Investigação | Criado prémio para estudos sobre relações sino-portuguesas

O “Prémio Fundação Jorge Álvares-General Vasco Rocha Vieira-Amizade Portugal-China” irá atribuir 25 mil euros por ano e pretende reconhecer as instituições que promovam iniciativas para reforçar a aproximação entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense

A Fundação Jorge Álvares lançou um prémio anual, no valor de 25 mil euros, para incentivar o estudo e a investigação das relações entre Portugal e China, através de Macau, lê-se na página da entidade.

Com o “Prémio Fundação Jorge Álvares-General Vasco Rocha Vieira-Amizade Portugal-China”, pretende também reconhecer-se “instituições que promovam iniciativas relevantes no sentido de reforçar a aproximação entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense”, refere-se no portal da fundação. “Visa homenagear e contribuir para perpetuar a memória do último governador de Macau, fundador da Fundação Jorge Álvares, seu curador e primeiro presidente, falecido há cerca de um ano”, escreveu na segunda-feira, nas redes sociais, o actual curador, Tiago Vasconcelos.

O prémio vai ser atribuído, de forma alternada, a instituições, em anos pares e a partir de 2026, e a trabalhos de investigação, em anos ímpares, sendo este lançado em 2027.

No primeiro caso, o galardão está aberto a qualquer instituição, nacional ou estrangeira, recompensando “acções relevantes que desenvolvam ou aprofundem o relacionamento entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense”, nos domínios da cultura e línguas portuguesa, chinesa ou do patuá, da ciência, da educação, da filantropia, entre outros.

Investigação aberta

No que diz respeito aos trabalhos de investigação, o prémio “é aberto a qualquer pessoa sem restrição de ordem académica, nacionalidade ou outra”, e recompensa “a qualidade de estudos e trabalhos escritos num tema, a indicar para cada edição, no âmbito das relações entre Portugal e a China, particularmente através de Macau”. “Da assinatura da declaração conjunta à transferência da administração portuguesa de Macau” é, de acordo com o regulamento, o tema para a primeira edição do prémio na categoria de investigação.

Vasco Joaquim Rocha Vieira nasceu em 16 de Agosto de 1939. Foi Chefe do Estado-Maior do Exército e, por inerência, membro do Conselho da Revolução entre 1976 e 1978.

Desempenhou as funções de ministro da República dos Açores (1986-1991) e em 1991 foi nomeado para Governador de Macau pelo então
Presidente da República português, Mário Soares. Foi o 138º e último governador português de Macau, cargo que ocupou até 1999, quando se processou a transferência do território para a China.

Casamentos | Si Ka Lon quer que Macau seja como Las Vegas

O deputado Si Ka Lon defende que Macau deveria apostar na indústria de casamentos para fins turísticos, à semelhança do que acontece em Las Vegas.

Numa interpelação oral apresentada ao Governo, e que terá resposta no hemiciclo na próxima semana, o deputado defende que “o ‘destino de casamentos’ é um dos rumos para o desenvolvimento da indústria do turismo”. Si Ka Lon pergunta se as autoridades locais vão “tomar como referência as experiências bem-sucedidas de Las Vegas ou Hong Kong, permitindo o registo de casamento em Macau, independentemente do local de residência ou da nacionalidade dos nubentes, com vista a explorar o mercado do ‘turismo de casamentos'”.

Na visão do deputado, o Executivo pode “aproveitar as vantagens e singularidades de Macau”, apostando na promoção de “planos para as cerimónias de casamento ao ar livre, a fim de aumentar competitividade dos produtos turísticos do casamento de Macau e criar um novo cartão-de-visita para a cidade”.

Ensino | Cerca de 97% dos alunos utiliza ferramentas de IA

Cerca de 97 por cento dos estudantes do ensino secundário admitiram ter recorrido à Inteligência Artificial como ferramenta de auxílio nos estudos. A conclusão faz parte de um estudo elaborado pela Federação das Associações dos Operários de Macau, que comparou o desenvolvimento dos alunos do nível secundário local com os alunos da Grande Baía.

Com base na opinião de 2 mil alunos, os resultados apresentados pelo deputado Lam Lon Wai indicam que 97 por cento dos alunos reconheceram utilizar inteligência artificial. Entre estes, mais de 50 por cento afirmou que a inteligência artificial contribuiu para que tivesse obtido melhores notas.

Também metade dos inquiridos afirmou que a inteligência artificial pode gerar uma dependência excessiva e que pode afectar o desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico. Face a estes resultados, a FAOM recomenda às escolas que personalizem as ferramentas de inteligência artificial, para aproveitar as vantagens e evitar os aspectos negativos.

A associação também considera que é necessário mudar a mentalidade dos estabelecimentos de ensino, com a educação menos focada na obtenção de notas para entrar nas melhores universidades. Segundo a FAOM, a prioridade deve passar por ensinar os alunos a pensar e desenvolver capacidades para resolver problemas quotidianos.

UM | Secção sul do campus em Hengqin vai custar 2,38 mil milhões

As empresas Companhia de Construção e Investimento Predial Ming Shun e Jian Tai Construction, do grupo Huafa, foram as escolhidas para realizar os trabalhos que têm prazo de conclusão até Novembro de 2028

As obras de construção da Secção Sul do novo Campus da Universidade de Macau em Hengqin vão ter um custo de 2,38 mil milhões de patacas (2,086 mil milhões de renminbis), de acordo com o contrato de adjudicação. A informação foi partilhada pela empresa no Interior da instituição de ensino local, a Guangdong Hengqin UM Higher Education Development, através do portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e de Gestão dos Activos Pública (DSSGAP).

A obra foi atribuída através de um concurso público e os trabalhos vão ficar a cargo do consórcio constituído pela empresa local Companhia de Construção e Investimento Predial Ming Shun e pela Jian Tai Construction, que tem sede e Zhuhai e faz parte do grupo estatal Huafa.

Uma vez que o campus fica situado no Interior da China, o concurso foi realizado de acordo com a legislação chinesa e as propostas foram apresentadas em renminbis. O consórcio constituído pela Ming Shun e Jian Tai apresentou a terceira proposta mais barata das sete participantes no concurso.

A adjudicação foi divulgada publicamente ontem, apesar de ter sido decidida a 11 de Novembro, estabelecendo que a construção de todos os edifícios tem de começar até amanhã. Além disso, o concurso exige que alguns lotes e edifícios têm de ficar prontos até Fevereiro de 2028, enquanto os restantes têm conclusão marcada até Novembro de 2028.

Concurso participado

O concurso público de atribuição da obra contou apenas com a participação de empresas estatais do Interior da China, algumas das maiores construtoras a nível mundial. Uma das participantes foi a China Railway Construction Corporation, que apresentou uma proposta com um valor de 2,71 mil milhões de patacas (2,38 mil milhões de renminbis), a mais cara de todas.

O mesmo grupo foi duas vezes a jogo, através da subsidiária China Railway First, e neste caso apresentou a proposta mais barata no valor de 1,70 mil milhões de patacas (1,48 mil milhões de renminbis).

O concurso contou também com o consórcio constituído pela China Overseas Construction Limited e China State Construction Engineering Corporation, que apresentaram uma proposta de 2,61 mil milhões de patacas (2,29 mil milhões de renminbis).

A Zhejiang N.º 1 Construction Investment apresentou uma proposta de 2,53 mil milhões de patacas (2,22 mil milhões de renminbis), a Jiangsu Huajian, de 2,34 mil milhões de patacas (2,05 mil milhões de renminbis), enquanto o Grupo de Construção Urbana de Pequim pediu 2,00 milhões de patacas (1,75 mil milhões de renminbis).

Terrenos | Coutinho pede maior transparência

O deputado José Pereira Coutinho considera que é necessária mais transparência na divulgação de informações sobre os terrenos controlados pela RAEM. O assunto vai ser abordado numa interpelação oral na Assembleia Legislativa (AL), entre os dias 6 e 7 de Janeiro.

Na interpelação, que foi divulgada ontem no portal da AL, o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau defendeu uma maior divulgação da informação dos portais do Governo.

Além disso, o deputado questiona quais os planos do Executivo para lidar com a questão dos terrenos em dívida. Em 2016, o então Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai, admitiu que o Governo tinha de atribuir mais de 88 mil metros quadrados em terrenos que tinham sido retirados a privados para serem utilizados para fins públicos.

Transportes | Proporção de novos veículos eléctricos aumenta

A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelou que o número de veículos eléctricos que circulam em Macau tem registado uma subida. Nos primeiros 11 meses de 2025 registaram-se 10.060 veículos com matrículas novas, 3.733 destes eram eléctricos, representando uma fatia de 37,1 por cento de todas as matrículas novas. Esta proporção de veículos eléctricos apresenta um crescimento de 6,3 por cento, face aos primeiros 11 meses de 2024.

Em relação aos carros com matrículas novas, registou-se uma quebra de 15,2 por cento face a igual período de 2024. Ainda assim, no final de Novembro havia 254.055 veículos matriculados na RAEM, mais 0,5 por cento face ao final do idêntico mês de 2024.

Os dados da DSEC revelam ainda a ocorrência de 1.215 acidentes de viação em Novembro, uma quebra anual de 14,2 por cento, com 395 feridos registados. Mas em 11 meses, o número de acidentes de viação foi de 13.578, verificando-se quatro vítimas mortais e 4.983 feridos.

Quanto ao movimento de transportes transfronteiriços, o de automóveis nos postos fronteiriços totalizou 958.605 em Novembro do corrente ano, mais 15,1 por cento em termos anuais. Nos onze primeiros meses de 2025, o movimento de automóveis nos postos fronteiriços (10.136.209) aumentou 21,5 por cento em termos anuais.

Autocarros | Inquérito de avaliação marcado para Janeiro

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) irá realizar, ao longo do mês de Janeiro, o Inquérito Trimestral de Avaliação do Serviço de Autocarros Públicos referente ao 4º trimestre de 2025.

Segundo um comunicado da DSAT, serão avaliados indicadores como “serviço e gestão”, “meios e equipamentos de transporte e segurança” e ainda “grau de satisfação dos passageiros”. Neste último indicador serão disponibilizados seis meios diferentes para a recolha de opiniões, nomeadamente entrevistas a passageiros feitas por “trabalhadores de uma terceira entidade independente” ou inquéritos online.

A DSAT afirma que a parte das opiniões dos passageiros representa 40 por cento da pontuação total da avaliação ao serviço de autocarros públicos.

Metro Ligeiro | Deputada questiona gestão e conexão com autocarros

Wong Kit Cheng questionou o Governo sobre a integração dos meios de pagamento entre o Metro Ligeiro e os autocarros públicos. A deputada quer também saber quando será lançada a consulta pública sobre o desenvolvimento da rede do Metro Ligeiro

O desenvolvimento do Metro Ligeiro é o tema de mais uma interpelação escrita da autoria de Wong Kit Cheng. No documento, a deputada questiona como será definido o planeamento deste meio de transporte sem esquecer a conexão com a rede de autocarros, cujos contratos de concessão terminam no final de 2026.

“É importante proporcionar uma experiência de utilização conveniente [aos passageiros]. Tendo em conta que os contratos de autocarros expiram no final do próximo ano, será que o Governo já iniciou negociações sobre os contratos com as duas companhias de autocarros, de modo a integrar um sistema de benefícios?”, começa por inquirir a deputada.

A pergunta surge no âmbito da promessa feita pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, quanto à instalação de novos terminais de pagamento nas estações do Metro Ligeiro que podem estar conectados aos autocarros, a fim de permitir diversas modalidades de pagamento.

Mais concretamente, Wong Kit Cheng gostaria que os novos contratos de autocarros incluíssem a conexão dos meios de pagamento tendo em conta a instalação dos novos terminais.

Para a deputada, “há ainda uma grande margem de melhoria” na distribuição de passageiros entre os dois meios de transporte público, destacando que houve um “crescimento significativo” de passageiros no Metro Ligeiro, estando ainda aquém “dos mais de 600 mil passageiros servidos diariamente pelos autocarros”.

Assim, “para concretizar o objectivo do Metro Ligeiro como principal meio de transporte, e os autocarros como complemento”, Wong Kit Cheng considera que “as autoridades precisam de optimizar a experiência dos passageiros, em especial no que respeita à resolução de problemas de longa data, tal como os métodos de pagamento do Metro Ligeiro, uma maior articulação de transferências e a resolução de avarias, além de se melhorar a acessibilidade de linhas e estações”.

Avaliações em curso

Ainda no que respeita o futuro do Metro Ligeiro, Wong Kit Cheng pediu um “ponto de situação” da avaliação intercalar que o Executivo está a fazer em relação à execução do contrato de concessão. “Qual o ponto de situação desses trabalhos de avaliação?

Já existem resultados preliminares ou recomendações de optimização, nomeadamente no que respeita à melhoria da qualidade e da estabilidade do serviço?”, inquiriu.

A deputada pegou ainda noutra promessa feita no último debate sobre as Linhas de Acção Governativa pelo secretário Raymond Tam, quanto à realização de uma consulta pública sobre o estudo da estratégia de desenvolvimento do Metro Ligeiro. “Como será organizada essa consulta pública”, questiona.

Guerra | Tailândia acusou Camboja de violar espaço aéreo com 250 drones

A Tailândia acusou ontem o Camboja de violar o acordo de cessar-fogo em vigor, ao enviar 250 aparelhos aéreos não tripulados (drones) sobre o território tailandês

O Exército da Tailândia indicou que mais de 250 drones foram detectados a entrar no país na zona de fronteira. Para as Forças Armadas tailandesas, a acção do Camboja constituiu uma provocação e uma violação das medidas “destinadas a reduzir as tensões” entre Banguecoque e Phnom Penh. Até ao fecho desta edição as autoridades do Camboja não se pronunciaram sobre a acusação da Tailândia sobre a violação do espaço aéreo.

Os dois países alcançaram um cessar-fogo no sábado, após três semanas de confrontos ao longo da fronteira comum de 800 quilómetros, depois de dois dias de negociações na China. O acordo de cessar-fogo prevê o fim de semanas de combates ao longo da fronteira contestada, que já fizeram mais de 100 mortos e mais de meio milhão de deslocados em ambos os países. O ministro dos Negócios Estrangeiros tailandês, Sihasak Phuangketkeow, e o seu homólogo cambojano, Prak Sokhonn, reuniram-se na província de Yunnan, no sudoeste da China, para negociações mediadas pelo homólogo chinês, Wang Yi.

O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim “não deseja ver a Tailândia e o Camboja em campos de batalha”. Durante um encontro com o homólogo tailandês, Sihasak Phuangketkeow, no domingo, Wang Yi expressou a “profunda preocupação” da China com a “tensa situação na fronteira” e defendeu que, uma vez cessados os combates, “a diplomacia deve assumir protagonismo”.
“Reconstruir a paz é o desejo dos povos e a expectativa de todas as partes”, afirmou o chefe da diplomacia chinesa, acrescentando que os esforços de mediação de Pequim “nunca se impõem aos outros, nem extravasam os limites” e visam criar “uma plataforma descontraída para o diálogo”.

Um historial fatal

O Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou suspender os privilégios comerciais caso a Tailândia e o Camboja não concordassem com um cessar-fogo em Julho, sugeriu ontem que os combates entre a Tailândia e o Camboja “cessarão momentaneamente” e afirmou que os Estados Unidos “se tornaram as verdadeiras Nações Unidas”. Os limites territoriais são disputados há décadas e foram herdados do período colonial francês.

De acordo com números oficiais, reconhecidos pelas Nações Unidas, os últimos confrontos provocaram 47 mortes: 26 do lado tailandês e 21 do lado cambojano. Em Julho, a primeira fase de confrontos fez 43 mortos em cinco dias, antes de ser acordado um cessar-fogo.

Um outro acordo foi posteriormente assinado a 26 de Outubro em Kuala Lumpur, Malásia, na presença do presidente dos Estados Unidos, mas foi suspenso pela Tailândia, depois de vários soldados de Banguecoque terem ficado feridos na explosão de uma mina militar terrestre na zona de fronteira.

Analistas estimam que BYD supere Tesla nas vendas globais em 2025

A rápida expansão global da BYD e as dificuldades regulatórias da Tesla nos Estados Unidos e noutros mercados devem permitir à fabricante chinesa liderar, pela primeira vez, as vendas mundiais de veículos totalmente eléctricos em 2025, preveem analistas. Ambos os grupos deverão divulgar em breve os relatórios anuais, mas, com base nos dados mais recentes, a vantagem acumulada pela BYD é tal que parece quase impossível que a Tesla tenha conseguido recuperar terreno.

Até ao final de Novembro, a BYD já tinha vendido 2.066.002 veículos totalmente eléctricos, tornando-se a primeira marca a ultrapassar esse marco. A Tesla registava 1.217.902 unidades até ao final de Setembro.
A fabricante norte-americana beneficiou, no terceiro trimestre, de uma corrida às compras provocada pelo fim de incentivos fiscais nos EUA, o que levou muitos consumidores a antecipar a aquisição dos seus veículos. As entregas globais da Tesla subiram 7 por cento em termos homólogos, para 497.099 veículos.

Analistas previram uma rápida retracção no trimestre seguinte. O consenso dos analistas da empresa de serviços financeiros FactSet aponta para 449 mil unidades no quarto trimestre (-9,48 por cento face ao ano anterior) e um total de 1,65 milhões de veículos para 2025 (-7,66 por cento). Trata-se de uma projecção anual bem abaixo do nível já atingido pela BYD até 30 de Novembro.

O banco alemão Deutsche Bank estima que a Tesla entregará 405 mil veículos no quarto trimestre, enquanto analistas do banco suíço UBS apontam para 415 mil – ambas previsões revistas em baixa recentemente.
O Deutsche Bank destacou vendas abaixo das expectativas na América do Norte (-33 por cento), Europa (-34 por cento) e, em menor escala, na China (-10 por cento).

Copo meio cheio

O banco TD Cowen apresenta uma estimativa mais optimista (429 mil unidades), mas sublinha que o trimestre foi “um pouco delicado”, devido ao fim dos incentivos fiscais, o que dificultou as projecções, segundo o analista Itay Michaeli. “As entregas da Tesla vão mostrar sinais de fraqueza no quarto trimestre”, apontou o director da corretora Wedbush Securities, Dan Ives. “Um total de 420 mil veículos já seria suficiente para mostrar alguma estabilidade da procura, numa altura em que o mercado está focado no lançamento da condução autónoma em 2026”, acrescentou.

As vendas da Tesla foram afectadas por uma transição eléctrica mais lenta do que o esperado, pelo aumento da concorrência e pelas decisões do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde o regresso ao poder em Janeiro.

A proximidade entre Elon Musk e Trump, tanto durante a campanha como após a tomada de posse, também afectou a imagem da marca, levando a apelos ao boicote. As vendas caíram acentuadamente, sobretudo na Europa.

APN | Pequim expulsa mais três generais em campanha anticorrupção

Três altos responsáveis militares foram expulsos do órgão máximo legislativo da China, parte da campanha anticorrupção que se tem intensificado nas fileiras do Exército de Libertação Popular

Segundo o jornal South China Morning Post, foram expulsos do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN) o chefe do Comité de Assuntos Políticos e Legais da Comissão Militar Central (CMC), Wang Renhua, o comissário político da Polícia Armada do Povo, Zhang Hongbing, e o director do departamento de treino da CMC, Wang Peng. A decisão surge após semanas de especulação sobre o paradeiro e a posição destes oficiais, ausentes de eventos militares relevantes desde Julho, incluindo o aniversário das Forças Armadas e a quarta sessão plenária do Comité Central do Partido Comunista Chinês, realizada em Outubro.

Apesar da expulsão do órgão legislativo nacional, os três continuam a figurar como membros do Comité Central do Partido, a mais alta estrutura de decisão política do país.

Wang Renhua, de 63 anos, foi promovido a almirante há menos de um ano pelo Presidente chinês, Xi Jinping, e liderava as estruturas judiciais e disciplinares do Exército – tribunais, procuradorias e sistema prisional militar – tornando-se o terceiro principal responsável pela segurança militar após a reforma das Forças Armadas lançada em 2015. A ascensão meteórica e queda abrupta de Wang ilustram a instabilidade na hierarquia militar chinesa e o endurecimento da política de ‘tolerância zero’ face à corrupção.

O Ministério da Defesa chinês não comentou directamente os afastamentos, mas observadores apontam que as expulsões reflectem um abalo profundo na estrutura de comando e reforçam o controlo político sobre os sectores estratégicos da Defesa.

A purga prossegue

A campanha anticorrupção nas Forças Armadas tem sido uma das bandeiras da governação de Xi Jinping e visou já dezenas de altos quadros nos últimos anos, incluindo comandantes da Força Aérea, Marinha e das forças nucleares.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos publicou na semana passada o relatório anual sobre o poderio militar da China, no qual destaca que Pequim ampliou a definição de “interesse central” para incluir explicitamente Taiwan, bem como reivindicações territoriais no mar do Sul da China. O relatório, submetido anualmente ao Congresso norte-americano desde 2000, também menciona as vendas militares da China ao Paquistão e à Rússia, a purga de líderes militares por corrupção e o avanço tecnológico das forças armadas chinesas, com ênfase na Inteligência Artificial.

Em resposta, um porta-voz da Defesa chinesa afirmou na quinta-feira que o documento deturpa a política nacional de defesa da China e procura “enganar a comunidade internacional” quanto à estratégia militar do país.

O Rapaz Que Conduz o Búfalo na Paisagem de Outono

Xiao Yan (464-549), o imperador Wu de Liang (r.502-549) que muito promoveu o Budismo, perplexo pela decisão do sábio Tao Hongjing (456-536) de se retirar da cidade em 492, com apenas trinta e seis anos, e ir viver para longe no meio das montanhas em vez de ficar na corte, onde a sua sabedoria e os seus conselhos seriam abundantemente reconhecidos e recompensados, enviou-lhe uma missiva perguntando-lhe porquê.

Segundo a tradição, o sábio, que se dedicara ao estudo do Dao, não lhe respondeu, remeteu-lhe um desenho com dois bois; um livre a pastar o outro preso e com um freio. Xiao Yan compreendeu.

O facto de Tao Hongjing ter escolhido o corpulento animal, que parece agir sem esforço nem pressa, para expôr a sua situação, ecoa a compreensão da vontade de união com a natureza que certos adeptos do Chan mostravam com a figura de Laozi (c.371-477 a.C.) montado num boi (niu) ou um búfalo (shuiniu) a caminhar em direcção ao pôr-do- sol, afastando-se da civilização, das suas inúteis guerras e confrontos.

Anos depois, durante a dinastia Song do Sul (1127-1279), pintores usaram diversas vezes a figura do paciente boi, aproveitando o seu múltiplo sentido simbólico. O pintor da corte Yan Ciping (act. 1164-1187) seria autor de obras particularmente expressivas em que a figura do búfalo surge associada a rapazes jovens.

Como na pintura em que se desprende a sensação da «paz dócil», como insinua o seu nome ciping, e a relação táctil com a terra mostrando dois rapazes sentados um a pentear o outro junto de uma árvore, atrás de dois búfalos, um grande e um pequeno também sentados, descansando (rolo vertical, tinta e cor sobre seda, no Museu Sen-oku, Hakukokan, em Quioto).

Noutra, feita num leque montado numa folha de álbum, um Rapaz e um búfalo numa paisagem de Outono (tinta e cor sobre seda, 23 x 21 cm, no Museu de Arte de Cleveland) vê-se, entre nevoeiros, enquanto se vai desenrolando o tempo da transformação outonal, um jovem sentado sobre um búfalo, conduzindo-o pela rédea, exprimindo na figura do búfalo o «verdadeiro eu» sendo o rapaz condutor, o praticante do Chan de aparência mais frágil, vai abandonando o mundo condicionado por ilusões.

Yan Ciping, como outros da corte da dinastia Song, como o célebre Ma Yuan (c.1160-1225), provinha de uma família de pintores que apuravam o seu próprio estilo familiar. Em certas pinturas, como em Hospedaria numa falésia coberta de pinheiros (leque montado como folha de álbum, tinta e cor sobre seda, 21,4 x 23 cm, no Metmuseum) é dificíl distinguir qual dos dois irmãos, filhos do pintor Yan Zhong, Ciyu ou Ciping é o autor. Nela, uma grande parte do espaço da pintura é deixado em branco, sugerindo a concepção do Budismo Chan de que a matéria emerge do vazio. Olhando a pequena pintura, o observador podia partilhar o sentimento de retirada objecto da obra.

Hong Kong acolhe festival de Inverno até domingo

Para quem ainda quer viver os últimos momentos da época entre o Natal e o Ano Novo, o território vizinho acolhe o “Hong Kong Winter Fest”, com dois eventos a terminar no próximo domingo. Uma árvore de Natal gigante no centro da cidade, muitas luzes e espaços que dão azo à imaginação é o que se pode esperar desta iniciativa.

Um dos espaços é a “Cidade do Natal”, situada em Central, e que tem uma árvore de Natal com 20 metros de altura e diversas decorações com brinquedos que fazem referência aos dias festivos que ainda agora chegaram ao fim. A “Cidade do Natal” [Christmas Town] teve início a 14 de Novembro e pode ser visitada até este domingo.

Outra atracção deste festival é o “Immersive Light Show”, também em Central. Tal como o nome indica, o público pode ver um espectáculo de luzes, com projecções a três dimensões, música e animação, com pontos de visualização em North Square and South Square, Statue Square Gardens. Há espectáculos a cada 30 minutos entre as 07h30 e as 23h30.

Aqui, “oito edifícios icónicos transformam-se numa tela gigante” para este espectáculo, podendo ser vistas figuras como bonecos de neve, anjos ou danças de renas “por entre os edifícios e árvores, criando-se uma experiência rica e cheia de sonhos que ilumina as noites festivas de Hong Kong”, descreve o departamento de turismo do Governo da RAEHK.

Os edifícios onde será projectado o espectáculo de luzes são a Torre do Banco da China, o Hong Kong City Hall High Block, Hong Kong Club, o edifício principal do HSBC e do Standard Chartered Bank, entre outros.

Luzes até Fevereiro

Há ainda uma terceira iniciativa integrada neste festival de Inverno que se estende até 22 de Fevereiro. Trata-se da “Starlight Boulevard”, em que a Chater Road estará adornada com diversas luzes, incluindo uma passadeira e “uma impressionante peça central acima da Chater House”.

“Os visitantes podem continuar a sua viagem sob um dossel dourado de luz para chegar à Noëlia no LANDMARK, uma encantadora instalação interativa em grande escala para mais surpresas e charme natalino”, descreve-se ainda na página do evento. Esta zona de luzes pode ser visitada entre Chater Road e Central.

CCM | “A Viagem de um Solista”, um concerto para ver e ouvir hoje

O Estúdio II do Centro Cultural de Macau acolhe hoje um espectáculo de música clássica protagonizado pela Orquestra Chinesa de Macau. “Música Chinesa 360º: A Viagem de um Solista” conta com a presença de Kin Szeto, um jovem maestro de Hong Kong

Uma experiência sonora, imersão dos sentidos e uma forma de passar os últimos dias do ano rodeado de música: todos os argumentos são bons para assistir hoje, no Estúdio II do Centro Cultural de Macau (CCM), ao concerto protagonizado pela Orquestra Chinesa de Macau (OCM).

“Música Chinesa 360º: A Viagem de um Solista” começa às 19h45 e conta com a participação do jovem maestro de Hong Kong Kin Szeto.
Segundo a sinopse do concerto, trata-se aqui de um espectáculo que promete romper “com o formato tradicional de concerto, oferecendo uma experiência única e imersiva”, “uma nova forma de ouvir música chinesa: estar dentro da orquestra”, lê-se no cartaz do espectáculo, cujos bilhetes têm um custo de 150 patacas.

“Além de apresentar obras clássicas da música chinesa, proporciona-se ao público um efeito sonoro envolvente a 360 graus, permitindo sentir o diálogo e a ressonância entre os instrumentos através de arranjos inovadores”, acrescenta-se na apresentação da OCM.

A OCM descreve ainda que o público pode “deixar-se envolver pela vastidão da música chinesa”, ficando a promessa de que Kin Szeto, “vencedor de concursos internacionais de direcção de orquestra, irá conduzir a orquestra com o seu domínio técnico e estilo enérgico, explorando toda a riqueza da música chinesa”.

Uma carreira longa

Kin Szeto doutorou-se em Artes Musicais e regência de orquestra na University of Cincinnati College-Conservatory of Music, com orientação de Mark Gibson, e uma bolsa que lhe cobriu a totalidade dos estudos. Anteriormente fez um mestrado em Nova Iorque, no Ithaca College.

O jovem de Hong Kong venceu o prémio do Concurso de Regentes de Orquestra de 2022, na Roménia, tendo-se estreado na Europa com a Orquestra Filarmónica de Brasov.

Nos Estados Unidos, Kin Szeto desempenhou diversos cargos musicais, como maestro convidado e assistente e também director musical. Além disso, o maestro é intérprete de erhu, instrumento de música tradicional chinesa. Foi músico na Orquestra Chinesa de Hong Kong entre 2011 e 2016, tendo sido depois regente da orquestra.

Mais música em Janeiro

Destaca-se ainda a realização de um concerto protagonizado pela OCM em Janeiro, no dia 16, com início agendado para as 19h45. Intitula-se “Dawn Breaks” e conta com Liao Yuan-Yu como maestro e os músicos Lin Jie, intérprete de ruan, instrumento tradicional chinês; e ainda Hou Guangyu, que estará em palco a tocar um dizi.

O programa integra composições como “Bamboo Reverie”, de Li Jiaying, tocada pela orquestra juntamente com o dizi; “Formation Break: Contempo”, de JunYi Chow; e ainda “Macau Impressions”, uma obra encomendada e composta por Zhao Jiping.
Segundo a sinopse do concerto, o maestro da OCM irá “conduzir o público através de uma empolgante jornada artística, desde os primeiros lampejos de inspiração”.

“O concerto contará com Hou Guangyu, renomado flautista de bambu, que irá interpretar o concerto para flauta ‘Bamboo Reverie’. Já Lin Jie, chefe do naipe de ruan da Orquestra, irá interpretar, juntamente com a Orquestra, ‘Ode to the Sun’, obra que revela a força da alegria e do encorajamento”, lê-se.

Inquérito | Larga maioria disposta a trabalhar em Hengqin

Um estudo da Associação Chinesa para o Avanço da Juventude revela que 83 por cento dos inquiridos estão dispostos a trabalhar em Hengqin. Este documento, citado pelo portal Macao News, foi elaborado mediante um inquérito feito entre Setembro e Novembro, tendo sido recolhidos 1.052 questionários online feitos a residentes com idades entre os 18 e 45 anos.

Ainda no âmbito laboral, o estudo mostra que mais de 86 por cento dos jovens de Macau mostrou interesse em abrir um negócio em Hengqin, e que mais de 52 por cento diz ter uma “atitude aberta” face à possibilidade de viver na Ilha da Montanha.
Há, porém, diversos obstáculos referidos no estudo, nomeadamente a nível administrativo, com mais de 55 por cento dos entrevistados a referir que há uma grande lentidão nos processos administrativos para poderem trabalhar, viver ou abrir negócios em Hengqin.

Foi ainda referido outro ponto quanto à residência, pois cerca de 67 por cento dos entrevistados disseram que um dos entraves à sua mudança para Hengqin prende-se com o tempo de residência do outro lado da fronteira não contar para a obtenção do estatuto de residente permanente da RAEM. Outro ponto menos favorável para a fixação de pessoas, referido pelos entrevistados, é o facto de existirem diferenças salariais e menos benefícios em Hengqin.

Jogo | Melco recebe autorização para operar três salas Mocha

A Melco obteve autorização do Governo para operar três salas de jogo Mocha no Porto Interior, Hotel Golden Dragon e Hotel Sintra. Para assegurar o funcionamento dos espaços, a Melco terá de contratar uma entidade gestora

O Governo concedeu autorização à operadora de jogo Melco para manter três salas de máquinas de jogo a funcionar. Tratam-se das salas de jogo Mocha Golden Dragon, Mocha Porto Interior e Mocha Hotel Sintra, sendo que, para a sua continuidade, a Melco terá de contratar uma sociedade gestora.

A decisão surge no contexto do fim do período transitório de três anos, dados às concessionárias de jogo para assumirem a exploração dos casinos-satélite. O prazo termina amanhã.

Segundo um comunicado da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), “a Melco irá contratar uma sociedade gestora para dar continuidade à exploração das salas de máquinas de jogo Mocha Golden Dragon, Mocha Porto Interior e Mocha Hotel Sintra, a partir de 1 de Janeiro de 2026, mantendo o vínculo laboral estabelecido entre a Melco e os trabalhadores das mesmas salas de máquinas de jogo”.

Mudanças no hotel

A DICJ referiu também que o encerramento do Mocha Hotel Royal, que cessou oficialmente operações às 23h59 de domingo, decorreu “em conformidade com os procedimentos previstos”. Esta sala de jogos de máquinas também estava afecta à Melco Resorts.

De seguida, a DICJ, a quem coube a coordenação do encerramento, “procedeu, de imediato, à suspensão do funcionamento das máquinas de jogo, tendo assegurado a coordenação, com diversos serviços, e o acompanhamento do processo de retirada do respectivo recinto, entre outros”.

Tendo em conta que houve trabalhadores envolvidos no processo, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais “enviou pessoal ao local para prestar esclarecimentos aos trabalhadores em causa, tendo-lhes sido fornecidas informações sobre uma linha aberta para consultas”.

Na mesma nota, a DICJ explicita que vai continuar “a assegurar a coordenação estabelecida com as concessionárias de exploração de jogos de fortuna ou azar e os serviços competentes, promovendo em conjunto o desenvolvimento saudável e ordenado do sector do jogo de Macau”.

Cotai | Um terço dos jovens não sabe que a zona de espectáculos existe

Os resultados constam de um inquérito da Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, que apela ao reforço da promoção do espaço ao ar-livre no Cotai. Mais de metade dos inquiridos confessou não ter assistido a qualquer espectáculo em Macau no último ano

Três em cada 10 inquiridos pela Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau desconhece a existência da zona de espectáculos ao ar-livre no Cotai. A conclusão foi apurada através de um inquérito sobre a indústria dos espectáculos enquanto uma das vertentes da diversificação da economia.

As conclusões do inquérito foram apresentadas ontem de manhã, numa conferência de imprensa, e o estudo contou com um total de 789 respostas válidas dadas por inquiridos com idades entre os 18 e 44 anos. Quando questionados sobre a existência do espaço promovido pelo Instituto Cultural para a realização de grandes espectáculos, 29 por cento afirmou desconhecer de todo a zona de espectáculos ao ar-livre.

Aos 29 por cento dos inquiridos que desconhecem a zona de espectáculo, junta-se ainda 36 por cento que consideram que a zona não agrada nem desagrada, 21 por cento que estão satisfeitos com o espaço e 15 por cento que fazem uma avaliação negativa das instalações.

Com base nestes resultados, os responsáveis pela realização do estudo entendem que o Governo tem muita margem de manobra para promover a infra-estrutura e melhorar as instalações.

Lá fora é melhor

O inquérito revelou ainda que 50,2 por cento dos jovens não assistiu a qualquer espectáculo em Macau nos últimos 12 meses, independentemente de serem eventos com grande ou pequena dimensão. Quanto aos que assistiram a pelo menos um espectáculo na RAEM, 25 por cento indicaram ter assistido apenas a um único evento em 12 meses. O estudo indica que menos de 10 por cento dos inquiridos assistem a espectáculos com uma frequência superior a um evento a cada três meses.

No entanto, o estudo também mostra que os jovens assistem a mais espectáculos fora da RAEM do que no território. E quando vão para fora, normalmente o objectivo é assistir a eventos de grande dimensão. Cerca de 74 por cento dos inquiridos admitiu ter assistido especificamente a concertos de grandes dimensões nos últimos 12 meses fora de Macau.

Este número supera a percentagem de residentes que assistiu a peças de teatro ou musicais (21,4 por cento) e a festivais de música (17,3 por cento). Face a estes resultados a associação indica que os jovens preferem concertos de música pop.

Amar Hong Kong

Em termos da origem dos artistas dos espectáculos, praticamente 50 por cento dos inquiridos indicou ter assistido a eventos com artistas de Hong Kong. A proporção de residentes que assistiu a espectáculos com artistas de Macau foi de 29 por cento, seguida por espectáculos com artistas da Coreia do Sul (20 por cento) e do Interior da China (19 por cento).

Sobre os motivos que fizeram com que 50,2 por cento dos jovens não assistissem a espectáculos, 32 por cento queixou-se da falta de tempo. Houve ainda 24 por cento que indicaram não ter interesse nos espectáculos organizados em Macau, enquanto 16 por cento admitiram ter desistido de ir a espectáculos na RAEM devido às dificuldades para comprar um bilhete nos canais de venda oficiais.

Nam Van | Aterro Provisório irá custar quase 12 milhões de patacas

Os trabalhos fazem parte de um plano apresentado em Agosto para aproveitar provisoriamente os lotes A3, A4 e A9 do Lago Nam Van. O plano inclui a construção de uma nova zona de estacionamento no centro da cidade

Os trabalhos de construção do aterro e fundações provisórias do lote A4 do Lago Nam Van vão ter um custo de 11,82 milhões de patacas. A obra foi adjudicada à Empresa de Construção e Obras de Engenharia Tak Fat Kin Ip e visa permitir o aproveitamento provisório do terreno, de acordo com o portal da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP).

A obra foi atribuída através de um procedimento de consulta por parte da DSOP junto de algumas construtoras que resultou na apresentação de seis propostas, com os preços a variarem entre 10,68 milhões de patacas e 14,73 milhões de patacas. Todas se comprometiam a finalizar as obras em 180 dias.

De acordo com a DSOP, “actualmente, o lote A4 é um estaleiro abandonado”, apesar de ter uma área de 1.500 metros quadrados” e ficar numa zona central da cidade. Os trabalhos exigidos à Tak Fat Kin Ip visam criar as condições para “a próxima construção de espaços públicos provisórios”, assim como “resolver completamente os eventuais riscos emergentes de acumulação de águas estagnadas” nas construções existentes no lote A4.

Tirar proveito

O aproveitamento do lote do Lago Nam Van faz parte de um plano mais amplo do Governo, apresentado em Agosto deste ano, quando foi traçado o objectivo de “aproveitar, a curto prazo, os três lotes de terrenos A3, A4 e A9 do Lago Nam Van para a criação dos espaços públicos provisórios”.

O Executivo pretende “satisfazer as expectativas razoáveis dos residentes sobre o aproveitamento optimizado de terrenos e, ao mesmo tempo, melhorar a paisagem urbana do centro da cidade, enriquecendo a experiência de Macau como cidade turística”. Esta opção tem em conta que os terrenos ficam localizados perto de alguns dos pontos turísticos mais procurados da cidade. Além disso, os terrenos situam-se numa zona comercial, o que faz com que durante os feriados o trânsito seja “muito intenso” e que nas horas de ponta sejam “implementadas medidas de controlo de multidões”.

Em Agosto, a DSOP comprometeu-se também com a realização de “obras provisórias que incluem a construção de um passeio provisório ao longo do lago no lote A9, que fará a ligação com as arcadas dos edifícios circundantes”. Esta ligação vai permitir caminhar directamente entre os edifícios Lake View Mansion e Nam Van Península ao longo da margem do lago, sem a actual necessidade de contornar o lote A9.

Nos lotes A3 e A4, entre os edifícios Hotel Grand Emperor e o FIT Center of Macau, vai ser construído um parque de estacionamento provisório.

Leong Pou U quer mais protecção para trabalhadores independentes

O deputado Leong Pou U considera que o Governo deve criar nova legislação para garantir mais protecção para os trabalhadores independentes. O assunto consta de uma interpelação oral que foi divulgada ontem pelo legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau.

De acordo com o deputado, os mais recentes desenvolvimentos das forças produtivas vão originar “novas formas de relações de produção e relações laborais”. No entanto, Leong Pou U avisa que as novas relações vão ser mais “flexíveis” e instáveis e que “diferem significativamente dos modelos tradicionais que apresentam horários de trabalho fixos, locais de trabalho fixos e relações laborais estáveis”.

Apesar dos novos modelos, o deputado defende que é necessário proteger os “direitos dos trabalhadores nas formas de emprego e criar um ambiente jurídico favorável ao desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade”. “As autoridades vão realizar uma revisão e alteração sistemáticas das leis e regulamentos laborais em resposta ao surgimento de novas formas de emprego, reforçando assim a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores nestes novos regimes?”, pergunta.

Áreas cinzentas

Sobre as novas formas de trabalho, Leong Pou U indica ainda que muitas vezes decorrem à margem das tradicionais licenças atribuídas por órgãos como o Instituto para os Assuntos Municipais. Por isso, Leong pergunta como as autoridades se vão adaptar à mudança.

O deputado exemplificou o novo paradigma com a multa aplicada a um jovem que cobrou dinheiro por fotografias perto das Ruínas de São Paulo. “Recentemente, um residente que prestava serviços de fotografia remunerados perto das Ruínas de São Paulo foi multado pelo IAM por alegadas violações ao regulamento de vendedores ambulantes”, indica.

“Gostaria de perguntar ao secretário como os direitos e interesses dos freelancers ou das pessoas com vários empregos serão reforçados no futuro, a fim de promover o emprego de alta qualidade para os residentes, especialmente os jovens”, questionou.

Aviação | Deputado pergunta se haverá apoios para novas companhias

Em Fevereiro, entra em vigor a nova lei da aviação, que termina com o monopólio da Air Macau. Lam Lon Wai quer saber como irá o Governo traçar o futuro desenvolvimento da indústria da aviação civil

O deputado Lam Lon Wai perguntou ao Governo se existem planos para apoiar companhias aéreas a fixarem-se em Macau. O assunto vai ser abordado na Assembleia Legislativa, numa intervenção oral, que foi divulgada ontem pelo legislador.
No texto, Lam Lon Wai começa por lamentar que “durante muitos anos, Macau apenas tenha tido uma companhia aérea local” o que fez com que “dimensão global do mercado continue a ser relativamente pequena”.

O legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) aponta que a nova lei que acaba com o monopólio da Air Macau está a fazer com que o mercado da aviação entre “numa nova fase de desenvolvimento”.

Neste sentido, o deputado pretende saber como as autoridades vão “aproveitar proactivamente as novas oportunidades” para “atrair mais empresas de aviação financeiramente sólidas para estabelecerem empresas ou sucursais locais em Macau”. Como parte da estratégia, Lam Lon Wai perguntou se o Governo vai lançar medidas como “acordos de exploração direitos aéreos”, “expansão das instalações aeroportuárias” ou “iniciativas de formação de pessoal” para “impulsionar o mercado da aviação de Macau para uma nova fase de diversificação e cooperação regional”.

Mais companhias

A nova lei da aviação vai entrar em vigor em Fevereiro do próximo ano, e o deputado recorda que “um dos principais objectivos da legislação é permitir a criação de companhias aéreas locais, promovendo assim um sistema de aviação civil mais autónomo para Macau”.

Lam Lon Wai pretende assim saber se a entrada em vigor da nova legislação vai ser encarada como uma oportunidade para reponderar os acordos de aviação com diferentes jurisdições. “As autoridades irão rever todos os acordos de serviços aéreos assinados com vários países e formular políticas de incentivo para atrair transportadoras estrangeiras, reforçando assim as vantagens de Macau como centro de trânsito?”, questionou.

O deputado indica ainda que Macau pode ser um centro de ligação da aviação regional. “Se os esforços no futuro incluírem uma maior colaboração regional entre aeroportos com a utilização flexível dos direitos aéreos, Macau tem potencial para evoluir e transformar-se num centro de ligações aéreas e logísticas na Grande Baía”, apontou.

Contudo, para concretizar esta estratégia, o deputado indicou que é importante que o do Terminal de Carga de Hengqin para o Aeroporto Internacional de Macau entre em funcionamento em 2027.

Analistas realçam desafios no crescimento económico de Macau

Especialistas contactados pela agência Lusa perspectivam desafios no crescimento da economia de Macau para 2026, com a recuperação do sector do jogo a contrastar com o fraco consumo doméstico e pressão para a diversificação.

O economista Henry Chun Kwok Lei, professor de Economia Empresarial na Universidade de Macau e vice-presidente da Associação Económica de Macau, mantém uma perspectiva “cautelosamente optimista” para 2026, prevendo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 2,5 por cento durante o próximo exercício.

“A base elevada das receitas brutas dos jogos este ano, projectadas entre 246 a 248 mil milhões de patacas, irá condicionar o potencial de crescimento em 2026. Mesmo que a receita dos casinos aumente cerca de 4 por cento, para mais de 250 mil milhões de patacas, a sua contribuição para o crescimento económico global irá diminuir”, afirmou Henry Lei à Lusa.

Ben Lee, consultor para a actividade do jogo no sudeste asiático, tem uma perspetiva mais positiva. “A receita bruta dos jogos já atingiu 226,5 mil milhões de patacas até Novembro deste ano, pelo que é mais do que provável que ultrapassemos a projecção de 228 mil milhões”, disse.

A estimativa para as receitas do jogo para 2026 acrescentou o analista, é “um pouco conservadora”. “A menos que retrocedamos no próximo ano, com base no momento actual, as receitas brutas podem atingir um valor entre 260 e 270 mil milhões de patacas até ao final de 2026”, estimou.

Alarmes soados

A previsão inscrita no Orçamento para 2025 apontava para receitas totais na ordem dos 240 mil milhões de patacas, mas o fraco arranque do ano, sobretudo depois da guerra tarifária desencadeada pelos EUA, accionou os alarmes entre a equipa económica do Executivo de Sam Hou Fai, que aprovou em Junho um Orçamento Rectificativo em que cortou 4,56 mil milhões de patacas na previsão de receitas, altamente dependentes do setor do jogo (cerca de 83 por cento do PIB de Macau).

A Associação Económica de Macau prevê que o crescimento anual do PIB em 2025 venha a ser em torno dos 5,4 por cento, um estimativa escudada na “tendência estável e positiva dos principais indicadores de desenvolvimento económico, funcionamento globalmente estável dos sistemas orçamental e financeiro e manutenção de baixas taxas de desemprego”.

Quanto ao próximo ano, acrescenta a associação, “prevê-se que a economia de Macau mantenha a trajectória estável e positiva”, embora o panorama global “continue a ser caracterizado por turbulências e complexidade interligadas”. O Orçamento do Governo para 2026 aponta para um aumento de 3,5 por cento nas receitas dos casinos de Macau no próximo ano, atingindo 236 mil milhões de patacas, ainda assim, o valor mais elevado desde a pandemia.

Outros desafios críticos que Macau enfrenta em 2026 são o do estímulo ao consumo local e o do apoio às pequenas e médias empresas (PME). Em declarações à Lusa, Lei Choek Kuan, presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau, apontou para a mudança “irreversível” nos padrões de consumo em curso e sublinhou a importância do apoio governamental para que as empresas mantenham a confiança.

O economista Henry Lei defende uma transformação estrutural mais profunda que vá além dos subsídios e sugeriu que as PME locais devem procurar a diferenciação e serviços ‘premium’ — como “melhorar o serviço pós-venda, desenvolver produtos culturais criativos e criar experiências culinárias de alta gama” — para atender a um nicho demográfico de alto poder de compra, em vez de competirem pelo preço com o Interior da China.

P’rá Ucrânia é que é bom

Não discuto o passado nem a personalidade de Vladimir Putin. Não discuto a política expansionista da Rússia. Discuto sobre a política de Portugal e da União Europeia. Em Portugal existem cerca de quatro milhões de cidadãos que vivem no limite da pobreza. Existem milhares de portugueses com reformas de miséria. Existem idosos a viver sozinhos sem qualquer apoio médico ou social. Existem lares que são caixotes de lixo humano. Não existem creches públicas suficientes para as crianças portuguesas. Existem centenas de bairros da lata. Existem sem-abrigo às centenas com frio e fome por todas as cidades.

Existem prédios da propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com mais de cinco andares, completamente abandonados e em ruínas num país onde não existe habitação social para jovens, idosos, deficientes e famílias que sobrevivem tendo de optar na compra de alimentos ou de medicamentos. Existem jovens que aos 40 anos de idade ainda vivem nas casas dos pais por não conseguirem arrendar ou comprar uma casa, muito menos viver em união de facto com uma companheira e terem filhos.

Existe um Ministério da Defesa que anuncia a futura compra de material bélico e aeronaves no valor de milhares de milhões de euros quando os hospitais públicos apresentam as urgências encerradas e as futuras mães a terem o parto em casa, em ambulâncias, nos carros particulares ou na rua. Existem invisuais e deficientes que não podem frequentar certas estações do Metropolitano de Lisboa por não existirem elevadores ou escadas rolantes. Existem estabelecimentos prisionais onde os reclusos são contemplados com um tipo de alimentação que até os cães rejeitam.

Existem estudantes que acabam o ensino secundário e vão trabalhar para um restaurante ou para a construção civil porque os pais não têm dinheiro para o pagamento de propinas e material universitário. Existem mendigos a pedir dinheiro diariamente em todas as cidades do país. Existem mais de 100 mil pobres a quem lhes foi suspenso um subsídio de renda mensal e miserável de 200 euros.

Existem pobres a roubar um chocolate ou um pão num supermercado e são levados logo para uma esquadra policial. Não existem institutos seguros que recolham mulheres vítimas de violência doméstica. Existem partidos políticos que advogam a expulsão de Portugal de imigrantes que trabalham e descontam para a Segurança Social. Existe um aumento anual aos reformados de três a cinco euros.

A política em Portugal, inegavelmente, despreza os pobres, com o argumento de que o Orçamento do Estado não dá para mais. E, afinal, o que se constata? Que o Governo português tem enviado milhares de milhões de euros para a Ucrânia. Para um país, cujo
Parlamento tem uma maioria de neonazis. Um país que tem ministros e chefe de Gabinete presidencial corruptos ao mais alto nível.

Um país onde o presidente Zelensky tem demitido ministros atrás de ministros pelo desvio de verbas milionárias oriundas da União Europeia e obviamente de Portugal. Um país onde o povo está dividido entre eleições gerais, mesmo em tempo de guerra. Um país que ainda há seis anos “exportava” para Portugal uma das maiores máfias que se dedicava ao tráfico humano, assaltos graves a carrinhas de valores, ao controlo de prostituição de mulheres ucranianas disfarçadas de empregadas domésticas, venda de drogas e lavagem de dinheiro.

Portugal continua a enviar milhões de euros para a Ucrânia, quando o seu povo vive em cenários de pobreza e de miséria.
Não é admissível uma política deste género, onde o povo já tem medo de se manifestar contra as decisões relacionadas com o apoio pecuniário à Ucrânia, porque podem correr o risco de serem acusadas de apoiantes do comunista Putin. Não é aceitável que a política de interesses norte-americana, comandada pelo seu presidente Donald Trump, que suporta as mais diversas organizações neonazis, incluindo as ucranianas, leve Portugal a enviar milhões de euros, sabe-se lá com que destino, e mantendo na miséria milhares dos seus filhos.

É urgente e minimamente razoável que o governo português cesse de imediato o envio de milhões de euros e material bélico ou aeronaves para a Ucrânia, quando esse dinheiro faz tanta falta aos pobres residentes no país à beira mar plantado. A solidariedade humana não é isto. O povo ucraniano nada tem beneficiado com os milhões de Portugal e dos outros países da Europa. Chegámos ao ponto de ser enviado material bélico para a Ucrânia e muitos responsáveis do governo ucraniano venderem esse mesmo material para o Afeganistão e outros países que tal. Os leitores devem marcar uma posição, dentro das possibilidades de cada um, de sensibilizar as autoridades portuguesas que a situação aqui descrita não pode continuar. A bem da Nação.

Estudo | Angola e Moçambique expostos a desaceleração chinesa

A desaceleração da economia chinesa e possível transformação do seu modelo de crescimento poderão ter impactos profundos nos países africanos, incluindo Angola e Moçambique, alerta-se num relatório do grupo de reflexão Rhodium Group.

“À medida que o modelo económico da China perde fôlego, os responsáveis africanos terão de planear o crescimento e a transformação económica conscientes de que o seu maior parceiro comercial e de investimento poderá vir a ter um perfil muito diferente do que teve até agora”, lê-se na análise realizada pelo grupo, com sede em Nova Iorque.

Angola é apontada como um dos países mais sensíveis à evolução da segunda maior economia do mundo. A China é um dos principais destinos do crude angolano e o relatório antecipa que as importações chinesas de petróleo africano deverão estagnar ou diminuir, à medida que Pequim acelera a transição energética, expande a frota de veículos eléctricos e reduz a intensidade energética da sua economia.

Esse cenário poderá pressionar as receitas fiscais, as exportações e a capacidade de Luanda para honrar a sua dívida externa, num contexto em que o país já paga mais à China em amortizações do que recebe em novos empréstimos.

Moçambique poderá ter uma trajectória distinta. Embora também exposto à procura chinesa por matérias-primas, o relatório antecipa uma procura estruturalmente robusta por minerais estratégicos associados à transição energética, como a grafite e outros minerais críticos, sectores em que Moçambique tem vindo a ganhar relevância.

Comércio externo | Lei revista com reforço das resposta a “lutas externas”

A China aprovou no sábado uma revisão da lei de comércio externo, que reforça o quadro jurídico para o desenvolvimento do comércio transfronteiriço e amplia as ferramentas jurídicas de resposta a “lutas externas”

De acordo com a agência estatal Xinhua, o Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN, órgão legislativo) deu ‘luz verde’ à nova versão da norma, que entrará em vigor a 1 de Março de 2026, depois de uma votação realizada este sábado. A lei revista incorpora uma série de reformas, que até agora eram aplicadas por meio de regulamentos ou políticas sectoriais.

Entre estas estão o sistema de listas negativas para o comércio transfronteiriço de serviços, o apoio a novos formatos e modelos de comércio externo, o impulso ao comércio digital e a aceleração da construção de um sistema de comércio “verde”. O texto também estabelece disposições para que o Estado avance no alinhamento com “normas económicas e comerciais internacionais de alto nível” e participe na formulação de regras globais neste domínio, segundo a Xinhua.

Com o objectivo de optimizar o ambiente para o comércio externo, a lei reforça igualmente a protecção dos direitos de propriedade intelectual ligados às actividades comerciais internacionais. Nesse sentido, estipula que o Estado melhorará o nível de conformidade normativa dos operadores de comércio externo e a sua capacidade de gerirem riscos relacionados com a propriedade intelectual.

A norma introduz ainda um sistema de assistência ao ajustamento comercial, orientado para “estabilizar as cadeias industriais e de abastecimento”, um aspecto que ganhou relevância nos últimos anos face às fricções comerciais e tecnológicas com os Estados Unidos e outros parceiros.

Em tempo de tréguas

Um dos pontos destacados da revisão é a ampliação e o aperfeiçoamento do chamado “conjunto de ferramentas legais” para a defesa dos interesses externos da China, num momento marcado pela trégua comercial alcançada com os Estados Unidos e pela persistência de tensões com outros actores, como a União Europeia.

A reforma é aprovada semanas depois de Pequim e Washington terem acordado uma trégua comercial de um ano, que inclui reduções tarifárias e a suspensão temporária de algumas restrições, embora as autoridades chinesas tenham insistido, paralelamente, na necessidade de proteger a segurança económica nacional.