Bienal de Veneza | MAM acolhe propostas para exposição

O Museu de Arte de Macau (MAM) está a acolher propostas para 59ª da Bienal de Veneza, que se realiza em Abril de 2022 na cidade italiana. As propostas que vão integrar o Pavilhão de Macau-China na bienal podem ser entregues até 13 de Agosto. As equipas candidatas a este projecto devem ser constituídas por, pelo menos, dois membros, devendo integrar também um curador.

Além disso, todos os membros da equipa concorrente deverão ter mais de 18 anos e pelo menos um dos membros deve ter já participado em exposições de arte contemporânea, ou ter formação na área artística. Os resultados serão anunciados em setembro.

A curadora-chefe da exposição é Cecilia Alemani. A Bienal de Veneza – Exposição Internacional de Arte foi fundada em 1895 é a bienal mais antiga e uma das três maiores exposições de arte do mundo, sendo também a maior plataforma internacional de intercâmbio de arte contemporânea.

Esta é a sétima vez que o MAM participa sob a designação “Macau-China” neste evento artístico, desde 2007. Um total de 17 artistas participou na exposição em representação de Macau, com o objectivo de “promover a arte contemporânea de Macau no palco internacional” e “dar ao público de todo o mundo a oportunidade de compreender a actual situação da arte de Macau”.

27 Mai 2021

Covid-19 | Adiada presença de Macau na Bienal de Arquitectura

O Governo de Macau decidiu adiar a sua presença na Bienal de Arquitectura de Veneza devido ao surto do novo coronavírus, de nome Covid-19. A garantia foi dada pelo Instituto Cultural à TDM Rádio Macau e deve-se a dificuldades de ordem logística, uma vez que o serviço prestado pelas empresas de transporte e produção também está suspenso devido à epidemia.

Macau estará representado na 17ª edição da Bienal com uma exposição centrada no futuro do território e na sua integração no projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. O arquitecto macaense Carlos Marreiros é o curador do projecto, cuja equipa é formada por Ho Ting Fong, Che Chi Hong, Ina Lau e Chan Man Na. Até ao fecho desta edição, não foi possível chegar à fala com Carlos Marreiros.

Ligações expressas

Numa altura em que o surto do Covid-19 se está a propagar por vários países da Europa, Portugal incluído, Itália é um dos países que está em alerta máximo, uma vez que foram confirmados dezenas de casos. Eventos como o carnaval de Veneza, entre outros, foram cancelados devido ao surto.

Em Janeiro, em declarações ao JTM, Carlos Marreiros disse que a exposição na Bienal de Arquitectura de Veneza centra-se sobretudo nas ligações que a Grande Baía irá proporcionar. Essas conectividades “serão físicas, rodoviárias, fluviais, mas também e principalmente de pessoas”. “Foi este o tema que propus porque fizeram projectos, instalações, que variam de expressão, portanto tentei unificar ao máximo, mantendo a individualidade de cada participante”, frisou.

O arquitecto disse estar em causa um “exercício com alguma dificuldade, mas há propostas interessantes e os desafios são engraçados”, disse. Até porque “uma coisa é ser curador e imaginar uma participação, outra é já terem as suas ideias e ter de enquadrá-los e organizá-los”, rematou. A Bienal de Arquitectura de Veneza tem inauguração marcada para o dia 23 de Maio e estará patente ao público até 29 de Novembro.

3 Mar 2020

Covid-19 | Adiada presença de Macau na Bienal de Arquitectura

O Governo de Macau decidiu adiar a sua presença na Bienal de Arquitectura de Veneza devido ao surto do novo coronavírus, de nome Covid-19. A garantia foi dada pelo Instituto Cultural à TDM Rádio Macau e deve-se a dificuldades de ordem logística, uma vez que o serviço prestado pelas empresas de transporte e produção também está suspenso devido à epidemia.
Macau estará representado na 17ª edição da Bienal com uma exposição centrada no futuro do território e na sua integração no projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. O arquitecto macaense Carlos Marreiros é o curador do projecto, cuja equipa é formada por Ho Ting Fong, Che Chi Hong, Ina Lau e Chan Man Na. Até ao fecho desta edição, não foi possível chegar à fala com Carlos Marreiros.

Ligações expressas

Numa altura em que o surto do Covid-19 se está a propagar por vários países da Europa, Portugal incluído, Itália é um dos países que está em alerta máximo, uma vez que foram confirmados dezenas de casos. Eventos como o carnaval de Veneza, entre outros, foram cancelados devido ao surto.
Em Janeiro, em declarações ao JTM, Carlos Marreiros disse que a exposição na Bienal de Arquitectura de Veneza centra-se sobretudo nas ligações que a Grande Baía irá proporcionar. Essas conectividades “serão físicas, rodoviárias, fluviais, mas também e principalmente de pessoas”. “Foi este o tema que propus porque fizeram projectos, instalações, que variam de expressão, portanto tentei unificar ao máximo, mantendo a individualidade de cada participante”, frisou.
O arquitecto disse estar em causa um “exercício com alguma dificuldade, mas há propostas interessantes e os desafios são engraçados”, disse. Até porque “uma coisa é ser curador e imaginar uma participação, outra é já terem as suas ideias e ter de enquadrá-los e organizá-los”, rematou. A Bienal de Arquitectura de Veneza tem inauguração marcada para o dia 23 de Maio e estará patente ao público até 29 de Novembro.

3 Mar 2020

Bienal de Veneza | Heidi Lau apresenta complexidade local em Itália

Heidi Lau vai representar Macau na 58.ª Bienal de Veneza. As 10 obras que integram a mostra da artista local vão estar patentes no Pavilhão Macau-China sob o tema “Aparição”.

De acordo com o Instituto Cultural, em comunicado, a artista pretende “tornar visível o invisível de Macau, dando eco ao tema da Bienal deste ano ‘Tempos Interessantes’”. A exposição organizada em quatro temas “Aparição I: Memórias Primitivas”, “Aparição II: A Casa Ancestral”, “O Momento Contemporâneo: Aprendendo com o Casino” e “Nostalgia Reflexiva: O Antigo Jardim Recreativo”, é uma exploração das memórias de infância de Lau. É este reaparecimento que a artista começa por invocar, logo pelo nome da própria exposição “que deriva do termo latino ‘apparere’(‘tornar-se visível’)”, o que remete para a manifestação de ‘um ente sobrenatural, tendo-se referido originalmente à epifania do Filho de Deus’”.

Aliás, o título invoca mesmo a ligação histórica entre Macau como “Cidade do Nome de Deus” e a sua indústria do jogo, dando enfâse à complexidade desta relação. “As suas obras assemelham-se a ruínas desmoronadas de relíquias históricas e evocam imagens de mitologias taoistas e folclóricas, envolvendo o público numa profunda reflexão através da sua interpretação bizarra e extraordinária”, revela o IC.

Esta é a sétima vez que Macau participa na Bienal de Veneza tendo, até agora, sido expostas obras de 15 artistas locais naquele é que é considerado um dos maiores eventos de arte internacionais.

7 Mai 2019

“A Sombra Manifesta” vai representar Macau na Bienal de Veneza 2019

“A Sombra Manifesta” de Lio Sio Man e Heidi Lau foi a proposta escolhido apara representar Macau na Bienal de Veneza, em Itália. Esta obra vai, no evento que se realiza em Maio do próximo ano vai, desconstruir a “imagem actual demasiadamente simplificada de Macau e revelar a sua identidade cultural intrincada, mostrando assim a Macau invisível”, revela o Instituto Cultural (IC), em comunicado.

“A Sombra Manifesta”, é uma obra que utiliza a sobretudo o trabalho em cerâmica e que tem como objectivo, “alterar a impressão estereotipada das pessoas sobre Macau e mexer com a re-imaginação da cidade e da sua identidade através da reconstrução mental da terra natal na memória, da introspecção sobre as ruínas da cidade e da inferência de mitos paranormais”, refere a mesma fonte.

A obra de Lio Sio Man e Heidi Lau foi considera pelo júri como detentora de um discurso estético completo além de representar uma “retrospecção sobre o homem e a sua cultura”. A obra reflecte ainda sobre a “monstruosidade” do território materializada “na diversidade de culturas, na mistura de diversas religiões, na tradição e na modernidade do real e do irreal”, indicadores relevantes do contexto híbrido de Macau.

5 Nov 2018

Bienal | Macau leva “Arquitectura Não Intencional” a Veneza

É uma carta de jogo o elemento que atravessa transversalmente a exposição “Arquitectura Não Intencional” que representa Macau na Bienal de Arquitectura de Veneza. A mostra, que inaugurou na sexta-feira, remete para a importância do espaço livre

 

É a terceira vez que Macau se faz representar na Bienal de Arquitectura de Veneza. “Arquitectura Não Intencional”, que abriu na sexta-feira ao público, remete para a importância de se deixar espaço livre suficiente para as pessoas intervirem.

A mostra, da autoria de três jovens arquitectos (Eddie Ieong Chong Tat, Vong Ka Ian e Benny Chu Hou San), com a curadoria de Manuel Lam, ganha forma através de diferentes arranjos de cartas de jogo que, por via de uma abordagem abstracta, reinterpretam os espaços de Macau.

Organizada pelo Museu de Arte de Macau, em colaboração com a Associação dos Arquitectos de Macau (AAM), a exposição “procura explorar elementos e espaços locais mais representativos que permitam reflectir a relação interactiva entre o design e as pessoas, quebrando o habitual estereótipo sobre Macau”, realça o IC. Neste sentido, a mostra “provoca uma reflexão mais profunda sobre a participação humana e as necessidades humanísticas no processo de planeamento urbano”, acrescenta em comunicado.

Até Novembro

A cerimónia de inauguração foi oficiada pelo Embaixador da China em Itália, Li Ruiyu, pela vice-presidente do IC, Leong Wai Man, pela representante para os Assuntos Económicos e do Comércio de Hong Kong na União Europeia, Shirley Lam Shuet Lai, pelo presidente da Assembleia-Geral da AAM, Leong Chong In, pelo curador da exposição, Manuel Lam Lap Yan, e pelos três jovens arquitectos.

Inserida na 16.ª edição da Bienal de Arquitectura de Veneza, a exposição “Arquitectura Não Intencional” vai ficar patente ao público até dia 25 de Novembro.

28 Mai 2018

Bienal de Veneza | José Pedro Croft apresenta seis esculturas

O projecto de Portugal para a Bienal de Arte de Veneza 2017, com seis esculturas criadas pelo artista José Pedro Croft, teve ontem a pré-inauguração naquela que é uma das maiores montras internacionais de arte contemporânea.

A representação oficial portuguesa é feita através do projecto “Medida Incerta”, instalado na Villa Hériot, na Ilha de Giudecca, que abriu ao público especializado esta quarta-feira e ao público em geral no sábado, dia em que a organização anuncia os prémios da Bienal de Arte de Veneza.

Nesta 57.ª Exposição Internacional de Arte – Bienal de Veneza, o projecto de Croft, com curadoria do historiador de arte João Pinharanda, consiste em seis esculturas de grandes dimensões, em vidro, espelho e ferro, que evocam a obra do arquitecto Álvaro Siza Vieira em Veneza.

José Pedro Croft disse à agência Lusa que todo o processo de trabalho e preparação deste projecto foi documentado e será também objecto da exposição apresentada no interior da Villa Hériot, com maquetas, projecção de vídeos e fotografias.

A obra de José Pedro Croft está representada em diversas colecções públicas e privadas, nomeadamente no Banco Central Europeu, em Frankfurt (Alemanha), no Museu Rainha Sofia, em Madrid (Espanha), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil) e na Colecção Albertina, em Viena (Áustria).

Em Portugal, está presente nas colecções da Caixa Geral de Depósitos, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Museu Berardo, em Lisboa, na colecção António Cachola, no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, e na Fundação de Serralves, no Porto, entre outras.

Ontem na Villa Hériot, Ilha de Giudecca, em Veneza, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, e o secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, estiveram presentes na pré-abertura do Pavilhão de Portugal na 57.ª Exposição Internacional de Arte.

10 Mai 2017

Bienal de Veneza | James Wong leva a Itália “O Bonsai dos Meus Sonhos”

 

Foi apresentada uma mostra do trabalho de James Wong que vai representar Macau na 57.ª Exposição Internacional de Artes – Bienal de Veneza 2017. O artista plástico leva à reputada exposição um conjunto de trabalhos intitulados “O Bonsai dos Meus Sonhos”

 

No sentido contrário da viagem de Marco Polo, James Wong vai do Oriente à conquista de Veneza. São hoje expedidas para Itália 17 peças do artista local a fim de representar Macau na 57.ª Bienal de Veneza. “Espero que todas as peças cheguem em segurança”, comentou à margem da apresentação de uma pequena amostra dos trabalhos que vai mostrar no prestigiado certame.

As peças que leva a Itália são, sobretudo, tridimensionais. As esculturas dominam a colectânea, onde também pontificam fotografias, quadros e instalação.

O título da exposição, “O Bonsai dos Meus Sonhos”, aponta para um cenário onírico que reflecte o desejo da vida ascética, simples e plena de elegância. A peça principal, que dá título à colecção, é a representação de uma cabeça cortada por um jardim numa das vistas emblemáticas da cidade. “É um reflexo da minha sensação pessoal de Macau, da sua evolução, do espaço onde nos movemos que está cada vez mais tenso e estreito”, desvenda James Wong.

Assim sendo, o artista procurou mostrar nesta escultura o desejo de criar “um pequeno jardim, ou um bonsai, a crescer na cidade, um lugar” para onde se possa retirar, comenta. Esta peça surgiu naturalmente, uma vez que o criador gosta de subir à Colina da Penha, em especial à noite, e deixar que a inspiração lhe surja da vista da cidade.

Do clássico ao moderno

Uma das inspirações centrais para o conceito da colecção é o classicismo chinês, daí não ser de estranhar que um dos fios condutores transversais sejam as descrições no clássico chinês Shan Hai Jing (Clássico das Montanhas e dos Mares). James Wong retirou destes escritos ancestrais informação sobre religião, história e geografia da China Antiga de há dois milénios. Este foi o veio condutor, assim como a imaginação do autor influenciado pelas vistas e as vivências de Macau.

O artista tinha esta exposição guardada no seu imaginário, a apurar, há anos. “Já tinha tido as ideias originais há muito tempo”, estavam espalhadas em livros de anotações, foi apenas uma questão de as escolher e torná-las físicas. Nesse aspecto, James não trabalhou com os materiais que queria, ferro, por exemplo, que levariam a que algumas peças pudessem chegar às duas toneladas. Dessa forma, a criação teve de respeitar todos os aspectos logísticos do local onde será exposta.

James Wong passou dois meses a preparar esta exposição. O curador do Museu de Arte de Macau, Ng Fong Chao, revela que o artista é influenciado pela ambivalência da cidade, onde se podem encontrar “cultura ocidental e oriental”. “Podemos encontrar vestígios de clássicos asiáticos, assim como traços de catolicismo no seu trabalho, vistos, por exemplo, nas vestimentas das esculturas que se assemelham às dos missionários católicos”, explica o curador. A exposição que James Wong leva a Veneza expressa o seu ponto de vista destes dois mundos que se intersectam, filtrados pela visão e experiência do artista.

O Pavilhão de Macau na Bienal estará aberto de 13 de Maio a 12 de Novembro.

8 Mar 2017

James Wong é o nome escolhido para representar Macau na Bienal de Veneza

O multifacetado artista James Wong será o representante de Macau na próxima Bienal de Veneza, que abrirá a 13 de Maio de 2017. O anúncio oficial é feito hoje, ao meio-dia, no auditório do Museu de Arte de Macau

“Claro que estou muito feliz, mas também preocupado com este interessante desafio”, confessa James Wong, o artista de Macau que marcará presença na 57.ª Bienal de Veneza. Esta será a primeira vez que expõe num local que desconhece, “tanto no tamanho do espaço, como na natureza do edifício”. Assim sendo, James abordará a especial exposição de uma forma experimentalista, porque “o palco é conceptualmente muito orientado para obras tridimensionais”. Estas circunstâncias favorecem a exposição de esculturas e pinturas, duas formas de expressão artística que James privilegiará na sua apresentação. Também haverá uma instalação, mas algo simples, estável, que não represente muito risco devido aos constrangimentos circunstanciais.

O artista tem dirigido algumas das instituições artísticas de referência em Macau, como o Centro de Pesquisa de Gravuras de Macau, foi também curador no Museu Luís de Camões, entre outros. Mas considera-se, acima de tudo, um amante das artes.

O padrinho

Mais de um quarto de século a dar aulas de arte valeu-lhe a alcunha entre os alunos de “o padrinho do ensino artístico”, algo que diverte o professor, que continua a criar todos os dias. Dividido entre o ensino e a criação artística, James não se considera um artista muito prolífero, “tendo em conta o contexto de Macau, onde muitos artistas têm exposições quatro vezes por ano”. Portanto, “se me perguntar que tipo de artista eu sou, devo ser um preguiçoso”, graceja.

Quanto à inspiração, Wong diz não saber de onde vem, preocupando-se principalmente com a rejeição de qualquer fórmula que restrinja a sua criatividade. Mas não nega que existem origens e uma base para o arranque dos seus trabalhos. “Gosto muito do conteúdo cultural japonês e chinês, sobretudo a estética da caligrafia, as cores e estruturas dos quadros antigos, e o feeling que se esconde por trás”. Estas são as fundações principais das suas esculturas, gravuras, pinturas a óleo, ilustrações e desenhos, que têm sido expostas em Portugal, Japão, Bélgica, Hong Kong, e um pouco por todo o mundo.

Ganhou vários prémios, “o que não é nada de especial”, de acordo com o artista. Porém, a exposição na Bienal tem um peso forte, “é o realizar de um sonho de qualquer artista”. Apesar da felicidade que sente, partilhada pelos seus alunos, e que sabe que os seus pais também sentiriam, Wong já está preocupado com a forma como irá preparar esta tarefa, mas está certo de que será “uma saborosa jornada e que correrá bem.

A horas de ser oficializado como o representante de Macau em Veneza, Wong encontra-se entre a elação e a dimensão do trabalho que o espera. Acha que os seus “amigos mais próximos ainda não tomaram consciência da dimensão do que se está a passar”. No entanto, James Wong não lhes irá adiantar nenhuma explicação porque prefere “que vejam através dos jornais”. O HM faz-lhe a vontade.

5 Dez 2016