Venda de bilhetes | IC diz estar atento a eventuais burlas

A presidente do Instituto Cultural (IC), Leong Wai Man, garante que tudo está a ser feito para travar a ocorrência de burlas associadas à venda de bilhetes para espectáculos.

Na resposta à interpelação do deputado Nick Lei, é referido que “o Governo tem estado atento às situações de venda de bilhetes ou burlas na venda de bilhetes para concertos e espectáculos de grande envergadura”, aplicando-se o Regime Jurídico das Infracções contra a Saúde Pública e contra a Economia, de 1996.

É referido, na mesma resposta, que a Polícia Judiciária (PJ) tem vindo a “realizar trabalhos policiais de natureza diversa, intensificando a prevenção e o combate aos crimes relacionados com a venda de bilhetes para espectáculos”, fazendo “inspecções regulares na rede [plataformas] de venda”.

Destaca-se, na mesma resposta, a resolução de um caso descoberto em Julho, tratando-se de uma burla que envolvia 560 mil renminbis protagonizada por “uma mulher de Macau que alegava estar a vender bilhetes numa aplicação de comunicação em grupo online”.

Leong Wai Man diz que o IC começou a implementar o sistema de registo dos nomes de espectadores, com um processo de “inscrição prévia, sorteio e compra posterior”, sendo que se faz com a identificação da pessoa, além de “tomar medidas para combater condutas ilegais, como a revenda de bilhetes a preços elevados”. É ainda referido que a ideia por detrás da criação de um Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau “encontra-se em fase experimental”.

Desperdício alimentar | Pereira Coutinho sugere plano de combate

José Pereira Coutinho quer que o Governo combata o desperdício alimentar e que a cultura de abundância de banquetes e buffets seja coordenada com bancos alimentares e instituições de caridade. O deputado perguntou se está prevista legislação para incentivar ou obrigar à separação de resíduos orgânicos

 

O desperdício alimentar em Macau é um problema para o qual Pereira Coutinho gostaria de ver uma estratégia integrada de combate. Numa interpelação escrita divulgada ontem, o deputado salienta o fosso entre a cultura de abundância de eventos sociais e as dificuldades operacionais na recolha de excedentes alimentares para distribuição a famílias carenciadas e instituições de solidariedade.

Essa cultura, de banquetes, buffets e celebrações, “associada a práticas comerciais que superdimensionam produções, gera volumes críticos de excedentes, em especial pães, bolos e refeições preparadas, agravando a ineficiência da cadeia alimentar”, denuncia o deputado.

Para solucionar o desperdício alimentar no sector comercial, Pereira Coutinho pergunta ao Governo se tenciona introduzir “normas que incentivem ou obriguem supermercados, restaurantes e outras empresas do sector alimentar a doar os excedentes alimentares ainda próprios para consumo a instituições de solidariedade social”. O deputado cita exemplos de leis em vigor em Portugal e França, que poderiam ser seguidos pelo Executivo.

Além disso, pergunta se é possível implementar medidas, como incentivos fiscais, apoio logístico, simplificação de procedimentos ou programas de certificação, para “facilitar a criação de parcerias sistemáticas entre estabelecimentos comerciais de alimentos (supermercados, restaurantes, padarias, hotéis e outros) e entidades particulares como bancos de alimentos ou instituições de caridade”.

Então e o ambiente?

Colocando a questão do desperdício alimentar na perspectiva do popular conceito de sustentabilidade, Pereira Coutinho aponta não apenas os desafios éticos e as suas implicações sociais e económicas, mas também os ambientais.

Em primeiro lugar, urge sensibilizar a população para a necessidade de reduzir o desperdício alimentar. Em seguida, o deputado realça a necessidade de corrigir as “deficiências infra-estruturais críticas na gestão de resíduos orgânicos, manifestadas na ausência de centrais de compostagem industrial e redes logísticas inteligentes para doação de excedentes em tempo útil”.

Também as consequências ecológicas, com emissões de gases com efeito de estufa, a decomposição em aterros e incineradoras, devem ser endereçadas. Como tal, Coutinho pergunta se o Governo pondera criar um quadro legal que “incentive ou obrigue a separação de resíduos orgânicos, nomeadamente resíduos alimentares, na origem (domésticos, comerciais e institucionais)”. O objectivo é dar o tratamento adequado aos resíduos, como compostagem ou digestão anaeróbia, em vez do recurso ao aterro.

Mulheres | Associação pede mais subsídios à infância

A Associação Geral das Mulheres (AGM) divulgou ontem um comunicado onde diz esperar que haja uma redução de preços nas creches, ou seja, para que as famílias tenham mais subsídios para este serviço. A ideia terá surgido depois de o Gabinete Geral do Conselho de Estado da China ter emitido uma posição sobre a necessidade da educação infantil ser gratuita.

No mesmo comunicado, a presidente do conselho fiscal da AGM, Iong Weng Ian, elogiou a posição defendida pelo Gabinete e diz que o Governo Central presta atenção ao crescimento saudável das crianças, sendo que a política de escolaridade infantil gratuita incentiva o aumento da taxa de natalidade.

Iong Weng Ian apontou que Macau é um território que enfrenta o problema da baixa taxa de natalidade, e por isso o Executivo deve considerar o aumento dos montantes atribuídos na área da educação infantil.

Administração | Ella Lei pede mais funcionários públicos

A fasquia máxima dos funcionários públicos está nos 35 mil, mas a deputada Ella Lei quer ir além disso. Em declarações ao Jornal do Cidadão, a deputada ligada aos Operários diz ser necessário dar resposta ao desenvolvimento social com mais recursos humanos

 

Ella Lei, deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), defende que são necessários mais funcionários públicos a fim de dar resposta aos novos desenvolvimentos da sociedade. Em declarações ao Jornal do Cidadão, a deputada destaca que uma digitalização dos serviços não resolve todos os problemas no atendimento à população, sendo necessário, na sua opinião, mais recursos humanos.

A deputada recordou que o número máximo de funcionários públicos definido pelo Executivo, em 2020, era de 35 mil pessoas, e mantém-se nessa fasquia. Entretanto, Ho Iat Seng deixou de ser Chefe do Executivo, cargo agora ocupado por Sam Ho Fai, e Ella Lei diz que há áreas da Administração pública que carecem de mais quadros.

Falou, por exemplo, de serviços relacionados com o bem-estar da população, sobretudo na área da saúde, onde existe, segundo a deputada, uma grande procura. Ella Lei afirmou também que há falta de quadros para se avançar com projectos de prevenção nesta área.

A responsável considera que as instituições médicas públicas são essenciais para a prestação de cuidados de saúde, mesmo que haja cooperação com as instituições privadas. Assim, a deputada ligada aos Operários apontou que é necessário o Governo analisar se existe pessoal suficiente nesta área, caso contrário verifica-se grande pressão no trabalho.

Dar vazão às fronteiras

Ella Lei destacou também o caso das Forças de Segurança, defendendo que deve ser feita uma análise global ao número de agentes, tendo em conta o crescimento do número de postos fronteiriços e a recuperação dos visitantes face aos anos de pandemia, que já está novamente em mais de 30 milhões de pessoas por ano.

A legisladora argumentou que devem ser analisados se os agentes policiais, bombeiros e agentes de alfandegas são suficientes para responder à deslocação de residentes. Para Ella Lei, a falta de recursos humanos na área de segurança pode afectar a qualidade dos serviços e o próprio descanso dos trabalhadores.

A deputada destacou melhorias, no Governo de Sam Hou Fai, em termos de comunicação entre departamentos públicos, mas diz que ainda há situações que carecem de melhoria.

Um dos exemplos apontados ao jornal, é o da atribuição de licenças para a criação de negócios, sobretudo no sector da restauração, onde ainda reina a burocracia, afirmou. É algo a que o sector empresarial dá muita atenção por ser um assunto que obriga a resposta de vários serviços públicos, sendo necessário, para Ella Lei, rever toda a estrutura dos departamentos envolvidos a fim de dar mais conveniência à população. A deputada pede que haja um melhor mecanismo de coordenação para aumentar a eficácia do trabalho de atribuição de licenças.

Doenças crónicas | Médicos elogiam programa de rastreio

Vários profissionais de saúde fazem elogios ao funcionamento do Programa de Rastreio de Doenças Crónicas, lançado pelos Serviços de Saúde (SS) e que entrou ontem em vigor. O programa permite, segundo o Jornal Ou Mun, que os residentes possam consultar as clínicas privadas que participam no plano e escolher os locais onde podem fazer os exames de prevenção e rastreio.

A secretária-geral adjunta da Federação de Médico e Saúde de Macau, Wong Sio Sio, explicou que doenças crónicas como a hipertensão ou diabetes, bem como a hipercolesterolemia e hiperuricemia, representam cerca de 60 por cento das doenças no território, sendo que uma intervenção precoce pode reduzir o risco de complicações ou morte em 70 por cento. Desta forma, a responsável diz que este programa, ao incluir os vales de saúde, permite que o tratamento médico funcione como prevenção.

Já o presidente da mesma associação, o médico e deputado Chan Iek Lap, apontou que este programa permite elevar a qualidade dos serviços médicos prestados pelas clínicas privadas, além de reforçar a capacidade dos jovens médicos no diagnóstico e na comunicação com a população doente.

Os SS referem que até finais de Junho, um total de 85 médicos de medicina ocidental concluíram a sua formação, tendo sido aprovados no exame. Existem 79 médicos de medicina ocidental qualificados para participar neste programa.

Jogo | Receitas fiscais até Julho aumentam 3,4% face a 2024

O Governo recolheu mais de 53,37 mil milhões de patacas em impostos sobre jogo nos primeiros sete meses do ano, valor que representou uma subida de 3,4 por cento em termos anuais. Somando todas as receitas fiscais, a RAEM amealhou até Julho quase 62,3 mil milhões de patacas em impostos

 

As receitas dos impostos sobre a indústria do jogo estão a subir. De acordo com dados da Direcção dos Serviços de Finanças (DSF), entre Janeiro e Julho foram recolhidos 53,37 mil milhões de patacas em impostos sobre o jogo, montante que significa um aumento de 3,4 por cento face ao mesmo período do ano passado. Em relação a 2024, nos primeiros anos sete meses deste ano foram colectados mais 1,77 mil milhões de patacas às concessionárias de jogo.

Em termos mensais, em Julho o Governo amealhou 8,11 mil milhões de patacas em impostos sobre o jogo, quantia que representou um aumento de 19 por cento face às receitas fiscais colectadas aos casinos em Julho de 2024.

Recorde-se que as concessões estabelecidas para uma década, e que passaram a vigorar a partir de 1 de Janeiro de 2023, fixaram um imposto de 40 por cento sobre as receitas brutas dos casinos do território.

Após a revisão orçamental, o Executivo de Sam Hou Fai colocou em 88,56 mil milhões de patacas as estimativas para as receitas fiscais sobre o jogo em 2025. De acordo com os mais recentes dados da DSF, no final de Julho foram amealhados mais de 60 por cento dos impostos sobre o jogo estimados pelo Governo para todo o ano.

Além disso, ao longo do ano, os impostos sobre o jogo representaram 86,3 por cento de todas as receitas fiscais apuradas até ao final de Julho.

Boas colheitas

Em termos de receita bruta acumulada pelos casinos, os primeiros sete meses deste ano registaram um aumento de 6,5 por cento em relação ao ano anterior, com um total de 140,896 mil milhões de patacas contra 132,348 mil milhões de patacas entre Janeiro e Julho de 2024.

Alargando o escopo dos impostos recolhidos em 2025, a DSF revela receitas totais este ano até Julho de quase 62,3 mil milhões de patacas e despesas totais a rondar 50,65 mil milhões de patacas, o que resulta num saldo positivo de 11,63 mil milhões de patacas.

Durante o mesmo período do ano passado, as receitas totais do orçamento eram de 61,5 mil milhões de patacas, o que na altura representou um aumento superior a 10 mil milhões face a 2023. Seguindo a trajectória ascendente, o saldo orçamental acumulado nos primeiros sete meses de 2025 é 2,33 mil milhões de patacas superior ao excedente verificado no mesmo período de 2024.

Nagasaki | Sino toca pela paz 80 anos depois da bomba atómica

Há 80 anos, três dias depois do ataque a Hiroshima, caía sobre a cidade japonesa de Nagasaki a segunda bomba atómica lançada pelos Estados Unidos. No total, terão morrido cerca de 215.000 pessoas

 

Um minuto de silêncio foi sábado observado em Nagasaki, na hora da explosão atómica que atingiu a cidade japonesa há 80 anos, numa cerimónia em que o sino restaurado de uma igreja tocou pela primeira vez desde o ataque.

Em 09 de Agosto de 1945, às 11h02, três dias depois de Hiroshima, Nagasaki sofreu também o horror de uma bomba nuclear. Cerca de 74.000 pessoas morreram nesta cidade portuária do sudoeste do Japão, somando-se às 140.000 vítimas de Hiroshima.

“Passaram-se 80 anos, e quem poderia imaginar que o mundo se tornaria assim? Por favor, parem imediatamente os conflitos armados!”, exortou o presidente da câmara da cidade, Shiro Suzuki, perante uma plateia recorde de representantes de mais de 100 países.

“Os confrontos intensificam-se em vários locais. Uma crise que pode ameaçar a sobrevivência da humanidade, como uma guerra nuclear, paira sobre todos nós”, acrescentou o presidente da câmara.

Entre os participantes, marcaram este ano presença a Rússia, que não era convidada desde a invasão da Ucrânia em 2022, e Israel, cujo embaixador também não foi convidado no ano passado, oficialmente por razões de segurança relacionadas com o conflito em Gaza.

A ausência da representação israelita provocou no ano passado o boicote da cerimónia pelos embaixadores dos outros países do G7. Participaram da cerimónia este ano autoridades japonesas e “hibakusha”, ou sobreviventes da bomba, que exortaram o mundo a aprender com os horrores sofridos por Nagasaki, para garantir que não se repitam.

“Esta crise existencial que a humanidade atravessa é um risco iminente para cada um de nós que habitamos a Terra”, sublinhou Shiro Suzuki, numa “Declaração pela Paz”, lida durante a cerimónia, em que alertou para um mundo preso num “círculo vicioso de confronto e fragmentação”.

Suzuki, descendente de sobreviventes da bomba, exortou os líderes mundiais a definirem um plano concreto para alcançar a abolição das armas nucleares e destacou o trabalho de conscientização global realizado pela organização de hibakusha Nihon Hidankyo, premiada no ano passado com o Prémio Nobel da Paz.

“Os hibakusha não têm muito tempo”, disse o presidente da câmara, referindo-se ao número cada vez menor e à idade avançada dos sobreviventes. “Por isso, Nagasaki comprometeu-se a continuar a divulgar a sua mensagem pelo mundo, para que sejamos a última cidade da história a sofrer um bombardeamento atómico”, acrescentou.

No mesmo tom

Na mesma linha, o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, alertou para a “crescente divisão global” e para a “situação de segurança mais grave” 80 anos após o bombardeamento da cidade.

“O Japão, como única nação que sofreu ataques nucleares, está determinado a manter os três princípios não nucleares e a liderar os esforços por um mundo livre de armas atómicas”, afirmou o líder, que acrescentou que Tóquio “promoverá iniciativas realistas e práticas” nesse sentido.

A cerimónia teve lugar no Parque da Paz de Nagasaki, localizado junto ao hipocentro da explosão causada pela bomba, que começou com a observação de um minuto de silêncio às 11h02, hora exata em que a bomba de plutónio detonou.

Tal como o seu homólogo em Hiroshima, há três dias, o presidente da câmara de Nagasaki instou o Governo japonês a assinar o Tratado de Proibição de Armas Nucleares das Nações Unidas (TPAN) e exortou-o a optar por uma política de segurança que não dependa da dissuasão nuclear dos Estados Unidos.

Tóquio não aderiu ao referido tratado, uma vez que a sua plena aplicação entraria em conflito com a política nacional de depender do escudo nuclear do aliado de segurança, os Estados Unidos.

Os Estados Unidos lançaram o primeiro ataque nuclear da história sobre a cidade de Hiroshima em 06 de Agosto de 1945 e, três dias depois, lançaram uma segunda bomba atómica sobre Nagasaki, o que levou à capitulação do Japão em 15 de agosto e ao fim da Segunda Guerra.

Gaza | China muito preocupada com ocupação israelita

A China manifestou sexta-feira “grande preocupação” com o plano israelita de assumir o controlo militar da cidade de Gaza e apelou a Israel para “cessar imediatamente as acções perigosas” no território palestiniano.

“Gaza pertence ao povo palestiniano e é parte integrante do território palestiniano”, afirmou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, numa resposta escrita à agência de notícias France-Presse (AFP).

O Conselho de Segurança de Israel aprovou sexta-feira de madrugada uma proposta do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, para a ocupação militar da cidade de Gaza, no norte do enclave.

Detido diplomata do PCC que liderava departamento internacional

As autoridades chinesas prenderam o diplomata Liu Jianchao, que liderava o departamento internacional do Partido Comunista Chinês (PCC), agência paralela ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, responsável pelas relações com formações de outros países.

Segundo o jornal americano The Wall Street Journal (WSJ), o diplomata terá sido preso no final de Julho, ao regressar a Pequim após uma viagem ao estrangeiro. Por enquanto, não se sabe o motivo da detenção, que não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

De acordo com o site do departamento mencionado, a última actividade pública de Liu ocorreu no dia 29 de julho, quando se reuniu com funcionários locais na Argélia.

Grandes expectativas

Antes de assumir o seu cargo actual em 2022, Liu foi porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros China e, posteriormente, embaixador nas Filipinas e na Indonésia. Depois disso, trabalhou em cargos importantes em agências anti-corrupção e voltou a Pequim em 2018 para ingressar na Comissão Central dos Negócios Estrangeiros.

O seu perfil público e a sua agenda, que incluiu reuniões com o ex-secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, fizeram com que Liu fosse apontado como possível ministro dos Negócios Estrangeiros da China.

A sua detenção foi a de mais alto nível para um membro do corpo diplomático do gigante asiático desde meados de 2023, quando o então ministro dos Negócios Estrangeiros, Qin Gang, perdeu o cargo apenas sete meses após a sua nomeação e depois de não ter sido visto em público durante um mês.

Nesse mesmo ano, o ministro da Defesa, Li Shangfu, também foi demitido sem explicações e posteriormente expulso do PCC após ser acusado de um crime de corrupção. E, no final de 2024, as autoridades oficializaram a detenção e o julgamento do titular da Agricultura e Assuntos Rurais entre 2020 e 2024, Tang Renjian, por supostamente aceitar subornos.

Após sua chegada ao poder em 2012, o actual secretário-geral do PCC e Presidente do país, Xi Jinping, iniciou uma campanha anti-corrupção na qual vários altos funcionários chineses, tanto institucionais quanto de empresas estatais, foram condenados por aceitar subornos milionários.

Ucrânia | Xi encoraja Putin a melhorar relações com EUA

Xi Jinping falou ao telefone com Putin na sexta-feira aconselhando o líder russo a dialogar com os Estados Unidos a fim de se encontrar uma solução política que ponha fim ao conflito na Ucrânia

 

O Presidente chinês, Xi Jinping, encorajou sexta-feira ao telefone o homólogo russo, Vladimir Putin, a melhorar as relações com Washington para solucionar a crise na Ucrânia, noticiou a televisão estatal chinesa CCTV.

“A China gostaria que a Rússia e os Estados Unidos mantivessem contactos, melhorassem as relações e promovessem uma solução política para a crise na Ucrânia”, disse Xi a Putin, segundo a CCTV, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A televisão chinesa referiu que a conversa telefónica partiu da iniciativa de Putin, segundo a agência russa Ria Novosti. As agências russas noticiaram o contacto telefónico entre os dois líderes, mas sem qualquer informação por parte de Moscovo, usando como fonte a CCTV.

“Os líderes dos dois países apreciaram muito o elevado nível de confiança política e de cooperação estratégica entre a China e a Rússia”, escreveu a agência TASS. Xi e Putin concordaram “em fazer avançar conjuntamente as relações entre os dois países para um maior desenvolvimento”, acrescentou, citando a CCTV.

Em relação à Ucrânia, Xi afirmou que não existem soluções simples para questões complexas e que a China continuará a promover a paz e as negociações, de acordo com a mesma fonte citada pela Ria Novosti.

Outras conversas Putin também manteve sexta-feira conversações telefónicas com os presidentes do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, e do Uzbequistão, Shavkat Mirziyoyev, com quem falou sobre a reunião com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, acrescentou a Ria Novosti.

Após a reunião com Witkoff na quarta-feira, a Rússia anunciou que Moscovo e Washington tinham concordado na realização de um encontro nos próximos dias entre Putin e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Putin admitiu mais tarde que a reunião poderá realizar-se nos Emirados Árabes Unidos.

A audiência a Witkoff ocorreu dois dias antes de terminar um ultimato que Trump tinha dado a Putin para suspender os ataques contra a Ucrânia, sob pena de enfrentar sanções duras dos Estados Unidos. A Rússia invadiu a Ucrânia em Fevereiro de 2022, mergulhando a Europa naquela que é considerada a mais grave crise de segurança desde a II Guerra Mundial (1939-1945).

O conflito causou dezenas de milhares de mortos, segundo várias fontes, mas o número exacto de vítimas é desconhecido.

Imigrantes mais-valia

Em qualquer cidade do país se frequentamos ou nos deparamos com um hotel, restaurante, hipermercado, obra de construção civil, apoio domiciliário, hospital, loja comercial, fábrica, vindima, colheita da azeitona ou de outros frutos, encontramos imigrantes de Angola, Guiné-Bissau, São Tomé, Brasil, Cabo Verde, Índia, Nepal ou Bangladesh. Todos a falar português, integrados na grande necessidade que Portugal tem de falta de mão-de-obra e a contribuir para a sustentação da Segurança Social. É com grande satisfação que somos atendidos num bom restaurante onde os funcionários, vestidos a rigor, de uma educação extrema e amabilidade exemplar nos transmitem que são de Angola, da Guiné-Bissau ou do Brasil.

São seres humanos como os portugueses que optaram por Espanha, França, Alemanha, Finlândia, EUA, Austrália, Canadá ou Timor-Leste. Portugueses que foram aprendendo a língua local, integrando-se na sociedade e, essencialmente, recebidos com os benefícios sociais em vigor nesses países. Em Portugal, ainda não recebemos os imigrantes com a dignidade que mereciam. A maioria ainda tem de arrendar um quarto ou uma casa ou, depois de integrados, assumirem um crédito bancário para adquirirem um imóvel.

Alguns imigrantes que já trabalham, que descontam para a Segurança Social são ainda dominados pela impossibilidade de viver dignamente porque aguardam o título de residência, caem nas mãos das mafias que lhes vendem uma barraca nos arredores das grandes cidades. Muitas vezes, existem autarcas que antes de construírem habitação social enveredam pela demolição das barracas deixando essas famílias sem tecto e a dormir ao relento, num gesto de grande crueldade e incompreensão.

Naturalmente que os imigrantes que se desloquem para Portugal com um visto de turismo e que depois ficam por aqui ilegalmente e a viverem 20 num quarto, esses, não podem pensar em adquirir o estatuto de residentes. Vivem na penúria, explorados por próprios compatriotas e ilegais perante a lei portuguesa. Neste particular, o governo está a tomar medidas de regulação para a entrada de imigrantes. No entanto, essa regulação não pode ser radical como defende André Ventura, que, por sua vez, apenas deseja que não entre em Portugal nem mais um imigrante e por vontade do neofascista até seriam expulsos todos os imigrantes. Ventura tem alegado que a criminalidade em Portugal se deve à presença dos imigrantes. Nada mais errado.

A teoria de que a imigração é responsável pelo aumento do crime, de que a mais recente vaga de imigração, qualquer que seja a sua nacionalidade, é menos desejável que as anteriores, de que todos os recém-chegados devem ser encarados com uma atitude de suspeição é uma teoria quase tão antiga como as colónias criadas pelos ingleses na costa da Nova Inglaterra. Recentemente, o director da Polícia Judiciária citou números referentes à criminalidade violenta, a qual tem vindo a diminuir desde há 20 anos e o facto de o rácio de estrangeiros reclusos ter evoluído na razão inversa do aumento da população imigrante.

O mesmo tipo de evolução sucedeu com os detidos pela polícia que Luís Neves dirige. Assim, se em 2009, quando a população estrangeira residente somava menos de meio milhão (454 191), a PJ deteve 631 estrangeiros (correspondendo a 138,9 detidos por 100 mil imigrantes), em 2023, com o número de estrangeiros residentes mais que duplicado (1 044 605), foram 513 os detidos, correspondendo a 49,1 por 100 mil residentes.

Para consubstanciar as suas afirmações, o director da PJ explicou mais: não só esta redução do rácio de detidos estrangeiros face ao número de residentes não portugueses foi consistente nos últimos 14 anos, como uma parte considerável dos detidos e reclusos estrangeiros, sobretudo relacionados com tráfico de estupefacientes, não são imigrantes, mas elementos daquilo a que dá o nome de “criminalidade transnacional” – com relevo para as “mulas de droga”.

Um outro facto demonstrativo de que o aumento da criminalidade não está directamente ligada aos imigrantes são as provas que os municípios têm divulgado. Municípios com maior peso de imigrantes têm menos criminalidade.

Alguns exemplos de municípios onde a população estrangeira tem um impacto significativo na população residente, com dados de 2023: Vila do Bispo (onde os imigrantes representam 43,68% da população total), Odemira (41,8%) e Lisboa (28,7%). Se houvesse uma relação directa entre imigração e criminalidade, a expectativa seria de que o aumento dos estrangeiros residentes se reflectisse directamente numa subida dos crimes registados pelas autoridades policiais.

Porém, nada mais errado. Municípios com maior peso de imigrantes têm menos criminalidade. Em relação ao Porto, onde têm aumentado os crimes contra imigrantes reportados na comunicação social, a evolução crescente dos residentes estrangeiros também não é acompanhada por um aumento da criminalidade, verificando-se até uma diminuição da criminalidade nos anos de maior aumento da imigração. Em 2009 foi registado um total de 17.383 crimes, ano em que ali residiam 8809 estrangeiros. Em 2019, os crimes desceram para 15.422 e os estrangeiros residentes aumentaram para quase o dobro: 14.558. Em 2023, os estrangeiros residentes no Porto voltaram a duplicar – para 35.653 – e o total de crimes registados foi de 14.552. No Porto, os estrangeiros representam neste momento 14,3% da população.

De tudo isto, podemos depreender que o que André Ventura e o seu partido propagandeiam a toda a hora relacionando o aumento de criminalidade com os imigrantes não passa de uma balela racista com vista a igualar as atitudes dos neonazis que tudo têm feito violentamente contra imigrantes.

Gastronomia | Governo promove zona do ZAPE com atracção turística

Decorre esta semana a iniciativa turística e gastronómica “ZAPE com Sabores”, entre as zonas pedonais da Rua de Cantão e Rua de Xangai. Do dia 15 ao dia 24 deste mês será possível participar numa feira que conta com a participação de comerciantes locais e que traz atracções musicais e de entretenimento

 

A zona do ZAPE [Zona de Aterros do Porto Exterior] tem estado na ordem do dia com pedidos de requalificação urbanística e de turismo, tendo em conta o encerramento de alguns casinos-satélite no local. Nesse contexto, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), em parceria com a Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau (AGCUM), decidiu juntar esforços e realizar uma feira com gastronomia misturada com entretenimento.

“ZAPE com Sabores” é o nome do evento que decorre entre os dias 15 e 24 deste mês, tendo lugar nas zonas pedonais da Rua de Cantão e da Rua de Xangai. Segundo uma nota da DST, a feira “contará com a participação de comerciantes e grupos de espectáculos locais, combinando gastronomia diversificada e elementos culturais e criativos”. A ideia é que, apresentando um projecto desta natureza no ZAPE, se possa “mostrar o encanto comunitário de Macau”.

Desta forma, pretende-se fomentar o turismo nesta zona, com os petiscos a serem servidos entre as 15h30 e as 22h sob o tema “Sabores da Comida de Rua no Food Truck”. Combinam-se “costumes do Sudeste Asiático e a diversidade gastronómica de Macau”, contando-se com seis rulotes de comida e temática e mais de 30 bancas.

Música para todos

Nesta feira do ZAPE irá servir-se, além de comida, jogos e entretenimento para todos os gostos, já que “artistas e associações locais irão apresentar danças e canções em palco, proporcionando-se aos visitantes experiências diversificadas”, dentro das ideias de turismo associado à gastronomia e, por sua vez, ao consumo.

Haverá uma centena de lugares para refeições e “uma zona com várias instalações para o público tirar fotografias”.

Há ainda incentivos ao consumo, pois “durante o período da feira, caso o público queira comprar qualquer produto no local, por cada 100 patacas em compras terá uma oportunidade de entrar num jogo de garra para apanhar brinquedos”, sendo que “quanto mais alto for o valor de consumo, maior o número de ofertas”. Há ainda promoções online integradas na programação de “ZAPE com Sabores”.

As entidades organizadoras deste evento dizem ter consultado as associações de comerciantes da zona “para explicar o conteúdo desta actividade e recolher opiniões”, a fim de garantir a realização do evento sem sobressaltos ou grande impacto em termos de barulho e gestão urbana.

Air Macau | Companhia alerta para promoções falsas

A companhia aérea Air Macau publicou um alerta nas redes sociais em que pede à população para ser mais vigilante, a fim de se evitarem burlas ou esquemas associados a falsas promoções em nome da empresa.

“Recentemente a nossa empresa descobriu falsas páginas de agências de viagens, com marcas locais, na rede social Facebook. Estas páginas divulgam falsos anúncios em nome da Air Macau onde se disponibilizam voos mais baratos, apelando aos utilizadores para que preencham dados pessoais [online]”, lê-se no comunicado.

Desta forma, a Air Macau sugere que os utilizadores verifiquem sempre a origem da informação nestes websites, confirmando através da página oficial da Air Macau ou mesmo por chamada telefónica para as próprias agências de viagem. Em relação aos falsos anúncios que apelam a pré-pagamentos, a Air Macau deixa o alerta para que os utilizadores não transfiram dinheiro através de plataformas de pagamento que não sejam comuns, ou caso seja pedido o acesso à conta bancária do utilizador, por existir o risco de burla.

Wynn Macau | Lucros caíram mais de 20% no segundo trimestre

A Wynn Macau registou lucros operacionais de 128,3 milhões de dólares no segundo trimestre de 2025, menos 20,78 por cento do que no mesmo período em 2024. A operadora de jogo vai investir este ano 250 milhões de dólares nas duas propriedades em Macau

 

Os lucros operacionais da Wynn Macau desceram 20,78 por cento no segundo trimestre deste ano, face ao período homólogo, ainda assim atingindo 128,3 milhões de dólares, segundo resultados apresentados pela operadora de jogo na sexta-feira.

A empresa indicou que os lucros ajustados antes de juros, impostos, depreciação, amortização e rendas (EBITDAR) da concessionária de jogos no segundo trimestre em Macau atingiram 253,7 milhões de dólares, uma queda de 9,5 por cento em relação ao ano anterior.

As propriedades operadas pela Wynn Macau registaram receitas de 883.5 milhões de dólares entre Abril e Junho, valor que se manteve praticamente inalterado (-0.2 por cento) em comparação com o mesmo período de 2024, anunciou a Wynn Resorts Ltd, que opera dois resorts com casino na Região Administrativa Especial de Macau (RAEM): o Wynn Macau, na península, e o Wynn Palace, em Cotai.

Por propriedade, as receitas operacionais do Wynn Palace diminuíram 1,5 por cento em relação ao ano anterior, para 539,6 milhões de dólares, enquanto o EBITDAR ajustado da propriedade caiu 14,8 por cento, para 157,2 milhões de dólares.

Já a Wynn Macau, registou receitas operacionais de 343,8 milhões de dólares, um aumento de 1,9 por cento em relação ao ano anterior, com o EBITDAR ajustado a avançar ligeiramente para 96,5 milhões de dólares.

Os casinos Wynn Macau e Wynn Palace foram responsáveis pela maioria do volume de negócios da empresa, arrecadando 741,7 milhões de dólares em receitas, mais 2,2 por cento do que no segundo trimestre do ano passado.

Investimentos deste ano

“Em Macau, embora a retenção de VIPs tenha afectado negativamente os resultados, gerámos uma quota de mercado saudável e um fluxo de caixa livre significativo, apoiando o nosso investimento contínuo nas propriedades de Macau”, afirmou, Craig Billings, presidente executivo da Wynn Resorts Ltd., citado no comunicado da empresa-mãe.

Em termos semestrais, a Wynn Macau registou lucros operacionais de 255,4 milhões de dólares entre Janeiro e Junho de 2025, menos 30,5 por cento do que nos primeiros seis meses do ano anterior.

A concessionária revelou também que vai gastar até 250 milhões de dólares este ano, incluindo melhorias na torre do hotel na sua propriedade Wynn Macau no centro da cidade e no seu resort Wynn Palace em Cotai. A informação foi revelada por Julie Cameron-Doe, directora financeira da empresa-mãe, Wynn Resorts Ltd, durante a teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre do grupo. “Iniciámos dois projectos – uma expansão da área de jogos do Chairman’s Club no Wynn Palace e uma renovação dos quartos do Wynn Tower no Wynn Macau e, juntamente com os nossos outros projectos de investimento em curso, esperamos gastar um total entre 200 e 250 milhões de dólares em 2025.”

Dados recentes do Governo indicam que os casinos da região registaram, nos primeiros sete meses do ano, um aumento de 6,5 por cento da receita bruta acumulada em termos anuais, com um total de 140,896 mil milhões de patacas contra 132,348 mil milhões de patacas entre Janeiro e Julho de 2024.

Turistas | Despesas per capita caem quase 13 por cento

Apesar da subida anual de quase 15 por cento do número de turistas que visitaram Macau nos primeiros seis meses do ano, os gastos totais no território, não relacionados com jogo, cresceram apenas 0,2 por cento. A despesa per capita caiu 12,8 por cento no mesmo período, para uma média de 1.970 patacas

 

O aumento do número de turistas que visitou Macau na primeira metade deste ano não se reflectiu na economia fora dos casinos. Segundo dados divulgados na sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a despesa per capita dos visitantes não relacionada com o jogo (1.970 patacas) registou um decréscimo homólogo de 12,8 por cento.

Em termos de origem, os dados da DSEC mostram que os turistas do Interior da China registaram despesas per capita de 2.253 patacas nos primeiros seis meses do ano, valor que representa uma quebra de 14,4 por cento. Porém, o decréscimo mais acentuado verificou-se nos turistas internacionais, com uma quebra de 16,9 por cento (para 1.885 patacas per capita), uma variação negativa com pouco impacto nas contas finais tendo em conta a pequena proporção deste segmento no volume total de turistas. Os visitantes de Hong Kong registaram a despesa per capita mais baixa (940 patacas), uma quebra de 13,4 por cento em termos anuais.

Quando analisada a razão para a visita a Macau, os turistas que vieram nos primeiros seis meses do ano ao território para participar em convenções/exposições e para assistir a espectáculos/competições continuaram a registar despesas per capita mais elevadas, com 4.232 patacas e 4.161 patacas, respectivamente.

Mar de gente

O número de turistas que passou por Macau na primeira metade de 2025 só foi superado entre Janeiro e Junho de 2019, antes da pandemia de covid-19, período em que registou quase 20,3 milhões de visitantes.

Apesar da entrada de 19,2 milhões de visitantes no primeiro semestre deste ano, (uma subida anual de 14,9 por cento), as despesas totais realizadas no território apenas aumentaram 0,2 por cento, para cerca de 37,86 mil milhões de patacas. Neste capítulo, a DSEC salienta que a despesa total dos excursionistas (7,85 mil milhões de patacas) aumentou 7 por cento, porém, a dos turistas (30,01 mil milhões de patacas) desceu 1,4 por cento.

Porém, a evolução da despesa total melhorou entre o primeiro e o segundo trimestre, tendo em conta que no último período a DSEC registou uma subida de 4,6 por cento para um total de 18,25 mil milhões de patacas entre Abril e Junho. Durante este período de tempo, tanto as despesas totais não-jogo de excursionistas (3,61 mil milhões de patacas) aumentaram 5,5 por cento, como de turistas (14,64 mil milhões de patacas) subiram 4,4 por cento em termos anuais, graças ao aumento significativo de turistas que visitaram Macau.

Ainda assim, no segundo trimestre de 2025, a despesa per capita dos visitantes acompanhou a tendência negativa com uma quebra anual de 12,3 por cento. A DSEC destaca que “a despesa per capita dos turistas (3.663 patacas) e a dos excursionistas (673 patacas) baixaram 2,1 e 19,3 por cento, respectivamente”.

Habitação | Nova quebra do preço das casas

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que os preços da habitação continuam a cair. A queda foi de 3,1 por cento face ao primeiro trimestre, destacando-se uma maior queda nas habitações já construídas

 

As casas estão mais baratas, após a segunda queda de preços este ano. Os dados mais recentes são divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), que fala de uma quebra de 3,1 por cento do Índice de Preços da Habitação (IPH), situado nos 196,1 pontos, em relação aos meses de Janeiro e Março de 2025.

Por sua vez, a queda foi maior nas habitações já construídas, com o IPH a situar-se nos 213,4 pontos, menos 3,7 por cento no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses deste ano. Já o IPH das habitações em construção, foi de 214,9 pontos, mais 2,7 por cento, o que mostra que neste segmento as casas encareceram.

A DSEC avança ainda que entre Abril e Junho o IPH baixou 2,3 por cento face aos meses de Março a Maio, com uma maior quebra nas casas da ilha da Taipa, de 2,4 por cento. Por sua vez, a quebra do IPH entre Abril e Junho na ilha de Coloane foi de 2 por cento face ao trimestre anterior.

Se olharmos para as diferenças em termos anuais, verificamos que a quebra do IPH é ainda maior, uma vez que entre os meses de Abril e Junho deste ano o IPH baixou 10,4 por cento em relação ao período homólogo do ano passado. “Destaca-se que o índice de preços de habitações da Península de Macau e o índice da Taipa e Coloane diminuíram 10,1 por cento e 11,6 por cento, respectivamente”, aponta a DSEC, também nos mesmos meses e em comparação com igual período do ano passado.

Sempre a descer

Os dados estatísticos da DSEC mostram que o IPH das casas construídas baixou globalmente 2,2 por cento, sendo que a maior quebra diz respeito às casas com 11 a 20 anos de construção, registando-se, também no segundo trimestre do ano, uma quebra de 3,3 por cento face ao primeiro trimestre. Segue-se uma quebra de 2,2 por cento nas casas com cinco ou com mais de 20 anos.

Em termos de área útil das fracções autónomas, o IPH de casas do escalão inferior a 50 metros quadrados de área útil baixou 3,6 por cento. Por sua vez, o índice do escalão igual ou superior a 100 metros quadrados desceu 2,1 por cento, também entre os dois primeiros trimestres do ano.

A DSEC apresenta ainda dados dos preços por altura de edifícios, com o IPH dos prédios com sete ou menos pisos a baixar 2,9 por cento. Já em edifícios de altura superior, a quebra foi de 2,1 por cento.

Além dos preços das casas estarem mais baixos, também o número de transacções apresenta uma tendência de descida. Segundo dados divulgados pela DSEC no último mês, as transacções de imóveis para habitação registaram uma quebra anual de quase 50 por cento. Em Junho deste ano houve 219 negócios de compra e venda de habitação, o que representa uma redução de 47 por cento.

Comércio | Volume de pagamentos electrónicos caiu mais de 10%

Nos primeiros seis meses deste ano, o volume de transacções feitas através de pagamentos electrónicos caiu 10,2 por cento, face à primeira metade do ano passado, para um total de 25,05 mil milhões de patacas, segundo dados revelados na sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

A maior descida verificou-se no ramo das quinquilharias e mercadorias de armazéns, com a descida das compras com uso aplicações móveis a ser de quase 18 por cento. Lojas de artigos de couro e comércio de relógios e joalharia ocuparam os restantes lugares no pódio negativo, com quebras de 11,9 e 10,3 por cento, respectivamente.

Os únicos dois ramos analisados pela DSEC que registaram subidas anuais no primeiro semestre nos pagamentos electrónicos foram os supermercados (1,5 por cento) e farmácias (7,7 por cento).

No mesmo período, o sector da restauração seguiu o percurso inverso, com a subida dos pagamentos electrónicos de 3,1 por cento, para um total de 6,75 mil milhões de patacas. Importa referir que o sector do comércio a retalho tem um volume de negócios quase quatro vez superior à restauração.

Os restaurantes que registaram maior subida de transacções através de meios electrónicos foram os de comida rápida (fast food).

Macau / Xangai | Sam Hou Fai defende maior intercâmbio

O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, defendeu ao jornal Jiefang, de Xangai, a necessidade de um maior intercâmbio com a cidade conhecida como a capital financeira do país. As declarações foram proferidas no contexto de uma entrevista concedida àquela publicação.

“Quando Macau passou para [a administração] da China, em 1999, o primeiro Chefe do Executivo [da RAEM], Edmund Ho, disse-me que como Macau era um pequeno território, teria de estabelecer laços estreitos com Xangai caso quisesse acompanhar o desenvolvimento nacional”, começou por dizer.

“Xangai foi sempre uma região prioritária no intercâmbio e cooperação com Macau, e temos um crescente intercâmbio nas áreas da cultura, finanças, turismo, juventude, educação, ciências e tecnologia”, defendeu Sam Hou Fai.

O governante máximo da RAEM disse ainda pretender aumentar a cooperação na área das grandes indústrias, a fim de combinar as vantagens de ambas as cidades. Um dos exemplos apontados pelo Chefe do Executivo diz respeito ao facto de Xangai ser forte nas indústrias transformadoras, pelo que Macau pode ser um canal importante de ligação e acesso das empresas de Xangai nos países de língua portuguesa e espanhola.

FDC | Criado apoio financeiro a projectos de cultura intangível

O Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) lança, pela primeira vez, o “Plano de Apoio Financeiro aos Projectos do Património Cultural Intangível de 2026”. O novo apoio visa incentivar entidades que se dedicam à salvaguarda do património cultural intangível, associações ou fundações locais que promovam a participação da comunidade na transmissão, sensibilização, estudo e divulgação do património cultural intangível”.

A FDC afirmou que vai aceitar também candidaturas ao “Plano de Apoio Financeiro para Actividades/Projectos Culturais de 2026”. Ambos os períodos de candidatura abrem na próxima quarta-feira e encerram a 8 de Setembro.

O âmbito de apoio financeiro é limitado aos projectos incluídos na lista e no Inventário do Património Cultural Intangível de Macau. Enquanto o “Plano de Apoio Financeiro para Actividades/Projectos Culturais” abrange artes visuais, criação literária, música, arte musical (incluindo diálogo musical) e actividades recreactivas (canções clássicas e populares), teatro, dança, património cultural tangível, moda, design, cinema e televisão, animação.

Metro | Nick Lei diz que inundações afectam confiança do público

Nick Lei acha que as inundações que se verificaram em estações do Metro Ligeiro durante as intensas chuvadas das últimas semanas afectaram a confiança da população na qualidade da construção das estruturas. O deputado pediu ao Governo e à empresa do Metro Ligeiro para esclarecerem o que se passou e resolver os problemas que originaram vídeos nas redes sociais

 

Nas últimas semanas, foram publicadas nas redes sociais vídeos que mostravam estações de Metro Ligeiro totalmente alagadas e infiltrações nas coberturas que criavam autênticos chuveiros. Nick Lei pediu ao Governo e à empresa Metro Ligeiro de Macau que clarifiquem o que se passou e resolvam os problemas que levaram às inundações o mais rapidamente possível.

Segundo o deputado ligado à comunidade de Fujian, os problemas de infiltrações e falta de impermeabilidade das coberturas afectou a confiança do público na qualidade da construção das estações. Além disso, como a rede do Metro Ligeiro está em expansão, o legislador pede que seja feita uma revisão à qualidade dos materiais. Para tal, pede a realização de testes rigorosos à capacidade de resistir a chuvadas em todas as estações novas, e às soluções para lidar com inundações e salvaguardar a segurança do público.

Em declarações ao jornal Cidadão, o deputado reiterou que esta não foi a primeira vez que estações do Metro Ligeiro inundaram. Já no ano passado, surgiram imagens e queixas de residentes sobre a entrada de água através das coberturas que deveriam proteger as plataformas de embarque. Além disso, Nick Lei realça que a empresa que gere o transporte fez reparações no passado e que, ainda assim, os problemas voltaram a surgir levantando ainda mais questões sobre a qualidade da construção e a sua manutenção. A resposta da Metro Ligeiro de Macau também não descansou o deputado, que acusa a empresa de fugir às questões afirmando apenas que foram escolhidos materiais e equipamentos à prova de água para as instalações das estações.

Metros e litros

Face às inundações e queixas do público, a empresa afirmou que iria intensificar os esforços para limpar a água acumulada nas áreas das estações durante os dias chuvosos e colocaria sinais de aviso para alertar os passageiros.

O deputado da bancada parlamentar de Fujian considera que esta resposta não é suficiente, e que se mantém o risco de quedas nas estações do Metro Ligeiro. Como tal, instou os departamentos públicos responsáveis e a empresa a “realizarem uma revisão completa, esclarecerem a causa do problema e resolvê-lo o mais rápido possível”.

O deputado salienta também que recentemente a Linha da Taipa apresentou falhas por duas vezes e em que em nenhuma das circunstâncias a empresa que gere o transporte emitiu comunicados a explicar o que se passou.

A resolução dos problemas nas estruturas deve ser solucionada o mais rapidamente possível, tendo em conta o aumento de passageiros que usam o Metro Ligeiro. Nick Lei salienta que entre Janeiro e Outubro do ano passado, aproximadamente 13.600 passageiros utilizaram o transporte diariamente e, desde que as linhas de Seac Pai Van e Hengqin abriram, esse número tem aumentado. Entre Janeiro e Julho deste ano, a média diária de passageiros subiu para 24.000.

Em relação à conectividade na rede de transportes públicos de Macau, Nick Lei sugeriu que o Governo aproveite o fim das concessões com as operadoras de autocarros, no próximo ano, para negociar medidas de transferência com o Metro Ligeiro que beneficiem os passageiros e façam com que o Metro Ligeiro seja o principal transporte, enquanto os autocarros são complementares.

Modi disposto a pagar o preço por defender país face às tarifas norte-americana

O primeiro-ministro indiano admitiu ontem vir a “pagar pessoalmente o preço” da defesa dos agricultores do país face à decisão de Donald Trump de aumentar as sobretaxas aduaneiras sobre os produtos da Índia.

“Não vamos comprometer os interesses dos nossos agricultores, do nosso sector dos laticínios, dos nossos pescadores”, afirmou Narendra Modi, num discurso proferido numa conferência em Nova Deli. A declaração é vista como a primeira resposta pública de Modi à subida das tarifas aduaneiras decidida pelo Presidente dos Estados Unidos, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

“Sei que vou ter de pagar o preço pessoalmente, mas estou pronto”, acrescentou, sem dar mais pormenores. Washington anunciou na quarta-feira um aumento de 50 por cento das sobretaxas aduaneiras sobre os produtos indianos importados, devido à compra de petróleo russo por Nova Deli.

A venda de petróleo é uma fonte de receitas fundamental para a Rússia, que enfrenta sanções ocidentais desde que iniciou a guerra contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Para Nova Deli, um dos principais pontos de discórdia é a exigência de Washington de acesso ao vasto mercado agrícola e de lacticínios da Índia. O Governo indiano está a tomar uma posição dura para defender o sector agrícola de mão-de-obra intensiva e para evitar perturbar os agricultores, um poderoso bloco eleitoral, segundo a AFP.

O executivo está também preocupado com a possibilidade de a importação de produtos lácteos poder ofender as sensibilidades culturais e religiosas da maioria hindu da Índia, que venera as vacas como animais sagrados.

Bons princípios

Os Estados Unidos são o maior parceiro comercial da Índia, com Nova Deli a exportar 87,4 mil milhões de dólares de mercadorias para o país. As negociações entre a Índia e os Estados Unidos sobre as tarifas de Trump começaram sob auspícios promissores.

Em Fevereiro, Trump descreveu Modi como um “negociador muito mais duro” do que ele próprio e afirmou que existia uma “ligação especial” entre ambos.

Os meios de comunicação social indianos noticiaram a possibilidade de Modi visitar a China no final de Agosto, o que aconteceria pela primeira vez desde 2018, mas a informação não foi confirmada por nenhuma fonte oficial. Modi e o Presidente chinês, Xi Jinping, encontraram-se pela última vez na Rússia em Outubro de 2024.

MSF | Ajudas da Fundação Humanitária são “assassinatos orquestrados”

A organização Médicos Sem Fronteiras exigiu ontem o encerramento dos pontos de distribuição de alimentos geridos pela Fundação Humanitária de Gaza (FHG), controlada por Israel e Estados Unidos, considerando-os locais de “assassinatos orquestrados” de palestinianos.

A organização internacional explica estar a fazer a acusação com base numa análise de dados médicos e de testemunhos de médicos e doentes em duas clínicas que gere em Gaza, na Palestina.

Segundo a Médicos Sem Fronteiras (MSF), os locais de distribuição de alimentos da FHG são cenário de “uma violência dirigida e indiscriminada por parte das forças israelitas e dos fornecedores privados norte-americanos contra os palestinianos famintos”.

Por isso, a MSF apela ao “desmantelamento imediato do programa da FHG e à reposição do mecanismo de prestação de ajuda coordenado pela ONU” e pede aos governos, “especialmente aos Estados Unidos, mas também aos doadores privados, para que suspendam todo o apoio financeiro e político à FHG”.

A organização de ajuda médica denuncia, num relatório ontem divulgado, os “horrores testemunhados” em duas clínicas que recebiam regularmente fluxos em massa de vítimas após a violência em locais geridos pela FHG, organização que, entre 07 de Junho e 24 de Julho, foi a única com permissão para distribuir ajuda humanitária em Gaza.

No período em causa, adianta a MSF, “1.380 vítimas, incluindo 28 mortos, foram recebidas nas clínicas Al-Mawasi e Al-Attar da MSF, no sul de Gaza, localizadas perto dos locais de distribuição geridos pela FHG”.

Durante essas sete semanas, as equipas da organização internacional trataram “71 crianças com ferimentos de bala, 25 das quais tinham menos de 15 anos”, adianta, explicando que “sem alternativas para encontrar comida, as famílias famintas enviam frequentemente adolescentes para este ambiente letal, uma vez que são muitas vezes os únicos homens da casa fisicamente capazes de fazer a viagem”.

Entre os doentes tratados nas clínicas da MSF estiveram também um rapaz de 12 anos atingido por uma bala e cinco raparigas, uma das quais com apenas 8 anos, também baleada.

“As crianças foram baleadas no peito enquanto tentavam apanhar comida. As pessoas foram esmagadas ou sufocadas em debandadas. Multidões inteiras foram baleadas em pontos de distribuição”, conta a diretora-geral da MSF, Raquel Ayora, citada no relatório.

“Nos quase 54 anos de operação da MSF, raramente assistimos a tais níveis de violência sistemática contra civis desarmados”, garante, sublinhando: “Isto tem de acabar já”.

Com intenção

A análise da MSF adianta que os ferimentos de bala dos pacientes hospitalizados mostraram que 11 por cento dos ferimentos de bala foram na cabeça e no pescoço, enquanto 19 por cento foram em áreas que abrangem o tórax, o abdómen e as costas. Em contraste, as pessoas que chegavam do Centro de Distribuição de Khan Yunis tinham muito mais probabilidades de chegar com ferimentos de bala nos membros inferiores, refere a organização.

“Os padrões distintos e a precisão anatómica destes ferimentos sugerem fortemente que as pessoas dentro e em redor dos locais de distribuição foram intencionalmente alvejadas, em vez de disparos acidentais ou indiscriminados”, acusa a MSF.

Em 22 meses de guerra, mais de 61 mil palestinianos morreram e os restantes foram alvo de um bloqueio imposto por Israel a produtos essenciais, como alimentos, medicamentos ou combustível.

MICAF traz “Annie, O Musical” e teatro para bebés este fim-de-semana

O MICAF – Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau continua este fim-de-semana a disponibilizar espectáculos para os mais pequenos. É o caso de “O Bosque dos Sonhos”, peça de teatro para bebés que sobe ao palco do Estúdio I do Centro Cultural de Macau (CCM) até domingo, tendo a primeira sessão decorrido esta quarta-feira. Há três horários disponíveis: 11 horas, 14h45 e 17 horas.

A ideia é, segundo a sinopse do espectáculo, construir “pequeninos passos sensoriais”, levando os bebés “a viver uma nova aventura e a descobrir as boas sensações das quatro estações do ano”. Neste palco, “a luz do sol brilha nas cavernas para detectar animais em hibernação, e a neve e o lago congelado derretem gradualmente”, sendo também possível “acordar com a brisa e a luz da Primavera, antes de entrar nas alegrias de Verão com novos amiguinhos”.

“O Bosque dos Sonhos” é uma produção local, que conta com produção de Chan Si Kei e a coreografia de Wendy Choi e Anette Ng. Trata-se de um espectáculo que se realiza há quatro temporadas destinado a bebés dos quatro aos 15 meses.

Annie marca presença

O grande destaque do cartaz do MICAF para este fim-de-semana é a apresentação do espectáculo internacional “Annie, O Musical”, que sobe ao palco do Grande Auditório do CCM amanhã, domingo e segunda-feira.

Este é um espectáculo que funciona como uma máquina do tempo que nos leva à Broadway e à cidade de Nova Iorque dos anos 30. “Annie é um musical perfeito para toda a família que nos conta as exaltantes aventuras de uma pequena e corajosa menina. Encenada ao som de uma banda sonora memorável, incluindo canções clássicas como ‘Tomorrow’ e ‘It’s the Hard Knock Life’, esta é uma das mais amadas produções, vencedora de sete prémios Tony, incluindo, claro, o de Melhor Musical”, lê-se na sinopse.

“Annie, O Musical” já foi transformado em filme, nomeado para os Óscares, nos anos 80, tendo partido em digressão, primeiro nos EUA e depois pelo mundo, chegando agora a Macau.

A história centra-se em Anne, que decide ir procurar os pais e escapar às garras de Miss Haningan, a malvada directora do orfanato. É assim que Annie vai parar a Nova Iorque, sendo que “na mansão de Oliver Warbuck, um solitário e excêntrico bilionário, encontra uma nova família, mudando para sempre a sua vida”.

“Desfiando impecáveis dotes vocais e enérgicos movimentos coreográficos, este esfusiante espectáculo retrata de forma colorida a tensão entre a espontaneidade infantil e a malícia dos mais crescidos”, descreve a mesma sinopse.

Hong Kong | STAYC e Xdinary Heroes em destaque este mês no Asia World Expo

Primeiro são a “girls band” pop STAYC a actuar já este sábado, seguindo-se, num registo musical diferente, a banda de rock Xdinary Heroes. A música sul-coreana está em destaque na agenda cultural de Hong Kong este mês, com a Asia World Expo a acolher os concertos das digressões dos dois grupos musicais

 

Para quem gosta de música pop cantada no feminino, ou de sons a roçar o rock, o Asia World Expo, em Hong Kong, proporciona ao público e amantes da música duas opções, e ambas vindas da Coreia do Sul. Este sábado, dia 9, é a vez da girls band STAYC actuar, a partir das 18h, com bilhetes que custam entre 899 e 1,899 dólares de Hong Kong.

As STAYC são formadas por seis raparigas, de nome Sumin, Sieun, ISA, Seeun, Yoon, J, que se estrearam no mundo dos palcos em Novembro de 2020 com a música “SO BAD”, retirada do álbum “Star To A Young Culture”.

As ideias por detrás da criação do grupo prendem-se com conceitos próximos da cultura adolescente, a fim de criar uma onda de confiança e novas sonoridades, criando-se uma nova forma de fazer música dentro do género K-Pop, “com o visual marcante e os tons únicos de todas os seis”, lê-se no website da High Up Entertainment, responsável pela carreira do grupo.

Este ano as STAYC lançaram um álbum com apenas três singles, “BEBE”, “DIAMOND” e “PIPE DOWN”, revelando uma “identidade musical mais madura” e “a nova direcção que as STAYC querem alcançar”, com apelos a sentimentos como a sensualidade, sofisticação e auto-estima, lê-se no mesmo website.

No que diz respeito a “BEBE”, a música é descrita como sendo “mais do que uma canção”, em que a letra “expressa o desejo de libertação de uma imagem esperada por outros e para que se possa revelar a verdadeira identidade”. Trata-se de uma música que “não se refere a alguém em particular, mas representa as noções pré-concebidas que o público tem tido sobre as STAYC”.

“Ao quebrar estes estereótipos, o grupo revela a sua marca e o lado sensual como nunca fez antes”, seguindo-se o single “DIAMOND”, uma música que “brilha intensamente como um diamante, mostrando uma mentalidade sofisticada e forte”.

Já a terceira faixa do álbum, “PIPE DOWN”, aborda a ideia de auto-estima, “silenciando uma contraparte mais barulhenta, como se existisse um botão para desligar, completando a transformação total das STAYC”.

Lugar ao Rock

Dentro de um género musical completamente diferente apresenta-se o grupo Xdinary Heroes, com a digressão “Beautiful Mind World Tour” a 24 de Agosto. O espectáculo começa às 18h e os bilhetes têm um custo que varia entre os 699 e os 1,699 dólares de Hong Kong.

No dia 7 de Julho deste ano foi a vez do grupo ligado ao rock lançar um novo single, “FiRE (My Sweet Misery)”, depois da música “Beautiful Minds”, lançada em Março deste ano.

Segundo o website da banda, cujas músicas são editadas com a chancela da JYP Entertainment, todos os membros do grupo participaram na composição do mais recente single, “FiRE (My Sweet Misery)”, que é uma “canção com duas facetas emocionais”. Juntamente com “Beautiful Mind” a banda “descobriu a forma mais bonita de encarar a vida e o mundo”.

“FiRE (My Sweet Misery)” é descrita como sendo “uma música que explode com uma energia enlouquecida, combinando um som metal intenso com sintetizadores”. Além disso, “os vocais que alternam entre sussurros e gritos e os instrumentos musicais criam uma sinergia rock poderosa que ultrapassa os limites”, descreve-se ainda no website da banda.