Hoje Macau SociedadeJogo | SJM culpa fecho de casinos-satélite por prejuízos em 2025 A concessionária do jogo em Macau SJM Holdings culpou ontem o encerramento de oito ‘casinos-satélite’, após terminar 2025 com um prejuízo de 429 milhões de dólares de Hong Kong. Em 2024, o grupo fundado pelo magnata do jogo Stanley Ho Hung Sun (1921-2020) tinha registado um lucro de três milhões de dólares de Hong Kong. Num comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, a empresa admitiu que o desempenho financeiro no ano passado “foi afectado pelo encerramento progressivo dos casinos-satélite”. Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo. No entanto, a SJM apenas encerrou oito ‘casinos-satélite’, dos nove que detinha, uma vez que a empresa adquiriu, por 1,75 mil milhões de dólares de Hong Kong, o Casino Royal Arc e obteve autorização do Governo para gerir directamente o espaço. “Estes desenvolvimentos resultaram numa perturbação das receitas a curto prazo; consequentemente, exerceram pressão sobre a rendibilidade global e a quota de mercado durante o período de transição”, disse a operadora. A quota de mercado da SJM encolheu 1,1 pontos percentuais, para 11,9 por cento, em 2025, uma vez que as receitas do grupo caíram 0,7 por cento, para 28,6 mil milhões de dólares de Hong Kong em 2025. Já as receitas do jogo nos casinos geridos directamente pela SJM aumentaram 4,6 por cento, para 18,9 mil milhões de dólares de Hong Kong. A presidente da SJM, Daisy Ho Chiu-fung, defendeu no comunicado que há razões para optimismo ao “abrir um novo e empolgante capítulo”, depois de “um período de significativo realinhamento estratégico”. A empresa sublinhou que as receitas vindas do chamado mercado de massas – apostadores que não recorrem a crédito – já ultrapassaram em 44,4 por cento o nível atingido em 2019, antes da pandemia de covid-19. Após a compra do Royal Arc, a dívida da SJM aumentou 7,3 por cento, para 29,3 mil milhões de dólares de Hong Kong.
Hoje Macau Eventos MancheteÓbito | António Lobo Antunes morre aos 83 anos O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu ontem aos 83 anos, confirmou à Lusa fonte editorial. António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de Setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas. “Nunca soube verdadeiramente fazer outra coisa que não escrever”, declarou o escritor, que se definiu com um “caçador de palavras”, à agência Lusa, em 2004, quando já tinha recebido o Prémio União Latina (2003) pelo conjunto da obra, e a lista de distinções já ia do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) ao Melhor Livro Estrangeiro publicado em França (“Manual dos Inquisidores”) e ao reconhecimento pela Feira do Livro de Frankfurt (1997), na Alemanha. O seu primeiro livro, “Memória de Elefante”, surgiu em 1979, logo seguido de “Os Cus de Judas”, no mesmo ano, sucedendo-se “Conhecimento do Inferno”, em 1980, e “Explicação dos Pássaros”, em 1981, obras marcadas pela experiência da guerra e pelo exercício da Psiquiatria, que depressa o tornaram um dos autores mais lidos em Portugal. A República Portuguesa condecorou-o com a grã-cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de “Commandeur” da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Inédito em Abril Um livro inédito de poemas de António Lobo Antunes, que o escritor que sempre lamentou não ter sido poeta foi escrevendo ao longo da vida, vai ser publicado em Abril, anunciou hoje a sua editora, em comunicado. “Poemas” é o título deste livro, em que a Dom Quixote estava a trabalhar, e que acaba por não ser publicado ainda em vida do escritor. A editora, que tem publicado toda a sua obra, “anuncia que publicará já em Abril um inédito, não de prosa, o seu género favorito, mas de poesia, onde estarão reunidos os poemas que António Lobo Antunes foi escrevendo ao longo da sua vida. Ele que sempre lamentou não ter sido poeta”. Esta publicação insere-se no âmbito do compromisso da Dom Quixote em continuar a trabalhar e a promover uma obra, “cuja importância ultrapassou fronteiras, premiada e distinguida um pouco por todo o mundo”. O Governo português decretou um dia de luto nacional pelo falecimento de escritor que deverá ser cumprido no sábado, 7 de Março.
Hoje Macau China / ÁsiaEmpresa japonesa falha lançamento de primeiro satélite privado do país A Space One falhou ontem pela terceira vez consecutiva a tentativa de se tornar a primeira empresa japonesa a colocar satélites em órbita. O foguetão Kairos III conseguiu descolar às 11:10 locais, conforme previsto, a partir da prefeitura de Wakayama, no oeste do Japão, mas foi obrigado a abortar a missão de lançamento pouco após a descolagem. Apenas cinco minutos depois da descolagem, a empresa nipónica anunciou a decisão de abortar a missão, sem fornecer por enquanto mais informações, enquanto continua a “investigar os detalhes” do ocorrido, de acordo com comunicado da Space One. O lançamento do foguetão, com 18 metros de altura, já tinha sido adiado três vezes, a última na quarta-feira, devido a uma falha nas ligações com os satélites que transportava. O objectivo da missão era colocar em órbita cinco satélites a cerca de 500 quilómetros, segundo detalhou a emissora pública japonesa NHK. Caso tivesse conseguido, a empresa tornar-se-ia a primeira do país a colocar um satélite em órbita, um marco que, por agora, continua por alcançar. Histórial de falhanços A Space One lançou o primeiro foguetão Kairos em Março de 2024, mas o aparelho explodiu cerca de cinco minutos após a descolagem devido a um erro na previsão do impulso. Em Dezembro do mesmo ano, lançou o segundo aparelho, o Kairos II, que se autodestruiu depois de os responsáveis do projecto concluírem que seria difícil cumprir a missão devido a problemas nos sensores. Fundada em 2018, a empresa procura comercializar serviços de transporte espacial de baixo custo e oferecer lançamentos regulares de foguetões exclusivamente com fundos privados. O fracasso representa um novo revés para os esforços e ambições da indústria espacial japonesa de competir a nível global com empresas como a norte-americana SpaceX.
Hoje Macau China / ÁsiaDefesa | Orçamento a subir 7 por cento A China anunciou ontem um aumento de 7 por cento no orçamento da Defesa para 2026, mantendo a tendência dos últimos anos, num esforço para reforçar a dissuasão face aos Estados Unidos e a sua posição em disputas regionais. O valor foi anunciado na abertura da sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o órgão legislativo chinês, que decorre em Pequim. Segundo os dados divulgados, a China prevê gastar 1,9096 biliões de yuan (cerca de 238 mil milhões de euros) em defesa este ano, um montante que permanece cerca de três vezes inferior ao orçamento militar dos Estados Unidos. A subida mantém-se em linha com os aumentos registados na última década, que têm oscilado geralmente entre 7 por cento e 8 por cento ao ano. Em 2025, o orçamento militar chinês aumentou 7,2 por cento. Analistas indicam que os novos recursos deverão financiar aumentos salariais para militares, exercícios e treinos, manobras militares nas proximidades de Taiwan, o reforço das capacidades de ciberdefesa e a aquisição de equipamento militar mais avançado. Segundo Song Zhongping, comentador militar e antigo instrutor do Exército chinês, a China pretende manter uma política externa independente, o que exige o reforço das capacidades militares e tecnológicas. “O país quer uma política externa independente. As nossas capacidades militares e tecnológicas devem acompanhar essa ambição, caso contrário essa política ficará sujeita à coerção ou mesmo à dominação de outros países, nomeadamente dos Estados Unidos”, afirmou. Apesar do aumento, as despesas militares chinesas continuam relativamente moderadas quando comparadas em percentagem do produto interno bruto (PIB). A China dispõe actualmente de apenas uma base militar no estrangeiro, situada no Djibuti, e afirma que a sua política de defesa visa exclusivamente proteger a sua soberania territorial, incluindo Taiwan, que considera parte do seu território.
Hoje Macau China / ÁsiaAPN | Reafirmado princípio “uma só China” A China reafirmou ontem o compromisso com o princípio de “uma só China” e garantiu que irá combater as forças separatistas que promovem a “independência de Taiwan”, afirmou o primeiro-ministro chinês, Li Qiang. As declarações foram feitas durante a apresentação do relatório anual de trabalho do Governo na sessão da Assembleia Popular Nacional (APN), o órgão legislativo chinês, inaugurada ontem no Grande Palácio do Povo, em Pequim. Li sublinhou que Pequim continuará a avançar na “reunificação nacional” e a aplicar “de forma aprofundada a estratégia geral do Partido [Comunista] para resolver a questão de Taiwan na nova era”. Segundo o relatório apresentado à ANP, o Governo chinês actuará de acordo com o princípio de “uma só China” e com o chamado Consenso de 1992, ao mesmo tempo que se oporá ao que classificou como “interferência de forças externas”. O chefe do Executivo acrescentou que Pequim pretende promover o “desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do estreito” e incentivar intercâmbios, cooperação e integração entre Taiwan e o continente. A questão de Taiwan continua a ser uma das principais fontes de tensão na região. No mês passado, Pequim acusou o líder taiwanês de ser um “instigador de guerra”, após William Lai Ching-te ter alertado para o impacto regional que poderia resultar de um eventual controlo chinês da ilha. Analistas taiwaneses citados por órgãos de comunicação locais consideram, contudo, pouco provável uma acção militar chinesa a curto prazo, tendo em conta o actual contexto internacional, marcado também pelas tensões relacionadas com o conflito no Irão. Segundo esses especialistas, Pequim continua a manter como objectivo oficial a chamada “reunificação pacífica”.
Hoje Macau China / Ásia MancheteEconomia | Fixada meta de crescimento entre 4,5% e 5% para 2026 A China estabeleceu ontem uma meta de crescimento económico entre 4,5 por cento e 5 por cento para este ano, ligeiramente abaixo dos objectivos definidos nos últimos anos, num contexto marcado pela prolongada crise no sector imobiliário e por incertezas externas. A meta foi anunciada pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, durante a apresentação do relatório de trabalho do Governo na sessão de abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo da China. O relatório estabelece o objectivo de crescimento nesse intervalo, acrescentando que o Governo procurará “alcançar melhores resultados na prática”. “Embora reconheçamos as nossas conquistas, também temos plena consciência das dificuldades e desafios que enfrentamos”, afirma o relatório. Nos últimos três anos, Pequim fixou metas de crescimento de “cerca de 5 por cento”. Em 2025, a economia chinesa registou uma expansão de 5 por cento. Ao estabelecer um intervalo entre 4,5 por cento e 5 por cento, o Governo procura dar maior margem de manobra para ajustar as políticas económicas ao longo do ano. O documento destaca o aumento dos riscos geopolíticos e assinala que o comércio livre está sob forte ameaça. As exportações chinesas para os Estados Unidos foram afectadas pelas tarifas impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, embora a China tenha expandido as vendas para outras regiões do mundo. No plano interno, o relatório sublinha um desequilíbrio “acentuado” entre uma oferta forte e uma procura fraca, bem como o desafio de fazer a transição da economia para novos motores de crescimento. “Internamente, ainda enfrentamos diversos problemas e desafios, tanto antigos como novos”, acrescenta o documento. “Ao propor estas metas, tivemos em conta a necessidade de deixar algum espaço para ajustes estruturais, prevenção de riscos e reformas no primeiro ano deste período do plano quinquenal, de modo a estabelecer uma base sólida para alcançar melhores resultados nos próximos anos”, refere o relatório. Outros planos A sessão anual da ANP, que reúne cerca de 3.000 delegados e é considerada o principal evento político anual do país, deverá também aprovar um plano quinquenal que definirá as prioridades políticas e económicas da China até 2030. O documento inclui também compromissos para reforçar a economia doméstica e, ao mesmo tempo, avançar com as ambições do Presidente chinês, Xi Jinping, de transformar o país num líder global em tecnologia.
Hoje Macau EventosMúsica | Recital de piano “A Vida em Poesia” amanhã na FRC A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe amanhã à tarde, a partir das 17h, o recital de piano “A Vida em Poesia”, uma apresentação “entre performance intimista e o teatro de rua, com a dupla de artistas Sofia da Mar (Andreia Correia) e Barqueiro de Oz (Rui Filipe). Segundo a organização do concerto, o recital assenta num “conceito que cruza a música e a poesia, a dança e o teatro, o encontro e a diversão, em doses leves de humor, charme e tentação”. O público de Macau poderá apreciar composições musicais e textos originais, “com sonoridades e palavras influenciadas pelos quatro cantos da diáspora portuguesa”. A performance protagonizada pela dupla Sofia da Mar e Barqueiro de Oz estreou em Portugal no auditório da Sociedade Portuguesa de Autores no passado dia 13 de Fevereiro. “A Vida em Poesia” é um encontro íntimo entre palavra e música, onde cada verso respira e cada nota acende memórias. Um espectáculo que abre janelas dentro de nós, guiando o público por sentimentos profundos, humor subtil e momentos de pura beleza. Entre piano, voz e silêncio, a poesia ganha corpo e a vida revela-se em gesto, ritmo e emoção. Uma celebração sensorial do que somos e do que ainda podemos sentir”, revelam os artistas, citados por um comunicado da FRC. A entrada é livre.
Hoje Macau EventosTrio musical toca em Hong Kong em busca de novo público para o patuá Um trio que compõe músicas originais em patuá vai amanhã dar em Hong Kong o primeiro concerto fora de Macau, para tentar criar um novo público para o dialecto crioulo de origem portuguesa. Há cerca de seis anos, o engenheiro civil Delfino Gabriel começou a tentar fazer músicas em patuá. “Eu sou macaense e pai de duas crianças. Por isso, acho necessário promover e mostrar-lhes as suas raízes, que não é só a gastronomia macaense”, diz Gabriel. “Na maior parte das vezes, escrevia em português e depois pedia ajuda a bons amigos que têm talento para o crioulo. Ensinaram-me e tentaram traduzir para mim”, explica Gabriel. Depois de lançar vários trabalhos a solo, o cantor criou há dois anos o trio Gabriel & Friends, com Water, um multi-instrumentalista local, e Halen Mory Woo, um percussionista de Hong Kong. “Quando nos conhecemos, foi amor à primeira vista, porque partilhamos a mesma paixão por fazer música original com instrumentos invulgares – handpan, jambé, kora – tudo ‘champurado’ [‘misturado’ em patuá]”, defende Gabriel. O trio Gabriel & Friends passou em Outubro pelo palco do Festival da Lusofonia de Macau. Para 2026, o objectivo é ir além de Macau, a começar amanhã, no Museek Studio, em Hong Kong, um espaço que acolhe concertos de música alternativa, com um máximo de 25 espectadores. “O dono ficou muito interessado quando ouviu falar de música em patuá e ele apoia muito este tipo de partilha cultural”, diz Halen, que dá aulas na Universidade de Macau. Por outro caminho “O Gabriel está a tentar não apenas preservar a língua, mas também promovê-la. Só que em vez de uma palestra, com um ‘Power Point’, apresentamos o patuá com música”, disse o percussionista. “As canções tradicionais são muito interessantes. Inspirei-me na Tuna Macaense. Mas estamos a tentar fazer algo diferente, novo, música pop alternativa”, explica Gabriel. O cantor acredita que pode “atrair um novo público” para o patuá, algo que já tem feito também através das actividades da Associação de Estudos da Cultura Macaense. “Muitos dos estudantes [vindos da China continental] consideram a cultura macaense em geral muito interessante”, diz Gabriel, que trabalha a tempo inteiro na Universidade de Macau. Gabriel sublinha que o Governo da região chinesa tem “apoiado muito” os esforços para preservar o patuá e sonha com um futuro em que o crioulo seja “como o pastel de nata de Macau”. “Não apenas um património que possa ser passado de geração em geração, mas também algo que, quando um turista vem cá, sabe que existe o patuá, como um símbolo de Macau”, explicou o macaense.
Hoje Macau SociedadeBurla | Homem engana mulher com negócio fictício Um homem foi detido, depois de ter burlado uma mulher de Hong Kong, num valor de aproximadamente 320 mil patacas. O caso foi divulgado ontem pela Polícia Judiciária (PJ). Segundo os contornos, citados pelo jornal Ou Mun, a primeira vez que o residente comprou um carro usado para a vítima, que depois o revendeu, foi em 2024, sem que tivesse havido qualquer tipo de problemas. Por esse motivo, a mulher voltou a recorrer ao suspeito, em Março do ano passado, uma vez que queria expandir o seu negócio de compra de carros usados para revenda. A vítima pediu ao agora detido que lhe comprasse mais dois carros por 531 mil dólares de Hong Kong (HKD), e entregou-lhe uma caução de 50 mil HKD. Todos os procedimentos de compra das viaturas foram efectuados pelo suspeito, dado que a vítima se encontrava fora de Macau. Com base na relação de confiança, o suspeito pediu à vítima que fizesse o pagamento das duas viaturas, depois de criar um grupo de conversação numa aplicação online, onde também se encontraria um outro homem, apresentado como o vendedor. A mulher aceitou fazer logo o pagamento de 311 mil HKD, equivalente a 350 mil patacas. Todavia, a mulher nunca recebeu as viaturas, e com o passar do tempo, questionou o residente, que acabou por lhe dizer que o outro homem tinha perdido todo o dinheiro no jogo e não queria entregar as viaturas. Sem carros, o suspeitou perguntou então à mulher se ela queria apresentar queixa, e mostrou-se disponível para tratar de tudo. A vítima concordou, mas de seguida o residente deixou de estar contactável, o que levantou suspeitas. A mulher acabou por apresentar queixa, e o homem foi detido na quarta-feira, ao entrar em Macau pela Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau. A polícia suspeita também que no momento da detenção o homem estava na posse de um telemóvel de 19 mil patacas, que se acredita ter sido furtado.
Hoje Macau PolíticaConsulado de Moçambique recebeu 79 mil patacas para vítimas de cheias O cônsul-geral de Moçambique em Macau, Rodrigues Muêbe, disse ontem à Lusa que já recebeu mais de 79 mil patacas numa campanha de recolha de donativos para as vítimas das inundações. Na quarta-feira, o diplomata recebeu 45 mil patacas, um valor angariado entre os 19 mil membros da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau. No final de Janeiro, o Consulado-Geral de Moçambique na RAEM apelou à recolha de donativos, monetários e em espécie, para as vítimas das inundações que afectaram o país lusófono africano Desde então, a representação diplomática recebeu também 18 mil patacas da Associação de Desenvolvimento de Profissionais Internacionais de Turismo de Macau, assim como 16 mil patacas em “donativos de anónimos”, disse Muêbe. Os donativos monetários serão aceites, até ao final de Maio, nas contas do consulado no Banco Nacional Ultramarino (BNU). Já os donativos em espécie, serão encaminhados para um ponto de recolha em Guangzhou, de onde será “mais fácil” o transporte para Moçambique, explicou Muêbe. O cônsul acrescentou que recebeu uma oferta de ajuda da Cruz Vermelha de Macau e que está em contacto com a organização humanitária para coordenar o transporte dos donativos para Guangzhou. Também a Escola Portuguesa de Macau realizou, entre os alunos e professores, uma campanha de recolha de artigos, que deverão ser doados, com o apoio do Consulado-Geral de Portugal, na próxima semana, referiu Muêbe. O consulado tinha lançado um apelo ao “apoio humanitário e solidário junto das instituições público-privadas, associações e pessoas de boa vontade de Macau e da região da Grande Baía”. Números da calamidade O consulado pediu apoio monetário ou na forma de “roupas, materiais de higiene, medicamentos, alimentos não perecíveis, material didáctico, utensílios domésticos [e] material de produção agrícola”. O objectivo é “ajudar as vítimas das cheias e inundações a erguerem as suas vidas”, perante uma “situação que decorre dos efeitos das mudanças climáticas”, lamentou a representação diplomática moçambicana. Moçambique já recebeu 17,5 milhões de euros e 6,7 mil toneladas de produtos diversos para apoiar vítimas das inundações, anunciou na terça-feira o Governo de Maputo. O número total de mortos na actual época das chuvas em Moçambique subiu para 262, com registo de quase mil pessoas afectadas, desde Outubro, segundo a actualização de terça-feira pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Hoje Macau PolíticaDSEDT | Macau alarga a Espanha concurso para tecnológicas O Governo de Macau anunciou ontem que vai abrir portas a ‘startups’ de Espanha na sexta edição do concurso de inovação e empreendedorismo que até agora estava reservado para tecnológicas de Portugal e Brasil. Representantes da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) de Macau estiveram na exposição de tecnologia Mobile World Congress (MWC), que arrancou na segunda-feira em Barcelona. De acordo com um comunicado, a DSEDT aproveitou a presença na MWC para promover o novo modelo da competição junto de plataformas e empresas de inovação tecnológica espanholas. A ‘startup’ brasileira de biotecnologia Hilab venceu a última edição do concurso, realizada em Junho, na qual foram distinguidas outras seis empresas portuguesas e brasileiras, abrindo as portas a apoios e financiamento e ao mercado chinês. A Hilab, com um capital de 200 milhões de patacas, dinheiro angariado de 125 milhões de patacas e à procura de contactos, oportunidades de negócio, de financiamento e de expandir-se na China, foi fundada em 2016. A ‘startup’ desenvolveu um dispositivo de diagnóstico portátil que fornece resultados de qualidade laboratorial. De acordo com informação da Hilab, o dispositivo requer “apenas algumas gotas de sangue” e pode “realizar 25 tipos de exames, cobrindo 85 por cento dos diagnósticos médicos mais solicitados”. Um painel de investidores, académicos e especialistas em finanças seleccionou em segundo lugar outro projecto brasileiro, Klike.AI LLC, uma plataforma de análise de marketing alimentada por inteligência artificial, e em terceiro ficou a ‘startup’ portuguesa OWLplaces, especializada em inteligência artificial e análise de dados geoespaciais Outras prioridades O actual líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, que tomou posse em Dezembro de 2024, apontou como prioridade a promoção dos serviços financeiros e comerciais entre a China e os países hispânicos. A China estabeleceu a RAEM como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Macau. O organismo integra, além da China, os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. Num fórum integrado na MWC, o subdirector da DSEDT, Chan Chou Weng, apresentou o projecto do Parque Industrial de Investigação de Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau. O Governo prevê investir 18,1 mil milhões de patacas na construção do parque, que deverá ficar concluído até 2029.
Hoje Macau PolíticaAPN | Li Qiang garante que Pequim irá apoiar a integração da RAEM Durante a apresentação de ontem do relatório de trabalho do Governo Central, o primeiro-ministro, Li Qiang, reiterou que irá “apoiar uma melhor integração das Regiões Administrativas Especiais na conjuntura do desenvolvimento nacional e na prestação de serviços ao país”, indicou ontem o Gabinete de Comunicação Social. O governante afirmou ainda que a aposta para Macau e Hong Kong passa por potenciar as vantagens únicas e o papel importante de apoio ao país na interligação com o mundo, mas também impulsionando a prosperidade e estabilidade a longo prazo das duas regiões administrativas especiais. O mesmo comunicado salienta que o Sam Hou Fai, que assistiu ontem à apresentação de Li Qiang no Grande Palácio do Povo em Pequim, “aprendeu e compreendeu profundamente o espírito importante e as políticas principais”. O Chefe do Executivo indicou ainda que “a RAEM está confiante e tem capacidade para aproveitar bem as oportunidades geradas pelo desenvolvimento do país, criar uma nova conjuntura do desenvolvimento de maior prosperidade e estabilidade em Macau e escrever um novo capítulo para a implementação com sucesso do princípio ‘um país, dois sistemas’ em Macau. Sam Hou Fai garantiu também que Macau irá continuar a zelar pela defesa de ‘um país’ e aproveitar as vantagens dos ‘dois sistemas’, defendendo “com firmeza a soberania, a segurança e os interesses do desenvolvimento nacional”.
Hoje Macau Manchete VozesEventos “três regiões”: do pioneirismo à institucionalização Por Manuel Silvério – ex-presidente do Instituto do Desporto e co-fundador do Comité Olímpico de Macau A interpelação escrita do Deputado Leong Sun Iok levanta um ponto oportuno e, sobretudo, concreto: como transformar as experiências recentes — em particular a prova de ciclismo que ligou Macau, Hong Kong e Guangdong — em vantagens institucionalizadas, capazes de reforçar a cooperação regional e consolidar Macau como Cidade do Desporto. O mérito desta posição está também no perfil de quem a coloca. Leong Sun Iok é um deputado jovem, próximo do terreno, que acompanha atletas e praticantes com regularidade. E não é indiferente que esteja ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), uma instituição com fortes tradições sociais e desportivas, onde muitos jovens — e também praticantes “anónimos” — encontraram, ao longo de décadas, espaço para treinar, competir e criar hábitos de vida activa. Basta recordar o emblemático Campo dos Operários, no coração da cidade, junto à Escola Portuguesa, onde hoje se ergue o Grand Lisboa — um símbolo de como Macau mudou, mas onde a memória desportiva permanece. A questão central é simples: as experiências pioneiras são importantes, mas o que conta é o que fica depois. E é aqui que a pergunta do deputado é decisiva: ao introduzir ou acolher eventos internacionais no futuro, haverá condições para aproveitar a experiência adquirida nos Jogos Nacionais? Haverá um mecanismo que facilite autorizações e coordenação com Guangdong e Hong Kong? O que o Governo pode vir a fazer “a seguir” (previsão realista) Sem adivinhar demais, há um conjunto de passos que, de forma realista, o Governo poderá tomar para transformar estas experiências em capacidade permanente: Criar um grupo de trabalho interdepartamental (segurança, trânsito, turismo, desporto, assuntos fronteiriços e saúde), com reuniões regulares e um método de decisão claro. Estabelecer um “canal verde” para eventos “três regiões”, com critérios definidos, prazos fixos e um circuito administrativo previsível. Consolidar um calendário anual ou plurianual com 1–2 eventos âncora (por exemplo, uma prova de ciclismo transfronteiriça e uma meia maratona/corrida com passagem de fronteira). Reforçar a cooperação com Guangdong e Hong Kong em formato técnico, não apenas político: protocolos operacionais, planos de contingência e articulação entre equipas no terreno. Assegurar parceiros com capacidade operacional e patrocínio, incluindo uma participação robusta do sector privado, quando isso aumentar eficiência e escala. O risco é conhecido: tudo ficar por “boa intenção” se não houver um dono do processo — uma entidade líder — e metas de execução com responsabilização. Se Macau quer realmente ganhar escala e relevância regional através do desporto, o caminho passa menos por anúncios e mais por mecanismos, prazos, liderança e execução. A interpelação do Deputado Leong Sun Iok, neste sentido, é um bom ponto de partida para fazer a pergunta certa — e, sobretudo, para exigir respostas operacionais.
Hoje Macau China / Ásia MancheteCCPPC | Aberta principal reunião política anual A China deu ontem início à sua principal reunião política anual com a abertura da sessão da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), o órgão consultivo que antecede a inauguração, na quinta-feira, da Assembleia Nacional Popular, órgão legislativo. O Presidente chinês, Xi Jinping, participou na sessão inaugural realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim, acompanhado por outros membros da liderança do Partido Comunista Chinês (PCC). Durante a reunião foram aprovados os trabalhos da agenda e Wang Huning, considerado um dos principais ideólogos do regime e próximo de Xi, apresentou o relatório de actividades do comité permanente do órgão consultivo. A abertura das chamadas “Duas Sessões”, o maior evento político anual da China, ocorre no início do 15.º Plano Quinquenal (2026-2030), que definirá as prioridades económicas e estratégicas do país para os próximos cinco anos. Amanhã, o primeiro-ministro, Li Qiang, deverá anunciar a meta de crescimento económico para 2026, que, segundo analistas, poderá situar-se entre 4,5 por cento e 5 por cento. A reunião anual decorre também após a expulsão, nas últimas semanas, de vários altos responsáveis militares tanto da Assembleia Nacional Popular como do próprio órgão consultivo, no âmbito da campanha anticorrupção que tem reduzido a cúpula das forças armadas. O orçamento da Defesa, que na sessão do ano passado aumentou 7,2 por cento em termos homólogos, e as mensagens políticas dirigidas às Forças Armadas deverão igualmente concentrar parte da atenção durante os debates. Tensões globais A sessão realiza-se ainda num contexto de tensões internacionais crescentes, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, e antes de uma visita prevista do Presidente norte-americano, Donald Trump, à China, ainda não confirmada oficialmente por Pequim. Nos primeiros contactos com a imprensa local, alguns membros do órgão consultivo destacaram temas como a modernização industrial e tecnológica. O presidente da fabricante automóvel Geely, Li Shufu, apelou, em declarações citadas pelo jornal The Paper, a evitar a “competição sem sentido” no sector dos veículos eléctricos, enquanto outros delegados sublinharam avanços na tecnologia quântica e a necessidade de acelerar a regulação de veículos autónomos e da robótica humanoide. Durante a sessão do órgão legislativo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, deverá realizar a sua habitual conferência de imprensa anual, um evento frequentemente utilizado para antecipar o tom da diplomacia chinesa num contexto internacional cada vez mais volátil.
Hoje Macau EventosArte sem fronteiras | Abertas inscrições para “Oficinas para Crianças” Estão abertas até 22 de Março as inscrições para participar em sete sessões de oficinas artísticas, destinadas a crianças e jovens dos 4 aos 16 anos, do programa “Arte Sem Fronteiras – Oficinas para Crianças” que se realiza entre Abril e Junho no Museu de Arte de Macau (MAM). As actividades são exclusivas para os “Amigos do MAM”, ou seja, é preciso aderir ao clube. As inscrições nas oficinas e a adesão aos “Amigos do MAM” podem ser feitas na Conta Única de Macau. Cada oficina tem a duração de 12 horas e custa 240 patacas. Os lugares que vão acolher estas actividades são o Espaço Zero, no MAM e o Quadrado de Arte no Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau. O Instituto Cultural aponta que a organização destes eventos tem como intuito incentivar os mais novos “a observar e a imaginar a estética tradicional, bem como a desenvolver a prática criativa na arte contemporânea através de diversas formas de expressão, permitindo-lhes vivenciar as infinitas possibilidades da arte”. Em articulação com o tema da exposição dedicada à pintura de paisagens das dinastias Ming e Qing, esta série de oficinas levará crianças e jovens de diferentes idades “numa viagem artística através dos tempos, seguindo o rasto dos antigos mestres da pintura chinesa”. A “Pintura e Imaginação – Oficina Criativa de Arte Para Crianças”, conduzida em cantonense ou inglês (num total de cinco sessões), foi pensada para crianças com idades entre os 5 e 10 anos e terá como tema paisagens naturais que serão reinterpretadas através de pinturas com tinta-da-china e colagens. Já a oficina “Pintura de Paisagens Imaginárias – Oficina Criativa para Jovens”, destina-se a adolescentes dos 11 aos 16 anos. Finalmente, será organizada uma oficina para pais e os mais novos, entre os 4 e 6 anos.
Hoje Macau PolíticaIPIM | Feira comercial para países de língua portuguesa em Outubro O Governo anunciou ontem que vai organizar em Outubro uma feira comercial dedicada apenas aos países de língua portuguesa, em vez do habitual evento que reunia empresas da China e dos mercados lusófonos. O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) lançou um concurso para a coordenação da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (Macau) 2026 (PLPEX), marcada para entre 21 e 24 de Outubro. No caderno de encargos prevê-se que a PLPEX ocupe uma área seis mil metros quadrados, com cerca de 200 stands para expositores “em consonância com o posicionamento de Macau enquanto plataforma sino-lusófona”. A feira tem como meta atrair pelo menos 200 expositores, destes, 10 por cento devem ser empresas locais, 10 por cento de Espanha e 80 por cento dos mercados lusófonos, “sendo obrigatório atrair a participação de empresas de todos os nove países de língua portuguesa”. O sector agrícola deve representar pelo menos 30 por cento de todos os expositores, o comércio electrónico transfronteiriço 20 por cento e a economia azul, ligada ao mar, pelo menos 10 por cento, refere-se no caderno de encargos. A organizadora da PLPEX deve ainda criar uma campanha de promoção da feira em Portugal e Espanha. A Lusa questionou o IPIM sobre se a nova feira irá substituir a Exposição Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa (C-PLPEX), que foi organizada em Outubro de 2025, em paralelo com a Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), mas não obteve qualquer resposta.
Hoje Macau China / ÁsiaEnsino | China prepara lei que impõe mandarim como principal língua A China prepara-se para aprovar uma lei que tornará o mandarim a principal língua de ensino para minorias étnicas. Segundo o jornal britânico Financial Times, o projecto de Lei para a Promoção da Unidade e do Progresso Étnicos deverá ser aprovado esta semana durante a reunião anual do parlamento chinês, a Assembleia Popular Nacional. O diploma estabelece que o mandarim passará a ser a principal língua de instrução nas escolas e universidades frequentadas por minorias, permitindo que línguas como o tibetano, o uigur ou o mongol sejam ensinadas apenas como segunda língua, deixando de poder ser usadas em disciplinas centrais. O texto prevê igualmente acções legais contra indivíduos ou organizações, dentro ou fora da China, que “minem a unidade nacional” ou incitem ao “separatismo”, e afirma que a unidade étnica “não deve ser interferida por forças externas sob o pretexto de etnia, religião ou direitos humanos”. Analistas citados pelo jornal consideram que a nova lei representa uma mudança estrutural na abordagem do Estado às minorias. Para críticos, a legislação integra um esforço mais amplo de assimilação cultural que tem vindo a intensificar-se sob a liderança de Xi Jinping, num país onde a maioria Han representa cerca de 90 por cento da população de 1,4 mil milhões de habitantes, mas que reconhece oficialmente 56 grupos étnicos e diversas línguas com sistemas de escrita próprios. Neil Thomas, investigador do Centro de Análise da China da Asia Society, afirmou que a lei “expandirá a base legal para restringir actividades religiosas, culturais e políticas entre grupos minoritários”. Wang Yanzhong, investigador ligado à Academia Chinesa de Ciências Sociais, defendeu que o diploma visa fornecer salvaguardas legais ao trabalho do Partido Comunista em matéria étnica e contribuir para “manter a segurança e estabilidade das regiões fronteiriças e das áreas étnicas”. O académico sustentou ainda que o mandarim oferece maiores vantagens educativas e profissionais, argumentando que o número de falantes de línguas minoritárias está a diminuir nas gerações mais jovens.
Hoje Macau China / ÁsiaChina / EUA | Reforço de investimento antes de chegada de Trump China e Estados Unidos estão a discutir formas de reactivar o investimento recíproco como parte dos preparativos para a prevista visita do Presidente norte-americano a Pequim, avançou ontem o jornal de Hong Kong South China Morning Post. Citando fontes anónimas, o jornal referiu que a assinatura de acordos na área do investimento poderá ser um dos poucos resultados tangíveis da deslocação, anunciada por Washington para 31 de Março a 02 de Abril, mas ainda não confirmada oficialmente por Pequim. A incerteza em torno da visita e dos possíveis resultados aumentou nos últimos dias, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, país do qual a China é o principal parceiro comercial e maior comprador de petróleo, além de um dos seus mais importantes apoios diplomáticos. Segundo o jornal, embora ainda não existam acordos específicos, tanto Pequim como Washington manifestaram interesse em estruturas como empresas conjuntas com modelos claros de governação, acordos de licenciamento ou formatos com menor exposição em matéria de propriedade intelectual, susceptíveis de resistir ao escrutínio político e regulatório. Uma das fontes citadas aponta como “modelo possível” o acordo alcançado em 2023 entre a Ford e a chinesa CATL, maior fabricante mundial de baterias para veículos eléctricos, que permitiu à empresa norte-americana licenciar tecnologia de baterias de fosfato de ferro-lítio para utilização nos Estados Unidos. Entre os pontos de fricção, os representantes norte-americanos terão insistido na necessidade de melhorar o acesso ao mercado chinês, onde empresas estrangeiras denunciam há anos tratamento desigual. Pequim pediu maior protecção para os seus investimentos face a perdas e retiradas motivadas por maior escrutínio e por tarifas, abordando também as ofertas públicas iniciais de empresas chinesas nos mercados norte-americanos. Os Estados Unidos têm sido tradicionalmente um dos principais destinos do investimento externo chinês, que atingiu um máximo de 17 mil milhões de dólares em 2016, recuando para cerca de 6,6 mil milhões de dólares em 2024. No total, a China investiu mais de 90 mil milhões de dólares na maior economia mundial. Segundo dados divulgados por Pequim, o investimento norte-americano na China caiu 18,5 por cento em 2024, para cerca de 2,7 mil milhões de dólares. De acordo com uma das fontes, foi transmitido que o investimento chinês é bem-vindo, desde que em sectores considerados não sensíveis. Contudo, para que tal se concretize, seria necessário “mudar a narrativa” e atenuar o discurso da “ameaça chinesa” dominante nos Estados Unidos. Nova ronda Na semana passada, o ministério do Comércio chinês anunciou a realização de uma sexta ronda de negociações comerciais com Washington. Embora a data e o local não tenham sido confirmados, espera-se que as conversações sirvam de antecâmara à visita de Trump. O South China Morning Post referiu ainda que a deslocação poderá permitir prolongar a trégua comercial de um ano acordada em Outubro entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, que ajudou a aliviar temporariamente as tensões geradas pela escalada tarifária iniciada após o regresso do republicano à Casa Branca.
Hoje Macau VozesAprendizagem com a experiência do direito comparado para consolidar uma barreira jurídica para a Segurança do Estado Aprendizagem com a experiência do direito comparado para consolidar uma barreira jurídica para a Segurança do Estado Ao Chi Tan Em 10 de fevereiro de 2026, a Assembleia Legislativa da Região Administrativa Especial de Macau aprovou por unanimidade, na sua generalidade, a proposta de lei intitulada “Comissão de Defesa da Segurança do Estado da Região Administrativa Especial de Macau” , marcando um maior aperfeiçoamento da estrutura de topo de Macau na proteção da Segurança do Estado. Atualmente, a situação de segurança global é cada vez mais complexa e Macau, sendo uma região altamente aberta, enfrenta desafios de segurança diversificados. Esta legislação representa tanto uma síntese e refinamento da prática anterior em matéria de Segurança do Estado, como uma medida importante para se alinhar proativamente com as regras da governação moderna da Segurança do Estado. A criação de um órgão coordenador especializado, acompanhado de processos judiciais detalhados, é já uma prática comum adotada por diversos países na proteção da Segurança do Estado. No que respeita aos processos de julgamento de casos sensíveis, todos os países seguem o princípio de que o julgamento público é a regra e o julgamento à porta fechada é a exceção, desenvolvendo regimes institucionais com características próprias: – Os Estados Unidos estabeleceram um sistema de fecho estratificado, aplicando, ao abrigo das Regras Federais de Processo Penal e da Lei sobre Processos de Informações Classificadas, rigorosos julgamentos ou audiências secretas em casos de Segurança do Estado, dando prevalência à proteção de segredos confidenciais. – O Reino Unido instituiu um processo especial de materiais fechados, permitindo que os tribunais utilizem, em casos de Segurança do Estado, materiais confidenciais não divulgados ao arguido nem aos advogados comuns, com a participação de defensores especiais autorizados após verificação de segurança nas fases de julgamento à porta fechada. – A Alemanha atribui a competência exclusiva sobre crimes graves de Segurança do Estado e terrorismo ao Procurador-Geral Federal, realizando-se à porta fechada as partes do julgamento que envolvam informações confidenciais, nos termos da lei. – Em França, os casos de absoluta confidencialidade em matéria de Segurança do Estado, como espionagem e divulgação de segredos de defesa, são da competência exclusiva da Secção de Segurança do Estado do Tribunal de Recurso de Paris, com julgamento integral à porta fechada e acesso aos autos limitado a pessoal judicial específico e a defensores verificados. – No Japão, os casos de Segurança do Estado envolvendo segredos de defesa são da competência exclusiva do Tribunal Superior de Tóquio, com julgamento integral à porta fechada. As diversas práticas institucionais dos vários países fornecem uma referência valiosa para Macau na regulamentação do julgamento de casos confidenciais e no aperfeiçoamento da justiça processual. No que toca à regulamentação do exercício da advocacia, todos os países adotam regimes rigorosos de controlo de informações confidenciais, equilibrando simultaneamente a garantia do direito de defesa e a proteção da Segurança do Estado: – Nos Estados Unidos, os advogados que participam em casos de Segurança do Estado devem ser submetidos a uma verificação de segurança de nível máximo federal, podendo os juízes limitar legalmente o seu direito de visita e consulta de documentos para prevenir fugas de informação. – No Reino Unido, apenas os defensores especiais autorizados pelo Procurador-Geral podem ter acesso a materiais confidenciais em casos de Segurança do Estado. – A Alemanha prevê que o Escritório Federal de Proteção da Constituição realize verificações de segurança obrigatórias aos defensores em casos de Segurança do Estado que tenham acesso a informações confidenciais, não sendo permitido aos não aprovados consultar provas confidenciais. – Em França, os defensores em casos de Segurança do Estado devem ser submetidos a uma verificação de segurança pelo Ministério da Defesa e assinar um acordo de confidencialidade vitalícia, não podendo transmitir provas confidenciais ao cliente. – No Japão, os defensores com acesso a «segredos de defesa» devem ser verificados pelo Ministério da Defesa e assinar um compromisso de proteção de segredos, sob pena de proibição vitalícia do exercício da advocacia e eventual pena de prisão. A apreensão de experiências internacionais por Macau baseia-se sempre no princípio de «enraizar na realidade local e servir os nossos próprios fins», não consistindo numa mera transposição. Ao contrário do risco de desvio de poder que afeta alguns órgãos de Segurança do Estado noutros países, a Comissão de Defesa da Segurança do Estado de Macau atua estritamente no quadro da Constituição e da Lei Básica, sob a direção e supervisão do Chefe do Executivo. Ao absorver experiências judiciais de diversos países, Macau combina as características do seu próprio sistema jurídico, retendo e aplicando os princípios fundamentais de competência legal, transparência processual e garantia de direitos, consolidando a linha de defesa da Segurança do Estado e assegurando plenamente os direitos legítimos dos residentes de Macau. Advogado em exercício
Hoje Macau China / ÁsiaTeerão | China acusa Estados Unidos e Israel de “incitarem mudança de regime” A China acusou ontem os Estados Unidos e Israel de “incitarem uma mudança de regime” no Irão, após os ataques lançados em 28 de Fevereiro, classificando como “inaceitável” o assassínio do líder da república islâmica, Ali Khamenei. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning reiterou em conferência de imprensa que a ofensiva norte-americana e israelita “viola o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais”. As declarações surgem após conversações telefónicas mantidas na véspera pelo chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, com os seus homólogos do Irão, Omã e França. Mao estruturou a posição chinesa em três eixos: cessar imediato das operações militares, regresso ao diálogo e oposição a acções unilaterais. A responsável sublinhou que Pequim apoia o Irão na defesa da sua soberania, tendo simultaneamente em conta as “legítimas preocupações” de segurança dos países do Golfo. Sobre a questão nuclear, a porta-voz afirmou que a China respeita o “direito legítimo do Irão ao uso pacífico da energia nuclear” e defendeu que o tema deve regressar “à via da resolução política e diplomática”. A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, já tinha condenado no domingo a morte de Ali Khamenei durante a ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos. Desde sábado, Israel bombardeia, em coordenação com Washington, diversas posições no Irão, alegando procurar destruir arsenais e capacidades de produção de mísseis balísticos e pôr fim ao regime dos aiatolas. Irão | Pequim apela à preservação da segurança no estreito de Ormuz A China apelou ontem a todas as partes envolvidas na guerra no Médio Oriente para garantirem a segurança da navegação no estreito de Ormuz, advertindo para o risco de impacto na economia mundial. “A China insta todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares, a evitarem uma nova escalada das tensões, a manterem a segurança das rotas de navegação no estreito de Ormuz e a impedirem que a situação tenha um impacto mais amplo na economia global”, afirmou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning, numa conferência de imprensa regular. O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é uma das principais artérias energéticas do mundo, por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente por via marítima. No início de 2025, a China era o principal destino do petróleo que atravessa aquela via estratégica. Nos últimos anos, o país foi também o maior importador de crude iraniano, num contexto de estreitamento das relações económicas entre Pequim e Teerão. As declarações surgem num momento de forte instabilidade regional, após os ataques lançados em 28 de Fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, que respondeu com mísseis e veículos aéreo não tripulados (‘drones’) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo. O aumento do risco na região levou várias companhias marítimas a suspender ou desviar rotas no estreito de Ormuz, alimentando receios de perturbações no abastecimento energético e de nova subida dos preços do crude. Pequim tem reiterado a necessidade de cessar-fogo imediato e de regresso ao diálogo, ao mesmo tempo que sublinha a importância de preservar a estabilidade das cadeias de fornecimento globais.
Hoje Macau China / ÁsiaOrganização de Cooperação de Xangai considera “inaceitável” uso da força contra Teerão A Organização de Cooperação de Xangai (OCX) classificou ontem como “inaceitável” o recurso à força e apelou à resolução do conflito com o Irão através do diálogo e do respeito pelos interesses legítimos de todas as partes. Num comunicado publicado no seu portal oficial, a OCX sublinhou “a necessidade de garantir a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irão” e manifestou apoio a que todas as partes “actuem com moderação e ponham termo imediato a acções que possam agravar a situação”. “Os Estados-membros da OCX instam firmemente as Nações Unidas e o seu Conselho de Segurança a adoptarem medidas imediatas para enfrentar acções que minam a paz e a segurança internacionais”, refere o texto. Os países da organização expressaram ainda “as mais sinceras condolências às famílias das vítimas dos ataques” e estenderam “solidariedade e apoio ao Governo e ao povo iranianos”. No fim de semana, o grupo já tinha apresentado condolências às autoridades iranianas pela morte do líder supremo da república islâmica, Ali Khamenei, num ataque norte-americano e israelita. Meio mundo A Organização de Cooperação de Xangai, que não dispõe de cláusulas de defesa mútua como a NATO, integra China, Rússia, Índia, Paquistão, Irão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, reunindo cerca de 40 por cento da população mundial, além de países observadores e parceiros de diálogo, como Egipto, Turquia, Myanmar e Azerbaijão. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, mais de 555 pessoas morreram na república islâmica na sequência dos ataques desencadeados desde sábado pelas forças israelitas e norte-americanas, incluindo 180 num bombardeamento contra uma escola na cidade meridional de Minab.
Hoje Macau China / ÁsiaGolfo | MNE chinês espera que países “reforcem a sua independência” Wang Yi condenou os ataques no Médio Oriente numa conversa com o homólogo de Omã em que pediu aos países da região para rejeitarem ingerências do exterior. O responsável chinês reiterou a disponibilidade de Pequim para desempenhar um papel construtivo na restauração da paz O chefe da diplomacia chinesa apelou ontem aos países do Golfo para reforçarem a sua independência e rejeitarem a ingerência externa, numa conversa com o homólogo de Omã após ataques iranianos contra vários Estados da região. Segundo um comunicado divulgado pela diplomacia chinesa, Wang Yi afirmou que “a China aprecia a mediação activa de Omã para promover as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, bem como os seus grandes esforços para salvaguardar a paz regional”. O chefe da diplomacia chinesa sustentou que “os Estados Unidos e Israel provocaram deliberadamente uma guerra contra o Irão, o que viola claramente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”. Wang declarou que “a tarefa urgente agora é pôr termo imediato às acções militares para evitar uma maior propagação do conflito e impedir um agravamento irreversível”, acrescentando que a China “está igualmente disposta a desempenhar um papel construtivo”. “A China espera que os países do Golfo desenvolvam boas relações de vizinhança e reforcem a solidariedade e coordenação, para que possam controlar plenamente o seu próprio futuro”, afirmou. Sayyid Badr Albusaidi declarou que “as negociações entre o Irão e os Estados Unidos tinham alcançado progressos sem precedentes”, mas que, “infelizmente”, Washington e Telavive “ignoraram os resultados das conversações e iniciaram uma guerra”, segundo o comunicado. Nas últimas semanas, o sultanato de Omã tinha mediado contactos entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano. Resposta iraniana O Irão lançou ataques com mísseis e veículos aéreos não tripulados (‘drones’) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo como o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e o Bahrein, em resposta à ofensiva iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o seu território. Teerão sustenta que essas acções fazem parte da sua retaliação contra o que considera uma agressão directa e contra a presença militar norte-americana na região. Wang falou também ontem por telefone com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, a quem assegurou o apoio de Pequim na defesa da soberania, segurança e integridade territorial do Irão, na primeira demonstração firme de respaldo desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel. A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, condenou no domingo a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos. Desde sábado, Israel bombardeia, em coordenação com Washington, várias posições no Irão, alegando procurar destruir arsenais e capacidades de produção de mísseis balísticos e pôr fim ao regime dos aiatolas.
Hoje Macau Eventos“Batida. Respiração”, um concerto para ouvir no CCM esta sexta-feira A Orquestra Chinesa de Macau (OCM) sobe esta sexta-feira ao palco do pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) no âmbito do espectáculo “Batida. Respiração”, onde se destaca “o fascínio singular dos instrumentos de sopro e percussão”. Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), o espectáculo desta sexta-feira, que arranca às 19h45, será dirigido pelo director musical e maestro principal da OCM, Zhang Lie, e contará com a participação do intérprete de dizi, Zhang Weiliang, na qualidade de director artístico. Promete-se “um hábil diálogo entre os naipes de sopros e percussão da orquestra” neste concerto onde se apresenta “uma mescla de percussão ressonante e sopros fluidos, revelando o fascínio da música instrumental chinesa”. Zhang Weiliang é descrito como um “verdadeiro mestre da actuação em palco, da composição e da educação musical, sendo também um pioneiro da ‘nova música folclórica'”. Além disso, trata-se de uma personalidade do mundo da música que já interpretou “algumas das bandas sonoras mais acarinhadas pelo público” de filmes clássicos chineses, como é o caso de “Adeus Minha Concubina”, “Ju Dou” e “Lanterna Vermelha”. Elogio tradicional O concerto será composto por um repertório de canções folclóricas tradicionais e peças modernas com novos arranjos musicais, onde se incluem composições como “Pendurando as Lanternas Vermelhas”, “Festival das Lanternas”, “Despedida Festiva”, “Lágrimas pelas Flores e Felicitações”, que fazem a sua estreia no território. Os naipes de sopros e percussão da OCM apresentam ainda “O Rio Amarelo Jorra do Céu”, uma peça original de Zhang Lie, enquanto que o intérprete de suona da OCM, Tian Ding, vai executar “Ao Nascer do Sol”, uma obra da sua autoria. Os bilhetes já estão à venda e custam entre 150 a 200 patacas. Este concerto está integrado na Temporada de Concertos da OCM 2025-26.
Hoje Macau SociedadeTaiwan | Responsáveis de centro comercial que explodiu negam acusações Está a decorrer em Taiwan o julgamento que coloca no banco dos arguidos dois responsáveis do centro comercial Shin Kong Mitsukoshi, em Taichung, onde ocorreu uma explosão de gás em Fevereiro do ano passado, que resultou em cinco mortos e 38 feridos. Entre as vítimas, contam-se três residentes da RAEM que perderam a vida e quatro que ficaram com ferimentos. O julgamento arrancou ontem, e o gerente do centro comercial, o subgerente da empresa-mãe para a região de Taichung (que tem vários centros comerciais) e um funcionário declararam-se inocentes, negando acusações de homicídio por negligência, ofensa por negligência e violação da lei de segurança e saúde ocupacional. O centro comercial em questão é responsável pela maior receita e fluxo de visitantes de todo o grupo, que possui centros em vários locais de Taiwan. Segundo indicou o jornal de Taiwan Liberty Times, a acusação argumentou que devido às dimensões do espaço a segurança pública deveria ser implementada com os mais elevados padrões de rigor, mas que isso não aconteceu, com a empresa a ignorar exigências legais e a correr riscos nas obras por motivos financeiros que motivaram a explosão. A investigação terá revelado que os responsáveis não pediram as devidas autorizações legais para fazer a obra, não foi elaborado um plano de prevenção de incêndios, e o fornecimento de gás não foi interrompido durante os trabalhos. O julgamento prossegue hoje à tarde, com inquirições a mais arguidos, que são no total 13.