Comércio | Vinhos do Tejo promovem-se em Macau e Hong Kong Hoje Macau - 27 Mai 2026 O Artyzen Grand Lapa acolheu na segunda-feira uma prova de vinhos da região do Tejo, que contou com a participação de mais de 160 profissionais do sector, media e consumidores, segundo um comunicado da DOC DMC Macau. Após a apresentação em Macau, os produtores da região do Tejo partiram para Hong Kong para participar na Vinexpo Ásia, que arrancou ontem e termina esta quinta-feira. A presença nas regiões administrativas especiais insere-se numa estratégia contínua de promoção internacional, com o objectivo de reforçar a visibilidade e as parcerias na China. Sobre o evento em Macau, o responsável de marketing dos vinhos do Tejo, Martim Pestana, realçou a importância do mercado local para os vinhos portugueses. “Os nossos vinhos destacam-se pela frescura, versatilidade e excelente relação qualidade-preço, características que têm vindo a conquistar tanto profissionais como consumidores na Ásia”, acrescentou o responsável.
Ásia | Pequim critica Quad por promover “pequenos círculos exclusivos” Hoje Macau - 27 Mai 2026 A China criticou ontem o Quad por promover “pequenos círculos exclusivos” e a confrontação entre blocos na Ásia, depois de o grupo formado pelos Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália anunciar novas iniciativas de vigilância marítima no Indo-Pacífico. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Pequim considera que a cooperação entre países deve contribuir para a paz, estabilidade e prosperidade regionais e não ser dirigida contra terceiros. A responsável acrescentou que a China “não apoia a formação” destes grupos nem a “confrontação entre blocos”, advertindo que qualquer mecanismo de cooperação regional deve evitar minar a confiança mútua entre os países da região. As declarações surgiram em resposta a uma pergunta sobre a nova iniciativa de vigilância marítima anunciada pelo Quad e sobre os planos do grupo para cooperar com Fiji em matéria de infraestruturas portuárias, após a reunião ministerial realizada ontem em Nova Deli. Durante o encontro, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu que o Quad deve deixar de ser um fórum que “se reúne e fala de problemas” para se transformar num mecanismo que “faz algo em relação” aos problemas, com prioridades centradas na segurança marítima, energia, minerais críticos e cadeias de abastecimento.
Bombeiros | Saídas para incêndios sobem 15% Andreia Sofia Silva - 27 Mai 202627 Mai 2026 Dados do Corpo de Bombeiros (CB) mostram que o número de saídas para casos de incêndios aumentou, em termos anuais, 15,35 por cento, tendo-se registado, entre os meses de Janeiro e Março deste ano, 248 casos, face aos 215 casos registados em igual período do ano passado. O CB explica que em 194 saídas não foram usadas mangueiras, sendo que “as principais causas dos incêndios deveram-se ao esquecimento de desligar os fogões, a chamas que não foram totalmente extintas, à queima de incensos e velas/papéis votivos, ao curto-circuito das instalações eléctricas e às falhas mecânicas/de equipamentos”, com um total de 166 casos. Tal representou 66,94 por cento do número total de saídas de incêndio. No caso das saídas com ambulâncias, houve um ligeiro aumento de 0,93 por cento, com 11.515 casos a registarem-se no primeiro trimestre deste ano. Registaram-se, portanto, mais 106 casos em termos anuais, sendo que os casos gerais de socorro estiveram relacionados, na sua maioria, com episódios de tontura, dor abdominal, febre e vários tipos de ferimentos. Destacam-se ainda, nos dados ontem divulgados, um aumento de 55,16 por cento de ocorrências de “serviços especiais”. No primeiro trimestre deste ano, registaram-se 1.775 casos face aos 1.144 casos dos primeiros três meses de 2025.
Caxemira | China e Paquistão defendem resolução pacífica Hoje Macau - 27 Mai 2026 China e Paquistão defenderam ontem uma resolução pacífica da disputa de Caxemira e sublinharam a importância de manter a paz e estabilidade no sul da Ásia, numa declaração divulgada no final da visita oficial do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. No documento, divulgado pela agência noticiosa oficial Xinhua, as duas partes reafirmaram “a importância de manter a paz e estabilidade no sul da Ásia” e de resolver “todas as disputas pendentes” através do diálogo e da diplomacia, manifestando igualmente oposição a “qualquer acção unilateral”. Segundo o texto, o Paquistão informou a China sobre a situação mais recente na região de Jammu e Caxemira. Pequim reiterou que a questão da Caxemira é uma disputa “herdada da história” que deve ser resolvida de forma pacífica, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU e os acordos bilaterais aplicáveis. A declaração inclui ainda uma referência à disposição das duas partes para desenvolver cooperação transfronteiriça em recursos hídricos. Guerra da água A referência à água surge depois de a Índia ter ordenado, no ano passado, a suspensão do Tratado das Águas do Indo, assinado em 1960 e que resistira a várias guerras, no âmbito das medidas adoptadas após o atentado de 22 de Abril de 2025 em Pahalgam, na Caxemira administrada pela Índia, onde morreram 26 civis, na maioria turistas indianos. Nova Deli responsabilizou o Paquistão pelo ataque, acusação negada por Islamabade, que pediu diálogo e uma investigação neutra. A crise levou, em 2025, à mais grave escalada militar em décadas entre as duas potências nucleares, com ataques aéreos, veículos aéreos não tripulados (“drones”) e fogo de artilharia entre 07 e 10 de Maio daquele ano, sobretudo em torno da Linha de Controlo, a fronteira de facto que divide a Caxemira. Os dois países alcançaram um cessar-fogo em 10 de Maio de 2025, com mediação dos Estados Unidos, embora as tensões persistam numa região reivindicada integralmente por Nova Deli e Islamabade e parcialmente administrada por ambos desde a partição do subcontinente indiano, em 1947.
Uma história de desconexão – e sobre onde os rapazes encontram comunidade Tânia dos Santos - 27 Mai 2026 Desde a série Adolescente que se tem falado sobre a socialização de jovens rapazes e os perigos da manosphere: o canto da internet que enaltece um discurso misógino e anti-feminista. Andrew Tate, dos maiores influencers do género, acusado de crimes de tráfico humano e violação na Roménia e no Reino Unido, percebe que traz um discurso que ressoa na cabeça dos rapazes. Explorando as fragilidades do sistema neoliberal capitalista, de um mundo em pós-pandemia e de uma possível terceira guerra mundial, estes influencers lucram com as incertezas da vida – e dos rapazes que procuram respostas. Muitos destes jovens chegam à manosphere através de perguntas feitas ao seu motor de busca favorito sobre relacionamentos, exercício físico ou dinheiro. Eles encontram propostas que são altamente aliciantes por serem simples e fáceis de compreender, e que mobilizam a frustração comum. As pessoas estão cada vez mais isoladas e, na procura de símbolos identitários, encontram um grupo que está igualmente frustrado por se sentirem não-vistos ou não-ouvidos. Andrew Tate diz algo como “eu consigo dizer que a água é molhada”, i.e., ele consegue dizer o óbvio. Os discursos populistas justificam-se frequentemente com recurso ao senso comum — “eu estou a dizer o que toda a gente pensa”. Mas talvez seja mais útil compreender que, mais do que ideias, é o significado emocional que está a ser ressoado. As palavras vêm, por isso, depois: uma justificação a posteriori para danos aos quais o campo emotivo procura dar sentido e nome. Há grupos de investigação e jornais que tentam aprofundar o que é atraente em todo este discurso que vê as mulheres como interesseiras e que compreende a igualdade de género como um perigo à masculinidade. Uma análise do conteúdo dos vídeos do Andrew Tate feito pelo The Guardian mostrou como o tema das mulheres não é o mais recorrente: o tema mais recorrente é o dinheiro. Mostram-se estilos de vida glamorosos e 40 carros de luxo. Reforçam que o respeito e visibilidade são adquiridos com dinheiro, em especial a atenção das mulheres. Esta é a mensagem principal. E muitos destes influencers depois oferecem cursos de como enriquecer instantaneamente ou em passos simples. Acoplado a isto estão ideias tradicionais de masculinidade, de que o homem tem de providenciar e ter sucesso, e num mundo altamente competitivo, as mulheres passam facilmente a ser vistas como uma ameaça. Isto muda um pouco o olhar do fenómeno. Em vez de julgarmos todos os rapazes à beira do risco de misoginia por obra e graça do Espírito Santo, obriga a um olhar mais sistémico: que necessidades estão cronicamente por cumprir? Olhemos para o estado socio-económico actual, pelo menos no mundo ocidental, em que um curso superior já não é uma promessa de um bom emprego e de um bom ordenado, em que os jovens se vêem obrigados a ficar em casa dos pais porque não conseguem pagar uma renda, em que as interacções sociais são mediadas por ecrãs e a comunidade está esquartejada. As frustrações impõem-se e facilmente encontram espaços onde podem ressoar nestes ecossistemas digitais. Estudos realizados mostram que os jovens, especialmente os que se aliciam por estes espaços, não têm muitas interações sociais fora do ecrã, e que sentem que nunca foram vistos ou compreendidos por ninguém. E este crescente isolamento, aliado a poucas perspectivas de futuro, é deveras preocupante. Estes estudos – por exemplo, como os realizados pela Equimundo, um centro para as masculinidades e justiça social – também exploram as formas como os jovens saem destes espaços digitais. Os relatos mostram que os rapazes arranjam namoradas, e percebem que a realidade social é bem diferente daquela inicialmente projetada. Também o aumento de interações reais com pessoas, em contextos de trabalho, tem o poder de reequilibrar uma visão do mundo que só consegue surgir em isolamento profundo. Claro que nada é resolvido de forma assim simples. Mas o que as reflexões e investigação sobre o tema parecem mostrar é que há necessidades identitárias, de pertença e de comunidade que são profundas, e há um conjunto de factores que contribuem para isso. Desde as políticas socio-económicas vigentes, um estado do mundo em multi-crises, contextos familiares negligentes ou factores individuais que tendem ao isolamento. Talvez, se reconhecermos que o mundo está carente de conexão, alguma coisa possa mudar a partir daí.
Visita | XI apela ao reforço da cooperação com a Sérvia Hoje Macau - 27 Mai 2026 O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou esta segunda-feira ao reforço da cooperação com a Sérvia nas áreas da inteligência artificial, energia e infraestruturas, durante a visita à China do homólogo sérvio, Aleksandar Vucic. “As duas partes devem reforçar a cooperação em novos sectores como a inteligência artificial, economia digital, energia verde e indústria de ponta”, declarou Xi durante um encontro com Vucic no Grande Palácio do Povo, sede dos congressos do Partido Comunista Chinês, segundo os meios de comunicação estatais locais. Os dois países deverão igualmente cooperar nos setores das infraestruturas de transportes e energia no âmbito da iniciativa chinesa das “Novas Rotas da Seda”, também conhecida como “Faixa e Rota”, que visa construir infraestruturas – pontes, estradas, linhas ferroviárias e aeroportos – em países em desenvolvimento. A China figura entre os cinco países que mais investem na Sérvia, Estado que é candidato à entrada na União Europeia (UE) e considerado próximo da Rússia. Pequim construiu uma linha ferroviária de alta velocidade, inaugurada em Outubro de 2025, e participa actualmente, segundo o Ministério das Finanças sérvio, na construção do metro de Belgrado e de várias pontes. Durante o encontro com o Presidente sérvio, Xi Jinping apelou ainda a um “verdadeiro multilateralismo” face às “turbulências” dos assuntos internacionais. As duas partes assinaram uma série de acordos bilaterais nas áreas do comércio, tecnologia e educação. Embora Vucic já se tenha deslocado várias vezes à China para participar em cimeiras e fóruns internacionais, esta é a primeira visita de Estado oficial ao país. Xi atribuiu-lhe uma “medalha da amizade” durante a visita, sinal da estreita relação entre ambos.
Acidente | Graves infracções fazem 82 mortos em mina Hoje Macau - 27 Mai 2026 A empresa proprietária da mina de Liushenyu, na província chinesa de Shanxi (centro), onde uma explosão de gás causou 82 mortos na sexta-feira, cometeu “graves infracções”, avançou a imprensa oficial chinesa. O acidente, numa exploração situada no distrito de Qinyuan, deixou também dois desaparecidos, que ainda não foram localizados. A agência de notícias Xinhua apontou ontem várias irregularidades, entre as quais um controlo deficiente do número real de trabalhadores no subsolo, a existência de galerias não declaradas, planos que não correspondiam à situação real da mina e sistemas de vigilância duplicados. O responsável máximo do distrito de Qinyuan, Guo Xiaofang, afirmou numa conferência de imprensa que, após o acidente, a confusão no local e a falta de clareza da empresa quanto ao número de trabalhadores fizeram com que os primeiros balanços fossem imprecisos. O painel de entrada da mina indicava que, naquele dia, 124 pessoas tinham descido, mas durante as operações de resgate verificou-se que a lista de trabalhadores que tinham subido à superfície não correspondia à informação fornecida pela empresa, o que levou à descoberta de um número elevado de pessoas que tinha entrado sem cartão de localização. Vários mineiros citados pela Xinhua afirmaram que muitos trabalhadores não tinham cartões, apesar de a regulamentação exigir a sua utilização para entrar nas explorações subterrâneas. Um deles afirmou que, no seu turno, quase ninguém tinha o dispositivo e que não lhes era exigido que o utilizassem. Durante o resgate, as equipas descobriram ainda que as plantas fornecidas pela empresa não correspondiam à realidade e que existiam galerias ocultas não assinaladas. Segundo o meio de comunicação, o carvão extraído dessas zonas, por vezes exploradas por trabalhadores subcontratados, não era contabilizado na produção nem tributado. Um especialista não identificado citado pela imprensa local explicou que “algumas minas, para escapar à supervisão, criam dois conjuntos de plantas: um para as inspecções e outro para orientar a produção real”. Problemas recorrentes A mina, de gestão privada e com uma capacidade anual de 1,2 milhões de toneladas, tinha sido classificada este ano como exploração de tipo B, ou seja, com um nível de segurança “geral”, e constava de uma lista nacional de minas com riscos graves devido a elevados níveis de gás. A agência acrescentou que, nos últimos cinco anos, a Liushenyu tinha sido sancionada pelo menos cinco vezes por problemas de segurança. Os responsáveis da empresa já foram colocados “sob a custódia das autoridades”, expressão habitualmente utilizada na China para se referir a uma detenção por parte dos órgãos de segurança, enquanto uma equipa do Conselho de Estado (Executivo chinês) investiga as causas do acidente e as responsabilidades da empresa e dos órgãos de supervisão. As minas de carvão, material com o qual a China gera cerca de 60 por cento da electricidade, continuam a registar uma elevada taxa de acidentes, embora nos últimos anos o número de acidentes mortais tenha diminuído significativamente. O sector mineiro chinês registou mais de três mil mortes entre 2018 e 2023, um número que representou uma descida de 53,6 por cento em relação ao quinquénio anterior, de acordo com dados oficiais.
Pintura | Fernando Madruga Gomes estreia-se com exposição no Beco dos Artilheiros João Santos Filipe - 27 Mai 2026 Mais de 100 quadros do artista de Macau estão em exibição na “Arkorigin Exposição a Solo”, até 12 de Junho, na escadaria de acesso à Fortaleza do Monte. A figura feminina é o principal tema da mostra Até 12 de Junho, mais de uma centena de pinturas de Fernando Madruga Gomes estão em exposição no Beco dos Artilheiros, na escadaria de acesso à Fortaleza do Monte, no evento denominado “Arkorigin Exposição a Solo”. A exibição marca a estreia do artista nascido em Macau. Entre os quadros com traços impressionistas, destacam-se os vários retratos femininos, muitos imaginados pelo artista, mas também de pessoas como a Princesa Diana ou Anita Mui, a actriz e cantora de Hong Kong. “Eu gosto de pintar retratos porque são as pinturas mais difíceis, e quando pinto gosto desse desafio, de nunca saber se vou conseguir fazer a pintura como quero ou se vou deixar o retrato por fazer, porque já não vou conseguir obter o resultado pretendido”, explicou Fernando Madruga Gomes, ontem, em declarações ao HM. Sobre a predominância da figura feminina, Gomes explica que a escolha se prende com o sentido estético: “Eu não vejo muita beleza nos homens para se traduzir em pinturas. Mas, nas expressões femininas acho que há ali muita beleza, que eu gosto de imaginar e de pintar, e também nas várias roupas que podem ser pintadas nos retratos, e que também são difíceis de desenhar. É uma beleza que se alia ao desafio de pintar elementos mais difíceis”, reconheceu. Os “modelos” utilizados nos retratos são provenientes de diferentes culturas exibindo roupas diversas. Em alguns casos a inspiração provém mesmo da animação, como o caso de um dos retratos em que surge uma mulher vestida como Navegante da Lua, uma inspiração da série de desenhos animados japoneses altamente popular. “No início utilizava modelos para as pinturas, só que nem sempre conseguia que as pessoas que estavam comigo fizessem as expressões que eu procurava. Por isso, com o tempo comecei a recorrer mais a imagens online para me inspirar e pintar”, admite o pintor. Os retratos surgem para Fernando também como uma forma de canalizar as suas emoções: “Quando estou a pintar as caras dos retratos, transmito algumas das minhas emoções, estou a lidar também com aquilo que sinto ou senti e que quero levar para a tela”, revelou. Pintar como cura Além de retratos femininos a exposição apresenta outros dois temas: gatos e flores. E os motivos destas temáticas na obra de Fernando Madruga Gomes têm propósitos opostos. “Pintar flores é algo mais fácil, algo que me sai de forma muito natural, e que tecnicamente não é assim difícil. É uma pintura quase de recuperação”, afirmou. “Não leva muito tempo, mas depois de pensar em como quero pintar as flores é fácil conseguir os resultados que pretendo, é uma pintura mais de recuperação, para relaxar”, reconheceu. No entanto, as obras com os gatos são mais pessoais, têm uma carga emocional maior, ligada à infância e ao crescimento, dividido entre Macau e o Pico, nos Açores. Os retratos de gatos são assim alguns dos animais com quem o artista partilhou parte da vida e dos quais guarda memórias. Filho do proprietário do restaurante Fernando, o pintor de 43 anos afirmou ao HM que a pintura surgiu na sua vida por acaso, depois de um acidente doméstico, por altura da covid-19. Quando fazia exercícios numa barra fixa, durante os confinamentos, Fernando caiu e partiu uma perna, depois da barra ter cedido. Internado no hospital, a pintura tornou-se uma forma de passar o tempo. “Antes de começar a pintar, uns 10 anos antes, tive alguma experiência, muito breve, no desenho de tatuagens. Só que não gostava da forma como desenhava, pelo que acabei por parar. Depois no hospital, para passar o tempo, comecei a desenhar, e percebi que era capaz de pintar”, confessou. Entre experiências e ímpetos, Fernando Gomes admite que em quase três anos pintou mais de 200 retratos. E muitos deles por impulso como aconteceu com o quadro da Princesa Diana. “Foi um quadro que resultou de um dia em que acordei e senti que queria pintá-la, não foi nada planeado. E durante dois dias estive à volta do quadro, sem dormir”, indicou. A exposição apresenta três pinturas de Diana, embora Gomes considere que não tem grande admiração pela figura. “Foram obras feitas por impulso, embora confesse que não são pinturas que me façam feliz, até me senti algo mal, devido à história trágica que a envolve”, contou. No entanto, um dos quadros, com o nome a Última Rosa, valeu Fernando Gomes um “Prémio de Ouro” na categoria de pinturas com óleo nos FADA – Future Art & Design Awards de 2025. Olhos no futuro A exposição “Arkorigin Exposição a Solo” marca a estreia do artista em Macau, e Fernando Madruga Gomes mostrou-se satisfeito por ter oportunidade de mostrar o seu trabalho, tão perto de uma das zonas mais icónicas da cidade, a Fortaleza do Monte. “Surgiu a oportunidade de mostrar os meus trabalhos neste espaço e achei que devia aproveitar a oportunidade. Tenho quadros mais do que suficientes para exibir, por isso, depois tive de fazer a escolha com base no local e no facto de saber que passam muitas pessoas aqui”, explicou sobre os trabalhos em exibição. “Acho que as pinturas em exposição são as mais interessantes para as muitas pessoas que passam por aqui, e foi esse o meu critério”, vincou. Em relação ao futuro, o pintor espera ter oportunidade de ter mais exposições, em diferentes locais, embora o foco esteja em pintar e fazer retratos. A exposição está disponível até 12 de Junho, entre as 7h e as 19h, com entrada livre.
Ébola | Autogestão de 21 dias para 12 países africanos João Luz - 27 Mai 2026 Pessoas vindas de 12 países africanos, incluindo Angola, vão fazer 21 dias de autogestão de saúde após chegarem a Macau, com acompanhamento dos Serviços de Saúde. Foi também reforçado o controlo sanitário e avaliação de risco de quem vem dos 12 países de risco e de quem tem passaporte destas regiões A expressão “autogestão de saúde” voltou a entrar no léxico do Governo, desta vez devido à epidemia da doença por vírus Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda. O Executivo de Sam Hou Fai impôs, desde ontem, um período de 21 dias de autogestão de saúde para quem chega à RAEM vindo de 12 países africanos. A vigilância que começou por incindir sobre indivíduos vindos da República Democrática do Congo e no Uganda, onde persistem surtos de Ébola, foi alargada a mais 10 países, entre os quais Angola, considerados de “alto risco” de acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde. O reforço da vigilância será alargado ao Sudão do Sul, Ruanda, Quénia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, República do Congo (Brazzaville) e Burundi. Logo na fronteira, “será reforçado o controlo sanitário e a avaliação de risco para os indivíduos que tenham visitado as regiões relevantes nos últimos 21 dias ou titulares de passaporte das respectivas regiões”. A medida anunciada na noite de segunda-feira pelos Serviços de Saúde, tem como referência as “Recomendações para a Prevenção e Controlo da Doença por vírus Ébola” emitidas pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da China. Três semanas de gestão Quem chegue a Macau com sintomas suspeitos da doença por vírus Ébola, e tenha estado nas regiões consideradas de alto-risco, será transferido de imediato para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para avaliação e exames mais aprofundados. Já os “indivíduos assintomáticos” serão sujeitos ao acompanhamento e gestão da saúde, durante 21 dias a contar do dia de entrada na RAEM, o mesmo período de incubação do vírus do Ébola. As pessoas abrangidas pela medida terão de “proceder à observação do seu estado de saúde diariamente”, e os Serviços de Saúde vão “monitorizar e acompanhar a saúde” dos mesmos. Se surgirem sintomas, “como febre, fadiga, dores de cabeça, dores de garganta, vómitos, diarreia ou hemorragia de causa desconhecida, devem recorrer imediatamente ao médico”. Se tiverem de se deslocar a instituições médicas por conta própria, as autoridades ressalvam que devem evitar os transportes públicos e “tomar medidas de protecção individual, evitando contactos físicos com outras pessoas”. Além disso, devem “informar, por iniciativa própria, os profissionais de saúde sobre o seu historial de viagens e eventuais contactos de risco” “Os Serviços de Saúde salientam que, actualmente, a avaliação do risco de ameaça da doença por vírus Ébola para Macau continua a ser considerada de baixo risco, sendo o risco geral para a saúde pública controlável”.
PJ | Empresário sul-coreano bate, rapta e viola namorada Hoje Macau - 27 Mai 2026 A Polícia Judiciária (PJ) revelou o caso de um empresário sul-coreano que veio para Macau para tentar recuperar a ex-namorada e que acabou por agredi-la, raptá-la e violá-la. O caso foi divulgado ontem, através de uma conferência de imprensa da polícia. Segundo os contornos do caso, o suspeito tem cerca de 40 anos e viajou para a RAEM, depois de saber que a ex-namorada estava no território. Por sua vez, a vítima viajou sozinha para Macau e estava hospedada num hotel no Cotai, desde 22 de Maio. Quando chegou a Macau, o homem abordou a mulher e pediu-lhe permissão para irem para o quarto, para falarem, ultrapassarem o diferendo e esclarecem a situação entre ambos. A mulher não se opôs, e deixou o homem entrar. Durante a conversa, o homem partiu para as agressões batendo com a cabeça da mulher contra a parede. Além de impedi-la de sair do quarto, o agressor também a violou três vezes, até à manhã do dia seguinte. O caso foi descoberto, porque a família tentou ligar à vítima e estranhou o facto de a mulher não atender o telefone. Quando finalmente atendeu, a mulher foi forçada pelo agressor a dizer que estava tudo bem. No entanto, a família sentiu que algo estava mal, pelo que ligou para Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). Quando a PSP chegou ao local verificou que a mulher estava ferida, pelo que contactou a PJ. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Finanças | E Fund estabelece-se em Macau Hoje Macau - 27 Mai 2026 A empresa de gestão de fundos E Fund foi autorizada a constituir uma sociedade em Macau, de acordo com a informação divulgada ontem no Boletim Oficial. Segundo o documento assinado por Sam Hou Fai, a actividade da E Fund Sociedade Gestora de Fundos de Investimento (Macau) vai ser limitada à gestão de fundos. A E Fund é uma empresa do Interior, fundada em 2001, com sede na cidade de Cantão no edifício Torre do Banco de Guangzhou. Tem como accionistas empresas do Interior, como a GF Securities, a Guangdong Yuecai Trust, a Guangdong Rising Holdings Group e ainda o fundo público Guangzhou Guangyong State Owned Assets Management. As acções da empresa Yuecai Trust pertencem a He Jianfeng, o filho do fundador do grupo Midea, ligada à produção de electrodomésticos. Desde 2008 que a E Fund tem uma representação em Hong Kong.
SJM | Fitch Ratings corta na avaliação Hoje Macau - 27 Mai 2026 A Fitch Ratings baixou o rating da dívida a longo prazo da concessionária SJM Holdings de BB-, considerado especulativo, para B, altamente especulativo. A redução da avaliação foi justificada com base na redução do endividamento a um ritmo mais lento do que o esperado, assim como uma recuperação dos resultados da empresa mais moderada do que o previsto. A Fitch também baixou a nota de dívida sénior não garantida da SJM, assim como a nota das obrigações em circulação emitidas pela subsidiária SJM International BB- para B. “A descida reflecte a opinião da Fitch de que a trajectória de alavancagem da SJM Holdings já não é consistente com o seu nível de notação anterior”, pode ler-se no relatório mais recente da Fitch, citado pelo portal GGR Asia. A SJM Holdings registou um prejuízo líquido no primeiro trimestre do ano de 62 milhões de dólares de Hong Kong, que contrasta com o lucro líquido de 31 milhões de dólares de Hong Kong no período homólogo.
Cáritas Macau | Enviados 20 mil euros para ajudar Portugal e Espanha Hoje Macau - 27 Mai 2026 A revelação foi feita pelo secretário-geral Paul Pun Chi Meng, que considera que apesar do montante não ser elevado é uma forma de mostrar “preocupação e solidariedade” A Cáritas Macau doou 20 mil euros para ajudar as populações afectadas pelas tempestades que atingiram a Península Ibérica em Fevereiro, disse ontem à Lusa o secretário-geral da organização, Paul Pun Chi Meng. Em Fevereiro, a Cáritas Macau lançou uma campanha de angariação de fundos, que decorreu durante três meses, para ajudar as vítimas da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta. Paul Pun disse que a organização enviou 10 mil euros para a Cáritas Espanha e outros 10 mil euros para a Cáritas Portugal, com quem a Cáritas Macau tem há muito uma parceria, lembrou o secretário-geral. A organização católica foi fundada em 1951, ainda durante a administração portuguesa de Macau. “O dinheiro que recolhemos não é muito, mas mesmo assim tentamos demonstrar a nossa preocupação e solidariedade”, disse Pun. Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas. Na sequência do mau tempo, o Governo de Portugal anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. Viagem a Portugal Paul Pun visitou Portugal entre 14 e 17 de Abril, numa deslocação que já tinha sido marcada antes das tempestades, mas que permitiu ao secretário-geral da Cáritas Macau ver “enormes danos causados às infra-estruturas e às florestas”. A passagem por Portugal permitiu também à Cáritas Portugal e à Cáritas Macau assinar um acordo para renovar a parceria iniciada em 2019 em áreas como a ajuda humanitária e a resposta a emergências, revelou o dirigente. Mas o novo acordo acrescenta um outro ponto, a integração de pessoas em mobilidade, sublinhou Pun. “Caso um português tenha problemas em Macau, podemos colaborar com ele. No caso de os residentes de Macau enfrentarem problemas em Portugal, eles ajudam-nos”, explicou o secretário-geral. Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong. A Cáritas Portugal e a Cáritas Macau discutiram também como “unir recursos financeiros” para ajudar os mais desfavorecidos em outros países lusófonos, referiu Pun, que deu como exemplo as inundações que afectaram Moçambique.
Combustíveis | Leong Sun Iok admite mais apoios Hoje Macau - 27 Mai 2026 O deputado Leong Sun Iok admite a possibilidade de serem distribuídos mais subsídios relacionados com os combustíveis, dependendo da evolução dos preços no futuro. Em declarações ao jornal Exmoo, o deputado afirmou esperar que o Governo controle a evolução dos preços, prolongue os subsídios actuais, se necessário, e lance novas políticas para aliviar o impacto do aumento dos preços de combustíveis. Além disso, o legislador ligado aos Operários de Macau argumentou que os preços de combustíveis estão altos há muito tempo e indicou ser expectável que a tendência se mantenha. Por isso, Leong Sun Iok espera que o Governo possa incentivar os fornecedores de gás e de combustível a lançarem mais descontos para em conjunto com a população ultrapassarem estes tempos difíceis. Leong Sun Iok defendeu ainda que a longo prazo Macau precisa acelerar a transição energética e o transporte sustentável, sugerindo que o Governo desenvolva a rede de carregamento de carros eléctricos e crie uma taxa de adopção de carros comerciais movidos com energias alternativas.
Consumo | Defendida extensão do Grande Prémio até ao fim de Agosto Nunu Wu e João Santos Filipe - 27 Mai 2026 O presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau, Lei Cheok Kuan, considera que o Governo deveria estender até ao fim de Agosto o Grande Prémio de Consumo. O responsável pede também a criação de promoções específicas para o Verão O presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau, Centro e Sul Distritos, Lei Cheok Kuan, defende que o Governo deveria prolongar a edição deste ano do Grande Prémio para o Consumo nas Zonas Comunitárias até final de Agosto. A iniciativa arrancou em Abril e inclui a distribuição de 400 milhões de patacas em descontos por um período de dez semanas, para aumentar o consumo nos bairros com menos turismo por parte de quem tem residência de Macau. Em declarações ao jornal Ou Mun, o responsável afirmou que é necessário dar continuidade ao programa e responder ao potencial de consumo de residentes durante o Verão, defendendo ainda a criação de campanhas promocionais específicas só para esta época do ano. A ideia seria criar campanhas sazonais em coordenação com comerciantes das zonas centro, Sul e Norte, a fim de impulsionar o consumo potenciado pelos subsídios atribuídos pelo Governo e pelas promoções criadas pelos comerciantes. Celebrar o património Em relação ao tipo de actividades a criar, Lei Cheok Kuan argumentou que podem ser implementados eventos culturais e artísticos relacionados com o património cultural e que aproveitem a zona costeira de Macau. Um dos exemplos apontados é a criação, em Junho, de actividades relacionadas com o património cultural, como exposições à noite, com guias, em locais como as Ruínas de São Paulo, Largo do Senado e Templo de A-Má, para que os turistas possam tirar fotografias. Também para Julho, o dirigente associativo sugeriu actividades relacionadas com a gastronomia local, ligadas à revitalização do Mercado Nocturno do Pagode do Bazar e de Rua 5 de Outubro, no Porto Interior. Já em Agosto poderiam ser organizadas actividades dedicadas a produtos culturais e criativos para pais e filhos, nomeadamente feiras de artesanato e pacotes de entretenimento pensados para famílias. Em termos de infra-estruturas de trânsito, Lei Cheok Kuan sugere que o Governo crie rotas específicas de autocarros para as zonas centro e sul, com ligação a zonas comerciais e diferentes atracções turísticas. Lei Cheok Kuan espera que estas rotas de autocarro possam ser mais frequentes, pedindo também a criação de guias de consumo para zonas comerciais junto de hotéis e postos fronteiriços. A ideia é incentivar os comerciantes a prolongar o horário de funcionamento dos estabelecimentos em conjugação com a realização de espectáculos de rua, construindo-se, assim, um ambiente de economia e consumo à noite.
Orçamento | Sam Hou Fai pede contenção de despesas João Luz - 27 Mai 2026 Nas orientações para as propostas orçamentais de 2027, o Chefe do Executivo voltou a pedir aos serviços públicos que não ultrapassem as despesas orçamentadas para este ano. Sam Hou Fai pediu prudência e razoabilidade na avaliação da necessidade de despesas As despesas dos serviços públicos para 2027 não devem ser superiores às orçamentadas para este ano. Esta é uma das principais orientações para a elaboração de propostas orçamentais para o ano económico de 2027, de acordo com um despacho assinado por Sam Hou Fai e publicado ontem no Boletim Oficial. O Chefe do Executivo lançou orientações semelhantes no ano passado, seguindo o caminho também já trilhado pelo Governo liderado por Ho Iat Seng. É indicado que os “serviços e organismos que adoptam o regime de contabilidade de caixa” não devem orçamentar despesas que excedam as despesas constantes no Orçamento do ano económico de 2026. Os serviços e organismos em regime de contabilidade de acréscimo devem seguir a mesma recomendação. Porém, não é aplicável o mesmo limite das despesas relativas a “provisões para riscos diversos”, depreciações e amortizações, ao regime de aposentação e sobrevivência, “bem como às dos custos de venda de bens e de prestação de serviços”. Com tranquilidade Em relação às estimativas de despesas com pessoal, à semelhança das orientações anteriores, Sam Hou Fai refere que terão por referência o índice salarial dos trabalhadores da Administração Pública em vigor. Além disso, os serviços que estejam “no âmbito de controlo sobre a quota de pessoal total”, não devem exceder a sua quota. Relativamente aos valores de funcionamento ou orçamentos privativos de serviços e organismos, caso se preveja aumentos orçamentais, as propostas devem referir a “base de cálculo do montante orçamentado das respectivas classificações económicas e aos fundamentos da variação do orçamento”. O despacho indica também que a Direcção dos Serviços de Finanças é a entidade que define os limites máximos relativos a despesas de representação, de forma a “cumprir os princípios de poupança rigorosa e de gestão prudente das finanças”. Neste capítulo, mais uma vez, “os serviços que pretendam aumentar o orçamento vão ter de justificar a subida, indicando a base de cálculo utilizada e as razões da variação”. As propostas de orçamento têm de chegar ao gabinete do Chefe do Executivo até 8 de Outubro. PIDDA | Taxa de execução de 20 % no primeiro trimestre No primeiro trimestre do ano, a taxa de execução do Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) foi de 20,6 por cento, tendo sido apresentadas, pelo Governo, despesas na ordem das 3,72 mil milhões de patacas. Os dados foram noticiados pelo canal chinês da Rádio Macau e divulgados pela deputada e também presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública, Song Pek Kei. A legisladora acrescentou que 70 dos 199 projectos não recorreram à verba prevista, num total de 10 mil milhões de patacas. Destes 70 projectos, 12 são do Instituto para os Assuntos Municipais, 11 da Universidade de Macau e nove da Direcção dos Serviços de Obras Públicas. O orçamento do PIDDA para este ano é de 18 mil milhões de patacas. AL | Sam Hou Fai responde a perguntas dia 16 de Junho O Chefe do Executivo vai deslocar-se à Assembleia Legislativa a 16 de Junho para responder às perguntas dos deputados, de acordo com a informação divulgada ontem. Segundo o comunicado do Gabinete de Comunicação Social, Sam vai ainda fazer “uma retrospectiva sobre a acção governativa” dos últimos seis meses, e apresentar “as prioridades de trabalho para o segundo semestre” deste ano. O comunicado indica também que as perguntas focam áreas como “a economia, a sociedade e os assuntos ligados ao bem-estar da população”. Como parte da tradição, as perguntas são enviadas ao Executivo antes de ser feitas na Assembleia Legislativa. O comunicado do Governo considera que este tipo de interacção de resposta às perguntas tem como “objectivo de reforçar a boa comunicação a nível executivo e legislativo” e fazer com que “haja uma melhor compreensão, por parte da população, sobre os trabalhos desenvolvidos pelo Governo”.
Glenn Mccartney, académico: “É importante avaliar continuamente o sentimento da comunidade” Andreia Sofia Silva - 27 Mai 202627 Mai 2026 O que leva a boicotes turísticos, seja de turistas que rejeitam destinos, ou populações com atitudes negativas face a visitantes? O docente da Universidade de Macau Glenn Mccartney analisou as causas destes boicotes e alerta: “É algo a que devemos estar cada vez mais conscientes em Macau, dado o grande volume de visitas” No artigo “Tourist Boycott Decision-Making—Why Do It (Or Not)? Understanding and Responding to Tourism Boycotts” cita o trabalho de outros estudiosos sobre o boicote turístico que ocorreu em Hong Kong durante os protestos em Central. Terá sido este um ponto de viragem para o sector do turismo, deixando uma marca na região? Os boicotes turísticos têm um efeito imediato e subsequente de longa duração. A questão reside em quanto tempo o sentimento negativo permanece, e também nas intervenções das autoridades de turismo para restaurar esse sentimento positivo – algo que vimos em boicotes anteriores, onde o número de visitantes foi restaurado. Embora o boicote deva ser evitado, naturalmente que a tarefa do destino e das autoridades turísticas é agir rapidamente, por exemplo, através de campanhas de comunicação, para evitar que qualquer sentimento negativo se enraíze. Estará Macau preparada, em termos de gestão da comunicação, imagem e apoio ao sector, para um boicote turístico? A questão do comportamento em torno do boicote turístico é a animosidade ou retaliação do potencial visitante. A acção tomada pode ser cancelar reservas (se for possível), mudar a viagem para outro local e partilhar opiniões nas redes sociais. Constatei que existem múltiplas razões pelas quais surgem boicotes e animosidade por parte dos turistas. O viajante pode perceber algo que aconteceu no destino como sendo antiético ou errado, e contrário à sua própria imagem, ou ser influenciado por outros, como, por exemplo, através de redes sociais. Os viajantes podem continuar a achar que ocorreram irregularidades, mas mesmo assim viajar, considerando o boicote desnecessário, pensando que são outros que estão a aderir ao boicote. [Podem ainda pensar] que o boicote poderá prejudicar comunidades que dependem do turismo, como as pequenas e médias empresas, ou que a acção terá, de qualquer forma, um impacto limitado, mas é importante ter em conta que pode continuar a existir um sentimento negativo. Avaliar a probabilidade de um boicote é válido, mas a comunicação, e especialmente o envolvimento nas redes sociais, é uma acção fundamental para mitigar consequências a longo prazo. Na verdade, a gestão da comunicação também faz parte de uma estratégia de resposta à gestão de crises no turismo. É necessário evitar comportamentos arraigados e trabalhar em intervenções como a comunicação eficaz junto desses visitantes, quer estejam, ou não, a boicotar [o destino], e também da comunidade, funcionários do turismo e hotelaria, e meios de comunicação, incluindo as redes sociais, ligadas também a questões como a imagem da cidade como destino. Dada a importância significativa do turismo para Macau, o comportamento de boicote ou qualquer tipo de animosidade em relação ao turismo de massa que gere maior atenção poderia ser tido em conta na preparação para a gestão de crises turísticas. Tendo em conta as conclusões do seu estudo, que factores poderiam levar a um boicote a Macau como destino turístico? Quando escrevi este estudo, analisei os boicotes turísticos a nível global, bem como as suas razões e consequências. No que diz respeito à sua questão, o foco poderia estar no sentimento dos residentes ou análise das publicações nas redes sociais partilhadas por visitantes, na sua maioria provenientes da China continental e de Hong Kong. [O potencial boicote] poderia dever-se, por exemplo, a um incidente de falha no serviço ou a uma experiência negativa que pudesse escalar em discussões nas redes sociais. Não se trata de uma acção de boicote turístico, como refiro no documento, mas sim de expressão de um sentimento negativo, que, no entanto, poderia prejudicar a imagem do destino. Esta perspectiva é particularmente importante devido à estratégia de Macau de se posicionar como Centro Mundial de Turismo e Lazer, pelo que monitorizar o sentimento dos visitantes estaria intimamente ligado à avaliação contínua e ao investimento nesta declaração de posicionamento da marca. Pode a guerra no Médio Oriente dar origem a cenários de boicote, especialmente em regiões onde existem investimentos no turismo e no jogo? Será que Macau poderá tirar partido desta situação, e como se deve posicionar tendo em conta esse panorama? A guerra no Médio Oriente poderá dar origem a cenários de boicote. Há quem seja afectado na região, bem como pessoas que formam opiniões ao ver televisão, programas de opinião e publicações nas redes sociais. Os boicotes podem significar que os turistas procurem ou lhes sejam apresentados destinos alternativos, e esta mudança pode ser a curto ou a longo prazo. Uma estratégia turística para Macau neste momento consiste em alargar os segmentos turísticos além da China continental e de Hong Kong. Por exemplo, houve recentemente uma delegação de alto nível a Portugal e Espanha, com o objectivo de reforçar laços turísticos. Por isso, o foco deve permanecer nestas acções de desenvolvimento turístico, como consolidar a imagem de marca da cidade de Macau nos potenciais mercados turísticos estrangeiros, desenvolver ligações de transporte, como companhias aéreas, infra-estruturas e desenvolvimento de produtos turísticos em Macau, e estratégias de marketing e promoção para viajantes de lazer e de negócios no estrangeiro, com uma perspectiva mais ampla do turismo internacional para Macau e Grande Baía. Poderá ocorrer em Macau um boicote turístico inverso, com os locais a “boicotar” turistas, evitando-os ou adoptando atitudes menos acolhedoras? Sim, é possível que os habitantes locais adoptem uma atitude menos acolhedora em relação ao turismo. Isso já está bem documentado em estudos sobre turismo e a atitude dos residentes. Há casos em que os residentes se sentem incomodados e irritados com o aumento do número de visitantes, especialmente quando se considera que os custos superam os benefícios. Temos assistido, nos últimos anos, a protestos em ruas e locais turísticos. Isto deve-se a grandes aumentos dos preços da habitação e rendas, à sobrelotação, que também se designa por “turismo excessivo”, e ainda à pressão sobre as infra-estruturas e o ambiente local. Penso que é algo de que devemos estar cada vez mais conscientes em Macau, dado o grande volume de visitas. Os resorts integrados no Cotai foram concebidos para grandes volumes de visitantes, pelo que o foco recairia sobre os bairros e comunidades locais. Tudo para que os benefícios económicos positivos, directos ou indirectos, sejam sentidos e superem as percepções negativas. Por isso, será importante avaliar continuamente o sentimento da comunidade, fazendo investigação sobre a economia, mas incluindo, também, as perspectivas sociais e ambientais. Isso iria proporcionar uma visão mais abrangente das atitudes dos residentes, não apenas no presente, mas também com vista a possíveis acções futuras para manter um sentimento positivo. Existem formas de as autoridades planearem, gerirem e definirem estratégias para o desenvolvimento do turismo de forma sustentável, o que implica, essencialmente, adoptar uma visão de planeamento a longo prazo e uma maior consulta à comunidade – mantendo-a informada. Ou seja, um bom canal de comunicação. Vimos isso, por exemplo, no programa de consulta pública sobre a revisão da lei do jogo de Macau em 2021. Outras acções comuns incluem, por exemplo, reuniões comunitárias abertas ao público. Glenn Mccartney destaca a importância da capacidade de resiliência Em “Tourist Boycott Decision-Making—Why Do It (Or Not)? Understanding and Responding to Tourism Boycotts”, Glenn Mccartney destaca a importância de perceber quando vem aí uma crise no turismo “tendo em conta a proximidade e incerteza sentidas na fase de recuperação pós-pandémica, a influência das redes sociais e maior sensibilização dos turistas, bem como a sua reacção emocional a questões globais”. Nas conclusões do estudo lê-se que “o sentimento inicial de boicote pode ser um prenúncio de piores tempos por vir (especialmente se o que motivou o boicote persistir)”, sendo que o estudo de causas e impactos pode ajudar as autoridades a elaborar “respostas e intervenções adequadas para dissuadir acções de boicote e mitigá-lo a longo prazo”. Torna-se, assim, fundamental analisar “quais os motivos de boicote que resultam em comportamentos de viagem mais ou menos arraigados e em que cenários”, ou ainda “acompanhar a evolução do sentimento de boicote”. Outro critério importante é “examinar a resiliência do destino durante e após o boicote”, criando-se uma “projecção de recuperação que inclua factores sociais e internos”. Essa recuperação deve ainda incluir “a cooperação entre sectores público e privado e uma resposta colectiva apoiada por dados”. Causa e efeito No estudo do docente da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau, destaca-se que “a animosidade e impactos variam consoante o evento que deu origem ao boicote e a resposta das autoridades”, sendo citado um estudo sobre o impacto dos protestos em Hong Kong, de 2020. “Ao investigar boicotes turísticos por parte de turistas chineses decorrentes de animosidade política (por exemplo, o protesto Occupy Central em 2014) ou não política (por exemplo, o sequestro de um autocarro em Manila em 2010), verificou-se que os boicotes por animosidade não política exerceram impactos imediatos a curto prazo, enquanto os boicotes por animosidade política se prolongaram.” Glenn Mccartney cita também o caso ocorrido durante o Ano Novo Chinês, no ano passado, quando a “Tailândia registou um declínio dramático no número de viajantes chineses devido a preocupações de segurança relacionadas com o rapto e posterior resgate de um actor chinês, Wang Xing”.
Chongqing | Chuvas intensas fazem 3 mortos e 17 desaparecidos Hoje Macau - 26 Mai 2026 Pelo menos três pessoas morreram e 17 continuam desaparecidas na sequência das chuvas torrenciais registadas este fim de semana no distrito de Yongchuan, no município da cidade de Chongqing, na China central, informou a agência estatal Xinhua. Segundo as autoridades de Yongchuan, o balanço referia-se à tarde de domingo, hora local, enquanto os trabalhos de busca e emergência continuam na zona afectada. Na sequência da cheia de alguns rios da localidade, os comandos de controlo de inundações de Chongqing e do distrito de Yongchuan activaram os seus protocolos e enviaram para o local mais de 400 efectivos das forças de segurança, gestão de emergências e bombeiros para participar nas tarefas de resgate. As autoridades transferiram preventivamente 168 pessoas em situação de risco e realojaram de emergência outras 82, de acordo com a Xinhua. A televisão estatal CCTV informou que as autoridades centrais chinesas enviaram para Chongqing 10.000 artigos de ajuda, entre os quais tendas, camas dobráveis e lanternas de emergência. Este episódio soma-se às chuvas torrenciais registadas nos últimos dias noutras zonas do centro da China, que causaram vítimas e danos em províncias como Hubei e Hunan. A China enfrenta todos os anos episódios de chuvas intensas, cheias repentinas e deslizamentos de terra durante a estação das chuvas, especialmente em zonas montanhosas e rurais.
Cimeira | Xi criticou duramente “remilitarização” do Japão Hoje Macau - 26 Mai 2026 O Presidente chinês, Xi Jinping, criticou duramente a primeira ministra japonesa, Sanae Takaichi, pela “remilitarização” do Japão durante a cimeira com o Presidente norte-americano, Donald Trump, em meados de Maio, reportou o jornal Financial Times (FT). Citando várias fontes não identificadas com conhecimento da cimeira, o jornal apontou que, durante o encontro, Xi se tornou particularmente vocal e agitado ao abordar o Japão, surpreendendo responsáveis norteamericanos, já que o tema não tinha surgido nas conversações anteriores com os homólogos chineses. Após Xi ter criticado Takaichi e o aumento das despesas de defesa japonesas, Trump respondeu que Tóquio precisava de assumir uma postura de segurança mais assertiva devido à crescente ameaça da Coreia do Norte. As relações entre Pequim e Tóquio deterioraramse desde Novembro, quando a China reagiu com indignação às declarações de Takaichi no Parlamento nipónico de que um ataque chinês a Taiwan poderia constituir uma “ameaça existencial” para o Japão, justificando o recurso às suas forças armadas. Desde então, Pequim tem mantido um tom constante de ataques ao Japão, combinando retórica com medidas concretas, como restrições às exportações de terras raras.
A vaga da IA e os novos desafios: da reforma antecipada a uma transformação para a competitividade sustentável (II) David Chan - 26 Mai 2026 A semana passada, analisámos o impacto da ascensão da IA generativa nos planos de reforma. Ao longo da última década, a tendência da “Independência Financeira, Reforma Antecipada” (FIRE sigla em inglês) alastrou-se por todo o mundo, com muitos trabalhadores do sector de serviços ambicionando reformar-se cedo e viverem da aposentadoria. No entanto, desde o aparecimento do ChatGPT em finais de 2022, a velocidade da tecnologia de IA superou largamente as expectativas do mercado, não só na remodelação das estruturas industriais, mas também ao abalar directamente a lógica fundamental do FIRE tradicional e do Coast FIRE. Confrontados com a transformação provocada pela IA, os trabalhadores administrativos podem proteger-se através de estratégias a três tempos: a curto prazo, a médio prazo e a longo prazo. A estratégia a curto prazo consiste em desenvolver competências de colaboração com a IA, usando-a como uma ferramenta que potencia a eficiência reforçando assim a sua posição no local de trabalho e a sua Imprescindibilidade. A estratégia a médio prazo consiste em optimizar a alocação de bens e usar ferramentas financeiras profissionais para reduzir a dependência exclusiva do salário. A estratégia a longo prazo passa por reformular competências interdisciplinares, abraçando áreas onde a IA tem menos probabilidades de ser usada, como ligações interpessoais, tomada de decisões complexas e serviços que dependem sobretudo do lado emocional. As áreas profissionais que neste momento são menos afectadas pela IA, como a medicina, o aconselhamento psicológico, o artesanato de alto nível, a advocacia, as políticas públicas governamentais e a consultoria privada especializada, dependem em grande escala do julgamento humano, da confiança interpessoal, da experiência e da adaptabilidade às situações. Embora seja pouco provável que a curto prazo estes sectores sejam completamente assumidos pela IA, enfrentam na mesma três grandes riscos no que diz respeito à reforma: inflação, envelhecimento da população e aumento dos custos da saúde. As estratégias de aposentação para grupos profissionais estáveis também podem ter abordagens a curto, médio e longo prazo. As estratégias a curto prazo passam pela maximização das ferramentas de protecção estatutária, como o Fundo de Previdência Social da China, o Fundo de Previdência Obrigatório de Hong Kong (MPF, sigla em inglês), seguro de saúde opcional no local de trabalho, e o Fundo de Aposentação Opcional de Macau, que proporcionam diferentes opções de reforma e de protecção de saúde. O MPF de Hong Kong permite aumentar as contribuições mensais de acordo com as necessidades individuais, oferecendo segurança no período da reforma. As estratégias a médio prazo incluem a alocação de activos de rendimento passivo estável, como a aquisição de acções que pagam dividendos trimestrais ou a subscrição de obrigações com retorno fixo. As estratégias a longo prazo consistem na criação de planos de previdência e fundos fiduciários para garantir a cobertura de despesas essenciais futuras, como a compra de um seguro de vida com cobertura de renda vitalícia. Além disso, os colaboradores podem tornar-se consultores do seu sector de actividade, para apoiarem as empresas após a reforma e manterem as suas fontes de rendimento. Este artigo destina-se apenas à análise de tendências e referência conceptual e não constitui qualquer aconselhamento profissional sobre investimento, gestão financeira ou planeamento de reforma. Por favor, procure um consultor profissional licenciado para todas as decisões financeiras. Professor Associado da Faculdade de Ciências de Gestão da Universidade Politécnica de Macau
Automobilismo | André Couto fez dois pódios em Ningbo Sérgio Fonseca - 26 Mai 2026 Como diz o povo, “quem sabe, nunca esquece”, e o convidado de última hora, André Couto, voltou a subir ao pódio no Lamborghini Super Trofeo Asia durante o fim-de-semana passado, no circuito de Ningbo O piloto português de Macau, que em 2024 triunfou na classe Pro-Am do troféu monomarca da prestigiada marca de automóveis italiana, foi chamado para guiar um dos Huracán Super Trofeo EVO2 da equipa sul-coreana Lamborghini Busan by Racegraph, na pista de Ningbo. Curiosamente, esta foi a primeira vez que o construtor de Sant’Agata Bolognese escolheu este circuito, que pertence ao grupo automóvel chinês Zhejiang Geely Holding Group, para acolher uma das suas jornadas no Interior da China. Na qualificação, Couto mostrou desde logo para o que vinha e qualificou-se no segundo lugar da geral, apenas atrás do favorito venezuelano Jonathan Cecotto, filho de Johnny Cecotto, vencedor da Corrida da Guia do Grande Prémio de Macau em 1986, ao volante de um Volvo 240 Turbo. Na primeira corrida do fim-de-semana, Jonathan Cecotto fez um arranque canhão e afastou-se cedo rumo ao triunfo. Atrás dele, seguiu-se uma intensa luta entre André Couto Gustaw Wiśniewski e Peter Li Zhicong, com várias ultrapassagens nas primeiras voltas. Couto acabou por perder terreno no decorrer da corrida devido ao comportamento da sua máquina. Nas paragens obrigatórias, Couto passou o volante ao seu colega de equipa, Ryan Liu Zexuan, que assumiu a liderança da classe Pro-Am. Mais tarde, o piloto chinês perdeu uma posição para o carro da dupla Chris van der Drift e Todd Kingsford, mas cruzou a linha de chegada no quinto posto da geral e num merecido segundo lugar na categoria Pro-Am. Na segunda corrida, no domingo, Ryan Liu fez o arranque e coube a Couto, que pegou no carro no sexto lugar, subir uma posição, para o quinto posto, levando novamente o carro do concessionário sul-coreano dos arredores de Seul até ao segundo lugar da classe Pro-Am, mais uma vez apenas atrás dos vencedores da classe van der Drift e Kingsford. As duas corridas na sinuosa pista de Ningbo foram vencidas por William Tregurtha e Jonathan Cecotto. Calor não ajudou Para o companheiro de equipa de André Couto, a dupla luso-chinesa teve um “desempenho sólido numa participação de última hora, com uma abordagem positiva do início ao fim”. Com experiência em monolugares e carros de GT, Ryan Liu explicou que “registámos a volta mais rápida e mantivemo-nos sempre muito próximos dos pilotos Pro, mostrando bom ritmo em pista. Com mais um ou dois dias de testes e dois jogos de pneus novos para testar, o potencial competitivo seria claramente maior”. O piloto do Interior da China reconheceu que a sua maior dificuldade foram as elevadas temperaturas que se fizeram sentir durante o fim de semana na província de Zhejiang. “Num carro com cockpit fechado, sem colete de arrefecimento nem ventilação, as temperaturas chegaram facilmente aos 50°C, tornando este desafio ainda mais exigente”, afirmou o piloto chinês.
Pequim defende acordo no Irão que tenha em conta “preocupações de todas as partes” Hoje Macau - 26 Mai 2026 A China apelou ontem para que “a porta do diálogo” no Médio Oriente não volte a fechar-se e defendeu uma solução negociada que tenha em conta “as preocupações de todas as partes”. Em conferência de imprensa, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que “a procura de uma solução através de negociações foi bem acolhida pelos países da região e pela comunidade internacional”. “Agora que a porta do diálogo se abriu, não deve voltar a fechar-se”, declarou Mao, acrescentando que é necessário consolidar a tendência de distensão, manter a orientação geral de uma solução política e alcançar, através de consultas e diálogo, uma solução que tenha em conta as “preocupações de todas as partes”. A porta-voz destacou também a necessidade urgente de reabrir rapidamente as rotas marítimas, para salvaguardar a estabilidade e fluidez das cadeias globais de abastecimento e produção. Mao afirmou ainda que Pequim vai continuar a trabalhar com a comunidade internacional para impulsionar as conversações de paz e desempenhar um “papel construtivo” na promoção de uma paz duradoura no Médio Oriente. Desde o início do conflito, a China tem defendido uma solução através do diálogo e da negociação e, embora tenha condenado os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, pediu também “respeito pela soberania” dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas e económicas. Avanços e recuos Órgãos de comunicação social norte-americanos como o Axios e o The New York Times noticiaram que Washington e Teerão podem estar próximos de alcançar um acordo que permitirá reabrir o estreito de Ormuz, levantar sanções contra o Irão, desbloquear fundos iranianos e prolongar a trégua por 60 dias para negociar um pacto nuclear. As autoridades iranianas negaram já estar iminente um acordo de paz com os Estados Unidos, mas reconheceram avanços nas negociações. Por seu lado, responsáveis norte-americanos continuaram a referir avanços nas negociações e um eventual anúncio iminente de entendimento.
Paquistão | China condena ataque contra comboio e oferece apoio Hoje Macau - 26 Mai 2026 A China lamentou ontem o ataque contra um comboio suburbano no oeste do Paquistão, no qual morreram pelo menos 29 pessoas, e manifestou disponibilidade para reforçar a cooperação bilateral antiterrorista. Em conferência de imprensa, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, afirmou que a China “condena firmemente” o ataque terrorista e expressou solidariedade com vítimas e familiares. “A China opõe-se firmemente a todas as formas de terrorismo e continuará a apoiar o Paquistão na luta contra o terrorismo, na manutenção da unidade e estabilidade social e na proteção da segurança da população”, declarou Mao. O ataque, já reivindicado pelo Exército de Libertação do Baluchistão (BLA, atingiu um comboio perto da passagem de nível de Chaman Phatak, em Quetta, capital da província do Baluchistão, situada a cerca de 125 quilómetros da fronteira com o Afeganistão. Pelo menos 29 pessoas morreram e 102 ficaram feridas, de acordo com fontes policiais. A agência de notícias France-Presse indicou que o comboio transportava soldados e familiares de Quetta para Peshawar. O Baluchistão, a maior província do Paquistão em extensão territorial, mas também uma das menos desenvolvidas, é palco há décadas de uma rebelião separatista armada contra o Governo central. A condenação chinesa coincide com a visita oficial de quatro dias que o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, iniciou, no sábado, à China.
Shenzhou23 | Lançada nave com um dos três astronautas que ficará um ano no espaço Hoje Macau - 26 Mai 2026 A missão, que leva agora três homens para o espaço, faz parte do projecto de enviar astronautas para a Lua até 2030 A China lançou domingo a nave Shenzhou 23 em direcção à estação espacial Tiangong, com três astronautas, incluindo um que permanecerá no espaço durante um ano, passo crucial na ambição de Pequim de enviar seres humanos à Lua até 2030. A nave espacial descolou domingo do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China, às 23:08 locais. Este lançamento surge num momento em que a China se prepara para a sua primeira viagem tripulada à Lua até 2030 e acontece num cenário em que a China intensifica o seu programa espacial. A missão marca também o primeiro voo espacial realizado por um astronauta originário de Hong Kong. Os astronautas da missão são o comandante Zhu Yangzhu, de 39 anos, engenheiro espacial, Zhang Zhiyuan, também de 39 anos, antigo piloto da Força Aérea, e Li Jiaying, de 43 anos, que trabalhava anteriormente para a polícia de Hong Kong. A tripulação deverá realizar dezenas de projectos científicos e de aplicação, informou a comunicação social estatal. Espera-se também que completem uma rotação em órbita com a tripulação da Shenzhou 21, que se encontra na estação espacial Tiangong há mais de 200 dias. Mas a principal particularidade da Shenzhou-23 reside na realização de uma estadia orbital de um ano inteiro por um dos três membros da tripulação. Esta experiência permitirá, nomeadamente, estudar os efeitos de uma longa estadia em microgravidade. Trata-se de uma capacidade indispensável para a preparação de futuras missões lunares, ou mesmo marcianas. O astronauta que será seleccionado para esta estadia de um ano será designado posteriormente, em função da evolução da missão Shenzhou-23, indicou no sábado um responsável da Agência Espacial de Missões Tripuladas da China (CMSA, na sigla em inglês). Até agora, as tripulações a bordo da Tiangong permaneceram, em geral, seis meses em órbita, antes de serem substituídas. Na corrida A missão Shenzhou-23 insere-se no objectivo chinês de colocar astronautas na Lua antes de 2030, uma corrida que os Estados Unidos também lideram com o seu programa Artemis. Os equipamentos necessários para esta ambição encontram-se actualmente em fase de testes. A China deverá assim realizar, em 2026, o voo de teste em órbita da sua nova nave Mengzhou (“Nave dos Sonhos”), que deverá transportar os astronautas até à Lua. Pequim espera construir, até 2035, a primeira fase de uma base científica habitada, denominada Estação Internacional de Investigação Lunar (ILRS, na sigla em inglês) e prevê, também, até ao final de 2026, receber a bordo da estação Tiangong o seu primeiro astronauta estrangeiro, que será paquistanês. O gigante asiático desenvolveu consideravelmente os seus programas espaciais nos últimos 30 anos, para tentar alcançar o nível dos EUA, da Rússia ou da Europa. Os seus progressos são particularmente visíveis desde há uma década. Em 2019, a China colocou uma sonda espacial (a Chang’e-4) na face oculta da Lua, uma estreia mundial, e, em 2021, fez chegar um pequeno robô a Marte. Os EUA são considerados o principal rival espacial da China, com a NASA a ter como objectivo levar astronautas à superfície lunar em 2028. A estação espacial chinesa Tiangong, que se traduz como “Palácio Celestial”, acolheu pela primeira vez a tripulação do país em 2021. No ano passado, uma missão de emergência no âmbito do programa Shenzhou, que significa “Nave Divina”, resgatou uma equipa de astronautas que ficou retida na estação espacial devido a uma nave danificada.