Eleições CE | Saída de Ho Iat Seng, por motivos de saúde, encarada com “surpresa” Andreia Sofia Silva - 23 Ago 2024 Com a saída de Ho Iat Seng da corrida às eleições para ser o próximo Chefe do Executivo, o presidente do Tribunal de Última Instância, Sam Hou Fai, parece ser o senhor que se segue. Jorge Fão destaca o facto de, pela primeira vez, poder surgir um candidato que não é empresário, mas funcionário público Ao cair do dia desta quarta-feira a vida política de Macau sofreu um volte face. Ho Iat Seng, que todos esperavam ser novamente candidato ao cargo de Chefe do Executivo para um segundo mandato, renuncia por questões de saúde. É a primeira vez na história da RAEM que um Chefe do Executivo não cumpre o segundo mandato de cinco anos, ao contrário do que aconteceu com Edmund Ho e Chui Sai On. Sem Ho Iat Seng, os olhares estão depositados na possível candidatura de Sam Hou Fai (ver página 4). Ao HM, Jorge Fão, ex-membro da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo (CECE), destaca a importância de, pela primeira vez, não ser um empresário a subir ao mais elevado lugar no pódio político da RAEM. “Dos [candidatos] que se vão posicionar vejo que o presidente do Tribunal de Última Instância (TUI) tem mais hipóteses. Há dias perguntaram-me sobre esta possibilidade [de Sam Hou Fai concorrer], mas não acreditei. Porém, com Ho Iat Seng afastado, vejo que tem fortes possibilidades de avançar”, disse. Para Jorge Fão, “é altura de entrar um funcionário público e não um empresário. É o mesmo que está a acontecer em Hong Kong”, destacou. “Sam Hou Fai é um homem experiente, e deve ser uma pessoa da alta confiança do Governo Central, não tendo feito um mau trabalho no exercício das suas funções como juiz. Tem experiência de vida e profissional, mas falta-lhe experiência ao nível da Administração pública e nas áreas económica e política.” Porém, Jorge Fão acredita que, no que diz respeito a questões económicas, “o Governo Central vai ajudar, bastando conceder mais quotas de viagem da China para Macau”. “É sempre bom ser uma pessoa da área da justiça, o que dá a entender que o Governo será mais transparente e que haverá menos corrupção, embora seja importante que não se exagere nesse controlo com recurso à justiça, pois pode asfixiar tudo o resto, nomeadamente o trabalho de associações. Não pode ser uma governação apenas centrada no Direito.” Jorge Fão, que ficou de fora nestas novas eleições para a CECE, considera ter ficado surpreendido com o anúncio de Ho Iat Seng. “Foi uma surpresa para muitos e para mim também, porque todos os Chefes do Executivo fizeram dois mandatos desde a fundação da RAEM. Ele esteve fora cerca de 40 dias, tem problemas de saúde, e além disso já não é assim tão novo.” Cedo para balanços Na nota divulgada ao final da tarde de quarta-feira, Ho Iat Seng assumiu que as questões de saúde são a razão para não ser novamente candidato. “Devido a problemas de saúde ainda não totalmente resolvidos, a bem do desenvolvimento a longo prazo de Macau e partindo do que corresponde ao melhor interesse desta região, decidi não participar na eleição para o sexto mandato do Chefe do Executivo.” Ho Iat Seng, que foi empresário e deputado, tendo presidido também à Assembleia Legislativa, garantiu que irá dar “todo o apoio ao Chefe do Executivo do sexto mandato e ao Governo da RAEM nas acções governativas em cumprimento da lei”, além de contribuir para a manutenção do princípio “Um País, Dois Sistemas” e o desenvolvimento de Macau. Ao HM, o economista José Sales Marques disse ser cedo para fazer balanços. “Desejo-lhe uma rápida e completa recuperação. O Dr. Ho Iat Seng, cujo mandato ainda não terminou, tem vindo a governar Macau durante o período mais difícil da RAEM, demonstrando grande dedicação à causa pública. Ainda é demasiado cedo para se fazer qualquer balanço.” Outra voz que já comentou o afastamento de Ho Iat Seng foi o deputado Pereira Coutinho. Na sua página oficial de Facebook, o deputado disse tratar-se de uma decisão “previsível”, com um “‘timing’ apropriado e adequado”, tendo em conta que “a actual situação económica é grave e muitos residentes estão desempregados ou a trabalhar em tempo parcial”. Há ainda “muitas questões sociais por resolver”, sendo que, para o deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, “a moral dos trabalhadores da função pública é a mais baixa de sempre”. “O futuro Chefe do Executivo tem muitos desafios pela frente e tudo dependerá da sua capacidade de visão, competência, integridade, sentido de justiça e capacidade de liderar uma equipa de titulares dos principais cargos públicos com o objectivo de elevar a qualidade de vida dos cidadãos”, adiantou. Visão de jogo O ex-deputado Au Kam San adoptou uma posição mais crítica em relação a esta alteração no cenário eleitoral. Nas redes sociais, escreveu que a desistência de Ho Iat Seng pouco interessa à população, uma vez que o Chefe do Executivo é eleito por uma comissão com apenas 400 pessoas, no contexto de uma população com quase 700 mil. “Porém, como o Chefe do Executivo não será apenas Chefe do Executivo de um pequeno círculo de 400 conselheiros, é inevitável prestar atenção ao impacto social da eleição.” Segundo o portal GGRAsia, a correctora Seaport Research Partners adiantou que não se esperam “quaisquer alterações materiais” no sector do jogo com esta mudança de fundo nas eleições. Vitaly Umansky, analista da Seaport, disse numa nota divulgada ainda na quarta-feira que o anúncio não foi “surpreendente, uma vez que Ho tem manifestado preocupações de saúde há algum tempo e teve uma licença prolongada em Julho”. “Nesta fase, não existe um candidato óbvio para o cargo, mas esperamos que o eventual Chefe do Executivo venha de dentro da Administração governamental”, afirmou, dizendo ainda que “é muito certo que o status-quo será provavelmente o principal motor do novo Chefe do Executivo, com a continuação dos principais objectivos políticos”, incluindo “o apoio à indústria do jogo e da hotelaria”. Na mesma nota é referido que o próximo candidato e potencial vencedor “será totalmente examinado e aprovado pelo Governo Central”, chegando ao cargo “com uma forte experiência no Governo de Macau e uma compreensão da importância da indústria do jogo e da hotelaria para o bem-estar económico e o desenvolvimento futuro de Macau”. A correctora avançou com alguns nomes, tal como o actual secretário para a Administração e Justiça, André Cheong Weng Chon; o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak; nomes que, de resto, também foram apontados por Jorge Fão ao HM como possibilidade. A Seaport previu ainda a candidatura de uma pessoa “mais recentemente mencionada nos meios de comunicação social locais”, Sam Hou Fai. Beco sem saída Na corrida ao cargo de Chefe do Executivo há ainda outro nome nas margens das elites políticas, Jorge Chiang que terá poucas possibilidades de obter o mínimo de 66 votos da comissão eleitoral para se qualificar como candidato. Jorge Chiang preside à Associação de Institucionalismo de Macau e Associação Comercial de Lotus de Macau, sendo, porém, pouco conhecido nos habituais meios políticos. “Nasci em Macau. A minha família vive cá há muitos anos, desde a década de 1940. Estudei áudio, iluminação e telecomunicações e trabalhei na área financeira tanto na China, como no exterior. Durante a juventude, trabalhei no Centro Diocesano dos Meios de Comunicação Social. Sou católico”, afirmou ao HM na altura em que divulgou nas redes sociais que seria candidato a líder do Governo. Em toda a história das eleições para Chefe do Executivo da RAEM só houve, no primeiro acto eleitoral da era RAEM, um segundo candidato, tendo Stanley Au perdido contra Edmund Ho. Tudo indica que está por dias a oficialização de candidatura de Sam Hou Fai, até porque o período de apresentação de candidaturas arranca na próxima quinta-feira, 29 de Agosto, terminando a 12 de Setembro. As eleições estão agendadas para 13 de Outubro, sendo que a tomada de posse do novo Chefe do Executivo acontece em Dezembro, por altura do 25º aniversário da transferência da administração portuguesa de Macau para a China.
Mpox | Preço desencoraja vacinação entre migrantes Hoje Macau - 22 Ago 2024 Associações defenderam que o custo da vacina contra o vírus monkeypox (mpox) vai desencorajar a imunização dos trabalhadores estrangeiros que vivem em Macau sem estatuto de residente. Duas doses da vacina custam quase 3.500 patacas Os Serviços de Saúde de Macau aconselharam, na sexta-feira passada, a vacinação contra o mpox, com duas doses, aos profissionais de saúde e “às pessoas de alto risco”, incluindo as que praticam “actos sexuais arbitrários ou com parceiros sexuais múltiplos”. A vacinação contra o mpox é gratuita para os habitantes com estatuto de residente. Mas para a mão-de-obra vinda do exterior, incluindo da China continental, as duas doses da vacina custam 3.460 patacas,de acordo com o canal português da televisão pública TDM Macau. “Quem estaria disposto a receber a vacina?” questionou Benedicta Palcon, uma representante da união de trabalhadores migrantes filipinos Greens (Greens Philippines Migrant Workers Union). De acordo com dados oficiais, a mediana do rendimento mensal da população empregada em Macau era de 17.900 patacas no segundo trimestre deste ano. Mas tanto Palcon como a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Migrantes Indonésios em Macau, Yosa Wari Yanti, estimaram que os trabalhadores domésticos recebem actualmente entre quatro mil e seis mil patacas por mês em Macau. “É impossível gastar praticamente um salário inteiro numa vacina. Além dos nossos gastos com alimentação e alojamento, quase todas enviamos dinheiro para as nossas famílias”, sublinhou Yosa. Macau tinha 181.108 trabalhadores sem estatuto de residente no final de Junho, representando 26,4 por cento da população de Macau, de acordo com dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública. Yosa recordou que os não-residentes “também contribuem para a economia de Macau” e alertou que dificultar a vacinação pode facilitar um possível futuro surto de mpox. Em força Antes conhecida como “varíola dos macacos”, esta é uma doença viral que se propaga de animais para seres humanos, mas também é transmitida por contacto físico próximo com uma pessoa infectada com o vírus. A nova variante pode ser facilmente transmitida entre dois indivíduos, sem necessidade de contacto sexual, e é considerada mais perigosa do que a variante de 2022. “As empregadas domésticas trabalham seis dias por semana nas casas de famílias locais e algumas até dormem lá. Se um membro da família ficar doente, ficamos todos doentes”, explicou Yosa. Em Setembro e Dezembro, Macau registou dois casos de mpox. Na sexta-feira, a China anunciou o reforço da vigilância nas fronteiras, obrigando todos os aviões e navios provenientes de zonas afectadas pela doença a cumprir medidas sanitárias, estabelecendo protocolos de rastreio para os viajantes provenientes de regiões com surtos ativos, num conjunto de medidas que vai estar em vigor nos próximos seis meses. Esta é a segunda vez em dois anos que a doença infecciosa é considerada uma potencial ameaça para a saúde internacional, um alerta que foi inicialmente levantado em Maio do ano passado.
Secretário de Estado chega a Cantão este domingo Andreia Sofia Silva - 22 Ago 2024 Já é conhecida a agenda oficial de José Cesário, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas do Governo português, que fará um périplo por Cantão, Macau e Hong Kong. Numa nota enviada às redacções, é referido que Cesário chega a Cantão este domingo, reunindo no Consulado-geral de Portugal em Cantão com a comunidade portuguesa residente na cidade chinesa. Na segunda-feira, dia 27, ainda em Cantão, decorre um encontro com a PorCham – Câmara de Comércio e Indústria de Portugal na China, e ainda um encontro com empresários da comunidade portuguesa de Cantão. José Cesário dará ainda uma conferência de imprensa para os media locais no Liurong Building. Na terça-feira, e já em Macau, seguem-se os encontros com os conselheiros das comunidades portuguesas, a direcção da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, presidida por Carlos Álvares, uma visita ao Consulado e ainda um encontro com Jorge Fão e Francisco Manhão, dirigentes da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC). Medalhas entregues Destaque ainda para a entrega, na terça-feira, das Medalhas de Mérito das Comunidades Portuguesas a Anthony Stephen da Cruz e ainda, a título póstumo, a Wu Zhiwei, CEO e fundador do Grupo Quinta da Marmeleira, recentemente falecido. Na quarta-feira, 28 de Agosto, a agenda oficial faz-se com uma visita à sede do Banco Nacional Ultramarino e uma reunião com o seu presidente do conselho de administração, Carlos Álvares; uma visita à Fundação Oriente e encontro com a sua delegada, Catarina Cottinelli; e a deslocação à Santa Casa da Misericórdia de Macau. Aí irão decorrer encontros com o seu provedor, António José de Freitas. Ainda nesse dia está agendada uma visita ao Instituto Internacional de Macau. A visita termina na quinta-feira, 29, com uma visita à Universidade de São José, sendo que a comitiva de José Cesário deslocar-se-á a Hong Kong. Aí irão decorrer reuniões com Tony Cruz, do Hong Kong Jockey Club, e um encontro com a comunidade no histórico Club Lusitano de Hong Kong. A visita oficial de José Cesário a Cantão, Macau e Hong Kong estava prevista para Junho, mas foi adiada por “motivos familiares”. Sendo um nome bem conhecido do território, por ter sido secretário de Estado das Comunidades Portuguesas durante vários anos, Cesário faz agora a sua primeira visita no contexto do novo Governo português liderado por Luís Montenegro.
MoMA, em Nova Iorque, exibe cinema português Hoje Macau - 22 Ago 2024 Um ciclo dedicado ao cinema português que percorre 50 anos de história, do realizador Manoel de Oliveira a Miguel Gomes, vai decorrer entre Outubro e Novembro no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque, segundo a programação. Intitulado “The Ongoing Revolution of Portuguese Cinema” (“A revolução em curso no cinema português”, em tradução livre), o ciclo vai decorrer entre 17 de Outubro e 19 de Novembro, partindo dos 50 anos da Revolução dos Cravos que “pôs fim a quatro décadas de fascismo em Portugal”, recorda um texto sobre o evento divulgado na página do museu na Internet. A organização do ciclo é da responsabilidade de Francisco Valente, crítico de cinema, realizador e programador, assistente de curadoria do Departamento de Cinema do MoMA, que contou com a colaboração do Arquivo Nacional de Imagens em Movimento e da Cinemateca Portuguesa. “Sob a influência de Manoel de Oliveira – que questionava continuamente as linhas entre a vida e a sua representação – a geração do ‘Cinema Novo’ expandiu as inovações da ‘nova vaga’ internacional dos anos 60, no meio de um ambiente social sufocante no país e de uma guerra colonial brutal em África”, refere um texto de apresentação do ciclo. Inspirado na Nova Vaga do cinema francês e no neorrealismo italiano, o Novo Cinema português surgiu na década de 1960, ainda durante o regime do Estado Novo e, com uma linguagem inovadora, rompeu com os cânones do cinema tradicional. Tradição que se revela Este ciclo, ainda sem programação concreta divulgada, “traz à luz uma tradição estética em que fazer filmes, sendo que vê-los se torna em um gesto político e existencial, criando um espaço de resistência às forças homogéneas e opressivas que nos constrangem na nossa vida – uma busca, numa palavra, de liberdade”, indica o MoMA. O mesmo texto contextualiza que, em 1974, “estava também em curso uma outra revolução: uma vaga de filmes que, sob o peso da censura, quebrou as distinções entre realidade e ficção no ecrã”. “Antes que a noção de ´cinema híbrido´ ganhasse força em todo o mundo, o cinema português utilizava ferramentas do documentário para criar ficção (e vice-versa) e oferecer um novo domínio para os sentidos; tal como um processo revolucionário, estabelecia uma ligação entre a vida quotidiana e as confluências políticas que afetam o seu curso”, acrescenta. O museu recorda ainda que, após a revolução, o movimento por ela desencadeado “centrou-se nas comunidades operárias com uma dignidade renovada e atraiu cineastas estrangeiros, como Robert Kramer e Thomas Harlan, para captar a atmosfera política febril de Portugal”. “O espírito independente do cinema português continuaria a desbravar novos caminhos com as obras de João César Monteiro, inspiradas em fábulas, e com os documentários de António Reis e Margarida Cordeiro, Manuela Serra e António Campos, que redefiniram a arte do real e influenciaram cineastas como João Pedro Rodrigues, Pedro Costa e Miguel Gomes”, aponta ainda. Além da programação de exposições, o MoMA – que possui uma coleção de arte moderna com mais de 150 mil peças e um arquivo sobre cerca de 70 mil artistas – organiza actividades paralelas culturais e educativas.
Turismo | Concurso de fogo-de-artifício de Macau com presença portuguesa Hoje Macau - 22 Ago 2024 A nova edição do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau começa já no dia 7 de Setembro e irá contar com a presença de uma equipa portuguesa, como tem sido habitual nos últimos anos. Este evento, anunciado ontem, servirá ainda de celebração ao chamado “duplo aniversário”: os 25 anos da transferência de administração portuguesa de Macau para a China e os 75 anos de implantação da República Popular da China Uma equipa portuguesa vai estar presente no Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, entre 7 de Setembro e 6 de Outubro, disse ontem à Lusa a Direcção dos Serviços de Turismo (DST). Um dos dez espectáculos previstos para a 32.ª edição do concurso será apresentado por uma empresa vinda de Portugal, disse um porta-voz da DST, acrescentando que mais detalhes só serão revelados na próxima semana. Na edição do ano passado, a primeira após uma pausa de três anos devido à pandemia de covid-19, a Macedos Pirotecnia apresentou o espectáculo “Supernova”, em 1 de Outubro, Dia Nacional da China. A Macedos Pirotecnia, com sede no concelho de Felgueiras, no distrito do Porto, participou pela quinta vez no concurso, tendo vencido em 2000, a 12.ª edição, a primeira realizada depois da transição de administração de Macau de Portugal para a China. Além de Portugal, o concurso de 2023 apresentou espetáculos com uma duração de 18 minutos, a combinar fogo-de-artifício e música, de companhias vindas da Austrália, da Suíça, da Áustria, da Rússia, das Filipinas, do Japão, do Reino Unido, da Alemanha e da China. O Reino Unido foi o vencedor e a China e o Japão ficaram no segundo e terceiro lugares, respectivamente. Celebrações mil A edição deste ano irá decorrer no âmbito das celebrações dos 75 anos da fundação da República Popular da China e dos 25 anos da transferência de administração portuguesa de Macau para a China. O concurso coincide parcialmente com a chamada “Semana Dourada” do Dia Nacional da China de 1 de Outubro. No ano passado, Macau recebeu mais de 116.500 turistas por dia nesse período, que concentrou vários feriados, entre 29 de Setembro e 6 de Outubro. Segundo uma nota ontem divulgada pela DST, “companhias de fogo-de-artifício de dez países de várias partes do mundo irão apresentar espectáculos coloridos aos residentes e visitantes, enriquecendo as actividades nocturnas e impulsionando a economia comunitária de Macau”. As exibições de fogo-de-artifício decorrem nos dias 7, 14, 21 de Setembro e ainda nos dias 1 e 6 de Outubro às 21h00 e 21h40 na zona ribeirinha em frente à Torre de Macau. A DST destaca ainda os “cinco melhores pontos de visionamento do fogo-de-artifício”, nomeadamente na Avenida Dr. Sun Yat-Sen, do Centro Ecuménico Kun Iam até à Zona de Lazer Marginal da Estátua de Kun Iam; no passeio ribeirinho do Centro de Ciência de Macau, na Avenida de Sagres, ao lado do Hotel Mandarim Oriental; no espaço Anim’Arte Nam Van, junto aos lagos Nam Van, e na Avenida do Oceano, na Taipa.
Aviação civil | Pereira Coutinho alerta para atraso na proposta de lei Andreia Sofia Silva - 22 Ago 2024 Pereira Coutinho alerta para o atraso na aprovação da proposta de lei que irá regular a aviação civil, que promete acabar com o monopólio da Air Macau. Na sessão de balanço do último ano legislativo, Coutinho voltou a pedir apoios sociais para idosos e cartão de consumo e lamentou a tendência de rejeição de debates na AL Os deputados José Pereira Coutinho e Che Sai Wang destacaram ontem a demora no avanço da proposta de lei de aviação civil, que continua a ser analisada na especialidade na terceira comissão permanente da Assembleia Legislativa desde Junho de 2023. Coutinho, que faz parte da comissão parlamentar, deixou o alerta para a necessidade de maior celeridade no processo, pois existe o risco de a proposta de lei expirar caso não seja votada na especialidade até final deste ano. A opinião foi partilhada durante a conferência de imprensa para apresentar o balanço da 3ª sessão legislativa da VII legistura, que se realizou ontem na sede da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). “Temos a [proposta] lei de aviação civil, que está em banho-maria, porque não querem acabar com o monopólio das rotas aéreas. O secretário estendeu [o período de concessão da Air Macau], de forma injustificada, por mais três anos, e aquilo vai continuar em banho-maria. Não sabemos qual é o ponto de situação. Faço um apelo porque o actual monopólio tem de acabar, porque há várias actividades económicas em regime de monopólio, como as cargas, os serviços ou estacionamento das avionetas”, disse. Ainda na área da aviação civil, o deputado referiu que o Aeroporto Internacional de Macau “praticamente só tem voos domésticos”. “Queremos que mais companhias aéreas voem directamente para Macau, e esperávamos melhorias com a segunda pista, o que, infelizmente, parece não estar a acontecer”, referiu. Ainda no que diz respeito ao trabalho das comissões permanentes da AL, Pereira Coutinho destacou que “há quatro propostas de lei extremamente importantes que ainda não foram aprovadas”, sendo que, na terceira comissão, há a revisão do Código Tributário, “que tem barbas brancas, pois há dois anos que está na comissão”. Em matéria da proposta de lei da contratação pública, na primeira comissão permanente, Coutinho acrescentou que “uma questão que se tem agravado são os ajustes directos, incluindo a realização de consultas públicas”. “Achamos que é uma actividade que deveria ser feita por concurso público. Mesmo em situações em que, de facto, há urgência de fazer certas obras em que apenas alguns empreiteiros têm capacidade técnica para as fazer, tem de se fundamentar melhor os ajustes directos, e isso não está a acontecer”, disse. AL não cumpre No último ano de trabalho legislativo, a dupla de deputados apresentou um total de 119 documentos, 84 interpelações escritas, 26 intervenções antes da ordem do dia nos debates, quatro perguntas ao Chefe do Executivo e ainda duas propostas de debate. Sobre este ponto, Pereira Coutinho admitiu sentir-se “sozinho”, por ser dos poucos deputados que faz pedidos de debate, os quais foram todos rejeitados nos últimos anos. “Posso dizer que tenho sido o campeão das propostas de debate ao longo dos últimos anos. E estas são rejeitadas por irresponsabilidade dos colegas deputados. Ultimamente, apresentei propostas de debate diferentes daquelas apresentadas pelos meus colegas deputados, optando pela não presença dos membros do Governo, a fim de haver um debate interno sobre questões essenciais que afectam Macau, como o emprego, carestia de vida ou problemas com as concessionárias de jogo.” Porém, lembrou, “as propostas foram rejeitadas, o que nos permite chegar à conclusão que a AL, na sua maioria, não gosta de debater assuntos públicos, e isto é lamentável”. Ainda sobre o trabalho no hemiciclo, o deputado lamenta que “não esteja a cumprir o seu dever de fiscalização da actividade governativa”. “Basta ver a reprovação da maioria dos debates que apresentámos, e depois nas interpelações não respondem como deve ser, e muitas questões que fazemos não são obtidas respostas directas. Isso acontece também com as interpelações escritas que apresentamos, cujas respostas nada têm a ver com as questões que foram feitas. Isso obriga-nos a repetir as interpelações escritas”, apontou. De resto, Pereira Coutinho apontou o dedo à “qualidade da governação pública”, pois existe “o problema de o Governo não gostar de ouvir os cidadãos”. “Veja-se que tivemos uma oportunidade, durante um ano, para expor os problemas e pedir ajuda para os resolver. Nunca fomos solicitados nem eles [membros do Governo] se interessaram por contar connosco ou aceitam encontros que propomos, nomeadamente com os secretários.” Além disso, foi referido que “a participação pública é fraca”. “Raramente somos convidados para participar em questões importantes, tirando as performances das consultas públicas. Damos a nossa opinião, mas não sabemos qual é o resultado disso. Se aceitam umas e não aceitam outras, e não justificam nem fundamentam”, acrescentou o legislador. O regresso do cartão Em matéria de apoios sociais, os deputados voltaram a pedir mais dinheiro para idosos, lamentando que estes tenham apenas como montante mensal garantido o da reforma, de apenas 3.740 patacas por mês, que “não chega para viver em Macau”. “Várias vezes pedimos para serem actualizadas as pensões e subsídios para idosos, pois neste momento as 3.740 patacas não chegam para se viver em Macau. O Governo responde que há a compensação pecuniária e subsídios, mas isso é discricionário, porque o único montante que está fixo é o da pensão. O exemplo mais paradigmático de que o Governo corta nos subsídios foi o caso da suspensão da injecção de sete mil patacas nas contas individuais de previdência nos três anos de pandemia.” Coutinho defendeu novamente o regresso do cartão de consumo no valor de oito mil patacas “para aliviar o sofrimento das famílias com mais dificuldades”. Ainda em matéria social, o deputado e presidente da ATFPM destacou que “é muito difícil encontrar trabalho em Macau”, pois “todos os empregos são a tempo parcial”. Neste contexto, Pereira Coutinho lembrou que muitos jovens optam por cursos do ensino superior que têm baixa taxa de empregabilidade no território, pedindo a intervenção do Governo nesta matéria. Além disso, o deputado salientou a ocorrência de muitos casos de suicídio no território, causados por bullying em escolas e empresas e ainda por dificuldades financeiras. No que diz respeito ao sector do jogo, Coutinho destacou os já anunciados investimentos na Ásia, nomeadamente a consulta pública sobre a nova lei do jogo na Tailândia, e a necessidade de Macau saber reagir. “Os cidadãos do Interior da China podem deslocar-se a Singapura sem necessidade de visto. Os próximos dez anos vão ser cruciais. Nos países árabes vão legislar o jogo, temos a presença da MGM no Japão e na Tailândia estão a legislar sobre o sector, com o interesse de duas operadoras que têm presença em Macau. Macau cada vez está pior e estão-nos a cortar os pés e as mãos. É referido que o segmento não-jogo vai resolver os nossos problemas, e pergunto: a indústria não-jogo, quantos impostos paga? As despesas públicas do Governo estão a aumentar ano após anos.” Outra matéria apontada por Coutinho prende-se com a legislação do artigo 42 da Lei Básica a fim de assegurar a não descriminação em relação à comunidade portuguesa. “Gostaria que, no futuro, o Chefe do Executivo cumprisse a promessa de regulamentar o artigo 42 da Lei Básica que tem a ver com os usos e costumes da comunidade portuguesa. Depois de 25 anos [da transição de Macau], é altura de existir uma lei que permita que não sejamos discriminados em vários aspectos, como nos pedidos de subsídios e na inscrição em locais para a realização de actividades das comunidades portuguesa e macaense.” O referido artigo da mini-constituição da RAEM determina que “os interesses dos residentes de ascendência portuguesa em Macau são protegidos, nos termos da lei, pela Região Administrativa Especial de Macau”, pelo que “os seus costumes e tradições culturais devem ser respeitados”.
Consumo | Lo Choi In pede incentivos através de descontos Hoje Macau - 22 Ago 2024 Lo Choi In sugere que o Governo dê subsídios na forma de descontos para residentes, a fim de incentivar o consumo em algumas zonas do território. O pedido da deputada surge no contexto do alargamento do programa do grande prémio de consumo nos fins-de-semana para o quarto trimestre deste ano, fazendo referência ao programa do cartão de consumo, pois do total de oito mil patacas, três mil eram concedidos a residentes através de descontos de 25 por cento em produtos, enquanto cinco mil patacas podiam ser gastos directamente. De acordo com o Jornal do Cidadão, a deputada recordou que essa medida potenciava bastante o consumo local, esperando que haja maior flexibilidade na utilização dos cupões, para que sejam usados diariamente e não apenas aos fins-de-semana. Lo Choi In defende também a criação de mais ofertas de alojamento no sector hoteleiro, em épocas especiais como o aniversário da implantação da República Popular da China e Natal, a fim de incentivar os turistas a pernoitarem mais tempo no território. A deputada lembrou que apesar do número de estadias ter aumentado 20 por cento em Julho, o tempo médio passou a 1,2 dias, sendo que muitas pequenas e médias empresas não beneficiaram disso.
Taiwan | Sugerida visita a Macau a residentes da Formosa Nunu Wu e João Luz - 22 Ago 2024 Lao Ngai Leong, que tem chefiado a delegação de Macau na Assembleia Popular Nacional, deseja que residentes de Taiwan visitem a RAEM para testemunharem os progressos do território e apaziguar receios sobre ‘Um País, Dois Sistemas’. O responsável acusa William Lai de ser um soldado raso das forças anti-China Ver para crer. Este é o slogan de Lao Ngai Leong, que tem chefiado a delegação de Macau na Assembleia Popular Nacional (APN) nos últimos anos, em relação à reunificação de Taiwan com a República Popular da China. O responsável que preside ao Conselho Regional de Macau para a Promoção da Reunificação Pacífica da China, afirmou que gostaria que os residentes de Taiwan visitassem Macau para verem com os seus próprios olhos os progressos alcançados depois da transferência da soberania de Macau para a China. Testemunhar na primeira pessoa a prosperidade e harmonia do território poderia, na óptica de Lao Ngai Leong, corrigir mal-entendidos, apaziguar receios e desbloquear eventuais resistências em relação à eficácia do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’. A ideia foi partilhada pelo dirigente na última reunião da “Conferência Global dos Chineses Ultramarinos para Promover a Reunificação Pacífica da China”, que ocorreu na passada terça-feira em Hong Kong. Lao Ngai Leong concluiu perante os restantes membros do conselho que ao longo dos anos, Macau registou um notável desenvolvimento económico, a sociedade manteve-se estável e o bem-estar da população prossegue num crescendo. Além disso, o responsável destacou a projecção e prestígio internacional alcançado por Macau “devido às suas características multiculturais” e a ambiente urbano único. “Os residentes de Macau sabem que só uma pátria potente pode continuar a apoiar o território, como fez até agora, proporcionando um futuro brilhante para a região”, acrescentou Lao Ngai Leong, citado pelo jornal Ou Mun. Contra o separatismo Têm sido frequentes as intervenções do representante de Macau na APN sobre temas como a reunificação pacífica e a intransigência para com forças separatistas de Taiwan. A última reunião da “Conferência Global dos Chineses Ultramarinos para Promover a Reunificação Pacífica da China” não foi excepção. Lao Ngai Leong considera que os esforços dos independentistas de Taiwan para impedir a reunificação do país são em vão e estão votados ao insucesso. O responsável lançou também vários ataques pessoais ao dirigente da Formosa William Lai, referindo que este ignora o Consenso de 1992, insistindo na defesa da independência de Taiwan e “promovendo a falácia do separatismo”, e arrisca a segurança de 23 milhões de compatriotas. “William Lai serve como soldado raso das forças internacionais anti-China, que têm como objectivo travar o desenvolvimento da China”, acrescentou.
Medicina | Leong Sun Iok pede mais vagas para médicos estagiários Hoje Macau - 22 Ago 2024 O deputado Leong Sun Iok defende que o Governo deve aumentar as vagas de estágios para os licenciados em medicina. O pedido faz parte de um comunicado divulgado ontem pelo legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). De acordo com o membro da Assembleia Legislativa, face à falta de recursos humanos médicos no território, não é compreensível que as vagas não abranjam todos os recém-licenciados. Leong indica que todos os anos há mais de 150 licenciados em medicina de Macau no exterior. “No entanto, as vagas de estágios em Macau concentram-se principalmente no sistema público de saúde, e os números de vagas nos dois anos foram de 99 vagas a 115 vagas”, aponta. “As vagas são insuficientes para responder à procura por todos os recém-licenciados em medicina, por isso, pede-se ao governo que adopte medidas activamente para aumentar o número de vagas para estágios”, acrescentou. No comunicado, Leong Sun Iok indica também que há um aumento da procura por cuidados médicos, devido ao envelhecimento da população. Leong afirma que apesar de ter havido um aumento do número de clínicas nos anos mais recentes, ainda se regista um problema da falta de médicos, principalmente no sector público. Além disso, o deputado da FAOM destaca que os médicos estão cada vez mais sob forte pressão, o que afecta a qualidade dos serviços, assim como a vida pessoal e a sua saúde.
Telemóveis | SmarTone deixa de providenciar serviços Andreia Sofia Silva - 22 Ago 2024 A SmarTone decidiu deixar de providenciar o serviço de telecomunicações móveis, renunciando, assim, à sua licença de operação da rede 4G, não renovando também a actual licença de 3G. Segundo uma nota publicada pela empresa no website, a decisão de “cessão da prestação de serviços de comunicações móveis em Macau” foi feita “após uma análise comercial exaustiva”, sendo que foi estabelecido um acordo com a CTM para que os clientes passem para esta operadora. Assim, os clientes que ainda têm contratos de telecomunicações móveis com a SmarTone foram ontem notificados via SMS sobre “as disposições relevantes, incluindo a data de substituição do cartão SIM e outros pormenores”. Os cartões SIM serão substituídos entre hoje e o dia 31 de Outubro. Na mesma nota, a SmarTone “agradece sinceramente aos seus clientes pelo seu apoio e confiança constantes”, sendo que, num comunicado difundido pelo Governo, a empresa ter-se-á comprometido a “tratar os trabalhadores e respectivos contratos de trabalho de acordo com a Lei das Relações de Trabalho, coordenando [a situação] com a CTM para proporcionar oportunidades de emprego aos actuais trabalhadores”. O mesmo comunicado refere também que a Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações “acompanhará de perto e supervisionará todo o processo de transição para garantir uma conclusão bem-sucedida”.
Clínicas comunitárias | Ella Lei defende mais vagas de atendimento João Santos Filipe - 22 Ago 202422 Ago 2024 Com a época de pico da gripe esperada para o final do ano, a deputada quer mais consultas externas subsidiadas pelos serviços de saúde nas clínicas privadas. O objectivo passa por desviar os casos menos graves do hospital A deputada Ella Lei defende um aumento das parcerias entre os Serviços de Saúde (SS) e as clínicas comunitárias privadas, para responder à maior procura de cuidados médicos. O assunto é abordado através de uma interpelação escrita divulgada ontem pelo gabinete da legisladora ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). A membro da Assembleia Legislativa confessa que nos últimos dois anos tem recebido cada vez mais queixas dos residentes devido à falta de vagas de atendimento nas clínicas comunitárias subsidiadas pelos SS ou nas clínicas pagas com dinheiros públicos. Ella Lei mostra-se preocupada, porque apesar da procura ser cada vez maior e acima da oferta de serviços, a tendência tem sido para os SS reduzirem o número de consultas ou de serviços disponíveis. “O número de vagas no programa de subsídio das clínicas é cada vez mais apertado”, afirmou a deputada. “Na realidade, a distribuição dos serviços de medicina ocidental prestados pelas clínicas diminuiu, o que tem afectado o acesso à saúde por parte de alguns residentes”, acrescentou. A deputada ligada à FAOM avisa também que a situação actual pode ter impacto durante o pico de gripe, esperado para o quatro trimestre do ano. “É uma situação mais preocupante porque as vagas nas clínicas comunitárias vão mostrar-se mais insuficientes, no quarto trimestre, quando se entrar no esperado pico de gripe”, sublinhou. Alargamento do subsídio Com o cenário traçado, a legisladora espera que as autoridades “revejam e actualizem” o número de vagas oferecidas para consultas externas subsidiadas pelas clínicas comunitárias. Para a deputada, os SS precisam de lidar com o facto de a população estar mais envelhecida o que exige uma diferente distribuição dos recursos existentes. Ella Lei destaca ainda a importância das clínicas comunitárias, por permitirem desviar do hospital públicos os casos mais simples, ao mesmo tempo que se agiliza a aposta num sistema de saúde preventivo. A parceria entre os Serviços de Saúde e as clínicas comunitárias privadas começou em 1980, com o objectivo de levar os serviços médicos a todas as zonas de Macau, principalmente ao nível das consultas externas, para os casos menos graves. Na interpelação, Ella Lei reconhece que um dos principais serviços disponibilizados passa pela prescrição de medicamentos, aquele que mais frequentemente tem as vagas esgotadas.
Exigida autorização a diplomatas em Hong Kong para deslocações a Macau João Santos Filipe - 22 Ago 202422 Ago 2024 O Governo Central enviou uma carta dirigida aos trabalhadores estrangeiros nos consulados com sede em Hong Kong a exigir que peçam autorização antes de se deslocarem a qualquer outro lugar da Grande Baía, incluindo Macau. A notícia foi avançada pelo Hong Kong Free Press (HKFP). De acordo com a carta das autoridades chineses citada, quando os trabalhadores dos consulados pretenderem deslocar-se de Hong Kong a Macau ou às outras cidades da Grande Baía têm de fazer um pedido de autorização, com 10 dias de antecedência. No pedido, feito através de carta, é esperado que seja detalhado o motivo das deslocações, o pessoal envolvido, os horários previstos, locais de passagem e os “departamentos” com os quais os representantes consulares se vão reunir. A publicação online contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China em Hong Kong, que não respondeu “aos múltiplos emails e chamadas telefónicas”. Segundo uma fonte anónima citada pelo HKFP, que trabalha num consulado de Hong Kong, actualmente, os trabalhadores dos consulados conseguem entrar na RAEM, ao utilizarem os passaportes diplomáticos ou os cartões para os trabalhadores dos consulados, emitidos pelas autoridades de Hong Kong. No entanto, a medida é vista como “uma preocupação”, porque muitos consulados com sede em Hong Kong servem igualmente a RAEM e em alguns casos Cantão. A existência de um pedido de autorização abre assim o risco das deslocações serem recusadas. Com o novo pedido, a actividade consular também pode ser afectada, explica a fonte citada pelo HKFP, porque há pessoas que “não se sentem confortáveis ao serem identificadas junto das autoridades chinesas”. Convenção e Viena Para justificar o pedido de autorização, a carta das autoridades centrais utiliza o artigo 6.º da Convenção sobre Relações Consulares, concluída em Viena em 24 de Abril de 1963. “Em circunstâncias especiais, um funcionário consular poderá, com o consentimento do Estado receptor, exercer as suas funções fora da sua área de jurisdição consular”, consta no artigo. A carta com a nova exigência também define que o pedido de autorização deve ser enviado, no caso de Macau, para o Gabinete do Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros. No caso de Cantão, o pedido de autorização é feito junto do Gabinete para os Negócios Estrangeiros do Governo Popular de Cantão. Em Setembro do ano passado, o Gabinete do Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Hong Kong também enviou cartas aos consulados para que entregassem uma lista com a identificação de todos os trabalhadores localmente contratados, incluindo os postos de trabalho e as moradas. De acordo com a fonte anónima ouvida pelo HKFP, “nem todos os consulados cumpriram com o pedido”, o que significa que não forneceram os dados dos trabalhadores localmente contratados.
FDCT | Filho de Ho Iat Seng sai de conselho de curadores João Santos Filipe - 22 Ago 202422 Ago 2024 Ao contrário de Ho, Karl Ma Chi Kong, sobrinho mais velho de Ma Man Kei, e Eric Ho King Fung, sobrinho do antigo Chefe do Executivo, Edmund Ho, viram os respectivos mandatos prolongados por mais dois anos Jason Ho Kin Tong vai deixar de ser membro do Conselho de Curadores do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) no final do mês, dado que o mandato não foi renovado pelo pai, Ho Iat Seng. Esta é uma opção contrária à que foi tomada para os curadores cujos mandatos também chegavam ao fim. Além da renovação não constar no Boletim Oficial, a saída foi igualmente confirmada ao HM pelo FDCT, tendo sido explicado que Jason Ho apresentou “motivos pessoais” para não continuar na instituição. A nomeação de Jason Ho para o FDCT pelo pai, em Setembro de 2022, causou polémica, dado que poderia estar em causa uma situação de impedimento como chegou a ser argumentado pelo deputado José Pereira Coutinho. O dirigente da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau chegou inclusive a comentar a nomeação de forma irónica. “Muitos Parabéns! Agora só falta nomear netos, sobrinhos, enteados, primos, amigos próximos, vizinhos, condutores, criados, jardineiros, etc.”, escreveu Coutinho, numa publicação nas redes sociais, em Setembro de 2022, tendo indicado que a nomeação contrariava o Código de Procedimento Administrativo. A ilegalidade da nomeação foi sempre recusada pelo FDCT. “O FDCT, tendo em consideração a competência do interessado, apresentou proposta ao presidente do Conselho de Curadores ao abrigo das disposições dos Estatutos do FDCT”, foi afirmado, nos esclarecimentos prestados em Setembro de 2022. “Relativamente à questão de a nomeação ser efectuada através de despacho do Chefe do Executivo, trata-se de uma forma de nomeação definida por lei, não havendo lugar a impedimento, assim sendo, os procedimentos de nomeação estão em conformidade com as leis e os regulamentos”, foi acrescentado. Clãs Ma e Ho continuam O despacho publicado ontem no Boletim Oficial confirma que as famílias Ma, ligada ao empresário Ma Man Kei, e Ho, do empresário Ho Yin, vão continuar representadas no FDCT. Karl Ma Chi Kong, sobrinho mais velho de Ma Man Kei, fundador do Grupo Pine Peak Capital, em Hong Kong, teve o mandato como curador do FDCT renovado. Eric Ho King Fung, sobrinho do antigo Chefe do Executivo, Edmund Ho e irmão de Kevin Ho, também viu o seu mandato renovado. Os novos mandatos prolongam-se durante dois anos. Os outros membros com mandatos renovados foram Fong Man Keng, Yuen Ka Veng e Tong Ka Lok. O conselho de curadores é presidido pelo secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Neng, e tem como competências a garantia da manutenção dos fins do FDCT e definição das orientações gerais sobre o funcionamento e política de investimentos. O conselho aprecia ainda as propostas relativas ao relatório anual de actividades e contas anuais, assim como as propostas de orçamento privativo.
Ponte de Sai Van | Embelezamento vai custar mais de 48 milhões Hoje Macau - 22 Ago 2024 O aspecto degradado do tabuleiro da Ponte de Sai Vai irá obrigar a trabalhos de embelezamento este mês, com a vista a preparar a estrutura para as celebrações do 75.º aniversário da implantação da República Popular da China e do 25.º aniversário do estabelecimento da RAEM. Segundo informação publicada no website da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), a obra deverá estar concluída em Setembro e irá custar cerca de 48,3 milhões de patacas. A fatia maior caberá à Companhia de Construção Cheong Kong, que apresentou a proposta mais barata no valor de 47,13 milhões de patacas, e 31 dias para executar os trabalhos. A Pengest Internacional – Planeamento Engenharia e Gestão irá fiscalizar as obras por cerca de 377 mil patacas, enquanto o controlo de qualidade ficará por conta do Laboratório de Engenharia Civil de Macau por quase 800 mil patacas. A Ponte de Sai Van, a terceira ponte marítima entre a Península e a Taipa, entrou em funcionamento a 9 de Janeiro de 2005, contando com mais de 19 anos de uso. A DSOP refere a estrutura como “um dos marcos emblemáticos importantes de Macau” que, com o aumento do período de utilização e o número de veículos diários muito elevado, apresenta sinais de degradação. Assim sendo, o tabuleiro será repavimentado “com recurso ao novo tipo do asfalto modificado PG100, altamente pegajoso e elástico”. A área de repavimentação é de cerca de 55 mil metros quadrados.
MP | Ladrão que roubava em autocarros em prisão preventiva Hoje Macau - 22 Ago 2024 O Ministério Público (MP) revelou ontem que um homem oriundo do Interior da China detido por suspeita de furtar “repetidamente os bens de passageiros em autocarro” vai ficar em prisão preventiva a aguardar julgamento. Segundo o que foi apurado na investigação, o arguido terá aproveitado momentos de grande aglomeração de passageiros e, usando uma mochila como cobertura, “para subtrair reiteradamente os bens dos vários ofendidos em autocarros lotados”, indicou ontem o MP. As autoridades estimam que os furtos terão causado prejuízos totais superiores a dez mil patacas. Face à “natureza e a gravidade dos factos e o modus operandi”, o Juiz de Instrução Criminal aplicou a prisão preventiva ao indivíduo, “no sentido de se evitar a fuga, perturbação da ordem pública e ameaça à tranquilidade social, bem como a continuação da prática de actividade criminosa”. O indivíduo está acusado do crime de furto qualificado, que acarreta uma pena de prisão até cinco anos, caso se a investigação apure que o homem actuou no contexto de “grupo destinado à prática de crimes”, ou se verifiquem as circunstâncias de furto de “valor consideravelmente elevado”, a pena de prisão pode ir até 10 anos.
Reserva Financeira | Valor mais elevado dos últimos dois anos atingido em Junho Hoje Macau - 22 Ago 2024 A reserva financeira de Macau atingiu em Junho o valor mais elevado dos últimos dois anos, tendo aumentado 22,3 mil milhões de patacas na primeira metade de 2024. No final da primeira metade deste ano, a reserva financeira somava mais de 602 mil milhões de patacas De acordo com dados oficiais publicados ontem no Boletim Oficial pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a reserva cifrou-se em 602,7 mil milhões de patacas no final de Junho, o valor mais alto desde Maio de 2022. Ainda assim, o valor permanece longe do recorde de 663,7 mil milhões de patacas atingido em Fevereiro de 2021, em plena pandemia de covid-19. O valor da reserva extraordinária no final de Junho era de 431,9 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público de Macau para este ano, era de 153,4 mil milhões de patacas. A Assembleia Legislativa de Macau aprovou, em 7 de Novembro, o orçamento da região para este ano, que prevê uma subida de 1,4 por cento nas despesas totais, para 105,9 mil milhões de patacas. A reserva financeira de Macau é maioritariamente composta por depósitos e contas correntes no valor de 239,9 mil milhões de patacas, títulos de crédito no montante de 132,4 mil milhões de patacas e até 224,3 mil milhões de patacas em investimentos subcontratados. A reserva financeira de Macau ganhou 22,2 mil milhões de patacas no ano passado, depois de ter perdido quase quatro vezes mais no ano anterior. Isto apesar de, em 2023, o Executivo de Ho Iat Seng tere voltado a transferir quase 10,4 mil milhões de patacas da reserva financeira para o orçamento público. Em terreno positivo No final de janeiro, a AMCM sublinhou que os investimentos renderam à reserva financeira quase 29 mil milhões de patacas em 2023, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 5,2 por cento. O orçamento de Macau para 2024 prevê o regresso dos excedentes nas contas públicas, depois de três anos de crise económica devido à pandemia da covid-19. O orçamento estima que Macau termine este ano com um saldo positivo de 1,17 mil milhões de patacas, “não havendo necessidade de recorrer à reserva financeira”. O território, cuja economia depende do turismo e jogo, cancelou em Janeiro de 2023 todas as medidas de prevenção e contenção da covid-19, depois de quase três anos de rigorosas restrições impostas pela política ‘zero covid’, que também vigorou na China.
Corrupção | Antigo presidente de superliga de futebol condenado Hoje Macau - 22 Ago 2024 Um tribunal condenou ontem o antigo presidente da Superliga chinesa, prova máxima do futebol na China, a 10 anos de prisão, por aceitar subornos e usar o cargo para obter lucros, após outros dirigentes terem sido punidos por corrupção. Um tribunal da província de Hubei, centro do país, decidiu que Ma Chenquan deve também pagar uma multa de 800 mil yuan, noticiou ontem o jornal oficial Global Times. As autoridades anticorrupção da província anunciaram há cerca de um ano que estavam a investigar Ma, suspeito de cometer “graves violações da disciplina e da lei”. Na terça-feira, um outro tribunal condenou o antigo presidente e secretário-geral da Associação de Futebol da Cidade Central de Chengdu, Gu Jimiang, a seis anos de prisão e a uma multa de 400.000 yuan por desvio de fundos e por receber e oferecer subornos. No mesmo dia, o antigo director de competições da Associação Chinesa de Futebol (CFA), Huang Song, foi condenado a sete anos de prisão por receber subornos. O antigo vice-presidente da CFA, Li Yuyi, foi condenado, na segunda-feira, a 11 anos de prisão por ter aceite um total de cerca de um milhão de yuan em subornos. Vários dirigentes do futebol chinês foram investigados por corrupção nos últimos anos, incluindo o antigo presidente da Superliga chinesa, Liu Jun, e até o antigo seleccionador nacional de futebol, Li Tie, uma das lendas do futebol chinês.
Sector automóvel na China acusa Comissão Europeia de “distorcer realidade” Hoje Macau - 22 Ago 2024 A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis acusou ontem a Comissão Europeia (CE) de “distorcer a realidade” do sector automóvel chinês, após a instituição europeia ajustar a proposta de aumento das taxas sobre veículos eléctricos oriundos do país. A agência, citada pela televisão estatal CCTV, disse que as taxas alfandegárias punitivas impostas pela CE representam “um risco considerável para as operações e investimentos das empresas chinesas” no mercado europeu. A mesma entidade expressou “forte insatisfação”, alertando que a decisão pode “minar a confiança” das empresas chinesas nas suas operações na Europa, bem como “futuros investimentos” na região. A Comissão Europeia reduziu as taxas punitivas sobre as importações de veículos eléctricos chineses dos 37,6 por cento máximos propostos em Julho para 36,3 por cento. No entanto, aumentou ligeiramente as taxas sobre empresas não incluídas numa investigação de Bruxelas, mas que colaboraram na mesma. Segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, a imposição destas taxas pode “afectar negativamente” o desenvolvimento do sector automóvel na Europa, bem como as “oportunidades de emprego” na região. A agência considerou também que a medida põe em causa os esforços para alcançar um “desenvolvimento verde e sustentável”. Os fabricantes chineses instaram o bloco europeu a concentrar-se em “manter um ambiente comercial justo” e “garantir a segurança da cadeia de abastecimento global” da indústria automóvel. Choque eléctrico Em Julho passado, Bruxelas propôs a imposição destas taxas sobre veículos eléctricos oriundos da China, considerando, após uma investigação que durou vários meses, que a sua penetração no mercado europeu prejudica os produtores da União Europeia. Nas palavras da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que anunciou a investigação há onze meses, os mercados mundiais estão a ser inundados “por veículos eléctricos chineses mantidos artificialmente a preços baixos graças a enormes subsídios estatais”. A taxa máxima adicional de 36,3 por cento para combater estas práticas comerciais consideradas “desleais” por Bruxelas, que será acrescentada à taxa habitual de 10 por cento sobre os veículos eléctricos chineses, aplicar-se-á à empresa chinesa SAIC e a todas as empresas que não colaboraram com a investigação. As outras empresas incluídas no inquérito, a BYD e a Geely, ficariam sujeitas a taxas punitivas de 17 por cento e 19,3 por cento, respectivamente. Estes valores são ligeiramente inferiores aos propostos em Julho (17,4 por cento e 19,9 por cento), na sequência de uma correcção dos cálculos durante a fase de consulta com as empresas. Os fabricantes chineses que colaboraram no inquérito, mas que não foram incluídos no mesmo, serão sujeitos a uma taxa de 21,3 por cento, ligeiramente superior aos 20,8 por cento sugeridos na primeira proposta. A China apresentou este mês uma queixa à Organização Mundial do Comércio sobre as medidas europeias e respondeu nas últimas semanas com investigações “antidumping” contra a carne de porco europeia.
EUA | Pequim preocupada com reorientação da política de armamento Hoje Macau - 22 Ago 2024 A China afirmou ontem estar “seriamente preocupada” com a informação de que o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aprovou um plano estratégico nuclear que reorienta a estratégia de Washington perante a expansão do arsenal nuclear de Pequim. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, disse em conferência de imprensa que o arsenal nuclear da China “não está ao mesmo nível que o dos Estados Unidos”, lembrando que o país asiático segue a política de “só utilizar armas nucleares como retaliação” contra um primeiro ataque externo. A porta-voz acrescentou que a “teoria da ameaça nuclear chinesa avançada pelos Estados Unidos” é “apenas um pretexto” de Washington “para fugir à sua responsabilidade em matéria de desarmamento nuclear, expandir o seu arsenal e procurar vantagens estratégicas”. A China “adere a uma estratégia de autodefesa nuclear”, mantém sempre as suas forças nucleares “ao nível mínimo necessário” e “não tem qualquer intenção de se envolver numa corrida ao armamento com qualquer país”, frisou. Mao Ning afirmou igualmente que “os Estados Unidos possuem o maior e mais avançado arsenal nuclear” e “aderem obstinadamente à política de dissuasão nuclear baseada na utilização de armas nucleares sem que tenham sido atacados primeiro”. “Os Estados Unidos são a maior ameaça nuclear e o maior tomador de riscos estratégicos do mundo”, acrescentou a porta-voz, instando Washington a “cumprir efectivamente a sua responsabilidade de dar alta prioridade ao desarmamento nuclear” e a “continuar a reduzir substancialmente o seu arsenal”. Altamente secreto O plano estratégico, que Biden terá alterado em Março, segundo avançou o jornal The New York Times, procura também, pela primeira vez, preparar os Estados Unidos para eventuais desafios nucleares coordenados da China, da Rússia e da Coreia do Norte. O documento em questão é actualizado aproximadamente de quatro em quatro anos e é tão altamente secreto que não existem cópias electrónicas, apenas um pequeno número de cópias em papel distribuídas a alguns funcionários da segurança nacional e comandantes do Pentágono. O The New York Times referiu que se espera que o Congresso norte-americano seja informado antes de Biden deixar o cargo após as eleições presidenciais de 5 de Novembro. O documento examina em pormenor se o país está preparado para crises nucleares ou para uma combinação de armas nucleares e não nucleares. Em Outubro do ano passado, o Pentágono afirmou que a China tinha 500 ogivas nucleares em Maio de 2023, um número que estava a caminho de exceder as projecções anteriores, e que poderia chegar a 1.000 em 2030.
FRC | Mostra de pintura Gongbi abre ao público terça-feira Hoje Macau - 22 Ago 2024 A galeria da Fundação Rui Cunha inaugura na próxima terça-feira ao fim da tarde a exposição colectiva “Essence Unbounded”, que reúne 32 quadros de membros da Associação de Pintura Gongbi de Macau. A pintura Gongbi é uma forma de expressão artística ancestral marcada pelo realismo e a representação colorida de cenários naturais Na próxima terça-feira, 27 de Agosto, a partir das 18h30, a galeria da Fundação Rui Cunha (FRC) inaugura a Exposição da Associação de Pintura Gongbi de Macau “Essence Unbounded”, uma mostra colectiva dos membros da Associação de Pintura Gongbi de Macau, que conta com curadoria do Mestre Li Jinxiang, que também dirige a associação. O conjunto é composto por 32 obras de arte, criadas por 32 membros da associação, onde a tradicional pintura meticulosa chinesa figura em temas diversos, como representações realísticas de peixes, gatos e pássaros. A mostra estará patente até 7 de Setembro. O Gongbi é uma técnica de grande precisão, realista e cuidadosa, geralmente mais descritiva do que interpretativa, que exige pinceladas de inabalável detalhe e delicadeza. É uma arte de paciência e perseverança, cujo desenho requer linhas finas para representar os objectos com minúcia e semelhança exageradas, a que se acrescentam em seguida camadas de tinta e cor, sobre papel de arroz ou seda, até o artista se aproximar da perfeição e do requinte da arte. Aprender a arte Segundo o Mestre Li Jinxiang, responsável pela curadoria da mostra, esta expressão artística remonta aos tempos da Dinastia Han (206 AC – 220 DC). “A ‘essência’ da pintura Gongbi é representada através do detalhe meticuloso que tenta captar com realismo o objecto. Já o aspecto ‘ilimitado’ da pintura Gongbi refere-se à capacidade de os artistas retratarem cada aspecto com infinita e desmedida minúcia, dando vida aos temas e transmitindo um sentido que vai além da chamada replicação fotográfica”, refere o curador da mostra explicando o significado do título da exposição “Essence Unbounded”. Segundo um comunicado da FRC, Li Jinxiang graduou-se em Caligrafia e Pintura pela Universidade Renmin da China, em Pequim, e é formador profissional de Pintura Gongbi, a que se tem dedicado nas últimas duas décadas. Ocupa actualmente o cargo de presidente da Associação de Pintura Gongbi de Macau, e é membro da Associação Chinesa de Pintura Gongbi e da Sociedade de Artistas de Macau. O curador da mostra é também director do Centro de Educação de Pintura Moquxuan Gongbi de Macau e um artista regularmente convidado pela Associação de Calígrafos e Pintores Chineses. O seu trabalho tem sido amplamente reconhecido, com pinturas seleccionadas para prestigiadas exposições e concursos em Macau, Hong Kong, Taiwan e Interior da China. Em paralelo com a exposição, Li Jinxiang irá conduzir um Workshop de Pintura Gongbi na FRC, que se realiza no dia 2 de Setembro (segunda-feira), das 16h às 18h, em cantonês e limitado a oito participantes. O artista irá ainda apresentar quatro sessões de demonstração ao vivo na galeria da FRC nos dias 28 e 30 de Agosto, e 4 e 6 de Setembro, sempre entre as 15h e as 17h.
O colapso do Ocidente (I) Jorge Rodrigues Simão - 22 Ago 2024 “The West in its present state is weak. Leadership is poor, priorities are wrong and more than anything else most Westerners can’t even articulate what our civilization stands for. Jihadism will not bring down the West but the inability to champion our exceptionality and defend the essence of what we have on all fronts will most certainly do. We no longer believe in ourselves and this is tragic.” Gavin Kanowitz O refluxo da globalização, temido ou esperado, é uma crise do primado ocidental sob a égide de Washington. Do barco a vapor britânico ao século americano, passando pelas crises gémeas de 2008-2009, as glórias e as incógnitas de uma supremacia estão na balança. O “Sul Global” em que a China e o Brasil pretendem dominar não existe e a tendência para se pensar o centro do mundo é típica das mentalidades imaturas ou patologicamente narcisistas, dois traços que coexistem frequentemente. A ilusão pode ser acentuada quando se ocupa uma posição de poder, público ou privado, que reforça a convicção de ser intelectual ou afectivamente inatingível, insubstituível. O narcisista afortunado morre serenamente, na plena convicção isto é, na auto-ilusão de que é aquilo em que acredita. O infeliz sucumbe às duras réplicas da realidade, quando não aos seus próprios delírios de omnipotência. Será este último o caminho seguido pelo Ocidente? O debate sobre a desocidentalização não começou agora e Oswald Spengler publicou “O Declínio do Ocidente” em 1918, numa Viena em que o fim do império se anunciava. Se esse debate está hoje de novo a escurecer, é porque o Ocidente chegou ao fim. Após a II Guerra Mundial, a redução brutal da Europa em consequência de duas guerras mundiais e a subsequente perda drástica de colónias beneficiaram os Estados Unidos e, em menor grau mas não negligenciável, a União Soviética. Após o colapso desta última, o “momento unipolar” viu Washington erguer-se como a indiscutível “Quarta Roma” (deixemos o numeral anterior para Moscovo, logo a seguir a Bizâncio). As antigas potências europeias, reduzidas a actores regionais nem sempre resignados (o narcisismo prospera com a negação), contemplam ansiosamente estas oscilações, mais ou menos intimamente satisfeitas quando o pêndulo pára na América, filha e apoteose do Ocidente, hegemónico “benévolo” porque familiar, não certamente porque inofensivo. Uma superpotência consanguínea que “faz sempre a coisa certa depois de esgotar todas as alternativas”, dizia Churchill. A coisa certa é o interesse do Ocidente, mesmo quando este precisa de ser salvo de si próprio. O que torna o nosso momento ansioso é a crise da América e a sua projecção externa, na ausência de outro Ocidente semelhante em dimensão, determinação e capacidade, pronto a assumir o comando. Isto acarreta o fenómeno conexo da desglobalização com implicações geoestratégicas e o afrouxamento contraditório mas tangível dos laços transnacionais económico-financeiros-produtivos cimentados no casamento de interesses de quarenta anos entre a China e os Estados Unidos. Um processo de desintegração incubado ao longo das últimas duas décadas, precipitado pela Grande Recessão de 2008-2010 e acentuado por acontecimentos recentes, incluindo a Covid-19 e a guerra na Ucrânia. A tentação, defendida por muitos, é concluir apressadamente que esta dinâmica beneficia o “Sul Global”. Mas o “Sul Global” tem (pelo menos) três inconvenientes. Em termos estritos, é um oxímoro, ou melhor, uma sinédoque impossível, na medida em que associa uma parte (Sul) a um todo (global) que não pode ser compreendido. Em termos estratégicos, é um disparate, pois as diferenças e idiossincrasias entre as componentes mesmo que nos limitemos às principais desta entidade superam as afinidades, impedindo a delineação de uma nova e clara hegemonia. Em termos conceptuais, trata-se de uma iteração linear, que toma como irreversíveis os traços marcantes da globalização e, assim, se limita a transferi-los para outra entidade, deixando de estar em causa a primazia indiscutível dos Estados Unidos. Um olhar problemático, talvez mais verdadeiro, parte de uma questão igualmente radical: globalização acabou? Para aventurar uma hipótese a este respeito, é preciso primeiro compreender o que é (era?) a globalização. Uma resposta directa e circunscrita passa por alguns momentos-chave: 1972 (primeira visita de Richard Nixon a Pequim), 1981 (eleição de Ronald Reagan para a Casa Branca), 1991 (colapso da União Soviética), 2001 (entrada da China na Organização Mundial do Comércio), 2008 (falência do Lehman Brothers e início da Grande Recessão). Estas etapas condensam a história da relação funcional criada, contra todas as probabilidades, entre os Estados Unidos e a China numa função anti-soviética primeiro, anti-inflacionária e anti-sindical depois. Uma história sem a qual não estaríamos a falar de globalização e a questionar o seu futuro. No entanto, as passagens recordadas representam o epílogo de um movimento mais vasto, cuja inversão estrutural teria todas as características de um divisor de águas epocal. A ocidentalização do mundo no sentido contemporâneo é frequentemente atribuída à revolução industrial. No início do século XIX, o PIB das potências ocidentais ultrapassava o das potências asiáticas, embora a população da Europa fosse apenas um quarto da Ásia. Mesmo antes de a indústria ter desenvolvido todo o seu potencial de produção e de guerra, as potências coloniais europeias já tinham subjugado vastas áreas da Índia e territórios do Extremo Oriente que eram tributários da China. No entanto, só com o pleno desenvolvimento da navegação motorizada, em navios metálicos, produto da nova indústria naval industrial movidos pela força propulsora dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo), é que a Europa “globalizou” verdadeiramente o mundo, tecendo com as suas colónias a densa rede de trocas que estruturou o comércio contemporâneo. Entre os efeitos mais consequentes desta primeira globalização conta-se a plena integração da América do Norte nos circuitos económicos mundiais. Um resultado decisivo, porque uma vez alcançada a independência da Grã-Bretanha (1776) e terminada a Guerra Civil (1861-1865), foram os Estados Unidos que, após a II Guerra Mundial, assumiram o testemunho do poder “global” da Europa, desenvolvendo um poder económico e marítimo inigualável, mesmo no auge da fortuna soviética durante a Guerra Fria. A partir desse momento, o Oeste americano tornou-se um protótipo da modernidade, um modelo económico e, muitas vezes, sócio-institucional a seguir na busca da prosperidade, da independência e do dinamismo. Durante a Guerra Fria, a alternativa soviética de um partido único e de uma economia planificada foi imposta ou imitada de várias formas nas partes do mundo afastadas da influência directa dos Estados Unidos (o bloco de Leste), ou naquelas que eram contestáveis (os conglomerados dos não-alinhados). No entanto, em retrospectiva, a divisão Leste-Oeste revela-se mais de natureza geoestratégica do que cultural. A matriz histórico-concetual dos dois “impérios” que se confrontam, o americano e o soviético, é de facto a mesma, ou seja, o positivismo iluminista e a lógica hegeliana, que informam a abordagem teleológica da história e dos assuntos internacionais das lideranças americana e soviética, bem como o fascínio de ambas pela ciência e pela tecnologia. O modus também tem muito mais em comum do que é frequentemente apreciado. O produtivismo, que a partir dos anos de 1980 atingirá excessos paroxísticos mas que continua a ser um ingrediente teórico e ideológico fundamental do sucesso capitalista, no sistema comunista tem uma organização e beneficiários diferentes, mas pelo menos nas suas intenções os mesmos fins. O excesso de trabalho de Aleksej Stakhanov não lhe aumenta o salário, a mina em que trabalha e a pá que maneja pertencem ao Estado e não a um magnata privado, o objectivo que o motiva não é o sonho americano mas o paraíso dos trabalhadores. Mas o sistema de produção em que se insere é o hiper-industrial que a estalinização tomou de empréstimo à Europa, primeiro, e à América, depois. À custa do atraso. Do ponto de vista económico, a Guerra Fria não é, portanto, um confronto “entre capitalismo e comunismo”, mas entre capitalismo privado e capitalismo de Estado. O primeiro vence graças a um sistema de incentivos superior, que promete ao indivíduo usufruir plenamente dos frutos do seu trabalho para ser próspero e livre de carências e arbitrariedades. Por esta razão, a vitória esmagadora do bloco capitalista encontra um mundo globalmente predisposto a adoptar o seu modelo e mesmo a aceitar a sua égide. No início dos anos de 1990, as antigas sociedades comunistas não são sociedades pré-modernas. São sociedades permeadas por um capitalismo industrial que o calcanhar de ferro de um perestatismo autoritário e ineficaz tornou economicamente pobre, politicamente subserviente e psicologicamente apático. Nestas sociedades, décadas de modernidade industrial logo, ocidental lançaram as sementes da globalização americanocêntrica, que é aceite e prosseguida apesar de criar enormes desequilíbrios sociais. Enquanto isso, na China, as reformas de Deng Xiaoping desbravaram o espírito mercantil do país, que desde os anos de 1990, mas ainda mais desde 2001, com a sua entrada na Organização Mundial do Comércio se tornou a fábrica do mundo. Se é sobretudo a América que cai na armadilha do “fim da história” (Fukuyama) que imagina o binómio democracia liberal-capitalismo como a forma final e mais elevada da história humana é todo o Ocidente que se apaixona por si próprio. De tal modo que escorrega, sem suspeitar, no paradoxo da afirmação de valores ocidentais “universais”. Assim destorcidos e divorciados das suas próprias esferas geográficas e culturais, estes valores tornam-se um fetiche e um puro instrumento de hegemonia. Isto não é novidade. Ao lado do aventureirismo e da sede de riqueza, é também um sincero espírito evangélico que anima muitos cruzados na sua luta contra o Islão.
UE | Pequim lança inquérito ‘antidumping’ sobre produtos lácteos Hoje Macau - 22 Ago 2024 A China anunciou ontem uma investigação ‘antidumping’ – venda abaixo do custo de produção – contra certas importações de produtos lácteos da União Europeia (UE), num contexto de tensões com Bruxelas sobre os veículos eléctricos provenientes da China. A petição para investigar produtos lácteos europeus importados pela China foi apresentada a 29 de Julho pela Associação da Indústria de Laticínios da China, de acordo com o ministério do Comércio chinês. As investigações vão incidir sobre os produtos importados entre Abril de 2023 e Março de 2024 e os “danos” que estas compras causaram ao sector chinês. O processo vai analisar produtos lácteos como queijo fresco, requeijão e natas e os efeitos dos programas de subsídios atribuídos à produção de produtos lácteos na Irlanda, Áustria, Bélgica, Itália, Croácia, Finlândia, Roménia e República Checa. “O Ministério do Comércio decidiu abrir um inquérito ‘antidumping’ sobre determinados produtos lácteos importados da União Europeia, com efeito a partir de 21 de Agosto de 2024”, lê-se no comunicado. O procedimento visa uma série de subsídios concedidos no âmbito da Política Agrícola Comum (PAC) da UE. Na terça-feira, a Comissão Europeia confirmou a sua intenção de impor taxas punitivas sobre automóveis eléctricos fabricados na China, incluindo os da norte-americana Tesla, que tem uma fábrica em Xangai. Bruxelas considera que os preços dos veículos chineses são artificialmente baixos devido a subsídios estatais que distorcem o mercado e prejudicam a competitividade dos fabricantes europeus. Estas taxas, que podem atingir os 36 por cento, substituem os impostos provisórios aplicados no início de Julho aos veículos elétricos oriundos da China. Pequim criticou a decisão e ameaçou com retaliações em várias ocasiões nos últimos meses.
Vela | Macau recebe abertura de circuito mundial a partir de 2025 Hoje Macau - 22 Ago 2024 Macau vai receber anualmente, a partir de 2025, a abertura do circuito mundial da World Match Racing Tour (WMRT), uma das mais importantes competições internacionais de vela. Num comunicado divulgado na terça-feira, o Instituto de Desporto (ID) da região disse que o WMRT Macau Match Cup, evento reconhecido pela Federação Mundial de Vela, vai decorrer entre 8 e 12 de Janeiro. A etapa de Macau será o evento de abertura do circuito mundial da temporada de 2025 da WMRT, cujo programa completo ainda não foi divulgado. Este ano a competição arrancou nos Estados Unidos, em Abril, e a grande final está marcada para a cidade chinesa de Shenzhen, entre 10 e 15 de Dezembro. Num outro comunicado, divulgado na segunda-feira, o director executivo da WMRT, James Pleasance, disse que o acordo com Macau “é um outro marco importante” no crescimento do circuito. A WMRT referiu ainda que Macau vai acolher a abertura do circuito anualmente, “a partir de 2025”. A Lusa tentou obter mais informações junto do ID, mas não obteve até ao momento qualquer resposta. A etapa da WMRT vai fazer parte da Regata Internacional de Macau 2025, que irá incluir ainda a Regata da Taça Flor de Lótus e da Regata da Taça Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, referiu o ID. Mais de 300 velejadores têm participado anualmente na Regata Internacional de Macau, que arrancou em 2019, sublinhou a WMRT. A edição deste ano vai atribuir prémios no total de 100 mil dólares, acrescentou. O ID defendeu que trazer a Macau “os melhores velejadores do mundo” vai “consolidar ainda mais” o estatuto da cidade como “um centro mundial de turismo e lazer” e ajudar a diversificar a economia local, dependente do jogo. No comunicado da WMRT, o presidente interino do ID, Luís Gomes, defendeu que esta decisão “demonstra mais uma vez a capacidade de Macau para acolher grandes competições internacionais”.
Ho Iat Seng desiste de recandidatura a Chefe do Executivo por motivos de saúde João Luz - 22 Ago 202422 Ago 2024 “Devido a problemas de saúde ainda não totalmente resolvidos, a bem do desenvolvimento a longo prazo de Macau e partindo do que corresponde ao melhor interesse desta Região, decidi não participar na eleição para o sexto mandato do Chefe do Executivo”. Foi desta forma que Ho Iat Seng anunciou ontem que não irá apresentar recandidatura ao cargo de Chefe do Executivo nas eleições marcadas para 13 de Outubro. A decisão, que surgiu através de um comunicado publicado pelo Gabinete de Comunicação Social, configura um momento histórico e inédito na vida política da RAEM por ser a primeira vez que um Chefe do Executivo não cumpre dois mandatos. O político, de 67 anos, acabou assim por confirmar os rumores sobre o seu estado de saúde, principalmente depois das longas férias que duraram quase quatro dezenas de dias. “O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, continua de férias entre 20 e 29 de Julho. Durante as suas férias, o Chefe do Executivo realizou o exame médico de rotina e recebeu cuidados de diagnóstico e terapêutica necessários, e está actualmente em bom estado de saúde”, indicou a 21 de Julho o Governo. Macau no coração Na mensagem publicada ontem, Ho Iat Seng começou por agradecer o apoio recebido enquanto ocupou o mais elevado cargo político do território, em particular o Governo Central. “Neste momento em que se está a aproximar o termo do quinto mandato do Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau, eu, Ho Iat Seng, gostaria de expressar os meus sinceros agradecimentos pela confiança total e apoio firme que me têm sido concedidos ao longo dos últimos cinco anos pelo Governo Central, pelos diversos sectores da sociedade de Macau e por toda a população. Também queria agradecer a estreita colaboração e cooperação de todos os trabalhadores dos serviços públicos”, afirmou. O governante fez também um balanço do seu mandato à frente do Executivo e comprometeu-se a continuar ligado aos destinos do território. “Eu e o quinto Governo da RAEM temos aderido ao conceito de ‘Sinergias e Avanço, Mudanças e Inovação’ no planeamento e impulsionamento do desenvolvimento diversificado de Macau, e temos dedicado esforços para a criação de uma nova conjuntura para o desenvolvimento de Macau e para a construção de novas vantagens competitivas de Macau. Guardo sentimentos profundos de Macau no meu coração e tenho dado o meu melhor para o seu desenvolvimento”, afirmou Ho Iat Seng. “Darei todo o meu apoio ao Chefe do Executivo do sexto mandato e ao Governo da RAEM nas acções governativas em cumprimento da lei, e irei continuar a dar o meu contributo para a causa do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ e o desenvolvimento de Macau”, acrescentou ainda o governante.