Mar do Sul da China | Catorze países reafirmam validade de decisão arbitral

Dez anos depois da decisão do Tribunal Arbitral que deu razão às Filipinas, a luta pela soberania de diversas áreas no Mar do Sul da China continua acesa

Catorze países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Filipinas, reiteraram no domingo que as reivindicações marítimas de Pequim no mar do Sul da China não têm base legal, invocando uma decisão arbitral internacional de 2016.

Numa declaração conjunta divulgada por ocasião do décimo aniversário da decisão, os signatários rejeitaram acções “desestabilizadoras” ou unilaterais, incluindo o recurso à força ou à coerção, que ameacem a paz e a estabilidade na região.

Além dos Estados Unidos, Reino Unido, Filipinas e Japão, subscreveram o documento Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Alemanha, Itália, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia e Eslovénia.

“Reafirmamos a decisão do Tribunal Arbitral de que não existe qualquer base jurídica para as reivindicações marítimas expansivas da China no mar do Sul da China, incluindo as baseadas em ‘direitos históricos’”, lê-se na declaração.

Os 14 países consideraram que a decisão emitida há dez anos constitui “um marco significativo” e é “definitiva, juridicamente vinculativa e conclusiva” para a China e as Filipinas.

A União Europeia (UE) divulgou uma declaração separada, na qual classificou o acórdão como uma “decisão histórica na resolução pacífica de litígios” e reiterou que as disputas marítimas devem ser resolvidas através do diálogo e em conformidade com o direito internacional.

O bloco comunitário recordou que a decisão foi emitida por um tribunal arbitral constituído ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e vincula as partes envolvidas no processo.

Filipinas congratulam-se

A decisão, emitida em 12 de Julho de 2016, deu razão às Filipinas em vários dos argumentos apresentados contra a China e concluiu que não existia base jurídica para Pequim reivindicar direitos históricos sobre recursos situados além das zonas marítimas previstas pela convenção.

O processo foi iniciado pelas Filipinas em 2013, na sequência de um confronto ocorrido no ano anterior em torno do atol de Scarborough, que terminou com a China a assumir o controlo efectivo daquela formação marítima.

Pequim recusou participar no processo e rejeitou a decisão, mantendo desde então que o tribunal não tinha jurisdição sobre o caso.

Na declaração conjunta, os países manifestaram ainda “forte oposição” à utilização de guardas costeiras, forças militares e milícias marítimas para “assediar, obstruir ou intimidar” operações legítimas de outros Estados no mar ou no espaço aéreo.

Estas acções colocam em risco a segurança de militares e pescadores e prejudicam gravemente a paz e a segurança regionais, acrescentaram.

Os signatários defenderam igualmente a preservação da liberdade de navegação e de sobrevoo, assim como de outras utilizações legítimas do mar previstas na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

China condena

A China rejeitou as declarações, reiterando que a decisão arbitral é “ilegal, nula e sem força vinculativa” e que Pequim “não a aceita nem reconhece”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou que o tribunal e a respectiva decisão “contrariam gravemente a prática geral da arbitragem internacional” e violam os direitos legítimos da China enquanto Estado soberano e parte da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

“A China opõe-se e nunca aceitará qualquer reivindicação ou ação baseada nessa decisão”, indicou a diplomacia chinesa, acrescentando que Pequim não aceita “qualquer meio de resolução de litígios por terceiros” nem soluções que lhe sejam impostas.

A China reivindica soberania sobre quase todo o mar do Sul da China, uma região estratégica por onde passa uma parte significativa do comércio marítimo mundial e que possui importantes zonas de pesca e potenciais reservas de hidrocarbonetos.

As reivindicações chinesas sobrepõem-se às das Filipinas, Vietname, Malásia, Brunei e Taiwan.

Nos últimos anos, as águas disputadas têm sido palco de confrontos cada vez mais frequentes, sobretudo entre embarcações chinesas e filipinas, envolvendo canhões de água, bloqueios e manobras consideradas perigosas.

Os Estados Unidos têm instado repetidamente Pequim a cumprir a decisão arbitral e advertido que o tratado de defesa mútua com as Filipinas poderá ser acionado caso forças, navios ou aeronaves filipinas sejam alvo de um ataque armado no mar do Sul da China.

MNE | Defendidas inspecções a navios panamianos após “múltiplos incidentes”

A China defendeu ontem inspecções a navios de bandeira panamiana nos seus portos, atribuindo-as a anteriores “incidentes de segurança”, sem confirmar reuniões anunciadas pelo Panamá para discutir as detenções e um acordo bilateral de transporte marítimo.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou ontem em conferência de imprensa que segundo dados das autoridades chinesas, navios de bandeira panamiana estiveram envolvidos desde o início do ano em “múltiplos incidentes de segurança” em águas chinesas.

Lin indicou que entre Janeiro e Julho, os navios panamianos representaram cerca de 20 por cento das escalas de embarcações estrangeiras em portos chineses, mas concentraram aproximadamente metade dos acidentes, bem como das mortes e desaparecimentos registados nesses incidentes.

“As inspecções de supervisão portuária constituem uma medida importante para garantir a segurança da navegação e a protecção do ambiente marítimo”, afirmou o porta-voz, acrescentando que a China realiza esses controlos “em conformidade com a lei e os regulamentos” e no cumprimento das convenções internacionais.

Lin respondia a uma questão sobre as críticas formuladas pelos Estados Unidos e pelo Panamá durante a 137.ª reunião do Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI), na qual ambos os países acusaram a China de adoptar medidas punitivas contra navios panamianos por motivos políticos e apelaram ao reforço dos mecanismos destinados a evitar a politização do comércio marítimo.

O Governo panamiano anunciou, no início de Julho, que representantes dos dois países se reunirão entre 16 e 18 deste mês na China para discutir a retenção de navios de bandeira panamiana e a renovação do acordo bilateral de transporte marítimo, embora Pequim ainda não tenha confirmado esses contactos.

O acordo, assinado em 2017, pouco depois do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países, e renovado em 2021 por mais cinco anos, concede à frota mercante panamiana o estatuto de “Nação Mais Favorecida” nos portos chineses, com vantagens como tarifas preferenciais e procedimentos administrativos simplificados.

Pressões americanas

As tensões surgem depois de o Supremo Tribunal do Panamá ter anulado, em Janeiro, a concessão dos portos de Balboa e Cristóbal, explorados desde 1997 pela Panama Ports Company (PPC), subsidiária do conglomerado de Hong Kong CK Hutchison, numa decisão tomada em plena pressão de Washington sobre a alegada influência chinesa em torno do Canal do Panamá.

Na altura, Pequim advertiu que defenderia os direitos e interesses das suas empresas, enquanto a PPC avançou com processos de arbitragem internacional contra o Estado panamiano, reclamando indemnizações superiores a dois mil milhões de dólares.

O Presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou no início de Julho que o número de detenções de navios de bandeira panamiana na China “está a diminuir”, embora tenha reconhecido que a situação poderá afectar a classificação do registo marítimo panamiano no sistema regional de controlo portuário da Ásia-Pacífico.

Cotai | Governo abre local de espectáculos ao ar livre à comunidade

Depois de pouco mais de meia dúzia de eventos de grande escala realizados no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, o Instituto Cultural (IC) anunciou ontem que vai instalar o “Palco em Festa”, uma iniciativa experimental destinada a oferecer um espaço para a criação comunitária.

O “Palco em Festa” estará “disponível gratuitamente para utilização da sociedade, de modo a revigorar um ambiente artístico e cultural comunitário vibrante e estimular a energia criativa multicultural local”, e para “enriquecer ainda mais a funcionalidade” do local.

A ideia é proporcionar um espaço para espectáculos musicais comunitários de pequenas e médias dimensões, actividades de promoção cultural da comunidade e actuações de dança de rua.

A zona dispõe de equipamentos básicos de palco, incluindo uma tenda grande, equipamento de som, iluminação e ecrãs LED. Além disso, durante eventos serão disponibilizados dois técnicos de iluminação e som.

O “Palco em Festa” terá capacidade para cerca de 400 lugares sentados ou para 600 pessoas de pé.

O IC já fez um teste do local, para o qual convidou profissionais da indústria, grupos artísticos e representantes de associações locais.

Para já, o IC está aberto a propostas de associações locais ou proprietários de empresas comerciais interessados em utilizar o “Palco em Festa”. Para tal, é preciso preencher um formulário e apresentar documentação, pelo menos 10 dias antes da actividade. As condições para apresentar propostas podem ser consultadas no portal do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau.

Moda | Paulo de Senna Fernandes vence prémio de design em Londres

O designer de moda Paulo de Senna Fernandes venceu o prémio de prata nos London Design Awards, depois de ter sido distinguido em Maio numa competição realizada pela mesma entidade em Nova Iorque. Num comunicado emitido ontem, o macaense mostrou-se surpreendido. “Confesso que, diante de tantos talentos extraordinários de todos os cantos do mundo a competir no panorama da moda internacional, receber este reconhecimento é uma emoção única. Este troféu marca o meu 22.º prémio individual desde 2001, uma caminhada longa de esforço e resiliência. Para mim, é um privilégio imenso elevar o nome de Portugal e de Macau ao topo da moda global, levando a nossa identidade cultural a palcos tão prestigiados”, revelou o criador.

Paulo de Senna Fernandes acrescenta, num tom quase desportivo, que quando entra numa competição fá-lo com “mentalidade de vencer”.

Participar nestes grandes certames é uma escolha estratégica. Consolida o meu posicionamento no mercado, valoriza o meu trabalho e confere uma assinatura de exclusividade às minhas criações. Mais do que o reconhecimento pessoal, este sucesso é um selo de garantia para os meus clientes. Quero que sintam um orgulho profundo e uma confiança absoluta ao vestir uma peça com a minha autoria”, acrescenta.

Este mais recente reconhecimento do trabalho de Paulo de Senna Fernandes foi atribuído na categoria de concepção de design – moda.

Em relação ao futuro, o criador local aponta às condecorações das Ordens de Mérito, atribuídas pelo Presidente da República portuguesa.

“Sei que ainda há muitos prémios à minha espera, bastando para isso continuar a mover-me com determinação. O meu próximo grande objectivo? Ser condecorado com as Ordens de Mérito. Sei que sou capaz, e com o mesmo foco de sempre, irei conseguir”.

Cinemateca | “A Odisseia” de Nolan e “Possessão” de Zulawski num mês de filmes infantis

Julho é o mês do Festival Internacional de Cinema Infantil na Cinemateca Paixão, com quase 20 filmes em exibição, entre animações e comédias. Porém, até ao final do mês, haverá duas escapatórias para adultos, a adaptação de Christopher Nolan do épico de Homero “A Odisseia” e a versão em 4K de “Possessão” com Isabelle Adjani

 

Na próxima quinta-feira, às 19h30, é exibido na Cinemateca Paixão o filme “A Odisseia”, realizado por Christopher Nolan. Baseado na epopeia grega de Homero, o mais recente filme de Nolan tem como protagonistas Matt Damon, no papel de Ulisses, e Anne Hathaway no papel de Penelope. O elenco conta também com Tom Holland, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Samantha Morton, Zendaya e Charlize Theron, entre outros.

Seguindo a linha da épica obra de Homero, a narrativa do filme segue o percurso do rei grego de Ítaca, Ulisses, numa longa e perigosa jornada de regresso a casa depois da Guerra de Troia. Pelo caminho, o herói interpretado por Matt Damon irá cruzar-se com seres mitológicos como o ciclope Polifemo, sereias, e a ninfa Calipso, atirando tentações aos pés de Ulisses no seu caminho para voltar à sua mulher, Penelope.

“A Odisseia” é o capítulo posterior na filmografia do aclamado realizador depois de “Oppenheimer”, que arrebatou os Óscares, Globos de Ouro, BATFA’s, entre outras distinções em festivais de cinema.

Recorde-se que Christopher Nolan chegou a ser falado como possibilidade para realizar o filme “Troia”, baseado na “Ilíada”, o outro épico da literatura da Antiga Grécia que antecede a história de “Odisseia”.

Apenas escassos 10 dias depois da estreia mundial em Londres, a cinemateca irá exibir “A Odisseia”. As sessões repetem-se nos próximos sábado e domingo, na quarta-feira (22 de Julho) e sábado (25 de Julho), sempre às 19h30. Os bilhetes custam 60 patacas.

Adjani e os miúdos

A outra proposta da Cinemateca Paixão para este mês, fora do festival de cinema infantil, é o thriller de terror “Possessão” do realizador polaco Andrzej Zulawski.

Com Isabelle Adjani e Sam Neil nos principais papéis, a película de 1981 centra-se na relação conturbada entre um espião e a sua esposa, que começa a comportar-se de uma forma cada vez mais perturbante. Com o divórcio no horizonte, casos extraconjugais, o casal acaba por se separar, com a personagem interpretada por Sam Neil a conhecer uma mulher exactamente igual à sua esposa, também interpretada por Isabelle Adjani.

Uma série de encontros violentos, mortes e mistério envolvem uma narrativa plena de elementos obsessivos e patológicos.

A versão restaurada em 4K de “Possessão” pode ser vista amanhã às 19h30, sem sessões adicionais.

Com escolas e pais

Em relação ao Festival Internacional de Cinema Infantil de Macau deste ano, hoje às 11h haverá uma sessão especial para escolas, com a exibição de “Encanto”, um filme de animação da Disney que conta a estória de uma família que vive numa casa mágica escondida nas montanhas da Colômbia, e “Sherlock Holmes e a Grande Fuga”, uma animação de Hong Kong baseada na mítica personagem criada por Arthur Conan Doyle. “Encanto” volta a ser exibido no dia 24 de Julho às 11h.

No sábado é a vez da animação “Quando Chegares à Floresta”, projectada às 14h, e duas sessões “pais-filhos” da palestra “O Meu Pequeno Mundo Vegetal”, que já estão esgotadas, conduzida por Huang Yuqi que irá partilhar a criação de micropaisagens vegetais.

Além da Cinemateca Paixão, o festival irá exibir filmes noutros locais, como a versão de animação de “A Família Adams”, no Museu de Arte de Macau, no sábado às 19h30 numa sessão para a qual já não há bilhetes.

No domingo, às 15h, a Livraria Portuguesa irá apresentar “Queres Ser Meu Vizinho”, um documentário baseado na vida de Fred Rogers, mais conhecido como Mrs Rogers, o apresentador do programa infantil “Mister Roger’s Neighborhood”, que foi transmitido na televisão durante mais de três décadas.

São Januário | Segurança do hospital verificada a vários níveis

As infra-estruturas críticas do Centro Hospitalar Conde de São Januário foram submetidas a uma verificação de segurança, que abrangeu instalações médicas, sistemas de segurança contra incêndios, redes de abastecimento de electricidade e água e redes informáticas. Segundo um comunicado divulgado ontem pelos Serviços de Saúde, a vistoria foi realizada por uma equipa de direcção do hospital e um “grupo de inspecção especializado” composto por profissionais de controlo de infecção hospitalar, instalações e equipamentos, e segurança.

As autoridades referiram a importância de despistar os riscos de segurança das instalações e espaços envolventes do Centro Hospitalar Conde de São Januário, enquanto instituição central do sistema de cuidados de saúde públicos de Macau.

As autoridades procederam também à revisão e optimização do “sistema de gestão de emergências do hospital para responder a incidentes graves e súbitos de saúde pública, condições climatéricas extremas e falhas nas instalações”.

Foram ainda organizados exercícios de evacuação em caso de incêndio e de contingência perante falhas de sistemas, que incluíram a transferência de doentes para locais seguros.

 

PJ | Mais três casos de filmagens e apostas online

A Polícia Judiciária (PJ) resolveu mais três casos distintos de apostas por intermediários que filmam em directo a acção em mesas de casinos de Macau, resultando na detenção de dois homens e uma mulher.

Segundo o jornal Ou Mun, a mulher foi detida no sábado num casino no Cotai, quando a sua postura em frente a uma mesa de bacará levantou suspeitas. As autoridades indicam que a mulher terá modificado uma saia para esconder a lente da câmara que estava ligada ao seu telemóvel para transmitir o jogo em directo ao mesmo tempo que recebia instruções para fazer apostas através de auscultadores.

Após ter sido apanhada, a suspeita terá tentado danificar a câmara com o intuito de destruir provas. As autoridades acrescentam que a suspeita terá feito o mesmo tipo de operação por quatro vezes desde o fim de Junho, e terá recebido 300 mil dólares de Hong Kong para fazer apostas em nome de terceiros.

Os outros dois casos aconteceram na sexta-feira e no sábado, na NAPE, com contornos semelhantes.

Importa referir que estes casos têm surgido com alguma frequência nos últimos tempos nos casinos de Macau, passando a ser tema recorrente nas conferências de imprensa da PJ.

Jogo | Lucros das concessionárias devem cair 7 por cento

As concessionárias do jogo deverão apresentar uma redução dos lucros de 7 por cento no segundo trimestre, em comparação com o período homólogo. O cenário é traçado no relatório mais recente dos analistas do Citigroup.

A estimativa do banco norte-americano aponta para lucros agregados na ordem de 15,5 mil milhões de patacas, o nível mais baixo desde o terceiro trimestre de 2024. As receitas brutas de Jogo foram de 61,0 mil milhões de patacas entre Abril e Junho deste ano, o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2025.

Os analistas acreditam que os lucros vão ser penalizados pela realização do Campeonato Mundial de Futebol e a crescente dificuldade em manter ou fazer os jogadores regressar às mesas de jogo. Ainda assim, os analistas indicaram que as expectativas negativas já foram tidas em conta no preço actual das acções dos casinos, pelo que esperam uma forte recuperação após o Mundial, que acaba na madrugada de 20 de Julho.

A recuperação deverá ter por base factores positivos como um calendário de concertos e eventos na segunda metade do ano.

 

ZAPE | Associação quer construir Torre de Belém e Alfama

Os Moradores acreditam que Réplicas da Torre de Belém e de Alfama podem ser a salvação da Zona de Aterros do Porto Exterior (ZAPE), depois do encerramento de vários casinos

 

Uma associação tradicional de Macau quer construir uma réplica da Torre de Belém e do bairro de Alfama no território, no âmbito de um projecto para revitalizar uma zona onde fecharam recentemente vários casinos.

De acordo com um estudo enviado ontem à Lusa, o Centro de Políticas de Sabedoria Colectiva, um ‘think tank’ ligado à União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), afirmou que pretende criar “um distrito imersivo de experiência cultural portuguesa” na Zona de Aterros do Porto Exterior (ZAPE), “com réplicas à escala de marcos icónicos de Lisboa, como a Torre de Belém e o bairro da Alfama”.

Vários casinos encerraram portas no ano passado nesta zona e na vizinha área dos Novos Aterros do Porto Exterior (NAPE). Outrora animadas por jogadores, esta zona começou a receber menos pessoas, com casas de penhores e lojas de artigos de luxo vazias.

“Queremos renovar a área em estilo português e convidar artistas para actuações temáticas portuguesas, para que os turistas possam viver uma atmosfera portuguesa na ZAPE”, explicou à Lusa um representante do Centro de Políticas de Sabedoria Colectiva.

Mau planeamento

Os Serviços de Turismo disseram à Lusa, no final de 2025, que pretendiam atrair visitantes para esta área, de forma a apoiar o comércio local. Entre as medidas para o efeito, referiram, incluíam-se a realização de eventos e melhorias na paisagem urbana.

Embora as autoridades tenham organizado múltiplas actividades na ZAPE desde o encerramento dos casinos para estimular o comércio, o ‘think tank’ deixa críticas aos trabalhos, argumentando que “um mau planeamento espacial”, “esforços promocionais insuficientes” e “falta de monitorização de dados” fizeram com que “ainda não tivessem revertido fundamentalmente” o fraco consumo na zona.

O relatório sugere também a conversão de propriedades hoteleiras inactivas num centro de exposição cultural em língua portuguesa e num hotel de temática portuguesa, bem como a introdução de gastronomia, vinhos e produtos dos países de língua portuguesa.

Além disso, o grupo defende a organização regular de eventos culturais sino-portugueses, como festivais gastronómicos, festivais de música e desfiles de países de língua portuguesa, “para estabelecer um novo marco de intercâmbio cultural sino-português em Macau”.

Por toda a China, partes de grandes cidades foram transformadas para se assemelharem a destinos ocidentais e cidades inteiras foram inspiradas ou construídas à imagem de locais emblemáticos no exterior, tal como Paris (Tianducheng), Hallstatt (Luoyang e Guangzhou), Florença (Tianjin e Foshan), Londres (Suzhou), Manhattan (Tianjin), Reino Unido (Songjiang), Amesterdão e Países Baixos (Pudong) e Veneza (Dalian).

Em Zhuhai, foi construída uma réplica do Mosteiro dos Jerónimos, que funciona como centro comercial.

Comissão dos mediadores imobiliários no Novo Bairro de Macau sobe para 3%

Os mediadores que desempenharem um papel nas vendas das fracções do Novo Bairro de Macau, na Ilha da Montanha, passam a receber uma comissão de 3 por cento. A informação surge no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP), que revela outras alterações no modelo das vendas.

A nova medida foi adoptada em Maio deste ano, e representa uma diferença face ao modelo que estava em vigor desde Novembro de 2023, quando os mediadores recebiam 1 por cento por cada negócio concretizado.

Até Dezembro do ano passado, segundo a informação da Macau Renovação Urbana, tinham sido vendidos cerca de 1.600 apartamentos no Novo Bairro de Macau, além de ter sido garantida a venda ou arrendamento de 1.200 parques de estacionamento.

No que diz respeito às fracções habitacionais comercializadas, a venda de 1.610 apartamentos representava 39,5 por cento dos apartamentos disponíveis no projecto.

Esta é a segunda alteração ao modelo de vendas desde o início do ano. Quando as primeiras habitações no Novo Bairro de Macau foram colocadas à venda, apenas cinco empresas estavam autorizadas a desempenhar esta tarefa.

No entanto, também desde o início do ano que essa limitação foi alterada, permitindo qualquer empresa licenciada em Macau e no Interior a mediar as compras e vendas das fracções. “Os serviços de mediação imobiliária do projecto Novo Bairro de Macau em Hengqin foram totalmente liberalizados a partir de 1 de Janeiro de 2026”, pode ler-se no portal da DSSGAP. “Os mediadores imobiliários devem ser titulares da licença válida de mediação imobiliária da República Popular da China e da Região Administrativa Especial de Macau”, foi acrescentado.

Menos limites

Estas não foram as únicas políticas para facilitar as vendas de apartamentos no Novo Bairro de Macau. Também em Fevereiro deste ano foi revelado que os residentes passaram a poder adquirir dois apartamentos no projecto, quando antigamente o limite era de apenas uma fracção habitacional.

Também os critérios de acesso aos apartamentos foram ajustados em Fevereiro, com a remoção do limite de idade, permitindo que menores de idade sejam proprietários. Além disso, foi anunciada a remoção da restrição de revenda dos apartamentos nos cinco anos após a compra.

Em Setembro de 2025, a Macau Renovação Urbana anunciou o início da venda das fracções na Torre 11 do complexo habitacional, com preços com descontos especiais para lugares de estacionamento, obras de renovação e na compra de electrodomésticos.

Aeroporto | Voos para Cheongju a partir de Dezembro

A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) anunciou ontem que a companhia aérea de baixo custo sul-coreana Aero K submeteu um pedido formal para a obtenção de horários de voo para Cheongju. Segundo o comunicado citado pela Rádio Macau, o objectivo da transportadora é iniciar as operações em Dezembro, uma intenção que se enquadra no plano de gradual para novos destinos.

Paralelamente, a Air Macau reactivou a ligação directa entre a RAEM e a cidade de Fukuoka, no Japão. O reinício desta rota aérea estratégica visa “estreitar os laços económicos e turísticos”, permitindo que residentes e visitantes se desloquem com maior facilidade e frequência entre as duas cidades.

No que diz respeito a ligações para o Japão, actualmente, o terminal de passageiros de Macau conta com uma oferta de três ligações directas para Tóquio, Osaka e Fukuoka. Apesar dos cancelamentos motivados pela subida internacional do preço do petróleo, a administração aeroportuária prevê que uma maior estabilidade nos preços pode impulsionar a retoma sustentável da procura pelos voos.

Como parte do seu plano estratégico de recuperação, o Aeroporto de Macau indicou ainda ir focar-se na consolidação da sua rede de rotas internacionais. A prioridade máxima passa por reforçar a presença comercial nos mercados competitivos do Sudeste e Nordeste Asiático, estabilizando e potenciando o fluxo para o Japão. Esta estratégia visa diversificar o perfil dos passageiros e responder eficazmente à procura global.

 

Turismo | Guias sofrem de subemprego no Verão

Apesar de Macau estar na época alta do turismo de Verão, o presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau, Paul Wong, alertou que os números estão longe de satisfazer a oferta no mercado a nível dos guias turísticos. A posição foi tomada em declarações prestadas ao canal chinês da Rádio Macau.

Paul Wong reconheceu que o número de excursões apresentou uma tendência de subida e que os motoristas de autocarros têm um volume de trabalho suficiente. No entanto, a quantidade actual de excursões não chega para satisfazer as necessidades de trabalho dos guias turísticos.

Paul Wong explicou que as excursões nesta altura do ano provêm principalmente do Interior da China, consistindo sobretudo em viagens familiares e de estudo, com uma média diária de cerca de 100 a 200 grupos.

Por seu turno, o presidente da União dos Guias Turísticos de Macau, Lei Man Hou, indicou que o movimento de excursões em Maio e Junho foi calmo do que o antecipado, pelo que afirmou que os guias locais trabalharam “escassos dias” por mês. Embora as visitas de estudo sustentem a actividade nos meses de Julho e Agosto, o responsável salientou que o número de excursionistas sofreu uma redução de 15 por cento em termos anuais, facto que faz com que os guias turísticos enfrentem, de uma forma geral, uma situação de subemprego.

Alfândega | Coutinho denuncia sobrecarga de trabalho e falta de pessoal

Sobrecarga de trabalho, criação de novas tarefas, falta de pessoal e perda de recursos humanos jovens estão a condicionar a labuta diária dos trabalhadores dos Serviços de Alfândega, segundo Pereira Coutinho. O deputado pergunta que planos tem o Governo para contornar a situação

 

O deputado Pereira Coutinho indicou ontem ter recebido pedidos de apoio de funcionários dos Serviços de Alfândega (SA)que se queixam do “aumento novas tarefas, a sobrecarga trabalho derivado da nítida falta de pessoal e a desestruturação da gestão de pessoas”. Numa interpelação escrita, o legislador refere que a situação de ruptura que se vive resultou no “crescente adoecimento físico e mental destes trabalhadores”, um “quadro preocupante que exige a atenção imediata das entidades tutelares”.

O deputado menciona o regime de trabalho por turnos, com plantões nocturnos e jornadas de trabalho que podem ultrapassar as 14 horas, provocando elevado desgaste físico, problemas musculares, perturbações neurológicas e esgotamento psicológico. Estes são alguns dos factores com que Pereira Coutinho justifica a saída de jovens agentes dos SA que invocam “razões de saúde”

Assim sendo, o deputado pergunta “que tipo de suportes psicológicos e médicos estão a ser disponibilizados aos trabalhadores das unidades mais pressionadas”, para prevenir o esgotamento e reduzir o stress laboral.

Outra questão apontada por Coutinho, é a perda de talentos jovens, “uma realidade documentada, com relatos de que cerca de 10 por cento dos jovens trabalhadores na sua totalidade licenciados deixam a instituição” devido à falta de correspondência entre habilitações académicas e tarefas “de lana caprina’” a que são incumbidos.

Problema de equilíbrio

O deputado refere também aquilo que designa como um “desequilíbrio significativo” nas estruturas de recursos humanos, com uma proporção entre quadros dirigentes e trabalhadores operacionais de 1 para 10, o que leva a um “desajustamento do pessoal nos níveis superiores e escassez crítica na base operacional”.

A soma destes factores resultou na “sobrecarga insustentável para os que permanecem na linha da frente, com repercussões graves na sua saúde e na qualidade do serviço prestado”. Coutinho sugere um plano de reafectação de pessoal para tratar de funções administrativas, de forma a libertar os agentes da linha da frente a reduzir a sobrecarga de trabalho.

A falta de progressão de carreira é outro dos problemas realçados por Pereira Coutinho. “Nos processos de promoção, além de um sistema de carreira extremamente congestionado, onde muitos trabalhadores permanecem uma década no mesmo posto”, o deputado argumenta que 60 por cento dos trabalhadores estão descontentes com o “actual sistema de avaliação de desempenho”.

TUI condena Politex a pagar mais de 91 milhões de HKD em indeminizações

O Tribunal de Última Instância (TUI) divulgou ontem a resolução de 16 processos judiciais que opunham compradores de fracções no complexo habitacional Pearl Horizon, que nunca chegou a ser construído, condenando a Polytex a pagar indeminizações no total superior a 91,2 milhões de dólares de Hong Kong (HKD).

As indeminizações dizem respeito às quantias entregues pelos compradores à empresa que iria edificar e vender os apartamentos na Areia Preta, que foram classificadas como sinais em contratos-promessa de compra e venda. Como dita a lei, caso o comprador incumpra a promessa, perde o direito a recuperar o sinal, mas quando o negócio não avança devido ao vendedor que já recebeu o sinal, este terá de compensar o comprador com o dobro do sinal.

Nos tribunais de instâncias superiores correram processos em que os compradores pediam a resolução do contrato e o pagamento de indeminizações. Dos 16 processos, em apenas dois casos as instâncias inferiores consideraram que “a indemnização determinada pelo valor do sinal era manifestamente excessiva, procedendo à sua redução”. O TUI manteve estas decisões, e em ambos os casos os compradores obtiveram uma habitação para troca do Governo da RAEM.

Mesmo assim

Na decisão do TUI, o colectivo não atendeu à posição da Polytex de que o incumprimento dos contratos-promessa se deveu à conduta da Administração que terá impossibilitado a construção e o aproveitamento da concessão do terreno até ao fim do seu prazo.

O colectivo de juízes indica também que quando foram celebrados os contratos com os compradores, “a Polytex tinha perfeito conhecimento de que o prazo de aproveitamento da concessão do terreno era exíguo, tendo-se, não obstante, obrigado a construir e a entregar as fracções autónomas”. Além disso, o TUI refere que a Polytex assumiu em 2014 a culpa pelo atraso no aproveitamento do terreno, que resultou no pagamento de uma multa.

Metro Ligeiro | Ella Lei pede melhoria nos serviços e acessos

Após ter sido revelado que 97 por cento dos trabalhadores do metro são residentes locais, a deputada da FAOM pede que esta mão-de-obra seja mantida e a pedra basilar do futuro desenvolvimento deste meio de transporte

 

A deputada Ella Lei sugeriu que o desenvolvimento futuro do Metro Ligeiro deve focar-se na melhoria dos serviços actuais. A mensagem foi deixada ao jornal Ou Mun, após um comunicado da Sociedade do Metro Ligeiro a defender que o desenvolvimento dos serviços de excelência tem por base uma mão-de-obra 97 por cento local.

A legisladora ligada à Federação das Associações dos Operários (FAOM) apontou que a Linha Leste do Metro Ligeiro entrará em serviço dentro de alguns anos, ao mesmo tempo que avança a construção de outras linhas. Como tal, Lei considera fundamental assegurar uma reserva de trabalhadores locais qualificados para desenvolver este meio de transporte.

Ella Lei sublinhou que, embora a maioria dos funcionários seja actualmente de Macau, a formação de quadros deve concentrar-se na equipa de gestão e na manutenção das carruagens, além da capacitação do pessoal da linha da frente.

A deputada acrescentou que a operação do Metro Ligeiro ainda está numa fase inicial, pelo que a experiência de gestão precisa de ser acumulada, sendo a manutenção técnica essencial para garantir a segurança operacional. Observou ainda que a crescente proporção de trabalhadores locais reflecte a eficácia inicial do mecanismo de promoção da empresa, sugerindo que este continue a ser aperfeiçoado para reter os profissionais na região.

Tiro às avarias

Quanto às avarias registadas nos últimos anos, a membro da FAOM defende que a empresa precisa de analisar as causas dos incidentes para rectificar a situação, e utilizar a experiência acumulada para reduzir frequência das emergências.

A deputada prevê também que as necessidades de deslocação da população aumentem à medida que a rede do Metro Ligeiro se expande. Por esta razão, espera que as autoridades preparem devidamente as medidas complementares e as aplicações digitais, recordando que o Governo já planeou a introdução de vários meios de pagamento, elementos publicitários e uma maior precisão nos anúncios das estações.

Além disso, a legisladora apontou a existência de problemas de ligação nas proximidades das estações, exemplificando com o progresso lento das obras de instalações para peões, tais como as passagens superiores na Linha da Taipa. Face a isto, Ella Lei apelou ao Governo para que acelere as obras de ligação em torno das actuais estações do Metro Ligeiro.

Pequim reitera ilegalidade de decisão arbitral sobre mar do Sul da China

A China reiterou hoje que a decisão arbitral de 2016 sobre o mar do Sul da China é “ilegal, nula e sem força vinculativa”, a dois dias do décimo aniversário do acórdão.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que Pequim “não aceita nem reconhece” a decisão e também não aceitará “quaisquer reivindicações ou acções baseadas no acórdão”.

Mao referia-se à decisão proferida em 2016 pelo Tribunal Permanente de Arbitragem, em Haia, favorável às Filipinas, num processo relativo a várias zonas disputadas no mar do Sul da China.

“O chamado acórdão não tem qualquer relação com o Código de Conduta”, afirmou a porta-voz, instando os Estados Unidos a não utilizarem a decisão para “criar obstáculos” à conclusão desse mecanismo.

O Código de Conduta é um documento que a China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) estão a negociar há vários anos para estabelecer regras de comportamento no mar do Sul da China, onde Pequim mantém disputas territoriais com vários países da região.

O mecanismo visa desenvolver a Declaração sobre a Conduta das Partes no mar do Sul da China, assinada em 2002 pela China e pela ASEAN como quadro político para prevenir incidentes e gerir as tensões naquelas águas.

Mao afirmou que o futuro código representa um “importante consenso” entre a China e os países da ASEAN e acrescentou que Pequim mantém o compromisso de acelerar as consultas com o bloco para alcançar um acordo “o mais rapidamente possível” e “salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade” na região.

 

Pontos de vista

A China reclama soberania sobre a quase totalidade do mar do Sul da China, uma região estratégica por onde passa cerca de 30 por cento do comércio marítimo mundial e que alberga importantes recursos haliêuticos e potenciais reservas de hidrocarbonetos. As reivindicações de Pequim sobrepõem-se às de Filipinas, Vietname, Malásia, e Brunei.

O acórdão de 2016 invalidou a base jurídica de várias reivindicações chinesas naquelas águas e deu razão a parte dos argumentos apresentados por Manila, ao considerar que várias zonas disputadas se encontram na zona económica exclusiva das Filipinas.

As tensões entre a China e as Filipinas intensificaram-se desde a chegada ao poder do Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., em 2022, com frequentes incidentes envolvendo navios e aeronaves dos dois países e um reforço da cooperação em matéria de defesa entre Manila e Washington.

China-Coreia do Norte | Xi Jinping e Kim Jong-un sublinham solidez dos laços bilaterais

O 65º aniversário do tratado de amizade entre os dois países deu o mote para ambos os líderes passarem mensagens de união e cooperação

O Presidente chinês, Xi Jinping, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, sublinharam sábado a solidez dos laços bilaterais por ocasião do 65.º aniversário do tratado de amizade entre os dois países.

Xi sublinhou que o Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua, assinado em 1961, estabeleceu uma “importante base política e jurídica” para consolidar uma amizade “selada com sangue” entre ambos os povos, numa referência à Guerra da Coreia, na qual participaram dois milhões de soldados chineses em apoio à Coreia do Norte contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

O líder chinês afirmou ainda que, ao longo dos últimos 65 anos, ambas as partes seguiram o espírito do tratado, apoiaram-se mutuamente e cooperaram “ombro a ombro”, de acordo com a agência estatal Xinhua.

O Presidente chinês recordou ainda que em Junho realizou uma visita de Estado à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual alcançou com Kim “consensos importantes”.

“Estou disposto a estreitar ainda mais a comunicação estratégica” com Kim, afirmou Xi, reiterando que, “independentemente de como a situação internacional venha a mudar”, não se alterará a posição do Partido Comunista da China (PCC, no poder) e do Governo chinês de atribuir grande importância à “amizade tradicional” com a Coreia do Norte.

Por seu lado, Kim Jong-un afirmou que o tratado estabeleceu uma base jurídica sólida para o desenvolvimento permanente da “amizade de combate” e da cooperação entre ambos os países, forjadas na luta pela “independência anti-imperialista, pela paz e pela causa socialista”, segundo a Xinhua.

O líder norte-coreano assegurou que a amizade entre a Coreia do Norte e a China resistiu às mudanças históricas e descreveu-a como uma relação “inquebrável”.

Kim acrescentou, por outro lado, que os laços bilaterais estão a atingir um novo patamar estratégico num contexto internacional “complexo”.

 

Laços reforçados

A troca de mensagens ocorre um dia depois de Xi ter recebido em Pequim o primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae-song, que se deslocou à China para participar nas cerimónias comemorativas do aniversário do tratado.

Este novo contacto surge na sequência da viagem de Estado de Xi à Coreia do Norte em Junho, num contexto marcado pelo aprofundamento dos laços entre Pyongyang e Moscovo e pelos esforços de Pequim para reafirmar a sua influência sobre o vizinho.

Durante essa visita, Pequim propôs também reforçar os intercâmbios militares com a Coreia do Norte.

Os dois países têm uma fronteira comum de mais de 1.400 quilómetros e a China é o principal parceiro político e económico da Coreia do Norte, com um papel central nas trocas comerciais e fornecimento de alimentos e energia.

Desporto | Preparadores físicos portugueses ganham espaço

Apesar do forte investimento chinês em infraestruturas e condições de treino, ainda falta conhecimento ao nível da preparação física. Profissionais portugueses dão uma ajuda

A crescente aposta da China na prevenção de lesões está a abrir espaço para preparadores físicos portugueses, cada vez mais presentes em projectos de alto rendimento no país asiático, da natação ao futebol e à esgrima.

O mais recente exemplo é o de Nuno Pina, que regressou este mês a Pequim para voltar a assumir a preparação física do campeão olímpico e recordista mundial dos 100 metros livres, Pan Zhanle, depois de a Federação Chinesa de Natação o convidar para acompanhar o nadador até aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Mas o caso de Nuno Pina está longe de ser isolado.

João Faia integra a equipa olímpica de esgrima de Pequim, após ter trabalhado no clube de futebol Changchun Yatai, na época passada.

Guilherme Pina, irmão de Nuno Pina e recordista português dos 1.500 metros livres, acompanha jovens nadadores no centro privado de alto rendimento SDM Sport Performance Centre, localizado no Parque de Chaoyang, o maior espaço verde de Pequim. Nestas instalações, que recebem atletas de várias modalidades, incluindo futebolistas com passagem por clubes portugueses, trabalham também os portugueses Tiago Serrão e Emanuel Martins.

A estes juntam-se outros especialistas nacionais que passaram por projetos desportivos na China, como Fábio Martins (antigo fisioterapeuta na Equipa de Atletismo de Xangai), André Sousa (antigo preparador físico de vários atletas de nível nacional e olímpico no centro de alto rendimento para atletas da província de Zhejiang), Tomás Mendes (actual fisioterapeuta e osteopata no clube de futebol Shanghai Shenhua) ou Luís Mesquita (preparador físico de atletismo no Shanghai Research Institute of Sports Science, durante a preparação para os Jogos Nacionais da China de 2017).

Falta conhecimento

Para João Faia, a procura por especialistas estrangeiros intensificou-se à medida que a China aumentou a participação em competições internacionais e percebeu que precisava de reforçar áreas como a preparação física, a prevenção de lesões e a recuperação dos atletas.

“Eles perceberam, nas competições internacionais, que os atletas estrangeiros estavam mais desenvolvidos na parte física. Começaram a valorizar cada vez mais essa componente e sentiram necessidade de evoluir”, explicou à Agência Lusa.

Na sua opinião, o país asiático investiu fortemente em instalações, equipamentos e tecnologia, mas continua a precisar de importar conhecimento.

“Na China, qualquer equipa olímpica tem acesso aos melhores equipamentos. O que nós acrescentamos é a capacidade de analisar esses dados e perceber o que é preciso alterar”, resumiu.

Segundo o preparador físico, Portugal forma profissionais habituados a trabalhar com recursos mais limitados, uma realidade que favorece uma abordagem mais multidisciplinar e orientada para a resolução de problemas.

“Em termos de educação, conhecimento e métodos de trabalho, os portugueses estão muito bem preparados”, defendeu.

Nuno Pina partilha essa visão, atribuindo o reconhecimento dos especialistas portugueses à capacidade de integrar diferentes áreas do conhecimento.

“Aquilo que os portugueses acrescentam na China passa pela capacidade de integrar na prática diferentes áreas do conhecimento: biomecânica, fisioterapia, treino de força, controlo da carga, recuperação e análise do movimento”, afirmou à Lusa.

“Não olhamos apenas para o músculo ou para o exercício; olhamos para o atleta como um todo”, acrescentou.

O maior desafio continua a ser alterar uma cultura de treino marcada por volumes elevados de trabalho desde idades muito precoces, observou Faia.

“Quanto mais trabalhar, melhor. Essa ainda é muito a mentalidade. Nós acabamos quase por funcionar como um travão”, explicou.

Também Guilherme Pina identificou essa realidade no trabalho diário com jovens nadadores.

“Vejo grupos de 30 ou 40 miúdos, entre os oito e os 12 anos, a treinar com técnica rudimentar e volumes demasiado grandes. O risco de lesão é enorme”, afirmou à Lusa.

Nuno Pina enalteceu a “enorme humildade intelectual e grande vontade de evoluir” que encontrou no país asiático.

“Não é alguém que vai ensinar e outro que vai aprender. Ambos crescemos através desta colaboração”, realçou.

Nova Revista de Cultura lançada com tema “Filosofia Natural”

Está disponível o novo número da Revista de Cultura (Edição Internacional), dedicada ao tema “Filosofia Natural”, que pode adquirida por 150 patacas nos Arquivos de Macau, Museu de Arte de Macau, na Plaza Cultural Macau e no site do Instituto Cultural (IC).

A edição, elaborada em coordenação com o Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), tem como “finalidade evocar uma reflexão pública sobre a relação entre o Homem e o mundo natural, construindo uma plataforma que demonstre os saberes ancestrais da China, da Índia e a tradição filosófica europeia”.

O IC salienta dois artigos, que abrem esta edição. “O primeiro analisa a eco-meditação taoista como uma saída para a ‘policrise’ civilizacional e para o domínio tecnocientífico moderno”, enquanto “o segundo, oferece um estudo sobre filosofia ambiental contemporânea e o projecto chinês de eco-civilização, o qual reinterpreta a relação entre ética, política e natureza”.

O IC refere que “as dimensões culturais e estéticas da natureza são abordadas através do estatuto ecológico da poesia de Macau, da filosofia natural nas artes marciais chinesas, bem como da cultura dos jardins e da pintura na dinastia Ming, com especial destaque para a obra de Tang Yin e para a escola da poesia paisagística”.

É indicado ainda que a mais recente edição da Revista de Cultura “oferece uma visão global da natureza como princípio ontológico, estético e ético, indispensável ao equilíbrio do mundo natural”.

Fórum de Macau | Semana Cultural levou ritmos lusófonos a Pequim

Pequim voltou a receber, após a estreia no ano passado, os espectáculos de música e dança da Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, depois dos eventos organizados em Macau e em Qinghai. Num comunicado emitido na sexta-feira pelo secretariado permanente do Fórum de Macau, os concertos na capital chinesa deram “continuidade ao diálogo entre as civilizações chinesa e lusófona”.

No discurso de abertura, no fim da tarde de quinta-feira, o secretário-geral do Fórum de Macau, Ji Xianzheng, afirmou que a iniciativa itinerante deu continuidade “ao modelo de ‘três cidades em sinergia’ que permite a realização sucessiva de actividades em Macau, Qinghai e Beijing, evidenciando o papel de Macau enquanto plataforma”.

Por seu lado, o embaixador da Guiné-Bissau, António Serifo Embaló, afirmou que “a Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, através da música como ponte, consegue aproximar diferentes visões do mundo, reforçar a confiança mútua e criar em conjunto afinidades que atravessam fronteiras”.

Os espectáculos dos grupos de Pequim, Macau e dos países lusófonos animaram o Teatro Concha do Parque Chaoyang na quinta e sexta-feira, rematando a edição deste ano da Semana Cultural.

Lisboa | Esculturas de Bowie Lio na Galeria Arte Periférica, no CCB, até 22 de Julho

A artista de Macau Bowie Lio Pou I tem uma exposição patente na Galeria Arte Periférica, em Lisboa, intitulada “Mãe Terra”. A mostra reúne uma colecção de trabalhos que celebram a ligação entre corpo, território e natureza

Foi inaugurada na sexta-feira em Lisboa, na Galeria Arte Periférica, a exposição “Mãe Terra” da artista de Macau Bowie Lio Pou I, que reúne esculturas e trabalhos que resultam da residência artística na capital portuguesa. A mostra vai estar patente na galeria, que fica no Centro Cultural de Belém, até ao dia 22 de Julho.

Segundo um comunicado da galeria, a exposição da artista, que venceu o Prémio da Fundação Oriente, representa uma celebração das ligações que se estabelecem entre corpo, território e natureza.

Actualmente em Portugal, em residência artística promovida pela Arte Periférica, Bowie Lio aprofunda a sua investigação visual e amplia o diálogo entre Macau e o contexto artístico português, refere a organização.

Durante o período da residência artística, “a Arte Periférica organiza também uma exposição de curta duração, oferecendo ao público a oportunidade rara de conhecer de perto a sua linguagem poética, espiritual e ecológica”.

A artista indica que as obras expostas em Belém evocam um “sussurro” de retorno às origens e “um hino à terra”.

“Esta série é a minha resposta à terra, ao sopro vivo da natureza, à insistência silenciosa da própria vida. Nascemos da terra; acalentados, moldados e sustentados por ela, as nossas raízes entrelaçadas com as dela, as nossas histórias entrelaçadas na paisagem. Desse sentimento de pertença brotam estas obras”, indica Bowie Lio.

 

Reflexões frágeis

Esta é a terceira exposição em nível individual da artista de Macau, depois de se ter estreado “a solo” em 2022 com “Roam – Exposição de Cerâmica”, que esteve exposta na Incubadora de Indústrias Criativas do espaço 10 Fantasia, ao lado do Albergue SCM.

No ano passado, Bowie Lio apresentou “The Whims of Creation”, no Salão de Outono da Art for All Society (AFA).

Sobre as obras que marcam a sua primeira mostra fora de portas, a escultora alia a expressão criativa aos elementos e ao mundo natural. “Torno-me a Mãe Terra: construo montanhas que perfuram as nuvens, cumes que se respondem uns aos outros como ecos antigos. Nuvens pálidas inclinam-se sobre os meus ombros, dobrando-se nas cavidades quentes dos vales com florestas, em busca de abrigo na curva das minhas colinas”, reflecte.

A artista reforça que “Mãe Terra” é mais do que um símbolo: “É memória e promessa, um espelho vivo da nossa frágil ligação com o mundo natural. Através destas obras, convido à contemplação e ao cuidado que elas despertem uma relação mais terna e responsável com os lugares que nos acolhem”.

Bowie Lio licenciou-se em Artes Visuais no ainda Instituto Politécnico de Macau e participou, em 2019, num intercâmbio de estudantes com a Escola Superior de Artes e Design, nas Caldas da Rainha.

Desde 2020 tem participado em diversas exposições colectivas em Macau, Guangzhou e em Lisboa.

Casinos | Associação apela a mais formação para prevenir transmissões

Foram noticiados recentemente vários casos de pessoas apanhadas a filmar, e transmitir em directo, mesas de jogo em casinos de Macau para colocar apostas a pedido de terceiros. Na sequência desses casos, a Associação de Jogos com Responsabilidade de Macau apela às concessionárias de jogo para reforçarem a formação profissional de funcionários, croupiers e da equipa de segurança, para combater estes actos.

Segundo o jornal Ou Mun, o presidente da associação, Song Wai Kit, aponta que as filmagens não só violam a lei através de jogo ilegal, como colocam em perigo a segurança financeira de Macau e podem fomentar branqueamento de capitais.

O responsável argumentou que apesar do possível reforço da fiscalização da polícia e da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, as autoridades têm recursos humanos limitados, factor que não afecta os casinos. Daí o pedido aos casinos para apostarem no combate a este fenómeno, cobrindo áreas maiores das zonas de jogo.

Além disso, Song Wai Kit observou que tem sido evidente nos últimos anos o desconhecimento de turistas em relação à proibição de filmar dentro de casinos, chegando ao ponto de serem partilhados nas redes sociais vídeos que mostram as áreas de jogo. Como tal, o responsável sugeriu ao Governo e concessionárias que ampliem a consciência dos visitantes para as leis de Macau.

Caso das Saunas | PJ anuncia detenção de mais um agente aposentado

O número de agentes e ex-agentes envolvidos nas três organizações de exploração de prostituição subiu para seis. A mais recente detenção aconteceu na quinta-feira, quando o suspeito que estava a monte entrou no território

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de mais um inspector reformado ligado ao caso das saunas. A informação foi revelada na sexta-feira, e faz subir para seis o número de agentes e ex-agentes da PJ ou do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) detidos.

O suspeito tem 63 anos, é um residente local, agente reformado da PJ e foi detido na quinta-feira, pouco tempo depois de ter entrado em Macau.

Segundo a investigação, o suspeito juntou-se, em 2024, a um dos grupos de exploração de prostituição e recebia mensalmente 100 mil patacas para fornecer informações ao grupo sobre as fiscalizações policiais.

Além disso, a PJ indicou que o detido aconselhava o grupo de exploração de saunas a operar de forma a evitar a aplicação da lei e a evitar as potenciais investigações. O agente reformado é assim suspeito de auxiliar o grupo ilegal a organizar e manter a exploração contínua da prostituição, e lucrar pelo menos 2,6 milhões de patacas.

Quando apresentou a detenção, a PJ afirmou que “dispõe de provas suficientes” para demonstrar que o detido integrava a organização criminosa de exploração de prostituição, recebia pelo papel que desempenhava e ajudava a encobrir as actividades tidas como ilegais.

O homem está indiciado pelos crimes de associação criminosa, exploração de prostituição e favorecimento pessoal.

À espera da entrada

A PJ comunicou também que a detenção do sexto agente só foi possível na quinta-feira, porque até agora o homem estava fora de Macau.

Apesar disso, as autoridades estavam sinalizadas para a necessidade de fazer a detenção, o que aconteceu na quinta-feira, na Zona Norte de Macau, depois do homem ter voltado ao território.

O caso das saunas foi revelado no mês passado, quando a PJ anunciou a detenção de 26 pessoas, incluindo três polícias e dois agentes reformados, por alegadamente estarem envolvidos numa rede de prostituição. Entre os detidos encontra-se Leong Heng Hong, então Segundo-Comandante do CPSP e que foi removido do cargo, após a detenção.

As autoridades acreditam que os envolvidos nos alegados crimes foram responsáveis pela gestão e exploração de várias saunas que terão gerado lucros de 790 milhões de patacas.

Apesar de o caso só ter sido revelado no mês passado, a PJ divulgou que desde 2019 tinha informações sobre a existência de três grupos de prostituição que utilizavam saunas como fachada para disfarçarem a prestação de serviços sexuais, com mulheres recrutadas na Ásia, Sudeste Asiático e no Leste Europeu.

Coreia do Sul emite alerta de calor extremo pela primeira vez

A Coreia do Sul emitiu ontem o primeiro alerta para calor extremo, um novo nível criado este ano em antecipação de eventos climáticos extremos ligados às alterações climáticas, devido a uma forte onda de calor no sudeste do país.

“A Administração Meteorológica da Coreia (KMA) emitiu um aviso de calor extremo hoje (ontem) para duas cidades na parte sul da província de Gyeongsang do Norte: Gyeongsan e Pohang”, disse a directora da agência, Lee Mi-seon, em conferência de imprensa.

Enquanto o alerta estiver em vigor, recomenda-se a suspensão de “todas as actividades ao ar livre, incluindo o trabalho e o desporto, na medida do possível”, acrescentou.

De acordo com o novo sistema, é accionado um alerta máximo quando uma região regista temperaturas máximas de pelo menos 35°C durante dois dias consecutivos e a previsão indica temperaturas acima dos 39°C durante pelo menos um dia.

“Esta é a primeira vez que este alerta é emitido” desde a sua implementação, explicou Lee. Segundo a directora, as zonas afectadas registaram temperaturas acima dos 35°C na sexta-feira e no sábado, e a previsão é que atinjam hoje pelo menos 38°C.

O alerta máximo “indica condições em que mesmo pessoas saudáveis correm risco significativamente maior de desenvolver problemas de saúde graves”, alertou.

Cada vez mais quente

Embora o alerta máximo esteja actualmente em vigor em apenas duas cidades, grande parte do país está sob alertas de calor de nível inferior, emitidos quando a previsão é de uma temperatura de pelo menos 35°C durante dois dias consecutivos.

De acordo com a KMA, o número médio de dias de ondas de calor no país aumentou de oito na década de 1970 para 19 nos últimos cinco anos.

Um dia de onda de calor é definido como aquele em que a temperatura máxima é de, pelo menos, 33°C.

Em todo o mundo, as ondas de calor estão a tornar-se mais intensas e frequentes devido às alterações climáticas.

Nos Estados Unidos, aproximadamente 44 milhões de pessoas estão a sofrer com uma onda de calor, com temperaturas máximas previstas entre os 38°C e os 43°C em vários estados.

A Europa Ocidental enfrenta a sua terceira onda de calor, depois de ter registado o Junho mais quente da sua história.

O calor extremo na região já provocou pelo menos 1.300 mortes desde 21 de Junho, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em França, 24 milhões de pessoas estão actualmente sob alerta máximo de onda de calor, de acordo com um cálculo da agência de notícias AFP baseado em dados anuais do Instituto Nacional de Estatística e Estudos Económicos (INSEE).