Subida de doenças semelhantes à gripe, como covid-19, motivam alerta Hoje Macau - 4 Jun 20264 Jun 2026 Os Serviço de Saúde (SS) revelaram ontem que desde Fevereiro, o número de consultas por doenças semelhantes à gripe começou a subir, sobretudo em meados de Maio, quando o aumento passou a ser “relativamente significativo” em adultos. O número de consultas por semana “no Serviço de Urgência para Adultos aumentou de 651 no mesmo período do mês anterior para 740 na semana passada (entre 24 e 30 de Maio), o que representa um aumento de mais de 13 por cento, informam os SS. Em relação às urgências pediátricas, o crescimento foi superior a 8 por cento, para um total de 656 casos semanais. Até à passada terça-feira, foram registados quatro casos graves de gripe em Macau neste ano: três homens e uma mulher com idades entre os 56 e 71 anos. Dois deles, necessitaram de apoio respiratório por ventilador mecânico. As autoridades acrescentam que dois destes pacientes não tinham sido vacinados contra a gripe sazonal este ano. Os dados laboratoriais revelam um aumento progressivo na taxa de positividade do vírus influenza, que passou de “22,7 por cento no igual período do mês anterior para 23,9 por cento na semana passada”, ultrapassando o nível de alerta de 15,2 por cento. Covid-19 vezes seis Em termos de infecções, os SS indicam que a larga maioria das infecções dizem respeito ao vírus influenza, que correspondeu a 76,5 por cento dos casos. Também a taxa de positividade da covid-19 “aumentou de 1,5 por cento no período homólogo para 9,1 por cento na semana passada”, mais do sêxtuplo. Ainda assim, as autoridades sublinham que o nível de prevalência da covid-19 é relativamente baixo, apesar da tendência de crescimento. O organismo liderado por Alvis Lo revela também que as infecções colectivas por doença semelhante à gripe teve um ligeiro aumento entre meados de Fevereiro e o início de Abril. “Nos últimos meses, o número de casos tem oscilado entre 10 e 13 por semana”. Entre domingo e terça-feira, foram registados seis casos, a maioria em jardins-de-infância, escolas primárias e secundárias, sem casos graves. A gripe A foi a principal infecção detectada.
Táxis | Novo concurso pode colocar 700 veículos nas ruas João Santos Filipe - 4 Jun 2026 A Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT) anunciou um novo concurso para empresas. As propostas podem ser entregues até 8 de Julho e exigem um pagamento de pelo menos 2,5 milhões de patacas A Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT) lançou ontem um concurso público para atribuir 14 licenças de táxis, que podem colocar a circular nas ruas mais 700 viaturas de transporte de passageiros. O anúncio foi feito através da publicação de um aviso sobre o concurso no Boletim Oficial e de um comunicado. “Tendo em conta a expiração gradual de alguns alvarás de táxi com prazo determinado e em resposta à procura dos serviços de táxi por parte do público, o Governo da RAEM lança este concurso público para licenças de táxi”, é justificado. Estas licenças dizem respeito aos táxis classificados como “normais” que exibem a cor preta e que são chamados pelas pessoas quando circulam nas ruas, por oposição aos outros táxis, definidos como especiais, chamados por telefone ou aplicações móveis, alguns dos quais permitem a deslocação de pessoas com dificuldades motoras. Segundo as estatísticas mais recentes do portal da DSAT, até ao final de Março deste ano tinham sido emitidos alvarás para a circulação de 1.254 táxis normais. A estes, juntavam-se mais alvarás para 200 táxis especiais. Segundo o modelo do concurso revelado ontem, agora vão ser atribuídas 14 licença de táxis para empresas, que permitem às companhias escolhidas colocarem em circulação até 50 veículos, cada uma, num total máximo de 700 novos táxis. As licenças terão uma validade de oito anos. Regras do jogo Como parte dos requisitos do concurso público, as empresas escolhidas no âmbito do concurso público comprometem-se a “utilizar automóveis ligeiros híbridos ou movidos a energias amigas do ambiente, com lotação igual ou superior a seis passageiros”. Além disso, é igualmente exigido que todos os veículos tenham meios para aceitar pagamentos electrónicos, e que pelo menos dois dos 50 táxis autorizados por cada uma das 14 licenças assegurem “o transporte de pessoas com mobilidade reduzida”, o que significa que pelo menos 28 dos 700 táxis têm de preencher este requisito. Segundo as condições do concurso, este é aberto apenas a sociedades registadas em Macau que tenham como “objecto social exclusivo a exploração da actividade de transporte de passageiros em táxis”. A DSAT esclareceu também que cada sociedade só pode concorrer a uma licença e não pode deter, isoladamente ou em conjunto, mais de 300 alvarás de táxi. O preço base do concurso é de 2,5 milhões de patacas, acrescendo os impostos de selo sobre a licença e os alvarás. A participação no concurso exige uma caução no valor de 3,5 milhões de patacas e tem de ser feita até 8 de Julho.
Crédito malparado | Tendência de redução acentua-se Hoje Macau - 4 Jun 2026 No final de Abril, o rácio do crédito malparado desceu para 4,4 por cento, de acordo com os dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Esta valor significa que por cada 100 patacas emprestadas pelos bancos de Macau 4,4 patacas não estão a ser pagas no tempo acordado. O valor tem vindo a diminuir ao longo deste ano, e entre Março e Abril registou-se uma redução de 4,7 por cento para 4,4 por cento. Em Abril do ano passado, o rácio do crédito vencido era de 5,5 por cento. Segundo os dados mais recentes, além de uma redução do incumprimento a nível do crédito existe igualmente menos dinheiro depositado nas instituições bancárias. Segundo a AMCM, em Abril, os depósitos dos residentes decresceram 0,6 por cento em comparação face ao mês anterior, para 831,9 mil milhões de patacas. Ao mesmo tempo, os depósitos dos não-residentes caíram 2,0 por cento, para 341,0 mil milhões de patacas. Os únicos depósitos a registar um aumento foram os do sector público, com um aumento mensal de 2,9 por cento para 262,9 mil milhões de patacas. “Como resultado, o total dos depósitos da actividade bancária registou um decrescimento de 0,3 por cento, tendo atingido 1.435,8 mil milhões de patacas”, comunicou a AMCM. Entre o dinheiro depositado nos bancos de Macau, a maioria estava guardada em dólares de Hong Kong, 45 por cento do total, seguida por depósitos em dólares norte americanos, 25,6 por cento, patacas, 18,9 por cento e em renminbi, cerca de 9 por cento.
MGM Resorts | Aquisição pode levar a venda da subsidiária em Macau João Santos Filipe - 4 Jun 2026 A possível aquisição da MGM Resorts International pelo People Inc. pode levar a multinacional a considerar vender a participação na concessionária de Macau. O dinheiro da venda pode ser utilizado para recuperar parte do investimento ou investir no Japão A potencial aquisição da MGM Resorts International pelo grupo People Inc., ligado ao empresário Barry Diller, pode levar a multinacional americana a vender a concessionária MGM China. O cenário é traçado por analistas, na perspectiva do investidor pretender recuperar o dinheiro investido na compra da multinacional ou pretender canalizar os fundos para o Japão. Segundo o banco de investimento CBRE Equity Research, citado pelo portal Macau News Agency, a participação da MGM Resorts International na MGM China está avaliada em cerca de 3,3 mil milhões de dólares americanos. Ao mesmo tempo, todos os anos, a MGM China gera um fluxo de caixa para a empresa-mãe de 316 milhões de dólares, entre 201 milhões de dólares em dividendos e 115 milhões em receitas com despesas de administração. O dinheiro da venda da MGM China pode ser assim considerado atractivo e utilizado para financiar o investimento na construção e exploração do primeiro casino MGM no Japão: “[A People Inc] poderá considerar a alienação da totalidade ou de parte da sua participação na MGM China para ajudar a financiar a aquisição proposta, financiar o compromisso de capital em Osaka ou devolver capital aos seus sócios minoritários”, justificou a corretora. A possibilidade de a potencial compradora vender a participação em Macau foi igualmente abordada pela correctora Seaport Research Partners, num relatório citado pelo portal Macau News Agency, e tem por base a lógica do comprador tentar recuperar parte do dinheiro investido. “A MGM China vai tornar-se uma peça interessante no puzzle que é o Grupo MGM”, pode ler-se no relatório. “Tem apresentado um desempenho significativamente superior ao do mercado de Macau nos últimos anos e manteve uma quota de mercado superior à que esperávamos nos últimos trimestres”, é explicado. “Caso o negócio com a MGM venha a ser concretizado, acreditamos que existe alguma possibilidade de a People Inc. vir a procurar alienar a sua participação na MGM China”, acrescentou a Seaport. Cenários múltiplos Segundo a mesma fonte, a MGM Resorts International tem actualmente uma participação social de 56 por cento na MGM China. Caso a subsidiária em Macau seja colocada à venda, a Seaport identifica como potencial compradora a empresária Pansy Ho, que já é accionista na MGM China, com uma participação superior a 24 por cento. A corretora admite que neste caso, a filha do magnata falecido Stanley Ho poderá tentar encontrar parceiros para investir. Uma segunda possibilidade, pode passar pela participação ser adquirida pelas concessionárias Galaxy Entertainment Group ou Sands China. A Seaport Research Partners considera que ambas têm os fundos necessários e que a aquisição pode ser vista como uma forma de reforçar a posição no mercado do jogo de Macau, ao “controlar” um concorrente directo. Todavia, os analisas avisam que neste cenário a compra por uma das outras concessionárias vai estar sempre dependente da autorização das autoridades locais, que podem querer manter a competitividade no mercado. No último cenário, é equacionada a compra da concessionária por outros agentes, que não estão activos em Macau. Este cenário é tido como mais complicado, porque a Seaport considera que o comprador vai ter de conseguir a aprovação não só de Macau, mas principalmente de Pequim. Sobre um eventual comprador, a corretora aponta que a preferência deve ser dada a um investidor chinês ou asiático. Proposta fresca O grupo People Incorporated, do multimilionário Barry Diller, apresentou no início da semana uma proposta para controlar a totalidade da empresa MGM Resorts International. Segundo a estação televisiva CNBC, a proposta apresentada pelo grupo People Incorporated avalia a MGM Resorts International em 18 mil milhões de dólares americanos, o que significa um preço de 48,30 patacas por acção. Actualmente, a People Incorporated é titular de 26,1 por cento do capital social da gigante americana.
IAM | Presidente tomou posse após reestruturação Hoje Macau - 4 Jun 2026 O presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, Chao Wai Ieng, a vice-presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais, Tam Wai Fong, e as administradoras Ung Sau Hong e To Sok I tomaram ontem posse, após a reestruturação do organismo. A cerimónia incluiu um discurso do secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, que deixou “quatro esperanças” para os dirigentes. O governante pediu a melhoria dos serviços de forma inovadora, desempenho de funções a pensar no serviço da população, ouvindo a opinião pública e simplificação de procedimentos. Wong Sio Chak pediu também atenção para “técnicas de relações públicas e divulgação das políticas, para que os dirigentes e a população possam unir-se e caminhar na mesma direcção”. Por sua vez, Chao Wai Ieng prometeu que o IAM vai “articular-se estritamente com as linhas de acção governativa” e trabalhar com o objectivo de construir um Governo eficiente e orientado pelas quatro esperanças de Wong Sio Chak. O presidente do IAM prometeu ainda um desempenho de funções com mais atenção aos pormenores para “alcançar novos avanços e mostrar novas acções”.
Plano quinquenal | Académico aplaude aposta em Hengqin Hoje Macau - 4 Jun 2026 O académico e vice-presidente da Associação Económica de Macau, Henry Lei Chun Kwok, vê com bons olhos a aposta política na zona de cooperação aprofundada em Hengqin enquanto prioridade do 3º Plano Quinquenal da RAEM. Aos microfones do programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, o académico referiu que os terrenos disponibilizados à RAEM na Ilha da Montanha devem servir o propósito da diversificação económica de Macau. Henry Lei apontou à expansão industrial, seguindo o modelo “inscrição em Macau e produção em Hengqin” como no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau. O economista e académico da Universidade de Macau defendeu que o investimento em Hengqin cria emprego para os residentes de Macau, como com o desenvolvimento da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin. Em relação à vida da população, Henry Lei destacou os terrenos cedidos para construir o Novo Bairro de Macau e instalações para idosos residentes da RAEM. Por seu turno, o membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central Leong Chon Kit considera que a aposta em Hengqin patente no plano quinquenal poderá elevar a competitividade industrial de Macau.
CAM | Tai Kin Ip no conselho de administração e comissão executiva João Santos Filipe - 4 Jun 2026 Apesar de ter saído do Governo por “motivos pessoais” nunca explicados, Tai Kin Ip vai agora integrar a CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, onde pode receber um salário mensal superior a 125 mil patacas. Sam Hou Fai nomeou como novo presidente da empresa Chui Sai Cheong O ex-secretário para a Economia e Finanças Tai Kin Ip foi nomeado membro do conselho de administração e membro da comissão executiva da CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau. A nomeação de Sam Hou Fai foi revelada ontem, através do Boletim Oficial, numa altura em que apenas se sabe que a saída de Tai Kin Ip do Governo se deveu a “motivos pessoais”, nunca clarificados. Como administrador e membro da Comissão Executiva da sociedade responsável pela exploração do aeroporto, Tai Kin Ip terá direito a um salário definido pela Assembleia Geral da empresa. Ontem, a informação sobre o vencimento e a nomeação de Tai ainda não tinha sido actualizada no portal da Direcção dos Serviços de Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). Contudo, outros membros com as mesmas funções, como Chu Tan Neng, Kan Cheok Kuan ou Lei Si Tai, recebiam anualmente cerca de 1,75 milhões de patacas, o que divido por 12 meses significa um salário mensal superior a 146 mil patacas. Além de Tai Kin Ip, o Chefe do Executivo nomeou o empresário e antigo vice-presidente da Assembleia Legislativa Chui Sai Cheong presidente do Conselho de Administração da CAM. Tal como acontece com Tai Kin Ip, a nomeação é válida durante um período de três anos. Actualmente, a posição de presidente do Conselho de Administração da CAM é desempenhada por Ma Iao Hang, que recebe um salário anual de 249.500 patacas, equivalente a mais de 20 mil patacas ao longo de 12 meses. Sam Hou Fai substitui assim um membro da família Ma, ligada ao falecido empresário Ma Man Kei, por um Chui, que integra o clã criado pelo empresário da construção civil Chui Tak Seng e do qual também faz parte o ex-Chefe do Executivo Fernando Chui Sai On. As nomeações para a CAM de pessoas com anteriores responsabilidades políticas não se ficam por aqui. Também Pun Weng Kun, anterior presidente do Instituto do Desporto, vai passar a integrar a CAM, nos mesmos moldes que Tai Kin Ip, ou seja, como administrador e membro da Comissão Executiva. O mesmo acontece como Simon Chan Weng Hong, ex-presidente da Autoridade de Aviação Civil de Macau, e Andy Wu, ligado à indústria do turismo, nomeados em condições semelhantes às de Tai e Pun. Cargo vazio Apesar da nomeação de Tai Kin Ip para a CAM, o lugar de secretário para a Economia e Finanças no Governo da RAEM continuar por preencher, um procedimento que exige uma indigitação por Sam Hou Fai, como Chefe do Executivo, e a nomeação pelo Governo Central. Actualmente, Macau está há cerca de um mês e 20 dias sem secretário para a Economia e Finanças, cargo que está a ser desempenhado por Sam Hou Fai, em conjunto com as funções de líder do Governo. Para encontrar um período tão longo em que a RAEM esteve sem um secretário nomeado é preciso recuar ao final de 2006 e o início de 2007. Na altura, Ao Man Long, secretário para os Transportes e Obras Públicas foi exonerado, devido a um caso de corrupção, a 7 de Dezembro. A nomeação de Lau Sio Io apenas foi realizada a 14 de Fevereiro, após dois meses e sete dias. A tomada de posse de Lau aconteceu a 1 de Março de 2007, o que significou que o cargo de secretário ficou por ocupar durante dois meses e 25 dias.
Governo promete mais desfibrilhadores e conexão com sistema de saúde Andreia Sofia Silva - 4 Jun 2026 A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, assegurou ontem, em resposta a uma interpelação oral do deputado Kou Kam Fai, que “há uma grande margem de melhoria” na instalação de desfibrilhadores em Macau, que permitem cuidados de emergência em caso de ocorrências cardíacas. Existem em Macau 560 unidades de DAE [Desfibrilhadores Automáticos Externos], instalados pela Cruz Vermelha em locais públicos, mas os planos é para que haja mais. “Será mantida a comunicação com os serviços públicos, associações e instituições, envidando-se esforços para elevar o número total de DAE para 680 unidades no próximo ano”, adiantou, atingindo-se a meta de 100 DAE por cada 100 mil habitantes. O Lam referiu também que “a distribuição de equipamentos de primeiros socorros será optimizada tendo em conta a densidade populacional das diversas zonas e o fluxo de turistas”. Além disso, está “em curso a elaboração de um mapa de distribuição” dos DAE, “o que permitirá à população consultar a localização dos equipamentos através da Conta Única, prevendo-se a sua entrada em funcionamento ainda no ano em curso”. Mais cobertura A governante frisou que as autoridades vão aumentar a taxa de cobertura destes equipamentos, com os Serviços de Saúde a proceder “ao seu aperfeiçoamento tanto em termos de volume total como de distribuição, de modo a alcançar uma articulação orgânica entre o socorro pré-hospitalar e o tratamento hospitalar”. Trata-se de um “trabalho progressivo e estamos a avançar”, declarou. Na sua interpelação oral, Kou Kam Fai defendeu que “Macau, enquanto cidade densamente povoada e com intensa actividade turística, carece de uma atenção contínua quanto à disponibilidade de equipamentos de primeiros socorros em locais públicos”. O deputado alertou também para a baixa consciencialização quanto ao uso destes aparelhos de socorro. “Há ainda espaço para melhorar a difusão geral do conhecimento sobre RCP [reanimação cardiopulmonar] e DAE em Macau. A população em geral, salvo quando inscrita proactivamente em cursos específicos, raramente tem acesso sistemático a este conhecimento.” Kou Kam Fai considerou que “a distribuição de DAE em espaços públicos continua dispersa, enquanto a transparência da informação e a identificação dos equipamentos ficam por reforçar”.
Registados em Macau 780 médicos especialistas Andreia Sofia Silva - 4 Jun 2026 Desde a criação da Academia Médica de Macau, em 2019, que se registaram 780 médicos especialistas no território, bem como 160 médicos residentes. Os dados foram divulgados ontem, na Assembleia Legislativa (AL) pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, em resposta a uma interpelação oral do deputado Leong Hong Sai. Deu-se, assim, nos últimos anos, o “fortalecimento do ensino das especialidades” no contexto desta Academia, tendo a secretária destacado o facto de o Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) ter já realizado 380 cirurgias de revascularização do miocárdio coronário através do sistema robótico Da Vinci. Neste contexto, tendo em conta a especialidade de cardiologia, “medicina de cuidados intensivos e doenças oncológicas”, o hospital público “tem-se empenhado em melhorar o nível de diagnóstico e introduzir novas técnicas”, de que é exemplo este tipo de cirurgia cardíaca. Já este mês, a Unidade de Cuidados Intensivos (ICU) do Centro Médico de Macau Union entra em funcionamento, disse O Lam, sendo também criados o Centro de Dor Torácica e o Centro de Acidente Vascular Cerebral no CHCSJ, a fim de “elevar a capacidade de socorro e de tratamento médico para casos intensivos e críticos”. Boas transferências O deputado questionou ainda o Governo sobre prazos de marcação de consultas e atendimentos no sistema de saúde, bem como o regime de transferência entre cuidados primários e cuidados especializados entre hospitais. A secretária disse que existe um “sistema electrónico de transferência uniformizado”, sendo os doentes encaminhados dos centros de saúde para o CHCSJ ou para o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital. A ideia é “implementar uma melhor triagem de doentes e elevar a eficácia geral” do atendimento, sendo que “o regime de marcação prévia e transferência [de doentes] está a funcionar sem sobressaltos”, assegurou a secretária. “Os dois hospitais estão a aumentar a capacidade de diagnóstico e tratamento médico quanto a cuidados de saúde diferenciados, casos de alta complexidade e intensivos e casos raros”, frisou O Lam.
Natalidade | Apoios para escolas podem ir até 12 milhões de patacas Andreia Sofia Silva - 4 Jun 2026 O Governo adiantou novos detalhes sobre os subsídios que serão criados, já no próximo ano lectivo, para que as escolas possam lidar com a baixa taxa de natalidade. Enquanto o subsídio para a fusão pode chegar a 12 milhões de patacas, o apoio para a mudança de finalidade de uma escola vai até 5 milhões A matemática parece simples para lidar com números de consequências mais complexas para Macau: o decréscimo de nascimentos. São quatro as medidas referidas ontem, na Assembleia Legislativa (AL), por O Lam, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, para que as escolas se adaptem à baixa taxa de natalidade. Já no próximo ano lectivo de 2026-2027 será criado o “Subsídio para a fusão de escolas”, que vai dos 4,5 a 12 milhões de patacas. Será também criado o “Subsídio para a transformação de escolas”, com valores que vão de 1,5 a 5 milhões de patacas. Tudo suportado pelo Fundo Educativo da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). “Em termos dos apoios para as infra-estruturas, vamos lançar o subsídio para a fusão das escolas, de 4,5 a 12 milhões de patacas, e vamos dar apoio em termos técnicos”, disse, em resposta a uma interpelação oral dos deputados Song Pek Kei e Chan Lai Kei. No que diz respeito à reconversão das escolas, O Lam explicou que serão atribuídos entre “1,5 a 5 milhões de patacas para as escolas que queiram reconverter” a sua finalidade, sendo uma das opções a criação de cursos para “alunos da terceira idade”. “Iremos fazer um trabalho de orientação tendo em conta o panorama de desenvolvimento do nosso sistema de ensino, fazendo um ajuste de acordo com as necessidades reais”, adiantou. Kong Chi Meng, director da DSEDJ, disse aos deputados que estão em diálogo com 11 escolas que se encontram em processo de mudança por falta de alunos, sendo que “neste ano lectivo [2025/2026] quatro escolas se decidiram pela fusão, sendo que uma das formas [escolhida] foi a transformação total da escola”. “Além da transformação, falou-se ainda na aposta na educação contínua ou em aulas nocturnas para idosos, mas tudo irá depender da capacidade da escola e vontade da direcção”, acrescentou. O Lam defendeu que a “baixa taxa de natalidade é um grande desafio” para o Executivo, referindo que se pode apostar na qualidade do ensino, ao invés da quantidade. “Temos de ver a estabilidade e garantia dos docentes, que são questões alvo da nossa atenção. Vamos introduzir ajustes ao corpo docente para que isso seja resolvido.” Professores, inovem! Outro dos apoios criado, é o “Subsídio para promoção do desenvolvimento da escola”, que visa “financiar as escolas que apresentem um número insuficiente de alunos no 1.º ano do ensino infantil”. Também no próximo ano lectivo, com arranque em Setembro, haverá “medidas de apoio transitórias de subsídio ao ensino infantil, alargando-se o âmbito do subsídio às turmas do 2.º ano que satisfaçam os requisitos”. Será ainda criado o “Subsídio de formação para efeitos de transição”, pensado para professores que queiram fazer a sua reconversão profissional, apostando-se ou na mobilidade interna ou na formação profissional. “Em termos de mobilidade interna, no ano lectivo de 2026-2027, iremos realizar uma formação complementar para o ensino primário, para que os professores possam leccionar no ensino secundário. Vamos ter uma acção de formação para a educação inclusiva e dar financiamento para que os docentes se possam mobilizar a nível interno”, disse a secretária. O deputado Chan Hao Weng interveio no debate dizendo que “no futuro vai ser mais grave a situação da baixa taxa de natalidade”. “Recentemente foram despedidos oito ou nove professores de uma escola e creio que haverá mais casos destes. Mas a baixa taxa de natalidade é uma oportunidade de mudarmos da quantidade para a qualidade, podendo melhorar o rácio entre professor e número de alunos por turma.” O deputado deixou ainda um apelo, dizendo que “os professores têm de ser mais versáteis”, podendo “fazer muitas actividades, participar em muitas competições”, sendo feita uma “melhor distribuição” pelas escolas.
Ébola | Índia envia 43 toneladas de apoio a África Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 A Índia enviou 43 toneladas de ajuda à União Africana (UA) para ajudar a conter a epidemia de Ébola que se regista em África desde meados de maio, anunciou ontem o Governo indiano. A pedido da UA, a Índia enviou um pacote de ajuda que inclui “equipamentos de protecção, dispositivos de diagnóstico e monitorização, ‘kits’ de transporte de amostras, material para a prevenção de infecções, medicamentos e suplementos”, indicou o Governo indiano num comunicado. Os suprimentos eram ontem esperados no Uganda onde serão recebidos pelos Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC), a agência sanitária da UA. Trata-se do segundo e maior envio de ajuda para controlar a epidemia, depois de a Índia ter enviado um primeiro pacote de 2,5 toneladas de suprimentos médicos urgentes no final de Maio. “As nossas missões em Adis Abeba, [Etiópia], e Kampala, [Uganda], mantêm uma estreita colaboração com a Comissão da União Africana e o Africa CDC para apoiar os seus esforços de resposta ao Ébola”, declarou. Índia sem casos Segundo uma mensagem publicada ontem na rede social X (antigo Twitter) pelo Ministério da Saúde da Índia, o país asiático não registou nenhum caso de Ébola, após as autoridades terem comunicado a quarentena de quatro pessoas no oeste do país devido a um caso suspeito. O Governo indiano pediu aos cidadãos que evitem viagens à República Democrática do Congo (RDCongo), Uganda e Sudão do Sul, e reforçou as medidas de detecção nos aeroportos internacionais e outros pontos de entrada. Na semana passada, a Índia adiou a realização das cimeiras do Fórum Índia-África e da ‘International Big Cat Alliance'(IBCA), que se iriam realizar em Junho na capital Nova Deli, devido à situação sanitária emergente em algumas partes de África. Propagação a dobrar A actual epidemia da doença do vírus Ébola, uma febre hemorrágica extremamente contagiosa, foi declarada em 15 de Maio no nordeste da RDCongo. O Uganda, país vizinho da RDCongo e do Quénia, que confirmou 11 infecções, incluindo uma fatal, é o único outro país para onde o vírus se propagou até ao momento. A RDCongo – que faz fronteira com Angola – e o Uganda relataram 263 casos e 43 mortes confirmadas por Ébola, duas semanas após a confirmação dos primeiros casos, anunciou na segunda-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com um balanço do Africa CDC, a agência sanitária da União Africana (UA), mais de mil casos suspeitos e cerca de 250 mortes foram registados nos dois países. O vírus do Ébola, detectado pela primeira vez em 1976, junto ao rio com o mesmo nome, na RDCongo, é transmitido através do contacto directo com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas. O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo, segundo a OMS.
Díli | Parlamento timorense aprova Orçamento rectificativo Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 O parlamento timorense aprovou ontem a proposta de Orçamento Rectificativo do Estado para 2026 na votação final global, com 42 votos a favor e 23 abstenções da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente e do Partido Libertação Popular. A proposta de Orçamento Rectificativo do Estado para 2026 apresentada pelo Governo de Timor-Leste inclui sete medidas prioritárias, entre as quais a segurança energética e a segurança alimentar, prevendo uma despesa total de 271 milhões de dólares norte-americanos. A proposta prevê um aumento do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 101,1 milhões de dólares, passando de 2.291 milhões de dólares para 2.392,1 milhões de dólares. “Votámos pela abstenção porque as medidas apresentadas pelo Governo no Orçamento Rectificativo não irão salvar Timor-Leste do impacto da crise mundial; servem apenas para aliviar a situação”, afirmou o presidente da bancada da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Aniceto Guterres. A bancada da Fretilin esclareceu também que optou pela abstenção devido à falta de transparência na execução antecipada destas medidas, especialmente nas negociações e na celebração de contratos para a aquisição de reservas de combustível. A deputada do Partido de Libertação Popular (PLP) Ermenegilda Laurentina explicou que o partido se absteve por considerar que o orçamento apenas facilita e beneficia as empresas oligárquicas próximas do Governo, enquanto a população continua marginalizada, sobretudo na capital, Díli.
Tufão deixa nove feridos e 47 mil casas sem energia no Japão Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 O tufão Jangmi no sul do Japão fez nove feridos, deixou 47 mil casas sem energia e obrigou ao cancelamento de centenas de voos, anunciaram ontem as autoridades do país. A Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês) alertou para ondas altas, deslizamentos de terra e inundações, à medida que a tempestade tropical se deslocava para norte após atingir a ilha subtropical de Okinawa na segunda-feira. Mais de 30 mil casas na região sudoeste de Kagoshima e 17 mil em Okinawa estavam sem energia na manhã de ontem, de acordo com as empresas de serviços públicos locais. Jangmi, o sexto tufão da temporada, fez ainda nove feridos em Okinawa, segundo o porta-voz do Governo, Minoru Kihara. A emissora pública japonesa NHK informou que os ferimentos foram causados por quedas devido ao vento e por objectos arremessados contra carros. Estado de alerta Kihara alertou que os transportes públicos em Tóquio e nas cidades vizinhas podem ser interrompidos hoje com a aproximação da tempestade. “Para aqueles que vivem em áreas que provavelmente serão afectadas pela tempestade, por favor, prestem muita atenção aos avisos de evacuação emitidos pelos vossos municípios e considerem evacuar com antecedência”, disse Kihara, numa conferência de imprensa. “Por favor, mantenham-se vigilantes e tomem medidas para proteger as vossas vidas”, acrescentou. As duas maiores companhias aéreas do Japão, a All Nippon Airways (ANA) e a Japan Airlines, cancelaram um total combinado de 600 voos programados de segunda a quarta-feira. Foram também canceladas mais de 60 rotas de ferry, prevendo-se a suspensão do serviço em cerca de 20 linhas de comboio. Foi emitida uma ordem de evacuação para toda a cidade de Miyazaki, capital da província com o mesmo nome, que alberga mais de 400 mil habitantes, segundo a NHK.
Natalidade | Pequim destina 12,2 mil milhões de euros em apoios Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 O Governo chinês anunciou ontem a atribuição de 99,9 mil milhões de yuan para financiar em 2026 subsídios à natalidade, numa tentativa de travar o declínio demográfico e incentivar os nascimentos. O Ministério das Finanças da China informou que a verba representa um aumento de 10,6 por cento face a 2025 e destina-se a apoiar o sistema nacional de subsídios à infância, através do qual as administrações locais atribuem apoios às famílias elegíveis. Segundo um comunicado divulgado pelo ministério, a distribuição das ajudas previstas para 2026 está a decorrer de forma “estável e ordenada”, cabendo às autoridades de saúde a análise dos pedidos e a atribuição dos apoios. O ministério assegurou ainda que continuará a trabalhar com a Comissão Nacional de Saúde para garantir a aplicação do programa, reforçar a fiscalização dos fundos e contribuir para a construção de uma “sociedade favorável à natalidade”. Pequim suportará cerca de 90 por cento do esforço financeiro total, uma vez que os 99,9 mil milhões de yuan atribuídos pelo Governo central representam a maior parte dos cerca de 110 mil milhões de yuan previstos para o programa em 2026. A medida integra um conjunto de políticas destinadas a travar a quebra da população chinesa. Apoios reforçados Em Julho de 2025, as autoridades anunciaram um sistema nacional de subsídios à infância que prevê o pagamento de 3.600 yuan anuais por cada criança com menos de três anos. A China registou em 2022, 2023, 2024 e 2025 os primeiros quatro anos consecutivos de redução populacional desde o início da década de 1960. Embora os nascimentos tenham aumentado ligeiramente em 2024, fenómeno parcialmente atribuído ao Ano do Dragão e a gravidezes adiadas durante a pandemia, os dados de 2025 voltaram a mostrar uma diminuição. Nos últimos meses, Pequim acelerou outras medidas de apoio às famílias, incluindo a gratuitidade do último ano do pré-escolar, o reforço da rede de creches e planos para reduzir ou comparticipar os custos do parto através do seguro de maternidade. As medidas surgem num contexto de baixa taxa de fecundidade, rápido envelhecimento da população e crescente relutância dos jovens chineses em casar e ter filhos, devido aos elevados custos da habitação, educação e cuidados infantis.
Gigantes tecnológicos reunidos em Taiwan na feira Computex Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 Os principais responsáveis de empresas tecnológicas como Nvidia, Intel, Qualcomm e SK Hynix reúnem-se esta semana em Taiwan para a Computex, num momento de intensa competição global pelo desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A Computex, uma das mais importantes feiras tecnológicas do mundo, arrancou oficialmente ontem em Taipé e decorre até sexta-feira, reunindo líderes da indústria num momento marcado pela corrida à inteligência artificial e pelas limitações na oferta de componentes críticos. O destaque da edição deste ano foi a intervenção do director executivo da Nvidia, Jensen Huang, que antecipou a abertura do certame para anunciar a nova sede da empresa em Taiwan e reuniu-se com parceiros locais, incluindo a TSMC, principal fabricante mundial de semicondutores avançados para IA. Durante uma apresentação de duas horas, Huang revelou várias novidades da empresa, entre elas o RTX Spark, um ‘superchip’ com o qual a Nvidia pretende entrar no mercado de processadores para computadores pessoais, actualmente dominado por empresas como Intel, Qualcomm, AMD e Apple. Outro dos temas centrais da feira tem sido o chamado “agente IA”, uma nova geração de sistemas de inteligência artificial capazes não apenas de gerar respostas, mas também de tomar decisões e executar tarefas de forma autónoma. O presidente executivo da Qualcomm, Cristiano Amon, previu que 2026 será “o ano dos agentes”, acrescentando que esta tecnologia deverá expandir-se a praticamente todos os dispositivos eletrónicos. “É agora que a IA está verdadeiramente a evoluir e vai atingir uma escala incrível”, afirmou Amon num evento realizado antes da abertura da Computex. Também o diretor executivo da britânica Arm Holdings, Rene Haas, considerou que este tipo de inteligência artificial está a impulsionar a procura por unidades centrais de processamento (CPU) a um ritmo sem precedentes. Ilha vital A presença de alguns dos nomes mais influentes da indústria serviu igualmente para reforçar a importância de Taiwan na cadeia global de fornecimento tecnológico. A maioria dos semicondutores avançados utilizados em aplicações de inteligência artificial é produzida na ilha, que também concentra uma parte significativa da produção mundial de servidores para centros de dados. Recentemente, Jensen Huang anunciou que a Nvidia irá aumentar o investimento anual em Taiwan para 150 mil milhões de dólares, enquanto a AMD revelou planos para investir mais de 10 mil milhões de dólares no ecossistema taiwanês de semicondutores. Neste contexto, o líder taiwanês, William Lai, afirmou ontem que o mundo necessita de “Taiwan estável, fiável e capaz de assumir responsabilidades” para sustentar o desenvolvimento da inteligência artificial.
Brasil e China são “pilares de estabilidade no mundo actual” – MNE chinês Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou que o Brasil e a China são “pilares de estabilidade no mundo actual”, depois uma reunião em Pequim com o homólogo brasileiro, Mauro Vieira. Segundo um comunicado da diplomacia chinesa, Wang sublinhou na segundafeira que “a China sempre foi um amigo fiável dos países da América Latina e das Caraíbas” e destacou que Pequim e Brasília “cooperaram estreitamente no plano internacional, demonstrando responsabilidade e consolidandose como pilares da estabilidade e da promoção do desenvolvimento no mundo actual”. O chefe da diplomacia chinesa acrescentou que “a influência global, estratégica e de longo prazo” dos dois países se tornou mais evidente, ao mesmo tempo que “a cooperação pragmática em diversos domínios se tem reforçado continuamente”. “Alterações não vistas num século estão a acelerar, e as expectativas da comunidade internacional em matéria de paz e estabilidade são cada vez mais urgentes”, disse Wang, defendendo que “China e Brasil devem reforçar a comunicação e a cooperação em mecanismos multilaterais como as Nações Unidas e os BRICS”. Cooperação em alta Vieira, por seu lado, afirmou que “a relação entre Brasil e China é um referencial para que os países em desenvolvimento defendam a sua independência e auto-suficiência”. O ministro brasileiro acrescentou que “tanto o Brasil como a China são forças importantes que apoiam o multilateralismo e promovem o livre comércio”. Vieira reuniuse também com o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, para abordar a relação económica e comercial bilateral e o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês, informou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil na rede social X, destacando que o comércio entre os dois países atingiu em 2025 um resultado “histórico”. O chefe da diplomacia brasileira foi igualmente recebido pelo vicepresidente chinês, Han Zheng, que manifestou a disponibilidade de Pequim para reforçar a coordenação estratégica bilateral. Vieira sublinhou que a confiança política entre os dois países se consolidou nos últimos anos com os contactos entre os respectivos presidentes e que, perante um golpe “sem precedentes” ao multilateralismo, o Brasil está disposto a aprofundar a cooperação com a China, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. Parcerias de sucesso A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e o intercâmbio bilateral atingiu em 2025 um recorde de 171 mil milhões de dólares, de acordo com dados do Governo brasileiro. Em Maio de 2025, o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o homólogo chinês, Xi Jinping, realizaram em Pequim o terceiro encontro em dois anos, durante uma visita em que foram assinados novos acordos em áreas como economia digital, inteligência artificial e exploração espacial. O Brasil foi ainda o país que mais investimentos chineses recebeu em 2025, num total de 6,1 mil milhões de dólares. Em Abril, as exportações chinesas de automóveis elétricos puros para o Brasil dispararam 221 por cento em termos homólogos, tornando o país sulamericano no principal destino nesta área.
CURB | Filme sobre passeios de bicicleta exibido na Ponte 9 Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 O CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo exibe este sábado, dia 6, a partir das 18h30, um documentário sobre o passeio colectivo de bicicleta realizado em Coloane no passado dia 23 de Maio, integrado na iniciativa “On the Move”, que este ano realizou a sétima edição. O local de exibição será no telhado da Ponte 9 – Plataforma Criativa, sede do CURB, situada na Rua das Lorchas. A apresentação deste filme consiste, assim, na segunda parte do projecto “On the Move”, que visa “celebrar o ciclismo como uma forma valiosa de mobilidade, ao mesmo tempo que incentiva os participantes a interagir com a cidade através da cultura, da criatividade e de experiências partilhadas”. O CURB destaca, numa nota, que estes “passeios criativos de bicicleta se tornaram um dos eventos favoritos da comunidade, atingindo de forma consistente a lotação máxima”. Este ano, os passeios fizeram-se em Coloane, o que permitiu “uma exploração mais lenta e consciente da paisagem urbana e natural”. O documentário foi produzido por uma equipa de estudantes do curso de Licenciatura em Comunicação e Media da Universidade de São José (USJ), coordenada pelo professor João Brochado, director do Departamento de Media, Artes e Tecnologia. O filme documenta as experiências, observações e encontros que surgiram ao longo da viagem de bicicleta. Será também apresentada uma “obra de arte visual original” da artista convidada Catarina Cortesão Terra, visando “oferecer uma interpretação artística da experiência ‘On the Move'”.
FRC apresenta exposição anual de gravura com trabalhos de alunos locais Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta, até este sábado, 6, a “7ª Exposição Anual de Gravura dos Alunos do Ensino Fundamental e Médio de Macau”, com um conjunto de 46 peças criadas por cerca de 200 alunos do ensino Primário e Secundário, seleccionadas por um júri profissional de membros da Associação Juvenil de Gravura de Macau (MYPA), co-organizadora do evento. A competição, que recebeu um total de 270 propostas enviadas por 14 escolas locais, foi, segundo uma nota da FRC, a mais participada de sempre desde o início da competição. Pretende-se “continuar a promover a aprendizagem da arte da gravura no ambiente escolar a partir de processos manuais e tradicionais que pretendem contrariar o uso quase exclusivo das actuais técnicas digitais”. As obras presentes na mostra, que venceram diversas categorias do concurso, abrangem vários métodos de impressão, incluindo relevo, gravura em metal, serigrafia e litografia. “A apresentação técnica geral e a utilização de técnicas de impressão demonstram um avanço significativo em relação ao ano anterior”, revela ainda a mesma nota. O papel da gravura A gravura é peça central desta exposição e “tem desempenhado um papel importante no intercâmbio cultural entre a China e o Ocidente, em Macau”, sendo que, na história moderna, “a tipografia, gravura e impressão litográfica foram introduzidas na China continental através de Macau”. Até aos dias de hoje “continua a influenciar a melhoria da tecnologia de impressão na China, ao mesmo tempo em que estimula o entusiasmo pela criação de gravuras”. A gravura é tida como “um tipo de meio artístico replicável, que é mais propício à comunicação do que a pintura, permitindo que mais pessoas apreciem o trabalho original em diferentes lugares ao mesmo tempo”. Segundo explica a FRC, “embora a rotogravura seja muito atraente, ela precisa de equipamentos profissionais para a sua execução”, mas as “impressões em relevo, o stencil e a monotipia não exigem equipamentos sofisticados, e ainda ostentam uma aparência única”. A Associação Juvenil de Gravura de Macau existe há mais de 20 anos e pretende “promover a arte gráfica junto da geração mais jovem, através da realização de exposições, workshops, promoções na escola, e outras actividades, de forma a fomentar junto da população jovem de Macau uma compreensão mais profunda da gravura e descobrir os talentos do printmaking”.
CCCM | Antologia de textos sobre Luís de Camões apresentada em Lisboa Andreia Sofia Silva - 3 Jun 20263 Jun 2026 “Vasto Império do Coração”, antologia de escritos sobre o maior poeta da língua portuguesa, Luís Vaz de Camões, foi apresentado esta segunda-feira no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa. Sara Augusto, professora de literatura e português na Universidade Cidade de Macau, falou de uma obra dada à estampa no ano passado Tão grande é o vulto literário chamado Luís de Camões e a sua obra maior, Os Lusíadas, que inspirou outros escritores de língua portuguesa a escrever sobre ele, ou a escrever como ele, com as suas angústias e inspirações. Foi a pensar nisso que Sara Augusto, professora na Universidade Cidade de Macau (UCM), recolheu textos e poemas sobre o poeta português na antologia “Vasto Império do Coração”, precisamente um verso de António Manuel Couto Viana que dá nome ao livro. A obra foi editada no ano passado, mas foi esta segunda-feira novamente apresentada em Lisboa no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM). “Vasto Império do Coração” contém “registos poéticos de visitantes, de escritores portugueses que residiram em Macau algum tempo e de escritores nascidos em Macau, revelando laços que celebram, se identificam e que inscreveram Camões na memória colectiva”, conforme explicou, na altura, Sara Augusto. Na sessão desta segunda-feira, intitulada “Uma solidão de pombas: visitar Camões na literatura de Macau em língua portuguesa”, a autora da obra começou por falar, precisamente, do verso escrito por António Manuel Couto Viana no poema “A Camões, Dolorosamente”, que consta no livro “Ponto de não regresso”, editado em 1982. “É um poema magoado, tal como diz a palavra ‘Dolorosamente’ no título e no refrão. Há, portanto, essa mágoa que passa para todo o texto, e claro que aqui não se fala do império físico, mas de um poder maior que perdurou, o do coração, e que se diz nesta língua que é nossa e também de Macau.” Sara Augusto abordou também na sessão outro exemplo de uma escrita mais contemporânea com referências a Camões, e que consta nesta antologia. É o caso de um poema em prosa poética de Carlos Morais José, director do HM, integrado no livro “Macau, o Livro dos Nomes”, editado em 2022. O verso é “Sentirás, meu amor, uma solidão de pombas. Dá-me a tua mão e juntos afagaremos a inscrição na pedra, matriz de tudo. Perdi-te entre as plantas. Disseram-me depois que, regressaras, como um homem seco e coxo, a um país envergonhado. Eu volto sempre ali, não sei se por ti, se pela aspereza das áreas chinesas”. Na visão da professora universitária e autora, verifica-se aqui “a solidão do poeta [Camões], elemento referido em praticamente todos os poemas reunidos nesta antologia”, sendo que a expressão “solidão de pombas” constitui “uma das mais belas metáforas para a vida de Camões naquela cidade”, neste caso Macau. “E também para cada um de nós que vive lá”, destacou Sara Augusto. Imagens e palavras Esta antologia é, portanto, feita de palavras, imagens do jardim e da gruta de Camões, bem como do busto do poeta presente em Macau, lugar de tantas visitas e contemplações. “Vasto Império do Coração” é, portanto, “um estudo dos poemas e dos autores”, contendo, por exemplo, referências ao que escreve o professor Seabra Pereira em “Delta Literário de Macau”, que analisa a presença de Luís de Camões em Macau “no seu sentido simbólico”, disse Sara Augusto. Na sessão, a professora citou um excerto presente na obra de Seabra Pereira, quando este refere que tanto Camões como Fernão Mendes Pinto [autor da Peregrinação] “são referências míticas para a cultura literária de Macau, porque são motivo e fonte de mitos, como narrativa poderosa que se torna ineradicável e incontornável”. Sara Augusto considerou, neste sentido, que Camões e a sua poesia funcionam “como um intertexto para muitos poetas posteriores”, tendo-se transformado, em Macau, “num lugar literário”, ganhando “contornos míticos enquanto narrativa simbólica”. Camões em Macau “não é só um espaço físico”, explícito na gruta de Camões, mas é mais do que isso. Há “a consideração do poeta como objecto de visita literária, como experiência, memória, desejo e identidade cultural”, sendo que “estas memórias e símbolos permanecem nos textos literários”. Sara Augusto trouxe também ao CCCM o exemplo do poeta Bocage, que esteve em Macau entre Outubro de 1789 e Março de 1790, e escreveu o soneto “Camões, Grande Camões, quão semelhante acho o teu fado ao meu?”. “Bocage identificou-se com Camões na mágoa e no exílio”, refere Sara Augusto. Na sessão desta segunda-feira, esteve presente o comissário-geral das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, José Augusto Cardoso Bernardes, que é também professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É responsável, nesta universidade, pela disciplina de Estudos Camonianos, há 30 anos. Bernardes referiu-se a esta antologia como sendo “um belíssimo livro”, elogiando também a escolha para o título. “Vasto, Império e Coração. Qualquer uma destas três palavras está em sintonia com Camões. A vastidão, o Império, no sentido latino de Ordem, e Coração. O título está bem no poeta António Manuel Couto de Viana, que foi um homem de coração e de causas, está bem para Camões e para a Sara. Não foi por acaso que, nos 200 anos de literatura que ela compendiou, retirou este título, que está em sintonia com ela, seguramente”, concluiu.
MGM Resorts International | Multimilionário tenta adquirir totalidade da empresa Hoje Macau - 3 Jun 202630 Jul 2026 O grupo People Incorporated, do multimilionário Barry Diller, apresentou uma proposta para controlar a totalidade da empresa MGM Resorts International. A MGM Resorts International é a principal accionista da MGM China, concessionária do jogo em Macau, que tem também como accionista a empresária Pansy Ho. A proposta para a aquisição foi também confirmada pela MGM Resorts International, através de um comunicado. Segundo a estação televisiva CNBC, a proposta apresentada pelo grupo People Incorporated avalia a MGM Resorts International em 18 mil milhões de dólares americanos, o que significa um preço de 48,30 dólares por acção. Actualmente, a People Incorporated é titular de 26,1 por cento do capital social da gigante americana. Em comunicado, Barry Diller, presidente e director executivo da People Inc., destacou que a oportunidade para investir na MGM surgiu há seis anos: “Acreditávamos que se tratava de um tipo de negócio raro: um negócio com activos no mundo real que a inteligência artificial não consegue replicar facilmente e que tem com oportunidades de crescimento digital excepcionais”, afirmou Diller. “Essa convicção só se reforçou com o passar do tempo”, acrescentou. O empresário considerou ainda que o mercado tem subvalorizado “significativamente” os activos da MGM, o que torna a proposta ainda mais interessante. Diller afirmou ainda que a proposta é atractiva para os accionistas porque podem recebem um valor acima do mercado.
Jogo | Seaport diz que receitas superaram as expectativas João Santos Filipe - 3 Jun 20263 Jun 2026 Após ter sido revelado um crescimento anual de 6,7 por cento das receitas do jogo em Maio, a Seaport Research Partners aponta que o resultado foi melhor do que o esperado Um resultado que “superou as expectativas mais recentes”. Foi desta forma que a correctora Seaport Research Partners reagiu à divulgação das receitas brutas do jogo nos casinos, que atingiram 22,61 mil milhões de patacas em Maio, um crescimento anual de 6,7 por cento. Segundo o relatório mais recente da Seaport sobre o mercado de Macau, citado pelo portal GGR Asia, Maio superou as expectativas dos analistas, o que foi justificado com “uma forte actividade no segmento premium”. Este é um segmento do mercado de massas em que as apostas podem chegar às 100 mil patacas por mão. Apesar dos resultados positivos, a Seaport Research Partners indica que o segmento dos grandes dos apostadores, também conhecido como VIP, apresentou receitas mais “modestas”, o que se poderá ter ficado a dever a uma maior incapacidade para motivar os jogadores a regressarem às mesas de jogo. “Acreditamos que as receitas brutas do jogo em Maio foram afectadas negativamente pela baixa retenção dos jogadores VIP, que se segue igualmente a uma baixa retenção em Abril”, foi explicado. Também no relatório divulgado na segunda-feira, o analista Vitaly Umansky afirma que a procura pelo jogo continua “saudável”, dado que é apoiada pelo mercado premium e pela liquidez continua. Em relação ao que resta do ano, a Seaport Research Partners espera um abrandamento da taxa de crescimento das receitas. Nos primeiros cinco meses do ano houve um crescimento anual de 10,9 por cento, para 108,4 mil milhões de patacas. No entanto, Umansky perspectiva que na segunda metade este ritmo abrande, pelo que no final do ano as receitas irão apresentar um amento de 6,2 por cento. Força do segmento premium No documento de análise ao mercado do jogo, a Seaport Research Partners aponta que a recuperação do jogo pós-covid está a ser impulsionada principalmente pelo segmento premium, tido como o “principal motor da recuperação do mercado”. Sobre este segmento, em comparação com 2019, o último ano em que as receitas não foram afectadas pela pandemia da covid-19, Vitaly Umansky aponta que o segmento premium apresenta um crescimento de aproximadamente 170 por cento. Como factores positivos para este segmento do mercado, o analista aponta as políticas de emissão de vistos mais flexíveis e o fácil acesso ao crédito. Em Maio, as receitas do jogo cresceram anualmente 6,7 por cento de 21,2 mil milhões de patacas para 22,6 mil milhões de patacas. Nos primeiros cinco meses do ano o crescimento anual foi de 10,9 por cento, de 97,7 mil milhões de patacas para 108,4 mil milhões de patacas.
Trânsito | Coutinho pede medidas para aumentar segurança João Luz - 3 Jun 20263 Jun 2026 Pereira Coutinho quer medidas urgentes para melhorar a segurança rodoviária na sequência do atropelamento mortal de um menino de 10 anos. O deputado sugere a optimização das passadeiras e sinalização de trânsito, assim como formação obrigatória para condutores de fora O deputado Pereira Coutinho defende a implementação urgente de medidas que melhorem a segurança rodoviária, em reacção ao atropelamento mortal de um menino de 10 anos, quando atravessava a estrada numa passadeira da Avenida do Conselheiro Borja na semana passada. Numa interpelação escrita, o legislador pergunta às autoridades se vão corrigir os problemas rodoviários dos chamados pontos negros, como passadeiras instaladas em curvas, e se há planos para relocalizar passadeiras, rever a sinalização e instalar semáforos. Pereira Coutinho defende que as autoridades devem dar prioridade à “segurança dos peões, especialmente crianças e idosos, nas vias de elevada sinistralidade”. Na altura do acidente mortal, foi divulgada a matrícula do veículo envolvido e alguns internautas publicaram a identificação condutor, que alegadamente teria um nome que em pinyin aparentava ser de Taiwan. Como tal, Pereira Coutinho pediu medidas para colmatar a falta de conhecimento de condutores de fora em relação às regras e condições rodoviárias de Macau. Apesar do recorrente desprezo local pela cedência de prioridade a peões em passadeiras do território, o deputado defende que as autoridades devem garantir que os condutores de fora cumprem “os padrões de segurança locais” e reduzir riscos de acidentes. O deputado sublinha “o agravamento dos riscos devido à mentalidade e costumes de condutores habituados a conduzir noutras zonas adjacentes que desconhecem as regras e costumes locais bem como as particularidades rodoviárias do burgo, agravado por diferenças linguísticas e culturais”. Como tal, pede regulamentação, fiscalização, formação obrigatória ou limitações laborais de condutores oriundos do exterior. Inteligência ao volante O deputado pergunta também ao Governo se estão previstos investimentos para “superar o actual atraso tecnológico implementando-se um verdadeiro sistema de transporte inteligente em Macau com recolha e análise de dados em tempo real, a sincronização semafórica, a fiscalização electrónica”. São também elencados problemas de trânsito, que o deputado considera estruturais, como “duplicação de obras de escavação com transtornos para moradores e prejuízos para lojistas”, “concepção deficiente de passadeiras sem semáforos em vias de alto risco”. Na passada segunda-feira, verificou-se um novo atropelamento numa passadeira na Avenida Ouvidor Arriaga, desta vez sem consequências graves, quando um motociclo atropelou uma idosa e uma criança de cinco anos, avó e neta. As vítimas foram assistidas no Centro Hospitalar Conde de São Januário devido a ferimentos ligeiros nas mãos e pernas, mas os seus estados clínicos não inspiraram cuidados. Família pede fim de homenagens A família do menino de 10 anos morto a tentar atravessar a estrada na passadeira pediu à população para colocar um fim às várias homenagens ao seu filho. A mensagem da família foi deixada pelo director da Escola Lin Fong Pou Chai, Ho Man Fai, que nos últimos dias recebeu donativos oferecidos pela população para família afectada pela tragédia. Em declarações à comunicação social, Ho Man Fai afirmou que a família agradece “as sinceras condolências da população nos últimos dias”, inclusive com visitas dos residentes à Casa Mortuária do Kiang Wu. Contudo, chegou a altura do funeral, pelo que a família espera ter “paz” para se focar na última despedida. Ho Man Fai também revelou que depois do acidente foi enviada uma carta às autoridades a apresentar a situação rodoviária junto da escola e a pedir que sejam tomadas medidas para melhorar a segurança e tentar evitar que ocorram mais situações deste género.
Obras | Secretário quer conclusão antes das aulas Hoje Macau - 3 Jun 20263 Jun 2026 O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Tam Vai Man, voltou a exigir rigor no controlo dos prazos de execução das obras de grande envergadura, das quais nove obras são em vias “habitualmente utilizadas pelos alunos nas suas deslocações diárias para a escola”, de forma a que a circulação rodoviária volte ao normal antes do início do próximo ano lectivo. A exigência foi feita durante a segunda reunião deste ano do Grupo de Trabalho para a Optimização da Coordenação de Obras Viárias, indicou ontem o Governo. Tendo em conta as inundações que assolaram o território no ano passado, foram adoptadas medidas preventivas, como obras de “optimização da rede de drenagem nos pontos críticos de inundação, nomeadamente no Caminho das Hortas e em Chun Su Mei, na Taipa, e na Rotunda do Istmo, no Cotai”. Segundo a Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego, os planos de contingência incluem o desvio temporário do tráfego rodoviário e a vedação de troços afectados por inundações graves.
Comunidades | Presidência de Rui Marcelo confirmada João Santos Filipe - 3 Jun 20263 Jun 2026 O diferendo na secção local de Macau do Conselho das Comunidades Portuguesas continua a marcar as reuniões do Conselho Permanente. Desta vez, foi revelado que Rita Santos tentou marcar uma reunião para escolher o presidente da secção local O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas confirmou Rui Marcelo como presidente da secção local da China/Macau. A decisão foi tomada a 21 de Março, era contestada por Rita Santos, e consta da acta da reunião do Conselho Permanente. Segundo o documento que relata o encontro de 21 de Março, é possível perceber que Rui Marcelo marcou uma reunião electrónica para 10 de Março com os membros efectivos da secção de Macau do Conselho das Comunidades Portuguesas: o próprio, a secretária do conselho Marília Coutinho e ainda Rita Santos. No dia da votação apenas terão comparecido Rui Marcelo e Marília Coutinho, com o actual presidente a ser eleito com os dois votos necessários, entre os três membros efectivos do conselho. Todavia, a data da votação foi contestada por Rita Santos, que tentou marcar a reunião para 11 de Março, embora sem sucesso, porque estaria ocupada na data de 10 de Março: “A Conselheira Rita Santos contestou, afirmando que havia convocado reunião para 11 de Março, a qual foi declarada ilegal por Rui Marcelo, que em alternativa marcou eleições para 10 de Março, data incompatível com as suas obrigações associativas”, pode ler-se no documento oficial. Rita Santos criticou também Rui Marcelo por não ter convocado os conselheiros suplentes para a reunião electrónica. “Rita Santos criticou ainda a exclusão dos conselheiros suplentes da reunião electrónica”, é indicado. Suplentes com Rita As críticas de Rita Santos foram apoiadas pelos suplentes Luís Nunes e Maria João Gregório: “Os suplentes do Círculo da China, Luís Nunes e Maria João Gregório, lamentaram a ruptura com a prática anterior de inclusão, afirmando que, desde que Rui Marcelo assumiu a coordenação, os suplentes foram afastados das reuniões e das actividades, e que o tom utilizado pelo Presidente da Secção era frequentemente inquisitivo”, foi relatado. No encalço das dúvidas, Maria João Gregório “solicitou formalmente” e “por escrito” um “esclarecimento definitivo sobre o papel, os direitos de participação e os limites de actuação dos suplentes”. Na resposta, Flávio Alves Martins, presidente do Conselho Permanente, “reconheceu a legitimidade da eleição do Conselheiro Rui Marcelo, baseada na maioria dos membros efectivos presentes”, dado que houve uma maioria de dois membros efectivos num total de três. O presidente do Conselho Permanente também indicou que “qualquer juízo de valor sobre o desempenho deverá ser emitido futuramente pela comunidade local em sede eleitoral”. Sobre o papel dos conselheiros suplentes, Flávio Alves Martins prometeu uma resposta por escrito, mas esclareceu que podem “ser convidados a participar nas reuniões com direito de voz, mas não de voto”. Flávio Alves Martins avisou também os membros suplentes que não podem emitir “qualquer documento escrito em nome do CCP” se que haja a assinatura de um membro efectivo, que “assume a responsabilidade perante o Conselho”.