Grande Prémio | Os anos de 1967 a 1978 pela mão de Victor H. de Lemos Andreia Sofia Silva - 6 Nov 2025 O Grande Prémio é o desporto automóvel de Macau por excelência, e há residentes que sempre se dedicaram a esta paixão. Victor H. de Lemos foi um deles, e a segunda parte do seu espólio será hoje lançada em livro na sede da APOMAC – Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau. O HM conversou com o seu filho sobre o lançamento do segundo volume de Grande Prémio de Macau – Colecção Pessoal de Victor H. de Lemos (1967-1978) “O meu pai tinha muito orgulho deste seu trabalho.” É desta forma que Carlos Lemos, filho de Victor H. Lemos, o grande coleccionador de imagens e materiais relacionados com a competição do Grande Prémio de Macau (GPM), conta ao HM o desfilar de memórias que agora se desfilam também nas páginas de um livro. Trata-se do segundo volume de “Grande Prémio de Macau – Colecção Pessoal de Victor H. de Lemos”, desta vez dedicado aos anos de 1967 a 1978. Em 2023, foi lançado o primeiro volume, focado nos anos de 1954 a 1966. Os dois projectos editoriais contam com o apoio da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC). O evento de lançamento do segundo volume acontece hoje a partir das 15h, na sede da APOMAC. Esta obra contém, segundo descreveu Carlos Lemos, “jornais, fotos e os acontecimentos do GPM de 1967 a 1978”, e não faltam registos de episódios marcantes da competição no Circuito da Guia. Incluem-se “artigos relacionados com o primeiro acidente fatal no circuito do popular corredor filipino Arsénio Dodgie Laurel, que foi duas vezes vencedor do GPM, ou artigos sobre a fracassada criação do Circuito da Associação de Corridas Automóveis do Extremo Oriente (FEMRAC)”. Há também, nestas páginas, registos “das primeiras provas da Corrida da Guia e de motociclos, e da primeira piloto feminina a vencer a corrida de ‘Carros de Produção Corrente'”. O leitor poderá ainda encontrar “a corrida dos gigantes, com participação de famosos corredores do mundo como o Dan Gurney, Jacky Ickx, que foi seis vezes vencedor do 24 hours Le Mans, Sir Stirling Moss; Jack Brabham, o único piloto a vencer o campeonato de Fórmula 1 num carro que tem o seu nome (Brabham); Roy Salvadori”. “Na última secção do livro fiz uma pequena introdução com cerca de 100 fotos de outra colecção do meu pai, intitulada ‘Mundo do Automobilismo’, que contém quase duas mil fotos autografadas pelos pilotos, proprietários de carros, designers e personalidades de renome do mundo relacionados com o automobilismo como ‘Il Commendatore’ Enzo Ferrari, Juan Manuel Fangio ou Sir Jackie Stewart “. Vida de dedicação Victor H. Lemos fez esta colecção de forma mais permanente enquanto viveu em Macau, sendo que a partir de 1975 o macaense, emigrado no Canadá, passou a ter dificuldades em ter a sua colecção actualizada. “Ele dependia dos amigos para o envio de fotos, jornais e programas para a sua colecção, e decidiu terminar o projecto em 1978, no 50.º aniversário [da competição]. O volume 2 completa uma significativa parte da colecção”, adiantou ao HM. Carlos Lemos admite que teve de deixar material de fora desta edição e que o processo de escolha “foi difícil”. “Decidi incluir as partes mais importantes e que têm maior interesse para os fãs do GPM, caso contrário, seria um livro mais volumoso”, disse. Nos anos descritos visualmente nesta obra, deu-se “a transição dos carros do tipo ‘Sport’ e ‘GT’ para carros de tipo ‘Fórmula’ com motores mais potentes e velozes”. “Também começou a participação de corredores de outras partes do mundo como a Austrália, a Inglaterra, a Alemanha e com carros particionados por fábricas como o BMW e Renault-Alpina, deixando de ser um evento de amadores. Foi ainda o período de melhoramento e modernização do circuito”, descreveu Carlos Lemos. Victor H. Lemos “dedicou-se muito a essa colecção”. “Depois do trabalho ia colocar-se à espera, nos corredores e nos ‘lobbies’ dos hotéis para recolher as assinaturas” dos pilotos. “As pessoas faziam troça dele, mas essa colecção é, hoje, provavelmente, a mais completa do GPM e contém informações que são muito procuradas.” Sobre a possibilidade de este espólio pessoal poder integrar a colecção do Museu do GPM, Carlos Lemos assegura que não há novidades. “Tocámos duas vezes neste assunto, há alguns anos, e também foi feita essa sugestão aquando do lançamento do primeiro volume, mas nada se concretizou.”
Comércio | Associação espera maior intercâmbio entre empresas Hoje Macau - 6 Nov 2025 O presidente da Associação Comercial de Macau, Ma Chi Ngai, quer promover uma maior cooperação entre diferentes empresas, como resultado da Convenção Mundial dos Empreendedores Chineses. Este evento foi organizado pela Associação Comercial de Macau e decorreu entre 2 e 4 de Novembro. Ao jornal Ou Mun, o empresário afirmou que o evento deve levar a um maior intercâmbio comercial a longo prazo entre as empresas participantes. Ma considerou que resulta da cada vez mais estreita cooperação entre associação e o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) e que as duas entidades participaram activamente na identificação de potenciais participantes. Ma Chi Ngai apontou que houve uma participação de cerca de 600 empresários chineses provenientes de todo o mundo, e que foram realizados mais de 300 encontros individuais, o que no seu entender ultrapassou as expectativas da organização. Durante o evento, foram assinados cerca de dez contratos ou intenções de cooperação, abrangendo as empresas dos países integrantes da iniciativa Uma Faixa e Uma Rota e do Sudeste Asiático.
Gripe | Alerta para vírus activo e mais pessoas nas urgências Andreia Sofia Silva - 6 Nov 2025 Os Serviços de Saúde emitiram uma nota onde dão conta de que “nos últimos dias” mais pessoas têm recorrido às unidades de urgência dos hospitais Kiang Wu e Conde de São Januário, tendo em conta que, nos últimos 15 dias, a taxa de positividade do vírus influenza tem vindo a aumentar. Por sua vez, destaca-se o sucesso da vacina contra a gripe, com aumentos anuais de doses O vírus influenza, responsável pela gripe, tem estado mais activo no território. Disso dão conta as autoridades, mais concretamente os Serviços de Saúde de Macau (SS), numa nota ontem emitida. “Nas últimas duas semanas em Macau (entre 12 e 25 de Outubro), a taxa de positividade da detecção do vírus influenza foi de 28,9 e 26,5 por cento, respectivamente, ultrapassando os 13,1 por cento”, sendo este o nível de alerta na região. Estes dados mostram que, “em geral, o vírus influenza está activo”, além de que “nos últimos dias, o número de pessoas que recorreram diariamente ao Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário e do Hospital Kiang Wu tem vindo a aumentar”. Tendo em conta estes dados, os SS alertam para a importância da vacinação contra a gripe dos grupos mais vulneráveis, destacando o sucesso do programa. “Até dia 3 de Novembro, cerca de 94 mil pessoas foram vacinadas contra a gripe sazonal, representando um aumento de cerca de 8 por cento em comparação com o período homólogo do ano passado, em que foram vacinadas 87 mil pessoas.” Desta forma, os SS consideram “satisfatório o progresso da vacinação dos grupos de alto risco”. Novos casos Desde Outubro que os SS “têm enviado, por iniciativa própria, profissionais de saúde para os lares, creches e escolas de ensino infantil, entre outros estabelecimentos relevantes de Macau, a fim de se proceder à vacinação colectiva, proporcionando aos residentes diferentes formas e serviços convenientes de vacinação”. Entretanto, esta terça-feira foram detectados quatro casos de gripe em escolas. Um deles, ocorreu numa turma do terceiro ano do nível secundário da Escola Choi Nong Chi Tai, situada no Istmo de Ferreira do Amaral, tendo sido infectados nove alunos. Outro dos casos, foi detectado numa turma da Escola de Aplicação Anexa à Universidade de Macau, tendo sido infectados cinco alunos. Os restantes dois casos, ocorreram na Escola Secundária Pui Va e Escola Internacional de Macau, infectando quinze alunos no total. Os sintomas começaram a manifestar-se no dia 30 de Outubro, com o estado clínico dos doentes a ser considerado “ligeiro”, sem ocorrência de “casos ou outras complicações graves”. Dos quatro casos colectivos, 26 alunos testaram positivo à Gripe A.
TSI | Kong Chi acusado de 79 crimes em novo julgamento João Santos Filipe - 6 Nov 2025 O segundo julgamento de Kong Chi arrancou com o defensor do advogado Ho Kam Meng, um dos arguidos no processo, a levantar dúvidas sobre a legalidade da participação neste caso da Procuradora-Adjunta Kuok Un Man Arrancou ontem, no Tribunal de Segunda Instância (TSI), o segundo julgamento do ex-Procurador-Adjunto Kong Chi, que enfrenta uma acusação pela prática de 79 crimes. Entre estes delitos, o Ministério Público (MP) acredita que 67 foram praticados em co-autoria com o advogado Ho Kam Meng. As primeiras horas da sessão de ontem, foram utilizadas pelo juiz Choi Mou Pan para ler o despacho de pronúncia, um procedimento que durou mais de três horas. Todavia, ainda antes da leitura, Lau Io Keong, advogado de Ho Kam Meng, levantou dúvidas sobre a legalidade da participação no julgamento da Procuradora-Adjunta Kuok Un Man. O causídico defendeu que Kuok deveria estar impedida, pelo facto de ter sido a representante do MP na fase de instrução do processo. O advogado fez um paralelismo com a situação do juiz de instrução, que depois de participar nessa fase do processo fica impedido de conduzir o julgamento. Na resposta, Choi Mou Pan considerou que o impedimento só deve ser invocado em caso de conflito de interesses ou quando há ligações familiares, o que indicou não se verificar neste caso. O juiz considerou também que o MP tem poderes para escolher os representantes que entender. Ainda assim, Choi disse a Lau Io Keong que se desejasse podia apresentar a questão por escrito, que depois seria analisada pelo colectivo de cinco juízes. Em relação ao despacho de pronúncia, Kong Chi é acusado de ter cometido um total 23 crimes de corrupção passiva para acto ilícito: 10 em co-autoria com Ho Kam Meng, dois em co-autoria com Ho Kam Meng e com a empresária Choi Sai Ieng, três em co-autoria com a empresária Choi Sai Ieng e com a advogada Kuan Hoi Lon e ainda oito em co-autoria com Choi Sai Ieng. Cada um destes crimes é punido com uma pena de prisão que pode chegar aos oito anos de prisão. A acusação junta ainda aos 23 crimes de corrupção passiva para acto ilícito alegadamente cometidos por Kong Chi outros 56 crimes de prevaricação, todos em co-autoria com Ho Kam Meng. Estes crimes são punidos com uma pena que pode chegar aos cinco anos de prisão. Associação criminosa Ho Kam Meng é o segundo arguido do processo e o único acusado de criar/fazer parte de uma associação secreta, cuja punição que pode chegar aos 12 anos. Esta associação envolve Kong Chi e Choi Sai Ieng, que foram condenados por este crime no primeiro julgamento. O advogado está ainda acusado de outros 68 crimes, entre os quais 12 crimes de corrupção passiva para acto ilícito (10 em co-autoria com Kong Chi e 2 em co-autoria com Kong Chi e Choi Sai Ieng) e 56 crimes de prevaricação em co-autoria com Kong Chi. A empresária Choi Sai Ieng está acusada de 13 crimes de corrupção passiva para acto ilícito, oito em co-autoria com Kong Chi, dois em co-autoria com Kong Chi e Ho Kam Meng, três em co-autoria com Kong Chi e Kuan Hoi Lon. Finalmente, Kuan Hoi Lon, a única dos arguidos que não esteve no tribunal, encontrando-se em parte incerta, é acusada de três crimes de corrupção passiva para acto ilícito, em co-autoria com Kong Chi Meng e Choi Sai Ieng. Clientes, almoços e pagamentos A leitura do despacho de pronúncia permitiu ficar a saber que os arguidos são acusados de terem utilizado as funções de Kong Chi para “venderem” absolvições e outras decisões favoráveis durante as investigações do Ministério Público. Segundo o MP, em grande parte dos crimes, Ho Kam Meng recebia os pagamentos dos clientes, com o valor mais alto a ser de 500 mil patacas, e depois pagava uma comissão a Kong Chi, frequentemente cerca de 10 por cento do valor recebido. Em troca, os arguidos investigados conseguiam obter decisões favoráveis, orquestradas por Kong Chi, que iam desde a absolvição, por arquivamento dos processos, ao levantamento de medidas de coacção ou acesso a bens apreendidos. Este tipo de modus operandi era igualmente utilizada por Choi Sai Ieng e Kuan Hoi Lon. Os casos em que Kong Chi terá intervindo tinham naturezas bastante diferenciadas, envolvendo investigações a burlas, oferta de trabalho ilegal, consumo de drogas, furtos ou usura para o jogo. Os pagamentos de Ho a Kong eram normalmente feitos em almoços, jantares ou em deslocações ao Interior. Histórias repetidas Kong Chi está a ser julgado pela segunda vez por se deixar corromper, no âmbito das suas funções como ex-Procurador-Adjunto do MP. No primeiro caso, que chegou ao fim em Fevereiro deste ano, Kong foi condenado a 21 anos de prisão resultantes de 1 crime de direcção ou chefia de associação ou sociedade secreta, 10 crimes de corrupção passiva para acto ilícito, 2 crimes de violação de segredo de justiça, 3 crimes de prevaricação, 1 crime de abuso de poder, e 2 crimes de inexactidão dos elementos. No primeiro processo, Choi Sao Ieng foi condenada a 16 anos de prisão que resulta da condenação por 1 crime de participação em associação ou sociedade secreta, 9 crimes de corrupção passiva para acto ilícito, 2 crimes de violação de segredo de justiça, 3 crimes de prevaricação, 1 crime de abuso de poder. O primeiro julgamento terminou ainda com a absolvição da advogada Kuan Hoi Lon, enquanto o advogado Ho Kam Meng é julgado pela primeira vez.
Orçamento | Economia cresceu 8,8 por cento em 2024 Hoje Macau - 6 Nov 2025 O relatório da execução orçamental de 2024, apresentado esta terça-feira pelo Executivo na Assembleia Legislativa, fala de um crescimento real da economia em 8,8 por cento no espaço de um ano A economia da RAEM registou em 2024 uma recuperação progressiva, com o Produto Interno Bruto (PIB) a fechar o exercício com um crescimento anual de 8,8 por cento em termos reais face a 2023, foi anunciado na terça-feira no hemiciclo. A preços correntes, o PIB atingiu 403.310 milhões de patacas, tendo registado uma subida nominal de 9,2 por cento, em termos anuais, face a 2023, traduzindo-se numa recuperação da dimensão global da economia de Macau para 86,4 por cento do valor registado antes da pandemia de covid-19. Segundo o relatório da execução do Orçamento de 2024, apresentado na Assembleia Legislativa (AL) pelo secretário para a Economia e Finanças de Macau, Tai Kin Ip, as exportações de serviços tiveram um aumento de 9,2 por cento, impulsionado pelo crescimento anual de 23,8 por cento do número de entradas de visitantes em 2024, na ordem dos 34,929 milhões. As exportações de serviços do jogo subiram 21,8 por cento e as exportações de outros serviços turísticos desceram 6,1 por cento devido à base de comparação relativamente elevada do ano 2023, mas registando uma subida de 13 por cento em relação a 2019. As receitas brutas dos diversos itens do jogo em 2024 cresceram 23,8 por cento, ou seja, de 183.700 milhões de patacas em 2023 para 227.420 milhões de patacas em 2024, entre as quais se destacaram as receitas brutas do jogo de fortuna ou azar no valor de 226.780 milhões de patacas, que tiveram um peso de 99,7 por cento nas receitas brutas do jogo globais, traduzindo um acréscimo de 23,9 por cento face ao período homólogo de 2023. Contas certas Em 2024, a receita ordinária integrada ascendeu a 116.060 milhões de patacas, equivalentes a 28,8 por cento do PIB, traduzindo um acréscimo de 15,5 por cento face aos 100.450 milhões de patacas registados em 2023. A despesa ordinária integrada da RAEM situou-se em 97.950 milhões de patacas, ou 24,3 por cento do PIB, com um aumento de 8,1 por cento face aos 90.570 milhões de patacas registados em 2023. O saldo de execução orçamental de 18.110 milhões de patacas representou um acréscimo de 83,4 por cento face aos 9.870 milhões de patacas registados em 2023. O relatório sublinha a “melhoria contínua da situação das finanças públicas em 2024”, sem qualquer encargo de dívida pública, pelo contrário, “foi transferido para a reserva financeira o valor de 4.790 milhões de patacas do saldo de execução do orçamento central da RAEM referente a 2022. No ano em análise, registou-se também “um resultado positivo da carteira dos investimentos em 30.950 milhões de patacas, bem como um aumento da reserva financeira de 580.470 milhões de patacas em finais de 2023 para 616.210 milhões de patacas em finais de 2024. Na mesma sessão da AL, foi ainda apresentado o Relatório de Auditoria da Conta Geral de 2024, tendo a comissária da auditoria, Ao Ieong U, dado relevância ao surgimento de 57 questões relativas à gestão, operações e desenvolvimento institucional em aproximadamente 18 departamentos. “O feedback sobre essas questões foi fornecido individualmente às lideranças departamentais para reforçar a supervisão das medidas corretivas,” assinalou.
Hengqin | Fronteira do Aeroporto custa 381 milhões Hoje Macau - 6 Nov 2025 A construção da futura zona fronteiriça do terminal de mercadorias em Hengqin do Aeroporto Internacional de Macau vai custar 381,9 milhões de patacas (340,0 milhões de renminbis). O serviço foi contratado pela CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, através da subsidiaria Sociedade de Logística do Aeroporto Internacional de Macau em Hengqin Guangdong, que realizou um concurso público com 30 propostas. Uma vez que a construção vai ser feita na Província de Cantão, fora da RAEM, todas as propostas foram apresentadas por empresas do Interior. Entre as 30 propostas, 15 foram recusadas. As propostas variavam entre os 352,77 milhões de patacas e os 404,31 milhões de patacas. A empreiteira escolhida foi a empresa estatal China Construction Fifth Engineering Division Corp, que tem sede em Changsha, na Província de Hunan. Apesar disso, e de ter sido criada como empresa independente, a Construction Fifth Engineering Division Corp faz parte da China State Construction Engineering Corporation. De acordo com a informação do concurso público, a empreiteira escolhida comprometeu-se a terminar os trabalhos em 420 dias, pouco mais de um ano, por 381,9 milhões de patacas. A futura zona fronteiriça vai permitir que as mercadorias entrem em Macau quando ainda estão em Hengqin, para que não haja necessidade de atravessarem a fronteira duas vezes.
LAG | Sam Hou Fai vai à AL a 18 de Novembro Hoje Macau - 6 Nov 2025 As Linhas de Acção Governativa (LAG) vão ser apresentadas por Sam Hou Fai a 18 de Novembro, terça-feira, na Assembleia Legislativa. O calendário sobre as traves-mestras da governação para o próximo ano foi divulgado ontem, através de um comunicado do Gabinete de Comunicação Social (CGS). A 18 de Novembro, pelas 15h, o Chefe do Executivo vai à Assembleia Legislativa, para comunicar o conteúdo das Linhas de Acção Governativa. Duas horas e meia depois, realiza-se a tradicional conferência de imprensa, na Sede do Governo. No dia seguinte, quarta-feira, Sam Hou Fai regressa ao hemiciclo para responder às perguntas dos deputados sobre as LAG. Cada deputado tem direito a fazer uma pergunta. Para o dia 21 de Novembro, está agendada a sessão de perguntas e da área da Administração e Justiça, no que vai ser uma estreia na nova pasta de Wong Sio Chak. A sessão vai decorrer entre as 9h30 e as 20h, com um intervalo entre as 13h e as 15. Este é o horário para todas as sessões sectoriais. A 24 de Novembro é a vez de Tai Kin Ip se deslocar ao hemiciclo, para responder às perguntas sobre Economia e Finanças. No dia 26 de Novembro, Chan Tsz King vai estrear-se no hemiciclo, para abordar as dúvidas sobre a área da segurança. As últimas sessões estão agendadas para 28 de Novembro, com as questões sobre Assuntos Sociais e Cultura, e para 1 de Dezembro, com Raymond Tam a responder às dúvidas sobre os Transportes e Obras Públicas.
LAG | Académicos defendem prudência nas despesas Hoje Macau - 6 Nov 2025 Os académicos Loi Hoi Ngan e Davis Fong defenderam, segundo o canal chinês da Rádio Macau, que nas próximas Linhas de Acção Governativa (LAG), relativas a 2026, o Executivo deve estar atento à manutenção da despesa pública dentro dos limites das receitas e apoiar, de forma mais precisa, os grupos vulneráveis da sociedade. Loi Hoi Ngan, professor associado da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Politécnica de Macau, argumentou que há factores externos a causarem impacto em Macau, e caso as despesas financeiras fixas sejam demasiadas, isso não trará benefícios à saúde financeira do território. Já Davis Fong, professor da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau, apontou que a recuperação económica ainda não é tão forte como a subida do número de visitantes, pelo que a incerteza económica vinda do exterior pode continuar até ao próximo ano. Por esta razão, Davis Fong pede uma atitude prudente da parte do Executivo, devendo ser elaboradas políticas de apoio aos negócios dos bairros comunitários que têm recuperado de forma mais lenta.
Saúde Mental | Deputado defende aposta no patriotismo João Santos Filipe - 6 Nov 2025 Para ultrapassar o estado de depressão e stress que pode afectar as escolas do território, Ho Ion Sang defende que os alunos sejam ensinados sobre o “espírito da Guerra da Resistência” contra o Japão Face aos crescentes problemas mentais entre os mais jovens, o deputado Ho Ion Sang defendeu a necessidade de reforçar a educação patriótica e o “espírito” da resistência contra a invasão da China pelo Japão. A posição foi tomada pelo legislador da Associação dos Moradores, através de uma interpelação escrita. No documento, o deputado cita os resultados do “Inquérito sobre a Saúde Mental dos Estudantes do Ensino Secundário de Macau 2025” para explicar que mais de 70 por cento dos estudantes sentem-se stressados devido aos estudos e que mais de 40 por cento experienciam irritabilidade, ansiedade e depressão. Entre estes, há uma minoria de alunos que referem mesmo “pensamentos de automutilação”, embora “apenas uma minoria procura activamente serviços de apoio emocional”. Para resolver estes problemas, Ho Ian Seng quer saber se “as autoridades vão estudar a conjugação da educação para a saúde mental com a educação patriótica e a educação da excelente cultura tradicional chinesa” e “melhorar a qualidade psicológica dos estudantes através da divulgação do espírito da Guerra da Resistência e do espírito da Grande Marcha”. O deputado considera também importante “realizar discussões e palestras temáticas sobre as convicções ideais e o valor da vida, melhorar a qualidade e enriquecer o conteúdo dos recursos de educação cultural tradicional e de educação para a saúde mental”. Ho considera assim que a sinergia entre “a educação cultural tradicional e a educação para a saúde mental” é uma forma de ultrapassar o problema. Outros esforços Na interpelação, assinada a 30 de Setembro deste ano, Ho questiona ainda o Executivo sobre as medidas que vão ser implementadas no ensino local para diagnosticar mais facilmente os problemas. “No novo ano lectivo, de que planos concretos dispõem as autoridades para reforçar a capacidade das escolas na identificação das necessidades de saúde mental de docentes e discentes, e compreender mais rapidamente os problemas psicológicos dos mesmos, implementando mecanismos de intervenção preliminar e de encaminhamento de crise?”, pergunta. Por outro lado, o deputado indica que muitos dos problemas dos jovens se devem à privação do sono, que “debilita a capacidade de lidar com as pressões de estudo e da vida quotidiana, podendo mesmo causar impactos negativos mais profundos na sua saúde física e mental”. Por isso, o deputado quer saber se vai haver medidas para promover um sono com melhor qualidade.
Porque Lu Ji Podia Entender a Vitalidade da Natureza Paulo Maia e Carmo - 5 Nov 2025 Sesshu Toyo (c.1420-1506), o monge pintor Japonês adepto do Budismo Chan, depois de anos de treino nos templos Hofuku-ji e sobretudo no Shokoku-ji, onde estudou com o mestre Tensho Shubun, entra ao serviço de um poderoso clã de mercadores que lhe permitem viajar até ao Celeste Império. Aí irá conhecer de perto a centenária e excepcional arte da pintura bem como as suas fontes de inspiração. Reinava a dinastia Ming quando desembarca na cidade de Ningbo (Zhejiang) de onde, desde as dinastias Song e Yuan, vinham muitas pinturas admiradas nos templos budistas do Japão. Durante os três anos da sua estadia entre 1467-69, foi-lhe permitido viajar até Pequim através das admiráveis paisagens figuradas em obras de tantos pintores. Mas, motivos de inspiração, encontrou-os logo na cidade costeira das «ondas serenas» de Ningbo, onde pintores profissionais alcançavam grande êxito no género huaniao hua, a «pintura de flores e pássaros». Cujo conhecimento ele mostraria em pinturas de um minucioso realismo descritivo como no tríptico Flores e pássaros (cada um tinta e cor sobre seda, 55,9 x 53,4 cm, no Museu de Arte de Cleveland). Entre esses pintores profissionais estava um, nascido no distrito de Siming, que seria imensamente reconhecido chamado Lu Ji (c. 1429-1505). Depois de acolhido por um mecenas, o político Yuan Zhongche (1377-1459), o seu talento foi reconhecido, sendo chamado à corte do imperador Chenghua (r. 1465-87), mas seria do seguinte imperador Hongzhi (r. 1488-1505) que receberia a qualificação de «moral, justo e reverente», palavras que juntas às que mais tarde Li Mengyang (1473-1529) escreveu num poema, revelariam a constância do seu carácter íntegro: «Lu Ji, de cabelos brancos, tinha um queimador de incenso de ouro ao lado, mas no fim do dia regressava a casa sem dinheiro para comprar vinho.» Se a posteridade guardou estas palavras foi porque os historiadores da pintura relevaram sempre o carácter moral dos seus cultores, só assim capazes de se relacionar com o mundo da Criação. Lu Ji estudaria atentamente pinturas de antigos mestres da categoria de Pássaros e flores como Huang Quan (903-65) mas também de paisagens como Ma Yuan e Xia Gui, da dinastia Song. O que se pode ver em Paisagem de Outono com garças e patos (rolo vertical, tinta e cor sobre seda, 147,6 x 54,6 cm, no Metmuseum) em que o cenário monumental se sobrepõe às figuras. Noutros rolos nota-se o gosto pelo jogo simbólico entre figuras e palavras como em Patos mandarim e hibiscus rosa sinensis (tinta e cor sobre seda, 172,7 x 99,1 cm, no Metmuseum). No final do século XV, pinturas com o nome de Lu Ji apareciam às centenas no mercado. O que levou alguns a considerá-las obras «da mão, não do coração» mas era preciso conhecê-lo como fez o imperador ou como Sesshu que, para conhecer a arte, foi conhecer as pessoas.
IIM | Exposição de fotografia inaugurada no final do mês Hoje Macau - 5 Nov 2025 No próximo dia 27 de Novembro, quinta-feira, a partir das 18h30, vai ser inaugurada a exposição de fotografias “À descoberta de Macau e Hengqin”. A iniciativa do Instituto Internacional de Macau (IIM) é patrocinada pela Fundação Macau, em co-organização com a Associação de Fotografia Digital de Macau, a Associação dos Embaixadores do Património de Macau, a Halftone – Macao Photographic Association e a Macau Cable TV, tendo ainda a colaboração da Associação dos Jovens Macaenses, a Language Exchange and Culture Promotion (LECPA) e o Clube Leo Macau Central. Segundo uma nota do IIM, trata-se de uma iniciativa que visa “estimular o conhecimento da população, especialmente entre os mais jovens, das riquezas patrimoniais e das tradições que enformam a cultura de Macau, incluindo as atracções da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”. Destaca-se “a participação significativa dos residentes de Macau e também de participantes do exterior, tendo recebido a candidatura de mais de 200 fotografias a concurso, findo no passado dia 6 de Outubro. O júri foi constituído por António Monteiro, do IIM, Yuen Wai Man e Cheong Chi Keong, em representação da Associação de Fotografia Digital de Macau, Cheong Hio I, da Associação dos Embaixadores do Património de Macau, e José Sales Marques, ligado à Halftone. Após avaliação dos trabalhos apresentados, foram classificados nos primeiros lugares, na categoria de Residentes de Macau, Lei Heong Ieong, Kou Wai In e Chan Chi Pan, enquanto que na categoria geral foram classificados Alka Li, Wyatt Lin e Ng Pak Lun, além de cinco obras premiadas com menção honrosa e de um prémio especial apresentado por sócio da Associação de Fotografia Digital de Macau. A exposição, aberta ao público interessado, terá lugar na sala de actividades do Jardim Cidade das Flores na Taipa, até ao dia 9 de Dezembro do corrente ano.
FRC | Historiadora da USJ fala hoje sobre o “Pai dos Tufões” Hoje Macau - 5 Nov 20255 Nov 2025 Os interessados em história, nomeadamente na história dos tufões e dos serviços meteorológicos no território, podem hoje, 5 de Novembro, deslocar-se à Fundação Rui Cunha para assistir à sessão “O ‘Pai dos Tufões’: Ernesto Gherzi”, protagonizada pela historiadora Priscilla Roberts. A docente da Universidade de São José vai abordar a vida deste homem, nascido em finais do século XIX, e do trabalho dos serviços meteorológicos na década de 50 A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje, 5 de Novembro, a partir das 19h, mais uma conferência ligada à história de Macau, intitulada “O ‘Pai dos Tufões’: Ernesto Gherzi (1886-1973) e o Serviço Meteorológico de Macau, 1950-1954”, com a historiadora Priscilla Roberts, actualmente professora associada da Universidade de São José (USJ). Esta sessão insere-se no “Ciclo de Palestras Públicas de História e Património”, tratando-se de uma parceria regular entre a FRC e o Departamento de História e Património da USJ. A sessão de hoje aborda “uma história que merece ser contada”, descreve uma nota da FRC, nomeadamente sobre a figura do padre Ernesto Gherzi, “eminente meteorologista jesuíta e especialista em tufões, que passou mais de quatro anos em Macau no início da década de 1950, vivendo no Seminário de São José e trabalhando como director adjunto do Observatório de Macau”. Citada pela nota, a docente e investigadora explica que “após quase trinta anos a trabalhar no Observatório de Zikawei, em Xangai, Gherzi foi forçado a abandonar a China em 1949”, com a instauração da República Popular e a saída em massa de ordens religiosas e de população estrangeira. Depois, “com alguma astúcia”, o “Bispo de Macau, Dom João de Deus Ramalho, e o Governador de Macau, Albano Rodrigues de Oliveira, viram no exílio de Xangai de Gherzi uma oportunidade para a sua própria cidade”. Trabalho de modernização Gherzi, descrito como tendo “uma personalidade marcante”, e “um verdadeiro homem do Renascimento, organista, compositor e poeta”, trabalhou em Macau durante quatro anos para “modernizar as instalações do Observatório de Macau e para aumentar a sua visibilidade local e internacional”. Assim, “os seus esforços foram o elemento central de um programa de melhorias comunitárias lançado por Oliveira [governador] para demonstrar a confiança portuguesa na capacidade de Macau para sobreviver e prosperar”, é referido na mesma nota. Priscilla Roberts é uma historiadora britânica que, ao longo da sua carreira académica, pesquisou aspectos das transições internacionais de poder, e o papel das elites, como pessoas anónimas ou instituições, na elaboração da política externa dos EUA, da Grã-Bretanha e dos domínios britânicos. A investigadora leccionou muitos anos na Universidade de Hong Kong, tendo recebido diversas bolsas de investigação de entidades em Hong Kong, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Austrália e Macau, onde actualmente reside. Tem igualmente extensa obra publicada, com 32 livros de autoria única, além de artigos vários em periódicos e capítulos em livros de co-autoria. Priscilla Roberts tem doutoramento em História pelo King’s College de Cambridge, no Reino Unido. Desde que se mudou para Macau que a docente “desenvolveu um forte interesse pela história do território, nomeadamente sobre o seu significado no contexto global”, é descrito na nota da FRC.
PJ | Apreendidas metanfetaminas no valor de 2,1 milhões de patacas Hoje Macau - 5 Nov 2025 Dois homens da Malásia foram detidos ao entrar em Macau, pela Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, na posse de 718 gramas de metanfetaminas, avaliadas em 2,15 milhões de patacas. A operação da Polícia Judiciária (PJ) foi revelada ontem. Os homens estavam a utilizar Macau como ponto de passagem, uma vez que o destino final foi indicado pelas autoridades como “um país na Oceânia”. De acordo com o jornal Ou Mun, um dos detidos tem 21 anos e declarou ser vendedor ambulante. O outro, tem 33 anos e afirmou encontrar-se desempregado. Após a detenção, os dois homens confessaram o crime e afirmaram que tinham recebido 19 mil patacas de uma rede internacional de tráfico de drogas. O montante de 19 mil patacas teria depois de ser dividido pelos dois e apenas seria recebido quando as drogas chegassem ao destino final. A detenção aconteceu quando o detido mais novo tentou entrar em Macau. Na sua bagagem foram encontrados três sacos com as metanfetaminas. Após o colega ser abordado pelas autoridades, o detido de 33 anos tentou deixar rapidamente o local, mas como estava a ser controlado acabou também por ser detido. Os dois homens confessaram ainda que uma vez entrados em Macau, o objectivo passava por se dirigem ao aeroporto e deixarem a RAEM. A PJ indicou ir continuar a investigar o caso para apurar a proveniência dos estupefacientes.
TJB | António vence processo e tem direito às suas marcas João Santos Filipe - 5 Nov 2025 Ainda antes de falecer, a 12 de Outubro, o cozinheiro António Coelho venceu mais uma batalha jurídica contra o Grupo António, que actualmente explora o restaurante fundado pelo chef português O Grupo António, detido pela Sniper Capital, perdeu em tribunal a acção que visava impedir que o cozinheiro utilizasse duas marcas: uma com o seu nome e outra com a sua imagem de perfil. A decisão do Tribunal de Judicial de Base (TJB) foi divulgada na segunda-Feira, pelo Canal Macau, e terá sido tomada ainda antes de António Coelho morrer, a 12 de Outubro. O processo foi iniciado pelo Grupo António, detido pela Sniper Capital, e que explora o restaurante fundado por António Neves Coelho e o objectivo passava por retirar de António Coelho o direitos de utilizar as marcas, por estarem intimamente ligadas ao espaço comercial. O grupo considerava que o cozinheiro se tinha apropriado de símbolos criados em conjunto. Além disso, a empresa revelava que apenas em 2020 se tinha apercebido que as marcas tinham sido registadas exclusivamente em nome do cozinheiro português. Por este motivo, o grupo considerava que António tinha “traído a confiança” da empresa com a qual tinha desenvolvido as marcas, pelo que o grupo pretendia ficar com a totalidade dos direitos sobre as duas marcas. No caso de ser impossível que lhe fosse atribuída a totalidade dos direitos, o Grupo António pedia que o registo das marcas fosse cancelado. O outro lado Por sua vez, António Coelho argumentava que os símbolos eram associados ao cozinheiro e não ao restaurante. O chef considerava também que a sua reputação como cozinheiro era um dos factores que atraía a clientela para o espaço. Agora, o Tribunal Judicial de Base recusou o pedido do grupo, que fica impedido de utilizar as duas marcas em causa. No entender do tribunal, António sempre utilizou as marcas em nome próprio. Por esse motivo, o TJB considerou que o grupo está proibido de utilizar a marca com a assinatura, assim como a marca com o perfil. Nas redes sociais do restaurante há meses que a marca com a assinatura do chef deixou de ser utilizada. A decisão ainda não terá transitado em julgado pelo que pode ser alvo de recurso para o Tribunal de Segunda Instância. O Canal Macau revelou também que a decisão é anterior ao óbito do chef, mas que a notificação apenas chegou ao advogado dois dias depois do falecimento. Esta foi a segunda vitória do chef contra o Grupo António nos tribunais da RAEM. O primeiro processo surgiu logo em Abril de 2020, na altura da pandemia, quando António foi despedido do grupo. Na altura, desempenhava as funções de embaixador e não de cozinheiro. Depois de ter sido abordado para baixar o salário várias vezes, o cozinheiro terá sempre recusado o que lhe valeu o despedimento, entre acusações de faltar ao trabalho sem justificação. A questão ficou resolvida em Novembro de 2021, quando o Tribunal de Última Instância considerou que o despedimento tinha sido feito sem justa causa.
Casa Sun Yat Sen | Taiwan investe 1,9 milhões de patacas Hoje Macau - 5 Nov 2025 No próximo ano, as autoridades de Taiwan vão gastar cerca de 1,9 milhões de patacas com a manutenção da Casa Comemorativa Sun Yat Sen. A revelação, de acordo com o portal Storm Media Group, surgiu no âmbito das discussões no parlamento sobre o orçamento da antiga Formosa para 2026. A medida não deixou de causar polémica, dado que este valor representa um aumento superior a 300 por cento em comparação com os gastos do ano em curso, que se ficaram pelas 470 mil patacas. Os representantes do Executivo local explicaram a diferença com o facto de a Casa Comemorativa Sun Yat Sen ter passado a ser património classificado na RAEM, o que torna obrigatório que os planos de manutenção sejam aprovados pelo Instituto Cultural. Este aspecto conduziu a um aumento dos custos de manutenção. A justificação foi aceite, mas não deixou de causar polémica, dado que os deputados da oposição esperavam que as autoridades de Taiwan tivessem apresentado o plano com as obras a realizar. A Casa Comemorativa Sun Yat Sen tem como proprietário o Conselho dos Assuntos do Interior, através da empresa APHS Serviços de Viagem de Hong Kong. Foi construída em 1912, como residência de Lu Muzhen, primeira mulher do homem conhecido como o “Pai da China Moderna”. Apesar de Sun se ter divorciado da mulher em 1915, para casar com Soong Ching-ling, uma das três irmãs Soong e mais tarde uma das figuras em destaque no Partido Comunista Chinês, Lu e os filhos permaneceram na residência de Macau. Foi nesta habitação que Lu Muzhen morreu, em Setembro de 1952, então com 85 anos de idade.
DSAMA | Praias sem vigia desde fim de Outubro Hoje Macau - 5 Nov 2025 As praias do território deixaram de ter vigia em Novembro por ter chegado ao fim a época balnear. O aviso em português foi emitido ontem pela Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), quatro dias depois de as praias deixarem de ter vigilância. “A partir desta data [31 de Outubro], os nadadores-salvadores deixarão de estar presentes nas praias, os postos de primeiros socorros suspenderão as suas operações e a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água procederá à remoção das boias que delimitam as zonas balneares”, foi indicado. “A DSAMA apela ao público que adopte cuidados redobrados e tenha especial atenção à segurança ao nadar, brincar na água ou praticar actividades aquáticas em praias não vigiadas”, foi acrescentado. A mesma fonte indica que durante a época balnear deste ano foram prestados “169 atendimentos paramédicos”, não detalhados, nas praias de Hác Sá e Cheoc Van. “Após o encerramento da época balnear, a DSAMA prosseguirá com inspecções regulares às praias e às zonas costeiras”, foi prometido. “Uma vez que os nadadores-salvadores deixam de estar de serviço fora da época balnear, a DSAMA exorta os utilizadores das praias a suspenderem todas as actividades aquáticas sempre que sejam emitidos avisos de bola preta ou em caso de condições meteorológicas adversas, de modo a preservar a segurança”, foi alertado.
FDC | Distribuídos 26 milhões no terceiro trimestre João Santos Filipe - 5 Nov 2025 A maior parte do dinheiro destinado ao desenvolvimento da cultura visou o subsídio das actividades de celebração do 80.º aniversário da vitória na guerra contra a invasão japonesa Entre Julho e Setembro, o Fundo de Desenvolvimento da Cultural atribuiu 26 milhões de patacas em subsídios para promover a cultura local. Os dados foram revelados ontem, através do portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). A informação oficial mostra que em cada 10 patacas distribuídas para apoiar a cultural, sete visaram o subsídio de actividades relacionadas com as celebrações do 80.º aniversário da vitória na guerra contra a invasão japonesa. Um valor de 18 milhões patacas, entre os 26 milhões de patacas atribuídos. Da fatia de 18 milhões, os apoios mais elevados foram de 450 mil patacas atribuídos a 15 associações, para a realização de exposições, mostras de cinema com filmes nacionalistas, espectáculos de dança ou concertos. As associações China Macau Federação da Cultura Juvenil, Associação de História Educação de Macau, Associação de Promoção de Cultura Urbana de Macau e o Círculo dos Amigos da Cultura de Macau foram algumas das entidades contempladas com este tipo de apoios. Em termos de apoios singulares, o mais elevado foi atribuído à Associação de Intercâmbio de Música e Arte para Jovens de Macau, no valor de 630 mil patacas. Este pagamento serviu para cobrir a deslocação da Orquestra de Cordas da Juventude de Macau à Áustria, para participar no Festival Internacional de Música de Viena. As 630 mil patacas dizem respeito à primeira prestação do apoio financeiro, pelo que poderá haver mais pagamentos no futuro. Outros projectos Quanto aos projectos apoiados, as celebrações do 75.º aniversário da República Popular da China e do 25.º aniversário do estabelecimento da Região Especial Administrativa de Macau valeram apoios de 613,05 mil patacas. Entre os eventos apoiados constam uma exposição da Associação Audio-Visual Cut, que recebeu 30,1 mil patacas, ou a Aliança de Povo de Instituição de Macau consagrada com 93 mil patacas para realizar um sarau cultural. Em relação ao financiamento no âmbito do “Plano de Apoio Financeiro para Actividades/Projectos Culturais no ano de 2025” foram distribuídas 567,32 mil patacas, para ajudar associações na organização de eventos de ópera cantonesa ou de exposições, embora em muito dos casos cada apoio não fosse além das 2 mil patacas. Os dados oficiais mostram ainda que houve vários apoios aprovados que agora foram cancelados, num total de 2,40 milhões de patacas. O apoio cortado com maior valor atingiu 400 mil patacas e tinha sido atribuído em 2022 à Companhia de Produção de Filmes Free Dream Limitada, para a realização de uma peça de teatro com o nome “Não nos Queremos Esforçar Mais”.
Imobiliário | Si Ka Lon pede mudanças face a fecho de casinos-satélite Andreia Sofia Silva - 5 Nov 2025 O deputado Si Ka Lon interpelou ontem o Governo, no período de antes da ordem do dia, sobre a necessidade de “estimular o mercado imobiliário” tendo em conta o encerramento dos casinos-satélite até ao final do ano. “Perante a constante queda do preço das casas em Macau, o Governo retirou, no ano passado, todas as ‘medidas picantes’, mas o mercado continua fraco, o que demonstra a falta de confiança na economia, o aumento dos riscos financeiros e o risco latente de os cidadãos verem a sua propriedade com valor inferior ao empréstimo”, descreveu. Assim, Si Ka Lon fala numa “desvalorização das lojas, escritórios e edifícios industriais”, sugerindo que “o objecto do ‘investimento relevante’ do Regime de fixação de residência temporária seja alargado a escritórios e lojas, entre outros imóveis não habitacionais, com a exigência de o investimento ser aplicado no desenvolvimento das indústrias reais”. O deputado pede ainda ajustes ao imposto de selo, a fim de se reduzirem “as taxas de imposto para as transacções de imóveis de pequeno e médio valor” e um “relaxamento da política de hipoteca de edifícios comerciais, reduzindo a proporção do pagamento inicial para menos de 20 por cento”, além de se prolongar o período de reembolso. Tudo para “dinamizar o mercado imobiliário de segunda mão”. O deputado lamenta que, entre 2019 e 2023, não tenha havido quaisquer pedidos de projectos com “investimentos relevantes” em Macau, segundo a lei em vigor, sendo que, no ano passado, apenas se registou uma proposta. Tal “não se coaduna com o desenvolvimento económico e com o bom aproveitamento dos imóveis, tornando-se assim num mecanismo sem efeitos”, escreveu.
Função pública | Che Sai Wang pede “tolerância a falhas” Andreia Sofia Silva - 5 Nov 2025 O deputado Che Sai Wang escolheu falar sobre os funcionários públicos no período de interpelações de antes da ordem do dia, nomeadamente sobre a necessidade de se criar “um mecanismo de ‘tolerância a falhas’, incentivando os trabalhadores da Função Pública a terem a coragem de inovar”. Nesse sentido, defende-se a “clarificação, através de leis, o âmbito da exclusão de responsabilidade no mecanismo de ‘tolerância a falhas’ e o accionamento da exclusão de responsabilidade”. Pede-se ainda a criação “de um ambiente de trabalho propício para incentivar todos os funcionários públicos a apresentar propostas de inovação, cuja viabilidade deve ser analisada atempadamente, e, se forem adoptadas, os proponentes devem ser elogiados”. Che Sai Wang referiu também que, na hora de escolher pessoas para cargos de direcção e chefia, deve ser observado “um parâmetro importante”, como “a apresentação de propostas, no sentido de recrutar mais trabalhadores inovadores, reactivando-se assim o dinamismo e a potencialidade da equipa dos funcionários públicos”.
Jogos electrónicos | Chao Ka Chon quer desenvolvimento do sector Hoje Macau - 5 Nov 2025 O deputado Chao Ka Chon propôs ontem o desenvolvimento local do sector dos jogos electrónicos, podendo o território servir de interlocutor entre a China e o Brasil, “o maior mercado” de utilizadores dos jogos chineses na América do Sul. O deputado notou que o sector está “a crescer significativamente” na China e referiu na Assembleia Legislativa (AL) que este “não só cria benefícios económicos directos e abundantes, como também contribui para a inovação em indústrias relacionadas”. O legislador, do grupo de membros nomeados pelo Governo, apresentou dados do panorama chinês no plenário: no primeiro semestre de 2025, apontou, só em Xangai, o volume total de vendas de jogos ‘online’ foi de 93,6 mil milhões de patacas, com um aumento homólogo de 10,8 por cento. Desse total, as vendas de jogos no exterior foram de 16,3 mil milhões de patacas, um crescimento homólogo de 11,12 por cento, concretizou. O também vice-presidente da direcção da Associação Promotora das Ciências e Tecnologias de Macau sugere criar localmente entidades especializadas na captação de investimento para o sector. Além disso, avaliou, há que aproveitar as “condições favoráveis de Macau”, como a “baixa taxa de impostos face ao nível elevado de receitas” e “a ligação ilimitada da internet ao exterior”. Condições que, avaliou, “sobressaem comparativamente à complexidade dos pedidos de ligação à rede exterior no Interior da China, às dificuldades das empresas do interior da China de recorrer à Apple Store e ao Google Play, entre outros recursos para conseguir o emparelhamento dos negócios, e dificuldades de circulação de capitais dentro e fora do país”.
Táxis | Pedidos incentivos em dias de tufão Andreia Sofia Silva - 5 Nov 20255 Nov 2025 O deputado José Chui Sai Peng defendeu ontem no hemiciclo, no período de interpelações antes da ordem do dia, a criação de incentivos para taxistas que trabalhem em épocas de tufão. “Sugiro que o sector e a sociedade cheguem a um consenso, tal como acontece com os restaurantes que cobram mais 30 por cento durante os feriados obrigatórios”, disse. O deputado sugeriu, mais concretamente, que para “os taxistas que estejam dispostos a trabalhar em condições meteorológicas adversas possam cobrar uma tarifa adicional de 10 por cento por cada viagem”. Trata-se de algo que “não só vai ajudar a mitigar a má imagem devido à ‘cobrança abusiva de tarifas’, como também pode incentivar o sector dos táxis a envidar esforços para satisfazer as necessidades de deslocação dos turistas durante as condições meteorológicas adversas”, apontou.
Salário mínimo | Aprovado aumento de uma pataca com três abstenções Andreia Sofia Silva - 5 Nov 2025 A Assembleia Legislativa aprovou ontem, na generalidade, o aumento do salário mínimo em apenas uma pataca por hora, de 34 para 35 patacas. O debate foi curto e, na hora de votar, apenas José Pereira Coutinho, Che Sai Wang e Chan Hao Weng se abstiveram. Os restantes deputados afirmaram que este aumento tem consequências para empresas e que o Governo deve dar mais apoios Foi ontem aprovada, na generalidade, a nova proposta de lei do salário mínimo que apresenta ajustamentos salariais com efeito a partir de 1 de Janeiro de 2026. Trata-se do aumento de uma pataca por hora, de 34 para 35 patacas, o que, em termos mensais, perfaz os seguintes ajustes: das actuais 7.072 patacas mensais passa-se para 7.280. No caso de salários pagos à semana, passa-se do actual montante de 1.632 patacas para 1.680 patacas. Segundo a apresentação do secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, trata-se de um aumento do salário mínimo em 2,9 por cento, abrangendo apenas 4,4 por cento de todos os trabalhadores da RAEM, ou seja, 18.200 pessoas, que trabalham essencialmente nas áreas da limpeza e segurança. Excluem-se, portanto, os trabalhadores domésticos. De frisar que este valor foi discutido em sede de Conselho Permanente de Concertação Social entre 1 de Novembro de 2022 e 31 de Outubro de 2024. O debate em torno destes valores foi curto e apenas três deputados se abstiveram na hora de votação: o trio formado por José Pereira Coutinho, Che Sai Wang e Chan Hao Weng. Antes das declarações de voto, Che Sai Wang foi o único a pronunciar-se, referindo que “o ajustamento do salário mínimo é inferior a outras regiões”. “Em Hong Kong o salário mínimo passou de 40 para 42,1 patacas [por hora], sendo um aumento de 5,25 por cento. O Conselho [Permanente de Concertação Social do território] fez o cálculo consoante a situação económica de Hong Kong, que foi depois aprovado pelo Chefe do Executivo. Essa fórmula de cálculo foi depois divulgada. Em Taiwan, há um aumento anual e a taxa de ajustamento é de 4,6 por cento, e além dos patrões e empregados, há peritos que dão apoio na realização deste cálculo”, declarou. Na opinião do deputado, Macau carece de um mecanismo científico para o ajuste salarial. “Não temos uma fórmula científica para o cálculo e nunca foi divulgada a forma para se chegar a um ajustamento do salário mínimo”, acrescentou Che Sai Wang. Na resposta, o secretário declarou que foi tido em conta “a situação económica de Macau e a capacidade de aceitação dos consumidores e da população”. “A situação é diferente nas regiões vizinhas, dado que Macau tem uma microeconomia. Tivemos de fazer uma ponderação geral e de ter em conta os empregadores e as pequenas e médias empresas (PME)”, declarou. Causa e consequência Já depois de votarem a favor, José Chui Sai Peng fez uma declaração de voto conjunta com outros deputados, como Ip Sio Kai e Si Ka Lon, onde referiu que “o ambiente de negócios é difícil e muitas PME lutam pela sobrevivência”. “Votámos a favor e entendemos que há uma relação harmoniosa entre os sectores laboral e dos empregadores, e isso destacou-se na pandemia. Isto [o ajuste salarial] vai desencadear uma série de efeitos, porque implica mudanças nos contratos. Espero que o Governo pondere ajudas a empresas, já que temos de ter em consideração que a economia não voltou ainda ao período anterior à pandemia.” Também a declaração de voto de vários deputados, incluindo a deputada Song Pek Kei, fala na defesa “do Governo assumir melhor o seu papel de interlocutor junto dos afectados por esta iniciativa, que pode ter implicações em cadeia nos diversos parceiros sociais, com o aumento dos custos operacionais”. Já os deputados Lam Lon Wai e Ella Lei, entre outros, declararam que “o mecanismo vigente [de actualização salarial] não dá respostas às necessidades, existindo atrasos”. “Esperamos que haja critérios mais científicos para o aumento do salário mínimo e que possam ser oferecidas garantias aos trabalhadores”, disseram.
Metais preciosos | Macau define novos padrões de pureza e marcação Hoje Macau - 5 Nov 2025 Macau aprovou uma actualização da lei sobre a pureza do ouro e da platina vendidos no território, revogando um regulamento com 20 anos, para melhor proteger os consumidores e modernizar o sector, acompanhando alterações semelhantes em mercados concorrentes. A norma, ontem apresentada na Assembleia Legislativa pelo secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, do executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) estabelece que a pureza do ouro maciço deve ser não inferior a 999 por 1000 partes da liga (999‰), enquanto a da platina é fixada em, pelo menos, 990‰. O padrão 999‰ é o mais comum para investimento, quer através de barras ou de moedas. Em declarações aos deputados, Tai afirmou que a revisão da lei visa estimular “a competitividade do sector de ourivesaria”, importante em Macau, e “reforçar a protecção dos direitos e interesses do consumidor”. “Os artigos de ourivesaria em ouro são dos artigos valiosos mais procurados pelos residentes e turistas”, salientou Tai Kin Ip, justificando a medida com a necessidade de manter a qualidade dos produtos numa “cidade de turismo e de compras de alta qualidade” como Macau. O governante explicou que o novo regulamento tomou como referência a legislação da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) e os sistemas jurídicos da China continental, de Taiwan e de Portugal. A actualização normativa, segundo o secretário, articula-se também com a “procura do mercado” e pretende “promover o desenvolvimento saudável do sector”, materializando o posicionamento de Macau como centro mundial de turismo e lazer. A aquisição de ouro é uma tradição enraizada na cultura chinesa, particularmente durante o Ano Novo, e para celebrações de casamento.
Venezuela | Maduro declara que país jamais será derrotado Hoje Macau - 5 Nov 2025 O Presidente da Venezuela declarou ontem que o país jamais será derrotado e que o povo venezuelano vai responder ao que considerou ser uma guerra psicológica orquestrada pelos Estados Unidos. Em declarações à estação de televisão oficial venezuelana VTV, Nicolás Maduro afirmou que as autoridades e o povo da Venezuela vão responder com trabalho e conquistas à “guerra psicológica”, referindo-se à Administração norte-americana como “canalhas mediáticos” de Miami. “Como se diz ‘imbecil’ em inglês?” perguntou Maduro, alertando aqueles “que querem fazer mal” nunca vão conseguir derrotar a Venezuela. Washington intensificou operações militares ao largo da Venezuela, nos últimos dias, reiterando acusações contra Maduro de que promove o tráfico de estupefacientes. O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, autorizou também novos ataques contra embarcações, alegadamente, pertencentes a redes de tráfico de droga, perto da costa venezuelana. Maduro acrescentou que as forças de segurança venezuelanas apreenderam 63 toneladas de droga desde o início do ano. Por outro lado, o líder venezuelano denunciou ainda a tentativa de entrada na Venezuela de dois aviões ligados ao narcotráfico. No mesmo discurso, Maduro declarou que a Venezuela e a Rússia estão a progredir na cooperação militar, que descreveu como tranquila e frutífera. Contacto diário Questionado sobre os contactos entre Caracas e Moscovo no âmbito “das ameaças” dos Estados Unidos, Maduro afirmou que o governo mantém uma comunicação diária com o Presidente russo, Vladimir Putin, sobre “várias questões em desenvolvimento”, incluindo assuntos militares. No domingo, a Presidência da Rússia admitiu ter mantido contactos com a Venezuela sobre um possível pedido de ajuda de Maduro a Putin. Paralelamente, a República Popular da China afirmou que se verifica uma cooperação normal entre Pequim e Caracas. O jornal norte-americano Washington Post noticiou que o Presidente venezuelano pediu ajuda à Rússia, à China e ao Irão para defender o país da pressão dos Estados Unidos. Para Pequim, trata-se de uma cooperação entre Estados soberanos e que não é dirigida contra terceiros. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning disse, em conferência de imprensa, que a China apoia o reforço da cooperação internacional para combater o “crime transnacional” e opõe-se ao uso ou à ameaça de tal força nas relações internacionais.