Saúde | Concluídas 13 cirurgias oculares no São Januário

Profissionais do Centro Oftalmológico Zhongshan da Universidade Sun Yat-sen realizaram 13 cirurgias “complexas” às cataratas no Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ).

Segundo um comunicado dos Serviços de Saúde (SS), trata-se de “casos difíceis como cataratas maduras, miopia magna e cataratas de núcleo duro de grau 5”, sendo que, no dia seguinte, “realizou-se uma revisão centralizada” dos procedimentos por parte dos profissionais de saúde, “tendo todos os doentes recuperado favoravelmente após a intervenção”.

Estas cirurgias resultam de uma cooperação entre as duas unidades de saúde, visando “apoiar o CHCSJ na melhoria da eficácia dos serviços especializados”. Foi também feita uma demonstração de um ensaio clínico neste contexto.

Citado por uma nota dos SS, o seu director, Alvis Lo, destacou que “o Centro Oftalmológico Zhongshan é uma instituição de referência a nível nacional no domínio da oftalmologia, tendo alcançado um nível de excelência nos serviços médicos clínicos, na formação de quadros qualificados, na investigação e inovação tecnológica e na gestão hospitalar”.

Fica a promessa de, no futuro, desenvolver mais cooperações “em áreas como a normalização de técnicas cirúrgicas, melhoria da eficiência operacional cirúrgica e introdução de projectos inovadores do Centro Oftalmológico Zhongshan”.

27 Ago 2026

IAS | Teng Sio Hong nomeado vice-presidente

O Chefe do Executivo nomeou Teng Sio Hong para o cargo de vice-presidente do Instituto de Acção Social (IAS), por um ano a contar do dia 23 de Setembro. A nomeação foi oficializada ontem, através de uma ordem executiva publicada no Boletim Oficial, na sequência de vacatura do cargo. A publicação destaca a “idoneidade cívica, experiência e competência profissionais adequadas” de Teng Sio Hong para o desempenho do cargo.

O responsável era subdirector dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude desde 2021, depois de ter chefiado o Departamento de Coordenação das Instituições do Ensino Superior na mesma direcção de serviços.

O novo vice-presidente do IAS entrou na função pública em 2009 para os quadros do Fundo de Segurança Social, antes de ingressar na Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública. No currículo académico, Teng Sio Hong tem uma licenciatura em Economia (Finanças) pela Universidade de Fudan e mestrado em Administração Pública pelo Instituto Nacional de Administração da China.

27 Ago 2026

APOMAC | Jorge Fão pede “mais e melhor” para idosos

Jorge Fão, dirigente da APOMAC – Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas da Função Pública, defendeu ontem que o Governo pode fazer “mais e melhor” pelos idosos.

Segundo noticiou a TDM Rádio Macau, Jorge Fão referiu que se “o Governo fizer mais e melhor irá brilhar”, tendo a APOMAC proposto, neste sentido, a conversão do subsídio do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo em cuidados de saúde para os mais velhos.

Outra sugestão da APOMAC, passa pelo ajustamento salarial de 3 por cento para funcionários públicos, tendo Jorge Fão classificado o actual modelo remuneratório na Administração como “ultrapassado e retrógrado”. A APOMAC apresentou, no total, um pacote de seis medidas a incluir, na sua visão, no relatório das LAG para 2027.

27 Ago 2026

Zona de Cooperação | Pong Ka Fui, da DSEC, na Comissão Executiva

O responsável máximo pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Pong Kai Fu, passa a dirigir a Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

Segundo despacho assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, e publicado esta quarta-feira em Boletim Oficial, Pong Ka Fui passa a exercer estas funções a partir do dia 1 de Setembro, com comissão de serviço de dois anos.

Além deste dirigente, foram nomeadas as chefias da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Autoridade Monetária de Macau e Instituto de Habitação, respectivamente: Cheung Wai, Ip Kuai Lam e Cui Ning, Sio U Lam exercem função de subdirector, Chan Kong On e Ng Chan Teng exercem função de chefe e subchefe de divisão.

Na comissão, estes dirigentes recebem o semelhante à remuneração mensal do abono especial correspondente ao índice 250 da tabela salarial da Função Pública referente aos cargos de director e subdirector, e ainda relativa ao índice 200 para os cargos de chefe e subchefe. Tal significa um salário de cerca de 23 mil patacas para Pong Kai Fu e de 18 mil patacas para os restantes dirigentes.

27 Ago 2026

Taiwan | Ex-representante em Macau detido em operação anticorrupção

O ex-representante de Taiwan em Macau Chen Hsuehhuai foi detido e interrogado no âmbito de uma vasta operação anticorrupção das autoridades da ilha que também visou o seu irmão, o deputado do partido Kuomintang (KMT) Chen Hsuehsheng.

Segundo meios de comunicação da Formosa, Hsuehhuai, que dirigiu o escritório de representação de Taiwan em Macau entre 2017 e 2019, foi libertado mediante caução de 100 mil dólares taiwaneses. O caso insere-se numa investigação conduzida pelo Ministério Público de Taipei, que suspeita de fraude e corrupção envolvendo salários fictícios de assessores parlamentares e benefícios indevidos concedidos por empresas de transporte marítimo.

Um total de 27 pessoas foi levado para interrogatório, entre elas Chen Hsuehsheng, libertado sob caução de dois milhões de dólares taiwaneses, e vários familiares e colaboradores, com cauções entre 80 mil dólares taiwaneses e 500 mil dólares taiwaneses. Mais de 10 suspeitos foram libertados sem medidas adicionais.

27 Ago 2026

As Associações e o Futuro de Macau: Segurança e Responsabilidade



Por Manuel Silvério – Analista independente de políticas públicas e desenvolvimento regional / Antigo dirigente público com experiência internacional, com longa dedicação às políticas públicas e ao desenvolvimento desportivo

Nos dois artigos anteriores sobre a reformulação do Regime Jurídico das Associações, procurei abordar duas questões naturalmente ligadas. Primeiro, a realidade associativa de Macau, que cresceu de menos de duas mil associações para mais de 12 mil. Depois, as relações que muitas dessas associações mantêm, há décadas, com organizações do Interior da China, de Hong Kong e do exterior.



Chegamos agora a uma terceira questão, talvez a mais sensível: a segurança. Macau é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China. A sua estabilidade, o seu desenvolvimento e o seu futuro estão necessariamente ligados ao quadro constitucional do País e à salvaguarda dos interesses fundamentais do Estado. Entretanto, o mundo mudou. As relações internacionais tornaram-se mais complexas, intensificou-se a competição geopolítica e surgiram novas formas de interferência. A segurança nacional tornou-se, por isso, uma preocupação cada vez mais presente nos diferentes Estados. Macau não pode estar à margem dessa realidade.

Segurança do Estado e associações


É neste contexto que deve ser compreendida uma parte importante da reforma agora em consulta.


Edmund Ho veio também sublinhar publicamente esta dimensão. O primeiro Chefe do Executivo da RAEM e actual Vice-Presidente do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês considerou que a revisão do Regime Jurídico das Associações visa defender a segurança do Estado e da RAEM, optimizar a afectação de recursos e promover o desenvolvimento saudável e sustentável das associações.

Estas três dimensões — segurança, utilização responsável dos recursos e desenvolvimento sustentável do associativismo — mostram que a reforma não deve ser entendida apenas como uma alteração de procedimentos administrativos.


A proposta prevê a intervenção da Comissão de Defesa da Segurança do Estado em determinadas situações relacionadas com a constituição ou cessação de associações. Para as associações já existentes, estão igualmente previstos mecanismos quando possam estar em causa situações susceptíveis de pôr em perigo a segurança do Estado.
Parece-me compreensível que assim seja.
A liberdade de associação é um direito legalmente reconhecido em Macau, mas, como qualquer direito, exerce-se dentro do ordenamento jurídico vigente. O mesmo princípio se aplica às relações externas das associações.
Não vejo, por isso, necessidade de colocar a salvaguarda da segurança do Estado e as relações externas legítimas em campos opostos.
A segurança é um princípio que deve ser preservado. Dentro desse enquadramento, a abertura, a cooperação e as relações internacionais legítimas podem continuar a desenvolver-se.


O mundo muda e Macau também deve acompanhar a mudança

Macau tem uma história muito própria. Durante séculos foi um lugar de encontro entre diferentes culturas e comunidades. Essa abertura permanece e continua a ser uma das características e riquezas de Macau.
Mas abertura não significa ausência de regras.
A realidade constitucional e política da RAEM é hoje clara. Diferentes períodos históricos tiveram circunstâncias próprias, que não devem ser automaticamente transportadas para a realidade actual.


Há uma velha expressão que traduz esta ideia com simplicidade:
«Em Roma, sê romano.»
Uma associação de Macau integrada numa organização internacional deve naturalmente respeitar as regras dessa organização. Mas deve, antes de mais, cumprir as leis de Macau e assumir as responsabilidades decorrentes da sua existência e actividade na RAEM.
Não há qualquer contradição entre as duas coisas.
Seja no desporto, no escutismo, na comunicação social, na solidariedade, na juventude ou nas associações profissionais e empresariais, participar em redes internacionais significa conviver com diferentes regras e responsabilidades. O importante é que os limites sejam claros e que todos saibam como devem actuar.


Segurança com proporcionalidade



A segurança do Estado deve ser salvaguardada com firmeza. Mas a aplicação das regras deve também permitir distinguir situações diferentes.
Uma associação que, há décadas, participa de forma aberta e regular nas actividades de uma organização internacional e cumpre as suas obrigações não pode ser simplesmente colocada no mesmo plano de uma organização utilizada para fins contrários à lei.
Distinguir diferentes níveis de risco pode tornar a própria supervisão mais eficaz. Quanto mais claras forem as regras, mais fácil será para as associações que trabalham de boa-fé cumpri-las e para as autoridades concentrarem a sua atenção onde existam riscos efectivos.
Segurança e proporcionalidade não são incompatíveis. Podem, pelo contrário, reforçar-se mutuamente.


Proteger também os voluntários



Por detrás de muitas associações de Macau estão dirigentes e colaboradores que dedicam voluntariamente anos das suas vidas ao serviço da sociedade.
Não são necessariamente especialistas em direito, segurança, contabilidade ou relações internacionais. Uma reforma que torne mais claras as suas responsabilidades pode, por isso, ser também uma forma de os proteger.


Saber o que deve ser comunicado, quais relações externas exigem determinados procedimentos, que documentos devem ser conservados e onde procurar orientação reduz a possibilidade de erros cometidos por simples desconhecimento. Isto também é boa governação.
Não se trata apenas de criar obrigações. Trata-se de permitir que as pessoas saibam claramente quais são essas obrigações e possam cumpri-las.


Preparar Macau para o futuro



Talvez seja aqui que esta discussão ultrapasse a própria reforma das associações.
Associações efectivamente activas, regras claras, dirigentes conscientes das suas responsabilidades, utilização criteriosa dos recursos públicos, relações externas desenvolvidas dentro da legalidade e mecanismos adequados de protecção da segurança do Estado são elementos de uma sociedade mais organizada e institucionalmente mais forte.
Esta dimensão ganha particular significado num momento em que Macau define as prioridades do seu desenvolvimento económico e social para o período de 2026 a 2030.
E instituições fortes não servem apenas para resolver os problemas de hoje.

Servem também para preparar o futuro.
Fala-se por vezes de 2049 como se fosse uma linha distante no calendário. Não me parece necessário antecipar interpretações jurídicas ou políticas sobre aquilo que acontecerá então. Há algo mais simples e útil que podemos fazer desde já: construir boas práticas.
Quanto mais sólidas forem as instituições de Macau, mais claras forem as regras e maior for a confiança entre Administração e sociedade, melhor preparada estará a RAEM para enfrentar qualquer etapa futura.
A melhor preparação para o futuro começa no presente.


Reformar para consolidar confiança



Foi esse o fio que procurei seguir nestas três reflexões.
Reformar o Regime Jurídico das Associações parece-me necessário perante uma realidade que mudou profundamente. Mas reformar não significa apenas fiscalizar mais. Significa também conhecer melhor, distinguir situações diferentes, orientar, proteger quem trabalha de boa-fé e assegurar que os recursos públicos são utilizados com responsabilidade.
Significa igualmente reconhecer que Macau continua ligado ao País e ao mundo, mas que essa abertura se exerce dentro do quadro constitucional e jurídico da RAEM e tendo como princípio fundamental a salvaguarda da segurança do Estado.


Uma sociedade pode ser aberta e segura. Pode manter relações internacionais e exigir transparência. Pode proteger a liberdade de associação e exigir responsabilidade. Pode reforçar a fiscalização e, ao mesmo tempo, proteger os muitos voluntários que dão vida às suas associações.
Talvez o verdadeiro valor de uma boa reforma esteja precisamente aí: transformar princípios em boas práticas quotidianas e, através delas, reforçar a confiança no funcionamento das instituições. É também através de instituições sólidas, responsabilidade, segurança e confiança que se pode continuar a consolidar, na prática, o princípio de «Um País, Dois Sistemas» em Macau. Porque o futuro de Macau não se prepara apenas quando o futuro chegar. Começa a preparar-se hoje.


*Analista independente de políticas públicas e desenvolvimento regional 


(Antigo dirigente público com experiência internacional, com longa dedicação às políticas públicas e ao desenvolvimento desportivo)



26 Ago 2026

China vai defender-se face a ameaças comerciais dos Estados Unidos

A China avisou ontem que fará tudo para “defender firmemente” os seus interesses, depois de os Estados Unidos terem anunciado a intenção de cortar os recursos económicos do Irão e ameaçado quem apoiar Teerão.

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, apresentou na segunda-feira um novo pacote de sanções ditas secundárias, visando não o Irão directamente, mas os parceiros comerciais de Teerão nos sectores do ouro, tecnologia, activos digitais, aviação e transporte marítimo.

Washington impôs igualmente novas sanções a 60 indivíduos, empresas e navios acusados de ajudar o Irão a gerar receitas petrolíferas, a obter armas e a conduzir acções de guerra digital. As sanções da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, visam entidades em todo o mundo, nomeadamente nos Emirados Árabes Unidos, China, Singapura e Europa.

“A China tomará todas as medidas necessárias para defender firmemente os seus direitos e interesses”, reagiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP). Lin disse que “as pressões máximas exercidas no âmbito de uma guerra económica não resolvem” os problemas.

“Apenas servem para agudizar as tensões e os conflitos, provocar efeitos de contágio, desestabilizar a ordem económica e financeira mundial e prejudicar os direitos e interesses legítimos de outros países”, afirmou.

A China é um parceiro estratégico e económico fundamental para o Irão. Mais de 80 por cento das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China antes da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de Fevereiro, de acordo com a empresa de análise Kpler. “A cooperação entre a China e o Irão sempre se enquadrou no âmbito do direito internacional e não pode ser travada nem comprometida”, afirmou Lin Jian.

26 Ago 2026

Guangxi | Tufão Narra obriga à retirada de 54 mil pessoas

O Narra obrigou a retirar mais de 54 mil pessoas no sul da China, após provocar chuvas torrenciais e inundações.

Segundo a televisão estatal chinesa CCTV, a tempestade afectou pelo menos 61 mil pessoas na região de Guangxi, das quais 54 mil foram retiradas de forma preventiva, para evitar riscos. As chuvas associadas ao tufão fizeram ainda com que 10 rios e 15 estações hidrológicas ultrapassassem os níveis de alerta. O estreito de Qiongzhou, entre a província de Guangdong e a ilha de Hainan, suspendeu ontem o tráfego marítimo como medida preventiva.

O impacto do Narra concentrou-se sobretudo em zonas do sul de Guangxi, onde várias localidades sofreram inundações, cheias repentinas e danos em infraestruturas, enquanto as equipas de emergência prosseguem os trabalhos de prevenção e resposta.

As autoridades meteorológicas chinesas prevêem que o núcleo do tufão, que se encontrava ontem sobre o norte do mar do Sul da China, continue a avançar lentamente para oeste e noroeste e atinja a costa com intensidade de tempestade tropical forte.

A combinação do ciclone com os fluxos de monção poderá prolongar a precipitação e aumentar o risco de inundações urbanas, cheias em pequenos rios e deslizamentos de terras.

Entretanto, a China mantém sob vigilância o Saudel, o 18.º tufão da temporada, que atingiu a categoria de supertufão e cuja trajectória poderá aproximá-lo do leste do país nos próximos dias, após atingir as ilhas de Okinawa, no sul do Japão.

26 Ago 2026

Médio Oriente | Xi defende solução diplomática para conflitos

O rei Abdullah II da Jordânia encontrou-se com Xi Jinping Pequim para discutir a crise no Médio oriente e fortalecer os laços com o país asiático

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu segunda-feira um cessar-fogo abrangente e uma solução diplomática para o conflito no Médio Oriente, durante um encontro em Pequim com o rei Abdullah II da Jordânia.

“Defendemos um cessar-fogo abrangente e a resolução dos litígios por meios políticos e diplomáticos, com o entendimento de que a soberania e a segurança dos países da região, incluindo a Jordânia, devem ser respeitadas”, afirmou Xi. O Presidente chinês considerou que a questão palestiniana está “no cerne” dos problemas do Médio Oriente e defendeu uma solução assente em quatro princípios.

Xi apontou, em primeiro lugar, para uma solução política baseada na criação de dois Estados, defendendo o regresso às negociações de paz e a constituição de um Estado palestiniano “o mais rapidamente possível”. O líder chinês defendeu também uma governação palestiniana, incluindo na Cisjordânia, e a reconstrução da Faixa de Gaza após a guerra, assim como os princípios do humanitarismo, da equidade e da justiça.

Pequim pretende que sejam abordados simultaneamente “os sintomas e as causas profundas”, através de medidas destinadas a alcançar uma solução “rápida, abrangente, justa e duradoura” para a questão palestiniana.

Xi destacou igualmente o papel “único e importante” da Jordânia no Médio Oriente e manifestou o “firme apoio” da China à salvaguarda da soberania, segurança e interesses nacionais do país. O Presidente chinês defendeu o reforço dos contactos entre os dois países a diferentes níveis, incluindo entre governos, partidos políticos, órgãos legislativos e autoridades locais.

“A cooperação entre a China e a Jordânia é essencialmente mutuamente benéfica”, afirmou Xi, defendendo o aprofundamento das relações em sectores tradicionais como comércio, infraestruturas, transportes e mineração, além da expansão para novas áreas.

O líder chinês manifestou ainda disponibilidade para reforçar a coordenação com Amã em instituições multilaterais, incluindo as Nações Unidas, e para defender conjuntamente “a ordem internacional baseada no direito internacional”.

Valores da imparcialidade

Por seu lado, Abdullah II afirmou valorizar muito a posição “imparcial e consistente da China em relação aos assuntos regionais e o seu apoio à justa causa dos países árabes”.

“A Jordânia está disposta a manter uma comunicação fluida com a China e a continuar a envidar esforços positivos para aliviar a situação actual, para que os povos do Médio Oriente possam desfrutar de paz e prosperidade”, acrescentou o líder jordano.

O monarca reiterou também o apoio de Amã ao princípio de “Uma Só China”, considerando Taiwan “parte integrante” do território chinês, e manifestou interesse em receber mais investimentos de empresas chinesas na Jordânia.

Abdullah II afirmou ainda esperar que a China desempenhe “um papel de liderança mais significativo a nível global”.

26 Ago 2026

Gastronomia | EL&N Deli & Bakery abre portas no Mercado Kam Pek

Pão, pastelaria e café. Eis os produtos pelos quais é conhecido o EL&N Deli & Bakery, novo espaço gastronómico a funcionar no Mercado Kam Pek, bem no coração de Macau, e que está também de portas abertas no Grand Lisboa Palace. Ambos os espaços estão sob alçada da operadora de jogo Sociedade de Jogos de Macau (SJM).

Segundo um comunicado, o que se apresenta ao público é “um novo conceito de padaria e bebidas” com ligação à área do Life&Style, tendo em conta a decoração do espaço e o formato de funcionamento. O negócio tem localização central na Avenida de Almeida Ribeiro.

“Situado no centro histórico de Macau, o Mercado Kam Pek tornou-se um animado centro de gastronomia contemporânea, juntando conceitos inovadores num dos bairros mais característicos do território. A EL&N Deli & Bakery proporciona um sítio convidativo de paragem depois de explorar a ‘San Ma Lo’ e ruas circundantes, seja para saborear um doce acabado de sair do forno ou para levar algo prático”, no formato take-away, pode ler-se.

A marca traz dois produtos “criados em exclusivo” para Macau, como é o caso do “EL&N Deli Special Pineapple Bun with Butter”, ou seja, o tradicional pão com crosta, barrado a manteiga, e que é típico de Hong Kong. Apresenta-se ainda o cheesecake de San Sebastián, estando também disponível uma selecção de “bebidas exclusivas” enlatadas e prontas a levar.

Fundada em Londres em 2017 por Alexandra Miller, a EL&N passou de um café em Mayfair a “fenómeno global de estilo de vida com um público fiel”. A SJM procura, com esta nova abertura, apostar na diversidade de locais gastronómicos e de oferta, é referido na mesma nota.

26 Ago 2026

Grand Lisboa Palace acolhe edição 2026 do Fortune Leaders Forum

O empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, será palco da edição deste ano do Fortune Leaders Forum, a 8 de Setembro. Segundo um comunicado, o evento “reúne os principais executivos, especialistas em inovação e decisores globais”. Incluem-se também empresários que constam na lista Fortune 500, ligados a sectores como negócios, finanças, viagens, área de cuidados de saúde e outros.

Num evento que conta com a presença de Daisy Ho, directora-executiva da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), concessionária que detém o Grand Lisboa Palace, pretende-se “explorar a agenda empresarial global em constante evolução, num contexto de transformação impulsionada pela Inteligência Artificial e de mudanças geopolíticas”.

O tema da edição deste ano do Fortune Leaders Forum é “Liderança na Era da Convergência e da Complexidade”, centrando-se nas “questões que os líderes têm de enfrentar no actual ambiente empresarial”, nomeadamente “geopolítica, incerteza económica, transformação organizacional e as dinâmicas em constante mudança que moldam a tomada de decisões em tempo real”.

Da IA à Grande Baía

Outros oradores presentes no painel de conferências, a 8 de Setembro, são David Mann, economista-chefe para a região da Ásia-Pacífico da Mastercard e Serene Nah, directora-executiva e chefe para a região da Ásia-Pacífico da Digital Realty, empresa americana com sede em Austin especializada na gestão de centros de dados.

Um dos painéis matinais do Fórum intitula-se “The Global Economy: Signals for the Year Ahead”, com Andrew Staples, co-presidente do Fortune Leaders Forum e Louis-Vincent Gave, dirigente da Gavekal, empresa do sector financeiro de Hong Kong.

Destaque ainda para o painel “New Strategies for Growth: Walmart’s Next 30 Years in China”, que analisa a presença desta empresa americana no país, e que vai contar com os testemunhos de Christina Zhu, presidente e CEO da Walmart China, e Lee Williamson, co-presidente do Fortune Leaders Forum.

Não faltam painéis sobre as repercussões da inteligência artificial nos domínios económico e financeiro, ou ainda sobre o poder da tecnologia nestas áreas. É o caso de “Paying it Forward: What’s Next in Digital Finance?”, com foco na mudança para a moeda digital no continente asiático, e que conta com apresentação de Fang Wang, directora-executiva da Shanghai Fortune China.

O projecto da Grande Baía será também analisado em “The GBA Decade: Opportunity, Innovation and Global Impact”, com o contributo de Edward Au, partner da consultora Deloitte China, e Alex Che Weng Keong, presidente da direcção do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM).

26 Ago 2026

SJM | Prejuízos cresceram quase 62% no primeiro semestre

A SJM Holdings registou um prejuízo de 295 milhões de dólares de Hong Kong (HKD) no primeiro semestre deste ano, em parte devido à quebra de 20,8 por cento das receitas líquidas face ao mesmo período do ano passado.

Segundo os resultados divulgados ontem pela empresa, o prejuízo do primeiro semestre de 2026 aumentou 61,7 por cento em relação ao nível de 182 milhões de HKD do primeiro semestre de 2025. Também a receita líquida do jogo caiu 22,5 por cento, para um total de 10,56 mil milhões de HKD.

No entanto, o EBITDA ajustado, que mede a rentabilidade operacional das empresas, registou um ligeiro aumento de 3,3 por cento, para 1,7 mil milhões de HKD, com a margem a subir 3,5 pontos percentuais, para 14,7 por cento. Também a quota de mercado que o grupo detém na indústria diminuiu 3,1 pontos percentuais, para 9,8 por cento.

Nos primeiros seis meses do ano, as receitas do Grand Lisboa Macau foram de 4,01 mil milhões de HKD, com a receita bruta de jogos a crescer 7,1 por cento em termos homólogos, para 3,8 mil milhões de HKD. No entanto, os resultados operacionais registaram uma ligeira descida, passando de 863 milhões de HKD em 2025 para 860 milhões de HKD na primeira metade deste ano.

Já o Grand Lisboa Palace, registou receitas no primeiro semestre de 3,9 mil milhões de HKD, enquanto a receita bruta de jogo subiu 12,9 por cento, para 3,3 mil milhões de HKD. O resultado operacional, no entanto, diminuiu de 82 milhões de HKD para 22 milhões de HKD.

26 Ago 2026

Dengue | Período de risco leva a combate à proliferação de mosquitos

Macau está neste momento a atravessar o período de maior risco de transmissão da febre de dengue e da febre de chikungunya, motivo pelo qual um grupo de trabalho interdepartamental tem focado a eliminação de fontes de proliferação do mosquito responsável pela transmissão da febre.

Como tal, residentes oram mobilizados para trabalharem em conjunto com as autoridades “na implementação de medidas preventivas a nível comunitário, incluindo a eliminação da água estagnada e a prevenção de infestações por mosquitos”.

De acordo com os dados oficiais, o índice de propagação de mosquitos foi de 41,6 por cento em Julho, o que os Serviços de Saúde indicam significar que o mosquito Aedes albopictus está activo.

Desde Julho, os Serviços de Saúde procederam, pelo menos, três a quatro vezes por mês, à eliminação de mosquitos nos locais com maior incidência de queixas de higiene. Foram também reforçadas as inspecções e eliminações das fontes de proliferação de mosquitos nos bairros comunitários, nomeadamente em terrenos devolutos. Até Julho deste ano, foram realizadas 8.930 inspecções a fontes de proliferação.

Para reduzir o problema de mosquitos, os Serviços de Saúde levaram a cabo 1.922 acções de eliminação química de mosquitos em 130 pontos negros de higiene e nas zonas com risco de casos de duas febres em Macau. Por outro lado, o Instituto para os Assuntos Municipais responsabiliza-se pela eliminação mensal de mosquitos em parques, zonas de lazer e cemitérios municipais de Macau.

26 Ago 2026

Roubo | Homem detido por ficar com 100 mil HKD de prostituta

Um homem, cidadão da China, foi detido este domingo por ter extorquido 100 mil dólares de Hong Kong (HKD) a uma prostituta após o acto sexual num quarto de hotel no Cotai.

Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o caso aconteceu na noite da última sexta-feira, sendo que o suspeito recusou pagar três mil dólares de Hong Kong à mulher pelo serviço sexual e ameaçou-a com uma faca. Depois, amarrou a prostituta com fita adesiva e obrigou-a a dar a palavra passe de acesso ao telemóvel, conseguindo obter o dinheiro que trocou por fichas de jogo.

O homem alegou que esse dinheiro iria servir para pagar uma dívida de jogo, pedindo à mulher para não o denunciar. A vítima conseguiu depois sair do quarto, e contou o sucedido a uma amiga, e só aí as autoridades policiais foram contactadas. Depois de uma investigação preliminar, o homem acabou por confessar que já tinha a faca e a fita adesiva preparadas antes do roubo.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público, com o homem a ser suspeito da prática dos crimes de roubo e posse injustificada de armas e outros instrumentos. Quanto à vítima, a trabalhar como prostituta, será realizada outra investigação.

26 Ago 2026

Hengqin | Apresentadas medidas para apoiar sector da aviação

A Direcção do Desenvolvimento Industrial da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, Guangdong-Macau apresentou um plano para promover o desenvolvimento integrado do Centro Internacional de Transporte Aéreo de Macau na Margem Ocidental do Rio das Pérolas.

O plano contempla várias medidas de apoio para reduzir os custos operacionais de logística, como um subsídio de 1 yuan por cada quilo de carga que empresas de transporte internacional de mercadorias que passem pelo terminal de carga de Hengqin do Aeroporto de Macau, num máximo de 5 milhões de yuan por ano.

No chão, as autoridades de Hengqin vão atribuir um subsídio no valor de 50 por cento dos custos reais anuais de exploração e manutenção das instalações de serviço usados por empresas de importação e exportação, até um limite máximo anual de 2 milhões de yuan.

Os apoios vão-se estender ao armazenamento, através de um apoio para cobrir 50 por cento do arrendamento em armazéns em Hengqin, até um milhão de yuan por ano.

Também o manuseamento e tratamento de mercadorias será subsidiado para incentivar a utilização do Terminal de Carga de Hengqin. As autoridades realçam que os apoios serão mais generosos para empresas com capital de Macau, ou empresas do programa “Cultivar e Fortalecer”.

Também os profissionais empregados na zona de cooperação na área da logística aérea transfronteiriça podem candidatar-se a um subsídio de subsistência de 40 mil yuan por pessoa, distribuído a uma taxa de 30 por cento nos primeiros dois anos e de 40 por cento no terceiro ano.

26 Ago 2026

Ártico | Cimeira dos líderes europeus em Setembro na Finlândia

A Finlândia anunciou ontem que vai organizar, em Setembro, uma cimeira de líderes da União Europeia dedicada ao Ártico, cuja “importância geopolítica continua a crescer rapidamente”.

As declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, de acordo com as quais o território autónomo dinamarquês da Gronelândia devia passar a ser norte-americano, bem como a decisão da China de enviar um porta-contentores numa rota que atravessa o Ártico, confirmaram essa importância estratégica.

A cimeira, a realizar-se nos dias 13 e 14 de Setembro, em Rovaniemi (norte), visa “reforçar a abordagem estratégica comum da UE em relação à região ártica, cuja importância geopolítica não cessa de crescer rapidamente”, referiu em comunicado o gabinete do primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo.

Os líderes europeus, nomeadamente o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, devem participar no evento, juntamente com a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. “A região ártica é uma parte cada vez mais importante do ambiente de segurança da Europa”, afirmou o primeiro-ministro finlandês.

“A União Europeia tem interesses directos na estabilidade, segurança e desenvolvimento sustentável. É muito valioso poder debater estas questões em conjunto com um vasto grupo de líderes da UE”, acrescentou. O degelo marinho reforçou a importância estratégica desta região, melhorando o acesso a recursos naturais cruciais e abrindo novas rotas marítimas.

Aliás, um porta-contentores sul-coreano partiu no sábado para a Europa pelo Ártico, o mais recente exemplo do novo interesse suscitado por esta rota marítima, num momento em que persiste o bloqueio do tráfego no Médio Oriente devido à guerra entre Estados Unidos e Irão.

De acordo com especialistas, esta rota, mesmo que se tenha tornado mais navegável devido ao aquecimento global, deverá continuar a ser secundária.

25 Ago 2026

Japão | Deputados viajam para Pequim após aumento de tensões

Um grupo de deputados japoneses viajou ontem para Pequim para se reunir com responsáveis chineses, pela primeira vez desde que as relações bilaterais se deterioraram, após comentários da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan.

A delegação vai reunir-se com responsáveis do Partido Comunista Chinês durante a visita, que se estende até quinta-feira.

O grupo inclui Gaku Hashimoto, deputado do Partido Liberal Democrático (PLD), actualmente no poder, e antigo vice-ministro da Saúde e Bem-Estar, e um deputado de cada um dos partidos da oposição Komeito e Aliança Centrista Reformista (CRA, na sigla em inglês).

“A comunicação foi interrompida em todas as áreas e estamos a começar a ver o impacto disto em muitos sectores”, disse Shinichi Isa, um dos porta-vozes do partido CRA. “Espero que possamos encontrar de alguma forma uma pista para reiniciar o diálogo”, acrescentou o dirigente, aos jornalistas antes de deixar o aeroporto de Haneda, em Tóquio.

Isa, que serviu como diplomata na Embaixada do Japão na China, escreveu na rede social X, no início de Agosto, que os laços bilaterais atingiram o seu pior nível desde a normalização das relações em 1972.

O deputado escreveu que as autoridades sempre mantiveram a comunicação, mesmo durante os momentos mais difíceis anteriores: “Agora, todos os canais entre as autoridades e os ministérios foram cortados.” A situação não é do interesse nacional de nenhum dos lados, disse Isa na altura, e o lado chinês aceitou um pedido dos deputados japoneses para uma “janela para o diálogo”.

Palavras e acções

As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.

Em 15 de Agosto, o Governo da China apresentou uma queixa formal ao Japão, após a visita de vários ministros, incluindo o titular da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, considerado um símbolo do passado militarista do país. Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para assinalar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, a 15 de Agosto, e noutras ocasiões.

O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, visitou também Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda.

O santuário xintoísta em Tóquio presta homenagem aos cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também honra a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial.

Em comunicado, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China realçou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a “criminosos de guerra”.

25 Ago 2026

Espaço | Adiado lançamento de missão ao polo sul da Lua

O lançamento da Chang’e-7 deverá ter lugar apenas em 2027 após estarem garantidas as condições de segurança necessárias ao sucesso da missão

A China adiou o lançamento da missão lunar Chang’e-7, que órgãos especializados apontavam para ontem, após as autoridades terem concluído que não estavam reunidas as condições necessárias para a descolagem. A decisão foi tomada “segundo os princípios de prudência, fiabilidade e ausência de riscos”, informou, no domingo à noite, o organismo responsável pelo programa espacial chinês, num breve comunicado.

Segundo a entidade, a missão Chang’e-7 “não reúne as condições para o lançamento” e não poderá ser realizada dentro da janela prevista para este ano. As autoridades não especificaram as causas concretas do adiamento nem anunciaram, até ao momento, uma nova data para o lançamento. Órgãos especializados tinham apontado o lançamento da missão para as 08:00 de ontem.

Em 19 de Agosto, a sonda Chang’e-7 e o foguetão Longa Marcha-5 Y14 foram transportados para a plataforma de lançamento do centro espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, no sul da China, após a conclusão dos trabalhos de montagem e dos testes.

Na altura, a agência de notícias oficial chinesa Xinhua indicou que, antes do lançamento, seriam realizadas verificações funcionais, testes conjuntos e o abastecimento de combustível, acrescentando que a descolagem estava prevista para os “próximos dias”, sem avançar uma data oficial.

Bases de exploração

A Chang’e-7 destina-se a explorar o polo sul da Lua, uma região que tem suscitado um interesse científico crescente devido à possível presença de gelo de água em crateras permanentemente à sombra.

A missão integra um módulo orbital, um módulo de alunagem, um veículo de exploração, um pequeno veículo capaz de se deslocar através de saltos e um satélite de retransmissão, visando realizar operações em órbita, alunagem e exploração da superfície lunar.

Entre os objectivos da missão estão o estudo do ambiente lunar, do regolito (a poeira que cobre o solo da Lua), dos componentes voláteis, da estrutura da superfície, da actividade sísmica, do campo magnético e das propriedades térmicas da região. Os dados recolhidos pela Chang’e-7 deverão servir de base à missão Chang’e-8, prevista para cerca de 2029 e destinada a testar tecnologias para uma futura estação internacional de investigação lunar.

Em 2019, a China conseguiu, com a Chang’e-4, a primeira alunagem na face oculta da Lua e, em 2024, trouxe para a Terra, através da Chang’e-6, as primeiras amostras recolhidas naquela região, mantendo o objectivo de enviar astronautas chineses à Lua antes de 2030.

25 Ago 2026

China acusa EUA de pressionarem América Latina a afastar tecnológicas chinesas

A China acusou ontem os EUA de pressionarem países da América Latina e das Caraíbas a substituírem fornecedores tecnológicos chineses, após Washington ter alertado para alegados riscos de espionagem e ciberataques associados a empresas chinesas.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian classificou, em conferência de imprensa, os avisos norte-americanos como “flagrante intimidação tecnológica” e afirmou que estes “fabricam factos e distorcem a realidade”. Lin instou Washington a “deixar de interferir no direito dos países soberanos de escolherem de forma independente os parceiros de cooperação” e a pôr fim ao que classificou como “manipulação política”.

As declarações surgiram em resposta a uma mensagem divulgada na semana passada por Juan Pablo Segura, responsável pelos Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado norte-americano, na qual apontou empresas como Huawei, ZTE, Hikvision, Hytera, Dahua e DJI.

Segura afirmou que a legislação chinesa obriga estes fornecedores a cooperar com os serviços de informações de Pequim e alertou que as respectivas tecnologias representam riscos de espionagem, ciberataques e interrupções de redes, alegações rejeitadas pela China.

O responsável norte-americano instou ainda os parceiros de Washington nas Américas “a mudarem rapidamente” para fornecedores considerados de confiança, de forma a protegerem os cidadãos e a soberania, numa mensagem posteriormente reproduzida por representações diplomáticas dos Estados Unidos na região.

Práticas suspeitas

Lin defendeu que as empresas tecnológicas chinesas cumprem as leis e regulamentos dos países onde operam e afirmou que os seus serviços têm contribuído para o desenvolvimento económico e a criação de emprego nos mercados latino-americanos.

O porta-voz acusou ainda os Estados Unidos de terem realizado, durante anos, actividades de vigilância e ciberataques na América Latina e nas Caraíbas, sem apresentar provas durante a conferência de imprensa que sustentassem a acusação.

A disputa já motivou, durante o fim de semana, uma resposta da Embaixada da China na República Dominicana, depois de a representação diplomática norte-americana no país ter divulgado os avisos de Segura sobre as empresas chinesas.

25 Ago 2026

China | Casas em leilão aumentam quase 24 por cento

O número de imóveis colocados em leilão judicial na China aumentou 23,7 por cento nos primeiros sete meses do ano, pressionando ainda mais os preços da habitação e expondo o impacto da crise imobiliária sobre famílias endividadas.

Segundo dados difundidos na sexta-feira pelo China Index Academy, instituto de investigação do sector imobiliário, 539 mil imóveis foram colocados em leilão por ordem judicial em 355 cidades chinesas entre Janeiro e Julho.

O aumento da oferta fez cair em 9 por cento, em termos homólogos, os preços alcançados, numa altura em que tribunais e gestores de activos procuram vender casas confiscadas a proprietários que deixaram de pagar os empréstimos.

Segundo dados divulgados pela imprensa chinesa, apenas cerca de um terço dos imóveis colocados em leilão encontrou comprador, a preços, em média, cerca de 30 por cento inferiores aos de propriedades comparáveis no mercado de casas usadas. Os descontos estão a afetar as expectativas no restante mercado, ao reforçarem, entre potenciais compradores, a percepção de que os preços ainda podem cair mais.

A procura concentra-se, por isso, em casas bem localizadas, nas maiores cidades, próximas de escolas e com boas ligações de transportes, enquanto imóveis antigos, periféricos ou rurais continuam a ter dificuldade em encontrar comprador.

“As transações de imóveis em leilão judicial aumentaram 42,7 por cento em termos homólogos nos primeiros sete meses de 2026, o que parece impressionante. Mas isto parece reflectir mais o recurso a cortes de preços pelos vendedores para escoar uma crescente oferta acumulada do que uma súbita recuperação da confiança dos compradores no mercado imobiliário”, indicou a colunista especializada no sector Jiang Xiaorong, num artigo publicado na plataforma Baidu Baijiahao.

A crise de liquidez está a atingir também famílias que querem trocar de casa, mas não conseguem vender a atual.

Lista negra

Em Abril, oito milhões de pessoas estavam oficialmente registadas na China como incumpridoras após deixarem de pagar empréstimos à habitação, segundo outro comentador chinês, que escreve sob o pseudónimo Property Observer.

Cerca de 60 por cento tinham menos de 35 anos e aproximadamente 45 por cento das famílias que deixaram de pagar os empréstimos tinham sofrido perdas de emprego, sobretudo em sectores como restauração, imobiliário e ensino privado.

O mercado apresenta, contudo, fortes diferenças regionais. Entre Janeiro e Julho, foram colocadas em leilão 245 mil propriedades residenciais, das quais 89 mil encontraram comprador, equivalente a uma taxa de venda de 36,2 por cento.

Em média, os imóveis leiloados foram vendidos este ano por cerca de 73 por cento do respectivo valor de avaliação. Quando uma casa não encontra comprador na primeira tentativa, o preço inicial de uma segunda ronda pode ser reduzido em até 20 por cento.

A pressão estende-se ao mercado de segunda mão. Em Julho, os preços caíram 3,7 por cento em termos homólogos nas quatro maiores cidades, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas chinês.

O investimento no desenvolvimento imobiliário recuou entretanto 19,2 por cento, em termos homólogos, nos primeiros sete meses, para 4,3 biliões de yuan, à medida que as promotoras reduziram novos projectos perante o prolongamento da crise.

25 Ago 2026

IAM | Macau não importou couves com formaldeído

Depois do caso de repolhos chineses oriundos da província de Hebei que foram molhados com formaldeído, uma substância nociva para a saúde, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) confirmou que Macau não importou vegetais desta zona.

Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, foram feitos testes aos repolhos importados da China, não tendo sido registados níveis de toxicidade ou outros dados fora da normalidade, tendo em conta as inspecções realizadas entre Janeiro e Agosto.

O organismo explica ainda que os repolhos foram importados, essencialmente, da Região Autónoma Guangxi, na província de Hunan; e da Região Autónoma Ninxia, pelo que não entraram no mercado repolhos de Hebei. O IAM prometeu manter uma comunicação estreita com as autoridades sanitárias do país, reforçando a inspecção dos legumes importados para a RAEM.

Inspecções na China

A China ordenou inspecções especiais a couves e outros produtos hortícolas perecíveis em todo o país, após um caso de utilização ilegal de formaldeído para conservar produtos durante o transporte ter desencadeado nova polémica sobre segurança alimentar.

O Gabinete de Segurança Alimentar do Conselho de Estado (o Executivo chinês), o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e a Administração Estatal para a Regulação do Mercado anunciaram conjuntamente que pediram às autoridades locais a realização de controlos específicos e o rastreio dos produtos afectados, para impedir que cheguem ao mercado.

A medida foi adoptada depois de as autoridades do condado de Kangbao, pertencente à cidade de Zhangjiakou, no norte da China, terem confirmado a autenticidade de vídeos divulgados na Internet que denunciavam que algumas couves eram mergulhadas numa solução de formaldeído.

Segundo a investigação preliminar, a prática foi realizada ilegalmente por compradores grossistas dos produtos hortícolas durante o processo de carregamento, para prolongar a conservação durante o transporte. Os três organismos centrais garantiram que qualquer infracção detectada será punida “de forma firme” e que as inspecções vão abranger diferentes regiões do país.

O formaldeído pode ser prejudicial para a saúde: a exposição à substância pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, enquanto a ingestão aguda de soluções que a contenham tem sido associada a efeitos graves, segundo a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

25 Ago 2026

Emprego | Cinco sessões com 400 vagas a 2, 10 e 11 de Setembro

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) vão organizar cinco feiras de emprego com cerca de 400 vagas.

As cinco sessões de emparelhamento contam com nove empresas participantes, que operam nos sectores da lotaria, transportes turísticos e públicos, segurança e limpeza, hotelaria e comércio a retalho, com a oferta de emprego para as funções de: “chefe de turno de recepção, supervisor de andares, empregado administrativo e de contabilidade, analista de dados, motorista, chefe de estação/paragem, ajudante de farmácia, farmacêutico, guarda de segurança e trabalhador de limpeza”.

Durante a sessão dedicada a reforçar os recursos humanos da SLOT, serão disponibilizadas 24 vagas, enquanto na sessão de recrutamento da TRANSMAC e AA Turismo haverá 39 ofertas de emprego. Porém, a larga maioria das vagas (299) serão para as sessões de recrutamento da Companhia de Serviços de Segurança Winnerway, Serviços de Limpeza East Sun e Securitas Serviços de Segurança.

25 Ago 2026

Lavagem de dinheiro | RAEM e São Tomé e Príncipe vão assinar acordo

Macau e São Tomé e Príncipe vão assinar um acordo de troca de informações para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo. O memorando de entendimento será assinado entre os Serviços de Polícia Unitários e a Unidade de Informação Financeira do país africano

De acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, o protocolo envolve a troca de “informações financeiras” para o combate ao branqueamento de capitais, “crimes subjacentes associados”, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça. O memorando de entendimento será assinado com a Unidade de Informação Financeira da República Democrática de São Tomé e Príncipe.

Segundo o despacho, assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, em 17 de Fevereiro, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, pode delegar esta missão ao comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Leong Man Cheong. O Gabinete de Informação de Macau (GIF), responsável pelo combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça, está sob a tutela dos SPU.

Recorde-se que em Março de 2022, um relatório anual do Departamento de Estado dos EUA designou Macau como um dos principais pontos de branqueamento de capitais a nível mundial.

Segundo o relatório anual do GIF, Macau tornou-se em 2019 o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria “todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa.

Em Maio de 2025, Macau assinou também com Angola um acordo para trocar informações, de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo ou à proliferação de armas de destruição maciça.

O GIF de Macau assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Actividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde.

Carnaval do consumo

O número de transações suspeitas registadas nos casinos subiu 8,7 por cento na primeira metade do ano, em comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados oficiais do GIF. As seis operadoras de casinos em Macau submeteram, no total, 2.018 participações de transações suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo entre Janeiro e Junho.

No final de Maio, o Governo anunciou também que a Direcção dos Serviços da Protecção de Dados Pessoais (DSPDP) iria assinar acordos de cooperação com as entidades homólogas de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde. Duas semanas depois, a DSPDP indicou que os acordos irão aperfeiçoar “a cadeia de cooperação entre a China e os países lusófonos nas áreas de segurança de dados e de protecção da privacidade pessoal”.

25 Ago 2026

Irão diz que países que apoiem “guerra económica” dos EUA serão considerados inimigos

O Irão anunciou sábado que todos os países que participem na “imposição de restrições económicas” serão considerados inimigos do país, na sequência da guerra económica anunciada pelos Estados Unidos.

“Declaramos a todos os países à nossa volta e a todos os países do mundo: não se juntem à guerra económica liderada pelos Estados Unidos”, afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezai, na televisão estatal. “Qualquer país que participe na imposição de restrições económicas” contra o Irão será “considerado um inimigo”, afirmou.

“Ainda não atacámos nenhum interesse económico norte-americano (…). Até agora, apenas visámos bases militares, mas se quiserem impor-nos sanções económicas, os Estados Unidos possuem empresas petrolíferas e económicas na região do Irão e noutros locais, e iremos atacá-las”, prosseguiu Rezai.

Se o Presidente norte-americano “tomar medidas [contra o Irão], o nosso confronto será como um terramoto”, ameaçou ainda.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou na quinta-feira os Estados Unidos de “terrorismo económico”, após o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter prometido que Washington iria “derrubar o regime” iraniano com as novas sanções.

Na quarta-feira, Donald Trump, anunciou uma nova ofensiva económica contra o Irão, classificando-a como a “operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país”.

Na sua rede Truth Social, Trump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar “qualquer tipo de tábua de salvação” ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas.

A advertência foi reforçada na quinta-feira pelo secretário do Tesouro norte-americano, que avisou que os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington.

“Isto vai funcionar no Irão e vamos derrubar este regime”, disse Scott Bessent, em entrevista à estação norte-americana CNBC, na qual se referiu à “maior operação coordenada de isolamento económico do mundo”, reforçando palavras no mesmo sentido de Trump, que na véspera anunciou “um dia D” contra a economia iraniana.

China ao barulho

Bessent apelou também à China para que “se alinhe” caso deseje “ver o estreito [de Ormuz] reaberto e os preços da energia a baixarem”.

Já na sexta-feira, a China respondeu opondo-se à “guerra económica” declarada pela administração norte-americana ao Irão, apontando que as “sanções unilaterais ilegais” e as pressões de Washington não são a solução para o problema.

“As sanções e as pressões não permitirão resolver o problema. A China apela a todas as partes envolvidas para que tomem medidas responsáveis e resolvam o problema por via política e diplomática”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, durante uma conferência de imprensa.

Mais de um quarto do comércio do Irão em 2024 foi realizado com a China, um grande consumidor de hidrocarbonetos iranianos e um parceiro estratégico e económico fundamental para o Irão. Mais de 80 por cento das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China antes da guerra, de acordo com a empresa de análise Kpler.

Além da China, entre os países que mantêm laços económicos com Teerão contam-se os Emirados Árabes Unidos, que suspenderam esta semana todas as transacções com a República Islâmica, mas também a Turquia, a Rússia, Iraque, Índia e a Alemanha. As exportações alemãs para o Irão atingiram 870,5 milhões de euros entre Janeiro e Novembro de 2025, segundo o Gabinete Federal de Estatística alemão (Destatis).

24 Ago 2026