Restauração | Após Macau, Manteigaria salta para Hong Kong Hoje Macau - 16 Fev 2026 A Manteigaria está ligada ao Grupo Portugália Restauração e tem o objectivo de no espaço de um ano abrir pelo menos três lojas na RAEHK. Porém, o futuro pode levar a expansão para mais mercados, como o Interior da China, Coreia do Sul ou o Japão O Grupo Portugália Restauração vai abrir em Abril a primeira loja em Hong Kong da Manteigaria – Fábrica de Pastéis de Nata, disse à Lusa o sócio-gerente do grupo em Macau. “É um projecto real e em andamento. Atrasou um bocadinho, mas já temos o espaço identificado [e] vai entrar em obras logo após o Ano Novo Chinês”, na zona Central da ilha de Hong Kong, disse Diogo Vieira. O período dos feriados do Ano Novo Lunar, palco da maior migração anual em todo o mundo, decorre este ano entre 15 e 23 de Fevereiro na China continental. “Estamos com muita expectativa e muito felizes por podermos entrar naquele mercado, que tem uma dinâmica diferente”, disse o sócio-gerente do Grupo Portugália Restauração em Macau. Vieira sublinhou que a Manteigaria tem planos maiores para Hong Kong, “uma cidade com sete milhões de habitantes, pelo menos, com uma área muito grande, com muitos turistas, com zonas muito populosas, onde é possível expandir com alguma rapidez”. “É o objectivo da marca, no espaço de um ano, após a abertura da primeira, conseguirmos pôr pelo menos três lojas abertas em diferentes locais de Hong Kong”, revelou o executivo. Mostrar Portugal “Vamos querer mostrar aos locais e aos turistas que visitam Hong Kong que é possível ter um produto que vem de Portugal (…) e mostrarmos o fabrico, a tradição portuguesa”, disse Vieira. Depois de Hong Kong, revelou o executivo, o “projecto de expansão” da Manteigaria irá espreitar “os outros mercados circundantes”, incluindo a China continental, Coreia do Sul, Singapura e Tailândia. A marca abriu a primeira loja na baixa de Macau em Janeiro de 2025, seguida de um segundo espaço na ilha da Taipa, em Novembro, e, disse Vieira, actualmente emprega “entre 25 e 30 pessoas”, vendendo em média 2.500 pastéis por dia. A operação da Manteigaria em Macau “é lucrativa e está em crescimento, portanto, espera-se que o investimento seja recuperado em bastante pouco tempo”, acrescentou o sócio-gerente do grupo. Macau contava no mercado com pastéis de nata locais, inspirados pelo pastel português, recriados por um britânico radicado na cidade, Andrew Stow (1955-2006). Apesar de isso ser “uma vantagem”, Vieira diz que foram feitos “os ajustamentos necessários (…) às necessidades de mercado, às vontades e à cultura local”, com uma redução para metade do açúcar usado na receita do pastel de nata. Em Outubro, o Governo de Macau inscreveu 12 manifestações, incluindo os pastéis de nata locais e a dança folclórica portuguesa, na Lista do Património Cultural Intangível do território. Uma decisão que irá beneficiar também o pastel português, defendeu Vieira. “Nós com a versão original portuguesa, os outros produtores locais com a versão de Macau, mas todos competimos um pouco no mesmo meio e num produto muito semelhante e acabamos todos por sermos beneficiados”, disse o executivo.
Lucros da operadora Melco quadruplicam em 2025 Hoje Macau - 16 Fev 2026 A operadora de casinos em Macau Melco Resorts and Entertainment anunciou lucros de 185 milhões de dólares em 2025, quatro vezes mais do que no ano anterior. Num comunicado enviado à bolsa em Nova Iorque, o presidente da Melco, Lawrence Ho Yau Lung, diz que “2025 foi um ano de crescimento e recuperação, impulsionado por uma gestão de custos disciplinada e pela expansão das margens”. As receitas da empresa aumentaram 11,2 por cento, para 5,16 mil milhões de dólares, apesar de ter encerrado em 2025 o Grand Dragon Casino, um ‘casino-satélite’, e três das seis salas de máquinas de jogos que detinha. Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada das concessionárias, são geridos por outras empresas, sendo uma herança do passado que já existia antes da liberalização do jogo no território, em 2002. Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo. Dez dos 11 ‘casinos-satélite’ fecharam portas. O único sobrevivente foi o Royal Arc, que foi adquirido pela operadora SJM, fundada pelo falecido magnata do jogo Stanley Ho Hung Sun, que assumiu a gestão directa do espaço. Ritmo elevado As receitas da Melco subiram mais depressa do que o sector em geral. As receitas dos casinos de Macau cresceram 9,1 por cento em 2025, atingindo 247,4 mil milhões de patacas. Lawrence Ho, filho de Stanley Ho, sublinhou que o lucro operacional da empresa em Macau subiu 25 por cento no ano passado, para 1,23 mil milhões de dólares, “impulsionado por receitas e margens de jogo mais robustas”. A Melco opera em Macau, assim como em Chipre e nas Filipinas, tendo aberto um casino no Sri Lanka em Agosto. A Melco prevê gastar cerca de 10 mil milhões de patacas no segmento além-casino numa década, incluindo no “único parque aquático em Macau com instalações interiores abertas durante todo o ano”. A empresa destacou o relançamento, em Maio, no hotel-casino City of Dreams, do maior espectáculo permanente do território, The House of Dancing Water, que estava suspenso desde Junho de 2020, devido à pandemia de covid-19.
Wynn | Lucro da operadora encolhe 7,7% em 2025 Hoje Macau - 16 Fev 2026 Apesar da quebra nos lucros, a concessionária declarou-se optimista face ao futuro da principal indústria de Macau. Um dos motivos para o optimismo prende-se com o aumento das apostas em todos os segmentos do mercado A operadora de casinos Wynn Macau anunciou lucros operacionais de 1,09 mil milhões de dólares em 2025, uma queda de 7,7 por cento. Os proveitos da Wynn encolheram apesar de as receitas das duas propriedades da empresa em Macau terem aumentado 0,97 por cento em comparação com 2024, para 3,72 mil milhões de dólares, de acordo com um comunicado da operadora. As apostas nos casinos Wynn Macau e Wynn Palace foram responsáveis pela maioria do volume de negócios da empresa em 2025, arrecadando 3,13 mil milhões de dólares em receitas, uma subida de 3,5 por cento. Os resultados “reflectem a força contínua em todos os sectores da empresa e o progresso constante nas nossas iniciativas de desenvolvimento global”, afirmou Craig Billings, diretor executivo da empresa-mãe, a Wynn Resorts, citado no mesmo comunicado. O grupo norte-americano opera em Macau, assim como nos Estados Unidos e no Reino Unido, estando ainda a construir um casino nos Emirados Árabes Unidos. “Em Macau, observámos aumentos substanciais tanto nas apostas VIP como no mercado de massas, em comparação com o ano anterior e também em relação ao trimestre anterior”, disse Billings, referindo-se ao último trimestre de 2025. No segmento conhecido como jogo VIP, as apostas dos grandes jogadores subiram 15,9 por cento nos dois casinos da Wynn Macau, mas as receitas aumentaram muito menos, 0,93 por cento, para 632,7 milhões de dólares. Em média, os casinos a operar em Macau vão buscar 3 por cento das apostas no jogo VIP, mas em 2025 este valor caiu para 2,55 por cento no caso da Wynn Macau. Domínio das massas O chamado mercado de massas continuou a ser, de longe, o principal segmento para a operadora, representando receitas de 2,92 mil milhões de dólares, mais 2,4 por cento do que em 2024. Em 2019, o chamado jogo bacará VIP representava 46,2 por cento das receitas totais dos casinos de Macau. Mas em 2025 este segmento ficou-se por uma fatia de 27,5 por cento, apesar das receitas absolutas terem subido 24,1 por cento. As grandes apostas foram afectadas pela detenção do líder da maior empresa angariadora de apostas VIP do mundo, em Novembro de 2021. Alvin Chau Cheok Wa, antigo director executivo da Suncity, foi condenado em Janeiro de 2023 a 18 anos de prisão, num caso que fez cair de 85 para 18 o número de licenças de promotores de jogo emitidas em Macau. Numa teleconferência com investidores, realizada após o anúncio dos resultados, Craig Billings disse que “o bom momento em Macau tem continuado” em 2026, com o volume de negócios “ligeiramente acima” do registado no final do ano passado. “Continuamos optimistas quanto ao futuro de Macau”, disse o executivo.
Financiamento | Crédito malparado a subir Hoje Macau - 16 Fev 2026 Em Dezembro do ano passado, o rácio das dívidas não pagas dos empréstimos hipotecários para a habitação aumentou 0,1 pontos percentuais, em termos anuais, para 3,6 por cento, de acordo com os dados da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Entre o mês de Novembro e Dezembro, o crédito malparado dos empréstimos para a habitação apresentou uma redução de 0,2 pontos percentuais. No que diz respeito aos empréstimos comerciais para as actividades imobiliárias, o crédito malparado teve igualmente um aumento anual de 0,1 pontos percentuais, para 5,4 por cento. Em Dezembro, os novos empréstimos para a compra de habitação totalizaram 898,36 milhões de patacas, uma redução anual de 11,0 por cento e mensal de 28,2 por cento. Rendas | Casas mais caras em 2025 No ano passado, a renda média por metro quadrado, medida pela área útil, da habitação atingiu 139 patacas, o que representou uma subida anual de 2,1 por cento, de acordo com os dados da Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). As zonas onde as rendas da habitação mais subiram foram em Coloane (152 patacas), Zona de Aterros do Porto Exterior (ZAPE), média de 120 patacas, e na Baixa da Taipa (140 patacas), com um aumento de 3,5 por cento. Contudo, a renda média das lojas caiu anualmente 1,7 por cento, para 469 patacas, enquanto as rendas dos escritórios registaram uma redução anual de 4,8 por cento, para 281 patacas. Em relação às zonas industriais, as rendas caíram 2,3 por cento no espaço de um ano, para 120 patacas. Reservas Cambiais | Janeiro arranca com redução Em Janeiro, as reservas cambiais da RAEM apresentaram uma redução de 1,5 por cento, em comparação com o valor apurado, e rectificado, de Dezembro do ano passado. A informação foi divulgada pela Autoridade Monetária de Macau, com o valor da reserva a cifrar-se nos 241,8 mil milhões de patacas no final de Janeiro. A taxa de câmbio efectiva da pataca de Macau, ponderada pelas suas quotas do comércio, foi de 100,5 em Janeiro de 2026, o que representou uma diminuição de 0,65 pontos face a Dezembro, e uma redução de 7,08 pontos em comparação com Janeiro de 2025. Face a esta variação, a AMCM explicou que “globalmente, a pataca de Macau caiu face às moedas dos principais parceiros comerciais”.
PIB | Macau com segundo valor per capita mais alto da Ásia Hoje Macau - 16 Fev 2026 Apesar de o PIB per capita ter superado as 600 mil patacas, ainda está longe do valor recorde de 2014, quando atingiu mais de 705 mil patacas O Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Macau cresceu 4,3 por cento em 2025, foi anunciado na sexta-feira, superando as 600 mil patacas, o segundo valor mais elevado da Ásia. Os dados detalhados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que o PIB per capita da região atingiu 607.263 patacas no ano passado. De acordo com dados do Fundo Monetário, Macau tem o segundo PIB per capita mais elevado da Ásia, ficando apenas atrás de Singapura, e ocupa o 11.º lugar entre as jurisdições mais ricas do mundo. Apesar de ter crescido pelo terceiro ano consecutivo – graças ao fim das restrições impostas devido à pandemia – o PIB per capita do território permanece muito aquém do recorde de 705.535 patacas fixado em 2014. Depois de crescer 8,8 por cento em 2024, a economia de Macau – capital mundial do jogo e único local na China onde este é legal – desacelerou para uma expansão de 4,7 por cento no ano passado, sustentada sobretudo pelos casinos. O benefício económico do jogo aumentou 10 por cento em 2025, atingindo 198,1 mil milhões de patacas, representando quase metade (47,3 por cento) de todo o PIB da cidade. Se aos casinos se juntar o benefício económico do turismo, que cresceu 0,1 por cento no ano passado, para 111,6 mil milhões de patacas, então este sector reúne 74,1 por cento da economia de Macau. Longe de outros tempos O PIB de Macau em 2025 atingiu 418 mil milhões de patacas. Isto significa que a economia local é ainda 10,4 por cento menor do que em 2019, antes do início da pandemia. Na quarta-feira, a Fitch disse esperar que Macau continue a impulsionar o desenvolvimento de outros sectores, nomeadamente “aprofundando a integração” com a vizinha zona económica especial da Ilha da Montanha. No entanto, a agência de notação financeira alertou que as restrições à mão-de-obra vinda do exterior e a falta de pessoal qualificado estão a travar a diversificação da economia da região. Mas a Fitch alertou que os recursos humanos “irão restringir a capacidade de Macau de construir uma vantagem competitiva em sectores emergentes não relacionados com o jogo a curto prazo”. A região empregava no final de 2025 quase 184 mil trabalhadores migrantes, um aumento de quase 32 mil desde o fim da política ‘zero covid’, em Janeiro de 2023, mas ainda longe do pico máximo de 196.538, atingido no final de 2019. As autoridades de Macau têm apontado as relações económicas com os países de língua portuguesa como uma das prioridades para reduzir a dependência dos casinos. Em Dezembro, a Fitch previu que o crescimento do PIB do território irá desacelerar para 4 por cento em 2026, porque as condições económicas mais fracas” irão “pesar cada vez mais sobre os turistas chineses”.
Habitação Económica | Pedidas datas para regime de troca Hoje Macau - 16 Fev 2026 O deputado Nick Lei quer saber quando é que o Governo vai apresentar o regime de troca de habitação económica. O assunto consta numa interpelação escrita apresentada pelo legislador. A troca de habitação económica visa ajudar os agregados familiares a mudarem-se para apartamentos que acompanhem o crescimento do número de membros. O deputado ligado à comunidade de Fujian recordou que o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, afirmou que vai elaborar este regime de acordo com os resultados que prevêem a optimização da política de habitação em Macau nos próximos cinco anos. O estudo foi concluído no ano passado. O deputado também quer saber quando é que o Governo vai implementar o mecanismo de candidaturas permanentes à habitação económica, em vez do modelo de candidaturas por concurso, uma vez que este tipo de habitação é suficiente para satisfazer a procura actual. Nick Lei defende ainda ser necessário que o Governo reveja a política da habitação intermédia, e pergunta se se pode fazer um novo estudo e uma nova consulta pública.
Nipah | Pedida mais prevenção contra vírus Hoje Macau - 16 Fev 2026 O deputado Leong Hong Sai defendeu, segundo o jornal Ou Mun, que deve haver uma melhor prevenção contra o vírus Nipah na época do Ano Novo Chinês, que se aproxima, ainda que o vírus não tenha um impacto significativo no território. O deputado espera que os residentes assegurem a protecção e higiene pessoal tendo em conta que se aproxima um período em que muitas pessoas viajam, tendo Leong Hong Sai acrescentado que é importante reforçar, por parte do Governo, as supervisões fronteiriças, sem esquecer a medição de temperatura para casos suspeitos. O deputado considera também que o Executivo deve assegurar a coordenação dos trabalhos de higiene nos trabalhos comunitários, reforçando a frequência das acções de limpeza e desinfecção em ruas com maior concentração de pessoas. Leong Hong Sai espera também que as autoridades terminem brevemente o plano de resposta de emergência ao vírus Nipah.
Discriminação | DSAL sem queixas de mulheres em cinco anos João Santos Filipe - 16 Fev 2026 Desde o início do ano, 29 mães solteiras foram integradas no mundo do trabalho ao abrigo do Plano de reintegração profissional para mulheres Nos últimos cinco anos a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) não recebeu qualquer queixa de mulheres, motivada por discriminação de género. A informação foi revelada numa resposta a uma interpelação da deputada Ella Lei Cheng I, ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). Segundo a resposta, assinada por Hon Wai, presidente do Instituto de Acção Social, o Governo “tem vindo a atribuir importância à salvaguarda dos direitos e interesses das mulheres e crianças de Macau”, pelo que o Conselho para os Assuntos das Mulheres e Crianças (CAMC) tem elaborado os “Objectivos do Desenvolvimento das Mulheres de Macau”, para definir as políticas nesta área, em conjunto com 11 serviços públicos. No âmbito destas políticas, tem cabido à DSAL fiscalizar a discriminação no trabalho, embora não haja queixas nos últimos cinco anos. “Nos últimos cinco anos, a DSAL não recebeu queixas de trabalhadores discriminados por serem do sexo feminino”, foi revelado. Ainda assim, a DSAL promete que está pronta para desempenhar as suas funções. “A DSAL empenha-se na protecção e defesa dos legítimos direitos e interesses laborais dos trabalhadores, sendo certo que, se tiver conhecimento de que algum trabalhador foi tratado de forma discriminada e injusta, irá acompanhar e investigar o caso de acordo com a lei”, foi garantido. “Caso se verifique que o acto em causa envolve crime penal, o caso será encaminhado, nos termos da lei, às autoridades policiais para efeitos de acompanhamento”, foi acrescentado. Limites da gravidez Em resposta a Ella Lei, o presidente do IAS garante também que a lei já prevê que uma trabalhadora grávida não desempenhe tarefas que possam ameaçar a sua saúde. “A ‘Lei das relações de trabalho’ actualmente em vigor já regulamenta a licença de maternidade e as garantias da trabalhadora, entre outras matérias, prevendo expressamente que, durante a gravidez ou nos três meses após o parto, a trabalhadora não pode ser incumbida de desempenhar tarefas desaconselháveis ao seu estado”, foi apontado. “Em adição, a DSAL incentiva consistentemente os empregadores que reúnem condições para, com base nos requisitos legais, em cumprimento com o princípio da boa fé, chegarem a acordo com os trabalhadores sobre as condições de trabalho ou disponibilizarem mais instalações no local de trabalho, por exemplo, a criação do tempo para amamentação ou do espaço para extracção de leite materno”, foi frisado. Quanto à promoção do emprego de mães monoparentais, o IAS indica que o “Plano de reintegração profissional para mulheres”, que tem uma duração de seis meses e começou no início do ano, levou a 29 mães fossem integradas no mundo do trabalho.
Ano Novo Chinês | Esperadas 670 mil travessias diárias nas fronteiras Hoje Macau - 13 Fev 2026 Macau espera 670 mil travessias diárias das suas fronteiras, e mais de seis milhões de entradas e saídas durante o período do Ano Novo Lunar, em que ocorre a maior migração anual do mundo, foi ontem anunciado. O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) adiantou que entre 15 e 23 de Fevereiro “estima-se entre 6 e 6,21 milhões o total” de travessias das fronteiras, com o pico previsto a rondar as 780 mil pessoas no dia 19 de Fevereiro. “Macau tem muitas actividades a decorrer nesta altura, tomamos sempre medidas de controlo de fluxos [de pessoas] durante esta época”, anunciou Lei Tak Fai, chefe substituto do Departamento de Planeamento de Operações. No domingo, Macau registou um novo máximo histórico de entradas e saídas nas fronteiras, quando faltavam dez dias para o Ano Novo Lunar, com cerca de 867 mil passagens. De acordo com os dados da PSP, a maior fronteira do território, nas Portas do Cerco, registou a passagem de quase 463 mil pessoas, o valor diário mais elevado dos últimos cinco anos, desde o início da pandemia de covid-19. Na vizinha região chinesa de Hong Kong, a secretária para a Cultura, Desporto e Turismo, Rosanna Law Shuk-pui, previu no sábado passado que 1,43 milhões de pessoas da China continental deverão visitar a cidade durante os feriados do Ano Novo Lunar.
Camões, el maricón Duarte Drumond Braga - 13 Fev 202615 Fev 2026 Era cristão, batizado António e natural da ilha de Java, daí o gentílico Jau, que dá nome a uma rua de Lisboa, no encontro da dos Lusíadas. Luís Vaz teria conhecido este seu novo amigo na sequência dum naufrágio no Cambodja – talvez quando passou pela terra dos “Malaios namorados, Jaus valentes” (X.44.4,7) vindo de Macau, onde nunca esteve. Ou enquanto esperava por uma nau que o levasse a Cochim e depois a Goa, cerca de 1565. Ou conheceu-o mesmo em Goa, a Sodoma do Oriente. A partir desse momento, António não mais o ia largar até à morte de Luís. Expirou nos braços do seu escravo. Isto é o mito, claro. As únicas fontes históricas de que dispomos são os primeiros biógrafos camonianos, Pedro Mariz, Severim de Faria e Manuel de Faria e Sousa, que escassamente se lhe referem. Os mais atentos (e também os que estão por dentro do assunto) percebem que era uma relação amorosa o que havia entre Luís e António. Não uma relação amorosa como nós a entenderíamos hoje, mas uma ligação com hierarquias, talvez lugares fixos. Camões era bastante mais velho, um homem acabado aos quarenta e tantos anos; o Jau era um jovem recém-cristão racializado em Lisboa. Certamente que lhe estava vedado andar por onde quisesse. Na rua, devia ir às compras e pouco mais, ou pedir por ele nas ruas de Lisboa, como alguns dizem. Em casa, fazia as vezes de enfermeiro, talvez criado, talvez amante. Na literatura camonista, ou que recuperou este tema, o Jau desempenha várias funções: amigo fiel, canino, alter ego de Camões, confidente, alma gémea ou mesmo subliminarmente um namorado, o que chega a aflorar em alguns textos menos ingénuos, mais sabidos. Afinal, os mais espertos percebem aquilo que foi cifrado para não ser entendido. Nas biografias e na literatura produzida sobre este tema (que encantou até o romantismo português, alemão e francês: temos telas, peças de teatro, poemas – até óperas, sobre o tema!), ele costuma acompanhar o Poeta na ambiguidade da amizade até ao fim da vida. Mas um amigo escravo. A tradição passou, contudo, a identificá-lo como escravo apenas depois de um dito de Manuel de Faria e Sousa. Um comentador a quem chamam fantasioso, mas que talvez soubesse o que estava a fazer. Afinal, não é a escravidão uma metáfora para o amor, que o próprio Camões usa? Quem diz Bárbara, diz jau. É uma óbvia metáfora literária sobre as cadeias do afeto, um código partilhado entre os seus amigos mais chegados e alguns vindouros que entenderam as alusões, provavelmente um círculo homossocial humanista e seus descendentes. Já se aventou que o Jau teria sido comprado e resgatado em Goa pelo Poeta, que se teria endividado por causa do servo; que este mesmo Jau, que seria um intérprete, naufragou com o seu amo na foz do Mecong e seguiu com ele para Moçambique e de lá para Lisboa. Lendas comoventes, mas pouco prováveis, diz Storck. Na verdade, António morreu antes do poeta, e este não lhe conseguiu sobreviver senão alguns meses. São estas as poucas informações que temos. Como lembra o biógrafo alemão, de todos os escravos pagava-se frete para vir ao Reino e depois, em Portugal, direitos de entrada, devidos a El-Rei. Quem os pagaria, senão o pobre Luís? Tal mostra que não era escravo nenhum. Camões não tinha cabedais para mandar cantar um cego, quanto mais para possuir um escravo. De novo Storck: um escravo Jau que falasse correntemente três línguas (o seu javanês, mais o chinês e o português) não seria certamente barato. Escravos jaus havia-os mesmo em Lisboa. Não precisava Luís de trazer um de tão longe. João de Barros comprou um, ao que parece chinês. Mas o historiador era de bolsa larga, e o Poeta nem por isso. Ora, vem esta lembrança também a propósito do filme recente El cautivo (2025), de Amenábar, que relata como Miguel de Cervantes foi capturado por corsários e encerrado durante cinco anos numa prisão de Argel. Houve certa polémica, ao sugerir o filme uma possível homossexualidade do autor nacional. Esta questão não é nova, havendo na crítica espanhola disputas sobre a sua sexualidade. Foi ou não acusado de sodomia? Ao menos aqui existe uma discussão, enquanto que em Portugal as sugestões acerca do mesmo em Camões são leves, distantes, voadoras. Fernando Arrabal, autor de Un esclavo llamado Cervantes, explicou que a sua biografia, publicada em 1995, parte de um documento, datado de 1569, segundo o qual Miguel de Cervantes foi acusado de homossexualidade quando tinha 21 anos e condenado pelo rei de Espanha à amputação da mão direita e ao degredo. Foi por isso que Cervantes não tinha uso do braço? E há cervantistas que de facto falam não só da sua homossexualidade mas também lhe reconhecem origem judaica. Esta última também se colocou para o nosso Luís, pela pena de Fiama. São metáforas umas das outras, se virmos bem. Coisas vistas como outras, proibidas, que se devem manter em segredo, e de que apenas grupos pequenos e fechados detém a chave hermenêutica. Mas afinal são coisas que estão dentro de tantos. São ainda metáforas umas das outras: ser-se judeu é uma metáfora para homossexual, e vice-versa. Além de serem, ou terem sido, possibilidades concretas de vida, são também signos para alguma vida que está por detrás do signo, do verbo ou da imagem, e que não logramos. Amenábar toma partido, claro, e faz bem, num belo filme que transforma Miguel numa Xerazade que, junto ao seu amante, o Bei de Argel, vai protelando a sua morte com histórias. Acho um filme excelente, como entretenimento, ainda que demasiado focado em Cervantes como contador construtor de histórias, quando Cervantes está longe de ser só isso. Já os nossos irmãos espanhóis até acharam o filme brando, pouco sexualizado. Em Portugal seria talvez um escândalo se fizessem algo do género para Camões. Muitos iriam achar que se queria enlamear o vate. Bom filme seria o que desse rosto ao seu abandono, em que apenas com o Jau encontrou refrigério. Mário Cláudio, Eugénio de Andrade e Alfredo Margarido foram dos poucos que ousaram ir por aí. O ponto a que quero chegar é o seguinte: não seria tanto apresentar um Camões gay, mas antes mostrar como a sua vida e obra abrem para outras paisagens, também sexuais, como diz Frederico Lourenço no verbete sobre o Amor do Dicionário de Camões, de Aguiar e Silva. Fica para o próximo centenário.
Kim Jong-un prepara-se para nomear filha como herdeira, escreve Seul Hoje Macau - 13 Fev 2026 O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prepara-se para nomear a filha Ju-ae como sucessora, avançou um deputado após uma reunião com os serviços secretos, quando se prepara a grande cerimónia do poder em Pyongyang este mês. A dinastia Kim governa o país com ‘mão de ferro’ desde a sua fundação em 1948, tendo Kim Jong-un sucedido ao pai e ao avô. O actual líder, que mantém secretismo sobre a descendência, aparece cada vez mais com a filha adolescente, Kim Ju-ae, em eventos oficiais importantes, levando a crer que é a favorita para a sucessão. “O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que Kim Ju-ae está prestes a ser nomeada sucessora”, disse ontem o deputado Lee Seong-kweun, após uma reunião com o NIS. A informação baseia-se, nomeadamente, numa visita em Janeiro ao Palácio do Sol Kumsusan – onde repousam o fundador Kim Il-sung e o filho deste e segundo líder supremo, Kim Jong-il -, durante a qual Ju-ae prestou homenagem aos antepassados ao lado do pai. Histórias de amor No congresso do partido no poder em Pyongyang no final do mês, o Governo deverá revelar as orientações nacionais, desde a política externa à economia, passando pela defesa e avanços no armamento nuclear. A reunião também serve frequentemente como tribuna para anunciar mudanças na liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Analistas acreditam que Ju-ae poderá ser nomeada primeira secretária do comité central, ou seja, a número dois do PTC. A existência da filha de Kim Jong-un foi revelada em 2022, quando esta assistiu com o pai ao lançamento de um míssil balístico intercontinental. Os meios de comunicação oficiais norte-coreanos referem-se a Ju-ae como a “filha amada” do país, ou ainda “grande guia”, qualificativos normalmente reservados aos líderes supremos da Coreia do Norte e respetivos herdeiros.
Concursos públicos | Novo plano para integrar IA nas contratações Hoje Macau - 13 Fev 2026 As autoridades chinesas divulgaram ontem uma estratégia para acelerar a aplicação de inteligência artificial (IA) nas licitações públicas, com o objectivo de aumentar a eficiência, reforçar a supervisão e garantir uma distribuição “justa e eficiente” dos recursos públicos. O documento, emitido pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, principal órgão de planeamento económico da China) em conjunto com outras instituições estatais, define que, até ao final de 2026, algumas províncias deverão aplicar integralmente funcionalidades como a detecção de irregularidades, avaliação assistida por IA e identificação de conluio em concursos. O plano prevê a extensão destas práticas a todo o país até 2028. Entre as aplicações previstas, destacam-se: análise de tendências sectoriais, balanço entre oferta e procura e verificação de antecedentes regulatórios para ajudar na definição de requisitos técnicos e comerciais durante a fase preparatória dos concursos. Durante a elaboração dos cadernos de encargos, a tecnologia deverá permitir a detecção antecipada de cláusulas ilegais ou que restrinjam a concorrência. Ter juízo Do lado dos concorrentes, a IA poderá apoiar na preparação das propostas, na análise de riscos de incumprimento contratual e na verificação da documentação apresentada. O plano sublinha, no entanto, que as conclusões geradas por sistemas de inteligência artificial não substituem o juízo independente das partes envolvidas nem isentam as respectivas responsabilidades legais. Prevê-se ainda o cumprimento rigoroso de exigências de registo, revisão e segurança dos algoritmos utilizados, para mitigar riscos como falta de transparência, erros ou enviesamentos. O anúncio surge num contexto de rápida expansão do ecossistema chinês de IA, impulsionado pelo lançamento de modelos de linguagem avançados por empresas como Bytedance, DeepSeek, Alibaba e Baidu e um apoio político crescente à autossuficiência tecnológica. A China procura consolidar as suas capacidades próprias em modelos, dados e infraestrutura computacional, num cenário de rivalidade crescente com os Estados Unidos no domínio da inteligência artificial.
Apple Daily | Avança dissolução de empresas ligadas a jornal Hoje Macau - 13 Fev 2026 O Governo de Hong Kong iniciou o processo para dissolver três empresas ligadas ao extinto jornal Apple Daily, fundado pelo magnata Jimmy Lai e encerrado em 2021 ao abrigo da Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020. O secretário para a Segurança de Hong Kong, Chris Tang, enviou notificações por escrito à Apple Daily Limited, Apple Daily Printing Limited e AD Internet Limited, concedendo-lhes até 25 de Fevereiro para apresentarem a defesa antes de recomendar ao Chefe do Executivo a eliminação dessas empresas do Registo Comercial, lê-se num comunicado do Governo. As três empresas foram anteriormente condenadas, juntamente com Lai, por conspiração para colusão com forças estrangeiras e por conspirar para publicar material sedicioso, crimes tipificados na legislação de segurança nacional. Cada uma recebeu uma multa de 3.004.500 dólares de Hong Kong. Um porta-voz da secretaria para a Segurança invocou o artigo 31.º da Lei de Segurança Nacional, que permite a suspensão das operações ou a revogação das licenças de entidades sancionadas por esta norma. “Considerando a gravidade dos crimes cometidos, considera-se necessário proibir a operação ou a continuidade destas empresas em Hong Kong para salvaguardar a soberania nacional”, afirmou o porta-voz em comunicado. Se a proposta for aprovada pelo Chefe do Executivo, as empresas serão eliminadas do registo e passam a ser consideradas “organizações proibidas”. Quem actuar como membro ou prestar assistência a essas entidades poderá enfrentar multas de até um milhão de dólares de Hong Kong e penas de até 14 anos de prisão. O Apple Daily encerrou as actividades em Junho de 2021, após uma operação policial em grande escala, congelamento de activos e a detenção de executivos ao abrigo da Lei de Segurança Nacional. Lai, fundador do jornal e símbolo da dissidência de Hong Kong, foi condenado a 20 anos de prisão na passada segunda-feira, no desfecho do mesmo caso.
Cisjordânia | Pequim contra anexação de território palestiniano Hoje Macau - 13 Fev 2026 A China manifestou-se ontem contra “qualquer tentativa de anexação” de território palestiniano, após a aprovação por Israel, no domingo, de medidas que reforçam significativamente o seu controlo sobre a Cisjordânia ocupada. “A China sempre se opôs à construção de novas colónias nos territórios palestinianos ocupados e a qualquer tentativa de anexação ou usurpação de território palestiniano que comprometa os alicerces da solução dos dois Estados”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian, em conferência de imprensa. As medidas aprovadas pelo gabinete de segurança israelita no fim de semana facilitam a compra de terrenos por colonos na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, e permitem às autoridades israelitas administrar determinados locais religiosos, mesmo quando estes estão situados em áreas sob controlo da Autoridade Palestiniana. “A Cisjordânia é uma parte inalienável do território palestiniano”, reiterou Lin Jian. A China reafirma a sua defesa da solução política dos dois Estados – Israel e Palestina – a coexistirem de forma pacífica e segura.
Expressões artísticas da Rota Marítima da Seda em exposição Andreia Sofia Silva - 13 Fev 2026 Pode ser visitada até ao dia 8 de Março, na zona da Barra, a mostra “Talent Training on the Cultural and Creative Design of Maritime Silk Road” [Formação de Talentos em Design Cultural e Criativo da Rota Marítima da Seda”, que nasce de um projecto com o mesmo nome levado a cabo pelo Poly MGM Museum. Este projecto foi financiado pelo Fundo Nacional para as Artes da China. A mostra revela as obras criativas de 30 participantes no referido programa, que decorreu no museu ao longo de um ano e, segundo um comunicado oficial, está dividida em seis capítulos temáticos, revelando “diversas explorações da Rota Marítima da Seda através da interpretação cultural, tradução de design e expressão artística contemporânea”. O público pode ver “30 obras originais que abrangem produtos culturais e criativos, design de moda, pintura, escultura e instalações multimédia”, demonstrando “a transformação criativa da tradição para a contemporaneidade, ao mesmo tempo que injectam uma renovada vitalidade artística no historicamente rico distrito de Barra”. O programa desenvolvido no Poly MGM Museum contou com a colaboração da equipa docente do Museu do Palácio e do Instituto de Tecnologia da Moda de Pequim. Tratou-se de um programa que juntou “teoria cultural, estudos de campo e prática do design”, trazendo “um novo impulso na formação de talentos culturais e criativos” locais. Um certo espírito Citada pela mesma nota, Pansy Ho, presidente e directora-executiva da MGM China Holdings, disse que “os participantes [deste projecto] abraçaram o espírito da Rota Marítima da Seda, traduzindo a história e a cultura em obras de valor estético contemporâneo e confiança cultural”. O que aconteceu nesta mostra, na sua visão, foi uma fusão do “património tradicional” com a “expressão moderna”, sendo que Pansy Ho garantiu que a operadora de jogo “vai continuar a aproveitar Macau como uma ponte para promover a cultura chinesa, não apenas como uma encantadora ‘visão do Oriente’, mas como um estilo de vida e uma escolha estética que realmente entra nos corações, permitindo que a civilização chinesa irradie um novo brilho na nossa era moderna”. Jia Ronglin, vice-presidente do Instituto de Tecnologia da Moda de Pequim, declarou que Macau “exemplifica o encontro e a coexistência das civilizações oriental e ocidental”. “Com base no seu papel como encruzilhada cultural, este programa aprofunda o entendimento mútuo ao longo da Rota Marítima da Seda, promove a inovação em design e a formação de talentos e revitaliza a sabedoria e a estética antigas num contexto contemporâneo”, adiantou.
Ano Novo Chinês | FRC apresenta mostra com Cavalo como protagonista Hoje Macau - 13 Fev 2026 “A Galope do Ano do Cavalo de Fogo” é o nome da exposição que a Fundação Rui Cunha apresenta na sua galeria, desde terça-feira, e que celebra a chegada de um novo ano no calendário chinês. O público pode ver, durante quatro semanas, 26 obras de arte da autoria de artistas chineses e portugueses numa mostra organizada em parceria com a Associação de Poesia dos Amigos do Jardim da Flora A galeria da Fundação Rui Cunha (FRC) tem patente a exposição “A Galope do Ano do Cavalo de Fogo”, que visa celebrar a chegada do Ano do Cavalo com 26 trabalhos artísticos. Segundo um comunicado oficial, a mostra está disponível para visita do público desde terça-feira, contando com “26 eclécticas obras” realizadas por artistas portugueses e chineses, nomeadamente Lei Iat Po, Natalie Lao, Lee Chau Ping, He Jianguo, Liu Shengli, Wilson Lam, Li Jinxiang, Meng Li, ou Lei Pui Seong, a que se juntam nomes como Paulo Valentim, Arlinda Frota, Rui Calado, Vasco d’Orey Bobone. Trata-se de um conjunto de obras realizadas anteriormente por artistas “que passaram pela Galeria [da FRC] ao longo de quase catorze anos”, fazendo parte do acervo da FRC. A iniciativa foi organizada em parceria com a Associação de Poesia dos Amigos do Jardim da Flora, “que dedicou a este evento versos caligrafados de bons auspícios”. Os trabalhos expostos consistem num “conjunto diversificado de obras de influência oriental”, propondo-se, com esta mostra, “uma viagem visual e cultural através de diferentes expressões artísticas, como a caligrafia, a pintura, a escultura e a cerâmica, explorando temas como movimento, energia, espiritualidade e renovação, valores intrinsecamente ligados a esta celebração milenar”. Um diálogo permanente A FRC descreve que este conjunto de trabalhos artísticos reflecte “o diálogo entre culturas, tradições, linguagens artísticas e materiais diversos, destacando-se a fusão desta riqueza simbólica associada à quadra festiva do calendário lunar”. Com esta mostra, a FRC diz querer “reforçar o seu compromisso com a divulgação da arte e com a promoção do encontro entre artistas locais de diferentes culturas, assinalando de forma emblemática a união da sociedade de Macau em torno das celebrações de cada data histórica ou efeméride local”.
NAPE | Associações contra concentração de fumo Hoje Macau - 13 Fev 2026 A Associação da Vida Saudável Sem Fumo de Macau está preocupada a concentração de fumo de tabaco que pode ser gerada pela proibição de fumar nas imediações do Parque do Dr. Carlos d’Assumpção, no NAPE. O presidente da associação, Ip Wai Seng, está céptico em relação à eficácia do estabelecimento da “Zona de proibição de fumar”, que arrancou na quinta-feira a título experimental. A medida fixou locais para fumadores que, na opinião de Ip Wai Seng, irá atrair muitos fumadores, gerando grandes quantidades de fumo passivo com impacto para os residentes e o ambiente da zona. Ainda assim, o dirigente concorda com a proibição de fumar na rua e espera que o Governo faça uma avaliação do período experimental da proibição de fumar no NAPE e que implemente um mecanismo de sanções. Em declarações ao jornal Ou Mun, Ip Wai Seng salientou que as campanhas de sensibilização não resultam e que a penalização é a forma mais eficaz de combater o tabagismo. Como tal, o dirigente acredita que controlar o tabagismo, eliminar o fumo passivo e proteger a saúde dos residentes requer, em primeiro lugar, expandir continuamente o âmbito das proibições de fumar em locais públicos. Ip Wai Seng defende a aplicação da lei através de meios tecnológico para recolha de provas, como câmaras de vídeo-vigilância.
Cáritas | Lançada recolha de fundos para Portugal e Espanha Hoje Macau - 13 Fev 2026 O líder da Cáritas Macau revelou que a organização está a angariar fundos para os afectados pelas tempestades na Península Ibérica, sobretudo devido à “ligação especial” entre Portugal e a RAEM “Os residentes de Macau incluem cidadãos portugueses. Os nossos colegas são portugueses, os nossos vizinhos são portugueses, os nossos parceiros são portugueses. Talvez os nossos professores sejam portugueses”, disse Paul Pun Chi Meng. “Ao vermos e percebermos que há sofrimento lá [em Portugal], podemos ajudar”, explicou o secretário-geral da Cáritas Macau. Numa nota publicada nas redes sociais, a organização católica lamentou as “tempestades devastadoras” que provocaram “inundações catastróficas” e deslizamentos de terras em Portugal e Espanha, destruindo infra-estruturas e casas. “Milhares de pessoas estão desalojadas e necessitam urgentemente de água, alimentos e cuidados médicos. As equipas locais trabalham incansavelmente, mas a recuperação será longa e desafiante”, alertou a Cáritas Macau. Paul Pun demonstrou esperança na solidariedade da população de Macau, especialmente numa altura em que se aproxima o Ano Novo Lunar, a mais tradicional festividade chinesa, que este ano calha em 17 de Fevereiro. A campanha de angariação de fundos foi lançada na terça-feira e irá decorrer durante três meses, referiu Pun. No final, o dinheiro angariado será enviado para a Cáritas Espanha e a Cáritas Portugal, com quem a Cáritas Macau tem há muito uma parceria, lembrou o secretário-geral. A Cáritas Macau foi fundada em 1951, ainda durante a administração portuguesa do território. Em 17 de Abril, Paul Pun irá visitar Portugal, numa deslocação já marcada “há meio ano”, para discutir formas para “unir recursos financeiros” e ajudar os mais desfavorecidos, não apenas em Portugal, mas também em outros países lusófonos. Calamidade até domingo Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de Janeiro quando ia reparar o telhado da casa de um familiar, no concelho de Pombal, e que morreu na terça-feira, nos Hospitais da Universidade de Coimbra. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. Na zona de Coimbra diques colapsaram o que levou à derrocada parcial de um troço da A1. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
DSAT | Táxis devem adoptar pagamentos electrónicos Hoje Macau - 13 Fev 2026 Un Kit Ling, representante da Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego, afirmou ontem que os táxis foram encorajados a disponibilizarem mais serviços de pagamento electrónicos para os turistas que viajam para Macau durante as celebrações do Ano Novo Lunar. As declarações foram prestadas ontem, numa conferência de imprensa, em que Un afirmou que a DSAT tem feito o trabalho de promoção de diferentes formas de pagamento. Além disso, a responsável indicou que os turistas e clientes podem evitar cair em fraudes e casos de cobrança excessiva ao verificarem o montante a pagar através da aplicação móvel da DSAT. Além disso, Un apelou também aos clientes que encontrarem ilegalidades que as reportem imediatamente às autoridades, indicando os dados sobre o condutor, localização e matrícula do veículo. Táxis | Detido por se apropriar de telemóvel Um homem foi detido, depois de alegadamente se ter apropriado de um telemóvel que encontrou perdido num táxi, no dia 21 de Dezembro. A Polícia Judiciária (PJ) encontrava-se a investigar o que tinha acontecido ao aparelho, depois de a proprietária ter declarado a perda no mesmo dia. Os agentes recorreram ao serviço de videovigilância da cidade, e que também é instalado dentro de todos os táxis, para chegarem à conclusão que o objectivo tinha sido deixado dentro do veículo e levado por outro cliente. O suspeito foi identificado, mas não foi possível proceder à porque o indivíduo tinha deixado o território. Contudo, na segunda-feira, o homem regressou a Macau e foi prontamente detido, ainda na fronteira. O homem tem cerca de 40 anos e é do Interior, tal como a vítima. Quando a vítima relatou a perda, indicou que o telemóvel estava avaliado em cerca de 12 mil patacas. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Fitch | Restrições à mão-de-obra trava esforços de diversificação Hoje Macau - 13 Fev 2026 A agência de notação avisa que as dificuldades no acesso à mão-de-obra de fora e a falta de pessoal qualificado fazem com que a economia encontra dificuldades para se diversificar além do jogo A agência de notação financeira Fitch alertou ontem que as restrições à mão-de-obra vinda do exterior e a falta de pessoal qualificado estão a travar a diversificação da economia de Macau. Num relatório divulgado ontem, a Fitch disse esperar que o crescimento do turismo ligado ao jogo “abrande, mas permaneça sólido em 2026, impulsionado por políticas de vistos favoráveis, ofertas culturais e de entretenimento alargadas e investimentos contínuos” fora dos casinos. A instituição manteve o ‘rating’ de Macau em ‘AA’, o terceiro nível mais alto, lembrando que é a única jurisdição sem qualquer dívida externa e que conta com uma reserva financeira no valor de 663,2 mil milhões de patacas. Num comunicado, a Autoridade Monetária de Macau defendeu que a classificação da cidade “se deveu, principalmente, à situação muito estável das finanças públicas e da balança de pagamentos”. Mas a Fitch admitiu que o ‘rating’ da região não é mais elevado devido à “elevada dependência” dos casinos e dos apostadores vindos da China continental e “vulnerabilidade a alterações de políticas” por parte de Pequim. Em Dezembro, a agência previu que o crescimento da economia de Macau irá desacelerar para 4 por cento em 2026, porque as condições económicas mais fracas” irão “pesar cada vez mais sobre os turistas chineses”. A Fitch espera que o Governo local continue a impulsionar o desenvolvimento de outros sectores, nomeadamente “aprofundando a integração” entre Macau e a ilha da Montanha. Mas a instituição alertou que os recursos humanos “irão restringir a capacidade de Macau de construir uma vantagem competitiva em sectores emergentes não relacionados com o jogo a curto prazo”. Novas práticas A região empregava no final de 2025 cerca de 184 mil trabalhadores imigrantes, um aumento de perto de 32 mil desde o fim da política ‘zero covid’, em Janeiro de 2023, mas ainda longe do pico máximo de 196.538, atingido no final de 2019. As autoridades da RAEM têm apontado as relações económicas com os países de língua portuguesa como uma das prioridades para reduzir a dependência dos casinos. No entanto, Macau não aceita desde Agosto de 2023 novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação ao território. As orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999. Aos portugueses resta a emissão de um ‘blue card’, autorização limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação. A única alternativa para garantir o bilhete de identidade de residente passa agora por uma candidatura aos recentes programas de captação de quadros qualificados.
TNR | Defendido subsídio de licença de maternidade Hoje Macau - 13 Fev 2026 A Associação de Administração de Propriedades de Macau espera que o plano do Governo para subsidiar os vencimentos das trabalhadoras que tiram licença de maternidade inclua as trabalhadoras não residentes. A posição foi deixada por Paulo Tse, presidente da associação, e justificada com a necessidade de evitar a subida dos custos para as empresas. Em declarações ao jornal Ou Mun, o responsável explicou que o sector da administração de propriedades em Macau cobre essencialmente três categorias, nomeadamente gestão de propriedades, segurança e limpeza, empregando 28 mil pessoas, e entre estes cerca de 85 por cento são não residentes, a grande maioria, portanto. No entanto, o responsável apontou que o subsídio da licença de maternidade exclui os TNR, e dado que o sector depende destes trabalhadores, as empresas vão enfrentar dificuldades devido ao aumento dos custos com os recursos humanos. Paulo Tse explicou ainda que o sector vai sofrer também com os planos para aumentar a licença de maternidade e aumentar o número de férias, que actualmente é de seis dias.
Lixo | Pico da recolha previsto para este fim-de-semana João Santos Filipe - 13 Fev 2026 A Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR) prevê que nos próximos dias o lixo doméstico atinja até 40 toneladas diárias, o que deverá ser o volume mais alto de todo o ano A Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR) prevê que o pico de recolha do lixo seja atingido durante este fim-de-semana, depois de se registar um “aumento óbvio” nos últimos dias. As previsões da empresa têm em conta as tradicionais limpezas de casa que antecedem o Ano Novo Lunar e a substituição de móveis. Segundo o jornal Ou Mun, o director-geral da empresa, Hong Cheong Fai, revelou que nos últimos dias o volume de resíduos recolhidos subiu de forma óbvia, particularmente o lixo de grande dimensão. O responsável considerou ainda que o volume geral de resíduos recolhidos este ano será semelhante ao volume do ano passado, embora admita que até possa haver uma redução de cerca de 1 por cento. Quanto ao lixo doméstico, Hong Cheong Fai também prevê que o pico seja atingido no fim-de-semana, e que o volume pode atingir as 40 toneladas diárias, um valor acima do dobro em comparação com as habituais cerca de 17 a 18 toneladas diárias. Para responder ao aumento do lixo, Hong Cheong Fai destacou que a CSR já elevou a frequência de recolha, dando como exemplo que a passagem recente de camiões de lixo aumentou mais de 20 por cento em comparação com os dias úteis. A empresa estima também que a frequência possa aumentar mais de 30 por cento nos últimos dias da véspera do Ano Novo Lunar. Ainda para fazer frente ao volume do lixo, os funcionários na linha de frente da CSR já cancelaram as férias. Mais postos de recolha Por sua vez, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) instalou um total de 136 postos provisórios de recolha de móveis de grande dimensão em vários locais de Macau entre 3 e 16 deste mês, para que os residentes possam abandonar os móveis antigos entre as 20h até 23h. Hong Cheong Fai mencionou que apesar de o IAM ter instalado postos provisórios de recolha de móveis, ainda foram descobertos casos em que muitos residentes abandonaram os móveis em ruas e becos estreitos, sobretudo nas proximidades dos edifícios velhos na zona sul. O responsável alertou que estas práticas geram dificuldades na limpeza para os funcionários e que podem bloquear o acesso às ruas de outros moradores. O responsável também avisou que os residentes têm que garantir que o fogo dos pivetes e dos papéis votivos é bem apagado antes de deixarem os restos nos contentores de compressão de lixo ou depósitos de lixo. Este pedido foi feito uma vez que nos últimos dias aconteceram cerca de cinco casos diários de incêndios de pequenas dimensões em postos de recolha motivados por pivetes e papéis votivos mal apagados.
Direcção da Associação dos Advogados admite não ter ouvido associados Hoje Macau - 13 Fev 2026 A Associação dos Advogados de Macau (AAM) declarou que apenas a direcção foi ouvida e emitiu um parecer sobre a proposta de lei para a Comissão da Segurança do Estado (CDSE), devido à urgência e confidencialidade da consulta. Em declarações à emissora pública Teledifusão de Macau (TDM), divulgadas na quarta-feira à noite, o presidente da Associação da AAM indicou que o parecer foi emitido ainda antes da proposta final. “Demos apoio a esse anteprojecto, tendo em conta o aperfeiçoamento do regime de defesa de segurança nacional”, declarou Vong Hin Fai. As declarações surgem depois de juristas terem alertado à Lusa – ainda antes da aprovação na generalidade da lei que vai regular CDSE, na terça-feira, – para a obrigatoriedade de o Governo consultar a AAM sobre este passo legislativo. Até esse momento, nem o Governo nem a associação tinham mencionado qualquer consulta ou parecer. Na apresentação e votação da lei, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, referiu apenas ter ouvido “o sector da advocacia”. No dia seguinte, o gabinete do secretário garantiu à Lusa que “as autoridades consultaram a Associação dos Advogados de Macau previamente, de acordo com a lei”, não tendo esta levantado “quaisquer dúvidas”. Depois do silêncio No entanto, o gabinete não esclareceu sobre se a AAM tinha produzido um parecer, quando questionado sobre isso. Agora, Vong Hin Fai vem garantir que a lei foi respeitada e que a AAM foi consultada. O parecer foi produzido exclusivamente pela direcção, afirmou, “tendo em conta o ‘timing’ e a natureza confidencial desta consulta legislativa”. “E urgência”, acrescentou a secretária-geral da AAM, Oriana Inácio Pun, também em declarações à TDM. Na semana passada, ao apresentar a nova proposta aos jornalistas, o porta-voz do Conselho Executivo, Wong Sio Chak, mencionou que o diploma seguia para a Assembleia Legislativa para apreciação “sem carácter de urgência”.
Shuttle bus | Chan Hao Weng critica impacto de lei na vida de moradores João Santos Filipe - 13 Fev 2026 O deputado ligado à ATFPM aponta que a medida está a prejudicar os moradores dos edifícios privados e também as agências de viagens, que enfrentam quebras nas receitas O deputado Chan Hao Weng criticou o Governo devido à lei que impede os condomínios de contratar autocarros de agências de viagens para fornecerem os serviços de transporte para moradores, normalmente designados como shuttle bus. O assunto foi abordado pelo legislador ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) através de uma interpelação escrita. Desde o início do mês que entrou em vigor a nova lei da actividade das agências de viagens e da profissão de guia turístico, que levou a que os edifícios residenciais tivessem de procurar alternativas para continuar a disponibilizar o serviço de shuttle bus. Em causa, está o facto de historicamente o serviço ser contratado pelos condomínios a agências de viagens, o que a nova lei veio impedir. A nova política foi aprovada em Junho de 2025 pela Assembleia Legislativa, inclusive com os votos dos colegas de bancada de Chan, os deputados José Pereira Coutinho e Che Sai Wang. Aos edifícios residenciais resta agora a alternativa de contratarem o serviço a empresas de transportes públicos, o que segundo a interpelação de Chan Hao Weng reduziu o número de viagens. O legislador indica também que o efeito tem sido mais sentido nos complexos habitacionais Jardins do Oceano e One Oasis. “Devido à escassez de pessoal nestas empresas de autocarros, os três serviços diários originais para o One Oasis foram drasticamente reduzidos para apenas um, perturbando gravemente as deslocações diárias dos residentes”, apontou. “Que medidas imediatas irão as autoridades implementar para aumentar a frequência do serviço e instar a empresa de autocarros a recrutar rapidamente pessoal adicional e restaurar o funcionamento normal?”, questionou. Agências a sofrer O problema não se limita aos edifícios residenciais, Chan Hao Weng revela que as próprias agências de viagem estão a sofrer uma perda das receitas. “Simultaneamente, a abolição destes serviços de transporte afectou directamente as operações das agências de viagens originais e os rendimentos dos motoristas empregados”, indicou o deputado. “No que diz respeito ao impacto operacional nas agências de viagens e à perda de rendimentos dos motoristas na sequência da repressão aos autocarros especiais, que medidas de apoio específicas e salvaguardas de emprego irão as autoridades implementar?”, foi perguntado. O deputado quer ainda que as empresas de autocarro tenham acesso a mais trabalhadores. “Dada a elevada taxa de desemprego em Macau e a ampla reserva de potenciais candidatos dispostos a trabalhar como motoristas de autocarro, como irão as autoridades ajudar as empresas de autocarros concessionárias a optimizar os processos de recrutamento para preencher rapidamente as vagas de pessoal?”, interrogou.