Turismo | Gastos com viagens durante feriado Ching Ming superam 2019 Hoje Macau - 9 Abr 2024 As viagens e os gastos na China durante o feriado do Ching Ming (dia dos mortos) aumentaram mais de 10 por cento em relação aos níveis anteriores à pandemia da covid-19, avançaram ontem as autoridades chinesas Mais de 119 milhões de viagens domésticas foram registadas durante o feriado de três dias que terminou no sábado, marcando um aumento de 11,5 por cento em comparação com o período homólogo de 2019, de acordo com o Ministério da Cultura e Turismo da China. A receita das viagens domésticas totalizou 53,95 mil milhões de yuan, um aumento de 12,7 por cento, em relação a 2019, o último ano antes da pandemia, disse o ministério num artigo publicado ontem. A China está a apostar no turismo e no consumo para impulsionar a recuperação económica pós-pandemia, uma vez que o agravamento da crise no sector imobiliário e a fraca confiança do sector privado e dos investidores estrangeiros continuam a pesar no crescimento do país. O Ching Ming é um dia para honrar os mortos, quando os chineses costumam ir aos cemitérios para limpar os túmulos de entes queridos e depositar flores. Este ano, o festival coincidiu com uma quinta-feira, o que permitiu prolongá-lo até ao fim-de-semana. No ano passado, o feriado durou apenas um dia, tendo caído numa quarta-feira e foi o primeiro desde que a China aboliu a política de ‘zero casos’ de covid-19, que durante três anos pesou sobre a actividade económica. Mais de 23,7 milhões de viagens turísticas domésticas foram efectuadas nesse dia – um aumento de quase um quarto em relação ao ano anterior – e as receitas relacionadas com as viagens aumentaram 29 por cento, de acordo com os dados oficiais. Este ano, os turistas deslocaram-se a Pequim, Xangai e às cidades vizinhas de Nanjing, Hangzhou e Suzhou, bem como a Wuhan e Changsha, no centro da China. Outras cidades que registaram um aumento do número de visitantes foram Tianshui, na província de Gansu, no noroeste da China, que se tornou um destino de viagem popular depois de influenciadores das redes sociais terem elogiado o seu prato de sopa picante. De acordo com o ministério dos Transportes, foram feitas 16 milhões de viagens de comboio por dia, o que representa um aumento de 75,3 por cento no tráfego ferroviário médio diário em comparação com 2023. As viagens diárias de avião atingiram uma média de 1,7 milhões, um aumento de cerca de 24 por cento. A corrida às viagens, que começou um dia mais cedo, na quarta-feira, foi interrompida depois de um terramoto mortal de magnitude 7,3 em Taiwan ter provocado cancelamentos e grandes atrasos nos serviços ferroviários no leste e no sul da China continental. Os serviços voltaram ao normal no dia seguinte. Destinos de eleição Para os chineses que viajam para o estrangeiro, o Japão, Coreia do Sul, Austrália, Indonésia e os Emirados Árabes Unidos contam-se entre os destinos mais populares, de acordo com dados do sector. O mesmo aconteceu com a Tailândia, Malásia e Singapura, que recentemente celebraram acordos mútuos de isenção de vistos com a China. De acordo com o serviço de reservas Tongcheng Travel, os destinos mais populares para os viajantes estrangeiros incluem Xangai, Pequim e Cantão, bem como as cidades orientais de Hangzhou e Qingdao, Xiamen, no sudeste, e Kunming, no sudoeste. Hong Kong e Macau continuam a ser os principais destinos para os viajantes do continente que utilizam os serviços do Tongcheng, enquanto Banguecoque, Kuala Lumpur e Tóquio são populares entre os turistas que saem do país. Os três dias de férias também trouxeram benefícios para o sector do entretenimento, com o total de receitas de bilheteira a atingir um recorde de 850 milhões de yuan, segundo dados oficiais. O filme de animação do realizador japonês Hayao Miyazaki, vencedor de um Óscar, “O Rapaz e a Garça”, liderou com mais de 390 milhões de yuan, ou seja, 46 por cento das receitas.
Pintura | Exposição de André Lui na Livraria Portuguesa Andreia Sofia Silva - 9 Abr 2024 É inaugurada no sábado, na galeria da Livraria Portuguesa, uma nova exposição a solo da autoria do arquitecto André Lui. Até Maio será possível visitar as obras que fazem parte de “Contemplating Still Life”, um exercício de pintura de natureza morta Um dos nomes mais conhecidos no debate em torno da preservação do património local, o arquitecto André Lui está de volta às exposições revelando ao público novamente a sua faceta de artista plástico. Pela mão da AFA – Art for All Society, apresenta-se este sábado, às 18h30, a mostra “Contemplating Still Life” [Contemplando a Natureza Morta], que até ao dia 11 de Maio pode ser vista na galeria da Livraria Portuguesa. Esta exposição integra a fase final do programa anual da AFA relativo a 2023, intitulado “View-Non-View – Série de Exposições de Arte de Imagens Artísticas”. Em “Contemplating Still Life” o artista plástico e arquitecto resolveu apresentar os seus mais recentes trabalhos, centrados na pintura de objectos ou elementos que pertencem ao conceito de “natureza-morta”, que, segundo a AFA,tem sido “utilizada como tema em pinturas desde a antiguidade”. Contudo, a história fez com que esta ideia florescesse como “género único da pintura europeia” na arte holandesa do século XVII,quando artistas começaram a retratar diversos objectos do dia-a-dia “numa variedade tão grande e num estilo tão detalhado que dificilmente se pode deixar de ficar maravilhado” com estas obras. Tratam-se de “objectos comuns do quotidiano, como pão e frutas, até grandes quantidades de marisco, ostras e ossos de crânio”. Enquanto estudioso do património cultural, André Lui “olha para a ‘natureza morta’ como perspectiva desta parte da história”, descreve a AFA. Pedaços de Macau André Lui, ao recorrer ao género “natureza morta” para pintar, acaba por contar pedaços da história de Macau, visível em tantos objectos que encontramos na rua e no nosso dia-a-dia. Podem, assim, ver-se pinturas de uma escultura de um filósofo coberta por um saco de plástico, o quadro de um relógio dourado esculpido, de cartas de póquer, flores, borboletas, pratos de cerâmica ou azulejos portugueses azuis. Não faltam ainda um mapa antigo de Macau ou livros também antigos. “Tal como as pintura holandesa de naturezas mortas de há algumas centenas de anos, as naturezas mortas, apesar de serem calmas e silenciosas, transmitem, no entanto, um certo grau de costumes locais. Ao longo dos séculos, Macau tem sido um lugar onde as culturas chinesa e ocidental se misturaram, e tanto a imaginação dos chineses como a dos ocidentais estão cheias de curiosidade”, aponta a AFA. Desta forma, “um passeio casual por uma das ruas mais antigas de Macau, como a Travessa do Armazém Velho, pode revelar-se uma aventura e tanto, como um ‘gabinete de curiosidades’ do século XVI”, uma época em que o território “era uma concessão portuguesa e, ao mesmo tempo, um porto comercial asiático que os holandeses queriam conquistar”. O pequeno território “foi transformado pela história”, com as “coisas a mudarem de forma irreconhecível ao longo dos séculos” e, esta exposição mostra isso mesmo e de como certos objectos deixam perdurar a memória do que foi e do que aconteceu. Nascido em 1971 em Macau, André Lui é um reconhecido académico, arquitecto e artista de Macau. Licenciou-se na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, Portugal, em 1999 e completou um curso profissional de manutenção e restauro de edifícios históricos e áreas urbanas no “Centre des Hautes Etudes des Chaillot” em Paris, França, de 2003 a 2005. Foi o primeiro arquitecto chinês a obter o diploma francês e a qualificação profissional em arquitectura do património cultural.
Fotografias de Alfredo Cunha sobre o 25 de Abril expostas em Lisboa Hoje Macau - 9 Abr 2024 As palavras de ordem que forraram as ruas portuguesas no pós-25 de Abril de 1974 estão em foco na exposição de fotografia “Viva a Liberdade”, de Alfredo Cunha, que é inaugurada na sexta-feira, em Lisboa, e inclui imagens inéditas. Alfredo Cunha é autor de muitas das imagens que se tornaram símbolo de uma época, entre as quais um retrato do capitão de Abril Salgueiro Maia. Aos 20 anos, foi um dos fotojornalistas que registaram para a posteridade o dia 25 de Abril de 1974, em Lisboa, e os momentos que se lhe seguiram, incluindo o Verão Quente de 1975 e o processo de descolonização. Na exposição que é inaugurada na sexta-feira na galeria Underdogs, Alfredo Cunha mostra imagens de Portugal “forrado de cartazes, e grafitado, em 1975”. “Era o Facebook mais democrático que vi até hoje. Havia alguma censura, porque quando alguém não queria pintava por cima. Era, de facto, onde se dizia tudo o que havia para dizer. Toda a gente se expressava: à direita, à esquerda, os anarquistas…”, recordou, em declarações à Lusa, durante a montagem de “Viva a Liberdade”. Nas paredes da galeria, o fotógrafo mostra o que mais o seduzia em tempos de uma Liberdade recente, “que era a expressão política”. “É evidente que tem uma tendência política, é óbvio, que é a minha. O meu posicionamento político [de esquerda] é claro nesta exposição”, afirmou. Entre as 15 fotografias expostas — todas a preto e branco — “há pelo menos cinco completamente inéditas, que eram desconhecidas, porque nunca foram mostradas antes em exposição”. Uma viagem ao arquivo Alfredo Cunha tem passado os últimos dois anos a “viajar” no seu arquivo, que reúne milhares de imagens, captadas entre 1972, quando começou no jornal O Século, e em 2015, quando deu a carreira no jornalismo por terminada. Nessas ‘viagens’ descobriu coisas de que já não se lembrava, “coisas surpreendentes, a que o tempo também acrescentou”. “Porque, no quotidiano, habituamos e viciamos o olhar. Tenho como norma fotografar sempre que me surpreendo, depois no que me surpreende tento perceber porque é que me surpreendeu, e então ir ao pormenor. Mas primeiro as coisas têm que me surpreender”, partilhou Alfredo Cunha. O fotógrafo destaca o facto de as imagens, num “género de fotografia clássico, da fotografia humanista portuguesa”, estarem a ser mostradas “numa das galerias mais de arte moderna de Lisboa”. “Viva a Liberdade”, exposição com a qual a galeria Underdogs assinala os 50 anos do 25 de Abril de 1974, pode ser visitada até 27 de abril. A entrada é livre.
Habitação | Índice global de preços com ligeira redução Hoje Macau - 9 Abr 2024 Entre Dezembro e Fevereiro, o índice global de preços da habitação foi de 229,4, menos 0,9 por cento, em comparação com o período entre Novembro de Janeiro, de acordo com os dados revelados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O índice de preços de habitações da Península de Macau (229,2) e o índice da Taipa e Coloane (230,2) caíram 0,9 por cento e 0,7 por cento. O índice de preços de habitações construídas (247,6) baixou 1 por cento, em relação ao período anterior, enquanto o índice da Península de Macau (238,3) e o índice da Taipa e Coloane (284,8) diminuíram 0,9 por cento e 1,1 por cento. Por seu turno, o índice de preços de habitações construídas pertencentes ao escalão dos 11 aos 20 anos de construção e o índice do escalão superior a 20 anos baixaram 2,7 por cento e 1,3 por cento, respectivamente. O índice do escalão dos 6 aos 10 anos cresceu 0,8 por cento.
“Centro de Comidas” do Mercado do Patane reabre com 11 bancas Hoje Macau - 9 Abr 2024 Foi ontem inaugurado o novo espaço para comer no Mercado do Patane, e o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), responsável pela gestão, promete um “ambiente confortável” com “uma exploração honesta”. A cerimónia de inauguração do espaço com mais de 200 lugares, contou com a participação do presidente do IAM, José Tavares, e as 11 bancas vão disponibilizar comida e petiscos locais, do Interior, “sudeste asiático, gastronomia japonesa, coreana e ocidental”, bebidas e sobremesas. “O Instituto espera aproveitar o Centro de Comidas do Patane para criar um ambiente confortável, com serviços de qualidade, preços acessíveis ao público e uma exploração honesta, criando uma nova imagem do centro de comidas do mercado”, foi divulgado, em comunicado de imprensa. O horário de funcionamento do novo centro de comidas estende-se das 07h às 22h. Segundo o IAM, entre as 11 bancas de comida do Centro de Comidas do Patane, com excepção de uma que já tinha sido arrendada, as restantes 10 foram atribuídas através de concurso público. Este é um método diferente do usado no passado, em que a atribuição das bancas desocupadas era feita através de registo e sorteio. Critérios da escolha O concurso público avaliou critérios como a “estratégia de operação, experiência e habilitação do concorrente, o horário diário de exploração da banca, a diversidade da tipologia de mercadorias e a conveniência dos instrumentos de pagamento”. Apesar da inauguração ter decorrido ontem, o centro tinha começado a funcionar, de forma experimental, a 28 de Março. “O Centro de Comidas do Patane entrou em funcionamento experimental no dia 28 de Março, e tudo correu dentro da normalidade”, indicaram as autoridades sobre esse período. Antes deste período, haviam sido realizadas várias sessões de esclarecimento com os responsáveis pelas bancas de venda de comida. Na inauguração estiveram ainda presentes os vice-presidentes do IAM, Lo Chi Kin e O Lam, o presidente do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais, António José Dias Azedo, o vice-presidente do Conselho Consultivo, Chong Coc Veng.
Zona A | Preços das habitações económicas até 2,37 milhões João Santos Filipe - 9 Abr 2024 Em comparação com outras habitações económicas, o Instituto de Habitação admite que o preço pode ser mais elevado devido à localização dos prédios junto ao mar Entre 1,18 milhões e 2,37 milhões de patacas. São estes os preços que os candidatos escolhidos no concurso de 2019 de venda de habitação económica vão ter de pagar. O custo dos diferentes apartamentos foi revelado ontem, através de um despacho publicado no Boletim Oficial e de uma nota de imprensa do Instituto de Habitação. Numa altura em que se prevê que as casas fiquem concluídas até ao final do ano, o IH explicou que o preço foi definido tendo em consideração a “capacidade aquisitiva” dos compradores, “a localização dos edifícios”, “o ano de construção, a orientação e a localização das fracções na estrutura global do edifício, a área e tipologia das fracções”. Na informação foi igualmente indicado que a localização das casas foi um dos aspectos considerados, em comparação com outros concursos públicos de venda de habitação económica. “A Zona A, localizada a Leste da Península de Macau, está localizada ao redor do mar, e o seu ambiente habitacional é melhor do que o dos projectos de habitação económica anteriores”, foi justificado. A habitação económica é um tipo de habitação pública em que são vendidos apartamentos a residentes cujos rendimentos não são suficientes para comprarem uma habitação no mercado privado. Lista de compras No que diz respeito ao Lote B4, os preços dos apartamentos T1 variam entre 1,19 milhões e 1,35 milhões de patacas, dependendo do rendimento dos compradores. O custo dos apartamentos T2, varia entre 1,55 milhões e 1,68 milhões de patacas. Em relação aos apartamentos T3 no Lote B4 os compradores vão ter de pagar entre 1,93 milhões e 2,30 milhões de patacas. No Lote B9, os preços dos apartamentos T1 varia entre 1,18 milhões e 1,44 milhões de patacas, nos T2 entre 1,56 milhões e 1,81 milhões de patacas. Finalmente, nos T3, o custo vai dos 2,03 milhões de patacas aos 2,27 milhões de patacas. O último lote disponível é o B10, onde os preços de um T1 variam entre 1,22 milhões e 1,46 milhões de patacas. No caso dos T2, o custo vai ficar entre 1,59 milhões de patacas e 1,82 milhões, e nos T3 entre 2,06 milhões e 2,37 milhões de patacas. As regras do concurso de venda de habitação económica de 2019 permitem que as casas sejam vendidas no mercado privado, depois de passados 16 anos da compra. Contudo, como as vendas feitas pelo Governo incluem um desconto, no futuro, quando venderem os apartamentos, os proprietários têm de entregar um montante extra ao Governo, que varia entre 64,4 por cento a 64,5 por cento do valor da avaliação fiscal da fracção.
Turismo | Expo Internacional no Venetian entre 26 e 28 de Abril Hoje Macau - 9 Abr 2024 Decorre entre os dias 26 e 28 de Abril a 12ª edição da Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau. O evento terá lugar no Venetian e tem como tema “Encontro na MITE: Descoberta, Intercâmbio, Interacção!”. Segundo um comunicado da Direcção dos Serviços de Turismo, a edição deste ano da feira terá uma área maior de exposição, com 30 mil metros quadrados, contando com o “Pavilhão da Gastronomia” e uma “Zona de Exposições 1+4”, numa referência ao plano de diversificação económica do Governo. Tanto o “Pavilhão da Gastronomia” como os espaços “A Adega” e “Rua de Macau” terão à venda produtos a 25 patacas para celebrar os 25 anos da RAEM, estando ainda previstos passeios de um dia pelo Interior da China. Para esta Expo o Governo convidou “mais de uma centena de representantes de associações de agências de viagens estrangeiras para visitar Macau, reunirem com os operadores turísticos locais e explorarem oportunidades de negócio”, uma estreia após a pandemia. A entrada em todos os eventos e na feira é gratuita.
Hospital Kiang Wu | Paciente suicida-se durante internamento João Santos Filipe - 9 Abr 2024 O corpo da mulher de “meia idade” foi encontrado durante a madrugada de ontem na casa-de-banho de um quarto do Hospital Kiang Wu. Até ao fecho da edição do HM, os Serviços de Saúde não esclareceram se o caso vai resultar num inquérito Uma residente que estava hospitalizada numa instituição local cometeu suicídio durante a madrugada e o caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ). A ocorrência foi divulgada ontem pela polícia, e o Kiang Wu é a instituição médica onde os factos ocorreram. Segundo o relato apresentado, o corpo da mulher foi encontrado na madrugada de ontem, na casa-de-banho de um quarto do Kiang Wu, quando o pessoal enfermeiro fazia a ronda matinal pelas diferentes instalações. As autoridades policiais foram alertadas para a situação por volta das 04h39. As autoridades deslocaram-se ao local e confirmaram o óbito, que aconteceu na casa-de-banho de um dos quartos, onde o corpo foi encontrado, de acordo com a versão do pessoal da enfermaria. Quando os funcionários do hospital se depararam com o corpo, chamaram um médico que tentou realizar manobras de reanimação, embora sem sucesso. “Depois de examinado o corpo, não foram encontradas lesões ou fracturas que levantem suspeitas. Não foi encontrado qualquer bilhete de suicídio no local”, comunicou a PJ. “A vítima era do sexo feminino, de meia-idade e residente em Macau. O caso está temporariamente registado como de descoberta de cadáver e a causa da morte ainda não foi determinada após exame forense”, foi acrescentado. A indicação de “meia-idade” implica pessoas com idade entre os 30 e 60 anos, de acordo com os critérios da secretaria para a Segurança. A identidade do hospital foi divulgada pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública, a primeira força da autoridade a chegar ao local, e pela Polícia Judiciária. À espera de explicações Após a ocorrência, o HM contactou os Serviços de Saúde (SS) para perceber as condições do incidente e perceber se ia ser instaurado um processo para averiguar o sucedido. O HM tentou igualmente perceber que medidas iam ser adoptadas para evitar este tipo de situações no futuro, mas até ao fecho da edição não foi recebida resposta. Nos últimos anos, o número de suicídios em Macau tem vindo a aumentar. No ano passado, suicidaram-se 88 pessoas em Macau, total que representou um aumento anual de 10 por cento em relação a 2022, que já tinha sido um ano dos mais mortais dos últimos 10 anos. Quando comparado com 2021, 2023 registou um aumento de suicídios de 46 por cento, e um aumento de 31 por cento face ao total de suicídios registados em 2019. O Governo tem destacado como principais causas do suicídio doenças mentais, doenças crónicas ou fisiológicas e problemas financeiros Todos aqueles que estejam emocionalmente angustiados ou considerem que se encontram numa situação de desespero devem ligar para a Linha Aberta “Esperança de vida da Caritas” através do telefone n.º 28525222 de forma a obter serviços de aconselhamento emocional.
Instituto Cultural acusado de não responder a conselheiros Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 9 Abr 2024 O Instituto Cultural (IC) ainda não respondeu às críticas apresentadas por dois conselheiros numa reunião em Fevereiro do Conselho Consultivo dos Serviços Comunitários da Zona Central, relativamente aos impactos negativos das celebrações do Ano Novo Chinês na zona das Ruínas de São Paulo. O jornal Cheng Pou analisou os documentos da reunião e verificou a ausência de respostas das autoridades cerca de dois meses depois da reunião. Um dos conselheiros que apresentou queixas foi Au Weng Hei, que, no encontro, acusou o IC de não avaliar bem o impacto destas actividades antes da sua aprovação. O conselheiro disse ainda que as autoridades devem evitar perturbar os moradores com espectáculos de rua, dando também o exemplo do concerto da banda “Seventeen” no Estádio de Macau, na Taipa. O conselheiro frisou que a realização do concerto nas Ruínas de São Paulo e a instalação do palco reduziram o espaço de circulação, além de que foi deixado bastante material eléctrico na zona, o que poderia ter causado problemas de segurança. Outro conselheiro que interveio na reunião de Fevereiro foi Chang Ka Wa, que alertou para a necessidade de revitalização da antiga casa de penhores na Rua Cinco de Outubro e do portão do antigo mercado na Rua do Tarrafeiro. Só ID respondeu O HM consultou a documentação das reuniões do Conselho Consultivo dos Serviços Comunitários da Zona Central, e verificou que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego não respondeu aos dois conselheiros quando estes sugeriram a melhoria das infra-estruturas de circulação pedonal e a elaboração de um plano rodoviário para melhorar o sistema de transportes durante grandes eventos e concertos. Apesar das críticas e da reunião ter ocorrido há cerca de dois meses, os regulamentos permitem ainda às autoridades dar uma resposta aos conselheiros. Apenas o Instituto do Desporto deu respostas sobre a perturbação causada pelo concerto dos Seventeen.
Casa Comemorativa Sun Yat Sen | Taiwan tentou evitar classificação Hoje Macau - 9 Abr 202411 Abr 2024 As autoridades de Taiwan temem que a classificação torne a gestão do imóvel mais complicada, e reconhecem que foram traçados planos de contingência para a salvaguardar o direito de propriedade sobre o imóvel As autoridades de Taiwan tentaram evitar a classificação da Casa Comemorativa Sun Yat Sen como património protegido. A revelação foi feita pelo Conselho dos Assuntos do Interior de Taiwan. Segundo a informação da Central News Agency de Taiwan, que citou as declarações da Formosa, a Casa Comemorativa Sun Yat Sen tem como proprietário o Conselho dos Assuntos do Interior, através da empresa APHS Serviços de Viagem de Hong Kong. De acordo com a mesma fonte, nesta fase, não há intenção de vender o imóvel, ao contrário das informações que tinham sido colocadas a circular em 2022. No entendimento das autoridades de Taiwan, a classificação do imóvel é tida como indesejada, pelo facto de tornar a gestão do espaço menos flexível, devido às restrições impostas pelo novo estatuto do imóvel. Também como parte da classificação, o Governo da RAEM fica com uma opção de preferência sobre o imóvel, caso as autoridades de Taiwan desejem vendê-lo. Sobre a classificação por parte das autoridades de Macau, as autoridades da Formosa consideraram que faz parte da política de planeamento urbano da RAEM, e que o imóvel não foi um alvo especial, apenas resulta da avaliação que tem sido feita sobre o valor patrimonial de vários edifícios. Tudo legal Ainda segundo as explicações do Conselho dos Assuntos do Interior, a propriedade sobre a Casa Comemorativa Sun Yat Sen encontra-se regularizada de acordo com as leis de Macau da República Popular da China. Como parte dos esforços para impedir a classificação, as autoridades de Taiwan pediram aconselhamento legal junto de advogados, participaram nas três sessões de consulta pública sobre o procedimento de classificação dos imóveis e enviaram duas cartas, em Maio e Setembro do ano passado, ao Instituto Cultural, em nome da empresa APHS Serviços de Viagem de Hong Kong. Apesar da vontade das autoridades de Taiwan, o imóvel acabou mesmo por ser classificado. Sobre o futuro do imóvel, as autoridades da ilha afirmaram que iriam manter comunicação com as autoridades de Macau, para salvaguardar os direitos de propriedade sobre o imóvel. Além disso, foi reconhecido que foram traçados vários planos de contingência, para todos os cenários, de forma a responder a eventuais avanços que contrariem o direito de propriedade sobre o imóvel. De acordo com os dados de Taiwan, no ano passado a Casa Comemorativa Sun Yat Sen recebeu 22.279 visitantes, além de vários intercâmbios artísticos e culturais, que tiveram como objectivo aproximar as pessoas de Taiwan e Macau.
Coutinho estranha aluguer de estádio e pede esclarecimentos João Santos Filipe - 9 Abr 2024 José Pereira Coutinho insiste que o Governo deve explicar de forma clara os critérios utilizados pelo Instituto do Desporto (ID), para arrendar as instalações que gere. O assunto é abordado numa interpelação escrita, face às suspeitas de dualidade de critérios, dado que foi possível arrendar o Estádio de Macau a uma entidade privada com fins lucrativos para a organização de dois concertos da banda Seventeen. “No dia 8 de Fevereiro do corrente ano, interpelei por escrito, o Governo da RAEM sobre a política de arrendamento das instalações desportivas públicas, que não podiam ser alugadas aos treinadores e formadores de muitas actividades desportivas, tais como futebol e badminton, para o treino de crianças e jovens de Macau”, começou por indicar o legislador. No entanto, Pereira Coutinho nota que o cenário traçado pelo ID parece não estar em sintonia com a autorização para a realização dos concertos da banda coreana Seveteen. “Na ocasião, muitos cidadãos, incluindo treinadores das modalidades de futebol e badminton, ficaram surpreendidos com a excepção feita pelo Instituto do Desporto, em relação à regra geral de proibição do aluguer das instalações geridas pela administração, a entidades privadas, tendo autorizado que o Campo de Futebol do Estádio da Taipa fosse temporariamente arrendado para a realização de dois concertos do grupo coreano Seventeen”, aponta. Face a estes desenvolvimentos, Coutinho quer que o Governo explique de forma clara os critérios para o arrendamento a entidades privadas: “Que critérios transparentes, justos e imparciais são actualmente utilizados pelas autoridades competentes na avaliação, e tomada de decisão, dos pedidos de aluguer das instalações desportivas públicas sob a responsabilidade do Instituto do Desporto?”, pergunta. O deputado pede ainda a confirmação da nova postura do ID, que levará a que treinadores e formadores possam arrendar as instalações do ID, mesmo que tenham fins lucrativos. No caso dessa nova situação se confirmar, Coutinho pede que seja criado um serviço “one-stop” para facilitar os pedidos de arrendamento.
Chefe do Executivo | Comissão eleitoral eleita a 11 de Agosto Hoje Macau - 9 Abr 2024 Arrancou ontem a primeira etapa do processo para eleger o próximo Chefe do Executivo. Foram anunciados os membros da Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo, responsáveis por coordenar a eleição dos 400 membros do colégio eleitoral que irá escolher o novo governante máximo da RAEM As autoridades deram ontem início ao processo para a escolha do Chefe do Executivo, com a marcação para 11 de Agosto das eleições dos membros da Comissão Eleitoral. O actual Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, nomeou ainda o presidente e os membros da Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo (CAECE), de acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial (BO). A juíza do Tribunal de Última Instância (TUI), Song Man Lei, foi nomeada presidente da CAECE, que integra ainda o procurador-adjunto do Ministério Público, Mai Man Ieng, o juiz presidente do Tribunal Colectivo dos Tribunais de Primeira Instância, Seng Ioi Man, a directora dos Serviços de Administração e Função Pública, Ng Wai Han, e a directora do Gabinete de Comunicação Social, Inês Chan Lou. Citada por um comunicado oficial, Song Man Lei apontou apenas que a comissão deverá realizar a primeira reunião esta semana. Relativamente à Lei Eleitoral para o Chefe do Executivo, a responsável disse que o diploma “define claramente toda a agenda e os pormenores dos procedimentos, atribuindo tempo suficiente à Comissão para finalizar o trabalho de forma gradual”. A nova presidente da CAECE nasceu em 1966 e é formada, com licenciatura e mestrado, em Direito pela Universidade de Pequim, tendo estudado língua portuguesa em Coimbra e feito o curso de introdução ao Direito de Macau na Universidade de Macau. Iniciou funções como delegada do Procurador no Ministério Público de Macau em 1996 e continuou já na era RAEM. Song Man Lei foi a primeira delegada do Procurador e é uma das magistradas com a carreira mais extensa na justiça local. Mandato até 2028 O Chefe do Executivo é eleito por uma Comissão Eleitoral composta por 400 membros provenientes de quatro sectores, e nomeado por Pequim. O mandato tem a duração de cinco anos. A Lei Básica define os quatro sectores da sociedade como: industrial, comercial e financeiro; cultural, educacional, profissional; do trabalho, serviços sociais, religião; representantes dos deputados à Assembleia Legislativa e dos membros dos órgãos municipais, deputados de Macau à Assembleia Popular Nacional chinesa e representantes dos membros de Macau no Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. O mandato dos membros da CAECE termina a 31 de Dezembro de 2028. Ho Iat Seng continua em silêncio sem revelar se avança, ou não, para uma candidatura ao segundo mandato. Em Dezembro último, o actual governante máximo da RAEM ainda não tinha ponderado se ia ou não ser candidato, tendo o assunto ficado de fora da agenda que levou a Pequim nessa altura. Na mesma ocasião, o Chefe do Executivo afirmou que o Governo Central tem os seus procedimentos e que os jornalistas não se devem preocupar com a questão. Ho Iat Seng frisou que faltava ainda muito tempo para as eleições e que era cedo para abordar o assunto.
José Cesário diz que proximidade com Macau é prioridade Hoje Macau - 8 Abr 2024 “É com muita honra que me dirijo aos portugueses residentes em Macau, todos eles, independentemente de terem nascido aí no território de Macau, em Portugal ou em qualquer outro ponto do mundo. Iniciei recentemente funções como secretário de Estados das Comunidades Portuguesas.” Foi desta forma que José Cesário endereçou os portugueses de Macau, desde que assumiu recentemente, pela quarta vez, a pasta de secretário de Estado das Comunidades do novo Governo recém-eleito liderado por Luís Montenegro. Em declarações ao Canal Macau da TDM, o político que exerce funções de deputado desde 1983 pelo Partido Social Democrata, indicou que irá “dialogar com as autoridades locais, de Macau, com as autoridades portuguesas em Macau”, sublinhando a necessidade de dar atenção à qualidade dos serviços consulares e ao funcionamento da Escola Portuguesa. O novo secretário de Estado afirmou que irá trabalhar com os conselheiros das comunidades, a quem destacou atribuir “uma importância fundamental na relação entre Portugal e os portugueses que estão fora”, sem comentar a queixa que a Comissão Nacional de Eleições apresentou ao Ministério Público contra Rita Santos e a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau. Na mensagem difundida pelo canal público de televisão de Macau, José Cesário destacou ainda os dirigentes associativos como “parceiros fundamentais”, e prometeu “grande atenção, disponibilidade, trabalho e dedicação”. Sentir Portugal Falando de Macau, José Cesário afirmou ser um local especial onde se sente a portugalidade e o amor a Portugal, sublinhando que o estabelecimento de uma relação de proximidade será uma prioridade governativa. A entrada no Executivo de Montenegro marca a quarta vez que assume a parta da secretaria de Estado das Comunidades. A estreia aconteceu em 2022, no elenco do Governo liderado por Durão Barroso e a última foi em 2015, quando Pedro Passos Coelho era primeiro-ministro. Desta vez, foi eleito pela coligação Aliança Democrática (AD), que teve a lista mais votada no círculo da emigração Fora da Europa. No que diz respeito aos resultados na China, a AD foi a lista mais votada com 2.306 votos, o que representa 37,45 por cento do eleitorado, seguida pelos socialistas, com 745 votos (12,10 por cento). O Chega ficou em terceiro lugar com 330 votos (5,36 por cento).
Governo a prazo André Namora - 8 Abr 2024 O novo Governo de Portugal tomou posse da pior maneira. A primeira preocupação foi inacreditavelmente substituir os símbolos nacionais do anterior governo. Algo absurdo e ignóbil. O novo primeiro-ministro apresentou 41 secretários de Estado. Mais 41 chefes de Gabinete, mais 41 secretárias de confiança, mais 82 assessores, no mínimo. O povo não entende políticas deste tipo. Esperava o anúncio das mudanças apresentadas na campanha eleitoral que deu a vitória a Montenegro por uns míseros votos de diferença para o Partido Socialista. O novo Governo não tem o mínimo de condições para governar, salientando-se a nomeação de Paulo Rangel para ministro de Negócios Estrangeiros, o mesmo político que ofendeu e insultou o primeiro-ministro de Espanha por várias vezes em comícios do PP espanhol e que agora anuncia que a primeira viagem ao estrangeiro de Montenegro será a Madrid. Não, os espanhóis acompanham há décadas a política portuguesa e agora sabem que têm adversários políticos pela frente. Não querem negociações sobre nada, muito menos, boas relações com quem se fartou de os insultar. Portugal está numa encruzilhada devastadora em termos políticos e económicos. O novo governo pretende gastar o pouco que o seu anterior deixou nos cofres. Pretende privatizar tudo o que puder e lamentavelmente, assim que puder, acabar com o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este governo não quis o apoio do Chega para formar uma maioria absoluta de direita e enraizar todas as teorias neonazis. E pensou que seria o Partido Socialista a dar-lhe a mão. Debalde. Os socialistas farão oposição ao novo governo e Pedro Nuno Santos, líder dos socialistas, já anunciou que não é salvador de pátrias direitistas e populistas. Neste sentido, estamos perante um governo a prazo. Este governo não vai durar mais de seis meses e teremos novas eleições antecipadas. Por quê? Porque se trata de um governo minoritário, arrogante, petulante, de políticas antidemocráticas e à espera que o Chega, um partido nazi de extrema direita, lhe pudesse dar a mão. Puro engano. O Chega, o que quer, é destruir o novo governo e ultrapassar em votos o PSD. O Chega de André Ventura nunca perdoará a Montenegro a tal máxima do “não, é não”. E sendo assim, Ventura tudo fará para haver eleições antecipadas e que os votos angariados o transformem no partido mais votado, à semelhança de alguns países europeus. Infelizmente, Portugal com cerca de quatro milhões de cidadãos no nível de pobreza, não será com um governo deste estilo autoritário e partidário que verá os seus problemas de habitação, educação, justiça, forças de segurança e das Forças Armadas resolvidos. Antes pelo contrário, este governo de Montenegro quer gastar aqui e acolá, sem saber onde irá buscar dinheiro quando acabar o que Fernando Medina deixou nos cofres. A demagogia dos apoiantes do novo governo é atroz, demonstra uma incapacidade total de resolver os problemas do país e, neste sentido, muito que custe ao “guru” Marcelo Rebelo de Sousa, as eleições antecipadas lá para Outubro devem ser uma realidade. Este governo não vai ter o apoio parlamentar nem do Chega com 50 deputados, nem do Parido Socialista com 78 representantes do povo. Os canais de televisão, quase completamente afectos ao novo governo, não se fartam de propagandear que este governo é algo de bom para o país. Mas, o povo não é estúpido, e já viu que as promessas da campanha eleitoral não serão cumpridas. No governo, o primeiro-ministro até escolheu para seu chefe de Gabinete um suspeito de violência doméstica, um crime muito mais grave que cometeu o chefe de Gabinete de António Costa ao ter escondido dinheiro em envelopes no próprio gabinete. Verificamos que existem ministros no elenco governamental absolutamente com telhados de vidro e incompetentes. Até foi escolhido uma filha de um comentador televisivo que só tem feito, ao longo de meses, a propaganda de Montenegro. Afinal, o governo de Costa era incompetente, corrupto e ineficaz, mas já ouvimos membros do novo governo a afirmar que, afinal, no sector da Saúde, especialmente nos Centros de Saúde, está tudo bem e que não há nada a melhorar. Por seu turno, Pedro Nuno Santos escolheu enquanto ministro o novo aeroporto de Lisboa para Alcochete. Essa sua decisão, sem dar cavaco ao primeiro-ministro, custou-lhe a demissão. Contudo, o novo governo já está a preparar tudo para anunciar que o aeroporto será em Alcochete. Este, é apenas um pequeno exemplo de que este governo nunca poderá percorrer os quatro anos de mandato. Não tem o apoio do Chega e muito menos do Partido Socialista, do PCP, do Livre, do PAN e do Bloco de Esquerda para aprovar o seu Orçamento do Estado. Por isso, é que na nossa simples opinião, a arrogância de vencedor de umas eleições pela margem mínima não tem solução a longo prazo. Teremos que admitir que os pobres ficarão mais pobres. Ainda durante a semana passada, um nosso amigo que sempre recebeu reembolso do IRS, nos transmitiu que verificou no Portal das Finanças que terá de pagar cerca de 500 euros, sem que em 2023 tenha tido mais algum euro de rendimento. É este o apoio que os pobres podem esperar de uma política anterior e futura. O país não é para pobres, mas sim para os Berardos, Salgados, Sócrates, Rangéis, Granadeiros, Bavas, Mexias e quejandos. Prometeu-se a mudança, mas já se constatou que as dificuldades de sobrevivência da maioria do povo irão continuar. A prazo.
Pequim disponível para ajudar Timor-Leste em agricultura e indústria Hoje Macau - 8 Abr 2024 O chefe da diplomacia de Timor-Leste disse que a China “assumiu o compromisso” de apoiar o desenvolvimento económico em Timor-Leste, nomeadamente nos sectores das infra-estruturas, agricultura e indústria. O reforço da cooperação entre os dois países foi discutido num encontro entre o chefe da diplomacia timorense, Bendito Freitas, durante uma visita oficial à China, e o seu homólogo chinês, Wang Yi. “Durante o encontro, o Governo chinês assumiu o compromisso de apoiar o desenvolvimento económico de Timor-Leste, com especial ênfase nos sectores das infra-estruturas, agricultura e indústria. Destacou-se também o reforço da capacidade dos recursos humanos timorenses através de bolsas de estudo e formação”, refere o executivo timorense. Segundo o Governo de Díli, os dois ministros manifestaram também a “intenção de reforçar ainda mais as relações diplomáticas e a cooperação bilateral, em prol dos interesses comuns”. A China e Timor-Leste elevaram em Setembro de 2023 as relações bilaterais para uma “parceria estratégica abrangente”, o segundo nível mais alto no protocolo da diplomacia chinesa, em linha com a “Faixa e Rota”. Ajuda na ASEAN A “Faixa e Rota” é uma iniciativa lançada pela China em 2013, inspirada na antiga Rota da Seda, que se tornou no principal programa de política externa do Governo chinês, liderado pelo Presidente Xi Jinping, e à qual já aderiram 150 países. O acordo foi assinado entre o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e o Presidente chinês, Xi Jinping, à margem da cerimónia de abertura dos Jogos Asiáticos, evento multidesportivo que se realiza a cada quatro anos. Durante o encontro, foi também proposta a criação de um grupo de trabalho para a “cooperação na área da agricultura e para o desenvolvimento de infra-estruturas de Timor-Leste, bem como o aumento do intercâmbio de recursos humanos e o fortalecimento da cooperação cultural, educacional e profissional”. “A China reiterou o seu apoio à adesão plena de Timor-Leste à Associação das Nações do Sudeste Asiático e ofereceu-se também para fornecer assistência através da Iniciativa de Desenvolvimento Global”, acrescentou o Governo de Timor-Leste.
Japão | Primeiro-ministro visita EUA para reforçar laços militares Hoje Macau - 8 Abr 2024 O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, adiantou que pretende fortalecer a cooperação militar e de desenvolvimento de armas com Washington, na véspera de uma visita aos Estados Unidos para se encontrar com o Presidente Joe Biden “A cooperação na indústria de defesa entre o Japão e os Estados Unidos, bem como com países que pensam da mesma forma, é extremamente importante”, frisou Kishida, durante uma entrevista a meios de comunicação social estrangeiros seleccionados, incluindo a agência Associated Press (AP). Kishida salientou que o Japão espera promover a cooperação em segurança em áreas que incluem equipamentos e tecnologia de defesa, que permitam fortalecer “ainda mais” a “capacidade de dissuasão”. Na viagem aos Estados Unidos, que começa hoje a prossegue até 14 de Abril, Kishida manterá conversações com Biden na Casa Branca, na quarta-feira, seguidas por uma cimeira trilateral com o Presidente filipino Ferdinand Marcos Jr., no dia seguinte. Kishida é o primeiro líder japonês a visitar Washington como convidado de Estado desde a viagem do então primeiro-ministro Shinzo Abe, em 2015, que reviu a interpretação da Constituição pacifista do Japão para permitir que o seu princípio de autodefesa também abrangesse o seu aliado, os Estados Unidos. Desde a adopção de uma estratégia de segurança nacional mais abrangente em 2022, o Governo de Kishida tomou medidas ousadas para acelerar a construção militar do país e espera mostrar que está disposto e é capaz de elevar a sua cooperação em segurança com os Estados Unidos. Kishida prometeu duplicar os gastos com a Defesa e aumentar a dissuasão contra uma China cada vez mais assertiva, que o Japão considera uma ameaça à segurança. Unir comandos Espera-se também que os dois líderes concordem em iniciar discussões sobre o estabelecimento de um comando unificado em cada lado, visto como uma grande mudança estrutural para melhorar a interoperabilidade e capacidade de resposta. O Japão e os Estados Unidos estão a intensificar os laços de defesa com as Filipinas devido a preocupações comuns sobre o papel da China na região. Os três líderes devem discutir um fortalecimento da cooperação em segurança à medida que aumentam as tensões entre a China e as Filipinas devido às suas reivindicações territoriais rivais no mar do Sul da China. Já Biden quer mostrar nestes encontros que as três nações estão em sintonia com as suas preocupações sobre a acção cada vez mais agressiva da China contra a guarda costeira filipina e os navios de abastecimento ao largo do disputado Second Thomas Shoal, no mar da China Meridional, de acordo com fontes da administração Biden. Entre outras áreas de cooperação, como planos para aumentar o número de estudantes japoneses em universidades dos EUA, estará em discussão o espaço, esperando-se que Kishida e Biden confirmem a participação do Japão no programa lunar Artemis da NASA e sua contribuição de um veículo espacial lunar desenvolvido pela Toyota Motor Corp.
EUA | Primeiro-ministro Li Qiang vinca posição de parceria de Pequim Hoje Macau - 8 Abr 2024 O primeiro-ministro chinês Li Qiang disse ontem que Washington e Pequim devem ser “parceiros, não adversários”, num encontro com a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, que pediu comunicação mais “aberta e directa” Li Qiang disse em Pequim que a população chinesa tem acompanhado de perto a visita de Yellen, o que demonstra “a expectativa e esperança de que a relação entre a China e os Estados Unidos continue a melhorar”. “Embora tenhamos mais a fazer, acredito que, ao longo do ano passado, colocámos a nossa relação bilateral numa base mais estável”, disse Yellen, de acordo com um comunicado do Departamento do Tesouro dos EUA. “Isso não significou ignorar as nossas diferenças ou evitar conversas difíceis”, sublinhou Yellen. “Significou compreender que só podemos progredir se comunicarmos directa e abertamente uns com os outros”, acrescentou. No sábado, Yellen tinha-se encontrado, na cidade de Guangzhou com o homólogo chinês, He Lifeng, numa reunião em que concordaram realizar “intercâmbios intensivos com vista a um crescimento equilibrado”. De acordo com o Departamento do Tesouro dos EUA, Yellen disse no encontro que iria aproveitar os intercâmbios para defender “condições equitativas para os trabalhadores e as empresas norte-americanas”. Washington está particularmente preocupado com o aumento das exportações chinesas a baixo custo em sectores como veículos eléctricos, baterias de iões de lítio e painéis solares, o que pode impedir a formação de uma indústria norte-americana nestas áreas. Depois da chamada Yellen advertiu ainda no sábado as empresas chinesas contra a prestação de ajuda à Rússia e à sua indústria de defesa na guerra na Ucrânia. “As empresas, em particular as chinesas, não devem fornecer apoio material à guerra da Rússia contra a Ucrânia, à indústria de defesa russa”, afirmou, alertando que quem o fizer sofrerá “consequências significativas”. A visita de Yellen, a segunda à China num ano, ocorre num momento em que Washington e Pequim estão em desacordo sobre uma série de questões, incluindo o acesso a tecnologias de ponta, o futuro de Taiwan e a aplicação chinesa TikTok, que poderá ser banida nos EUA. O Presidente dos EUA, Joe Biden, e o homólogo chinês, Xi Jinping, falaram na terça-feira, numa chamada telefónica que a Casa Branca descreveu como franca, mas na qual, de acordo com o Governo chinês, houve alguma fricção. Também na semana passada, na quarta e quinta-feira, autoridades de Defesa dos EUA e da China reuniram-se para discutir incidentes agressivos com navios e aeronaves entre as duas forças na região do Pacífico e aliviar as tensões entre as duas superpotências. Reiniciando um diálogo que a China tinha encerrado, por causa do diferendo sobre Taiwan, a reunião ocorreu no momento em que Washington e Pequim trabalham para expandir as comunicações bilaterais e aliviar as crescentes tensões.
Itália | Bolsas Armani produzidas por trabalhadores chineses explorados Hoje Macau - 8 Abr 20248 Abr 2024 Uma empresa do grupo da marca de luxo Giorgio Armani foi colocada sob administração judicial pelo tribunal de Milão, por alegadamente ter subcontratado uma empresa não autorizada, que empregava trabalhadores chineses que eram explorados. A empresa em questão é a Giorgio Armani Operations, controlada e supervisionada pela Giorgio Armani, e que é responsável pelas colecções e acessórios do prestigiado grupo italiano, especificou o tribunal na sua decisão, citada pela agência France-Presse (AFP). Segundo o tribunal, a empresa terá recorrido a um fornecedor, a Manifatture Lombarde, que por sua vez recorreu a subcontratantes que utilizavam oficinas chinesas na província de Milão e empregavam imigrantes indocumentados, para a produção de bolsas, artigos de couro e acessórios Armani. O tribunal nomeou um consultor pelo período de um ano, que trabalhará ao lado dos gestores para melhorar o relacionamento com os fornecedores. A finalidade desta medida “não é repressiva”, mas “bastante preventiva” com o objectivo de “proteger a sociedade o mais rapidamente possível” da “infiltração criminosa”, pode ler-se na decisão do tribunal de Milão, no seu acórdão de 3 de Abril. O contrato do subcontratante oficial da Armani, Manifatture Lombarde, incluía um código de ética e uma proibição explícita da própria utilização de subcontratantes, embora, de acordo com a investigação conduzida pelos carabinieri [polícia militarizada italiana], este subcontratante não tivesse oficina de produção. De acordo com a investigação, a empresa Manifatture Lombarde subcontratou a produção a “oficinas chinesas”, que empregam principalmente cidadãos chineses e paquistaneses que trabalhavam em condições que violam as regras fundamentais de segurança. Os trabalhadores, obrigados a “aceitar condições de trabalho particularmente desvantajosas que resultam numa exploração real”, trabalharam nomeadamente um número de horas superior ao oficialmente declarado.
Mar do Sul da China | Pequim realizou “patrulhas de combate” Hoje Macau - 8 Abr 2024 Pequim realizou “patrulhas de combate” no disputado mar do Sul da China, onde Filipinas, Estados Unidos, Japão e Austrália também efectuaram manobras conjuntas. “Em 7 de Abril, o Comando do Teatro Sul do Exército de Libertação do Povo Chinês está a organizar patrulhas conjuntas de combate naval e aéreo no mar do Sul da China”, disse o exército chinês, num comunicado. “Todas as actividades militares que perturbem a situação no mar do Sul da China e criem pontos críticos estão sob controlo”, acrescentou o exército, numa aparente alusão aos exercícios conjuntos dos quatro países. A China não divulgou quaisquer detalhes sobre a natureza e localização exacta das manobras. No sábado, as Filipinas, os Estados Unidos, o Japão e a Austrália anunciaram, num comunicado conjunto, que iriam realizar ontem exercícios navais e aéreos na zona económica exclusiva das Filipinas. “Demonstrando o nosso compromisso colectivo de fortalecer a cooperação regional e internacional rumo a um Indo-Pacífico livre e aberto, as nossas forças de defesa e exércitos combinados realizarão uma actividade de cooperação marítima”, disseram os quatro países. O comunicado recordou que o Tribunal Permanente de Arbitragem de Haia deu em 2016 razão a Manila sobre a soberania de várias ilhas e atóis nestas águas, uma decisão que as autoridades chinesas se recusaram a cumprir. O ministro da Defesa do Japão defendeu que a questão do mar do Sul da China “está directamente relacionada com a paz e a estabilidade da região e é uma preocupação legítima da comunidade internacional”. “O Japão opõe-se a quaisquer mudanças unilaterais ao status quo pela força, quaisquer tentativas, bem como quaisquer acções que aumentem as tensões no mar do Sul da China”, acrescentou Minoru Kihara, citado no comunicado. Antes da cimeira O exercício decorre poucos dias antes de uma cimeira que irá reunir em Washington o Presidente dos EUA, Joe Biden, e os líderes das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr, e do Japão, Fumio Kishida. No início da semana, o navio de guerra australiano HMAS Warramunga chegou à província filipina de Palawan, perto da zona marítima disputada. As tensões regionais intensificaram-se no ano passado, com a China a afirmar de forma mais assertiva a alegada soberania sobre áreas marítimas também reivindicadas pelas Filipinas, Japão e Taiwan. Em resposta, os Estados Unidos procuraram reforçar as suas alianças na região, particularmente com os seus aliados tradicionais, o Japão e as Filipinas. Além das Filipinas e da China, também o Vietname, a Malásia e Brunei reivindicam parte deste mar estratégico, através do qual flui 30 por cento do comércio mundial e que alberga 12 por cento dos navios pesqueiros mundiais, bem como depósitos de petróleo e gás.
O rolo consolador que Wang Ximeng fez para Huizong Paulo Maia e Carmo - 8 Abr 2024 Su Shi (1037-1101), no seu desassossego natural de poeta que, transbordando, deu forma a toda a sua actividade como funcionário imperial e político, envolveu-se de modo empenhado nas grandes polémicas do seu tempo. Referindo-se criticamente às Novas políticas (Xinfa) do seu adversário Wang Anshi (1021-86) cuja repetida oposição lhe haveria de custar o exílio, escreveu o poema: Como poderia não haver falta de comida ou secas? Os altos funcionários e as suas políticas carecem de mérito. Quando se perde a noção adequada de governar, desastres ocorrerão. Nenhum deles sabe como se auto-analisar. Quando chove, rezam por céus limpos, Quando há uma seca, desejam a neve. Essa relação entre a acção humana e o clima desfavorável, entendido como um «castigo dos céus», estava no centro de uma estupefacção sentida por todos os que habitavam aquela região naquele tempo, um fenómeno que hoje se conhece como Anomalia Medieval do Clima, que provocou súbitas alterações climáticas com consequências funestas na agricultura. O que era tanto mais grave quanto se entendia ser o imperador, através dos adequados rituais, o regulador do bom funcionamento da cadência das estações. Com a disrupção, mais se difunde um inquietante e supersticioso sentimento de instabilidade. Tendo ocorrido de modo especialmente gravoso durante a dinastia Song (960-1279) com o aquecimento entre 1100-1200, que atravessou o reino do imperador Huizong (1100-26) o monarca esteta, pintor e poeta, adequou a sua resposta à adversidade à expressão artística, encorajando quem lhe mostrava indícios de possibilidade, sinais auspiciosos. Um deles foi o alto funcionário Cai Jing (1047-1126) que o tranquilizaria sobre outro fenómeno tido como não auspicioso; o alinhamento de cinco planetas que foi interpretado como um potencial de desastres. Cai Jing, súbdito erudito recorreu à memória: Os cinco planetas movendo-se em uníssono no céu, é uma visão auspiciosa significando um futuro de grande paz. O vosso servo recorda que, de acordo com a História dos Han, quando o império alcança grande calma e tranquilidade, os cinco planetas estavam alinhados e obedeciam à regra (…) O nome de Cai Jing aparece numa pintura invulgar, encomendada por Huizong, feita por um jovem chamado Wang Ximeng (1096-1119) de quem não se conhecem outras obras. No extenso rolo horizontal de 1113, Mil li de rios e montanhas (tinta, cores sobre seda, 51,5 x 1193 cm, no Museu do Palácio, em Pequim) Wang usou o azul e o verde (qinglu), cores ligadas à busca da imortalidade, para pintar o panorama do monte Lu e do lago Poyang, em Jiujiang. Huizong podia olhar as seis vistas sucessivas de montanhas, ligadas por pontes ou cursos de água, e tranquilizar-se naquele ritmo reconfortante que Cai Jing diz ser o seu aspecto em Abril, indicando prosperidade no ano seguinte.
“Todos Fest!” | Comuna de Pedra apresenta festival inclusivo a partir de sexta-feira Andreia Sofia Silva - 8 Abr 2024 A associação Comuna de Pedra volta a apresentar este mês o festival de arte, performance e cinema “Todos Fest!”, que procura ligar ao meio artístico portadores de deficiência e idosos. Entre os dias 12 e 21 de Abril o público poderá desfrutar de um extenso cartaz que se apresenta na Antiga Fábrica de Panchões Iec Long, na Taipa Velha Mostrar que os portadores de deficiência e idosos conseguem ser artistas, num relacionamento também pedagógico, é o mote da quarta edição do “Todos Fest!”, promovido pela associação cultural Comuna de Pedra, que este ano decorre entre os dias 12, a próxima sexta-feira, e 21 de Abril. A programação inclui espectáculos, exibições de filmes, workshops e projectos multimédia e apresenta-se na Antiga Fábrica de Panchões Iec Long, na zona da Taipa Velha. Neste programa juntam-se artistas locais e de Hong Kong, bem como voluntários e diversas associações de cariz social que trabalham com idosos ou portadores de deficiências físicas ou intelectuais. Citada por um comunicado da associação que organiza o evento, Jenny Mok, curadora do festival e directora da Comuna de Pedra, destaca que a associação se juntou a grupos da comunidade para “abrir o teatro a todos, incluindo a pessoas com deficiências físicas e mentais e idosos”. Algumas das entidades que participam neste festival são a Associação de Pais de Pessoas com Deficiência Intelectual de Macau, a Sociedade Fuhong de Macau ou a Richmond Fellowship. Assim, “com base na experiência e observação, encorajamos as minorias locais a explorar as possibilidades do corpo, a olhar para o passado, a ouvir os corações e a expressarem-se através do teatro”. Experiências de vida Um dos destaque do cartaz deste ano é “Life is a Dream”, um espectáculo de dança contemporânea, protagonizado pelo projecto comunitário “The Journey of My Story”. O projecto baseia-se “numa abordagem mais suave de contar histórias”, apresentando-se uma narrativa pautada pelas experiências do elenco relacionadas com sentimentos de medo, depressão, sonhos, tristeza ou alegria, sem esquecer “as contemplações sobre a vida e morte”. “Caretaker”, um projecto multimédia, apresenta gravações a partir das partituras originais da peça de teatro com o mesmo nome, narrando “histórias vividas por cuidadores [informais] a partir de diversas perspectivas e pontos de vista”. Por sua vez, na área do cinema, destaque para a secção “Projecções com o Coração”, em que uma série de filmes exibidos nos dias 20 e 21 de Abril visa incluir os espectadores de todos os quadrantes da sociedade, a fim de aumentar a consciencialização da inclusão dos que são diferentes e minoritários. O cartaz do “Todos Fest!” traz ainda para a agenda cultural da cidade o workshop “Forget Me Not”, destinado a profissionais de saúde e protagonizado por Kerry Cheung, de Hong Kong, que vai “levar os profissionais de saúde locais a descobrir como a dança pode dar vitalidade à vida das pessoas com demência”. O programa encerra-se com um mercado de venda e exposição de produtos locais feitos pelos diversos grupos comunitários, a fim de mostrar o trabalho desenvolvido pelos mais velhos e portadores de deficiência na busca por uma vida mais activa. Criada em 1996, a Comuna de Pedra tem na sua génese a apresentação de espectáculos com fortes mensagens sociais, muito ligada à dança contemporânea, ao teatro e à promoção da educação na arte, sempre procurando desenvolver “mais possibilidades artísticas” no território. Além disso, a Comuna de Pedra faz curadoria e produção de variados projectos artísticos como festivais, programas colaborativos ou exposições.
Revolução dos Cravos celebrada no Museu do Oriente em Lisboa Hoje Macau - 8 Abr 2024 Uma exposição, um concerto e uma conferência sobre as diferentes perspectivas da Revolução do 25 de Abril de 1974 estão no centro do programa 50 Anos do 25 de Abril que vai decorrer no Museu do Oriente, entre 12 de Abril a 19 de Maio. A exposição sob o título “Ventos de Liberdade” – com fotografias inéditas que evocam os valores e a herança da mudança política no país – revelará, a partir de 16 de Abril, o olhar de Ingeborg Lippmnan e Peter Collis, dois fotojornalistas estrangeiros que acompanharam o processo, e retrataram o que a revolução transformou. “A lente do britânico Peter Collis capta um país em transe, desde os portugueses anónimos, a protagonistas da cena política da época, e as imagens da alemã Ingeborg Lippmann focam as mulheres, a paisagem humana no Alentejo no contexto da reforma agrária”, num país muito rural, descreve um texto da organização. Comissariada por Fátima Lopes Cardoso e Pedro Marques Gomes, a exposição, de entrada gratuita, parte dos seus arquivos, depositados na Fundação Mário Soares e Maria Barroso, revelados agora pela primeira vez, que poderão ser vistos até 19 de Maio. Macau presente A par da exposição, será apresentada “A Liberdade”, obra vencedora do concurso de criação artística “Call4art: 50 Anos do 25 de Abril”, lançado em 2023 pela Fundação Oriente, para encorajar gerações de artistas plásticos que não viveram a ditadura a reflectir sobre o legado e valores da revolução. Da autoria de Isa Magalhães (aka Kideo Kidō), a instalação “A Liberdade” simboliza “o impacto positivo desta conquista nas gerações pós-revolução”, e poderá ser vista até 19 de Maio, segundo a organização. Também no dia 16 de Abril, a conferência comemorativa do 50.º aniversário do 25 de Abril irá reunir testemunhos de quem viveu a revolução em diferentes contextos lusófonos, bem como um balanço de 50 anos de democracia em Portugal. A sessão inicia-se com o relato desta vivência em algumas geografias como Macau e Timor-Leste, através dos testemunhos do jornalista Ricardo Pinto e da historiadora Zélia Pereira, em painéis sobre democracia e liberdade em Portugal, democracia paritária e liberdades civis, participados pelas vozes de investigadores como Gonçalo Saraiva Matias, Marina Costa Lobo, Vasco Malta e Miguel Vale de Almeida, entre outros. Na sessão de encerramento da conferência estará o presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, e a presidente da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, Isabel Soares. Coproduzido pela Associação Setúbal Voz, a Fundação Oriente apresentará um concerto a 12 de Abril para revisitar a forma como a Revolução dos Cravos chegou a Macau: os músicos Diogo Oliveira e Tiago Mileu vão ritmar como a notícia foi narrada na Rádio Macau por Rui de Mascarenhas, um cantor português de sucesso na época. O espectáculo irá reunir poemas musicados, temas tradicionais chineses e canções populares portuguesas. As delegações da Fundação Oriente terão também diversas iniciativas a decorrer entre os dias 22 e 29 de Abril, por ocasião de um encontro que trará músicos goeses para dois concertos que combinam fado, mandó e outros temas de Goa.
Ponte Nobre de Carvalho | Encerramento prolongado até Maio Hoje Macau - 8 Abr 2024 As medidas provisórias de encerramento e proibição da circulação de peões nos dois lados da Ponte Governador Nobre de Carvalho foram prolongadas até 10 de Maio, de acordo com um comunicado da Direcção de Serviços de Obras Públicas (DSOP). “As obras de reparação da estrutura inferior da Ponte Governador Nobre de Carvalho tiveram início em Outubro do ano passado e, até ao momento, foram reparados 40 locais”, começou por explicar a DSOP, em comunicado. “Recentemente, o Laboratório de Engenharia Civil de Macau efectuou de novo uma inspecção visual em relação à estrutura inferior da respectiva ponte, tendo verificadas 25 novas partes que necessitam de tratamento […] ”, foi acrescentado. A DSOP garante ainda que face ao prolongamento da proibição, que serão afixados avisos no local, para que as pessoas saibam que podem ser multadas num valor próximo de 600 patacas, caso ignorem a proibição. “Durante a execução da obra, o empreiteiro irá instalar, conforme as exigências, as placas de alerta sobre a execução da obra na zona de execução, bem como proceder-se-á aos trabalhos de vedação provisória e a instalação de placas de sinalização de trânsito nas duas extremidades dos passeios da ponte”, foi indicado.
Inflação | Macau e HK cada vez mais caros, diz economista Hoje Macau - 8 Abr 2024 Henry Lei, economista e docente na Universidade de Macau (UM), considera que tanto Macau como Hong Kong estão a ficar cada vez mais caros para os residentes. “Macau está a ficar cada vez mais caro, especialmente quando comparamos o custo de vida com Zhuhai e outras cidades na China. O nível de preços, até certo ponto, é muito próximo de Hong Kong”, disse, alertando para a crescente subida de preços nos últimos dez anos. “Se sairmos para um almoço simples num café ou restaurante local, já pagamos cerca de 80 por cento do preço de Hong Kong. Ou seja, Macau vai ficando cada vez mais caro, especialmente na última década”, afirmou à TDM – Rádio Macau. O especialista disse ainda concordar com as recentes declarações de Allan Zeman, presidente do grupo Lan Kwai Fong, que, ao canal RTHK de Hong Kong, disse que a indexação do dólar de Hong Kong ao americano é uma das grandes causas para o aumento dos preços. “O dólar de Hong Kong não está a reflectir as condições económicas locais, mas sim as dos Estados Unidos, tornando Hong Kong uma cidade demasiado cara”, disse Zeman. Henry Lei entende que a indexação, que também acontece com a pataca de Macau, “afecta a competitividade e capacidade de atracção”.