Hoje Macau China / ÁsiaEspionagem | Confirmda detenção de cidadão norte-americano A República Popular da China confirmou sexta-feira a detenção de um cidadão norte-americano, analista de um centro de investigação especializado em questões sobre Myanmar, por alegadas actividades de espionagem. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) chinês, Lin Jian, disse que as autoridades de Pequim “acreditam” que Min Zin está envolvido em questões criminais, por alegadas actividades de espionagem que colocaram em risco a segurança nacional da República Popular da China. Min Zin, cidadão norte-americano, é membro fundador do Instituto de Estratégia e Política sobre Myanmar (antiga Birmânia), um grupo de reflexão (‘think tank’) dedicado à análise política e estratégica deste país. O representante da diplomacia chinesa não especificou a natureza das “medidas coercivas” que foram aplicadas ao cidadão norte-americano, uma expressão que, na terminologia jurídica chinesa, normalmente indica que a pessoa não é livre de se deslocar. O MNE de Pequim disse ainda que o consulado geral dos Estados Unidos em Cantão, sul da República Popular da China, foi informado sobre o assunto, acrescentando que os “direitos legais estão totalmente garantidos”.
Hoje Macau EventosExposição de fotografia “O Fio do Tempo” patente no Arquivo de Macau Pode ser vista até 30 de Setembro a mostra de fotografia “Cidade e Imagem: o Fio do Tempo – Exposição de Imagens Históricas do Acervo do Arquivo de Macau”, disponível no Arquivo de Macau. A exposição revela ao público “imagens históricas e contemporâneas que reflectem a transformação da cidade ao longo de um século”, descreve o Instituto Cultural (IC) em comunicado. A inauguração da exposição aconteceu na última sexta-feira, tendo em conta as celebrações do “Dia do Património Cultural e Natural da China” e “Dia Internacional dos Arquivos”. Apresentam-se, assim, “uma selecção do acervo do Arquivo, com uma abordagem curatorial que justapõe imagens históricas e contemporâneas”. São imagens onde a “lente da câmara [é utilizada] como ponte entre o passado e o presente”, revelando-se “detalhes visuais preciosos em diferentes dimensões desde as mudanças da paisagem urbana de Macau, os meios de subsistência da população até ao desenvolvimento das infraestruturas da cidade”. A nossa memória Desta forma, o público pode “compreender a trajectória de desenvolvimento de Macau através de imagens intuitivas e, assim, salvaguardar a memória histórica colectiva da cidade”. O IC conta ainda que uma das funções do Arquivo de Macau é a “recolha, restauro, organização e preservação de arquivos históricos locais”, a fim de enriquecer “a base de dados de documentação histórica local, providenciando assim importantes registos físicos para a investigação sobre a história de Macau”. Estes registos permitem ainda a investigação sobre a “história do comércio e trocas culturais entre a China e o exterior”. O IC diz esperar, com esta mostra, que “arquivos valiosos saiam do depósito e sejam expostos ao público, aprofundando a compreensão da comunidade sobre a preservação de arquivos e a história local”. Além disso, pretende-se promover “a popularização e a transmissão da história e cultura de Macau”. “Cidade e Imagem: o Fio do Tempo – Exposição de Imagens Históricas do Acervo do Arquivo de Macau” pode ser vista no Arquivo de Macau, na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida.
Hoje Macau EventosCinema | Festival “Saracoteio – Dança no Ecrã” mostra 13 filmes O “Rollout Dance Film Festival” de Macau vai exibir em Dezembro 13 vídeos de dança no âmbito do festival Saracoteio – Dança no Ecrã. O evento realiza-se em parceria com festivais congéneres de Cabo Verde e Portugal. Mary Wong, curadora do “Rollout”, conta que um dos vídeos retrata a vida no bairro do Iao Hon Um programa conjunto vai mostrar 13 filmes e vídeos de dança provenientes de cinco países e territórios lusófonos em festivais de Macau, Portugal e Cabo Verde, disse a organização à Lusa. Mary Wong, curadora do Rollout Dance Film Festival de Macau, revelou que o programa Saracoteio – Dança no Ecrã seleccionou obras de Portugal, Moçambique, Macau, Brasil e Guiné-Bissau. A convocatória recebeu cerca de 60 filmes e vídeos, e a escolha final coube a três curadores, de cada um dos três festivais: o Rollout, a 34.ª Quinzena de Dança de Almada e o Festival Uabá de Cabo Verde. As obras seleccionadas irão integrar os três festivais, a começar pelo Uabá, na ilha de Santiago, entre 21 e 25 de Setembro, logo seguido por Almada, de 25 de Setembro a 11 de Outubro, com o Rollout de Macau previsto para Dezembro. Wong disse que a escolha teve como um dos principais critérios obras que não são “apenas uma apresentação de dança, mas que utilizam a linguagem da cinematografia, o movimento corporal e a coreografia, tanto das pessoas como da lente”. Os curadores procuraram também “obras mais inovadoras”, que “tentam romper com que já foi feito”, explicou a bailarina, que nasceu em Macau antes da transição de administração para a China e tem nacionalidade portuguesa. Wong deu como exemplo um vídeo em que “a coreografia do movimento corporal não provém apenas da dança, mas da escalada” e outro que “mostra a ligação entre um bailarino humano e um cavalo”. Filmar o Iao Hon Entre os quatro trabalhos de Macau seleccionados, a curadora destacou um que tem como palco o Iao Hon, um dos bairros mais densamente povoados no mundo, com mais de 12 mil habitantes, construído na década de 1970, e que as autoridades pretendem demolir. “Não tem nada a ver com a arquitectura histórica de Macau, mas reflecte a vida real das pessoas daqui, e acho interessante que seja possível ver esse aspecto comunitário num sentido muito estéctico”, disse Wong. Os curadores, acrescentou Wong, também procuraram filmes com “algum tipo de mensagem sociocultural, que realmente reflicta a vida contemporânea”, que coloque o público “a pensar e falar”. Wong deu como exemplo obras vindas do Brasil e de Moçambique, onde “as disputas e a instabilidade políticas são frequentemente mencionadas”. Em declarações à Lusa em Abril, Wong sublinhou que, mais do que uma parceria pontual, o objectivo do Saracoteio passa por estreitar laços entre artistas de diferentes paragens. No início de Outubro, bailarinos de Macau irão a Portugal apresentar quatro obras. No início de Dezembro, será a vez da Quinzena de Dança de Almada levar trabalhos de dança à RAEM.
Hoje Macau EventosMacau presente nas Marchas Populares de Lisboa, que Alfama venceu Alfama venceu a edição deste ano do Concurso das Marchas Populares de Lisboa, anunciou no sábado a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), responsável pela organização da iniciativa. Em segundo lugar ficou Alcântara e em terceiro Madragoa. “Oito anos depois, a Marcha de Alfama volta a vencer o concurso das Marchas Populares de Lisboa, com o tema ‘Os santos devem estar loucos’, que retrata o contraste entre a tradição da marcha e as mudanças sentidas no bairro”, lê-se num comunicado da EGEAC. Outros grupos estiveram este ano no concurso: Graça (4.º), Bairro Alto (5.º), Beato e Bica (6.º ex-aequo), Carnide e Olivais (8.º ex-aequo), Mouraria (10.º), Alto do Pina (11.º), Marvila e Penha de França (12.º ex-aequo), Benfica (14.º), São Vicente (15.º), São Domingos de Benfica (16.º), Bela Flor Campolide (17.º), Bairro da Boavista e Castelo (18.º ex-aequo) e Ajuda (20.º). Em 2025, Alcântara e Bairro Alto tinham vencido o concurso. De acordo com informação da EGEAC, Alfama e Madragoa ganharam na categoria de Melhor Coreografia. A Melhor Cenografia foi para Alcântara, que venceu também o Melhor Figurino, em conjunto com a Bica. A distinção da Melhor Letra foi para Alcântara, Alfama, Graça e Olivais. Quem venceu a Melhor Musicalidade foram as marchas do Alto do Pina e de Alfama, e a Melhor Composição Original foi para Alfama com “Os Santos devem estar loucos”, para a Graça com “Na Graça o 13 é sorte” e Alcântara com “À moda de Alcântara”. O Melhor Desfile na Avenida foi para Alfama. Macau presente O desfile teve início com a tradição folclórica chinesa Dança do Dragão e dos Leões Dourados, apresentada pela Associação Geral Desportiva de Macau Lo Leong. Numa nota de imprensa, a DST descreve como esta actuação representou “uma demonstração de dança do leão e dança do dragão, ambas classificadas como Património Cultural Intangível de Macau”, além de evidenciar “o fascínio singular de Macau enquanto destino de ‘Turismo + Cultura’, e a sua imagem de coexistência multicultural”, Antes das Marchas em concurso, desfilaram a Marcha Infantil das Escolas de Lisboa, a Marcha Infantil A Voz do Operário, a Marcha dos Mercados e a Marcha Santa Casa. Sob o tema “Somos Lisboa. Somos Europa”, as 20 marchas a concurso, que já se apresentaram na MEO Arena, foram avaliadas e pontuadas por um júri consoante os figurinos, as músicas e as coreografias originais, retratando os vários bairros lisboetas participantes. Além das Marchas, casamentos e arraiais, a programação das Festas de Lisboa tem este ano, durante o mês de Junho, mais de 40 iniciativas, “maioritariamente gratuitas”, espalhadas pela cidade, com concertos, cinema ao ar livre, exposições e festivais multiculturais. O encerramento das Festas de Lisboa decorre no dia 26 de Junho nos Jardins da Torres de Belém.
Hoje Macau SociedadeJustiça | Mantida pensa suspensa por ameaças O Tribunal de Segunda Instância (TSI) confirmou a pena suspensa de um ano e nove de prisão para um homem que foi condenado por quatro crimes de ameaça. Segundo a informação divulgada pelos tribunais, o homem ameaçou três colegas da esposa, por ciúmes, através de publicações online em que colocou fotos dos visados e escreveu textos a ameaçar matar as suas famílias. Houve também situações em que o homem contactou por telefone as vítimas com ameaças de morte, o que levou os visados a apresentarem queixa. Além da condenação a um ano e nove meses de pena suspensa, o criminoso foi igualmente condenado a pagar 5 mil patacas e 10 mil patacas a duas das vítimas. Após a condenação no Tribunal Judicial de Base, o homem recorreu da sentença, por considerar que não havia provas suficientes para ser condenado. No entanto, os juízes da segunda instância consideraram que o TJB decidiu de forma correcta e mantiveram a pena. Droga | Mulheres detidas com estupefacientes A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de duas mulheres, cidadãs Vietname, por venderem estupefacientes em Macau. Segundo a informação citada pelo jornal Ou Mun, além das detenções foram apreendidas drogas avaliadas em 1,86 milhões de patacas. Uma das mulheres detida tem 33 anos, estava desempregada, apesar de se encontrar em Macau como trabalhador não-residente e no passado tinha desempenhado as funções de massagista. A outra detida, tem 36 anos, é trabalhadora não-residente e massagista. Entre os estupefacientes apreendidos, as autoridades encontraram quase 1.5 quilogramas em 286 embalagens com metanfetaminas, 159 com cetamina, 33 com ecstasy e 10 com comprimidos de ecstasy. Quando as mulheres foram detidas, recusaram indicar às autoridades a proveniência das drogas. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Hoje Macau SociedadeIAM | Patas de galinha retiradas do mercado O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) ordenou a retirada do mercado de patas de galinha sem ossos produzidas pela empresa Macau Full Basket Industria Lda. A informação foi divulgada em comunicado, e o produto foi recolhido devido a uma inspecção em que foram detectadas ireregulardades ligadas aos níveis de “listeria monocytogenes”. “De acordo com as ‘Orientações sobre Critérios Microbiológicos para Alimentos Prontos a Comer’, foi detectado um nível ‘insatisfatório’ de Listeria monocytogenes na amostra”, foi explicado. “O IAM acompanhou e tratou de imediato do caso, ordenando ao estabelecimento envolvido que suspendesse a produção, fornecimento e procedesse à recolha dos produtos alimentares em causa”, foi acrescentado. A informação do IAM indicou também que as “bactérias do género listeria” podem sobreviver e reproduzir-se a baixas temperaturas, mas se os alimentos foram bem aquecidos podem ser eliminadas. O consumo de comida contaminada “pode causar doenças e, geralmente, os infectados apresentam sintomas como febre, dores musculares, dores de cabeça, náuseas, vómitos ou diarreia”. No caso das pessoas com baixa imunidade, tais como recém-nascidos e idosos, o IAM indicou que podem sofrer complicações graves se foram infectadas.
Hoje Macau SociedadeServiços de Saúde | Negada existência de casos de Ébola Os Serviços de Saúde (SS) emitiram um comunicado a refutar os boatos sobre a existência de casos de Ébola no território. “Relativamente aos rumores que circulam nas redes sociais sobre casos de Ébola em Macau, os Serviços de Saúde esclarecem que nunca houve, até à presente data, qualquer caso confirmado da doença”, pode ler-se na mensagem. “Esta informação é falsa e os Serviços de Saúde condenam veementemente aqueles que, de forma malévola, divulgam informações falsas sobre a epidemia, causando pânico desnecessário e perturbando a ordem social”, foi adicionado. Os SS indicaram também que a origem dos rumores vai ser investigada pelas autoridades, porque constitui crime. “Os Serviços de Saúde salientam que a criação e a divulgação de informações falsas sobre a epidemia constituem crime, tendo comunicado o incidente de imediato à Polícia Judiciária para proceder às devidas diligências. Os residentes são alertados para não divulgarem informações sem confirmação oficial”, foi apontado.
Hoje Macau Manchete SociedadeObras | Macau aperta controlo após incêndio em Hong Kong Após a maior tragédia em Hong Kong dos últimos anos, com o incêndio em Tai Po que fez mais de 160 vítimas mortais, o Corpo de Bombeiros aumentou o número de fiscalizações em obras, mas não foram detectadas quaisquer infracções As inspecções a armazéns e estaleiros de obras dispararam no primeiro trimestre, na sequência do incêndio de Novembro em Hong Kong, mas os bombeiros de Macau não encontraram qualquer violação da segurança. Numa resposta escrita a questões colocadas pela Lusa, o Corpo de Bombeiros (CB) indicou que realizou 1.275 vistorias entre Janeiro e Março, mais 80,9 por cento do que no mesmo período de 2025. O CB explicou que as inspecções no terreno em espaços industriais abrangeram “bocas-de-incêndio, instalações intermédias de armazenamento e estaleiro de construção”. Durante as vistorias, “não foram encontradas violações das leis de segurança contra incêndios e das leis relativas a produtos perigosos”, referiram os bombeiros. O CB confirmou que o aumento das inspecções a estaleiros de obras foi uma resposta ao incêndio que matou 168 pessoas em Tai Po, tornando-se o mais mortífero em Hong Kong desde 1948. Os bombeiros sublinharam ainda que realizaram 2.839 vistorias de segurança contra incêndios em edifícios comunitários no primeiro trimestre, tendo aberto 40 processos, com outros 28 ainda em investigação. Estes 68 casos envolveram principalmente a colocação indevida de objectos, incluindo motociclos, em corredores de evacuação, e a maioria foi resolvida após advertências verbais, disse o CB. Do outro lado Uma comissão independente de investigação iniciou em Março, em Hong Kong as audiências sobre o incêndio, que começou a 26 de Novembro, e devastou o complexo de habitação social de Wang Fuk, que albergava mais de 4.600 pessoas. O advogado principal da comissão disse que as chamas terão começado numa plataforma num poço de luz entre dois apartamentos, tendo sido encontradas pontas de cigarro no local e em andaimes. As sete torres devastadas pelo incêndio estavam em obras e cobertas por andaimes de bambu, redes de protecção não resistentes ao fogo e painéis de espuma, que podem ter contribuído para a rápida propagação do incêndio. A polícia e a agência anticorrupção de Hong Kong acusaram na quarta-feira sete pessoas e duas empresas de 25 crimes ligados ao incêndio, incluindo homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude e branqueamento de capitais. Em 19 de Maio, o Governo de Hong Kong enviou para o parlamento uma proposta que impõe multas de três milhões de dólares de Hong Kong e uma pena máxima de seis meses de prisão para quem fumar em estaleiros.
Hoje Macau PolíticaIIICF | Assinados acordos de quase 10 mil milhões de dólares Terminou na sexta-feira, a 17ª edição Fórum e Exposição Internacional sobre o Investimento e Construção de Infra-estruturas (IIICF), onde foram assinados 21 acordos de cooperação, cujo valor total ascende a 9,9 mil milhões de dólares americanos. A informação foi avançada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) na sexta-feira à noite. Os acordos em questão englobam sectores como os transportes, construção civil, energia, electricidade, mineração e fundição de metais não ferrosos, abrangendo um total de 15 países e regiões, incluindo Angola, Brasil, El Salvador e Chile. Ao longo dos três dias do evento, foram organizadas mais de 200 sessões de bolsas de contactos. O IIICF deste ano atraiu a participação de mais de 3.500 líderes das esferas governamental, empresarial e industrial, oriundos de mais de 70 países e regiões, para exibir as mais recentes tecnologias e oportunidades de cooperação numa área de exposição de cerca de 8.000 metros quadrados O IPIM sublinha que o evento “potencia plenamente o papel de Macau enquanto ‘interlocutor de precisão’ entre a China e os Países de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola”. O fórum deste ano centrou-se na modernização de infra-estruturas, impulsionada pela transição verde e de baixo carbono, bem como pelas tecnologias digitais e inteligentes, para transformar infra-estruturas tradicionais em novas infra-estruturas. O IPIM refere ainda que o evento proporcionou “às empresas expositoras uma plataforma pragmática para responder com eficácia às necessidades do mercado e expandir a cooperação internacional”.
Hoje Macau PolíticaIAM | Ho Ion Sang pede mais casas-de-banho e melhor sinalizadas O deputado Ho Ion Sang pediu ao Governo que melhore a sinalética e as orientações nas ruas a indicar a existência de casas-de-banho. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita. O deputado dos Moradores recordou que nos últimos anos, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) actualizou os sanitários públicos e também foi lançada a aplicação “Easy Go” para indicar os locais via a leitura de código QR nas placas de sinalização. No entanto, Ho Ion Sang considera que o Governo ainda precisa de aumentar o número de placas de sinalização e de códigos QR em espaços públicos para guiar o público que procura sanitários públicos, sobretudo nas zonas de maior concentração de pessoas, atracções turísticas e nas instalações de transporte principais. Além disso, o deputado apontou que a aplicação criada pelo Governo deve incluir a existência de casas-de-banho públicas mantidas por outros serviços públicos, além das que estão directamente sob a alçada do IAM. Ho Ion Sang sugeriu ainda ao Governo que crie sanitários públicos nas proximidades da Povoação de Ká Hó, dado que a vila tem gerado uma nova procura, pelo que é preciso responder às necessidades fisiológicas de residentes e turistas.
Hoje Macau PolíticaHengqin | Xia Baolong elogia trabalho de Administração e Justiça Após a visita a Hengqin e Zhuhai, entre 1 e 4 de Junho, o director do gabinete dos Assuntos de Hong Kong e Macau junto do Conselho de Estado, Xia Baolong, recebeu na sexta-feira em Pequim uma comitiva do Executivo da RAEM, liderada pelo secretário para a Administração e Justiça Wong Sio Chak. Segundo um comunicado do gabinete de Wong Sio Chak, divulgado no sábado, Xia Baolong “reconheceu plenamente os resultados obtidos em vários aspectos pela área da Administração e Justiça da RAEM e pela Zona de Cooperação” Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Xia Balong “afirmou ainda que o Governo Central mantém total confiança no desenvolvimento futuro de Macau, e apoiará a RAEM na salvaguarda da segurança nacional, na promoção do desenvolvimento da diversificação adequada da economia, no aprofundamento da reforma da administração pública, bem como na promoção do desenvolvimento integrado de Macau e Hengqin”. Além disso, Wong Sio Chak testemunhou, na Administração Geral das Alfândegas, a assinatura do “Acordo de Cooperação sobre a Inspecção, Quarentena e Supervisão de Alimentos e Ingredientes Alimentares Transportados de Macau para a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”.
Hoje Macau China / ÁsiaGolfo de Omã | Três marinheiros indianos mortos em ataque dos EUA O Governo da Índia confirmou ontem a morte de três marinheiros indianos que tinham sido dados como desaparecidos após um ataque norte-americano ao petroleiro MT Settebello, de bandeira de Palau, no Golfo de Omã. “É com profunda tristeza que tomamos conhecimento do trágico incidente a bordo do MT Settebello”. “A morte dos três marinheiros indianos, inicialmente dados como desaparecidos, foi confirmada após os seus corpos terem sido localizados e identificados”, indicou o ministro dos Transportes Marítimos da Índia, Sarbananda Sonowal, na rede social X. Os militares norte-americanos confirmaram que um dos seus caças abriu fogo na quarta-feira contra o Setebello, que, segundo os EUA, tentava exportar petróleo do Irão, apesar do bloqueio imposto por Washington. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou no X que o ataque teve como alvo a “casa das máquinas” do navio “depois de a tripulação se ter recusado a cumprir as ordens das forças norte-americanas”. A Índia convocou o encarregado de negócios norte-americano em Nova Deli, na noite de quarta-feira, e manifestou um forte protesto em relação ao ataque, disse à Agência France Presse um alto funcionário do Governo indiano. Vinte e quatro marinheiros indianos seguiam a bordo do petroleiro alvo do ataque. O Setebello é o oitavo navio atacado desde o início do bloqueio dos EUA aos portos iranianos, segundo os militares norte-americanos. Na segunda-feira, as equipas de resgate omanitas retiraram de helicóptero 24 marinheiros indianos de outro petroleiro registado em Palau, o Marivex, que foi alvo de disparos dos EUA enquanto navegava na costa de Omã.
Hoje Macau China / ÁsiaFilipinas | Sismo faz pelo menos 47 mortos As autoridades das Filipinas elevaram ontem para 47 o número de mortos devido ao sismo de magnitude 7,8 que abalou na segunda-feira a ilha de Mindanau, no sul do país. Um balanço divulgado pelas autoridades na quarta-feira dava conta de 46 mortos. Este novo balanço, divulgado pelo Conselho Nacional para a Redução e Gestão do Risco de Catástrofes, indica ainda um total de 688 feridos e 31 desaparecidos. As operações de resgate prosseguem em várias províncias do sul do arquipélago, onde dezenas de estruturas ficaram danificadas ou destruídas pelo sismo e pelas mais de duas mil réplicas que se seguiram. As autoridades mantêm mobilizados efectivos da Defesa Civil, das forças armadas e voluntários para localizar possíveis sobreviventes sob os escombros. O forte sismo, um dos mais intensos registados nas Filipinas nas últimas décadas, afectou cerca de 390 mil pessoas, de acordo com dados actualizados ontem pelo Departamento de Bem-Estar Social e Desenvolvimento do Governo. O relatório eleva também para 18.614 o total de casas danificadas, das quais 3.330 ficaram completamente destruídas, e estima em 39.293 o número de pessoas deslocadas pela catástrofe, com danos e alcance ainda por ser quantificados. O sismo também causou danos em edifícios públicos, estradas, pontes e redes de abastecimento de electricidade e água potável em várias zonas de Mindanau, a segunda maior ilha do arquipélago. De forma preliminar, o Governo estima que as perdas em infraestruturas ultrapassem nove milhões de dólares. As Filipinas situam-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das zonas com maior atividade sísmica e vulcânica do planeta, onde os terramotos são frequentes.
Hoje Macau China / ÁsiaOrmuz | Irão volta a fechar estreito O Irão voltou ontem a encerrar completamente o estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o transporte de petróleo e gás, em resposta aos mais recentes ataques norte-americanos, anunciou a autoridade marítima iraniana. “Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região, o estreito de Ormuz está fechado até nova ordem”, afirmou em comunicado a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, que gere a passagem. O Irão controla o estreito desde o início do conflito desencadeado por ataques norte-americanos e israelitas contra o regime de Teerão a 28 de Fevereiro, mas os militares têm permitido a passagem diária de cerca de 20 navios. A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana disse ontem ter lançado mísseis balísticos contra uma base norte-americana na Jordânia, após anunciar ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, em resposta aos últimos ataques de Washington. A ofensiva de Teerão surge depois de o exército norte-americano ter lançado, na quarta-feira, novos ataques contra “múltiplos alvos” no Irão como “resposta às agressões” do país persa, de acordo com a justificação do Centcom. “As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar bombardeamentos adicionais de autodefesa hoje [quarta-feira] às 17:15 contra múltiplos alvos no Irão, sob a ordem do comandante-chefe”, o Presidente norte-americano, Donald Trump, escreveu o organismo, com sede na Florida, numa mensagem na rede social X. O Centcom, que não esclareceu a duração dos ataques nem os alvos, afirmando apenas que os “bombardeamentos são uma resposta às agressões injustificadas e contínuas do Irão”. Ferro e fogo A agência iraniana Mehr informou que as defesas antiaéreas foram activadas em Teerão, enquanto a Fars relatou explosões em cidades do sul, como Sirik e a ilha de Qeshm, entre outras. Tanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, como Trump anunciaram durante uma conferência de imprensa na quarta-feira que os bombardeamentos contra o Irão seriam retomados nas horas seguintes, depois de ataques anteriores na sequência do abate de um helicóptero norte-americano Apache na segunda-feira, e após Trump ter dito no início da semana que o acordo de paz estaria em fase e últimos acertos e deveria ser assinado em “um ou dois dias”. Esta quarta-feira, o Presidente norte-americano voltou a acusar Teerão de estar a empatar as negociações para pôr fim à guerra no Médio Oriente. Sem sentido O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão admitiu ontem que o cessar-fogo que entrou em vigor entre Teerão e Washington a 08 de Abril deixou de ter sentido após os ataques aéreos dos Estados Unidos. Um comunicado divulgado pela diplomacia iraniana, salienta-se que os ataques “ilegais e criminosos” levados a cabo pelos Estados Unidos nas últimas horas foram uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas. Na mesma linha, os diplomatas do Irão sublinharam que os ataques norte-americanos tornaram o cessar-fogo num acordo “praticamente sem efeito”.
Hoje Macau EventosIoga | Dia Internacional celebrado este domingo O espaço H853 Entertainment Place (H853 Fun Factory), no Lisboeta Macau, acolhe este domingo as actividades de celebração do 12.º Dia Internacional do Ioga, promovidas pela Associação Cultural Indiana de Macau (ICAM, na sigla inglesa) e em colaboração com o Consulado-geral da Índia em Hong Kong e Macau. O tema central das celebrações deste ano é “Ioga para um envelhecimento saudável”, sendo que o evento “convida residentes e visitantes a juntarem-se a este movimento global em prol da saúde holística e da harmonia”, destaca um comunicado da organização. O objectivo é explorar o debate em torno “do papel dos cuidados preventivos no envelhecimento saudável”, tendo em conta que o Ioga “serve de ponte entre a saúde física e a clareza mental”. O evento acontece entre as 9h e as 10h30, e cada participante deve levar o seu tapete de Ioga e vestir roupa confortável. Na mesma nota, lê-se que a associação “continua comprometida em promover o intercâmbio cultural e o bem-estar através da antiga ciência do Ioga”. Com este evento, pretende-se também “fortalecer os laços comunitários e celebrar o património cultural partilhado entre a Índia e Macau”.
Hoje Macau EventosMundial 2026 | Lisboeta Macau acolhe exposição sobre história do futebol Por ocasião do arranque do Mundial 2026, o espaço “H853 Fun Factory”, no Lisboeta Macau, acolhe a mostra “Reviver os Clássicos: Exposição da História do Futebol Mundial”, organizada pela Macau SLOT. Até ao dia 19 de Julho, será possível fazer, de forma gratuita, uma “viagem imersiva pela história e pelos momentos lendários do futebol mundial”. Na área destinada à “História do Futebol Mundial” são exibidas 70 peças de colecção, troféus e camisolas “que retratam a história do futebol desde 1930 até aos dias de hoje”, não faltando uma área destinada ao futebolista brasileiro Pelé, tido como um dos maiores jogadores da história. Neste espaço, os visitantes podem “reviver os momentos mais marcantes”, da sua carreira, não faltando o “Corredor das Camisolas de Pelé”, com 14 camisolas autografadas. Destaque também para a “Área de Exposição dos Troféus dos Campeões do Mundo”, com a exibição de “dois troféus emblemáticos”. Segundo uma nota da organização, esta mostra “não só destaca o profundo legado deste desporto, como também conduz os visitantes por uma viagem através da evolução histórica e das glórias do desporto mais popular do mundo”.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim quer impulsionar ainda mais a integração entre ferrovias e turismo A China promoverá ainda mais o desenvolvimento integrado dos sectores ferroviário e turístico e implementará mais medidas para expandir o consumo de serviços, de acordo com um documento governamental divulgado na quarta-feira, indica o diário do Povo. A China fortalecerá o apoio fiscal e financeiro para impulsionar a renovação de estações ferroviárias voltadas para o turismo e a construção de instalações de serviços turísticos, afirmou um comunicado conjunto emitido por oito autoridades, incluindo o Ministério do Comércio, o Ministério da Cultura e Turismo e a China State Railway Group Co., Ltd. Localidades qualificadas são incentivadas a direccionar o investimento de capital privado para o desenvolvimento e operação de produtos de turismo ferroviário em conformidade com as leis e regulamentos, indica o comunicado. O documento solicitou que as instituições financeiras forneçam melhor financiamento para a modernização tecnológica e a renovação de equipamentos de comboios turísticos. Serão realizados esforços para avançar no projecto e desenvolvimento de comboios turísticos transfronteiriços entre a China e o Laos, a China e o Cazaquistão, a China e o Vietname, bem como a China e a Rússia, observou o documento, destacando ainda a necessidade de lançar comboios adaptados para turistas estrangeiros, acrescenta a publicação. Os governos locais e as operadoras ferroviárias receberão apoio para integrar recursos turísticos, incluindo pontos turísticos, hospedagem, alimentação e eventos desportivos, às rotas de transporte ferroviário, rodoviário e hidroviário. O documento também propõe medidas para a construção de um sistema de big data sobre turismo ferroviário, com o objectivo de monitorar, prever e analisar os fluxos turísticos e apoiar o planeamento, o desenvolvimento, o marketing e a operação de produtos de turismo ferroviário.
Hoje Macau China / ÁsiaXing’an | Explosão numa rua faz sete mortos e 17 feridos Pelo menos sete pessoas morreram e 17 ficaram feridas na sequência de uma explosão ocorrida ontem numa rua da localidade de Xing’an, na região autónoma de Guangxi, no sul da China, informaram as autoridades locais. Segundo um comunicado divulgado pelo Departamento de Segurança Pública do distrito de Xing’an, a explosão ocorreu pelas 01:40 locais, na rua Lingxiang. As autoridades de Guilin e Xing’an mobilizaram agentes da polícia, bombeiros, equipas médicas e serviços de emergência para as operações de socorro e busca. Após quatro rondas de buscas no local, foi confirmada a morte de sete pessoas, enquanto os 17 feridos transportados para hospitais se encontram fora de perigo, indicou a mesma fonte. Outras pessoas com ferimentos ligeiros receberam assistência médica no local e foram posteriormente realojadas. As operações de resgate prosseguiam ontem na zona afectada. As investigações preliminares afastaram a hipótese de a explosão ter sido provocada por uma fuga de gás em condutas ou por factores semelhantes. A polícia mantém aberta uma investigação para apurar as causas do incidente.
Hoje Macau China / Ásia MancheteAutomóveis | BYD quer tornar-se a maior fabricante do mundo até 2030 O desenvolvimento tecnológico de carros eléctricos chineses processa-se a toda a velocidade. A BYD já ultrapassou a Tesla como maior vendedora mundial de automóveis eléctricos A fabricante automóvel chinesa BYD pretende tornar-se o maior produtor mundial de veículos até 2030, em termos de produção e de vendas, afirmou o fundador e presidente da empresa, Wang Chuanfu, durante a assembleia anual de accionistas. Citado ontem pelo portal económico chinês Yicai, Wang considerou que um “sistema tecnológico maduro” permitirá à BYD expandir simultaneamente os mercados doméstico e internacional. O responsável destacou que o mercado chinês continua pressionado por uma intensa guerra de preços e pela redução dos incentivos fiscais à compra de veículos eléctricos. Após o lançamento de uma nova geração de baterias e de tecnologias de carregamento rápido, concebidas para responder aos principais desafios enfrentados pelos utilizadores de veículos eléctricos, Wang prometeu a introdução de “muitas mais” tecnologias “novas e exclusivas” nos próximos dois anos. Com sede na cidade de Shenzhen, no sul da China, a BYD deixou de fabricar veículos com motores de combustão em 2022 e ultrapassou a norte-americana Tesla como maior vendedora mundial de automóveis eléctricos. Em 2025, as vendas globais da empresa aumentaram 8 por cento, para cerca de 4,6 milhões de veículos, o que a colocou na quinta posição mundial do sector, ainda longe da japonesa Toyota, que vendeu mais de 10 milhões de unidades pelo quinto ano consecutivo, segundo o Yicai. Wang considerou que a actual conjuntura, marcada pela subida dos preços dos combustíveis devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, é favorável à BYD. Percalços ultrapassados A empresa foi afectada no primeiro trimestre pela redução das isenções fiscais concedidas por Pequim à compra de veículos eléctricos, que passaram de 10 por cento para 5 por cento, com um limite máximo equivalente a 2.200 dólares. Como consequência, as vendas da BYD caíram 30 por cento face ao mesmo período do ano anterior, para pouco mais de 700 mil unidades. No entanto, a recuperação registada nos dois meses seguintes fez com que o balanço dos primeiros cinco meses do ano fosse praticamente idêntico ao de 2025. A desaceleração do mercado interno levou a BYD, à semelhança de outras fabricantes chinesas, a apostar na internacionalização para sustentar o crescimento. Em Maio, as vendas da empresa no exterior aumentaram 81 por cento, ultrapassando os 160 mil veículos, impulsionadas em parte pela produção local em países como Brasil, Tailândia e, futuramente, Hungria. Paralelamente, a empresa está a estudar um investimento de cerca de dois mil milhões de euros para instalar uma rede de 3.000 postos de carregamento ultrarrápido de 1.500 quilowatts na Europa até ao final do próximo ano, depois de já ter iniciado a instalação de estações na Alemanha e no Reino Unido. Segundo Wang, a BYD conseguiu construir uma imagem de marca “premium” nos mercados internacionais, prevendo que a empresa ultrapasse este ano a meta de 1,5 milhões de veículos vendidos no exterior.
Hoje Macau China / ÁsiaBanguecoque | China apoia condenação à morte de dois uigures por atentado A China apoiou ontem a decisão da justiça tailandesa de condenar à morte dois homens identificados como uigures pelo atentado de Banguecoque de 2015, que provocou 20 mortos, incluindo sete cidadãos chineses. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, afirmou que os autores do ataque cometeram crimes “extremamente graves” e classificou-os como “completamente desumanos”. “A China apoia a Tailândia na condução do julgamento de acordo com a lei e na punição severa dos responsáveis”, declarou Lin, em conferência de imprensa. Um tribunal de Banguecoque condenou ontem à pena de morte Yusufu Mieraili e Bilal Mohammed, dois cidadãos chineses de etnia uigur, por envolvimento no atentado contra o santuário hindu de Erawan, um dos locais mais frequentados por turistas na capital tailandesa. Segundo o tribunal, os dois homens foram considerados culpados de homicídio premeditado e de outros crimes relacionados com a colocação de um engenho explosivo no recinto religioso, em 17 de Agosto de 2015. A explosão matou 20 pessoas, entre as quais vários turistas chineses, e feriu mais de uma centena. Durante a leitura da sentença, um dos juízes afirmou existirem “provas suficientes” para concluir que os arguidos cometeram homicídio e tentativa de homicídio com premeditação. Os dois condenados negaram as acusações e anunciaram que vão recorrer da decisão, segundo o advogado de defesa. O processo prolongou-se durante quase uma década, devido à pandemia de covid-19 e a sucessivos atrasos processuais, incluindo dificuldades na obtenção de tradutores. O atentado ocorreu semanas após a junta militar então no poder na Tailândia ter deportado à força 109 uigures para a China, o que levou vários observadores a interpretar o ataque como uma retaliação. A polícia tailandesa identificou inicialmente 17 suspeitos, mas apenas Mieraili e Mohammed chegaram a ser detidos e julgados.
Hoje Macau Via do MeioA influência do pensamento confucionista na formação individual e social chinesa Por Zhang Wen Jiao张文姣 Introdução A cultura confucionista encontra-se profundamente enraizada na sociedade chinesa. Após milénios de evolução histórica, os seus princípios continuam a manifestar-se na educação familiar, na organização escolar e nos valores sociais dominantes. Cresci imersa neste sistema cultural, recebendo desde a infância orientações assentes no estudo diligente, no cumprimento das regras e no esforço contínuo. Os meus pais aconselhavam-me a dedicar-me integralmente aos estudos, a obter bons resultados no gaokao — o exame nacional de admissão ao ensino superior — e a ingressar numa universidade de prestígio. Após a conclusão da licenciatura, esperava-se que prosseguisse estudos de pós-graduação ou que me candidatasse a funções públicas, de modo a integrar o sistema estatal, considerado um percurso de vida seguro, estável e socialmente valorizado. Além disso, era-me recomendado que evitasse relações amorosas durante a universidade, a fim de concentrar a minha energia apenas em atividades consideradas produtivas. Ao refletir sobre a minha experiência, compreendo que este planeamento de vida e estas normas de comportamento constituem, em grande medida, uma continuidade das tradições confucionistas na sociedade contemporânea. Ao mesmo tempo, revelam algumas das limitações deste pensamento: a valorização da ordem coletiva, da disciplina e da estabilidade social tende, frequentemente, a sobrepor-se à atenção dedicada ao mundo interior do indivíduo, às suas emoções e à sua realização pessoal. Desenvolvimento O pensamento confucionista surgiu no contexto da civilização agrícola tradicional. Neste modelo de produção, o rendimento dependia diretamente da quantidade de trabalho investido, razão pela qual a diligência, a perseverança e o empenho eram considerados virtudes fundamentais, enquanto a ociosidade era socialmente condenada. Por essa origem histórica, o confucionismo sempre incentivou os indivíduos a serem trabalhadores, prudentes e orientados para objetivos socialmente úteis. O seu ideal educativo consistia na formação do junzi, isto é, da “pessoa de bem”, caracterizada pela autodisciplina, pela obediência às normas e pelo respeito pela hierarquia. O principal objetivo desta doutrina era assegurar a estabilidade social. Contudo, ao privilegiar a ordem e a harmonia coletiva, o confucionismo raramente conferiu centralidade às necessidades emocionais, ao bem-estar psicológico ou à procura da satisfação individual. Ao longo do tempo, esse sistema de pensamento transformou-se, em muitos contextos, num conjunto de normas que regulam não apenas o comportamento social, mas também a própria forma como os indivíduos pensam, sentem e se percecionam. Esta disciplina manifesta-se em diferentes dimensões da vida quotidiana. Nas relações entre professores e alunos, por exemplo, o respeito tradicional pelos mestres pode ser levado ao extremo. Mesmo perante críticas injustas ou tratamentos inadequados, espera-se muitas vezes que o aluno aceite a autoridade sem a questionar. No contexto familiar, os jovens são frequentemente pressionados a aceitar as decisões dos mais velhos, sendo qualquer forma de contestação interpretada como falta de respeito. Assim, a hierarquia, inicialmente apresentada como mecanismo de organização social, pode converter-se num instrumento de limitação da autonomia individual. O gaokao constitui uma das expressões mais evidentes da educação utilitarista influenciada por esta tradição cultural. Desde a infância, muitos estudantes aprendem que este exame representa a principal via para transformar o seu destino social. Por essa razão, o gaokao funciona, simultaneamente, como promessa de mobilidade e como mecanismo de pressão. Gerações de estudantes são levadas a competir intensamente por um lugar numa universidade de prestígio. Para indivíduos provenientes de famílias com recursos modestos, como é o meu caso, o risco de falhar ao abandonar o percurso convencional é demasiado elevado, o que torna difícil escolher caminhos alternativos. A vivência neste ambiente contribui também para a formação de determinados traços psicológicos coletivos. A valorização da discrição e da modéstia pode gerar dificuldades de expressão pessoal e uma certa resistência em afirmar a própria identidade. Muitos indivíduos sentem desconforto perante a atenção alheia e desenvolvem uma perceção diminuída do seu próprio valor. Além disso, torna-se comum adiar a felicidade para um futuro indefinido, acreditando que a realização pessoal só será possível depois de alcançadas determinadas metas académicas, profissionais ou sociais. Deste modo, a vida passa a ser organizada em torno da conquista permanente de objetivos, em detrimento da apreciação do presente. Na sociedade chinesa, existe ainda uma crença amplamente difundida segundo a qual suportar o sofrimento constitui uma virtude. No entanto, a minha experiência leva-me a questionar esta ideia. O sofrimento, por si só, não produz necessariamente crescimento, maturidade ou sabedoria. Pelo contrário, muitos sofrimentos desnecessários resultam apenas em esgotamento mental, desgaste físico e empobrecimento da experiência individual. Para além disso, a sociedade tende a rejeitar aqueles que decidem afastar-se das normas estabelecidas. Quem abandona o percurso de vida considerado convencional torna-se frequentemente alvo de julgamento, crítica ou troça. Mais problemático ainda é o facto de, neste sistema de valores, apenas aqueles que alcançam sucesso segundo critérios socialmente reconhecidos parecerem adquirir legitimidade para falar sobre as suas dificuldades. Sem conquistas valorizadas pela sociedade, muitos indivíduos não encontram espaço para expressar o seu sofrimento, as suas dúvidas ou os seus desejos. Conclusão Em suma, o pensamento confucionista, nascido no contexto da civilização agrícola, contribuiu para a construção de um sistema social e educacional centrado na ordem, no trabalho, na hierarquia e nos interesses coletivos. A sua influência foi determinante na formação de uma sociedade diligente, disciplinada e orientada para a estabilidade. Contudo, os aspetos desta tradição que reprimem a individualidade, negligenciam a saúde mental e impõem um modelo único de realização pessoal revelam-se cada vez menos adequados às exigências da sociedade contemporânea. Do ponto de vista individual, torna-se fundamental reconhecer a ambivalência da cultura tradicional. O confucionismo possui elementos historicamente relevantes, mas também limites que devem ser criticamente analisados. Libertar-se de normas ultrapassadas, cuidar da vida interior e aceitar a própria singularidade são atitudes essenciais para que os indivíduos possam construir percursos mais livres, conscientes e saudáveis. zhangwenjiao280@gmail.com
Hoje Macau SociedadeHengqin | Campus luso-chinês reforça cooperação académica e científica O primeiro campus comum entre universidades de Portugal e Macau vai nascer em Hengqin, e segundo o ministro da Educação português terá impacto directo na investigação, inovação e mobilidade académica entre Portugal e a China. Um protocolo foi assinado pelos reitores da Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade Politécnica de Macau (UPM) para a criação de um Campus Global Conjunto UPM-UCoimbra em Hengqin. “Este é um passo decisivo para a projecção da Universidade de Coimbra a nível internacional”, afirmou o reitor da UC, sublinhando que o campus permitirá “desenvolver programas conjuntos de licenciatura, mestrado e doutoramento com graus duplos reconhecidos em Portugal e Macau”, e dinamizar projectos de investigação, criar incubadoras e laboratórios conjuntos, e fomentar o intercâmbio académico. O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, explicou que a inovação do acordo reside na criação de um campus físico em Hengqin, com dois laboratórios dedicados onde “trabalharão investigadores das duas instituições”. Segundo o ministro, este acordo insere-se numa rede já consolidada de cooperação académica e científica entre Portugal e a China.
Hoje Macau SociedadeVício do jogo | Associação recebe mais de 1.200 pedidos de apoio Entre Janeiro e Maio, o Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui Macau recebeu 1.254 pedidos de auxílio relacionados com o vício do jogo. Os números foram divulgados pela directora da linha de apoio 24 horas da associação, Lao Mei I. O número apresentado num artigo do jornal Ou Mun representa um aumento de 17 por cento em comparação com o período homólogo. Entre as pessoas que pediam apoio através da linha telefónica, 31 por cento, praticamente uma pessoa em cada três, tinha 35 anos ou menos. Além disso, e dado o Campeonato Mundial de Futebol, que começou esta madrugada, Lao Mei I revelou que 14 por cento dos pedidos de auxílio estavam relacionados com o vício em apostas online. Como o Mundial é considerado época propícia às apostas online, Lao aconselhou as famílias a acompanharem-se mutuamente, para detectar de forma precoce sinais de vício ou de situações menos saudáveis.
Hoje Macau PolíticaDSAL | Abertos estágios em empresas chinesas com negócios ibéricos Na segunda-feira vão abrir candidaturas para estágios, destinados a jovens de Macau, em empresas do Interior da China com negócios nos países de língua portuguesa e espanhola. As inscrições, disponíveis no portal da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), podem ser feitas até 30 de Junho. O programa, com duração de 12 semanas, oferece 15 vagas de estágio e será conduzido em Hengqin. As empresas que vão acolher os estagiários operam nas áreas comerciais, recursos humanos e administração, finanças e assuntos jurídicos. Segundo a DSAL, o programa tem como objectivos “melhorar as competências linguísticas e profissionais e alargar os espaços de desenvolvimento da carreira profissional dos jovens de Macau”. Os estágios estão abertos a residentes de Macau com menos de 35 anos, que tenham BIR ou salvo-conduto para entrar na China, e licenciatura ou grau académico superior. A DSAL fornecerá um subsídio de subsistência de 5.000 patacas de quatro a quatro semanas e um subsídio, por uma única vez, de 500 patacas para o transporte de ida e regresso, além de seguro de viagem.