Hoje Macau China / ÁsiaGuangxi | Tufão Narra obriga à retirada de 54 mil pessoas O Narra obrigou a retirar mais de 54 mil pessoas no sul da China, após provocar chuvas torrenciais e inundações. Segundo a televisão estatal chinesa CCTV, a tempestade afectou pelo menos 61 mil pessoas na região de Guangxi, das quais 54 mil foram retiradas de forma preventiva, para evitar riscos. As chuvas associadas ao tufão fizeram ainda com que 10 rios e 15 estações hidrológicas ultrapassassem os níveis de alerta. O estreito de Qiongzhou, entre a província de Guangdong e a ilha de Hainan, suspendeu ontem o tráfego marítimo como medida preventiva. O impacto do Narra concentrou-se sobretudo em zonas do sul de Guangxi, onde várias localidades sofreram inundações, cheias repentinas e danos em infraestruturas, enquanto as equipas de emergência prosseguem os trabalhos de prevenção e resposta. As autoridades meteorológicas chinesas prevêem que o núcleo do tufão, que se encontrava ontem sobre o norte do mar do Sul da China, continue a avançar lentamente para oeste e noroeste e atinja a costa com intensidade de tempestade tropical forte. A combinação do ciclone com os fluxos de monção poderá prolongar a precipitação e aumentar o risco de inundações urbanas, cheias em pequenos rios e deslizamentos de terras. Entretanto, a China mantém sob vigilância o Saudel, o 18.º tufão da temporada, que atingiu a categoria de supertufão e cuja trajectória poderá aproximá-lo do leste do país nos próximos dias, após atingir as ilhas de Okinawa, no sul do Japão.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Xi defende solução diplomática para conflitos O rei Abdullah II da Jordânia encontrou-se com Xi Jinping Pequim para discutir a crise no Médio oriente e fortalecer os laços com o país asiático O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu segunda-feira um cessar-fogo abrangente e uma solução diplomática para o conflito no Médio Oriente, durante um encontro em Pequim com o rei Abdullah II da Jordânia. “Defendemos um cessar-fogo abrangente e a resolução dos litígios por meios políticos e diplomáticos, com o entendimento de que a soberania e a segurança dos países da região, incluindo a Jordânia, devem ser respeitadas”, afirmou Xi. O Presidente chinês considerou que a questão palestiniana está “no cerne” dos problemas do Médio Oriente e defendeu uma solução assente em quatro princípios. Xi apontou, em primeiro lugar, para uma solução política baseada na criação de dois Estados, defendendo o regresso às negociações de paz e a constituição de um Estado palestiniano “o mais rapidamente possível”. O líder chinês defendeu também uma governação palestiniana, incluindo na Cisjordânia, e a reconstrução da Faixa de Gaza após a guerra, assim como os princípios do humanitarismo, da equidade e da justiça. Pequim pretende que sejam abordados simultaneamente “os sintomas e as causas profundas”, através de medidas destinadas a alcançar uma solução “rápida, abrangente, justa e duradoura” para a questão palestiniana. Xi destacou igualmente o papel “único e importante” da Jordânia no Médio Oriente e manifestou o “firme apoio” da China à salvaguarda da soberania, segurança e interesses nacionais do país. O Presidente chinês defendeu o reforço dos contactos entre os dois países a diferentes níveis, incluindo entre governos, partidos políticos, órgãos legislativos e autoridades locais. “A cooperação entre a China e a Jordânia é essencialmente mutuamente benéfica”, afirmou Xi, defendendo o aprofundamento das relações em sectores tradicionais como comércio, infraestruturas, transportes e mineração, além da expansão para novas áreas. O líder chinês manifestou ainda disponibilidade para reforçar a coordenação com Amã em instituições multilaterais, incluindo as Nações Unidas, e para defender conjuntamente “a ordem internacional baseada no direito internacional”. Valores da imparcialidade Por seu lado, Abdullah II afirmou valorizar muito a posição “imparcial e consistente da China em relação aos assuntos regionais e o seu apoio à justa causa dos países árabes”. “A Jordânia está disposta a manter uma comunicação fluida com a China e a continuar a envidar esforços positivos para aliviar a situação actual, para que os povos do Médio Oriente possam desfrutar de paz e prosperidade”, acrescentou o líder jordano. O monarca reiterou também o apoio de Amã ao princípio de “Uma Só China”, considerando Taiwan “parte integrante” do território chinês, e manifestou interesse em receber mais investimentos de empresas chinesas na Jordânia. Abdullah II afirmou ainda esperar que a China desempenhe “um papel de liderança mais significativo a nível global”.
Hoje Macau EventosGastronomia | EL&N Deli & Bakery abre portas no Mercado Kam Pek Pão, pastelaria e café. Eis os produtos pelos quais é conhecido o EL&N Deli & Bakery, novo espaço gastronómico a funcionar no Mercado Kam Pek, bem no coração de Macau, e que está também de portas abertas no Grand Lisboa Palace. Ambos os espaços estão sob alçada da operadora de jogo Sociedade de Jogos de Macau (SJM). Segundo um comunicado, o que se apresenta ao público é “um novo conceito de padaria e bebidas” com ligação à área do Life&Style, tendo em conta a decoração do espaço e o formato de funcionamento. O negócio tem localização central na Avenida de Almeida Ribeiro. “Situado no centro histórico de Macau, o Mercado Kam Pek tornou-se um animado centro de gastronomia contemporânea, juntando conceitos inovadores num dos bairros mais característicos do território. A EL&N Deli & Bakery proporciona um sítio convidativo de paragem depois de explorar a ‘San Ma Lo’ e ruas circundantes, seja para saborear um doce acabado de sair do forno ou para levar algo prático”, no formato take-away, pode ler-se. A marca traz dois produtos “criados em exclusivo” para Macau, como é o caso do “EL&N Deli Special Pineapple Bun with Butter”, ou seja, o tradicional pão com crosta, barrado a manteiga, e que é típico de Hong Kong. Apresenta-se ainda o cheesecake de San Sebastián, estando também disponível uma selecção de “bebidas exclusivas” enlatadas e prontas a levar. Fundada em Londres em 2017 por Alexandra Miller, a EL&N passou de um café em Mayfair a “fenómeno global de estilo de vida com um público fiel”. A SJM procura, com esta nova abertura, apostar na diversidade de locais gastronómicos e de oferta, é referido na mesma nota.
Hoje Macau EventosGrand Lisboa Palace acolhe edição 2026 do Fortune Leaders Forum O empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, será palco da edição deste ano do Fortune Leaders Forum, a 8 de Setembro. Segundo um comunicado, o evento “reúne os principais executivos, especialistas em inovação e decisores globais”. Incluem-se também empresários que constam na lista Fortune 500, ligados a sectores como negócios, finanças, viagens, área de cuidados de saúde e outros. Num evento que conta com a presença de Daisy Ho, directora-executiva da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), concessionária que detém o Grand Lisboa Palace, pretende-se “explorar a agenda empresarial global em constante evolução, num contexto de transformação impulsionada pela Inteligência Artificial e de mudanças geopolíticas”. O tema da edição deste ano do Fortune Leaders Forum é “Liderança na Era da Convergência e da Complexidade”, centrando-se nas “questões que os líderes têm de enfrentar no actual ambiente empresarial”, nomeadamente “geopolítica, incerteza económica, transformação organizacional e as dinâmicas em constante mudança que moldam a tomada de decisões em tempo real”. Da IA à Grande Baía Outros oradores presentes no painel de conferências, a 8 de Setembro, são David Mann, economista-chefe para a região da Ásia-Pacífico da Mastercard e Serene Nah, directora-executiva e chefe para a região da Ásia-Pacífico da Digital Realty, empresa americana com sede em Austin especializada na gestão de centros de dados. Um dos painéis matinais do Fórum intitula-se “The Global Economy: Signals for the Year Ahead”, com Andrew Staples, co-presidente do Fortune Leaders Forum e Louis-Vincent Gave, dirigente da Gavekal, empresa do sector financeiro de Hong Kong. Destaque ainda para o painel “New Strategies for Growth: Walmart’s Next 30 Years in China”, que analisa a presença desta empresa americana no país, e que vai contar com os testemunhos de Christina Zhu, presidente e CEO da Walmart China, e Lee Williamson, co-presidente do Fortune Leaders Forum. Não faltam painéis sobre as repercussões da inteligência artificial nos domínios económico e financeiro, ou ainda sobre o poder da tecnologia nestas áreas. É o caso de “Paying it Forward: What’s Next in Digital Finance?”, com foco na mudança para a moeda digital no continente asiático, e que conta com apresentação de Fang Wang, directora-executiva da Shanghai Fortune China. O projecto da Grande Baía será também analisado em “The GBA Decade: Opportunity, Innovation and Global Impact”, com o contributo de Edward Au, partner da consultora Deloitte China, e Alex Che Weng Keong, presidente da direcção do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM).
Hoje Macau Manchete SociedadeSJM | Prejuízos cresceram quase 62% no primeiro semestre A SJM Holdings registou um prejuízo de 295 milhões de dólares de Hong Kong (HKD) no primeiro semestre deste ano, em parte devido à quebra de 20,8 por cento das receitas líquidas face ao mesmo período do ano passado. Segundo os resultados divulgados ontem pela empresa, o prejuízo do primeiro semestre de 2026 aumentou 61,7 por cento em relação ao nível de 182 milhões de HKD do primeiro semestre de 2025. Também a receita líquida do jogo caiu 22,5 por cento, para um total de 10,56 mil milhões de HKD. No entanto, o EBITDA ajustado, que mede a rentabilidade operacional das empresas, registou um ligeiro aumento de 3,3 por cento, para 1,7 mil milhões de HKD, com a margem a subir 3,5 pontos percentuais, para 14,7 por cento. Também a quota de mercado que o grupo detém na indústria diminuiu 3,1 pontos percentuais, para 9,8 por cento. Nos primeiros seis meses do ano, as receitas do Grand Lisboa Macau foram de 4,01 mil milhões de HKD, com a receita bruta de jogos a crescer 7,1 por cento em termos homólogos, para 3,8 mil milhões de HKD. No entanto, os resultados operacionais registaram uma ligeira descida, passando de 863 milhões de HKD em 2025 para 860 milhões de HKD na primeira metade deste ano. Já o Grand Lisboa Palace, registou receitas no primeiro semestre de 3,9 mil milhões de HKD, enquanto a receita bruta de jogo subiu 12,9 por cento, para 3,3 mil milhões de HKD. O resultado operacional, no entanto, diminuiu de 82 milhões de HKD para 22 milhões de HKD.
Hoje Macau SociedadeDengue | Período de risco leva a combate à proliferação de mosquitos Macau está neste momento a atravessar o período de maior risco de transmissão da febre de dengue e da febre de chikungunya, motivo pelo qual um grupo de trabalho interdepartamental tem focado a eliminação de fontes de proliferação do mosquito responsável pela transmissão da febre. Como tal, residentes oram mobilizados para trabalharem em conjunto com as autoridades “na implementação de medidas preventivas a nível comunitário, incluindo a eliminação da água estagnada e a prevenção de infestações por mosquitos”. De acordo com os dados oficiais, o índice de propagação de mosquitos foi de 41,6 por cento em Julho, o que os Serviços de Saúde indicam significar que o mosquito Aedes albopictus está activo. Desde Julho, os Serviços de Saúde procederam, pelo menos, três a quatro vezes por mês, à eliminação de mosquitos nos locais com maior incidência de queixas de higiene. Foram também reforçadas as inspecções e eliminações das fontes de proliferação de mosquitos nos bairros comunitários, nomeadamente em terrenos devolutos. Até Julho deste ano, foram realizadas 8.930 inspecções a fontes de proliferação. Para reduzir o problema de mosquitos, os Serviços de Saúde levaram a cabo 1.922 acções de eliminação química de mosquitos em 130 pontos negros de higiene e nas zonas com risco de casos de duas febres em Macau. Por outro lado, o Instituto para os Assuntos Municipais responsabiliza-se pela eliminação mensal de mosquitos em parques, zonas de lazer e cemitérios municipais de Macau.
Hoje Macau SociedadeRoubo | Homem detido por ficar com 100 mil HKD de prostituta Um homem, cidadão da China, foi detido este domingo por ter extorquido 100 mil dólares de Hong Kong (HKD) a uma prostituta após o acto sexual num quarto de hotel no Cotai. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o caso aconteceu na noite da última sexta-feira, sendo que o suspeito recusou pagar três mil dólares de Hong Kong à mulher pelo serviço sexual e ameaçou-a com uma faca. Depois, amarrou a prostituta com fita adesiva e obrigou-a a dar a palavra passe de acesso ao telemóvel, conseguindo obter o dinheiro que trocou por fichas de jogo. O homem alegou que esse dinheiro iria servir para pagar uma dívida de jogo, pedindo à mulher para não o denunciar. A vítima conseguiu depois sair do quarto, e contou o sucedido a uma amiga, e só aí as autoridades policiais foram contactadas. Depois de uma investigação preliminar, o homem acabou por confessar que já tinha a faca e a fita adesiva preparadas antes do roubo. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, com o homem a ser suspeito da prática dos crimes de roubo e posse injustificada de armas e outros instrumentos. Quanto à vítima, a trabalhar como prostituta, será realizada outra investigação.
Hoje Macau PolíticaHengqin | Apresentadas medidas para apoiar sector da aviação A Direcção do Desenvolvimento Industrial da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, Guangdong-Macau apresentou um plano para promover o desenvolvimento integrado do Centro Internacional de Transporte Aéreo de Macau na Margem Ocidental do Rio das Pérolas. O plano contempla várias medidas de apoio para reduzir os custos operacionais de logística, como um subsídio de 1 yuan por cada quilo de carga que empresas de transporte internacional de mercadorias que passem pelo terminal de carga de Hengqin do Aeroporto de Macau, num máximo de 5 milhões de yuan por ano. No chão, as autoridades de Hengqin vão atribuir um subsídio no valor de 50 por cento dos custos reais anuais de exploração e manutenção das instalações de serviço usados por empresas de importação e exportação, até um limite máximo anual de 2 milhões de yuan. Os apoios vão-se estender ao armazenamento, através de um apoio para cobrir 50 por cento do arrendamento em armazéns em Hengqin, até um milhão de yuan por ano. Também o manuseamento e tratamento de mercadorias será subsidiado para incentivar a utilização do Terminal de Carga de Hengqin. As autoridades realçam que os apoios serão mais generosos para empresas com capital de Macau, ou empresas do programa “Cultivar e Fortalecer”. Também os profissionais empregados na zona de cooperação na área da logística aérea transfronteiriça podem candidatar-se a um subsídio de subsistência de 40 mil yuan por pessoa, distribuído a uma taxa de 30 por cento nos primeiros dois anos e de 40 por cento no terceiro ano.
Hoje Macau Grande PlanoÁrtico | Cimeira dos líderes europeus em Setembro na Finlândia A Finlândia anunciou ontem que vai organizar, em Setembro, uma cimeira de líderes da União Europeia dedicada ao Ártico, cuja “importância geopolítica continua a crescer rapidamente”. As declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, de acordo com as quais o território autónomo dinamarquês da Gronelândia devia passar a ser norte-americano, bem como a decisão da China de enviar um porta-contentores numa rota que atravessa o Ártico, confirmaram essa importância estratégica. A cimeira, a realizar-se nos dias 13 e 14 de Setembro, em Rovaniemi (norte), visa “reforçar a abordagem estratégica comum da UE em relação à região ártica, cuja importância geopolítica não cessa de crescer rapidamente”, referiu em comunicado o gabinete do primeiro-ministro finlandês, Petteri Orpo. Os líderes europeus, nomeadamente o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, devem participar no evento, juntamente com a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. “A região ártica é uma parte cada vez mais importante do ambiente de segurança da Europa”, afirmou o primeiro-ministro finlandês. “A União Europeia tem interesses directos na estabilidade, segurança e desenvolvimento sustentável. É muito valioso poder debater estas questões em conjunto com um vasto grupo de líderes da UE”, acrescentou. O degelo marinho reforçou a importância estratégica desta região, melhorando o acesso a recursos naturais cruciais e abrindo novas rotas marítimas. Aliás, um porta-contentores sul-coreano partiu no sábado para a Europa pelo Ártico, o mais recente exemplo do novo interesse suscitado por esta rota marítima, num momento em que persiste o bloqueio do tráfego no Médio Oriente devido à guerra entre Estados Unidos e Irão. De acordo com especialistas, esta rota, mesmo que se tenha tornado mais navegável devido ao aquecimento global, deverá continuar a ser secundária.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Deputados viajam para Pequim após aumento de tensões Um grupo de deputados japoneses viajou ontem para Pequim para se reunir com responsáveis chineses, pela primeira vez desde que as relações bilaterais se deterioraram, após comentários da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre Taiwan. A delegação vai reunir-se com responsáveis do Partido Comunista Chinês durante a visita, que se estende até quinta-feira. O grupo inclui Gaku Hashimoto, deputado do Partido Liberal Democrático (PLD), actualmente no poder, e antigo vice-ministro da Saúde e Bem-Estar, e um deputado de cada um dos partidos da oposição Komeito e Aliança Centrista Reformista (CRA, na sigla em inglês). “A comunicação foi interrompida em todas as áreas e estamos a começar a ver o impacto disto em muitos sectores”, disse Shinichi Isa, um dos porta-vozes do partido CRA. “Espero que possamos encontrar de alguma forma uma pista para reiniciar o diálogo”, acrescentou o dirigente, aos jornalistas antes de deixar o aeroporto de Haneda, em Tóquio. Isa, que serviu como diplomata na Embaixada do Japão na China, escreveu na rede social X, no início de Agosto, que os laços bilaterais atingiram o seu pior nível desde a normalização das relações em 1972. O deputado escreveu que as autoridades sempre mantiveram a comunicação, mesmo durante os momentos mais difíceis anteriores: “Agora, todos os canais entre as autoridades e os ministérios foram cortados.” A situação não é do interesse nacional de nenhum dos lados, disse Isa na altura, e o lado chinês aceitou um pedido dos deputados japoneses para uma “janela para o diálogo”. Palavras e acções As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan. Em 15 de Agosto, o Governo da China apresentou uma queixa formal ao Japão, após a visita de vários ministros, incluindo o titular da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, considerado um símbolo do passado militarista do país. Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para assinalar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, a 15 de Agosto, e noutras ocasiões. O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, visitou também Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda. O santuário xintoísta em Tóquio presta homenagem aos cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também honra a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial. Em comunicado, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China realçou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a “criminosos de guerra”.
Hoje Macau China / ÁsiaEspaço | Adiado lançamento de missão ao polo sul da Lua O lançamento da Chang’e-7 deverá ter lugar apenas em 2027 após estarem garantidas as condições de segurança necessárias ao sucesso da missão A China adiou o lançamento da missão lunar Chang’e-7, que órgãos especializados apontavam para ontem, após as autoridades terem concluído que não estavam reunidas as condições necessárias para a descolagem. A decisão foi tomada “segundo os princípios de prudência, fiabilidade e ausência de riscos”, informou, no domingo à noite, o organismo responsável pelo programa espacial chinês, num breve comunicado. Segundo a entidade, a missão Chang’e-7 “não reúne as condições para o lançamento” e não poderá ser realizada dentro da janela prevista para este ano. As autoridades não especificaram as causas concretas do adiamento nem anunciaram, até ao momento, uma nova data para o lançamento. Órgãos especializados tinham apontado o lançamento da missão para as 08:00 de ontem. Em 19 de Agosto, a sonda Chang’e-7 e o foguetão Longa Marcha-5 Y14 foram transportados para a plataforma de lançamento do centro espacial de Wenchang, na ilha de Hainan, no sul da China, após a conclusão dos trabalhos de montagem e dos testes. Na altura, a agência de notícias oficial chinesa Xinhua indicou que, antes do lançamento, seriam realizadas verificações funcionais, testes conjuntos e o abastecimento de combustível, acrescentando que a descolagem estava prevista para os “próximos dias”, sem avançar uma data oficial. Bases de exploração A Chang’e-7 destina-se a explorar o polo sul da Lua, uma região que tem suscitado um interesse científico crescente devido à possível presença de gelo de água em crateras permanentemente à sombra. A missão integra um módulo orbital, um módulo de alunagem, um veículo de exploração, um pequeno veículo capaz de se deslocar através de saltos e um satélite de retransmissão, visando realizar operações em órbita, alunagem e exploração da superfície lunar. Entre os objectivos da missão estão o estudo do ambiente lunar, do regolito (a poeira que cobre o solo da Lua), dos componentes voláteis, da estrutura da superfície, da actividade sísmica, do campo magnético e das propriedades térmicas da região. Os dados recolhidos pela Chang’e-7 deverão servir de base à missão Chang’e-8, prevista para cerca de 2029 e destinada a testar tecnologias para uma futura estação internacional de investigação lunar. Em 2019, a China conseguiu, com a Chang’e-4, a primeira alunagem na face oculta da Lua e, em 2024, trouxe para a Terra, através da Chang’e-6, as primeiras amostras recolhidas naquela região, mantendo o objectivo de enviar astronautas chineses à Lua antes de 2030.
Hoje Macau China / ÁsiaChina acusa EUA de pressionarem América Latina a afastar tecnológicas chinesas A China acusou ontem os EUA de pressionarem países da América Latina e das Caraíbas a substituírem fornecedores tecnológicos chineses, após Washington ter alertado para alegados riscos de espionagem e ciberataques associados a empresas chinesas. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian classificou, em conferência de imprensa, os avisos norte-americanos como “flagrante intimidação tecnológica” e afirmou que estes “fabricam factos e distorcem a realidade”. Lin instou Washington a “deixar de interferir no direito dos países soberanos de escolherem de forma independente os parceiros de cooperação” e a pôr fim ao que classificou como “manipulação política”. As declarações surgiram em resposta a uma mensagem divulgada na semana passada por Juan Pablo Segura, responsável pelos Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado norte-americano, na qual apontou empresas como Huawei, ZTE, Hikvision, Hytera, Dahua e DJI. Segura afirmou que a legislação chinesa obriga estes fornecedores a cooperar com os serviços de informações de Pequim e alertou que as respectivas tecnologias representam riscos de espionagem, ciberataques e interrupções de redes, alegações rejeitadas pela China. O responsável norte-americano instou ainda os parceiros de Washington nas Américas “a mudarem rapidamente” para fornecedores considerados de confiança, de forma a protegerem os cidadãos e a soberania, numa mensagem posteriormente reproduzida por representações diplomáticas dos Estados Unidos na região. Práticas suspeitas Lin defendeu que as empresas tecnológicas chinesas cumprem as leis e regulamentos dos países onde operam e afirmou que os seus serviços têm contribuído para o desenvolvimento económico e a criação de emprego nos mercados latino-americanos. O porta-voz acusou ainda os Estados Unidos de terem realizado, durante anos, actividades de vigilância e ciberataques na América Latina e nas Caraíbas, sem apresentar provas durante a conferência de imprensa que sustentassem a acusação. A disputa já motivou, durante o fim de semana, uma resposta da Embaixada da China na República Dominicana, depois de a representação diplomática norte-americana no país ter divulgado os avisos de Segura sobre as empresas chinesas.
Hoje Macau China / Ásia MancheteChina | Casas em leilão aumentam quase 24 por cento O número de imóveis colocados em leilão judicial na China aumentou 23,7 por cento nos primeiros sete meses do ano, pressionando ainda mais os preços da habitação e expondo o impacto da crise imobiliária sobre famílias endividadas. Segundo dados difundidos na sexta-feira pelo China Index Academy, instituto de investigação do sector imobiliário, 539 mil imóveis foram colocados em leilão por ordem judicial em 355 cidades chinesas entre Janeiro e Julho. O aumento da oferta fez cair em 9 por cento, em termos homólogos, os preços alcançados, numa altura em que tribunais e gestores de activos procuram vender casas confiscadas a proprietários que deixaram de pagar os empréstimos. Segundo dados divulgados pela imprensa chinesa, apenas cerca de um terço dos imóveis colocados em leilão encontrou comprador, a preços, em média, cerca de 30 por cento inferiores aos de propriedades comparáveis no mercado de casas usadas. Os descontos estão a afetar as expectativas no restante mercado, ao reforçarem, entre potenciais compradores, a percepção de que os preços ainda podem cair mais. A procura concentra-se, por isso, em casas bem localizadas, nas maiores cidades, próximas de escolas e com boas ligações de transportes, enquanto imóveis antigos, periféricos ou rurais continuam a ter dificuldade em encontrar comprador. “As transações de imóveis em leilão judicial aumentaram 42,7 por cento em termos homólogos nos primeiros sete meses de 2026, o que parece impressionante. Mas isto parece reflectir mais o recurso a cortes de preços pelos vendedores para escoar uma crescente oferta acumulada do que uma súbita recuperação da confiança dos compradores no mercado imobiliário”, indicou a colunista especializada no sector Jiang Xiaorong, num artigo publicado na plataforma Baidu Baijiahao. A crise de liquidez está a atingir também famílias que querem trocar de casa, mas não conseguem vender a atual. Lista negra Em Abril, oito milhões de pessoas estavam oficialmente registadas na China como incumpridoras após deixarem de pagar empréstimos à habitação, segundo outro comentador chinês, que escreve sob o pseudónimo Property Observer. Cerca de 60 por cento tinham menos de 35 anos e aproximadamente 45 por cento das famílias que deixaram de pagar os empréstimos tinham sofrido perdas de emprego, sobretudo em sectores como restauração, imobiliário e ensino privado. O mercado apresenta, contudo, fortes diferenças regionais. Entre Janeiro e Julho, foram colocadas em leilão 245 mil propriedades residenciais, das quais 89 mil encontraram comprador, equivalente a uma taxa de venda de 36,2 por cento. Em média, os imóveis leiloados foram vendidos este ano por cerca de 73 por cento do respectivo valor de avaliação. Quando uma casa não encontra comprador na primeira tentativa, o preço inicial de uma segunda ronda pode ser reduzido em até 20 por cento. A pressão estende-se ao mercado de segunda mão. Em Julho, os preços caíram 3,7 por cento em termos homólogos nas quatro maiores cidades, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas chinês. O investimento no desenvolvimento imobiliário recuou entretanto 19,2 por cento, em termos homólogos, nos primeiros sete meses, para 4,3 biliões de yuan, à medida que as promotoras reduziram novos projectos perante o prolongamento da crise.
Hoje Macau Manchete SociedadeIAM | Macau não importou couves com formaldeído Depois do caso de repolhos chineses oriundos da província de Hebei que foram molhados com formaldeído, uma substância nociva para a saúde, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) confirmou que Macau não importou vegetais desta zona. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, foram feitos testes aos repolhos importados da China, não tendo sido registados níveis de toxicidade ou outros dados fora da normalidade, tendo em conta as inspecções realizadas entre Janeiro e Agosto. O organismo explica ainda que os repolhos foram importados, essencialmente, da Região Autónoma Guangxi, na província de Hunan; e da Região Autónoma Ninxia, pelo que não entraram no mercado repolhos de Hebei. O IAM prometeu manter uma comunicação estreita com as autoridades sanitárias do país, reforçando a inspecção dos legumes importados para a RAEM. Inspecções na China A China ordenou inspecções especiais a couves e outros produtos hortícolas perecíveis em todo o país, após um caso de utilização ilegal de formaldeído para conservar produtos durante o transporte ter desencadeado nova polémica sobre segurança alimentar. O Gabinete de Segurança Alimentar do Conselho de Estado (o Executivo chinês), o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e a Administração Estatal para a Regulação do Mercado anunciaram conjuntamente que pediram às autoridades locais a realização de controlos específicos e o rastreio dos produtos afectados, para impedir que cheguem ao mercado. A medida foi adoptada depois de as autoridades do condado de Kangbao, pertencente à cidade de Zhangjiakou, no norte da China, terem confirmado a autenticidade de vídeos divulgados na Internet que denunciavam que algumas couves eram mergulhadas numa solução de formaldeído. Segundo a investigação preliminar, a prática foi realizada ilegalmente por compradores grossistas dos produtos hortícolas durante o processo de carregamento, para prolongar a conservação durante o transporte. Os três organismos centrais garantiram que qualquer infracção detectada será punida “de forma firme” e que as inspecções vão abranger diferentes regiões do país. O formaldeído pode ser prejudicial para a saúde: a exposição à substância pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, enquanto a ingestão aguda de soluções que a contenham tem sido associada a efeitos graves, segundo a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.
Hoje Macau PolíticaEmprego | Cinco sessões com 400 vagas a 2, 10 e 11 de Setembro A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) vão organizar cinco feiras de emprego com cerca de 400 vagas. As cinco sessões de emparelhamento contam com nove empresas participantes, que operam nos sectores da lotaria, transportes turísticos e públicos, segurança e limpeza, hotelaria e comércio a retalho, com a oferta de emprego para as funções de: “chefe de turno de recepção, supervisor de andares, empregado administrativo e de contabilidade, analista de dados, motorista, chefe de estação/paragem, ajudante de farmácia, farmacêutico, guarda de segurança e trabalhador de limpeza”. Durante a sessão dedicada a reforçar os recursos humanos da SLOT, serão disponibilizadas 24 vagas, enquanto na sessão de recrutamento da TRANSMAC e AA Turismo haverá 39 ofertas de emprego. Porém, a larga maioria das vagas (299) serão para as sessões de recrutamento da Companhia de Serviços de Segurança Winnerway, Serviços de Limpeza East Sun e Securitas Serviços de Segurança.
Hoje Macau Manchete PolíticaLavagem de dinheiro | RAEM e São Tomé e Príncipe vão assinar acordo Macau e São Tomé e Príncipe vão assinar um acordo de troca de informações para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo. O memorando de entendimento será assinado entre os Serviços de Polícia Unitários e a Unidade de Informação Financeira do país africano De acordo com um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, o protocolo envolve a troca de “informações financeiras” para o combate ao branqueamento de capitais, “crimes subjacentes associados”, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça. O memorando de entendimento será assinado com a Unidade de Informação Financeira da República Democrática de São Tomé e Príncipe. Segundo o despacho, assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, em 17 de Fevereiro, o secretário para a Segurança, Chan Tsz King, pode delegar esta missão ao comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), Leong Man Cheong. O Gabinete de Informação de Macau (GIF), responsável pelo combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição maciça, está sob a tutela dos SPU. Recorde-se que em Março de 2022, um relatório anual do Departamento de Estado dos EUA designou Macau como um dos principais pontos de branqueamento de capitais a nível mundial. Segundo o relatório anual do GIF, Macau tornou-se em 2019 o único membro do Grupo Ásia-Pacífico Contra o Branqueamento de Capitais (GAFI) que cumpria “todos os 40 padrões internacionais” sobre a prevenção da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo e da proliferação de armas de destruição em massa. Em Maio de 2025, Macau assinou também com Angola um acordo para trocar informações, de forma a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo ou à proliferação de armas de destruição maciça. O GIF de Macau assinou acordos para a troca de informação com 33 países e territórios, incluindo a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária de Portugal, em 2008, a Unidade de Informação Financeira do Banco Central de Timor-Leste, em 2018, e, em 2019, o Conselho de Controlo de Actividades Financeiras do Brasil e a Unidade de Informação Financeira de Cabo Verde. Carnaval do consumo O número de transações suspeitas registadas nos casinos subiu 8,7 por cento na primeira metade do ano, em comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados oficiais do GIF. As seis operadoras de casinos em Macau submeteram, no total, 2.018 participações de transações suspeitas de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo entre Janeiro e Junho. No final de Maio, o Governo anunciou também que a Direcção dos Serviços da Protecção de Dados Pessoais (DSPDP) iria assinar acordos de cooperação com as entidades homólogas de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde. Duas semanas depois, a DSPDP indicou que os acordos irão aperfeiçoar “a cadeia de cooperação entre a China e os países lusófonos nas áreas de segurança de dados e de protecção da privacidade pessoal”.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão diz que países que apoiem “guerra económica” dos EUA serão considerados inimigos O Irão anunciou sábado que todos os países que participem na “imposição de restrições económicas” serão considerados inimigos do país, na sequência da guerra económica anunciada pelos Estados Unidos. “Declaramos a todos os países à nossa volta e a todos os países do mundo: não se juntem à guerra económica liderada pelos Estados Unidos”, afirmou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Mohsen Rezai, na televisão estatal. “Qualquer país que participe na imposição de restrições económicas” contra o Irão será “considerado um inimigo”, afirmou. “Ainda não atacámos nenhum interesse económico norte-americano (…). Até agora, apenas visámos bases militares, mas se quiserem impor-nos sanções económicas, os Estados Unidos possuem empresas petrolíferas e económicas na região do Irão e noutros locais, e iremos atacá-las”, prosseguiu Rezai. Se o Presidente norte-americano “tomar medidas [contra o Irão], o nosso confronto será como um terramoto”, ameaçou ainda. O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano acusou na quinta-feira os Estados Unidos de “terrorismo económico”, após o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter prometido que Washington iria “derrubar o regime” iraniano com as novas sanções. Na quarta-feira, Donald Trump, anunciou uma nova ofensiva económica contra o Irão, classificando-a como a “operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país”. Na sua rede Truth Social, Trump avisou que qualquer país que permita às suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais proporcionar “qualquer tipo de tábua de salvação” ao Irão enfrentará, por sua vez, consequências económicas. A advertência foi reforçada na quinta-feira pelo secretário do Tesouro norte-americano, que avisou que os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington. “Isto vai funcionar no Irão e vamos derrubar este regime”, disse Scott Bessent, em entrevista à estação norte-americana CNBC, na qual se referiu à “maior operação coordenada de isolamento económico do mundo”, reforçando palavras no mesmo sentido de Trump, que na véspera anunciou “um dia D” contra a economia iraniana. China ao barulho Bessent apelou também à China para que “se alinhe” caso deseje “ver o estreito [de Ormuz] reaberto e os preços da energia a baixarem”. Já na sexta-feira, a China respondeu opondo-se à “guerra económica” declarada pela administração norte-americana ao Irão, apontando que as “sanções unilaterais ilegais” e as pressões de Washington não são a solução para o problema. “As sanções e as pressões não permitirão resolver o problema. A China apela a todas as partes envolvidas para que tomem medidas responsáveis e resolvam o problema por via política e diplomática”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lin Jian, durante uma conferência de imprensa. Mais de um quarto do comércio do Irão em 2024 foi realizado com a China, um grande consumidor de hidrocarbonetos iranianos e um parceiro estratégico e económico fundamental para o Irão. Mais de 80 por cento das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China antes da guerra, de acordo com a empresa de análise Kpler. Além da China, entre os países que mantêm laços económicos com Teerão contam-se os Emirados Árabes Unidos, que suspenderam esta semana todas as transacções com a República Islâmica, mas também a Turquia, a Rússia, Iraque, Índia e a Alemanha. As exportações alemãs para o Irão atingiram 870,5 milhões de euros entre Janeiro e Novembro de 2025, segundo o Gabinete Federal de Estatística alemão (Destatis).
Hoje Macau China / ÁsiaSismo | Número de feridos em Tóquio sobre para 37 O número de feridos causados por um sismo de magnitude 5,9 que atingiu ontem a região de Tóquio subiu para 37, informaram as autoridades nipónicas. O abalo foi suficientemente forte para causar intensas oscilações na capital e arredores, accionando os sistemas de alerta que difundiram mensagens e sirenes nas ruas. De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o sismo ocorreu às 02h00 locais na parte sul da província de Ibaraki, a 68 quilómetros de profundidade, sem risco de tsunami. Entre os feridos, está uma idosa de Yokohama que caiu ao sair da cama, fraturando a anca. Em Saitama, a norte de Tóquio, um edifício sofreu danos ligeiros, sem registo de colapsos estruturais. O tráfego ferroviário regional foi perturbado durante a manhã, informou a operadora East Japan Railroad Co, com atrasos nos comboios expresso que servem Tóquio e no Aeroporto de Narita, bem como noutros comboios locais que servem as regiões nordeste, mas os comboios de alta velocidade Shinkansen estavam a operar normalmente. A JMA alertou para risco acrescido de deslizamentos de terra, já que os solos se encontram fragilizados após chuvas torrenciais no sábado, e avisou ainda para a possibilidade de réplicas fortes nos próximos dias. Estado de alerta O Governo nipónico criou uma ‘task-force’ para avaliar a extensão dos possíveis danos, disse a primeira-ministra, Sanae Takaichi, na rede social X. O tremor accionou alertas de emergência nos telemóveis e também foi sentido em Tóquio de forma significativa, mas a emissora televisiva pública NHK mostrou que o tráfego nas estradas de cidades próximas, incluindo Mito e Saitama, aparentemente circulava com normalidade. Não houve relatos de anomalias em cerca de uma dúzia de centrais nucleares e outras instalações que lidam com materiais nucleares, disse a Autoridade de Regulação Nuclear. No mês passado, um sismo de magnitude 7,1 atingiu a zona de Kumamoto, na ilha mais a sul do Japão, Kyushu, matando 38 pessoas e ferindo 364, e destruiu mais de 1.500 edifícios e danificou quase outros 20.000.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul restaura estação ferroviária na fronteira com o Norte como gesto de reconciliação Perto da fronteira fortemente vigiada que divide a península coreana há mais de sete décadas, a renovação da antiga estação ferroviária de Woljeongri é apresentada como símbolo das esperanças sul-coreanas de reconciliação com a Coreia do Norte. Mas o projecto do Governo sul-coreano de reconectar ao sistema ferroviário a estação mais setentrional da Coreia do Sul surge num momento delicado: Pyongyang ignora a mão estendida de Seul, enquanto Washington, aliado-chave da segurança sulcoreana, conduz uma política unilateral de abertura ao Norte. Desde que assumiu funções em Junho do ano passado, o presidente sulcoreano Lee Jae Myung enviou sinais conciliatórios a Pyongyang, recebidos com frieza. Entretanto, o Presidente noerte-americano, Donald Trump, decidiu encurtar abruptamente as manobras conjuntas com a Coreia do Sul, considerando que estes exercícios anuais transmitiam “um sinal totalmente inadequado e hostil” ao Norte. O líder dos Estados Unidos também criticou Seul por recusar apoiar as forças dos EUA na ofensiva contra o Irão. Trump assegurou na quartafeira que se reuniria este ano com Kim Jong Un, procurando relançar a relação que afirma ter estabelecido com o líder nortecoreano em três encontros durante o seu primeiro mandato. Por seu lado, Pyongyang respondeu na quintafeira com o lançamento de uma dezena de mísseis balísticos de curto alcance. Estes desenvolvimentos eclipsaram a política de mão estendida do governo Lee, ilustrada pela renovação da estação de Woljeongri com vista a uma potencial ligação ferroviária ao Norte. Gesto simbólico A modesta estação integrava outrora a linha que ligava Seul ao extremo norte da península, mas foi abandonada durante a guerra da Coreia (19501953). Hoje é uma atracção para visitantes da zona desmilitarizada, enquanto o antigo terminus da linha – Wonsan – se encontra em território nortecoreano. As autoridades sulcoreanas iniciaram a restauração em 2015, vendo nela uma forma de dinamizar a economia da região fronteiriça e enviar um gesto simbólico a Pyongyang. Os trabalhos foram suspensos após o quarto ensaio nuclear nortecoreano em 2016. Alguns habitantes de Cheorwon encaram o projecto com cepticismo. “Parece que tentam sempre reconciliarse com a Coreia do Norte através do projecto ferroviário, mas do nosso ponto de vista não é realista”, disse à agência France-Presse Moon Jaeyong, de 70 anos, natural da cidade fronteiriça. O programa de reconciliação prevê restabelecer ligações ferroviárias entre as duas Coreias. Lee também propôs conversações sem précondições, incluindo para pôr fim oficialmente à guerra da Coreia. O ministro da Unificação declarou em Julho que Seul dá prioridade a limitar a expansão do programa nuclear existente de Pyongyang, em vez de insistir na desnuclearização. Mas o Norte, que repetidamente afirmou ser “irreversível” a sua capacidade nuclear, não se mostra abalado. Voltar aos carris Ao tentar promover novo encontro com Kim Jong Un, Trump parece procurar um êxito de política externa antes das eleições intercalares, após o fracasso da ofensiva contra o Irão, relegando Seul para segundo plano. “A Coreia do Sul teme ser marginalizada – a China, a Rússia e agora os EUA estão todos envolvidos com Pyongyang de diferentes formas, enquanto Seul não está”, disse à agência France-Presse Vladimir Tikhonov, professor de estudos coreanos na Universidade de Oslo. “Mesmo que pouco possa fazer além de tentar relançar o projecto ferroviário.” Ao longo da linha desactivada entre Woljeongri e Baengmagoji, a vegetação tomou conta dos carris. Um painel afirma: “O cavalo de ferro quer correr”, acompanhado da frase em “Queremos voltar aos carris”. O projecto visa também estimular o turismo junto à fronteira. Perto da estação de Woljeongri, permanece uma locomotiva bombardeada da guerra da Coreia, como lembrança persistente da divisão entre Sul e Norte. Restaurar infraestruturas no Sul poderia poupar tempo caso as ligações intercoreanas sejam um dia retomadas, explicou Lim Eulchul, professor da Universidade Kyungnam. “Mas, na realidade, é praticamente impossível nas circunstâncias actuais, e todos o sabem”, acrescentou.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Navio sul-coreano segue para a Europa pela rota do Ártico Com o aquecimento global e os constrangimentos provocados pela guerra desencadeada pelos EUA e Israel no Médio- Oriente, países asiáticos procuram diversificar as rotas marítimas Um porta-contentores sul-coreano partiu ontem para a Europa pela rota do Ártico, num momento em que se mantém o bloqueio do tráfego no Médio Oriente devido à guerra entre os Estados Unidos e o Irão. “O navio destinado a testar a rota ártica partiu do porto às 21:30 (hora local)”, anunciou o Ministério dos Oceanos da Coreia do Sul, em comunicado enviado à Agence France-Presse (AFP). Este navio, da companhia local PanStar Line Dot Com, deverá fazer escala nos portos europeus de Felixstowe (Inglaterra), Roterdão (Países Baixos) e Gdansk (Polónia), antes de regressar. A viagem deverá demorar cerca de 45 dias, segundo o ministério. Embora se tenha tornado mais navegável devido ao aquecimento global, esta rota marítima apresenta inúmeras limitações que restringem o seu potencial comercial e suscitam receios ambientais. Os países asiáticos, cujo abastecimento de hidrocarbonetos foi fortemente afectado pela guerra desencadeada há cerca de seis meses pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, veem nela uma forma de diversificar as suas opções. A rota ártica “está destinada a tornar-se uma alternativa às rotas do Médio Oriente”, afirmou, recentemente, o vice-ministro sul-coreano dos Oceanos, Nam Jae-hon. Caminho alternativo Desde o início do ano, com o bloqueio do estreito de Ormuz por Teerão e as ameaças dos houthis à travessia do Mar Vermelho, num contexto de conflito com os Estados Unidos, o tráfego marítimo entre a Ásia e a Europa passa agora pelo Cabo da Boa Esperança, a sul do continente africano. Ao passar pelo Ártico, as distâncias percorridas são reduzidas em 30 a 40 por cento em comparação com a rota pelo Canal do Suez, no Egipto, e em quase metade em comparação com a rota pelo Cabo da Boa Esperança, de acordo com um estudo da seguradora de crédito Coface, publicado em Abril. O estreito de Ormuz, entre o Irão e Omã, é uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás e tornou-se um dos principais pontos de tensão no conflito entre os Estados Unidos e o Irão.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Activado alerta de cheias em três províncias costeiras com aproximação de tufão Narra A China activou no sábado uma resposta de emergência de nível IV para cheias, o mais baixo, nas províncias de Guangdong, Guangxi e Hainan, no sul do país, perante a previsão de chuvas torrenciais provocadas pelo tufão Narra. O 19.º tufão registado pelo país este ano, deverá trazer precipitação intensa ao sul e oeste de Guangxi, Guangdong e Hainan, com algumas zonas a registarem chuvas extremas, indicou o Ministério dos Recursos Hídricos da China, citado pela agência Xinhua. A China possui um sistema de resposta a emergências de controle de enchentes com quatro níveis, sendo o Nível I o mais grave. Os níveis da água deverão subir em vários rios das três províncias, incluindo os afluentes Zuojiang e Mingjiang do rio Yujiang, bem como cursos de pequena e média dimensão nas áreas mais afectadas. As autoridades locais foram instadas a reforçar a monitorização da evolução do tufão, dos rios e da precipitação, garantindo a operação segura de projectos hidráulicos e a protecção de barragens. O ministério sublinhou a necessidade de prevenir enxurradas e cheias em rios de menor dimensão, assegurar a segurança dos reservatórios e implementar medidas de protecção para turistas e trabalhadores da construção. Também no sábado, a sede nacional de controlo de cheias e secas e o Ministério da Gestão de Emergências activaram uma resposta de nível IV para controlo de cheias e tufões na província de Fujian. Tripla ameaça A Administração Meteorológica da China (CNA, na sigla em inglês) assinalou também uma situação rara, com três tufões activos em simultâneo no mar do Sul da China e Pacífico noroeste: Gaenari, Narra e Saudel. O tufão Gaenari, formado no sábado, é já o 20.º ciclone tropical do ano, número muito acima da média histórica de 13,4 entre Janeiro e Agosto. Sun Qianqian, analista meteorológico da CMA, alertou para riscos acrescidos em actividades marítimas, transportes e turismo costeiro, com possibilidade de deslizamentos de terra, aluimentos e inundações, segundo o jornal Global Times. O tufão Saudel, por sua vez, deverá intensificarse rapidamente devido às altas temperaturas da superfície do mar, podendo atingir força de supertufão ao atravessar as ilhas Ryukyu em direcção ao mar da China Oriental.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Lançado primeiro foguetão sonda de fabrico interno A Organização Nacional Espacial de Taiwan (TASA) realizou com sucesso sábado o lançamento do seu primeiro foguetão sonda desenvolvido na ilha, completando um voo experimental que validou sistemas essenciais como propulsão, controlo de voo e comunicações. Segundo a TASA, o foguetão Maraho descolou às 7:10 locais de sábado do Centro de Lançamento de Xuhai, no condado de Pingtung, atingindo uma velocidade máxima de 408 metros por segundo e subiu até 8,1 quilómetros de altitude em 49 segundos, antes de concluir um voo de 432 segundos, segundo a agência CNA. O aparelho accionou um sistema de paraquedas em duas fases antes de cair no mar. As equipas de recuperação não conseguiram resgatálo devido ao estado do mar e à deriva, mas todos os dados de voo foram transmitidos em tempo real para a estação terrestre, garantiu a agência. Entre os principais objectivos da missão estava a verificação da capacidade do foguetão sonda em manter comunicações contínuas com as estações de controlo e transmitir dados durante todo o voo. Foram também recolhidas informações sobre propulsão, estrutura, electrónica de bordo, rastreamento, apoio terrestre e sistemas de recuperação. Um foguetão sonda é um veículo de investigação de pequena dimensão, concebido para transportar instrumentos até à alta atmosfera por curtos períodos, sem colocar satélites em órbita. Ao contrário dos foguetões orbitais, regressa à Terra após o voo, permitindo recolher dados atmosféricos e testar tecnologias aeroespaciais. O Maraho, anteriormente designado SR400, recebeu o nome da borboleta de cauda larga, espécie nativa de Taiwan, e considerada símbolo da região. O foguetão tem 7,2 metros de comprimento, 0,4 metros de diâmetro e utiliza um sistema híbrido de propulsão alimentado por 90 por cento de peróxido de hidrogénio e polipropileno.
Hoje Macau China / Ásia MancheteRobôs chineses batem recordes humanos na prova de 100 metros e no salto em altura Robôs chineses bateram sábado recordes atléticos estabelecidos por humanos, incluindo o recorde mundial nos 100 metros do atleta jamaicano Usain Bolt, no dia de abertura dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim. Numa prova de velocidade de 100 metros, um robô humanoide alcançou um tempo de 9,39 segundos, batendo o recorde humano de 9,58 segundos estabelecido por Usain Bolt em 2009. No salto em altura a partir da posição em pé, um robô humanoide conseguiu atingir 2,88 metros, bem acima dos 0,95 metros alcançados por um robô na primeira edição dos jogos, no ano passado e superando o recorde humano de salto em altura de 2,45 metros, estabelecido pelo cubano Javier Sotomayor em 1993. Ambos os robôs eram da empresa X-Humanoid, sediada em Pequim. Antes da abertura, um robô humanoide da empresa chinesa de smartphones Honor completou uma corrida de 100 metros num tempo recorde de 9,32 segundos durante um ensaio dos jogos, segundo a empresa, a uma velocidade máxima de 14,5 metros por segundo. No entanto, especialistas afirmam que os robôs humanoides continuam a ser utilizados principalmente para demonstrações, espectáculos e investigação e que ainda levará algum tempo até alcançarem uma implantação em massa no mundo real. Mais de 2.000 robôs humanoides participaram no evento, segundo a organização. Corrida tecnológica Os jogos, semelhantes aos Jogos Olímpicos, com duração de cinco dias e agora na sua segunda edição, constituem um espectáculo que demonstra o rápido progresso da China na robótica avançada, à medida que a corrida tecnológica com os Estados Unidos (EUA) se intensifica, com 51 provas e mais de 1.000 competições a decorrer, incluindo corrida, ténis de mesa e futebol. Os jogos, que decorreram no Oval Nacional de Patinagem de Velocidade construído para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, tiveram início na mesma semana em que Pequim acolheu a Conferência Mundial de Robótica de 2026, onde as empresas apresentaram cerca de 3.000 produtos. A China fabrica a maioria dos robôs humanoides do mundo. Centenas de robôs humanoides marcharam em formação para o campo numa enorme demonstração de coordenação sincronizada na abertura do evento. Os jogos de robôs deste ano que, segundo o organizador, contam com a participação de 16 países, entre os quais a Alemanha, o Japão e os EUA, incluem também outras provas, como o levantamento de peso.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Novas medidas para impulsionar consumo interno no segundo semestre A China está a planear introduzir um novo pacote de políticas e medidas para incentivar o consumo interno na segunda metade deste ano, revelou sexta-feira o vice-ministro das Finanças do país, Liao Min. Segundo a agência Xinhua, durante em conferência de imprensa em Pequim, Liao anunciou que o Ministério das Finanças chinês irá formular e aplicar “medidas práticas e eficazes” em função da evolução macroeconómica na segunda metade do ano, com as políticas fiscais do país a continuar a centrar-se na aceleração da utilização de fundos e na expansão da procura interna. Liao considerou que expandir a procura interna tornouse cada vez mais importante para a China sustentar o crescimento e reforçar a resiliência da economia perante incertezas externas, com o país a ser actualmente o segundo maior mercado mundial de consumo de bens e o maior mercado de retalho online. Este ano, o Ministério das Finanças chinês já destacou 187,5 mil milhões de yuan para apoiar programas de incentivo ao consumo, que geraram 178 milhões de compras e vendas combinadas de aproximadamente 1,32 biliões de yuan. Foram também introduzidos subsídios de juros para empréstimos de consumo pessoal e para empresas do sector dos serviços, além de medidas de apoio ao emprego e ao empreendedorismo em grupos prioritários. Segundo o ministério, desde 01 de Agosto todas as compras em prestações com cartão de crédito, incluindo automóveis e renovação de habitações, passaram a estar incluídas no quadro de apoio, com consumidores chineses a poder beneficiar de subsídios de juros sempre que utilizem este mecanismo. O número de instituições financeiras autorizadas a tratar de subsídios de juros para empréstimos a micro, pequenas e médias empresas e ao sector dos serviços, por exemplo, aumentou de cerca de 100 para 400, indicou a agência Xinhua. Ao mesmo tempo, os limites de empréstimo ao abrigo da política de subsídios de juros foram elevados de 50 milhões de yuan para 75 milhões de yuan para micro, pequenas e médias empresas, e de 10 milhões de yuan para 20 milhões de yuan para negócios do sector dos serviços. O tecto para empréstimos de consumo pessoal subiu também de 3.000 yuan para 5.000 yuan. Foco na população Em comentários ao jornal Global times, o académico Hu Qimu, da Universidade Huaqiao, indicou que as novas medidas demonstram que o Governo chinês está a dar maior ênfase ao uso de fundos fiscais como alavanca para mobilizar recursos financeiros adicionais para a economia real. A procura de consumo está a tornarse cada vez mais um motor central do crescimento económico da China. O país tem uma população de 1,4 mil milhões e um grupo de rendimento médio superior a 400 milhões de pessoas, segundo o Ministério das Finanças. Em 2025, as vendas a retalho a atingiram 50 biliões de yuan e o consumo final contribuiu com 52 por cento para o crescimento económico. No primeiro semestre de 2026, o crescimento económico e o consumo interno da China enfrentaram uma desaceleração, devido a factores como incertezas económicas e dificuldades persistentes no sector imobiliário. O crescimento do PIB da China desacelerou no segundo trimestre deste ano para 4,3 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, o valor mais baixo em três anos. Actualmente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta um crescimento de 4,6 por cento para a economia chinesa em 2026, graças principalmente a investimentos em infraestrutura pública, indústria de alta tecnologia, e exportações nas áreas da inteligência artificial e energia verde.