Concertos | Black Eyed Peas actuam em Macau em Novembro Andreia Sofia Silva - 29 Set 2025 Fizeram um sucesso estrondoso com músicas como “I Gotta Feeling”, “Let’s Get It Started” e “Where’s The Love?”, ainda com Fergie a acompanhar nas canções. Agora, com uma nova cantora, os Black Eyed Peas estreiam-se em Macau a 21 de Novembro, no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, no Cotai. Os bilhetes já estão à venda A zona de concertos no Cotai, com o nome oficial Local de Espectáculos ao Ar Livre, vai receber em Novembro um concerto que promete encher as medidas do público: os norte-americanos Black Eyed Peas (BEP). Formados em 1992, a banda começou a ser conhecida com o terceiro disco de estúdio, “Elephunk”, lançado em 2003, de onde saiu o êxito que ainda hoje toca nas rádios: “Where Is The Love?”, em parceria com o cantor Justin Timberlake. No dia 21 de Novembro os BEP actuam em Macau, mas já com algumas alterações na formação original do grupo, pois Fergie saiu em 2018, apostando numa carreira a solo. O seu lugar foi ocupado pela cantora J. Rey Soul. Os bilhetes para o espectáculo de Macau já estão à venda e variam entre 699 e 1,699 dólares de Hong Kong na plataforma uutix. Os BEP também actuam na vizinha Hong Kong no dia 19 de Novembro, no West Kowloon Cultural District. Se no final dos anos 90 os BEP eram um trio apostado em fazer hip hop alternativo, quando assinaram com a Interscope Records começaram a apostar em batidas mais pop. Com essa editora lançaram os álbuns “Behind The Front”, em 1998, e depois “Bridging the Gap”, em 2000. No terceiro disco tudo explodiu e os BEP conseguiram alcançar o verdadeiro sucesso comercial. “Where Is The Love?”, uma canção que questiona o rumo do mundo e os valores da humanidade, subindo no top de vendas em vários países, alcançando a posição 14 na Billboard 200 e vendido, só no Reino Unido, 1.6 milhões de cópias. Em todo o mundo vendeu 8.5 milhões. Com “Elephunk” os BEP não saíam da grelha da MTV e Fergie foi conquistando notoriedade no meio do grupo. Saíram outros êxitos, como “Shut Up”, “Hey Mama” e “Let’s Get It Started”. Aproveitando a onda do sucesso, “Monkey Business”, saído em 2005, também gerou mais canções que os fãs dos BEP não esquecem, como “Pump It”, uma canção que é pop puro e que enche qualquer pista de discoteca, “Don’t Phunk With My Heart” ou “My Humps”. Não se pode ignorar ainda o enorme sucesso do hit “I Gotta Feeling”, saído de um álbum posterior, o “The E.N.D.”, de 2009, que também teve o single bem-sucedido “Boom Boom Pow”. Com “I Gotta Feeling”, os BEP também deixaram a sua marca nas rádios e pistas de dança por esse mundo fora, até hoje. Os trabalhos a solo No meio do sucesso dos BEP, Fergie aproveitou para ir fazendo uns trabalhos a solo que também tiveram notoriedade. Em 2006 saiu “The Dutchess”, que vendeu 12 milhões de cópias em todo o mundo e trouxe cinco singles às tabelas musicais, nomeadamente “London Bridge”, “Glamorous”, “Big Girls Don’t Cry”, esta última mais a puxar para os tons de balada. Produzindo mais álbuns nos anos seguintes, e apostando na sua vida pessoal, ao casar e ter filhos, Fergie acabou por deixar os BEP em 2018. Porém, também outros membros dos BEP foram fazendo as suas canções, como foi o caso de will.i.am, que fez “#willpower”. Há dez anos os BEP fizeram uma nova música com o dj David Guetta, e a preparar novo material discográfico. O disco mais recente dos BEP é “Elevation”, foi lançado em 2022, e tem canções como “Simply The Best”, “Muevelo”, “Audios” e “Double D’z”, num total de 15 faixas mais marcadas pelas sonoridades latinas. Em 2020, em plena pandemia, saiu “Translation”.
Académicos querem multas para quem não respeita sinais de tufão Hoje Macau - 29 Set 2025 Especialistas admitiram à Lusa que, além de educar mais a população, poderá também ser necessário impor multas para prevenir comportamentos perigosos durante a passagem de tufões, como o Ragasa, por Macau e Hong Kong. Uma mulher e o filho de cinco anos continuam nos cuidados intensivos de um hospital de Hong Kong, depois de, na terça-feira, terem sido levados por ondas em Chai Wan, uma zona ribeirinha da cidade. “Quando acontece um desastre, como tufões ou ‘tsunamis’, se as pessoas forem alertadas, a hipótese de haver ferimentos é muito reduzida ou mínima”, sublinhou Faith Chan Ka Shun. “A não ser que estejamos a falar de pessoas loucas, que ainda vão fazer surf ou para a praia dar uma olhadela, aí estão a correr um risco”, acrescentou o professor na Universidade de Nottingham Ningbo. Yau Yung, professor da Universidade Lingnan, em Hong Kong, defendeu que é preciso “educar as pessoas para realmente terem consciência e lidar com estas climáticas extremas”. “Eu diria que, no momento actual, a formação da população não é suficiente, em Hong Kong e também em Macau”, lamentou o especialista em planeamento urbano, que apontou o Japão como uma boa referência. O Japão está situado no Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais activas do mundo, e sofre tremores com relativa frequência, pelo que as infra-estruturas no país foram especialmente concebidas para resistirem nestas ocasiões. Além disso, sublinhou Yau, as escolas públicas no Japão incluem, desde o ensino primário, educação sobre “a importância e como devem responder a este tipo de situações de emergência”. Começar na escola Além disso, defendeu o especialista em sustentabilidade, apostar na educação das crianças pode gerar “uma espécie de ciclo virtuoso”, porque estas “podem, na verdade, ensinar os adultos”. Em Macau, foram partilhadas nas redes sociais vídeos de pessoas a apanhar, em ruas inundadas, peixes que tinham escapado de viveiros e aquários em lojas e restaurantes, numa altura em que ainda estava em vigor o alerta máximo de tufão. “Claro que é possível rir da situação e dizer que, realmente, isso depende das pessoas, se querem morrer para poder ver as ondas a subir”, admitiu Faith Chan, académico nascido em Hong Kong. Mas o professor de ciências ambientais recordou que comportamentos perigosos durante a passagem de tufões podem também levar à morte de bombeiros ou agentes de polícia, caso seja necessário uma operação de salvamento.
Tufões | Especialistas avisam para necessidade de reforçar preparação Hoje Macau - 29 Set 2025 Vários académicos destacam que o facto de não ter havido mortos durante a passagem do super tufão Ragasa se deveu aos mecanismos de protecção civil, implementados depois dos grandes tufões de 2017 e 2018 Após o super tufão Ragasa, a mais poderosa tempestade registada no planeta em 2025, especialistas disseram à Lusa que Macau e Hong Kong têm de aprender a viver num mundo de constantes inundações e clima extremo. O Ragasa obrigou as duas regiões administrativas especiais chinesas a manterem o alerta máximo de tufão – nível 10 – durante mais de dez horas, um novo recorde histórico. As autoridades tinham alertado que este super tufão poderia trazer condições comparáveis ao Mangkhut, que em Setembro de 2018 provocou danos estimados em 4,6 mil milhões de dólares de Hong na antiga colónia britânica, e ao Hato, considerado o pior tufão em mais de 50 anos a atingir Macau, que em 2017 causou dez mortos e 240 feridos no território. O impacto do Ragasa foi muito menor. Em Hong Kong, houve cerca de 100 pessoas feridas, 1.220 árvores caídas e mais de mil voos cancelados. Em Macau, as inundações atingiram 1,51 metros, mas apenas foram registados sete feridos. Yau Yung, professor da Universidade Lingnan, em Hong Kong, defende que não foi sorte, mas sim “adaptação estrutural”. Faith Chan Ka Shun, professor na Universidade de Nottingham Ningbo, diz que a ausência de mortes foi “uma vitória”, que se deve a melhorias no sistema de alertas e na preparação da protecção civil. “Desta vez prepararam-se muito cedo, mais de 12 horas [antes da passagem do Ragasa]. As pessoas podiam decidir perder dinheiro porque pararam o trabalho, as escolas e tudo o mais”, sublinhou o académico nascido em Hong Kong. Perdas nos casinos Em Macau as autoridades encerraram os casinos durante 33 horas. As operadoras terão perdido 880 milhões de patacas em receitas, quase 5 por cento do previsto para Setembro, estimou Jeffrey Kiang, analista da consultora CLSA, citado pelo portal de notícias GGRAsia. Ainda antes da passagem do Ragasa, o líder do Governo de Macau já mostrava optimismo, apontando para a implementação de planos de evacuação para as zonas baixas e a realização anual de exercícios. Sam Hou Fai sublinhou ainda a entrada em funcionamento de estações elevatórias de águas pluviais e projectos de esgotos, que “melhoraram significativamente” a capacidade de drenagem e prevenção de cheias. Yau Yung admitiu que seria possível “realmente projectar uma cidade para a tornar à prova de inundações”, construindo “infra-estruturas em grande escala”, como os quebra-mares que protegem a cidade italiana de Veneza. Mas, com grande parte de Macau praticamente ao nível do mar, um sistema em larga escala “pode não ser eficaz nem economicamente viável”, avisou o especialista em planeamento urbano. Aproveitar o mar Por outro lado, sublinhou Faith Chan, tornaria mais difícil à população usufruir do mar, parte da história e cultura de ambas as cidades. O professor de ciências ambientais recordou que há zonas de Macau e Hong Kong onde as inundações são crónicas durante a estação chuvosa, entre Maio e Setembro, mesmo sem tufões. Por isso, Chan defendeu que faz mais sentido construir infra-estruturas para mitigar o impacto das cheias, nomeadamente tanques subterrâneos para armazenar águas da chuva. O especialista em gestão sustentável de inundações deu o exemplo dos Países Baixos, onde parques de estacionamento são desenhados com espaço para desviar a água pluvial. Yau Yung defendeu que incluir tanques para a água da chuva deveria ser “um requisito obrigatório” para qualquer edifício a ser construído em Macau e Hong Kong. “Claro que iria custar algum dinheiro, mas, na verdade, os benefícios podem compensar o investimento a médio prazo. Eu diria que é um bom negócio”, acrescentou o especialista em cidades inclusivas.
Trânsito | Acidente provoca seis feridos na Ponte da Amizade Hoje Macau - 29 Set 2025 Um acidente ocorrido no sábado, envolvendo quatro viaturas na Ponte da Amizade, que circulavam no sentido Taipa-Macau, resultou em seis feridos ligeiros. De acordo com o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), citado pelo canal de rádio da TDM em língua chinesa, as investigações preliminares indicam que o condutor de 21 anos da última viatura não controlou a velocidade e embateu na viatura da frente, provocando uma colisão em cadeia. O residente de Macau foi alvo de uma acção judicial. O CPSP, que registou a acidente por volta das 19h30 de sábado, confirmou que os seis feridos, condutores e passageiros dos outros veículos, sofreram ferimentos ligeiros. Os serviços de socorro confirmaram que as vítimas, todas residentes de Macau, apresentavam escoriações, contusões e lacerações. Foram transportadas para o hospital conscientes e em estado estável. Os condutores envolvidos realizaram o teste de álcool, com resultado negativo.
Economia | Inflação atinge valor mais elevado desde Janeiro Hoje Macau - 29 Set 2025 Em Agosto, os preços da comida e das bebidas não alcoólicas foram os principais responsáveis pela inflação. No entanto, o preço das rendas e das hipotecas também estão a subir A inflação acelerou em Agosto para o nível mais elevado desde Janeiro, foi sexta-feira anunciado, num mês em que o índice de preços no consumidor voltou a cair no Interior da China. O índice subiu 0,27 por cento em Agosto, em termos homólogos, mais do dobro do valor registado em Julho (0,11 por cento), e o valor mais elevado desde Janeiro (0,57 por cento), segundo dados oficiais. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a aceleração da inflação deveu-se sobretudo aos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 0,44 por cento). O custo das refeições adquiridas fora de casa subiu 1,54 por cento. Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos subiram 0,84 por cento e 0,56 por cento, respectivamente, ainda antes de a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) ter aprovado, em 18 de Setembro, a primeira descida da taxa de juro desde o final de 2024. A Assembleia Legislativa do território aprovou, em Abril de 2024, o fim de vários impostos sobre a aquisição de habitações, para “aumentar a liquidez” no mercado imobiliário, defendeu na altura o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong. Em recuperação Com a recuperação do número de visitantes, a região registou uma subida de 19,1 por cento no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas do Interior da China. Na direcção oposta, o custo das excursões e hotéis para viagens ao exterior de residentes de Macau aumentou 8,29 por cento, enquanto os gastos com educação e seguros subiram 1,27 por cento e 1,34 por cento, respectivamente. No Interior da China, de longe o maior parceiro comercial de Macau, o IPC voltou cair 0,4 por cento em Agosto, em termos homólogos, o quinto mês de deflação no último meio ano. A deflação reflecte debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos activos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias. O dado surpreendeu os analistas, que previam uma contracção dos preços de 0,2 por cento, depois do índice ter ficado inalterado em Julho, pondo fim a quatro meses consecutivos de queda. O índice de preços no produtor, que mede os preços à saída da fábrica, caiu 2,9 por cento em Agosto, assinalando o 35.º mês consecutivo de contracção, apesar de representar uma melhoria face à descida de 3,6 por cento registada em Julho. Na vizinha região de Hong Kong, a inflação subiu ligeiramente, de 1 por cento, em Julho para 1,1 por cento, em Agosto.
Semana Dourada | Anunciadas novas zonas pedonais Hoje Macau - 29 Set 2025 O Governo anunciou a criação de duas novas zonas pedonais temporárias no bairro antigo da Taipa e na Rua de Nossa Senhora do Amparo, entre 1 e 7 de Outubro. A medida visa melhorar a “experiência de deslocação de residentes e turistas” durante os feriados nacionais, e as zonas vão estar activas diariamente entre as 12h e as 19h. O âmbito da zona pedonal temporária no bairro antigo da Taipa fica situada na área entre o cruzamento da Rua de Fernão Mendes Pinto com a Rua do Supico e o cruzamento da Rua Correia da Silva com a Rua Governador Tamagnini Barbosa, abrangendo o troço entre a Calçada do Quartel e a Avenida de Carlos da Maia. A zona pedonal temporária em Macau abrangerá toda a Rua de Nossa Senhora do Amparo situada na Zona Centro e Sul de Macau, perto da Ruínas de São Paulo.
Cotai | Recuperado terreno ocupado ilegalmente Hoje Macau - 29 Set 2025 O Governo recuperou um terreno junto à Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau que tinha sido ocupado ilegalmente. Segundo o anúncio feito ontem, o terreno fica situado junto à Estrada Flor de Lótus, no COTAI, e tem uma área aproximada de 31 mil metros quadrados. “O terreno encontrava-se vedado com tapumes metálicos e nele estavam depositados entulho, ferramentas, suportes metálicos, materiais de construção, contentores e diversos objectos”, foi revelado. A Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU) pediu aos ocupantes que desocupassem o espaço. A maior parte dos materiais dentro do terreno até foram removidos, mas alguns contentores e outros equipamentos foram deixados para trás, e acabaram por ser retirados pelos representantes do Governo.
Ilhas | O Lam diz que serviços de saúde reforçam espírito de resistência João Santos Filipe - 29 Set 2025 O Hospital das Ilhas comemorou um ano, e O Lam destacou a sua importância para reforçar o espírito de resistência contra a invasão japonesa. A secretária prometeu também uma governação inspirada nas palavras de Xi Jinping A secretária O Lam considera que a disponibilização de serviços médicos no Hospital das Ilhas se enquadra no espírito de resistência contra a invasão japonesa. Esta foi uma das mensagens deixada pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, durante o discurso sobre o primeiro aniversário do Hospital das Ilhas. “Este ano marca o 80.º aniversário da vitória na Guerra de Resistência. A força de resiliência e união demonstrada pelo grande espírito dessa resistência está em sintonia com a nossa missão de promover o progresso da área da saúde e proteger a saúde dos residentes”, afirmou O Lam. “Acreditamos que, com os esforços conjuntos de todos, o Centro Médico de Macau Union saberá dignificar o grande espírito de resistência e a gloriosa tradição secular, com um elevado sentido de responsabilidade e missão, implementando as orientações do Governo Central em cada detalhe do trabalho médico e de investigação”, acrescentou. A secretária fez ainda um balanço positivo do funcionamento da instituição, que atribuiu ao Chefe do Executivo: “Fazendo um balanço do ano transacto, sob a coordenação do senhor Chefe do Executivo, o Centro Médico de Macau Union, orientado pelas suas três missões principais — ‘Optimizar a saúde pública, explorar a medicina de alta qualidade e formar quadros locais’ — transitou da fase inicial para uma fase de crescimento, alcançando muitos resultados positivos”, afirmou. Metas de 25 por cento O Lam comprometeu-se igualmente com o objectivo de que o hospital que funciona numa parceria público-privada possa assumir 25 por cento dos cuidados de saúde públicos até 2027: “Actualmente, o Centro [Médico de Macau Union] já assume cerca de 10 por cento da carga de serviços de saúde pública, cobrindo consultas externas especializadas, exames de imagiologia, cirurgias especializadas, etc., reduzindo efectivamente o tempo de espera dos residentes”, revelou. “Avança decididamente no sentido da meta de assumir 25 por cento dos serviços de saúde pública de Macau até final de 2027”, acrescentou. O Lam prometeu também uma governação com base nas palavras de Xi Jinping e a proporcionar uma política de bem-estar à população. “Como referido pelo Presidente Xi Jinping no seu importante discurso durante a visita a Macau no ano passado, ‘Macau construiu um sistema de segurança de bem-estar que abrange todo o ciclo de vida e todas as vertentes da vida, mantendo uma harmonia e estabilidade social a longo prazo’. Este é um reconhecimento elevado por parte do Governo Central dos esforços de Macau na garantia do bem-estar da população, e é também a direcção para continuarmos a avançar”, destacou. “Sob a liderança do Chefe do Executivo, o Governo da RAEM continuará a apoiar o desenvolvimento do Centro Médico de Macau Union”, prometeu.
Desemprego | Taxa mantém-se em 2 por cento Hoje Macau - 29 Set 2025 Entre Junho e Agosto de 2025, a taxa de desemprego global foi de 2 por cento e a taxa de desemprego dos residentes fixou-se em 2,6 por cento. Os números foram revelados na sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), e significam que as taxas se mantiveram inalteráveis face ao período entre Maio a Julho de 2025. O número de residentes desempregados foi de 7.600, e a maioria dos que estavam à procura de um novo emprego tinham trabalhado anteriormente no comércio a retalho e na construção. A situação de subemprego global teve uma redução de 0,2 pontos percentuais para 1,5 por cento, e o mesmo aconteceu com a taxa de subemprego dos residentes, que diminuiu para 1,9 por cento, em comparação com o período entre Maio a Julho de 2025.
Televisão | Documentários sobre pensamento de Xi exibidos em Macau Andreia Sofia Silva - 29 Set 2025 A partir de 13 de Outubro será transmitida a série documental “Paixão de Xi Jinping pela Cultura” na TDM e TV Cabo Macau, bem como nas plataformas digitais de vários jornais chineses. Será também exibida a série “Apresentação e Interpretação do Pensamento Económico de Xi Jinping”, ambas produzidas pelo China Media Group O público de Macau vai poder ver, a partir do dia 13 de Outubro, dois documentários sobre o pensamento do Presidente Xi Jinping na TDM e demais meios de comunicação social chineses. Ad duas produções do China Media Group, intituladas “Paixão de Xi Jinping pela Cultura” e “Apresentação e Interpretação do Pensamento Económico de Xi Jinping”, foram ontem apresentadas em Macau, com a presença de diversos dirigentes políticos, incluindo Sam Hou Fai, Chefe do Executivo. A série “Paixão de Xi Jinping pela Cultura”, com dez episódios, cada um com 28 minutos, será transmitida na TDM e TV Cabo Macau SA, com transmissões posteriores nas plataformas multimédia dos jornais chineses Ou Mun (Macau Daily), Tai Chung Pou, Jornal do Cidadão, Hou Kong Daily e no Lotus Times. Por sua vez, a “Apresentação e Interpretação do Pensamento Económico de Xi Jinping”, com 14 episódios, já teve a sua primeira exibição ontem, podendo ser vista na TDM até ao dia 9 de Novembro, tanto na televisão como no website e app de telemóvel. O evento de estreia destas produções aconteceu ontem no Complexo do Fórum Macau e contou com um discurso do Chefe do Executivo. Sam Hou Fai disse que estes documentários servem “para incentivar o envolvimento, compreensão e implementação do pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era entre os compatriotas em Macau e os povos de todo o mundo”. Novo acordo assinado Na mesma sessão, foram assinados “cinco acordos-quadro” entre o Governo e o China Media Group, nomeadamente o “Acordo-quadro para aprofundar a cooperação estratégica entre o China Media Group e o Governo da RAEM”, o “Acordo-quadro sobre a cooperação na indústria cinematográfica entre a Administração Estatal de Cinema da China e a Secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura”. Foram também firmados os acordos “Carta de intenções para a cooperação entre a Comissão Organizadora da Zona de Competição de Macau da 15ª edição dos Jogos Nacionais e da 12ª edição dos Jogos Nacionais para Pessoas Portadoras de Deficiência, e ainda a 9ª edição dos Jogos Olímpicos Especiais Nacionais e o China Media Group”. Inclui-se ainda “o acordo sobre a transmissão integral do Canal de desporto CCTV-5 entre o China Media Group e a TDM e o acordo-quadro de parceria estratégica entre a estação Ásia-Pacífico do China Media Group e Universidade de Macau”. Sam Hou Fai explicou que o documentário “Paixão de Xi Jinping pela Cultura” tem conteúdos sobre “a essência do Pensamento de Xi Jinping sobre a cultura”, relatando “histórias autênticas da valorização e do compromisso do Senhor presidente Xi para com a transmissão do património cultural e o seu desenvolvimento”. Os dois documentários compilam, segundo o discurso de Sam Hou Fai, “o estudo teórico” em torno do pensamento do Presidente, “ajudando o público a compreender” os seus ensinamentos. Sam Hou Fai disse ainda que estes “são os primeiros documentários televisivos a expor o pensamento económico de Xi Jinping, nos quais se analisam meticulosamente os principais discursos do Senhor Presidente e as transformações e conquistas históricas alcançadas sob a sua orientação no desenvolvimento económico da China durante a nova era”.
Filipinas elevam alerta devido à tempestade tropical Bualoi após super tufão Hoje Macau - 26 Set 2025 As Filipinas elevaram ontem o nível de alerta devido aos fortes ventos e chuvas provocados pela tempestade tropical Bualoi, que poderá transformar-se em tufão antes de atingir hoje a costa norte do arquipélago. Partes da ilha de Luzon, no norte, e da região central das Visayas foram colocadas no segundo nível de alerta, de um total de cinco, perante a aproximação de um ciclone com rajadas de vento que atingiam ontem 135 quilómetros por hora e que se encontra a 365 quilómetros a leste do país, segundo a agência meteorológica nacional (PAGASA). Conhecido localmente como Opong, o sistema “continuará a intensificar-se enquanto permanecer sobre o mar das Filipinas e poderá alcançar a categoria de tufão antes de tocar terra na região de Bicol”, alertou ontem a PAGASA. O organismo prevê que o ciclone atinja o sul de Luzon hoje entre a manhã e a tarde, atravessando depois o interior do país e afectando Manila, antes de seguir em direcção ao sul da China. Tudo parado O Palácio presidencial ordenou ontem a suspensão do trabalho em repartições públicas e das aulas presenciais em várias províncias, incluindo Sorsogon e Masbate, devido aos efeitos da tempestade. A chegada de Bualoi ocorre escassos dias depois de o super tufão Ragasa ter atingido o norte das Filipinas, na segunda-feira, causando, pelo menos, dez mortos, 17 feridos e milhares de deslocados. Fenómenos como este são recorrentes no sudeste asiático, onde as águas quentes do Pacífico alimentam a formação de ciclones. As Filipinas são atingidas todos os anos por cerca de duas dezenas de tempestades tropicais, sobretudo entre Junho e Dezembro, durante a estação das chuvas. O arquipélago vive ainda uma onda de indignação devido a alegados casos de corrupção em projectos milionários de controlo de inundações, concebidos para proteger a população dos efeitos de tufões e cheias e oficialmente concluídos, mas que, na prática, não existem ou apresentam baixa qualidade.
Entre Hyperion e Paz Extinta Jorge Rodrigues Simão - 26 Set 2025 “Peace cannot be kept by force; it can only be achieved by understanding.” Albert Einstein É o que parece estar a acontecer hoje connosco, europeus anestesiados por oitenta anos sem guerra. Perguntamo-nos se não serão demasiados. Se o privilégio de que desfrutamos, como nenhuma geração anterior, está prestes a expirar. Se deve expirar. Na dúvida, recorremos às armas. Rearmamento por medo. Um ribombar sinistro nas chancelarias europeias cansadas de paz. Como estar em guerra sem ainda lá estar. Arrisca-se a explodir-nos nas mãos porque não sabemos o que é. Porque preferimos não saber. A história ensina que paz e guerra sempre se perseguiram, de forma cíclica. Mas a duração dos ciclos só a descobrimos a posteriori, cada um a partir da sua própria perspectiva, inscrita no senso comum da colectividade a que pertence. A única certeza é de que paz e guerra não são eternas. Lemos o passar dos anos nos anéis que se gravam nas cascas das árvores. Círculos concêntricos espessos sucedem-se aos finos. Os primeiros indicam clima favorável, os outros, severo. A árvore mais alta do mundo de 115 metros e 66 centímetros é uma sequoia sempervirens chamada Hyperion, escondida algures no Parque Nacional de Redwood, na Califórnia. Para evitar ajuntamentos de curiosos, aspirantes a idólatras ou dançarinos da chuva, as coordenadas geográficas desse totem são mantidas em segredo. Só podemos imaginar os traços que a pele do gigante está a receber dos tempos californianos nunca tão secos. Em apenas duas gerações, o paraíso dos hippies, visionários alguns transformados em vassalos tecnológicos apocalípticos reunidos junto à porta giratória do Rei Trump, autoproclamado arcanjo da paz universal converte-se em inferno. O que resta da harmonia de “California Dreamin”, êxito “The Mamas & The Papas”, que em 1965 punha os actuais octogenários a dançar em ritmo sincopado? Os mesmos que quatro anos depois entoariam “Give Peace a Chance”, a lancinante cantilena de John Lennon? Agora que, do auge californiano, o Sonho Americano adoptado pela Europa Félix como paradigma de paz, progresso e prosperidade mergulha em depressão, temos de admitir que esse bem em si, introjectado como eterno graças à derrota que, enquanto europeus ocidentais “vencedores” e vencidos sofremos da América, é hoje uma marca inerte. Sobrevive, mal, a si próprio. Para Trump, não valemos os ossos de um marine. A paz herdada do Novo Mundo expirou como contrato não renovável por vontade do senhorio. Temos de a reconquistar. E, entretanto, adaptar-nos a viver perigosamente. O patriarca britânico da ficção científica, H.G. Wells, lançou em 1914 a cruzada contra os germânicos com o grito de “guerra para acabar com todas as guerras”. Hoje, uma empreitada semelhante talvez levasse à extinção simultânea da paz e da guerra, por via de um holocausto atómico incentivado por algum algoritmo semiautomático. Mas há guerras que não se anunciam com clarins nem se travam em campos abertos. São guerras subterrâneas, de cartéis e criptomoedas, de generais sem uniforme e Estados sem soberania. É nesse limiar que se desenha, com traços cada vez menos difusos, o espectro de um confronto entre os Estados Unidos e a Venezuela. Não uma guerra convencional, mas uma colisão entre um império fatigado e um Estado narcofrágil, onde o poder se confunde com o tráfico e a soberania com o contrabando. A Venezuela, outrora farol bolivariano, converteu-se num laboratório de sobrevivência autoritária, sustentado por redes ilícitas que atravessam continentes. O chamado “Cartel de los Soles”, suposta estrutura narcotraficante incrustada nas Forças Armadas venezuelanas não é apenas uma metáfora da corrupção institucional mas o esqueleto do Estado. Um Estado que, ao perder o monopólio da violência legítima, terceiriza a guerra às suas margens, transformando generais em barões da droga e fronteiras em corredores de cocaína. Washington observa, inquieto. O Departamento de Justiça acusou figuras do alto escalão venezuelano por narcoterrorismo. Sanções multiplicam-se, em espiral, como se fossem balas diplomáticas. Mas o que se insinua agora é mais do que contenção mas a possibilidade de uma intervenção. Não pela democracia, mas pela segurança hemisférica. Não pela liberdade, mas pela estabilidade do mercado. A doutrina Monroe renasce, disfarçada de guerra às drogas, enquanto drones sobrevoam o Orinoco e porta-aviões se aproximam das Caraíbas. A guerra, se vier, será híbrida. Feita de sabotagens, ciberataques, operações encobertas e campanhas de desinformação. Uma guerra que não se declara, mas executa-se. Que não se vence, mas perpetua-se. E que, como todas as guerras modernas, corre o risco de se tornar um fim em si e um teatro de sombras onde a paz é apenas o intervalo entre duas operações. Neste cenário, a Europa, ainda entorpecida pela sua longa trégua, assiste como espectadora privilegiada e impotente. A guerra volta a ser um horizonte possível, não por escolha, mas por contágio. E talvez, como nos anéis da Hyperion, este tempo seco e convulso esteja a gravar na nossa pele o início de um novo ciclo em que a paz, como o Sonho Americano, não é um dado adquirido, mas uma conquista a ser reinventada. A paz suja de que não se fala é o oposto da paz justa, sobre a qual as retóricas oficiais e os seus megafones oficiosos dissertam sem nunca explicar em que consiste. Parece evocar a reafirmação do Ocidente triunfante, de geometria variável OTAN mais Japão, Coreia do Sul, Austrália e afins contra a China, Rússia, Irão e Coreia do Norte (a Arábia Saudita e outras petrodictaduras do Golfo, dizem-nos que estarão connosco). A paz justa, amor lésbico na iconografia barroca ideal-típica que ilustra o Salmo 85:10-11, pressuporia um “Terceiro”, árbitro do mundo. Um Deus reconhecido pela Humanidade, solícito em calibrar na balança universal os pesos justos. Estamos, porém, no triunfo do princípio da irrealidade, ao qual se sacrificam paradoxais europeístas sem Europa. A manipulação do consenso domina a procura de sentido. Paz justa é um oxímoro. Se é paz, não pode ser justa salvo no sentido do vencedor, que o é porque o derrotado aceita o fim das hostilidades para mitigar as consequências. A história está sempre em movimento, entre conflitos e tréguas. Ninguém se impõe sem que outros reajam, nem recua sem que outros avancem. Guerras e pazes descrevem um continuum onde os actores transportam consigo toda a linha da sua vida, que se cruza e colide com a dos outros. Nem sempre com armas. Sanções e contra-sanções, ataques cibernéticos e lavagens cerebrais em massa produzem, ao longo do tempo, efeitos tão letais quanto as bocas-de-fogo. A busca interminável pela paz justa significa guerra permanente. Sem outro propósito que não ela própria. Mal em si, há sempre demasiado. Sem paz ou seja, sem trégua não há justiça. Enquanto se combate, vigora a força. Para a atenuar, são necessários compromissos. Incertos, ambíguos, até repulsivos. Mas ainda assim vida. Aperfeiçoável, ao contrário da morte. Num mundo prenhe de apocalipse, a alternativa à guerra é a paz suja. Em duplo sentido, adjectival e verbal. O adjectivo indica o silenciar das armas à beira da destruição total, estruturado numa competição entre actores dispostos a sacrificar princípios “irrenunciáveis” para evitar uma guerra total. O verbo lembra-nos que a paz exige manutenção. É preciso sujar as mãos. Escolher entre males menores. Lubrificar as fricções entre interesses e impulsos opostos. Partamos da hipótese bastante concreta de que também a Quarta Roma, como as três anteriores, não terminará em paz. Isso aplica-se ao fero americano que vê como inevitável o declínio da nação imperial, mas prefere morrer de pé, se tiver de ser. E aplica-se também a quem, como Trump, jura restaurar a grandeza da pátria e garantir ao mundo uma segunda Pax Augusta dividindo o planeta em entendimento com a China, rival demasiado grande e intrínseco à América para ser destruído sem arrastar o triunfador para o abismo. Com o hemisfério ocidental confiado aos Estados Unidos e o oriental à China, mais os respectivos clientes. A hipótese pode fascinar alguns. Importa traçar uma rota que evite a fusão dos fragmentos de guerra num só, total e final. Uma paz imperfeitíssima, provisória, “impura”, “não tranquila”, na elegante definição que lhe deu Emmanuel Macron há três anos. Sim, ele mesmo, hoje empenhado porta-estandarte do desafio militar à Rússia em apoio à Ucrânia invadida. Por vezes, os blefes tornam-se realidade. Traçando, em linhas gerais, o mapa onde procurar os caminhos para a paz suja e nele desenhar arquipélagos de tréguas sujas observamos que os focos de guerra se concentram no Sul do hemisfério oriental, especialmente entre África e Médio Oriente com a excepção decisiva da Ucrânia. Portanto, na futura esfera de influência chinesa segundo Trump. (Continua)
Automobilismo | Banda desenhada da RAEM com estreia especial no Japão Sérgio Fonseca - 26 Set 2025 A banda desenhada de Macau, “Heróis do Circuito” (街道), teve a sua primeira internacionalização de forma muito especial há duas semanas, nos 1000 km de Suzuka, no Japão Desde 2019 que não se disputava a clássica prova de resistência, e, para assinalar o regresso desta prova icónica no País do Sol Nascente, a Porsche Motorsport Asia Pacific decidiu decorar os três carros que apoiou com cores históricas da marca de Estugarda. De entre eles, um dos Porsche 911 GT3 R da Absolute Racing foi pintado de amarelo e preto, em homenagem à vitória da Joest Racing nas 24 Horas de Le Mans de 1985, quando o português Domingos Piedade era Director Desportivo da equipa alemã. Com os patrocinadores actuais, e não com a marca de vestuário francesa NewMan, responsável pela decoração de há 40 anos, sobressaía na asa traseira do Porsche 911 GT3 R nº 7 a inscrição em língua portuguesa: “Heróis do Circuito”. Para quem acompanha de perto o desporto automóvel local, a banda desenhada “Heróis do Circuito” faz já parte da cultura automobilística do território. Apaixonado pela nona arte e confesso devoto dos desportos motorizados, MP Man é o “Jean Graton de Macau”. O seu título, frequentemente visto em carros nas provas locais do Grande Prémio, alcançou desta vez um palco de dimensão internacional. Sobre a participação na mais prestigiada prova de resistência para carros GT3 no continente asiático, MP Man declarou ao HM: “Ao receber esta notícia emocionante, senti surpresa e admiração. Este reconhecimento não só valoriza o esforço e a dedicação de anos, como também abre uma porta para a presença de uma marca original de Macau nos palcos internacionais do automobilismo, permitindo mostrar ao mundo o carácter cultural único e a criatividade de Macau, uma honra que me enche de orgulho e entusiasmo.” A estreia internacional não poderia ter corrido melhor em termos desportivos, já que o Porsche 911 GT3 R nº 7 da Absolute Racing, conduzido por Kévin Estre, Laurens Vanthoor e Patrick Pilet, cortou a meta na segunda posição da geral, numa corrida que também pontuou para o Intercontinental GT Challenge. Juntar sinergias Curiosamente, o trampolim para colocar a banda desenhada da RAEM num carro de topo da Absolute Racing, equipa asiática apoiada pela Porsche Motorsport Asia Pacific e com vários triunfos na Taça GT Macau, esteve num patrocinador comum: uma marca de miniaturas de automóveis do sul da China. “Mantemos uma relação próxima e amigável com a reconhecida marca nacional de modelos de coleccionador Almost Real. O fundador, Liu Xueshen, o senhor Sum, sempre apoiou entusiasticamente a minha banda desenhada, tornando-se agora um dos principais patrocinadores. Com uma visão ambiciosa, pretendem levar a obra para além-fronteiras, explorando novos horizontes”, explicou o autor, responsável por algumas das ilustrações patentes no Museu do Grande Prémio de Macau. “Ao tornarem-se patrocinadores da Absolute Racing, integraram elementos da marca Heróis do Circuito na pintura do carro de corrida, permitindo que, ao rodar em pista, o veículo anunciasse ao mundo o encanto único da banda desenhada.” Para MP Man, que lançou em 2018 o primeiro número de “Heróis do Circuito”, o objectivo é claro: “Que os fãs de corridas e de banda desenhada prestem mais atenção à criação original feita em Macau e reconheçam o esforço dedicado a este projecto.” Olhar para o futuro A presença no evento de Suzuka, que reuniu mais de 65 mil espectadores, constituiu um passo decisivo na internacionalização da marca. “Agora, “Heróis do Circuito” alcançou um momento de grande significado. Tal como uma águia que alça voo, integrou com sucesso uma equipa apoiada pela Porsche, participando numa prova de resistência que reúne as melhores equipas e pilotos de toda a Ásia”, refere MP Man, que não esconde a ambição de ir mais longe. “Se algum dia a minha marca conseguir chegar a provas como Le Mans, ou até a um Grande Prémio de Fórmula 1, será um sonho tornado realidade! (risos) Este é, sem dúvida, o meu desejo mais profundo. Mas sei também que os sonhos não se concretizam de imediato; a minha obra tem ainda muito a evoluir e a aperfeiçoar. Continuarei a criar com humildade, perseverando no aprimoramento da obra, procurando oferecer aos leitores experiências cada vez mais emocionantes”. Entretanto, o quarto volume da série “Heróis do Circuito” está prestes a ser publicado, abrindo um novo capítulo, sempre com o seu charme singular e narrativas cativantes que conquistaram a atenção e o carinho do público local, afirmando-se cada vez mais no universo global da banda desenhada e junto dos fãs dos desportos motorizados.
Economia | Li Qiang pede fim de “politização” em reunião com Von der Leyen Hoje Macau - 26 Set 2025 O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, apelou à União Europeia para não “politizar nem transformar em questões de segurança” as divergências comerciais e de investimento, num encontro com a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen. Li recordou que tanto a reunião de Julho, em Pequim, entre os dois líderes e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, como a cimeira China – União Europeia então realizada serviram para alcançar consensos, que agora devem ser postos em prática, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. O governante chinês considerou que a relação bilateral se manteve ao longo de cinco décadas, apesar das mudanças internacionais, graças ao “diálogo fluido” e à procura de soluções para as diferenças. Li defendeu que Bruxelas cumpra os compromissos de manter abertos os mercados de comércio e investimento e reiterou a rejeição de Pequim a que divergências económicas sejam transformadas em instrumentos políticos ou de segurança. “China e UE devem centrar-se nos interesses comuns e ampliar a cooperação em benefício de ambas as partes”, afirmou, segundo a nota divulgada pela Xinhua. Von der Leyen salientou que, como duas das principais economias do mundo, a União Europeia e a China têm a responsabilidade de reforçar o diálogo, “aumentar a compreensão mútua” e avançar na cooperação em áreas como o comércio, o investimento, o ambiente e a luta contra as alterações climáticas. O encontro decorreu num contexto de tensões comerciais, marcado pelas tarifas aplicadas por Bruxelas a veículos eclétricos chineses e pelas investigações contra produtos agroalimentares europeus, questões que em Julho impediram um maior avanço político na cimeira de Pequim.
Tarifas | China pede a empresas que evitem guerras de preços nos EUA Hoje Macau - 26 Set 2025 A China apelou às suas empresas que operam nos Estados Unidos para evitarem prolongar guerras de preços, num sinal da vontade de Pequim em preservar a trégua comercial alcançada com Washington. O ministro do Comércio, Wang Wentao, transmitiu a mensagem num encontro em Nova Iorque com representantes de 10 empresas chinesas de sectores como comércio electrónico, telecomunicações e componentes automóveis, segundo um comunicado divulgado ontem pela tutela. Wang recordou que os dois países “alcançaram uma série de consensos importantes após várias rondas de consultas económicas e comerciais” e disse esperar que as empresas “compreendam a situação e respondam positivamente”. O ministro apelou ainda à rejeição da chamada “involução interna e externa”, termo usado na China para descrever uma competição excessiva que resulta de sobrecapacidade e que leva a esforços desmedidos com retornos decrescentes. Em Julho, o Partido Comunista Chinês já tinha assumido o compromisso de reforçar o controlo sobre sectores com excesso de capacidade e regular práticas de governos locais na atracção de investimento. As declarações de Wang reflectem a tentativa de manter em curso a melhoria das relações com Washington, mas também o reconhecimento dos riscos associados à escalada das exportações para outros mercados. Durante a guerra comercial com os EUA, as exportações da China para Índia, África e Sudeste Asiático aumentaram de forma significativa, suscitando receios de impactos negativos nas indústrias locais. Em Nova Iorque, Wang prometeu que a China “se empenhará em estabilizar a cooperação económica e comercial sino-americana, salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas e criar um bom ambiente para a cooperação mutuamente benéfica entre empresas dos dois países”.
Clima | Xi Jinping anuncia compromissos na luta contra crise global Hoje Macau - 26 Set 2025 O presidente chinês anunciou hoje novos compromissos do país na luta contra a ruptura climática global, incluindo reduzir as emissões de gases com efeito de estufa entre 7 a 10 por cento até 2035, em relação aos números actuais. “A China vai reduzir as suas emissões líquidas de gases com efeito de serra no conjunto da sua economia de 7 a 10 por cento em relação ao nível do pico”, que ainda é desconhecido, mas pode ser atingido este ano, disse Xi Jinping, na sua intervenção, transmitida por vídeo, na cimeira sobre o clima que decorre na ONU. “A transição verde e de baixo carbono é a tendência da nossa época”, sustentou. “Se bem que alguns países actuem contra ela, a comunidade internacional deve manter o seu rumo”. Até hoje, a China nunca se tinha comprometido com um número exacto de curto ou médio prazo. Agora atribui-se como meta alcançar a neutralidade carbónica até 2060 e promete que o seu máximo de emissões será alcançado antes de 2030, o que parece estar em vias de conseguir já em 2025, graças ao sucesso da fileira solar e das viaturas eléctricas. Entre os novos compromissos chineses para o horizonte 2035 estão também o aumento da parte das energias não fósseis no consumo total de energia acima de 30 por cento. A Agência Internacional de Energia quantificou a parte das renováveis em 12 por cento no ano de 2021. Outro compromisso é o de multiplicar por seis a capacidade instalada de energia eólica e solar, em relação a 2020, para chegar a 3.600 GW, acima dos 1.400 GW de hoje. Xi mencionou ainda o crescimento dos veículos eléctricos e a extensão do mercado de carbono e da superfície florestal. “Estes objectivos representam os melhores esforços da China, segundo as exigências do Acordo de Paris. Atingir estes objectivos precisa de esforços rigorosos da China, bem como de um ambiente internacional aberto e de apoio”, acentuou. Uma réplica A organização ambientalista Greenpeace considerou ontem que as novas metas climáticas da China para 2035 “ficam aquém” dos objectivos globais, embora admita que a descarbonização efectiva do país possa avançar além do apresentado por Pequim. “A meta para 2035 oferece poucas garantias de manter o planeta seguro, mas o esperançoso é que a descarbonização real da economia chinesa provavelmente exceda o que está no papel”, afirmou Yao Zhe, conselheira de políticas globais da Greenpeace East Asia. Segundo a especialista, “a quantidade de energia eólica e solar que está a entrar na matriz energética” sustenta essa expectativa. Em comunicado, a ONG sublinhou que a actual expansão das renováveis e o papel da China em soluções para transições energéticas noutros países estabelecem uma “base” para um “eventual reforço” das metas. “No fim de contas, os factos falam mais alto do que as palavras. Mas sinais políticos firmes e consistentes são um catalisador insubstituível”, disse Yao, acrescentando que “os avanços empresariais e tecnológicos, por si só, não bastam” e defendendo a utilidade de objectivos orientadores, tanto para a transição interna como para a acção climática global. A Greenpeace apelou a Pequim para “manter a porta aberta” a ajustar as metas “com bastante prontidão”, alertando que “esperar outros cinco anos será demasiado tarde”. Este mês, organizações como a própria Greenpeace tinham já assinalado que o avanço das renováveis e da electrificação está a reconfigurar o sistema energético da China, o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa. Entre 2015 e 2023, a utilização de combustíveis fósseis no consumo final caiu 1,7 por cento, enquanto a procura eléctrica aumentou 65 por cento. Só na primeira metade de 2025, a capacidade eólica cresceu 16 por cento e a solar 43 por cento, e no ano terminado em Junho a soma de ambas superou pela primeira vez a produção hídrica, nuclear e de bioenergia combinadas, segundo relatórios da Greenpeace e da organização Ember. De acordo com a Ember, a redução prevista do uso de combustíveis fósseis na China, combinada com a expansão global das tecnologias limpas favorecida pela descida de custos, “pode inclinar a balança” para um declínio estrutural da procura mundial de carvão, petróleo e gás. A respectiva tréplica A China afirmou ser “o país mais determinado, enérgico e eficaz do mundo” no cumprimento das metas de redução de emissões, após o anúncio de novos objectivos climáticos feito pelo Presidente Xi Jinping na ONU. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Guo Jiakun destacou em conferência de imprensa que “é a primeira vez que a China propõe uma meta absoluta de redução de emissões, abrangendo toda a economia e todos os gases com efeito de estufa”. Segundo Guo, “a determinação e as acções da China para enfrentar activamente as alterações climáticas tornaram-na constantemente o país mais decidido, enérgico e eficaz no cumprimento dos seus compromissos”. “Continuaremos a defender o conceito de uma comunidade com futuro partilhado para a humanidade e a fazer todos os esforços para implementar os nossos objectivos”, acrescentou. O porta-voz citou Xi Jinping, que, numa mensagem em vídeo dirigida à cimeira do clima realizada à margem da Assembleia Geral da ONU, admitiu que cumprir as metas “representa um esforço árduo para a China” e exige “um ambiente internacional sólido e aberto”. “Estamos dispostos a cooperar com todas as partes para promover a cooperação internacional em matéria de alterações climáticas e impulsionar a implementação plena e eficaz do Acordo de Paris”, disse Guo.
Fundação Oriente apresenta, em Lisboa, semana dedicada à Coreia Hoje Macau - 26 Set 2025 Entre os dias 3 e 10 de Outubro a Fundação Oriente, recebe no Museu do Oriente em Lisboa o programa cultural “Celebrar a Coreia”, que apresenta actividades ligadas aos elementos da cultura coreana, como o “K-Beauty”, a música ou a gastronomia, com o popular kimchi. Este evento acontece porque, em Outubro, se assinalam “duas datas marcantes na história da Coreia”, nomeadamente o Dia Nacional da Fundação da Coreia, conhecido como Gaecheonjeol, a 3 Outubro, e o Dia do Hangeul, a 9 Outubro, que celebra o alfabeto criado no século XV pelo Rei Sejong. A mostra “expõe peças do seu acervo que habitualmente não estão acessíveis ao público”, apresentando também “um programa que visa aproximar ainda mais duas culturas cujos caminhos se cruzaram no século XVI”, destaca a organização. No primeiro dia do evento, a 3 de Outubro, decorre um curso de introdução à pintura tradicional coreana, uma oficina de contos e jogos coreanos, e ainda uma demonstração da dança K-Pop, a partir das 18h. Nos dias seguintes haverá espaço para actividades tão diversas como um curso de taekwondo, nas modalidades de defesa pessoal e “freestyle”, uma oficina de “K-Beauty”, a maquilhagem tipicamente coreana. Um pouco de história No domingo, 5, às 16h30, terá lugar uma conferência sobre a “História dos Primeiros Contactos Luso-Coreanos”, com o professor Byung Goo Kang, do King Sejong Institute Lisbon. O professor regressa à Fundação Oriente no dia 9 de Outubro para falar da “Introdução à Língua Coreana”. No tocante à gastronomia coreana, a 7 de Outubro haverá a “Oficina Chuseok”, onde se vai ensinar a cozinhar os pratos tradicionais Songpyeon e Bibimbap. Também neste dia haverá a “Oficina K-Skincare para Iniciantes” e ainda a “Oficina Maedeup”, também ligada ao universo do K-Pop. No último dia do programa realiza-se a “Oficina Coreia do Sul”, onde se darão dicas a futuros viajantes, organizando-se também uma visita orientada de máscaras coreanas patentes na colecção do Museu do Oriente. Há ainda espaço para a demonstração de “Danças Talchum” e de Taekwondo.
Fotografia | “Outros Portos – Outros Olhares” para ver em Zhuhai Andreia Sofia Silva - 26 Set 2025 A mostra “Outros Portos – Outros Olhares” é inaugurada hoje em Zhuhai, no The Moment Art Space, depois de uma primeira passagem por Portugal. A exposição itinerante que reúne trabalhos de cinco fotógrafas chega a Macau em 2027, com curadoria conjunta entre Macau, com a designer Clara Brito, Portugal e Pequim O The Moment Art Space, em Zhuhai, prepara-se para receber hoje, a partir das 18h30, a mostra de fotografia que vai passar por vários locais da Grande Baía, depois de uma primeira apresentação em Portugal. Trata-se de “Outros Portos – Outros Olhares”, patente na vizinha Zhuhai até 17 de Novembro, revelando ao público “um olhar feminista sobre identidade, resistência e transformação cultural”. A exposição “reúne uma narrativa visual de obras fotográficas de cinco artistas mulheres oriundas de Macau, de Portugal e da China Continental”, nomeadamente Mina Ao, Margarida Gouveia, Ting Song, Xing Danwen e O Zhang. Segundo os organizadores da exposição, cada fotógrafa “traz uma abordagem visual própria para reflectir sobre o papel da mulher na sociedade e na cultura, explorando temas como identidade, resistência e transformação dentro do pensamento feminista contemporâneo”. Propõe-se, assim, com “Outros Portos – Outros Olhares” uma “narrativa visual intensa e diversificada, construída através de registos documentais, reflexão pessoal e crítica cultural”. Nesta exposição, as “artistas envolvidas questionam ideias fixas sobre o que é ser mulher e desafiam os discursos predominantes nas suas sociedades”. No próximo mês a exposição estará patente em Shenzhen, encerrando-se depois em Macau em 2027. Os talentos de cada uma Na equipa de curadores está a designer Clara Brito, ligada a Macau e Portugal, e representante da Associação Cultural +853, sediada na RAEM. A designer está também ligada ao grupo “Tomorrow’s Heritage”. De Pequim, Gu Zhenqing colabora também na curadoria. Olhando para o rol de artistas, Ting Song “destaca-se como pioneira na arte digital” e “a primeira criptoartista a integrar o acervo de um museu nacional na China, tendo criado as primeiras obras chinesas com inteligência artificial e NFT vendidas em leilão”. A mostra da sua autoria “The Counter-Cyborg Cathedral and Bazaar” marcou “a primeira colaboração asiática entre humanos e inteligência artificial baseada em blockchain”. Ting Song já foi inclusivamente destacada nas listas “Forbes 30 Under 30” e “Gen.T Asia”, tendo participado na campanha “Dare”, da Chanel. “A sua obra combina tecnologia de ponta com estética tradicional para explorar a feminilidade digital e a construção da identidade, trazendo à exposição uma voz ousada, inovadora e profundamente actual”, destaca a organização da mostra. Quanto a Xing Danwen, Mina Ao e Margarida Gouveia, as suas imagens remetem para “formas de violência simbólica e material, oferecendo reflexões profundamente pessoais sobre autonomia e identidade”. Já O Zhang documenta “o legado das políticas de adopção na China, centrando-se na vida de mais de 55.000 meninas chinesas adoptadas por famílias americanas, levantando questões comoventes sobre pertença, troca cultural e identidade feminina”. Hoje haverá ainda uma mesa-redonda, com sessão de perguntas e respostas, moderada por Clara Brito, e que conta com a participação de curadores convidados e artistas da exposição.
Pela primeira vez desde 1968 foi içado duas vezes o sinal 10 no mesmo ano Hoje Macau - 26 Set 2025 Com a passagem do super tufão Ragasa, as autoridades içaram pela primeira vez, desde 1968, o sinal número 10 de tufão no mesmo ano. O dado histórico foi divulgados pela Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (DSMG), no balanço da passagem do super tufão que causou oito feridos. “O Ragasa aproximava-se da região como um nível de super tufão, estabelecendo vários recordes, incluindo a quebra do recorde desde 1968 ao ser a primeira vez que a DSMG emitiu o sinal n.º 10 duas vezes no mesmo ano”, foi divulgado pelas autoridades. De acordo com a DSMG, esta foi também a primeira vez que o sinal número 10 de tufão esteve içado durante “um período tão longo”, durante 10 horas e 30 minutos. No entanto, a informação oficial não adiantou qual era o anterior registo recorde. A passagem do super tufão fica também marcada pelo facto de o sinal número 10 de tufão ter sido içado quando o centro do tufão ainda estava a 90 quilómetros de Macau. Segundo as autoridades, nunca nenhum sinal número 10 tinha sido içado com o tufão a tão longa distância. Desde o início do ano esta foi a 11.ª tempestade tropical a afectar Macau, o segundo número mais elevado desde que há registos. Além do sinal 10, o sinal número 8, que foi içado pela primeira vez na terça-feira às 17h, estendeu-se durante por 15 horas. Ventos fortes Em relação à velocidade máxima dos ventos sustentados de 10 minutos, as autoridades apontaram que atingiram a “Força 12”, o que significa que são ventos classificados como furacão. Os ventos sustentados mais fortes foram sentidos na Taipa, junto à Ponto Governador Nobre de Carvalho, no Pac On, na Ponte Macau e na Ponte de Sai Van. Em termos das rajadas, os ventos atingiram o nível de “Força 14”, o que significa que são classificados como furacão. Este tipo de rajadas foi igualmente sentida na Taipa e ao longo da costa entre Macau e a Taipa. Também na zona do Campus da Universidade de Macau, na Ilha da Montanha, houve rajadas de nível furacão. No entanto, no Interior da Península e em Coloane, os ventos foram ligeiramente mais fracos, com a classificação a variar entre rajadas “muito fortes” e “temporais violentos”. Ao mesmo tempo, as cheias mais elevadas foram registadas no Porto Interior, onde atingiram 1,51 metros em algumas zonas. Na Zona Norte do Ponto Interior as cheias ficaram-se pelos 1,45 metros, enquanto na parte mais a Sul o máximo registado foi de 1,33 metros. No Largo do Pagode do Bazar as cheias atingiram 1,24 metros, 1,14 metros na Praça de Ponte e Horta e 1,11 metros na Igreja de São Francisco Xavier.
Ragasa | Maioria dos comerciantes diz que não sofreu grande impacto Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 26 Set 2025 No rescaldo do super tufão Ragasa, a Federação da Indústria e Comércio de Macau, Centro, Sul e Distritos diz que a maior parte dos comerciantes não sofreu grande impacto com a tempestade. Ainda assim, ontem foi dia de limpezas e balanço de prejuízos As chuvas fortes e inundações provocadas pelo Ragasa, que obrigou ao içar do sinal 10 de tempestade tropical, não causaram, afinal, grandes estragos no pequeno comércio. Em declarações ao jornal Ou Mun, o presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau, Centro, Sul e Distritos, Lei Cheok Kuan, revelou que a maioria dos comerciantes nestas zonas não sofreram grandes perdas materiais durante a passagem do super tufão, uma vez que se prepararam com antecedência. O presidente da associação revelou que antes da chegada do tufão, os comerciantes com lojas na Rua dos Ervanários, Rua das Estalagens ou Avenida de Almeida Ribeiro receberam apoio na prevenção por parte de associações locais, mudando muitas das estruturas de negócio para zonas mais altas, a fim de evitar os estragos causados por inundações. Houve ainda quem tenha emprestado espaços para os comerciantes guardarem frigoríficos de grande dimensão, por exemplo. Lei Cheok Kuan explicou ainda que as instalações não ficaram danificadas, o que leva a que os comerciantes não tenham custos acrescidos com funcionários ou rendas causados pelo fecho temporário, que não chegou a acontecer. Resposta aos apelos Lei Cheok Kuan recordou que a maioria dos comerciantes nas zonas baixas do Porto Interior respondeu ao apelo do Governo para a evacuação antes da chegada da tempestade, e que apenas um número reduzido de lojistas insistiu em continuar de portas abertas durante a passagem do Ragasa. O dirigente associativo destacou que a grande maioria das lojas estava preparada para o regresso à normalidade já na quarta-feira, devido ao facto de os estragos e perdas não terem sido elevados. Esta quarta-feira o sinal 10 só reduziu para 8 às 16h, sendo que o sinal 3 de tempestade só foi içado à noite. Ouvido pelo jornal Ou Mun, um comerciante com lojas na Rua das Estalagens e Rua da Tercena, de apelido Kuok, disse esperar que o Governo continue a melhorar as infra-estruturas contra inundações nas zonas baixas do território, devendo fornecer resoluções concretas aos comerciantes para que possam lidar com a subida do nível das águas quando ocorrem tempestades. O mesmo comerciante chegou a mudar as instalações e máquinas de valor elevado, a fim de reduzir potenciais perdas o mais possível, mas a água acabou mesmo por entrar nalgumas lojas, causando estragos em espaços mais pequenos que não conseguiram deslocar maquinaria e outros materiais para locais mais seguros. De frisar que, em alguns locais, a subida do nível das águas levou a inundações com um máximo de cinco metros de altura. Entretanto, equipas do Instituto para os Assuntos Municipais continuaram ontem a limpeza de ruas, parques e trilhos, incluindo nas praias de Hac-Sá e Cheoc Van, em Coloane, “que sofreram danos”, pois “foi arrastada para as praias uma grande quantidade de lixo e galhos de árvores”. A bandeira vermelha esteve içada ontem, proibindo banhos em ambas as praias. No total, participaram nas acções de limpeza, na manhã de ontem, 1.100 funcionários públicos distribuídos em 116 equipas de apoio, sendo que 40 departamentos públicos estiveram envolvidos. DSEDJ | Escola de Ensino Especial adiou o regresso às aulas Uma escola do ensino especial não conseguiu garantir ontem o regresso às aulas, após a passagem do super tufão Ragasa. A informação foi divulgada pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), que revelou que outras escolas só conseguiram organizar o regresso às aulas na parte da tarde de ontem. “Actualmente, com excepção de uma escola do ensino especial que necessita de adiamento na retomada de aulas e de algumas escolas que ajustaram as aulas para a tarde, os alunos de todas as outras escolas retomaram as aulas com normalidade”, foi comunicado. “A DSEDJ irá acompanhar estreitamente a situação e prestar diversos apoios e assistência na recuperação das escolas após o tufão”, foi prometido.
Jogo | DICJ acompanhou encerramento de Mocha Kung Fat Hoje Macau - 26 Set 2025 Um encerramento que decorreu “de acordo com os procedimentos previstos”. Foi desta forma que a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) abordou, através de um comunicado, o encerramento da sala de jogos Mocha Kung Fat, na Península de Macau, ligado à concessionária Melco Resorts. O encerramento aconteceu no final do dia de quarta-feira, como tinha sido anunciado na semana passada. Ontem, a DICJ esteve no local para assegurar que os serviços estavam efectivamente suspensos. “Após o encerramento do Mocha Kuong Fat, às 23h59 do dia 24 de Setembro, a DICJ procedeu ao respectivo processo de suspensão do funcionamento, tendo assegurado a coordenação, de forma activa, com diversos serviços, o acompanhamento da retirada do respectivo recinto”, foi comunicado. “O encerramento do casino decorreu de forma ordenada”, foi acrescentado. O comunicado não fez qualquer referência aos postos de trabalho que podem ter ficado em causa com este encerramento. No entanto, a DICJ prometeu promover “o desenvolvimento saudável e ordenado do sector do jogo”. “A DICJ continuará a optimizar o mecanismo de inspecção, promovendo a regularização e o desenvolvimento saudável e ordenado do sector do jogo, bem como criando condições mais favoráveis para a diversificação adequada da economia de Macau”, consta na mensagem.
FAOM | Deputados prometem lutar por mais direitos laborais João Santos Filipe e Nunu Wu - 26 Set 2025 Ella Lei Cheng I e Leong Sun Iok pretendem contribuir para criar melhores condições de emprego para jovens e garantir mais direitos para funcionários públicos envolvidos no mecanismo de protecção civil Após a reeleição, os deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), Ella Lei Cheng I e Leong Sun Iok, prometem focar o novo mandato nas questões laborais e no desenvolvimento dos direitos dos trabalhadores. As declarações foram prestadas pelos membros da lista União para o Desenvolvimento durante a participação no Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau. Ella Lei destacou que o emprego é sempre a maior preocupação dos residentes e que essa vai ser a sua prioridade nos próximos quatro anos, enquanto membro da Assembleia Legislativa. “Apesar de o número mostrar que a taxa de desemprego não é alta, o facto de os residentes terem de aceitar empregos com menores perspectivas de carreira e maiores dificuldades não deve ser escondido”, reconheceu a deputada. “Por exemplo, temos muitas queixas de que os jovens, particularmente os recém-licenciados, têm dificuldades em ser contratados.. Além disso, as pessoas de meia idade ou idosos também enfrentam o mesmo problema”, acrescentou. A deputada confessou também estar ciente que é cada vez mais difícil para os residentes mudarem de carreira. Por seu turno, Leong Sun Iok defendeu que é necessário melhorar os direitos laborais, e deu como exemplo os funcionários públicos envolvidos nas operações da protecção civil. “Durante a passagem do tufão Ragasa, o Governo fez, em geral, um bom trabalho para diminuir ao máximo o impacto do tufão”, começou por destacar. “No entanto, recebemos queixas de trabalhadores da protecção civil, porque ao trabalharem durante essas horas apenas recebem a remuneração suplementar, mas praticamente perderam todos os outros direitos laborais, porque trabalham horas extra e não têm direito ao descanso compensatório”, explicou. Casinos preocupam Além dos trabalhadores da protecção civil e das forças de segurança, Leong Sun Iok argumentou que a segurança dos empregados no sector hoteleiro e do jogo também precisa de ser repensada e aumentada. Em causa está o facto de estes empregados precisarem de trabalhar durante condições meteorológicas extremas, independentemente de muitas vezes nem haver transportes públicos disponíveis. Por isso, Leong Sun Iok sugeriu ao Governo que siga as práticas das cidades do Interior da China para estabelecer um novo mecanismo de suspensão dos trabalhos e aulas e também para o cálculo da remuneração compensatório. Além do foco nos direitos laborais, Ella Lei e Leong Sun Iok defenderam uma nova ronda do cartão de consumo, para relançar a economia dos bairros residenciais e responder à dificuldade dos idosos na utilização de novas tecnologias, o que faz com que acabem excluídos do grande prémio para o consumo. Ella Lei também prometeu prestar atenção à indexação de pensão para idosos ao índice mínimo de subsistência, bem como ao sistema médico, para reforçar os serviços de cuidados a doenças crónicas de idosos.
Futebol | Exigida reposição de jogos na RTP Internacional Hoje Macau - 26 Set 2025 O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) emitiu uma nota esta quarta-feira a exigir a reposição dos jogos de futebol da Liga Portugal nos canais da RTP Internacional, tendo em conta a “decisão do Conselho de Administração da RTP de suspender a transmissão dos jogos da Liga Portugal na RTP internacional e na RTP África” lê-se numa nota de imprensa enviada às redações, assinada pelo Vice-Presidente do Conselho Permanente do CCP, Paulo Marques. Segundo a mesma nota, o CCP entende que “o futebol é muito mais do que um desporto”, sendo também “uma expressão da identidade nacional e um elo de ligação essencial entre Portugal e os milhões de Portugueses espalhados pelo mundo”. “Para muitas Comunidades, como na África do Sul, acompanhar os jogos é uma forma privilegiada de manter viva a ligação às suas terras e localidades de origem”, é ainda referido. Paulo Marques também pertence ao Conselho de Opinião da RTP, que já se manifestou contra a decisão de suspender a transmissão dos jogos. O organismo pediu ao “Conselho de Administração da RTP para reponderar e reapreciar a decisão de não transmitir os jogos da Liga Portugal na RTP internacional e na RTP África”.
Eleições | TUI reconheceu oficialmente os resultados Hoje Macau - 26 Set 2025 O Tribunal de Última Instância anunciou ontem que os resultados das eleições do sufrágio directo e sufrágio indirecto foram oficialmente reconhecidos na terça-feira. “Atendendo a que, decorrido o prazo legal, não foi interposto nenhum recurso contencioso, […], o Tribunal de Última Instância reconheceu, no dia 23 de Setembro de 2025, os resultados de apuramento geral da Eleição dos Deputados por Sufrágio Directo e Indirecto para a Assembleia Legislativa da Região Administrativa Especial de Macau, que foi realizada no dia 14 de Setembro de 2025, e proclamou os candidatos eleitos”, foi divulgado. A lista com os candidatos eleitos tem agora de ser publicada no Boletim Oficial, o que deverá acontecer na próxima segunda-feira.