Hoje Macau SociedadeMUST | Inaugurado laboratório sino-português de optoelectrónica Um novo laboratório sino-português inaugurado ontem em Macau quer ajudar a desenvolver tecnologia que pode levar à criação de um “avião eléctrico” e supercomputadores sustentáveis. O novo laboratório sino-português de optoelectrónica vai juntar o Instituto de Nano-estruturas, Nano-modelação e Nano-fabricação (i3N) da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e o Instituto de Ciências e Engenharia de Materiais da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês). Segundo Rodrigo Martins, coordenador do i3N-NOVA e Presidente da Academia Europeia de Ciências, a iniciativa pretende impulsionar uma tecnologia emergente capaz de transformar sectores estratégicos, desde a aviação eléctrica até aos supercomputadores de baixo consumo energético, enquanto reforça a ligação científica entre Portugal, Macau e a China. A optoelectrónica é o estudo e aplicação de aparelhos electrónicos que fornecem, detectam e controlam luz, incluindo os computadores do futuro, que poderão funcionar com luz e não só com transições electrónicas. Entre os projectos em desenvolvimento, Martins apontou o sonho de criar um avião eléctrico, dependente de sistemas de armazenamento ultraleves, como baterias feitas de papel. “Com as baterias actuais seria impossível levantar voo. Estamos a desenvolver sistemas ultraleves, incluindo baterias feitas de papel, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, destacou o cientista. Martins referiu também a necessidade de repensar os supercomputadores, que hoje consomem “mais energia do que a cidade de Lisboa”, destacando que o “caminho não é a energia nuclear, mas sim novos componentes electrónicos de ultra-baixo consumo.”
Hoje Macau China / ÁsiaCoreias | Seul vai reduzir militares na fronteira até 2040 As autoridades sul-coreanas vão reduzir gradualmente o destacamento militar ao longo da fronteira intercoreana até 2040, apesar das preocupações com a diminuição da presença de tropas num período de tempo muito curto. O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu Back, afirmou em conferência de imprensa que os planos incluem a redução do contingente nos postos de controlo fronteiriços com a Coreia do Norte para aproximadamente 5.000 soldados, face aos actuais 22.000. O plano é substituir a presença militar por sistemas de monitorização e vigilância que incorporarão inteligência artificial, uma medida que gerou controvérsia dentro das Forças Armadas, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap. As suas declarações suscitaram acusações de uma possível redução das capacidades de vigilância militar nestas áreas. “Espera-se que este plano esteja concluído até 2040”, apesar de estar previsto que tenha revisões frequentes, explicou Ahn numa mensagem publicada nas redes sociais. “Isto não deve ser interpretado como uma medida que levará a uma redução significativa do número de militares amanhã”, observou, esclarecendo que o plano “será eficiente” e adaptado “às mudanças demográficas”, dado que o país se prepara para um declínio populacional. No entanto, o ministro sublinhou a importância de reforçar a estrutura militar através de sistemas de recrutamento selectivo para fazer face à diminuição de natalidade no futuro.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Restaurantes com cláusulas de segurança nacional Todas as licenças de restaurantes de Hong Kong vão incluir cláusulas de segurança nacional até Setembro, anunciaram as autoridades da região. O anúncio foi feito pelo secretário do Ambiente e da Ecologia de Hong Kong, Tse Chin-wan, quase um ano após o Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental (FEHD, na sigla em inglês) ter introduzido, em Maio, estas disposições nos processos de renovação de licenças, de acordo com a emissora pública de Hong Kong RTHK. “Com os restaurantes a renovar as licenças gradualmente, esperamos que, até Setembro deste ano, todas as licenças dos restaurantes contenham as cláusulas”, disse Tse numa entrevista na terça-feira. Essas cláusulas, acrescentou o dirigente, servem como um lembrete constante aos gerentes e funcionários dos restaurantes para que protejam a segurança nacional. Até hoje, não foram detectadas quaisquer violações das cláusulas de segurança nacional, referiu ainda Tse, ainda de acordo com a emissora pública de Hong Kong, cidade vizinha de Macau. Numa carta enviada no ano passado pelo FEHD a restaurantes, estabelecimentos de lazer e outros negócios, titulares de licenças e “pessoas relacionadas” que se envolvam em “condutas ofensivas” à segurança nacional ou ao interesse público podem ver as licenças revogadas, escreveu ontem o portal de notícias Hong Kong Free Press (HKFP). As “pessoas relacionadas”, explica-se na carta, incluem directores, gestores, empregados, agentes e subcontratados. Pontos de esclarecimento Este jornal ‘online’ referiu ainda declarações de proprietários de estabelecimentos de restauração ao jornal Ming Pao, no ano passado, que temiam que as novas condições fossem demasiado vagas e que pudessem perder as licenças devido a falsas acusações. No entanto, diz a HKFP, o Chefe do Executivo, John Lee, afirmou que a FEHD está obrigada por lei a salvaguardar a segurança nacional e que a “conduta ilícita” contra a segurança nacional está “claramente definida” nas condições. “Conduta ilícita significa qualquer ofensa que ponha em risco a segurança nacional, ou actos e eventos que sejam contrários à segurança nacional e ao interesse público em Hong Kong. É muito claro”, afirmou o líder do Governo da região em Junho. Ainda de acordo com o HKFP, o conselheiro do Governo Ronny Tong disse em entrevista ao HK01, no ano passado, que é “difícil dizer” se as novas condições visam as “lojas amarelas” (‘yellow shops’), um termo que se refere a negócios que expressaram posições pró-democracia. Pequim impôs uma lei de segurança nacional a Hong Kong em Junho de 2020, após um ano de protestos, por vezes violentos.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang confirma realização de vários testes com mísseis A Coreia do Norte reconheceu ontem ter realizado vários testes com mísseis nos últimos dias, incluindo um com um míssil balístico equipado com uma ogiva de fragmentação, confirmando as denúncias feitas anteriormente pela Coreia do Sul e Japão. Segundo a agência noticiosa estatal norte-coreana, KCNA, os testes foram realizados nos dias 06, 07 e 08 de Abril sob a direcção do general Kim Jong Sik, vice-director de departamento do Comité Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte. Um dos testes serviu para “avaliar as aplicações de combate” do míssil balístico Hwasongpho-11 Ka, equipado com uma ogiva de fragmentação. O armamento “pode reduzir a cinzas qualquer alvo que cubra uma área de 6,5 a 7 hectares com a potência máxima”, detalhou o meio de comunicação estatal norte-coreano. Além disso, as autoridades do regime norte-coreano testaram um “sistema de armamento electromagnético e bombas de fibra de carbono” e um sistema móvel de mísseis antiaéreos de curto alcance. Mar de enganos O Exército sul-coreano informou esta quarta-feira do lançamento de vários projécteis da Coreia do Norte em direção ao Mar do Japão, e afirmou que também foi registado um lançamento a partir da zona de Pionyang na terça-feira. Estes ensaios ocorreram depois de o primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Jang Kum-chol, ter minimizado o recente optimismo de Seul, na sequência dos elogios da liderança de Pionyang ao Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, pelas suas palavras conciliatórias sobre as incursões de drones civis sul-coreanos em território norte-coreano entre Setembro de 2025 e janeiro de 2026. A Coreia do Sul tinha interpretado como um sinal positivo uma mensagem invulgar emitida esta semana por Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano, Kim Jong-un, na qual ela afirmava que o líder considerava que Lee demonstrou uma atitude “honesta e de mente aberta” ao expressar pesar pelas incursões dos drones. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano sublinhou, no entanto, que a mensagem de Kim Yo-jong não era conciliadora, mas sim um aviso para se evitar novas provocações. Antes do teste de terça-feira, o último lançamento de mísseis balísticos norte-coreanos ocorreu a 14 de Março, quando em simultâneo decorriam exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington.
Hoje Macau China / ÁsiaXangai | Aguiar-Branco sublinha convergência com a China na defesa do multilateralismo O presidente da Assembleia da República deu seguimento à sua visita à China com encontros em Pequim e Xangai, onde destacou a importância da visão de ambos os países sobre a ordem internacional O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, destacou ontem, em Xangai, a importância do multilateralismo e da cooperação internacional, sublinhando que Portugal e China partilham uma visão comum sobre o papel das instituições internacionais. Em declarações à agência Lusa, após um almoço com membros da comunidade portuguesa em Xangai, no segundo dia de uma visita oficial à República Popular da China, Aguiar-Branco afirmou que “há uma ideia comum da importância do multilateralismo” e da necessidade de respeitar o direito internacional na resolução de conflitos. “A nova ordem internacional que, eventualmente, possa querer ser construída com a desvalorização do papel da Organização das Nações Unidas, não deve acontecer”, disse, acrescentando que Portugal defende o reforço do papel da ONU como “plataforma multilateralista” para alcançar consensos. O presidente do parlamento português referiu ainda ter agradecido o apoio chinês à candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2027-2028. A visita decorre no âmbito da diplomacia parlamentar e inclui encontros institucionais e contactos com autoridades chinesas, sendo acompanhada pelo Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – China, composto por deputados de cinco partidos. Segundo Aguiar-Branco, esta presença multipartidária demonstra “o reconhecimento da importância da relação de Portugal com a China”, que classificou como “uma relação que deve ser estimulada e desenvolvida em benefício de ambos”. O responsável sublinhou que os laços bilaterais têm vindo a consolidar-se nas últimas duas décadas, após a assinatura da parceria estratégica entre os dois países, com crescimento “brutal” das exportações e do investimento chinês em Portugal. Em 2025, o comércio bilateral atingiu 9,4 mil milhões de euros, representando um crescimento homólogo de 8,2 por cento. Até ao terceiro trimestre de 2025, a China foi o quinto maior país de origem do investimento estrangeiro em Portugal, com um investimento direto acumulado de 14,4 mil milhões de euros, desde 2012, segundo dados oficiais. Confiança reforçada Aguiar-Branco destacou também a relevância de Macau, considerando que o modelo “um país, dois sistemas” na região semiautónoma da China continua a ser reconhecido como uma base importante da relação bilateral. A 20 de Dezembro de 1999, a administração de Macau passou de Portugal para a China, sob o princípio “um país, dois sistemas”, que garante à região alto grau de autonomia, sistema jurídico próprio, moeda e passaporte próprios, distintos da China continental. “Senti, do lado chinês, uma grande confiança no que diz respeito às relações com Portugal”, afirmou Aguiar-Branco, referindo ainda a disponibilidade para aprofundar a cooperação parlamentar e económica, nomeadamente em áreas como a transição energética e as energias renováveis. Questionado sobre a posição chinesa face à guerra na Ucrânia, reiterou que a posição portuguesa é diferente da de Pequim, mantendo-se “inequívoca” desde o início do conflito. “Condenamos a invasão e a violação do direito internacional e defendemos o respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia”, disse, sublinhando que Portugal mantém essa posição “sem desvio de um milímetro”. Pequim tem defendido que é neutra no conflito, mas intensificou a sua relação política e económica com Moscovo, desde a invasão da Ucrânia. De Pequim a Macau A visita de Aguiar-Branco ocorre num contexto de retoma dos contactos políticos presenciais de Portugal com a China após a pandemia, incluindo recentes deslocações ao mais alto nível, como a do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que esteve em Pequim em Setembro passado. Em Pequim, Aguiar-Branco reuniu-se com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e com o Presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional da China, Zhao Leji. Ontem, em Xangai, Aguiar-Branco participou em encontros com autoridades locais e visitou instituições culturais e de planeamento urbano, seguindo depois para Macau e Hong Kong, para contactos com as comunidades portuguesas e autoridades locais.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Wang Yi de visita a Pyongyang O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, iniciou ontem uma visita de dois dias à Coreia do Norte, na mesma semana em que Pyongyang realizou vários testes com mísseis balísticos, incluindo um com uma ogiva de fragmentação. A visita de Wang “é um passo importante para que ambas as partes ajam conforme os entendimentos comuns entre os mais altos líderes dos dois partidos e dos dois países e para impulsionar o desenvolvimento” das relações, afirmou na quarta-feira a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning. Esta será a primeira visita de Wang à Coreia do Norte desde 2019, e ocorre a convite do ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, segundo informou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, sem avançar detalhes sobre a agenda ou encontros previstos. A viagem tinha sido já anunciada pela agência estatal norte-coreana KCNA, que ontem revelou que Pyongyang realizou esta semana vários testes de mísseis (ver página 13). A visita ocorre também num contexto em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a intenção de voltar a tentar organizar uma reunião com Kim Jong-un, após a tentativa falhada do ano passado, o que aumentou as expectativas de que o líder norte-americano possa aproveitar a sua passagem pela China, prevista para meados de Maio, para uma cimeira bilateral. A visita de Wang surge após o reforço dos laços bilaterais resultante da cimeira entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e Kim, em Setembro de 2025, após a qual os países expandiram os seus intercâmbios comerciais e reativaram ligações ferroviárias e voos que ligam ambas as nações, depois de cerca de seis anos de encerramento.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim pede “calma e contenção” após ataques israelitas no Líbano A China pediu ontem “calma e contenção” após ataques de Israel no Líbano que causaram centenas de vítimas, sublinhando, em plena trégua entre Estados Unidos e Irão, que a soberania e segurança dos países não devem ser violadas. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que “as vidas e os bens dos civis devem ser protegidos” e apelou às partes envolvidas para “promoverem um arrefecimento da situação regional”. A responsável reiterou ainda que a China mantém contactos com as partes desde o início do conflito e manifestou o desejo de que a trégua seja aproveitada para resolver as divergências “através do diálogo e da negociação”. As declarações surgem depois de Israel ter lançado, na quarta-feira, bombardeamentos em larga escala contra mais de uma centena de alvos no Líbano em apenas dez minutos, dos quais resultaram pelo menos 254 mortos e mais de 1.100 feridos, a maioria civis, segundo as autoridades libanesas, que decretaram um dia de luto nacional. O ataque intensificou a tensão na frente libanesa, onde o grupo xiita Hezbollah denunciou a violação do cessar-fogo e retomou os ataques contra Israel. A ofensiva coincide com uma trégua de duas semanas acordada entre Washington e Teerão para facilitar negociações de paz no Paquistão, com base num plano de dez pontos apresentado pelo Irão, após mais de um mês de guerra iniciada no final de Fevereiro com ataques dos EUA e de Israel contra alvos iranianos. O acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, essencial para o comércio energético global, embora persistam dúvidas quanto ao seu alcance e sobre se a frente no Líbano está abrangida pelo cessar-fogo.
Hoje Macau SociedadeContrabando | Mulher fez-se passar por grávida em Hengqin As autoridades de Gongbei anunciaram um caso de contrabando em que uma mulher se fez passar por uma grávida, para tentar entrar em Hengqin, vinda de Macau, com 19 quilos de grãos de prata. O caso foi registado a 13 de Março por volta das 10h59, embora apenas tenha sido divulgado ontem. Segundo o relato citado pelo jornal Ou Mun, as autoridades na fronteira de Hengqin suspeitaram da mulher, que se encontrava ao volante de uma viatura, por considerarem que estava demasiado nervosa. Além disso, os agentes suspeitaram das formas físicas pouco naturais da interceptada. Quando procederam à revista da mulher, aperceberam-se que não estavam diante de uma grávida, mas antes de uma pessoa que carregava 19 quilos de grãos de prata numa bolsa que simulava a barriga de uma grávida. O objectivo deste tipo de contrabando visa evitar o pagamento de impostos à entrada no Interior.
Hoje Macau SociedadeMetro | Compras de peças custam quase 80 milhões O Metro Ligeiro vai comprar peças à representação de Macau da Mitsubishi Heavy Industries no valor de 79,3 milhões de patacas. A informação foi revelada através do portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP) e o contrato foi atribuído por ajuste directo. As peças são indicadas como “necessárias” para a operação de manutenção dos equipamentos de grande porte do Metro Ligeiro. O contrato assinado entre as partes entrou em vigor a 27 de Março e vai prolongar-se até 31 de Março de 2028. A Mitsubishi Heavy Industries é representada em Macau pela MHI Mobilidade Macau, Sociedade Unipessoal Limitada. Zona Sul | Obras de aterro a partir de Julho A obra de aterro e diques no Aterro para Resíduos de Materiais de Construção, localizada na Zona Sul, vai arrancar a partir de Julho. O Governo procedeu ontem à abertura das 21 propostas recebidas para a realização das obras no âmbito do concurso público. A obra está a ser executada em duas fases, a primeira fase, na zona sudoeste, foi iniciada em Outubro de 2025. A segunda fase que está agora a ser atribuída, fica localizada na zona sul e tem uma área de cerca de 81 mil metros quadrados. Após a conclusão das duas fases da obra, prevê-se que o aterro fique com capacidade para suportar cerca de um total de 711 mil metros quadrados de solo mole. A obra abrange a construção de canais de drenagem, de ensecadeira e de muros de contenção.
Hoje Macau Manchete PolíticaConsumo | Grande Prémio arranca hoje A partir de hoje, tem lugar a nova ronda do Grande Prémio Para o Consumo Nas Zonas Comunitárias 2026 que vai distribuir 400 milhões de patacas em descontos, durante 10 semanas. A iniciativa foi justificada pelo Governo com o objectivo de promover o consumo e incentivar os residentes a permanecerem e a consumirem em Macau durante os fins-de-semana. Segundo o novo modelo da iniciativa, quando, entre sexta-feira e domingo, os consumidores utilizarem meios de pagamento electrónicos para contas superiores a 50 patacas ficam habilitados a três sorteios imediatos de atribuição de vales de consumo com descontos. No entanto, as carteiras virtuais nas aplicações electrónicas de pagamentos têm de estar registadas com o nome real. No caso de receberem cupões com os três sorteios, os consumidores vão poder utilizar os descontos entre segunda-feira e quinta-feira. Os cupões têm valores de 10 patacas, 20 patacas, 50 patacas, 100 patacas e 200 patacas e podem ser utilizados em mais de 20 mil lojas. Para utilizarem os cupões, os residentes têm de fazer compras com um valor igual ou superior ao triplo do valor nominal do cupão, ou seja, se quiserem gastar um cupão de 10 patacas têm de fazer compras de pelo menos 30 patacas.
Hoje Macau SociedadeTurboJet | Reduzido horário de viagens para Hong Kong A Turbojet anunciou uma redução do horário das ligações marítimas entre Macau e Hong Kong, a começar a partir de 15 de Abril, de acordo com o portal Macao News. Segundo os novos horários, a última partida do jacto-planador de Hong Kong para Macau (Porto Exterior) vai ser antecipada para as 22h30, quando actualmente a última viagem acontece às 23h. No caso da última partida do Porto Exterior para Hong Kong, não há alterações, mantendo-se o horário das 23h. No caso das ligações para a Taipa, as alterações são mais significativas. As actuais três viagens diurnas de Hong Kong para Taipa vão ser reduzidas para duas, e as duas viagens diárias de Taipa para Hong Kong vão ser reduzidas para uma. Estacionamento | Edifício Mong Son com entrada suspensa A entrada do parque de estacionamento do Edifício Mong Son vai estar encerrada à circulação no sábado, entre das 14h e as 17h, de acordo com a informação divulgada ontem pela Direcção dos Serviço para os Assuntos de Tráfego (DSAT). O encerramento temporário foi justificado com a obra de instalação e substituição das placas informativas na entrada. “Durante este período, o respectivo parque de estacionamento adoptará medidas provisórias de trânsito que permitem apenas as saídas e proíbem as entradas. Solicita-se a atenção dos condutores e que estes utilizem, conforme a necessidade, outras instalações de estacionamento nas proximidades. Agradece-se a compreensão pelas quaisquer inconveniências causadas”, foi comunicado pela DSAT.
Hoje Macau Manchete PolíticaAviação | Aeroporto e Air Macau com práticas opostas Enquanto o Aeroporto Internacional de Macau comunica o aumento de ligações no Verão, a companhia de bandeira do território tem estado a cancelar voos nos últimos dias, e a suspender rotas, justificando a acção com “razões comerciais” O aeroporto de Macau quer expandir este Verão a rede de destinos, apesar do “desafio dos preços elevados dos combustíveis”, indicou a infra-estrutura aeroportuária. “Perante o desafio dos elevados preços dos combustíveis, o Aeroporto Internacional de Macau [AIM] mantém uma comunicação estreita com as companhias aéreas para avançarem os planos de lançamento de rotas para a China Continental e o Nordeste Asiático em Junho e Julho deste ano, reforçando assim ainda mais a rede de rotas nacionais e internacionais”, lê-se num comunicado divulgado na quarta-feira pela CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau. Apesar da intenção de expansão manifestada, a Air Macau, companhia de bandeira do território, tem estado a cancelar voos e a suspender rotas, de acordo com uma notícia divulgada esta semana pela emissora pública local. A companhia de bandeira do território não avança os motivos dos cancelamentos, justificando-os apenas com “razões comerciais”, segundo “relatos de passageiros”, informou a Teledifusão de Macau (TDM), que deu conta de publicações “nas redes sociais onde têm sido publicadas as mensagens que a Air Macau tem enviado aos passageiros”. De acordo com os relatos, passageiros foram informados sobre o cancelamento das ligações e “aconselhados a contactar a transportadora para assistência”, noticiou ainda a TDM. A TDM simulou a marcação de um voo para Jacarta, mas as ligações para a capital indonésia estão “suspensas sem aviso adicional”. A Lusa, que se deparou com o mesmo problema ao tentar marcar um voo para o mesmo destino, questionou a Air Macau sobre estes cancelamentos, mas até ao momento não obteve qualquer resposta. Política de cancelamentos Numa pesquisa ao ‘website’ do aeroporto de Macau foi possível observar por volta das 12h00 que, para o dia de ontem, estavam canceladas 13 ligações – para vários destinos no interior da China e ainda Taiwan, Filipinas, Singapura e Malásia – sendo seis voos operados pela Air Macau, dois pela Air Asia, dois pela Shenzhen Airlines, outros dois pela China Eastern e um pela Xiamen Air. De acordo com dados divulgados ontem pela CAM, o aeroporto de Macau registou, entre Janeiro e Março de 2026, um movimento de 2,1 milhões de passageiros, o que representa um aumento de 15 por cento face ao mesmo período do ano passado. O número de movimentos de aeronaves alcançou 15.952, um acréscimo de 10 por cento em termos homólogos, “reflectindo um desempenho sólido” da infra-estrutura aeroportuária, lê-se ainda no comunicado. Em termos de mercado, acrescentou a CAM na nota, os passageiros oriundos do interior da China representaram 41 por cento do total, os de Taiwan corresponderam a 19 por cento e do Sudeste Asiático e Nordeste Asiático somaram 40 por cento. No que diz respeito aos passageiros internacionais, o movimento alcançou 224 mil clientes nos dois primeiros meses do ano, um acréscimo de 11 por cento em relação ao mesmo período de 2025. Durante as férias da Páscoa e do festival de Ching Ming, entre 3 e 7 de Abril, o aeroporto registou 115 mil passageiros e 856 movimentos de aeronaves, representando aumentos de 2,6 por cento e 9,1 por cento, respectivamente, refere-se ainda no comunicado.
Hoje Macau PolíticaSegurança nacional | Sam Hou Fai destaca exposição Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, destacou esta quarta-feira a importância da exposição sobre a história do Exército de Libertação do Povo Chinês na Guarnição em Macau, patente no Complexo do Fórum Macau. Ao discursar na inauguração, o governante adiantou que “é necessário aproveitar plenamente esta plataforma de educação patriótica para que os cidadãos de Macau, especialmente os jovens, possam, através das visitas, sentir de perto a história gloriosa, a força poderosa e o espírito brilhante deste exército do povo”. Devem também os jovens entender, segundo Sam Hou Fai, que “a segurança nacional é responsabilidade de todos”. O Chefe do Executivo lembrou como o Exército tem contribuído para a implantação do princípio “um país, dois sistemas”, participando ainda “em operações de socorro em situações de emergência e actividades de interesse público”, ganhando, dessa forma, “a confiança e respeito dos compatriotas de Macau”.
Hoje Macau China / ÁsiaTikTok | Investidos 1.000 ME em segundo centro de dados na Finlândia A TikTok anunciou ontem um novo investimento de 1.000 milhões de euros para abrir um segundo centro de dados na Finlândia, que se junta ao já existente desde 2025 pelo mesmo montante e no mesmo país. Segundo um comunicado enviado pela empresa à Efe, o novo centro de dados estará situado na cidade de Lahti (sul), a cerca de 60 quilómetros a oeste de Kouvola, onde se espera que as instalações anunciadas em 2025 comecem a operar ainda este ano. Ambos os investimentos, aponta o documento, enquadram-se dentro do que a plataforma desenvolvida pela tecnológica chinesa ByteDance denomina ‘Projecto Clover’, um investimento de 12.000 milhões de euros ao longo de uma década para garantir “protecções líderes no sector para os dados de mais de 200 milhões de utilizadores europeus”. O centro de Lahti “reforçará a capacidade da empresa para garantir o armazenamento predeterminado dos dados dos utilizadores europeus na Europa, sob rigorosos controlos de acesso e sistemas de supervisão avançados”, acrescenta. A aposta na Finlândia deve-se à “combinação única de uma sólida infraestrutura digital, acesso a energia limpa e fiável, e uma mão de obra altamente qualificada” que o país oferece, segundo o director local de Políticas Públicas, Christian Hannibal. A rede social de vídeos curtos TikTok tem estado nos últimos anos no olho do furacão nos Estados Unidos, onde no final de Janeiro confirmou a venda da maioria das suas operações a um grupo de investidores não chineses para evitar a sua proibição, enquanto na Europa enfrenta agora uma batalha contra os reguladores, que exigem que a plataforma mude o “design viciado”.
Hoje Macau China / ÁsiaBrasil | China diz exigir às empresas cumprimento da lei Pequim afirmou ontem que exige às empresas chinesas o cumprimento da lei, após acusações contra a BYD no Brasil por alegadas condições laborais análogas à escravatura, sublinhando que as companhias devem operar segundo a legislação vigente. Questionada sobre a inclusão da empresa numa “lista suja” elaborada pelas autoridades brasileiras após uma inspecção laboral num dos seus projectos, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning indicou que o Governo chinês “atribui grande importância à protecção dos direitos e interesses legítimos dos trabalhadores” e reiterou que exige às empresas chinesas no estrangeiro o cumprimento da legislação em vigor. Segundo órgãos de comunicação brasileiros, a decisão surge na sequência de uma investigação à construção de uma fábrica da BYD no estado da Baía, onde trabalhadores terão sido sujeitos a jornadas prolongadas, retenção de salários e condições de alojamento inadequadas. As autoridades brasileiras incluíram a BYD, maior fabricante mundial de veículos eléctricos, na chamada “lista suja” de trabalho escravo, um registo oficial destinado a expor infrações laborais e que pode limitar o acesso a financiamento. O caso remonta a uma inspecção realizada em 2024, na qual foram resgatados mais de uma centena de trabalhadores ligados a uma empresa subcontratada, num contexto em que o Ministério Público do Trabalho mantém acções judiciais contra a BYD e outras empresas envolvidas por alegadas irregularidades laborais.
Hoje Macau SociedadeMacau | IA e robótica em destaque na G2E Asia e Asian IR Expo A edição deste ano da maior exposição de jogo da Ásia, realizada em Macau, vai pela primeira vez dar destaque à inteligência artificial (IA), robótica e outras “inovações digitais para salas de jogo”, anunciaram ontem os organizadores. A G2E Asia e Asian IR Expo, dois eventos de referência para a indústria do jogo, entretenimento e hotelaria, vão ocorrer em paralelo entre os dias 12 e 14 de Maio, no hotel-casino Venetian Macau. De acordo com Yip Je Choong, presidente executivo da Reed Exhibitors, o foco nas tecnologias de ponta deverá atrair 8.000 profissionais da indústria do jogo, provenientes de mais de 90 países e regiões, um aumento de 33 por cento face ao ano passado. A exposição vai ocupar uma área superior a 30.000 metros quadrados, com os organizadores a descreverem o evento como uma plataforma “para explorar inovações, trocar ideias e forjar parcerias estratégicas”. “Os participantes vão obter conhecimentos práticos e descobrir novas oportunidades para se manterem na vanguarda, num cenário cada vez mais digital”, acrescentou Yip Je Choong. Olha o robô A exposição Digital Innovation, por exemplo, vai contar com 150 marcas, “abrangendo todos os segmentos da cadeia de abastecimento da indústria. Entre os destaques incluem-se um bar robotizado e actuações ao vivo de uma banda musical robótica. Tanto a G2E Asia como a Asian IR Expo vão também ser palcos para três dias de conferências, que abordarão “as tendências actuais, as tecnologias emergentes e as principais questões que moldam as respetivas indústrias”, segundo um comunicado dos organizadores. Mais de 50 sessões educativas com mais de 100 oradores vão focar-se em temas como as perspectivas para o mercado do Jogo na Ásia: tecnologia e inovação na indústria; e desenvolvimento sustentável. Nos primeiros três meses do ano, os casinos de Macau somaram receitas totais de 65,9 mil milhões de patacas, mais 14,3 por cento do que em igual período de 2025. No ano passado, as receitas dos casinos atingiram 247,4 mil milhões de patacas, um crescimento de 9,1 por cento em comparação com 2024. Estas receitas representaram quase 83 por cento do orçamento da região administrativa especial chinesa em 2025, através de impostos sobre o jogo.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste e Coreia do Sul com acordos nos sectores florestal e da nutrição O Governo de Timor-Leste autorizou ontem, em Conselho de Ministros, a assinatura de acordos com a Agência Internacional da Coreia do Sul para desenvolvimento de um projecto no setor da floresta e de um programa de segurança alimentar. O primeiro projecto de Desenvolvimento da Capacidade de Restauração Florestal e Gestão Sustentável de Timor-Leste conta com uma subvenção de cerca de seis milhões de dólares e vai ser implementado, durante seis anos, nos municípios de Baucau e Manatuto, a leste de Díli. O objectivo do projecto, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, é “reforçar a prevenção e degradação ambiental e promover a recuperação de ecossistemas florestais, através da modernização do centro nacional de viveiros, da implementação de programas de reflorestação e da capacitação de instituições públicas e comunidades locais”, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros. O Programa Integrado de Nutrição e Segurança Alimentar, Alimentação Escolar, Fortificação Alimentar e Infraestruturas Escolares será desenvolvido nos municípios de Baucau e Viqueque, a leste da capital timorense, Manufahi, no sul do país, e Bobonaro, a oeste de Díli, durante um período de cinco anos e conta com um financiamento de 7,2 milhões de dólares. “Este projecto visa melhorar as condições de alimentação e nutrição escolar, através do reforço das infraestruturas e equipamentos das cozinhas escolares, da implementação de sistemas de gestão e monitorização, da fortificação alimentar e da promoção de cadeias de abastecimento baseadas na produção agrícola local”, explica o comunicado. O programa inclui também a formação para professores, auxiliares escolares e comunidade e apoio ao desenvolvimento local para abastecimento das escolas. Combate em curso Segundo os dados divulgados pelo Governo, 47 por cento das crianças com menos de cinco anos sofre de má nutrição crónica, 8,6 por cento de desnutrição aguda, 32 por cento têm peso abaixo do previsto e deficiências de vitamina A, ferro e iodo. As autoridades timorenses apresentaram, em Março do ano passado, um plano de acção multissetorial de nutrição, que visa reduzir o atraso no crescimento infantil para 25 por cento até 2030 com foco nos recém-nascidos e crianças até aos 23 meses e mulheres em idade reprodutiva.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Coreia do Norte dispara “vários mísseis balísticos” Pyongyang lançou ontem vários mísseis em direcção ao mar do Japão. Desde o início do ano, este é o quarto ensaio levado a cabo pelas forças norte-coreanas A Coreia do Norte disparou ontem “vários mísseis balísticos não identificados”, de acordo com o exército sul-coreano, que relatou um lançamento semelhante ocorrido no dia anterior. O exército afirmou ter detectado, durante a manhã de ontem, “vários mísseis balísticos não identificados, lançados a partir da região de Wonsan, na Coreia do Norte, em direcção ao mar do Leste”, em referência ao nome coreano do mar do Japão. Os mísseis percorreram cerca de 240 quilómetros. Uma hora antes, o exército deu conta do lançamento, na terça-feira, de um “projéctil não identificado”, desta vez a partir da região de Pyongyang, capital norte-coreana. As manobras militares ocorrem pouco depois de Seul ter-se desculpado pelo envio de drones para o Norte por civis em Janeiro, o que foi bem recebido por Pyongyang. O Gabinete de Segurança Nacional da Casa Azul, sede da presidência sul-coreana, realizou uma reunião de emergência após os lançamentos de mísseis, indicando ainda que, “tendo em conta o conflito em curso no Médio Oriente, as agências envolvidas receberam instruções para redobrar a vigilância, a fim de manter um estado de preparação ideal”. O gabinete “exortou a Coreia do Norte a cessar imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, qualificando-os de actos provocadores, que violam as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, precisou num comunicado. Desculpas e hostilidades Segundo analistas, estes disparos são um sinal de que a Coreia do Norte permanece indiferente à mão estendida do vizinho, apesar de a influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, ter qualificado de “sensata” a decisão de Lee Jae-myung de manifestar pesar pelo incidente dos drones. “O nosso governo saudou esta decisão como sendo feliz e sensata”, disse Kim. O Presidente sul-coreano tem procurado retomar as relações bilaterais desde que foi eleito, em Junho, contrastando com a linha dura do antecessor. “Um incidente a envolver drones civis, que não deveria ter ocorrido, teve lugar sob esta administração, e foi confirmado que um responsável do serviço nacional de inteligência e um soldado no activo estavam envolvidos”, lamentou Lee na segunda-feira. Na terça-feira, porém, um alto responsável da diplomacia norte-coreana considerou absurdas as informações divulgadas pelos meios de comunicação social sul-coreanos, que apresentaram os comentários de Kim Yo-jong de forma positiva. “Isto ficará também nos anais como uma ‘interpretação sonhadora e cheia de esperança por parte de imbecis’ que espantam o mundo”, afirmou Jang Kum-chol, primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado em inglês divulgado pela agência de notícias oficial KCNA. O responsável reafirmou que o Norte considera o Sul como o “Estado inimigo mais hostil”. “Os disparos sucessivos e as recentes declarações [de Pyongyang] sublinham a determinação da Coreia do Norte em ignorar as tentativas do Sul de melhorar as relações intercoreanas”, resumiu Lim Eul-chul, especialista em assuntos norte-coreanos da Universidade de Kyungnam. E vão quatro Os lançamentos de ontem constituem o quarto teste de mísseis balísticos norte-coreanos registado desde o início do ano. Em meados de Março, as Forças Armadas sul-coreanas detetaram “cerca de dez mísseis balísticos não identificados lançados a partir da região de Sunan, na Coreia do Norte”, em direcção ao mar do Japão, quando em simultâneo decorriam exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, que Pyongyang criticou duramente. Sob a presidência do antecessor de Lee, Yoon Suk-yeol, as tensões entre as duas Coreias agravaram-se consideravelmente, com várias provocações de um lado e de outro, nomeadamente o lançamento de nuvens de balões com lixo lançados pelo Norte em meados de 2024, em resposta ao envio, a partir do Sul, de propaganda por activistas anti-Pyongyang.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | China saúda cessar-fogo e destaca empenho diplomático Pequim manteve contactos constantes com os países envolvidos na crise desde o início da guerra para tentar restabelecer a paz no Médio-Oriente A China saudou ontem a trégua de duas semanas alcançada entre os Estados Unidos e o Irão, sublinhando o seu envolvimento activo nos esforços para pôr termo às hostilidades, sem avançar detalhes. O anúncio do cessar-fogo surgiu uma hora antes do fim de um ultimato do Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçava “erradicar uma civilização inteira” caso Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz. “A China saúda o anúncio, pelas partes envolvidas, da conclusão de um acordo de cessar-fogo”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, numa conferência de imprensa. Questionado na terça-feira sobre se a China tinha estado envolvida em levar o Irão à mesa de negociações para este acordo, Donald Trump respondeu: “sim, esteve”. Instada a comentar estas declarações, Mao Ning afirmou que “desde o início da guerra no Irão, a China tem-se empenhado activamente na promoção da paz e no fim do conflito”. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, manteve 26 contactos com os seus homólogos de países envolvidos na crise, precisou a porta-voz. Mao Ning referiu ainda os contactos com o Paquistão, mediador na crise. Na sombra O Irão é um parceiro comercial e estratégico da China. Antes da guerra, mais de 80 por cento das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China, segundo a empresa de análise Kpler. A China condenou firmemente os ataques dos Estados Unidos e de Israel, tendo também criticado implicitamente os ataques iranianos contra países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz. Pequim tem-se mantido discreta quanto à sua acção diplomática e aos seus contactos, nomeadamente com o Irão. “Enquanto grande potência responsável, a China continuará a desempenhar um papel construtivo e a contribuir activamente para o restabelecimento da paz e da estabilidade na região do Golfo e no Médio Oriente”, afirmou Mao Ning.
Hoje Macau China / ÁsiaBolsa | Mercados chineses fecham em alta com alívio após cessar-fogo As bolsas da China continental e de Hong Kong encerraram ontem em forte alta, com ganhos até 4,79 por cento, prolongando o optimismo dos mercados após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos. A subida dos mercados reflecte o alívio dos investidores perante a perspectiva de uma resolução do conflito no Médio Oriente, após Teerão e Washington terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou a trégua “imediata” entre o Irão e os Estados Unidos, indicando também o arranque de negociações em Islamabade com vista a um acordo definitivo. Em paralelo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter adiado por esse período o ataque contra infraestruturas iranianas com que tinha ameaçado caso Teerão não reabrisse o estreito de Ormuz, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, garantiu a “passagem segura” por essa via durante as próximas duas semanas. A reacção dos mercados chineses traduz o alívio face a um conflito que tem afectado a Ásia, devido ao impacto na energia, no transporte marítimo e nas cadeias de abastecimento. Para a China, a situação no estreito de Ormuz é particularmente sensível, já que cerca de 45 por cento das importações de gás e petróleo do país passam por essa rota.
Hoje Macau China / ÁsiaCorrupção | Ex-subdiretor de empresa química estatal acusado de receber subornos A Procuradoria chinesa acusou de corrupção Feng Zhibin, ex-dirigente da Sinochem, um dos maiores grupos estatais da China nos sectores químico, energético e agrícola, por alegadamente aceitar subornos de valor “excepcionalmente elevado”. Após uma investigação conduzida pela Comissão Nacional de Supervisão, um dos principais órgãos anticorrupção do Estado, Feng foi remetido ao ministério público e detido sob suspeita destes crimes. Segundo a acusação, Feng aproveitou os vários cargos que ocupou no conglomerado estatal – entre eles subdirector-geral e director do departamento de investimentos – bem como a condição de membro do comité do Partido Comunista Chinês (PCC) na empresa, “para obter benefícios para terceiros e aceitar ilegalmente subornos de montante excecionalmente elevado”. A Procuradoria indicou que, após deixar funções, o ex-responsável continuou a utilizar de forma ilegal a influência decorrente do seu anterior cargo, recorrendo às funções oficiais de outros trabalhadores do Estado. Além disso, enquanto dirigente de uma empresa estatal, incorreu em “negligência com fins de lucro pessoal”, abusou do poder, causou perdas significativas e provocou prejuízos “particularmente graves” aos interesses nacionais. O caso foi remetido ao Tribunal Popular Intermédio de Daqing, no nordeste do país, depois de a procuradoria local ter formalizado a acusação.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | Wang Yi de visita à Coreia do Norte O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, visita hoje e amanhã a Coreia do Norte, visando aprofundar as relações entre os dois países vizinhos, anunciou ontem a diplomacia chinesa. Apesar das tensões bilaterais provocadas pelo programa nuclear e balístico da Coreia do Norte, Pequim continua a ser um apoio essencial, estratégico e económico para Pyongyang. A companhia aérea chinesa Air China retomou na semana passada os voos directos entre Pequim e Pyongyang, após uma interrupção de seis anos devido à pandemia da covid-19, sinal de uma abertura gradual do país, altamente isolado, após a retoma das ligações ferroviárias entre as duas capitais em Março. A visita de Wang Yi, a convite de Pyongyang, constitui uma etapa “importante” na manutenção e desenvolvimento das relações bilaterais, afirmou Mao Ning, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China. “A China está disposta a trabalhar com a Coreia do Norte para reforçar a comunicação estratégica, intensificar os intercâmbios e a cooperação e promover continuamente as relações tradicionais de amizade e cooperação”, acrescentou, numa conferência de imprensa regular. Em Fevereiro, numa mensagem de felicitações ao líder norte-coreano Kim Jong Un após a sua reeleição à frente do partido no poder em Pyongyang, o Presidente chinês, Xi Jinping, manifestou-se disponível para trabalhar com ele para escrever um “novo capítulo” nas relações bilaterais. A Coreia do Norte ainda não reabriu totalmente as suas fronteiras desde a pandemia. Pyongyang continua, para já, relutante em conceder vistos turísticos, sendo que as novas ligações ferroviárias e aéreas são sobretudo utilizadas por estudantes, trabalhadores e pessoas que visitam familiares.
Hoje Macau China / ÁsiaNatação | Investigado assédio digital contra campeã olímpica A Associação Chinesa de Natação anunciou ontem que está a investigar um caso de assédio digital contra a três vezes campeã olímpica nos saltos para a água Quan Hongchan, centrado em críticas ao seu peso. O organismo, dependente da Administração Geral do Desporto, indicou em comunicado que iniciou diligências em conjunto com as autoridades desportivas da província de Guangdong, após detectar “violência na Internet, ataques maliciosos e informações falsas” dirigidos contra a atleta. Segundo a nota, um centro de treino de Guangdong apresentou queixa junto da polícia, enquanto a associação assegurou que apoiará o recurso a “meios legais” para proteger os direitos dos atletas, advertindo que atuará com “tolerância zero” assim que os factos sejam confirmados. A associação condenou ainda qualquer comportamento que afecte a saúde física ou mental dos desportistas ou prejudique a imagem da equipa nacional, criticando a influência de uma “cultura de fãs” que classificou como distorcida. O caso surge depois de Quan, de 19 anos, ter revelado recentemente, em entrevistas, que ponderou abandonar a carreira após meses de pressão pública e críticas nas redes sociais, em particular relacionadas com o seu peso e condição física após os Jogos Olímpicos de Paris2024. “Todos os dias, chamavam-me gorda, mas eu já estava a passar fome”, relatou a atleta, admitindo mesmo que “movimentos que antes” não lhe causavam receio passaram a assustá-la, tendo mesmo sonhado que caía da plataforma. Em paralelo, vários utilizadores nas redes sociais manifestaram apoio à atleta e apelaram a que “não se coloque demasiada pressão” e que possa “viver feliz e com liberdade”, apesar das críticas. Nos últimos anos, as autoridades chinesas têm reforçado as medidas contra o assédio a atletas na Internet.
Hoje Macau EventosDaniel Pires recupera em livro legado de Bartolomeu de Gusmão O livro “Obra de Bartolomeu de Gusmão”, do investigador Daniel Pires, que recupera documentos tidos como destruídos do inventor humanista português, foi apresentado ontem em Lisboa. Na personalidade de Bartolomeu de Gusmão, que inventou a primeira passarola voadora “convergiam o idealismo, a procura da transcendência, o visionarismo, a erudição, a criatividade e o espírito científico”, defende o investigador Daniel Pires. “Obra de Bartolomeu de Gusmão”, editado pela Imprensa Nacional, reúne a obra do inventor do primeiro aeróstato operacional, que concebeu em 1709, 74 anos antes dos irmãos Montgolfier, e que registou outros inventos, nomeadamente instrumentos matemáticos. “Um autor polígrafo” Natural da vila de Santos, no Brasil, onde nasceu em 1685, Gusmão morreu em Toledo, em Espanha, aos 38 anos, procurando fugir do Tribunal da Inquisição. Bartolomeu de Gusmão é “um autor polígrafo, que cultivou a poesia, a reflexão filosófica, a ciência, a oratória sacra, o ensaio histórico, a jurisprudência e a decifração de códigos secretos”, nomeadamente dos documentos diplomáticos, disse à agência Lusa Daniel Pires. O seu espólio foi queimado por ordem da Inquisição, que impôs a proibição, durante um século, de o seu nome ser pronunciado. Daniel Pires explicou que recuperou praticamente toda a obra do erudito, “porque naquela época era comum escreverem cartas aos amigos e familiares”, e foram estas as fontes que usou para recuperar os documentos. A investigação levou cerca de dois anos, contou. A obra, de 260 páginas, “traz à colação múltiplos inéditos, exumados da poeira dos arquivos nacionais e estrangeiros”. “Faz-se, assim, justiça a um visionário, intelectual multímodo, humanista e arauto do porvir”, realça a Imprensa Nacional em comunicado. Daniel Pires é licenciado em Filologia Germânica e doutorado em Cultura Portuguesa. Foi leitor de Português nas Universidades de Glasgow, Macau, Cantão e Goa e professor cooperante em São Tomé e Príncipe e Moçambique. É um dos fundadores do Centro de Estudos Bocageanos, que dirige desde 1999, e autor de diversas obras sobre Camilo Pessanha, Venceslau de Moraes, Raul Proença, Padre Malagrida e Marquês de Pombal. O investigador redigiu o Dicionário de Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX, o Dicionário de Imprensa do Antigo Regime (1701-1807) e o Dicionário Cronológico de Imprensa de Macau — Século XIX. Pela Imprensa Nacional, publicou a Obra Completa de Barbosa do Bocage, em quatro volumes. Em Maio, Daniel Pires conta publicar, também pela IN, a biografia de Bartolomeu de Gusmão.