Mais de quatro mil pessoas continuam desaparecidas após inundações

O Nepal declarou ontem que mais de quatro mil pessoas continuam desaparecidas no país, incluindo 610 estrangeiros, quase três semanas depois de uma enxurrada ter atingido o país e a vizinha região chinesa do Tibete.

O balanço mais recente da Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres nepalesa (NDRRMA, na sigla em inglês) situa em 1.399 o número de corpos e restos mortais recuperados e em 4.089 o número de desaparecidos. Entre os desaparecidos, há duas portuguesas.

Apenas 103 mortos foram entregues às suas famílias até à data, enquanto as autoridades prosseguem uma grande operação para identificar os restos mortais recuperados. Muitos corpos foram sepultados temporariamente em locais como Gokarna ou Pokhara, após a recolha de amostras genéticas.

Segundo a polícia nepalesa, as autoridades recolheram cerca de 3.200 amostras de ADN, dos quais 1.300 referem-se aos restos mortais recuperados e 1.900 de familiares que procuram os seus entes queridos, incluindo amostras obtidas no estrangeiro para ajudar na identificação de turistas desaparecidos.

Pensar o futuro

Na segunda-feira, o primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, reuniu-se com os responsáveis dos governos locais dos distritos de Rasuwa, Nuwakot, Dhading, Gorkha e Tanahun — as zonas mais afectadas pelas cheias — para discutir as operações de busca em curso e o futuro plano de reconstrução, cujo custo estimado pelo Governo ultrapassa 4,7 mil milhões de dólares.

“Os representantes da população manifestaram o seu compromisso em desenvolver áreas verdes nas regiões ribeirinhas afectadas pelas cheias e em avançar com o realojamento das comunidades para locais seguros nas proximidades”, escreveu na segunda-feira, na rede social Facebook, o director da NDRRMA, Dharam R. Uprety.

As análises realizadas até ao momento indicam que as enxurradas de 26 de aAosto começaram com o colapso de um glaciar a grande altitude, em território nepalês — uma explicação aceite pela China e posteriormente corroborada pelas análises de satélite internacionais.

A avalanche de gelo, rochas e lama atingiu também o Tibete, onde as autoridades chinesas contabilizam 43 mortos e 519 desaparecidos. Entre as pessoas ainda não localizadas, 261 são estrangeiros oriundos de 23 países.

16 Set 2026

FM | História de Macau traduzida para português e inglês

A Fundação Macau (FM) acaba de editar as versões em português e inglês de uma obra ilustrada sobre a história de Macau. Em português, a obra intitula-se “Esta cidadezinha ao longo do tempo – Uma introdução simples à história de Macau”, da autoria de três académicos locais: Alex Chan, Alex Lou e Sio Kit Meng.

Segundo um comunicado da FM, a versão original, em chinês, foi editada em 2022, estando organizada em cinco partes e 20 capítulos. O livro conta a história do território desde a “Idade da Pedra” até 1945. A tradução aconteceu para a “eliminação das barreiras linguísticas na disseminação cultural” e também para “promover a história e cultura de Macau”.

A FM destaca como a tradução desta obra vai permitir que “a história de Macau não seja apenas partilhada entre leitores chineses, ajudando a construir uma base sólida para a disseminação internacional da história e cultura de Macau”.

O livro já vendeu mais de 3.500 exemplares desde que foi publicado, indo já na terceira edição. A tradução para português foi feita por Mu Shuang, mestre pela Universidade de Macau, cujo trabalho foi revisto pelo sinólogo, autor e docente Giorgio Sinedino, director do Centro de Ensino Bilingue e Formação em Chinês e Português da Universidade de Macau.

A FM destaca como os livros, nas versões traduzidas, se mantém “fiéis ao conteúdo e essência do original, contendo uma linguagem clara e fluente”, a fim de permitir um maior acesso por parte dos leitores.

Cada livro tem um custo de 50 patacas e está à venda em diversos locais, como a Livraria Portuguesa e outras livrarias, estando a ser planeado, para breve, o seu envio para as escolas do território.

16 Set 2026

Idosos | Promovido uso de robôs domésticos na China

As autoridades chinesas estão a promover robôs domésticos, dispositivos de monitorização da saúde e soluções inteligentes de cuidados para idosos, com o objectivo de estimular o “consumo de casas inteligentes”.

O Ministério do Comércio e outros sete departamentos emitiram na segunda-feira um aviso que delineia o Plano de Acção para a Promoção do Consumo Doméstico Inteligente.

O plano apoia a “remodelação adaptada aos idosos” e as “modernizações inteligentes de imóveis mais antigos”, e tem como objectivo “expandir a oferta de produtos de alta qualidade para satisfazer as necessidades de consumo de diferentes grupos”.

“Promover produtos adaptados aos idosos, tais como robôs de serviço doméstico, dispositivos de monitorização da saúde e soluções de cuidados inteligentes, e incentivar as empresas a adoptarem princípios de design adaptados aos idosos em áreas como o tamanho dos produtos, a facilidade de utilização, o reconhecimento de dialectos e as funcionalidades de segurança”, refere o comunicado.

O plano apela também à promoção da certificação de produtos para idosos no sector das casas inteligentes adaptadas aos idosos, com o Governo chinês a afirmar que irá subsidiar a aquisição de novos produtos para casas inteligentes, destinados a substituir mobiliário tradicional.

No final de 2025, a população chinesa com 60 anos ou mais tinha atingido os 323 milhões, representando aproximadamente 23 por cento da população total do país, de acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas.

16 Set 2026

Visita | MNE iraniano chega hoje a Pequim

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniana vai reunir-se hoje, em Pequim, com o homólogo chinês, Wang Yi, anunciou onten a diplomacia chinesa, num breve comunicado sem mais pormenores sobre o encontro.

A visita de Abbas Araghchi ocorre num momento de incerteza no conflito que opõe, desde Fevereiro, Estados Unidos, Israel e Irão, depois de Teerão ter sublinhado ontem de manhã (hora local) que não negociará com Washington enquanto não forem cumpridas as suas condições.

A posição iraniana surgiu em resposta às declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou na segunda-feira estar disponível para dialogar com Teerão.

No domingo, Araghchi disse que os Estados Unidos devem regressar aos “compromissos estipulados no Memorando de Islamabad”, assinado em Junho entre Teerão e Washington, sob mediação do Paquistão, como condição para o Irão reabrir o estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra, em 28 de Fevereiro.

Desde o início do conflito, a China tem defendido uma solução negociada e feito repetidos apelos para o fim das hostilidades e o início do diálogo entre as partes, posição reiterada pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun.

Pequim condenou repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que pediu respeito pela soberania e pela segurança dos países do Golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos.

A visita coincide ainda com a abertura, hoje, do Fórum Xiangshan, principal encontro de diplomacia militar organizado pela China (ver texto principal).

A instabilidade no Médio Oriente e o bloqueio do estreito de Ormuz deverão estar entre os temas em debate no encontro, juntamente com a guerra na Ucrânia e a competição tecnológica e militar entre Pequim e Washington.

16 Set 2026

China defende uso pacífico do cosmos após EUA reconhecerem ter armas em órbita

A China defendeu ontem o uso pacífico do espaço e pediu aos Estados Unidos para deixarem de expandir a presença militar naquele domínio, depois de Washington ter reconhecido, pela primeira vez, manter armas em órbita.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, numa conferência de imprensa, que Pequim sempre defendeu a segurança espacial e opôs-se à militarização e à transformação do espaço num campo de batalha.

“Pedimos aos Estados Unidos que deixem de expandir a presença militar no espaço e salvaguardem, através de acções concretas, a estabilidade estratégica global”, afirmou o porta-voz, que não esclareceu se a China dispõe deste tipo de armamento em órbita.

Guo disse que Pequim espera que o espaço se torne “uma plataforma de cooperação e benefício mútuo para a humanidade” e afirmou que a China está disposta a trabalhar com todos os países na exploração e utilização pacíficas daquele domínio.

O diplomata reiterou ainda a oposição chinesa à militarização do espaço e defendeu a promoção do progresso científico e tecnológico no sector.

Agarrados às armas

Na segunda-feira, o secretário da Força Aérea norte-americana, Troy Meink, afirmou estar em curso um reforço da “preparação perante as ameaças existentes”, acrescentando que os Estados Unidos “têm armas de controlo espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra acções hostis dos adversários”.

Meink referiu que estas armas destinam-se a proteger as forças norte-americanas de acções hostis, embora a Força Aérea não tenha especificado que sistemas estão actualmente em órbita, quantos existem ou quando foram colocados no espaço.

O responsável anunciou, na conferência Air, Space and Cyber, realizada no estado de Maryland (costa leste), também progressos noutros programas espaciais norte-americanos, incluindo o desenvolvimento de um sistema de interceptores baseados no espaço e de uma constelação de satélites destinada a detectar e acompanhar alvos móveis a partir da órbita.

A China, por sua vez, estabeleceu como objectivo realizar uma missão tripulada à Lua antes de 2030 e avançar com a construção de uma futura base de investigação no polo sul lunar.

16 Set 2026

IA | Fórum chinês defende controlo mas rejeita lógica de blocos entre China e EUA

Governação das tecnologias emergentes, estabilidade estratégica e competição entre grandes potências, são temas em debate a partir de hoje em Pequim na 13.ª edição do Fórum Xiangshan, principal encontro de diplomacia militar organizado pela China

Especialistas reunidos ontem em Pequim defenderam o reforço da supervisão humana, dos mecanismos de segurança e da cooperação internacional perante os riscos da inteligência artificial, rejeitando que outros países tenham de escolher entre China e Estados Unidos nesta tecnologia.

O debate decorreu no âmbito da 13.ª edição do Fórum Xiangshan, principal encontro de diplomacia militar organizado pela China, que será formalmente inaugurado hoje. A agenda deste ano inclui entre os principais temas a governação das tecnologias emergentes, a estabilidade estratégica e a competição entre grandes potências.

O antigo secretário-geral da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) Vladimir Norov afirmou que os riscos associados à IA são “sérios” e defendeu que os governos reforcem a capacidade de supervisão, em conjunto com empresas tecnológicas e centros de estudos.

Norov alertou que a tecnologia está a avançar mais rapidamente do que a capacidade das instituições para a regular, defendendo a criação de mecanismos de partilha de informação sobre riscos e incidentes graves relacionados com a IA.

O também antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Uzbequistão e presidente da Associação de Inteligência Artificial da Ásia Central afirmou que os sistemas de IA estão a evoluir rapidamente e que “nenhum país consegue geri-los sozinho”.

O general reformado dos Emirados Árabes Unidos Obaid Al Ketbi, antigo alto responsável do ministério dos Negócios Estrangeiros do país, afirmou que o avanço dos agentes de IA, capazes de planear, coordenar e executar tarefas complexas, obriga a colocar o controlo humano no centro das prioridades.

“Se deixarmos as coisas nas mãos da IA sem controlo humano, será realmente duro e difícil”, afirmou Al Ketbi, que defendeu uma regulamentação proporcional aos riscos.

Outra lógica

Os dois participantes rejeitaram também uma lógica de blocos entre Pequim e Washington. Norov afirmou que os países da Ásia Central não querem ser “consumidores passivos” de IA nem ser obrigados a escolher entre China e Estados Unidos, mas procuram uma “parceria, não dependência” e transferência de tecnologia.

Al Ketbi defendeu uma posição semelhante para o Médio Oriente, afirmando que a região deve poder cooperar com ambas as potências e, simultaneamente, desenvolver capacidades próprias.

O debate ocorre depois de responsáveis do sector tecnológico norte-americano terem defendido um abrandamento do desenvolvimento dos modelos de IA mais avançados devido aos riscos de segurança, posição rejeitada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera que uma maior regulamentação poderá beneficiar a China.

Pequim tem defendido nos últimos dias uma IA “orientada para o bem”, ao mesmo tempo que acusa Washington de utilizar argumentos relacionados com a segurança para limitar o desenvolvimento tecnológico chinês.

16 Set 2026

Saúde | Nick Lei pede reforço de apoio psicológico a alunos

Os estabelecimentos de ensino de Macau devem estar apetrechados de sistema de alerta para detectar precocemente riscos de segurança e mecanismos reforçados de apoio psicológico aos alunos, defende Nick Lei.

Numa interpelação escrita, o deputado exige medidas para prevenir casos como o que se registou no início deste ano lectivo quando um aluno da Escola São João de Brito atacou com um líquido corrosivo uma professora, que era a sua directora de turma.

A docente, com mais de 60 anos, sofreu queimaduras químicas de terceiro grau na cara e noutras partes do corpo e corre o risco de ficar cega do olho esquerdo.

Nick Lei pede ao Executivo de Sam Hou Fai que aposte em campanhas de sensibilização, dentro e fora da escola, que promovam a saúde mental dos jovens. Pegando no exemplo da agressão na Escola São João de Brito, o deputado pede melhorias na “avaliação preventiva de riscos, identificação de perigos e controlo na fonte” de possíveis incidentes.

O legislador da bancada parlamentar de Fujian perguntou ao Governo se tem um mecanismo de avaliação preventiva, que permita fazer a identificação sistemática e padronizada para vários tipos de crises de segurança, assim como directrizes para responder a lacunas de segurança.

16 Set 2026

Economia | Conselheira pede mais incentivos ao consumo

Face às dificuldades económicas das pequenas e médias empresas, Chan Hio Teng, vogal do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central, defende a criação de um “mecanismo regular” de incentivo ao consumo. A posição consta de um comunicado divulgado pela integrante da associação Aliança do Bom Lar.

Chan aponta que “sob a influência de factores do ambiente interno e externo” a predisposição dos residentes para consumirem no território “enfraqueceu”. A conselheira reconhece que este factor não é novo, e que se tem verificado “nos últimos anos”.

No entanto, neste ambiente económico difícil, Chan Hio Teng quer que o Governo lance mais iniciativas de promoção do consumo, como o Grande Prémio Para o Consumo, cuja última edição aconteceu na primeira metade deste ano.

No entanto, a responsável avisa que se o futuro passar por mais uma ronda do Grande Prémio Para o Consumo vai ser necessário implementar alguns ajustes. Citando a opinião de alguns comerciantes, Chan Hio Teng aponta que o impacto da iniciativa de promoção do consumo é limitado ao tempo em que são oferecidos os descontos. Por este motivo, a conselheira pede ao Executivo que pense numa outra forma de incentivar os residentes a gastarem mais e durante mais tempo nos bairros comunitários.

No seguimento do que tem acontecido recentemente, Chan Hio Teng aponta também que o Executivo deve pensar ainda mais na realização de actividades culturais nos bairros comunitários, como forma de incentivar o consumo nessas zonas.

16 Set 2026

OCBC | Banco afirma compromisso com Macau

Após ter sido anunciado que o Banco OCBC Macau vai deixar de prestar vários serviços no território, como a disponibilização de cartões de crédito ou de empréstimos hipotecários residenciais, a instituição nega qualquer intenção de fechar as portas.

“Estes ajustamentos inserem-se nos esforços contínuos do OCBC Macau para optimizar a sua carteira de negócios e distribui de recursos, permitindo ao banco reforçar o foco nas suas actividades essenciais e consolidar ainda mais a sua capacidade de prestação de serviços”, foi explicado. “As medidas não afectam o compromisso do banco com Macau, a sua capacidade de servir os clientes nem o apoio que lhes proporciona. O OCBC Macau continuará a operar de forma sólida e estável, prestando aos clientes serviços financeiros fiáveis”, foi acrescentado.

No comunicado, o banco com sede em Singapura afirma ainda estar “empenhado em investir em Macau” e em “aprofundar as suas raízes no mercado local”.

A instituição apontou também que “vai permanecer firmemente enraizada” na RAEM e a pensar nas operações e no desenvolvimento “a longo prazo”. “Sendo parte integrante de uma das principais instituições financeiras do Sudeste Asiático, o OCBC Macau conta com o apoio da vasta rede regional do Grupo OCBC, da sua sólida base financeira e de capacidades financeiras abrangentes.

Com base nestes trunfos, o Banco irá reforçar ainda mais a sua gestão de fortunas e as competências bancárias fundamentais, avançar na transformação da banca digital, investir nos seus serviços e na experiência do cliente, bem como formar um grupo sólido de profissionais com especialização em gestão de fortunas”, foi apontado.

16 Set 2026

Madeiras | Moçambique estreia-se em fórum sobre comércio

O secretário de Estado da Terra e Ambiente moçambicano vai estar em Macau, marcando a estreia de Moçambique num evento anual sobre o comércio sustentável de madeiras tropicais.

Segundo um comunicado do Governo de Macau, o Fórum Global de Madeira Legal & Sustentável (GLSTF, na sigla em inglês), marcado para 22 e 23 de Setembro, vai contar, “pela primeira vez”, com “altos funcionários de Moçambique e uma delegação oficial do México”.

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) sublinhou que as estreias “reforçam ainda mais” o papel do território como plataforma para a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola.

A China estabeleceu Macau como plataforma económica e comercial com os mercados de língua portuguesa em 2003. Mais de duas décadas depois, o Governo alargou o foco aos países que falam espanhol.

De acordo com o programa do GLSTF, o secretário moçambicano Gustavo Djedje será um dos palestrantes principais do arranque do Fórum, juntamente com ministros da Tailândia, Camarões e República Centro-Africana. O programa prevê ainda que o director nacional de Florestas e Fauna Bravia de Moçambique, Imede Falume, irá participar num fórum com dirigentes da China, Gana e Indonésia.

O GLSTF vai contar ainda com Bruno Leão, director da Associação da Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará, no norte do Brasil, e o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente, Ivan Tomaselli.

O IPIM indicou que o Fórum deverá contar com participantes de 49 países e regiões, incluindo do Gabão, Togo, Malásia, Equador, Peru, Suíça e França. O evento deverá marcar o arranque dos preparativos para a elaboração de uma norma internacional para o combustível de aviação à base de biomassa e do Sistema de Gestão de Normas Verdes de Macau.

16 Set 2026

AMCM | Coutinho acusa entidade de omissões e falta de resposta

O deputado José Pereira Coutinho acusa a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) de “insuficiência e falta de objectividade” nas respostas a uma interpelação por si apresentada, a 20 de Julho, relativamente a “operações estruturadas de empréstimo com hipotecas de moradias, pagamento da dívida por terceiros com fundos próprios e remuneração por elevadas taxas de juros”.

Na interpelação escrita, Pereira Coutinho frisou que a resposta da AMCM, de 10 de Agosto, revelou-se “genérica, evasiva e desprovida de objectividade, não respondendo de forma directa e concreta a nenhuma das três questões formuladas”.

Para o deputado, a entidade limitou-se a responder com “enunciados gerais sobre os poderes de supervisão da AMCM, a emissão de directivas complementares e o acompanhamento contínuo do mercado financeiro”. Porém, “não aborda as situações descritas na interpelação e não confirma nem nega a existência de comunicações prévias por parte das instituições bancárias sobre estas operações”.

A AMCM também “não apresenta qualquer calendário para a revisão da desactualizada” circular relativa a regras e orientações para o lançamento e distribuição de produtos financeiros.

16 Set 2026

Patriotismo | Mais de 300 jovens participam em acampamento

Mais de 300 jovens de Hong Kong e Macau vão participar no evento “Unidos pela Mesma Causa, o País é Forte Connosco: Jovens de Hong Kong e Macau no Acampamento Militar”, organizado pela Polícia Armada do Povo, pelo Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau da Província de Guangdong e as autoridades de Hong Kong e Macau. O anúncio foi feito por Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa.

O acampamento vai ser realizado entre meados e o final deste mês e os jovens vão participar numa “experiência imersiva da vida militar”, segundo a descrição oficial.

Jiang Bin afirmou que se espera, através desta actividade, que “os jovens de Hong Kong e Macau assimilem o espírito patriótico, temperem o seu carácter e reforcem continuamente a aspiração, a determinação e a confiança como chineses”.

O porta-voz deixou ainda a esperança de que o evento permita aos jovens “percorrerem a sua própria ‘Grande Marcha’” e aumentar a predisposição para participarem “no grande projecto de desenvolvimento de Hong Kong e Macau, de construção de um país forte e de revitalização nacional”. Este ano assinala-se o 90.º aniversário da Grande Marca, uma retirada militar do exército comunista.

Ainda de acordo com os pormenores do evento, haverá um “concerto de educação para a defesa nacional” com o tema ‘Caminho do Fortalecimento Militar: Unidos pela mesma causa numa Nova Jornada’.

16 Set 2026

Juíza portuguesa diz que tribunais constitucionais “estão a ser atacados”

A juíza do Tribunal Constitucional (TC) português Maria Benedita Urbano avisou ontem que os tribunais constitucionais “estão a ser atacados” face à ascensão do populismo e autoritarismo em sociedades democráticas.

“Somos alvo de ataque por aqueles que querem desmantelar o Estado de Direito democrático, porque o Tribunal Constitucional defende os direitos fundamentais, de expressão, manifestação, participação política”, disse a magistrada. Urbano, que é também docente na Universidade de Coimbra, falava durante o 29º Encontro de Professores de Direito Público, que decorreu pela primeira vez em Macau.

O TC “assegura que competição política é justa e igualitária”, sublinhou Urbano, e “garante o jogo de pesos e contrapesos, que o executivo não usurpe as funções do legislativo”. A juíza defendeu que a pandemia de Covid-19 “foi a tempestade perfeita”, ao levar à imposição de restrições às liberdades fundamentais, algo que “acelerou estas tendências” para o populismo.

Urbano alertou para vários métodos que podem ser usados para reduzir o papel do TC como “guardião da Constituição por excelência”, incluindo a “asfixia financeira”, a limitação da jurisprudência e a substituição de juízes.

A magistrada deu como exemplo a “campanha pública de deslegitimação” do Supremo Tribunal Federal do Brasil, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023) tentou nomear “mais juízes sensíveis à sua causa”.
Urbano sublinhou que a situação não é tão grave em Portugal, mas lembrou que em 2022 juristas apelaram ao fim ou à redução do número de juízes nomeados pelos outros membros do TC.

Nos termos da Constituição, o TC é composto por 13 juízes, sendo dez designados pela Assembleia da República e os outros três cooptados por estes. Dos 13, seis são obrigatoriamente escolhidos de entre juízes dos restantes tribunais e os demais de entre juristas.

“Há quem defenda que a cooptação deve deixar de existir, que os três juízes devem ser nomeados pelo Presidente da República”, disse Urbano. Mas a magistrada disse que essa mudança “é de evitar”, porque pode levar à nomeação de “juízes leais ao poder político do momento” e “favorecer o controlo do poder judicial pelo executivo”.

Para evitar uma “deslegitimação, que com o tempo se pode agravar”, Urbano sublinhou que o TC deve manter “total respeito pela separação dos poderes”. “É preciso manter o prestígio do Tribunal Constitucional, manter e transmitir uma imagem de tribunal independente e parcial, para que seja a própria população a defender a instituição”, disse a juíza.

Cenários políticos

Em Maio, a vice-presidente do grupo parlamentar do partido português Chega, Cristina Rodrigues, acusou o TC de “activismo político” e desrespeito pela separação de poderes. Isto depois do TC ter declarado como inconstitucional um decreto do parlamento que previa a perda de nacionalidade como sanção acessória pela prática de certos crimes.

“A esquerda perdeu a maioria na Assembleia da República, mas continua a ter a maioria no TC e nos juízes que ocupam os cargos para os quais são nomeados. E isto tem tido consequências, consequências à vista de todos, principalmente nos últimos tempos”, afirmou Rodrigues.

15 Set 2026

Japão | Dirigentes de operadora nuclear demitem-se após falsificação de dados

Dois altos dirigentes de uma operadora nuclear japonesa demitiram-se ontem na sequência de um escândalo de falsificação de dados sísmicos, e o grupo anunciou que vai retirar os pedidos de reactivação de dois reactores.

A central de Hamaoka, da Chubu Electric Power, situada numa região exposta ao risco de “mega-sismo”, estava sujeita a controlos de segurança para retomar actividade. Em Janeiro, a empresa reconheceu ter apresentado às autoridades dados que poderiam subestimar os riscos sísmicos.

Num comunicado, a Chubu Electric informou que o presidente Kingo Hayashi e o presidente do conselho de administração, Satoru Katsuno, serão substituídos, retirando também os pedidos de reinício. Hayashi declarou sentir “um pesado sentido de responsabilidade e profundo remorso”, lamentando não ter conseguido promover uma cultura organizacional que privilegie a segurança e o cumprimento das normas.

Um relatório independente de 250 páginas, divulgado no mesmo dia, concluiu que as pressões da direcção para acelerar o reinício dos reactores colocaram o pessoal sob pressão e foram “um dos factores que contribuíram para as falhas” registadas.

O Japão encerrou todos os reactores após o desastre de Fukushima em 2011, mas procura reduzir a dependência de combustíveis fósseis e alcançar a neutralidade carbónica até 2050, regressando gradualmente ao nuclear civil. A central de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, retomou operações este ano.

No centro das avaliações de segurança está a estimativa de “movimento sísmico máximo à superfície”, crucial para o desenho antisísmico das centrais.

Em 2023, o regulador japonês aprovou a estimativa da Chubu Electric, mas em Fevereiro de 2025 recebeu de um denunciante informação com dados diferentes dos fornecidos. O processo de revisão foi suspenso em Dezembro.

15 Set 2026

Filipinas | Tiroteio mortal a poucas horas de votação em região autónoma

As mesas de voto abriram ontem em Bangsamoro, região de maioria muçulmana, para eleger, pela primeira vez, o parlamento local, poucas horas após a morte de três pessoas num tiroteio entre facções de um grupo rebelde

 

A votação constitui o culminar de um processo de paz intermitente, iniciado no final da década de 1990, que resultou na criação da região autónoma de Bangsamoro, no sul do país de maioria católica. Mais de dois milhões de eleitores são chamados a eleger 80 assentos, disputados por 13 formações políticas. Até agora, os parlamentares eram nomeados.

Em Marawi, cidade devastada em 2017 por cinco meses de confrontos entre fundamentalistas islâmicos e forças governamentais, um jornalista da agência France-Presse (AFP) observou longas filas de espera em frente às mesas de voto, sob a vigilância de membros das forças de segurança e de veículos blindados.

“Estamos ansiosos, viemos para cá logo esta manhã”, exclamou Mohammad Actar Macabada, de 18 anos, logo após ter votado. “Estou nervoso porque talvez venha a ser o caos. Antes, era o caos. Agora, está tudo tranquilo”, acrescentou o eleitor, que está “ansioso por saber os resultados”, realçou.

Nesta região marcada pela violência política e pelas vinganças familiares, uma eleição sem incidentes seria considerada um sucesso, revelaram recentemente líderes partidários a jornalistas da AFP. Esta paz foi, no entanto, abalada apenas algumas horas antes do início das eleições. Três pessoas foram mortas e 15 ficaram feridas no domingo, pouco antes da meia-noite, durante um tiroteio em Cotabato, a capital da região autónoma.

Elevada contagem

De acordo com o chefe da polícia local, Jibin Bongcayao, o tiroteio ocorreu quando membros de facções políticas rivais disputavam o direito de votar em primeiro lugar. “Inicialmente, tratava-se de uma disputa entre dois grupos pelas vagas na fila” em frente a uma escola que servia de secção de voto na capital regional, explicou o responsável policial. A disputa “provocou empurrões que degeneraram numa briga e, por fim, foram disparados tiros numa zona lotada”.

O agente acrescentou que os homens envolvidos no tiroteio pertenciam a facções rivais do maior grupo rebelde das Filipinas, a Frente Islâmica de Libertação Moro (Milf), que luta há décadas pela autonomia da região.
No total, a violência separatista já causou 150 mil mortos desde a década de 1970.

A segurança foi reforçada em toda a região, parcialmente situada na ilha de Mindanau, com a mobilização de mais de 20 mil membros das forças de segurança. No mês passado, uma comitiva que transportava o chefe interino do governo local — nomeado pelo presidente Ferdinand Marcos Jr. — foi atacado.

Além disso, um homem morreu no hospital na madrugada de ontem, na sequência de uma explosão ocorrida perto de uma secção de voto, numa ocorrência que a polícia está a investigar.

15 Set 2026

Aviação | Pequim vai activar zona de exclusão aérea após acidente

A China vai colocar em funcionamento, em 20 de Setembro, uma zona de exclusão aérea em Pequim e arredores, quase três meses após uma avioneta ter embatido no arranha-céus mais alto da capital, causando um morto e 13 feridos.

A medida vai restringir determinadas actividades aéreas, com excepções para voos da aviação civil e operações de emergência e salvamento, entre outras, e não afectará as viagens de passageiros de avião, segundo o jornal Beijing Daily. O jornal indicou que a delimitação visa “reforçar a gestão da segurança do espaço aéreo” da capital, “manter a ordem das operações” e “proteger instalações importantes em terra, assim como a vida e os bens da população”.

Os voos no interior da zona terão de cumprir rigorosamente os requisitos relativos a autorizações, comunicações, identificação e notificação das condições de segurança. O texto não especifica a extensão geográfica da zona nem relaciona expressamente a decisão com o acidente ocorrido em Junho.

Em 26 de Junho, uma aeronave desportiva ligeira embateu no China Zun, também conhecido como CITIC Tower, com 528 metros de altura, no distrito financeiro de Guomao. O piloto morreu e outras 13 pessoas ficaram feridas.

O incidente ocorreu numa cidade sujeita a rigorosos controlos de segurança, por albergar as sedes do Governo Central e do Partido Comunista Chinês (PCC). Desde Maio, Pequim proíbe também a venda e o aluguer de drones, restringe a entrada destes aparelhos na cidade e exige autorização para os operar no exterior.

15 Set 2026

Pequim diz que encontro entre Xi e Modi reafirma impulso das relações

O Governo chinês afirmou ontem que a reunião realizada no sábado entre o Presidente chinês e o primeiro-ministro indiano à margem da cimeira dos BRICS, em Nova Deli, constituiu “uma reafirmação” do impulso das relações.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, numa conferência de imprensa, que Xi Jinping e Narendra Modi reuniram-se três vezes nos últimos três anos, em Nova Deli, em Tianjin (2025) e em Kazan (2024), marcando “um novo ponto de partida e uma nova direcção para as relações sino-indianas”.

Guo indicou que os dois líderes concordaram que, enquanto países mais populosos do mundo e importantes membros do Sul Global, devem “centrar-se no desenvolvimento como o maior denominador comum, reforçar os intercâmbios de amizade e a cooperação de benefício mútuo e melhorar a base da opinião pública que sustenta a relação bilateral”.

O porta-voz disse ainda que Xi e Modi concordaram em resolver “de forma equilibrada” as respectivas preocupações económicas e comerciais e em salvaguardar conjuntamente a paz e a tranquilidade na zona fronteiriça que partilham nos Himalaias. Em 2020, um confronto militar no vale de Galwan provocou mortes entre soldados dos dois países e desencadeou a pior crise diplomática entre Pequim e Nova Deli em décadas.

“A melhoria e o desenvolvimento das relações sino-indianas não só são bem recebidos pelos mais de 2.800 milhões de habitantes dos dois países, como também respondem à necessidade de reforçar a cooperação do Sul Global”, afirmou Guo.

Amor e tropas nas fronteiras

Segundo o porta-voz, Xi defendeu durante o encontro que os dois países devem orientar as relações bilaterais com um “entendimento estratégico objectivo e racional” e “ajudar-se mutuamente a alcançar o sucesso através de uma filosofia de cooperação de benefício mútuo”.

Apesar da melhoria gradual das relações, incluindo o restabelecimento dos voos directos e a flexibilização dos vistos, os dois países mantêm elevados contingentes militares ao longo da linha de controlo nos Himalaias, enquanto a Índia mantém restrições aos investimentos chineses.

15 Set 2026

Irão | Trump desvaloriza alegado fornecimento de informações chinesas

O Presidente norte-americano, Donald Trump, desvalorizou ontem informações de que entidades chinesas terão fornecido a Teerão imagens de satélite de uma base militar na Jordânia antes e após um ataque iraniano que matou três soldados norte-americanos.

“Quando dizem que a China nos espia, eu digo: têm razão, e nós também os espiamos”, afirmou Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, um dia depois de o jornal Wall Street Journal noticiar a alegada partilha de informações entre entidades chinesas e iranianas. “É isso que fazemos. Basicamente, eles fazem o que nós fazemos”, acrescentou o Presidente norte-americano.

Em 17 de Julho, o Irão lançou mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, onde estão estacionadas forças norte-americanas. Três soldados dos Estados Unidos morreram no ataque.
Responsáveis norte-americanos não identificados citados pelo Wall Street Journal não especificaram quais as entidades chinesas envolvidas nem sugeriram que o Governo chinês fosse directamente responsável.

15 Set 2026

Estudo | “Economia da solidão” superou um bilião de dólares na China em 2025

Os consumidores solteiros na China gastaram mais de um bilião de dólares em 2025, mais 50 por cento do que dois anos antes, impulsionando uma crescente “economia da solidão”, indica um relatório divulgado ontem

 

O documento, da autoria de Y. Tony Yang, professor da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, aponta, no entanto, que o fenómeno deve ser entendido não apenas como um novo mercado de consumo, mas como resultado da desagregação de funções tradicionalmente asseguradas pelas famílias.

Durante grande parte da história moderna as famílias partilharam despesas como habitação e alimentação, além de assegurarem cuidados a crianças e idosos, companhia e protecção perante imprevistos, observa o autor. “Em toda a Ásia Oriental, esse modelo está a perder peso, levando cada vez mais pessoas a recorrer a serviços pagos para satisfazer necessidades antes asseguradas no seio da família”, escreve Yang.

Na China, o censo de 2020 contabilizou 125 milhões de pessoas a viver sozinhas, o equivalente a uma em cada quatro famílias, enquanto tendências semelhantes são observadas noutros países da região. Na Coreia do Sul, 36 por cento dos agregados familiares são constituídos por uma única pessoa, enquanto no Japão a proporção deverá atingir 44 por cento em 2050.

Segundo dados da empresa chinesa de investigação Discovery Reports, citados pelo autor, os gastos dos solteiros chineses ultrapassaram um bilião de dólares em 2025, aumentando cerca de 50 por cento em apenas dois anos. Yang considera, contudo, que parte desse crescimento não representa necessariamente nova actividade económica, mas a “transformação em transacções comerciais de funções anteriormente desempenhadas dentro do agregado familiar”.

Quando uma família prepara uma refeição em casa, exemplifica, essa actividade não é contabilizada no produto interno bruto (PIB), mas quando alguém que vive sozinho encomenda uma refeição individual ou paga por entretenimento ou companhia, essas mesmas necessidades passam a surgir nas estatísticas económicas.

O autor alerta ainda que parte das despesas associadas à chamada “economia da solidão” não corresponde a consumo discricionário, mas a custos que quem vive sozinho não pode partilhar, incluindo renda, electricidade ou electrodomésticos.

Família de um

A tendência está também a criar produtos e serviços na China, desde refeições para uma pessoa a aplicações destinadas a verificar o bem-estar de quem vive sozinho. Uma aplicação chinesa cujo nome pode ser traduzido como “Estás morto?” chegou ao primeiro lugar entre as aplicações pagas no país em Janeiro. O serviço alerta um contacto de emergência caso o utilizador falhe duas verificações diárias consecutivas.

Para Yang, trata-se de “um substituto pago para uma tarefa que, até recentemente, não precisava de um produto”.

O relatório destaca igualmente o crescimento dos serviços de companhia baseados em inteligência artificial (IA), numa altura em que Pequim começou a regulamentar este mercado. Novas regras chinesas para serviços de IA “antropomórfica”, em vigor desde 15 de Julho, proíbem relações românticas virtuais com menores, exigem consentimento dos encarregados de educação para utilizadores com menos de 14 anos e obrigam as empresas a intervir perante sinais de automutilação ou dependência emocional excessiva, segundo o documento.

Yang defende que o crescimento das famílias unipessoais obrigará também os governos a repensar sistemas de saúde e assistência social ainda construídos em torno da existência de cônjuges, filhos ou outros familiares capazes de prestar cuidados. “A economia da solidão é três coisas ao mesmo tempo: um mercado real, um artefacto estatístico e uma perda de eficiência”, resume.

O académico considera a Ásia um “local piloto” para uma transformação que deverá alastrar posteriormente a outras regiões do mundo, à medida que aumenta o número de pessoas que vivem sozinhas.

15 Set 2026

Grand Lisboa Palace | Convenção traz rapper Yamy a Macau

Macau acolhe nos dias 10 e 11 de Outubro aquela que é considerada a maior feira de ténis do mundo, a “Sneaker Con. Macau 2026”, à qual não faltarão grandes estrelas do mundo da música. O evento dedicado ao calçado, que decorre no The Grand Hall, no empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, traz a rapper chinesa e ex-líder do grupo Rocket Girls 101, Yamy.

Outro nome da lista de concertos para este dia é o do rapper e compositor chinês Last King, que irá actuar em alternância com Yamy. Destaca-se ainda a presença do influencer Bostick Chen na apresentação do concerto, desempenhando também o papel de “gerente de loja”, ou seja, responsável pela interacção com o público durante a convenção.

O painel de música traz também ao Grand Lisboa Palace MC aRBOW, DJ ZEBRA e DJ Ziyang. A ideia é proporcionar “uma experiência imersiva que junta ténis, cultura de rua e música num só espaço”.
Além da música, o evento conta com a presença de duas personalidades importantes: “as lendas do basquetebol Metta World Peace, campeão da NBA de 2010, e Marcus Smart, lendário jogador defensivo do ano”.

Em Macau, os dois convidados irão partilhar histórias das suas carreiras no basquetebol e outras experiências pessoais.

Segundo a Sociedade de Jogos de Macau (SJM), operadora que detém o Grand Lisboa Palace, a Sneaker Con
foi criada em 2009 e desde então que se realiza em várias cidades do mundo. A aposta faz-se nas grandes marcas de ténis, na apresentação de modelos únicos e no contacto entre fãs e coleccionadores. Esta edição tem por tema “Regresso” e é organizada pela Yue Seng Sports Culture Co., Ltd. e pela marca local de roupa desportiva MACCREW.

15 Set 2026

Jogo | Receitas com aumento de 8,8 por cento no ano passado

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos mostram que as receitas das concessionárias de jogo aumentaram 8,8 por cento no ano passado para o montante de 251,8 mil milhões de patacas. Tal significa que as receitas superaram as despesas do sector, que subiram 7,5 por cento, para um total de 101,4 mil milhões.

As receitas dos jogos de fortuna ou azar representaram 98,3 por cento do total. Os dados, relativos ao inquérito anual feito à indústria do jogo, mostram ainda que a maior subida, no tocante às despesas das operadoras, deveu-se à compra de bens, comissões e descontos feitos a clientes.

A subida foi de 11,6 por cento, para 25,9 mil milhões de patacas. Já os custos operacionais cresceram 7,7 por cento para 43,7 mil milhões, enquanto os salários representaram um aumento de seis por cento, para 22,8 mil milhões de patacas.

15 Set 2026

Águas paradas | Moradores querem limpezas permanentes

A União Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM) considera que as campanhas dos Serviços de Saúde (SS) que promovem a limpeza de águas paradas nas habitações devem tornar-se permanentes. A posição foi defendida pela vice-presidente da associação, Cheong Sok Leng, em declarações citadas pelo jornal Ou Mun.

Segundo Cheong, as autoridades começaram a segunda fase da campanha para eliminar o risco de proliferação de mosquitos que propagam doenças como a febre do dengue ou febre de Chikungunya. A acção é desenvolvida em conjunto com associações.

No entanto, a responsável espera que estas campanhas deixem de ser pontuais para se transformarem num esforço permanente, de forma a eliminar os riscos destas doenças.

Sobre a primeira fase da campanha, que decorreu em Maio, Cheong Sok Leng apontou que resultou em mais de 15 mil visitas domiciliárias e que, em média, por cada 100 agregados familiares foram encontrados 5,6 recipientes domésticos com larvas de mosquito.

“Estes números demonstram claramente que a água parada nos lares é uma fonte crucial para a proliferação de mosquitos e que o risco de transmissão comunitária não pode ser ignorado, exigindo que as autoridades continuem a reforçar os trabalhos de desinfestação nos próximos dois a três meses”, vincou Cheong.

A vice-presidente dos Kaifong avisou ainda que os estaleiros de obras, terrenos vagos e os terraços de edifícios antigos em Macau são igualmente focos potenciais de proliferação.

15 Set 2026

Vales de saúde | Defendida mais promoção na Grande Baía

O responsável por uma clínica de Medicina Tradicional Chinesa em Hengqin, Sio Kun Meng, defende que o Governo deve promover mais informações sobre a utilização de vales de saúde nas cidades da Grande Baía.

Segundo o responsável, que abriu a clínica há poucos meses em Hengqin, “os residentes de Macau não têm conhecimento de que a utilização dos vales de saúde foi alargada às cidades da Grande Baía”, pelo que afirmou ser importante haver uma maior divulgação da medida. As declarações foram prestadas ao canal chinês da Rádio Macau.

Também à emissora pública, os Serviços de Saúde revelaram que actualmente só existe uma clínica em Hengqin onde os valores podem ser utilizados. A mesma fonte apontou que não há outros pedidos de adesão ao programa pendentes por parte de clínicas no Interior.

Face a este cenário, o vice-presidente da Federação de Médico e Saúde de Macau, Wong Chon Kit, defendeu que a medida ainda é recente para haver uma implementação maior e que as clínicas de Macau ainda estão a equacionar se faz sentido investir no Interior.

15 Set 2026

Filipinas | 76 mortos em incêndio em ‘ferry’

O número de mortos no incêndio que atingiu um ‘ferry’ filipino subiu para 76, depois de terem sido encontrados mais 41 corpos a bordo do navio, disse sábado a guarda costeira.

Os corpos vão ser transportados para um porto da estância turística de Coron, na província de Palawan, declarou a porta-voz da guarda costeira, comodoro Noemie Cayabyab, em comunicado.

As autoridades das Filipinas disseram que estão à procura do comandante do ‘ferry’ onde deflagrou na quarta-feira, perto da ilha de Coron. A porta-voz da Guarda Costeira, Noemie Cayabyab, referiu anteriormente em conferência de imprensa que, de acordo com a investigação em curso, o comandante poderá estar entre os 43 sobreviventes.

As autoridades pretendem ouvir o capitão da embarcação para determinar a eventual responsabilidade no acidente. Cayabyab referiu antes que não se descarta a possibilidade de um crime de negligência por parte da tripulação.

“Sem dúvida, o capitão tem uma responsabilidade e uma obrigação legal”, afirmou Cayabyab numa intervenção transmitida através das redes sociais.

De acordo com as investigações, o incêndio começou no porão de carga do ‘ferry’, que partiu na terça-feira de Manila para uma viagem que devia demorar cerca de 12 horas. As causas do acidente ainda não foram determinadas, mas, em poucos minutos, as chamas envolveram a embarcação, onde viajavam 115 passageiros e 17 tripulantes.

Tragédias recorrentes

Na sexta-feira, as autoridades conseguiram aceder, pela primeira vez, ao navio de passageiros e recuperar os restos mortais de 30 pessoas, elevando o número de mortos confirmados para 35.

As equipas de emergência continuam ainda o trabalho de recuperação de corpos no interior do navio, que foi rebocado para perto da costa de Corón, na província turística de Palawan, no mar do Sul da China, para facilitar as operações.

Os acidentes marítimos nas Filipinas causam todos os anos dezenas de vítimas, a maioria em naufrágios causados por mau tempo, incumprimento das normas de segurança, manutenção deficiente dos equipamentos ou sobrecarga.

14 Set 2026