Taipa | FAOM elogia plano urbanístico para zona norte Hoje Macau - 14 Mai 2026 A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) entende que o Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa, divulgado pelas autoridades na última semana, é pragmático, reduz a densidade populacional e promove a utilização de terrenos para melhoria do trânsito e instalações sociais. Segundo o jornal Ou Mun, a chefe do gabinete dos serviços da Taipa da FAOM, Leong Meng Ian, destacou o facto de o Plano permitir a abertura de vias actualmente inacessíveis da zona norte da Taipa, mostrando os resultados da negociação entre Governo e proprietários. Além disso, a responsável considera que esta decisão mostra a determinação do Executivo no uso de terrenos públicos. Leong Meng Ian, que também pertence ao Conselho Consultivo de Serviços Comunitários das Ilhas, espera que seja construído na zona um sistema de drenagem para resolver o problema das inundações severas à entrada da Povoação de Cheok Ka sempre que há fortes chuvas, o que impede a circulação de carros. Leong Meng Ian espera também mais instalações culturais no âmbito deste Plano, incluindo espaços para exposições e locais para treinos desportivos e competições escolares.
AL | André Cheong reúne com delegação da APN Hoje Macau - 14 Mai 202614 Mai 2026 André Cheong, presidente da Assembleia Legislativa (AL), reuniu esta terça-feira com a delegação da Comissão da Lei Básica de Macau do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN). Segundo uma nota oficial sobre o encontro, a agenda incidiu sobre o “reforço da construção do Estado de Direito em Macau e a intensificação da articulação de regras e da ligação de mecanismos entre Macau e a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”. A delegação da Comissão da Lei Básica foi liderada por Lei Jianbin, vice-director desta entidade. Este disse que as leis produzidas pela AL “devem ser comunicadas para registo ao Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, trabalho este que tem decorrido de forma fluida e bem-sucedida”, podendo, no futuro, “ser explorada a optimização desse mecanismo de registo e verificação”.
Vales de saúde | Apoios vão poder ser usados em Guangdong Hoje Macau - 14 Mai 2026 O Governo anunciou ontem a extensão do programa de vales de saúde à província de Guangdong, medida que vai custar mais de 520 milhões de patacas. O alargamento ao Interior da China arrancou em 2024, apenas para Hengqin, onde existem 15 instituições de saúde que aceitam vales de saúde O programa de comparticipação nos cuidados de saúde para o ano de 2026, mais conhecido como vales de saúde, irá estender-se a toda a província de Guangdong, indicou ontem o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, numa conferência de imprensa do Conselho Executivo. O Governo já tinha alargado em 2024 o “Programa de Comparticipação nos Cuidados de Saúde” à Zona de Cooperação Aprofundada, na vizinha Hengqin. Wong Sio Chak afirmou que o programa vai passar a abranger “clínicas e departamentos de consultas externas” de Guangdong, para “concretizar a política nacional e responder às solicitações apresentadas pela sociedade”, além de apoiar o desenvolvimento do sector da saúde. De acordo com este programa, de carácter anual e que deixa de fora trabalhadores migrantes, os beneficiários vão receber um total de 700 patacas, com um prazo de utilização de dois anos, para utilizar em serviços que aderiram ao plano, “não sendo aplicáveis aos profissionais de saúde subsidiados pelo Governo”, explicou Wong Sio Chak. No que diz respeito à extensão à província de Guangdong, são integradas agora neste plano instituições que “cumpram as normas estipuladas no Interior da China e que sejam constituídos por residentes de Macau que detenham, individual ou conjuntamente, participações no capital”. Actualmente, 15 destes espaços estão localizados em Hengqin, ainda de acordo com o secretário para a Administração e Justiça. O valor total da comparticipação alcança este ano 520,3 milhões de patacas. Virar da esquina O Conselho Executivo anunciou ontem também que o novo regulamento administrativo que prevê a reestruturação da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública entra em vigor em 1 de Julho. “Este melhoramento dos serviços públicos e a reorganização da estrutura orgânica é para melhor gestão e modernização administrativa e, em relação aos direitos dos trabalhadores, o estado jurídico dos trabalhadores não vai ser afectado”, garantiu a directora destes serviços, Leong Weng In. No “futuro ou em breve”, complementou Wong Sio Chak, há “sete projectos para serem apreciados ou aprovados de reestruturação”, que envolvem um total de 12 serviços públicos. Quando o Governo iniciou “a política de corte de trabalhadores” da administração pública, em Abril de 2020, havia 32.540 funcionários, excluindo os profissionais que trabalham nas universidades públicas, disse Wong. Em Março passado, o número totalizava 30.797.
Economia | Escolha de secretário está “em curso” Hoje Macau - 14 Mai 2026 O porta-voz do Conselho Executivo de Macau, Wong Sio Chak, afirmou ontem que os trabalhos para substituir o secretário para a Economia e Finanças “estão em curso”, em declarações proferidas quase um mês após Tai Kin Ip abandonar o cargo. “O senhor chefe do Executivo já abordou o caso. Actualmente, os trabalhos ainda estão em curso. Se houver informações, nós iremos divulgá-las ao público”, disse, em conferência de imprensa, Wong Sio Chak. O ex-secretário foi exonerado do cargo, após um pedido de demissão apresentado por “motivos pessoais”, de acordo com um despacho publicado em 16 de Abril pelo chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai. A decisão foi tomada pelo Conselho de Estado, o Executivo da China, sob proposta do líder do Governo local. Ainda de acordo com as autoridades, Tai Kin Ip tinha solicitado “há algum tempo” a saída, pedido que foi submetido ao Governo Popular Central nos termos da Lei Básica. Estava previsto que o antigo secretário integrasse a comitiva que acompanhou Sam Hou Fai na visita a Portugal, e que arrancou em 17 de Abril, um dia após a exoneração. Tai foi empossado em Dezembro de 2024. Licenciado em Economia pela Universidade Católica Portuguesa, fez carreira na Direcção dos Serviços de Economia em Macau desde 1995.
IAS | Mais de 5.600 famílias carenciadas vão receber 24,7 milhões João Luz - 14 Mai 2026 A partir de amanhã, mais de 5.600 famílias vulneráveis vão receber a primeira de duas prestações de subsídios que variam entre 2.900 e 11.200 patacas, consoante o tamanho do agregado familiar. Os apoios destinam-se a famílias monoparentais, com membros portadores de deficiência e com doentes crónicos Os primeiros beneficiários do subsídio especial do “Programa de Inclusão e Harmonia na Comunidade” deste ano começam a receber os apoios a partir de amanhã. Este apoio começou a ser distribuído em 2018 para aliviar a pressão financeira das famílias mais carenciadas. Os valores das prestações deste ano variam entre 2.900 patacas para agregados com uma pessoa e 11.200 patacas para famílias com oito ou mais membros. Os destinatários do subsídio são famílias monoparentais, famílias com membros portadores de deficiência e famílias com doentes crónicos. Este ano, 5.608 famílias vão receber a primeira prestação do apoio, num montante total de cerca de 24,67 milhões de patacas, segundo informação divulgada ontem pelo Instituto de Acção Social (IAS), Em relação ao ano passado, os subsídios mais baixos subiram 250 patacas e os mais elevados 1.100 patacas. No total, a edição deste ano irá chegar a mais 60 famílias beneficiárias, e o montante total dos apoios também subiu 2,12 milhões de patacas em relação ao programa de 2025. O valor dos subsídios é dividido por oito categorias, consoante o número de membros da família. Um agregado constituído por apenas uma pessoa irá receber 2.900 patacas, com duas pessoas 4.400 patacas, enquanto agregados com três membros recebem 6.100 patacas. As famílias que preenchem os requisitos constituídas por quatro membros vão receber um apoio de 7.400 patacas, que sobe para 8.400 patacas em agregados com cinco pessoas. Famílias com seis membros vão receber 9.300 patacas, com sete membros 10.300 e, finalmente, com oito ou mais membros o apoio sobe para 11.200 patacas. Como receber Entre o universo de famílias beneficiadas, o IAS adianta também que 1.278 agregados que vão receber, em simultâneo, o subsídio regular e o subsídio especial, enquanto os restantes 4.330 agregados começam a receber a partir de amanhã o subsídio especial através de transferência ou em dinheiro. Recorde-se que este programa de apoio social é atribuído aos três tipos de famílias mencionadas, mas também tem em conta o rendimento do agregado familiar. Além disso, este subsídio vai voltar a ser distribuído em Outubro a famílias vulneráveis cujo rendimento não ultrapassa um múltiplo determinado do valor do risco social.
Francisco José Leandro e Anabela Santiago, académicos: AULP é “infra-estrutura de poder” Andreia Sofia Silva - 14 Mai 202614 Mai 2026 Francisco José Leandro e Anabela Santiago estão a estudar a perspectiva geopolítica da língua portuguesa, analisando o trabalho da AULP – Associação das Universidades de Língua Portuguesa. Os académicos consideram que a aproximação de Macau ao mundo hispânico “não deve ser vista como ameaça ao português” São já muitos os anos de funcionamento da AULP – Associação das Universidades de Língua Portuguesa. Que balanço fazem da sua actividade em termos de resultados práticos para a geopolítica do português? Francisco Leandro (FL) – O balanço é claramente positivo, sobretudo se entendermos a geopolítica da língua portuguesa não apenas como promoção cultural, mas como criação de redes institucionais duradouras. A AULP tem contribuído para transformar a cooperação universitária num instrumento de diplomacia académica, aproximando instituições de ensino superior, investigadores, estudantes e decisores de diferentes países de língua portuguesa. Os resultados práticos não devem ser medidos apenas por indicadores imediatos, como eventos ou protocolos assinados. O impacto mais relevante está na consolidação de uma comunidade académica transnacional, na circulação de conhecimento, na formação de quadros e na capacidade de dar maior densidade institucional ao espaço lusófono. Nesse sentido, a AULP funciona como uma infra-estrutura de poder: discreta, mas estrutural, porque cria canais estáveis de cooperação científica, académica e diplomática. Naturalmente, há ainda desafios. Pode exemplificar? A projecção internacional do português continua dependente de maior financiamento, maior integração com políticas públicas e melhor articulação com os sectores económico, tecnológico e científico. Mas a AULP tem tido um papel consistente na passagem da lusofonia de uma ideia cultural para uma rede institucional operativa. É certo que Macau se posiciona como uma plataforma importante no contexto da AULP. Porém, a agenda política para o comércio entre a China e PLP aponta para uma crescente aproximação à língua espanhola. De que forma Macau, e também a AULP como extensão, se pode adaptar a esta nova realidade? FL – A aproximação ao espaço hispanófono não deve ser vista necessariamente como uma ameaça ao português. Pode ser vista como uma oportunidade, desde que o português não seja diluído numa lógica meramente instrumental. A questão central é saber se Macau e a AULP conseguem posicionar o português dentro de uma estratégia mais ampla de intermediação entre a China, os países de língua portuguesa e o espaço ibero-americano. Macau tem uma singularidade que não deve ser desperdiçada: é um território onde a língua portuguesa tem valor jurídico, histórico, diplomático e institucional. Essa condição permite-lhe funcionar como plataforma de ligação entre a China e a lusofonia. Perante uma maior aproximação ao espanhol, a adaptação deve passar por uma lógica de complementaridade: português, espanhol, chinês e inglês podem coexistir como línguas de circulação económica, científica e diplomática. Nesta geopolítica do português, e colocando três países numa balança, quem tem feito mais pela dinamização do idioma? Portugal, China ou Brasil? Anabela Santiago (AS) – Essa comparação só é útil se for feita com alguma nuance. Não cremos que exista uma resposta única, porque cada país tem desempenhado um papel diferente na geopolítica do português. O Brasil tem uma centralidade demográfica, cultural e mediática incontornável. É o país com maior número de falantes de português e tem uma capacidade muito significativa de projecção cultural, científica e económica. Portugal, por sua vez, tem desempenhado um papel importante na normatização, na diplomacia da língua, na política externa cultural e na articulação institucional do espaço lusófono. A China não é um país lusófono, mas tem reconhecido valor estratégico ao português, sobretudo através de Macau e da sua relação com os países de língua portuguesa. Nesse sentido, a China contribui de forma diferente: não pela pertença linguística, mas pela incorporação do português em estratégias de intermediação económica, diplomática e académica. Portanto, em vez de perguntar quem fez mais, talvez seja mais rigoroso perguntar quem tem feito o quê. O futuro do português dependerá menos da liderança isolada de um país e mais da capacidade de articular estes papéis: a escala brasileira, a estrutura diplomática portuguesa, o interesse estratégico chinês e, cada vez mais, o crescimento africano e asiático da língua. O estudo que estão a desenvolver olha para as “assimetrias históricas Norte–Sul” no que diz respeito a esta geopolítica. De que forma devem ser colmatadas, e quais as mais evidentes? AS – As assimetrias Norte-Sul são visíveis em vários planos. Desde logo, no acesso desigual a financiamento científico, infra-estruturas universitárias, redes de publicação, mobilidade académica, tecnologia, bases de dados e capacidade de internacionalização. Também existem assimetrias simbólicas: durante muito tempo, o conhecimento produzido no Norte Global foi visto como mais central, enquanto o conhecimento produzido no Sul Global foi tratado como periférico ou localizado. No espaço lusófono, isto significa que universidades africanas, timorenses ou de outros contextos do Sul Global nem sempre têm as mesmas condições para participar na produção científica internacional, mesmo quando trabalham sobre temas essenciais para o futuro da língua portuguesa. Colmatar estas assimetrias exige medidas concretas. Quais? AS – É necessário reforçar programas de mobilidade equilibrada, apoiar publicações científicas em português com padrões internacionais, financiar projectos de investigação liderados por instituições do Sul Global, promover coautorias menos hierarquizadas e valorizar conhecimento produzido a partir de diferentes realidades locais. A AULP pode ter aqui um papel importante, precisamente porque é uma rede académica transnacional. O objectivo não deve ser apenas integrar o Sul Global em estruturas já existentes, mas permitir que essas instituições também definam agendas, prioridades e critérios de relevância científica. Sendo a AULP uma associação ligada ao ensino superior, consideram que falta conexão do idioma com os diversos tecidos empresariais da Lusofonia? FL – Sim, essa conexão ainda pode e deve ser reforçada. A língua portuguesa tem sido frequentemente tratada como património cultural, académico ou diplomático, mas precisa também de ser entendida como activo económico. Uma língua ganha projecção quando está ligada a oportunidades concretas: emprego, comércio, inovação, tecnologia, formação profissional, indústrias culturais, turismo, serviços jurídicos, saúde, energia, economia azul e transição digital. Sendo a AULP uma associação ligada ao ensino superior, tem condições para aproximar universidades, empresas e instituições públicas. Essa aproximação pode passar por programas conjuntos de formação, estágios, investigação aplicada, incubadoras, redes alumni, centros de estudos empresariais lusófonos e projetos de transferência de conhecimento. O ponto essencial é este: a geopolítica do português não se consolida apenas nas universidades, nem apenas nos governos. Consolida-se quando a língua circula também nos mercados, nas empresas, na tecnologia, na inovação e nas profissões qualificadas. A AULP pode contribuir para essa ponte, formando quadros capazes de operar em contextos lusófonos e iberófonos, com competências linguísticas, interculturais e técnicas. Macau referido como um “hub híbrido de conhecimento” No passado dia 8 de Abril, Francisco José Leandro, professor associado da Universidade de Macau, e Anabela Santiago, investigadora nntegrada Centro de Estudos Internacionais do Iscte-IUL e doutorada em Políticas Públicas, apresentaram alguns detalhes do estudo que estão a desenvolver em torno da geopolítica do português, com a palestra “Abordagem multidisciplinar à geopolítica da língua portuguesa” na I Conferência Língua e Mundo, promovida pela Universidade Autónoma de Lisboa. Segundo explicaram os autores ao HM, o estudo analisa “a geopolítica da língua portuguesa enquanto variável estruturante do sistema internacional”, com foco no papel da AULP. Esta é vista como uma “infra-estrutura de poder que articula educação superior, ciência e diplomacia académica no espaço lusófono e iberófono”. A abordagem de Francisco Leandro e Anabela Santiago lança um olhar ao português “como vector de soft power estrutural, duradouro e institucionalmente mediado”. O lugar da RAEM A AULP é encarada como “actor estratégico da diplomacia académica, capaz de transformar cooperação universitária em poder institucional”, na qualidade de “rede académica transnacional”. No caso do papel de Macau nesta matéria, o território surge, segundo os académicos, como “um hub híbrido de diplomacia do conhecimento, onde a língua portuguesa funciona como recurso diplomático na projecção externa chinesa e como instrumento de intermediação académica e científica no eixo Sul–Sul”. O estudo analisa ainda “a relevância estratégica da articulação entre Lusofonia e Iberofonia, através da convergência com o espaço hispanófono, como mecanismo de ampliação do alcance institucional, científico e geocultural do português”. Desta forma, uma das conclusões é que “a projecção geopolítica da língua portuguesa depende crescentemente de redes académicas robustas, estando a AULP no centro desta arquitectura de poder linguístico no sistema internacional contemporâneo”.
Malásia | 14 desaparecidos após naufrágio de embarcação Hoje Macau - 13 Mai 2026 As autoridades da Malásia estão à procura de 14 pessoas desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação que alegadamente transportava migrantes indonésios sem documentos, ocorrido na segunda-feira no estado de Perak, no noroeste do país. “O alerta para o naufrágio, que ocorreu na segunda-feira de manhã, foi dado por um pescador local que avisou as autoridades para a presença de várias vítimas a flutuar no mar”, segundo o diretor da Guarda Costeira de Perak, Mohamad Shukri bin Khotob. Após o alerta, foi iniciada uma operação de busca e salvamento, com o apoio da Polícia Marítima, da Marinha Real da Malásia e da comunidade piscatória local, para encontrar os desaparecidos da embarcação, que alegadamente transportava 37 “migrantes indonésios em situação irregular”. Um barco de pesca resgatou 23 pessoas, 16 homens e sete mulheres, todos cidadãos indonésios, enquanto as restantes 14 continuam desaparecidas. As autoridades “vão continuar a intensificar os esforços de busca até que todas as vítimas sejam localizadas”, segundo Shukri. As investigações preliminares indicam que o grupo partiu no sábado de Kisaran, no norte de Sumatra, na Indonésia, muito perto da costa oeste da Malásia, com destino a cidades malaias como Penang, Terengganu, Selangor e Kuala Lumpur, de acordo com o Quartel-General Marítimo de Perak. As autoridades recuperaram três malas com roupas que se acredita pertencerem às vítimas e estão a realizar procedimentos de identificação com os sobreviventes do naufrágio. As autoridades malaias indicaram que três tripulantes birmaneses operavam a embarcação. Em novembro passado, 27 pessoas morreram quando um barco que transportava migrantes rohingya, uma minoria muçulmana perseguida em Myanmar, se afundou ao largo da costa da Malásia e da Tailândia.
Rota das Letras | Concerto de Rodrigo Leão em Dezembro Hoje Macau - 13 Mai 2026 O concerto “O Rapaz da Montanha”, do músico português Rodrigo Leão, tem nova data, acontece a 10 de Dezembro deste ano, às 20h, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). Recorde-se que este espectáculo integrou a programação da mais recente edição do festival literário Rota das Letras, mas foi adiado devido à suspensão de voos provocada pelo conflito no Médio Oriente. Segundo um comunicado da organização do festival, foi feito um trabalho de comunicação “em estreita colaboração com o artista para confirmar a nova data, mantendo a integridade da produção original”. Todos os bilhetes previamente adquiridos permanecem válidos para a nova data. Os detentores de bilhetes que necessitem de assistência ou reembolso devem contactar os responsáveis do Festival Literário de Macau. Rodrigo Leão é uma figura de destaque na música portuguesa contemporânea. Membro fundador de bandas emblemáticas como os Sétima Legião e Madredeus, a sua carreira a solo tem obtido reconhecimento internacional pela fusão única de canção popular, arranjos clássicos e minimalismo electrónico.
Legalização de apostas ‘online’ vai redefinir mercado asiático Hoje Macau - 13 Mai 2026 O analista da corretora Seaport Research Vitaly Umansky afirmou ontem que a próxima grande mudança na indústria do jogo na Ásia não virá de novos hotéis-casino, mas da eventual legalização das apostas desportivas ‘online’ na região. Num seminário realizado durante a G2E Asia, a maior expo da indústria do jogo na Ásia, Umansky descreveu que, enquanto a Europa e os Estados Unidos já legalizaram as apostas desportivas ‘online’, “a indústria de jogo ‘online’ [na Ásia] é enorme, mas quase toda ilegal.” “O verdadeiro grande ‘boom’ no jogo vai ser ‘online’, mas num formato regulado”, afirmou o analista. Umansky previu que os governos serão forçados a agir à medida que percebam a dimensão da actividade não tributada. “Cada vez mais países e jurisdições vão licenciar estas apostas. Foi o que aconteceu nos EUA. Passámos de, efectivamente, um estado com apostas desportivas para 40 estados. Vai acabar por acontecer na Ásia”, avisou. Ao mesmo tempo, o analista acrescentou que a transição não será uniforme, mas “eventualmente vai acontecer em todas as jurisdições na Ásia.” As apostas desportivas ‘online’ na Ásia são geralmente proibidas ou estritamente regulamentadas, com a maioria dos países a bani-las muitas vezes devido a restrições culturais ou religiosas. As apostas desportivas legais, geridas pelo Estado ou licenciadas, existem apenas em algumas jurisdições, incluindo Filipinas, Singapura e Macau. A G2E Asia e Asian IR Expo, dois eventos de referência para a indústria do jogo, entretenimento e hotelaria, decorrem em paralelo entre hoje e 14 de maio no hotel-casino Venetian Macau. Fenómeno Singapura No que toca ao jogo tradicional em casinos, o diretor-geral da corretora Morgan Stanley, Praveen Choudhary, fez um resumo do desempenho dos maiores mercados a região, com Macau e Singapura à cabeça, mas com uma recuperação impressionante da cidade-Estado após a pandemia covid-19. “O mercado de jogo em Singapura depois da pandemia tem sido excepcional, a valores 187 por cento acima do nível précovid”, afirmou Choudhary no mesmo evento, sublinhando que este crescimento aconteceu apesar de o número de visitantes ainda ser menor do que os valores anteriores à crise sanitária. Segundo dados da Morgan Stanley, em 2018 Singapura registou 2,7 mil milhões de dólares em resultados do jogo, um valor que caiu abruptamente para 1,3 mil milhões em 2020 com o impacto da pandemia. A partir daí a recuperação foi rápida, chegando a 3,9 mil milhões de dólares em 2024 e a 4,6 mil milhões em 2025, superando claramente os níveis précovid, e mantendo os mesmos dois hotéis-casino, o Marina Bay Sands e o Resorts World Sentosa. Com 20 casinos divididos por seis operadoras, Macau fechou 2025 com receitas de jogo totais de 247,4 mil milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior. No entanto, apesar do aumento no número de visitantes, os valores gerados pelos casinos locais continuam abaixo dos registados antes da pandemia. Choudhary observou que em Singapura as receitas de jogo VIP (grandes apostadores) voltaram aos níveis précovid, enquanto em Macau estes valores estão a “13 por cento a 15 por cento ” do nível antes da pandemia. Para o analista, a diferença explicase pela “acumulação de riqueza” em Singapura, que levou a um maior número de apostadores VIP na cidade. “Não se trata de visitantes que vêm jogar, como acontece em Macau, mas pelas pessoas ricas que vivem em Singapura. O número de pessoas ricas que imigraram para esta cidade nos últimos dois anos é insano”, destacou Choudary.
Os homens que evitam psicoterapia Tânia dos Santos - 13 Mai 2026 Há um dado que aparece de forma consistente na investigação: os homens recorrem menos à psicoterapia do que as mulheres. Procuram menos ajuda, permanecem menos tempo em acompanhamento e, muitas vezes, chegam mais tarde — quando o sofrimento já está instalado de forma mais profunda. Isto não significa que sofram menos. Aliás, os homens têm das maiores taxas de suicídio registadas – apesar das mulheres terem mais ideação suicidada e tentarem mais vezes. A explicação mais imediata para que os homens não peçam ajuda tende a estereótipos já conhecidos: os homens não falam, não sabem identificar emoções ou evitam a vulnerabilidade. Esta é uma compreensão insuficiente — e até redutora. Não se trata apenas de uma incapacidade individual. Trata-se de uma construção cultural profundamente enraizada na sociedade sobre o que é ser homem. Desde cedo, muitos homens aprendem que é uma virtude não expressar emoções. Que pedir ajuda é sinal de fraqueza ou que a dor deve ser gerida em silêncio: boys don’t cry. A linguagem emocional, quando existe, é muitas vezes limitada ou pouco praticada. E quando não se tem linguagem, torna-se mais difícil reconhecer o que se sente — e ainda mais difícil partilhá-lo. A psicoterapia, por sua vez, exige precisamente o contrário: pausa, introspecção, contacto com a experiência interna, capacidade de nomear estados emocionais ambíguos. Exige tempo e um certo grau de tolerância ao desconforto. Para alguém socializado na ideia de que “resolver” é agir rapidamente e seguir em frente, este processo pode ser pouco produtivo. Há também uma questão de expectativa. Muitas pessoas chegam à terapia à procura de soluções concretas e rápidas: “o que é que faço para deixar de me sentir assim?” Quando se deparam com um espaço que devolve perguntas em vez de respostas, surge a frustração, e abandonam o processo. Mas a dificuldade não está apenas nos homens, ou na forma como são socializados. Está também na forma como a própria psicoterapia se organizou. Durante décadas, muitos modelos terapêuticos valorizaram formas de expressão emocional mais alinhadas com padrões tradicionalmente associados ao feminino: verbalização, introspecção prolongada, exploração detalhada da experiência interna. Isto não é um problema em si, muito pelo contrário — mas pode tornar o setting terapêutico menos apetecível para quem não vê valor nestas estratégias. Importa também reconhecer que “os homens” não constituem um grupo homogéneo. Pessoas trans, não-binárias ou homens queer podem viver relações muito diferentes com a psicoterapia. Para algumas pessoas LGBTQIA+, a terapia foi — e continua a ser — um espaço fundamental de sobrevivência emocional, sobretudo perante experiências de discriminação e violência. Mas também existe desconfiança, que é legítima: durante décadas, identidades queer e trans foram patologizadas por discursos clínicos e psicológicos. Isto significa que, para muitas pessoas dissidentes em termos de género e sexualidade, entrar num consultório pode activar tanto uma expectativa de cuidado como o receio de julgamento ou incompreensão. Falar da relação entre homens e psicoterapia exige alguma cautela para não transformar experiências muito diferentes numa única narrativa masculina. Por isso, a questão não deve ser colocada apenas como “porque é que os homens não vão à terapia?”, mas também como “que condições estamos a criar para que possam ir?”. Isto implica olhar para expectativas de género, sim, mas também para práticas clínicas e o discurso público à volta dela. Alguns estudos sugerem que abordagens mais estruturadas, orientadas para objectivos, ou que integrem o corpo e a acção, podem facilitar a adesão deste grupo à terapia. Não porque “os homens são assim”, mas porque diferentes percursos de socialização produzem diferentes portas de entrada para o campo emocional. Normalizar a vulnerabilidade masculina não é apenas dizer aos homens para falarem mais – porque achamos que falam de menos. É criar contextos onde falar e partilhar a vulnerabilidade não seja vivido como uma prática alienígena. É reconhecer que a resistência à terapia é bem mais complexa do que uma mera teimosia. Abandonemos leituras simplistas: os homens não são menos emocionais. Muitas vezes, são apenas menos autorizados a viver essas emoções de forma consciente. A psicoterapia pode ser um dos espaços onde essa autorização começa. Mas, para isso, é preciso que o convite faça sentido.
Primeira jornada de apuramento para GP Macau decorreu em Zhuhai Sérgio Fonseca - 13 Mai 2026 O Circuito Internacional de Zhuhai acolheu, no passado fim-de-semana, a primeira de duas jornadas duplas do Macau Roadsport Challenge e do GT4, competições organizadas pela Associação Geral Automóvel de Macau-China (AAMC) e que servirão para apurar os pilotos locais para o 73.º Grande Prémio de Macau. O Macau Roadsport Challenge, cuja grelha de partida se divide entre os Toyota GR86 (ZN8) e os Subaru BRZ (ZD8), voltou a juntar mais de meia centena de pilotos, o que levou a AAMC, a exemplo de anos anteriores, a separar a grelha em dois pelotões: Grupo A e Grupo B. Na primeira corrida do Grupo A, partindo da pole-position, Wong Chuck Pan dominou de princípio a fim e venceu à frente de Hu Zuoling e Leong Keng Hei, tendo este sido o melhor classificado de Macau. Na segunda prova, Damon Chan recuperou do quinto para o primeiro lugar, superando o companheiro de equipa Wong Chuck Pan, com Leong Keng Hei a completar novamente o pódio. No Grupo B, a vitória inaugural coube a Li Kwok Chuen, seguido de Bayern Yip e Leung Chi Ho, este o melhor entre os pilotos locais. Na segunda corrida, Su Jiangnan aproveitou um erro do favorito Li Kwok Chuen, que seguia na liderança, e triunfou, batendo Bayern Yip e Leung Tse Wa. Badaraco praticamente apurado Jerónimo Badaraco, que este ano regressa à competitiva disciplina dos carros de turismo ao volante de um Toyota GR86 da Flexible Speed, deixou praticamente garantida a qualificação para o Grande Prémio de Macau, agendado para Novembro. Depois de assegurar o sexto lugar da grelha para a primeira corrida do Grupo B na sessão de qualificação de sábado, tudo apontava para uma prova disputada em piso seco, até que, momentos antes do arranque, a chuva começou a cair ligeiramente sobre o traçado. Numa corrida particularmente movimentada, Badaraco conseguiu inclusive ascender provisoriamente ao quarto posto. Com o agravamento das condições meteorológicas e após uma intensa luta em pista, o piloto levou o seu Toyota até à bandeira de xadrez na quinta posição, somando pontos importantes no seu grupo. Na segunda corrida, partindo do quinto lugar da grelha e enfrentando condições extremamente difíceis devido à chuva forte, o piloto macaense manteve-se totalmente concentrado no objectivo de chegar ao fim entre os primeiros, apesar dos vários incidentes em pista e das intervenções do Safety Car. No final, garantiu um sólido sexto lugar, arrecadando novamente pontos preciosos para as contas do apuramento. Manhão estreou-se em GT4 As duas corridas da categoria GT4, que servirá para apurar os participantes para a Taça GT – Corrida da Grande Baía, foram também pontuáveis para a SRO GT Cup. Assim, mais de duas dezenas de concorrentes alinharam à partida no circuito que este ano celebra trinta anos de existência. Han Lichao, piloto do Interior da China e que terminou em segundo no Circuito da Guia em 2025, venceu as duas corridas do fim de semana ao volante do seu Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing China. O melhor dos pilotos da RAEM foi Chan Ka Ping, que, com um Audi R8 LMS GT4, obteve um quinto lugar na segunda corrida. A estrear-se na categoria, Maximiano Manhão conduziu um dos dois McLaren 570S GT4 inscritos pela equipa LW World Racing Team. O jovem piloto macaense, que ainda conta poucos quilómetros no automobilismo, apesar de ter feito a sua formação no Kartódromo de Coloane, terminou a primeira corrida no 18.º lugar e a segunda no 17.º. A segunda jornada de apuramento decorrerá novamente entre 28 e 31 de Maio no Circuito Internacional de Zhuhai.
Letras&Companhia | Peça de teatro “A Revolta dos Lusecos” este sábado Andreia Sofia Silva - 13 Mai 2026 A Sílaba – Associação Educativa e Literária juntou-se ao festival “Letras&Companhia” e apresenta no sábado a peça de teatro “A Revolta dos Lusecos”, escrita por Carlos Alberto Silva e interpretada por 14 crianças. A peça tem como pano de fundo o 25 de Abril e o fim do Estado Novo O universo da revolução do 25 de Abril será o ponto de partida de um evento do festival de literatura infantil “Letras&Companhia”. Trata-se da peça “A Revolta dos Lusecos”, da autoria de Carlos Alberto Silva, e que será interpretado por 14 crianças através de um trabalho de encenação da Sílaba – Associação Educativa e Literária. Segundo o programa do festival, a peça faz uma “abordagem lúdica e participativa” dos “acontecimentos marcantes do 25 de Abril de 1974”, utilizando “a narrativa literária como ferramenta de mediação histórica”. Com esta peça, os programadores do festival esperam “sensibilizar o público mais jovem para os valores da liberdade e da cidadania, transformando a leitura numa experiência viva e partilhada em palco”. A peça será apresentada no IPOR a partir das 18h. Ao HM, Susana Diniz, presidente e fundadora da Sílaba, disse que surgiu a oportunidade de apresentar esta peça em Macau dado o autor ser amigo da associação. Além disso, “A Revolta dos Lusecos” foi “o primeiro a sair na ‘Dinis Caixapiz’ em 2024”, que é “uma caixa de subscrição de livros infantis” com apoios do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Fundo de Desenvolvimento e Cooperação de Macau. Segundo Susana Diniz, esta “rede de apoio institucional ajudou a criar as condições para trazermos a peça a Macau e integrá-la neste festival, numa lógica de partilha cultural entre Portugal e Macau”. A ideia foi “tornar a aprendizagem mais fácil e mais viva” com a apresentação desta peça, cuja ideia central foi desenvolvida na Sílaba. Desta forma, “A Revolta dos Lusecos” permite à associação “representar parte de uma história recente de Portugal que é muito importante: a transição para a democracia após o Estado Novo”. “É uma oportunidade única para mostrar às crianças e aos jovens de Macau que o caminho para a democracia foi difícil, que não foi um processo automático ou inevitável, mas sim o resultado de coragem, resistência e sacrifício de muitas pessoas. Acreditamos que esta mensagem é universal e relevante para qualquer jovem, independentemente do contexto geográfico”, disse Susana Diniz. A fundadora da Sílaba acrescentou que trabalhar uma obra criada por um autor conhecido ajuda a criar “uma ponte mais directa e afectiva entre os miúdos e a história”. Missão cumprida Susana Diniz é a responsável pela encenação, com o auxílio de outros membros da associação, uma colaboração que descrever como “essencial para gerir um projecto desta dimensão”. “O espectáculo vai contar com música, imagens projectadas e os miúdos em palco, num cenário construído para a ocasião”, descreve Susana Diniz, que fala ainda no trabalho desenvolvido ao nível da adaptação do texto e preparação das crianças. Tem sido “muito gratificante ver que eles se divertem e, sobretudo, que compreendem as suas personagens”, frisou. “Quando um miúdo de 10 anos consegue explicar o que sentia um luseco em 1974, percebemos que o teatro está a cumprir a sua função: contar uma história e fazê-la viver dentro de quem a conta.”
Creative Macau | Xi Di com mostra que vai além da caligrafia Hoje Macau - 13 Mai 2026 A galeria da Creative Macau apresenta, até 30 de Maio, a exposição “Tinta como Vazio”, com trabalhos de instalação e caligrafia de Xi Di, poeta, escritor e calígrafo radicado em Macau. Segundo a Creative Macau, há mais de uma década que o trabalho de Xi Di “ultrapassa as fronteiras da poesia, ficção, caligrafia e teatro”, sendo que, nos últimos anos, a sua “prática criativa evoluiu para uma ‘integração’ mais livre”. Xi Di tem vindo a centrar-se mais na caligrafia contemporânea, “o que permite que o texto se liberte da página, entrelaçando-se com a poesia, a instalação e o espaço teatral”, é descrito pela organização. Desta forma, nesta mostra “Xi Di vai além dos formatos caligráficos tradicionais”, tratando o pincel, a tinta e o papel “como elementos estruturais do ambiente espacial, situando as linhas caligráficas em contextos contemporâneos de pintura, vídeo e instalação para criar uma experiência visual imersiva”. Nesta mostra, “o texto já não é meramente ‘lido’, mas ‘sentido'”, ou seja, “um ambiente a ser habitado”. “Ao fundir profundas raízes literárias com uma visão contemporânea de espírito livre, o seu trabalho a tinta serve não só como herança, mas como uma ressonância vital da vida moderna”, adianta a Creative Macau, sendo que “Ink as Void” é “um diálogo entre caligrafia, literatura e espaço”. “Para o artista, cada traço é simultaneamente um verso e uma instalação espacial”, onde a “tinta” serve de “ponte que liga estas dimensões, redefinindo a posição da caligrafia no domínio espacial”, acrescenta-se na mesma nota. No que diz respeito à escrita de Xi Di, os seus poemas estão presentes em “importantes antologias tanto a nível local como internacional, caracterizando-se por uma voz simultaneamente suave e resoluta, que capta sentimentos pessoais a par de reflexões sobre a era contemporânea”.
Mostra de Macau na Bienal de Veneza para ver até Novembro Hoje Macau - 13 Mai 2026 A exposição “Polifonia de Jacone”, com trabalhos dos artistas locais Eric Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Veronica Lei Fong Ieng, está patente até 22 de Novembro na 61ª edição da Exposição Internacional de Arte – Bienal de Veneza. Com curadoria de Feng Yan e Cindy Ng Sio Ieng, e organizada pelo Instituto Cultural (IC) e Museu de Arte de Macau (MAM), a mostra foi recentemente inaugurada em Veneza. Segundo uma nota do IC, a exposição segue “o fio narrativo da trajectória de vida do pintor, e poeta convertido ao catolicismo da dinastia Qing inicial, Wu Li (conhecido em português como Jacone), bem como a confluência cultural de Macau”. Os três artistas, “através de uma lente contemporânea, desconstroem e reimaginam este legado, focando fragmentos esquecidos da história”, sendo que o projecto está de acordo com o tema da Bienal deste ano, “Em Tons Menores”. Segundo o IC, o conjunto de criações oferece ao público “uma meditação sobre compreensão e fusão intercultural no contexto da globalização”. O IC descreve que os três artistas “respondem à jornada transcultural de Wu Li a partir das suas perspectivas distintas”, sendo que Eric Fok Hoi Seng “revisita cenas históricas através de pinturas minuciosas, criando uma disjunção entre o real e o imaginado”. Já O Chi Wai “trabalha com imagens e instalação para examinar a fluidez da fé e da cultura”, enquanto Veronica Lei Fong Ieng “tece memória e lugar com sensibilidade perceptiva”. A “polifonia” de Jacone “emerge do diálogo entre estas obras e aborda a questão premente de como, num contexto global marcado pela convergência cultural, se pode traçar um caminho para a compreensão intercultural e o autodiálogo, permanecendo enraizado nas próprias raízes culturais”. Desta forma, acrescenta o IC, “a exposição oferece também uma nova perspectiva sobre a identidade cultural singular de Macau como fronteira histórica do encontro entre Oriente e Ocidente”. Uma figura peculiar Wu Li “foi uma figura pioneira na troca intercultural durante o final da dinastia Ming e início da dinastia Qing”, tendo viajado para “Macau durante o reinado de Kangxi com intenção de seguir para Roma para estudos teológicos”. Porém, Wu Li nunca chegou à Europa e ficou em Macau para prosseguir estudos em Teologia. Registou as suas experiências no álbum poético “Sanba Li (Colecção de Poemas de São Paulo)” e deixou “um testemunho vital do papel histórico da cidade como ponto de encontro entre as culturas chinesa e ocidental”. Desta forma, a mostra patente na Bienal de Veneza “gira em torno da vida e produção cultural de Wu Li, empregando a linguagem da arte contemporânea para dar forma tangível à viagem europeia que permaneceu por cumprir há mais de trezentos anos”. “Polifonia de Jacone” pode ser vista gratuitamente em frente ao núcleo principal da Bienal, no Arsenale, Campo della Tana, Castello 2126/A, 30122, em Veneza.
EUA | China reafirma oposição à venda de armas a Taiwan Hoje Macau - 13 Mai 2026 A China reafirmou ontem a sua oposição à venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que iria abordar o assunto esta semana durante a sua visita a Pequim. “A oposição da China à venda de armas dos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan é constante e inequívoca”, disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, durante uma conferência de imprensa regular. Guo Jiakun afirmou ainda que Pequim “opõe-se firmemente” às sanções unilaterais dos Estados Unidos, “sem fundamento no direito internacional” e não autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU, contra entidades chinesas e de Hong Kong. O porta-voz referiu que a China “tomará medidas firmes para salvaguardar os direitos e interesses legítimos” das suas empresas e cidadãos, embora não tenha especificado quaisquer medidas de retaliação concretas. O responsável chinês reiterou ainda que a prioridade em relação à situação no Irão é “fazer todos os esforços para evitar o reinício da guerra” e acusou Washington de tentar “difamar a China” ligando-a “maliciosamente” ao conflito. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na segunda-feira, sanções contra 12 indivíduos e entidades acusados de facilitar a venda e o transporte de petróleo iraniano para a China pela Guarda Revolucionária iraniana. Entre os sancionados estão empresas sediadas em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, segundo Washington. Estas novas sanções vêm juntar-se a outras medidas adoptadas nos últimos dias por Washington contra empresas chinesas e de Hong Kong acusadas de colaborar com sectores ligados ao petróleo, às armas e às operações militares iranianas. O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai iniciar amanhã uma visita de Estado à China para se reunir com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, quando há tensões persistentes decorrentes da guerra no Irão e de uma frágil trégua comercial entre as duas potências.
Cooperação | Brasil e China com isenção de vistos para viagens até Dezembro de 2026 Hoje Macau - 13 Mai 2026 O Brasil e a China aprovaram uma isenção recíproca de vistos, que entrou segunda-feira em vigor e é válida ate final do ano, informaram os ministérios das Relações Exteriores e do Turismo do Brasil. Segundo o comunicado, os dois países “chegaram a entendimento para a isenção recíproca de vistos aos seus cidadãos para viagens de até 30 dias” de duração. A medida tem validade até o dia 31 de Dezembro para viagens entre os dois países com as seguintes finalidades: turismo, negócios, actividades artísticas, culturais, recreativas e desportivas, além de visita a familiares, participação de conferências, congressos ou reuniões. Com a isenção, informou o Governo brasileiro, o país espera um “incremento significativo no número de turistas chineses”. A iniciativa, refere-se ainda ano comunicado, representa “mais um passo no fortalecimento das relações bilaterais” e deverá contribuir para ampliar os fluxos turísticos e empresariais entre Brasil e China. Em 2025, o gigante da América do Sul registou um recorde histórico no número de turistas estrangeiros, com a entrada de 9,28 milhões de viajantes estrangeiros no Brasil, informou o Ministério de Relações Exteriores brasileiro.
Irão | Teerão apoia plano chinês de segurança no golfo Pérsico Hoje Macau - 13 Mai 2026 O Irão aprova plano para garantir a segurança na região apresentado por Xi Jinping O Irão está disponível para apoiar um plano apresentado pelo Presidente da China, Xi Jinping, para estabilizar a situação no golfo Pérsico, anunciou segunda-feira o embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahmani Fazli. “A República Islâmica do Irão anunciou a disponibilidade para apoiar o plano de quatro pontos do Presidente da China, com o objectivo de estabelecer uma segurança duradoura e o desenvolvimento partilhado na região”, disse Fazli. A posição de Teerão foi transmitida na reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países realizada em 06 de Maio, em Pequim, referiu o diplomata nas redes sociais, citado pela agência de notícias espanhola EFE. Nesse encontro, o ministro Wang Yi disse ao homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão era ilegítima e que a declaração de um cessar-fogo era “necessária e inevitável”. O plano de quatro pontos foi proposto por Xi ao príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, numa reunião em Pequim em meados de Abril. A proposta de Xi inclui o respeito pela coexistência pacífica, o princípio da soberania nacional, o direito internacional e a coordenação entre desenvolvimento e segurança para criar um ambiente favorável para os países da região. Rejeições e condenações O anúncio do diplomata iraniano ocorre logo após Teerão ter enviado uma mensagem a Washington, através de Islamabad, na qual rejeitou a última proposta de paz norte-americana por a considerar “unilateral e irracional”. A China tem condenado reiteradamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados em 28 de Fevereiro. Pequim também tem defendido o respeito pela soberania dos países do golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos, comerciais e energéticos, que têm sido alvo de represálias iranianas. O Irão reagiu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados globais, incluindo a China. Além de milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra no Médio Oriente tem causado instabilidade nos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica mundial.
Velhos Mitos, Novos Heróis Ana Cristina Alves - 13 Mai 2026 Ana Cristina Alves – Investigadora Auxiliar e Coordenadora do Serviço Educativo do Centro Científico e Cultural de Macau 2 de maio de 2026 Desde a mais remota antiguidade que somos alertados contra os perigos do excesso, aliado à ambição. Seja excesso de inteligência e criatividade, seja de beleza ou de força. O melhor exemplo, para o excesso de beleza, em uníssono com uma ambição desmedida encontramo-lo no mundo judaico-cristão no Antigo Testamento e em dois livros proféticos, o primeiro em Isaías e o segundo em Ezequiel. No livro de Isaías há uma descrição sucinta do que aconteceu a Lúcifer, o anjo da luz, o mais belo e radioso de todos, cuja ambição era ultrapassar Deus em poder e esplendor, valendo-lhe tal desígnio a queda no reino da trevas para toda a eternidade: “Tu que pensavas: «Vou subir até ao céu, vou colocar o meu trono acima das estrelas de Deus; vou sentar-me na montanha da Assembleia, no cume da montanha celeste. «Subirei até às alturas das nuvens e tornar-me-ei igual ao Altíssimo.» E agora estás precipitado na mansão dos mortos, nas profundezas do abismo.” (Is 14, 13-15) No livro de Ezequiel (28, 14-19) acrescentam-se mais pormenores à queda de Lúcifer, o querubim de asas abertas, que passeava entre pedras de fogo na montanha de Deus, sendo perfeito até ter entrado a maldade nele, por causa do esplendor da sua beleza, que o tornou tão orgulhoso a ponto de desejar competir pelo trono de Deus. Foi, sem dúvida, o excesso de beleza e ambição que o perdeu. Melhor sorte o pai de Ícaro, Dédalo, não esperava no mundo grego cujo engenho e inteligência o levaram a construir uma armação feita de penas de gaivota que lhe custaria a vida do próprio filho, jovem desobediente, incapaz de seguir os conselhos do pai. Dédalo estava retido em Creta pelo rei Minos, que muito prezava o seu engenho por lhe ter construído um labirinto, entre tantas outras invenções maravilhosas. O rei não o queria deixar regressar à Atenas, donde se evadira por ter tentado matar o sobrinho, Pérdicas, salvo por Atena no último instante que o transformou numa perdiz. Mas Dédalo estava decidido a regressar com o seu filho Ícaro à terra natal, pelo que inspirando-se no voo das gaivotas e nas penas que largavam em seu redor, passou dias a reunir as penas, conforme os tamanhos e com ajuda da cera de abelhas e madeira de cedro construiu umas asas maiores para si e umas mais pequenas para Ícaro, advertindo o filho: “não voes demasiado alto, Ícaro; se o fizeres, o sol vai derreter a cera que segura as penas à moldura de madeira, e despenhas-te sem penas no mar.” (Johnston, 2025, 156). Dédalo pagou o maior dos preços pelo seu excesso de inteligência criativa, perdeu o filho, já que este, atraído pela beleza dos céus e movido a curiosidade infantil, se despenharia, por se ter aproximado demasiado do sol, tendo sido encontrado o seu corpo numa ilha que hoje se chama Icária. Também na China antiga, a hybris/húbris, confiança arrogante e o orgulho desmedido, se pagavam com uma morte trágica e pouco famosa, como sucedeu ao titã Kuafu (夸父) no mito “Kuafu persegue o sol” (夸父逐日kuāfù zhú rì), como Wang Suoying e eu tivemos oportunidade de descrever em Mitos e Lendas da Terra do Dragão. Kuafu era um ser titânico neto do Deus da Terra, que vivia numa longínqua montanha do deserto. Adorava brincar com cobras, ostentando duas em cada orelha, outras duas em cada mão. Este gigante de força desmedida resolveu certa vez competir com o astro-rei, tentando alcançá-lo antes de ele se retirar dos céus. “Quando finalmente estava prestes a abraçar o sol no abismo Yu, sua última passagem, sentiu tanta sede que se precipitou para o Rio Amarelo. Bebeu-o todo, mas o corpo a abrasar pedia-lhe mais água. Foi então que se lembrou de ir ao Grande Lago do Norte (北方大泽Běifāng dàzé), só que morreu de sede antes de chegar ao destino. ” (Wang, Alves, 2009, 93). Esta é a versão tradicional do mito “Kuafu persegue o sol”, na qual o O herói mitológico tem um fim trágico, devido à sua arrogância e autoconfiança, desafiadora das forças divinas e do destino. Porém, hoje aposta-se numa outra leitura para este mito, naturalmente possível dada a amplitude polissémica do mesmo. No presente, na enciclopédia chinesa, Baidu. Baike (2026), Kuafu é apresentado como um titã muito benigno e patriótico. Na versão atual, o excesso compensa inteiramente. Kuafu é o chefe de uma tribo de gigantes, descritos do seguinte modo “他们身强力壮,高大魁梧,意志力坚强,气概非凡。而且还心地善良,勤劳勇敢,过着与世无争,逍遥自在的日子。” (Eles tinham compleição corpulenta,eram muito altos, dotados de grande força de vontade e espírito extraordinário. Além disso, eram bondosos e trabalhadores, pouco conflituosos despreocupados. No entanto, como a zona em que moravam era deserta e o calor intenso, em certo dia em que o sol estava mais abrasador, o líder destes gigantes resolveu persegui-lo para acabar com o sofrimento do seu povo. Embora avisado dos riscos que corria, resolveu tentar prestar um bom serviço à comunidade. Quanto ao resto da história já é conhecida, primeiro bebeu o Rio Amarelo todo, depois ainda tentou chegar ao Grande Lago, mas, entretanto, morreu de sede. Desconhecia-se era a explicação para a sua morte, aliada a um louvor que em nada se coaduna com a mundividência das culturas tradicionais: “夸父逐日的故事向人们展现了夸父为了族人的幸福而勇于献身的精神,充分地反映了古代先民勇敢地与自然灾害做斗争的事实。这个世界正是有了夸父和无数个与夸父一样勤劳、勇敢、坚定不移、不怕牺牲的人们,前仆后继和奋勇向前,才有了社会的进步、人类文明与科技的发展。(A história da perseguição do sol por Kuafu demostra o espírito de sacrifício dele para benefício da seu povo, refletindo a corajosa luta dos nossos antepassados contra as calamidades naturais. É por haver tanta gente tão trabalhadora, corajosa, persistente e com espírito de sacrifício como Kuafu que este mundo avança, servindo de exemplo a sua coragem aos outros em prol do progresso da sociedade, da civilização e do desenvolvimento científico)” (Ibidem) Mudam-se os tempos, mas os mitos permanecem, recebendo os protagonistas e as tramas novas leituras, mais consentâneas com o espírito contemporâneo. Mergulhados numa era de apogeu científico e tecnológico, os chineses, à semelhança de tantos ocidentais, acreditam no ideal fáustico e na resposta científica para salvar as sociedades humanas através do conhecimento, ainda que para tal muitos heróis percam a vida pelo caminho, esgotados pelo esforço. Ora como todos havemos de morrer, cabe a cada um de nós decidir se deseja partir cansado e excessivo ou repousado e seguindo a via do meio enquanto a sua linha da vida o permitir. Bibliografia Baidu (ed). 2026《夸父逐日[kuā fù zhú rì]》. In Baidu. Baike (百度百科) https://baike.baidu.com/item/%E5%A4%B8%E7%88%B6%E9%80%90%E6%97%A5/79883, acedido a 1 de maio de 2026. Bíblia Sagrada. 1997. São Paulo: Paulus. Johnston, Sarah Iles. 2025. Deuses e Mortais. Odivelas: Alma dos Livros. Wang Suoying, Ana Cristina Alves. 2009. Mitos e Lendas da terra do Dragão. Lisboa: Caminho. Este espaço conta com a colaboração do Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa, sendo as opiniões expressas no artigo da inteira responsabilidade dos autores.
Burla | Detido por oferecer investimento falso Hoje Macau - 13 Mai 2026 Um homem convenceu um residente local a investir em dois restaurantes, e burlou-o em 2,4 milhões de dólares de Hong Kong. A informação sobre o alegado crime cometido por um residente de Hong Kong foi divulgada ontem pela Polícia Judiciária (PJ), e citada pelo jornal Ou Mun, com o suspeito a ser detido no Posto Fronteiriço da Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau. O suspeito conheceu a vítima no início de 2024, e afirmou que podia ajudar a investir 1,2 milhões de dólares de Hong Kong em 10 por cento das acções de dois restaurantes, situados num hotel na zona central da cidade. Posteriormente, o alegado burlão pediu mais cerca de 1,2 milhões de dólares de Hong Kong com a justificação de que era necessário realizar obras de renovação. Durante este período, o residente visitou o local e como decorriam obras nos espaços acreditou na história. No entanto, como até meados do ano passado o residente não recebeu quaisquer dividendos nem notificações depois da abertura dos dois restaurantes foi aos espaços pedir explicações. Nessa altura percebeu que tinha sido burlado, e em Novembro de 2025 apresentou queixa. Crime | Idosa detida por ficar com trotinete Uma idosa foi detida por alegadamente ter ficado com uma trotineta que encontrou na rua, perto do Fai Chi Kei. Segundo o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) a mulher, com cerca de 70 anos, encontrou a trotineta a 8 de Maio e decidiu ficar com ela. O veículo tinha sido deixado no local pelo proprietário, que quando regressou ao local deu pelo desaparecimento, pelo que apresentou queixa junto das autoridades. A investigação do CPSP permitiu identificar a mulher a apoderar-se do veículo. Quando foi detida, a idosa afirmou estar desempregada e confessou o crime. O caso foi encaminhado para o Ministério Público e a detida está indiciada pelo crime de apropriação ilegítima em caso de acessão ou de coisa achada, punido com pena de prisão que pode chegar a um ano ou multa de 120 dias.
IAM | Mais um caso de comida contaminada em restaurante João Luz - 13 Mai 2026 O IAM encontrou listeria em carne vendida num restaurante na península, o segundo caso de alimentos contaminados em restaurantes em menos de uma semana. No primeiro trimestre, foram testadas mais de 700 amostras de comidas, com uma taxa de aprovação de 99 por cento O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) revelou ontem ter detectado “níveis insatisfatórios de listeria monocytogenes em duas amostras de carne assada” no restaurante Chan Kwong Kei, na Estrada Adolfo Loureiro, em frente ao Jardim Lou Lim Ioc. O local em questão tem como especialidades “char siu” e “ganso assado com pimenta preta”, carnes onde foram encontradas as bactérias. As autoridades ordenaram que os produtos não fossem vendidos, que o processo de produção fosse corrigido e que as instalações e utensílios limpos e desinfectados. O IAM obrigou também o gerente do restaurante a providenciar formação para reforçar a sensibilização dos empregados “para a higiene no manuseamento e preparação de alimentos”. A infecção bacteriana provocada pela listeria pode resultar em problemas sérios de saúde, como septicemia, meningite, encefalite, ou mesmo a morte. Esta é a segunda vez em menos uma semana que o IAM revela um caso de alimentos contaminados em restaurantes, depois de na passada quarta-feira ter sido detectado. A grande perspectiva Apesar dos dois casos detectados, o IAM indicou no final de Abril, em antecipação dos feriados do 1º de Maio, ter testado 728 amostras de alimentos vendidos em lojas e restaurantes, com 99 por cento das amostras a serem aprovadas. Importa referir que tanto os três comunicados do IAM de onde foi retirada esta informação nunca foram traduzidos, nem para inglês. Aliás, um caso de infecção de alimentos com uma bactéria encontrada em peixes e marisco no final de Janeiro também apenas foi divulgado em chinês. Além das infecções bacterianas, ou falta de higiene na preparação ou manuseamento de ingredientes, as autoridades alfandegárias têm apanhado ingredientes ou refeições já confeccionadas nas fronteiras. No domingo, os Serviços de Alfândega anunciaram a apreensão de quase 3 toneladas de estômago de porco congelado num edifício industrial perto das Portas do Cerco, avaliadas em 110 mil patacas. A investigação conjunta entre as autoridades alfandegárias, elementos do Corpo de Polícia de Segurança Pública e dos Serviços para os Assuntos Laborais levou à identificação de nove suspeitos. Na semana passada, as autoridades revelaram outro caso que originou alguma polêmica quando foram encontrados mais de 50 quilos em refeições já prontas e embaladas nas traseiras de um automóvel que tentava entrar em Macau pelo posto fronteiriço de Hengqin.
Receitas líquidas do grupo Galaxy cresceram 11 por cento até Março Hoje Macau - 13 Mai 2026 Durante o primeiro trimestre do ano, as receitas líquidas do grupo Galaxy apresentaram um crescimento de 11 por cento para 12,4 mil milhões de dólares de Hong Kong, de acordo com a informação divulgada ontem pela concessionária do jogo. Há um ano, as receitas líquidas tinham sido de 11,2 mil milhões de dólares de Hong Kong. No entanto, quando a comparação é feita a nível trimestral, o período de Janeiro a Março deste ano apresenta uma redução das receitas líquidas de 10 por cento, dado que entre Outubro e Dezembro do ano passado o montante registado em receitas líquidas tinha sido de 13,8 mil milhões de dólares de Hong Kong. Em relação ao Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) ajustado, o grupo anunciou um total de 3,6 mil milhões de dólares de Hong Kong, um aumento anual de 8 por cento, mas uma redução trimestral de 21 por cento. Sobre os resultados, Francis Lui, presidente do Grupo Galaxy, afirmou que “o desempenho durante o período do Ano Novo Chinês” foi “sólido”, e “semelhante ao do ano anterior”, embora os efeitos positivos “se tenham feito sentido durante um período mais longo”. Mundial com impacto Nas declarações divulgadas através de um comunicado, Francis Lui destacou ainda o período da Semana Dourada, entre 1 e 5 de Maio, em que houve uma “procura forte” pelos hotéis, entretenimento e jogo, além de um pico de turismo. Sobre os próximos meses, Francis Lui reconheceu que a realização do Campeonato Mundial de futebol, que decorre entre 11 de Junho e 19 de Julho no Canadá, Estados Unidos e México, poderá ter impacto no número das apostas. O presidente da concessionária de jogo explicou que “historicamente” o mundial de futebol faz com que o número de visitantes em Macau, assim como as tendências de jogo sofram alterações, devido a um aumento do volume das apostas online, o que poderá voltar a acontecer. Contudo, Francis Lui revelou que a concessionária está a preparar várias actividades e promoções para “neutralizar os impactos de curto prazo” do Campeonato Mundial.
Sands China | Recuperação pós-pandemia “superou expectativas” Hoje Macau - 13 Mai 2026 A pandemia foi um período difícil, mas apesar de as receitas do jogo ainda não terem regressado aos valores de 2019, a recuperação está a ser considerada melhor do que o esperado A economia de Macau superou as expectativas com uma recuperação pós-pandemia impulsionada por “grandes eventos” culturais e desportivos, afirmou ontem o presidente da operadora de casinos Sands China. Num discurso na abertura do maior evento de jogo no território, a G2E Asia, o presidente da Sands China, Grant Chum, afirmou que Macau entrou numa “nova era”, onde o entretenimento, a cultura e o desporto são agora os principais motores de crescimento. “A pandemia foi um período realmente desafiante, mas Macau superou-o muito bem e recuperou para além das expectativas de qualquer pessoa”, disse Chum. Durante a pandemia, Macau foi afectado por várias restrições de circulação, entrada e saída para o Interior, devido à política ‘covid-zero’. No entanto, Chum destacou uma rápida transformação numa “economia de eventos” que abrange arte, música e desporto. Macau fechou 2025 com receitas totais de 247,4 mil milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior. A cidade atingiu também um novo recorde histórico no ano passado, recebendo cerca de 40,1 milhões de visitantes, um aumento de 14,7 por cento em relação a 2024. Apesar do aumento no número de visitantes, os valores gerados pelos casinos locais continuam abaixo dos registados antes da pandemia. Politicamente correcto Chum sublinhou ainda que todas as seis operadoras de casinos licenciadas na cidade têm vindo a “impulsionar proactivamente a diversificação” para remodelar a reputação global do território. Segundo o executivo, a “economia de eventos está verdadeiramente a florescer” no território, com novas infra-estruturas disponíveis, como a Galaxy Arena e o regresso de espectáculos emblemáticos como o The House of Dancing Water, da rival Melco. Como exemplo da nova direcção, Chum apontou o regresso da principal liga de basquetebol do mundo, a norte-americana, a NBA, à China, no ano passado, após uma ausência de seis anos. Os dois jogos de pré-época, em 10 e 12 de Outubro, trouxeram a Macau as equipas dos Brooklyn Nets e dos Phoenix Suns e encheram a Venetian Arena, com capacidade para 14 mil pessoas. “Embora os NBA China Games fossem tradicionalmente realizados em grandes centros do interior da China, como Xangai ou Pequim, a liga escolheu Macau para a sua mais recente série de dois jogos de pré-temporada” destacou. Em 09 e 11 de Outubro deste ano, os Houston Rockets irão defrontar, no mesmo local, os Dallas Marevicks, cujo dono é Patrick Dumont, director executivo da empresa-mãe da Sands China, a norte-americana Las Vegas Sands.
Creche Smart | CCAC confirma investigação a diferendo com IAS João Santos Filipe e Nunu Wu - 13 Mai 2026 O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) promete revelar publicamente os resultados ao diferendo entre o Instituto de Acção Social (IAS) e a associação Zonta Club de Macau O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) confirmou que tem a decorrer uma investigação ao caso do corte do financiamento do Instituto de Acção Social (IAS) à Creche Smart, gerida pela associação Zonta Club de Macau. A posição do CCAC foi relatada pelo canal chinês da Rádio Macau, ontem, depois de nos dias mais recentes o caso ter gerado novos comunicados, na sequência dos procedimentos de admissão das creches subsidiadas. Segundo o organismo liderado por Ao Ieong Seong a investigação foi instaurada depois de uma queixa administrativa e os resultados vão ser divulgados assim que os procedimentos de averiguação “profunda” forem concluídos. O CCAC reconheceu também que “tomou nota” do comunicado mais recente da Zonta Club de Macau, em que esta prometia abdicar do processo a decorrer em tribunal, face aos resultados apurados pelo CCAC. Após a posição do CCAC ser divulgada, a Creche Smart partilhou nas redes sociais uma hiperligação para a notícia e escreveu que o CCAC está a investigar “se as autoridades cometeram abuso de poder”. Esta é a crença da associação Zonta Club de Macau, que não se tem coibido de pedir ao Governo para controlar as acções do presidente do IAS, Hon Wai. Apesar da polémica, e apesar do risco de a Creche Smart ficar sem instalações e financiamento público, a instituição de ensino revelou que recebeu 82 inscrições para o ano lectivo de 2026/2027. Exigências de fiscalização Em Março do ano passado, o IAS cortou o financiamento e recuperou as instalações na Taipa, onde opera a creche Smart. Num primeiro momento, o IAS limitou-se a indicar que as duas partes não tinham chegado a acordo no que diz respeito a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”. Posteriormente, o IAS revelou que a decisão estava relacionada com a fiscalização relacionada com os subsídios públicos atribuídos à creche. A decisão do IAS foi contestada pela associação, que avançou para os tribunais com uma providência cautelar para suspender, inicialmente, o corte de apoios financeiros e a recuperação do espaço. O Tribunal Administrativo e o Tribunal de Segunda Instância, após recurso do IAS, aceitaram a providência cautelar da Zonta Club de Macau. Além disso, a associação apresentou uma queixa ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) e mostrou-se disponível para abdicar dos processos em tribunal, em virtude das conclusões da investigação. A Zonta, reconheceu erros, mas mostrou-se disponível para ser investigada pela Polícia Judiciária, para proteger a sua reputação.
Hengqin | Kou Hoi In critica falta de leis específicas Hoje Macau - 13 Mai 2026 O deputado Kou Hoi In considera que o maior problema da Zona de Cooperação de Guangdong e Macau em Hengqin é a falta de leis específicas, o que faz com que muitos incentivos estejam suspensos. Segundo o jornal Ou Mun, a ideia foi defendida no âmbito da visita de uma delegação de membros de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN) em Hainan. O responsável disse ainda que como Hengqin, e a Zona de Cooperação, é gerida pela província de Guangdong e Macau, falta clarificar de que lado estão as responsabilidades em algumas matérias e quais os mecanismos de colaboração para a aplicação de políticas na região. Kou Hoi In deu o exemplo da província de Hainan, que pode pedir directamente a Pequim a autorização para políticas ou implementação de leis, concluindo que em Hainan existe uma mentalidade aberta no que diz respeito à importação de quadros qualificados, captação de empresas e capital do interior da China, ou ainda na elaboração de políticas conforme as necessidades. Desta forma, o membro de Macau à APN acredita que Hengqin e Macau enfrentam o problema da limitação de mercados e quadros qualificados, devendo ter a mesma mentalidade de Hainan para atrair recursos do exterior.