Hoje Macau China / ÁsiaÉbola | Índia adia cimeira com a África devido à evolução da situação A Índia e a União Africana adiaram uma cimeira prevista para a próxima semana em Nova Deli, devido à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e Uganda, com 139 mortes associadas e 600 casos suspeitos. “Considerando a situação sanitária no continente. Ambas as partes concordaram que seria preferível realizar a quarta cimeira Índia-África numa data posterior”, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia num comunicado. A cimeira do Fórum Índia-África estava programada para ocorrer na capital da Índia, Nova Deli, entre 28 e 31 de Maio. O Governo indiano afirmou ainda estar pronto “para contribuir com os esforços liderados pelos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças para lidar com a evolução da situação de saúde”. O Aeroporto Internacional de Nova Deli emitiu ontem um alerta de saúde para os passageiros que chegam ao país vindos da RDCongo e dos países vizinhos Uganda, onde há uma morte confirmada e casos suspeitos, e Sudão do Sul, com um caso confirmado. As autoridades, que enfatizaram a importância de “continuar a cooperação para fortalecer a preparação e a capacidade de resposta em saúde pública em todo o continente”, indicaram que novas datas para a cimeira serão definidas posteriormente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) accionou no domingo um alerta sanitário internacional para enfrentar a epidemia de Ebola, declarada inicialmente na RDCongo, país da África Central, vizinho de Angola, com mais de 100 milhões de habitantes, onde as províncias orientais, de difícil acesso por estrada, são afectadas e assoladas pela violência de grupos armados. Segundo a OMS, há 139 mortes até hoje associadas a esta epidemia de Ébola entre quase 600 casos prováveis e a propagação pode ser rápida, embora o risco de uma pandemia seja considerado “baixo”.
Hoje Macau China / ÁsiaCuba | Pequim opõe-se a acusação dos EUA contra Raúl Castro A República Popular da China criticou ontem a acusação dos Estados Unidos contra o ex-Presidente cubano Raúl Castro, afirmando que se tratou de um aproveitamento abusivo de meios legais. Os Estados Unidos acusaram Raúl Castro de assassinato de cidadãos norte-americanos em 1996. Para Pequim, a acusação foi uma mais uma forma de Washington pressionar as autoridades cubanas. “A China sempre se opôs às sanções unilaterais ilegais que não têm qualquer fundamento no direito internacional e (…) é contra o abuso de meios legais”, afirmou Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. O mesmo porta-voz defendeu que os Estados Unidos devem parar de usar as sanções, a “força da lei” e as ameaças contra Cuba. Guo Jiakun disse também que Pequim apoia Cuba na defesa da “soberania e dignidade nacional” e opõe-se a qualquer interferência estrangeira. Raúl Castro, 94 anos, irmão de Fidel Castro (1926-2016), foi acusado, juntamente com outros líderes cubanos, de assassinato de norte-americanos num caso que remonta a 1996. Na altura, dois aviões comerciais pilotados por opositores do líder cubano foram abatidos, provocando a morte a quatro pessoas, indicou a acusação dos Estados Unidos. Raúl Castro era então Ministro da Defesa do Governo de Havana. A acusação norte-americana ocorre numa altura em que se agravam as tensões entre Washington e Havana. Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington impôs em Janeiro um bloqueio total de petróleo a Cuba.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Xi Jinping manteve conversas com Putin em Pequim O Presidente chinês, Xi Jinping, realizou esta quarta-feira conversas com o Presidente russo, Vladimir Putin, no Grande Palácio do Povo, em Pequim, com as duas partes a concordar em prorrogar ainda mais o Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia, adiantou o Diário do Povo. Xi observou que este ano marca o 30.º aniversário do estabelecimento da parceria estratégica de coordenação China-Rússia e o 25.º aniversário da assinatura do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia. As relações China-Rússia chegaram até aqui passo a passo precisamente porque os dois países continuaram a aprofundar a confiança política mútua e a coordenação estratégica com firme determinação, expandiram a cooperação com o ímpeto de alcançar constantemente novos patamares, defenderam a justiça e a equidade internacionais e promoveram a construção de uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade com determinação inabalável, afirmou o líder chinês. “Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e importantes grandes países do mundo, China e Rússia devem adoptar uma perspectiva estratégica e de longo prazo, impulsionar o desenvolvimento e a revitalização de nossos respectivos países através de uma coordenação estratégica abrangente de qualidade ainda mais elevada e trabalhar para tornar o sistema de governança global mais justo e razoável”, disse Xi.
Hoje Macau China / ÁsiaTesla disponibiliza sistema de condução automática na China A Tesla anunciou ontem que o sistema avançado de condução automática da empresa norte-americana já está disponível na China, um dos seus principais mercados e palco de intensa concorrência entre fabricantes locais e estrangeiros de veículos eléctricos. Na conta oficial da rede X, a Tesla afirmou que o serviço está acessível numa lista de países e territórios que inclui, além da China, Estados Unidos, Canadá, México, Porto Rico, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Países Baixos e Lituânia. O anúncio representa um novo passo nos planos da Tesla para introduzir no mercado chinês a sua tecnologia Full SelfDriving (FSD) de “condução totalmente autónoma”, embora, por enquanto, seja apresentada como uma função supervisionada que requer a atenção do condutor. O presidenteexecutivo da Tesla, Elon Musk, manteve nos últimos anos contactos com as autoridades chinesas para avançar na autorização destas funções, um tema sensível devido às exigências locais em matéria de segurança de dados, mapas e privacidade. Em Abril de 2024, durante uma visita surpresa a Pequim, Musk reuniuse com altos responsáveis chineses, incluindo o primeiroministro, Li Qiang, tendo a Tesla alcançado um acordo com a gigante digital Baidu para obter licenças de navegação e mapas, considerado então um passo crucial para o lançamento das funções avançadas de assistência à condução na China. O anúncio surge também uma semana depois de Musk ter estado em Pequim como parte da delegação empresarial que acompanhou o Presidente norteamericano, Donald Trump, na visita de Estado à China e na reunião principal com o Presidente chinês, Xi Jinping. A Tesla procura reforçar a posição na China, após as vendas de veículos fabricados no país asiático terem aumentado em Abril 35,96 por cento em termos homólogos, segundo dados da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros. Competição feroz A empresa enfrenta um mercado cada vez mais competitivo, com fabricantes locais como BYD, Xpeng, Nio e Xiaomi, depois de a BYD ter ultrapassado a Tesla como maior produtora mundial de eléctricos e de o sector chinês ter sido arrastado para uma guerra de preços. O lançamento ocorre também num momento de maior escrutínio regulatório sobre a condução autónoma na China. No final de Março, mais de uma centena de robotáxis do serviço Apollo Go, da Baidu, ficaram subitamente imobilizados nas ruas de Wuhan, cidade no centro do país, devido a um “erro de sistema”, deixando passageiros temporariamente retidos e perturbando o trânsito, embora sem acidentes ou feridos. Segundo a Bloomberg, após esse incidente, as autoridades chinesas suspenderam a concessão de novas licenças para veículos autónomos, medida que impede as empresas do sector de acrescentar novos robotáxis às suas frotas.
Hoje Macau China / Ásia MancheteDiplomacia | Xi poderá visitar Pyogyang nas próximas semanas A possível deslocação de Xi Jinping à Coreia do Norte foi adiantada por Seul que, caso a viagem se confirme, pede ao Presidente chinês que contribua para a estabilidade na península coreana O Presidente da China, Xi Jinping, estará a programar visitar a Coreia do Norte nas próximas semanas, após a recente visita do chefe da diplomacia chinesa a Pyongyang, segundo fontes governamentais citadas pela agência de notícias estatal sul-coreana. Neste sentido, Seul pediu ontem a Pequim que contribua para a estabilidade na península. “Obtivemos informações que indicam que o Presidente Xi Jinping visitará a Coreia do Norte em breve”, declarou uma fonte governamental sul-coreana não identificada, citada na quarta-feira à noite pela Yonhap. Uma segunda fonte oficial citada pela agência sul-coreana indicou que a visita poderá ocorrer no final deste mês ou no início do próximo, tendo sido preparada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, que visitou a Coreia do Norte em Abril passado, e após as recentes viagens dos guarda-costas e do pessoal cerimonial de Xi à capital norte-coreana. “O Governo está a acompanhar de perto os movimentos relacionados” com a possível viagem de Xi para se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou o gabinete presidencial à agência de notícias EFE, antes de acrescentar que espera que os intercâmbios entre Pyongyang e Pequim “se realizem de forma a contribuir para a paz e a estabilidade na península coreana”. Já o ministro da Unificação sul-coreano, Chung Dong-young, afirmou, ainda de acordo com a Yonhap, estar “à espera” de um anúncio oficial de Pequim relativamente à visita, expressando a expectativa de que Xi e Kim abordem uma possível cimeira entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, caso se encontrem. Vizinhos sintonizados A China é o parceiro mais importante da Coreia do Norte, e Kim reuniu-se com Xi em Setembro do ano passado em Pequim. Os líderes reafirmaram então os laços, num encontro interpretado como uma tentativa de restabelecer a sintonia entre Pyongyang e Pequim, no contexto da crescente cooperação militar norte-coreana com Moscovo na guerra na Ucrânia. As expectativas de uma viagem de Xi a Pyonyang, que, a confirmar-se, será a segunda visita como presidente após a visita realizada em 2019, surgem na sequência do recente encontro do líder chinês com os homólogos norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin. Trump e Xi confirmaram, durante a cimeira em Pequim, na semana passada, o objectivo comum de desnuclearizar a Coreia do Norte. Além disso, o republicano afirmou ter mantido a comunicação com Kim Jong-un, sem detalhar esses supostos contactos.
Hoje Macau China / ÁsiaXi considera que o mundo corre o risco de cair “na lei da selva” O Presidente Xi Jinping afirmou ontem que o mundo corre o risco de regredir para a “lei da selva” e elogiou a relação entre a China e a Rússia como uma força estabilizadora a nível global, ao receber ontem Vladimir Putin em Pequim, poucos dias depois de ter recebido Donald Trump. A recepção ao líder russo decorreu com a respectiva pompa e circunstância, antes do início das conversações no Grande Salão do Povo, no coração de Pequim. As reuniões de trabalho entre Xi e Putin começaram num “formato restrito”, com menos delegados para discutir questões sensíveis. De seguida, o formato das conversações foi alargado aos restantes membros das duas delegações, terminando por volta das 14h. De seguida, os dois líderes participaram numa cerimónia de assinatura de vários documentos abrangendo áreas como tecnologia, comércio, investigação científica e propriedade intelectual. Entre os documentos, de acordo com a comunicação social estatal chinesa, encontrava-se uma prorrogação do “Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amigável China-Rússia”, assinado pela primeira vez há 25 anos. Elevada qualidade Em declarações proferidas após a cerimónia de assinatura, Xi afirmou que as relações entre Pequim e Moscovo se encontravam no “mais alto nível de parceria estratégica abrangente”, ao mesmo tempo que exortou ambos os países a oporem-se a “todas as formas de intimidação unilateral” na arena internacional. As palavras de Xi ecoaram as suas observações iniciais, nas quais afirmou que o mundo corria o risco de regressar à “lei da selva”. Acrescentou que novas hostilidades no Médio Oriente eram “desaconselháveis” e que um “cessar-fogo abrangente é da máxima urgência”, segundo noticiou a comunicação social estatal. Nas suas observações iniciais, Putin elogiou a relação entre os países como estando num “nível sem precedentes”, e afirmou que Moscovo continua a ser um “fornecedor de energia fiável”. Putin também convidou Xi a visitar a Rússia no próximo ano. O Presidente chinês deverá receber Putin para um chá em Zhongnanhai, o antigo jardim imperial que agora alberga a sede do Partido Comunista Chinês.
Hoje Macau China / ÁsiaGaza | 400 activistas de flotilha detidos e a caminho de Israel Os organizadores da flotilha humanitária com destino a Gaza que foi interceptada por Israel na segunda-feira reportaram a detenção de mais de 400 activistas que estavam ontem a ser levados para o porto israelita de Ashdod. A flotilha com 54 embarcações, que incluía navios da flotilha Global Sumud (GSF), da Freedom Flotilla Coalition e de várias outras organizações da Turquia, Malásia e Indonésia, foi interceptada na manhã de segunda-feira em águas internacionais perto do Chipre, a aproximadamente 250 milhas náuticas de Gaza. Em um comunicado, a Freedom Flotilla indicou que “mais de 400 participantes civis desarmados de 45 países foram sequestrados em águas internacionais pelas forças militares israelitas”, embora não tenham fornecido números discriminados por nacionalidade. Segundo a organização, “o navio cargueiro ‘prisão’, para onde foram levados os capitães, a tripulação e os participantes da flotilha após a intercepção, está a navegar lentamente em direcção ao porto de Ashdod, em Israel, onde os participantes da flotilha têm sido habitualmente identificados pelo Governo israelita”. Entretanto, a Freedom Flotilla Coalition informou que dez navios, incluindo um fretado pela organização, o ‘Lina’, ainda navegavam em direcção a Gaza com aproximadamente 70 pessoas a bordo, “numa tentativa de romper o bloqueio naval ilegal de Israel a Gaza”. Em relação aos navios interceptados, denunciaram que “foram deliberadamente danificados pelo Exército israelita e deixados à deriva, representando um perigo para a navegação internacional e constituindo mais uma violação do direito internacional por parte do Governo israelita”. O Governo israelita ainda não divulgou números oficiais sobre o número de detidos ou para onde estão a ser levados. Protesto português No final de Abril, as forças israelitas detiveram 175 pessoas a bordo de cerca de vinte embarcações da Flotilha Global Sumud em águas internacionais ao largo da costa da Grécia. Dois dos activistas, o hispano-palestiniano Saif Abukeshek e o brasileiro Thiago Ávila, foram detidos e levados para uma prisão israelita, embora tenham sido libertados uma semana depois e deportados, enquanto os restantes foram libertados e desembarcados em solo grego. O Governo português convocou na segunda-feira o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção, “em violação do direito internacional”, de dois médicos portugueses que integravam a flotilha Global Sumud, disse à Lusa o ministro do Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. A Ordem dos Médicos indicou que foi esta tarde informada da detenção dos médicos portugueses Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, “após a intercepção da embarcação em que seguiam [o navio “Tenaz”], em águas internacionais”, um caso que disse acompanhar “com bastante preocupação”. Rangel adiantou que o Governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Telavive e dos serviços consulares.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Ex-ministro condenado a três anos de prisão por imposição da lei marcial O ex-ministro da Defesa sul-coreano Kim Yong Hyun foi ontem condenado a três anos de prisão por obstrução da justiça devido à imposição da lei marcial em Dezembro de 2024 pelo então presidente, Yoon Suk Yeol. O Tribunal Distrital Central de Seul declarou que Kim enganou membros dos serviços de segurança presidenciais para aceder a um telefone que Yoon pudesse usar para comunicar durante a mobilização dos militares nas ruas, antes de a lei marcial ter sido revogada pelo parlamento. Para o tribunal, Kim “exorbitou o exercício das suas funções” ao obter o telefone em 02 de Dezembro de 2024, um dia antes de Yoon declarar a controversa lei marcial, que mergulhou o país em uma grave crise política e levou à sua prisão e processo de destituição. Kim Yong Hyun também foi condenado por “incitar à destruição de provas” por ordenar que um de seus assessores se desfizesse de documentos relacionados com o dia seguinte ao decreto ter sido revogado pela Assembleia Nacional sul-coreana, em 05 de Dezembro. O Ministério Público da Coreia do Sul defendia uma pena de cinco anos de prisão, mas a sentença teve em conta que Kim não tinha antecedentes criminais, segundo a agência de notícias Yonhap. O ex-governante continua a culpar a então oposição por desencadear uma “crise política” naquele país asiático e nega “qualquer irregularidade”, mantendo que a imposição da lei marcial se destinava a “alertar sobre o poder da oposição” — que Yoon associou à Coreia do Norte — e para recolher informações sobre uma possível “fraude eleitoral”.
Hoje Macau China / ÁsiaImprensa | Trump sugeriu a Xi união com Putin contra TPI O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu ao homólogo chinês, Xi Jinping, unir forças com o presidente russo, Vladimir Putin, contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), noticiou o Financial Times. Citando “fontes próximas das reuniões”, o jornal britânico avançou ontem que este foi um dos temas abordados entre os dois líderes políticos na visita de Trump a Pequim da passada semana. A Casa Branca recusou comentar o assunto, ainda segundo o Financial Times, que não aprofundou detalhes sobre a proposta de Trump ou sobre a forma como ela foi recebida por Xi Jinping. Nenhum dos três países reconhece a autoridade do TPI e a sua jurisdição sobre os estados-nação. Contudo, a oposição de EUA e Rússia ao tribunal de Haia é mais veemente do que o posicionamento chinês, já que Pequim nega a jurisdição sobre o seu território chinês, mas tem apoiado decisões em conflitos como na Líbia ou no Sudão. Em 2023, o TPI emitiu um mandado de prisão contra Putin por “crimes de guerra” na Ucrânia, mas o presidente russo continuou a viajar, principalmente para países da esfera de influência da antiga União Soviética, mas também para os EUA (Alasca), China ou Índia, todas em 2025. A animosidade de Trump em relação ao TPI aumentou bastante com a imposição de sanções económicas e restrições de viagem contra o procurador Karim Khan, alegando que o tribunal tomou “medidas ilegítimas e infundadas contra os Estados Unidos e seu aliado próximo, Israel”. O TPI é um dos pilares da ordem mundial que Trump está determinado a desacreditar desde seu retorno ao poder para o seu segundo mandato, juntamente com a ONU e suas diversas agências e acordos internacionais (como o Acordo de Paris, sobre o clima).
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Multas de até quase 330 mil euros para quem fumar em estaleiros Depois do trágico incêndio em Tai Po que fez 168 vítimas mortais, o Governo apresentou ao parlamento uma proposta que penaliza fortemente quem quebrar a proibição de fumar em estaleiros O Governo de Hong Kong enviou ontem para o parlamento uma proposta que impõe multas até 330 mil euros para quem fumar em estaleiros de obras, após o incêndio mais mortífero no território desde 1948. A proposta elaborada pelo Departamento do Trabalho prevê multas de até 400 mil dólares de Hong Kong para os empreiteiros que falhem na aplicação da proibição de fumar. A reforma legal, que envolve três leis e regulamentos administrativos, impõe ainda que os trabalhadores da construção civil possam enfrentar uma multa de três mil dólares de Hong Kong por fumarem em estaleiros. Mas, em casos de risco catastrófico de incêndio – por exemplo, fumar perto de materiais altamente inflamáveis– o trabalhador estará sujeito a uma multa de 150 mil dólares de Hong Kong e uma pena de até seis meses de prisão. Nestes casos, o empreiteiro poderá enfrentar uma multa de três milhões de dólares de Hong Kong e a mesma pena de prisão, refere a proposta. O documento clarifica também que a proibição de fumar se aplica a todas as áreas dos estaleiros de construção, sejam elas exteriores ou interiores. Num comunicado, o Governo disse que “aguarda com expectativa o apoio do Conselho [Legislativo, o parlamento local] para a aprovação célere” da proibição, que será implementar “em todas as obras de construção o mais rapidamente possível”. Compromisso geral No final de Março, nove associações da construção civil de Hong Kong assinaram um compromisso para impôr a proibição total de fumar em estaleiros de obras. Lawrence Ng San-wa, presidente de um dos grupos, a Associação de Subempreiteiros da Construção de Hong Kong, disse esperar que este “compromisso público” reforce “a confiança do público” no sector. Um incêndio, que começou a 26 de Novembro, causou a morte de 168 pessoas e devastou sete dos oito edifícios do complexo de habitação pública de Wang Fuk, que albergava mais de 4.600 pessoas. Uma comissão independente de investigação iniciou em Março as audiências sobre o incêndio e ouviu depoimentos a apontar as falhas que contribuíram para que o fogo se espalhasse. Nas observações iniciais, o advogado principal da comissão disse que as chamas terão começado numa plataforma num poço de luz entre dois apartamentos, tendo sido encontradas pontas de cigarro no local e em andaimes. A comissão, liderada por um juiz e criada em Dezembro, vai também examinar se existiam problemas sistémicos, como a manipulação de concursos, em obras de manutenção e renovação de edifícios de grande escala. A polícia da região chinesa deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude, todas ligadas ao incêndio de Wang Fuk. A agência anticorrupção de Hong Kong deteve ainda outras 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos do complexo situado em Tai Po, no norte do território.
Hoje Macau China / ÁsiaHubei | Três mortos e quatro desaparecidos na sequência de chuvas torrenciais Pelo menos três pessoas morreram e outras quatro estão desaparecidas na sequência das chuvas torrenciais registadas entre domingo e segunda-feira numa localidade da província de Hubei, na China central, informaram ontem meios de comunicação estatais chineses. As precipitações afectaram a localidade de Baishuihe, no município de Shadaogou, onde o caudal do rio local aumentou repentinamente após a acumulação de até 292,6 milímetros de chuva nas zonas situadas a montante. Segundo as autoridades locais, as chuvas inundaram numerosas habitações em áreas próximas do rio, provocaram o colapso parcial de algumas casas e interromperam estradas e comunicações. Após o agravamento da situação, os comandos de emergência locais activaram os mecanismos de resposta e enviaram para o local equipas da Polícia Armada, segurança pública, gestão de emergências, bombeiros, transportes, electricidade e telecomunicações. As autoridades retiraram 287 residentes e mantêm em curso trabalhos de busca e salvamento, bem como de desobstrução de estradas e reparação das telecomunicações, de acordo com a emissora estatal CCTV. Até às 20:00 de segunda-feira, o balanço oficial era de três mortos e quatro desaparecidos, mas os trabalhos de emergência continuavam na zona afectada. Nas últimas semanas, várias regiões do centro e do sul da China activaram alertas de chuvas intensas com o início da estação das chuvas, o que costuma aumentar o risco de cheias repentinas, deslizamentos de terra e inundações em zonas montanhosas.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Putin elogia aliança entre Rússia e China antes de chegar a Pequim O Presidente russo, Vladimir Putin, considerou ontem que a aliança entre Moscovo e Pequim contribui para a estabilidade internacional sem ser dirigida contra nenhum país, pouco antes de iniciar uma visita oficial à China. “A estreita aliança estratégica sino-russa desempenha um papel importante e estabilizador no cenário mundial”, disse Putin numa mensagem divulgada pela agência de notícias russa Interfax a propósito da deslocação de dois dias a Pequim. “Não estamos em confronto com ninguém, mas trabalhamos pela paz e pela prosperidade universal”, afirmou, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP). Putin era esperado ontem em Pequim, onde se vai reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, apenas quatro dias depois da visita à China do homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump. As guerras dos Estados Unidos e Israel contra o Irão e da Rússia contra a Ucrânia deverão ser abordadas por Xi e Putin, que tem mantido relações próximas com o líder chinês. “Moscovo e Pequim trabalham neste espírito de forma coordenada para defender o Direito Internacional e as cláusulas da Carta das Nações Unidas”, afirmou Putin na mensagem divulgada antes de chegar a Pequim. O líder russo, no poder desde 2000, descreveu o papel da Rússia e da China como “uma contribuição significativa para resolver problemas importantes a nível global e regional”. “Confio que, juntos, continuaremos a fazer todo o possível para aprofundar a parceria sino-russa e as relações de boa vizinhança em prol do desenvolvimento dinâmico dos nossos dois países e do bem-estar dos nossos povos, no interesse de manter a segurança e a estabilidade mundiais”, acrescentou. O porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, admitiu na segunda-feira que Moscovo tem “grandes expectativas” face à visita de Putin à China.
Hoje Macau China / ÁsiaAIE | Reservas de petróleo vão esgotar-se em semanas O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, advertiu ontem que a ‘almofada’ das reservas comerciais de petróleo acumuladas antes da guerra no Médio Oriente e do encerramento de Ormuz vai-se esgotar numa questão de semanas. As reservas “estão a esgotar-se muito rapidamente”, alertou Birol em declarações à imprensa durante o primeiro dia da reunião dos ministros das Finanças do G7 em Paris, que termina hoje. Questionado se se trata de semanas ou meses, respondeu que “ainda restam várias semanas, mas devemos estar cientes de que está a diminuir rapidamente”. No último relatório mensal sobre o mercado de petróleo, publicado na semana passada, a AIE assinalou que o encerramento do estreito de Ormuz privou o mercado de mais de 1.000 milhões de barris dos países do golfo Pérsico, que significa que ficaram retidos sem poder sair mais de 14 milhões de barris por dia. E embora a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos estejam a conseguir exportar uma parte da produção por outras vias (basicamente oleodutos que contornam o estreito de Ormuz) e outros países produtores noutras regiões do mundo tenham aumentado as extrações de petróleo, as reservas mundiais entre Março e Abril reduziram-se em 250 milhões de barris, ou seja, a um ritmo de 4 milhões de barris por dia. Birol lembrou que, antes da eclosão da guerra no Médio Oriente, a situação no mercado era de excesso de petróleo, de cerca de 2,5 milhões de barris diários acima da procura. Mas avisou que essas margens “não são infinitas e as reservas comerciais estão a diminuir rapidamente”. Além disso, destacou que, com o verão, no hemisfério norte está a começar a temporada de viagens e de cultivo, na qual se consome mais combustível e também mais fertilizantes. Todos estes elementos – comentou – contribuem para elevar os preços e isso pode ter “importantes repercussões” nos dos alimentos, o que poderia “impulsionar significativamente” a inflação para cima.
Hoje Macau China / ÁsiaXanana Gusmão recorda que foi através do Português que Timor-Leste falou ao mundo O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, afirmou ontem que a língua portuguesa ocupa um “lugar especial” na história da resistência, porque foi através do português que “Timor-Leste falou ao mundo”. “A língua portuguesa ocupa igualmente um lugar especial na história da nossa resistência. Foi através desta língua que Timor-Leste falou ao mundo. Foi esta língua que levou a causa timorense às Nações Unidas, às organizações internacionais e aos países amigos. A língua portuguesa tornou-se símbolo de identidade, de resistência e de continuidade histórica do Estado timorense”, disse o primeiro-ministro timorense, no discurso divulgado à imprensa. Xanana Gusmão participou ontem na cerimónia de celebração do 24.º aniversário da restauração da independência, que se assinala na quarta-feira, no Arquivo e Museu da Resistência Timorense, que inclui a inauguração de uma exposição e um lançamento de um livro, denominado “Vida da Resistência”. “Quando o invasor proibiu o uso do português, o povo timorense continuou a falar [o português] em segredo. Continuou a resistir em português. Assim, a língua portuguesa tornou-se uma língua de resistência”, salientou Xanana Gusmão. Festa da dignidade Na sua intervenção na “Casa Sagrada”, o líder timorense destacou também que o 20 de Maio não é apenas uma data histórica, mas a “prova de que uma nação, mesmo pequena, pode alcançar grandes vitórias quando luta com coragem, em plena consciência, com unidade nacional e com um profundo amor à pátria”. “Hoje, não celebramos apenas a independência de um Estado. Celebramos, acima de tudo, a sobrevivência de uma nação. Celebramos a vitória da memória contra o esquecimento. Celebramos a vitória da esperança contra o medo e a vitória da dignidade humana contra a opressão”, afirmou Xanana Gusmão. O primeiro-ministro deixou igualmente uma mensagem aos jovens, que representam a maioria da população do país. “A geração da resistência entregou-vos a liberdade. Agora cabe-vos defender o futuro desta nação. A luta da vossa geração já não se trava nas montanhas. A luta de hoje faz-se através da educação, do conhecimento, da disciplina, da honestidade e do trabalho”, disse Xanana Gusmão. “Precisamos de jovens preparados para defender a identidade, a cultura, a memória e os valores da resistência. Precisamos de jovens capazes de transformar o sofrimento do passado numa força para construir um futuro melhor”, acrescentou. As celebrações do 24.º aniversário da restauração da independência tiveram início no domingo com a inauguração de uma feira de culinária local em Tasi Tolu e vão incluir também uma missa e a deposição de uma coroa de flores aos Heróis da Pátria, na terça-feira no cemitério de Santa Cruz, e a cerimónia de hastear da bandeira nacional, na quarta-feira.
Hoje Macau China / ÁsiaCorrupção | Ex-líder de Wuhan investigado O órgão disciplinar do Partido Comunista Chinês (PCC) anunciou que colocou sob investigação, por suspeitas de corrupção, o antigo governador de Wuhan, a província chinesa onde surgiu o surto inicial da pandemia de covid-19. Num comunicado divulgado no domingo, a Comissão Central de Inspeção Disciplinar disse que Wang Xiaodong está a ser investigado por “graves violações da disciplina e da lei” – a expressão utilizada habitualmente em casos de corrupção. Wang, de 66 anos, era o governador da província de Hubei, no centro da China, no final de 2019, quando aconteceu o surto inicial do novo coronavírus 2019-nCoV, na capital da região, Wuhan. O dirigente foi alvo de duras críticas dos cidadãos chineses nas redes sociais e acusado de incompetência ou ridicularizado, no início de 2020, devido à gestão do surto. Muitos internautas chineses ficaram indignados com uma série de erros que ocorreram durante uma conferência de imprensa transmitida na televisão, por três autoridades locais, no final de Janeiro de 2020. Wang participou na conferência de imprensa sem usar uma máscara, violando as regras que tornavam o seu uso obrigatório em espaços públicos. A seu lado, o então autarca de Wuhan, Zhou Xianwang, colocou a máscara, mas ao contrário. Zhou já tinha sido fortemente criticado por ter autorizado, a 18 e 19 de Janeiro de 2020, um banquete gigante para o qual foram convidadas 40 mil famílias, para celebrar o Ano Novo Lunar. Os cibernautas também apontaram que, na mesma conferência de imprensa, Wang Xiaodong começou por anunciar que a produção anual de máscaras em Hubei era de 10,8 mil milhões, antes de corrigir para 1,8 mil milhões e, posteriormente, para 1,08 milhões. Em Junho de 2021, Wang foi demitido e tornou-se vice-director do Comité de Agricultura e Assuntos Rurais do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, o principal órgão consultivo político do país.
Hoje Macau China / ÁsiaIndústria | Produção industrial na China cresce 4,1% em Abril A produção industrial da China cresceu 4,1 por cento em Abril, em termos homólogos, representando uma desaceleração de 1,6 pontos face ao valor de Março, segundo dados oficiais divulgados ontem pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) do país. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a produção industrial aumentou 5,6 por cento, abaixo dos 6,1 por cento registados no primeiro trimestre. Dos três grandes sectores em que o GNE divide este indicador, o que mais aumentou a produção em Abril foi o de produção e fornecimento de eletricidade, aquecimento, gás e água (+5,3 por cento), seguido do sector manufatureiro (+4 por cento) e da indústria mineira (+3,8 por cento). Entre os sectores industriais, a produção de equipamentos informáticos, de comunicações e outros equipamentos electrónicos cresceu 15,6 por cento em termos homólogos, à frente da indústria automóvel (+9,2 por cento) e da produção de material ferroviário, naval, aeroespacial e outros equipamentos de transporte (+8,2 por cento). A produção de circuitos integrados aumentou 22,1 por cento em termos homólogos e a de robots industriais 15,1 por cento, enquanto a de veículos de energias renováveis avançou 3,8 por cento, para 1,29 milhões de unidades. Como é habitual, os números revelaram um contraste marcado entre a evolução positiva do investimento em infraestruturas (+4,3 por cento) e na manufactura (+1,2 por cento) e o destinado à promoção imobiliária, que caiu 13,7 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaChina vai adquirir 17 mil milhões de dólares por ano de produtos agrícolas aos EUA A Casa Branca anunciou domingo que a China vai gastar pelo menos 17 mil milhões de dólares anuais em produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, 2027 e 2028. Em comunicado, a administração norte-americana indica tratar-se de um resultado das reuniões realizadas nos últimos dias entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo dos EUA, Donald Trump, adiantando que os vários acordos que assinaram “vão melhorar a estabilidade e a confiança para as empresas e os consumidores de todo o mundo”. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o país reduziu as suas exportações agrícolas para a China em 65,7por cento em 2025, após a imposição de tarifas recíprocas. Além de produtos agrícolas, Pequim comprometeu-se ainda a comprar 200 aviões Boeing para companhias aéreas chinesas. Este lote de aeronaves promoverá a criação de “empregos bem remunerados e altamente qualificados no sector da indústria transformadora dos EUA” e permitirá aos cidadãos chineses viajar “em aviões fabricados nos Estados Unidos”, refere o comunicado. Outros compromissos Além disso, após as reuniões, a China renovou as licenças expiradas de mais de 400 matadouros nos Estados Unidos e retomou as importações de aves de capoeira de estados norte-americanos livres de gripe aviária “altamente patogénica”, segundo a agência noticiosa espanhola EFE. Os dois países decidiram ainda criar duas novas instituições para optimizar a sua relação económica: “a Junta Comercial, para gerir o comércio bilateral de bens não sensíveis, e a Junta de Investimentos, que proporcionará um fórum intergovernamental para discutir questões relacionadas com o investimento”. Concordaram igualmente que o Irão “não pode ter armas nucleares”, tendo defendido a reabertura do Estreito de Ormuz e reafirmado o seu objectivo comum de desnuclearizar a Coreia do Norte, sublinhou a Casa Branca. Trump vai receber Xi em Washington este Outono e os países apoiar-se-ão mutuamente como anfitriões das cimeiras do G20 (fórum de cooperação económica entre as principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo) e da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que se realizarão ainda este ano.
Hoje Macau China / Ásia MancheteGuangxi | Sismo de magnitude 5,2 faz dois mortos e um ferido Um sismo de magnitude 5,2 na escala de Richter atingiu ontem o sul da China, causando dois mortos e um ferido, e obrigando à retirada de sete mil pessoas, informou a imprensa estatal. O abalo foi sentido em várias cidades de Guangxi, como Liuzhou, Guilin e a capital regional, Nanning, chegando mesmo até Hong Kong a 500 quilómetros de distância. O epicentro do abalo ocorreu na província de Guangxi, às 00:21 locais, a uma profundidade de oito quilómetros, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China. A agência de notícias oficial chinesa Xinhua avançou inicialmente duas mortes e uma pessoa desaparecida no condado de Liunan, que faz parte da cidade de Liuzhou. A emissora estatal CCTV indicou posteriormente que as equipas de resgate localizaram a última pessoa presa nos escombros na área afectada da comunidade de Taiyangcun, às 11:10. De acordo com a estação, o sobrevivente foi resgatado em condição estável e levado para um hospital para tratamento. O tremor foi sentido em várias cidades de Guangxi, incluindo Liuzhou, Guilin e a capital regional, Nanning, segundo os meios de comunicação estatais. O abalo também foi sentido em Hong Kong, a 500 quilómetros de distância, referiu a agência meteorológica do território semiautónomo. Protocolos e réplicas O Centro de Resposta e Socorro ao Terramoto de Liuzhou activou um protocolo de emergência após o sismo e coordenou os serviços de emergência, bombeiros e agentes de segurança pública para os esforços de busca, resgate e evacuação da população afectada. As autoridades começaram também a inspeccionar casas, sistemas de abastecimento de água e eletricidade, estradas principais, pontes, minas e áreas com risco de desastres geológicos. Num balanço anterior, o chefe da polícia local afirmou que, até às 04:00, o sismo tinha provocado o desabamento de 13 casas e quatro pessoas foram levadas para o hospital, todas fora de perigo. As autoridades acrescentaram na altura que mais de sete mil residentes tinham sido retirados e que as comunicações, a electricidade, o abastecimento de água, o gás e as estradas na área afectada estavam a funcionar normalmente. Além do sismo principal, foram registados vários tremores secundários de menor intensidade. As autoridades reportaram cinco abalos de magnitudes entre 2,2 e 3,2 na escala de Richter antes e depois do tremor principal. O Centro de Redes Sismológicas da China registou um tremor secundário de magnitude 3,3 às 07:41, em Liunan, a uma profundidade de 10 quilómetros.
Hoje Macau China / ÁsiaAdministração Trump “não gosta claramente” da UE A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou ontem que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, “não gosta” claramente da União Europeia (UE), pois receia que os 27 Estados-membros em conjunto possam tornar-se uma potência equivalente. “Claramente não gostam da UE”, declarou Kaja Kallas, alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, numa entrevista realizada no âmbito da Conferência Lennart Meri sobre política externa e segurança, que decorre este fim de semana em Talin, capital da Estónia. Kallas comparou esta atitude à da Rússia e da China. “É porque, se nos mantivermos unidos e actuarmos em conjunto, então somos potências equivalentes, somos fortes”, afirmou, advertindo que estas potências “querem desmantelar” o bloco comunitário. Neste contexto, disse estar “muito preocupada” com a resposta de alguns países da UE, que transmitem a Washington a mensagem de que a relação é boa. “Se não gostam da UE, falem connosco [individualmente]”, permitindo assim que a estratégia de divisão dos Estados Unidos produza efeitos. Outros temores Por outro lado, a chefe da diplomacia europeia manifestou também preocupação com a tendência revelada pelas sondagens, segundo as quais a percepção pública europeia se torna cada vez mais crítica em relação a Washington, ao ponto de apenas 14 por cento considerarem os Estados Unidos um aliado. “Não nos devemos deixar levar por isso, precisamos uns dos outros. As nossas economias estão interligadas e a nossa segurança também”, sublinhou. Kallas criticou também a posição norte-americana no âmbito das negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, estagnadas há vários meses, considerando que esta passou por “pressionar a Ucrânia a ceder territórios que nem sequer perdeu militarmente”. Guerra de sexos De forma geral, acrescentou a alta representante, a estratégia de Trump – usada também em outras regiões do mundo – consiste em “fazer chocar as cabeças” dos rivais e impor-lhes a paz, mas, argumentou, “um conflito não termina sem aceitação social”. Kallas considerou que, nesse sentido, é necessário lidar com as raízes do problema e garantir que exista justiça pois, caso contrário, uma parte da população “procurará vingança e o ciclo continuará”. “Aliás, há também estudos que mostram que, quando as mulheres participam nas negociações, os acordos de paz são mais duradouros. E… a imagem que vimos das conversações entre os Estados Unidos e a China… havia muita masculinidade na sala, não era?”, comentou. Quanto à estratégia adequada perante a guerra na Ucrânia, a alta representante insistiu na necessidade de se “continuar a pressionar a Rússia”, para que Moscovo perceba que a táctica de recorrer aos Estados Unidos para alcançar os objectivos não funcionou e que tenha de se sentar verdadeiramente à mesa das negociações com Kiev e com os europeus.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Putin na China a partir de amanhã O Presidente russo, Vladimir Putin, vai realizar uma visita à China amanhã e quarta-feira para reforçar a “parceria” e “cooperação” entre os dois países, anunciou sábado o Kremlin em comunicado. Durante a visita, que ocorrerá poucos dias após a do Presidente americano, Donald Trump, o líder russo discutirá com seu homólogo chinês, Xi Jinping, formas de “fortalecer ainda mais a parceria abrangente e a cooperação estratégica” entre a Rússia e a China, lê-se no documento. Segundo detalha, Putin e Xi “vão trocar opiniões sobre questões internacionais e regionais importantes” e assinar uma declaração conjunta no final das conversações. No âmbito da visita, está previsto um encontro com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para discutir a cooperação económica e comercial entre Moscovo e Pequim, acrescenta. Esta viagem do líder do Kremlin acontece numa altura em que os esforços diplomáticos, liderados por Washington, para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia estão paralisados, em grande parte devido à guerra no Médio Oriente. Uma breve trégua intermediada por Donald Trump permitiu uma pausa na campanha de bombardeamentos maciços longe das linhas da frente, mas os ataques foram retomados assim que expirou, na noite de segunda-feira. Parceiro económico fundamental da Rússia, a China é o maior comprador mundial de combustíveis fósseis russos, incluindo produtos petrolíferos.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | China e EUA acordam aprofundar cooperação comercial Após o encontro entre Xi e Trump em Pequim, os dois países comprometeram-se a dar seguimento aos acordos comercias já existentes e a criar novos canais para estimular o investimento bilateral A China e os Estados Unidos acordaram continuar a implementar os acordos comerciais existentes e criar novos conselhos bilaterais de comércio e investimento, anunciou sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi. Após a cimeira entre os presidentes chinês e norte-americano, Xi Jinping e Donald Trump, em Pequim, e segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, as delegações dos dois países alcançaram “resultados positivos no geral”, incluindo o compromisso de continuar a aplicar “todos os acordos assinados durante as consultas anteriores”. As duas potências decidiram ainda estabelecer um conselho de comércio e um conselho de investimento, numa tentativa de aprofundar os mecanismos de diálogo económico bilateral. A diplomacia chinesa informou também que Pequim e Washington concordaram em abordar “as preocupações mútuas relativas ao acesso aos mercados agrícolas” e promover o crescimento do comércio bilateral através de “reduções tarifárias recíprocas”. A cimeira de dois dias terminou sexta-feira com a partida de Trump de Pequim, após uma visita marcada por sinais de aproximação diplomática, mas sem avanços significativos nas principais divergências geopolíticas entre os dois países, incluindo a crise no Médio Oriente e a questão de Taiwan. Trump classificou os entendimentos económicos alcançados como “fantásticos”, embora não tenham sido anunciados acordos concretos de grande dimensão nem detalhadas novas promessas de investimento chinês nos Estados Unidos. O Presidente norte-americano viajou acompanhado de uma ampla delegação de empresários e dirigentes económicos, numa deslocação em que Washington procurava obter compromissos comerciais tangíveis, nomeadamente nos sectores agrícola e industrial. Sem progressos Até várias horas após a partida de Trump, não tinham sido divulgados novos acordos específicos. Vários analistas consideravam pouco provável que o encontro produzisse progressos substanciais nas questões mais sensíveis, mas acrescentavam que Trump necessitava de regressar aos Estados Unidos com sinais de estabilidade económica, numa altura em que enfrenta inflação persistente, a crise no Médio Oriente e a aproximação das eleições intercalares. Pequim anunciou ainda que Xi Jinping realizará uma visita de Estado aos Estados Unidos no próximo Outono, a convite de Trump, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. Compras no pacote A China anunciou um compromisso de princípio com os Estados Unidos para reduzir as tarifas alfandegárias sobre produtos de igual importância para ambos os lados e confirmou também a compra de aviões norte-americanos. As duas maiores economias do mundo concordaram em reduzir as barreiras não tarifárias sobre determinados produtos agrícolas, incluindo o marisco e os produtos lácteos chineses, bem como a carne de bovino e de aves norte-americanas, além de expandir o comércio agrícola bilateral através de reduções tarifárias mútuas numa gama definida de produtos. O Ministério do Comércio chinês confirmou ainda um acordo referente à compra de aviões norte-americanos e à garantia de Washington de fornecimento de motores e componentes aeronáuticos à China. Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o líder chinês Xi Jinping prometeu a compra de 200 aviões Boeing, número inferior às encomendas de 500 aparelhos 737 MAX e cerca de uma centena de modelos de longo curso (787 Dreamliner e 777) referidas pela imprensa nos últimos meses.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Wang Yi diz que EUA compreendem posição chinesa e pede “acções concretas” O chefe da diplomacia da China, Wang Yi, declarou que os Estados Unidos (EUA) compreendem a posição de Pequim e rejeitam a independência de Taiwan, e pediu a Washington “medidas concretas” para garantir a paz. Após a partida do Presidente norte-americano, Donald Trump, que esteve menos de 48 horas em Pequim, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês reiterou na sexta-feira que a questão de Taiwan é “a questão mais importante nas relações China-EUA”. “Manter a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan é o maior denominador comum para ambos os lados. O pré-requisito para isso é nunca apoiar ou tolerar a ‘independência de Taiwan’”, afirmou Wang, em declarações à imprensa. O ministro indicou que, durante o encontro com o líder chinês Xi Jinping, ficou claro que os Estados Unidos compreendem a posição da China e valorizam as preocupações chinesas. Horas antes, Donald Trump referiu que não está a incentivar Taiwan a procurar a independência da China e garantiu que não deseja uma guerra com Pequim por causa deste tema. “Não quero que ninguém se torne independente. E sabe que mais? Será que vamos viajar 15.300 quilómetros para travar uma guerra? Não quero isso”, sublinhou o republicano em entrevista à emissora norte-americana Fox News. Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, Xi Jinping terá avisado Trump de que a “má gestão” da questão pode levar a China e os Estados Unidos a um confronto ou mesmo a um ataque. Donald Trump confirmou na sexta-feira ter discutido com Xi Jinping a eventual venda de armas norte-americanas a Taiwan, mas afastou a possibilidade de um conflito iminente. O chefe de Estado norte-americano afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre a venda de armamento a Taiwan, uma medida fortemente criticada por Pequim, acrescentando que deverá decidir “em breve”.
Hoje Macau China / ÁsiaAgência Europeia e Academia Chinesa das Ciências lançam satélite SMILE Com o satélite SMILE da Agência Espacial Europeia (ESA), cujo lançamento está previsto para terça-feira, será possível observar pela primeira vez o confronto entre os ventos solares e o escudo magnético da Terra. SMILE – sigla de Solar wind Magnetosphere Ionosphere Link Explorer – é uma missão preparada e desenvolvida em colaboração com a Academia Chinesa das Ciências (ACS). Na terça-feira, às 05:52 de Paris, o satélite partirá do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do Vega-C, o lançador ligeiro da ESA. Inicialmente previsto para 09 de Abril, o lançamento foi adiado por razões técnicas. “O que queremos estudar com o SMILE é a relação entre a Terra e o Sol”, explica Philippe Escoubet, cientista do projeccto na ESA. Os ventos solares têm origem nas ejecções de massa coronal (CME, na sigla em inglês) que ocorrem à superfície do Sol. Estas ejecções de plasma provocam fluxos de partículas que se propagam até à Terra a velocidades que podem atingir os dois milhões de quilómetros por hora. Ao entrarem em contacto com o campo magnético do planeta, que funciona como um escudo, estes fluxos são em grande parte desviados. Porém, quando os ventos são intensos, partículas carregadas penetram na atmosfera terrestre e interagem com as partículas atmosféricas, dando origem ao conhecido fenómeno das auroras boreais. Ao detectar a radiação X emitida quando as partículas carregadas do vento solar interagem com partículas neutras da alta atmosfera terrestre, os investigadores poderão estudar pela primeira vez, a partir do espaço, o escudo protector da Terra. Graças ao SMILE, os investigadores poderão observar este fenómeno em dois locais privilegiados: a magnetopausa, isto é, a região onde o escudo do campo magnético desvia os ventos solares, e também os cornetos polares, acima dos polos, onde são visíveis os fotões de raios X, explica Dimitra Koutroumpa, investigadora do LATMOS, o laboratório Atmosphères Observations Spatiales do CNRS. Quando estes ventos são particularmente fortes, podem provocar tempestades solares e representar um perigo para os satélites e outros equipamentos em órbita, como a Estação Espacial Internacional (ISS). Também afetam os sistemas de telecomunicações. Desafios vitais Melhorar os modelos que regem esta meteorologia espacial constitui, por isso, um desafio crucial em matéria de segurança para estas infraestruturas, bem como um objectivo científico de grande relevância. Na terça-feira, o satélite será inicialmente colocado a 700 quilómetros de altitude antes de prosseguir, pelos seus próprios meios, a viagem até alcançar uma órbita elíptica em torno da Terra. Desta forma, sobrevoará o polo Sul a apenas 5.000 quilómetros de altitude – para poder transmitir os dados recolhidos para a base O’Higgins, na Antártida – mas atingirá os 121.000 quilómetros acima do polo Norte, obtendo assim uma visão global. Esta órbita elíptica permitirá aos investigadores observar “regiões importantes do espaço próximo da Terra durante mais de 40 horas consecutivas”, refere a ESA. O satélite transporta quatro instrumentos: um dispositivo de imagiologia de raios X (fabricado em Leicester, no Reino Unido), bem como um dispositivo de imagiologia UV, um analisador de iões e um magnetómetro, desenvolvidos pela Academia Chinesa das Ciências. Todos os dados serão partilhados e disponibilizados tanto aos investigadores da ESA como aos da Academia Chinesa das Ciências. O SMILE terá capacidade para recolher os primeiros dados apenas uma hora após entrar em órbita. Está previsto que opere durante três anos e meio, período renovável uma vez.
Hoje Macau China / ÁsiaCuba | Marco Rubio defende mudança dos dirigentes O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu ontem a mudança dos dirigentes cubanos, após a diplomacia dos Estados Unidos da América ter renovado na quarta-feira uma oferta de ajuda de 100 milhões de dólares. O arquipélago de Cuba, localizado a 150 quilómetros da costa da Florida, enfrenta uma grave crise económica, agravada pela escassez de energia, que deixou novamente 65 por cento do país às escuras na terça-feira. Os líderes cubanos culpam as sanções americanas, mas Rubio, de ascendência cubana e crítico do regime comunista cubano, considera que o verdadeiro problema reside no próprio sistema político do país caribenho. “É uma economia arruinada e disfuncional e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente”, disse o chefe da diplomacia dos EUA, que acompanha o presidente norte-americano, Donald Trump, na visita à China. Para Rubio é impossível “mudar a trajectória de Cuba enquanto aquelas pessoas estiverem no poder.” Na semana passada, após uma visita ao Vaticano, o secretário de Estado norte-americano tinha afirmado que Cuba recusou a oferta de ajuda dos EUA, declaração negada por fontes diplomáticas de Havana. Cuba acusou os EUA de serem responsáveis pela situação da rede eléctrica da ilha. As trocas de argumentos intensificaram-se nas últimas semanas entre os dois países, embora estejam em curso negociações e tenha havido uma reunião diplomática de alto nível em 10 de Abril.