Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Incêndio que causou 168 mortos começou com beata A investigação levada a cabo após a tragédia em Tai Po, concluiu que o pior incêndio dos últimos 80 anos em Hong Kong começou com uma ponta de cigarro atirada para o exterior de um dos edifícios que compunham o complexo habitacional O devastador incêndio que causou 168 mortos em Novembro passado num complexo residencial de Hong Kong começou com uma beata de cigarro atirada para o exterior de um dos edifícios, segundo o mais recente relatório oficial. O jornal local The Standard deu conta sábado do relatório publicado pelo comité independente encarregado de esclarecer as causas do mais mortífero incêndio na antiga colónia britânica em quase oito décadas, em que o chefe de Ciência Forense do Laboratório Governamental de Hong Kong, Lee Wing-man, afirma que os danos na fachada do edifício Wang Cheong, onde o fogo teve origem – demonstram que as chamas se propagaram a partir do exterior. Nas fotografias analisadas do local onde se acredita que o incêndio começou podem observar-se “grandes quantidades” de materiais de embalagem, como cartão ou sacos de plástico, bem como várias beatas. Os especialistas concluíram que as beatas foram a causa mais provável, depois de terem excluído outras possíveis causas, como curto-circuitos eléctricos ou mesmo combustão espontânea. Assim, o comité, que investiga o incidente desde Dezembro, conclui que a origem do incêndio foi acidental, não tendo sido encontradas outras fontes de ignição. Causas múltiplas O incêndio começou na tarde de 26 de Novembro de 2025, quando os edifícios – construídos em 1984 e com capacidade para 4.600 residentes – estavam envolvidos em andaimes e lonas de obras devido a trabalhos de reabilitação das fachadas, e as últimas chamas só foram apagadas 44 horas mais tarde. A tragédia foi associada pelos investigadores à utilização de materiais inflamáveis – as lonas não passaram nos testes de resistência ao fogo e as placas de espuma de poliuretano funcionaram como acelerante – e à degradação dos sistemas de proteção contra incêndios, reacendendo o debate sobre os padrões de segurança em projectos de reabilitação de grandes complexos residenciais. O comité identificou preliminarmente até seis factores humanos, entre eles a desactivação dos alarmes e das bombas de combate a incêndios dias antes do incidente, no âmbito de trabalhos de reparação dos depósitos de água situados nas coberturas dos edifícios, e analisou também possíveis incumprimentos das obrigações de manutenção por parte do empreiteiro. Em Janeiro deste ano, as autoridades locais indicaram que 22 pessoas tinham sido detidas pela polícia no âmbito do incidente, 16 das quais acusadas de homicídio, enquanto a brigada anticorrupção tinha detido outras 14 pessoas. Entretanto, o secretário de Trabalho de Hong Kong, Chris Sun, anunciou que iria propor a proibição total de fumar em zonas de construção.
Hoje Macau China / ÁsiaCientistas sugerem usar cães robôs para auxiliar astronautas na Lua Cães robôs poderão ajudar a patrulhar estações de investigação na Lua, detectando perigos e ajudando astronautas na procura de rochas de elevado valor científico, segundo um plano desenvolvido por investigadores ligados ao projecto da base lunar chinesa. Segundo o jornal South China Morning Post, cientistas da Academia de Tecnologia Espacial da China sugerem num estudo que três astronautas poderiam trabalhar em estreita colaboração com tecnologia inteligente, com um astronauta a direccionar dois cães robóticos durante a exploração da superfície lunar, enquanto outro recolheria amostras de rocha e realizaria trabalhos científicos. Um terceiro elemento permaneceria no interior de um veículo pressurizado, do tamanho de uma carrinha, coordenando a missão e controlando outros robôs conforme necessário. “A China está a estender a fronteira dos voos espaciais humanos da órbita terrestre para a Lua”, escreveram os autores na revista Chinese Space Science and Technology, sublinhando que a futura exploração lunar dependerá de “tomadas de decisão lideradas por astronautas e da execução do trabalho por robôs autónomos”. Em particular, os robôs poderão desempenhar um papel central na extração de recursos lunares e na preparação do satélite natural para a fixação humana a longo prazo, desde a recolha de gelo e mineração de minerais, até à conversão de tubos de lava em habitats e à construção com materiais locais. Iriam igualmente assumir tarefas de rotina, como patrulhas e inspecções diárias, regulação de ar e temperatura, limpeza de espaços habitacionais, manutenção de plantas e preparação de refeições, podendo inclusive conversar com os astronautas, fazendo-lhes companhia e ajudando a aliviar o desgaste psicológico de viver num ambiente isolado. Caminho por percorrer Contudo, os investigadores reconhecem que persistem grandes desafios antes que humanos e robôs possam trabalhar lado a lado na Lua, pois ao contrário do planeta Terra, onde a inteligência artificial pode ser treinada com grandes volumes de dados reais, os robôs lunares terão de aprender num ambiente com escassos exemplos práticos e sem margem para erro. Ao mesmo tempo, a Lua carece da infraestrutura digital existente na Terra, o que significa que os futuros exploradores teriam de construir novos sistemas de comunicação e navegação de raiz antes que humanos e robôs possam operar em conjunto a longas distâncias. O plano surge num momento em que a China avança com o projecto da Estação Internacional de Investigação Lunar, um posto avançado de longo prazo perto do polo sul da Lua, desenvolvido em parceria com a Rússia e outros parceiros internacionais. O país tem como objectivo colocar astronautas na Lua antes de 2030.
Hoje Macau China / ÁsiaAlerta máximo com aproximação do tufão Dolphin ao leste do país As autoridades chinesas emitiram ontem um alerta vermelho, o nível mais elevado, perante a chegada do tufão Dolphin, que deveria atingir as zonas costeiras das províncias de Zhejiang (leste) e Fujian (sudeste) entre a tarde de ontem e a madrugada de hoje. Por volta das 10:00 hora local, o tufão Dolphin encontrava-se a cerca de 215 quilómetros a leste da cidade costeira de Wenzhou, em Zhejiang, com ventos superiores a 160 quilómetros por hora. O mesmo organismo declarou o alerta por ventos fortes em várias partes do leste do país, com especial incidência na foz do rio Yangtzé, e por chuvas torrenciais nas duas províncias mencionadas, na megalópole oriental de Xangai (leste) e nas regiões próximas das prvíncias de Jiangxi, Anhui e Jiangsu. Em algumas zonas do centro e do leste de Zhejiang registar-se-ão chuvas “extremamente torrenciais”, entre 250 e 500 milímetros de chuva, advertiu o NMC. A agência de notícias oficial Xinhua informou ontem que quase 99.000 pessoas foram recolocadas em Fujian até ao final da tarde de sábado, tendo sido decretado o cancelamento de rotas de ferry e o regresso dos barcos de pesca ao porto. Pior que o Bavi Por sua vez, o jornal estatal Global Times acrescentou que na zona costeira de Xangai, fustigada já por ventos fortes e chuvas intensas, as autoridades planeavam fazer o mesmo com cerca de 103.000 residentes, contando com centenas de abrigos temporários já preparados. A cidade, um dos principais pontos de entrada na China graças aos seus dois aeroportos internacionais, suspendeu centenas de voos, 60 por cento do total até à noite de sábado, e previa anular mais de um milhar ao longo do dia de ontem. Os dois aeroportos de Xangai cancelaram mais de 1.300 voos e as autoridades recolocaram já cerca de 300 mil pessoas nas regiões circundantes. Na província de Zhejiang, onde o Governo provincial também declarou o seu nível máximo de alerta, poderá ser ordenada a suspensão de actividades em grupo ao ar livre, das aulas ou até do trabalho e do transporte, aponta a informação. Perante as chuvas intensas, foram mobilizadas equipas de monitorização em múltiplas zonas das regiões afectadas devido aos riscos de inundações relâmpago ou derrocadas de terra. O chefe de previsões meteorológicas do NMC, Xu Yinglong, assegurou que o Dolphin, o décimo terceiro tufão do ano, poderá trazer ventos mais fortes e chuvas mais intensas do que o Bavi, que atingiu o país em Julho. O tufão, que cruzou na sexta-feira as ilhas Ryukyu no sul do Japão, aproxima-se num Verão marcado na China por chuvas torrenciais, enxurradas, derrocadas e ciclones que deixaram dezenas de mortos e levaram à evacuação preventiva de centenas de milhares de pessoas em várias províncias.
Hoje Macau SociedadeMGM | Anunciado dividendo de 0,25 dólares de HK por acção O conselho de administração da concessionária MGM China Holdings Ltd anunciou a distribuição de um dividendo de 0,250 dólares de Hong Kong por acção para os accionistas da empresa. Este valor representa uma redução face ao período homólogo, quando a empresa tinha distribuído um dividendo de 0,313 dólares de Hong Kong por acção. Segundo o comunicado da empresa à Bolsa de Hong Kong, a distribuição deste dividendo intercalar, que acontece a meio do ano financeiro da companhia, vai ter um custo inferior a 950 milhões de dólares de Hong Kong e será liquidado a 3 de Setembro. “O conselho de administração deliberou declarar o pagamento do dividendo intercalar após ponderar a mais recente posição financeira geral do grupo, o fluxo de caixa existente, as necessidades futuras de capital e outros factores considerados relevantes pelo conselho”, é explicado no comunicado.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Cancelamento de voos leva visitantes para outros aeroportos Os frequentes cancelamentos de voos para e com partida de Macau estão a levar os turistas a optarem cada vez mais pelos aeroportos mais próximos. O cenário foi traçado por Andy Wu Keng Kuong, presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, em declarações citadas pelo canal chinês da Rádio Macau. Segundo Andy Wu, nos últimos anos, várias agências têm optado por utilizar os aeroportos vizinhos de Macau, principalmente Zhuhai, como ponto de partida e chegada. Esta tendência foi explicada com a “maior frequência de cancelamentos de voos” no Aeroporto de Macau ao longo deste ano. Apesar deste aspecto, nem tudo são más notícias. O presidente da associação destacou que “a abundância de grandes eventos e festivais” ao longo deste ano no território, pode gerar um aumento de 10 por cento no número de visitantes. As declarações do dirigente associativo surgem na sequência de a hipótese da empresa que assegura o transporte entre o Aeroporto de Hong Kong e Macau lançar um autocarro que circule à noite, durante o pico das férias de Verão. Até ao início de Agosto, havia 18 autocarros a fazer a ligação entre Macau e o Aeroporto de Hong Kong, e vice-versa. Ao longo deste mês, a frequência das partidas foi aumentada para 22. No entanto, Chan Man Iok, subdirector-geral da empresa Macau HK Airport Direct, explicou que a decisão só vai ser tomada depois de haver uma análise da procura.
Hoje Macau SociedadeGongbei | Residente interceptada com 160 mil dólares no sutiã Uma residente de Macau foi interceptada pelos serviços alfandegários do Posto Fronteiriço de Gongbei, quando tentava deixar o Interior e entrar em Macau com 160 mil dólares americanos escondidos no corpo. Segundo o jornal Ou Mun, o caso aconteceu a 30 de Julho, por volta das 7h30. A mulher foi abordada pelos agentes na fronteira porque apresentou “uma postura anormal ao caminhar e um comportamento nervoso”. Após fazerem uma revista ao corpo da residente, os agentes encontraram 16 maços de notas escondidos na zona da cintura e no interior do sutiã, perfazendo um total de 160 mil dólares americanos. No comunicado em que anunciou o caso, a Alfândega de Gongbei realçou que as pessoas que saiam do Interior pela primeira vez num período de 15 dias estão autorizadas a transportar numerário em moeda estrangeira no valor máximo equivalente a 5 mil dólares americanos. Para quem saia do Interior pela segunda vez ou mais no espaço de 15 dias, o limite passa a ser de mil dólares. Se houver mais do que uma saída no mesmo dia, o limite é de 500 dólares. Se os valores forem ultrapassados, as pessoas podem ser impedidas de sair.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Despesas em excursões aumentam mais de 50 por cento Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) relativos ao primeiro semestre deste ano revelam que as despesas de turistas em contexto de excursão aumentaram 53,5 por cento em termos anuais, com o valor de 12,05 mil milhões de patacas. Quanto ao tipo de despesa per capita, cada excursionista gastou 935 patacas, um aumento, face ao primeiro semestre de 2025, de 33,2 por cento. No primeiro semestre, a despesa total de visitantes, não relacionada com o jogo, foi de 44,47 mil milhões de patacas, mais 17,4 por cento em termos anuais. Relativamente ao segundo trimestre deste ano, a despesa total dos visitantes não relacionada com o jogo foi de 20,04 mil milhões de patacas, tendo crescido, em termos anuais, 9,8 por cento. Destaque para a despesa de 15,16 mil milhões de patacas de turistas, mais 3,6 por cento, bastante inferior à despesa realizada por excursionistas no mesmo período. Esta cifrou-se em 4,87 mil milhões de patacas, um aumento de 35,1 por cento face ao segundo trimestre de 2025.
Hoje Macau PolíticaMercados | Guangdong emite dívida de 2,5 mil milhões de renminbis O Governo Popular da Província de Guangdong emitiu títulos de dívida offshore no valor de 2,5 mil milhões de renminbis, de acordo com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM). A emissão aconteceu na quinta-feira e foi a sexta do Governo da Província de Guangdong em Macau desde 2021, num total de 13 mil milhões de renminbis. “A Autoridade Monetária de Macau felicita o sucesso da presente emissão, manifestando o seu agradecimento pelo apoio prestado pelo Ministério das Finanças da República Popular da China e pelo Governo Popular da Província de Guangdong à promoção contínua da melhoria da qualidade e do desenvolvimento das actividades financeiras de características próprias de Macau”, afirmou o regulador financeiro da RAEM, no comunicado em que revelou a emissão. Segundo a AMCM, a oferta das subscrições esteve apenas disponível para investidores profissionais. Entre os 2,5 mil milhões de renminbis em títulos de dívida, 1,5 mil milhões foram emitidos como obrigações verdes, com prazo de maturidade de 3 anos e uma taxa de juro de 1,46 por cento. Além, disso, 500 milhões dos títulos de dívida foram emitidos sob a forma de obrigações azuis, com prazo de 5 anos e uma taxa de juro de 1,57 por cento. Houve ainda 500 milhões dos títulos de dívida emitidos como obrigações temáticas especiais da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, com prazo de 2 anos e uma taxa de juro de 1,43 por cento. A mesma fonte indicou que a procura pelos títulos foi superior à oferta. “A emissão contínua, em Macau, por parte da Província de Guangdong, de obrigações temáticas da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin demonstra o seu forte apoio ao desenvolvimento integrado e de alta qualidade entre Macau e Hengqin”, indicou a AMCM.
Hoje Macau PolíticaGrande Baía | Aprovadas regras para proteger consumidores entre regiões A província de Guangdong aprovou regras para reforçar a cooperação em matéria de protecção do consumidor com Hong Kong e Macau, para facilitar o consumo transfronteiriço e fortalecer a confiança no mercado da Grande Baía As normas, que incluem os Regulamentos de Protecção dos Direitos do Consumidor de Guangdong e os Regulamentos sobre a Promoção da Cooperação em Protecção dos Direitos do Consumidor na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, entram em vigor no dia 1 de Outubro, noticiou o jornal China Daily. O objectivo desta segunda regulamentação passa por “aperfeiçoar a coordenação entre autoridades de protecção do consumidor, enfrentar desafios do consumo transfronteiriço cada vez mais frequente e apoiar o desenvolvimento de espaço habitacional de alta qualidade no conjunto das 11 cidades da região”, lê-se. Os conselhos de consumidores da província de Guangdong e das nove cidades da Grande Baía vão reforçar a cooperação com os homólogos de Hong Kong e Macau através de acordos, mecanismos conjuntos e partilha de informação, de acordo com a regulamentação. A colaboração vai abarcar áreas como tratamento de queixas transfronteiriças, educação do consumidor, mediação de disputas e alertas de risco. A medida, escreve ainda o jornal em língua inglesa, surge num contexto de forte crescimento das trocas transfronteiriças: só os portos de Shenzhen registaram 273 milhões de travessias em 2025, das quais 170 milhões levadas a cabo por residentes de Hong Kong e Macau, mais 9 por cento em termos homólogos, de acordo com o governo municipal de Shenzhen. Primeiro passo No contexto Grande Baía, “caracterizada pelo princípio ‘um país, dois sistemas’ e por três jurisdições legais, explorar a cooperação na protecção transfronteiriça do consumidor tem um significado pioneiro a nível nacional”, afirmou Wu Jingsong, director do centro de investigação para a legislação local e avaliação de riscos na aplicação da lei da Universidade Normal do Sul da China. Já Jiang Baoguo, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Estudos Estrangeiros de Guangdong, indicou que o regulamento responde à crescente procura por protecção transfronteiriça do consumidor. Promove, além disso, a “conectividade suave” de regras e mecanismos na Grande Baía e fornece apoio jurídico para a criação de uma área de alta qualidade, adequada para viver, trabalhar e viajar, referiu, citado pelo China Daily.
Hoje Macau China / ÁsiaONU condena sanções dos EUA contra Cuba e alerta para crise humanitária Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas condenaram ontem as sanções dos Estados Unidos a Cuba, alegando que constituem uma tentativa de alterar a ordem constitucional de um Estado soberano através de “ameaças e coação”. “A comunidade internacional e a sociedade civil devem agir rapidamente para impedir que Cuba se torne uma ‘Gaza silenciosa'”, afirmaram os peritos numa declaração conjunta, retomando uma expressão utilizada por congressistas democratas norte-americanos que visitaram recentemente a ilha. As medidas anunciadas por Washington em 23 de Julho abrangem empresas do sector energético e, segundo os especialistas, dificultam ainda mais a aquisição de combustível por Cuba, incluindo para fins humanitários. Os peritos recordaram que o país enfrentou recentemente o terceiro grande apagão nacional e alertaram para a deterioração simultânea de vários serviços essenciais. “Os sectores da energia, dos transportes, da irrigação e dos serviços básicos estão a falhar simultaneamente, afectando desproporcionalmente as mulheres, as crianças, os idosos e outros grupos vulneráveis”, sublinharam os peritos. Os especialistas apelaram ao Governo norte-americano para que “ponha fim a todas as ameaças e actos hostis contra a soberania de Cuba” e defenderam que o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral das Nações Unidas devem abordar a situação como “uma questão de paz e segurança internacionais”. Desculpas esfarrapadas A declaração foi subscrita, entre outros, pela relatora especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercivas unilaterais nos direitos humanos, Zaina Jallad, e pelo relator especial sobre o direito ao desenvolvimento, Surya Deva. Cuba enfrenta há vários anos uma grave crise económica, marcada por escassez de combustível, alimentos e medicamentos, inflação e frequentes cortes de electricidade, situação que o Governo cubano atribui em grande medida às sanções norte-americanas. Washington, por seu lado, tem justificado a pressão sobre Havana com a situação dos direitos humanos e a falta de reformas políticas na ilha.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Controlo sobre saídas apertado com novas regras fronteiriças A China aprovou um novo regulamento para restringir ainda mais a saída de pessoas do país, alargando o controlo sobre viagens internacionais em nome da segurança nacional e da protecção dos interesses estratégicos do regime. As novas regras, divulgadas pelo Conselho de Estado chinês e que entram em vigor em 15 de Setembro, estabelecem um quadro de 19 artigos para “regular a gestão das entradas e saídas, proteger os direitos e interesses legítimos e salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do Estado”. Segundo o jornal Taipei Times, entre as medidas previstas, as autoridades de imigração poderão aconselhar cidadãos chineses a não viajar para países ou regiões classificados pelo Governo como de risco elevado. Os viajantes passam também a ter de apresentar motivos “verdadeiros e legais” para sair da China, enquanto os funcionários fronteiriços ficam autorizados a questionar os motivos invocados e a inspeccionar dados electrónicos armazenados em telemóveis e outros dispositivos, informou o mesmo veículo. O regulamento permite ainda que governos provinciais proíbam cidadãos chineses de voltar a sair do país durante um período até três anos após o regresso, caso as autoridades considerem que desenvolveram no estrangeiro actividades prejudiciais para a segurança nacional ou para os interesses da China. As novas disposições também preveem restrições à saída do país para pessoas que violem regras de controlo das exportações ou da transferência de tecnologia e sejam consideradas uma ameaça para a segurança industrial ou tecnológica da China.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Retiradas 5 mil pessoas com aproximação de tufão Dolphin As autoridades japonesas emitiram ontem uma ordem de evacuação para mais de 5.000 pessoas na prefeitura meridional de Kagoshima perante o avanço do tufão Dolphin. O fenómeno obrigou também ao cancelamento de centenas de voos no sul do país, na sua passagem em direcção ao mar da China Oriental. O tufão já provocou ventos de até 216 quilómetros por hora, segundo indicou ontem a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que descreveu a tempestade como grande e forte. Prevê-se que os efeitos do vento e da chuva persistam durante o fim-de-semana, motivo pelo qual as autoridades pediram à população que extreme as precauções. Perante esta situação, as principais companhias aéreas nipónicas decidiram cancelar todos os voos programados com origem ou destino na prefeitura de Okinawa durante a jornada de sexta-feira, quando se espera que cruze estas ilhas. Assim, o total de voos cancelados até domingo será de mais de 600, a maioria deles da Japan Airlines (JAL) e da All Nippon Airways (ANA), afectando 86.400 pessoas, segundo avança o jornal local Okinawa Times. De acordo com a previsão, o Dolphin cruzará durante sexta-feira o arquipélago mais meridional do Japão (Ryukyu) e entrará depois no mar da China Oriental, de onde se aproximará gradualmente da costa leste da China, onde também já começaram as evacuações.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Desmantelados 16 centros de burla ‘online’ desde 26 de junho As autoridades timorenses desmantelaram em pouco mais de um mês 16 centros de burlas telefónicas e ‘online’ e detiveram 357 pessoas, segundo dados divulgados ontem pela Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL). Segundo a PNTL, entre 26 de Junho e quarta-feira (5 de Agosto), as autoridades conseguiram “desmantelar 16 instalações alegadamente utilizadas para a prática de actividades criminosas, duas das quais no município de Liquiça e 14 no município de Díli”. “No âmbito daquelas operações, foram detidos 357 cidadãos estrangeiros de nacionalidade chinesa, indonésia, filipina, vietnamita, cambojana, birmanesa, indiana e japonesa”, pode ler-se no balanço das operações divulgado pela PNTL. A PNTL refere que todos os detidos foram presentes a tribunal e que a maioria dos arguidos ficou sujeita a medida de coação, como o Termo de Identidade e Residência, apresentação periódica, proibição de ausência do país ou pagamento de caução. A 13 dos 357 cidadãos estrangeiros detidos, foi imposta a prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Becora. A PNTL reafirmou o compromisso de “trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros nacionais e internacionais no combate ao crime organizado transnacional, para proteger a segurança pública”. Um relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre a Droga e o Crime (UNODC) referiu que os recentes desenvolvimentos em Timor-Leste mostram a deslocação dos centros de burlas no Sudeste Asiático.
Hoje Macau DesportoCoreia do Sul | Polícia faz buscas na federação de futebol A polícia sul-coreana anunciou ter realizado buscas ontem nas instalações da federação nacional de futebol, no âmbito de um inquérito sobre as condições de nomeação do seleccionador da equipa masculina, eliminada na primeira fase do Mundial 2026. A polícia levou a cabo “operações de busca e apreensão” nos escritórios da federação sul-coreana de futebol, disse um porta-voz da polícia à agência France-Presse (AFP). As forças de segurança procuram determinar se ocorreu uma “obstrução” ao normal decorrer do processo de nomeação de Hong Myung-bo em 2024, acrescentou o porta-voz. Segundo a imprensa local, as autoridades estão a tentar apurar se altos responsáveis da federação intervieram indevidamente na sua designação, possivelmente em violação das regras da organização. Contactada pela AFP, a federação não quis prestar declarações. Hong, de 57 anos, colocou termo ao segundo mandato à frente da selecção sul-coreana no final de Junho, no seguimento de um novo fracasso pesado num campeonato do mundo de futebol como seleccionador, tal como já tinha acontecido no Mundial 2014. No final de Julho, Hong afirmou a uma comissão parlamentar que assumia a “total responsabilidade” por esta eliminação. O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, atribuiu o insucesso às “pessoas incompetentes” promovidas a cargos de direcção, numa declaração a aludir ao “sectarismo” que estaria a manchar o recrutamento ao mais alto nível da modalidade. Antigo capitão da selecção, Hong Myung-bo é considerado um dos melhores jogadores da história do país. No Mundial 2002, disputado em casa e em que a Coreia do Sul alcançou as meias-finais, o defesa conquistou a Bola de Bronze, que distingue o terceiro melhor jogador do torneio.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Reafirmado compromisso antinuclear no aniversário de Hiroshima A primeira-ministra japonesa garantiu ontem que o Japão não vai possuir, nem produzir ou permitir armas nucleares, num discurso proferido por ocasião do 81º aniversário do lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima “O Governo mantém-se firme na posição política de respeitar os Três Princípios Não Nucleares. Nessa base, a missão do nosso país, a única nação que sofreu bombardeamentos atómicos, é liderar os esforços da comunidade internacional rumo a uma sociedade livre de armas nucleares, garantindo que uma tragédia de tal magnitude nunca mais se repita”, afirmou a líder nipónica a partir de Hiroshima. Takaichi, que minutos antes se reuniu com sobreviventes das bombas atómicas (‘hibakusha’) para ouvir testemunhos, reafirmou numa conferência de imprensa a “determinação categórica de nunca mais repetir a tragédia ocorrida” a 6 de Agosto de 1945 em Hiroshima e, três dias depois, em Nagasaki. No entanto, quando questionada sobre a conferência de revisão do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares, que se realiza em Novembro na ONU, declarou que é “necessário avaliar a situação tendo em conta as tendências internacionais e o panorama de segurança cada vez mais complexo” na região. A primeira participação na cerimónia como chefe do Governo ocorre num momento em que o Executivo se prepara para rever os principais documentos de segurança nacional, o que levanta questões sobre se os princípios nucleares vão manter-se intactos, especialmente depois de o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, ter proposto um debate nuclear “sem tabus”. A primeira-ministra reuniu-se com os ‘hibakusha’, familiares das vítimas e representantes locais e estrangeiros no Parque Comemorativo da Paz de Hiroshima, onde permaneceram em silêncio um minuto às 08h15 (07h15 em Macau), momento em que a bomba explodiu sobre a cidade. Ausência notada O embaixador dos Estados Unidos no Japão, George Glass, ausentou-se pela primeira vez desta cerimónia, tendo informado que também não participa na de Nagasaki — eventos em que Washington vai ser representada este ano pelo número dois da missão diplomática, Aaron Snipe. Sem apresentar qualquer motivo para a ausência, Glass afirmou em comunicado que Hiroshima e Nagasaki “não são apenas símbolos inspiradores de paz e esperança para o mundo, mas também um lembrete de que a aliança entre os Estados Unidos e o Japão nunca pode abrandar na missão de preservar a paz e proteger a liberdade em toda a região”. Entretanto, no dia em que se assinala o primeiro bombardeamento, o presidente da câmara de Hiroshima deixou críticas às grandes potências por travarem guerras, exortando-as a deixar de justificar a posse de armas nucleares como método de dissuasão. “Minimizar a desumanidade das armas nucleares e aceitar o uso da força para alcançar a própria prosperidade acarreta o risco de ciclos de retaliação violenta que, em última análise, podem resultar noutra Hiroshima ou Nagasaki”, afirmou o presidente da câmara, Kazumi Matsui. Vários líderes políticos consideram a dissuasão nuclear uma abordagem realista e legitimam a violência, o que “simplesmente afasta ainda mais a possibilidade de um mundo sem armas nucleares”, indicou Matsui na declaração de paz durante a cerimónia. O número de sobreviventes diminuiu para 91.105, cerca de um quarto do número original, com a idade média a ultrapassar os 86 anos. Estes têm manifestado frustração e preocupação face ao crescente apoio da comunidade internacional, incluindo o Japão, à posse de armas nucleares para fins de dissuasão. O bombardeamento de Hiroshima destruiu a cidade e matou 140 mil pessoas, tendo a segunda bomba em Nagasaki matado 70 mil pessoas. O Japão rendeu-se em 15 de Agosto, pondo fim à Segunda Guerra Mundial e a quase meio século de agressão nipónica na Ásia.
Hoje Macau China / ÁsiaZhejiang | Mais de 10.000 pessoas retiradas devido ao tufão Dolphin A província chinesa de Zhejiang (leste) retirou preventivamente mais de 10.000 habitantes de algumas das suas ilhas devido à aproximação do tufão Dolphin, que se dirige para o mar do Leste da China. O Dolphin, o 13º tufão da temporada segundo a classificação chinesa, encontrava-se às 05h locais de ontem a cerca de 1.360 quilómetros a leste da cidade costeira de Wenzhou, com ventos máximos de 42 metros por segundo, informou o Centro Meteorológico Nacional. O organismo prevê que o sistema, classificado como tufão forte, avance para oeste a uma velocidade entre 15 e 20 quilómetros por hora, mantendo uma intensidade estável ou ligeiramente superior. Segundo a previsão oficial, o Dolphin atravessará hoje as ilhas Ryukyu e entrará depois no mar do Leste da China, aproximando-se gradualmente da costa da China. A evolução surge após as autoridades chinesas terem delineado esta semana duas possíveis trajectórias: uma chegada à costa entre as províncias de Zhejiang e Fujian, no sudeste do país, por volta da próxima segunda-feira, ainda como tufão ou tufão forte, ou uma mudança de direção para norte, com um eventual impacto já enfraquecido entre o estuário do rio Yangtsé e a península de Shandong. Zhejiang activou na noite de quarta-feira um alerta de nível três para tufões nas águas costeiras da província. Na província de Cantão, a Administração Marítima anunciou controlos ao tráfego de navios a partir da tarde de ontem para as embarcações que naveguem para norte pela entrada sul do estreito de Taiwan. Os ministérios chineses das Finanças e da Gestão de Emergências atribuíram na quarta-feira 330 milhões de yuan do fundo central de auxílio a catástrofes naturais a oito regiões afectadas por inundações: Heilongjiang, Liaoning e Jilin, no nordeste, Chongqing, Sichuan, Guizhou e Yunnan, no sudoeste, e Shaanxi, no noroeste do país.
Hoje Macau China / Ásia ManchetePequim intensifica cobrança retroactiva de impostos no estrangeiro A China intensificou a cobrança de impostos sobre activos detidos no estrangeiro por cidadãos de elevado património, em alguns casos com efeitos retroactivos até 2000, visando reforçar as receitas públicas e apertar o controlo sobre a saída de capitais. Segundo o jornal britânico Financial Times, que cita responsáveis estrangeiros, banqueiros chineses e gestores de patrimónios familiares (‘family offices’), as autoridades fiscais estão a analisar ganhos obtidos no estrangeiro com investimentos em imobiliário, ações, metais preciosos, criptomoedas e outros activos. O FT refere que bancos chineses e outras instituições financeiras receberam instruções para rever os investimentos internacionais de clientes de elevado património e verificar se os respectivos rendimentos foram declarados às autoridades fiscais chinesas. O professor de Economia Política Chinesa na Universidade da Califórnia em San Diego, Victor Shih, afirmou ao jornal que a motivação da campanha é “claramente fiscal”. Em alguns casos, as instituições financeiras estarão a colaborar com as autoridades fiscais para congelar contas bancárias até que os contribuintes regularizem o pagamento de impostos e eventuais coimas sobre mais-valias obtidas com activos, contas e estruturas fiduciárias (‘trusts’) no estrangeiro. Um banqueiro do sul da China, que não foi indicado, disse ao FT que “essas pessoas ricas pagam imediatamente, em dinheiro, os impostos e as coimas para reactivar as contas”. Segundo fontes citadas pelo jornal, o período abrangido pelas inspecções varia. Um gestor de um ‘family office’ em Shenzhen indicou que alguns clientes foram chamados a pagar impostos sobre ganhos obtidos entre 2017 e 2022, enquanto outras investigações remontam ao início da década de 2000. A ofensiva ocorre num contexto de crescente pressão sobre as finanças públicas chinesas. As receitas orçamentais, fortemente dependentes da arrecadação fiscal, diminuíram 1,7 por cento, para 21,6 biliões de yuan, em 2025, enquanto as receitas provenientes da venda de terrenos, tradicionalmente uma importante fonte de financiamento dos governos locais, caíram para 4,15 biliões de yuan, menos de metade do pico registado em 2021. Opostos atraem-se No mês passado, Pequim anunciou novas regras para as estruturas fiduciárias (‘trusts’) constituídas no estrangeiro, eliminando um mecanismo frequentemente utilizado por famílias ricas para diferir ou reduzir o pagamento de impostos. Ao abrigo das novas regras, os rendimentos gerados por esses veículos passam a estar sujeitos a uma taxa de 20 por cento em diferentes fases, uma medida que, segundo um banqueiro sediado em Singapura citado pelo FT, “chocou” os seus clientes. “Durante o período em que as ofertas públicas iniciais eram muito frequentes, uma estrutura fiduciária adequada permitia reduzir a carga fiscal. A nova regra acabou com essa vantagem”, afirmou. Na quarta-feira, órgãos de comunicação chineses noticiaram também que as autoridades começaram a cobrar um imposto de 20 por cento sobre dividendos e juros provenientes de apólices de seguros contratadas no exterior. A notícia levou as ações da seguradora britânica Prudential, muito exposta ao mercado asiático, a cair até 13 por cento na bolsa de Londres, enquanto o banco HSBC chegou a perder mais de 6 por cento durante a sessão, antes de recuperar parcialmente. As medidas aproximam o regime fiscal chinês do modelo norte-americano, que tributa os residentes pelos rendimentos obtidos em todo o mundo.
Hoje Macau China / ÁsiaInvestimento | Brasil quer emitir dívida em yuan todos os anos O Brasil pretende emitir obrigações em yuan na China todos os anos para criar uma referência de mercado que facilite o financiamento de empresas brasileiras junto de investidores chineses, afirmou ontem um alto responsável do Tesouro do país sul-americano O vice-secretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Francisco Segundo, afirmou, num seminário organizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, que o objectivo da primeira emissão, prevista para antes do final do ano, é sobretudo estratégico e não de financiamento. “Tendo em conta a dimensão da nossa economia, trata-se muito mais de uma operação qualitativa do que quantitativa”, disse o responsável. “É obviamente um recurso bem-vindo e tende a ser barato, mas o mais importante é abrir portas a novos investidores”, acrescentou. Segundo explicou que o Governo brasileiro pretende estabelecer uma curva de rendimentos soberana na moeda chinesa, inexistente até agora, para servir de referência às empresas brasileiras que pretendam captar financiamento no mercado chinês. “Em todos os mercados onde concluímos que há sucesso e potencial, temos de estar presentes. Temos de ir uma vez, duas, três vezes. Temos de estar lá todos os anos”, afirmou. As chamadas “obrigações panda” são títulos de dívida emitidos por entidades estrangeiras no mercado obrigacionista chinês, denominados em yuan e destinados a investidores locais. Desde Dezembro de 2022, quando as autoridades chinesas eliminaram a obrigação de manter os fundos obtidos dentro da China, este instrumento tornou-se mais atractivo para emissores estrangeiros. Dados da agência Bloomberg indicam que as emissões de entidades estrangeiras registaram este ano uma taxa média de cupão de 1,97 por cento, bastante abaixo dos custos de financiamento em dólares, que rondam entre 4,5 e 5,5 por cento. O Brasil formalizou, em Junho, o pedido para emitir obrigações panda, quando o ministro das Finanças, Dario Durigan, entregou uma carta de intenções ao governador do Banco Popular da China (banco central), Pan Gongsheng, que manifestou disponibilidade para facilitar a operação. Yuan lá fora Se avançar, o Brasil tornar-se-á o primeiro Estado soberano da América Latina a emitir obrigações panda, seguindo exemplos recentes de países como Cazaquistão, Paquistão, Eslovénia e Indonésia. Portugal tornou-se, em 2019, o primeiro país da zona euro a emitir obrigações panda, ao colocar dois mil milhões de yuan em títulos com maturidade de três anos, numa operação destinada a diversificar a base de investidores e reforçar a presença no mercado financeiro chinês. O montante da emissão pelo Brasil permanece, contudo, indefinido. Em Junho, Durigan apontou para um valor até cinco mil milhões de yuan, enquanto o secretário do Tesouro brasileiro, Daniel Leal, referiu em Julho um objectivo próximo de 10 mil milhões de yuan. Caso se confirme o valor mais elevado, a operação ultrapassará o recorde estabelecido pela Indonésia, que emitiu sete mil milhões de yuan em Julho. Francisco Segundo indicou que a candidatura já foi aprovada pelas autoridades chinesas e que apenas restam procedimentos técnicos, incluindo a contratação de uma agência chinesa de notação financeira para avaliar a dívida soberana brasileira. Apesar de manter como objectivo concluir a emissão ainda este ano, o responsável admitiu que não existe garantia de que a operação seja realizada antes do final de 2026. A decisão de regressar regularmente ao mercado chinês resulta também da experiência europeia. O Brasil emitiu dívida em euros em 2014, permaneceu mais de uma década afastado desse mercado e regressou apenas em Abril deste ano com uma emissão de cinco mil milhões de euros, a maior da sua história em moeda europeia. Segundo afirmou que essa ausência prolongada prejudicou a curva de rendimentos da dívida brasileira em euros, reduzindo a sua utilidade como referência para empresas privadas.
Hoje Macau PolíticaGuangdong | Entrada de carros sujeita a marcação prévia A circulação em Guangdong dos carros com matrícula única de Macau autorizados a entrar em Hengqin vai arrancar com um sistema de quotas e marcação prévia. O cenário foi traçado por Ma Chi Seng, deputado e presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública, após uma reunião realizada ontem para discutir as medidas de passagem no Posto Fronteiriço de Hengqin. As quotas e a marcação prévia foram justificadas pelo deputado com a previsão de um “aumento inevitável do trânsito”. No entanto, Ma Chi Seng não foi capaz de adiantar uma data para a entrada em vigor da medida. Segundo as Linhas de Acção Governativa, a circulação em Guangdong dos carros com matrícula única de Macau autorizados a entrar em Hengqin deveria ter ficado concluída até ao final de Junho. Sobre a deslocação entre Macau e a Ilha da Montanha com animais de estimação, Ma Chi Seng indicou que o Governo de Macau e as autoridades do Interior da China estão a negociar para que os residentes locais possam atravessar a fronteira com mais do que um animal por travessia.
Hoje Macau SociedadeTrilho da Taipa Grande | Alcatrão cede e obriga a obras O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) anunciou o encerramento temporário de alguns troços do Trilho da Taipa Grande, devido ao desabamento de parte da terra que sustenta os alcatrão. Num comunicado emitido ontem, a medida foi justificada com o objectivo de “garantir a segurança do público”. “Foi necessário colocar vedações provisórias nos troços em causa, sendo proibida ou limitada a circulação nos mesmos, pelo que se solicita aos cidadãos que prestem atenção às instruções no local e não entrem na área vedada”, pode ler-se na nota de imprensa. A informação acrescenta que os trabalhos de reparação compreendem o troço que vai da entrada do Trilho da Taipa Grande ‘T1’ ao Jardim das Cameleiras da Taipa Grande e entre o Miradouro da Taipa Grande e a coluna do marco de distância 2-01-06. “A obra consiste sobretudo na reparação do pavimento de asfalto com fendas e sedimentação nos referidos troços, incluindo o reaterro, estabilização das fundações, remoção provisória e reposição das instalações eléctricas, de abastecimento e drenagem de água”, foi revelado. “Prevê-se que a obra esteja concluída em Setembro, podendo o prazo de execução real ser prolongado devido ao tempo e a outros factores”, foi acrescentado. O IAM apelou ainda “aos cidadãos para prestarem atenção à organização da vedação, e evitarem aproximar-se, para prevenir a ocorrência de acidentes”.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Lançado hoje programa de próteses para idosos Começa hoje uma nova ronda do “Programa de instalação de próteses dentárias para idosos”, da responsabilidade dos Serviços de Saúde (SS). Segundo uma nota de imprensa dos SS, é dada “prioridade aos idosos de idade avançada”. Os cidadãos que participaram no programa piloto, em 2019, e que estão a receber apoio económico ou que “têm necessidade de serviços de próteses removíveis”, também podem pedir este apoio. O programa arrancou de forma provisória em 2019, sendo que desde essa data “240 idosos já concluíram a instalação das suas próteses removíveis”, destacam os SS. O organismo explica ainda que tem sido dada prioridade “à atribuição de subsídio de próteses removíveis a idosos com dificuldades económicas”. O Governo foi reduzindo o limite de idade dos beneficiários para idosos com 65 ou mais anos, a fim de “garantir a cobertura total dos idosos elegíveis”.
Hoje Macau SociedadeÉbola | Angola sai da lista de países afectados Desde segunda-feira, que apenas três países constam na lista de países ou regiões afectados pelo vírus Ébola. Antes da alteração anunciada ontem pelos Serviços de Saúde, constavam 12 países na lista. Com as alterações, os países afectados passam a ser República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul. “Em resposta à evolução epidemiológica mais actualizada do vírus Ébola na África, os Serviços de Saúde, após avaliação de risco, procedem ao ajustamento adequado das medidas de declaração da saúde e de prevenção aquando da entrada em Macau”, foi justificado. Além disso, os indivíduos que nos últimos 21 dias tenham visitado estes países, ou sejam detentores destes passaportes, e entrem em Macau ficam sujeitos a medidas de reforço do controlo sanitário, que incluem um “inquérito sobre a saúde, avaliação de risco, e sujeição à despistagem”. Os SS garantem também que se as pessoas sujeitas ao controlo especial apresentarem “sintomas suspeitos do vírus Ébola”, vão ser “imediatamente encaminhadas para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para avaliação e exame mais aprofundados”. Os indivíduos assintomáticos ficam sujeitos ao acompanhamento e gestão de saúde. As modificações ajustam também as medidas de controlo sanitário para as pessoas que entram na RAEM provenientes do Ruanda, Quénia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo e Burundi. Segundo o novo controlo, estas ficam sujeitas às “medidas gerais de rotina, incluindo monitorização da temperatura corporal na entrada e triagem em caso de anomalia, bem como cancelamento dos requisitos anteriores de acompanhamento da saúde por 21 dias e de autogestão da saúde”.
Hoje Macau PolíticaFujian | Song Pek Kei defende reforço da cooperação Na sequência da visita de Sam Hou Fai a Fujian, a deputada Song Pek Kei espera uma maior cooperação entre Macau e a província chinesa. A reacção da deputada ligada à comunidade de Fujian surgiu ontem no jornal Ou Mun. No entender de Song Pek Kei, as duas regiões não só se complementam com as respectivas vantagens, como também se vão auxiliar na integração no desenvolvimento nacional. A também presidente executiva da Associação Geral dos Conterrâneos de Fukien de Macau exemplificou que as regiões podem estabelecer uma plataforma de cooperação no âmbito do desenvolvimento de quadros qualificados e do intercâmbio entre instituições de ensino superior e de investigação. A deputada ligada à comunidade de Fujian também defendeu que devem ser adoptadas políticas em Hengqin para atrair empresas tecnológicas de Fujian. Além disso, Song apontou que ambos os lados podem reforçar a divulgação cultural sobre a Deusa A-Má, para internacionalizar a cultura chinesa e “contar bem” ao mundo a história da China.
Hoje Macau PolíticaContrabando | Nelson Kot defende combate menos severo O ex-candidato à Assembleia Legislativa, Nelson Kot, defende que o Governo deve adoptar uma postura mais ligeira contra o contrabando praticado em grupo por residentes. A posição foi tomada, numa altura em que o Governo está a planear criminalizar o contrabando feito por grupos organizados. Em declarações ao jornal Exmoo, Nelson Kot explicou que actualmente os contrabandistas podem ser divididos em quatro categorias: os residentes locais, constituídos principalmente por idosos, os trabalhadores não-residentes (TNR), que tendem a ser mais jovens, os turistas e grupos criminosos que recrutam estudantes e residentes. Face a estes grupos de contrabandistas, o ex-funcionário público entende que as autoridades devem ser mais brandas com os residentes locais, uma vez que muitos fazem contrabando para complementar os subsídios que recebem. Segundo Kot, desde que estas pessoas não sejam apanhadas a transportar produtos proibidos, o Governo deve ser mais tolerante. O ex-candidato explicou ainda que os residentes precisam do dinheiro, dado que actualmente a economia atravessa dificuldades. Em relação ao contrabando feito pelos TNR, Kot também acredita que deve ser criado um sistema de controlo do número de deslocações entre Macau e Zhuhai. Se esse número de deslocações for ultrapassado, o responsável acha que há indícios de contrabando, pelo que o Governo deve impedir que essas pessoas renovarem o título de trabalhador não-residente.