Hoje Macau EventosACERT | Companhia portuguesa traz teatro a Macau A Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT) faz 50 anos e acaba de estabelecer relações mais próximas com Macau e Guiné-Bissau, dois territórios que passam a integrar a história de parcerias entre comunidades. A ACERT promete trazer ao território, em Outubro, os espectáculos “O Bosque” e “Queres que eu te conte” Foto: Daniel Nunes Macau e Guiné-Bissau vão passar a integrar a história de encontros e relações entre comunidades da Associação Cultural e Recreativa de Tondela (ACERT), que está a comemorar 50 anos de vida. Em Outubro e Novembro, a companhia Trigo Limpo Teatro ACERT fará digressões internacionais a Macau e à Guiné-Bissau, levando os espectáculos “O Bosque” e “Queres que eu te conte”, num final de ano que será também preenchido por três dezenas de espectáculos e outras iniciativas. “Estes são os espectáculos mais portáteis e que trabalham a nossa memória de Tondela e a nossa memória portuguesa e para nós é importante mostrá-los”, explicou a actriz Ilda Teixeira, durante a apresentação da programação para a última temporada do ano. Segundo a actriz, em Macau, de 12 a 25 de Outubro, os dois espectáculos serão apresentados em escolas (entre elas a Escola Portuguesa de Macau) e no Centro Cultural de Macau, haverá encontros com vários grupos locais e momentos de formação teatral e musical. De 24 de Novembro a 1 de Dezembro, a equipa da ACERT estará na Guiné-Bissau para participar no festival de teatro “Djintis”, promovido pelo Ur-GENTE — Centro de Formação em Artes Cénicas Transdisciplinar de Bissau, que é financiado pela organização não-governamental Vida. “É um grupo muito recente. Querem receber formação e saber das experiências que outros grupos de teatro têm nos seus países de origem”, contou Ilda Teixeira. A actriz avançou que a ideia é dar continuidade a esta ligação com a Ur-GENTE, com a coprodução de um espectáculo de teatro em 2030, que trará actores da Guiné-Bissau até Tondela, no distrito de Viseu. Ligação à lusofonia O Trigo Limpo já apresentou espectáculos em países como Angola, Cabo Verde, Brasil, Moçambique, Luxemburgo, Bélgica, Grécia e Alemanha. Entre Setembro e Dezembro, a associação de Tondela convida o público para 12 propostas de teatro, música, circo, cinema e artes visuais, às quais que se junta o programa do Festival Internacional de Teatro da ACERT (FINTA), com os seus 17 espectáculos de companhias de cinco países (a apresentar posteriormente). Apesar da digressão nacional intensa, com apresentações em Tomar, Montemuro, Caldas da Rainha, Seia, Santa Comba Dão, Coimbra, Vila Real, Covilhã, Viseu, Águeda e Guarda, para Tondela o Trigo Limpo está a preparar a estreia, na sexta-feira, do espectáculo “Voar no tempo”, uma produção que conta com a companhia espanhola/argentina Voalá e com a Orquestra Smooth. O espectáculo de teatro musical foi criado especialmente para a abertura da Feira Industrial e Comercial de Tondela (FICTON) e para celebrar os 50 anos da ACERT, com o apoio do município. No Parque Urbano de Tondela irão juntar-se teatro, bailado aéreo e pirotecnia, durante o espectáculo que também conta com a participação do Ensemble de Cordas do Conservatório de Música e Artes do Dão, da Filarmónica Tondelense, do Coral Polifónico da Casa do Povo de Tondela e de artistas locais. O director artístico da ACERT José Rui Martins explicou que o objectivo foi “haver uma única equipa a trabalhar no mesmo sentido” no processo de criação. “É um espectáculo cuja dramaturgia, e também a parte musical, incide sobretudo nas ansiedades locais, ou seja, no grande amor pela terra, pelo nosso chão”, frisou o responsável, acrescentando que “é uma dramaturgia extraordinariamente acessível”. A ópera para bebés “A Casinha de Chocolate”, da Associação Setúbal Voz, o café-concerto “Livre|Mente”, de Ariana Neves, o espectáculo de teatro-circo “Pharol 54”, de Thorsten Grütjen (Tosta Mista/Caracol Cultural), “Black Box – Uma Saga Familiar”, de Hugo Torres, e “Partida, Lagarta, Fugida!”, de Catarina Caetano, são outras propostas até ao final do ano.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHK / Incêndio | Acusadas duas empresas e quatro pessoas A tragédia que atingiu as torres residenciais em Tai Po causando mais de 160 mortos continua a ser investigada. Conclusões deverão ser apresentadas em Outubro O Governo de Hong Kong acusou duas empresas e quatro pessoas de usarem materiais não-retardantes e violarem normas de segurança nas obras de reparação que causaram o pior incêndio registado na cidade desde 1948. O Departamento de Edifícios apresentou na quarta-feira 259 acusações contra o empreiteiro principal das obras, Prestige Construction & Engineering, e a consultora Will Power Architects, assim como contra um inspector e três directores das duas empresas. Os quatro, juntamente com outras três pessoas, já tinham sido, em 10 de Junho, acusados de 25 crimes, incluindo homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude, branqueamento de capitais, tentativa de obstrução à justiça e fraude fiscal. As autoridades sublinharam que foram também removidas janelas resistentes ao fogo ao longo das escadas de emergência para criar aberturas de acesso temporárias, permitindo que o fumo e o fogo invadissem os sete edifícios do complexo de Wang Fuk. Também na quarta-feira, o Departamento do Trabalho apresentou 25 acusações contra a Prestige Construction & Engineering, a Power Architects e uma pessoa devido à morte de cinco trabalhadores do empreiteiro durante o incêndio. A lei da região semiautónoma chinesa prevê que a negligência na execução de obras pode ser punida com uma multa de até 500 mil dólares de Hong Kong e uma pena máxima de 18 meses de prisão. O fogo, que deflagrou em 26 de Novembro e se prolongou por mais de 44 horas, matou 168 pessoas no complexo de habitação pública de Wang Fuk, situado na zona de Tai Po, nos Novos Territórios, onde viviam 4.600 pessoas. Em Dezembro, o líder do Governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, criou um comité independente de investigação, com a missão de completar um relatório, em nove meses, sobre “as causas do incêndio” e “apresentar recomendações para prevenir incidentes semelhantes”. Em Junho, o advogado principal da comissão, Victor Dawes, disse que dois grupos de peritos, a trabalhar de forma separada, concluíram que o elevado número de mortes no incêndio teria sido “totalmente evitável”. A líder da divisão de ciências forenses do laboratório público de Hong Kong, Lee Wing-man, disse que a causa mais provável do incêndio terão sido pontas de cigarro fumadas por trabalhadores. Em 18 de Agosto, o comité liderado por David Lok Kai-hong, juiz do Tribunal de Primeira Instância do Supremo Tribunal de Hong Kong, adiou para o final de Outubro a entrega do relatório final. O comité sublinhou que realizou 30 sessões diárias de audiências, entre Março e Julho, onde ouviu depoimentos orais de 80 testemunhas e relatórios periciais. A polícia deteve 22 pessoas por suspeita de homicídio voluntário, além de outras seis por suspeita de fraude. A agência anticorrupção deteve ainda 23 pessoas, incluindo consultores, empreiteiros e membros da associação de condóminos.
Hoje Macau China / ÁsiaImportações africanas de motociclos eléctricos chineses disparam As importações africanas de motociclos e veículos eléctricos de três rodas provenientes da China aumentaram fortemente no primeiro semestre de 2026, uma evolução que evidencia diferenças na transição para a mobilidade eléctrica no continente. Os veículos de duas e três rodas representam uma parcela significativa dos veículos que circulam nas estradas africanas e são amplamente utilizados para fins comerciais. A substituição dos motores a gasolina e gasóleo por eléctricos poderá, assim, reduzir o consumo de combustíveis e a poluição atmosférica nas cidades. Países do Norte de África como Marrocos, Egipto e Argélia lideraram o aumento de 60 por cento das importações africanas, que atingiram 114,6 milhões de dólares no primeiro semestre. A região tornou-se um importante destino para ‘scooters’ eléctricas chinesas totalmente montadas. Os investimentos em empresas emergentes de veículos eléctricos estão, por outro lado, concentrados na África Oriental e Central, onde várias empresas estão a construir unidades locais de montagem, redes de troca de baterias e estruturas destinadas ao mercado de motociclos comerciais. Marrocos liderou as importações no primeiro semestre, com 80.188 unidades, no valor de 21,7 milhões de dólares, seguido pelo Egipto e pela Argélia. Mudanças em curso A Spiro, maior empresa africana de motociclos eléctricos, captou mais de 348 milhões de dólares em investimentos no último ano, enquanto outras empresas estão a investir na montagem local e em redes de troca e carregamento de baterias destinadas aos mercados de mototáxis e entregas. Tom Courtright, investigador não residente do African Tech Futures Lab, um centro de investigação dedicado às tecnologias emergentes em África, explicou que fabricantes chineses fornecem muitos dos motociclos eléctricos utilizados na África Oriental e Ocidental, mas empresas locais adaptam-nos às necessidades comerciais e gerem as infraestruturas energéticas. A troca de baterias permite aos condutores substituir uma bateria descarregada em vez de esperar pelo carregamento do veículo, tornando o sistema mais adequado para quem depende dos motociclos para obter o rendimento diário. Courtright considerou que os motociclos eléctricos deverão sobretudo substituir modelos a gasolina, em vez de expandirem significativamente o mercado total, embora os menores custos de utilização e manutenção possam aumentar a procura em cerca de 20 por cento.
Hoje Macau SociedadeMPay | PJ alerta para nova burla A Polícia Judiciária (PJ) alertou ontem a população para uma nova burla por SMS, em que os criminosos se fazem passar por representantes da plataforma de pagamentos electrónicos MPay. Segundo um comunicado, os burlões enviam SMS às pessoas a afirmar que o endereço IP associado à conta de MPay tem um problema, pelo que os utilizadores precisam de actualizar as informações com os dados pessoais. A mensagem indica igualmente que se os dados não forem actualizados a conta pode ser classificada como de risco. No formulário com os dados pessoais, indicado através de uma hiperligação, é pedido aos residentes que revelem a palavra-passe, a palavra-passe de transacção e o código de verificação. Os dados são depois utilizados pelos burlões para controlar a conta das vítimas e fazerem transacções de grande valor sem autorização. Entre 4 e 9 de Setembro, a PJ recebeu 14 denúncias de residentes burlados. As perdas totais atingiram 93 mil patacas, com os casos individuais a variarem entre 190 e 14 mil patacas.
Hoje Macau SociedadeARTM | Vida saudável promovida em torneio de basquetebol A Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) organiza no sábado e domingo um torneio de basquetebol, ao abrigo do Projecto Be Cool. Segundo um comunicado emitido pela ARTM, a iniciativa foi concebida para promover um estilo de vida saudável entre adolescentes e melhorar as suas competências sociais e pessoais. “Para além da actividade física, o evento reforça a resiliência emocional, promove o controlo dos impulsos e fomenta um sentimento de pertença, factores que funcionam como elementos protectores contra comportamentos de risco”, completa a associação. O torneio, que terá lugar na Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional, arranca amanhã às 14h depois da cerimónia de abertura, com os jogos a terminarem às 18h. No domingo, a bola começa a rolar às 10h, com os jogos finais marcados para as 15h30, seguidos da entrega de prémios aos vencedores.
Hoje Macau Manchete PolíticaLíngua portuguesa | Macau e Portugal retomam diálogo sete anos depois A presidente do Instituto Camões (IC) destacou que a reunião de ontem da Subcomissão Mista de Língua Portuguesa e Educação marca a retoma do diálogo entre Portugal e Macau, após sete anos de interregno. “Foi um momento muito significativo, é a revitalização, a retoma de um diálogo que não acontecia desde 2019”, sublinhou Florbela Paraíba, num evento realizado no consulado-geral de Portugal no território. A Comissão Mista Portugal-Macau não se reúne desde antes da pandemia, “um interregno maior” que Paraíba justifica não apenas com a covid-19, mas também com várias mudanças nos governos de Portugal e da região chinesa. A presidente do IC sublinhou que, desde que Macau voltou a abrir as fronteiras, no início de 2023, houve “importantes momentos de visitas bilaterais que fortaleceram a relação” com Portugal. Mas a diplomata disse que os dois lados reconheceram a existência de “pontos onde há muito a fazer”, dando como exemplo o reforço da formação contínua e maior investimento em tradutores e intérpretes. Paraíba apontou como meta “revitalizar a rede de geminações” entre escolas de Macau e de Portugal, que disse ser “muito importante”, também para a região chinesa, onde o português é língua oficial, mas o cantonês é dominante. A presidente do IC defendeu ainda mais parcerias e intercâmbios e estágios, tanto para “um maior acesso ao ensino do mandarim em Portugal” como para dar mais oportunidades a alunos de Macau que queiram estudar português. O território chinês “tem todas as condições” para apostar num “bilinguismo efectivo” e assim “transformar um legado histórico em oportunidades concretizadas”, sublinhou a diplomata. Dominar a língua portuguesa representa para os residentes de Macau uma vantagem, disse Paraíba, tendo em conta o papel que a China atribuiu à cidade, de plataforma de serviços económicos e comerciais com os mercados lusófonos. Mista adiada No mesmo evento, o cônsul de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, disse esperar que a reunião de ontem sirva de “antecâmara para a desejada reunião da Comissão Mista que esperemos se realize daqui a pouco tempo”. Em Setembro de 2025, o primeiro-ministro português Luís Montenegro disse, durante uma visita à região chinesa, que a Comissão Mista Portugal-Macau iria reunir-se em Fevereiro, algo que não chegou a acontecer. Montenegro e o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, voltaram a encontrar-se em Abril passado, em Lisboa, mas da visita não saíram quaisquer novidades sobre a retoma da Comissão Mista. Em 10 de Junho, durante a cerimónia do Dia de Portugal, Sam Hou Fai anunciou que espera realizar este ano, em Macau, a 7.ª reunião da Comissão Mista e garantiu que a região fará “todos os preparativos necessários” para o encontro.
Hoje Macau China / ÁsiaSudeste asiático | Países reforçam acção contra a tuberculose Os países da região do sudeste asiático da Organização Mundial da Saúde (OMS), reunidos em Díli, comprometeram-se ontem a reforçar a acção para eliminar a tuberculose, que afecta mais de quatro milhões de pessoas nesta zona do mundo. “A tuberculose pode ser tratada e prevenida, mas continua a tirar, todos os anos, centenas de milhares de vidas na nossa região e a empurrar famílias para a pobreza”, afirmou o responsável interino da OMS para a região do sudeste asiático, Nilesh Buddha. O acordo foi decidido durante a 79.ª sessão do comité regional da OMS para o Sudeste Asiático, que decorre até hoje em Díli, capital de Timor-Leste. “Temos as ferramentas para mudar esta trajectória. O que precisamos é de garantir que essas ferramentas cheguem a todas as pessoas que necessitam, de forma mais precoce, equitativa e integrada em cuidados primários de saúde de qualidade”, salientou o responsável da organização das Nações Unidas. Dados da OMS, indicam que a região do sudeste asiático foi responsável por 34 por cento dos novos casos de tuberculose no mundo em 2024. Em 2024, foram registados 3,68 milhões de novos casos e 433 mil mortes. Na sessão do comité, os países concordaram reforçar a detecção precoce e completa dos casos de tuberculose através dos serviços de saúde, do rastreio sistemático e da procura activas de casos entre as populações de alto risco e de grupos com menos acesso aos serviços de saúde e a introdução da vacina. Segundo a OMS, a introdução da vacina contra a tuberculose em 2028 poderá evitar cerca de 1,45 milhões de novos casos e evitar 300 mil mortes até 2030. No Relatório Global da Tuberculose de 2024 da OMS indica-se que Timor-Leste registou 6.171 casos em 2023, o que reflecte o impacto do reforço da vigilância epidemiológica, o que permitiu reduzir em 55 por cento o número de mortes relacionados com a doença.
Hoje Macau China / ÁsiaTimor-Leste em negociações da fronteira marítima com Indonésia O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, afirmou ontem que a quinta ronda de negociações sobre a delimitação da fronteira marítima com a Indonésia será realizada em Singapura. “Relativamente à fronteira marítima, seguimos o direito internacional. Eles [Indonésia] pediram para concluir o processo em Dezembro. Nós voltaremos a analisar a questão e eles solicitaram que as negociações decorram em Singapura. Estamos à espera de chegar a Singapura para avaliar melhor a situação”, afirmou Xanana Gusmão. O líder timorense falava aos jornalistas no aeroporto de Díli, após regressar da Indonésia, onde decorreu na semana passada quarta ronda de negociações. Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro, divulgado na semana passada, indicava que a quinta ronda de negociações estava marcada para Díli. A delimitação da fronteira marítima com a Indonésia é uma prioridade nacional para Timor-Leste para completar a definição permanente das suas fronteiras marítimas, após ter alcançado em Março de 2018 um acordo com a Austrália. Com a Indonésia estão em discussão quatro segmentos marítimos, nomeadamente no sul, no Mar de Timor, nas partes oeste e leste, e no norte, junto ao enclave de Oecusse, que apresenta questões específicas por estar totalmente rodeado pelo território da Indonésia. As negociações incluem também dois troços marítimos na zona norte de Timor-Leste, nomeadamente nas águas entre Batugade e a ilha de Ataúro, bem como através do Estreito de Wetar até à ilha de Jaco. “Por vezes queremos avançar rapidamente, mas a fronteira marítima não é uma questão simples. É por isso que continuamos as discussões, procurando compreender os fundamentos de cada lado e apresentando também os nossos argumentos”, afirmou Xanana Gusmão. Por terra Paralelamente às negociações sobre a fronteira marítima, Timor-Leste e Indonésia continuam também as negociações relativas à fronteira terrestre, com especial atenção à área de Citrana-Naktuka, no enclave de Oecusse. “Sobre a fronteira terrestre, nós ainda não concordamos em alguns pontos e eles também não concordam em outros. Por isso, ainda não foi assinado nenhum acordo”, declarou Xanana Gusmão. Mas, o primeiro-ministro salientou que Timor-Leste prefere seguir os acordos históricos estabelecidos entre Portugal e a Holanda. As fronteiras terrestres também deverão voltar à mesa das negociações em Dezembro.
Hoje Macau China / ÁsiaPeru | Pequim responde a Rubio e defende transparência dos investimentos O Governo chinês afirma que todos os investimentos realizados no país sul-americano são transparentes e cumprem as leis locais A China defendeu ontem que os investimentos no Peru são “transparentes” e respeitam a legislação local, após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, acusado projectos apoiados por Pequim de ameaçarem a transparência e segurança dos dados. A missão diplomática chinesa reagiu a um artigo de opinião de Rubio publicado no mesmo dia no jornal peruano El Comercio, no qual afirmou que “os projectos apoiados pelo Partido Comunista Chinês ignoram os quadros jurídicos do Peru e ameaçam a transparência e a segurança dos dados”. O secretário de Estado da Administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, referia-se ao litígio iniciado contra o Estado peruano pela transportadora marítima estatal chinesa Cosco, proprietária do porto de Chancay, construído no Peru com um investimento de 1,3 mil milhões de dólares. A empresa pretende ficar excluída da supervisão e controlo das tarifas, argumentando que se trata de um porto privado e não de uma concessão estatal. A embaixada chinesa em Lima afirmou através das redes sociais que o investimento da China no Peru “é transparente e está em conformidade com a lei”, com uma carteira de 30 mil milhões de dólares que, segundo a representação diplomática, “traz oportunidades de desenvolvimento, emprego, receitas fiscais, excedente comercial e reservas internacionais, sem gerar um único cêntimo de dívida”. “Os investimentos e as operações de todos os países no Peru devem estar sob a jurisdição do Estado peruano. Em particular, se as vendas recentes geraram níveis significativos de endividamento para o Peru, deveriam estar sujeitas ao mesmo padrão de transparência”, sustentou a embaixada. Parceiros de longa data A missão diplomática destacou ainda que “a China se mantém há 12 anos consecutivos como o maior parceiro comercial do Peru e o Peru é o terceiro maior país exportador da América Latina para a China”, acrescentando que “a cooperação comercial bilateral assenta no princípio do benefício mútuo e dos ganhos partilhados”. Segundo a embaixada, o excedente comercial acumulado pelo Peru nas trocas com a China atingiu 52 mil milhões de dólares desde a entrada em vigor, em 2010, do acordo de comércio livre entre os dois países, citando dados do Ministério do Comércio Externo e Turismo peruano. “Espera-se que o Protocolo de Atualização do Acordo de Comércio Livre China-Peru entre em vigor em breve. O mercado chinês abre as portas aos produtos peruanos que cumprem os requisitos”, acrescentou. Sobre a política migratória, a embaixada lembrou que “os cidadãos peruanos com passaportes comuns podem visitar a China sem visto e permanecer durante 30 dias” para fins de comércio, turismo, visitas familiares, intercâmbios ou trânsito. “A China abre as portas e recebe o povo peruano de braços abertos. Então, por que razão os peruanos, ao solicitarem um visto para determinado país, têm de se submeter a controlos rigorosos e até enfrentar ameaças de cancelamento dos vistos de toda a família?”, questionou a missão diplomática, numa referência aos Estados Unidos. Rubio chegou ontem a Lima e reúne-se hoje com a Presidente peruana, Keiko Fujimori, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Espá, no âmbito de uma visita que inclui também Colômbia e Equador, entre 08 e 10 de Setembro.
Hoje Macau China / ÁsiaJiangxi | Sobe para 13 o número de mortos em deslizamentos de terra O número de mortos numa série de deslizamentos de terra que atingiram no sábado a província de Jiangxi, no sudeste da China, aumentou para 13, enquanto três pessoas continuam desaparecidas, noticou ontem a agência oficial Xinhua. Um dos deslizamentos ocorreu cerca das 04:00 de sábado, na localidade de Gaoping, no distrito de Suichuan, após vários dias de chuvas intensas associadas ao tufão Saudel, e causou até agora 12 mortos e um desaparecido. As chuvas fortes e persistentes provocaram também deslizamentos nas localidades de Zuo’an e Tanghu, no mesmo distrito, onde uma pessoa morreu e outras duas estão desaparecidas. O deslizamento em Gaoping envolveu mais de 30.000 metros cúbicos de terras e afectou 12 habitações, oito das quais ficaram completamente destruídas, enquanto as restantes quatro sofreram danos. As operações de socorro avançaram na madrugada de domingo, quando as equipas conseguiram reabrir por completo a estrada de acesso à aldeia de Mingkeng, onde ocorreu o deslizamento, permitindo a entrada progressiva de maquinaria pesada. As buscas prosseguem na zona da catástrofe, actualmente dividida em quatro áreas para optimizar os trabalhos, com 170 elementos das equipas de socorro mobilizados. Além da procura pelos desaparecidos, as autoridades estão a reforçar as vias de acesso e a adoptar medidas para prevenir novos deslizamentos. O portal noticioso Yicai informou ontem que, até ao final da tarde de terça-feira, mais de 15.000 residentes do distrito de Suichuan tinham sido retirados para locais seguros. Saudel, cujos remanescentes provocaram fortes precipitações depois de o ciclone ter perdido intensidade, afectou um total de 161.500 pessoas em Jiangxi. As chuvas associadas ao sistema provocaram também esta semana inundações na vizinha província de Fujian, onde mais de uma centena de habitações ruíram.
Hoje Macau China / ÁsiaÓbito | Morreu Tung Chee-hwa, primeiro líder de Hong Kong após transição Tung Chee-hwa, o primeiro líder de Hong Kong após a transferência da antiga colónia britânica para a China, em 1997, morreu aos 89 anos, anunciou ontem o seu gabinete. O antigo magnata do sector dos transportes marítimos, nascido em Xangai, foi escolhido por Pequim para assumir o cargo de Chefe do Executivo do território, função na qual enfrentou uma série de crises. Tung Chee-hwa “faleceu pacificamente na presença dos seus amados familiares” na terça-feira, segundo um comunicado. Ele “dedicou a sua vida, com um compromisso inabalável, a servir a Nação e a RAE [Região Administrativa Especial] de Hong Kong. Os seus contributos, marcados pela integridade, compaixão e dignidade, serão recordados por muito tempo”, acrescentou o seu gabinete. Tung nasceu em Xangai, a 29 de Maio de 1937, numa das famílias mais ricas da China no sector do transporte marítimo. Segundo a sua biografia oficial, a família mudou-se para Hong Kong em 1947. Depois de se ter licenciado em engenharia naval pela Universidade de Liverpool, no Reino Unido, em 1960, trabalhou nos Estados Unidos antes de se juntar ao negócio da família em Hong Kong, em 1969. Tung assumiu o negócio da família após a morte do pai, em 1981. Quatro anos depois, a empresa estava à beira da falência, mas foi salva graças à intervenção do Governo chinês, em 1986. Em 1985, Tung integrou um comité encarregado de ajudar a redigir a Lei Básica — a ‘miniconstituição’ de Hong Kong, que rege a antiga colónia britânica desde a transferência para a China em 1997. Ascendeu na carreira política, trabalhando tanto no órgão consultivo político de Pequim como no governo de Hong Kong. Lançado com relutância à liderança de Hong Kong no momento crucial da transferência de soberania, devido aos seus laços estreitos com Pequim, viveu um mandato tumultuoso de oito anos à frente da cidade. Tung deixou o cargo em 2005, dois anos antes do final do segundo mandato, alegando problemas de saúde, e foi sucedido pelo adjunto, Donald Tsang Yam-kuen.
Hoje Macau EventosGaleria Tap Seac | Mostra sobre general Ye Ting a partir de amanhã A Galeria do Tap Seac acolhe, a partir de amanhã, a mostra “Luz e Espada: Obras Fotográficas do General Ye Ting”, uma iniciativa do Instituto Cultural (IC) que visa comemorar os 130 anos do nascimento desta figura histórica. Segundo um comunicado do IC, esta exposição é coordenada pelo Museu de Macau, contando com a colaboração da Associação de Estudos de Ye Ting de Macau. A inauguração está marcada para as 10h30. Com esta mostra pretende-se que o público reviva “os anos tumultuosos dos antigos revolucionários”, a fim de poder “apreciar o seu espírito inabalável”. Segundo a mesma nota, o general Ye Ting foi um dos fundadores do Exército de Libertação do Povo Chinês e comandante do Novo Quarto Exército. Nutria um profundo interesse pela fotografia e, sobretudo na fase em que foi comandante do Novo Quarto Exército, deixou um valioso acervo de imagens documentais de guerra. A mostra divide-se em três áreas, como “Um Vislumbre da sua Vida”, “Fotografia no Campo de Batalha” e “Anos em Macau”. Podem ver-se 300 imagens históricas e fotografias do general Ye Ting, sendo possível revisitar a sua carreira militar durante a Expedição do Norte, a Revolta de Nanchang, a Revolta de Guangzhou e a Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa. A exposição revela ainda “o seu apoio ao trabalho de resistência contra a Agressão Japonesa em Macau e a sua enorme contribuição para a libertação nacional e a causa do rejuvenescimento do país”. Esta iniciativa pode ser visitada e vista até ao dia 31 de Outubro deste ano.
Hoje Macau EventosSemana do Cinema Chinês em Portugal de 18 a 20 de Setembro em Lisboa A longa-metragem “Her story”, da realizadora e argumentista Shao Yihui, premiada no festival de Xangai 2025, é um dos cinco filmes da Semana do Cinema Chinês em Portugal, que vai decorrer em Lisboa, de 18 a 20 de Setembro. Com sessões marcadas para o Cinema Ideal e o Cinema Fernando Lopes, a Semana do Cinema Chinês, concentrada num único fim de semana, promete cinco produções “recentes, de diferentes géneros e com distintas abordagens sobre a sociedade e a cultura chinesas contemporâneas”. A programação abre na sexta-feira, dia 18, no Cinema Ideal, com “A Table for Two”, da argumentista e realizadora Wu Jing, uma produção deste ano seleccionada para o Student Film Festival de Pequim, que também será exibida no dia seguinte, no Cinema Fernando Lopes. A longa-metragem de animação “Nobody” (2025), de Yu Shui, abre a programação do segundo dia. Recorde de bilheteira, tendo por base um conto tradicional chinês, o filme foi produzido pelo histórico Shanghai Animation Film Studio, fundado na década de 1950, que esteve encerrado durante a Revolução Cultural, de 1966 a 1976. “Her story” (2024), de Shao Yihui, um dos filmes mais premiados do cinema asiático no ano passado, encerra a programação de sábado, dia 19. Entre a comédia e o drama, acumulou 48 prémios, em pouco mais de um ano, incluindo o de melhor filme chinês, no Festival de Cinema de Xangai, e o de melhor realização da associação chinesa de realizadores. Para o último dia, ficam “Writer’s Odyssey II” (2025), filme de acção de Lu Yang, espécie de ‘blockbuster’ chinês, e a produção independente de orçamento reduzido “Water Flows” (2026), de Bian Zhuo, que encerra a programação. Uma parceria “Water Flows”, outro filme presente no festival, é uma história de luto e reconciliação, tendo sido distinguido como melhor filme na competição de Novos Talentos do Festival de Cinema de Xangai, assim como no festival de Hong Kong, e obteve o prémio do público no Festival de Cinema Alula, em Los Angeles. O realizador, Bian Zhuo, formado nos Estados Unidos, na Academia das Artes de São Francisco, tem em desenvolvimento um novo projecto, um ‘road movie’ dedicado a expressões tradicionais de teatro das minorias étnicas do sul da China. A Semana do Cinema Chinês resulta de uma parceria entre o Festival Internacional de Cinema de Xangai e a Associação Il Sorpasso – responsável pela organização da Festa do Cinema Italiano -, com apoio da Film Administration de Xangai e da China Film Administration. A sessão de abertura, no Cinema Ideal, conta com a presença da produtora Jessica Chen e de representantes do Festival de Xangai e da Film Administration de Xangai. Todas as outras sessões realizam-se no Cinema Fernando Lopes.
Hoje Macau SociedadeCitigroup | Receitas de jogo devem crescer 12% Em Setembro, as receitas brutas do jogo deverão crescer 12 por cento, para cerca de 20,5 mil milhões de patacas. A previsão foi feita pelo banco de investimento Citigroup, num relatório citado pela Rádio Macau. Segundo os dados apresentados, nos primeiros seis dias do mês a receita média diária atingiu 633 milhões de patacas. O número representa uma descida de 10 pro cento em comparação com a média diária observada durante o mês de Agosto, embora reflicta uma subida de 4 por cento face ao período homólogo do ano transacto. A redução em termos mensais é encarada como normal, dado o funcionamento do mercado. As estimativas de crescimento para Setembro depois de um mês de Agosto, em que a receita bruta do jogo se fixou nos 21,9 mil milhões de patacas, o que representa um recuo homólogo de 1,2 por cento.
Hoje Macau SociedadeFestival Gastronomia | Nova edição a 20 de Novembro Foram ontem anunciadas as datas da 26.ª edição do Festival da Gastronomia de Macau, que se vai realizar entre os dias 20 de Novembro e 6 de Dezembro, na Praça do Lago Sai Van. A comissão de organização revelou as datas ao canal chinês da Rádio Macau, referindo que deverão estar no certame 150 negócios de comida, com uma zona de estacionamento aberta ao público. O presidente da comissão, Chan Chak Mo, ex-deputado à Assembleia Legislativa e empresário, apontou que esta zona de estacionamento fica entre a Praça do Lago Sai Van e Rua Sul de Entre Lagos, disponibilizando mais de 200 lugares para carros e motos. Desta forma, espera-se atrair mais visitantes, sobretudo famílias que se deslocam nas suas viaturas.
Hoje Macau SociedadeZhong Nanshan alerta que Inteligência Artificial não pode substituir médicos O principal especialista médico e epidemiologista chinês, Zhong Nanshan, afirmou ontem que a inteligência artificial (IA) não pode substituir os médicos, uma vez que os doentes necessitarão sempre do julgamento clínico de profissionais humanos. “Algumas pessoas, incluindo figuras como Jack Ma [fundador da gigante chinesa do comércio electrónico Alibaba], disseram que haverá cada vez menos médicos no futuro”, afirmou Zhong. “Isso está errado. A IA pode auxiliar, mas não pode substituir os médicos, o julgamento clínico ou a empatia que definem um bom médico”, acrescentou o epidemiologista, que se tornou conhecido durante a pandemia de covid-19. O especialista de 89 anos, que é também director do Laboratório Conjunto China-Portugal em Inteligência Artificial e Tecnologias de Saúde Pública, falava durante um evento académico na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST). Zhong reconheceu que a IA pode ser útil para a aprendizagem profunda e análise de dados, nomeadamente para ajudar a classificar sintomas de ansiedade, doenças físicas ou sofrimento emocional, “especialmente em jovens que podem reagir mal quando pressionados pelos pais ou quando enfrentam pressão escolar”. Dependência excessiva No entanto, o profissional alertou contra uma dependência excessiva da tecnologia: “A IA não pode substituir os médicos no que diz respeito à saúde mental”. “O que se passa na sua mente? A IA não sabe isso. Isso requer julgamento humano e compaixão humana”, sublinhou. “Não sou favorável a confiar inteiramente na IA para resolver tudo”, afirmou o especialista, enfatizando que “muitas competências básicas devem ser dominadas por si próprio. Só depois de as dominar é que poderá saber como usar a IA.” Durante um evento na MUST, Zhong partilhou exemplos bem-sucedidos de aplicações de IA em cirurgia clínica, mas alertou que integrar a IA com a medicina tradicional chinesa (MTC) apresenta desafios significativos. “A MTC não tem padrões absolutos”, explicou. “Diferentes escolas de pensamento e diferentes profissionais experientes podem ter opiniões diferentes sobre a mesma condição. Alguns podem chamar-lhe ‘humidade-calor’, outros ‘humidade-vento’, outros ‘humidade-frio’. É muito difícil estabelecer um padrão único”, sublinhou.
Hoje Macau SociedadeCEM | Lançado plano de subsídios A Companhia de Electricidade de Macau (CEM) acaba de lançar a nova ronda do “Programa de Subsídio para Melhoria de Instalações Eléctricas em Edifícios Antigos”, contando com a injecção, por parte dos accionistas, de 30 milhões de patacas. Segundo um comunicado, “será dada prioridade às zonas baixas afectadas pelas cheias e edifícios residenciais com mais de 30 anos”. Na prática, a CEM oferece um subsídio de mais de 80 por cento, sendo que cada proprietário paga apenas 1.000 patacas pela mudança dos contadores da luz.
Hoje Macau PolíticaUTM reforça internacionalização com PLP e Espanha A Universidade de Turismo de Macau (UTM) está a reforçar a estratégia de internacionalização, com atenção voltada para Espanha e um novo acordo de formação de docentes com Moçambique, disse ontem à Lusa a reitora da instituição. Fanny Vong notou que a recém-assinada parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Moçambique, “é um grande momento para a UTM”. “Esta é uma importante relação estratégica com os países de língua portuguesa (PLP)”, complementou. A parceria consiste num programa de desenvolvimento de quadros qualificados que promove bolsas, formação avançada e intercâmbio académico para docentes e estudantes. Com a iniciativa, assinada em 3 de Setembro, a UTM está a “formar e ajudar a valorizar o capital humano” daquele país africano, notou a reitora, referindo que, neste momento, três membros do corpo docente da UEM estão matriculados em programas de mestrado da UTM. Além de Moçambique, está a ser ainda debatida uma parceria com Angola: “A ONU Turismo pôs-nos em contacto com o Ministério do Turismo de Angola, porque o país está a construir escolas profissionais na área do turismo e gostariam de colaborar connosco neste projecto”, avançou. Portugal, lembrou Vong, também integra a rede internacional da UTM, através, por exemplo, de um programa com o ISCTE de duplo certificado de mestrado. Daqui ao mundo A internacionalização vai servir também o novo desígnio do Governo de Macau, que pretende reforçar o papel da região como plataforma de ligação à China e ao mundo hispânico. Nesse contexto, a UTM vai assinar para a semana um acordo com a Escola Universitária de Turismo, Hotelaria e Gastronomia, ligada à Universidade de Barcelona, indicou ainda Vong à agência Lusa. “Consideramos que esta é uma oportunidade, uma vez que a política do Governo de Macau é muito favorável. Temos vindo a procurar parceiros sólidos em Espanha”, notou, referindo que existe já trabalho conjunto com a instituição suíça Les Roches Global Hospitality Education, “que tem um campus em Espanha”. Estes projectos vão agora ganhar novo fôlego com o apoio financeiro da concessionária do jogo MGM China, que doou ontem um milhão de patacas à Fundação de Desenvolvimento da UTM. Além de “permitir consolidar e expandir ainda mais o palco internacional da UTM”, a reitora diz que a doação deverá ser canalizada para melhorar a qualidade do ensino, aumentar a produção científica, além de permitir “ampliações ou renovações de infraestruturas”. Vong sublinhou ainda a “longa colaboração com os resorts integrados em Macau”, que assumiu beneficiarem com a formação de quadros universitários. Além da MGM, estão já previstos acordos semelhantes com outras operadoras de jogo, incluindo Galaxy, Sands China e Melco, disse ainda Fanny Vong.
Hoje Macau Grande Plano MancheteMao Zedong | A morte do Grande Timoneiro, 50 anos depois Mao Zedong morreu a 9 de Setembro de 1976, marcando uma mudança política profunda no país. 50 anos depois, a data não se reflectiu em cerimónias oficiais na China, embora Mao nunca tenha deixado de ter importância ou de ser uma figura política omnipresente no país Cinquenta anos depois da morte de Mao Zedong, a China deixou ontem passar a efeméride sem cerimónias oficiais ou destaque na imprensa estatal, apesar da omnipresença simbólica do fundador da República Popular. Nas páginas da agência noticiosa oficial Xinhua, do Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), ou do Global Times, o aniversário estava ausente dos principais destaques durante a manhã. Contudo, no mausoléu erguido no centro da praça Tiananmen, onde o corpo embalsamado de Mao permanece exposto, o horário foi prolongado em três horas e as reservas para toda a semana estão esgotadas. Por seu lado, a Xinhua dedicou uma ampla cobertura aos 90 anos da vitória da Longa Marcha, outro marco da história revolucionária chinesa. A agência estatal tem ainda uma reportagem fotográfica sobre o local de onde partiu o Exército Vermelho para a Longa Marcha, em Yudu, na província de Jiangxi, e que é hoje ponto turístico para muitos. O local tem um museu que serve de memorial a este episódio histórico, descrevendo a Xinhua que as autoridades de Yudu têm “aproveitado os abundantes recursos turísticos relacionados com a temática revolucionária para diversificar as experiências turísticas, promovendo tanto a herança do espírito da Longa Marcha como o desenvolvimento do turismo local”. A realidade é outra Mao permanece ainda hoje na paisagem política chinesa. O seu retrato continua afixado sobre a Porta da Paz Celestial, junto à Praça Tiananmen, no centro de Pequim, o rosto figura em todas as notas de renminbi e o “Pensamento Mao Zedong” integra a ideologia oficial do PCC. O seu legado permanece ainda indissociável das campanhas políticas que marcaram os seus quase 30 anos no poder e, sobretudo, da Revolução Cultural (1966-1976), lançada na última década da sua vida. Apresentada como uma campanha para “aprofundar a luta de classes sob a ditadura proletária”, a Revolução Cultural mobilizou milhões de jovens Guardas Vermelhos contra alegados “revisionistas”, “reacionários” e “inimigos de classe”, mergulhando o país numa década de purgas, perseguições e violência. O académico e comentador chinês Zhang Hongliang argumentou à agência Lusa, no entanto, que aquela foi “a única altura em que os pobres na China foram tratados com dignidade”. “Tinham habitação e educação gratuita e boas pensões. E, acima de tudo, a coragem para se erguerem perante burocratas e intelectuais” – então designados de “inimigos de classe” -, descreveu. Professor de Economia na Central University for Nationalities, em Pequim, Zhang é um dos mais proeminentes representantes da extrema-esquerda chinesa, uma facção que se bate pelo regresso da China à ortodoxia maoista. O derramamento de sangue constituiu uma “necessária intervenção cirúrgica na sociedade chinesa”, disse. Yu Xiangzhen tinha 13 anos quando se juntou aos Guardas Vermelhos e começou a perseguir professores e outros “inimigos de classe”. “Ninguém encarava as nossas acções como erradas, nem sequer parava para pensar, limitava-me a seguir ordens superiores”, contou. Para aquela adolescente, Mao “era como um deus”. “Acima do partido” O próprio PCC classificou posteriormente a Revolução Cultural como um grave erro, mas nunca repudiou o homem que fundou a RPC e devolveu a dignidade e a soberania à China. Isso ajuda, em parte, a explicar por que razão, meio século depois, a sua figura permanece indispensável à legitimidade política do regime. Sob a liderança do actual Presidente Xi Jinping, regressaram ainda conceitos associados à era Mao, incluindo a unidade ideológica, a centralização do poder e o espírito de “luta”, embora especialistas rejeitem uma equivalência entre os dois líderes. “Mao estava acima do Partido”, enquanto Xi é “um homem do Partido por inteiro”, explicou Jean Christopher Mittelstaedt, professor da Universidade de Zurique. A nostalgia é visível nas gerações mais antigas. Num antigo complexo habitacional maoista de Pequim, Zhang Qiwei lamentou a sociedade produzida por quase cinco décadas de reformas económicas, iniciadas após a morte do fundador da República Popular. “O povo está dividido; existe um materialismo excessivo”, afirmou. “No tempo de Mao, trabalhava-se arduamente sem se pensar em dinheiro. Lutava-se por um ideal comum”, acrescentou. O legado de Deng Dois anos depois da morte de Mao Zedong, a China entrava num período de Reforma e Abertura de que Deng Xiaoping foi um dos protagonistas. Apesar de Mao ter designado Hua Guofeng para a liderança do partido, a verdade é que Deng ascendeu no poder em 1978. A sua estátua de bronze encontra-se hoje no topo do parque Lianhua Hill Park, em Shenzhen, demonstrando a importância desta figura política para o país. Nos 120 anos do nascimento de Deng, celebrados em 2024, a Xinhua destacou, em reportagem, os seus grandes feitos. Numa reportagem da agência foi entrevistado Lan Zongguo, camponês de 58 anos natural de Huaqiao, cidade de Guang’an, terra natal de Deng Xiaoping. E este destacou que “as reformas lideradas pelo falecido dirigente chinês colocaram tigelas de arroz nas mãos das suas quatro irmãs”. Huaqiao é hoje conhecida pela produção de arroz, mas, nos anos 70, havia ainda escassez e muitas normas patriarcais que condicionavam a produção agrícola. Assim, Lan era o único membro da família autorizado a comer a modesta ração de arroz, lê-se na reportagem. “À hora do jantar, era o único dos filhos a receber uma tigela de arroz. As minhas duas irmãs mais velhas comiam silenciosamente a sua porção de papa de milho, enquanto as minhas irmãs mais novas se juntavam à minha volta, na esperança de conseguir uma colherada de arroz”, contou. Deng Xiaoping foi responsável não só pela implementação das Zonas Económicas Especiais, que deram um impulso à zona sul do país e a uma maior industrialização, como também criou, no início da década de 80, o “sistema de responsabilidade por contrato familiar”, reforma que atribuía terras colectivas a famílias individuais, permitindo aos agricultores gerir a sua própria produção e ficar com a maior parte das colheitas. Foi isso que trouxe mais comida à família de Lan. A Xinhua descreve ainda como o “processo de Reforma e Abertura liderado por Deng deu início à histórica transformação da China, que passou de uma economia planificada, com um Produto Interno Bruto per capita de cerca de 200 dólares norte-americanos, para a segunda maior economia do mundo”. Shenzhen tornou-se, em 1980, numa das primeiras ZEE do país, o que permitiu que empresas estrangeiras instalassem fábricas na cidade. Um dos exemplos foi a “gigante da televisão” Konka, fundada em 1980 em Shenzhen, e que “começou por produzir televisores a preto e branco para responder à crescente procura interna de produtos electrónicos de consumo”. Zhou Bin, presidente do grupo Konka, disse à Xinhua que a ZEE foi de extrema importância para o crescimento de uma economia de mercado. “Ao permitir que as empresas tivessem acesso a recursos estrangeiros, o processo de reforma e abertura criou um ambiente mais favorável à inovação, o que, por sua vez, acelerou o desenvolvimento social e económico da China”, afirmou. A.S.S. / Lusa
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Revisão em alta de crescimento do PIB do segundo trimestre O Governo japonês reviu ontem em alta o crescimento do produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, entre Abril e Junho, para 0,4 por cento face aos três meses anteriores. O consumo privado, que representa cerca de 60 por cento da economia do país asiático e que, nos dados preliminares divulgados em Agosto, permaneceu inalterado, cresceu 0,1 por cento, segundo os dados revistos publicados pelo Governo japonês. As exportações, que nos números preliminares registaram um aumento de 0,5 por cento, foram, no entanto, revistas em baixa, para um crescimento de 0,4 por cento, enquanto as importações passaram de uma queda inicialmente estimada em 1,5 por cento para uma contração de 1,7 por cento. No quinto trimestre consecutivo de crescimento da economia japonesa, a despesa pública foi ligeiramente revista em alta, para 1,7 por cento, face aos 1,6 por cento anteriormente anunciados. Em termos homólogos, a economia japonesa cresceu 1,4 por cento, três décimas acima dos 1,1 por cento estimados inicialmente. Os dados são divulgados pouco mais de uma semana antes da reunião mensal de política monetária do Banco do Japão (BoJ), numa altura em que os mercados antecipam uma nova subida das taxas de juro, para o nível mais elevado em décadas.
Hoje Macau China / ÁsiaPyongyang | Destacada “aliança invencível” com a Rússia A inauguração de uma ponte rodoviária entre as duas nações foi o pretexto para a propaganda norte-coreana enaltecer a relação entre Pyongyang e Moscovo A Coreia do Norte qualificou ontem a aliança com a Rússia como “invencível”, após a inauguração da primeira ponte rodoviária entre os dois países, num contexto do reforço das relações bilaterais económicas e militares. “Com base numa sólida parceria estratégica abrangente e numa aliança invencível, foi concluída com sucesso a ponte rodoviária sobre o rio Tumen, que liga as localidades fronteiriças de Rason [Coreia do Norte] e Khasan [Rússia]”, informou ontem a agência estatal norte-coreana KCNA, com referência a uma cerimónia realizada na véspera. A infraestrutura, com pouco mais de um quilómetro de comprimento, foi construída sobre o rio Tumen, na região russa de Primorsky, no Extremo Oriente russo e, segundo a Rússia, permitirá a passagem diária do posto fronteiriço de até 300 veículos. A KCNA salientou que a nova via facilitará a circulação de pessoas, o turismo e o transporte de mercadorias, além de reforçar a cooperação económica. O evento decorreu simultaneamente em Rason e Khasan, com a participação por videoconferência, a partir de Pyongyang, do primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae-song, e, a partir de Moscovo, do homólogo russo, Mikhail Mishustin, informou a agência. As obras tiveram início em Abril do ano passado, depois de receberem, em 2024, a aprovação do Presidente russo, Vladimir Putin, e do homólogo norte-coreano, Kim Jong-un. Até agora, os dois países apenas estavam ligados por via terrestre através da ferrovia. Laços reforçados Moscovo e Pyongyang têm vindo a reforçar laços desde 2024, na sequência da assinatura de um acordo entre os líderes dos dois países, que inclui uma cláusula de defesa mútua em caso de agressão. As autoridades sul-coreanas estimam que, desde Outubro de 2024, Pyongyang tenha destacado cerca de 15.000 soldados de combate para apoiar Moscovo na guerra contra a Ucrânia, além de ter fornecido armamento e equipamento militar.
Hoje Macau China / ÁsiaQatar | China reforça laços e apoia papel no Médio Oriente Pequim manifestou ontem disponibilidade para aprofundar a cooperação energética com o Qatar e apoiou o papel de mediação de Doha no Médio Oriente, face aos esforços diplomáticos para reduzir as tensões e garantir a navegação no Estreito de Ormuz. O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, transmitiu estas posições durante uma reunião realizada em Pequim com o homólogo do Qatar e ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, que efectua uma visita oficial de dois dias à China. Li afirmou que Pequim pretende aprofundar com Doha a cooperação nas áreas da energia tradicional e renovável, infraestruturas, inteligência artificial (IA) e finanças, assim como promover os investimentos entre os dois países, segundo um comunicado oficial chinês. No plano diplomático regional, o dirigente chinês afirmou que a China “apoia o Qatar no seu papel de mediação” perante a situação no Médio Oriente e manifestou a disponibilidade de Pequim para trabalhar com Doha, outros países da região e a comunidade internacional para favorecer “o rápido restabelecimento da paz e da tranquilidade” na região. Diplomacia activa Mohammed manifestou a vontade do Qatar de aprofundar com a China a cooperação nas áreas do comércio, alta tecnologia e indústria transformadora avançada e defendeu a abertura de uma nova “década dourada” nas relações bilaterais, segundo o comunicado chinês. Antes da viagem, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, adiantou à agência oficial QNA que a visita abordaria os principais desenvolvimentos regionais e os esforços diplomáticos para reduzir as tensões, além da necessidade de garantir a segurança e a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. A visita coincide com os esforços diplomáticos de Doha para reduzir as tensões entre os Estados Unidos e o Irão e manter aberto o estreito, uma rota estratégica para o abastecimento energético mundial. O Irão afirmou na segunda-feira que as conversações com Omã sobre um mecanismo temporário destinado a permitir a passagem segura pelo estreito se encontravam na fase final, enquanto Teerão confirmou que uma delegação do Qatar tinha visitado o país no domingo, no âmbito dos esforços de desanuviamento. A crise afecta particularmente o Qatar, que afirmou na segunda-feira que a guerra provocou uma queda de 90 por cento no fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) proveniente dos países do Golfo e de 77 por cento no fornecimento de petróleo. O Estreito de Ormuz é também crucial para Pequim, uma vez que cerca de 45 por cento do petróleo e do gás importados pela China atravessavam esta rota marítima em tempos de paz.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Exportações crescem 25% em Agosto As exportações chinesas cresceram 25 por cento em agosto, em termos homólogos, impulsionadas pela procura de produtos tecnológicos e pelas encomendas antes do Natal, apesar das persistentes tensões comerciais e de perturbações causadas por tufões. Segundo dados divulgados ontem pelas alfândegas chinesas, as exportações atingiram 401,44 mil milhões de dólares, superando a previsão média de crescimento de 21,93 por cento dos economistas consultados pela plataforma de informação financeira Wind. As importações aumentaram 28,2 por cento, em termos homólogos, para 282,36 mil milhões de dólares, também ligeiramente acima dos 28,07 por cento antecipados pelos analistas. O excedente comercial da segunda maior economia mundial atingiu assim 119,09 mil milhões de dólares em Agosto, contra 112,5 mil milhões de dólares no mês anterior. O sector exportador chinês tem mantido um forte desempenho este ano, beneficiando da expansão mundial da Inteligência Artificial (IA) e do aumento das preocupações com a segurança energética associado aos conflitos regionais, incluindo a guerra no Irão, que impulsionaram as vendas externas de produtos como baterias e semicondutores.
Hoje Macau EventosMuseu de Arte de Macau recebe oficinas artísticas para crianças O Museu de Arte de Macau (MAM) vai organizar a “Arte Sem Fronteiras – Oficina para Crianças”, entre Outubro e Dezembro deste ano. Segundo um comunicado do Instituto Cultural (IC), o programa integra sete sessões destinadas a crianças e jovens dos 4 aos 16 anos, tendo como objectivo “incentivá-los a observar e imaginar a arte clássica através da fusão de formas de arte tradicionais e contemporâneas”. Pretende-se também a exploração “das diversas expressões da arte contemporânea e a experimentar as infinitas possibilidades da criação”. As inscrições já começaram e estão abertas até ao dia 27 de Setembro, podendo ser feitas na plataforma da Conta Única de Macau. Segundo a mesma nota, as oficinas focam-se nas pinturas da província de Guangdong do período da dinastia Qing e também nas obras de Mio Pang Fei, pioneiro do Neo-Orientalismo em Macau. Desta forma, os participantes são levados a “apreciar a delicadeza das pinceladas da pintura tradicional e as técnicas abstractas da arte moderna, bem como a explorar práticas artísticas criativas que integram métodos clássicos e contemporâneos”. Sessões para adolescentes Há cinco sessões disponíveis para inscrição, sendo que uma delas se intitulada “Uma Aventura Através do Tempo e do Espaço – Oficina Criativa de Arte para Crianças”, em chinês e inglês, para crianças dos 5 aos 10 anos. Já a “Rapsódia Oriental – Oficina Criativa para Jovens” destina-se a adolescentes dos 11 aos 16 anos, na qual irão explorar “ricas texturas através de diversos meios, desde a arte bidimensional à tridimensional, para criar pinturas abstractas com estilo pessoal”. Por sua vez, a “Fundindo Passado e Presente, Oriente e Ocidente – Oficina Criativa para Pais e Filhos” é adequada para crianças dos 4 aos 6 anos acompanhadas pelos pais, permitindo-lhes partilhar “uma ressonância criativa através da comparação entre pinceladas tradicionais e traços abstractos”. Cada oficina tem a duração de 12 horas e uma taxa de 240 patacas, realizando-se no Espaço Zero, no rés-do-chão do MAM, ou no Quadrado de Arte, no rés-do-chão do Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau.