Literatura | Livro sobre obra de Rodrigo Leal de Carvalho apresentado amanhã Andreia Sofia Silva - 22 Mai 2026 Decorre amanhã, no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), a apresentação da obra que olha à lupa a escrita de Rodrigo Leal de Carvalho, autor profundamente ligado a Macau. “Rodrigo Leal de Carvalho: Dois Olhares sobre a sua Obra”, de Dora Gago e Anabela Freitas, pretende “relançar o debate sobre a obra romanesca” do autor, que também foi juiz “Rodrigo Leal de Carvalho: Dois Olhares sobre a sua Obra” é o nome do livro da autoria de Dora Gago e Anabela Freitas que é apresentado amanhã no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), a partir das 15h. Segundo um comunicado da editora, Letras Lavadas, trata-se de uma edição que visa “redescobrir Rodrigo Leal de Carvalho” e lançar o “debate sobre a sua obra romanesca”. A apresentação estará a cargo de Ana Paula Laborinho. Segundo a mesma nota, a obra “propõe uma revisitação crítica ao percurso literário de Rodrigo Leal de Carvalho, autor que publicou os seus oito romances já depois dos cinquenta anos e que, apesar de ter conquistado leitores atentos e o reconhecimento de vários críticos, não obteve a visibilidade mediática proporcional ao mérito da sua escrita”. Todas as obras do autor foram editadas pela Livros do Oriente, fundada por Rogério Beltrão Coelho, destacando-se títulos como “A Mãe” ou “Requiem por Irina Ostrakoff”. No caso do livro apresentado amanhã, Dora Gago e Anabela Freitas “analisam a recepção da sua obra e destacam a singularidade da voz literária” de Leal de Carvalho, nascido nos Açores. Propostas aos leitores Este livro “conduz o leitor ao universo romanesco de um escritor terceirense que mergulhou profundamente na complexidade de um território distante, transformando-o em matéria narrativa rica e envolvente”. Desta forma, o que as autoras propõem são leituras que “oferecem novas perspectivas sobre a obra do autor e incentivam a redescoberta de um nome que merece maior presença no panorama literário contemporâneo”. Este é um livro que traz “um contributo relevante para o estudo da literatura produzida no espaço lusófono e para a valorização de um autor cuja obra continua a despertar interesse e a justificar novas abordagens críticas”, refere a editora. Rodrigo Leal de Carvalho faleceu em Janeiro deste ano aos 93 anos, tendo sido, mais do que escritor, juiz, Procurador da República e Presidente do Tribunal de Contas de Macau. Nascido na Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores, em 1932, Leal de Carvalho formou-se em Direito na Universidade de Lisboa, em 1956, ingressando de seguida na magistratura. O juiz começou por trabalhar como delegado-interino na ilha do Pico, mas em 1959 foi para Macau, onde viria a viver boa parte da vida, com passagens por Lisboa e pelas então colónias portuguesas da Guiné, Angola e Moçambique. Já depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, Leal de Carvalho regressou mais uma vez a Macau, em 1976, como Procurador da República. Em 1995, foi nomeado juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça e, no ano seguinte, liderou a comissão que organizou as últimas eleições para a Assembleia Legislativa de Macau sob administração portuguesa. Já em 1996, tornou-se presidente do Tribunal de Contas de Macau, posto que ocupou até às vésperas da transferência da administração da região para a China, em 1999. Foi em Macau que Leal de Carvalho se estreou como romancista, em 1993, com a publicação de “Requiem por Irina Ostrakoff”, livro que lhe valeu o prémio do Instituto Português do Oriente, no ano seguinte, e que acabou por ser traduzido para chinês, em 1999, e para búlgaro, em 2002. Seguiram-se os romances “Os Construtores do Império” (1994), “A IV Cruzada” (1996), “Ao Serviço de Sua Majestade” (1996) e “O Senhor Conde e as suas Três Mulheres (1999)”. Já regressado a Portugal, o juiz continuou a escrever sobre a região chinesa, nomeadamente em “A Mãe”. Leal de Carvalho publicou ainda “O Romance de Yolanda” (2005), a história de uma macaense que aceita casar-se com um milionário filipino perseguido pela polícia para este obter nacionalidade portuguesa. O último livro do autor foi “As Rosas Brancas de Surrey” (2007). Com Lusa
Desaparecimento | Homem apresentou falsa queixa Hoje Macau - 22 Mai 2026 A Polícia Judiciária (PJ) revelou o caso de um homem com 41 anos que fez uma queixa falsa, ao denunciar o desaparecimento de um “amigo”. Após a denúncia, a PJ começou a investigar o caso, e seguiu o rasto dos dois homens no Cotai, onde tinham estado hospedados. No entanto, a versão da queixa não correspondia à realidade, uma vez que as imagens de videovigilância mostravam os dois homens a entrarem e a saírem do quarto regularmente, o que o queixoso não tinha revelado. Por esse motivo, a PJ chamou o denunciante outra vez, para confirmar o relato. No entanto, o queixoso confessou que tinha feito uma queixa falsa, com o objectivo de encontrar o amigo, que se tratava de um homem que tinha conhecido recentemente e que tinha fugido, depois de lhe furtar 30 mil dólares de Hong Kong em fichas de jogo. A PJ está também a investigar a possibilidade de os dois homens estarem envolvidos em actividades ilegais de troca de dinheiro. Crime | Detida por ficar com telemóvel achado Uma mulher foi detida depois de se ter apropriado de um telemóvel deixado esquecido num supermercado. O caso foi divulgado ontem pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) e citado pelo jornal Ou Mun. De acordo com os contornos divulgados, o crime aconteceu no dia 15 de Maio, quando a detida, uma trabalhadora não-residente das Filipinas, entrou num supermercado, na Taipa, e viu um telemóvel no balcão de pagamentos. A mulher apropriou-se do aparelho. No entanto, a proprietário do equipamento, que era igualmente uma trabalhadora não-residente das Filipinas, apresentou queixa junto da polícia, e declarou que o telemóvel estava avaliado em 3.500 patacas. Quando a polícia investigou o caso conseguiu identificar a suspeita, pelo que procedeu à sua detenção. O caso foi encaminhado para o Ministério Público. AMCM | Alerta para portais de phishing a imitar seguradora A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) emitiu um comunicado a alertar para a existência de portais de phishing que se fazem passar pela página oficial da seguradora Companhia de Seguros Popular da China (Hong Kong) Limitada. Portais de phishing são páginas electrónicas feitas a imitar portais oficiais, com a intenção de enganar os utilizadores e levá-los a revelar os dados bancários ou de contas em instituições financeiras. “A AMCM vem por este meio relembrar o público que, em caso de dúvida sobre qualquer número de telefone e ‘hyperlink’, o público pode utilizar a mini-aplicação “Antiburla” da Polícia Judiciária (PJ) para verificar o índice de risco de burla associado a esse número de telefone e ‘hyperlink’”, foi comunicado. A AMCM indicou também que os utilizadores que suspeitem ter utilizado um portal de phishing devem informar imediatamente a instituição copiada assim como as autoridades.
Junkets | Queixas da concorrência desleal de massas “premium” Nunu Wu e João Luz - 22 Mai 2026 Apesar do aumento das receitas dos junkets, o presidente da Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau queixa-se de concorrência desleal e injustiça fiscal. U Io Hung destaca a forma como o segmento de massas premium é operado, incluindo com a concessão de empréstimos Nos primeiros três meses de 2026, o bacará VIP gerou receitas de 19,8 mil milhões de patacas, segundo dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, resultado que significou uma subida homóloga de 35 por cento. Apesar da evolução, o presidente da Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau, U Io Hung, queixa-se de concorrência desleal das concessionárias, mais especificamente na forma como operam o segmento massas premium. Em declarações ao jornal Ming Pao, o dirigente associativo salientou que as concessionárias começaram a emitir notas de crédito para grandes apostadores (markers), comportamento semelhante ao praticado pelos junkets, e um dos motivos que as autoridades terão usado para justificar o aperto ao jogo VIP. Além destes créditos, U Io Hung argumenta que a obrigatoriedade de pagar 5 por cento de imposto sobre as comissões pagas a promotores de jogo coloca o sector numa situação de desvantagem, uma vez que os créditos concedidos pelas concessionárias a jogadores premium não estão sujeitos a taxação. Lugar ao sol O representante dos promotores de jogo revelou também que irá tentar que seja concedido ao sector isenções fiscais que estão previstas na legislação. A lei que regula a exploração de jogo em Macau prevê a possibilidade de o Chefe do Executivo isentar parcialmente o pagamento do imposto sobre as comissões por um período não superior a cinco anos, desde que não exceda 40 por cento do valor a pagar. Para lá das operações, U Io Hung indicou que a criminalização das trocas de dinheiro para jogar modificou o ambiente nas imediações das áreas de jogo, aumentando a violência dos delitos. O dirigente indicou ao Ming Pao que a indústria do jogo passou a ser afectada por outros crimes, como roubos através de transferências bancárias forçadas, usura e burlas. Uma evolução que, na sua óptica, deve ser endereçada pelas autoridades. O sector do jogo VIP tem sofrido grandes impactos desde a campanha que culminou na condenação de director executivo da Suncity Alvin Chau, altura em que as licenças de promotores de jogo em Macau caíram de 85 para 18. De acordo com dados da DICJ, o número de licenças tem recuperado e atingiu 31 no final de Março deste ano. Ainda assim, permanece aquém do limite máximo fixado pelo Governo, que é de 50.
Inquérito | Residentes crêem precisar de 6,6 milhões na reforma João Santos Filipe - 22 Mai 2026 Os residentes aspiram reformar-se aos 62 anos de idade, e acreditam precisarem de 6,6 milhões de patacas para o resto da vida. Um inquérito encomendado pela seguradora FWD mostra que a maioria dos residentes está pressionada face ao ritmo de crescimento das suas poupanças Os residentes de Macau têm a expectativa de se reformar aos 62 anos e acreditam que com 6,6 milhões de patacas em poupanças podem enfrentar a vida pós-trabalho. A conclusão consta de um inquérito apresentado pela seguradora FWD, sobre os planos de reforma dos residentes da RAEM e de Hong Kong. Segundo o inquérito, citado pelo portal Macau News Agency, 64 por cento dos 1.008 residentes de Macau e Hong Kong inquiridos afirmou sentir-se “ansioso, preocupado ou a tentar lidar com” o estado das suas finanças pessoais. As respostas mostram um sentimento generalizado de inquietação em relação às poupanças. O inquérito foi encomendado pela seguradora a uma empresa de estudos com os inquiridos a situarem-se numa faixa etária entre os 21 e os 65 anos. Entre aqueles que reconheceram estar sob pressão financeira, 58 por cento apontaram como principal causa da preocupação o aumento continuo do custo de vida. Ao mesmo tempo, 48 por cento indicaram estar preocupados com o custo da saúde e 47 por cento reconheceu estar a ter problemas para lidar com o facto de não conseguir poupar dinheiro suficiente para ter uma reforma “confortável”. Apesar do montante indicado de 6,6 milhões de patacas, os responsáveis apontam que pode haver uma discrepância entre o dinheiro indicado e os gastos reais. “Num contexto de inflação crescente e em que há um aumento das despesas com cuidados de saúde, surge uma situação potencial para se verificar uma discrepância entre as poupanças para a reforma previstas pelo público e as suas necessidades reais de poupança”, afirmou Ken Lau, director-geral da FWD para a Grande China e director executivo em Hong Kong, num comunicado. “Este risco de longevidade não deve ser ignorado”, alertou. Jovens preocupados Os resultados mostram também que os jovens adultos são cada vez mais exigentes quanto ao dinheiro que consideram ser necessário para a vivência pós-profissional. Os inquiridos com idades entre os 21 e 29 anos afirmaram terem planos para se reformarem aos 60 anos e necessitarem de cerca de 7,8 milhões de patacas para a reforma. A média quando são considerados todos os inquiridos é mais baixa, e fixa-se nos 6,6 milhões de patacas. Ao mesmo tempo, os residentes com idades entre os 30 e 44 anos admitem terem problemas para conseguirem lidar com o facto de terem de contribuir ao mesmo tempo para as despesas com os pais e os filhos. Cerca de 71 por cento afirmaram abdicarem das suas poupanças pessoais, para cuidar da família. Ao mesmo tempo, 57 por cento das pessoas com idades entre os 30 e 44 anos confessou que gasta mensalmente pelo menos 20 por cento do orçamento para pagar despesas com os pais e os filhos. Já as pessoas com idades entre 45 e 62 anos, 62 por cento afirmaram estarem preocupados com o facto de as suas poupanças não estarem a crescer ao ritmo necessário para cobrir as despesas da reforma.
Veterinários | Mais de 150 licenças desde 2024 Hoje Macau - 22 Mai 2026 Desde 2024, mais de 150 pessoas obtiveram acreditação profissional de médico veterinário, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), em resposta a uma interpelação da deputada Loi I Weng. Adeputada procurava saber que medidas têm sido tomadas para promover a formação dos veterinários locais. Em resposta a esta questão foi explicado que o IAM e o Conselho Profissional de Medicina Veterinária (CPMV) “têm promovido activamente a participação do sector em diversas actividades de desenvolvimento profissional”. Além disso, desde 2024 “foram realizadas três edições consecutivas da Conferência dos Médicos Veterinários da Grande Baía com os serviços competentes, associações do sector e instituições académicas da província de Guangdong, no sentido de ajudar os médicos veterinários de Macau a acederem aos recursos da Grande Baía”. Sobre a possibilidade de os padrões de formação serem alterados no futuro, o IAM apontou que vai “manter uma boa comunicação com o sector e aperfeiçoar constantemente o modelo, o conteúdo e as exigências do regime de formação profissional, injectando uma nova dinâmica no desenvolvimento sustentável do sector”.
Turismo | Andy Wu dá voto de confiança ao novo plano quinquenal João Santos Filipe - 22 Mai 2026 O presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, considera viável o objectivo do 3º Plano Quinquenal que prevê um crescimento de 5 por cento ao ano do número de turistas internacionais A Associação de Indústria Turística de Macau acredita que os objectivos do novo Plano Quinquenal do Governo ao nível do turismo são “viáveis”. A posição sobre o plano para os anos entre 2026 e 2030 foi tomada pelo presidente da associação, Andy Wu Keng Kuong, em declarações ao jornal Ou Mun. O documento que foi colocado em consulta pública na terça-feira estabelece como metas para o turismo um crescimento anual de cinco por cento do número de turistas internacionais até 2030 e a “expansão das fontes internacionais de turismo”. Em termos de metas qualitativas, o documento contempla objectivos menos mesuráveis como a “melhoria da qualidade do desenvolvimento do turismo”. Ainda assim, na perspectiva do presidente da associação, as metas são “pragmáticas” e “viáveis” e existe confiança na indústria que vai ser possível aumentar o número de turistas internacionais. Andy Wu explicou que as previsões do Governo para este ano apontam que Macau deverá receber cerca de 3 milhões de turistas internacionais, o nível de 2019, antes da pandemia da covid-19, que levou o Executivo a impor forte restrições de entrada no território. Em 2025, o número de turistas internacionais foi de 2,75 milhões, cerca de 90 por cento dos níveis de 2019. Face a esta evolução, o dirigente associativo explicou que a tendência actual é “encorajadora”, mesmo se alguns mercados internacionais mais tradicionais, como a Coreia do Sul e o Japão, tenham apresentado uma recuperação mais lenta. A retoma nestes mercados foi justificada com “o ambiente económico internacional”. No entanto, Andy Wu apontou que o número de turistas de outros destinos, como a Rússia, Filipinas e outros países do Sudeste Asiático têm compensado o menor crescimento dos mercados tradicionais. Desafios por ultrapassar No entanto, para alcançar os resultados, Andy Wu defende o reforço da cooperação do Governo com companhias aéreas internacionais e resolver o problema da falta de voos para Macau. Wu explicou que a falta de voos directos de destinos internacionais para Macau continua a ser um problema crónico, sem resolução, principalmente ao nível dos voos com longa duração. Para o presidente da associação, esta é mesmo a principal fragilidade ao nível do turismo. O dirigente associativo demonstrou ainda apoio à nova estratégia do Executivo de tentar melhorar as ligações com os grandes centros de aviação do Interior da China, como Xangai ou Pequim, para atrair visitantes que utilizam esses aeroportos para viajar para Macau. Como parte desta estratégia, Wu apontou que se podem atrair mais turistas da Rússia para Macau.
Zona A | Associação pede melhores infra-estruturas e planeamento Hoje Macau - 22 Mai 2026 Wong Kin Chong, presidente da Associação Industrial e Comercial da Zona Norte de Macau, defendeu uma melhoria de infra-estruturas na Zona A dos Novos Aterros tendo em conta o plano do Governo para criar um distrito comercial atractivo. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, o responsável defende que, nesse planeamento, devem ser tidos em conta critérios como a inclusão de negócios conhecidos do público, o alargamento do período de isenção de rendas, a simplificação dos processos de licenciamento e melhoria de carreiras de autocarros ou da oferta de parques de estacionamento. Wong Kin Chong defendeu estas ideias tendo em conta a abertura do concurso público para a concessão de cinco espaços comerciais no edifício Tong Kai, na Zona A. O período de candidaturas termina hoje. O responsável disse que a Zona A não é ainda conveniente em termos de acessos de trânsito, além de não existir um planeamento claro, o que faz com que muitos comerciantes hesitem na hora de submeter candidaturas às lojas. Por seu turno, os primeiros comerciantes a apostar na zona, nomeadamente duas empresárias que abriram um supermercado e uma farmácia, disseram à Rádio Macau terem esperança no desenvolvimento da Zona A, embora actualmente poucos residentes morem no local, resultando no fraco retorno no investimento feito no negócio. Os comerciantes também apontaram que as obras do Metro Ligeiro impedem o acesso entre lojas e outros edifícios de habitação económica, pelo que esperam que o Governo melhore acessos e pondere alargar o período de isenção do pagamento de rendas.
Cabo Verde | Novo líder quer reforçar cooperação Hoje Macau - 22 Mai 2026 O presidente do PAICV (Partido Africano da Independência de Cabo Verde) e próximo primeiro-ministro de Cabo Verde, Francisco Carvalho, afirmou ontem à Rádio Macau, que pretende reforçar a cooperação com Macau e o Interior da China. Nas declarações, o futuro líder de Cabo Verde disse querer mais apoio chinês ao seu país. Em relação à área empresarial, Francisco Carvalho mostrou-se aberto à entrada de mais empresários chineses em Cabo Verde. O sector dos transportes poderá ser uma das áreas que deverá impulsionar o reforço da cooperação. O PAICV, liderado por Francisco Carvalho, venceu as eleições legislativas de domingo com maioria absoluta, elegendo 37 dos 72 deputados. No segundo lugar ficou o MpD, partido ligado ao actual primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, que elegeu 33 deputados. A UCID elegeu dois deputados.
MID | Empresa visita Brasil para promover MTC Hoje Macau - 22 Mai 2026 A Macau Investimento e Desenvolvimento (MID), empresa constituída com capitais da RAEM, enviou uma delegação ao Brasil para uma visita com a duração de 10 dias. A comitiva ligada ao Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau é chefiada pelo administrador Zhang Haihong, de acordo com a informação divulgada pela MID. Durante a visita são esperados encontros com o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). No primeiro encontro, vai ser assinado um memorando de entendimento com o CFF, que se espera impulsione a “internacionalização da indústria de medicina tradicional chinesa (MTC)” e promova “o intercâmbio e a cooperação na área da saúde e medicina entre Guangdong, Macau e os países de língua portuguesa”. No entanto, o primeiro encontro da delegação foi com o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. Segundo a versão oficial, nessa reunião Zhu “manifestou o seu reconhecimento pelos resultados alcançados pelo Parque Industrial na promoção da entrada de produtos e técnicas de MTC no mercado brasileiro, e manifestou o apoio ao aprofundamento da cooperação entre o Parque Industrial e as entidades reguladoras da saúde brasileiras”. Por sua vez, Zhang Haihong “apresentou os progressos dos trabalhos de internacionalização da MTC realizados pelo Parque Industrial” e abordou questões como o registo de produtos de MTC, o intercâmbio técnico e a promoção no mercado.
Tabagismo | Macau inspira campanha em Hengqin João Luz - 22 Mai 2026 A experiência de Macau no combate ao tabagismo deve servir de modelo para a Grande Baía, segundos as autoridades de Hengqin. Inspirado nas políticas da RAEM, o Executivo da Zona de Cooperação lançou uma campanha para sensibilizar a população para os perigos do tabaco Em jeito de celebração do Dia Mundial Sem Tabaco, que se celebra a 31 de Maio, o Executivo da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin lançou uma campanha de sensibilização sobre os malefícios do tabaco inspirada nas políticas de Macau. “Construir em Conjunto uma Hengqin sem Fumo” arrancou na quarta-feira e irá estender-se até 19 de Junho, com sessões informativas sobre os malefícios do consumo de tabaco em escolas e zonas comunitárias. A campanha irá também incluir palestras e a instalação de “estações para consulta e redução de danos” para fumadores. A Direcção dos Serviços de Assuntos de Subsistência de Hengqin indicou que cerca de 30 estabelecimentos assumiram compromissos para converterem os seus espaços em zonas livres de fumo. Importa referir que o consumo de tabaco no Interior da China é prevalente, incluindo em Zhuhai, sendo normal uma casa de banho pública aparentar o ambiente de uma sala de fumo. As autoridades de Hengqin indicaram também que vão apresentar as medidas mais recentes implementadas em Macau, mas também trabalhos que ganharam na última década concursos de pintura para promover entre os jovens de Macau uma vida “Sem Fumo e Sem Álcool”. Pérola na Baía Na sessão de apresentação da campanha, Fong Fong Tan, directora dos Serviços de Assuntos de Subsistência de Hengqin, afirmou que a Grande Baía irá aprender com as “experiências avançadas” de Macau no controlo do tabagismo. Com essa inspiração, a também directora da Comissão Nacional de Campanhas Patrióticas de Saúde garantiu que irá realizar “campanhas publicitárias de controlo do tabagismo, assim como informar fumadores para a obrigação de respeitarem as proibições de fumar em locais públicos e convencê-los a deixarem de fumar o mais rapidamente possível”. Recentemente, o Governo da RAEM lançou um programa-piloto para zonas na via pública nas imediações do Parque do Dr. Carlos d’Assumpção, no NAPE, em que é proibido fumar, excepto numa cabine. Além disso, no ano passado, as infracções à lei de controlo do tabaco e álcool aumentaram mais de um quarto, 27,9 por cento, com quase todas as irregularidades associadas ao tabaco. A esmagadora maioria das violações da lei foi cometida por fumadores, com 5.008 casos, mais 1.064 face a 2024, um aumento de 27 por cento, o que significa uma média diária superior a 15 multas por dia.
Diogo Lopes Teixeira, arquitecto e professor na USJ: “Estamos a aquecer as nossas cidades” Andreia Sofia Silva - 22 Mai 2026 Arquitecto, co-fundador do atelier “Hori-zonte”, no Porto, e professor convidado na Universidade de São José, Diogo Lopes Teixeira foi considerado um dos melhores arquitectos europeus com menos de 40 anos nos “Europe 40 Under 40”. Em entrevista, chama a atenção para a importância do bambu e alerta para o excesso do ar condicionado Qual o significado deste prémio para a sua carreira? O prémio parte de candidatura feita em definição com os meus dois sócios. É, obviamente, importante, porque traz sempre motivação e confirma um bocadinho daquilo que estamos a tentar fazer com a nossa profissão, mais especificamente nós, como arquitectos mais ligados à área da sustentabilidade. O reconhecimento do trabalho que temos feito dá-nos motivação para continuar, para o fazer ainda melhor. É um privilégio ser reconhecido num grupo restrito de 40 arquitectos na Europa que têm feito um trabalho ligado à inovação e a alguns projectos de sustentabilidade. Mas nós damos aulas ou estamos ligados a algumas universidades, como a Universidade de São José (USJ) de Macau. Portanto, vestimos sempre a camisola em equipa, ainda que haja alguns momentos individuais. Como tem corrido a experiência de docência na USJ? Somos professores convidados. O primeiro contacto foi em 2024 através do professor Filipe Afonso, que é nosso colega e amigo. Tem sido uma boa experiência, e no meu caso acompanhei alunos no processo de desenhar e concorrer a um concurso que costumam fazer para desenhar um pavilhão em bambu, explorando [a utilização] de software e tecnologia. Foi um concurso aberto não apenas a pessoas de Macau, Hong Kong ou China, mas de todo o Sudeste Asiático, e o projecto ganhou. Em termos de formação em arquitectura, os cursos são relativamente recentes. Como olha para o panorama do ensino de arquitectura no território? A nossa experiência é muito recente, mas o que posso dizer é que, obviamente, é importante que os habitantes de Macau, que vivem a cidade todos os dias, consigam ter uma palavra sobre o seu desenvolvimento, seja num plano mais público, ao nível de infraestruturas e do urbanismo, mas também no desenho dos próprios edifícios e espaços interiores onde habitam. Nós, como escritório de arquitectura focado na sustentabilidade e no reconhecimento do local, achamos que a parte de identidade é muito importante. É preciso entender o local onde vivemos, e este tem muito a ver com o clima, os materiais disponíveis, os tipos de vida. Portanto, eles próprios são os melhores agentes da transformação da cidade. Existe uma série de talentos e arquitectos que podem ter uma palavra a dizer na transformação das cidades. O seu trabalho foca-se na ideia da arquitectura sustentável. Como encara o uso do bambu, a sua preservação e papel em termos de sustentabilidade? Quando comparamos com a Europa a maioria das estruturas e andaimes são feitos em bambu, e é algo que, para nós, não é concebível, porque estamos habituados às estruturas metálicas que ocupam a paisagem das cidades durante os anos em que os edifícios estão em construção. É uma pena que os andaimes em bambu não possam ser usados como uma estrutura permanente. Por exemplo, se tivermos de formular a imagem de um edifício, e se vai ser construído o andaime em bambu, porque não pensar numa forma em que este possa servir de base para, por exemplo, as varandas do edifício no futuro, ou como parte integrante da estrutura. Da nossa experiência, com o densificar das cidades e a necessidade de construir mais em altura, tecnologias e instrumentos como o bambu não são os mais apropriados, ou passam a ficar um bocado em desuso. Há também menos pessoas especializadas para o fazer. As universidades, e estes concursos, são importantes para sensibilizar as pessoas de que existe aqui um material que faz parte de uma cultura e que poderá ser introduzido, se calhar não em edifícios com grande altura e escala, mas noutros projectos. É cada vez mais importante a arquitetura sustentável? Ainda estamos longe dos padrões ideais? Sim, tendo em conta o objectivo que achamos que deveria existir num sector muito poluente. O sector da construção contribui cerca de 40 por cento para a emissão de gases e efeitos de estufa para atmosfera, e devia tentar olhar para aquilo que constrói uma pegada neutra, que deve ser dividida em dois parâmetros. Um deles é a energia, no sentido em que devemos pensar que os nossos edifícios são energicamente neutros e produzem energia suficiente para as necessidades em termos de manutenção, evitando-se gastos energéticos muito grandes. [Falo também] nas escolhas de sistemas de construção e materiais, que devem ser o mais neutros possível. Obviamente que o mercado não está 100 por cento preparado para isso, devendo existir legislação e apoios, ou incentivos fiscais. Como estes apoios podiam ajudar, na prática? No sentido em que novos materiais de base natural poderiam vir ao de cima e ser mais recorrentes no mercado. Isso ainda não acontece e há um caminho grande a fazer, porque é preciso perceber o que existe neste momento no nosso parque edificado. Há um comparativo engraçado entre a cidade de Lisboa, onde muitos edifícios não são dotados de isolamento ou de boas janelas e não têm sistemas de climatização, então há muitos ares condicionados espalhados no exterior do edifício. Esta imagem é ainda mais presente em Macau. É importante perceber que estes sistemas e as renovações que são feitas aos edifícios são prejudiciais também para o exterior. Em que sentido? Se colocarmos máquinas exteriores que não são bem dimensionadas ou bem feitas, ou se o projecto não for bem feito, estamos a aquecer ar exterior, ou seja, a retirar ar quente do interior das habitações e a colocá-lo no exterior. Estamos a aquecer as nossas cidades, e depois se precisamos de ir buscar ar fresco ao exterior, ele está mais quente do que deveria estar, além da poluição que já existe. Em Macau, e em muitas áreas da China, essa é uma imagem recorrente, vemos edifícios completamente cheios de máquinas de ar condicionado, e as temperaturas, bem como os níveis de humidade, são muito altos nestas localizações. Desenvolveu dois projectos na China, um deles o “Park Greenhouse Garden”, em Xangai, e o “Taiyuan Botanical Garden”, onde decerto terá desenvolvido a ideia da arquitectura mais amiga do ambiente? Teve margem para explorar novas coisas nesta área? Há princípios adoptados que são muito importantes e destaco dois. Houve a intenção de desenhar um edifício que fosse menos dependente de infra-estruturas exteriores e que pudesse produzir o máximo de energia possível. Portanto, é um edifício com muitos painéis solares e que consegue produzir muita energia para a sua manutenção. São projectos interessantes. Não é algo comum hoje em dia na Europa, mas são, praticamente, museus de plantas que criam atmosferas diferentes. Há um espaço dedicado a plantas suculentas, com um clima mais árido, tipo deserto, e temos um pavilhão com esse tipo de ecologia. Temos depois um pavilhão mais tropical, que já implica ter a vegetação do Sudeste Asiático, e aí conseguiu-se que o edifício fosse bastante neutro nesse aspecto. A outra questão é o facto de se situar numa zona onde foi a Expo de Xangai, muito central da cidade, mas desabitada, com muitos edifícios devolutos. Assim, este edifício [Park Greenhouse Garden] surge numa infra-estrutura existente que foi reaproveitada para introduzir um novo programa. Há esta ideia de circularidade, de aproveitar algo que estava lá, mas que não tinha função, para se adaptar e receber pessoas. Ao mesmo tempo, acompanhou-se a recriação de um parque urbano na zona. Estes dois fenómenos aproximam-se muito daquilo que gostamos de fazer, ou do que achamos que pode ser um projecto mais sustentável. Arquitectura é mais do que construir para habitar, é preciso também ter sensibilidade para o fazer. Como define a sua profissão? A arquitectura é o palco de muitas actividades humanas, sejam elas vividas no exterior, nas cidades. Neste aspecto, a arquitectura e o urbanismo andam de mãos dadas. Mas é também palco de muitos fenómenos importantes para a vida das outras pessoas. Portanto, a arquitectura está por todo o lado e acolhe outras dinâmicas e outras funções da vida humana com o desenho dos espaços, sejam eles museológicos, parques, zonas de conforto das pessoas com a introdução de vegetação, onde estas se sintam confortáveis, ou mesmo os próprios edifícios de habitação. Para nós, é importante sentir que temos responsabilidade de desenhar algo para as pessoas utilizarem, onde se possam sentir confortáveis, apelando ao seu bem-estar e conforto quando usam os espaços. Ao mesmo tempo, podermos também balancear isto com o conforto do nosso planeta e com os recursos limitados. Foi fácil projectar na China? Ou foi desafiante lidar com esse mercado? O projecto de Xangai fez parte de uma prática profissional anterior minha, quando estava num escritório de arquitectura na Áustria. Existe uma barreira cultural que é preciso compreender e também de comunicação. Para o prémio “Europe 40 Under 40” concorreu com três projectos, o “Eco Retreat Yuma”, em Setúbal; o “Dome Next Door”, na Letónia; e “Historical Palace Office”, no Porto. Que ligações têm entre si? São três projectos muito diferentes e que contam histórias diferentes, mas com um propósito comum. O projecto na Letónia é feito em parceria com outras pessoas que são muito próximas. A possibilidade de projectar num território que é património da UNESCO, como é Praça da Catedral de Riga, é muito interessante, porque nos permitiu utilizar materiais locais e ter uma estrutura em madeira, um material mais sustentável. [O projecto foi pensado para] ser palco de actividades que trouxesse de novo as pessoas para o centro da cidade. O centro histórico de Riga é muito bonito, mas pouco habitado pelos habitantes da cidade, sendo muito mais turístico. Criar este parque recreativo, onde as pessoas se possam encontrar, usufruir dele e ter momentos de encontro na sua própria cidade é muito importante. Tentámos recriar muito da arquitectura e património existentes através das formas geométricas dos arcos e com materiais locais. No Porto fizemos a reabilitação de um edifício, e as reabilitações enquadram-se bem na nossa filosofia. Houve um cuidado muito grande para tentar preservar e recuperar parte dos materiais existentes e dar nova vida a um edifício que estava sem função, e que tem também a integração com uma zona verde, introduzindo meios de biodiversidade. Utilizámos materiais locais e com uma baixa pegada [ecológica], como a ardósia, o que se alinha muito com os nossos pressupostos. Depois, o projecto em Setúbal é de turismo ecológico, feito num lugar muito específico e bonito. Houve bastante cuidado na maneira como intervimos no local, tentando ter o mínimo de impacto, com uma construção feita em fábrica, que chegou ao local e que foi pousada. Foi também planeada através de uma leitura muito presente do ambiente e do clima. A forma como se constrói nesta área, podendo-se construir num ambiente em que se respeita a paisagem natural existente, é quase como se o edifício desaparecesse no meio da paisagem.
Vacina contra o vírus Ébola poderá demorar entre seis a nove meses Hoje Macau - 21 Mai 2026 As doses da vacina potencialmente “mais promissora” contra o vírus Bundibugyo, que está a causar um surto de Ébola na África Central, não estarão disponíveis entre seis a nove meses, afirmou ontem a Organização Mundial de Saúde (OMS), à medida que o número de casos suspeitos subiu para 600. Tedros Adhanom Ghebreyesus, director-geral da OMS, disse numa conferência de imprensa sobre o surto na República Democrática do Congo e no Uganda que, até à data, havia o registo de 139 mortes, mas que os números deverão aumentar. As autoridades afirmaram acreditar que a doença pode ter começado a propagar-se “há alguns meses”, impulsionada por um “evento super-propagador”, possivelmente um funeral, no início de Maio. A situação de segurança na província de Ituri, onde mais de 100 mil pessoas foram deslocadas nos últimos meses devido a conflitos armados, complicou os esforços de detecção, afirmou Tedros. Com profissionais de saúde a tentar escapar da violência, as instituições médicas deixaram de conseguir prestar cuidados ou manter a vigilância em possíveis surtos de doenças infecciosas. Outras doenças endémicas da região, como malária e febre tifoide, apresentam os mesmos sintomas iniciais do Ébola, o que também pode atrasar o diagnóstico, acrescentou o responsável. Compreensão lenta Tedros afirmou que as críticas à organização por parte do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, que afirmou que a OMS tinha declarado o surto “um pouco tarde”, se baseavam provavelmente numa “alta de compreensão”. “Talvez, o que o secretário disse, tenha resultado de falta de compreensão em relação ao funcionamento dos Regulamentos Sanitários Internacionais e das responsabilidades da OMS e de outras entidades. Não substituímos o trabalho dos países, apenas os apoiamos”, afirmou Tedros. Recorde-se que a Administração Trump retirou os Estados Unidos da OMS no início deste ano. Vasee Moorthy, que lidera o plano de investigação e desenvolvimento da OMS, afirmou que a vacina potencial mais promissora contra o Bundibugyo utiliza a mesma base que as vacinas contra o Ébola que visam a estirpe do Zaire. “Não há doses desta vacina disponíveis actualmente para ensaios clínicos. A informação de que dispomos é que isto provavelmente demorará entre seis a nove meses”, afirmou.
Cooperação | Macau e Cazaquistão celebraram acordos judiciais Hoje Macau - 21 Mai 2026 Macau e Cazaquistão celebraram ontem três acordos judiciais, numa cerimónia em o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, representou a RAEM, e o Procurador-Geral da República, Berik Assylov, representou o Governo cazaque. Os acordos versam sobre auxílio judiciário mútuo em matéria penal, entrega de infractores em fuga e transferência de pessoas condenadas. O gabinete do secretário para a Administração e Justiça realça que a assinatura dos três acordos “possui um significado bastante especial, pois simboliza o avanço para um novo patamar da relação de cooperação entre os dois lados, além de demonstrar os excelentes resultados obtidos pela RAEM no domínio da cooperação judiciária com o exterior”. O Executivo salienta que os acordos são nucleares no domínio da cooperação judiciária em matéria penal, e permite a criação de “um mecanismo de colaboração claro e de alta eficiência” para a recuperação de bens furtados, captura de fugitivos, investigação e recolha de provas. A cooperação foi também aplaudida pela capacidade para combater actividades criminosas transfronteiriças e proporcionar “uma melhor garantia jurídica destinada à cooperação económica e comercial e à circulação de pessoas entre os dois lados”. Além disso, permitirá que pessoas condenadas regressem ao local de origem com vista ao cumprimento de pena, o que é favorável para a reabilitação e reintegração na sociedade, demonstrando “o espírito humanitário e do Estado de Direito”.
Rua da Felicidade | Música irá animar o fim-de-semana Hoje Macau - 21 Mai 202621 Mai 2026 A Rua da Felicidade e algumas artérias circundantes vão encerrar temporariamente ao trânsito entre hoje e domingo devido à realização de diversas actividades culturais e musicais, assim como para permitir a instalação e desmontagem de um palco. Hoje e amanhã, no período das 14h30 e 21h30, não será possível circular no troço entre a Travessa do Aterro Novo e Rua da Alfândega, bem como entre sexta-feira e domingo das 12h às 21h30. O troço da Rua dos Mercadores e Travessa do Aterro Novo, entre a Avenida de Almeida Ribeiro e Rua da Felicidade, também estará encerrado ao trânsito nos mesmos horários. A música começa amanhã, a partir das 18h, com os dj “Room Service” e “Belle”, sendo que no sábado a música começa mais cedo, a partir das 15h30, também com a actuação de “Room Service” e o dj “Mihon Reko”, entre outros eventos. Um dos pontos altos da agenda deste fim-de-semana na Rua da Felicidade é a actuação do cantor e compositor de Hong Kong Tyson Yoshi, este domingo, a partir das 18h. O cantor, cujo nome verdadeiro é Ben Cheng Tsun Yin, estreou-se no mundo da música em 2018 com o single “To My Queen”. No domingo haverá ainda actuações dos dj “Room Service” e Mihon Reko. A entrada para os eventos é gratuita.
Badminton | Open de Macau realiza-se entre os dias 16 e 21 de Junho Hoje Macau - 21 Mai 2026 O torneio “Sands China Ltd. Macau Open Badminton 2026” irá realizar-se na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau, entre os dias 16 a 21 de Junho, anunciou ontem a Sands China. Este será o terceiro ano consecutivo em que a parceria entre a concessionária de jogo e Federação de Badminton de Macau se alinha com a estratégia governamental “turismo+”, “elevando o perfil internacional de Macau como ‘Cidade do Desporto’, indica a empresa. Enquanto evento do HSBC BWF World Tour Super 300, o Open de Macau 2026 será composto por cinco provas: Individual Masculino, Individual Feminino, Pares Masculinos, Pares Femininos e Pares Misto. O prémio monetário total do torneio deste ano será de 370 mil dólares americanos (aproximadamente 3 milhões de patacas), o mais elevado da série Super 300 deste ano, sublinhando a influência crescente da competição no panorama desportivo internacional. O torneio deste ano recebeu inscrições de 390 atletas de 29 países e regiões, dos quais 275 se qualificaram. O alinhamento inclui Jiang Zhenbang e Wei Yaxin, a dupla de pares mistos da selecção chinesa, número 2 do mundo, He Jiting e Ren Xiangyu, a dupla de pares masculinos da selecção chinesa que venceu a Taça Thomas em Maio, Lee Zii Jia, medalhista de bronze da Malásia em singulares masculinos nos Jogos Olímpicos de 2024. O elenco da competição inclui ainda os jogadores de singulares masculinos Angus Ng Ka Long, de Hong Kong, Teh Jia Heng, de Singapura, Kim Ga-Eun, n.º 16 mundial em singulares femininos da Coreia do Sul, que levou a sua equipa à vitória na Taça Uber, e a dupla tailandesa de singulares femininos Busanan Ongbamrungphan e Pitchamon Opatniputhm. Os atletas de Macau, Pui Pang Fong, Leong Kok Chong, Pui Chi Chon, Ng Weng Chi e Pui Chi Wa, irão competir em todas as cinco provas do torneio.
Automobilismo | André Couto vai regressar ao troféu Lamborghini Sérgio Fonseca - 21 Mai 2026 André Couto vai regressar à competição automóvel quando, este fim-de-semana, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitar o Ningbo International Speedpark, no Interior da China. Um convite irrecusável de última hora voltou a colocá-lo no papel de piloto Apesar de não ter um programa desportivo fixo, o piloto português da RAEM mantém-se bastante activo no automobilismo regional, mas neste fim-de-semana vai trocar o papel de driver coach pelo de condutor, assumindo de novo os comandos de um Lamborghini Huracán Super Trofeo EVO2. O troféu asiático da marca de automóveis de luxo de Sant’Agata Bolognese é bem familiar a André Couto: em 2024, venceu a categoria Pro-Am ao volante de um dos espectaculares Huracán da equipa chinesa Madness Racing Team. O piloto de Macau confessa que o convite lhe “caiu de surpresa”. Desta vez, fará dupla com o experiente piloto chinês Ryan Zexuan Liu, novamente na classe Pro-Am, mas sob as cores de uma equipa diferente: a sul-coreana Lamborghini Bundang by Racegraph. Como o nome indica, a estrutura é apoiada pelo concessionário da marca localizado na zona de Bundang, em Seongnam, nos arredores de Seul. Troféu com sabor a Macau Para o vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 de 2000, este convite representa o reconhecimento do trabalho realizado no troféu monomarca, mas também uma nova oportunidade de brilhar com as cores da marca fundada por Ferruccio Lamborghini que já defendeu noutras paragens como o campeonato japonês Super GT, o Asian Le Mans Series, as 12 Horas de Sepang e até no Grande Prémio de Macau. “Estou bastante contente por conseguir voltar”, disse André Couto ao HM. “A última vez que corri no troféu Lamborghini foi em 2024, quando ganhámos na Pro-Am. Agora regresso com esta equipa, mas é apenas uma corrida. Veremos como corre e depois logo se vê.” O Lamborghini Super Trofeo Asia tem proporcionado bastantes alegrias à RAEM. Para além do título conquistado em 2024 por André Couto, no ano passado Charles Leong Hon Chio sagrou-se vencedor da classe Pro ao serviço da local SJM Theodore Racing. Curiosamente, com um calendário bastante abrangente no continente asiático, o Lamborghini Super Trofeo Asia visitou o Circuito da Guia por uma única vez, em 2013, numa corrida ganha pelo italiano Max Wiser.
Xi considera que o mundo corre o risco de cair “na lei da selva” Hoje Macau - 21 Mai 202621 Mai 2026 O Presidente Xi Jinping afirmou ontem que o mundo corre o risco de regredir para a “lei da selva” e elogiou a relação entre a China e a Rússia como uma força estabilizadora a nível global, ao receber ontem Vladimir Putin em Pequim, poucos dias depois de ter recebido Donald Trump. A recepção ao líder russo decorreu com a respectiva pompa e circunstância, antes do início das conversações no Grande Salão do Povo, no coração de Pequim. As reuniões de trabalho entre Xi e Putin começaram num “formato restrito”, com menos delegados para discutir questões sensíveis. De seguida, o formato das conversações foi alargado aos restantes membros das duas delegações, terminando por volta das 14h. De seguida, os dois líderes participaram numa cerimónia de assinatura de vários documentos abrangendo áreas como tecnologia, comércio, investigação científica e propriedade intelectual. Entre os documentos, de acordo com a comunicação social estatal chinesa, encontrava-se uma prorrogação do “Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia”, assinado pela primeira vez há 25 anos. Elevada qualidade Em declarações proferidas após a cerimónia de assinatura, Xi afirmou que as relações entre Pequim e Moscovo se encontravam no “mais alto nível de parceria estratégica abrangente”, ao mesmo tempo que exortou ambos os países a oporem-se a “todas as formas de intimidação unilateral” na arena internacional. As palavras de Xi ecoaram as suas observações iniciais, nas quais afirmou que o mundo corria o risco de regressar à “lei da selva”. Acrescentou que novas hostilidades no Médio Oriente eram “desaconselháveis” e que um “cessar-fogo abrangente é da máxima urgência”, segundo noticiou a comunicação social estatal. Nas suas observações iniciais, Putin elogiou a relação entre os países como estando num “nível sem precedentes”, e afirmou que Moscovo continua a ser um “fornecedor de energia fiável”. Putin também convidou Xi a visitar a Rússia no próximo ano. O Presidente chinês deverá receber Putin para um chá em Zhongnanhai, o antigo jardim imperial que agora alberga a sede do Partido Comunista Chinês.
“Taiwan Travelogue”, de Yáng Shuang-zi, vence Booker Internacional Hoje Macau - 21 Mai 2026 O livro “Taiwan Travelogue”, de Yáng Shuang-zi, traduzido do mandarim por Lin King, venceu a edição deste ano do prémio literário Booker Internacional, anunciou a organização. O livro, publicado pela editora britânica And Other Stories (que também foi responsável pelo vencedor de 2025), passa-se em 1938 e é uma “história agridoce do amor entre duas mulheres, acomodada numa habilidosa exploração de linguagem, história e poder”, segundo a sinopse do prémio. Publicado originalmente em mandarim em 2020, o livro foi uma “sensação”, tendo vencido o prémio Golden Tripod, a que se seguiram, já na tradução para inglês, o National Book Award para literatura traduzida, nos Estados Unidos, e o primeiro prémio Baifang Schell da Asia Society. A obra torna-se na primeira escrita em mandarim a ser premiada com o Booker Internacional. Mundo em letras Para além de “Taiwan Travelogue”, os finalistas deste ano foram a tradução para inglês, por Padma Viswanathan, de “Assim na Terra como em baixo da Terra”, da escritora e argumentista brasileira Ana Paula Maia, “The Nights Are Quiet in Tehran”, da alemã Shida Bazyar, traduzido por Ruth Martin, “She Who Remains”, da búlgara Rene Karabash, traduzido por Izidora Angel, “The Director”, do alemão Daniel Kehlmann, traduzido por Ross Benjamin, e “The Witch”, da francesa Marie NDiaye, traduzido por Jordan Stump. O prémio Booker Internacional distingue uma obra literária traduzida para inglês, publicada no Reino Unido ou na Irlanda. As seis obras finalistas vão receber um prémio de cinco mil libras, a repartir entre autor e tradutor. O livro vencedor terá um prémio de 50 mil libras, igualmente dividido entre autor e tradutor. O vencedor da edição de 2025 do Prémio Booker Internacional foi o livro de contos “Heart Lamp”, da escritora indiana Banu Mushtaq, traduzido por Deepa Bashthi.
Teatro | Dóci Papiaçám di Macau apresenta sátira sobre negócios em crise Andreia Sofia Silva - 21 Mai 2026 “Agora Como? (E Agora?)” é o nome da peça que os Dóci Papiaçám di Macau apresentam este fim-de-semana no Centro Cultural de Macau. Como faz parte da identidade da companhia, o espectáculo lança um olhar crítico à situação difícil do pequeno comércio local, com muito humor à mistura “Esperança servida numa cidade em mudança.” É assim, numa espécie de mote, que começa a sinopse do novo espectáculo em patuá do grupo teatral Dóci Papiaçám di Macau apresentado este fim-de-semana, sábado e domingo, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM), integrado no cartaz do Festival de Artes de Macau (FAM). As sessões estão marcadas para sábado, às 20h, e domingo, às 15h. A peça, da autoria de Miguel de Senna Fernandes, centra-se nas vidas de Marta e Elena, filhas “do velho Secundino”, que ficam com o restaurante do pai depois da sua morte. É então que Marta e Elena se deparam com uma economia ainda a recuperar da pandemia, mas já com números bem mais animadores dos que foram registados no pico da crise. Há turistas, mas estes não passam sempre nos bairros residenciais. Entretanto, os casinos-satélite fecharam e levaram com eles muitos dos consumidores dos pequenos negócios da cidade. Qualquer semelhança com a realidade não é coincidência. Ao HM, Miguel de Senna Fernandes explica que “Agora Como? (E Agora?)” não é apenas “sobre os casinos-satélite, pois são apenas uma parte da situação actual” da economia. “Não há dúvidas de que Macau está a recuperar em termos económicos, e fala-se muito de recordes, a indústria do jogo está a recuperar lentamente em relação a antes da pandemia e também quanto ao número de turistas em Macau, que não para de crescer. Estes dois números representam muito dinheiro para Macau, e como cidadão de Macau só me posso congratular com isto, naturalmente. Mas o grande capital e os turistas vão para as zonas turísticas, e o resto? Esta é a questão.” A peça alerta também para o crescente cenário de afastamento do consumo das lojas e restaurantes locais para o Interior da China, para onde passou a ser mais fácil viajar. Há, portanto, “a abertura dos cidadãos de Macau ao continente onde abundam sítios para consumo de qualidade”, destacou o advogado e dramaturgo. “É inevitável que haja um aumento da qualidade dos serviços e produtos [na China], com um preço muito mais baixo do que em Macau. Não há nada a fazer, e depois as rendas continuam nos mesmos valores, as condições continuam a ser as mesmas”, alertou. “Tudo isto gera situações de alguma contradição, e se, por um lado, sou um cidadão que vê com bons olhos o facto de Macau estar a recuperar economicamente, também vejo o poder de consumo diminuído face à concorrência que vem do outro lado da fronteira”, disse ainda Miguel de Senna Fernandes. Uma história simples Os espectadores que acorrerem ao CCM este fim-de-semana vão poder assistir a “uma história simples”, de duas filhas que regressam a Macau vindas da Europa, de Lisboa e Madrid, e que se deparam com um “restaurante à deriva”. “Uma das filhas quer vender já, porque face a esta situação é melhor vender, sem alimentar mais algum sonho; mas a outra quer manter o espírito com que foi criado o estabelecimento, que tem muitas memórias, defendendo que o tempo não pode apagar-se assim. Este ‘giga-joga’ em torno da ideia de vender ou não é a trama de toda esta peça”, contou. Como não podia deixar de ser, há muitas “situações hilariantes”, conforme os Dóci Papiaçám di Macau já nos habituaram. A narrativa é pontuada por “coisas do dia-a-dia, com muito absurdo”, já que se trata de uma “comédia situacional”, em que se “brinca” com “situações absurdas que às vezes encontramos e não conseguimos controlar”. Linhas do horizonte Há muito que o FAM é o palco principal para o trabalho desenvolvido pelos Dóci Papiaçám di Macau na preservação do patuá, e Miguel de Senna Fernandes acredita que o interesse, do público e das autoridades, não esmoreceu. “Continua a haver uma apetência pelo teatro em patuá, que todos sabem ser um teatro satírico. É, provavelmente, o único teatro de sátira social em Macau, que é bem-sucedido e que marca sempre o Festival de Artes, com todo o respeito pelos outros grupos.” Miguel de Senna Fernandes refere que, quanto aos conteúdos, “há linhas vermelhas”, mas que nunca sentiu “que haja algum controlo” relativamente ao que pode ser escrito, dito ou interpretado em palco. “Eu, pelo menos, nunca senti que haja algum controlo, uma espécie de censura, em que não se pode dizer isto ou aquilo. Mas, por outro lado, sei quais são as linhas vermelhas, sei que elas existem. E dentro destas linhas vamos brincando. Posso estar errado, mas penso que temos conseguido sempre a confiança do Governo para que isto não resvale para sítios indesejados.” Porém, tudo depende do futuro e de possíveis novas linhas. “Claro que isto vai evoluir mais tarde, mas não sabemos o que vai acontecer daqui a uns anos. Depende muito de qual é a orientação do Governo Central a respeito de Macau, e quais as manifestações culturais que passam a ser permitidas. É tudo meio incógnito e, face a isto, não sei como responder, mas vamos fazendo, ano após ano, aquilo que sabemos fazer”, rematou. O que é certo é que, actualmente, “o Instituto Cultural continua a acarinhar o teatro em patuá, que é património cultural intangível”. Este fim-de-semana estarão em palco 20 actores, três deles crianças. A grande maioria são veteranos, que asseguram os papéis principais.
Jogo | Citigroup aponta para receitas superiores a 22,5 mil milhões em Maio João Santos Filipe - 21 Mai 2026 A principal indústria de Macau continua a crescer, à medida que aumenta o fluxo de turistas. O banco de investimento acredita que as receitas deste mês superem 22,5 mil milhões de patacas, com a ajuda da Semana Dourada e do cartaz de espectáculos O Citigroup estima que as receitas dos casinos vão ser superiores a 22,5 mil milhões de patacas ao longo deste mês, o que representaria uma subida anual de 6 por cento. As previsões do banco, citadas ontem pela Rádio Macau, contrastam com a performance de Maio de 2024 quando as receitas do jogo totalizaram 20,2 mil milhões de patacas. Segundo a emissora pública, os analistas apontam que as receitas do jogo nos primeiros 17 dias de Maio tenham sido ligeiramente inferiores a 13 mil milhões de patacas. Para este valor representou uma média diária de 693 milhões de patacas por dia, entre 11 e 17 de Maio. Contudo, os analistas acreditam que nos restantes dias até ao final do mês a média diária das receitas terá de rondar 704 milhões de patacas, o que irá permitir superar o valor dos 22,5 milhões patacas. A previsão dos analistas do Citigroup é sustentada com o aumento do número de visitantes na segunda metade do mês associada a vários espectáculos que vão ser organizados nos empreendimentos turísticos das concessionárias, como o concerto da girlband coreana IVE, o espectáculo da boyband EXO e o evento de luta UFC Fight Night. Perto dos melhores registos Caso a previsão do banco de investimento se confirme, as receitas de Maio, que inclui o pico de turismo ligado à Semana Dourada, vão ficar perto dos melhores registos mensais deste ano. Até Abril, o mês com receitas de jogo mais elevado foi Janeiro, com um total de 22,63 mil milhões de patacas, seguido pelo registo de Março, em que as receitas foram de 22,61 mil milhões de patacas. Nos primeiros quatro dos meses deste ano, os casinos registaram receitas brutas de 85,8 mil milhões de patacas, o que correspondeu a um aumento anual de 12,1 por cento, uma vez que o montante acumulado entre Janeiro e Abril foi de 76,5 mil milhões de patacas. Apesar da recuperação do jogo no pós-pandemia, o valor das receitas ainda se encontra a 86,1 por cento do nível de 2019, quando entre Janeiro e Abril as receitas do jogo atingiram 99,7 mil milhões de patacas.
Concertos | Nick Lei pede clarificação de regras de segurança Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 21 Mai 2026 Depois da confusão no Cotai durante o festival “K-Spark”, Nick Lei interpelou o Governo sobre a necessidade de clarificar regras de segurança no Local de Espectáculos ao Ar Livre. Além disso, defende que a futura concessão do espaço não deve olhar apenas para o lucro O deputado Nick Lei defende a necessidade de clarificar as regras de segurança no Local de Espectáculos ao Ar Livre, tendo em conta o recente episódio de desacatos entre fãs ocorrido no “K-Spark”, festival de música pop sul-coreana (K-Pop), no início deste mês. Recorde-se que o facto de o evento ter lugares sentados com cadeiras desdobráveis fez com que dezenas de pessoas tenham deslocado as cadeiras mais para a frente do palco, o que gerou alguns desacatos. Na interpelação escrita, o deputado referiu algumas opiniões divulgadas nas redes sociais sobre o facto de o espectáculo revelar regras insuficientes de segurança, bem como a falta de controlo da multidão. “Podem as autoridades elaborar regras claras sobre a utilização do espaço, bem como orientações para o comportamento dos espectadores, melhorar a gestão de segurança e a ordem”, questionou. Nick Lei pediu ainda a criação de um “mecanismo de mediação para [o registo] de bilhetes e normas para o reembolso dos bilhetes” que sejam adquiridos em diferentes regiões vizinhas, a fim de “assegurar que as actividades se realizam de forma segura e ordenada”. Nick Lei, ligado à comunidade de Fujian, recordou que as autoridades do Interior da China possuem já regras para a realização de espectáculos de grande dimensão, como os princípios de “organizador responsável de evento com supervisão do Governo”, ou “prioridade à segurança e prevenção acima de tudo”. Porém, e ainda que exista em Macau um regulamento para a utilização do Local de Espectáculos ao Ar Livre, Nick Lei considera que o documento não é claro quanto a regras de segurança. Para o deputado, deve ser criado um sistema “segundo o número de participantes, fazendo-se a diferenciação, em matéria de segurança, para actividades de escala diferente”, sem esquecer a implementação de diferentes “procedimentos de apreciação e aprovação, e respostas de emergência”. O deputado pede ainda que seja integrada a “participação de entidades profissionais na avaliação de segurança”, sendo importante a elaboração de “normas regulamentares vinculativas para garantir o sucesso da realização dos espectáculos no futuro”. O Local de Espectáculos ao Ar Livre fica no cruzamento da Avenida do Aeroporto com a Rua de Ténis, no Cotai, entre o Grand Lisboa Palace e o Hotel Lisboeta, com uma área 94 mil metros quadrados e capacidade para mais de 50 mil pessoas. O Instituto Cultural definiu mapas que incluem a “Zona de Espectadores”, “Zona Tampão para Evacuação”, “Zona do Palco e dos Batidores” e “Zona de Espera (controlo de segurança)”. Olhar além dos lucros Nick Lei defende também que a filosofia quanto à futura concessão do Local de Espectáculos ao Ar Livre não deve ser puramente comercial, mas incorporar obrigações públicas além de olhar a critérios como a obtenção de lucros e o valor comercial da zona, a fim de garantir apoios à comunidade. Tais necessidades devem ficar claras no contrato de concessão, referiu. “Pode o Governo especificar no futuro contrato os indicadores concretos, nomeadamente um número mínimo de espectáculos para fins de caridade, a cobrança mais baixa em horários específicos e a obrigatoriedade de abrir o local à comunidade em períodos em que não se realizam espectáculos”, lê-se na interpelação.
UMTec | Subsidiária com perdas de 10 mil renminbis João Santos Filipe - 21 Mai 2026 No ano passado, a Companhia de Desenvolvimento Tecnológico da UMTec em Guangdong Hengqin apresentou perdas de 10.356 renminbis, de acordo com a informação divulgada no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos. Segundo a mesma informação, a empresa pouca actividade apresentou, mas as perdas foram reduzidas em relação a 2024, quando o prejuízo tinha atingido 14.260 renminbis. Desde que foi criada em 2019, com um capital social de 300.000 renminbis a empresa tem acumulado perdas que totalizada 241.878 renminbis. Apesar disso, não apresenta qualquer actividade e as receitas limitam-se aos juros do dinheiro inicialmente investido. A Companhia de Desenvolvimento Tecnológico da UMTec em Guangdong Hengqin foi criada no Interior da China como uma das duas subsidiárias da UMTec, a empresa de investimento da Universidade de Macau. A empresa registou como possíveis actividades, que ainda não foram desenvolvidas, a formação na área da educação, consultadoria na área da tecnologia, transferência tecnológica, assim como investigação na área das ciências agrícolas, sociais e participação em actividades de investimento. O conselho de administração é liderado por Xu Jian, na condição de presidente, tendo também Chen Guokai, Leung Lai Han, Zhou Jiantao e Wang Yizhe como administradores.
IAS | Pedido estudo à UM sobre renovação de casas para idosos Hoje Macau - 21 Mai 2026 O chefe do Departamento de Solidariedade Social do Instituto de Acção Social (IAS), U Ka Wai, revelou que o IAS encarregou a Universidade de Macau de elaborar um estudo sobre as orientações para a renovação de casas para idosos, de forma a evitar acidentes domésticos. A informação foi adiantada no programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau. Com o envelhecimento populacional, o responsável defendeu a necessidade de transformar habitações e espaços públicos para responderem às necessidades dos idosos. U Ka Wai afirmou também esperar que as futuras obras de construção e renovação resultem na instalação de equipamentos que garantam a segurança dos idosos e criem maior conveniência.
Turismo | Lam Lon Wai alerta para limitações durante feriados nacionais João Santos Filipe - 21 Mai 2026 O legislador da Federação das Associações dos Operários de Macau pede ao Governo para tomar medidas, de forma a aumentar a capacidade para acolher o crescente número de turistas O deputado Lam Lon Wai escreveu uma interpelação a avisar o Governo sobre a falta de capacidade para acolher mais visitantes. Segundo o membro da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) o problema prende-se com os feriados prolongados no Interior da China, sendo necessário aumentar a capacidade das infra-estruturas. “Durante a “semana dourada” do “1.º de Maio” no Interior da China, que terminou recentemente, Macau recebeu um total de 873 mil visitantes, e o número de visitantes num só dia atingiu 248 mil, batendo um novo recorde histórico, o que demonstra o aumento contínuo da atractividade de Macau enquanto Centro Mundial de Turismo e Lazer”, escreveu o legislador. “No entanto, à medida que o número de visitantes continua a aumentar, e que são cada vez mais frequentes os concertos e as actividades festivas de grande envergadura, surgem, mais uma vez, problemas relacionados com a capacidade de acolhimento de visitantes e com as instalações complementares da cidade”, alertou. Como partes destes problemas, o deputado indica “o grande fluxo de pessoas nos pontos turísticos mais procurados”, “a pressão dos transportes públicos” e “o escoamento de multidões após os concertos”. Face a este cenário, o deputado pretende saber como o Governo vai “melhorar os seus planos relativos ao fluxo de pessoas, ao trânsito e às instalações turísticas complementares, durante as férias longas do Interior da China, os feriados e concertos de grande envergadura de Macau”. Caminhos futuros Ao mesmo tempo, Lam Lon Wai sugere “o reforço dos serviços de autocarros de ligação”, “desvio de fluxo de pessoas nos pontos turísticos mais procurados”, “monitorização inteligente do fluxo de pessoas” e optimização “da frequência dos autocarros do plano Autocarro de Turismo e Lazer”, que procura levar os turistas aos bairros residenciais. O deputado volta a abordar o serviço “Cruzeiro Turístico”, atribuído à Turbojet, cujo funcionamento tem ficado marcado por várias suspensões. A mais recente foi anunciada a 9 e Abril devido à “inspecção e manutenção anual dos pontões flutuantes da Ponte-Cais da Barra”. O legislador quer saber se o serviço vai ser “optimizado”, com passeios nocturnos transfronteiriços e visitas a Hengqin, para aumentar a competitividade do turismo de Grande Baía.