FRC | Pintura e caligrafia para ver em “2024 – Flores e Cores” Hoje Macau - 10 Jul 2024 A Fundação Rui Cunha acolhe até ao dia 20 de Julho a exposição “2024 – Flores e Cores”, uma mostra colectiva de pintura e caligrafia organizada em conjunto com duas associações locais ligadas à cultura chinesa. Um total de 38 alunos criou 45 obras diversificadas recorrendo a materiais como acrílico, óleo ou aguarela Foi ontem inaugurada na Fundação Rui Cunha (FRC) mais uma exposição de caligrafia e pintura que pode ser visitada de forma gratuita na galeria da sede da FRC, situada na Avenida da Praia Grande. Trata-se da mostra “2024 – Flores e Cores”, uma apresentação colectiva de trabalhos que se tem realizado todos os anos, com orientação dos artistas e professores locais Lee Chau Ping, Hong Ka Yan e Wong Ceoi Lam, e curadoria de Chan Lok Yee, presidente da Chinese Artists Exchange Association – Macau. [Associação de Intercâmbio de Artistas Chineses – Macau]. Esta associação co-organiza a mostra em conjunto com a Associação de Amizade de Artes, Pintura e Caligrafia de Macau, revelando-se, assim, ao público um total de 45 peças de caligrafia e pintura chinesas, mas também aguarelas e pinturas a óleo e acrílico criadas por 38 alunos, entre turmas adultas e juvenis. Num comunicado difundido pela FRC, é referido, por parte de Lee Chau Ping, que “esta maravilhosa plataforma de exibição permite que cada participante partilhe as suas produções criativas e os trabalhos elaborados com outras pessoas”. “Espero que os artistas seniores, de caligrafia e pintura, também possam comentar e oferecer opiniões valiosas para que alunos e professores alcancem a excelência na sua arte”, frisou o mesmo responsável, um dos mentores do evento. Lee Chau Ping adiantou também que se espera, desta mostra, “que os alunos possam comunicar ideias entre si, observar e aprender, cultivar a literacia cultural, exprimir sentimentos, enriquecer a sua vida espiritual e promover a cultura tradicional chinesa, para alcançar o objectivo de passar a tocha às gerações vindouras”. Vida artística Lee Chau Ping dá cursos de pintura e caligrafia por querer “transmitir a outras pessoas as técnicas, conhecimentos e habilidades da Escola de Pintura de Lingnan, que aprendi e conheço bem, retribuindo assim à sociedade”, referiu o artista. O estilo de pintura Lingnan surgiu na província de Guangdong em meados do século XIX, demarcando-se, à época, da pintura no formato mais tradicional que se fazia na China. Os grandes nomes fundadores da Escola de Pintura de Lingnan são Gao Jianfu, Gao Qifeng e Chen Shuren. Formou-se no Departamento de Design Tridimensional e trabalhou no Departamento Sénior de Design de Interiores do Instituto de Design e Indústria de Hong Kong. Mais tarde, graduou-se na Royal Canadian University, no Canadá, com um mestrado em Administração de Empresas, um doutoramento em Administração pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e um Doutoramento em Administração de Empresas pela Universidade Renmin da China. Lee Chau Ping trabalhou ainda como designer de interiores por mais de 40 anos, além de ser licenciado em Medicina Chinesa. Fundou a Associação de Amizade de Artes, Pintura e Caligrafia de Macau em 2000, da qual é presidente.
Wynn Macau | Esperada ocupação elevada no Verão Hoje Macau - 10 Jul 2024 A vice-presidente da Wynn Macau, Linda Chen, acredita que os hotéis vão ter uma taxa de ocupação elevada durante o Verão, um período alto para o turismo. Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, Linda Chen, mostrou-se optimista devido ao que indicou serem as várias “políticas favoráveis” do Governo Central, anunciadas recentemente. Entre estas políticas, consta o aumento do limites de isenção sobre os produtos comprados em Macau por parte dos turistas do Interior, assim como o aumento do número de cidades do Interior abrangidas pela emissão de vistos individuais para visitar a RAEM. Segundo Linda Chen, a taxa de ocupação é actualmente “muito boa” e espera-se que se mantenha nestes níveis até ao fim do Verão. Recentemente, os dados da Direcção de Serviços de Turismo (DST) apontaram para uma taxa de ocupação de 85 por cento. A dirigente da concessionária abordou também a situação da Rua da Felicidade comprometendo-se a investir no espaço e a decorar aquela zona com diferentes efeitos, de forma a assinalar as diferentes festividades ao longo do ano. A concessionária espera desta forma impulsionar o comércio com características de Macau e criar mais oportunidades para as Pequenas e Médias Empresas do território, principalmente aquelas com negócios na zona da Rua da Felicidade.
Estudo | Mudanças nos hábitos de jogadores chineses João Luz - 10 Jul 2024 A pandemia teve um efeito profundo na forma como jogadores chineses passaram a jogar, segundo um estudo da Universidade Politécnica de Macau. O jogo online passou a atrair mais adeptos e os hábitos de jogo evoluíram consoante estado civil, salário e género O jogo também foi infectado pela covid-19, não só durante os anos de severas restrições de combate à pandemia. Esta realidade está patente num estudo de académicos da Universidade Politécnica de Macau, Jinquan Zhou, Hong-Wai Ho e Chi Biu Chan, onde se indica que a maior mudança se verificou na passagem de muitos jogadores para o mundo virtual, trocando as mesas dos casinos pelo jogo online. O estudo teve por base inquéritos feitos a 334 jogadores oriundos do Interior da China, com mais de metade destes a interromperem totalmente o jogo durante a pandemia. Muitos dos apostadores desencorajados a visitar Macau para irem aos casinos passaram a jogar online, o que levou à subida de 52,4 por cento do jogo online em comparação com o período antes da pandemia. Segundo o Asia Gaming Brief, a migração para o mundo digital de apostas foi mais pronunciada ocorreu entre os mais jovens, conduzindo uma tendência de clivagem geracional. Além disso, os dados recolhidos pelos investigadores da UPM apontam que a larga maioria dos jogadores (77,7 por cento) que passaram para o online são homens. Também as características sociais e demográficas influenciam o comportamento de jogo. Género, hábitos, frequência, e níveis salariais foram factores determinantes do comportamento dos jogadores durante a pandemia. Um dos aspectos destacados pelo Asia Gaming Brief é forma como o estado civil interferiu nas decisões para visitar casinos em Macau, mas não afectou a forma de jogar online. Curiosamente, pessoas casadas que vieram a Macau jogar durante a pandemia acabaram por passar mais tempo nos casinos, em comparação com solteiros. Isto apesar de os “orçamentos” para gastar em jogo se tenham mantido estáveis desde e depois da pandemia, tanto para solteiros como casados. Fechados no casino Os dados demográficos relativos à idade revelaram que os jogadores com menos de 25 anos e entre os 26 e os 35 anos foram mais frequentes durante a pandemia do que os jogadores com mais de 36 anos, o que indica uma taxa de participação mais elevada entre os mais jovens. Estes dados foram encarados pelos académicos como um sinal da capacidade de adaptação dos mais novos para alterações ambientais no sentido de continuar a jogar. Por outro lado, os jogadores regulares antes da pandemia, em especial os que jogavam diariamente, mantinham uma maior frequência de jogo em comparação com os que jogavam semanalmente, mensalmente ou de forma irregular. Neste aspecto, o estudo revela que a pandemia aumentou a frequência de jogo dos apostadores regulares. O estudo também registou diferenças significativas nos comportamentos de jogo online com base no nível de escolaridade. Os indivíduos com formação universitária tinham mais probabilidades de usarem plataformas de jogo online, em comparação com jogadores que tenham apenas estudos secundários, ou inferiores.
“Take-away” | Descoberto novo tipo de fraude Hoje Macau - 10 Jul 2024 A Polícia Judiciária (PJ) detectou a existência de um novo tipo de fraude associada às plataformas de pedido de comida online. Segundo uma nota de imprensa, “os burlões criaram páginas de serviço de encomendas de refeições publicitando ‘refeições leves de cozinha chinesa e ocidental’ ou ‘refeições leves de baixo teor de gordura'” nas demais plataformas, oferecendo descontos para encomendas feitas em grande quantidade. Assim, as vítimas são levadas a comprar grandes quantidades de comida, com serviços de entrega agendados para vários dias, mas nunca chegam a receber as refeições. Destaque para o facto de os valores das encomendas variarem entre algumas centenas e mais de mil patacas, sendo que depois não é possível estabelecer contacto com os falsos fornecedores. Segundo informações da PJ, várias vítimas disseram ter perdido um total superior a seis mil patacas. As autoridades denotam que anteriormente ocorreram fraudes do mesmo género em Macau, alertando os cidadãos para que “estejam sempre atentos a fraudes, a fim de evitar que criminosos utilizem as plataformas de compras online para roubar dinheiro”.
Feiras de emprego com vagas múltiplas este mês Hoje Macau - 10 Jul 2024 Decorre no próximo fim-de-semana mais uma edição da “Feira de Emprego para Jovens”, organizada pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) em colaboração com a Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, Associação Geral de Estudantes Chong Wa de Macau e do Macau Youth Development Service Centre [Centro do Serviço de Desenvolvimento da Juventude]. O evento tem lugar no Centro Internacional de Convenções da Galaxy, no Cotai, subordinado ao tema “Mostre uma nova visão do futuro e explore as novas tendências de trabalho”. A feira irá disponibilizar mais de 1.500 ofertas de trabalho proporcionadas por mais de 50 empresas nas áreas do lazer, finanças, tecnologia, serviços públicos e restauração, entre outras. Serão ainda realizadas diversas actividades como workshops e palestras com empregadores, sendo que as marcações prévias para a participação na feira têm de ser feitas até esta sexta-feira. Outras ofertas Já na terceira semana deste mês, a DSAL anunciou que serão realizadas quatro feiras de emprego com 147 vagas para cargos nos sectores hotelaria e comércio de fármacos. As inscrições podem ser submetidas entre hoje e a próxima segunda-feira. A primeira sessão está marcada para a manhã de 16 de Julho, no Salão “Vista” do MGM Macau, com a 16 ofertas de emprego para assistente do gerente artístico e cultural, supervisor artístico e cultural, coordenador artístico e cultural e agente de segurança. Na manhã do dia 18 de Julho, vão estar à disposição 64 vagas para farmacêuticos e vendedores de medicamentos, enquanto na parte da tarde a DSAL procura preencher 15 vagas para empregado de loja. Ambas as sessões vão decorrer no centro de formação técnico-profissional da FAOM (no Istmo de Ferreira do Amaral, nº 101-105ª). Na tarde do dia seguinte, a Sala Orchid do 28.º andar do Hotel Okura Macau acolhe uma feira de emprego com 52 vagas disponíveis para “gerente assistente de restaurante, agente de arte do chá, cozinheiro de nível, atendente de balcão, costureira e empregado da sala de uniformes”.
EPM | Nova petição junta mais de 100 assinaturas João Santos Filipe - 10 Jul 2024 A agitação na Escola Portuguesa de Macau tarda em acalmar, e uma nova petição dirigida às autoridades locais vem pedir a continuidade dos professores e da psicóloga dispensados. Além disso, os signatários apelam ao respeito pela lei local O respeito pela lei de Macau, a manutenção dos professores e da psicóloga dispensados e a continuidade da disciplina do português como língua não materna. São estes os pedidos que constam de uma nova petição sobre a Escola Portuguesa de Macau (EPM), dirigida às autoridades de Macau, que está a circular online e que ontem tinha mais de 100 assinaturas. O texto escrito em nome dos “residentes” do território defende a “manutenção dos professores e da psicóloga dispensados”, o que é justificado com o “saber acumulado ao longo de muitos anos” do exercício das funções em Macau. Este pedido é igualmente fundamentado com o “profissionalismo e empenho” dos visados pelas dispensas, sendo considerado que a sua continuação vai permitir o “sucesso nos estudos” e “numa língua curricular” que “na maioria das vezes” não é a língua materna dos alunos. Outro dos aspectos mencionados, passa pela defesa da continuidade da disciplina do português como Português como Língua Não Materna (PLNM). Segundo o texto que reuniu mais de 100 assinaturas, o PLNM “permite aos alunos” da “comunidade que frequentam a EPM e que não são de língua materna portuguesa (muitos deles alunos inclusivos), imersos no seu dia-a-dia em línguas e culturas tão diversas, aprenderem o português de forma gradual, sistemática e consolidada, alicerçando o estudo das restantes disciplinas do currículo português”. Em relação ao PLNM, numa resposta recente da escola à associação de pais, foi reafirmado o compromisso com a manutenção da disciplina. Por último, a petição apela ao “respeito pela lei da RAEM, nomeadamente no que diz respeito às orientações da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) relativas ao pagamento do trabalho realizado pelos professores com os alunos do ensino inclusivo”. O texto aponta também que o pagamento visa permitir que os alunos sejam “devidamente acompanhados nas suas necessidades educativas” e que possam cumprir a “escolaridade obrigatória na EPM”, permitindo assegurar a “salvaguarda do princípio da inclusão, da defesa da multiculturalidade e da igualdade de oportunidades para todos”.
Areia Preta | Projecto de habitação com duas estradas João Luz - 10 Jul 202410 Jul 2024 A Macau Renovação Urbana indicou ontem que o projecto de habitação temporária no Lote P na Areia Preta será complementado por duas estradas com quatro faixas. A empresa de fundos públicos confirmou que as oito torres de apartamentos vão estar concluídas até ao fim deste ano A Macau Renovação Urbana (MRU) confirmou ontem que projecto de habitação temporária no Lote P na Areia Preta estará completo até ao final deste ano e será servida por duas vias com quatro faixas para aliviar o trânsito na zona. Além das duas estradas, com 24 metros de largura, serão construídas paragens de autocarros, uma zona verde aberta e uma via para uso exclusivo de peões que ligará aos bairros adjacentes. Num comunicado emitido ontem, a empresa de fundos públicos indicou que a rede de infra-estruturas que irá apetrechar o projecto tem como objectivo criar um ambiente conveniente e habitável. O projecto que nasceu no terreno que esteve destinado ao complexo do Pearl Horizon foi a resposta do Governo para proporcionar alojamento temporário aos proprietários de fracções situadas em prédios intervencionados para renovação urbana. Durante o período em que as propriedades estão em processo de remodelação, os moradores podem ficar num apartamento de habitação temporária no Lote P na Areia Preta. A queda do bambu No passado mês de Dezembro, a MRU anunciou que a fase de construção das estruturas tinha chegado ao fim. Actualmente, estão em curso os trabalhos de adaptação que envolvem os trabalhos de interior, como fazer tectos, paredes, chão e posterior instalação de cabos e canalização. Terminada esta fase, começará a remoção dos andaimes das paredes exteriores. O complexo irá consistir de oito de torres residenciais com cerca de 2.000 apartamentos, “como o número suficiente de lugares de estacionamento para automóveis e motociclos”, indica a empresa. A construção do projecto foi entregue a duas empresas, com a primeira empreitada a cargo da China Construction Engineering (Macau) Company Limited (4 mil milhões de patacas), e a segunda empreitada da responsabilidade da joint venture entre a Coneer Engineering Limited-China Road and Bridge Corporation e a Top Design Consultants Company Limited (878 milhões de patacas). A MRU recorda que quem estiver interessado em saber mais sobre o projecto pode inscrever-se online no website da MRU para marcar uma visita ao andar modelo das habitações temporárias localizado no 3.º andar do Edifício Mong Tak de Habitação Social de Mong Há, na Rua de Francisco Xavier Pereira.
Take-away | Associações pedem supervisão a plataformas online Hoje Macau - 10 Jul 2024 A Aliança do Povo de Instituição de Macau e uma associação ligada ao sector da restauração pediram ao Governo legislação para regular as plataformas online de venda de comidas e bebidas para fora. A Associação de Qualidade Verde Marca, assim como o braço associativo ligado à comunidade de Fujian, considera que as comissões cobradas pelas plataformas online são demasiado elevadas e pouco transparentes, deixando os empresários da restauração sem saber que serviços ou despesas estão a pagar. Segundo o jornal do Cidadão, o presidente da Associação de Qualidade Verde Marca, Aeson Lei, refere que a falta de escolha entre plataformas online e o domínio que têm no mercado fragiliza a posição das pequenas e médias empresas, que ficam num estado de passividade, aceitando todas as condições impostas por empresas como a MFood e Aomi. Como tal, o dirigente entende que o Governo deve reforçar a supervisão e criar mecanismos anti-monopólio para garantir relações saudáveis e estáveis entre restaurantes e as plataformas. Aeson Lei acha essencial para o tecido empresarial que os âmbitos das comissões sejam enquadrados legalmente, com transparência que permita aos comerciantes perceber a composição e cálculo das comissões. Por seu turno, a vice-presidente da Aliança do Povo de Instituição de Macau, Chan Peng Peng, defende a criação de leis que obriguem as plataformas de take-away a pagar mais rapidamente aos restaurantes.
Orçamento | RAEM com superavit de 7,68 mil milhões de patacas João Santos Filipe - 10 Jul 2024 Apesar do aumento de 3,3 mil milhões de patacas em apoios sociais, até ao final de Junho, as contas da RAEM apresentaram um resultado positivo. Os impostos sobre o jogo são responsáveis por quase 85 por cento de todas as receitas Nos primeiros seis meses do ano, as contas da RAEM apresentam um saldo positivo de 7,68 mil milhões de patacas, de acordo com os dados publicados no portal da Direcção de Serviços de Finanças (DSF). O saldo apurado no primeiro semestre resulta de receitas no valor de 52,75 mil milhões de patacas e despesas de 45,07 mil milhões de patacas. No que diz respeito às receitas, este ano houve um aumento de 8,97 mil milhões de patacas face ao período homólogo de 2023, quando o montante encaixado tinha sido de 43,78 mil milhões de patacas. Como normalmente acontece, a principal fonte de receitas veio das concessões, nomeadamente aquelas que advêm dos jogos de fortuna ou azar. Nos primeiros seis meses, o jogo foi responsável por receitas fiscais de 44,79 mil milhões de patacas, uma proporção de 84,9 por cento do total das receitas. Naquele que é o primeiro ano após a pandemia em que o orçamento não está dependente do recurso à reserva financeira, as receitas do jogo praticamente duplicaram em comparação com os 26,79 mil milhões de patacas gerados nos primeiros seis meses do ano passado. A segunda maior fonte de receitas são os impostos directos que representaram 2,38 mil milhões de patacas, um aumento de aproximadamente 180 milhões de patacas, face ao período homólogo. Ainda ao nível das receitas, o terceiro grande fluxo advém dos impostos indirectos se cifraram nos 1,90 mil milhões de patacas. Despesa social a subir Ao nível das despesas, o montante nos primeiros seis meses foi de 45,07 mil milhões de patacas, um aumento de 3,63 mil milhões de patacas face aos 41,44 mil milhões de patacas do ano passado. Os maiores gastos foram com apoios sociais, as denominadas “transferências, apoios e abonos”, que constituíram uma despesa de 25,13 mil milhões de patacas. Em comparação com o ano passado, em que a despesa social por esta altura estava nos 21,83 mil milhões de patacas, houve um aumento dos gastos de 3,3 mil milhões de patacas. Outro aspecto em que os gastos estão mais elevados é nas despesas com o pessoal da Administração Pública. Desde o início do ano que foram registados aumentos, e nos primeiros seis meses do ano os gastos representaram 8,01 mil milhões de patacas. Em comparação, no ano passado, os gastos tinham sido de 7,67 mil milhões de patacas. Uma área onde a despesa está a ser reduzida face ao ano passado, de acordo com os números do primeiro semestre, é no Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA). Os gastos actuais são de 8,52 mil milhões de patacas, quando no passado estavam nos 9,18 mil milhões de patacas.
LGBT | Estudo recomenda políticas de saúde específicas para minorias Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 9 Jul 2024 Um estudo realizado por uma licenciada da Escola de Enfermagem do Hospital Kiang Wu aponta para a necessidade de criar políticas de saúde destinadas às minorias LGBTQ+. Os entrevistados para o estudo reportaram incompreensão e falta de adaptação do sistema de saúde às necessidades específicas dos utentes homossexuais ou transgénero Naquele que é o primeiro estudo sobre o acesso a cuidados de saúde por parte da comunidade LGBTQ+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero e Queer), Xin Lei Yang, licenciada em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem do Hospital Kiang Wu, conclui que existem diferenças entre as necessidades destes utentes e os tratamentos e acompanhamentos disponibilizados pela comunidade médica e de saúde. A académica sugere a criação de políticas de saúde específicas para estas minorias, bem como cursos de formação para médicos, enfermeiros e pessoal da área sobre as necessidades concretas destes doentes. Refere-se a importância de “mais apoio em termos de referências médicas para os residentes sobre a comunidade LGBTQ+”, ou a implementação, nos hospitais públicos, de um guia de tratamento específico para homossexuais, bissexuais ou transgénero. É também sugerida a realização de mais formações específicas para médicos e enfermeiros. Além disso, Xin Lei Yang destaca que podem também ser adicionados mais conteúdos sobre cuidados médicos a aplicar a pessoas LGBT nos currículos de licenciatura em enfermagem. O estudo intitula-se “An exploration of LGBTQ+ People’s Experiences and Needs of Health Care in Macau using Interpretative Phenomenological Analysis (IPA)” [Exploração das Experiências e Necessidades das Pessoas LGBTQ+ no Sistema de Saúde de Macau usando a Análise Fenomenológica Interpretativa (IPA)] e foi apresentado no domingo. Referiu-se, assim, à “existência de diferenças entre os cuidados de saúde locais e as reais necessidades desta população”, nomeadamente casos de “conflitos”. Estas situações prendem-se com “falta de tolerância e incapacidade pessoal dos médicos em prestar cuidados de saúde” adequados para estas pessoas que, muitas vezes, podem não se identificar com o género sexual com que nasceram ou estar em processo de mudança de sexo, por exemplo. Como tal, o estudo sugere a “necessidade de implementar um sistema de cuidados de saúde mais próximo da diversidade de géneros”. A autora recomenda que seja criado “um completo mecanismo de referência” e potenciada “mais educação para o pessoal médico [sobre a área LGBTQ+], sendo fundamental “um ambiente de mais tolerância e sensibilidade cultural” quanto a estas matérias. A responsável aponta ainda para a importância de um “sistema de saúde próximo da comunidade LGBTQ+ que possa servir uma população divergente, com diversidade de géneros e diferentes orientações sexuais, que possa focar-se no respeito”. Em entrevista ao HM, Xin Lei Yang destaca que este tipo de situações, que categoriza como “micro-agressões”, não são mais conhecidos e discutidos porque estas pessoas optam por viver na sombra. No entanto, “existem actualmente em Macau alguns fenómenos de micro-agressões”, destacou. “Procurei perceber as necessidades e os sentimentos de grupo da comunidade LGBTQ+ na hora de consultarem um médico. O meu estudo conclui que uma parte dos inquiridos sentiu que o pessoal médico tinha alguma sensibilidade em relação as estas minorias, por isso foi possível criar relações de confiança. Assim, o meu estudo demonstra que existem boas e más experiências, e que, na busca por um médico, nem sempre houve casos de discriminação”, frisou. Desconforto em consulta A autora decidiu realizar a investigação quando foi abordada por um amigo LGBT que confessou estar angustiado por ter de procurar um médico, questionando-a sobre qual a especialidade que devia escolher. Xin Lei Yang recorda não ter conseguido responder às dúvidas apresentadas conforme os seus conhecimentos, pelo que tentou perceber como seria o mesmo cenário num consultório médico. “Os meus entrevistados descrevem alguns casos de micro-agressões de que foram vítimas, tal como os médicos não entenderem que eles têm uma sexualidade diferente, tratando-os como se fossem heterossexuais e cisgénero [identificação com o género sexual de nascimento]. Houve também certo tipo de olhares e toques que deixaram os entrevistados desconfortáveis” durante a consulta, apontou a autora do estudo ao HM. No estudo, apontam-se cenários de “paternalismo” por parte dos médicos em contexto da consulta quanto à autonomia do doente, a pouca formação específica para situações vividas pela população LGBT, a “falta de compreensão pelas necessidades de saúde da população LGBT” ou situações de “homofobia”. Além disso, foi reportado à académica a “falta de tratamentos” específicos para a população transgénero, nomeadamente na “área hormonal, cirurgias ou aconselhamento”. No trabalho não é mencionado se estas consultas decorreram no serviço público ou privado de saúde. Para este trabalho, a autora entrevistou apenas seis pessoas que assumiram pertencer à comunidade LGBTQ+, além de terem mais de 18 anos e residir em Macau. Outro critério para participar no estudo foi ter tido, no passado, uma experiência desagradável ou inesquecível, pelas más razões, no processo de acesso a cuidados de saúde no território. Os entrevistados dominam apenas a língua chinesa. Questionada sobre o uso desta metodologia, a IPA, e um baixo número de entrevistados, a autora lembrou a dificuldade primária em encontrar pessoas que se assumam como LGBT. “O estudo foca-se nas experiências vividas pelo grupo LGBT e as opiniões com base nas consultas médicas, e não na nossa verificação ou interferência. Segundo um estudo da Associação Arco-Íris de Macau, de 2019, 82,8 por cento das pessoas LGBT escondem a sua orientação sexual ou identidade de género, pelo que foi difícil encontrar entrevistados. O modelo IPA exige um número baixo de entrevistados, de quatro a seis, o que correspondia às características do nosso estudo.” Do grupo de entrevistados, cujas idades vão dos 18 aos 28 anos, existem três pessoas transgénero, dois homossexuais, dois bissexuais, uma pessoa que se identifica como pansexual [atracção pelas pessoas independentemente do género] e ainda uma pessoa não-binária [que não se identifica com nenhum género em particular, homem ou mulher]. As entrevistas tiveram uma média de 46 minutos, sendo que os entrevistados “prosseguiram as conversas sem interrupções ou bloqueios do foro emocional”. Que políticas criar? Tendo em conta que o estudo alerta para a necessidade de avaliar melhor a resposta a necessidades médicas por parte da comunidade LGBTQ+, para que haja uma melhor percepção dos casos de HIV no território, a mestre em enfermagem lança ainda ideias para futuras investigações. Ao nível das associações locais, é descrito que os Serviços de Saúde podem “providenciar recursos e serviços psicológicos para a comunidade LGBTQ+ e especificamente sobre as infecções por HIV”, a fim de “garantir um apoio sustentado” a estas minorias. Em termos académicos, é referido que são necessários mais estudos sobre estes grupos e também sobre a postura da comunidade médica em relação aos doentes com estas necessidades.
Samsung | Trabalhadores em greve geral na Coreia do Sul Hoje Macau - 9 Jul 2024 Os trabalhadores da gigante tecnológica sul-coreana Samsung iniciaram ontem uma greve geral de três dias, indicou o líder de um sindicato que representa dezenas de milhares de funcionários. “A greve começou hoje (ontem)”, afirmou à agência de notícias France-Presse (AFP) Son Woo-mok, chefe do sindicato nacional da Samsung Electronics, acrescentando que estava planeada uma grande manifestação no final do dia. O sindicato, com cerca de 28 mil membros, mais de um quinto da força de trabalho da empresa, anunciou a greve de três dias na semana passada, dizendo que é o último recurso depois de as negociações terem falhado. A greve segue-se a uma paralisação de um dia em Junho, a primeira acção deste tipo na empresa, sem sindicalização há décadas. A direcção da empresa, líder mundial na produção de chips de memória, tem vindo a realizar negociações salariais com o sindicato desde Janeiro, mas as duas partes não conseguiram chegar a um acordo. “Estamos agora numa encruzilhada”, declarou o sindicato aos trabalhadores na semana passada, pedindo que apoiem uma “greve crítica”. “Esta greve é a última carta que podemos usar”, afirmou o sindicato, acrescentando que os trabalhadores da empresa precisam de “agir de forma unida”. “Esta greve não serve apenas para melhorar as condições de trabalho, mas também para recuperar os nossos direitos, que têm sido ignorados até agora”, acrescentou. Os trabalhadores rejeitaram uma proposta de aumento salarial de 5,1 por cento. O sindicato exige ainda melhorias no que diz respeito às férias anuais e transparência nos prémios de desempenho. A direção da Samsung foi contactada pela AFP, mas não fez comentários.
Visão sábia David Chan - 9 Jul 2024 Ao início, o McDonald’s era apenas uma cadeia de restaurantes “drive-thru” situada ao longo das auto-estradas americanas. O cliente podia fazer a sua encomenda sem sair do carro. Quando estava pronta, recebia-a através da janela do veículo e seguia viagem. Actualmente, o McDonald’s é uma cadeia gigante de restaurantes fast-food de dimensão global e a influência da sua marca penetrou em todas as esferas do mundo dos negócios e tornou-se indispensável na nossa vida diária. O seu sucesso é indissociável da sua visão comercial. A expansão mundial do McDonald’s ficou a dever-se a essa extraordinária visão comercial, inseparável do conceito de “adaptação aos hábitos locais”. Na China continental, um exemplo dessa adaptação está patente no McDonald’s de Chengdu, Sichuan, que serve hambúrgueres picantes e shoot rolls de bambu. Noutros locais da China, o McDonald’s também serve como petiscos nocturnos patas de galinha. Os menus adaptados aos hábitos de cada zona fizeram com que esta cadeia tivesse mais facilidade de se integrar nos mercados locais. No entanto, de todos os exemplos de adaptação, destaca-se o restaurante situado em Sedona, Arizona, EUA. À semelhança de outras filiais do McDonald’s espalhadas pelo mundo, serve o icónico menu, mas fez mudanças significativas. A alteração que mais salta à vista é a cor do logotipo, que, neste caso, passou a ter o fundo branco e o M em azul claro, ao contrário das cores clássicas, com o fundo vermelho e o M amarelo. Esta alteração deve-se a uma profunda reflexão comercial. Segundo informação online, embora o vermelho possa estimular directamente o apetite, pode aumentar a excitação dos clientes e levá-los a comer mais depressa. O amarelo é brilhante e deslumbrante, simbolizando a luz, a vivacidade e a esperança. O logotipo vermelho e amarelo é não só chamativo, mas também confere uma infinita vitalidade à cultura McDonald’s. Por isso, o fundo vermelho com o M amarelo tornou-se desde o século passado a imagem de marca do McDonald’s. No entanto, Sedona, está virada para a magnifica paisagem do deserto e a lei local exige que os edifícios sejam discretos de forma a não chamarem a atenção dos visitantes e ofuscarem o cenário natural. Portanto, o McDonald’s ajustou inteligentemente a cor do seu logotipo para branco e azul de forma a integrar-se nesta paisagem única. Não só cumpriu os regulamentos, mas também manteve a imagem de marca e interpretou com sabedoria o conceito de “adaptação aos hábitos locais””. O McDonald’s de Sedona mudou a cor do logotipo na placa e na louça. Com a sua frescura e singularidade, tornou-se um dos mais famosos pontos de check-in turístico na Internet. Mas a sabedoria comercial do McDonald’s vai para além disto. Olhando para a sua história, não é difícil perceber que o McDonald’s sempre mostrou uma criatividade e uma visão extraordinárias na promoção dos seus produtos, na construção da marca e da sua responsabilidade social. Prática com a qual vale a pena aprender. Por exemplo, quando o McDonald’s voltou a vender o “General hamburger “, apostou numa campanha dirigida ao sentimento de nostalgia dos clientes e criou o poderoso slogan “O General hamburger está de volta!” e, ao mesmo tempo, explicou os objectivos da promoção, permitindo que os clientes ficassem a conhecer o produto num curto espaço de tempo e se entusiasmassem com a compra. Além disso, o McDonald’s também sabe a combinar bem actividades comerciais com responsabilidade social. Recentemente, na promoção do hambúrguer Big Mac, escolheu o slogan “O teu hambúrguer Big Mac está de volta com o Big Mac de frango.” “Agora, por cada menu Big Mac vendido, o McDonald’s vai doar um dólar à ‘Hong Kong McDonald’s House Charity Foundation Second Home'”. Este anúncio não só promove o Big Mac e o Crispy Chicken Big Mac, mas também diz aos clientes que a política comercial do McDonald’s vai para além da obtenção do máximo lucro para a empresa. O McDonald’s leva a sério a responsabilidade social e é uma empresa cheia de amor. Esta estratégia de marketing não só satisfaz o paladar dos clientes, mas também toca os seus corações e sem dúvida que aumentou o reconhecimento e preferência pela marca. O que é mais digno de nota é a capacidade do McDonald’s de usar estratégias de marketing inteligentes de forma a atrair a atenção dos clientes. Certa manhã, o McDonald’s anunciou subitamente no website oficial que o “McDonald’s ia suspender o café,” o que desencadeou uma onda de protestos na cidade. Todos concordavam que pequeno-almoço sem café não era a mesma coisa. Quando toda a gente falava do assunto, na parte da tarde desse mesmo dia, o McDonald’s escolheu habilmente o momento de fazer um novo anúncio, onde dizia que seria introduzido um café de maior qualidade. Este tipo de técnica de marketing, não só atrai com sucesso a atenção do público, mas também transmite inteligentemente a mensagem de actualização de um produto que é popular em toda a cidade. As pessoas têm de elogiar a publicidade bem-sucedida do McDonald’s. A ascensão do McDonald’s, a cadeia global de restaurantes fast food, não pode ser dissociada dos seus métodos de negócio. A adaptação da estratégia da marca aos hábitos locais, as certeiras promoções dos produtos e a modelação da imagem de uma empresa preocupada com a responsabilidade social, fazem parte da sábia visão comercial do McDonald’s e do seu encanto único no mundo dos negócios. Esta sabedoria e experiência valiosas são dignas de referência e de estudo aprofundado. Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau Professor Associado da Escola de Ciências de Gestão da Universidade Politécnica de Macau Blog: http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog Email: legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk
GP | Preocupação e alívio no apuramento de Zhuzhou Sérgio Fonseca - 9 Jul 2024 O automobilismo local convergiu no pretérito fim de semana ao Circuito Internacional de Zhuzhou, na província de Hunan, para disputar as duas corridas que faltavam do Macau Road Sport Challenge que serviram para carimbar o passaporte para o 71.º Grande Prémio de Macau. Para os pilotos de matriz portuguesa, no que respeita aos resultados, o fim de semana esteve longe daquilo que nos habituaram, no entanto, veio com uma excelente notícia No início do fim de semana, no Briefing de Pilotos, foi comunicado aos concorrentes que haverá em Novembro, no fim de semana do Grande Prémio, não uma, mas duas provas do Macau Road Sport Challenge, a exemplo de 2023. Quer isto dizer, que todos os pilotos que participaram nos dois eventos de qualificação para a grande corrida terão selado o apuramento, apesar de caber à Comissão Organizadora do evento a última palavra nesta matéria. No que às corridas de Zhuzhou diz respeito, com Américo de Jesus a assumir o papel de Director de Corrida, dada a popularidade da competição que junta em pista os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), a Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) viu-se obrigada novamente a dividir por sorteio o pelotão em duas grelhas, o que determinou a realização de quatro corridas ao longo do fim de semana. O domínio foi claro e pertenceu aos pilotos de Hong Kong. Damon Chan venceu as duas corridas no Grupo A, ao passo que no Grupo B, Wong Chuck Pan e Jactin Chung dividiram os triunfos. Suor e sofrimento No Grupo A, Jerónimo Badaraco e Rui Valente tiveram outro fim de semana modesto para os resultados que já nos habituaram. No seu primeiro ano ao volante destes carros, “Noni” qualificou-se no 19.º lugar, um lugar pouco habitual para o vencedor da última edição da Taça ACP em 1999. Na primeira corrida, o piloto macaense fez prevalecer a sua experiência e rapidez para conquistar um 14.º lugar, para na segunda corrida voltar a subir lugares e a entrar pela primeira vez no top-10, uma posição que lhe daria por mérito um lugar para o Grande Prémio mesmo que houvesse só uma corrida. Rui Valente teve um fim de semana penoso, debatendo-se com um motor “cansado” e com menos 20 cavalos que a concorrência, qualificando-se apenas no 22º lugar. Depois de uma primeira corrida vistosa, onde cortou a linha de meta no 11.º posto, uma penalização do Colégio de Comissários Desportivos, por alegadamente desrespeitar os limites de pista, atirou-o para o 20º lugar, posição de onde partiu para o segundo embate. Mesmo com um motor limitado e a aquecer durante a segunda corrida, Rui Valente lá conseguiu “arrancar a ferros” um honroso 15º lugar. No Grupo B, Sabino Osório Lei e Célio Alves Dias, dois pilotos que também fizeram a sua estreia na categoria, tiveram prestações muito parecidas à primeira jornada. Já com o apuramento garantido desde o primeiro fim de semana e sempre com um andamento ao nível dos pilotos da frente, Sabino Osório obteve um sexto e um sétimo lugar. Continuando a ter dificuldades, Célio Alves Dias terminou em 20.º lugar na primeira corrida e em 15.º lugar no segundo confronto. Final de contas Contas feitas ao somatório dos dois fins-de-semana, na classificação oficiosa do cômputo dos dois grupos e das oito corridas realizadas no sinuoso traçado de Zhuzhou, Damon Chan foi o grande vencedor, seguido por Adrian Chung e Jactin Chung, todos eles pilotos de Hong Kong. Sabino Osório foi o 10.º classificado e o melhor piloto classificado da RAEM. Badaraco, Alves Dias e Valente foram respectivamente os 35.º, 39.º e 43.º classificados entre os cinquenta e oito participantes. Estes resultados demostraram que para os pilotos do território há muito trabalho de casa a fazer nos próximos três meses se quiserem ombrear com os pilotos de Hong Kong e do Interior da China na corrida mais importante do ano. O 71.° Grande Prémio de Macau terá lugar de 14 a 17 de Novembro. O período de inscrições dos pilotos locais na prova deverá ser anunciado nas próximas semanas, sendo que as Listas de Inscritos oficiais dos participantes só deverão ser divulgadas ao grande público, como é tradição, no mês de Outubro.
Guiné-Bissau | Pequim financia centro de conferências e reabilita 300 km de estradas Hoje Macau - 9 Jul 2024 A China vai financiar um “grande centro de conferências” para a presidência da Guiné-Bissau da CPLP e reabilitar 300 quilómetros de estradas, entre outros investimentos no país africano, anunciou ontem o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló. O chefe de Estado fez o anúncio no aeroporto de Bissau, numa declaração aos jornalistas, antes de embarcar para Pequim, onde vai realizar uma visita de Estado de três dias, a partir de quarta-feira. “No próximo ano a Guiné-Bissau vai assumir a presidência rotativa da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]. Isso significa que, mesmo que Umaro Sissoco Embaló vá às eleições e for derrotado, o Presidente que vier é quem vai continuar com a presidência da CPLP”, referiu. O Presidente guineense observou que o facto “deve orgulhar todos os cidadãos” do país. Sissoco Embaló adiantou que a China, que considerou como parceiro tradicional da Guiné-Bissau, aceitou construir “um grande centro de conferências” em Bissau e ainda alcatroar pelo menos 300 quilómetros de estradas. A China está a construir actualmente a única estrada na Guiné-Bissau que liga o aeroporto internacional Osvaldo Vieira à localidade de Safim, num troço de 8,2 quilómetros, orçado em 13,6 milhões de euros. O Presidente guineense não quis “adiantar muito” sobre os projectos em carteira com a China, mas ainda adiantou que aquele país aceitou construir na Guiné-Bissau um campus universitário para 12 mil alunos. “Antes de chegarmos lá, a China já anunciou um donativo de 27,5 milhões de dólares americanos para a Guiné-Bissau que serão destinados a projectos, independentemente de outros projectos que já temos em carteira”, assinalou. O Presidente guineense enalteceu a postura da China, que, disse, “nunca se imiscui na política interna de um país africano” e ainda o facto de ter ajudado a formar quadros militares da Guiné-Bissau.
Hunan /Cheias | 700 militares mobilizados para salvamento Hoje Macau - 9 Jul 2024 Mais de 700 militares do Exército chinês deslocaram-se no domingo para a província central de Hunan, para efectuar operações de salvamento numa zona onde fortes chuvas provocaram a rutura de uma barragem na sexta-feira passada. Os oficiais e soldados têm como tarefas prioritárias a inspecção e o reforço das barragens e a assistência no restabelecimento da produção local e da vida quotidiana dos cidadãos afetados, informou a agência de notícias oficial Xinhua. A barragem de Tuanzhou, no lago Dongting, rebentou às 17:48 horas locais de sexta-feira, provocando a retirada de mais de 5.000 pessoas das zonas afectadas, sem que até ao momento tenham sido registadas vítimas. Devido ao rápido fluxo de água provocado pela diferença de nível de 0,17 metros entre os dois lados da barragem, foi difícil iniciar os trabalhos de reparação, informou a imprensa local. Ao meio-dia de sábado, a brecha estava reduzida a 220 metros de comprimento, com uma diferença menor no nível da água. Cerca de 47 quilómetros quadrados de terra ficaram inundados a uma profundidade média de cinco metros. Desde meados de Junho, Hunan tem registado as chuvas mais intensas do ano, com recordes locais em algumas regiões.
Pequim rejeita “blocos militares” na Ásia após acordo Tóquio – Manila Hoje Macau - 9 Jul 2024 A China afirmou ontem que “a região da Ásia – Pacífico não precisa de blocos militares”, depois de Filipinas e Japão terem assinado um acordo que permite o destacamento das suas tropas no território um do outro. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, afirmou ontem, em conferência de imprensa, que “os intercâmbios e cooperação entre países não devem comprometer a compreensão e a confiança mútuas entre os países da região”, nem “perturbar a paz e estabilidade regionais, ou visar e prejudicar os interesses de terceiros”. Lin afirmou que a região “não precisa de blocos militares”, nem de “cliques que provocam confrontos entre as partes e instigam uma nova guerra fria”. “Qualquer acto que ponha em causa a paz e a estabilidade na região e destrua a unidade e a cooperação regionais atrairá a vigilância e a oposição comum dos países da região”, advertiu o porta-voz. Lin sublinhou ainda que o Japão “tem uma grave responsabilidade pela sua agressão e domínio colonial sobre os países do Sudeste Asiático, incluindo as Filipinas, durante a Segunda Guerra Mundial” e instou Tóquio a “reflectir sobre a sua história de agressão” e a “ser prudente nas suas palavras e acções no domínio da segurança militar”. Nos últimos meses, Japão e Filipinas, aliados históricos dos Estados Unidos, registaram progressos nos laços de Defesa face a crescentes tensões com Pequim na região do Indo-Pacífico. As Filipinas e a China têm uma disputa de soberania crescente no Mar do Sul da China. Historial conflituoso Nos últimos meses, multiplicaram-se os confrontos entre navios chineses e filipinos, sobretudo em torno dos atóis de Scarborough e Thomas Segundo, onde os pescadores filipinos vão pescar. As tensões entre a China e as Filipinas aumentaram desde que o Presidente filipino Ferdinand Marcos Jr. chegou ao poder em 2022 e reforçou a sua aliança militar com os EUA. Tóquio e Pequim, que têm numerosas disputas históricas sobre questões como a invasão pelo Japão de parte do território da China nas décadas de 1930 e 1940, também têm divergências sobre ilhas controladas pelo Japão no Mar do Leste da China.
Diplomacia | Xi apela às potências mundiais para que ajudem Rússia e Ucrânia a retomar o diálogo Hoje Macau - 9 Jul 2024 A visita surpresa do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, a Pequim, depois de passagens por Moscovo e Kiev, levou o Presidente Xi Jinping a apelar mais uma vez ao diálogo que possa conduzir a uma solução de paz no conflito que opõe a Rússia à Ucrânia O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou ontem à “criação de condições” para um diálogo directo entre a Ucrânia e a Rússia, durante um encontro em Pequim com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, avançou a imprensa estatal. “Só quando as grandes potências mostrarem energia positiva, em vez de energia negativa, é que poderá surgir, o mais rapidamente possível, uma réstia de esperança para um cessar-fogo neste conflito”, afirmou Xi Jinping, citado pela televisão estatal CCTV. A China e a Hungria “partilham” fundamentalmente as mesmas ideias, acrescentou o líder chinês. Orbán fez ontem uma visita surpresa à China depois de viagens semelhantes na semana passada à Rússia e à Ucrânia para discutir as perspectivas de um acordo de paz na Ucrânia. O líder húngaro elogiou as “iniciativas construtivas e importantes” da China para alcançar a paz e descreveu Pequim como uma força estabilizadora num período de turbulência global, segundo a CCTV. Para além da Rússia e da Ucrânia, o fim da guerra “depende da decisão de três potências mundiais, os Estados Unidos, a União Europeia e a China”, escreveu Orbán numa publicação no Facebook que o mostra a apertar a mão a Xi. Orbán encontrou-se com o líder chinês há apenas dois meses, quando o recebeu na Hungria, no âmbito de uma visita a três países europeus que também incluiu paragens em França e na Sérvia. A Hungria estabeleceu importantes laços políticos e económicos com a China. A nação europeia acolhe uma série de instalações chinesas de baterias para veículos eléctricos e, em Dezembro, anunciou que o gigante chinês do sector automóvel BYD vai abrir a sua primeira fábrica europeia de produção de carros eléctricos no sul do país. “Missão de paz 3.0” é a legenda da fotografia de Orbán publicada ontem na rede social X, que o retracta depois de ter saído do avião em Pequim. Foi recebido pela vice-ministra chinesa dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, e por outros funcionários. A sua visita não anunciada vem na sequência de viagens semelhantes realizadas na semana passada a Moscovo e a Kiev, onde propôs que a Ucrânia considerasse a possibilidade de chegar a um cessar-fogo imediato com a Rússia. A sua visita a Moscovo suscitou a condenação de Kiev e dos líderes europeus. “O número de países que podem falar com os dois lados em conflito está a diminuir”, disse Orbán. “A Hungria está a tornar-se lentamente o único país da Europa que pode falar com todos”, argumentou. Amizade desaprovada A Hungria assumiu a presidência rotativa da União Europeia no início de Julho e o Presidente russo, Vladimir Putin, sugeriu que Orbán tinha ido a Moscovo como um dos principais representantes do Conselho Europeu. Vários altos funcionários europeus rejeitaram essa sugestão e disseram que Orbán não tinha mandato para nada para além de uma discussão sobre relações bilaterais. Orbán apelou a um “cessar-fogo”, contrariando as posições dos ucranianos e dos seus aliados europeus. O líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou esta ideia, considerando que Moscovo a utilizaria para reforçar a sua posição. O plano ucraniano exige a retirada total das tropas russas do país, incluindo da península da Crimeia anexada por Moscovo em 2014, e o pagamento dos danos causados desde a invasão em Fevereiro de 2022. A Ucrânia precisa crucialmente da ajuda do Ocidente para resistir à Rússia. O primeiro-ministro húngaro destaca-se pela sua oposição a esta ajuda. No início do ano, vetou um pacote de 50 mil milhões de euros da UE, que acabou por ser aprovado com algum atraso.
Extensão do Centro Europeu de Música abre este ano em Mafra Hoje Macau - 9 Jul 2024 A extensão portuguesa do Centro Europeu da Música vai abrir até ao final do ano em Mafra, confirmou à Lusa este município, que celebrou domingo um protocolo nesse sentido com a instituição. A Câmara de Mafra e o Centro Europeu de Música (CEM) têm por objectivo instalar o polo “num espaço digno”, o torreão sul do palácio de Mafra, de modo a possibilitar o “desenvolvimento de várias actividades”, refere o acordo, a que a agência Lusa teve acesso. Com esta instalação, as duas entidades querem dar “maior visibilidade à vila de Mafra, como uma das capitais mundiais da música”, e ao Centro Europeu de Música, promover a prática musical e dinamizar os territórios por esta via. O projecto tem em vista o desenvolvimento de atividades culturais ligadas à música, criar em Mafra um impacto positivo, ligar o concelho a redes internacionais de música e projectar o conhecimento histórico através da música. Segundo o acordo, o CEM compromete-se a desenvolver e lançar actividades culturais, enquanto o município vai apoiar o projecto com 100 mil euros anuais, em 2024 e 2025. Passado musical O CEM vai ficar sediado em Mafra, dada a relação histórica desta vila com a música, que remonta à construção do Palácio Nacional de Mafra, e que passa pela futura instalação do Museu Nacional da Música, assim como do polo de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa e do Arquivo Nacional do Som, que reforçam essa ligação. O CEM vai ter, no entanto, uma programação que vai além de Mafra e abranger diversos territórios nacionais, funcionando em articulação com as cidades parceiras. Em Outubro, os municípios de Braga, Faro, Figueira de Castelo Rodrigo, Grândola, Lisboa, Mafra e Porto já tinham acordado instalar em Mafra a extensão portuguesa do CEM e cooperarem na programação cultural. O CEM vai constituir-se como um espaço de investigação e inovação a partir da música e conta já com três programas, em desenvolvimento: Via Scarlatti, Música e Oceanos e Música e Ecologia. No âmbito do programa Via Scarlatti, o primeiro projecto de pesquisa e criação cultural toma o nome de “Passarola”, numa referência directa ao reinado de João V, o ‘construtor’ do Palácio de Mafra, um tempo que José Saramago toma para o “Memorial do Convento”. Os músicos Pedro Emanuel Pereira, Vítor Joaquim e Rui Gato juntaram-se e, a partir da Sonata em si menor K.87, de Scarlatti, que assimila diversas inspirações ibéricas, criaram uma obra musical e visual, numa abordagem que junta a música do compositor e o romance de Saramago, tendo em conta a passagem em que Scarlatti vê pela primeira vez a “Passarola”, invenção do padre português Bartolomeu de Gusmão. Domenico Scarlatti foi contratado pela corte portuguesa de João V, viveu em Lisboa e, como professor de cravo da princesa Maria Bárbara, acompanhou-a até Madrid. Concebido e presidido pelo português Jorge Chaminé como uma “iniciativa musical, pedagógica, científica e cultural” de carácter inédito na Europa, o Centro Europeu de Música está localizado no subúrbio parisiense de Bougival.
Lisboa | Mahjong ensina-se na Casa de Macau Andreia Sofia Silva - 9 Jul 2024 A Casa de Macau em Lisboa vai passar a ensinar mahjong, o tradicional jogo chinês, tendo como professor o macaense Miguel Silva, membro da direcção. A iniciativa “Tardes de Mahjong” teve a primeira sessão no passado dia 1, numa tentativa de revitalizar as actividades da Casa e atrair mais pessoas Só se aprende a jogar mahjong jogando muito. Esta é a máxima de Miguel Silva, macaense que desde o dia 1 de Julho ensina este tradicional jogo chinês na Casa de Macau em Lisboa, numa iniciativa intitulada “Tardes de Mahjong”. A ideia é chamar mais pessoas à Casa e transmitir às novas gerações um jogo tão ligado à cultura chinesa e que é bastante comum em Macau e Hong Kong, jogando-se, muitas vezes, na rua, nomeadamente em alguns locais do Porto Interior, isto no caso de Macau. “Não há grandes desafios” no ensino deste jogo em Portugal, à excepção das peças com caracteres chineses, que impõe aos jogadores uma “dificuldade adicional”. É assim que Miguel Silva começa por falar da sua experiência como professor. “O mais complicado neste jogo é a quantidade de peças e naipes que o jogo tem. É um jogo que tem muitos detalhes e as pessoas têm de fixar tudo. É também um jogo de arranque, pois basta saber as regras fundamentais e a pessoa começa a jogar. Até pode cometer erros, mas isso não invalida que o jogo prossiga. Não há grandes desafios, e [o rumo de aprendizagem] depende sempre da boa vontade de quem quer aprender.” Miguel Silva, sendo macaense, viu jogar este jogo desde pequenino, mas só o aprendeu a sério quando terminou a licenciatura em Portugal e regressou à sua terra natal. “Nessa altura Macau não tinha os grandes casinos que tem hoje e a malta, para ocupar os fins-de-semana, passava as noites a jogar mahjong. Fui aprendendo.” Da versatilidade Miguel Silva destaca que o grande segredo do mahjong é ser “um jogo muito versátil”, pois “as regras podem ser convencionadas no início do jogo”. “Há duas modalidades, uma em que determinamos que, para ganhar, basta um ou dois pontos, e outra em que se ganha a partir dos três pontos. A diferença é que, na primeira modalidade, a pessoa não pensa e só quer formar o jogo o mais depressa possível, enquanto na segunda modalidade já é mais sério, implica pensar um pouco.” Aos jogadores cabe ter “uma grande capacidade de observação daquilo que os parceiros vão jogar, as peças que podem interessar, definir uma estratégia consistente”. Na primeira sessão, que teve casa cheia, não faltaram as perguntas típicas dos primeiros aprendizes. “Um dos meus formandos perguntou-me se poderia sacrificar o seu jogo para que o adversário não ganhe. Respondi que é uma estratégia válida, mas que, se seguirmos isso, a pessoa nunca vai conseguir formar o jogo e ganhar, o que torna tudo mais aborrecido.” O mahjong é também “um jogo de definição de estratégias que têm de ser flexíveis, em função do dia em que jogamos, se é de sorte ou de azar, e com quem jogamos. A estratégia vai sendo definida em função do estilo que os outros parceiros adoptam. Se tivermos pessoas que gostam de fazer grandes jogadas, nós acompanhamos.” Miguel Silva destaca o lado social do mahjong, jogo que se joga em casa e nunca no casino, pois o dinheiro circula apenas entre os jogadores. “Nos casamentos chineses a cerimónia ocupa o dia todo e os convidados aproveitam o tempo morto jogando mahjong no restaurante até à hora de jantar. É essa a grande vantagem do jogo, reunir as pessoas. Nos fins-de-semana as famílias juntam-se para jogar. A pessoa que ganha uma parada pode guardar parte do dinheiro para pagar o aluguer do espaço onde decorre o jogo ou pagar o jantar. É um jogo essencialmente social.” Miguel Silva deixa, porém, um alerta para aqueles que se querem aventurar a ganhar grandes quantias de dinheiro. “Quem quiser fazer fortuna pode sempre ir para outra sala jogar com estranhos, mas é bom que seja um mestre dos grandes, pois a probabilidade de perder é maior.” As inscrições para este evento devem ser feitas junto dos canais de comunicação habituais da Casa de Macau em Lisboa, sendo uma iniciativa gratuita. Porém, e tendo em conta as dificuldades financeiras que a entidade atravessa, como já foi noticiado, é pedida uma contribuição solidária por parte dos inscritos.
Deficiência | Desemprego piorou face a 2019 Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 9 Jul 2024 Hetzer Siu, presidente da associação Macau Special Olympics, dá conta de que o panorama de desemprego para portadores de deficiência está ainda pior do que no ano de 2019, ou seja, no período pré-pandemia. Ouvido pelo jornal Ou Mun, Hetzer Siu explicou que, apesar de a economia ter registado alguma recuperação, o foco manteve-se nas actividades ligadas ao sector do turismo, pelo que é difícil aos portadores de deficiência acederem a este tipo de trabalhos sem o tempo de formação adequado, pois têm mais dificuldades em realizar tarefas de forma rápida num curto espaço de tempo. O responsável apontou ainda que as pequenas e médias empresas locais não conseguem proporcionar acções de formação no local de trabalho, além de que muitos empregadores esperam que os portadores de deficiência sejam produtivos no imediato, mas a verdade é que depois de serem contratados deixam de ter formações. Outra questão mencionada por Hetzer Siu ao Ou Mun, prende-se com a falta de abrangência do cartão de registo de avaliação de deficiência do Instituto de Acção Social, uma vez que existem muitas pessoas com a formação feita em escolas de ensino especial, mas que não conseguem obter esse cartão por não cumprirem os requisitos, o que lhes aumenta as dificuldades no dia-a-dia.
Turismo | Pedida proibição de excursões de baixo custo João Santos Filipe e Nunu Wu - 9 Jul 2024 O presidente da Associação para a Promoção do Desenvolvimento Regional de Macau considera que o território tem de apostar nos turistas disponíveis a gastar mais dinheiro durante as viagens O presidente da Associação para a Promoção do Desenvolvimento Regional de Macau, Chan Tak Seng, defende a proibição das excursões a Macau de baixo custo, por considerar que acrescentam muito pouco à economia local. A posição do ex-mandatário da candidatura de Chan Meng Kam a deputado foi tomada em declarações ao jornal Exmoo. “[Estes turistas] não gastam muito dinheiro depois da entrada, e quando saem do território, apoiam [os grupos de contrabando] ao transportarem cigarros, álcool ou outros produtos [para o Interior]”, afirmou Chan Tak Seng, entre os argumentos contra o turismo das excursões baratas. Chan considerou ainda que estas excursões criam um ciclo vicioso, porque não só afectam a imagem de Macau como destino turístico, mas porque também afectam a imagem da qualidade do turismo. O presidente associativo defendeu que com este tipo de turistas as Pequenas e Médias Empresas não vão conseguir sobreviver, porque as pessoas tendem a ter gastos muito reduzidos: “Não devemos apenas focar-nos na quantidade de turistas, temos de ter qualidade”, justificou. Outros riscos Chan Tak Seng apelou ao Governo para arranjar soluções para o problema do contrabando promovido pelos turistas de baixo custo, que são pagos para saírem com produtos da RAEM, que depois entregam às redes de contrabando no Interior. O dirigente associativo prestou estas declarações ao Exmoo, depois do Governo Central ter anunciado que desde o início do mês os turistas do Interior passam a ter uma isenção fiscal de 12 mil renminbis nas compras feitas em Macau. Até ao início do mês, a isenção era de 5 mil renminbis. No entanto, para Chan Tak Seng, a medida de incentivo ao maior consumo em Macau pode promover ainda mais o contrabando da RAEM para o Interior. A medida tida como benéfica, deve assim ser acompanhada de uma inspecção principalmente dos carros com matrícula dupla e dos que circulação para Cantão. Além disso, o também ex-candidato à Assembleia Legislativa alertou que há uma grande proximidade entre as trocas de dinheiro ilegais e o contrabando, sendo frequente que as pessoas envolvidas num dos tipos de ilícito também a pratiquem o outro. Como o novo valor da isenção de entrada no Interior a ser apenas aplicado aos residentes do Interior, e não aos de Macau ou Hong Kong, teme-se que haja cada vez mais excursões baratas a serem utilizadas para este propósito. Segundo o jornal Exmoo, actualmente quando os turistas vêm a Macau são abordados por membros de grupos de contrabando que lhes pagam imediatamente 100 renminbis para transportarem, no regresso, produtos para o Interior.
EPM afirma que Português como Língua Não Materna continua a ser leccionado João Santos Filipe - 9 Jul 2024 Apesar das dúvidas que surgiram nas últimas semanas, a Escola Portuguesa de Macau (EPM) garante que o Português como Língua Não Materna (PLNM) vai continuar a ser ministrado. A garantia foi deixada junto da Associação de Pais e Encarregados de Educação da EPM (APEP), que emitiu um comunicado para os seus associados com a posição da escola. “O PLNM continuará a ser ministrado na EPM, de acordo com o que está previsto na legislação aplicável. Iremos desenvolver o projecto de apoio às línguas portuguesa e chinesa nos 1.º e 2.º anos do 1.º CEB [Ciclo do Ensino Básico], com o necessário envolvimento dos Pais e Encarregados de Educação”, é citado como resposta da escola à questão levantada nos últimos dias, a que o HM teve acesso. “Nenhum aluno deixará de ter o apoio necessário em todas as áreas, designadamente, aquela que condiciona todas as aprendizagens, o domínio da língua portuguesa, na medida em que o curriculum é o português”, foi acrescentado. Recentemente, a TDM noticiou que a direcção da EPM instaurou um processo interno por considerar haver desvios no programa da disciplina do Português como Língua Não Materna. Em causa, estará o facto de haver alunos sem o português como língua materna que passam de ano, sem conseguir a aprovação necessária ao nível de proficiência do português, como exigido pela legislação aplicável. A questão de um eventual facilitismo é também abordada na resposta à APEP. “Não obstante, não será tolerada a subversão, em nome de ‘pretensos bons resultados’, das regras”, foi indicado. “Iremos desenvolver todos os esforços, com o apoio da nossa equipa docente, para que os resultados académicos, sociais e humanos sejam os melhores”, foi frisado. Receios fundados O ensino do PLNM levantou várias preocupações nos últimos tempos, principalmente junto dos pais que terão inclusive colocado a circular uma carta aberta que foi enviada à direcção da escola. De acordo com o documento, citado pelo jornal Ponto Final, a disciplina do PLNM é tida como “essencial para uma educação inclusiva e equitativa, respeitando as diferenças linguísticas e culturais dos alunos”. Os pais relatam também as dificuldades dos alunos de Macau em aprender português, porque “o chinês é a língua dominante na comunidade extracurricular em que se inserem” e “o inglês é a língua de comunicação entre os jovens alunos da EPM”.
EPM | Porta-voz do PSD de Macau envia queixa a ministro João Luz - 9 Jul 2024 O porta-voz da Secção de Macau do PSD enviou uma carta ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação a apresentar uma queixa formal contra o director da Escola Portuguesa de Macau. Na missiva, assinada em nome pessoal, é indicado que o corpo docente vive num “ambiente de terror”, sem receber horas extra e subsídio de ensino inclusivo O porta-voz da Secção de Macau do PSD, António Bessa Almeida, enviou em nome pessoal, no final da semana passada, uma carta ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre em que apresenta uma “queixa formal contra o director da Escola Portuguesa de Macau por má conduta e intimidação aos professores e funcionários”. A carta dirigida a Fernando Alexandre, a que o HM teve acesso, descreve um “ambiente de terror”, que “provoca a degradação crescente do ambiente na escola, numa altura de avaliações finais, vigilâncias de exames e fecho do ano lectivo”. António Bessa Almeida refere que Acácio de Brito “mencionou irregularidades cometidas por professores sem nunca especificar qualquer uma e, portanto, sem dar aos professores a possibilidade de contraditório”, e acusa os dirigentes da escola de denegrirem a imagem e honra dos docentes dispensados. Corda ao pescoço O porta-voz da Secção de Macau do PSD afirma que “os professores não se sentem respeitados, são sistematicamente tratados como incompetentes”, e sentem-se pressionados e vivem num clima de medo por temerem ser despedidos ou alvos de processos disciplinares. É também indicado que não são pagas horas extraordinárias desde Janeiro deste ano, assim como os subsídios de ensino especial e ensino inclusivo. Em relação ao ano lectivo que se avizinha, António Bessa Almeida refere que até à data do envio da carta, o passado dia 4 de Julho, o corpo docente da escola ainda não tinha conhecimento da distribuição de serviço lectivo para o próximo ano. Por fim, o representante do PSD de Macau declara que, face à “degradação que, há mais de um mês, se agrava progressivamente na EPM” é solicitado ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, “que tome as providências necessárias com a maior urgência, sob pena de os danos já causados se tornarem irreversíveis para a imagem e bom nome da escola e dos seus professores”.
Pesca | Maioria de embarcações pediu certificado de navegação Andreia Sofia Silva - 9 Jul 2024 Praticamente todas as embarcações de pesca de aço existentes em Macau, 45 de um total de 47, pediram, desde 2019, certificado de estabilidade para navegação junto da Direcção dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água (DSAMA). A informação consta numa resposta assinada por Susana Wong, directora da DSAMA, à interpelação escrita do deputado Leong Sun Iok. O pedido de certificado deve ser feito para “satisfazer as condições de navegação”. A DSAMA destaca que “após análise das informações técnicas, verificou-se que as mesmas cumpriram as condições de navegação de não exceder 120 milhas náuticas do Mar do Sul da China (não superior a 50 milhas náuticas da costa leste e sul da Ilha de Hainan)”. Além disso, Susana Wong deixou a promessa de rever os moldes do “Programa de Formação para Pescadores durante o período de defeso da pesca”, quando estes não podem pescar devido ao regime referido no mar do sul da China, o que afecta o seu sustento. “Tendo em conta as mudanças do ambiente socioeconómico, o montante do subsídio de formação atribuído já foi actualizado várias vezes. Actualmente, aos formandos que concluem a formação, é atribuído um subsídio máximo de dez mil patacas. O Governo irá continuar a acompanhar de perto o programa, mantendo uma comunicação estreita com o sector, procedendo à sua revisão em tempo oportuno”, lê-se ainda.