Burla | Mulher isolada 15 dias em hotel perde 1,7 milhões de patacas

A vítima de uma burla foi dada como desaparecida, depois de se ter trancado durante vários dias num hotel, a pedido dos burlões, que se fizeram passar pelas autoridades do Interior. O caso foi revelado ontem, citado pelo Jornal Ou Mun. A mulher em questão perdeu cerca de 1,7 milhões de patacas.

Apesar de as autoridades apenas terem revelado ontem a existência deste caso, a vítima terá sido encontrada no dia 18 deste mês, depois de ter estado incontactável durante mais de 15 dias. O alerta para o desaparecimento da mulher tinha sido dado a 3 de Março pela família, que, desde esse dia, não sabia do paradeiro da vítima nem a conseguia contactar.

A mulher foi encontrada num hotel do Norte da cidade, onde pensava estar a aguardar pelo desfecho de uma investigação policial no Interior. Foi esta a história que burlões lhe terão contado e na qual ela acreditou.

Segundo a PJ, no início do mês, a mulher foi contactada por uma rede criminosa de burlas que a informou que estava a ser alvo de uma investigação no Interior. Como parte dos procedimentos, a mulher foi instruída a disponibilizar os dados da sua conta bancária, para pagar os custos da investigação. A vítima obedeceu e acabou por perder 1,7 milhões de patacas.

No entanto, os burlões também lhe disseram que como parte da investigação tinha de ir para um hotel, sem poder contactar ninguém. A mulher obedeceu a este pedido. Além disso, os burlões ainda pediram à vítima que tentasse pedir emprestadas mais 400 mil patacas, para supostamente continuar a financiar a investigação. A mulher tentou fazer um empréstimo online, mas foi salva pelas autoridades, que a encontraram antes de transferir o dinheiro. Até ontem, não tinha havido qualquer detenção relacionada com o caso que continua sob investigação.

PJ | Anunciada detenção de grupo que fazia batota em casinos

Entre os oito residentes detidos, constam empregados dos casinos, como os responsáveis pelas mesas de jogo e croupiers, que permitiram que os crimes tivessem lugar. Segundo a PJ, a acção do grupo causou perdas de pelo menos 4,54 milhões de patacas a um casino no Cotai

 

Oito residentes foram detidos por alegadamente terem montado um esquema de batota que prejudicou um casino em cerca de 4,54 milhões de patacas. A informação foi divulgada ontem pela Polícia Judiciária (PJ), citada pelo canal chinês da Rádio Macau, e implica trabalhadores do casino vítima do crime.

Segundo as informações partilhadas pelas autoridades, o grupo criminoso é suspeito de ter recrutado trabalhadores de um casino para modificarem as cartas de jogo nas mesas de póquer.

Ao alterarem as cartas, os trabalhadores conseguiam fazer com que as cartas fossem tiradas do baralho de acordo com o esperado pelos criminosos, o que lhes permitia não só ganhar os jogos, mas também fazerem apostas com valor elevado, que não fariam se não soubessem qual ia ser o desfecho do jogo. Foi através deste esquema que o grupo conseguiu ganhar 4,54 milhões de patacas.

O casino onde os alegados crimes aconteceram fica situado no Cotai, embora, como acontece nestas situações, a identidade do espaço não tivesse sido revelada.

A investigação da PJ ao caso começou na passada quinta-feira, quando a segurança do casino alertou as autoridades, depois de ter verificado que um dos trabalhadores, que estava de serviço, tirou parte das cartas de um baralho e as entregou aos outros membros do grupo.

Trabalhadores envolvidos

Com base na investigação, a polícia procedeu à detenção de oitos residentes, com idades entre os 33 anos e 42 anos, em diferentes áreas do território. O grupo de detidos é constituído por membros de ambos os sexos.

Segundo a PJ, nem todos os detidos concordaram em prestar a sua versão dos acontecimentos, permanecendo alguns em silêncio. A versão oficial reconhece que haverá indícios de os crimes terem sido cometidos em duas alturas diferentes, no final de Março e no início de Maio.

Aos trabalhadores do espaço que concordassem cooperar com o grupo criminoso eram prometidos ganhos de pelo menos 170 mil patacas, mas que poderiam chegar às 500 mil patacas. Entre os detidos, cinco eram croupiers ou gestores das mesas de jogo onde eram feitas as apostas. Em relação aos restantes três detidos, as autoridades acreditam que eram os responsáveis pela rede criminosa e os cabecilhas por detrás dos crimes.

Apesar da detenção das oito pessoas, a PJ não afasta a possibilidade de haver mais elementos envolvidos que não foram identificados.

Convenções | Mais 31,2% de eventos até Março

Nos primeiros três meses deste ano, foram realizados 307 eventos de convenções e exposições, mais 73 eventos em termos anuais, total que representou um aumento de 31,2 por cento face ao mesmo período de 2023.

Segundo um comunicado emitido ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), no primeiro trimestre do ano “as receitas dos ramos de actividade económica não-jogo de Macau provenientes dos eventos de convenções e exposições atingiram aproximadamente 900 milhões de patacas no primeiro trimestre de 2024. Este valor é 50 por cento superior ao registado no ano passado, “graças essencialmente ao acréscimo das despesas efectuadas em Macau pelos visitantes que participaram nas convenções e exposições”, indica a DSEC.

Por segmentos, os serviços de estatísticas apontam que no primeiro trimestre realizaram-se 289 reuniões e conferências, mais 30,2 por cento em termos anuais, com os participantes a aumentaram 39,1 por cento para 34 mil.

As reuniões e conferências com menos de 50 participantes representaram 50,5 por cento do total deste tipo de eventos. Porém, as reuniões e conferências de grande dimensão, com mais de 200 participantes, foram as que registaram o maior crescimento em termos anuais, com um aumento de 58,6 por cento.

A DSEC salienta que entre os temas das convenções e exposições realizados nos primeiros três meses do ano “comércio e gestão” foi o tema mais concorrido, com 127 eventos que representaram mais de 40 por cento do total. Os eventos sobre finanças, tecnologia informática e saúde representaram 12,7, 11,7 e 8,5 por cento do total, respectivamente.

DSAL | Dez mortos em acidentes de trabalho em 2023

No ano passado, um total de 5.293 pessoas sofreram ferimentos por acidentes de trabalho, das quais 10 acabaram por morrer, indicou a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), acrescentando que “uma em cada dez sucumbiu por suspeita de ter sido relacionada com a violação das normas de segurança e saúde ocupacional”.

A DSAL sublinhou que todos os casos de morte são remetidos aos órgãos judiciais para verificação da existência de acidente de trabalho, e que as próprias estatísticas são rectificados com bases nos resultados de sentenças judiciais. As três principais causas de morte são “quedas (25,1 por cento), entalamento, perfuração ou corte (20,1 por cento) e esforços excessivos ou torções (16 por cento).

Com o objectivo de fiscalizar a situação da segurança e saúde ocupacional, a DSAL realizou no ano passado 3.794 inspecções a locais como estaleiros de obras de construção civil, estabelecimentos industriais e comerciais. Estas “visitas” resultaram em 447 recomendações de melhoria e 82 desses casos com condições de insegurança foram aplicados com sanções.

Ao longo de 2023, a DSAL realizou 591 palestras sobre segurança e saúde ocupacional, que contaram com a participação de 19.171 pessoas.

DST | Lançada campanha de charme na Coreia do Sul

O Governo começa na quinta-feira uma campanha promocional na Coreia do Sul para atrair turistas. Passados 10 meses, os Serviços de Turismo estão de volta ao país que regressou este ano ao topo do pódio dos maiores mercados de visitantes internacionais de Macau

 

A partir da próxima quinta-feira, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) dá início a uma campanha de promoção turística na capital da Coreia do Sul, que irá durar quatro dias. Cerca de 10 meses depois da primeira promoção de rua após a pandemia em Seul, a DST volta a lançar uma campanha de charme destinada a seduzir turistas sul-coreanos.

Entre quinta-feira e domingo, a campanha “Sentir Macau” irá “invadir” o complexo comercial Shinsegae, localizado na zona nobre da capital sul coreana, Gangnam. O objectivo é “atrair visitantes com elevado poder de compra”. Como tal, a DST especifica que “a média diária do fluxo de pessoas no Shinsegae aos fins-de-semana é de mais de 800 mil pessoas, e o valor de vendas em 2023 foi superior a 2.3 mil milhões de dólares americanos”, valores que fazem com que o Shinsegae seja o maior complexo comercial da Coreia e o terceiro maior do mundo ao nível da facturação.

Além da DST, a campanha irá contar com stands da Direcção dos Serviços de Desenvolvimento Económico da Zona de Cooperação Guangdong-Macau em Hengqin e as seis concessionárias de jogo “para divulgar as ofertas e novas infra-estruturas turísticas de Macau e Hengqin”.

Antes do início da campanha, a DST organiza amanhã um seminário promocional sobre produtos de “turismo + convenções e exposições” de Macau com bolsa de contactos para operadores turísticos sul-coreanos e da RAEM, com o objectivo de divulgar ao público e profissionais de turismo coreanos os pontos fortes do turismo de Macau.

Amigos com cacau

A DST adaptou a campanha ao público sul-coreano, nomeadamente através de colaborações com a plataformas online populares no país, com a aplicação móvel de pagamentos Kakao Pay e a plataforma de emoticons e bonecos Kakao Friends, introduzindo personagens com características de Macau.

Foi também estabelecida uma cooperação com “a maior plataforma coreana de reservas de viagens online Good Choice”, com jogos interactivos e descontos na compra de produtos turísticos de Macau, “incluindo bilhetes de avião de voos da Air Macau, Cathay Pacific, Korean Air, Jin Air, Jeju Air e Air Busan”.

O Governo realça também que este ano a Coreia do Sul voltou a ocupar o primeiro lugar entre os dez maiores mercados de visitantes internacionais de Macau. De acordo com dados preliminares, até 21 de Maio deste ano, mais de 192 mil turistas sul-coreanos visitaram Macau, volume que atingiu 93,9 por cento de todo o ano passado e que representou uma recuperação de 52 por cento face aos níveis de 2019.

Saúde | Governo assina acordo com associação local

Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) assinaram na última quinta-feira um acordo de cooperação com a Associação Chinesa dos Profissionais de Medicina de Macau, que visa “promover a cooperação a longo prazo na área da educação médica contínua entre o Interior da China e Macau”, destaca um comunicado dos SSM.

O acordo tem por nome “Memorando de Cooperação sobre a Educação Médica Contínua entre a Associação Chinesa dos Profissionais de Medicina de Macau e os Serviços de Saúde da Região Administrativa Especial de Macau”. Alvis Lo, director dos SSM, declarou que, no âmbito deste acordo, serão realizadas mais “conferências académicas de grande envergadura das várias sucursais da Associação Chinesa dos Profissionais de Medicina de Macau, reforçando, assim, o intercâmbio académico entre os dois territórios através de convenções e exposições na área da saúde”. A ideia é “contribuir para o desenvolvimento da indústria da saúde em Macau”, destacou ainda.

Por sua vez, Wong Kin, vice-presidente da associação chinesa, disse que a entidade terminou em 2023, no espaço de quatro meses, formação contínua em 12 especialidades médicas com 46 profissionais de saúde de Macau. A assinatura do acordo é, segundo o responsável, “uma exploração bem-sucedida da cooperação na área de saúde entre o Interior da China e Macau”. Pretende-se “um intercâmbio académico de nível mais elevado” com a realização de mais conferências académicas, publicação de artigos científicos e formação de pessoal.

Porto Exterior | STDM volta a gerir terminal marítimo

O Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior vai continuar a ser gerido e explorado pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), de acordo com uma ordem executiva assinada por Ho Iat Seng e publicada ontem no Boletim Oficial.

A publicação indica também que o Chefe do Executivo delegou poderes no secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, para assinar o novo contrato da concessão com a empresa. Chega assim ao fim o processo de concurso público que só teve a STDM como candidata, que começou no final do mês de Fevereiro, com um preço proposto equivalente a 18 por cento dos lucros de exploração do terminal marítimo.

No concurso público anterior, que decorreu em 2018, o Governo recebeu três propostas de empresas candidatas, com o desfecho final a pender de novo para a STDM, que havia proposto o valor de retribuição mensal mais elevado (1,8 milhões de patacas).

A STDM, fundada pelo magnata de jogo Stanley Ho, vai continuar a ser responsável pelo principal porto de Macau, depois de em 2011 o Governo ter decidido não renovar o contrato com a empresa, que operava a infra-estrutura desde o início de actividade, em 1993, tendo a então Capitania dos Portos (actual Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água) optado por assumir a gestão.

Igualdade de Género | Wong Kit Cheng quer lista de tarefas dos serviços públicos

A deputada pretende que o Governo apresente o balanço dos resultados obtidos com a distribuição da lista para promoção da igualdade nos 10 serviços públicos que aderiram à medida experimental

 

A deputada Wong Kit Cheng defende a distribuição de uma lista de tarefas por todos os serviços públicos de forma a promover uma maior igualdade de género entre homens e mulheres. Em causa, está a política do Governo dos “Objectivos do Desenvolvimento das Mulheres de Macau 2019-2025”.

Segundo os objectivos para implementar uma maior igualdade de género, foi definido como uma das políticas a distribuição nos diferentes serviços públicos de uma lista com as tarefas a serem executadas. Todavia, Wong Kit Cheng indicou, numa interpelação escrita, que apenas houve duas rondas de distribuição da lista de tarefas, e de forma experimental, em 2020 e 2021. A deputada lamenta igualmente que apenas 10 serviços públicos tenham participado nas duas rondas.

Agora, a deputada ligada à Associação das Mulheres de Macau pretende saber como é que o Governo vai implementar a distribuição da lista por todos os serviços públicos e pede que seja feito um balanço dos testes realizados em 2020 e 2021.

“Houve duas rondas de testes em 2020 e 2021. No entanto, apenas 10 serviços públicos adoptaram a lista de tarefas, e de forma experimental. Ainda não se sabe quando é que a lista vai ser distribuída, nem os resultados alcançados com os testes”, aponta a legisladora. “Quando é que a fase de testes vai ser dada por concluída e quando vai haver uma implementação em todos os departamentos públicos?”, pergunta a deputada.

Além da implementação da lista de tarefas a nível da Administração Pública, Wong Kit Cheng pergunta ao Governo se tem planos para impor a lista a lista ao sector privado. “Quais são os planos para divulgar as listas entre as instituições e empresas privadas?”, perguntou.

A deputada defendeu que a disseminação da lista na sociedade era muito importante, porque iria contribuir para uma maior igualdade entre homens e mulheres na sociedade de Macau.

Por realizar

Na mesma interpelação escrita, Wong Kit Cheng recorda também que nos “Objectivos do Desenvolvimento das Mulheres de Macau” a serem implementados até 2025 constam 79 metas.

Entre estas metas, constam aspectos como o aumento da participação política das mulheres, uma maior participação na tomada de decisão das empresas, promover um maior conhecimento sobre a saúde feminina, criar mais instalações de amamentação ou reforçar a assistência e protecção social.

De acordo com Wong Kit Cheng, o balanço mais recente do Governo aponta que entre as 79 medidas ainda falta cumprir 10 a longo prazo. A deputada pretende saber quando vão ser implementadas, e se ainda vão ser implementadas até 2025, de acordo com o plano em vigor.

Bolsas de estudo | Candidaturas para Fundo Educativo em Junho

Decorrem entre os dias 3 e 24 de Junho as candidaturas para o “Plano de Financiamento das Bolsas de Estudo para o Ensino Superior” destinadas a alunos do ensino secundário que queiram prosseguir estudos em Portugal ou candidatarem-se a uma bolsa empréstimo no ano lectivo de 2024/2025.

O plano financeiro é suportado pelo Fundo Educativo, da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), e abrange graus de ensino que vão desde a pré-licenciatura ao doutoramento. As inscrições podem ser feitas na plataforma da “Conta Única”, sendo que as listas dos candidatos aceites a apoio financeiro serão conhecidas no dia 23 de Agosto.

Devem ser apresentados documentos que estejam em falta no processo entre os dias 23 e 30 de Agosto. A lista do exame de selecção será publicada a 10 de Outubro e a lista dos resultados de candidaturas a 29 de Novembro. A lista dos resultados das candidaturas às bolsas-empréstimo será divulgada no dia 8 de Novembro.

Professores | Subsídio de desenvolvimento profissional actualizado

O valor de actualização dos subsídios de desenvolvimento profissional e dos prémios de antiguidades para professores foram ontem publicados no Boletim Oficial. Os aumentos, que variam entre 90 patacas e 190 patacas, entram em vigor em Setembro

 

O Governo publicou ontem os novos valores do subsídio de desenvolvimento profissional para professores das escolas particulares sem fins lucrativos. A informação foi publicada no Boletim Oficial, através de um despacho assinado pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultural, Elsie Ao Ieong U, e os aumentos variam entre 90 patacas e 190 patacas.

De acordo com os valores anunciados, que entram em vigor a partir de Setembro, no caso dos professores com licenciatura ou grau académico equivalente, o subsídio sobe para 6.550 patacas, face às actuais 6.360 patacas, se tiverem frequentado um curso de formação pedagógica. Se não tiverem formação pedagógica, o montante do subsídio para os docentes com licenciatura sobe para 5.230 patacas, face às actuais 5.080 patacas.

Quando os docentes apenas têm como habilitação académica o nível de bacharelato, no caso de terem formação pedagógica, o subsídio sobe para 5.540 patacas, quando actualmente é de 5.380 patacas. Se não tiverem formação aumenta de 4.900 para 5.050 patacas.

Finalmente, no que diz respeito aos docentes das escolas particulares sem fins lucrativos sem habilitação académica de nível superior, o novo montante para os que frequentaram formação pedagógica subiu para 4.470 patacas, de 4.340 patacas. Quando não têm formação pedagógica, o subsídio passa a ser de 3.100 patacas, quando até agora era de 3.010 patacas.

Premiar a antiguidade

Também ontem foram publicados os novos valores dos prémios de antiguidade para os docentes de todo o ensino não superior das escolas particulares sem fins lucrativos. Os aumentos também variam entre 190 patacas e 90 patacas.

No caso de os docentes terem licenciatura, e formação pedagógica, o valor subiu para 6.550 patacas de 6.360 patacas. No caso de os docentes licenciados não terem formação pedagógica passa a receber 5.230 patacas face às actuais 5.080 patacas.

Se os docentes tiverem o nível de bacharelato os subsídios passam a ser de 5.540 patacas e 5.050 patacas, neste último caso se os docentes não tiverem formação pedagógica. Actualmente, os valores são de 5.380 patacas e 4.900 patacas.

Quando os docentes não têm habilitações académicas de ensino superior os subsídios sobem para 4.470 patacas se tiverem frequentado o curso de formação adequado à posição desempenhada, agora o montante é de 4.340 patacas, e de 3.100 patacas, sem o curso de formação, face ao valor em vigor de 3.010 patacas.

A medida que entra em vigor a partir de Setembro tinha sido antecipada no final do ano passado, durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa.

Arte pública | Estudo aponta desenvolvimento “tardio” e falta de “políticas claras”

Um estudo académico publicado na revista E3S Web of Conferences conclui que a arte pública em Macau está numa fase inicial de desenvolvimento, carecendo de público e de uma “política clara” de fomento. Destaca-se ainda o facto de o processo de decisões estar centralizado no Executivo, o que dificulta a conexão com o público

 

Macau tem ainda um longo caminho a percorrer no que diz respeito ao desenvolvimento da arte pública urbana, pois não só são poucos os projectos erguidos na malha urbana como apresentam pouca ligação com quem cá vive e com turistas.

Esta é a conclusão do estudo “Research on Public Art Planning in Macao from the Perspective of Urban Cultural Communication” [Investigação sobre o Planeamento da Arte Pública em Macau na Perspectiva da Comunicação Cultural Urbana], publicado em Abril na publicação académica “ERS Web of Conferences”. Os autores do estudo são Zhu Hui, do Departamento de Arquitectura da Universidade de Soochow, em Suzhou, China; António Cadeias, do Departamento de Química da Universidade de Évora; e Marcello Pelillo, da área de ciências computacionais da Ca’ Foscari – Universidade de Veneza.

O estudo nasceu de uma apresentação feita na “International Conference on Urban Construction and Transportation” em Janeiro deste ano, na cidade de Harbin, China.

O trabalho realizado pela equipa de académicos destaca que “Macau ainda se encontra numa fase relativamente inicial do desenvolvimento da arte pública”, devendo este “ser combinado com as próprias características” do território e com “o modo de desenvolvimento das regiões” vizinhas.

Para os três académicos, a arte pública em Macau apresenta como problemas a existência de “menos obras de artistas locais, o insuficiente sentido de participação pública” ou ainda “a falta de planeamento global [da parte do Governo]”, sem esquecer “apoio jurídico e político” para o desenvolvimento de actividades culturais deste tipo.

Além disso, a arte pública sofre de “insuficiente manutenção e gestão numa fase posterior”, além de que é necessário apresentar determinadas características, como “singularidade, funcionalidade, historicidade e interactividade”, sem esquecer a publicidade dos projectos, para que haja uma difusão “da cultura urbana e se estabeleça a imagem da cidade”.

Relativamente à participação do público, os autores destacam que “o Governo é o principal responsável pelo planeamento, construção e gestão da arte pública em Macau, e que o público apenas pode visitá-la, sem ter um poder de decisão efectivo”. Desta forma, “sem a participação do público, a arte pública carece também da sua natureza básica de ‘publicidade'”, além de que a sua localização “também afecta o sentido da participação do público”.

Tendo em conta a pequena dimensão do território nas zonas mais antigas, nomeadamente na península, os autores do estudo referem que “muitas obras de arte pública são colocadas em faixas à beira da estrada, e que o público apenas as pode apreciar de pé ou junto à estrada”.

No que diz respeito à ausência de planeamento do Executivo, o estudo destaca que “a distribuição da arte pública na cidade é desigual e o seu desenvolvimento é lento”, sendo que “a distribuição da arte pública nas novas zonas urbanas, como a Taipa e o Cotai, é menor, o que contrasta claramente com a Península de Macau”.

Um início tardio

Os académicos dividem a evolução da arte pública urbana de Macau em três fases, com a transferência de administração portuguesa de Macau para a China a representar o ponto intermédio. Em termos gerais, a expressão da arte pública urbana no território “começou tarde”, sendo que “a verdadeira arte pública apareceu [graças] aos monumentos de amizade sino-portuguesa construídos pelo Governo português de Macau após a década de 1990”. Antes dessa década, “as principais obras de arte pública urbana eram sobretudo esculturas religiosas e decorações arquitectónicas de importância histórica na cidade”, é referido.

A ligação da arte pública com a religião, bastante visível na Macau do período pré-transição, é semelhante “ao desenvolvimento da arte pública no [período] da Idade Média, no Ocidente”. Trata-se de “um rico património histórico e cultural que simbolizam o espírito de Macau”, situando-se “nas atracções históricas mais importantes de Macau”, pelo que “a maioria não pode ser deslocada”.

O estudo refere vários monumentos públicos que fazem referência às relações bilaterais históricas entre chineses e portugueses, num total de dez trabalhos, como é o caso das Portas do Entendimento, junto à Torre de Macau e da autoria do escultor Charters de Almeida, ou ainda o Arco do Oriente, na zona do NAPE.

“Este tipo de obras de arte pública é instalado, sobretudo, em praças e nós de tráfego importantes”, cuja instalação é “relativamente bem feita, mas há problemas, como o volume demasiado grande das obras, o facto de serem abstractas”, ou seja, “difíceis de compreender”, além de ser “controverso o seu significado”.

Se a religião e a diplomacia pautaram a arte pública feita antes da transição, após a liberalização do jogo surgiram novos projectos em zonas como o Cotai, com estilos diversos e que “realçam o luxo destes grandes empreendimentos [de jogo] e que atraem turistas”. Porém, nestas obras, “a história e cultura locais de Macau raramente são mostradas”.

A importância dos festivais

O estudo em questão destaca também o facto de a arte pública que se vê em Macau nos dias de hoje estar dependente de festivais que, na sua maioria, são organizados pelo Governo, nomeadamente o Instituto Cultural ou a Direcção dos Serviços de Turismo.

“Uma grande parte da arte pública de Macau está relacionada com eventos festivos importantes”, sendo a sua expressão “inovadora e tradicional em simultâneo”.

“Sempre que há uma variedade de festivais tradicionais chineses e ocidentais, o mais atractivo é a grande instalação de iluminações artísticas em frente à sede do Governo” [junto ao lago Nam Van], assim como “luzes decorativas em estradas importantes e nós paisagísticos da cidade”, bem como a realização de actividades e espectáculos. O estudo destaca ainda a organização anual de eventos como o Festival da Luz, mais recente, ou o Festival Fringe, que acontece há vários anos, que vieram “injectar uma nova vitalidade na cultura urbana”.

Embelezar e educar

Entre os problemas enunciados no estudo, os autores defendem que, mais do que embelezar a cidade, “a arte pública de Macau deve ligar os comunicadores a vários públicos no processo de comunicação cultural urbana”, sempre numa ligação próxima à cidade, reparando “o contexto urbano e reforçando o seu posicionamento”. Além disso, a arte pública urbana possui também a função de “reforço das funções educativas, sociais e práticas”, contribuindo para “melhorar a impressão negativa que a arte pública causa a Macau”.

Os académicos recordam que o pequeno enclave foi o primeiro local, em território chinês, onde a cultura ocidental entrou, fazendo com que Macau tenha hoje “um encanto cultural único e uma coexistência harmoniosa das culturas chinesa e ocidental”.

Desta forma, “o desenvolvimento da arte pública urbana não é apenas um meio de divulgar a longa história e cultura de Macau, mas também uma forma eficaz de Macau se transformar num centro mundial de turismo e lazer” e “uma base de intercâmbio e cooperação com a cultura chinesa”. Estas ideias vão de encontro à “corrente principal, de coexistência multicultural”, patentes no projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, ressalva o estudo.

“Grand Tour” consagra Miguel Gomes em Cannes como melhor realizador

O realizador português Miguel Gomes venceu o prémio de melhor realização do Festival de Cinema de Cannes, em França, pelo filme “Grand Tour”, foi sábado anunciado na cerimónia de encerramento. É a primeira vez que Miguel Gomes é distinguido na competição oficial do festival de Cannes.

Miguel Gomes recebeu o prémio das mãos do cineasta alemão Wim Wenders e num curto discurso agradeceu ao cinema português, sublinhando a raridade que é haver filmes portugueses na competição oficial, e estendeu o agradecimento a “grandes cineastas” como Manoel de Oliveira, que o inspiraram a fazer cinema.

Há 18 anos, em 2006, na competição de longas-metragens esteve “Juventude em Marcha”, de Pedro Costa. A história de “Grand Tour” segue um romance de início do século XX, com Edward (Gonçalo Waddington), um funcionário público do império britânico que foge da noiva Molly (Crista Alfaiate) no dia em que ela chega para o casamento.

“Contemplando o vazio da sua existência, o cobarde Edward interroga-se sobre o que terá acontecido a Molly… Desafiada pelo impulso de Edward e decidida a casar-se com ele, Molly segue o rasto do noivo em fuga através deste ‘Grand Tour’ asiático”, refere a sinopse.

Durante a semana, em conferência de imprensa em Cannes, Miguel Gomes, 52 anos, explicou que “Grand Tour” é um filme “sobre a determinação das mulheres e a cobardia dos homens” e tem ainda como ponto de referência um livro de viagens, “Um gentleman na Ásia”, de Sommerset Maugham.

Périplo asiático

Na preparação deste filme, ainda antes da pandemia da covid-19, Miguel Gomes fez um arquivo de viagem pela Ásia – por exemplo, Myanmar (antiga Birmânia), Vietname, Tailândia, Japão -, para traçar o trajecto das personagens, recolhendo imagens e sons contemporâneos para uma longa-metragem de época de 1918.

Só depois desse périplo, Miguel Gomes rodou as cenas com os actores em estúdio, em Roma. O argumento é co-assinado pelo cineasta com Mariana Ricardo, Telmo Churro e Maureen Fazendeiro. “O que é interessante no cinema é que se pode viajar para um mundo alternativo, um mundo ficcional que contém todos os tempos; as memórias do tempo passado, o tempo actual em que vivemos, o presente”, disse Miguel Gomes na mesma conferência de imprensa.

“Grand Tour” foi produzido por Uma Pedra no Sapato, de Filipa Reis, em co-produção com Itália, França, Alemanha, China e Japão. Miguel Gomes já tinha estado anteriormente em Cannes, na Quinzena de Cineastas onde apresentou “Aquele querido mês de Agosto” (2008), “As mil e uma noites” (2015) e “Diários de Otsoga” (2021), correalizado com Maureen Fazendeiro.

Miguel Gomes soma vários prémios em festivais internacionais, nomeadamente o prémio da crítica do festival de Berlim com “Tabu” (2012), o prémio de melhor realizador (repartido com Maureen Fazendeiro) no Festival Mar del Plata (Argentina) com “Diários de otsoga” (2021) e o prémio especial do júri em Guadalajara (México) com “Aquele querido mês de Agosto” (2009). A 77.ª edição do Festival de Cinema de Cannes começou no dia 14 e terminou sábado.

Vingança servida sem saúde

Antes de abordarmos assuntos sérios deixo-vos o risível. Como nas últimas sondagens para as próximas eleições europeias o partido Chega anda muito por baixo e como a sua estratégia foi sempre a da vitimização, desta vez, tentou que na opinião pública algo pegasse que lhe pudesse dar votos. Vai daí, arranjou um homem com alguma perturbação mental que apareceu com uma mochila junto à sede do Chega, em Lisboa, a dizer que tinha uma bomba e que queria matar André Ventura. A polícia fechou algumas artérias, evacuou edifícios contíguos e as televisões não pararam de informar o sucedido. A polícia apanhou o homem e tirou-lhe a mochila que não tinha nada de explosivo. O homem foi para uma unidade hospitalar e a “bomba” não rebentou…

Na semana passada em Portugal a política foi essencialmente feia. O Governo resolveu servir um tipo de vingança bem fria na substituição de personalidades de grande prestígio e competência. Sempre foi natural que numa mudança do governo se substituam nos Ministérios vários directores, secretárias e assessores, por outros quadros da confiança política do novo Executivo. Agora, de um momento para o outro, sem qualquer justificação e até com alguma rudeza, demitir cargos técnicos ou de gestão em instituições de solidariedade social é que não há compreensão.

FERNANDO ARAÚJO, A COMPETÊNCIA EM PESSOA, FOI MALTRATADO

Fernando Araújo é um professor médico de grande competência que foi escolhido pelo governo de António Costa para Director-Adjunto do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Essencialmente para levar a efeito uma reforma na Saúde que terminasse com a crise no sector, com urgências hospitalares a encerrar e várias especialidades fora de serviço, em alguns casos com as futuras mães sem saber onde ter o parto. Fernando Araújo estava a realizar um trabalho de excelência, louvado por médicos, enfermeiros e gestores hospitalares. Mas, no Hospital de Santa Maria estava uma gestora anti-socialista e que não concordou com as decisões de Fernando Araújo. Essa gestora alegou que não conseguia levar a efeito a sua missão e demitiu-se. Pois, essa gestora é precisamente a actual ministra da Saúde e a primeira coisa que fez foi vingar-se, provocando a repulsa e ira de Fernando Araújo quando lhe pediu um relatório sobre o que é que tinha feito no cargo. Obviamente que o Director-Adjunto do SNS percebeu de imediato que a nova ministra estava a querer a sua saída do cargo e abandonou as funções. As críticas à ministra foram generalizadas e muitos comentadores chegaram a salientar que além da vingança da ministra, era com perplexidade que se compreendia como é que uma gestora que não era capaz de estar à frente de um hospital, agora já tinha competência para ser a “chefe” de todos os hospitais do país. Maior perplexidade quando a ministra acaba de nomear para o cargo de Fernando Araújo um indivíduo gestor que foi condenado, há quatro anos, pelo banco central de Moçambique a uma pena de inibição de três anos de exercer cargos sociais e funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras, devido a uma situação de “conflito de interesses” durante a sua passagem pela administração do banco.

ANA JORGE – FOI MESMO SANEAMENTO POLÍTICO

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa anda há mais de uma década com provedores que em nada mostraram competência e a instituição de solidariedade, que vive à base dos milhões de euros dos jogos de sorte e azar, tem vindo a ter prejuízos incalculáveis. O provedor anterior a Ana Jorge, da confiança socialista, chegou ao absurdo de realizar uma negociata com o Brasil onde os jogos da Santa Casa seriam uma realidade naquele país e, afinal, veio-se a descobrir que o parceiro brasileiro nem sequer contabilidade tem e deixou de enviar os dividendos contratuais para Portugal. Uma vergonha e algo a merecer uma investigação muito profunda por parte do Ministério Público.

E é neste ambiente de descalabro, que entra para provedora a médica prestigiada, a antiga ministra da Saúde, a antiga colaboradora da mesma Santa Casa, Ana Jorge. A senhora iniciou de imediato um trabalho de redução de despesas e de auditoria ao passado para que o “barco” não fosse ao fundo. Conseguiu endireitar as contas e estava e realizar reformas fundamentais para a sobrevivência e melhoria da Santa Casa. Eis que, muda o governo e a nova ministra do Trabalho e da Segurança Social, sem estudar o que se passou e o que Ana Jorge realizou, sem chamar Ana Jorge para uma reunião de trabalho, antes pelo contrário, chamou-a para lhe perguntar quantos funcionários iria despedir. Ana Jorge respondeu que nenhum. Aí, a ministra perguntou a Ana Jorge se pedia a demissão, ao que a ex-ministra lhe respondeu negativamente. No dia seguinte, Ana Jorge estava despedida num claro acto de saneamento político. Pior, a ministra foi buscar para o lugar de Ana Jorge um militar médico, que tem andado em missões militares e que em nada têm a ver com a gestão de uma casa de solidariedade.

Entretanto, também a competentíssima presidente do Instituto de Segurança Social, Ana Margarida Vasques, pediu a demissão em solidariedade com Fernando Araújo e alegando que o Executivo demonstrou falta de confiança na sequência da questão da retenção do IRS nas pensões.

Enfim, tudo isto é política, tudo isto é muito feio. E o mais triste é que assistimos a uma governação que não governa, mas que apenas sabe anunciar medidas futuras como propaganda eleitoral para o próximo dia 9 de Junho.

Uganda-Tanzânia | Vinte ONG pedem a Pequim que retire apoio ao macro-pipeline

Quase uma vintena de organizações não-governamentais (ONG) pediram no sábado ao Presidente chinês, Xi Jinping, que retire o apoio à polémica construção de um macrogasoduto entre o Uganda e Tanzânia, devido aos riscos ambientais e socioeconómicos do projecto.

A construção do Oleoduto de Petróleo Bruto da África Oriental (EACOP), que será o oleoduto de petróleo bruto aquecido mais longo do mundo, obteve o apoio de Xi, disse o Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, em Abril passado.

No entanto, num comunicado enviado à agência noticiosa espanhola EFE, as 19 ONG ugandesas e tanzanianas sustentam que o EACOP “ameaça a segurança e os meios de subsistência de milhões de pessoas e, através da sua inevitável exacerbação da crise climática, representa um risco significativo para a segurança e estabilidade de toda a região e do mundo”.

As organizações denunciaram que muitas comunidades “foram deslocadas à força das suas terras ancestrais e receberam compensações injustas que não reflectem o valor real do que perderam”.

“Por sua vez, as comunidades sofreram um aumento dos níveis de insegurança alimentar e não puderam aceder a serviços básicos como a educação e os cuidados de saúde”, afirmaram as ONG, que temem igualmente o risco de derrames de petróleo e de danos ambientais duradouros, incluindo em importantes fontes de água e zonas húmidas.

“Apelamos respeitosamente ao Presidente Xi para que reconsidere o seu apoio ao projecto” e aos projectos de exploração petrolífera envolvendo empresas chinesas, sublinham as ONG.

Ucrânia | Zelensky convida Xi e Biden para Cimeira de Paz de Genebra

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, convidou ontem os homólogos dos Estados Unidos, Joe Biden, e chinês, Xi Jinping, a participarem numa cimeira de paz a realizar em Lucerna em 15 e 16 de Junho. “Apelo aos líderes mundiais (…), ao Presidente Biden, líder dos Estados Unidos, e ao Presidente Xi, líder da China (…): por favor, apoiem a cimeira de paz com a vossa liderança e participação”, disse Zelensky numa mensagem de vídeo.

A Suíça enviou convites a mais de 160 delegações, mas a Rússia não foi convidada “nesta fase”, de acordo com o portal do Governo helvético dedicado ao evento no início de Maio. Os convidados incluem membros do G7, do G20, dos BRICS, muitos outros países de todos os continentes, bem como a UE, três organizações internacionais e dois representantes do mundo religioso.

A Rússia, que lançou a sua invasão da Ucrânia em 24 de Fevereiro de 2022, fez saber – com duras críticas – que não está interessada em participar nesta conferência. O Kremlin deixou claro em várias ocasiões que não participaria em quaisquer negociações se Kiev não aceitasse a anexação pela Rússia dos cerca de 20 por cento do território ucraniano que ocupa actualmente. O Presidente Zelensky afirmou ontem que “mais de 80 países confirmaram a sua participação”.

Empresas chinesas pedem investigação antidumping contra carne de porco da UE

Várias empresas estão “a preparar provas” para solicitar ao Governo da China a abertura de uma investigação antidumping contra algumas importações de carne de porco da União Europeia (UE), disse a imprensa oficial chinesa. Numa mensagem publicada na rede social X, que está bloqueada na China continental, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, o Global Times, citou uma fonte não identificada “com conhecimento do sector”.

A medida poderá afectar especialmente Espanha, o maior fornecedor europeu de carne de porco à China, com vendas de cerca de 382 mil toneladas em 2023. No ano passado, o mercado chinês importou 1,55 milhão de toneladas de carne suína, a mais popular entre os consumidores do país, e mais de metade veio da Europa. A notícia surgiu num contexto de crescentes tensões comerciais entre a China e Bruxelas.

Na quarta-feira, a Câmara de Comércio da China na União Europeia (UE) disse ter sido “informada por especialistas do sector” de que Pequim está a ponderar aumentar as taxas alfandegárias sobre veículos com motores de grande cilindrada, em preparação contra a possível decisão da UE de penalizar os eléctricos chineses.

A câmara de comércio citou uma entrevista publicada pelo jornal oficial chinês Global Times, na qual Liu Bin, um dos principais especialistas com influência na elaboração das políticas governamentais para o sector automóvel, referiu que Pequim está a considerar aumentar para 25 por cento as taxas sobre automóveis importados de grande cilindrada.

Oportunidade de ouro

A imprensa local recordou que, no fim de semana passado, o Ministério do Comércio chinês anunciou uma investigação ‘antidumping’ contra as importações de copolímero de polioximetileno, um material frequentemente utilizado pelo sector automóvel, proveniente dos EUA, da UE, do Japão e de Taiwan.

Também na quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês garantiu que “o desenvolvimento e a abertura da China à Europa e ao mundo é uma oportunidade, não um risco”, e que o proteccionismo “não pode resolver os problemas da UE”.

“A UE e a China devem resolver questões económicas e comerciais concretas através do diálogo e de consultas”, disse o porta-voz do ministério, Wang Wenbin, numa conferência de imprensa.

Cooperação | Coreia do Sul e Pequim discutem economia e estabilidade global

Yoon Suk-yeol e Li Qiang reuniram na capital sul-coreana para acertar agulhas em projectos partilhados e fazer o diagnóstico de questões regionais e internacionais

 

O Presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, e o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, discutiram ontem em Seul projectos conjuntos em questões económicas e cooperação em assuntos regionais e internacionais.

“Acredito que a Coreia do Sul e a China devem cooperar estreitamente não só para a nossa relação bilateral, mas também para a paz e a estabilidade da comunidade internacional”, disse o Presidente sul-coreano no início da reunião, segundo declarações divulgadas pela agência local.

Yoon sublinhou no seu discurso a importância de trabalhar com a China para enfrentar as crescentes incertezas económicas na sequência da guerra na Ucrânia e do conflito entre Israel e o Hamas e disse esperar que possam “continuar a reforçar a cooperação no meio de complexas crises globais”.

O primeiro-ministro chinês destacou, por seu lado, as estreitas relações económicas entre os dois países e manifestou o desejo de desenvolver ainda mais os seus laços para “benefício mútuo”. “A China deseja trabalhar em conjunto com a Coreia do Sul para se tornar um vizinho bom e confiável e um parceiro solidário que ajude ambos a terem sucesso”, afirmou o Presidente chinês.

Li disse que as cadeias industriais e de abastecimento entre a China e a Coreia do Sul estão “profundamente interligadas” e apelou a Yoon para “resistir à politização de questões de segurança, económicas e comerciais” para proteger essas ligações, segundo à agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

Disse ainda que Pequim está “disposta a acelerar” as negociações para um acordo de comércio livre com Seul “baseado no pragmatismo e no equilíbrio”, assim como para reforçar o diálogo sobre produção, cadeias de abastecimento, controlos de abastecimento, exportação.

Também a segurança é um tema importante entre os dois países, tendo Yoon e Li concordado em estabelecer um diálogo diplomático sobre segurança e realizar a primeira reunião em meados de Junho. Sobre economia, concordaram em retomar as negociações para melhorar o acordo bilateral de comércio livre adoptado pelos seus países assim como retomar um comité bilateral de cooperação sobre investimentos no final do ano, após uma pausa de 13 anos.

Conversas a três

A China é o maior parceiro comercial da Coreia do Sul, mas as suas relações bilaterais têm sido tensas nos últimos anos devido à estreita cooperação de Seul com os Estados Unidos sob o Governo de Yoon, um alinhamento que se estende a Tóquio e que Pequim procura contrariar com esta aproximação.

O primeiro-ministro chinês viajou à Coreia do Sul para participar na segunda-feira da primeira cimeira trilateral com o Japão em mais de quatro anos, que também marca a sua primeira visita à península coreana desde que assumiu o cargo em Março de 2023 e a primeira visita de um número dois chinês à Península Coreana desde a de Li Keqiang.

Os presidentes chineses, os líderes supremos do país, nunca participaram nesta cimeira tripartida, que normalmente conta com a presença do primeiro-ministro. A reunião não acontecia desde 2019.

Junho celebra “Dia do Património Cultural e Natural da China”

Decorrem, desde o dia 23, as inscrições para as actividades comemorativas do “Dia do Património Cultural e Natural da China”, que acontecem a partir de 8 de Junho, organizadas pelo Instituto Cultural (IC). Irão ter lugar vários workshops sobre a cultura tradicional chinesa em diversos espaços culturais a partir de 1 de Junho, este sábado.

Um deles é o “Workshop de gravação de sinetes”, que acontece no Museu Memorial de Xian Xinghai, ou ainda o “Workshop de Pintura dos 24 Termos Solares”, organizado na Casa da Literatura de Macau. Destaque ainda para os workshops sobre “Criação de Candeeiros de Bambu” na antiga Fábrica de Panchões Iec Long, “Cianotipia” nas Ruínas do Colégio de S. Paulo, “Arte do Chá” na Casa de Lou Kau, o “Desenho do Património Cultural” no Jardim da Fortaleza do Monte, entre outros.

Entradas livres

Nos dias 8 e 9 de Junho a entrada no Farol da Guia será livre, permitindo ao público conhecer o seu interior, que “raramente está aberto ao público”, descreve o IC.

Além disso, a exposição “Visitando as Ruínas de S. Paulo no Espaço e no Tempo – Exposição de Realidade Virtual nas Ruínas de S. Paulo” terá sessões experienciais gratuitas em Junho, com o objectivo de “elevar o conhecimento dos residentes e turistas sobre o património cultural de Macau”.

Este período de entradas gratuitas decorre aos sábados e domingos, entre as 10h e as 10h30, entre os dias 8 e 30 de Junho. Além disso, serão realizados os passeios “Visita Guiada a Pé pela Fortaleza do Monte” e “Visita Guiada a Pé em Família até à Fortaleza do Monte” nos dias 8 e 9 de Junho, respectivamente.

Destaque ainda para a entrada gratuita no Museu de Macau entre os dias 8 e 11 de Junho das 10h às 18h. Serão também disponibilizadas visitas gratuitas na Casa da Literatura de Macau entre as 15h e as 16h nos dias 8 e 9 de Junho.

O “Dia do Património Cultural e Natural” foi anteriormente designado como o “Dia do Património Cultural”, sendo celebrado desde 2006. A partir de 2017, o “Dia do Património Cultural” passou a ser designado “Dia do Património Cultural e Natural”, com o objectivo de reforçar a consciência social sobre a importância do património cultural e natural e da preservação do mesmo, aponta o IC.

Magia | Macau é primeira paragem na digressão de Louis Yan

Louis Yan, natural de Hong Kong e um mágico mundialmente famoso, está na estrada com a digressão “My Faith Magic Tour 2024” e Macau será o primeiro ponto de paragem. Nos dias 7 e 8, e também 14 e 15 de Junho, o público local poderá desfrutar das artes mágicas do homem que detém um recorde do Guiness para a “Maior Lição de Magia”, ultrapassando o recorde de David Copperfield

 

Não canta, não dança, nem sequer representa. As artes de Louis Yan, natural de Hong Kong, são outras: ele faz magia e encanta quem o vê com o mistério associado a este tipo de espectáculo. Mundialmente conhecido e detentor de um recorde do Guiness, Louis Yan escolheu Macau para a primeira paragem da sua digressão, intitulada “My Faith Magic Tour 2024”. Assim, nos dias 7 e 8, bem como 14 e 15 de Junho, o público de Macau poderá ver de perto a “fé” do mágico, que actua no Wynn Palace, no Cotai.

Segundo um comunicado da operadora de jogo, que promove o evento, os dois espectáculos de Louis Yan prometem revelar as suas “extraordinárias habilidades, levando o público a uma viagem cativante cheia de transformações mágicas impressionantes”, numa experiência que promete ser “inesquecível”.

O tema da digressão, “A Minha Fé”, está relacionado com o facto de o mágico ter transformado a sua grande paixão numa “fé de vida”, que o tem guiado “numa viagem em todo o mundo que alcança milagres, um após o outro, e que deslumbra o público com magia e surpresa num piscar de olhos”.

Pelo mundo

Louis Yan obteve a distinção do Guiness com a “Maior Lição de Magia”, ultrapassando assim o recorde já atingido pelo mundialmente famoso David Copperfield. Ganhou ainda o “Merlin Award”, um importante prémio nesta área, que se pode considerar como os “Óscares da Magia”.

O mágico de Hong Kong já actuou ao lado dos actores chineses Leo Wu e Peng Yuchang, nomeadamente na gala do Festival da Primavera do canal de televisão CCTV, em 2020, além de ter realizado espectáculos em cidades como Los Angeles, Toronto e Sidney. Louis Yan foi também o primeiro mágico de Hong Kong a exibir as suas lides a solo em Las Vegas, uma das grandes capitais do jogo, a par de Macau. Os bilhetes para os espectáculos já estão à venda, sendo que uma mesa para quatro pessoas custa 1.688 patacas.

A viagem de Louis Yan pelo mundo da magia começou a sério em 2010, ano em que começou a conquistar os primeiros prémios da sua carreira. Nesse ano, tornou-se no primeiro profissional de magia de Hong Kong a vencer o concurso Abbott dos EUA, considerada a capital mundial da magia. Além disso, Louis Yan sagrou-se vencedor, também em 2010, do 6.º Concurso Internacional de Magia de Palco Joker Magic da Hungria.

No ano seguinte, Louis Yan actuou no “Magic Castle” em Hollywood, EUA, além de ter representado Hong Kong, a convite do Governo, em quatro cidades europeias, nomeadamente Paris, Bruxelas, Hamburgo e Haia. Em Junho de 2011, Louis Yan ficou ainda mais conhecido do grande público por prever com sucesso o resultado da lotaria do Mark Six.

Na estação televisiva TVB, da região vizinha, Louis Yan é uma presença constante, tendo sido juiz e convidado do programa “Magic Battle”, além de ter sido o mágico convidado do programa “King of Street Magic” entre os anos de 2013 e 2017. Louis Yan é também o primeiro e único mágico de Hong Kong que realizou um espectáculo de magia com venda de bilhetes no KITEC StarHall.

Guias turísticos | Mais de 1.000 em cursos de línguas

Desde 2013, até ao fim de 2023, cerca de 1.027 pessoas frequentaram os cursos para ensinar línguas aos guias turísticos. Os dados foram revelados por Maria Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo (DST).

Na nota da DST, é ainda indicado que ao longo deste ano vão ser disponibilizados mais quatro cursos de línguas, inglês, japonês, coreano e tailandês, a pensar nos guias turísticos locais. “Tendo em conta o perfil cada vez mais diversificado dos viajantes, já desde 2013, que a DST tem vindo a organizar regularmente diferentes tipos de cursos de formação linguística, incluindo cursos de conversação em inglês, mandarim, tailandês, português, japonês e coreano, entre outras”, afirmou a directora dos Serviços de Turismo.

Maria Helena de Senna Fernandes indicou também que estes cursos visam ajudar os guias a “dominar rapidamente as línguas relacionadas com o seu trabalho diário e a melhorar as suas capacidades de comunicação e a qualidade dos seus serviços no acolhimento de diferentes tipos de viajantes”.

Gastronomia | Cidade de Belém participa em festa de Macau

Entre 14 e 23 de Junho, os interessados vão poder deslocar-se à Doca dos Pescadores e experimentar a comida de várias Cidades Criativas em Gastronomia da ONU

 

A cidade de Belém, no norte do Brasil, vai participar na Festa Internacional das Cidades de Gastronomia, em Macau, entre 14 e 23 de Junho, foi anunciado na sexta-feira. A capital do estado do Pará vai ser uma das 27 Cidades Criativas em Gastronomia da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) a enviar ‘chefs’ para realizar demonstrações culinárias para o público.

A Doca dos Pescadores vai receber um total de 62 demonstrações gastronómicas e sessões de prova de comida, numa média de sete demonstrações por dia, cada uma com a duração de 45 minutos. A directora dos Serviços de Turismo (DST) de Macau disse que a região convidou todas as 56 Cidades Criativas em Gastronomia da UNESCO, lista que inclui as cidades de Santa Maria da Feira (Portugal), Belo Horizonte, Florianópolis e Parati (Brasil).

“Elas decidiram se vêm ou não”, explicou, numa conferência de imprensa, Maria Helena de Senna Fernandes, que sublinhou a presença em Macau, pela primeira vez, de uma Cidade Criativa em Gastronomia da UNESCO vinda de África.

No entanto, a directora da DST admitiu ser “pena que Portugal não tenha vindo”, recordando que uma chefe de cozinha de Santa Maria da Feira fez uma demonstração de gastronomia na 11.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau, em Junho de 2023.

Senna Fernandes justificou a ausência com a organização em Portugal, entre 1 e 5 de Julho, da Reunião Anual da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, composta por quase 300 cidades que se distinguem em áreas como a música, artesanato e artes populares. “Esperamos no futuro convidar mais cidades”, garantiu a governante, que, ainda assim, disse esperar cerca de 100 mil participantes durante os dez dias da Festa Internacional das Cidades de Gastronomia.

Orçamento de 24 milhões

Além de demonstrações culinárias, o programa inclui uma avenida com 100 bancas de comida das seis cidades criativas chinesas (Chengdu, Shunde, Yangzhou, Huai’an, Chaozhou e Macau) e de outras três cidades asiáticas: Phuket (Tailândia), Kuching (Malásia) e Iloilo (Filipinas).

A avenida ficará completa com 54 restaurantes de Macau, incluindo restaurantes de comida portuguesa, e com espectáculos, como danças folclóricas portuguesas, entre outros. A meio da festa, a 17 de Junho, vai decorrer a quarta edição do Fórum Internacional de Macau, que está de regresso após a pandemia, sob o tema “Gastronomia Holística: Comer bem, viver bem”.

O fórum vai reunir especialistas do sector e representantes de cidades criativas da UNESCO em várias áreas, para discutir “a gastronomia como uma força motriz importante para o desenvolvimento sustentável do turismo”, disse Senna Fernandes. O orçamento está estimado em 24 milhões de patacas, sendo que o Governo irá contribuir com 9,6 milhões de patacas, disse a directora da DST.

Seguros | Idoso fica à espera de cirurgia por falta de dinheiro

O deputado Ron Lam revelou a situação de um idoso que foi atropelado quando atravessava a passadeira e que ficou muito tempo à espera de cirurgia, por falta de dinheiro. O caso consta de uma interpelação escrita que foi divulgada ontem pelo deputado.

O legislador não indica quando o acidente aconteceu. Contudo, revela que a pessoa atropelada vive numa situação financeira complicada. Por esse motivo, e dado que a seguradora do responsável pelo acidente não quis assumir de imediato as despesas, teve de esperar pela cirurgia.

O deputado defende que o Governo deve criar um mecanismo para financiar vítimas de acidentes, caso estas não consigam pagar as contas hospitalar e necessitem esperar que as seguradoras assumam os pagamentos. Segundo a proposta do deputado, o dinheiro do fundo serviria para adiantar o montante, em caso de pobreza, que depois seria pago pela seguradora ao próprio fundo.

Na interpelação, Ron Lam também considerou que o processo para as seguradoras assumirem os custos resultantes de acidentes é demasiado lento, o que cria obstáculos ao envolvidos.

Além deste assunto, o deputado defendeu também o aumento do limite mínimo que as seguradoras são chamadas a assumir, em caso de acidente. Segundo Ron Lam, os veículos pesados para transportes de passageiros, o montante é demasiado baixo, o que faz com que a protecção do seguro seja pouco eficaz.

Educação | Estudantes universitários vão ter aulas sobre burlas

As autoridades procuram responder ao número crescente de burlas que visam alunos, principalmente os estudantes oriundos do Interior da China. Segundo Sit Chong Meng, director da PJ, as vítimas tendem a ser os alunos socialmente mais isolados

 

Com o aumento das burlas em que são usadas novas tecnologias, o Governo propôs às universidades locais a introdução de conteúdos lectivos sobre formas de prevenção deste tipo de crime. O anúncio foi feito na sexta-feira por Kong Chi Meng, director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), numa conferência de imprensa organizada em conjunto com a Polícia Judiciária.

Segundo as explicações do director da DSEDJ, as autoridades estão em comunicação com as universidades locais, para que conteúdos para prevenir e identificar burlas sejam leccionados aos alunos que começam a frequentar o ensino local.

“Vamos utilizar as disciplinas de educação geral para fornecer aos alunos este tipo de educação. A Polícia Judiciária (PJ) vai disponibilizar os materiais para as aulas, assim como testes, que vão ser realizados”, afirmou Kong Chi Meng, citado pelo Jornal All About Macau.

De acordo com Kong, os testes vão ainda poder ser utilizados para que as autoridades identifiquem os alunos “em risco”, para que possam receber assistência personalizada.

Nos últimos anos têm disparado em Macau os casos de burla, cometidos através de aplicações de conversação, como o WeChat, em que os burlões se fazem passar pela polícia do Interior e exigem transferências bancárias milionárias, para investigarem alegações falsas. Face a estes desenvolvimentos, a PJ tem distribuído vários materiais nas universidades a alertar para a existência de burlas. Contudo, foi agora decidido que é necessário aumentar as campanhas de prevenção.

Novo programa

O Programa de Vacina Antiburla no Campus foi apresentado na sexta-feira por Sit Chong Meng, director da Polícia Judiciária. No âmbito do programa vão ser adoptadas 10 medidas, como, por exemplo, o envio de materiais a alertar para as burlas, quando os alunos recebem a carta a informá-los que foram admitidos nas universidades de Macau.

Segundo Sit Chong Meng, o problema é mais grave no que diz respeito aos estudantes do Interior da China, que são as principais vítimas. “Alguns estudantes do Interior não se integram activamente na vida do campus universitária nem na vida social da universidade, por isso, não têm o hábito de obter informações locais, o que faz com que não se lembrem das medidas de prevenção contra burlas, quando são contactados”, indicou o director da PJ.

Sit reconheceu também que a maior parte dos alunos burlados admitiu ter tido contactos anteriores com materiais a avisar para a existência de burlas. De acordo com as estatísticas criminais, no primeiro trimestre deste ano houve 96 fraudes telefónicas, entre as quais 40 visaram estudantes, o que significa uma proporção de 42 por cento. Além disso, as fraudes levaram a perdas de 26 milhões de yuan.

Porto Interior | Governo melhora passeios

A Direcção dos Serviços de Solo e Construção Urbana (DSSCU) defende que está a melhorar os passeios no Porto Interior, para facilitar as condições de circulação dos peões. A posição foi tomada na resposta a uma interpelação do deputado Leong Hong Sai, que se queixou de um ambiente muito adverso, tanto para peões como para os veículos, nesta zona da cidade.

“Em articulação com os trabalhos de revitalização das zonas que foram desenvolvidos pelos serviços competentes, esta Direcção de Serviços deu início ao reordenamento do tráfego e dos passeios do Porto Interior, com vista a optimizar o ambiente pedonal”, foi indicado. “A DSSCU salientou que, no futuro, aquando da elaboração dos planos de pormenor da referida zona, proceder-se-á ao respectivo planeamento, tendo em conta as opiniões da sociedade e o ambiente da periferia do Porto Interior”, foi acrescentado, na resposta assinada por Chiang Ngoc Vai, subdirector da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego.

Na interpelação, Leong Hong Sai questiona também a dragagem nos rios de Macau, e indicava que em Hong Kong tinham sido adoptados “vários tipos de robôs” para limpeza de sedimentos, que se mostravam altamente eficazes. Porém, o Governo defende o método adoptado na RAEM. “A DSAMA salientou que, para manter as condições de navegação nos canais de navegação, nas bacias de manobra e nos fundeadouros públicos, recorre-se aos serviços de dragagem contínua por dragas de sucção, dragas clamshell e dragas de sucção e corte, que têm demonstrado melhores resultados e maior eficácia”, foi respondido ao deputado.