Hoje Macau SociedadeCovid-19 | Dez pessoas infectadas em lares de idosos Os Serviços de Saúde revelaram o registo de três casos colectivos de covid-19 em lares de terceira idade, com um total de 10 infectados, um deles obrigando a internamento da doente infectada. A primeira ocorrência aconteceu no Asilo Santa Maria, com quatro utentes do sexo feminino infectadas. Também nesse dia, no Asilo de São Francisco Xavier, houve um total de três infectadas. O terceiro caso foi registado dois dias depois, no Lar de Cuidados Especiais da Obra das Mães e também teve três infectados, dois do sexo feminino e um do masculino. “Uma doente do Asilo de São Francisco Xavier necessitou de internamento, apresentando um estado clínico estável”, foi indicado pelos Serviços de Saúde. “Não foram registados casos graves ou outras complicações relativamente às restantes doentes”, foi acrescentado. “Os Serviços de Saúde irão monitorizar rigorosamente e acompanhar a situação de saúde dos indivíduos infectados e não infectados”, foi prometido.
Hoje Macau Manchete SociedadeCrime | Polícia agredido no Cotai quando estava em serviço Um inspector da Polícia Judiciária em serviço foi agredido e assaltado no Cotai, na passada quinta-feira, por um grupo de homens. Os sete indivíduos foram detidos no sábado e são suspeitos de roubo, ofensas à integridade física e danos criminais A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem que um dos seus inspectores foi agredido e assaltado, na semana passada, por vários homens. O incidente ocorreu na última quinta-feira, pelas 22h, na zona do Cotai, adiantou o porta-voz da PJ em conferência de imprensa. O agente agredido estava a realizar uma investigação na área quando foi abordado por um indivíduo que lhe perguntou o que estava ali a fazer. A vítima foi “então rodeada por um grupo de pessoas que o atacaram com murros e bofetadas” explicou o porta-voz da PJ, acrescentado que “os agressores roubaram também um telemóvel avaliado em 4.500 patacas”. A PJ declarou ainda que, para não comprometer a investigação, “o agente não revelou de imediato a sua identidade” aos agressores. O investigador sofreu ferimentos no pescoço e nas mãos durante o ataque levado a cabo por um dos suspeitos e o seu telemóvel ficou danificado. “Após a vítima ter revelado a identidade, os agressores fugiram. A vítima encontrou mais tarde o telemóvel nas proximidades, mas este apresentava danos graves,” afirmou a PJ em comunicado. Conhecimentos posteriores A polícia disse ainda que um dos suspeitos, ao tomar conhecimento sobre a identidade da vítima, mudou imediatamente de atitude e, “sob pretexto de ajudar” o agente a procurar o telemóvel, permitiu que os restantes suspeitos fugissem. Este suspeito também fugiu logo que teve oportunidade. Sete suspeitos do sexo masculino – três residentes e quatro trabalhadores migrantes – foram detidos no sábado, nas zonas da Taipa e de Coloane. Foram presentes ao Ministério Público sob suspeita de roubo, ofensas à integridade física e danos criminais, informou a PJ. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, do grupo de três residentes, um está ligado ao sector imobiliário e dois são empresários; enquanto os restantes não-residentes são dois homens de nacionalidade tailandesa, um filipino e um cidadão do Interior da China. O jornal Ou Mun descreve ainda que um dos homens de nacionalidade tailandesa terá agarrado por trás o agente policial pelo pescoço, enquanto os restantes começaram as agressões e danificaram o telemóvel. Só depois de se identificar como agente policial os homens pararam os actos violentos e dispersaram do local. Contrabando | Interceptados cigarros no valor de 600 mil patacas Entre terça-feira e sexta-feira da semana passada, os Serviços de Alfândega (SA) apreenderam cerca de 260 mil cigarros electrónicos e 200 mil cigarros, avaliados em 600 mil patacas. As apreensões foram feitas no Aeroporto Internacional de Macau, quando 14 pessoas tentaram entrar no território vindas do Japão. Segundo os SA, os produtos contrabandeados corresponderiam ao pagamento de 300 mil patacas em impostos. Os cigarros foram apreendidos nas bagagens de mão e do porão dos diferentes passageiros. Os interceptados eram todos residentes do Interior, com idades entre os 24 e 58 anos. Foram instaurados seis processos no âmbito das apreensões, que ainda estão a ser investigados. Os visados podem ser multados num valor que pode chegar às 100 mil patacas. Além disso, as autoridades estão a investigar eventuais violações à lei do controlo do tabagismo.
Hoje Macau SociedadeTibete | Residente perde orelha devido a choque eléctrico Um residente de Macau viu ser-lhe amputada a orelha esquerda depois de ter sofrido um choque eléctrico numa viagem ao Tibete. Segundo noticiou a imprensa local, nomeadamente a TDM e o portal Macau News Agency, o homem, de apelido Chan, disse que o caso foi quase um “encontro com a morte”, conforme relato ao programa “Scoop”, da TVB. Chan viajava de carro com destino à cidade de Nyingchi, na zona sudeste do Tibete, integrado num grupo de oito pessoas. “Estávamos a passar por uma praia e saímos do carro para tirar fotografias, tal como qualquer outro viajante. Não havia guardas de segurança nem sinais de aviso evidentes. Era, essencialmente, uma área completamente aberta”, disse Chan. Este adiantou que “num piscar de olhos” sofreu “um choque eléctrico enquanto tirava fotografias. Foi divulgado um vídeo do incidente, que revela Chan bem-disposto até gritar de dor e cair no chão, tendo sido socorrido pelos companheiros de viagem. “A alta tensão percorreu a parte de trás do meu pescoço — a minha orelha esquerda — até ao resto do meu corpo, antes de sair pelos meus pés”, adiantou a vítima, que entrou em coma de imediato. Sofreu queimaduras e não foi possível salvar a orelha esquerda. Imagens divulgadas no programa “Scoop” mostram como Chan teve contacto com um cabo eléctrico instalado abaixo da altura padrão, que é de 1,8 metros. Um familiar de Chan disse ao mesmo programa que esta não é a primeira vez que um caso destes acontece devido à má instalação de cabos de electricidade. “O hospital onde o meu irmão esteve internado já recebeu muitas vítimas de choques eléctricos, algumas das quais são residentes locais em condições ainda mais graves”, disse.
Hoje Macau PolíticaCondução | Recusada entrada a 4 mil cidadãos chineses O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) declarou, em comunicado, que recusou a entrada em Macau a cerca de quatro mil cidadãos da China continental entre Janeiro deste ano e 20 de Junho devido às infracções de trânsito. A mesma nota dá conta que o CPSP realizou uma triagem de dados e reforçou as inspecções à entrada do território, verificando que estes quatro mil condutores não correspondiam aos critérios de entrada, já que não conseguiram mostrar documentos de transporte válidos. Noutras situações, os condutores não deixaram o território mediante as condições decretadas nos vistos, ou então entraram e saíram de Macau várias vezes com o intuito de ficarem na RAEM. O CPSP diz ter reforçado a fiscalização no Posto Fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau juntamente com as autoridades do Interior da China e que estes trabalhos estão a ser bem sucedidos tendo em conta a realização da 13ª Reunião Ministerial do Turismo da APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation).
Hoje Macau PolíticaFormação | Encerramentos preventivos levantam dúvidas Os deputados esperam que o Governo clarifique o mecanismo de suspensão dos centros de formação particulares, assim como os efeitos desta opção legislativa para todos os envolvidos. A questão foi abordada ontem pelo deputado e presidente da 2ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, Ip Sio Kai, durante a discussão da futura lei do regime jurídico dos centros de aperfeiçoamento particulares. A suspensão dos centros é uma da possibilidade de sanção prevista no diploma legal, no qual também constam a aplicação de multas que podem variar entre 2 mil patacas e 100 mil patacas. Segundo o mesmo deputado, citado pelo jornal Ou Mun, espera-se que antes da aprovação do diploma o Governo explique o impacto para os alunos, professores e funcionários da sanção de suspensão dos centros. Em particular, os deputados também querem saber se os alunos vão continuar a pagar propinas durante a suspensão. Os deputados da 2ª Comissão Permanente esperam também que o Executivo explique o mecanismo de suspensão preventiva dos centro, igualmente previsto no diploma.
Hoje Macau China / ÁsiaApesar de apoios, Hong Kong bate recorde negativo de nascimentos O secretário para o Trabalho e Assuntos Sociais de Hong Kong, Chris Sun Yuk-han, revelou que as autoridades gastaram cerca de 1,44 mil milhões de dólares de Hong Kong desde que o subsídio para novos pais foi criado, em Outubro de 2023. Ainda assim, a cidade vizinha registou em 2025 o número de nascimentos mais baixo de sempre. Numa resposta escrita a questões do deputado Chu Lap-wai, Chris Sun disse que o Executivo recebeu quase 72.300 candidaturas, das quais menos de 71.900 foram aceites. O Governo lançou este subsídio único no valor de 20 mil dólares de Hong Kong para incentivar as famílias a terem filhos, num programa com a duração de três anos e que irá expirar em Outubro. Chris Sun disse que a revisão do programa “ainda está em curso, o que envolve a análise de dados e a realização de análises e considerações aprofundadas”, e prometeu ter em conta as opiniões e sugestões dos deputados e da população. Numa entrevista publicada na semana passada, o líder do Governo de Hong Kong, John Lee Ka-chiu, prometeu realizar uma consulta pública sobre o subsídio e outros incentivos à natalidade. Em Setembro, o Chefe do Executivo anunciou que, a partir de 2026, a isenção fiscal de 130 mil dólares de Hong Kong para novos pais ia ser prolongada de um para dois anos após o nascimento. Na entrevista ao jornal South China Morning Post, John Lee defendeu que os incentivos à natalidade representaram uma grande mudança de política, abandonando uma abordagem passiva. Aquando da criação do subsídio, o Executivo previu que poderia ajudar o número anual de nascimentos a atingir 39 mil, mais 20 por cento do que em 2022, altura em que Hong Kong vivia em plena pandemia da covid-19. Questão regional John Lee defendeu que o subsídio “obteve bons resultados, porque as taxas de fertilidade aumentaram”, numa referência à subida de 10 por cento no número de nascimentos em 2024, para 36.700. Mas no ano passado, Hong Kong registou cerca de 31.100 nascimentos, uma queda de 15,3 por cento e o valor mais baixo desde que há registos oficiais na antiga colónia britânica, em 1961. John Lee disse que o casamento tardio, impulsionado pela aposta das mulheres em carreiras profissionais ou académicas, e as mudanças culturais estão a limitar a eficácia dos incentivos. Recorde-se que Macau registou em 2025 2.871 recém-nascidos, também o menor número em quase meio século, disse, em Janeiro, o director substituto do hospital público da cidade, Tai Wa Hou. Em 2025, a China continental registou 7,92 milhões de nascimentos, um novo recorde negativo desde o ano da fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos, com 5,63 por cada mil pessoas.
Hoje Macau China / ÁsiaG7 | Trump quer concentrar-se na Coreia do Norte após acordo com Irão O Presidente sul-coreano, que se encontrou na semana passada com o homólogo norte-americano, afirmou que Donald Trump pretende agora concentrar-se na resolução da “questão norte-coreana”, após celebrar um memorando de entendimento com o Irão. “O Presidente Trump afirmou que chegou o momento de dedicar atenção à questão norte-coreana”, afirmou Lee Jae-myung aos jornalistas em Seul, revelando detalhes do encontro com o Presidente dos Estados Unidos durante a cimeira do G7 em Évian, França. O dirigente sul-coreano afirmou ainda ter dito a Trump que “as sanções e a pressão” impostas à Coreia do Norte devido ao programa nuclear eram ineficazes. “A eficácia das sanções diminuiu devido à cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia relacionada com a guerra na Ucrânia”, prosseguiu. “Mesmo uma ajuda modesta da Rússia é de grande utilidade para a Coreia do Norte”, acrescentou. No passado dia 14 de Junho, poucas horas depois de ter anunciado um acordo com o Irão, Trump publicou nas redes sociais uma fotografia sem legenda ao lado do líder norte-coreano Kim Jong-un, tirada durante o encontro entre os dois em Singapura, em 2018. Isto alimentou as especulações de que o Governo de Trump poderia agora voltar-se para a Coreia do Norte, que possui armas nucleares. Trump e Lee encontraram-se num jantar em Évian na semana passada, onde discutiram a rivalidade de longa data entre a Coreia do Sul e o vizinho do Norte, que possui armas nucleares. Lee escreveu na rede social X que os dois governantes tiveram “conversas aprofundadas sobre a paz na península coreana e as relações entre a Coreia e os Estados Unidos, tendo sido alcançados progressos significativos”. As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz, e estão separadas por uma zona desmilitarizada ao longo da qual se estende a fronteira.
Hoje Macau China / ÁsiaEconomia | Preços no Japão subiram 1,4% do passado mês de Maio O índice de preços ao consumidor (IPC) do Japão subiu em Maio 1,4 por cento em termos homólogos, ficando abaixo da meta de 2 por cento do Banco do Japão pelo quarto mês consecutivo, devido ao efeito dos subsídios aos combustíveis O aumento do indicador, que exclui os preços dos alimentos devido à elevada volatilidade, é idêntico ao registado no mês anterior, Abril, de acordo com os dados publicados na sexta-feira pelo Gabinete de Estatística do Ministério do Interior e das Comunicações. Os preços da energia continuaram a descer em Maio, com uma queda de 2,5 por cento em termos homólogos, na sequência da queda de 3,9 por cento em Abril e de 5,7 por cento em Março, devido aos efeitos contínuos da abolição dos impostos sobre a gasolina e gasóleo para mitigar os efeitos da inflação persistente sobre as famílias. O Japão implementou subsídios para controlar os preços da gasolina em torno dos 170 ienes (cerca de 8,5 patacas) por litro. O Parlamento japonês aprovou ainda, no início de Junho, um orçamento suplementar de 3,11 biliões de ienes (cerca de 154,6 milhões de patacas) para fazer face ao aumento dos preços da energia devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Washington e Teerão assinaram na semana passado um acordo para pôr fim à guerra, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, um enclave essencial para a economia mundial e, sobretudo, para a Ásia, devido à importância para o transporte de petróleo. Ponto por ponto A electricidade registou uma redução de 2,4 por cento em Abril, enquanto o gás ficou 1,7 por cento mais barato. A factura do cabaz de compras subiu 3,5 por cento em termos homólogos, excluindo os alimentos frescos, face aos 4,1 por cento registados em Março, num contexto de descida dos preços dos cereais (-0,9 por cento). Entre os sectores que registaram uma descida mais acentuada destacam-se a educação e as propinas, com quedas de 6,1 por cento e 10,7 por cento, respectivamente, tendo as despesas relacionadas com a educação também diminuído 8,4 por cento. O Banco do Japão (BoJ) aumentou na terça-feira para 1 por cento as taxas de juro de referência de curto prazo, o nível mais elevado em mais de três décadas, dando continuidade aos esforços para controlar os riscos de inflação decorrentes da subida dos preços do petróleo e da debilidade do iene.
Hoje Macau China / ÁsiaEquador | China vai receber 2,88 milhões de barris de petróleo O Equador vai exportar 2,88 milhões de barris de petróleo bruto no valor de mais de 313 milhões de dólares, segundo adjudicações esta sexta-feira pela petrolífera estatal Petroecuador, cujas entregas estão previstas para Julho e Agosto. A empresa estatal equatoriana informou que 1,44 milhões de barris de crude foram adjudicados à chinesa Petrochina International, enquanto 1,44 milhões de barris foram adjudicados à Unipec America, subsidiária da petrolífera chinesa Sinopec. As receitas estimadas decorrentes das adjudicações à Petrochina ascendem a 162 milhões de dólares e à Unipec, a 151 milhões de dólares, precisou a Petroecuador. A petrolífera equatoriana convidou mais de 35 empresas qualificadas e inscritas no Registo de Fornecedores da Direcção de Comércio Internacional a participar, o que, para a empresa estatal, garante “uma ampla concorrência sob critérios de transparência, competitividade, eficiência e maximização do valor dos recursos de hidrocarbonetos do país”. Para a determinação do preço de exportação do petróleo bruto equatoriano, utiliza-se como referência o índice internacional West Texas Intermediate (WTI), um dos principais indicadores do mercado petrolífero mundial. Com cerca de 470.000 barris de crude produzidos por dia, o petróleo é um dos principais produtos de exportação do Equador e um dos pilares do financiamento do orçamento geral do Estado.
Hoje Macau China / ÁsiaSemicondutores | Washington preocupada com transferência de tecnologia O Governo dos Estados Unidos manifestou à empresa neerlandesa ASML preocupação com a possibilidade de uma das suas máquinas mais avançadas para o fabrico de semicondutores ter chegado à China, noticiou na sexta-feira a Bloomberg. Segundo a agência, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, manifestou a preocupação aos altos dirigentes da ASML durante uma série de reuniões recentes. A preocupação centra-se num equipamento de litografia por ultravioleta extremo (EUV), considerado essencial para fabricar os semicondutores mais avançados e cuja exportação para a China está proibida pelos controlos impostos por Washington, com o apoio dos Países Baixos. A ASML rejeitou essa possibilidade e garantiu que nunca enviou uma máquina EUV para a China, nem componentes especificamente concebidos para esse tipo de sistemas. De acordo com a Bloomberg, a empresa recordou que estes equipamentos, com cerca de 180 toneladas, requerem instalação e manutenção permanente por parte dos seus próprios engenheiros, pelo que considera altamente improvável que algum tenha chegado ao país asiático sem o seu conhecimento. Nem o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, nem a Casa Branca, nem a ASML fizeram comentários adicionais sobre a informação da Bloomberg. A notícia surge num contexto de crescentes restrições norte-americanas destinadas a impedir que a China tenha acesso a tecnologia de ponta para o fabrico de chips. A preocupação de Washington surge meses depois de a Reuters ter noticiado que um grupo de antigos engenheiros da ASML participou no desenvolvimento de um protótipo chinês de máquina EUV, um projecto estratégico com o qual Pequim procura reduzir a dependência relativamente à tecnologia ocidental. Até ao momento, não há confirmação pública de que uma máquina EUV comercial da ASML tenha sido exportada ou introduzida na China, violando as restrições internacionais.
Hoje Macau China / ÁsiaAustrália | Tarifas de 55% à importação de carne depois de esgotada quota A China está a aplicar um direito aduaneiro adicional de 55 por cento às importações de carne de vaca proveniente da Austrália, depois de as remessas desse país terem esgotado a quota anual fixada por Pequim. Brasil, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia e Estados Unidos estão sujeitos ao mesmo sistema de quotas e tarifas As importações de carne de vaca australiana atingiram na semana passada 100 por cento da quota específica atribuída a esse país, de acordo com um aviso publicado na sexta-feira pelo Ministério do Comércio chinês, e a tarifa entrou em vigor no dia seguinte. A China aplica, desde 1 de Janeiro de 2026, medidas de protecção à carne de vaca importada, com quotas por país e uma tarifa adicional de 55 por cento para as remessas que excedam os volumes estabelecidos. A investigação que deu origem à medida foi iniciada em Dezembro de 2024 e concluiu que o aumento das importações de carne de vaca causou um “prejuízo grave” à indústria nacional, segundo o Ministério do Comércio. O sistema afecta grandes fornecedores como Brasil, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, e fixa para 2026 uma quota total de 2,69 milhões de toneladas para os países afectados pelas medidas de protecção impostas por Pequim, de acordo com dados recolhidos pela imprensa chinesa. O aviso publicado na sexta-feira surge depois de o Ministério do Comércio ter alertado este mês que as importações de carne de vaca australiana tinham atingido 90 por cento da quota anual e se aproximavam do nível que activaria a tarifa adicional. O ministério já tinha emitido, em Maio, um aviso semelhante sobre o Brasil, ao referir que as exportações de carne de vaca tinham atingido 50 por cento da quota anual. Faz o que digo O anúncio toca num sector sensível nas relações entre a China e o país da Oceânia: em Dezembro de 2024, a Austrália afirmou que Pequim tinha eliminado as últimas restrições que pesavam sobre a sua carne de vaca, ao permitir novamente as compras provenientes de dois matadouros que continuavam afectados por vetos anteriores. Desde 2020 que a China impõe vetos e direitos aduaneiros a produtos australianos como carvão, cevada, vinho, carne de vaca ou lagosta, depois de o anterior Governo australiano ter impulsionado uma investigação independente sobre a origem da covid-19. Desde a chegada ao poder do trabalhista Anthony Albanese, em 2022, ambos os países retomaram os contactos de alto nível e Pequim tem vindo a levantar as restrições comerciais, embora persistam atritos em áreas como o Indo-Pacífico, Taiwan, a cibersegurança e a influência chinesa no Pacífico.
Hoje Macau EventosReconhecidos promotores oficiais de património cultural intangível Macau anunciou o reconhecimento de oito pessoas como promotores oficiais de património cultural intangível, com Miguel de Senna Fernandes incluído na lista pela sua promoção do teatro em patuá, um dialecto crioulo de origem portuguesa. O patuá é um sistema linguístico criado pela comunidade luso-descendente de Macau ao longo dos últimos quatrocentos anos, tendo o português como base, mas misturando-o com malaio, cantonense, inglês e espanhol. Após a terceira reunião plenária do Conselho do Património Cultural, a presidente do Instituto Cultural de Macau, Deland Leong Wai Man, anunciou que o departamento recebeu mais de 10 candidaturas, e que, “depois da avaliação, seleccionou oito pessoas para integrar a lista” de transmissores de património intangível de nível nacional em Macau. Os transmissores de património são: Tsang Tak Hang, de Escultura de Imagens Sagradas em Madeira; Ng Peng Chi, da Música Ritual Taoista; Au Kuan Cheong, de Canções Narrativas; Chan Kin Chun, da Crença e Costumes de A-Má; Cheang Kun Kuong e Ip Tat, da Crença e Costumes de Na Tcha; Lo Seng Chung, da Crença e Costumes de Tou Tei; e Henrique Miguel Rodrigues de Senna Fernandes, do Teatro em Patuá. “Ao longo dos anos, este grupo de transmissores tem continuado a promover a protecção do património cultural imaterial de Macau”, afirmou Leong. Prémios transmitidos Após o reconhecimento, os transmissores podem receber apoios, financiamento e um certificado por parte do Governo, para “promoverem melhor” o património cultural imaterial. Quando questionada sobre o orçamento para prémios e apoios aos oito transmissores agora reconhecidos, Leong Wai Man disse que o valor dos prémios ainda está a ser definido. A responsável acrescentou que o inventário do património imaterial de Macau conta actualmente com 24 elementos e lembrou que, anteriormente, já foram anunciadas 19 unidades de protecção.
Hoje Macau Eventos ManchetePatuá | Lançado novo dicionário para despertar interesse das novas gerações O dicionário foi lançado pelo investigador Raul Leal Gaião com o apoio da Universidade de Macau durante o 2º Fórum Internacional das Línguas Chinesa e Portuguesa O investigador português Raul Leal Gaião lançou um novo dicionário do crioulo de Macau, o patuá, que está “gravemente ameaçado de extinção”, segundo a Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Embora o patuá “já não seja exactamente uma língua viva”, Gaião disse esperar que a obra “desperte o interesse pela língua para que continue a ser estudada e compreendida, sobretudo pela nova geração de macaenses”. O académico recordou que o patuá foi criado ao longo dos últimos 400 anos no seio dos macaenses, uma comunidade euro-asiática composta sobretudo por luso-descendentes e com raízes no território. “Papiá Nôsso Língu, Dicionário de Patuá di Macau” foi publicado com o apoio da Universidade de Macau e apresentado no início do 2º Fórum Internacional das Línguas Chinesa e Portuguesa, que decorreu em Macau. Gaião disse que os três volumes representam uma extensão de um primeiro dicionário, lançado em 2019, então apenas a partir de um levantamento dos escritos de José dos Santos Ferreira. Mais conhecido por Adé (1919-1993), escreveu poesia, novelas e teatro em patuá e é considerado um dos expoentes literários dos macaenses, juntamente com o escritor Henrique de Senna Fernandes (1923-2010). O novo dicionário integra outras fontes, sublinhou Raul Leal Gaião, incluindo o trabalho do filho de Henrique, Miguel de Senna Fernandes, encenador do grupo Dóci Papiaçám, que uma vez por ano leva a palco uma peça de teatro em patuá. Comparação com Malaca As definições das expressões incluem, quando possível, uma comparação com o crioulo de Malaca, uma cidade portuária da Malásia onde, ainda hoje, vivem cerca de dois mil descendentes de portugueses, no chamado Bairro Português. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) considera o patuá como “gravemente ameaçado”, o nível antes da extinção. O patuá começou a desaparecer devido à obrigação de aprendizagem do português nas escolas, imposta pela administração portuguesa, assim como ao estigma em torno do crioulo. “Era considerada uma língua das ‘nhonhas’ [mulheres em patuá] e das pessoas pouco instruídas”, lamentou Raul Leal Gaião. A publicação do dicionário é “muito bom” para a língua patuá, disse a macaense Anabela Ritchie, primeira mulher a ocupar a presidência da Assembleia Legislativa de Macau (1992-1999). “Espero que se torne uma obra de referência para os estudiosos da nossa língua”, acrescentou Ritchie, que falou em patuá durante o fórum. A antiga professora revelou ainda que o portal Macanese Families (‘Famílias Macaenses’), que reúne informação sobre a diáspora da comunidade, pretende usar o dicionário para “registar o patuá falado”. Apesar de não haver certeza sobre quantas pessoas dominam o crioulo, em Macau ou na diáspora, Ritchie disse que ainda tem familiares “que não aprenderam português e só falam o que restou do patuá”. Sobre o futuro do crioulo, a macaense garantiu ser “uma optimista por natureza” e apontou para o “interesse muito grande” dos jovens em aprender patuá para participar nas peças do Dóci Papiaçám di Macau.
Hoje Macau PolíticaEconomia | Johnson Ian defende a substituição de TNR Johnson Ian, ex-candidato a deputado, considerou que o grande prémio para o consumo nas zonas comunitárias tem um impacto cada vez menor na promoção da economia local. A reacção surge depois da ronda mais recente da iniciativa ter terminado na passada quinta-feira, e consta na coluna de opinião publicada no jornal Sou Pou. Num cenário em que há cada vez maiores dificuldades de consumo, Johnson Ian apontou que a solução para os problemas da economia terá de passar pela substituição dos trabalhadores não-residentes (TNR) por trabalhadores locais. O também ex-jornalista defende que só com um mercado de emprego estável para os residentes é possível haver confiança no futuro e aumentar o nível de consumo. Ian também argumenta que actualmente o número de cerca de 180 mil TNR ainda é demasiado elevado, e que muitos residentes locais sofrem concorrência desleal em termos do valor do salário e de outras exigências no acesso aos postos de trabalho. O ex-candidato a deputado também criticou a eficácia das feiras e sessões de emparelhamento de emprego realizadas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Segundo as contas feitas por Ian, se as feiras tivessem sido bem sucedidas na contratação de residentes teriam criados 30 mil novos empregos. Johnson Ian defende assim que é necessário o Governo reduzir de forma razoável o número de TNR nas categorias de empregos em que existem recursos locais para desempenhar as funções.
Hoje Macau Grande Plano MancheteRefugiados | Pedidos de asilo congelados com esperas intermináveis O camaronês Kennang Augustin Ferdinand está em Macau desde 2011 e há 15 anos que aguarda resposta para o pedido de asilo. A Cáritas Macau defende que, numa altura em que o mundo se fecha cada vez mais a refugiados, a Ásia pode assumir um “papel solidário” Reportagem de Catarina Domingues, agência Lusa Kennang Augustin Ferdinand, camaronês a aguardar resposta a pedido de asilo há 15 anos, é símbolo de um impasse que a Cáritas Macau alerta ser global: num mundo que se fecha, a Ásia pode assumir papel solidário. É fácil o desencanto. Mas hoje Kennang sente confiança. Depois de finalmente ser entrevistado em francês, língua materna, com apoio de um tradutor, pela Comissão dos Refugiados de Macau, o activista de 58 anos restituiu algum “conforto e esperança” à monotonia dos dias. O encontro em Março de 2025, diz agora à Lusa, permitiu esmiuçar o que o trouxe a Macau, expor cicatrizes. “Pude finalmente usar as palavras certas para contar a minha história”, diz. “Deram-me tempo para mostrar tudo, marcas específicas no corpo, que comprovam que fui profundamente torturado”, prossegue. Kennang chegou a Macau em 2011, com o auxílio de um bispo com ligações à Cáritas. A organização humanitária contactou então o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), em Hong Kong, que apresentou o caso do camaronês à Comissão para os Refugiados de Macau. Foram precisos 12 anos para ser ouvido pelo comité, responsável pela instrução dos processos de reconhecimento ou de perda do estatuto de refugiados e elaboração da proposta de decisão – a última palavra pertence ao chefe do Governo. Nessa primeira entrevista, em 2023, falou em inglês. Longa espera Kennang fez parte, a partir dos anos 1990, do movimento de estudantes conhecido como “Parlamento” – na Universidade Yaoundé – ligado ao partido da oposição Frente Social Democrática (SDF). Já em Macau, aderiu ao Movimento para o Renascimento dos Camarões (CRM, oposição) quando percebeu que “a SDF colaborava com o Governo ditatorial de Paul Biya”. Membros desta formação política garantiram, numa declaração enviada para Macau, que, se regressar a casa, o camaronês corre o risco “de ser morto ou torturado”, conta o próprio. A Lusa pediu à advogada do camaronês em Macau acesso ao documento – que segundo Kennang foi solicitado recentemente pela Comissão dos Refugiados como prova adicional – mas sem sucesso. Alegando razões profissionais, a defesa disse não poder fazer comentários sobre o processo. Depois da entrevista em Março de 2025, Kennang não voltou a ser contactado. “Talvez por nunca ter sido atribuído em Macau estatuto de refugiado a ninguém”, sugere o camaronês como possível causa do impasse. Silêncio completo É possível confirmar este facto no portal ‘online’ do ACNUR. Desde a aprovação em Macau da lei de reconhecimento e perda do estatuto de refugiado, em 2004, não foi concedida esta protecção em Macau. A Direcção dos Serviços de Identificação do território confirmaram também à Lusa não ter, até à data, emitido títulos de identidade para refugiados. A Lusa nunca conseguiu falar sobre o caso com a presidente da Comissão dos Refugiados, a delegada do procurador do Ministério Público Leong Weng Si, apesar de vários pedidos endereçados nos últimos anos. “O pessoal deste Ministério Público não se encontra disponível para entrevista sobre a matéria em apreço e, não dispomos, neste momento, de informações sobre a situação”, responderam na passada quinta-feira. Viver de apoios Enquanto aguarda, a vida de Kennang é marcada pela precariedade. Recebe um subsídio mensal de pouco mais de 4.000 patacas e apoio da Cáritas, estando impedido de trabalhar e de sair do território. Está ainda obrigado a visitas mensais aos serviços de imigração. Tem uma vida monótona, mas organizada, com passagem diária pela biblioteca onde, sentado ao computador, lê notícias. “É tão terrível, se não souberes cuidar de ti quando não tens uma ocupação, a situação é muito complicada”, assume. “Em 15 anos, dei muito à comunidade”, acrescenta. Paul Pun, secretário-geral da Cáritas Macau, que apoia Kennang desde que este chegou ao território, confirma que há outra pessoa à espera de uma resposta há mais de uma década. Quando decorreram as entrevistas, Pun considerou “um bom sinal”, mas não sabe definir o silêncio que se seguiu. “Talvez não tenham a certeza se estes casos se qualificam”, arrisca. Em 2024, a Lusa falou com o advogado José Abecasis, que acompanhou em 2010 um cidadão indiano que pediu protecção mas acabou por abandonar o território. “Esteve preso num limbo, por não lhe ser concedido nem negado o estatuto. Este hiato precário, que por lei deveria ser temporário, transformou-se num modo de vida”, disse. Lei para que serves? Questionado sobre se a espera de Kennang é legal, Abecasis respondeu na altura: “no sentido procedimental não deverá ser”. O prazo máximo de instrução previsto por lei “é de um ano”, a contar da primeira entrevista, que deve ocorrer “no espaço de cinco dias depois da apresentação do pedido”. Após o período de instrução, “deve ser apresentada, no espaço de 10 dias, uma proposta de decisão ao Chefe do Executivo”. Neste sentido, “a espera de mais de uma década por uma decisão consubstanciaria uma manifesta desconsideração pelos prazos estabelecidos pela lei local da Assembleia Legislativa, que tem por finalidade assegurar o cumprimento” em Macau “das normas da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados, assinada em Genebra em 1951, e do protocolo relativo ao Estatuto dos Refugiados, adoptado em 31 de Janeiro de 1967”, disse então. O mundo precisa de fazer mais, considera Paul Pun. As “contínuas tensões geopolíticas”, levaram países, “incluindo europeus, que sempre mantiveram uma atitude aberta em relação ao acolhimento de refugiados, a tornar mais restritiva a política de refugiados”, refere o secretário-geral da Cáritas Macau, notando que mesmo as doações de organizações internacionais de financiamento destinadas a apoiar projectos humanitários para os refugiados “diminuíram drasticamente”. A Ásia, sugere Paul Pun, pode “aumentar a capacidade de acolhimento, a fim de fazer face à tendência crescente de refugiados”. “Embora Macau disponha de espaço e recursos limitados, pode ainda assim manter uma atitude aberta e responder às preocupações internacionais”, declara ainda, recordando que, nos anos 1970 e 1980, a pequena cidade recebeu “mais de sete mil refugiados vietnamitas”. Quase 9 milhões de pedidos No final do ano passado havia quase 9 milhões de pessoas em todo o mundo a aguardar apreciação de pedidos de asilo, de acordo com os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Estas pessoas pediram protecção internacional mas os pedidos de estatuto de refugiado ainda não tinha sido decididos. Desde 2016, quando havia 2,73 milhões de pessoas nesta situação que o número não tem parado de aumentar.
Hoje Macau China / Ásia MancheteMundial 2026 | Hong Kong detém 150 pessoas devido a apostas ilegais de 35 ME A polícia de Hong Kong anunciou a detenção de 150 pessoas alegadamente envolvidas num esquema de apostas ilegais através da Internet e voltou a apelar contra as apostas ilegais no Mundial 2026 de futebol. Numa conferência de imprensa realizada na terça-feira à noite, a polícia estimou que o grupo terá movimentado mais de 320 milhões de dólares de Hong Kong desde Julho de 2025. Numa operação que decorreu ao longo de três dias, cerca de 600 agentes realizaram rusgas em unidades industriais em vários locais da região semiautónoma chinesa. Os detidos têm entre 18 e 75 anos e incluem, além de 86 apostadores, titulares de contas bancárias usadas para branqueamentos de capitais e os alegados cabecilhas do grupo, que terão ligações às tríades. A polícia acredita que desmantelou quatro centros de processamento de apostas, três centros de promoção e um local de recrutamento de apostadores, cujas apostas individuais atingiam 300 mil dólares de Hong Kong. De acordo com a imprensa local, a operação teve como alvo oito portais não autorizados no território, que ofereciam apostas em futebol, corridas de cavalos e outros desportos. A concessionária sem fins lucrativos Hong Kong Jockey Club detém o monopólio das apostas em partidas de futebol e em corridas de cavalos na antiga colónia britânica. A polícia apreendeu um milhão de dólares de Hong Kong em dinheiro, quatro milhões de dólares de Hong Kong em bens, assim como computadores e telemóveis.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim anuncia ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano A China anunciou ontem uma nova ronda de ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano, destinada a apoiar esforços de recuperação e reconstrução após a crise humanitária provocada pelo conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou em conferência de imprensa que Pequim acompanha com “profunda preocupação” os efeitos desencadeados pelo conflito na região. “Tendo em conta as necessidades actuais, a China decidiu fornecer em breve uma nova ronda de ajuda humanitária ao Irão e ao Líbano, para apoiar os respectivos povos nos trabalhos de recuperação e reconstrução, bem como na melhoria das condições económicas e sociais”, declarou o porta-voz. Lin acrescentou que a China continuará a promover o diálogo e as negociações de paz, para contribuir para o rápido restabelecimento da paz e da estabilidade no Médio Oriente. Apesar de os Estados Unidos e o Irão terem anunciado, no domingo, um acordo para pôr termo a mais de 100 dias de guerra na região, as Forças Armadas iranianas advertiram ontem que Israel manteve operações militares em território libanês. Segundo o comando militar iraniano, as acções israelitas provocaram novas vítimas no Líbano e contradizem os compromissos de desanuviamento promovidos por Washington e Teerão. Desde o início do conflito, a China condenou repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, embora tenha também apelado ao respeito pela soberania e segurança dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.
Hoje Macau EventosFRC | Conteúdo de Museu de Macau em Lisboa em palestra A Fundação Rui Cunha (FRC) acolhe hoje, a partir das 18h30, a sessão “O Museu de Macau em Lisboa e o seu Catálogo”, que terá como oradora a presidente do Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), Carmen Amado Mendes. O objectivo desta sessão é falar do património expositivo do CCCM e também do “Catálogo da Colecção do Museu de Macau em Lisboa”, uma obra publicada em dois volumes que, segundo os organizadores, “reúne e contextualiza de forma sistemática um acervo de excepcional riqueza e diversidade, oferecendo novas perspectivas sobre as colecções do Museu do CCCM e sobre a relevância para o estudo das relações entre a Ásia e a Europa”. O Museu do CCCM está vocacionado para o estudo e divulgação das relações luso-chinesas, possuindo mais de 3.500 peças divididas por diversas tipologias, entre as quais estatuária, trajes e peças de carácter utilitário e decorativo, e por diversos materiais, entre os quais terracota, têxteis e porcelana. O Museu é constituído por dois núcleos distintos e complementares: o núcleo sobre A Condição Histórico-cultural de Macau nos Séculos XVI e XVII, e o núcleo sobre a Colecção de Arte Chinesa. O CCCM é um instituto público integrado na administração indirecta do Estado, e sob tutela do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, dotado de autonomia administrativa e património próprio. Além disso, promove e patrocina projectos de investigação, bolsas de Doutoramento, publicação de teses, serviços de apoio à formação académica, educativa e cultural.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | China apela a maior respeito pela ONU e maior representação do Sul Global O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, defendeu ontem um maior respeito pela autoridade da ONU e uma reforma que aumente a representação dos países em desenvolvimento, alertando para o regresso da “lei da selva” nas relações internacionais. Segundo declarações citadas pela imprensa estatal chinesa, Wang afirmou que a comunidade internacional criou a ONU há mais de 80 anos, após constatar a “catástrofe humana” provocada pelo predomínio da lei do mais forte durante as duas guerras mundiais. “Hoje, se o multilateralismo parece falhar, não é porque as Nações Unidas tenham deixado de ser importantes, mas precisamente porque a sua autoridade e o seu papel não foram respeitados nem exercidos”, declarou o chefe da diplomacia chinesa, por ocasião da publicação do livro branco “Construir um sistema de governação global mais justo e razoável: as ideias, iniciativas e ações da China”. Wang acrescentou que o regresso da “lei da selva” não se deve ao facto de a Carta da ONU estar “ultrapassada”, mas sim por não ter sido “cumprida nem defendida de forma eficaz”. Perante os desafios globais, o ministro considerou “urgente” cumprir as obrigações previstas na Carta das Nações Unidas, praticar a igualdade soberana entre Estados, respeitar o direito internacional e opor-se à “intimidação dos mais fortes”. O responsável apelou ainda ao apoio à ONU para que desempenhe um papel central na construção de consensos, na coordenação da acção internacional e na resposta aos desafios globais. Posição clara Wang defendeu também uma aceleração da reforma da organização para “responder às exigências dos países em desenvolvimento” e reforçar a representação e a voz dos países do chamado Sul Global. A posição insere-se numa linha recorrente da diplomacia chinesa, através da qual Pequim se apresenta como defensora do multilateralismo e de uma ordem internacional “centrada na ONU”, em contraposição ao que descreve como “unilateralismo”, “hegemonismo”, “mentalidade de Guerra Fria” e “regresso à lei da selva”. Esta narrativa tem sido frequentemente utilizada pela China em relação a conflitos como os da Ucrânia, Gaza e Irão, bem como em resposta a críticas ocidentais sobre direitos humanos e sanções.
Hoje Macau China / ÁsiaQinghai | Dois novos sismos abalam província após terramoto que causou um morto Dois sismos, de magnitude 3,3 e 4,1, abalaram, entre a noite de terça-feira e a manhã de ontem, a prefeitura de Haixi, oeste da China, na sequência do sismo que no dia anterior causou um morto e oito feridos. O Centro de Redes Sismológicas da China informou que o primeiro dos novos tremores ocorreu às 22:19 de terça-feira, com magnitude de 3,3, a 10 quilómetros de profundidade. O segundo ocorreu às 10:06 de ontem, com magnitude de 4,1 e também a 10 quilómetros de profundidade, segundo as medições oficiais. Ambos os tremores foram registados em áreas próximas do epicentro do sismo principal, ocorrido na terça-feira às 17:06, na prefeitura autónoma de Haixi, na província de Qinghai. As autoridades de Qinghai elevaram para oito o número de feridos pelo sismo de terça-feira, face aos quatro inicialmente comunicados, e precisaram que todos receberam alta do hospital após receberem cuidados médicos. O Governo provincial informou ainda que cerca de 3.000 pessoas foram alojadas em cinco pontos de acolhimento habilitados para os afectados, entre as quais 1.286 são estudantes e professores. Na zona foram mobilizados cerca de mil socorristas e 178 veículos, e as autoridades centrais chinesas enviaram 10.000 artigos de ajuda, aos quais se somaram outros 2.500 enviados pelos governos locais. O oeste da China (onde se situam as regiões autónomas do Tibete e de Xinjiang, e províncias como Gansu ou Qinghai) é frequentemente afectado por estes movimentos sísmicos, devido à sua proximidade do local onde as placas tectónicas da Eurásia e da Índia se chocam, nos Himalaias. No entanto, devido à baixa densidade populacional, estes fenómenos não costumam causar danos significativos.
Hoje Macau China / ÁsiaIA | DeepSeek supera 43 mil milhões de euros em valor de mercado, diz imprensa A empresa chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek ultrapassou uma valorização de 50 mil milhões de dólares após a sua primeira ronda de financiamento, segundo a imprensa norte-americana. A empresa, que lançou em Abril o seu mais recente modelo de IA, denominado V4, surpreendeu o seCtor tecnológico no início de 2025 com um modelo de linguagem de baixo custo capaz de rivalizar com concorrentes norte-americanos. Segundo o Wall Street Journal e o The Information, que citam fontes próximas do processo, a DeepSeek arrecadou recentemente mais de 50 mil milhões de yuan, numa operação que avalia a empresa em mais de 50 mil milhões de dólares. A título de comparação, a empresa norte-americana Anthropic está avaliada em cerca de 96,5 mil milhões de dólares após uma ronda de financiamento de 6,5 mil milhões de dólares, enquanto a OpenAI atingiu uma valorização de cerca de 85,2 mil milhões de dólares. As duas empresas norte-americanas iniciaram nas últimas semanas diligências para uma eventual entrada em bolsa, o que poderá indicar que o ciclo de financiamento privado em valores recorde está a aproximar-se dos seus limites. O Wall Street Journal e o The Information indicam ainda que o fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, realizou o maior investimento da ronda, no valor aproximado de 20 mil milhões de yuan. Os dois órgãos referem também que o Fundo Nacional de Investimento na Indústria da Inteligência Artificial, apoiado pelo Governo chinês, investiu cerca de mil milhões de yuan directamente na DeepSeek. Entre os restantes investidores, figuram alegadamente a tecnológica Tencent, a plataforma de comércio electrónico JD.com, o fabricante de baterias CATL e a editora de videojogos NetEase. Os sistemas da DeepSeek são de código aberto (‘open source’), o que significa que o seu funcionamento interno é público e pode ser adaptado por programadores às suas necessidades.
Hoje Macau China / Ásia‘Instagram chinês’ Xiaohongshu prepara entrada em bolsa em Hong Kong A Xiaohongshu, equivalente do Instagram na China, está a preparar-se para apresentar ainda este mês um pedido de entrada na Bolsa de Valores de Hong Kong, avançou ontem a imprensa local. Segundo fontes citadas pelo portal noticioso chinês 163.com, a Xiaohongshu ainda não definiu aspectos como o calendário da oferta pública inicial (IPO), o montante que pretende angariar ou a valorização a que aspira. O mesmo portal recorda, contudo, que a possibilidade de uma entrada em bolsa tem sido alvo de especulação recorrente nos últimos anos. Em 2018, a cofundadora da empresa, Miranda Qu, chegou a indicar 2021 como prazo máximo para concretizar a operação, algo que acabou por não se materializar. Posteriormente, surgiram rumores sobre uma eventual cotação nos Estados Unidos, mas as informações mais recentes apontam para Hong Kong como destino da operação, em linha com a tendência seguida por várias tecnológicas chinesas face às tensões com Washington e às reservas de Pequim relativamente à cotação das suas empresas em mercados estrangeiros, como o de Nova Iorque. Fundada em 2013 como uma plataforma de recomendações de compras e sediada em Xangai, a Xiaohongshu completou até agora sete rondas de financiamento, contando com o apoio de gigantes tecnológicos como Alibaba e Tencent, bem como de fundos de investimento como Sequoia e GGV Capital. De acordo com a informação divulgada, estima-se que a empresa tenha registado lucros de cerca de 3.000 milhões de dólares em 2025, ano no final do qual a sua avaliação de mercado terá atingido aproximadamente 50.000 milhões de dólares. Bom momento A Xiaohongshu é uma das principais concorrentes da rede social chinesa Douyin, a versão local do TikTok, no sector das redes sociais. A sua aplicação internacional, RedNote, registou um forte crescimento em mercados como os Estados Unidos durante o breve período em que o TikTok, desenvolvido pela ByteDance, enfrentou uma proibição temporária naquele país. Segundo a agência Bloomberg, o momento poderá ser favorável para uma entrada em bolsa em Hong Kong, mercado que vive uma forte recuperação das ofertas públicas iniciais. As estimativas apontam para um volume superior a 43.000 milhões de dólares em novas entradas este ano, o valor mais elevado dos últimos seis anos, impulsionado pelo interesse dos investidores em empresas tecnológicas chinesas. No entanto, o rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA), apontado como um dos principais motores do actual entusiasmo dos investidores, poderá também representar uma ameaça para o tráfego e os modelos de negócio de plataformas como a Xiaohongshu, acrescenta a Bloomberg.
Hoje Macau SociedadeCaso “Tou Fa Kon” | Filhos de empresário herdam acções Os filhos do empresário Teng Man Lai, envolvido no processo dos vendilhões situados no terreno conhecido como “Tou Fa Kon”, na Rua do Padre João Clímaco, dizem ter herdado as acções e empresas subordinadas à Companhia de Construção e Fomento Predial Mei Mei, dado o falecimento do pai a 2 de Janeiro deste ano. A informação consta num anúncio publicado no jornal Ou Mun, assinado por um dos filhos, Teng Si Chi. Este apontou que a empresa tem capitais suficientes e que não tem necessidade de pedir financiamentos ou empréstimos, adoptando a postura empresarial de “fazer o que se consegue”. Recorde-se que o caso dos vendilhões no terreno “Tou Fa Kon”, situado perto do Mercado Vermelho, opôs o empresário Teng Man Lai a John Lo. Em 2012, Teng Man Lai declarou perante a justiça, com base num acórdão judicial de 2004, ser proprietário do terreno com a respectiva venda concretizada a John Lo. Porém, os comerciantes afirmam não ter sido informados sobre a mudança de propriedade do terreno, argumentando que fazem ali negócios desde o século passado. Em 2017, o Tribunal de Última Instância considerou Teng Man Lai como legítimo proprietário do terreno.
Hoje Macau PolíticaCPSP | Confirmado afastamento de Leong Heng Hong O gabinete do secretário para a Segurança publicou um aviso no Boletim Oficial a declarar que a comissão de serviço de Leong Heng Hong como segundo-comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) cessou “automaticamente”. O responsável está envolvido num caso de exploração de prostituição e o afastamento resulta do facto de o juiz de instrução criminal lhe ter aplicado a medida de prisão preventiva. Leong encontra-se a aguardar julgamento no Estabelecimento Prisional de Coloane num processo em que é suspeito da prática dos crimes de associação ou sociedade secreta, corrupção passiva para acto ilícito, e de favorecimento pessoal praticado por funcionário. O ex-segundo-comandante do CPSP é um dos três agentes desta força policial envolvido neste caso.