Hoje Macau China / ÁsiaShaanxi | Chuvas obrigam retirada preventiva de quase 88 mil pessoas A província chinesa de Shaanxi, no centro do país, retirou preventivamente quase 88.000 pessoas desde quinta-feira devido às fortes chuvas que atingiram vastas áreas da região, numa altura em que a China mantém alertas para precipitação intensa. Entre quinta-feira e ontem, as autoridades provinciais organizaram a retirada preventiva de 87.987 pessoas, informou a televisão estatal CCTV, citando o Departamento de Gestão de Emergências de Shaanxi, província com cerca de 39 milhões de habitantes e uma área semelhante à da Bielorrússia. Só entre a manhã de domingo e a de ontem, foram retiradas mais 18.063 pessoas, no âmbito das medidas adoptadas perante o risco de cheias, inundações e outros desastres associados às chuvas. Nas últimas 48 horas, a precipitação afectou grande parte do centro e sul de Shaanxi, com chuva forte ou torrencial em vários distritos e acumulados superiores a 100 milímetros em sete deles. As chuvas provocaram cheias em 27 rios da província, embora, até ao momento, não tenham sido registados danos, segundo o mesmo balanço. O Centro Meteorológico Nacional mantinha ontem um alerta laranja para chuva intensa, prevendo precipitação forte ou torrencial em zonas do centro, norte, sudoeste e sul da China, com acumulados locais entre 250 e 260 milímetros. O episódio junta-se a um Verão marcado por fenómenos meteorológicos extremos na China. Nas últimas semanas, a passagem de vários tufões, as chuvas torrenciais no sul e centro do país e deslizamentos de terras em zonas montanhosas provocaram dezenas de mortos, milhares de retiradas preventivas e danos em infraestruturas, habitações e redes de transporte em várias províncias. As autoridades apelaram também esta semana ao acompanhamento da evolução do tufão Dolphin, que ainda se encontra afastado das águas chinesas, mas cuja trajectória posterior em direcção ao mar a leste da China permanece incerta.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Lançados futuros sobre obrigações soberanas chinesas para atrair investidores Os contratos de futuros sobre obrigações soberanas chinesas começaram ontem a ser negociados em Hong Kong, numa nova tentativa da China de abrir o mercado nacional de dívida a mais investidores estrangeiros e internacionalizar a utilização do yuan. Os futuros atraíram um “volume de negócios activo nos primeiros minutos da sessão” de ontem, de acordo com o jornal de Hong Kong, em língua inglesa, South China Morning Post. Os contratos a cinco anos terão um valor de 500 mil yuan e podem ser negociados através de cerca de uma centena de corretores afiliados à bolsa da antiga colónia britânica. De acordo com o presidente da HKEX, a operadora da bolsa de Hong Kong, Carlson Tong, as novas ferramentas “permitem aos investidores internacionais abrir, cobrir e encerrar posições inteiramente a partir do estrangeiro, através das mesmas contas e fluxos de trabalho que já utilizam para os derivados cotados em Hong Kong”. A Bloomberg noticiou que se trata da terceira vez que Pequim tenta impulsionar esta iniciativa, após um breve período de testes entre Abril e Dezembro de 2017 — suspenso depois de Hong Kong ter exigido um quadro regulamentar e de cooperação mais claro com a China continental — e outro plano que acabou por ser cancelado em 2023, antes mesmo de ver a luz do dia. Desta vez, o plano surge na sequência da decisão, tomada em Abril, de permitir que os investidores globais negociem futuros de obrigações soberanas na China. Após anos de reformas, mais de dois biliões de yuan de dívida soberana ‘onshore’ (negociada nos mercados da China continental) estavam nas mãos de investidores estrangeiros, valor que contrasta com os 450 mil milhões de yuan registados em meados de 2017.
Hoje Macau China / ÁsiaAlibaba apresenta o modelo de IA mais avançado desenvolvido pela empresa A tecnológica chinesa Alibaba apresentou ontem o Qwen3.8-Max, o seu modelo de inteligência artificial mais avançado até à data, num novo passo na competição entre os principais programadores chineses e norte-americanos de sistemas de raciocínio, programação e agentes autónomos. A conta oficial do Qwen na rede social X informou que o modelo, descrito como o “mais avançado” alguma vez desenvolvido pela empresa, possui 2,4 biliões de parâmetros e foi concebido para tarefas de programação, trabalho colaborativo e execução prolongada de projectos. Segundo a empresa, o Qwen3.8-Max consegue manter mais de 10 dias de desenvolvimento autónomo até à conclusão de um projecto completo. A Alibaba afirmou ainda que o sistema foi concebido para tarefas de planeamento autónomo de longo prazo, com ciclos de aprendizagem e correcção, apontando como exemplos a optimização do desenho de semicondutores ou de estratégias de comércio electrónico durante períodos prolongados. O grupo indicou que disponibilizará os pesos do modelo em formato aberto na próxima semana, seguindo a estratégia adoptada por vários programadores chineses de apostar em modelos abertos, em contraste com a abordagem fechada de empresas norte-americanas como a OpenAI ou a Anthropic. Alta dinâmica Segundo comparações divulgadas pela Qwen, o novo modelo supera a versão anterior e obtém melhores resultados do que alguns sistemas norte-americanos em testes de programação, agentes autónomos, raciocínio visual e compreensão de vídeo, embora os resultados variem consoante os critérios de avaliação. A empresa fixou o preço em dois dólares por milhão de tokens de entrada e seis dólares (por milhão de tokens de saída, unidades mínimas de texto processadas pelos modelos linguísticos. O Qwen tornou-se um dos principais pilares da aposta da Alibaba na inteligência artificial e na computação em nuvem, áreas nas quais o grupo anunciou investimentos superiores a 52 mil milhões de dólares ao longo de três anos. O lançamento ocorre numa altura de forte dinamismo do sector chinês da IA, após a apresentação de modelos como o Kimi K3, da Moonshot, ou o GLM-5.2, da Zhipu, e em plena competição tecnológica entre a China e os Estados Unidos por tecnologias consideradas estratégicas.
Hoje Macau China / ÁsiaEnergia | Aprovados oito novos reactores em investimento de 20,6 mil ME A aprovação de mais oito reactores nucleares insere-se na política chinesa de reduzir as emissões de carbono A China aprovou recentemente a construção de oito novos reactores nucleares em quatro projectos, num investimento total superior a 160 mil milhões de yuan, informou ontem o portal financeiro Yicai. O Conselho de Estado (Executivo chinês) deu luz verde aos projectos, com um custo estimado de cerca de 20 mil milhões de yuan por reactor, todos baseados em tecnologias nucleares de terceira geração desenvolvidas na China. Os projectos aprovados correspondem à segunda fase da central de Jinqimen, na província oriental de Zhejiang, à primeira fase da central de Zhuanghe, em Liaoning, no nordeste do país, à terceira fase da central de Taipingling, na província de Guangdong, no sudeste, e à primeira fase da central de Laiyang, na província oriental de Shandong. Os três primeiros utilizarão a tecnologia Hualong One, um reactor de água pressurizada de terceira geração desenvolvido na China, enquanto a central de Laiyang recorrerá ao Guohe One, outro reactor do mesmo tipo e geração concebido por uma empresa chinesa. Segundo a imprensa especializada chinesa, os projectos Jinqimen II e Taipingling III funcionarão também como unidades de demonstração da versão Hualong One 2.0, apresentada como uma evolução com melhores níveis de segurança e rentabilidade. Plano em marcha Desde 2022, a China aprovou 49 reactores nucleares, representando um investimento total próximo de um bilião de yuan, no âmbito de uma fase de rápida expansão que Pequim enquadra nos objectivos de reforço da segurança energética, da auto-suficiência tecnológica e da redução das emissões. A Administração Nacional de Energia indicou recentemente que, entre 2021 e 2025, a China autorizou 46 unidades nucleares e que o país conta actualmente com 120 reactores em funcionamento, em construção ou já aprovados, com uma capacidade total de 135 milhões de quilowatts, a maior do mundo. O novo plano energético para o período 2026-2030 prevê desenvolver a energia nuclear de forma “segura e ordenada”. A China, o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, comprometeu-se a atingir o pico das emissões de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Depósitos de não residentes crescem quase 12 por cento Dados da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) revelam que os depósitos de não residentes cresceram 11,6 por cento em Junho deste ano face ao ano anterior, alcançando um total de 379,5 mil milhões de patacas. Por sua vez, no mesmo período, os depósitos dos residentes baixaram em 1,7 por cento, para 825,3 mil milhões de patacas. Destaque ainda para o facto de os depósitos do sector público na actividade bancária terem registado um crescimento, em termos mensais, de 3 por cento, sendo de 269,8 mil milhões. Em termos gerais, os depósitos bancários aumentaram 2,3 por cento em Junho, atingindo 1.474,7 mil milhões de patacas. Relativamente aos empréstimos concedidos ao sector privado, registou-se um ligeiro decréscimo de 0,7 por cento, no total de 476,5 mil milhões de patacas. Deu-se um aumento de 7,8 por cento nos empréstimos concedidos, no segundo trimestre, para a “produção e distribuição de electricidade, gás e água”. Pelo contrário, os empréstimos atribuídos para a restauração e hotelaria baixaram 6,2 por cento. Para a construção civil, baixaram 3,3 por cento. Em termos gerais, os empréstimos baixaram 0,1 por cento, registando 1.040,1 mil milhões de patacas. Os empréstimos atribuídos em dólares de Hong Kong representaram 40,2 por cento do total, seguindo-se em patacas com 22,1 por cento.
Hoje Macau Manchete PolíticaCooperação | Sam Hou Fai visita Singapura, Indonésia e Malásia O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, vai visitar Singapura, Indonésia e Malásia, entre 30 de Agosto e 5 de Setembro. A informação foi divulgada ontem pelo Gabinete de Comunicação Social (GCS). O itinerário e os objectivos da visita não foram ainda divulgados. No entanto, a deslocação oficial do Chefe do Executivo inclui paragens na Cidade-Estado, Jacarta e Kuala Lumpur.
Hoje Macau PolíticaHengqin | PIB com crescimento de 7,5% no primeiro semestre O Produto Interno Bruto (PIB) da Ilha da Montanha cresceu 7,5 por cento em termos homólogos no primeiro semestre de 2026. Segundo dados das autoridades da Zona de Cooperação, citados pela Rádio Macau, o sector terciário representou 90 por cento da riqueza gerada entre Janeiro e Junho. A indústria transformadora foi responsável pelos restantes 10 por cento. Até final de Junho, estavam registadas 8.193 empresas com investimento de Macau em Hengqin, mais 11,5 por cento face ao ano anterior, representando 15,4 por cento do total de entidades na zona. A Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong‑Macau foi criada em Setembro de 2021, e tem uma gestão conjunta do governador de Guangdong e do Chefe do Executivo de Macau.
Hoje Macau Manchete PolíticaMercado hispânico | Macau é “largamente desconhecido” Depois do universo de língua portuguesa, Macau quer ser ponte entre a China e os países falantes de espanhol, mas, enquanto se procuram acordos para dar forma à estratégia, os académicos dividem-se sobre a viabilidade da política. Carlos Martin, professor associado de Relações Internacionais na Universidade Europeia de Valência, considera que Macau tem “um potencial ainda por explorar” e “bases para se tornar o conector natural” entre as duas partes, mas continua a ser “largamente desconhecido nesses mercados”, disse à Lusa. Para Martin, a ligação cultural entre Macau e os países hispanófonos é relevante, fruto da experiência lusófona, mas não é suficiente: “A dimensão das empresas, os sectores envolvidos, a mão de obra necessária” são factores que influenciam a “perspectiva dos governos regionais e a forma como consideram a cooperação e o equilíbrio do envolvimento”, alertou. O Governo da RAEM deve “executar uma estratégia inteligente para activar as ligações certas”, de modo a que os sectores civil e empresarial olhem para o território “como a melhor opção para operar na China”, sugeriu ainda. Dúvidas que persistem Questionado sobre se Macau tem capacidade de ser essa ponte, Juan Enrique Serrano Moreno, professor associado do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade do Chile, foi peremptório: “Não creio”. “Não penso que Macau venha a tornar-se um centro de negócios para empresários latino-americanos. Há formas mais eficazes através de centros de negócios na China continental e, em menor medida, em Singapura”, indicou o analista chileno. Laura Botta é uma ‘influencer” espanhola com quase um milhão de seguidores no TikTok. Veio a Macau para tratar do visto e regressar à China, onde está a viajar há já alguns meses. Antes de planear a viagem, pouco sabia da cidade, para além de uma campanha do Turismo de Macau, que viu ainda em Madrid. Conseguir ler os letreiros das ruas de uma cidade chinesa foi para a ‘influencer’ a maior surpresa. “É tão fixe virmos e vermos tudo em português, porque conseguimos perceber algumas coisas”, disse à Lusa, acrescentando que “a cidade tem muito para oferecer” e que “voltará, sem dúvida”, se surgirem “oportunidades de negócio”. A língua é vista como uma via importante na estratégia de aproximação e Macau está a preparar esse terreno, mas a determinação das políticas tem ainda caminho por percorrer. A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) indicou à Lusa que, nos últimos anos, as instituições de ensino superior de Macau introduziram o espanhol como disciplina principal ou opcional, acrescentando que incentiva as instituições a oferecerem programas relacionados com a cultura e economia dos países de língua espanhola, com vista a formar “profissionais completos e com uma mentalidade internacional em várias áreas”. No ano lectivo de 2025/2026, quase 180 estudantes de vários países de língua espanhola, incluindo Espanha, Argentina e Chile, vieram para Macau estudar em instituições de ensino superior locais, ainda segundo a DSEDJ. Nuno Gomes, professor de espanhol na Universidade de Macau (UM), faz uma descrição mais objectiva e menos positiva dessa formação. A universidade “só abre dois cursos de nível 1 e um curso de nível 2”, acrescentando que falou com os superiores directos sobre a possibilidade de alargar o currículo “em várias ocasiões, mas mantêm-se sem interesse em desenvolver o espanhol”. O interesse de Macau em atrair negócios provenientes do mundo hispânico tem como principal braço o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), que manifestou a intenção de continuar a “atrair investimento dos países de língua espanhola para Macau”, com visitas ao exterior. Até ao final de Junho, o IPIM registou mais de uma dezena de propostas de investimento em Macau de Espanha, Argentina, México, Uruguai e Panamá, três das quais concretizadas, no valor de 27 milhões de patacas.
Hoje Macau EventosCalçada portuguesa | Criado centro interpretativo em Lisboa É na capital portuguesa que será criado um centro interpretativo da calçada portuguesa, aproveitando os três mil moldes que estão conservados num armazém do bairro de Alvalade. A informação foi avançada pela Câmara Municipal de Lisboa Lisboa tem uma colecção de moldes da calçada artística portuguesa num armazém em Alvalade, onde são preservados 3.000 moldes originais, os mais antigos datados do século XIX, um acervo que permitirá criar um centro interpretativo, segundo a Câmara Municipal. “Estamos, neste momento, a desenvolver o projecto e é um compromisso de mandato, portanto, até 2029 quero apresentar em Alvalade esta colecção de moldes já integrada no centro interpretativo da calçada artística portuguesa”, afirma a vereadora de Projectos e Obras em Espaço Público na Câmara Municipal de Lisboa (CML), Joana Baptista, em declarações à agência Lusa. Entre os milhares de moldes, a maioria em madeira, desde caravelas a flores e borboletas, e também a sigla CML, a autarca defende que esta colecção de património “único e valioso”, que é como “uma montra” da calçada artística portuguesa em Lisboa, deve ser valorizada e ter melhores condições neste armazém municipal, para proporcionar a visita ao público em geral. “Arrecadação de moldes” – lê-se no letreiro em cima da porta que dá entrada para o acervo. O espaço é pequeno, mas alberga “cerca de 6.000 moldes”, dos quais 3.000 são considerados originais. “Já não podem sair para a rua”, conta o historiador Rui Matos, um dos trabalhadores da CML que, desde 2019, colocaram mãos à obra para arrumar o armazém, criado a partir de 1952-1954 e que se encontrava “um pouco caótico”. Moldes do século XIX A missão de organizar milhares de peças transformou-se num projecto de inventariação e salvaguarda da colecção de moldes da calçada artística portuguesa. O molde mais antigo encontrado deverá ser o “Mar Largo” da Praça do Rossio de 1848-1849, idealizado por Eusébio Furtado. Com um padrão que simula um mar de ondas pretas e brancas, o mesmo que, décadas depois, foi replicado no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, este molde do século XIX “está em relativo mau estado de conservação, mas ainda persiste”, adianta Rui Matos. Também da equipa da CML, a historiadora Sofia Tempero acrescenta que a execução do “Mar Largo” no Rossio recorreu à mão-de-obra dos prisioneiros no Castelo de São Jorge, chamados de grilhetas, que foram ajudar os calceteiros. Com origem em Lisboa, a história da calçada artística portuguesa terá começado, precisamente, a partir do castelo, onde Eusébio Furtado concretizou, em 1841-1842, o primeiro grande pavimento em pedra branca e preta, colocado em ziguezague, segundo os historiadores. “Há até fotografias antigas que mostram esses homens em linha recta, em filas, a fazerem o aparelhamento de pedra [processo de partir e dar forma à pedra], mas estamos a falar de quadrados, cubos de maior dimensão, e que serviam para ir permitindo que as ruas ficassem com um nivelamento maior”, refere Sofia Tempero, explicando que tal facilitaria a lavagem dos arruamentos, bem como a fluidez do trânsito na cidade. Rui Matos adianta ainda que a calçada artística portuguesa é criada simultaneamente com os azulejos de fachada e com o grande surgimento do fado, ou seja, “três dos grandes ícones turísticos da cidade de Lisboa e de Portugal são criados na segunda metade do século XIX”, numa época em que a capital estava a crescer. “É feita em espaços urbanos largos, amplos, e é feita para embelezar a cidade”, realça o historiador. Por isso, a calçada artística, presente sobretudo nas ruas e praças do centro histórico de Lisboa, é como uma galeria de arte a céu aberto, que pode ser contemplada sob os pés de todos os que passeiam pela cidade, mas também vista em altura, inclusive a partir de miradouros. Mudanças necessárias Muito poucas são as calçadas artísticas que se mantêm ainda na sua forma original, porque têm sido sucessivamente refeitas em função das necessidades urbanas, indica Rui Matos, destacando a preservação da Praça de São Paulo, de 1850, e do projecto de Cottinelli Telmo na Praça do Império, feito para a Exposição do Mundo Português de 1940. Quanto à colecção de moldes, a equipa da CML, em que se inclui também o arqueólogo Pedro Miranda, fez já a inventariação das peças, com fotografias de alta resolução, desenhos à escala e modelação 3D, e foi criada uma base de dados, num ‘site’ que deverá tornar-se público brevemente, permitindo que, “a partir de um molde, seja possível saber se esse molde está a ser utilizado na calçada nos Restauradores, ou numa calçada no Rio de Janeiro, ou numa calçada em Macau”. Profissão em risco Preocupado com o risco de extinção da profissão de calceteiro, o historiador Rui Matos lembra que o município chegou a ter “cerca de 400 calceteiros” na década de 1940, com uma estrutura “fortemente hierarquizada, em que existia desde o aprendiz ao mestre”, enquanto hoje são perto de 20 os trabalhadores nesta área. Estão quase na base da estrutura da função pública e, por isso, “são extremamente mal pagos”. “É um trabalho extremamente duro, extremamente penoso, e no final da vida têm imensos problemas de saúde”, frisa, defendendo a valorização dos calceteiros, por serem, neste momento, “o elo mais fraco” da calçada artística portuguesa. Além disso, a redução do número de profissionais tem “um impacto brutal” na manutenção da calçada, perante o crescimento da cidade, incluindo a pressão turística na zona histórica. Concordando com a criação de uma carreira especial, até para atrair jovens, Rui Matos considera “uma excelente iniciativa” a candidatura da arte e saber-fazer da calçada portuguesa a património mundial da UNESCO, mas avisa que, “em termos práticos, não vem resolver nenhum dos problemas” relativamente à falta de calceteiros. Do lado da CML, Joana Baptista reforça que o município não prescindiu de ter calçada artística portuguesa nos projectos de reabilitação do espaço público da cidade, com novos recrutamentos para ter 40 calceteiros, e realça a diferença entre esta arte, criada ao pormenor com “outra excelência técnica, que é confortável e segura”, e a calçada de vidraço. Esta, muitas vezes, “é pouco mantida, está muito polida e, naturalmente, as pessoas escorregam”. Além de embelezarem o chão das ruas de Lisboa, destaca a autarca, os moldes da calçada artística portuguesa estão a ser utilizados na jardinagem da cidade, nomeadamente na rotunda do Marquês de Pombal, onde há tagetes trabalhadas em formato de arabescos.
Hoje Macau China / ÁsiaUE | Empresas chinesas criticam propostas sobre cibersegurança e indústria O sector empresarial chinês criticou sexta-feira dois projectos legislativos da União Europeia sobre cibersegurança e política industrial, alegando que introduzem restrições discriminatórias às empresas estrangeiras e podem violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Yang Fan, porta-voz do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), organismo de promoção comercial tutelado pelo Conselho de Estado (Governo chinês), afirmou que a revisão da futura Lei da Cibersegurança da UE e a proposta de Lei de Aceleração Industrial ultrapassam as necessidades legítimas de segurança e impõem restrições “discriminatórias” a fornecedores e investidores estrangeiros. Segundo o jornal oficial Global Times, Yang defendeu que ambas as iniciativas violam princípios fundamentais da OMC e outros compromissos internacionais em matéria de comércio e investimento. A responsável apelou ainda a Bruxelas para eliminar ou alterar de forma substancial as disposições que, na perspectiva do CCPIT, discriminam empresas de determinados países, defendendo a manutenção de um mercado “aberto e não discriminatório”. As declarações surgem numa altura em que a China e a UE mantêm vários diferendos comerciais relacionados com política industrial, cibersegurança e restrições ao investimento. Embora ambas as partes tenham garantido esta semana que continuarão a negociar para tentar equilibrar a relação económica bilateral, persistem divergências em torno de iniciativas europeias que Pequim considera discriminatórias para as empresas chinesas.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | EUA acusados de se afastarem do consenso nas relações económicas A China acusou sábado os Estados Unidos de se “afastarem gravemente” do consenso relativo às relações económicas e comerciais, após o alargamento das sanções norte-americanas contra 43 empresas chinesas, sob o argumento de trabalho forçado em Xinjiang. O Ministério do Comércio chinês salientou sábado, num comunicado, que a decisão norte-americana foi anunciada apenas um dia após uma videoconferência realizada entre o vice-primeiro-ministro He Lifeng, principal negociador comercial de Pequim, e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o representante do Comércio, Jamieson Greer, na qual ambas as partes mantiveram uma troca de pontos de vista “franca, profunda e construtiva” sobre a estabilidade das relações económicas e comerciais bilaterais. Segundo o ministério, as restrições norte-americanas “carecem totalmente de fundamento factual” e constituem um acto de “coacção económica” ao abrigo da legislação norte-americana, além de prejudicarem os direitos e interesses legítimos das empresas afectadas e de minarem a estabilidade das cadeias de abastecimento globais. Pequim reiterou que “não existe o chamado trabalho forçado em Xinjiang”, assim como instou Washington a deixar de “difamar” a região e de “reprimir injustificadamente” as empresas chinesas, garantindo que adoptará as “medidas necessárias” para salvaguardar os direitos e interesses legítimos das suas empresas. Anúncio americano O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira a inclusão de 43 empresas chinesas na lista de entidades sujeitas a restrições de importação ao abrigo da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur (UFLPA), elevando assim o número total de empresas na lista para 187, na sua maior ampliação desde a entrada em vigor da legislação em 2021 e a primeira sob a Administração de Donald Trump. A medida entrará em vigor hoje, dia 03 de Agosto. A conversa entre He, Bessent e Greer ocorreu num contexto de atritos comerciais persistentes entre as duas potências, apesar da aproximação encenada após a cimeira que os presidentes Xi Jinping e Trump realizaram em Maio passado em Pequim, na qual concordaram em ampliar a cooperação e estabilizar a relação bilateral.
Hoje Macau China / ÁsiaExército | Xi quer acelerar utilização militar da inteligência artificial O Presidente chinês, Xi Jinping, instou a acelerar a utilização militar da inteligência artificial e de tecnologias não tripuladas no âmbito da modernização das Forças Armadas, visando avançar para um “sistema militar inteligente”. Xi, que preside à Comissão Militar Central (CMC), o mais alto órgão de direcção das Forças Armadas chinesas, fez estas declarações durante uma sessão de estudo do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), realizada na véspera do 99.º aniversário da fundação do Exército de Libertação Popular (ELP), que se assinalou no sábado, informou sexta-feira a agência de notícias oficial Xinhua. O líder chinês afirmou que o principal critério para avaliar os progressos da modernização militar deve ser a capacidade de combate e apelou ao reforço da aplicação militar de tecnologias inteligentes e de sistemas não tripulados, ao aprofundamento do desenvolvimento de sistemas de informação em rede e ao avanço gradual para a criação de um “sistema militar inteligente”. Xi defendeu ainda o reforço da integração das capacidades de combate, a intensificação dos testes e avaliações em condições reais e o avanço contínuo do treino e da preparação militar para salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do país. O Presidente chinês insistiu também no reforço da liderança absoluta do PCC sobre as Forças Armadas e no aprofundamento da campanha anti-corrupção no Exército, através de um maior controlo dos grandes projectos militares e dos mecanismos de supervisão. As declarações surgem quando Pequim intensificou as medidas para reforçar a disciplina e o controlo político sobre a cúpula militar, após uma série de investigações por corrupção que atingiram responsáveis das Forças Armadas e antigos dirigentes da Defesa. Nos últimos meses, Xi promoveu novas normas de supervisão para oficiais superiores e reiterou a necessidade de reforçar a lealdade política no seio das Forças Armadas.
Hoje Macau SociedadeCrime | Seguranças de casino detidos por chantagem e coacção Catorze seguranças de um casino em Macau foram detidos na semana passada sob suspeita de associação criminosa, extorsão e coacção, anunciou a Polícia Judiciária (PJ) do território. “O grupo estava em actividade desde Março de 2025, era estável, com funções claramente definidas, e contava com a orientação do responsável pela segurança do casino envolvido no caso”, indicou a PJ nas redes sociais. A polícia acredita que o grupo extorquiu pagamentos a pelo menos 30 pessoas entre Março de 2025 e Julho de 2026, em troca de ocultar suspeitas de roubo, fraude e outras infracções dentro do casino. Para evitar serem detectados, os membros do grupo passaram a recorrer a um intermediário que confirmava os alvos através de fotografias, enquanto os seguranças intensificavam as fiscalizações e cobravam uma “taxa de protecção” mensal de 10.000 dólares de Hong Kong. Ainda de acordo com a mesma fonte, oito dos seguranças envolvidos eram responsáveis por coagir ou cobrar as taxas, enquanto cinco intermediários tratavam da negociação dos detalhes dos valores e da transmissão dos pagamentos. De acordo com a PJ, quem recusasse pagar era levado para o posto de segurança, onde era intimidado, incluindo com “ameaças de entrega às autoridades ou de deportação”.
Hoje Macau SociedadeHotéis | Número de hóspedes caiu 1,1% no primeiro semestre Os hotéis de Macau receberam mais de 7,1 milhões de hóspedes no primeiro semestre de 2026, menos 1,1 por cento em termos homólogos, registando também uma queda anual de 8,6 por cento no mês de Junho, foi anunciado na sexta-feira. Nos primeiros seis meses do ano, “os estabelecimentos hoteleiros hospedaram 7.127.000 indivíduos, observando-se um decréscimo de 1,1 por cento, em termos anuais”, indicou, em comunicado, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O número de hóspedes da China continental (5,2 milhões) e de Hong Kong (857 mil) diminuíram ambos 2,5 por cento, em relação ao primeiro semestre de 2025. Já os hóspedes internacionais (662 mil) aumentaram 12,3 por cento, destacando-se os visitantes da República da Coreia (191 mil), que subiram 13 por cento, no período em análise e em termos anuais. Os hóspedes da Tailândia (54 mil), da Índia (48 mil) e dos Estados Unidos (34 mil) cresceram 43,5 por cento, 16,1 por cento e 27,8 por cento, respectivamente, e os chegados do Japão (45 mil) e da Malásia (42 mil) caíram 5,6 por cento e 6 por cento. No primeiro semestre, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes fixou-se em 90,4 por cento, ou mais 1,3 pontos percentuais, em termos anuais, de acordo com a mesma nota. Em Junho, os estabelecimentos hoteleiros hospedaram um total de 1.095.000 pessoas, menos 8,6 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, e a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes foi de 85,8 por cento, menos 2,6 pontos percentuais, relativamente a Junho de 2025.
Hoje Macau Manchete SociedadeCasinos | Receitas brutas apresentam quebra de 8,4 por cento em Julho Em termos mensais, entre Junho e Julho as receitas mostram uma tendência positiva, com um crescimento de 9,38 por cento. No mês passado, os casinos facturaram um total de 20.260 milhões de patacas Os casinos facturaram em Julho 20.260 milhões de patacas, o que representa uma variação homóloga negativa de 8,4 por cento, mas um crescimento de 9,38 por cento em relação a Junho último. A receita bruta acumulada pelos casinos nos primeiros seis meses do ano ascendeu a 147.161 milhões, mais 4,4 por cento por comparação com o período entre Janeiro e Junho de 2025, anunciou no sábado a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Os casinos tinham registado em Junho receitas brutas de 18,5 mil milhões de patacas, o valor mais baixo do ano, numa queda homóloga de 12,1 por cento e em cadeia de 18,1 por cento. Apesar do segundo mês consecutivo de variação negativa (menos 12,1 por cento em Junho e menos 8,4 por cento em Julho), a receita bruta acumulada pelos casinos até ao final do sétimo mês do ano mantém-se em terreno positivo (mais 4,4 por cento), graças ao desempenho nos primeiros cinco meses, sempre acima dos dois dígitos, ainda que em queda quase constante, de 24 por cento em Janeiro, até 10,9 por cento em Maio. Macau fechou 2025 com receitas totais de jogo de 247.404 milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior (226,8 mil milhões de patacas). Operam no território seis concessionárias — MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM — que renovaram, em Dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2024. Receitas fiscais de quase 90% As receitas fiscais do jogo têm representado, de forma consistente, quase 90 por cento das receitas correntes de Macau e os últimos dados sobre o peso directo do jogo no produto interno bruto (PIB) da região é 47,3 por cento, segundo o relatório da “Estrutura Sectorial de Macau”, publicado no final de 2025 pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), tendo como referência o ano económico de 2024. A economia de Macau travou fortemente no segundo trimestre do ano, crescendo 0,3 por cento, depois de uma subida de 7,1 por cento nos primeiros três meses do ano, colocando o crescimento do PIB no primeiro semestre nos 3,7 por cento em termos homólogos. O Fundo Monetário Internacional prevê que a economia de Macau desacelere este ano para 3,3 por cento, em resultado da menor actividade do sector do jogo e do prolongamento de taxas de juro elevadas. O PIB de Macau em 2025 cresceu 4,7 por cento em termos reais, atingindo um valor preliminar de cerca de 417,28 mil milhões de patacas, segundo os dados divulgados pela DSEC.
Hoje Macau SociedadeLeite em Pó | Autoridades defendem-se após contestação As autoridades fizeram um comunicado a defender o seu modo de testagem da segurança alimentar dos produtos, depois das críticas da empresa responsável pela marca de leite em pó Friso. O caso teve lugar na semana passada, quando as autoridades locais declararam que um lote de leite em pó da marca Friso apresentava níveis excessivos de chumbo, e ordenaram a sua recolha. No entanto, a empresa contestou o método de testagem, por ter por base uma única lata de leite em pó. Face às críticas, no final da semana passada, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), os Serviços de Saúde (SS) e o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) fizeram um comunicado a defenderem-se e a garantir que a amostra da lata de leite foi “enviada ao Laboratório de Saúde Pública, reconhecido pelas autoridades, para a realização do teste, o que corresponde às operações normais de inspecção de segurança alimentar”. O comunicado conjunto indica ainda que Macau segue as práticas internacionais de Hong Kong e do Interior.
Hoje Macau SociedadeBalança Comercial | Défice atinge 66,12 mil milhões de patacas Na primeira metade do ano, o défice da balança comercial cifrou-se em 66,12 mil milhões de patacas, de acordo com a informação divulgada, na sexta-feira, pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em comparação com o período homólogo, o défice apresentou um aumento de 22,6 por cento, ou de 12,17 mil milhões de patacas, uma vez que na primeira metade de 2025 tinha sido de 53,95 mil milhões de patacas. Segundo os dados mais recentes, o valor exportado de mercadorias no primeiro semestre de 2026 situou-se em 8,22 mil milhões de patacas, enquanto o valor da reexportação foi de 7,40 mil milhões de patacas e o da exportação doméstica de 819 milhões de patacas. Ao mesmo tempo, o valor importado de mercadorias foi de 74,33 mil milhões de patacas. Nos primeiros seis meses, o valor total do comércio externo de mercadorias correspondeu a 82,55 mil milhões de patacas.
Hoje Macau Manchete SociedadePIB | Subida de 3,7% no primeiro semestre mas com incertezas Apesar dos sinais de crescimento, os dados mais recentes mostram uma desaceleração do crescimento do PIB entre Abril e Junho A economia cresceu 3,7 por cento no primeiro semestre em termos homólogos, resultado penalizado por uma forte travagem no segundo trimestre (0,3 por cento), depois de uma subida de 7,1 por cento nos primeiros três meses, foi anunciado. O produto interno bruto (PIB) alcançou 209,89 mil milhões de patacas no primeiro semestre, mais 3,7 por cento em termos reais por comparação com período homólogo anterior, impulsionado pelo aumento do número de visitantes, segundo os resultados preliminares anunciados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) do território. Este desempenho é equivalente a 89,1 por cento do volume económico do semestre homólogo de 2019, antes da pandemia de covid-19, mas é penalizado pelo forte abrandamento da economia da região no segundo trimestre. Os dados preliminares do PIB relativos ao período de Abril a Junho foram de 102,33 mil milhões de patacas, resultado que se traduziu num crescimento real da economia de 0,3 por cento, em termos anuais, e, neste caso, representando 87,9 por cento do volume económico do mesmo trimestre de 2019. A economia de Macau cresceu 7,1 por cento no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento das exportações de serviços e pela subida significativa do número de visitantes, os dois maiores componentes do PIB da região, desempenho que marca os números do semestre. Mais exportações O desempenho da primeira metade do ano por principais componentes do PIB, saldou-se pelo crescimento de 7,2 por cento das exportações globais de serviços entre Janeiro e Junho, puxadas pelo crescimento homólogo do número de entradas dos visitantes na RAEM, na ordem dos 9,0 por cento. No domínio da procura interna, a DSAL anunciou o crescimento homólogo de 2,8 por cento da despesa de consumo privado, tendo a despesa de consumo final do governo e a formação bruta de capital fixo diminuído 0,2 por cento e 9,4 por cento, respectivamente. Nos primeiros três meses do ano, as exportações globais de serviços cresceram 12,8 por cento, acompanhando a subida de 13,7 por cento nas entradas de visitantes, com as exportações de outros serviços turísticos a aumentar 17,5 por cento e as de serviços do jogo 13 por cento. O turismo registou um novo recorde histórico entre Janeiro e Março de 2026, ao receber 11,2 milhões visitantes, um aumento de 13,7 por cento face ao mesmo período de 2025 e superior aos valores pré-pandemia. Redução do crescimento O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia de Macau desacelere este ano para 3,3 por cento, em resultado da menor actividade do sector do jogo e do prolongamento de taxas de juro elevadas. O PIB de Macau em 2025 cresceu 4,7 por cento em termos reais, atingindo um valor preliminar de cerca de 417,28 mil milhões de patacas, segundo os dados preliminares da DSEC. De acordo com o comunicado da missão anual do FMI ao abrigo do Artigo IV, divulgado esta quarta-feira, a médio prazo, o crescimento da economia da RAEM deverá abrandar “ainda mais, para 3 por cento, em linha com o abrandamento previsto no crescimento da China continental e da RAE de Hong Kong”. Num relatório do fundo em Abril, a instituição sedeada em Washington cortava a previsão de crescimento do PIB em 2026 para 3,1 por cento, duas décimas abaixo da estimativa agora apontada.
Hoje Macau PolíticaDrogas | Governo quer proibir mais substâncias O Governo apresentou uma proposta de lei para proibir sete substâncias semelhantes ao Etomidate, a substância que constitui a droga conhecida como Petróleo do Espaço. A proposta foi apresentada na sexta-feira, no Conselho do Executivo e tem de ser aprovada pela Assembleia Legislativa. “Tendo em conta as necessidades da sociedade, a proposta de lei sugere a inclusão de sete substâncias análogas ao Etomidate, as quais não estão sujeitas a controlo internacional. Actualmente, estas substâncias não possuem qualquer utilidade médica reconhecida”, foi comunicado. O Governo também reconheceu que não se conhecem casos de uso destas substâncias em Macau, mas indicou que “é imperativo” adoptar esta proibição, para seguir os exemplos do Interior e Hong Kong. Além disso, a proposta de lei inclui na lista proibida de outras seis substâncias, como recomendado pela Comissão de Estupefacientes da Organização das Nações Unidas.
Hoje Macau SociedadeDesemprego | Taxa de residentes nos 2,4 por cento Entre Abril e Junho, a taxa de desemprego dos residentes foi de 2,4 por cento, o que significa que aumentou 0,1 pontos percentuais face ao período anterior, entre Março e Maio. Os números foram divulgados pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC) na sexta-feira. Em comunicado, as autoridades explicaram que o aumento do desemprego deveu-se “à subida do número de desempregados à procura do primeiro emprego, gerada pela chegada de alguns dos recém-formados ao mercado de trabalho”. “O número de residentes desempregados à procura do primeiro emprego representou 12,7 por cento dos residentes desempregados, mais 3,4 pontos percentuais, face ao período precedente”, foi apontado. A taxa de subemprego dos residentes foi de 2,3 por cento, uma redução de 0,1 pontos percentuais face ao período anterior. Em termos globais, a taxa de desemprego (1,9 por cento) aumentou 0,1 pontos percentuais face ao período anterior, enquanto a taxa de subemprego (1,8 por cento) diminuiu 0,1 pontos percentuais.
Hoje Macau PolíticaSubsídio de Maternidade | Executivo vai apoiar PME O Governo vai publicar um regulamento administrativo para subsidiar as Pequenas e Médias Empresas (PME) no pagamento extra dos 20 dias de licença de maternidade. No mês passado, a licença de maternidade foi aumentada de 70 para 90 dias. As alterações foram justificadas com o objectivo de “aliviar continuamente a pressão dos empregadores das pequenas e médias empresas no pagamento da respectiva remuneração e fomentar a construção de relações laborais harmoniosas”. Os critérios sobre os “empregadores elegíveis” ainda não foram divulgados, o que só deverá acontecer quando o regulamento for publicado em Boletim Oficial. No entanto, os subsídios vão ser atribuídos aos patrões com trabalhadoras residentes que tenham tido o parto a 28 de Julho ou numa data posterior. Ao mesmo tempo, o Executivo indicou que o subsídio de 14 dias vai ser mantido até ao final do ano, para as trabalhadoras que tenham filhos entre 29 de Julho e 31 de Dezembro. Este subsídio começou a ser atribuído aos empregadores em Maio de 2020, quando a licença de maternidade foi aumentada de 56 para 70 dias.
Hoje Macau SociedadeRestauração | Menos pagamentos electrónicos em Junho Em Junho, o volume de transacções com pagamentos electrónicos na restauração apresentou uma redução anual de 0,2 por cento, para 1,06 mil milhões de patacas. No entanto, no comércio a retalho, o volume de transacções com este tipo de pagamentos aumentou anualmente 7,3 por cento, para 4,08 mil milhões de patacas. Os números foram apresentados na sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Quando é considerada a primeira metade do ano, os dados da DSEC mostram que o volume de transacções com pagamentos electrónicos teve um aumento de 1,7 por cento na restauração, para 6,92 mil milhões de patacas, e de 15,6 por cento no comércio a retalho, para 29,45 mil milhões de patacas.
Hoje Macau Manchete PolíticaTelecomunicações | Macau quer criar oferta de ‘triple play’ Com o novo diploma, podem acabar os limites de licenças de telecomunicações e espera-se que as operadoras apresentem uma oferta conjunta com serviços de telefone fixo, móvel, televisão e Internet O Governo anunciou na sexta-feira que vai submeter à votação da Assembleia Legislativa um regime jurídico completo para o sector das telecomunicações, assente na convergência de serviços (‘triple play’) e promoção da concorrência. “Espero que, no futuro, depois de essa proposta de lei ser aprovada, haja mais operadoras a instalar e a prestar serviços em Macau”, disse aos jornalistas em conferência de imprensa o director substituto dos Serviços dos Correios e Telecomunicações do território, Lao Lan Wa. A proposta não prevê um limite do “número de titulares de licença, com o objectivo de atrair mais investimento e mais concorrentes”, reforçou o porta-voz do Conselho Executivo. “Porque só com a concorrência é que podemos ter melhores serviços, podendo assim promover o desenvolvimento do sector das telecomunicações e o desenvolvimento de novos serviços”, completou Wong Sio Chak. Com um mercado limitado a menos de 700 mil habitantes, Macau enfrenta pouca concorrência nas telecomunicações, dominadas pela Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM). A convergência dos serviços, notou ainda Wong, vai permitir integrar numa única rede os serviços de telefone fixo, móvel, televisão e Internet, actualmente separados. Espaço de inovação A ideia é “construir um ambiente operacional e um espaço para inovação e desenvolvimento mais flexíveis para o sector, impulsionar a concorrência e a diversificação dos serviços para que os utilizadores possam usufruir dos serviços de telecomunicações mais diversificados e de melhor qualidade”, notou Wong, também secretário para a Administração e Justiça. Relativamente à protecção da concorrência de mercado, a proposta de lei propõe adoptar “um modelo de regulação ‘ex ante’ e ‘ex post'”, sendo impostas “obrigações regulatórias específicas adequadas às empresas de telecomunicações declaradas com poder de mercado significativo num mercado específico, visando equilibrar o mercado por via do estabelecimento das regras de concorrência”. O diploma consagra ainda o princípio da neutralidade tecnológica, o que significa que a lei não privilegia nem discrimina nenhuma tecnologia específica. Pelo menos desde 2019 que o Governo tem como objectivo o desenvolvimento da oferta triple play.
Hoje Macau PolíticaCooperação | Sam Hou Fai em Fujian para reuniões de cinco dias O Chefe do Executivo viajou ontem para Fujian para “uma visita de cinco dias, durante a qual irá participar na 5ª Reunião da Cooperação Fujian-Macau, realizada com os dirigentes do Comité Provincial do Partido Comunista da China e do Governo da província de Fujian”. Durante a ausência de Sam Hou Fai, o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, exercerá, interinamente, as funções de Chefe do Executivo. Segundo o Gabinete de Comunicação Social (GCS), o itinerário do governante começa em Xiamen, “onde irá conhecer o projecto de recuperação ecológica” e “visitar a unidade de referência de protecção de património nacional na Cidade de Longyan”. De seguida, a comitiva que inclui a secretária para a Economia e Finanças, Dora Ng Wai Han, segue para Fuzhou para a 5.ª Reunião da Cooperação Fujian-Macau Sam Hou Fai irá também visitar a exposição comemorativa do 30.º aniversário do projecto estratégico “3820”, que se centra no tema ‘visão estratégica para o desenvolvimento económico e social da Cidade de Fuzhou ao longo de 20 anos’, elaborada pessoalmente pelo Presidente Xi Jinping”, quando era secretário do Comité Municipal de Fuzhou do PCC na década dos anos 90. Por seu turno, a secretária para a Economia e Finanças tem na agenda uma “conferência de promoção do desenvolvimento regional entre Macau e Fujian, através da qual pretendem promover, junto das empresas daquela província, as oportunidades de desenvolvimento, o ambiente de negócios e as políticas favoráveis de negócio em Macau”.