Ambiente | Fábrica em Tianjin é totalmente abastecida com electricidade verde Hoje Macau - 4 Jan 2024 Uma fábrica em Tianjin da Danfoss, uma gigante global do sector de refrigeração, atingiu 100 por cento de uso de energia verde desde segunda-feira, informou a empresa. A electricidade verde refere-se à electricidade com zero ou quase zero emissões de dióxido de carbono no processo de produção, o que é importante para alcançar a neutralidade de carbono para uma empresa, bem como a transformação e actualização de todo o sector, noticia o Diário do Povo. A Danfoss assinou em Novembro um contrato de compra de energia verde de 10 anos com a State Grid (Tianjin) Integrated Energy Service Co., Ltd. e a Tianjin Yinghua New Energy Technology Development Co., Ltd. para comprar energia verde da recém-construída quinta solar de Yinghua. O parque solar, a 20 quilómetros da fábrica da Danfoss, tem uma capacidade instalada de 142,8 megawatts e uma capacidade anual de geração de energia de 165 milhões de quilowatts-hora (kWh). A fábrica consome 45 milhões de kWh de energia por ano. Estima-se que, com a mudança para a energia verde, as emissões de carbono da fábrica diminuam em 28.000 toneladas por ano. “Isso representa um marco importante para a Danfoss no seu caminho rumo à meta de neutralidade de carbono”, disse Xu Yang, presidente da Danfoss China. A empresa disse que suas operações podem ser descarbonizadas numa abordagem de três etapas, que consiste em reduzir, reutilizar e reaproveitar. “Primeiro, aplicamos soluções eficientes em termos de energia, como bombas de calor, para reduzir o nosso consumo de energia. Em segundo lugar, reutilizamos parte da energia que já foi usada uma vez. Por fim, analisamos como podemos obtê-la de fontes renováveis”, disse Torben Christensen, director de sustentabilidade e chefe de serviços globais da Danfoss.
MNE | Países devem respeitar plenamente o retorno de Hong Kong à China Hoje Macau - 4 Jan 2024 Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China instou nesta terça-feira que os países pertinentes respeitem plenamente o facto de que Hong Kong já retornou à China e abandonem a sua mentalidade colonial. O porta-voz Wang Wenbin fez as observações numa conferência de imprensa diária quando solicitado a comentar uma declaração relacionada a Hong Kong emitida recentemente por países como o Reino Unido e os Estados Unidos em nome da “Aliança pela Liberdade de Imprensa”. Observando que isto se trata de uma difamação contra a liberdade de imprensa em Hong Kong, um ataque à aplicação legítima da lei do governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) e uma medida para encorajar aqueles que são anti-China e estão empenhados em desestabilizar Hong Kong, como Jimmy Lai, Wang disse que a China deplora e rejeita firmemente esta suposta declaração de um punhado de países, indica o Diário do Povo. Os casos de Julian Assange e Edward Snowden já mostraram ao mundo que a chamada “liberdade de imprensa” é apenas uma ferramenta que alguns países usam para atacar e difamar outros, disse Wang. “Esses países pouco se importam com a liberdade de imprensa quando seus interesses egoístas estão envolvidos. Proferiram comentários irresponsáveis sobre assuntos relacionados com Hong Kong em nome da liberdade de imprensa apenas porque não estão felizes que Hong Kong esteja a prosperar, e ainda esperam manter seus privilégios e influência passados em Hong Kong, mas sem sucesso”, destacou. Wang disse que Hong Kong segue o Estado de Direito, todas as leis em Hong Kong devem ser observadas e aqueles que violam a lei devem ser responsabilizados. “Desde que a lei de segurança nacional entrou em vigor em Hong Kong, Hong Kong restaurou a ordem e deve prosperar. O Estado de Direito foi defendido e a justiça feita. Os direitos e liberdades legais, incluindo a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão dos residentes de Hong Kong, foram protegidos em um ambiente seguro e estável sob o Estado de Direito”, disse Wang, citado pela publicação estatal. Mais comunicação O porta-voz disse que o número de meios de comunicação e jornalistas internacionais em Hong Kong aumentou em comparação ao período anterior à introdução da lei de segurança nacional. “Este é um facto que não pode ser negado por ninguém imparcial”, acrescentou. “Nos últimos anos, mais de 100 países manifestaram-se em fóruns multilaterais, incluindo o terceiro comité da AGNU e o Conselho de Direitos Humanos, para expressar seu apoio à China de várias maneiras em questões relativas a Hong Kong. Isso mostra plenamente que o mundo não está cego para a verdade”, afirmou Wang. “Qualquer tentativa de interferir nos assuntos de Hong Kong em nome da liberdade de imprensa está condenada ao fracasso”, rematou.
A Viagem com Características Chinesas Ana Cristina Alves - 4 Jan 2024 Ana Cristina Alves* 26 de dezembro de 2023 Os sábios da antiguidade chinesa foram grandes viajantes. As primeiras referências à viagem remontam à mais alta antiguidade chinesa e à primeira de todas as obras, O Clássico das Mutações (《易經》), atribuída ao lendário imperador Fuxi (伏羲), que terá vivido há cerca de 3 mil anos. Recordo que ao meditar sobre a obra encontrei dois hexagramas contíguos, um deles completamente centrado no percurso, o 28º (大過卦 Dà Guò Guà) “Grande travessia”, o outro complementar, o 27º hexagrama “Cantos da Boca/Fornecendo Nutrição” (颐卦 Yí Guà). A complementaridade realiza-se a partir da conjugação dos trigramas Raio/Trovão (震 Zhèn) e Montanha艮 (Gěn) (27), Vento (巽Xùn) e Lago/Paul(兑 Duì) (28), porque entre os oito trigramas constitutivos deste livro, o Raio é oposto ao Vento e a Montanha ao Lago, numa habilidosa união entre elementos ativos, Raio e Vento, e elementos passivos, Montanha e Lago. A transformação é operada pela ação do raio dinâmico na montanha tranquila e do vento silvante que percorre o lago silencioso. Em Visitações (2022) conjuguei estes dois hexagramas complementares numa interpretação poética que denominei “Nutrição da Grande travessia” (颐卦/大過卦), que passo a apresentar: Um Raio no sopé da Montanha, A boca aberta e moderadamente farta, The corners of the mouth waiting for nourishment, Quando se deixa escapar a tartaruga, Ganha-se muita ruga, 十年無用, 利涉大川1 Crossing the great water It´s a blessing, Brings general happiness. É preciso não reter, Deixar-se ir, Por todos distribuir. Preponderance of the great, Go away, don´t wait. O Lago cresce sobre as Árvores, O Vento sopra com delicadeza, Apontando o caminho a seguir, É avançar sem desistir, Quem sabe mais à frente Se casa a graça com a desgraça. (Alves, 2022: 151) Pode-se interpretar a viagem, “a grande travessia” como uma forma de nutrição e desenvolvimento à maneira da tradição proverbial chinesa em “Os Oito Imortais atravessam os mares, cada qual revelando os seus poderes mágicos” (八仙過海各顯神通Bāxiān guò hǎi gè xiǎn shéntōng), eles ao passarem pelo mundo, cruzam-no sobrevoando o oceano em despique para revelarem os seus dons espirituais: um tem uma espada mágica, o outro um leque, há ainda quem possua uma flor de lótus, um cesto de flores, uma flauta, uma cabaça, uma mula branca, mas atenção a um deles que ostenta castanholas e encarna a figura do viajante, ele é Cao Guojiu(曹國舅Cáo Guójiù). Viveu, variando as versões, na dinastia Song (Duane, Huichinson 1998:73) ou Yuan (Lai, 1977: 27), era o irmão mais novo da rainha. Seguindo a versão de T.C.Lai, Cao Guojiu ter-se-á saturado da vida palaciana e resolveu conhecer mundo, ajudado por uma medalha oferecida pelo próprio governante, com a inscrição «O imperador deseja que o seu cunhado seja tratado, vá onde for, sempre como se estivesse acompanhado por Sua Majestade» (Lai, 1977:27). Quando saiu do palácio, Cao Guojiu correu a terra, desejando cultivar o Tao, sempre protegido pela sombra influente do Imperador, até que um dia Lü Dongbin ( 吕洞宾Lǚ Dòngbīn), um dos patriarcas imortais, disfarçado de mestre taoista, lhe fez ver a incorreção do comportamento e ele imediatamente deitou fora o salvo-conduto, em troca das bênçãos imortais. As castanholas são o seu símbolo. Elas produzem um som celestial que silencia tudo o resto para as escutar. Em chinês chamam-se castanholas Yin Yang (陰陽板Yīn Yáng bǎn), tendo por isso o maior dos poderes criativos do ponto de vista espiritual. A verdade é que este imortal só conseguiu libertar-se da esfera humana, quando em viagem dispensou favores e proteções mundanas, devotando-se por inteiro ao seu aperfeiçoamento. T.C. Lai relata ainda um episódio em que o viajante é testado por outros dois imortais; que querem saber se já o podem considerar entre pares. Lü Dongbin, o imortal da espada mágica, e Zhong Liquan ( 鈡离權 Zhōng Líquán ), o imortal do leque que proporciona longa vida aos vivos e ressuscita mortos. Questionam-no sobre o que ele está a cultivar nas suas andanças pelo mundo terreno, ao que ele responde que se encontra a cultivar o Tao (道 Dào), a Via ou Caminho. E eles prosseguem, inquirindo pelo Tao, ao que ele responde apontando para o céu; os imortais continuam: “‘Onde está o céu’?” (Lai, 1977: 29) e ele aponta para o coração, passando o exame com brio, porque “tinha entendido o Caminho” (Ibidem). Filósofos taoistas como Laozi (老子III. a.C?) ou Zhuangzi (莊子, c. 369 -286 a. C) possuem biografias muito semelhantes às de Cao Guojiu, sobretudo Zhuangzi, que recusa sistematicamente imiscuir-se na esfera mundana, rejeita propostas ministeriais ao serviço da ordem estabelecida, levando uma vida apagada e pobre, mas recompensadora do ponto de vista espiritual, já que faz a apologia do sábio modelar que se pauta pela quietude e afastamento da ordem político-social, deambulando livremente como uma pequena borboleta esvoaçando de flor em flor. Assim podemos ler, logo no capítulo inicial da obra homónima, intitulado “Vagueando em Absoluta Liberdade” sobre a metamorfose proporcionada pelo movimento que transforma peixes Kun (鲲) em pássaros gigantescos Peng (鹏), que voam do Mar do Norte ao Mar do Sul, também conhecido por Lago Celestial. A própria vida pode ser encarada como uma viagem de longa duração, e quanto mais longa melhor, sendo os percursos mais excelsos realizados por seres santos ou filósofos como Liezi (列子), também citado neste capítulo (Zhuangzi: 1999:7): “que viaja montando o vento de um modo livre e descontraído, volta à terra em quinze dias, nunca se deixando enredar na sorte mundana; porém, embora ele não tenha que andar, depende de algo.” (夫列子禦風而行,泠然善也,旬又五日而後反。 彼於致福者,未數數然也。 此雖免乎行,猶有所待者也。) Com a mudança de escola filosófica para a confucionista, que atualmente continua a reger o mundo chinês, agora mais cosmopolita e dialogante através dos seus institutos Confúcio, a viagem ganha tonalidades terrenas e pragmáticas, como viria a suceder no caso de Confúcio, na esperança de conseguir interessar os governantes da época pelos valores morais. Confúcio, entre os chineses o Mestre Kong (孔子), viveu de 551 a 479 a. C. O seu nome próprio era Qiu (丘) e o seu cognome Zhongni (仲尼). Nasceu no Sul da província de Shandong em Qufu. Oriundo de uma família da pequena nobreza, trabalhou para vários senhores feudais e teve alguns cargos oficiais. Chegou a primeiro-ministro de Lu em 501, mas por pouco tempo, porque o duque trocou os seus ensinamentos pelos encantos de um grupo de bailarinas, presente do duque de Qi, interessado em enfraquecer o estado de Lu, já que se tornara bastante forte. Desiludido com o mundo, regressou à sua terra e passou a dedicar-se exclusivamente à atividade pedagógica, iniciada em 497, tendo chegado a reunir 72 discípulos. Viveu os três últimos anos em Qufu, na sua terra natal e faleceu em 479 a. C. No entanto, o movimento de viagem é enaltecido, na obra dialogada que nos deixou, registada através dos seus discípulos, os Analectos (論語 Lúnyǔ), que inaugura da seguinte forma (《論語 • I-1》): 子曰:「學而時習之,不亦說乎?有朋自遠方來,不亦樂乎?人不知而不慍,不亦君子乎?」 Confúcio disse: “É ou não um gosto poder praticar em tempo devido o que se aprendeu? É ou não uma alegria receber amigos vindos de longe? Será um cavalheiro aquele que se ofende quando não se é apreciado?” Um cavalheiro (君子 Jūnzǐ), ou melhor, um futuro governante, só terá a ganhar com o confronto de ideias, que é possibilitado pela abertura do mundo e pelos viajantes que chegam desafiando com suas perspetivas diferentes. A viagem torna-se assim na tradição confucionista uma descida à terra, já não deambulam apenas os imortais e santos, cujas mentes vagueiam pelo cosmos, outros sábios mais pragmáticos encetam as suas travessias para dar a conhecer ao mundo princípios filosóficos e, no caso do Confucionismo, valores morais. Atualmente, os chineses viajam à procura de melhor vida. Andam por dentro e por fora da China. Quando passam de umas províncias para as outras são considerados imigrantes, como se pode ler em Compreender a China Contemporânea: um dicionário (2009), dirigido por Thierry Sanjuan, no artigo de Isabelle Thireau, e têm bastantes problemas por causa do sistema de registo de residência (戶口簿hùkǒu bù) “São assim qualificados como imigrantes e considerados problemáticos os indivíduos que não residem onde estão oficialmente domiciliados” (Thireau, 2009: 183/184). Contudo, dadas as assimetrias entre o campo e a cidade, sobretudo das megapolis, como Xangai, Beijing, regiões administrativas especiais, etc., as pessoas migram para tentar uma melhor sorte, mas nem sempre assim sucede, quando possuem menores recursos económicos ou culturais, ficando à mercê de direitos de residência temporários, que as obrigam a frequentes deslocações fora do domicílio oficial, e a enfrentarem situações salariais e sociais mais precárias, suscitando esta mobilidade geográfica desconfiança por parte dos residentes permanentes. De qualquer modo, dado o declínio populacional na China, a imigração é necessária, ainda que os imigrantes nem sempre sejam bem acolhidos, pelo que se têm vindo a associar de modo a serem capazes de dar resposta à pressão social encontrada: “Agrupam-se em alguns quarteirões em função da origem geográfica comum, criando escolas para os seus filhos.” (Thireau, 2009: 185), tal como encontramos estabelecimentos de ensino para filhos de chineses em Portugal. Aqui há concentração de chineses em certas zonas do país, como Lisboa (Martim Moniz, Almirante Reis), Porto, Faro, Aveiro, Braga e Leiria. Porém, mudou-se de registo, porque se passou da imigração para a emigração. O que tem trazido a segunda leva de emigração chinesa ao país é a mesma vontade de melhorar as condições de vida que impulsiona a migrar dentro de portas. Desta vez chegam-nos quadros qualificados, com cursos superiores, empresários e empreendedores que pretendem viver confortavelmente fora da terra de origem, de acordo com os melhores padrões das classes médias e médias altas da Europa desenvolvida ou dos Estados Unidos da América. De acordo com os dados de Henley & Partners no Global Private Wealth Migration Report 2023, conta-se com 13 milhões e quinhentos mil chineses a emigrarem ao longo de todo este ano. Os chineses partem cada vez em maior número, talvez para realizarem o dito “nascer como um dragão, viver como um tigre” (生龙活虎 shēnglóng-huóhǔ), significando esta aliança do par biológico primordial chinês, muito aplicada na geomancia, cumprir um projeto existencial repleto de energia (do dragão) e vigor (do tigre), onde enriquecer não parece ser decisivo, já que muitos apenas emigram, porque é mais fácil viver-se fora uma vida comum (“很多人移民国外并不是为了活得大富大贵,只是为了在国外更好地做一个普通人”2). Na realidade, a migração, seja dos que vêm de fora, como emigração, ou dos que são recebidos de dentro, a título de imigração, pode beneficiar os que migram, criando novas oportunidades de vida e riqueza para o país que acolhe esta força migrante, através das suas contribuições. As misturas fornecem ainda amplas possibilidades demográficas e culturais, favorecendo cenários multiculturais tão enaltecidos nos nossos dias; mas como é óbvio pode ter aspetos negativos, também muito enfatizados por determinados setores políticos, por causa do impacto negativo nos salários, da criação de desemprego, da pressão nos serviços públicos, do aumento das rendas e da potencial instabilidade social. Para o que migra, emigra ou imigra é a abertura de um novo caminho, mesmo quando é forçada pelas circunstâncias, como sucedeu com o exílio de grandes homens na China antiga, por exemplo, o poeta Su Dongpo (蘇東坡, 1037-1101), que se transformou num Mandarim andarilho, menos por vontade própria e mais por ditame imperial. No entanto, muitas das províncias para onde imigrou revelaram-se verdadeiras oportunidades de vida, como quando esteve em Cantão. Pode ler-se no seu último poema: 廬山煙雨浙江潮,未到千般恨不消。 到得還來沒事,廬山煙雨浙江潮。 Aqui apresentado na excelente tradução de António Graça de Abreu (2023: 171): Névoas de Lushan, marés de Zhejiang, Antes da viagem, nostalgias mil, Viajei muito, mas tudo muda, tudo permanece. Névoas de Lushan, marés de Zhejiang. O movimento de viagem é enaltecido, por ter um efeito terapêutico, é um espanta tristezas eficaz, mesmo que depois voltem os amargos de mente ou nunca tenham partido, a verdade é que o encontro com novas paisagens, vivências, e descobertas que vão sendo feitas ao longo do caminho, bem como as surpresas trazidas por novas relações, permitem uma mudança de cenário que atua positivamente no espírito e na vida de quem a realiza, ou até na nova terra onde se é recebido, ainda que o poeta viajante tenha plena consciência de que “tudo muda, tudo permanece”. Ontem e hoje assim se pensa no País do Meio, tudo se transforma na terra e nas gentes, mantendo-se, porém, a raiz que permite dizer sem contradição que o essencial fica na mesma, sendo a própria vida uma travessia de afastamento e/ou de completude, bem como de retorno num movimento regressivo ao fundamento. Para os chineses, estamos sempre a viajar, mesmo quando não saímos do lugar, à maneira do filósofo, do santo e do imortal nas suas caminhadas espirituais. Bibliografia @Aavest 美股预测.2023. 《移民的优点和缺点》 (Benefícios e inconvenientes da migração). Youtube. Disponível em: https://aavest.com/pros-and-cons-of-immigration/, acedido a 27 de dezembro de 2023. Alves, Ana Cristina. 2022. Visitações. Fafe: Labirinto. ______________. 2005. A Sabedoria Chinesa. Cruz Quebrada: Casa das Letras. Confucius «孔子».1994. Lun Yu «论语». Analects of Confucius. Ed. Bilingue, Beijing: Sinolingua. Duane, O.B; N. Huichinson. 1998. Chinese Myths & Legends. London: Brockhampton Press. Graça de Abreu, António (Org. e Trad.) 2023. Su Dongpo, Poemas. Lisboa: Grão Falar. 广东省 .2023.“不如换一个地方生活?2023年全球私人财富迁移报告发布”. Disponível em: https://www.sohu.com/a/716176593_120005859, acedido a 27 de dezembro de 2023. Lai, T.C. 1977. The Eight Immortals. Hong Kong: Swindon Book Company. Oliveira, Jorge Costa. 2023. “Declínio populacional e imigração – na China e noutros países”. Diário de Notícias. Disponível em https://www.dn.pt/opiniao/declinio-populacional-e-imigracao—na-china-e-noutros-paises-15879077.html: Wilhelm, Richard (Trad.). 1989. I Ching or the book of changes. London: Arkana, Penguin Books. Wong, Eva. 2001. Tales of Taoist Immortals. Boston & London: Shambhala. Zhang Fengyang. 2016. Os Chineses em Portugal: as razões da sua vinda e a sua situação atual. Dissertação de Mestrado em Estudos Interculturais Português/Chinês, orientada por Manuel Gama e Sun Lam. Disponível em: https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/44336, acedido a 26 de dezembro de 2023. *Coordenadora do Serviço Educativo do CCCM 10 anos sem sentido,/É vantajoso atravessar o grande mar. 广东省 2023“不如换一个地方生活?2023年全球私人财富迁移报告发布”. Disponível em: https://www.sohu.com/a/716176593_120005859
História | Jornalista João Botas descobre diário inédito com cerca de 200 anos Andreia Sofia Silva - 4 Jan 2024 O jornalista João Botas, autor de diversas obras sobre a história de Macau, diz ter descoberto um diário de uma norte-americana, esposa de um comerciante que vinha a Macau e à China com frequência. O acesso a uma versão dactilografada, com muitos anos, permite descobrir relatos de uma época em que o comércio fervilhava no sul da China Chamava-se Sarah, acompanhou o marido, comerciante, nas inúmeras viagens que realizou para fazer negócios em Cantão e deixou um diário que hoje tem cerca de 200 anos. O jornalista João Botas, autor de diversos livros sobre a história de Macau, diz ter descoberto uma versão muito antiga, dactilografada, do documento, graças às constantes pesquisas que realiza para o blogue Macau Antigo. Trata-se, no relato que fez ao HM, de “um diário inédito”, sendo que, até à data, “se desconhece o paradeiro do documento original”. “Depois de múltiplas verificações posso garantir que se trata de um relato verídico”, conta João Botas, que chegou ao contacto com descendentes de Sarah e do marido que não querem dar o nome. O jornalista espera vir a poder publicar este diário que se revela muito semelhante a tantos outros escritos deixados por estrangeiros, incluindo esposas de comerciantes franceses, ingleses ou americanos que passaram por Macau, graças ao comércio que se praticava na altura com a China. João Botas diz mesmo que o diário de Sarah se revela semelhante aos escritos já divulgados e estudados de Rebecca Kinsman e Harriet Low, datados das primeiras décadas do século XIX, “mas com informação mais rica a vários níveis”. Segundo o autor do blogue, este diário “foi escrito com o objectivo de ocupar os tempos livres”, pois o marido de Sarah “passava muito tempo em Cantão”. “Esta não era a primeira vez que viajava até Macau, mas foi a primeira vez que decidiu escrever um diário. Ao todo a viagem, ida e volta, durou 317 dias! Quase um ano. Só em navegação passaram cerca de 200 dias, ida e volta.” “A estadia em Macau é de cerca de um mês, período em que, além dos passeios diários, eram frequentes as visitas às residências de outros estrangeiros, para beber chá, conversar, ouvir alguém tocar piano ou para participar em jantares mais formais.” Sarah gostava ainda de ler, referindo, nas páginas do diário, “inúmeros livros, obras históricas de referência sobre a Ásia, o Japão ou a Índia”. Negócios florescentes A época a que se remete o diário passa pelos anos em que a Companhia Britânica das Índias Orientais deixou de ter o exclusivo do comércio com a China e outras nações começaram a ter negócios no país, usando Macau como ponto de ligação. Era também a época dos cules, trabalhadores pouco qualificados da China que eram transportados quase como escravos para trabalhar na agricultura em diversos pontos do globo. “A linguagem utilizada [no diário] é simples, mas o elevado número de pessoas mencionado obriga a muita pesquisa de contextualização, nomeadamente, sobre quem eram e o que faziam naquela época. É o que estou a fazer nesta altura, e está quase pronto”, relata João Botas, que diz estar em conversações com entidades públicas de Macau para a edição do livro. Os escritos de Sarah permitem-nos “viajar até à Macau de meados do século XIX, com muitas descrições de espaços, ruas e edifícios, permitindo fazer o retrato da comunidade de estrangeiros ocidentais que viviam no território, que eram poucas dezenas” numa população que, à data, não tinha mais do que 35 mil pessoas, a maioria chineses, e com apenas 4.500 portugueses e macaenses. “Como os estrangeiros ocidentais não podiam comprar propriedades no território, arrendavam casas aos portugueses e macaenses mais abastados. Esta era uma importante fonte de rendimentos numa altura em que já se fazia sentir algum declínio na actividade comercial fruto do surgimento de Hong Kong em 1842”, explica o jornalista. Passear na rua Sarah escreveu sobre os passeios que realizou em Macau, um deles bem perto da fortaleza do Bom Parto, no sopé da Colina da Penha. “Desde que aqui cheguei tenho-me divertido muito. Todos os dias, às cinco e meia, saímos para passear. (…). À tarde fomos todos para a baía do Bispo*, um lugar lindo, com praia para caminhar e muitas conchas. (…) No domingo fui com eles à igreja. Confundimos a hora e só chegamos lá mais de meia hora depois do início do culto. O regresso da igreja para casa foi encantador já passava um pouco das seis da tarde. Esta cidade de Macau é um local encantador, repleto de cenários pitorescos. (…)”, lê-se, segundo tradução feita pelo próprio João Botas de um excerto do diário. Sarah descreve ainda um outro passeio, feito numa segunda-feira, quando jantaram e tomaram chá “na casa da Sra. Nye”. “(…) Levei a minha cadeira até à Praia porque as ruas são estreitas demais para uma carruagem. Fizemos um passeio bastante longo e agradável, conhecemos vários grupos que andavam a cavalo e duas ou três outras carruagens. (…)”, escreveu ainda a americana. Não falta ainda um relato da Casa Garden, onde hoje funciona a sede da Fundação Oriente (FO), e a Gruta de Camões. “À tarde visitamos a Casa Garden. É de facto um local encantador – abundância de belas árvores que sombreiam os belos passeios sinuosos e é constante o encontro com imensas rochas, por vezes isoladas, outras vezes empilhadas umas sobre as outras. A gruta de Camões, poeta português, é um local de grande atracção. É um sítio curioso, composto por três rochas imensas – duas em pé, a vários metros de distância uma da outra, a terceira repousando imediatamente sobre a abertura, formando uma divisão fresca e protegida, aberta em cada extremidade. (…)” À data, a Casa Garden pertencia ao comendador Lourenço Marques que a arrendava aos comerciantes estrangeiros. A americana descreve ainda no diário o ambiente de Cantão, cidade do sul da China. “Chegamos a Cantão por volta das cinco da manhã. (…) Depressa desembarcamos e fomos até à residência dos Parker. (…) Passamos três dias e três noites muito agradáveis na casa do médico. Saí para fazer compras em Cantão, mas apenas uma vez e fui com a Sra. Parker. Estas compras perderam para mim muito da novidade. Este ano foi muito desagradável por causa das multidões nas ruas que se preparavam para duas das suas festas religiosas – o ‘Festival das Lanternas’ e uma outra, de que não me lembro o nome, embora a tenha testemunhado no ano passado, quando estive em Cantão. (…)” Segundo João Botas, a referência feita a Parker remete para Peter Parker, nascido em 1804 e falecido em 1888, médico e missionário dos EUA. Este chegou à China em 1834 onde deu a conhecer pela primeira vez as técnicas da medicina ocidental, incluindo a anestesia. Em 1838 criou um hospital ligado à oftamologia em Macau, onde viveu durante algum tempo. Por sua vez, Harriet Colby Webster Parker era esposa de Peter Parker, tendo sido a primeira mulher ocidental a viver na China.
Saúde | Estágios começaram esta segunda-feira Hoje Macau - 4 Jan 2024 Arrancou esta segunda-feira a ronda de estágios dos profissionais de saúde em diversas especialidades, e que decorrem em vários serviços e unidades do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ), incluindo centros de saúde, com a duração de 26 a 52 semanas. Estes estágios visam a obtenção da acreditação profissional para o exercício da profissão, sendo que, no ano de 2023/2024, foram aprovados 390 formandos. Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) realizam a formação destinada aos 354 estagiários, o que representa cerca de 90,8 por cento do número total. Além disso, são organizados 596 instrutores profissionais de diferentes serviços, unidades ou departamentos “para orientar os trabalhos clínicos, com vista a proporcionar aos formandos o melhor ambiente e as melhores condições de ensino”, descrevem os SSM, em comunicado.
Diáspora portuguesa | Macau presente em núcleo regional de Conselho Andreia Sofia Silva - 4 Jan 2024 Macau está representado no recém-criado Núcleo Regional da Ásia e Oceânia do Conselho da Diáspora Portuguesa através de António Menano, secretário-geral da MGM China, e do CEO do BNU, Carlos Cid Álvares. Este espera efeitos ao nível do crescimento económico português e aumento de exportações e importações São 13 os conselheiros ligados ao recém-criado Núcleo Regional da Ásia e Oceânia do Conselho da Diáspora Portuguesa, uma entidade fundada em 2012 com o objectivo de potenciar negócios e a presença portuguesa em todo o mundo. Macau está representado neste grupo de conselheiros com António Menano, secretário-geral da MGM China Holdings, e Carlos Cid Álvares, CEO do Banco Nacional Ultramarino (BNU). Ao HM, o responsável adiantou apenas ter “todo o interesse” que “Portugal veja o seu nome enaltecido no estrangeiro e que o trabalho dos elementos do Núcleo tenha efeitos práticos ao nível do crescimento económico, aumento das exportações e importações”. Carlos Cid Álvares acrescentou também que Macau desempenha um papel importante para se desenvolver enquanto “plataforma de negócios entre os países de língua portuguesa e a China”. “Tudo o que podermos fazer para aumentar esse papel [de Macau] será francamente positivo para as empresas portuguesas e dos países de língua portuguesa que queiram aumentar o volume de negócios na China”, frisou. Segundo um comunicado do Conselho da Diáspora Portuguesa, um dos principais objectivos da criação do Núcleo Regional é “fortalecer as conexões entre os actores económicos da região”, bem como “estabelecer uma extensa rede de parceiros dentro da comunidade portuguesa em toda a Ásia e Oceânia”. Pretende-se ainda “estimular uma compreensão mais profunda da região para promover os interesses de Portugal de modo eficaz”. Eventos e documentos Constituído em 2012, o Conselho da Diáspora Portuguesa foi criado com o apoio da Presidência da República portuguesa e do Ministério dos Negócios Estrangeiros. João Graça Gomes, coordenador do Núcleo Regional, considera que o objectivo da criação de três núcleos regionais foi o de “descentralizar” e agilizar o trabalho que vinha sendo feito na organização de eventos e outras actividades promocionais de Portugal. “A Ásia é uma região muito dinâmica, temos grandes economias como a China, Índia ou Japão, e o Núcleo Regional pretende reflectir sobre o que está a ser feito na Ásia e pode ser aplicado em Portugal. Estamos a planear a realização de vários seminários online para este ano e a produzir uma espécie de ‘documento branco’ sobre [o panorama de desenvolvimento] da região nos próximos cinco ou dez anos, identificando as grandes áreas económicas nos países. A China, por exemplo, destaca-se nas energias renováveis, e em Portugal o país é um dos maiores investidores no sector energético.” Relativamente à ligação com Macau, João Graça Gomes entende ser “o centro” na Ásia dada a histórica presença portuguesa de quase 500 anos. “A comunidade portuguesa em Macau é numerosa. Portugal tem muitas parcerias com universidades locais e persiste o Direito de Macau de inspiração portuguesa. Queremos envolver-nos na área da investigação científica, podendo construir pontes entre universidades de Macau e com zonas onde haja diáspora portuguesa.” Em termos de actividades, os conselheiros de Macau podem potenciar “reflexões mais teóricas ou actividades mais práticas na área da investigação científica e parcerias com universidades”. Essencialmente, o Conselho pretende “atrair novos investimentos para Portugal contribuindo para o que já existe”. “Temos uma visão de abertura e colaboração [com outras entidades]. Estamos dispostos a criar um polo agregador com as comunidades portuguesas, órgãos governamentais, a rede consular e até a AICEP [Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal], fazendo uma ponte sem nos substituirmos a ninguém”, rematou. João Graça Gomes afirmou ainda que o Conselho pretende “auxiliar Portugal a aumentar a sua imagem no estrangeiro e a alargar o softpower”.
Kiang Wu | Homem com “antecedentes de cancro” morre com gripe Hoje Macau - 4 Jan 2024 Um residente com 45 anos morreu com gripe no Hospital Kiang Wu, na terça-feira, de acordo com um comunicado dos Serviços de Saúde (SS). A informação foi divulgada ontem. Na mensagem foi apontado que o homem tinha “antecedentes de cancro”, e viajado para fora de Macau. Os sintomas surgiram a 31 de Dezembro, com febre, tosse, dificuldades respiratórias e uma paragem cardíaca súbita, que levou a que a família chamasse o Corpo de Bombeiros ao local. “Na sequência do sucedido, a família chamou imediatamente a ambulância do Corpo de Bombeiros e, após reanimação cardiopulmonar, o homem foi encaminhado para o Serviço de Urgência do Hospital Kiang Wu para ser socorrido”, foi revelado. No hospital, a “análise laboratorial da amostra do tracto respiratório” mostrou que o homem estava infectado com o vírus influenza B, e também uma radiografia ao tórax revelou a existência de líquido nos pulmões. Além disso, foi apontado que o homem tinha antecedentes de cancro, mas o tipo não foi especificado. Apesar do diagnóstico, o homem foi ligado a um ventilador, mas acabou por falecer a 2 de Janeiro. Segundo o comunicado dos Serviços de Saúde, o homem “não tinha sido vacinado contra a gripe sazonal” e “tinha viajado para o exterior antes do aparecimento dos sintomas”.
Jogo | Número de promotoras cai para metade Hoje Macau - 4 Jan 2024 De acordo com a lista publicada pela DICJ, existem 18 promotores de jogo a operar em Macau, o que significa uma quebra de 50 por cento, em comparação com o início de 2023 O número total de empresas promotoras do jogo licenciadas no território caiu para metade ao longo do último ano. A revelação foi feita pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), que publicou o número de junkets licenciados no início do ano. Em Janeiro do ano passado, quando o território ainda estava a ser afectado pela política de zero casos de covid-19, estavam registadas junto do regulador 36 empresas de promoção de jogo. Contudo, um ano depois, o número caiu para 18 registos. A informação do portal da DICJ não indica os motivos que levaram a que o número de promotores do jogo caísse para metade, num ano em que as receitas do jogo mostraram uma tendência de recuperação. No ano passado, as receitas brutas do jogo atingiram 183,1 mil milhões de patacas, números que contrastam com os 42,2 mil milhões de patacas declarados como receitas do sector em 2022, no que representou um aumento de 333,8 por cento. As empresas promotoras de jogo actuam junto dos grandes apostadores, e tentam atrai-los para os diferentes casinos, a troco de uma comissão. Durante muitos anos, foram utilizadas para cobrar dívidas no Interior e movimentar dinheiro do Interior para apostar nos casinos locais. No entanto, desde 2021 que o sector vive tempos difíceis. Além das campanhas no Interior e em Macau contra os agentes das promotoras, como aconteceu com os casos mediáticos contra os grupos Suncity e Tak Chun, houve igualmente uma alteração às leis do sector, que além de estabelecerem limites para o número de empresas de promoção proíbem ainda a partilha das receitas dos casinos. Abaixo do limite Os números revelados pela DICJ mostram também que a quantidade de promotores de jogo registada está abaixo dos autorizados pelo secretário para a Economia e Finanças. Desde 2022 que a lei da actividade de exploração de jogos de fortuna ou azar em casino atribuiu poderes ao Executivo para definir o número de junkets autorizado a operar. Para este ano, Lei Wai Nong tinha definido um limite máximo de 50 promotores. O número actual apenas preenche 36 por cento das inscrições disponíveis. Entre as vagas para as 50 quotas para promotores, 12 foram atribuídas à concessionária Venetian Macau, e o mesmo aconteceu com a SJM Resorts. As concessionarias MGM Grand Paradise e Mel Resorts têm cada uma oito vagas e a Galaxy Casino e Wynn Resorts cinco vagas, cada.
Ambiente | Ron Lam diz ser difícil atingir metas de descarbonização antes de 2050 Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 4 Jan 2024 O deputado Ron Lam U Tou considera ser difícil alcançar o objectivo traçado pelo Governo de atingir a meta da descarbonização antes de 2050 e a fasquia de quase zero emissões de carbono, objectivos definidos na “Estratégia de Descarbonização a Longo Prazo de Macau” publicada pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). Segundo o jornal Ou Mun, o deputado concorda com este plano, mas exige que sejam criadas mais políticas concretas para que se cumpram estes objectivos, entendendo que não existe um calendário para a concretização desta estratégia. O deputado destacou que o maior problema para o aumento da circulação de veículos eléctricos, um dos meios para a descarbonização, é a falta de postos de carregamento nas zonas residenciais, pois actualmente mais de 100 mil habitações privadas não possuem estes postos de carregamento. Apesar de se tratar de um processo de instalação simples, Ron Lam U Tou entende que há muita burocracia da Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), sendo que esta diz estar limitada pelo Código Civil. O deputado considera que o Governo deve resolver esta matéria a fim de fomentar o uso generalizado de carros eléctricos.
Novo Bairro | Macau Renovação Urbana defende criação de oligopólio João Santos Filipe - 4 Jan 2024 A empresa com capitais públicas considera que seguiu os procedimentos normais e os “princípios de justiça” ao autorizar que apenas cinco agências imobiliárias possam participar na venda de apartamentos construídos com dinheiro da RAEM A Macau Renovação Urbana considera ter actuado de acordo com os “procedimentos normais”, na criação de um oligopólio em que apenas cinco agências imobiliárias estão autorizadas a vender os apartamentos no Novo Bairro de Macau, na Ilha da Montanha. As declarações foram prestadas por Chan Ion Kei, responsável do projecto da Macau Renovação Urbana, na terça-feira, quando foram entregues as primeiras fracções a residentes. A questão tem sido alvo de controvérsia em Macau, por dois motivos: várias agências imobiliárias no território sentem-se discriminadas por parte do Governo da RAEM, e também porque as vendas através dos agentes imobiliários, que cobram uma comissão, são concluídas mais rapidamente do que as realizadas directamente junto da Macau Renovação Urbana. Questionado sobre estes dois aspectos, segundo o relato do jornal All Aout Macau, Chan Ion Kei afirmou que a escolha das cinco agências para a vendas dos apartamentos foi feita “com base nos princípios de justiça” e de acordo “com os procedimentos normais”. No entanto, Chan não indicou quais os procedimentos adoptados nem sem existe a possibilidade de no futuro haver uma liberalização do mercado de venda dos apartamentos dos agentes. Liberdade no mercado Apesar da criação do imobiliário, Chan Ion Kei não se coibiu de defender que existe liberdade no mercado, uma vez que os residentes podem sempre escolher não comprar as fracções. Por outro lado, o responsável pelo projecto reconheceu que a venda feita através das agências imobiliárias é mais rápida do que as realizadas directamente pela companhia. Segundo as explicações de Chan, as agências imobiliárias têm mais pessoal para verificar os documentos entregues pelos potenciais compradores, assim como custos mais baixos com o pessoal. Chan reconheceu ainda que no caso da empresa Macau Renovação Urbana receber directamente muitos pedidos pode não ter condições de satisfazê-los. De acordo com os dados divulgado na terça-feira, desde 28 de Novembro, dia em que os apartamentos no Novo Bairro de Macau em Hengqin começaram a ser vendidos, apresentaram-se mais de 1.000 candidatos para adquirirem fracções. No mesmo sentido, foi indicado que não houve ainda qualquer residente a perder o sinal pago com a promessa de compra e venda das fracções, devido a desistência do negócio.
FDC | Cheong Kin Hong mantém-se na presidência do Fundo Hoje Macau - 4 Jan 2024 O mandato de Cheong Kin Hong como presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) foi renovado pelo período de um ano, de acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial. Segundo a informação disponibilizada pelo despacho de Ho Iat Seng, as funções são exercidas a “tempo parcial” com uma remuneração de 62.040 patacas por mês. Também a comissão de serviços de Chan Ka Io como membro do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, a tempo inteiro, foi renovada pelo período de um ano, a partir de 19 de Janeiro. As renovações de mandatos no Fundo de Desenvolvimento da Cultura não se ficaram por aqui. No que diz respeito ao Conselho Fiscal, o mandato do presidente Gabriel Tong Io Cheng foi renovado pelo período de um ano. Gabriel Tong foi deputado, nomeado pelo Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, e desempenha as funções de reitor da Faculdade de Direito da Universidade de Macau. No que diz respeito aos membros do Conselho de Fiscal do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, também Rebeca Vong, representante da Direcção dos Serviços de Finanças, e Vong Hou Piu viram os respectivos mandatos renovados por um ano, desde 1 de Janeiro.
DSAMA | Incentivada promoção de negócios de cruzeiros Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 4 Jan 20244 Jan 2024 Dirigentes da Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e da Água sugeriram ontem no programa matinal do canal chinês da Rádio Macau que empresas e concessionárias de jogo devem desenvolver mais negócios relacionados com passeios temáticos em cruzeiros para o desenvolvimento das zonas costeiras do território Kuok Kin, subdirector da Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), disse ontem no Fórum Macau, programa matinal do canal chinês da Rádio Macau, que existe um incentivo para que empresas e concessionárias de jogo desenvolvam mais passeios temáticos com cruzeiros em torno das zonas costeiras de Macau, no contexto da consulta pública sobre a gestão das áreas marítimas em curso. A informação foi avançada depois de um ouvinte sugerir a realização de mais passeios de cruzeiro no programa que debatia os conteúdos sobre as propostas do Governo relativas ao Zoneamento Marítimo Funcional, o Plano das Áreas Marítimas e a Lei de Uso das Áreas Marítimas. “Estimulamos a que haja uma maior cooperação com empresas ligadas à área da navegação, bem como empresas de jogo. Os passeios de cruzeiro em Macau podem ter características próprias, e temos, por exemplo, a zona histórica do Porto Interior com a ligação à pesca como actividade tradicional. Temos também zonas de turismo e lazer modernas na parte traseira do Canal de Macau”, disse. Esta zona, situada entre os canais da Taipa e do Porto Exterior, é também conhecida como o canal de acesso ao Porto Interior, estando perto de vários resorts. Saber aproveitar Kuok Kin apontou ainda que as paisagens situadas entre a Zona de Cooperação Aprofundada e Macau podem ser aproveitadas, com as empresas a terem “várias oportunidades” de exploração dos negócios ligados aos cruzeiros. Estas podem “apostar na diversificação dos sectores da restauração e entretenimento” através dos cruzeiros, apontou o dirigente da DSAMA. Uma vez que a presença de cruzeiros ou a realização de regatas acontecem a curto prazo, não envolvendo uma utilização permanente das zonas marítimas, Kuok Kin assegura que há uma maior facilidade de utilização desses locais pois não é necessário pedir uma licença. “O Zoneamento Marítimo Funcional e o Plano das Áreas Marítimas [são propostas] que pensam nestas questões, delimitando as zonas para fins turísticos, culturais e desportivos para projectos de turismo e lazer”, explicou ainda. Recorde-se que a consulta pública em curso diz respeito à gestão dos 85 quilómetros de área marítima atribuídos pelo Governo Central a Macau. Kuok Kin aponta que as propostas do Executivo neste âmbito visam o bem-estar da população e o futuro desenvolvimento do território. A consulta pública termina dia 16 de Fevereiro. Ilha ecológica só em 2040 Kuok Kin, subdirector da DSAMA, adiantou também, no contexto da sua ida ao programa radiofónico Fórum Macau, que a ilha ecológica pensada para servir de aterro a resíduos de construção urbana só deverá ser uma realidade em 2040. Segundo a TDM Rádio Macau, o dirigente frisou que o objectivo da ilha artificial é solucionar o problema do actual aterro em Coloane que praticamente já não tem capacidade para acolher mais resíduos.
Líder da oposição sul-coreana recupera depois de ter sido esfaqueado no pescoço Hoje Macau - 3 Jan 2024 O líder da oposição sul-coreana, Lee Jae-myung, está a recuperar nos cuidados intensivos, após ter sido esfaqueado no pescoço na terça-feira, informaram hoje fontes do Partido Democrático (PD) que representa. “Lee está na UCI [unidade de cuidados intensivos] e só os seus familiares o podem visitar”, afirmou o porta-voz do PD, Park Sung-joon, à agência noticiosa Yonhap. Os médicos do Hospital da Universidade Nacional de Seul que o operaram não fizeram declarações sobre o estado de saúde de Lee. Têm sido os membros do PD a informarem os meios de comunicação social sobre o estado de saúde do político. Representantes do grupo político afirmaram, no início do dia, que a operação para reconstruir a veia jugular de Lee e remover os coágulos de sangue demorou mais tempo do que o previsto, mas foi concluída com aparente sucesso. O ataque ocorreu na terça-feira, durante um evento público na cidade de Busan, a 350 quilómetros a sudeste de Seul, quando o agressor, um homem de 66 anos, cravou uma faca de cerca de 17 centímetros no lado esquerdo do pescoço do político. Entretanto, a polícia sul-coreana efetuou hoje uma rusga à residência e ao escritório do atacante, na cidade central de Asan, disseram as autoridades, sem avançar mais detalhes.
Sobe para 64 o número de mortos após terramoto no Japão Hoje Macau - 3 Jan 2024 As autoridades japonesas elevaram para 64 o número de mortos no terramoto que atingiu o centro-oeste do país na segunda-feira, sublinhando que as equipas de socorro estão a enfrentar uma meteorologia desfavorável para o resgate das vítimas. Anteriormente, um funcionário da autarquia de Ishikawa, que não se quis identificar, falou à agência de notícias France-Presse (AFP) em “62 mortos” e disse que mais de 300 pessoas ficaram feridas, 20 das quais com gravidade. Ao longo das estradas, muito danificadas ou bloqueadas pela queda de árvores, grandes placas alertam para possíveis deslizamentos de terra. As autoridades pedem cautela devido às fortes chuvas que estão a cair hoje e às suas consequências em toda a península de Noto, na província de Ishikawa, uma longa e estreita faixa de terra que se estende até ao Mar do Japão. “Estejam atentos a deslizamentos de terra até hoje à noite”, alertou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Algumas áreas ficaram instáveis devido ao terramoto que ocorreu na segunda-feira às 16:10, no horário local, que atingiu uma magnitude de 7,5 na escala de Richter segundo o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS) e 7,6 de acordo com a JMA. A região centro-oeste do país, nomeadamente a província de Ishikawa, foi atingida por várias centenas de réplicas – algumas também fortes – desde este terramoto e o tsunami que se seguiu na segunda-feira, que provocou ondas de mais de um metro que varreram muitos barcos, encalhados nos cais, ou as estradas à beira-mar. Milhares de edifícios na península de Noto foram total ou parcialmente destruídos pelo desastre e ainda podem ser destruídos por tremores secundários, tornando as operações de resgate delicadas. A cada alerta, as equipas de resgate devem se retirar dos escombros com urgência. O número de vítimas poderá ainda aumentar, uma vez que as buscas deverão durar mais alguns dias nas zonas rurais e em aldeias de difícil acesso. Mais de 31.800 pessoas refugiaram-se em centros de alojamento instalados em diferentes aldeias, segundo as autoridades japonesas, e quase 34.000 casas ainda estão sem eletricidade na província de Ishikawa. Mais de 115 mil casas em Ishikawa e em outras duas províncias também estão privadas de água, informou hoje o Governo japonês. Localizado no Anel de Fogo do Pacífico, o Japão é um dos países com sismos mais frequentes no mundo.
Tenista Francisco Cabral eliminado na primeira ronda de pares de torneio de Hong Kong Hoje Macau - 3 Jan 2024 O tenista português Francisco Cabral entrou ontem a perder na nova temporada, caindo, ao lado do britânico Henry Patten, na primeira ronda de pares do torneio de Hong Kong. O número um nacional de pares e Patten perderam frente ao salvadorenho Marcelo Arévalo e o croata Mate Pavić, segundos cabeças de série do torneio chinês, com os parciais de 6-4 e 7-6 (7-3), em uma hora e 37 minutos. Com a eliminação de Cabral, 52.º do ranking mundial da variante, o torneio de Hong Kong fica sem representação portuguesa, já que Nuno Borges também tinha sido afastado na primeira ronda de singulares, na segunda-feira.
Airbus envia especialistas a Tóquio para investigação sobre colisão de aviões Hoje Macau - 3 Jan 20243 Jan 2024 A Airbus anunciou o envio de uma equipa de especialistas para participar nas investigações sobre a colisão de um A350 da companhia Japan Airlines hoje, no aeroporto de Tóquio, com uma aeronave da Guarda Costeira, vitimando cinco ocupantes. Num comunicado, o construtor aeronáutico europeu explicou que esses especialistas ajudarão as autoridades encarregadas da investigação sobre o acidente, a Comissão de Segurança nos Transportes do Japão (JTSB) e o Gabinete de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil de França (BEA). Um Airbus de Japan Airlines com 379 ocupantes procedente de Sapporo, no norte do Japão, embateu, ao aterrar no aeroporto de Tóquio Haneda, com um avião da Guarda Costeira japonesa, um DHC-8, de cujos seis ocupantes apenas sobreviveu o piloto, ferido com gravidade. Todos os passageiros e tripulantes do Airbus foram retirados em segurança da aeronave em chamas numa das pistas do aeroporto. O fabricante europeu indicou que, por enquanto, não são conhecidas as circunstâncias exatas do que aconteceu. A Airbus tinha entregado ao Japão esse A350, registado com o número JA13XJ, a 10 de novembro de 2021, ao sair da linha de montagem. Os seus motores são reatores do tipo Trent XWV da Rolls-Royce.
Hengqin | Inscrições para plano de turismo abertas Hoje Macau - 3 Jan 2024 A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) e a Direcção dos Serviços de Desenvolvimento Económico da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin estão a aceitar, desde segunda-feira, candidaturas para o “Plano de Apoio ao Turismo de Macau-Hengqin”. O programa pretende “incentivar os operadores turísticos a explorarem itinerários turísticos ‘multi-destinos’ entre Macau e Hengqin, tendo como alvo, numa primeira fase, atrair grupos de visitantes de negócios a visitarem Macau e Hengqin”. Os destinatários do plano são as entidades organizadoras, coordenadoras ou mandatadas para organizar actividades de “turismo de incentivos” entre as duas regiões, sendo elegíveis empresas legalmente constituídas e registadas em Macau ou Hengqin, as organizações sem fins lucrativos ou as entidades legalmente constituídas fora de Macau e Hengqin. As entidades beneficiárias deste plano de apoio têm de realizar actividades de “turismo de incentivos” com 40 ou mais participantes não residentes de Macau e Hengqin, que devem pernoitar, pelo menos duas noites consecutivas, em Macau, e uma noite em Hengqin, além de se escolherem algumas actividades. Os programas de Macau incluem passeios pelo centro histórico, experiências gastronómicas ou a participação em espectáculos culturais, sem esquecer os passeios de negócios. Por sua vez, o rol de actividades disponíveis em Hengqin incluem passeios na montanha de Xiao Hengqin, no parque de zonas húmidas Mangzhou, e ainda visitas ao Museu do Sândalo Vermelho da China em Hengqin. As autoridades afirmam necessitarem de um período de cinco dias para avaliar as candidaturas apresentadas.
Obras viárias | Novo ano com 60 projectos na agenda Hoje Macau - 3 Jan 2024 O Grupo de Coordenação das Obras Viárias do Conselho Superior de Viação já recebeu 60 projectos das obras viárias apresentados pelos serviços públicos e entidades de interesse público para este ano, o que representa uma redução de 71 por cento em comparação com o período homólogo do ano passado. Além disso, esperam-se 28 projectos de grande envergadura nas principais artérias da cidade, com um prazo de execução superior a 30 dias, o que representa também uma redução na ordem dos 30 por cento. Na península, estão previstas obras em locais como a Avenida Doutor Stanley Ho, Avenida da Amizade, Avenida Panorâmica do Lago Sai Van ou Avenida Dr. Sun Yat-Sen, enquanto nas ilhas vão realizar-se obras na Estrada Flor de Lótus, Rotunda do Istmo ou Estrada de Hac Sá. Entre Janeiro e Novembro de 2023, o Grupo de Coordenação trabalhou em torno de 64 processos de execução de obras, evitando a repetição de escavações no mesmo local. Relativamente às medidas provisórias de trânsito para as obras viárias, os serviços competentes do Governo realizaram, em 2023, mais de 3600 fiscalizações, incluindo inspecções conjuntas com os proprietários das obras.
Autocarros | Bilhetes gratuitos para turistas Hoje Macau - 3 Jan 2024 A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) lançou esta segunda-feira uma oferta especial de bilhetes gratuitos para o serviço de autocarros directos do Aeroporto Internacional de Hong Kong para Macau. O objectivo é, segundo um comunicado, “encorajar os visitantes internacionais e de Taiwan a estenderem o seu itinerário a Macau, impulsionando o desenvolvimento do turismo de ligação Hong Kong-Macau”. Pretende-se ainda dar “mais um passo para expandir as fontes de visitantes internacionais”. Depois de chegarem ao aeroporto de Hong Kong, os visitantes elegíveis devem dirigir-se ao balcão do serviço de autocarros directos, mostrar os documentos de viagem e cartão de embarque e fazer o registo de informações, a fim de obter o bilhete. O número de vezes que os visitantes podem usufruir da oferta especial é ilimitado. A oferta tem, no entanto, limite do número de usufruidores, sendo distribuída com prioridade de chegada.
DSPA apresenta estratégia de descarbonização para Macau Andreia Sofia Silva - 3 Jan 2024 A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) divulgou no sábado a “Estratégia de Descarbonização a Longo Prazo de Macau”, que está em consonância com o plano da “Dupla Meta de Carbono” adoptada pelas autoridades na China. O objectivo desta Estratégia é “impulsionar os diversos sectores sociais de Macau a implementarem acções de descarbonização”, considerando o Executivo que “os trabalhos de combate às alterações climáticas são inadiáveis”. Esta Estratégia visa “implementar medidas de descarbonização em diferentes áreas e fases”, além de “atingir o pico de emissões de carbono antes de 2030”. O Governo quer ainda “promover as áreas de electricidade e transportes terrestres para alcançar uma profunda descarbonização antes de 2050 e atingir quase zero emissões” de carbono. O plano estabelece seis abordagens principais, nomeadamente a “construção de um sistema de energia de baixo carbono”, “transformação verde dos transportes terrestres”, “conservação de energia e substituição por energia limpa”, “redução de resíduos a partir da fonte, transformação de resíduos em energia”, “o público pratica, em conjunto, a vida de baixo carbono” e “inovação tecnológica e cooperação regional”. Em busca de eléctricos A DSPA elaborou ainda o “Plano de Promoção de Veículos Eléctricos em Macau”, que visa atingir, em 2035, a meta do uso, a 100 por cento, de veículos ligeiros e motociclos novos movidos a energia eléctrica, com emissões de carbono zero. O objectivo com esta iniciativa é que a sociedade “possa conhecer, o mais cedo possível, o rumo e os objectivos da futura promoção dos veículos eléctricos”. O Governo destaca também medidas de protecção ambiental adoptadas até à data, apontando que, em 2020, a taxa de emissão de carbono atingiu a meta definida em 2011, com a redução de 40 a 45 por cento em relação ao ano de 2005. Em 2021, o Governo voltou a fixar uma meta de redução da taxa de emissão de carbono de mais de 55 por cento para 2025, relativamente ao ano de 2005, tendo ainda proposto “fazer um bom trabalho em relação ao pico de carbono e à neutralidade carbónica”.
Aumento de impostos em Hong Kong David Chan - 3 Jan 2024 O Governo de Hong Kong efectuou uma consulta no passado dia 17 de Dezembro, para auscultar o público sobre o orçamento de 2024-25. Em relação à possibilidade de vir a haver um aumento de impostos, as opiniões dividem-se entre os que são a favor e os que são contra esta medida. Poucos serão os que ficam contentes por ficarem a saber que o Governo vai aumentar os impostos e poucos também que tenham vontade de os pagar. Mas porque é que desta vez houve uma reacção inesperada com várias pessoas a apoiarem o aumento de impostos? O principal motivo para isso acontecer é o déficit de 177,7 mil milhões do Governo de Hong Kong que tem nas reservas fiscais apenas 675 mil milhões. O ano passado, as despesas do Governo atingiram os 761 mil milhões. Com base nestes números, as actuais reservas fiscais não são suficientes para suportar os custos operacionais deste ano do Executivo. Simplificando, se as receitas não aumentarem, as reservas fiscais acabam dentro de um ano. Esta situação financeira não é aceitável. Quer se trate de uma família ou de uma empresa, se as receitas não são suficientes para cobrir as despesas, significa que existe um problema financeiro. Em circunstâncias normais, o funcionamento fica comprometido. Se existirem circunstâncias excepcionais, tais como uma epidemia que ainda não passou completamente, o problema agrava-se. Anteriormente, Hong Kong tinha reservas excedentárias na ordem dos biliões. No entanto, à medida que a população envelhece, as despesas da segurança social aumentam de dia para dia, para não falar dos enormes gastos decorrentes da pandemia. Para resolver esta situação é necessário que haja entrada de dinheiro. As receitas base do Governo de Hong Kong, como os impostos sobre rendimento comercial, os impostos sobre salários, os impostos de selo, etc., não são suficientes para cobrir estas despesas. A maior fatia das receitas do Governo vem da venda de propriedades. Contudo, os quatro anos de epidemia afectaram profundamente a economia e as receitas sobre a venda de propriedades baixaram significativamente. Existem mesmo casos em que as propriedades não se conseguem vender. Com receitas inferiores às despesas, as reservas fiscais vão diminuindo. O aumento de impostos pode resolver estes problemas. O sistema fiscal de Hong Kong sempre foi mundialmente famoso por ser simples e por aplicar impostos com taxas baixas. Este sistema atraiu muitas empresas estrangeiras para Hong Kong e o Governo sempre se esforçou para manter esta reputação. O aumento de impostos vai complicar todo o sistema fiscal e por isso até agora o Executivo ainda não fez alterações a este nível, mas isso não quer dizer que não as venha a fazer. Há muito que o Governo de Hong Kong tem consciência da diminuição progressiva das reservas fiscais. Por isso, nos últimos três anos, foram tomadas várias medidas para aumentar as receitas. Por exemplo, o Hong Kong Jockey Club vai ter de pagar mais 2,4 mil milhões anuais, durante cinco anos, pelas apostas de futebol. O Governo também criou uma isenção fiscal sobre o pagamento de rendas. Os inquilinos podem ter benefícios fiscais, se os proprietários pagarem os impostos sobre os alugueres. No passado, o imposto de selo sobre a compra e venda de acções tinha vindo a aumentar progressivamente, tendo-se tornado o segundo mais caro do mundo. Só recentemente é que foi reduzido. Tudo isto aumentou as receitas do Governo de Hong Kong. As medidas acima mencionadas só puderam aumentar as receitas até um certo ponto, mas não resolveram completamente o problema do déficit fiscal. Sem um aumento significativo das receitas provenientes dos impostos, o Governo de Hong Kong pode ter dificuldade de continuar a operar. Além disso, o envelhecimento da população aumentou as despesas de saúde e o valor das pensões. Estes problemas só são resolvidos com uma injecção de dinheiro e será aos impostos que esse dinheiro se pode ir buscar. É por este motivo que grande parte da sociedade de Hong Kong apoia o aumento de impostos. Existe um velho ditado chinês que diz, ‘Uma mulher inteligente tem dificuldade em cozinhar sem arroz’, o que é bem verdade. Macau, do outro lado do mar, tem uma situação completamente diferente. Nesta cidade ninguém pede aumento de impostos porque não existe necessidade, os impostos pagos pela indústria do jogo, a maior de Macau, são suficientes para manter as contas do Governo equilibradas. Naturalmente, a questão do aumento de impostos não se coloca em Macau. Com este modelo os outros sectores económicos podem pagar impostos muito baixos, o que é uma vantagem e por isso ninguém se preocupa com este assunto. Existem sempre duas formas de aumentar as receitas. A primeira é o aumento das taxas e a segunda a criação de novos impostos. É mais eficaz aumentar as taxas dos impostos já existentes que são os mais estáveis. Os impostos sobre rendimentos comerciais e sobre salários são relativamente estáveis em Hong Kong. A subida das taxas destes dois impostos pode aumentar as receitas do Governo. No entanto, o Executivo declarou que não tem pressa de mexer nestes impostos e claro que não tem pressa porque ninguém gosta de ouvir falar em aumento de impostos. Na segunda forma, a criação de novos impostos, as taxas dos impostos existentes não sobem, mas surgem outros para aumentar as receitas governamentais. Um exemplo disso é o ‘land departure tax’ (imposto sobre saídas por terra) que foi proposto por algumas pessoas em Hong Kong. Como muitos residentes de Hong Kong gostam de fazer compras na China continental, a cobrança de um imposto sobre as saídas por terra pode reduzir o fluxo de pessoas que vai gastar dinheiro fora da cidade e simultaneamente serviria para aumentar as receitas do Governo, matando assim dois coelhos com uma só cajadada. Claro que a implementação deste imposto levantaria muitos problemas. Por exemplo, não seria compatível com a integração de Hong Kong na Área da Grande Baía. Além disso, seria extremamente injusto impor esta taxa a pessoas que vivem na China continental e que trabalham em Hong Kong. O Governo de Hong Kong enfrenta um dilema em relação à subida de impostos. Sem o aumento das taxas, a situação financeira ficará instável e a sua notação de crédito diminuirá, o que afectará directamente o estatuto de Hong Kong como centro financeiro internacional. Vai haver descontentamento social quando os impostos forem aumentados, e os que forem afectados terão sempre diversas razões para se oporem aos aumentos. Posso apenas dizer que o Governo de Hong Kong vai viver tempos difíceis. Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau Professor Associado da Escola de Ciências de Gestão da Universidade Politécnica de Macau Blog: http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog Email: legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk
Presidente coreano manifesta preocupação após ataque a líder da oposição Hoje Macau - 3 Jan 2024 O Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, manifestou ontem “profunda preocupação” com a segurança do líder da oposição, Lee Jae-myung, esfaqueado no pescoço num evento público no sudeste do país. Yoon Suk-yeol manifestou “profunda preocupação com a segurança de Lee Jae-myung depois de ter tomado conhecimento do ataque”, afirmou a porta-voz da presidência sul-coreana. O chefe de Estado “sublinhou que a sociedade sul-coreana nunca deve tolerar este tipo de violência, quaisquer que sejam as circunstâncias”, acrescentou Kim Soo-kyung. Tanto Yoon Suk-yeol como Han Dong-hoon, o líder do conservador Partido do Poder Popular, actualmente no poder, condenaram veementemente o ataque e pediram uma investigação exaustiva. Atacante detido Lee Jae-myung foi esfaqueado numa conferência de imprensa realizada durante uma visita ao estaleiro de construção do novo aeroporto que irá servir a cidade portuária de Busan, na ilha de Gadeok. Às 10:27, um homem, cuja identidade ainda não foi divulgada, aproximou-se do líder do Partido Democrático (PD), aparentemente fingindo ser um apoiante e pediu-lhe um autógrafo. O homem esfaqueou-o então no lado esquerdo do pescoço com um objecto não identificado, de acordo com testemunhas e imagens transmitidas pelas televisões sul-coreanas. Lee foi levado para o hospital cerca de 20 minutos depois, em estado consciente apesar de ter uma hemorragia grave, enquanto o autor do ataque foi imediatamente detido, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O líder do PD perdeu as eleições presidenciais de 2022 para Yoon Suk-yeol por uma margem estreita. Durante a campanha, Lee, antigo governador da província de Gyeonggi, a mais populosa da Coreia do Sul, tinha proposto algumas medidas inovadoras, incluindo a criação de um rendimento mínimo universal e uniformes escolares gratuitos. Os críticos acusaram o político de ser um populista perigoso que procura fomentar divisões e demonizar os opositores conservadores.
Xi destaca “inevitável reunificação” com Taiwan em discurso de fim de ano Hoje Macau - 3 Jan 20243 Jan 2024 O Presidente chinês, Xi Jinping, definiu domingo a reunificação com Taiwan como uma “inevitabilidade histórica”, num discurso de fim de ano em que destacou os sucessos do país em 2023. O líder chinês reiterou que a reunificação com Taiwan, é uma “inevitabilidade histórica”, depois de um ano em que se registou o aumento das tensões no estreito da Formosa e a poucos dias da realização das eleições no território insular. Xi Jinping enfatizou também a necessidade de “manter a prosperidade e a estabilidade a longo prazo” e a “melhor integração no grande plano de desenvolvimento nacional” das regiões semiautónomas de Hong Kong e Macau. “O controlo da pandemia estabilizou-se”, lembrou Xi na sua única referência ao fim da política ‘zero covid’ no início deste ano, depois de quase três anos de restrições rigorosas no país. No seu discurso, transmitido na televisão, o Presidente garantiu que “a economia chinesa continuou a recuperar e a melhorar” em 2023 e apontou um “transbordante dinamismo de desenvolvimento” no país, dando como exemplos a força das vendas de telemóveis fabricados internamente e o progresso da segunda maior economia do mundo na fabricação de veículos eléctricos. Entre os destaques do ano, Xi mencionou o primeiro voo comercial da aeronave C919 de fabricação chinesa e as missões espaciais Shenzhou, que transportaram astronautas para a estação espacial chinesa Tiangong. Por outro lado, o líder do gigante asiático referiu-se às “pessoas que enfrentam dificuldades no emprego e na vida” e às zonas do país que este ano sofreram catástrofes naturais, como inundações ou sismos, e garantiu “ter isso em mente”. Confiança no futuro A nível internacional, Xi observou que “ainda há lugares no mundo em plena guerra” e que o povo chinês “está muito consciente do valor da paz”, razão pela qual assegurou que o seu país está “disposto a trabalhar com a comunidade internacional para promover a construção de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade”. Depois de um ano em que recuperou a actividade diplomática, após dois anos e meio de isolamento devido à política ‘zero covid’, e em que se reuniu com líderes de países como Estados Unidos, França, União Europeia, Espanha, Colômbia ou Brasil, Xi Jinping garantiu que “a China não só se desenvolve, como também abraça o mundo e assume a responsabilidade de uma grande potência”. O líder chinês lembrou que o próximo ano vai marcar o 75.º aniversário da fundação da República Popular da China e apelou ao “aprofundamento da reforma e abertura em todos os aspectos”, ao aumento da “confiança no desenvolvimento” e ao reforço da “vitalidade económica” no próximo ano. “Coexistência pacífica” A líder de Taiwan afirmou segunda-feira esperar uma “coexistência pacífica” a longo prazo entre Taipé e Pequim e sublinhou que o futuro das relações deve ser decidido pelos “procedimentos democráticos” da ilha, que em breve realiza eleições. “Esperamos que os dois lados [do Estreito de Taiwan] retomem o mais rapidamente possível intercâmbios saudáveis e sustentáveis”, declarou Tsai Ing-wen no discurso de Ano Novo, o último antes do fim do mandato, em Maio. “Esperamos também que as duas partes procurem conjuntamente uma via, estável e a longo prazo, para uma coexistência pacífica”, acrescentou. As eleições presidenciais e legislativas em Taiwan realizam-se a 13 de Janeiro.
Indústria | Actividade volta a contrair em Dezembro Hoje Macau - 3 Jan 2024 A actividade da indústria transformadora da China contraiu pelo terceiro mês consecutivo em Dezembro, segundo dados divulgados no domingo pelo Gabinete Nacional de Estatística (NBS) do país. O índice de gestores de compras (PMI) situou-se nos 49 pontos em Dezembro, contra 49,4 no mês anterior, algo que o NBS admitiu ser um sinal de fraca procura. O índice caiu em oito dos últimos nove meses, sendo Setembro a única excepção. Quando se encontra acima dos 50 pontos, este indicador sugere uma expansão, enquanto abaixo dessa barreira pressupõe uma contração da actividade. O NBS também divulgou no domingo o PMI para os sectores de serviços e construção, que subiu em Dezembro para 50,4 pontos, mais 0,2 pontos do que em Novembro. Apesar da crise no sector imobiliário, a actividade na construção disparou de 55 pontos em Novembro para 56,9 pontos. Já o sector dos serviços permaneceu inalterado em 49,3 pontos, após registar em Novembro a primeira contração desde Dezembro de 2022, quando o país desmantelou a política de ‘zero casos’ de covid-19, resultando numa onda de infeções que se espalhou pela China em poucas semanas. Também no domingo, num discurso de fim de ano transmitido na televisão, o Presidente chinês, Xi Jinping, enfatizou a necessidade de “manter a prosperidade e a estabilidade a longo prazo. A economia da China cresceu a um ritmo de 5,2 por cento nos primeiros três trimestres de 2022 e tinha mostrado sinais de melhoria em Novembro, com a produção das fábricas e as vendas a retalho a aumentarem. Nos últimos meses, o governo aumentou as despesas com a construção de portos e outras infraestruturas, reduziu as taxas de juro e diminuiu as restrições à compra de habitação, para tentar estimular a procura interna que, segundo os economistas, é necessária para sustentar o crescimento. A procura global de produtos manufacturados tem sofrido com o aumento das taxas de juro pelos bancos centrais de todo o mundo para combater as taxas de inflação, que há décadas são elevadas.