ONU condena sanções dos EUA contra Cuba e alerta para crise humanitária Hoje Macau - 7 Ago 2026 Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram ontem as sanções dos Estados Unidos a Cuba, alegando que constituem uma tentativa de alterar a ordem constitucional de um Estado soberano através de “ameaças e coação”. “A comunidade internacional e a sociedade civil devem agir rapidamente para impedir que Cuba se torne uma ‘Gaza silenciosa'”, afirmaram os peritos numa declaração conjunta, retomando uma expressão utilizada por congressistas democratas norte-americanos que visitaram recentemente a ilha. As medidas anunciadas por Washington em 23 de Julho abrangem empresas do sector energético e, segundo os especialistas, dificultam ainda mais a aquisição de combustível por Cuba, incluindo para fins humanitários. Os peritos recordaram que o país enfrentou recentemente o terceiro grande apagão nacional e alertaram para a deterioração simultânea de vários serviços essenciais. “Os sectores da energia, dos transportes, da irrigação e dos serviços básicos estão a falhar simultaneamente, afectando desproporcionalmente as mulheres, as crianças, os idosos e outros grupos vulneráveis”, sublinharam os peritos. Os especialistas apelaram ao Governo norte-americano para que “ponha fim a todas as ameaças e actos hostis contra a soberania de Cuba” e defenderam que o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral das Nações Unidas devem abordar a situação como “uma questão de paz e segurança internacionais”. Desculpas esfarrapadas A declaração foi subscrita, entre outros, pela relatora especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercivas unilaterais nos direitos humanos, Zaina Jallad, e pelo relator especial sobre o direito ao desenvolvimento, Surya Deva. Cuba enfrenta há vários anos uma grave crise económica, marcada por escassez de combustível, alimentos e medicamentos, inflação e frequentes cortes de electricidade, situação que o Governo cubano atribui em grande medida às sanções norte-americanas. Washington, por seu lado, tem justificado a pressão sobre Havana com a situação dos direitos humanos e a falta de reformas políticas na ilha.
China | Controlo sobre saídas apertado com novas regras fronteiriças Hoje Macau - 7 Ago 2026 A China aprovou um novo regulamento para restringir ainda mais a saída de pessoas do país, alargando o controlo sobre viagens internacionais em nome da segurança nacional e da protecção dos interesses estratégicos do regime. As novas regras, divulgadas pelo Conselho de Estado chinês e que entram em vigor em 15 de Setembro, estabelecem um quadro de 19 artigos para “regular a gestão das entradas e saídas, proteger os direitos e interesses legítimos e salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do Estado”. Segundo o jornal Taipei Times, entre as medidas previstas, as autoridades de imigração poderão aconselhar cidadãos chineses a não viajar para países ou regiões classificados pelo Governo como de risco elevado. Os viajantes passam também a ter de apresentar motivos “verdadeiros e legais” para sair da China, enquanto os funcionários fronteiriços ficam autorizados a questionar os motivos invocados e a inspeccionar dados electrónicos armazenados em telemóveis e outros dispositivos, informou o mesmo veículo. O regulamento permite ainda que governos provinciais proíbam cidadãos chineses de voltar a sair do país durante um período até três anos após o regresso, caso as autoridades considerem que desenvolveram no estrangeiro actividades prejudiciais para a segurança nacional ou para os interesses da China. As novas disposições também preveem restrições à saída do país para pessoas que violem regras de controlo das exportações ou da transferência de tecnologia e sejam consideradas uma ameaça para a segurança industrial ou tecnológica da China.
Clima: Recurso natural em perigo Olavo Rasquinho - 7 Ago 2026 O clima pode ser considerado como um recurso natural perpétuo e inesgotável, que nos disponibiliza energia e condições para a vida, embora sujeito a mudanças devidas a causas naturais e humanas. Nada podemos fazer quanto às primeiras, pois não está nas nossas mãos alterá-las. Assim, por exemplo, não podemos influenciar os ciclos de Milankovich, que consistem em alterações na órbita da Terra com periodicidades de milhares de anos. Estes ciclos estão na base da alternância dos períodos glaciares e interglaciares. Atualmente estamos num período interglaciar e há cientistas que apontam para a probabilidade de a próxima glaciação sofrer atraso devido ao aquecimento global causado pelos gases de efeito de estufa (GEE). Esse atraso poderá atingir entre 50 000 e 100 000 anos. Estatisticamente deveria começar aproximadamente dentro de 10.000 anos. Segundo artigos científicos publicados nas revistas “Nature” e “Science”, modelos climáticos revelam que a concentração dos GEE alterou o ciclo natural climático da Terra. A concentração na atmosfera destes gases tem aumentado constantemente desde o início da era industrial. Para ilustrar esta afirmação basta relembrar que a concentração do dióxido de carbono, um dos principais GEE, aumentou, desde o início da revolução industrial (1750) até 2025, de aproximadamente de 280 partes por milhão (ppm) para 427 ppm. Além dos ciclos de Milankovich contam-se como as principais causas naturais das mudanças do clima, a atividade solar, as erupções vulcânicas, a deriva dos continentes e fenómenos designados por teleconexões, entre os quais o “El Niño” e “La Niña”. No que se refere à atividade solar há a considerar ciclos de aproximadamente 11 anos em que a intensidade da radiação sofre alterações significativas. A influência destas variações sobre o tempo e o clima é praticamente desprezável, o que já não acontece em relação ao campo magnético da Terra, que sofre alterações significativas. As causas humanas das alterações climáticas são bem evidentes, das quais sobressaem o uso desenfreado de combustíveis fósseis, a desflorestação, a agropecuária intensiva, a poluição e a urbanização. A urbanização em grande escala altera localmente o clima, criando ilhas de calor. O impacto ecológico de uma pequeníssima parte da biosfera, constituída pela humanidade, é tão intenso que há uma corrente científica que advoga que já entrámos no Antropoceno, ou Época dos Humanos. Uma das consequências consiste no degelo de parte das calotas polares, o que contribui para o aumento do nível do mar e a diminuição do poder refletor (albedo) da Terra. A fusão do gelo marinho também tem como consequência a diminuição do albedo e tem forte impacto na biodiversidade marinha. Entretanto, o aumento da população mundial e, consequentemente, o consumo de recursos naturais, faz com que os sistemas socioecológicos sofram degradação cada vez mais acelerada. Segundo o “Stockolm Resilience Centre”, um prestigiado centro de investigação sobre a sustentabilidade e resiliência de sistemas socioecológicos, a pressão humana impõe riscos de segurança que incidem sobre nove processos críticos globais que regulam a estabilidade e a resiliência do nosso planeta. Esta instituição desenvolveu o “Modelo das Fronteiras Planetárias”, através do qual se pretende monitorizar os 9 sistemas vitais que garantem a estabilidade da vida na Terra. Entende-se por fronteiras planetárias os limites científicos quantificáveis que não devem ser ultrapassados de modo a garantir que o nosso planeta permaneça estável, resiliente e habitável. Segundo o relatório “Planetary Health Check”, publicado em 2025, os 9 sistemas vitais da Terra são os seguintes: Alterações Climáticas, Integridade da Biosfera, Alteração do Sistema Terrestre, Uso de Água Doce, Fluxos Biogeoquímicos, Introdução de Novas Entidades, Acidificação dos Oceanos, Carga de Aerossóis Atmosféricos e Destruição da Camada de Ozono. Destes nove sistemas apenas os dois últimos ainda não ultrapassaram o limite operacional, mas encontram-se em perigo. O clima, como recurso natural, deve ser tratado com o cuidado necessário para a preservação das suas características. Veja-se o exemplo do combate à destruição da camada de ozono, que nos protege das consequências nefastas da ação de parte da radiação ultravioleta. Graças às medidas preconizadas no Protocolo de Montreal (1987), a deterioração da camada de ozono foi refreada, como resultado da proibição do fabrico e uso de “sprays” contendo clorofluorcarbonetos. Este exemplo poderá servir de incentivo para que se apliquem as recomendações preconizadas no Protocolo de Quioto (2005) e Acordo de Paris (2016) para que se tomem medidas mais enérgicas para combater a possibilidade de os 7 sistemas que já ultrapassaram o limite operacional seguro, passarem ao patamar seguinte e atingirem o ponto de não retorno. Infelizmente, forças políticas retrógradas têm contribuído para travar as medidas preconizadas nos vários acordos e protocolos no âmbito das Nações Unidas, o que poderá causar graves consequências no que se refere à deterioração do recurso natural mais importante, o Clima.
Japão | Retiradas 5 mil pessoas com aproximação de tufão Dolphin Hoje Macau - 7 Ago 2026 As autoridades japonesas emitiram ontem uma ordem de evacuação para mais de 5.000 pessoas na prefeitura meridional de Kagoshima perante o avanço do tufão Dolphin. O fenómeno obrigou também ao cancelamento de centenas de voos no sul do país, na sua passagem em direcção ao mar da China Oriental. O tufão já provocou ventos de até 216 quilómetros por hora, segundo indicou ontem a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que descreveu a tempestade como grande e forte. Prevê-se que os efeitos do vento e da chuva persistam durante o fim-de-semana, motivo pelo qual as autoridades pediram à população que extreme as precauções. Perante esta situação, as principais companhias aéreas nipónicas decidiram cancelar todos os voos programados com origem ou destino na prefeitura de Okinawa durante a jornada de sexta-feira, quando se espera que cruze estas ilhas. Assim, o total de voos cancelados até domingo será de mais de 600, a maioria deles da Japan Airlines (JAL) e da All Nippon Airways (ANA), afectando 86.400 pessoas, segundo avança o jornal local Okinawa Times. De acordo com a previsão, o Dolphin cruzará durante sexta-feira o arquipélago mais meridional do Japão (Ryukyu) e entrará depois no mar da China Oriental, de onde se aproximará gradualmente da costa leste da China, onde também já começaram as evacuações.
Timor-Leste | Desmantelados 16 centros de burla ‘online’ desde 26 de junho Hoje Macau - 7 Ago 2026 As autoridades timorenses desmantelaram em pouco mais de um mês 16 centros de burlas telefónicas e ‘online’ e detiveram 357 pessoas, segundo dados divulgados ontem pela Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL). Segundo a PNTL, entre 26 de Junho e quarta-feira (5 de Agosto), as autoridades conseguiram “desmantelar 16 instalações alegadamente utilizadas para a prática de actividades criminosas, duas das quais no município de Liquiça e 14 no município de Díli”. “No âmbito daquelas operações, foram detidos 357 cidadãos estrangeiros de nacionalidade chinesa, indonésia, filipina, vietnamita, cambojana, birmanesa, indiana e japonesa”, pode ler-se no balanço das operações divulgado pela PNTL. A PNTL refere que todos os detidos foram presentes a tribunal e que a maioria dos arguidos ficou sujeita a medida de coação, como o Termo de Identidade e Residência, apresentação periódica, proibição de ausência do país ou pagamento de caução. A 13 dos 357 cidadãos estrangeiros detidos, foi imposta a prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Becora. A PNTL reafirmou o compromisso de “trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros nacionais e internacionais no combate ao crime organizado transnacional, para proteger a segurança pública”. Um relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre a Droga e o Crime (UNODC) referiu que os recentes desenvolvimentos em Timor-Leste mostram a deslocação dos centros de burlas no Sudeste Asiático.
Coreia do Sul | Polícia faz buscas na federação de futebol Hoje Macau - 7 Ago 2026 A polícia sul-coreana anunciou ter realizado buscas ontem nas instalações da federação nacional de futebol, no âmbito de um inquérito sobre as condições de nomeação do seleccionador da equipa masculina, eliminada na primeira fase do Mundial 2026. A polícia levou a cabo “operações de busca e apreensão” nos escritórios da federação sul-coreana de futebol, disse um porta-voz da polícia à agência France-Presse (AFP). As forças de segurança procuram determinar se ocorreu uma “obstrução” ao normal decorrer do processo de nomeação de Hong Myung-bo em 2024, acrescentou o porta-voz. Segundo a imprensa local, as autoridades estão a tentar apurar se altos responsáveis da federação intervieram indevidamente na sua designação, possivelmente em violação das regras da organização. Contactada pela AFP, a federação não quis prestar declarações. Hong, de 57 anos, colocou termo ao segundo mandato à frente da selecção sul-coreana no final de Junho, no seguimento de um novo fracasso pesado num campeonato do mundo de futebol como seleccionador, tal como já tinha acontecido no Mundial 2014. No final de Julho, Hong afirmou a uma comissão parlamentar que assumia a “total responsabilidade” por esta eliminação. O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, atribuiu o insucesso às “pessoas incompetentes” promovidas a cargos de direcção, numa declaração a aludir ao “sectarismo” que estaria a manchar o recrutamento ao mais alto nível da modalidade. Antigo capitão da selecção, Hong Myung-bo é considerado um dos melhores jogadores da história do país. No Mundial 2002, disputado em casa e em que a Coreia do Sul alcançou as meias-finais, o defesa conquistou a Bola de Bronze, que distingue o terceiro melhor jogador do torneio.
Japão | Reafirmado compromisso antinuclear no aniversário de Hiroshima Hoje Macau - 7 Ago 2026 A primeira-ministra japonesa garantiu ontem que o Japão não vai possuir, nem produzir ou permitir armas nucleares, num discurso proferido por ocasião do 81º aniversário do lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima “O Governo mantém-se firme na posição política de respeitar os Três Princípios Não Nucleares. Nessa base, a missão do nosso país, a única nação que sofreu bombardeamentos atómicos, é liderar os esforços da comunidade internacional rumo a uma sociedade livre de armas nucleares, garantindo que uma tragédia de tal magnitude nunca mais se repita”, afirmou a líder nipónica a partir de Hiroshima. Takaichi, que minutos antes se reuniu com sobreviventes das bombas atómicas (‘hibakusha’) para ouvir testemunhos, reafirmou numa conferência de imprensa a “determinação categórica de nunca mais repetir a tragédia ocorrida” a 6 de Agosto de 1945 em Hiroshima e, três dias depois, em Nagasaki. No entanto, quando questionada sobre a conferência de revisão do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, que se realiza em Novembro na ONU, declarou que é “necessário avaliar a situação tendo em conta as tendências internacionais e o panorama de segurança cada vez mais complexo” na região. A primeira participação na cerimónia como chefe do Governo ocorre num momento em que o Executivo se prepara para rever os principais documentos de segurança nacional, o que levanta questões sobre se os princípios nucleares vão manter-se intactos, especialmente depois de o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, ter proposto um debate nuclear “sem tabus”. A primeira-ministra reuniu-se com os ‘hibakusha’, familiares das vítimas e representantes locais e estrangeiros no Parque Comemorativo da Paz de Hiroshima, onde permaneceram em silêncio um minuto às 08h15 (07h15 em Macau), momento em que a bomba explodiu sobre a cidade. Ausência notada O embaixador dos Estados Unidos no Japão, George Glass, ausentou-se pela primeira vez desta cerimónia, tendo informado que também não participa na de Nagasaki — eventos em que Washington vai ser representada este ano pelo número dois da missão diplomática, Aaron Snipe. Sem apresentar qualquer motivo para a ausência, Glass afirmou em comunicado que Hiroshima e Nagasaki “não são apenas símbolos inspiradores de paz e esperança para o mundo, mas também um lembrete de que a aliança entre os Estados Unidos e o Japão nunca pode abrandar na missão de preservar a paz e proteger a liberdade em toda a região”. Entretanto, no dia em que se assinala o primeiro bombardeamento, o presidente da câmara de Hiroshima deixou críticas às grandes potências por travarem guerras, exortando-as a deixar de justificar a posse de armas nucleares como método de dissuasão. “Minimizar a desumanidade das armas nucleares e aceitar o uso da força para alcançar a própria prosperidade acarreta o risco de ciclos de retaliação violenta que, em última análise, podem resultar noutra Hiroshima ou Nagasaki”, afirmou o presidente da câmara, Kazumi Matsui. Vários líderes políticos consideram a dissuasão nuclear uma abordagem realista e legitimam a violência, o que “simplesmente afasta ainda mais a possibilidade de um mundo sem armas nucleares”, indicou Matsui na declaração de paz durante a cerimónia. O número de sobreviventes diminuiu para 91.105, cerca de um quarto do número original, com a idade média a ultrapassar os 86 anos. Estes têm manifestado frustração e preocupação face ao crescente apoio da comunidade internacional, incluindo o Japão, à posse de armas nucleares para fins de dissuasão. O bombardeamento de Hiroshima destruiu a cidade e matou 140 mil pessoas, tendo a segunda bomba em Nagasaki matado 70 mil pessoas. O Japão rendeu-se em 15 de Agosto, pondo fim à Segunda Guerra Mundial e a quase meio século de agressão nipónica na Ásia.
Zhejiang | Mais de 10.000 pessoas retiradas devido ao tufão Dolphin Hoje Macau - 7 Ago 2026 A província chinesa de Zhejiang (leste) retirou preventivamente mais de 10.000 habitantes de algumas das suas ilhas devido à aproximação do tufão Dolphin, que se dirige para o mar do Leste da China. O Dolphin, o 13º tufão da temporada segundo a classificação chinesa, encontrava-se às 05h locais de ontem a cerca de 1.360 quilómetros a leste da cidade costeira de Wenzhou, com ventos máximos de 42 metros por segundo, informou o Centro Meteorológico Nacional. O organismo prevê que o sistema, classificado como tufão forte, avance para oeste a uma velocidade entre 15 e 20 quilómetros por hora, mantendo uma intensidade estável ou ligeiramente superior. Segundo a previsão oficial, o Dolphin atravessará hoje as ilhas Ryukyu e entrará depois no mar do Leste da China, aproximando-se gradualmente da costa da China. A evolução surge após as autoridades chinesas terem delineado esta semana duas possíveis trajectórias: uma chegada à costa entre as províncias de Zhejiang e Fujian, no sudeste do país, por volta da próxima segunda-feira, ainda como tufão ou tufão forte, ou uma mudança de direção para norte, com um eventual impacto já enfraquecido entre o estuário do rio Yangtsé e a península de Shandong. Zhejiang activou na noite de quarta-feira um alerta de nível três para tufões nas águas costeiras da província. Na província de Cantão, a Administração Marítima anunciou controlos ao tráfego de navios a partir da tarde de ontem para as embarcações que naveguem para norte pela entrada sul do estreito de Taiwan. Os ministérios chineses das Finanças e da Gestão de Emergências atribuíram na quarta-feira 330 milhões de yuan do fundo central de auxílio a catástrofes naturais a oito regiões afectadas por inundações: Heilongjiang, Liaoning e Jilin, no nordeste, Chongqing, Sichuan, Guizhou e Yunnan, no sudoeste, e Shaanxi, no noroeste do país.
Pequim intensifica cobrança retroactiva de impostos no estrangeiro Hoje Macau - 7 Ago 2026 A China intensificou a cobrança de impostos sobre activos detidos no estrangeiro por cidadãos de elevado património, em alguns casos com efeitos retroactivos até 2000, visando reforçar as receitas públicas e apertar o controlo sobre a saída de capitais. Segundo o jornal britânico Financial Times, que cita responsáveis estrangeiros, banqueiros chineses e gestores de patrimónios familiares (‘family offices’), as autoridades fiscais estão a analisar ganhos obtidos no estrangeiro com investimentos em imobiliário, ações, metais preciosos, criptomoedas e outros activos. O FT refere que bancos chineses e outras instituições financeiras receberam instruções para rever os investimentos internacionais de clientes de elevado património e verificar se os respectivos rendimentos foram declarados às autoridades fiscais chinesas. O professor de Economia Política Chinesa na Universidade da Califórnia em San Diego, Victor Shih, afirmou ao jornal que a motivação da campanha é “claramente fiscal”. Em alguns casos, as instituições financeiras estarão a colaborar com as autoridades fiscais para congelar contas bancárias até que os contribuintes regularizem o pagamento de impostos e eventuais coimas sobre mais-valias obtidas com activos, contas e estruturas fiduciárias (‘trusts’) no estrangeiro. Um banqueiro do sul da China, que não foi indicado, disse ao FT que “essas pessoas ricas pagam imediatamente, em dinheiro, os impostos e as coimas para reactivar as contas”. Segundo fontes citadas pelo jornal, o período abrangido pelas inspecções varia. Um gestor de um ‘family office’ em Shenzhen indicou que alguns clientes foram chamados a pagar impostos sobre ganhos obtidos entre 2017 e 2022, enquanto outras investigações remontam ao início da década de 2000. A ofensiva ocorre num contexto de crescente pressão sobre as finanças públicas chinesas. As receitas orçamentais, fortemente dependentes da arrecadação fiscal, diminuíram 1,7 por cento, para 21,6 biliões de yuan, em 2025, enquanto as receitas provenientes da venda de terrenos, tradicionalmente uma importante fonte de financiamento dos governos locais, caíram para 4,15 biliões de yuan, menos de metade do pico registado em 2021. Opostos atraem-se No mês passado, Pequim anunciou novas regras para as estruturas fiduciárias (‘trusts’) constituídas no estrangeiro, eliminando um mecanismo frequentemente utilizado por famílias ricas para diferir ou reduzir o pagamento de impostos. Ao abrigo das novas regras, os rendimentos gerados por esses veículos passam a estar sujeitos a uma taxa de 20 por cento em diferentes fases, uma medida que, segundo um banqueiro sediado em Singapura citado pelo FT, “chocou” os seus clientes. “Durante o período em que as ofertas públicas iniciais eram muito frequentes, uma estrutura fiduciária adequada permitia reduzir a carga fiscal. A nova regra acabou com essa vantagem”, afirmou. Na quarta-feira, órgãos de comunicação chineses noticiaram também que as autoridades começaram a cobrar um imposto de 20 por cento sobre dividendos e juros provenientes de apólices de seguros contratadas no exterior. A notícia levou as ações da seguradora britânica Prudential, muito exposta ao mercado asiático, a cair até 13 por cento na bolsa de Londres, enquanto o banco HSBC chegou a perder mais de 6 por cento durante a sessão, antes de recuperar parcialmente. As medidas aproximam o regime fiscal chinês do modelo norte-americano, que tributa os residentes pelos rendimentos obtidos em todo o mundo.
Investimento | Brasil quer emitir dívida em yuan todos os anos Hoje Macau - 7 Ago 2026 O Brasil pretende emitir obrigações em yuan na China todos os anos para criar uma referência de mercado que facilite o financiamento de empresas brasileiras junto de investidores chineses, afirmou ontem um alto responsável do Tesouro do país sul-americano O vice-secretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Francisco Segundo, afirmou, num seminário organizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, que o objectivo da primeira emissão, prevista para antes do final do ano, é sobretudo estratégico e não de financiamento. “Tendo em conta a dimensão da nossa economia, trata-se muito mais de uma operação qualitativa do que quantitativa”, disse o responsável. “É obviamente um recurso bem-vindo e tende a ser barato, mas o mais importante é abrir portas a novos investidores”, acrescentou. Segundo explicou que o Governo brasileiro pretende estabelecer uma curva de rendimentos soberana na moeda chinesa, inexistente até agora, para servir de referência às empresas brasileiras que pretendam captar financiamento no mercado chinês. “Em todos os mercados onde concluímos que há sucesso e potencial, temos de estar presentes. Temos de ir uma vez, duas, três vezes. Temos de estar lá todos os anos”, afirmou. As chamadas “obrigações panda” são títulos de dívida emitidos por entidades estrangeiras no mercado obrigacionista chinês, denominados em yuan e destinados a investidores locais. Desde Dezembro de 2022, quando as autoridades chinesas eliminaram a obrigação de manter os fundos obtidos dentro da China, este instrumento tornou-se mais atractivo para emissores estrangeiros. Dados da agência Bloomberg indicam que as emissões de entidades estrangeiras registaram este ano uma taxa média de cupão de 1,97 por cento, bastante abaixo dos custos de financiamento em dólares, que rondam entre 4,5 e 5,5 por cento. O Brasil formalizou, em Junho, o pedido para emitir obrigações panda, quando o ministro das Finanças, Dario Durigan, entregou uma carta de intenções ao governador do Banco Popular da China (banco central), Pan Gongsheng, que manifestou disponibilidade para facilitar a operação. Yuan lá fora Se avançar, o Brasil tornar-se-á o primeiro Estado soberano da América Latina a emitir obrigações panda, seguindo exemplos recentes de países como Cazaquistão, Paquistão, Eslovénia e Indonésia. Portugal tornou-se, em 2019, o primeiro país da zona euro a emitir obrigações panda, ao colocar dois mil milhões de yuan em títulos com maturidade de três anos, numa operação destinada a diversificar a base de investidores e reforçar a presença no mercado financeiro chinês. O montante da emissão pelo Brasil permanece, contudo, indefinido. Em Junho, Durigan apontou para um valor até cinco mil milhões de yuan, enquanto o secretário do Tesouro brasileiro, Daniel Leal, referiu em Julho um objectivo próximo de 10 mil milhões de yuan. Caso se confirme o valor mais elevado, a operação ultrapassará o recorde estabelecido pela Indonésia, que emitiu sete mil milhões de yuan em Julho. Francisco Segundo indicou que a candidatura já foi aprovada pelas autoridades chinesas e que apenas restam procedimentos técnicos, incluindo a contratação de uma agência chinesa de notação financeira para avaliar a dívida soberana brasileira. Apesar de manter como objectivo concluir a emissão ainda este ano, o responsável admitiu que não existe garantia de que a operação seja realizada antes do final de 2026. A decisão de regressar regularmente ao mercado chinês resulta também da experiência europeia. O Brasil emitiu dívida em euros em 2014, permaneceu mais de uma década afastado desse mercado e regressou apenas em Abril deste ano com uma emissão de cinco mil milhões de euros, a maior da sua história em moeda europeia. Segundo afirmou que essa ausência prolongada prejudicou a curva de rendimentos da dívida brasileira em euros, reduzindo a sua utilidade como referência para empresas privadas.
Exposição de Maria Madeira na Fundação Oriente em Lisboa Andreia Sofia Silva - 7 Ago 2026 A Fundação Oriente (FO) em Lisboa inaugura, no próximo dia 13 de Agosto, às 18h, a exposição da artista timorense Maria Madeira, intitulada “You, Me, Us [O, Hau, Ita, Tu, Eu, Nós”, que estará patente até ao dia 13 de Dezembro. Segundo a descrição oficial da exposição, no website da FO, trata-se de uma mostra focada “na relação entre as crenças ancestrais timorenses e o discurso cultural português”, apresentando-se ao público português 34 obras de pintura, desenho, colagem e instalação. “Maria Madeira suscita reflexão e diálogo em torno da sua experiência pessoal enquanto mulher timorense refugiada em Portugal e migrante na Austrália, neta de timorenses e portugueses”, lê-se ainda. Celebração de culturas A mostra na FO “visa celebrar, sensibilizar e centrar a ligação histórica, cultural e pessoal que existe entre ‘Tu, Eu e Nós'”, ou seja, entre Portugal e Timor-Leste. Desta forma, oferece-se “uma perspectiva distinta e autoral sobre a arte e a cultura timorenses, de uma artista contemporânea cuja prática criativa atravessa diferentes contextos culturais”. Além da mostra propriamente dita, haverá uma residência artística no espaço Hangar, em Lisboa, e um programa de oficinas, conversas e visitas. Propõe-se, com esta iniciativa, “identificar desafios e explorar soluções inovadoras que fortaleçam o entendimento intercultural e valorização mútua entre Timor-Leste e Portugal”. A FO destaca ainda como o “discurso artístico contemporâneo de Timor-Leste emergiu na década de 1980, sobretudo como forma de resistência, profundamente influenciada pelos acontecimentos históricos que marcaram o país”. “Actualmente, grande parte da produção dos artistas visuais timorenses revela não só uma forte inclinação para a contemporaneidade, como também uma profunda ligação às crenças populares, mitos e tradições timorenses”, destaca-se ainda na mesma nota, que recorda o importante trabalho das artistas mulheres de Timor na área dos têxteis. “O bordado — introduzido pelos portugueses — passou a integrar os motivos decorativos do tais, o tecido tradicional de Timor-Leste”, é destacado.
ARTM | Vila de Ka-Hó recebe mostra de fotografia de Eva Bucho Andreia Sofia Silva - 7 Ago 2026 “Macau Patterns 2.0”, exposição da autoria de Eva Bucho, volta a estar patente ao público na galeria Hold on To Hope (H2H) a partir de amanhã. O espaço acolhe fotogafias que revelam a beleza e particularidades dos padrões espalhados pelo território Eva Bucho tem-se dedicado a coleccionar em fotografia os diversos padrões que se podem ver em Macau, numa multiplicidade de ruas, espaços e lugares. O resultado foi o projecto “Macau Patterns”, que já conta com duas edições. Depois de uma primeira exposição de “Macau Patterns 2.0” apresentada recentemente no Instituto Internacional de Macau (IIM), eis que esse trabalho de recolha e classificação pode ser visto novamente na galeria Hold on To Hope (H2H), na vila de Ka-Hó, em Coloane. A galeria é um espaço gerido pela Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) para apoio da comunidade terapêutica. A partir deste sábado, às 15h, será apresentada a mostra que é uma extensão dos trabalhos expostos em 2024. Segundo uma nota da ARTM, Eva Bucho, que tem formação em design, vive em Macau desde 2016, sendo “autora [do trabalho de recolha] dos vários e ricos padrões existentes em Macau”. “A extensão dos padrões culturais de Macau vai desde as portas, a janelas, ornamentos, pavimentos e revestimentos”, incluindo ao nível da arquitectura e desenvolvimento urbano. Desta forma, estes padrões acabam por contribuir para a preservação “da memória de Macau”. Nesta mostra, “as fotografias estão organizadas em novos capítulos para além da Península de Macau, incluindo Taipa e Coloane”, podendo ser vista até ao dia 30 de Agosto. Uma forma de identidade A exposição apresentada em Junho esteve integrada no programa “Junho – Mês de Portugal”, em celebração do 10 de Junho. Ao HM, Eva Bucho explicou que, para a fase 2.0 do projecto, foi mantida “a maior parte dos padrões” já recolhidos, tendo sido acrescentados “novos às freguesias existentes”. “A grande novidade é que expandimos o conceito e agora temos uma edição completa com padrões de Macau, Taipa e Coloane”, disse. O objectivo foi manter “a identidade central” do projecto, melhorando “a experiência e alcance”. Eva Bucho considerou também que os padrões recolhidos revelam “a história de um território híbrido e único”, e de como Macau sempre foi “um espaço de grande interesse visual, onde o diferente se encontra sem se anular”. “O mais bonito é que, mesmo sendo património, estes padrões continuam vivos — nas ruas, nos mercados, nos azulejos das lojas antigas. O meu projecto tenta tornar esse olhar mais consciente e duradouro, ajudando-nos a olhar melhor à nossa volta e a dar mais valor ao que existe e vemos todos os dias”, acrescentou na altura.
Crime | Mulher de meia idade esfaqueada junto ao Galaxy Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 7 Ago 2026 A Polícia Judiciária está a investigar os contornos do esfaqueamento de uma mulher, que resultou em ferimentos no rosto, pescoço e mãos. A mulher foi encaminhada para o Hospital Conde de São Januário em estado grave e o agressor foi detido Foto jornal Ou Mun A zona junto ao Galaxy, no Cotai, mais concretamente na Avenida Marginal Flor de Lótus, foi, na quarta-feira à noite, palco de um crime pouco comum em Macau: uma mulher de meia idade, da China continental, foi esfaqueada na zona do rosto, pescoço e mãos, tendo recebido tratamento hospitalar no São Januário. À hora do fecho da edição, e segundo o jornal Ou Mun, a mulher estava ainda internada e inconsciente. Segundo o relato de fonte policial, o incidente ocorreu por volta das 21h, e as autoridades policiais foram informadas de que estava uma pessoa ferida junto a um hotel no Cotai. No mesmo local, o segurança do hotel, de nacionalidade nepalesa, não-residente, também sofreu uma contusão no braço, sendo levado para o Hospital Kiang Wu. Tanto os agentes policiais como os bombeiros deslocaram-se ao local depois de terem sido notificados, por volta das 22h, do ocorrido. Entretanto, a Polícia Judiciária (PJ) já veio dizer que está a investigar o caso, prometendo mais detalhes numa conferência de imprensa extraordinária a realizar hoje à tarde. Agressor detido As autoridades indicaram ontem que o ataque terá ocorrido devido a motivos passionais entre agressor e vítima, segundo a investigação preliminar. Há ainda fortes indícios de que o homem seja suspeito da prática dos crimes de homicídio na forma tentada e posse de arma proibida. O suspeito, um homem do Interior da China, acabou detido pelas autoridades. De destacar que, inicialmente, suspeitou-se que o ataque poderia estar relacionado com um caso de troca de dinheiro, conforme foi noticiado pela imprensa chinesa, mas trata-se, afinal, de um crime ocorrido em contexto passional.
Guangdong | Entrada de carros sujeita a marcação prévia Hoje Macau - 7 Ago 2026 A circulação em Guangdong dos carros com matrícula única de Macau autorizados a entrar em Hengqin vai arrancar com um sistema de quotas e marcação prévia. O cenário foi traçado por Ma Chi Seng, deputado e presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública, após uma reunião realizada ontem para discutir as medidas de passagem no Posto Fronteiriço de Hengqin. As quotas e a marcação prévia foram justificadas pelo deputado com a previsão de um “aumento inevitável do trânsito”. No entanto, Ma Chi Seng não foi capaz de adiantar uma data para a entrada em vigor da medida. Segundo as Linhas de Acção Governativa, a circulação em Guangdong dos carros com matrícula única de Macau autorizados a entrar em Hengqin deveria ter ficado concluída até ao final de Junho. Sobre a deslocação entre Macau e a Ilha da Montanha com animais de estimação, Ma Chi Seng indicou que o Governo de Macau e as autoridades do Interior da China estão a negociar para que os residentes locais possam atravessar a fronteira com mais do que um animal por travessia.
Trilho da Taipa Grande | Alcatrão cede e obriga a obras Hoje Macau - 7 Ago 2026 O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) anunciou o encerramento temporário de alguns troços do Trilho da Taipa Grande, devido ao desabamento de parte da terra que sustenta os alcatrão. Num comunicado emitido ontem, a medida foi justificada com o objectivo de “garantir a segurança do público”. “Foi necessário colocar vedações provisórias nos troços em causa, sendo proibida ou limitada a circulação nos mesmos, pelo que se solicita aos cidadãos que prestem atenção às instruções no local e não entrem na área vedada”, pode ler-se na nota de imprensa. A informação acrescenta que os trabalhos de reparação compreendem o troço que vai da entrada do Trilho da Taipa Grande ‘T1’ ao Jardim das Cameleiras da Taipa Grande e entre o Miradouro da Taipa Grande e a coluna do marco de distância 2-01-06. “A obra consiste sobretudo na reparação do pavimento de asfalto com fendas e sedimentação nos referidos troços, incluindo o reaterro, estabilização das fundações, remoção provisória e reposição das instalações eléctricas, de abastecimento e drenagem de água”, foi revelado. “Prevê-se que a obra esteja concluída em Setembro, podendo o prazo de execução real ser prolongado devido ao tempo e a outros factores”, foi acrescentado. O IAM apelou ainda “aos cidadãos para prestarem atenção à organização da vedação, e evitarem aproximar-se, para prevenir a ocorrência de acidentes”.
Imobiliário | Preços durante o Verão baixam 8 por cento Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 7 Ago 2026 Chris Wong Sai Fat, da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau, diz que os preços de apartamentos em construção baixaram cerca de 8 por cento. Como se vendem menos casas no Verão, as transacções foram impulsionadas por descontos A Associação Geral do Sector Imobiliário revelou que a palavra de ordem para esta altura do ano é “descontos”, com reduções de preços de fracções na ordem dos oito por cento, o que levou a um aumento de negócios. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o vice-presidente executivo da entidade, Chris Wong Sai Fat, disse que vários promotores de projectos imobiliários na península de Macau, na Taipa e Coloane reduziram em cerca de oito por cento os preços para os apartamentos de prédios em construção. O responsável destacou que, graças a esses descontos e oferta da remodelação da casa, cada promotor vendeu, em média, oito a dez fracções. O responsável destacou que o Verão é, por norma, uma época com menor volume de negócios, mas graças aos descontos criados pelos promotores, foi possível atrair a atenção de investidores e compradores. Chris Wong também disse ser inevitável que estas promoções afectem as vendas de casas em segunda mão que se situam próximo destes projectos em construção, pelo que os donos destas casas sofrem maior pressão para negociar a venda. Assim, nos casos em que estes tenham maior urgência em vender, precisam reduzir mais os preços para ter sucesso. Tendo em conta o volume de transacções de Julho, o dirigente associativo acredita que se tenham vendido cerca de 200 imóveis, graças às medidas lançadas pelo Governo. Pouco impacto Relativamente à quebra dos preços da habitação económica, e a fase de escolha das fracções pelos candidatos, Chris Wong acredita que o impacto no mercado privado de habitação vai ser reduzido. O representante lembra que as candidaturas a casas do Governo nos concursos de 2019, 2021 e 2023 envolveram cerca de 13 mil fracções, estando o mercado controlado conforme estes dados, com as devidas previsões ajustadas. Porém, Chris Wong apontou que algumas famílias candidatas à habitação económica alugam casas enquanto esperam pelos imóveis do Governo, sendo que, quando deixarem os imóveis alugados, tal pode trazer pressão ao mercado de arrendamento. O responsável acredita que essa pressão pode ser sentida sobretudo na zona norte da península, como os bairros do Fai Chi Kei, Iao Hon e Areia Preta.
Saúde | Lançado hoje programa de próteses para idosos Hoje Macau - 7 Ago 2026 Começa hoje uma nova ronda do “Programa de instalação de próteses dentárias para idosos”, da responsabilidade dos Serviços de Saúde (SS). Segundo uma nota de imprensa dos SS, é dada “prioridade aos idosos de idade avançada”. Os cidadãos que participaram no programa piloto, em 2019, e que estão a receber apoio económico ou que “têm necessidade de serviços de próteses removíveis”, também podem pedir este apoio. O programa arrancou de forma provisória em 2019, sendo que desde essa data “240 idosos já concluíram a instalação das suas próteses removíveis”, destacam os SS. O organismo explica ainda que tem sido dada prioridade “à atribuição de subsídio de próteses removíveis a idosos com dificuldades económicas”. O Governo foi reduzindo o limite de idade dos beneficiários para idosos com 65 ou mais anos, a fim de “garantir a cobertura total dos idosos elegíveis”.
Cancro | Novos casos aumentaram 8 por cento em 2024 João Santos Filipe - 7 Ago 2026 Os dados mais recentes mostram que há mais cancros e que se morre mais por esse motivo em Macau. Os Serviços de Saúde consideram que o aumento está em linha com a realidade regional O número de novos cancro apresentou um aumento anual de 185 ocorrências em 2024, para um total de 2.630 novos cancros, o que significa que ao longo desse ano houve mais 15 novas doenças por mês do que em 2023. Os números foram revelados ontem pelos Serviços de Saúde (SS) e fazem parte do Relatório Anual do Sistema de Registo de Cancro de Macau 2024. Segundo o relatório, em 2024, foram registados 2.630 novos casos de cancro em Macau, o que representou uma “incidência bruta de todos os tipos de cancro” de 383 casos por cada 100 mil habitantes. O número representa uma média diária de 7,2 casos de cancro. No documento dos SS consta ainda que a taxa de incidência nos homens foi de 410 e nas mulheres de 359. A mediana da idade ao diagnóstico foi de 69 anos nos homens e 63 anos nas mulheres. Em 2023, o número de novos casos de cancro registados tinha sido de 2.445, com a taxa de incidência bruta a ser de 360 por cada 100 mil habitantes. Nesse período homólogo, a incidência entre as mulheres foi de 344, e nos homens de 379. A mediana da idade ao diagnóstico foi de 68 anos nos homens e de 63 anos nas mulheres. Em 2024, o pulmão foi o órgão onde se desenvolveram mais cancros, ao representar 14,3 por cento do total das ocorrências. Seguiu-se o cancro colo-rectal (13,8 por cento), da mama (12 por cento), da próstata (7,3 por cento) e da tiroide (5,2 por cento). Os cinco de cancros mais frequentes foram responsáveis por 52,6 por cento de todos os novos casos. No espaço de um ano, houve uma modificação no ranking das ocorrências, em comparação com 2023. Nesse ano, o cancro da mama tinha sido o segundo mais frequente, com uma percentagem de 11,9 por cento, enquanto o cancro colo-rectal surgia no terceiro lugar com 11,8 por cento das ocorrências. Mais mortes Em 2024, morreram 937 doentes oncológicos, o que representou uma taxa de mortalidade bruta de 136 mortes por cada 100 mil habitantes. Os homens representaram 60 por cento de todos os casos de morte. A mediana da idade de morte foi de 71 anos nos homens e 69 anos nas mulheres. O número mais recente de mortes significa um aumento de 7,21 por cento, face a 2023, quando morreram 874 pessoas devido a cancros, e a taxa de mortalidade bruta foi de 129 mortes por cada 100 mil pessoas. Este crescimento do número de mortes acompanha o aumento do número novo de casos, que cresceu 7,57 por cento. Em 2023, 61 por cento de todas as mortes por cancro verificavam-se em indivíduos do sexo masculino. A mediana da idade de morte por cancro foi de 70 anos, tanto nos homens como nas mulheres. A comparação da idade de morte, mostra que em 2024 os homens morreram mais tarde, mas que as mulheres com cancro morreram ligeiramente mais cedo. Em reacção ao relatório, os SS consideraram que “as tendências de incidência do cancro em Macau são amplamente consistentes com as das regiões vizinhas e com as do mundo”. As autoridades afirmaram ainda que “enquanto a mortalidade global por cancro está actualmente em ascensão, a tendência geral da mortalidade por cancro em Macau mantém-se estável”.
Ébola | Angola sai da lista de países afectados Hoje Macau - 7 Ago 2026 Desde segunda-feira, que apenas três países constam na lista de países ou regiões afectados pelo vírus Ébola. Antes da alteração anunciada ontem pelos Serviços de Saúde, constavam 12 países na lista. Com as alterações, os países afectados passam a ser República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul. “Em resposta à evolução epidemiológica mais actualizada do vírus Ébola na África, os Serviços de Saúde, após avaliação de risco, procedem ao ajustamento adequado das medidas de declaração da saúde e de prevenção aquando da entrada em Macau”, foi justificado. Além disso, os indivíduos que nos últimos 21 dias tenham visitado estes países, ou sejam detentores destes passaportes, e entrem em Macau ficam sujeitos a medidas de reforço do controlo sanitário, que incluem um “inquérito sobre a saúde, avaliação de risco, e sujeição à despistagem”. Os SS garantem também que se as pessoas sujeitas ao controlo especial apresentarem “sintomas suspeitos do vírus Ébola”, vão ser “imediatamente encaminhadas para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para avaliação e exame mais aprofundados”. Os indivíduos assintomáticos ficam sujeitos ao acompanhamento e gestão de saúde. As modificações ajustam também as medidas de controlo sanitário para as pessoas que entram na RAEM provenientes do Ruanda, Quénia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo e Burundi. Segundo o novo controlo, estas ficam sujeitas às “medidas gerais de rotina, incluindo monitorização da temperatura corporal na entrada e triagem em caso de anomalia, bem como cancelamento dos requisitos anteriores de acompanhamento da saúde por 21 dias e de autogestão da saúde”.
Fujian | Song Pek Kei defende reforço da cooperação Hoje Macau - 7 Ago 2026 Na sequência da visita de Sam Hou Fai a Fujian, a deputada Song Pek Kei espera uma maior cooperação entre Macau e a província chinesa. A reacção da deputada ligada à comunidade de Fujian surgiu ontem no jornal Ou Mun. No entender de Song Pek Kei, as duas regiões não só se complementam com as respectivas vantagens, como também se vão auxiliar na integração no desenvolvimento nacional. A também presidente executiva da Associação Geral dos Conterrâneos de Fukien de Macau exemplificou que as regiões podem estabelecer uma plataforma de cooperação no âmbito do desenvolvimento de quadros qualificados e do intercâmbio entre instituições de ensino superior e de investigação. A deputada ligada à comunidade de Fujian também defendeu que devem ser adoptadas políticas em Hengqin para atrair empresas tecnológicas de Fujian. Além disso, Song apontou que ambos os lados podem reforçar a divulgação cultural sobre a Deusa A-Má, para internacionalizar a cultura chinesa e “contar bem” ao mundo a história da China.
Contrabando | Nelson Kot defende combate menos severo Hoje Macau - 7 Ago 2026 O ex-candidato à Assembleia Legislativa, Nelson Kot, defende que o Governo deve adoptar uma postura mais ligeira contra o contrabando praticado em grupo por residentes. A posição foi tomada, numa altura em que o Governo está a planear criminalizar o contrabando feito por grupos organizados. Em declarações ao jornal Exmoo, Nelson Kot explicou que actualmente os contrabandistas podem ser divididos em quatro categorias: os residentes locais, constituídos principalmente por idosos, os trabalhadores não-residentes (TNR), que tendem a ser mais jovens, os turistas e grupos criminosos que recrutam estudantes e residentes. Face a estes grupos de contrabandistas, o ex-funcionário público entende que as autoridades devem ser mais brandas com os residentes locais, uma vez que muitos fazem contrabando para complementar os subsídios que recebem. Segundo Kot, desde que estas pessoas não sejam apanhadas a transportar produtos proibidos, o Governo deve ser mais tolerante. O ex-candidato explicou ainda que os residentes precisam do dinheiro, dado que actualmente a economia atravessa dificuldades. Em relação ao contrabando feito pelos TNR, Kot também acredita que deve ser criado um sistema de controlo do número de deslocações entre Macau e Zhuhai. Se esse número de deslocações for ultrapassado, o responsável acha que há indícios de contrabando, pelo que o Governo deve impedir que essas pessoas renovarem o título de trabalhador não-residente.
Portugal | Alexandre Leitão promovido a ministro plenipotenciário Hoje Macau - 7 Ago 2026 O cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, foi promovido a ministro plenipotenciário, a segunda mais alta categoria da carreira diplomática. A promoção foi publicada na terça-feira Diário da República Portuguesa, de acordo com a Rádio Macau, produz efeitos desde 22 de Julho e tem a assinatura do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Alexandre Leitão nasceu em Coimbra em Dezembro de 1965 e ingressou na carreira diplomática em 1999. Antes de assumir o cargo de cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong em Janeiro de 2023, Alexandre Leitão desempenhou funções em Angola, Senegal, representou Portugal na União Europeia em Bruxelas e foi embaixador da União Europeia em Timor-Leste. Foi ainda conselheiro diplomático do antigo primeiro-ministro António Costa e enviado especial para os assuntos climáticos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Como ministro plenipotenciário, Alexandre Leitão passa a poder assumir o controlo de embaixadas.
Ponte da Amizade | Loi I Weng critica segurança de obras João Santos Filipe - 7 Ago 2026 Inundações, asfalto mais irregular e maiores perigos, principalmente para a circulação de motos. Estes são os problemas apontados pela legisladora ligada à Associação das Mulheres A deputada Loi I Weng alertou as autoridades para os desafios à segurança rodoviária que estão a ser colocados pelas obras na Ponte da Amizade. O assunto foi abordado pela legisladora ligada à Associação das Mulheres através de uma interpelação escrita. No documento, Loi aponta que “desde o início dos trabalhos, os condutores locais têm relatado a ocorrência sucessiva de diversos problemas nas zonas reparadas ou repavimentadas, suscitando ampla preocupação por parte da sociedade”. O primeiro problema passa pelo facto de, em “algumas secções da Ponte da Amizade onde decorrem obras”, terem surgido “alagamentos e acumulação de água devido às fortes chuvadas”. “Para o grande número de condutores de motociclos no território, estes trechos com água acumulada podem facilmente provocar o fenómeno de aquaplanagem, representando uma ameaça considerável à estabilidade destes veículos de duas rodas”, justificou. Face às inundações, Loi I Weng defende que antes do início das obras as autoridades deviam ter feito “um plano de segurança”, pelo que pergunta se o plano foi elaborado previamente. A deputada revela também que surgiram várias queixas online, porque as pessoas consideram que após a realização das obras na ponte “alguns troços” apresentam “ondulações nas faixas de rodagem, com falta de nivelamento”. “Ao mesmo tempo, após a nova pavimentação com asfalto, a superfície da estrada exibe também visíveis irregularidades, resultando numa condução menos confortável e segura”, alertou. “Embora alguns especialistas tenham referido que esta situação corresponde a um fenómeno temporário durante as fases progressivas da obra, os troços sujeitos a reparações já afectam substancialmente a segurança rodoviária diária após a reabertura ao tráfego, o que merece a devida atenção das autoridades”, acrescentou. Mais fiscalização A deputada quer, assim, saber se o Governo pode “optimizar” a “fiscalização durante as obras” e também a vistoria final. Por último, Loi I Weng considera que este caso serve de exemplo para as autoridades sobre a importância de assegurar a qualidade das obras em Macau, pelo que pede maior pressão sobre os empreiteiros. “Relativamente às opiniões manifestadas pelos moradores, de que forma as autoridades irão pressionar a empreiteira a melhorar os problemas existentes, de modo a garantir a segurança nos troços abertos à circulação?”, questiona.
China lança ofensiva no mercado automóvel e gigantes alemães tentam resistir Hoje Macau - 6 Ago 2026 As fabricantes automóveis alemãs enfrentam a mais profunda crise das últimas décadas, pressionadas pela quebra das vendas na China e pela ascensão de marcas chinesas que estão a preparar uma ofensiva sobre a Europa. A Volkswagen viu o lucro líquido cair 30,7 por cento no primeiro semestre deste ano, para 3.103 milhões de euros, com as vendas na China a recuar 31,6 por cento e anulando o crescimento registado na América do Sul e noutros mercados. Por seu lado, a Mercedes-Benz registou uma quebra de 6 por cento nos lucros, para 2.519 milhões de euros, também penalizada por uma descida de 30 por cento das vendas na China, enquanto a BMW viu o resultado líquido cair 28,5 por cento, para 2.872 milhões de euros, depois de as vendas no mercado chinês terem recuado mais de 30 por cento no segundo trimestre. Por detrás desta crise está uma transformação iniciada há mais de uma década no país asiático. Durante anos o principal motor de crescimento das construtoras alemãs, a China preparou a transição para veículos eléctricos através de uma política industrial que lhe garantiu uma posição dominante em toda a cadeia de valor, desde o acesso a matérias-primas críticas até ao fabrico de baterias. Em 2025, mais de metade dos automóveis vendidos no mercado chinês eram veículos de novas energias – eléctricos ou híbridos. No mesmo ano, a China exportou um recorde de 7,09 milhões de veículos, consolidando-se como o maior exportador automóvel do mundo. “As marcas tradicionais estão a trazer brinquedos analógicos para um parque digital”, resumiu à Lusa Tu Le, fundador da consultora Sino Auto Insights. “Já não é apenas um automóvel. É uma plataforma tecnológica”, afirmou. Os novos modelos chineses oferecem estacionamento autónomo, assistentes de voz alimentados por inteligência artificial, sistemas avançados de condução assistida e baterias que, nos modelos mais recentes, anunciam autonomias superiores a 700 quilómetros e carregamentos de cerca de 15 minutos. “O período em que a China copiava acabou. A inovação está a acontecer aqui”, reconheceu à Lusa Jochen Sengpiehl, anterior director de marketing da Volkswagen na China. Para o gestor alemão, a velocidade de inovação está a obrigar os fabricantes tradicionais a mudar de estratégia. “Já não podemos fazer tudo sozinhos”, admitiu, referindo-se à parceria estabelecida pela Volkswagen com a fabricante chinesa Xpeng. O maior peixe Carlos Martins, director da fábrica da portuguesa Sodecia no nordeste da China, considera que a principal vantagem competitiva dos fabricantes chineses reside na rapidez de execução. “As empresas europeias têm estruturas muito pesadas. Aqui conseguem desenvolver e colocar novos produtos no mercado muito mais depressa”, explicou à Lusa. A pressão sobre os fabricantes estrangeiros aumentou depois da entrada da Tesla no mercado chinês, em 2019. Tu Le lembrou que o “catalisador” que obrigou as marcas chinesas a dar um salto qualitativo foi a abertura da fábrica da Tesla em Xangai, em 2019. A produção local deu à construtora norte-americana acesso aos mesmos subsídios e incentivos fiscais usufruídos pelos concorrentes chineses. “Foi o efeito siluro”, observou à Lusa o consultor, numa referência ao peixe que é um dos maiores predadores nos rios europeus e asiáticos, constituindo uma ameaça à sobrevivência de várias espécies locais. “Havia muitos peixes gordos e preguiçosos no lago, mas a entrada de um siluro obrigou a que se fortalecessem”. Marcas como a BYD, Xiaomi, Xpeng, Li Auto ou Aito estão agora a preparar uma ofensiva internacional, incluindo sobre o segmento de gama alta europeu. A Xiaomi pretende entrar na Alemanha em 2027 e tornar-se uma das cinco principais marcas ‘premium’ da Europa até ao final da década. A empresa recrutou engenheiros da BMW, Porsche e Tesla e aposta na condução autónoma como principal factor diferenciador. A Li Auto prepara igualmente a entrada na Europa com o modelo i6, enquanto a Xpeng quer exportar não apenas automóveis eléctricos, mas também robôs humanoides e carros voadores. No primeiro semestre deste ano, as marcas chinesas conquistaram já 9 por cento das vendas de automóveis novos na Europa continental e 15 por cento no Reino Unido. A consultora AlixPartners estima que essa quota possa atingir 16 por cento na União Europeia até 2030. “Se fosse a Mercedes-Benz, a BMW ou a Porsche, estaria preocupado”, afirmou Tu Le. Nem todos partilham dessa visão. Num discurso na abertura do salão automóvel de Pequim em Abril, Burkhard Weller, presidente da Associação Alemã de Concessionários Automóveis, considerou que a fidelidade dos consumidores europeus às marcas ‘premium’ continuará a constituir uma barreira importante. Mas mesmo os fabricantes europeus reconhecem que a competição mudou de natureza. “Em nenhuma outra região do mundo a transformação da indústria automóvel é tão rápida como na China”, afirmou Oliver Blume, presidente executivo da Volkswagen. “O mercado chinês tornou-se um centro de alta ‘performance’ para nós. Temos de trabalhar mais e mais depressa para conseguir acompanhá-lo”, vincou.