Hoje Macau SociedadeHong Kong | 12 empresas de Macau na feira alimentar O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), em parceria com a Associação Industrial de Macau, levou 12 empresas locais à HKTDC Food Expo, também com a designação de Feira de Gastronomia de Hong Kong, cuja 36.ª edição terminou segunda-feira, dia 17. Segundo um comunicado do IPIM, organizaram-se mais de 180 sessões de bolsas de contacto com o objectivo de expansão de negócios por parte das pequenas e médias empresas de Macau. Esta participação fez-se no “Pavilhão de Macau” presente no evento, onde “quase 70 por cento das empresas participantes marcaram presença pela primeira vez”. O IPIM destaca ainda que “algumas das empresas estreantes alcançaram acordos de cooperação com empresas de Hong Kong, nomeadamente para expansão de canais de retalho online e offline”. O Pavilhão de Macau “registou grande afluência de público e vendas expressivas”, foi indicado. Em exibição, estiveram 144 produtos com os selos “Fabricado em Macau” e “Marca de Macau” nas áreas de “Big Health”, alimentos na área da saúde, bolachas, café e bebidas alcoólicas, entre outros.
Hoje Macau SociedadeIPIM | Feira de Produtos de Marca recebeu 90 mil visitantes Terminou no domingo a Feira de Produtos de Marca da Província de Guangdong e Macau 2026 (2026GMBPF), co-organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento da Região Administrativa Especial de Macau (IPIM) e pelo Departamento do Comércio da Província de Guangdong. Ao longo de quatro dias, o evento recebeu mais de 90 mil visitantes, entre os quais cerca de 1600 visitantes profissionais, e resultou na realização de mais de 460 encontros comerciais e na assinatura de 49 acordos de cooperação, cerca de 90 por cento relacionados com as indústrias ‘1+4’, indicou ontem o IPIM. O organizador refere que “dos 459 expositores de Macau, do Interior da China e do exterior, cerca de metade participou pela primeira vez, sendo que o número de empresas participantes de Macau aumentou em 30 por cento”, sem especificar exactamente o número de expositores locais. A feira levou ainda cerca de 30 empresas de Singapura, da Indonésia, da Tailândia e do Interior da China a subscreverem uma declaração de intenção de investimento em Macau, bem como de internacionalização para os mercados de língua portuguesa e espanhola. O IPIM salienta que esta edição conseguiu agregar a maior presença de expositores de sempre.
Hoje Macau Manchete PolíticaIPIM | Assinados 24 memorandos para projectos de investimento em Maputo O Centro de Arbitragem do Centro de Comércio Mundial de Macau assinou memorandos com as Faculdades de Direito das Universidades Católica de Moçambique, Eduardo Mondlane e São Tomás de Moçambique e a Ordem dos Advogados de Moçambique Moçambique e a China assinaram, em Maputo, 24 memorandos de entendimento para futuros projectos de investimento e cooperação económica envolvendo países de língua portuguesa e a participação de Macau nas áreas de construção, energia, logística e indústria. “Foram assinados acordos entre instituições públicas e empresas privadas desses países e vão concorrer para a concretização desses projectos”, anunciou Luís Machava, director da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX). Luís Machava falou à margem do 17.º Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Oficial Portuguesa, explicando que os investimentos ainda não avançaram para a fase de execução e que os memorandos assinados representam intenções de cooperação em áreas como construção, energia, logística e indústria. “Não estamos a falar em termos de valores de investimento. Estamos a falar de intenções para serem materializados em termos de projectos concretos”, frisou. Macau presente Segundo a lista de contratos assinados a que a Lusa teve acesso, os acordos estão distribuídos por nove secções e abrangem diferentes sectores económicos. Na área das infra-estruturas, foi assinado um acordo para o fornecimento de materiais destinados à construção de habitações pré-fabricadas em Moçambique, envolvendo o Conselho Municipal de Maputo e empresas da China, Macau e Angola. No sector industrial, o município de Maputo assinou um memorando com a Companhia de Indústria de Automóveis Aulong Kattai Limitada para o desenvolvimento de veículos comerciais de nova energia em Moçambique. Na cooperação jurídica e académica, foram rubricados memorandos entre o Centro de Arbitragem do Centro de Comércio Mundial de Macau e várias instituições moçambicanas, incluindo as Faculdades de Direito das Universidades Católica de Moçambique, Eduardo Mondlane e São Tomás de Moçambique e a Ordem dos Advogados de Moçambique. Para o desenvolvimento do comércio e do sector empresarial, as partes assinaram igualmente um protocolo de cooperação envolvendo o Centro de Arbitragem do Centro de Comércio Mundial de Macau e a Câmara de Comércio Moçambique-China, além de um memorando entre a Federação de Empresários dos Países de Língua Portuguesa em Macau e a Câmara de Comércio de Moçambique. No sector da tecnologia e dos recursos minerais, foi assinado um contrato de consultoria para expansão de negócios ligados à exploração mineira com recurso a drones, inteligência artificial, geofísica aérea e desenvolvimento mineral em Moçambique. Organização do IPIM O encontro foi organizado pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX, IP), em colaboração com o Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) e o Instituto para a Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), sob o lema “Investimento em Infra-estruturas Logísticas como Motor de Desenvolvimento”. O evento reúne delegações empresariais da China e dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), visando promover relações económicas e comerciais, identificar oportunidades de comércio e investimento e reforçar a cooperação em sectores estratégicos, incluindo infra-estruturas, energia, agronegócio, turismo e indústria.
João Santos Filipe Manchete SociedadeIPIM | Mais de 40 empresas externas interessadas em abrir lojas na RAEM Apesar do interesse no programa promovido pelo IPIM, o presidente da instituição acredita que apenas 18, 46 por cento, se devem estabelecer efectivamente em Macau. O apoio máximo foi fixado em 1 milhão de patacas Mais de 40 empresas de fora mostraram interesse em começar a operar em Macau, ao abrigo do Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau. O programa é promovido pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) e o número foi revelado pelo presidente Che Weng Keong, em resposta a uma interpelação da deputada Loi I Weng. “Na primeira fase de candidatura ao ‘Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau’ que decorreu de 1 de Novembro do ano passado a 31 de Janeiro do corrente ano, foram recebidas mais de 40 candidaturas”, foi comunicado. No entanto, o número de empresas que efectivamente vão operar em Macau ao abrigo deste programa deverá ser inferior, de 18 negócios. Che explicou que as previsões mais recentes apontam para que “cerca de 46 por cento das quais [empresas interessadas] venham a estabelecer as suas lojas nas zonas designadas no âmbito do plano, como, por exemplo, a Zona de Aterros do Porto Exterior, área de San Kio e Areia Preta, entre outras”. A primeira fase do programa visou as lojas estabelecidas em Macau desde Agosto de 2025, tendo como principais focos marcas ligadas aos países de língua portuguesa, espanhola, mas incluindo também o Interior, Hong Kong e Taiwan. Até 1 milhão de patacas Os apoios para estas lojas podem chegar a um máximo de um milhão de patacas, dependendo das despesas efectivas, do número de trabalhadores locais e da zona onde ficam instaladas. O subsídio mais básico é de 500 mil patacas e tem por base as despesas realizadas. No entanto, as lojas que se instalarem na Zona de Aterros do Porto Exterior, Areia Preta, Iao Hon, Barca, Barra, Fai Chi Kei, Doca do Lamau, Tamagnini Barbosa e Ilha Verde podem receber mais 300 mil patacas. Além disso, se as lojas tiverem uma área entre 100 metros quadrados e 150 metros quadrados, há um apoio adicional de 100 mil patacas. Se a área for superior a 150 metros quadrados, o apoio sobe para 200 mil patacas. Finalmente, os negócios que contratarem entre 10 e 15 trabalhadores locais recebem mais 50 mil patacas. Se o número de empregados domésticos ficar acima dos 15, o apoio financeiro sobe para 100 mil patacas. O programa tem como objectivo “aumentar a atractividade do ambiente de negócios da cidade, atrair marcas estrangeiras a estabelecerem as suas primeiras lojas em Macau e enriquecer a oferta de consumo local”. A segunda fase do programa arranca em Maio e prolonga-se até ao final de Julho.
Hoje Macau PolíticaMacau ajuda empresas chinesas a assinarem 109 acordos em Portugal e Espanha O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) de Macau disse que a delegação empresarial que acompanhou a visita do líder do Governo local assinou 109 acordos de cooperação em Portugal e Espanha. Num comunicado divulgado no sábado à noite, o IPIM disse que os protocolos foram o resultado de mais de 220 sessões de bolsas de contactos com empresas dos dois países europeus. Em 16 de Abril, o instituto referiu que tinha convidado cerca de 240 representantes governamentais e empresariais de Portugal e Espanha a participar em duas sessões de promoção da cooperação económica e comercial. A comitiva, que reuniu cerca de 120 representantes dos sectores governamental e empresarial de Macau, Hengqin e de outros locais da China, esteve em Lisboa e Madrid entre 19 e 24 de Abril. A delegação organizada pelo IPIM visitou 16 entidades em Portugal e Espanha, incluindo departamentos económicos e comerciais, bem como projectos ligados às áreas da tecnologia e saúde integrada. O comunicado sublinha que as empresas portuguesas e espanholas demonstraram interesse em apostar não só em Macau, mas também na vizinha zona económica especial de Hengin (ilha da Montanha). As duas áreas podem, em conjunto “criar uma ponte eficiente e conveniente no sentido de apoiar as empresas portuguesas e espanholas na expansão para o mercado chinês”, defendeu o IPIM. Périplo de sucesso Sam Hou Fai, o primeiro chefe do executivo da região semiautónoma chinesa a dominar a língua portuguesa, iniciou em Lisboa uma deslocação que passou ainda por Madrid, Genebra e Bruxelas. Em Portugal, Sam Hou Fai encontrou-se com o Presidente da República, António José Seguro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, João Cura Mariano. De acordo com um comunicado divulgado ontem pelo Governo da região chinesa, Sam Hou Fai manifestou em Bruxelas o desejo de relançar as reuniões da Comissão Mista da União Europeia e Macau. O Chefe do Executivo disse que “espera, no futuro, pode retomar” a comissão, cuja 24.ª reunião estava inicialmente agendada para 2020, mas foi adiada devido ao início da pandemia de covid-19. Sam Hou Fai sublinhou que Macau assinou, em 1992 – antes da transição de administração do território de Portugal para a China – um acordo de cooperação com a então Comunidade Económica Europeia, a antecessora da União Europeia (UE). Num encontro com o vice-presidente do Parlamento Europeu, Younous Omarjee, o líder do Governo de Macau disse contar com o apoio da instituição para reiniciar o mecanismo da Comissão Mista. Na sexta-feira, Sam Hou Fai já tinha manifestado esperança de que a UE apoie a difusão e promoção de língua portuguesa em Macau, ajudando a região a formar mais quadros profissionais de tradução.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaSam Hou Fai em Lisboa | Empresas e Governo, um modelo de “alto nível” Decorreu esta segunda-feira, em Lisboa, uma sessão de apresentação dos serviços profissionais de Macau como plataforma sino-lusófona, no âmbito da visita oficial de Sam Hou Fai a Portugal. O presidente do IPIM destacou que o modelo de juntar empresas e Governo nestas missões tem agora uma maior dimensão, “de alto nível”. O olhar está na lusofonia, mas também nas oportunidades que o mundo hispânico pode trazer É uma delegação com mais trabalho de casa feito aquela que está em Lisboa por estes dias – são 120 empresários de Macau ou do interior da China que acompanham o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, naquela que é a primeira viagem oficial à Europa no seu mandato. Esta segunda-feira decorreu, em Lisboa, a “Sessão de apresentação dos serviços profissionais de Macau como plataforma sino-lusófona e jantar de intercâmbio”, onde estiveram presentes alguns empresários de Macau, como Jorge Neto Valente ou Eduardo Ambrósio, presidente da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos. Não faltaram ainda, na lista de oradores, Oriana Pun, secretária-geral da Associação dos Advogados de Macau, ou Tsui Wai Kwan, presidente do Centro de Arbitragem do World Trade Center de Macau. Discursos proferidos em mandarim foram palavra de ordem. À margem da sessão, que decorreu no Tivoli Oriente, Che Weng Keong, presidente do conselho administrativo do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM), falou precisamente da maior preparação da delegação de empresários da RAEM e dos benefícios da conexão com as autoridades governamentais. Questionado sobre o modelo de associar várias empresas ao Governo, o responsável classificou-o como sendo, ao nível da sua dimensão, “de alto nível”. “Desta vez contamos com 120 pessoas e é um grupo muito grande, com representantes de empresas de Macau, interior da China e Hengqin. Há empresas [integrantes da comitiva] que fazem parte do ranking das 500 maiores do interior da China. Gostaríamos de, através desta missão, conseguir promover mais oportunidades para a criação de mais negócios”, declarou. Em relação às áreas de negócio inclui-se a “Big Health”, ou área da saúde, “tecnologia de ponta, negócios online e transfronteiriços, “bem como outros negócios e assuntos comerciais”. “Em relação ao mercado do interior da China, esta missão [a Lisboa] representa 40 por cento da área de ‘Big Health’ e tecnologias de ponta”, frisou. Destaca-se ainda o facto de este ano, do rol de empresas constarem “empresas de maior dimensão do interior da China, bem como muitas empresas cotadas em Bolsa”. Em relação a visitas oficiais realizadas anteriormente, Che Weng Keong destacou o plano de “maximizar a sua eficiência”, sendo que, desta vez, foi feito “muito trabalho” prévio. “Recolhemos projectos desenvolvidos por empresas do interior da China, para que empresas portuguesas e espanholas consigam antecipar os trabalhos preparativos” no que diz respeito ao intercâmbio e conhecimento do tipo de negócios. Desta forma, “podemos ver que para Portugal e Espanha já estamos preparados com dezenas de acordos para serem assinados durante esta missão”, disse o presidente do IPIM. Esta segunda-feira decorreu, por exemplo, uma cerimónia de assinatura de 17 acordos no MEO Arena, zona da Expo. Objectivos definidos Che Weng Keong não deixou de frisar que os mercados de língua portuguesa são importantes, mas também os de língua espanhola. Sempre que há questões sobre planos de futuro ou objectivos a cumprir com este tipo de missões empresariais, a resposta contém Espanha no horizonte. “Todos sabem que, por razões históricas, Macau tem um laço muito estreito com vários países de língua portuguesa. Também gostaríamos de ter alguma extensão até Espanha nesta visita. O nosso objectivo é desenvolver o mercado do interior da China com os países de língua portuguesa e espanhola, para que Macau sirva de plataforma para que estas regiões e países tenham oportunidade de encontrar parceiros de negócios.” Muitos desafios Nem tudo são rosas nesta história de fazer negócios. Ng In Cheong, directora-adjunta dos Serviços de Assuntos Jurídicos da Zona de Cooperação Guangdong e Macau em Hengqin, e uma das responsáveis pelo Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola (CECPS), falou de alguns desafios que é preciso enfrentar para que as empresas dos dois lados se conheçam. “A formação sobre línguas ou outros temas é algo complexo, porque a língua é o problema principal para a saída das empresas da China, causando obstáculos, o que não deveria acontecer. Por isso cooperamos com universidades para que se realizem formações, e procuramos também estudantes de espanhol e português. Mas além de falarem português, também têm de dominar outros conhecimentos”, declarou. Admitindo que o CECPS existe há menos de um ano e que ainda não há muito trabalho a mostrar, a verdade é que “já se alcançaram alguns resultados” deste serviço “one-stop” existente em Hengqin. “Ajudamos empresas que querem sair de Macau e que não sabem como o fazer, e ajudamos aquelas que querem sair da China. Damos formação às empresas para que formem os seus trabalhadores. Temos uma empresa que presta serviços como o E-bay e que já está a fazer negócios em Portugal”, adiantou Ng In Cheong. Nesta fase, o Centro já estabeleceu contactos “com mais de 200 empresas”, tendo sido “celebrados acordos de cooperação com muitas entidades”. “Só que o nosso centro ainda é muito recente”, frisou. Apesar do pouco tempo de existência, este centro de serviços deverá expandir-se a outros países. “O nosso centro tem uma presença em Hengqin, mas temos também centros situados em Xangai, Pequim e Shenzhen. Também vamos criar escritórios no Brasil, México e Espanha”, explicou Ng In Cheong. Frederico Ma, presidente da direcção da Associação Comercial de Macau e empresário, também demonstrou ter grandes expectativas com esta visita a Lisboa. “No ano passado realizamos um fórum para o nosso sector e gostaríamos de continuar a reforçar os laços com vários países. Esperamos que, com esta visita, possamos assinar mais acordos com países de língua espanhola. Visitei Portugal várias vezes e agradeço que o Governo da RAEM organize estas visitas, para que nós e empresas do interior da China possamos, em conjunto, ter esta visita a Portugal e Espanha.” Admitindo que a área da engenharia ou gestão de infra-estruturas constitui “uma das vantagens das empresas do interior da China”, Frederico Ma disse que o “ambiente de investimento em Portugal é muito positivo, não tendo sido gravemente afectado pela crise económica actual”. “Temos [em Macau] alguns centros de empreendedorismo para ajudar os jovens a criar negócios. O mercado de Portugal é bom, e há várias vantagens em se investir em Portugal através da plataforma de Macau”, acrescentou o também empresário.
Hoje Macau PolíticaNova feira comercial leva empresas lusófonas a zona económica especial O Governo de Macau disse à Lusa que uma nova feira comercial vai, em Outubro, ajudar empresas dos países lusófonos a explorar oportunidades de negócio na vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha da Montanha). O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) disse que irá levar expositores dos mercados de língua portuguesa e espanhola a eventos em Hengqin, “ajudando-os a identificar uma vasta gama de oportunidades de negócio”. Em 4 de Março, o IPIM referiu que vai organizar, entre 21 e 24 de Outubro, a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX), em vez do habitual evento que reunia empresas da China e dos mercados lusófonos. Em resposta a questões da Lusa, o IPIM explicou que a PLPEX irá decorrer “em simultâneo e no mesmo local” com a Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), para “manter e evidenciar os elementos lusófonos”. Isto porque este ano não será realizada a Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (C-PLPEX), que foi organizada em Outubro de 2025, em paralelo com a MIF. A cada dois anos O IPIM sublinhou que esta feira sino-lusófona, cuja primeira edição decorreu em 2023, foi “concebida preliminarmente para se realizar de dois em dois anos”. Em Outubro de 2024, o então presidente do IPIM não confirmou se o certame passaria a ser bienal. “Temos ainda de discutir com os outros organizadores. Se tivermos bons resultados [em 2025], iremos avaliar”, disse à Lusa Vincent U U Sang. A nova feira comercial vai incluir espaços de exibição de “produtos e serviços de qualidade” dos países de línguas portuguesa e espanhola, assim como sessões de bolsas de contacto “para promover a cooperação empresarial”, disse o IPIM. O caderno de encargos do concurso para a coordenação da PLPEX prevê que a feira ocupe uma área de seis mil metros quadrados, com cerca de 200 stands para expositores “em consonância com o posicionamento de Macau enquanto plataforma sino-lusófona”. A feira tem como meta atrair pelo menos 200 expositores, sendo que 10 por cento devem ser empresas locais, 10 por cento vindas de Espanha e 80 por cento dos mercados lusófonos, “sendo obrigatório atrair a participação de empresas de todos os nove países de língua portuguesa”. O sector agrícola deve representar pelo menos 30 por cento de todos os expositores, o comércio electrónico transfronteiriço 20 por cento e a economia azul, ligada ao mar, pelo menos 10 por cento, refere-se no caderno de encargos. A organizadora da PLPEX deve ainda criar uma campanha de promoção da feira em Portugal e Espanha.
Hoje Macau PolíticaIPIM | Feira comercial para países de língua portuguesa em Outubro O Governo anunciou ontem que vai organizar em Outubro uma feira comercial dedicada apenas aos países de língua portuguesa, em vez do habitual evento que reunia empresas da China e dos mercados lusófonos. O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) lançou um concurso para a coordenação da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau) 2026 (PLPEX), marcada para entre 21 e 24 de Outubro. No caderno de encargos prevê-se que a PLPEX ocupe uma área seis mil metros quadrados, com cerca de 200 stands para expositores “em consonância com o posicionamento de Macau enquanto plataforma sino-lusófona”. A feira tem como meta atrair pelo menos 200 expositores, destes, 10 por cento devem ser empresas locais, 10 por cento de Espanha e 80 por cento dos mercados lusófonos, “sendo obrigatório atrair a participação de empresas de todos os nove países de língua portuguesa”. O sector agrícola deve representar pelo menos 30 por cento de todos os expositores, o comércio electrónico transfronteiriço 20 por cento e a economia azul, ligada ao mar, pelo menos 10 por cento, refere-se no caderno de encargos. A organizadora da PLPEX deve ainda criar uma campanha de promoção da feira em Portugal e Espanha. A Lusa questionou o IPIM sobre se a nova feira irá substituir a Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (C-PLPEX), que foi organizada em Outubro de 2025, em paralelo com a Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), mas não obteve qualquer resposta.
Hoje Macau Manchete SociedadeIPIM | Recebidas 13 candidaturas a plano para empresas internacionais O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau anunciou que recebeu 13 candidaturas nos primeiros dois meses de um programa lançado para atrair empresas internacionais para a RAEM. Mais de 500 companhias pediram informações sobre o plano de apoio O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) revelou num comunicado, divulgado na quarta-feira, ter recebido 13 candidaturas ao “Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito do Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau”, aberto em Novembro do ano passado. A entidade acrescentou estar a analisar as candidaturas para conceder “apoios financeiros de acordo com a capacidade orçamental e o interesse público”. O Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau fornece um apoio até um milhão de patacas. Para receber o apoio máximo, as empresas devem seguir alguns requisitos, como estabelecerem-se no NAPE, Areia Preta, Iao Hon, área de San Kio, Praia do Manduco, Fai Chi Kei, Doca do Lam Mau, Bairro de Tamagnini Barbosa ou Ilha Verde. Além disso, devem ter uma área mínima, assim como um determinado número de empregados locais contratados a tempo inteiro. O IPIM sublinhou ainda que mais de 500 empresas pediram informações sobre o programa, que foi lançado em 1 de Novembro. O plano dura três anos e tem seis fases de candidatura, sendo que a primeira decorre até final de Janeiro. No fim de Novembro, o presidente do instituto, Che Weng Keong, disse na Assembleia Legislativa que entre as empresas que pediram mais informações sobre o plano estavam “marcas de Portugal”. O IPIM recordou que “tomou a iniciativa” de contactar entidades da China continental, do Sudeste Asiático e dos países de língua portuguesa e espanhola. Colher frutos O programa, que tem o objectivo de “enriquecer o encanto turístico de Macau e dinamizar a economia comunitária”, foi apresentado em Lisboa e no Porto, no início de Outubro, por responsáveis do IPIM, que realizaram depois apresentações também na vizinha Espanha, em Madrid e Barcelona. O IPIM prometeu continuar a divulgar o plano, incluindo através da participação em eventos de convenções e exposições, “incentivando a cooperação entre empresas de Macau e marcas estrangeiras, incluindo de países lusófonos”.
Hoje Macau SociedadeMICE | IPIM com curso de formação que junta 50 profissionais O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) organizou semana passada, no complexo do Fórum Macau, um curso de formação em convenções e exposições que contou com a participação de mais de 50 profissionais do sector e representantes de instituições de ensino superior. Segundo indicou ontem o IPIM, houve também uma actividade de intercâmbio em que “consultores da área de convenções e exposições do IPIM partilharam as suas experiências sob o tema ‘O Futuro das Convenções e Exposições: Prospecto da Tendência Principal para 2026’”. Na apresentação do evento, o presidente do IPIM, Che Weng Keong, afirmou que “o sector de convenções e exposições de Macau recebeu inúmeros prémios internacionais em 2025, reflectindo uma tendência do desenvolvimento tanto no número de eventos como na diversificação do sector”. Foi também realçado o esforço do IPIM na promoção de acções de formação profissional em convenções e exposições, nomeadamente através da organização de 22 cursos ao longo de 2025. Nos primeiros nove meses deste ano, foram realizados 1.331 eventos de convenções e exposições, mais 25,7 por cento do que no mesmo período do ano passado. Além disso, as receitas não-jogo geradas por este tipo de eventos atingiram 3,72 mil milhões de patacas, menos 9,4 por cento em termos anuais.
Hoje Macau SociedadeIPIM | Moçambique vai receber encontro sino-lusófono em 2026 O Governo de Macau disse ontem que a edição de 2026 do Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa vai decorrer em Moçambique. “O encontro será realizado em Moçambique no próximo ano”, disse o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Che Weng Keong. Este ano, o encontro empresarial da China e dos países de língua portuguesa decorreu pela primeira vez em Malabo, capital da Guiné Equatorial, durante três dias, no final de Julho. Em Julho passado, o IPIM disse num comunicado que o evento tinha reunido “mais de 500 representantes dos governos e do sector empresarial” da China e dos países de língua portuguesa. De acordo com o IPIM, o encontro contou com “cerca de 40 empresários e representantes económicos e comerciais” da China continental, de Macau e da vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha da Montanha). O evento anual tem sido realizado de forma rotativa nos países de língua portuguesa desde 2005, tendo, no entanto, sido suspenso durante quatro anos, durante a pandemia de covid-19. O encontro regressou em 2024, tendo decorrido em Macau e coincidindo com a sexta conferência ministerial do Fórum de Macau, que incluiu a assinatura do plano de ação do organismo até 2027. Num debate no parlamento local sobre as Linhas de Ação Governativa (LAG) na área da Economia e Finanças para 2026, Che Weng Keong falou ontem também sobre o programa para atrair empresas internacionais para a região. O Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau foi lançado em 01 de Novembro e a primeira fase de candidatura decorre até ao final de Janeiro de 2026. Na sessão, Che disse que “mais de 500 empresas (…), incluindo marcas de Portugal” já contactaram o IPIM para saber mais sobre o programa, que fornece um apoio de até um milhão de patacas. A iniciativa foi apresentada em Lisboa e no Porto, no início de Outubro, por responsáveis do IPIM, que realizaram depois apresentações em Madrid e Barcelona.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeCooperação | Lisboa acolhe evento com 22 empresas chinesas O Centro de Congressos de Lisboa será palco de um evento de promoção e cooperação económica entre a China e Portugal promovido pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). O evento, intitulado “Sessão de Promoção de Cooperação Económica e Comercial Macau-Portugal” traz 22 empresas chinesas a Portugal. Mas Espanha está também na agenda Portugal recebe já a 19 de Setembro um evento que visa aumentar a cooperação económica entre a China e a Península Ibérica. Isto porque o Centro de Congressos de Lisboa acolhe a “Sessão de Promoção de Cooperação Económica e Comercial Macau-Portugal”, evento integrado na “Missão Empresarial a Portugal e Espanha para Intercâmbio de Negócios”. Com organização do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), conta com 22 empresas chinesas representadas nesta viagem, numa lista que ainda não está finalizada. O evento do dia 19 de Setembro visa “apresentar o ambiente de negócios de Macau e vantagens da plataforma de serviços” para a cooperação comercial entre a China e países de língua portuguesa, bem como a apresentação “das vantagens da Zona de Cooperação Aprofundada” em Hengqin. Haverá também uma apresentação sobre “o ambiente de investimento e negócios de Portugal”, segundo o convite a que o HM teve acesso. Por detrás da organização do evento em Lisboa, estão entidades que habitualmente fazem contactos comerciais com a China, como a Câmara de Comércio Luso-Chinesa, a Associação de Comerciantes e Industriais Luso-Chinesa em Portugal, a Associação de Empresas Chinesas em Portugal, e ainda a Câmara de Comércio Portugal-China Pequenas e Médias Empresas (CCPC-PME). Da “Big Health” à tecnologia Algumas das empresas chinesas que integram esta comitiva operam na área da “Big Health” ou alta tecnologia, como é o caso da Zonson Smart Auto Corporation e a Guangzhou Baiyun Electric Equipment Co. Ltd, que se tem posicionado “como um dos fabricantes com a cadeia produtiva mais completa do sector na China”, tendo-se tornado, nos últimos anos, “um fornecedor importante de equipamentos e sistemas de controlo para projectos nacionais em redes eléctricas, transportes ferroviários, energias renováveis e grandes utilizadores finais”, é destacado no convite. Já o Jointown Pharmaceutical Group, outra das empresas participantes, é apresentado como “um fornecedor de serviços integrados” na área da indústria farmacêutica, sendo considerado “pioneiro no sector da transformação e moderação do negócio da distribuição farmacêutica de um modelo tradicional para um modelo digital”. Da cidade de Shenzhen desloca-se a Lisboa a MXW Device, e não faltará ainda a presença da empresa Guangzhou Metro Group Co. Ltd, que está ligada a diversos projectos de linhas ferroviárias e esteve envolvida, através de um contrato de gestão e consultoria técnica, ao Metro Ligeiro de Macau. Segundo a mesma informação, “o grupo opera actualmente uma rede de transporte ferroviário com cerca de 1.238 quilómetros”, incluindo 705,1 quilómetros de rede de metro local, em Guangzhou, e 338,3 quilómetros de caminhos-de-ferro interurbanos. Em termos de projectos internacionais, destaca-se a Linha Laranja de Lahore no Paquistão e a Linha 6 do Metro de Changsha. As empresas portuguesas participantes, onde se contam 15 associadas da Associação dos Amigos da Nova Rota da Seda, podem agendar reuniões para possíveis acordos ou parcerias de negócios.
Hoje Macau PolíticaIPIM | Macau e Hengqin procuram investimento em Harbin Uma comitiva de oficiais de Macau e Hengqin foi à capital da província Heilongjiang procurar investimento e intercâmbio com empresas da região do nordeste chinês na 34.ª Feira Internacional de Economia e Comércio de Harbin. A comitiva local que se deslocou a Harbin nos dias 14 e 15 de Maio, foi constituída pelos representantes do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), da Direcção dos Serviços de Desenvolvimento Económico da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin e da Associação de Bancos de Macau. Segundo um comunicado divulgado ontem pelo IPIM, foi organizada uma sessão de bolsa de contactos para oportunidades de negócio e investimento em Macau, que contou com a participação entusiástica de 53 empresas da província de Heilongjiang”. As empresas participantes operam em sectores tão diversos como alimentação, big health, indústria, “abrangendo empresas cotadas de renome e integrantes da lista das 500 maiores empresas do mundo”. As delegações de Macau e de Hengqin foram ainda convidadas a visitar uma empresa estatal líder no sector agrícola, uma empresa farmacêutica de renome e uma associação da indústria biomédica.
Hoje Macau PolíticaIPIM | Macau ajudou três empresas de capitais lusos em Hengqin O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) de Macau disse à Lusa que ajudou três empresas de capitais portugueses a estabelecer negócios na zona económica especial da vizinha Hengqin. “Actualmente, existem três casos de investidores portugueses que obtiveram licenças comerciais na Zona de Cooperação [Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin]”, acrescentou o IPIM. Numa resposta a questões enviadas pela Lusa, o instituto revelou que as três empresas de capitais portugueses estão a operar em “áreas como a consultoria jurídica e a gestão de projectos”. O IPIM disse que as empresas de Macau com investimento estrangeiro, de Portugal, Alemanha, República Checa e Austrália, representam cerca de 7 por cento dos pedidos recebidos para registo em Hengqin. Em 6 de Fevereiro, o IPIM disse, em comunicado, que tinha recebido 100 pedidos de empresas de Macau, através de um serviço transfronteiriço de registo comercial na zona económica especial, com quase 90 já aprovados. O instituto disse à Lusa que os restantes processos ainda não foram aprovados porque “incluem casos em acompanhamento, à espera de documentos adicionais ou em que houve ajustamentos efectuados pelos próprios requerentes”. As empresas de Macau com capitais estrangeiros “estão optimistas” quanto a aproveitar a zona económica especial para uma expansão no mercado do Interior da China, referiu o IPIM, no comunicado de 6 de Fevereiro. Mais de 40 por cento das empresas de Macau que já apostaram em Hengqin estão envolvidas em indústrias de turismo e lazer integrados, saúde e bem-estar, finanças modernas, tecnologias de ponta, convenções e exposições, comércio, cultura e desporto, acrescentou o instituto.
Hoje Macau PolíticaHengqin | IPIM recebeu 100 pedidos de apoio de registo comercial Desde Novembro de 2021, quando foi lançado o Serviço Transfronteiriço de Registo Comercial na Zona de Cooperação Aprofundada, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) atendeu mais de 100 pedidos de registo comercial de empresas de Macau na Ilha da Montanha. Feitas as contas, o IPIM recebeu uma média de três pedidos de apoio por mês ao longo dos 38 meses de disponibilização deste serviço. Os dados foram revelados ontem, através de um comunicado. Segundo o IPIM, os 100 pedidos de apoio resultaram na análise de 90 pedidos de registo comercial, que poderão ter sido eventualmente recusados. Os dados não permitem saber a taxa de sucesso das candidaturas de registo na Zona de Cooperação Aprofundada. Entre os 90 pedidos “processados”, cerca 40 por cento estão ligados às indústrias de turismo e lazer integrados, saúde, finanças, de tecnologias de ponta, de convenções e exposições, comércio, cultura e desporto, as áreas em que o Governo aposta para diversificar a economia, no âmbito da política 1+4. O Serviço Transfronteiriço de Registo Comercial na Zona de Cooperação Aprofundada permite que as empresas de Macau tratem os procedimentos de registo comercial em Macau e obtenham licenças comerciais sem necessidade de se deslocar a Hengqin, o que é encarado como uma forma de reduzir tempo e custos económicos dos investidores que pretendem investir na Zona de Cooperação Aprofundada. O comunicado refere ainda que o serviço terá sido utilizado por empresas de Macau com “capitais estrangeiros provenientes de Portugal, Alemanha, República Checa e Austrália”, embora as entidades não sejam identificadas.
Hoje Macau PolíticaGrande Baía | IPIM procura cooperação em quatro cidades Uma equipa do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) realizou este mês visitas a Zhuhai, Foshan, Zhongshan e Jiangmen, onde participou em encontros com 12 órgãos governamentais, empresas e associações comerciais locais com o intuito de traçar planos de cooperação económica regional na Grande Baía. O IPIM tentou captar empresas envolvidas nas indústrias “1+4”, fez apresentações sobre o “papel único de plataforma sino-lusófona de Macau e as vantagens de um ambiente de negócios livre e aberto”, favorecendo a expansão de empresas e produtos ao exterior através de Macau. Os representantes do IPIM tiveram também um encontro com uma empresa que está na lista das 500 maiores companhias chinesas, que terá manifestado intenção de aproveitar as vantagens de Macau, como “agente de contacto infalível” com os países de língua portuguesa, para abrir fábricas no Brasil e Angola ainda este ano. As autoridades indicam que em 2024, entre os investidores que utilizaram o Serviço “One-Stop” para Investidores do IPIM, cerca de 30 por cento eram da Grande Baía.
Hoje Macau PolíticaIPIM | Macau na Exposição Alimentar Ásia-Pacífico Macau vai ter um pavilhão próprio na Exposição Alimentar Ásia-Pacífico (Asia Pacific Food Expo” que decorre em Singapura entre amanhã e segunda-feira. Segundo o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), este organismo, em parceria com a Associação Industrial de Macau, organiza um grupo de 24 pequenas e médias empresas (PME) para exibirem mais de 250 produtos “Made in Macau”, bem como as “marcas de Macau”. A feira, a ter lugar no Centro de Convenções e Exposições de Singapura, terá um total de 300 mil comerciantes profissionais e visitantes de todo o mundo, sendo organizada pela Singapore Food Manufacturers Association. O IPIM explica que o Pavilhão de Macau nesta feira estará dividido em três zonas, com stands de empresas, stands de promoção da Plataforma Sino-Lusófona e das convenções e exposições de natureza económica e comercial de Macau e Hengqin, entre outros serviços e políticas, além de incluir elementos dos países de língua portuguesa.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTSI / IPIM | Recusada reclamação para anular acórdão Desde 2019 a correr nos tribunais, o TSI voltou a pronunciar-se sobre as condenações do caso que atingiu o Instituto para a Promoção do Comércio e Investimento de Macau. A decisão poderá abrir a porta para a redução da pena de 24 anos aplicada ao empresário Ng Kuok Sao O Tribunal de Segunda Instância (TSI) recusou na semana passada uma reclamação de Jackson Chang para considerar nulo o acórdão que resultou na condenação do antigo presidente do Instituto para a Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) a uma pena de oito anos de prisão. A informação foi actualizada, na semana passada, no portal dos tribunais. Como parte da conferência realizada no TSI, foi igualmente a analisado um pedido de anulação do acórdão apresentado por Ng Kuok Sao, empresário da construção civil condenado a uma pena de prisão de 24 anos. O colectivo constituído pela juízas Chao Im Peng, Tam Hio Wa e o juiz Choi Mou Pan aceitou parte dos argumentos apresentados pela defesa do empresário que em 2022 foi entregue pelas autoridades do Interior a Macau, embora o impacto desta decisão, em termos de uma eventual redução da pena, ainda não seja conhecido. Este foi o mesmo colectivo de juízes que em Junho condenou os dois arguidos a oito anos de prisão e 24 anos de prisão, depois de ter considerado como justificado um recurso apresentado pelo Ministério Público. A longa marcha A investigação ao IPIM tornou-se conhecida em Julho de 2019, depois de uma investigação do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) ter concluído que Jackson Chang tinha agido em conluio com um casal de comerciantes, Ng Kuok Sao e Wu Shu Hua, num esquema de simulação de projectos para obtenção de residências na RAEM. Na primeira decisão dos tribunais, de Outubro de 2020, Jackson Chang foi condenado a uma pena efectiva de prisão de dois anos, pelos crimes de violação de segredo e inexactidão na declaração de rendimentos. Ng Kuok Sao foi condenado a 18 anos de prisão, pelo crime de associação criminosa e 23 crimes de falsificação de documentos. A decisão foi alvo de recurso do Ministério Público (MP), e parte do julgamento foi repetida em 2022. Em Maio desse ano, o antigo presidente do IPIM viu a pena ser agravada para cinco anos de prisão, por ter sido dada como provada a prática de um crime de corrupção passiva, três crimes de branqueamento de capitais e outros três de abuso de poder. Ng Kuok Sao também teve a pena agravada, para 23 anos de prisão, por ter sido dado como culpado por mais um crime de corrupção activa e três de branqueamentos de capitais. Sempre a subir A decisão de 2022 foi alvo de recurso tanto de Ng Kuok Sao como de Jackson Chang e ainda do Ministério Público. Pelo meio, em 2023, recebeu também um pedido extraordinário de revisão de sentença apresentado por Ng. O caso de revisão da sentença do empresário foi concluído em 2023, com a pretensão do arguido a ser recusada. O recurso demorou mais tempo a ser decidido, mas a decisão foi tornada pública em Julho deste ano, com as penas do antigo presidente do IPIM e do empresário a serem agravadas. Como resultado a pena de Chang subiu para oito anos de prisão, pela prática de quatro crimes de corrupção passiva para acto ilícito, três crimes de branqueamento de capitais e três crimes de inexactidão dos elementos na declaração de rendimentos. Ng Kuok Sao foi condenado a 24 anos de prisão, pela prática de quatro crimes de corrupção activa, um crime de branqueamento de capitais em co-autoria e na forma continuada, dois crimes, em co-autoria, de branqueamento de capitais, um crime de associação criminosa e 23 crimes de falsificação de documento.
Hoje Macau PolíticaÁsia | Macau ganha prémio de Melhor Cidade de Convenções Macau repetiu o feito do ano passado e voltou a ganhar o prémio de Melhor Cidade de Convenções da Ásia, distinção atribuída na Cerimónia de Entrega de Prémios M&C Asia Stella Awards, num evento que se realizou no território na terça-feira e quarta-feira. Segundo um comunicado divulgado ontem pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), Macau ganhou devido às “condições corpóreas e incorpóreas de convenções e exposições, bem como pela sua competência de organização de exposições, que estão em articulação com os padrões internacionais e que continuam a ser aprimoradas”. O M&C Asia Stella Awards é um prémio para o sector de convenções e exposições, seleccionado por votação de figuras profissionais do sector, organizadores de convenções e exposições, trabalhadores profissionais e outras pessoas estreitamente relacionadas com o sector. O IPIM indica que a “conquista sucessiva pela RAEM do prémio de Melhor Cidade de Convenções da Ásia demonstra que a força de Macau no sector de convenções e exposições e as suas vantagens como plataforma internacional estão constantemente a ser consolidadas e reforçadas, tendo sido reconhecidas pela comunidade internacional”. No primeiro semestre deste ano, foram realizados 702 eventos de convenções e exposições em Macau, um aumento de 209 eventos, ou seja, mais de 42 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
João Santos Filipe Manchete PolíticaIPIM | Aprovados pedidos de residência temporária para 21 pessoas Na primeira metade do ano, mais de dois em cada três pedidos de residência para “quadros dirigentes e técnicos especializados” foram recusados ou retirados. Ainda assim, ao abrigo deste fundamento 17 pessoas obtiveram o estatuto de residente Nos primeiros seis meses deste ano foram aprovados os pedidos de residência temporária de 21 pessoas, de acordo com os dados mais recentes divulgados na sexta-feira pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). A aprovação de residência para 21 pessoas equivale a uma redução no número de residências temporárias emitidas nos primeiros seis meses de 2023, quando 39 pessoas obtiveram o estatuto de residência. No entanto, na primeira metade do ano passado, o IPIM processou 555 novos pedidos, enquanto neste ano o número processado foi de 36 pedidos. Entre os novos pedidos de residência temporária analisados em 2024, foram mais os requerimentos recusados ou retirados, do que os aprovados. Em termos de pedidos de residência temporária por motivo de “investimento relevantes ou projectos relevados”, houve um total de dois pedidos analisados, com um a ser aprovado e outro recusado/ou retirado pelo interessado. Nos pedidos novos para “quadros dirigentes e técnicos especializados” a taxa de recusa ou cancelamento foi mais elevada situando-se em 68,75 por cento. Entre 32 pedidos, 22 foram recusados, e 10 aprovados, a taxa de sucesso foi de 31,25 por cento. Os pedidos para “quadros dirigentes e técnicos especializados” resultaram na residência temporária para 17 pessoas, dado que cada pedido pode abranger mais de uma pessoa. Entre Janeiro e Junho foram ainda analisados dois pedidos de “extensão ao agregado familiar” de residência, com uma taxa de aprovação de 100 por cento. Mais três pessoas ficaram com o estatuto de residente temporário. Finalmente, foram submetidos 32 pedidos de renovação do estatuto de residente temporário, que levaram a 31 aprovações e uma recusa. As fatias do bolo No primeiro semestre, o IPIM processou um total de 68 pedidos de residência. O número inclui vários processos que transitaram do ano anterior, até porque nos primeiros seis meses deste ano foram apenas recebidos 25 processo de renovação e dois de extensão do estatuto de residência a outros membros do agregado familiar. Desde o início do ano, não foram registados pedidos de residência por investimento. Em termos dos processos de residência relativos a “quadros dirigentes e técnicos especializados”, entre os 10 aprovados, seis estavam relacionados com a área da educação, dois processos visavam a área da saúde e acção social, enquanto os sectores das finanças e entretimento e jogo tiveram um processo cada. Já o único pedido aprovado com o fundamento de investimento relevante prendeu-se com a área do comércio por grosso e a retalho.
Hoje Macau PolíticaIPIM | 40 empresários de Macau e China em Angola e Moçambique Entre amanhã e sexta-feira, uma delegação de 40 empresários de Macau, Hengqin e do Interior da China participam numa visita a Angola, a convite do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). Segundo um comunicado divulgado ontem pelo IPIM, a delegação é composta por membros de associações comerciais e empresários dos sectores das finanças modernas, big health, tecnologia de ponta, comércio a retalho, novas energias e infra-estruturas. Um dos pontos altos da visita será a participação na Feira Internacional de Luanda (FILDA), “a maior e mais prestigiante exposição geral do Sudoeste Africano” e no Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa – Luanda. Na próxima segunda-feira, a agenda da comitiva é marcada pela Conferência de Promoção de Investimento de Macau-Hengqin 2024, que acontecerá em Moçambique. Ao longo das 14 edições do Encontro de Empresários, que se realiza desde 2005, foram organizadas mais de 3.600 sessões de bolsas de contactos e assinados mais de 100 protocolos, contando com a participação de mais de 5.800 empresários. Esta é a terceira vez que o encontro se realiza em Luanda.
Hoje Macau SociedadeIPIM | Investimentos criaram 817 postos de trabalho Nos primeiros seis meses do corrente ano, o “Serviço One–Stop para Investidores” do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) acompanhou projectos responsáveis pela criação de 817 postos de trabalho e um investimento de 1,32 mil milhões de patacas. A informação foi divulgada através de uma nota de imprensa do IPIM, que destaca que o investimento nos primeiros seis meses foi “maior do que o montante efectivamente investido em todo o ano de 2023”. O montante do ano passado não foi referido no comunicado. Ainda de acordo com a mesma fonte, na primeira metade do ano, o IPIM recebeu 199 novos projectos de investimento, mas apenas 153 foram acompanhados durante a implementação. No comunicado, o IPIM considera que a situação actual “demonstra que os investidores têm confiança no ambiente de negócios e nas perspectivas do desenvolvimento de Macau”. Em relação à segunda metade do ano, o IPIM promete estar “empenhado em potenciar as suas funções” através das actividades de “promoção de investimento, convenções e exposições, bem como serviços comerciais entre a China e os países de língua portuguesa”. A instituição apontou também que no segundo semestre deste ano, os trabalhos prioritários consistem em “captar negócios e investimentos com medidas proactivas, realização de exposições e em parcerias”. O IPIM promete assim “realizar visitas a empresas das nove cidades da Grande Baía, atrair para Macau mais actividades de convenções e exposições de alta qualidade, bem como coordenar delegações para visitas aos países lusófonos”.
Hoje Macau Manchete SociedadeOvibeja | Empresários locais vão procurar produtos para a China Uma delegação de empresários de Macau, liderada pelo IPIM, vai à feira agropecuária Ovibeja procurar produtos alimentares para o mercado chinês. A missão tem como objectivo reforçar o papel de Macau enquanto ponto de distribuição de produtos dos países de língua portuguesa para a China Empresários de Macau vão participar na feira agropecuária portuguesa Ovibeja em busca de mais produtos alimentares de qualidade para introduzir na China, disse o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM). O IPIM vai organizar uma delegação empresarial para participar na Ovibeja, entre 30 de Abril e 5 de Maio, e ajudar Macau a reforçar o papel de “centro de distribuição alimentar dos países de língua portuguesa” para toda a China, referiu o departamento do Governo de Macau em comunicado. O instituto pretende introduzir no mercado chinês mais “produtos alimentares e vinho de elevada qualidade” vindos dos países lusófonos, assim como ajudar as empresas de Macau a explorar oportunidades de cooperação no estrangeiro. A 40.ª edição da Ovibeja, organizada pela ACOS – Associação de Agricultores de Portugal, vai ter lugar como habitualmente no Parque de Feiras e Exposições Manuel de Castro e Brito, em Beja. Tanto mar O IPIM disse ainda que, após a Ovibeja, a delegação vai a São Paulo participar, no APAS Show, descrita pela organização como “a maior feira do mundo” para supermercados. O evento decorre na cidade brasileira entre 13 e 16 de Maio. O instituto sublinhou que em 2023 ajudou 161 companhias e empresários da China e dos países lusófonos, incluindo empresas portuguesas que queriam expandir negócios em Macau e empresas da região chinesa interessadas em comprar carne no Brasil. Na quarta-feira, o IPIM e a Câmara Internacional de Negócios do Brasil promoveram em Macau uma sessão de negócios para fomentar a cooperação entre produtores brasileiros de café e sete empresas de torrefação de café locais. As exportações de mercadorias dos países de língua portuguesa para a China atingiram 147,5 mil milhões de dólares (136,1 mil milhões de euros) no ano passado, num novo recorde histórico, de acordo com dados oficiais. Este é o valor mais elevado desde que o Fórum Permanente para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a apresentar este tipo de dados dos Serviços de Alfândega da China, em 2013. As exportações aumentaram 6,2 por cento em comparação com 2022, sobretudo devido ao maior fornecedor lusófono do mercado chinês, o Brasil, cujas vendas subiram 11,9 por cento, para 122,4 mil milhões de dólares (112,9 mil milhões de euros), um novo máximo histórico. Já as vendas de mercadorias de Portugal para a China decresceram 4,1 por cento para 2,91 mil milhões de dólares (2,69 mil milhões de euros).
João Santos Filipe Manchete PolíticaResidência | Pedidos aprovados por IPIM abaixo de 6% No ano passado, o IPIM processou 604 pedidos de residência temporária e recusou, ou foram cancelados, 569 pedidos. O programa de residência temporária tem como alvos investidores, quadros dirigentes e técnicos especializados Menos de seis por cento dos pedidos avaliados no ano passado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) foram aprovados no âmbito da residência temporária para investidores, quadros dirigentes e técnicos especializados. Os números foram revelados pelo instituto na passada sexta-feira. No ano passado, o IPIM processou 604 pedidos de residência temporária e recusou, ou foram cancelados, 569 pedidos, o que representa uma proporção de 94,2 por cento. A forma como o IPIM apresenta os dados não permite distinguir entre os pedidos efectivamente recusados e os cancelados, uma vez que os números são apresentados juntos. No entanto, a taxa de aprovação não vai além dos 5,8 por cento, o que significa que por cada 100 pedidos de residência temporária, menos de seis são aprovados. No que diz respeito aos pedidos por investimentos, o IPIM avaliou 81 processos e todos acabaram por ser recusados ou cancelados. Os motivos dos cancelamentos não foram indicados. Em relação aos pedidos para “quadros dirigentes e técnicos especializados”, o cenário é ligeiramente melhor. De um total de 523 processos, 35 foram aprovados, abrangendo 68 pessoas. No entanto, a taxa de aprovação é de 6,7 por cento. Este dado também significa que houve 488 pedidos recusados ou cancelados, uma proporção de 93,3 por cento. Entre os 21 pedidos aprovados, 60 por cento foram submetidos trabalhadores do sector da educação, e seis pedidos diziam respeito a profissionais do sector financeiro. Os restantes dividem-se por hotelaria e restauração, transportes, armazéns e comunicações, entretenimento, jogos e outros sectores. Além dos pedidos processados, houve 16 pedidos novos ao longo do ano passado. Pedidos de renovação Quanto à renovação de residência, entre os 386 processos avaliados pelo IPIM 207 foram aprovados, o que representa 53,6 por cento. Por outro lado, 179 foram recusados, ou cancelados, o que significa 46,4 por cento. A nível de tratamento estatístico, o IPIM não identifica quantas pessoas foram afectadas pelas recusas e cancelamentos. No entanto, é indicado que foram submetidos 124 pedidos novos. Por outro lado, no ano passado foram submetidos pedidos de extensão ao agregador familiar foram processados totaos, dos quais cinco foram aprovados e 20 foram indeferidos/cancelados. Em relação à extensão ao agregado familiar foram submetidos 25 pedidos, foram cancelados ou recusados 20 pedidos, enquanto os cinco aprovados abrangeram sete beneficiários. Feitas as contas, no ano passado 75 pessoas conseguiram o estatuto de residente na RAEM.