IPOR | Festival traz escritos de Coco Cheong e de autores portugueses

Começa amanhã mais uma edição do festival “Letras & Companhia”, promovido pelo Instituto Português do Oriente, e que este ano tem como tema “A Minha Cidade”. De Macau, a escritora Coco Cheong apresenta o livro “Our Precious Moments”, estando também convidada a escritora de livros infantis e jornalista Inês Cardoso. Decorrem ainda actividades de leitura com a ilustração em destaque

O Instituto Português do Oriente (IPOR) apresenta amanhã, com o apoio do grupo Galaxy, mais uma edição do festival “Letras&Companhia – Festival Literário e Cultural para Pais e Filhos”, que se dedica ao universo da literatura infantil e ilustração. O tema deste ano é “A Minha Cidade”, sendo que o evento conta também com apoio do Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, prolongando-se até ao dia 24 de Maio.

Do programa, destaca-se a presença da escritora local Coco Cheong, com a apresentação da obra “Our Precious Moments”, em chinês e inglês, seguindo-se “uma oficina para os mais novos com jogos de quebra-gelo, momentos de desenho e contos”, descreve um comunicado de imprensa.

Outro dos nomes constantes no programa, é o de Inês Cardoso, jornalista e directora do Jornal de Notícias, e também autora de livros infantis. Será lançado o livro “Londres ao Porto numa gaivota”, além de que Inês Cardoso vai também protagonizar uma sessão de formação para professores “sobre desinformação, partilhando ferramentas pedagógicas para desenvolver o pensamento crítico e a verificação de informação junto dos alunos”. Inês Cardoso estará também presente para uma conversa aberta ao público no Consulado de Portugal em Macau e Hong Kong.

O festival arranca amanhã na Escola Portuguesa de Macau, com a entrega de minibibliotecas escolares a instituições de ensino não superior de Macau onde se ensina a língua portuguesa. No cartaz consta também a presença de Afonso Cruz, que apresenta o livro “Assim, mas sem ser assim: Considerações de um Misantropo”, sendo que o autor também dará um workshop de escrita criativa aberto ao público.

Imagens que nos ligam

André Letria, ilustrador português, apresenta o projecto “A Minha Cidade”, que chega agora a Macau graças ao “Letras & Companhia”. Segundo a mesma nota, este projecto nasceu de uma colaboração com várias escolas locais, onde “os alunos criaram mapas ilustrados da cidade, revelando o seu olhar íntimo e quotidiano”.

Os trabalhos estarão expostos no IPOR após a inauguração da exposição, na qual André Letria falará sobre o projecto numa mesa-redonda e lançará o seu próprio mapa de Macau. O ilustrador e criador da editora Pato Lógico dinamizará ainda várias oficinas pedagógicas nas escolas, explorando a ilustração como meio de criatividade e expressão artística, bem como uma formação de professores sobre literacia visual.

O IPOR exibe ainda, no contexto do festival, quatro curtas-metragens de animação infantis, escolhidas a partir do programa do Festival lisboeta de Animação “Monstra” (edição de 2025). Andrea Magalhães, por sua vez, realizará diferentes oficinas dirigidas a públicos jovens de várias faixas etárias. Haverá também três momentos de teatro, sendo que um deles acontece em parceria com a associação Sílaba, que apresenta “A Revolta dos Lusecos”, “peça que transporta o público para os acontecimentos marcantes do 25 de abril de 1974 em Portugal”. Já a Joyful, companhia de teatro de Hong Kong, apresenta “The Secret Magic Recipe: Enemy Pie”, uma peça interativa inspirada em livros infantis, seguida de uma oficina de fantoches e storytelling para pais e filhos.

O festival encerra na Fundação Rui Cunha com o espectáculo musical “(En)Cantar com Alice e Sebastião”, com Sara Meireles, que começa às 15h e que também vai ser apresentado nas escolas locais.

A sexta edição do festival procura “abordar a relação intrínseca entre a cidade enquanto espaço físico e a comunidade que nela habita, tópico que guiará todas as actividades que integram o programa”.

“Esta relação é retratada etimologicamente – a palavra cidade deriva do termo latino ‘civitas’, que significa “cidadania” ou “membro da comunidade”. A cidade não é só um ‘habitat’, porque não se cumpre na sobrevivência material da espécie, mas é um todo orgânico que envolve os vestígios urbanísticos do passado e a comunidade do presente que, ao preservar e atualizar o legado de que faz parte, aponta para o futuro”, descreve a organização do evento.

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