Fórum da Faixa e Rota | Vladimir Putin vai reunir hoje com Xi Jinping

O Presidente russo, Vladimir Putin, aterrou ontem em Pequim, onde vai reunir com o homólogo chinês, Xi Jinping, e participar no 3º Fórum da Faixa e Rota. O Governo de Moscovo realça que as relações bilaterais entre os dois países “estão a crescer”

 

Vladimir Putin aterrou ontem na capital chinesa às 09h e hoje irá reunir com o Presidente chinês Xi Jinping e participar no 3º Fórum da Faixa e Rota, indicou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua.

“No dia 18 de Outubro de 2023, em Pequim, à margem do terceiro Fórum Internacional ‘The Belt and Road’ [‘Faixa e Rota’], serão realizadas discussões entre o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, e o Presidente da República Popular da China, Xi Jinping”, indicou o Kremlin (Presidência russa), em comunicado.

Putin chegou à China com uma grande delegação de altos funcionários, incluindo dois vice-primeiros-ministros, e responsáveis pela diplomacia, economia, transportes ou finanças. A delegação inclui também o governador do Banco Central, o director dos caminhos-de-ferro russos e os directores do maior banco da Rússia, o Sber, do banco VTB, da empresa de gás Gazprom, da agência atómica Rosatom e outros executivos.

Durante o encontro de hoje, Xi e Putin vão discutir questões bilaterais e internacionais num diálogo “amigável e franco”, de acordo com o Kremlin, sete meses depois de uma cimeira em Moscovo que selou a “amizade ilimitada” entre os dois países.

A reunião servirá para debater as relações bilaterais, que “estão em plena expansão”, adiantou ontem de manhã o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, durante uma reunião com o homólogo chinês, Wang Yi, em Pequim. Wang Yi também confirmou a participação de Putin no 3.º Fórum dedicado à “Faixa e Rota”, o gigantesco projecto de infraestruturas internacional lançado pela China e encarado como o principal programa da política externa de Pequim, a convite de Xi.

Boas expectativas

Segundo afirmou Putin, numa entrevista à emissora China Media Group, a Rússia espera o melhor deste fórum. “Talvez seja demasiado cedo para insistir nisso, mas tenho a certeza de que vão ser assinados contratos, estabelecidos novos contactos entre os agentes económicos e chefes de Governo”, disse.

Putin acrescentou que as propostas russas têm várias páginas e que “cada projecto pode representar algo em que se trabalhará durante mais de um ano, talvez uma década”. O líder russo sublinhou ainda que os dois países têm uma cooperação intensa no domínio da energia, especialmente no fornecimento de petróleo e gás.

O conselheiro da Presidência russa, Yuri Ushakov, recordou na segunda-feira que Putin vai participar no 3.º Fórum da Faixa Rota como “convidado principal” e discursará no evento logo após o anfitrião, Xi Jinping. A China tem servido como ‘tábua de salvamento’ de Moscovo, após a invasão da Ucrânia. O país asiático é agora o principal parceiro comercial e aliado diplomático da Rússia.

A China considera a parceria com a Rússia fundamental para contrapor a ordem democrática liberal, numa altura em que a sua relação com os Estados Unidos atravessa também um período de grande tensão, marcada por disputas em torno do comércio e tecnologia ou diferendos em questões de Direitos Humanos, o estatuto de Hong Kong ou Taiwan e a soberania dos mares do Sul e do Leste da China.

Poucas semanas antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, Putin e Xi declararam, em Pequim, uma amizade “sem limites”. A China recusou condenar a Rússia pela invasão da Ucrânia e criticou a imposição de sanções internacionais contra Moscovo.

Hong Kong | Quatro detidas por suspeitas de enforcamento de gato

A polícia de Hong Kong deteve na segunda-feira quatro mulheres suspeitas de crueldade contra animais, depois de ter sido encontrado no sábado um gato morto pendurado numa árvore num parque para animais de estimação em North Point.

Uma das suspeitas, uma mulher de 69 anos, é alegadamente a proprietária do gato. Foram também detidos três trabalhadores domésticos estrangeiros com idades compreendidas entre 24 e 33 anos. As detenções aconteceram depois de as autoridades analisarem uma grande quantidade de imagens de circuito fechado de televisão captadas na zona.

O corpo do gato foi encontrado com uma corda de nylon azul à volta do pescoço no North Point Promenade Pet Garden. A crueldade para com animais é punível com uma pena de prisão até três anos e uma multa de 200 mil dólares de Hong Kong.

Análise | Investimento no exterior vai entrar em período de “muita sobriedade”

O economista Michael Pettis considera que a China teve um período inicial de “exuberância” no financiamento ao exterior que vai ser seguido por outro de “muita sobriedade”, à medida que vários países arriscam entrar em incumprimento

 

“É o padrão comum: quando se sai pela primeira vez, sobrestima-se a capacidade de compreender os países em desenvolvimento, subestima-se o risco”, destaca à Lusa o professor de teoria financeira na Faculdade de Gestão Guanghua, da Universidade de Pequim. “No início, é muito difícil resistir à tentação de poder ganhar muito dinheiro, até se chegar a um ponto em que se tem de receber reembolsos significativos”, acrescenta.

A China celebra esta semana dez anos desde o lançamento da Iniciativa Faixa e Rota com um fórum em Pequim que conta com a participação de líderes de mais de cem países. Designado pelo Presidente chinês, Xi Jinping, como o “projecto do século”, a iniciativa foi inicialmente apresentada no Cazaquistão como um novo corredor económico para a Eurásia, inspirado na antiga Rota da Seda. Na última década, no entanto, a Faixa e Rota adquiriu dimensão global, à medida que mais de 150 países em todo o mundo aderiram ao programa.

Para Michael Pettis, o projecto nasceu da necessidade da China exportar o excesso de poupança adquirido através de um excedente comercial com o resto do mundo. “O Governo chinês colocou, inicialmente, as suas reservas sobretudo em obrigações do Estado norte-americano, mas à medida que as reservas aumentaram, tornou-se mais receptivo a diversificar e a investir noutros activos de maior rendimento: foi nessa altura que descobriu o mundo em desenvolvimento”, descreve.

Nos últimos anos, as empresas chinesas construíram portos, estradas, linhas ferroviárias ou centrais eléctricas em todo o mundo, financiadas por bancos de desenvolvimento chineses. A China é agora o maior credor internacional do mundo, tendo-se tornado na principal fonte de financiamento para muitos países de rendimento baixo ou médio. Segundo diferentes estimativas, a China investiu cerca de um bilião de dólares nos países em desenvolvimento no âmbito da Faixa e Rota.

Reverso da medalha

O gigantesco programa internacional de infraestruturas enfrenta, no entanto, desafios suscitados pelo excesso de endividamento em alguns países e projectos comercialmente inviáveis, alguns dos quais ficaram por terminar, devido a falta de liquidez. Sri Lanka, Maldivas, Laos e Quénia são alguns dos países que enfrentam dificuldades em cumprir com as suas obrigações, numa altura em que Pequim lida com uma crise interna no sector imobiliário e uma economia em abrandamento.

Michael Pettis apontou um formato pirâmide no gráfico do investimento chinês no exterior, com uma ascensão repentina que atinge o pico em 2016 e regista, logo de seguida, uma descida abrupta. O ponto de viragem foi a entrada em incumprimento da Venezuela, explicou. Segundo diferentes estimativas, Caracas deve actualmente 10 mil milhões de dólares a diferentes instituições chinesas.

“A China emprestou desproporcionadamente à Venezuela, Argentina e Equador, mas, em 2015, a Venezuela teve de reestruturar praticamente toda a sua dívida à China e ao resto do mundo”, lembra. “Isto foi um choque muito grande para Pequim”, refere o economista, que vive no país asiático há mais de duas décadas. “Foi a primeira vez que [a China] percebeu que conceder empréstimos a países em desenvolvimento é bastante arriscado e que, quando há uma expansão demasiado rápida, é provável que surjam problemas”.

Dimensão reduzida

Pettis considera que Pequim vai ter que perdoar parte das dívidas. “Já se sabe como é que isto funciona: os empréstimos são feitos na expectativa de que serão totalmente reembolsados; depois descobre-se que o reembolso é muito difícil; passa-se um período muito longo e destrutivo em que a dívida é renegociada e reestruturada; por fim, chega-se a um ponto em que se reconhece que o perdão da dívida é a única saída”, explica.

A China reconhece que o formato da iniciativa tem que mudar: o mantra agora são projectos “pequenos e belos”, ou seja, investimentos pequenos e comercialmente viáveis.

Com esta nova estratégia, o financiamento chinês além-fronteiras caiu quase 50 por cento, face há cinco anos, segundo uma análise do Green Finance and Development Center, um grupo de reflexão (‘think tank’) que acompanha os investimentos da Faixa e Rota. “A dívida insustentável, por definição, é insustentável”, aponta Pettis. “Tanto o mutuário como o mutuante ficam em melhor situação quando chegam a acordo sobre o montante correcto de perdão da dívida. A China ainda vai demorar muitos anos a chegar lá”, acrescenta.

O vento nas ameixieiras de Wang Shishen

Shitao (1642-1707), o pintor peripatético, vagueando pela região de Jiangnan, «a Sul do grande rio Changjiang» figurou um poeta erguendo-se num barco, olhando impressionado para uma enorme massa rochosa e escreveu os versos:

Enquanto o vento vai soprando

na Ravina Ocidental

quem permitiu que o poema

se completasse sozinho?

Tanta pena da ameixieira,

a solitária do frio,

que não tem companhia.

Daqui apenas se avistam

os poucos ramos que sobraram,

Flores caídas enchem já o chão

e a Primavera ainda não terminou.

Um coração amargurado,

apertado como uma semente,

consegue persistir

em tais pensamentos constantes (…)

A pintura numa folha de álbum (Reminiscências de Qinhuai, tinta e cor sobre papel, 25,5 x 20,2 cm, no Museu de Arte de Cleveland) é exemplar do seu processo como pintor literato individualista para quem o crescente simbolismo da pintura como que pedia o contraste dinâmico com a palavra poética. Essa figura do indivíduo solitário no meio da paisagem está presente em muitas das suas pinturas e até foi assim que ele fez o seu Auto-retrato supevisionando a plantação de pinheiros.

Um outro pintor, seu contemporâneo e da mesma região de Jiangnan, habitante da cidade de Yangzhou, também figurou esse sujeito sensível que da natureza recebe sinais de lentas ou delicadas mutações. Wang Shishen (1686-1759) faria uma rara pintura de um homem caminhando ao frio com um jarro de barro, que se presume cheio de neve para ser derretida e feita água, quem sabe se para o chá, aproximando-se da vedação de uma habitação coberta com um telhado de palha, a que chamou Pedindo água de neve (rolo vertical, tinta sobre papel, 91 x 26,8 cm, no Museu de Arte da Universidade de Princeton).

Wang Shishen, o pintor de Anhui que escolheu o nome artístico de Chaolin, «aninhado na floresta», ficaria conhecido pelas suas pinturas de ameixieiras. Um álbum de oito pinturas de Paisagens e flores no Metmuseum (tinta e cor sobre papel, 20,3 x 25,1 cm) será um modelo a mostrar a potenciais compradores a sua habilidade de pintor profissional na rica região comercial ao longo do Grande Canal. Mas noutras pinturas, como Flores de ameixieira, no Museu de Arte de Cleveland (rolo vertical, tinta sobre papel, 144,4 x 75,7 cm) descreve uma situação típica das actividades dos literatos: «

Em busca de flores de ameixieira com amigos,

Aproveitamos a frescura de um dia claro,

Sinto leves os meus sapatos pretos e as meias de algodão,

Que belos os bosques diante da porta deste antigo templo,

Caminho para a frente e para trás,

como se habitasse numa pintura.

Noutro poema diz:

O distinto badalar de um sino

rompe o silêncio nas montanhas,

Mil anos depois todos os heróis

das Seis dinastias estão esquecidos,

Sob uma janela budista

apreciamos os dias ociosos,

Ramos e flores de ameixieira

guardam para si todo o vento Leste.

Arquitectura | Escolhidos vencedores do concurso de fotografia

Chan Weng Kin, Chan U Long e Cheang I Man são os três vencedores da edição deste ano do concurso de fotografia de arquitectura de Macau, promovido pelo CURB – Centro para a Arquitectura e Urbanismo.

Segundo um comunicado da entidade, os trabalhos premiados foram escolhidos de um total de 468 fotografias, submetidas por 198 participantes, que foram avaliados por um “painel de juízes experientes que seleccionaram as melhores fotografias para o tema deste ano, considerando a sua qualidade artística e técnica e originalidade de visão”.

A fotografia vencedora na secção “Grupo de Estudantes” é da autoria de Magno Máximo do Rosário, tendo sido considerada pelos jurados como “representativa da paisagem urbana de Macau, destacando o contraste entre os edifícios altos e o complexo tecido da cidade”. Já os segundo e terceiro prémios nesta categoria foram atribuídos a Yu Yunzhong e Song Sok Fong, respectivamente.

O CURB refere ainda que a edição deste ano “desafiou os entusiastas da fotografia a olharem além do óbvio para capturar a arquitectura negligenciada que merece mais atenção e apreciação”. A cerimónia de atribuição dos prémios decorre no sábado às 17h, e que a exposição com os trabalhos premiados abre ao público a 20 de Novembro no edifício Ponte 9 – Plataforma Criativa, na Rua das Lorchas, zona do Porto Interior, onde está sediado o CURB.

Macau recebe primeira edição da “Asia Performance Entertainment Expo”

Macau prepara-se para acolher um novo evento relacionado com o sector das exposições e convenções. Trata-se da “Asia Performance Entertainment Expo” que decorre entre os dias 17 e 19 de Novembro, pretendendo “impulsionar o crescimento da indústria dos espectáculos ao vivo na região da Ásia-Pacífico”.

Outros objectivos do evento prendem-se com a facilitação “do intercâmbio cultural entre os países asiáticos” e unir “os principais intervenientes e profissionais da área”. O evento, que decorre no Venetian, no Cotai, é organizado pela Associação da Indústria de Espectáculos ao Vivo da Ásia-Pacífico (APLPIA).

Segundo um comunicado do evento, a nova Expo terá uma área de exposição de cerca de dez mil metros quadrados, contando com 180 expositores com “uma gama diversificada de participantes do sector, incluindo meios de comunicação social, plataformas de venda de bilhetes ou empresas de entretenimento e de gestão”.

Espera-se a presença de grandes empresas do entretenimento e audiovisual como a Hong Kong Television Broadcasts Limited (TVB), a Maoyan Entertainment, a Damai, a Tencent e a Douyin. Os organizadores esperam poder atrair mais de 500 compradores profissionais e mais de dez mil visitantes, prevendo negócios no valor superior a 100 milhões de dólares.

Concertos e diversão

O evento integra uma série de iniciativas, como o “Fórum da Indústria do Entretenimento” e espectáculos, o “Musical Estrelas do Oceano”, que já estreou na China, e ainda o festival “KoolTai”, que traz a Macau nomes como Suede, Jessie J e Corinne Bailey Rae.

Entre os dias 13 e 16 de Novembro decorrem espectáculos ao ar livre nos principais bairros tradicionais de Macau e Taipa, e nos dias 17 e 18 de Novembro é exibido no Venetian Theatre o filme “The Storm Show”. Também paraa 17 de Novembro está marcado o espectáculo da tour mundial do cantor de Hong Kong Pakho Chau, intitulado “Seize the Moment”, no Cotai Arena no Venetian.
No dia seguinte, o mesmo espaço acolhe o programa “Aproveite o Presente, Crie o Futuro”, com cantores de Hong Kong, Macau e Taiwan.

Pintura | “Um Mundo Psicadélico” de Alice Ieong, na FRC

A galeria da Fundação Rui Cunha acolhe até 28 de Outubro a exposição de pintura “Um Mundo Psicadélico”, da autoria de Alice Ieong. As obras patentes na mostra, que foi inaugurada ontem, procuram retratar visões pessoais de um plano diferente de realidade e percepção

 

Foi inaugurada ontem a exposição individual de pintura de Alice Ieong, intitulada “Um Mundo Psicadélico” [A Psychedelic World], e que pode ser vista até ao dia 28 deste mês. De destacar que Alice Ieong é directora geral da Associação Internacional de Arte Contemporânea de Macau e também da Ark – Associação de Arte de Macau.

A mostra conta com curadoria de Bill Wong e reúne 23 obras de pintura contemporânea que reflectem o percurso estético da artista. Segundo o curador, citado por um comunicado da FRC, a artista “cresceu perto do Largo do Senado, em Macau” e acompanhou o desenvolvimento do território nos últimos anos, acabando por transpor essa evolução para a pintura.

“Quando sai da sua casa tem a zona turística e cultural, repleta de calçada portuguesa. Olhando para trás, Macau passou de uma pequena vila de pescadores para o título de Capital Mundial do Jogo, quase do dia para a noite, o que é muito deslumbrante. Ela tenta pintar na tela imagens exteriores, as ruas, os diferentes cenários, a atmosfera cultural e pública que vê diariamente”, descreveu Bill Wong.

Uma forma de exploração

Nas suas próprias palavras, a artista refere que tem “vontade de explorar a vida, as crenças, o ser humano e a sociedade enquanto formas de arte”, embora Alice Ieong transforme ainda “essas cenas familiares em objectos geométricos planos, como paisagens ocultas”.

Comparada com a pintura de paisagem, esta é mais como uma “pintura de imagens surrealistas, usando cores de contos de fadas para criar uma paisagem que parece não ter estações, nem amanhecer e anoitecer, e nenhum fenómeno astronómico”, aponta ainda o curador.

São usados, nas pinturas, “elementos poéticos e símbolos – como riscas caindo, círculos flutuantes, formas geométricas e objectos aparentemente reconhecíveis e irreconhecíveis”. A atmosfera dos quadros “transmite uma sensação fria e elegante”, como um espaço “desligado da realidade, sem elementos mundanos: não há pessoas, o tempo parece estar parado, as coisas estão estáticas, mas em certo sentido, também estão em movimento”.

Alice Ieong vive e trabalha em Macau, e tem um mestrado em Belas Artes na Universidade Chinesa de Hong Kong. Além de dirigir duas associações criativas no território, a artista conta no currículo com obras expostas em Macau, Hong Kong, Xangai, Guangzhou, Taiwan e no Museu Nacional de Arte da China, em Pequim.

Acidente | Mulher em estado crítico após ser atingida por tabuleta

Uma residente de 42 anos teve de ser transportada para o Centro Hospitalar Conde São Januário, praticamente inconsciente, depois de ter sido atingida por uma tabuleta publicitária que caiu de um prédio na Rua do Campo

 

Uma mulher foi levada para o Hospital Conde São Januário em estado crítico, após ter sido atingida por uma tabuleta publicitária que se soltou de um edifício, na Rua do Campo. O acidente aconteceu por volta das 21h de segunda-feira, com as imagens do acidente a tornarem-se virais nas redes sociais.

De acordo com a informação veiculada pelo jornal Ou Mun, o desastre aconteceu quando uma tabuleta se desprendeu do edifício Ngan Fai, na Rua do Campo, perto da passadeira aérea do lado do restaurante McDonald’s. Sem que nada o fizesse prever, uma residente de 42 anos que passava naquele local foi atingida pelo objecto. O sinal era constituído por várias tábuas de madeira, pedaços de ferro, fios. Na tabuleta podia ainda ler-se em chinês “parque de estacionamento privado”.

Como consequência de ser atingida, a mulher caiu imediatamente no chão, ficando com uma perna torcida e praticamente sem se conseguir mexer. Face ao barulho e ao facto de terem reparado que uma pessoa tinha sido atingida pelo objecto, vários transeuntes aproximaram-se da vítima e chamaram imediatamente o Corpo de Bombeiros ao local. Ao mesmo tempo, tentaram prestar a assistência possível à infortunada.

Perder a consciência

Quando os bombeiros chegaram ao local prestaram os primeiros socorros à vítima, que se suspeita tenha facturas no pescoço e na anca direita. Na segunda-feira à noite a gravidade das lesões ainda não era totalmente conhecida. O transporte para o Centro Hospital Conde São Januário acabou também por ser acelerado, uma vez que a mulher começou a ficar inconsciente, ao mesmo tempo que era assistida.

Após o acidente, a polícia colocou várias fitas no local para evitar a aproximação de transeuntes. Para fazerem um relatório sobre sucedido, as autoridades contactaram vários empregados do restaurante na zona.

Ao local foram ainda chamados representantes da Obras Públicas para averiguar os motivos que levaram a que o sinal se desprendesse. As suspeitas iniciais apontam que a falta de manutenção da infra-estrutura tenha estado na origem do caso.

Após as averiguações, que levaram a concluir que o sinal tinha uma área de dois metros por um metro, o Corpo de Bombeiros procedeu à limpeza, e as fitas da polícia foram retiradas. Uma hora depois do acidente era possível circular normalmente local.

Hotel Yoho Treasure Island | Inauguração a 15 de Dezembro

A inauguração do Hotel Yoho Treasure Island Resorts World, situado na Praça de Ferreira do Amaral, tem a inauguração oficial agendada para 15 de Dezembro, de acordo com o portal Macau News Agency.

O hotel abriu as portas em modo experimental em Agosto deste ano, disponibilizando cerca de 500 quartos, a tempo de servir clientes durante os meses do Verão e na Semana Dourada. Com um preço de construção de cerca de 4,7 mil milhões de patacas, o Hotel Yoho Treasure Island Resorts World vai disponibilizar um total de 600 quartos, quando for inaugurado oficialmente.

Inicialmente, a empresa Genting, com sede na Malásia, era uma das investidoras no projecto, mas em Janeiro de 2021 vendeu a participação à empresária local Ao Mio Leong, por 750 milhões de dólares de Hong Kong.

GIF | Transacções suspeitas quase duplicaram até Setembro

Até Setembro o número de transacções suspeitas relatadas ao Gabinete de Informação Financeira (GIF) teve um aumento de 89,5 por cento, em comparação com o ano passado.

“O número total de transacções suspeitas relatadas pelo GIF durante os três primeiros trimestres de 2023 foi de 3,178, o que significa uma aumento de 89.5 por cento em relação ao mesmo período de 2022”, pode ler-se na informação oficial do GIF.
Em comparação, no período entre Janeiro em Setembro do ano passado, o número de transacções suspeitas tinha sido de 1.677, menos 1.501 transacções suspeitas que as registadas ao longo do corrente ano.

A principal diferença acontece nas suspeitas reportadas pelas operadoras de jogo. Com a abertura das fronteiras e a vinda de mais jogadores ao território, as concessionárias reportaram 2.335 transacções suspeitas entre Janeiro e Setembro, equivalente a uma proporção de 73,5 por cento do total de transacções suspeitas. Em comparação, no ano passado para o mesmo período, o número de denúncias tinha ficado nas 866 transacções, menos 1.469 suspeitas.

As transacções suspeitas que partiram de “instituições financeiras e companhias de seguros” foram 617, contribuindo com 19,4 por cento para o total de queixas nos primeiros nove meses do ano. Face ao período homólogo, houve mais seis ocorrências relatadas pelas “instituições financeiras e companhias de seguros”.

No que diz respeito às “outras instituições” houve 226 transacções suspeitas encaminhadas para o GIF, 7,1 por cento do total. Face ao período homólogo houve um aumento de 26 transacções suspeitas.

Jogo | Segmento VIP com quebra de 3,2% no terceiro trimestre

Os casinos arrecadaram, entre Julho e Setembro, 11,8 mil milhões de patacas com o segmento dos grandes apostadores. A queda inverte a recuperação do segmento das grandes apostas que se registava desde o início do ano

 

As receitas provenientes dos grandes apostadores (jogo VIP) caíram 3,2 por cento no terceiro trimestre deste ano, comparativamente aos três meses anteriores, de acordo com dados revelados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Os casinos arrecadaram 11,8 mil milhões de patacas, entre Julho e Setembro, no jogo de bacará VIP, contra 12,2 mil milhões de patacas entre Abril e Junho, indicou a DICJ.

Esta queda inverte a recuperação do segmento das grandes apostas, cujas receitas tinham subido 41,9 por cento no segundo trimestre, após terem sido removidas todas as restrições à entrada de turistas devido à pandemia de covid-19.

Ainda assim, as receitas entre Julho e Setembro foram já superiores ao registado durante 2022 (10,1 mil milhões de patacas, ano em que o segmento foi afectado pela detenção do líder da maior empresa angariadora de apostas VIP do mundo.

O antigo director executivo da Suncity, Alvin Chau Cheok Wa, foi condenado em Janeiro a 18 anos de prisão por exploração ilícita de jogo e sociedade secreta, num caso que fez cair de 85 para 46 o número de licenças de promotores de jogo emitidas em Macau.

Em Abril, o antigo líder de uma outra grande angariadora de apostas VIP em Macau, o Tak Chun Group, Levo Chan Weng Lin, foi condenado a 14 anos de prisão por crimes que vão desde o jogo ilegal ao branqueamento de capitais. O total acumulado no jogo VIP nos primeiros nove meses do ano foi de 32,5 mil milhões de patacas, indicou a DICJ, equivalente a 24 por cento do registado em 2019: 135,2 mil milhões de patacas.

Efeitos expectáveis

O bacará VIP, que antes da pandemia de covid-19 representava quase metade de todas as receitas do jogo nos casinos em Macau, ficou-se por uma fatia de 24,1 por cento no terceiro trimestre deste ano. Pelo contrário, o bacará no chamado mercado de massas representou quase 61 por cento do total das receitas do jogo em Macau entre Julho e Setembro, subindo 11,6 por cento em comparação com os três meses anteriores, para 29,8 mil milhões de patacas.

A 8 de Janeiro, após quase três anos, Macau retirou todas as restrições à entrada de turistas do interior da China, nomeadamente a apresentação de certificado de um teste de covid-19 com resultado negativo. Com o fim das restrições, Macau recebeu 17,6 milhões de visitantes nos primeiros oito meses de 2023, quatro vezes mais do que no mesmo período do ano passado, mais ainda dois terços do valor registado entre Janeiro e Agosto de 2019.

Cooperação | Secretário de Estado português em Macau

Pedro Cilínio, secretário de Estado da Economia do Governo português, chegou ontem a Macau para participar na “Exposição Económica e Comercial China – Países de Língua Portuguesa (Macau)” e nas cerimónias de celebração do 20º aniversário do estabelecimento do Fórum de Macau.

Segundo um comunicado do Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, o secretário de Estado realiza hoje duas visitas a empresas portuguesas com presença local, a Hovione e a clínica Globalmed, do grupo português IGHS – Global Healthcare Services.
Na sexta-feira, o secretário de Estado participa no Fórum Oceano, subordinado ao tema “Blue Hub: Unleashing Opportunities for Blue Economies in the Era of Sustainability”, que decorre numa das convenções que o Venetian acolhe no fim-de-semana.

Também na sexta-feira o governante irá jantar com membros do Grupo de Aconselhamento Económico do Consulado. No dia seguinte, antes do regresso a Portugal, Pedro Cilínio irá encontrar-se com um grupo de agentes económicos de Hong Kong, no histórico Club Lusitano de Hong Kong.

Hospital das Ilhas | Governo confirma abertura no final deste ano

Assinado o acordo com o Peking Union Medical College Hospital, o Executivo liderado por Ho Iat Seng confirmou a abertura do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas no final do ano. No entanto, a primeira fase de funcionamento será a título “experimental”

 

O Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas vai entrar em funcionamento, “a título experimental”, no final deste ano, reiterou o Governo, após a assinatura de um acordo de cooperação com o Peking Union Medical College Hospital.

A assinatura do acordo de cooperação, com base num acordo anterior celebrado entre o Governo de Macau e o Peking Union Medical College Hospital (PUMCH), prevê a promoção conjunta do funcionamento e “do desenvolvimento de alta qualidade do Hospital Peking Union de Macau, sob o princípio de persistir a utilidade pública e de servir a estratégia nacional” chinesa, indicou, na segunda-feira, o gabinete da secretária para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Elsie Ao Ieong U.

O Complexo de Saúde das Ilhas vai ter mais de 800 camas, tecnologia e equipa de gestão do PUMCH, e vai lançar, “gradualmente, serviços integrados de oncologia, tais como radioterapia (…) além de introduzir e adoptar as tecnologias médicas avançadas e equipamentos médicos de nível internacional” do PUMCH, acrescentou.

Um projecto “importante”

O Hospital Peking Union de Macau “é um importante projecto de cooperação” na área da saúde entre Macau e a China, “sob o princípio ‘um país, dois sistemas'”, cujo objectivo é estabelecer “um centro médico internacional focado na Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau e com extensão ao Sudeste Asiático”, refere o Governo na mesma nota.

Outro objectivo é desenvolver especialidades nas áreas de medicina estética, medicina tradicional chinesa, gestão de saúde, garantindo “a prestação prioritária de cuidados de saúde públicos” e “melhorar continuamente o nível dos cuidados de saúde diferenciados locais”, bem como “potencializar plenamente as vantagens de internacionalização” de Macau, referiu.

O novo hospital, situado no Cotai, tem uma área bruta de construção de cerca de 430 mil metros quadrados, e é o maior complexo de cuidados de saúde do território, incluindo o Hospital de Macau, o edifício do laboratório central e o edifício de apoio logístico.

Em 2021, o Governo, com o apoio da Comissão de Saúde da China, escolheu o PUMCH como parceiro para operar e gerir conjuntamente o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, com o “intuito de melhorar a saúde e o bem-estar dos residentes e aumentar a capacidade de oferta de serviços médicos especializados da RAEM no tratamento de doenças complexas e graves”.

O Chefe do Executivo, que está em Pequim para assistir ao 3º Fórum ‘Uma Faixa, Uma Rota’ para a Cooperação Internacional, marcou presença na cerimónia de assinatura do acordo.

Ilha Verde | Moradores queixam-se de carros abandonados

Um grupo de habitantes do Edifício Fok Tak San Chuen, na Estrada Marginal da Ilha Verde, queixou-se ao Executivo do problema dos carros abandonados naquela zona. A reclamação foi feita através da entrega de uma carta na segunda-feira na sede do Governo.

Segundo o relato feito pelo Jornal Cheng Pou sobre o conteúdo da carta, os habitantes indicam que são cada vez mais os veículos abandonados nas imediações do edifício, sem que haja medidas para remover e controlar o número de viaturas deixadas no local. Segundo os moradores, os carros são encarados como um problema de segurança pública, e teme-se que em caso de incêndio as saídas de segurança do edifício fiquem bloqueadas por viaturas abandonadas.

O grupo de moradores do Edifício Fok Tak San Chuen também se queixou que o ambiente na Ilha Verde está cada vez pior, porque surgem carros estacionados em todo o lado, inclusive nos passeios ou áreas de circulação de peões.

As reclamações recaíram também sobre os lugares de estacionamento que são ocupados com contentores com sucata, nomeadamente em cima dos contentores, situação que os queixosos temem ser um perigo para a saúde pública.

Em relação à decisão de entregarem uma carta na sede do Governo, a opção foi justificada com o facto das várias queixas feitas a diferentes autoridades, ao longo dos anos, serem constantemente ignoradas. “Todos os departamentos contactados arranjaram sempre uma razão para atirarem as responsabilidades para os outros departamentos”, pode ler-se na queixa.

Ensino | DSEDJ diz que saúde visual dos alunos é prioridade

Incentivar as escolas a “disponibilizarem um intervalo adequado aos alunos entre duas aulas consecutivas”. É desta forma que a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) garante assegurar a protecção da saúde dos olhos dos alunos durante os períodos em que estão na escola.

Em resposta a uma interpelação do deputado Ho Ion Sang, a DSEDJ aponta que além de apelar às escolas para darem descanso suficiente aos alunos entre aulas, cria “condições para implementarem medidas de protecção da visão” como a adopção de “exercícios para a saúde dos olhos”, que não especificou, e promove, ao nível curricular, o “desenvolvimento de bons hábitos de vida, de trabalho e de descanso dos alunos”.

Por outro lado, a DSEDJ afirma que fornece às escolas o “Guia de Funcionamento das Escolas”, onde constam orientações para a “utilização razoável dos computadores, dos diversos produtos electrónicos e da Internet”. No guia é também indicada a necessidade de uma “distribuição equilibrada da proporção de trabalhos em papel e no formato electrónico, para que os alunos possam desenvolver uma aprendizagem com utilização razoável de produtos electrónicos”.

No mesmo sentido foi também sublinhado que “todos os anos lectivos, são enviados profissionais de saúde às escolas […] para a realização de exames visuais” aos alunos do 1.º ano do ensino primário. Segundo a explicação do Governo, estes exames permitem a “detecção precoce de casos de anormalidades na visão ou outras situações anormais”.

Habitação para idosos | Rendas consideradas excessivas

A vice-presidente da associação Aliança de Povo de Instituição de Macau avisa o Executivo que os preços cobrados pelos apartamentos para idosos estão acima das expectativas dos residentes

 

A vice-presidente da associação Aliança de Povo de Instituição de Macau, Chan Peng Peng, criticou os preços definidos pelo Governo de Ho Iat Seng para arrendar um apartamento nos edifícios construídos para habitação para idosos. Este é um tipo de habitação pública construída a pensar nas pessoas com mais de 65 anos, que a partir de 5.410 patacas vão poder arrendar um quarto com espaço para duas pessoas.

Segundo revelou a dirigente de uma das principais associações locais, ligada à comunidade de Fujian, após os preços das rendas terem sido revelados na segunda-feira, a associação recebeu várias queixas de pessoas idosas, que considera os preços muito elevados.

Em declarações citadas pelos Jornal do Cidadão, Chan Peng Peng afirmou que inicialmente havia muita expectativa face a este tipo de habitação pública, mas que os preços são considerados muito elevados. A dirigente associativa fez mesmo a comparação entre a renda mais baixa, de 5.410 patacas, e a pensão de idosos, que actualmente não vai além das 3.740 patacas, o que significa que nem chega para cobrir as despesas com o alojamento.

Chan Peng Peng argumentou também que mesmo juntando o montante anual da comparticipação pecuniária, de 10 mil patacas, à pensão de idosos, o dinheiro não chega para cobrir um ano de rendas.

Pensar no envelhecimento

Por outro lado, Chan pediu mais atenção para os idosos e indicou que, segundo as previsões actuais, por volta de 2040, mais de 20 por cento da população terá 65 ou mais anos. Face a esta previsão, a dirigente associativa vincou que a procura por casas por cidadãos da terceira idade vai ser cada vez maior, o que poderá levar a que a sociedade não tenha capacidade para satisfazer toda a procura.
Chan Peng Peng apelou assim ao Executivo para fazer uma revisão dos preços estabelecidos de forma a ter em conta a capacidade de pagamento real da população.

A jovem ligada à associação pediu também ao Governo para pensar em alternativas para responder às necessidades de habitação dos idosos, que defendeu poderem passar não só pelos apartamentos, mas também por subsídios para obras nas casas actuais, para instalação de elevadores e outros equipamentos nos edifícios antigos.

Por sua vez, Chan Oi Chu, vice-presidente da Associação das Mulheres elogiou o Governo pelos critérios para escolher os candidatos às habitações para idosos, em declarações citadas pelo Jornal Ou Mun, mas não comentou os preços estabelecidos.

EPM | Acácio de Brito deverá ser novo director

Acácio de Brito, actualmente inspector de educação e ciência no Ministério da Educação em Portugal, deverá ser o novo director da Escola Portuguesa de Macau (EPM), noticiou ontem a TDM Rádio Macau.

Acácio de Brito é licenciado em Filosofia e Ensino de Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa e tem experiência com o ensino no Oriente, nomeadamente com a Escola Portuguesa de Díli, em Timor-Leste, onde esteve entre Setembro de 2015 e Fevereiro de 2023.

Acácio de Brito tem ainda o curso avançado em Gestão Pública e uma pós-graduação em Filosofia e Gestão de Recursos Humanos e Ciências da Educação. Foi professor do ensino secundário e universitário e conta com uma longa experiência de gestão em escolas públicas. Em Díli foi membro do Conselho Consultivo da Área Consular, da embaixada de Portugal em Timor-Leste e presidente do Conselho Fiscal, assim como membro fundador da Casa de Portugal em Timor-Leste, 2018.

Justiça | Kong Chi acreditava poder consultar casos

Kong Chi, procurador-adjunto do Ministério Público (MP) que está a ser julgado em tribunal acusado de vários crimes, disse ontem na segunda sessão de julgamento que pensava ter autorização para consultar todos os casos à guarda do MP.

Segundo o canal chinês da Rádio Macau, Kong Chi disse ainda ter “outros assuntos” além da sua actividade de procurador-adjunto que lhe proporcionavam rendimentos, o que a sua riqueza.

O juiz apontou que, por ter um cargo importante no MP, Kong Chi deveria evitar levantar suspeitas sobre si mesmo, recordando que, em algumas situações, não era necessário ter aprovação das chefias para avançar com decisões. O juiz adiantou que Kong Chi terá tentado eliminar provas ou objectos mais susceptíveis associados aos casos que poderiam incriminar os suspeitos da prática do crime a troco de dinheiro.

Aprovada lei que pune apelo ao voto em branco na eleição do Chefe do Executivo

A Assembleia Legislativa aprovou ontem na generalidade e por unanimidade a nova proposta de eleição do Chefe do Executivo. De acordo com a proposta do Governo de Ho Iat Seng, a reforma legal foi justificada com a necessidade de afastar “antipatriotas” dos órgãos de poder na RAEM.

Na apresentação do documento, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, afirmou ter sido “ponderada a situação real de Macau” e que o Chefe do Executivo vai liderar a comissão com poderes para vetar as candidaturas para o cargo que ocupa.
Mesmo que o líder do Governo declare estar impedido, os restantes membros do Executivo vão poder bloquear eventuais adversários.

A comissão tem dez membros, a contar com o Chefe do Executivo. Se este for excluído, o titular do cargo máximo da RAEM continuar a ser responsável pela nomeação de cinco dos restantes nove membros. Um número suficiente para decidir qualquer votação. Dos restantes membros três são escolhidos pelo secretário da Segurança e um pelo secretário para a Administração e Justiça.

Também nos casos em que a comissão veta uma candidatura, a lei define que os candidatos não podem recorrer para os tribunais, tornando o processo puramente político. A proposta criminaliza igualmente o apelo ao voto em branco por qualquer pessoa em Macau ou fora do território, que passa a ser punido com pena de prisão até aos três anos.

Nova era

A discussão do diploma começou com o apoio de Leong Sun Iok, deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) que indicou apoiar a lei, porque “ter a ver com os muitos desafios da RAEM no novo contexto internacional”. “É para implementar o princípio de Macau governado por patriotas”, frisou Leong. “O Chefe do Executivo tem a obrigação de liderar a RAEM e a população na implementação do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ e eu apoio esta proposta”, completou a deputada Ella Lei, colega de bancada de Leong Sun Iok.

Por sua vez, o deputado e presidente da Associação dos Advogados de Macau, Vong Hin Fai defendeu a impossibilidade dos candidatos excluídos recorrerem aos tribunais, por considerar que o veto de candidaturas é “um processo político”. A opção foi ainda justificada com a base legal criada pelas leis mais recentes sobre a segurança nacional.

Quanto a Ron Lam, o deputado apoiou a proposta mas questionou se é necessário criminalizar o apelo ao voto em branco, por considerar que existem alternativas igualmente eficazes. “Insisto sempre no princípio Macau governado por patriotas”, começou por ressalvar. “Também não estou a favor do acto de apelar ao voto nulo, mas, se conseguimos tratar dos casos com a legislação actual, então tenho algumas reservas face à proposta. Devemos discutir de forma racional”, considerou.

A que aspiram os americanos?

O antigo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o actual Presidente Joe Biden anunciaram que se vão candidatar à corrida presidencial de 2024. Segundo as últimas notícias, muitos estados ainda não decidiram qual o candidato que vão apoiar, sendo a Pensilvânia um deles. Sondagens recentes mostravam que a taxa de aprovação de Trump neste estado era 9% superior à de Biden.

A diferença entre Trump e Biden é o primeiro estar envolvido em vários processos judiciais. Trump foi processado por evasão fiscal e por falsificação de documentos relacionados com os seus negócios. Embora o resultado destes processos seja imprevisível, a sua existência terá impacto nas eleições presidenciais. O julgamento terá início no próximo mês. Existe, portanto, a possibilidade de Trump ser eleito Presidente antes de se saber o desfecho do julgamento. Uma vez que o Presidente dos Estados Unidos goza de imunidade judicial durante o seu mandato, o processo será suspenso por quatro anos. Adiar um julgamento não é do interesse de nenhuma das partes. Para já, o resultado é desconhecido, mas mais cedo ou mais tarde será revelado.

A honestidade é muito importante. Certa vez, académicos americanos da área de gestão fizeram um estudo sobre valores universais. Os resultados experimentais provam que, independentemente da classe social dos inquiridos, todos defendiam que a honestidade, a equidade e a justiça são princípios basilares.

A honestidade também é fundamental na vida quotidiana. Pelo contrário, a desonestidade dificulta a interacção das pessoas umas com as outras e faz com que tenham medo de ser enganadas. A honestidade é extremamente importante para alguns profissionais, especialmente contabilistas, advogados, analistas financeiros, etc. Se estes profissionais forem desonestos e cometerem crimes como fraude, falsificação de contabilidade etc., quando forem condenados em tribunal, deixam de poder exercer.

Crimes como evasão fiscal e falsificação de documentos revelam desonestidade e a experiência diz-nos que têm impacto nas eleições. No entanto, os resultados das sondagens na Pensilvânia são inesperados. Os eleitores deste estado não parecem ter ficado impressionados com o envolvimento de Trump em processos judiciais e continuam a apoiá-lo. Quer isto dizer que os valores universais dos americanos estão a mudar?

A honestidade é um valor da moral universal. A moralidade é um padrão pessoal de comportamento. Através da educação, ajudamos as pessoas a entender a forma de se comportarem. A ética empresarial é o padrão de comportamento nos negócios. Nos anos 1960, os Estados Unidos começaram a estudar a ética empresarial e mais tarde organizaram os dados da pesquisa e criaram uma disciplina independente. Quando as Universidades leccionam estas matérias, ensinam os alunos a serem honestos e a conduzirem as suas empresas de forma a terem consciência da ética empresarial. Posteriormente, a ética empresarial tornou-se também objecto de investigação académica. Tudo isto ilustra a importância da moralidade.

Trump esteve também envolvido em escândalos sexuais, que, no entanto, não tiveram grandes consequências. Por outro lado, o caso extra-conjugal do ex-Presidente Clinton causou um alvoroço nos Estados Unidos à época, chegando a haver quem pedisse a sua demissão. Comparando as exigências morais dos americanos naquela época com as de hoje, voltamos a perguntar, estarão os valores morais dos americanos a mudar?

Quando o julgamento dos casos de evasão fiscal e de falsificação de documentos chegar ao fim, os americanos vão ficar a saber se Trump é ou não desonesto. Este assunto preocupa-os e nós não vamos tirar ilações. O que preocupa a comunidade internacional é saber se os valores universais dos americanos estão a mudar e que qualidades querem ver no próximo Presidente. Afinal de contas, a comunidade internacional quer ter líderes íntegros com bons valores morais. Quando os jornalistas interrogaram o ex-Presidente Obama sobre escutas que os Estados Unidos fariam a líderes de outros países, ele respondeu frontalmente e disse que são coisas que acontecem em todo o lado. Esta resposta pôs fim a uma turbulência política. Por aqui se vê que a honestidade também pode ser uma boa habilidade política, desde que seja usada correctamente.

Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau
Professor Associado da Escola de Ciências de Gestão do Instituto Politéncico de Macau
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Macau acolhe provas com atletas da China em Dezembro

Duas competições de ténis vão decorrer em Macau entre 4 e 10 de Dezembro, a final do Circuito Profissional de CTA (Macau) 2023, com o apoio da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) e Campeonato Nacional de Ténis.

Segundo um comunicado oficial do evento, este será o terceiro ano consecutivo em que a final do Circuito Profissional de CTA se realiza em Macau, uma ocasião “que irá reunir vários tenistas nacionais na cidade para apresentar o mais elevado nível da competição de ténis”. Os jogos irão decorrer na Academia de Ténis de Macau.

Ambas as competições são organizadas pelo Instituto do Desporto (ID) e Administração Geral do Desporto da China, entre outras, sem esquecer a co-coordenação da Associação de Ténis de Macau. O evento conta ainda o apoio de entidades como o Departamento de Propaganda e Cultura do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM e da Companhia de Desenvolvimento Turístico e Cultural de Chengdu.

Daisy Ho, administradora da SJM, argumenta que recorrendo a Macau como plataforma, “pretende-se demonstrar ao mundo o poder desportivo da China moderna e ajudar a aprofundar o intercâmbio e a cooperação entre o Interior da China e Macau”. Espera-se, segundo a empresária, construir a “sinergia ‘desporto+turismo’ para enriquecer” a política de construção de um centro mundial de turismo e lazer para Macau.

Pun Weng Kun, presidente do ID, disse tanto a SJM Final do Circuito Profissional de CTA (Macau) como o Campeonato Nacional de Ténis se realizam em Macau desde 2021, tendo recebido, em dois anos, “altas recomendações por parte dos atletas participantes e espectadores, e fornecido valiosas experiências de aprendizagem para os atletas de Macau”.

“Estamos muito ansiosos por receber mais uma vez as competições finais do evento em Macau com a participação dos melhores atletas da China. Acreditamos que, através deste evento, podemos intensificar o intercâmbio desportivo entre Macau e China, promovendo a imagem de Macau como cidade de turismo desportivo”, disse ainda.

Li Na novamente em Macau

O “cartaz desportivo” conta com quatro provas em ambas as competições, nomeadamente singular masculino, singular feminino, pares masculinos e pares femininos, com 16 jogadores apurados para as provas singulares e oito jogadores apurados para as provas de pares. A competição será dividida entre a fase de grupos e uma fase eliminatória.

Os bilhetes para assistir aos jogos estão à venda a partir de 1 de Novembro, com um valor a partir de 100 patacas.
Destaque para a presença no território, pelo terceiro ano consecutivo, da tenista Li Na, na qualidade de embaixadora mundial da entidade “Special Olympics International”, para um encontro com a associação local Macau Special Olympics.

GPM | Filipe Souza desiste da Corrida da Guia para correr no TCR China

Filipe Souza tinha inicialmente planeado participar na Corrida da Guia do 70º Grande Prémio de Macau, mas o vencedor da edição transacta desta corrida mudou de ideias e não irá defender o ceptro conquistado em 2023

 

O único piloto de Macau a vencer a Corrida da Guia abdicou do plano de competir contra os “craques” do TCR World Tour, para tentar voltar subir novamente ao pódio no maior acontecimento desportivo da RAEM e despedir-se do automobilismo enquanto piloto. Para isso, Filipe Souza vai alinhar na corrida pontuável para o competitivo campeonato TCR China.

Questionado pelo HM sobre o volte-face, Filipe Souza explicou que esta mudança de planos se deve à enorme vontade de voltar a subir ao pódio: “Eu quero mesmo ir ao pódio, e isto é porque já decidi que este ano será o meu último ano no Grande Prémio de Macau. E se consegui ir ao pódio este ano, no 70º aniversário do Grande Prémio, ainda será mais fantástico…”

O piloto macaense admite que ao não competir na Corrida da Guia, que servirá de última jornada do TCR Word Tour, está a sacudir “muita pressão”, para além do “elevado custo que é participar nesta corrida”. O experiente piloto de carros de Turismo local reconhece que a diferença entre participar na Corrida da Guia ou na Taça de Carros de Turismo de Macau, corrida onde deverá ser novamente inserido o pelotão do TCR China, é um “valor superior a duzentas mil patacas”.

Pesou também na decisão de Filipe Souza, o facto de “não estarem assim tantos carros na grelha”, pois a corrida só deverá contar com dezasseis pilotos internacionais, aos quais se juntarão, muito provavelmente, uma dezena de pilotos locais provenientes da corrida do TCR Asia Challenge do primeiro fim-de-semana.

Esta troca de corrida não tornará a vida de Filipe Souza muito mais fácil, pois a corrida do TCR China não será muito mais fácil para o piloto do Audi RS 3 LMS TCR. Numa grelha de partida que terá mais de duas dezenas de viaturas, incluem-se uma dezena de carros apoiados por marcas. A Dongfeng Honda, a Link & Co e a Hyundai estão representadas oficialmente este ano na maior competição chinesa de carros de Turismo da actualidade e consigo trazem um naipe de pilotos muito capazes e igualmente conhecedores dos segredos do Circuito da Guia.

Para enfrentar uma forte concorrência, que ficou a conhecer em primeira mão no mês de Setembro, aquando da participação na corrida de Xangai, Filipe Souza vai contar com o apoio técnico da equipa belga Comtoyou Racing, a mesma estrutura que prepara os Audi semi-oficiais de Rob Huff e Frédéric Vervisch.

Parar sem desligar

Já há alguns anos que Filipe Souza considerava poisar o capacete de vez, mas a decisão tinha vindo a ser adiada sucessivamente pelas mais diversas razões. Todavia, depois do feito obtido na Corrida da Guia em 2022, pouco mais haverá para Filipe Souza vencer nas pistas.

“Decidi que chegou a altura, já corri muitos anos. Este ano já é o meu 21º Grande Prémio de Macau”, explicou o piloto do território. “Se este não fosse o 70º aniversário do Grande Prémio, já tinha parado de correr. Consegui vencer no ano passado e assim o meu objectivo no automobilismo, como piloto, já foi alcançado.”

Apesar de colocar um ponto final numa carreira que teve início no ano 2000, Filipe Souza não se quer desligar totalmente do desporto motorizado. “Não só vou ver corridas, mas vou também ajudar os pilotos amadores e os novos pilotos que queiram entrar nas corridas de automóveis”, afirma.

Seul critica Pyongyang por alegada transferência de armamento para Moscovo

O Governo sul-coreano criticou ontem a Coreia do Norte pela alegada transferência de armamento para a Rússia, depois de os líderes de Pyongyang e Moscovo se terem reunido, em Setembro, para reforçar as relações bilaterais.

“A Coreia do Norte negou a troca de armas com a Rússia em várias ocasiões, mas as circunstâncias estão a vir à tona”, disse, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul Koo Byoung-sam, afirmando que o regime de Pyongyang está a “revelar a sua verdadeira natureza”.

Koo sublinhou que qualquer troca de armas com a Coreia do Norte deve ser evitada, uma vez que viola as sanções impostas pelas Nações Unidas a Pyongyang. Recordou, além disso, que “a Rússia, em especial, deve cumprir as obrigações enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU”.

As declarações de Koo surgem depois de a Casa Branca ter afirmado, na sexta-feira, que a Coreia do Norte enviou mais de mil contentores com equipamento militar e munições para a Rússia, por via férrea e marítima, para serem utilizados na guerra na Ucrânia.

A Casa Branca revelou imagens que mostram o envio, entre 7 de Setembro e 1 de Outubro, de uma série de contentores do porto de Rason (nordeste da Coreia do Norte) para Dunay, perto de Vladivostok (extremo oriente da Rússia), que foram depois transportados de comboio para um depósito de munições perto de Tikhoretsk, a cerca de 290 quilómetros da fronteira russa com a Ucrânia.

As imagens de satélite revelam ainda um aumento sem precedentes do tráfego ferroviário de mercadorias na fronteira entre a Rússia e a Coreia do Norte, ultrapassando os volumes de comércio registados antes da pandemia de covid-19.

Acredita-se que estas trocas comerciais foram cimentadas na cimeira de 13 de Setembro entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o Presidente russo, Vladimir Putin, na região russa de Amur.

Tanto a Casa Branca como os ‘media’ norte-americanos afirmam que, em troca de artilharia e outros materiais militares que a Rússia pode utilizar na Ucrânia, Pyongyang quer tecnologia militar avançada.

Guerra | Diplomacia chinesa e russa discutem Gaza e Ucrânia

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Rússia e da China discutiram ontem em Pequim o conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas e a guerra na Ucrânia

 

De acordo com um comunicado difundido pela diplomacia russa, os dois ministros dos Negócios Estrangeiros de Pequim e Moscovo mantiveram “uma troca de pontos de vista aprofundada” sobre uma “vasta gama de problemas internacionais e regionais, incluindo a deterioração acentuada da situação no Médio Oriente”.

Os governante da China e Rússia reiteraram nos últimos dias que a resolução do conflito israelo-palestiniano exige uma solução de dois Estados que vivam lado a lado em paz e segurança e apelaram à protecção dos civis. Lavrov e Wang debateram também em pormenor as questões de segurança na região Ásia – Pacífico, especialmente a manutenção da estabilidade na Península da Coreia e a necessidade de “impedir que a arquitectura de segurança da ASEAN [Associação das Nações do Sudeste Asiático] seja minada” pelo Ocidente. Lavrov e Wang debateram igualmente questões relativas à “crise ucraniana”, incluindo os esforços para a resolver através de esforços políticos e diplomáticos.

A China ofereceu-se para mediar a guerra na Ucrânia, que dura há 600 dias, com um plano de 12 pontos que é visto por Moscovo como uma “base” para eventuais negociações, mas rejeitado por Kiev, uma vez que não exige a retirada das tropas russas de todos os territórios ocupados.

Os ministros também sublinharam a importância de reforçar a estreita coordenação entre a Rússia e a China no cenário internacional, incluindo na ONU e no Conselho de Segurança, na Organização de Cooperação de Xangai (SCO), no G20, na APEC e noutros mecanismos e fóruns, de acordo com a versão russa.

Sem vestígios do passado

Os dois ministros confirmaram igualmente o compromisso mútuo de reforçar os contactos no Fórum BRICS – bloco de economias emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, tendo em conta que, no próximo ano, a presidência rotativa deste grupo será exercida pela Rússia.

A China considera a parceria com a Rússia fundamental para contrapor a ordem democrática liberal, numa altura em que a sua relação com os Estados Unidos atravessa também um período de grande tensão, marcada por disputas em torno do comércio e tecnologia ou diferendos em questões de Direitos Humanos, o estatuto de Hong Kong ou Taiwan e a soberania dos mares do Sul e do Leste da China.

Pequim condenou as sanções internacionais impostas à Rússia, mas não abordou directamente o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra Putin, acusado de envolvimento no rapto de milhares de crianças na Ucrânia.