China / ÁsiaFilipinas | Actividade do vulcão Mayon obriga à retirada de 300 famílias Hoje Macau - 5 Mai 2026 Mais de 300 famílias foram retiradas de casa depois do vulcão Mayon ter lançado enormes quantidades de cinzas durante o fim de semana, devido ao colapso de depósitos de lava, informaram ontem as autoridades filipinas. Não houve nenhuma erupção explosiva do Mayon, que tem entrado em erupção de forma moderada e intermitente desde Janeiro, mas enormes depósitos de lava na encosta sudoeste do vulcão desceram repentinamente numa corrente piroclástica — uma avalanche de rochas quentes, cinzas e gás — antes do anoitecer de sábado, informou o director do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, Teresito Bacolcol. As autoridades afirmaram que não foram registadas mortes nem feridos, mas enormes nuvens de cinzas espalharam-se por 87 aldeias em três cidades, apanhando muitos de surpresa e afectando o trânsito rodoviário devido à fraca visibilidade. “A queda de cinzas foi tão densa que a visibilidade era nula, mesmo na nossa estrada nacional”, informou o presidente da Câmara de Camalig, Caloy Baldo, cuja cidade fica perto do sopé do vulcão. “Alguns aldeões entraram em pânico, mas aconselhámos que se acalmassem”, disse Baldo, em declarações à agência de notícias Associated Press. As explorações agrícolas foram danificadas pela queda de cinzas, que também matou quatro búfalos e uma vaca em Camalig, disse Baldo, acrescentando que estava em curso uma operação de limpeza na cidade de oito mil habitantes, na província filipina de Albay. “Agora está tudo calmo novamente, mas o perigo está sempre presente”, disse Bacolcol, sobre o estado do Mayon ontem. O vulcão de 2.462 metros é uma das principais atracções turísticas das Filipinas devido à forma cónica quase perfeita. Mas é também o mais activo dos 24 vulcões do país.