Saúde | Consultas comunitárias na zona norte Hoje Macau - 9 Jun 2026 Entrou ontem em funcionamento um novo serviço de consultas externas comunitárias no Centro Policlínico da Associação de Bem-Estar dos Moradores de Macau da Zona Norte, ligada à União Geral das Associações dos Moradores de Macau. Segundo uma nota dos Serviços de Saúde (SS), que operam o serviço em parceria com a associação, serão prestados “serviços gratuitos de tratamento e diagnósticos de doenças agudas comuns aos residentes”. O objectivo é “facilitar o acesso aos serviços médicos comunitários e proceder ao desvio de utentes das consultas não marcadas dos Centros de Saúde de Fai Chi Kei e da Areia Preta”. O serviço “Consultas Externas Comunitárias” é prestado na Avenida do General Castelo Branco, n.º 489, funcionando das 08h30 às 18h e prestando serviços ao nível de “doenças agudas comuns, tais como constipações e gastroenterites”. Os SS destacam que no ano passado “o volume de consultas não marcadas nos centros de saúde de Macau superou os 250 mil atendimentos”, e que se verificou o “aumento contínuo da procura de serviços médicos para doenças agudas pelos residentes”, pelo que se prevê a aposta crescente neste tipo de consultas prestadas nos bairros comunitários.
Coutinho preocupado com cadeias de abastecimento dos casinos João Luz - 9 Jun 2026 Pereira Coutinho está preocupado com a possível vulnerabilidade da cadeia de abastecimento da indústria do jogo, que “depende quase na totalidade de aquisições estrangeiras”. Numa interpelação escrita, o deputado dá como exemplos as cartas de jogo, fichas, mas também máquinas de jogo, e para embaralhar cartas, assim como sistemas de software e centros de dados. A indústria do jogo, “pilar da economia de Macau”, representa uma parcela significativa das receitas públicas do território, financiando “grande parte das despesas correntes e os investimentos públicos” nomeadamente infra-estruturas de grande escala. Como tal, Coutinho defende que a estabilidade da indústria do jogo está directamente relacionada com o desenvolvimento económico e a estabilidade social de Macau. O deputado lembra que no passado mês de Março, “o Conselho de Estado promulgou o ‘Regulamento sobre a Segurança da Cadeia de Abastecimento’, declarando claramente que a segurança e a controlabilidade da cadeia de abastecimento são medidas importantes para manter a estabilidade económica, social e a segurança nacional”. A excessiva dependência das importações, se os fornecedores sofrerem interrupções no fornecimento, pode provocar “danos na reputação da indústria do jogo e na imagem da cidade de Macau e até à perda de controlo da segurança social originando uma série de graves problemas”. Em busca da auto-suficiência Face a este cenário, o deputado pergunta se o Governo tem mecanismos de identificação e resposta a riscos de segurança nacional na indústria do jogo, no que respeita à segurança da cadeia de abastecimento. Assim sendo, Pereira Coutinho sugere a promoção da auto-suficiência da cadeia de abastecimento da indústria do jogo, o que poderá também trazer “uma potencial vantagem estratégica para a diversificação económica de Macau e o desenvolvimento de indústrias distintivas para além da criação de novos postos de trabalho”.
Local de Espectáculos | Chan Lai Kei pede calendário de actividades Hoje Macau - 9 Jun 2026 O deputado Chan Lai Kei pretende que o Executivo divulgue o calendário dos eventos que vão ser realizados no denominado Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, durante a segunda metade do ano. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita. Na interpelação, o legislador ligado à comunidade de Fujian espera que o calendário dos espectáculos seja revelado, mas pede ao Executivo que explore neste local mais actividades, além dos concertos. A exploração pelo Instituto Cultural do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau tem ficado marcada por espectáculos constantemente cancelados por diferentes motivos, como a recusa de participação de artistas com nacionalidades não autorizadas. Face aos sucessivos cancelamentos, o Executivo começou a preparar o local para outras actividades, mais viradas para a população, com campos de basquetebol 3×3 ou pistas de “mini karting”. Sobre estes serviços, e tendo em conta a chegada do Verão, e o facto de crianças e jovens terem mais tempo livre, o deputado quer saber se o horário de funcionamento vai ser prolongado. Por último, Chan Lai Kei questiona o Executivo sobre o andamento do concurso público de atribuição da exploração do local que foi apresentado pelo Governo como uma aposta para realizar grandes espectáculos, com audiências de cerca de 50 mil pessoas.
Taipa | Gestão e exploração de heliporto sem concurso público João Luz - 9 Jun 202610 Jun 2026 A gestão e exploração do Heliporto do Terminal Marítimo da Taipa foi entregue por ajuste directo à Heliporto de Macau, Limitada. A decisão foi justificada pela “especial qualificação técnica” da empresa, e contraria a abertura assumida pelo Governo a candidaturas de operadoras de helicópteros de outras regiões O Chefe do Executivo dispensou a realização de concurso público para atribuir a “concessão do serviço público da gestão e exploração do Heliporto do Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa”, através de um despacho publicado ontem no Boletim Oficial. A concessão foi atribuída por ajuste directo à sociedade Heliporto de Macau, Limitada, por ter “especial qualificação técnica no domínio da gestão e exploração de aeródromos”. Sam Hou Fai acrescenta ainda que a concessão “traz benefícios significativos para a Região Administrativa Especial de Macau”. A decisão de entregar a gestão do heliporto à Heliporto de Macau, Limitada representa uma reviravolta no processo. Há sensivelmente três meses, o Executivo mostrava abertura à participação de empresas de fora para gerir e explorar a estrutura no Terminal Marítimo da Taipa, numa resposta a uma interpelação escrita do deputado Leong Pou U assinada pelo presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin. “O Governo da RAEM e a CAM estão a promover activamente os preparativos para a operação das novas instalações, tendo em devida conta o melhor desenvolvimento do serviço de helicópteros da Grande Baía. Para além das operadoras existentes, o Governo da RAEM está aberto à candidatura das operadoras de helicópteros de outras regiões para a exploração do serviço de transporte transfronteiriço de passageiros entre Macau e a Grande Baía”, indicou Pun Wa Kin no passado dia 1 de Abril. História que se arrastou Foi também publicada ontem uma ordem executiva que oficializa a delegação de “todos os poderes necessários” no secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man, para representar a RAEM na qualidade de outorgante, na escritura pública do contrato a celebrar entre a RAEM e a sociedade Heliporto de Macau, Limitada. O projecto do heliporto do Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa está nos planos do Governo desde 2021, pelo menos de forma assumida nas Linhas de Acção Governativa para esse ano, onde se indicava que devia entrar em operação em 2022. Porém, as obras só foram concluídas este ano, depois de terem sido consignadas em Setembro de 2024. Os trabalhos implicaram a remodelação de uma área de cerca de 3.350 metros quadrados, abrangendo parte do rés-do-chão, até ao quatro piso do terminal marítimo, bem como o respectivo heliporto.
Ambiente | Mais de dois quilos de resíduos produzidos per capita em 2025 Andreia Sofia Silva - 9 Jun 2026 O “Relatório do Estado do Ambiente de Macau 2025”, divulgado ontem pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, indica que no ano passado foram produzidos em Macau 2,3 quilos de resíduos per capita. Governo diz que qualidade do ar melhorou e número de veículos eléctricos aumentou Num ano em que o território recebeu mais de 40 milhões de turistas, a produção de resíduos aumentou, ainda que ligeiramente. É o que revela o mais recente relatório sobre a situação ambiental em Macau, o “Relatório do Estado do Ambiente de Macau 2025”, produzido pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). Em 2025, “a quantidade de resíduos sólidos urbanos produzidos foi de 532.053 toneladas, o que representa um aumento de 1 por cento em relação a 2024”. Já “a quantidade de resíduos sólidos urbanos per capita foi de 2,13 quilos por dia”. A DSPA indica que “embora a população de Macau seja relativamente reduzida, a intensidade do turismo é elevada”, pelo que estas “características únicas da estrutura sócio-económica” levam a uma grande produção de resíduos sólidos urbanos, sendo sempre superior à “quantidade normal produzida pela população local”. A DSPA diz ter lançado, neste contexto, “um estudo sobre a gestão de resíduos sólidos”, com o objectivo de “implementar políticas e linhas orientadoras de ‘redução de resíduos a partir da fonte, e a transformação de resíduos em recursos'”. Porém, o relatório não apresenta dados sobre este estudo. Dar vida ao que é velho No tocante à reciclagem, a DSPA também fala em melhorias, tendo-se registado, em 2025, uma taxa de recolha de resíduos recicláveis “de cerca de 21,1 por cento”. “A quantidade total dos vários tipos de resíduos recicláveis recolhidos pelo Governo subiu para 6,9 por cento em termos anuais”, descreve o Governo, relatando que, em termos de peso, “os resíduos recicláveis com maior quantidade recolhida, em 2025, foram, por ordem decrescente, o papel, equipamentos electrónicos e eléctricos, o vidro e o plástico”. São divulgados números concretos para cada um destes itens, verificando-se que “as latas de alumínio ou ferro, o plástico e o vidro registaram os maiores aumentos em termos anuais”, 19,9; 15,4 e 9,3 por cento, respectivamente. Centro de resíduos em 2027 Ainda relativamente às políticas de reciclagem, o Executivo promete “continuar a alargar a rede de reciclagem junto da comunidade”, para “incentivar a recolha selectiva”. No ano passado foram criados dois novos Centros Ambientais Alegria situados na Avenida Marginal do Lam Mau e na Avenida de Venceslau de Morais, somando aos mais de quatro mil pontos de recolha no território. Segundo a DSPA, estes pontos incluem “serviços de recolha abrangem o papel, plástico, metal, garrafas de vidro, resíduos alimentares, equipamentos electrónicos e eléctricos, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes e roupas usadas”. O Governo menciona também o projecto de construção do Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos, cuja conclusão deverá acontecer em 2027. A ideia é que, após a inauguração, “funcione em coordenação com o programa de reciclagem centralizado nos resíduos alimentares provenientes da indústria e comércio, com vista a aumentar a taxa de recuperação de recursos”. Pretende-se também “continuar a expandir e aperfeiçoar a rede comunitária de recolha de resíduos recicláveis, com o intuito de aumentar a conveniência da prática da reciclagem de materiais recicláveis por parte dos cidadãos”. Um ar que se respira Outro indicador ambiental avaliado neste relatório é a qualidade do ar no território, descrevendo a DSPA que “nos últimos anos têm vindo a diminuir as concentrações médias anuais de poluentes atmosféricos”, bem como “o volume de emissão de gases com efeito de estufa”, que “registou uma queda em comparação a 2024”. No caso da emissão das partículas PM10 [partículas em suspensão no ar com diâmetro igual ou inferior a dez micrómetros, inaláveis e com impacto na saúde humana], houve uma diminuição anual de 3,5 por cento em termos de concentração média anual na atmosfera. Destaque também para a quebra de 2,3 por cento nas emissões de PM2,5 e de 1,7 por cento nas partículas NO2 [dióxido de nitrogénio]. Por sua vez, aumentou em 2,3 por cento a emissão de S02 [dióxido de enxofre] e 2,4 por cento de 03 [ozono] entre 2024 e 2025, sendo que no caso das partículas CO [monóxido de carbono], as emissões “mantiveram-se praticamente inalteradas”, descreve-se. A DSPA considera que “de modo geral a qualidade de ar em Macau tem continuado a melhorar”, descrevendo como estas emissões sofreram uma grande redução em comparação há dez anos. Assim, em relação a 2016, as concentrações médias anuais de PM 2,5 reduziram 32,9 por cento, enquanto que no caso das PM10 a quebra foi de 17,6 por cento. A maior quebra regista-se no dióxido de enxofre, com menos 45 por cento, bem como a redução de 29,2 por cento no dióxido de nitrogénio. Já no que diz respeito ao dióxido de carbono a redução foi de 25 por cento em dez anos. Aponta a DSPA que “em termos anuais a maioria das emissões de poluentes atmosféricos diminuiu”, enquanto que “as emissões de GEE [Gases com Efeitos de Estufa] diminuíra 1,8 por cento”. Destaca-se também “que a percentagem de dias em que os níveis de qualidade do ar foram classificados de ‘Bom’ ou ‘Moderado’ nas seis estações de monitorização da qualidade do ar de Macau chegou aos 90 por cento”. É referido no relatório que, à “excepção das estações [de medição da qualidade do ar] do Conselheiro Ferreira de Almeida e Toi San, as concentrações médias anuais de dióxido de azoto (NO2) foram inferiores ao valor padrão”, por exemplo. A DSPA aponta ainda que “os transportes terrestres e marítimos, a construção civil e a incineração de resíduos foram as principais fontes de emissão de poluentes atmosféricos”. Enquanto isso, a principal fonte de emissão de NH3 [amoníaco] deveu-se ao tratamento de águas residuais, enquanto os solventes orgânicos constituíram a principal fonte de emissão de COVNM [Compostos Orgânicos Voláteis Não Metânicos]. Neste contexto, o relatório dá conta que a DSPA tem procurado limitar “a importação de produtos que excedam o limite do teor de compostos orgânicos voláteis”, além de regulamentar “a gestão da recuperação de vapores nos postos de abastecimento de combustíveis e nos depósitos de combustíveis”. Mais ligados à ficha A DSPA destaca no documento ontem divulgado como as políticas de promoção do uso de veículos eléctricos parecem estar a gerar resultado, já que “o número de veículos eléctricos tem vindo continuamente a aumentar nos últimos anos”. No ano passado, “o número de veículos eléctricos em Macau era de 16.339, o que representa um aumento de 34,6 por cento relativamente ao ano anterior”, pode ler-se. No que diz respeito ao total de novos veículos registados em 2025, “a proporção de veículos eléctricos em relação aos automóveis ligeiros aumentou de cerca de 4 por cento em 2019 para 38,5 por cento”. Já o “número de ciclomotores e motociclos eléctricos aumentou cerca de 16 vezes comparativamente ao ano anterior ao do lançamento do plano de apoio financeiro, em 2022”. Revela-se que a “percentagem de residentes que optaram por motociclos eléctricos no momento da compra de motociclos aumentou de cerca de 2 para 36,8 por cento”. Tal “demonstra que o trabalho do Governo da RAEM na promoção de veículos eléctricos já produziu algum efeito”. Sobre os postos de carregamento deste tipo de carros e motas, havia no fim de 2025 “mais de 3.400 lugares de carregamento eléctrico na maioria dos parques de estacionamento e em vias públicas”, tendo sido instalados “armários de baterias de motociclos eléctricos para troca em oito parques de estacionamento públicos e em quatro vias ou bairros”. O relatório não ignora os dados da temperatura e precipitação, sinais do impacto das alterações climáticas. No ano passado, a temperatura média em Macau foi de 23,2º, mais 0,4º do valor médio registado entre 1991 e 2020. Além disso, “o número de dias de tempo muito quente foi de 37 dias, o que representa um aumento de 5,7 dias em relação ao valor médio climático”, descreve a DSPA, enquanto que “o número de dias de tempo muito frio foi de 27 dias, menos 12,1 dias do que o valor médio climático”.
Xangai | China ainda carece de cultura futebolística, diz Leonel Pontes Hoje Macau - 8 Jun 2026 O director técnico do clube chinês Shanghai Shenhua, Leonel Pontes, considera que a China tem condições para desenvolver um futebol competitivo a nível internacional, mas aponta a falta de cultura futebolística como um dos principais obstáculos. “A China tem um potencial gigante”, afirmou à agência Lusa o responsável português, que desde 2023 coordena a estrutura técnica de um dos clubes mais históricos do país. Pontes salientou que a China investiu fortemente em infraestruturas e dispõe de jovens atletas com qualidade: “Os jovens chineses têm muito talento, muita qualidade técnica, muita capacidade e são muito disciplinados”, afirmou. Contudo, sublinhou que o desenvolvimento de jogadores exige tempo e experiência competitiva. “O talento tem de ser trabalhado ao longo dos anos. Isso requer tempo, requer cometer erros e voltar a corrigi-los”, explicou. Segundo Pontes, a pandemia marcou uma interrupção no crescimento do futebol no país asiático, após um período em que os clubes investiram fortemente na contratação de treinadores e jogadores estrangeiros. “A China deu um salto qualitativo antes da pandemia, porque investiu nos clubes para tornar a liga mais competitiva”, disse. O futebol na China está a reerguer-se após três anos da política de ‘zero casos’ de covid-19, que ditou o encerramento das fronteiras e paralisou a atividade económica. Durante aquele período, a competição foi disputada em estádios vazios e vários jogos foram adiados durante semanas ou meses. Devido aos bloqueios rigorosos, os jogadores permaneceram presos em hotéis e várias estrelas estrangeiras não conseguiram voltar do exterior e acabaram por ser dispensadas. Dezenas de clubes entraram em falência, expondo a insustentabilidade dos gastos que nos anos anteriores à pandemia abalaram o mercado de transferências: entre 2016 e 2019, estrelas como Alex Teixeira, Hulk, Carlos Tévez ou Ricardo Goulart rumaram à China, em contratações avaliadas em dezenas de milhões de euros e beneficiando de salários sem precedentes. A exuberância dos gastos resultou também num maior escrutínio por parte das autoridades, que impuseram um tecto salarial de dois milhões de euros e passaram a taxar a 100 por cento as contratações de futebolistas estrangeiros acima de 5,5 milhões de euros. Apesar disso, Leonel Pontes considera que o país ainda não possui uma tradição futebolística comparável à das principais potências. “O futebol na China não tem muitos anos. Os clubes ainda não têm cultura do que é o futebol de alto nível”, afirmou. Limites ao crescimento Pontes identificou também factores sociais que dificultam o recrutamento de jovens praticantes. “Os pais não querem que os seus filhos joguem futebol. Preferem que estudem”, observou. Para o treinador português, essa realidade reduz a base de recrutamento e limita o crescimento competitivo. Como exemplo, apontou Xangai, uma cidade com mais de 25 milhões de habitantes, mas que conta actualmente com apenas quatro clubes nas três principais divisões profissionais. “Para uma cidade com mais de 25 milhões de habitantes, provavelmente poderíamos ter muito mais clubes nas ligas profissionais”, afirmou. Apesar das dificuldades, Pontes acredita que o país reúne condições para evoluir. “A China tem capacidade de crescimento porque tem condições, tem atletas e tem meios. Acredito que os responsáveis estão interessados em desenvolver o futebol e aumentar a sua representatividade internacional”, concluiu.
Coreia do Sul | Presidente nomeia PM especialista em tecnologia Hoje Macau - 8 Jun 2026 O Presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, nomeou ontem como primeira-ministra a actual titular da pasta das Pequenas e Médias Empresas, Han Seong-sook, uma especialista em tecnologia que liderou o portal da Internet Naver. Segundo a agência de notícias EFE, que cita uma declaração do chefe de gabinete do Governo sul-coreano, Kang Hoon-sik, a escolhida por Lee é justificada com a capacidade para “realizar com sucesso a transição decisiva para a inteligência artificial e impulsionar o crescimento da Coreia do Sul”. O anúncio da mudança no cargo, que no sistema presidencial da Coreia do Sul é principalmente cerimonial, surge num momento em que Lee assinala o seu primeiro ano à frente do executivo, num contexto de fortalecimento do Partido Democrático (PD), no poder, que arrasou nas eleições locais realizadas esta semana, mas não conseguiu conquistar a Câmara Municipal de Seul. A agência de notícias sul-coreana Yonhap descreve Han como uma especialista em tecnologias da informação, que iniciou a carreira profissional como jornalista e acabou por desempenhar um papel fundamental na consolidação da Naver como a maior plataforma de Internet do país asiático. A candidata a primeira-ministra, de 59 anos, assumiu em 2017 o cargo de directora-executiva da Naver, tornando-se a primeira mulher a ocupar esse cargo na empresa. Se for aprovada pelo parlamento, Han tornar-se-á a segunda mulher na história do país asiático a ocupar o cargo de primeira-ministra, depois de Han Myung-sook ter governado entre 2006 e 2007.
Nem no fascismo André Namora - 8 Jun 2026 Senhor primeiro-ministro, Luís Montenegro: que polícia é esta, a sua? Eu tenho a resposta. Uma polícia pior que aquela que existia no fascismo, no tempo de Salazar/Caetano. Infelizmente, saboreámos as bastonadas na polícia de choque em 1969 quando nos atrevemos a participar numa pequena manifestação, quando não havia liberdade de reunião e de manifestação. No entanto, poucos dias depois a polícia de choque recebeu indicações para se dirigir à cidade universitária de Lisboa e banir fortemente com um grupo de estudantes que estava num género de comício a falar mal da ditadura. O que vos posso dizer é que o comandante da polícia de choque mandou parar as viaturas policiais perto do hospital de Santa Maria e, como estava quase a anoitecer, não avançou mais e esperou que os jovens dispersassem. Não optou por violência, por bastonadas e por detenções. A Constituição que ainda temos é bem explícita em permitir a liberdade de reunião e manifestação. Mas, o que aconteceu em frente à Assembleia da República foi uma vergonha, apenas justificada para que Montenegro possa dizer em Bruxelas que tem uma polícia muito “eficiente” que prende quaisquer anarquistas. A central sindical CGTP promoveu uma greve geral e em várias cidades do país realizaram-se manifestações de protesto contra o pacote laboral que o Governo pretende implementar contra todos os direitos existentes dos trabalhadores. No final da manifestação, os dirigentes da CGTP e a maioria dos manifestantes dispersou. Na base da escadaria da Assembleia da República foram colocadas baias metálicas e tudo correu bem. A rua frontal à escadaria foi vedada ao trânsito. Tudo tinha corrido às mil maravilhas. Um grupo de jovens manteve-se a mais de cinquenta metros da escadaria e depois de cantar o Grândola, Vila Morena ficou na conversa bebendo umas cervejas. A dado momento, abriram a rua ao trânsito e os jovens não gostaram com receio de serem atropelados e tentaram impedir a passagem dos carros. Acto contínuo, apareceram polícias que começaram à bastonada aos jovens e a atirá-los para o chão. Um dos jovens atirou uma garrafa de cerveja contra os polícias. A repórter da CMTV dizia que eram “várias” garrafas e que feriram um polícia… Chegou a polícia de choque, talvez para mostrarem o novo equipamento e uns capacetes especiais e começou a desancar bastonadas e agressões aos jovens. Um espectáculo degradante quando atiraram para o chão puxada pelos cabelos uma moça que ficou de pernas ao léu até às cuecas e foi algemada. A polícia de choque continuou a intervir violentamente para retirar o grupo de jovens do local e começou um show policial nunca visto em democracia. Nem no tempo do fascismo. Pelas ruas circundantes os jovens eram perseguidos à bastonada. No entretanto, os jovens queimaram dois caixotes de lixo e um comentador do canal NOW dizia que os “muitos” caixotes de lixo queimados era um acto de anarquistas que podiam invadir o edifício da Assembleia da República… e a polícia de choque continuava a perseguir pelas ruas os jovens. Numa rua com escadaria até uma jovem aparentando ser menor, com a sua mochila escolar, foi atirada ao chão e outra foi ferozmente agredida à bastonada. O tal comentador nem sabe o que são anarquistas, porque se o fossem, o caso seria muito sério porque anarquistas experientes estariam nos terraços dos prédios a atirar coquetéis Molotov para cima dos polícias que ficariam queimados. Os polícias tinham-se metido mesmo na boca do lobo… A vergonhosa actuação da polícia de choque durou um tempo infindável escorraçando todos os jovens para muito longe do local onde tinha terminado a manifestação da CGTP. Com cerca de quarenta carrinhas policiais para cerca de três dezenas de jovens, a polícia apresentou o seu troféu: seis jovens detidos e que foram presentes a um juiz. Tudo inqualificável. Uma acção policial sem senso, sem lógica e sem democracia. Será este o futuro que espera ao povo? Uma polícia que não controla assaltos a ourivesarias, a restaurantes a casas de jogadores de futebol, a postos de combustível, mas que está pronta no imediato para agredir uns miúdos que não estavam a prejudicar ninguém? Não, senhor primeiro-ministro. O que aconteceu deve envergonhar o governo de um país dito democrático, apesar de haver gente que achou muito boa a intervenção policial. O nosso desprezo para essa gente. As imagens foram chocantes e repugnantes e o senhor Montenegro deve vê-las para refectir sobre o que se passou e que o show infeliz não se repita. Recorde-se, que eram cerca de 100 polícias para agredir 30 jovens. Uma realidade triste, que indignou qualquer democrata que se preze. Desta forma, já há quem acredite que a democracia pode ter os dias contados.
Alunas da UM vencem concurso internacional de escrita em português Hoje Macau - 8 Jun 20268 Jun 2026 Duas estudantes chinesas descreveram à Lusa como a violência doméstica e os direitos das mulheres as inspiraram para escrever as histórias vencedoras de um concurso internacional de contos em português. Li Renlan e Wang Siyi, ambas do Departamento de Português da Faculdade de Letras da Universidade de Macau (UM), receberam o primeiro prémio nas categorias Jovens e Adultos da competição “Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa”, impondo-se entre mais de 120 candidaturas oriundas da Ásia, Europa, América e África. O concurso foi coorganizado pela Porto Editora, pelo Instituto Camões e pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) do Governo português, tendo como tema “Direitos Humanos: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades?”. Na categoria Jovens e Adultos (nível C1–C2), Wang Siyi, estudante de 21 anos da província de Jiangxi (sudeste), venceu com ‘O Batom’, uma obra que transforma o batom vermelho em “símbolo de dignidade, resistência e liberdade”. “Escolhi este tema porque também sou mulher e é natural que me sinta próxima dos assuntos relacionados com a vida, os direitos e a voz das mulheres”, explicou. “Esse contexto ajudou-me a ligar a história de uma mulher à ideia de liberdade, mudança e conquista de direitos”, descreveu. Para a aluna, ganhar esta distinção é “uma grande honra”, que lhe dá “confiança e motivação para continuar a estudar português e a desenvolver a escrita criativa”. “Para mim, aprender português significa muito. A língua portuguesa ajudou-me a conhecer melhor o mundo, a aproximar-me de mais pessoas e a descobrir novas formas de pensar”, afirmou à Lusa. O lugar da avó A outra premiada, Li Renlan, inspirou-se na história da avó para o conto ‘O Lugar ao Lado da Cozinha’, vencedor na categoria Jovens e Adultos (nível B1–B2), numa história que considera “marcada pelo silêncio e sacrifício de uma geração de mulheres invisíveis”. “Queria mostrar que, com a mudança dos tempos, também mudaram as vontades, a consciência e a voz das mulheres. O esforço dessas mulheres não deve ficar invisível, merece ser reconhecido e lembrado”, afirmou a estudante de 21 anos, da província de Anhui (leste). A estudante descreveu que aprender português começou por curiosidade, que acabou por se transformar em paixão e “verdadeiro desafio”. “Acabei por me apaixonar pela língua. Receber esta distinção foi uma grande surpresa. Mais do que um prémio, significa que a história da minha avó e a minha reflexão sobre a mudança social foram ouvidas e valorizadas”, afirmou Ambas as vencedoras foram orientadas pela professora Carla Lopes, que destacou o “esforço notável” das alunas. “Escrever um conto em português, sendo esta uma língua estrangeira, é um desafio exigente, porque implica não só domínio linguístico, mas também criatividade e sensibilidade para tratar temas complexos, ligados aos direitos humanos. Penso que ambas conseguiram fazê-lo com muita maturidade e com uma voz própria”, disse. A docente sublinhou ainda que a distinção “reconhece o talento, o trabalho e a evolução das alunas” e constitui “um reconhecimento importante para a Universidade de Macau e para o Departamento de Português”, pois mostra que os seus alunos “conseguem participar com qualidade num espaço internacional de criação literária”.
10 de Junho | Clube Militar serve comida mirandesa de Lídia Brás Andreia Sofia Silva - 8 Jun 20268 Jun 2026 Começa hoje mais uma iniciativa – desta vez gastronómica – do programa “Junho – Mês de Portugal na RAEM”. Trata-se do “Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal – Primavera 2026”, no Clube Militar de Macau, onde se pode provar os pratos de Lídia Brás e do seu assistente, Fernando Araújo Lídia Brás é uma cozinheira de mão-cheia e será ela a protagonista do já habitual festival de gastronomia que o Clube Militar acolhe todos os anos. Nesta edição do “Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal – Primavera 2026”, integrante do cartaz de celebrações de “Junho – Mês de Portugal na RAEM”, espera-se comida transmontana genuína e alguns dos melhores vinhos portugueses. Na cozinha de Lídia estará também Fernando Araújo como seu assistente. O evento começa hoje e termina dia 15. Numa nota do Clube Militar, descreve-se como este evento celebra também os 156 anos de existência desta entidade, “uma das mais antigas associações sociais de Macau”. O sentimento por receberem um evento ligado à cultura portuguesa é de felicidade e honra, destaca a nota assinada pelo presidente da direcção, Ambrose So. O festival em causa “já tem uma tradição de mais de duas décadas no nosso Clube, coincidido, desde 2015, com a celebração do ‘Mês de Portugal na RAEM’. Sentimo-nos muito honrados pela integração nas actividades da celebração” organizada por diversas entidades, nomeadamente o Consulado-geral de Portugal na RAEM. Mais do que experimentar comida portuguesa, este festival traz a Macau a verdadeira comida transmontana de Miranda do Douro, de onde é natural Lídia Brás, que foi, até há bem pouco tempo, chef de cozinha no restaurante Stramuntana, em Vila Nova de Gaia. “Stramuntana” quer dizer Transmontana em mirandês, um dos dialectos falados no país e que apresenta uma ligação com o espanhol, nomeadamente da zona da Galiza. Nas redes sociais do restaurante lê-se que o Stramuntana “pretende representar o verdadeiro espírito transmontano; começando pelo nome em mirandês e passando por toda a cozinha de conforto aqui praticada”. Lídia anunciou nas redes sociais, em Março deste ano, que iria deixar a liderança do restaurante e abraçar novos projectos. “Informo que, a partir deste momento, deixo de ter qualquer vínculo profissional, colaboração ou ligação aos projetos Stramuntana e Proua. Foi um percurso ao qual me entreguei com dedicação, responsabilidade e respeito, e pelo qual guardo gratidão por tudo o que foi construído ao longo desse caminho”, escreveu. A chef acrescentou ainda que iria iniciar “uma nova etapa na Bondlair”. Fernando Araújo continua à frente do projecto Stramuntana. Lídia e Fernando são um casal que está junto na vida e na cozinha, transmitindo “a paixão das raízes transmontanas de Lídia em que o minhoto Fernando se integra perfeitamente”. Fernando, por sua vez, traz também para a cozinha o seu “conhecimento aprofundado e alargado sobre vinhos”. Associado à cozinha, juntam-se elementos desta região portuguesa como os caretos de Podence, gaitas-de-foles, cabaças, referências ao poeta Miguel Torga, nascido em São Martinho da Anta, em Trás-os-Montes. Aposta desde 2006 Lídia Brás nasceu em Miranda do Douro e faz, no seu restaurante e também neste festival no Clube Militar, uma elegia à sua terra. Formou-se em Artes, mas depressa percebeu que a sua vida passaria pelos tachos e por transmitir a cultura do lugar onde nasceu. O Clube Militar, na mesma nota, descreve como o trabalho de Lídia “preserva a autenticidade, sazonalidade e características da cozinha portuguesa, por vezes com um toque pessoal de inovação”, investigando ainda o “receituário Transmontano ancestral, ligado maioritariamente a tradições de festas populares, comidas do campo e rituais específicos daquela região”. Fernando Araújo nasceu em Vila Nova de Gaia, mas tem raízes minhotas em Adaúfe. “Herdou desde cedo o palato apurado e o gosto pelo saber-fazer da gastronomia nortenha: os peixes e mariscos do litoral, os enchidos tradicionais e os pratos ricos de carne da terra”, é descrito. Bem mais a Sul de Portugal, no “Alentejo profundo”, Fernando Araújo “aprofundou o conhecimento sobre a riqueza da gastronomia nacional, absorvendo tradições, sabores e técnicas que marcariam o seu percurso profissional”. O primeiro negócio do casal na área da gastronomia abriu portas em 2006, tendo-se iniciado “um percurso de crescimento contínuo na restauração e no universo vínico”. No “Stramuntana” apresenta-se muita comida de tacho e feita em tradicionais panelas ao lume, como antigamente, prometendo-se o mesmo sabor no festival acolhido pelo Clube Militar. São as “memórias gastronómicas que existem em cada um de nós”, como as “comidinhas de conforto que nos remetem à infância e que, por mais simples que sejam, são sempre especiais, porque nos fazem lembrar de pessoas e de momentos”, lê-se na página de Facebook do restaurante. Na mesma publicação, apresenta-se a versão em mirandês: “Eisisten, an cada un de nós, las mimórias gastronómicas; las comidinhas de cunfuorto que mos remeten a l’anfáncia. Por mais simples que séian, son siempre speciales porque mos fázen lhembrar de pessonas i de momientos.” NOTA: Notícia editada online com a nova informação de que Lídia Brás deixou o projecto Stramuntana este ano.
Visita | Xi Jinping na Coreia do Norte pela primeira vez desde 2019 Hoje Macau - 8 Jun 2026 O Presidente chinês, Xi Jinping, está de visita à Coreia do Norte, naquela que é a primeira deslocação ao país vizinho em quase sete anos, anunciaram sexta-feira os dois países. Xi está na Coreia do Norte entre hoje e amanhã, segundo breves comunicados divulgados na sexta-feira pelos órgãos de comunicação estatais dos dois países. A última visita do líder chinês a Pyongyang ocorreu em Junho de 2019. O anúncio surge um dia depois de a Coreia do Norte ter revelado uma nova instalação destinada à produção de materiais para bombas nucleares. Especialistas consideram que a divulgação da unidade sugere que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pretende reforçar o estatuto do país como potência nuclear, antes da visita de Xi. A deslocação ocorre poucas semanas depois de Xi ter recebido, separadamente, em Pequim, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Rússia, Vladimir Putin. Nos últimos anos, Kim deu prioridade ao aprofundamento das relações com a Rússia, enviando tropas e armamento convencional para apoiar a invasão lançada por Moscovo na Ucrânia. No entanto, o líder norte-coreano também tem procurado reforçar os laços com a China, principal parceiro comercial e maior fornecedor de ajuda económica da Coreia do Norte. Xi e Kim encontraram-se em Pequim, em Setembro, e comprometeram-se a reforçar a cooperação bilateral e o apoio mútuo. Kim deslocou-se então à capital chinesa para assistir a um desfile militar, ao lado de outros líderes estrangeiros, incluindo Putin. As Forças Armadas da Coreia do Sul avaliaram a nova instalação nuclear como uma unidade de enriquecimento de urânio. Durante uma visita ao local, Kim anunciou planos para reforçar as capacidades nucleares do país “a um ritmo exponencial”.
Ensino superior | Quase 13 milhões de chineses começam hoje o exame de acesso Hoje Macau - 8 Jun 2026 Cerca de 12,9 milhões de jovens estudantes chineses, segundo o Ministério da Educação, começaram ontem a fazer o ‘gaokao’, o temido exame nacional de admissão à universidade. Este exame altamente selectivo, que ocupa um lugar central na sociedade chinesa, determina o acesso às melhores universidades e, por extensão, as futuras oportunidades de carreira. O ‘gaokao’ tem a duração de vários dias e inclui testes de mandarim, matemática, inglês, ciências e humanidades. Os resultados serão anunciados no final de Junho. À porta de um centro de exames em Pequim, dezenas de polícias e seguranças mantinham a ordem enquanto os pais, de telemóveis na mão, esperavam filmar os filhos a entrar na sala de provas. Alguns estavam vestidos de vermelho, uma cor da sorte na cultura chinesa. “Estou um pouco ansioso”, admite Zhang Xinnan, de 18 anos, com o seu uniforme escolar, momentos antes do início dos exames. “Mas domino as coisas que precisava de saber”, acrescenta. O ensino superior desenvolveu-se rapidamente na China nas últimas décadas, à medida que o desenvolvimento económico levou a uma melhoria dos padrões de vida, mas também a maiores expectativas dos pais em relação aos estudos e carreiras dos seus filhos. No entanto, o mercado de trabalho para jovens licenciados já não é tão promissor como antes, sendo a elevada taxa de desemprego jovem uma grande preocupação. De acordo com os dados oficiais, cerca de um em cada seis chineses entre os 16 e os 24 anos, excluindo os estudantes, está desempregado. As atitudes em relação aos exames estão a mudar, com os estudantes e os pais cada vez menos dispostos a sacrificar a saúde física e mental para obter bons resultados. “Sou bastante liberal”, diz Deng Ju, de 53 anos, segurando uma pilha de cadernos para a filha, que está a rever até ao último minuto com uma amiga. “Estou mais preocupada com a saúde física; o exame é apenas uma formalidade”, acrescenta.
JALP | Advogada chinesa lidera associação internacional de língua portuguesa Hoje Macau - 8 Jun 2026 A nova presidente da Associação Internacional de Jovens Advogados de Língua Portuguesa (JALP) defendeu à Lusa que, perante “desafios geopolíticos complexos”, os profissionais jurídicos têm a responsabilidade de “construir pontes entre culturas e sistemas jurídicos distintos”. A associação elegeu como presidente, até 2028, Un I Wong, uma advogada chinesa de Macau formada na Universidade Católica Portuguesa e que exerce há nove anos em Portugal. Un recordou ter iniciado o percurso na sociedade Morais Leitão, em Portugal, onde foi, “durante algum tempo, a única advogada de origem chinesa da equipa”. “Mais tarde, passei a integrar [a MdME], uma sociedade com presença em Macau, Hong Kong e Lisboa, tendo ainda realizado uma experiência em Pequim. Estas vivências permitiram-me observar diferentes formas de trabalhar e de encarar a profissão jurídica em contextos distintos”, explicou. Na China continental, destacou, “existe uma forte cultura profissional orientada para a rapidez de execução, capacidade de resposta e proactividade”. “Costumo dizer, em tom de brincadeira, que na advocacia chinesa parece vigorar o modelo ‘007’, isto é, disponibilidade de meia-noite a meia-noite, sete dias por semana”, acrescentou. Em Portugal, apontou, há “uma maior valorização do equilíbrio entre vida profissional e pessoal, bem como do debate jurídico e da construção argumentativa”. Macau, por sua vez, “ocupa uma posição particularmente interessante”, conjugando a matriz jurídica portuguesa com um ambiente de trabalho “mais próximo do modelo português”, mas que beneficia “da proximidade ao dinamismo económico da Ásia”, explicou Un. “No fundo, esta experiência internacional reforçou a minha convicção de que não existe um único modelo de sucesso. Os melhores profissionais são aqueles que conseguem integrar diferentes formas de pensar e trabalhar e navegar entre culturas, sistemas jurídicos e realidades profissionais distintas”, concluiu. Construir pontes A advogada apontou que ter estudado e trabalhado entre a Europa e a Ásia reforçou a convicção de que a “advocacia do futuro não deve limitar-se às fronteiras nacionais”. “Hoje, os advogados desempenham também um papel relevante na construção de pontes entre culturas, economias e sistemas jurídicos”, afirmou. Un sublinhou que os jovens advogados lusófonos possuem “uma vantagem única” de integrar uma comunidade que se estende por vários continentes, e “marcada por diversidade económica e cultural”. “Num contexto global cada vez mais interligado, mas também marcado por desafios geopolíticos complexos, acredito que os jovens advogados lusófonos podem afirmar-se como profissionais globais”, acrescentou. Fundada em 2020, a JALP é uma associação sem fins lucrativos que visa apoiar, integrar e representar jovens advogados dos países de língua oficial portuguesa. Reúne actualmente mais de 300 associados. Os novos órgãos sociais, para o triénio 2026-2028, integram representantes de Angola, Brasil, Macau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. A direcção vai ser presidida por Un, tendo como vice-presidentes Pedro Leão Trigo e Lukeno Ribeiro Alkatiri. Un destacou como prioridade “reforçar a JALP como plataforma activa de ligação entre jovens advogados lusófonos” e aprofundar a “ligação entre diferentes jurisdições”, “promovendo a partilha de conhecimento, experiências e boas práticas”. Outra meta, será preparar os jovens advogados para a “transformação acelerada da profissão”, com a “tecnologia, a inteligência artificial e novas exigências dos clientes a redefinir a prática da advocacia”. Apesar das dificuldades, Un descreveu que “nunca existiram tantas possibilidades de colaboração internacional”, ou de acesso ao conhecimento e utilização de tecnologia para potenciar o trabalho dos advogados. A responsável anunciou ainda planos para parcerias da associação com universidades, ordens de advogados e organizações internacionais, e dialogar com entidades ligadas ao ecossistema de tecnologia legal. “Assumimos o compromisso de reforçar a proximidade entre os jovens advogados lusófonos, promover a inovação na profissão jurídica e contribuir para a construção de uma comunidade jurídica mais internacional, colaborativa e preparada para o futuro”, concluiu a nova presidente da JALP.
O Herói Predestinado e o Pintor Que Foi um Bandido Paulo Maia e Carmo - 8 Jun 2026 Yue Fei (1103-1142), que foi mais do que um preclaro militar da dinastia Song, emergeria do lamentável Jingkang shibi, o «incidente de Jingkang» em 1127 que levaria à queda da dinastia Song no Norte, como uma figura unanimemente reconhecida, admirada por historiadores e literatos e até na fértil imaginação popular, recordado como a arquétipa figura do herói possuidor de uma lealdade inabalável. E nisso não fazia senão responder a um fabuloso destino previsto pelos seus pais ao notar que, logo na altura do seu nascimento um grande pássaro como um cisne pousara sobre o telhado da sua casa. Reconheceram nele o mítico Peng descrito por exemplo logo no início do capítulo Xiaoyaoyu, «Vadiagem livre e descontraída», do clássico Zhuangzi, que surgira da transformação do grande peixe Kun, «tão grande que nem sei quanto ele media» e que habitava na escuridão do Norte. Por isso lhe deram o nome Fei, «voar». Após a captura do imperador e da família real às mãos dos Jurchen, o jovem Yue Fei seguiu Zhao Gou (1107-1187), o nono filho do imperador Huizong e futuro imperador Gaozong (1127-1129) para o Sul até estabelecer a nova capital dos Song do Sul em Lin’an, a actual Hangzhou, onde ainda hoje existe um templo honrando a sua memória. Dado o seu forte, estudioso e disciplinado carácter que o tornaria um exemplo nas wushu, as «artes marciais», não se limitou a seguir o herdeiro do trono e em diversas batalhas enfrentou os invasores do Norte. Respondia assim aos quatro caracteres que trazia tatuados nas costas: jin zhong bao guo, «servir o país com a mais alta lealdade». Mas se Yue Fei permaneceu ligado aos exércitos imperiais, outros súbditos leais no meio do ambiente caótico da guerra organizaram-se em grupos de rebeldes, alguns dos quais seguindo um exemplo da dinastia Han, refugiaram-se na escarpada cordilheira Taihang, que por se ter tornado num abrigo de soldados foragidos e camponeses deslocados também passou a ser chamada Heishan, a «Montanha negra». São famosos diversos desses grupos que combatiam nas montanhas, compostos por indivíduos insubmissos, epítomes da revolta contra a autoridade. Xiao Zhao, um pintor de Houze (actual Yangcheng, Shanxi) activo entre 1130 e 1162, tinha esse passado de rebelde, vivendo como um bandido acoitado nas veredas sinuosas da montanha Taihang mas diz-se que no decurso de um ataque encontrou o pintor Li Tang (c. 1050-1130) e pinturas que dele viu mudaram a sua vida. Seguiu-o para a capital do Sul, seguindo igualmente o seu estilo de pintura. Na pintura intitulada Viajantes numa passagem de montanha (p. 10 do álbum de Colecção de Pinturas dos tempos antigos, tinta e cor sobre seda, 25,2 x 24,2 cm, no Museu do Palácio Nacional, em Taipé) nota-se a pequenez de uma caravana que vem subindo um caminho diante de uma imensa serrania, quiçá a montanha Taihang.
Prostituição | Rede desfeita com cinco polícias entre os detidos Hoje Macau - 8 Jun 2026 A Polícia Judiciária anunciou a detenção de 26 pessoas, incluindo três polícias e dois agentes reformados, por alegadamente estarem envolvidos numa rede de prostituição. Entre 2024 e o fim das operações, as saunas controladas pelo grupo terão gerado lucros de 790 milhões de patacas “A nossa agência desmantelou uma rede criminosa de exploração sexual organizada, desmantelou vários locais de prostituição e deteve 26 homens e mulheres de Macau, da China continental e de Hong Kong”, escreveu a Polícia Judiciária (PJ) na sexta-feira numa mensagem enviada aos jornalistas. De acordo com o canal de rádio em língua chinesa da TDM, o grupo criminoso operava desde 2019, com saunas ligadas ao grupo a gerarem lucros de 790 milhões de patacas desde 2024. A TDM, que citou um porta-voz da PJ, afirmou que os três agentes da lei no activo do Corpo de Polícia da Segurança Pública (CPSP) e os dois reformados da PJ aceitaram “subornos substanciais”, de três milhões de patacas cada, em troca de fornecerem informações sobre rusgas policiais. Os cinco são suspeitos de associação criminosa, exploração de prostituição e corrupção passiva. A operação, realizada na segunda-feira da semana passada pela PJ, envolveu buscas em três saunas, cinco escritórios e outros 23 locais. As autoridades apreenderam bens no valor de 50 milhões de patacas, “livros de registos” e “uma grande quantidade de utensílios criminais”. De acordo com a TDM, o grupo criminoso explorava saunas sob o pretexto de fornecer serviços de ‘spa’ e massagem, contratando mulheres para prestarem serviços sexuais a preços entre aproximadamente 2.000 patacas e 8.000 patacas por sessão. Os estabelecimentos em causa operavam um sistema de classificação e tabela de preços com base na nacionalidade das mulheres e nos serviços prestados. As mulheres recebiam entre 1.000 patacas e 2.000 patacas por acto sexual. Profundamente chocados Durante a operação, a PJ levou para investigação um total de 381 pessoas, incluindo trabalhadores ilegais, trabalhadores não documentados, pessoas em situação de estada irregular e prostitutas. Numa nota enviada à Lusa, o CPSP afirmou que os três agentes deste departamento foram encaminhados para o Ministério Público para investigação pela suspeita de envolvimento numa rede de prostituição. “O nosso gabinete está profundamente chocado e entristecido com este incidente e cooperará plenamente com as investigações”, afirmou o CPSP. O CPSP acrescentou que leva o assunto “muito a sério” e instaurou processos disciplinares contra os funcionários envolvidos, estando estes em suspensão preventiva. A PJ, por sua vez, declarou dedicar “grande atenção” à suposta prática de crimes por agentes reformados, de acordo com um comunicado. “A PJ reitera que não tolera qualquer acto ilegal e que vai actuar com imparcialidade e justiça, sem qualquer favorecimento, defendendo firmemente a equidade e a justiça no cumprimento da lei e a boa reputação da polícia,” declarou.
DICJ | Negada manipulação de casinos para prejudicar clientes João Santos Filipe - 8 Jun 20268 Jun 2026 A Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) veio negar algumas publicações na rede social chinesa “Pequeno Livro Vermelho”, que acusam os casinos de manipularem a distribuição das cartas de jogo Após terem começado a circular publicações na rede social chinesa “Pequeno Livro Vermelho”, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) veio a terreiro negar a existência de batota nos casinos do território. A posição foi tomada numa resposta enviada ao Canal Chinês da Rádio Macau. “A DICJ salienta que todo o equipamento de jogo em funcionamento nos casinos de Macau é rigorosamente regulamentado e tem o dever de cumprir das leis, normas técnicas e requisitos de segurança relevantes”, pode ler-se na resposta à emissora. “Todo o equipamento de jogo electrónico, deve ser submetido a testes e certificação por entidades independentes, acreditadas pelas DICJ, antes da entrada em funcionamento. Este processo confirma a sua conformidade com as normas técnicas, e os equipamentos só podem ser utilizados após a DICJ ter feito uma análise a autorizado a utilização”, foi acrescentado. A DICJ explicou também que “para garantir a conformidade contínua dos equipamentos” que são realizadas “inspecções nos locais de jogo em todos os casinos, através de visitas programadas e também inspecções sem aviso prévio”. As inspecções “abrangem a integridade dos selos dos equipamentos, comparações de versões de software, verificações de software, registos operacionais e mecanismos de geração de números aleatórios”. As autoridades revelaram também que as inspecções mais recentes tinham sido feitas entre 27 a 29 de Maio, não tendo havido o registo de “violações em nenhum dos equipamentos”. Abertos a denúncias Na tomada de posição, as autoridades garantem também que se forem “detectadas anomalias”, os equipamentos serão retirados dos locais de jogo e aplicadas as “medidas legais” necessárias, que não foram especificadas. A DICJ comunicou ainda que tem agentes destacados para os casinos 24 horas por dia e se os clientes tiverem dúvidas sobre o funcionamento das máquinas podem abordar esses agentes que acompanharão o caso imediatamente. No final da resposta à emissora, a DICJ apelou ainda ao “público a não acreditar nem a partilhar mensagens online não verificadas”, e prometeu continuar a “regulamentar rigorosamente o equipamento de jogo” para “manter a imagem positiva de Macau”. Segundo algumas publicações na rede social chinesa “Pequeno Livro Vermelho”, as caixas que baralham as cartas são manipuladas por alguém que está nos casinos, de forma a alterar a distribuição das cartas e atribuir uma mão fraca aos jogadores. O conteúdo das publicações indica também que as pessoas perdem em Macau porque há batota e não porque têm azar. Jogo | Controlo de Capitais vai assustar investidores O banco de investimentos CLSA acredita que a nova legislação que intensifica o controlo de fuga de capitais do Interior vão ter impacto na indústria do jogo. Segundo o relatório mais recente da CLSA, citado pelo portal GGRAsia, não se espera que o impacto aconteça ao nível das receitas de jogo, mas antes na forma como os investidores mostram vontade para comprar acções na bolsa das concessionárias. No relatório, a corretora justifica que os canais para trazer dinheiro do Interior para Macau “já são alvo de um escrutínio e de controlos rigorosos há muitos anos”, pelo que não espera que as mudanças “alterem significativamente” a forma como a maioria dos visitantes financia as suas actividades de jogo. As novas medidas de Pequim visam essencialmente um maior controlo dos canais existentes que permitem aos cidadãos e às empresas comprarem acções no exterior.
Medicina | Estudantes de Timor-Leste aprendem em Macau Hoje Macau - 8 Jun 2026 Estudantes de Medicina da Universidade Católica Timorense (UCT) participam em Macau num programa intensivo que privilegia a prática, colmatando lacunas de formação existentes em Timor-Leste, disse na sexta-feira à Lusa o responsável pela delegação. Os oito estudantes da Faculdade de Ciências Médicas da UCT, que se encontram nas instalações da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, em inglês) para mais um dia de formação intensiva, começaram por abordar procedimentos necessários para a reanimação cardiorrespiratória. Uma aprendizagem “muito importante”, considera João Câncio Freitas, vice-reitor da UCT. “Tem lá [em Timor-Leste], mas é muito básico. Agora aqui, principalmente com a introdução da IA [Inteligência Artificial] nestes laboratórios, é muito fundamental”, refere o também líder da delegação timorense. Câncio Freitas está a acompanhar o segundo grupo de alunos da UCT que vem a Macau, depois de em Novembro do ano passado ter estado no território com outros 14 estudantes, fruto de uma cooperação que as duas instituições universitárias têm há três anos e que arrancou com a formação de docentes. A UCT foi fundada em Dezembro de 2021 e a Faculdade de Ciências Médicas encontra-se ainda “numa fase muito preliminar em termos de laboratórios”. A cooperação com Macau, reflecte o responsável, permite “não só interiorizar melhor a parte teórica, mas mais a parte prática, porque a Medicina não é só a questão teórica”. “É importantíssimo na formação de futuros líderes na área da Medicina, e por isso é que eles têm de dominar mesmo a área que tem a ver com AI ou outras tecnologias avançadas para poderem desenvolver melhor o conhecimento e traduzir isto na prática, na área da Medicina, porque a área da saúde é muito precária em Timor-Leste”, reflecte ainda Câncio Freitas, ex-ministro da Educação timorense.
929 Challenge | José Alves alerta para contraste com discursos oficiais Hoje Macau - 8 Jun 2026 Um dos fundadores da competição sino-lusófona 929 Challenge, José Alves, avisa que os obstáculos ao empreendedorismo fazem sentir-se principalmente entre estrangeiros que tentam lançar empresas na RAEM Um dos fundadores da competição sino-lusófona 929 Challenge insistiu na sexta-feira que, apesar dos discursos oficiais sobre inovação e diversificação económica, Macau continua a impor barreiras práticas que dificultam a vida dos empreendedores, sobretudo estrangeiros. A sexta edição da competição de ‘startups’ foi anunciada na sexta-feira, com José Alves, reitor da Faculdade de Negócios da Universidade da Cidade de Macau, a apontar que o evento ajudou a criar consciência e diálogo sobre inovação e empreendedorismo, mas insistiu que Macau deve “ir além da retórica”. Com uma economia profundamente dependente da indústria do jogo, as autoridades de Macau têm vindo a tentar diversificar a economia local para indústrias seleccionadas, incluindo tecnologia, saúde, eventos culturais e finanças. “As políticas da cidade incentivam o empreendedorismo, mas persistem obstáculos práticos, sobretudo para fundadores estrangeiros. Um empreendedor estrangeiro pode registar uma empresa em Macau. Mas não pode operar sem uma autorização de trabalho”, disse. Para o co-fundador da competição isto gera um “ciclo vicioso” e um “bloqueio estrutural” do sistema, em que regras de imigração, práticas de contratação pública e exigências de gestão de risco das empresas criam fricções que impedem novos projectos de avançar. “A economia de Macau continua altamente concentrada, com seis operadoras de jogo e 34 departamentos governamentais a dominar os recursos”, apontou. Alves defendeu que estas operadoras e o Governo poderiam desempenhar um “papel decisivo” ao abrir projectos-piloto e janelas de contratação em áreas como transformação digital, Inteligência Artificial (IA), eficiência energética ou turismo inteligente. Solidariedade empresarial “As ‘startups’ não precisam de caridade. Precisam de oportunidade”, sublinhou, alertando que “sem clientes iniciais e contratos” nenhum ecossistema de ‘startups’ “pode sobreviver”. “Consciência sem acesso gera frustração, e incentivo sem oportunidade gera estagnação”, afirmou, acrescentando que a diversificação permanecerá “uma aspiração em vez de um resultado mensurável”, sem “alinhamento entre política, ambição, e realidade administrativa”. Desde a sua primeira edição em 2021, a competição atraiu mais de 1.420 equipas e mais de 6.000 participantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal, Macau e Hong Kong. As novidades para a edição deste ano da competição incluem uma parceria inédita com uma exposição de tecnologia e a colaboração com o Parque Científico e Tecnológico de Qianhai, em Shenzhen, uma expansão que a organização diz irá alargar o alcance do evento à zona da Grande Baía. Os eventos principais da competição vão realizar‑se de 3 a 4 de Dezembro deste ano como parte da AIE Expo, uma exposição global de IA e tecnologia, realizada em paralelo no hotel-casino The Venetian Macao e em Zhuhai. Pensar na Grande Baía Segundo a organização, ao integrar pela primeira vez os eventos na AIE Expo, as ‘startups’ participantes terão acesso directo a mais de 900 expositores e 50 mil visitantes profissionais, incluindo compradores nas áreas da robótica, inteligência artificial, equipamentos inteligentes, saúde digital, mobilidade e electrónica de consumo, além de parceiros da cadeia de fornecimento da Grande Baía e visibilidade junto de grandes marcas tecnológicas globais. A edição de 2026 introduz ainda um programa de aceleração, uma iniciativa pós‑competição para apoiar a entrada de ‘startups’ nos mercados da Grande Baía e de Macau, com estratégias de acesso ao mercado, formação para investidores, orientação regulatória e de mais de 100 especialistas. “A China está rapidamente a tornar‑se o ecossistema de inovação mais dinâmico do mundo. Com os nossos novos programas de Aceleração e Soft Landing, esperamos ajudar os fundadores a passar do ‘pitch’ [apresentações] ao mercado, construindo negócios reais, parceiros reais e clientes reais”, afirmou Marco Duarte Rizzolio, co-fundador do 929 Challenge. O primeiro grupo de ‘startups’ deverá participar neste programa no início de 2027, com candidaturas abertas em Dezembro de 2026.
APOMAC esclarece que aumentos de pensões em Portugal são automáticos João Santos Filipe - 8 Jun 2026 A Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) emitiu um comunicado a esclarecer que a actualização de pensões em Portugal se deveu à lei, e não a uma decisão do Executivo liderado por Luís Montenegro. Foi desta forma que a associação que tem como presidente da Assembleia Geral Jorge Fão reagiu às notícias e publicações colocadas a circular pela Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), sem nunca identificar esta instituição. Numa mensagem dirigida “a todos os aposentados e pensionistas de sobrevivência residentes na RAEM” é indicado que as “pensões são actualizadas sempre que se tenha verificado inflação e aumento no custo de vida, uma vez que a actualização é, hoje automática, não estando dependente, por conseguinte, da boa vontade ou do capricho de quem esteja a governar em Portugal”. A APOMAC indica também que a actualização decorre assim do “dever de cumprir a Lei que, por bem, foi promulgada, em tempo oportuno”. “Uma notícia propagada aos ‘quatro ventos’, como aquela que anda a circular, carece, normalmente, de fundamentos, o que não aconteceu no caso em apreço. Merece, por isso, o presente esclarecimento, para que os incautos e, mais ainda, os iliteratos não sejam seduzidos pela vertigem de quem pretende disseminar informações para fins inconfessáveis”, foi acrescentado. Comunicado da discórdia Na semana passada, a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) emitiu um comunicado, assinado pelo presidente e deputado de Macau, José Pereira Coutinho, sobre uma visita de Rita Santos a Portugal. Durante um encontro com Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Rita Santos era citada a agradecer a decisão de Luís Montenegro de actualizar as pensões para este ano. No encontro, a conselheira das comunidades portuguesas era igualmente citada a pedir um aumento das pensões para o próximo ano. Este tipo de mensagens foi igualmente divulgado nas redes sociais, principalmente através das páginas da conselheira. No comunicado de ontem, a APOMAC nunca identifica a ATFPM nem refere os seus dirigentes, apesar de citar o conteúdo dos comunicados e indicar a existência da visita.
Cooperação | Macau quer promover laços entre Hebei e a lusofonia João Luz - 8 Jun 2026 O Chefe do Executivo quer ajudar Hebei a “fortalecer o intercâmbio e a cooperação” com os países lusófonos. Numa reunião com o Governador da província chinesa, Sam Hou Fai levantou a possibilidade de partilha de experiências na formação de quadros qualificados no sector do turismo O Governo de Macau “está empenhado em tornar-se numa ponte importante para a abertura de alto nível do país e uma janela crucial para o intercâmbio e a aprendizagem mútua entre as civilizações chinesa e ocidental”, afirmou o Chefe do Executivo numa reunião com o Governador da província de Hebei, Wang Zhengpu, na passada quinta-feira. Com a missão de desempenhar o papel, Sam Hou Fai indicou que Macau pode “ajudar a província de Hebei a fortalecer o intercâmbio e a cooperação com os países lusófonos”, segundo um comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social (GCS) na quinta-feira à noite. Para tal, Sam Hou Fai sugeriu o aprofundamento da cooperação entre Hebei e Macau em áreas como economia, comércio, cultura, turismo e educação, para que os dois territórios se possam expandir para mercados internacionais. A partilha de experiências na formação de quadros qualificados foi também referida pelo Chefe do Executivo como uma oportunidade de cooperação no “sector do turismo e na organização de projectos de convenções e exposições”. Solidez industrial Em relação aos objectivos da RAEM, Sam Hou Fai salientou a missão de diversificar a economia e promover o desenvolvimento saudável da sociedade, “alavancando melhor as suas vantagens únicas”, como o “apoio da pátria-mãe e interligação com o mundo”, de forma a construir “um centro, uma plataforma, uma base” e um “pólo de quadros qualificados”. Por sua vez, o governador Wang Zhengpu afirmou que a província de Hebei possui uma longa história, património e inúmeros recursos culturais e turísticos. O responsável frisou que Hebei é uma província importante no domínio da medicina tradicional chinesa, com uma base industrial sólida, pelo que as perspectivas para o aprofundamento da cooperação com Macau nesta indústria são amplas. O Governador garantiu que a província de Hebei continuará a participar em conferências, exposições e actividades de promoção económica e comercial em Macau para ajudar empresas de Hebei a “globalizarem-se” e “a promover a cooperação económica e comercial e de indústrias com os países de língua portuguesa e espanhola”. A nota divulgada pelo GCS não indica a presença no encontro de qualquer representante de países lusófonos ou de língua espanhola.
CCCM | “China tem ainda dificuldade em seduzir”, diz ex-ministro Andreia Sofia Silva - 8 Jun 20268 Jun 2026 Nuno Severiano Teixeira, professor e antigo ministro, defende que a China ainda não é uma potência global na área do “soft power”, porque “consegue conquistar, mas ainda tem dificuldade em seduzir”. A ideia foi avançada durante a apresentação do livro “Is China a Global Power?”, de Francisco José Leandro Será a China uma verdadeira potência global nas vertentes militar, económica e do chamado “soft power”, ou seja, na capacidade de influência de outros países por uma via mais branda? O novo livro de Francisco José Leandro, “Is China a Global Power? The Three Great Walls of the Middle Kingdom” afirma que o país tem um maior poderio militar e tecnológico a nível global, o que confere o estatuto de potência, mais do que pela via negocial com outros países, ou na arte de influenciar de forma plena as relações internacionais. A obra, editada pela Palgrave Macmillian no ano passado, foi apresentada na semana passada no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), tendo sido comentada por Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na área da Ciência Política e Relações Internacionais e antigo Ministro da Administração Interna e Ministro da Defesa Nacional. Na sessão, Severiano Teixeira indicou que a China ” está ainda longe de atingir” esse estatuto de potência global” ‘no soft power’. “No que diz respeito aos aspectos culturais e da vida imaterial, ainda não atingiu o seu objectivo. Usando a expressão de Joseph Nye, se no ‘hard power’ a China o atingiu, no ‘soft power está ainda longe de o atingir. Ou seja, a China consegue conquistar, mas tem ainda dificuldades em seduzir”, acrescentou. A obra de Francisco José Leandro, professor na Universidade de Macau (UM), apresenta a metáfora da muralha para descrever as várias vertentes em que a China demonstra o seu poder, seja a nível militar, cultural, económico ou de negociação diplomática, da chamada “governança global”. Segundo explicou Nuno Severiano Teixeira, “em cada uma destas muralhas o ponto em que a China se encontra é diferente”, sendo que a nível económico e tecnológico, o país “atingiu o seu objectivo de ser uma potência global “. Neste contexto, o docente da UM disse “ter quase a certeza que os próximos cinco a dez anos vão ser surpreendentes do ponto de vista da evolução tecnológica e económica”. Estes dois aspectos estão, aliás, interligados num dos capítulos do livro, estando em causa “uma estratégia financeira com vários níveis de governação”. Francisco José Leandro apresentou vários exemplos de como a China tem evoluído em termos tecnológicos, o que lhe pode conferir o estatuto de potência global neste domínio. Relativamente ao sistema europeu de satélites, “a China não teve acesso e criou o seu sistema, que é um dos melhores do mundo”. Depois há a aposta no Espaço: “temos uma estação internacional e depois temos a estação chinesa, exactamente porque à China não foi dada essa possibilidade”. “Em termos de capacidades militares, a China já ultrapassou, em muito, o número de activos [face a outros países]”, declarou o académico, referindo que “a China foi a potência que mais satélites colocou no espaço em 2012”, apresentando-se “uma taxa de sucesso impressionante comparativamente às agências europeia e americana”. Outra visão Nuno Severiano Teixeira declarou como a China tem hoje “uma visão alternativa para a ordem internacional em que vivemos”, podendo-se questionar se o país “é um consumidor das regras, das normas internacionais, ou se é um produtor” de normas; ou se é “capaz de legitimar, do ponto de vista internacional, essa visão ou não”. A obra de Francisco José Leandro destaca como Pequim não domina ainda o mundo a nível da chamada governança global. Conforme disse Nuno Severiano Teixeira, “a China não é ainda um grande arquitecto, mas um grande artesão que está, a pouco e pouco, a mudar”. “Diria que, depois de ler o livro, que a China é quase uma potência global, está muito perto de o ser, disso não há dúvidas nenhumas”, assumiu. Isto numa altura em que existe “numa ordem internacional complexa e muito inútil”, disse Nuno Severiano Teixeira, que defendeu que a China tem aproveitado para desenvolver algumas áreas tendo em conta as últimas políticas norte-americanas, nomeadamente “as asneiras que o Presidente Trump está a fazer com as universidades americanas”. A China capta talentos, desenvolve o conhecimento científico, “mas não encontrou ainda o seu Hollywood”, disse o professor, numa referência à aposta que os Estados Unidos fizeram na indústria cinematográfica para se expandir e que, é hoje, das mais importantes do mundo. Muralhas imaginárias “Is China a Global Power?” nasce das provas de agregação que Francisco José Leandro fez no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, sob o tema “Contemporary China”, em 2022. O livro traz reflexões em torno de quatro temas, nomeadamente as três “muralhas” do “acesso tecnológico e económico”, que permitem o acesso do país ao poder material; a muralha do “acesso cultural e intangível”, que levam ao “poder intangível” e ainda a muralha “do acesso político e governança global”, que permite o “poder da governação” a Pequim. O livro faz ainda a “avaliação da capacidade de poder abrangente da China”, com recurso a “observações no terreno em que o autor argumenta que a China possui uma visão e ambição globais, posicionando-se como uma quase-potência global”, descreve-se numa sinopse divulgada pelo ISCTE. Tiago Vasconcelos, outro dos oradores da sessão do CCCM, e docente nas áreas de Estratégia e Geopolítica, destacou que a obra deixa a reflexão sobre se as três muralhas “são as que a China tem de construir para se proteger ou controlar os fluxos de ideias, pessoas, capitais, bens e serviços, ou as suas fronteiras, um pouco à maneira da grande muralha original”; ou se, pelo contrário, “são muralhas que a China teve de derrubar ou ultrapassar, para se tornar, ou ser percebida como potência global”, isto “se já o for?”. “No domínio material do poder o autor presta atenção à importância global da China nas questões económicas, incluindo as que respeitam a competição tecnológica entre a China e os Estados Unidos da América. A questão que aqui se invoca é que se a China já ultrapassou esta grande muralha, que dificulta o acesso de novos entrantes ao patamar do poder económico e tecnológico de classe global”, questiona o académico. Desta forma, “a conclusão [do livro], é que actualmente a China já é reconhecida como uma potência económica global”. Porém, Tiago Vasconcelos acrescentou que, ao nível “das questões culturais globais” e do “domínio intangível do poder”, a China é ainda, segundo o livro, “uma potência predominantemente interregional”. Um certo receio Tiago Vasconcelos disse ainda ser importante evitar “categorizações simplistas” para avaliar “um fenómeno tão complexo como é o crescimento do poder da China”. Porém, o analista considerou ser “bastante natural a preocupação com as possíveis consequências de um fenómeno tão potencialmente transformador da política mundial como é a ascensão da China, e isto é inegável”. Em “Is China a Global Power?”, Francisco José Leandro “observa como em certas áreas o poder crescente da China tem precipitado narrativas de securização”, com o fomento de “medo nas elites e no público em geral”, por estar em causa “um fenómeno realmente novo para a maior parte das pessoas vivas, mas que alimenta, por vezes, populismos que perturbam processos de decisão”, adiantou Tiago Vasconcelos.
Festival de cinema ‘queer’ em Macau é espaço para dialogar Hoje Macau - 5 Jun 2026 O Festival Internacional de Cinema Queer de Macau (MIQFF, na sigla inglesa), que arranca esta sexta-feira, pretende ser um palco de diálogo e onde se questionam preconceitos, disse ontem à Lusa o director Jay Sun. A decorrer entre 05 e 27 de Junho, o MIQFF apresenta 24 propostas, com “uma parte significativa” das obras com origem em países europeus, disse à Lusa o director e fundador do evento, ressaltando “a estreita colaboração com consulados europeus e internacionais”. “Não se limita, de forma alguma, à Europa. Contamos também com a ‘Asian Vision’, que apresenta histórias queer de toda a Ásia”, sublinha. É precisamente com uma obra de Hong Kong que arranca a quarta edição deste evento cinematográfico: “Cyclone” (2026), de Philip Yung, narra a história de uma mulher trans da China continental que viaja até Hong Kong para fazer uma cirurgia de redesignação sexual. A projecção do filme, com estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, vai contar com a presença do realizador, do actor Liu Yuqiao e da argumentista Annabelle Kayee Li. Outro dos destaques desta edição, indica Sun, é “Rosebush Pruning” (2026), uma tragicomédia do brasileiro Karim Ainouz, que estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde integrou a competição oficial, e tem agora estreia asiática em Macau. Inspirado no clássico italiano de 1965, “De Punhos nos Bolsos”, esta co-produçao de vários países europeus acompanha uma família abastada e disfuncional isolada numa propriedade em Espanha. O filme aparece descrito no portal da Berlinale como uma “sátira negra”, no Festival de Cinema de Sydney, onde vai estar em cartaz este mês, como “comédia e filme LGBTQIA+” e no ‘site’ especializado de cinema IMDB atribui como “comédia negra, thriller e drama”. Na classificação etária em Macau, as autoridades atribuíram a categoria de “Pornografia”, aparecendo no programa a imagem de promoção deste filme – uma fotografia de família – desfocada. Sobre esta decisão, Jay Sun, diz “ser inapropriado comentar”, uma vez que “a classificação é da competência do Instituto Cultural” (IC), não estando o festival “envolvido no processo”. A agência Lusa perguntou ontem ao IC qual o critério para esta classificação, mas até ao momento não recebeu nenhuma resposta. De acordo com a lei de Macau, são considerados produtos “pornográficos ou obscenos” aqueles que “contenham palavras, descrições ou imagens que ultrajem ou ofendam o pudor público ou a moral pública”. “Ainda assim podemos mostrar o filme, desde que respeitemos a lei: projectar após as 23:30 e pagar a taxa correspondente”, nota. Mais participação Na secção asiática, destaque para “East Palace, West Palace” (1996), do chinês Zhang Yuan, e “3670” (2025), obra do sul-coreano Park Joon-ho. Ao longo destes dias, é possível também assistir a “Whisperings of the Moon” (2025), filme cambojano da cineasta chinesa Lai Yuqing, que morreu há poucos meses aos 23 anos. O festival presta ainda homenagem a Rosa von Praunheim (1942-2025), nome artístico de Holger Mischwitzki, com a exibição de várias obras do cineasta alemão, um dos mais influentes defensores dos direitos LGBTQ+ na Alemanha. Sobre a receção do MIQFF, já na quarta edição, Jay Sun, refere que hoje existe “mais abertura para ao cinema ‘queer’ e eventos culturais LGBTQ+”: “Vemos um maior interesse por parte do público, uma maior representação nos ‘media’ tradicionais e mais pessoas dispostas a envolver-se com diferentes tipos de histórias.” Mas o “progresso não é uma linha recta”, admite. “Continuamos a assistir a retrocessos em várias partes do mundo, seja na forma de censura ou de restrições aos direitos da comunidade LGBTQ+. Por isso, não creio que possamos dar por concluído o trabalho”, continua. Por essa razão, diz, este tipo de eventos continua a ser importante, com os filmes a “gerarem diálogos, a desafiarem preconceitos e ajudarem a criar empatia”.
AMCM | Lucros de bancos disparam 20,7 por cento até Abril Hoje Macau - 5 Jun 2026 Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 4,48 mil milhões de patacas nos primeiros quatro meses do ano, mais 20,7 por cento do que no mesmo período de 2025. De acordo com dados oficiais divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a principal razão para a subida dos lucros foi um aumento de 30,3 por cento, para 6,47 mil milhões de patacas, na margem de juros, a diferença entre as receitas dos empréstimos e as despesas com depósitos. Isto apesar de a AMCM ter aprovado três descidas da principal taxa de juro de referência em 2025, a última das quais um corte de 0,25 pontos percentuais, introduzida em 11 de Dezembro, seguindo a Reserva Federal norte-americana. Os empréstimos, a principal fonte de receitas da banca a nível mundial, subiram 4 por cento em comparação com Abril de 2025, fixando-se em 1,08 biliões de patacas. Mas os depósitos junto dos bancos de Macau aumentaram ainda mais, 6,9 por cento, para 1,44 biliões de patacas no final de Abril passado, disse a AMCM. Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior (mais 92,7 por cento).
FRC | Quarteto de cordas com canções de embalar amanhã Hoje Macau - 5 Jun 2026 A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta amanhã, a partir das 17h, o concerto “Ainda Mais Canções de Embalar à Volta do Mundo”, conduzido pelo Quarteto Familiar de Cordas de Vit Polášek, a que se juntam desta vez quatro vozes locais para interpretar cantigas tradicionais infantis de diferentes nacionalidades. Nesta sessão, o público vai ser convidado a escutar 12 novos temas, em representação da Chéquia, Dinamarca, Alemanha, Índia, Mali, Filipinas e China. A família de Vit Polášek tem vindo a recolher diferentes canções de embalar, provenientes dos quatro cantos do globo, pedindo a amigos que vivem em Macau, amadores e profissionais, que as cantem ao vivo e as partilhem com os espectadores na Galeria da FRC. A família gravou e publicou no YouTube alguns temas no passado, mas a maioria terá estreia neste evento, segundo o mentor do projecto. O quarteto de cordas – composto por dois violinos, uma violeta e um violoncelo – foi fundado por Vit Polášek e a mulher Lu Yan, ambos membros profissionais da Orquestra de Macau, acompanhados pelos seus dois filhos, Vit e Lukas, também já peritos em instrumentos de cordas.