Hoje Macau Manchete PolíticaEnsino superior | Guangdong quer que novo campus alivie pressão da procura As autoridades chinesas esperam que o novo campus conjunto entre universidades de Macau em Hengqin contribua para “aliviar a pressão” da procura de vagas no ensino superior nos próximos dez anos, e ofereça uma experiência “equivalente a estudar no estrangeiro” A Cidade Universitária será um campus conjunto da Universidade de Macau, da Universidade Politécnica de Macau e da Universidade de Turismo de Macau, localizado em Hengqin. Segundo um relatório elaborado pela Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa sobre o projecto, as autoridades de Macau preveem investir cerca de 18 mil milhões de yuan para a construção da Cidade Universitária, abrangendo a aquisição de terrenos e as despesas de construção das segunda e terceira fases da Cidade Universitária. Todo o projecto “será desenvolvido por fases”, com o início das actividades lectivas da primeira fase da Cidade Universitária previsto para Agosto de 2026, altura em que as três instituições de ensino superior darão início ao ensino de pós-graduação, com cerca de 400 estudantes matriculados no ano. A actual área de requalificação abrange aproximadamente 50 mil metros quadrados e envolve a conversão funcional integral de 13 edifícios, com uma área bruta total de construção requalificada de cerca de 65 mil metros quadrados. Alguns dos edifícios a ser aproveitados para o novo campus faziam parte originalmente da Cidade Alemã de Hengqin, um projecto iniciado em 2019 com arquitectura de estilo alemão para expor e comercializar produtos alemães, mas que cessou em 2022. No relatório, a comissão legislativa alertou que “a internacionalização da Cidade Universitária não se deve limitar à designação, mas sim reflectir-se em diversos aspectos” especialmente no que diz respeito à origem do corpo docente e dos estudantes. O Governo da RAEM respondeu que tem coordenado as instituições de ensino superior “para reforçar os elementos de internacionalização” e “a cooperação com o exterior, procurando que as instituições de ensino superior de Macau cooperem directamente com universidades de renome internacional no ensino e na investigação científica”. “Actualmente, as três instituições públicas de ensino superior de Macau estão a desenvolver negociações de cooperação com instituições de ensino superior de Singapura, Austrália, Reino Unido, Portugal e Suíça,” declarou o Governo no mesmo relatório. As autoridades referiram que a Faculdade de Medicina da Universidade de Macau está a intensificar os esforços para lançar, em conjunto com a Universidade de Lisboa, em Portugal, um curso de medicina clínica. “O programa de duplo grau internacional de mestrado desenvolvido pela Universidade de Turismo de Macau pretende abranger a Universidade de Queensland, na Austrália, a Universidade de Surrey, no Reino Unido, a Universidade de Lisboa, em Portugal, e a César Ritz Colleges Switzerland, na Suíça”, acrescentou. Guangdong é o mundo A Universidade Politécnica de Macau assinou também, em Outubro de 2025, um memorando de cooperação com a Universidade de Coimbra, em Portugal, para a colaboração na exploração do ensino na Zona de Cooperação, com foco nas áreas disciplinares de alta tecnologia e ‘Big-Health’. A comissão acrescentou que a estrutura do ensino superior de Macau já “é altamente orientada para o exterior”, indicando que “dos 67 mil estudantes existentes, apenas 15 mil são locais, sendo os restantes 51 mil provenientes do Interior da China e de outras regiões”. O Governo local reconheceu que Macau enfrenta taxas de natalidade baixas, que afectam principalmente os ensinos infantil, primário e secundário, e que essa é também uma tendência global. No entanto, e citando informações do Ministério da Educação da China, a Administração local alertou que nos próximos dez anos, até 2035, o país vai registar “um período de pico de matrículas”, seguido de uma “queda significativa”. As autoridades mencionaram o exemplo da província de Guangdong, onde a procura anual de vagas para os exames de acesso ao ensino superior é de cerca de um milhão e, nos próximos dois ou três anos, aumentará para 1,8 milhões, “ou seja, quase o dobro”. “A província de Guangdong espera que Macau possa contribuir para aliviar a pressão, porque não tem tempo suficiente para expandir as universidades e está também preocupada com o excesso de vagas após o período de pico”, explicou o Governo local. “Assim, a internacionalização do ensino superior de Macau deve servir não só para si próprio, mas também para o país (…) podendo Macau contribuir para partilhar essa pressão”, acrescentaram Fumo e espelhos Ao mesmo tempo, o Governo espera que, para fazer face à eventual diminuição do número de estudantes após 10 anos, Macau deva seguir o caminho da “não homogeneização”, “não competindo com as instituições de ensino superior do Interior da China, mas oferecendo um ensino internacionalizado”. “De facto, a palavra ‘internacional’ não significa apenas a admissão de estudantes internacionais, pois o mais importante é proporcionar aos estudantes do interior da China um ensino com o ‘efeito de estudar no estrangeiro sem sair do País’”, destacou. Segundo o relatório, actualmente, cerca de 700 a 800 mil estudantes saem todos os anos do interior da China para estudar no estrangeiro, com o planeamento da Cidade Universitária a prever acolher cerca de 20 mil estudantes.
Hoje Macau China / ÁsiaEcologia | Dia Nacional marcado com ganhos sólidos As autoridades chinesas revelaram no sábado uma série de grandes conquistas ecológicas no evento principal que marca o quarto Dia Nacional da Ecologia em Hulunbuir, na Região Autónoma da Mongólia Interior, no norte da China, indica a agência estatal Xinhua. O evento, sob o tema “Construindo uma base verde para a modernização chinesa”, foi organizado conjuntamente pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, departamentos governamentais relevantes e o governo regional. No evento, Zhang Liming, vice-director da Administração Nacional de Florestas e Pastagens, detalhou o progresso no Programa Florestal do Cinturão de Protecção Três-Norte, iniciado em 1978 a fim de combater a desertificação no noroeste, norte e nordeste do país. Desde o lançamento de uma batalha em fase crítica para avançar com o programa em 2023, o governo central investiu 88,9 mil milhões de yuans e lançou 544 projectos-chave, concluindo anualmente mais de 80 milhões de mu (5,33 milhões de hectares) de obras de restauração ecológica. Como resultado, o escudo ecológico no norte da China tornou-se mais robusto. A cobertura de florestas e pastagens na área do programa atingiu 40,76 por cento, enquanto 67,82 por cento da terra desertificada tratável foi controlada, segundo Zhang, citado pela agência. Mais conquistas A China também alcançou novos progressos na construção de seu sistema de parques nacionais. Os cinco primeiros parques nacionais do país integram mais de 120 reservas naturais e outras áreas protegidas, fortalecendo a protecção dos principais ecossistemas e habitats da vida selvagem. As espécies emblemáticas nos parques nacionais mostraram sinais de recuperação. A população de antílopes tibetanos ultrapassou 70 mil, enquanto a de tigres siberianos selvagens aumentou de 27 para 72 e a de leopardos selvagens, de 42 para 115. A população de gibão-de-hainan, criticamente ameaçado de extinção, aumentou para 44 indivíduos em sete grupos. Várias novas espécies também foram descobertas na Província de Fujian, no leste da China. No bom caminho O evento também mostrou ainda o progresso da Mongólia Interior no desenvolvimento verde e de baixo carbono. A capacidade instalada de novas energias na região atingiu 180 milhões de quilowatts, representando 56 por cento da sua capacidade total de energia, disseram autoridades locais. “Através da inovação, manufactura e investimento, a China ajudou a transformar o cenário global de energia limpa para tornar as tecnologias de energia limpa mais acessíveis em todo o mundo”, disse Selwin Hart, conselheiro especial do secretário-geral da ONU para a Acção Climática e Transição Justa, durante um discurso por vídeo. “O 15.º Plano Quinquenal (2026-2030) da China, juntamente com seus novos planos de pico de carbono e energia renovável, oferece uma oportunidade para acelerar a implantação e reforçar a confiança na transição global”, acrescentou Hart. O Código Ecológico e Ambiental da China entrou oficialmente em vigor no sábado, um marco nos esforços para fortalecer a base legal para a harmonia entre a humanidade e a natureza. O código compreende 1.242 artigos em cinco capítulos, abrangendo controlo da poluição, protecção ecológica e desenvolvimento verde e de baixo carbono, entre outras áreas.
Hoje Macau Grande PlanoColonos israelitas cercam famílias palestinianas pelo quarto dia consecutivo O Exército israelita destruiu ontem um posto de controlo estabelecido por um grupo de colonos próximo de casas palestinianas na Cisjordânia ocupada, mas até agora não conseguiu expulsar os invasores do local. “O Exército, a Polícia de Fronteiras e a polícia chegaram na noite passada e desmantelaram o posto” na aldeia de Qusra, disse um dos residentes afectados, Qusay Abu Ridi, à agência de notícias EFE, por telefone. Abu Ridi referiu que os colonos permanecem a 15 metros da sua casa e que as autoridades israelitas acabaram por lhe pedir que a abandonasse. Isto coincide com as declarações do chefe do conselho de Qusra, Abd al-Azim Wadi, que detalhou que o COGAT, o órgão militar israelita responsável pela gestão dos assuntos civis na Cisjordânia ocupada, lhe disse que os colonos seriam provavelmente retirados ontem, pedindo aos residentes para evitarem andar de carro na aldeia. Anteriormente, o Exército israelita tinha anunciado a destruição de “dois postos avançados ilegais na Área B [que seriam o início de novos colonatos]”, concretamente em Qusra e outro na aldeia de Jalud, ambos na província de Nablus. Os militares israelitas acrescentaram ainda que apenas um dos radicais que cercavam e intimidavam duas famílias palestinianas há quatro dias — uma delas com duas filhas — tinha sido detido. As famílias não conseguiam sair de casa desde então. No caso de Jalud, a cerca de cinco quilómetros de Qusra, os colonos israelitas entraram na cidade no início de Abril, assediando os habitantes locais e impedindo alguns de aceder às suas casas. A EFE confirmou ontem de manhã em Jalud que o exército continua mobilizado no município depois de ter desmantelado o posto avançado. Cumplicidades criminosas Mahmud Tubasi, expulso de sua casa no final de Julho, disse à EFE que actualmente não há presença de colonos na cidade, mas que as autoridades israelitas pediram que permaneçam nas suas casas por enquanto. O cerco a Qusra continua desde o passado domingo, período durante o qual as forças israelitas também usaram gás lacrimogéneo, enquanto dezenas de colonos — muitos com máscaras — invadiram a zona para impedir a expulsão. Todos os colonatos que o governo israelita apoia, financia e expande na Cisjordânia ocupada são ilegais ao abrigo do direito internacional. Além disso, durante as primeiras horas após a entrada do grupo de colonos em Qusra, os soldados israelitas não só deixaram de intervir, como também rezaram com os radicais judeus, sentaram-se com eles debaixo da tenda e tiraram selfies, de acordo com vídeos e imagens de vigilância que registaram os acontecimentos. O exército anunciou na quarta-feira que “serão tomadas medidas disciplinares contra os agentes de segurança envolvidos, cuja presença no local foi documentada há vários dias”, mas não especificou quais serão as punições. Na realidade, um soldado israelita raramente é punido por atacar, assediar ou mesmo matar um palestiniano. O último ataque mortal realizado pelas forças de segurança israelitas na Cisjordânia ocupada que resultou em acusações formais ocorreu em 2019, segundo dados do grupo israelita de defesa dos direitos humanos Yesh Din, levando as organizações de defesa dos direitos humanos a falar em “impunidade sistémica”.
Hoje Macau China / ÁsiaEstudantes timorenses fazem caminhada em trilhos usados pelos guerrilheiros Um grupo de estudantes de Timor-Leste vai realizar a partir de sábado uma caminhada pelos trilhos usados pelos guerrilheiros para assinalar o 51.º aniversário da criação das forças de defesa do país. A caminhada do Grupo de Estudantes Amantes da Natureza da Universidade Nacional de Timor-Leste começa em Kraras, no município de Viqueque, onde, em Agosto e Setembro de 1983, ocorreu uma das maiores atrocidades cometidas pelas forças de ocupação indonésia, que provocou a morte de 300 pessoas. Na cerimónia ontem realizada para assinalar o evento, o chefe de Estado-Maior General das Falintil (Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste) – Forças de Defesa de Timor-Leste, tenente-general Falur Rate Laek, destacou que o exercício físico “transformou-se num verdadeiro acto de memória nacional”. “É nosso dever recordar que a terra que hoje partilhamos não é uma terra comum. É uma terra consagrada pelo sacrifício e testemunha silenciosa dos anos mais difíceis da resistência”, disse, aos jovens que vão realizar a caminhada, o chefe das forças de defesa. O tenente-general Falur Rate Laek destacou também que os estudantes não vão caminhar por trilhos arbitrários, mas pelos “percorridos pelas Falintil” e onde “cada caminho representa simultaneamente esperança de sobrevivência e risco iminente de morte”. “Conhecerão os recursos naturais que sustentaram os guerrilheiros em tempos de grande privação. Identificarão os refúgios que os protegeram dos cercos inimigos. Compreenderão como a própria geografia desta terra, os vales, montanhas, florestas e encostas, serviu de manto protector para aqueles que nada possuíam além da firme convicção de que Timor-Leste haveria de viver livre”, salientou. A caminhada termina em 20 de agosto em Abu, no posto administrativo de Kelikai, no município de Baucau, a leste de Díli. “No final desta longa jornada vai surgir o Monte Matebian, montanha sagrada da nação timorense. Foi ali que milhares de pessoas encontraram refúgio e esperança, mas também onde se escreveu uma das páginas mais dolorosas da nossa luta de libertação. Nesse local coexistiram refúgio e tragédia, sofrimento e resiliência. É sobre essa dualidade que convido todos os participantes, especialmente os jovens, a refletirem ao longo deste percurso, particularmente sobre a nossa capacidade de resistência”, pediu o tenente-general. Braço de luta As Falintil foram criadas a 20 de Agosto de 1975 pela Frente Revolucionário do Timor-Leste Independente (Fretilin) em resposta ao golpe da União Democrática Timorense (UDT), que provocou um conflito entre timorenses. Em 1987, o então comandante das Falintil, Xanana Gusmão, tomou a decisão de tornar esta força apartidária, consolidando-se como braço armado da resistência à ocupação indonésia, ocorrida em 07 de Dezembro de 1975. Após a independência do país, em 20 de Maio de 2002, as Falintil integraram as Forças de Defesa de Timor-Leste. As celebrações do 51.º aniversário das Falintil – Forças de Defesa de Timor-Leste são este ano dedicadas ao tema “Honra aos Mártires, Compromisso com a Estabilidade e a Paz”.
Hoje Macau China / Ásia MancheteFoxconn | Lucro cresce 35 por cento no 2.º trimestre impulsionado pela IA A procura pela Inteligência Artificial deu um novo impulso à maior fabricante de produtos electrónicos do mundo O lucro da Hon Hai (Foxconn) aumentou 35 por cento, para 59.974 milhões de dólares taiwaneses, no segundo trimestre face ao período homólogo, informou quarta-feira o maior fabricante de produtos electrónicos do mundo. O lucro voltou a ser impulsionado pela forte procura global de servidores e produtos na nuvem, incluindo servidores de inteligência artificial (IA), que representaram 51 por cento das vendas da Foxconn entre Abril e Junho, ultrapassando, mais uma vez, as receitas provenientes de produtos electrónicos de consumo (29 por cento). Em comunicado, a empresa tecnológica sediada na cidade de Nova Taipé (norte de Taiwan) indicou também que o seu volume de negócios no segundo trimestre totalizou 2,52 biliões de dólares taiwaneses (67.980 milhões de euros), um aumento homólogo de 41 por cento. No primeiro semestre do ano, a empresa de tecnologia acumulou um lucro de 109.893 milhões de dólares taiwaneses, um crescimento anual de 27 por cento, e alcançou vendas no valor de 4,64 biliões de dólares taiwaneses (125.011 milhões de euros), mais 35 por cento em relação aos primeiros seis meses de 2025. Para o conjunto do ano, o grupo manteve elevadas as expectativas de receitas para o negócio de servidores e produtos na nuvem e continua otimista quanto às receitas provenientes de dispositivos electrónicos de consumo. Gigante global A Foxconn, mundialmente conhecida por ser a principal responsável pela produção do iPhone da Apple, transformou a montagem de servidores para inteligência artificial numa das suas principais prioridades, controlando actualmente cerca de 40 por cento deste mercado a nível global, de acordo com estimativas da própria companhia. A empresa é um dos principais parceiros da norte-americana Nvidia, para a qual monta grande parte dos servidores das suas plataformas GB200 e GB300. A empresa taiwanesa anunciou também, no início de Junho, uma colaboração estratégica com a Intel para o desenvolvimento e comercialização de soluções de infraestrutura de inteligência artificial, incluindo ‘racks’ baseados nos processadores Intel Xeon e arquitecturas de aceleradores de IA. Fundado em 1974, o grupo Foxconn é o maior prestador de serviços de fabrico electrónico (EMS, na sigla em inglês) do mundo, com fábricas e centros de investigação na China, Índia, Japão, Vietname e Estados Unidos, entre outros países. Juntamente com outras empresas tecnológicas de Taiwan, a Foxconn expandiu a sua presença internacional nos EUA e no México nos últimos dois anos para satisfazer a crescente procura do sector da IA. As acções da Foxconn na Bolsa de Taipé acumulam uma subida de 16,38 por cento desde o início do ano.
Hoje Macau China / ÁsiaLondian Wason protagoniza maior listagem de empresa chinesa nos EUA em um ano O fabricante de chapas de cobre para baterias Londian Wason concluiu a maior listagem de uma empresa chinesa na Bolsa de Nova Iorque em mais de um ano, apesar das tensões bilaterais e escrutínio regulatório. De acordo com um comunicado da empresa, divulgado na quarta-feira, a oferta pública inicial consistiu em 4,3 milhões de acções a um preço de 22 dólares por acção, totalizando aproximadamente 94,3 milhões de dólares. Este valor poderá aumentar nos próximos 30 dias se os subscritores exercerem a sua opção de compra de até 643 mil acções adicionais. Desde o início de 2025, apenas duas ofertas iniciais de empresas chinesas angariaram mais de 100 milhões de dólares nos EUA: a empresa de biotecnologia Ascentage Pharma, com 126 milhões de dólares, e a popular cadeia de lojas de chá Chagee, com 411 milhões de dólares. No primeiro dia de negociação na Bolsa de Nova Iorque, as acções da Londian Wason abriram a subir 18,2 por cento, tendo terminado a sessão com uma valorização de 11,4 por cento. De acordo com um estudo da consultora Frost & Sullivan, citado pela própria empresa, a Londian Wason é o maior vendedor mundial de folhas de cobre para baterias de iões de lítio, com uma quota de mercado global de 7,6 por cento e clientes como a LG, Panasonic, Samsung, CATL e BYD. Boas acções O último inquérito da Comissão de Revisão Económica e de Segurança EUA-China revelou que, em Março de 2025, existia um total de 286 empresas chinesas cotadas nos Estados Unidos, com uma capitalização bolsista combinada de 1,1 biliões de dólares. Dados da Deloitte, citados pelo portal especializado DealStreetAsia, indicam que 63 empresas chinesas estrearam-se nas bolsas norte-americanas em 2025, captando aproximadamente 1,12 mil milhões de dólares, um valor 41 por cento inferior ao do ano anterior. E, em 2026, foi preciso esperar até Lunho para a primeira listagem, quando a Dasouche captou aproximadamente 51 milhões de dólares, embora as acções da empresa especializada em soluções para concessionários de automóveis usados tenham caído 47 por cento na estreia. Wall Street costumava ser uma opção muito popular para as empresas chinesas, mas foi afectada pelo apertar da auditoria nos EUA e o aumento da fiscalização por parte dos reguladores chineses, algo que levou muitos grupos a preferir Hong Kong face às tensões geopolíticas.
Hoje Macau China / ÁsiaLenovo | Batido recorde de facturação trimestral A empresa chinesa Lenovo bateu um recorde de facturação, graças ao desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), apesar de ter registado um prejuízo de 609 milhões de dólares entre Abril e Junho. O resultado negativo contrasta com os lucros de 505 milhões de dólares registados no mesmo período do ano anterior. Nas contas que apresentou ontem à Bolsa de Hong Kong, onde está cotada, a Lenovo apontou para um volume de negócios trimestral mais elevado da sua história, com um aumento de 43 por cento em termos homólogos, atingindo os 26.943 milhões de dólares. No período em análise, as receitas relacionadas com a IA aumentaram 60 por cento, representando já 35 por cento do total. A empresa afirmou que continuará a apostar na estratégia baseada na IA para “converter a sua inércia actual numa expansão sustentada das suas margens ao longo de vários anos”, algo para o qual garante dispor de “bases sólidas” em aspectos como a resiliência das cadeias de abastecimento, fundamental face aos actuais “desequilíbrios” entre a oferta e a procura de componentes. Após a divulgação dos resultados durante o intervalo da sessão da bolsa, as acções da Lenovo em Hong Kong subiram 20,18 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaMarinha | China e Indonésia terminam manobras perto de Taiwan As marinhas da China e da Indonésia concluíram exercícios navais conjuntos em águas a leste de Taiwan. O Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular da China informou que a fragata chinesa Honghe e a fragata indonésia KRI I Gusti Ngurah Rai-332 concluíram “todos os exercícios planeados” na manhã de quarta-feira. De acordo com o comunicado, divulgado na rede social Weibo, na quarta-feira, as tripulações praticaram comunicações marítimas, movimentos em formação, reabastecimento em alto-mar e procedimentos de separação de navios após as manobras. “Ambos os lados manobraram com flexibilidade, coordenaram-se e cooperaram estreitamente, concluindo com sucesso todos os objectivos”, afirmou o comando militar. O comunicado descreveu os exercícios como uma demonstração da vontade de ambos os países em cooperar “de forma pragmática” e “manter conjuntamente a paz e a estabilidade regional”. A Marinha da Indonésia desvalorizou o carácter excepcional do exercício, descrevendo-o como um exercício rotineiro de diplomacia marítima realizado durante o regresso do navio KRI I Gusti Ngurah Rai-332 à Indonésia, após participar em exercícios com a Marinha da Rússia em Vladivostok, no extremo oriente. De acordo com a agência de notícias pública indonésia Antara, o chefe do Serviço de Informação da Marinha da Indonésia, Tunggul, afirmou que este tipo de exercício de passagem são “interacções rotineiras de boa vontade” entre as marinhas e fazem parte da “camaradagem naval e da diplomacia marítima”.
Hoje Macau EventosMICAF | “Paz e Futuro” apresentado este domingo O 3.º Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau acolhe este domingo, a partir das 14h45 no pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM), o espectáculo de variedades “Paz e Futuro”, da responsabilidade da Companhia Artística Anjo da Paz Soong Ching Ling. Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), esta apresentação traz a Macau “a rica essência e a vitalidade contemporânea da excepcional cultura tradicional chinesa através de diversas expressões artísticas, incluindo ópera de Pequim, dança, música folclórica, canto coral e artes marciais”. Na sinopse do espectáculo, lê-se que será evocado, em palco, “o espírito da antiga Rota da Seda”, apresentando-se elementos como a “percussão tradicional, ópera de Pequim, pipa, bem como o som exótico do morin khuur (instrumento de cordas mongol) e artes marciais”. “Ao fundir ritmos antigos com a criatividade moderna, o evento realça a diversidade e o espírito contemporâneo da China. Numa entusiástica demonstração das suas capacidades, jovens artistas de Macau irão juntar-se para nos oferecer uma intensa e confiante celebração de unidade cultural”, é referido. A companhia artística funciona sob alçada da Fundação Soong Ching Ling. Também no domingo, às 18h30, acontece a flash mob deste espectáculo junto ao espaço Anim’Arte Nam Van, “levando o ambiente artístico do palco directamente à comunidade”. A festa infantil “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece”, bem como o “Dia de Diversão MICAF – Artes em Festa”, tem lugar entre hoje e domingo na Praça do Centro Cultural de Macau.
Hoje Macau Manchete PolíticaCidade Universitária | Investimento acima de 18 mil milhões O projecto da futura Cidade Universitária irá implicar um investimento de cerca de 18 mil milhões de renminbis. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, os dados foram divulgados no âmbito da divulgação do relatório “Construção da Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin”, pela Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas da Assembleia Legislativa (AL). A deputada Song Pek Kei, que preside à Comissão, explicou que as autoridades planeiam aumentar, gradualmente, o número de estudantes na Cidade Universitária para mais de 20 mil. No que respeita a políticas transfronteiriças, a deputada explicou que os estudantes do interior da China podem passar a fronteira sem barreiras, e quem vem de outros países e regiões consta de uma “lista branca”, que lhes facilita a passagem. Outro plano para a futura Cidade Universitária, é a criação de um novo posto fronteiriço com corredores específicos para os estudantes do campus da Universidade de Macau. Os estrangeiros e estudantes internacionais podem passar livremente a fronteira depois de apresentar uma declaração junto das autoridades da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin.
Hoje Macau PolíticaIp Sio Kai quer criar fórum de finanças sino-lusófonas O deputado Ip Sio Kai propôs ontem, na Assembleia Legislativa (AL), a criação de um fórum financeiro internacional anual para aprofundar o papel do território como plataforma de cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola. O fórum seria “organizado pelo Governo e co-organizado por instituições do sector financeiro, como a Associação de Bancos de Macau, contando com a participação de instituições financeiras, entidades tutelares, especialistas e académicos, e representantes do Interior da China e dos países de língua portuguesa e espanhola”, acrescentou. Ip afirmou que o fórum, tendo como foco os países de língua portuguesa e espanhola, criaria uma rede de intercâmbio financeiro com “características próprias”, “com painéis dedicados a Portugal, ao Brasil e aos restantes países de língua portuguesa, bem como aos países de língua espanhola”. Assim, “poderia promover a conjugação no âmbito do investimento transfronteiriço, finanças verdes, tecnologia financeira e internacionalização do yuan” e “elevando a visibilidade de Macau no intercâmbio financeiro internacional e na cooperação financeira regional”, acrescentou. Numa intervenção antes da ordem do dia, Ip Sio Kai defendeu que Macau “deve aprofundar as vantagens” enquanto plataforma de serviço para a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa, “ao mesmo tempo que expande os intercâmbios financeiros com os mercados internacionais, designadamente os países de língua espanhola”. Maior maturidade Ip Sio Kai considerou que, actualmente, as condições para o desenvolvimento da indústria financeira moderna “são mais maduras”, uma vez que o âmbito da indústria “tem vindo a alargar-se” e as infraestruturas financeiras e o apoio em termos de quadros qualificados “têm vindo a ser aperfeiçoados”. “É agora o momento adequado para integrar os recursos existentes e elevar o nível do intercâmbio financeiro, através da criação de uma plataforma de intercâmbio financeiro de alto nível, com características próprias de Macau e projecção internacional”, defendeu. Ip acrescentou que, se Macau conseguir aproveitar bem os fóruns financeiros e os eventos de intercâmbio, integrando os recursos do Governo, do sector financeiro e das instituições académicas para criar “uma plataforma de diálogo financeiro de alto nível”, isso “contribuirá para elevar a visibilidade de Macau no domínio financeiro internacional e criar mais oportunidades de cooperação para a indústria financeira e para a diversificação económica”.
Hoje Macau Manchete PolíticaDroga | Actualizada legislação com inclusão de “petróleo espacial” A Assembleia Legislativa aprovou ontem, com cariz de urgência, a revisão da lei de combate à droga com a inclusão de proibição da substância “etomidato”, também conhecida como “petróleo espacial”. José Pereira Coutinho sugeriu a inclusão de pareceres médicos e farmacológicos O hemiciclo aprovou ontem uma proposta do Governo para actualizar a lei de combate à droga, incluindo na lista de controlo de substâncias proibidas o etomidato, um analgésico usado para produzir uma droga sintética conhecida como “petróleo espacial”. A proposta, apresentada com carácter de urgência pelo Conselho Executivo, adapta a legislação local a decisões das Nações Unidas, que no ano passado incorporaram substâncias sujeitas a controlo internacional aprovadas pela Comissão de Estupefacientes da ONU, e adicionaram seis novas substâncias ao controlo global. Se aprovado na especialidade, o diploma vai introduzir o controlo de substâncias análogas ao etomidato que surgiram recentemente no mercado regional, designadamente o metomidato, propoxato e isopropoxato. O etomidato é um anestésico geral de uso exclusivamente hospitalar e de circulação proibida no mercado, que tem sido usado para fabricar uma droga sintética consumida por jovens, através de cigarros electrónicos, sob a designação popular de “petróleo espacial”. Estreia em 2023 Em Macau, já foram detectados quatro casos de consumo desta substância, com a primeira apreensão a ocorrer numa escola local, em Outubro de 2023, enquanto em Hong Kong as autoridades suspeitam que esteja associada a pelo menos três mortes. Após a aprovação, o deputado Che Sai Wang questionou a razão para o desfasamento entre a entrada em vigor de medidas do controlo destas substâncias em Macau quando comparado com a região vizinha de Hong Kong, enquanto o deputado José Pereira Coutinho pediu que de futuro seja realizado um processo de consulta pública para esclarecer o público sobre os perigos destas substâncias. “Como deputados não temos capacidade técnica e de análise para saber os tipos de drogas. Confiamos no Governo, mas seria importante ter pareceres de especialistas nas áreas da medicina e farmacologia nos quais Macau e a própria AL se possam basear para carregar no botão e aprovar a proposta de lei”, acrescentou. Hong Kong classificou, em Fevereiro do ano passado, vários ingredientes-chave utilizados na produção do “petróleo espacial”, incluindo o etomidato, que passou a classificar como uma droga perigosa, em vez de como uma substância tóxica de Classe 1. Por seu lado, a China continental proibiu o etomidato em Outubro de 2023, classificando a sua posse, tráfico, fabrico e consumo como infracções. O diploma aprovado abrange ainda sete novas substâncias análogas ao etomidato não sujeitas a controlo internacional: TF-Etomidate, Butomidate, secButomidate, Isobutomidate, 4F-Etomidate, ABP-700 e 2,6-diCl-3F-Etomidate. Segundo as autoridades, estas sete substâncias foram descobertas no Interior da China e colocadas sob controlo em Julho de 2025 devido à “grave ameaça para a saúde pública”, tendo Hong Kong também passado a controlar seis delas no mesmo mês. “Sem utilidade médica conhecida, possuem efeitos anestésicos e de sedação semelhantes ao etomidato, provocando dependência e danos para a saúde, sendo frequentemente adicionadas ao líquido de cigarros electrónicos para dificultar a sua detecção”, indica a proposta de lei. Embora as autoridades de Macau ainda não tenham registado apreensões destas sete substâncias análogas, o Executivo alertou que a proximidade geográfica com o Interior da China e Hong Kong aumenta consideravelmente o risco do seu uso abusivo na RAEM, justificando uma intervenção preventiva. Segundo o Governo, a atualização legislativa visa “evitar que as novas drogas causem ameaças à segurança da saúde pública e melhor prevenir e combater os crimes relacionados com a droga em sintonia com as regiões vizinhas e até com a comunidade internacional”.
Hoje Macau China / ÁsiaMarinha | China e Indonésia realizam exercícios conjuntos As marinhas da China e da Indonésia vão realizar exercícios navais conjuntos em meados de Agosto em águas a leste de Taiwan. Num comunicado divulgado na terça-feira, o Ministério da Defesa chinês informou que a fragata Honghe e um navio de guerra indonésio vão realizar exercícios focados nas comunicações e no reabastecimento no mar, sem especificar uma data ou local exactos. De acordo com o ministério, as manobras visam melhorar as capacidades operacionais conjuntas, aprofundar a cooperação e contribuir para a manutenção da paz e da estabilidade regional. O analista Zhang Junshe disse ao jornal estatal chinês Global Times que serão os primeiros exercícios navais entre a China e um país estrangeiro em águas a leste de Taiwan, uma área onde a presença de Pequim aumentou significativamente desde o final de Maio, com o envio de navios de investigação e da guarda costeira. “Convidar navios estrangeiros para treinar em águas sob jurisdição própria é normal e razoável”, afirmou o especialista. Embora não mantenha relações diplomáticas com Taipé, a Indonésia é um dos maiores grupos de imigrantes em Taiwan, com mais de 300 mil residentes. As manobras navais entre a China e a Indonésia — ainda não confirmadas por Jacarta — poderão ocorrer em paralelo com a fase final dos exercícios Han Kuang, os principais exercícios militares anuais de Taiwan, que terminam a 14 de Agosto.
Hoje Macau Grande PlanoVacinas | OMS preocupada com nova ofensiva de Trump A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou ontem preocupação com as novas recomendações sobre vacinação anunciadas esta semana pelo Presidente dos Estados Unidos, considerando que não se baseiam nos dados científicos disponíveis. “A política em matéria de vacinação deve basear-se numa análise rigorosa, independente e transparente dos melhores dados científicos disponíveis, e não em influências políticas”, advertiu o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nas redes sociais. Donald Trump assinou na segunda-feira um decreto com novas recomendações em matéria de vacinas, apelando para que se espaçasse a administração às crianças, e referiu-se repetidamente ao autismo ao apresentar o texto. “A OMS está preocupada com as recentes alterações introduzidas na política de vacinação nos Estados Unidos não estarem em consonância com os dados científicos comprovados acumulados ao longo de décadas”, afirmou Tedros. Esses dados “indicam os períodos em que as crianças estão mais vulneráveis às doenças, os momentos em que as vacinas oferecem a melhor protecção, o número de doses necessárias, bem como as vacinas que podem ser administradas simultaneamente com toda a segurança”, destacou, sublinhando que as vacinas são objecto de uma análise contínua à medida que novas informações são recolhidas em todo o mundo. “As evidências actuais são inequívocas: as vacinas, incluindo a VASPR [sarampo, papeira e rubéola], são seguras e não causam autismo”, afirmou, tendo a OMS já sublinhado em várias ocasiões a ausência de ligação entre a vacinação e este distúrbio do desenvolvimento neurológico. O director-geral da OMS alertou também para que “adiar a vacinação ou espaçar desnecessariamente as doses não torna a vacinação mais segura e pode deixar as crianças desprotegidas”. Lei da ignorância A investigação médica nunca estabeleceu ligações entre o autismo e as vacinas, mas tanto o Presidente dos EUA como o secretário da Saúde norte-americano, Robert F. Kennedy Jr., continuam a sugerir que pode existir uma. Conhecido pelas posições anti-vacinas, Robert Kennedy Jr. iniciou, desde que foi nomeado para aquele cargo, uma ampla revisão das vacinas, algumas das quais utilizadas há décadas, reformulou o calendário de vacinação pediátrica e cortou o financiamento para o desenvolvimento de novas vacinas, medidas todas veementemente condenadas pela comunidade médica e científica. No início deste ano, a justiça norte-americana tinha suspendido a reformulação da política de vacinação dos EUA que Robert Kennedy Jr. tinha iniciado. O decreto assinado na segunda-feira por Donald Trump recomenda, em particular, administrar separadamente as vacinas contra o sarampo, a rubéola e a papeira, em vez de as administrar numa única injecção.
Hoje Macau China / ÁsiaTóquio | Tempestade tropical deixa milhares de casas sem energia A tempestade tropical Chan-hom deslocou-se ontem para oeste, depois de ter atingido a área metropolitana de Tóquio durante a noite, derrubando árvores e deixando milhares de casas sem energia. Chan-hom perdeu significativamente força depois de atingir, na terça-feira à noite, a província de Ibaraki, no sul do país, onde cinco pessoas sofreram ferimentos ligeiros. Na manhã de ontem, a tempestade estava perto de Gifu, no centro do Japão, enquanto se dirigia para a baía de Wakasa, na costa centro-norte do arquipélago. Chan-hom atingiu o Japão dias depois de o tufão Dolphin ter causado estragos em zonas do sul do país, paralisando o trânsito e obrigando centenas de pessoas a procurar abrigo. Depois de enfraquecer para uma tempestade, Dolphin matou 10 pessoas nas Filipinas e causou inundações na China, obrigando centenas de milhares de pessoas a deslocarem-se. Em Tóquio, os comboios suburbanos e os voos operavam ontem normalmente e o comércio seguia quase como habitualmente, embora a agência meteorológica tenha previsto fortes chuvas e trovões ao longo do dia no norte e oeste do Japão. Na manhã de ontem, mais de três mil casas estavam sem energia eléctrica em Ibaraki e na província vizinha de Tochigi, segundo a operadora TEPCO Power Grid. A tempestade derrubou árvores em vários locais de Tóquio, incluindo uma na popular zona comercial de Omotesando, embora ninguém tenha ficado ferido, segundo a emissora pública japonesa NHK. O fenómeno afetou muitos viajantes durante a semana de feriados budista “Bon”, no Japão, dedicada à homenagem aos espíritos ancestrais. Cerca de 60 voos com partida e chegada no aeroporto de Haneda, em Tóquio, foram cancelados na terça-feira. Na província de Ibaraki, a popular praia de Oarai estava vazia, uma vez que foi encerrada devido à tempestade. A chegada de um tufão ou tempestade à costa em Ibaraki na terça-feira foi a primeira desde que a Agência Meteorológica do Japão começou a manter registos, em 1951.
Hoje Macau VozesAssociações de Macau: uma reforma que merece ser bem discutida Por Manuel Silvério* Nos últimos dias, alguns dirigentes associativos têm-me perguntado o que penso sobre a reformulação do Regime Jurídico das Associações agora colocada em consulta pública pelo Governo da RAEM. Não foram perguntas feitas apenas por curiosidade. Senti alguma preocupação, sobretudo entre pessoas que há muitos anos dedicam parte do seu tempo às associações, muitas vezes voluntariamente, e que agora procuram perceber o que poderá mudar e que novas responsabilidades lhes poderão ser exigidas. Compreendo essa preocupação. Talvez também porque acompanhei de perto outra fase da história do associativismo em Macau. Na sequência das transformações políticas e administrativas iniciadas com a Revolução dos Cravos, em Portugal, em 1974, o desporto de Macau foi adquirindo progressivamente maior autonomia organizativa. Vivi um período em que foi necessário criar associações desportivas territoriais representativas das diferentes modalidades, capazes de organizar a actividade local e permitir que Macau participasse, com identidade própria, em organizações e competições regionais, asiáticas e internacionais. Essas associações não nasceram para aumentar números nem preencher registos. Nasceram porque eram necessárias. Depois, Macau mudou e o associativismo mudou com Macau. Multiplicaram-se as actividades, aumentaram os praticantes e as competições e intensificaram-se os intercâmbios com associações e clubes das cidades vizinhas. Foram surgindo muitos clubes e associações de natureza desportiva, recreativa, cultural, social ou semelhante. Grande parte nasceu naturalmente dessa vitalidade. Muitos continuam hoje a desenvolver um trabalho útil. Outros foram perdendo actividade e alguns terão simplesmente deixado de funcionar. Por detrás dessas associações estiveram — e continuam a estar — pessoas que aceitaram ser dirigentes sem receber nada em troca, organizaram actividades depois do trabalho, acompanharam jovens, promoveram cultura e desporto e ajudaram a manter vivas pequenas colectividades. Esta dimensão humana não deve ser esquecida quando discutimos uma reforma jurídica. Ao mesmo tempo, cresceram os apoios públicos ao associativismo e as associações passaram também a desempenhar um papel em diferentes mecanismos de representação social e política. Todo este universo se tornou progressivamente mais amplo e complexo. Seria injusto generalizar ou pôr em causa o trabalho meritório de milhares de dirigentes. Mas também seria pouco realista olhar para todas as associações como se tivessem a mesma origem, dimensão, actividade ou função social. É neste contexto que os números merecem atenção. Das menos de duas mil associações existentes antes do estabelecimento da RAEM passámos para mais de 12 mil. Segundo o documento de consulta, apenas cerca de 60 por cento mantêm algum nível de funcionamento, enquanto aproximadamente 40 por cento estão inactivas há muito tempo ou nunca chegaram verdadeiramente a funcionar. O próprio documento utiliza uma expressão particularmente elucidativa: “associações adormecidas”. Há, portanto, razões objectivas para rever o sistema. Uma reforma necessária Considero a iniciativa do Governo oportuna e necessária. E é precisamente por reconhecer essa necessidade que considero importante aproveitar a consulta pública para discutir não apenas os problemas que a nova legislação pretende resolver, mas também a forma como as soluções propostas poderão funcionar na prática. A minha posição é simples: não contra a reforma, mas a favor de uma boa reforma. O documento de consulta apresenta como objectivos uma melhor garantia da liberdade de associação e dos direitos e interesses legítimos das associações, procurando simultaneamente promover o seu desenvolvimento ordenado e sustentável. Parece-me igualmente razoável simplificar procedimentos actualmente repartidos por diferentes serviços e concentrar na Direcção dos Serviços de Identificação (DSI) competências relativas à constituição, registo e fiscalização das associações. Menos burocracia, procedimentos mais claros e informação actualizada podem beneficiar tanto a Administração como as próprias associações. Mas estamos perante mais do que uma reorganização administrativa. A DSI passará a dispor de poderes mais amplos sobre o funcionamento das associações. Poderá solicitar informações, determinar a sanação de irregularidades e, nas circunstâncias previstas no novo regime, decidir a extinção de uma associação. Importa, contudo, distinguir situações diferentes. Perante determinadas irregularidades — como a falta de eleição ou designação de novos titulares dos órgãos ou a não realização da assembleia geral para aprovação das contas — está previsto um mecanismo de sanação. A associação será notificada e terá oportunidade de regularizar a situação antes de uma eventual extinção. Regularizar não significa necessariamente extinguir. E uma boa lei deve saber distinguir um erro ou uma situação corrigível de uma realidade em que uma associação deixou efectivamente de funcionar. Doze mil associações, realidades diferentes Uma associação que organiza regularmente actividades para centenas de pessoas, um pequeno clube recreativo, uma associação de moradores, uma organização profissional, uma colectividade cultural e uma associação que deixou de funcionar há vinte anos podem ter a mesma natureza jurídica. Mas não representam a mesma realidade. Uma legislação destinada a organizar mais de 12 mil associações deverá, tanto quanto possível, saber reconhecer essas diferenças. Resolver a situação das associações que apenas sobrevivem no papel é compreensível. Exigir a actualização dos órgãos sociais, o cumprimento dos estatutos e maior transparência também o é. Mas modernizar não pode significar apenas fiscalizar mais. Uma verdadeira modernização mede-se também pela simplicidade dos procedimentos, pela clareza das regras, pela proporcionalidade das obrigações e pela segurança proporcionada a quem procura cumpri-las. Vejo ainda uma possível vantagem nesta actualização do universo associativo, embora não decorra necessariamente da proposta actualmente em consulta. Saber com maior rigor quais são as associações que efectivamente funcionam poderá ajudar, no futuro, a tornar mais justa e criteriosa a atribuição de subsídios e outros apoios públicos. Os recursos disponíveis não são ilimitados. Parece-me razoável que a actividade efectiva, a regularidade do funcionamento, o interesse dos projectos, as pessoas realmente beneficiadas e a boa utilização dos apoios anteriormente recebidos possam ajudar a orientar a aplicação das verbas públicas. Não se trata de premiar associações grandes e esquecer as pequenas. Uma pequena colectividade pode realizar um trabalho extraordinariamente útil para um bairro, para jovens, para uma modalidade desportiva ou para preservar uma tradição cultural. Trata-se de conhecer melhor a realidade para decidir melhor. Uma melhor organização do universo associativo poderá servir não apenas para fiscalizar melhor, mas também para apoiar melhor. Segurança nacional Há outra dimensão da reforma que não deve ser ignorada. Macau é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China e a sua realidade deve ser compreendida dentro do quadro constitucional do País e num contexto internacional bastante diferente daquele em que o actual regime das associações foi concebido. A segurança nacional tornou-se uma preocupação cada vez mais presente num mundo marcado por maior competição geopolítica e novas formas de interferência. É compreensível, por isso, que esta dimensão esteja também presente na revisão do enquadramento jurídico das associações da RAEM. A proposta prevê a intervenção da Comissão de Defesa da Segurança do Estado em determinadas situações relacionadas com a constituição ou extinção de associações. A salvaguarda da segurança nacional é uma responsabilidade fundamental da RAEM e não questiono a necessidade de mecanismos adequados quando esteja efectivamente em causa essa segurança. Também não vejo a liberdade de associação e a segurança nacional como princípios necessariamente opostos. O importante será que as regras sejam claras e proporcionais, para que os dirigentes compreendam as suas responsabilidades e as associações que actuam legitimamente possam continuar a desenvolver normalmente as suas actividades. Uma associação política por identificar O documento contém ainda uma particularidade que talvez possa ser esclarecida durante a consulta pública. O Governo refere a existência de uma associação política constituída antes da entrada em vigor da Lei n.º 2/99/M, prevendo para ela um regime transitório que permita a sua manutenção. O documento não identifica essa associação. Não considero esta uma questão central da reforma. Mas, uma vez que a sua existência justifica uma solução específica no novo regime, parece-me natural perguntar de que associação se trata. É também para isto que serve uma consulta pública: esclarecer dúvidas, ouvir preocupações e permitir que a sociedade compreenda melhor uma legislação que terá consequências para milhares de organizações e para muitas mais pessoas. Reformar para fortalecer Macau mudou profundamente e o seu movimento associativo mudou com ele. Passar de menos de duas mil para mais de 12 mil associações justifica naturalmente uma revisão do respectivo enquadramento jurídico. Mas os números não contam toda a história. Por detrás deles estão associações com décadas de actividade e forte implantação social, pequenos clubes, organizações que trabalham com jovens, colectividades culturais, associações profissionais, entidades que prestam serviços à comunidade e também associações que há muito deixaram de funcionar. Por detrás dos números estão, sobretudo, pessoas. Uma boa reforma deverá saber distinguir estas realidades: regular melhor as associações que efectivamente funcionam, dar oportunidade de regularização às que apresentam situações sanáveis, resolver o problema das que permanecem apenas no registo e evitar encargos desnecessários para quem procura cumprir normalmente as suas obrigações. Se uma informação mais rigorosa sobre a actividade efectiva das associações puder também contribuir, no futuro, para uma utilização mais justa e eficaz dos apoios públicos, haverá aí um benefício adicional para toda a comunidade. As associações tiveram um papel importante na construção da sociedade de Macau — no desporto, na cultura, na educação, na juventude, na solidariedade e em tantas outras áreas. A reforma não deve apagar essa história. Deve ajudar a dar-lhe continuidade em condições mais claras, responsáveis e adequadas ao Macau de hoje. É por isso que considero esta reforma necessária. E é precisamente por considerá-la necessária que vale a pena discuti-la bem. Há, contudo, uma segunda dimensão que merece reflexão própria. Muitas associações de Macau mantêm relações com organizações do Interior da China, de Hong Kong e do exterior, algumas através de filiações regionais e internacionais. As novas obrigações previstas nesta matéria levantam questões diferentes: transparência, cumprimento de regras, financiamento externo, segurança nacional e articulação com os serviços públicos. Será esse o tema da próxima reflexão. * Analista independente de políticas públicas e desenvolvimento regional (Antigo dirigente público com experiência internacional, com longa dedicação às políticas públicas e ao desenvolvimento desportivo)
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Companhia chinesa lança rota pelo mar do norte da Rússia O serviço China-Europe Arctic Express, lançado pela Sea Legend Shipping, prevê que o transporte de contentores para a Europa demore entre 20 e 22 dias Uma companhia marítima chinesa prevê lançar esta semana um serviço regular de transporte de contentores para a Europa através da Rota Marítima do Norte (NSR) da Rússia, numa iniciativa que visa transformar o tráfego ártico. A empresa Sea Legend Shipping estreia este mês o seu serviço China-Europe Arctic Express (CAX), com o qual prevê realizar oito partidas entre Agosto e Outubro, com sete navios e tempos de travessia previstos entre 20 e 22 dias, de acordo com a imprensa local. O serviço transportará carga proveniente de vários portos do leste da China, como Qingdao ou Xangai, antes de fazer escala em Ningbo-Zhoushan e partir rumo a Felixstowe (Reino Unido), com ligações a outros portos europeus como Roterdão (Países Baixos), Hamburgo (Alemanha) ou Gdynia (Polónia). No calendário publicado pela companhia marítima constam, por enquanto, duas rotas: a primeira, do navio “Dubai Tower”, que, em princípio, deverá partir de Ningbo em 15 de Agosto e chegar a Felixstowe em 07 de Setembro, e uma segunda programada para o navio “Riyadh Mukaab”. O novo serviço surge na sequência da viagem realizada no ano passado pelo navio “Istanbul Bridge”, considerada a travessia inaugural desta rota comercial. Ao contrário daquela, organizada como uma viagem pontual, o CAX conta agora com datas de partida fixas, navios atribuídos de forma permanente e um tempo de travessia planeado. Segundo informou na altura a Sea Legend Shipping, o percurso pelo Passo do Nordeste reduz quase para metade o tempo de navegação em comparação com a rota tradicional pelo Canal do Suez, que demora cerca de 40 dias, e é também cerca de cinco dias mais rápido do que o percurso ferroviário China-Europa, de cerca de 25 dias. Benesses do degelo Hu Qimu, professor do Instituto da Rota da Seda Marítima da Universidade de Huaqiao, salientou ao jornal Global Times a importância de desenvolver rotas alternativas face aos riscos crescentes das vias tradicionais, tais como o aumento dos custos do combustível e das operações em alguns corredores devido a tensões geopolíticas. Por enquanto, a Rota do Mar do Norte só é navegável durante o Verão, mas o derretimento do gelo ártico poderá alargar o período em que os cargueiros podem operar, oferecendo à Rússia oportunidades económicas e geopolíticas.
Hoje Macau China / ÁsiaTencent | Lucro sobe10% até Junho para 14,6 mil ME O lucro da gigante digital chinesa Tencent subiu 10,31 por cento até Junho, face a igual período de 2025, para 114,115 mil milhões de yuans, divulgou ontem o conglomerado tecnológico. De acordo com o comunicado dos resultados do semestre, a Tencent, que está cotada na bolsa de Hong Kong, registou um aumento de 10,07 por cento das receitas para 401,243 mil milhões de yuans. A tecnológica diz estar a fazer “progressos consideráveis” na reformulação de si própria como um grupo “impulsionado pela inteligência artificial (IA)” — área na qual, no mês passado, lançou a versão completa do seu modelo Hunyuan 3 (Hy3) e onde o seu assistente de escritório WorkBuddy e o seu assistente de programação CodeBuddy “lideram claramente os seus respectivos segmentos” no mercado chinês. Quanto à infraestrutura, a Tencent “aumentou significativamente” as suas compras de equipamento de computação, o que lhe permitirá converter a utilização das suas aplicações e modelos “em receitas futuras”. “Continuamos a melhorar os nossos serviços existentes, impulsionados pelo crescimento sustentado das receitas de serviços de marketing, pelo lançamento recente de vários videojogos de sucesso e pelo rápido aumento das visualizações de vídeos” na popular rede social WeChat, refere a Tencent. Entre os principais segmentos que a Tencent detalha, a divisão de serviços de marketing apresentou o melhor desempenho, registando um aumento de 20,9 por cento nas receitas. Este desempenho superou o de divisões maiores, como a dos “serviços de valor acrescentado” — que engloba os videojogos e as redes sociais e representa quase metade (48,5 por cento) das receitas do grupo —, que cresceu 6 por cento, e a dos serviços financeiros (fintech), que registou um aumento de 8,8 por cento. O negócio das redes sociais aumentou 0,8 por cento entre Abril e Junho, em termos homólogos, e a rede social WeChat fechou o primeiro semestre com 1.439 milhões de utilizadores activos mensais, mais 28 milhões que um ano antes.
Hoje Macau SociedadeLucros do BNU caem 1,3% na primeira metade de 2026 O Banco Nacional Ultramarino (BNU) anunciou ontem lucros líquidos de 225,3 milhões de patacas na primeira metade do ano, uma queda homóloga de 1,3 por cento. Ainda assim, os resultados mostram uma melhoria face ao primeiro trimestre, período em que o lucro da instituição financeira recuou 17 por cento em termos anuais. O banco apontou como principal razão para a melhoria no segundo trimestre um aumento de 0,9 por cento, para 434,2 milhões de patacas, na margem financeira líquida, a diferença entre receitas provenientes de empréstimos e juros pagos por depósitos. “Este desempenho reflectiu o crescimento do volume de negócios, apesar do impacto da redução das taxas de juro na rentabilidade dos activos”, referiu o BNU, num comunicado. Isto depois de a Autoridade Monetária de Macau ter aprovado três descidas da principal taxa de juro de referência em 2025, a última das quais um corte de 0,25 pontos percentuais, introduzida em 11 de Dezembro, acompanhando a Reserva Federal norte-americana. Pelo contrário, as receitas de serviços e comissões cobradas pelo banco caíram 2,3 por cento, para 44,5 milhões de patacas e a margem financeira complementar foi afectada “pela redução dos resultados de operações financeiras”. O BNU indicou ainda que contabilizou perdas de 14,7 milhões de patacas com crédito malparado e aplicações financeiras, menos 62 por cento do que no mesmo período de 2025. Esta redução “reflecte a contínua resiliência da qualidade dos activos, (…) em linha com a abordagem prudente do banco na gestão do risco”, sublinhou a instituição. Em contra-mão O BNU registou em 2025 uma queda de 26,3 por cento nos lucros líquidos, o segundo ano consecutivo em que os proveitos da instituição financeira encolheram, depois de uma diminuição de 0,4 por cento nos lucros em 2024. De acordo com dados oficiais, os bancos de Macau obtiveram lucros de 7,34 mil milhões de patacas em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior (mais 92,7 por cento).
Hoje Macau Manchete SociedadeMedia | Paulo Rego na Comissão de Gestão do canal “Conta Lá” A assembleia-geral do Conta Lá elegeu uma Comissão de Gestão, composta por Rui Rego, Diogo Alexandre e Paulo Rego, que toma posse na segunda-feira com mandato até Dezembro, disse à Lusa o dono do Plataforma Macau. A reunião magna tinha sido suspensa no segundo ponto, que tinha a ver com a análise e decisão sobre o plano de reestruturação da empresa, para quarta-feira. Na assembleia-geral (AG) estavam presentes todos os accionistas, encerrou-se a atual reunião magna e convocou-se uma outra para cerca de 10 minutos depois. Nesta segunda AG foi anulada a decisão do ponto um da anterior e aprovada a conversão total do capital investido em capital social. De acordo com o dono do Plataforma Macau, Paulo Rego, todo o capital investido é transformado em capital social. Na reunião magna extraordinária de ontem foi mandatada uma Comissão de Gestão até Dezembro para preparar a empresa para ser nomeada uma Comissão Executiva de longo prazo que corresponda à nova composição accionista num aumento de capital previsto até cinco milhões, sendo que a primeira tranche será definida até segunda-feira por um conjunto de quatro accionistas (três actuais que vão ao aumento de capital num bloco que inclui o Plataforma). A Comissão de Gestão é composta por Rui Rego (advogado, com pós-graduação em gestão), Diogo Alexandre (actual director de programas) e Paulo Rego, dono do Plataforma Macau. Com a tomada de posse na segunda-feira, há quatro prioridades: “Corte de custos, pagamento de salários, pagamento das dívidas críticas, nomeadamente ao Estado e a fornecedores críticos” e elaborar “planos de gestão da dívida”, disse Paulo Rego. A Comissão de Gestão tem de fechar o aumento de capital até cinco milhões de euros e negociações para novos investidores estão em curso. Além disso, é preciso gerir a dívida e ter capacidade de investimento, nomeadamente tecnológica. Os trabalhadores estão com salários em atraso há três meses.
Hoje Macau PolíticaFDC | Aceites candidaturas para apoio financeiro O Fundo de Desenvolvimento da Cultura (FDC) aceita, entre hoje e o dia 8 de Setembro, candidaturas para o “Plano de Apoio Financeiro” para actividades ou projectos culturais a realizar em 2027. Segundo um comunicado do FDC, pretende-se apoiar “actividades e projectos que tenham como orientação principal elementos como ‘exploração de recursos sobre figuras históricas'”, ou ainda “preservação e promoção do património cultural tangível”. Incluem-se ainda temas como a “aplicação da integração entre cultura digital e tecnologia”, “criação colectiva”, “interligação cultural entre Macau e Hengqin”, entre outros. Os candidatos devem ser associações ou fundações locais sem fins lucrativos, constituídas nos termos da lei até 31 de Dezembro de 2023, e devem ser as entidades organizadoras das actividades a realizar. O período de apoio financeiro decorrerá de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2027, e abrange áreas como artes visuais, criação literária, música ou património cultural tangível, entre outras. As propostas serão avaliadas pela Comissão de Avaliação de Actividades e Projectos do FDC. Alguns dos critérios para a concessão do apoio passam pela apresentação de “conteúdos de qualidade, planeamento bem estruturado, orçamento razoável”, além de que o projecto deve contribuir “para o desenvolvimento da cultura e das artes em Macau”. Serão realizadas, a 21 de Agosto, duas sessões de esclarecimento, no Edifício Centro Comercial Cheng Feng, das 14h30 às 15h45, e ainda das 16h às 17h15. As inscrições decorrem no website do FDC.
Hoje Macau SociedadeIdosos | Registado aumento de pedidos de ajuda devido ao calor Pun Ka Lon, chefe do Centro de Serviços de Tele-Assistência “Peng On Tung”, da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (Kaifong), afirmou que têm recebido mais pedidos de ajuda por parte de idosos devido às elevadas temperaturas. Actualmente, o Centro dá apoio a cerca de seis mil idosos com cuidados domiciliários, tendo ainda cerca de 1,5 mil utentes para cuidados no exterior. Com a subida das temperaturas, têm sido recebidas cerca de 300 chamadas por dia com pedidos de ajuda ou simples consultas de informações, sendo que 10 dizem respeito a casos de emergência na área da saúde. Nestas situações, os idosos dizem sentir tonturas, desconforto a nível da função cardíaca e problemas físicos. Num só dia o Centro recebeu 16 pedidos de ajuda, indicou Pun Ka Lon. Segundo escreveu o jornal Ou Mun, o responsável lançou um apelo para que as famílias possam passar mais tempo com os idosos a fim de lhes prestar apoio nestes dias de maior calor. No que diz respeito às tarifas de electricidade, o dirigente disse esperar que o Governo distribua mais subsídios nos meses de Verão tendo em conta a maior necessidade de ligar o ar condicionado e ventoinhas durante maiores períodos de tempo.
Hoje Macau Manchete PolíticaDespesas públicas sobem 4,9% até Julho após reforço dos apoios sociais As despesas públicas de Macau subiram 4,9 por cento nos primeiros sete meses do ano, sobretudo devido ao aumento nos gastos com apoios sociais, de acordo com dados oficiais. Um relatório publicado pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) na segunda-feira indica que Macau gastou até ao final de Julho 53,2 mil milhões de patacas, 48,7 por cento do previsto para todo o ano. A principal razão para a subida das despesas foi o reforço dos gastos em apoios e subsídios sociais, que cresceram 14,7 por cento, para 31,3 mil milhões de patacas. O orçamento aprovado em Novembro inclui benefícios fiscais para atrair sociedades gestoras de fundos de investimento, fundos de investimento especiais e investidores em fundos, para ajudar a desenvolver o sector financeiro. Além disso, o Governo isentou do imposto de selo a compra da primeira habitação por parte de residentes, até seis milhões de patacas, num documento que previa uma subida de 4,3 por cento nos apoios e subsídios sociais. Em Julho de 2025, a Assembleia Legislativa também já tinha aprovado uma proposta do Governo para aumentar em 2,86 mil milhões de patacas as despesas previstas no orçamento do ano passado, para reforçar os apoios sociais. A revisão inclui a criação de um subsídio, no valor total de 54 mil patacas, para as crianças até aos 3 anos, numa tentativa de elevar a mais baixa natalidade do mundo. Por outro lado Já os gastos com obras públicas – o Plano de Investimentos e Despesas da Administração (PIDDA) – recuaram 9,3 por cento até Julho, para 8,75 mil milhões de patacas. O orçamento para este ano já previa uma queda de 8,6 por cento no PIDDA, que inclui grandes projectos como a Linha Leste do Metro Ligeiro, que irá chegar às Portas do Cerco. As despesas com os funcionários públicos também diminuíram 1,3 por cento, para 9,25 mil milhões de patacas), depois da função pública não ter tido qualquer aumento salarial em 2026, pelo segundo ano consecutivo. Tal como a despesa pública, também a receita corrente de Macau subiu 8,6 por cento nos primeiros sete meses de 2026, para 67,9 mil milhões de patacas. A principal razão para o aumento foi um acréscimo de 9,3 por cento, para 58,3 mil milhões de patacas, nas receitas dos impostos sobre o jogo – que representam 84,6 por cento do total. Com as despesas a crescer menos do que as receitas, o território registou um excedente nas contas públicas de 15,8 mil milhões de patacas, mais 29,7 por cento do que até Julho de 2025. No orçamento para todo o ano 2026, o Governo tinha previsto um excedente muito menor, no valor de 5,22 mil milhões de patacas. O território terminou 2025 com um excedente nas contas públicas de 19,9 mil milhões de patacas, mais 26,1 por cento do que no ano anterior.
Hoje Macau China / ÁsiaPacífico | China protesta contra participação de Taiwan em Fórum A China pediu ontem ao líder do Fórum das Ilhas do Pacífico que “evite prejudicar o desenvolvimento saudável e estável” das relações diplomáticas, após Baron Waqa ter confirmado a participação de Taiwan na próxima cimeira. Os protestos de Pequim, que reivindica a soberania sobre Taipé, tinham levado à exclusão de Taiwan do Fórum das Ilhas do Pacífico em 2025, acolhido pelas Ilhas Salomão. Mas Palau, o arquipélago onde se realiza a cimeira deste ano, entre 30 de Agosto e 04 de Setembro, está entre os restantes aliados diplomáticos de Taiwan, juntamente com Tuvalu e as Ilhas Marshall. A participação de Taipé foi confirmada na sexta-feira pelo secretário-geral do Fórum, Baron Waqa, numa conferência de imprensa. “Taiwan é um parceiro de desenvolvimento muito importante. Não é um parceiro de diálogo, no entanto, interage com os membros da nossa família do fórum”, disse Waqa. “A China pede ao secretário-geral do Fórum das Ilhas do Pacífico que adira estritamente ao princípio de Uma Só China, que lide adequadamente com as questões relacionadas com Taiwan e que assegure que não prejudica o desenvolvimento saudável e estável das relações entre a China e o Fórum”, disse ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.