São Januário | Curto-circuito originou incêndio na madrugada de sábado Andreia Sofia Silva - 8 Abr 2024 Na madrugada de sábado, um incêndio no Centro Hospitalar Conde de São Januário obrigou à evacuação de uma enfermaria, sem que se tivessem registado consequências graves. A direcção do hospital exigiu um relatório sobre o sucedido à empresa que gere o sistema de reserva de energia Deflagrou na madrugada de sábado, por volta das 05h, um incêndio numa das enfermarias do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ). O incidente não resultou em mortos ou feridos, mas obrigou à retirada de 26 pessoas, incluindo 24 pacientes que se encontravam internados e dois familiares, que foram transferidos para outra ala do hospital, segundo informação divulgada no sábado pelos Serviços de Saúde. Um curto-circuito terá estado na origem do incidente, o que obrigou à actuação dos bombeiros que, rapidamente, conseguiram resolver a situação. Depois da limpeza do local, os pacientes e familiares voltaram à enfermaria, tendo o funcionamento do hospital regressado à normalidade. De frisar que esta ala de internamento é da especialidade de medicina interna. Pedido relatório As primeiras declarações sobre o ocorrido decorreram no sábado pouco tempo depois de ter sido reposta a normalidade do serviço. Ao canal chinês da Rádio Macau, Kuok Cheong U, director do hospital, disse que foi pedido um relatório detalhado à empresa responsável pela gestão do sistema de reserva de energia para obter respostas detalhadas sobre o ocorrido. Ainda assim, o responsável apontou que a causa para o curto-circuito poderá estar num dos componentes do referido sistema. O também sub-director dos Serviços de Saúde destacou ainda a rapidez com que foi extinto o incêndio, resultado da “eficácia” dos simulacros que regularmente são organizados no hospital para garantir a segurança de todos. Aos jornalistas o director do hospital falou ainda da afluência de pessoas ao serviço de urgência por causa da gripe ou covid-19, afirmando que não houve um aumento significativo.
Jockey Clube | IAM recusa ficar com cavalos de cerimónia Hoje Macau - 8 Abr 2024 O Instituto para os Assuntos Municipais anunciou que não pode ficar com os três cavalos cerimoniais do Jockey Clube de Macau, e recusou que o cenário do abate em Macau dos animais esteja em cima da mesa. A posição foi tomada através de um comunicado, depois de um grupo online ter começado a recolher assinaturas para salvar os animais, por receio de abate. “De acordo com a resposta dada pelo Jockey Clube de Macau ao Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), os referidos cavalos são cavalos cerimoniais da propriedade do Jockey Clube de Macau, encontrando-se em curso a sua transferência para o exterior para continuarem a receber cuidados”, foi comunicado, depois do caso ter gerado controvérsia. O IAM apontou também estar a acompanhar a situação dos cavalos, indicando que os três animais estão numa cavalariça própria para animais reformados. “O IAM mantém-se atento à situação dos animais no recinto do Jockey Clube e enviou, há dias, médicos veterinários ao local para fiscalizar o estado de todos os cavalos, sendo o seu estado geral satisfatório. Actualmente, os três cavalos cerimoniais encontram-se na cavalariça dos cavalos aposentados”, indicou o IAM.
Ambiente | Informação sobre cetáceo morto causa polémica João Santos Filipe e Nunu Wu - 8 Abr 20248 Abr 2024 Quando se discute o impacto ambiental do aterro-lixeira à frente das praias de Macau, o Governo mantêm-se em silêncio sobre descoberta de um cadáver de um boto-do-índico em Cheoc Van, após a informação ter sido divulgada por um grupo ecológico no Facebook No dia 31 de Março, um cadáver de um boto-do-índico foi encontrado na Praia de Cheoc Van. Contudo, a descoberta só foi tornada pública cinco dias depois por uma página de Facebook, o que está a gerar suspeitas de sonegação da informação por parte do Governo, devido ao projecto de construção do aterro-lixeira, que ameaça o habitat dos golfinhos brancos, partilhado com os botos-do-índico. O boto-do-índico é um cetáceo de cabeça arredondada e sem barbatana dorsal, “parente” afastado dos golfinhos. Os procedimentos foram questionados pela página de Facebook “Chief of Macau Ecology”, que surge apresentada como o trabalho de dois ecologistas locais, não identificados. De acordo com o relato, um dos dois responsáveis da página esteve em Cheoc Van no dia 31 de Março, pelas 09h30, quando o cadáver do boto-do-índico foi descoberto e removido uma hora depois por funcionários do Governo. O responsável conseguiu tirar fotografias do corpo do animal que é considerado uma espécie ameaçada. Apesar de terem a informação disponível, os ecologistas esperaram que o Governo comunicasse o acontecido, como sucede em outras ocasiões. Porém, desta vez, a informação nunca foi tornada pública, mesmo depois de a página ter partilhado o caso, a 4 de Abril, quase cinco dias depois da ocorrência. O procedimento mereceu críticas ao Governo: “A razão que nos levou a não publicar informação mais cedo, deveu-se ao facto de querermos dar a oportunidade ao Instituto para os Assuntos Municipais, porque tínhamos esperança que teriam a iniciativa de informar a população sobre o sucedido”, foi explicado. “Mas, sem que possamos dizer que é verdadeiramente uma surpresa, como podem ver, não existe nem uma palavra sobre o assunto. Tudo isto nos leva a acreditar que se não fosse a nossa página a ter um registo deste incidente, a população seria mantida no escuro e ninguém saberia da morte do boto-do-índico”, foi acrescentado. Tudo escondido A página levantou ainda dúvidas sobre o facto de este ano não haver qualquer tipo de notícias do Governo sobre a descoberta de carcaças de golfinhos brancos ou de botos-do-índico nas costas de Macau. Segundo a página, embora o facto possa corresponder a boas notícias, é pouco credível que corresponda à realidade, dadas as várias obras no território, que ameaçam os habitats destes animais, como a construção da Ponte Macau, ou circulação de várias embarcações pesadas no local. A página “Chief of Macau Ecology” lamenta também que em Macau não haja um registo público sobre os corpos de golfinhos brancos e botos-do-índico descobertos na zona costeira do território, ao contrário da prática de Hong Kong. Além disso, os ecologistas ligaram os procedimentos do Governo ao receios de que a divulgação deste tipo de informação aumente ainda mais a oposição contra o aterro-lixeira, que o Governo chamou de “Ilha Ecológica”. Segundo a Chief of Macau Ecology, é difícil evitar a ligação entre a sonegação da informação sobre o corpo do boto-do-índico e o comportamento assumido face aos resultados de um estudo da Universidade de Sun Yat-seng. Em 2016, esta instituição fez um estudo em que indica que o local onde vai ser construído o aterro-lixeira devia ser protegido e que a construção ameaça o habitat dos golfinhos brancos. O estudo foi mantido confidencial, até os seus resultados terem sido publicados na comunicação social.
DSAT | Mais de 12 mil não pagaram imposto de circulação Hoje Macau - 8 Abr 2024 Mais de 12 mil proprietários de veículos deixaram o imposto de circulação por pagar até à data limite, de acordo com um comunicado em língua chinesa da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). O prazo para fazer o pagamento do imposto terminou a 2 de Abril, e a DSAT enviou um lembrete para os proprietários dos veículos que não efectuaram os pagamentos necessários. No nota de imprensa divulgada na sexta-feira, foi recordado aos proprietários que o Governo está a recorrer ao sistema de reconhecimento automático de veículos nos auto-silos públicos para identificar as viaturas a circular sem o pagamento de impostos e proceder às respectivas apreensões. “A DSAT apela aos proprietários dos veículos que não pagaram os respectivos impostos que não utilizem as viaturas ou estacionem nas ruas ou nos parques públicos. Aqueles que violarem estas normas vão ter os veículos apreendidos e vão ser multados”, foi alertado. Como resultado deste mecanismo, foram inspeccionados mais de 63 mil veículos, com pelo 88 a serem removidos dos parques de estacionamento. Além disso, as autoridades também estão a fazer campanhas nas ruas da cidade. A DSAT apelou igualmente aos proprietários que pretendam desfazer-se de viaturas que sigam os procedimentos legais recomendados, em vez de optarem pelo abandono.
AMCM | Depósitos dos residentes sobem 1 por cento Hoje Macau - 8 Abr 2024 No passado mês de Fevereiro, os depósitos de residentes cresceram 1 por cento, em comparação com Janeiro, e chegaram a 724,1 mil milhões de patacas, de acordo com a informação divulgada pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Por sua vez os depósitos de não-residentes decresceram 0,5 por cento, para 322,1 mil milhões de patacas, ao mesmo tempo que os depósitos do sector público na actividade bancária decresceram para 188,1 mil milhões de patacas, uma redução de 0,9 por cento em termos mensais. Como resultado, o total dos depósitos da actividade bancária registou um crescimento de 0,3 por cento quando comparado com o mês anterior, atingindo 1.234,4 mil milhões de patacas. A maior parte dos depósitos dizia respeito a dólares de Hong Kong, com uma proporção de 43,9 por cento. A segunda moeda mais popular para os depósitos são os dólares americanos, com uma proporção de 25,5 por cento, seguida pela pataca com 20,4 por cento. Apenas 8,2 por cento dos depósitos foram realizados em yuan.
DSMG | Macau deve ser afectado por quatro a sete tufões este ano João Santos Filipe - 8 Abr 2024 Segundo as estimativas dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos espera-se que “alguns” tufões cheguem ao nível de “tufão severo”, o segundo mais elevado da escala. Quanto às chuva, estimam-se níveis normais, mas podem ocorrer fenómenos extremos Deverão passar por Macau entre quatro a sete tufões ao longo deste ano, de acordo com a previsão da Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (DSMG), divulgada na sexta-feira. As estimativas apontam para que a época de tufões comece na segunda quinzena de Junho. “Com base nas previsões da Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, a época de tufões do corrente ano terá início na segunda quinzena de Junho ou depois desta, sendo ambas mais tardias do que o estado médio do clima”, foi revelado em comunicado. “Macau poderá ser afectado por cerca de 4 a 7 tempestades tropicais, sendo um número normal, e alguma delas podem atingir o nível de tufão severo ou superior”, foi acrescentado. O nível de “tufão severo” é o segundo mais elevado da escala, sendo que acima deste apenas existe a classificação de “super tufão”. Face ao aquecimento global, a DSMG espera que a temperatura ao longo do Verão seja “relativamente alta”, o que foi considerado “normal”, assim com os níveis de precipitação, que devem ficar dentro da expectativa da época. “Ao mesmo tempo, sob a grande tendência do aquecimento global, prevê-se que a temperatura média da época das chuvas (Abril a Setembro) deste ano seja de normal a relativamente alta. A precipitação acumulada será normal, ainda assim podem ocorrer processo de precipitação extremamente forte”, foi indicado. Impacto do aquecimento Apesar das previsões se enquadrarem nos padrões considerados normais, a nível das chuvas e temperaturas, os DSMG não deixam de reconhecer que o aquecimento global se está a fazer sentir. A afirmação é sustentada com base no número de vezes, nos anos mais recentes, em que foi içado o sinal número 10 em Macau, o mais elevado da escala de alerta para tempestades tropicais. “Nos últimos anos, o impacto das alterações climáticas em Macau tornou-se mais significativo. Se fizermos uma retrospectiva, em 2023, o número de tempestades tropicais formadas no Pacífico Noroeste foi apenas de 17, sendo um número relativamente menor que os valores médios (média climática é de 25,1), no entanto, houve 5 tempestades tropicais que afectaram Macau, sendo um número normal”, foi explicado. “No entanto, foi necessário emitir o sinal n.º 8 ou o sinal n.º superior, por 3 vezes, sendo este número muito superior ao valor médio climático de 1,4 vezes. O super tufão Saola foi a quarta tempestade tropical a obrigar à emissão do sinal 10 nos últimos sete anos”, foi argumentado. Face ao cenário traçado, as autoridades pedem à população que se prepare o mais depressa possível: “Tendo em conta que Macau vai entrar em breve na época de chuvas e tufões, a Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos apela à população que tome medidas de prevenção contra tempestades tropicais e inundações o mais rápido possível.”
Trabalho | Ron Lam exige mudanças na lei que regula acidentes Andreia Sofia Silva - 8 Abr 2024 O deputado Ron Lam U Tou defende, em interpelação escrita, que deve ser revisto o regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais por estarem em causa violações dos direitos dos trabalhadores. Na interpelação, o deputado refere ter recebido muitas queixas de trabalhadores que, tendo direito a indemnização por acidentes de trabalho, acabaram por ficar meio ano em regime de licença sem vencimento ao invés de baixa médica por atrasos no aviso à seguradora, o que reduz o período de incapacidade e obriga o trabalhador a devolver parte do valor recebido de indemnização. Para Ron Lam, a colocação de um trabalhador no regime de licença sem vencimento por mais de meio ano inflige “um duro golpe físico, mental e financeiro, fazendo-os sentir desamparados e com ansiedade”. “A situação descrita é comum entre os trabalhadores que necessitam de gozar de uma baixa médica de longa duração por acidente de trabalho devido a lesões profissionais graves”, lê-se ainda. O deputado entende, assim, que a legislação deve ser revista a fim de assegurar que o trabalhador tem direito a “dois terços do salário durante o período de licença por acidente de trabalho e pagamento de despesas médicas”, não devendo “estar sujeito ao risco de ter de recorrer a tribunal para a recuperação de prejuízos”. É referido também que as seguradoras “contestam quase sempre o período de licença por acidente de trabalho, optando por avançar com acções judiciais no prazo legal de dois anos a contar da data da cura do trabalho ou do óbito, caso o acidente resulte em morte”. Desta forma, “a licença por acidente de trabalho de um grande número de trabalhadores é drasticamente reduzida, o que reflecte a existência de problemas no funcionamento do sistema”.
Eleições | Lei eleitoral para a Assembleia Legislativa pronta para ser aprovada João Santos Filipe - 8 Abr 202411 Abr 2024 Em caso de incitação à abstenção, voto nulo ou em branco fora do território, as autoridades prometem pedir cooperação às polícias de outras jurisdições. A lei aplica-se a qualquer pessoa em qualquer parte do mundo A 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) terminou a análise na especialidade da revisão à lei eleitoral para a escolha de alguns membros da AL. O documento, que torna legal a exclusão dos candidatos por motivos políticos, reúne o apoio dos deputados da comissão e deverá ser aprovado em Plenário nos próximos dias. Uma das inovações da lei passa pelo facto de todos os candidatos necessitarem de aprovação da Comissão de Defesa da Segurança de Estado (CDSE), sem que haja qualquer hipótese de recurso para os tribunais. Em relação a este aspecto, o parecer da comissão da AL diz que houve um apoio à medida e que o chumbo de candidatos não é um acto do campo da justiça, mas antes uma decisão política, pelo que a sua legalidade não deve ser avaliada pelos tribunais. A CDSE é presidida pelo Chefe do Executivo, e integrada pelo secretário para a Administração e Justiça, secretário para a Segurança, comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários, chefe do gabinete do Chefe do Executivo e dos secretários que integram a comissão, assim como o director dos Serviços de Assuntos de Justiça e o director da Polícia Judiciária. Além destes, a comissão é integrada por um representante e três técnicos do Governo Central. Sem votos branco e nulos Outro dos aspectos que vai mudar é a criminalização do apelo ao voto nulo, branco ou à abstenção, em todos os cantos do mundo. A partir do momento em que a lei entrar em vigor, uma pessoa que diga a outra para votar em branco ou nulo, independentemente de se estar no período de campanha eleitoral, pode ser presa por um período que pode chegar aos três anos. No mínimo, se for considerada culpada do crime, tem pela frente uma pena de um mês de prisão. “A Comissão concordou com a explicação do proponente [Governo], entendendo que as disposições da proposta de lei contribuem para reprimir os actos inadequados, salvaguardando a solenidade das eleições para AL e a credibilidade eleitoral”, pode ler-se no documento assinado pela comissão, que tem como presidente o empresário Chan Chak Mo. Além disso, o Governo garantiu à Comissão da AL que vai recorrer aos acordos de cooperação jurídica para apanhar os alegados criminosos, que pratiquem crimes, como o apelo ao voto nulo, em branco ou à abstenção no exterior, assim como para outros ilícitos criminais, como corrupção eleitoral.
Hospital Al-Shifa tornou-se cemitério de vidas, sonhos e do futuro de Gaza, segundo médicos Hoje Macau - 5 Abr 2024 Ezz El-Din Lulu sonhava ser médico e já estava no quinto ano de medicina quando começou a guerra na Faixa de Gaza, mas agora depara-se com o Hospital Al-Shifa, o maior no enclave palestiniano, destruído como os seus sonhos. Era no Al-Shifa que Ezz estudava e esperava um dia trabalhar. Após a operação militar das forças israelitas dentro do complexo médico que durou duas semanas, o hospital ficou em ruínas. “Literalmente não temos futuro, Israel destruiu-o completamente”, diz Ezz num vídeo filmado após a retirada das forças israelitas. Nas imagens, o edifício que outrora albergava grande parte das especialidades médicas disponíveis em Gaza, com capacidade para 800 camas, é agora um esqueleto queimado, esburacado por balas e tiros de tanques. No pátio e corredores exteriores onde as ambulâncias entravam e saíam desde 1946 vêm-se montes de escombros, que os médicos, enfermeiras e familiares das vítimas escalam com cuidado e luto, como que à procura de uma resposta. Alguns procuram os restos mortais de familiares desaparecidos. As autoridades palestinas dizem que Israel matou 400 pessoas dentro e à volta do campus hospitalar durante as duas semanas de cerco, incluindo mulheres, crianças e médicos, para além de mais 350 pessoas que foram detidas, incluindo pacientes e profissionais de saúde. No relatório publicado após o fim da operação, Israel diz que matou 200 militantes do Hamas, e que prendeu mais de 900 suspeitos de estarem ligados ao grupo, uma acusação rejeitada pelo Hamas. O exército israelita diz que operou de forma “precisa” para eliminar membros do Hamas, encontrar armas e documentos, e prevenir danos a “civis, pacientes e equipas médicas”. No entanto os testemunhos de sobreviventes e membros de organizações de ajuda humanitária revelam um cenário catastrófico. Vídeos publicados nas redes sociais filmados após a retirada dos israelitas mostram corpos em decomposição de mãos atadas atrás das costas ou esmagados por bulldozers. Durante duas semanas, as forças israelitas cercaram o hospital, impedindo a entrada e saída de qualquer pessoa, e obrigaram as equipas médicas a levar todos os pacientes para a ala administrativa. Ezz el-din estava dentro do hospital a trabalhar como voluntário aquando do ataque das forças israelitas. Durante o cerco, o estudante foi publicando vídeos nas redes sociais, a detalhar que tanto médicos como pacientes estavam sem acesso a água, comida ou electricidade há vários dias, ao mesmo tempo impedidos de sair e ameaçados de serem bombardeados se ali ficassem. Missão rejeitada A médica Amira Al-Safadi, também vítima do cerco, diz que o exército obrigou o staff a transferir os pacientes com tempo limitado e sob ameaça. “Havia mais pacientes, mas morreram, estavam nos cuidados intensivos e não os conseguimos ajudar”, diz a médica que agora está noutro hospital a cuidar dos pacientes sobreviventes. Israel diz que a operação foi um sucesso. As autoridades palestinianas acusam Israel de “crimes de guerra”. Pelo menos 21 pacientes morreram durante o cerco, de acordo com as Nações Unidas. A ONU está a planear uma missão especial para visitar o hospital, investigar o sucedido, e ajudar os feridos. No entanto a ONU diz que após várias tentativas, os pedidos para avançar com a missão a Al-Shifa têm sido rejeitados. Enquanto isso o hospital permanece um fantasma. Um centro médico de prestígio transformado no cemitério de que Ezz el-Din fala.
10 NÃO dos jovens chineses Paul Chan Wai Chi - 5 Abr 2024 Em 1900, Liang Qichao, um político e activista chinês, escreveu um ensaio intitulado “Sobre a juventude chinesa”, inspirado nos princípios fundadores da associação política italiana “La Giovine Italia”. No ensaio, Liang assinalava que para que a China não fosse mencionada como um império em declínio, era necessário valorizar a geração mais jovem. Liang Qichao acreditava que “se os jovens forem sábios, o país será sábio. Se os jovens forem abastados, o país será abastado. Se os jovens forem fortes, o país será forte. Se os jovens forem independentes, o país será independente. Se os jovens forem livres, o país será livre. Se os jovens progredirem, o país progredirá”. Durante o século passado, o regime político da China mudou várias vezes. Actualmente, a China já não é um país empobrecido nem atrasado do ponto de vista cultural e científico, nem tão pouco uma sociedade semi-colonial e semi-feudal. O povo chinês conseguiu basicamente atingir uma vida razoavelmente próspera. Mas recentemente, deparei-me com um artigo online sobre os “10 Não dos jovens chineses” publicado num website chinês, que me deixou preocupado. Os chamados “10 Não” indicam 10 práticas que actualmente os jovens chineses rejeitam e são os seguintes: não doam sangue, não fazem donativos para instituições de solidariedade, não se casam, não têm filhos, não compram bilhetes de lotaria, não investem no mercado de acções, não compram aplicações financeiras, não apoiam os mais velhos, não se envolvem emocionalmente. Embora os dez NÃOs acima referidos não reflictam a mentalidade da maioria dos jovens chineses, ainda assim são dignos de atenção. Recentemente, a RAE de Hong Kong concluiu a promulgação de leis próprias para proibir qualquer acto de traição, secessão, sedição e subversão contra o Governo Central, e ainda para proibir o roubo de segredos de Estado. Também não é permitido que organizações políticas estrangeiras desenvolvam qualquer actividade no território da RAEHK, estando as organizações políticas da RAEHK igualmente interditadas de estabelecer laços com organizações políticas estrangeiras, ao abrigo do Artigo 23 da Lei Básica de Hong Kong. O Chefe do Executivo, John Lee, afirmou que o próximo passo é a total revitalização da economia de Hong Kong. O Index Hang Seng fechou nos 16.618.32 pontos no passado dia 26 de Março, cerca de 6.700 abaixo do valor registado a 26 de Março de 2020. Vai levar ainda algum tempo até que as finanças de Hong Kong recuperem! Para erradicar a instabilidade social e proteger o nível de vida dos residentes da cidade será necessário unir esforços para além de se promulgar leis ao abrigo do Artigo 23 da Lei Básica de Hong Kong para salvaguardar a segurança nacional. Se compararmos com a vida das pessoas em Gaza e na Ucrânia, pode considerar-se que os residentes da China, de Taiwan, de Hong Kong e de Macau são muito afortunados. Taiwan caiu do 27º para o 31º lugar, mas ainda mais alto do que o do Japão e da Coreia do Sul, aparecendo em 2º lugar no leste asiático, logo atrás de Singapura. A China subiu para a 60ª posição, ao passo que Hong Kong desceu para o 86º lugar e Macau não foi incluído na lista de países e regiões classificadas. As variáveis para determinar o índice de felicidade baseiam-se principalmente no seguinte: esperança de vida saudável, PIB per capita, apoios sociais, liberdade, níveis de corrupção e laços solidários entre as pessoas. Em relação aos “10 Não dos Jovens Chineses” acima mencionados, é necessário melhorar o nível de felicidade do país e das suas regiões, para evitar a propagação de uma mentalidade negativa entre a geração mais jovem. A China proclamou há algum tempo que os “valores socialistas fundamentais” são “a democracia, a harmonia, a liberdade, o Estado de direito, o patriotismo e a simpatia”. É necessário reforçar continuamente estes valores na sociedade, para evitar o surgimento de dilemas éticos, indiferença ou insensibilidade social e dúvidas morais. É necessário eliminar o oportunismo, a fraude, o monopólio e a exploração. A corrupção institucional pode provocar crises de confiança. Quando os jovens sentem que os seus direitos são respeitados e as suas vidas são protegidas voltam a querer casar e ter filhos. Um país só terá futuro quando os seus jovens forem moral e eticamente sãos. Quando a juventude da China for forte, a China será forte. O que Liang Qichao escreveu em “Juventude da China” não reflecte um sonho, mas sim um ideal a atingir.
Tailândia | Justiça analisa dissolução do maior partido da oposição Hoje Macau - 5 Abr 2024 O Tribunal Constitucional da Tailândia anunciou na quarta-feira que aceitou e vai analisar um pedido da comissão eleitoral para dissolver o principal partido da oposição, devido a alegadas violações da lei de lesa-majestade. O partido Move Forward, que venceu as últimas eleições legislativas, em Maio de 2023, com um programa que previa a reforma da legislação de lesa-majestade, terá agora duas semanas para apresentar a defesa, afirmou o tribunal, em comunicado. No final de Janeiro, o Tribunal Constitucional tailandês decidiu que a promessa realizada durante a campanha eleitoral equivalia a uma tentativa de derrubar a monarquia. Os juízes não emitiram então uma sanção explícita, mas foram apresentados dois pedidos à Comissão Eleitoral para solicitar a dissolução do partido, liderado pelo empresário Pita Limjaroenrat. O partido de oposição reformista conquistou a maioria dos assentos no parlamento nas eleições de Maio e formou inicialmente uma coligação de partidos pró-democracia com uma ampla maioria entre os 500 membros da Câmara dos Representantes eleita. No entanto, a coligação não conseguiu formar um Governo, depois de a candidatura de Pita Limjaroenrat ter sido bloqueada duas vezes pela oposição do Senado, cujos 250 membros foram nomeados pela antiga junta militar (2014-2019). O líder do partido Pheu Thai, Srettha Thavisin, formou uma coligação com vários partidos, incluindo dois pró-militares, e foi eleito primeiro-ministro em 22 de Agosto. Em 2020, o Tribunal Constitucional dissolveu o Future Forward, o partido antecessor do Move Forward, e baniu o então líder da vida política, um veredicto que originou enormes manifestações populares. De acordo com a legislação em vigor na Tailândia, insultar ou difamar o rei pode resultar numa pena máxima de 15 anos de prisão.
Coreia do Norte testou míssil hipersónico de médio e longo alcance Hoje Macau - 5 Abr 2024 A Coreia do Norte fez na terça-feira o lançamento de um míssil hipersónico de médio e longo alcance, informaram os meios de comunicação estatais do país. Segundo as mesmas fontes, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, esteve presente no teste. “Um novo teste de lançamento de um míssil hipersónico de médio e longo alcance, com valor estratégico, foi realizado com sucesso”, disse a agência oficial de notícias KCNA, um dia após o ensaio militar. Kim Jong Un afirmou que a Coreia do Norte tinha agora “obtido mísseis estratégicos com combustível sólido, ogiva manobrável e capacidade nuclear”. O exército sul-coreano afirmou que o míssil, lançado na madrugada de terça-feira, percorreu cerca de 600 quilómetros antes de se despenhar nas águas entre a Coreia do Sul e o Japão. Segundo a KCNA, o projéctil teria percorrido cerca de mil quilómetros. O último lançamento de Pyongyang, de um míssil Hwasong-16, ocorre menos de duas semanas depois de os meios de comunicação social estatais norte-coreanos terem anunciado que Kim Jong Un tinha supervisionado um teste bem-sucedido de um motor de combustível sólido para um “novo tipo de míssil hipersónico de alcance intermédio”. Velocidade furiosa Há muito que a Coreia do Norte tenta dominar tecnologias hipersónicas e de combustível sólido mais avançadas, com o objectivo de tornar os seus mísseis mais capazes de neutralizar os sistemas de defesa antimíssil da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, bem como ameaçar as bases militares regionais americanas. Os mísseis hipersónicos deslocam-se a uma velocidade de pelo menos Mach 5, mais de 6 mil quilómetros por hora e são capazes de manobrar em pleno ar, tornando-os mais difíceis de seguir e de interceptar. Dependendo do modelo, podem transportar ogivas convencionais ou nucleares. Os mísseis de combustível sólido não precisam ser reabastecidos antes do lançamento, o que torna a sua utilização mais rápida e mais difíceis de identificar e de destruir pelos adversários. O Ministério da Defesa sul-coreano afirmou ter feito um exercício aéreo conjunto com Washington e Tóquio, envolvendo um bombardeiro B-52H com capacidade nuclear e caças F-15K perto da península coreana.
Indonésia | Xanana felicita novo presidente e aponta fronteiras como prioridade Hoje Macau - 5 Abr 2024 O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, felicitou Prabowo Subianto pela vitória nas eleições presidenciais da Indonésia e salientou que a prioridade para os dois países deve ser estabelecer as fronteiras marítimas “Sei que a nossa relação bilateral se vai tornar mais forte e vou trabalhar para os interesses mútuos dos nossos países. Uma prioridade para as duas nações é finalizar as fronteiras marítimas de acordo com o direito internacional e com base na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”, refere Xanana Gusmão, num comunicado enviado à imprensa, que cita a carta. No comunicado, Xanana Gusmão refere que a definição das fronteiras marítimas vai garantir que ambos os países tenham a certeza sobre os seus direitos soberanos e apoiar o desenvolvimento da economia do mar. O chefe do Governo timorense disse em Dezembro, durante a apresentação do Orçamento de Estado para este ano, que pretendia iniciar as negociações para a delimitação das fronteiras marítimas com a Indonésia ainda este ano. O primeiro-ministro timorense comprometeu-se também a manter fortes as relações bilaterais de amizade e de cooperação e salientou que os dois países “continuam a ser um modelo global na reconciliação e poder transformador do diálogo e confiança”. “A Indonésia é o nosso maior parceiro comercial e temos laços fortes entre os nossos povos e de cooperação em várias áreas”, disse. Xanana Gusmão destacou também que, no actual momento de “turbulência e mudança nas relações internacionais”, a Indonésia “desempenha um papel central na promoção da cooperação, tolerância e paz”. “Com a sua liderança, a Indonésia poderá tornar-se numa das principais potências económicas mundiais, contribuindo para o crescimento económico e a prosperidade da região”, acrescentou. Poder em família A Comissão Eleitoral Central da Indonésia publicou terça-feira os resultados das eleições presidenciais, realizadas em Fevereiro, confirmando a vitória de Prabowo Subianto e Gibran Rakabuming Raka (filho do Presidente cessante) com 96.214.691 dos 164.227.475 votos válidos em todo o país. Com mais de 50 por cento dos votos, Prabowo assume assim o cargo de Presidente da Indonésia para os próximos cinco anos, o país com maior população muçulmana do mundo e membro das 20 maiores economias (G20). Terá como vice-Presidente o filho de Joko Widodo, que cumpriu dois mandatos consecutivos na Presidência e não pôde concorrer de novo por imperativos constitucionais. Prabowo, 72 anos, era apontado como favorito para suceder a Joko Widodo na Presidência da terceira maior democracia do mundo, depois da Índia e dos Estados Unidos. Prabowo era o único candidato com ligações à ditadura de Suharto (1967-1998), altura em que era tenente-general, e tem sido criticado por alegados abusos de direitos humanos em Timor-Leste e na Papua, bem como pela tortura de activistas indonésios pró-democracia.
Taiwan | Pequim oferece apoio após sismo, enquanto salvamento prossegue na ilha Hoje Macau - 5 Abr 2024 Pequim ofereceu assistência a Taiwan depois do terramoto que abalou a ilha na quarta-feira, deixando pelo menos 10 mortos e mais de mil feridos. Equipas de salvamento mantêm as buscas para encontrar pessoas desaparecidas A porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado, o Executivo da China, Zhu Fenglian, expressou “profunda preocupação” com o terramoto, ao mesmo tempo que ofereceu condolências e apoio às pessoas afectadas, segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. Zhu reiterou o empenho da China na assistência humanitária e a sua disponibilidade para acompanhar de perto a situação, visando “prestar a ajuda necessária”. Estas expressões de apoio são comuns na sequência de catástrofes naturais, apesar das relações tensas entre os dois lados do Estreito da Formosa. A líder taiwanesa Tsai Ing-wen ofereceu as suas condolências e assistência a Pequim após o terramoto de 2023 na província chinesa de Gansu, que custou a vida a 151 pessoas. O antigo líder taiwanês Ma Ying-jeou (2008-2016), que se encontra de visita à China continental, manifestou ontem o seu desejo de que todos os afectados “estejam sãos e salvos”. O epicentro do terramoto, que ocorreu por volta das 09h (08h em Macau), foi localizado no mar a 25 quilómetros a sudeste de Hualien (leste), a uma profundidade de 15,5 quilómetros, segundo a Agência Meteorológica Central de Taiwan. Foram já retirados todos os alertas de tsunami emitidos em Taiwan, Japão, Filipinas e pelo Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico. O diretor do Centro Sismológico de Taiwan, Wu Chien-fu, disse numa conferência de imprensa que este foi o maior terramoto a atingir Taiwan nos últimos 25 anos, desde o sismo de magnitude 7,6 que matou 2.416 pessoas, em 21 de Setembro de 1999. A magnitude do terramoto foi de 7,2, de acordo com a Agência Meteorológica Central de Taiwan, e de 7,4 de acordo com o Serviço Geológico dos EUA. Buscas no terreno Entretanto, as equipas de salvamento mantêm as buscas para encontrar as pessoas que estão desaparecidas. Na cidade costeira oriental de Hualien, perto do epicentro do abalo, os socorristas utilizaram ontem uma escavadora para estabilizar a base de um edifício seriamente danificado. O presidente da Câmara de Hualien, Hsu Chen-wei, disse anteriormente que 48 edifícios residenciais tinham sido danificados, alguns dos quais estavam a inclinar-se “estando os pisos térreos esmagados”. Alguns residentes de Hualien encontram-se instalados em tendas de campanha, mas os serviços administrativos e a actividade comercial na ilha está a regressar à normalidade estando as ligações ferroviárias asseguradas. Segundo as autoridades, 690 pessoas ainda estavam ontem isoladas, mais de 600 no hotel Silks Place Taroko. As autoridades afirmaram ontem que os empregados e os hóspedes do hotel “estão a salvo e que os trabalhos de reparação das estradas de acesso às instalações estão quase concluídos”. O terramoto e as réplicas que se registaram posteriormente provocaram deslizamentos de terras e danificaram estradas, pontes e túneis. O terramoto causou grandes perturbações nos transportes públicos na China continental, com várias províncias costeiras a registarem tremores que provocaram suspensões e atrasos nos serviços ferroviários. As províncias afectadas incluem Fujian, Jiangxi e Guangdong, no sudeste da China, e Zhejiang, na costa leste. Xangai, a “capital” económica do país, também sentiu o impacto, com alguns serviços ferroviários de alta velocidade a serem suspensos. Os operadores ferroviários locais emitiram avisos a informar os passageiros de que alguns serviços estavam suspensos ou a funcionar a uma velocidade limitada e que deviam contar com atrasos.
Cooperação | Visita de Yellen pode “criar consenso” com os Estados Unidos Hoje Macau - 5 Abr 2024 A China espera que a visita da Secretária do Tesouro norte-americana, Janet Yellen, sirva para “construir consensos” com os Estados Unidos e que Washington esteja “disposta a trabalhar com Pequim para chegar a um meio-termo” O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, confirmou que Yellen irá estar na China até à próxima terça-feira, tal como foi anunciado pelo Governo norte-americano. “As relações económicas entre os nossos países são benéficas por natureza. Esperamos que os Estados Unidos trabalhem com a China para se encontrarem a meio caminho e tratarem as diferenças de forma adequada”, disse Wang. O objectivo é “construir consensos” com vista a “aprofundar a cooperação e promover a estabilidade das relações sino-americanas”, acrescentou. A visita surge depois de o Presidente dos EUA, Joe Biden, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, terem falado na terça-feira, numa chamada telefónica que a Casa Branca descreveu como “franca”, mas na qual, segundo o Governo chinês, houve alguma fricção. Foi a primeira chamada telefónica entre os dois líderes desde Julho de 2022 e a primeira conversa desde o seu encontro em Novembro do ano passado em São Francisco à margem da cimeira do fórum Cooperação Económica Ásia -Pacífico (APEC). O objectivo de Biden, segundo a Casa Branca, era “fazer uma actualização” com Xi, numa tentativa de manter as duas potências em contacto e evitar que um incidente se transforme numa crise com consequências imprevisíveis. O Governo chinês também considerou o telefonema positivo para a estabilidade global, embora Xi tenha deixado claro o seu descontentamento com as restrições de Biden à exportação para a China de tecnologia norte-americana avançada, incluindo ‘chips’ semicondutores. Xi advertiu Biden de que o seu Governo “não está a reduzir os riscos, mas a criar riscos” com as suas restrições tecnológicas e avisou que a China “não ficará de braços cruzados” se Washington insistir em suprimir ainda mais o seu “direito legítimo ao desenvolvimento”. Arranque em Cantão A visita da governante norte-americana começou em Guangzhou com reunião com empresários norte-americanos instalados na China e dirigentes locais, antes de se dirigir para Pequim. Desta vez, Yellen espera discutir “os investimentos massivos realizados na China em alguns sectores industriais, causadores de excesso de capacidade” em matéria de produção, declarou a jornalistas. “Inquietamo-nos com as consequências que podem ter os subsídios chineses nessas indústrias na economia dos EUA e de outros países”, acrescentou. Entre aqueles sectores, Yellen mencionou o das baterias de lítio e dos veículos eléctricos, nos quais os EUA procuram eles próprios desenvolver a sua produção através de subsídios. Questionada sobre a possibilidade de colocar a hipótese de tarifas alfandegárias na mesa para pressionar a China, Yellen garantiu que “não querer excluir qualquer meio” que permita a protecção das indústrias dos EUA.
BYD volta a perder liderança para Tesla após queda de 42% nas vendas Hoje Macau - 5 Abr 2024 A fabricante automóvel chinesa BYD registou uma queda de 42 por cento nas vendas, entre Janeiro e Março, face ao último trimestre de 2023, permitindo à norte-americana Tesla recuperar o título de líder no mercado dos veículos eléctricos. A fraca procura e o aumento da concorrência no mercado chinês reduziram as vendas da BYD para 300.114 veículos eléctricos, no primeiro trimestre do ano, segundo o relatório enviado na segunda-feira à Bolsa de Valores de Hong Kong. A empresa com sede em Shenzhen ultrapassou a Tesla nas vendas de veículos eléctricos no último trimestre de 2023, quando comercializou 526.409 carros, em comparação com 484.507 vendidos pela Tesla, entre Outubro e Dezembro. A Tesla anunciou no mesmo dia que vendeu 386.810 carros, nos primeiros três meses de 2024, abaixo dos 450.000 esperados, mas mais do que o seu rival chinês. Ao incluir híbridos, juntamente com carros movidos a bateria pura e hidrogénio, a BYD registou um volume de vendas trimestral de 626.263 unidades, um aumento de 13 por cento, em relação ao período homólogo. Foi o ritmo de crescimento mais lento das vendas desde o segundo trimestre de 2022. Mas a Tesla também está sob maior pressão devido ao aumento da concorrência e ao envelhecimento da sua linha de produtos, algo que pode fazer com que a BYD a ultrapasse novamente nas vendas de veículos eléctricos nos próximos meses. A Tesla tem sofrido um abrandamento na China, o maior mercado de veículos eléctricos do mundo, onde enfrenta uma concorrência crescente por parte dos rivais locais, muitos dos quais continuam a baixar os preços e a apresentar novos modelos. O director executivo Elon Musk já avisou que o crescimento durante 2024 seria “notavelmente inferior” aos níveis do ano passado. Embora o crescimento das vendas da Tesla tenha sido impulsionado pelos seus automóveis Modelo 3 e Modelo Y, o grupo não deverá lançar o seu próximo modelo antes do final de 2025. Época de saldos A BYD reduziu os preços de quase todos os modelos da sua gama desde o início do ano sob o lema “a electricidade é mais barata do que o petróleo”, seguida pelos seus concorrentes, incluindo a Geely e a SAIC-GM-Wuling, à medida que a guerra de preços se intensifica no maior mercado de veículos eléctricos do mundo. Li Yunfei, director-geral da marca e das relações públicas da BYD, afirmou numa publicação recente nas redes sociais que a empresa enfrenta “um grande confronto com os automóveis a gasolina”. “Comprar um carro a gasolina neste momento é como comprar um pager quando os telemóveis estão já disponíveis”, disse Li, quando o grupo lançou uma nova versão dos dois modelos híbridos da marca com um preço inicial de 79.800 yuan. A iniciativa da BYD acontece num momento em que surgem sinais de abrandamento da procura na economia chinesa. Dados da Associação de Automóveis de Passageiros da China mostraram que as vendas chinesas de carros com bateria pura e híbridos, que o Governo considera como “veículos de energia nova”, aumentaram 36 por cento, no ano passado, abaixo de um aumento de 96 por cento, em 2022.
Fotografo chinês distinguido no World Press Photo Hoje Macau - 5 Abr 2024 Wang Naigong, fotógrafo chinês, é um dos distinguidos da edição deste ano do World Press Photo (WPP), iniciativa internacional que premeia as melhores fotografias tiradas no ano passado, em várias categorias. Wang Naigong venceu a categoria “Projecto a Longo Prazo”, que regista o papel de uma família chinesa na luta de uma mãe contra o cancro. Em termos gerais, a edição deste ano do WPP, cujos prémios foram conhecidos na quarta-feira, tem imagens que destacam tragédias da guerra, migrações e questões relacionadas com o clima, sendo estes os grandes temas dos vencedores a nível regional. Os 24 projectos vencedores e seis menções honrosas – correspondentes a 33 profissionais de fotojornalismo — estão distribuídos por quatro categorias: “Individuais”, “Reportagem fotográfica”, “Projectos de longo prazo” e “Formato aberto”, tendo o júri deste ano decidido incluir duas menções especiais. Os nomes dos quatro vencedores globais serão anunciados a 18 de Abril. Vitórias pelo mundo Nos prémios para África, a categoria “Formato aberto” é partilhada por dois fotógrafos brasileiros – Felipe Dana e Renata Brito, da agência Associated Press – que investigaram as tragédias de uma rota atlântica utilizada por migrantes da África Ocidental para chegar à Europa. Na América do Sul, a fotografia vencedora é da autoria de Lalo de Almeida, e denuncia a “Seca na Amazónia”, com uma imagem de um pescador a caminhar ao longo do leito seco de um rio perto da comunidade indígena de Porto Praia. Nesta mesma região, a fotojornalista Gabriela Biló recebeu uma menção honrosa pela imagem “Insurreição”. O fotógrafo Mohammed Salem é o autor da fotografia vencedora na Ásia em projectos “Individuais”, com o título “Uma mulher palestiniana abraça o corpo da sua sobrinha”, uma menina de cinco anos embrulhada num lençol branco. A menina morreu depois da sua casa ter sido atingida por um míssil israelita, a 17 de Outubro. Na categoria “Reportagem fotográfica”, o trabalho de Ebrahim Noroosi sobre a devastação económica e humana no Afeganistão desde a chegada dos Talibãs em 2021 foi o vencedor. A melhor fotografia individual da Europa foi tirada pelo turco Adem Altan durante o terramoto que atingiu a Turquia e a Síria em Fevereiro do ano passado. A alemã Johanna Maria Fritz é a autora de “Kakhovka: Cheias numa zona de guerra”, a história fotográfica premiada da Europa, que revela o impacto humano da militarização do ambiente. O projecto de longo prazo “No Man’s Land”, do franco-alemão Daniel Chatard, foi escolhido pelo júri europeu por documentar tecnologias inovadoras que oferecem vias possíveis para atingir objectivos climáticos. Em África, a imagem vencedora foi “Coming home from war”, captada na Etiópia pelo fotógrafo alemão Vincent Haiges, que mostra um homem de 24 anos a cumprimentar a mãe, depois de ter perdido uma perna ao ser atingido por uma granada durante o violento conflito que abala o país. A reportagem fotográfica da fotógrafa sul-africana Lee-Ann Olwage expõe a falta de sensibilização do público em Madagáscar em relação à demência, estigmatizando as pessoas que dela sofrem. A reportagem relata a vida de um homem de 91 anos que recebe cuidados da filha de 41 anos. A Tunísia é o foco do “Projecto a Longo Prazo”, com o trabalho do fotojornalista Zied ben Romdhane a explorar as vidas dos jovens tunisinos que testemunham a instabilidade política, a persistente crise económica e a desigualdade social que esbateram as aspirações à democracia e à justiça social no rescaldo da revolução tunisina de 2011. Este ano, o júri dos prémios WPP analisou mais de 61 mil trabalhos de 3.851 fotógrafos de 130 países.
25 de Abril | Associação “Somos!” traz Pedro Jóia e José Salgueiro a Macau Hoje Macau - 5 Abr 2024 A “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” vai celebrar os 50 anos do 25 de Abril com um concerto comemorativo. No dia 13 de Abril, os músicos Pedro Jóia e José Salgueiro apresentam o espectáculo “Zeca” no Teatro D. Pedro V O Teatro D. Pedro V recebe no dia 13 de Abril um concerto comemorativo do 25 de Abril de 1974, a revolução portuguesa cujo 50º aniversário se celebra este ano. “Zeca”, nome do espectáculo promovido pela “Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa” (Somos – ACLP), junta em palco o guitarrista Pedro Jóia e o percussionista José Salgueiro, dois instrumentistas de topo do panorama musical português. Segundo um comunicado da “Somos!”, “Zeca” pretende ir “além da força do repertório de Zeca Afonso, com reinterpretações de versões instrumentais de parte da melhor música portuguesa produzida no último meio século”. O músico José Afonso, que ficou conhecido na história da música portuguesa como Zeca Afonso, é tido como “uma das figuras incontornáveis da história artística e do processo revolucionário português”. A organização do evento indica que no espectáculo “vai ressoar grande parte da sua obra”, nomeadamente o disco “Zeca”, onde Pedro Jóia transformou canções do músico de intervenção em versões instrumentais. O repertório do concerto irá incluir ainda a interpretação de temas de outros músicos portugueses, nomeadamente Carlos Paredes, compositor e mestre de guitarra portuguesa, ou ainda algumas músicas originais compostas por Pedro Jóia, registadas em oito discos ao longo dos últimos vinte cinco anos de carreira. Destaque ainda para a presença do instrumentista Fang Teng, da Orquestra Chinesa de Macau. O músico convidado irá interpretar obras emblemáticas da música portuguesa, “fortalecendo, desta forma, laços que unem os nossos povos há séculos e criando um momento de perfeito vínculo musical e cultural”. Um disco nos palcos Lançado em Maio de 2020, “Zeca” obteve bastante sucesso nas tabelas de vendas em Portugal e já percorreu vários palcos, dentro e fora do país, chegando agora a Macau. O disco desperta “uma ampla gama de emoções apenas com a linguagem poética dos instrumentos em palco e a evocação de reminiscências e íntimas reflexões”, aponta a “Somos!”. A “Somos!” descreve ainda que Fang Teng “pontuará as notas da música portuguesa com a capacidade dramática e melancólica do erhu, um instrumento tradicional chinês de duas cordas tocado com um arco. Um apontamento que promete encantar e comover a audiência”. O espectáculo começa às 21h e os bilhetes custam 200 patacas. Pedro Jóia fez estudos em guitarra clássica no Conservatório Nacional, além de ter estudado guitarra flamenca. Em 2008, recebeu o Prémio Carlos Paredes com o álbum “À Espera de Armandinho” e recebe a mesma distinção em 2020 com “Zeca”. No caso de José Salgueiro, a carreira na música tem-se pautado pela bateria e percussão. Estudou na Academia dos Amadores de Música, Conservatório Nacional, Hot Clube de Portugal e no Taller de Músics, em Barcelona. A sua actividade musical passou por concertos, gravações de discos e espectáculos de televisão com vários artistas nacionais. Em 2017 lançou o seu primeiro trabalho a solo, intitulado “Transporte Colectivo”. Fang Teng terminou em 2015 o curso no Conservatório de Macau e foi admitido no Conservatório Central de Música. Foi professor de erhu na Escola de Educação Contínua do Conservatório Central de Música, músico convidado da Orquestra Chinesa de Macau, e actualmente é professor desse instrumento tradicional na Escola Secundária Hou Kong de Macau.
Turismo | Gastos aquém das expectativas deixam comerciantes em apuros João Santos Filipe - 5 Abr 2024 Muitos turistas, poucas compras. É este o cenário traçado por Lei Cheok Kuan, presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau, que avisa que muitos negócios só não fecham portas na zona norte da cidade, porque não têm dinheiro para pagar os empréstimos contraídos Durante o período da Páscoa, o território atraiu mais de 400 mil turistas. Porém, para os comerciantes a situação pouco mudou, e as vendas estão cada vez mais fracas, em comparação com o passado. O cenário sobre as dificuldades do comércio local foi traçado por Lei Cheok Kuan, presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau Centro e Sul Distritos, em declarações ao Jornal Exmoo. Segundo o dirigente associativo, o período da Páscoa foi positivo, porque “houve muito movimento de pessoas”, mas lamentou a situação actual porque “em termos de dinheiro não foi uma fase próspera”. Lei Cheok Kuan elogiou ainda o trabalho das autoridades, que considerou estarem a fazer os “melhores esforços” para atraírem mais visitantes para Macau. Contudo, quando fez um balanço do período de Páscoa, não deixou de lamentar que o dinheiro não esteja a chegar aos comerciantes. Na perspectiva do dirigente associativo, as dificuldades prendem-se com o facto de os turistas que entram no território terem menor poder de compra e estarem menos dispostos a consumir, face ao que acontece no passado. Lei descreveu também que actualmente entre 10 turistas, apenas um ou dois gastam ao ponto de deixarem a cidade carregados com sacos. No passado, indicou o dirigente, o número de turistas carregados com sacos chegava aos sete ou oito. Apesar deste cenário, o presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau Centro e Sul Distritos mostrou compreensão face aos novos hábitos de consumo, e reconheceu que para os turistas a situação económica é cada vez mais difícil, e que é lógico que poupem mais. “Como as pessoas estão pessimistas e não sabem o dia de amanhã, é natural que poupem mais”, vincou. A duas velocidades Fora das áreas turísticas a situação é ainda mais dramática. Segundo Lei Cheok Kuan, se por um lado, nas zonas turísticas o consumo é cada vez mais reduzido, por outro, nos bairros residências, o comércio local “passa dias sem ver qualquer cliente”. Lei Cheok Kuan confessou ainda que desde o Ano Novo Lunar vários negócios desistiram e fecharam portas. E mais só não fecham, indicou o responsável, porque nesse caso têm de pagar os empréstimos bancários de uma só vez, e não têm dinheiro. A situação gerou mesmo a criação de um grupo no Facebook que acompanha os negócios mais recentes a fecharem as portas. A juntar às perdas do comércio local, Lei Cheok Kuan indica que a situação no mercado imobiliário é insustentável. De acordo com o presidente da associação, os senhorios mostram-se irredutíveis com as rendas, e mesmo com crise querem aumentar os valores cobrados. Por outro lado, o dirigente apelou ao Governo para disponibilizar formação para as Pequenas e Médias Empresas sobre o consumo electrónico e novas estratégias, dado que o ambiente comercial está a sofrer uma revolução e nem todos têm capacidade para se adaptar.
Saúde | Detectado caso importado de Legionella Hoje Macau - 5 Abr 20245 Abr 2024 Os Serviços de Saúde (SS) anunciaram o diagnóstico de um caso importado de infecção por Legionella, detectado num residente com 37 anos. A informação foi divulgada na quarta-feira, e é o segundo caso diagnosticado no território este ano. Antes de ser diagnosticado, o homem esteve em Zhongshan, em Guangzhou e Hong Kong. As autoridades suspeitam que a infecção tenha acontecido quando esteve fora de Macau. “No dia 24 de Março, este homem manifestou sintomas, tais como, febre, tosse e recorreu ao tratamento médico no Hospital Kiang Wu no dia 26 de Março. Devido a insistência da doença, recorreu, de novo, ao Hospital Kiang Wu onde foi internado no dia 28 de Março”, foi indicado. “A radiografia ao tórax relevou pneumonia no pulmão direito inferior e as análises efectuadas à urina revelaram anticorpos positivos de legionella pneumophila, permitindo o diagnóstico de Legionella. Actualmente, o paciente está submetido ao tratamento e encontra-se em estado estável”, foi acrescentado. A doença dos legionários é uma infecção provocada pela legionella, uma bactéria que vive em ambientes aquáticos naturais, como a superfície de lagos, rios, riachos e águas termais, bem como, solo, mistura de terra para vasos e que pode proliferar rapidamente em água morna e em lugares mais húmidos. A legionella pode ser também encontrada em sistemas aquáticos artificiais, nomeadamente, torres de arrefecimento do sistema de ar condicionado central, jacuzzis, fontes e aparelhos médicos de uso domiciliário, especialmente na presença de biofilme e sedimentos.
No final do ano passado, mercados tinham 275 bancas desocupadas João Santos Filipe - 5 Abr 2024 No final de 2023, um total de 275 bancas dos nove mercados públicos estavam desocupadas, anunciou José Tavares, presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ngan Iek Hang. “Até ao ano de 2023, ficaram desocupadas um total de 275 bancas em nove mercados públicos de Macau, das quais 40 por cento são bancas de legumes, sendo a sua maioria localizada no Mercado Municipal do Bairro Iao Hon”, respondeu José Tavares. “As restantes são bancas de peixe, carne, vestuário e artigos de uso, distribuídas em diferentes mercados”, foi acrescentado. Os dados apresentados permitirem calcular que existe uma média de quase 31 bancas livres por cada mercado no território. Sobre as obras recentes de melhoria de bancas de venda, a resposta de José Tavares indica que “abrangem cinco bancas do Mercado Municipal da Horta e Mitra e 10 bancas do Centro de Comidas do Patane”. O deputado “inteligente” Ngan Iek Hang, deputado ligado aos Moradores de Macau, referiu na interpelação escrita que assinou que o território entrou na “era digital”, em que é cada vez mais presente a ligação a tecnologias digitais. Nesse sentido, o legislador perguntou se foram tomadas medidas que permitam aos vendedores acesso a dados sobre o número de visitantes, principais horas de visitas, entre outras informações, registados por aquilo que designa como “meios inteligentes”. O IAM garante que estes dados estão disponíveis. “Com vista a elevar a eficácia da gestão e a qualidade de serviço dos mercados públicos, o IAM instalou gradualmente, nos anos mais recentes, o sistema de detecção da circulação de pessoas nos mercados municipais com maior fluxo para registar o número de pessoas que entram nos mercados”, foi indicado. “O IAM irá continuar a introduzir técnicas inteligentes adequadas”, foi indicado pelo organismo liderado por José Tavares. Com o objectivo de aumentar o comércio, as autoridades prometem também decorar os mercados de acordo com as diferentes festividades.
Comércio | Mercado Vermelho pode abrir com bancas vazias João Santos Filipe - 5 Abr 2024 Com novas instalações e de cara lavada, a reabertura do Mercado Vermelho pode ficar marcada pelo número de bancas vazias, alerta O Cheng Wong, presidente da Associação de Auxílio Mútuo de Vendilhões de Macau Após dois anos em obras, o Mercado Vermelho pode reabrir em finais de Maio ou em Junho. A informação foi avançada pelo jornal Ou Mun, depois do local das obras ter sido visitado por membros e conselheiros do Instituto para os Assuntos Municipais. No entanto, é possível que a reabertura seja marcada pela quantidade de bancas vazias. Este cenário foi reconhecido à publicação em língua chinesa por O Cheng Wong, presidente da Associação de Auxílio Mútuo de Vendilhões de Macau e membro do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais. De acordo com o dirigente associativo, nos últimos meses muitos vendedores de peixe, vegetais e talhantes abandonaram o negócio, devido às condições cada vez mais difíceis para o comércio local. O Cheng Wong explicou que na melhor altura para o comércio, o produto mais popular era a venda de peixe, com mais de 100 bancas. Contudo, com as alterações mais recentes o número sofreu uma quebra de, pelo menos, 20 por cento, com o número a não ir além das 80 bancas. Face ao cenário, o responsável antecipou que quando o Mercado Vermelho voltar a operar os residentes vão defrontar-se com várias bancas vazias. Ao mesmo tempo, apelou às autoridades para que comecem os procedimentos normais para atribuir as bancas que estão vazias a potenciais interessados. Tempo de mudanças Com as obras a visarem o melhoramento dos acessos dentro do mercado, principalmente para pessoas com problemas de mobilidade, espera-se que os vendedores encontrem um espaço com alterações significativas. Diante desta expectativa, O Cheng Wong considerou que é necessário que os comerciantes tenham tempo para se preparar e adaptar à nova realidade. Na próxima semana, os vendedores vão ser convidados para uma visita ao mercado. Inaugurado em 1936, o Mercado Vermelho vinha evidenciando sinais de degradação. As actuais obras tiveram como objectivo “preservar o edifício” e substituir as 28 colunas de tijolo por 10 colunas de betão armado, devido à “degradação” causada pela humidade. Também junto à Avenida de Horta e Costa, vai ser instalado um elevador e serão construídas duas plataformas para descarga de mercadorias. A nível das bancas, as obras contemplaram a instalação de separadores de vidro, para evitar que a água utilizada para manter o pescado vivo seja derramada nos corredores de circulação, assim como nas tomadas eléctricas.
PJ | Descoberta burla associada à rede de lojas “Mannings” Hoje Macau - 5 Abr 2024 A Polícia Judiciária (PJ) anunciou na quarta-feira a existência de um esquema de burla associado à rede de lojas “Mannings”, que vende produtos de beleza, cosméticos e electrodomésticos. Segundo uma nota de imprensa da PJ, os burlões enviam SMS que informam que o prazo de validade do bónus da conta de cliente da loja está a terminar, convidando os clientes a carregarem num link, onde, supostamente, podem trocar pontos por produtos a preços baixos. Aí, ao terem acesso a um falso website da “Mannings”, acabam por dar os dados do cartão de crédito. A PJ descreve que “para mais facilmente enganar as vítimas, os burlões recorrem ao phishing para alterar o nome do remetente da SMS, para que se pense que tais mensagens são verdadeiras e enviadas pela ‘Mannings'”. Na terça-feira as autoridades policiais receberam dez queixas de pessoas burladas e que perderem até dezenas de milhares de patacas. A “Mannings” já esclareceu o ocorrido, informando que “nunca envia mensagens de texto com links solicitando dados bancários”.
Taiwan | Residentes e estudantes da RAEM estão em segurança Andreia Sofia Silva - 5 Abr 2024 O terramoto que abalou Taiwan na quarta-feira, o maior dos últimos 25 anos, foi sentido por residentes de Macau, que estão a salvo. As duas dezenas que estudantes locais que frequentam universidades de Taiwan também estão em segurança. O sismo causou, pelo menos, 10 mortos e 1.070 feridos Taiwan foi atingida esta quarta-feira pelo maior sismo dos últimos 25 anos. Registando 7,4 na escala de Ritcher, foram contabilizados, até ao fecho desta edição, 10 mortos e 1.070 feridos, mas muitas pessoas continuam desaparecidas nas zonas mais montanhosas da ilha. O sismo foi registado a cerca de 838 quilómetros a leste-nordeste de Macau, e os Serviços Meteorológicos e Geofísicos afirmaram ter recebido o relato de um residente que sentiu o abalo sísmico. Vários residentes de Macau encontravam-se na ilha e sentiram de perto a tragédia, mas não há registo de mortos ou ferimentos. Tanto a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) como a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) disseram, em comunicado, que contactaram os 20 estudantes de Macau que residem e estudam em Hualien, a zona de Taiwan onde mais se sentiu o sismo, mas que não foi recebido qualquer pedido de assistência. A DST promete “acompanhar de perto a situação e manter-se em contacto com os estudantes de Macau e organizações relacionadas para prestar assistência adequada”. Relativamente a turistas locais, a DST indicou não ter recebido pedidos de ajuda e sugeriu aos residentes que estão na ilha para “estarem atentos aos últimos comunicados, prestarem atenção à sua segurança e permanecerem em local seguro”. Relatos de residentes Apesar do epicentro do sismo ter sido na região de Hualien, o terramoto foi sentido noutras zonas da ilha. Na rede social Facebook, o arquitecto Carlos Couto, residente de Macau, descreveu o abalo como “assustador, talvez o maior [sismo] que senti em toda a minha vida”. “Não foi muito longo. Estava a caminho do aeroporto, o meu prédio parecia um bambu a vibrar e o viaduto à minha frente saltava. A caminho de Taoyuan houve uma réplica do sismo e sentiu-se dentro do carro. Sei por outros portugueses que há prédios com estragos menores”, descreveu. O jornalista Paulo Barbosa descreveu à TDM o que sentiu na zona de Taichung. “Por volta das 08h fomos acordados por um enorme abalo. Estávamos no sexto andar do hotel e todo o edifício abanou. Escondemo-nos debaixo de uma mesa. Durou cerca de 30 segundos.” O último balanço oficial indica que o sismo provocou nove mortos, sendo que, pelo menos, quatro pessoas morreram no Parque Nacional de Taroko, uma atracção turística de Hualien. Segundo as autoridades, 690 pessoas ainda estão isoladas. Mais de 600 encontram-se retidas no hotel Silks Place Taroko. A ilha foi abalada por mais de 300 réplicas desde o primeiro sismo e as autoridades alertaram a população para o perigo de deslizamentos de terra e queda de rochas.