Hoje Macau PolíticaFujian | Song Pek Kei defende reforço da cooperação Na sequência da visita de Sam Hou Fai a Fujian, a deputada Song Pek Kei espera uma maior cooperação entre Macau e a província chinesa. A reacção da deputada ligada à comunidade de Fujian surgiu ontem no jornal Ou Mun. No entender de Song Pek Kei, as duas regiões não só se complementam com as respectivas vantagens, como também se vão auxiliar na integração no desenvolvimento nacional. A também presidente executiva da Associação Geral dos Conterrâneos de Fukien de Macau exemplificou que as regiões podem estabelecer uma plataforma de cooperação no âmbito do desenvolvimento de quadros qualificados e do intercâmbio entre instituições de ensino superior e de investigação. A deputada ligada à comunidade de Fujian também defendeu que devem ser adoptadas políticas em Hengqin para atrair empresas tecnológicas de Fujian. Além disso, Song apontou que ambos os lados podem reforçar a divulgação cultural sobre a Deusa A-Má, para internacionalizar a cultura chinesa e “contar bem” ao mundo a história da China.
Hoje Macau PolíticaContrabando | Nelson Kot defende combate menos severo O ex-candidato à Assembleia Legislativa, Nelson Kot, defende que o Governo deve adoptar uma postura mais ligeira contra o contrabando praticado em grupo por residentes. A posição foi tomada, numa altura em que o Governo está a planear criminalizar o contrabando feito por grupos organizados. Em declarações ao jornal Exmoo, Nelson Kot explicou que actualmente os contrabandistas podem ser divididos em quatro categorias: os residentes locais, constituídos principalmente por idosos, os trabalhadores não-residentes (TNR), que tendem a ser mais jovens, os turistas e grupos criminosos que recrutam estudantes e residentes. Face a estes grupos de contrabandistas, o ex-funcionário público entende que as autoridades devem ser mais brandas com os residentes locais, uma vez que muitos fazem contrabando para complementar os subsídios que recebem. Segundo Kot, desde que estas pessoas não sejam apanhadas a transportar produtos proibidos, o Governo deve ser mais tolerante. O ex-candidato explicou ainda que os residentes precisam do dinheiro, dado que actualmente a economia atravessa dificuldades. Em relação ao contrabando feito pelos TNR, Kot também acredita que deve ser criado um sistema de controlo do número de deslocações entre Macau e Zhuhai. Se esse número de deslocações for ultrapassado, o responsável acha que há indícios de contrabando, pelo que o Governo deve impedir que essas pessoas renovarem o título de trabalhador não-residente.
Hoje Macau Manchete PolíticaPortugal | Alexandre Leitão promovido a ministro plenipotenciário O cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, foi promovido a ministro plenipotenciário, a segunda mais alta categoria da carreira diplomática. A promoção foi publicada na terça-feira Diário da República Portuguesa, de acordo com a Rádio Macau, produz efeitos desde 22 de Julho e tem a assinatura do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Alexandre Leitão nasceu em Coimbra em Dezembro de 1965 e ingressou na carreira diplomática em 1999. Antes de assumir o cargo de cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong em Janeiro de 2023, Alexandre Leitão desempenhou funções em Angola, Senegal, representou Portugal na União Europeia em Bruxelas e foi embaixador da União Europeia em Timor-Leste. Foi ainda conselheiro diplomático do antigo primeiro-ministro António Costa e enviado especial para os assuntos climáticos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Como ministro plenipotenciário, Alexandre Leitão passa a poder assumir o controlo de embaixadas.
Hoje Macau China / Ásia MancheteChina lança ofensiva no mercado automóvel e gigantes alemães tentam resistir As fabricantes automóveis alemãs enfrentam a mais profunda crise das últimas décadas, pressionadas pela quebra das vendas na China e pela ascensão de marcas chinesas que estão a preparar uma ofensiva sobre a Europa. A Volkswagen viu o lucro líquido cair 30,7 por cento no primeiro semestre deste ano, para 3.103 milhões de euros, com as vendas na China a recuar 31,6 por cento e anulando o crescimento registado na América do Sul e noutros mercados. Por seu lado, a Mercedes-Benz registou uma quebra de 6 por cento nos lucros, para 2.519 milhões de euros, também penalizada por uma descida de 30 por cento das vendas na China, enquanto a BMW viu o resultado líquido cair 28,5 por cento, para 2.872 milhões de euros, depois de as vendas no mercado chinês terem recuado mais de 30 por cento no segundo trimestre. Por detrás desta crise está uma transformação iniciada há mais de uma década no país asiático. Durante anos o principal motor de crescimento das construtoras alemãs, a China preparou a transição para veículos eléctricos através de uma política industrial que lhe garantiu uma posição dominante em toda a cadeia de valor, desde o acesso a matérias-primas críticas até ao fabrico de baterias. Em 2025, mais de metade dos automóveis vendidos no mercado chinês eram veículos de novas energias – eléctricos ou híbridos. No mesmo ano, a China exportou um recorde de 7,09 milhões de veículos, consolidando-se como o maior exportador automóvel do mundo. “As marcas tradicionais estão a trazer brinquedos analógicos para um parque digital”, resumiu à Lusa Tu Le, fundador da consultora Sino Auto Insights. “Já não é apenas um automóvel. É uma plataforma tecnológica”, afirmou. Os novos modelos chineses oferecem estacionamento autónomo, assistentes de voz alimentados por inteligência artificial, sistemas avançados de condução assistida e baterias que, nos modelos mais recentes, anunciam autonomias superiores a 700 quilómetros e carregamentos de cerca de 15 minutos. “O período em que a China copiava acabou. A inovação está a acontecer aqui”, reconheceu à Lusa Jochen Sengpiehl, anterior director de marketing da Volkswagen na China. Para o gestor alemão, a velocidade de inovação está a obrigar os fabricantes tradicionais a mudar de estratégia. “Já não podemos fazer tudo sozinhos”, admitiu, referindo-se à parceria estabelecida pela Volkswagen com a fabricante chinesa Xpeng. O maior peixe Carlos Martins, director da fábrica da portuguesa Sodecia no nordeste da China, considera que a principal vantagem competitiva dos fabricantes chineses reside na rapidez de execução. “As empresas europeias têm estruturas muito pesadas. Aqui conseguem desenvolver e colocar novos produtos no mercado muito mais depressa”, explicou à Lusa. A pressão sobre os fabricantes estrangeiros aumentou depois da entrada da Tesla no mercado chinês, em 2019. Tu Le lembrou que o “catalisador” que obrigou as marcas chinesas a dar um salto qualitativo foi a abertura da fábrica da Tesla em Xangai, em 2019. A produção local deu à construtora norte-americana acesso aos mesmos subsídios e incentivos fiscais usufruídos pelos concorrentes chineses. “Foi o efeito siluro”, observou à Lusa o consultor, numa referência ao peixe que é um dos maiores predadores nos rios europeus e asiáticos, constituindo uma ameaça à sobrevivência de várias espécies locais. “Havia muitos peixes gordos e preguiçosos no lago, mas a entrada de um siluro obrigou a que se fortalecessem”. Marcas como a BYD, Xiaomi, Xpeng, Li Auto ou Aito estão agora a preparar uma ofensiva internacional, incluindo sobre o segmento de gama alta europeu. A Xiaomi pretende entrar na Alemanha em 2027 e tornar-se uma das cinco principais marcas ‘premium’ da Europa até ao final da década. A empresa recrutou engenheiros da BMW, Porsche e Tesla e aposta na condução autónoma como principal factor diferenciador. A Li Auto prepara igualmente a entrada na Europa com o modelo i6, enquanto a Xpeng quer exportar não apenas automóveis eléctricos, mas também robôs humanoides e carros voadores. No primeiro semestre deste ano, as marcas chinesas conquistaram já 9 por cento das vendas de automóveis novos na Europa continental e 15 por cento no Reino Unido. A consultora AlixPartners estima que essa quota possa atingir 16 por cento na União Europeia até 2030. “Se fosse a Mercedes-Benz, a BMW ou a Porsche, estaria preocupado”, afirmou Tu Le. Nem todos partilham dessa visão. Num discurso na abertura do salão automóvel de Pequim em Abril, Burkhard Weller, presidente da Associação Alemã de Concessionários Automóveis, considerou que a fidelidade dos consumidores europeus às marcas ‘premium’ continuará a constituir uma barreira importante. Mas mesmo os fabricantes europeus reconhecem que a competição mudou de natureza. “Em nenhuma outra região do mundo a transformação da indústria automóvel é tão rápida como na China”, afirmou Oliver Blume, presidente executivo da Volkswagen. “O mercado chinês tornou-se um centro de alta ‘performance’ para nós. Temos de trabalhar mais e mais depressa para conseguir acompanhá-lo”, vincou.
Hoje Macau China / ÁsiaHonda | Lucros mais que duplicam entre Abril a Junho para 2.500 ME A fabricante automóvel Honda registou um lucro líquido de 450.915 milhões de ienes (cerca de 2.500 milhões de euros) entre Abril a Junho, um aumento de 129,3 por cento em relação ao mesmo período de 2025, informou ontem a empresa japonesa. No primeiro trimestre do ano fiscal da Honda, o lucro operacional duplicou e centrou-se nos 530.767 milhões de ienes (cerca de 2.900 milhões de euros), enquanto as receitas aumentaram 13,5 por cento em termos homólogos, atingindo os 6,06 biliões de ienes (cerca de 33.330 milhões de euros). Por regiões, a procura na América do Norte disparou 294,2 por cento, enquanto na Europa registou uma queda de 69,6 por cento. Para o exercício fiscal em curso, que termina em Março de 2027, a fabricante automóvel eleva a previsão de lucro líquido para 400.000 milhões de ienes (cerca de 2.200 milhões de euros) e de receitas para 24 biliões de ienes (cerca de 131.970 milhões de euros). Ainda assim, os possíveis impactos no volume de vendas ou nos custos de materiais decorrentes da incerteza em torno da situação no Médio Oriente não sofreram alterações relativamente à previsão anterior, uma vez que a Honda considera “necessário avaliar cuidadosamente” estes riscos. Além disso, salientou que o terramoto de magnitude 7,1 que abalou recentemente a cidade de Kumamoto, no sudoeste do Japão, afectou algumas das suas principais fábricas, onde as operações foram suspensas durante vários dias para monitorizar a situação e determinar medidas a tomar.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Buscas na sede da Starbucks após campanha polémica A Polícia da Coreia do Sul realizou ontem buscas na sede da Starbucks no país asiático devido a acusações de ofensa ligados a uma campanha publicitária polémica associada a um massacre histórico de manifestantes pró-democracia. A equipa de investigação de crimes públicos da Polícia Metropolitana de Seul iniciou às 08h50 (07h50 em Macau), uma operação na sede localizada no distrito de Gangnam, na capital sul-coreana, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. O mandado de busca cita acusações de que a Starbucks ofendeu as vítimas da repressão militar do movimento pró-democracia dos anos 80 na cidade de Gwangju (sudoeste do país), na qual pelo menos 165 pessoas foram mortas, com investigadores a querer saber se os quadros dirigentes da empresa planearam o evento promocional com essa intenção. A operação da Polícia, que tinha sido criticada pela lentidão da investigação, teve lugar após detectar deficiências no processo de auditoria interna da Starbucks apresentados pelo grupo Shinsegae, operador local da empresa. A polémica estalou a 18 de Maio, aniversário da revolta na cidade de Gwangju contra a ditadura do Presidente Chun Doo-hwan (1908-1988), quando a Starbucks lançou na Coreia do Sul uma promoção online chamada ‘Dia do Tanque’ para vender copos térmicos. Esta campanha desencadeou críticas entre os que consideraram que o nome e os slogans promocionais evocavam os tanques utilizados em Gwangju e na repressão militar dos anos 80. O escândalo gerou pedidos de desculpas públicos do presidente da Shinsegae, Chung Yong-jin, no despedimento do director executivo local da Starbucks Korea, em boicotes de trabalhadores e instituições governamentais e em críticas do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung. Além disso, a equipa da Starbucks no país asiático recebeu formação de história e sensibilidade social em meados de Junho, altura em que fechou antes do horário normal as suas mais de 2.000 sucursais para a realização das aulas.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Norte | Japão acusado de se transformar num “Estado bélico” A influente irmã do líder norte-coreano acusou ontem o Japão de se estar a transformar num “Estado bélico”, um dia depois de Tóquio afirmar ser urgente reforçar as forças armadas japonesas A irmã de Kim Jong Un considera que o Japão se está a transformar num “Estado Bélico”. Os dirigentes da Coreia do Norte “irão implementar opções militares adicionais que são manifestamente a consequência da transformação do Japão”, declarou Kim Yo-jong num comunicado publicado pela agência de notícias oficial KCNA. “O Japão, um Estado criminoso de guerra, está a acelerar a transformação num Estado bélico”, afirmou. No prefácio do relatório anual sobre a defesa do arquipélago, publicado na terça-feira, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, considerou “imperativo que o Japão reforce e transforme ainda mais as capacidades de defesa com um sentimento de urgência e de crise mais forte do que nunca”. Na região da Ásia-Pacífico, “não só a China e a Coreia do Norte continuam a reforçar capacidades militares, como também a China e a Rússia, bem como a Rússia e a Coreia do Norte, estão a reforçar a sua cooperação”, alertou. O Japão aumentou as despesas militares em 9,7 por cento, atingindo 62,2 mil milhões de dólares em 2025, o que corresponde a 1,4 por cento do PIB do país, representando a percentagem mais elevada desde 1958. Kim Yo-jong citou o recente teste de lançamento de mísseis de cruzeiro de longo alcance Tomahawk realizado por Tóquio e a participação do Japão, em Maio, em exercícios liderados pelos Estados Unidos nas Filipinas, vendo nisso a prova do apoio de Washington a “movimentos militares perigosos” no Pacífico. Tóquio procura “dotar-se de uma capacidade de ataque preventivo”, criticou a norte-coreana. “Nunca ficaremos passivos perante a evolução militar do Japão, que poderá constituir uma grave ameaça”, acrescentou. Herança histórica O Japão ocupou toda a Coreia antes da capitulação em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, após o que a península foi dividida em dois Estados distintos ao longo do paralelo 38. O legado desse período continua a pesar na política externa tanto da Coreia do Norte como da Coreia do Sul. “Se os descendentes do militarismo, que herdaram os genes da astúcia e da agressão, se apoderarem de armas mortíferas, algo desagradável irá acontecer”, pode ler-se ainda no comunicado de Kim Yo-jong.
Hoje Macau China / ÁsiaChuva | Emitidos alertas máximos no centro e sul do país Várias regiões do centro e sul da China activaram ontem alertas vermelhos devido à chuva, o nível máximo do sistema chinês de avisos, perante precipitações intensas que elevaram o risco de cheias, inundações e desastres geológicos Na cidade de Yichang, na província central de Hubei, a estação meteorológica local elevou ontem para vermelho o alerta devido à chuva, após uma zona ter registado mais de 65 milímetros de precipitação numa hora, informou a televisão estatal CCTV. As autoridades locais advertiram para um risco “extremamente elevado” de cheias repentinas em zonas montanhosas, desastres geológicos, subida do caudal dos rios e inundações. No sul do país, a cidade de Sanya, na ilha de Hainan, emitiu igualmente um alerta vermelho, após uma área próxima de uma escola ter acumulado 130,6 milímetros de chuva em três horas. A estação meteorológica local prevê que a instabilidade atmosférica que afecta a cidade mantenha a intensidade e provoque nova precipitação em vários distritos, com acumulados entre 50 e 100 milímetros em algumas zonas nas próximas seis horas. As autoridades recomendaram ainda a suspensão das aulas em algumas áreas e apelaram à população para adoptar medidas de precaução perante o risco de subida do caudal dos rios, cheias repentinas e deslizamentos de terras. No município de Chongqing, no centro da China, as chuvas registadas entre terça-feira e ontem provocaram a subida do nível de cerca de 50 rios. As cheias inundaram algumas zonas baixas junto às margens e obrigaram à retirada de emergência de residentes em áreas de risco, embora o balanço oficial não indique, para já, o número de pessoas retiradas nem registe vítimas ou desaparecidos. Clima em mudança Nos últimos dias, as chuvas no centro da China obrigaram à retirada preventiva de quase 400 mil pessoas apenas nas províncias de Shaanxi e Sichuan, onde as autoridades mantêm a vigilância devido ao risco de cheias, inundações repentinas em zonas montanhosas e desastres geológicos. O agravamento das condições meteorológicas surge após vários episódios de chuva extrema registados em Julho, incluindo as inundações associadas ao tufão Maysak na região de Guangxi, no sul do país, que provocaram pelo menos 39 mortos, bem como vários deslizamentos de terras e cheias no centro da China que causaram dezenas de mortos e desaparecidos. O ministério dos Recursos Naturais anunciou recentemente um plano para reforçar, entre 2026 e 2030, a prevenção de desastres geológicos, advertindo que as alterações climáticas estão a aumentar o risco de fenómenos súbitos e em cadeia provocados por chuvas extremas fora das zonas tradicionalmente consideradas mais vulneráveis.
Hoje Macau China / ÁsiaRegiões chinesas reforçam incentivos para atrair turistas estrangeiros Várias regiões chinesas lançaram ou reforçaram incentivos financeiros para as agências de viagens atraírem turistas estrangeiros, numa altura em que as chegadas internacionais ao país recuperam, impulsionadas pelo alargamento das isenções de visto. O município de Chongqing, no centro da China, oferece até 100 yuan por turista e atribuirá 30 yuan por pessoa às agências que levem este ano pelo menos mil visitantes que cumpram determinados requisitos de permanência, informou ontem o jornal Yicai. O incentivo será duplicado quando os turistas forem oriundos de países ou regiões que tenham contribuído com menos de 50 mil visitantes para Chongqing em 2025, embora cada empresa possa receber, no máximo, 150 mil yuan ao abrigo desta medida. A província de Guizhou, no centro do país, aplica desde Abril um sistema de incentivos progressivos que concede até 70 yuan por turista estrangeiro que pernoite na região, sem limite para o número total de visitantes, e até 80 yuan por integrante de grupos organizados vindos do exterior, consoante a dimensão e o itinerário. Na província oriental de Shandong, as autoridades prolongaram de um para três anos o programa de incentivos destinado a visitantes que permaneçam pelo menos duas noites na região, prevendo apoios diários até 12 yuan para turistas oriundos de mercados próximos e de 20 yuan para os provenientes de destinos mais distantes. Pelo menos outras oito regiões chinesas adoptaram medidas semelhantes, segundo o Yicai. Citado pelo jornal, o presidente da Associação de Guias Turísticos da província de Sichuan, Chen Qiankang, afirmou que “o turismo interno parou de crescer”, tornando o turismo internacional um novo motor de expansão para as regiões chinesas. As iniciativas coincidem com a recuperação da entrada de visitantes estrangeiros na China após a pandemia, favorecida pelo alargamento das isenções de visto. Entrar sem visto A China recebeu 22,91 milhões de visitantes estrangeiros no primeiro semestre deste ano, mais 20 por cento do que no mesmo período do ano passado, tendo 78 por cento entrado no país sem necessidade de visto, segundo a Administração Nacional de Imigração. Pequim começou, em Novembro de 2023, a isentar unilateralmente de visto os cidadãos de seis países europeus, alargando posteriormente para 30 dias o período de permanência autorizado. A medida abrange actualmente cerca de meia centena de países, incluindo Portugal, e foi prorrogada até ao final de 2026. Em 2025, a China registou cerca de 154,5 milhões de visitantes internacionais, mais 17 por cento do que no ano anterior, cujas despesas ascenderam a 131,1 mil milhões de dólares, um aumento homólogo de 39 por cento. As autoridades chinesas fixaram como objectivo atingir 190 milhões de visitantes internacionais até 2030.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Pequim critica uso de “ameaça chinesa” para justificar rearmamento A China acusou na terça-feira o Japão de exagerar a “ameaça chinesa” para justificar o rearmamento, após Tóquio classificar a actividade militar de Pequim como um “desafio estratégico sem precedentes” num relatório de Defesa de 2026. Num comunicado divulgado na terça-feira à noite, o porta-voz do ministério da Defesa chinês, Chen Xi, afirmou que o novo documento japonês está “repleto de narrativas falsas” e exagera uma alegada “crise de segurança” na região. Chen considerou que o texto procura justificar o reforço das capacidades militares do Japão, manifestando a “forte insatisfação” e a “firme oposição” de Pequim. O porta-voz acusou ainda as autoridades japonesas de utilizarem o princípio de uma política “exclusivamente defensiva” como cobertura para rever os principais documentos de segurança, aumentar as despesas militares, desenvolver capacidades ofensivas de longo alcance e promover a militarização do espaço. Chen sustentou também que o Japão procura apresentar a expansão da indústria de defesa como um motor de crescimento económico, visando integrar o rearmamento nas suas estruturas institucionais, económicas e sociais. “O novo militarismo japonês tornou-se um grave desafio à ordem internacional do pós-guerra e uma verdadeira ameaça à paz e à estabilidade regional”, afirmou. O ministério da Defesa chinês sublinhou igualmente que a questão de Taiwan diz respeito à soberania e à integridade territorial da China e constitui uma “linha vermelha intransponível” nas relações entre Pequim e Tóquio. O Livro Branco da Defesa do Japão, aprovado na terça-feira, refere que a actividade militar chinesa se intensificou entre Abril de 2025 e Março de 2026, incluindo operações com porta-aviões no Pacífico, aproximações de caças chineses a aeronaves japonesas e um incidente envolvendo a utilização de radar de controlo de tiro.
Hoje Macau EventosIAM | Criado concurso de fotografia focado na protecção animal O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) está a aceitar fotografias para o concurso “Caminhar Juntos pela Protecção e Saúde Animal”, que decorre até ao dia 11 de Setembro. A ideia é celebrar o Dia Mundial dos Animais, efeméride comemorada a 4 de Outubro, e promover “os conceitos de protecção animal e caminhar juntos pela saúde animal”. Segundo um comunicado do IAM, esta iniciativa acontece em parceria com o grupo “Everyone Stray Dogs Macau Volunteer Group” e a Associação Fotográfica de Macau. O objectivo do concurso é “incentivar os cidadãos a capturar momentos comoventes entre humanos e animais, demonstrando que a companhia mútua entre humanos e animais de estimação contribui para o bem-estar físico e mental”. As imagens podem ser enviadas para o email petcare@iam.gov.mo, não sendo aceites imagens geradas por inteligência artificial. O IAM esclarece ainda que as fotografias apresentadas a concurso “devem focar-se na interacção entre humanos e animais, nas quais seja expresso o conceito de proteger e cuidar dos animais”. Todos os trabalhos devem ser originais, sem publicação anterior ao concurso. O júri será composto por representantes da organização e fotógrafos profissionais de Macau, existindo prémios de 3.000 patacas para o primeiro classificado, 2.000 patacas para o segundo lugar e 1.000 patacas para o terceiro classificado. Haverá ainda sete prémios de distinção, com um valor de 500 patacas atribuído através de vales de compras. A cerimónia de entrega dos prémios decorre no dia 4 de Outubro, sendo realizada em paralelo a exposição com as imagens escolhidas. Nesse dia organiza-se o “Dia de Convívio sobre a Protecção dos Animais”, na praça do Tap Seac.
Hoje Macau Manchete SociedadeAmamentação | Mulheres pedem ambiente mais favorável A subchefe do Centro de Apoio Múltiplo à Família Alegria em Harmonia da Associação Geral das Mulheres de Macau, Lam Cho In, alertou que as mães que pretendem amamentar enfrentam vários desafios. Face a estes problemas, a responsável, através de um comunicado, pede que o “ambiente social e de trabalho” seja mais tolerante. Segundo Lam, quando as mães voltam para o local de trabalho depois da licença de maternidade, não lhes é disponibilizado um espaço nem tempo para recolherem leite. A dirigente associativa avisou que esta realidade é prejudicial porque pode provocar a obstrução do ducto mamário e a redução da produção de leite materno. A responsável citou dados oficiais para apontar que a amamentação natural está a recuar no território. De acordo com a responsável, no ano passado houve uma quebra de 9,64 por cento nos bebés com idades até aos quatro meses que eram amamentados, em comparação com 2021, quando 26,18 por cento eram amamentados. Lam alertou que a situação é semelhante quando se analisa a questão das crianças com idades até seis meses, o que mostra as dificuldades de amamentar em Macau. Face a este cenário, Lam Cho In espera que o Governo coopere com as associações e empresas para promover a amamentação, através de incentivos e ao criar na lei um tempo mínimo para amamentação durante o trabalho.
Hoje Macau PolíticaNick Lei sugere o uso de drones para inspeccionar edifícios O deputado Nick Lei defende a utilização de drones para inspeccionar os edifícios em Macau. A opinião surge numa interpelação escrita sobre a necessidade de acelerar o desenvolvimento da economia de baixa altitude. Segundo o membro da Assembleia Legislativa, actualmente a inspecção dos edifícios por drones está a ser limitada pela legislação de controlo aéreo e de privacidade pessoal. Contudo, Lei quer alterações rápidas nesta área: “Será que vai ser feito algum estudo sobre alterações legislativas e a realização de consultas públicas relativamente à inspecção das paredes exteriores de edifícios antigos por drones?”, questionou. “Estão também previstas alterações ao regime actual para optimizar as autorizações do espaço aéreo e a protecção da privacidade?”, perguntou. Nick Lei apontou que algumas empresas privadas estão a estudar a possibilidade de usarem drones nas inspecções, por ser um método mais rápido em comparação com os meios tradicionais, que passam pelo recurso a trabalhadores em andaimes suspensos. Nick Lei aponta que o desenvolvimento da economia de baixa altitude corresponde às estratégias previstas pelo 15º Plano Quinquenal do país e pelo 3º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM. A distribuir comida Ao mesmo tempo, o legislador fez a comparação com o Interior da China, onde os drones são cada vez mais usados por várias indústrias, tal como a distribuição de take-away e de medicamentos. “Em contraste, em Macau, a aplicação actual dos drones foca-se principalmente em áreas como a fotografia aérea para promoção cultural e turística, levantamento topográfico e inspecção, não sendo ainda explorada na saúde pública e nos serviços de bem-estar”, criticou. Lei perguntou ainda pelo “trabalho concreto” do grupo criado, no ano passado, pelo Governo de Sam Hou Fai para o desenvolvimento da economia de baixa altitude. Finalmente, o deputado pediu ao Governo para adiantar se tem planos de formação para técnicos que vão controlar drones, assim como os responsáveis pela manutenção.
Hoje Macau Manchete PolíticaPatrimónio Cultural | Tradições de luso-descendentes escolhidas As Canções Macaenses, o Chá Gordo e o Batê-Saia são as expressões da comunidade luso-descendente que entraram ontem na lista de património cultural intangível local. A bifana e o yum cha também passaram a fazer parte da lista As Canções Macaenses, o Chá Gordo e o Batê-Saia, manifestações culturais da comunidade macaense, foram inscritas no inventário do património cultural intangível local, anunciaram ontem as autoridades. Estas três manifestações culturais juntam-se a outras 25 listadas pelo Instituto Cultural, de acordo com a publicação no Boletim Oficial. “Corresponde a um reconhecimento das manifestações culturais da comunidade macaense, dá-nos um novo alento para que continuemos a desenvolver as actividades em torno disto”, reagiu à Lusa o presidente da Associação dos Macaenses (ADM), Miguel de Senna Fernandes, sublinhando que a distinção vai trazer maior visibilidade à comunidade. O Chá Gordo, um banquete de sabores macaenses, “é a refeição mais requintada da comunidade”, explica Senna Fernandes. “Isto sem desprimor de outros pratos. O Chá Gordo corresponde não só a uma prática social, era um motivo de convívio e que chamava as pessoas em torno de uma mesa”, refere. Notando que esta era uma escolha “quase óbvia”, o responsável lembra que “qualquer grande festa” organizada no seio da comunidade, “fossem baptismos, casamentos ou crismas, era através do Chá Gordo que se comemorava”. Batê-saia também entra Já sobre a Arte de Papéis Decorativos Batê-Saia, trata-se de uma tradição artesanal que envolve o recorte, com vista a criar enfeites. “Perdeu-se praticamente, ainda há algumas artesãs que fazem, e nós também praticamente restaurámos esta prática, continua a haver ‘workshops’ de Batê-Saia”, reforçou o presidente da ADM. Nesta lista, constam ainda as Canções Macaenses, mas Miguel de Senna Fernandes espera que a classificação “traga à tona” outras manifestações da comunidade que, “às vezes, por desconhecimento ou falta de prática social, são votadas ao esquecimento”, como é o caso da “muito boa tradição”, o Micareme, baile de mascarados. De acordo com a Lei de Salvaguarda do Património Cultural de Macau, uma manifestação cultural deve constar primeiro no inventário – que tem neste momento 98 manifestações – e só depois pode ser inscrita na lista do Património Cultural Intangível. Bastante positivo Também António Monteiro, à frente da Associação dos Jovens Macaenses olha para este primeiro passo como “bastante positivo”. À Lusa, o também membro do Conselho do Património Cultural de Macau, órgão consultivo do Governo, salienta a necessidade de trabalhar na transmissão geracional destas expressões. Monteiro lembra outras associações culturais de Macau, onde se “prepara a juventude para dar continuidade, para a representação de cada manifestação do património intangível”. O responsável sugere que o património cultural tangível e intangível entre gradualmente nas escolas do território, seja através da criação de uma disciplina ou de maior contacto com líderes associativos. “Pouco a pouco, tem de ser cada vez mais promovido junto da nova geração, não só pelo sentido de pertença de Macau, mas também uma pertença identitária para todos os interesses que venham a ser úteis para o futuro”, indica. Neste momento, entre as 24 manifestações que constam da Lista do Património Cultural Intangível, que contempla as danças folclóricas portuguesas, a confecção de pastéis de nata e as procissões de Nossa Senhora de Fátima e do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos, estão classificados ainda o teatro em patuá – crioulo de Macau de base portuguesa – e a gastronomia macaense. Ontem entraram também para o inventário a devoção e procissão de Nossa Senhora dos Remédios, costumes da refeição do Yum Cha – tradição cantonesa de café da manhã ou ‘brunch’ -, a preparação do chá com leite (‘nai cha’) e a preparação de pão de costeleta de porco, a bifana de Macau (‘jyu pa bao’).
Hoje Macau PolíticaAMCM | Renovado mandato de Vong Sin Man O mandato de Simon Vong Sin Man como presidente do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) foi renovado até ao final deste ano. A decisão do Chefe do Executivo foi publicada ontem no Boletim Oficial. Embora esteja ligado à Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, onde trabalhou entre 1989 e 2002, Vong integra o conselho de administração da AMCM desde 2018. As primeira nomeações foram como vogal, enquanto a promoção à presidência do órgão aconteceu em Fevereiro deste ano. Antes disso desempenhou funções como técnico e assessor do Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças. Foi ainda jornalista, entre 1986 e 1989, e auditor, entre 1983 e 1986. Em termos académicos, Simon Vong é licenciado em Gestão de Empresas pela Universidade da Ásia Oriental de Macau, e tem dois mestrados, um em Economia pela Universidade de Jinan e outro em Administração Pública pelo Instituto Nacional de Administração da China e pela Universidade de Pequim. O despacho indica que a renovação da comissão de serviço tem por base a idoneidade cívica, experiência e competência profissionais adequadas para o exercício das funções. O despacho de Sam Hou Fai publicado ontem, mostra ainda que foram igualmente renovados os mandatos de Lau Hang Kun e Chan Kuan I, os restantes vogais do Conselho de Administração da AMCM.
Hoje Macau China / ÁsiaHSBC | Lucro sobe 27,1 por cento no primeiro semestre O banco HSBC, o maior da Europa, registou um lucro líquido atribuível de 14.626 milhões de dólares no primeiro semestre de 2026, o que representa um aumento de 27,07 por cento em termos homólogos. Entre Janeiro e Junho, a faturação do grupo cresceu 10,6 por cento em termos anuais, atingindo 37.742 milhões de dólares, informou ontem o HSBC no relatório de resultados enviado à Bolsa de Hong Kong, onde as suas acções são negociadas. A empresa atribui a melhoria nos números à ausência de itens extraordinários negativos, referindo-se principalmente ao impacto do reconhecimento de cerca de 2,1 mil milhões de dólares em perdas por dissolução e redução ao valor recuperável após a diminuição, no ano passado, da sua participação no banco estatal chinês Bank of Communications de 19 por cento para 16 por cento. Além disso, o HSBC destaca receitas líquidas mais elevadas provenientes de juros e também de comissões, sendo que, neste último item, o crescimento foi especialmente expressivo nos segmentos de gestão de património e banco de atacado. “O HSBC está a tornar-se o banco forte que pretendemos construir. Estamos a executar as nossas prioridades estratégicas com celeridade, precisão e disciplina. Isso permite que as nossas quatro linhas de negócios se concentrem nos seus principais pontos fortes, cresçam, trabalhem em conjunto de forma mais eficaz e aprofundem o relacionamento com os clientes”, afirmou o CEO da instituição, Georges Elhedery.
Hoje Macau Grande PlanoRDCongo | Epidemia de Ébola já matou mais de 1.700 pessoas A actual epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) já matou mais de 1.700 pessoas no leste do país, segundo os dados governamentais ontem anunciados. Até ao momento, foram registados 3.802 casos, com 1.707 mortes, segundo a actualização mais recente do Governo desta nação vizinha de Angola. Ainda não é claro quando a epidemia atingirá o seu pico, afirmou também ontem o director-geral da agência de saúde pública da União Africa, o Africa CDC, Jean Kaseya, durante a sua segunda visita à cidade de Búnia, perto do epicentro da epidemia. Kaseya alertou que quase 80 por cento dos novos casos não resultam do rastreio de contactos, mas sim da transmissão comunitária. Também o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, irá à capital congolesa, Kinshasa, e deverá visitar Búnia ainda esta semana. Rol de dificuldades A epidemia, declarada a 15 de Maio, foi associado ao vírus Bundibugyo, para o qual não existem vacinas nem tratamentos aprovados. Atrasos no rastreio de contactos, dificuldades de acesso às áreas afectadas, desconfiança das comunidades e violência por parte de grupos armados e de alguns residentes têm dificultado a resposta, segundo o Africa CDC. Estão em curso dois ensaios clínicos de medicamentos de profilaxia pós-exposição na província de Ituri, bem como dois ensaios de vacinas distintos, no Reino Unido e no Canadá. Este episódio epidémico está sobretudo concentrado na remota província de Ituri, no leste da RDCongo, que representa quase 90 por cento dos casos, mas já foram confirmados casos noutras cinco províncias, incluindo numa das maiores cidades do país, Kisangani. O vizinho Uganda declarou-se livre do Ébola após a alta do último paciente do país, em meados de Junho. Um dos principais desafios é o facto de o paciente zero ainda não ter sido identificado, enquanto os deslocamentos causados pelo conflito armado e pela exploração mineira ilegal na região dificultam o rastreio de milhares de pessoas que estiveram em contacto com infectados. A OMS comunicou que está a acompanhar mais de 17.000 potenciais contactos, sendo quase 80 por cento deles observados diariamente. Na segunda-feira, profissionais de saúde na cidade fortemente afectada de Mongbwalu lançaram um ultimato sobre salários em atraso. Anteriormente, profissionais de saúde em Búnia entraram em greve devido à falta de pagamento e a condições de trabalho perigosas. A OMS afirma que mais de 100 profissionais de saúde foram infectados desde o início desta epidemia, a 17.ª no país.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Morte de três leões devido ao calor gera críticas A morte de três leões num jardim zoológico japonês, possivelmente devido ao calor, gerou críticas por parte de organizações de defesa dos direitos dos animais, noticiaram ontem meios de comunicação internacionais. “Esta tragédia é um lembrete contundente de que os jardins zoológicos nunca poderão proporcionar aos animais selvagens o controlo e a liberdade de que necessitam para se protegerem”, afirmou a associação de defesa de animais PETA, num comunicado enviado à agência de notícias EFE. Estas declarações surgiram depois de o jardim zoológico de Tama, localizado nos arredores de Tóquio, ter noticiado na segunda-feira a morte de três dos seus leões, que apresentaram sintomas como perda de apetite e fadiga durante vários dias. Num comunicado, o zoo explicou que vários leões começaram a apresentar sinais de fraqueza a partir de 18 de Julho e, em 22 de Julho, o número de animais afectados tinha chegado aos 10. “A causa da morte não será determinada até que os resultados dos exames estejam disponíveis, no entanto, os resultados da autópsia patológica revelaram desidratação generalizada e falência múltipla de órgãos nos três leões, sugerindo que o ‘stress’ térmico foi um factor contribuinte”, explicou a instituição. O Japão passou por uma forte onda de calor em meados de Julho, que entre 13 e 26 de Julho fez pelo menos 59 mortos e milhares de hospitalizados, com várias cidades a atingirem temperaturas superiores aos 40 graus Celsius. No seu comunicado, o Jardim Zoológico de Tama disse que, dos 10 leões afectados, três ainda estão muito fracos e incapazes de se manter de pé, enquanto quatro recuperaram ou estão a mostrar sinais de recuperação. Outros seis leões que residem no zoo nunca apresentaram sinais de doença.
Hoje Macau China / ÁsiaCoreia do Sul | Onda de calor causa 16 mortos A onda de calor que assola a Coreia do Sul provocou a morte de pelo menos 16 pessoas e levou as autoridades do país asiático a declararem ontem o alerta máximo por calor em algumas zonas de Seul. Um homem com cerca de 40 anos morreu na segunda-feira na cidade portuária de Incheon, a oeste de Seul, depois de ter sido hospitalizado no dia anterior, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. Com esta morte, já são 16 os óbitos associados a doenças causadas pelo calor, de acordo com a Agência de Controlo e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul, enquanto mais de duas mil pessoas receberam cuidados médicos desde Maio. A Coreia do Sul encontra-se mergulhada numa onda de calor que, no domingo, levou a cidade de Yangsan, no sudeste, a atingir os 42,5 graus Celsius, a temperatura mais elevada alguma vez registada na península desde o início das observações meteorológicas modernas, em 1904. Durante uma reunião do Conselho de Ministros, o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, afirmou que as autoridades deveriam “considerar a situação como uma catástrofe nacional” e instou à mobilização dos recursos disponíveis para “proteger a vida das pessoas como a tarefa mais urgente”. Neste contexto, a Agência Meteorológica sul-coreana (KMA) emitiu esta terça-feira o alerta máximo devido às altas temperaturas para Seul, onde se prevê que os termómetros ultrapassem os 38 graus.
Hoje Macau China / ÁsiaMinistro da Defesa afirma que Japão deve reforçar exército com urgência O ministro da Defesa do Japão considerou ontem que o país asiático deve reforçar o exército com “um sentimento de urgência e de crise”, alertando para riscos associados à China, Coreia do Norte e Rússia. Tóquio já está a aumentar as despesas militares e reforçou a cooperação em matéria de segurança na Ásia, posicionando lança-mísseis nas ilhas periféricas, procurando adquirir capacidades de “contra-ataque” e flexibilizando as regras sobre as exportações de armamento. Contudo, no prefácio de um relatório anual sobre a defesa do arquipélago, o ministro da defesa nipónico, Shinjiro Koizumi, considerou “imperativo que o Japão reforce e transforme ainda mais as capacidades de defesa com um sentimento de urgência e de crise mais forte do que nunca”. Koizumi alertou ainda que na região Ásia-Pacífico, “não só a China e a Coreia do Norte continuam a reforçar as suas capacidades militares”, mas também a “Rússia e a Coreia do Norte estão também a reforçar a sua cooperação”. O relatório publicado ontem indica que Pequim está a “intensificar as suas actividades” ao redor do Japão e enumera uma série de incidentes em 2025, nomeadamente atividades de porta-aviões chineses e a “aproximação invulgarmente estreita” entre aviões chineses e japoneses durante dois incidentes em Junho e Julho. Amigo americano Por outro lado, o Japão decidiu em Abril levantar as suas restrições às exportações de armas. O livro branco nota, no entanto, os limites da sua base industrial para alavancar a produção e a inovação. Koizumi concluiu ter “trocado pontos de vista francos” com o homólogo norte-americano, Pete Hegseth, sobre a “inabalável” aliança nipo-americana e sobre o reforço da cooperação em matéria de segurança com as Filipinas, a Austrália e a Coreia do Sul para um “Indo-Pacífico livre e aberto”. “À medida que o ambiente de segurança se deteriora de forma cada vez mais rápida, torna-se necessário reforçar a resiliência face às crises em toda a região”, indicou o ministro, garantindo que Tóquio “vai construir e desenvolver redes a vários níveis entre aliados e países com valores semelhantes”.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Quase 400 mil pessoas retiradas da zona centro devido à chuva A região centro da China tem sido fortemente afectada por chuvas intensas nos últimos dias. O risco de inundações e deslizamento de terras levou à evacuação massiva de pessoas nas províncias de Shaanxi e Sichuan As fortes chuvas que atingem o centro da China obrigaram à retirada preventiva de quase 400.000 pessoas nas províncias de Shaanxi e Sichuan, enquanto as autoridades mantêm vários alertas devido ao risco de inundações, cheias e desastres geológicos. Na província de Shaanxi, as autoridades retiraram preventivamente 115.756 pessoas desde quinta-feira, informou ontem a televisão estatal CCTV. Na província vizinha de Sichuan, mais de 270.000 pessoas foram retiradas desde 29 de Julho devido às fortes chuvas, que provocaram desastres geológicos em várias localidades e levaram ao reforço das medidas de prevenção. Ainda ontem, a precipitação afectou vastas zonas de Shaanxi, com chuva forte ou torrencial em vários distritos e acumulados superiores a 100 milímetros em diversos pontos da província. As chuvas provocaram cheias em vários rios e mantiveram elevado o risco de inundações, enquanto as autoridades continuam a acompanhar a evolução da situação. O ministério dos Recursos Hídricos informou ontem que 18 rios do país permanecem acima do nível de alerta e advertiu para o risco de novas cheias em rios de pequena e média dimensão entre 4 e 6 de Agosto, sobretudo em zonas de Shaanxi, Sichuan e da cidade de Chongqing. O Centro Meteorológico Nacional manteve um alerta laranja, o segundo mais elevado do sistema chinês, devido à previsão de chuva intensa em várias regiões do país. A província de Shaanxi activou igualmente alertas do mesmo nível para fenómenos meteorológicos severos e risco de desastres secundários. Alerta vermelho O ministério dos Recursos Hídricos manteve um alerta vermelho, o mais elevado do sistema chinês, para o risco de cheias repentinas em zonas montanhosas do centro do município de Chongqing, um território com cerca de 82.400 quilómetros quadrados, semelhante em área à Áustria ou à República Checa. O episódio junta-se a um Verão marcado por fenómenos meteorológicos extremos na China, onde a passagem de vários tufões, as chuvas torrenciais no sul e centro do país e os deslizamentos de terras em zonas montanhosas provocaram, nas últimas semanas, dezenas de mortos, centenas de milhares de retiradas preventivas e danos em infraestruturas, habitações e redes de transporte em várias províncias. As autoridades continuam também a acompanhar a evolução do tufão Dolphin, que permanece afastado das águas chinesas, mas cuja trajectória posterior em direcção ao mar a leste da China continua incerta.
Hoje Macau China / ÁsiaIA na China cresceu 40% em 2025 atingindo 153,9 mil milhões de euros As autoridades chinesas anunciaram que o sector da inteligência artificial (IA) na China deverá ultrapassar 1,2 biliões de yuan em 2025, o que representa um aumento de 40 por cento em relação ao ano anterior. “Até ao final de Junho, o número de empresas de IA ultrapassou as 6.600, representando 15 por cento do total mundial”, afirmou a Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicações (CAICT) num comunicado publicado nas redes sociais na segunda-feira. De acordo com a CAICT, a indústria de IA na China estabeleceu um “ecossistema industrial abrangente que inclui infraestruturas de base, estruturas de modelos e aplicações industriais”. A academia referiu que a cadeia industrial da IA se divide na camada de infraestruturas, na camada de estruturas de modelos e na camada de aplicações. “Em 2025, a dimensão da camada de infraestruturas de IA da China cresceu 59 por cento em relação ao ano anterior, representando 38 por cento do total; a dimensão da camada de estruturas de modelos de IA cresceu 189 por cento, representando 7 por cento, e a dimensão da camada de aplicações de IA cresceu 22 por cento, representando 55 por cento”, acrescentou a CAICT. Expansão em curso A CAIC observou que a indústria de inteligência artificial da China é “altamente concentrada” em termos de distribuição geográfica. Pequim, Guangdong, Xangai, Zhejiang e Shandong lideram o desenvolvimento da IA, juntas, estas cinco províncias representam mais de 80 por cento da indústria de IA da China. A academia descreveu o sector da IA na China como “em plena expansão”, com as inovações tecnológicas a alcançarem uma série de avanços, “marcando um período de vitalidade sem precedentes”. A tecnológica chinesa Alibaba apresentou esta semana o Qwen3.8-Max, o seu modelo de inteligência artificial mais avançado até à data, num novo passo na competição entre os principais programadores chineses e norte-americanos de sistemas de raciocínio, programação e agentes autónomos. O Qwen tornou-se um dos principais pilares da aposta da Alibaba na inteligência artificial e na computação em nuvem, áreas nas quais o grupo anunciou investimentos superiores a 52 mil milhões de dólares ao longo de três anos. O lançamento ocorre numa altura de forte dinamismo do setor chinês da IA, após a apresentação de modelos como o Kimi K3, da Moonshot, ou o GLM-5.2, da Zhipu, e em plena competição tecnológica entre a China e os Estados Unidos por tecnologias consideradas estratégicas.
Hoje Macau China / Ásia ManchetePlano quinquenal domina retiro de Verão da liderança chinesa O tradicional retiro de Verão da liderança chinesa em Beidaihe arrancou com uma reunião entre o dirigente Cai Qi e especialistas convidados, tendo como pano de fundo as prioridades do novo plano quinquenal da China. Cai, membro do Comité Permanente do Politburo, o principal órgão de decisão do Partido Comunista Chinês, reuniu-se na segunda-feira com especialistas de várias áreas em Beidaihe, uma estância balnear na província de Hebei, informou na noite de segunda-feira a agência noticiosa oficial Xinhua. O despacho não faz referência a reuniões da liderança chinesa nem a deliberações políticas, centrando-se apenas no encontro com especialistas, um formato que, nos últimos anos, se tornou um dos poucos sinais públicos associados ao tradicional retiro de Beidaihe, cada vez menos visível na cobertura oficial. Situada na província de Hebei (norte), a cerca de 300 quilómetros de Pequim, Beidaihe foi instituída pelo antigo líder Mao Zedong, em 1953, como local de descanso de Verão para os principais dirigentes chineses. Prioridades definidas Este ano, o programa oficial de férias para especialistas decorreu sob o lema “Avançar no XV Plano Quinquenal”, aprovado em Março, e reuniu representantes das áreas da investigação fundamental, tecnologias estratégicas, tecnologias essenciais e ciências sociais. Cai afirmou que o período entre 2026 e 2030 será uma fase “crucial” para transformar a China numa potência nas áreas da educação, da tecnologia e dos recursos humanos qualificados, apelando aos especialistas para darem “novos contributos para a modernização socialista”. A referência está em linha com as prioridades definidas por Pequim para o próximo plano quinquenal, numa altura em que a China procura reforçar a auto-suficiência tecnológica face às restrições impostas do exterior. A iniciativa ocorre também depois de o Politburo ter decidido convocar para Outubro a quinta sessão plenária do XX Comité Central do PCC. Este ciclo culminará no XXI Congresso do PCC, previsto para o Outono de 2027.
Hoje Macau EventosIIM acolhe projecto linguístico de Cheong Kin Man e Marta Sala Está marcado para esta quinta-feira, a partir das 18h30, uma sessão participativa sobre as línguas existentes em Macau, e que se relaciona com o trabalho da dupla de artistas Cheong Kin Man, natural de Macau e Marta Sala, da Polónia. O evento acontece no Instituto Internacional de Macau (IIM) e é acompanhado de uma exposição em formato “pop-up”. Segundo uma nota do IIM, convida-se o público a “contribuir para uma futura obra audiovisual sobre a translingualidade quotidiana de Macau”, numa iniciativa chamada de “Midissage”, um termo franco-alemão utilizado para um encontro realizado a meio de uma exposição. A sessão será organizada em sucessivas rondas de perguntas, durante as quais cada participante poderá intervir por um máximo de um minuto. O formato procura reunir experiências relacionadas com as línguas utilizadas na vida familiar, profissional e urbana de Macau. O encontro decorrerá maioritariamente em inglês, permanecendo aberto a intervenções em qualquer idioma. A iniciativa pretende observar uma realidade linguística que ultrapassa as duas línguas oficiais, português e chinês, e inclui, entre outras, inglês ou tagalo. As intervenções serão registadas em vídeo e posteriormente incorporadas numa obra audiovisual, fazendo da própria participação pública parte do processo artístico e documental. Têxteis de uma vida Por sua vez, a exposição temporária, com curadoria de Sara Neves, apresenta trabalhos têxteis inéditos na Ásia, concebidos pela dupla como “auto-etnografias artísticas”. É também apresentada uma instalação com uma selecção de entrevistas feitas por Cheong Kin Man, entre 2008 e 2009, junto de comunidades da diáspora de Macau. Este projecto resulta de uma residência de investigação acolhida pelo IIM, em associação com o Instituto Português do Oriente (IPOR), dedicada às ligações humanas e culturais entre Macau e o mundo, à translingualidade, às memórias diaspóricas e ao património afectivo. Segundo a dupla, a acção procura abordar Macau não apenas como lugar de coexistência entre idiomas, mas como espaço onde diferentes formas de falar, escutar e traduzir participam diariamente na construção de pertenças. A residência prolonga-se até meados deste mês, período durante o qual a exposição continuará a evoluir diariamente e será gradualmente desfeita, em lugar de encerrar de forma convencional. O programa conta com o apoio do “Goethe-Institut Hongkong” (Instituto Alemão de Hong Kong), bem como com o apoio institucional do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e o patrocínio honorário do Consulado-Geral da Polónia em Hong Kong. Concluída a etapa de Macau, Marta Stanisława Sala e Cheong Kin Man seguem para o Brasil, onde o programa tem o apoio institucional do IIM. No Rio de Janeiro, realizarão uma residência de investigação artística na Casa de Pedra e apresentarão novas actividades, antes de prosseguirem para São Paulo.