Hoje Macau PolíticaSJM | Assinados protocolos para promover turismo A delegação da concessionária SJM Resorts que acompanhou a visita do Chefe do Executivo a Singapura, à Indonésia e à Malásia assinou 24 protocolos. Segundo o jornal Ou Mun, os protocolos visam a cooperação com plataformas online e agências de viagens nos países visitados para promover serviços da concessionária que abrangem reservas de quartos, restaurantes, golfe e pacotes de viagens para o Grande Lisboa Palace. O vice-presidente de Desenvolvimento de Mercado e Vendas de Resorts da empresa, Victor Lau, considerou que estes mercados são próximos de Macau e importantes para a internacionalização do turismo, especialmente Singapura, onde a população tem uma grande capacidade de consumo.
Hoje Macau SociedadeCorreios | Encerrada estação do Centro Cultural A Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações (CTT) anunciou ontem o encerramento permanente da Estação Postal do Centro Cultural, localizada na Avenida Xian Xing Hai. A estação fecha as portas a 19 de Setembro, e a medida foi justificada com a “alocação e integração de recursos” por parte dos CTT. Como alternativa a este centro de serviços, os CTT sugerem a utilização da Estação Postal do Terminal no Rés-do-Chão do Terminal Marítimo ou da Estação Central, no Edifício Sede da Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações, no Largo do Senado. Actualmente, os CTT disponibilizam 18 estações e com este encerramento são mantidas em funcionamento 17 estações.
Hoje Macau Manchete PolíticaMacau quer atrair mais turistas de países de língua portuguesa e espanhola A Direcção dos Serviços de Turismo de Macau (DST) afirmou ontem que quer atrair mais visitantes de nações de língua portuguesa e espanhola, no âmbito de uma estratégia para aumentar o perfil internacional da região chinesa. “Continuamos a aprofundar a nossa presença nos mercados do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, ao mesmo tempo que expandimos o nosso alcance para as regiões de língua portuguesa e espanhola, Europa, Estados Unidos e países de maioria muçulmana”, disse a directora da DST. Maria Helena de Senna Fernandes sublinhou que a cidade está a trabalhar com centros culturais chineses e com os postos de turismo criados no estrangeiro pelo Ministério da Cultura e Turismo para promover as atracções turísticas e culturais de Macau. “Continuamos a melhorar o perfil internacional de Macau”, afirmou. Macau recebeu 40,7 milhões de visitantes em 2025, um aumento de 14,7 por cento. Os turistas internacionais totalizaram 2,76 milhões, mais 13,7 por cento do que no ano anterior. Na primeira metade de 2026, os visitantes internacionais atingiram 1,42 milhões, um aumento de 6 por cento face ao mesmo período do ano passado. “Isso reflecte o crescimento constante impulsionado pela recuperação do mercado turístico de Macau, e o seu apelo junto da comunidade internacional também está gradualmente a recuperar”, disse Senna Fernandes. Do Plano Quinquenal A responsável falou no início de uma sessão de apresentação do terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Económico de Macau (2026–2030) para personalidades dos sectores económicos e financeiros. Senna Fernandes acrescentou que, durante o período coberto pelo plano, o Governo irá “continuar a expandir activamente” os mercados de turismo, através de um conjunto de iniciativas, com o objectivo de “garantir um aumento constante do número de visitantes internacionais” em Macau. A comunicação social não esteve presente durante a parte de perguntas e respostas, tendo apenas acesso à sessão durante as intervenções dos governantes e as apresentações dos serviços públicos. A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os mercados de língua portuguesa em 2003. Mais de duas décadas depois, o Governo de Macau alargou o foco aos países que falam espanhol.
Hoje Macau Manchete PolíticaHabitação Económica | Escolha de casas arranca hoje Os seleccionados para a compra de habitação económica no âmbito do concurso realizado em 2021 começam hoje a escolher os futuros apartamentos. O anúncio foi feito ontem pelo Instituto de Habitação, que nos últimos dias notificou os escolhidos sobre os procedimentos de compra. As fracções de habitação económica disponíveis para aquisição situam-se nos Edifícios Tong Veng, Tong Keong, Tong Man, Tong Tat e Tong Ip, na Zona A dos Novos Aterros. No total estão disponíveis 5.254 fracções habitacionais, das quais 242 são da tipologia T1, 4.478 da tipologia T2 e 534 da tipologia T3. No concurso de 2021, foram recebidas 11.707 candidaturas, das quais 9.796 foram aceites e 1.911 excluídas por não cumprirem os requisitos de admissão no concurso. Dependendo da localização e do tipo de habitação, os preços de venda variam entre o mínimo de 1,00 milhão de patacas e o máximo 2,06 milhões de patacas.
Hoje Macau China / ÁsiaIndonésia | Voos suspensos em seis aeroportos após erupção vulcânica As autoridades indonésias suspenderam ontem a operação em seis aeroportos, incluindo o aeroporto internacional de Jacarta, na sequência da erupção do vulcão Anak Krakatoa, a mais de 150 quilómetros da capital, anunciou o ministro dos Transportes. Para além do aeroporto Soekarno-Hatta, em Jacarta, e de outros três também situados na capital, os aeroportos internacionais de Bandung e de Radin, situado perto de Bandar Kampung, em Sumatra, foram encerrados, indicou Dudy Purwagandhi durante uma conferência de imprensa. Entretanto, o aeroporto internacional de Jacarta anunciou que iria prolongar a suspensão dos voos, numa altura em que mais de 200 voos e 20.000 passageiros já tinham sido afectados. O vulcão Anak Krakatoa entrou em erupção no sábado, com um fluxo de lava e explosões audíveis até 700 quilómetros de distância, indicou a agência de vulcanologia indonésia em comunicado. Foram registadas duas novas erupções ontem, precisou a agência. As cinzas espalharam-se pelo espaço aéreo do aeroporto internacional Soekarno-Hatta, levando as autoridades a suspender as operações nesta infraestrutura logo a partir da 01:30. Anel de risco O vulcão Anak Krakatoa, situado no estreito que separa as ilhas de Java e Sumatra, tem registado actividade esporádica desde que surgiu, no início do século passado, no seio da caldeira formada na sequência da erupção do Krakatoa em 1883. Esta catástrofe foi uma das mais mortíferas da história, com um balanço estimado em 35 mil mortos. A Indonésia, um vasto arquipélago do Sudeste Asiático, situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, onde o encontro das placas tectónicas gera uma intensa actividade vulcânica e sísmica.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Cinco anos de prisão para sul-coreano por espionagem a favor de Pyongyang Um homem sul-coreano foi condenado em Seul a cinco anos de prisão por espionagem a favor da Coreia do Norte, noticiou sábado a agência de notícias da Coreia do Sul Yonhap. O homem, de 43 anos, foi recrutado em 2021 por um agente norte-coreano para recolher informações sobre desertores críticos de Pyongyang e sobre vários oficiais do Exército sul-coreano, que deveria tentar recrutar. O Tribunal do Distrito Central de Seul salientou no acórdão que as informações relativas aos desertores norte-coreanos devem ser protegidas para evitar que estes ou as famílias sejam prejudicados. Ainda de acordo com a Yonhap, o condenado recebeu cerca de 660 milhões de wons (423 mil euros) em criptomoedas para financiar as actividades. O homem contratou uma agência de detectives privados para investigar um dos oficiais e conseguiu obter dados como a morada ou a unidade do Exército à qual pertencia. Também contactou o líder de um grupo de desertores norte-coreanos, oferecendo-se para financiar actividades, e conseguiu imagens do grupo a distribuir panfletos críticos em relação a Pyongyang. O homem já tinha sido condenado em Dezembro do ano passado pelo Supremo Tribunal por outro incidente relacionado com a Coreia do Norte.
Hoje Macau China / ÁsiaUcrânia | Papa pede fim da violência O Papa Leão XIV manifestou ontem a sua preocupação pelos recentes ataques em várias cidades da Ucrânia, pedindo uma oportunidade ao diálogo entre as partes envolvidas no conflito. “De coração apertado acompanhei as notícias dos violentos ataques que afetaram recentemente várias cidades e infraestruturas civis na Ucrânia, provocando a morte de pessoas inocentes”, disse o Papa após a oração dominical do Angelus, na Praça de São Pedro. Leão XIV fez um novo apelo para “acabar com a violência”, “travar a destruição” e abrir os corações “ao diálogo e à paz”. O Papa manifestou ainda a esperança de que os esforços empreendidos nos últimos dias para o retomar das negociações de paz produzam “frutos concretos”. “Espero que os esforços empreendidos nestes dias para o retomar das negociações abram espaço à diplomacia”, concluiu. Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, estiveram em Moscovo no sábado, reunidos com o Presidente russo, Vladimir Putin, e chegaram ontem a Kiev, numa tentativa de reduzir a tensão e a escalada da guerra. As palavras do Papa surgem quando ocorre uma nova escalada da guerra, marcada pela intensificação dos ataques russos contra zonas urbanas e infraestruturas e por um elevado número de vítimas civis. A Ucrânia também tem aumentado os seus ataques ao território russo.
Hoje Macau China / ÁsiaDíli | Francisco “Maukura” anuncia intenção de concorrer às presidenciais O veterano da resistência timorense Francisco Dionísio F. “Maukura” manifestou sábado intenção de concorrer às eleições presidenciais, no próximo ano, para promover o desenvolvimento do país e o respeito pela Constituição. Timor-Leste realizará eleições presidenciais em 2027 e o novo Presidente da República tomará posse em 20 de Maio desse ano, data em que o país celebra 25 anos da restauração da independência. “Com esta candidatura, quero devolver ao Presidente da República o seu verdadeiro papel. O seu dever é ser totalmente leal à pátria e ao povo, sujeitando-se à Constituição da República Democrática de Timor-Leste”, afirmou Francisco Dionísio F. “Maukura” ao anunciar, em Díli, a pré-candidatura à Presidência da República para o período 2027-2032. Francisco Dionísio explicou que o Presidente deve ser o guardião da Constituição e um elemento unificador capaz de representar todos os timorenses, apoiando qualquer Governo no cumprimento das suas funções. O candidato, de 53 anos, destacou que Timor-Leste precisa de avançar com base na tecnocracia, meritocracia e transparência na gestão orçamental. “Ser Presidente significa também promover o desenvolvimento económico do país. Timor-Leste já aderiu a várias organizações internacionais e não pode permitir que apenas uma ou duas pessoas usufruam dos benefícios do desenvolvimento”, afirmou Francisco “Maukura”. Por fim, salientou que a disputa nas eleições presidenciais é um exercício democrático, no qual se devem confrontar visões, ideias, experiências, capacidades de organização e de mobilização, ajudando a população a compreender os objectivos comuns da nação. Francisco Dionísio F. “Maukura” junta-se ao embaixador Joaquim da Fonseca e a Rui Araújo, ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, que também já anunciaram a intenção de se candidatarem às eleições presidenciais do próximo ano.
Hoje Macau VozesA Viagem a Qinghai como Novo Ponto de Partida – O futuro e a responsabilidade dos jovens macaenses Por Manuel Silvério - Analista independente de políticas públicas e desenvolvimento regional (Antigo dirigente público com experiência internacional, com longa dedicação às políticas públicas e ao desenvolvimento desportivo) Uma acção que ainda não terminou A visita da Associação dos Jovens Macaenses à província de Qinghai, realizada entre 26 de Julho e 1 de Agosto de 2026, não foi apenas uma actividade de visita, nem apenas uma experiência para guardar em fotografias e recordações. O seu significado mais importante esteve em permitir que os participantes saíssem do ambiente familiar de Macau e entrassem em contacto directo com uma face mais vasta, profunda e complexa do País. Durante vários dias, jovens macaenses e outros participantes percorreram uma parte profunda da terra da Pátria, longe das grandes cidades, dos centros financeiros e das paisagens urbanas modernas que nos são mais familiares. Sentiram de perto o planalto, a altitude, as longas distâncias, a diversidade étnica e cultural, a força da natureza, a segurança ecológica, os recursos estratégicos e a memória histórica de uma terra com muitos significados. Essas experiências recordam-nos que Macau, embora seja o lugar onde vivemos, é apenas uma parte do quadro geral de desenvolvimento do País. Uma viagem desta natureza não deve ficar apenas nas fotografias e nos locais visitados. Uma viagem verdadeiramente significativa não deve terminar no regresso. O seu valor está em saber se consegue levar os participantes a pensar mais profundamente sobre o País, Macau, a sua própria comunidade e as responsabilidades futuras. Deve continuar, depois do regresso a Macau, como ponto de partida para reflexão, participação e responsabilidade. Na noite de 12 de Agosto, num buffet macaense oferecido por Leonel Alves, os participantes da visita a Qinghai voltaram a reunir-se, num ambiente de partilha e reflexão, recordando também os laços de amizade criados ao longo da experiência. Estiveram igualmente presentes vários responsáveis do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, liderados pelo Director-Geral do Departamento de Coordenação, Qiu Yu, que acompanhara integralmente a delegação durante a visita a Qinghai. Esse reencontro foi simples, mas significativo. Depois de um programa intenso, houve finalmente tempo para conversar com mais calma, recordar momentos da viagem, trocar impressões e perceber que a deslocação a Qinghai não terminou com a chegada ao aeroporto de Shenzhen, nem com o regresso de autocarro a Macau pela fronteira de Hengqin. Pelo contrário, outra viagem começou nesse momento: a de pensar, já em Macau, como devemos dar continuidade às lições recebidas nessa deslocação e responder às suas inspirações. O alerta de Leonel Alves Enquanto chefe da delegação, Leonel Alves afirmou que esta foi uma visita bem-sucedida. O sucesso não esteve apenas no cumprimento do programa ou na boa organização, mas sobretudo nas muitas lições recebidas ao longo do percurso. Recordou a viagem, as longas deslocações de autocarro, as conversas aprofundadas entre os participantes, o contacto directo com diferentes realidades da Pátria e até a sensação especial de viver quase “quatro estações” num só dia. São experiências que só se compreendem plenamente quando vividas de perto, e que ajudam a sentir, de forma concreta, a diversidade e a profundidade da cultura chinesa. Leonel Alves manifestou também o desejo de que, no próximo ano, possa ser organizada uma nova deslocação deste género, permitindo que mais pessoas visitem outras regiões do País. Mais importante ainda foi a mensagem que deixou aos jovens. Com um tom claro, sereno e firme, apelou aos jovens macaenses para compreenderem melhor a nova situação de Macau e tomarem consciência de que há responsabilidades que já não podem ser adiadas. Lembrou que não devemos ficar limitados ao nosso pequeno círculo ou aos interesses pessoais, mas antes alargar horizontes e pensar, com maior visão, na comunidade, nos interesses de Macau, no desenvolvimento, nos jovens, nos nossos filhos e no futuro das novas gerações. Esta talvez seja a lição mais importante que Qinghai nos deve deixar. Da memória à participação Macau é uma cidade confortável, e isso é uma conquista que devemos valorizar. Mas o conforto também pode significar excesso de acomodação. Quando uma comunidade se habitua demasiado a ser protegida, corre o risco de perder iniciativa, estreitar horizontes e confundir a preservação da identidade com a simples preservação da memória. A identidade macaense não pode ficar apenas na nostalgia, na gastronomia, nos encontros ocasionais ou nas fotografias de família. Tudo isso é importante, mas não basta. Para uma comunidade manter vitalidade, precisa de preparar os jovens e as novas gerações, para que possam participar no tempo em que vivem. Preparar os jovens não significa apenas convidá-los para cerimónias, almoços, recepções ou fotografias de grupo. Mais importante é ouvi-los, acompanhá-los, dar-lhes responsabilidades e criar oportunidades concretas para aprenderem, errarem, crescerem e servirem. Na verdade, Macau já conta com várias associações e organizações que, através da prática, têm formado jovens membros: apoiando as suas iniciativas, envolvendo-os em actividades sociais, orientando-os para as necessidades reais da comunidade, dando-lhes oportunidades para aparecerem em diferentes espaços da sociedade e ajudando-os a ganhar confiança, experiência e sentido de responsabilidade. A comunidade macaense pode, e deve, retirar inspiração dessas experiências. A formação dos jovens pode avançar com naturalidade, mas também exige método. É necessário criar oportunidades para que escrevam, falem, organizem actividades, apresentem ideias, participem em projectos, acompanhem os mais experientes, visitem o Interior do País, conheçam a Grande Baía, recebam delegações e aprendam a comunicar com diferentes sectores da sociedade. Não se trata de formar jovens apenas para conservar uma memória cultural. Trata-se de lhes dar instrumentos para participarem nos assuntos de Macau de hoje. A identidade macaense precisa de se renovar A identidade macaense só continuará a ter vitalidade se continuar a ser útil, respeitada e reconhecida pela sociedade. Por isso, deve ser transmitida como herança, mas também exercida como competência. Os macaenses têm a sua própria história, uma sensibilidade intercultural e uma experiência de convivência entre diferentes línguas, tradições e comunidades. Porém, estas vantagens só terão valor futuro se forem acompanhadas por preparação, disciplina, capacidade linguística, conhecimento do País, consciência cívica e espírito de serviço. Hoje, a identidade macaense também não pode ser reduzida a uma fórmula única. Não significa necessariamente dominar a língua portuguesa, nem deve ser usada para criar falsas hierarquias sobre quem é mais importante ou mais autêntico. O essencial é que todas as vozes dispostas a contribuir para Macau e para esta característica própria da nossa terra possam encontrar o seu lugar nesta união. Muitas vezes perguntam-nos: afinal, quantos macaenses existem? A resposta nem sempre é fácil, e talvez nem seja essa a questão mais importante. O que importa verdadeiramente é saber se ainda temos capacidade para manter esta característica singular de Macau, prolongar este património histórico e cultural, e fazer com que Macau continue a ser uma cidade chinesa diferente, aberta, plural e reconhecida. O valor de uma comunidade não depende apenas do número dos seus membros, mas da qualidade da sua presença, da utilidade da sua participação e da capacidade de transmitir às novas gerações um sentido de pertença, responsabilidade e serviço. Se a identidade macaense continuar a ser uma ponte entre culturas, línguas, memórias e projectos de futuro, então, independentemente do número de pessoas, continuará a ter significado para Macau. Os jovens são a chave do futuro Entre os jovens macaenses, há alguns que já têm boas condições: são multilingues, abertos, com visão e capacidade para assumir maiores responsabilidades. Outros ainda precisam de ganhar confiança, sair do ambiente habitual e conhecer melhor Macau, a Grande Baía e o País. Ambos devem ser acompanhados. Ambos fazem parte do futuro da comunidade. Naturalmente, não devemos interpretar em excesso, nem subestimar, a atenção, consideração ou oportunidades concedidas pelas entidades públicas. Como em muitas coisas na vida, o reconhecimento depende, em grande medida, do esforço individual e colectivo, da preparação, da utilidade e da capacidade de contribuir com seriedade. A comunidade macaense não precisa de se colocar acima de ninguém, nem precisa de estar presente em tudo. Precisa, sim, de estar preparada, manter-se aberta e, quando for necessária, ter capacidade para servir Macau, sempre em harmonia e abertura com as outras comunidades que também fazem parte da realidade plural da RAEM. É precisamente aqui que visitas como a de Qinghai têm um valor especial. Quando bem organizadas, não são turismo, mas formação humana, cívica e comunitária. Colocam os jovens perante diferentes cenários, permitindo-lhes adaptar-se, conviver, escutar, observar e compreender que Macau, embora seja muito importante para nós, é apenas uma parte de uma realidade nacional muito mais ampla. Mas uma viagem, por si só, não basta. O verdadeiro desafio começa depois do regresso. Que conversas irão continuar? Que iniciativas irão nascer? Que jovens começarão a escrever, a organizar actividades, a estudar melhor chinês, a conhecer mais profundamente a história do País, a aproximar-se da Grande Baía e a pensar nos interesses gerais de Macau? Se, depois do regresso, nada acontecer, a viagem será apenas uma boa memória. Se houver continuidade, tornar-se-á um investimento. Transformar a experiência em responsabilidade Macau precisa de investir melhor nos jovens. Esse investimento não deve limitar-se a bolsas, cursos ou visitas ocasionais, mas deve construir percursos de crescimento responsável. Os jovens podem começar por observar, depois ajudar; em seguida propor ideias, organizar trabalho, representar a comunidade e assumir responsabilidades. Nenhuma comunidade consegue renovar-se se deixar a geração mais nova eternamente à espera de uma autorização simbólica dos mais velhos. Mas, do mesmo modo, nenhum jovem cresce verdadeiramente sem orientação, exemplo e exigência. Os mais velhos têm a responsabilidade de abrir portas. Os jovens têm o dever de entrar por elas com humildade, vontade de aprender e espírito de serviço. A comunidade não pode continuar apenas a falar dos jovens; deve começar a confiar-lhes tarefas concretas. Os jovens, por sua vez, também devem compreender que a visibilidade social ou política não é vaidade pessoal, mas responsabilidade perante a comunidade, Macau e o País. Pensar nos jovens é também pensar nos filhos e nos netos. É perguntar que Macau queremos deixar-lhes. É perguntar se ainda terão espaço para viver, trabalhar, participar e sentir que pertencem a esta terra. É perguntar se a identidade macaense será apenas uma bela memória do passado ou uma presença viva no futuro da cidade. A resposta não dependerá sobretudo dos discursos, mas das oportunidades concretas que conseguirmos criar, e também da vontade dos próprios jovens em as aproveitarem com seriedade. Uma ponte que ainda se pode renovar Qinghai ensinou-nos que o País é vasto, diverso, exigente e profundamente complexo. O reencontro de 12 de Agosto recordou-nos que esta aprendizagem deve continuar em Macau. A visita foi importante, mas a responsabilidade começa agora: transformar experiência em consciência, consciência em participação e participação em futuro. Macau é a nossa casa. O País é o horizonte mais vasto que temos por trás de nós. Entre a RAEM e o Interior do País, a comunidade macaense pode continuar a ser uma ponte viva. Essa ponte deve ligar Macau à Grande Baía e a outras províncias e cidades do Interior, mas também ao exterior, especialmente ao mundo lusófono mais amplo e a outros países e comunidades com os quais Macau mantém laços históricos, culturais, linguísticos, afectivos e comerciais. Preservar a identidade macaense não significa colocar uma relíquia preciosa do passado dentro de uma vitrina. Significa dar nova vida a uma herança única, flexível e profundamente ligada a Macau. Significa transformar memória em presença, identidade em competência e tradição em força para servir o Macau de hoje. Este talvez seja o caminho mais acertado: permitir que os jovens macaenses conheçam melhor Macau, compreendam melhor o País, mantenham viva a ligação ao mundo lusófono e dialoguem com outras comunidades, sem se fecharem sobre si próprios. Só assim a identidade macaense poderá continuar a ter dignidade, utilidade e futuro. Se a viagem a Qinghai nos ajudou a sair da estufa, então o regresso a Macau não deve levar-nos simplesmente de volta ao conforto anterior. Preservar a identidade macaense não é apenas recordar o que fomos; é preparar, com coragem e humildade, aquilo que ainda podemos ser. Esta responsabilidade exige a acção de cada um de nós. Analista independente de políticas públicas e desenvolvimento regional (Antigo dirigente público com experiência internacional, com longa dedicação às políticas públicas e ao desenvolvimento desportivo)
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste | Registados mais de mil casos de violência doméstica até Agosto A Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) registou mais de mil casos de violência doméstica até Agosto, disse sexta-feira o chefe da Secção de Prevenção, Socialização e Sensibilização da Unidade de Pessoas Vulneráveis (VPU), inspector-chefe Ricardo da Costa. “Este ano, desde Janeiro até 31 de Agosto, foram registados 1.084 casos de violência doméstica e 180 casos de violação sexual”, afirmou o inspector-chefe Ricardo da Costa, em Díli. O responsável da PNTL explicou que, em 2025, entre Janeiro e Dezembro, foram registados 1.310 casos de violência doméstica e 110 casos de violação sexual. Ricardo da Costa salientou que o elevado número de casos de violência doméstica está frequentemente relacionado com situações de desconfiança entre casais, associados à suspeita de relações extraconjugais. Entre os outros factores apontados, estão também os problemas económicos, como o desemprego, e questões sociais e culturais. “Os casos de violência sexual aumentam porque muitas crianças e jovens têm acesso livre a telemóveis e à Internet”, alertou o responsável. Segundo o inspector-chefe, Timor-Leste entrou plenamente na era digital e um número crescente de crianças possui telemóvel. Como consequência, têm surgido diversos crimes cometidos através da internet, incluindo práticas como o aliciamento de menores online e o ‘cyberbullying’. Os casos de violência sexual e de violência doméstica registam-se em maior número no município de Díli, em comparação com os restantes municípios do país.
Hoje Macau China / ÁsiaNepal | Primeiro-ministro vai discursar na ONU Um mês depois da enxurrada que abalou o país e fez mais de 1.300 mortos, o primeiro-ministro nepalês vai discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas em busca de apoio internacional O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, intervém a 24 de Setembro na 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, na sequência das cheias de Agosto. Naquela que será a sua primeira viagem ao estrangeiro desde que assumiu o cargo, a 27 de Março passado, a decisão de Shah de liderar pessoalmente a delegação nepalesa responde à urgência de procurar apoio internacional após inundações ocorridas a 26 de Agosto, indicou sábado o jornal local Kathmandu Post. O próprio Shah compareceu na quarta-feira perante o parlamento nepalês para alertar que a crise no distrito de Rasuwa, desencadeada por um colapso glaciar no rio Bhote Koshi, é o pior desastre deste tipo registado na região. “Este acontecimento é um grave aviso do risco crescente que enfrentamos”, afirmou o líder. Durante a sessão, Shah salientou que o Nepal é incapaz de fazer face a esta escala de destruição sozinho e anunciou que exigiriam que a comunidade internacional assumisse a sua parte naquilo que definiu como uma “responsabilidade partilhada” global para mitigar o impacto climático. O debate geral desta 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas decorrerá de 22 a 28 de Setembro sob o lema “Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma ONU que cumpre para todos”. Neste fórum multilateral, que concede um voto igualitário a cada um dos seus 193 Estados-membros, a intervenção do primeiro-ministro nepalês está agendada para 24 de Setembro, de acordo com o calendário divulgado pela imprensa local. O último balanço divulgado sábado pelas autoridades nepalesas elevou para mais de 1.300 o número de mortos devido às inundações devastadoras ocorridas a 26 de Agosto, enquanto o total de desaparecidos ronda os 5.000, entre os quais pelo menos 606 cidadãos estrangeiros. As operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas afetadas e mantêm cerca de 8.000 agentes mobilizados, tendo permitido, até ao momento, prestar assistência a 8.962 pessoas. Catástrofe inédita As cheias repentinas de 26 de Agosto, descritas pelos observadores locais como um dos piores desastres de que há memória no Nepal, fizeram o nível da água do rio Trishuli subir entre 15 e 18 metros acima do normal, destruindo povoações ao longo de um troço de 72 quilómetros das suas margens. Causaram também danos significativos em centrais hidroeléctricas e outras infraestruturas, além de terem destruído habitações, estradas e pontes em vários distritos. Destruíram igualmente o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, na fronteira entre o Nepal e a China, uma rota essencial para o comércio bilateral, e afetaram dezenas de povoações. A catástrofe foi desencadeada pelo desprendimento de uma massa de gelo e rochas da face norte de Langtang Lirung, o cume mais alto da cordilheira do Langtang Himal, uma subcordilheira dos Himalaias nepaleses, situado a sudoeste do pico de Shishapangma, a nordeste de Katmandu e cinco quilómetros a sul da fronteira com o Tibete. Resgates continuam As equipas de resgate no Nepal retiraram sábado com vida um cidadão chinês de um túnel de uma central hidroeléctrica e uma mulher retida em casa desde as cheias de 26 de Agosto, informaram sábado as autoridades nepalesas. O exército do Nepal informou que o homem foi resgatado com vida de um túnel de 225 metros (e está a ser submetido a uma avaliação médica. As imagens mostraram-no a ser evacuado de helicóptero, com um médico do exército a examiná-lo durante o voo. Já a mulher, encontrada numa casa na cidade de Nuwalot, estava a ser transportada de helicóptero para Katmandu, segundo as autoridades. O resgate do cidadão chinês eleva para três o número total de trabalhadores retirados com vida do projecto hidroeléctrico de Trishuli. Na sexta-feira, dois trabalhadores nepaleses tinham sido resgatados de um túnel naquela central hidroeléctrica. Cerca de 900 trabalhadores estão desaparecidos em 12 projectos hidroeléctricos em todo o Nepal, acreditando-se que cerca de 500 estejam presos em vários túneis, segundo as autoridades.
Hoje Macau China / ÁsiaDonativos da China para vítimas das inundações no Tibete ultrapassam 84 milhões de euros A ajuda da China às vítimas da enxurrada que atingiu, na semana passada, o condado tibetano de Gyirong, ultrapassa os 660 milhões de yuan, de acordo com dados divulgados sábado pelas autoridades do país. O Ministério dos Assuntos Civis da China indicou que, na sequência da catástrofe, coordenou 29 plataformas de angariação de fundos ‘online’ e organizações de caridade para canalizar as contribuições destinadas aos trabalhos de emergência, de acordo com as necessidades da zona afectada. Do total angariado, 50,16 milhões de yuan resultaram de 1,47 milhões de contribuições efectuadas através de plataformas públicas de angariação de fundos na Internet, de acordo com dados ainda provisórios do ministério. Os donativos somam-se aos fundos públicos mobilizados por Pequim para fazer face à catástrofe. O Governo central destinou 120 milhões de yuan para trabalhos de resgate e assistência no Tibete e outros 100 milhões de yuan para tarefas de recuperação e reconstrução. Seis operadoras de jogo de Macau também anunciaram na sexta-feira que vão doar o equivalente a 4,8 milhões de euros para apoiar as vítimas afectadas pela enxurrada na região autónoma chinesa do Tibete. A China também enviou ajuda ao Nepal, onde as inundações causaram a maior parte das vítimas, com contribuições financeiras, vários lotes de material de emergência e equipas especializadas em resgate e identificação por ADN. Resposta global A resposta internacional também se intensificou no Nepal, onde as Nações Unidas e os parceiros humanitários lançaram, na sexta-feira, um apelo de emergência no valor de 49,6 milhões de dólares para prestar assistência, durante os próximos quatro meses, a mais de 84 mil pessoas afetadas pela catástrofe. A ONU já tinha destinado anteriormente 2,5 milhões de dólares do Fundo Central de Resposta a Emergências, enquanto o Fundo de Ajuda em caso de Catástrofes do Primeiro-Ministro nepalês ultrapassou as 10 mil milhões de rupias (cerca de 64,1 milhões de euros) angariadas, depois de receber, entre outras contribuições, um donativo de 10 milhões de dólares do director executivo da Nvidia, Jensen Huang. A inundação de 26 de Agosto, desencadeada por um enorme desmoronamento de gelo e rocha na bacia alta do rio Bhote Koshi, perto da fronteira com a China, arrasou habitações, infraestruturas e povoações no Nepal e atingiu o condado tibetano vizinho de Gyirong. Os últimos balanços oficiais apontam para 1.295 mortos e 4.898 desaparecidos no Nepal, enquanto a China regista 31 mortos e 531 pessoas desaparecidas no lado tibetano, o que eleva o balanço conjunto para 1.326 mortos e 5.429 desaparecidos.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Trump diz que receberá Xi Jinping com jantar de Estado A visita de Xi Jinping a Washington deverá acontecer a 24 de Setembro. Trump antecipa o encontro enquanto elogia o homólogo chinês O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou sábado que vai receber Xi Jinping, com um jantar de Estado, durante a visita do homólogo chinês à Casa Branca prevista para 24 de Setembro. “Vamos ter um jantar de Estado e vamos fazer grandes coisas com a China”, disse o Presidente norte-americano aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca. “Estamos ansiosos por isso. Ele é um grande cavalheiro. Damo-nos muito bem”, disse Trump sobre Xi. “Temos uma relação comercial muito boa. E, sabem, eles são concorrentes e tudo isso. Mas temos uma relação muito boa com o Presidente Xi”, acrescentou. Trump referiu que o novo heliporto da Casa Branca que está a ser construído no relvado da Casa Branca estará pronto a tempo da visita de Xi Jinping. “Temos tido muito sucesso com a China”, disse ainda. Trump tinha convidado o homólogo chinês para visitar os Estados Unidos durante uma visita oficial à China, em Maio passado. Segurança e tamales Nas mesmas declarações à imprensa, comentou que os trabalhos para reforçar a segurança do avião Air Force One doado pelo Qatar começam em Outubro e deverão demorar mais do que o esperado inicialmente (cerca de um mês), depois de uma ameaça à segurança em Julho na Turquia o ter obrigado a pedir emprestada outra aeronave. “Vai demorar cerca de 60 dias e será enviado em Outubro para ser aperfeiçoado”, disse o Presidente dos EUA. Trump também comentou a relação da sua administração com o México, considerando que este país não tem nada para oferecer aos EUA, além de “tamales [prato típico azteca] picantes e tomates”. Explicou, no entanto, que não pretende interromper a relação comercial porque se dá “muito bem” com a homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum. Trump referiu-se ao seu vizinho do sul enquanto respondia a perguntas de jornalistas sobre a sua ameaça de cortar o comércio com nações que mantêm um excedente comercial com os Estados Unidos. “Se eu deixasse de negociar com eles, não perderíamos nada. Uma única empresa bastava. Perdemos 195.000 milhões de dólares por ano com o México. Eles não têm nada do que realmente precisemos. Ou seja, (eles têm) tamales picantes, tomates, algumas coisas… mas, basicamente, eles não têm nada do que precisamos”, considerou. O Presidente insistiu que os Estados Unidos têm todos os recursos necessários: “Temos petróleo, temos tudo”.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Mais de 3.900 milhões de euros para despesas de Defesa em 2026 O Governo de Taiwan propôs na quinta-feira um aumento adicional de 145.700 milhões de dólares taiwaneses (3.950 milhões de euros) nas despesas de Defesa deste ano, para “reforçar a capacidade de combate defensivo” da ilha. Em comunicado divulgado após a reunião semanal do Governo, o executivo recordou que já apresentou um orçamento especial para a Defesa de 1,25 biliões de dólares taiwaneses (33.883 milhões de euros) para o período entre 2026 e 2033. A proposta foi, no entanto, reduzida em 470.000 milhões de dólares taiwaneses (12.739 milhões de euros) pelo parlamento, actualmente controlado pela oposição. A iniciativa prevê ainda financiamento para adquirir, já em 2027, mais de 600 drones de vigilância e reconhecimento costeiro, mais de 40.000 drones de ataque costeiro e um primeiro lote de mais de 100 pequenas embarcações não tripuladas de ataque suicida. A medida integra um pacote mais amplo de reforço orçamental para o actual exercício, no valor de 607.600 milhões de dólares taiwaneses (16.473 milhões de euros). O pacote prevê também novas verbas para controlar o aumento dos preços dos combustíveis, reforçar subsídios sociais e aumentar os suplementos remuneratórios de militares, funcionários públicos e professores, entre outras medidas.
Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | China e Singapura lançam exercício marítimo conjunto Um exercício marítimo conjunto entre China e Singapura teve início no sábado na Província de Guangdong, no sul da China, marcando a quinta cooperação do tipo realizada pelos dois países, indicou a Xinhua. A cerimónia de abertura foi realizada no porto naval em Zhanjiang. O exercício, realizado nas águas e no espaço aéreo ao redor da cidade, inclui exercícios de fogo real, reabastecimento no mar e operações conjuntas de busca e resgate, acrescenta a agência estatal. Dois navios de guerra participaram no exercício — a fragata chinesa de mísseis guiados Dali e a fragata RSS Steadfast de Singapura. O exercício visa aprofundar a confiança mútua, fortalecer a cooperação prática e aumentar sua capacidade de salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade regionais, informou o Ministério da Defesa Nacional da China no início da semana passada. Os dois lados trocarão experiências sobre operações de mergulho, busca e resgate de submarinos, e medicina subaquática, além de realizarem exercícios de comunicações, reabastecimento no mar, ataques marítimos conjuntos e busca e resgate conjuntos. China e Singapura realizaram seu primeiro exercício marítimo bilateral em 2015. Esses exercícios conjuntos tornaram-se parte regular dos intercâmbios militares entre os dois países nos últimos anos. Em Maio de 2025, a Marinha chinesa enviou uma fragata de mísseis guiados e um navio de contramedidas de minas a Singapura para um exercício conjunto. Além dos exercícios marítimos conjuntos regulares com Singapura, a China também realiza exercícios e treinos conjuntos rotineiros com países vizinhos, incluindo Tailândia e Camboja.
Hoje Macau EventosLisboa | Container Tais, com ligações a Timor, apresenta-se no LX Factory Natalino Fernandes Ximenes, guitarrista da banda timorense The Kraken, queria um estúdio, mas uma viagem a Lisboa e uma visita ao Lx Factory levaram à criação do Container Tais, um espaço que cruza arte, cultura, criatividade e empreendedorismo. “Criámos esta ideia para resolver o problema interno da nossa banda, mas agora o espaço é multiusos”, explicou à Lusa Natalino Fernandes Ximenes. Instalado no Institute of Business, em Díli, o Container Tais transformou-se num espaço multifuncional com escritório, estúdio, loja de música, cafetaria, palco de eventos com o foco na arte e no empreendedorismo e onde os jovens talentos podem desenvolver a sua criatividade. É ali, num conjunto de contentores sobrepostos pintados com os bordados dos tais (panos tecidos por mulheres timorenses), que se cria, que se fazem espectáculos e formações. “Pegamos na ideia do contentor e fizemos uma combinação com a identidade cultural dos timorenses, com o tais, um património cultural que já tem reconhecimento internacional. A ideia é simples: pegar no contentor e tais e combinar a inovação com a tradição”, explicou Natalino Fernandes Ximenes. Um lamento O Container Tais foi criado com o apoio de um programa do Procultura Palop-TL, financiado pela União Europeia, cofinanciado e gerido pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua. Natalino Fernandes Ximenes lamenta, mas compreende, que o sector da cultura ainda não seja uma prioridade para o investimento em Timor-Leste, que ainda se concentra muito nas infraestruturas, saúde e educação. “Mas a cultura é como uma raiz e temos de a manter e preservar e adaptar, para que as pessoas tenham vontade de investir e apoiar”, disse. A ausência de apoios estatais às artes e espectáculos, não paralisou Natalino Fernandes Ximenes, que iniciou agora no Container Tais um projecto para a criação de uma base de dados de artistas timorenses, em todas as categorias. A base de dados inclui os contactos dos artistas, apoio na criação de ‘portfolios’ e na colaboração com artistas internacionais, bem como ajuda para concorrer a apoios e financiamentos de organizações às artes e cultura. Para o futuro, Natalino Fernandes Ximenes espera levar o Container Tais a todos os municípios de Timor-Leste e afirmar o projeto como um polo de criação e de residências artísticas para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e para a Associação das Nações do Sudeste Asiático.
Hoje Macau SociedadeZona A | Morreu vítima de atropelamento Um homem de cerca de 60 anos morreu, depois de ser atropelado na Zona A dos Novos Aterros, quando atravessava a estrada. De acordo com o jornal Ou Mun, as autoridades suspeitavam que a vítima, um residente local, tivesse atravessado o cruzamento da Avenida do Mar de Espelho com a Avenida de Tai On fora da passadeira. O condutor também era um residente local e não acusou o consumo de álcool. O atropelamento aconteceu por volta das 17h42 de sexta-feira e o homem foi levado para hospital com vida. No entanto, o óbito foi confirmado no sábado às 00h15. A recolha preliminar de provas e a extracção das imagens do sistema de videovigilância foram efectuadas no local, estando as causas do acidente sujeitas a investigação das autoridades.
Hoje Macau SociedadeTrabalho Ilegal | Detido a tirar fotos de turistas Um homem foi detido pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) por receber dinheiro para tirar fotografias a turistas. O caso foi divulgado no sábado pelo CPSP. Segundo a informação adiantada, o detido foi interceptado durante uma patrulha das autoridades na Estrada do Istmo, no Cotai. Os agentes do CPSP detectaram a situação porque o homem estava a tirar fotografias a duas turistas com um equipamento profissional. Quando foi abordado, o suspeito confessou que estava a trabalhar e que cobrava 20 yuan por cada fotografia. O homem foi detido e suspeita-se que violou o Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, por exercer a profissão de fotógrafo na RAEM sem estar habilitado. O caso foi remetido pelo CPSP à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) para acompanhamento.
Hoje Macau PolíticaComputação | Governo avança com projecto-piloto em formação A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), em parceria com o Centro de Produtividade e de Transferência de Tecnologia de Macau (CPTTM), deu início, na sexta-feira, ao “Projecto-Piloto de Formação em Computação Inovadora”. O objectivo é “apoiar empresas de tecnologia a melhorar a capacidade” na área da inteligência artificial (IA), tendo a iniciativa apoio da Huawei. Durante cinco dias, estes empresários podem ter formação na área da computação, realizando depois o exame de certificação HCIA-AI Solution da Huawei, no CPTTM. Este projecto inclui ainda uma visita técnica à sede da Huawei. A edição que arrancou na sexta-feira conta com “28 gestores de topo e técnicos das empresas tecnológicas certificadas em Macau”, destaca-se numa nota conjunta da DSEDT e CPTTM.
Hoje Macau PolíticaCoimbra | Vice-reitor destaca ligação a Macau O vice-reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Nuno Calvão da Silva, disse que a instituição de ensino superior portuguesa é “muito forte” no mundo da língua portuguesa, tendo destacado o caso do ordenamento jurídico de Macau, feito por Paulo Mota Pinto, no Código Civil, ou Figueiredo Dias, no Código Penal, entre outros. “Temos leccionado lá sucessivas gerações de estudantes, com um acordo de cooperação forte com a Universidade de Macau, há mais de 40 anos. Compreende-se, por isso, que a faculdade de Direito seja muito procurada”, reforçou.
Hoje Macau Manchete SociedadeCrime | Filho de professora atacada pede contenção O filho da professora atacada por um aluno com líquido corrosivo pediu à sociedade contenção e que espere pelo fim das investigações antes de tirar conclusões sobre o caso. A posição foi tomada através de uma carta enviada ao jornal Ou Mun, publicada na sexta-feira. Na publicação, o filho da professora pede à população que “mantenha a racionalidade” sobre os acontecimentos e a motivação do ataque até ao final das investigações da polícia. O homem também revelou que actualmente a mãe não consegue falar, dado que ficou desfigurada devido ao ataque. O autor da missiva criticou ainda “alguns meios de comunicação social” por veicularem a versão do atacante sobre a agressão, principalmente no que diz respeito ao sentimento de perseguição face à docente. O filho contestou igualmente que alguns meios de comunicação tenham apresentado o depoimento do aluno como “factos objectivos”. No entender do filho da vítima, esta postura levou ao surgimento, nas redes sociais, de “comentários maliciosos” contra a sua progenitora. O filho reconheceu também que a família atravessa um período difícil, mas que vai fazer tudo para apoiar a vítima. O ataque aconteceu a 2 de Setembro, na Escola São João de Brito, no primeiro dia do ano lectivo, quando um aluno atacou a professora, à entrada da sala de aulas, com um líquido corrosivo. A agressão terá sido motivada, de acordo com a Polícia Judiciária, com desavenças anteriores entre o aluno e a professora. O suspeito de 18 anos foi detido após o ataque.
Hoje Macau Manchete PolíticaViagens | Macau e Angola assinam acordo de isenção mútua de vistos A cerimónia de assinatura do acordo decorreu na sexta-feira e Eduardo Velasco Galiano, cônsul de Angola na RAEM considerou que vai levantar vários obstáculos que pairam sobre as relações comerciais. A data de entrada em vigor do acordo ainda não é conhecida Os residentes de Macau e os cidadãos angolanos vão passar a poder entrar nos dois territórios sem necessidade de visto, na sequência de um acordo sobre a dispensa mútua dessa autorização assinado na sexta-feira entre as duas jurisdições. Na cerimónia de assinatura, o secretário para a Administração e Justiça do Executivo de Macau, Wong Sio Chak, afirmou que o acordo “facilitará significativamente a vida” dos residentes de ambas as partes, sobretudo no âmbito do turismo, intercâmbio académico e trocas comerciais. Wong acrescentou que a medida “promoverá uma maior interacção entre as populações” e “aprofundará o intercâmbio civilizacional e a fusão cultural”. “Aproveitamos esta oportunidade para convidar mais amigos de Angola a visitar, investir e viajar para Macau, a fim de sentirem a vitalidade, a inclusão e as oportunidades que esta cidade oferece”, enfatizou. Resolver problemas Também presente na cerimónia, Eduardo Velasco Galiano, cônsul de Angola na região administrativa especial e delegado angolano junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), sublinhou que, “por diversas vezes, empresários de ambas as partes viram-se forçados a recuar”. “O vosso gesto, no dia de hoje, não só resolve essas barreiras burocráticas, como dissipa de forma definitiva a incerteza que pairava sobre as nossas relações comerciais, abrindo portas a um futuro de maior prosperidade e intercâmbio económico”, salientou. Angola torna-se o quarto país de língua portuguesa, depois de Portugal, Brasil e Cabo Verde, a beneficiar do regime de isenção de visto de Macau. Segundo um comunicado do Serviço de Identificação de Macau, após a entrada em vigor do acordo, os residentes de Macau titulares do Passaporte da RAEM poderão entrar na República de Angola com dispensa de visto e aí permanecer por um período máximo de 30 dias, sendo as mesmas condições concedidas aos titulares de passaporte da República de Angola válido. A data de entrada em vigor do acordo será anunciada oportunamente, segundo o comunicado, que não indica uma data concreta.
Hoje Macau SociedadeIAM | Lançado apelo para não se alimentar animais de rua O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) deixa um apelo para que a população não alimente animais de rua, tendo em conta a recente concentração de cães abandonados na zona da Taipa velha que acabam por morder quem passa. Segundo um comunicado, o IAM explica que tem realizado diversas inspecções em zonas com maior número de cães vadios, em bairros, parques municipais ou zonas mais montanhosas, tendo sido descobertos restos de comida deixados por residentes. O organismo diz que isto não só afecta o ambiente, causando poluição, como pode atrair os cães de rua levantando problemas de segurança pública e higiene. Nestas inspecções, os agentes do IAM também descobriram restos de carne crua e sobras de comida, o que causa maus odores. Além disso, os contentores da comida poluem o ambiente e ajudam à proliferação de mosquitos e roedores. Foi também deixado o alerta sobre o facto de se deixar comida na rua violar o regulamento geral dos espaços públicos. Desde o ano passado e até ao segundo trimestre deste ano, o IAM diz ter limpo mais de quatro toneladas de restos de comida deixados na rua, em 89 pontos com maior concentração de animais.
Hoje Macau PolíticaRenovação Urbana | Governo estuda criação de fundo O director dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), Lai Weng Leong, revelou que o Governo está a ponderar a criação de um fundo de renovação urbana. A novidade foi avançada na sessão de intercâmbio sobre o 3.º Plano Quinquenal, realizada na sexta-feira e destinada exclusivamente a convidados da área dos Transportes e Obras Públicas. Segundo o jornal Ou Mun, o responsável apontou que o Governo também planeia reforçar as funções e a autonomia da empresa Macau Renovação Urbana, S.A., para que esta assuma o papel de plataforma e tenha condições para captar capital privado e operar de forma mercantilizada. Lai Weng Leong apontou ainda que a DSSCU está a realizar estudos de planeamento do sistema de zonas de desenvolvimento prioritário para a renovação urbana. Este trabalho vai servir para estabelecer as condições e o potencial de desenvolvimento dos terrenos através da análise do estado dos edifícios, bem como os incentivos que vão ser adoptados para dinamizar as zonas prioritárias. O director da referida instituição indicou também que a conclusão dos estudos considerados essenciais para a renovação urbana está prevista para a primeira metade do próximo ano.