DICJ | Negada manipulação de casinos para prejudicar clientes

A Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) veio negar algumas publicações na rede social chinesa “Pequeno Livro Vermelho”, que acusam os casinos de manipularem a distribuição das cartas de jogo

Após terem começado a circular publicações na rede social chinesa “Pequeno Livro Vermelho”, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) veio a terreiro negar a existência de batota nos casinos do território. A posição foi tomada numa resposta enviada ao Canal Chinês da Rádio Macau.

“A DICJ salienta que todo o equipamento de jogo em funcionamento nos casinos de Macau é rigorosamente regulamentado e tem o dever de cumprir das leis, normas técnicas e requisitos de segurança relevantes”, pode ler-se na resposta à emissora. “Todo o equipamento de jogo electrónico, deve ser submetido a testes e certificação por entidades independentes, acreditadas pelas DICJ, antes da entrada em funcionamento. Este processo confirma a sua conformidade com as normas técnicas, e os equipamentos só podem ser utilizados após a DICJ ter feito uma análise a autorizado a utilização”, foi acrescentado.

A DICJ explicou também que “para garantir a conformidade contínua dos equipamentos” que são realizadas “inspecções nos locais de jogo em todos os casinos, através de visitas programadas e também inspecções sem aviso prévio”.

As inspecções “abrangem a integridade dos selos dos equipamentos, comparações de versões de software, verificações de software, registos operacionais e mecanismos de geração de números aleatórios”. As autoridades revelaram também que as inspecções mais recentes tinham sido feitas entre 27 a 29 de Maio, não tendo havido o registo de “violações em nenhum dos equipamentos”.

Abertos a denúncias

Na tomada de posição, as autoridades garantem também que se forem “detectadas anomalias”, os equipamentos serão retirados dos locais de jogo e aplicadas as “medidas legais” necessárias, que não foram especificadas.

A DICJ comunicou ainda que tem agentes destacados para os casinos 24 horas por dia e se os clientes tiverem dúvidas sobre o funcionamento das máquinas podem abordar esses agentes que acompanharão o caso imediatamente.

No final da resposta à emissora, a DICJ apelou ainda ao “público a não acreditar nem a partilhar mensagens online não verificadas”, e prometeu continuar a “regulamentar rigorosamente o equipamento de jogo” para “manter a imagem positiva de Macau”.

Segundo algumas publicações na rede social chinesa “Pequeno Livro Vermelho”, as caixas que baralham as cartas são manipuladas por alguém que está nos casinos, de forma a alterar a distribuição das cartas e atribuir uma mão fraca aos jogadores. O conteúdo das publicações indica também que as pessoas perdem em Macau porque há batota e não porque têm azar.

Jogo | Controlo de Capitais vai assustar investidores

O banco de investimentos CLSA acredita que a nova legislação que intensifica o controlo de fuga de capitais do Interior vão ter impacto na indústria do jogo. Segundo o relatório mais recente da CLSA, citado pelo portal GGRAsia, não se espera que o impacto aconteça ao nível das receitas de jogo, mas antes na forma como os investidores mostram vontade para comprar acções na bolsa das concessionárias.

No relatório, a corretora justifica que os canais para trazer dinheiro do Interior para Macau “já são alvo de um escrutínio e de controlos rigorosos há muitos anos”, pelo que não espera que as mudanças “alterem significativamente” a forma como a maioria dos visitantes financia as suas actividades de jogo. As novas medidas de Pequim visam essencialmente um maior controlo dos canais existentes que permitem aos cidadãos e às empresas comprarem acções no exterior.

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