas empresas manifestaram preocupação com a quantidade de informação sensível que devem fornecer, incluindo a propriedade intelectual. Outras complicações Os problemas não terminam após a concessão da licença: 42 por cento registaram atrasos adicionais na alfândega e 26 por cento afirmaram que os obstáculos acrescentaram uma semana ou mais ao envio de mercadorias previamente autorizadas. As interrupções no fornecimento estão a afectar tanto os exportadores com fábricas na China como os produtores europeus que dependem de partes ou equipamentos chineses. O documento refere que 60 por cento preveem interrupções “moderadas ou significativas” no caso de todos os controlos anunciados estarem totalmente implementados, e 13 por cento temem interrupções totais da produção. O presidente da Câmara, Jens Eskelund, alerta que as autoridades chinesas “adicionaram incerteza” às operações das empresas europeias, coincidindo com um período de atritos comerciais entre Pequim e Bruxelas. O vice-presidente da instituição, Stefan Bernhart, recomendou o estabelecimento de um “sistema geral de licenciamento” a curto prazo, que proporcionaria “a tão necessária estabilidade e previsibilidade”. Em Abril, Pequim impôs restrições a várias categorias de elementos de terras raras e derivados, que levaram algumas empresas europeias a interromper temporariamente as suas linhas de produção. Apesar da suspensão parcial de certas medidas após a cimeira de Novembro entre a China e os Estados Unidos, parte do regime de controlo permanece activo e continua a afectar as cadeias de abastecimento.
Encontro | Moscovo e Pequim condenam ressurgimento de “regimes criminosos” na Europa e Japão Hoje Macau - 3 Dez 2025 O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou ontem que Moscovo e Pequim não vão permitir o ressurgimento do que chamou “regimes criminosos” na Europa e no Japão. As declarações de Shoigu ocorreram após um encontro em Moscovo entre o secretário do Conselho de Segurança da Rússia e o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Wang Yi. O encontro entre Shoigu e Wang Yi marcou a vigésima ronda de consultas russo-chinesas sobre estabilidade estratégica. Shoigu disse, citado pela agência de notícias TASS, que a “a hidra do militarismo está a levantar novamente a cabeça”. O responsável russo acrescentou que, nesse sentido, Moscovo e Pequim acumularam experiência suficiente para travar ímpetos militaristas e que não vão permitir o ressurgimento do que classificou de “regimes criminosos na Europa e em Tóquio”. O antigo ministro da Defesa da Rússia disse ainda que Pequim considerou que as tentativas de falsificar a história são inaceitáveis. “Isto é especialmente importante, dada a crescente vontade de vingança em alguns países europeus e no Japão por derrotas passadas”, afirmou Shoigu. Wang Yi salientou que a Rússia e a República Popular da China são dois países unidos contra qualquer tentativa que possa contrariar a verdade histórica. Para o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês “é preciso estar vigilante” e rejeitar as tentativas no sentido do renascimento do militarismo e do fascismo no Japão. Shoigu reafirmou o apoio que disse ser consistente e inabalável de Moscovo em relação a Pequim nas questões de Taiwan, e sobre as regiões de Xinjiang, Tibete e Hong Kong. Para Moscovo, disse Shoigu, o governo da República Popular da China é o único poder legítimo e representa toda a China. Serguei Shoigu salientou que a coordenação russo-chinesa na área da segurança estratégica desempenha um “papel estabilizador crucial” e que ajuda a moldar uma ordem mundial mais justa, impedindo posições privilegiadas de “certos países”.
Hong Kong proíbe organizações políticas radicadas no estrangeiro Hoje Macau - 3 Dez 20253 Dez 2025 As autoridades de Hong Kong declararam ontem como “organizações proibidas” duas entidades políticas no exílio – o autodenominado Parlamento de Hong Kong, com sede no Canadá, e a União pela Independência Democrática de Hong Kong, estabelecida em Taiwan. A medida – a primeira desta natureza contra grupos que operam no exterior, enquadrada na Lei de Segurança Nacional – foi publicada na segunda-feira em diário oficial e entrou em vigor de imediato. De acordo com o gabinete do secretário de Segurança de Hong Kong, Chris Tang, em 25 de Novembro foram enviados requerimentos formais a ambas as formações com um prazo de sete dias para apresentarem alegações. O Parlamento de Hong Kong respondeu por escrito, mas a entidade taiwanesa manteve-se em silêncio. Após analisar a documentação recebida e os antecedentes, Tang considerou comprovada a necessidade de vetá-los, por forma a preservar a soberania nacional. O Executivo acusa ambos os grupos de levarem a cabo “actividades subversivas”, destinadas a “derrubar o poder do Estado”, através da promoção da autodeterminação, da redação de uma constituição alternativa e do enfraquecimento da ordem constitucional da República Popular da China. A decisão determina que qualquer pessoa que exerça funções de direcção, mantenha filiação, organize reuniões, facilite fundos ou preste qualquer tipo de colaboração às duas entidades incorrerá em crime punível com até 14 anos de prisão e multa de um milhão de dólares de Hong Kong. Numa audiência ontem, Tang confirmou o procedimento seguido e lembrou condenações recentes relacionadas com ambos os grupos. Uma activista de 19 anos foi condenada a 12 meses de prisão por sedição após admitir ter divulgado nas redes sociais vídeos que incitavam à participação nas eleições do Parlamento no exílio, criado com o objetivo de estabelecer um poder legislativo paralelo para derrubar o governo local.
HK | Anunciada investigação independente a incêndio e mantidas eleições Hoje Macau - 3 Dez 2025 Enquanto prosseguem buscas para encontrar 40 pessoas ainda desaparecidas, as autoridades anunciaram a abertura de uma investigação destinada a apurar todas as causas da tragédia em Tai Po que fez pelo menos 151 mortos. Domingo, há eleições O Governo de Hong Kong anunciou ontem uma investigação independente para apurar as causas do incêndio que matou pelo menos 151 pessoas, além de indicar que as eleições legislativas “serão realizadas como previsto” no domingo. O Chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, anunciou a criação de uma comissão independente, presidida por um juiz para investigar “até o fim” o incêndio que deflagrou, na quarta-feira, no complexo residencial Wang Fuk Court, no norte da região semiautónoma, enquanto continuam as buscas por quase 40 desaparecidos. Esta comissão vai determinar, de acordo com o dirigente, as causas do incidente e propor alterações estruturais. “Os culpados serão responsabilizados independentemente da sua posição”, assegurou. O incêndio levou já à detenção de mais de uma dezena de pessoas por alegado homicídio por negligência, numa investigação que aponta para irregularidades nas obras de manutenção, que estavam em curso no complexo de habitação pública. Os exames periciais efectuados a 20 amostras de rede utilizada no exterior, recolhida a diferentes alturas, detectaram que sete delas não cumpriam as normas de resistência ao fogo. O material aprovado só foi instalado nos pisos térreos para evitar controlos após a passagem do supertufão Ragasa, em Julho. Paralelamente, pelo menos três pessoas foram detidas desde sábado por alegadas infrações contra a segurança nacional: um estudante universitário de 22 anos que lançou uma petição com mais de 10 mil assinaturas a apelar para uma investigação independente, o antigo conselheiro distrital Kenneth Cheung e um voluntário, todos acusados de “explorar a tragédia para incitar ao ódio e criar instabilidade”. O gabinete de protecção da segurança nacional advertiu que este tipo de comportamento “será punido sem piedade”. Manter a ordem Antes da reunião semanal do Conselho Executivo, John Lee afirmou ainda que os futuros deputados do Conselho Legislativo (LegCo, o parlamento local) vão ser “parceiros fundamentais” na supervisão da afectação de fundos públicos e na revisão das políticas para evitar novas catástrofes em Hong Kong, cidade vizinha de Macau. Manter a data das eleições legislativas, que o Governo ponderou adiar, “é respeitar a ordem constitucional e o Estado de direito”, insistiu o governante, antes de avisar que “qualquer tentativa de sabotagem ou de exploração política da tragédia será vigorosamente perseguida”. “Precisamos de construir uma Hong Kong melhor. A justiça será feita. É uma tragédia, sim, precisamos de uma reforma, identificámos as falhas, temos de agir com firmeza para pedir contas aos responsáveis, vamos reformar todo o sistema de reabilitação de edifícios, vamos fazer tudo o que for possível”, afirmou. O dirigente apontou ainda que “os incêndios acontecem em todas as cidades e que Hong Kong tudo fará para os evitar”. Dos 90 lugares no LegCo, apenas 20 são eleitos por sufrágio universal directo em círculos geográficos (51 candidatos), 30 são eleitos por distintos sectores de actividade (60 candidatos) e os restantes 40 designados por um colégio eleitoral (50 candidatos), um órgão cujos 1.500 membros são, na maioria, simpatizantes de Pequim.
Livro | “Receita di Casa” de Antonieta Manhão premiado na Arábia Saudita Hoje Macau - 3 Dez 2025 A chef macaense Antonieta Manhão, mais conhecida como “Chef Neta”, acaba de ver o seu trabalho distinguido com dois prémios atribuídos na Arábia Saudita. Mais concretamente, o livro “Receita di Casa” obteve dois prémios no concurso internacional “Gourmand Awards Food Culture”, nas categorias de Gourmet e no grupo de publicações trilingues, português, chinês e inglês, tendo estes sido entregues em Riade. Trata-se de um livro editado por Dorris Lei, da Co-Write Limited, com tradução de Adelaide Ferreira. De destacar os mais de 1.200 trabalhos enviados para esta competição, tendo sido seleccionados seis para a final do grupo de publicações de receitas, com o objectivo de distinguir “The Best Cookbooks in The World”. Na cerimónia de entrega de prémios, estiveram representados 96 países. “Receita di Casa” foi lançado em Janeiro deste ano e traz 19 receitas de pratos tipicamente macaenses, nomeadamente o famoso Minchi, Capela ou Sopa Lacassá, entre tantos outros. “Neta” Manhão é ainda professora de culinária macaense na Universidade de Turismo de Macau.
Exposição “Narrativa Espiritual” esta quinta-feira nas Casas da Taipa Hoje Macau - 3 Dez 2025 Esta quinta-feira, apresenta-se ao público, a partir das 18h30, a mostra “Narrativa Espiritual – Exposição Anual de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, na Galeria de Exposições das Casas da Taipa, integrada no programa do 7.º Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Trata-se de uma iniciativa organizada pelo Instituto Cultural (IC) e que reúne o trabalho de oito artistas da China e dos países de língua portuguesa, nomeadamente Cao Yu e Tong Wenmin, do Interior da China; Wong Hio Chit e Cosmo Wong de Macau, China; Carla Cabanas, de Portugal; Délio Jasse, de Angola; Eugénia Mussa, de Moçambique; e Juliana Matsumura, do Brasil. A exposição apresenta obras em diversos suportes, abrangendo a pintura, a escultura, o vídeo e a instalação, revelando um mosaico dos contextos culturais da China e dos Países de Língua Portuguesa, “expresso através de um rico vocabulário artístico”, destaca o IC, numa nota. Notas curatoriais Os curadores basearam-se, para organizar esta exposição e o seu conteúdo, “na experiência de dois viajantes lendários do século XVI, um do Ocidente e outro do Oriente: o português Fernão Mendes Pinto e o chinês Xu Xiake”, sendo que, segundo o IC, ambos “mediram o mundo com os próprios passos, transformando as suas observações e experiências de viagem em reflexões filosóficas sobre a vida”. A exposição “utiliza a criação artística no lugar de viagens físicas, oferecendo um banquete visual aos visitantes através de 28 peças/conjuntos de obras em diversos suportes”. Descreve-se a possível experiência do visitante, que poderá ser semelhante a “seguir os passos de um viajante, iniciando uma digressão artística de auto-reflexão e exploração do mundo”. Esta exposição pode ser visitada até ao dia 1 de Março do próximo ano, entre as 10h e as 19h, de forma gratuita. Durante este mês, estarão disponíveis visitas guiadas em cantonense e mandarim, respectivamente às 15h e às 16h, todos os sábados, domingos e feriados, bem como nos dias 23 e 26.
Consulado | “Camões Cinco Zero Zero”, de Vítor Marreiros, viaja de Lisboa para Macau Andreia Sofia Silva - 3 Dez 2025 Depois de um período em exposição na galeria Passevite, em Lisboa, a mostra “Camões Cinco Zero Zero” chega agora à RAEM. Trata-se de um conjunto de obras do designer e artista Vítor Marreiros, que apresenta visões e interpretações do grande poeta da língua portuguesa. Para ver até ao dia 27, no Consulado de Portugal Intitula-se “Camões Cinco Zero Zero” e esteve no Verão em Lisboa como a primeira exposição de Vítor Marreiros apresentada, de forma individual, em Portugal. Na galeria Passevite revelou-se ao público português o trabalho deste designer e artista macaense que faz regularmente os cartazes comemorativos do 10 de Junho da Casa de Portugal em Macau. Assim, pelas paredes desta galeria independente reuniram-se imagens de Luís de Camões, retiradas dos cartazes, e adornadas com novas roupagens e interpretações. A mostra viaja agora até Macau, quase num regresso às origens, exibindo-se graças à iniciativa do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e do Instituto Português do Oriente, até ao dia 27 de Dezembro. A inauguração acontece amanhã, a partir das 18h30, sendo que a exposição pode ser visitada diariamente entre as 15h30 e 18h30, concretamente na Galeria da Residência Oficial do Cônsul-geral, na Rua do Comendador Kou Hó Neng. Segundo uma nota do Consulado, “a mostra assinala os 500 anos do nascimento de Luís de Camões, a partir de uma ideia original do designer Henrique Silva (Bibito), propondo uma leitura contemporânea e simbólica da figura do poeta através dos cartazes que Victor Marreiros tem criado ao longo de mais de três décadas para celebrar o 10 de Junho em Macau”. Camões surge aqui “retirado do seu contexto habitual” e “reinterpretado com liberdade gráfica, humor e espírito crítico, numa série que é, simultaneamente, memória e criação”. Fecha-se, assim, “simbolicamente o ciclo de um projecto que une as duas margens da herança portuguesa e celebra o diálogo entre arte, história e identidade”. Durante o período de exposição, estará disponível uma edição especial de serigrafia numerada e assinada pelo artista, bem como o catálogo oficial da mostra. Temas contemporâneos Em Lisboa, o HM conversou com Vítor Hugo Marreiros, que falou sobre a sua ligação longa com Camões, através do desenho e da imaginação, e do trabalho que há vários anos faz com os cartazes que celebram uma data tão importante para Portugal. “Tudo partiu do desafio proposto por um colega meu, Henrique Silva, mais conhecido por Bibito”, contou ao HM. “Os quadros que estão aqui não são apenas retirados dos cartazes do 10 de Junho, mas também de outros trabalhos, porque ao longo da minha vida profissional tive inúmeras oportunidades de retratar temas lusos e ícones como Fernando Pessoa, Amália, até a sardinha”, contou. São 34 anos de cartazes e de figuras que retratam a portugalidade e os temas desta comunidade. Em torno das imagens de Vítor Marreiros não há apenas literatura, mas também questões mais contemporâneas. “Nos últimos anos procurei retratar as preocupações da comunidade portuguesa [de Macau], bem como os acontecimentos em Portugal, a crise, a covid-19 ou a guerra na Ucrânia. O Camões fala por si, em anos diferentes e acompanhado sempre dos acontecimentos do ano. Às vezes ponho o Camões a falar por mim. A minha companheira diz-me sempre isso, que eu ponho o Camões a dizer aquilo que eu quero.”
Gripe | Surtos em escolas afectam 87 alunos Hoje Macau - 3 Dez 2025 Os Serviços de Saúde adiantaram ontem que foram detectados 10 casos colectivos de gripe em escolas de Macau, afectando 87 alunos, 40 dos quais acusaram resultado positivo num teste rápido para a gripe do tipo A. O estabelecimento de ensino com maior número de ocorrências foi a Escola Fong Chong da Taipa, na Rua de Chaves, onde em três turmas distintas foram infectados 20 alunos. Tanto na Escola Oficial da Flora, na Travessa do Túnel, como na Escola Secundária Vocacional e Técnica da Associação Geral dos Operários, da Rua de Lei Pou Chon, registaram 10 alunos com gripe cada uma. As restantes escolas onde foram encontrados estes casos foram a Escola da Associação Geral das Mulheres de Macau, o Colégio Diocesano de São José (V, Secção chinesa), o Colégio Sagrado Coração Canossiano (Secção Inglesa), o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes (Taipa), a Escola Choi Nong Chi Tai, a Escola Choi Nong Chi Tai, o Colégio de Santa Rosa de Lima (Secção Chinesa) e Escola de Talentos Anexa à Escola Secundária Hou Kong. Apesar de indicar que alguns doentes receberam tratamento médico, os Serviços de Saúde ressalvaram que as “condições clínicas dos doentes são consideradas ligeiras e não foram registados casos graves ou outras complicações”.
HIV | Macau acolhe conferência conjunta sobre o vírus e doença Andreia Sofia Silva - 3 Dez 2025 Um antigo flagelo mundial é hoje uma mera doença crónica, tratável com medicação. Porém, o vírus do VIH continua presente e é a pensar nessa problemática que Macau acolhe este fim-de-semana, no Grand Lisboa Palace, o 8.º Fórum sobre Sida de Pequim, Hong Kong, Macau e Taiwan, organizado por uma associação local A Associação de Cuidados da Sida em Macau [Macao AIDS Care Association] promove, este sábado e domingo, o 8.º Fórum sobre a Sida de Pequim, Hong Kong, Macau e Taiwan, a decorrer no Lisboeta Macau, no Cotai. Trata-se de um evento que pretende chamar a atenção para uma patologia que evoluiu para a doença crónica face ao flagelo de mortes que causou na década de 80, mas que continua a estar presente e a alertar as autoridades de todo o mundo. Segundo um comunicado enviado pela associação, pretende-se “reunir especialistas de renome para discutir questões críticas de prevenção, tratamento e apoio social do VIH”. O evento pretende cobrir temáticas como “a estratégia de saúde pública”, nomeadamente “os últimos desenvolvimentos em políticas e tecnologias relacionadas com o VIH, incluindo a aplicação da inteligência artificial”, ou ainda “questões sociais”, como “discussões importantes sobre a eliminação do estigma e o apoio às populações idosas que vivem com VIH”. Outros temas na agenda, prendem-se com o “impacto local”, nomeadamente o “papel de Macau como anfitriã e colaboradora neste importante diálogo inter-regional”. Combater o estigma A conferência tem como tema “Together wih Love, Not Alone in the Fight” e conta com o apoio de entidades como a The Home of Red Ribbon, Hong Kong Aids Foundation e Macau Association for Gender Diverse Community, que, como o nome indica, chama a atenção para a igualdade de género. Na descrição do evento, lê-se que “os avanços médicos não foram acompanhados por um nível proporcional de compreensão e aceitação social”, permanecendo “o estigma, a discriminação e o isolamento social [que estão] profundamente enraizados” e que “continuam a causar um grande impacto psicológico e a levar à marginalização sistémica, impedindo muitas pessoas de ter acesso a cuidados equitativos e de viver com dignidade”. Há, portanto, uma “lacuna crítica entre o progresso médico e o atraso no apoio social”, a que este fórum visa dar respostas. “Concentramo-nos em dois objectivos, ‘Eliminar o Estigma’ e ‘Construir Sistemas de Apoio Robustos’, traduzindo o conhecimento científico em práticas sociais tangíveis e inclusivas”, é descrito. Um dos oradores vem de Itália, nomeadamente da Universidade de Modena e Reggio Emilia. Giovanni Guaraldi vai falar, logo no primeiro dia, da “Abordagem centrada na pessoa nos cuidados do VIH: Porque importa e como fazê-la acontecer?”. A crescer Os dados mais recentes do VIH em Macau, divulgados em Novembro pelos Serviços de Saúde, falam de uma tendência de crescimento: entre Janeiro e Setembro deste ano, registaram-se 28 novos casos infecção pelo VIH, 14 dos quais em residentes e 14 em não residentes. Em comparação, entre Janeiro e Setembro do ano passado, tinham sido confirmados nove casos entre residentes, o que significa que ao longo deste ano houve um aumento de 55,6 por cento a nível de novos casos. No comunicado do ano passado, não havia referência a não residentes infectados. “Entre os novos casos confirmados em residentes de Macau, todos são do sexo masculino, sendo que 50 por cento tinham idades compreendidas entre os 18 e os 39 anos e 50 por cento tinham 40 ou mais anos”, foi comunicado pelas autoridades. Destes casos, 13 das infecções foram contraídas em relações homossexuais ou bissexuais, enquanto um dos casos indicou ter resultado de relações sexuais heterossexuais. “Todos os novos casos foram encaminhados para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para acompanhamento e, actualmente, a taxa de tratamento e controlo dos residentes de Macau ultrapassa os 90 por cento”, foi acrescentado.
Casinos-Satélite | Kam Pek fechou as portas Hoje Macau - 3 Dez 2025 O casino Kam Pek Paradise, ligado à concessionária SJM Resorts, encerrou as portas às 23h31 de segunda-feira. Em comunicado, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) considerou que o encerramento decorreu “de acordo com os procedimentos previstos”. “Após o encerramento do Casino Kam Pek Paradise, às 23h59 do dia 1 de Dezembro, a DICJ procedeu, de imediato, à suspensão do funcionamento das mesas e máquinas de jogo, tendo assegurado a coordenação, de forma activa, com diversos serviços, para o acompanhamento da retirada do respectivo recinto, entre outros trabalhos”, foi comunicado pelas autoridades. “No decurso do encerramento do referido casino, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais enviou pessoal ao local para prestar esclarecimentos aos trabalhadores em causa, tendo-lhes sido fornecido informações sobre uma linha aberta para consultas posteriores”, foi acrescentado. O número de trabalhadores afectados com despedimentos não foi comunicado pela DICJ, que também não fez referência ao número de trabalhadores que vão ser transferidos para a SJM Resorts. Em Julho deste ano, quando foi confirmado que o casino Kam Pek Paradise ia encerrar, a notícia causou surpresa entre os analistas. Um comunicado desse mês, da CLSA indicava que o encerramento era inesperado, dado que o casino era gerido com lucros.
Metro | Média diária de 32.600 passageiros em Novembro Hoje Macau - 3 Dez 2025 Em Novembro, o Metro Ligeiro transportou cerca de 32.600 passageiros por dia, um novo recorde desde que as viagens começaram a ser pagas. A estatística foi disponibilizada no portal da empresa que explora este meio de transporte. Feitas as contas por mês, o Metro Ligeiro transportou 978 mil passageiros. Este é um registo que se aproxima dos números de Dezembro de 2019, quando foi inaugurado o meio de transporte. Nesse ano, em Dezembro, a média diária de passageiros foi de 33 mil por dia, num total de cerca de 693 mil passageiros, dado que a inauguração aconteceu a 10 de Dezembro. No entanto, nesse período os passageiros não tinham de pagar pelos bilhetes, medida que se prolongou até Janeiro de 2020.
Fortuna | Fecho afecta 553 trabalhadores Hoje Macau - 3 Dez 2025 A Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) confirmou que o Casino Fortuna vai fechar as portas na próxima terça-feira, uma medida que vai afectar o emprego de 553 trabalhadores. O número de outros trabalhadores ligados à empresa responsável pela exploração do espaço não foi revelado. “Quanto aos 553 trabalhadores do Casino Fortuna, a DICJ continuará a manter uma estreita comunicação com a DSAL, no sentido de assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos pela SJM, no que respeita à recolocação de todos os respectivos trabalhadores, bem como às garantias quanto à sua remuneração, regalias e condições de trabalho, proporcionando-lhes oportunidades de mudança de emprego, com vista a dar continuidade ao seu emprego”, foi comunicado.
Habitação | Vendas e preços com quebras anuais em Novembro João Luz - 3 Dez 2025 Na primeira metade de Novembro, foram vendidas menos casas e a preços mais baratos, face ao mesmo período de 2024. As transacções caíram 18,6 por cento, enquanto os preços desceram 9,1 por cento. Também a área útil dos imóveis vendidos, diminuiu em termos anuais mais de 10 por cento O mercado imobiliário para habitação continuou em queda na primeira metade de Novembro. Segundos dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Finanças, na primeira metade de Novembro foram vendidas 118 fracções para habitação no território, menos 27 em relação ao mesmo período do ano passado, ou uma redução de 18,6 por cento. Os dados estatísticos baseados no imposto de selo por transmissão de bens revelam também que o preço médio do metro quadrado seguiu a tendência decrescente, com uma quebra de 9,1 por cento, para 66.315 patacas. Até a área útil das casas vendidas diminuiu 10,1 por cento para 71 metros quadrados No período em análise, as maiores quebras de vendas e preços verificaram-se na Taipa, com um total de 21 casas vendidas, menos 15 em relação à primeira metade de Novembro de 2024, representando uma quebra de 41,7 por cento. Também os preços dos imóveis para habitação na Taipa tiveram uma quebra de 10,2 por cento, fixando-se numa média de 64.510 patacas por metro quadrado. Na península, onde foram vendidas 90 do total de 118 fracções, as transacções registaram um decréscimo de 11,8 por cento. O preço também diminuiu de 72.613 patacas por metro quadrado para 66.476 patacas por metro quadrado, ou seja, menos 8,4 por cento. No mercado mais caro (Coloane) foram vendidos sete imóveis na primeira metade de Novembro último, o mesmo número em termos anuais. Porém, o preço do metro quadrado caiu 10 por cento para 75.946 patacas. Mais perto no tempo Em termos mensais, o valor dos imóveis segue a mesma tendência, apesar do maior número de vendas impulsionado pelo mercado da península. No total, a venda de casas aumentou na primeira metade de Novembro, em relação ao mesmo período de Outubro, 3,5 por cento, passando de 114 transacções para 118, com o mercado a “aquecer” ligeiramente na península com uma subida de 9,7 por cento. Não é de estranhar, uma vez que a península foi a zona de Macau onde os preços caíram mais em termos mensais: 13,4 por cento. Na Taipa, as vendas mantiveram-se (11) e os preços subiram 5,5 por cento, mas em Coloane a quebra mensal de vendas foi mais agravada (-36,4 por cento), apesar da descida dos preços do metro quadrado de 11,3 por cento. Tendo em conta todo o território de Macau, os preços sofreram uma variação mensal negativa de 9,9 por cento, caindo de 73.632 patacas para 66.315 patacas por metro quadrado.
Acidente | Homem alcoolizado conduziu em sentido contrário Andreia Sofia Silva - 3 Dez 2025 Na madrugada de sábado, dia 29 de Novembro, ocorreu um acidente com um residente alcoolizado que conduziu em sentido contrário. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o acidente, ocorrido perto das 1h55, culminou numa colisão com outro automóvel que estava estacionado num lugar com parquímetro. O homem alcoolizado acabou por admitir às autoridades o excessivo consumo de bebida, tendo registado 1,73 gramas por litro de sangue. O residente, com cerca de 30 anos, declarou ser empregado de um bar, tendo na noite de sábado jantado num restaurante por volta das 22h, na zona da Avenida Horta e Costa, onde depois de consumir álcool, conduziu o carro por volta das 1h45. No cruzamento entre a Avenida do Almirante Lacerda e a Avenida de Horta e Costa, o homem circulou em sentido contrário, e depois de se aperceber da infraccão fez marcha-atrás para regressar à via correcta. Perto da Estrada do Campo, colidiu com um carro que ali estava estacionado. A Polícia de Segurança Pública recorreu a imagens das câmaras de videovigilância para perceber o que se tinha passado, confirmando o depoimento. O proprietário do veículo atingido foi contactado e ainda estão a ser apurados os danos. O caso foi, entretanto, encaminhado para o Ministério Público para mais investigação, estando o condutor sujeito à acusação do crime de condução sob efeito do álcool, com agravamento pela condução em sentido contrário e por causar um acidente de viação.
Burlas | Pedido recurso a IA e mais cooperação internacional João Santos Filipe - 3 Dez 2025 Chan Lai Kei, deputado ligado à Comunidade de Fujian, quer que a inteligência artificial possa aceder às hiperligações recebidas por utilizadores de telemóveis através de SMS, de forma a alertá-los para links fraudulentos O deputado Chan Lai Kei pede ao Governo que recorra às tecnologias mais avançadas, como a inteligência artificial, para identificar e evitar burlas online. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita, do legislador ligado à comunidade de Fujian. Segundo Chan, os “os avanços tecnológicos” fazem com que “esquemas fraudulentos continuem a proliferar”, apesar da polícia em Macau ter “actualizado persistentemente os seus mecanismos antifraude”. De acordo com os dados da Polícia Judiciária (PJ) citados pelo deputado, entre 7 de Novembro e o meio-dia de 14 de Novembro, as autoridades receberam queixas sobre 280 tentativas de fraude em que os criminosos se faziam passar por diferentes serviços de apoio ao cliente e ainda queixas de 28 tentativas em que os burlões fingiam ser polícias, agentes do Ministério Público ou dos tribunais do Interior. As queixas foram recebidas através das aplicações disponibilizadas pelas autoridades. “Isto indica que tipos específicos de fraude continuam a ser prevalentes”, afirma o deputado. “Embora estas denúncias não tenham resultado em perdas reais, o número de casos indica que a publicidade antifraude e as medidas técnicas de intercepção precisam de ser melhoradas”, destaca. Mãos à obra Neste cenário, Chan pretende saber se as autoridades vão criar um sistema com recurso a inteligência artificial, para os cidadãos receberem “alertas instantâneos”, quando receberem mensagens SMS consideradas de “alto risco”. O legislador defende assim que as autoridades implementem um sistema com capacidade de detectar o conteúdo das SMS recebidas por todos os cidadãos. A defesa da medida é justificada com o que o deputado considera “o recente aumento de golpes com SMS falsos de atendimento ao cliente”, que no seu entender “indica a necessidade de aprimorar ainda mais os recursos de alerta proactivo do aplicativo”. Como parte da defesa da medida, o Chan Lai Kei aponta que o “Programa Antifraude”, que os residentes podem instalar na plataforma Wechat, bloqueou mais de 9.000 operações de alto risco desde o seu lançamento, em Abril de 2024. Ao mesmo tempo, o deputado mostra-se preocupado com as fraudes cometidas através de outros países, como acontece com o Myanmar, onde operam grandes centros de burlas, muitas vezes ligados às máfias do Interior da China. Sem mencionar os países mais envolvidos, Chan alerta que parte do fenómeno é exterior a Macau e por isso exige uma maior cooperação internacional, apesar de reconhecer a cooperação desenvolvida com Hong Kong e Singapura. O deputado apoiado pela comunidade de Fujian pretende assim saber como é que as autoridades vão detectar o local de origem dos crimes e reforçar a cooperação internacional.
Habitação para troca | Alerta para fim de prazo para pagar Hoje Macau - 3 Dez 2025 A Macau Renovação Urbana emitiu ontem um alerta dirigido aos candidatos das habitações para troca no complexo Pearl Metropolis a avisar que têm até ao próximo dia 30 de Janeiro para “completar os procedimentos de compra, pagar o preço das unidades” e apresentar comprovativo do registo a comprovar a transacção. Se não o fizerem, os candidatos perdem a capacidade para adquirir as fracções. A empresa de capitais públicos revelou que irá notificar os candidatos por e-mail e SMS para se dirigirem ao centro de vendas da Macau Renovação Urbana na Avenida da Praia Grande e frisou que os candidatos devem reservar tempo para completar os procedimentos em falta dentro do prazo. O projecto urbanístico, localizado no Lote P do antigo terreno do Pearl Horizon, na Areia Preta, que ganhou o nome de Pearl Metropolis, é constituído por 2.064 fracções. No ano passado, 1.932 candidatos reuniam os requisitos para comprar casa, mas as autoridades registaram 47 desistências do processo de selecção de fracções e cinco que retiraram a candidatura.