Jogo | China abre guerra à troca ilegal de dinheiro em Macau João Santos Filipe - 4 Jun 2024 A troca ilegal de dinheiro em Macau foi discutida num encontro de “nível nacional” pelo Ministério da Segurança Pública. A receita para combater o fenómeno passa pelo aperto do controlo das fronteiras e mais cooperação entre as polícias do Interior e da RAEM A troca ilegal de dinheiro em Macau está na mira das autoridades do Interior e esperam-se mais medidas do outro lado da fronteira para fazer face ao jogo ilegal e lavagem de capitais. A situação foi abordada num encontro ao nível nacional promovido pelo Ministério da Segurança Pública, que decorreu em Pequim, de acordo com o China Daily. Segundo as preocupações expressas durante o encontro entre dirigentes do Interior, as trocas ilegais de dinheiro estão em expansão rápida em Macau e frequentemente surgem associadas a outras actividades ilegais, como violência, burlas e contrabando. Face a estes desenvolvimentos, as autoridades do Interior anunciaram o reforço do controlo nas fronteiras, maior coordenação com Macau para a entrega de fugitivos, assim como o aumento da cooperação entre as polícias dos dois lados da fronteira. Com as medidas, as autoridades do Interior esperam atacar a “corrente inteira da indústria” deste crime, que foi ligado a associações criminosas. A data do encontro das autoridades do Interior não foi revelada, mas a notícia foi divulgada na segunda-feira, pelo China Daily. A informação foi colocada a circular dois dias de Macau ter anunciado o melhor mês para os casinos desde a pandemia, ao nível das receitas brutas do jogo. Em Maio as receitas atingiram 20,19 mil milhões de patacas, a primeira vez que ficaram acima de 20 mil milhões desde Janeiro de 2020. Segurança financeira em risco Ao jornal South China Morning, o presidente executivo da Sociedade de Reforma de Guangdong, Peng Peng, considerou que como o assunto foi discutido a nível nacional isso significa que é encarado como um risco para a segurança financeira nacional. Além disso, Peng também indicou que este tipo de medidas está “em linha” com a campanha contra a corrupção de Xi Jinping. “Apesar do negócio da troca ilegal de dinheiro em Macau ter surgido da indústria do jogo, houve uma expansão das actividades, o que faz com que esteja a servir os propósitos que eram cumpridos pelos bancos ilegais e tornaram-se um canal muito comum para a fuga de capitais relacionados com a corrupção e dinheiro obtido de outras formas ilegais”, justificou. “De forma a proteger a segurança financeira da China, e para controlar o problema da corrupção e prevenir a fuga ilegal de capitais, o Governo vê a necessidade de controlar a indústria da troca do dinheiro”, acrescentou o responsável.
Taipa Grande | Trânsito e autocarros preocupam conselheiros das Ilhas Hoje Macau - 4 Jun 2024 Lau Nga Lok, membro do conselho consultivo das Ilhas, apelou ontem ao Governo para prestar atenção aos congestionamentos nas estradas que vão funcionar como acesso ao Túnel da Colina da Taipa Grande. Numa intervenção antes da ordem do dia da reunião de ontem do conselho consultivo, Lau indicou que Avenida de Wai Long, principalmente no troço de acesso ao aeroporto, está frequentemente congestionada, pelo que a situação só vai piorar quando as obras do túnel começarem. Face à situação, o membro apelou ao Governo para começar a tomar medidas para descongestionar o trânsito naquela zona, sugerindo a construção de mais acessos ao aeroporto. O concurso público para a construção da primeira fase do Túnel da Colina da Taipa Grande encontra-se actualmente a decorrer. Por sua vez, a conselheira Lei Hoi Ha apresentou queixas sobre o estado dos transportes públicos, principalmente a falta de alternativas para os residentes que tentam viajar para o Coloane. De acordo com a conselheira, o horário de funcionamento dos autocarros números 52 e 55, que fazem a ligação entre a península de Macau e Seac Pai Van, deviam ser alargados. Sobre o percurso de autocarros, Lei Hoi Ha defendeu mudanças no sistema montado no Cotai, por considerar que há percursos que têm paragens a mais, o que torna as viagens demasiado demoradas e pouco eficazes para quem precisa de se deslocar de transportes públicos.
Pátio do Espinho | UGAMM pede melhor preservação do local Hoje Macau - 4 Jun 2024 A vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), Cheong Sok Leng, espera que o Governo reforce a preservação dos monumentos e das árvores no Pátio do Espinho, e promova as crenças tradicionais em Na Tcha. A opinião foi partilhada com o Jornal Ou Mun, depois da responsável ter realizado uma visita ao pátio situado ao lado das Ruínas de São Paulo e que inclui o tempo de Na Tcha. Cheong Sok Leng destacou que o Pátio do Espinho é uma parte essencial do centro histórico de Macau, mantendo o estilo único da povoação antiga daquela zona, além de ficar junto às Ruínas de São Paulo, património mundial. Por esta razão, sugeriu ao Governo que reforce a divulgação sobre o pátio e que faça mais esforços para a protecção do local. A responsável associativa admitiu que, apesar da importância do local, a população não tem conhecimentos suficientes o assunto, pelo que considera que o Executivo pode promover mais projectos culturais e educativos. A líder associativa deu como exemplo de iniciativas de promoção do Pátio do Espinho a organização de viagens para os residentes, em que estes são confrontados com a história do local. Por seu turno, o presidente da Associação do Templo Na Tcha, Ip Tat, apelou ao Governo para tratar dos problemas de drenagem da zona, dado que com a água a ficar estagnada no local é frequente o mau cheiro, assim como a proliferação de mosquitos.
Cuidadores | Ella Lei pede alargamento de rede de apoios João Luz - 4 Jun 2024 Ella Lei sugere ao Governo o alargamento do âmbito de aplicação do subsídio de cuidadores, para chegar a famílias em situação de maior vulnerabilidade, e garantir o descanso de cuidadores de pessoas idosos e doentes. A deputada recomendou também que o Governo tome as regiões vizinhas como exemplo Ella Lei divulgou ontem uma interpelação em que pede a optimização do subsídio para cuidadores, assim como o aperfeiçoamento dos serviços de apoio para aliviar a pressão destas pessoas. A deputada começou por argumentar que, “apesar da regularização do subsídio para cuidadores, cujo valor não é elevado”, os destinatários estão limitados a quatro tipos de cuidados prestados, que incluem o apoio a pessoas com um grau grave ou profundo de deficiência, ou pessoas que estão permanentemente acamadas. Como tal, sugere o aumento do valor do subsídio para cuidadores conforme a situação económica da respectiva família e o alargamento do âmbito dos destinatários do subsídio, para “aliviar os encargos económicos da família e, em especial, das pessoas que ficaram impossibilitadas de trabalhar por terem de assegurar os respectivos cuidados a tempo inteiro”. A deputada pediu também um “ponto de situação sobre a implementação do subsídio a cuidadores”, passada a fase experimental da sua atribuição. Porém, além dos apoios financeiros, Ella Lei entende que é fundamental “disponibilizar conhecimentos sobre os cuidados, encontrar recursos sociais ou canais de assistência e assegurar serviços de descanso e saúde psicológica” para os cuidadores. A pressão sentida por quem cuida de outrem dependente não foi esquecida pela deputada dos Operários, que mencionou “tragédias que se verificam em todo o mundo”, em que cuidadores de auto-mutilam ou agridem as pessoas de quem cuidam em resultado de episódios psicóticos. O que fazer Esta pressão elevada pode ser atenuada através de medidas do Governo, na óptica de Ella Lei. Como já existe colaboração entre entidades governamentais e instituições sociais na prestação de serviços domiciliários de enfermagem ou de cuidados e acolhimento diurno, a deputada sugere ao Governo que invista nestes serviços para aliviar a pressão dos cuidadores. Outras formas de promover o descanso destas pessoas é aumentar as vagas destes serviços complementares, assim como melhorar o actual mecanismo de apreciação e autorização, aos respectivos destinatários e ao conteúdo dos serviços, inclusivamente ao horário dos serviços Além disso, ainda para permitir o descanso, Ella Lei pergunta se o Executivo tem planos para implementar um plano de acolhimento de emergência, assim como reforçar os serviços de saúde psicológica destinados aos cuidadores. Um dos caminhos indicados pela deputada é a aposta no mercado privado, através de incentivos a instituições para desenvolverem “projectos de apoio para os cuidadores das famílias de diversos grupos ou capacidade económica”.
Comércio | Académico aconselha PME adaptarem-se Hoje Macau - 4 Jun 2024 O professor associado do Departamento de Finanças e Economia Empresarial da Universidade de Macau, Henry Lei Chun Kwok, considera que as Pequenas e Médias Empresas (PME) precisam de se adaptar à realidade, para responderem à procura do seu público alvo. As declarações foram prestadas ao Jornal Ou Mun, num comentário feito ao facto de o comércio local enfrentar vários desafios, apesar de os sectores do turismo e do jogo caminharem para a recuperação de níveis pré-pandemia. Segundo o jornal Ou Mun, o académico recordou que o Governo e as associações comerciais lançaram várias actividades promocionais para promover o consumo, no entanto, os efeitos só se fizeram sentir numa fase inicial das promoções. Sobre o facto de haver cada vez mais residentes a consumirem no Interior, Henry Lei considerou que o comércio local não vai conseguir competir através dos preços, devido ao elevado valor das rendas, assim como as comissões cobradas pelas plataformas de take-away. Durante o processo da mudança, Henry Lei defende que o Governo e as associações comerciais devem continuar a apoiar o comércio local, com a realização de mais actividades como o “grande prémio para o consumo na Zona Norte” durante os fins-de-semana. O académico sugeriu também que este tipo de eventos seja levado para outras zonas da cidade.
Biblioteca Central | Primeira fase termina em Dezembro de 2025 João Luz - 4 Jun 2024 A primeira fase do projecto inclui a demolição do antigo Hotel Estoril e à construção das fundações e caves. A empreitada estará a cargo da Companhia de Construção e Investimento Predial Ming Shun, que apresentou a proposta mais barata (69,78 milhões de patacas) Está em curso a primeira fase do projecto de construção da nova Biblioteca Central de Macau, que tem o prazo máximo de execução 450 dias de trabalho, ou seja, deverá estar concluída em Dezembro de 2025. Segundo informação publicada no site da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), “em articulação com o progresso global, o projecto será implementado em duas fases, sendo a 1.ª fase destinada à demolição do antigo Hotel Estoril e à construção das fundações e caves da nova biblioteca”. A empresa que estará a cargo da adjudicação da primeira fase do projecto é a Companhia de Construção e Investimento Predial Ming Shun, que apresentou o preço mais barato, com 69,78 milhões de patacas, menos de 20 milhões de patacas do que a proposta mais elevada apresentada pela Companhia de Engenharia e Construção Sun Fook Kong – Kun Fai. A fiscalização da obra, que tem como projectista o Consortium of Mecanoo-Leigh and Orange-PAL Asia, está a cargo da Foundation Engenharia e Consultoria, por mais de 4,6 milhões de patacas, enquanto o controle de qualidade e o serviço de monitorização dos edifícios envolventes será feito pelo Laboratório de Engenharia Civil de Macau, por cerca de 2,85 milhões de patacas. No total, a demolição do Hotel Estoril e a construção das fundações e caves irá custar mais de 77,2 milhões de patacas. Experiência que conta A DSOP salienta a complexidade do grau de dificuldade da construção e dos requisitos técnicos deste projecto em comparação com outras obras, “tendo em conta que a área de execução da obra é adjacente à Piscina Estoril”, e exigência ao nível da “segurança do ambiente circundante durante o período de construção”. Foi com estes factores em mente, que a DSOP justificou a opção pela modalidade de consulta, em vez de concurso público, para a qual foram convidadas sete empresas. A DSOP considerou que desta forma seria mais fiável encontrar um empreiteiro com “elevada experiência e capacidade na escavação de fundações”. A Nova Biblioteca Central de Macau ficará de frente para a Praça do Tap Seac, no terreno entre o cruzamento da Avenida de Sidónio Pais com a Rua Filipe O’Costa (antigo Hotel Estoril), numa área de cerca de 2.960 metros quadrados. De acordo com o projecto, a biblioteca terá quatro pisos de altura, com cave para armazenamento, com uma área bruta de construção de cerca de 12.710 metros quadrados, dispondo igualmente de espaço para a biblioteca principal, salas de reunião, zona de aprendizagem e zona de leitura pública.
Venetian | Obras na Arena terminam até ao fim do ano Hoje Macau - 4 Jun 2024 As obras de renovação da Arena do Cotai, situada no hotel The Venetian, vão ficar concluídas até ao final do ano, de acordo com as declarações prestadas pelo vice-presidente executivo da concessionária Sands China, Wilfred Wong. Segundo o portal GGR Asia, o responsável falou durante o primeiro dia da exposição Global Gaming Expo (G2E) Asia, a maior feira do território sobre jogo, e apontou que o último trimestre do ano como a data de conclusão das obras. A Arena do Cotai tem actualmente capacidade para cerca de 15 mil pessoas, mas está encerrada devido a obras desde Janeiro. Apesar disso, é um dos espaços com maior capacidade para espectáculos em Macau, tendo recebido no passado concertos de artistas como Rolling Stones, Rihanna, Katy Perry ou Jay Chou.
Imobiliário | Vendas crescem 82% na primeira metade de Maio João Santos Filipe - 4 Jun 2024 Entre a primeira quinzena de Abril e de Maio houve um aumento de 83 compras e vendas de habitação no território de 101 transacções para 184 transacções As transacções de imóveis para habitação registaram um aumento de 82 por cento na primeira metade de Maio, em comparação com a primeira metade de Abril. Os números oficiais foram publicados ontem pela Direcção de Serviços de Finanças (DSF). Entre a primeira quinzena de Abril e de Maio registou-se um aumento de 83 compras e vendas de habitação no território passando de 101 transacções para 184 transacções. O aumento da procura pode ser explicado com o facto de na primeira metade de Abril ainda não terem entrado em vigor as medidas que removeram vários impostos aplicáveis às transacções de habitação. A primeira metade de Maio foi também o mês com maior número de vendas desde o início do ano, batendo o registo de Janeiro, o mais alto até agora, quando tinham sido registadas 105 compras e vendas de habitação. O preço de 91.361 patacas por metro quadrado de Maio foi igualmente o mais elevado do ano, quando se comparam as primeiras metades dos meses decorridos. Até Maio, o preço mais elevado tinha sido registado nos primeiros dias de Janeiro, com uma média de 88.762 patacas por metro quadrado. Em comparação com a primeira metade de Maio do ano passado, este ano houve mais 49 transacções, embora a preços mais baixos. O preço de acordo com os dados mais recentes foi de 91.361 patacas por metro quadrado, enquanto na primeira quinzena de Maio de 2023 tinha sido de 93.471 patacas por metro quadrado. Mais vontade Após terem sido revelados os dados das transacções imobiliárias, o director geral da agência imobiliária Savills Macau, Franco Liu, considerou que os números reflectem o sentimento do mercado, de uma maior vontade das pessoas para transaccionarem imóveis, após as alterações políticas. Em declarações ao Jornal Ou Mun, Liu justificou-se ao anunciar que a venda de casas novas num edifício novo na Taipa resultou na transacção de 160 apartamentos ao longo de três dias. Além disso, durante estes dias, indicou o agente imobiliário, cerca de 5 mil pessoas, excluído agentes imobiliários, visitaram o andar modelo. Contudo, Franco Liu reconheceu que actualmente as vendas ainda apresentam vários descontos para os compradores, o que também contribui para um aumento da procura. O director geral da agência imobiliária reconheceu que apesar do número de transacções começar a mostrar sinais de alguma recuperação, o mesmo não se pode dizer em relação aos preços, que ainda estão muito abaixo do que chegou a ser praticado.
Brasil | Vice-presidente iniciou ontem visita oficial à China Hoje Macau - 4 Jun 2024 O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, Geraldo Alckmin, iniciou ontem uma visita oficial à China acompanhado de uma comitiva de 200 empresários do país sul-americano. Segundo informações divulgadas pelo Governo brasileiro, a visita da comitiva a Pequim é outra demonstração de “relevância ao importante aliado chinês” e tem a ambição de reforçar a cooperação comercial bilateral. Em Abril do ano passado o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou uma visita oficial à China para marcar o início de seu terceiro mandato. A segunda comitiva do Governo sul-americano a visitar Pequim, liderada por Alckmin e o ministro da Casa Civil brasileiro, Rui Costa, deve tratar da inclusão do Brasil no acordo Uma Faixa, Uma Rota, que será tema de debates no VII encontro da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, presidida pelos vice-presidentes dos dois países, a decorrer hoje e amanhã. Durante a visita oficial da comitiva brasileira à China, que decorre até sábado, também deverão ser assinados acordos bilaterais no plano consular, agrícola, de investimentos e de combate às alterações climáticas. Os 200 empresários brasileiros terão como missão principal o reforço comercial nas áreas da agricultura, indústria, finanças, transição energética e mercados capitais. Em 2023, a China confirmou-se como o maior parceiro comercial do Brasil e como principal destino das exportações brasileiras, que cresceram 16,5 por cento e atingiram 105,75 mil milhões de dólares, quase um terço de todas as exportações do país sul-americano.
Sonda descola da Lua com amostras da face oculta Hoje Macau - 4 Jun 2024 A sonda chinesa Chang’e 6 descolou ontem com êxito da superfície lunar, transportando amostras do lado mais afastado da Lua, um feito considerado inédito, noticiaram os meios de comunicação estatais. A “sonda chinesa Chang’e-6 descolou da superfície lunar na manhã de ontem, transportando amostras recolhidas no lado mais distante da Lua, um feito sem precedentes na história da exploração lunar humana”, disse a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, citando a Administração Espacial chinesa. A Chang’e 6, lançada no início de Maio do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na ilha tropical chinesa de Hainão (sul), pousou como planeado na imensa bacia Aitken, no polo sul lunar, uma das maiores crateras de impacto conhecidas no sistema solar, afirmou a Administração Espacial chinesa. Esta missão é a sexta do programa chinês de exploração da Lua Chang’e, nomeado em homenagem à deusa chinesa da Lua, e será a segunda a trazer amostras lunares de volta à Terra, após uma primeira no lado próximo do corpo celeste, em 2020. Na nova missão, o módulo irá usar um braço mecânico e um perfurador para recolher até dois quilogramas de material de superfície e subterrâneo, a enviar de volta à Terra numa cápsula que está actualmente a orbitar a Lua. À espera A cápsula deve regressar à Terra e aterrar nos desertos da região da Mongólia Interior, no norte da China, por volta de 25 de Junho. As missões para o lado distante da Lua são consideradas mais difíceis porque exigem um satélite de retransmissão para manter as comunicações. Entre as recentes conquistas espaciais da China estão a exploração de Marte e a construção da estação espacial Tiangong, para onde regularmente envia tripulações. A ambição espacial da China continua a crescer, com a possibilidade da Tiangong se tornar na única estação espacial em funcionamento, depois de a Estação Espacial Internacional, tal como previsto, ser retirada em 2031. A China tem como objectivo colocar uma pessoa na Lua antes de 2030, o que a tornaria a segunda nação a fazê-lo depois dos Estados Unidos.
Epoch Times, jornal da Falun Gong, acusado nos EUA de branquear capitais Hoje Macau - 4 Jun 2024 A empresa de media anti-China Epoch Times estava no centro de um esquema fraudulento de lavagem de dinheiro e criptomoeda envolvendo dezenas de milhões de dólares, afirmou o departamento de justiça na segunda-feira ao anunciar a acusação de seu director financeiro Bill Guan. O executivo de 61 anos “conspirou com outros para participar num esquema transnacional extenso para lavar pelo menos cerca de 67 milhões de dólares de fundos obtidos ilegalmente”, de acordo com um comunicado do escritório do procurador dos EUA do distrito sul de Nova Iorque. As receitas reverteram para a empresa e para o enriquecimento pessoal de indivíduos, incluindo Guan, que pode ser condenado a 70 anos de prisão por uma acusação de conspiração para cometer branqueamento de capitais e duas acusações de fraude bancária. O gabinete do procurador afirmou que as acusações não se relacionavam com as actividades de recolha de notícias do Epoch Times, com sede em Manhattan, uma empresa de comunicação social popular entre a direita conservadora pela sua cobertura frequentemente conspiratória da política e dos assuntos mundiais e pelas críticas abertas ao partido comunista chinês. Guan é acusado de ser o mentor de um esquema em que geria a equipa “Make Money Online” da empresa de comunicação social no estrangeiro, segundo o departamento de justiça. “Sob a gestão de Guan, os membros da equipa e outros usaram criptomoeda para comprar conscientemente dezenas de milhões de dólares em receitas de crimes, incluindo receitas de benefícios de seguro-desemprego obtidos de forma fraudulenta, que foram carregados em dezenas de milhares de cartões de débito pré-pagos”, disse o comunicado. As receitas foram então alegadamente “lavadas” através de uma determinada plataforma de criptomoeda e transformadas em moeda digital a 70 a 80 cêntimos por dólar, disseram os procuradores. Os membros da equipa utilizavam então informações de identificação pessoal roubadas para abrir contas e canalizar os lucros para essas contas e, posteriormente, para contas em seu próprio nome. Teia de mentiras Guan, de Secaucus, Nova Jersey, mentiu aos investigadores sobre a origem do dinheiro quando estes começaram a investigar um aumento extraordinário de 410 por cento na receita anual do Epoch Times de aproximadamente US $ 15 milhões para cerca de US $ 62 milhões, alega ainda o comunicado. Guan afirmou que o aumento dos fundos provinha de “donativos”, e que Guan “escreveu uma carta dirigida a um gabinete do Congresso afirmando falsamente que os ‘donativos’ constituíam ‘uma parte insignificante das receitas globais’ da empresa de comunicação social”. Em Outubro do ano passado, a NBC News noticiou um aumento ainda maior da base de receitas do Epoch Times, de 685 por cento em dois anos. A investigação da NBC mapeou a ascensão da empresa de uma publicação obscura e marginal a uma potência conservadora num período relativamente curto de tempo, a ponto de direccionar milhões de dólares para a fracassada campanha de reeleição de Donald Trump em 2020. Um relatório de 2021 publicado no Guardian incluía o Epoch Times entre uma série de meios de comunicação social norte-americanos ligados ao Falun Gong, um movimento que se opõe há décadas ao governo chinês. Um dos objectivos da empresa, sugeria o relatório, era amplificar os esforços dos republicanos para ligar Joe Biden e o partido democrata ao Partido Comunista Chinês (PCC) e endurecer a opinião pública dos EUA contra a China.
O homo sapiens, as alterações climáticas e a biodiversidade Olavo Rasquinho - 4 Jun 2024 Durante a formação do universo, há cerca de 15 mil milhões de anos, e seu sequente desenvolvimento, um feliz acaso permitiu que o planeta que habitamos se encontrasse à distância perfeita de uma estrela, de tal modo que se criaram as condições necessárias à formação de vida. Estas condições ideais, que alguns designam por “Goldilocks conditions1”, são tão raras que ainda não foi possível detetar qualquer outro planeta com características semelhantes que permitissem a existência de seres vivos. A Terra está situada na galáxia Via Láctea, que é constituída por milhões de estrelas e planetas. Por outro lado, esta é um dos muitos milhões de galáxias que proliferam no universo, o que nos faz perguntar a nós próprios qual a razão de este nosso planeta ser o único habitável de que temos conhecimento. A este propósito, é de mencionar a estranheza manifestada por cosmólogos e outros cientistas pela aparente contradição entre a alta probabilidade da existência de civilizações extraterrestres e a inexistência de evidências da sua ocorrência (Paradoxo de Fermi2). Como é do conhecimento geral, o clima está em crise devido às atividades antropogénicas, nomeadamente no que se refere à injeção de gases de efeito de estufa (GEE) na atmosfera, provenientes da utilização desenfreada de combustíveis fósseis. Além da atmosfera, também as outras componentes do sistema climático (litosfera, hidrosfera, biosfera e criosfera) são afetadas pelo aquecimento global. Uma das muitas consequências consiste na degradação acelerada da biosfera, com a diminuição drástica da biodiversidade. De acordo com o IPCC3, a degradação que o clima tem vindo a sofrer é consequência da atividade humana desde a revolução industrial. No entanto, a consequência nefasta da ação do homem sobre a natureza não se limita a este curto período de cerca de duas centenas e meia de anos. Desde há milhares de anos que o Homo sapiens contribui altamente para esse efeito e, à medida que a população mundial aumenta, maior será a ação destruidora sobre a natureza. A necessidade de campos para fins agrícolas, cidades mais vastas, construção de aeroportos, autoestradas e outras infraestruturas, implicam a destruição de ecossistemas e o consequente desaparecimento de numerosas espécies animais e vegetais. Note-se que há 12 mil anos a população mundial era cerca de metade da população atual de Portugal, no início do século XXI atingiu aproximadamente 6 mil milhões e, atualmente, já ultrapassou os 8 mil milhões. De acordo com projeções das Nações Unidas, em 2050 poderá atingir 9,7 milhares de milhões e, em 2100, cerca de 10,3 milhares de milhões. Nestas condições não há planeta que aguente! Segundo alguns cientistas, estamos no limiar da sexta extinção em massa, tendo já ocorrido, desde há cerca de 500 milhões de anos, cinco grandes extinções, as quais foram causadas por fenómenos naturais, nomeadamente impacto de meteoritos, intensa atividade vulcânica e mudanças climáticas causadas por fatores cósmicos. A grande diferença consiste no facto de a sexta extinção estar a decorrer num intervalo de tempo muito curto e por ser consequência das atividades do Homo sapiens, considerado o maior predador de todos os tempos, devido à superexploração de recursos naturais, poluição, introdução de espécies invasoras e alterações climáticas. Estes fatores combinados, juntamente com o aumento desenfreado da população humana, têm exercido uma pressão sem precedentes sobre os ecossistemas naturais. Segundo Noah Harari4, autor de “Sapiens: uma breve história da humanidade” o homo sapiens é o maior assassino ecológico em série. Ainda hoje, em alguns países, os humanos divertem-se abatendo indiscriminadamente animais, como acontece em plena Europa, nas Ilhas Faroé, onde, uma vez por ano, se concretiza uma verdadeira chacina de centenas de golfinhos e baleias-piloto. Foi notícia muito comentada o abate de 1428 golfinhos-de-focinho-branco e baleias-piloto, em 12 de setembro de 2021, nessas ilhas dinamarquesas. Os golfinhos são animais comprovadamente inteligentes que frequentemente interagem com navegadores, acompanhando-os nas suas viagens, fazendo acrobacias, como que a saudá-los. Continua amanhã *Meteorologista Referências: Goldilocks conditions” (em português “condições caracolinhos dourados”) é uma expressão que, quando referida a um planeta, exprime a ideia de que este está a uma distância ideal da estrela em torno da qual orbita, i.e., nem muito perto, nem muito longe. A expressão é inspirada na história infantil “Goldilocks and the Three Bears”, do autor inglês Robert Southey (1774-1843), pela primeira vez publicada em 1837. Nesta história, a personagem principal, uma menina com caracóis dourados, entre várias possibilidades de escolha, selecionava sempre o meio-termo. Entre 3 pratos de papa, um muito quente, outro morno e outro muito frio, optava pelo do meio. Perante três cadeiras, uma muito dura, outra muito macia e outra medianamente macia, preferia esta. Enrico Fermi – físico italo-americano (1901-1953). IPCC – órgão da ONU para a monitorização das alterações climáticas. Yuval Noah Harari – historiador, investigador e professor de História do Mundo (Universidade Hebraica de Jerusalém).
Halftone | Exposição de fotografia foca-se na matriz portuguesa Andreia Sofia Silva - 4 Jun 2024 “A presença da matriz portuguesa em Macau, nas imagens entre tempos” é o nome da exposição de fotografia da responsabilidade da associação Halftone inaugurada este sábado. A mostra, integrada no cartaz das comemorações oficiais do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas, mostra imagens de 12 artistas e fotógrafos, revelando a presença lusa no território É inaugurada este sábado, às 17h, na residência oficial consular, no edifício Bela Vista, mais uma iniciativa cultural desenvolvida pela comunidade portuguesa para celebrar o 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, cujo feriado se celebra esta segunda-feira em Portugal. Trata-se da mostra “A presença da matriz portuguesa em Macau, nas imagens entre tempos” e conta com imagens da autoria de 12 pessoas que integram a associação Halftone, com mais ou menos experiência na fotografia. A mostra, que pode ser visitada gratuitamente até ao dia 30 de Junho, na galeria da residência consular, visa “aprofundar o conhecimento do contributo secular da Matriz Portuguesa na RAEM”, descreve-se num comunicado. Com esta exposição colocam-se questões sobre a presença portuguesa e macaense há vários séculos. “Sob o prisma do olhar da fotografia enquanto prática de arquivo diacrítico, subordinado ao tema da memória e identidade, faz sentido olhar a cidade hoje e reflectir sobre os seus traços identitários de Matriz Portuguesa? Quais os marcos históricos e patrimoniais, os registos culturais e persistências humanas nela existentes?” As imagens pretendem ainda responder à forma como “as diversas comunidades têm olhado para a presença do ‘outro’ neste território em constante transição e transformação” e que marcas são essas, “físicas ou imagéticas, entendidas por outras comunidades”. Será que “essas marcas também parte integrante da sua memória coletiva e individual, ou apresentam-se como extemporâneas?”. Mudanças constantes Criada em 2021, a associação de fotografia Halftone pretende mostrar o trabalho dos que adoram estar atrás da lente a capturar traços, vivências e cenários de Macau ou de outros locais, mostrando o trabalho de profissionais e amadores das várias comunidades. Esta é mais uma iniciativa da associação que traz outro olhar de Macau como um lugar que “historicamente é um território em transição”. “Na sua cartografia constrói lugares novos, desdobra-se, aprofunda, concentra novas camadas de memórias colectivas no mapa da cidade. Estas ‘imagens entre tempos’ revelam-se na afirmação da identidade do exercício da memória individual de cada um de nós”, descreve a associação. Revela-se uma “memória colectiva” que todos vivenciam, mesmo “de forma subjectiva, através do exercício da “pós-memória”, bem como “as memórias e registos visuais que outros nos convocam”. Macau é, assim, “o dragão aparentemente tranquilo, mas sempre acordado”, destaca a organização.
Museu Rijksmuseum identifica quem é quem nos retratos de Frans Hals Hoje Macau - 4 Jun 2024 O museu Rijksmuseum de Amesterdão descobriu a verdadeira identidade de um casal retratado pelo pintor neerlandês Frans Hals, em 1637, como o autarca da capital dos Países Baixos Jan van de Poll, e a sua mulher, Duifje van Gerwen. Anteriormente acreditava-se que o retrato era de um cervejeiro neerlandês e a sua mulher, mas os investigadores da galeria de arte descobriram a verdadeira identidade dos protagonistas das duas pinturas, que são propriedade do Rijksmuseum, noticiou na segunda-feira a agência Efe. “Este é o único par de retratos de casamento de um casal de Amesterdão pintado por Frans Hals. “Jan e Duifje viajaram para Haarlem por volta de 1637 para posar para a pintura”, explicou o museu. Jan van de Poll (1597-1678) foi presidente da Câmara de Amesterdão sete vezes. Em 1650 alcançou o posto mais alto – coronel – na milícia de cidadãos e aparece nesta função em dois retratos, um pintado pelo artista alemão Johann Spilberg, em 1650, e outro pelo neerlandês Bartholomeus van der Helst, em 1653, ambas pinturas propriedade da coleção do Museu de Amesterdão. Por sua vez, Duifje van Gerwen (1618-1658) era a filha mais nova de um rico comerciante de vinhos em Warmoesstraat, uma das ruas mais antigas de Amesterdão, e casou-se com o autarca em 1637. O retrato duplo em questão foi criado por Hals pouco depois do casamento. Uma recomendação O Rijksmuseum acredita que Hals foi recomendado para estes dois retratos pelo tio de Duifje, Willem Warmond, que aparece como capitão num retrato de grupo da milícia de Haarlem que o artista neerlandês pintou dez anos antes. “Hals começou ‘The Meager Company’, o seu único retrato de grupo de uma milícia de Amesterdão, em 1633. Vários membros da milícia não queriam viajar para Haarlem para serem retratados por Hals, e foi o pintor de ‘Amesterdão Pieter Codde’ quem terminou o trabalho em 1637. Mas Jan e Duifje estavam dispostos a ir para Haarlem e aparentemente aproveitaram esta vaga na agenda de Hals”, explicou o Rijksmuseum, com base na sua investigação. Estes dois retratos entraram na colecção do museu neerlandês em 1885 e o então director, Frederik Obreen, identificou os temas da pintura como Nicolaes Hasselaer (1593-1635), um cervejeiro neerlandês da Idade de Ouro, e sua mulher, Sara Wolfphaerts van Diemen (1594-1667). Porém, desde 2007, a identidade dos retratados foi questionada. Um curador do Rijksmuseum, Jonathan Bikker, conseguiu agora estabelecer que esta identificação é incorrecta, com base nos testamentos dos netos e bisnetos de Van Diemen, que revelaram ser impossível que os retratos tenham feito parte da herança da família. O curador também comparou o retrato do autarca feito por Hals com aqueles feitos por outros artistas, embora não existam outras pinturas conhecidas da sua mulher Duifje. O Rijksmuseum lembrou que Jan e Duifje são ascendentes directos de Jonkheer Jan Stanislaus Robert van de Poll, que doou as pinturas à galeria em 1885.
Ucrânia | Zelensky nas Filipinas para promover cimeira de paz Hoje Macau - 4 Jun 2024 O Presidente da Ucrânia visitou ontem as Filipinas, um dia depois de participar num fórum de segurança regional em Singapura para promover a cimeira mundial de paz, marcada para a próxima semana, na Suíça. Volodymyr Zelensky, cuja viagem a Manila não foi anunciada oficialmente pelo seu gabinete ou pelas autoridades filipinas, reuniu-se com o homólogo, Ferdinand Marcos, que expressou todo o apoio possível para resolver o conflito no país europeu, informou a televisão filipina ABS-CBN. O líder ucraniano compareceu, de surpresa, no domingo no Diálogo de Shangri-La, o principal fórum de segurança e defesa da Ásia, para pedir apoio dos países da Ásia-Pacífico para a cimeira mundial de paz que vai decorrer, de 15 a 16 de Junho, na estância suíça de Bürgenstock. No discurso em Singapura, Zelensky manifestou “a decepção” por alguns países, como a China, não terem confirmado a presença na cimeira e acusou Moscovo de tentar “fazer descarrilar” os esforços para alcançar a paz. O Presidente ucraniano afirmou que 106 países e organizações confirmaram a participação na cimeira, que não deverá contar com a presença de representantes de Pequim e Moscovo. União de ferro À margem do Diálogo de Shangri-La, Zelensky encontrou-se com o secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, a quem agradeceu o “apoio político e de defesa vital dos EUA à Ucrânia”. Esta é a segunda visita do líder ucraniano à Ásia desde o início da guerra na Ucrânia devido à invasão russa em Fevereiro de 2022, depois de ter participado na cimeira de líderes do G7 no Japão em Maio de 2023. Zelensky procura durante esta viagem impulsionar a cimeira na Suíça e exaltar “a diplomacia” como o principal instrumento para pôr fim a uma “guerra cruel” que matou dezenas de milhares de pessoas.
Donald Trump David Chan - 4 Jun 2024 Esta semana, uma das mais importantes notícias a nível internacional foi Donald Trump, ex-Presidente americano e actual candidato às próximas eleições presidenciais, ter sido considerado culpado pelo tribunal das diversas acusações que sob ele pendiam, facto muito preocupante em termos sociais. Trump foi condenado por 34 infracções penais e a sentença será proferida no próximo dia 11 de Julho. A decisão do tribunal fez de Trump o primeiro ex-Presidente da história dos EUA a ser acusado de crimes após deixar o mais alto cargo do país. Foi divulgado que o júri confirmou, através das provas fornecidas pelo advogado de acusação, que Trump tinha falsificado documentação comercial em conluio com o seu advogado, Michael Cohen. À primeira vista, Trump tinha pagado, como habitualmente, os honorários de Cohen. Na verdade, essa verba incluía 130.000 dólares que se destinavam a comprar o silêncio da estrela de filmes pornográficos Stormy Daniels para não divulgar a relação de natureza sexual que manteve com Trump. O processo surgiu porque os registos do paradeiro dos fundos empresariais não correspondiam à realidade. Dado que Trump se candidatou às próximas presidenciais, o desfecho do julgamento irá sem qualquer dúvida ter impacto nestas eleições. Trump ficou em liberdade sob fiança durante todo o julgamento. Após dois dias de deliberações dos 12 jurados, o juiz Juan Merchan declarou Trump culpado, no passado dia 30 de Maio. Até que a sentença seja proferida a 11 de Julho, Trump continuará em liberdade sob fiança. Cada uma das 34 infracções implicam uma multa até 5.000 dólares e/ou a uma pena até 4 anos de prisão, o que significa que Trump pode ser multado até 170.000 dólares e/ou condenado a 136 anos de prisão. No entanto, o juiz vai ter em conta a idade de Trump, o seu passado criminal (se o tiver), o seu contributo para os Estados Unidos e outros factores, antes de tomar a decisão final. Alguns órgãos de comunicação assinalam que em Nova Iorque é relativamente raro que uma pessoa sem passado criminal seja condenada a uma pena de prisão apenas por falsificar documentação comercial. Pensa-se que Trump possa vir a ser condenado a pagar uma multa ou que receba uma pena suspensa. Do ponto de vista jurídico, Trump ainda tem o direito de recorrer da sentença depois de ser condenado. Embora ainda não se saiba se Trump possa ser inocentado na segunda instância, a decisão destaca que Trump não está acima da lei dos EUA e que as suas acções são reguladas por essa mesma lei. A possibilidade de Trump continuar na corrida para a presidência depois de ser condenado tem preocupado muitas pessoas. De acordo com a Constituição dos EUA, para que alguém se candidate à Presidência tem de ter mais de 35 anos, ter nascido no país e aí residir há pelo menos 14 anos. A Constituição não estipula explicitamente que quem cometeu um crime não possa candidatar-se à Presidência. Por conseguinte, a condenação não irá afectar a elegibilidade de Trump às próximas eleições. Embora Trump possa continuar a participar nas eleições, este caso pode afectar o apoio dos eleitores. Um estudo da Bloomberg News/Morning Consul apurou que 53 por cento dos eleitores de estados-chave afirmaram que se recusariam a votar em Trump. Um outro estudo, da Universidade de Quinnipiac, também aponta que 6 por cento dos apoiantes de Trump declararam que podem mudar o sentido do seu voto. Estes resultados podem mudar com a passagem do tempo e com a evolução dos acontecimentos sociais, por isso só podem ser usados como uma referência. A questão-chave é se os americanos vão votar em Trump dia 5 de Novembro, o dia da eleição presidencial. Não podemos antever qual o candidato que o povo americano vai escolher para ser o próximo Presidente dos Estados Unidos. No entanto, enquanto chefe de estado, o Presidente dos EUA tomará decisões que terão um profundo impacto nas questões mundiais. O impacto nas relações sino-americanas fala directamente ao coração dos chineses em todo o mundo. O resultado ideal desta eleição será que o próximo Presidente dos EUA possa prestar mais atenção ao desenvolvimento harmonioso das relações sino-americanas, promova a cooperação e reduza os litígios. Com isso todo o mundo seria abençoado. Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau Professor Associado da Escola de Ciências de Gestão do Instituto Politécnico de Macau Blog: http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog Email: legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk
Japão | Sismo de magnitude 5,9 volta a atingir centro do país sem causar vítimas Hoje Macau - 4 Jun 2024 Um sismo de magnitude 5,9 atingiu ontem, sem causar danos significativos ou vítimas mortais, a península de Noto, no centro do Japão, onde a 01 de Janeiro um outro sismo causou 260 mortos. O sismo aconteceu às 06:31, com epicentro na ponta da península de Noto, referiu a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês). As autoridades referiram que o abalo causou o desmoronamento de três habitações, mas sem causar quaisquer vítimas. Nenhuma anomalia foi detectada nas centrais nucleares do país, garantiu o porta-voz do Governo japonês, Yoshimasa Hayashi. O sismo foi seguido de várias réplicas, incluindo um abalo de magnitude 4,8. “A área está sujeita a atividade sísmica há mais de três anos, incluindo o terramoto de magnitude 7,6 ocorrido em 1 de Janeiro deste ano. Isto deverá continuar num futuro próximo, por isso continuem a ter cautela”, lembrou a JMA. A agência também reiterou os perigos que aluimentos de terra e quedas de rochas podem causar na península de Noto, riscos reforçados pela chuva que se tem registado na região. Situado no cruzamento de várias placas tectónicas ao longo do chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, o Japão é um dos países com maior actividade sísmica do mundo. Mais de 2.200 terramotos foram sentidos no arquipélago no ano passado, incluindo 19 sismos de magnitude igual ou superior a 6,0, de acordo com a JMA. A grande maioria causa poucos danos, sobretudo devido à aplicação de normas de construção antissísmicas extremamente rigorosas no Japão, cuja população tem também uma elevada consciência das medidas de emergência face a desastres naturais. No entanto, muitos edifícios, sobretudo em zonas rurais como Noto, estão degradados e, portanto, vulneráveis a fortes sismos.
Seul | Anunciada suspensão de acordo militar de 2018 com Coreia do Norte Hoje Macau - 4 Jun 2024 As constantes provocações de Pyongyang, que ultimamente tem enviado balões carregados de lixo para a Coreia do Sul, levaram Seul a suspender o acordo militar entre os dois lados A Coreia do Sul vai suspender totalmente o acordo militar de 2018 com o Norte, numa tentativa de reduzir as tensões entre os dois países, anunciou ontem o Conselho de Segurança Nacional sul-coreano. Seul já tinha suspendido parcialmente este acordo no ano passado, na sequência do lançamento de um satélite espião em órbita por Pyongyang, mas o Conselho de Segurança Nacional disse que ia pedir ao Governo para “suspender totalmente” aquele acordo militar “até que a confiança mútua entre as duas Coreias seja restaurada”. No domingo, a Coreia do Norte comprometeu-se “a suspender” o lançamento para a Coreia do Sul de balões cheios de lixo, desde beatas de cigarros a excrementos de animais, depois de ter lançado várias centenas deles nos últimos dias. “Vamos suspender temporariamente a dispersão de resíduos de papel através da fronteira”, declarou a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, acrescentando que “esta contramedida tinha sido eficaz”. Desde terça-feira, cerca de mil balões foram lançados por Pyongyang em direcção ao país vizinho, incluindo 600 no domingo, de acordo com o Estado-Maior da Coreia do Sul, com Seul a denunciar a acção como de “baixo nível” e a ameaçar com retaliações. Na manhã de domingo, o exército sul-coreano contabilizou entre 20 e 50 balões por hora no ar. Os balões aterraram nas províncias do norte da Coreia do Sul, incluindo Seul e a região adjacente de Gyeonggi, que no conjunto albergam quase metade da população do Sul. A Coreia do Sul declarou que a iniciativa norte-coreana violava o acordo de armistício que pôs fim às hostilidades entre as duas Coreias em 1953, apesar de não ter sido encontrada qualquer substância perigosa nos balões. O Estado-Maior sul-coreano pediu à população que evite “qualquer contacto” com estes resíduos. “Os nossos militares estão a conduzir operações de vigilância e reconhecimento dos locais de lançamento dos balões, controlando-os por reconhecimento aéreo e recolhendo os destroços caídos, dando prioridade à segurança do público”, acrescentou. Presentes envenenados No início da semana, Pyongyang afirmou que os balões eram “presentes sinceros” e tinham como objectivo retaliar contra o envio de balões carregados de panfletos de propaganda contra o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Em 2020, o parlamento sul-coreano aprovou uma lei que criminaliza o envio de panfletos para o Norte. Mas a lei, que não foi respeitada pelos activistas, foi anulada no ano passado por violar a liberdade de expressão. Kim Yo-jong, a irmã de Kim Jong-un, afirmou esta semana que os norte-coreanos estavam simplesmente a praticar a sua liberdade de expressão. A campanha de balões surge depois de analistas terem afirmado que Kim Jong-un tinha ordenado testes de armas antes de as enviar para a Rússia para a guerra na Ucrânia. De acordo com o Ministério da Defesa sul-coreano, Pyongyang enviou cerca de 10.000 contentores de armas para Moscovo em troca de conhecimentos russos sobre satélites.
China rejeita condicionar outros países para evitarem participar na cimeira de paz na Ucrânia Hoje Macau - 4 Jun 2024 A China negou ontem “ter pressionado” certos países para que não participassem na Cimeira de Paz na Ucrânia, contrariando comentários do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no fim de semana. “Utilizar a política da força não é o estilo da diplomacia chinesa (…). A posição da China é aberta e transparente e, em nenhum caso, exercemos pressão sobre outros países”, disse à imprensa Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Falando à margem de um fórum de segurança em Singapura no domingo, o Presidente Zelensky acusou a China de trabalhar para impedir países de participarem na Cimeira de Paz na Ucrânia, marcada para Junho na Suíça. Dois dias antes, Pequim tinha dito que seria difícil participar nesta cimeira se a Rússia não fosse convidada, declaração aprovada por Moscovo. “A China espera sinceramente que esta conferência de paz não se torne uma plataforma para criar confronto entre campos”, disse ontem Mao Ning. “Deixar de participar na conferência não significa que rejeitemos a paz (…). E mesmo que alguns países decidam participar na conferência, isso não significa necessariamente que estejam a esperar um cessar-fogo e o fim dos combates. O mais importante é uma acção concreta”, declarou o porta-voz chinês. Pé de igualdade A China afirma ser neutra nesse conflito, mas nunca condenou a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de Fevereiro de 2022 e recebeu várias vezes o Presidente russo, Vladimir Putin, no seu território desde o início da guerra. Pequim apela regularmente ao respeito pela integridade territorial de todos os países, o que implicitamente diz respeito à Ucrânia, mas também apela à consideração das preocupações de segurança da Rússia. “A China sublinhou repetidamente que a conferência de paz deve ser reconhecida tanto pela Rússia como pela Ucrânia, que todas as partes devem participar em pé de igualdade e que todos os planos de paz devem ser “objecto de uma discussão justa”, lembrou Mao Ning. “É difícil para a China participar nessa reunião precisamente porque acreditamos que estes três pontos podem não ser alcançados nesta reunião.” Mais de uma centena de países e organizações comprometeram-se a participar na cimeira, de acordo com Zelensky, que instou os países da região Ásia-Pacífico a aderirem.
Portugal | Hong Kong promove tecnologia financeira Hoje Macau - 4 Jun 2024 O secretário para os Serviços Financeiros e Tesouro de Hong Kong, Christopher Hui, vai visitar Portugal para promover a tecnologia financeira da região administrativa especial chinesa. “A visita tem como objectivo promover o vibrante cenário ‘fintech’ [tecnologia financeira] de Hong Kong e as mais recentes inovações financeiras para um ecossistema Web3 sustentável”, disseram as autoridades do território, em comunicado, acrescentando que Christopher Hui partiu no domingo à noite para uma visita aos Países Baixos, a Espanha e a Portugal. A Web3 ou Web3.0 refere-se ao desenvolvimento da Internet através da descentralização, criptomoedas, activos digitais e tecnologia ‘blockchain’. A ‘blockchain’ é um registo descentralizado de transações, uma base de dados digital, subjacente à Bitcoin e a outras criptomoedas, mas que possui o potencial para suportar uma grande variedade de negócios. O Governo de Hong Kong disse que Christopher Hui pretende promover, durante a visita, “o desenvolvimento da indústria e pagamento através de activos digitais, pagamento e a ‘tokenização’ de activos do mundo real”, a representação de activos físicos por digitais. O secretário vai manter reuniões bilaterais com dirigentes governamentais dos três países, de acordo com a mesma nota. Antes de regressar a Hong Kong, a 8 de Junho, Hui vai ainda participar em diversos eventos e recepções em Amesterdão, Madrid e Lisboa para conhecer líderes de instituições financeiras, bem como comunidades ‘fintech’ e empresariais.
Brasil | Vice-presidente na Arábia Saudita e em Pequim Hoje Macau - 4 Jun 2024 O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, partiu no domingo para a Arábia Saudita, primeira escala de uma viagem que terminará na China, e que visa ampliar o acesso aos dois mercados, principalmente ao gigante asiático. Alckmin, que também assegura a pasta ministerial da Indústria e Comércio, será recebido em Riade por autoridades do Governo saudita e participará num seminário empresarial, no qual serão discutidas alternativas para promover investimentos mútuos e comércio bilateral. “A Arábia Saudita tem muitos recursos para investir e o Brasil oferece hoje muitas oportunidades nos mais diversos sectores, como petróleo e gás, minerais, infra-estruturas e agricultura, com um portfólio bastante diversificado”, afirmou o vice-presidente antes da viagem. No caso da China, destacou que é, há mais de uma década, o maior parceiro comercial do Brasil, que exportou em 2023 para aquele mercado asiático produtos no valor de 105 mil milhões de dólares, o que representou 30 por cento das vendas externas. Geraldo Alckmin participará em reuniões de uma comissão bilateral de alto nível que discute questões de cooperação e dirigirá um seminário que reunirá cerca de 400 empresários dos dois países, segundo a vice-presidência brasileira. A comitiva que acompanha Alckmin é formada pelos ministros do Planeamento, Simone Tebet, do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e da Agricultura, Carlos Fávaro, entre outras autoridades.
Indicador privado diz que actividade transformadora cresceu em Maio Hoje Macau - 4 Jun 2024 A actividade da indústria transformadora da China cresceu em Maio, pelo sétimo mês consecutivo, de acordo com o índice de gestores de compras divulgado ontem pelo jornal privado Caixin, contrariando os dados do Governo chinês. Este indicador, compilado pela empresa britânica de informação económica IHS Markit e que muitos investidores internacionais tomam como referência para analisar o sector industrial chinês, aumentou em Maio de 51,4 para 51,7 pontos. No índice de gestores de compras, uma marca acima dos 50 pontos representa uma expansão da actividade em relação ao mês anterior, enquanto um valor abaixo daquela marca representa uma contração. O indicador do Caixin cresceu em Maio ao ritmo mais acelerado dos últimos 23 meses e atingiu o valor mais elevado desde Junho de 2022. Os dados agora divulgados superaram as previsões dos analistas, que esperavam que o indicador não passasse de 51,5 pontos. O Caixin atribuiu o aumento a uma expansão da produção e da procura no sector da indústria transformadora, apontando especificamente para o aumento da produção de bens de consumo. Ainda assim, o jornal digital sublinhou que o mercado de trabalho no sector industrial encolheu pelo nono mês consecutivo devido à cautela das empresas quando se trata de contratar. À procura de solução Os preços permaneceram baixos devido à forte concorrência no sector, embora os custos tenham crescido à taxa mais elevada em sete meses devido ao aumento dos metais industriais, plásticos e petróleo bruto, disse o Caixin. “A economia chinesa está geralmente estável e continua no caminho da recuperação (…). No entanto, a pressão sobre o emprego e a procura mais fraca do que a oferta continuam a ser problemas importantes”, disse Wang Zhe, economista da Caixin. “Levará tempo para encontrar soluções para os problemas que se acumulam. As políticas que procuram estabilizar a economia, impulsionar a procura interna e aumentar o emprego devem ser reforçadas e consistentes”, acrescentou. Pelo contrário, os dados oficiais, divulgados na sexta-feira pelo Gabinete Nacional de Estatística da China, indicam que a actividade da indústria transformadora encolheu em Maio, após dois meses de expansão. O índice de gestores de compras do Gabinete de Estatística chinês situou-se em 49,5 pontos em Maio, menos 0,9 pontos do que em Abril (50,5). Dos cinco sub-índices que compõem o indicador, os da produção e prazos de entrega conseguiram passar para a zona de expansão, enquanto os do emprego, novas encomendas – chave para a procura – e reservas de matérias-primas permaneceram na zona negativa. O estatístico Zhao Qinghe atribuiu na sexta-feira a contracção da actividade da indústria transformadora da China à “falta de procura efectiva” no mercado. Mas o analista oficial destacou que a produção económica da China “em geral continuou a expandir-se” e sublinhou a confiança empresarial e a produção das grandes empresas como factores positivos.
Espionagem | Pequim diz ter desmantelado conspiração do Reino Unido Hoje Macau - 4 Jun 2024 A Segurança da China deteve um casal de cidadãos chineses suspeitos de colaborarem com o MI6 britânico O Ministério da Segurança do Estado da China disse ontem ter detido dois chineses por alegadamente fazerem parte de um plano de espionagem lançado pelos serviços secretos do Reino Unido MI6. O Ministério indicou que foi detido um funcionário de uma agência governamental chinesa, de apelido Wang, e a mulher de apelido Zhou, de acordo com um comunicado oficial, publicado na rede social WeChat. As autoridades chinesas acusaram o MI6 de ter intervindo para garantir que, em 2015, a candidatura de Wang num programa de intercâmbio entre a China e o Reino Unido fosse aprovada, permitindo ao funcionário estudar no exterior. Depois de ter chegado ao Reino Unido, o MI6 terá organizado diversas actividades para Wang, incluindo convites para jantares e visitas turísticas, “com o objectivo de identificar pontos fracos e preferências”, alegou o Ministério. Sentindo uma “forte inclinação por dinheiro”, agentes do MI6, fazendo-se passar por antigos alunos da universidade em que Wang estudava, abordaram o cidadão chinês e ofereceram-lhe uma suposta oportunidade de consultoria, referiu o comunicado. O MI6 terá oferecido uma remuneração significativamente mais elevada do que o habitual para encorajar Wang a participar em projectos públicos de investigação, como pretexto para o envolver gradualmente em assuntos ligados à agência governamental chinesa em que tinha trabalhado, disse o Ministério. No comunicado, o MI6 é acusado de fornecer “formação especializada” em espionagem a Wang, que foi pressionado a regressar à China e recolher informações confidenciais, assim como a recrutar a mulher. O Ministério disse que Wang e Zhou foram detidos após uma investigação que desmantelou uma “grande operação de espionagem do MI6 dentro do sistema interno chinês”, embora outras investigações relacionadas com este caso prossigam. Mistérios por resolver O anúncio surgiu dez dias depois da justiça britânica ter acusado o director do escritório comercial de Hong Kong em Londres, Chung Biu Yuen, e um outro homem, Peter Wai Chi Leung, de terem ajudado as autoridades da região administrativa especial chinesa a recolher informações no Reino Unido. Um terceiro suspeito, o britânico Matthew Trickett, também foi acusado no caso, mas foi encontrado morto a 19 de Maio, num parque, em circunstâncias que a polícia não soube explicar. No ano passado, a China reviu a lei de combate à espionagem, para incluir a “colaboração com organizações de espionagem e agentes” na categoria de espionagem. Além das investigações lançadas nos últimos meses sobre empresas de consultoria e empresas estrangeiras na China, que suscitaram preocupações entre a indústria e potenciais investidores estrangeiros, o Ministério reviu igualmente outra legislação para salvaguardar os segredos de Estado. O organismo também reforçou os alertas nas redes sociais chinesas para a ameaça representada pelos “espiões estrangeiros”, pedindo ao público que partilhe informações sobre “actividades suspeitas”.
Abertas inscrições para apoios financeiros nas áreas de moda e cultura Hoje Macau - 4 Jun 2024 O Instituto Cultural (IC) aceita candidaturas para dois planos financeiros na área da moda e cultura, nomeadamente o “Plano de Apoio Financeiro para a Promoção de Marcas – Exposições e Espectáculos Culturais 2024” e ainda o “12º Plano de subsídio à criação de amostras de design de moda”. O objectivo, segundo um comunicado, é “promover o desenvolvimento das indústrias de Macau, nomeadamente, as artes do espectáculo e área do design de moda”. Relativamente ao “Plano de Apoio Financeiro para a Promoção de Marcas – Exposições e Espectáculos Culturais 2024”, a finalidade é fazer com que as entidades da área de exposições e espectáculos culturais de Macau se possam expandir para fora do território, tendo em conta o contexto de integração regional e o projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e a iniciativa “uma faixa, uma rota”. Pretende-se “aumentar a visibilidade e popularidade das marcas locais nos mercados fora de Macau”, dando-se apoio à realização de espectáculos de Macau nas áreas da ópera chinesa, teatro, dança, música e magia. O projecto candidato deve ser um espectáculo comercial e realizar-se em cidades fora de Macau “pelo menos três vezes”, sendo que o candidato “pode obter uma parte proporcional das receitas de bilhetes vendidas”. O espectáculo não pode ter uma duração inferior a 60 minutos, devendo decorrer num local público com 100 ou mais lugares. O IC irá conceder um subsídio que cobre 50 por cento das despesas previstas para o projecto, até um máximo de 800 mil patacas, para um grupo máximo de 10 beneficiários. Para este apoio em concreto, as candidaturas devem ser feitas entre hoje e 31 de Julho. Segundo o mesmo comunicado, o candidato “deve ser empresário comercial, pessoa singular, empresário comercial ou pessoa colectiva”, devendo ainda “ser o titular dos direitos de autor ou titular dos direitos de uso em relação ao conteúdo do espectáculo e dos eventuais produtos derivados”. Moda comercial Quando ao “12.º Plano de subsídio à criação de amostras de design de moda”, as candidaturas decorrem até ao dia 12 de Julho, pretendendo-se “incentivar a investigação e desenvolvimento do design de moda local”, bem como “impulsionar os designers a definir planos de marketing viáveis” para as criações de moda. Os candidatos podem participar de forma individual ou em grupo, devendo ser apresentadas o mínimo de oito amostras de criações de moda. Os projectos financiados devem participar, pelo menos, numa actividade de moda durante o prazo de apoio financeiro.