Taipa | Pedida intervenção sobre árvores em casas abandonadas

Há duas árvores a crescer por entre o telhado e paredes de duas casas abandonadas na zona da Taipa Velha, nomeadamente na Rua dos Bem Casados, o que pode constituir um risco para a segurança pública.

Segundo o jornal Ou Mun, a Associação Promotora para o Desenvolvimento da Comunidade da Taipa espera que haja um grupo de trabalho interdepartamental público para analisar os riscos do crescimento dessas árvores a fim de contactar os proprietários das casas, para se encontrar uma solução. A associação deseja ainda que a intervenção possa ter lugar mesmo que não se consiga contactar os proprietários.

Lam Ka Chun, vice-presidente da associação, referiu as queixas dos moradores quanto aos grandes ramos destas árvores, que chegam às chaminés dos edifícios em frente, e que no Verão atraem formigas brancas voadoras. Com a época das chuvas, as árvores podem crescer ainda mais, provocando fissuras nas paredes, desmoronamento de estruturas, infiltrações e prejudicar moradores e transeuntes.

O responsável lembrou que a prática comum, em casos semelhantes, é os próprios proprietários fazerem a limpeza do local, tendo em conta que as árvores crescem em espaços que são propriedade privada. Contudo, existem imóveis abandonados há muitos anos, sendo difícil encontrar ou contactar os donos, lembrou Lam Ka Chun.

Jardim de Camões | Passadeira desapareceu em horas

Horas depois das fotos da nova passadeira na Calçada do Botelho terem começado a circular nas redes sociais, e com vários internautas a ridicularizarem a travessia, a DSAT admitiu ter recuado na intenção original

Algumas horas chegaram para que o Governo criasse e eliminasse uma passadeira temporária na ladeira da Calçada do Botelho. O caso aconteceu na segunda-feira, gerou polémica nas redes sociais, e foi suficiente para que a Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) recuasse na intenção de instalar uma passadeira perto do Jardim de Camões.

O caso surgiu na manhã de segunda-feira, nas redes sociais, quando começaram a surgir fotografias de trabalhadores a instalarem uma nova passadeira no topo da subida de quem circula da Calçada do Botelho, no sentido Porto Interior-Jardim de Camões.

No entanto, as imagens tornaram-se virais nas redes sociais, com vários internautas a criticarem a localização da nova passadeira, por considerarem que ao ser colocada no topo de uma ladeira, para quem circula vindo do Porto Interior, coloca dificuldades extra para os condutores.

Entre as críticas, houve também internautas a indicar que circulam vários autocarros naquela zona, muitas vezes totalmente cheios, pelo que seria contraproducente obrigar os condutores das viaturas a ter de parar naquele local, para ceder a passagem aos peões.

Além das críticas em forma de comentário, começaram também a surgir várias imagens satíricas. Numa das publicações era possível ver a sugestão para se instalarem pórticos com portagens no local. Esta foi uma forma de criticar a recente proposta de Leong Chi Hang, conselheiro do Governo em assuntos de trânsito, que defendeu a instalação de portagens em todas as pontes do território. Houve também quem recorresse à inteligência artificial para colocar as imagens do metro a circular na Calçada do Botelho.

Resposta rápida

Horas depois das críticas, a passadeira foi removida do local, e a DSAT emitiu um comunicado a explicar o sucedido e a admitir que a clarificação era feita face aos vários comentários que surgiram online. De acordo com a DSAT, desde ontem que começaram as obras junto da Praça de Camões para a instalação de condutas para cabos de electricidade, telecomunicações e passagem de tubos com água.

Por esse motivo, houve a necessidade de modificar temporariamente as passadeiras no local, o que fez com que fosse instalada a travessia na Calçada do Botelho. Todavia, a DSAT admitiu que após os comentários, foi realizada no local uma inspecção in loco, em coordenação com a polícia e o empreiteiro, que levou a que a passadeira fosse removida, horas depois de ser instalada. A passadeira temporária passou assim a ser colocada nas proximidades da Igreja de Santo António.

AAM | Parca publicação de acórdãos é pouco transparente

Na abertura de mais um Ano Judiciário, Vong Hin Fai, presidente da Associação dos Advogados de Macau, lamentou que haja uma “publicação parcial e limitada” de acórdãos judiciais, o que traz problemas quanto à “transparência judicial”. Quanto à advocacia, o panorama é de estabilidade

O presidente da Associação de Advogados de Macau (AAM), Vong Hin Fai, alertou para a parca publicação de alguns acórdãos judiciais, o que, no seu entender, levanta questões de falta de transparência. Esta ideia foi deixada no discurso proferido em mais uma abertura do Ano Judiciário.

Há, no seu entender, “uma publicação parcial e limitada a algumas instâncias, estando longe das expectativas do público em relação à transparência judicial”. O responsável dá o exemplo “das decisões do Tribunal Judicial de Base, nomeadamente aquelas decisões da primeira instância irrecorríveis, que não são publicadas de forma sistemática e regular, o que poderá levar a uma falta de uniformidade das opiniões jurídicas em diferentes casos”. Tal resulta também em “limitações à investigação e educação jurídicas devido à falta de material prático suficiente”.

Publicar mais acórdãos levaria ao aumento “da transparência das decisões judiciais finais” e permitiria “uma maior revelação da justiça judicial”, além de permitir “ao público compreender melhor as consequências jurídicas para cada tipo de actos”.

“Desenvolvimento estável”

No que concerne à advocacia, Sam Hou Fai referiu números que dão um sinal de estabilidade: actualmente, a AAM sextuplicou o número de advogados inscritos face “aos 74 advogados inscritos em 1991”. Há, portanto, um “desenvolvimento estável”, com 449 advogados inscritos, o que, ainda assim, “representa uma diminuição de 15 advogados inscritos, cerca de 3,2 por cento, em comparação com os 464 advogados inscritos no mesmo período do ano anterior”. Há ainda 142 advogados estagiários.

No seu discurso, Vong Hin Fai não deixou de salientar que “a AAM enfrenta alguns desafios”, tendo em conta o “desenvolvimento contínuo dos nossos trabalhos”, nomeadamente a falta de espaço. “O espaço actual da Associação é muito limitado e insuficiente para a instalação de salas dos tribunais arbitrais, salas de mediação, equipamentos e instalações conexos, o que dificulta o cumprimento das suas funções atribuídas”.

O dirigente destacou ainda a existência de mais 602 processos pendentes em relação ao Ano Judiciário anterior (2024/2025), um aumento de 4,9 por cento, tendo em conta que no ano passado houve 12.379 casos pendentes. “Isto demonstra que o número de processos judiciais continua a crescer e que a carga do sistema judicial continua a aumentar”, alertou.

Ano Judiciário | CE destaca “progressos sólidos na defesa da justiça material”

Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, discursou ontem, pela primeira vez, na cerimónia de abertura de mais um ano judiciário na qualidade de governante máximo da RAEM.

O antigo presidente do Tribunal de Última Instância (TUI) destacou que, “ao longo do último ano, os órgãos judiciais de Macau obtiveram progressos sólidos na defesa da justiça material, no aumento da eficiência judicial e no aperfeiçoamento do sistema judiciário”.

Sam Hou Fai lembrou também que “na história judiciária de Macau nunca houve tantos magistrados e oficiais de justiça e nunca foi dada tanta importância” às infra-estruturas “dos órgãos judiciais pelo Governo”.

O Chefe do Executivo explicou que “o corpo judiciário deve compreender, com precisão, a essência do princípio ‘um país, dois sistemas'”, sendo que, “através das práticas judiciárias, deve defender com determinação a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento nacionais”, bem como “apoiar e cooperar firmemente com o Governo da RAEM na governação conforme a lei”.

MP | Tong Hio Fong acredita no recuperar da reputação do organismo

Tong Hio Fong, Procurador da RAEM, disse ontem, na sessão solene de abertura do ano judiciário, acreditar que a reputação deste órgão judiciário será restaurada. A “revelação e punição dos casos de corrupção no passado” causaram um “impacto muito negativo na reputação do Ministério Público”, admitiu Tong Hio Fong, num discurso na sessão de abertura do ano judiciário.

Reconhecendo o “empenho e dedicação de toda a equipa face aos atos ilícitos e imorais praticados por alguns no passado”, Tong Hio Fong disse estar convicto de que, “com esforço persistente e concertado” dos funcionários do MP, “será restaurada a confiança do público depositada na instituição”.

Tong Hio Fong destacou também no seu discurso o “aumento do número de inquéritos de crime sexual contra menores”. No seu discurso, o Procurador do Ministério Público (MP) afirmou que foram autuados 61 inquéritos de crime sexual contra menores no ano transacto, “o que representa um aumento de 27,08 por cento quando comparado com o ano judiciário anterior”. Em termos gerais, e no tocante aos crimes contra a liberdade e autodeterminação sexuais, “no ano judiciário transacto foram autuados em total 235 inquéritos, representando um aumento ligeiro de 2,17 por cento em comparação com os 230 inquéritos autuados no ano judiciário anterior”.

Foram autuados 30 inquéritos respeitantes ao crime de violação, “o que representa uma descida de 47,37 por cento em comparação com o ano judiciário anterior”, mas Tong Hio Fong salientou ainda que, dos 61 inquéritos autuados na área do crime sexual contra menores, 26 inquéritos dizem respeito a abuso sexual de crianças.

O Procurador destacou ainda o “aumento significativo nos crimes relacionados com o jogo”, sobretudo no que diz respeito aos crimes relacionados com o jogo ilícito, com 760 inquéritos autuados no ano judiciário de 2024/2025, um aumento de 435 processos, mais 133,85 por cento, face ao ano anterior. Tal deve-se à entrada em vigor da Lei de combate aos crimes de jogo ilícito, explicou.

Tong Hio Fong falou ainda na mudança de uma “tendência de descida contínua para a subida gradual dos inquéritos relacionados com drogas”.

Tribunais devem julgar casos de segurança nacional “de forma justa”, diz Song Man Lei

A presidente do Tribunal de Última Instância (TUI) de Macau declarou ontem que os tribunais têm o “dever indeclinável” de julgar “de forma justa, independente e profissional” os casos de segurança nacional. As declarações de Song Man Lei foram proferidas mais de dois meses após a detenção do primeiro suspeito de violar a lei de segurança nacional, o ex-deputado e cidadão português Au Kam San.

Os tribunais de Macau têm o “dever indeclinável” de “julgar todos os processos relativos à ofensa da segurança do Estado, de forma justa, independente e profissional e no rigoroso cumprimento da lei relativa à defesa de segurança do Estado”, bem como “garantir que sejam punidos nos termos da lei todos os actos de ofensa à segurança do Estado”, declarou Song Man Lei durante um discurso na sessão de abertura do ano judiciário. A presidente do TUI lembrou a revisão, em 2023, deste diploma, referindo que veio aperfeiçoar “ainda mais o sistema jurídico”.

A polícia do território anunciou, no final de julho, a detenção de Au Kam San. Trata-se da primeira detenção ao abrigo desta lei, que entrou em vigor em 2009, tendo o âmbito sido então alargado 14 anos depois. Ainda não é conhecida a acusação e não há informações sobre quem vai defender o ex-deputado.

Questionado ontem pelos jornalistas sobre se a Associação dos Advogados de Macau foi contactada sobre o caso, o presidente deste órgão disse não ter comentários a fazer. “Estamos sujeitos a sigilo profissional. Enquanto durar o inquérito, não posso fazer comentários”, acrescentou Vong Hin Fai.

Destacada redução de casos de roubo e homicídio

Song Man Lei referiu ainda na mesma sessão que “o número de processos graves e perniciosos, como homicídio e roubo, recebidos pelos Juízos Criminais do Tribunal Judicial de Base tem registado uma diminuição contínua, mantendo-se num nível relativamente baixo durante vários anos consecutivos”. Além disso, a responsável salientou que “a esmagadora maioria destes casos tem sido rapidamente resolvida, o que demonstra que a segurança de Macau possui base sólida, sendo merecida a reputação de cidade habitável e segura”.

No que diz respeito ao número de processos do ano judiciário 2024/2025, “entraram um total de 20.122 processos, mais 883 do que no ano judiciário anterior, mantendo-se a tendência de crescimento contínuo verificada nos últimos anos”. Nos tribunais das três instâncias “registaram-se aumentos de diferentes graus”, sendo que “a maior subida verificou-se no Tribunal de Última Instância, com 172 processos entrados, mais 40 do que no ano judiciário anterior”.

Louvre | França vai reforçar segurança de locais culturais após roubo

O ministro francês da Administração Interna, Laurent Nuñez, vai reforçar medidas de segurança em todos os estabelecimentos culturais, anunciou ontem a assessoria, após um roubo de jóias no Museu do Louvre, em Paris. A decisão foi tomada após reunião com a sua colega de governo com a pasta da Cultura, Rachida Dati, adiantou a mesma fonte ministerial, citada pela agência noticiosa francesa AFP.

A instituição, no centro da capital de França, manteve-se encerrada ontem, um dia após um grupo, ainda a monte, ter conseguido roubar múltiplas obras de arte de joalharia. “O Museu do Louvre vai permanecer fechado hoje (ontem) por razões excepcionais. Pedimos desculpa pelo incómodo”, pode ler-se numa mensagem publicada no sítio oficial da Internet daquele museu.

Um grupo de quatro homens roubou joias no domingo de manhã, em poucos minutos e quando o museu já estava aberto e com visitantes no interior, utilizando uma máquina empilhadora, estacionada na respectiva margem do rio Sena, e fazendo-a subir até à altura de uma janela do primeiro andar do edifício.

O grupo levou oito peças “de inestimável valor patrimonial”, entre as quais a tiara da imperatriz Eugénia (mulher de Napoleão III, imperador de 1852 a 1870) e dois colares, informou no domingo o Ministério da Cultura francês. Só aquela joia tem 212 pérolas e 1.998 diamantes, de acordo com a descrição do Louvre, enquanto as peças pertencentes à rainha Maria Amélia contam com múltiplas safiras e centenas de diamantes.

Este museu parisiense é o maior e mais visitado do Mundo, com nove milhões de pessoas a apreciarem parte das 35.000 obras que a instituição aloja, nos seus 73 mil metros quadrados de espaço.

Khamenei diz a Trump que está a “sonhar” se acha que destruiu as instalações nucleares do Irão

O líder supremo do Irão, ‘ayatollah’ Ali Khamenei, afirmou ontem que o Presidente norte-americano, Donald Trump, está “a sonhar” se acredita que os Estados Unidos destruíram as instalações nucleares iranianas.

Em Junho passado, no âmbito de um conflito entre Israel e o Irão que durou 12 dias, os Estados Unidos juntaram-se ao aliado israelita nas operações de bombardeamento a alegadas infraestruturas nucleares do regime iraniano. “Isso é óptimo, continuem a sonhar!”, afirmou o líder iraniano, referindo-se às repetidas alegações de Trump de que o programa nuclear de Teerão foi “totalmente destruído”.

“Quem julga que é para dizer que um país deve ou não ter [o direito] à energia nuclear?”, perguntou Khamenei durante um encontro com atletas na capital iraniana. No sábado, o Irão anunciou que já não estava vinculado às restrições do seu programa nuclear definidas num acordo internacional concluído há 10 anos, que expirou nesse mesmo dia, reiterando, no entanto, o seu compromisso com a diplomacia.

Este acordo, assinado em 2015 pelo Irão, França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Rússia e China, visava regular as actividades nucleares da República Islâmica em troca do levantamento das sanções da ONU, que pesavam fortemente sobre a economia iraniana.

A data do fim do prazo do documento tinha sido fixada para 18 de Outubro de 2025, exactamente 10 anos após o texto ter sido aprovado pela ONU através da resolução 2231. O acordo limitava o enriquecimento de urânio do Irão a 3,67 por cento e previa a supervisão rigorosa das atividades nucleares pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o organismo de supervisão nuclear da ONU.

Apesar de o negar, o Irão é frequentemente acusado pelo Ocidente e por Israel, um inimigo declarado de Teerão, de desenvolver secretamente armas nucleares. A partir de agora, “todas as disposições [do acordo], incluindo as restrições ao programa nuclear do Irão e mecanismos relacionados, são consideradas encerradas”, escreveu no sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

Com história

O acordo já tinha sido alvo de vários reveses. Em 2018, durante o primeiro mandato presidencial de Donald Trump, os Estados Unidos retiraram-se unilateralmente do acordo e restabeleceram sanções contra o Irão. Em retaliação, Teerão retirou-se gradualmente de certos compromissos estabelecidos no acordo.

Segundo a AIEA, o Irão é o único país sem armas nucleares a enriquecer urânio a um nível elevado (60 por cento), próximo do limite técnico dos 90 por cento, necessário para o fabrico de uma bomba atómica. Teerão suspendeu também toda a cooperação com a AIEA em Julho, após a guerra de 12 dias desencadeada por Israel.

Os Estados Unidos também realizaram ataques contra algumas instalações nucleares iranianas durante esse conflito e, em retaliação, Teerão lançou mísseis e drones contra Israel. O conflito pôs fim a uma série de negociações indirectas entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano, que estavam em curso desde Abril.

Posteriormente, e por iniciativa da França, do Reino Unido e da Alemanha, a ONU restabeleceu as sanções contra o Irão no final de Setembro, suspensas há 10 anos. O fim do acordo nuclear torna as sanções “nulas e sem efeito”, afirmou o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, numa carta enviada no sábado à ONU. Ainda assim, acrescentou, “o Irão expressa firmemente o seu compromisso com a diplomacia”.

O plano bilionário de Musk (1)

O dever de um director é trabalhar para optimizar o desempenho da sua empresa e maximizar os seus lucros. Quando a empresa aumenta os ganhos, é natural que o director seja recompensado financeiramente. No entanto, a comunicação social divulgou recentemente um relatório da mais influente firma de consultoria a nível mundial, a Institutional Shareholder Services, que se manifestava contra a atribuição a Elon Musk, Director Executivo da Tesla, de 1 bilião de dólares como recompensa pelo seu desempenho, por esta quantia ser muito elevada. Esta recomendação pode impedir que Musk, “amante de desafios”, obtenha uma compensação pela proeza de “aterrar em Marte”.

O plano para atribuir um bilião de dólares a Musk a título de compensação surgiu no passado mês de Setembro, quando o Conselho de Administração da Tesla lhe pediu para aumentar a produtividade da empresa durante os próximos dez anos. Caso fosse bem-sucedido, receberia esse valor em acções. O plano está dividido em 12 etapas. Após completar cada uma delas, recebe 1% das acções. Depois de estarem todas concluídas, receberá 12%, valor que se estima não ser inferior a 1 bilião de dólares. Os pontos principais são:

Venda de 20 milhões de veículos eléctricos

10 milhões de subscrições para o sistema de carros autónomos

Um milhão de carros autónomos matriculados e em funcionamento.

A partir de 3 de setembro de 2025, a entrega de um total acumulado de um milhão de robots humanoides Optimus.

A capitalização da empresa aumentará em 12 fases, dos cerca de 1,1 biliões actuais para os 8,5 biliões, oito vezes mais.

O lucro da empresa, depois de deduzidos juros, impostos e depreciação, chegará a 400 mil milhões.

O plano de compensação financeira apresentado em 2025 não é uma novidade. Em 2018, a Tesla aprovou um plano de 56 mil milhões de dólares. Tinha também um alcance de 10 anos, ao longo dos quais o desempenho de Musk ia sendo avaliado e, caso atingisse os objectivos definidos pela Tesla, recebia acções no valor de 56 mil milhões de dólares. Em Janeiro de 2024, o Tribunal de Chancelaria do Delaware rejeitou o plano devido à falta de independência do conselho de administração e ao montante excessivo da remuneração. Embora 90% dos accionistas tenha concordado com uma segunda votação, o tribunal voltou a rejeitar a resolução devido a erros processuais. Este mês, a Tesla apresentou recurso no Supremo Tribunal de Delaware, solicitando a aprovação do plano de compensação de 1 bilião de dólares.

Este plano de vincula os negócios da Tesla ao desempenho de Musk, assinalando que a Tesla não é apenas um fabricante de automóveis, mas que aspira a desenvolver amplamente o negócio ao nível da inteligência artificial e da robótica. Claro que este caminho implica mudanças significativas.

Em primeiro lugar, as vendas da Tesla em mercados como a França, a Suécia, a Dinamarca e a Califórnia estão actualmente em declínio, e os lucros do seu principal negócio estão em queda. De um ponto de vista mais prudente, a Tesla deveria revitalizar primeiro o seu negócio tradicional antes de partir para novas aventuras? Se a revitalização das vendas de automóveis for bem-sucedida, então o desenvolvimento de outras áreas de negócio seria motivo de celebração. No entanto, se falhar, deverá a Tesla abandonar o sector automóvel e apostar em novos negócios? Estes riscos e estas apostas são questões com que a Tesla, o seu conselho de administração e os seus accionistas se devem confrontar e considerar.

Em segundo lugar, a Tesla planeia fabricar carros autónomos. Isto irá não só aumentar o valor destes veículos como também irá abrir caminho para o ingresso no mercado dos carros autónomos. Se a pesquisa tiver sucesso, a Tesla passará de simples fabricante de automóveis para fabricante de automóveis e fornecedor de serviços de veículos autónomos. Imaginemos que o negócio de veículos autónomos possa vir a ser cobrado mensalmente, à semelhança do que fazem as operadoras de telemóveis, então os lucros desta empresa seriam sem dúvida muito maiores do que os que obtém com a simples venda de carros. Embora o fornecimento de serviços de condução autónoma gerem lucros estáveis e de longa duração, a tecnologia que os suporta ainda não está amadurecida. Se um carro autónomo estiver envolvido num acidente, será prejudicial para o dono do carro, para os outros condutores e para o Governo. Além disso, a implementação da condução autónoma vai inevitavelmente requerer a revisão da legislação rodoviária. Também não se sabe se a cobertura do seguro de acidentes contra terceiros precisará de ser modificada. As mudanças no mercado global vão gerar incertezas significativas para o negócio dos veículos autónomos da Tesla.

Na próxima semana, continuaremos a debater o impacto da compensação em acções no valor de 1 bilião de dólares no mundo dos negócios.

Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau
Professor Associado da Faculdade de Ciências de Gestão da Universidade Politécnica de Macau
Email: cbchan@mpu.edu.mo

Japão | PLD preparado para assinar acordo de coligação

O Partido Liberal Democrático (PLD, direita), no poder no Japão, estava ontem em vias de assinar um acordo de coligação, abrindo caminho para que Sanae Takaichi se torne a primeira mulher a governar o país.

“Hoje (ontem), vamos assinar um acordo para lançar uma coligação governamental. Às 18:00 (hora de Tóquio, 09:00 TMG) vamos formalizá-lo”, indicou Hirofumi Yoshimura, co-líder do Partido da Inovação do Japão (JIP), formação reformista da oposição de centro-direita. Este partido da oposição associa-se ao poderoso Partido Liberal Democrático (PLD, direita conservadora), no poder, em turbulência desde a implosão da tradicional coligação com o pequeno aliado centrista, Komeito.

Sanae Takaichi, 64 anos e com posições ultraconservadoras, parecia estar no bom caminho para substituir o primeiro-ministro cessante Shigeru Ishiba, quando assumiu a liderança do PLD a 04 de Outubro, após uma votação interna. Mas a retirada do Komeito da coligação governamental, após 26 anos de apoio, mergulhou o Japão numa crise política, e o PLD intensificou as discussões com vista a formar uma aliança alternativa.

Os principais meios de comunicação japoneses davam ontem como certo o acordo de coligação entre o PLD e o JIP para permitir que Takaichi, a primeira mulher à frente do partido governante, conquiste a vitória na votação parlamentar desta terça-feira, que a deverá eleger como sucessora de Shigeru Ishiba à frente do Executivo.

O acordo agendado para ontem à tarde põe fim a mais de uma semana de profunda incerteza política no Japão, após a saída do partido budista Komeito da coligação que mantinha com o PLD há mais de 26 anos. A votação parlamentar para a nomeação da nova liderança do Governo nipónico será realizada alguns dias antes da visita prevista do Presidente norte-americano, Donald Trump, ao país no final do mês.

ASEAN | Entrada de Timor-Leste é reconhecimento de que já não é um país frágil

O presidente do Futuros Alternativos – Instituto de Políticas e Assuntos Internacionais, Fidélis Magalhães, afirmou ontem que a adesão de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático serve como reconhecimento de que o país já não é frágil.

Timor-Leste vai tornar-se no próximo dia 26 deste mês, durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que se vai realizar em Kuala Lumpur, na Malásia, o 11.º estado-membro da organização, 14 anos depois de ter apresentado o pedido de admissão.

Questionado sobre os objectivos de Timor-Leste com a adesão à organização, Fidélis Magalhães considerou que o principal é ter um “reconhecimento dos países-membros de que Timor-Leste é um país soberano e independente”.

“Também pode servir como uma garantia da sua integridade, da soberania timorense no futuro. Para ter uma segurança e um compromisso dos países-membros de não ingerência, de não intervenção. Finalmente, Timor-Leste é reconhecido como um país soberano e independente na sua própria região”, salientou o analista.

A antiga colónia portuguesa restaurou a sua independência em 20 de Maio de 2002, após ter sido ocupada pela Indonésia, país fundador da ASEAN, em 07 de Dezembro de 1975, nove dias depois de ter declarado unilateralmente a independência de Portugal, em 28 de Novembro de 1975.

Seul | Detenção de mais de 50 sul-coreanos por fraudes ‘online’

Dos 64 sul-coreanos vindos do Camboja, apenas cinco foram libertados. Os restantes encontram-se detidos até se perceber se trabalharam voluntariamente em esquemas de burlas ou se forma forçados a fazê-lo

Seul prepara-se para deter formalmente a maioria dos 64 sul-coreanos repatriados do Camboja por supostamente trabalharem para organizações de golpes na internet nesse país, informou ontem a polícia da Coreia do Sul.

Os 64 sul-coreanos foram detidos no Camboja nos últimos meses e foram repatriados para a Coreia do Sul num voo charter no passado sábado. Ao chegarem a Seul, foram detidos e a polícia está agora a investigar se estas pessoas se juntaram voluntariamente a organizações de golpes no Camboja ou foram forçadas a trabalhar nas mesmas.

Os esquemas fraudulentos ‘online’, muitos dos quais baseados em países do Sudeste Asiático, aumentaram drasticamente desde a pandemia de covid-19 e produziram dois tipos de vítimas: as dezenas de milhares de pessoas que foram forçadas a trabalhar nestes esquemas sob ameaça de violência e os alvos das respectivas fraudes.

Grupos de monitorização destas actividades afirmam que os esquemas fraudulentos ‘online’ rendem biliões de dólares anualmente a gangues criminosas internacionais. Os procuradores sul-coreanos solicitaram aos tribunais locais que emitissem mandados de prisão para 58 dos 64 repatriados, a pedido da polícia, informou a Agência Nacional de Polícia da Coreia em comunicado.

A polícia acrescentou que as pessoas que devem ficar detidas são acusadas de se envolver em actividades fraudulentas ‘online’, como golpes românticos, propostas de investimento falsas ou ‘phishing’ por voz, aparentemente visando compatriotas sul-coreanos no país. Espera-se que os tribunais determinem se aprovam as detenções nos próximos dias.

Zona de alto risco

A agência policial informou que cinco pessoas foram libertadas, mas recusou-se a divulgar os motivos da libertação, alegando que as investigações ainda estão em curso. A polícia sul-coreana informou que quatro dos 64 repatriados disseram aos investigadores que foram espancados enquanto estavam detidos contra a sua vontade por organizações criminosas no Camboja.

A Coreia do Sul enfrenta apelos públicos para tomar medidas mais enérgicas para proteger os seus cidadãos de serem forçados a trabalhar em centros de fraude ‘online’ no estrangeiro, depois de um dos seus cidadãos ter sido encontrado morto no Camboja em Agosto.

O jovem sul-coreano terá sido atraído por um amigo para viajar para o Camboja, e aí foi obrigado a fornecer os dados da sua conta bancária, que foi usada por uma organização fraudulenta. As autoridades do Camboja afirmaram que o estudante universitário de 22 anos foi torturado.

Estimativas da ONU e de outras agências internacionais indicam que, pelo menos, 100.000 pessoas foram traficadas para centros de fraude no Camboja, outras tantas para Myanmar e dezenas de milhares mais para outros países.

Autoridades em Seul estimam que cerca de mil sul-coreanos estejam em centros de golpes no Camboja e, na semana passada, as autoridades sul-coreanas impuseram uma proibição de viagens a partes do Camboja, enviando paralelamente uma delegação do Governo para discutir medidas conjuntas.

Os centros de golpes ‘online’ estavam anteriormente concentrados em países do Sudeste Asiático, incluindo Camboja e Myanmar, sendo que a maioria dos trabalhadores traficados eram provenientes desta região e outros países da Ásia.

Um relatório da Interpol divulgado em Junho fez saber, porém, que, nos últimos três anos, houve vítimas traficadas para o Sudeste Asiático provenientes de regiões distantes, incluindo América do Sul, Europa Ocidental e África Oriental, e que novos centros foram identificados no Médio Oriente, África Ocidental e América Central.

Investigada perda de controlo de Boeing 747-481 de carga em Hong Kong

As autoridades de Hong Kong estão a investigar as causas de um acidente ocorrido ontem no aeroporto internacional, quando um Boeing 747 de carga proveniente do Dubai saiu da pista e caiu parcialmente ao mar, causando dois mortos.

Segundo Man Ka-chai, chefe de investigação da Autoridade de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIA), o voo EK9788 da Emirates SkyCargo, operado pela turca Air ACT Cargo, foi autorizado a aterrar normalmente, mas não emitiu qualquer sinal de emergência antes de perder o controlo e atravessar o gradeamento até ao mar.

O avião, proveniente do aeroporto Al Maktoum (DWC), tocou a pista norte (07L/25R) por volta das 03:50 locais, onde embateu num veículo de patrulha com dois trabalhadores antes de se despenhar. Ambos foram socorridos minutos depois, mas um morreu no local e o outro no Hospital North Lantau. Os quatro tripulantes do cargueiro saíram ilesos e foram retirados através do escorrega de emergência.

À procura de respostas

O director de operações da Autoridade Aeroportuária, Steven Yiu, assegurou que o veículo “se encontrava na zona de patrulha autorizada” e que as condições meteorológicas e da pista eram “óptimas” no momento do sinistro. Segundo Yiu, as duas vítimas tinham mais de uma década de experiência em operações aeroportuárias.

Dados do portal Flightradar24 indicam que o avião se deslocava a cerca de 167 quilómetros por hora quando se desviou para o quebra-mar e a 91 quilómetros por hora no momento do impacto com o mar, que destruiu a parte frontal do aparelho. A AAIA abriu uma investigação para determinar se o acidente resultou de falha técnica, erro humano ou factor operacional imprevisto. A polícia também não exclui uma eventual investigação penal.

A pista norte permanecerá temporariamente encerrada, com as operações concentradas nas pistas central e sul. O Departamento de Aviação Civil e a Secretaria dos Transportes e Logística expressaram condolências pela morte dos trabalhadores, sublinhando que “a segurança aérea é uma prioridade do Governo”.

O incidente é semelhante ao acidente do voo CA605 da China Airlines, em Novembro de 1993, quando um Boeing 747-400 saiu da pista do antigo aeroporto de Kai Tak durante um pouso com vento cruzado e chuva intensa, terminando com o nariz submerso na baía de Vitória, sem vítimas.

Diplomacia | China celebra cessar-fogo e pede que Islamabade e Cabul dialoguem

A China saudou ontem o cessar-fogo alcançado entre Afeganistão e Paquistão, após vários dias de confrontos fronteiriços, e pediu que ambos resolvam as suas diferenças “através do diálogo”.

“O Afeganistão e o Paquistão são vizinhos amigos da China, que não se pode separar deles”, afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa Guo Jiakun, numa conferência de imprensa em Pequim. Guo expressou esperança de que a trégua seja “duradoura” e que se mantenham “em conjunto a paz e a estabilidade em ambos os países e na região”.

“A China está disposta a trabalhar com a comunidade internacional para continuar a desempenhar um papel construtivo na melhoria e desenvolvimento das relações entre o Paquistão e o Afeganistão”, acrescentou. Os dois países puseram fim no domingo a uma semana de combates e trocas de acusações na fronteira comum, marcada por ataques aéreos e confrontos armados que causaram dezenas de mortos e elevaram o risco de uma nova crise regional.

A escalada teve início a 9 de Outubro, quando o Paquistão lançou um alegado ataque com veículos aéreos não tripulados (“drones”) em Cabul contra o líder do grupo Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), Mufti Noor Wali Mehsud. Islamabade não confirmou a operação. O episódio espoletou dias de bombardeamentos e trocas de tiros ao longo da linha Durand, uma fronteira de 2.600 quilómetros entre os dois países.

Perante a escalada, o Qatar e a Turquia mediaram uma ronda de contactos diplomáticos em Doha, com a participação de delegações de ambos os lados, que no domingo resultou num acordo para cessar imediatamente as hostilidades.

O entendimento, firmado após 12 horas de negociações conduzidas pelos ministros da Defesa afegão e paquistanês, prevê ainda um novo encontro a 25 de outubro, em Istambul. No centro do conflito está a acusação – rejeitada pelas autoridades talibãs – de que Cabul oferece refúgio ao TTP, um grupo insurgente que pretende derrubar o Estado paquistanês.

OMC | Pequim substitui embaixador

O Presidente chinês, Xi Jinping, destituiu Li Chenggang do cargo de representante permanente da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), informou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua.

O anúncio faz parte de uma série de mudanças diplomáticas aprovadas pelo chefe de Estado, e não apresenta motivos para as mudanças. A Xinhua também não menciona se Li manterá outras responsabilidades no Ministério do Comércio, onde exerce as funções de vice-ministro e representante para as negociações internacionais.

Li foi uma das principais figuras nas negociações entre Pequim e Washington, no âmbito da guerra comercial, liderando as delegações chinesas nas rondas realizadas este ano em Genebra, Londres, Estocolmo e Madrid. Participou ainda no acordo preliminar sobre a rede social TikTok alcançado no mês passado.

A saída de Li do cargo na OMC é conhecida numa semana crucial para as relações bilaterais: o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng têm previsto reunir-se nos próximos dias na Malásia para retomar o diálogo, após semanas de tensão devido às tarifas e restrições tecnológicas.

No final de Agosto, Li também protagonizou um episódio de atrito com Washington depois de Bessent classificar a sua visita à capital norte-americana como “improvisada”. Pequim defendeu então que a viagem se enquadrava na aplicação dos consensos alcançados entre Xi Jinping e o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, acusando os Estados Unidos de “distorcer os factos”.

O Governo chinês não esclareceu se a mudança na OMC afectará o papel de Li nas negociações com os EUA, embora a demissão ocorra num momento especialmente delicado para a política comercial do país.

Nova líder da oposição taiwanesa diz estar pronta para reunir-se com Xi

A nova presidente do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, disse estar disponível para reunir-se com o líder chinês, Xi Jinping, visando resolver diferenças e promover a cooperação entre Taiwan e a China continental.

Cheng Li-wun, antiga porta-voz do Governo taiwanês (2012-2014), venceu no sábado as eleições internas do KMT com 50,15 por cento dos votos, superando largamente o seu principal adversário, o ex-presidente da câmara de Taipé Hau Lung-bin, que obteve 35,85 por cento. Em declarações à rádio, citadas pela agência estatal CNA, Cheng garantiu que o KMT vai passar de ser “um rebanho de ovelhas a uma manada de leões” sob a sua liderança, e sublinhou que a paz entre Taipé e Pequim é “a questão mais importante” para o partido.

A nova líder considerou ainda que a estratégia de “usar a oposição à China como arma política” perdeu eficácia na sociedade taiwanesa, defendendo a necessidade de “reunir o maior consenso possível dentro de Taiwan” para que o partido tenha uma “representação mais legítima no outro lado do estreito”.

Cheng não excluiu a possibilidade de visitar a China continental nem de se encontrar com Xi Jinping: “Estou disposta a fazer qualquer trabalho e a reunir-me com quem for necessário”, declarou, rejeitando, no entanto, que o KMT venha a adoptar uma posição pró-reunificação sob a sua liderança.

“Todos os candidatos nestas primárias afirmaram ser chineses. A minha posição sobre as relações através do estreito sempre foi coerente e resiste a qualquer escrutínio. É, além disso, a posição histórica do Kuomintang”, afirmou a dirigente, cujo partido tem como nome oficial em mandarim “Partido Nacionalista Chinês”.

Mensagem do Norte

Após a vitória de Cheng nas primárias, Xi Jinping enviou-lhe uma mensagem de felicitações, na qual manifestou a esperança de que o KMT e o Partido Comunista Chinês “reforcem a sua base política comum” e unam “a grande maioria do povo taiwanês para aprofundar os intercâmbios e a cooperação, impulsionar o desenvolvimento conjunto e avançar rumo à reunificação nacional”.

Na mensagem, divulgada pela agência noticiosa oficial Xinhua, Xi apelou também à salvaguarda da “casa comum da nação chinesa” e dos “interesses fundamentais da população de ambos os lados do estreito”.

Cheng, por sua vez, respondeu que os habitantes da China e de Taiwan “fazem parte da mesma nação chinesa” e defendeu que os dois partidos devem reforçar os intercâmbios e a cooperação para “promover a paz e a estabilidade”, segundo a mesma fonte. A líder do KMT tomará posse a 01 de Novembro, durante o congresso nacional do partido.

PCC | Reunidos para traçar planos para os próximos cinco anos

O plenário do Comité Central do PCC com vista a definir estratégias para o desenvolvimento do país deverá ocupar a cúpula das autoridades chinesas durante os próximos quatro dias

Um dos encontros mais importantes da política chinesa arrancou ontem com a elite do Partido Comunista a reunir-se à porta fechada para delinear as prioridades económicas e sociais da China para os próximos cinco anos.

O quarto plenário do Comité Central, que deverá durar quatro dias, servirá para finalizar o plano quinquenal 2026-2030, documento que orienta a estratégia do país até ao final da década. A reunião decorre num contexto de tensões comerciais com os EUA e antes de um possível encontro entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, à margem de uma cimeira regional.

Com cerca de 370 membros, o Comité Central reúne-se normalmente sete vezes por ciclo de cinco anos. Estas sessões visam reforçar a coesão interna em torno da agenda do partido, podendo também incluir mudanças de pessoal, embora os detalhes só sejam divulgados posteriormente.

O conteúdo integral do plano será anunciado apenas em Março de 2026, durante a sessão anual da Assembleia Popular Nacional, mas analistas não antecipam mudanças profundas face aos planos anteriores. Segundo Lynn Song, economista do ING Bank, “não há razão para esperar uma rutura radical”.

A economia chinesa deverá crescer 4,8 por cento este ano, valor próximo da meta oficial. A crise imobiliária, o excesso de capacidade industrial e a guerra comercial com os EUA continuam a pesar sobre o desempenho.

Entre as prioridades estão o estímulo ao consumo e ao investimento privado, o controlo do excesso produtivo e a liderança tecnológica em áreas como a inteligência artificial. A aposta na autossuficiência, nomeadamente na produção de semicondutores, deverá acelerar à medida que Washington reforça os controlos à exportação. Segundo Ning Zhang, economista do banco de investimento UBS, isso implicará mais investimento chinês em tecnologia avançada.

Mais estímulos

Outro ponto-chave é saber se haverá mudanças mais ambiciosas na política de estímulo ao consumo. Até agora, Pequim adoptou medidas graduais, como subsídios à infância, créditos ao consumo e incentivos à renovação de electrodomésticos e veículos. Zhang considera que “estimular o consumo é hoje mais importante do que nunca”, mas lembra que a confiança dos consumidores continua fragilizada pelo colapso do sector imobiliário.

Casos como a guerra de preços no sector automóvel ilustram os riscos da concorrência excessiva. Ao mesmo tempo, o aumento das exportações chinesas para países do Sudeste Asiático e África tem gerado novas fricções comerciais com os EUA e outros parceiros.

Desde a pandemia da covid-19, a China tem enfrentado dificuldades em recuperar um crescimento mais robusto. A crise imobiliária levou a despedimentos e reduziu o consumo das famílias. Segundo a professora Wendy Leutert, da Universidade de Indiana, o país continua a investir pouco em áreas como saúde, educação ou cuidados infantis e a idosos, que poderiam estimular o consumo interno.

“Os líderes chineses parecem dispostos a aceitar custos económicos em nome da auto-suficiência e da liderança tecnológica”, escreveu. A demografia é outro desafio: a população começou a diminuir e envelhece mais rapidamente. A taxa de desemprego jovem ronda os 19 por cento, segundo dados oficiais, limitando o contributo das novas gerações para a economia.

Pequim quer duplicar o tamanho da economia entre 2020 e 2035. “Tal como qualquer outro governo, a China ainda se preocupa com o crescimento e quer continuar a enriquecer”, afirmou Zhang, que considera manter o crescimento entre 4 por cento e 5 por cento por década “desafiante, mas essencial” para sustentar a legitimidade do partido.

“O que importa à liderança chinesa? Estabilidade, legitimidade e apoio contínuo”, concluiu.

FRC | Debate sobre nova lei de Fundos de Investimento esta quarta-feira

A Fundação Rui Cunha (FRC) e a MBtv Debates, ligada à revista Macau Business, apresentam esta quarta-feira a conferência “Nova Lei sobre Fundos de Investimento em Macau: Perspectivas, Oportunidades e Desafios”, na Fundação Rui Cunha (FRC). O evento insere-se no ciclo de conversas “Finance Series”, da MBtv.

Segundo um comunicado da FRC, esta nova legislação, e a reforma que acarreta, “visa melhorar a proposta de valor da cidade, diversificar a economia e mobilizar fundos de capital subaproveitados, através da modernização do quadro legal”.

“O que será necessário para transformar a lei num verdadeiro impulso do mercado? Onde estão as oportunidades no design de produtos, gestão, distribuição e administração de fundos?”, questionam os organizadores.

Apresenta-se, assim, um “painel distinto de decisores políticos, líderes do sector e especialistas jurídicos, analisará as perspectivas, oportunidades e desafios futuros” da conjuntura financeira da RAEM. Estarão presentes no debate Amy Ho, analista sénior da banca, ligado à Autoridade Monetária de Macau; Bernardo Alves, presidente e director de investimentos da A&P Investment Fund Management Company Limited; Calvin Chui, managing partner do escritório de advocacia Lektou e presidente do Conselho de Directores da Associação de Direito Financeiro de Macau.

Participam ainda Gavin Kwok, director de vendas de corretagem prime no Maybank Investment Banking Group, em Hong Kong; Rui Proença, sócio do escritório de advogados MdME e Nuno Sardinha da Mata, sócio sénior do escritório C&C Advogados. A sessão será moderada pelo director da Macau Business e da Macau News Agency, José Carlos Matias.

Lisboa | Eric Fok apresenta “Great Voyage Nº 1” em exposição colectiva

A residir em Portugal, o artista local Eric Fok é um dos artistas integrantes da exposição colectiva “Drawing Room Lisboa 2025”, apresentando a peça “Great Voyage Nº 1” ao lado dos trabalhos de Clara Leitão, João Castro Silva e Nicoleta Sandulescu. Para ver na Sociedade Nacional de Belas Artes

Decorre esta semana, em Lisboa, uma feira de arte intitulada “Drawing Room Lisboa 2025”, acolhida pela Sociedade Nacional de Belas Artes entre quinta-feira e domingo, e que conta com a participação do artista de Macau Eric Fok, actualmente a residir em Portugal. Além disso, o público pode ainda ver trabalhos de outros artistas, nomeadamente Clara Leitão, João Castro Silva e Nicoleta Sandulescu.

Nascido no território ainda no período da administração portuguesa, em 1990, Eric Fok “transforma mapas históricos em composições que tencionam a relação entre o passado e o presente, reflectindo também sobre a sua própria identidade”, destaca uma nota da organização.

O artista apresenta “um traço minucioso em caneta isográfica”, desenhando “cartografias que partem da história da era dos descobrimentos, investigam as mudanças nas cidades causadas pelo desenvolvimento urbano e discutem os fenómenos pós-coloniais”.

A obra apresentada nesta feira intitula-se “Great Voyage Nº1” e, segundo uma nota escrita pelo próprio artista, “retrata o arco da Praça do Comércio, simbolizando a antiga realeza portuguesa e a era das grandes navegações”.

“Como pioneira da Era dos Descobrimentos, Portugal, impulsionada pela tecnologia e pela fé, possibilitou o contacto entre povos de diferentes continentes, permitindo que as diversas culturas do mundo fossem mutuamente descobertas. Macau também participou desse processo de globalização no século XVI, sendo um ponto de encontro entre o Oriente e o Ocidente, onde trocas culturais e de espécies moldaram o mundo que conhecemos hoje”, destacou.

O quadro recorre a uma “porta” que serve de moldura, “simbolizando a conexão entre dois lugares, como se o espectador atravessasse a porta para chegar a outro mundo, outra cultura”. Além disso, descreveu Eric Fok, “há, na porta, diferentes animais, incluindo o polvo, que simboliza a cultura marítima e a exploração do desconhecido pelos humanos, e animais representando diferentes regiões, como a girafa da África e o rinoceronte da Ásia Central”.

“Esses animais também remetem à participação dos animais na Era dos Descobrimentos e à Arca de Noé. Dentro da porta, encontra-se o mapa de Portugal, um ponto de convergência de rostos e culturas”, frisou na mesma nota.

Entre Lisboa e a Bienal

Além da participação nesta exposição, Eric Fok tem ainda em mãos um novo projecto relacionado com Macau, tendo em conta que é co-autor da obra “Polifonia de Jacone”, ao lado de O Chi Wai e Lei Fung Ieng. Trata-se do projecto escolhido para representar a RAEM na 61ª Bienal de Arte de Veneza no próximo ano. “Polifonia de Jacone” tem curadoria de Feng Yan e Ng Sio Ieng e remete para a vida do artista chinês Wu Li, cujo nome português era Jacone e que estudou teologia em Macau no início da dinastia Qing.

Numa entrevista concedida à agência Lusa no ano passado, Eric Fok confessou que se mudou para Portugal quando, em Macau, “deixou de saber sorrir”. Aos 34 anos, quando Eric Fok quis partir, Portugal fazia todo o sentido, por razões históricas e de trabalho, pelo “sentimento de proximidade”. E outros países europeus não conhecem Macau, assumiu na entrevista.

“Espero também que os meus trabalhos cheguem a outros lugares, como a Europa, sejam conhecidos por mais pessoas e se aproximem do âmbito da minha criação”, diz. Fok, formado em Artes Visuais pelo então Instituto Politécnico de Macau (actualmente Universidade Politécnica de Macau) e com mestrado em Belas Artes concluído na Universidade Nacional de Taiwan, é uma espécie de artista-cartógrafo.

No início da carreira de Fok apanhou Macau entre “mudanças velozes”, após a transição do território para a China e a liberalização do sector do jogo, que contribuíram para o rápido crescimento da economia local.

Fok pegou nessa nova cidade e explorou-a. Num dos quadros, pintado há cerca de dez anos, abordou a construção da primeira linha de metro do território, “com constantes atrasos e derrapagens”. Passou para o papel “as fundações do metro, como se de antigas ruínas greco-romanas se tratassem”.

Depois, este ávido consumidor de História quis saber de outros mundos. Seguiu-se a “era das descobertas geográficas, incluindo a globalização, bem como o colonialismo, e nos tempos modernos, os efeitos da Guerra Fria, as ondas de imigração”, recorda.

Chikungunya | Mais dois casos importados

Os Serviços de Saúde (SS) anunciaram o registo de mais dois casos importados de febre Chikungunya, o que faz subir o número de ocorrências importadas desde o início do ano para 26. De acordo com a informação dos SS, como tem acontecido com a maioria dos casos, a 25.ª infecção foi importada do Interior, por uma residente que esteve em Zhongshan, entre 23 de Setembro e 15 de Outubro.

Quando regressou a Macau, começou a sentir dores de cabeça e fadiga, e no dia 16, apresentou sintomas de febre, erupção cutânea nos braços e nas articulações. Deslocou-se ao Centro Hospitalar Conde de São Januário onde foi diagnosticada com febre Chikungunya. O segundo caso foi detectado num residente local, que visitou a cidade de Shunde a 7 de Outubro.

Na noite do dia 13 manifestou fadiga e dores nas articulações e no dia 14 apresentou erupção cutânea. Recorreu ao Centro de Saúde do Fai Chi Kei, no dia 17, sendo também diagnosticado com a doença. Ambos estão em num estado considerado estável.

Dengue | Divulgado novo caso importado

Os Serviços de Saúde (SS) anunciaram um novo caso de febre da dengue, que faz disparar para 19 as ocorrências importadas desde o início do ano. De acordo com a informação oficial, o doente tem 12 anos e esteve em Zhongshan nos dias 6 e 7 de Outubro. Após regressar a Macau, apresentou sintomas como febre e fadiga na noite de 13 de Outubro.

No dia 15, recorreu ao Centro Hospitalar Conde São Januário, onde ficou internado. O diagnóstico foi feito dois dias depois. “Actualmente, o estado clínico do doente é estável. As pessoas com quem coabita não apresentam qualquer indisposição”, foi comunicado pelos SS.

“De acordo com o historial de viagens do doente, a data de início dos sintomas e os resultados dos exames laboratoriais, o caso foi classificado como importado […] Os Serviços de Saúde vão enviar pessoal para proceder à eliminação preventiva de mosquitos nas áreas circundantes da residência e dos principais locais de actividade do doente”, foi acrescentado.

Trânsito | Colisão entre autocarro e camião faz cinco feridos

Os feridos têm entre 20 e 67 anos e incluem residentes, trabalhadores não-residentes e turistas. O sinistro terá acontecido quando o condutor do camião não conseguiu travar a tempo para evitar chocar contra a traseira do autocarro, que estava parado para ceder passagem na passadeira

Um total de cinco pessoas teve de ser transportado para diferentes hospitais, após uma colisão entre um autocarro e um camião, na manhã de ontem. O caso aconteceu na Avenida do Aeroporto, perto do casino Wynn Palace, depois do camião que seguia atrás do autocarro não ter conseguido travar a tempo de evitar o embate.

De acordo com jornal Ou Mun, o Corpo de Bombeiros (CB) revelou que os feridos têm entre 20 e 67 anos, e incluem residentes, trabalhadores não residentes do Interior e ainda turistas do Interior. Na altura do sinistro, todos os feridos encontravam-se no interior do autocarro, onde seguiam como passageiros.

Os ferimentos são considerados ligeiros, mas incluem escoriações e contusões em diferentes partes do corpo. As vítimas do acidente foram transportadas para o Centro Médico da Taipa do Hospital Kiang e para o próprio Hospital Kiang Wu, na Península de Macau.

Apesar de os ferimentos serem considerados ligeiros, por volta das 13h as vítimas ainda estavam nas instituições de saúde para as quais tinham sido levadas.

Sem álcool no sangue

Segundo as autoridades, o acidente aconteceu por volta das 9h50, quando o autocarro seguia atrás de um outro veículo particular. O condutor do veículo pesado de passageiros terá tentado mudar de faixa de rodagem, mas foi obrigado a travar, dado que o veículo à sua frente parou para ceder passagem a alguns peões que atravessavam a passadeira.

No entanto, a travagem terá apanhado de surpresa o condutor do camião que não conseguiu travar a tempo e acabou por atingir o autocarro, na parte traseira. Como consequência do impacto, o camião apresentava danos na parte frontal, com o vidro frontal e o pára-choques a apresentarem sinais visíveis do embate. O autocarro ficou danificado na parte traseira.

O condutor do camião é um residente local com cerca de 70 anos. Fez o teste do balão, não tendo acusado o consumo de álcool. O condutor do autocarro, é igualmente um residente, com 50 anos, e também não tinha consumido álcool. Em reacção ao acidente, a companhia Transportes Urbanos de Macau (Transmac) emitiu um comunicado, citado pelo jornal Ou Mun, a indicar estar a acompanhar o caso.

A empresa garantiu também que depois de ser alertada para o sucedido accionou os meios de resposta, a avisar a polícia para o sinistro e a prometer toda a disponibilidade para cooperar com a investigação do caso.

SMG | Possibilidade “baixa a moderada” de içar sinal 8

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) estimam que será “relativamente baixa a moderada” a possibilidade de ser içado o sinal 8 de tempestade tropical até ao início desta manhã, sendo que ontem foi içado o sinal 3 de tempestade a propósito da passagem da tempestade “Fengshen”. Foi também içado o sinal de ventos fortes de monção, com a bola preta, tendo o vento nas pontes atingido o nível forte com rajadas”.

Tendo em conta este sinal de ventos fortes, e a passagem do “Fengshen”, o Instituto Cultural (IC) emitiu uma nota onde “apela aos responsáveis de todos os edifícios patrimoniais, especialmente dos sítios sitos nas zonas baixas, para iniciarem as medidas de protecção necessárias em relação ao património e tomarem as medidas de prevenção de vento e inundações”.

Estima-se que hoje haja uma descida de temperatura com o céu muito nublado, existindo períodos dispersos de chuva e continuação de ventos fortes. As temperaturas deverão variar entre os 19 e 22 graus, sendo que a humidade relativa no ar irá variar entre os 70 e 95 por cento.

Seaport Research Partners prevê crescimento de 8,3 por cento

A Seaport Research Partners estima que o ano encerre com um crescimento anual de 8,3 por cento ao nível das receitas do jogo. O mais recente relatório da empresa de serviços financeiros foi divulgado no domingo, e citado ontem pelo portal GGR Asia.

A estimativa de um crescimento de 8,3 por cento é mantida, apesar do analista Vitaly Umansky, responsável pelo relatório, reconhecer que entre Outubro e Dezembro as receitas vão abrandar, quando comparadas com o trimestre anterior. No ano passado, as receitas do jogo totalizaram 226.78 mil milhões de patacas.

Todavia, se as receitas forem convertidas para dólares norte-americanos, o crescimento deverá atingir 8,6 por cento. “Embora 2025 tenha começado devagar em Macau, a nossa expectativa de uma recuperação no Verão e de um fortalecimento no segundo semestre está a dar frutos”, foi escrito.

O relatório destaca também que as previsões não sofreram alterações, apesar de alguns factores que podem ter um impacto negativo: “a recente desaceleração em Setembro, devido a perturbações relacionadas com o tufão, e um início mais fraco em Outubro, devido a vários factores pontuais, não alteram a nossa previsão de crescimento para o resto de 2025 e a longo prazo”.

7% em 2026

A empresa de serviços financeiros aponta que o crescimento anual das receitas no quarto trimestre vai ser de 12 por cento, enquanto no trimestre anterior foi de 13 por cento. Em relação ao próximo ano, a Seaport Research Partners estima o registo de um crescimento de 7 por cento. Este valor é também apontado como o crescimento estimado para o ano de 2027.

Em termos das quotas do mercado do jogo, Vitaly Umansky acredita que as mudanças em curso devem beneficiar as concessionárias Sands China e Galaxy, que deverão conquistar parte do mercado a outras operadoras, com menor dimensão. E, no entender da Seaport Research Partners, esta tendência deverá ser mais notória, no caso do mercado de massas apresentar um desenvolvimento mais acelerado do que o esperado.

Tribunal | Recusada liberdade condicional para William Kuan

A menos de dois anos de ser libertado, o empresário que foi condenado com uma pena de prisão de 5 anos e 6 meses no âmbito do caso das Obras Públicas viu o primeiro pedido de liberdade condicional recusado pelo TSI. Pode apresentar um novo pedido dentro de um ano

O Tribunal de Segunda Instância (TSI) recusou o pedido de liberdade condicional apresentado por William Kuan Vai Lam. A informação sobre o pedido do empresário que cumpre uma pena de prisão de 5 anos e 6 meses em Coloane foi divulgada através do portal dos tribunais. Os fundamentos da recusa não foram tornados públicos, apesar da decisão ter sido tomada na passada quarta-feira.

Condenado a cumprir uma pena de 5 anos e 6 meses por três crimes de corrupção activa e dois crimes de branqueamento de capitais, no âmbito do caso judicial que envolveu igualmente os ex-directores das Obras Públicas, Jaime Carion e Li Canfeng, William Kuan está detido desde 24 de Dezembro de 2021. O empresário foi detido inicialmente de forma preventiva, mas o tempo dessa detenção é contabilizado para efeitos do cumprimento da pena.

Um condenado a pena de prisão pode apresentar um pedido de liberdade condicional depois de cumprir dois terços da pena, se já tiver cumprido pelo menos seis meses de prisão, e se faltarem menos de cinco anos para o final da pena total. No caso do empresário, este período terá sido atingido aproximadamente no final de Agosto, altura em que cumpriu 3 anos e 8 meses de prisão.

No entanto, a aprovação da liberdade não é automática e os juízes têm em conta aspectos como a probabilidade de o detido conduzir “a sua vida de modo socialmente responsável, sem cometer crimes”. A libertação também tem de ser considerada “compatível com a defesa da ordem jurídica e da paz social”. Terá sido nestes aspectos que a liberdade terá sido recusada.

Um ano à espera

Apesar da recusa, e dado que faltam quase dois anos para o final da pena completa, William Kuan poderá apresentar um novo pedido de liberdade condicional, no espaço de aproximadamente um ano. Se o novo pedido for recusado, o empresário sujeita-se mesmo a ter de cumprir a totalidade dos 5 anos e 6 meses de prisão.

Esta não é a primeira vez que Kuan tem um pedido de libertação recusada, o mesmo aconteceu no final de 2024, depois do Tribunal de Última Instância ter recusado um pedido de habeas corpus. Na altura, a defesa de Kuan argumentou que o empresário estava detido ilegalmente, por terem passado mais de dois anos sem uma pena transitada em julgado.

Inicialmente, William Kuan tinha sido condenado, a 31 de Março de 2023, a uma pena efectiva de 18 anos de prisão, pela prática dos crimes de associação ou sociedade secreta, três crimes de corrupção activa e três crimes de branqueamento de capitais agravado.

No entanto, o resultado do recurso, divulgado oficialmente em Fevereiro do ano passado, fez com que fosse absolvido do crime de associação ou sociedade secreta e ficasse com uma pena final de 5 anos e 6 meses de prisão.