Hunan | Sobe para 15 o número de mortos em aluimento de terras

Pelo menos 15 pessoas morreram e seis ficaram feridas, na sequência de um deslizamento de terras no centro da China, foi ontem noticiado.

O desastre na cidade de Yuelin, na província de Hunan, ocorreu no domingo às 08:18 quando o aluimento de terras, causado por chuvas fortes, varreu parte de um edifício residencial, informou o jornal China Daily. O balanço inicial dava conta de 11 mortos.

Os esforços de busca e salvamento, que envolveram mais de 300 trabalhadores, foram concluídos no final da noite de domingo, enquanto os feridos foram levados para hospitais locais para receberem cuidados médicos.

No sábado, o Ministério da Gestão de Emergências chinês disse que Hunan ia registar tempestades intensas e que algumas zonas da província iam enfrentar “tempestades extremamente fortes entre sábado à tarde e segunda-feira” devido à influência do tufão Gaemi.

A tempestade atingiu a China continental na quinta-feira à noite, depois de ter causado pelo menos dez mortos e 904 feridos em Taiwan (ver texto ao lado).

Também em Hunan, província com cerca de 66 milhões de habitantes, uma barragem rebentou no domingo devido às fortes chuvas, sem que tenham sido registadas vítimas até ao momento.

Desde meados de Junho, Hunan tem registado as chuvas mais intensas do ano, com recordes históricos locais em algumas regiões.

Visita | Meloni considera Pequim fundamental para paz e estabilidade no mundo

A líder do governo italiano reuniu com Xi Jinping em Pequim com o intuito de relançar as relações entre as duas nações após a saída da Itália da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”

 

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou ontem o papel da China para garantir a paz e a segurança internacional durante um encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.

“Existe crescente insegurança a nível internacional e penso que a China é inevitavelmente um interlocutor muito importante para lidar com todas estas dinâmicas, partindo dos nossos respectivos pontos de vista, a fim de reflectirmos em conjunto sobre a forma de garantir estabilidade, paz e o comércio livre”, afirmou Meloni, citada pela agência noticiosa ANSA. Meloni sublinhou ainda a necessidade de relações comerciais equilibradas durante o encontro com Xi.

“Penso que Itália também pode desempenhar um papel importante nas relações com a União Europeia (UE) para tentar criar relações comerciais tão equilibradas quanto possível”, afirmou. A Itália e a UE no seu conjunto têm um défice comercial significativo com a China.

Em 2023, o défice do comércio de mercadorias da UE com a China situou-se em 291 mil milhões de euros, o que representou uma queda de 106 mil milhões de euros, em relação a 2022 (-27 por cento).

Xi recebeu ontem no Grande Palácio do Povo a primeira-ministra italiana, que anunciou no domingo um plano para “relançar a cooperação bilateral” com a China, após Roma ter abandonado a Iniciativa Faixa e Rota, o principal programa da política externa chinesa, sinalizando uma mudança de postura face à China.

Meloni optou por não renovar um acordo com Pequim por mais cinco anos, em Dezembro passado, no âmbito de um programa com o qual Pequim procura cimentar a sua influência global.

No entanto, o Executivo italiano espera salvaguardar as relações com a segunda maior economia do mundo.

Meloni disse, no domingo, que a sua viagem é uma “demonstração da vontade de iniciar uma nova fase e relançar a cooperação bilateral no ano que marca o 20º aniversário da parceria estratégica abrangente” entre os dois países.

Às claras

O Global Times, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, indicou que a chegada de Meloni à China serviria para “esclarecer mal-entendidos”. Especialistas chineses citados pela imprensa estatal sugeriram que a decisão de Roma se deveu “à influência dos EUA e de outras potências ocidentais” e não à recusa da Itália em cooperar com o país asiático ou à ideologia da chefe do Governo italiano.

Uma das principais queixas de Roma sobre a iniciativa foi o aumento do défice no comércio com o país asiático.

Itália era o único país do G7, grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo, que assinou um memorando de entendimento no âmbito do programa chinês.

Durante a viagem, que inclui uma paragem na cidade de Xangai, espera-se também a assinatura de acordos comerciais e industriais bilaterais. De acordo com fontes italianas, Meloni pretende atrair mais investimentos chineses – por exemplo, no setor automóvel – para impulsionar o crescimento económico de Itália.

Centro histórico | Centro comercial abre em Setembro

Chama-se M8 e é o novo centro comercial situado no centro histórico, bem próximo do Largo do Senado. A abertura, ainda em regime experimental, acontece em Setembro. Além da conhecida marca de retalho DFS, residentes e turistas podem ter acesso a espaços gastronómicos que, pela primeira vez, têm representação em Macau, oriundos da Tailândia, Coreia do Sul e Hong Kong

 

O que antes foi o dormitório dos funcionários dos Correios de Macau transformou-se num espaço de cultura e retalho bem no centro da península. O M8, novo centro comercial localizado na Travessa do Roquete, bem perto do Largo do Senado, começa a abrir portas, ainda de forma experimental, em Setembro.

Segundo um comunicado dos promotores, os turistas e residentes poderão desfrutar não apenas de espaços comerciais da marca de retalho DFS como poderão experimentar os pratos de marcas gastronómicas que, pela primeira vez, estão representadas no território. É o caso do Mango Tree, da Tailândia, Modern Shanghai Imperial, de Hong Kong e Terrace in Seaside, da Coreia. Desta forma, “reforça-se a diversidade gastronómica de Macau”, sendo que haverá ainda “marcas internacionais de moda e boutiques europeias, tornando o M8 num local de eleição para clientes exigentes”, lê-se na mesma nota. O M8 será composto por três pisos, com a zona de restauração a funcionar no último andar.

O projecto foi construído pela empresa China State Construction Engineering (Macau) Co. Ltd., uma subsidiária da China State Construction International Holdings Limited, empresa estatal. Os promotores dizem que o M8 visa “encarnar a missão de desenvolvimento sustentável em Macau, transportando as emoções e memórias dos habitantes locais”. Além disso, o M8 promete “transformar o centro de Macau num marco cultural, destino turístico, centro comercial e um complexo de experiências, tornando-se num novo marco cultural e comercial” no território.

M de Macau

A letra M, do nome M8, diz respeito a Macau, enquanto o número oito simboliza “a localização dentro de oito por cento do território”, bem como o facto de o centro comercial estar rodeado por oito locais de património mundial num raio de cem metros. São eles o Largo do Senado, o edifício do Instituto para os Assuntos Municipais, a Santa Casa da Misericórdia, a Catedral, o Largo da Catedral, a Mansão Lou Kau, a Igreja de S. Domingos e o Largo de S. Domingos.

Desta forma, o novo empreendimento comercial “funde-se profundamente com as áreas urbanas circundantes, comunidades, ruas e edifícios antigos, criando um edifício que ‘cresce’ naturalmentae a partir do terreno que liga o Largo do Senado às ruas antigas circundantes”.

Os promotores do projecto falam ainda diversidade de prémios internacionais que este edifício já ganhou mesmo antes da sua inauguração. Um deles foi atribuído em Junho do ano passado, com o recorde mundial do Guinness para o material da fachada, considerado o “Maior Vidro Curvo Laminado de Pedra”. Em Dezembro do ano passado, o projecto do M8 ganhou o Prémio de Ouro para o “Melhor Desenvolvimento de Retalho” na Ásia, nos PropertyGuru Asia Property Awards. Este ano, em Maio, o M8 obteve ainda o Prémio de Platina para “Desenvolvimento Imobiliário – Desenvolvimento de Retalho” nos TITAN Property Awards.

Jogo | Quatro operadoras de Macau podem apostar na Tailândia

A correctora CLSA Ltd. divulgou ontem, num relatório, que quatro das seis operadoras de jogo com licenças em Macau podem apostar no mercado de jogo tailandês. Segundo o portal GGR Asia, o relatório refere que quatro concessionárias “manifestaram interesse em investir na Tailândia”, tendo em conta que o país está a trabalhar na legislação sobre os casinos.

A CLSA Ltd. considera que o valor anual das receitas brutas de jogo da indústria tailandesa poderá ser de 8,5 mil milhões de dólares, apontando que este sector será impulsionado, na sua maioria, por jogadores estrangeiros.

“Entre as concessionárias de jogo de Macau, acreditamos que a Galaxy [Entertainment Group Ltd], a Las Vegas Sands [Corp], a MGM Resorts [International] e a Wynn Resorts [Ltd] manifestaram interesse em investir na Tailândia”, refere o relatório.

Pelo contrário, “a Melco [Resorts & Entertainment Ltd] e a SJM [Holdings Ltd] são menos susceptíveis de mostrar interesse, dadas as suas limitações de balanço”, acrescentaram os analistas Jeffrey Kiang e Leo Pan, da CLSA, com sede em Hong Kong, juntamente com o seu colega Naphat Chantaraserekul, responsável pela investigação na Tailândia.

Hotéis | Mais de sete milhões de hóspedes em seis meses

Entre os 7,3 milhões de hóspedes, mais de 90 por cento eram provenientes da China. Segundo os dados oficias, o país continua a ser o principal mercado para dormidas em hotéis e viagens em excursões

 

Na primeira metade do ano os hotéis do território receberam 7,3 milhões de hóspedes, de acordo com os números divulgados ontem pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O registo significa que em termos de hóspedes, o Macau acolheu mais pessoas do que em 2019, o último ano antes da pandemia.

Segundo a DSEC, os 7,3 milhões de hóspedes representam um aumento de 5,3 por cento face à primeira metade de 2019. No entanto, quando a comparação é feita com 2023, o crescimento da ocupação hoteleira é superior, fixando-se em 20,4 por cento.

A informação da DSEC adianta que entre os hóspedes, 542 mil eram provenientes do estrangeiro, o que representa 7,4 por cento do total. As autoridades sublinharam tratar-se de um aumento de 136,6 por cento face ao ano passado. Na primeira metade de 2023 ainda vigoravam várias medidas justificadas com a covid-19. Por exemplo, só no início de Janeiro a circulação entre Macau e Hong Kong passou a poder ser feita sem apresentar o resultado negativo do teste de ácido nucleico à covid-19.

A nível do mercado internacional, segundo a DSEC, o maior número de hóspedes é proveniente da Coreia do Sul, com 149 mil pessoas, uma média de cerca de 25 mil por mês.

O período médio de permanência dos hóspedes situou-se em 1,7 noites, sendo idêntico ao do primeiro semestre do ano precedente. Face a 2019, nos primeiros seis meses de 2024 verificou-se um aumento de 0,2 noites.

Na primeira metade do ano operavam em Macau 143 hotéis, mais 12 do que na primeira metade do ano passado. O número de quartos disponíveis era de 47 mil, um crescimento de 9 por cento.

A taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes fixou-se em 84 por cento, com a taxa de ocupação dos hotéis de 5 estrelas a cifrar-se nos 85,8 por cento, enquanto nos hotéis de 4 estrelas se ficaram por 80,4 por cento.

Interior domina excursões

Com o número das dormidas nos hotéis foram igualmente anunciadas as estatísticas relativas às excursões que Macau recebeu nos primeiros seis meses do ano.

Como tradicionalmente acontece, o mercado das excursões foi dominado pelos excursionistas do Interior da China. Em seis meses, houve 968 mil turistas a visitar Macau integrados em excursões, um aumento de 166 por cento face a 2023.

Do universo global de excursionistas, 851 mil visitantes eram provenientes do Interior da China (88 por cento, enquanto 102 mil vinham do exterior (12 por cento). “O número de entradas de visitantes em excursões da República da Coreia (42 mil) subiu 1.431,6 por cento e o da Índia (13 mil) cresceu 2.045,1 por cento”, destacou a DSEC em comunicado.

Em relação ao turismo dos residentes de Macau, entre Janeiro e Junho foram feitas 259 mil compras de viagens para o exterior nas agências locais. Estas compras foram feitas por 55 mil residentes.

Habitação Pública | Torres na Venceslau de Morais concluídas

A Direcção dos Serviços das Obras Públicas indicou ontem que a empreitada de construção de três torres de Habitação Pública na Avenida de Venceslau de Morais foi concluída e aceite provisoriamente. O edifício de habitação pública terá um terminal de autocarros, auto-silo em cave e instalações sociais.

As habitações serão no nível superior do pódio e distribuídas por três torres. Após a conclusão do projecto, serão disponibilizados um total de 1.590 fracções habitacionais, de uma sala e um quarto (modelo T1) e de uma sala e dois quartos (modelo T2), e também cerca de 800 lugares de estacionamento para os veículos ligeiros e motociclos.

O custo total do projecto foi de 1,278 mil milhões de patacas, incluindo controlo de qualidade, controlo de qualidade das instalações electromecânicas, fiscalização, serviços de apreciação e verificação de projecto no âmbito de engenharia electromecânica e serviços de medição de trabalhos e materiais.

A adjudicação da empreitada da super-estrutura foi para a Companhia de Construção e Investimento Predial Ming Shun por um preço superior a 1,250 mil milhões de patacas. A obra sofreu um atraso de 43 dias de trabalho devido ao impacto da pandemia.

Obras | Criticadas políticas por ignorarem anseios da população

O ex-candidato a deputado e número dois do deputado Ron Lam considera que o Governo ignora os assuntos mais importantes para a população a nível do trânsito e das obras públicas. A prioridade é sempre injectar dinheiro em obras a qualquer custo

 

Johnson Ian, presidente da Associação de Sinergia de Macau criticou as políticas de obras públicas e de trânsito do Governo, por considerar que não corresponderem às expectativas da população. A posição de Ian, ex-número dois da lista de Ron Lam à Assembleia Legislativa, foi tomada em declarações ao jornal Son Pou.

Um dos aspectos visados pelo ex-candidato a deputado, é a construção de um viaduto entre a Zona A e a Zona B dos novos aterros, devido ao impacto visual na paisagem do Farol da Guia. O projecto está a ser alvo de várias críticas, inclusive de urbanistas, como aconteceu com Manuel Iok Pui Ferreira.

Apesar do ambiente hostil, o Governo recusa abdicar do viaduto, e optar por um túnel, que não teria qualquer impacto. Sem responder sobre o impacto visual, o Executivo justifica-se ao afirmar que o viaduto não é um edifício e que por isso não está abrangido pelos limites da construção em altura.

Todavia, Johnson Ian recusa que a escolha tenha em conta o “maior interesse público”. Segundo o dirigente associativo, o Governo apenas quer fazer obras para injectar dinheiro na economia, “ignorando o planeamento urbano, o património mundial, a conservação cultural e protecção ambiental”.

Ian considera também que ao ignorar estas áreas, o Executivo está a tomar medidas que não correspondem às expectativas nem às prioridades da população.

Por outro lado, o ex-jornalista critica a comunicação do Governo, que indicou ser cada vez menos eficaz e desadequada à evolução da sociedade. “Ao contrário do que acontecia nas décadas anteriores, o Governo não consegue resolver as polémicas com comunicados de imprensa em se limita a meter algumas justificações”, opinou. “A população é cada vez mais instruída porque beneficia da frequência do ensino superior, tem acesso à internet, e também porque há cada vez mais especialistas nesta área [urbanismo”], indicou, sobre o que afirma serem as novas necessidades de explicação sobre as políticas públicas.

Erros monumentais

A área do trânsito também mereceu correcções por parte do ex-candidato a deputado. Em causa, está o mais recente concurso público para a atribuição de novas licenças de táxis.

Durante o concurso, o júri escolhido pela DSAT excluiu três empresas por considerar que não reuniam os requisitos legais. Contudo, as empresas recorreram para o tribunal, e foi decretada a sua readmissão.

Na perspectiva de Johnson Ian, os concursos públicos são frequentes e este tipo de problemas não deveriam ocorrer: “O concurso público para a concessão de novas licenças de táxi não é um procedimento novo. Já no passado, a DSAT lançou este tipo de concursos muitas vezes, e por isso devia ter experiência suficiente para evitar que as coisas corressem mal”, declarou. Mas não foi o que aconteceu”, lamentou.

O dirigente associativo acusou ainda a DSAT de tomar outras medidas prejudiciais para o desenvolvimento económico, não só devido ao número limitado de licenças e táxis, mas também por impedir o estabelecimento de aplicações online de táxis, como a Uber ou a DiDi.

200 entidades participam em programa público de amamentação

Mais de 200 entidades públicas e privadas registaram-se, até Junho deste ano, no programa promovido pelos Serviços de Saúde (SS) de incentivo à amamentação, intitulado “Um local de trabalho amigável à amamentação”. Além disso, foram criadas quase 370 salas de amamentação, situadas em locais como o Museu do Grande Prémio de Macau e o Edifício Ritz.

Estes dados constam na resposta à interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang assinada pelo director dos SS, Alvis Lo. Na mesma resposta, é referido que não existe ainda legislação para que as empresas sejam obrigadas a ter espaços destinados à amamentação, além de que não foi regulamentada a sua duração.

Fala-se, assim, de “medidas de trabalho amigáveis no âmbito do aleitamento materno”, referindo-se que a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) sugere a aplicação do “princípio de boa-fé” por parte de empregadores e trabalhadores no que diz respeito “às dificuldades práticas encontradas por ambas as partes”, a fim de existir “compreensão mútua e negociações para as resoluções”.

Flexibilidade precisa-se

Uma vez que não está explícito na lei o tempo de amamentação nem a obrigatoriedade de espaços para o efeito, é referido que “sempre que as condições permitam o empregador deve conceder, sempre que possível, um período adequado de amamentação, bem como um ambiente adequado e amistoso às trabalhadoras que estão a amamentar”.

Refere-se também que “a formulação de qualquer política de trabalho deve ser considerada de forma holística e equilibrar os direitos e interesses dos empregadores e dos trabalhadores”.

Da parte do Governo, fica a promessa de um estudo e avaliação sobre o panorama da amamentação no mercado de trabalho local. “O Governo da RAEM vai continuar a auscultar as opiniões e sugestões dos diversos sectores da sociedade sobre uma melhor protecção dos direitos e interesses dos trabalhadores, procedendo a um estudo prudentemente em conjugação com a situação real de Macau”, é referido na resposta.

TUI | Confirmado despedimento na função pública

O Tribunal de Última Instância (TUI) confirmou o despedimento de um funcionário público que faltou ao trabalho mais de 60 dias.

Após um período de doença e de ter sido avaliado, a junta médica considerou que o trabalhador tinha uma incapacidade de 5 por cento, mas que devia regressar ao trabalho, por estar apto. No entanto, o funcionário continuou a não ir trabalhar depois do parecer e acabou por ser despedido, por decisão do secretário para a Segurança, Wong Sio Chak.

Na decisão mais recente, o TUI considerou que o facto de o despedido não ter seguido as recomendações da junta médica significa que estava apto para trabalhar. Além disso, a partir da recomendação de regresso ao trabalho deixou de ter baixa médica como justificação para as faltas, pelo que o período de 60 dias correspondem a uma falha do dever de assiduidade.

Segurança Social | Lei Chan U quer que população assuma custos

O deputado dos Operários considera necessário que os beneficiários aumentem a comparticipação para o Fundo de Segurança Social, para reduzir as contribuições do jogo e do orçamento da RAEM

 

Lei Chan U espera que o Governo convença a população a assumir uma maior contribuição para o Fundo de Segurança Social (FSS). O assunto é abordado pelo deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) através de uma interpelação oral que vai ser levada à Assembleia Legislativa (AL) nas próximas semanas.

De acordo com o cenário traçado pelo legislador, com base nas Projecções da População de Macau 2022-2041 do Governo, até 2041 a população idosa vai ascender a 164.400 pessoas, praticamente o dobro em relação a 2021, quando a população idosa era de 83.200 pessoas.

“A taxa de natalidade continua a diminuir, logo, vai haver uma redução gradual da população activa, que é a fonte das contribuições para o Fundo de Segurança Social”, avisa o deputado.

Com o envelhecimento populacional, o deputado afirma que as “diversas prestações” vão aumentar “tendo em conta o desenvolvimento socioeconómico” e que a pressão a nível das despesas do FSS vai ser “cada vez mais pesada”.

Actualmente, o FSS é financiado através das contribuições do jogo, com um por cento das receitas correntes do orçamento geral de cada ano, três por cento do saldo de execução do orçamento central, as contribuições dos beneficiários, a taxa de contratação de trabalhadores não-residentes e o rendimento dos investimentos do fundo.

No entanto, com a redução das receitas do jogo durante a pandemia, Lei afirma que o cenário não é sustentável, mesmo que actualmente se verifique uma recuperação da indústria. O deputado critica ainda o facto de as contribuições do jogo e as transferências do orçamento da RAEM serem as contribuições “mais importantes” para o FSS, enquanto as “contribuições dos beneficiários” apenas ocupam “uma pequena parte”.

Intenção envergonhada

Neste sentido, e apenas assumindo a intenção através do slogan “construção e partilha conjunta”, Lei Chan U pretende ver a população a contribuir mais. “O conceito de ‘construção e partilha conjunta’ no âmbito da segurança social ainda não é amplamente aceite pela sociedade. Como vai FSS o reforçar a divulgação deste conceito, para elevar a consciência da sociedade sobre a assunção conjunta das responsabilidades inerentes à segurança social?”, questiona. “De que planos dispõe o FSS para a criação do mecanismo de ‘assunção conjunta de responsabilidades, e construção e partilha conjunta’?”, acrescenta.

O deputado quer também perceber se o Governo vai fazer mais estudos sobre a sustentabilidade do FSS e possíveis formas de financiamento.

Lei Chan U pergunta ainda se será anunciada uma data concreta para tornar obrigatório o regime de previdência central. Desde 2021 que este sistema funciona de forma não-obrigatória e experimental. Contudo, o Governo demonstrou a intenção de torná-lo obrigatório.

Gripe | Uso de máscara recomendado apesar de diminuição de imunidade

Apesar de reconhecer que o uso prolongado de máscaras diminuiu a imunidade colectiva da população, e com a gripe a aumentar 500 por cento em Junho, as recomendações do ano passado que aconselham o uso são para manter. Nova variante FLuQE de covid-19 detectada em Macau, sem aumento de casos graves

 

Em Junho, os casos de gripe voltaram a ter um aumento exponencial de 500 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado e, ainda assim, com uma descida de 62,2 por cento em relação a Maio deste ano. Já em Abril, as autoridades davam conta da sobrelotação das urgências do Hospital São Januário com casos severos de gripe e covid-19, entre eles 5.570 crianças. Na altura, a médica Leong Iek Hou, que dirige a Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis, atribuiu esta situação ao enfraquecimento da imunidade de grupo da população devido ao uso prolongado de máscaras.

Face a este cenário, o HM perguntou aos Serviços de Saúde (SS) se havia planos para lançar uma campanha de promoção para um uso mais pontual e reduzido de máscaras, em especial para crianças.

O organismo dirigido por Alvis Lo começou por enumerar várias razões para a redução das defesas imunológicas. “A diminuição da imunidade colectiva contra doenças transmissíveis do trato respiratório superior pode ser causada por vários factores, como o uso prolongado de máscaras, a melhoria da qualidade da higiene pessoal dos residentes, a manutenção de uma distância social adequada, o reforço da consciência sobre a prevenção de infecções, a mutação das estirpes prevalentes do SARS-CoV-2 (Covid-19), entre outras situações”, indicaram os SS.

Perante a multiplicidade de factores, as autoridades concluem que “tudo isto reduz a possibilidade de os residentes serem expostos a vírus respiratórios infecciosos e, consequentemente, a imunidade gerada pela infecção natural”.

Porém, em relação aos grupos de alto risco, “nomeadamente crianças, idosos e portadores de doenças crónicas, as medidas mais eficazes são a vacinação anual contra a gripe sazonal e a vacinação atempada da vacina contra a covid-19”, é indicado.

Equipa que não muda

Mesmo com os números da gripe a aumentar exponencialmente, os SS vão continuar a apostar nas orientações emitidas no final de Abril do ano passado, realçando que mesmo face às “orientações sobre o uso de máscara para a prevenção de doenças transmissíveis do tracto respiratório”, “os residentes podem decidir o uso de máscara de acordo com a situação real”.

Entre as situações em que as autoridades indicam não ser necessário usar máscara, o guia de orientações refere actividades ao ar livre ou quando a máscara causar dificuldades respiratórias. Além disso, é apontado que crianças com 3 anos de idade, ou inferior estão dispensadas do uso de máscara.

Ainda assim, permanecem as recomendações do uso de máscara nos transportes públicos, para cidadãos que não tenham recebido a vacina contra a covid-19 e gripe, idosos, grávidas, pessoas com doenças crónicas enquanto estiverem em locais com grande aglomeração de pessoas, especialmente durante os picos de transmissão de covid-19 e gripe.

A outra barreira

Os SS sublinham que a forma mais eficaz de combater os efeitos dos vários tipos de gripe passa por focar a atenção nas pessoas mais vulneráveis e na vacinação. “No que diz respeito à gripe, os Serviços de Saúde dão prioridade aos grupos de alto risco para a administração da vacina antigripal antes do período de pico da gripe, enviando, por iniciativa própria, pessoal médico e de enfermagem a todas as escolas, creches e lares de Macau para vacinação colectiva”.

O organismo indica que tem incentivado, através dos profissionais de saúde da linha da frente, “os grupos de alto risco a vacinarem-se durante as consultas médicas, bem como aumentado a taxa de vacinação da população através de vários meios de divulgação”.

O organismo liderado por Alvis Lo afirmou ao HM que “no âmbito do programa de vacinação contra a gripe desta temporada, foram administradas cerca de 175 mil doses, o que representa um aumento de cerca de 20 por cento em comparação com o período homólogo do ano passado”. Em relação aos grupos de alto risco, a taxa de vacinação também aumentou. Nos lares de idosos, foi superior a 90 por cento, “nos jardins-de-infância e escolas primárias aproximou-se dos 80 por cento, nas crianças com menos de três anos e nos idosos com mais de 65 anos ultrapassou os 50 por cento”, segundos os dados revelados ao HM pelos SS.

Sob vigilância

Em meados deste mês, o director-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para o perigo da redução da taxa de vacinação contra a covid-19, indicando que as diversas variantes do coronavírus continuam a matar cerca de 1.700 pessoas por semana a nível global. Desde o início da pandemia, a OMS reportou mais de 7 milhões de mortes por infecção de covid-19, apesar de realçar que a verdadeiro impacto deve ser bem superior. Apesar da taxa de mortalidade não ser elevada actualmente, Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que “os dados mostram que a cobertura da vacina tem caído entre profissionais de saúde e pessoas com mais de 60 anos de idade, os dois grupos que correm mais riscos”.

A nova variante FLuQE (ou KP.3) da covid-19, que se tornou prevalente na Austrália e que a OMS classificou em Maio como uma “variante sob vigilância”, foi também detectada em Macau.

“De acordo com os dados do Laboratório de Saúde Pública, entre as amostras positivas à SARS-CoV-2 no período de 12 e 25 de Junho em Macau, 100 por cento das variantes pertenceram à sub-linhagem da Ómicron JN.1, das quais, a variante Ómicron KP.3 representou 8,4 por cento”, segundo dados facultados ao HM pelos SS.

As autoridades de saúde salientam que “a variante JN.1 tornou-se a mais contagiosa, em relação às outras variantes, mas não subiu a proporção de casos graves, a maioria das pessoas infectadas tiveram sintomas ligeiros ou foram consideradas assintomáticas”.

Na passada quarta-feira, o regulador britânico para a saúde aprovou a vacina da Pfizer/BioNTech para a subvariante JN.1 da covid-19, uma tendência mundial de adaptação à constante mutação do coronavírus. Para já, os SS afirmam que “têm prestado a maior atenção ao estudo e desenvolvimento mais recente da vacina contra a covid-19, de forma a efectuar atempadamente os devidos ajustamentos”, não confirmando que vão adquirir lotes da nova vacina. No entanto, o organismo garantiu ao HM que “a vacina contra a variante XBB da COVID-19, fornecida pelos Serviços de Saúde, ainda tem efeito de protecção contra a variante JN.1, por isso, os Serviços de Saúde apelam às pessoas que ainda não foram vacinadas para se submeterem o mais rápido possível à vacina”.

Viver bem

Além da vacinação, os SS fazem algumas recomendações para diminuir as infecções de doenças do trato respiratório superior, nomeadamente, gripe e covid-19. As recomendações passam por “assegurar que todos os membros do agregado familiar têm um sono adequado, alimentação equilibrada e prática frequente de desporto”, e que se mantenha “boa ventilação de ar e higiene ambiental”.

É também indicada a importância de manter o hábito de “boa higiene pessoal e lavar frequentemente as mãos”, assim como cobrir a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, bem como manusear cautelosamente as secreções orais e nasais expelidas com um lenço de papel e deitá-lo num caixote de lixo com tampa e depois limpar imediatamente as mãos”.

Entre as recomendações, mantém-se o alerta para evitar lugares densamente povoados, sugestão difícil de cumprir especialmente para quem reside em áreas de grande fluxo de turistas.

Jogos Olímpicos | Sulu Sou quer presença de Macau

O ex-deputado Sulu Sou defende que Macau deve competir nos Jogos Olímpicos, mesmo que o presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach afaste essa possibilidade. De acordo com uma publicação na rede social Facebook de Sulu Sou, Bach terá dito que Macau não tem reconhecimento internacional para poder competir de forma autónoma.

No entanto, o ex-deputado é contra esta leitura, por entender que há exemplos de participantes, como Guam, que apesar de ser um território dos Estados Unidos participa de forma autónoma. Sou apontou igualmente que Nauru, país no Oceano Pacífico, tem pouco reconhecimento internacional, dado que conta com menos de 10 mil cidadãos.

Por outro lado, Sulu Sou destacou que Macau fez o pedido de adesão ao Comité Olímpico Internacional em 1991, antes de serem promovidas as alterações dos estatutos que impedem a inscrição de membros que não sejam países.

Sou indicou também que de acordo com os mínimos de qualificação para os Jogos Olímpicos, haveria atletas locais a poderem participar no evento. Mesmo que Macau não tenha muitos atletas qualificados, Sulu Sou defende que seria positivo ver os atletas locais a participar nas cerimónias de abertura e encerramento.

Assembleia da República bateu no fundo

A Casa da Democracia, vulgo Parlamento, nunca “imaginou” que no seu interior a dialética política baixasse ao mais baixo nível de educação, ética, cordialidade e respeito. Durante a semana passada assistiu-se na absurda Comissão Parlamentar de Inquérito, sobre o caso das meninas gémeas luso-brasileiras, aos maiores dislates que possam imaginar.

Antes de mais, esta Comissão não tem qualquer razão de existência. Foi criada porque o deputado André Ventura apeteceu-lhe realizar mais um reality show para otários verem. O deputado Ventura quer à viva força que se diga oficialmente que o Presidente da República meteu uma cunha a pedido do seu filho Nuno. E pronto, não passa disso.

Todo o povinho viu logo que o Presidente teria dado indicações para que se salvasse a vida das duas meninas gémeas que tinham uma doença rara só curável com um medicamento cujo custo atingia os quatro milhões de euros. Mas, qual é o pai ou a mãe que não faz tudo o que puder para salvar a vida de um filho? Não está agora em causa se Nuno Rebelo de Sousa se valeu do facto de ser filho do Presidente Marcelo para obter dividendos em outros negócios. Aqui, estava em causa a vida de duas crianças. É ilegal a “cunha oficial”? É. O Presidente da República não recebe milhares de cartas, e-mails e mensagens a pedirem-lhe que interceda nisto e naquilo? Recebe. Marcelo Rebelo de Sousa não tem, através da sua Casa Civil, encaminhado centenas de casos para o Governo tratar? Tem.

No entanto, o gladiador Ventura quer à viva força que todo o mundo saiba que o Presidente da República meteu uma cunha a pedido do filho. E, para isso, quer ouvir toda a gente que tivesse tido qualquer ligação ao caso de 2019. Já ouviu o ex-secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, já ouviu quem quis e na semana passada a Assembleia da República bateu no fundo em falta de ética, educação e respeito por cidadãos que não estão ali em tribunal nenhum. Quando foi ouvido o chefe da Casa Civil do Presidente da República, o gladiador Ventura levou uma lição de alto nível profissional, de educação e de compostura política.

No dia seguinte foi ouvida a doutorada Maria João Ruela, ex-jornalista de prestígio e agora nas funções de assessora de comunicação do Presidente da República. Bem, foi um escândalo. A senhora foi tratada pelo gladiador Ventura abaixo de cão, foi malcriado, fez perguntas impróprias de pessoa educada e acabou, imagine-se, a chamar “mentirosa” a uma senhora de elevado nível profissional com anos de provas dadas.

Ventura, no mínimo, devia ser expulso de deputado. Ah, foi eleito, pelos seguidores fascistas, e assim, continuará no Parlamento aos gritos contra tudo e todos pensando que vai chegar a governante quando em próximas eleições legislativas o seu partido não obterá mais de 20 deputados. Até a ex-ministra da Saúde, Marta Temido, que agora tem mais que fazer no Parlamento Europeu, será ouvida no final do mês de Setembro porque os senhores deputados, os portugueses mais sortudos no país, vão de férias… Ventura quer ouvir também Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, mas estes devem cumprir a lei por escrito. Só falta que o gladiador Ventura solicite a presença do cirurgião que operou as meninas gémeas para lhe perguntar se as meninas lhe falaram em Marcelo Rebelo de Sousa…

Esta Comissão Parlamentar de Inquérito já deu que falar em Espanha, França e Alemanha pela negativa. Tem deixado uma imagem da democracia portuguesa semelhante a um caixote de lixo. E será que a globalidade dos deputados merece uma vergonha destas? Na última audição, imaginem, ao ex-chefe de Gabinete de António Costa em 2019, a sessão terminou sem que nada acontecesse porque o inquirido nada tinha para dizer porque tomara conhecimento do caso das gémeas apenas em 2023 pela comunicação social. Mas, o que queria o gladiador Ventura tirar da boca do inquirido? Que falou ao telefone com o Presidente da República para acelerar o caso? Que falou com Nuno Rebelo de Sousa para dar andamento rápido antes que morressem as meninas gémeas? Na inquirição ficou esclarecido que ex-chefe de Gabinete de António Costa nem estava em Portugal quando o ofício oriundo da Presidência da República foi encaminhado para o Ministério da Saúde.

André Ventura devia pôr a mão na consciência e confirmar que tem feito uma figura triste, mal-educada e arrogante; que está a perder apoiantes todos os dias que abre a boca e que as actuais sondagens dão ao seu partido Chega, apenas 12 por cento da tendência eleitoral.

Todavia, existe o outro lado da moeda: será bom que Ventura continue a actuar politicamente como tem feito ultimamente. É sinal que, em Portugal, a xenofobia, racismo e fascismo não têm pernas para andar…

Insufláveis | Venetian recebe “Bounce The City Macao” até Setembro

O Venetian acolhe até ao dia 18 de Setembro aquele que é considerado o “maior parque de insufláveis interior da Ásia”. Chama-se “Bounce The City Macao”, é a primeira vez que está no território e apresenta cinco atracções com insufláveis, num total de 150 mil pés quadrados de área.

A inauguração aconteceu no sábado e estão disponíveis atracções como o “AirSPACE Pink Alien” ou o “City Xscape” que, segundo um comunicado da organização, transportam os amantes de insufláveis para “aventuras cósmicas infundidas de extraterrestres”, sem esquecer “o mundo das profundezas do mar no borbulhante OctoBlast”.

No fundo, “‘Bounce The City Macao’ oferece uma gama verdadeiramente diversificada de atracções para cativar a imaginação dos visitantes de todas as idades”, pode ler-se.

O parque está disponível para visitas em cinco sessões diárias de 90 minutos cada, em que os visitantes podem desfrutar de todas as atracções. Estes são ainda “encorajados a vestirem-se com as suas roupas e meias mais coloridas”, prontos para as fotografias a publicar nas redes sociais.

Rua das Estalagens | Sete espaços de restauração seleccionados

“Café Fantart”, “Little Port”, “OLÁLÁ”, “Catfee Macau”, “Travessa Gelato”, “Pan Pan” e “Voyage Thai Kitchen”. São estes os espaços de restauração vencedores do “Programa de Recrutamento de Empreendedores para a Rua das Estalagens”, zona antiga que vai ser requalificada com o apoio da Sands China. Tratam-se de cafés, restaurantes e lojas que promovem a cultura portuguesa e macaense

 

Estão escolhidos os sete projectos empresariais vencedores do “Programa de Recrutamento de Empreendedores para a Rua das Estalagens”, zona antiga da península de Macau que vai ser alvo de uma requalificação. Sendo um projecto promovido pelo Instituto Cultural (IC) e apoiado pela Sands China, a ideia é, segundo um comunicado, “financiar propostas empresariais inovadores de residentes de Macau interessados em criar empresas na Rua das Estalagens”.

Foram seleccionados sete espaços de gastronomia e lembranças, nomeadamente o “Café Fantart”, “Little Port”, “OLÁLÁ”, “Catfee Macau”, “Travessa Gelato”, “Pan Pan” e “Voyage Thai Kitchen”. De frisar que estes projectos foram escolhidos de entre 128 candidaturas, das quais 120 foram consideradas elegíveis.

A concurso estiveram propostas não apenas na área da restauração, mas também de take-away, retalho ou indústrias culturais e criativas.

No caso do “Café Fantart”, é apresentado como “um café criativo local especializado em pastéis folhados e vários produtos de pastelaria, juntamente com pratos principais”. Neste espaço, a equipa procura “fazer avanços inovadores na cultura de pastéis de nata enraizada em Hong Kong e Macau”.

O “Little Port” apresenta-se como uma “loja de retalho de especialidades e lembranças portuguesas com a ambição de estabelecer uma marca de especialidades portuguesas com impacto e transformar a estrutura do mercado tradicional de lembranças”.

No “OLÁLÁ” vendem-se snacks e refeições ligeiras tipicamente macaenses, enquanto no “Catfee Macau”, uma cafetaria que visa promover a adopção de animais, além de que “os clientes podem desfrutar da vista das Ruas das Estalagens a partir do ‘rooftop’, proporcionando uma experiência gastronómica única”, pode ler-se.

Se na “Travessa Gelato” se pode provar o verdadeiro gelado feito à moda de Itália, no “Pan Pan” faz-se a elegia ao pão, apresentando-se uma “fusão entre as técnicas tradicionais de padaria japonesas e francesas”, sendo que o fundador deste espaço é formado na famosa escola de cozinha “Le Cordon Bleu”. Segue-se, no “Voyage Thai Kitchen”, um restaurante de comida tailandesa cuja marca já tem presença em Macau desde 2013. Espera-se que este espaço apresente pratos a preços mais acessíveis com a adopção de “alguns elementos nostálgicos, disponibilizando-se um espaço que integra o lazer, música, cultura local e sessões de partilha”.

Estes espaços vão receber subsídios para o estabelecimento do negócio, distribuídos em quatro fases. “Os subsídios atribuídos são até duas vezes o investimento de capital inicial das empresas, com um limite máximo de um milhão de patacas, a fim de incentivar o seu desenvolvimento sustentável”, aponta-se na mesma nota.

Atmosfera especial

Os projectos vencedores foram conhecidos na última quinta-feira. Wilfred Wong, vice-presidente executivo da Sands China, disse esperar “que este grupo de aspirantes [empresários] e criativos locais utilize a energia e o entusiasmo da juventude para trazer uma nova atmosfera ao bairro”.

A requalificação da Rua das Estalagens trata-se de “um projecto que pertence à população de Macau e conta com o apoio do Governo, empresas e comunidade, trazendo esperança para o futuro”, disse ainda.

De frisar que os candidatos ao programa tinham de ter um capital social mínimo de 300 mil patacas para participar no concurso. Este foi anunciado pela Sands a 8 de Abril, tendo sido realizadas diversas actividades na área do marketing e técnicas empresariais.

Cheang Kai Meng, presidente substituto do IC, disse que este programa é a prova “do testemunho do empenho inabalável da empresa [Sands China] em revitalizar a zona antiga de Macau e em impulsionar a diversificação económica da cidade, estando em linha com a estratégia de desenvolvimento do Governo da RAEM”.

Do lado do IC procura-se “envidar esforços no sentido de melhorar as condições ambientais, optimizando as instalações de apoio nos bairros que necessitam de ser revitalizados, com o objectivo de criar um futuro diversificado e sustentável”, acrescentou.

A nova Rua das Estalagens vai também contar com um espaço da empresa Future Bright Holdings, do deputado Chan Chak Mo. Trata-se da loja “Yeng Kee Snoopy Store”, e que motivou a concessão do prémio “Empresa Líder para a Revitalização da Comunidade” concedido pela Sands China à Future Bright Holdings. Tal aconteceu pelo facto de a Future Bright ter “introduzido vários elementos de negócio no bairro e criado um modelo para outros potenciais empresários”.

IPhone | Apple cai para sexto lugar nas vendas de telemóveis

A norte-americana Apple saiu do grupo dos cinco maiores vendedores de telemóveis na China pela primeira vez desde 2020, de acordo com dados do segundo trimestre compilados pela consultora Canalys.

As vendas de iPhones na China durante os três meses que terminaram em Junho caíram 2 por cento em comparação com o mesmo período do ano anterior, colocando a Apple em sexto lugar na lista dos maiores vendedores, que inclui as marcas locais Vivo, Oppo, Honor, Huawei e Xiaomi, de acordo com o relatório da Canalys.

Lucas Zhong, analista da consultora, observou que “este é o primeiro trimestre da história em que os vendedores chineses dominam as cinco primeiras posições”.

“As estratégias dos vendedores chineses para produtos de gama alta e a sua profunda integração nas cadeias de fornecimento locais estão a começar a dar frutos em termos de hardware e software”, disse Zhong, que advertiu que a empresa californiana “está, pelo contrário, num ponto de estrangulamento”.

O mercado de telemóveis na China continental cresceu 10 por cento em termos anuais no segundo trimestre de 2024, ultrapassando as 70 milhões de unidades expedidas. A Vivo recuperou a primeira posição com 13,1 milhões de unidades vendidas, ficando com 19 por cento da quota de mercado, seguida da Oppo, com 11,3 milhões de aparelhos, e da Honor, com 10,7 milhões.

A Huawei seguiu-se de perto com 10,6 milhões de aparelhos vendidos, enquanto os 10 milhões de telemóveis da Xiaomi a colocaram em quinto lugar.

“O mercado chinês está finalmente a acompanhar a velocidade de recuperação global”, observou Amber Liu, gestora de investigação da Canalys, que acrescentou que “se deve em grande parte ao lado da oferta, que está a tirar partido de eventos e promoções de descontos significativos, que, em 2024, começaram mais cedo do que nos anos anteriores”.

Ucrânia | Kuleba elogia Pequim por procurar saída para a guerra

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, elogiou na passada sexta-feira os esforços chineses para alcançar uma “solução permanente e estratégica” para a guerra, numa entrevista publicada após a sua visita de três dias a Pequim.

“Recebemos um sinal claro de que a China não está à procura de uma solução temporária, de um cessar-fogo temporário, mas está a trabalhar numa solução permanente e estratégica para a guerra”, disse o chefe da diplomacia ucraniana, em entrevista à televisão ucraniana TSN.

Kuleba também referiu que o seu homólogo chinês, Wang Yi, disse “clara e repetidamente”, durante o encontro que a China considera a soberania e a integridade territorial da Ucrânia invioláveis.

O ministro ucraniano explicou que defendeu perante o seu homólogo chinês a necessidade de alcançar uma paz “justa e duradoura” e descreveu os sinais recebidos da China como “importantes” e “positivos”.

A visita de Kuleba à China, esta semana, foi a primeira deslocação de um alto dirigente ucraniano ao país asiático desde o início da invasão russa. De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, o objectivo da visita era explorar possíveis perspectivas de paz para pôr fim à guerra provocada pela invasão russa.

Kiev rejeitou, até agora, as propostas chinesas para pôr fim à guerra através de negociações, uma vez que Pequim não exigiu a retirada prévia das tropas russas dos territórios que ocupam na Ucrânia. Nas últimas semanas, a Ucrânia mudou o tom do seu discurso oficial e abriu-se à possibilidade de iniciar negociações com a Rússia a curto prazo.

Li Hui desloca-se à Indonésia, África do Sul e Brasil para discutir guerra na Ucrânia

A China anunciou na sexta-feira que o seu representante especial para os assuntos euro-asiáticos vai visitar Indonésia, África do Sul e Brasil nos próximos dias para “trocar impressões com membros importantes do ‘sul global’ sobre a situação” na Ucrânia.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning disse, em conferência de imprensa, que Li Hui arrancaria no domingo, com o objectivo de “explorar formas de promover o esfriamento da situação, de modo a gerar condições para o reinício das negociações de paz”.

“Já passaram quase dois anos e meio desde o agravamento da ‘crise’ na Ucrânia e os combates continuam, as perspectivas de conversações de paz permanecem incertas e existe o risco de uma nova escalada e alastramento do conflito”, apontou. Trata-se da quarta deslocação de Li ao exterior para abordar a guerra na Ucrânia.

O diplomata visitou a Ucrânia, Polónia, França, Alemanha e Rússia, em Maio passado, para, segundo Pequim, “abordar com todas as partes uma solução política” para a guerra. Li encontrou-se então com o Presidente ucraniano, Volodymir Zelenski, a quem advertiu que “todas as partes têm de criar condições para acabar com a guerra” e “iniciar conversações de paz”.

Por todo o mundo

Em Maio passado, Li realizou uma viagem pelo Médio Oriente que o levou à Turquia, Egipto, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, onde manteve conversações com altos funcionários para “explorar soluções para o conflito”.

O anúncio da viagem do enviado chinês surge pouco depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, e o seu homólogo ucraniano, Dmitry Kuleba, terem reunido, na semana passada, na cidade de Cantão, no sudeste da China. Kuleba foi o mais alto responsável ucraniano a visitar o país asiático desde o início da guerra, em 2022.

Desde o início do conflito, a China tem mantido uma posição ambígua durante a qual tem apelado ao respeito pela “integridade territorial de todos os países”, incluindo a Ucrânia, e à atenção às “preocupações legítimas de todos os países”, em referência à Rússia.

Pequim também procurou contrariar as críticas de que apoia a Rússia na sua campanha na Ucrânia e apresentou um documento de posição de 12 pontos sobre o conflito, no ano passado, que foi recebido com cepticismo pelo Ocidente.

Fronteira | Índia e Pequim prometem trabalhar urgentemente para a retirada de tropas

À margem da reunião da ASEAN que decorreu no Laos, representantes da diplomacia dos dois países chegaram a acordo para acertar a retirada de tropas da fronteira e aliviar as tensões que há muito assolam a região

 

A Índia e a China concordaram na passada sexta-feira em trabalhar para conseguir a retirada de dezenas de milhares de tropas estacionadas ao longo da sua fronteira disputada, num impasse de longa data, informou o governo indiano.

O ministro dos Negócios Estrangeiros indiano, Subrahmanyam Jaishankar, encontrou-se com o seu homólogo chinês, Wang Yi, na passada quinta-feira, à margem das reuniões da Associação das Nações do Sudeste Asiático, no Laos, onde sublinharam a necessidade de uma resolução rápida das questões pendentes ao longo da Linha de Controlo Actual, a longa fronteira dos Himalaias partilhada pelos dois gigantes asiáticos.

A linha separa os territórios detidos pela China e pela Índia, desde Ladakh, a oeste, até ao estado indiano de Arunachal Pradesh, a leste, que a China reivindica na sua totalidade.

As relações entre os dois países deterioraram-se em Julho de 2020, após um confronto militar que matou pelo menos 20 soldados indianos e quatro chineses.

A situação transformou-se num impasse de longa duração na região montanhosa e acidentada, onde cada lado estacionou dezenas de milhares de militares apoiados por artilharia, tanques e jactos de combate.

Tanto a Índia como a China retiraram as suas tropas de algumas zonas nas margens norte e sul de Pangong Tso, Gogra e Vale Galwan, mas continuam a manter tropas suplementares no âmbito de um destacamento de vários níveis.

Os dois ministros dos Negócios Estrangeiros “concordaram com a necessidade de trabalhar com determinação e urgência para conseguir uma retirada completa o mais rapidamente possível”, de acordo com uma declaração indiana na quinta-feira, que acrescentou que a paz na fronteira é essencial para restabelecer a normalidade das relações entre os dois países.

Fonte de stress

Jaishankar, no seu discurso de abertura, afirmou que as questões fronteiriças “ensombraram” as relações entre Índia e China nos últimos quatro anos, apesar dos esforços consideráveis de ambas as partes para as resolver. “O estado da fronteira refletir-se-á necessariamente no estado dos nossos laços”, afirmou, de acordo com o comunicado.

Wang sublinhou que a melhoria dos laços entre a China e a Índia é benéfica para ambos os países, bem como para outras nações, informou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. As duas partes concordaram em trabalhar em conjunto para manter a paz nas zonas fronteiriças e impulsionar o progresso, disse.

A Índia e a China travaram uma guerra sobre a sua fronteira em 1962. A Linha de Controlo Real divide as áreas de controlo físico e não as reivindicações territoriais. Segundo a Índia, a fronteira de facto tem 3.488 quilómetros de comprimento, mas a China reivindica um número consideravelmente mais curto.

Os principais comandantes dos exércitos indiano e chinês realizaram várias rondas de conversações desde o confronto militar para discutir a retirada das tropas das zonas de tensão.

Os estranhos penhascos e colinas de Jiang Shen

Mi Fu (1051-1107), pintor, calígrafo e coleccionador de arte e de pedras caprichosamente formadas pela natureza, foi elogiado pelo modo como escrevia, concentrado no movimento elevado do cotovelo e não do pulso que segura o pincel, na expressão e não na perfeição dos caracteres.

As suas sugestivas pinturas de aspecto enevoado também não ficavam marcadas pelo curso do pincel na superfície pintada (wubiji). Em tudo parecia responder ao que está escrito no Zhuangzi sobre «esquecer as palavras depois de entender o seu significado». Na originalidade do seu estilo porém, se não havia explícitas marcas das obras do passado, muitas delas da sua própria coleção particular, reconhecia-se nelas um honesto estudo.

Um modo de proceder próprio dos pintores da dinastia Song, cujas pinturas são o resultado singular de uma informada combinação de elementos aparentemente fortuitos e contrastantes, cujo espelho era a própria natureza. E como ela, com trechos coincidentes e aspectos dissonantes, dependendo da experiência individual do homem que caminha consciente da riqueza de tudo o que o rodeia.

De modo elucidativo isso está manifesto na famosa pintura de Fan Kuan (c. 960-c.1030) Viajantes através de rios e montanhas (rolo vertical, tinta e cor sobre seda, 206,3 x 103,3 cm, no Museu do Palácio Nacional em Taipé). A grandiosa majestade do espaço natural, contrastando vivamente com a minuciosa delineação dos pequenos vajantes e mulas carregadas, é parte desse vocabulário.

Outras especifidades resultam de uma cuidadosa atenção às possibilidades expressivas da mutável paisagem ao longo das estações do ano e estão presentes na impressionante pintura de Guo Xi (1020-90) conhecida como Árvores velhas, distância plana (rolo horizontal, tinta e cor sobre seda, 35,6 x 104,4 cm, no Metmuseum). Aí se notam os ramos retorcidos como «pinças de caranguejo», que traduzem a emoção que desperta a queda das folhas das árvores no Outono.

Jiang Shen (c.1090-1138), um pintor que nasceu em Xinan (Zhejiang) e que frequentava a casa de família de Mi Fu quando este vivia em Wuxing, cerca de 1136, e adoptando embora algumas das inovações do mestre, como os célebres pontos de tinta de Mi Fu (Mi dian), acabou criando algo novo e estranho. Em dois rolos horizontais que lhe são atribuídos; Montanhas verdejantes (tinta sobre seda, 33,6 x264, 1cm, no Museu Nelson-Atkins, Kansas) e Espaço Infindável de rios e montanhas (tinta sobre seda, 46,3 x 546,5 cm, no Museu do Palácio Nacional em Taipé) também são visíveis características associadas aos pintores do século X, Juran e Dong Yuan, parte da sua síntese. Muitos anos depois, quando o influente Dong Qichang (1555-1636) expôs a sua própria grande síntese (dacheng) escreveu: «Para pintar colinas em contínuo e cordilheiras penhascosas há que aprender com Jiang Guandao (Jiang Shen)».

DST | Selados 85 aparamentos por suspeitas de alojamento ilegal

Na primeira metade do ano foram selados 85 apartamentos por suspeitas de alojamento ilegal, de acordo com a informação divulgada pela Direcção de Serviços de Turismo (DST).

“No primeiro semestre deste ano, a DST realizou 119 acções conjuntas de combate à prestação ilegal de alojamento, com 244 inspecções a fracções autónomas suspeitas”, foi apontado. “Foram seladas 85 fracções autónomas suspeitas de estarem a ser utilizadas para a prestação ilegal de alojamento e foram instaurados processos sancionatórios contra os indivíduos que tenham violado a lei”, foi acrescentado.

Em comunicado, a DST diz estar sempre empenhada “em manter a ordem na indústria do turismo e proteger os direitos e interesses dos residentes e visitantes”. Além das acções de combate ao alojamento ilegal, as fiscalizações visaram ainda “salvaguardar a imagem de Macau como cidade turística e consolidar a posição de Macau como um centro mundial de turismo e lazer”.

Nos primeiros seis meses do ano, foram ainda levantados autos contra 10 indivíduos suspeitos do exercício ilegal da profissão de guia turístico. Os indivíduos foram detectados através de um total de 793 inspecções nos postos fronteiriços e pontos turísticos.

Entre Janeiro e Junho, a DST recebeu ainda um total de 276 queixas relativas à prestação ilegal de alojamento e à actividade de guia turístico ilegal.

Aeroporto | Passageiros no primeiro semestre quase duplicam

O Aeroporto Internacional de Macau (MIA) registou, entre Janeiro e Junho, mais de 3,73 milhões de passageiros, num aumento de 91 por cento face a igual período do ano passado.

O MIA indicou ainda ter lidado com mais de 29 mil movimentos de aeronaves, no primeiro semestre do ano, ou mais 72 por cento, em comparação com o mesmo período de 2023, de acordo com um comunicado. “Em comparação com o mesmo período de 2019, o número de passageiros e de movimentos de aeronaves registou uma recuperação de cerca de 80 por cento”, notou. Os passageiros das rotas da China e de Taiwan representaram 46 e 17 por cento, respectivamente, do volume total de passageiros, enquanto os passageiros das rotas internacionais representaram os restantes 37 por cento, acrescentou.

O MIA “está a expandir activamente mais rotas internacionais”, tendo sido adicionadas três novas companhias aéreas para operar rotas para Macau em Julho, incluindo a Korean Air, com ligações a Seul, bem como a Firefly Airlines e a Batik Air, com voos para Tawau, na Malásia.

Turismo | Julho com média diária de 96 mil visitantes

Até à passada quinta-feira, o dia deste mês com a maior entrada de turistas foi 20 de Julho quando entraram em Macau 135 mil visitantes. O território registou uma média diária de 96 mil turistas nos primeiros 25 dias de Julho. Desde o início do ano, mais de 19 milhões de pessoas visitaram Macau

 

Nos primeiros 25 dias de Julho, entraram em Macau quase 2,4 milhões de turistas, indicaram ontem os Serviços de Turismo (DST) em comunicado. O dia com maior número de entradas do mês foi 20 de Julho (sábado), quando as autoridades registaram a entrada de 135.575 turistas no território.

“As férias do Verão começaram em Julho e o número de turistas que visitam Macau continua a crescer”, destaca a DST. Os dados provisórios do Governo apontam para a entrada no território, entre 1 e 25 de Julho, de 2,39 milhões de visitantes, com uma média diária de quase 96 mil, um fluxo turístico que representa uma subida anual de 9,5 por cento e uma recuperação para 85,6 por cento dos níveis verificados no mesmo período de 2019.

Face ao crescimento estatístico da entrada de turistas, a DST recorda trabalho promocional feito até hoje. “Graças à época alta de viagens de Verão, desde o início de Julho, o número de turistas em Macau tem sido impressionante”, declara o organismo governamental liderado por Helena de Senna Fernandes.

Desde o início do ano até 25 de Julho, o número de visitantes ultrapassou os 19,1 milhões, com os turistas internacionais a chegarem quase a 1,31 milhões, valores que representam subidas de 38,2 e 126,6 por cento, respectivamente.

Quartos crescentes

Além das enchentes de pessoas nas ruas, o Governo realçou ontem o reflexo do aumento do número de turistas na vitalidade do sector hoteleiro. Os dados provisórios avançados pela DST apontaram para uma taxa de ocupação média de 88,5 por cento na primeira metade do ano, mediana que contrasta com a verificada no primeiro semestre do ano passado (77,9 por cento), e que representa um aumento de mais de 10 por cento face a 2019.

A DST indica ainda que nos primeiros seis meses do ano pernoitaram em hotéis do território mais de 7,8 milhões de hóspedes, um aumento homólogo de 29,1 por cento, com uma estadia média de 2,3 dias. A permanência de mais turistas em Macau contribuirá para estimular o consumo turístico.

No comunicado difundido ontem, a DST realça uma série de actividades e eventos programados para o resto do ano com o intuito de atrair mais turistas. Um deles é o relançamento de uma pequena excursão de autocarro pelas ruas que fazem o Circuito da Guia, uma iniciativa do Museu do Grande Prémio de Macau. A popularidade da actividade levou o museu a voltar a apostar nas excursões nos fins-de-semana de Verão, até ao final de Agosto.

MP | Suspeitos de burla com “curandeiro” em prisão preventiva

Os cinco envolvidos numa rede de burlas em que um dos membros se fazia passa por “adivinho” vão aguardar julgamento em prisão preventiva. As medidas de coacção foram divulgadas pelo Ministério Público (MP), no sábado, depois de terem sido decididas por um juiz de instrução criminal.

A vítima começou por ser enganada pelos burlões que afirmavam conhecerem um “médico misterioso adivinho” que curava qualquer doença, e também transformava o azar em sorte, através de “rezas”.

Além da primeira história, a idosa acreditou num outro relato de outro membro da rede, que se fez passar por descendente do “médico milagroso”. O burlão disse à mulher que toda a família dela tinha sido amaldiçoada e que iria sofrer “em breve” uma “desgraça sangrenta”. Para evitar a tragédia, a vítima tinha de entregar os bens da sua casa ao médico adivinho, para serem alvo de uma reza.

Na posse dos bens, os burlões apropriaram-se de mais de 70 mil patacas. No caso de algumas bebidas, as garrafas foram devolvidas à mulher, mas em vez e terem a bebida original, esta tinha sido substituída por água e outras bebidas.

Os arguidos são todos do Interior e estão indiciados pela prática do crime de burla de valor elevado, que prevê uma pena de prisão que pode chegar aos cinco anos de prisão.

Em comunicado, o MP apelou aos cidadãos que “no caso de serem abordados por pessoas desconhecidas sob o pretexto da realização de cerimónia de ‘bênção’” devem “prestar cuidados redobrados, não devendo entregar-lhes os seus bens de forma precipitada”.