Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Mais de 3.900 milhões de euros para despesas de Defesa em 2026 O Governo de Taiwan propôs na quinta-feira um aumento adicional de 145.700 milhões de dólares taiwaneses (3.950 milhões de euros) nas despesas de Defesa deste ano, para “reforçar a capacidade de combate defensivo” da ilha. Em comunicado divulgado após a reunião semanal do Governo, o executivo recordou que já apresentou um orçamento especial para a Defesa de 1,25 biliões de dólares taiwaneses (33.883 milhões de euros) para o período entre 2026 e 2033. A proposta foi, no entanto, reduzida em 470.000 milhões de dólares taiwaneses (12.739 milhões de euros) pelo parlamento, actualmente controlado pela oposição. A iniciativa prevê ainda financiamento para adquirir, já em 2027, mais de 600 drones de vigilância e reconhecimento costeiro, mais de 40.000 drones de ataque costeiro e um primeiro lote de mais de 100 pequenas embarcações não tripuladas de ataque suicida. A medida integra um pacote mais amplo de reforço orçamental para o actual exercício, no valor de 607.600 milhões de dólares taiwaneses (16.473 milhões de euros). O pacote prevê também novas verbas para controlar o aumento dos preços dos combustíveis, reforçar subsídios sociais e aumentar os suplementos remuneratórios de militares, funcionários públicos e professores, entre outras medidas.
Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | China e Singapura lançam exercício marítimo conjunto Um exercício marítimo conjunto entre China e Singapura teve início no sábado na Província de Guangdong, no sul da China, marcando a quinta cooperação do tipo realizada pelos dois países, indicou a Xinhua. A cerimónia de abertura foi realizada no porto naval em Zhanjiang. O exercício, realizado nas águas e no espaço aéreo ao redor da cidade, inclui exercícios de fogo real, reabastecimento no mar e operações conjuntas de busca e resgate, acrescenta a agência estatal. Dois navios de guerra participaram no exercício — a fragata chinesa de mísseis guiados Dali e a fragata RSS Steadfast de Singapura. O exercício visa aprofundar a confiança mútua, fortalecer a cooperação prática e aumentar sua capacidade de salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade regionais, informou o Ministério da Defesa Nacional da China no início da semana passada. Os dois lados trocarão experiências sobre operações de mergulho, busca e resgate de submarinos, e medicina subaquática, além de realizarem exercícios de comunicações, reabastecimento no mar, ataques marítimos conjuntos e busca e resgate conjuntos. China e Singapura realizaram seu primeiro exercício marítimo bilateral em 2015. Esses exercícios conjuntos tornaram-se parte regular dos intercâmbios militares entre os dois países nos últimos anos. Em Maio de 2025, a Marinha chinesa enviou uma fragata de mísseis guiados e um navio de contramedidas de minas a Singapura para um exercício conjunto. Além dos exercícios marítimos conjuntos regulares com Singapura, a China também realiza exercícios e treinos conjuntos rotineiros com países vizinhos, incluindo Tailândia e Camboja.
Hoje Macau EventosLisboa | Container Tais, com ligações a Timor, apresenta-se no LX Factory Natalino Fernandes Ximenes, guitarrista da banda timorense The Kraken, queria um estúdio, mas uma viagem a Lisboa e uma visita ao Lx Factory levaram à criação do Container Tais, um espaço que cruza arte, cultura, criatividade e empreendedorismo. “Criámos esta ideia para resolver o problema interno da nossa banda, mas agora o espaço é multiusos”, explicou à Lusa Natalino Fernandes Ximenes. Instalado no Institute of Business, em Díli, o Container Tais transformou-se num espaço multifuncional com escritório, estúdio, loja de música, cafetaria, palco de eventos com o foco na arte e no empreendedorismo e onde os jovens talentos podem desenvolver a sua criatividade. É ali, num conjunto de contentores sobrepostos pintados com os bordados dos tais (panos tecidos por mulheres timorenses), que se cria, que se fazem espectáculos e formações. “Pegamos na ideia do contentor e fizemos uma combinação com a identidade cultural dos timorenses, com o tais, um património cultural que já tem reconhecimento internacional. A ideia é simples: pegar no contentor e tais e combinar a inovação com a tradição”, explicou Natalino Fernandes Ximenes. Um lamento O Container Tais foi criado com o apoio de um programa do Procultura Palop-TL, financiado pela União Europeia, cofinanciado e gerido pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua. Natalino Fernandes Ximenes lamenta, mas compreende, que o sector da cultura ainda não seja uma prioridade para o investimento em Timor-Leste, que ainda se concentra muito nas infraestruturas, saúde e educação. “Mas a cultura é como uma raiz e temos de a manter e preservar e adaptar, para que as pessoas tenham vontade de investir e apoiar”, disse. A ausência de apoios estatais às artes e espectáculos, não paralisou Natalino Fernandes Ximenes, que iniciou agora no Container Tais um projecto para a criação de uma base de dados de artistas timorenses, em todas as categorias. A base de dados inclui os contactos dos artistas, apoio na criação de ‘portfolios’ e na colaboração com artistas internacionais, bem como ajuda para concorrer a apoios e financiamentos de organizações às artes e cultura. Para o futuro, Natalino Fernandes Ximenes espera levar o Container Tais a todos os municípios de Timor-Leste e afirmar o projeto como um polo de criação e de residências artísticas para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e para a Associação das Nações do Sudeste Asiático.
Hoje Macau SociedadeZona A | Morreu vítima de atropelamento Um homem de cerca de 60 anos morreu, depois de ser atropelado na Zona A dos Novos Aterros, quando atravessava a estrada. De acordo com o jornal Ou Mun, as autoridades suspeitavam que a vítima, um residente local, tivesse atravessado o cruzamento da Avenida do Mar de Espelho com a Avenida de Tai On fora da passadeira. O condutor também era um residente local e não acusou o consumo de álcool. O atropelamento aconteceu por volta das 17h42 de sexta-feira e o homem foi levado para hospital com vida. No entanto, o óbito foi confirmado no sábado às 00h15. A recolha preliminar de provas e a extracção das imagens do sistema de videovigilância foram efectuadas no local, estando as causas do acidente sujeitas a investigação das autoridades.
Hoje Macau SociedadeTrabalho Ilegal | Detido a tirar fotos de turistas Um homem foi detido pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) por receber dinheiro para tirar fotografias a turistas. O caso foi divulgado no sábado pelo CPSP. Segundo a informação adiantada, o detido foi interceptado durante uma patrulha das autoridades na Estrada do Istmo, no Cotai. Os agentes do CPSP detectaram a situação porque o homem estava a tirar fotografias a duas turistas com um equipamento profissional. Quando foi abordado, o suspeito confessou que estava a trabalhar e que cobrava 20 yuan por cada fotografia. O homem foi detido e suspeita-se que violou o Regulamento sobre a Proibição do Trabalho Ilegal, por exercer a profissão de fotógrafo na RAEM sem estar habilitado. O caso foi remetido pelo CPSP à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) para acompanhamento.
Hoje Macau PolíticaComputação | Governo avança com projecto-piloto em formação A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), em parceria com o Centro de Produtividade e de Transferência de Tecnologia de Macau (CPTTM), deu início, na sexta-feira, ao “Projecto-Piloto de Formação em Computação Inovadora”. O objectivo é “apoiar empresas de tecnologia a melhorar a capacidade” na área da inteligência artificial (IA), tendo a iniciativa apoio da Huawei. Durante cinco dias, estes empresários podem ter formação na área da computação, realizando depois o exame de certificação HCIA-AI Solution da Huawei, no CPTTM. Este projecto inclui ainda uma visita técnica à sede da Huawei. A edição que arrancou na sexta-feira conta com “28 gestores de topo e técnicos das empresas tecnológicas certificadas em Macau”, destaca-se numa nota conjunta da DSEDT e CPTTM.
Hoje Macau PolíticaCoimbra | Vice-reitor destaca ligação a Macau O vice-reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Nuno Calvão da Silva, disse que a instituição de ensino superior portuguesa é “muito forte” no mundo da língua portuguesa, tendo destacado o caso do ordenamento jurídico de Macau, feito por Paulo Mota Pinto, no Código Civil, ou Figueiredo Dias, no Código Penal, entre outros. “Temos leccionado lá sucessivas gerações de estudantes, com um acordo de cooperação forte com a Universidade de Macau, há mais de 40 anos. Compreende-se, por isso, que a faculdade de Direito seja muito procurada”, reforçou.
Hoje Macau Manchete SociedadeCrime | Filho de professora atacada pede contenção O filho da professora atacada por um aluno com líquido corrosivo pediu à sociedade contenção e que espere pelo fim das investigações antes de tirar conclusões sobre o caso. A posição foi tomada através de uma carta enviada ao jornal Ou Mun, publicada na sexta-feira. Na publicação, o filho da professora pede à população que “mantenha a racionalidade” sobre os acontecimentos e a motivação do ataque até ao final das investigações da polícia. O homem também revelou que actualmente a mãe não consegue falar, dado que ficou desfigurada devido ao ataque. O autor da missiva criticou ainda “alguns meios de comunicação social” por veicularem a versão do atacante sobre a agressão, principalmente no que diz respeito ao sentimento de perseguição face à docente. O filho contestou igualmente que alguns meios de comunicação tenham apresentado o depoimento do aluno como “factos objectivos”. No entender do filho da vítima, esta postura levou ao surgimento, nas redes sociais, de “comentários maliciosos” contra a sua progenitora. O filho reconheceu também que a família atravessa um período difícil, mas que vai fazer tudo para apoiar a vítima. O ataque aconteceu a 2 de Setembro, na Escola São João de Brito, no primeiro dia do ano lectivo, quando um aluno atacou a professora, à entrada da sala de aulas, com um líquido corrosivo. A agressão terá sido motivada, de acordo com a Polícia Judiciária, com desavenças anteriores entre o aluno e a professora. O suspeito de 18 anos foi detido após o ataque.
Hoje Macau Manchete PolíticaViagens | Macau e Angola assinam acordo de isenção mútua de vistos A cerimónia de assinatura do acordo decorreu na sexta-feira e Eduardo Velasco Galiano, cônsul de Angola na RAEM considerou que vai levantar vários obstáculos que pairam sobre as relações comerciais. A data de entrada em vigor do acordo ainda não é conhecida Os residentes de Macau e os cidadãos angolanos vão passar a poder entrar nos dois territórios sem necessidade de visto, na sequência de um acordo sobre a dispensa mútua dessa autorização assinado na sexta-feira entre as duas jurisdições. Na cerimónia de assinatura, o secretário para a Administração e Justiça do Executivo de Macau, Wong Sio Chak, afirmou que o acordo “facilitará significativamente a vida” dos residentes de ambas as partes, sobretudo no âmbito do turismo, intercâmbio académico e trocas comerciais. Wong acrescentou que a medida “promoverá uma maior interacção entre as populações” e “aprofundará o intercâmbio civilizacional e a fusão cultural”. “Aproveitamos esta oportunidade para convidar mais amigos de Angola a visitar, investir e viajar para Macau, a fim de sentirem a vitalidade, a inclusão e as oportunidades que esta cidade oferece”, enfatizou. Resolver problemas Também presente na cerimónia, Eduardo Velasco Galiano, cônsul de Angola na região administrativa especial e delegado angolano junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), sublinhou que, “por diversas vezes, empresários de ambas as partes viram-se forçados a recuar”. “O vosso gesto, no dia de hoje, não só resolve essas barreiras burocráticas, como dissipa de forma definitiva a incerteza que pairava sobre as nossas relações comerciais, abrindo portas a um futuro de maior prosperidade e intercâmbio económico”, salientou. Angola torna-se o quarto país de língua portuguesa, depois de Portugal, Brasil e Cabo Verde, a beneficiar do regime de isenção de visto de Macau. Segundo um comunicado do Serviço de Identificação de Macau, após a entrada em vigor do acordo, os residentes de Macau titulares do Passaporte da RAEM poderão entrar na República de Angola com dispensa de visto e aí permanecer por um período máximo de 30 dias, sendo as mesmas condições concedidas aos titulares de passaporte da República de Angola válido. A data de entrada em vigor do acordo será anunciada oportunamente, segundo o comunicado, que não indica uma data concreta.
Hoje Macau SociedadeIAM | Lançado apelo para não se alimentar animais de rua O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) deixa um apelo para que a população não alimente animais de rua, tendo em conta a recente concentração de cães abandonados na zona da Taipa velha que acabam por morder quem passa. Segundo um comunicado, o IAM explica que tem realizado diversas inspecções em zonas com maior número de cães vadios, em bairros, parques municipais ou zonas mais montanhosas, tendo sido descobertos restos de comida deixados por residentes. O organismo diz que isto não só afecta o ambiente, causando poluição, como pode atrair os cães de rua levantando problemas de segurança pública e higiene. Nestas inspecções, os agentes do IAM também descobriram restos de carne crua e sobras de comida, o que causa maus odores. Além disso, os contentores da comida poluem o ambiente e ajudam à proliferação de mosquitos e roedores. Foi também deixado o alerta sobre o facto de se deixar comida na rua violar o regulamento geral dos espaços públicos. Desde o ano passado e até ao segundo trimestre deste ano, o IAM diz ter limpo mais de quatro toneladas de restos de comida deixados na rua, em 89 pontos com maior concentração de animais.
Hoje Macau PolíticaRenovação Urbana | Governo estuda criação de fundo O director dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), Lai Weng Leong, revelou que o Governo está a ponderar a criação de um fundo de renovação urbana. A novidade foi avançada na sessão de intercâmbio sobre o 3.º Plano Quinquenal, realizada na sexta-feira e destinada exclusivamente a convidados da área dos Transportes e Obras Públicas. Segundo o jornal Ou Mun, o responsável apontou que o Governo também planeia reforçar as funções e a autonomia da empresa Macau Renovação Urbana, S.A., para que esta assuma o papel de plataforma e tenha condições para captar capital privado e operar de forma mercantilizada. Lai Weng Leong apontou ainda que a DSSCU está a realizar estudos de planeamento do sistema de zonas de desenvolvimento prioritário para a renovação urbana. Este trabalho vai servir para estabelecer as condições e o potencial de desenvolvimento dos terrenos através da análise do estado dos edifícios, bem como os incentivos que vão ser adoptados para dinamizar as zonas prioritárias. O director da referida instituição indicou também que a conclusão dos estudos considerados essenciais para a renovação urbana está prevista para a primeira metade do próximo ano.
Hoje Macau China / ÁsiaFrança | China exige suspensão de taxas sobre ‘moda ultrarrápida’ O ministério do Comércio chinês exigiu ontem à França que suspenda “de imediato” as penalizações, entre 0,5 e 12 euros, aplicadas desde este mês à chamada ‘moda ultrarrápida’, que atingem plataformas chinesas como Shein ou Temu. Na conferência de imprensa semanal do ministério, a porta-voz Huang Ling exigiu que França “resolva adequadamente as divergências entre as duas partes no domínio do comércio têxtil sustentável, de forma a criar um ambiente empresarial justo e não discriminatório para as empresas chinesas”, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. “Se França insistir em avançar, a China adoptará as medidas necessárias para defender os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e França assumirá todas as consequências daí resultantes”, advertiu. Segundo o ministério do Comércio, a nova regulamentação francesa “aplica dois pesos e duas medidas e poderá violar o princípio da não discriminação” da Organização Mundial do Comércio (OMC), “sob o pretexto de estabelecer alegados critérios ecológicos e de sustentabilidade”. Na terça-feira, 01 de Setembro, Paris começou a aplicar um sistema de penalizações baseado na dimensão da gama de produtos oferecida pelas empresas de ‘moda ultrarrápida’, mas também na ausência de incentivos à reparação das peças de vestuário, devido aos preços reduzidos ou à falta de serviços para esse efeito. Embora o mecanismo não vise formalmente empresas asiáticas, em nome do princípio da não discriminação, mas antes as companhias que recorrem às práticas associadas à ‘moda ultrarrápida’, na prática afecta sobretudo as grandes plataformas chinesas. A Shein disponibiliza cerca de 1,7 milhões de referências, contra cerca de 20.000 no caso da espanhola Zara ou da sueca H&M.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Confirmada condenação do cardeal Joseph Zen Um tribunal de Hong Kong rejeitou ontem os recursos apresentados por um cardeal católico de 94 anos e outras quatro pessoas contra as condenações pelo registo de um fundo destinado a apoiar detidos nos protestos antigovernamentais de 2019. O cardeal Joseph Zen, bispo emérito e destacado defensor da democracia no território, era administrador do Fundo de Ajuda Humanitária 612, que ajudava a pagar despesas médicas e judiciais de manifestantes detidos, até encerrar as operações em Outubro de 2021. Os restantes arguidos – a cantora Denise Ho, o académico Hui Po Keung e as antigas deputadas Margaret Ng e Cyd Ho – também integravam a administração do fundo. Os cinco foram considerados culpados, em 2022, de violarem a Lei das Sociedades e condenados ao pagamento de uma multa de 4.000 dólares de Hong Kong cada. A legislação exige que as organizações locais se registem ou solicitem uma isenção no prazo de um mês após a respectiva criação. As condenações foram as primeiras deste tipo.
Hoje Macau Grande PlanoMais de 70 pessoas morreram no mar enquanto tentavam chegar às Canárias Mais de 70 pessoas, incluindo um bebé, morreram num pequeno barco que partiu da Gâmbia em direcção às ilhas Canárias com 128 pessoas a bordo, disseram ontem as autoridades espanholas e uma organização não-governamental (ONG). A embarcação foi resgatada na passada madrugada, depois de 26 dias à deriva no mar, com apenas 44 sobreviventes e cinco corpos a bordo, avançou a agência de notícias EFE, citando dados do Serviço de Resgate Marítimo espanhol. O barco foi localizado por uma das aeronaves do Serviço de Resgate Marítimo na quarta-feira, pelas 18:40, a 120 quilómetros da Grande Canária, e recebeu assistência do navio “Guardamar Urania” durante a madrugada. O navio de resgate foi obrigado a abandonar os cinco corpos a bordo devido ao mar agitado e à necessidade urgente de prestar assistência médica aos sobreviventes. “Estavam como cadáveres ambulantes, como ‘zombies’. Estavam a desmaiar, incapazes de manterem-se em pé. A maioria estava a alucinar. Alguns até nos tentaram agredir”, disse um dos socorristas à EFE. Os marinheiros do navio de resgate contabilizaram cinco mortos a bordo da embarcação, todos homens, mas não descartaram a possibilidade de haver mais, pois ainda estava escuro, o fundo da embarcação estava alagado e as ondas batiam constantemente contra o casco. Cuidar dos vivos A ONG espanhola Caminando Fronteras afirmou que a Guarda Civil confirmou que o barco tinha inscrições no casco que correspondem a uma embarcação que, segundo os seus registos, partiu da Gâmbia em 07 de Agosto com 127 ocupantes, incluindo quatro mulheres e um bebé. Estes números coincidem com o testemunho dos sobreviventes, que disseram à Cruz Vermelha, durante o socorro prestado no cais de Arguineguín, que tinham partido para as Canárias “com mais de uma centena de pessoas”, muitas das quais morreram durante a travessia. Durante o regresso do “Guardamar Urania” à Grande Canária, o Serviço de Salvamento Marítimo teve de enviar um helicóptero para transportar três sobreviventes para hospitais em Las Palmas devido ao precário estado de saúde. Os restantes chegaram a terra pelas 03:30, exaustos e mal conseguindo estar de pé. Segundo informações iniciais, ainda provisórias, os sobreviventes são todos homens da Gâmbia e do Mali. O serviço de emergência das Canárias disse que seis deles foram hospitalizados com desidratação e desorientação, assim como sintomas de ingestão de água do mar. Além disso, dois dos internados apresentavam outros ferimentos.
Hoje Macau China / ÁsiaNepal | Parlamento declara alterações climáticas como ameaça à segurança O Parlamento do Nepal declarou quarta-feira as alterações climáticas como uma ameaça à segurança nacional, na sequência da enxurrada na semana passada, na qual morreram mais de 1.100 pessoas e quase 4.000 desapareceram. A proposta, agora aprovada, foi apresentada pelo presidente da câmara, Dol Prasad Aryal, e pede ao Governo para afirmar a posição do Nepal no palco internacional face aos crescentes riscos que a região enfrenta, para evitar futuras tragédias. “O Nepal deve erguer a sua voz de forma mais clara e enérgica no debate internacional sobre os danos e perdas causados pelas alterações climáticas”, de acordo com a proposta, que pede ao governo para que aborde a questão com mais firmeza. Recordando que o Nepal é “extremamente propenso a desastres, vulnerável tanto a desastres naturais como causados pelo homem”, o texto refere que “a sua diversidade geográfica, estrutura geológica frágil, desenvolvimento não planeado e propenso a riscos, infraestruturas deficientes, escassez de recursos e alterações climáticas contribuíram para a recorrência de vários desastres”. Mais de 500 desastres ocorrem no Nepal todos os anos, causando perdas humanas e materiais significativas, de acordo com o parlamento. Aryal disse que os efeitos das alterações climáticas são debatidos há décadas, mas defendeu que as condições em mudança nos Himalaias exigem maior atenção internacional. O documento também pede uma mudança da resposta pós-desastre para a preparação, notando que o recente desastre evidenciou a necessidade de reforçar os sistemas de monitorização e alerta precoce. Pior de sempre O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, compareceu perante os deputados para alertar que a recente crise no distrito de Rasuwa (norte), desencadeada por uma avalanche de pedras e neve no rio Bhote Koshi, é o pior desastre do género registado historicamente na região. “Este evento é um grave aviso do risco crescente que enfrentamos”, disse Shah. O chefe do governo sublinhou que o Nepal não pode enfrentar esta crise sozinho e anunciou que vai exigir que a comunidade internacional assuma um papel no que definiu como uma “responsabilidade partilhada” global para mitigar o impacto climático. De acordo com o mais recente balanço das autoridades de gestão de emergências do Nepal, as cheias provocaram 1.114 mortos e deixaram 3.916 pessoas desaparecidas. Do lado chinês, a imprensa estatal deu conta de 16 mortos e 546 desaparecidos na região do Tibete, elevando o balanço provisório da catástrofe nos dois países para 1.130 mortos e 4.462 desaparecidos. Entre os desaparecidos no Nepal estão três cidadãos portugueses, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa. Do lado chinês, um português encontra-se também entre os desaparecidos no Tibete, numa lista anteriormente divulgada pelas autoridades chinesas que incluía 261 cidadãos de 23 países. As operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas afectadas, depois de a recuperação das telecomunicações ter permitido às autoridades obter informações sobre comunidades que permaneceram isoladas durante vários dias.
Hoje Macau China / ÁsiaPIF | Pequim acusa Palau de mobilizar Pacífico contra teste de míssil chinês A China acusou ontem Palau de tentar arrastar outros países do Pacífico para uma condenação do teste de um míssil balístico intercontinental realizado por Pequim em Julho, após o arquipélago ter pedido uma posição regional conjunta. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, em conferência de imprensa, que Palau tem “exagerado repetidamente” a questão e acusou o país de tentar levar outros membros do Fórum das Ilhas do Pacífico (PIF, na sigla em inglês) a apoiar a sua posição. “As suas intenções são maliciosas e a tentativa não terá sucesso”, afirmou Guo, questionado sobre as declarações do Presidente de Palau, Surangel Whipps, que exerce este ano a presidência rotativa do PIF. O porta-voz defendeu que a China está comprometida com “o caminho do desenvolvimento pacífico”, segue uma política de defesa nacional de carácter defensivo e “nunca levou a cabo uma expansão militar”. Guo assegurou ainda que Pequim está disposta a trabalhar com os países do Pacífico Sul para contribuir para a paz, estabilidade e desenvolvimento da região. Whipps pediu unidade aos membros do PIF para condenarem o lançamento realizado pela China em 06 de Julho e afirmou que “uma voz unificada do Pacífico é fundamental” para garantir que Pequim respeite a soberania e a transparência. A China lançou então, a partir de um submarino, um míssil balístico com capacidade nuclear que percorreu cerca de 7.300 quilómetros sobre o Pacífico antes de cair em águas próximas da zona económica exclusiva de Tuvalu e de Naoero (antiga Nauru). O Presidente de Palau afirmou que o projéctil atravessou o espaço aéreo do país e criticou Pequim por não ter explicado previamente o que estava a acontecer. A questão regressa agora à agenda da cimeira de líderes do PIF, que decorre esta semana em Palau e na qual participam representantes da China e dos Estados Unidos enquanto parceiros de diálogo.
Hoje Macau China / ÁsiaChina liquida dívida à ONU e 625,7 ME dos EUA ainda “em processo” de pagamento A ONU indicou ontem que a China liquidou a sua dívida com a organização e observou que os Estados Unidos (EUA) ainda estão “em processo” de pagamento da sua parte, equivalente a 625,7 milhões de euros. A informação foi avançada à imprensa por Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, explicando que Pequim concluiu o pagamento da última parcela prevista para 2026, cujo valor total ultrapassa 641 milhões de dólares. “Agradecemos à China por esse dinheiro, que será muito útil”, disse o porta-voz, aludindo à grave crise financeira das Nações Unidas. “A China já tinha pago parcialmente as suas contribuições para o orçamento [regular da ONU]. O pagamento de hoje (ontem) regulariza a situação para este ano. (…) Ter o valor total disponível agora é uma grande ajuda na actual crise de liquidez”, acrescentou. Após a contribuição de Pequim, que é “o segundo maior contribuinte para o orçamento da ONU”, o número de países que concluíram os pagamentos chegou a 133. Em andamento Questionado sobre o pagamento dos Estados Unidos, após o secretário-geral, António Guterres, ter afirmado na semana passada que esse dinheiro chegaria “muito em breve”, o porta-voz declarou que ainda está “em processo”. “Está em processo. Estamos a acompanhar o andamento. Tudo indica que será aprovado e ficaremos muito felizes assim que o dinheiro for confirmado no banco”, disse Dujarric sobre a dívida de Washington. O pagamento planeado inclui 725 milhões de dólares referentes às contribuições dos Estados Unidos para o orçamento regular da ONU e mais 125 milhões de dólares para operações de manutenção da paz no Haiti e na República Democrática do Congo, de acordo com notificações enviadas recentemente pelo Departamento de Estado ao Congresso norte-americano, segundo a agência norte-americana Associated Press (AP). Os EUA devem à ONU cerca de cinco mil milhões de dólares, segundo dados da própria organização, dos quais mais de dois mil milhões de dólares correspondem ao orçamento regular e cerca de três mil milhões de dólares a operações de manutenção da paz.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | Xi Jinping intensifica contactos antes de cimeira com Trump Antes da reunião com Donald Trump no final do mês em Washington, o Presidente chinês promove uma série de encontros com líderes internacionais O Presidente chinês, Xi Jinping, intensificou nas últimas semanas a actividade diplomática no estrangeiro, numa tentativa de projectar Pequim como parceiro mais previsível para países emergentes e do Médio Oriente, antes de uma prevista cimeira com Donald Trump. Xi reuniu-se na quarta-feira, no Cairo, com o homólogo egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, naquela que é a primeira visita do líder chinês ao Egipto desde 2016 e mais uma etapa da sua mais intensa sequência de deslocações internacionais desde 2019. A ofensiva diplomática ocorre numa altura em que as tarifas impostas pela administração norte-americana, a guerra contra o Irão e sinais contraditórios de Washington aos seus tradicionais parceiros de segurança provocaram tensões nas relações dos Estados Unidos com vários países. Numa mensagem publicada na imprensa egípcia, Xi afirmou que a China está disposta a trabalhar com o Egipto e a tirar partido da “localização única” do país, que estabelece uma ligação entre o mundo árabe e o continente africano. Perante aquilo que Pequim descreve como “profundas mudanças nunca vistas num século”, expressão utilizada pelas autoridades chinesas para caracterizar uma alegada perda de influência dos Estados Unidos, Xi defendeu que China e Egipto devem salvaguardar “vigorosamente a paz e a estabilidade mundiais” e promover “a equidade e a justiça internacionais através da prática de um verdadeiro multilateralismo”. Pequim tem aprofundado a presença económica no Egipto, participando na construção da nova capital administrativa do país. A tecnológica chinesa Huawei lançou também, em 2024, um serviço de computação em nuvem destinado ao mercado egípcio, incluindo ferramentas de inteligência artificial (IA), modelos de linguagem em árabe e bases de dados. Próxima paragem A visita ao Cairo sucede à participação de Xi numa cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), realizada esta semana em Bisqueque, capital do Quirguistão. O Presidente chinês deverá deslocar-se na próxima semana à Índia para participar na cimeira do bloco de economias emergentes BRICS, em Nova Deli, com líderes de países como Rússia, Brasil, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A série de deslocações antecede uma prevista visita de Estado de Xi a Washington, em Setembro, retribuindo a deslocação de Trump a Pequim, em Maio. Desde a pandemia, o líder chinês reduziu significativamente as viagens ao estrangeiro, privilegiando a recepção de dirigentes internacionais na capital chinesa. Na cimeira da OCX, Xi defendeu que os Estados-membros devem impedir “forças externas” de interferirem nos seus assuntos internos, ameaçarem a sua segurança política ou prejudicarem a estabilidade regional. O líder chinês procurou ainda apresentar os avanços do país na inteligência artificial como um instrumento de cooperação internacional, anunciando a criação de um centro internacional para a aplicação de IA e 100 projectos de cooperação tecnológica com os membros da OCX nos próximos três anos. A aproximação diplomática chinesa enfrenta, no entanto, reservas em vários países, devido sobretudo ao impacto dos elevados excedentes comerciais chineses sobre as indústrias locais. Esta semana, uma reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 terminou sem um comunicado conjunto, após divergências sobre os desequilíbrios comerciais globais. A China lamentou a ausência de consenso e pediu aos Estados Unidos, que exercem este ano a presidência do grupo, que respeitem as preocupações de todos os membros.
Hoje Macau SociedadeCrédito Malparado | Julho com ligeira redução Entre Junho e Julho, o crédito malparado apresentou uma redução de 4,5 por cento para 4,4 por cento, de acordo com a Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Este número significa que de todo o dinheiro emprestado pelas instituições financeiras, 4,4 por cento estava por devolver, não tendo sido cumprido o prazo acordado. De acordo com a mesma fonte, em Julho, os depósitos dos residentes cresceram 1,5 por cento em comparação com o mês anterior, totalizando 838,0 mil milhões de patacas, enquanto os depósitos dos não residentes tiveram uma quebra de 2,1 por cento, para 371,4 mil milhões de patacas. Os depósitos do sector público na actividade bancária cresceram 0,3 por cento para 270,5 mil milhões de patacas. Ao mesmo tempo, os empréstimos internos ao sector privado decresceram 0,5 por cento em comparação com o mês anterior, para 473,9 mil milhões de patacas, enquanto os empréstimos concedidos ao sector externo decresceram 0,7 por cento, para 559,7 mil milhões de patacas.
Hoje Macau Manchete SociedadeUniversidade de São José | Stephen Morgan sai da liderança A instituição confirmou a saída do reitor que liderava a USJ desde 2020 e que concretizou o objectivo histórico de permitir a inscrição de alunos do Interior na universidade. No entanto, os motivos da desvinculação não foram divulgados Stephen Morgan deixou de ser reitor da Universidade de São José (USJ), disse à Lusa uma porta-voz da instituição de ensino superior de Macau. A porta-voz afirmou que Morgan, um diácono natural do País de Gales, abandonou oficialmente na terça-feira a liderança da USJ, mas não mencionou quaisquer razões para a mudança. Alejandro Salcedo passou a ser reitor interino, confirmou a mesma fonte. De acordo com a página da USJ na Internet, o académico espanhol já actuava como reitor substituto desde Dezembro, altura em que Stephen Morgan deixou Macau. Em 2023, Morgan pediu ao Governo autorização para uma revisão curricular para reforçar o ensino do português, incluindo uma cadeira obrigatória de língua portuguesa nos quatro anos de todas as licenciaturas. No mesmo ano, o reitor assinou um acordo que permite à USJ contar com professores do Instituto Português do Oriente para responder ao aumento das aulas de português como língua estrangeira. Marco histórico Em 2022, a USJ inscreveu os primeiros estudantes da China continental, mas na altura Stephen Morgan garantiu que Pequim não impôs à instituição quaisquer condições à liberdade académica. O reitor admitiu, no entanto, que a instituição prometeu que os estudantes da China continental não poderão mudar para cursos de Estudos Religiosos nem serão “sujeitos a qualquer forma de doutrinação religiosa”. A universidade recebeu luz verde do Ministério da Educação chinês para admitir alunos da China, numa fase experimental, para os programas de pós-graduação em Arquitectura, Administração Empresarial, Sistemas de Informação e Ciências. A USJ, criada em 1996 pela Universidade Católica Portuguesa e pela diocese de Macau, era a única universidade local sem autorização para receber estudantes da China, devido à ligação com a Igreja Católica. Actualmente, a USJ partilha um espaço de 38.145 metros quadrados, na zona da Ilha Verde, com o Colégio Diocesano de São José 6, num ‘campus’ que acolhe cerca de dois mil estudantes.
Hoje Macau SociedadeJogo | APE com aumento anual de receitas no primeiro semestre A Asia Pioneer Entertainment (APE), dona da Bee Macau, a primeira fábrica de cartas de jogar do território, acaba de anunciar receitas totais de 33,9 milhões de dólares de Hong Kong relativamente ao primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 47,3 por cento face a igual período do ano passado. Em relação ao lucro líquido “aumentou 90 vezes para aproximadamente 2,3 milhões de dólares de Hong Kong”, também em comparação com o primeiro semestre de 2025. Estes dados, ainda não auditados, constam no relatório intercalar da empresa relativos ao primeiro semestre, com fim a 30 de Junho deste ano. Recorde-se que, no início do mês passado, a APE estimava vir a alcançar entre 2,2 e 2,4 milhões de dólares de Hong Kong de lucros líquidos. Para o segundo semestre, existe a expectativa de “consolidar [o mercado] de Macau e expandir [o negócio] à escala global”. Em relação à presença na RAEM, “as contínuas encomendas de aquisição e substituição por parte dos operadores de casinos continuam a reforçar a presença da APE no mercado, e também a sua base financeira”. A APE aguarda ainda resposta quanto ao pedido de licenciamento como fornecedor nos Emirados Árabes Unidos, enquanto em Singapura “está a colaborar estreitamente com parceiros de produção no processo de licenciamento de produtos”. Também no Japão foi feito um pedido de licenciamento como fornecedor. Allen Tat Yan Huie, presidente do conselho de administração e director-executivo, declarou que “o crescimento de 47,3 por cento das nossas receitas reflecte não só a nossa posição de liderança no mercado de Macau, mas também a nossa expansão estratégica de produtos”.
Hoje Macau SociedadeSegurança | Detectados mais taludes de risco Nos primeiros seis meses do ano, as autoridades classificaram um total de 298 taludes como de risco, o que representa um aumento de três classificações em comparação com o ano anterior. Os números foram revelados ontem pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), na sequência de inspecções que envolveram vários serviços públicos. “Entre Janeiro e Julho de 2026, as inspecções conjuntas realizadas pelo pessoal dos serviços interdepartamentais responsável pela avaliação da segurança dos taludes e as inspecções de rotina realizadas pelo Laboratório de Engenharia Civil de Macau totalizaram 13 acções, nas quais foram inspeccionados um total de 47 taludes, tendo aumentado em 3 o número de taludes em risco em relação ao ano de 2025”, foi revelado. “Presentemente, o número total de taludes em risco aumentou para 298, dos quais, os taludes de alto risco diminuíram para 1, os de médio risco diminuíram para 76 e os de baixo risco aumentaram para 221”, foi acrescentado. A Península de Macau é a zona do território com mais taludes de risco, num total de 133 dos quais 38 são considerados de “médio risco” e 95 de “baixo risco”. Coloane é o segundo local com mais taludes de risco, 89, e o único onde foi detectado um talude “de alto risco”. Além disso, há 18 taludes de “médio risco” e 70 de “baixo risco”. Na Taipa, 76 taludes foram classificados como de risco, 20 de “médio” e 56 de “baixo”.
Hoje Macau China / ÁsiaG20 | Pequim lamenta ausência de comunicado conjunto A China lamentou ontem que a reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 tenha terminado sem um comunicado conjunto e pediu a Washington que respeite as preocupações de todos os membros. “A China lamenta profundamente que a reunião não tenha conseguido emitir um comunicado”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, em conferência de imprensa. Guo respondia a uma pergunta que atribuía a falta de consenso às divergências da China sobre a questão dos desequilíbrios comerciais globais, algo que o porta-voz não confirmou. O representante da diplomacia chinesa limitou-se a afirmar que as diferentes partes manifestaram “pontos de vista distintos sobre as questões relevantes” durante a reunião, realizada entre segunda e terça-feira em Asheville, no estado norte-americano da Carolina do Norte. Guo defendeu que o G20, enquanto principal fórum de cooperação económica internacional, deve abordar as grandes questões económicas mundiais de forma “objectiva, imparcial e equilibrada”, com base no consenso e na participação em condições de igualdade. “A China espera que os Estados Unidos, enquanto presidência, trabalhem com todos os membros de acordo com estes princípios e respeitem plenamente as preocupações legítimas de todas as partes”, acrescentou. A reunião de Asheville centrou-se, entre outros temas, no crescimento económico e na dívida soberana, com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, a defender uma redução dos obstáculos regulatórios e um maior crescimento económico como forma de conter os elevados níveis de endividamento.
Hoje Macau China / ÁsiaTóquio | Japão rejeita acusação de Putin sobre degradação de relações O Japão considerou ontem inaceitável que o Presidente da Rússia tivesse responsabilizado as autoridades japonesas pela degradação das relações bilaterais, no âmbito da guerra na Ucrânia e após uma visita a ilhas disputadas com Tóquio. Vladimir Putin afirmou na terça-feira no Quirguizistão que o surpreendia a postura de Tóquio “sobre a Rússia em geral”, embora não a reacção à deslocação a Iturup (Etorofu, para o Japão), a principal ilha das Curilas, administradas por Moscovo e reivindicadas por Tóquio. “A difícil situação das relações bilaterais deve-se à agressão russa contra a Ucrânia, pelo que é inaceitável qualquer afirmação que pretenda atribuir a responsabilidade à parte japonesa”, reagiu o porta-voz governamental, numa conferência de imprensa em Tóquio. Minoru Kihara considerou, no entanto, ser “vital gerir adequadamente as relações bilaterais” por a Rússia ser um país vizinho, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE. Assegurou ainda que o executivo da primeira-ministra Sanae Takaichi vai continuar a responder a Moscovo “da forma mais conveniente, tendo sempre em conta o interesse nacional”. Dedos apontados Nas declarações que proferiu em Bishkek, Putin afirmou que a Rússia não deu “nem um único passo para piorar as relações russo-japonesa” e que as tratou “com o máximo cuidado”. “O deteriorar das nossas relações é inteiramente culpa do executivo japonês. O que fizemos contra o Japão? Absolutamente nada”, declarou, citado pela agência de notícias russa TASS. As relações bilaterais agravaram-se após o início da invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, quando o Japão se juntou às sanções contra a Rússia e Moscovo incluiu Tóquio na lista de países hostis. A tensão aumentou no início de Agosto, quando Putin realizou a primeira visita desde que chegou ao poder, em 2000, às ilhas designadas pelo Japão como Territórios do Norte (Kunashiri, Etorofu, Shikotan e Habomai, nas Curilas). As quatro ilhas integram o arquipélago das Curilas, formado por 56 ilhas, que se estende por 1.300 quilómetros. Na altura, Takaichi classificou a deslocação de Putin como “absolutamente inaceitável” e afirmou que a acção feria os sentimentos do povo japonês. Em sinal de protesto, Moscovo e Tóquio convocaram os respectivos embaixadores. Apesar de descobertas por navegadores russos, as Curilas passaram a integrar o Japão em 1875, ao abrigo do Tratado de São Petersburgo. Foram incorporadas na União Soviética após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em que o Japão foi um dos países derrotados, no âmbito do Tratado de São Francisco. Em 1956, os dois países assinaram uma declaração que restabelecia as relações diplomáticas e abria caminho para uma futura devolução das ilhas. Os territórios em disputa situam-se no Oceano Pacífico, entre a ilha japonesa de Hokkaido e a península russa de Kamchatka, uma região rica em recursos pesqueiros.