IIM acolhe projecto linguístico de Cheong Kin Man e Marta Sala Hoje Macau - 5 Ago 20265 Ago 2026 Está marcado para esta quinta-feira, a partir das 18h30, uma sessão participativa sobre as línguas existentes em Macau, e que se relaciona com o trabalho da dupla de artistas Cheong Kin Man, natural de Macau e Marta Sala, da Polónia. O evento acontece no Instituto Internacional de Macau (IIM) e é acompanhado de uma exposição em formato “pop-up”. Segundo uma nota do IIM, convida-se o público a “contribuir para uma futura obra audiovisual sobre a translingualidade quotidiana de Macau”, numa iniciativa chamada de “Midissage”, um termo franco-alemão utilizado para um encontro realizado a meio de uma exposição. A sessão será organizada em sucessivas rondas de perguntas, durante as quais cada participante poderá intervir por um máximo de um minuto. O formato procura reunir experiências relacionadas com as línguas utilizadas na vida familiar, profissional e urbana de Macau. O encontro decorrerá maioritariamente em inglês, permanecendo aberto a intervenções em qualquer idioma. A iniciativa pretende observar uma realidade linguística que ultrapassa as duas línguas oficiais, português e chinês, e inclui, entre outras, inglês ou tagalo. As intervenções serão registadas em vídeo e posteriormente incorporadas numa obra audiovisual, fazendo da própria participação pública parte do processo artístico e documental. Têxteis de uma vida Por sua vez, a exposição temporária, com curadoria de Sara Neves, apresenta trabalhos têxteis inéditos na Ásia, concebidos pela dupla como “auto-etnografias artísticas”. É também apresentada uma instalação com uma selecção de entrevistas feitas por Cheong Kin Man, entre 2008 e 2009, junto de comunidades da diáspora de Macau. Este projecto resulta de uma residência de investigação acolhida pelo IIM, em associação com o Instituto Português do Oriente (IPOR), dedicada às ligações humanas e culturais entre Macau e o mundo, à translingualidade, às memórias diaspóricas e ao património afectivo. Segundo a dupla, a acção procura abordar Macau não apenas como lugar de coexistência entre idiomas, mas como espaço onde diferentes formas de falar, escutar e traduzir participam diariamente na construção de pertenças. A residência prolonga-se até meados deste mês, período durante o qual a exposição continuará a evoluir diariamente e será gradualmente desfeita, em lugar de encerrar de forma convencional. O programa conta com o apoio do “Goethe-Institut Hongkong” (Instituto Alemão de Hong Kong), bem como com o apoio institucional do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e o patrocínio honorário do Consulado-Geral da Polónia em Hong Kong. Concluída a etapa de Macau, Marta Stanisława Sala e Cheong Kin Man seguem para o Brasil, onde o programa tem o apoio institucional do IIM. No Rio de Janeiro, realizarão uma residência de investigação artística na Casa de Pedra e apresentarão novas actividades, antes de prosseguirem para São Paulo.
Amagao | Fotografias de Vong Sek Kuan em nova exposição Andreia Sofia Silva - 5 Ago 20265 Ago 2026 A galeria Amagao, no Artyzen Grand Lapa, acolhe a partir desta quinta-feira uma nova exposição onde a fotografia é protagonista. Vong Sek Kuan assina uma mostra em nome próprio com “Luz Fluída – Cores Radiantes”, marcada pelo desafio face aquilo que se considera a forma mais comum ou tradicional de uma imagem Vong Sek Kuan traz à galeria Amagao, a partir desta quinta-feira, uma exposição em nome próprio. Trata-se de “Luz Fluída – Cores Radiantes” e, segundo um comunicado da organização, trata-se de uma mostra que “desafia a definição tradicional da fotografia como mera reprodução de um instante”. Nesta mostra, o que o fotógrafo fez foi explorar “as possibilidades filosóficas da fotografia como a extensão da percepção através da singular técnica ‘camera-shaking'”. Desta forma, lê-se, “o artista transforma o acto de ‘clicar’ num ‘acto de pintura’, envolvendo o corpo e a mente”. O público pode ver 27 imagens que trazem “uma nova forma de fotografia contemporânea, misturando técnica, fisicalidade, filosofia e estética”. Trata-se de “uma forma original de mestria técnica”, mas não só: é “uma proposta nova de ver o mundo”, refere a Amagao. Esta quinta-feira será também lançado o “Livro do Artista”, com o mesmo título da exposição. Combinação de disciplinas Segundo palavras do próprio Vong Sek Kuan, “a fotografia é uma disciplina que combina a aplicação da física óptica e mecânica”, sendo que o “Light Painting” e “Painting with Light” [Pintura com Luz], são, segundo Vong, “duas aplicações diferentes dessa física”, sendo que a “câmara é uma ferramenta para registar imagens ópticas”. “Enquanto o sensor estiver exposto, é possível guardar uma imagem, sendo uma ferramenta única para registar o tempo e espaço”, descreve, referindo ainda que o “Light Painting” implica “mover uma fonte de luz para criar uma imagem após a exposição do sensor da câmara”. Por sua vez, a aplicação “Painting with Light” envolve “a abertura do sensor da câmara e o movimento da própria câmara para concluir a criação”. Nesta mostra, descreve ainda o fotógrafo, trabalha-se em torno do conceito de “pintura com o instante”, quando se utiliza “a câmara como ferramenta para concretizar o acto de “Pintura com Luz”. Desta forma, recorrendo a uma “combinação de técnicas”, Vong Sek Kuan conseguiu alcançar “um efeito que se alinha com a sua visão criativa”, tendo em conta a ideia que “o pensamento determina a acção”. Assim, esta mostra consiste na “expressão máxima da pintura com o instante”. A exposição conta com curadoria de Ieong Man Pan e do designer macaense Victor Marreiros, que também está ligado à galeria Amagao, juntamente com Lina Ramadas.
SMG | El Niño poderá provocar anomalias climáticas João Luz - 5 Ago 2026 O El Niño deste ano pode desenvolver-se para uma intensidade forte a superforte. Os SMG alertam para a probabilidade de “anomalias climáticas à escala global”. Entretanto, um ciclone tropical que se move em direcção ao Japão irá trazer sol e temperaturas altas este fim-de-semana em Macau Estamos a viver a época de crescimento do El Niño deste ano, que poderá rivalizar em impetuosidade com “os anos de super El Niño clássicos, como os de 1997/1998 e 2015/2016”, apontam os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) em comunicado. As autoridades indicam que o “Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental entrou no estado de El Niño em Maio”, “de acordo com as mais recentes monitorizações e avaliações da Organização Meteorológica Mundial e do Centro Nacional de Clima da China”, mas que é esperado que o fenómeno de intensifique “gradualmente do Verão ao Outono, existindo a possibilidade de evoluir para um evento de El Niño de intensidade ‘forte a superforte’”. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental tornou-se um “um dos interruptores climáticos mais importantes a influenciar a tendência do clima anual a nível global”, destacam os SMG. De acordo com os dados de previsão mais recentes, os SMG apontam que é provável que o pico do presente El Niño ocorra no final deste ano, provocando chuvas intensas e frequentes, acompanhadas de inundações urbanas nalgumas regiões, enquanto outras vão sofrer com a falta prolongada de chuva e secas severas. Mercúrio ao alto Enquanto o El Niño ganha intensidade, com uma projecção temporal de médio-prazo, Macau vai estar nos próximos dias sob a influência decrescente de um vale depressionário que tem afectado a costa de Guangdong e que, à medida que vai enfraquecendo, com o sol e as temperaturas elevadas a regressarem no fim da semana. A juntar-se ao enfraquecimento do vale depressionário, Macau irá estar “sob a influência da subsidência externa de um ciclone tropical”, que trará à região do Sul da China “tempo soalheiro e muito quente durante o dia, sendo que as elevadas temperaturas poderão desencadear aguaceiros acompanhados de trovoadas no período da tarde”. As previsões dos SMG apontam para períodos dispersos trovoadas ao longo do dia de hoje, céu muito nublado intervalado de abertas e aguaceiros ocasionais. A partir de amanhã, os SMG estimam que a chuva dará lugar ao sol e as temperaturas vão subir progressivamente até chegarem aos 34 graus no sábado e domingo. Julho recordista Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos indicaram ontem que “precipitação total em Julho” atingiu os 962,0 milímetros, 2,3 vezes superior ao valor climático, constituindo o valor mais elevado registado no mês de Julho desde 1952”, ou seja, desde que começaram a ser registados estes dados em Macau. As autoridades acrescentam que, “simultaneamente, devido ao número elevado de dias de chuva, a temperatura média mínima mensal, a temperatura mínima mensal e o total de horas de insolação também atingiram novos mínimos históricos para o mesmo período”. É especificado que “a temperatura média mensal” empatou com os valores de 1955, 2001 e 2013 como a mais baixa de sempre para o mês de Julho. Já a humidade relativa média mensal, empatou com os valores de 1959 e 1997 como a mais elevada de sempre para o mês de Julho”. A sucessão de recordes batidos no mês passado deveu-se à influência de uma depressão, correntes de ar do sudoeste e um ciclone tropical.
Trânsito | Instaladas 37 plataformas de cimento nas passadeiras Hoje Macau - 5 Ago 2026 As estradas da RAEM vão receber 37 plataformas de cimento em nove locais, para impedir o estacionamento ilegal junto às passadeiras. A adopção desta estratégia foi explicada ao canal chinês da Rádio Macau por Sio Iat Pang, chefe do Departamento de Planeamento e Desenvolvimento de Tráfego da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). As plataformas de cimento estão sinalizadas com uma barra de metal, com reflectores, e têm como objectivo impedir que o estacionamento ilegal afecte a visibilidade nas passadeiras. À emissora, Sio Iat Pang defendeu esta estratégia, porque as plataformas podem ser removidas das estradas a qualquer altura, com a simples utilização de uma grua. Além disso, podem facilmente ser colocadas em diferentes locais. O dirigente explicou também que as primeiras plataformas vão ser instaladas em entradas e saídas de parques de estacionamento, cruzamentos e passadeiras. No entanto, foi prometido que a DSAT vai ouvir as opiniões da população sobre a possibilidade de instalar mais plataformas. A emissora ouviu igualmente um residente de apelido Chan, que considerou positiva a instalação da plataforma de cimento na Avenida de Kwong Tung, na Taipa. Segundo este residente, o estacionamento ilegal costumava obstruir a visibilidade dos condutores e de quem atravessa a passadeira, mas com as ilhas tal deixa de acontecer, o que facilita a circulação dos peões. Por sua vez, outro residente local, de apelido Lei, também considerou que, desde que foram instaladas as plataformas de cimento, se tornou mais fácil atravessar a estrada.
Publicidade | Suspensas mensagens a pedir fim de abusos contra animais João Santos Filipe - 5 Ago 20265 Ago 2026 Publicidades colocadas nos autocarros das duas concessionárias do território foram removidas sem que se conheçam os motivos. As mensagens publicitárias pediam maior empatia para com os animais e o “desenvolvimento” do regime legal no Interior para criminalizar a violência contra os animais Uma campanha de publicidade colocada nos autocarros de Macau que pedia o respeito pelos direitos dos animais no Interior foi suspensa. O caso foi relatado nas redes sociais pela plataforma de Entusiastas de Autocarros e Transportes Públicos de Macau, que não explica os motivos da remoção das mensagens publicitárias. A campanha surge na sequência do caso de violência animal no Interior contra a cadela Wang Wang e as suas três crias. No dia 28 de Junho, na cidade de Jieyang, na Província de Cantão, cinco adolescentes de 14 anos mataram a cadela e os filhotes. A violência contra os animais foi partilhada pelos jovens nas redes sociais, que se filmaram a matar as três crias à paulada e ainda a torturar a cadela, ao queimá-la até que morresse e a remover-lhe um dos olhos. Ao mesmo tempo que torturavam o animal com as chamas, os jovens gritavam: “cheira muito bem, cheira muito bem”. Com as imagens a tornarem-se virais, o caso causou uma onda de indignação online no Interior, uma vez que os jovens são inimputáveis, pelo que a única penalização foi o internamento numa escola de correcção. O episódio levou igualmente a vários pedidos para que as autoridades do Interior criassem uma lei de protecção dos direitos dos animais, o que por sua vez levou as autoridades a activarem os mecanismos de controlo da Internet. No entanto, este controlo não impediu que surgissem publicidades com a foto da cadela Wang Wang a pedir o respeito pela vida dos animais em locais como Hong Kong, Taiwan, Japão, Malásia, Estados Unidos e Canadá. Controlo do impacto Em Macau, alguns residentes também se mobilizaram para colocar publicidades em diferentes locais da cidade sobre o caso. Um desses cartazes foi afixado na fronteira de Qingmao. Além disso, foram colocadas publicidades em autocarros das duas concessionárias, tanto no exterior das viaturas como nos ecrãs interiores com publicidade. Nas publicidades com a imagem da cadela Wang Wang nos autocarros podiam ler-se mensagens como “não precisa de amar os animais, mas por favor não os aleije”, “promover a melhoria do sistema” ou “que nenhum animal volte a sofrer maus-tratos”. Contudo, estas publicidades acabaram por ser removidas, sem que se conheça o motivo na origem desta acção. O caso não é singular na China, uma vez que tanto no Interior como em Hong Kong houve mensagens publicitárias deste género a serem removidas, depois da intervenção da polícia. O HM contactou a Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e a Direcção de Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), para perceber se a remoção tinha partido das autoridades. Não foi obtida resposta da DSAT, mas a DSEDT afirmou que a lei da publicidade não se aplica neste caso, dado que a mensagem não tem um conteúdo comercial. Regime mais abrangente Segundo a lei da publicidade em vigor até ao final deste ano, que se aplica apenas a mensagens com conteúdo comercial, as autoridades podem ordenar a remoção de publicidade nos casos em que esta tenha um “carácter oculto, indirecto ou doloso”, “se apoie no medo, ignorância ou superstição dos destinatários”, “possa favorecer ou estimular a violência e as actividades ilegais ou criminosas”, “utilize de forma depreciativa simbologia nacional ou religiosa”, “utilize meios de conteúdo pornográfico ou obsceno”, “possa induzir em erro sobre a qualidade dos bens ou serviços anunciados”, “estimule o uso perigoso dos bens anunciados” ou “deixe de mencionar cuidados especiais relativos à prevenção de acidentes, quando os mesmos sejam requeridos para manuseamento ou uso dos bens”. Além disso, não pode ser objecto de publicidade a actividade prestamista, os jogos de fortuna ou azar e as armas e coisas conexas. No entanto, a lei aprovada este ano na Assembleia Legislativa veio alargar os motivos de proibição. A partir do próximo ano, as autoridades podem proibir qualquer publicidade quando considerem que prejudica “a dignidade, a segurança ou os interesses da República Popular da China” ou a “estabilidade social ou o interesse público”.
Coloane | Autocarros circulares lotados no primeiro fim-de-semana Hoje Macau - 5 Ago 2026 Os autocarros gratuitos que vão fazer rotas circulares por Coloane este mês aos sábados e domingos, arrancaram no passado fim-de-semana com lotações esgotadas. Nas 21 viagens realizadas, foram transportados 572 passageiros, destes, 75 por cento eram turistas, e os restantes residentes de Macau, avançou ontem o canal chinês da Rádio Macau. Os autocarros são uma iniciativa do Centro de Desenvolvimento Local, um organismo que resulta da parceria entre o Governo e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau, que dirige o centro com o objectivo de planear e executar de projectos de dinamização dos bairros históricos. Os pequenos autocarros circulares têm seis paragens, a começar na Estação de Lótus do Metro Ligeiro, seguindo pela Alameda da Harmonia, Pavilhão do Panda Gigante, Parque Natural da Seac Pai Van, Vila de Coloane, culminando nos Estaleiros da Lai Chi Vun. Segundo a associação, devido à grande afluência a frequência das viagens aumentou para cada 20 minutos, ligando os pontos turísticos e culturais de Coloane.
Aviação | Instituto sino-lusófono aposta em inovação tecnológica Hoje Macau - 5 Ago 2026 O Instituto de Investigação em Tecnologia de Simulação de Aviação China-Portugal nasceu de um convite da China Southern Airlines e da Universidade de Tecnologia de Guangdong (GDUT) à Universidade de São José (USJ) Um novo instituto sino-lusófono de inovação tecnológica na aviação pretende desenvolver projectos para implementar “na vida real e indústria”, incluindo simuladores de realidade virtual e aumentada, indicou à Lusa um dos académicos intervenientes no projecto. O Instituto de Investigação em Tecnologia de Simulação de Aviação China-Portugal nasceu de um convite da companhia aérea China Southern Airlines e da Universidade de Tecnologia de Guangdong (GDUT) à Universidade de São José (USJ), em Macau, disse à Lusa o director da Faculdade de Artes e Humanidades da USJ, Carlos Sena Caires. Ao integrar este consórcio sino-português, “num papel de consultadoria de design e de participação na questão da realidade virtual e aumentada”, a USJ trouxe para bordo uma parceira portuguesa, a Universidade da Madeira. “Têm investigação desenvolvida no âmbito do aeroporto da Madeira, nomeadamente no estudo dos ventos e da orografia da ilha, e muita investigação feita nessas áreas, incluindo a utilização da inteligência artificial para fazer o estudo de modelos de prevenção e medição dos ventos no aeroporto da ilha da Madeira”, explicou Carlos Sena Caires à agência Lusa. O instituto foi lançado em Junho, na cidade de Guangzhou, na província de Guangdong, vizinha de Macau, e formalizado na semana passada com a assinatura de um memorando de entendimento na Universidade da Madeira. O objectivo, indicou o académico, passa por desenvolver projectos que possam ser “implementados na vida real e na indústria”. Os parceiros chineses, notou ainda, têm interesse em actualizar a utilização da inteligência artificial, com vista ao desenvolvimento de simuladores, que podem servir diferentes tipos de treino, incluindo a preparação de pilotos e a modelação da orografia (estudo do relevo) chinesa. Parceiros de peso Com investigadores envolvidos, os projectos podem ter aplicabilidade directa através de “criação de patentes, de novos modelos e aplicações”, reforçou Caires. “A China Southern Airlines é uma das maiores companhias chinesas de aviação, tem um peso enorme na Grande Baía e no sul da China, e temos interesse, enquanto instituições de ensino superior, de estar ligados à indústria”, disse. Em Portugal, continuou o responsável, ainda é desconhecida esta dimensão tecnológica da região: “Macau nesta altura, do ponto de vista do design, que é a minha área, eu acho que é o sítio para se estar. A Grande Baía, no sul da China, com Shenzhen mesmo ao lado, Hong Kong, Guangzhou, Foshan, Dongguan (…) todas essas grandes cidades estão com um nível de desenvolvimento muito acelerado e precisam de designers, arquitectos e investigadores”. O consórcio insere-se, além disso, “nas linhas de acção do Governo de Macau”, que desde 2003 tem vindo a reforçar o papel de Macau como plataforma de cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa. No que diz respeito à USJ, é parte de uma estratégia de internacionalização da Faculdade de Artes e Humanidades. A GDUT conta com “uma das cinco melhores escolas de design da China”, explica. “Faz todo o sentido posicionar-nos nessas áreas e estabelecer colaborações com as melhores instituições da China e do sul da China, neste caso da Grande Baía”. O memorando prevê ainda mobilidade académica, intercâmbio de docentes e estudantes e realização de workshops conjuntos.
Circulação em Guangdong | Governo admite atrasos na política Hoje Macau - 5 Ago 2026 O Governo reconheceu que a política que irá permitir a veículos com matrícula única de Macau autorizados a conduzir em Hengqin entrar no resto da província de Guangdong sofreu atrasos, face à meta que estava definida nas Linhas de Acção Governativa (LAG) para este ano. No documento, o Executivo indicava que a circulação em Cantão de carros apenas com matrícula de Macau, que podem entrar em Hengqin, ia ser possível até ao final de Junho, no entanto, a meta não foi cumprida. “Tendo em conta que a sua concreta implementação envolve vários serviços competentes de Guangdong e Macau, a entrada oficial em vigor ocorrerá mais tarde do que o previsto”, pode ler-se na resposta a uma interpelação do deputado Nick Lei, assinada por Chao Tong Leong, chefe substituto do gabinete do secretário para a Segurança. A resposta do Governo de Macau explica também que a 6 de Julho começou, em Guangdong, a consulta pública sobre a medida. Terminada esta fase, seguir-se-á uma série de procedimentos necessários de avaliação e apreciação da política”. É também indicado que ao mesmo tempo estão a decorrer trabalhos de “actualizações e melhorias do sistema de requerimento e dos equipamentos de fiscalização” para a circulação entre Macau e Cantão. Só depois destes trabalhos, definidos como preparatórios, vão ser divulgadas as especificações da política, como o número do primeiro lote de veículos, os documentos comprovativos necessários, bem como o tempo de permanência após a saída de Hengqin para o resto da província, o regime de quotas e as exigências de fiscalização.
Fujian | Sam Hou Fai visita local de turismo vermelho em Longyan Hoje Macau - 5 Ago 2026 Durante a visita de cinco dias que está a fazer à província de Fujian, o Chefe do Executivo visitou na segunda-feira a cidade de Longyan, mais concretamente o “local da Conferência de Gutian, tomando conhecimento sobre o desenvolvimento do turismo vermelho e a educação patriótica na região”. O Gabinete de Comunicação Social (GCS) destaca a importância deste ano no calendário nacionalista, com as celebrações do 105º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e o 99º aniversário da fundação do Exército de Libertação do Povo Chinês. Em 1929, Longyan foi palco da 9ª Conferência do Quarto Exército Vermelho do Partido Comunista da China, que “estabeleceu os princípios de construir o Partido com base ideológica e construir o exército com base política, constituindo a base fundamental para a definição da missão política do Exército de Libertação do Povo Chinês”. Segundo o GCS “Sam Hou Fai considerou que os vestígios da revolução possuem um profundo património cultural e um significado educativo”, e que a preservação dos edifícios históricos “representam uma ilustração viva da educação patriótica”. Antes da excursão nacionalista, o líder do Governo da RAEM deslocou-se à Baía de Wuyuan, em Xiamen, onde testemunhou transformação da área num destino turístico e cultural, após a sua recuperação ecológica e desenvolvimento integrado. Sam Hou Fai referiu que a Baía de Wuyuan concretiza “plenamente o pensamento do Presidente Xi Jinping sobre a civilização ecológica, constituindo um exemplo de sucesso e de grande valor que merece ser tomado como referência para a RAEM”.
Habitação Económica | Pedido sistema para troca de apartamentos João Santos Filipe e Nunu Wu - 5 Ago 2026 A política de preços de habitação económica na Zona A mereceu elogios de conselheiros de diferentes órgãos, mas agora pede-se um regime que permita a troca para apartamentos maiores A membro do Conselho para os Assuntos de Habitação Pública, Ng Ka Teng, apelou ao Executivo para criar um regime que permita a troca de habitações económicas. Foi desta forma que a conselheira reagiu, em declarações ao jornal Ou Mun, ao anúncio dos preços deste tipo de habitação na Zona A. Na segunda-feira, o Instituto de Habitação (IH) anunciou os preços para as habitações económicas situadas na Zona A dos novos aterros. Segundo o anúncio, um T1 vai custar entre 1 milhão e 1,23 milhões de patacas. No caso dos T2, o preço varia entre 1,43 milhões e 1,93 milhões de patacas. Finalmente, os preços dos T3 começam nos 1,74 milhões de patacas e podem chegar aos 2,07 milhões de patacas. Ng Ka Teng, que é igualmente vice-presidente da Associação Geral das Mulheres, considerou ainda que o montante a pagar pelas famílias é atraente, principalmente para os agregados familiares mais jovens. Ng sugeriu ainda que o Governo pode reduzir o prémio de concessão do terreno, que actualmente é de 9.450 patacas por metro quadrado de área bruta de construção. A responsável argumentou que o objectivo é aliviar a carga dos residentes. No entanto, defendeu a necessidade de ser criado um sistema de troca de habitação económica. Com este regime, que está a ser equacionado pelo Executivo, espera-se que os agregados familiares proprietários de habitações económicas possam ter acesso a outras habitações económicas maiores. O objectivo passa por responder às necessidades das famílias que foram crescendo, com o nascimento de filhos, depois de adquirirem as habitações. Desta forma, seria possível que famílias a viver em apartamentos T1 pudessem mudar para apartamentos da tipologia T2 ou T3, de acordo com as necessidades. Apoios tradicionais No dia de ontem, a política de preços do Governo foi alvo de alguns elogios de conselheiros nomeados pelo Executivo. Chan U, membro do Conselho para os Assuntos de Habitação Pública, destacou a nova forma de apresentar o cálculo de preços, que tem por base a área útil, um método que afirmou ser mais familiar para os residentes. Chan pediu ainda ao Governo que, na definição dos preços da habitação económica, tenha em mente dois factores: a redução dos preços do imobiliário no mercado privado e a capacidade de compra dos residentes, sobretudo as famílias que têm filhos menores. O conselheiro pediu também que o sistema de pontuação para escolher os compradores da habitação económica atribua mais importância aos agregados familiares com filhos menores. A habitação económica é construída pelo Governo e visa colmatar as falhas do mercado privado, tendo como destinatários os residentes com menores rendimentos que não têm dinheiro para comprar uma habitação.
Coronel Mesquita | Estátua saiu da Barra para Portugal em “discreta” operação nocturna Andreia Sofia Silva - 5 Ago 2026 A estátua do Coronel Mesquita entrou na história de Macau por ter sido retirada à força durante o “1,2,3”. Porém, acabou por ir para Portugal em 1986, com o aval do Governador Almeida e Costa, numa operação nocturna nas Oficinas Navais, entre rumores de que teria sido atirada ao rio. Hoje, repousa em Paço de Arcos, à guarda da Associação de Comandos No século XIX a morte do então Governador Ferreira do Amaral e o episódio do Passaleão, protagonizado pelo Coronel Vicente Nicolau de Mesquita, consta como um dos momentos de tensão na relação entre chineses e portugueses em Macau. Tal episódio iria servir de combate e argumento contra os portugueses na expressão da Revolução Cultural em Macau, no movimento “1,2,3”, que decorreu entre Novembro de 1966 e Fevereiro de 1967. Nos tensos dias do início de Dezembro de 1966, a estátua de Vicente Nicolau de Mesquita foi derrubada e escondida até ser encontrada, em 1986, por José Lobo do Amaral, presidente da Associação de Comandos. Até então julgava-se que a estátua tinha sido destruída e atirada ao rio, a mando de Nobre de Carvalho, Governador que, quando tomou posse, apanhou o “1,2,3” no seu auge. Ao HM, José Lobo do Amaral recorda o momento em que percebeu o que estava à frente dos seus olhos. “A estátua foi apeada por altura do ‘1,2,3’ e estava recolhida, mas não sei onde. Onde a encontrei foi nas Oficinas Navais. Estava a um canto, tapada, levantei a lona e lá estava. A história é esta.” Estávamos em 1985 e era Governador Almeida e Costa. Foi aí que José Lobo do Amaral percebeu que o boato de que a estátua estava destruída não passava disso mesmo. “O que constou é que Nobre de Carvalho teria dado ordens para destruir a estátua e atirá-la ao mar. Era o que toda a gente dizia. Agora, se uns sabiam que não tinha ido…calavam-se. Nunca ouvi outra versão da história, e até se dava ao nome da pessoa que a tinha destruído. E a história da estátua morreu ali. Causou grande surpresa quando levantei a lona e a vi.” “A estátua estava no Leal Senado [quando foi retirada durante os tumultos] e nunca foi reposta. Disse ao Jorge Rangel: fala lá ao Governador, para ver se ele nos dá aquilo para levarmos para Lisboa. A ideia era colocar a estátua no Castelo do Queijo, no Porto, onde é a sede da nossa delegação. Aí ele [Governador] disse: ‘levem-na, discretamente'”. Cobertos pelo breu A discrição que a missão exigia originou a operação nocturna para levar a estátua para Lisboa, sem grande alarido. Este episódio foi recentemente recordado por Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau, numa sessão na Casa de Macau em Lisboa a propósito de Luiz Gonzaga Gomes. A operação envolveu 12 pessoas que tinham estado ligadas aos comandos e alguns contactos prévios, bem como a combinação de uma espécie de código entre Jorge Rangel e José Lobo do Amaral para desviar as atenções do guarda das Oficinas Navais. “Disse-lhe que só nós os dois podíamos saber o que tinha de acontecer. Do lado das Oficinas Navais ficaram só à espera da indicação da data [para retirar a estátua]”, referiu Jorge Rangel. Contratou-se “uma empresa de confiança” para transportar a estátua para a Europa. “Nessa noite, esses antigos 12 comandos foram de camioneta, até à porta, fazer um primeiro reconhecimento, para ver se o guarda estava ou não. O portão estava aberto, era só puxar, e foi aí que a estátua foi transportada para o cais do Porto Interior, e depois para Hong Kong.” A estátua do Coronel Vicente Nicolau de Mesquita chegou então a Portugal, ficando primeiro no Porto de Leixões antes de fazer o seu percurso até Paço de Arcos. Exposta em Valadares José Lobo do Amaral não gosta que se use o termo “às escondidas” para classificar a manobra. “Foi usado o termo discretamente [para a retirada]. Às escondidas era se tivéssemos ido pela calada da noite, encapuzados. Foi tudo feito normalmente. Contratou-se uma empresa de navegação, fizeram o contentor, puseram-na lá dentro, e transportaram-na para o Porto.” Com apoios do Instituto Cultural (IC) lá foi a estátua de bronze para o Castelo do Queijo, mas as contas das dimensões foram malfeitas – não conseguia passar da porta. A estátua do coronel macaense acabou por ir parar a uma fábrica de Valadares, também no Norte de Portugal. Enquanto se esperava pela remodelação da Bataria da Lage, em Paço de Arcos, ficou ali e até teve o seu momento provisório de exibição. “A fábrica era de um comando. Como a estátua estava deitada no chão, resolveu fazer um pedestal e pô-la lá, e quem andasse ali de passagem podia vê-la, mas não era a colocação definitiva. Pôs no letreiro a dizer o que era, e depois quando arranjámos este espaço fomos buscá-la.” Quem passar pela Bataria da Lage, junto à estrada marginal, vai encontrar a estátua do Coronel Mesquita qual como quando saiu de Macau. “Tem a bota partida, nunca quisemos restaurá-la para que ficasse assim.” Está virada para Macau, lendo-se na placa que está a pouco mais de 110 mil quilómetros de distância do território. Hoje continua a receber visitas. “Vem aí muita gente da terra para ver a estátua e tirar fotografias. Pessoas que estiveram em Macau, e outras que vêm aí e a quem digo para a visitarem.” João Lobo do Amaral recorda como “o Governo de Macau sempre se fez de recados”, nomeadamente entre o Oriente e Portugal. “O Macau moderno que conhecemos é do Ferreira do Amaral, porque até ali era o Governo do Leal Senado. Só a partir dele há uma fronteira [das Portas do Cerco]. Havia o mandarim que cobrava imposto do Porto. As coisas rolavam. As comunidades [coexistiam]. É o segredo dos 500 anos [de presença portuguesa]. Tudo se fazia por consenso, uma palavra que nem gosto pessoalmente, porque acho que o consenso é cinzento.” No caso de Ferreira do Amaral, “não teve senso, não sabia ou não lhe explicaram” esse modo de coexistência de comunidades, “e aconteceu o que aconteceu”. “Dá-se o Passaleão e a reacção à morte dele”, recorda. Junto à estátua está uma placa onde se explica não só o episódio histórico que ela acarreta como a sua autoria, do escultor Maximino Alves. A estátua do militar macaense foi inaugurada em Macau a 24 de Junho de 1940, com a inscrição na base de pedra a assinalar “Homenagem da Colónia ao Herói Macaense Coronel Vicente Nicolau de Mesquita, 25 de Agosto de 1849.” Mais abaixo, podia ler-se: “Monumento erguido por subscrição pública e auxílio do Governo da Colónia. Foi inaugurado por ocasião das festas comemorativas do duplo centenário da Fundação e Restauração de Portugal. 24 de Junho de 1940 – Oferta do Leal Senado.” Todas as mudanças da estátua até à sua exibição permanente foram apoiadas pela Fundação Jorge Álvares e Fundação Casa de Macau. Segundo o website Memória de Macau, a Batalha do Passaleão, a 25 de Agosto de 1849, “é o único confronto significativo entre a China do Sul e Macau durante mais de quatro séculos de vizinhança”, e ocorreu “após o assassinato do Governador Ferreira do Amaral”. O episódio consistiu na “tomada de um forte chinês que atacava Macau com a força dos seus obuses a cerca de meia milha das Portas do Cerco”, sendo que “Vicente Nicolau de Mesquita avançou pelo território inimigo, sem ordem superior e apenas com o pelotão de 32 homens sob seu comando, neutralizando com uma carga de explosivos o forte que oprimia Macau”. Foi apoiado, nessa acção, por “duas peças de artilharia de campanha, um obuz de montanha e dois canhões da barca canhoeira e da lorcha de António Ferreira Batalha”. Vicente Nicolau de Mesquita está sepultado no Cemitério de S. Miguel Arcanjo.
Angola / China | Trocas comerciais de 9.300 ME no primeiro semestre Hoje Macau - 4 Ago 2026 O volume de negócios entre Angola e a China atingiu os 10,8 mil milhões de dólares no primeiro semestre, metade das trocas comercias totais de 2025, anunciou ontem fonte da embaixada chinesa. De acordo com o embaixador da China em Angola, Zhang Bin, só em 2025 as trocas comerciais entre os dois países totalizaram 20,8 mil milhões de dólares. “E durante os primeiros seis meses do ano corrente o volume de negócios já atingiu 10,8 mil milhões de dólares e esperamos que o volume total neste ano supere o ano passado”, afirmou ontem o diplomata chinês à saída de uma audiência com o presidente do parlamento angolano. Com Adão de Almeida, Zhang Bin abordou as “excelentes” relações de cooperação e ambos os responsáveis concordaram em intensificar as visitas de alto nível entre os presidentes dos dois parlamentos, disse o diplomata asiático. A necessidade de se aprofundar a cooperação e intercâmbio entre as comissões especializadas das assembleias de Angola e da China e de intensificar a troca de experiências governativas foram também abordadas neste encontro. Zhang Bin destacou igualmente a abertura e disposição de empresas e investidores chineses em apostarem no país lusófono africano: “E também nos últimos tempos recebemos muitas delegações de empresários chineses que vêm da China para ver o ambiente de negócios em Angola e temos muitos projectos a ser materializados”, notou. Questionado sobre o volume de vistos solicitados à embaixada que tutela, Bin deu a conhecer que entre Janeiro e Junho deste ano foram emitidos mais de três mil vistos a angolanos que visitaram o seu país. “E este número tem um crescimento notável em comparação com o período pós-pandemia e isso também reflecte o aumento do fluxo das pessoas entre os nossos países”, concluiu.
Casamentos tardios: alegrias e tristezas (III) David Chan - 4 Ago 2026 Como mencionámos no artigo publicado há duas semanas, com o aumento da esperança de vida, que actualmente se situa entre os 83 e os 87 anos, e com a crescente abertura dos costumes sociais, os segundos casamentos entre seniores estão gradualmente a tornar-se uma importante opção para encontrar apoio emocional e maior autonomia no ocaso da vida. No entanto, estes casamentos tardios não implicam apenas um reinício da vida afectiva; envolvem questões sociais complexas como, reestruturação familiar, divisão de bens, alterações nos direitos de herança e ajustes nas pensões de reforma. Embora estes casamentos tragam renovação emocional e conforto aos idosos, escondem disputas familiares e riscos financeiros que não podem ser ignorados. Em geral, as pessoas acumulam na primeira metade das suas vidas bens pessoais como propriedades, poupanças, acções e fundos de previdência, que representam a riqueza conquistada com o seu trabalho. A divisão de bens que resulta da mudança de estado civil é muitas vezes irreversível, afectando nesta fase do percurso a sua qualidade de vida. Para além das questões relacionadas com a divisão de bens, os segundos casamentos tardios têm uma grande probabilidade de desencadear conflitos entre pais e filhos. Legalmente, uma vez concluída a cerimónia de casamento, o novo parceiro passa a ser o principal beneficiário da herança. Isto significa que os bens da família, que previamente iriam integralmente para os descendentes, passam agora em grande parte para um estranho, o que conduz potencialmente a conflitos entre pais e filhos e a disputas familiares. Confrontados com a dualidade dos casamentos tardios—”satisfação emocional, mas também preocupações financeiras”— os idosos têm de se libertar do pensamento binário. Não devem agarrar-se às restrições tradicionais e abdicar da felicidade, nem procurar cegamente o amor negligenciando a gestão de riscos. Aqueles que ainda conservam o primeiro casamento deverão reestruturar a comunicação com os parceiros bem como a dinâmica da relação, reacender a chama emocional e o companheirismo para combater desequilíbrios de longa data e reduzir a necessidade do divórcio e de voltarem a casar numa fase avançada das suas vidas. No entanto, para aqueles que estão em casamentos completamente desfeitos, que já não podem ser salvos, o planeamento financeiro e jurídico será a chave para um segundo casamento feliz. Um planeamento sucessório sólido passa pela definição legal antecipada e clara dos direitos de cada membro da família. Em primeiro lugar, os seniores podem participar activamente em seminários sobre bens matrimoniais e planeamento da reforma, consultar advogados e desenvolver planos com base nos seus próprios atcivos. Fazendo testamentos, criando fundos fiduciários e designando beneficiários de seguros e bens financeiros, podem definir claramente quem serão os seus herdeiros e a parte que caberá a cada um, evitando a saída de activos do seio da família e litígios decorrentes da herança. De todos os documentos necessários o testamento é o mais importante. As leis da China continental e de Macau incluem disposições para uma “porção reservada” (特留份), o que significa que uma parte do património do falecido será herdada pela sua família imediata. Se uma pessoa idosa quiser doar os seus bens a alguém que não é do seu sangue, tem de deixar essa vontade por escrito em testamento. Além disso, redigir um testamento implica fazer um inventário de todos os bens, o que ajuda a pessoa a rever sistematicamente o seu património evitando assim esquecer-se de algo menos evidente como os investimentos no Fundo de Previdência Obrigatório e apólices de seguro a longo prazo. Em segundo lugar, a comunicação familiar transparente é a chave para a resolução de conflitos. O idoso pode informar o seu antigo cônjuge, o actual e os filhos do que planeia deixar em testamento, estipulando claramente os direitos de cada um: definindo que os filhos herdam os bens principais, assegurando o direito do novo parceiro à habitação e à segurança financeira básica e clarificando os direitos legais do ex-cônjuge. Desta forma estabelece-se um sistema transparente que pode eliminar as suspeitas e o antagonismo entre os membros da família, resolvendo fundamentalmente a confusão sobre direitos â herança e os conflitos de interesses que surgem com os segundos casamentos. Pode simultaneamente, deixar por escrito instruções relativas a cuidados de saúde e autorizações, estipulando a sua vontade relativa a tratamentos e cuidados, bem como à gestão das despesas médicas, obtendo total autonomia na derradeira fase da sua vida. Em resumo, o crescimento dos segundos casamentos em idosos reflecte progresso social, valores que evoluíram e melhoria da qualidade de vida. O divórcio em idades avançadas demonstra a coragem de abandonar relações insatisfatórias e os segundos casamentos representam o direito de encontrar a felicidade nas últimas etapas da vida; quer um quer outro merecem respeito e compreensão. A alegria e a felicidade para os idosos nunca passa por sentimentos românticos, mas sim pela harmonia espiritual e pela estabilidade financeira. Os seniores, que corajosamente procuram o amor, têm de manter a racionalidade em termos financeiros e a consciência jurídica. Só com o apoio das ferramentas legais, planeamento financeiro claro e comunicação familiar transparente, podem ser evitadas as disputas entre as pessoas que lhes são mais chegadas. Desta forma, poderão obter uma felicidade serena e gratificante na segunda metade das suas vidas. Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau Professor Associado da Faculdade de Ciências de Gestão da Universidade Politécnica de Macau cbchan@mpu.edu.mo
Mandopop | René Liu faz a sua “Final Call” em Macau em Outubro Andreia Sofia Silva - 4 Ago 2026 O palco do Galaxy Arena recebe, em Outubro, mais um concerto de grandes dimensões e efeitos visuais, desta vez com a cantora de mandopop René Liu, de Taiwan. Também conhecida pela alcunha de “Milk Tea”, René apresenta “Final Call”, a 3 de Outubro, um espectáculo integrado na digressão mundial dos últimos meses e que já conquistou vários prémios “Deixa a alegria tomar conta de ti. O tempo voa. Ainda estás à espera?”. Eis o mote, em jeito de pergunta, para a actuação que a cantora de mandopop René Liu tratará a Macau no dia 3 de Outubro, no palco do Galaxy Arena. “Final Call” promete ser um concerto com uma forte componente artística e visual e que, segundo a informação disponível no website do Galaxy, teve “quatro anos de preparação”. A digressão mundial de “Final Call” já passou por três continentes, 53 cidades e levou à realização de 111 espectáculos, sendo que uma das próximas paragens será em Macau. René Liu nasceu em Taipei em 1969 e só começou a sua carreira em 1995, depois de trabalhar como assistente de produção do cantor, já bem conhecido do público, Bobby Chen. Também com o cognome de “Milk Tea”, René Liu, ou simplesmente René, acrescenta aos seus espectáculos, além da voz, uma vertente de storytelling que permite ao público umas boas horas de entretenimento, levando-os a outras dimensões. O Galaxy Arena terá “um impressionante palco giratório de quatro lados”, com um “design revolucionário” e ecrãs LED que potenciam “uma experiência narrativa imersiva”. Haverá ainda 12 bailarinos em palco e um “urso rotativo gigante de cinco metros”. Tudo para criar um espaço em palco onde “possibilidades infinitas ganham vida”, estabelecendo-se “um novo e ousado padrão para a produção de concertos”. Podem esperar-se “emoções profundas” e uma “narrativa cativante” com este concerto”, onde música, dança e cenografia se conjugam. “O emblemático palco giratório de quatro lados foi aperfeiçoado e reinventado, transformando o recinto numa viagem musical imersiva”, com muita “imaginação”. O palco tem ainda “elevadores dinâmicos e [permite a] rotação”, levando a que cada perspectiva do concerto, do lado do público, se transforme “num ponto de observação único”, gerando-se “uma experiência de tirar o fôlego”. Esta aposta num novo tipo de apresentação do seu trabalho musical em palco levou René a ganhar prémios, tendo sido distinguida, nos Muse Design Awards 2025, com o Prémio Platina, ganhando a mesma distinção nos London Design Awards 2025. Marcos históricos Em 2002 a artista editou um disco com nome em inglês, “Love and the City”, com dez faixas; enquanto que em 2017 saiu mais um álbum gravado ao vivo, intitulado “Renext”. Nos anos da pandemia, 2020 e 2021, René não esteve parada e editou também dois discos. Segundo a apresentação oficial do concerto, a digressão “Final Call” já atingiu vários recordes. Um deles aconteceu em Agosto de 2024, quando René se tornou na primeira artista de mandopop a ser cabeça de cartaz num concerto em Ürümqi, capital da região de Xinjiang. Seguiu-se, no ano seguinte, a realização de cinco concertos consecutivos de Ano Novo em Pequim, entre os meses de Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, o que marcou “a primeira série de concertos de fim de ano em grande escala” na carreira da artista. René Liu também passou pelos EUA, e em Maio deste ano deu “concertos em palcos quadrangulares de grande escala em três cidades dos EUA”, sendo que “cada um atraiu públicos de mais de dez mil pessoas”. A cantora já conta com 200 concertos de grande escala realizados no âmbito de “Final Call”, sendo que, para esta digressão, trabalhou ao lado da “B’in Live”, descrita como “uma das principais equipas de produção de concertos do mundo do mandopop”. Os bilhetes ainda não estão à venda, embora o concerto já tenha sido anunciado. Começa às 19h e os ingressos terão um custo que varia entre 580 a 1380 patacas.
Shaanxi | Chuvas obrigam retirada preventiva de quase 88 mil pessoas Hoje Macau - 4 Ago 2026 A província chinesa de Shaanxi, no centro do país, retirou preventivamente quase 88.000 pessoas desde quinta-feira devido às fortes chuvas que atingiram vastas áreas da região, numa altura em que a China mantém alertas para precipitação intensa. Entre quinta-feira e ontem, as autoridades provinciais organizaram a retirada preventiva de 87.987 pessoas, informou a televisão estatal CCTV, citando o Departamento de Gestão de Emergências de Shaanxi, província com cerca de 39 milhões de habitantes e uma área semelhante à da Bielorrússia. Só entre a manhã de domingo e a de ontem, foram retiradas mais 18.063 pessoas, no âmbito das medidas adoptadas perante o risco de cheias, inundações e outros desastres associados às chuvas. Nas últimas 48 horas, a precipitação afectou grande parte do centro e sul de Shaanxi, com chuva forte ou torrencial em vários distritos e acumulados superiores a 100 milímetros em sete deles. As chuvas provocaram cheias em 27 rios da província, embora, até ao momento, não tenham sido registados danos, segundo o mesmo balanço. O Centro Meteorológico Nacional mantinha ontem um alerta laranja para chuva intensa, prevendo precipitação forte ou torrencial em zonas do centro, norte, sudoeste e sul da China, com acumulados locais entre 250 e 260 milímetros. O episódio junta-se a um Verão marcado por fenómenos meteorológicos extremos na China. Nas últimas semanas, a passagem de vários tufões, as chuvas torrenciais no sul e centro do país e deslizamentos de terras em zonas montanhosas provocaram dezenas de mortos, milhares de retiradas preventivas e danos em infraestruturas, habitações e redes de transporte em várias províncias. As autoridades apelaram também esta semana ao acompanhamento da evolução do tufão Dolphin, que ainda se encontra afastado das águas chinesas, mas cuja trajectória posterior em direcção ao mar a leste da China permanece incerta.
Hong Kong | Lançados futuros sobre obrigações soberanas chinesas para atrair investidores Hoje Macau - 4 Ago 2026 Os contratos de futuros sobre obrigações soberanas chinesas começaram ontem a ser negociados em Hong Kong, numa nova tentativa da China de abrir o mercado nacional de dívida a mais investidores estrangeiros e internacionalizar a utilização do yuan. Os futuros atraíram um “volume de negócios activo nos primeiros minutos da sessão” de ontem, de acordo com o jornal de Hong Kong, em língua inglesa, South China Morning Post. Os contratos a cinco anos terão um valor de 500 mil yuan e podem ser negociados através de cerca de uma centena de corretores afiliados à bolsa da antiga colónia britânica. De acordo com o presidente da HKEX, a operadora da bolsa de Hong Kong, Carlson Tong, as novas ferramentas “permitem aos investidores internacionais abrir, cobrir e encerrar posições inteiramente a partir do estrangeiro, através das mesmas contas e fluxos de trabalho que já utilizam para os derivados cotados em Hong Kong”. A Bloomberg noticiou que se trata da terceira vez que Pequim tenta impulsionar esta iniciativa, após um breve período de testes entre Abril e Dezembro de 2017 — suspenso depois de Hong Kong ter exigido um quadro regulamentar e de cooperação mais claro com a China continental — e outro plano que acabou por ser cancelado em 2023, antes mesmo de ver a luz do dia. Desta vez, o plano surge na sequência da decisão, tomada em Abril, de permitir que os investidores globais negociem futuros de obrigações soberanas na China. Após anos de reformas, mais de dois biliões de yuan de dívida soberana ‘onshore’ (negociada nos mercados da China continental) estavam nas mãos de investidores estrangeiros, valor que contrasta com os 450 mil milhões de yuan registados em meados de 2017.
Alibaba apresenta o modelo de IA mais avançado desenvolvido pela empresa Hoje Macau - 4 Ago 2026 A tecnológica chinesa Alibaba apresentou ontem o Qwen3.8-Max, o seu modelo de inteligência artificial mais avançado até à data, num novo passo na competição entre os principais programadores chineses e norte-americanos de sistemas de raciocínio, programação e agentes autónomos. A conta oficial do Qwen na rede social X informou que o modelo, descrito como o “mais avançado” alguma vez desenvolvido pela empresa, possui 2,4 biliões de parâmetros e foi concebido para tarefas de programação, trabalho colaborativo e execução prolongada de projectos. Segundo a empresa, o Qwen3.8-Max consegue manter mais de 10 dias de desenvolvimento autónomo até à conclusão de um projecto completo. A Alibaba afirmou ainda que o sistema foi concebido para tarefas de planeamento autónomo de longo prazo, com ciclos de aprendizagem e correcção, apontando como exemplos a optimização do desenho de semicondutores ou de estratégias de comércio electrónico durante períodos prolongados. O grupo indicou que disponibilizará os pesos do modelo em formato aberto na próxima semana, seguindo a estratégia adoptada por vários programadores chineses de apostar em modelos abertos, em contraste com a abordagem fechada de empresas norte-americanas como a OpenAI ou a Anthropic. Alta dinâmica Segundo comparações divulgadas pela Qwen, o novo modelo supera a versão anterior e obtém melhores resultados do que alguns sistemas norte-americanos em testes de programação, agentes autónomos, raciocínio visual e compreensão de vídeo, embora os resultados variem consoante os critérios de avaliação. A empresa fixou o preço em dois dólares por milhão de tokens de entrada e seis dólares (por milhão de tokens de saída, unidades mínimas de texto processadas pelos modelos linguísticos. O Qwen tornou-se um dos principais pilares da aposta da Alibaba na inteligência artificial e na computação em nuvem, áreas nas quais o grupo anunciou investimentos superiores a 52 mil milhões de dólares ao longo de três anos. O lançamento ocorre numa altura de forte dinamismo do sector chinês da IA, após a apresentação de modelos como o Kimi K3, da Moonshot, ou o GLM-5.2, da Zhipu, e em plena competição tecnológica entre a China e os Estados Unidos por tecnologias consideradas estratégicas.
Energia | Aprovados oito novos reactores em investimento de 20,6 mil ME Hoje Macau - 4 Ago 2026 A aprovação de mais oito reactores nucleares insere-se na política chinesa de reduzir as emissões de carbono A China aprovou recentemente a construção de oito novos reactores nucleares em quatro projectos, num investimento total superior a 160 mil milhões de yuan, informou ontem o portal financeiro Yicai. O Conselho de Estado (Executivo chinês) deu luz verde aos projectos, com um custo estimado de cerca de 20 mil milhões de yuan por reactor, todos baseados em tecnologias nucleares de terceira geração desenvolvidas na China. Os projectos aprovados correspondem à segunda fase da central de Jinqimen, na província oriental de Zhejiang, à primeira fase da central de Zhuanghe, em Liaoning, no nordeste do país, à terceira fase da central de Taipingling, na província de Guangdong, no sudeste, e à primeira fase da central de Laiyang, na província oriental de Shandong. Os três primeiros utilizarão a tecnologia Hualong One, um reactor de água pressurizada de terceira geração desenvolvido na China, enquanto a central de Laiyang recorrerá ao Guohe One, outro reactor do mesmo tipo e geração concebido por uma empresa chinesa. Segundo a imprensa especializada chinesa, os projectos Jinqimen II e Taipingling III funcionarão também como unidades de demonstração da versão Hualong One 2.0, apresentada como uma evolução com melhores níveis de segurança e rentabilidade. Plano em marcha Desde 2022, a China aprovou 49 reactores nucleares, representando um investimento total próximo de um bilião de yuan, no âmbito de uma fase de rápida expansão que Pequim enquadra nos objectivos de reforço da segurança energética, da auto-suficiência tecnológica e da redução das emissões. A Administração Nacional de Energia indicou recentemente que, entre 2021 e 2025, a China autorizou 46 unidades nucleares e que o país conta actualmente com 120 reactores em funcionamento, em construção ou já aprovados, com uma capacidade total de 135 milhões de quilowatts, a maior do mundo. O novo plano energético para o período 2026-2030 prevê desenvolver a energia nuclear de forma “segura e ordenada”. A China, o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, comprometeu-se a atingir o pico das emissões de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060.
Concerto | Organização queixa-se de vestidos desaparecidos em Macau João Luz e Nunu Wu - 4 Ago 2026 A empresa que organizou dois concertos da cantora e actriz chinesa Rosy Zhao em Macau apresentou queixa à polícia na sequência do desaparecimento de “vários” vestidos usados no mês passado em Macau. A empresa pediu desculpas à artista e aos fãs pela falha de segurança No domingo, a empresa promotora de dois concertos em Julho na Galaxy Arena divulgou um comunicado na rede social Weibo a revelar que várias peças de guarda-roupa usadas pela famosa cantora e actriz Rosy Zhao (ou Zhao Lusi) desapareceram na passagem por Macau da tournée “Stay Romantic”. Durante a performance, a mega-estrela chinesa usou 16 indumentárias diferente. A promotora, Beijing Show City Times Entertainment, não revelou quantas peças desapareceram, mas revelam ter recorrido às autoridades. “Quando terminámos o inventário do material após o espectáculo, apercebemo-nos que não sabíamos onde estavam vários trajes de alta-costura feitos à medida, usados pela Rosy Zhao no palco nessa noite”, é indicado. A empresa salienta que os vestidos desaparecidos foram concebidos com designs exclusivos para a artista e têm um valor que vai além do dinheiro, representando o esforço e as memórias da tournée. “Na sequência do incidente, analisámos imediatamente todas as imagens de vigilância dos bastidores do recinto e das áreas circundantes, mas não obtivemos quaisquer pistas úteis. Dada a especial importância destas peças de vestuário, a nossa empresa comunicou formalmente o caso à polícia e irá cooperar plenamente com a investigação policial que se seguirá”, foi indicado. Apelo ao público A empresa que organizou os concertos de Rosy Zhao pediu ao público para estar atento e contactar a sua conta oficial de Weibo caso conheça alguém que tenha “encontrado ou aceite por engano” as peças de vestuário desaparecidas. “Se devolver os vestidos voluntariamente, a nossa empresa não atribuirá qualquer responsabilidade à pessoa que os encontrou e expressará a nossa sincera gratidão”, é indicado. Porém, é ressalvado que caso os “trajes de espectáculo feitos à medida circulem no mercado de segunda mão, em plataformas de leilões ou noutros canais públicos”, a promotora afirma que irá fazer valer “todos os direitos de propriedade, em conformidade com a lei, e recorrerá a todos os meios legais, tais como a denúncia à polícia ou a acção judicial”. A Beijing Show City Times Entertainment termina o comunicado pedindo desculpas a Rosy Zhao e aos fãs, assumindo que a perda de “valiosos materiais de palco” se deveu a “graves falhas e incumprimento de deveres na gestão de materiais no local e nos trabalhos de verificação final”. A empresa garante ainda que irá fazer uma análise interna para corrigir os erros no sistema de gestão dos materiais de palco, inventário e supervisão de segurança, para que a situação não se repita. Os concertos em questão realizaram-se nos dias 11 e 12 de Julho no Galaxy Arena, com os bilhetes esgotados escassos minutos depois de terem sido postos à venda. Mais de 400 mil fãs tentaram comprar bilhetes para os concertos da artista chinesa nas várias plataformas de venda online.
Seaport Research Partners prevê jogo a expandir-se em Agosto e Setembro João Santos Filipe - 4 Ago 2026 A correctora Seaport Research Partners prevê que as receitas brutas do jogo vão expandir-se em termos anuais 4,5 por cento em Agosto e 11 por cento em Setembro. As previsões constam do mais recente relatório da corretora sobre Macau, citado pelo portal GGRAsia. “Estimamos que as receitas brutas do jogo em Agosto vão crescer 4,5 por cento, em termos anuais, motivadas pelo regresso da procura, uma vez que alguns clientes vão regressar a Macau, depois de terem adiado as viagens devido ao Campeonato Mundial de Futebol”, pode ler-se no relatório assinado pelo analista Vitaly Umansky. Esta previsão aponta para receitas brutas em Agosto de cerca de 23,16 mil milhões de patacas, com uma média diária de 747 milhões de patacas. Nos últimos dois meses, as receitas do jogo apresentaram quebras, que foram explicadas pelos analistas com o Mundial de Futebol. Em Junho a contracção anual das receitas do jogo foi de 12,1 por cento, para 18,52 mil milhões de patacas. Em Julho a redução foi de 8,4 por cento, para 20,26 mil milhões de patacas. Nota de optimismo O relatório da corretora aponta também que em Setembro o crescimento anual será na ordem dos 11 por cento. Devido a este crescimento, Vitaly Umansky aponta que se espera que as receitas do terceiro trimestre do ano deverão crescer 1,8 por cento, enquanto as receitas do último trimestre deverão expandir-se anualmente 3,2 por cento. Apesar das previsões mais optimistas, a Seaport Research Partners reconhece que há aspectos negativos que podem ter impacto na principal indústria de Macau. Entre estes riscos, Umansky identifica o abrandamento económico no Interior, a possibilidade de serem adoptadas mais restrições na circulação de capitais e pessoas do Interior para Macau e ainda o impacto de tufões. Ao mesmo tempo, o relatório indica igualmente que o número de jogadores do segmento de massas que passam a noite em Macau continua aquém dos níveis pré-pandemia. Contudo, o analista explica que qualquer inversão desta tendência vai causar um crescimento adicional das receitas brutas do jogo.
FAOM / Inquérito | Cerca de 34% querem ir para a Grande Baía ou Hengqin João Santos Filipe e Nunu Wu - 4 Ago 20264 Ago 2026 Um inquérito da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) mostra que há cada vez maior disponibilidade dos residentes para trabalharem no outro lado da fronteira. No entanto, a maior parte pretende ficar em Macau Cerca de 34 por cento dos 1.200 inquiridos pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) têm vontade de trabalhar na Ilha da Montanha ou nas cidades da Grande Baía. Os resultados do inquérito, realizado entre Janeiro e Agosto, foram apresentados ontem pela associação tradicional que conta com quatro deputados na Assembleia Legislativa. Além de haver uma maior disponibilidade para viver em Hengqin e na Grande Baía, a equipa que elaborou o inquérito recorreu aos dados oficiais para afirmar que a deslocação dos residentes para o Interior é cada vez mais uma tendência em curso. Segundo a FAOM, até Novembro do ano passado o número de residentes empregados em Hengqin ultrapassou os 6 mil, o que representou um aumento de 13 por cento, em comparação com 2024. Os investigadores apontaram também que os residentes começam a aceitar cada vez mais a ideia de viverem em Macau e trabalharem no outro lado da fronteira. Apesar desta tendência, os autores do estudo indicaram que o trabalho transfronteiriço ainda enfrenta desafios, como a adaptação à nova vida quotidiana, a tomada de decisões sobre se a família se muda para Hengqin ou fica em Macau, as burocracias relacionadas com o reconhecimento das qualificações profissionais, as diferenças nos sistemas fiscais e nos sistemas de segurança social. Face aos desafios, a FAOM quer uma resposta política, para criar soluções que tornem a transição entre os territórios menos problemática. Foco em Macau Apesar da atracção crescente pelo outro lado da fronteira, a maioria da população pretende ficar em Macau e contribuir para o desenvolvimento da sua terra natal. Esta conclusão foi apurada com base na resposta de 57 por cento dos inquiridos, que pretendem que o seu futuro passe pela RAEM. Dado o interesse da população de Macau em ficar no território, a FAOM defende que o Governo tem de insistir na política de dar prioridade aos residentes locais no acesso aos empregos na RAEM. Neste sentido, a FAOM pede a criação de uma base de dados sobre os não-residentes, para tornar mais eficaz o combate aos trabalhadores ilegais. Além disso, a equipa envolvida no estudo espera que sejam lançados apoios ao desenvolvimento profissional para diferentes idades, como apoios à realização de estágios, programas de aconselhamento de mudança de carreira profissional, requalificação profissional e incentivos para o regresso dos idosos ao mercado de trabalho. AI assusta Por sua vez, o deputado Leong Sun Iok mostrou-se preocupado com o impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de emprego em Macau. “Podemos ver que cerca de 32 por cento dos inquiridos estão atentos ao desenvolvimento da economia digital. Por isso, esperamos que haja um mecanismo para inspeccionar e analisar o impacto da IA nos empregos”, afirmou Leong. O deputado pediu ainda que seja criada uma inspecção obrigatória nas indústrias que utilizam mais inteligência artificial, para impedir vagas de despedimento.
AMCM | Depósitos de não residentes crescem quase 12 por cento Hoje Macau - 4 Ago 2026 Dados da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) revelam que os depósitos de não residentes cresceram 11,6 por cento em Junho deste ano face ao ano anterior, alcançando um total de 379,5 mil milhões de patacas. Por sua vez, no mesmo período, os depósitos dos residentes baixaram em 1,7 por cento, para 825,3 mil milhões de patacas. Destaque ainda para o facto de os depósitos do sector público na actividade bancária terem registado um crescimento, em termos mensais, de 3 por cento, sendo de 269,8 mil milhões. Em termos gerais, os depósitos bancários aumentaram 2,3 por cento em Junho, atingindo 1.474,7 mil milhões de patacas. Relativamente aos empréstimos concedidos ao sector privado, registou-se um ligeiro decréscimo de 0,7 por cento, no total de 476,5 mil milhões de patacas. Deu-se um aumento de 7,8 por cento nos empréstimos concedidos, no segundo trimestre, para a “produção e distribuição de electricidade, gás e água”. Pelo contrário, os empréstimos atribuídos para a restauração e hotelaria baixaram 6,2 por cento. Para a construção civil, baixaram 3,3 por cento. Em termos gerais, os empréstimos baixaram 0,1 por cento, registando 1.040,1 mil milhões de patacas. Os empréstimos atribuídos em dólares de Hong Kong representaram 40,2 por cento do total, seguindo-se em patacas com 22,1 por cento.
Zona A | Metro quadrado de habitação económica a partir de 31 mil patacas João Luz - 4 Ago 2026 O Governo anunciou ontem os preços dos apartamentos em cinco torres de habitação económica na Zona A dos Novos Aterros. O custo de base do metro quadrado de área útil varia entre 31.270 e 33.828 patacas. No total, os cinco edifícios oferecem 5,254 fracções Os preços de venda das fracções da habitação económica nos Lotes A1 a A4 e A12 da Zona A dos Novos Aterros foram publicados ontem no Boletim Oficial, através de um despacho assinado por Sam Hou Fai. O Governo indicou que o preço do metro quadrado de área útil varia entre 31.270 e 33.828 patacas, ou 2.905,05 e 3.142,7 patacas por pé quadrado. Num comunicado que acompanha a publicação do despacho, o Instituto de Habitação (IH) realça que “na fixação do preço de venda das fracções são tidos em consideração, nomeadamente: o prémio de concessão do terreno, o custo de construção e os custos administrativos”, de acordo com a alteração legal introduzida em 2021, ano em que foi aberto o concurso público para compra das fracções. Para estes factores de cálculo do preço, o prémio de concessão do terreno foi fixado em 9.450 patacas por metro quadrado da área bruta de construção de habitação, enquanto o custo de construção varia entre 12.446,28 e 14.088,52 patacas. Os custos administrativos foram avaliados em 154,55 patacas por metro quadrado da área bruta de construção de habitação. O IH acrescenta que “o preço concreto de venda de cada fracção pode ser aumentado ou diminuído, dependendo da localização do edifício, a orientação e localização na estrutura global do edifício, área e tipologia da fracção”. Viver de facto As 5.254 fracções estão dividias entre os edifícios Tong Veng, Tong Keong, Tong Man, Tong Tat e Tong Ip, com tipologias de T1, T2 e T3. Recorde-se que a Zona A está localizada a leste da Península de Macau. Os edifícios de habitação económica dos cinco lotes em questão encontram-se junto ao mar, beneficiam de vantagens ao nível da localização e da paisagem. O Governo sublinha que o concurso em questão está enquadrado pela nova “Lei da habitação económica”, o que significa que a habitação económica tem sempre de manter a natureza e após a sua aquisição, só pode ser vendida ao IH. Além das limitações à revenda, o IH lembra que a lei estabelece que as 5.254 “fracções destinam-se exclusivamente a habitação própria com carácter permanente, o candidato e os elementos do agregado familiar incluídos no momento da candidatura têm de residir permanentemente na fracção”. Se os moradores não residirem no apartamento, pelo menos, 183 dias por ano, são punidos com multa de 5 a 15 por cento do preço da venda inicial da fracção, se não justificarem devidamente os motivos para a ausência. “Se a situação não for rectificada, o contrato-promessa será resolvido”, salienta o IH.
Cooperação | Sam Hou Fai visita Singapura, Indonésia e Malásia Hoje Macau - 4 Ago 20264 Ago 2026 O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, vai visitar Singapura, Indonésia e Malásia, entre 30 de Agosto e 5 de Setembro. A informação foi divulgada ontem pelo Gabinete de Comunicação Social (GCS). O itinerário e os objectivos da visita não foram ainda divulgados. No entanto, a deslocação oficial do Chefe do Executivo inclui paragens na Cidade-Estado, Jacarta e Kuala Lumpur.