China defende novo controlo com impacto “muito limitado” no abastecimento Hoje Macau - 13 Out 2025 O Ministério do Comércio da China defendeu ontem a legitimidade das novas restrições impostas esta semana à exportação de terras raras, assegurando que o impacto nas cadeias de abastecimento vai ser “muito limitado”. As medidas são “uma acção legítima do Governo chinês para afinar o sistema de controlo das exportações em conformidade com as leis e os regulamentos”, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio em comunicado. “Os controlos de exportação da China não são proibições de exportação e serão concedidas licenças para pedidos elegíveis”, disse o porta-voz, acrescentando que Pequim informou antecipadamente os parceiros comerciais das medidas, “através de mecanismos de diálogo bilateral”. “As empresas não devem estar preocupadas”, sublinhou o porta-voz. Pequim argumentou mais uma vez que as restrições têm como objectivo impedir que as terras raras e respectivos produtos de transformação sejam utilizados para produzir artigos militares ou de defesa, a fim de “defender a paz mundial, a estabilidade regional e cumprir as suas obrigações internacionais em matéria de não proliferação”. O ministério indicou que a China avaliou exaustivamente o impacto potencial das novas restrições nas cadeias industriais e de abastecimento e que este “é muito limitado”. Novas tarifas As autoridades chinesas anunciaram, na quinta-feira, uma nova ronda de restrições à exportação de terras raras, essenciais para o fabrico de tecnologia avançada, e acrescentaram cinco novos metais à lista de produtos controlados. A China, que controla mais de 70 por cento da produção mundial e quase 90 por cento da transformação deste material estratégico, impôs restrições à exportação como moeda de troca desde que os Estados Unidos iniciaram a guerra tarifária, em Abril, embora tenha recentemente flexibilizado as medidas, no âmbito da trégua comercial entre as duas potências. As terras raras têm sido um ponto de fricção nas recentes negociações comerciais sino-americanas, com Washington a acusar Pequim de atrasar deliberadamente a aprovação de licenças de exportação. O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na sexta-feira a imposição de uma sobretaxa de 100 por cento a importações da China, a partir de Novembro, em resposta a medidas comerciais “extremamente hostis” de Pequim. A partir de 01 de Novembro – ou até antes, “dependendo de quaisquer ações ou alterações futuras tomadas pela China” – os Estados Unidos imporão “uma tarifa de 100 por cento à China, além de qualquer tarifa que estejam actualmente a pagar”, afirmou Trump na rede social Truth. Também no início do próximo mês, adiantou o republicano, Washington imporá controlos de exportação para Pequim sobre “todo e qualquer software crítico”. O anúncio de Donald Trump é um exemplo típico de ‘dois pesos, duas medidas'”, reagiu a China. O Ministério do Comércio chinês considerou que as acções de Washington “prejudicam gravemente os interesses da China e minam (…) o clima das discussões económicas e comerciais entre as duas partes”. “Ameaçar constantemente com direitos aduaneiros elevados não é a abordagem correcta para cooperar com a China”, acrescentou o ministério, em comunicado. As novas medidas surgem pouco antes da reunião dos líderes da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC, na sigle em inglês) na Coreia do Sul, onde se esperava um possível encontro entre os presidentes dos dois países, mas que foi agora posto em causa.
Mar do Sul | Manila e Pequim trocam acusações por colisão entre barcos Hoje Macau - 13 Out 2025 As autoridades filipinas acusaram ontem um navio chinês de ter “deliberadamente” colidido com uma embarcação de Manila perto de uma ilha disputada no Mar do Sul da China, enquanto Pequim culpou as Filipinas por serem “totalmente responsáveis” pela colisão. Os incidentes marítimos sino-filipinos são muito frequentes nestas águas que a China reivindica na sua quase totalidade. Segundo Manila, um navio da guarda costeira chinesa disparou primeiro com um “canhão de água” ontem de manhã contra o BRP Datu Pagbuaya, um navio pertencente a uma agência dependente do Ministério da Agricultura filipino. Apenas três minutos depois […], o mesmo navio colidiu deliberadamente com a popa do barco filipino, causando “danos menores”, sem feridos, segundo um comunicado das autoridades filipinas. A Guarda Costeira filipina especificou que o incidente ocorreu perto da ilha de Thitu, no arquipélago de Spratleys, denunciando “assédio agressivo e ameaças directas” por parte dos barcos chineses. Três navios da agência de pesca filipina estavam a distribuir ajuda aos pescadores na zona, acrescentaram. Por sua vez, a guarda costeira chinesa acusou as Filipinas de serem “totalmente responsáveis” pela colisão. O incidente ocorreu perto de Sandy Cay, quando um navio do Governo filipino “ignorou repetidamente os avisos da parte chinesa e se aproximou perigosamente do navio 21559 da guarda costeira chinesa”, disse um porta-voz da guarda costeira chinesa, Liu Dejun. “Toda a responsabilidade recai sobre a parte filipina”, acrescentou. Fotos e vídeos divulgados pela guarda costeira filipina mostram um navio da guarda costeira chinesa, com um canhão de água activado, a seguir um navio filipino.
ONU | China e Rússia acusam EUA de violar direito internacional Hoje Macau - 13 Out 2025 Os ataques norte-americanos a barcos venezuelanos foram fortemente condenados pelos representantes da Rússia e da China na reunião do Conselho de Segurança da ONU convocada por Caracas A Rússia e a China acusaram sexta-feira Washington de violar o direito internacional e os direitos humanos ao atacar embarcações venezuelanas e matar os suspeitos a bordo sem qualquer detenção ou acusação formal. Numa reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU pedida por Caracas para abordar o destacamento militar sem precedentes dos Estados Unidos nas Caraíbas, o embaixador russo, Vasily Nebenzya, avaliou que a postura norte-americana ameaça directamente a paz e a segurança regional e internacional. Nebenzya contestou as alegações de Washington, que tem justificado os ataques a embarcações venezuelanas com o combate ao tráfico de drogas, e indicou tratar-se de “propaganda” e de um “enredo perfeito para um filme de sucesso de Hollywood, no qual os americanos mais uma vez salvam o mundo”. “Essas alegações são completamente desprovidas de fundamento. O Escritório da ONU sobre Drogas e Crime nem sequer considera a Venezuela um centro de tráfico de drogas, visto que 87 por cento da cocaína chega aos Estados Unidos através do Oceano Pacífico, ao qual a Venezuela não tem acesso”, afirmou o diplomata russo. As tensões entre Washington e Caracas aumentaram ainda mais quando, em 02 de Setembro, o Governo de Donald Trump anunciou ter atingido uma embarcação suspeita de transportar drogas em águas internacionais no Mar das Caraíbas Meridional. Segundo as autoridades norte-americanas, 11 pessoas foram mortas nesse ataque. Outros ataques Com base em informações divulgadas pelas autoridades norte-americanas, foram realizados ataques aéreos adicionais contra embarcações que alegadamente transportavam droga nos dias 15, 16 e 19 de Setembro, e novamente a 03 de Outubro, indicou sexta-feira a ONU na reunião. No total, essas operações terão resultado em 21 mortes. “Washington recentemente (…) alegou ter provas irrefutáveis de que as embarcações pertenciam a cartéis de drogas. No entanto, a comunidade internacional não tem como verificar isso, pois os suspeitos nunca foram detidos ou acusados, e a carga que supostamente transportavam foi destruída”, afirmou Nebenzya. “Por outras palavras, as embarcações que transportavam pessoas foram simplesmente abatidas em alto mar sem julgamento, seguindo o princípio do ‘disparar primeiro’, e agora pedem-nos que acreditemos retroactivamente que havia criminosos a bordo”, acrescentou, acusando Washington de uma flagrante violação do direito internacional e dos direitos humanos. O diplomata russo denunciou ainda uma “campanha descarada de pressão política, militar e psicológica” dos EUA sobre “o Governo de um Estado independente, com o único propósito de mudar um regime desfavorável” a Washington. Parte chinesa Também o embaixador chinês junto da ONU afirmou que as “operações de execução unilaterais e excessivas dos EUA” violam o direito à vida e outros direitos humanos básicos e representam uma ameaça à liberdade e à segurança da navegação. “Opomo-nos ao uso ou ameaça de força nas relações internacionais e à interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela, sob qualquer pretexto”, frisou Fu Cong. O embaixador chinês instou os EUA a cessarem imediatamente essas acções para evitar uma maior escalada e “a não usarem a desculpa do combate ao narcotráfico para pôr em risco a segurança da navegação dos países”. Por sua vez, o diplomata norte-americano John Kelley insistiu que Donald Trump usará todo o poderio dos EUA para enfrentar e erradicar os cartéis de drogas, independentemente de onde operem. Os EUA acusam o Presidente venezuelano de liderar o Cartel dos Sois e recentemente aumentaram a recompensa por informações que levem à captura de Nicolás Maduro para 50 milhões de dólares. Kelley acrescentou que as acções e políticas do “regime ilegítimo de Maduro” representam uma ameaça extraordinária tanto para a região quanto para a segurança nacional dos EUA. Já o embaixador venezuelano, afirmou que este é um conflito fabricado exclusivamente pelos EUA e que avança para uma escalada perigosa. Nesse sentido, Samuel Moncada antecipou que, “a muito curto prazo”, será perpetrado um ataque armado dos EUA contra a Venezuela e apelou ao Conselho de Segurança para que use dos meios necessários para evitar um agravamento ainda maior da situação. Moncada alegou ainda que os Estados Unidos estão desesperados para controlar as fontes de petróleo venezuelano. “Se a Venezuela não tivesse petróleo, a ameaça militar iminente não existiria”, defendeu.
Um Histórico Tributo da Europa e a Donzela do Outono Paulo Maia e Carmo - 13 Out 2025 Sun Yang, que viveu no tempo das Primaveras e Outonos (771-476 a. C.) por ser considerado um exemplar juiz na escolha de um bom cavalo, mereceu de um rei o título honorífico de Bole, «o feliz mais velho» e essa sua elogiada capacidade de escolher deu origem ao ditado popular que diz que «bons cavalos capazes de correr mil li num dia (qianlima) há muitos, um Bole é raro». O que logo seria adoptado como metáfora para todas as áreas onde era necessário ou vital saber escolher o talento, sobretudo o talento escondido como na selecção de funcionários governamentais. Mas essa habilidade especificamente referida a cavalos, foi especialmente valorizada no tempo da dinastia fundada pelos cavaleiros mongóis dos Yuan. Os mais notáveis pintores desse tempo, como Zhao Mengfu, retrataram vários dos mais afamados cavalos da dinastia. E um pintor da corte cerca do ano 1342 mostrou, com indiferença, um cavalo oferecido ao imperador, como era habitual no sistema tributário com países estrangeiros, mas que ficaria como inesperada prova visual da estada no território de uma missão chefiada pelo franciscano florentino Giovanni de Marignolli (c. 1290- 1358) que chegara a Khanbaliq (actual Pequim) como legado do Papa em 1339-40, na sequência do inédito acolhimento de Giovanni da Montecorvino OFM (1247-1328) na corte Yuan, que lhe permitiu até a edificação de igrejas nas ruas da capital. Esse rolo horizontal feito só a tinta, de que uma cópia provavelmente feita na dinastia Ming está no Museu do Palácio em Pequim, é atribuído ao pintor da corte Zhou Lang que faria numa outra pintura um inesquecível retrato de uma poetisa cuja memória se deve em grande parte ao testemunho de um seu contemporâneo capaz de reconhecer o seu talento único. Zhou Lang fez o retrato de Du Qiuniang, «a donzela do Outono» (791-835), com uma flauta antiga nas mãos num estilo de figuração respeitando o «espírito dos antigos» como queria Zhao Mengfu, e no modelo das damas da dinastia Tang. Da retratada nesse rolo horizontal (tinta e cor sobre seda, 32,3 x 285 cm no Museu do Palácio em Pequim) ficou uma exortação a um príncipe, que perduraria e pode ser traduzido como: «Peço-lhe Senhor: não se deslumbre / pela vida dos que levam ouro / nas costuras dos seus vestidos/ O meu conselho, Senhor, / é que seus verdes anos / sejam bem vividos. / Colha as flores quando desabrocham, / não quando já estiverem a cair, / Não espere até que já não existam / flores nos ramos partidos.» Da autora sabe-se que foi educada nas artes da dança e da música e impressionou um general que foi derrotado por um imperador e a levou para a corte e na sequência de conflitos políticos, voltou à sua Nanquim natal. E foi aí que envelhecida e empobrecida, a encontrou o poeta Du Mu (803-52) que escreveu sobre ela um poema e a sua breve biografia.
Macau e Hong Kong recebem obra de Carlos Paredes no próximo ano Hoje Macau - 13 Out 2025 A obra de Carlos Paredes vai estar em digressão mundial, visitando 15 países, a partir de segunda-feira, ao longo de seis meses, um projecto com conceito e direcção artística dos músicos André Varandas e Bruno Costa. O projecto “Paredes Experience” integra um total de 40 iniciativas, em que se incluem os concertos “100 Paredes”, palestras, encontros com escolas e universidades, e outras acções com as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, promovendo “a sonoridade e o espírito de Carlos Paredes”, disse à agência Lusa André Varandas. “É um acontecimento raro, um projecto musical português circular durante quase seis meses, de forma ininterrupta, por 15 países. É algo que nos deixa muito orgulhosos e com uma responsabilidade acrescida”, vincou. Ao piano e à viola baixo de André Varandas, junta-se a guitarra portuguesa de Bruno Costa, os dois mentores e intérpretes do “Paredes Experience”, que, em palco, na digressão mundial, contarão ainda com a colaboração de Nuno Botelho (guitarra clássica). A digressão mundial abre hoje, na Guiné-Bissau, onde ficará até dia 18. Uma “viagem artística” Os autores explicaram à Lusa que o “Paredes Experience” assume-se como “uma viagem artística que reafirma a guitarra portuguesa como instrumento identitário de Portugal e, simultaneamente, prova a sua linguagem universal”. “Em palco, tradição e modernidade cruzam-se, evocando o legado de Carlos Paredes e projectando-o para o futuro através de novas sonoridades, diálogos culturais e colaborações internacionais multidisciplinares”, adiantaram. Depois da Guiné-Bissau, o “Paredes Experience” segue para Díli, em Timor-Leste, onde ficará entre dias 21 a 30 deste mês, voando para a costa leste dos Estados Unidos (EUA), de 6 a 13 de Novembro, com acções agendadas para Nova Iorque, New Bedford e Nova Jérsia. Entre 27 de Novembro e 4 de Dezembro, a Argentina é o destino, com apresentações agendadas para a capital, Buenos Aires, e Córdova, a segunda cidade mais populosa daquele país sul-americano. Montevideu, no Uruguai, receberá o “Paredes Experience” entre 5 e 9 de Dezembro, antes de um primeiro regresso à Europa, no caso à Toscana italiana, nas localidades de Pontedera e Buti (11 a 14 de Dezembro). No início de 2026, a música de Carlos Paredes ecoará na Polónia, entre os dias 9 e 17 de Janeiro, partindo depois para a China e para os territórios de Macau e Hong Kong, em locais ainda a anunciar, de 19 a 26 do mesmo mês. A digressão mundial do “Paredes Experience” tem o seu final agendado para São Paulo, no Brasil, com iniciativas previstas de 12 a 23 de Março. No ano em que se assinala o centenário do nascimento de Carlos Paredes (1925-2025), André Varandas e Bruno Costa promoveram, em Portugal, o projecto “100 Paredes”, que propôs “uma celebração global da vida e da obra daquele que é unanimemente reconhecido como um dos maiores símbolos da cultura portuguesa e da universalidade da guitarra portuguesa”. No total, foram mais de 80 iniciativas entre concertos socio-comunitários, palestras e uma exposição itinerante, entre outras acções.
Fogo de artifício | Festival termina com vitória do Reino Unido Hoje Macau - 13 Out 2025 A equipa de pirotecnia do Reino Unido, Pyrotex Fireworx, sagrou-se vencedora da 33.ª edição do Festival Internacional de Fogo de Artifício de Macau, que terminou no sábado. Destaque para a estreia, ao fechar do pano, de uma equipa brasileira na competição O Reino Unido venceu o Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, que encerrou com um espectáculo vindo do Brasil, que pela primeira vez participou na competição, anunciou no sábado a Direcção dos Serviços de Turismo (DST). Num comunicado, a DST revelou que as empresas participantes das Filipinas e da China continental ficaram no segundo e terceiro lugares, respectivamente, da 33.ª edição do concurso. A competição encerrou no sábado, com dois espectáculos: o vencedor, da companhia pirotécnica britânica Pyrotex Fireworx, e outro da equipa Vision Show, de Florianópolis, em Santa Catarina, que marcou a estreia do Brasil no concurso. O final da competição, que estava previsto para 6 de Outubro, foi adiado devido à passagem do tufão Matmo, que levou as autoridades de Macau a emitirem o sinal de tempestade tropical 8, o terceiro nível mais elevado. Também a terceira noite do concurso teve de ser adiada, de 20 de setembro para 2 de Outubro, devido ao impacto do supertufão Ragasa, a mais poderosa tempestade registada no planeta em 2025. Uma série de diálogos A directora da DST, Maria Helena de Senna Fernandes, sublinhou, na cerimónia de entrega de prémios que, apesar do impacto das condições meteorológicas, o evento permitiu a companhias de várias partes do mundo “para aprofundar contactos e diálogo com parceiros da indústria”. A 33.ª edição contou com 10 espectáculos, cada um com uma duração de 18 minutos, a combinar fogo-de-artifício e música, incluindo o espectáculo da empresa portuguesa Pirotecnia de Barbeita, com sede em Monção. A competição teve um orçamento de 18,1 milhões de patacas, valor que representa uma queda de cerca de 1,1 por cento por cento face ao ano passado, disse à Lusa a DST. As seis operadoras de jogo em Macau, parceiras principais do concurso, entraram com 18 milhões de patacas, sendo que o Governo contribuiu com apenas 60 mil patacas, disse a mesma fonte. A competição coincidiu parcialmente com a Semana Dourada do Dia Nacional da China (1 de Outubro), um período de feriados que este ano se prolongou por oito dias, mais um do que em 2024, graças à proximidade do Festival do Bolo Lunar (7 de Outubro). A ‘Semana Dourada’ de Outubro constitui o segundo maior movimento de massas na China, a seguir ao período do Ano Novo Lunar, principal festa tradicional das famílias, que acontece em Janeiro ou Fevereiro, consoante o calendário lunar. Macau recebeu um total de 1.14 milhões de visitantes, mais 16,5 por cento do que no mesmo período de 2024, incluindo mais de 191 mil só no dia 4 de Outubro, o valor diário mais elevado para a ‘semana dourada’ de Outubro.
C-PLPEX e MIF decorrem a 22 de Outubro Hoje Macau - 13 Out 2025 A feira comercial sino-lusófona que arranca dia 22 de Outubro em Macau vai contar com mais de 480 expositores da China e países de língua portuguesa, um aumento de 60 por cento, indicou a organização. O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) afirmou que a segunda edição da Exposição Económica e Comercial da China e dos Países de Língua Portuguesa (C-PLPEX) tem como tema “criar novas oportunidades de cooperação”. A edição inaugural da C-PLPEX, realizada em 2023, após seis edições da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa, contou com 300 empresas, das quais 260 vindas dos mercados lusófonos. Em comunicado, o IPIM salientou que os expositores vêm de sectores como a agricultura, alimentos e bebidas, novas energias, economia marinha, comércio electrónico transfronteiriço e serviços profissionais. No caso da agricultura, serão apresentadas “tecnologias inovadoras, como ‘drones’ [aeronaves não tripuladas] e aproveitamento de resíduos”, juntamente com “produtos agrícolas e derivados característicos”, incluindo grãos de café e caju. Entre 22 e 25 de Outubro, a C-PLPEX irá incluir “também outros elos da cadeia industrial, como a logística de armazenamento e a venda por agentes”, sublinhou o IPIM. O sector das novas energias dará prioridade a “produtos e serviços inovadores, incluindo motociclos eléctricos, cápsulas espaciais de energia nova, armazenamento de energia e sistemas de energia solar”. Simultâneo com a MIF O programa da C-PLPEX inclui o lançamento de 13 novos projectos, o anúncio dos vencedores de prémios para vinhos e bebidas espirituosas e para café dos países de língua portuguesa e uma sessão de bolsas de contacto entre empresários agrícolas. A segunda edição da C-PLPEX vai decorrer em simultâneo com a 30.ª Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês) e com a Exposição de Franquia de Macau 2025. Este ano, o IPIM convidou Guangzhou, capital da vizinha província de Guangzhou, como cidade parceira da MIF e irá organizar mais de 50 sessões de promoção económica e comercial, nomeadamente fóruns de cooperação regional e conferências. A organização disse que vão ser lançados 20 novos produtos e tecnologias durante a MIF, que este ano apresenta como novidade pavilhões temáticos dedicados à indústria da robótica assim como um pavilhão dedicado às marcas de saúde de Macau.
NBA | Paz retomada e regresso a Macau após seis anos Hoje Macau - 13 Out 2025 A Venetian Arena foi o palco do histórico regresso da NBA à China. E ao longo do fim-de-semana, várias celebridades como David Beckham, Jackie Chan ou Jack Ma estiveram nas bancadas para assistir os jogos de pré-época Cerca de 14 mil pessoas assistiram na sexta-feira ao primeiro jogo entre equipas da liga norte-americana de basquetebol (NBA) na China após seis anos de ruptura. Mais de hora e meia antes do arranque da partida entre os Brooklyn Nets e os Phoenix Suns, já centenas de adeptos faziam fila para entrar na Venetian Arena, que irá receber durante cinco anos jogos da pré-época da NBA. Apesar do basquetebol ser um dos desportos mais populares na China, a principal motivação para quem veio mais cedo foram as várias actuações de grupos musicais do Interior da vizinha Hong Kong antes do apito inicial. Nenhuma das duas equipas é apontada para suceder aos Oklahoma City Thunder como campeões da NBA, mas, nas bancadas, completamente cheias, parecia haver mais fãs dos Nets, que contam no plantel com Zeng Fanbo. O jovem de 22 anos deixou os Beijing Ducks, da capital chinesa, para assinar em Agosto com os Nets, detidos pelo presidente da gigante tecnológica chinesa Alibaba, Joe Tsai Chung-Hsin. Zeng foi escolhido para falar com os adeptos antes do início da partida e recebeu uma das maiores ovações da noite quando entrou pela primeira vez, quando faltavam três minutos na primeira parte. Com a bola a rolar, foram os Nets a dominar, chegando ao intervalo em vantagem (71-59), num encontro morno, apesar do muito ruído feito pelos adeptos, sobretudo a cada ‘afundanço’ ou lançamento triplo. Assistência de luxo A organização fazia os possíveis para manter o ambiente a ferver, chegando a lançar do tecto da arena recordações presas a míni pára-quedas e o mundo do futebol deu uma ajuda, com o antigo internacional inglês David Beckham sentado na primeira fila, ao lado do actor de Hong Kong Jackie Chan, de Joe Tsai e do fundador da Alibaba, Jack Ma. Os descontos de tempo eram usados para trazer ao soalho celebridades chinesas, incluindo membros da mais famosa banda de Hong Kong, os Mirror, ou antigas lendas da NBA, incluindo dois antigos rivais: Shaquille O’Neal e o chinês Yao Ming. “Lembro-me de ver o Yao Ming a jogar pelos [Houston] Rockets quando era pequena. Mas esta foi a primeira vez que vi a NBA ao vivo. Foi de loucos!”, disse à Lusa Fang, de 33 anos. Esta adepta dos Suns, que voou dois mil quilómetros de Pequim, ainda estava rouca depois de ver a equipa a recuperar na segunda parte e vencer por 132-127, após tempo extra, ao final de mais de três horas. Os Nets têm uma oportunidade para conseguir a desforra no domingo, quando as duas equipas se voltarem a encontrar, na mesma arena. Mais importante do que o resultado foi mesmo o regresso à China. A NBA não disputava jogos na China desde 2019, quando Daryl Morey, então director-geral dos Houston Rockets, demonstrou nas redes sociais apoio aos protestos antigovernamentais em Hong Kong. “A maioria destes adeptos infelizmente não teve a oportunidades de ver jogos [da NBA], mas demos-lhes aqui um espectáculo e sentimo-nos apoiados”, disse, depois do jogo, o treinador dos Nets, o espanhol Jordi Fernández. A NBA recusou-se a punir Daryl Morey, mas a televisão estatal chinesa CCTV deixou de transmitir jogos da liga norte-americana, um hiato que custou 400 milhões de dólares em receitas perdidas. Mas a paixão pelo basquetebol na China não esmoreceu, garantiu a estrela dos Suns, Devin Booker: “Há muito tempo que não sentia este nível de paixão (…). Foi importante a NBA voltar cá”.
Governo afirma que presta atenção à saúde mental João Santos Filipe - 13 Out 2025 Apesar de ter deixado de publicar dados sobre o número de suicídios, o Governo defende que presta muito atenção ao flagelo social. A posição foi tomada através de um comunicado sobre o Dia da Saúde Mental, assinalado na sexta-feira. “O Governo da RAEM atribui grande importância à saúde mental dos residentes e criou um mecanismo de colaboração interdepartamental, mantendo uma estreita comunicação e cooperação entre os Serviços de Saúde, o Instituto de Acção Social, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude e as instituições de serviços sociais”, foi sustentado. Com base neste mecanismo o Executivo aponta que está a implementar um mecanismo de prevenção com “quatro níveis” que passam por promover um maior envolvimento da sociedade na resposta ao fenómeno, através de acções dirigidas às famílias, escolas e à comunidade como um todo. Desta forma, o Executivo acredita que “as entidades competentes” podem “intervir rapidamente e eliminar os potenciais riscos, de forma a salvaguardar plenamente a saúde física e mental dos residentes de Macau”. Aplicações móveis Como forma de divulgar informações sobre a saúde mental, o comunicado dos Serviços de Saúde (SS) destaca também que foi criada uma aplicação móvel com o objectivo de “aumentar ainda mais o conhecimento dos residentes sobre a saúde mental e reduzir mal-entendidos e preconceitos” sobre as doenças mentais. Através da aplicação Rede de Informação de Saúde Mental os cidadãos podem ler mais sobre estes problemas e até fazer testes de auto-diagnóstico. Além disso, a 9 de Outubro foi realizada uma palestra pelos SS como forma de assinalar o Dia da Saúde Mental. A palestra teve como tema “Apoio psicológico em situações de crise: Garantir que todos tenham acesso aos serviços de saúde mental” e foi destinada a profissionais de saúde. Contou com a participação de mais de 50 pessoas.
Saúde Mental | Pereira Coutinho pede fim de negligência crónica Hoje Macau - 13 Out 2025 José Pereira Coutinho defende o fim da “negligência crónica” em relação aos problemas de saúde mental da população. O pedido surge numa interpelação escrita do deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). “A negligência crónica nesta área acarreta custos sociais e económicos devastadores: perda de produtividade laboral, aumento de subsídios de incapacidade e sobrecarga dos sistemas de saúde”, pode ler-se no documento. “Em contextos urbanos densos como o de Macau, onde factores como isolamento, pressão laboral e custo de vida elevado potenciam riscos psicossociais, o investimento em saúde mental revela-se não apenas ético, mas estratégico para a resiliência económica”, acrescentou. O legislador avisa ainda que a saúde mental não pode ser o “parente pobre” da área da saúde e pede a divulgação de mais informação, para evitar preconceitos. “A saúde mental constitui, segundo a Organização Mundial de Saúde, um pilar indispensável ao bem-estar colectivo e ao desenvolvimento sustentável das sociedades, não podendo ser relegada a preocupação secundária ou tratada como ‘parente pobre’ dos sistemas de saúde”, atirou. “Urge, pois, reconhecê-la como componente essencial da saúde pública tanto primária como especializada, garantindo a todos os cidadãos acesso equitativo, atempado e sem barreiras socioeconómicas a serviços de qualidade”, realçou. O legislador pede assim um plano a 10 anos com metas para promover a saúde mental e pede a disponibilização de mais meios para combater o fenómeno do suicídio.
Saúde | Tentativas de suicídio entre crianças duplicam até Junho Hoje Macau - 13 Out 2025 Entre Janeiro e Junho, um total de 14 crianças com idades até aos 14 anos tentaram acabar com a vida. Neste período, houve pelo menos 101 tentativas de suicídio Pelo menos 14 crianças até aos 14 anos tentaram pôr fim à vida na primeira metade do ano, o dobro do número registado no mesmo período de 2024, avançou o Canal Macau. Entre Janeiro e Junho, registaram-se pelo menos 101 tentativas de suicídio, incluindo 14 crianças dos 5 aos 14 anos, noticiou na quinta-feira à noite a Teledifusão de Macau. De acordo com dados do gabinete do secretário para a Segurança, o maior número de tentativas de suicídio (30) aconteceu na faixa etária entre os 15 e os 24 anos, enquanto dois terços (67) foram levadas a cabo por mulheres. Apesar disso, os números divulgados pelo gabinete de Wong Sio Chak revelam uma diminuição, uma vez que, na primeira metade de 2024 tinham sido registadas 125 tentativas de suicídio. Durante todo o ano passado houve 249 tentativas de suicídio, menos oito do que em 2023. Na primeira metade do ano passado, os Serviços de Saúde de Macau (SSM) registaram 44 mortes por suicídio, menos três do que no mesmo período de 2023, incluindo um jovem de 12 anos. Na altura, os SSM disseram que “as possíveis causas do suicídio são principalmente resultantes de doenças mentais e de problemas relacionados com o jogo ou finanças”. Dados desconhecidos A chefe de Divisão de Prevenção e Tratamento do Jogo Problemático do Instituto de Acção Social (IAS) recordou na sexta-feira aos jornalistas que está quase a terminar um inquérito sobre a participação dos jovens em jogos de fortuna ou azar. A organização social Sheng Kung Hui lançou em Junho um inquérito entre jovens com idades entre 13 e 35 anos, que está a decorrer até 17 de Outubro, disse Bonnie Wu I Mui. À margem de um fórum académico sobre o vício do jogo, a dirigente admitiu que o IAS não tem “o número exacto de suicídios relacionados com o jogo compulsivo” e encaminhou a pergunta para os Serviços de Saúde (SSM). Mas ainda de acordo com a TDM, desde que foram revelados, no final de Maio, os dados sobre suicídios entre Janeiro e Março, os SSM não voltaram a divulgar esta estatística, habitualmente publicada de forma trimestral. No mais recente balanço, Macau registou 18 mortes por suicídio, menos quatro do que nos primeiros três meses de 2024. De acordo com uma contagem feita pela TDM, com base em mensagens enviadas à imprensa pela Polícia Judiciária da região, houve pelo menos 60 mortes que podem ser atribuídas a suicídio até ao início de Outubro. Todos aqueles que estejam emocionalmente angustiados ou considerem que se encontram numa situação de desespero devem ligar para ligar para a Linha Aberta “Esperança de vida da Caritas” através do telefone n.º 28525222 de forma a obter serviços de aconselhamento emocional.
SAFP | Novos limites nos cargos de chefia Hoje Macau - 13 Out 2025 O Conselho do Executivo concluiu a discussão de um regulamento administrativo que vai impor novos limites ao nível dos cargos de chefias nos Serviços de Administração e Função Pública. De acordo com o diploma legal que não é totalmente conhecido, quando um serviço tem menos de 200 pessoas, o número de cargos de direcção e de subunidades internas dos serviços fica limitado a dois cargos de direcção, duas subunidades de nível de departamento e quatro subunidades de nível de divisão. Se o serviço tiver entre 200 e 1.000 pessoas, fica limitado a três cargos de direcção, seis subunidades de nível de departamento e doze subunidades de nível de divisão. Finalmente, se for constituído por mais de 1.000 pessoas vigoram como limites quatro cargos de direcção, oito subunidades de nível de departamento e 16 subunidades de nível de divisão. Apenas o Chefe do Executivo pode dispensar os serviços de respeitarem este limite legal. O novo regulamento vem substituir o decreto-lei de 1984 que regula a estrutura orgânica dos serviços públicos. Assuntos de Justiça | Imprensa Oficial integrada nos Serviços A Imprensa Oficial (IO) vai ser integrada na Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ). O anúncio foi feito pelo Conselho Executivo na sexta-feira. De acordo com a versão oficial, a decisão foi tomada tendo em conta a “reforma da Administração Pública”, “à simplificação da estrutura orgânica” e resulta de “uma nova revisão e análise das actuais funções e estruturas” dos dois serviços. Com esta integração, o Executivo espera reorganizar e simplificar “as estruturas orgânicas das duas direcções de serviços”. Após a fusão, a DSAJ será responsável pelas funções anteriores, incluindo estudo da política de justiça em geral, coordenação legislativa, produção legislativa e respectivo apoio técnico, divulgação jurídica, publicação do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau e impressão dos trabalhos necessários ao funcionamento do Governo da RAEM.
Restauração | Novas classificações e multas maiores Andreia Sofia Silva - 13 Out 2025 A legislação sobre o licenciamento do sector da restauração vai ser reformulada, levando ao aumento de multas e à uniformização da classificação destes espaços, que passam a ter o único nome de “estabelecimentos de restauração e bebidas”. Destaque para o aumento de multas e maior flexibilização para a realização de obras O Conselho Executivo terminou na sexta-feira a discussão de uma nova proposta de lei a dar entrada na Assembleia Legislativa (AL), intitulada “Lei da actividade de restauração e bebidas e estabelecimentos relacionados”, e que tem por objectivo principal a simplificação de serviços de licenciamento, bem como “a junção da descentralização de poderes com a gestão e optimização dos serviços”. Esta proposta de lei vem reformular a legislação que existia desde 1996. Na prática, propõe-se a simplificação da classificação dos estabelecimentos de restauração, anteriormente classificados como “restaurantes”, “bares”, “estabelecimentos de bebidas” e “estabelecimentos de comidas”. Com a proposta de lei, usa-se apenas uma única classificação, “estabelecimentos de restauração e bebidas”, cabendo a supervisão ao Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). As “salas de dança” continuam autonomizadas e a pertencer à tutela da Direcção dos Serviços de Turismo. Além disso, propõe-se criar “o regime de registo para os estabelecimentos de restauração e bebidas” e a “reformulação de diplomas legais complementares”, nomeadamente ao nível dos licenciamentos. Pretende-se também “flexibilizar os requisitos técnicos que os estabelecimentos estão sujeitos a observar”. Multas a doer Outro destaque nas alterações, vai para o “aumento dos montantes das multas”. Neste ponto, o Governo diz atender “à evolução social e mudanças económicas”, sendo, assim, “actualizados os montantes das multas aplicáveis às infracções administrativas correspondentes, com vista ao reforço dos efeitos dissuasores”. Além de novas disposições transitórias, faz-se ainda a “flexibilização das restrições impostas às obras que se realizem em zonas de protecção e em zonas de protecção provisória”. Na prática, as obras a realizar “nos edifícios fora das ruas pitorescas publicadas ou nos lotes não imediatamente adjacentes aos imóveis classificados ou em vias de classificação não carecem do parecer prévio do Instituto Cultural”, o que permite “flexibilizar as restrições impostas às obras” e acelerar as remodelações. Na sexta-feira o Conselho Executivo concluiu também a análise da proposta de lei “Regime de comercialização do ouro e da platina”, tendo em conta que a última legislação datava de 2003 e já não conseguia “satisfazer as expectativas dos consumidores em relação aos tipos e à qualidade dos artigos de ourivesaria”. Uma das mudanças passa pelo aditamento de “novas definições de platina, ouro chapeado e artigos revestidos a ouro”.
IAM | Funcionários sujeitos ao ETAPM Hoje Macau - 13 Out 2025 O Governo quer revogar o estatuto do pessoal próprio do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) e aplicar-lhes o regime geral da função pública. A proposta foi apresentada na sexta-feira, na conferência de imprensa do Conselho Executivo. “Face à uniformidade do regime de gestão de pessoal, a proposta de lei propõe a revogação do estatuto do pessoal próprio do IAM, passando este a reger-se pelo regime geral da função pública [Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau]”, foi revelado. Se as mudanças forem aprovadas pela Assembleia Legislativa, os trabalhadores do IAM com “contrato individual de trabalho” também vão ter de assinar novos contratos, neste caso “contratos administrativos de provimento”. Apesar das alterações, o Executivo afirma que “a contagem do tempo de serviço anteriormente prestado e a validade das acções de formação frequentadas” destes trabalhadores não vão ser afectadas. Além desta alteração, também o IAM vai ver serem transferidos para outros departamentos algumas competências, consideradas sobrepostas. O IAM vai assim deixar de exercer os poderes de “denominação de espaços públicos”, “atribuição de numeração policial” e “manutenção e reparação de vias e de redes de drenagem”. Estas funções serão transferidas para a tutela dos transportes e obras públicas.
Secretário nega que questionários tenham interferido nas eleições Hoje Macau - 13 Out 2025 O secretário para a Administração e Justiça de Macau negou que os questionários feitos aos funcionários públicos sobre se tencionavam votar tenha afectado as eleições de 14 de Setembro para a Assembleia Legislativa. Menos de uma semana antes da votação, entidades e serviços públicos interrogaram trabalhadores e exigiram justificações, por escrito, a quem admitiu que não planeava votar para a Assembleia Legislativa (AL). Numa conferência de imprensa, a Lusa perguntou ao secretário André Cheong Weng Chon e à directora dos Serviços de Assuntos de Administração e Função Pública, Leong Wen In, quem tinha ordenado os interrogatórios aos funcionários. André Cheong não respondeu directamente, mas garantiu que o Governo de Macau apenas, “conforme recomendação da comissão eleitoral, apelou aos trabalhadores [da função pública] a irem votar”. A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) “emitiu uma recomendação segundo a qual os funcionários públicos devem participar activamente na eleição”, disse o secretário. André Cheong referiu que, de acordo com a lei eleitoral votar “constitui um direito e um dever cívico”, que também se aplica aos trabalhadores da função pública. “Devemos gozar os nossos direitos e cumprir os nossos deveres”, acrescentou o secretário. Avisos de Sam Em 1 de Setembro, Sam Hou Fai já tinha enviado uma circular a pedir a todos os funcionários públicos da região que votassem nas eleições, para demonstrarem o seu patriotismo. No documento, o líder do Governo lembrou que o novo estatuto da função pública vai exigir a todos os trabalhadores um juramento de defesa da Lei Básica e de lealdade à China. A revisão do estatuto, que só entra em vigor em 1 de Novembro, prevê que os funcionários públicos, incluindo os de nacionalidade portuguesa, poderão ser demitidos caso pratiquem “actos contrários” ao juramento. Sam Hou Fai defendeu que votar “é, precisamente, uma demonstração relevante da defesa da Lei Básica e da fidelidade à RAEM”.
Governo | Remodelação está a correr “muito bem”, diz André Cheong João Santos Filipe - 13 Out 2025 O ainda secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, acredita que com Wong Sio Chak na liderança a secretaria Administração e Justiça “vai ficar cada vez melhor” A dias de deixar o Governo para se tornar deputado, André Cheong garantiu que a remodelação do Executivo está a correr “muito bem”. As declarações do ainda secretário para a Administração e Justiça e porta-voz do Conselho Executivo foram prestadas na sexta-feira, após uma reunião do órgão consultivo. No final do mês passado foi revelado que Cheong vai ser deputado a partir de quinta-feira e que o seu cargo vai passar a ser desempenhado pelo actual secretário para a Segurança, Wong Sio Chak. A pasta da segurança vai ser assumida por Chan Tsz King. Na sexta-feira, na sessão de perguntas e respostas do Conselho Executivo, André Cheong abordou as mudanças e deixou um sinal de confiança para o seu sucessor. “Sobre a transferência de trabalhos para o secretário Wong, tanto ao nível dos planos de trabalho como do pessoal, tudo está a correr muito bem”, afirmou. O secretário que poderá ser o futuro presidente da Assembleia Legislativa, dependendo da eleição dos deputados, que acontece na quinta-feira, elogiou também Wong Sio Chak, não só devido à experiência, mas também devido ao mecanismo de protecção civil. “Como sabem o secretário Wong Sio Chak tem uma longa experiência administrativa e é muito competente a nível de gestão e liderança”, começou por indicar André Cheong. “Por exemplo, nestas funções actuais, a nível da protecção civil, durante a passagem do tufão Ragasa ele trabalhou muito bem. Creio que esta tutela [Administração e Justiça] com a liderança dele vai ficar cada vez melhor”, realçou. Mais agradecimentos Na sessão de sexta-feira, André Cheong deixou também agradecimentos a Ho Iat Seng, ex-Chefe do Executivo, e Sam Hou Fai, actual líder do Governo, pela confiança depositada e as nomeações para o cargo de secretário para a Administração e Justiça. Esta é uma posição que Cheong desempenha desde 2019. Além de secretário, desempenhou as funções de porta-voz do Conselho Executivo. Nesta condição, Cheong afirmou ter apresentado mais de 350 diplomas legais, entre leis e regulamentos, um facto que mencionou não ir esquecer. Perspectivando as funções de deputado, o ainda secretário prometeu ir utilizar a sua experiência política na Assembleia Legislativa, para promover “uma maior interacção e comunicação entre os poderes Executivo e Legislativo”.
Chineses Ultramarinos | O Lam pede continuidade na promoção de Macau Hoje Macau - 10 Out 2025 A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, defendeu a continuidade, por parte da Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau, do trabalho de promoção do território, isto numa altura em que a entidade celebrou, na quarta-feira, 57 anos de existência. Segundo um comunicado, O Lam referiu, num discurso, que a associação deve promover as vantagens específicas de Macau como plataforma sino-lusófona além de assumir a ponte entre a China, Portugal e os países de língua portuguesa, bem como países de língua espanhola. O Lam espera também que a associação continue a dar apoio a empresas locais e do Interior da China no acesso a mercados internacionais, além de apoiar a importação de determinados projectos internacionais para a China. Isto para que Macau possa explorar o “círculo de amigos” e parceiros a nível internacional, apoiando o desenvolvimento do país na abertura ao exterior.
Jogos Nacionais | Sam Hou Fai participa em cerimónia Hoje Macau - 10 Out 2025 O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, deslocou-se ontem a Nansha da Cidade de Cantão para assistir à cerimónia de acender da chama da 15.ª edição dos Jogos Nacionais e da 12.ª edição dos Jogos Nacionais para Pessoas Portadoras de Deficiência e 9.ª edição dos Jogos Olímpicos Especiais Nacionais. De acordo com o Gabinete de Comunicação Social estava previsto que a chama dos Jogos Nacionais fosse acesa por dirigentes da Administração Geral do Desporto na China, da Federação de Deficientes da China, da Província de Guangdong, de Hong Kong e de Macau. Esta é a primeira edição organizada conjuntamente por estas regiões. Na cerimónia estava também prevista a presença da secretária O Lam, na condição de presidente da Comissão Organizadora da Zona de Competição de Macau, e de Pun Weng Kun, como coordenador do Gabinete Preparatório para a Organização da Zona de Competição de Macau.
Biblioteca Central | Recebidas 30 propostas para criação de superestrutura João Santos Filipe - 10 Out 2025 Terminada a construção das fundações e caves do projecto desenhado pelo atelier Mecanoo, a edificação da superestrutura da Nova Biblioteca Central de Macau deve acontecer até ao final do ano O concurso público de atribuição das obras da superestrutura da Nova Biblioteca Central de Macau resultou na apresentação de 30 propostas. A abertura dos documentos apresentados ontem pelos candidatos foi realizada ontem, na sede da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP). O concurso público foi lançado a 21 de Agosto e define 620 dias como o período máximo para a construção desta fase do projecto localizado no Tap Seac. As obras da superestrutura deverão também arrancar até ao final do ano, depois de ficar concluída a construção das fundações e caves. De acordo com o Governo, o novo projecto vai permitir “resolver” o “problema da falta de espaço da actual biblioteca central”, além de cumprir a “missão de promover a leitura para toda a população, o intercâmbio cultural e mostrar as características locais”. As propostas vão ser avaliadas com base no preço (um critério com um peso de 50 por cento na decisão, prazo de execução (15 por cento), experiência e qualidade em obras (20 por cento), programa de execução (10 porcento) e ainda tendo em conta o plano do programa dos recursos humanos e proporção de trabalhadores residentes em cargos de gestão (5 por cento). A futura biblioteca vai ocupar uma área de cerca de 2.960 metros quadrados e o projecto prevê a construção de quatro pisos de altura e cave, com uma área bruta de construção de cerca de 13.800 metros quadrados. De acordo com os dados oficiais, esta área de construção é “dez vezes superior à da antiga biblioteca central”, localizada no lado oposto da Praça do Tap Seac. O rés-do-chão e os pisos superiores da construção vão receber instalações como auditórios, zona de leitura de jornais e revistas, bibliotecas para adultos e crianças, salas de reuniões e espaços multimédia dedicados ao ensino. Projecto atribulado A construção da nova biblioteca de Macau está pensada há mais de 10 anos com os processos da escolha do local e da elaboração do projecto a ficarem marcados por várias polémicas. Inicialmente, durante o segundo mandato de Fernando Chui Sai On como Chefe do Executivo, foi revelado um convite ao arquitecto português Álvaro Siza Vieira para desenhar a futura biblioteca. Contudo, devido à pressão de grupos de interesses locais, o convite ao arquitecto português foi retirado, o que levou à realização de um concurso público. No âmbito do primeiro concurso, foi escolhido um projecto do atelier do arquitecto Carlos Marreiros, com um preço de 18,68 milhões de patacas. A biblioteca estava planeada para o antigo tribunal. No entanto, as obras nunca chegaram a arrancar, porque face às críticas sobre a localização planeada, o Executivo optou por escolher um novo local, o actual, localizado na Praça do Tap Seac e que implicou a demolição do antigo Hotel Estoril. As mudanças levaram à realização de mais um concurso público, desta feita internacional que terminou com a escolha do atelier holandês Mecanoo. É este projecto que está a ser agora construído.
Estudo | Jogo é factor de estabilidade João Santos Filipe - 10 Out 2025 O trabalho publicado no início do mês destaca a importância do jogo para a economia local e alerta contra aventuras de diversificação económica que possam colocar em causa a estabilidade local Uma indústria susceptível de ser afectada por incertezas políticas e económicas regionais e globais, mas também altamente resistente e que deve ser encarada como um factor de estabilidade no território. São estas algumas conclusões do estudo com o título “Incerteza Regional e Global e os Impactos na Indústria do Turismo e do Jogo de Macau”, publicado na revista Cogent Economics & Finance da autoria do académico Tang Chi Chong. Na investigação, publicada a 3 de Outubro, é reconhecido que as incertezas regionais e globais “podem influenciar as receitas de jogo” em Macau, e alterações nos ambientes económico e político terão impacto nas receitas de jogo. Este impacto é esperado ao nível das apostas nos casinos, principalmente se as incertezas acontecerem em locais como o Interior, Hong Kong, Taiwan ou Coreia do Sul, os principais mercados de turistas da RAEM. “A indústria do jogo de Macau não está isolada do mundo exterior”, é reconhecido. Todavia, o estudo também conclui que o turismo de Macau apresenta uma grande resistência face a impactos negativos em comparação com os mercados tradicionais de turismo, onde o jogo tem menos importância. “O sector hoteleiro de Macau é menos sensível aos riscos e incertezas globais em comparação com os sectores hoteleiros tradicionais, em grande parte devido à presença da indústria do jogo”, é justificado. “No entanto, os impactos da incerteza regional e global não são significativos para a indústria pilar de Macau. O sector do jogo da cidade demonstra uma forte resiliência face à instabilidade económica e política, tanto a nível regional como global”, foi acrescentado. Proteger a galinha Face a estas conclusões, o estudo defende que a indústria do jogo deve ser protegida, mesmo num ambiente em que se tenta diversificar a economia de Macau. “É evidente que a integração da indústria do jogo no sector do turismo de Macau aumenta a resistência geral da indústria do turismo e da hotelaria da cidade. A diversificação económica tem sido uma política fundamental do governo de Macau. No entanto, deve ser dada uma atenção especial à sensibilidade das diferentes indústrias em comparação com o sector do jogo”, foi avisado. “Se a indústria do jogo demonstrar uma elevada resiliência à incerteza, mantê-la poderá ser uma estratégia viável para estabilizar a economia. Além disso, a resiliência à incerteza pode servir como um critério fundamental para o governo na selecção de indústrias para desenvolvimento, uma vez que contribui para a estabilidade económica num contexto de crescente incerteza económica e política global”, foi acrescentado. Tang Chi Chong está ligado à Universidade Politécnica de Macau, Universidade de Turismo de Macau e à Universidade Politécnica de Hong Kong.
Videovigilância | IAS à espera de pedidos das creches Hoje Macau - 10 Out 2025 Um representante do Instituto de Acção Social (IAS) confirmou, segundo o jornal Ou Mun, que não recebeu ainda nenhum pedido para a instalação de câmaras de videovigilância por parte de creches. A confirmação foi feita no âmbito da reunião do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, onde o mesmo representante falou do plano de acção para a instalação de câmaras. Foi referido, por parte do IAS, que algumas creches estarão ainda a preparar a documentação para fazer o pedido, existindo também a possibilidade de algumas creches necessitarem de conhecer mais dados sobre o plano, pelo que o IAS pretende realizar sessões de explicações com as entidades gestoras das creches e os pais. Por sua vez, a coordenadora-adjunta do Conselho, Wu Hang San, citou as palavras do representante do IAS quando este referiu que existem mecanismos rigorosos na hora de aceder às imagens capturadas pelas câmaras de videovigilância, sendo que tanto os pais como os gestores das creches podem preencher um formulário e entregar ao IAS para pedir a visualização das imagens no prazo de 14 dias após a ocorrência de um incidente ou episódio concreto. A decisão final de transmitir as imagens cabe ao IAS, sendo que, se o caso estiver nas mãos da polícia, só essas autoridades podem visualizar as imagens capturadas.
UnionPay | Aberta primeira filial em Macau Hoje Macau - 10 Out 2025 Macau já tem uma filial da UnionPay International, subsidiária da China UnionPay, noticiou o portal Macau News Agency. Trata-se da primeira organização de cartões bancários a fazer essa aposta, sendo que o objectivo da abertura da filial é expandir os negócios internacionais. Macau tornou-se na “segunda região no exterior” a aceitar transacções com cartões da UnionPay desde que a empresa fez o lançamento deste serviço em 2004 no território. No tocante aos pagamentos digitais, a aposta da UnionPay realizou-se em 2018 nos territórios de Macau e Hong Kong, tendo sido lançada a aplicação “QuickPass” e um código QR compatível com EMV em Macau, ou seja, “Europay, Mastercard e Visa”, que são as três empresas por trás do padrão global para pagamentos seguros com cartão. Em 2019, o Apple Pay foi lançado em Macau com o apoio tecnológico da UnionPay.
Comércio | Semana Dourada aquém das expectativas João Santos Filipe e Nunu Wu - 10 Out 2025 Apesar de o número de turistas ter aumentado 15,3 por cento em comparação com o ano passado, na hora de abrir a carteira as pessoas revelaram-se mais cuidadosas. O clima de desilusão foi descrito pelo presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau Centro e Sul Distritos Uma Semana Dourada longe de ser satisfatória. Foi desta forma que Lei Cheok Kuan, presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau Centro e Sul Distritos, definiu os mais recentes feriados. O balanço dos dias que se prolongaram entre 1 de Outubro e quarta-feira foi feito pelo responsável em declarações ao jornal Exmoo. Segundo Lei Cheok Kuan o impacto nos negócios locais foi “desapontante”, porque apesar do território ter recebido cerca de 1,14 milhões de turistas, o número não se traduziu num aumento das receitas para o comércio local. O dirigente associativo reconheceu que a realidade ficou aquém das expectativas, porque os ganhos das bolsas chinesas desde o início do ano deixavam antever um maior poder de consumo dos visitantes. “Não foi só na minha ourivesaria [que o negócio foi pior], os comerciantes que conheço na restauração e na venda a retalho, incluindo os da zona da Rua dos Ervanários, também viram os negócios terem pior desempenho do que no passado”, lamentou o presidente da associação. Lei Cheok Kuan apontou que o fluxo de turistas nas Ruínas de São Paulo foi elevado, mas que mais turistas não gerou mais consumo. O responsável admitiu que os gastos ficaram abaixo do que tinha acontecido em Maio, durante os feriados nacionais por altura do Dia do Trabalhador. Como motivos para um consumo mais fraco, o presidente da associação avançou como hipóteses o impacto do abrandamento da economia no interior, que torna os consumidores menos gastadores. Além disso, o presidente apontou que o modelo de consumo da geração Z mudou, sendo mais exigente, o que pode fazer com que não encontrem o que procuram em Macau. Zona pedonal desiludiu Sobre a nova zona pedonal temporária na Rua de Nossa Senhora do Amparo, Lei Cheok Kuan confessou que tinha muitas esperanças. A expectativa passava por uma grande concentração de turistas no local e um maior consumo. No entanto, a realidade foi diferente do esperado. Lei Cheok Kuan apontou que foram poucos os comerciantes a sentirem os resultados a iniciativa. Por isso, o responsável concluiu que apesar de o Governo tentar encontrar novos métodos para apoiar às pequenas e médias empresas, os consumidores mudam cada vez mais de hábitos de consumo, o que dificulta a tarefa. Todavia, Lei Cheok Kuan defendeu a necessidade dos comerciantes se adaptarem e compreenderem melhor a forma como os jovens gostam de gastar dinheiro. Nos oito dias da Semana Dourada o território recebeu 1,14 milhões de turistas, o que representou um aumento de 15,3 por cento em comparação com o ano passado. Em média visitaram a RAEM 143,1 mil pessoas por dia, um aumento de aproximadamente 1 por cento, face ao ano passado. Contas feitas Macau recebeu mais de 1,1 milhões de visitantes na primeira semana de Outubro, nos feriados comemorativos do dia nacional da China, anunciou ontem a Direcção dos Serviços de Turismo (DST). O número total de visitantes durante a Semana Dourada, de 1 a 8 de Outubro, foi de 1.144.351, mais 16,5 por cento em relação aos 982.542 do ano passado, que contou com menos um dia (1 a 7 de Outubro), de acordo com dados publicados no site da DST. Este ano, foi a 4 de Outubro que Macau registou o maior número de visitantes, com 191.132 turistas a entrarem no território. Já o menor número de visitantes na “Semana Dourada”, foi verificado no oitavo dia, 8 de Outubro, com 88.943 entradas, segundo aquela direcção. Este ano, celebraram-se os 76 anos da fundação da República Popular da China.
Educação | UM considerada a 145.ª melhor do mundo João Santos Filipe - 10 Out 2025 Em pouco mais de 10 anos, a maior instituição pública de ensino de Macau conseguiu subir ao topo das melhores universidades a nível mundial. Num ranking liderado pelas instituições mais famosas surgem também a MUST e a Cidade Universidade de Macau A Universidade de Macau (UM) foi ontem considerada a 145.ª melhor do mundo, de acordo com o ranking da revista Times Higher Education 2026. No espaço de 11 anos, a instituição pública de ensino subiu do 500.º lugar para a 145º posição do ranking. Numa escala de 0 a 100 pontos, a UM foi avaliada pela Times Higher Education com um total de 62 pontos, quando no ano anterior tinha conseguido 59,7 pontos. A área em que a instituição conseguiu a melhor pontuação foi no índice “qualidade de investigação” com 92,9 pontos, seguido pelas “perspectivas internacionais”, em que obteve 92,5 pontos. De acordo a informação do ranking, mais de 51 por cento dos alunos da instituição são classificados como estudantes internacionais. Apesar disso, as perspectivas internacionais até foi a única área em que a universidade apresentou um desempenho pior do que no ano anterior. Outro aspecto em que a instituição se destacou foi no índice sobre a indústria, que mede o financiamento pelas as empresas à instituição, com 87 pontos. As áreas em que a Universidade de Macau apresentou uma prestação com menor qualidade foi no ensino (40,2 pontos) e ainda no ambiente de investigação (40,9 pontos). MUST e Cidade Em termos das universidades de Macau presentes no ranking de 2026, a segunda melhor classificada é a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, em inglês) que surge entre os lugares 251 e 300 do ranking. A partir da 201.ª posição o ranking deixa de especificar a posição concreta das instituições e coloca-as em grupos de 50 universidades, de 100 universidades ou 200 universidades. A MUST obteve uma pontuação geral entre 54,3 e 56,3 pontos, mantendo a mesma posição desde o ranking de 2024. Ainda assim, está abaixo do nível alcançado em 2023 quando conseguiu entrar no grupo das instituições nas posições 201 a 250. A instituição privada obteve 93,2 pontos nas perspectivas internacionais, 84,4 pontos a nível da indústria, 81,1 pontos na qualidade de investigação, 38,8 pontos no ambiente de investigação e 34,2 pontos a nível do ensino. A Cidade Universidade de Macau fez a estreia no ranking este ano, ao entrar para o grupo das instituições a ocupar entre o 601.º e o 800.º lugares. A instituição registou uma pontuação entre 39 e 43,5 pontos. O aspecto em que melhor se destacou foi nas perspectivas internacionais com 93,5 pontos, seguido pela qualidade de investigação com 59,7 pontos. O ensino conseguiu 30,8 pontos, enquanto na indústria somou 18,9 pontos e 17,1 pontos no ambiente de investigação. Este ano o ranking voltou a ser liderada pelo Universidade de Oxford, com uma pontuação global de 98,2 pontos. A melhor universidade do Interior é a Universidade de Tsinghua no 12.º lugar do ranking, com 93 pontos. A Universidade de Hong Kong surge na 33.ª posição, com 80,5 pontos. As melhores instituições portuguesas são Universidade de Coimbra, Universidade de Lisboa e Universidade do Porto, todas incluídas no grupo classificado entre as posições 401 e 500.