Zonas ecológicas | Abertas inscrições para passeios e workshops Hoje Macau - 2 Set 2025 Abriram hoje as inscrições para passeios didácticos e workshops nas zonas ecológicas nos mangais do Cotai. O registo de participação pode ser requerido através da Linha Verde da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), ou no site oficial do organismo. As actividades em questão são o “Dia Aberto ao Público”, que se realiza nos dias 13 e 27 (às 10h e às 15h) com o total de 120 vagas e que irá permitir apreciar as plantas e as aves. Também no dia 13 de Setembro, no mesmo horário, será organizado o workshop “Actividade educativa sobre a Natureza”, destinada a pais e filhos, com 12 vagas disponíveis por sessão. O workshop pretende “explicar conhecimentos no domínio da ecologia e orientar as crianças na confecção de sinos de vento feitos em moldes de gesso a partir de plantas recolhidas no local, e pintados depois à mão. O workshop “Conhecer mais sobre Peixes” está marcado para 27 de Setembro, também entre as 10h e as 15h, e terá 50 vagas por preencher. A DSPA pede aos participantes para trazerem garrafas de água e venham munidos de chapéu, vestir roupa de cor clara e respirável, de mangas compridas, e usar repelente de mosquitos.
Justiça | Novas caras na Comissão de Indigitação de Juízes João Santos Filipe - 2 Set 2025 A presidente do Tribunal de Última Instância, Song Man Lei, passa a integrar a comissão que propõe os juízes a serem nomeados pelo Chefe do Executivo. Também o advogado António José Dias Azedo, foi nomeado para a comissão por Sam Hou Fai, substituindo Philip Xavier O Chefe do Executivo nomeou a juíza Song Man Lei e o advogado António José Dias Azedo para a Comissão Independente para a Indigitação de Juízes. As nomeações de Sam Hou Fai foram feitas a 25 de Agosto, e o despacho oficial foi publicado ontem no Boletim Oficial. A Comissão Independente para a Indigitação de Juízes tem como função propor ao Chefe do Executivo a nomeação dos novos juízes para os tribunais locais. Este grupo é nomeado pelo Chefe do Executivo e constituído por um juiz, um advogado e cinco personalidades locais. Song Man Lei é nomeada como membro da comissão ao mesmo tempo que desempenha as funções de presidente do Tribunal de Última Instância (TUI). Apesar de não ser exigido que o membro da comissão seja o presidente do TUI, esta tem sido uma tradição desde a formação da RAEM. Antes de ser Chefe do Executivo, também Sam Hou Fai integrou a comissão entre 1999 e 2024, dado que era o presidente do TUI. Song Man Lei integra o TUI desde 2012 e desde o ano passado que preside a esse tribunal. Antes da entrada nos tribunais, desempenhou as funções de delegada do Procurador e Procuradora-Adjunta no Ministério Público. Em 2024, também presidiu à Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo. Por sua vez, António José Dias Azedo foi presidente da direcção da Associação dos Advogados de Macau entre 2000 e 2001, além de ter sido vogal e secretário geral, entre 1994 e 1999. É a segunda vez que é nomeado para cargos públicos por Sam Hou Fai, depois de em Março deste ano ter sido escolhido para presidente do Conselho Fiscal da TDM-Teledifusão de Macau. Também em 2013, António José Dias Azedo desempenhou as funções de presidente do Conselho Fiscal no Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), actual Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). António José Dias Azedo vai ocupar a vaga em aberto deixada pelo colega de profissão Philip Xavier, cuja exoneração foi confirmada no mesmo despacho que revelou as novas nomeações para a Comissão Independente para a Indigitação de Juízes. Cinco personalidades A comissão é actualmente presidida por Lau Cheok Va, antigo presidente da Assembleia Legislativa e histórico membro da Federação das Associações dos Operários de Macau. Os restantes membros são Tina Ho Teng Iat, ex-deputada, e ex-dirigente da Associação das Mulheres de Macau e irmã do ex-Chefe do Executivo Ho Iat Seng, Ieong Tou Hong, membro do Conselho Executivo, ex-deputado, economista e presidente da Associação de Elites Intelectuais de Chong Hang, Chan Hong, ex-deputada, membro da associação das Mulheres e dos Moradores, com passagens por organismos públicos como Comissão de Gestão do Tratamento de Queixas Apresentadas por Trabalhadores dos Serviços Públicos, o Conselho de Curadores da Fundação Macau, o Conselho da Universidade Politécnica de Macau e o Conselho da Escola Superior das Forças de Segurança de Macau. Entre as personalidades que integram a comissão que indigita os juízes, surge também o nome de Wang Yu, professor catedrático na Faculdade de Direito da Universidade de Macau e subdirector do Centro de Estudos do Direito Constitucional e da Lei Básica.
Ilha da Montanha | Macau Legend vende projecto Hoje Macau - 2 Set 2025 A empresa Macau Legend revelou que vai vender o projecto na Ilha da Montanha através de um concurso público. A informação foi revelada num comunicado enviado à Bolsa de Hong Kong. O documento indica que o projecto pertence à empresa Zhuhai Lai Ieng, detida a 21,5 por cento pela Macau Legend. A companhia está a aceitar propostas dos interessados, que podem ser apresentadas desde ontem até 30 de Outubro, e que implica uma caução de 15 milhões de renminbis. O projecto da Macau Legend na Ilha da Montanha é um centro comercial que fica localizado na Estrada Este de Huandao, incluindo 109 lojas e 862 parques de estacionamento. O edifício vai ser transmitido no estado em que se encontra. A venda do projecto em Hengqin acontece numa altura em que a sobrevivência da empresa Macau Legend está em causa, tendo em conta que tem de encerrar o casino-satélite que controla até ao final do ano. De acordo com o relatório sobre os resultados deste ano entre Janeiro e Junho, a empresa tem dívidas de aproximadamente 2,40 mil milhões de dólares de Hong Kong que têm de ser pagas até ao final do ano. No entanto, o dinheiro em caixa do grupo não vai além dos 21,7 milhões de dólares de Hong Kong. Face ao encerramento do casino-satélite, a empresa indica que a estratégia para o futuro passa por apostar nos elementos não jogo do turismo em Macau e negociar com os bancos as dívidas.
Shenzhen vai emitir dívida em Macau no valor de 1.000 milhões de renminbis João Santos Filipe - 2 Set 2025 A cidade de Shenzhen vai recorrer a Macau para emitir obrigações no valor de 1.000 milhões de renminbis. A informação foi divulgada ontem, através de um comunicado da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). “Com o apoio do Ministério das Finanças e do Governo Popular de Shenzhen, esta cidade irá emitir pela primeira vez, em Macau, no início de Setembro, títulos de dívida offshore em renminbi do seu Governo local, prevê-se que esta emissão envolverá um valor de mil milhões de renminbis”, foi comunicado pela AMCM. A informação oficial indica também que “os títulos de dívida” estão classificados como “obrigações verdes com o tema de combate às alterações climáticas, destinados a investidores profissionais”. O comunicado não explica que esforços de Shenzhen para combater as alterações climáticas vão ser financiados com a dívida emitida em Macau. Por sua vez, a AMCM destacou que a emissão de dívida em Macau mostra a aposta do Governo Central no desenvolvimento do mercado obrigacionista da RAEM. “Esta emissão constitui, após as emissões de obrigações nacionais pelo Ministério das Finanças e de títulos de dívida do Governo local pelo Governo da Província de Guangdong, ambos em Macau, mais uma medida relevante para acelerar o desenvolvimento do mercado obrigacionista de Macau, reflectindo o elevado apreço e o sólido apoio do Governo Central e do Governo de Shenzhen ao progresso do sector financeiro moderno em Macau e à promoção de uma diversificação económica adequada”, foi considerado. “A AMCM expressa os seus sinceros agradecimentos ao Governo Central e ao Governo Popular de Shenzhen pelo apoio prestado”, foi acrescentado. Reforço da diversificação A AMCM destacou igualmente que “no contexto do aprofundamento contínuo da cooperação financeira na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, a primeira emissão de títulos de dívida offshore por Shenzhen em Macau “representa um avanço inovador na colaboração financeira transfronteiriça” e um “marco significativo no desenvolvimento do mercado obrigacionista de Macau”. “Esta emissão contribuirá para diversificar ainda mais os produtos disponíveis no mercado obrigacionista de Macau, incentivando mais emitentes a lançar obrigações verdes em Macau, além de sublinhar o compromisso conjunto de Shenzhen e Macau em promover o desenvolvimento coordenado dos sectores verdes e sustentáveis na Grande Baía”, foi sublinhado.
Jogo | Agosto volta a bater recorde de receitas João Luz - 2 Set 2025 As receitas brutas dos casinos de Macau em Agosto voltaram a bater o recorde mensal desde Janeiro de 2020, totalizando 22,156 mil milhões de patacas. As receitas do mês passado aumentaram 12,2 por cento face a Agosto de 2024 A indústria dos casinos de Macau voltou a bater o recorde mensal de receitas brutas em Agosto, com um total de 22,156 mil milhões de patacas, o melhor registo desde Janeiro de 2020, ultrapassando o recorde conseguido em Julho. Segundo dados divulgados ontem pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), as receitas brutas de Agosto deste ano foram 12,2 por cento superiores ao mesmo mês de 2024 e superaram ligeiramente, por 31 milhões de patacas, a performance de Julho deste ano. Em termos agregados, nos primeiros oito meses de 2025 os casinos de Macau facturaram mais de 163 mil milhões de patacas, o que significa um aumento de 7,2 por cento face aos 152,1 mil milhões de patacas registados no mesmo período do ano passado. Para encontrar receitas brutas agregadas nos primeiros oito meses do ano é preciso recuar a 2019, quando os casinos facturavam até Agosto 198,2 mil milhões de patacas. Feitas as contas, as receitas até Agosto deste ano são ainda quase 18 por cento menores face ao mesmo período de 2019. Ainda assim, a evolução segue uma trajectória ascendente, depois do crescimento anual de 6,5 por cento entre Janeiro e o fim de Julho. Alargar o escopo Recorde-se que a indústria fechou o ano passado com receitas totais de 226,782 mil milhões de patacas, mais 23,9 por cento do que no ano anterior, o que representaria um aumento de 6 por cento em comparação com o ano passado. Em 11 de Junho, a Assembleia Legislativa aprovou um novo orçamento, proposto pelo Executivo, que reduz em 4,56 mil milhões de patacas a previsão para as receitas públicas. O secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, admitiu aos deputados que o corte se deve ao facto de as receitas brutas do jogo no primeiro trimestre de 2025 terem “ficado ligeiramente abaixo do previsto”. No total, a previsão de receitas brutas para este ano foi recalibrada para cerca de 235,4 mil milhões de patacas. Para cumprir a estimativa do Governo, os casinos terão de facturar cerca de 72,4 mil milhões de patacas até ao fim do ano, ou seja, uma média mensal de 18,1 mil milhões de patacas, registo que foi batido em todos os meses deste ano.
Eleições | Economia em destaque no segundo debate Hoje Macau - 2 Set 2025 O debate entre os candidatos à Assembleia Legislativa da União de Macau-Guangdong, ligada à comunidade de Jiangmen, União para o Desenvolvimento, apoiada pela Associação dos Operários, e Aliança de Bom Lar, da Associação das Mulheres, ficou marcado pelos assuntos económicos. O debate foi transmitido na TDM e durante a discussão, Leong Sun Iok, segundo candidato da lista ligada aos Operários, defendeu que a atribuição de mais uma ronda do cartão de consumo pode ser uma boa opção para incentivar o consumo nos bairros residenciais, e uma forma de complementar a política do Carnaval do Consumo. Por sua vez, o primeiro candidato da lista de Jiangmen, Joey Lao, interrompeu Leong Sun Iok, para destacar que a sua lista também defende a sugestão apresentada pelo adversário político. O também académico, sugeriu ainda que o Governo deve lançar um fundo de desenvolvimento para a economia comunitária, dado que estes bairros têm maior dificuldade a aceder ao dinheiro deixado em Macau pelos turistas. Por sua vez, Loi I Weng, candidata das Mulheres, apontou o facto de a equipa de Jiangmen ser maioritariamente constituída por homens, questionando a falta de oportunidades para o sexo feminino. Na resposta, Joey Lao justificou que a presidente da equipa é uma mulher e que nos bastidores também há várias mulheres a trabalhar na lista.
AL | Coutinho diz que eleições “são das mais difíceis de sempre” Andreia Sofia Silva - 2 Set 2025 Pouco dinheiro para gastar e a esperança no “voto do coração” para eleger. Foi desta forma que a lista Nova Esperança, liderada por José Pereira Coutinho e candidata às eleições para a Assembleia Legislativa, apresentou ontem o seu programa político com foco no emprego e habitação. O grupo espera eleger, pelo menos, um deputado Assumem que estão numa posição desfavorável face a listas ligadas a associações tradicionais de Macau, como a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), entre outras, por uma questão orçamental e de recursos. Por isso, a lista Nova Esperança, liderada pelo deputado José Pereira Coutinho, assume ter esperança no “voto do coração” para conseguir eleger para o hemiciclo, havendo confiança “na obtenção de um lugar”. As eleições do dia 14 de Setembro para a escolha dos deputados à Assembleia Legislativa (AL) serão, por isso, “uma das mais difíceis que temos”, referiu o número dois da lista, Chan Hao Weng. Ainda assim, os membros da Nova Esperança estão “confiantes em obter um lugar”, disse José Pereira Coutinho na conferência de imprensa de ontem para a apresentação do programa. “Nós falamos as verdades que os outros calam”, foi uma das mensagens deixadas por Coutinho ontem, que prometeu não esquecer o facto de muitos portugueses estarem a trabalhar em Macau com blue card. “Temos conhecimento pessoal de muitos portugueses que estão em áreas técnicas, nas concessionárias, em engenharia, arquitectura ou gestão, e não se importam de ter, por enquanto, esse documento, mas o essencial está no salário que ganham. Eles ganham bem e estão satisfeitos, mas esse assunto não vai ser deixado de parte por nós, porque vamos continuar a lutar para que seja reposta a situação do passado e possamos atrair mais portugueses a trabalhar em Macau”, referiu Coutinho. O deputado começou a conferência por responder aqueles que acusam a lista Nova Esperança de ser “uma lista de velhotes”. “Ora bem, o segundo candidato [Chan Hao Weng é um funcionário público activo. Chamam-lhe velho, mas ele tem cinquenta e tal anos, não tem idade para se aposentar. Vejamos o quarto candidato jovem, Chester Chen. Tem cara de velho?”, questionou. Relativamente à falta de emprego dos jovens, foi referido o exemplo de licenciados locais a fazer trabalho parcial em feiras, como foi o caso da “ZAPE com Sabores”. “Na actividade realizada na Rua de Pequim vimos jovens formados em medicina a dar bilhetes de descontos. É uma falta de respeito, e porque não se dá oportunidade a estes jovens para estagiarem no hospital? No nosso programa temos a secção ‘Emprego para Todos’ em que propomos formar jovens para depois terem estágios na Função Pública e poderem integrar rapidamente” a Administração, referiu Rita Santos. Casas para procriar Outro ponto referido no programa eleitoral da Nova Esperança, passa pela construção de habitação pública “com dimensões e dignidade para que [os candidatos] construam uma família”, tendo em conta a necessidade do aumento da taxa de natalidade. “Construir casas só com um quarto é o mesmo que dizerem aos jovens que têm essas casas para nunca procriar e que não vão constituir família ou casar. Por isso propomos casas para todos com dimensões que tragam dignidade, e isto não é nenhuma invenção nossa, trata-se de um sistema que tem sido utilizado pela Direcção dos Serviços de Finanças nos últimos 40 anos na atribuição de casas”, explicou Coutinho. A Nova Esperança olha também para a “capacidade financeira das famílias”, pelo que “elevar a comparticipação pecuniária é fundamental para elevar a qualidade de vida”, disse o deputado. “As pessoas vivem na China porque é tudo muito mais barato, e mesmo agora, com a queda brutal das rendas de casa, as pessoas não têm vontade de voltar a Macau, porque tudo o resto é mais caro. Por isso propomos um plano de comparticipação pecuniária permanente com o valor mínimo de 15 mil patacas e dar um cartão de consumo de 10 mil patacas para aumentar o consumo interno”, rematou.
Internet | Governo nega nova lei para criminalizar comentários Hoje Macau - 2 Set 2025 Ao contrário do defendido pelo deputado Lei Chan U, o Governo não considera necessário criar uma nova lei para criminalizar comentários online, devido a informações falsas ou à publicação de rumores. A posição foi tomada na resposta a uma interpelação escrita do deputado ligado aos Operários. “O Governo da RAEM tem frisado, várias vezes, que a Internet não é um sítio sem lei. Embora não exista uma lei específica dirigida à opinião pública online no actual sistema jurídico de Macau, contudo, existem disposições em diferentes leis para lidar com crimes que envolvam declarações online”, foi respondido, num documento assinado por Wong Lok I, subdirector do Gabinete para a Comunicação Social. De acordo com a explicação de Wong Lok I, o actual Código Penal, o Regime Jurídico de Protecção Civil e a Lei de Combate à Criminalidade Informática permitem lidar com crimes relacionados com informações falsas e rumores.
DST | Macau promovido como destino amigável para muçulmanos Hoje Macau - 2 Set 2025 A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) participou na Feira Internacional de Turismo da Indonésia 2025, com a instalação de um pavilhão destinado a promover a cidade enquanto destino turístico. A feira foi descrita pelo Governo como um evento de “grande dimensão”, que incluiu operadores turísticos de todo o sudeste asiático entre 29 de 31 de Agosto. “Este ano, Macau entrou pela primeira vez na lista dos destinos amigáveis para muçulmanos, aproveitando a oportunidade para expandir o mercado de visitantes”, indicou em comunicado a entidade liderada por Helena de Senna Fernandes. A lista mencionada pela DST é o Índice Global de Viagens Muçulmanas 2025 (Global Muslim Travel Index – GMTI) publicado pela CrescentRating e a Mastercard, onde Macau ocupa o 16.º lugar no ranking geral (entre não-membros da Organização para a Cooperação Islâmica). Depois de participar numa edição do mesmo certame em Fevereiro, a DST voltou a Jacarta, acompanhada por operadores turísticos locais, para “elevar a imagem turística internacional de Macau e atrair mais visitantes da Indonésia e do Sudeste Asiático, aproveitando as vantagens dos voos directos entre Macau e Jacarta”. Depois da participação na feira de turismo, a DST tem planeada para Outubro uma promoção turística de grande escala de Macau na Indonésia.
Guerra de Resistência | Sam Hou Fai participa nas cerimónias em Pequim João Santos Filipe - 2 Set 2025 A delegação de Macau deverá assistir ao discurso de Xi Jinping e à parada militar de amanhã que vai ter como convidados governantes como Vladimir Putin, Kim Jong Un, Alexander Lukashenko e Robert Fico O Chefe do Executivo está em Pequim a partir de hoje a liderar uma delegação de Macau que participa nas cerimónias do 80.º Aniversário da Vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Mundial Antifascista. De acordo com a informação oficial, Sam Hou Fai vai ficar na capital até 6 de Setembro, prolongado a estadia para discutir com o Governo Central a diversificação da economia de Macau e o desenvolvimento da Zona e Cooperação Aprofundada. A informação do Gabinete de Comunicação Social (GCS) indica que a delegação vai começar por participar “num encontro comemorativo” que decorre na manhã de amanhã e ainda numa gala, realizada à noite. Por volta do meio-dia de amanhã há também uma cerimónia de recepção, em que Sam Hou Fai vai estar presente, embora sem a presença da restante delegação. O Chefe do Executivo deverá estar assim presente nas celebrações oficiais organizadas pelo Governo Central, que incluem uma parada militar que vai desfilar diante vários convidados internacionais como Vladimir Putin, presidente da Federação Russa, Kim Jong Un, Secretário-Geral da Coreia do Norte, Alexander Lukashenko, presidente da Bielorrússia, Robert Fico, Primeiro-Ministro da Eslováquia ou Peter Szijjártó, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria. A identidade dos membros da delegação não foi revelada, mas o GCS indica que é constituída por membros do Governo, Conselho Executivo, Assembleia Legislativa, representantes do sector da justiça, familiares de pessoas que participaram no esforço da guerra, assim como empresários, dirigentes de associações locais, membros dos sectores financeiro, educativo, religioso, forças de segurança, macaenses e jovens e estudantes. Cerimónia transmitida Ainda de acordo com o GCS, as cerimónias vão ser transmitidas em Macau pelo Governo que indicou ter “convocado todos os sectores da sociedade para recordarem a história da resistência, consolidarem os alicerces da paz, e promoverem o espírito nacional indomável e a grandiosa herança da resistência”. A transmissão em directo da sessão decorre no Pavilhão Polidesportivo da Universidade Politécnica de Macau e no Complexo da Universidade de Macau e incluiu as cerimónias na Praça de Tiananmen e o discurso do presidente Xi Jinping. Após o discurso, o GCS aponta que será transmitido o desfile militar, “numa demonstração poderosa da robustez das forças armadas na nova era e em celebração do orgulho colectivo do povo chinês”. As instituições de ensino também vão organizar sessões para alunos e docentes assistirem às celebrações. Economia na agenda A partir de quinta-feira, o Chefe do Executivo vai prolongar a estadia em Pequim com o objectivo de discutir com o Governo Central a diversificação da economia e o desenvolvimento da Zona e Cooperação Aprofundada. Em relação a este ponto da agenda da viagem à capital estão previstos encontros com “vários ministros e comissões do Governo Central”, embora as reuniões não tenham sido detalhadas. Nas reuniões para discutir os assuntos da RAEM, Sam Hou Fai vai estar acompanhado pelo secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, pelo director-geral dos Serviços de Alfândega, Adriano Marques Ho, pelo Chefe do Gabinete do Chefe do Executivo, Chan Kak, e pelo director dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional, Cheong Chok Man. Durante a ausência de Sam Hou Fai, André Cheong, secretário para a Administração e Justiça, vai substituir o dirigente máximo da RAEM.
Ilha Verde | Incertezas em torno da recuperação do convento jesuíta Andreia Sofia Silva e Nunu Wu - 2 Set 2025 Escondido no meio da colina, o convento da Ilha Verde continua à espera de recuperação plena. O local foi recentemente palco de um festival de cinema experimental, demonstrando potencialidades para acrescentar um novo espaço cultural à cidade. Porém, o proprietário queixa-se de custos elevados e dificuldades financeiras Falar das paredes meio abandonadas e vazias do convento da Ilha Verde, situado na pequena colina na zona norte da península, implica recuarmos aos primórdios da presença portuguesa em Macau e dos jesuítas, nomeadamente a meados do século XVII. Nessa altura, Macau já era um território de trocas comerciais entre portugueses, estrangeiros e chineses, entrando na rota asiática do comércio de especiarias e outras matérias-primas. Só assim se pode compreender a importância deste edifício classificado que está num terreno com propriedade privada. O Instituto Cultural (IC) quer ver o edifício renovado em parceria com o dono, depois de anos e anos de um processo arrastado nos tribunais entre duas empresas para provar a verdadeira propriedade do terreno. Apesar do quase abandono, o convento da Ilha Verde acolheu este Verão um festival de cinema ao ar livre, mostrando as potencialidades do local enquanto novo espaço cultural. O evento em questão foi o Festival de Cinema Experimental de Macau, organizado pela Associação Audiovisual CUT. Ao HM, o curador do festival, Keng U Lao, explicou que o “espaço está actualmente a ser alvo de obras de renovação”, e que para o festival foi usada a zona do jardim e “algumas salas do edifício”. Para o responsável, o convento da Ilha Verde “é um local fantástico para eventos culturais, e tanto os proprietários como a equipa foram incrivelmente acolhedores e prestáveis”. Foto: Associação CUT O curador do festival de cinema entende que o convento é “uma joia que poucos locais visitaram”, tendo estado “encerrado por mais de uma década”. “Talvez essa seja a razão pela qual o nosso público esteve tão entusiasmado para assistir ao evento de encerramento e explorar o espaço, pois tivemos lotação esgotada”, descreveu. Segundo Keng U Lao, e tendo em conta a natureza experimental do festival, procurou-se “utilizar de forma criativa os espaços disponíveis para as projecções, performances e instalações audiovisuais, permitindo o cruzamento com a arquitectura única do local”. Para o curador, o convento da Ilha Verde poderá ser “um excelente local para eventos culturais, incluindo exposições de artes visuais, espectáculos, eventos musicais e sessões de cinema”. Conflito com mandarins Em 1618 teve início um conflito entre a Companhia de Jesus, que já então estava sediada na Ilha Verde neste convento, e as autoridades chinesas locais, devido à utilização do espaço pelos jesuítas portugueses. É um conflito que, segundo a obra “Macau: Poder e Saber – Séculos XVI e XVII”, só termina a 3 de Fevereiro de 1621 quando o Senado intervém, sanando-se por completo a 14 de Agosto do mesmo ano, continuando os jesuítas a viver na Ilha Verde sem, porém, se afirmarem como proprietários de alguma coisa. Descreve o historiador que os jesuítas ali puderam permanecer “com autorização dos mandarins e sem reclamarem a posse”, sendo que antes de Julho de 1621 ocorreu “a demolição de edifícios por ordem das autoridades distritais chinesas”. Mais do que um punhado de paredes antigas, no convento da Ilha Verde prova-se parte da actividade e presença dos jesuítas em Macau, bem como questões políticas que sempre marcaram o território, nomeadamente quem exercia a soberania de facto sobre Macau. “O episódio da Ilha Verde é exemplar a vários títulos, mas acima de tudo serve para mostrar até que ponto está sinizada a oligarquia de Macau e até que ponto o Senado consegue intermediar conflitos entre poderes oficiais chineses distritais e regionais (…)”, lê-se no livro de Luís Filipe Barreto. Ao longo dos anos, o convento e o terreno adjacente foram passando de mão em mão até virem parar às de Jack Fu, que conseguiu ver provada em tribunal, em 2022, a propriedade do convento por parte da sua Companhia de Desenvolvimento Wui San. Aquando da vitória judicial, Jack Fu lamentou que “o processo tenha decorrido de forma tão lenta”, tratando-se de uma “disputa que decorreu durante mais de dez anos”. Perante os jornalistas, Jack Fu prometeu encontrar “equilíbrio entre o desenvolvimento e a preservação do espaço”. Dificuldades financeiras O HM procurou saber o que tem sido feito desde então. Percebe-se que permanecem incertezas sobre o futuro do espaço, com muitas questões orçamentais à mistura. Já foram feitas algumas obras inteiramente suportadas pela Companhia de Desenvolvimento Wui San, mas falta uma estratégia de longo prazo. “O IC exige o restauro do convento no seu estado original”, disse Jack Fu. “Temos feito o nosso melhor e nestes anos [desde 2022] a empresa tem feito muitas coisas. Se o convento tiver de ser todo restaurado no seu estado original não consigo avaliar quanto dinheiro isso vai custar porque a capacidade [financeira] da nossa empresa é limitada. Penso que poderá custar entre dezenas e até 100 milhões [de patacas]”, apontou. Assim, as tarefas que a Companhia de Desenvolvimento Wui San tem feito desde 2022 passam pela remoção do lixo, recuperação de algumas infra-estruturas e destruição de construções ilegais ou que estavam em risco de queda. De frisar que o antigo convento, numa altura em que a sua propriedade estava por definir, chegou a servir de casa a trabalhadores da construção civil que ali alugavam quartos, vivendo em condições precárias. “Fomos fazendo a manutenção de vários espaços conforme a nossa capacidade, mas não conseguimos restaurar o convento por completo ao seu estado original”, declarou. Jack Fu diz ter gasto até à data “entre 10 a 20 milhões [de patacas]” na recuperação de algumas zonas do convento, não conseguindo avançar com uma data para o restauro completo. “Tudo depende da situação financeira e se houver capital suficiente. Pode ser dentro de dois ou três anos, mas se o Governo estiver dependente da reparação apenas pelos privados para que se assuma este grande valor é impossível”, avisou. O dono do terreno disse que o IC sugeriu à empresa concorrer ao Plano de Apoio Financeiro para a Beneficiação de Edifícios Históricos para a obtenção de “um subsídio de dois milhões de patacas, no máximo, em dois anos”. “Mas esse valor não vai aliviar o problema”, disse Jack Fu, que teme que o processo de renovação se arraste por anos. “Por isso propusemos um intercâmbio para que haja um plano ou uma resolução específica”, referindo que “o progresso da restauração é lento e as autoridades apenas pedem a recuperação, não se preocupando com os custos que vamos ter”, acrescenta. Jack Fu alerta ainda para o facto de a legislação e o Plano Director de Macau contribuírem para atrasar ainda mais a renovação. “O Governo está a trabalhar na Unidade Operativa de Planeamento e Gestão Norte – 1 e não sabemos mais informações. Como tudo tem de estar conforme esse plano apenas podemos apresentar opiniões. Temos proposto várias opiniões às autoridades que as podem aceitar ou ter em conta no futuro.” Obras terminadas em 2024 Da parte do IC foi referido, numa resposta enviada ao HM, que a colina da Ilha Verde onde está o convento “é um sítio classificado, sendo o terreno de propriedade privada”. “Ao longo dos anos, e nos termos da Lei de Salvaguarda do Património Cultural, o IC tem diligentemente fiscalizado, coordenado e promovido o cumprimento das responsabilidades inerentes aos proprietários no que toca à preservação e gestão, bem como à execução de reparações e manutenções necessárias”, é referido. Lembrando as “ocupações ilegais que a colina sofreu durante vários, que dificultaram o desenvolvimento das acções de protecção previstas”, o IC pediu “aos proprietários a realização de obras de reparação e reordenamento urgentes”, tendo estas sido “concluídas no início de 2024”. As obras de que fala Jack Fu foram feitas “segundo as exigências do IC” e passam pelo “restauro e renovação das paredes, janelas, cobertura e colunas da Casa de Retiros”. Quanto à futura utilização do espaço, como está no foro privado, caberá apenas ao IC solicitar pareceres, sendo que “o organismo pronunciar-se-á no âmbito da protecção do património cultural”. Para Jack Fu, o convento da Ilha Verde poderá ser “uma base de intercâmbio cultural sino-ocidental, conforme os requisitos do país para Macau e a actual situação” do território. “O que dissemos ao Governo é que Macau é um centro mundial de turismo e lazer, mas falta aqui [Ilha Verde] um complexo de turismo cultural onde os turistas possam passear e permanecer um ou dois dias, então este espaço pode ter esse papel, já que tem a vantagem de estar perto de três postos fronteiriços”, destacou. Para já, e aparte os elevados custos para reconstruir tudo isto, Jack Fu mostra-se confiante. “O desenvolvimento da zona [Ilha Verde] ainda não começou e só agora o depósito provisório de combustíveis vai mudar de localização. Se for incluindo o nosso terreno, há condições para um grande complexo de turismo cultural.”
Tóquio | Modi diz que Índia e Japão vão “moldar o século asiático” Hoje Macau - 1 Set 2025 A Índia e o Japão vão “moldar o século asiático”, vaticinou sexta-feira o primeiro-ministro indiano, numa visita a Tóquio que deverá garantir elevados investimentos japoneses na Índia e o reforço dos laços bilaterais de segurança. “A parceria entre a Índia e o Japão é estratégica e inteligente. Com uma lógica económica, transformámos os nossos interesses comuns em prosperidade partilhada”, disse Narendra Modi num fórum económico em Tóquio. “A Índia é o trampolim das empresas japonesas para os países do Sul. Vamos moldar o século asiático para estabilidade, crescimento e prosperidade”, salientou Modi. A visita de Modi ao Japão, antes de seguir para a China, vai ser uma oportunidade para Tóquio anunciar investimentos na Índia de 10 triliões de ienes (58 biliões de euros) nos próximos 10 anos, de acordo com relatos da imprensa citados pela agência de notícias France-Presse (AFP). Ambos os países estão sujeitos a tarifas impostas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Índia e o Japão, membros da aliança Quad com os Estados Unidos e a Austrália, vistos como um baluarte contra a China, também deverão actualizar a declaração de 2008 sobre cooperação em segurança. Depois do Japão, Modi viajou para a cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, na China, organizada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, e que conta também com a presença do chefe de Estado russo, Vladimir Putin. Esta é a primeira visita de Modi à China desde 2018. Índia e China disputam influência no sul da Ásia e enfrentaram-se num conflito fronteiriço mortal em 2020. A reaproximação começou em Outubro passado, quando Modi se reuniu com Xi pela primeira vez em cinco anos, numa cimeira na Rússia.
Tailândia | Phumtham Wechayachai assume cargo de primeiro-ministro Hoje Macau - 1 Set 2025 Após a deposição de Paetongtarn Shinawatra da liderança do Governo tailandês devido à divulgação de uma conversa telefónica considerada pouco ética com o antigo primeiro-ministro do Camboja, o vice-primeiro ministro, de 71 anos, assumiu interinamente o poder O até agora vice-primeiro ministro da Tailândia, Phumtham Wechayachai, assumiu sábado, de forma interina, o cargo de primeiro-ministro, na sequência da destituição da chefe de Governo Paetongtarn Shinawatra, por decisão do Tribunal Constitucional. Phumtham Wechayachai, de 71 anos, tomou posse durante uma reunião especial do Conselho de Ministros, após a destituição do anterior governo, que continua em funções, conforme explicou Chousak Sirinil, porta-voz do gabinete do primeiro-ministro, citado pelo Bangkok Post. A primeira-ministra da Tailândia, Paetongtarn Shinawatra, foi deposta na sexta-feira pelo Tribunal Constitucional por falta de ética num telefonema com o antigo primeiro-ministro do Camboja Hun Sen, cujo teor foi divulgado ‘online’. Phumtham Wechayachai já exercia funções de primeiro-ministro interino desde 01 de julho, data em que Paetongtarn Shinawatra tinha sido suspensa do cargo. De acordo com o porta-voz do governo tailandês, a Câmara dos Representantes vai reunir-se entre quarta-feira e sexta-feira para eleger um novo primeiro-ministro, cargo que poderá ser ocupado pelo partido Pheu Thai ou pelo partido Bhumjaithai. O Tribunal Constitucional destituiu Paetongtarn Shinawatra, após considerá-la culpada de “negligência ética grave”, por críticas à actuação do Exército numa conversa telefónica com o ex-primeiro-ministro cambojano Hun Sen, em plena tensão entre os dois países, cujo conteúdo foi recentemente divulgado. No áudio de cerca de 17 minutos, Paetongtarn Shinawatra referiu-se a Hun Sen como “tio”, em sinal de respeito, e “opositor” ao tenente-general Boonsin Phadklang, que dirige um comando militar tailandês, posicionado na fronteira com o Camboja. Paetongtarn, que admitiu que a voz divulgada na rede social Facebook era a sua, pediu desculpa publicamente pelo áudio, e explicou que, com o que disse, tentava diminuir a tensão na fronteira entre os dois países, que havia aumentado desde o final de março, após um breve confronto entre os exércitos, no qual um soldado cambojano morreu. Tradição familiar Depois de semanas de tensão entre os dois países, começou a 24 de Julho um confronto armado entre os exércitos da Tailândia e do Camboja em vários pontos da fronteira, que durou cinco dias e causou pelo menos 44 mortos. Há uma semana, o pai de Paetongtarn e antigo primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra foi absolvido no processo em que era acusado de crime de lesa-majestade. O bilionário, de 76 anos, podia ter sido condenado a 15 anos de prisão. Paetongtarn é o terceiro membro da família Shinawatra a ser afastado da chefia de governo, depois do pai e da tia Yingluck Shinawatra, ambos derrubados por golpes militares.
Trotinetas são um perigo André Namora - 1 Set 2025 Bons tempos em que os nossos pais nos construíam uma trotineta de madeira e íamos até ao jardim ter o prazer de as empurrar com um dos pés. Nos dias de hoje as trotinetas eléctricas são uma praga em quase todo o mundo. Uma praga perigosa. Os acidentes mortais com trotinetas sucedem-se em Portugal. Na semana passada morreu um utilizador de trotineta quando caminhava para o emprego e foi atropelado por um condutor criminoso porque fugiu após o embate no veículo de duas rodas. Em Paris, o uso de trotinetas já foi proibido. Em Lisboa, a praga assusta os passeantes porque os “pilotos” de trotineta andam pelos passeios a grande velocidade e já embateram contra idosos, crianças, deficientes com cadeiras de rodas, invisuais e carrinhos de bebés. Todos os dias assiste-se a um acidente de trotineta. Os condutores das mesmas nada respeitam, especialmente os sinais de trânsito. Passam com o sinal vermelho, atravessam os cruzamentos em diagonal, andam dois e até três numa trotineta e conduzem com auscultadores a ouvir música. Há dias, um condutor de autocarro viu-se impossibilitado de evitar o acidente contra uma trotineta com um casal a bordo. Ele partiu o braço e perna. Ela foi de ambulância para o hospital com traumatismo craniano. Isto, porque a maioria dos utentes de trotinetas anda a grande velocidade pelo meio dos carros sem usar capacete de protecção. Para que tenham uma ideia, em 2024, registaram-se 1.658 acidentes com trotinetas eléctricas em Portugal, resultando em quatro mortes, 72 feridos graves e 1.677 feridos ligeiros. Estes dados foram divulgados em Junho deste ano pela Prevenção Rodoviária Portuguesa, reflectindo uma tendência de agravamento nos sinistros envolvendo trotinetas eléctricas nos últimos anos. Em Lisboa, construíram-se ciclovias, algumas absurdas porque não têm seguimento. Percorre-se uma determinada distância e terminou a ciclovia. Todavia, mesmo nas ciclovias, algumas com semáforos, os “trotineiros” nada respeitam e embatem contra as bicicletas. Estes números de acidentes são assustadores e preocupantes para as autoridades. Autoridades que têm de tomar medidas sérias sobre o uso das trotinetas, apesar de já ter sido decidido o seguro obrigatório para bicicletas e trotinetas. Em princípio, o uso do capacete devia passar a ser obrigatório. Seria do melhor bom senso a proibição total do movimento de trotinetas nos passeios das cidades e a proibição de a trotineta ser usada por mais de um utente. Estas três medidas são urgentes, acrescentando que os utentes de trotinetas e bicicletas deviam ter uma licença de circulação, a qual seria retirada para sempre no momento em que um utilizador de trotineta fosse apanhado a andar nos passeios, sem capacete, sem seguro ou a não respeitar a luz vermelha dos semáforos. Um especialista em questões de segurança rodoviária transmitiu-nos que as trotinetas são um verdadeiro perigo no movimento global do tráfego rodoviário citadino, por não respeitarem minimamente as regras do trânsito. Mais nos acrescentou que, dois ‘crash-tests’ realizados pela Fundação Mapfre, em Espanha, revelam que uma colisão, mesmo que apenas a 25 km/h, de uma trotineta eléctrica contra um peão ou um veículo pode causar ferimentos graves ao condutor da trotineta e aos peões. Os especialistas destes estudos indicam como factores que mais influenciam um acidente fatal, prende-se com conduzir trotinetas sem capacete (40 por cento), imprudência cometida por outros veículos (20 por cento) e circular em estradas interurbanas (20 por cento). Não temos dúvidas, de que os acidentes só podem ser reduzidos se passar a ser obrigatório o uso do capacete e colete retro-reflector ou roupa de alta visibilidade, respeitar a sinalização do trânsito, não utilizarem auriculares quando circulam quando chegamos a ver utilizadores de trotinetas a falar ao telemóvel através desses auriculares, não circular nos passeios e quando atravessam uma passagem de peões deverão descer da trotineta. Imaginem, que as trotinetas eléctricas até foram assunto de primeira página na imprensa porque um dos incendiários das últimas chamas devastadoras andou a pegar fogo em vários locais de trotineta eléctrica… Este assunto das trotinetas é mais grave do que possa parecer. Já é preocupante para o cidadão comum que sai à rua. As pessoas com deficiência visual estão a ter medo de sair de casa perante o risco de sofrerem lesões provocadas por trotinetas eléctricas e pelo seu mau estacionamento nos passeios e nas passagens de peões. A verdade, é que podemos ver trotinetas abandonadas em qualquer lado dos passeios. O presidente da Associação dos Cegos e Amblíope de Portugal (ACAPO), Rodrigo Santos, sublinhou que este meio de transporte tem “prejudicado gravemente um direito fundamental dos invisuais, e não só, que é o de poder sair à rua”. A mesma personalidade adiantou que a ACAPO tem tido contactos com cidadãos cegos que passam por “coisas surreais”, nomeadamente quedas que têm origem num tropeção contra trotineta deitada no meio do passeio ou abalroamento após a saída de uma paragem de autocarros, havendo também vários casos de bengalas partidas e de invisuais que têm ido para o hospital. Entendemos que igualmente devia ser implementada uma lei que limitasse a velocidade das trotinetas eléctricas a 30 km/h em zonas com elevada utilização de veículos de micromobilidade, porque a circulação com trotinetas apresenta maior risco de lesões na cabeça, face e pescoço. Por outro lado, a maioria de utilizadores de trotinetas eléctricas é de jovens que não têm a mínima noção das regras de trânsito. O paradigma deste problema tem de mudar radicalmente, para benefício e segurança dos milhares de peões que frequentam as ruas do país.
GP | Literatura do evento deverá crescer nos próximos anos Sérgio Fonseca - 1 Set 2025 A literatura sobre o Grande Prémio de Macau poderá continuar a crescer nos próximos anos. O lançamento do livro Grande Prémio de Macau – Colecção Pessoal de Victor H. de Lemos, 1954-1978, Volume II (1967-1978), da autoria do macaense Carlos Lemos, a residir em Toronto desde 1974, decorrerá no mês de Novembro, e não em Outubro como inicialmente previsto, ao mesmo tempo que um novo livro sobre as provas de motociclismo está a ganhar forma. Esta alteração da data não está relacionada com qualquer atraso, mas sim com a data da visita ao território pelo autor. Depois do sucesso do Volume I, a segunda parte de um livro que pretende homenagear o pai do autor, Victor Hugo Lemos – um entusiasta do Grande Prémio de Macau que, em vida, coleccionou um vasto número de fotografias e tudo o que se relacionava com as corridas de automóveis e motos em Macau desde 1954, data da realização da primeira edição do evento. “Este segundo volume completa uma significativa parte da colecção do Grande Prémio de Macau do meu pai, Victor H. de Lemos. É um livro de capa dura com 356 páginas, ou seja, mais 100 do que o primeiro volume”, revela Carlos Lemos. “O conteúdo e a composição são muito idênticos aos do primeiro volume. Inclui mais recortes de jornais chineses e documenta o primeiro acidente fatal, a fracassada tentativa da criação do Circuito da Associação de Corridas Automóveis do Extremo Oriente (FEMRAC), a primeira edição da Corrida da Guia, a Corrida dos Gigantes e a evolução gradual do Grande Prémio de Macau, desde as corridas amadoras até se tornar um evento de classe mundial, reconhecido pela Federação Internacional do Automóvel (FIA).” Ainda segundo o autor, “o livro contém cerca de 471 fotografias, bem como uma introdução à outra colecção do meu pai, World of Motor Racing, composta por mais de 1900 fotografias autografadas de pilotos, proprietários de carros e designers de renome internacional, como Il Commendatore Enzo Ferrari, Sir Stirling Moss, Michael Schumacher, Roy Salvadori, Dan Gurney, Sir Jack Brabham, Juan Manuel Fangio, Helmut Marko, Colin Chapman, Sir Jackie Stewart, Janet Guthrie, o professor Sid Walkins, Tony e Mary Hulman (proprietários do circuito de Indianápolis), Frank Williams, Charlie Whiting, Louis Meyer, entre outros.” As vendas do primeiro volume excederam as expectativas e, por isso, serão comercializados 550 exemplares. O preço de capa será de 400 patacas, mas será comercializado por 350 patacas no período de promoção. Parte do produto líquido proveniente da venda reverterá a favor da instituição Associação IC2 – “I Can Too”, que apoia pessoas com autismo ou deficiência, e também da APOMAC. A apresentação deverá acontecer na sede da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), em data e hora a revelar. Um livro sobre as motos A literatura sobre o Grande Prémio de Macau poderá continuar a crescer nos próximos anos. Carlos Barreto, o autor do livro História do Karting em Macau, escrito em coautoria com Pedro Dá Mesquita, está a ponderar escrever um livro sobre o motociclismo no Grande Prémio de Macau, disciplina que, por vezes, acaba por ficar em segundo plano em termos de cobertura literária dos mais de setenta anos do evento do Circuito da Guia. “A ideia passa por reunir os depoimentos de pilotos de Macau que participaram nas provas de motociclos do Grande Prémio de Macau”, explicou Carlos Barreto ao HM. “Já temos algum material recolhido; há ainda muito trabalho de recolha por fazer, compilar e escrever a história, selecionar as imagens, etc… Não temos pressa!” O Grande Prémio de Macau tem hoje apenas uma prova de motos no programa, o histórico Grande Prémio de Macau de Motos, mas nem sempre foi assim. O evento chegou a ter mais de três corridas de motos, e até corridas de scooters se realizaram no circuito citadino da RAEM, sempre com uma presença muito forte de pilotos locais.
Alibaba | Lucro sobe 78% no 1.º trimestre fiscal Hoje Macau - 1 Set 2025 A gigante tecnológica Alibaba registou um lucro de 43.116 milhões de yuans no primeiro trimestre fiscal terminado em Junho, o que representa um aumento homólogo de 78 por cento, divulgou sexta-feira a empresa. As receitas subiram 2 por cento para aproximadamente 247.652 milhões de yuans. A Alibaba atribuiu os resultados positivos ao foco estratégico em negócios chave como o comércio electrónico ou as grandes apostas do grupo, a computação ‘cloud’ e a inteligência artificial (IA). A divisão de inteligência na ‘cloud’ do grupo beneficiou da “forte procura de IA”, tornando-a um dos “pilares estratégicos” de investimento para a Alibaba, que procura “aproveitar oportunidades históricas e impulsionar o crescimento a longo prazo”. Dos diferentes segmentos em que o grupo divide o seu negócio, a IA na ‘cloud’ apresentou o maior aumento de receitas no primeiro trimestre fiscal (+26 por cento), representando agora quase 13,5 por cento da receita total. Entretanto, as actividades de comércio electrónico na China, onde se destacam os seus populares portais Taobao e Tmall, que representam mais de metade (56,6 por cento) da receita, registaram um crescimento de 10 por cento face ao ano anterior. A divisão do comércio internacional, como é habitual, apresentou um melhor desempenho, com portais como o AliExpress, a apresentarem um crescimento de 19 por cento. O mesmo não se verificou nas restantes divisões da empresa (-28 por cento), onde se destacam a cadeia de supermercados Freshippo e as subsidiárias de logística e serviços de saúde Cainiao e Alibaba Health.
SCO | Wang Yi reúne-se com António Guterres Hoje Macau - 1 Set 2025 A Cimeira de Tianjin acolhe líderes como o Presidente russo, Vladimir Putin, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi e o Secretário-Geral da ONU, entre outros O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, reuniu-se com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, na cidade portuária de Tianjin, neste sábado. Guterres está em Tianjin para participar na Cimeira 2025 da Organização de Cooperação de Shanghai (SCO, na sigla em inglês). Observando que o cenário global passa por profundas mudanças e que o mundo está numa encruzilhada sobre que caminho seguir, Wang, também membro do Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista da China, afirmou que o papel da ONU deve ser fortalecido, e não enfraquecido, indica o Diário do Povo. A melhor maneira de comemorar o 80.º aniversário da fundação da ONU é defender a visão correcta da história da Segunda Guerra Mundial, aderir ao multilateralismo e apoiar o papel central da ONU nos assuntos internacionais, disse Wang. A China apoia a ONU na construção de um sistema de governança global mais eficaz através de reformas para trazer um futuro brilhante de paz, segurança, prosperidade e progresso para o mundo, acrescentou. A comunidade internacional enfrenta novos desafios, pois o unilateralismo e a política de poder minam seriamente a ONU e o sistema multilateral, observou Guterres. Os países do Sul Global, com a China como representante, estão a desempenhar um papel cada vez mais importante na promoção da paz e do desenvolvimento globais, disse o secretário-geral, elogiando o compromisso da China com o multilateralismo e seu forte apoio à ONU. Bem-vindos ao grupo O Presidente chinês manifestou ontem apoio à adesão da Arménia e do Azerbaijão à Organização de Cooperação de Xangai, num encontro com os líderes dos países, que assinaram um acordo este mês para cessar décadas de confrontos. Em reuniões separadas com o primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinian, e com o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, Xi Jinping assegurou que a China apoia a adesão dos dois países à Organização de Cooperação de Xangai, de acordo com declarações divulgadas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Durante os encontros, Xi apelou para o reforço da cooperação em vários domínios com os países do Cáucaso. Os dois líderes encontram-se em Tianjin para participar na 25.ª cimeira da SCO, na qual participam também o Presidente russo, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, entre outros líderes. A COS tem entre os membros China, Rússia, Índia, Paquistão, Irão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, que representam cerca de 40 por cento da população mundial, além de países observadores e parceiros de diálogo, incluindo Arménia e Azerbaijão, desde 2015. Ambos já manifestaram vontade de se tornarem membros de pleno direito. O grupo não tem cláusulas de defesa mútua, ao contrário da NATO, e apresenta-se como um fórum de cooperação política, económica e de segurança-
Arquitectura | Nuno Soares defende material em construção permanente Hoje Macau - 1 Set 2025 A estudar e trabalhar o bambu há mais de 20 anos, Nuno Soares vê futuro para as construções permanentes com este material em Macau, onde tem tradição e valor económico associado, mas onde também falta regulamentação. Empresária de andaimes conta os segredos de um negócio tradicionalmente gerido por homens Para Nuno Soares, a versatilidade do bambu não se esgota na construção temporária. Nem nos habituais andaimes que revestem arranha-céus em progressão, nem em palcos de ópera cantonense erguidos em festividades, ou esculturas gigantes, pensadas por estudantes ou artistas, ou até mesmo em momentos que hoje seriam improváveis – e que não dispensaram contestação – como o que ocorreu na recta final da administração portuguesa, quando se improvisou uma praça de touros em bambu no centro de Macau. O arquitecto e académico português distingue “um potencial que ainda não está totalmente explorado”: a utilização deste material, enraizado na tradição e no tecido económico da cidade, para dar vida a estruturas de bambu sem data de demolição. Existe regulamentação apenas para projectos temporários. “Não podemos ser fundamentalistas e defender só o que conhecemos e estamos habituados”, diz em entrevista à Lusa o arquitecto. Há uma obrigação disciplinar do campo da arquitectura e da construção de criar melhores produtos “do ponto de vista da sustentabilidade, resistência e estética”, defende. Soares, natural de Lisboa, mas a viver em Macau desde 2003, cruzou-se pela primeira vez com o potencial deste “material lindíssimo” na construção quando visitou Macau em 1997. E o que é um elemento tão rotineiro para quem vive o dia-a-dia da região foi para o português, com visão habituada a outra paisagem urbana, o início de uma viagem. No Centro de Arquitectura e Urbanismo (CURB), que fundou com a designer Filipa Simões em 2014, tem conduzido investigação neste campo, com trabalho feito junto de artesãos de bambu. Também na Universidade de São José (USJ), onde está à frente do Departamento de Arquitectura e Design, o português orienta anualmente, em colaboração com a indústria, a construção de um pavilhão em bambu – com material usado na montagem de andaimes e que, no final, volta a servir esse mesmo propósito. “Uma arquitectura que é muito inovadora, muito desafiante, que usa design paramétrico do mais sofisticado a nível mundial e depois constrói com uma técnica artesanal”, diz sobre o projecto, notando que apenas empresas e técnicos especializados estão autorizados a construir em bambu por uma questão de segurança pública. Pernas para andar No campo da construção permanente, a USJ está a desenvolver em parceria com a Assumption University, da Tailândia, um projecto que prevê a edificação de uma estrutura, “para depois monitorizar ao longo do período de vida” envelhecimento e desempenho do edifício e se poderem tirar conclusões. Apesar de ser um material que se degrada, existem técnicas para lidar com a construção permanente em bambu que diferem das opções para obras limitadas no tempo. “Não devemos impedir a evolução”, defende. Além da Tailândia, onde existe um código que permite a edificação de construções permanentes em bambu, a arquitectura sem termo é comum em várias outras geografias da região, como é o caso da Indonésia, sendo a ‘Green School’, em Bali, uma escola privada, obra de destaque. “O bambu, como construção permanente entra numa classificação de materiais que são aqueles que são as estruturas leves, como algumas estruturas de metal. É importante que nós usemos os materiais que sejam adequados. Em Macau temos tanta experiência e tradição de utilização do bambu, que ele já faz parte da paisagem urbana”, reflecte. Há que perceber onde estas estruturas em bambu podem ser úteis: “Nomeadamente nas construções em edifícios que existem, construções em terraços, porque são estruturas que são leves naturalmente, que transportam pouco peso para a estrutura existente.” “O bambu tem pernas para andar e coisas para fazer no futuro, e já vimos que há uma indústria de ponta que está também a trabalhar com bambu, a fazer aglomerados com bambu”, concretiza, referindo-se à criação de produtos compostos produzidos a partir deste material. Madame Bambu Manifestação “do desenrascar” e da vontade de construir rapidamente, a tradicional técnica de montagem de andaimes de bambu ajusta-se ainda hoje à moderna Macau de densa malha urbana. A transição total para metal teria impacto socioeconómico. A Yoyo Leong pertence um império. E para perceber isso, basta percorrer o terreno da empresária no centro da Taipa, onde está localizada a Wiyu, negócio de instalação de andaimes que herdou do pai. Assume-se como a única mulher na gestão de uma empresa do género, e não é difícil acreditar: Yoyo circula entre armazéns, andaimes de metal encavalitados pelo caminho, um mundo com homens a orbitar em torno desta empresária. “Onde estão os de bambu?”, pergunta a um funcionário. O homem segue ao nosso lado, aponta para onde gigantescas mantas de lona protegem as canas da chuva, do sol. A exposição pode limitar o tempo de vida da planta. “No início, não estava habituada a ir para a obra. Tive de ultrapassar muitos obstáculos, a sujidade, o trabalho duro, uma ida à casa de banho, o peso dos sapatos e capacete de segurança”, lembra. Foi em Zhuhai, do outro lado da fronteira, que o pai se lançou no negócio dos andaimes de metal. O bambu veio mais tarde, no arranque do século, quando se mudaram para Macau. Desses primeiros tempos, Yoyo recorda o acto de amarração. “É necessário ter técnica para amarrar o bambu, pois se não estiver bem apertado, fica solto e isso afecta toda a estrutura do andaime. A técnica é muito importante e é necessário usar os pés também”, explica. Numa das extremidades do terreno, está o escritório da Wuyi, numa estrutura pré-fabricada. A fachada não denuncia o interior: está lá a tradicional mesa de servir chá, um tanque com carpas – símbolo de sorte e fortuna na cultura chinesa -, uma figueira-dos-pagodes a atravessar o tecto até ao exterior e até o modelo de um foguetão decorado com a bandeira chinesa e com mais de dois metros. Nas paredes, fotografias do pai de Yoyo ao lado de antigos líderes do Governo local. Também imagens que testemunham alguns projectos da empresa, como o Centro de Ciência de Macau, o hotel-casino MGM e, mais recentemente, o resort integrado Londoner, da concessionária de jogo Sands China. As intervenções da empresa nestas três obras foram realizadas com andaimes de metal. Apesar disso, diz Yoyo Leong, metal e bambu são usados em igual proporção em Macau. As seis torres residenciais que a Wuyi está agora a trabalhar na Zona A, onde vai nascer habitação pública, crescem em paralelo com andaimes de bambu. Mudança no horizonte O debate sobre esta antiga técnica de construção voltou à ordem do dia desde que as autoridades da vizinha Hong Kong anunciaram, em Março, que vão “promover uma adopção mais ampla de andaimes metálicos em obras públicas”. Alegaram questões de segurança, com a ocorrência de 23 mortes a envolver andaimes de bambu desde 2018. Em Macau, quatro pessoas morreram em acidentes de trabalho graves com andaimes de bambu desde 2018, de acordo com dados facultados em Abril pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais ao Jornal Tribuna de Macau, “sendo a causa dos acidentes principalmente a queda humana”. Mas para já, não há planos de baixar as canas na cidade, onde a montagem de andaimes com este material está inscrita desde 2017 no inventário do património intangível cultural local. Numa resposta à Lusa, as autoridades dizem estar atentas ao desenvolvimento do sector, “tendo uma atitude aberta” perante a utilização dos de metal. Sobre esta nova directriz em Hong Kong, o arquitecto Nuno Soares avalia que, “aparentemente, é uma medida de evolução tecnológica e ao nível da segurança na construção”, embora “muito ditada pelo interesse económico das grandes empresas construtoras” daquela região. Já no caso de Macau, nota o português, a obrigatoriedade do metal pode ter impacto socioeconómico na região: “Estamos a falar de uma economia em que temos muitas empresas que são pequenas e médias. A construção civil tem centenas de empresas e se nós tornarmos obrigatório o uso de andaimes de metal, estamos a transformar este tipo de economia.” Ainda sobre os andaimes de metal, refere o arquitecto, estes podem ser “mais resistentes, mas também mais pesados e dispendiosos”, além de “exigirem maquinaria especializada e empresas de grande porte”. Vergar sem quebrar Mas a segurança é também elemento categórico da alternativa bambu, um material flexível, que cresce rápido, abunda na região e é barato. Em períodos de ventos fortes ou tempestades tropicais, explica Nuno Soares, “a estrutura de bambu é mais leve e tem mais redundância, ou seja, está ligada à estrutura dos edifícios em mais pontos, verga mais rápido do que parte”. Além disso, numa cidade com uma malha urbana densa como Macau, com ruas estreitas, o andaime de metal vai ocupar uma base maior, podendo dificultar a circulação, ao passo que os de bambu “têm um ‘footprint’ muito pequeno, aumentando à medida que se sobe em altura”. Apesar de as hastes desta opção serem reutilizáveis, Yoyo Leong admite que as barras de metal têm maior esperança de vida, além de serem resistentes ao fogo e exigirem menos conhecimento técnico na montagem. E nesta discussão, claro, cabe ainda o futuro dos artesãos locais, que dificilmente encontrarão uma nova geração disposta a trepar o xadrez de bambu. “Como todos os trabalhos muito físicos, tem menos adesão da nova geração, mas há também uma oportunidade, porque, novamente, tem um valor económico que ainda é significativo”, realça Soares. O bambu, diz ainda, não é só passado. E em Macau há que continuar a valorizar esta técnica local, ao invés de “importar só outras tradições”. “Esta técnica vernacular, esta técnica de desenrascar e de construir rapidamente está intrinsecamente ligada à construção em Macau e é regulada. O bambu fez Macau”, afirma-
Défice comercial | Números indicam redução de cerca de 400 milhões em Julho Hoje Macau - 1 Set 2025 Em Julho, o défice comercial foi de 9 mil milhões de patacas, de acordo com os dados revelados na sexta-feira pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O valor representa uma redução de 0,40 milhões de patacas em comparação com o mesmo mês de 2024. O valor exportado de mercadorias no mês mais recente foi de 1,29 mil milhões de patacas, subindo 8,8 por cento, em termos anuais. No entanto, o valor importado de mercadorias fixou-se em 10,29 mil milhões de patacas, uma descida de 1,9 por cento. Como consequência, o défice da balança comercial de Julho de 2025 foi de 9 mil milhões de patacas. O valor das reexportações foi de 1,15 mil milhões de patacas, um crescimento anual de 9,9 por cento. Neste período, o valor da reexportação de diamantes e joalharia com diamantes aumentou 93,5 por cento. Ao mesmo tempo, os valores da reexportação de produtos de beleza, de maquilhagem e de cuidados da pele e de vestuário diminuíram 47,2 por cento e 34,1 por cento. O valor da exportação doméstica subiu 0,8 por cento. A crescer anualmente Nos sete primeiros meses de 2025, o valor exportado de mercadorias situou-se em 7,91 mil milhões de patacas, mais 1,6 por cento, em termos anuais. A reexportação teve um valor de 7,07 mil milhões de patacas, o que significa que subiu 2,0 por cento, porém, a exportação doméstica não foi além dos 849 milhões de patacas, o que representa uma diminuição de 1,5 por cento. O valor importado de mercadorias foi de 70,67 mil milhões de patacas, menos 4,6 por cento, face ao mesmo período de 2024. Com base nos valores indicados, o défice da balança comercial nos sete primeiros meses do corrente ano cifrou-se em 62,75 mil milhões de patacas, uma quebra de 3,92 mil milhões face ao período homólogo. Este é o segundo ano com uma redução em termos homólogos, dado que em 2023 o valor era de 75,02 mil milhões de patacas. Em termos de países ou territórios de destino das exportações, os valores exportados para o Interior (468 milhões de patacas), para Hong Kong (5,86 mil milhões de patacas) e para os Estados Unidos da América (178 milhões de patacas) no período de Janeiro a Julho do corrente ano aumentaram 3,9 por cento, 8,2 por cento e 2,2 por cento, respectivamente.
Hotelaria | Julho com maior ocupação desde a pandemia Hoje Macau - 1 Set 2025 Em Julho, os quartos dos hotéis estiveram ocupados a 91 por cento, um recorde desde o início da pandemia. No sétimo mês do ano, o território apresentava 147 hotéis e pensões, mais três do que no ano passado Os estabelecimentos hoteleiros registaram uma taxa de ocupação de 91 por cento no mês de Julho, o valor mais elevado para este mês desde o início da pandemia de covid-19, foi anunciado na sexta-feira. De acordo com dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a ocupação média dos hotéis e pensões aumentou 1,9 pontos percentuais, em comparação com o mesmo mês de 2024, e é a mais alta desde 2019. Em Julho, o território tinha 147 hotéis e pensões, mais três do que no ano passado e o número mais elevado desde que a DSEC começou a compilar estes dados, em 1997, ainda antes da transferência de administração de Portugal para a China. Os cerca de 45 mil quartos estiveram mais ocupados porque o número de hóspedes aumentou em termos anuais, pelo quarto mês consecutivo, subindo 4 por cento e ultrapassando 1,28 milhões, o valor mais elevado desde Janeiro de 2014. Ainda assim, no que toca ao período entre Janeiro e Julho, o território continua a registar uma redução em termos anuais de 0,3 por cento, para 8,49 milhões de hóspedes. Isto apesar de Macau ter recebido, nos primeiros sete meses de 2025, 22,7 milhões de visitantes, mais 14,9 por cento do que no mesmo período de 2024 e o segundo valor mais elevado de sempre para um arranque de ano. No entanto, quase 53 por cento dos visitantes (12,6 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade. O número de hóspedes continuou a recuperar em Julho, mês em que os hotéis baixaram os preços médios dos quartos para 1.370 patacas, menos 0,1 por cento do que no mesmo mês de 2024, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 47 estabelecimentos locais. Luxo mais acessível Segundo o relatório, divulgado pela Direcção dos Serviços de Turismo, a descida deveu-se aos hotéis de cinco estrelas, cujo preço médio caiu 1,9 por cento, para 1.519 patacas. Os estabelecimentos hoteleiros de Macau acolheram mais de 14,4 milhões de hóspedes em 2024, estabelecendo um novo recorde histórico. O anterior recorde, 14,1 milhões de hóspedes, tinha sido fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19, num ano que Macau terminou com apenas 38.300 quartos em 122 estabelecimentos hoteleiros. “Temos cada vez mais turistas, mas o nível de consumo está a baixar”, alertou, em 13 de Maio, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai. O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 13,2 por cento no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2024. A DSEC já tinha apontado a “alteração do padrão de consumo dos visitantes” como uma das principais razões para a queda de 1,3 por cento da economia de Macau entre Janeiro e Março-
AMCM | Superavit da conta corrente cresceu em 2024 Hoje Macau - 1 Set 2025 Em 2024, o superavit da conta corrente de pagamentos situou-se em 144,3 mil milhões de patacas, tendo crescido 28,8 mil milhões, face aos 115,4 mil milhões registados em 2023. De acordo com um comunicado da AMCM de sexta-feira, “o superavit observado no comércio de serviços compensou o défice do comércio de mercadorias, bem como as saídas líquidas de rendimentos primários e secundários”. No ano passado, o défice da conta de mercadorias apresentou uma redução de 3,3 milhões de patacas. Segundo os dados apresentados, as exportações de mercadorias apresentaram uma redução de 12,1 por cento, ao mesmo tempo em que as importações caíram 6,1 por cento. No entanto, como o valor das importações é superior, a descida relativa mais lenta faz com que haja uma redução do défice comercial de 97,7 mil milhões de patacas em 2023 para 94,4 mil milhões de patacas em 2024. Ao mesmo tempo, o valor total das exportações da conta de serviços cresceu 10,1 por cento, o que foi justificado com o “acréscimo das exportações de serviços turísticos”. Também as importações de serviços aumentaram, neste caso em 9,3 por cento, o que fez com que o superavit registado na conta de serviços crescesse de 247,9 mil milhões de patacas para 273,2 mil milhões de patacas. Na conta de rendimento primário, que segundo a AMCM reflecte os fluxos transfronteiriços dos rendimentos dos factores, o valor da entrada aumentou entre 2023 e 2024, de 107,4 mil milhões de patacas para 110,0 mil milhões. O valor da saída desceu de 117,5 mil milhões para 114,7 mil milhões de patacas, que levou a uma saída líquida de 4,7 mil milhões de patacas em 2024.
DSAL | Maior eficácia de feiras em discussão Hoje Macau - 1 Set 2025 A eficácia das ofertas de emprego promovidas pela Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) foi discutida durante a mais recente reunião do Grupo de Trabalho para a Coordenação da Promoção do Emprego. A informação foi divulgada pelo gabinete do secretário para a Economia e Finanças na sexta-feira. De acordo com a versão oficial do que aconteceu na reunião, o secretário para Economia e Finanças, Tai Kin Ip, “solicitou claramente aos membros que continuassem a acompanhar de perto a evolução do mercado de trabalho”. Tai também pediu aos membros que “organizassem atempadamente actividades de emparelhamento profissional de diferentes dimensões, articulassem com precisão as necessidades dos residentes na procura de emprego e se empenhassem na promoção do equilíbrio entre a oferta e a procura de emprego no mercado de trabalho”. Neste sentido, a DSAL prometeu “criar uma plataforma de recrutamento para criar mais oportunidades de emprego para os candidatos a emprego”. Outro dos assuntos abordados, foi a “contratação prioritária de Trabalhadores Residentes para as obras e serviços adjudicados” pelas entidades públicas. Sobre este assunto, Tai Kin Ip terá dado “instruções aos serviços e entidades para exigirem aos fornecedores, sempre que possível, o aumento, ainda mais, da proporção de trabalhadores residentes”.
Desemprego | Atingido máximo dos últimos 16 meses Hoje Macau - 1 Set 2025 Entre Maio e Julho, a taxa de desemprego atingiu o valor mais elevado desde Março do ano passado. A subida acontece ainda antes do encerramento confirmado de mais oito casinos- satélites até ao final do ano A taxa de desemprego subiu para 2 por cento entre Maio e Julho, o valor mais elevado desde Março de 2024, foi divulgado na sexta-feira, antes do encerramento anunciado de pelo menos nove ‘casinos-satélite’. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o indicador aumentou 0,1 pontos percentuais em comparação com o período entre Abril e Junho, com o número de desempregados a subir em cerca de 300, para 7.600. Ainda assim, a taxa representa metade do registado no terceiro trimestre de 2022 (4 por cento), o valor mais alto desde 2006, numa altura em que Macau vivia em plena crise económica causada pela pandemia de covid-19. Mas a recuperação motivada pelo fim da política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau e no Interior durante quase mais de três anos, levou o desemprego a cair para 1,6 por cento entre Novembro e Janeiro, um mínimo histórico desde que a DSEC começou a recolher dados sobre o desemprego em Macau, em 1992, ainda antes da transição de administração do território. Por outro lado, o número de habitantes com estatuto de residente que estavam sub-empregados – a trabalhar a tempo parcial por não conseguirem um contrato a tempo inteiro – aumentou em 200, atingindo 6.300 entre Maio e Julho. A construção empregou mais 1.300 pessoas, em comparação com o período entre Abril e Junho, enquanto os casinos – o maior empregador privado de Macau – despediram cerca de 1.600 pessoas. De acordo com os dados divulgados pela DSEC, 13,7 por cento dos desempregados estavam à procura do primeiro emprego entre Maio e Julho, mais 2,7 pontos percentuais do que entre Abril e Junho, precisamente devido à entrada no mercado de trabalho de finalistas universitários. Despedimentos à vista Em 9 de Junho, o Governo anunciou que três das seis concessionárias de jogo tinham comunicado o fim da exploração dos 11 ‘casinos-satélite’, onde trabalham cerca de 5.600 residentes. No entanto, apenas nove ‘casinos-satélite’ devem fechar portas, uma vez que a concessionária SJM quer adquirir os hotéis onde se situam dois – Ponte 16 e Casino Royal Arc – e pedir às autoridades para assumir a gestão directa dos espaços. Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada das concessionárias, são geridos por outras empresas. Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo. Também em 9 de Junho, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong Weng Chon, garantiu que as autoridades vão exigir às operadoras que assegurem o emprego dos trabalhadores afectados e fiscalizar “de perto” a recolocação-
Eleições | Primeiro debate focou problemas de acesso ao emprego João Santos Filipe e Nunu Wu - 1 Set 20251 Set 2025 Nick Lei aproveitou o primeiro debate para atacar José Pereira Coutinho, com críticas face à renovação das listas ligadas à ATFPM e devido à contratação de trabalhadores não residentes. O macaense não se ficou e acusou a associação ligada a Lei de esconder dos cidadãos as suas posições As dificuldades no acesso ao emprego por parte dos jovens foram os temas abordados no primeiro debate televisivo em que participaram representantes das listas Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, Nova Esperança e União Promotora para o Progresso. O debate, transmitido no canal chinês da TDM, ficou marcado por um ataque de Nick Lei, segundo candidato da lista Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, que criticou José Pereira Coutinho, líder da lista Nova Esperança, pelo facto de apresentar uma das listas mais envelhecida das participantes no sufrágio directo. “Começou a ser deputado em 2005, e passados 20 anos, se for reeleito, vai cumprir 24 anos como deputado. Será que a sua equipa não tem capacidade para formar quadros qualificados? É por isso que ninguém o sucede no lugar de deputado para falar na Assembleia Legislativa?”, questionou Lei, candidato ligado à comunidade de Fujian. Na resposta, Coutinho indicou que muitos jovens têm de sair de Macau, dado que não encontram emprego no território. “Nós formamos quadros qualificados, mas já não estão em Macau porque não conseguem encontrar emprego cá”, respondeu o deputado. O líder da Nova Esperança indicou também que muitos jovens têm pouca formação e que há grandes falhas no que diz respeito às questões da actualidade. Respostas na língua Por sua vez, José Pereira Coutinho acusou a lista Associação dos Cidadãos Unidos de Macau de contribuir para proteger os governantes e evitar que assumam as responsabilidades inerentes ao desempenho das funções públicas. Segundo o líder da Nova Esperança, desde 2009 que a Associação dos Cidadãos Unidos de Macau evita revelar publicamente a sua posição sobre as propostas para responsabilizar os governantes, no âmbito das alterações ao Estatuto dos titulares dos principais cargos da Região Administrativa Especial de Macau. O dirigente da Nova Esperança declarou ainda que Nick Lei e Song Pek Kei, deputados da lista Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, votaram contra a abertura à população das reuniões das comissões permanentes. Nick Lei limitou-se a responder que pede sempre maior transparência. Nick Lei deixou criticas à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, por empregar trabalhadores não residentes (TNR). Citando os dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, Lei indicou que a ATFPM tem 11 empregados, entre os quais três não residentes, o equivalente a 30 por cento. O segundo candidato da Nova Esperança, Chan Hao Weng, justificou que os destinatários de serviços da associação são multiculturais, pelo que é necessário ter empregados de outras nacionalidades para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Candidatas discutiram formação de pessoal médico No programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau ontem, as candidatas das listas União de Macau-Guangdong, União para o Desenvolvimento e Aliança de Bom Lar responderam a perguntas sobre a formação de pessoal médico. As listas que participaram no debate de ontem estão ligadas à comunidade de Jiangmen e às associações dos Operários, e Mulheres, respectivamente. A terceira candidata da lista de Jiangmen, Ng Nga Fan, apontou que o Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital tem condições para recrutar mais profissionais locais e sugeriu que o Governo crie estágios e formação para jovens licenciados em medicina. Já a cabeça de lista dos Operários, Ella Lei, afirmou que o Governo deve planear a longo prazo a formação de médicos para responder ao envelhecimento da população. Por seu turno, Wong Kit Cheng, que lidera a lista das Mulheres, destacou o stress sentido pelo pessoal médico e defendeu melhorias ao regime de estágio e certificação profissional.