“Taiwan Travelogue”, de Yáng Shuang-zi, vence Booker Internacional Hoje Macau - 21 Mai 2026 O livro “Taiwan Travelogue”, de Yáng Shuang-zi, traduzido do mandarim por Lin King, venceu a edição deste ano do prémio literário Booker Internacional, anunciou a organização. O livro, publicado pela editora britânica And Other Stories (que também foi responsável pelo vencedor de 2025), passa-se em 1938 e é uma “história agridoce do amor entre duas mulheres, acomodada numa habilidosa exploração de linguagem, história e poder”, segundo a sinopse do prémio. Publicado originalmente em mandarim em 2020, o livro foi uma “sensação”, tendo vencido o prémio Golden Tripod, a que se seguiram, já na tradução para inglês, o National Book Award para literatura traduzida, nos Estados Unidos, e o primeiro prémio Baifang Schell da Asia Society. A obra torna-se na primeira escrita em mandarim a ser premiada com o Booker Internacional. Mundo em letras Para além de “Taiwan Travelogue”, os finalistas deste ano foram a tradução para inglês, por Padma Viswanathan, de “Assim na Terra como em baixo da Terra”, da escritora e argumentista brasileira Ana Paula Maia, “The Nights Are Quiet in Tehran”, da alemã Shida Bazyar, traduzido por Ruth Martin, “She Who Remains”, da búlgara Rene Karabash, traduzido por Izidora Angel, “The Director”, do alemão Daniel Kehlmann, traduzido por Ross Benjamin, e “The Witch”, da francesa Marie NDiaye, traduzido por Jordan Stump. O prémio Booker Internacional distingue uma obra literária traduzida para inglês, publicada no Reino Unido ou na Irlanda. As seis obras finalistas vão receber um prémio de cinco mil libras, a repartir entre autor e tradutor. O livro vencedor terá um prémio de 50 mil libras, igualmente dividido entre autor e tradutor. O vencedor da edição de 2025 do Prémio Booker Internacional foi o livro de contos “Heart Lamp”, da escritora indiana Banu Mushtaq, traduzido por Deepa Bashthi.
Teatro | Dóci Papiaçám di Macau apresenta sátira sobre negócios em crise Andreia Sofia Silva - 21 Mai 2026 “Agora Como? (E Agora?)” é o nome da peça que os Dóci Papiaçám di Macau apresentam este fim-de-semana no Centro Cultural de Macau. Como faz parte da identidade da companhia, o espectáculo lança um olhar crítico à situação difícil do pequeno comércio local, com muito humor à mistura “Esperança servida numa cidade em mudança.” É assim, numa espécie de mote, que começa a sinopse do novo espectáculo em patuá do grupo teatral Dóci Papiaçám di Macau apresentado este fim-de-semana, sábado e domingo, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM), integrado no cartaz do Festival de Artes de Macau (FAM). As sessões estão marcadas para sábado, às 20h, e domingo, às 15h. A peça, da autoria de Miguel de Senna Fernandes, centra-se nas vidas de Marta e Elena, filhas “do velho Secundino”, que ficam com o restaurante do pai depois da sua morte. É então que Marta e Elena se deparam com uma economia ainda a recuperar da pandemia, mas já com números bem mais animadores dos que foram registados no pico da crise. Há turistas, mas estes não passam sempre nos bairros residenciais. Entretanto, os casinos-satélite fecharam e levaram com eles muitos dos consumidores dos pequenos negócios da cidade. Qualquer semelhança com a realidade não é coincidência. Ao HM, Miguel de Senna Fernandes explica que “Agora Como? (E Agora?)” não é apenas “sobre os casinos-satélite, pois são apenas uma parte da situação actual” da economia. “Não há dúvidas de que Macau está a recuperar em termos económicos, e fala-se muito de recordes, a indústria do jogo está a recuperar lentamente em relação a antes da pandemia e também quanto ao número de turistas em Macau, que não para de crescer. Estes dois números representam muito dinheiro para Macau, e como cidadão de Macau só me posso congratular com isto, naturalmente. Mas o grande capital e os turistas vão para as zonas turísticas, e o resto? Esta é a questão.” A peça alerta também para o crescente cenário de afastamento do consumo das lojas e restaurantes locais para o Interior da China, para onde passou a ser mais fácil viajar. Há, portanto, “a abertura dos cidadãos de Macau ao continente onde abundam sítios para consumo de qualidade”, destacou o advogado e dramaturgo. “É inevitável que haja um aumento da qualidade dos serviços e produtos [na China], com um preço muito mais baixo do que em Macau. Não há nada a fazer, e depois as rendas continuam nos mesmos valores, as condições continuam a ser as mesmas”, alertou. “Tudo isto gera situações de alguma contradição, e se, por um lado, sou um cidadão que vê com bons olhos o facto de Macau estar a recuperar economicamente, também vejo o poder de consumo diminuído face à concorrência que vem do outro lado da fronteira”, disse ainda Miguel de Senna Fernandes. Uma história simples Os espectadores que acorrerem ao CCM este fim-de-semana vão poder assistir a “uma história simples”, de duas filhas que regressam a Macau vindas da Europa, de Lisboa e Madrid, e que se deparam com um “restaurante à deriva”. “Uma das filhas quer vender já, porque face a esta situação é melhor vender, sem alimentar mais algum sonho; mas a outra quer manter o espírito com que foi criado o estabelecimento, que tem muitas memórias, defendendo que o tempo não pode apagar-se assim. Este ‘giga-joga’ em torno da ideia de vender ou não é a trama de toda esta peça”, contou. Como não podia deixar de ser, há muitas “situações hilariantes”, conforme os Dóci Papiaçám di Macau já nos habituaram. A narrativa é pontuada por “coisas do dia-a-dia, com muito absurdo”, já que se trata de uma “comédia situacional”, em que se “brinca” com “situações absurdas que às vezes encontramos e não conseguimos controlar”. Linhas do horizonte Há muito que o FAM é o palco principal para o trabalho desenvolvido pelos Dóci Papiaçám di Macau na preservação do patuá, e Miguel de Senna Fernandes acredita que o interesse, do público e das autoridades, não esmoreceu. “Continua a haver uma apetência pelo teatro em patuá, que todos sabem ser um teatro satírico. É, provavelmente, o único teatro de sátira social em Macau, que é bem-sucedido e que marca sempre o Festival de Artes, com todo o respeito pelos outros grupos.” Miguel de Senna Fernandes refere que, quanto aos conteúdos, “há linhas vermelhas”, mas que nunca sentiu “que haja algum controlo” relativamente ao que pode ser escrito, dito ou interpretado em palco. “Eu, pelo menos, nunca senti que haja algum controlo, uma espécie de censura, em que não se pode dizer isto ou aquilo. Mas, por outro lado, sei quais são as linhas vermelhas, sei que elas existem. E dentro destas linhas vamos brincando. Posso estar errado, mas penso que temos conseguido sempre a confiança do Governo para que isto não resvale para sítios indesejados.” Porém, tudo depende do futuro e de possíveis novas linhas. “Claro que isto vai evoluir mais tarde, mas não sabemos o que vai acontecer daqui a uns anos. Depende muito de qual é a orientação do Governo Central a respeito de Macau, e quais as manifestações culturais que passam a ser permitidas. É tudo meio incógnito e, face a isto, não sei como responder, mas vamos fazendo, ano após ano, aquilo que sabemos fazer”, rematou. O que é certo é que, actualmente, “o Instituto Cultural continua a acarinhar o teatro em patuá, que é património cultural intangível”. Este fim-de-semana estarão em palco 20 actores, três deles crianças. A grande maioria são veteranos, que asseguram os papéis principais.
Jogo | Citigroup aponta para receitas superiores a 22,5 mil milhões em Maio João Santos Filipe - 21 Mai 2026 A principal indústria de Macau continua a crescer, à medida que aumenta o fluxo de turistas. O banco de investimento acredita que as receitas deste mês superem 22,5 mil milhões de patacas, com a ajuda da Semana Dourada e do cartaz de espectáculos O Citigroup estima que as receitas dos casinos vão ser superiores a 22,5 mil milhões de patacas ao longo deste mês, o que representaria uma subida anual de 6 por cento. As previsões do banco, citadas ontem pela Rádio Macau, contrastam com a performance de Maio de 2024 quando as receitas do jogo totalizaram 20,2 mil milhões de patacas. Segundo a emissora pública, os analistas apontam que as receitas do jogo nos primeiros 17 dias de Maio tenham sido ligeiramente inferiores a 13 mil milhões de patacas. Para este valor representou uma média diária de 693 milhões de patacas por dia, entre 11 e 17 de Maio. Contudo, os analistas acreditam que nos restantes dias até ao final do mês a média diária das receitas terá de rondar 704 milhões de patacas, o que irá permitir superar o valor dos 22,5 milhões patacas. A previsão dos analistas do Citigroup é sustentada com o aumento do número de visitantes na segunda metade do mês associada a vários espectáculos que vão ser organizados nos empreendimentos turísticos das concessionárias, como o concerto da girlband coreana IVE, o espectáculo da boyband EXO e o evento de luta UFC Fight Night. Perto dos melhores registos Caso a previsão do banco de investimento se confirme, as receitas de Maio, que inclui o pico de turismo ligado à Semana Dourada, vão ficar perto dos melhores registos mensais deste ano. Até Abril, o mês com receitas de jogo mais elevado foi Janeiro, com um total de 22,63 mil milhões de patacas, seguido pelo registo de Março, em que as receitas foram de 22,61 mil milhões de patacas. Nos primeiros quatro dos meses deste ano, os casinos registaram receitas brutas de 85,8 mil milhões de patacas, o que correspondeu a um aumento anual de 12,1 por cento, uma vez que o montante acumulado entre Janeiro e Abril foi de 76,5 mil milhões de patacas. Apesar da recuperação do jogo no pós-pandemia, o valor das receitas ainda se encontra a 86,1 por cento do nível de 2019, quando entre Janeiro e Abril as receitas do jogo atingiram 99,7 mil milhões de patacas.
Concertos | Nick Lei pede clarificação de regras de segurança Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 21 Mai 2026 Depois da confusão no Cotai durante o festival “K-Spark”, Nick Lei interpelou o Governo sobre a necessidade de clarificar regras de segurança no Local de Espectáculos ao Ar Livre. Além disso, defende que a futura concessão do espaço não deve olhar apenas para o lucro O deputado Nick Lei defende a necessidade de clarificar as regras de segurança no Local de Espectáculos ao Ar Livre, tendo em conta o recente episódio de desacatos entre fãs ocorrido no “K-Spark”, festival de música pop sul-coreana (K-Pop), no início deste mês. Recorde-se que o facto de o evento ter lugares sentados com cadeiras desdobráveis fez com que dezenas de pessoas tenham deslocado as cadeiras mais para a frente do palco, o que gerou alguns desacatos. Na interpelação escrita, o deputado referiu algumas opiniões divulgadas nas redes sociais sobre o facto de o espectáculo revelar regras insuficientes de segurança, bem como a falta de controlo da multidão. “Podem as autoridades elaborar regras claras sobre a utilização do espaço, bem como orientações para o comportamento dos espectadores, melhorar a gestão de segurança e a ordem”, questionou. Nick Lei pediu ainda a criação de um “mecanismo de mediação para [o registo] de bilhetes e normas para o reembolso dos bilhetes” que sejam adquiridos em diferentes regiões vizinhas, a fim de “assegurar que as actividades se realizam de forma segura e ordenada”. Nick Lei, ligado à comunidade de Fujian, recordou que as autoridades do Interior da China possuem já regras para a realização de espectáculos de grande dimensão, como os princípios de “organizador responsável de evento com supervisão do Governo”, ou “prioridade à segurança e prevenção acima de tudo”. Porém, e ainda que exista em Macau um regulamento para a utilização do Local de Espectáculos ao Ar Livre, Nick Lei considera que o documento não é claro quanto a regras de segurança. Para o deputado, deve ser criado um sistema “segundo o número de participantes, fazendo-se a diferenciação, em matéria de segurança, para actividades de escala diferente”, sem esquecer a implementação de diferentes “procedimentos de apreciação e aprovação, e respostas de emergência”. O deputado pede ainda que seja integrada a “participação de entidades profissionais na avaliação de segurança”, sendo importante a elaboração de “normas regulamentares vinculativas para garantir o sucesso da realização dos espectáculos no futuro”. O Local de Espectáculos ao Ar Livre fica no cruzamento da Avenida do Aeroporto com a Rua de Ténis, no Cotai, entre o Grand Lisboa Palace e o Hotel Lisboeta, com uma área 94 mil metros quadrados e capacidade para mais de 50 mil pessoas. O Instituto Cultural definiu mapas que incluem a “Zona de Espectadores”, “Zona Tampão para Evacuação”, “Zona do Palco e dos Batidores” e “Zona de Espera (controlo de segurança)”. Olhar além dos lucros Nick Lei defende também que a filosofia quanto à futura concessão do Local de Espectáculos ao Ar Livre não deve ser puramente comercial, mas incorporar obrigações públicas além de olhar a critérios como a obtenção de lucros e o valor comercial da zona, a fim de garantir apoios à comunidade. Tais necessidades devem ficar claras no contrato de concessão, referiu. “Pode o Governo especificar no futuro contrato os indicadores concretos, nomeadamente um número mínimo de espectáculos para fins de caridade, a cobrança mais baixa em horários específicos e a obrigatoriedade de abrir o local à comunidade em períodos em que não se realizam espectáculos”, lê-se na interpelação.
UMTec | Subsidiária com perdas de 10 mil renminbis João Santos Filipe - 21 Mai 2026 No ano passado, a Companhia de Desenvolvimento Tecnológico da UMTec em Guangdong Hengqin apresentou perdas de 10.356 renminbis, de acordo com a informação divulgada no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos. Segundo a mesma informação, a empresa pouca actividade apresentou, mas as perdas foram reduzidas em relação a 2024, quando o prejuízo tinha atingido 14.260 renminbis. Desde que foi criada em 2019, com um capital social de 300.000 renminbis a empresa tem acumulado perdas que totalizada 241.878 renminbis. Apesar disso, não apresenta qualquer actividade e as receitas limitam-se aos juros do dinheiro inicialmente investido. A Companhia de Desenvolvimento Tecnológico da UMTec em Guangdong Hengqin foi criada no Interior da China como uma das duas subsidiárias da UMTec, a empresa de investimento da Universidade de Macau. A empresa registou como possíveis actividades, que ainda não foram desenvolvidas, a formação na área da educação, consultadoria na área da tecnologia, transferência tecnológica, assim como investigação na área das ciências agrícolas, sociais e participação em actividades de investimento. O conselho de administração é liderado por Xu Jian, na condição de presidente, tendo também Chen Guokai, Leung Lai Han, Zhou Jiantao e Wang Yizhe como administradores.
IAS | Pedido estudo à UM sobre renovação de casas para idosos Hoje Macau - 21 Mai 2026 O chefe do Departamento de Solidariedade Social do Instituto de Acção Social (IAS), U Ka Wai, revelou que o IAS encarregou a Universidade de Macau de elaborar um estudo sobre as orientações para a renovação de casas para idosos, de forma a evitar acidentes domésticos. A informação foi adiantada no programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau. Com o envelhecimento populacional, o responsável defendeu a necessidade de transformar habitações e espaços públicos para responderem às necessidades dos idosos. U Ka Wai afirmou também esperar que as futuras obras de construção e renovação resultem na instalação de equipamentos que garantam a segurança dos idosos e criem maior conveniência.
Turismo | Lam Lon Wai alerta para limitações durante feriados nacionais João Santos Filipe - 21 Mai 2026 O legislador da Federação das Associações dos Operários de Macau pede ao Governo para tomar medidas, de forma a aumentar a capacidade para acolher o crescente número de turistas O deputado Lam Lon Wai escreveu uma interpelação a avisar o Governo sobre a falta de capacidade para acolher mais visitantes. Segundo o membro da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) o problema prende-se com os feriados prolongados no Interior da China, sendo necessário aumentar a capacidade das infra-estruturas. “Durante a “semana dourada” do “1.º de Maio” no Interior da China, que terminou recentemente, Macau recebeu um total de 873 mil visitantes, e o número de visitantes num só dia atingiu 248 mil, batendo um novo recorde histórico, o que demonstra o aumento contínuo da atractividade de Macau enquanto Centro Mundial de Turismo e Lazer”, escreveu o legislador. “No entanto, à medida que o número de visitantes continua a aumentar, e que são cada vez mais frequentes os concertos e as actividades festivas de grande envergadura, surgem, mais uma vez, problemas relacionados com a capacidade de acolhimento de visitantes e com as instalações complementares da cidade”, alertou. Como partes destes problemas, o deputado indica “o grande fluxo de pessoas nos pontos turísticos mais procurados”, “a pressão dos transportes públicos” e “o escoamento de multidões após os concertos”. Face a este cenário, o deputado pretende saber como o Governo vai “melhorar os seus planos relativos ao fluxo de pessoas, ao trânsito e às instalações turísticas complementares, durante as férias longas do Interior da China, os feriados e concertos de grande envergadura de Macau”. Caminhos futuros Ao mesmo tempo, Lam Lon Wai sugere “o reforço dos serviços de autocarros de ligação”, “desvio de fluxo de pessoas nos pontos turísticos mais procurados”, “monitorização inteligente do fluxo de pessoas” e optimização “da frequência dos autocarros do plano Autocarro de Turismo e Lazer”, que procura levar os turistas aos bairros residenciais. O deputado volta a abordar o serviço “Cruzeiro Turístico”, atribuído à Turbojet, cujo funcionamento tem ficado marcado por várias suspensões. A mais recente foi anunciada a 9 e Abril devido à “inspecção e manutenção anual dos pontões flutuantes da Ponte-Cais da Barra”. O legislador quer saber se o serviço vai ser “optimizado”, com passeios nocturnos transfronteiriços e visitas a Hengqin, para aumentar a competitividade do turismo de Grande Baía.
DSF | Devolução do imposto profissional a partir de amanhã Hoje Macau - 21 Mai 2026 A Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) começa a devolver amanhã 60 por cento do imposto profissional relativo ao ano de 2024. Segundo os serviços de finanças, a medida é aplicável até ao valor limite de 14 mil patacas, sendo que o montante total devolvido será de cerca de 1,04 mil milhões de patacas. Os residentes que se registaram no sistema “Caixa Rápida” recebem esta sexta-feira o montante na conta bancária, enquanto que trabalhadores dos serviços ou entidades públicas recebem o depósito em Junho juntamente com o salário, caso não tenham feito o registo. Para os restantes contribuintes a devolução será feita de forma faseada nas próximas semanas, por cheque. A DSF prevê terminar as devoluções “no início de Junho”, estando abrangidas, no primeiro lote de devolução, 169.300 pessoas. A partir do dia 15 de Junho pode ser pedida à DSF uma segunda via do cheque, caso o primeiro cheque não tenha sido recebido, ou em caso de extravio ou dano.
Renovação urbana | Paulo Tse lidera empresa de capitais públicos João Santos Filipe - 21 Mai 2026 O empresário Paulo Tse vai substituir Peter Lam Kam Seng, que ficou de fora do novo conselho de administração da Macau Renovação Urbana. O Chefe do Executivo também afastou os vice-presidentes Tommy Lau Veng Seng e Leong Keng Seng O empresário Paulo Tse vai assumir a presidência da Macau Renovação Urbana a partir de domingo. A decisão do Chefe do Executivo foi divulgada ontem no Boletim Oficial, e o novo presidente vai substituir Peter Lam Kam Seng, cuja nomeação política não foi renovada. Apesar da manutenção no conselho de administração da empresa liderada por Paulo Tse, que é o 1.º vice-presidente, Sam Hou Fai promoveu uma renovação deste órgão ao nível dos cargos de liderança, ao deixar de fora do novo mandato o actual presidente, Peter Lam, o 2.º vice-presidente, Leong Keng Seng, e o 3.º vice-presidente da empresa, o ex-deputado Tommy Lau Veng Seng. Paulo Tse está ligado a vários cargos, como administrador na empresa Golden Crown Development, ex-presidente e membro da Associação de Construtores Civis e Empresas de Fomento Predial de Macau, presidente honorário da Câmara de Comércio Americana de Macau, administrador na Associação de Comércio de Macau e também na Câmara de Comércio Canadiana de Macau. Além de substituir alguns membros que estavam na empresa há mais tempo, Sam Hou Fai reduziu o tamanho do conselho de administração da Macau Renovação Urbana, dado que entre os 11 membros existentes cinco não tiveram os mandatos renovados, e apenas houve três nomeações novas, cortando para nove o número de administradores. Os novos nomeados são Mok Chi Wai, Xiao Dongwen e Chan Weng Hei. Mok Chi Wai é empresário, membro da Associação de Comércio de Macau, do Conselho de Curadores da Fundação Macau e administrador na empresa pública Macau Investimento e Desenvolvimento. Homem das máquinas Por seu turno, Xiao Dongwen é presidente da Associação dos Proprietários de Máquinas de Construção Civil de Macau e vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau. Já Chan Weng Hei tem uma carreira ligada à administração pública e às obras públicas, tendo sido nomeado, em 2022, assessor do então secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, actual presidente da Assembleia Legislativa. A Macau Renovação Urbana foi criada em 2019, com capitais públicos, e foi responsável por projectos como a construção do Novo Bairro de Macau em Hengqin e construção da habitação para substituição do Lote P, na Areia Preta. Espera-se também que seja a empresa responsável pela renovação de alguns edifícios antigos de habitação, cumprindo aquele que foi o seu propósito inicial. No ano passado, a empresa apresentou um lucro de 787,9 milhões de patacas, uma redução face a 2024, quando o lucro atingiu 1.791 milhões de patacas.
Zona de Cooperação | 50 vagas de emprego para residentes Hoje Macau - 21 Mai 2026 A Direcção dos Serviços de Assuntos Administrativos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau anunciou ontem que existem em Hengqin 50 vagas de emprego para residentes de Macau. Segundo um comunicado emitido pela entidade, é exigido que os candidatos cumpram a Constituição chinesa e demais leis da República Popular da China, além de terem de defender o Socialismo com características chinesas e o princípio “um país, dois sistemas”. Os residentes que se candidatem devem ainda defender as ideias de “unificação, segurança, honra e benefícios do país”. As vagas disponíveis são para posições nas áreas jurídica, administrativa, gestão financeira, estatística, planeamento urbanístico ou desenvolvimento de quadros qualificados, com salários base de 19 mil renminbis. Além disso, o salário, no período experimental, será de 80 por cento desse montante. Os candidatos devem ter entre 18 e 38 anos, nascidos entre 21 de Maio de 1987 e 20 de Maio de 2008, podendo apresentar os seus currículos até ao dia 29 de Maio no website de recrutamento disponibilizado pela direcção de serviços de Hengqin. As provas escritas dos candidatos seleccionados realizam-se em Junho, seguidas de provas orais. A fase posterior irá incidir sobre provas físicas e “verificação de antecedentes”, nomeadamente habilitações académicas dos concorrentes.
Gaza | 400 activistas de flotilha detidos e a caminho de Israel Hoje Macau - 20 Mai 2026 Os organizadores da flotilha humanitária com destino a Gaza que foi interceptada por Israel na segunda-feira reportaram a detenção de mais de 400 activistas que estavam ontem a ser levados para o porto israelita de Ashdod. A flotilha com 54 embarcações, que incluía navios da flotilha Global Sumud (GSF), da Freedom Flotilla Coalition e de várias outras organizações da Turquia, Malásia e Indonésia, foi interceptada na manhã de segunda-feira em águas internacionais perto do Chipre, a aproximadamente 250 milhas náuticas de Gaza. Em um comunicado, a Freedom Flotilla indicou que “mais de 400 participantes civis desarmados de 45 países foram sequestrados em águas internacionais pelas forças militares israelitas”, embora não tenham fornecido números discriminados por nacionalidade. Segundo a organização, “o navio cargueiro ‘prisão’, para onde foram levados os capitães, a tripulação e os participantes da flotilha após a intercepção, está a navegar lentamente em direcção ao porto de Ashdod, em Israel, onde os participantes da flotilha têm sido habitualmente identificados pelo Governo israelita”. Entretanto, a Freedom Flotilla Coalition informou que dez navios, incluindo um fretado pela organização, o ‘Lina’, ainda navegavam em direcção a Gaza com aproximadamente 70 pessoas a bordo, “numa tentativa de romper o bloqueio naval ilegal de Israel a Gaza”. Em relação aos navios interceptados, denunciaram que “foram deliberadamente danificados pelo Exército israelita e deixados à deriva, representando um perigo para a navegação internacional e constituindo mais uma violação do direito internacional por parte do Governo israelita”. O Governo israelita ainda não divulgou números oficiais sobre o número de detidos ou para onde estão a ser levados. Protesto português No final de Abril, as forças israelitas detiveram 175 pessoas a bordo de cerca de vinte embarcações da Flotilha Global Sumud em águas internacionais ao largo da costa da Grécia. Dois dos activistas, o hispano-palestiniano Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila, foram detidos e levados para uma prisão israelita, embora tenham sido libertados uma semana depois e deportados, enquanto os restantes foram libertados e desembarcados em solo grego. O Governo português convocou na segunda-feira o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, “em violação do direito internacional”, de dois médicos portugueses que integravam a flotilha Global Sumud, disse à Lusa o ministro do Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. A Ordem dos Médicos indicou que foi esta tarde informada da detenção dos médicos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, “após a intercepção da embarcação em que seguiam [o navio “Tenaz”], em águas internacionais”, um caso que disse acompanhar “com bastante preocupação”. Rangel adiantou que o Governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Telavive e dos serviços consulares.
Seul | Ex-ministro condenado a três anos de prisão por imposição da lei marcial Hoje Macau - 20 Mai 2026 O ex-ministro da Defesa sul-coreano Kim Yong Hyun foi ontem condenado a três anos de prisão por obstrução da justiça devido à imposição da lei marcial em Dezembro de 2024 pelo então presidente, Yoon Suk Yeol. O Tribunal Distrital Central de Seul declarou que Kim enganou membros dos serviços de segurança presidenciais para aceder a um telefone que Yoon pudesse usar para comunicar durante a mobilização dos militares nas ruas, antes de a lei marcial ter sido revogada pelo parlamento. Para o tribunal, Kim “exorbitou o exercício das suas funções” ao obter o telefone em 02 de Dezembro de 2024, um dia antes de Yoon declarar a controversa lei marcial, que mergulhou o país em uma grave crise política e levou à sua prisão e processo de destituição. Kim Yong Hyun também foi condenado por “incitar à destruição de provas” por ordenar que um de seus assessores se desfizesse de documentos relacionados com o dia seguinte ao decreto ter sido revogado pela Assembleia Nacional sul-coreana, em 05 de Dezembro. O Ministério Público da Coreia do Sul defendia uma pena de cinco anos de prisão, mas a sentença teve em conta que Kim não tinha antecedentes criminais, segundo a agência de notícias Yonhap. O ex-governante continua a culpar a então oposição por desencadear uma “crise política” naquele país asiático e nega “qualquer irregularidade”, mantendo que a imposição da lei marcial se destinava a “alertar sobre o poder da oposição” — que Yoon associou à Coreia do Norte — e para recolher informações sobre uma possível “fraude eleitoral”.
Imprensa | Trump sugeriu a Xi união com Putin contra TPI Hoje Macau - 20 Mai 2026 O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu ao homólogo chinês, Xi Jinping, unir forças com o presidente russo, Vladimir Putin, contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), noticiou o Financial Times. Citando “fontes próximas das reuniões”, o jornal britânico avançou ontem que este foi um dos temas abordados entre os dois líderes políticos na visita de Trump a Pequim da passada semana. A Casa Branca recusou comentar o assunto, ainda segundo o Financial Times, que não aprofundou detalhes sobre a proposta de Trump ou sobre a forma como ela foi recebida por Xi Jinping. Nenhum dos três países reconhece a autoridade do TPI e a sua jurisdição sobre os estados-nação. Contudo, a oposição de EUA e Rússia ao tribunal de Haia é mais veemente do que o posicionamento chinês, já que Pequim nega a jurisdição sobre o seu território chinês, mas tem apoiado decisões em conflitos como na Líbia ou no Sudão. Em 2023, o TPI emitiu um mandado de prisão contra Putin por “crimes de guerra” na Ucrânia, mas o presidente russo continuou a viajar, principalmente para países da esfera de influência da antiga União Soviética, mas também para os EUA (Alasca), China ou Índia, todas em 2025. A animosidade de Trump em relação ao TPI aumentou bastante com a imposição de sanções económicas e restrições de viagem contra o procurador Karim Khan, alegando que o tribunal tomou “medidas ilegítimas e infundadas contra os Estados Unidos e seu aliado próximo, Israel”. O TPI é um dos pilares da ordem mundial que Trump está determinado a desacreditar desde seu retorno ao poder para o seu segundo mandato, juntamente com a ONU e suas diversas agências e acordos internacionais (como o Acordo de Paris, sobre o clima).
A derrota do Labour e a onda de extrema-direita Carlos Coutinho - 20 Mai 2026 Por Carlos Coutinho A derrota de proporções históricas dos trabalhistas britânicos nas recentes eleições autárquicas e regionais – acha o historiador português Manuel Loff e eu, por acaso, também – “confirma a crise da social-democracia europeia”. Se é verdade que a doença, por vezes, se confunde “com a crise da esquerda, velha discussão feita habitualmente por quem não quer discutir o capitalismo, nem como metástases do neoliberalismo asfixiam qualquer perspetiva de democracia social e têm aberto o caminho a esta crescente fascização das relações sociais e da política internacional”. “Na aparência”, diz ele, “a crise iniciou-se, se não na viragem de século, pelo menos na gestão que os governos social-democratas fizeram da devastação social trazida pela crise financeira de 2008. O PASOK grego, os social-democratas polacos e húngaros ficaram reduzidos a cinzas, os alemães, escandinavos, holandeses abandonaram os grupos que neles habitualmente confiavam para a manutenção de um mínimo de dignidade do Estado social. “Quando os sistemas eleitorais permitiram governar sozinhos (França, 2012-17, Grã-Bretanha, desde 2024, fizeram tão mal quanto tem feito ao se coligar à direita por essa Europa fora, a começar pela Alemanha. Se o PSOE é uma exceção, e porque, como o PS português em 2015, se viu na obrigação, já em fase de perda de apoio, a fazer acordos â esquerda que o obrigaram a introduzir correções nas políticas neoliberais que tem adotado desde há 40 anos. Quem se esqueceu já da “geringonça” que o Costa começou a esvaziar logo que precisou disso para realizar outras ambições pessoais? – pergunto eu. “Sempre que interrompem esse processo”, lembra o Loff , “(como Corbyn tentou no Labour, entre 2015 e 2020), conseguem alguma reconexão com quem trabalha, paga uma renda de casa e vive do crédito para sobreviver . Quando regressam às receitas neoliberais (privatizar,, precarizar, securitizar, discriminar), o fascismo cresce. “Depois de uma campanha infame dentro do partido para se livrar de Corbyn (acusando-o de antissemitismo), Starmer obteve uma maioria absoluta nas eleições de 2024 com apenas um terço dos votos. O mesmo sistema eleitoral que sobrerrepresenta artificialmente o partido mais votado pode vir a dar o poder de mão beijada à ultradireita racista do Reform UK, porque ninguém acredita que Starmer aguente até 2029. “O Reform UK reúne nas sondagens 25%-30% das intenções, 5%-10% à frente dos trabalhistas, conservadores e verdes. É o suficiente para ganhar uma maioria num sistema fragmentado. É, por isso, elevada a probabilidade de podermos vir a ter num futuro próximo governos de ultradireita racista e neofascista entre os três maiores países europeus ocidentais: a Itália, onde a ultradireita já dirige o Governo, França e Grã-Bretanha.” Quem fala assim não é gago… * Já passou quase um século após o aparecimento de um verdadeiro tratado sobre a canalhice, mas não me parece que já não seja de ter em conta a vantagem da sua vigência, dadas a sua abrangência e, sobretudo, a sua profundidade. Aconteceu nas vésperas da Segunda Guerra Mundial o aparecimento nas livrarias de um livro feroz do filósofo alemão Ernst Bloch que analisa a ascensão de Hitler ao poder e se interroga sobre como foi possível que a consciência coletiva de quase todo o país se tivesse degradado a ponto de aceitar a nazificação, como uma espécie apodrecimento que quase nunca parou de se agravar. A propaganda oficial e o trauma da humilhação, em resultado da derrota e do esbulho sofrido às mãos dos vencedores em 1918, reivindicavam a continuidade do Terceiro Reich, restaurando o Primeiro – o do Sacro Império Romano-Germânico – criado por quem reclamava a atualização do instaurado por Carlos Magno que durou entre 962, e a suas aniquilação por Napoleão, em 1806, seguindo-se o Segundo Reich, isto é, o império que foi erguido com a unificação da Alemanha e a guerra franco-prussiana em 1871, cujos efeitos só foram travados com o colapso alemão na Primeira Guerra Mundial, mas tal consequência não explica para Ernst Bloch a mórbida e sanguinária aceitação da ditadura nazi. Como se fizeram, então, os canalhas e se instituiu o seu regime? Como foi aceite a fábula segundo a qual este novo império iria durar 1000 anos? E o que se pode concluir desta histórica tragédia que custou perto de 70 milhões de mortos? Não estava escrito que o führer conquistasse o poder e que 10 anos depois de ter ocupado a presidência do partido nazi, bem como que, após uma curta prisão por envolvimento numa tentativa de golpe de Estado, o paranoico político aguarelista austríaco disputasse a segunda volta das eleições presidenciais alemãs em abril de 1932 e obtivesse 37% dos votos e que os comunistas e os social-democratas somados se ficassem pelos 36%. Contudo o presidente eleito, o tão celebrado marechal Hindenburg entregou-lhe o lugar em Berlim, que não era a capital da Áustria, mas viria ser anexada com geral aplauso germânico, em 30 de janeiro de 1933. Quando, poucos anos depois, Bloch se pergunta sobre como se chegou a este desfecho, a conclusão que encontra é que o centro e a direita, aceitam a receita da extrema direita, aceitam Hitler como se de uma solução de curto prazo se tratasse, ou apenas fosse um mal menor, para impor a ordem, enquanto amplos setores da burguesia e do que hoje se chama classe média, como comerciantes, militares e acadêmicos, celebravam no despotismo. Havia nisso a evocação de um fundo cultural – considera Bloch – e não foi a magia propagandística de Goebbels que respondeu à desintegração do regime de Weimar. Foi antes a recuperação de mitos incrustados na crença da epopeia germanista mobilizando um romantismo reacionário que se apropriou de Nietzsche e de Wagner, ou seja, foi a ideologia social dominante que fez de Hitler o seu porta-voz e o estandarte dos interesses económicos dominantes. Leio estas análises e percebo melhor os êxitos eleitorais do nosso Ventura e de quem lhe paga as campanhas, bem como os favores que recebe da comunicação social quase toda. Vade retro, Satanás…
CCCM | Conferência de Estudos sobre Macau realiza-se em Lisboa Hoje Macau - 20 Mai 2026 O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) acolhe, em Dezembro deste ano, a sexta edição da Conferência Anual dos Estudos sobre Macau (Macau Studies), habitualmente realizada na Universidade de Macau (UM). Entre os dias 2 e 4 de Dezembro, realiza-se a conferência que tem como tema “Macau como Hub”, e o apoio da Fundação Macau. O CCCM está, nesta fase, a aceitar propostas de apresentação de académicos e demais participantes para uma conferência que pretende “promover a investigação e o diálogo sobre o papel único de Macau na história, cultura, sociedade e redes globais”. “Desde a sua criação que a conferência tem servido de plataforma para académicos, investigadores e profissionais de diversas disciplinas trocarem ideias e fomentarem a colaboração”, destaca o CCCM numa nota. A temática de “Macau as Hub” [Macau como hub, ou plataforma], visa destacar “a importância histórica e contemporânea de Macau como um elo de ligação entre regiões, tradições e disciplinas”, sendo explorado “o papel de Macau como centro de intercâmbio cultural, actividade económica e produção de conhecimento, considerando simultaneamente a sua posição em evolução nos contextos global e regional”. Com as sessões de Dezembro pretende-se ainda “aprofundar a compreensão da identidade multifacetada de Macau e inspirar novas perspectivas sobre o seu papel na aproximação entre o Oriente e o Ocidente”.
“The Impossible Truth” apresentado na Livraria Portuguesa Andreia Sofia Silva - 20 Mai 2026 É apresentado esta sexta-feira, na Livraria Portuguesa, um dos mais recentes projectos artísticos e editoriais de João Miguel Barros, advogado e fotógrafo. “The Impossible Truth” é “um livro inesperado e controverso”, que visa a celebração do 30.º aniversário “de uma das mais importantes performances artísticas da arte contemporânea chinesa”, intitulada “To Add One Meter to an Anonymous Mountain”. Este livro nasce de uma exposição sobre esta performance que já aconteceu na galeria fundada por João Miguel Barros em Lisboa, a Ochre Space. A sessão de lançamento de “The Impossible Truth” decorre esta sexta-feira a partir das 18h, contando com moderação da curadora Margarida Saraiva. Performance singular “To Add One Meter to an Anonymous Mountain” foi uma performance realizada por um grupo de dez artistas chineses em Maio de 1995, nos arredores de Pequim, consistindo num “gesto radical de empilhar corpos nus para alterar a paisagem”, algo que se transformou “num símbolo da vanguarda chinesa e um marco na arte performativa”, descreve a galeria Ochre Space no seu website. Em declarações recentes ao HM sobre esta obra, João Miguel Barros considerou estarmos perante um livro “importante no contexto da temática que aborda”, por se tratar de uma “famosa performance” sobre “o percurso de vários artistas que a fizeram durante a quase totalidade da década de 1990”. “Considero que o livro é importante porque reúne um conjunto alargado de depoimento de artistas, curadores e professores que abordam a arte chinesa daquela época, e está muito documentado com elementos recolhidos nos Arquivos da Bienal de Veneza que documentam as grandes tensões existentes entre os artistas durante o período que antecedeu e culminou com a realização da Bienal de Veneza de 1999”, descreveu ainda. O autor adiantou que “The Impossible Truth” tem tido “grande impacto em certos meios artísticos na China”, tratando-se de uma obra bilingue, em chinês e inglês. Destaca-se que a apresentação em Macau surge depois do lançamento do livro na Photo Shanghai, entre os dias 7 e 10 de Maio.
Livro | “Quem rasgou os meus lençóis de linho” com apresentações até fim do mês Andreia Sofia Silva - 20 Mai 202620 Mai 2026 Depois da apresentação no festival Rota das Letras, Dora Gago, docente e escritora, continua a falar do seu mais recente romance, “Quem rasgou os meus lençóis de linho”, que foi buscar o nome à escrita de Camilo Pessanha e cuja história se passa em Macau. Até ao final do mês haverá diversas sessões de apresentação desta obra em Portugal Créditos: Festival Rota das Letras Na escrita simbolista de Camilo Pessanha surge o verso “Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho”, a que a autora e docente Dora Nunes Gago foi buscar inspiração para dar nome ao seu mais recente romance, editado pela Poets and Dragons Society, em Portugal. A obra, recentemente apresentada no festival literário Rota das Letras, é da autoria da antiga docente de português da Universidade de Macau, que mantém uma estreita relação com o território. “Quem rasgou os meus lençóis de linho” continua num leque de apresentações que se estendem ao longo deste mês de Maio, em Portugal, nomeadamente dia 29 na Biblioteca Municipal Estanco Louro em São Brás de Alportel, terra natal da autora; e também no dia seguinte, com uma sessão no I Festival Literário Internacional Afro-Ibero-Americano, em Almada. Já no dia 31 deste mês, é a vez de a obra ser apresentada na Feira do Livro de Lisboa. A Poets and Dragons Society destaca como esta obra “não se organiza em torno de uma história, mas de uma experiência”, nomeadamente “a de uma consciência que se fragmenta, se recompõe e volta a ceder, num movimento contínuo entre lucidez e delírio”. Desta forma, “o livro instala-se, desde o início, nesse território instável onde a memória não é apenas um arquivo, mas uma força activa, em que o passado regressa não como uma personagem e uma mera recordação”. Não é só a presença de Camilo Pessanha que se denota na obra, mas da própria Macau, instalando-se no romance “uma atmosfera de deslocação”, lê-se na nota da editora. “A protagonista regressa a Macau não como quem volta a casa, mas como quem atravessa um limiar. Esse regresso, marcado pela precariedade e pelo cansaço de uma vida falhada em múltiplas frentes, não é uma recuperação do passado, mas antes a sua reabertura. Como se o tempo não fosse linear, mas um campo de forças onde tudo regressa, deformado, insistente, impossível de encerrar.” Vivências cruzadas Há três figuras femininas centrais em “Quem rasgou os meus lençóis de linho”, de nomes Ana, Jenny e Kate, que vagueiam por entre um “espaço simultaneamente geográfico e psíquico”. A história centra-se no regresso de Ana a Macau, depois de uma vida “atravessada pela perda, doença mental e toxicodependência”. No território a Oriente Ana busca alguma tranquilidade, cruzando-se depois com Jenny, trabalhadora filipina, e Kate, uma jornalista americana que também regressa a Macau por um motivo bastante pessoal: o de “resgatar uma paixão obsessiva”. Segundo a editora, estas três mulheres, “mais do que personagens autónomas, funcionam como variações de uma mesma condição”, verificando-se cenários psicológicos de “consciência ferida” ou a “pulsão obsessiva, a recusa do tempo e a perda” de Kate, por exemplo. Há aqui “um tríptico que actua numa tensão permanente” criado por Dora Nunes Gago. Para a editora, este é “um romance exigente e por vezes desconfortável, mas também profundamente necessário”, ou ainda um livro “que recusa a facilidade e aposta numa forma de verdade que só a literatura, na sua dimensão mais arriscada, pode alcançar”. Dora Nunes Gago editou ainda recentemente, juntamente com Anabela Freitas, o livro “Rodrigo Leal de Carvalho: Dois Olhares sobre a sua Obra”, com a chancela de Letras Lavadas, que faz a análise da obra do magistrado natural dos Açores que passou por Macau e que também se dedicou às letras, editando todos os seus romances com a Livros do Oriente. “Rodrigo Leal de Carvalho: Dois Olhares sobre a sua Obra” será apresentado no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) no próximo dia 23 de Maio. A sessão, que começa às 15h, conta com apresentação de Ana Paula Laborinho.
Hong Kong | Multas de até quase 330 mil euros para quem fumar em estaleiros Hoje Macau - 20 Mai 2026 Depois do trágico incêndio em Tai Po que fez 168 vítimas mortais, o Governo apresentou ao parlamento uma proposta que penaliza fortemente quem quebrar a proibição de fumar em estaleiros O Governo de Hong Kong enviou ontem para o parlamento uma proposta que impõe multas até 330 mil euros para quem fumar em estaleiros de obras, após o incêndio mais mortífero no território desde 1948. A proposta elaborada pelo Departamento do Trabalho prevê multas de até 400 mil dólares de Hong Kong para os empreiteiros que falhem na aplicação da proibição de fumar. A reforma legal, que envolve três leis e regulamentos administrativos, impõe ainda que os trabalhadores da construção civil possam enfrentar uma multa de três mil dólares de Hong Kong por fumarem em estaleiros. Mas, em casos de risco catastrófico de incêndio – por exemplo, fumar perto de materiais altamente inflamáveis– o trabalhador estará sujeito a uma multa de 150 mil dólares de Hong Kong e uma pena de até seis meses de prisão. Nestes casos, o empreiteiro poderá enfrentar uma multa de três milhões de dólares de Hong Kong e a mesma pena de prisão, refere a proposta. O documento clarifica também que a proibição de fumar se aplica a todas as áreas dos estaleiros de construção, sejam elas exteriores ou interiores. Num comunicado, o Governo disse que “aguarda com expectativa o apoio do Conselho [Legislativo, o parlamento local] para a aprovação célere” da proibição, que será implementar “em todas as obras de construção o mais rapidamente possível”. Compromisso geral No final de Março, nove associações da construção civil de Hong Kong assinaram um compromisso para impôr a proibição total de fumar em estaleiros de obras. Lawrence Ng San-wa, presidente de um dos grupos, a Associação de Subempreiteiros da Construção de Hong Kong, disse esperar que este “compromisso público” reforce “a confiança do público” no sector. Um incêndio, que começou a 26 de Novembro, causou a morte de 168 pessoas e devastou sete dos oito edifícios do complexo de habitação pública de Wang Fuk, que albergava mais de 4.600 pessoas. Uma comissão independente de investigação iniciou em Março as audiências sobre o incêndio e ouviu depoimentos a apontar as falhas que contribuíram para que o fogo se espalhasse. Nas observações iniciais, o advogado principal da comissão disse que as chamas terão começado numa plataforma num poço de luz entre dois apartamentos, tendo sido encontradas pontas de cigarro no local e em andaimes. A comissão, liderada por um juiz e criada em Dezembro, vai também examinar se existiam problemas sistémicos, como a manipulação de concursos, em obras de manutenção e renovação de edifícios de grande escala. A polícia da região chinesa deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude, todas ligadas ao incêndio de Wang Fuk. A agência anticorrupção de Hong Kong deteve ainda outras 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos do complexo situado em Tai Po, no norte do território.
Hubei | Três mortos e quatro desaparecidos na sequência de chuvas torrenciais Hoje Macau - 20 Mai 2026 Pelo menos três pessoas morreram e outras quatro estão desaparecidas na sequência das chuvas torrenciais registadas entre domingo e segunda-feira numa localidade da província de Hubei, na China central, informaram ontem meios de comunicação estatais chineses. As precipitações afectaram a localidade de Baishuihe, no município de Shadaogou, onde o caudal do rio local aumentou repentinamente após a acumulação de até 292,6 milímetros de chuva nas zonas situadas a montante. Segundo as autoridades locais, as chuvas inundaram numerosas habitações em áreas próximas do rio, provocaram o colapso parcial de algumas casas e interromperam estradas e comunicações. Após o agravamento da situação, os comandos de emergência locais activaram os mecanismos de resposta e enviaram para o local equipas da Polícia Armada, segurança pública, gestão de emergências, bombeiros, transportes, electricidade e telecomunicações. As autoridades retiraram 287 residentes e mantêm em curso trabalhos de busca e salvamento, bem como de desobstrução de estradas e reparação das telecomunicações, de acordo com a emissora estatal CCTV. Até às 20:00 de segunda-feira, o balanço oficial era de três mortos e quatro desaparecidos, mas os trabalhos de emergência continuavam na zona afectada. Nas últimas semanas, várias regiões do centro e do sul da China activaram alertas de chuvas intensas com o início da estação das chuvas, o que costuma aumentar o risco de cheias repentinas, deslizamentos de terra e inundações em zonas montanhosas.
Visita | Putin elogia aliança entre Rússia e China antes de chegar a Pequim Hoje Macau - 20 Mai 2026 O Presidente russo, Vladimir Putin, considerou ontem que a aliança entre Moscovo e Pequim contribui para a estabilidade internacional sem ser dirigida contra nenhum país, pouco antes de iniciar uma visita oficial à China. “A estreita aliança estratégica sino-russa desempenha um papel importante e estabilizador no cenário mundial”, disse Putin numa mensagem divulgada pela agência de notícias russa Interfax a propósito da deslocação de dois dias a Pequim. “Não estamos em confronto com ninguém, mas trabalhamos pela paz e pela prosperidade universal”, afirmou, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP). Putin era esperado ontem em Pequim, onde se vai reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, apenas quatro dias depois da visita à China do homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump. As guerras dos Estados Unidos e Israel contra o Irão e da Rússia contra a Ucrânia deverão ser abordadas por Xi e Putin, que tem mantido relações próximas com o líder chinês. “Moscovo e Pequim trabalham neste espírito de forma coordenada para defender o Direito Internacional e as cláusulas da Carta das Nações Unidas”, afirmou Putin na mensagem divulgada antes de chegar a Pequim. O líder russo, no poder desde 2000, descreveu o papel da Rússia e da China como “uma contribuição significativa para resolver problemas importantes a nível global e regional”. “Confio que, juntos, continuaremos a fazer todo o possível para aprofundar a parceria sino-russa e as relações de boa vizinhança em prol do desenvolvimento dinâmico dos nossos dois países e do bem-estar dos nossos povos, no interesse de manter a segurança e a estabilidade mundiais”, acrescentou. O porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, admitiu na segunda-feira que Moscovo tem “grandes expectativas” face à visita de Putin à China.
Poemas de Lu Xun #18 Sara F. Costa - 20 Mai 2026 自題小像 zì tí xiǎo xiàng 靈臺無計逃神矢 líng tái wú jì táo shén shǐ 風雨如磐暗故園 fēng yǔ rú pán àn gù yuán 寄意寒星荃不察 jì yì hán xīng quán bù chá 我以我血薦軒轅 wǒ yǐ wǒ xuè jiàn xuān yuán Inscrição no meu retrato A alma curva-se à flecha do céu oculto vento e chuva toldam a pátria como véu pesado às estrelas frias confio um lume que ninguém decifra no sangue aceso ergo a oferenda a Xuanyuan Notas 靈臺 (líng tái) designa o espaço interior do espírito, frequentemente associado ao coração enquanto sede da consciência moral. A expressão remete para uma tradição filosófica em que interioridade e ordem ética se articulam. 神矢 (shén shǐ) refere uma flecha divina, associada à ação inevitável de uma força superior. A imagem pode ser interpretada como destino ou impulso inescapável que orienta o sujeito. 風雨如磐 (fēng yǔ rú pán) constitui uma expressão idiomática que descreve uma situação de grande adversidade. A comparação com uma massa pesada intensifica a sensação de opressão política e histórica. 故園 (gù yuán) designa o lugar de origem, com forte carga afetiva e simbólica. A tradução por pátria preserva a dimensão coletiva implícita no contexto do poema. 寒星 (hán xīng) corresponde a estrelas frias, imagem associada a distância e indiferença. 荃 (quán), planta aromática ligada à tradição clássica, surge aqui como referência a destinatários ideais que não reconhecem a intenção do sujeito. 薦 (jiàn) significa oferecer em contexto ritual. A expressão 我以我血薦軒轅 indica um gesto de sacrifício dirigido a uma figura fundadora. 軒轅 (Xuān Yuán) refere o Imperador Amarelo, figura mítica associada à origem do povo chinês. No contexto do poema, designa a pátria enquanto entidade simbólica. Comentário da tradutora Este poema apresenta uma estrutura condensada composta por quatro versos que articulam uma progressão conceptual rigorosa. Cada verso constitui um núcleo semântico autónomo, integrado numa sequência que conduz da interioridade à afirmação sacrificial. O primeiro verso introduz o domínio da interioridade através de 靈臺 (líng tái), termo que designa o espaço do espírito ou da consciência. A impossibilidade de escapar à 神矢 (shén shǐ) estabelece um princípio de inevitabilidade que orienta a ação do sujeito. Este enquadramento define uma relação entre vontade individual e determinação superior. A tradução recorre a uma solução lexical que preserva a dimensão abstrata do termo, optando por uma formulação que mantém a abertura interpretativa e a intensidade simbólica. O segundo verso desloca a enunciação para o plano exterior. A expressão 風雨如磐 (fēng yǔ rú pán) constrói uma imagem de adversidade intensa, associada a contextos de crise histórica. O termo 故園 (gù yuán) introduz uma dimensão afetiva e coletiva, remetendo para o espaço de origem enquanto lugar de pertença. A obscuridade que recai sobre este espaço sugere desordem e tensão. A tradução privilegia uma construção sintática concisa que torna perceptível o efeito de opacidade, mantendo a articulação entre fenómeno natural e condição histórica. O terceiro verso introduz uma relação problemática com o destinatário do discurso. A expressão 寄意 (jì yì) implica projeção do sentimento para um outro. 寒星 (hán xīng) evoca distância e frieza. 荃 (quán), associado à tradição clássica, reforça a dimensão intertextual. A formulação 不察 (bù chá) indica ausência de reconhecimento. Este conjunto estabelece uma tensão entre expressão e receção. O quarto verso condensa o movimento anterior numa formulação de caráter sacrificial. A repetição de 我 (wǒ) em 我以我血 (wǒ yǐ wǒ xuè) intensifica a implicação do sujeito. O verbo 薦 (jiàn) remete para um gesto ritual de oferenda. 軒轅 (Xuān Yuán) introduz uma referência mítica à origem da civilização chinesa. A associação entre sacrifício individual e figura fundadora estabelece uma ligação entre identidade pessoal e destino coletivo. A tradução mantém o nome próprio Xuanyuan (軒轅), assegurando a preservação da referência cultural e do seu valor simbólico. No conjunto, o poema articula três eixos fundamentais. Um eixo histórico marcado pela representação da pátria em crise que culmina na oferenda sacrificial. A dimensão intertextual desempenha uma função estruturante. Referências como 靈臺, 荃 e 軒轅 inscrevem o poema numa continuidade com a tradição clássica. O poema pode ser lido como uma afirmação de responsabilidade individual num contexto de crise coletiva. A impossibilidade de evasão, a falha de reconhecimento e a decisão de sacrifício configuram um percurso que conduz à inscrição do sujeito no plano da história e do mito. A tradução procura reproduzir esta articulação através de uma construção sintática linear e de uma economia expressiva que sustenta a unidade do texto.
Pagamentos Electrónicos | Keypay abre actividade em Macau Hoje Macau - 20 Mai 2026 A empresa financeira Keypay Limited foi autorizada a instalar-se em Macau, de acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial. Segundo o documento, assinado pelo Chefe do Executivo, a empresa apenas pode ter como objecto social “a prestação de serviços de pagamento adquirentes de instrumentos de pagamento electrónico”. A empresa vai constituir-se como sociedade anónima, com um capital social de 20 milhões de patacas e vai ter de aprovar estatutos determinados posteriormente pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). No exercício da actividade, a empresa fica também obrigada a seguir as “condições fixadas” pelo regulador, pode ler-se no despacho assinado por Sam Hou Fai.
Imobiliário | Mais transacções mas a preços mais baixos João Santos Filipe - 20 Mai 2026 Em Abril, foram compradas e vendidas 338 habitações, o que representou um aumento mensal de 3 por cento e um crescimento anual de 19 por cento. No entanto, os preços estão em quebra No mês de Abril, foram registadas 338 compras e vendas de casa, o que representou um aumento mensal de 3 por cento. Os números foram revelados no portal da Direcção de Serviços de Finanças (DSF), com o preço médio por metro quadrado a cair para 68 mil patacas. No último mês, houve 338 transacções de habitações, com um total de 227 a serem comercializadas na Península de Macau, o que representou 68 por cento de todas as compras e vendas de habitação em Abril. O segundo mercado mais activo, foi o da Taipa com 76 transacções, o que significou 22 por cento das transacções. O mercado menos activo foi o de Coloane, com 35 compras e vendas, 10 por cento do total. Os números de transacções em Abril mostram um aumento de 3 por cento face a Março, mês em que o número de negócios registados foi de 328 unidades. Ao mesmo tempo, a comparação anual do número de transacções mostra um aumento de 19 por cento, dado que em Abril de 2025 o número de compras e vendas tinha sido de 283. Em termos dos preços mais recentes, o preço médio em Abril foi de 68.000 patacas por metro quadrado. Esta foi uma redução mensal de 2,3 por cento, dado que em Março o valor do metro quadrado era de 69.625 patacas. Os preços mais elevados foram praticados em Coloane, com o metro quadrado a ser comercializado por 81.261 patacas. No pólo oposto, os preços mais baratos estão na Península de Macau, com uma média de 66.304 patacas por metro quadrado. Na Taipa, a compra e venda de habitação teve um custo médio em Abril de 67.970 patacas por metro quadrado. Em baixa Os dados mais recentes da DSF revelam que em Abril foram registados os preços mais baratos do ano. Em Janeiro, o metro quadrado foi comercializado por 69.241 patacas, um valor que atingiu o pico do ano em Fevereiro, ao saltar para 77.747 patacas. No entanto, desde essa altura caiu para 69.625 patacas em Março e agora foi reduzido para 68.000, uma diferença de 13 por cento face ao valor mais elevado deste ano. Quando a comparação é feita com o ano anterior, Abril apresentou um aumento anual de 19 por cento, em termos do número de transacções, dado que em Abril de 2025 houve um total de 283 transacções, uma diferença de 55 transacções no espaço de um ano. Em relação aos preços, a comparação anual reforça a tendência de redução, dado que em Abril de 2025 o preço médio do metro quadrado era de 75.183 patacas, mais quase 7.200 patacas do que acontece actualmente.
Ébola | Instituições médicas alteram zonas de isolamento João Luz - 20 Mai 2026 Todas as instituições médicas foram obrigadas a rever as condições de zonas destinadas a isolamento e a actualizar mecanismos de transferência de doentes. Os profissionais de saúde foram instruídos a perguntar o historial de viagens a quem apresente sintomas semelhantes aos do Ébola Depois de anunciarem que seriam emitidas instruções para profissionais de saúde e autoridades fronteiriças, os Serviços de Saúde concretizaram as medidas que vão ser implementadas para prevenir um surto de Ébola em Macau. Na segunda-feira, foi accionado o mecanismo de contingência e os trabalhos preparatórios para a prevenção desta epidemia no Centro Hospitalar Conde de São Januário e organizada uma palestra para reforçar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde da linha da frente. Os termos tratados incluíram a actual situação epidemiológica do Ébola, triagem e despistagem, notificação e envio para análise laboratorial, e a utilização correcta do equipamento de protecção individual. Os profissionais de saúde foram também instruídos a perguntarem a doentes suspeitos de estarem infectados com Ébola o historial de viagem nos 21 dias anteriores ao surgimento dos primeiros sintomas. Ao mesmo tempo, “todas as instituições médicas foram também obrigadas a rever as suas instalações de isolamento, o mecanismo de transferência de doentes e a organização do controlo de infecção”. Trancas à porta Além do pessoal médico, o Governo está focado nas medidas de prevenção na fronteira. Assim sendo, “todos os portadores de passaporte das regiões afectadas que entram em Macau devem ser submetidos a inquirição e inspecção pelo pessoal de inspecção sanitária dos postos fronteiriços”. Se forem detectados sintomas suspeitos do vírus, as pessoas devem ser de imediato transportadas para o Hospital Conde de São Januário para avaliação e exames mais pormenorizados. Mesmo quem esteve em “regiões afectadas” pelo Ébola e não apresente sintomas, será alvo de acompanhamento do estado de saúde. Os Serviços de Saúde não referiram de que forma será feito o acompanhamento, nem se estas pessoas serão sujeitas a quarentena. À chegada a Macau, pessoas “com história de residência, de viagem ou de contacto com pessoas relacionadas com regiões afectadas”, mesmo que não tenham sintomas têm de prestar uma “declaração de saúde por iniciativa própria” aos Serviços de Saúde. As autoridades afixaram avisos nos átrios das chegadas aos postos fronteiriços a alertar para a obrigação.