Encontro | Trump convida Xi a visitar Casa Branca a 24 de Setembro

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou ontem o homólogo chinês, Xi Jiping, a visitar a Casa Branca a 24 de Setembro, após considerar “extremamente positivas e produtivas” as discussões entre ambos em Pequim.

“Tenho a honra de o convidar e à senhora Peng para nos visitarem na Casa Branca a 24 de Setembro”, disse Trump, ao dirigir-se a Xi e à sua mulher, Peng Liyuan, durante o discurso no banquete de Estado realizado em Pequim, no âmbito da visita oficial do líder norte-americano à China.

Na sua intervenção, Trump descreveu as conversações que manteve com Xi Jinping antes como “extremamente positivas e produtivas”, no primeiro dia da cimeira bilateral. “Mais cedo hoje, tivemos conversas e reuniões extremamente positivas e produtivas com a delegação chinesa”, disse.

O líder republicano descreveu a relação entre os Estados Unidos e a China como “uma das mais importantes da história” e definiu-a como “muito especial”, brindando à “prosperidade” de ambos os países e a um futuro “promissor” para as relações bilaterais.

Trump também analisou diferentes episódios históricos para sublinhar os laços entre as duas nações e assegurou que a relação entre os dois povos foi construída sobre “250 anos de comércio e respeito mútuo”.

O Presidente norte-americano evocou referências históricas que vão desde a publicação de textos de Confúcio por Benjamin Franklin até à participação dos trabalhadores chineses na construção da ferrovia dos Estados Unidos ou ao apoio de Theodore Roosevelt à criação da Universidade Tsinghua, alma mater de Xi.

“Americanos e chineses partilham muitas coisas em comum. Valorizamos o trabalho árduo, a coragem e as conquistas. Amamos as nossas famílias e os nossos países”, disse Trump. “Temos a oportunidade de construir sobre esses valores para criar um futuro de maior prosperidade, cooperação, felicidade e paz para as nossas crianças”, acrescentou.

15 Mai 2026

Teerão autoriza passagem de navios chineses no estreito de Ormuz

As forças navais do Irão autorizaram desde quarta-feira a passagem de vários navios chineses pelo estreito de Ormuz, anunciou a agência noticiosa iraniana Tasnim. “Na sequência de uma decisão da República Islâmica, vários navios chineses foram autorizados a atravessar o estreito de Ormuz no âmbito de protocolos de trânsito geridos pelo Irão”, informou a Tasnim, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A agência iraniana Fars divulgou com informações semelhantes, enquanto a televisão estatal do Irão referiu que “mais de 30 navios” receberam autorização para cruzar o estreito, sem especificar se pertencem exclusivamente à China.

A República Popular da China é o principal país importador do petróleo iraniano. As notícias foram divulgadas no dia em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou encontros em Pequim com o homólogo chinês, Xi Jinping, no âmbito de uma visita oficial que está a realizar à China.

Os dois líderes falaram esta quarta-feira sobre a situação no estreito de Ormuz, de acordo com a Casa Branca, a presidência norte-americana. Trump exige ao Irão o fim do bloqueio do estreito de Ormuz como uma das condições para cessar a guerra contra o regime da República Islâmica.

O Irão bloqueou o estreito por onde passa habitualmente 20% do comércio internacional de produtos petrolíferos em reação à ofensiva militar de que é alvo desde 28 de fevereiro por parte dos Estados Unidos e Israel.

O bloqueio iraniano à única ligação do golfo Pérsico com o mar aberto tem perturbado os mercados globais e conferido a Teerão uma vantagem estratégica, segundo a AFP. Os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos navios e portos iranianos, apesar de estar em vigor um cessar-fogo desde 08 de abril.

A trégua foi mediada pelo Paquistão para permitir negociações entre Teerão e Washington, que foram infrutíferas até agora. A guerra causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, e afeta quase todos os países da região.

15 Mai 2026

Cimeira | Revitalização da China é compatível com movimento MAGA

O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou ontem que as aspirações da “grande revitalização” da China são compatíveis com as de “tornar a América grande novamente”, como é conhecido o movimento MAGA (“Make America Great Again”) promovido por Donald Trump.

Na abertura do banquete de Estado durante a visita oficial do Presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim, Xi traçou paralelos entre o plano para os próximos 15 anos, de “avançar a modernização da China através de um desenvolvimento de alta qualidade”, e a celebração dos 250 anos de independência dos Estados Unidos e o espírito de “patriotismo, inovação e pioneirismo” que representa.

“Alcançar o rejuvenescimento da nação chinesa e tornar a América grande novamente pode avançar plenamente em paralelo, reforçar-se mutuamente e beneficiar o mundo”, defendeu.

Mais tarde, Trump brindou à “prosperidade da China e dos Estados Unidos” e a um futuro “promissor” para as relações amistosas entre os dois países, enquanto Xi afirmou que ambos acreditam manter a “relação bilateral mais importante do mundo”. “Temos de garantir que funciona e nunca se estraga”, disse Xi, no final do primeiro dia de visita oficial de Trump.

O jantar de gala realiza-se num salão do Grande Palácio do Povo e entre os participantes encontram-se altos funcionários de ambos os países, bem como empresários de grandes empresas chinesas e norte-americanas.

Trump enfatizou o “laço de respeito” entre os dois países, que pode ser rastreado até à origem dos Estados Unidos, e afirmou que é “uma das relações mais transcendentais da história” e que definiu como “especial”.

“Ambos valorizamos o trabalho árduo, o valor, a coragem e a conquista”, disse Trump, acrescentando: “Ambos temos a oportunidade de nutrir esses valores para criar um futuro de grande prosperidade, cooperação e felicidade”. A visita de Trump prossegue esta sexta-feira com um almoço de trabalho.

15 Mai 2026

Cimeira Xi-Trump | Analista destaca a tentativa de evitar a escalada de conflitos

O HM convidou o analista e especialista em assuntos da China, Jorge Tavares da Silva, a comentar a visita de Donald Trump à China. O professor da Universidade da Beira Interior entende que, nestes dias, “a China vai aproveitar a oportunidade de diálogo para cooperar, estudar a posição norte-americana e defender o seu próprio posicionamento”, sendo que esta cimeira é como as “conversas de um casal em fase de divórcio, mas que ainda precisa de falar”. Serve, sobretudo, “para acertar posições e, sobretudo, evitar a escalada de um conflito entre os dois lados”, adiantou.

“Em cima da mesa estão temas como ajustamentos no domínio comercial, o acesso a terras raras e a venda de semicondutores avançados, bem como a eventual criação de um ‘conselho do comércio’ e a redução — ou pelo menos não aumento — de algumas tarifas. Os dois países procuram, acima de tudo, gerir a tensão sem a agravar, num equilíbrio cada vez mais frágil entre competição e interdependência”, considerou Jorge Tavares da Silva.

Neste contexto, Trump “poderá precisar de apresentar algum resultado com impacto interno, capaz de atenuar a onda de descontentamento e reforçar a sua posição política doméstica”, defendeu.

Agenda Médio Oriente

Entretanto, e relativamente ao conflito no Médio Oriente, que tem gerado uma crise energética mundial e tensões no Estreito de Ormuz, “não se espera nada de substancial”. Na visão de Jorge Tavares da Silva, “parte do envolvimento dos Estados Unidos no Médio Oriente pode trazer vantagens para a China”.

“Os Estados Unidos reduzem o seu envolvimento e atenção no espaço asiático, o que é favorável a Pequim. A posição chinesa deverá manter-se na sua linha habitual: defesa da paz, apelo ao fim das hostilidades e ao entendimento entre as partes, ao mesmo tempo que mantém um apoio informal ao Irão enquanto parceiro estratégico”, disse ainda.

Na mesma altura da visita de Trump à China foi lançado o relatório “Achievements, Opportunities, and Prospects of China-Arab Cooperation in the New Era” [Conquistas, oportunidades e perspectivas da cooperação entre a China e os países árabes na nova era], por parte do Xinhua Institute, um “think-tank” ligado à agência Xinhua.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira a propósito deste documento, lê-se como o país pretende “construir uma comunidade China-Árabe com um futuro partilhado na nova era promovendo a cooperação em vários domínios”, isto desde que se realizou, em 2022, a primeira Cimeira China-Estados Árabes.

Tendo em conta o actual desenvolvimento tecnológico, a China diz estar “a trabalhar activamente com os Estados árabes para promover projectos de cooperação emblemáticos em áreas relacionadas com a inovação”, lê-se no relatório.

Fragilidades e cedências

Tendo em conta outro tópico da agenda desta cimeira – a questão de Taiwan – Jorge Tavares da Silva adiantou que face à “posição relativamente fragilizada de Donald Trump nesta deslocação, em parte devido ao seu envolvimento no conflito no Irão”, poderão ocorrer “margens de cedência à China em algumas matérias”.

Uma das áreas onde pode haver cedências será “a questão da venda de armamento a Taiwan, caso seja possível obter contrapartidas noutros domínios, como o acesso a terras raras, um eventual recuo ou abandono do programa nuclear iraniano, ou o aumento das compras de produtos norte-americanos”.

“Trata-se, no entanto, de um quadro marcado por elevada imprevisibilidade na postura dos Estados Unidos, o que impede excluir, à partida, possíveis ajustamentos na abordagem à questão de Taiwan”, concluiu o analista.

15 Mai 2026

Ásia | ONU critica Pyongyang por investir em armas em vez de serviços sociais

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos criticou ontem a Coreia do Norte por dar prioridade ao investimento militar em detrimento dos serviços sociais necessários no país, durante uma visita oficial à Coreia do Sul.

“Estou particularmente preocupado com a extrema prioridade atribuída aos investimentos em segurança e defesa, em prejuízo dos serviços sociais e do desenvolvimento sustentável que são desesperadamente necessários” na Coreia do Norte, afirmou Volker Turk aos jornalistas, em declarações divulgadas pelo seu gabinete.

O alto-comissário considerou que o país, que classificou como hermético, vive uma situação de “crise de direitos humanos” e afirmou que o seu gabinete documentou abusos que poderão constituir “crimes contra a humanidade”.

“É evidente que tem de haver responsabilização sob todas as formas, incluindo não judiciais, pelas graves violações que assolaram a República Popular Democrática da Coreia [designação oficial da Coreia do Norte] durante décadas”, declarou o alto-comissário. Ainda assim, Turk incentivou à procura de vias de contacto com as autoridades norte-coreanas sempre que possível, com o objectivo de criar espaços de diálogo e promover a confiança.

Nesse sentido, saudou a notícia de que a equipa de futebol norte-coreana Naegohyang FC vai disputar, em 20 de Maio, na Coreia do Sul, a fase final da Liga dos Campeões Feminina da Confederação Asiática de Futebol (AFC), defrontando nas meias-finais uma equipa sul-coreana, após oito anos sem visitas desportivas de Pyongyang ao país vizinho.

“São necessárias medidas urgentes para encontrar formas de trocar cartas, retomar os contactos e os reencontros familiares, e divulgar informações que permitam esclarecer o paradeiro e o destino das pessoas desaparecidas e sequestradas”, sublinhou o alto-comissário. Turk chegou terça-feira à Coreia do Sul para uma visita de três dias.

14 Mai 2026

Japão | Softbank quadruplica lucro para 27.045 ME

O grupo japonês Softbank quadruplicou o lucro líquido, atingindo 5.002 mil milhões de ienes (cerca de 27,045 mil milhões de euros), no exercício fiscal de 2025, encerrado em Março passado, anunciou ontem o grupo.

O Softbank, que tem apostado fortemente na Inteligência Artificial (IA), registou 7,3 biliões de ienes (cerca de 39.463 milhões de euros) em ganhos de investimentos durante o último exercício, que decorreu de Abril de 2025 a 31 de Março, de acordo com o relatório financeiro do grupo.

O resultado operacional líquido (EBIT) da empresa foi de 6,1 biliões de ienes (cerca de 32.990 milhões de euros), o que representa um aumento de 259,9 por cento. O volume de negócios do conglomerado aumentou 7,7 por cento em relação ao ano anterior, atingindo 7,8 biliões de ienes (cerca de 41.650 milhões de euros).

O aumento dos lucros em 334 por cento é justificado pelo grupo principalmente com os investimentos multimilionários na OpenAI, a criadora do ChatGPT, que ascenderam a 6,7 biliões de ienes (cerca de 36.220 milhões de euros).

A SoftBank, cuja participação na OpenAI estaria avaliada em cerca de 55.000 milhões de dólares, tem centrado os seus investimentos em indústrias de inteligência artificial, como o sector dos semicondutores e os centros de dados.

14 Mai 2026

Laboratório China-Portugal com impacto na saúde pública global

Uma investigadora do Laboratório Conjunto China-Portugal para Inteligência Artificial e Tecnologias da Saúde Pública disse ontem à Lusa que o projecto está a ter “impacto directo na saúde pública global”, com várias inovações de combate a epidemias.

“Este laboratório é a prova de que a ciência pode ser um elo de ligação entre culturas e sistemas de saúde distintos,” afirmou à Lusa Lara Lopes, também directora clínica do Hospital de Medicina Chinesa em Portugal.

Segundo a investigadora, o objectivo é desenvolver “soluções práticas, acessíveis e eficazes para responder às necessidades reais das comunidades lusófonas”, através de “tecnologias simples, de baixo custo e com capacidade de resposta rápida, desenhadas para contextos onde os recursos são limitados, mas a urgência é elevada”.

Criado em Dezembro de 2024, o laboratório resultou de uma parceria entre o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Investigação e Desenvolvimento, a Universidade de Medicina de Guangzhou, o Laboratório Nacional de Guangzhou e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. O laboratório opera em regime de co-gestão, com equipas em Lisboa, Porto, Coimbra, e nas cidades chinesas de Macau, Cantão e Chengdu.

A missão é integrar dados multimodais, desenvolver tecnologias de previsão epidemiológica e diagnóstico de precisão, além de construir uma plataforma inteligente para a prevenção e controlo de epidemias relevantes para os países de língua portuguesa.

Segundo comunicados anteriores, trata-se do único laboratório do género a ligar instituições de investigação da China com um país da Europa ocidental.

A directora do laboratório indicou à Lusa que o projecto já desenvolveu uma linha de produtos de saúde pública classificados como soluções de baixo custo e operação simplificada, destinadas sobretudo ao Brasil e aos países lusófonos em África.

“O laboratório está a introduzir esta linha também na própria China, numa rara inversão do fluxo tecnológico habitual”, destacou, sublinhando que a decisão reconhece Portugal como uma porta de entrada da China para a Europa e para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Referências mundiais

A investigadora destacou a tradução para português de um manual clínico do Oitavo Hospital Popular da Dengue de Guangzhou, e que apresenta “uma taxa de sucesso de 98 por cento em casos graves, integrando diagnósticos de medicina chinesa e ocidental”.

“A experiência clínica do Hospital (…) é, em volume e em resultados, a referência mundial em dengue. Receber este protocolo em português, formar os nossos clínicos e construir a partir daí um circuito de gestão integrada para Portugal e países lusófonos é um ganho concreto de saúde pública”, indicou Lopes.

O protocolo, que integra medicina convencional e tradicional chinesa, foi traduzido para português e está a ser distribuído a profissionais de saúde em Portugal, nos seis Estados-membros da CPLP em África e junto da comunidade clínica brasileira.

O laboratório desenvolveu também um sistema de testes modular descrito como um “laboratório numa mala” recarregável via USB, e desenvolvido especificamente para deteção de vírus (Gripe, covid-19, Nipah) em países lusófonos com infraestruturas limitadas.

Outras descobertas incluem um “repelente fitoaromático puro, sem químicos sintéticos e já em distribuição internacional”, uma máquina integrada de previsão epidemiológica, capaz de prever surtos em tempo real com base em dados multimodais, e um robot de triagem para doentes febris.

14 Mai 2026

China e Estados Unidos iniciam discussões comerciais na Coreia do Sul

Delegações chinesa e norte-americana iniciaram ontem discussões económicas e comerciais na Coreia do Sul, antes da chegada do Presidente norte-americano Donald Trump à China, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

As conversações decorreram no aeroporto de Incheon, perto de Seul, segundo a mesma fonte, e antecederam os encontros entre os líderes dos dois países, agendados para quinta e sexta-feira em Pequim.

A presença do vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e do secretário norte-americano do Tesouro Scott Bessent foi confirmada na Coreia do Sul. As relações comerciais deverão dominar as reuniões em Pequim entre os dirigentes das duas maiores economias mundiais.

Em 2025, Estados Unidos e China envolveram-se numa intensa guerra comercial com repercussões globais, marcada pela imposição de tarifas alfandegárias elevadas e múltiplas restrições, após o regresso de Trump à Casa Branca. Trump e o homólogo chinês Xi Jinping concluíram em Outubro uma trégua temporária, cujos desenvolvimentos deverão estar em destaque nas próximas discussões.

Comércio em foco

Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente. O comércio deverá dominar as discussões, com a delegação norte-americana a procurar acordos que beneficiem sectores como a aeronáutica, a energia e a agricultura.

Vários analistas apontaram igualmente para a possibilidade de criação de um comité bilateral de comércio, destinado a facilitar trocas em áreas consideradas não sensíveis, como a electrónica de consumo. O domínio da China na produção de terras raras, essenciais para indústrias tecnológicas e de defesa, deverá ser um dos pontos mais sensíveis das negociações.

Estes recursos são fundamentais para cadeias de abastecimento globais, desde a electrónica de consumo até aos sistemas militares avançados.

14 Mai 2026

Governo da China saúda visita do Presidente Donald Trump ao país

Donald Trump chegou ontem à noite a Pequim para uma visita oficial de três dias. Hoje encontra-se com Xi Jinping

A China saudou ontem a visita do Presidente norte-americano, Donald Trump, que chegou ontem ao país asiático para uma visita oficial, desejando reforçar a cooperação para injectar “mais estabilidade” nas relações internacionais. “A China saúda a visita de Estado do Presidente Trump”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.

A China está pronta para trabalhar com os Estados Unidos para “expandir a cooperação e gerir as diferenças, trazendo assim mais estabilidade e certeza a um mundo assolado pela mudança e turbulência”, afirmou o porta-voz durante uma conferência de imprensa regular.

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), publicou ontem um editorial afirmando que a relação entre a China e os Estados Unidos “não pode voltar ao passado” e pode ter “um futuro melhor”, apresentando a cimeira como uma oportunidade para ambas as potências trazerem “estabilidade” a um mundo “turbulento”.

Trump viaja com um grupo de selectos executivos nortes-americanos, incluindo Elon Musk, da Tesla; Tim Cook, da Apple; Larry Fink, da BlackRock; Kelly Ortberg, da Boeing; e executivos de empresas como a Mastercard, Visa, Goldman Sachs e Meta. O encontro dos dois líderes foi precedido pelas negociações económicas e comerciais que o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, realizaram ontem em Seul.

No entanto, o editorial do Diário do Povo enquadrou o encontro como parte de uma diplomacia entre líderes que funciona como “âncora” para a relação, argumentando que cada novo encontro entre Xi e Trump pode ajudar a garantir que os laços “não se desviem do rumo e não percam o ímpeto”, ao mesmo tempo que alertou que Taiwan é “a linha vermelha” nas relações bilaterais.

Segurança reforçada

Pequim amanheceu ontem com sinais visíveis da visita de Trump: bandeiras chinesas e norte-americanas hasteadas ao longo da estrada para o aeroporto, uma presença reforçada de segurança em vários pontos da capital e postos de controlo em vários locais relacionados com a agenda do Presidente norte-americano.

A segurança foi especialmente reforçada em redor do Hotel Four Seasons, junto à Embaixada dos EUA e onde Trump ficará hospedado, com presença policial nas proximidades, bem como medidas de segurança visíveis em importantes cruzamentos da cidade, onde alguns militares estão em constante vigilância.

A cimeira entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China, na quinta e sexta-feira, em Pequim, visa estabilizar a relação entre as duas maiores potências mundiais, marcada por rivalidades e tensões persistentes.

Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente. O comércio deverá dominar as discussões, com a delegação norte-americana a procurar acordos que beneficiem sectores como a aeronáutica, a energia e a agricultura.

14 Mai 2026

Malásia | 14 desaparecidos após naufrágio de embarcação

As autoridades da Malásia estão à procura de 14 pessoas desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação que alegadamente transportava migrantes indonésios sem documentos, ocorrido na segunda-feira no estado de Perak, no noroeste do país.

“O alerta para o naufrágio, que ocorreu na segunda-feira de manhã, foi dado por um pescador local que avisou as autoridades para a presença de várias vítimas a flutuar no mar”, segundo o diretor da Guarda Costeira de Perak, Mohamad Shukri bin Khotob.

Após o alerta, foi iniciada uma operação de busca e salvamento, com o apoio da Polícia Marítima, da Marinha Real da Malásia e da comunidade piscatória local, para encontrar os desaparecidos da embarcação, que alegadamente transportava 37 “migrantes indonésios em situação irregular”.

Um barco de pesca resgatou 23 pessoas, 16 homens e sete mulheres, todos cidadãos indonésios, enquanto as restantes 14 continuam desaparecidas. As autoridades “vão continuar a intensificar os esforços de busca até que todas as vítimas sejam localizadas”, segundo Shukri.

As investigações preliminares indicam que o grupo partiu no sábado de Kisaran, no norte de Sumatra, na Indonésia, muito perto da costa oeste da Malásia, com destino a cidades malaias como Penang, Terengganu, Selangor e Kuala Lumpur, de acordo com o Quartel-General Marítimo de Perak.

As autoridades recuperaram três malas com roupas que se acredita pertencerem às vítimas e estão a realizar procedimentos de identificação com os sobreviventes do naufrágio. As autoridades malaias indicaram que três tripulantes birmaneses operavam a embarcação. Em novembro passado, 27 pessoas morreram quando um barco que transportava migrantes rohingya, uma minoria muçulmana perseguida em Myanmar, se afundou ao largo da costa da Malásia e da Tailândia.

13 Mai 2026

EUA | China reafirma oposição à venda de armas a Taiwan

A China reafirmou ontem a sua oposição à venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que iria abordar o assunto esta semana durante a sua visita a Pequim.

“A oposição da China à venda de armas dos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan é constante e inequívoca”, disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, durante uma conferência de imprensa regular.

Guo Jiakun afirmou ainda que Pequim “opõe-se firmemente” às sanções unilaterais dos Estados Unidos, “sem fundamento no direito internacional” e não autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU, contra entidades chinesas e de Hong Kong.

O porta-voz referiu que a China “tomará medidas firmes para salvaguardar os direitos e interesses legítimos” das suas empresas e cidadãos, embora não tenha especificado quaisquer medidas de retaliação concretas.

O responsável chinês reiterou ainda que a prioridade em relação à situação no Irão é “fazer todos os esforços para evitar o reinício da guerra” e acusou Washington de tentar “difamar a China” ligando-a “maliciosamente” ao conflito.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na segunda-feira, sanções contra 12 indivíduos e entidades acusados de facilitar a venda e o transporte de petróleo iraniano para a China pela Guarda Revolucionária iraniana. Entre os sancionados estão empresas sediadas em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, segundo Washington.

Estas novas sanções vêm juntar-se a outras medidas adoptadas nos últimos dias por Washington contra empresas chinesas e de Hong Kong acusadas de colaborar com sectores ligados ao petróleo, às armas e às operações militares iranianas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai iniciar amanhã uma visita de Estado à China para se reunir com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, quando há tensões persistentes decorrentes da guerra no Irão e de uma frágil trégua comercial entre as duas potências.

13 Mai 2026

Cooperação | Brasil e China com isenção de vistos para viagens até Dezembro de 2026

O Brasil e a China aprovaram uma isenção recíproca de vistos, que entrou segunda-feira em vigor e é válida ate final do ano, informaram os ministérios das Relações Exteriores e do Turismo do Brasil.

Segundo o comunicado, os dois países “chegaram a entendimento para a isenção recíproca de vistos aos seus cidadãos para viagens de até 30 dias” de duração. A medida tem validade até o dia 31 de Dezembro para viagens entre os dois países com as seguintes finalidades: turismo, negócios, actividades artísticas, culturais, recreativas e desportivas, além de visita a familiares, participação de conferências, congressos ou reuniões.

Com a isenção, informou o Governo brasileiro, o país espera um “incremento significativo no número de turistas chineses”. A iniciativa, refere-se ainda ano comunicado, representa “mais um passo no fortalecimento das relações bilaterais” e deverá contribuir para ampliar os fluxos turísticos e empresariais entre Brasil e China.

Em 2025, o gigante da América do Sul registou um recorde histórico no número de turistas estrangeiros, com a entrada de 9,28 milhões de viajantes estrangeiros no Brasil, informou o Ministério de Relações Exteriores brasileiro.

13 Mai 2026

Irão | Teerão apoia plano chinês de segurança no golfo Pérsico

O Irão aprova plano para garantir a segurança na região apresentado por Xi Jinping

O Irão está disponível para apoiar um plano apresentado pelo Presidente da China, Xi Jinping, para estabilizar a situação no golfo Pérsico, anunciou segunda-feira o embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahmani Fazli.

“A República Islâmica do Irão anunciou a disponibilidade para apoiar o plano de quatro pontos do Presidente da China, com o objectivo de estabelecer uma segurança duradoura e o desenvolvimento partilhado na região”, disse Fazli.

A posição de Teerão foi transmitida na reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países realizada em 06 de Maio, em Pequim, referiu o diplomata nas redes sociais, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Nesse encontro, o ministro Wang Yi disse ao homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão era ilegítima e que a declaração de um cessar-fogo era “necessária e inevitável”. O plano de quatro pontos foi proposto por Xi ao príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, numa reunião em Pequim em meados de Abril.

A proposta de Xi inclui o respeito pela coexistência pacífica, o princípio da soberania nacional, o direito internacional e a coordenação entre desenvolvimento e segurança para criar um ambiente favorável para os países da região.

Rejeições e condenações

O anúncio do diplomata iraniano ocorre logo após Teerão ter enviado uma mensagem a Washington, através de Islamabad, na qual rejeitou a última proposta de paz norte-americana por a considerar “unilateral e irracional”.

A China tem condenado reiteradamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados em 28 de Fevereiro. Pequim também tem defendido o respeito pela soberania dos países do golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos, comerciais e energéticos, que têm sido alvo de represálias iranianas.

O Irão reagiu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados globais, incluindo a China.

Além de milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra no Médio Oriente tem causado instabilidade nos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica mundial.

13 Mai 2026

Irão | Executado estudante acusado de espiar para a Mossad e CIA

O Irão executou um homem por espionagem para os serviços secretos israelitas e norte-americanos, anunciou ontem a justiça iraniana, na mais recente de uma série de execuções desde o início da guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos.

Erfan Shakourzadeh “foi enforcado por colaboração com os serviços de informações dos Estados Unidos e a Mossad”, os serviços secretos externos israelitas, escreveu a Mizan, órgão de comunicação do poder judicial de Israel.

Segundo as organizações não-governamentais Hengaw e Iran Human Rights (IHR), ambas com sede na Noruega, o homem era estudante na prestigiada Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerão. Antes da execução, cuja data não foi avançada, redigiu uma mensagem na qual rejeitou as acusações.

“Não deixem que outra vida inocente desapareça em silêncio e sem atenção pública”, escreveu, citado por aquelas organizações. O estudante de mestrado em engenharia aeroespacial foi “submetido a nove meses de severas torturas físicas e psicológicas em isolamento para extorquir confissões forçadas”, pormenorizou a Hengaw.

Segundo a Mizan, Shakourzadeh foi acusado de transmitir “deliberadamente” informações classificadas à CIA e à Mossad enquanto trabalhava numa “das organizações científicas do país activas no sector espacial”. A República Islâmica é há muito alvo de acusações por parte dos países ocidentais, que suspeitam que utilize o programa espacial para desenvolver capacidades em matéria de mísseis balísticos.

Cada vez pior

As detenções e execuções multiplicaram-se no Irão desde o ataque israelo-norte-americano de 28 de Fevereiro, que desencadeou uma guerra regional.

A IHR contabilizou cerca de 30 desde essa data: cinco execuções por espionagem, 13 por alegadas ligações aos protestos de Janeiro, uma relacionada com a vaga de contestação de 2022 e outras 10 por pertença a grupos de oposição proibidos.

Segundo organizações de defesa dos direitos humanos, entre as quais a Amnistia Internacional (AI), o Irão é o país que mais recorre à pena de morte depois da China. As autoridades executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, um recorde desde 1989, indicaram recentemente as IHR e a organização não-governamental Ensemble Contre la Peine de Mort (ECPM – Juntos Contra a Pena de Morte).

12 Mai 2026

Filipinas | Parlamento envia processo de destituição da vice-presidente

Os parlamentares filipinos aprovaram ontem o envio do processo de destituição contra a vice-presidente das Filipinas, Sara Duterte, para o Senado, que poderá impedi-la de se candidatar à Presidência em 2028.

A filha do antigo Presidente Rodrigo Duterte (2016-2022) é acusada de fraude e corrupção, assim como de ameaças de morte contra o Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, seu antigo aliado, e outros membros da sua família. Os legisladores votaram 255 a 26 a favor da destituição, com nove abstenções.

De acordo com a Constituição filipina, a aprovação do processo de destituição pela Câmara dos Representantes desencadeia um julgamento no Senado. Uma condenação levaria à destituição de Duterte do cargo e à proibição vitalícia de ocupar cargos públicos.

“Esta já não é apenas uma questão política. É uma questão de consciência, dever e do futuro da nossa nação”, disse o deputado Bienvenido Abante após a votação. “Não se trata de 2028, não se trata de alianças políticas, trata-se de saber se ainda acreditamos que ninguém está acima da lei”, acrescentou.

Minutos antes da votação, os senadores elegeram um novo presidente, Alan Peter Cayetano, um aliado de longa data de Sara Duterte.

Cayetano, que desempenhou as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros durante o governo do ex-Presidente Rodrigo Duterte, negou qualquer ligação entre a sua candidatura à presidência do Senado e a votação na Câmara sobre o processo de impeachment.

Em Abril último, uma comissão do Congresso filipino declarou ter encontrado motivos suficientes para iniciar um processo de destituição contra a vice-presidente Sara Duterte, o que poderia impedi-la de se candidatar à Presidência em 2028.

Amplamente cotada para suceder ao pai, Rodrigo Duterte, nas eleições presidenciais de 2022, desistiu na altura em favor de Ferdinand Marcos Jr., com quem se aliou quando assumiu a vice-presidência.

12 Mai 2026

Tailândia | Antigo primeiro-ministro libertado da prisão

O antigo primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, figura-chave da política local, foi libertado ontem de uma prisão da capital Banguecoque.

O bilionário de 76 anos, que fez fortuna no sector das telecomunicações, cumpria desde Setembro uma pena de um ano de prisão por corrupção. Shinawatra será obrigado a usar uma pulseira electrónica de monitorização durante o período de liberdade condicional de quatro meses.

A família Shinawatra, com o seu partido Pheu Thai e formações políticas anteriores, dominou a vida política tailandesa durante cerca de 20 anos. Apoiado pelas populações rurais, o partido foi durante muito tempo um inimigo declarado da elite pró-militar e pró-monarquia, que via o populismo de Shinawatra como uma ameaça à ordem social tradicional.

Thaksin Shinawatra foi primeiro-ministro de 2001 a 2006, antes de ser deposto num golpe militar e de se exilar durante cerca de dez anos. A irmã mais nova, Yingluck, foi primeira-ministra de 2011 a 2014, antes de ser também deposta pelos militares, e a filha, Paetongtarn, foi exonerada em Agosto de 2025, após um ano no cargo.

O Partido Pheu Thai registou o pior resultado eleitoral nas eleições parlamentares de fevereiro, caindo para o terceiro lugar e levantando questões sobre o futuro da dinastia política Shinawatra. No entanto, a inclusão do partido na coligação governamental do primeiro-ministro conservador, Anutin Charnvirakul, deixou em aberto a possibilidade de um regresso político da família.

12 Mai 2026

Índia | PM pede menos uso de combustível devido à guerra

Narendra Modi apelou à população para utilizar transportes públicos e dividir as viagens de carro com outros cidadãos para reduzir o consumo de gasolina

O primeiro-ministro indiano pediu à população que reduza o consumo de combustível e limite o envio de encomendas para proteger a economia do país contra os efeitos da guerra do Irão, divulgou ontem a imprensa internacional.

“Devemos reduzir o nosso consumo de gasolina e gasóleo (…), vamos utilizar o metro sempre que houver um. Se for absolutamente necessário ir de carro, vamos tentar encher o depósito e dar boleia a outras pessoas. Se precisarmos de enviar mercadorias, devemos tentar enviá-las de comboio”, pediu Narendra Modi durante um discurso no domingo, citado pela agência de notícias EFE.

Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques em 28 de Fevereiro contra o Irão, que retaliou contra países do Médio Oriente com interesses norte-americanos, levando ao encerramento também do estreito de Ormuz. Um cessar-fogo foi declarado em 08 de Abril, mas as negociações de paz continuam sem apresentar resultados concretos.

Embora o petróleo tenha ultrapassado a marca dos 100 dólares por barril devido ao encerramento do estreito de Ormuz, a Índia evitou até agora repercutir o custo total do aumento de preços nos consumidores.

No entanto, os meios de comunicação locais preveêm que o governo decrete um aumento de preços nos próximos dias para conter os enormes prejuízos acumulados pelas distribuidoras estatais de combustíveis. O encerramento do estreito de Ormuz, uma artéria vital para o comércio global de energia, também pressionou o fornecimento de fertilizantes e gás na Índia.

Guardar moeda

Em resposta, Modi pediu aos agricultores que reduzissem o uso de fertilizantes para que a agricultura não dependesse das importações e para preservar as reservas cambiais.

“A compra de ouro é outra área onde se utiliza moeda estrangeira extensivamente. No interesse nacional, devemos decidir não comprar ouro durante um ano”, declarou o primeiro-ministro, provocando ontem uma queda acentuada nas ações neste sector.

“O mesmo se aplica ao óleo alimentar. Temos de gastar moeda estrangeira na sua importação. Se cada família reduzir o consumo de óleo alimentar, será um grande contributo para o patriotismo”, acrescentou.

Mais de dois meses após o início da guerra no Médio Oriente, países vizinhos como o Nepal, o Bangladesh e o Paquistão já implementaram aumentos drásticos nos preços dos combustíveis, deixando a Índia como uma das últimas grandes economias da região a adoptar medidas indirectas de racionamento para evitar um colapso na balança de pagamentos.

12 Mai 2026

China | Inflação a supera previsões dos analistas e passa para 1,2% em Abril

O Índice de Preços no Consumidor (IPC), o principal indicador de inflação da China, subiu 1,2 por cento em Abril face ao período homólogo, mais 0,2 pontos percentuais em relação a Março, foi ontem anunciado.

Os dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatística (NBS, na sigla em inglês) contrariam as expectativas dos analistas, que previam uma queda, do valor de 1 por cento registado em Março, para 0,8 por cento.

A instituição atribuiu a tendência principalmente ao impacto dos preços internacionais do crude e ao aumento da procura devido às viagens de férias, num mês que incluiu um feriado prolongado de três dias pelo Dia dos Finados chinês e os dias que antecederam o feriado de cinco dias que começou a 1 de Maio, o Dia do Trabalhador.

O especialista do NBS Dong Lijuan observou que os preços da energia subiram 5,7 por cento em relação ao mês anterior, com um aumento notável de 12,6 por cento na gasolina, no meio do aumento dos custos dos combustíveis devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passam aproximadamente 45 por cento das importações de gás e petróleo da China.

Dong salientou ainda que os serviços de transporte e turismo, impulsionados pelos feriados referidos, registaram aumentos mensais nas passagens aéreas (mais 29,2 por cento), no aluguer de automóveis (mais 8,6 por cento) e no alojamento em hotéis (mais 3,9 por cento).

Em comparação com o ano anterior, os preços dos alimentos caíram 1,6 por cento. As reduções assinaláveis nesta categoria incluíram a carne de porco (menos 15,2 por cento), os legumes frescos (menos 0,5 por cento) e a fruta (menos 1 por cento), estas últimas beneficiando do aumento das temperaturas e do aumento da oferta.

Entretanto, os preços das joias de ouro subiram 46,9 por cento em termos homólogos, embora o aumento tenha desacelerado em comparação com o mês anterior.

Outras contas

A inflação subjacente, que exclui os preços dos alimentos e da energia devido à sua volatilidade, situou-se em 1,2 por cento face ao ano anterior. O NBS divulgou também o Índice de Preços no Produtor (IPP), que mede os preços industriais e apresentou um aumento de 2,8 por cento em Abril na comparação anual, o valor mais elevado desde julho de 2022.

Na comparação mensal, o IPP passou de uma queda de 0,7 por cento em março para um aumento de 0,3 por cento no quarto mês do ano, impulsionado pelos “factores internacionais” nos mercados de matérias-primas. Os sectores mais afetados foram a extração de petróleo e gás natural, onde os preços subiram 18,5 por cento face ao mês anterior, e o processamento de combustíveis (mais 16,4 por cento).

Dong destacou ainda os aumentos de preços em setores ligados à computação e à electrificação, como o fabrico de fibra óptica (mais 22,5 por cento), devido ao rápido crescimento da procura de poder computacional impulsionado pela ascensão da inteligência artificial (IA).

Por fim, o NBS indicou que as medidas aplicadas para optimizar a ordem do mercado e combater a “concorrência irracional” permitiram mudanças positivas em setores como o fabrico de baterias de iões de lítio (mais 1,6 por cento face ao mês anterior) ou os veículos eléctricos e as energias renováveis, onde a descida dos preços abrandou para 0,1 por cento.

12 Mai 2026

China / EUA | Pequim demonstrou vontade de estabilidade nas relações

O presidente norte-americano vai realizar uma visita de Estado à China entre quarta-feira e sexta-feira, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirmou ontem que quer introduzir mais estabilidade às relações internacionais, durante a cimeira entre os presidentes chinês e o norte-americano, na quarta-feira, em Pequim.

Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, a República Popular da China “pretende trabalhar” com os Estados Unidos numa base de igualdade e em “espírito de respeito e preocupação com os interesses mútuos”.

De acordo com o porta-voz diplomático, a posição de Pequim tem em vista o desenvolvimento da cooperação, gestão das diferenças e criar “mais estabilidade e segurança a um mundo [que está] instável e interdependente”.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai realizar uma visita de Estado à China e que se vai prolongar entre quarta-feira e sexta-feira, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping. A confirmação oficial da deslocação foi divulgada ontem por Pequim, dois dias antes do início da viagem e depois de a Administração norte-americana ter agendado a visita para as datas anunciadas.

A viagem vai decorrer após a trégua comercial acordada pelos dois líderes em Outubro, na cidade sul-coreana de Busan. Trata-se da primeira deslocação de um Presidente dos Estados Unidos a Pequim desde a visita de Trump em 2017, durante o primeiro mandato como chefe de Estado.

Lado B

Por outro lado, China acusou ontem os Estados Unidos de “difamar” outros países “explorando a situação de guerra” no Irão, depois de Washington ter sancionado três empresas chinesas de satélites por alegadamente facilitarem operações militares iranianas.

O mesmo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim acrescentou que a República Popular da China “se opõe firmemente” às sanções unilaterais “sem fundamento no direito internacional” e assegurou que Pequim vai defender os “direitos e interesses legítimos” das empresas chinesas.

O Departamento de Estado anunciou, na sexta-feira, sanções contra as empresas chinesas Chang Guang Satellite Technology, The Earth Eye e MizarVision, acusadas de fornecer imagens de satélite que alegadamente facilitaram ataques iranianos contra forças norte-americanas no Médio Oriente.

Questionado sobre as notícias de que Donald Trump iria pressionar Xi Jinping sobre a posição da China em relação ao Irão durante a visita a Pequim, Guo reiterou que a postura de Pequim “tem sido consistente” e afirmou que a China vai continuar a desempenhar um “papel construtivo” na promoção de um cessar-fogo e no empenho de um quadro negocial.

Pressões americanas

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende “pressionar” o seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante a deslocação à China, prevista para os próximos dias, quando tenta pôr fim à guerra no Irão, afirmou domingo um responsável norte-americano. De acordo com a mesma fonte, citada pela agência francesa AFP, Trump abordou “em múltiplas ocasiões” a questão das receitas que o Irão obtém da China através da venda de hidrocarbonetos, bem como de bens de uso tanto civil como militar.

“Espero que esta conversa continue (…). Espero que o Presidente faça pressão”, como tem feito durante as suas últimas conversas com o líder chinês, disse o responsável, que falou aos jornalistas sob anonimato. A questão das recentes sanções adoptadas pelos Estados Unidos contra a China em relação à guerra no Irão também deverá ser abordada, acrescentou. O comércio, os direitos aduaneiros e a Inteligência Artificial também estarão na agenda das discussões desta visita.

12 Mai 2026

Aviação | Companhias sul-coreanas suspendem mais de 900 voos

As companhias aéreas sul-coreanas cancelaram mais de 900 voos devido ao aumento do preço do combustível provocado pelo conflito no Médio Oriente, com a maioria dos cortes a concentrar-se nas companhias de baixo custo.

As companhias aéreas low-cost, como a Jeju Air e a Jin Air, cancelaram 900 voos de ida e volta, incluindo várias rotas para o Sudeste Asiático, informaram ontem fontes do sector citadas pela agência de notícias local Yonhap.

A Asiana Airlines, a segunda maior companhia aérea do país, também cancelou 27 voos de ida e volta em seis rotas, incluindo Phnom Penh e Istambul, até Julho, informou a agência.

A Korean Air, a principal companhia aérea sul-coreana, não comunicou, por enquanto, cortes nas operações, embora se encontre desde Abril sob um sistema de gestão de emergência e esteja a “acompanhar de perto” a situação. As fontes alertaram que o número poderá aumentar, uma vez que algumas companhias ainda não fecharam os seus calendários de Junho.

O ajuste surge depois de, no mês passado, as companhias aéreas sul-coreanas terem anunciado que, em Maio, iriam aumentar para o nível máximo a sobretaxa de combustível, devido ao aumento do Platts Singapore Average (MOPS), o indicador de referência, de acordo com fontes do setor citadas pela agência sul-coreana.

O aumento do nível 18, aplicado em Abril, para o nível 33, aplicado em Maio, representa o maior aumento mensal desde que o sistema actual foi introduzido em 2016. O MOPS registou uma média de 214,71 dólares por barril entre 16 de Março e 15 de Abril, ultrapassando em 2,5 vezes o preço de há dois meses.

11 Mai 2026

Ormuz | Seul diz que “impacto externo” causou explosão em navio

Seul concluiu que a explosão ocorrida na semana passada num navio operado por uma companhia de navegação sul-coreana no Estreito de Ormuz foi causada pelo “impacto externo” de um objecto voador não identificado.

“Como resultado da investigação, foi confirmado que, em 04 de Maio, um objeto voador não identificado atingiu a popa do (navio) ‘HMM Namu’. Existe, no entanto, uma limitação para determinar com precisão o tipo exacto e o tamanho físico do objecto”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul num comunicado.

O navio de carga “HMM Namu” estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma explosão, cerca das 20:40, hora da Coreia, “no lado bombordo da casa das máquinas”. Seguiu-se um incêndio, mas toda a tripulação saiu ilesa.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou anteriormente que se tratou de um ataque iraniano, instando Seul a juntar-se à agora suspensa operação militar dos Estados Unidos para escoltar navios através de Ormuz.

Teerão rejeitou categoricamente qualquer envolvimento na explosão, enquanto Seul adoptou uma postura cautelosa, classificando a possibilidade de um ataque como “incerta”.

Como muitas economias asiáticas, a Coreia do Sul depende fortemente das importações de combustível do Médio Oriente, grande parte das quais transita pelo estreito de Ormuz. O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, reúne-se hoje nos Estados Unidos com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth.

Antes de partir para Washington, Ahn afirmou que, na reunião com Hegseth, irá discutir as intenções de Seul de conseguir a transferência do controlo operacional (OPCON) em tempo de guerra dos EUA para a Coreia do Sul durante o mandato do actual Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung.

Também discutirão o plano para desenvolver submarinos nucleares sul-coreanos com ajuda tecnológica de Washington, disse o ministro, em declarações reportadas pela Yonhap.

11 Mai 2026

Supremo Tribunal da Índia ouve vítimas para decidir se proíbe mutilação genital feminina

O Supremo Tribunal da Índia ouviu sexta-feira várias vítimas de mutilação genital feminina no âmbito de um megaprocesso para definir os limites constitucionais da liberdade religiosa em relação aos direitos das mulheres.

Um painel especial de nove juízes, presidido por Surya Kant, examinou a legalidade do ritual praticado na Índia pela minoria xiita, os Dawoodi Bohra. “O que estabelecermos servirá para toda uma civilização, e essa civilização é a Índia. A Índia deve progredir, mas há um costume entre nós que não podemos ignorar, e é isso que nos preocupa”, afirmou uma das juízas.

A origem deste megaprocesso, que teve início formal na quinta-feira, remonta a uma decisão polémica de 2018 sobre o templo de Sabarimala, em Kerala, quando o Supremo Tribunal ordenou o fim da proibição da entrada de mulheres “em idade menstrual”, consideradas impuras pelos sectores mais tradicionais do hinduísmo.

Esta decisão contra uma tradição sagrada hindu desencadeou uma crise social e obrigou o tribunal a avaliar casos tão diversos como o acesso a mesquitas, templos parsis e a própria mutilação genital feminina para decidir se a “moralidade constitucional” está acima dos costumes religiosos.

O processo aborda também o impacto da excomunhão, uma prática que o advogado que representa as vítimas descreveu como “morte civil”, uma vez que priva as pessoas do direito de rezar nas suas mesquitas ou de serem enterradas nos cemitérios.

Actualmente, a Índia não possui uma lei que proíba a mutilação genital feminina, pelo que o Estado utiliza a “falta de dados oficiais” como desculpa para evitar documentar a prática.

Com este megaprocesso, o tribunal quer determinar se uma prática considerada “essencial” por uma religião pode ser invalidada por violar o direito à saúde e à dignidade (artigos 25.º e 26.º da Constituição indiana).

Direitos violados

A sessão de sexta-feira contou com um momento de tensão, quando o advogado que representa a comunidade xiita defensora da prática, Nizam Pasha, tentou justificar a ‘khatna’ (mutilação genital feminina) alegando tratar-se de uma “circuncisão simbólica” destinada a aumentar o prazer sexual das mulheres.

“Do que é que está a falar?! Informe-se melhor. É exactamente o contrário”, afirmou de imediato um dos juízes, enquanto outro realçava que o verdadeiro objectivo do ritual é o “controlo da autonomia sexual das mulheres” e que a Constituição permite censurar costumes quando estão em causa razões de saúde pública.

A reacção dos juízes foi lida como uma demonstração de que os argumentos do advogado das vítimas foram bem recebidos, disse uma das sobreviventes, Massoma Ranalvi, em declarações à agência de notícias espanhola Efe.

O advogado denunciou perante o tribunal que a prática é realizada em meninas de apenas sete anos de idade e provoca uma “alteração irreversível no seu corpo que afectará a sua saúde sexual e reprodutiva”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a mutilação genital feminina como todos os procedimentos que envolvam a remoção parcial ou total dos órgãos genitais externos por motivos não médicos e, tal como outras agências das Nações Unidas, considera a prática como uma violação dos direitos humanos, uma forma extrema de discriminação de género e uma violência contra as crianças, já que a maioria das vítimas tem menos de 15 anos.

Segundo os dados mais recentes da organização, publicados em 2025, mais de 230 milhões de raparigas e mulheres vivas foram submetidas a esta prática em 30 países da África, Médio Oriente e Ásia.

11 Mai 2026

Defesa | Pequim diz que cooperação militar entre Japão e Filipinas “agrava” tensões regionais

As autoridades chinesas acusam os dois países de difamar a China e de tentarem obter benefícios privados colocando em causa a segurança regional

Pequim acusou ontem a cooperação militar entre o Japão e as Filipinas de ignorar o “desejo comum” dos países da região de procurar a paz e o desenvolvimento e contribui para “agravar” as tensões regionais.

Jiang Bin, porta-voz do ministério chinês da Defesa, afirmou ainda em conferência de imprensa que “alguns políticos” do Japão e das Filipinas “têm difundido narrativas falsas sobre questões marítimas e difamado a China sem qualquer motivo”, algo que provoca uma “forte insatisfação” em Pequim e a que o gigante asiático se opõe “firmemente”.

“As partes envolvidas ignoram o desejo comum dos países da região de procurar a paz e o desenvolvimento e, fazendo caso omisso da oposição dos seus próprios povos, reforçam os seus laços militares para obter benefícios privados, agravando assim as tensões regionais”, afirmou o porta-voz.

Gilberto Teodoro, secretário da Defesa Nacional das Filipinas, declarou na passada terça-feira, depois de se reunir com o seu homólogo japonês, Shinjiro Koizumi, que Manila pode agora adquirir armamento militar do Japão graças à flexibilização, por parte de Tóquio, da sua política sobre transferências de equipamento e tecnologia militar.

Durante a reunião, as duas partes expressaram igualmente “séria preocupação com a evolução da situação” nos mares da China Meridional e Oriental e “sublinharam a importância de reforçar a vigilância do domínio marítimo”, em referência à crescente atividade naval chinesa na região.

Jiang recordou que o Japão lançou recentemente, pela primeira vez, mísseis ofensivos fora do seu território durante manobras militares, quebrando o princípio constitucional nipónico de “defesa exclusivamente orientada para a autodefesa”, e acusou também as Filipinas de se apoiarem em “forças externas” à região para “apoiar e encorajar as suas ações de violação de direitos”.

“O Exército chinês mantém uma determinação inabalável em salvaguardar a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos. Exortamos os países envolvidos a deixarem de formar camarilhas e promover confrontos entre blocos, e a fazerem mais coisas que realmente favoreçam a paz e a estabilidade regionais”, concluiu Jiang.

Disputas regionais

Manila e Pequim mantêm uma disputa de soberania no Mar da China Meridional, onde, nos últimos anos, se têm registado incidentes frequentes entre embarcações e aeronaves de ambos os países.

As relações entre a China e o Japão também se tornaram tensas nos últimos meses, depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter insinuado perante o Parlamento japonês no final do ano passado que uma acção militar chinesa sobre Taiwan poderia suscitar uma resposta das Forças de Autodefesa do Japão.

11 Mai 2026

UE lança com Brasil e China coligação para equilibrar mercados de carbono

A União Europeia (UE) lançou com o Brasil e a China uma nova coligação para harmonizar os mercados de carbono a nível mundial e criar um novo padrão global através de uma plataforma comum de contabilidade, verificação e medição.

Em comunicado, sexta-feira divulgado, a Comissão Europeia referiu que a “Coligação Aberta para Mercados Regulados de Carbono” foi lançada oficialmente na quinta-feira, numa cerimónia em Florença, Itália, que contou igualmente com representantes do Brasil e da China. “Esta nova iniciativa visa reforçar a cooperação global em termos de preços de carbono”, indicou o executivo comunitário.

De acordo com a mesma nota informativa, a coligação vai permitir “aumentar a eficácia, transparência e integridade dos mercados de carbono” em todo o mundo, com o intuito de garantir que se cumpre o acordo climático de Paris, firmado em 2015.

“A coligação envia um forte sinal do compromisso partilhado com este acordo global e com uma cooperação multilateral renovada. Além disso, reforça o papel dos mercados de carbono como um pilar central da transição global para a neutralidade climática, ao mesmo tempo que apoia a modernização económica e a competitividade”, referiu ainda a Comissão Europeia.

Na prática, frisou o executivo comunitário, esta coligação vai garantir que a medição, relato e verificação dos mercados de carbono sejam mais transparentes e interoperáveis entre os diferentes mercados que integram esta iniciativa, criando uma “plataforma para a cooperação” e para “reforçar as políticas de fixação de preço do carbono”.

Junta a tua à nossa voz

Lançada inicialmente pela UE, China e Brasil, a coligação está aberta à adesão de novos países, desde que tenham mercados nacionais de carbono, sejam taxas ou sistemas de comércio de emissões.

“A Nova Zelândia e a Alemanha são os primeiros países a aderir como membros, seguindo o exemplo da UE, do Brasil e da China, prevendo-se que vários outros se juntem brevemente”, indicou o comunicado, acrescentando que “autoridades subnacionais que operem um sistema de fixação de preços de carbono”, como o estado norte-americano da Califórnia, poderão participar nesta coligação como membros observadores.

A Comissão Europeia informou que o Brasil vai presidir à coligação nos primeiros dois anos, com o executivo comunitário e a China a assumirem as vice-presidências.

“Os próximos passos incluem a criação do Secretariado da Coligação e a elaboração de um plano de trabalho a ser adotado na Conferência do Mercado de Carbono, que terá lugar em 15 de Setembro de 2026 em Wuhan, na China”, destacou ainda a Comissão Europeia.

11 Mai 2026