Tailândia | Antigo primeiro-ministro libertado da prisão Hoje Macau - 12 Mai 2026 O antigo primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, figura-chave da política local, foi libertado ontem de uma prisão da capital Banguecoque. O bilionário de 76 anos, que fez fortuna no sector das telecomunicações, cumpria desde Setembro uma pena de um ano de prisão por corrupção. Shinawatra será obrigado a usar uma pulseira electrónica de monitorização durante o período de liberdade condicional de quatro meses. A família Shinawatra, com o seu partido Pheu Thai e formações políticas anteriores, dominou a vida política tailandesa durante cerca de 20 anos. Apoiado pelas populações rurais, o partido foi durante muito tempo um inimigo declarado da elite pró-militar e pró-monarquia, que via o populismo de Shinawatra como uma ameaça à ordem social tradicional. Thaksin Shinawatra foi primeiro-ministro de 2001 a 2006, antes de ser deposto num golpe militar e de se exilar durante cerca de dez anos. A irmã mais nova, Yingluck, foi primeira-ministra de 2011 a 2014, antes de ser também deposta pelos militares, e a filha, Paetongtarn, foi exonerada em Agosto de 2025, após um ano no cargo. O Partido Pheu Thai registou o pior resultado eleitoral nas eleições parlamentares de fevereiro, caindo para o terceiro lugar e levantando questões sobre o futuro da dinastia política Shinawatra. No entanto, a inclusão do partido na coligação governamental do primeiro-ministro conservador, Anutin Charnvirakul, deixou em aberto a possibilidade de um regresso político da família.
Índia | PM pede menos uso de combustível devido à guerra Hoje Macau - 12 Mai 2026 Narendra Modi apelou à população para utilizar transportes públicos e dividir as viagens de carro com outros cidadãos para reduzir o consumo de gasolina O primeiro-ministro indiano pediu à população que reduza o consumo de combustível e limite o envio de encomendas para proteger a economia do país contra os efeitos da guerra do Irão, divulgou ontem a imprensa internacional. “Devemos reduzir o nosso consumo de gasolina e gasóleo (…), vamos utilizar o metro sempre que houver um. Se for absolutamente necessário ir de carro, vamos tentar encher o depósito e dar boleia a outras pessoas. Se precisarmos de enviar mercadorias, devemos tentar enviá-las de comboio”, pediu Narendra Modi durante um discurso no domingo, citado pela agência de notícias EFE. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques em 28 de Fevereiro contra o Irão, que retaliou contra países do Médio Oriente com interesses norte-americanos, levando ao encerramento também do estreito de Ormuz. Um cessar-fogo foi declarado em 08 de Abril, mas as negociações de paz continuam sem apresentar resultados concretos. Embora o petróleo tenha ultrapassado a marca dos 100 dólares por barril devido ao encerramento do estreito de Ormuz, a Índia evitou até agora repercutir o custo total do aumento de preços nos consumidores. No entanto, os meios de comunicação locais preveêm que o governo decrete um aumento de preços nos próximos dias para conter os enormes prejuízos acumulados pelas distribuidoras estatais de combustíveis. O encerramento do estreito de Ormuz, uma artéria vital para o comércio global de energia, também pressionou o fornecimento de fertilizantes e gás na Índia. Guardar moeda Em resposta, Modi pediu aos agricultores que reduzissem o uso de fertilizantes para que a agricultura não dependesse das importações e para preservar as reservas cambiais. “A compra de ouro é outra área onde se utiliza moeda estrangeira extensivamente. No interesse nacional, devemos decidir não comprar ouro durante um ano”, declarou o primeiro-ministro, provocando ontem uma queda acentuada nas ações neste sector. “O mesmo se aplica ao óleo alimentar. Temos de gastar moeda estrangeira na sua importação. Se cada família reduzir o consumo de óleo alimentar, será um grande contributo para o patriotismo”, acrescentou. Mais de dois meses após o início da guerra no Médio Oriente, países vizinhos como o Nepal, o Bangladesh e o Paquistão já implementaram aumentos drásticos nos preços dos combustíveis, deixando a Índia como uma das últimas grandes economias da região a adoptar medidas indirectas de racionamento para evitar um colapso na balança de pagamentos.
China | Inflação a supera previsões dos analistas e passa para 1,2% em Abril Hoje Macau - 12 Mai 2026 O Índice de Preços no Consumidor (IPC), o principal indicador de inflação da China, subiu 1,2 por cento em Abril face ao período homólogo, mais 0,2 pontos percentuais em relação a Março, foi ontem anunciado. Os dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatística (NBS, na sigla em inglês) contrariam as expectativas dos analistas, que previam uma queda, do valor de 1 por cento registado em Março, para 0,8 por cento. A instituição atribuiu a tendência principalmente ao impacto dos preços internacionais do crude e ao aumento da procura devido às viagens de férias, num mês que incluiu um feriado prolongado de três dias pelo Dia dos Finados chinês e os dias que antecederam o feriado de cinco dias que começou a 1 de Maio, o Dia do Trabalhador. O especialista do NBS Dong Lijuan observou que os preços da energia subiram 5,7 por cento em relação ao mês anterior, com um aumento notável de 12,6 por cento na gasolina, no meio do aumento dos custos dos combustíveis devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passam aproximadamente 45 por cento das importações de gás e petróleo da China. Dong salientou ainda que os serviços de transporte e turismo, impulsionados pelos feriados referidos, registaram aumentos mensais nas passagens aéreas (mais 29,2 por cento), no aluguer de automóveis (mais 8,6 por cento) e no alojamento em hotéis (mais 3,9 por cento). Em comparação com o ano anterior, os preços dos alimentos caíram 1,6 por cento. As reduções assinaláveis nesta categoria incluíram a carne de porco (menos 15,2 por cento), os legumes frescos (menos 0,5 por cento) e a fruta (menos 1 por cento), estas últimas beneficiando do aumento das temperaturas e do aumento da oferta. Entretanto, os preços das joias de ouro subiram 46,9 por cento em termos homólogos, embora o aumento tenha desacelerado em comparação com o mês anterior. Outras contas A inflação subjacente, que exclui os preços dos alimentos e da energia devido à sua volatilidade, situou-se em 1,2 por cento face ao ano anterior. O NBS divulgou também o Índice de Preços no Produtor (IPP), que mede os preços industriais e apresentou um aumento de 2,8 por cento em Abril na comparação anual, o valor mais elevado desde julho de 2022. Na comparação mensal, o IPP passou de uma queda de 0,7 por cento em março para um aumento de 0,3 por cento no quarto mês do ano, impulsionado pelos “factores internacionais” nos mercados de matérias-primas. Os sectores mais afetados foram a extração de petróleo e gás natural, onde os preços subiram 18,5 por cento face ao mês anterior, e o processamento de combustíveis (mais 16,4 por cento). Dong destacou ainda os aumentos de preços em setores ligados à computação e à electrificação, como o fabrico de fibra óptica (mais 22,5 por cento), devido ao rápido crescimento da procura de poder computacional impulsionado pela ascensão da inteligência artificial (IA). Por fim, o NBS indicou que as medidas aplicadas para optimizar a ordem do mercado e combater a “concorrência irracional” permitiram mudanças positivas em setores como o fabrico de baterias de iões de lítio (mais 1,6 por cento face ao mês anterior) ou os veículos eléctricos e as energias renováveis, onde a descida dos preços abrandou para 0,1 por cento.
China / EUA | Pequim demonstrou vontade de estabilidade nas relações Hoje Macau - 12 Mai 2026 O presidente norte-americano vai realizar uma visita de Estado à China entre quarta-feira e sexta-feira, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirmou ontem que quer introduzir mais estabilidade às relações internacionais, durante a cimeira entre os presidentes chinês e o norte-americano, na quarta-feira, em Pequim. Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun, a República Popular da China “pretende trabalhar” com os Estados Unidos numa base de igualdade e em “espírito de respeito e preocupação com os interesses mútuos”. De acordo com o porta-voz diplomático, a posição de Pequim tem em vista o desenvolvimento da cooperação, gestão das diferenças e criar “mais estabilidade e segurança a um mundo [que está] instável e interdependente”. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai realizar uma visita de Estado à China e que se vai prolongar entre quarta-feira e sexta-feira, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping. A confirmação oficial da deslocação foi divulgada ontem por Pequim, dois dias antes do início da viagem e depois de a Administração norte-americana ter agendado a visita para as datas anunciadas. A viagem vai decorrer após a trégua comercial acordada pelos dois líderes em Outubro, na cidade sul-coreana de Busan. Trata-se da primeira deslocação de um Presidente dos Estados Unidos a Pequim desde a visita de Trump em 2017, durante o primeiro mandato como chefe de Estado. Lado B Por outro lado, China acusou ontem os Estados Unidos de “difamar” outros países “explorando a situação de guerra” no Irão, depois de Washington ter sancionado três empresas chinesas de satélites por alegadamente facilitarem operações militares iranianas. O mesmo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim acrescentou que a República Popular da China “se opõe firmemente” às sanções unilaterais “sem fundamento no direito internacional” e assegurou que Pequim vai defender os “direitos e interesses legítimos” das empresas chinesas. O Departamento de Estado anunciou, na sexta-feira, sanções contra as empresas chinesas Chang Guang Satellite Technology, The Earth Eye e MizarVision, acusadas de fornecer imagens de satélite que alegadamente facilitaram ataques iranianos contra forças norte-americanas no Médio Oriente. Questionado sobre as notícias de que Donald Trump iria pressionar Xi Jinping sobre a posição da China em relação ao Irão durante a visita a Pequim, Guo reiterou que a postura de Pequim “tem sido consistente” e afirmou que a China vai continuar a desempenhar um “papel construtivo” na promoção de um cessar-fogo e no empenho de um quadro negocial. Pressões americanas O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende “pressionar” o seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante a deslocação à China, prevista para os próximos dias, quando tenta pôr fim à guerra no Irão, afirmou domingo um responsável norte-americano. De acordo com a mesma fonte, citada pela agência francesa AFP, Trump abordou “em múltiplas ocasiões” a questão das receitas que o Irão obtém da China através da venda de hidrocarbonetos, bem como de bens de uso tanto civil como militar. “Espero que esta conversa continue (…). Espero que o Presidente faça pressão”, como tem feito durante as suas últimas conversas com o líder chinês, disse o responsável, que falou aos jornalistas sob anonimato. A questão das recentes sanções adoptadas pelos Estados Unidos contra a China em relação à guerra no Irão também deverá ser abordada, acrescentou. O comércio, os direitos aduaneiros e a Inteligência Artificial também estarão na agenda das discussões desta visita.
Museu do Grande Prémio celebra cinco anos de existência Hoje Macau - 12 Mai 2026 É no próximo dia 1 de Junho que o Museu do Grande Prémio de Macau celebra o quinto aniversário com uma série de actividades. Já a celebração do Dia Internacional dos Museus, acontece na próxima segunda-feira, 18 de Maio, com o tema “Museus a unir um mundo dividido”. Para começar, nesse dia o museu terá entrada gratuita, com actividades especiais que decorrem neste fim-de-semana. Uma delas é a leitura da história infantil “Passeio da Mak Mak por Macau – Grande Prémio de Macau”, das 15h às 16h, incluindo a “narração da história, pequenos trabalhos manuais, jogos e sessão de fotografias com a Mak Mak”, destinando-se a crianças com cinco ou mais anos de idade, acompanhadas por um dos pais ou encarregado de educação. Há 15 vagas disponíveis. Por sua vez, a 23 de Maio realizam-se três sessões do workshop “Let’s Glow! – Workshop de Placas de Néon de Corrida”, nos horários das 10h30, 13h30 e 16h. Cada sessão dispõe de 15 vagas para pares (pais/filhos) ou para participantes individuais. Carnaval na rua Também no dia 17, domingo, realiza-se o “Carnaval do Dia Internacional dos Museus de Macau 2026”, entre as 14h e as 18h, na Praça dos Lótus no Bairro da Ilha Verde, sendo que o Museu do Grande Prémio de Macau terá uma banca com o jogo “Pista de Dedo: A Batalha dos Pequenos Pilotos”. Destaque também para a realização, no dia 31 de Maio, de “Senna Lendário – Workshop de Modelo de Madeira de Corrida F3”, a “primeira iniciativa em antecipação do quinto aniversário do museu”. Há três sessões, às 10h30, 13h30 e 16h, sendo que os participantes poderão montar uma maqueta de madeira do carro F3 de Ayrton Senna, um produto que foi premiado nos “Hong Kong Smart Design Awards”. No dia de aniversário, 1 de Junho, será ainda entregue a cada visitante um autocolante com um motivo gráfico para ser afixado num painel interactivo com a silhueta do número “5”, construindo-se uma grande instalação alusiva ao aniversário. Os presentes poderão ainda participar gratuitamente, nas instalações do Museu, no jogo interactivo “Caça ao tesouro com lupa: Aventura para decifrar códigos”, sendo que o prémio principal é um modelo em miniatura do carro campeão Triumph TR2, construído com peças exclusivas MOC (My Own Creation).
“Somos” | Moçambicano Hamir da Silva arrecada primeiro prémio de concurso de fotografia Hoje Macau - 12 Mai 2026 Já são conhecidos os vencedores da sétima edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/26”, que deu o primeiro prémio ao fotógrafo moçambicano Hamir da Silva. Dois portugueses arrecadaram o segundo e terceiro prémio. A mostra com os trabalhos seleccionados pode ser vista nas Casas Museu da Taipa A Somos – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa acaba de divulgar os vencedores da mais recente edição, a sétima, do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/26”. Esta edição teve como tema “O Hoje do Passado” e voltou a dar o primeiro prémio a Moçambique, nomeadamente ao fotógrafo Hamir da Silva. Segundo um comunicado da associação, este concorreu “com a imagem de um homem a sintonizar a frequência de um rádio antigo, resistente ao tempo, num mundo que corre atrás das novas tecnologias”. A fotografia de Hamir, intitulada “Resiliência da comunicação”, remete “para a intemporalidade de um rádio antigo e duas latas unidas por um fio improvisado, numa reinvenção da infância e da cultura de brincar que atravessa gerações”. Por sua vez, “no centro da imagem, um homem sintoniza, pacientemente, a frequência do aparelho que resiste ao tempo”, explica a associação, sendo que “enquanto o mundo corre atrás de novas tecnologias, o senhor Gilbert relembra que o simples pode ser extraordinário e que a memória tem o poder de unir pessoas”. Hamir da Silva recebe dez mil patacas de prémio, bem como uma viagem e estadia em Macau, para participar na cerimónia de inauguração da exposição e em workshops organizados localmente. O segundo prémio foi atribuído a Adão Salgado, de Portugal, e Carlos Júlio Teixeira, também de Portugal, ganhou o terceiro lugar. Ambos apresentaram “fotografias de tradições que perduram até hoje, desde a pesca artesanal- Arte Xávega – ao coro de mulheres durante a festa a São Vicente”. A exposição de fotografia que resulta deste concurso será inaugurada a 29 de Maio, a partir das 18h30, nas Casas Museu da Taipa. Pescas e festas Adão Salgado, que ficou em segundo lugar, ganhando sete mil patacas de prémio, apresentou a concurso a fotografia “O mar como legado vivo”, representando “a técnica secular da pesca tradicional portuguesa – Arte Xávega – que continua a alimentar comunidades e a definir a alma do litoral português”. Trata-se de “um ciclo produtivo pleno de função e propósito: a rede que sobe o areal traz consigo o sustento de agora e a herança de outrora; apoiado pelo esforço dos pescadores, assiste-se à vitalidade de um ofício que resiste à globalização”. Já Carlos Júlio Teixeira recebeu o terceiro prémio, no valor de cinco mil patacas, com a imagem “A fé cantada” tirada no interior de uma igreja, durante a festa devotada a São Vicente. Aqui, “vozes reúnem-se em coro num acto de fé pública, quase ancestral”, tratando-se de “mulheres que cantam, e é na sua voz que permanecem vivas as memórias de um povo que canta para não esquecer”. Outros prémios A Somos atribuiu ainda três menções honrosas a Carlos Costa (Portugal) com “Varge” tirada em Trás-os-Montes durante as “Festas dos Rapazes”, uma tradição antiga e emblemática da região. Clarice Carvalho (Brasil) ganhou a distinção com “Presente do passado”, imagem que representa “a força da escrita a atravessar o tempo, permanecendo activa não como vestígio, mas como continuidade”. Por sua vez, Marcos Júnior, também de Moçambique e que venceu a edição anterior do concurso, ganhou a menção honrosa com “Crescer entre memórias”, imagem “tirada diante de uma casa onde paredes antigas carregam histórias coloniais”. Representam-se, aqui, “vozes distantes e marcas de uma relação histórica entre Moçambique e Portugal, construída num tempo que não lhes pertence as crianças brincam como se o passado nunca tivesse sido pesado”. Gonçalo Lobo Pinheiro, fotojornalista que presidiu ao júri do concurso e membro da Somos, disse, citado por um comunicado, que este concurso voltou a “ser um sucesso ao nível da participação”, com centenas de fotografias a concurso, provenientes de diversos pontos da esfera lusófona. Um dado que confirma a vitalidade do projecto e o seu alcance internacional, “algo que muito nos orgulha”. Ao nível das obras submetidas destacaram-se propostas muito “consistentes, que justificaram plenamente a selecção final”. Assim, disse, os vencedores, bem como as menções honrosas atribuídas “reflectem a diversidade geográfica e criativa do universo lusófono”. A mostra inclui 34 fotografias além das imagens que arrecadaram os primeiros prémios e menções honrosas. Terá curadoria do arquitecto e fotógrafo, Francisco Ricarte.
Contrabando | Detectados 18 casos até 7 de Maio Hoje Macau - 12 Mai 2026 Os Serviços de Alfândega anunciaram que entre 29 de Abril e 7 de Maio detectaram 18 casos de contrabando, que levaram à apreensão de 86 quilos de prata, 87.960 cigarros e 36.400 cigarros electrónicos. Os resultados das várias operações foram divulgados no domingo, e os bens apreendidos foram avaliados em 1,72 milhões de patacas. Entre as 18 pessoas interceptadas na fronteira das Portas do Cerco e no Aeroporto Internacional de Macau, o mais novo tinha 18 anos e o mais velho 79 anos. Em relação aos casos de contrabando de prata, um bem cada vez mais valioso, nove pessoas eram residentes de Macau, três de Hong Kong e três do Interior. Em todos os casos os SA afirmaram que decidiram abordar os suspeitos, por considerarem que mostravam sinais de nervosismo injustificado, quando atravessavam a fronteira. A prata foi encontrada não só dentro dos bolsos dos suspeitos, mas também junto ao corpo, onde estava presa com fita cola e outros métodos. No que diz respeito ao contrabando de tabaco e cigarros electrónicos, todos os três interceptados eram provenientes do Interior, e traziam os produtos dentro das bagagens com que tinham viajado para o Aeroporto Internacional de Macau. As autoridades indicaram que ao entrarem com aqueles produtos não declarados, os suspeitos pouparam cerca de 130 mil patacas em impostos. Os casos foram encaminhados para os Serviços de Saúde, responsáveis pela supervisão de produtos relacionados com tabaco.
PJ | Segurança Nacional utilizada para burlas Hoje Macau - 12 Mai 2026 A Polícia Judiciária (PJ) emitiu ontem um comunicado a alertar que a segurança nacional está a ser utilizada como pretexto para burlar os residentes. Só num caso, levou a perdas de 217 mil patacas. Segundo o comunicado, um residente recebeu um telefonema por parte de burlões que falavam cantonês e se fizeram passar pela PJ. Nessa chamada, os alegados burlões identificaram o cidadão pelo nome completo, ainda antes de este fornecer essa informação, e depois disseram-lhe que estava a ser investigado por violar a lei da segurança nacional, por ter proferido “declarações políticas erradas”. Os burlões transferiram depois o telefonema para um outro burlão que se fez passar pelas autoridades do Interior e que iniciou uma videochamada por WhatsApp como um interrogatório, em que inclusive aparecia com o uniforme da polícia. O residente de Macau não suspeitou da burla, forneceu os seus dados, fez uma transferência bancária como “caução” e acabou burlado em 217 mil patacas.
Rua dos Ervanários | “Fábrica das Bifanas” serve petiscos tradicionais Andreia Sofia Silva - 12 Mai 202619 Mai 2026 Era para abrir em Lisboa, mas as raízes em Macau de Ricardo Rebelo de Almeida levaram-no a trazer o negócio da “Fábrica das Bifanas” para o território. A típica bifana à moda do Porto pode ser provada na Rua dos Ervanários, mas não falta a bifana semelhante à receita da cidade de Vendas Novas, no Alentejo Turistas e locais já têm um novo espaço para provar as típicas bifanas portuguesas, seja a receita do Porto, seja a de Vendas Novas. Na “Fábrica das Bifanas”, na Rua dos Ervanários, o sabor é sempre português num negócio trazido para Macau por Ricardo Rebelo de Almeida. Ao HM, o responsável confessou que Macau nem era o destino inicial deste investimento. “A Fábrica das Bifanas foi inicialmente pensada para ser desenvolvida na zona de Carcavelos, Grande Lisboa. Mas tenho uma ligação forte a Macau, onde cresci, e circunstâncias pessoais levaram-me a permanecer no território. Nesse contexto, fez sentido concretizar aqui o projecto, que já estava estruturado, adaptando-o à realidade local. A minha ligação a Macau foi determinante na decisão de avançar com o projecto aqui”, contou. Apesar de ter trazido para Macau a receita tradicional da bifana da zona do Porto, a verdade é que a “Fábrica das Bifanas” também trouxe este petisco na sua versão mais clássica, ou seja, “mais próxima da tão apreciada bifana de Vendas Novas em termos de sabor, mas diferenciada, porque usamos o mesmo corte ultrafino da carne, o que lhe confere uma textura e experiência distintas”. Além disso, a “Fábrica” tem também pão com chouriço “pleno de sabor e servido quente, que tem sido igualmente bem recebido pelo público”. Ricardo conta que o segredo das bifanas à moda do Porto baseia-se no “corte ultrafino e forma de confecção”, sendo uma iguaria “cozinhada lentamente num molho previamente preparado, o que permite uma melhor incorporação de sabores”. O pão utilizado em todos os petiscos é sempre “proveniente de Portugal, preservando o sabor tradicional”. Feedback “muito positivo” Com a casa aberta há poucas semanas numa das zonas mais turísticas da península de Macau, Ricardo Rebelo de Almeida destaca que “o feedback [do público] tem sido muito positivo”, tendo recebido “muitos clientes locais e também um volume significativo de visitantes e turistas de várias nacionalidades”. Questionado sobre os desafios de investir no sector da restauração em Macau nesta fase, o mentor da “Fábrica das Bifanas” frisou que houve “especial preocupação com a escolha do local para a abertura do espaço”. “Sobretudo acreditámos no produto diferenciado que oferecemos”, adiantou, querendo agora “consolidar a ‘Fábrica das Bifanas’ como uma marca reconhecida localmente”, nomeadamente “reforçar a presença junto do público de Macau e visitantes”. Contudo, e “num horizonte mais longo, faz parte da visão avaliar oportunidades de crescimento, sempre de forma sustentável e alinhada com a evolução do projecto”, revelou o empresário.
Hainan | Kevin Ho lamenta fraco investimento de empresas de Macau João Luz e Nunu Wu - 12 Mai 2026 O deputado Kevin Ho lamenta que apenas a MGM marque presença em Sanya, numa zona de cooperação entre Hainan e Hong Kong. O também empresário lamenta as oportunidades desperdiçadas e destaca o projecto de desporto electrónico de Mário Ho, filho de Stanley Ho e de Angela Leong “Macau também é uma cidade internacional, mas será que não estamos a perder oportunidades? Além da MGM, mais nenhuma outra empresa de Macau tem presença em Sanya.” Foi desta forma que o deputado Kevin Ho lamentou a falta de ambição empresarial da RAEM durante uma visita da delegação dos membros de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN) a Hainan e à zona de demonstração de Sanya para cooperação económica entre a província chinesa e Hong Kong. Tendo em conta a experiência do tecido empresarial de Macau no turismo, o deputado considera que as conquistas na área dos elementos não-jogo podem ser determinantes para colher os benefícios do desenvolvimento de Sanya. Porém, “as empresas de Macau não aproveitam as oportunidades”, indicou em declarações ao jornal Ou Mun. O também empresário destaca o projecto para um resort dedicado a desportos electrónicos (competições de jogos) a cargo da empresa de Mário Ho, filho de Stanley Ho e da deputada Angela Leong. Na passada sexta-feira, a empresa do NIP Group do jovem magnata, ganhou em leilão um lote em Sanya, com área de cerca de 74 mil metros quadrados, por 680 milhões de renminbis, onde será construído o resort. Mário Ho garantiu que vai investir mais de 1,4 mil milhões de renminbis no futuro. Em 2011, foi inaugurado o hotel MGM Grand Sanya e em 2025, o grupo anunciou que iria construir um segundo hotel, num investimento total de cerca de 2 mil milhões de renminbis. Então e Hengqin? À semelhança do desejo de investimento em Hainan, Kevin Ho apontou baterias à zona de cooperação aprofundada em Hengqin e no potencial do mercado de turismo para as marcas hoteleiras estabelecidas na RAEM. O deputado prometeu que, assim que voltar a Macau, vai usar a sua posição para convencer as concessionárias do jogo a contribuírem para o desenvolvimento turístico de Hengqin. Por seu turno, o membro de Macau na APN Dominic Sio Chi Wai, também durante a visita a Hainan, apontou a necessidade de atrair empresas de grande capital para Hengqin. Tendo em conta que uma parte fundamental do processo de investimento recair na confiança nas perspectivas económicas, o responsável apela à paciência e convicção no crescimento de Hengqin, da Grande Baía e do país. Durante a visita de estudo, a delegação de Macau visitou estaleiros de obras, um centro de promoção de investimento e hotéis em Sanya.
Jogo | Impostos rendem mais de 9 mil milhões Hoje Macau - 12 Mai 2026 Até Abril, os impostos que incidem sobre o jogo renderam aos cofres do território 9,07 mil milhões de patacas, de acordo com os dados mais actualizados da Direcção de Serviços Finanças (DSF). Em comparação com Março, os números mostram um aumento de 2,3 por cento, dado que até esse mês o montante com os impostos do jogo tinha sido de 8,87 mil milhões de patacas. Nos primeiros quatro meses do ano as receitas brutas do jogo atingiram 34,87 mil milhões de patacas, um aumento anual de 16,9 por cento, dado que nos primeiros quatro meses de 2025 o montante tinha sido de 29,84 mil milhões de patacas. Os dados oficiais mostram ainda que o jogo contribuiu com praticamente 86,5 por cento do total das receitas correntes do orçamento, que no final de Abril eram de 40,30 mil milhões de patacas.
Autocarros | Média diária de 673 mil passageiros Hoje Macau - 12 Mai 2026 Durante o primeiro trimestre deste ano, os autocarros públicos transportaram uma média de 673,4 mil passageiros por dia, o que contribuiu para um total de 60,6 milhões de passageiros em três meses. Os dados foram actualizados no portal da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). O autocarro número 25, que faz o percurso entre as Portas do Cerco e Coloane, passando por locais muito populares como a Rua do Campo, Praça Ferreira Amaral ou o Cotai, foi o mais popular com uma média de 28 mil passageiros por dia. No pólo oposto, o autocarro menos utilizado foi o H!, que faz o percurso para o hospital, com uma média diária de 690 passageiros. O autocarro número 26 faz o percurso mais longo, com 46,73 quilómetros, enquanto o número 21A é aquele que tem mais paragens, 76 no total. No final do primeiro trimestre, havia 86 percursos normais, o que exclui os autocarros expresso, e as duas empresas, Transmac e TCM, com um total de 964 veículos.
Seguradoras | AMCM afasta cobrança por serviços em Hong Kong Hoje Macau - 12 Mai 2026 A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) recusou a possibilidade de as seguradoras no território cobrarem comissões aos clientes, quando prestam auxílio à contratação de um seguro automóvel em Hong Kong, exigência para poder circular na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Numa interpelação escrita, o deputado Leong Sun Iok, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), levantou o problema de as seguradoras locais estarem a prestar este tipo de assistência aos clientes, sem receberem qualquer dinheiro directamente dos clientes. O legislador defendia uma alteração da legislação para as seguradoras poderem cobrar comissão aos clientes, quando têm um papel na contratação de seguros em Hong Kong pelos condutores de Macau. No entanto, a AMCM recusou essa possibilidade. “Face às necessidades de contratação de seguro fora de Macau relativamente a veículos com dupla matrícula de Hong Kong e de Macau, a AMCM já emitiu uma circular, clarificando e regulamentando que as seguradoras de Macau apenas podem, a título gratuito, prestar serviços de transmissão de informações”, foi indicado, numa resposta assinada por Vong Sin Man, presidente do Conselho de Administração da AMCM. “Os proprietários de veículos de Macau podem optar por, com a assistência de seguradoras de Macau, proceder, por sua conta, às formalidades de contratação do seguro automóvel da Região Administrativa Especial de Hong Kong. Todavia, uma vez que tais apólices não são emitidas por seguradoras autorizadas a exercer actividade em Macau, os mediadores de seguros de Macau não podem, nos termos da lei, prestar directamente serviços de mediação de seguros”, clarificou.
Angola | Câmara de Comércio diz que fecho de consulado “é retrocesso” Hoje Macau - 12 Mai 2026 O presidente da assembleia-geral da Câmara de Comércio de Angola em Macau considera que o encerramento do consulado vai prejudicar as relações comerciais entre os países e dificultar a assistência consular, que passa a ser feita em Cantão A Câmara de Comércio de Angola em Macau (CCAMO) defendeu que o encerramento anunciado do consulado-geral angolano no território representa “um retrocesso” que prejudica relações empresariais e “um contra-senso” face ao reforço da cooperação sino-africana. “Obviamente, na nossa perspectiva, é um retrocesso àquilo que nós tínhamos, até porque o consulado estava a fazer um trabalho relativamente importante, nomeadamente no estabelecimento de relações entre empresários angolanos e empresários locais”, reagiu à Lusa o presidente da assembleia-geral da CCAMO. Para Pedro Lobo, a decisão vai, “obviamente, prejudicar um pouco, este desenvolvimento que se está a ter com as relações entre China e África”. A notícia do encerramento da representação diplomática em Macau foi avançada pelo Jornal de Angola, na sequência do anúncio do Ministério das Relações Exteriores angolano, na sexta-feira, da redução do pessoal nas missões diplomáticas e fecho de quatro consulados, em Macau (China), Nova Iorque (Estados Unidos), Roterdão (Países Baixos) e Montevideu (Uruguai). “O processo surge na sequência de um excesso de pessoal diplomático e administrativo nas representações externas, aliado à insuficiência do orçamento atribuído pelo Ministério das Finanças para cobrir os encargos das missões diplomáticas”, escreveu o Jornal de Angola, citando declarações do secretário de Estado para Administração, Finanças e Património angolano, Osvaldo Varela, em Windhoek, na Namíbia. A medida, indica Pedro Lobo, torna “bastante complicado” o contacto com as autoridades de Luanda e qualquer apoio consular ou esclarecimento de dúvidas, que terá de ser tratado no consulado de Guangzhou (Cantão) ou na embaixada de Angola em Pequim. Avisos anteriores Em 2018, já tinha sido avançada a possibilidade de encerramento da representação diplomática angolana em Macau, o que acabou por não acontecer. “Deixa-nos um bocado preocupados, até porque a própria China, neste momento, abriu as taxas zero a vários países de África, o que parece um bocado contra-senso Angola neste momento estar a fechar consulados”, lembrou Pedro Lobo. A China começou a aplicar, a partir deste mês, tarifas zero aos países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, para ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês. A medida foi anunciada em comunicado oficial divulgado em Abril, no final da visita do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Pequim, durante a qual o Presidente da China, Xi Jinping, defendeu o reforço da cooperação com Moçambique e o aprofundamento da coordenação entre os países em desenvolvimento. Esta iniciativa de Pequim demonstra, reflectiu Lobo, “uma estratégia óbvia de ajuda não só aos países da África sobre o desenvolvimento económico, mas também uma estratégia de aposta no mercado africano”. Sobre o trabalho da CCAMO, o presidente da assembleia-geral referiu que a instituição tem procurado aproximar empresários de Macau e da China continental a parceiros em Angola e reactivar as relações que ficaram suspensas durante a pandemia. “As coisas estavam bastante avançadas antes da covid-19 e agora estamos a tentar recuperar as relações. Neste momento, este corte do nosso consulado torna as coisas um bocado mais complicadas”, lamentou.
Associação quer ligar empreendedores lusófonos, hispanófonos e de Macau Hoje Macau - 12 Mai 202612 Mai 2026 A recém-criada Associação de Empresários dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola de Macau quer fazer a ligação económica e comercial entre a China e os mercados lusófono e hispânico, destacaram os seus dirigentes. O presidente da Assembleia-Geral da associação, Rui Pedro Cunha, sublinhou à Lusa que a intenção original da associação é “construir uma plataforma regular de intercâmbio e cooperação para empresários de Macau, dos países de língua portuguesa e de língua espanhola”. Segundo Cunha, com uma “população combinada de mais de 800 milhões de pessoas”, os países de língua portuguesa e espanhola abrangem quatro continentes e representam “mercados ricos em recursos, talento e oportunidades”. A organização vai “acompanhar de perto o posicionamento estratégico de Macau como plataforma de cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa” e identificar necessidades dos empreendedores para “ajudar a fazer a ligação de recursos entre a Grande Baía, Macau, os países de língua portuguesa e de língua espanhola”. Rui Pedro Cunha acrescentou que Macau dispõe de vantagens únicas, como “a integração entre culturas chinesa e ocidental, sistema jurídico bilingue, redes empresariais internacionais e um ambiente de negócios aberto ao exterior”. Ao mesmo tempo, a associação vai realizar encontros económicos e comerciais, visitas empresariais e fóruns sectoriais, para “construir pontes para empresas de ambos os lados e abrir canais de cooperação no comércio, investimento, turismo cultural e indústria de exposições”. Em Abril, durante a primeira visita ao estrangeiro desde que tomou posse, Sam Hou Fai passou por Portugal e por Madrid, cidade onde assinou 43 acordos de cooperação em áreas como a tecnologia e desporto. O Chefe do Executivo fez ainda questão de realçar que Macau quer aproveitar a plataforma sino-lusófona para se expandir também a Espanha e aos mercados de língua espanhola. Recomendações de investimento O secretário-geral da associação, Alan Ho Hoi Meng, afirmou à Lusa que a organização vai centrar-se em prioridades como “o reforço dos serviços aos membros, o fortalecimento da correspondência de recursos de alto nível e a apresentação de recomendações de políticas”. Alan Ho destacou que a associação irá expandir activamente a rede de cooperação com associações empresariais na China continental, bem como nos países de língua portuguesa e espanhola, para fortalecer “intercâmbios económicos e comerciais transfronteiriços” e facilitando fluxos de investimento. Ao mesmo tempo, será criado “um sistema de atracção e serviços empresariais de orientação internacional, de balcão único, para apoiar empresas estrangeiras a estabelecer operações em Macau e Hengqin e expandir para o mercado da Grande Baía”.
Combustíveis | Ormuz é alerta para diversificar fontes de energia Hoje Macau - 12 Mai 2026 O académico Hoi Ngan Loi considera que o território deve aproveitar o aumento dos preços nos mercados dos combustíveis fósseis para acelerar a transição para as energias alternativas. A posição do professor na Universidade Politécnica de Macau foi divulgada através de um artigo no jornal Ou Mun. Segundo Hoi, o subsídio para os combustíveis no sector da logística, promovido pelo Governo para reduzir os preços dos bens, é eficaz a curto-prazo. No entanto, o académico defende que toda a situação em Ormuz deve entendida como um sinal para promover a aceleração de “reformas estruturais”. Hoi Ngan Loi espera assim que as autoridades promovam a adopção de mais fontes de energia alternativas, que aumentem o investimento em “novas infra-estruturas energéticas” e que ofereçam mais incentivos fiscais, ou criem fundos especiais para “incentivar o sector da logística e os transportes públicos a acelerar a substituição dos actuais veículos por veículos eléctricos ou outros veículos movidos com energias limpas”. Com as medidas mencionadas, o académico acredita que é possível reduzir “significativamente a dependência dos combustíveis fósseis tradicionais”. No artigo de opinião, Hoi Ngan Loi elogia a forma como o Executivo tem lidado com os preços nos combustíveis e destaca que em Macau os aumentos, resultado da realidade internacional, foram mais estáveis do que em Hong Kong. Esta diferença, para o académico, mostra que o Executivo está a fiscalizar os preços dos combustíveis.
Zona A | Sugeridos apoios ao comércio em fase inicial Hoje Macau - 12 Mai 2026 Enquanto nasce um novo bairro na Zona A dos novos aterros, é fundamental encontrar um equilíbrio entre a abertura de lojas, restaurantes e supermercados, a menor densidade populacional na zona e a sobrevivência desses negócios. O deputado Ngan Iek Hang considera que o Governo tem um papel a desempenhar nesta equação, atribuindo apoios ao comércio que não tem ainda uma clientela na Zona A que sustente os negócios. “Tendo em conta que o actual fluxo populacional na Área A ainda não é suficiente para sustentar actividades comerciais, o Governo devia ponderar a introdução de medidas de apoios”, indicou em declarações ao jornal do Cidadão. O legislador destaca a importância de ir melhorando as condições de habitabilidade na Zona A à medida que o número de moradores aumenta, tarefa que entende estar a ser cumprida pelo Executivo, seguindo o modelo de governação “centrada nas pessoas”. A desenvolvimento do bairro de Seac Pai Van foi apontado por Ngan Iek Hang como exemplo de uma área que transitou bem entre os períodos de planeamento, construção e desenvolvimento e que a Zona A tem potencial para adoptar este modelo com sucesso.
Maternidade | Patronato concorda com aumento de licença e férias Hoje Macau - 12 Mai 2026 Governo, patronato e representantes do sector laboral estão de acordo quanto ao aumento proposto de férias anuais e da licença de maternidade. O Governo apresentou os resultados de uma consulta pública que se alinham com as medidas propostas para combater a baixa natalidade Executivo, patrões, “sector laboral” e população estão de acordo em relação à necessidade de rever a lei das relações de trabalho para aumentar os dias de licença de maternidade e de férias anuais. Esta foi a conclusão retirada da reunião plenária do Conselho Permanente de Concertação Social, que se realizou ontem. No final da reunião, o representante do patronato, o ex-deputado Chan Chak Mo, concordou com a proposta, assim como o representante do sector laboral Kuong Chi Fong, o vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau. Os dois representantes defenderam também que o montante máximo da remuneração de base mensal utilizado para calcular a indemnização por despedimento vai permanecer em 21.500 patacas, valor fixado no final de 2024. Além disso, o Governo apresentou os resultados de uma consulta pública, que decorreu até 16 de Março, em que se refere que os residentes concordam com um aumento proposto das férias anuais e da licença de maternidade, para fazer frente à baixa natalidade do território. O Executivo acrescentou que, após a análise às mais de mil opiniões e sugestões recolhidas, ficou demonstrado que as propostas de revisão da lei foram “bem recebidas pela sociedade”. Metas para este ano Depois da reunião plenária do Conselho Permanente de Concertação Social, o director dos Serviços para os Assuntos Laborais, Chan Un Tong, indicou que a alteração à Lei das Relações de Trabalho será concluída até ao final do ano. Actualmente, apenas funcionárias públicas têm direito a uma licença de maternidade de 90 dias. No caso dos pais, a licença é de cinco dias úteis remunerados. Recorde-se que em Março, as seis concessionárias de jogo aumentaram a licença de maternidade oferecida às trabalhadoras para 90 dias, medida que acompanha os esforços do Governo para incentivar a natalidade na cidade. A indústria do jogo de Macau empregava cerca de 65.300 trabalhadores, segundo dados referentes a 2025, quase 10 por cento de toda a população do território. Em Janeiro deste ano, o Executivo propôs aumentar a licença de maternidade no sector privado de 70 para 90 dias, visando combater a baixa natalidade, e as férias anuais de seis para 12 dias “segundo a antiguidade do trabalhador”.
Inês Cardoso, jornalista e autora de livros infantis: “A desinformação joga com emoções” Andreia Sofia Silva - 12 Mai 2026 Inês Cardoso embrenha-se na escrita de livros para os mais novos quando a espuma frenética dos dias do jornalismo lhe dá algum descanso. A directora do Jornal de Notícias foi convidada pelo festival “Letras&Companhia” para apresentar o livro “De Londres ao Porto numa gaivota”, que foi traduzido para chinês Vem a Macau participar no festival “Letras&Companhia”. Como se sente por vir ao território neste contexto? É a primeira vez que vou a Macau e é particularmente entusiasmante perceber o trabalho que continua a ser feito para preservar a língua portuguesa. O festival tem muitos atractivos, e é uma honra estar ao lado de pessoas como Afonso Cruz ou André Letria, porque trabalham diferentes públicos e têm um trabalho muito conceituado. Vou falar de literatura juvenil e é bom poder estar directamente com o público escolar e perceber a sua ligação à língua. Apresenta na sexta-feira o livro que lançou em 2019, “De Londres ao Porto numa gaivota”. Porquê esta obra? Tem muito a ver com a temática do festival, centrada nas cidades. Este é um livro que trabalha muito no espaço urbano, portanto transporta-nos para alguns dos espaços emblemáticos de Londres e Porto na forma como a protagonista, Sofia, que viveu no Porto, mas se mudou para Londres, vai viajando mentalmente pelos locais que a saudade, no fundo, mantém activos. Não sendo o meu livro mais recente, acabou por estar em destaque nesta edição, e graças a uma parceria entre a Porto Editora e o IPOR [Instituto Português do Oriente, co-organizador do festival], o livro vai ter uma versão em português e chinês. Trata-se de algo que vai permitir trabalhar esta questão da língua e das viagens que fazemos através dela, tal como a própria história também reflecte. Quando sai a versão em chinês do livro? Será apresentada no festival, estando disponível na Livraria Portuguesa. A saudade é um sentimento muito português, é um desafio traduzir essa palavra para outra língua? Que expectativas têm em relação à tradução? Esta é uma das reflexões que fazemos no livro. Ao tentar traduzir a palavra saudade fazemos essa abordagem, quanto à importância e centralidade que a saudade tem para nós, portugueses. Muitas vezes tem um sentido excessivamente nostálgico, mas a verdade é que nos marca muito, tanto na literatura, na música ou no nosso imaginário. O livro aborda isso, a forma como nos entendemos e como, no fundo, podemos fazer corresponder a saudade a outras expressões que outras línguas têm para traduzir esse sentimento, que, de facto, nos marca muito colectivamente. O seu livro mais recente, também de literatura infantil, “As Mãos da Avó”, foi editado no ano passado. Há algum paralelismo com a obra que apresenta no “Letras&Companhia”? É uma história que tem um ritmo um pouco mais lento, por assim dizer, tem uma escrita mais pausada. Procuro que o próprio livro trabalhe a questão da espera e da paciência. É, num certo sentido, um livro que nos leva a viajar, também a nós adultos, pelas nossas memórias de infância. Quando se fala de literatura infantil, prefiro mais falar em livros e álbuns ilustrados, porque tenho percebido que “As Mãos da Avó” é, muitas vezes, um livro que sensibiliza os adultos que se identificam com aquela experiência da neta, que aprende com as mãos da avó e que partilha momentos com ela, e que, em contacto com a natureza, vai percebendo pequenas lições que a avó lhe transmite. Vivemos tempos muito acelerados, em sociedades que valorizam muito a rapidez. A capacidade de pararmos e percebermos a importância da espera é uma reflexão que nos interessa particularmente e da qual até estamos a precisar. Como se passa do jornalismo, precisamente dessa pressa das redacções, para a literatura infantil? Esse é um dos desafios e diria até que uma das razões que explica o facto de eu publicar com longos intervalos, exactamente porque o jornalismo é tão absorvente e a realidade tem estado tão acelerada. Sinto que somos arrastados no vórtice da actualidade e temos muita dificuldade em travar, sobretudo desde a altura da pandemia. Tivemos a crise, a invasão na Ucrânia, fomos tendo outros conflitos muito centrados no Médio Oriente, mas também a própria eleição de Donald Trump trouxe uma série de alterações na geopolítica internacional. Temos avanços na inteligência artificial que nos vão lançando desafios. Ou seja, vivemos tempos que constituem desafios colectivos e que se traduzem no nível de atenção permanente por parte dos media e de alteração do trabalho nos próprios media. Somos muito afectados pela alteração dos algoritmos, das redes sociais, da entrada da inteligência artificial em campo. Há uma rapidez que deixa muito pouco espaço para a criatividade e imaginação. Quando consigo esses espaços, importantes para mim, dá-me alguma respiração neste mundo que tem estado algo distópico nos últimos tempos. E, portanto, gosto de olhar para a literatura infantil ou juvenil como um caminho para alguma descompressão e até para alguma saída deste mundo às vezes pouco empático e pouco focado. Falando da inteligência artificial, ainda é possível pôr crianças a ler um livro físico? No caso particular da leitura para a infância, e com os álbuns ilustrados, acredito que o papel vai resistir, porque é de facto único na capacidade de nos transportar para o peso que as próprias ilustrações têm. Hoje temos formatos cada vez mais criativos, com livros que trazem novas abordagens, com desdobráveis [por exemplo] e uma criatividade que tem sabido evoluir num sentido que é tão único que, de facto, não pode ser substituído por nenhum ecrã. Vou às escolas com alguma regularidade e sinto que as crianças mantêm, pelo menos na primeira infância, um grande entusiasmo com as histórias e com os livros. Gostam de os sentir. Depois temos de fazer a nossa parte. Se olharmos para os exemplos da Suécia ou Noruega, que num determinado momento foram pioneiros no digital, pelas salas de aula dentro, e agora percebem que foi um erro e estão a regular e a incentivar cada vez mais o livro e a leitura, acho que temos de ir aprendendo com essas lições. Há medidas que têm de ser adoptadas por decisores e governantes, no sentido de ir protegendo e estimulando a leitura e percebendo que ela tem um espaço próprio que não deve ser alterado, apesar da competição gerada pelo digital e pelos ecrãs. Começou no jornalismo em 1998 e actualmente é directora do Jornal de Notícias (JN). Qual a mudança mais fracturante que assistiu na profissão nos últimos anos? Temos tido muitas mudanças muito rápidas. Quando comecei já estávamos a falar nos desafios que o digital nos iria trazer, e desde então fizemos muitas experiências e continuamos sem respostas, porque a todo momento temos novos desafios. Uma das grandes dificuldades é continuar a merecer a confiança dos leitores e, no fundo, a captar a atenção no meio de tanto ruído. Diria que o grande desafio é até mais social do que dos próprios jornalistas, que têm estado muitas vezes sozinhos a defender um espaço que é, na verdade, vital para a própria democracia. No nosso caso, no JN, tivemos um momento particularmente marcante que foi ao final de 2023 e início de 2024, um momento de luta que evitou um despedimento colectivo. Houve depois uma mudança de accionistas e de propriedade no grupo [Global Media]. Esse momento, em Portugal, foi particularmente importante e significativo na reflexão que, em Portugal, estamos a fazer sobre a propriedade dos media, o financiamento e a sustentabilidade, problema que também está a ser enfrentado pela revista Visão. Do ponto de vista tecnológico, creio que vamos continuar a assistir a mudanças constantes, em que ainda não sabemos muito bem o que a inteligência artificial vai provocar, nomeadamente nesta questão da confiança das pessoas, na disseminação cada vez maior e mais eficaz da desinformação e os riscos que, no fundo, acarreta para todos nós. Quando fala que a preservação do jornalismo também parte da sociedade civil, não sente que o perigo reside no facto de as pessoas terem muita desconfiança em relação aos media e terem até um tom acusatório em relação aos jornalistas? Como se combate isso? Sim, por isso é crucial que haja capacidade para, de forma colectiva, olharmos para este tema da desinformação como um problema da democracia, e não um problema dos jornalistas. É verdade que há essa desconfiança, e parece-me que os cidadãos ainda acreditam em muitos mitos relacionados com a informação, ou seja, que através das redes sociais conseguem obter a informação sem precisar de jornalismo, que conseguem ser eles a seleccionar as fontes, ou que seguem quem querem. Não percebem que estão constantemente a ser manipulados pela própria lógica do algoritmo, pelas bolhas que vão sendo criadas na sequência do seu próprio comportamento digital. Há uma série de mecanismos subtis que são perigosos do ponto de vista individual e do ponto de vista da popularização social, em relação aos quais os cidadãos ainda não estão plenamente atentos e dos quais não estão, sequer, muitas vezes conscientes. Sabemos muito bem a quem interessa essa desinformação, quem a trabalha e quem mais [promove] a disseminação alargada de informações falsas. Sabemos os riscos a que estamos sujeitos quando as opiniões são, cada vez mais, facilmente manipuladas e orientadas, nomeadamente em períodos de eleições. Já há diversos estudos que comprovam o quanto a desinformação aumenta em períodos eleitorais. Esta é uma reflexão que, apesar dessa má imagem que os jornalistas actualmente sofrem, vai ter de ser feita colectivamente. No sábado protagoniza uma oficia de literacia digital para professores intitulada “Combater a desinformação na era da IA”. E como se combate, afinal? Temos riscos cada vez maiores e as ameaças são muitas. Diria que se combate sobretudo com muita formação. Nesta acção de formação para professores vamos abordar algumas formas de tratar o tema, nomeadamente para crianças e adolescentes já ao nível do secundário, porque é essencial que todos possamos identificar alguns sinais em vídeos, imagens ou informações partilhadas. Para que saibamos identificar quem tem funções de particular responsabilidade, e o professor é sempre alguém que tem essa responsabilidade perante a sua própria sala de aula e aqueles que estão, no fundo, entregues e confiados. O professor tem essa missão com uma maior exigência, porque pode ter um efeito multiplicador na transmissão de ferramentas que são úteis em todas as idades. Temos de estar atentos e saber como verificar a informação e, sobretudo, como não agir por impulsividade ou emotividade, que é um dos grandes problemas da desinformação. Esta joga muito com as emoções, com a confirmação de preconceitos e esse, no fundo, é o trabalho mais difícil de fazer.
Aviação | Companhias sul-coreanas suspendem mais de 900 voos Hoje Macau - 11 Mai 2026 As companhias aéreas sul-coreanas cancelaram mais de 900 voos devido ao aumento do preço do combustível provocado pelo conflito no Médio Oriente, com a maioria dos cortes a concentrar-se nas companhias de baixo custo. As companhias aéreas low-cost, como a Jeju Air e a Jin Air, cancelaram 900 voos de ida e volta, incluindo várias rotas para o Sudeste Asiático, informaram ontem fontes do sector citadas pela agência de notícias local Yonhap. A Asiana Airlines, a segunda maior companhia aérea do país, também cancelou 27 voos de ida e volta em seis rotas, incluindo Phnom Penh e Istambul, até Julho, informou a agência. A Korean Air, a principal companhia aérea sul-coreana, não comunicou, por enquanto, cortes nas operações, embora se encontre desde Abril sob um sistema de gestão de emergência e esteja a “acompanhar de perto” a situação. As fontes alertaram que o número poderá aumentar, uma vez que algumas companhias ainda não fecharam os seus calendários de Junho. O ajuste surge depois de, no mês passado, as companhias aéreas sul-coreanas terem anunciado que, em Maio, iriam aumentar para o nível máximo a sobretaxa de combustível, devido ao aumento do Platts Singapore Average (MOPS), o indicador de referência, de acordo com fontes do setor citadas pela agência sul-coreana. O aumento do nível 18, aplicado em Abril, para o nível 33, aplicado em Maio, representa o maior aumento mensal desde que o sistema actual foi introduzido em 2016. O MOPS registou uma média de 214,71 dólares por barril entre 16 de Março e 15 de Abril, ultrapassando em 2,5 vezes o preço de há dois meses.
Wynn Macau | Lucros sobem 10,9 % no primeiro trimestre Hoje Macau - 11 Mai 2026 A operadora de casinos Wynn Macau anunciou na sexta-feira lucros operacionais de 279,4 milhões de dólares no primeiro trimestre, uma subida de 10,9 por cento face a igual período de 2025. Os proveitos da Wynn aumentaram à boleia das receitas das duas propriedades da empresa em Macau, que cresceram 14,2 por cento entre Janeiro e Março, para 989,2 milhões de dólares, de acordo com um comunicado da operadora. As apostas nos casinos Wynn Macau e Wynn Palace foram responsáveis pela maioria do volume de negócios da empresa em 2025, arrecadando 841,6 milhões de dólares em receitas, uma subida de 16,9 por cento. “Em Macau, assistimos a um aumento significativo do volume de jogo em relação ao ano anterior, juntamente com uma quota de mercado saudável”, afirmou Craig Billings, director executivo da empresa-mãe, a Wynn Resorts, em comunicado. Massas aguentam O chamado mercado de massas continuou a ser, de longe, o principal segmento para a operadora, representando receitas de 811,9 milhões de dólares, mais 14,2 por cento do que no primeiro trimestre. No segmento conhecido como jogo VIP, as apostas dos grandes jogadores caíram 9,9 por cento nos dois casinos da Wynn Macau, mas, pelo contrário, as receitas aumentaram 13,5 por cento, para 136,5 milhões de dólares. Isto apesar do casino Wynn Macau ter ficado com apenas 0,39 por cento das apostas no jogo VIP. Em média, os casinos a operar em Macau vão buscar 3 por cento das apostas neste segmento. Em 2019, o chamado jogo bacará VIP representava 46,2 por cento das receitas totais dos casinos de Macau. Mas em 2025 este segmento ficou-se por uma fatia de 27,5 por cento, apesar das receitas absolutas terem subido 24,1 por cento. Numa teleconferência com analistas, Craig Billings anunciou um investimento de pelo menos 900 milhões de dólares na construção de um novo hotel com 432 suites na propriedade Wynn Macau. O executivo, citado pelo portal de notícias GGRAsia, disse que a empresa está à espera de autorização do Governo local. As obras devem arrancar na segunda metade de 2026 e demorar dois anos e meio. A Wynn Resorts opera também nos EUA e Reino Unido, estando ainda a construir o casino Wynn Al Marjan, nos Emirados Árabes Unidos. Na teleconferência, Billings admitiu “um ligeiro atraso” no projeto em Ras Al Khaimah devido ao conflito no Médio Oriente, mas garantiu que a inauguração continua marcada para 2027. “Embora tenhamos enfrentado desafios logísticos e de transporte na região, as entregas continuaram em grande parte e estamos a redirecionar as remessas e a procurar materiais alternativos”, disse Billings. A construção do Wynn Al Marjan, um investimento de 5,1 mil milhões de dólares, continua “com mais de 22 mil trabalhadores no local”, acrescentou o executivo.
Ormuz | Seul diz que “impacto externo” causou explosão em navio Hoje Macau - 11 Mai 2026 Seul concluiu que a explosão ocorrida na semana passada num navio operado por uma companhia de navegação sul-coreana no Estreito de Ormuz foi causada pelo “impacto externo” de um objecto voador não identificado. “Como resultado da investigação, foi confirmado que, em 04 de Maio, um objeto voador não identificado atingiu a popa do (navio) ‘HMM Namu’. Existe, no entanto, uma limitação para determinar com precisão o tipo exacto e o tamanho físico do objecto”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul num comunicado. O navio de carga “HMM Namu” estava ancorado fora dos limites do porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos, quando ocorreu uma explosão, cerca das 20:40, hora da Coreia, “no lado bombordo da casa das máquinas”. Seguiu-se um incêndio, mas toda a tripulação saiu ilesa. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou anteriormente que se tratou de um ataque iraniano, instando Seul a juntar-se à agora suspensa operação militar dos Estados Unidos para escoltar navios através de Ormuz. Teerão rejeitou categoricamente qualquer envolvimento na explosão, enquanto Seul adoptou uma postura cautelosa, classificando a possibilidade de um ataque como “incerta”. Como muitas economias asiáticas, a Coreia do Sul depende fortemente das importações de combustível do Médio Oriente, grande parte das quais transita pelo estreito de Ormuz. O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, reúne-se hoje nos Estados Unidos com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth. Antes de partir para Washington, Ahn afirmou que, na reunião com Hegseth, irá discutir as intenções de Seul de conseguir a transferência do controlo operacional (OPCON) em tempo de guerra dos EUA para a Coreia do Sul durante o mandato do actual Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung. Também discutirão o plano para desenvolver submarinos nucleares sul-coreanos com ajuda tecnológica de Washington, disse o ministro, em declarações reportadas pela Yonhap.
“Deixem-nos trabalhar” André Namora - 11 Mai 2026 Não há ninguém, incluindo nas hostes do PSD, que não tenha pedido a demissão da ministra da Saúde. Dois anos de incompetência e de protestos por parte dos profissionais de saúde e dos doentes. Pois, a senhora teve o desplante de na semana passada vir a público afirmar que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não está “doente” e que em vez de a criticarem que “deixem-nos trabalhar”. Qual trabalho? Cirurgias e consultas para as calendas? 24 horas de espera numa urgência? Grávidas a terem os filhos nas ambulâncias? Directores de Neurologia que ultrapassaram a idade da reforma e que receitam ao doente um medicamento trocado que provocou a morte do paciente? O INEM em greve com pessoas a morrer sem socorro? Gastos astronómicos a médicos sem escrúpulos que realizam cirurgias estéticas ao fim de semana? Consultas de especialidade marcadas para dia de greve e depois nunca mais contactam o doente? O grande hospital de Lisboa que nunca mais teve início a sua construção? Os médicos com salários mais baixos que no Congo? Comissões inacreditáveis de gestores de hospitais na aquisição de material médico? Centros de Saúde encerrados ao fim de semana? O Algarve com o hospital de Faro a rebentar pelas costuras? Centenas de macas com doentes graves pelos corredores dos estabelecimentos hospitalares? É sobre isto que a ministra quer trabalhar quando não conseguiu em dois anos alterar uma palha? Não, senhora ministra. A senhora ou tem o primeiro-ministro na mão ou o primeiro-ministro é tão incompetente como a senhora. Ana Paula Martins afirmou que a resposta do SNS está “muito diminuída” devido aos internamentos inapropriados. Só para rir… a ministra ainda fez rir mais o país, se não chorou, quando recusou que o SNS esteja a falhar na actividade assistencial que presta aos utentes, alegando que isso é um mito “sistematicamente repetido”. Para se afirmar algo tão absurdo, a ministra tinha de ter a noção que já se devia ter dedicado a coser meias, de tal forma que uma leitora do Facebook ao ler as declarações da ministra, escreveu: “Está alheada de tudo, onde é que isto vai parar, ela brinca com a saúde dos portugueses”. Na verdade, nos primeiros dois meses do ano, houve menos consultas e cirurgias programadas nos hospitais públicos do que no mesmo período do ano passado e aumentou o tempo de espera para os doentes. No entanto, a ministra com toda a sem vergonha afirmou que “o SNS não está a falhar”. O número de cirurgias realizadas no SNS, em Fevereiro, não era tão baixo há dois anos. Segundo os dados do Portal da Transparência, foram feitas cerca de 130 mil operações em todo o país, menos 10 mil do que em 2025 e menos 3.000 do que em 2024. Como é que a ministra da Saúde pode vir dizer que a descida está relacionada com o aumento de internamentos. Ora, se aumentou o número de internamentos teria de aumentar também o número de cirurgias. A incongruência é tão vistosa depois de Ana Paula Martins ter defendido que todos os indicadores assistenciais melhoraram desde que está no Governo. Ou mente ou é incompetente. Pior, as declarações da ministra contrastam com a informação disponível, que dá conta de, pelo menos, 19 mil consultas hospitalares do que no mesmo período de 2025, sobretudo as primeiras, e do aumento do tempo de espera nas consultas e nas cirurgias. Contrariamente ao que diz a ministra a saúde está cada vez mais doente. Todos os utentes dos hospitais se queixam da organização no atendimento. A culpa não é dos médicos, enfermeiros, técnicos e pessoal da limpeza. A culpa é de quem está à frente da pasta da Saúde. A ministra nada faz para melhorar as condições de trabalho dos profissionais de saúde e dos utentes. Os institutos de oncologia, peças basilares no salvamento de vida, têm-se queixado da falta de meios. Isso, é inadmissível. O cancro aumenta à mesma velocidade da demência e nunca se viu construir habitações especiais para recolher doentes cancerígenos ou com demência. Realmente, o povinho é que tem o direito de pedir a demissão da ministra e de dizer “deixem-nos trabalhar” com melhor saúde…
GP Macau: FIA confirma continuidade de Taças do Mundo de FR e F4 Sérgio Fonseca - 11 Mai 2026 No final da passada semana, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) confirmou a continuidade das Taças do Mundo de Fórmula Regional (FR) e de Fórmula 4 no programa do Grande Prémio de Macau, juntando-se ambas à já confirmada Taça do Mundo de GT da FIA e à derradeira ronda da temporada do FIA TCR World Tour Na sequência de uma votação electrónica do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, ficou decidido que as duas Taças do Mundo de monolugares integrarão a 73.ª edição do Grande Prémio de Macau, agendada para os dias 19 a 22 de Novembro. Foi igualmente definido o quadro de selecção de participantes para a Taça do Mundo da FIA de FR, permanecendo ainda por revelar os detalhes relativos ao processo de inscrição e selecção para a corrida de Fórmula 4. Disputada pela primeira vez em 2024, a Taça do Mundo da FIA de FR marcou o início de uma nova era para o Grande Prémio de Macau, com os monolugares da Fórmula Regional a assumirem o estatuto de categoria principal do evento, após quatro décadas em que a Fórmula 3 reinou no Circuito da Guia. A edição de 2026 contará já com o novo Tatuus T-326, modelo recentemente introduzido nos campeonatos internacionais da especialidade. Tanto os Fórmula Regional como os Fórmula 4 utilizarão pneus Pirelli. Para o Presidente da Comissão de Monolugares da FIA, Emanuele Pirro, a “Taça do Mundo da FIA de FR tem vindo a crescer de forma sustentada desde a sua introdução em 2024 e assumirá ainda maior relevância este ano com a chegada do Tatuus T-326 de segunda geração”. O italiano, antigo vencedor da Corrida da Guia pela BMW, salientou igualmente que a introdução da Taça do Mundo de F4 no ano passado “proporcionou a oportunidade ideal para os pilotos em início de carreira adquirirem conhecimento e compreensão do circuito de Macau antes de, futuramente, evoluírem para a Taça do Mundo da FIA de FR”. Quadro de convites conhecido A FIA, em parceria com a Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau, revelou igualmente o quadro de convites para a edição deste ano da Taça do Mundo da FIA de FR. Segundo o organismo sediado em Paris, o modelo “foi concebido com o objectivo de conjugar mérito desportivo, representação internacional e excelência competitiva, preservando simultaneamente o prestígio e o carácter selectivo que historicamente distinguem o Grande Prémio de Macau”. O objectivo passa por reunir um lote de participantes de nível mundial, composto pelas mais competitivas equipas de Fórmula Regional, dentro de um número de carros ajustado, segundo a FIA, às características únicas do Circuito da Guia. Assim, todas as equipas participantes no Campeonato Europeu de Fórmula Regional da FIA (FREC) de 2026 serão elegíveis para integrar a grelha. Será igualmente seleccionada a equipa mais bem classificada no campeonato japonês de Fórmula Regional de 2025. O comunicado da FIA esclarece ainda que apenas 26 carros serão admitidos à partida na edição deste ano, menos um que na edição de 2025, número que aumentará para 28 a partir de 2027. Foi igualmente confirmada a estrutura de dois carros por equipa, solução que, segundo a FIA, “garante consistência operacional em toda a grelha” e alinha esta Taça do Mundo “com os formatos habitualmente utilizados nas competições internacionais de formação em monolugares promovidas pela FIA, assegurando simultaneamente eficiência logística e desportiva dentro das limitações do Circuito da Guia”. Mais carros em 2027 A partir de 2027, a grelha crescerá com a adição de uma equipa proveniente do Formula Regional Oceania Trophy, sendo esta escolhida pelo promotor regional entre os melhores classificados do seu campeonato. Segundo a FIA, a inclusão da Oceânia “reflecte a contínua internacionalização do percurso competitivo da Fórmula Regional e reforça a representação de regiões com elevado nível competitivo”. Para além destas vagas, poderão ainda ser seleccionadas até duas equipas adicionais, escolhidas conjuntamente pela FIA e pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau com base no mérito desportivo. Entre os critérios adicionais de selecção previstos para as vagas remanescentes, destacam-se dois particularmente relevantes: o “legado histórico, incluindo contributos relevantes para o Grande Prémio de Macau ou para o desenvolvimento do automobilismo de formação em monolugares”, bem como os “resultados anteriores no Grande Prémio de Macau”, factores que poderão abrir novamente as portas do Circuito da Guia a equipas afastadas após o desaparecimento da Fórmula 3 do evento. Refira-se igualmente que, até à data, nenhuma equipa chinesa foi convidada a participar na Taça do Mundo da FIA de FR.