Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Exportações chinesas registam crescimento homólogo de 14,1% em Abril As exportações chinesas aumentaram em Abril 14,1 por cento em relação ao período homólogo anterior e as importações registaram um aumento de 25,3 por cento no mesmo período, apesar da guerra no Médio Oriente, segundo dados oficiais publicados sábado. O crescimento das exportações da China recuperou mais do que o esperado, apesar das perturbações no transporte marítimo causadas pela guerra no Irão, à medida que os volumes comerciais aumentam devido a um ‘boom’ de investimento em inteligência artificial. As exportações aumentaram 14,1 por cento em Abril, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com um comunicado divulgado hoje pela Administração Geral das Alfândegas chinesa. Este valor contrasta com a previsão mediana de 8,4 por cento numa sondagem da Bloomberg a economistas e com um aumento de 2,5 por cento registado em Março. As importações aumentaram 25,3 por cento, resultando num excedente comercial de 71,9 mil milhões de euros. A melhoria nas exportações seguiu-se a um abrandamento surpreendentemente acentuado das exportações da China durante o primeiro mês da guerra, depois de os ataques dos EUA e de Israel ao Irão e a retaliação de Teerão terem espalhado a agitação por todo o Médio Oriente, que se estendeu ao globo. E com as importações de produtos de alta tecnologia, como ‘chips’, em forte ascensão, a China registou em Março o seu menor excedente comercial em mais de um ano. Agenda comercial Os desequilíbrios comerciais estarão em destaque antes da cimeira prevista para a próxima semana em Pequim entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping. O défice comercial de mercadorias dos EUA com a China aumentou em março pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados do Departamento do Comércio. As fábricas chinesas contornaram a guerra de retaliações do ano passado com os EUA sobre as tarifas enviando mais produtos para regiões como África e a Europa, mesmo enfrentando resistência de países onde representam uma ameaça para os produtores locais. A China tem vindo a somar a sua voz à pressão global para um fim do conflito no Médio Oriente, que eclodiu no final de fevereiro e forçou o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz. Uma redução acentuada do tráfego nesta via navegável vital para o sector energético corre o risco de prejudicar as importações, fazer subir os preços do petróleo e ameaçar a procura estrangeira de produtos chineses. A força das vendas no estrangeiro impulsionou a China para um excedente comercial sem precedentes de 1,02 biliões de euros em 2025. Os volumes de expedição registados até agora em 2026 mantêm-se, na sua maioria, acima dos níveis recorde do ano passado, em parte graças à forte procura global impulsionada por investimentos em centros de dados e equipamento de energia.
Hoje Macau China / ÁsiaEnergia | Importações chinesas caem fortemente em Abril As importações chinesas de energia caíram drasticamente em Abril, num contexto marcado por interrupções no abastecimento de petróleo bruto e gás natural através do Estreito de Ormuz, em consequência do conflito no Médio Oriente, informaram sábado fontes oficiais. De acordo com dados da Administração Geral das Alfândegas do país asiático, as remessas de petróleo bruto diminuíram cerca de 20 por cento em termos homólogos em Abril, para 38,47 milhões de toneladas, o que, segundo a agência Bloomberg, representa o nível mais baixo em termos de quantidades desde Julho de 2022. As importações de gás natural — que as autoridades aduaneiras não discriminam entre o transportado por via marítima e o fornecido através de gasodutos — também registaram uma contracção de cerca de 13 por cento, situando-se em 8,42 milhões de toneladas, de acordo com a mesma fonte. O bloqueio “de facto” do Estreito de Ormuz, por onde circulava cerca de 20 por cento do petróleo e gás a nível mundial antes do início do conflito, afectou toda a Ásia, principal destino dessas exportações. No caso da China, a evolução desta rota marítima é particularmente sensível, uma vez que cerca de 45 por cento das suas importações de gás e petróleo transitam por ela. De facto, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), o principal órgão de planeamento económico do país, anunciou esta sexta-feira um aumento dos preços de retalho da gasolina e do gasóleo a partir de sábado, para reflectir as recentes alterações nas tarifas internacionais do petróleo. Em contrapartida, o gigante asiático também tem sido beneficiado pela guerra, uma vez que as suas exportações de tecnologias “verdes”, em que é líder, como painéis solares, baterias ou veículos eléctricos, dispararam nas últimas semanas, face ao impacto a nível mundial do aumento dos preços do petróleo bruto.
Hoje Macau China / ÁsiaEUA | Pequim considera Taiwan crucial para boa relação O Governo chinês afirmou ontem que a questão de Taiwan é essencial para garantir relações estáveis, saudáveis e sustentáveis com os Estados Unidos, nas vésperas do encontro em Pequim entre os líderes dos dois países. Em conferência de imprensa, o portavoz da diplomacia chinesa Lin Jian afirmou que Taiwan constitui o núcleo dos interesses fundamentais da China e a base política das relações entre Pequim e Washington. “É uma obrigação internacional que a parte norte-americana deve cumprir”, acrescentou o porta-voz, sublinhando que, para manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, “é necessário opor-se claramente à independência” da ilha. Estas declarações surgem dois dias após o secretário de Estado norteamericano, Marco Rubio, ter adiantado que Taiwan “será tema de conversa” no encontro entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo norte-americano, Donald Trump, marcado para 14 e 15 de Maio, segundo a Casa Branca. “Entendemos que os chineses compreendem a nossa posição sobre esta questão, nós compreendemos a deles. E acredito que ambas as partes – sem antecipar o que acontecerá nas conversas – entendem que nenhum dos lados deseja que ocorra algum acontecimento desestabilizador naquela região do mundo”, afirmou Rubio.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão e Myanmar marcam reunião de líderes do Sudeste Asático Os efeitos do conflito no Irão e da crise em Myanmar marcaram ontem o arranque das reuniões de líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN na sigla em inglês). “A actual crise no Médio Oriente e as repercussões de grande alcance, como a interrupção do fluxo de energia, rotas comerciais, fornecimento de alimentos, cadeias de abastecimento e a segurança dos nossos cidadãos, recorda-nos que acontecimentos além da nossa região podem ter efeitos imediatos e profundos na ASEAN”, declarou a ministra filipina dos Negócios Estrangeiros, Theresa Lazaro, anfitriã do conclave. A chefe da diplomacia filipina abriu os trabalhos na reunião em que participaram os homólogos da região, antes da cimeira de primeiros-ministros e presidentes do bloco, prevista para hoje na cidade de Cebu, região central do arquipélago. O Sudeste Asiático, fortemente dependente das importações energéticas do Médio Oriente, sofreu um grande impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do comércio mundial de crude, na sequência da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão. As Filipinas, um dos países mais afectados, declararam em Março o estado de emergência energética, como medida para enfrentarem a escassez de combustível, enquanto Tailândia, Vietname, Laos e Myanmar (antiga Birmânia) também aplicaram medidas para lidar com a situação. A diminuição do comércio de derivados como a ureia, fertilizante essencial para a agricultura, levantou preocupações entre os países presentes devido ao impacto na segurança alimentar da região. À margem da reunião, está igualmente previsto um encontro entre líderes políticos de Brunei, Filipinas, Indonésia e Malásia. Os ausentes Mais uma vez, Myanmar não se fará presente nos trabalhos da ASEAN, devido ao veto imposto aos militares golpistas nas reuniões de alto nível da organização, na sequência do golpe de Estado de Fevereiro de 2021. Na altura, os líderes da ASEAN e o actualmente nomeado Presidente do país e do Governo militar, líder do golpe, general Min Aung Hlaing, acordaram um “roteiro” de cinco pontos para resolver o conflito, incluindo a libertação de presos políticos e o fim da violência contra civis, que produziu escassos resultados até agora. Min Aung Hlaing foi nomeado recentemente Presidente do país, em corolário de uma alegada transição política do regime, depois de eleições realizadas entre dezembro e janeiro, em clima de repressão e sem oposição representativa. Na semana passada, foi anunciada a passagem para prisão domiciliária da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, detida desde o golpe que depôs o seu governo, embora persistam dúvidas sobre a sua situação. Manila pediu na quarta-feira ao governo militar birmanês que permita a Lazaro, enviada especial da ASEAN para Myanmar, verificar o estado de Suu Kyi. A ministra filipina adiantou no discurso inaugural que “informará os homólogos sobre os avanços” nos cinco pontos de consenso acordados com os militares. Criada em 1967, a ASEAN integra Singapura, Malásia, Vietname, Indonésia, Tailândia, Filipinas, Myanmar, Brunei, Laos, Camboja e Timor-Leste, desde Outubro de 2025.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Subida de 8% nos turistas durante feriados do 1 de Maio Hong Kong recebeu 1,19 milhões de visitantes durante os cinco dias de feriados do Dia do Trabalhador, mais 8 por cento do que no mesmo período de 2025. O Departamento de Imigração da região chinesa anunciou na quarta-feira à noite que a esmagadora maioria dos turistas vieram da China continental: 1,01 milhões, um aumento de 10 por cento em relação à chamada ‘semana dourada’ de 01 de Maio do ano passado. O secretário para a Administração de Hong Kong, Eric Chan Kwok-ki, disse que o crescimento no número de visitantes trouxe “benefícios consideráveis” a sectores como o retalho, a restauração e a hotelaria. “Representantes de alguns centros comerciais indicaram que o consumo em diversas categorias do retalho apresentou aumentos de dois dígitos em relação ao ano anterior”, sublinhou Eric Chan. Já os negócios dos restaurantes situados em áreas turísticas “aumentaram cerca de 20 por cento no mesmo período”, acrescentou o governante. Hong Kong recebeu em média cerca de 200 mil visitantes do interior da China durante a ‘semana dourada’, com o pico atingido em 02 de Maio, dia em que cerca de 260 mil turistas chineses entraram na região. A taxa geral de ocupação hoteleira atingiu 90 por cento, ligeiramente superior à dos feriados do Dia do Trabalhador de 2025, enquanto os preços dos quartos de hotel aumentaram 10 por cento. As ‘semanas douradas’ são usadas como indicador da actividade económica da China, que procura impulsionar o consumo e os serviços como motores da procura interna, que ainda não recuperou totalmente desde a pandemia de covid-19. A vizinha região chinesa de Macau recebeu quase 873 mil visitantes durante os cinco dias de feriados do Dia do Trabalhador, mais 2,7 por cento do que no mesmo período de 2025, mas inferior à previsão de 1,1 milhões feita pelas autoridades. O segundo dia do Dia do Trabalhador, 02 de Maio, fixou um novo máximo histórico de Macau, com quase 248 mil turistas a entrarem no território. Números inéditos A China terminou a ‘semana dourada’ com um novo recorde máximo de quase 1,52 mil milhões de viagens domésticas, apesar do impacto da crise energética resultante da guerra no Médio Oriente nos custos de transporte e logística. As viagens entre 01 e 05 de Maio aumentaram 3,49 por cento face ao ano anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério dos Transportes chinês na quarta-feira. O transporte ferroviário voltou a representar uma importante fatia das viagens domésticas, com mais de 106 milhões de passageiros durante os feriados. O dia 1 de Maio registou um recorde de 24,84 milhões de passageiros, informou a empresa ferroviária estatal. O transporte rodoviário ultrapassou 1,39 mil milhões de viagens, impulsionado pelo turismo interno e pelo aumento das viagens familiares e regionais durante a ‘semana dourada’. Em contraste, o tráfego aéreo atingiu 10,54 milhões de passageiros durante os feriados, uma quebra de 5,74 por cento face ao mesmo período de 2025.
Hoje Macau China / ÁsiaDeepSeek poderá valer 38 mil milhões de euros com apoio de fundo estatal chinês, segundo Financial Times O maior fundo de semicondutores apoiado pelo Estado chinês está a liderar a primeira ronda de financiamento da DeepSeek, ‘start-up’ de inteligência artificial, cuja valorização poderá atingir 45 mil milhões de dólares. O China Integrated Circuit Industry Investment Fund, normalmente referido como o “Big Fund”, procura liderar o investimento na DeepSeek, segundo quatro pessoas com conhecimento das negociações, citadas pelo jornal britânico Financial Times. Outros investidores ainda em conversações para adquirir participação incluem o gigante tecnológico chinês Tencent, embora a composição final ainda não tenha sido definida, acrescentou o jornal. A DeepSeek ganhou destaque em Janeiro de 2025 com o lançamento do R1, um modelo de linguagem de código aberto, que a empresa disse ter sido treinado com apenas uma fracção da capacidade computacional utilizada por modelos desenvolvidos por rivais norte-americanos, como a OpenAI. A valorização da DeepSeek aumentou significativamente face aos 20 mil milhões de dólares estimados no início das negociações há apenas algumas semanas, à medida que os investidores apostam no potencial do laboratório, apesar da falta de foco na comercialização. Liang Wenfeng, bilionário fundador da ‘start-up’ com sede em Hangzhou, leste da China, poderá também investir pessoalmente nesta ronda, segundo duas das fontes. Liang controla 89,5 por cento da DeepSeek através de participações pessoais e grupos afiliados, de acordo com documentos da empresa. O apoio do fundo governamental da China reforçaria a posição da DeepSeek como líder no desenvolvimento de modelos avançados de IA no país, além de promover um ecossistema chinês integrado de modelos, software e ‘chips’ domésticos. Dividir por três A China lançou o apoio ao “Big Fund” em três fases, dando expressão à política de auto-suficiência tecnológica do Presidente chinês, Xi Jinping, face aos esforços dos EUA de restringir o acesso do país a tecnologias como equipamentos avançados de produção de semicondutores. O fundo reuniu 47 mil milhões de dólares do ministério das Finanças, governos locais e bancos estatais na terceira ronda de financiamento em 2024, e está mandatado para investir em equipamentos e materiais para semicondutores. Até agora, não apoiou publicamente nenhuma outra empresa de grandes modelos de linguagem (LLM) na China. A DeepSeek anunciou, no lançamento do mais recente modelo V4, que este foi otpimizado para executar inferência – o cálculo que os LLMs usam para gerar respostas – nos ‘chips’ Ascend 950PR do grupo Huawei. As vendas de ‘chips’ de IA da Huawei dispararam este ano, ultrapassando na China a Nvidia, maior fornecedora mundial de ‘chips’ de IA, cujos produtos avançados continuam proibidos de entrar no país, noticiou o Financial Times na semana passada.
Hoje Macau China / ÁsiaDivisas estrangeiras | Reservas chinesas aumentam 2,05% em Abril As reservas chinesas de divisas estrangeiras aumentaram 2,05 por cento em Abril face a Março, atingindo cerca de 3,41 biliões de dólares, informou ontem a Administração Estatal de Divisas (SAFE) da China. O crescimento mensal corresponde a aproximadamente 68,4 mil milhões de dólares, segundo a instituição, que o atribuiu à descida da cotação do dólar e à evolução desigual dos preços dos principais activos financeiros globais. “A China continua a consolidar a sua tendência de melhoria económica, com resiliência e dinamismo do desenvolvimento que se reforçam, o que contribui para que o tamanho das reservas de divisas se mantenha basicamente estável”, indicou o comunicado. Em 2025, as reservas de divisas estrangeiras chinesas cresceram 4,86 por cento, terminando o ano em 3,36 biliões de dólares. Em outro documento publicado ontem, a SAFE revelou ainda que aumentou as reservas de ouro de 74,38 milhões de onças para 74,64 milhões em Abril, registando o 18.º mês consecutivo de crescimento. Após fortes correcções registadas após o ouro ter atingido máximos históricos no início do ano, o valor dessas reservas ascendeu a cerca de 344,17 mil milhões de dólares, face aos 342,76 mil milhões registados no final de Março.
Hoje Macau China / ÁsiaEuropa | Nissan planeia cortar 10% dos postos de trabalho A fabricante japonesa de automóveis Nissan prevê cortar cerca de 900 postos de trabalho na Europa, aproximadamente 10 por cento da sua força laboral regional, informou ontem a agência local Kyodo. Segundo representantes citados pela agência, a empresa japonesa está a planear o encerramento parcial do armazém de componentes em Barcelona e uma revisão do modelo de vendas na Europa, passando em alguns mercados da distribuição própria para a comercialização através de importadores locais. A medida insere-se no plano de recuperação “Re:Nissan”, anunciado em Maio de 2025, com o qual o grupo procura regressar à rentabilidade e que prevê a redução de 20.000 empregos a nível global até 2027, para além do corte da rede de fábricas de 17 para 10. Em Espanha, a empresa japonesa comunicou aos sindicatos no passado dia 27 de Abril que planeava aplicar em três centros de Barcelona – onde trabalham 569 pessoas – um procedimento legal que permite que empresas em crise suspendam, reduzam jornadas ou extingam contratos colectivamente, segundo fontes sindicais. Os eventuais afectados incluem trabalhadores do centro técnico da Zona Franca de Barcelona, onde trabalham 383 pessoas; do centro de peças de El Prat de Llobregat, com 122 empregados; e do centro de áreas flexíveis, também em El Prat, com 64 trabalhadores.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Porta-aviões francês passa Suez a caminho do Golfo Pérsico O porta-aviões francês “Charles de Gaulle” e a sua escolta atravessaram ontem e o canal do Suez para se posicionarem na região do Golfo Pérsico, anunciou o Ministério das Forças Armadas. O envio do porta-aviões francês realizou-se para a eventualidade de ser lançada uma missão, promovida por Londres e Paris, para restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz. “O porta-aviões ‘Charles de Gaulle’ e os seus navios de escolta transitaram pelo canal do Suez hoje, 6 de Maio de 2026, a caminho do sul do mar Vermelho”, indicou ontem o ministério num comunicado. A decisão visa “agilizar a execução desta iniciativa assim que as circunstâncias o permitam”, acrescentou. O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, estão por detrás de uma iniciativa para garantir a segurança da navegação no estreito, bloqueado desde o início do conflito que desde 28 de Fevereiro opõe o Irão aos Estados Unidos e a Israel. Esta potencial missão de segurança, que só pôde ser desencadeada depois de as hostilidades terem cessado, pretende ser “neutra e claramente separada dos beligerantes”, afirmou em meados de Abril o chefe de Estado francês. “A movimentação do grupo aeronaval é independente das operações militares iniciadas na região e complementa o dispositivo de segurança existente”, reafirmou o ministério. A sua presença perto do Golfo Pérsico vai permitir “uma avaliação do ambiente operacional regional antes do lançamento da iniciativa” e “o fornecimento de mais opções de saída da crise para reforçar a segurança regional”, indicou.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Juiz que agravou pena da ex-primeira-dama encontrado morto A polícia da Coreia do Sul anunciou ontem que foi encontrado morto o juiz que agravou a pena de prisão da ex-primeira-dama Kim Keon-hee, de 20 meses para quatro anos. Shin Jong-o foi “encontrado inconsciente por volta da 01h da manhã de ontem [meia-noite em Macau] nas instalações no Tribunal Superior de Seul”, disse à agência de notícias France-Presse um oficial da polícia. O magistrado foi levado para o hospital, onde foi declarado morto, acrescentou o investigador, sublinhando que “não há indícios de que tenha sido um acto criminoso”. No entanto, o dirigente da esquadra de Seocho, um distrito da capital, negou que Shin tenha deixado uma carta de suicídio, algo avançado pela imprensa sul-coreana. Em 28 de Abril, o juiz condenou Kim Keon-hee a quatro anos de prisão, aumentando a pena inicial de 20 meses por corrupção, e impôs uma multa de 50 milhões de won (cerca de 29 mil euros). O Tribunal Superior de Seul anulou a absolvição inicial da acusação de manipulação de acções. Durante a leitura da sentença, que foi transmitida em directo pela televisão sul-coreana, Shin Jong-o declarou que Kim Keon Hee “não admitiu a sua culpa e, em vez disso, recorreu repetidamente a desculpas”. Kim, de 53 anos, é casada com o ex-chefe de Estado Yoon Suk-yeol, que desempenhou funções entre 2022 e 2025. Em Agosto de 2025, a ex-primeira-dama foi acusada de corrupção, suborno e fraudes no mercado bolsista, incluindo manipulação de preços de acções, assim como de influenciar indevidamente as listas de candidatos do Partido do Poder Popular. Em Dezembro de 2024, Yoon Suk-yeol declarou lei marcial para alegadamente combater elementos “pró-Coreia do Norte” no parlamento, medida que revogou poucas horas depois, acabando por ser destituído do cargo em Abril de 2025. No passado mês de Fevereiro, o Tribunal Distrital Central de Seul considerou o ex-chefe de Estado culpado de liderar uma insurreição e condenou-o a prisão perpétua.
Hoje Macau China / ÁsiaCamboja | Primo do PM detinha 30% das acções de grupo ligado a burlas Um primo do primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, anunciou ontem que detinha 30 por cento das acções de uma empresa financeira ligada a um centro de burlas online e branqueamento de capitais. O ex-presidente do grupo, Li Xiong, foi extraditado para a China a 1 de Abril “Gostaria de informar o público que, de facto, detinha 30 por cento das acções da Huione Pay PLC.” Foi desta forma que Hun To confessou o investimento na empresa financeira ligada a um centro de burlas online, também suspeita de branqueamento de capitais. Porém, Hun To não é um mero cidadão cambojano, mas primo do actual primeiro-ministro do Camboja, Hun Manet, e sobrinho do antigo líder Hun Sen, o político que liderou o Governo do país durante mais tempo e que ainda ocupa a presidência do partido único (Partido Popular do Camboja). Importa referir que o actual primeiro-ministro é filho de Hun Sen. Com sede na capital cambojana Phnom Penh, o Grupo Huione era composto por várias empresas que ofereciam serviços de comércio electrónico, câmbio de criptomoedas e pagamentos, incluindo a Huione Pay. O Governo dos Estados Unidos acusou o grupo em 2025 de branquear dinheiro proveniente de burlas online para grupos criminosos da Coreia do Norte e do Sudeste Asiático. O ex-presidente do grupo, Li Xiong, foi extraditado do Camboja para a China em 1 de Abril. As autoridades chinesas alegam que Li estava no centro de uma vasta rede criminosa envolvida em jogos de azar e fraudes. De acordo com um relatório da empresa de liquidação Reachs & Partners, Li Xiong detinha 62 por cento das ações da Huione Pay. Limpeza profunda Hun To garantiu que não tinha qualquer envolvimento nas operações comerciais da Huione Paye que “nunca recebeu lucros, dividendos ou activos desta empresa”, cuja liquidação foi concluída em Outubro. Desde meados de Abril que manifestantes em Phnom Penh exigem o desbloqueio das contas na plataforma H-Pay (antiga Huione Pay), que, segundo eles, estão inacessíveis desde Dezembro. O banco central do Camboja anunciou que as licenças comerciais das plataformas pertencentes ao grupo Huione foram revogadas. O Camboja tornou-se, nos últimos anos, um dos principais polos de cibercriminalidade, onde burlões, por vezes a trabalhar sob coação, enganam internautas em todo o mundo, nomeadamente através de falsas relações amorosas ou investimentos em criptomoedas. Sob pressão de vários países, incluindo a China, de onde são oriundos muitos dos autores e vítimas, as autoridades cambojanas, acusadas de durante anos terem fechado os olhos ao fenómeno, dizem estar agora a combater com firmeza esta indústria, avaliada em milhares de milhões de euros. O Camboja tem vindo a intensificar esforços para não comprometer os laços com a China, o seu principal parceiro comercial. Em Fevereiro, o primeiro-ministro cambojano Hun Manet prometeu “limpar tudo”, referindo-se aos centros de burla, e, no mês seguinte, o Governo aprovou um projecto de lei que prevê penas severas para os envolvidos em cibercrimes.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Analistas apontam para maior espaço estratégico de Pequim A guerra no Irão colocou a China numa posição complexa, oferecendo oportunidades diplomáticas e estratégicas, mas também riscos económicos e energéticos, segundo uma análise do instituto Brookings Institution, publicada na terça-feira. Ryan Hass, investigador de política externa na unidade de investigação Centro John L. Thornton China, da Brookings Institution, que tem sede em Washington, afirmou que “os líderes chineses consideram as acções dos EUA no Irão como mais um espasmo violento de um sistema capitalista em declínio, projectando as suas contradições através do imperialismo e da guerra”. “O principal interesse da China é manter aberto o caminho para a sua ascensão, com os EUA a constituir o principal obstáculo”, escreveu Hass no artigo – “A abordagem de Pequim ao conflito no Irão e as suas implicações para a China” -, que assina com outros quatro investigadores do Centro John L. Thornton China. Pequim prefere assim “uma calma tensa com os EUA” e reage à guerra “sem mal-estar nem entusiasmo”, devido ao impacto económico e aos choques energéticos, observou Hass. Yun Sun, investigadora não-residente do grupo de reflexão, observou que a China demonstrou “resiliência energética e das cadeias de abastecimento, graças a décadas de diversificação”, mas os custos são reais, como a queda de 25 por cento nas importações de crude do Golfo em Março de 2026. Sun acrescentou que Pequim “pode desempenhar um papel na reconstrução pós-conflito do Irão, dadas as opções limitadas de parceria de Teerão”.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Sete detidos por corrupção em manutenção de edifícios A agência anticorrupção de Hong Kong anunciou a detenção de cinco pessoas por alegada corrupção ligada à manutenção de um edifício residencial, semelhante àqueles em que ocorreu em Novembro o incêndio mais mortífero na cidade desde 1948. A Comissão Independente contra a Corrupção (ICAC, na sigla em inglês) disse que as detenções surgem após uma denúncia em torno do concurso para o projecto de manutenção de um edifício em Mong Kok. Num comunicado divulgado na terça-feira, a ICAC revelou que deteve cinco homens e duas mulheres, com idades entre 37 e 75 anos, incluindo o presidente da associação de proprietários do edifício. As detenções aconteceram em 27 e 28 de Abril, numa operação contra o que a agência descreve como “um grupo organizado de corrupção”, que incluía um empreiteiro, assim como directores e um inspector de uma empresa de consultoria. As investigações revelaram que o empreiteiro controlava alegadamente a empresa de consultoria, que obteve o contrato de consultoria para o projecto de manutenção a um preço baixo, referiu a ICAC. O presidente da associação de proprietários do edifício é suspeito de receber subornos para encobrir o esquema, que acabou por não resultar, sublinhou a agência. Os proprietários “suspeitaram de irregularidades no processo” e o empreiteiro não conseguiu o contrato, no valor de 20 milhões de dólares de Hong Kong. A investigação da ICAC revelou ainda que o inspector “pode não ter cumprido as suas obrigações de inspecção” do edifício. A agência diz que impediu ainda que a empresa de consultoria e o empreiteiro conquistassem outros dois contratos a que tinham concorrido, no valor total de seis milhões de dólares de Hong Kong. No final de Março, a ICAC e a polícia de Hong Kong detiveram 42 pessoas por suspeita de infiltração de grupos da máfia chinesa, conhecidos como tríades, em projectos de manutenção de edifícios residenciais.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE chinês afirma ao homólogo iraniano que guerra é “ilegítima” O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, disse ontem, em Pequim, ao seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão é “ilegítima”. Na primeira visita do ministro iraniano à China desde o início do conflito, em Fevereiro passado, o diplomata chinês afirmou que a declaração de um cessar-fogo é “necessária e inevitável”, indicou a agência iraniana Tasnim. Wang garantiu ainda que a região se encontra num “ponto de inflexão decisivo”, durante o encontro, realizado uma semana antes da visita do Presidente norte‑americano, Donald Trump, à China. Pequim tem condenado repetidamente os ataques contra o Irão e pedido um cessar‑fogo no Médio Oriente, assim como a livre navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 45 por cento das importações chinesas de petróleo e gás. O Governo chinês avisou recentemente, através do seu embaixador junto das Nações Unidas, Fu Cong, que a situação em torno do Estreito de Ormuz marcaria a agenda da visita de Trump caso a via permanecesse bloqueada por Washington e Teerão. “Estamos dispostos a continuar os nossos esforços para reduzir as tensões”, explicou agora o chefe da diplomacia chinesa, sublinhando a importância de “reuniões directas entre ambas as partes”. Aragchi valorizou a “postura firme” da China, “especialmente na condenação aos Estados Unidos e Israel”, segundo a agência Tasnim. O diplomata iraniano afirmou ainda que Pequim é “uma amiga sincera” de Teerão e declarou que, “nas actuais circunstâncias, a cooperação entre os dois países será mais sólida do que nunca”. A visita ocorre após o secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, ter garantido na terça-feira que a ofensiva lançada a 28 de Fevereiro contra o Irão “terminou” e que se abriu uma nova fase com uma operação “defensiva”, destinada a facilitar a navegação por Ormuz. Amigos sinceros O conflito aumentou de forma directa os custos energéticos e logísticos na China, obrigando as autoridades a intervir temporariamente para limitar a subida interna dos combustíveis. O encontro de ontem inseriu-se ainda num contexto de uma relação bilateral reforçada nos últimos anos. Pequim e Teerão assinaram em 2021 um acordo de cooperação estratégica de 25 anos, que estabelece um quadro de colaboração nos domínios económico, tecnológico, energético e de segurança, enquanto a China continua a ser o principal parceiro comercial do Irão e um dos principais destinos do seu crude.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Mês passado foi o segundo Abril mais quente de sempre A agência meteorológica de Hong Kong anunciou que o mês passado terminou com uma temperatura média de 25,5 graus Celsius, o segundo valor mais elevado de sempre para Abril. O Observatório de Hong Kong indicou que a temperatura média subiu 2,5 graus em relação ao normal O Observatório de Hong Kong revelou que no mês passado a temperatura média na região vizinha atingiu os 25,5 graus Celsius, tornando a registo mensal no segundo mês de Abril mais quente em, pelo menos, quase um século e meio. De acordo com um comunicado divulgado na terça-feira pela agência meteorológica, a temperatura média esteve 2,5 graus acima do normal para o quarto mês do ano. A agência meteorológica refere que as temperaturas mínimas (23,8 graus) e máxima (27,9 graus) estiveram muito acima da média e atingiram os segundos mais elevados alguma vez registados em Abril. O recorde histórico para o quarto mês do ano foi fixado em 2024, quando Hong Kong registou uma temperatura média de 26,4 graus, o valor mais elevado desde que há registos, em 1884. O observatório justifica um Abril “excepcionalmente quente” principalmente com “as temperaturas da superfície do mar mais elevadas do que o normal” no mar do Sul da China. O comunicado refere ainda que a precipitação total foi de 160,4 milímetros, cerca de 5 por cento acima da média para Abril. Choveu mais 20 por cento do que a média em Hong Kong durante os primeiros quatro meses do ano, sublinhou a agência. Em 16 de Fevereiro, o Observatório anunciou que tinha registado a temperatura de 27,9 graus Celsius, o valor mais elevado de sempre, para uma véspera do Ano Novo Lunar. Do mar para o ar De acordo com cientistas, as alterações climáticas estão a provocar fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes e intensos em todo o mundo. Em 2025, Hong Kong foi afectada por 12 tempestades tropicais e tufões, o valor anual mais elevado desde que começaram os registos, em 1917, indicou em Outubro a agência meteorológica da região vizinha. Tanto em Hong Kong como em Macau, a escala de alerta de tempestades tropicais é formada pelos sinais 1, 3, 8, 9 e 10 (o mais elevado), com a emissão a depender da proximidade da tempestade e da intensidade do vento. No caso de Macau, desde o ano de 1974 que não havia tantas tempestades tropicais e tufões a afectar o território. A Protecção Civil de Macau sublinhou que dois dos 12 ciclones tropicais levaram mesmo à emissão do sinal 10, o último dos quais em 24 de Setembro, devido ao supertufão Ragasa, a mais poderosa tempestade registada no planeta em 2025. Os tufões são fenómenos recorrentes no Sudeste Asiático, quando as águas quentes do oceano Pacífico favorecem a formação de ciclones, e o sul da China é atingido todos os anos por dezenas dessas tempestades tropicais, especialmente na estação das chuvas, que geralmente começa em Junho e termina em Novembro ou Dezembro. Segundo um estudo publicado em Julho de 2024, os tufões na região estão a formar-se mais perto da costa do que no passado, intensificando-se mais rapidamente e permanecendo mais tempo sobre terra, em consequência das alterações climáticas.
Hoje Macau China / ÁsiaHSBC | Lucro cai 2,4% no 1.º trimestre O banco HSBC anunciou ontem lucros de 7.394 milhões de dólares no primeiro trimestre do ano, numa redução de 2,4 por cento em termos homólogos. Livre de impostos, o resultado caiu 1,1 por cento para 9.376 milhões de dólares, segundo um comunicado ontem divulgado pela instituição financeira. O banco registou receitas de 18.624 milhões de euros e despesas operacionais de 8.721 milhões de dólares. Por sua vez, a margem financeira avançou 7,7 por cento para 8.945 milhões de dólares, enquanto as comissões cresceram 11,9 por cento, para 3.719 milhões de dólares. No final de Março, o HSBC tinha uma carteira de empréstimos de um bilião de dólares, mais 6 por cento que um ano antes, enquanto os depósitos totalizavam 1,78 biliões de dólares, numa subida homóloga de 6,9 por cento. Em comunicado, o grupo disse estar “bem posicionado para gerir as mudanças e as incertezas predominantes no ambiente global em que opera, incluindo as relacionadas com o conflito no Médio Oriente”.
Hoje Macau China / ÁsiaCâmara luso-chinesa | Subida dos custos pode afectar exportações O secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), Bernardo Mendia, disse ontem à Lusa que o aumento dos custos de transporte devido ao conflito no Médio Oriente poderá afectar as exportações portuguesas. Na segunda-feira, o líder da Associação de Fabricantes Chineses de Hong Kong (CMA, na sigla em inglês) disse que algumas empresas reportaram subidas de até 100 por cento nos custos de logística de longa distância com o Médio Oriente e a Europa. De acordo com a emissora pública RTHK, Wingco Lo Kam-wing acrescentou, num almoço com a imprensa local, que também os custos dos seguros de transporte aumentaram. “Claro que isto vai afectar as exportações portuguesas”, confirmou Bernardo Mendia, que é também presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Hong Kong. Por um lado, explicou o empresário, a subida dos custos de logística torna os produtos portugueses “mais caros, logo, menos competitivos” no mercado internacional. Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram hostilidades contra o Irão, em 28 de Fevereiro, Teerão controla o estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica, por onde passa normalmente um quinto do consumo mundial de petróleo. Cerca de 20 mil marinheiros estão retidos na região, de acordo com a agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha navios em todo o mundo e está sob a tutela do exército do Reino Unido. O bloqueio de Ormuz fez disparar o preço do petróleo nos mercados mundiais. Desde o início do ano, a cotação do Brent, crude do Mar do Norte, de referência na Europa, já subiu 88 por cento. A cotação do petróleo Brent para entrega em Julho terminou a sessão de segunda-feira no mercado de futuros de Londres a aumentar 5,8 por cento, para 114,44 dólares. Efeito dominó Ao tornar o transporte mais caro, a subida da cotação do crude irá arrastar os preços de todos os produtos e alimentar pressões inflaccionistas, alertou Bernardo Mendia. Ou seja, “também os mercados de destino [das exportações portuguesas] terão menos dinheiro para os adquirir”, explicou o secretário-geral da CCILC. Em 2025, Portugal exportou mercadorias no valor de 2,85 mil milhões de dólares para o mercado chinês, menos 10,2 por cento do que no ano anterior. No sentido contrário, o mercado português comprou bens à China no valor de 7,19 mil milhões de dólares, mais 17,7 por cento do que em 2024, de acordo com dados oficiais dos Serviços de Alfândega chineses. Na segunda-feira, o presidente da CMA advertiu que um prolongamento do conflito poderá provocar uma recessão económica global, caso afecte ainda mais a cadeia de abastecimento global e o prazo de entrega dos produtos. Wingco Lo sublinhou que, mesmo no que toca à logística de curta e média distância, algumas empresas que fazem parte da associação reportaram subidas de 10 por cento a 30 por cento nos custos.
Hoje Macau China / ÁsiaHunan | Explosão em fábrica de fogo de artifício deixa pelo menos 21 mortos Pelo menos 21 pessoas morreram e 61 ficaram feridas numa explosão numa fábrica de fogos de artifício na província de Hunan, no centro da China, informou ontem a emissora estatal chinesa CCTV. A explosão ocorreu por volta das 16:40 de segunda-feira, por razões ainda desconhecidas, numa oficina da empresa de fabrico e exibição de fogo de artifício Huasheng, localizada no município de Liuyang, sob a administração da capital provincial, Changsha. Imagens que circulam nas redes sociais chinesas mostram uma densa coluna de fumo a subir para o ar no local da explosão. As principais redes sociais e plataformas ocidentais, como o Facebook, WhatsApp e X – estão bloqueadas na China continental, mas não nas regiões semiautónomas de Hong Kong e Macau. Após o acidente, o líder chinês, Xi Jinping, pediu às autoridades que acelerassem as buscas por desaparecidos, fizessem “todo o possível” para salvar os feridos e esclarecessem as causas do incidente “o mais rapidamente possível”, além de “responsabilizarem rigorosamente os culpados”. As autoridades policiais já impuseram medidas de coação aos responsáveis da empresa Changhsa Liuyang Huasheng Fireworks Manufacturing and Display e está a decorrer uma investigação sobre as causas do acidente. Estado de emergência Xi Jinping enfatizou que todas as regiões e departamentos devem retirar “lições profundas” da explosão e “reforçar e cumprir rigorosamente as suas responsabilidades” em matéria de segurança. O Ministério da Gestão de Emergências enviou dirigentes para o local do acidente, enquanto a província de Hunan mobilizou recursos para tratar os feridos e gerir a emergência no local, acrescentou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. Cinco equipas de resgate, com um total de 482 pessoas, foram mobilizadas para o local do acidente, juntamente com médicos provinciais e municipais para tratar os resgatados. A China regista frequentemente acidentes relacionados com a indústria do fogo de artifício. Em Fevereiro, 12 pessoas morreram numa explosão numa loja de fogo de artifício na vizinha província central de Hubei, e outras oito morreram num incidente semelhante no mesmo mês na província de Jiangsu (leste).
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Actividade do vulcão Mayon obriga à retirada de 300 famílias Mais de 300 famílias foram retiradas de casa depois do vulcão Mayon ter lançado enormes quantidades de cinzas durante o fim de semana, devido ao colapso de depósitos de lava, informaram ontem as autoridades filipinas. Não houve nenhuma erupção explosiva do Mayon, que tem entrado em erupção de forma moderada e intermitente desde Janeiro, mas enormes depósitos de lava na encosta sudoeste do vulcão desceram repentinamente numa corrente piroclástica — uma avalanche de rochas quentes, cinzas e gás — antes do anoitecer de sábado, informou o director do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, Teresito Bacolcol. As autoridades afirmaram que não foram registadas mortes nem feridos, mas enormes nuvens de cinzas espalharam-se por 87 aldeias em três cidades, apanhando muitos de surpresa e afectando o trânsito rodoviário devido à fraca visibilidade. “A queda de cinzas foi tão densa que a visibilidade era nula, mesmo na nossa estrada nacional”, informou o presidente da Câmara de Camalig, Caloy Baldo, cuja cidade fica perto do sopé do vulcão. “Alguns aldeões entraram em pânico, mas aconselhámos que se acalmassem”, disse Baldo, em declarações à agência de notícias Associated Press. As explorações agrícolas foram danificadas pela queda de cinzas, que também matou quatro búfalos e uma vaca em Camalig, disse Baldo, acrescentando que estava em curso uma operação de limpeza na cidade de oito mil habitantes, na província filipina de Albay. “Agora está tudo calmo novamente, mas o perigo está sempre presente”, disse Bacolcol, sobre o estado do Mayon ontem. O vulcão de 2.462 metros é uma das principais atracções turísticas das Filipinas devido à forma cónica quase perfeita. Mas é também o mais activo dos 24 vulcões do país.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreias | Equipa feminina de futebol do Norte esperada em torneio no Sul O Governo sul-coreano disse ontem que uma equipa feminina de futebol do Norte deverá jogar na Coreia do Sul este mês, num raro intercâmbio desportivo entre rivais, que tecnicamente continuam em guerra desde 1953. O Ministério da Unificação da Coreia do Sul, responsável pelos assuntos intercoreanos, afirmou em comunicado que a equipa feminina Naegohyang FC é esperada em 20 de Maio. A Naegohyang FC, da capital norte-coreana Pyongyang, deverá defrontar a Suwon FC, na meia-final da Liga dos Campeões Feminina da Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês). A Associação Coreana de Futebol (KFA, na sigla em inglês), entidade máxima do futebol na Coreia do Sul, disse ter sido notificada pela AFC de que a Naegohyang FC enviou uma lista de jogadoras e membros da equipa técnica que irão a Suwon. A KFA sublinhou que a Coreia do Norte será multada pela AFC, caso a equipa não participe na meia-final em Suwon, cidade situada a sul da capital sul-coreana Seul. Os meios de comunicação estatais norte-coreanos não fizeram qualquer menção a esta viagem. Pyongyang enviou atletas a Seul pela última vez em dezembro de 2018, para um evento de ténis de mesa, num período marcado pela participação de atletas norte-coreanos nos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, no início de 2018.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Regulador financeiro defende paridade da moeda face ao dólar A paridade cambial do dólar de Hong Kong face ao dólar americano foi discutida numa comissão parlamentar da antiga colónia britânica que admitia a anexação ao renminbi O regulador financeiro de Hong Kong, Eddie Yue Wai-man, defendeu ontem o mecanismo de paridade cambial da moeda da região chinesa face ao dólar norte-americano, apesar de reconhecer o impacto do conflito no Médio Oriente. De acordo com a imprensa local, numa comissão parlamentar, vários deputados mencionaram a possibilidade do alargamento da banda de negociação, através da indexação à moeda da China continental, o renmimbi. Mas o líder da Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA, na sigla em inglês), o banco central de facto do território, reiterou a determinação em manter um mecanismo que proporciona estabilidade à cidade. Eddie Yue disse que a paridade do dólar de Hong Kong com a moeda norte-americana torna o mercado financeiro da antiga colónia britânica “altamente atractivo” para os investidores internacionais. O regulador disse que alargar a paridade a outras moedas seria algo “extremamente difícil” em termos técnicos e que poderia ter um impacto significativo, ao enfraquecer a confiança dos investidores. Eddie Yue admitiu que o conflito no Médio Oriente tornou mais atrativa o ‘carry trade’, algo que enfraqueceu o dólar de Hong Kong desde meados de Março e levou os bancos locais a descer as taxas de juro. Na chamada estratégia de ‘carry trade’, investidores contraem empréstimos, mais baratos, em dólares de Hong Kong para investir em activos denominados em dólares norte-americanos, com rendimentos mais elevados. O conflito começou em 28 de Fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão, que retaliou com mísseis e drones, bem como com o bloqueio parcial do estreito de Ormuz, importante rota do petróleo mundial. Mais estabilidade Ainda assim, o líder da HKMA disse que as taxas de juro estabilizaram face à melhoria do sentimento e garantiu que o mercado cambial de Hong Kong não foi muito afectado pela “considerável volatilidade” a nível mundial. Eddie Yue disse que o sector dos transportes e logística da região chinesa poderá ser significativamente afectado caso o conflito no Médio Oriente continue e se intensifique. Mas o regulador sublinhou que a economia de Hong Kong manteve um forte ritmo de crescimento no primeiro trimestre, com uma expansão contínua das exportações de mercadorias, especialmente de tecnologia. No domingo, o secretário para a Economia, Paul Chan Mo-po, disse que o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade tinha crescido mais de 4 por cento entre Janeiro e Março, sobretudo graças a uma subida de 17 por cento no número de turistas. Desde 2005 O actual regime cambial foi introduzido em 2005 e permite que a moeda local flutue numa banda entre 7,75 e 7,85 dólares de Hong Kong por dólar norte-americano. Em 2025, a HKMA foi obrigada a intervir duas vezes, em Maio e Julho, comprando dólares de Hong Kong, para defender a paridade cambial face ao dólar norte-americano. De acordo com dados divulgados ontem pela HKMA, o fundo cambial usado para defender a moeda local registou entre Janeiro e Março o menor retorno dos investimentos desde 2024, devido ao impacto da crise no Médio Oriente. A pataca da vizinha região chinesa de Macau está oficialmente indexada ao dólar de Hong Kong e, como tal, indirectamente ligada ao dólar norte-americano.
Hoje Macau China / ÁsiaLíbano | Israel ordena novas evacuações para lá da zona que controla O exército israelita emitiu ontem novas ordens de evacuação “urgentes” para localidades situadas para além da zona que controla no sul do Líbano e que designa como uma “zona de segurança”. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) em língua árabe, Avichai Adraee, publicou na rede social X um aviso dirigido aos habitantes de várias localidades, incluindo Nabatiyé. Esta cidade situa-se vários quilómetros a norte da chamada “linha amarela”, que delimita a “zona de segurança” com cerca de dez quilómetros de profundidade, no interior da qual Israel se autoriza a operar desde a entrada em vigor, a 17 de Abril, de um frágil cessar-fogo com o Hezbollah, aliado do Irão no Líbano. “Qualquer ameaça (…) mesmo para além da linha amarela e a norte do rio Litani [a cerca de 30 quilómetros da fronteira] será eliminada”, advertiu na quarta-feira o chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, durante uma visita a esta zona do território libanês. Dois soldados israelitas e um contratado do exército foram mortos, e dezenas de militares ficaram feridos no espaço de uma semana, devido a ataques com drones explosivos no sul do Líbano. O movimento xiita libanês passou recentemente a recorrer a este tipo de aparelhos, guiados por fibra óptica, praticamente indetectáveis e com um alcance de várias dezenas de quilómetros, para realizar ataques diários contra as tropas israelitas no Líbano. Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão, continuam a trocar ataques apesar da trégua em vigor desde 17 de Abril, tendo o exército israelita já realizado bombardeamentos além da “linha amarela”. O Presidente libanês, Joseph Aoun, apelou na quarta-feira a Israel para que cumpra “plenamente o cessar-fogo”, antes do arranque das negociações de paz previstas entre os dois países, sob mediação dos Estados Unidos. De acordo com os termos do acordo de cessar-fogo, Israel reserva-se “o direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa” contra o Hezbollah.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | William Lai criticado por abandonar a ilha Taiwan após sismo A China criticou a viagem do líder taiwanês a Essuatíni, acusando William Lai Ching-te de abandonar a população após um sismo e de sair da ilha de “forma dissimulada”, num avião estrangeiro. Num comunicado divulgado no sábado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que Lai deixou Taiwan poucas horas após um sismo no nordeste taiwanês, “abandonando a população” e “desperdiçando fundos públicos”, numa atitude que, segundo Pequim, o torna um “alvo de troça internacional”. O Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (executivo) chinês classificou a viagem como “um artifício”, sem valor diplomático e acusou o governante de agir de forma furtiva, para chegar a Essuatíni. Também este gabinete, questionou a gestão de Lai ao não ter prestado atenção à situação decorrente do sismo. Os dois organismos reiteraram a rejeição às iniciativas de Taiwan no âmbito internacional e defenderam que as acções não alteram a posição da comunidade internacional sobre a ilha.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | Pequim trava sanções dos EUA contra empresas chinesas Pequim bloqueou a aplicação das sanções de Washington contra cinco empresas chinesas devido às alegadas ligações com o comércio de petróleo iraniano, através de uma ordem que proíbe pessoas e entidades de cumprir, reconhecer ou executar essas medidas. O Ministério do Comércio explicou, no sábado, que a ordem, conhecida como “blocking ban”, visa neutralizar dentro da China o efeito das sanções norte-americanas, impedindo que empresas ou indivíduos adiram às mesmas ou colaborem na aplicação. De acordo com o comunicado oficial, as medidas adoptadas por Washington, que envolvem a inclusão em listas de sanções, o congelamento de activos e a proibição de transações, interferem nas “actividades comerciais normais” entre empresas chinesas e países terceiros e violam “o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais”. A ordem baseia-se no quadro jurídico chinês contra a aplicação extraterritorial de leis estrangeiras, desenvolvido nos últimos anos e reforçado recentemente, em Abril, com novas normas que ampliam a capacidade de Pequim para contrariar sanções adoptadas por outros países. As autoridades chinesas reiteraram a oposição às sanções unilaterais sem o apoio das Nações Unidas e sublinharam que a medida não afecta o cumprimento das obrigações internacionais do país nem a protecção dos direitos das empresas estrangeiras na China. Rota da crise A decisão surge depois de Washington ter sancionado — na semana passada — dezenas de entidades e indivíduos pela alegada participação em redes financeiras ligadas ao petróleo iraniano, no âmbito da política de pressão sobre Teerão. Entre as empresas afectadas, encontram-se várias refinarias e grupos petroquímicos chineses, apontados pelos Estados Unidos pelo suposto papel na comercialização de petróleo iraniano, um fluxo que Washington considera fundamental para o financiamento de actividades militares e de grupos aliados da República Islâmica. A medida de Pequim coincide com a preocupação expressa pela China quanto ao impacto do conflito no Irão na estabilidade energética global, com especial atenção para o estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o abastecimento de petróleo bruto.