Hong Kong | Pixies celebram 40 anos com concerto em Maio João Luz - 8 Jan 2026 Frank Black e companhia têm concerto marcado para 12 de Maio no espaço TIDES em Kowloon. O concerto em Hong Kong está integrado na tournée que celebra os 40 anos da fundação dos Pixies. Os bilhetes estão à venda e custam entre 670 e 890 dólares de Hong Kong Apontem na agenda. Os Pixies vêm aí! A lendária banda de Frank Black, Joey Santiago, David Lovering e com Emma Richardson a substituir a insubstituível Kim Deal, tem concerto marcado para o dia 12 de Maio em Hong Kong. O local escolhido para o concerto, incluído na tournée de celebração dos 40 anos da formação da banda, foi a recém-inaugurada sala TIDES, que ocupa o primeiro andar de um peculiar edifício em Whampoa (Kowloon) em forma de navio. Os bilhetes estão à venda na plataforma ticketflap e custam entre 670 e 890 dólares de Hong Kong. A influente banda de Boston chegou a ter um concerto marcado para Hong Kong para Março de 2020, que foi adiado e posteriormente cancelado devido ao início da pandemia da covid-19. Parece que é desta que a seminal banda de rock alternativo se vai mesmo estrear em Hong Kong, terminando o périplo asiático (que inclui um concerto em Xangai a 6 de Maio e outro em Manila a 10 de Maio), antes de rumarem ao Reino Unido. A tournée inclui uma passagem por Oeiras para um concerto no dia 11 de Julho no festival Nos Alive. Se o Homem é 5 Quatro décadas depois da formação, o tempo realça a importância essencial que a banda de Boston teve no panorama do rock alternativo dos anos 90. Sem os Pixies seria difícil imaginar a sonoridade dos Nirvana, Smashing Pumpkins, Radiohead, por aí fora. Pegando na urgência sonora do punk rock, com umas pinceladas de surf rock e harmonias pop nalguns refrões, o grupo liderado pelas guitarras de Black Francis, Joey Santiago e o baixo de Kim Deal antecipou uma década do rock alternativo. Formados em Boston em 1986, os Pixies editaram dois discos de rajada que os iria catapultar para o estrelato relativo dos circuitos indie. Em 1988 “Surfer Rosa” era lançado e um ano depois surge o aclamadíssimo “Doolitle”. Com produção de Steve Albini, “Surfer Rosa” conquistou tanto o público como a crítica musical, apesar dos temas bizarros descritos pelas letras. Desse primeiro registo saíram hinos intemporais como “Where Is My Mind?”, “Gigantic” e “Broken Face”, que influenciaram artistas como Kurt Cobain. Aliás, o vocalista dos Nirvana chegou mesmo a confessar que “Surfer Rosa” foi a base de onde surgiu “Nevermind”. No ano seguinte viria a aclamação e a entrada na Elektra Records, que daria projecção internacional à banda. Apesar das referências surrealistas, inspiração em episódios de violência de textos bíblicos, tortura e morte, “Doolittle” ofereceu ao mundo hinos como “Hey”, “Gouge Away”, “Debaser”, “Monkey Goes to Heaven” e o sucesso comercial “Here Comes Your Man”. Nada seria como dantes para a banda de Boston, nem para o panorama do rock alternativo. Depois do segundo disco, as tensões entre Black Francis e Kim Deal começaram a tornar-se evidentes, chegando ao ponto de o guitarrista atirar uma guitarra contra a baixista durante um concerto na Alemanha. Ainda assim, voltaram a estúdio para gravar mais dois discos. “Bossanova” e “Troupe Le Monde”, antes de se separarem em 1993. A nova formação já com Emma Richardson, lançou o seu último registo discográfico em 2024. “The Night the Zombies Came” é o primeiro disco com a nova baixista, depois da guitarra baixo e voz de apoio, depois da saída de Paz Lenchantin, que fez parte da banda durante uma década.
Droga | Mulher detida por tráfico de heroína Hoje Macau - 8 Jan 2026 Uma mulher com 43 anos foi detida depois de ter sido interceptada com 0,83 gramas de heroína, avaliadas em 1.000 patacas, quando regressava de Hong Kong. O caso foi revelado ontem pela Polícia Judiciária e a investigação terá tido por base uma denúncia. De acordo com a versão da PJ, a mulher é uma residente local, desempregada, que terá feito várias deslocações entre Macau e Hong Kong com o propósito de traficar e consumir estupefacientes. Além das drogas, as autoridades apreenderam seringas, pacotes para guardar drogas e outros materiais para o consumo. Também uma busca à casa da mulher, em Coloane, resultou na apreensão de outros materiais para consumir estupefacientes. A detida foi ainda testada à urina que acusou positivo ao consumo de drogas. O caso foi entregue ao Ministério Público (MP). Trocas ilegais | Dois casos levam à apreensão de 47.900 dólares de HK As autoridades apreenderam 47.900 dólares de Hong Kong em fichas de jogo, que acreditaram ter sido utilizadas em trocas ilegais de dinheiro. A apreensão resultou de dois casos diferentes, levados a cabo pela Polícia Judiciária e pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública. A primeira situação, envolveu um homem do Interior, de 40 anos, apanhado em flagrante a trocar dinheiro com um jogador. Este último confessou que anteriormente tinha trocado 300 renminbis por 300 dólares de Hong Kong em fichas, o que levou à primeira detenção e à apreensão de 28.500 mil dólares de Hong Kong, na posse do suspeito do crime. Por sua vez, o primeiro detido afirmou ter tido lucros com as trocas de dinheiro de 7.000 dólares de Hong Kong. Também o segundo detido, igualmente no casino, foi interceptado em flagrante delito. O indivíduo também é do Interior e além de uma tentativa de troca de 6 mil dólares de Hong Kong por 6.000 renminbis, tinha na sua posse 19.400 mil dólares de Hong Kong.
Jogo | Empresa malaia desiste de fábrica de cartas em Macau João Luz - 8 Jan 2026 A empresa da Malásia Mega Fortris Bhd desistiu dos planos para abrir uma fábrica de cartas de jogo em Macau devido às dificuldades em encontrar um espaço e às rendas elevadas. Porém, será estabelecido um armazém em Macau para fornecer os clientes locais A empresa da Malásia Mega Fortris Bhd abandonou os planos para construir uma fábrica em Macau de produção de cartas de jogo. A companhia especialista em selos de segurança tinha previsto usar os fundos angariados através de uma oferta pública inicial (IPO) para investir na unidade fabril em Macau, um plano que foi delineado no final de 2024. Nessa altura, a Mega Fortris Bhd anunciou planos para duas unidades fabris para impressão de cartas de jogo em Macau e na Malásia, num investimento de cerca de 24,5 milhões de dólares. O montante seria investido na compra a instalação de maquinaria e equipamentos especializados. A unidade de Macau ficaria a cargo de uma empresa subcontratada, que teria como missão encontrar um local e adaptá-lo para os processos de produção, responsável também pela obtenção de licenças e autorizações para operar na RAEM, refere o portal Inside Asian Gaming. A decisão de abdicar da fábrica em Macau foi justificada, numa nota enviada aos accionistas, com a necessidade de “reavaliar a estratégia de negócios” no capítulo das cartas de jogo. A empresa indicou ter-se deparado “com dificuldades para encontrar instalações industriais adequadas em Macau” que satisfizessem os requisitos de dimensão e peso” necessários para a linha de produção. Além disso, a empresa revelou ter “observado aumento nos custos de arrendamento em Macau, o que poderia resultar em taxas mais elevadas cobradas pela empresa subcontratada”, de acordo com o portal GGR Asia. Datas previstas A unidade fabril na Malásia tem o início das operações apontado para o último trimestre deste ano. Em Macau, o grupo planeia montar um armazém que forneça cartas de jogo e caixas de segurança seladas aos clientes da RAEM. Segundo as previsões da empresa, o armazém arranca com as operações no segundo trimestre de 2027. As instalações em Macau também vão estar equipadas com um sistema de software de rastreamento para caixas de segurança de cartas de jogo, e equipamentos para destruir cartas após o seu uso.
Grande Baía | Criada nova associação com foco na IA Andreia Sofia Silva - 8 Jan 2026 Acaba de ser criada uma nova associação para o desenvolvimento da área da inteligência artificial (IA) na região da Grande Baía. Segundo os estatutos publicados ontem em Boletim Oficial (BO), a Associação de Desenvolvimento de Inteligência Artificial da Grande Área da Baía (Macau) tem por objectivo “promover o desenvolvimento inovador das tecnologias de IA e a sua aplicação local, abrangendo áreas-chave como comércio, finanças, investigação científica, formação profissional e educação infantil, primária e secundária”. Outro dos objectivos da entidade é a “formação de talentos técnicos locais e o desenvolvimento do ecossistema de aplicações, elevando de forma abrangente a competitividade das indústrias inteligentes de Macau”. Pretende-se ainda “congregar forças de todos os sectores da sociedade, respondendo de forma activa às estratégias nacionais de ‘um país forte em ciência e tecnologia'”. A nova associação quer também “transformar o desenvolvimento da IA num motor essencial para a diversificação adequada da economia de Macau, promovendo a modernização industrial, a transformação inovadora e o desenvolvimento sustentável”. Para atingir estes fins, pretende-se “organizar palestras académicas, seminários, intercâmbios e cooperações”.
Habitação | Vendas e preços com novas quedas no início de Dezembro João Santos Filipe - 8 Jan 2026 O mercado do imobiliário continua em quebra. O preço médio da habitação teve uma redução anual de 4,3 por cento no início do último mês de 2025, enquanto as vendas caíram 9,4 por cento Na primeira metade de Dezembro, o preço médio da habitação apresentou uma descida anual de 4,3 por cento para 78.838 patacas por metro quadrado, segundo dados revelados pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF). A queda anual de 4,3 por cento deve-se ao facto de no início de Dezembro de 2024 o preço médio do metro quadrado ter sido negociado a 82.383 patacas por metrado quadrado, o que representa uma diferença de 3.545 patacas por metro quadrado no espaço de um ano. No início do mês anterior, os preços mais elevados foram praticados na Taipa, com o preço médio a fixar-se em 86.163 patacas por metro quadrado. Apesar disso, houve uma redução anual de 2,9 por cento, dado que no período homólogo o preço era de 88.762 patacas por metro quadrado. Em Coloane, a habitação foi transaccionada a um preço médio de 83.925 por metro quadrado, uma redução de 22,7 por cento face ao período homólogo, quando o preço médio atingiu 102.976 patacas por metro quadrado. Ao contrário da tendência geral do mercado, na Península de Macau os preços apresentaram um aumento de 5 por cento para 76.127 patacas por metro quadrado, quando no mesmo período do ano passado o preço era de 72.480 patacas por metro quadrado. A nível mensal, entre o início de Novembro e o início de Dezembro de 2025, o mercado apresentou um aumento dos preços na ordem dos 18,9 por cento, dado que no início de Novembro o preço médio da habitação tinha sido de 66.315 patacas por metro quadrado. Menos transacções A redução anual dos preços foi acompanhada de uma diminuição do número de transacções. Na primeira metade de Dezembro, houve uma quebra anual 9,4 por cento, de 96 transacções para 87. Apesar da redução anual, na Península de Macau houve mais 14 vendas, com 67 registadas no período mais recente, quando no período homólogo tinha havido o registo de 53 transacções. No entanto, na Taipa houve menos transacções de 37 para 17, uma diferença de 20, e em Coloane uma redução de seis para três transacções. Quando a comparação é feita entre o início de Novembro e Dezembro do 2025, o mercado apresentou uma redução de 31 transacções, de 118 para 87 compras e vendas.
Restauração | Residentes queixam-se da subida de preços e pedem apoios João Santos Filipe - 8 Jan 2026 Com os restaurantes mais caros, muitos residentes admitem optar por comer refeições feitas em casa, depois de comprarem ingredientes em Zhuhai, ou de “caçarem” promoções e menus mais em conta O aumento dos preços na restauração está a fazer com que mais pessoas optem por cozinhar em casa. O cenário foi traçado por vários residentes, e face ao congelamento de salários em diferentes áreas multiplicam-se os pedidos de distribuição de cupões de subsídio ao consumo. Ao jornal Ou Mun, um residente de apelido Tou confessou que come cada vez menos fora de casa, porque é mais barato comprar os alimentos em Zhuhai e depois confeccioná-los em casa. “Há vários anos que o meu salário não é aumentado, mas os preços nos restaurantes continuam a aumentar. Por isso, como cada vez menos fora”, afirmou o residente local. Tou queixou-se da redução nos apoios sociais no pós-pandemia, como o fim dos subsídios ao consumo através dos meios de pagamentos electrónicos, e confessou que os hábitos alimentares da sua família sofreram uma grande alteração. “Antes, tinha preguiça de cozinhar depois do trabalho, mas agora, quando viajo para o Interior aos fins-de semanas, compro ingredientes e simplesmente cozinho arroz em casa durante a semana”, explicou. “Assim toda a minha família come por 100 patacas, que é metade do custo de comer fora”, acrescentou. Por sua vez, uma residente de apelido Wong contou ao jornal Ou Mun que o aumento dos preços também levou a que deixasse de comer fora. A mulher indicou que a gota de água foi o preço das sopas de fitas com ovo ter aumentado de 13 patacas para 16 patacas no restaurante em que costumava tomar o pequeno-almoço: “Agora fica mais em conta cozinhar a minha canja com vegetais, até porque é mais saudável”, explicou. Apesar deste hábito, a residente admite que se houver mais programas de incentivo ao consumo que vai passar a comer fora mais vezes. À procura do preço Ao contrário dos outros dois entrevistados, um residente de apelido Kuok reconheceu comer frequentemente fora de casa, principalmente ao jantar. Apesar de admitir que está cada vez mais caro, Kuok explicou que procura as melhores promoções e os restaurantes com menus, para “sair mais em conta”. “Sempre que como fora procuro os programas de pontos para ter descontos ou outras promoções. E se não houver qualquer promoção nem considero a possibilidade de comer nesse restaurante”, contou. Kuok exemplificou que num dos restaurantes que frequenta existe um programa de descontos em que se carregar o cartão de cliente com 500 patacas recebe 70 patacas grátis. Nesse espaço, relatou, é possível comer um menu com prato principal e bebida por 38 patacas, o que afirmou ser “um excelente preço”. Também uma residente de apelido Lei admitir “caçar” promoções para comer fora e relatou que costuma frequentar um espaço onde dois pratos principais, bebidas e um prato com vegetais custam “pouco mais de 100 patacas”, o que permite uma poupança de 10 patacas por prato. Face a esta promoção, considerou que ainda é possível comer fora com “bons negócios”, no entanto admitiu temer que cada vez mais restaurantes sigam o exemplo recente de algumas cadeias de restaurantes norte-americanos e subam os preços.
Jovens | Joey Lao pede reforço do subsídio para primeiro emprego João Santos Filipe - 8 Jan 2026 Actualmente, as empresas que contratam jovens para o primeiro emprego podem receber até 15 mil patacas, o deputado ligado à comunidade de Jiangmen defende a necessidade de “acompanhar os tempos” e fazer os “ajustes adequados” ao montante O deputado Joey Lao defendeu o reforço do apoio à contratação de jovens que procuram o primeiro emprego. O pedido foi deixado através de uma interpelação escrita, divulgada no portal da Assembleia Legislativa. Segundo o legislador ligado à comunidade de Jiangmen, o actual subsídio por Contratação de Jovens à Procura do Primeiro Emprego está em vigor desde 2004, sem alterações significativas, o que faz com que deixe de corresponder à realidade actual. “Após mais de duas décadas em vigor, certas disposições do regulamento tornaram-se manifestamente desfasadas em relação às exigências do desenvolvimento económico e social de Macau”, apontou Joey Lao. O primeiro problema identificado pelo deputado passa pelo facto do valor do apoio “manter-se inalterado há 21 anos”. O também economista explica que desde 2004 os empregadores que contratem pessoas com habilitações literárias equivalentes ao ensino secundário recebem “apenas” um subsídio de 12 mil patacas. Este apoio é entregue ao longo de seis meses, correspondendo a um montante 2 mil patacas por mês. Os moldes actuais do subsídio definem ainda que os jovens contratados com habilitações correspondentes ao ensino superior recebem um apoio total de 15 mil patacas, distribuído por seis prestações mensais de 2.500 patacas. Dado o novo contexto de maior dificuldade de procura de emprego pelos jovens, que o deputado se limita a definir como a necessidade “acompanhar os tempos”, Joey Lao quer saber se o Executivo vai fazer os “ajustes adequados ao montante do subsídio”. A questão da idade Além do valor do subsídio, o deputado pede igualmente que se equacione aumentar a idade limite para a atribuição do subsídio pela Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). De acordo com os moldes em vigor, o subsídio apenas pode ser distribuído a jovens com idade inferior a 26 anos, o que na óptica de Joey Lao “não abrange o grupo cada vez mais alargado de jovens [com mais de 26 anos] em busca de emprego”. O deputado defende a necessidade de mudanças também com o facto de no caso do Plano de Financiamento para Carreiras Profissionais dos Jovens de Macau na Grande Baía o Governo estabelecer a idade limite nos 35 anos. Com este apoio, o Executivo financia carreiras de quem se muda para o Interior da China com um montante de 5 mil patacas por mês, que pode chegar a 90 mil patacas. Face a discrepância, Joey Lao defende que o subsídio de apoio à contratação de jovens que procuram o primeiro emprego deve abranger pessoas com idade até 35 anos.
Função Pública | Comissão que analisa salários com novos membros Andreia Sofia Silva - 8 Jan 20268 Jan 2026 Já são conhecidos os nomes dos membros da Comissão de Avaliação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública, que tal como o nome indica tem como função discutir actualizações salariais. A comissão será presidida por Shui Bing, coordenador do Centro de Formação da Administração Pública da Universidade de Macau. Como vice-presidente foi escolhido Wong Hoi Pan. De resto, a comissão apresenta membros que representam algumas das mais importantes associações locais ligadas a várias áreas laborais e da própria Função Pública, como Agnes Foi Lai Si, Hong Wa, Vong Pui San e Wong Sok Kuan, da Associação Comercial de Macau. Em representação da Federação das Associações dos Operários de Macau foram escolhidos Sam Iat Kuong e Leong Si Long, enquanto que em representação da Associação de Condutores das Entidades Públicas em Macau consta o nome de Ho Weng Neng. Manuel Filipe do Amaral Alves representa, nesta comissão, a Associação dos Técnicos Superiores de Saúde de Macau. Por sua vez, Lam Chi Meng irá representar a Associação Cultural dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau. Chan Sok Cheng, subdirectora dos Serviços de Administração e Função Pública, exerce, também pelo período de dois anos, as funções de secretária-geral da comissão. SAFP | Joana Maria Noronha reforma-se A subdirectora dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), Joana Maria Noronha, reformou-se na passada quinta-feira, de acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial. A dirigente era subdirectora dos SAFP desde 2013. Licenciada em Ciências Sociais pela Universidade da Ásia Oriental de Macau em 1989, antecessora da Universidade de Macau, e com mestrado em Administração Pública pela Universidade de Sun Yat-Sen em 1997, Joana Maria Noronha ingressou em 1990 na função pública e desde 1991 que estava nos SAFP. Aí desempenhou funções no Departamento de Administração Civil e Divisão de Apoio Técnico-Eleitoral dos SAFP e no Centro de Atendimento e informação ao Público. Além disso, integrou a Assembleia de Apuramento Geral das eleições legislativas em 2021 e 2025. De acordo com o portal da estrutura governativa, os SAFP ficam agora com uma posição de subdirector por ocupar.
Saúde | Secretária quer mais 50 médicos por ano Andreia Sofia Silva - 8 Jan 2026 A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, esclareceu as futuras necessidades em termos do número de médicos no território, falando da necessidade de 50 novos médicos a cada ano para colmatar reformas e saídas de pessoal. “Há, actualmente, cerca de 2.000 médicos. Suponhamos que cada um deles exerça, em média, funções durante 40 anos, é necessário complementar anualmente 50 médicos para manter a dimensão actual”, disse a secretária. O Lam acrescentou ainda que “o Governo da RAEM fará uma previsão da futura necessidade de profissionais de saúde, considerando a renovação de pessoal médico existente e o aumento do número de pessoal de saúde decorrente de disponibilização de novos serviços médicos.” A secretária afirmou que, no total, existem oito mil profissionais de saúde, sendo que, além dos dois mil médicos, trabalham em Macau três mil enfermeiros e 557 terapeutas da fala, ocupacionais e fisioterapeutas. Coube à deputada Ella Lei interpelar o Executivo sobre a área da saúde, mas na resposta, Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, disse que as necessidades de profissionais de saúde pelo número de camas dos hospitais “pode ser alterado e é dinâmico”. Da parte de Ella Lei, ficou o alerta sobre a falta de especialistas. “Temos falado com o pessoal do Centro Hospitalar Conde de São Januário e dizem-nos que há falta de espaço e de especialistas. No futuro vamos ter mais necessidades de pessoal médico, mas segundo alguns graduados, estes sentem dificuldades em encontrar trabalho.” O Lam adiantou que o Governo “já tomou medidas concretas e elaborou planos de formação direccionados para as diferentes fases de desenvolvimento da carreira dos profissionais de saúde”, destacando a importância de parte da oferta de saúde ser feita pelo sector privado. “Os SS e a Comissão de Talentos vão iniciar um estudo, mas recorrer apenas ao Governo para liderar o assunto [não é positivo]. Acho que há serviços que podem ser prestados pelo sector privado, e nem sempre o Governo tem 100 por cento de garantias de poder fornecer postos para quem conclui o curso [de medicina]”, frisou.
Burlas | Autoridades falam em menos casos com idosos e estudantes Andreia Sofia Silva - 8 Jan 2026 O secretário para a Segurança, Chan Tsz King, assegurou ontem que há menos casos de burla a envolver idosos e estudantes do ensino superior, após a realização de palestras informativas com estes dois grupos sociais. “Em 2024, o número de estudantes do ensino superior de Macau que ‘caíram’ na burla telefónica ‘Polícia, Procuradoria e Tribunal’ desceu 29,3 por cento em comparação com o ano de 2023, enquanto que o número registado nos primeiros três trimestres de 2025 diminuiu 42,6 por cento em relação ao período homólogo de 2024”, lê-se na resposta dada à interpelação oral do deputado Ip Sio Kai. Relativamente à população sénior, “nos primeiros três trimestres de 2025 registaram-se 71 indivíduos burlados com a idade superior a 60 anos, o que representa uma diminuição de 11,3 por cento em comparação com o período homólogo do ano passado”. Chan Tsz King explicou ainda que, em relação às burlas telefónicas “adivinha quem sou eu”, este grupo de idosos “era o que apresentava mais fragilidades, tendo-se registado uma descida significativa de 67,4 por cento”. Ainda assim, no ano passado “surgiu uma nova burla telefónica de falso pessoal de atendimento de plataforma, que é mais enganosa, tendo sido burlados 23 idosos nos primeiros três trimestres” de 2025. Assim, adiantou o secretário, “a Polícia iniciou várias acções de sensibilização específicas e realizou operações conjuntas com a Polícia de Hong Kong”, estando esta burla, actualmente, “sob controlo e com uma diminuição significativa”. Entre Janeiro e Novembro do ano passado, a Polícia Judiciária (PJ) realizou mais de 160 palestras e actividades da prevenção de burlas em espaços universitários, que contaram com a participação de 35.000 pessoas. Além disso, e nos primeiros três trimestres de 2025, a PJ realizou 62 actividades sobre prevenção de burlas destinadas aos idosos, contando com a participação de mais de 10 mil pessoas.
Secretário prefere jurisdição do Interior da China para rever CPC Andreia Sofia Silva - 8 Jan 2026 O secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, referiu ontem, na Assembleia Legislativa (AL), que será seguida a jurisdição do interior da China na revisão do Código do Processo Civil (CPC), ao invés da jurisdição portuguesa. “Não estamos a considerar o que se passa em Portugal e estamos a considerar agora o que se passa no Interior da China, porque o que se verifica lá é mais desenvolvido”, disse, em resposta a uma interpelação oral do deputado Lei Wun Kong, que inquiriu o Executivo sobre a revisão de algumas leis de base de Macau. Wong Sio Chak adiantou também, quanto à revisão do CPC, que “se encontram concluídos os estudos de base”, pelo que “serão iniciados, no corrente ano, os respectivos trabalhos de consulta”. Relativamente à restante calendarização, a proposta de lei que revê o Código do Procedimento Administrativo “está incluída no âmbito das propostas de lei a serem entregues em 2026 pelo Governo da RAEM e será submetida à AL no corrente ano”, disse ainda o secretário. “Quanto ao Código de Processo Administrativo Contencioso, estando já concluídos os estudos preliminares de base, a revisão avançará, de forma faseada, em articulação com a do Código de Processo Civil. Por último, no que respeita ao Código Penal e ao Código de Processo Penal, prevê-se que, no corrente ano, sejam concluídos os respectivos estudos de base”, acrescentou. Das prioridades Questionado pelo deputado sobre as revisões mais urgentes, Wong Sio Chak adiantou que a revisão do Código do Procedimento Administrativo “está ligado à eficiência da máquina administrativa e governativa, e tendo em conta esta necessidade e para que o público possa usufruir de um melhor serviço, colocámos esta revisão no topo das nossas prioridades.” Face ao CPC, “relaciona-se com a eficiência dos procedimentos judiciais”, esperando-se uma “facilitação e encurtamento dos prazos”. Na mesma resposta ao deputado, Wong Sio Chak esclareceu que “com base nos resultados dos estudos de base, [o Governo vai] ponderar sobre a articulação entre os diversos códigos e as outras disposições legais, bem como sobre a sua harmonização, no sentido de definir orientações para a revisão, incluindo o estudo sobre a introdução, nos códigos processuais, de disposições relativas à electronização processual e à simplificação processual”. O objectivo é o de “aperfeiçoar o sistema processual vigente, tendo como referência as experiências e práticas de outros países e regiões, adaptadas à realidade de Macau”.
Casamentos | Governo afasta ideia de imitar Las Vegas Andreia Sofia Silva - 8 Jan 2026 O Governo descartou a possibilidade de Macau se transformar num sítio onde os estrangeiros podem casar, à semelhança do que acontece em Las Vegas. A proposta foi feita pelo deputado Si Ka Lon, que pediu uma alteração legislativa dando como exemplo o caso de Portugal, mas Wong Sio Chak disse que os casais podem sempre fazer cá a lua de mel Si Ka Lon queria que Macau se tornasse nas Las Vegas da Ásia no que diz respeito aos casamentos, mas parece que essa intenção irá, para já, ficar-se por aí. No segundo dia de resposta a interpelações orais dos deputados, na Assembleia Legislativa (AL), o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, afastou a possibilidade de mudar a legislação para concretizar esse objectivo. “As pessoas que vão a outra parte do mundo para se casar podem sempre vir a Macau passar a lua de mel e celebrar várias vezes, ninguém os impede. O registo do casamento é um acto solene, e não podemos dizer que pode ser feito de qualquer maneira. Quem vai a Las Vegas pode fazer o registo a qualquer momento, e o facto de o fazer com facilidade é um acto romântico para o casal. O casamento é um acto contratual e temos de respeitar isso. Deixar de dar atenção a esse aspecto não é o nosso objectivo. Depois do casamento segue-se a constituição da família e isso pode gerar outras questões jurídicas”, referiu. Na resposta ao deputado, Wong Sio Chak lembrou que o Código do Registo Civil prevê que um dos membros do casal deve ser residente de Macau ou trabalhador não residente, sendo que “o outro nubente não está sujeito a restrições quanto à residência habitual”, pelo que “no caso de ambos os nubentes residirem fora de Macau, não é possível efectuar o registo do casamento com eficácia jurídica em Macau”. Caso haja casamento no território, o casal “tem de fixar um regime de bens do casamento, destinado a determinar os bens adquiridos antes e após o casamento”. O secretário destacou também o facto de a legislação já prever, desde 2024, o regime de celebração de casamento perante notário privado, o que permite casamentos noutros locais que não apenas a Conservatória do Registo Civil. Os bens que quiserem Si Ka Lon sugeriu, no que diz respeito aos bens do casal, que pudesse ser seguido o exemplo da lei portuguesa. “Temos condições para que os estrangeiros casem em Macau e escolham o regime de bens. Podemos tomar por referência o caso de Portugal, onde quando os estrangeiros casam podem escolher outro regime de bens que não esteja previsto no Código Civil, podendo escolher uma lei estrangeira para regular os seus bens. Peço ao secretário que pondere isto.” Wong Sio Chak lembrou novamente que Macau pode ser um excelente sítio para celebrar o casamento. “Para promover o desenvolvimento da indústria turística e indústrias emergentes, atrair mais visitantes e aumentar a eficácia económica, a Direcção dos Serviços de Turismo, desde Maio de 2025, alargou a cobertura dos beneficiários do Plano de Apoio ao Turismo”, sendo que se inclui a indústria de “Turismo de Casamentos”, e actividades como “banquetes de casamento, viagens de fotografia de casamento e viagens de lua-de-mel, entre outros”.
Igreja | Papa fecha 2025 com críticas ao consumismo e xenofobia Hoje Macau - 7 Jan 2026 O Papa Leão XIV encerrou ontem o Ano Santo de 2025 no Vaticano condenando o consumismo e a xenofobia e convocou os cardeais para iniciarem na quarta-feira dois dias de reuniões sobre a governação da Igreja Católica. O discurso serviu para fechar o Jubileu – um Ano Santo que acontece geralmente a cada 25 anos, proclamado pelo Papa como um tempo especial de perdão, reconciliação e renovação espiritual -, que levou cerca de 33 milhões de peregrinos a Roma e incluiu uma transição histórica de um pontífice americano para outro. Na presença de cardeais e diplomatas de todo o mundo, Leão XIV ajoelhou-se em oração no chão de pedra no limiar da Porta Santa da Basílica de São Pedro, tendo depois fechado as duas portas, para completar simbolicamente o mais raro dos Jubileus, já que foi aberto pelo Papa Francisco, em Dezembro de 2024, e encerrado pelo sucessor, um ano depois. Esta situação só se tinha verificado uma vez, em 1700. A cerimónia de ontem, no início da missa que celebra a festa da Epifania (quando os três Reis Magos ofereceram presentes ao recém nascido Jesus) terminou um ano vertiginoso de audiências especiais, missas e reuniões que dominaram os primeiros meses de Leão XIV como pontífice e colocaram a sua própria agenda em suspenso. Para sinalizar que o seu pontificado pode agora começar de facto, o Papa convocou os cardeais de todo o mundo para o Vaticano, para reuniões na quarta e quinta-feira que visam debater a governação da Igreja Católica, com os seus 1,4 mil milhões de fiéis. Para reflectir Na homilia de ontem, Leão XIV disse que o ano jubilar convidou todos os cristãos a reflectirem sobre os ensinamentos bíblicos de acolher o estrangeiro e de resistir à “bajulação e sedução daqueles que detêm o poder”. “À nossa volta, uma economia distorcida tenta lucrar com tudo”, criticou, adiantando esperar que este ano seja possível reconhecer “um peregrino no visitante, um buscador no estrangeiro, um próximo no forasteiro e um companheiro de viagem naquele que é diferentes”. Os Anos Santos abrangem habitualmente grandes projectos de obras públicas, como foi o caso da construção da Capela Sistina (encomendada pelo Papa Sisto IV para o Jubileu de 1475) e da grande garagem do Vaticano, onde estão estacionados os papamóveis e outros veículos (encomendada por João Paulo II para o Jubileu de 2000). Algumas obras foram polémicas, como a construção da Via della Conciliazione, em 1950, que conduz à Praça de São Pedro e que implicou a demolição de um bairro inteiro. Leão XIV anunciou também que o próximo Jubileu será em 2033, para comemorar os 2000 anos do que as Escrituras assinalam como a morte e ressurreição de Jesus Cristo, em 33 d.C.
O Natal não é sexy para toda a gente Tânia dos Santos - 7 Jan 2026 Encontrei estudos interessantes sobre a forma como a líbido flutua entre as pessoas na época natalícia. Há quem reúna as condições para sentir muito desejo sexual e passar os feriados em momentos íntimos de paixão, e há quem – que acredito que seja a maioria – sinta uma desconexão total com a sua líbido. Os filmes de Natal que, graças às plataformas de streaming, proliferam às centenas todos os anos, sugerem que as pessoas deviam andar mais românticas e carinhosas, e o sexo deveria acompanhar essa tendência. A discrepância na líbido, que poderia apontar para diferenças inter-individuais, também sugere que o desejo responde ao contexto em que estamos inseridos. Há um estudo que mostra que as festas correspondem a um pico de interesse em sexo, não só pela análise de discussões/pesquisas on-line, mas também pelo pico de nascimentos essencialmente 9 meses depois. A sexualidade de algum modo reage aos aspetos simbólicos que as festas carregam, pelo desejo de proximidade e contacto. Contudo, esta não será a experiência universal. Também se reporta que, no mesmo contexto natalício, temos pessoas com o desejo sexual alto, e outras com desejo sexual baixo. Muito provavelmente a resposta para a discrepância está na forma como se encaram as festividades. Por um lado, é um tempo de desaceleração, que aumenta o potencial erótico. A investigação em psicologia sexual mostra repetidamente que estados de menor stress estão associados a níveis mais elevados de excitação e satisfação sexual. Quando o sistema nervoso sai do modo de “sobrevivência”, o desejo tem espaço para reaparecer. Também é um período que ativa sensações de nostalgia, que podem aumentar sentimentos de ligação e de sentido vital — estados emocionais que facilitam a intimidade e o desejo. Por outro lado, as festividades carregam também dinâmicas, através de lembranças e melancolias, que podem ser duras e pesadas. Conflitos familiares, solidão, ansiedade, expectativas não cumpridas: para muitas pessoas, o Natal não é um refúgio emocional, mas um campo minado relacional. E o desejo sexual é altamente sensível a estes estados internos. O stress psicológico e a fadiga emocional estão consistentemente associados a uma diminuição da libido e da responsividade sexual. Também se pode fazer uma pequena menção ao álcool, esse modelador sexual, omnipresente nas festas. Uma ou duas bebidas podem reduzir inibições e aumentar a sensação subjetiva de desejo ou proximidade. Mas este efeito é frágil. Quantidades maiores prejudicam a excitação fisiológica, a resposta sexual. O resultado, para muitas pessoas, é um curto pico de vontade seguido de cansaço, desconexão ou frustração — uma dinâmica comum nas épocas festivas. Tudo isto para dizer que o mesmo gatilho – o Natal e as suas festas – aproxima umas pessoas da sua líbido, e afasta das outras. O Natal, por isso, amplifica aquilo que já está em nós. Para quem associa esta época a segurança, descanso e ligação emocional, o corpo responde com mais abertura erótica. Para quem vive o Natal como stress, exposição ou regressão emocional, o desejo tende a retrair-se. O problema não está na libido, mas nas expectativas. A ideia cultural de que o Natal deveria ser uma época sexy, romântica e intimista cria uma pressão que pouco ajuda. O desejo não responde bem a imperativos simbólicos nem a calendários emocionais. Responde a condições humanas: descanso, segurança, espaço ou ausência de obrigação. Aceitar que o Natal pode ser excitante para uns e totalmente dessexualizante para outros, ou ambas as coisas em momentos diferentes, é uma forma mais honesta e saudável de olhar para a sexualidade humana. Nem toda a intimidade precisa de culminar em sexo. E se o Natal está desprovido de desejo, espera-se até Janeiro.
Venetian Arena | Raymond Lam ao vivo a 17 de Janeiro Hoje Macau - 7 Jan 2026 O actor e cantor de Hong Kong Raymond Lam vai actuar no Venetian Arena no dia 17 de Janeiro. O concerto, incluído na tournée “Go With The Flow”, começa às 20h, e é apresentado como um “reflexo da vida” do artista e da sua filosofia ao entrar na indústria do entretenimento: “avançar com calma e com uma mentalidade flexível, independentemente dos desafios que possam surgir”, descreve a organização. Além dos temas clássicos da vasta carreira de duas décadas, que vão conhecer nova “roupagem” sonora, o público será brindado com uma performance de dança que promete ficar na memória dos espectadores. Natural de Xiamen, na província de Fujian, a família do artista mudou-se para Hong Kong em 1979, onde o pai de Raymond Lam, um empresário do ramo imobiliário, ganhou a alcunha de o “Li Ka-shing de Xiamen”. Raymond Lam conta com uma dúzia de filmes no currículo, incluindo o filme “Back to the Past”, que estreou em Hong Kong no último dia de 2025, assim como dezenas de novelas e série de televisão. No campo musical, Lam tem uma dezena de discos lançados, além de ter cantado várias músicas de bandas sonoras de séries em que actuou.
K-pop | Super Junior na Galaxy Arena de sexta a domingo Hoje Macau - 7 Jan 2026 A popular banda de k-pop Super Junior tem três concertos marcados para sexta-feira (às 20h), sábado e domingo (às 19h) na Galaxy Arena, incluídos na tour de celebração do vigésimo aniversário da banda. Os bilhetes para os três espectáculos estão esgotados há algum tempo. A boys band, composta por Leeteuk, Heechul, Yesung, Shindong, Sungmin, Eunhyuk, Siwon, Donghae, Ryeowook e Kyuhyun surgiu no panorama altamente rígido da pop coreana em 2005, como um colectivo rotativo de 12 elementos. As aparições televisivas iniciais apresentaram o primeiro elenco de performers ao público e o seu single “Twins (Knock Out)”, passados três meses saía o segundo single (Miracle), que faria parte do primeiro disco da banda. O segundo single chegou ao topo das vendas na Tailândia, com a banda a actuar em Março de 2006 no Pattaya Music Festival. Porém, foi ao terceiro disco que os Super Junior atingiram o maior sucesso, com o disco “Sorry, Sorry”, movido pela popularidade do single com o mesmo nome. A banda tem várias “versões”, incluindo os Super Junior-M, a banda virada para o mercado chinês e para o mandopop, um dos sete sub-grupos.
Concertos | Orquestra de Macau apresenta série sobre Mozart Andreia Sofia Silva - 7 Jan 2026 O fim-de-semana de 23 a 25 de Janeiro está guardado para uma homenagem da Orquestra de Macau ao compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart. “Homenagem a Mozart – Um Génio Divino”, “Homenagem a Mozart – Espírito Clássico” e “Homenagem a Mozart – Símbolo Eterno” são os nomes dos três espectáculos agendados para a Igreja da Sé e Igreja de São Domingos Os fãs de música clássica, nomeadamente de Mozart, um dos mais conhecidos e aclamados compositores da história, podem desfrutar este mês de três espectáculos protagonizados pela Orquestra de Macau (OM), que sobe ao palco com convidados especiais. Trata-se de três iniciativas que decorrem no fim-de-semana de 23 a 25 de Janeiro e que visam fazer uma justa homenagem ao trabalho musical deixado para a história por Wolfgang Amadeus Mozart, nascido em Salzburgo, Áustria, em 1756. Diz a sua biografia que foi um génio precoce na música, tendo começado a compor com cinco anos de idade, e aos quatro anos já lia pautas e tocava cravo. Deixou cerca de 600 composições, incluindo sinfonias, óperas e concertos para piano e orquestra. O primeiro concerto, agendado para o dia 23 de Janeiro, decorre na Igreja de São Domingos a partir das 20h. Trata-se de “Homenagem a Mozart – Um Génio Divino”, com Svetlin Roussev, violinista búlgaro como convidado. Segundo informações disponibilizadas pelo website da OM, o programa deste espectáculo faz-se de três concertos para violino compostos por Mozart, nomeadamente “Concerto para Violino N.º 1 em Si-bemol Maior, K. 201”, “Concerto para Violino N.º 2 em Ré Maior, K. 211” e “Concerto para Violino N.º 4 em Ré Maior, K. 218”. Estes são, segundo a OM, “os três primeiros concertos para violino” compostos por Mozart, que foi “prodígio, tanto no violino como no piano”. Os primeiros esboços destas composições datam de 1773, quando o compositor tinha 17 anos, sendo descritas como “obras juvenis e enérgicas, com influências barrocas e rococó”, em que os ouvintes são “confrontados com a vastidão criativa deste génio do Classicismo”. No dia seguinte, sábado, 24, é a vez da Igreja da Sé acolher o espectáculo “Homenagem a Mozart – Espírito Clássico”, tendo o maestro da OM, Lio Kuokman, a liderar as operações, e o músico Zhang Aozhe no violino. A partir das 20h é possível ouvir composições como “Sinfonia N.º 1 em Mi-bemol Maior, K. 16”, “Concerto para Violino N.º 3 em Sol Maior, K. 216” e ainda “Sinfonia N.º 40 em Sol menor, K. 550”. Para a OM, será proporcionada “uma experiência rara”, no sentido em que é possível “ouvir ao vivo, em poucos dias, os cinco concertos para violino de Mozart interpretados de seguida”. “Embora apreciemos a ilusão de leveza e naturalidade em palco, devemos lembrar-nos que um concerto de música clássica é um constante diálogo entre o solista e a orquestra, como um jogo de perguntas e respostas entre amigos numa conversa sentida e aprazível”, exemplifica a OM. Mozart é novamente descrito como tendo sido “uma criança prodígio durante a grandiosa digressão musical pela Europa que realizou com a família, tendo composto a sua primeira sinfonia em Londres”. A “Sinfonia N.º 40 em Sol menor, K. 550”, que será tocada neste espectáculo, constitui “um clássico essencial” na música de orquestra, evidenciando, para a OM, “a profundidade e mestria de Mozart na gestão de diversas vozes e na ampliação da paleta de orquestra”. Trata-se ainda de uma “sofisticação que o compositor foi aperfeiçoando nos últimos anos da sua vida”. O público poderá ouvir estas composições ao longo de 1h15 minutos de espectáculo, sem intervalo. Últimos acordes Esta trilogia de concertos encerra com “Homenagem a Mozart – Símbolo Eterno”, que acontece na Igreja de São Domingos no domingo, 25 de Janeiro, numa matiné com início às 17h. O maestro Lio Kuokman volta a subir ao palco com Yu-Chien (Benny) Tseng no violino, sendo o programa composto pelo “Concerto para Violino N.º 5 em La Maior, K. 219” e “Sinfonia N.º 41 em Dó Maior, K. 551 “Júpiter”. “A homenagem da Orquestra de Macau a Mozart culmina com a apresentação da última sinfonia do compositor”, descreve a OM, que considera a “Sinfonia Nº 41 em Dó Maior” como reveladora de “uma cromaticidade muito mais acentuada”. “O seu último concerto para violino [de Mozart], célebre pelas dramáticas mudanças de andamento e pela secção ‘alla turca’ no final, é, há muito, um pilar fundamental do repertório violinístico”, remata a OM. Os bilhetes para os três espectáculos já estão à venda e custam 150 patacas.
Japão | Forte sismo mas sem alerta de tsunami Hoje Macau - 7 Jan 2026 A zona oeste do arquipélago nipónico foi ontem abalada por um sismo de 6,2 na escala de Richter, que, no entanto, não levou à emissão de um sinal de alerta de tsunami, nem parece ter provocado danos de grande monta Um sismo de magnitude 6,2 na escala de Richter atingiu ontem a costa oeste do Japão, informou a agência meteorológica japonesa (JMA, na sigla em inglês), que não emitiu alerta de tsunami. O sismo foi registado às 10:18 no departamento de Shimane, informou a JMA, indicando que a mesma área foi atingida por vários tremores mais fracos, de magnitudes entre 3,8 e 5,4, nos minutos seguintes. As primeiras imagens da cidade de Matsue, próxima ao epicentro, e dos arredores, transmitidas pela NHK, mostravam pessoas que foram retiradas dos edifícios e se reuniram nas ruas, mas sem danos aparentes. De acordo com a emissora pública japonesa, os bombeiros de Matsue receberam chamadas de emergência para atender feridos, sem dar mais detalhes. Citado pela NHK, a empresa Chugoku Electric, que gere a central nuclear de Shimane, afirmou não ter detectado qualquer anomalia até às 10:45. A circulação de comboios de alta velocidade, os Shinkansen, foi interrompida na região devido a uma falha de energia, anunciou a companhia ferroviária JR West, sem estabelecer uma ligação directa com o terramoto. Outros valores O Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos registou, por sua vez, uma magnitude ligeiramente inferior para o primeiro tremor, de 5,7. Em 08 de Dezembro, um sismo de magnitude 7,5 atingiu o Japão ao largo da costa norte, provocando ondas de tsunami que atingiram 70 centímetros e feriram mais de 40 pessoas, sem causar danos elevados. Na sequência deste tremor, a JMA emitiu um raro aviso sobre o risco acrescido de um mega-sismo – definido como um tremor de magnitude igual ou superior a 8 – no norte do país. Os cientistas estimam que, após um abalo de magnitude 7 ou superior, há 1 por cento de probabilidade de ocorrer um mega-terramoto nos sete dias seguintes. O país ainda vive o trauma do sismo de magnitude 9, em Março de 2011, que provocou um tsunami, causando cerca de 18.500 mortos ou desaparecidos. Este abalo ocorreu na costa do Pacífico do Japão, ao longo da fossa de Nankai, ao largo do país.
Ártico | Seul testa nova rota marítima comercial para a Europa Hoje Macau - 7 Jan 2026 O Governo da Coreia do Sul planeia realizar em Setembro uma viagem de teste através de uma nova rota marítima comercial a ligar o país à Europa através do Ártico, informou ontem a Yonhap. De acordo com a agência de notícias pública sul-coreana, o ministro interino dos Oceanos, Kim Sung-bum, disse que a viagem será feita por um navio com três mil contentores, que vai partir da cidade de Busan, no sul do país, com destino a Roterdão (Países Baixos). Para a realização desta ligação, disse Kim, Seul necessita ainda da aprovação da Rússia, que controla o transporte de mercadorias através do Ártico. O teste faz parte de um plano do Governo sul-coreano de revitalizar Busan e outros locais no sul da Coreia, transformando-os num centro marítimo global, além de estabelecer ligações comerciais mais eficientes entre Ásia e Europa. Após a mais recente ofensiva na Faixa de Gaza, em 2023, os rebeldes Huthis do Iémen levaram a cabo centenas de ataques a navios comerciais no mar Vermelho, com o objectivo de prejudicar economicamente Israel, obrigando muitas companhias de navegação a cancelar o trânsito através do canal do Suez, que liga a Ásia e a Europa e é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. A crise gerou um aumento dos custos de transporte e obrigou muitas companhias de navegação a procurarem rotas alternativas para evitar a zona, embora algumas das principais empresas tenham anunciado o regresso à rota após a assinatura do acordo de paz para Gaza, em Outubro de 2025.
Venezuela | Timor-Leste reafirma compromisso com direito internacional e apela à contenção Hoje Macau - 7 Jan 2026 O Governo de Timor-Leste apelou ontem à contenção e reafirmou o seu compromisso com o direito internacional, referindo-se à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e à remoção forçada do Presidente Nicolás Maduro. “Timor-Leste reafirma o seu compromisso com o direito internacional, incluindo o respeito pela soberania, a não utilização da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial, ou a independência política de qualquer Estado, bem como a resolução pacífica de diferendos”, salienta, em comunicado, o executivo timorense. Timor-Leste destaca que aqueles princípios estão consagrados na Carta das Nações Unidas e são essenciais para “salvaguardar a independência de todos os Estados, em particular dos pequenos Estados”. No comunicado, o Governo timorense expressa também “preocupação com a perturbação da vida civil e com o potencial impacto humanitário resultante de actividades militares estrangeiras”. “Timor-Leste apela à contenção, ao regresso ao diálogo e à diplomacia, e a uma resolução pacífica da situação, conforme o direito internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas”, acrescenta. Maduro e a mulher prestaram, segunda-feira, breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam estar inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de Março. A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas. A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro. A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a acção militar dos EUA poderá ter “implicações preocupantes” para a região, mostrando-se preocupado com a possível “intensificação da instabilidade interna” na Venezuela.
Exportações | Maior controlo sobre envio de produtos de uso dual para o Japão Hoje Macau - 7 Jan 2026 A China endureceu ontem os controlos às exportações de produtos de potencial uso militar com destino ao Japão, num novo episódio de tensão diplomática entre os dois países, desencadeado por declarações de responsáveis japoneses sobre Taiwan. O ministério do Comércio chinês indicou em comunicado que passa a estar proibida a exportação de artigos com potenciais aplicações militares, se destinados a utilizadores finais japoneses do sector militar ou a qualquer uso que possa reforçar a capacidade bélica do Japão. A medida entrou em vigor no momento da sua publicação e abrange também organizações ou indivíduos de outros países que transfiram ou facilitem a entrega desses bens ao Japão, em violação da legislação chinesa sobre controlo de exportações. Um porta-voz do ministério justificou a decisão com “declarações erróneas” de responsáveis japoneses sobre Taiwan, nas quais “insinuaram a possibilidade de uma intervenção militar no Estreito”, o que, segundo Pequim, constitui “grave interferência” nos assuntos internos da China e uma violação do princípio de “uma só China”. Os produtos abrangidos incluem componentes de motores aeroespaciais, grafite e ligas especiais de tungsténio, entre outros materiais que, segundo as autoridades chinesas, podem ter uso tanto civil como militar.
Xiaomi | Fixado objectivo de vender 550 mil veículos eléctricos em 2026 Hoje Macau - 7 Jan 2026 A tecnológica chinesa Xiaomi fixou em 550 mil unidades a meta de vendas de veículos eléctricos para este ano, o que representa um aumento de 34 por cento face a 2025, segundo o portal económico local Yicai. O fundador e presidente executivo da empresa, Lei Jun, afirmou numa transmissão em directo que a Xiaomi vai “dedicar mais energias ao negócio automóvel” em 2026, prevendo investir cerca de 28.600 milhões de dólares (em investigação e desenvolvimento (I&D) ao longo dos próximos cinco anos. A meta para este ano marca, no entanto, uma desaceleração do ritmo de crescimento: em 2025, as vendas de veículos eléctricos da marca quase triplicaram, atingindo as 410 mil unidades. A meta “não deve ser nem demasiado alta, nem demasiado baixa”, indicou Lei, demonstrando confiança de que será alcançada. A empresa, com sede em Pequim, ainda não anunciou o lançamento de novos modelos para este ano, após a estreia do sedan SU7 em Abril de 2024 e a introdução do SUV YU7 em Junho de 2025 – este último responsável por 70 por cento das vendas recentes. A Xiaomi junta-se assim a outros fabricantes chineses com ambições elevadas para 2026: a BYD, líder mundial do sector, prevê crescer 19 por cento, enquanto a Leapmotor aponta para um aumento de 40 por cento nas vendas.
Venezuela | China acusa EUA de anteporem leis internas ao Direito Internacional Hoje Macau - 7 Jan 2026 O Governo chinês critica a actuação dos Estados Unidos na Venezuela, acusando a administração norte-americana de uma violação grave do Direito Internacional e das regras básicas da convivência global A China acusou ontem os Estados Unidos de colocarem a sua legislação interna acima do Direito Internacional, ao reagir à detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma operação militar norte-americana. “A actuação dos EUA viola gravemente o Direito Internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, numa conferência de imprensa em Pequim. “Nenhum país pode colocar as suas regras internas acima do Direito Internacional”, insistiu Mao, acusando Washington de “ignorar as preocupações da comunidade internacional” e de “pisotear arbitrariamente a soberania, a segurança e os direitos legítimos da Venezuela”. Mao reiterou que Pequim “se opõe firmemente” ao uso da força para resolver disputas internacionais, alertando que “o abuso de meios militares apenas conduz a crises maiores”. “Os grandes países, em particular, não devem agir como se fossem a polícia do mundo. Nenhum Estado tem o direito de se autoproclamar árbitro do Direito Internacional”, acrescentou. Pequim defendeu que “respeita a soberania e a independência da Venezuela”, incluindo as disposições constitucionais que resultaram na nomeação de Delcy Rodríguez como presidente interina, após a captura de Maduro. Processo ilegal Questionada sobre o processo judicial aberto nos EUA contra Maduro, Mao criticou o facto de Washington “ignorar o estatuto de chefe de Estado” do presidente venezuelano, considerando que submetê-lo a processos legais norte-americanos “viola gravemente a soberania nacional da Venezuela” e “enfraquece normas fundamentais das relações internacionais”. “A China insta os EUA a libertar imediatamente o presidente Maduro e a sua esposa, garantindo a sua segurança pessoal”, concluiu. A diplomacia chinesa reafirmou ainda o compromisso com o respeito à soberania e integridade territorial dos Estados, apelando ao diálogo e à consulta como meios para resolver disputas internacionais. A Venezuela é um dos principais parceiros da China na América Latina, com investimentos chineses em sectores-chave como petróleo, telecomunicações e infraestrutura espacial.
Poemas de Meng Haoran 孟浩然 (689-740) Hoje Macau - 7 Jan 2026 Tradução e notas Rui Cascais (五言古體詩) 宿天台桐柏觀 海行信風帆 夕宿逗雲島 緬尋滄洲趣 近愛赤城好 捫蘿亦踐苔 輟棹恣探討 息陰憩桐柏 採秀尋芝草 鶴唳清露垂 雞鳴信潮早 願言解纓紱 從此去煩惱 高步陵四明 玄蹤得二老 紛吾遠遊意 學此長生道 日夕望三山 雲濤空浩浩 (Pentâmetros ao Estilo Antigo) Pernoitando no Templo de Tongbai em Tiantai1 A vogar ao rés da água confiei a minha vela ao vento, Para vir passar esta noite a vagar numa ilha-nuvem. Num anseio pelo distante Arquipélago Cerúleo, Fui arrebatado pela vizinha Muralha Vermelha2. Roçando trepadeiras, pisando o musgo, de remos Recolhidos, dou-me agora ao luxo da busca. Abrandando por fim na sombra, repouso em Tongbai, Apanhando flores, procurando a planta da imortalidade. Quando uma garça grita, cai orvalho imaculado. Quando o corvo crocita, a maré chega mais cedo. Quem dera pudesse desatar faixas e atacadores, Descartar todos os cuidados a partir de agora. Andando ao alto, subirei além do Quádruplo Brilho3, Por trilhos ocultos, descobrirei os Dois Laos4. Tão repleto de vaguear distante está o meu pensar… Estudarei fundo este Tao de alongar a vida. Ao ocaso, fixo longe as Três Montanhas E volutas de nuvens se espalham por toda a parte. Templo nas Montanhas de Tiantai mandado contruir em 711 por ordem imperial para servir de sede ao influente mestre taoista Sima Chengzhen 司馬承禎 (647-735). Meng Haoran terá visitado o templo no final da década de 730; o templo ainda estava a funcionar, mas mestre Sima já não residia nele. O Arquipélago Cerúleo: ilhas paradisíacas taoistas situadas nas águas esverdeadas do Mar Oriental (tal como as Três Montanhas referidas em baixo). Os rochedos róseos da Muralha Vermelha erguem-se na encosta sul das Tiantai. A chamada Montanha do Quádruplo Brilho ergue-se a noroeste das Tiantai. Aqui, os “Dois Laos” são Laozi e Lao Laizi, o fundador do Taoismo e, o último, um contemporâneo de Confúcio (durante o Período da Primavera e do Outono), suposto autor do “Tratado de Lao Laizi”. 宿終南翠微寺 翠微終南裏 雨後宜返照 閉關久沈冥 杖策一登眺 遂造幽人室 始知靜者妙 儒道雖異門 雲林頗同調 兩心喜相得 畢景共談笑 暝還高䆫眠 時見遠山燒 緬懷赤城標 更憶臨海嶠 風泉有清音 何必蘇門嘯 Pernoitando no Templo de Cuiwei em Zhongnan1 Fiapos de bruma azulada nos Montes de Zhongnan, Cujo brilho volta logo radiante passada a chuva. Depois de um longo retiro afundado a contemplar, De cajado na mão logo trepei aqui a ver a vista. Chegando ao refúgio que construiu, Entendo agora a qualidade da sua quietude. Apesar de Ru e Dao divergirem2, Nuvens e bosques são-lhes os mesmos. De mentes ligadas apreciamos a nossa descoberta; Ido o dia, falamos e rimos juntos. Adormecendo junto a alta janela, Lobriguei um incêndio num monte distante. Lembrou-me o augúrio no adeus à Muralha Vermelha E também as fragas aguçadas de Linhai. Se as fontes e o vento soam límpidos, Para que serviria o assobiar de Mestre Sumen? 3 O nome do local refere-se à bruma verde-azulada (翠微, cuì wēi) que frequentemente o rodeava. Os Montes Zhongnan situavam-se a sul da capital de Chang’an e o local fora usado pelos primeiros imperadores Tang para escapar ao calor estival, tendo sido depois convertido, já ao tempo da visita do poeta, num eremitério budista. Confucionismo (儒, rú) e, neste contexto, a Via (道, dào) búdica. Diz-se que, certa vez, o poeta Ruan Ji (阮籍, 210–263) visitou um mestre taoista no Monte Sumen. Incapaz de obter resposta para os vários temas de que lhe falou, Ruan emitiu um silvo de desdém ao partir. A meio da encosta, para seu embaraço, ouviu, subitamente, um monumental assobio solto pelo mestre. “Assobiar” (嘯, xiào) envolvia várias vocalizações destinadas a gerar uma sintonia com o qi do mundo natural.