Hoje Macau EventosGrande Baía | CURB assume presidência da Aliança de Design O CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo, sediado em Macau e presidido pelo arquitecto Nuno Soares, assumiu a presidência da Great Bay Area Urban Design Alliance (Aliança do Design Urbano da Grande Baía). Segundo um comunicado do CURB, a presidência “posiciona Macau como um centro de excelência regional” nesta área, sendo que a anterior presidência da entidade esteve a cargo da Sociedade de Planeamento Urbano de Shenzhen. O CURB irá presidir à Aliança nos próximos dois anos, pretendendo colocar a RAEM “no centro de uma rede regional dedicada a promover a excelência no design urbano e a colaboração interdisciplinar”, trabalhando “em estreita colaboração com organizações parceiras, numa agenda clara para melhorar a qualidade de vida através de espaços públicos dinâmicos”. Pretende-se ainda “contribuir activamente para o desenho urbano nas principais cidades da região da Grande Baía”, lê-se na mesma nota. A Aliança de Design Urbano da Grande Baía foi criada “para promover o diálogo, a colaboração e a inovação no design urbano e no planeamento”, reunindo “instituições profissionais de referência de toda a região”, nomeadamente o Instituto de Design Urbano de Hong Kong, a Associação de Planeamento Urbano de Guangzhou, a Sociedade de Planeamento Urbano de Shenzhen, a Associação da Indústria de Exploração e Design de Planeamento de Zhuhai e o CURB.
Hoje Macau Manchete SociedadeHotelaria | Palácio 13 com funcionamento experimental O Palácio 13, empreendimento hoteleiro que nasceu do antigo Hotel 13, abriu portas no sábado ainda de forma experimental, noticiou o jornal Ou Mun. Lui Ka Hei, administrador-executivo do hotel, disse que a gerência optou por uma abertura de forma experimental para garantir a qualidade dos serviços prestados. Nesta fase, disse o responsável, o foco não está em conseguir uma elevada taxa de ocupação, mas sim garantir a qualidade e estabelecer a reputação da marca. Lui Ka Hei assegurou que o Palácio 13 vai ser divulgado através das redes sociais, plataformas de turismo e meios de comunicação social para que mais turistas conheçam o hotel. Por outro lado, ficou feita a promessa de que o salão de banquetes e demais espaços de grande dimensão do Palácio 13 serão utilizados para a realização de eventos corporativos, casamentos e conferências. Hotéis com quebra anual de hóspedes Os hotéis de Macau receberam em Maio, 1.174.000 de hóspedes, um decréscimo de 4,5 por cento, em termos anuais, anunciou na sexta-feira a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O número de hóspedes da China continental (847.000) e de Hong Kong (148.000) diminuíram 6,2 por cento e 8,6 por cento, respectivamente, lê-se num comunicado da DSEC, que refere ainda que o número de hóspedes internacionais (117.000) aumentou 16,1 por cento no mês em análise. No final de Maio, Macau contava com 147 estabelecimentos hoteleiros, o mesmo número do que no mesmo período do ano passado, e disponibilizava quase 45 mil quartos (-0,5 por cento), ainda de acordo com os dados divulgados pela DSEC. A taxa de ocupação média dos estabelecimentos hoteleiros, em Maio, fixou-se em 89,8 por cento, subindo 1,8 pontos percentuais, em termos anuais, indica-se no comunicado. Nos cinco primeiros meses do ano, refere ainda a DSEC, os estabelecimentos hoteleiros hospedaram 6,02 milhões pessoas, ou mais 0,3 por cento em relação a igual período do ano passado. Em 2025, os estabelecimentos hoteleiros de Macau fixaram um novo recorde de hóspedes, com quase 14,6 milhões, mais 1 por cento do que o anterior máximo, atingido no ano anterior.
Hoje Macau Manchete SociedadeDroga | Mais de 400 pessoas pediram ajuda para desintoxicação em 2025 No ano passado, 46 pessoas pediram ajuda pela primeira vez devido ao consumo de drogas, num total de mais de quatro centenas. Os dados constam do relatório anual do Sistema do Registo Central dos Toxicodependentes Um total de 418 pessoas procuraram apoio para desintoxicação em 2025 – incluindo 46 novos casos – uma diminuição de 30 por cento face ao ano anterior, de acordo com um relatório das autoridades de Macau. “De um modo geral, o número de pedidos de apoio para desintoxicação tem-se mantido estável nos últimos anos,” afirmou na quinta-feira o Instituto de Acção Social (IAS) em comunicado, citado no relatório anual do Sistema do Registo Central dos Toxicodependentes, divulgado na véspera do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, celebrado na sexta-feira. De acordo com a Lei de Combate à Droga, quem consumir ilicitamente estupefacientes, como cetamina, ecstasy, cocaína, heroína, canábis, entre outros, é punido com pena de prisão de três meses a um ano ou com pena de multa de 60 a 240 dias por consumo ilícito de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas. Segundo o relatório, em 2025, o número total de consumidores de droga registados em Macau foi de 132, uma diminuição de 10,8 por cento relativamente a 2024, dos quais dois eram jovens com menos de 21 anos. “Comparando com os últimos cinco anos, a situação geral da toxicodependência mantém-se num nível relativamente baixo, sendo a metanfetamina a droga principalmente consumida, persistindo, contudo, de forma significativa, o problema da ocultação do consumo de drogas”, acrescentou. Mais tráfico e consumo Dados separados da Polícia Judiciária (PJ) de Macau mostram que houve 63 casos de tráfico de droga (+12) em 2025, o que representa um aumento de 23 por cento em termos homólogos. No mesmo período, os casos de consumo de droga também aumentaram mais de 60 por cento, para 29 casos. “Novas drogas estão constantemente a surgir e os métodos dos traficantes estão cada vez mais dissimulados, representando uma ameaça e um perigo cada vez maiores para os jovens,” afirmou o director da PJ, Sit Chong Meng, numa campanha antidroga na terça-feira. A PJ lançou este ano um programa antidroga nas escolas, tendo recrutado 20 alunos de 11 escolas, “formados para serem embaixadores na promoção do combate às drogas”. Por outro lado, o IAS tem vindo a implementar, desde 2000, um programa de educação para a prevenção da toxicodependência, com um plano de estudos que abrange desde o jardim de infância até ao 11º ano e que abrange mais de 80 por cento das escolas de Macau. A Lusa questionou a PJ sobre o valor total das drogas apreendidas em 2025 e sobre dados relativos ao número de estudantes consumidores de drogas, mas até ao momento, não recebeu respostas.
Hoje Macau SociedadeUniversidades Cidade de Macau e Beira Interior iniciam cooperação As universidades da Cidade de Macau (CityU Macau) e da Beira Interior (UBI) marcaram “o início de uma cooperação académica” com um acordo para a mobilidade académica e a possibilidade de investigação sobre os países de língua portuguesa. O memorando de entendimento prevê o “desenvolvimento de iniciativas de interesse mútuo”, como o intercâmbio de docentes, investigadores e estudantes, a implementação de projectos de ensino, investigação e extensão, a promoção de palestras e intercâmbio de publicações académicas, lê-se num comunicado da UBI, divulgado na quinta-feira. Entre as possibilidades abordadas, refere-se na nota, está a criação de oportunidades de mobilidade temporária para estudantes da UBI no território chinês, com o vice-reitor da CityU Macau a apontar a existência de apoios “em áreas como propinas, alojamento e viagens”. “Esperamos que estas medidas possam atrair alguns estudantes da vossa universidade para o nosso campus”, indicou Ip Kuai Peng. Acordo na Covilhã O acordo, assinado na semana passada na Covilhã por este responsável – que liderou uma comitiva de cerca de 20 elementos – e a reitora da UBI, Ana Paula Duarte, marca “o início de uma cooperação académica, científica e institucional” entre as duas instituições, indica-se na nota. Outras possibilidades de cooperação, em diferentes áreas científicas representadas na comitiva da CityU Macau, debateram-se no encontro: entre os participantes encontravam-se, por exemplo. elementos do Instituto de Investigação sobre Países de Língua Portuguesa, do Centro de Investigação para o Desenvolvimento Social e Económico de Macau e da Faculdade de Saúde e Bem-Estar. A UBI vai receber em Julho uma delegação de 20 estudantes do ensino secundário de Macau, que participam num programa de integração dedicado à língua e à cultura portuguesas, nota-se ainda no comunicado da instituição de ensino superior portuguesa.
Hoje Macau Manchete SociedadeIAM | Primeiros pandas nascidos em Macau deixam região em Outubro Com o envio para o Interior dos gémeos Jian Jian e Kang Kang, ou Hoi Hoi e Sam Sam em cantonês, o Pavilhão do Panda Gigante vai ficar reduzido a dois pandas. Apesar das saídas, não há planos para o envio de mais pandas para Macau O Governo anunciou que os primeiros pandas gigantes nascidos em Macau, os gémeos Jian Jian e Kang Kang, irão partir em Outubro para a China continental. O anúncio foi feito pelo presidente do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), Chao Wai Ieng, durante a festa do 10º aniversário dos pandas gémeos, para a qual foram convidados dez estudantes de 10 anos. Num discurso, Chao disse que os gémeos irão partir para a Base de Estudo de Procriação dos Pandas Gigantes de Chengdu, no sudoeste da China, “para iniciarem a próxima fase de aprendizagem e crescimento”. De acordo com um comunicado do IAM, Chao recordou que tem sido esta instituição a ajudar Macau a cuidar de Jian Jian e Kang Kang, que agora “entram na idade adulta”. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, os pandas gigantes geralmente são considerados adultos a partir dos 4 anos, atingem a maturidade sexual por volta dos 6 anos e podem viver até 30 anos em cativeiro. Em Chengdu, os gémeos nascidos em Macau “vão aprender a adaptar-se ao ambiente natural num espaço mais vasto e experimentar uma vida natural mais rica”, acrescentou Chao. A decisão “reflecte a grande importância atribuída pelo país à protecção dos animais raros” e a filosofia de “respeitar a Natureza, adaptar-se à Natureza e proteger a Natureza”, disse o presidente do IAM. Apesar de estar emocionada, a chefe da Divisão de Conservação da Natureza do IAM, Mok Weng Han, que cuida de Jian Jian e Kang Kang, sublinhou que “são como crianças, estão a crescer e queremos que saiam e aprendam mais”. Jian Jian e Kang Kang são chamados em cantonês Hoi Hoi e Sam Sam. Os dois nomes em conjunto significam felicidade. O Estado manda Já o chefe da Divisão de Estudos de Protecção da Natureza do IAM, Chan Hoi Fong, admitiu à imprensa local que “ainda não há planos” sobre um eventual regresso dos gémeos e sublinhou que “todos os pandas gigantes estão sob a gestão do Estado”. O IAM disse aos jornalistas que também não há planos para o envio de mais pandas para Macau e revelou que irá aproveitar a partida de Jian Jian e Kang Kang para realizar obras no Pavilhão do Panda Gigante. O pavilhão, situado no parque de Seac Pai Van, em Coloane, é formado por dois espaços interiores de 330 metros quadrados – destinados às actividades do panda – e um jardim exterior de 600 metros quadrados. Nascidos a 26 de Junho de 2016, os gémeos, ambos do sexo masculino, são filhos de Kai Kai e Xin Xin, o segundo casal de pandas gigantes oferecido pela China a Macau em 2015. Os nomes dos gémeos, Jian Jian e Kang Kang, ditos em conjunto significam “saúde”, tanto em cantonês como em mandarim. Os nomes foram escolhidos pelo então líder do Governo, Fernando Chui Sai On, a partir de uma lista de nomes sugeridos pelos residentes de Macau.
Hoje Macau SociedadeMercado laboral | Subemprego subiu para 2,4% A taxa de subemprego dos residentes cresceu para 2,4 por cento no período entre Março e Maio. Este número representa um aumento de 0,2 pontos percentuais em comparação com o período entre Fevereiro a Abril, de acordo com a informação dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). “O número de residentes subempregados foi de 7.100, salientando-se que a maioria trabalhava no ramo dos serviços prestados às empresas e no ramo dos transportes e armazenagem”, foi comunicado. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego dos residentes manteve-se em 2,3 por cento, igual à registada no período entre Fevereiro a Abril. “O número de residentes desempregados foi de 6.700, a maioria dos que estavam à procura de novo emprego trabalhavam anteriormente no ramo de actividade económica do comércio a retalho, no ramo da construção e no ramo dos transportes e armazenagem”, foi explicado. O número de residentes desempregados à procura do primeiro emprego representou 9,3 por cento do total de residentes desempregados, menos 0,2 pontos percentuais, face ao período precedente. Em termos globais, a taxa de desemprego manteve-se nos 1,8 por cento, enquanto a taxa de subemprego (1,9 por cento) aumentou 0,2 pontos percentuais. Sessões oferecem 110 vagas de trabalho A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) vão organizar duas sessões de emparelhamento de emprego com 110 vagas. Os lugares disponibilizados na próxima sexta-feira dizem respeito a funções numa farmácia e ainda em dois supermercados. As inscrições encontram-se abertas a partir das 09h de hoje até às 12h de quinta-feira. No dia 3 de Julho, na parte da manhã, será realizada a sessão para trabalhar na Farmácia Wan Tung, com 20 vagas de emprego para vendedor ao balcão. À tarde, há 90 vagas para vender em caixa, arrumar prateleiras, empacotar produtos, entre outras, nos supermercados Royal e San Fan Seng. A DSAL comunicou que as sessões têm como objectivo “ajudar os residentes de Macau a encontrar o emprego e dar resposta às necessidades e à pressão dos sectores em torno de recursos humanos”.
Hoje Macau PolíticaÓbito | Ex-directora do Kiang Wu morreu aos 105 anos Leong Sao Chan, ex-directora Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu e do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, morreu na semana passada. O óbito foi assinalado pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, que enviou uma mensagem de condolências à família. “A Senhora Leong Sao Chan foi uma patriota que toda a sua vida amou a Pátria e Macau. Desde 1939, ano em que ingressou na Escola de Enfermagem Kiang Wu, dedicou toda a sua vida ao desenvolvimento dos cuidados de saúde de Macau. A sua bondade e virtude iluminaram Macau, e o seu legado resplandece como um testemunho eterno da missão hospitaleira”, pode ler-se na mensagem. O Lam destacou ainda o papel de Leong Sao Chan durante a guerra com o Japão, ao nível dos cuidados médicos de população e soldados. “A Senhora Leong Sao Chan teve sempre no seu coração os assuntos de Macau e as grandes causas da Pátria”, foi acrescentado.
Hoje Macau Grande Plano MancheteSismos na Venezuela fizeram mais de 160 mortos, com projecções a apontar para milhares Foto: DR Os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter que atingiram ontem a região central da Venezuela fizeram pelo menos 164 mortes e 971 feridos, no último balanço feito pelas autoridades antes do fecho desta edição. Porém, projecções apontam para a possibilidade de largos milhares de mortos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, no entanto, com base em modelos informáticos, entre 10 mil e 100 mil mortes. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez disse que La Guaira terá sido a região mais afectada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma “zona de desastre”. “Podemos dizer que o estado de La Guaira enfrenta uma verdadeira tragédia e tornou-se uma zona de catástrofe”, enfatizou. Rodríguez admitiu, num primeiro balanço, que eram esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os dois sismos de magnitude superior a 7 na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo. Os dois abalos foram registados na Venezuela pelas 18h de quarta-feira (06h de ontem em Macau). O USGS, que monitoriza a actividade sísmica em todo o mundo, calculou uma probabilidade de 42 por cento de que o número de mortos se situe entre as 10 mil e as 100 mil vítimas mortais; a possibilidade de 33 por cento de entre mil e 10 mil mortes e uma hipótese que indica 17 por cento de mais de 100 mil mortes. Para realizar as estimativas, o USGS tem em conta variáveis como a densidade populacional local e as características dos edifícios. “Em geral, a população desta região vive em edifícios vulneráveis a sismos, embora também existam estruturas resistentes a sismos. Os tipos mais comuns de edifícios vulneráveis são estruturas de tijolo, alvenaria não reforçada e de blocos de adobe”, destacou a agência. Vinte réplicas O USGS estimou ainda as perdas económicas resultantes dos sismos, calculando — com base nos dados actuais — que podem variar entre 1 a 7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o primeiro sismo, de magnitude 7,2, atingiu a costa da Venezuela a oeste de Morón, a cerca de 168 quilómetros de Caracas, com uma profundidade de 22 quilómetros, noticia a Associated Press (AP). Menos de um minuto depois, USGS registou um sismo de magnitude 7,5. Este segundo abalo teve uma profundidade de 10 quilómetros e epicentro a 16 quilómetros a sudoeste de Morón. Foram depois registadas cerca de 20 réplicas, ainda segundo o USGS, que descreveu a situação como “uma catástrofe que se espera ser de magnitude considerável”. O sismo de magnitude 7,5 que atingiu a Venezuela foi o mais forte registado no país em mais de um século, indicam os dados avançados ontem pelo USGS. Um terramoto de magnitude estimada em 7,7 na costa do país, a nordeste de Caracas, foi registado a 29 de outubro de 1900, tendo causado “danos consideráveis”, lembrou o Serviço Geológico dos EUA. Venezuela | Portugal vai enviar 50 elementos de protecção civil Portugal colocou à disposição da Venezuela, que aceitou, uma equipa de proteção civil de emergência de 50 elementos para ajudar nas operações no país após os dois sismos de ontem, anunciou o primeiro-ministro. Luís Montenegro fez este anúncio através da rede social X, depois de ter falado telefonicamente com a Presidente venezuelana, Delcy Rodriguez. “Portugal está disponível para ajudar a Venezuela quando, onde e da forma que o Governo venezuelano entenda útil. Pusemos desde já à disposição imediata uma equipa de protecção civil de emergência de 50 elementos, o que a Presidente Delcy Rodriguez prontamente agradeceu e aceitou”, afirmou. No telefonema, o primeiro-ministro português disse ter transmitido à Presidente da Venezuela “plena solidariedade dos portugueses para com o povo e o Governo da Venezuela, perante esta tragédia” e condolências pelas vidas perdidas. “Participaremos no apoio conjunto da União Europeia, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, cuja ajuda a Venezuela já solicitou”, referiu. Montenegro assegurou ainda que a Embaixada portuguesa em Caracas e rede consular “está mobilizada para apoiar a enorme comunidade portuguesa na Venezuela”, “A Venezuela tem canal aberto com Portugal, para apoio no plano bilateral e da União Europeia. A Venezuela conta com Portugal na reacção e na recuperação desta catástrofe natural”, disse. Cinco portugueses, quatro dos quais da mesma família, estavam ontem desaparecidos em La Guaira, na Venezuela, onde dois sismos causaram na quarta-feira dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Hoje Macau China / ÁsiaHyundai | Trabalhadores aprovam greve por melhores salários Os trabalhadores da sul-coreana Hyundai Motor aprovaram o recurso à greve, após o fracasso das negociações salariais, exigindo um aumento de 85 euros e um prémio de desempenho. O Sindicato dos Metalúrgicos da Coreia (KMWU) indicou ontem que 86,65 por cento dos seus cerca de 40.000 associados aprovaram a greve, sem adiantar as datas para a sua realização. Os representantes dos trabalhadores e a administração da empresa estão em negociações desde Maio, mas ainda não foi alcançado um acordo. Segundo a estrutura sindical, os próximos passos seriam decididos após uma sessão de mediação com a Comissão Nacional de Relações Laborais, agendada para ontem. Os trabalhadores exigem um aumento salarial de 149.600 won (cerca de 85,31 euros) e um prémio de desempenho equivalente a 30 por cento do lucro líquido da empresa no ano passado. Por outro lado, reivindicam que o limite da idade da reforma seja fixado nos 65 anos. Os trabalhadores da Hyundai Motor também têm vindo a demonstrar preocupação face ao futuro do seu posto de trabalho perante o recurso à Inteligência Artificial.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Cabo Verde e Angola destacam importância de “Lu Olo” O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, e a embaixada de Angola em Timor-Leste manifestaram consternação com a morte, domingo, de Francisco Guterres “Lu Olo”, antigo chefe de Estado timorense, destacando a sua importância na história do país. “Foi com enorme consternação que tomei conhecimento do falecimento de Francisco Guterres Lu Olo”, afirma José Maria Neves, numa carta enviado ao homólogo timorense, José Ramos-Horta, e divulgada ontem à imprensa. Na carta, o Presidente cabo-verdiano recorda “Lu Olo” como uma “figura incontornável da história” timorense, enquanto “obreiro da construção de um Timor-Leste independente e democrático e defensor da reconciliação, da paz e do desenvolvimento sustentável”. Numa outra carta, também enviada à Presidência timorense e hoje divulgada, Angola, através do seu embaixador em Díli, salienta que o legado de “Lu Olo” vai permanecer como “testemunho de coragem, dedicação e compromisso com a liberdade, a democracia e a soberania de Timor-Leste, valores que unem profundamente as nossas nações no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”. O velório de “Lu Olo”, também presidente da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente, começou segunda-feira na sua residência e terminou ontem. As cerimónias fúnebres realizam-se hoje.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Aplicação de jogos bloqueada depois de tiroteio em escola As Filipinas bloquearam um jogo para telemóvel, depois da investigação ao tiroteio numa escola de Tacloban, que resultou em três mortos, ter apurado que um dos jovens atiradores jogava um jogo violento. Estudos científicos nunca encontraram ligações entre videojogos e comportamentos violentos O Governo das Filipinas bloqueou temporariamente no país um jogo para telemóvel, chamado “Gorebox”, depois de se ter descoberto que um dos dois jovens atiradores que espalharam o pânico numa escola secundária de Tacloban, na ilha central de Leyte jogava o referido jogo. O caso ocorreu na passada segunda-feira, quando dois rapazes, de 14 e 15 anos, dispararam armas de fogo dentro de uma sala de aula na Escola Secundária Nacional de San Jose. Três alunos morreram e outros 20 ficaram feridos. O alegado jogador de “Gorebox” será, segundo as autoridades, o menor de 14 anos. Segundo a descrição na Google Play, o jogo permite ao jogador “destruir tudo o que deseja e “envolver-se em combates brutais com um vasto arsenal de armas e explosivos”. Apesar de, até hoje, nenhum estudo científico ter encontrado relações directas entre jogar videojogos e comportamentos violentos na vida real, a agência de cibersegurança das Filipinas avançou essa possibilidade. “Não podemos ignorar possíveis influências online que possam ter contribuído para este trágico incidente. O bloqueio temporário do jogo permitirá às autoridades fazer uma avaliação exaustiva para determinar se a plataforma desempenhou algum papel nas acções dos suspeitos”, afirmou Aboy Paraiso, subsecretário do Centro de Investigação e Coordenação de Cibercriminalidade, citado pela BBC News. O “Gorebox” é um “first person shooter”, que coloca a visão do jogador numa perspectiva de primeira pessoa, que permite a interacção online entre vários jogadores. Devido à extrema violência, o jogo é para maiores de 18 anos, restrição que facilmente é contornada por menores que têm telemóveis. Não virar a cara Apesar da relativa frequência nas Filipinas de crimes que envolvem arma de fogo, tiroteios em massa são um fenómeno raro no país, muito menos cometidos por menores. Na terça-feira, já ao fim do dia, a polícia apresentou acusações de homicídio contra o suspeito de 15 anos. O suspeito que jogava “Gorebox”, um ano mais novo, é demasiado novo para ser acusado do crime de acordo com a legislação filipina. O porta-voz da Polícia Nacional das Filipinas afirmou que o jovem de 14 anos aparentou ter sido “fortemente influenciado” por conteúdos online, além de ter publicado conteúdos violentos na Internet. Recorde-se que na investigação preliminar, os suspeitos alegaram serem vítimas de bullying na escola, traçando um cenário de vingança. Ouvido pela BBC News, um amigo do suspeito acusado descreve o suspeito de 15 anos como um jovem que se recusava aceitar insultos, envolvendo-se em cenas de pancadaria, com uma educação muito disciplinada e conhecimento profundo de armas. “Dizia-lhe para ser mais maduro em caso de mal-entendidos, ou para pedir desculpa se se envolvesse em brigas, mas ele não me dava ouvidos. Ele não permitia que ninguém o ofendesse. A sua roupa e penteado davam ares militares. Acho que foi influenciado pelo avô para ser muito disciplinado. Mas não conseguia imaginar que pudesse fazer uma coisa tão hedionda”, comentou o amigo em anonimato.
Hoje Macau China / ÁsiaJustiça | Auditoria oficial detecta evasão fiscal em bancos estatais Uma auditoria oficial chinesa acusou dois dos maiores bancos estatais do país de evasão fiscal e concessão irregular de empréstimos, envolvendo milhares de milhões de yuan, segundo um relatório divulgado ontem pelo Tribunal Nacional de Contas. De acordo com o relatório anual do organismo, o Bank of China evitou o pagamento de 2,4 mil milhões de yuan em impostos entre abril de 2023 e agosto de 2025. Segundo os auditores, o banco pediu aos seus trabalhadores que investissem entre um e 100 yuan em 11 fundos de capital privado, de forma a que estes pudessem ser apresentados como fundos públicos e beneficiar de isenções fiscais. O relatório acusa ainda o Agricultural Bank of China de conceder ilegalmente 11 mil milhões de yuan em empréstimos destinados a projectos agrícolas entre Dezembro de 2021 e Agosto de 2025. Parte desse financiamento foi desviada para a compra de produtos de gestão de património e para o reembolso de dívidas, segundo o documento. Citado pela imprensa chinesa, o Agricultural Bank of China afirmou que “aceita sinceramente a supervisão” da auditoria e prometeu reforçar os mecanismos internos de conformidade. O relatório identifica igualmente falhas de gestão no China Everbright Group, outro conglomerado financeiro estatal. Segundo os auditores, o grupo deixou de exercer controlo sobre várias subsidiárias até Agosto de 2025 e algumas empresas utilizavam indevidamente a marca Everbright. A divulgação da auditoria gerou reacções nas redes sociais chinesas, onde vários utilizadores questionaram como um banco controlado pelo Estado conseguiu evitar o pagamento de impostos. “Para que bolsos foram os impostos desviados?”, escreveu um utilizador, enquanto outros defenderam a aplicação de multas e a recuperação dos montantes em causa.
Hoje Macau China / ÁsiaUnidade étnica| Defendida lei que poderá ser aplicada fora do país A China defendeu como legítima a lei sobre “unidade étnica”, aplicável fora do território nacional, e considerou estar em conformidade com a prática internacional. A legislação promove o mandarim como língua comum nacional na educação, administração e locais públicos A lei sobre a unidade étnica, que entra em vigor a 1 de Julho, foi aprovada em Março pela Assembleia Nacional Popular e, segundo especialistas, consolida a abordagem de assimilação em relação às minorias étnicas, dando continuidade a anos de alterações políticas a nível provincial. A lei oficializa políticas destinadas a promover o mandarim como “língua comum nacional” na educação, na administração e nos locais públicos. De acordo com o artigo 15º da nova lei, o mandarim deve ser ensinado a todas as crianças antes do jardim de infância e durante toda a educação obrigatória, até ao final do ensino secundário. O mandarim já é a principal língua de ensino na Mongólia Interior, no Tibete e em Xinjiang, regiões onde vivem grandes populações de minorias étnicas chinesas, mas esta lei estabelece que as línguas minoritárias não podem ser a principal língua de ensino no país. A coesão social constitui um eixo central desta nova lei sobre a “unidade étnica”, que tipifica como infracção o envolvimento em “actividades terroristas violentas, actividades separatistas étnicas ou actividades extremistas religiosas”. Uma cláusula do texto prevê que as suas disposições podem ser aplicadas fora das fronteiras chinesas, ou seja, organizações ou pessoas que se encontrem no estrangeiro e sejam consideradas infractoras podem ser “responsabilizadas juridicamente”. O vice-ministro da Justiça chinês, Hu Weilie, afirmou que esta cláusula “estava em conformidade com os princípios jurídicos”. “Esta disposição está enraizada nas realidades nacionais (…), está em conformidade com a prática internacional e constitui uma medida jurídica legítima, lícita, necessária e exequível”, disse Hu, em conferência de imprensa, de acordo com uma transcrição oficial. Mais harmonia O responsável criticou veementemente os meios de comunicação social ocidentais, acusando-os de distorcer a interpretação desta cláusula, e afirmou que esses ‘media’, que não identificou, ao apresentarem esta disposição como uma “competência extraterritorial”. O Governo chinês é acusado de implementar políticas de assimilação forçada em todo o país, tendo defensores de Direitos Humanos alertado que esta nova lei poderá marginalizar ainda mais as 55 minorias étnicas reconhecidas oficialmente. A maioria da população da China é de etnia han e a língua oficial é o mandarim. Os 55 grupos étnicos estão espalhados por todo o território, que representam 8,9 por cento da população. A Constituição china estabelece que “cada etnia tem o direito de usar e desenvolver a sua própria língua” e “tem o direito à autogovernação”. O vice-ministro da Justiça chinês acrescentou que a lei visa “actos ilegais” que “prejudicam a unidade e o progresso das etnias ou incitam ao separatismo étnico”. “O objectivo fundamental é preservar a harmonia étnica, a estabilidade social e a segurança nacional, o que está em conformidade com o espírito do direito internacional”, disse.
Hoje Macau China / ÁsiaDois japoneses detidos por suspeitas de tentarem exportar terras raras As autoridades chinesas detiveram dois cidadãos japoneses suspeitos de tentarem retirar ilegalmente terras raras da China, num caso que agrava as tensões entre Pequim e Tóquio, num contexto de crescente disputa em torno do controlo de minerais estratégicos. Os dois japoneses, funcionários da mesma empresa industrial, foram detidos em Maio na cidade portuária de Dalian, no nordeste da China. As detenções foram confirmadas na quarta-feira pelos governos chinês e japonês. Segundo fontes citadas pelo jornal britânico Financial Times, os dois homens tentavam transportar terras raras para fora da China, materiais considerados essenciais para as cadeias globais de abastecimento de sectores como os semicondutores, veículos eléctricos e equipamento militar. Questionado sobre o caso, o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês apelou ao Japão para orientar os seus cidadãos e empresas a “cumprirem as leis e regulamentos chineses” quando operam no país. O Governo japonês afirmou que responderá “de forma adequada, do ponto de vista da protecção dos cidadãos japoneses no estrangeiro”, disse o secretário-chefe do gabinete, Minoru Kihara. Responsáveis japoneses admitiram que o incidente poderá agravar o ambiente de negócios para as empresas japonesas na China, já afetado pela deterioração das relações bilaterais. Mesmo a tempo As detenções ocorreram no mesmo dia em que o ministério do Comércio chinês reforçou a campanha contra o contrabando de terras raras, apelando à população para denunciar suspeitas de violações das regras de exportação através de uma linha telefónica e de uma plataforma na Internet. O ministério advertiu que poderão ser responsabilizadas não apenas as pessoas envolvidas na exportação ilegal, mas também empresas ou indivíduos que prestem apoio logístico, financeiro, aduaneiro ou através de plataformas de comércio electrónico. A China domina a produção mundial de terras raras, matérias-primas indispensáveis para uma vasta gama de tecnologias civis e militares, e tem vindo a reforçar os controlos às exportações destes minerais no contexto das disputas comerciais e tecnológicas com os Estados Unidos e o Japão. Este ano, Pequim endureceu também as restrições à exportação para o Japão de produtos classificados como de “dupla utilização”, ou seja, susceptíveis de aplicações civis e militares.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Dona de livraria independente presa por “sedição” A polícia de Hong Kong deteve Leticia Wong, ex-vereadora e proprietária da livraria independente Hunter, por suspeita de sedição e branqueamento de capitais. As autoridades irromperam na noite de quarta-feira no estabelecimento, situado no bairro operário de Sham Shui Po, e apreenderam livros que alegadamente incitavam ao ódio contra o Governo e a magistratura. Wong, antiga integrante do Partido Cívico – uma das maiores formações pró-democracia da cidade, já dissolvida –, e outro homem detido enfrentam acusações de sedição e branqueamento de capitais, por receberem transferências de “organizações políticas estrangeiras”. O espaço estava há meses sob escrutínio das autoridades. Em 2025, após organizar uma feira do livro independente, a imprensa pró-governamental acusou-a de praticar “resistência suave”, termo a que o Executivo recorre cada vez mais para assinalar formas não violentas de dissidência ideológica ou cultural.
Hoje Macau Via do MeioPor que razão os uniformes escolares chineses assumiram a forma actual? Por Hu Xiang Na China contemporânea, é comum observar, no percurso entre casa e escola, alunos vestidos com uniformes escolares semelhantes entre si, geralmente de estilo desportivo, corte largo e aparência pouco elaborada. Estes uniformes apresentam, na maioria dos casos, combinações cromáticas simples, como vermelho e branco, azul e branco ou verde e branco. Além disso, o corte é frequentemente unissexo, sendo usado de forma idêntica por rapazes e raparigas. À primeira vista, podem parecer pouco modernos ou esteticamente desinteressantes. Contudo, a forma actual dos uniformes escolares chineses resulta de um processo histórico complexo, no qual se cruzam factores educativos, económicos, sociais e ideológicos. Para compreender esta realidade, é necessário recuar ao desenvolvimento do sistema educativo moderno na China, sobretudo a partir do século XX. Nesse período, a China começou a adoptar modelos educativos inspirados no Ocidente, o que conduziu à criação de escolas modernas. Estas instituições passaram a distribuir aos alunos uniformes e chapéus padronizados, marcando, de forma aproximada, o início do uso do uniforme escolar moderno no país. Apesar de existirem orientações relativamente sistemáticas por parte das autoridades educativas, a diversidade dos modelos de ensino e o desenvolvimento desigual da educação contribuíram para a existência de diferenças significativas entre os uniformes escolares de diferentes regiões, escolas e níveis de ensino. Em algumas instituições, sobretudo nas primeiras décadas do século XX, os rapazes usavam o changshan, uma peça tradicionalmente associada à figura do estudioso. Paralelamente, o qipao, que se tornou popular na década de 1930, foi também utilizado como uniforme escolar feminino. No entanto, devido às limitações económicas da época, a maioria das escolas não impunha ainda um código de vestuário uniforme e rigoroso. Após a fundação da República Popular da China, em 1949, não foi imediatamente estabelecido um novo sistema formal de uniformes escolares. No entanto, consolidou-se progressivamente uma nova concepção de vestuário, fortemente influenciada pelos valores dominantes da época, nomeadamente o espírito de trabalho árduo, a simplicidade, a sobriedade e o colectivismo. O vestuário de inspiração revolucionária tornou-se, assim, uma tendência predominante. Neste contexto, a Organização das Crianças e Jovens da China, conhecida como Pioneiros da China, desempenhou um papel importante na padronização da imagem dos alunos. O seu uniforme deveria ser harmonioso, simples e adequado ao vigor das crianças e dos jovens, tendo também em consideração a situação económica da maioria das famílias. Tomando como referência certos modelos de vestuário juvenil da União Soviética, foram definidas regras específicas: entre maio e outubro, rapazes e raparigas deveriam usar camisa branca de estilo ocidental e calças escuras; no verão, era permitido o uso de calções. Mais tarde, as alunas passaram a usar saias escuras até ao joelho, posteriormente substituídas, a partir de 1952, por saias coloridas, cujas tonalidades podiam variar de escola para escola. Este uniforme funcionava também como uniforme escolar, sendo que a principal distinção entre membros e não membros dos Pioneiros residia no uso do lenço vermelho. Durante a década de 1960, a escassez material era muito significativa, o que se reflectia diretamente no vestuário. A expressão popular “três anos com roupa nova, três anos com roupa velha e mais três anos remendada” revela bem as dificuldades económicas desse período. A roupa remendada era comum e, nesse contexto, a uniformização do vestuário escolar não constituía uma prioridade. Ainda assim, devido à limitação das opções disponíveis, o estilo de vestuário das crianças acabava por ser relativamente homogéneo. No final da década de 1970, com a abertura económica e o contacto crescente com o exterior, novas ideias sobre beleza, moda e individualidade começaram a entrar na sociedade chinesa, influenciando também o vestuário infantil e juvenil. Mais tarde, a 13 de abril de 1993, a Comissão Nacional de Educação publicou o documento “Opiniões sobre o reforço da gestão do uso de uniformes escolares pelos alunos do ensino básico e secundário nas cidades”. Trata-se do primeiro documento específico, a nível nacional, sobre a gestão dos uniformes escolares. Segundo este documento, o uniforme escolar deveria ser utilizado diariamente pelos alunos do ensino básico e secundário nas cidades, não sendo concebido como roupa de moda, vestuário cerimonial ou equipamento exclusivamente desportivo, mas como vestuário escolar de uso quotidiano. O documento definia ainda como princípios de design a sobriedade, a elegância, a alegria e a praticidade, procurando refletir as características físicas e psicológicas dos adolescentes. Contudo, não estabelecia regras rígidas quanto ao estilo concreto dos uniformes. Com o passar do tempo, os uniformes de estilo desportivo, por serem mais económicos, fáceis de produzir e adequados à liberdade de movimentos, tornaram-se o modelo mais difundido. Estes uniformes são, em geral, de cores como azul, verde ou vermelho, com riscas, barras ou blocos brancos nos ombros. O nome da escola surge frequentemente estampado de forma visível no peito ou nas costas. Para se adaptarem às actividades físicas diárias e ao rápido crescimento das crianças, os tamanhos são muitas vezes maiores do que o necessário. Esta opção tem uma dimensão prática evidente, mas levanta também críticas estéticas e funcionais. O corte largo e indiferenciado, comum a rapazes e raparigas, é frequentemente considerado pouco elegante e pode contribuir para uma imagem corporal pouco valorizada. A discussão pública sobre os chamados “uniformes escolares feios” intensificou-se em março de 2014, quando Michelle Obama, então primeira-dama dos Estados Unidos, visitou uma escola secundária em Pequim. As imagens televisivas dos alunos vestidos com uniformes desportivos largos desencadearam debates nas redes sociais e nos meios de comunicação chineses. Pais, escolas e designers de vestuário começaram então a refletir mais criticamente sobre o estilo dos uniformes escolares. No entanto, tendo em conta a grande desigualdade no desenvolvimento educativo entre diferentes regiões da China, estes uniformes continuam a ser vistos por muitos como uma solução adequada às condições reais do país. Desde o início do século XXI, algumas escolas primárias e secundárias de grandes cidades começaram a adoptar um modelo misto, combinando o uniforme desportivo com o uniforme formal. Neste sistema, os alunos usam o uniforme desportivo nas actividades lectivas quotidianas e vestem o uniforme formal em ocasiões especiais, como cerimónias de hasteamento da bandeira, cerimónias de formatura ou eventos institucionais. Contudo, esta prática continua limitada a algumas escolas, sobretudo urbanas e com melhores recursos. Num sistema educativo fortemente centrado nos exames, a coexistência de dois tipos de uniforme é frequentemente considerada, por muitos pais e alunos, uma despesa desnecessária. Ainda assim, com a emergência de uma nova geração de pais, nascidos sobretudo a partir da década de 1980, aumentaram as exigências relativamente à qualidade, ao conforto e à estética dos uniformes escolares. Após mais de um século de evolução, o uniforme escolar chinês apresenta hoje uma identidade própria. Embora tenha passado por momentos de maior elegância e por outros de maior simplicidade, a sua história revela que o uniforme escolar não pode ser analisado apenas do ponto de vista estético. Trata-se de um objeto social complexo, cuja evolução acompanha as transformações políticas, económicas e educativas da China. Para além da aparência, o uniforme escolar desempenha funções relacionadas com a segurança dos alunos, a identificação institucional, a igualdade social e a construção de uma consciência coletiva. Assim, os uniformes escolares chineses podem parecer simples e pouco modernos à primeira vista, mas reflectem aspectos importantes da sociedade chinesa. Representam ideias de igualdade, praticidade, disciplina e espírito colectivo. Ao mesmo tempo, as transformações recentes mostram que os jovens chineses e as suas famílias começam a valorizar cada vez mais a diversidade, o conforto e a expressão pessoal. Os uniformes escolares na China não são apenas peças de vestuário usadas pelos estudantes. Eles contam uma história sobre a educação, a cultura e as transformações sociais do país. Através de algo aparentemente simples como um uniforme escolar, é possível compreender melhor a forma como a sociedade chinesa evoluiu ao longo do tempo e continua a adaptar-se às exigências da modernidade.
Hoje Macau EventosG Box | Banda de rock Mango Jump ao vivo no Galaxy no dia 5 O grupo Mango Jump vai actuar no espaço G Box, no hotel e casino Galaxy a 5 de Julho, às 18h, como parte do tour “Heartbeat Defense <3 Rescue Your Heart”. Com um estilo de música rock-indie, o grupo é constituído por Kuo Chih-Ching, Tsai Chien-Hung, Li Chi-Hsien e Huang Sheng-Chih tornou-se conhecido através da internet, principalmente no YouTube, tendo lançado até ao momento dois álbuns: “Shin Formosa Youth”, em 2022, e “Mission Heartbeat Defense”, em 2023. O grupo de Taiwan tem como principais singles “Mayday Mayday” (2022), “Let’s Get Fat” (2023), “99 Nights Chase” (2023), “Wake Up” e “Collapse” (ambos de 2025). Os bilhetes ainda estão disponíveis e encontram-se à venda nas plataformas habituais com preços de 598 patacas ou 758 patacas. Todos os lugares são de pé, mas, por motivos de segurança, a entrada de grávidas está barrada.
Hoje Macau EventosFotografia | Gonçalo Lobo Pinheiro expõe em Hong Kong “O que foi não volta a ser…” Um total de 30 fotografias dos dois volumes de “O que foi não volta a ser…”, de Gonçalo Lobo Pinheiro, vão estar em exibição no Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong entre 2 e 31 de Julho. As obras expostas convidam à reflexão sobre a inevitabilidade da mudança A partir de 2 de Julho o Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong (FCC) recebe a exposição fotográfica “O que foi não volta a ser…”, da autoria de Gonçalo Lobo Pinheiro. O anúncio foi feito ontem, através de um comunicado, e a exposição vai permanecer em exibição na RAEHK até 31 de Julho. A inauguração oficial da mostra do fotógrafo português vai acontecer a 7 de Julho, terça-feira, às 18h30, na Van Es Wall do FCC, um espaço dedicado à apresentação de trabalhos de fotógrafos e artistas. Com curadoria do fotógrafo e professor canadiano Ben Marans, a exposição reúne uma selecção de 30 fotografias escolhidas de um conjunto mais vasto de 80 imagens, publicadas em dois livros em 2022 e 2025. Desde o início, o criador do projecto pretendeu desafiar o público “a reflectir sobre a inevitabilidade da mudança e a certeza de que o que foi não volta a ser”. Os livros apresentavam assim imagens antigas e recentes, estas últimas captadas pelo fotógrafo, num trabalho que não esteve livre de dificuldades: “Macau mudou muito nos últimos anos. As fotografias antigas atestam isso. E agora, o que fazer com elas? Se, por um lado, ainda é possível recriar alguns cenários, por outro lado, é impossível obter pontos de contactos noutras fotografias, porque simplesmente as coisas já não existem no território. É um trabalho difícil. Tudo mudou. Por isso, na grande maioria dos casos, o que foi não volta a ser…”, explicou. Cidade de encontros O trabalho mostra também Macau enquanto ponto de encontro. “O que foi não volta a ser mostra-nos Macau como uma cidade de encontros, de fusões culturais e de convivência entre mundos que se entrelaçam. Aqui, a herança portuguesa coabita com a tradição chinesa e com múltiplas influências asiáticas”, explicou Gonçalo Lobo Pinheiro, no final do ano passado. O autor do projecto destacou ainda que “o território, por força das suas gentes, e mais do que pela arquitectura, torna-se palco de gestos humanos, moldura de histórias diárias, testemunho silencioso das interacções que definem a cidade” e que espaços como “igrejas, templos ancestrais, arcos de pedra e praças revelam-se como arenas poéticas onde o humano se ilumina na sua dimensão ética e estética”.
Hoje Macau SociedadeDroga | Apanhado no aeroporto com 3kg de heroína Um homem da Malásia foi detido no Aeroporto Internacional de Macau, quando viajava com praticamente três quilogramas de heroína, escondidos em 49 pacotes de paté de atum. Segundo a Polícia Judiciária (PJ), a detenção ocorreu no sábado, e os estupefacientes foram avaliados em 4,18 milhões de patacas. Quando foi detido, o indivíduo de 24 anos confessou aos agentes que tinha acordado traficar a droga, e que se conseguisse entrar com os estupefacientes em Macau receberia 6 mil patacas. No entanto, o detido reconheceu que não era garantido que Macau fosse o destino final, dado que após a entrada na RAEM ia receber novas instruções sobre o destino dos estupefacientes. O caso foi entregue ao Ministério Público e a PJ está a investigar a origem da droga, assim como outros envolvidos.
Hoje Macau SociedadeGrande prémio do consumo | Gerados negócios de 1,3 mil milhões A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) anunciou ontem que o Grande Prémio para o Consumo nas zonas comunitárias gerou, entre 10 de Abril e 18 de Junho, um consumo superior a 1,33 mil milhões de patacas. Segundo uma nota da DSEDT, trata-se de um aumento de 11 por cento em comparação com a última ronda da iniciativa de apoio ao comércio e restauração do território. Nesta edição foram distribuídos 19,195 milhões de cupões, com um valor total de 345 milhões de patacas. A DSEDT referiu que o valor mostra como os cupões conseguiram estimular e aumentar o consumo. Tendo em conta que a iniciativa permitiu quatro dias para o uso de cupões, a taxa de utilização foi de 92 por cento, mais 4,4 por cento em comparação com o Grande Prémio do ano passado. O sector de venda a retalho ocupou 60 por cento dos gastos em cupões, seguindo-se os restaurantes com cerca de 30 por cento. Consumo | Centro de Arbitragem recebeu 49 casos Desde 2025 até ao final de Maio, o Centro de Mediação e de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Macau foi procurado para resolver 49 diferendos. O número foi divulgado ontem, através de um comunicado do Conselho de Consumidores, na sequência da primeira reunião ordinária do ano do Conselho Directivo do centro. Durante o encontro, a presidente do Conselho Executivo do Centro, U Kam, afirmou que desde 2025 até Maio deste ano foram instaurados 49 processos, dos quais 13 são de mediação e 36 de arbitragem, incluindo dois de mediação ou arbitragem transfronteiriça e cinco de arbitragem necessária sobre serviços públicos essenciais. Os diferendos que procuraram resolução no centro de Macau envolveram uma quantia de cerca de 840 mil patacas. Durante a reunião, os dirigentes do centro garantiram ainda que os trabalhos nos últimos anos têm visado aprofundar a cooperação com as autoridades do Interior da China e dos Países de Língua Portuguesa.
Hoje Macau Manchete PolíticaAPEC | Delegação dos EUA ausente por “restrições consulares” A revelação foi feita no dia em que arrancaram os encontros da APEC em Macau. As autoridades norte-americanas consideram que os seus diplomatas não deveriam precisar de vistos para entrar na RAEM em “situações de emergência” Os Estados Unidos da América (EUA) não vão enviar representantes a uma reunião ministerial que decorre esta semana em Macau, devido a restrições impostas à capacidade de prestar assistência consular de emergência a cidadãos norte-americanos no território. A 13ª Reunião Ministerial do Turismo da Cooperação Económica da Ásia-Pacífico (APEC, na sigla em inglês) e a 67ª Reunião do Grupo de Trabalho de Turismo da APEC estão a realizar-se em Macau desde quarta-feira e prolongam-se até domingo. Em comunicado divulgado na quarta-feira, o Departamento de Estado sublinhou que “a segurança dos norte-americanos é uma prioridade” da Administração Trump e recordou que Washington mantém um aviso de viagem de nível 3 para o território, por “limitações impostas às equipas do Consulado-Geral em Hong Kong e Macau”. O Governo dos EUA indicou anteriormente ter uma capacidade limitada para prestar serviços de emergência a cidadãos norte-americanos na Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) devido às restrições de viagem impostas pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China (RPC) ao pessoal diplomático norte-americano. “Mesmo em situações de emergência, o Ministério exige que todo o pessoal diplomático dos EUA, incluindo os acreditados junto da RAEM, solicite e obtenha vistos antes de entrar no território”, destacaram as autoridades norte-americanas. “A aprovação demora pelo menos cinco a sete dias, limitando de forma significativa a capacidade de oferecer serviços consulares atempados”, acrescentaram. Amor com amor se paga Washington afirmou ter pedido repetidamente à China que levantasse os requisitos de visto “arbitrários e direccionados”. Uma solução, proposta quando Pequim decidiu acolher uma reunião da APEC dedicada ao turismo, foi rejeitada, acrescentou o Departamento de Estado norte-americano. “Como questão de princípio, os Estados Unidos não enviarão participantes de alto nível a uma reunião ministerial que promove o turismo num local onde os diplomatas norte-americanos não podem prestar serviços de emergência a turistas em necessidade”, declarou o Departamento de Estado. A decisão reflecte o impasse nas relações bilaterais, apesar das tentativas de Washington e Pequim de construir uma relação “de estabilidade estratégica” baseada na reciprocidade, segundo a nota oficial. Devido a estas limitações em prestar serviços de emergência, Macau possui actualmente um alerta de viagem do mesmo nível que o aplicado ao Interior da China, e mais elevado do que Hong Kong, que detém um alerta de nível 2 imposto pelas autoridades norte-americanas. A APEC é um bloco económico formado por 21 membros fundada em 1993 com o objectivo de criar uma área de livre-comércio entre seus membros. Tem como membros os Estados Unidos, China, Hong Kong, mas não Macau. Segundo a organização, mais de 200 dirigentes vão reunir-se em Macau para dialogar sobre as experiências de desenvolvimento sustentável de turismo, bem como, traçar novos caminhos a explorar em cooperações turísticas da Ásia-Pacífico.
Hoje Macau China / ÁsiaOrmuz | Trump ameaça suspender negociações se forem cobradas portagens O Presidente norte-americano ameaçou ontem suspender as negociações com o Irão caso a República Islâmica aplique portagens pela navegação no estreito de Ormuz, embora tenha referido que Teerão garantiu que não o fará. “O Irão informou os Estados Unidos de que, apesar das notícias falsas e problemáticas que afirmam o contrário, não são solicitadas nem cobradas portagens, custos de seguro nem quaisquer outros encargos por parte do Irão aos navios que navegam pelo estreito de Ormuz”, escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social. No entanto, adiantou que “se esta informação for falsa, as negociações serão suspensas de imediato”. O Irão e Omã anunciaram na terça-feira que iriam analisar os custos que poderiam ser cobrados pelos serviços relacionados com a gestão do estreito. Os dois países vão criar um grupo de trabalho conjunto para chegar a um acordo sobre a “futura gestão da navegação” através do estreito de Ormuz, incluindo discussões com os Estados do Golfo Pérsico e “outras partes relevantes”, antes de insistirem nos seus “direitos soberanos” sobre esta passagem estratégica. Neste sentido, o primeiro-ministro do Qatar deslocou-se ontem a Omã precisamente para preparar as conversações entre os países do Golfo, o Iraque e o Irão sobre o estreito de Ormuz, segundo um diplomata em condição de anonimato em declarações à agência de notícias France-Presse. Estas conversações são distintas das negociações entre Washington e Teerão, precisou o diplomata. Referiu ainda que estão previstas discussões separadas na Arábia Saudita com vista a uma reconciliação entre o Irão e os países do Golfo.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Soldado norte-coreano detido após atravessar fronteira Um soldado norte-coreano foi detido pelas autoridades sul-coreanas depois de ter atravessado a fronteira, num aparente caso de deserção, informou ontem a agência de notícias sul-coreana Yonhap. “Os militares detiveram um soldado norte-coreano na noite de terça-feira na frente central, e as autoridades competentes estão a investigar os detalhes”, afirmou o Estado-Maior Conjunto de Seul, em comunicado de imprensa, citado pela Yonhap. Dezenas de milhares de norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul desde que a península foi dividida pela guerra, na década de 1950. As deserções directas através da fronteira intercoreana, fortemente vigiada e minada, são raras. A maioria dos refugiados norte-coreanos que chegam à Coreia do Sul viaja pela China e depois por um ou mais países terceiros, como Laos, Tailândia ou Mongólia. Os norte-coreanos que conseguem fugir para a Coreia do Sul são geralmente detidos pelos serviços de informação de Seul durante várias semanas. Segundo dados do Ministério da Unificação, mais de 34 mil norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul. Em 2024, 236 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul, destes 88 por cento eram mulheres. Pyongyang usa termos pejorativos como “vermes humanos” para descrever os cidadãos que fogem.
Hoje Macau China / ÁsiaEducação | Timor-Leste e Portugal vão reforçar número de professores Os ministros da Educação de Timor-Leste e de Portugal anunciaram o reforço do número de professores do projecto Centro de Aprendizagem e Formação Escolar. O anúncio foi feito depois do encontro ministerial realizado ao abrigo da visita a Portugal do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão O Centro de Aprendizagem e Formação Escolar, conhecido como Escolas CAFE, terá o corpo docente reforçado. O anúncio foi feito durante um encontro realizado, na terça-feira, entre o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e a ministra da Educação timorense, Dulce Soares, que integra a delegação liderada pelo primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, que se encontra a realizar uma visita de trabalho a Portugal até amanhã. No encontro, a ministra informou que está em curso um “concurso especial destinado ao recrutamento de 200 professores timorenses para aquelas escolas, defendendo o reforço da formação contínua e do acompanhamento pedagógico daquelas profissionais”, pode ler-se na informação do executivo. Fernando Alexandre afirmou que Portugal “pretende reforçar” a cooperação na área da Educação e anunciou que no próximo ano serão 150 professores portugueses a leccionar nas escolas CAFE. O projecto dos Centro de Aprendizagem e Formação Escolar ou as escolas CAFE, começou em 2014, e já está presente nos 14 municípios timorenses, e prevê-se a extensão daqueles estabelecimentos de ensino para os postos de administrativos do país. As escolas CAFE, onde as aulas são dadas por professores portugueses e timorenses, são, actualmente, frequentadas por mais de 11.100 alunos timorenses. Aposta na continuidade O CAFE tem dois grandes pilares, nomeadamente o ensino de qualidade na sala de aula e a formação complementar dos professores timorenses. Naquelas escolas, as aulas são dadas em português, mas os alunos têm também aulas de tétum, a outra língua oficial de Timor-Leste. A ministra Dulce Soares reiterou também a importância de assegurar a continuidade do projecto e esclareceu que o diploma ministerial actualmente em preparação pelo Ministério da Educação relativo ao CAFE tem como único objectivo regular o funcionamento interno daquelas escolas no contexto do sistema educativo timorense e não visa alterar o protocolo em vigor existente entre os dois países.