GP | André Couto e Charles Leong com uma decisão difícil em mãos

André Couto e Charles Leong Hong Chio enfrentam um enorme dilema. De um lado da balança está a participação no 71.º Grande Prémio de Macau, no outro prato da mesma está a possibilidade de conquistar um título no Lamborghini Super Trofeo Asia

 

A competição monomarca do prestigiado construtor italiano de automóveis deslocou-se este fim de semana ao Japão, para a quarta prova da temporada no circuito de Fuji. Couto esteve presente, mas apenas para fazer ‘coaching’ aos pilotos da sua habitual equipa, pois o seu companheiro de equipa, o chinês Fangpin Chen, não viajou até ao “país do sol nascente” por razões pessoais. Com isto, o piloto português perdeu, por apenas seis pontos, a primeira posição que ocupava na classe Pro-Am para a dupla Nikolas Pirttilahti/Thomas Yu. Couto ainda poderá recuperar o primeiro lugar, mas terá que alinhar nas restantes jornadas do troféu e continuar a senda de vitórias (foram cinco em seis corridas), quando faltam disputar ainda quatro corridas, duas em Xangai (China) e outras duas em Jerez de la Frontera (Espanha) na semana que precede as “finais mundiais” das Lamborghini.

Segundo o que apurou o HM, a Madness Racing Team conta com André Couto e Fangpin Chen para as últimas duas provas da temporada. Porém, como tem acontecido nos últimos anos, as Lamborghini World Finals voltam a coincidir no calendário com o Grande Prémio de Macau. Quer isto dizer, que Couto terá que escolher onde estará de 16 a 19 de Novembro – em Macau ou em Espanha. O piloto português não esconde que gostaria de voltar a competir no Circuito da Guia, e até existirão possibilidades para o voltar a fazer. Caso não encontre um volante competitivo, Couto não quererá perder a oportunidade de somar mais um título para o seu longo palmarés.

Ainda mais a perder

Presente em Fuji, mas ao volante, Charles Leong alcançou um segundo e um terceiro lugar, o que lhe permite estar no segundo lugar na classificação da classe PRO do Lamborghini Super Trofeo Asia, em igualdade de pontos com os rivais Dan Wells/Emilien Carde e com a sua companheira de equipa na SJM Iron Lynx Theodore Racing, a japonesa Miki Koyama. Graças à boa temporada que está a fazer na competição monomarca do prestigiado construtor italiano, no mês passado, a Lamborghini Squadra Corse, a divisão de competição da Automobili Lamborghini, elegeu Leong como um dos 28 pilotos que fazem parte do “Programa de Pilotos Júnior” para jovens pilotos dos Super Trofeo. Leong foi um dos três seleccionados da região asiática.

O Super Trofeo Junior Driver Program é dedicado a pilotos até aos 25 anos e que competem em um dos três campeonatos regionais Lamborghini Super Trofeo (Europa, América do Norte e Ásia). Após a avaliação, os pilotos que mais impressionarem ao longo da temporada serão selecionados pela Squadra Corse para participar num “shootout”, a realizar após as tradicionais Lamborghini World Finals, o evento de encerramento da temporada dos troféus Lamborghini, que este ano decorrerá no circuito de Jerez de la Frontera, no sul da Espanha. O vencedor receberá apoio da fábrica da Squadra Corse durante a temporada de 2025.

Tal como Couto, Leong não faz segredo da sua vontade em competir no Circuito da Guia, principalmente se for aos comandos de um carro competitivo, mas confessou ao HM “não saber de momento” onde estará naquele fim de semana de Novembro. Se a opção de Leong for correr entre nós no mês de Novembro, então deixará cair as ambições de conquistar o título na categoria PRO no Circuito de Jerez, pois durante a semana que precede as “finais mundiais” das Lamborghini, serão disputadas as duas últimas corridas pontuáveis para o Lamborghini Super Trofeo Asia. A não presença em Jerez também irá colocar um “ponto final” no sonho de um dia poder vir a ser piloto de fábrica da Lamborghini.

China | Principais rios sofreram recorde de 25 grandes inundações este ano

Os principais rios da China sofreram este ano, até agora, 25 grandes inundações, o número mais elevado desde o início da recolha de dados, em 1988, segundo o Ministério dos Recursos Hídricos do país asiático.

O ano de 2024 caracterizou-se por “frequentes fenómenos meteorológicos extremos”, com chuvas intensas e inundações em grande escala, tanto no norte como no sul da China, afirmaram em conferência de imprensa funcionários do ministério.

O vice-ministro Wang Bao’en advertiu que “a China ainda enfrenta desafios este ano”, uma vez que a época das cheias ainda não terminou. “Este ano, registámos uma precipitação acumulada superior ao normal devido ao tufão Gaemi. O país registou uma precipitação média acumulada de 183 milímetros, mais 10 por cento do que a média anual”, afirmou.

O tufão Gaemi despejou um total de 216,7 mil milhões de metros cúbicos de chuva nas regiões do sul do país, o que representa “um aumento significativo de 43 por cento” em relação aos 151,8 mil milhões de metros cúbicos despejados pelo tufão Doksuri, no ano passado.

As grandes inundações registaram-se com maior frequência do que a média anual e cerca de 30 rios em todo o país ultrapassaram os níveis históricos. Foram registadas 13 grandes inundações nas bacias hidrográficas do rio Yangtsé, do rio Amarelo, do rio Huaihe e do rio das Pérolas, entre outros.

“Os rios que excederam os níveis de alerta aumentaram 120 por cento em comparação com o mesmo período dos anos anteriores”, disse Wang.

Consequências pesadas

A frequência de catástrofes relacionadas também aumentou este ano, incluindo o rebentamento de barragens em Yueyang, na província central de Hunan, e o colapso de uma ponte rodoviária em Shangluo, na província central de Shaanxi.

Também se registaram “múltiplas inundações repentinas e deslizamentos de terras” em várias localidades, realçando “a extrema complexidade e gravidade da situação para controlar as inundações”, disse Wang.

O rio Wusuli, situado na província de Heilongjiang, no nordeste da China, que faz fronteira com a Rússia, também registou inundações graves nos últimos dias e persiste o risco de catástrofes secundárias provocadas por chuvas fortes.

Nos últimos Verões, as catástrofes meteorológicas causaram grandes estragos no país asiático: os meses de Verão de 2023 foram marcados por inundações em Pequim que causaram a morte de mais de 30 pessoas, enquanto em 2022 várias ondas de calor extremo e secas atingiram a China central e oriental.

Em Julho de 2021, chuvas de uma intensidade que não se via há décadas fizeram quase 400 mortos na província central de Henan, atribuída pelo governo chinês à “falta de preparação e de perceção dos riscos” por parte das autoridades locais.

Ucrânia | PM Li Qiang visita Rússia e Bielorrússia esta semana

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, vai visitar esta semana a Rússia e a Bielorrússia, anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

Durante a sua visita, que decorrerá entre hoje e sexta-feira, Li Qiang participará na 29.ª reunião entre os chefes de governo chinês e russo, detalhou Mao Ning, porta-voz da diplomacia chinesa.

Este evento conjunto realiza-se desde 1996. A parceria estratégica entre os dois países aprofundou-se ainda mais desde o início da invasão russa da Ucrânia.

Pequim apresenta-se como parte neutra no conflito e diz não estar a fornecer armas a nenhum dos lados. O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, visitou a China duas vezes no ano passado, prometendo em Dezembro ser “um parceiro fiável para Pequim”.

A Bielorrússia depende fortemente da Rússia em termos de apoio político e financeiro e o seu território tem sido amplamente utilizado para as manobras russas contra a Ucrânia desde a invasão russa, em Fevereiro de 2022.

Em Julho, a Bielorrússia tornou-se membro da Organização de Cooperação de Xangai, um grupo em rápido crescimento que inclui a China, Índia, Rússia e os países da Ásia Central, com a ambição de actuar como contrapeso ao Ocidente.

Vietname | Presidente diz que China é prioridade para Hanói

O Presidente do Vietname, To Lam, disse ontem ao homólogo chinês, Xi Jinping, que a relação com a China é a principal prioridade da política externa vietnamita, durante um encontro, em Pequim.

“Como irmãos, observamos sempre cada passo do desenvolvimento da China e estamos satisfeitos com as conquistas que o Partido [Comunista], o governo e o povo da China alcançaram sob a sua liderança”, disse Lam, no seu discurso, antes de se encontrar com Xi.

Os dois dirigentes assinaram 14 acordos de cooperação em domínios como a educação política, infraestruturas, os cuidados de saúde e a banca.

A visita de três dias de Lam à China ocorre cerca de duas semanas após a sua confirmação como secretário-geral do Partido Comunista do Vietname, o cargo político mais importante do país. O responsável sucedeu a Nguyen Phu Trong, que morreu no mês passado após 13 anos como líder.

China e Vietname partilham uma fronteira de quase 1.300 quilómetros e fortes laços económicos, com o comércio bilateral a atingir 175,6 mil milhões de dólares, em 2022.

Lam afirmou que o Vietname apoia a reivindicação da China sobre Taiwan, conhecida como o princípio ‘Uma só China’, e que quaisquer questões relativas a Hong Kong e às regiões do Tibete e Xinjiang constituem assuntos internos da China.

Espera-se que Lam mantenha a “diplomacia do bambu”, caracterizada pela flexibilidade e pela recusa em se alinhar com um bloco específico.

Diplomacia activa

A neutralidade diplomática do Vietname, que visa maximizar os próprios interesses, atingiu novos patamares, tendo Hanói recebido em menos de um ano o Presidente russo, Vladimir Putin, o Presidente norte-americano, Joe Biden, e Xi Jinping.

Quando Xi visitou o Vietname em Dezembro passado, os dois países anunciaram que iriam construir “um futuro partilhado, com um significado estratégico”. O acordo, que a imprensa estatal chinesa descreveu como elevação dos laços, foi visto como uma concessão pelo Vietname, que tinha resistido a usar essa expressão no passado.

Vladimir Putin encontrou-se com Lam no Vietname em Junho, depois de visitar a Coreia do Norte, numa rara viagem ao estrangeiro do líder russo, que tem sido ostracizado por muitos países devido à invasão da Ucrânia em 2022.

Lam iniciou a sua viagem à China no domingo em Cantão, um importante centro de produção e exportação perto de Hong Kong. Também visitou locais na cidade do sul onde o antigo líder comunista do Vietname, Ho Chi Minh, passou algum tempo nas décadas de 1920 e 1930.

O Vietname tem beneficiado economicamente do investimento dos fabricantes chineses, que transferiram a produção para o país do Sudeste Asiático, em parte para contornar as restrições dos EUA aos painéis solares e outras exportações oriundas da China.

Trabalho | Lançado jogo com prémios sobre “doenças gastrointestinais”

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) lançou o jogo “Conhecer a relação entre o trabalho e as doenças gastrointestinais”, actividade que termina a 29 de Setembro e irá sortear prémios entre 1.000 e 3.000 patacas, além de habilitar os participantes a ganhar 30 cupões de supermercado no valor de 100 patacas.

A actividade, que tem como objectivo aumentar “a consciência dos cidadãos sobre a segurança e saúde ocupacional”, é a terceira de um total de quatro concursos sobre vários ramos de saúde.

A DSAL indica que o trabalho intensivo, ritmo de vida acelerado, stress e hábitos alimentares irregulares podem causar doenças gastrointestinais, tais como úlcera gástrica, úlcera duodenal e doença do refluxo gastroesofágico.

Essas doenças não só trazem transtornos à vida social e diária, mas também podem reduzir a eficiência do trabalho, afectando gravemente o trabalho e a vida. A DSAL espera que, através do jogo, os cidadãos possam conhecer a relação entre o trabalho e as doenças gastrointestinais, aumentando assim a consciência dos cidadãos sobre a saúde gastrointestinal.

Quem estiver interessado em participar no jogo pode fazê-lo através da aplicação móvel da DSAL ou da leitura de um código QR. Quem responder acertadamente às questões, habilita-se a ganhar um prémio. O jogo apenas está disponível em chinês.

Saúde | “Liberdade médica” custa 5,6 milhões de patacas

Macau é o local da Grande Baía onde a população admite estar mais preocupada com a “liberdade médica”, um termo que define o poder de escolher o hospital e o médico pretendido, receber tratamento adequado rapidamente ou ter capacidade para pagar as despesas médicas

 

Cerca de 5,6 milhões de patacas, é este o montante que os residentes de Macau acreditam ser necessário para alcançar a “liberdade médica”. Este é um termo identificado como a possibilidade de escolher o hospital e o médico pretendido, receber tratamento adequado rapidamente ou ter capacidade para fazer face às despesas médicas.

O montante foi apurado através de um inquérito realizado pela representação de Macau da seguradora Prudential, onde se indica que o território é também o local da Grande Baía em que a população mais se preocupa com a “liberdade médica”.

O preço em Macau é superior ao das cidades do Interior da Grande Baía, onde os inquiridos indicaram o montante de 4,7 milhões de patacas como o custo para atingir a “liberdade médica”. Contudo, o preço mais caro surgiu em Hong Kong, com a “liberdade médica” a atingir cerca de 6,9 milhões de patacas.

A informação divulgada pela seguradora indica que o custo apontado pelos inquiridos representa o valor acumulado de 10 anos de rendimentos das famílias.

Quando questionados sobre os principais obstáculos para conseguirem alcançar a “liberdade médica”, 55 por cento de todos os inquiridos indicaram não conseguirem fazer frente aos elevados custos dos tratamentos médicos.

Macau é também o local onde mais se espera uma subida dos preços nos cuidados de saúde. Entre os inquiridos, 18,2 por cento indicaram esperar que nos próximos anos os custos continuem a subir. Em Hong Kong, 17,7 por cento esperavam aumentos e nas cidades do Interior da Baía a percentagem era de 14,4 por cento.

No entanto, é também em Macau que a população deposita mais esperança de que o Governo preste apoio na altura de aceder à saúde. Cerca de 56 por cento dos inquiridos afirmaram esperar fazer frente ao aumento dos custos de saúde com apoios da RAEM. Nas cidades do Interior e Hong Kong, apenas 31 por cento esperavam apoios dos respectivos Governos.

Os mais preocupados

Os resultados divulgados na semana passada, mostram também que os residentes de Macau são aqueles que mais se preocupam com a meta de atingir a “liberdade médica”.

Em Macau, 98 por cento dos inquiridos responderam estarem preocupados com a necessidade de atingir esta liberdade. Na média da grande Baía, 92 por cento estavam preocupados, enquanto em Hong Kong esta era uma preocupação para 93 por cento dos inquiridos.

O inquérito indica também que Macau lidera a procura por serviços de saúde transfronteiriços, com 44 por cento dos residentes a admitirem terem frequentado instituições médicos em Hong Kong ou no Interior.

O inquérito foi realizado em Maio deste ano, através de entrevistas online ou na rua a cerca de 750 pessoas da Grande Baía, com idades entre os 18 e os 54 anos. Entre os inquiridos, 150 era de Macau, 300 de Hong Kong e 300 da Grande Baía.

Futebol | TDM não conseguiu transmissões do Europeu via CCTV

A ausência de jogos do Campeonato Europeu de Futebol desde ano da programação da TDM ficou a dever-se ao elevado preço dos direitos de transmissão da competição e ao facto de o canal CCTV-5 não ter os direitos de autor exclusivos que permitissem conceder uma sublicença à TDM, indicou a presidente da comissão executiva da TDM, Lo Song Man.

Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Che Sai Wang, a responsável revelou que a TDM tentou mesmo obter autorização do CCTV-5 para a transmissão do Campeonato Europeu de Futebol de 2024 no canal TDM Desporto. Esta solução terá sido já um último recurso para contar com os jogos do Europeu de Futebol no canal público de televisão.

Lo Song Man afirmou que a TDM manifestou a intenção “ao titular dos direitos autorais” de “aquisição dos direitos de transmissão desde 2021”. Porém, a entidade titular dos direitos autorais mudou no ano passado. A TDM terá contactado “imediatamente” essa entidade para começar a negociar preços de transmissão. “Uma vez que o preço exigido pelo titular era muito superior ao que a TDM podia suportar, ou seja, mais do triplo do valor mais elevado das transmissões do Campeonato Europeu de Futebol anteriores, e com base no princípio da aplicação adequada do erário público, foi impossível chegar a um acordo entre as duas partes”, afirmou a dirigente da TDM.

A emissora pública terá ainda tentado transmitir os jogos através internet, para reduzir custos, “o que se revelou insatisfatório, ou a aquisição dos direitos de transmissão de apenas duas meias-finais e da final, num total de três jogos, mas nenhuma delas foi aceite pelo titular”.

A responsável indicou ainda que a TDM está em contacto com a RTP para explorar a possibilidade de uma maior cooperação entre as duas partes, nomeadamente quanto à transmissão de jogos da Primeira Liga portuguesa.

Sarau olímpico | Segurança apertada e apelo a testes à covid-19

O Instituto do Desporto pediu a quem queira participar no sarau com os atletas olímpicos nacionais que faça um teste rápido antigénio em casa, antes de se deslocar à Nave Desportiva. Estão proibidas, dentro e fora do recinto, garrafas de vidro e plástico, latas de refrigerantes, e na Nave Desportiva power banks, banners, cartazes, guarda-chuvas e gravações

 

“Para garantir a saúde do público do sarau, a organização apela aos cidadãos para que façam testes rápidos de antigénio em casa antes de se deslocarem ao local. Caso não se sinta bem, evite ir ao local.” Foi desta forma que o Instituto do Desporto (ID) solicitou a realização de testes à covid-19 a quem esteja interessado em participar no encontro com a delegação de atletas chineses medalhados nos últimos Jogos Olímpicos de Paris. O “sarau” está marcado para o dia 1 de Setembro, das 19h15 às 21h, na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental, e terá uma lotação máxima de 4.200 espectadores.

O aparato securitário em torno do evento não se limita a solicitações do campo epidemiológico. “O acesso ao sarau sujeita-se a um controlo de segurança rigoroso. Os espectadores e os meios de comunicação social sem autorização prévia estão proibidos de entrar no recinto com as câmaras fotográficas e de filmagem”, estabeleceu o ID.

Além disso, é proibida a entrada no recinto de comidas e bebidas, power banks, banners, cartazes e guarda-chuvas. As autoridades afirmam ainda que “dentro e fora do recinto é estritamente proibido usar, possuir, segurar, oferecer para venda, vender ou possuir com intuito de venda, quaisquer materiais políticos, promocionais, comerciais, ou objectos susceptíveis de provocarem danos (como armas, projécteis, objectos inflamáveis, substâncias explosivas, garrafas de vidro ou de plástico ou latas de refrigerantes)”. O ID não explica como será feito o controlo fora do recinto, nem se será estabelecido um perímetro de segurança onde será proibido circular com alguns dos itens acima referidos.

Espontaneidade maldita

O ID indica ainda que à entrada no recinto, os espectadores “estão condicionados à inspecção dos pertences pessoais”. Será “recusada a entrada a qualquer indivíduo que evidencie estar sob influência de substâncias que provoquem perturbações do comportamento, comportamentos violentos ou que seja susceptível de provocar comportamentos violentos, perigosos ou que perturbem a ordem pública”.

A organização irá proibir também a gravação ou transmissão do sarau, não sendo claro se a instrução é aplicável a, por exemplo, publicações nas redes sociais, e está também proibido o regresso ao recinto para quem saiu do espaço.

Os bilhetes para assistir ao evento “não são transferíveis e não podem ser vendidos, oferecidos para venda ou usados para efeitos promocionais ou comerciais”.

O Governo irá disponibilizar um serviço gratuito de autocarros shuttle com partidas de Macau e Taipa, na Avenida Doutor Mário Soares (junto ao New Yaohan), Rua Central da Areia Preta (Centro de Saúde da Areia Preta), a Rua Norte do Patane (junto à zona de lazer da Baía Norte do Fai Chi Kei) e o Parque Central da Taipa (Rua de Seng Tou).

O evento será um dos pontos da agenda da visita da delegação olímpica, que estará em Macau entre 31 de Agosto e 2 de Setembro. Apesar do aperto de segurança, as autoridades referem que a presença dos atletas tem como objectivos a “partilha e troca de ideias com jovens e atletas locais”, e “proporcionar à população de Macau a oportunidade de apreciar de perto o encanto dos atletas, partilhando a felicidade com todos”.

CECE | Segurança e patriotismo prioridades para votantes

Alguns dos deputados de Macau à APN que integram a Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo (CECE) entregaram ontem as declarações de honra, e defenderam o patriotismo e a segurança nacional como questões prioritárias para o futuro líder do Governo

 

O presidente da Assembleia Legislativa (AL) considera que a salvaguarda da segurança nacional deve ser uma prioridade para o próximo Chefe do Executivo e espera que o novo Governo apresente uma nova imagem. As declarações de Kou Hoi In foram prestadas ontem, enquanto membro da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo (CECE), na condição deputado de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN).

Após entregar a declaração com o juramento da tomada de posse como membro da CECE, Kou Hoi In afirmou que o futuro Chefe do Executivo deve ter como prioridade “defender de forma firme a segurança nacional”. O presidente da AL deixou ainda a esperança de que o futuro Governo possa “apresentar uma nova imagem”.

Citado pelo jornal Ou Mun, Kou afirmou igualmente esperar que o futuro líder da RAEM se comprometa com “a promoção do desenvolvimento estável da sociedade de Macau”, com a política “um centro, uma plataforma, uma base”, na qual Macau serve como ligação da China com o Mundo, e com a diversificação da economia.

Por sua vez, o também deputado de Macau à Assembleia Popular Nacional e influente empresário Lao Ngai Leong considerou que o futuro líder do Governo tem de jurar lealdade à RAEM e Lei Básica, garantindo o respeito pelo “princípio Macau governada por patriotas”.

Após entregar o juramento, Lao destacou também que o Chefe do Executivo tem de continuar a promover a reforma administrativa e aumentar e eficiência, ao mesmo tempo que promove a diversificação da economia.

Sobre o perfil indicado, o empresário considerou que o futuro representante da RAEM deve ter a “capacidade política e integridade” para “fazer um uso completo de todas a políticas oferecidas a Macau pelo Governo Central”.

Ajudar a população

Outro dos deputados de Macau à Assembleia Popular Nacional que apresentou ontem a declaração de honra com o juramento de fidelidade à RAEM, foi José Chui Sai Peng. Segundo o jornal Ou Mun, Chui começou por destacar a necessidade de o futuro líder do Governo apoiar a população a enfrentar as adversidades e a implementar o “princípio Macau governada por patriotas”, para garantir que os residentes podem “servir melhor o pais e Macau” e promover a integração no país.

José Chui Sai Peng afirmou ainda representar “diferentes vozes na sociedade” e esperar encorajar a que todos apoiem o Chefe do Executivo para que este possa fazer um melhor trabalho e elevar o bem-estar da população para um novo nível.

Rita Santos acusa cônsul de Portugal de ter “agenda própria”

A presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia das Comunidades Portuguesas, Rita Santos, acusou ontem o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, de ter uma agenda próprio e de não ouvir as opiniões dos conselheiros. A crítica foi deixada numa publicação no Facebook, em reacção ao facto de o consulado ter retomado os atendimentos prioritário sem marcação.

“Desde o estabelecimento da RAEM que sempre houve um excelente diálogo com os representantes máximos do Consulado Geral de Portugal em Macau sendo de referir as múltiplas reuniões de trabalho onde eram transmitidas as principais preocupações dos nossos conterrâneos, bem como o apoio prestado na divulgação quanto aos serviços consulares”, começou por escrever Rita Santos. “Infelizmente, o actual cônsul-geral tem uma agenda própria e continua a não querer auscultar as opiniões dos Conselheiros das Comunidades Portuguesas”, acrescentou. A conselheira não indica o que entende como “agenda própria” de Alexandre Leitão.

Várias críticas

Sobre as opiniões que considera ignoradas, Rita Santos indica que o consulado não disponibilizou “um canal especial” para o recenseamento eleitoral, ao contrário do que tinha sugerido o Conselho das Comunidades Portuguesas. “Infelizmente, o Sr. cônsul não atendeu o nosso pedido e o consulado facultou um e-mail errado para que não se pudesse fazer a marcação”, atirou a conselheira.

Rita Santos acusa também o consulado de não explicar como irá resolver o eventual esgotamento de vagas diárias para atendimentos sem marcação, se ficarem pessoas por atender.

As críticas são feitas a dias da visita a Macau de José Cesário, secretário de Estados das Comunidades de Portugal, que vai estar no território entre 27 e 29 de Agosto. Nas eleições de Março, Rita Santos foi alvo de uma queixa, remetida para o Ministério Público, tendo sido acusada de fazer campanha pelo Partido Social-Democrata, a que José Cesário pertence.

A conselheira das comunidades portuguesas criticou ainda o consulado por não emitir visto para chineses e não portugueses de Macau que pretendem estudar em Portugal. Segundo a conselheira, existem pedidos sem resposta há mais de dois meses. Importa recordar que os portadores de passaporte da RAEM podem entrar e permanecer em Portugal durante 90 dias sem necessidade de visto.

PCC | Dirigente da Frente Unida esteve dois dias em Macau

Shi Taifeng partilhou as suas opiniões sobre a terceira Sessão Plenária do 20.º Comité Central do Partido Comunista Chinês com os membros do Governo e mostrou confiança no desenvolvimento da RAEM

 

O ministro do Departamento de Trabalho Frente Unida, Shi Taifeng, realizou uma visita de dois dias para inspecionar Macau. A passagem pelo território terminou com um encontro com o Chefe do Executivo onde o responsável do Interior da China indicou acreditar num “futuro melhor” para a RAEM. A reunião com Ho Iat Seng foi revelada pelo Gabinete de Comunicação Social, através de uma nota de imprensa divulgada ontem.

Após concluir a visita de dois dias, Shi Taifeng afirmou que “Macau está num novo ponto de partida histórico”, proporcionado pela entrada do princípio “Um País, Sois Sistemas” na época modera, e devido aos desenvolvimentos mais recentes e dinâmicos da construção da Grande Baía e da Zona de Cooperação Aprofundada entre Macau e Cantão na Ilha da Montanha.

“Acredito que Macau vai ter um melhor amanhã”, terá igualmente dito o dirigente, que pertence também ao Gabinete Político do Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC) e que é vice-presidente do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês.

Shi Taifeng indicou também como motivos para optimismo a realização da terceira Sessão Plenária do 20.º Comité Central do PCC, que considera ter criado condições para aprofundar de forma compreensiva as reformas e promover a “modernização com características chinesas”, originando “oportunidades para o desenvolvimento de Macau”.

O dirigente chinês considerou ainda Macau “um exemplo bem-sucedido” do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’, e que após a transição, a “economia continua a desenvolver-se”, enquanto a sociedade se mantem “harmoniosa e estável”, e as pessoas “vivem e trabalham em paz e num ambiente de contentamento”.

A servir o país

Por sua vez, Ho Iat Seng concordou que a terceira Sessão Plenária do 20.º Comité Central do PCC vai resultar num maior desenvolvimento do país e em maiores oportunidades para Macau.

O Chefe do Executivo destacou também que a RAEM tem de contribuir para o desenvolvimento do país. “Macau tem de contribuir para as necessidades do país e aprender e implementar o espírito da terceira sessão plenária”, vincou. Ho prometeu também um Governo para irá “unir e liderar os sectores da sociedade de Macau, para continuar a efectuar melhor o trabalho de divulgação e implementação do espírito da terceira sessão plenária”.

A dias do início da data para apresentação das candidaturas a Chefe do Executivo, Shi Taifeng realizou “várias visitas” e “encontros com grupos representativos da sociedade”. Estes encontros terão servido para “auscultar a opinião pública”, indica o comunicado do GCS, e foram realizados na companhia do secretário para Administração e Justiça, André Cheong, e da secretária para os Assuntos Sociais e Cultural, Elsie Ao Ieong U.

Tailândia | Analista acha projecto de lei do jogo “equilibrado”

Está em consulta pública o projecto de lei de regulação do jogo na Tailândia, que define licenças de 30 anos e entradas pagas para tailandeses. O analista Daniel Cheng entende que o diploma é “equilibrado” e com “profundidade mais que suficiente para um primeiro projecto”

 

Os tailandeses estão a ser convidados pelo Governo a opinar sobre o projecto de lei do jogo que promete revolucionar o mercado dos casinos e trazer uma nova oferta competitiva ao sudeste asiático em meados de 2028. Desde o início do mês que decorre a consulta pública sobre o diploma que, na visão do analista Daniel Cheng, é um “projecto equilibrado, sem obrigações ou constrangimentos controversos”, e que tem “profundidade mais que suficiente para um primeiro projecto”.

Segundo o jornal Bangkok Post, um dos pontos principais do diploma é o poder conferido ao primeiro-ministro, que irá presidir à “Entertainment Complex Policy Board” [Comissão de Política de Exploração dos Locais de Entretenimento Integrados], responsável por estabelecer regras e regulamentos sobre o funcionamento dos empreendimentos de jogo. Além disso, será criada uma agência separada para fazer cumprir as regras relacionadas com os casinos ou empreendimentos de jogo.

O projecto de lei visa menorizar o impacto social que o jogo pode causar na sociedade, proibindo a entrada em espaços de jogo a pessoas com menos de 20 anos de idade, enquanto os cidadãos tailandeses acima da idade mínima terão de pagar uma taxa no valor de 5,000 baht (mais de 1.100 patacas) para poder entrar. Pelo contrário, os casinos e demais empreendimentos estão abertos a todos os estrangeiros sem pagamento de taxa.

Em termos de licenciamento, uma empresa de jogo terá de adquirir uma licença válida por 30 anos, pagando, para isso, cinco mil milhões de baht (140 milhões de dólares americanos) para o registo, mais um pagamento anual de mil milhões de baht (28 milhões de dólares) ao Governo.

Para obter aprovação, o casino ou complexo de jogo terá de construir, pelo menos, quatro infra-estruturas das seguintes: um hotel, bar, restaurante, clube nocturno, espaço com lojas, infra-estruturas desportivas, clube náutico ou de vela, piscina ou parque aquático, parque de diversões, uma área dedicada a revelar a cultura tailandesa e produtos locais.

Para Daniel Cheng, o projecto legislativo deixa “margem de manobra suficiente ao primeiro-ministro para decidir sobre o montante do imposto a cobrar aos casinos e a quantidade de licenças” atribuídas. Na visão deste analista, “uma taxa de licença única de 140 milhões de dólares é razoável para o potencial de mercado da Tailândia”, enquanto a “taxa de licença anual é compatível com a de Singapura”, no valor de 22 milhões de dólares americanos.

Outro ponto destacado por Daniel Cheng ao HM é a cobrança de cinco mil baht aos tailandeses, medida que também existe no mercado de jogo de Singapura. Esta “pode ser demasiado proibitiva, dado o baixo rendimento disponível per capita da Tailândia”. Porém, “o projecto legislativo indica que o montante não é definitivo e serve de limite máximo”. Quanto ao processo de registo, “faltam-lhe pormenores”, pelo que o analista espera que “não seja demasiado oneroso ou contraproducente para empresas como as do Vietname”.

As boas restrições

Daniel Cheng destaca ainda outra “medida positiva”, como a proibição de apostas online, além de se apresentar “um quadro geral de restrições à promoção e ao marketing, que será provavelmente aperfeiçoado para abranger junkets”. A medida surge no contexto “dos problemas que a Tailândia enfrenta com gangs chineses e o jogo ilegal na Internet”.

O analista referiu ao HM também que “a questão dos terrenos está fora do âmbito da lei, pelo que não é claro se o Governo irá designar terrenos estatais, como em Singapura, ou se os investidores terão de adquirir terrenos privados, como no Japão e nas Filipinas”. Além disso, em matéria de emprego, Daniel Cheng destaca o facto de ser exigida na proposta elaborada pelo Governo “uma percentagem mínima de trabalhadores tailandeses, o que é de esperar, uma vez que o emprego local é uma das principais justificações para a adopção da lei”.

A ideia é, segundo o Bangkok Post, promover o conceito de turismo sustentável no país. O jornal cita um excerto do projecto de lei que determina que “a promoção e a regulamentação de complexos de entretenimento integrados que cumpram os requisitos normalizados é uma medida importante para incentivar o investimento nacional, o que, por sua vez, beneficiará o país e ajudará a apoiar o turismo sustentável”.

Espera-se, tendo em conta o relatório da comissão parlamentar, que, com a nova legislação, os casinos possam gerar cerca de 12 mil milhões de baht logo no primeiro ano de actividade. Espera-se que o jogo se desenvolva em algumas zonas do país, com dois pontos na capital, Banguecoque, e depois em Chiang Mai e Phuket, zonas bastante turísticas.

Travar ilegalidades

Segundo o portal Asia Gaming Brief, o projecto de lei do jogo tailandês visa, sobretudo, resolver os problemas relacionados com o jogo ilegal, além de potenciar receitas fiscais e a economia em termos globais.

A Comissão liderada pelo primeiro-ministro será responsável, mais concretamente, por definir políticas, aprovar licenças de exploração e determinar as áreas a serem exploradas pelas empresas de entretenimento. Será também estabelecida uma Comissão de Gestão Global de Entretenimento, composta por funcionários públicos, que será responsável pela parte da supervisão, gestão de queixas, planos operacionais e fundos em matéria de jogo responsável.

Para as licenças de jogo só podem candidatar-se entidades tailandesas registadas com o capital social mínimo de dez mil milhões de baht. A licença é atribuída por um período inicial de 20 anos, com a possibilidade de ser renovada por períodos de cinco anos. Haverá, numa primeira fase, um tipo de licença que implica um investimento mínimo de 100 mil milhões de baht. No futuro, poderão ser atribuídas licenças mais pequenas.

Em matéria de impostos, prevê-se a colecta, por parte do Executivo tailandês, de 17 por cento sobre as receitas brutas do jogo, propondo-se ainda um imposto de 20 a 30 por cento sobre o rendimento líquido das sociedades.

Na área do jogo responsável, as autoridades tailandesas foram além da taxa a pagar para aceder a espaços de jogo, podendo vir a ser identificadas pessoas proibidas de entrar em casinos, nomeadamente quem estiver sob ordem judicial ou a pedido das próprias famílias. Será ainda criado um fundo específico para apoiar programas de reabilitação e de educação sobre o jogo.

Recorde-se que as operadoras de jogo em actividade na RAEM estão atentas a uma oportunidade de investimento no país, nomeadamente a MGM. “Estamos à procura de novos mercados. No próximo mês, vou com a Pansy Ho à Tailândia para analisar novas oportunidades”, revelou Bill Hornbuckle, presidente do grupo MGM Resorts International. “É uma expansão em que estamos muito interessados, e se avançarmos com o investimento, será feito através da MGM China Holdings”, admitiu no início do mês, aquando da apresentação dos resultados da MGM China do primeiro semestre deste ano.

Gaza | Quase 20 mortos em novo ataque do exército de Israel

O Exército de Israel atacou, na madrugada de ontem, o norte, centro e sul do enclave palestiniano de Gaza, num ataque que fez quase 20 mortos, incluindo crianças, anunciaram fontes palestinianas.

Este ataque acontece ao mesmo tempo que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se dirige para a região para tentar fechar um acordo de cessar-fogo após meses de negociações contenciosas.

Os EUA e os restantes mediadores, Egipto e Qatar, apontam estar perto de acordo após dois dias de negociações em Doha, com autoridades americanas e israelitas, mas o Hamas tem mostrado resistência e ontem denunciou novas exigências de Israel.

Pelo menos quatro palestinos morreram no campo norte de Jabalia, criado pela ONU em 1948 para abrigar palestinianos deslocados. Aviões israelitas terão bombardeado dois apartamentos, informou a agência palestiniana Wafa, acrescentando que as equipas de resgate procuram vítimas nos escombros.

Outros quatro palestinianos morreram na noite passada na cidade de Deir el Balah, no centro da Faixa de Gaza, num ataque a uma casa localizada ao sul da cidade, e uma mulher e uma menina morreram a leste de Khan Yunis, quando a casa pertencente à família Musbbeh foi bombardeada, segundo fontes palestinianas.

Já a Al Jazeera informou que outras sete pessoas, incluindo três crianças, morreram num ataque de aviões de guerra israelitas contra uma torre residencial no campo de refugiados de Nuseirat (centro).

De acordo com o Exército, as tropas israelitas da 98.ª Divisão continuam a operar tanto em Deir el Balah como em Khan Yunis, para eliminar lançadores de foguetes e armamento, incluindo granadas explosivas e Kalasnikovs.

Além disso, em Rafah (sul), e de acordo com um comunicado militar divulgado ontem, alegaram ter eliminado cerca de 20 milicianos “acima e no subsolo”.

Genocídio em curso

Durante 317 dias consecutivos, e já ultrapassando as 40.000 mortes, Israel continua a sua ofensiva na Faixa de Gaza, ignorando o Tribunal Internacional de Justiça (CIJ), que ordenou que evitasse o genocídio na sua ofensiva militar em Rafah.

Estima-se que estejam pelo menos 10 mil palestinianos desaparecidos e mais de 92.500 feridos. No total, quase 2,3 milhões de pessoas de toda a Faixa de Gaza foram deslocadas. As negociações de longa duração foram repetidamente paralisadas numa guerra que causou uma catástrofe humanitária.

A proposta actual pede um processo de três fases no qual o Hamas libertaria todos os reféns sequestrados durante seu ataque de 07 de Outubro, que desencadeou a guerra mais mortal já travada entre israelitas e palestinianos.

Em troca, Israel retiraria suas forças de Gaza e libertaria prisioneiros. Especialistas alertaram sobre a fome e o surto de doenças como a poliomielite.

“O binho é qu’induca”

Há cerca de 20 anos visitei Bragança a fim de conhecer os usos, costumes e tradições daquela região. No primeiro dia que me desloquei a um café pedi uma sandes de presunto e um copo de leite. Do meu lado esquerdo ouvi logo uma voz, de um homem cheio de rugas na face e as mãos como se estivessem inchadas do trabalho no campo, que me disse: “Leite? Ó amigo, de manhã, se quer viver muitos anos o binho é qu’induca!”. Estava iniciado um diálogo que foi longe e que acima de tudo o companheiro de balcão do café, com 83 anos de idade, e fresco para as curvas, transmitiu-me que desde que se conhece que pela manhã, depois de comer uma “bucha” em casa, vai à tasca ou ao café ingerir um copo de vinho tinto e um bagaço. Limitei-me a acreditar que o vinho tinto dá alguma saúde a mais do que o normal.

Passados muitos anos tive conhecimento que o médico cardiologista mais famoso na China tinha afirmado na televisão que um copo de vinho tinto às refeições era o melhor medicamento para o coração. O que constatei é que os chineses que bebiam copos cheios de conhaque e brandy às refeições, começaram a pretender beber vinho tinto. Bem, foi um fartote de importação de contentores oriundos de Itália, França e Austrália. Mais tarde, soube através de um amigo que tem uma herdade no Alentejo e que produz vinho, que até Macau estava a importar dezenas de contentores de toda a espécie de vinho português com destino à China. Por sinal, também soube que alguns inúteis residentes em Macau vieram a ficar riquíssimos com a importação do vinho português do Douro, Beira e Alentejo, onde realmente são produzidos vinhos de alta qualidade, alguns, mesmo melhores que os franceses e italianos.

O vinho tem vários segredos ao longo da sua produção, incluindo o modo como são plantadas as videiras e como são retiradas as uvas. A indústria do vinho já é uma das maiores do mundo e temos garrafas que ultrapassam o preço de 100 mil patacas. Um antigo residente de Macau, que mora aqui perto de mim, disse-me que uma vez foi convidado para jantar em casa do senhor David Chow e que ele abriu uma garrafa de vinho francês avaliada em 120 mil patacas.

Mas, neste momento da vossa leitura, perguntarão “onde é que este tipo quer chegar com esta conversa do vinho, eu que adoro beber um copo às refeições”? Têm razão em querer saber e digo-vos de imediato. Li numa revista inglesa que, em 2023, Portugal foi o país do mundo que consumiu mais vinho. Fiquei de boca aberta.

Na verdade, pensando bem, tem de se beber muito em Portugal se atendermos às centenas de marcas que o mercado apresenta. Praticamente em todo o país produz-se bom vinho, os enólogos de hoje sabem da poda e as condições das adegas são quase semelhantes a hotéis de luxo. Mas, a moeda tem duas faces. Nós, os portugueses, podemos ser o povo que mais bebe vinho. No entanto, não sabemos beber. Muito poucos são aqueles que bebem para apreciar o que lhe foi posto no copo. A maioria bebe até já não saber o que diz. Não tem a noção se bebeu um vinho com 13,5%vol, 14% ou 14,5%. Para essa gente tanto se lhe dá como se lhe deu. O que interessa é estacionar o carro ou a moto à beira da estrada onde se situa um restaurante e vá de esvaziar garrafa atrás de garrafa. E depois? Depois temos, segundo a GNR, que a maioria dos acidentes rodoviários é devido ao excesso de álcool no sangue. Tem sido de uma imensa dificuldade convencer os condutores portugueses que se estão ao volante não podem ingerir nenhuma bebida alcoólica.

Há dias, vi um camionista fora de mão e de repente lá guinou para o seu lugar correcto. Ou estava com sono ou com uns copos a mais. Não aconteceu nenhuma tragédia porque naquele momento não rodava nenhum veículo em sentido contrário. O vinho tanto pode dar um grande prazer como pode constituir uma desgraça. Um médico transmitiu-me que não existe pior droga que o álcool e se nos dermos ao trabalho de investigar quem são as pessoas que estão internadas em instituições de recuperação, concluiremos que são alcoólicos. Infelizmente, nenhum governo desde o 25 de Abril de 1974 se preocupou com a situação psicológica de antigos combatentes que passaram anos a ver mortos e feridos graves. Esses antigos militares ficaram traumatizados e um grande número deles está alcoolizado. É no vinho ou em outras bebidas alcoólicas que se refugiam para esquecer as cenas tristes que lhes vão na mente. Estão completamente transtornados, batem nas mulheres, nos filhos e conduzem o carro bêbedos.

Portugal foi o país que mais vinho consumiu em 2023 e certamente que entre este número estonteante estiveram milhares de condutores de camiões, carros e motos. Os acidentes são semanais e ultimamente têm morrido muitos jovens em acidentes de motos e quendo as autoridades investigam são informadas que os condutores estiveram num bar ou numa discoteca a beber demasiado. “O binho é qu’induca” desde que saibamos que apenas podemos beber um copo por refeição, no máximo, se de seguida formos pegar no volante. Portugal tem de caminhar para o primeiro lugar mas é dos países com menos acidentes nas estradas.

Grande Baía | IC e MGM organizam Fórum e concurso de fotografia

O Instituto Cultural (IC) organiza, em conjunto com a operadora de jogo MGM, o “Fórum do Património Cultural da Zona da Grande Baía”, agendado para Outubro. Neste sentido, foi criado um concurso de fotografia sobre edifícios históricos revitalizados em Macau, que decorre até dia 22 de Setembro.

Segundo uma nota do IC, esta iniciativa “apela à apresentação de trabalhos fotográficos de residentes de Macau de diferentes faixas etárias, procurando apresentar os resultados da revitalização dos edifícios históricos conforme vistos pelo próprio público”.

Haverá duas categorias no concurso, “Estudante” e “Aberta”, sendo que cada categoria contempla prémios que vão desde o “Prémio de Ouro”, “Prémio de Prata”, “Prémio de Bronze” e “Prémios de Mérito”. Os montantes a atribuir variam entre as cinco e as dez mil patacas.

Segundo uma nota do IC, “os edifícios históricos revitalizados são também espaços de qualidade para as actividades culturais e recreativas de Macau, enriquecendo a qualidade de vida dos residentes e o contexto urbano” do território. Os trabalhos de revitalização destes edifícios “são, geralmente, liderados pelo Governo, por entidades privadas ou por outros grupos, que, através do restauro e da integração de novas funções modernas em edifícios históricos, permitem maximizar a utilização dos edifícios históricos”.

Com este processo, dá-se nova vida a estes edifícios que passam a integrar bibliotecas, salas de exposições, cinemas, escolas, parques culturais e criativos, lojas, restaurantes e pensões, numa ligação útil à comunidade onde se inserem.

MICAF | Festival encerra esta semana com o espectáculo “Lu Duan”

Termina esta semana a primeira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau, e fá-lo em grande, com a apresentação do espectáculo “Lu Duan”, o primeiro musical para crianças do Museu do Palácio, em Pequim. Adjacente ao festival, decorre a iniciativa “Dia de Diversão MICAF” até 1 de Setembro

 

A primeira edição do festival especialmente dedicado aos jovens e mais pequenos, o Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau (MICAF, na sigla inglesa), termina esta semana com um espectáculo directamente vindo de Pequim. “Lu Duan”, o primeiro musical para crianças do Museu do Palácio, na capital chinesa, acontece este fim-de-semana, sexta-feira e sábado, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). Os bilhetes já estão à venda.

Com interpretação em mandarim e legendas em inglês, este espectáculo faz a sua estreia em Macau, contando com o genérico intitulado “A Balada do Palácio”, que “prepara o palco com um ambiente histórico solene, mas vibrante”, destaca a apresentação do espectáculo.

“Lu Duan” mostra aos mais novos “os tesouros inestimáveis do Museu do Palácio”, sendo o público levado “numa viagem imersiva através das relíquias históricas do Palácio, olhando de perto o legado e a inovação na salvaguarda do património cultural na era moderna”.

Esta é uma “fusão de arte teatral, cultura tradicional e inovação tecnológica moderna” que levou três anos a ser preparada. É dada vida a “relíquias culturais” e criadas personagens inspiradas na cultura tradicional chinesa.

No conto criado para este espectáculo, Lu Duan é um “jovial personagem de 400 anos que tem uma curiosidade sem limites e está ansioso por explorar as infinitas maravilhas do mundo”. Entretanto, Gao Xiaoduan, que é “descendente do histórico bibliotecário do Museu do Palácio, prospera com as rápidas explosões de informação de pequenos fragmentos digitais, pois cresceu no meio da revolução digital”.

Assim, o musical conta o momento em que Lu Duan e Gao Xiaoduan se encontram, algo que “desencadeia uma jornada de exploração dentro da Cidade Proibida” e um “debate e reflexão sobre a cultura clássica chinesa e as tendências contemporâneas, a preservação histórica e as aspirações futuras”.

Du Haijiang, vice-presidente do Museu do Palácio, é o produtor deste espectáculo, tendo referido numa entrevista que este musical constitui “um passo significativo no compromisso do Museu do Palácio para com a tradição e a inovação”.

Música no CCM

Destaque ainda para a realização do “Dia de Diversão MICAF – Artes em Festa”, uma organização conjunta do IC com a Sands China que decorre até ao final do mês, primeiro este fim-de-semana (sexta-feira, sábado e domingo) e depois no fim-de-semana de 30 de Agosto a 1 de Setembro.

É na praça do CCM que decorre uma “programação ecléctica” neste contexto, com um palco principal repleto de música, uma zona de recreio, um local com bolhas de brincar e ainda jogos e oficinas.

Quem sobe ao palco é a Banda da Juventude de Macau que apresenta “uma série de peças musicais conhecidas de filmes de Miyazaki Hayao e da Disney”, seguindo-se ainda “o salto à corda artístico, actuações de bandas e líderes de claque, dança urbana, actuações de diabolo e dança folclórica portuguesa”.

Destaque ainda, na parte musical, da actuação de James Ng, cantor de Hong Kong, este sábado, bem como de Yumi Chung no dia 1 de Setembro. Haverá ainda a exibição de curtas-metragens infantis.

Tailândia | Paetongtarn Shinawatra empossada como primeira-ministra

A nova PM é a terceira da família Shinawatra a exercer o cargo depois do pai, o bilionário Thaksin e da tia Yingluck o terem feito já neste século

 

Paetongtarn Shinawatra, filha do controverso bilionário e antigo primeiro-ministro tailandês Thaksin, foi ontem empossada como nova chefe de governo pelo rei Maha Vajiralongkorn, no final de mais uma crise política no país.

Aos 37 anos, Paetongtarn torna-se a primeira-ministra mais jovem da história do reino, na sequência da demissão do antecessor Srettha Thavisin, no âmbito de um processo de corrupção e da dissolução do principal partido da oposição uma semana antes.

É a terceira Shinawatra a ocupar o cargo de primeiro-ministro, depois do pai Thaksin (2001-2006) e da tia Yingluck (2011-2014), ambos derrubados por golpes de Estado. “Como chefe de governo, trabalharei com o parlamento de todo o coração, aberta a todas as ideias para contribuir para o desenvolvimento do país”, declarou.

Paetongtarn recebeu o mandato real para formar governo numa cerimónia realizada, na sede de uma antiga estação de televisão pró-Thaksin. Thaksin Shinawatra, um bilionário de 75 anos que foi forçado ao exílio em 2008 devido a acusações de corrupção, recebeu um perdão real no sábado e estava sentado na primeira fila da cerimónia.

Paetongtarn dirige um governo de coligação liderado pelo seu partido, Pheu Thai, a última encarnação do movimento político fundado pelo pai no início dos anos 2000, mas que inclui também forças pró-militares que há muito se opõem a Thaksin.

Há mais de 20 anos que o reino está dividido entre uma velha guarda pró-monárquica protegida pelo exército e eleitores ávidos de mudança, mas cuja vontade expressa nas urnas não está a ser respeitada, de acordo com o campo pró-democracia.

“Espero poder catalisar a energia de todas as gerações, de todas as pessoas talentosas da Tailândia – o governo, a coligação, os funcionários públicos, o sector privado e o povo”, disse Paetongtarn.

Desafio aceite

A nova líder é a terceira filha de Thaksin, um antigo polícia que fez fortuna no sector das telecomunicações e foi eleito duas vezes primeiro-ministro, em 2001 e 2005, antes de ser derrubado por um golpe de Estado em 2006.

Cresceu em Banguecoque e estudou gestão hoteleira no Reino Unido antes de dirigir o ramo hoteleiro do império familiar até ao final de 2022.

Entrou então para a política tendo em vista às legislativas do ano passado, nas quais o Pheu Thai ficou em segundo lugar, atrás do partido progressista Move Forward, que foi dissolvido a 7 de Agosto, sob acusações de lesa-majestade.

Apesar de ter ficado em primeiro lugar nas legislativas, o Move Forward foi impedido de formar governo pelos senadores conservadores nomeados pela junta militar, assustados com os projectos de reforma do partido.

O Pheu Thai estabeleceu então um difícil acordo de coligação com partidos pró-militares que se opunham firmemente a Thaksin e apoiantes, o que levou à ascensão de Srettha.

No entanto, em menos de um ano, tornou-se o terceiro primeiro-ministro do Pheu Thai a ser expulso pelo Tribunal Constitucional por ter nomeado um ministro condenado por corrupção.

Depois de ter sido eleita na sexta-feira passada por uma clara maioria de deputados para lhe suceder, Paetongtarn reconheceu a falta de experiência, mas disse estar pronta para aceitar o desafio de “melhorar a qualidade de vida e dar poder a todos os tailandeses”.

“Vai ter de trabalhar arduamente. A vantagem é que é jovem e toda a gente está disposta a ajudá-la. Ela é humilde”, afirmou Thaksin, no final da cerimónia.

Espionagem | Risco de fuga de dados através de torres meteorológicas

A China alertou ontem para o risco de fuga de dados confidenciais através de torres meteorológicas construídas por “várias empresas”, que diz estarem ligadas a agências de espionagem estrangeiras.

Segundo o Ministério da Segurança Pública do país asiático, estas torres meteorológicas estão a ser erguidas em zonas sensíveis do país com o pretexto de medir dados como a velocidade, direcção, temperatura e pressão atmosférica do vento, mas têm como verdadeiro objectivo enviar informações para o estrangeiro.

A televisão estatal CCTV, citada pela agência Efe, noticiou ontem vários casos em que estas empresas se “infiltraram em zonas classificadas”, incluindo um incidente recente em que um habitante de uma cidade costeira denunciou a construção ilegal de uma torre perto de uma zona sensível, suspeitando que esta estaria a recolher dados para o exterior.

De acordo com um relatório a que o canal teve acesso, as autoridades, depois de investigarem e perceberem que a torre podia analisar e enviar dados, conseguiram impedir a que isso acontecesse.

Paralelamente, uma torre perto de uma base científica foi desmantelada depois de se ter descoberto que não estava legalmente registada e que os seus métodos de transmissão eram “complexos, colocando sérios riscos à segurança nacional”.

A localização exacta das torres e os pormenores das alegadas sanções penais não foram divulgados.

Em Maio passado, o mesmo ministério alegou que ONG (organizações não governamentais) estrangeiras tinham “roubado dados” relacionados com o trabalho ambiental do país, o que, segundo o ministério, “representa riscos para a segurança nacional”.

Economia chinesa | Li Qiang pede trabalho sólido para atingir metas

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, enfatizou na sexta-feira um trabalho sólido para implementar medidas de reforma e cumprir as metas anuais do desenvolvimento económico e social com o ímpeto de aprofundar ainda mais a reforma de forma abrangente.

Ao presidir à quinta reunião plenária do Conselho de Estado, Li salientou a necessidade de fortalecer a eficácia da reforma com a reforma estrutural económica como ponta de lança, focando em áreas-chave como promover a reforma fiscal e tributária, construir um mercado nacional unificado e avançar a nova urbanização, indica a Xinhua.

Pedindo grandes esforços para melhorar a tendência de recuperação económica, Li disse que deve ser feito ainda mais para expandir a procura interna com foco no aumento do consumo.

O consumo de serviços deve ser aprimorado em termos de escala e qualidade, e políticas de apoio diferenciadas devem ser desenvolvidas para atender às necessidades de diferentes grupos para potenciar totalmente o potencial de consumo, disse, citado pela agência estatal.

Mais investimento

Para impulsionar o investimento, o responsável afirmou que é essencial alavancar efectivamente o papel do investimento do governo e garantir a implementação de políticas de apoio ao investimento privado. O escopo, a escala e a proporção dos títulos especiais do governo local como fundos de capital devem ser aumentados.

O mecanismo regular de comunicação e intercâmbio entre o governo e as empresas deve ser continuamente aprimorado, disse o Li, enfatizando que as vozes das empresas devem ser ouvidas e consideradas, e que as suas dificuldades devem ser abordadas de forma realista.

Novas forças produtivas de qualidade devem ser desenvolvidas de acordo com as condições locais, e a promoção, aplicação e actualização de novas tecnologias e novos produtos devem ser apoiadas, disse ainda.

Li pediu também uma adaptação activa às mudanças e uma melhor abertura, mais esforços para atrair e utilizar o investimento estrangeiro, apoio e melhoria dos meios de subsistência do povo, estabilização do emprego para os principais grupos e novas medidas para aumentar o rendimento dos residentes.

O trabalho do governo deve basear-se na lei, de acordo com Li, que observou que o objectivo fundamental da aplicação da lei administrativa deve ser manter a ordem da economia de mercado socialista, de modo a criar um ambiente de negócios favorável para impulsionar o desenvolvimento inovador de todas as entidades do mercado.

ID | Delegação olímpica chinesa em Macau no fim do mês

A Delegação de Atletas Olímpicos Nacionais irá visitar Macau durante três dias entre 31 de Agosto e 2 de Setembro, anunciou ontem o Instituto do Desporto (ID). A visita será organizada pelo Governo da RAEM, a Administração Geral de Desporto da China e o Gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado.

A delegação chegará no dia 31 de Agosto vinda de Hong Kong para Macau. Durante a visita, os atletas vão participar em “actividades de intercâmbio com atletas e jovens de Macau, assim como, participar num sarau, conhecer os locais icónicos da cidade e efectuar visitas às comunidades de Macau. O ID refere que o contacto com delegação irá possibilitar à população “a oportunidade de testemunhar de perto o encanto dos atletas, partilhando a felicidade com todos”.

Os bilhetes gratuitos para o sarau serão sorteados, depois de feita a inscrição online (que abre hoje). O sarau intitulado “O nosso orgulho! – Encontro com a Delegação de Atletas Olímpicos Nacionais em Macau” realizar-se-á no dia 1 de Setembro pelas 19h15 horas na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau.

Mpox | Pedido reforço da prevenção e vacinação

Entre Setembro e Dezembro do ano passado, o território registou dois casos de “varíola dos macacos”. O novo alerta surge depois da Organização Mundial de Saúde ter declarado a situação de emergência sanitária internacional

Com Lusa 

Os Serviços de Saúde (SS) pediram aos residentes para reforçarem a prevenção devido a propagação do vírus monkeypox (mpox) e “às pessoas de alto risco” para se vacinarem. O apelo foi feito na sexta-feira, depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado a situação de emergência sanitária internacional, na quarta-feira.

As autoridades pediram igualmente à população que no caso de “aparecimento de sintomas suspeitos de monkeypox”, as pessoas “devem evitar ter relações sexuais e contacto próximo com outras pessoas”. Nestas situações foi ainda pedido que os potenciais infectados recorram ao “médico o mais rápido possível” e informem os responsáveis do seu historial “de contactos”.

Além disso, as autoridades sanitárias apelaram para os profissionais de saúde se manterem em alerta, de acordo com um comunicado divulgado na sexta-feira.

Os SS informaram também que as vacinas estão disponíveis e podem ser “administradas a pessoas com idade igual ou superior a 18 anos”, de acordo com as informações de referências “da OMS e de outros países ou regiões”, ou seja, para pessoas de alto risco.

As autoridades consideram “indivíduos de alto risco”, aqueles que tiveram contacto próximo com doentes suspeitos ou confirmados com varíola dos macacos, os que têm relações sexuais de alto risco ou os profissionais de saúde que têm contactos com doentes suspeitos ou confirmados.

Controlo apertado

Na sexta-feira, a China anunciou o reforço das medidas de vigilância nas fronteiras para evitar a propagação do vírus monkeypox (mpox), obrigando todos os aviões e navios provenientes de zonas afectadas pela doença a cumprir medidas sanitárias, estabelecendo protocolos de rastreio para os viajantes provenientes de regiões com surtos activos da doença, sobretudo através da detecção de sintomas como febre, dores de cabeça e erupções cutâneas nos viajantes.

Vão ser ainda efectuados controlos sanitários minuciosos aos veículos, contentores e mercadorias provenientes das zonas afectadas, num conjunto de medidas que vai estar em vigor nos próximos seis meses.

Esta é a segunda vez em dois anos que a doença infecciosa é considerada uma potencial ameaça para a saúde internacional, um alerta que foi inicialmente levantado em Maio do ano passado, depois de a propagação ter sido contida e a situação ter sido considerada sob controlo.

Ao contrário de surtos anteriores, em que as lesões eram visíveis sobretudo no peito, mãos e pés, a nova estirpe causa sintomas moderados e lesões nos genitais, tornando-o mais difícil de identificar, o que significa que as pessoas podem infectar terceiros sem saber que estão infectadas.

Vacina de luxo

Apesar do apelo à vacinação contra a varíola dos macacos, os trabalhadores não-residentes (TNR) têm de pagar 1.730 patacas por cada dose da vacina, segundo avançou o Canal Macau da TDM. O Governo recomendou a administração de duas doses da vacina, que é grátis para residentes, para quem nunca foi inoculado contra a varíola e uma dose para quem já foi.

A administração das duas doses deve ser tomada com um mês de intervalo, à semelhança do que acontece com a vacina contra a covid-19. Feitas as contas, um TNR que nunca tenha sido vacinado contra a doença, tem de pagar 3.460 patacas.

De acordo a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, a contratação de empregadores domésticos pressupõe um ordenado mínimo de 3.500 patacas por mês. Recorde-se que a maioria da população nascida antes de 1980 foi inoculada contra a varíola, mas a vacina foi descontinuada nos anos 1980, ou seja, os residentes com menos de 42 anos não estão protegidos contra a doença.

IAS | Valor do risco social será revisto “de forma atempada”

O presidente do Instituto de Acção Social (IAS) indicou que o organismo “procederá a avaliações periódicas de acordo com o mecanismo de ajustamento do valor do risco social vigente e apresentará, de forma atempada, sugestões para actualização do valor”. Hon Wai indicou a possibilidade de revisão do valor que determina atribuição de apoios sociais às camadas mais carenciadas da população, numa resposta a interpelação escrita do deputado Lei Chan U.

Sem indicar datas precisas, o presidente do IAS sublinhou a “taxa de inflação relativamente baixa nos últimos anos e uma ligeira deflação em determinados períodos, até à presente data”, foram motivos que afastaram a necessidade de actualizar o valor do risco social desde 2020.

O último ajustamento do valor do risco social foi estabelecido por um despacho do Chefe do Executivo, que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2020, elevando o valor de 4.230 patacas para 4.350 patacas, ou seja, um aumento de cerca de 2,84 por cento.

Actualmente, as famílias que não dispõem de meios para satisfazer as necessidades básicas podem requerer apoio financeiro ao IAS. As famílias monoparentais, famílias com membros com doenças crónicas ou portadores de deficiência qualificadas podem também beneficiar do subsídio especial. Em 2024, será atribuída ainda uma prestação mensal adicional às famílias beneficiárias do subsídio regular, para além das 13 prestações mensais, revelou Hon Wai.

Consulado | Atendimentos prioritários sem marcação voltam hoje

A medida foi explicada com a dificuldade de alguns utentes no uso de novas tecnologias e com o fim das longas filas de espera do período pós-pandemia. Porém, a marcação online vai continuar a ser a ferramenta principal para a maior parte das pessoas

 

O Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong vai voltar a atender pessoas sem marcação para tratar de assuntos relacionados com cartão de cidadão ou passaporte. A informação foi divulgada através de um comunicado publicado no sábado nas redes sociais. A medida abrange apenas as pessoas consideradas prioritárias.

Face às novas medidas de gestão, a partir de hoje passa a haver 16 vagas diárias, disponíveis entre as 13h30 e as 16h, que são ocupadas “por ordem de chegada”.

De acordo com o comunicado do consulado, as marcações destinam-se a idosos, pessoas com deficiência ou incapacidade, mulheres grávidas e pessoas acompanhadas de crianças de colo. Os critérios para definir os cidadãos com direito a atendimento prioritário resultam do Decreto-Lei nº 58/2016, de 29 de Agosto.

Consideram-se crianças de colo as que têm até dois anos de idade. No que diz respeito a “pessoas com deficiência ou incapacidade”, exige-se um nível de incapacidade igual ou superior a 60 por cento. Finalmente, as pessoas idosas são as que têm 65 anos ou mais e apresentem “evidente alteração ou limitação das funções físicas ou mentais”.

As senhas só podem ser levantadas pelo utente que vai usufruir do serviço: “Note-se que as senhas só serão distribuídas aos próprios utentes, e não a terceiros”, foi destacado.

Dificuldades online

O regresso dos atendimentos sem marcação foi justificado com o facto de o pico da procura pós covid-19 ter sido ultrapassado e por vários utentes enfrentarem dificuldades para fazerem as marcações online.

“Alguns utentes, sobretudo idosos, têm transmitido aos nossos serviços algumas dificuldades e desconforto com o uso de tecnologias e ferramentas digitais”, foi indicado. “Esta medida visa, essencialmente, proporcionar um atendimento mais simples aos utentes que têm dificuldades no uso das ferramentas e aplicações informáticas, e mantém-se o princípio geral de marcação da grande maioria das vagas através da plataforma (www.cgportugal.org), pois constitui a forma comprovadamente mais eficaz e transparente de gestão das vagas”, foi justificado.

Além disso, mantem-se disponível o apoio, no balcão da recepção, para a marcação de atendimentos na plataforma e o endereço de correio electrónico info.macau@mne.pt para casos de urgência.

No comunicado foi também explicado que a medida pode ser agora introduzida depois de no período pós-pandemia ter havido “uma procura inédita” pelos serviços do consulado, com a instituição a reconhecer que o período de espera para a emissão e renovação de cartões do cidadão e passaportes chegou a ser de seis meses.

DSEC | Convenções e exposições a crescer 34,5%

Na primeira metade do ano o território recebeu 702 convenções e exposições o que representou um crescimento de 34,5 por cento dos eventos realizados em termos anuais. De acordo com os dados da Direcção Serviços de Estatística e Censos (DSEC) este ano foram realizados mais 180 eventos em comparação com o período homólogo.

A DSEC indicou também que, em comparação com a primeira metade de 2019, o último ano antes dos efeitos da pandemia, houve uma recuperação de 95,6 por cento do número de convenções e exposições, que na primeira metade de 2019 tinha sido de 734 eventos.

A DSEC estimou ainda que na primeira metade de 2024 as receitas económicas não jogo ligadas às convenções e exposições atingiram 47 mil milhões de patacas, mais 35,8 por cento, face ao período homólogo, quando se tinham cifrado em 1,82 mil milhões de patacas.

Apesar de haver mais eventos, registou-se um menor número de visitantes. Segundo a DSEC, no primeiro semestre do ano o número de participantes e visitantes fixou-se em 479 mil, menos 29,1 por cento, em termos anuais.

Em relação aos temas em discussão, o número de eventos sobre comércio e gestão foi o mais elevado (260), representando 37,0 por cento do total. Houve ainda 93 eventos de turismo, 77 de tecnologias de informação e 75 de finanças, o que representou 13,2 por cento, 11,0 por cento e 10,7 por cento do total, respectivamente.