Música | Concertos de música clássica agendados para esta sexta-feira

O Instituto Cultural (IC) promove esta sexta-feira, dia 26, dois concertos de música clássica. Um deles acontece no teatro D. Pedro V às 20h e é protagonizado pela Orquestra Chinesa de Macau. O espectáculo visa agradecer aos fãs o apoio durante o festival das lanternas e terá sopros e percussão, sendo interpretadas “várias peças festivas e alegres”, incluindo Dragão Ascendente e Tigre Pulando, Kung Fu, Garimpando Ouro, entre outras. Será também realizada no local uma actividade de Adivinhas de Lanternas, oferecendo aos fãs uma experiência única nesta ocasião festiva. Esta actividade tem início às 19h. A entrada para os dois eventos é gratuita, mediante inscrição.

Também esta sexta-feira, mas no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM), acontece o espectáculo “Concerto do Dia dos Namorados – Amor na Primavera” com o músico Mengla Huang no violino e Jing Huan como maestro. O programa do concerto inclui obras como “Abertura Die schöne Melusine, Op. 32”, de Felix Mendelssohn, “Concerto para Violino em Ré maior, Op. 35”, de Erich Wolfgang Korngold, e “Sinfonia n.º 1 em Si bemol maior, Op. 38 “Primavera”, de Robert Schumann.

Inicialmente estava prevista a presença da violinista Mayumi Kanagawa e do maestro Christoph Poppen, mas devido à impossibilidade dos mesmos se deslocarem a Macau, devido à pandemia, a escolha recaiu sobre Jing Huan, maestro principal da Orquestra Sinfónica de Guangzhou, e Mengla Huang, vencedor do primeiro prémio no Concurso Internacional de Violino Paganini em 2002.

24 Fev 2021

CCM | “Âmagos”, da Companhia de Dança Teatral Xie Xin, sobe aos palcos amanhã

O Centro Cultural de Macau recebe esta quarta e quinta-feira o espectáculo “Âmagos”, da Companhia de Dança Teatral Xie Xin, de Xangai. A coreografia está a cargo de Xie Xin e é interpretada por oito bailarinos que sobem ao palco “numa mostra frenética de contrastes”, onde a solidão e o Tai Chi se misturam

 

É já amanhã e depois de amanhã, dia 24 e 25, que é apresentado no palco do pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) o espectáculo “Âmagos” [From In], da autoria da Companhia de Dança Teatral Xie Xin, de Xangai.

Esta peça, coreografada por Xie Xin e interpretada por oito bailarinos, é descrita por um comunicado do CCM como uma “mostra frenética de contrastes”, que compõem um “enigmático e gracioso espectáculo” onde os bailarinos são “figuras magníficas que aparecem e desaparecem, como imagens que se desvanecem num filme”.

A coreógrafa explorou, em “Âmagos”, uma “multiplicidade de momentos em que os corpos são levados ao extremo, fluindo na sua elasticidade, produzindo uma estética de suprema elegância”. Apesar da presença em palco de oito bailarinos, o espectáculo assume-se como “ode à solidão e uma expressão emocional da nossa constante busca pelo outro”, ou então uma “descoberta suave que nos toca com a leveza de plumas e a força absoluta da beleza”, descreve o CCM, em comunicado.

Mas esta peça faz também lembrar “Cursivo”, tida como a obra prima de Lin Hwai Min, bailarino e coreógrafo de Taiwan, pela forma como explora um ponto de convergência entre as pinceladas dos caracteres chineses e as linhas do corpo humano.

Para isso é usado o caracter 人, que se desenha com um traço à esquerda e outro à direita, e que exprime “um sentido poético de solidão”. Em “Âmagos” o público poderá assistir a “movimentos extremamente tensos e explosivos”, que transmitem “uma teia de conotações profundas com a estética oriental”. A peça revela também “movimentos pacíficos e suaves de Tai Chi, a rotina coreografada cria uma aura calmante, mergulhando o público num mundo mágico”.

Dança desde sempre

Xie Xin fundou a sua própria companhia em 2014 e, desde então, que tem revelado o seu “estilo incomparável de bailarina e coreógrafa, enriquecido com colaborações com Sidi Larbi Cherkaoui e muitos outros criadores internacionais”. A coreógrafa de origem chinesa é descrita como uma artista “radical, cheia de talento e com espírito livre”.

Com 13 anos Xie Xin entrou no conservatório de dança, onde começou por estudar dança chinesa. Posteriormente, a coreógrafa acabaria por abraçar a expressão contemporânea na Escola de Dança de Guangdong, onde teve como professora Cao Chengyuan, uma das pioneiras da cena vanguardista chinesa.

Depois da universidade, Xie Xin viria a trabalhar em companhias de dança teatro como a Jin Xing, a Tao e a Dança de Pequim LDTX. Em 2013, ganhou a medalha de prata e o prémio para melhor desempenho do segundo Concurso Internacional de Ballet e Coreografia de Pequim. Com os fundos desse prémio prosseguiu os estudos em Nova Iorque, Paris e Berlim ao longo de quatro meses, período durante o qual se focou cada vez mais na coreografia.

Depois de “beber” das experiências de pioneiros da dança contemporânea com percursos diversos, Xie Xin alargou os seus horizontes, estimulando o desejo de aprender coisas novas, até fundar a companhia com o seu nome.

Desde 2014, o grupo de teatro-dança levou aos palcos peças como “Plus”, cuja primeira incursão no exterior obteve o ouro no Concurso Internacional de Dança de Roma, Itália, e prata em Hannover, na Alemanha. No leque de espectáculos incluem-se ainda “Desconhecido” e novas coreografias para o Ballet Boyz, um badalado e inovador grupo sediado em Londres.

Mas nem só de dança é feita a vida de Xie Xin, que noutra vertente estética criou a marca Vanguard Boy, uma linha de roupa confortável e individual e que aposta nos tecidos refinados e um design minimalista.

Como disse a coreógrafa, “quem ficar perplexo ao ler estas palavras deve esquecê-las e simplesmente reagir de forma sincera ao que sentir quando assistir ao espectáculo. Se se esquecerem de tudo o resto e se deixarem levar pelo bailado, ou se sentirem uma ligação emocional e física, poderão fazer a vossa própria leitura do nosso trabalho”.

Os espectáculos marcados para amanhã e quinta-feira têm início às 19h45, com a última data a ser culminada com uma tertúlia depois da performance. Os bilhetes estão à venda e custam 180 patacas.

23 Fev 2021

CCM | Orquestra de Macau celebra Mozart em Janeiro

A Orquestra de Macau (OM) actua a 23 de Janeiro no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) num concerto que conta também com a presença do maestro e pianista chinês Xu Zhong. O espectáculo, intitulado “A lenda de Mozart”, marca o 230.º aniversário da morte do compositor austríaco e apresenta a famosa Abertura de “Don Giovanni” e a Sinfonia n.º 41, “Júpiter”.

Neste concerto Xu Zhong executará o Concerto para Piano n.º 9 “Jeunehomme” de Mozart. Xu Zhong é o primeiro maestro chinês a ser director artístico e maestro principal do Teatro Massimo Bellini, em Itália, e é também o actual maestro principal do Festival e da Ópera Arena di Verona, em Itália. Os bilhetes para este concerto começam a ser vendidos a partir do próximo sábado, dia 26, e os preços variam entre as 150 e as 250 patacas.

Além deste espectáculo, a OM irá protagonizar ainda vários concertos no próximo mês. Um deles é “Artes Florescentes”, agendado para o dia 9 de Janeiro pelas 20h, e que decorre na Aula Magna da Universidade de Macau (UM). O concerto “Quando a Música Fala – Descubra Mozart”, um dos destaques da temporada, terá lugar no dia 16 de Janeiro, pelas 20h, também na Aula Magna da UM.

Além disso, o concerto “Música em Património Mundial” terá lugar no dia 30 de Janeiro, pelas 20h, no Teatro Dom Pedro V, onde a OM apresentará um repertório de sopros compostos por Mozart, Haydn, Poulenc e Bach. Estes espectáculos têm entrada gratuita, estando os bilhetes já disponíveis para levantamento.

21 Dez 2020

CCM | “Constelações”, de Wang Chong, sobe ao palco em Janeiro 

O Centro Cultural de Macau (CCM) recebe, entre os dias 29 e 30 de Janeiro, o espectáculo “Constelações”, uma produção do Théatre du Rêve Experimental de Pequim e encenação de Wang Chong. Esta é uma dramatização romântica avant-garde e inspira-se no trabalho do dramaturgo Nick Payne, que estreou em Londres em 2012. Esta peça subiu a muitos palcos mundiais, do West End à Broadway, tendo a versão norte-americana estreado como protagonista o consagrado actor de Hollywood, Jake Gyllenhaal.

“Constelações” conta uma história que gira em torno da relação entre uma cosmologista, um apicultor e a multiplicidade de escolhas que estes fazem em diversas dimensões, com diferentes desfechos. O espectáculo mistura uma “linguagem cinemática num enquadramento dramático para ilustrar a imensidão do universo e a dimensão da solidão humana”. Wang Chong “utiliza mais de dez câmaras na sua produção, construindo uma perspectiva dualista na representação da ideia de universos paralelos”.

A seguir aos espectáculos o CCM apresentará duas tertúlias que contam com a presença de Wang Chong, que “vai partilhar com o público algumas das suas concepções teatrais”. A peça será em mandarim, mas com legendas em chinês e inglês. Os bilhetes estão à venda a partir deste domingo, dia 29.

26 Nov 2020

IC | Quatro novas produções contam com apoio do Centro Cultural

De entre 52 projectos, foram seleccionados quatro para serem comissionadas pelo Centro Cultural de Macau. As produções abrangem vários temas, desde um espectáculo para bebés, a um musical que conta a história de pessoas a viver no Ikea

 

O Centro Cultural de Macau está a comissionar quatro novas produções, que foram escolhidas de uma lista de 52 projectos, comunicou o Instituto Cultural. Com um orçamento de cerca de dois milhões de patacas, a iniciativa apresenta-se como uma plataforma para criadores e associações artísticas, incentivando a produção local no âmbito das artes performativas. As produções escolhidas devem ser apresentadas em 2021 e 2022.

Vão ser levados a palco em auditórios do Centro Cultural uma criação para bebés proposta pela coreógrafa Choi Weng Teng e pela produtora CK Chan, uma produção dramática encenada por Harry Ng, bem como uma peça que será levada a cena pelo grupo de Dança Teatro MW, dirigido por Tracy Wong e Mao Wei. O grupo de trabalhos seleccionados inclui ainda um musical concebido por Mok Keng Fong, EK Wong, Annette Ng e Mabina Choi.

O regulamento do concurso definia que pelo menos metade dos membros criativos da produção deveriam ser residentes locais, e que os espectáculos deviam ter entre 60 e 120 minutos. Os serviços de apoio disponibilizados pelo Centro Cultural abrangem custos de produção até 490 mil patacas. As propostas foram submetidas no início do Verão, e a decisão final aprovada por um painel de júris.

O objectivo da iniciativa passa por “enriquecer o panorama cultural com trabalhos que exalem vitalidade e relevância tanto para a sociedade como os tempos em que vivemos, providenciando oportunidades de desenvolvimento artístico para as companhias e artistas locais”, a par da oferta de novos produtos culturais.

Dar vida aos espaços

O musical que se encontra entre as propostas seleccionadas fala de personagens que vivem no Ikea. O guião é sobre quatro pessoas que estão em áreas diferentes, e aborda “como vivem as suas vidas, que problemas enfrentaram, e como se encontraram e decidiram viver secretamente em conjunto no Ikea”, explicou Annette Ng ao HM, apontando que o guião deve ficar completo no final do ano.

A falta de dinheiro da população para comprar uma casa, e a reacção das pessoas às zonas de exposição na loja do Ikea, que exemplifica como se pode decorar os espaços, estiveram na origem da ideia.

Nomeadamente por haver quem fique nas áreas de exposição das divisões das casas, aí se sente e durma.
“Penso que o público de Macau está mais interessado na produção musical (comparativamente à dança contemporânea ou espectáculo dramático) porque é muito mais divertido, com música, dança e um enredo agradável”, respondeu a coreógrafa.

O grupo de teatro de dança MW foca-se na geração que se encontra entre os 25 e os 35 anos, e como enfrentar as dificuldades que surgem numa altura caracterizada tanto por força como fragilidade. Tracy Wong descreveu que se por um lado este intervalo de idades é uma “época dourada” em que tanto o corpo como a mente estão a ficar maduros, por outro lado surgem várias responsabilidades. “Enfrentam-se muitos problemas e é preciso fazer escolhas”, apontou a produtora.

O espectáculo inclui nove dançarinos e um músico. Tracy Wong, que vai coreografar e também dançar, explicou que o estilo escolhido para a música ao vivo foi rock porque a sua energia “é muito adequada” para a mensagem que se quer transmitir, que ainda assim aponta como sendo positiva.

20 Out 2020

Bailado | Leão desperta em Outubro no CCM

Começam a ser vendidos na quinta-feira os bilhetes para o espectáculo “O Despertar do Leão”. O bailado, que comemora o 71º aniversário da Implantação da República Popular da China e celebra o festival do bolo lunar, sobe a palco dia 1 de Outubro, pelas 19h30, no grande auditório do Centro Cultural de Macau.

De acordo com o Instituto Cultural (IC), o bailado é centrado na história de dois jovens artistas de dança do leão, cujas escolhas de vida levam a um processo de auto-descoberta e transformação, “manifestando assim o espírito da nação chinesa através da luta corajosa pela honra e pela força”. O espectáculo foi produzido ao longo de três anos e será apresentado pelo Teatro de Danças e Cantares de Guangzhou. Recebeu vários prémios, incluindo na categoria de bailado do 11º Prémio Lótus para a Dança Chinesa em 2018.

É uma junção de dança, cenografia, iluminação, música e guarda-roupa. A cultura de Lingnan está presente com artes marciais “Punhos do Sul” (Nanquan), acrobacias da dança do leão do sul (Nanshi) e canções narrativas acompanhadas de blocos de madeira na percussão, para promover o património cultural intangível da região.

O evento é organizado conjuntamente pelo Instituto Cultural do Governo da RAEM e pelo Departamento de Propaganda e Cultura do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM. O preço dos bilhetes varia entre 100 e 200 patacas.

1 Set 2020

Ballet | CCM recebe espectáculo “Nijinsky” em Fevereiro

O Centro Cultural de Macau (CCM) apresenta, em 2020, o espectáculo de ballet intitulado “Nijinsky”, um tributo do Ballet de Hamburgo a um dos bailarinos mais fenomenais de todos os tempos. A produção vai estar em cena entre os dias 28 de Fevereiro e 1 de Março do próximo ano.

De acordo com um comunicado oficial, “Nijinsky” é um “ballet de classe mundial e uma comovente homenagem em dois actos”, concebida pelo mestre coreógrafo John Neumeier, profundo admirador e grande conhecedor do bailarino russo.

O público poderá ver “uma peça glamorosa que evoca o círculo artístico e alguns dos maiores papéis de um verdadeiro prodígio, a quem outrora chamaram o ‘Deus da Dança’”. Interpretado ao som de uma ecléctica paleta de compositores, o ballet centra-se no momento fulcral em que Nijinsky começou a atolar-se na loucura que o levaria ao fim.

Esta produção é um dos trabalhos de John Neumeier com maior impacto junto da crítica internacional, desde que em 1973 assumiu o cargo de director artístico e coreógrafo principal da reconhecida companhia alemã. Neumeier criou mais de 150 bailados, focando-se continuamente na preservação da tradição ao mesmo tempo que dá aos seus trabalhos um enquadramento dramático contemporâneo. Desde que dirije o Ballet de Hamburgo, o coreógrafo foi distinguido com o Prémio de Dança Benois e o Prix de Lausanne, entre muitos outros galardões.

Além deste espectáculo de ballet, o CCM organiza um workshop concebido para desvendar algumas das técnicas básicas do Ballet de Hamburgo. Orientadas por profissionais da companhia alemã, estas sessões oferecem aos participantes uma oportunidade de experimentar fisicamente os altos padrões de uma companhia de elite. Os bilhetes para o espectáculo estão à venda a partir deste domingo, 15 de Dezembro.

13 Dez 2019

Ballet | CCM recebe espectáculo “Nijinsky” em Fevereiro

O Centro Cultural de Macau (CCM) apresenta, em 2020, o espectáculo de ballet intitulado “Nijinsky”, um tributo do Ballet de Hamburgo a um dos bailarinos mais fenomenais de todos os tempos. A produção vai estar em cena entre os dias 28 de Fevereiro e 1 de Março do próximo ano.
De acordo com um comunicado oficial, “Nijinsky” é um “ballet de classe mundial e uma comovente homenagem em dois actos”, concebida pelo mestre coreógrafo John Neumeier, profundo admirador e grande conhecedor do bailarino russo.
O público poderá ver “uma peça glamorosa que evoca o círculo artístico e alguns dos maiores papéis de um verdadeiro prodígio, a quem outrora chamaram o ‘Deus da Dança’”. Interpretado ao som de uma ecléctica paleta de compositores, o ballet centra-se no momento fulcral em que Nijinsky começou a atolar-se na loucura que o levaria ao fim.
Esta produção é um dos trabalhos de John Neumeier com maior impacto junto da crítica internacional, desde que em 1973 assumiu o cargo de director artístico e coreógrafo principal da reconhecida companhia alemã. Neumeier criou mais de 150 bailados, focando-se continuamente na preservação da tradição ao mesmo tempo que dá aos seus trabalhos um enquadramento dramático contemporâneo. Desde que dirije o Ballet de Hamburgo, o coreógrafo foi distinguido com o Prémio de Dança Benois e o Prix de Lausanne, entre muitos outros galardões.
Além deste espectáculo de ballet, o CCM organiza um workshop concebido para desvendar algumas das técnicas básicas do Ballet de Hamburgo. Orientadas por profissionais da companhia alemã, estas sessões oferecem aos participantes uma oportunidade de experimentar fisicamente os altos padrões de uma companhia de elite. Os bilhetes para o espectáculo estão à venda a partir deste domingo, 15 de Dezembro.

13 Dez 2019

CCM | Peça “O Sr. Shi e o Seu Amante” em cena este fim-de-semana 

É já este fim-de-semana que estreia a peça “O Sr. Shi e o Seu Amante” no Centro Cultural de Macau (CCM), com encenação de Tam Chi Chun. De acordo com uma nota oficial do CCM, as sete cenas desta peça de teatro incorporam “muitos elementos tradicionais do Ocidente e do Oriente para dar forma ao cenário espaço-temporal”.

No entanto, o foco não é feito exclusivamente na ópera ocidental ou de Pequim. “Em vez disso, utilizamos o espaço que nos é concedido pelo arranjo e composição do teatro contemporâneo para reflectir a ideologia e o mundo interior das personagens. Finalmente, esperamos que as questões levantadas em O Sr. Shi e o Seu Amante deixem o público a ponderar sobre relações interpessoais, orientação sexual, valor artístico, nacionalismo e amor”, acrescenta a mesma nota.

“O Sr. Shi e o Seu Amante” é inspirado na história real de Shi Pei Pu, um cantor de ópera chinesa, e Bernard Boursicot, um diplomata francês. Os dois viveram uma relação romântica na altura em que Boursicot exercia funções na China e, no início da relação, Shi anunciou que estava grávida e que o pai seria Boursicot. Em 1983 o diplomata foi acusado de passar informação confidencial aos chineses através de Shi, e o casal foi detido pelo governo francês, acusado de espionagem. O julgamento que se seguiu produziu títulos na imprensa internacional graças a um pormenor singular: ao longo do processo, foi revelado que Shi era um homem e que Boursicot acreditou tratar-se de uma mulher ao longo de 20 anos de relacionamento.

20 Nov 2019

CCM | Peça “O Sr. Shi e o Seu Amante” em cena este fim-de-semana 

É já este fim-de-semana que estreia a peça “O Sr. Shi e o Seu Amante” no Centro Cultural de Macau (CCM), com encenação de Tam Chi Chun. De acordo com uma nota oficial do CCM, as sete cenas desta peça de teatro incorporam “muitos elementos tradicionais do Ocidente e do Oriente para dar forma ao cenário espaço-temporal”.
No entanto, o foco não é feito exclusivamente na ópera ocidental ou de Pequim. “Em vez disso, utilizamos o espaço que nos é concedido pelo arranjo e composição do teatro contemporâneo para reflectir a ideologia e o mundo interior das personagens. Finalmente, esperamos que as questões levantadas em O Sr. Shi e o Seu Amante deixem o público a ponderar sobre relações interpessoais, orientação sexual, valor artístico, nacionalismo e amor”, acrescenta a mesma nota.
“O Sr. Shi e o Seu Amante” é inspirado na história real de Shi Pei Pu, um cantor de ópera chinesa, e Bernard Boursicot, um diplomata francês. Os dois viveram uma relação romântica na altura em que Boursicot exercia funções na China e, no início da relação, Shi anunciou que estava grávida e que o pai seria Boursicot. Em 1983 o diplomata foi acusado de passar informação confidencial aos chineses através de Shi, e o casal foi detido pelo governo francês, acusado de espionagem. O julgamento que se seguiu produziu títulos na imprensa internacional graças a um pormenor singular: ao longo do processo, foi revelado que Shi era um homem e que Boursicot acreditou tratar-se de uma mulher ao longo de 20 anos de relacionamento.

20 Nov 2019

Concerto | “Uma Noite Inesquecível” para celebrar os 20 anos da RAEM

O Instituto Internacional de Macau (IIM), em parceria com a Universidade de Macau (UM) e da Macau Link, está a promover um concerto para celebrar os 20 anos de transferência de soberania de Macau para a China, e tendo como pano de fundo o Encontro das Comunidades Macaenses deste ano. O concerto terá lugar no pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM)
“Uma Noite Inesquecível” é o nome do espectáculo protagonizado pelo grupo musical da Orquestra Multicultural Amigu di Macau, criado em 2002 e que tem vindo a promover a cultura macaense em Toronto, cidade do Canadá. Este grupo é constituído por 16 elementos, com um reportório musical no uso de variados instrumentos musicais chineses, e com interpretação de música não só chinesa, mas também portuguesa e macaense.
Além do espectáculo no CCM, estão previstas duas actuações da Orquestra Multicultural Amigu di Macau, uma delas a 25 de Novembro, na UM, e outra na cidade de Nanhai, na China, dia 28. Os bilhetes já estão à venda na sede do IIM.

13 Nov 2019

Concerto | “Uma Noite Inesquecível” para celebrar os 20 anos da RAEM

O Instituto Internacional de Macau (IIM), em parceria com a Universidade de Macau (UM) e da Macau Link, está a promover um concerto para celebrar os 20 anos de transferência de soberania de Macau para a China, e tendo como pano de fundo o Encontro das Comunidades Macaenses deste ano. O concerto terá lugar no pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM)

“Uma Noite Inesquecível” é o nome do espectáculo protagonizado pelo grupo musical da Orquestra Multicultural Amigu di Macau, criado em 2002 e que tem vindo a promover a cultura macaense em Toronto, cidade do Canadá. Este grupo é constituído por 16 elementos, com um reportório musical no uso de variados instrumentos musicais chineses, e com interpretação de música não só chinesa, mas também portuguesa e macaense.

Além do espectáculo no CCM, estão previstas duas actuações da Orquestra Multicultural Amigu di Macau, uma delas a 25 de Novembro, na UM, e outra na cidade de Nanhai, na China, dia 28. Os bilhetes já estão à venda na sede do IIM.

13 Nov 2019

CCM | “AconchegARTE no Inverno” promove espectáculos para a infância

Entre Dezembro deste ano e Janeiro de 2020 acontece no Centro Cultural de Macau (CCM) uma série de espectáculos programados para as famílias. A iniciativa tem como nome “AconchegARTE” e “promete encantar e entreter um público vasto através de produções musicais e teatrais concebidas em Macau e vindas do exterior”, aponta um comunicado do Instituto Cultural (IC).
A 20 de Dezembro acontece o espectáculo “O Som da Natureza – Clube das Cantigas em Concerto”, que oferece “um alinhamento adornado por movimentos coreográficos, o concerto evoca os sons da natureza, das calmantes gotas de chuva na floresta à vida animal, sem esquecer os clássicos de Natal”. Entre os dias 27 e 29 de Dezembro, o cartaz do AconchegARTE apresenta o espectáculo “Shh Nós Temos um Plano!”, da Irlanda do Norte. Trata-se de uma “história sem palavras, com música e marionetas que segue as aventuras de um grupo de amigos numa corrida louca para apanhar um ilusivo passarinho poisado no alto de uma árvore”. Este espectáculo inspira-se no conhecido livro de Chris Haughton.
Além disso, a companhia Cahoots NI apresenta um workshop de teatro físico para crianças entre os três e os cinco anos, bem como um workshop de marionetas para pais e miúdos, ambos marcados para 24 de Dezembro. No último dia do ano, e até 5 de Janeiro, o CCM acolhe o espectáculo “O Jardim das Mentes Vivas”, da Suécia. Trata-se de uma “experiência sensorial multi-artística para bebés” concebida pela artista serbo-sueca Dalija Thelander. Os bilhetes para os espectáculos do AconchegARTE no Inverno já estão à venda.

28 Out 2019

CCM | “AconchegARTE no Inverno” promove espectáculos para a infância

Entre Dezembro deste ano e Janeiro de 2020 acontece no Centro Cultural de Macau (CCM) uma série de espectáculos programados para as famílias. A iniciativa tem como nome “AconchegARTE” e “promete encantar e entreter um público vasto através de produções musicais e teatrais concebidas em Macau e vindas do exterior”, aponta um comunicado do Instituto Cultural (IC).

A 20 de Dezembro acontece o espectáculo “O Som da Natureza – Clube das Cantigas em Concerto”, que oferece “um alinhamento adornado por movimentos coreográficos, o concerto evoca os sons da natureza, das calmantes gotas de chuva na floresta à vida animal, sem esquecer os clássicos de Natal”. Entre os dias 27 e 29 de Dezembro, o cartaz do AconchegARTE apresenta o espectáculo “Shh Nós Temos um Plano!”, da Irlanda do Norte. Trata-se de uma “história sem palavras, com música e marionetas que segue as aventuras de um grupo de amigos numa corrida louca para apanhar um ilusivo passarinho poisado no alto de uma árvore”. Este espectáculo inspira-se no conhecido livro de Chris Haughton.

Além disso, a companhia Cahoots NI apresenta um workshop de teatro físico para crianças entre os três e os cinco anos, bem como um workshop de marionetas para pais e miúdos, ambos marcados para 24 de Dezembro. No último dia do ano, e até 5 de Janeiro, o CCM acolhe o espectáculo “O Jardim das Mentes Vivas”, da Suécia. Trata-se de uma “experiência sensorial multi-artística para bebés” concebida pela artista serbo-sueca Dalija Thelander. Os bilhetes para os espectáculos do AconchegARTE no Inverno já estão à venda.

28 Out 2019

Musical | CCM estreia “O Sr. Shi e o Seu Amante” em Novembro 

O Instituto Cultural traz ao território, em Novembro, o musical “O Sr. Shi e o Seu Amante”, que será apresentado no pequeno auditório do Centro Cultural de Macau e conta com encenação de Johnny Tam. Os bilhetes estão à venda a partir de hoje

 
Chama-se “O Sr. Shi e o Seu Amante” e é o novo espectáculo que sobe aos palcos do Centro Cultural de Macau (CCM) nos dias 22 e 23 de Novembro. Trata-se de um “provocante drama musical” com encenação do director artístico de Macau Johnny Tam, que levanta “questões complexas sobre ilusão e realidade, percepção e desejo”.
De acordo com uma nota do IC, este musical “envolve o público numa teia de dissimulação e traição” e retrata “um escândalo verídico que abalou a esfera diplomática nos anos 60, quando um diplomata francês sediado em Pequim manteve um longo caso amoroso com um cantor de ópera que viria a revelar-se um espião”.
“O Sr. Shi e o Seu Amante” é baseado na narrativa de M. Butterfly, uma peça transformada em sucesso de bilheteira tanto na Broadway como no grande ecrã, escrita pelo dramaturgo Wong Teng Chi e interpretada ao som da música do compositor Njo Kong Kie.
Contudo, o espectáculo apresentado em Macau interpreta a história de uma perspectiva diferente, uma vez que a “acção decorre ao longo de sete curtas cenas que percorrem as mentes e as memórias das duas personagens”.

Sons do mundo

A nota do IC descreve ainda que “por entre salpicos de ópera de Pequim e do seu equivalente europeu, o espectáculo flutua provocantemente entre uma peça e um recital, com referências à pop vintage oriental e ocidental”.
Jordan Cheng, actor de Macau, é o protagonista do espectáculo ao lado do canadiano Derek Kwan. O desempenho da dupla foi reconhecido com os prémios para Melhor Actor e Actor secundário num Musical dos Prémios do Festival de Verão de Toronto em 2018, que no mesmo ano consagrou “O Sr. Shi e o Seu Amante” como Melhor Novo Musical.
O espectáculo, representado em mandarim e com legendas em inglês e chinês, é co-produzido pelo Teatro Experimental de Macau e pela Music Picnic de Toronto.

20 Set 2019

Musical | CCM estreia “O Sr. Shi e o Seu Amante” em Novembro 

O Instituto Cultural traz ao território, em Novembro, o musical “O Sr. Shi e o Seu Amante”, que será apresentado no pequeno auditório do Centro Cultural de Macau e conta com encenação de Johnny Tam. Os bilhetes estão à venda a partir de hoje

 

Chama-se “O Sr. Shi e o Seu Amante” e é o novo espectáculo que sobe aos palcos do Centro Cultural de Macau (CCM) nos dias 22 e 23 de Novembro. Trata-se de um “provocante drama musical” com encenação do director artístico de Macau Johnny Tam, que levanta “questões complexas sobre ilusão e realidade, percepção e desejo”.

De acordo com uma nota do IC, este musical “envolve o público numa teia de dissimulação e traição” e retrata “um escândalo verídico que abalou a esfera diplomática nos anos 60, quando um diplomata francês sediado em Pequim manteve um longo caso amoroso com um cantor de ópera que viria a revelar-se um espião”.

“O Sr. Shi e o Seu Amante” é baseado na narrativa de M. Butterfly, uma peça transformada em sucesso de bilheteira tanto na Broadway como no grande ecrã, escrita pelo dramaturgo Wong Teng Chi e interpretada ao som da música do compositor Njo Kong Kie.

Contudo, o espectáculo apresentado em Macau interpreta a história de uma perspectiva diferente, uma vez que a “acção decorre ao longo de sete curtas cenas que percorrem as mentes e as memórias das duas personagens”.

Sons do mundo

A nota do IC descreve ainda que “por entre salpicos de ópera de Pequim e do seu equivalente europeu, o espectáculo flutua provocantemente entre uma peça e um recital, com referências à pop vintage oriental e ocidental”.

Jordan Cheng, actor de Macau, é o protagonista do espectáculo ao lado do canadiano Derek Kwan. O desempenho da dupla foi reconhecido com os prémios para Melhor Actor e Actor secundário num Musical dos Prémios do Festival de Verão de Toronto em 2018, que no mesmo ano consagrou “O Sr. Shi e o Seu Amante” como Melhor Novo Musical.

O espectáculo, representado em mandarim e com legendas em inglês e chinês, é co-produzido pelo Teatro Experimental de Macau e pela Music Picnic de Toronto.

20 Set 2019

Dança | “Flights” chega ao CCM para dois espectáculos no sábado e domingo

Um bailado composto por movimentos coreografados, na busca humana de ganhar asas e voar, chega este fim-de-semana ao CCM. “Flights” é para crianças e adultos, trazido pela companhia espanhola “Aracaladanza”, que falou ontem aos jornalistas

 

O espectáculo “Flights” traz de regresso a Macau a companhia espanhola de dança contemporânea “Aracaladanza”, para duas exibições este fim-de-semana, dia 24 às 19h30 e dia 25 às 15h, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM).

Acabados de chegar ao território, o director e dois bailarinos falaram ontem à tarde à comunicação social sobre o projecto inspirado no legado do pintor italiano Leonardo da Vinci, no ano em que se celebra o 500º aniversário da sua morte. “A inspiração para a coreografia do espectáculo não foi tanto a obra do pintor, mas a sua obsessão pela possibilidade de voar”, revelou Henrique Cabrera, o criador e responsável pela companhia.

A ideia de voar está presente em todas as civilizações e culturas, mas também em cada um de nós desde a mais remota infância, comentou. “Eu também sonhava com isso quando era menino”, portanto a coreografia explora essa vontade através das imagens e do movimento. “Queria mostrar esse apelo em diferentes fases do espectáculo, com diversos adereços, com asas e penas, com momentos em que pequenos pássaros pousam nas mãos” e outras surpresas ao longo do bailado.

O trabalho da “Aracaladanza” é geralmente concebido para um público mais novo, composto por crianças e famílias, “mas eu acho que todos os nossos espectáculos são para as pessoas de todas as idades”, sublinhou o director. “Não pretendo educar as crianças para a arte e para a dança, nem quero contar uma história, prefiro que eles sintam os movimentos”, disse.

A coreografia não obedece a uma narrativa específica, nem existe uma linha condutora. Como defendeu Henrique Cabrera, “desenvolvemos a dramaturgia como se fosse um sonho, confuso na lógica dos acontecimentos, mas fazendo sentido para quem lá está no meio”, explicou. É que “voar para mim significa liberdade e imaginação”.

Voos pelo mundo

A expectativa do grupo é agradar à audiência, “espero que as pessoas apreciem o espectáculo, que não é só de dança contemporânea, é muito mais. Tem adereços fantásticos, um impressionante trabalho de design e vídeo-projecções, uma banda sonora original, e cinco excelentes bailarinos”. A cenografia, contam, é composta por diferentes tipos de asas, paus, marionetas, cavalos, espelhos, poliedros, e uma mesa para a última ceia, tudo composto nos tons em que Leonardo pintou e desenhou as suas máquinas voadoras, pára-quedas e outros engenhos.

“O sépia, o ocre, o vermelho e o negro”, são as cores da performance, a que se juntam as texturas dos figurinos de Elisa Sanz e os sons electrónicos da música original composta por Luis Miguel Cobo. O espectáculo demorou cerca de quatro meses a tomar forma, desde o conceito inicial, passando pelos ensaios com os bailarinos, até à data da estreia que aconteceu em 2015, na cidade de Madrid.

A peça tem viajado, entretanto, por todo o mundo e conta já com cerca de 300 exibições. Sobre o trabalho com o director da “Aracaladanza”, os dois bailarinos presentes na conferência de imprensa de ontem – Jonatan de Luis Mazagatos e Elena García Sánchez – confessaram ser, sobretudo, “divertido e lúdico também”. Curiosamente, a companhia nunca passou por Portugal nem pela Argentina, de onde Henrique Cabrera é natural. Porquê? “Não fazemos ideia!”, mas gostariam muito de lá ir.

Em Macau, a “Aracaladanza” trouxe em 2014 o espectáculo “Constellations”, concebido a partir do imaginário do pintor espanhol Joan Miró. As quatro exibições no pequeno auditório do CCM esgotaram completamente. Para “Flights”, amanhã e domingo, ainda existem alguns bilhetes à venda. Os preços variam entre 100, 140 e 180 patacas.

23 Ago 2019

Teatro | “Rua de Macau – Sabores”, de Cheong Kin I, no CCM dia 24

A encenadora Cheong Kin I volta a Macau para mostrar o seu novo espectáculo, onde conta experiências de uma geração anterior e a história especial de como o seu pai fugiu da China e aqui se fixou nos idos 1980. É já no próximo sábado, às 16h e às 20h

 

O espectáculo “Rua de Macau – Sabores” traz de regresso ao território Cheong Kin I, encenadora local radicada em Taiwan, para apresentar o seu mais recente trabalho no contexto dos concertos teatrais “Rapsódia de Música do Cavalo Fantasma”, um evento organizado anualmente desde 2013 e integrado nos “Espectáculos para os Cidadãos” da Fundação Macau.

O argumento da peça resulta da colaboração entre Cheong Kin I e o dramaturgo local Perry Fok. São várias histórias baseadas na experiência da geração precedente à sua e mergulha os espectadores numa certa nostalgia da cidade de Macau. Em cena irão decorrer vários actos, um dos quais directamente inspirado num romance inédito escrito pelo pai da encenadora. Este é sobre a história verídica de como o autor fugiu da China e chegou ao território a nado, conseguindo escapar à atenção dos guardas da fronteira chinesa, numa época em que Macau ainda se encontrava sob administração portuguesa.

Segundo revelou Cheong Kin I, no texto de imprensa, “a essência da peça é feita das experiências das gentes de Macau. Entre as vagas de imigração dos anos 70 e 80, muitos chineses do continente chegaram clandestinamente a Macau e Hong Kong. Nestas vagas de imigração esteve o meu pai, que atravessou ilegalmente o mar a nado para alcançar Macau”.

Esta narrativa autobiográfica é um testemunho “das gentes da geração passada que arriscaram a sua vida, que se lançaram resolutamente à água, sem temer o que lhes poderia acontecer, a fim de atingir a margem que pretendiam alcançar: Macau”, lê-se no excerto. É também uma homenagem ao “espírito trabalhador” de quem “não tinha medo de colocar a sua vida em jogo, nem de trabalhar duramente para sobreviver e alimentar as suas famílias”. As novas oportunidades no território “eram tudo aquilo para que lutavam naquela época, e os esforços individuais foram, no final, compensados”, nas palavras de Cheong Kin I.

O espectáculo integra diferentes estilos musicais, desde as composições clássicas ao pop moderno, com os actos teatrais. No elenco estão nomes de artistas locais como Raymond Chan, presidente da Associação de Piano de Macau e também maestro da peça, Sean Pang e Alex Ao Ieong, cantores de pop cantonês, Ho Pak Wang, compositor e presidente da assembleia geral da Associação dos Instrumentistas de Macau, Perry Fok, co-argumentista da peça, e ainda Joe Lei, letrista do pop cantonês de Macau, que continua profissionalmente activo em Hong Kong desde 1999.

A peça sobe ao palco do pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) já no próximo dia 24, sábado, para duas exibições, às 16h e às 20h.

Ilusão eterna

Cheong Kin I é uma presença recorrente na cena teatral local e tem trazido vários projectos seus ao território. O ultimo trabalho que cá apresentou foi a peça “A Reunificação das Duas Coreias”, em Fevereiro de 2018, a partir da sua interpretação do texto do dramaturgo francês Joël Pommerat.

À época, em entrevista ao Hoje Macau, Cheong Kin I revelou quais eram os seus maiores desafios enquanto encenadora e artista. “Aspiro criar a minha própria realidade, mas vai ser sempre só um processo de procura, porque, como digo, a realidade não existe. É uma ilusão eterna. É uma grande ironia que sempre procuramos ao falar de tudo o que vimos a acumular, como percepções e experiências de vida”.

Nessa altura já se encontrava a desenvolver a ideia que agora vem colocar em cena. “Vou continuar a trabalhar nos temas identitários, directamente ou indirectamente. Não acho que possa mudar nada, mas pelo menos penso que sou capaz de me mudar a mim própria”, falando das histórias que a tocam pessoalmente e da cidade onde nasceu.

Cheong Kin I é natural de Macau, onde teve o primeiro contacto com o teatro. A sua admiração pela dramaturgia levou-a até Taiwan, para estudar na Escola de Teatro da Universidade Nacional de Artes de Taipé. Aí decidiu permanecer e apostar na carreira, após a conclusão dos estudos, voltando ao território sempre que tem novos trabalhos em mãos.

19 Ago 2019

Festival Lunar | “Noite de Luar de Haojiang” traz dança tibetana ao CCM

As celebrações do Festival Lunar 2019 trazem a dança e a cultura Thangka ao Pequeno Auditório do Centro Cultural de Macau a 13 de Setembro. Os bilhetes começaram ontem a ser vendidos

 

A “Noite de Luar de Haojiang” é o título da peça de dança tibetana escolhida para celebrar o Festival Lunar no próximo mês, integrada no evento “Arte Macau”, que sobe ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Macau no dia 13 de Setembro às 20h.

Apresentada pelo Grupo Teatral e Artístico de Qinghai, esta dança da lua é um projecto dramático que apresenta a arte religiosa Thangka à população local, numa festa de simbolismo único que “transmite um apelo artístico forte e rico”, reafirmando “a cultura tradicional chinesa com personagens vivas e vocabulário de palco inovador”, segundo o Instituto Cultural.

O bailado original “retrata artistas Thangka descrevendo as suas vidas”, inspirados nos temas da “verdade, bondade e beleza” presentes na pintura budista de influência tibetana. “A paixão e o amor do herói e da heroína por Thangka e a cultura tibetana estão presentes em todo o drama”.

O espectáculo que vem a Macau conta uma história de três épocas da vida – Vida Anterior, Outra Vida e Esta Vida – coreografadas de forma a transmitir sentimentos históricos e humanísticos, através da integração dos costumes folclóricos autóctones, na música, na dança, na arquitectura e na pintura tradicional da província de Qinghai, no noroeste da China.

As pinturas religiosas Thangka foram seleccionadas para o projecto de arte do Fundo Nacional para as Artes, que contou com exposições e espectáculos criativos da Província de Qinghai nas celebrações do 22º Aniversário do Retorno de Hong Kong à Pátria, que decorreram durante o mês de Julho no vizinho território.

Budismo em Qinghai

Qinghai é uma grande província chinesa, de população dispersa, situada ao longo do planalto tibetano acima dos seis mil metros de altitude. É um lugar de fortes tradições culturais tibetanas e mongóis, onde se situam as montanhas Kunlun, um local sagrado para os peregrinos budistas.

Existem mais de vinte mosteiros e templos budistas em Qinghai. Os principais são os Mosteiros Wutong e Longwu, cujos monges são conhecidos produtores de Thangka, pinturas religiosas em algodão ou seda, geralmente retratando divindades, cenas ou mandalas budistas. Estas peças de arte estão reconhecidas como Património Cultural Intangível da Humanidade, na lista da UNESCO, desde 2009.

A arte sacra do Thangka remonta ao século VII e tem origem no Tibete. A maioria das obras são criadas para meditação pessoal ou para a aprendizagem de estudantes monásticos. A sua importância religiosa sobrepõe-se ao valor artístico e estético. Os praticantes desenvolvem estes trabalhos como auxílio às práticas de concentração e visualização das deidades com quem pretendem fortalecer vínculos espirituais. Há muitas representações das visões dos grandes mestres, nos momentos de realização, que foram gravados e incorporados na escritura budista.

Os bilhetes para o espectáculo estão à venda desde ontem, 1 de Agosto. Os preços variam entre 100 e 300 patacas e têm desconto de 50 por cento para portadores de BIR, Cartão de Professor e de Estudante de Macau, válidos.

2 Ago 2019

Teatro | CCM apresenta “Do Pó às Cinzas” em Setembro 

Começam a ser vendidos este domingo bilhetes para a nova produção teatral que sobe ao palco do Centro Cultural de Macau de 20 a 22 de Setembro. “Do Pó às Cinzas” é uma encenação da responsabilidade de Fredric Mao, encenador de Hong Kong

 

O Centro Cultural de Macau (CCM) apresenta a peça “Do Pó às Cinzas”, estando programados três espectáculos que estarão em cena no pequeno auditório do CCM de 20 a 22 de Setembro. Os bilhetes começam a ser vendidos este domingo.

Encenada pelo icónico mestre do teatro de Hong Kong Fredric Mao e escrita pelo prolífico dramaturgo Nick Yu, “Do Pó às Cinzas” é uma viagem de amor e ódio criada em jeito de homenagem ao lendário escritor e prémio Nobel da Literatura Harold Pinter. A peça leva ao palco um intenso turbilhão de emoções inspirada em “Cinza às Cinzas”, uma das mais reconhecidas peças de Pinter.

Adoptando o tom desconcertante do dramaturgo britânico, o trabalho de Yu funciona enquanto metáfora dos impulsos de luxúria e paixão que incessantemente comandam as vidas das pessoas. Interpretada em Cantonense por seis actores locais, “Do Pó às Cinzas” aborda a crença tradicional chinesa da incarnação para compor personagens em diversas variações existenciais. Uma história de dois casais, cujos caminhos se entrecruzam em quatro situações distintas que se repetem.

Esta produção é o epílogo de um projecto de residência artística lançado pelo CCM o ano passado e uma excelente oportunidade para um grupo de actores locais abraçarem um desafio de longa duração integrando uma equipa profissional sob a direcção de um mestre encenador.

Mestres consagrados

Fredric Mao Chun-fai, o encenador desta peça, está há 40 anos ligado ao mundo da dramaturgia, não só através da encenação mas também através do estudo e do ensino a jovens artistas. Com 72 anos de idade, Fredric Mao tem agora um novo projecto depois de ter levado em cena um espectáculo em Hong Kong, em Fevereiro deste ano, que teve como objectivo rejuvenescer a antiga ópera cantonense.

Harold Pinter nasceu em 1930 em Londres, Reino Unido, e ingressou na vida teatral como actor. Em 1957, Pinter escreveu a primeira peça, “The Room” e ao longo da carreira a sua obra catapultou o britânico como um dos autores fundamentais do teatro contemporâneo.

Ao longo da carreira, Pinter escreveu mais de 30 peças, que foram traduzidas e encenadas em todo o mundo. Além do teatro, o autor também escreveu para rádio, televisão e cinema, onde colaborou com Joseph Losey.

26 Jul 2019

CCM | Espectáculo de dança contemporânea chinesa estreia em Setembro 

A história mistura-se com a modernidade no espectáculo que sobe ao palco do Centro Cultural de Macau em Setembro. Pelas mãos da coreógrafa Yang Liping, “O Cerco” é considerado “uma obra-prima da dança moderna”

 

O Centro Cultural de Macau (CCM) tem na agenda de Setembro um espectáculo que mistura pedaços da história da China, sob a égide da “estética do amor e da guerra”, com o que de melhor se faz ao nível da dança contemporânea. Trata-se de “O Cerco”, que sobe ao palco do grande auditório do CCM a 7 de Setembro e que é da autoria da Companhia de Dança Contemporânea Yang Liping.

Os bilhetes começam a ser vendidos no domingo, sendo que este espectáculo integra a primeira edição da iniciativa “Arte Macau”. Para coreografar o espectáculo de dança, Yang Liping “inspirou-se no conto de época ‘Adeus Minha Concubina’, celebrizado pela ópera e tradição chinesas, reinventando-o numa intensa história de ambição, traição e amor eterno”. A história tem como pano de fundo o período da guerra civil Chu-Han, inspirada numa história que há muito é celebrada através da literatura, da música e do cinema. Sob milhares de tesouras de aço suspensas, ruge o clímax de um confronto bélico: a Batalha de Gaixia vai mudar o curso da história chinesa. Dois poderosos e ambiciosos senhores da guerra apostam tudo para ganhar o coração de uma bela mulher.

O jornal Financial Times considerou o espectáculo “uma beleza de cortar a respiração”. Neste trabalho de coreografia, Yang Liping uniu forças com o figurinista e cenógrafo Tim Yip, galardoado pelos BAFTA e Academia de Hollywood (O Tigre e o Dragão e Desh de Akram Khan), e com a designer Liu Beili, para criar magia visual em palco.

Ao som de instrumentos clássicos e populares, como a pipa e o jinghu, a peça conta com um elenco de performers com percursos e tradições tão diversas como a Ópera de Pequim, o hip-hop, o ballet e a dança contemporânea.

“O Cerco” teve a sua estreia na Europa, em 2016 e foi bastante aclamado nos sítios por onde passou.

Workshop a caminho

Além do espectáculo, está também agendado um workshop levado a cabo por alguns bailarinos da companhia de dança de Yang Liping, e que está “aberto aos entusiastas da dança”, para que o “público tenha um conhecimento mais aprofundado do espectáculo”.

Yang Liping é considerada uma das maiores bailarinas da China, com provas dadas também no estrangeiro. Nascida em Dali, província de Yunnan, no seio da etnia Bai, é vice-presidente da Associação de Bailarinos da China. Ganhou fama nacional quando subiu aos palcos para dançar “O Espírito do Pavão”, em 1986. a sua companhia de dança já ganhou inúmeros prémios nacionais e mundiais.

5 Jul 2019

Compositor Rui Massena toca este sábado no CCM

O compositor e maestro português Rui Massena senta-se ao piano do Auditório do Centro Cultural de Macau este sábado, dia 8 de Junho às 20h, para apresentar trabalhos do seu repertório de música contemporânea ao público local. Figura de destaque na actual cena musical, a crítica especializada coloca já o músico de 47 anos ao nível de reputados nomes, como Philip Glass, Michael Nyman, Wim Mertens, Ludovico Einaudi ou Ólafur Arnolds.

A convite da Casa de Portugal em Macau e da Fundação Oriente, no âmbito das comemorações de “Junho, Mês de Portugal”, o compositor soma já três álbuns de originais e é hoje ouvido em mais de 60 países, conforme revela a nota de divulgação à imprensa local. Rui Massena começou a tocar piano aos cinco anos de idade e é maestro desde os 27.

O seu primeiro álbum de originais, “Solo”, foi lançado em 2015 e chegou a número dois do top nacional de vendas, com “uma linguagem intimista e centrada”, que Rui Massena afirmou já publicamente ter surgido “como um retiro espiritual necessário ao seu próprio equilíbrio”. As composições são ao piano, exceptuando uma em dueto com um violino, depois de uma carreira de mais de uma década à frente de várias formações orquestrais.

Com o segundo álbum de originais, “Ensemble” de 2016, teve entrada directa para o top 1 de vendas português, conciliando neste disco melodias mais “dóceis” ou “agitadas”, “de acordo com a inspiração e as necessidades do momento”, pode ler-se na sua homepage. “É uma música poética e positiva, mas também estruturada e envolvente. Depois de se ouvir “Ensemble ”, nasce uma nova dimensão, com a ajuda da secção de cordas da Czech National Symphonic Orchestra”.

A valsa eleita

“Ensemble” começa com um “Abraço” e despede-se com uma “Valsa”, peça esta que foi escolhida para integrar a dupla colectânea da editora Deutsche Grammophon – intitulada “Expo 1” – que “identifica as tendências e talentos contemporâneos dos últimos 20 anos, numa corrente que a etiqueta apelidada de neo-classicismo”.

O mais recente disco, “III”, foi lançado em Novembro de 2018, e “é o mais progressivo” de todos, onde “por um lado se percebe que a electrónica e a vanguarda sonora se alojaram no seu caminho, por outro, percebemos ao fim de breves segundos que os valores da sua música estão presentes: tranquila, desafiadora e emotiva”, refere a biografia da sua página web.

“O permanente espírito inquieto e em constante busca de causas, sempre fez Rui Massena procurar novas linguagens”, tanto na criação musical, como na capacidade de dialogar com o público nos concertos e não só. A passagem como jurado pelo popular programa nacional, a “Operação Triunfo”, fez dele uma celebridade e ajudou a catapultar a sua obra para os tops de vendas e para os palcos cheios.

6 Jun 2019

Efeméride | Centro Cultural assinala 20º aniversário com três espectáculos

O Centro Cultural de Macau completa 20 anos e vai assinalar a efeméride com a apresentação de três espectáculos a realizar neste mês e no próximo. “Da música clássica e teatro de topo à dança contemporânea para toda a família, o CCM abre um novo ciclo com uma selecção internacional e regional de grandes produções e prestigiadas companhias”, aponta o organismo.

As festividades têm início no próximo dia 31 com um concerto levado a cabo pela Orquestra de Cleveland. Considerada “uma das melhores orquestras sinfónicas do mundo”, pela organização, o concerto no CCM vai contar com a direcção do maestro Franz Welser-Möst. Do repertório faz parte o Concerto para piano n.º 5 em Mi bemol maior, Op. 73 de Ludwig van Beethoven, popularmente conhecido como Concerto do Imperador, o último concerto para piano do compositor. Escrita entre 1809 e 1811 em Viena, a composição foi dedicada ao Arquiduque Rudolf, patrono de Beethoven. Além de Beethoven, o concerto integra ainda  a interpretação da Sinfonia N.º 3 de Prokofiev.

A orquestra vai contar com a colaboração de Daniil Trifonov como solista convidado, um pianista “prodígio formado no Instituto de Música de Cleveland e descrito como o mais espantoso pianista do nosso tempo”, aponta a organização.

 

Pinóquio em palco

Já nos dias 20 e 21 de Abril o Palco do Grande auditório do CCM vai dar lugar à marioneta mais famosa do mundo, o Pinóquio. O espectáculo homónimo junta dança e teatro e é concebido para ser apreciado por toda a família. O personagem da história clássica de Carlo Collodi volta a ganhar vida pela companhia britânica Jasmin Vardimon, através deste espectáculo “visualmente deslumbrante interpretado por um grande elenco de bailarinos” que vão dar vida à marioneta ao longo da sua metamorfose em que “o menino de madeira se transforma em humano”.

“O Pai” será a peça encenada pelo grupo de teatro “Repertório” oriundo da vizinha Hong Kong, que vai estar em palco de 26 a 28 de Abril. A peça que tem percorrido alguns dos mais prestigiados palcos internacionais traz a cena o humor negro do conto homónimo da autoria do francês Florian Zeller. “O Pai” é um homem de 80 anos que padece de Alzheimer e que vai perdendo gradualmente a memória e o contacto com a realidade. No principal papel vai estar o também director artístico da companhia, Fredric Mao.

13 Mar 2019

Ópera | Joyce DiDonato no CCM a 13 de Janeiro

A cantora lírica Joyce DiDonato vai marcar o início das celebrações do 20º aniversário do Centro Cultural de Macau com um espectáculo no dia 13 de Janeiro. A artista vai marcar presença em palco vestida com criações de Vivienne Westwood e acompanhada pela orquestra Il Pomo d’Oro

 

As comemorações do 20º aniversário do Centro Cultural de Macau têm início no próximo mês com o concerto da americana Joyce DiDonato, uma referência no canto lírico da actualidade.

O evento está marcado para o dia 13 de Janeiro, às 20h e traz ao palco do CCM a cantora lírica, vestida com as criações da estilista Vivienne Westwood e acompanhada pela orquestra barroca Il Pomo d’Oro, dirigida por Maxim Emelyanychev.

O espectáculo integra a digressão “Em Guerra e Paz” que apresenta um concerto composto por uma série de árias em que “o timbre de DiDonato flutua entre a inocente simplicidade e a maturidade das emoções (…) e desfia uma perspectiva abrangente do Barroco através de obras do compositor inglês Henry Purcell, do génio alemão George Frideric Handel, e da criatividade italiana de Leonardo Leo”, aponta a organização em comunicado.

Reconhecimento premiado

Joyce DiDonato foi galardoada, em 2015, com o Grammy para “Best Classical Solo Album” com o disco “Joyce & Tony – Live From Wigmore Hall” e, este ano, foi a vez de receber o galardão máximo do prémio Olivier para “Outstanding Achievement in Opera”.

A artista foi ainda proclamada pela revista New Yorker como “talvez a mais potente cantora de sua geração”. Com uma voz “nada menos do que ouro de 24 quilates”, de acordo com a Times, Joyce DiDonato conhecida também pela sua originalidade enquanto performer conquistou destaque internacional com a sua participação em óperas de Handel e de Mozart, sendo ainda aclamada pelos suas interpretações de bel canto nas obras de Rossini e Donizetti.

Com uma demanda crescente a nível internacional, a cantora lírica esteve no Carnegie Hall e no London’s Barbican Centre, e foi solista convidada na BBC’s Last Night of the Proms, de acordo com a apresentação da cantora na sua página oficial.

Os trabalhos mais recentemente destacados de Joyce DiDonato incluem as interpretações com a Orquestra Filarmónica de Roterdão dirigida por Yannick Nézet-Séguin, a Filarmónica de Berlim sob a batuta de Sir Simon Rattle e com a Orquestra Sinfónica de Chicago sob o comando de Ricardo Muti.

Joyce DiDonato interpretou ainda os papéis de Sister Helen em “Dead Man Walking” no Teatro Real Madrid e no London’s Barbican Centre e de Didon em “Les Troyens” sob o comando de John Nelsons, em Estrasburgo.
Para que o público tenha oportunidade de conhecer melhor a artista, o CCM tem agendada uma tertúlia uma hora antes do início do espectáculo aberta a todos. Os bilhetes já se encontram à venda com valores entre as 180 e as 580 patacas.

4 Dez 2018