Hong Kong acolhe festival de Inverno até domingo Hoje Macau - 30 Dez 2025 Para quem ainda quer viver os últimos momentos da época entre o Natal e o Ano Novo, o território vizinho acolhe o “Hong Kong Winter Fest”, com dois eventos a terminar no próximo domingo. Uma árvore de Natal gigante no centro da cidade, muitas luzes e espaços que dão azo à imaginação é o que se pode esperar desta iniciativa. Um dos espaços é a “Cidade do Natal”, situada em Central, e que tem uma árvore de Natal com 20 metros de altura e diversas decorações com brinquedos que fazem referência aos dias festivos que ainda agora chegaram ao fim. A “Cidade do Natal” [Christmas Town] teve início a 14 de Novembro e pode ser visitada até este domingo. Outra atracção deste festival é o “Immersive Light Show”, também em Central. Tal como o nome indica, o público pode ver um espectáculo de luzes, com projecções a três dimensões, música e animação, com pontos de visualização em North Square and South Square, Statue Square Gardens. Há espectáculos a cada 30 minutos entre as 07h30 e as 23h30. Aqui, “oito edifícios icónicos transformam-se numa tela gigante” para este espectáculo, podendo ser vistas figuras como bonecos de neve, anjos ou danças de renas “por entre os edifícios e árvores, criando-se uma experiência rica e cheia de sonhos que ilumina as noites festivas de Hong Kong”, descreve o departamento de turismo do Governo da RAEHK. Os edifícios onde será projectado o espectáculo de luzes são a Torre do Banco da China, o Hong Kong City Hall High Block, Hong Kong Club, o edifício principal do HSBC e do Standard Chartered Bank, entre outros. Luzes até Fevereiro Há ainda uma terceira iniciativa integrada neste festival de Inverno que se estende até 22 de Fevereiro. Trata-se da “Starlight Boulevard”, em que a Chater Road estará adornada com diversas luzes, incluindo uma passadeira e “uma impressionante peça central acima da Chater House”. “Os visitantes podem continuar a sua viagem sob um dossel dourado de luz para chegar à Noëlia no LANDMARK, uma encantadora instalação interativa em grande escala para mais surpresas e charme natalino”, descreve-se ainda na página do evento. Esta zona de luzes pode ser visitada entre Chater Road e Central.
CCM | “A Viagem de um Solista”, um concerto para ver e ouvir hoje Andreia Sofia Silva - 30 Dez 2025 O Estúdio II do Centro Cultural de Macau acolhe hoje um espectáculo de música clássica protagonizado pela Orquestra Chinesa de Macau. “Música Chinesa 360º: A Viagem de um Solista” conta com a presença de Kin Szeto, um jovem maestro de Hong Kong Uma experiência sonora, imersão dos sentidos e uma forma de passar os últimos dias do ano rodeado de música: todos os argumentos são bons para assistir hoje, no Estúdio II do Centro Cultural de Macau (CCM), ao concerto protagonizado pela Orquestra Chinesa de Macau (OCM). “Música Chinesa 360º: A Viagem de um Solista” começa às 19h45 e conta com a participação do jovem maestro de Hong Kong Kin Szeto. Segundo a sinopse do concerto, trata-se aqui de um espectáculo que promete romper “com o formato tradicional de concerto, oferecendo uma experiência única e imersiva”, “uma nova forma de ouvir música chinesa: estar dentro da orquestra”, lê-se no cartaz do espectáculo, cujos bilhetes têm um custo de 150 patacas. “Além de apresentar obras clássicas da música chinesa, proporciona-se ao público um efeito sonoro envolvente a 360 graus, permitindo sentir o diálogo e a ressonância entre os instrumentos através de arranjos inovadores”, acrescenta-se na apresentação da OCM. A OCM descreve ainda que o público pode “deixar-se envolver pela vastidão da música chinesa”, ficando a promessa de que Kin Szeto, “vencedor de concursos internacionais de direcção de orquestra, irá conduzir a orquestra com o seu domínio técnico e estilo enérgico, explorando toda a riqueza da música chinesa”. Uma carreira longa Kin Szeto doutorou-se em Artes Musicais e regência de orquestra na University of Cincinnati College-Conservatory of Music, com orientação de Mark Gibson, e uma bolsa que lhe cobriu a totalidade dos estudos. Anteriormente fez um mestrado em Nova Iorque, no Ithaca College. O jovem de Hong Kong venceu o prémio do Concurso de Regentes de Orquestra de 2022, na Roménia, tendo-se estreado na Europa com a Orquestra Filarmónica de Brasov. Nos Estados Unidos, Kin Szeto desempenhou diversos cargos musicais, como maestro convidado e assistente e também director musical. Além disso, o maestro é intérprete de erhu, instrumento de música tradicional chinesa. Foi músico na Orquestra Chinesa de Hong Kong entre 2011 e 2016, tendo sido depois regente da orquestra. Mais música em Janeiro Destaca-se ainda a realização de um concerto protagonizado pela OCM em Janeiro, no dia 16, com início agendado para as 19h45. Intitula-se “Dawn Breaks” e conta com Liao Yuan-Yu como maestro e os músicos Lin Jie, intérprete de ruan, instrumento tradicional chinês; e ainda Hou Guangyu, que estará em palco a tocar um dizi. O programa integra composições como “Bamboo Reverie”, de Li Jiaying, tocada pela orquestra juntamente com o dizi; “Formation Break: Contempo”, de JunYi Chow; e ainda “Macau Impressions”, uma obra encomendada e composta por Zhao Jiping. Segundo a sinopse do concerto, o maestro da OCM irá “conduzir o público através de uma empolgante jornada artística, desde os primeiros lampejos de inspiração”. “O concerto contará com Hou Guangyu, renomado flautista de bambu, que irá interpretar o concerto para flauta ‘Bamboo Reverie’. Já Lin Jie, chefe do naipe de ruan da Orquestra, irá interpretar, juntamente com a Orquestra, ‘Ode to the Sun’, obra que revela a força da alegria e do encorajamento”, lê-se.
Inquérito | Larga maioria disposta a trabalhar em Hengqin Hoje Macau - 30 Dez 2025 Um estudo da Associação Chinesa para o Avanço da Juventude revela que 83 por cento dos inquiridos estão dispostos a trabalhar em Hengqin. Este documento, citado pelo portal Macao News, foi elaborado mediante um inquérito feito entre Setembro e Novembro, tendo sido recolhidos 1.052 questionários online feitos a residentes com idades entre os 18 e 45 anos. Ainda no âmbito laboral, o estudo mostra que mais de 86 por cento dos jovens de Macau mostrou interesse em abrir um negócio em Hengqin, e que mais de 52 por cento diz ter uma “atitude aberta” face à possibilidade de viver na Ilha da Montanha. Há, porém, diversos obstáculos referidos no estudo, nomeadamente a nível administrativo, com mais de 55 por cento dos entrevistados a referir que há uma grande lentidão nos processos administrativos para poderem trabalhar, viver ou abrir negócios em Hengqin. Foi ainda referido outro ponto quanto à residência, pois cerca de 67 por cento dos entrevistados disseram que um dos entraves à sua mudança para Hengqin prende-se com o tempo de residência do outro lado da fronteira não contar para a obtenção do estatuto de residente permanente da RAEM. Outro ponto menos favorável para a fixação de pessoas, referido pelos entrevistados, é o facto de existirem diferenças salariais e menos benefícios em Hengqin.
Jogo | Melco recebe autorização para operar três salas Mocha Andreia Sofia Silva - 30 Dez 2025 A Melco obteve autorização do Governo para operar três salas de jogo Mocha no Porto Interior, Hotel Golden Dragon e Hotel Sintra. Para assegurar o funcionamento dos espaços, a Melco terá de contratar uma entidade gestora O Governo concedeu autorização à operadora de jogo Melco para manter três salas de máquinas de jogo a funcionar. Tratam-se das salas de jogo Mocha Golden Dragon, Mocha Porto Interior e Mocha Hotel Sintra, sendo que, para a sua continuidade, a Melco terá de contratar uma sociedade gestora. A decisão surge no contexto do fim do período transitório de três anos, dados às concessionárias de jogo para assumirem a exploração dos casinos-satélite. O prazo termina amanhã. Segundo um comunicado da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), “a Melco irá contratar uma sociedade gestora para dar continuidade à exploração das salas de máquinas de jogo Mocha Golden Dragon, Mocha Porto Interior e Mocha Hotel Sintra, a partir de 1 de Janeiro de 2026, mantendo o vínculo laboral estabelecido entre a Melco e os trabalhadores das mesmas salas de máquinas de jogo”. Mudanças no hotel A DICJ referiu também que o encerramento do Mocha Hotel Royal, que cessou oficialmente operações às 23h59 de domingo, decorreu “em conformidade com os procedimentos previstos”. Esta sala de jogos de máquinas também estava afecta à Melco Resorts. De seguida, a DICJ, a quem coube a coordenação do encerramento, “procedeu, de imediato, à suspensão do funcionamento das máquinas de jogo, tendo assegurado a coordenação, com diversos serviços, e o acompanhamento do processo de retirada do respectivo recinto, entre outros”. Tendo em conta que houve trabalhadores envolvidos no processo, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais “enviou pessoal ao local para prestar esclarecimentos aos trabalhadores em causa, tendo-lhes sido fornecidas informações sobre uma linha aberta para consultas”. Na mesma nota, a DICJ explicita que vai continuar “a assegurar a coordenação estabelecida com as concessionárias de exploração de jogos de fortuna ou azar e os serviços competentes, promovendo em conjunto o desenvolvimento saudável e ordenado do sector do jogo de Macau”.
Cotai | Um terço dos jovens não sabe que a zona de espectáculos existe João Santos Filipe - 30 Dez 2025 Os resultados constam de um inquérito da Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau, que apela ao reforço da promoção do espaço ao ar-livre no Cotai. Mais de metade dos inquiridos confessou não ter assistido a qualquer espectáculo em Macau no último ano Três em cada 10 inquiridos pela Associação de Nova Juventude Chinesa de Macau desconhece a existência da zona de espectáculos ao ar-livre no Cotai. A conclusão foi apurada através de um inquérito sobre a indústria dos espectáculos enquanto uma das vertentes da diversificação da economia. As conclusões do inquérito foram apresentadas ontem de manhã, numa conferência de imprensa, e o estudo contou com um total de 789 respostas válidas dadas por inquiridos com idades entre os 18 e 44 anos. Quando questionados sobre a existência do espaço promovido pelo Instituto Cultural para a realização de grandes espectáculos, 29 por cento afirmou desconhecer de todo a zona de espectáculos ao ar-livre. Aos 29 por cento dos inquiridos que desconhecem a zona de espectáculo, junta-se ainda 36 por cento que consideram que a zona não agrada nem desagrada, 21 por cento que estão satisfeitos com o espaço e 15 por cento que fazem uma avaliação negativa das instalações. Com base nestes resultados, os responsáveis pela realização do estudo entendem que o Governo tem muita margem de manobra para promover a infra-estrutura e melhorar as instalações. Lá fora é melhor O inquérito revelou ainda que 50,2 por cento dos jovens não assistiu a qualquer espectáculo em Macau nos últimos 12 meses, independentemente de serem eventos com grande ou pequena dimensão. Quanto aos que assistiram a pelo menos um espectáculo na RAEM, 25 por cento indicaram ter assistido apenas a um único evento em 12 meses. O estudo indica que menos de 10 por cento dos inquiridos assistem a espectáculos com uma frequência superior a um evento a cada três meses. No entanto, o estudo também mostra que os jovens assistem a mais espectáculos fora da RAEM do que no território. E quando vão para fora, normalmente o objectivo é assistir a eventos de grande dimensão. Cerca de 74 por cento dos inquiridos admitiu ter assistido especificamente a concertos de grandes dimensões nos últimos 12 meses fora de Macau. Este número supera a percentagem de residentes que assistiu a peças de teatro ou musicais (21,4 por cento) e a festivais de música (17,3 por cento). Face a estes resultados a associação indica que os jovens preferem concertos de música pop. Amar Hong Kong Em termos da origem dos artistas dos espectáculos, praticamente 50 por cento dos inquiridos indicou ter assistido a eventos com artistas de Hong Kong. A proporção de residentes que assistiu a espectáculos com artistas de Macau foi de 29 por cento, seguida por espectáculos com artistas da Coreia do Sul (20 por cento) e do Interior da China (19 por cento). Sobre os motivos que fizeram com que 50,2 por cento dos jovens não assistissem a espectáculos, 32 por cento queixou-se da falta de tempo. Houve ainda 24 por cento que indicaram não ter interesse nos espectáculos organizados em Macau, enquanto 16 por cento admitiram ter desistido de ir a espectáculos na RAEM devido às dificuldades para comprar um bilhete nos canais de venda oficiais.
Nam Van | Aterro Provisório irá custar quase 12 milhões de patacas João Santos Filipe - 30 Dez 2025 Os trabalhos fazem parte de um plano apresentado em Agosto para aproveitar provisoriamente os lotes A3, A4 e A9 do Lago Nam Van. O plano inclui a construção de uma nova zona de estacionamento no centro da cidade Os trabalhos de construção do aterro e fundações provisórias do lote A4 do Lago Nam Van vão ter um custo de 11,82 milhões de patacas. A obra foi adjudicada à Empresa de Construção e Obras de Engenharia Tak Fat Kin Ip e visa permitir o aproveitamento provisório do terreno, de acordo com o portal da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP). A obra foi atribuída através de um procedimento de consulta por parte da DSOP junto de algumas construtoras que resultou na apresentação de seis propostas, com os preços a variarem entre 10,68 milhões de patacas e 14,73 milhões de patacas. Todas se comprometiam a finalizar as obras em 180 dias. De acordo com a DSOP, “actualmente, o lote A4 é um estaleiro abandonado”, apesar de ter uma área de 1.500 metros quadrados” e ficar numa zona central da cidade. Os trabalhos exigidos à Tak Fat Kin Ip visam criar as condições para “a próxima construção de espaços públicos provisórios”, assim como “resolver completamente os eventuais riscos emergentes de acumulação de águas estagnadas” nas construções existentes no lote A4. Tirar proveito O aproveitamento do lote do Lago Nam Van faz parte de um plano mais amplo do Governo, apresentado em Agosto deste ano, quando foi traçado o objectivo de “aproveitar, a curto prazo, os três lotes de terrenos A3, A4 e A9 do Lago Nam Van para a criação dos espaços públicos provisórios”. O Executivo pretende “satisfazer as expectativas razoáveis dos residentes sobre o aproveitamento optimizado de terrenos e, ao mesmo tempo, melhorar a paisagem urbana do centro da cidade, enriquecendo a experiência de Macau como cidade turística”. Esta opção tem em conta que os terrenos ficam localizados perto de alguns dos pontos turísticos mais procurados da cidade. Além disso, os terrenos situam-se numa zona comercial, o que faz com que durante os feriados o trânsito seja “muito intenso” e que nas horas de ponta sejam “implementadas medidas de controlo de multidões”. Em Agosto, a DSOP comprometeu-se também com a realização de “obras provisórias que incluem a construção de um passeio provisório ao longo do lago no lote A9, que fará a ligação com as arcadas dos edifícios circundantes”. Esta ligação vai permitir caminhar directamente entre os edifícios Lake View Mansion e Nam Van Península ao longo da margem do lago, sem a actual necessidade de contornar o lote A9. Nos lotes A3 e A4, entre os edifícios Hotel Grand Emperor e o FIT Center of Macau, vai ser construído um parque de estacionamento provisório.
Leong Pou U quer mais protecção para trabalhadores independentes João Santos Filipe - 30 Dez 2025 O deputado Leong Pou U considera que o Governo deve criar nova legislação para garantir mais protecção para os trabalhadores independentes. O assunto consta de uma interpelação oral que foi divulgada ontem pelo legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau. De acordo com o deputado, os mais recentes desenvolvimentos das forças produtivas vão originar “novas formas de relações de produção e relações laborais”. No entanto, Leong Pou U avisa que as novas relações vão ser mais “flexíveis” e instáveis e que “diferem significativamente dos modelos tradicionais que apresentam horários de trabalho fixos, locais de trabalho fixos e relações laborais estáveis”. Apesar dos novos modelos, o deputado defende que é necessário proteger os “direitos dos trabalhadores nas formas de emprego e criar um ambiente jurídico favorável ao desenvolvimento de novas forças produtivas de qualidade”. “As autoridades vão realizar uma revisão e alteração sistemáticas das leis e regulamentos laborais em resposta ao surgimento de novas formas de emprego, reforçando assim a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores nestes novos regimes?”, pergunta. Áreas cinzentas Sobre as novas formas de trabalho, Leong Pou U indica ainda que muitas vezes decorrem à margem das tradicionais licenças atribuídas por órgãos como o Instituto para os Assuntos Municipais. Por isso, Leong pergunta como as autoridades se vão adaptar à mudança. O deputado exemplificou o novo paradigma com a multa aplicada a um jovem que cobrou dinheiro por fotografias perto das Ruínas de São Paulo. “Recentemente, um residente que prestava serviços de fotografia remunerados perto das Ruínas de São Paulo foi multado pelo IAM por alegadas violações ao regulamento de vendedores ambulantes”, indica. “Gostaria de perguntar ao secretário como os direitos e interesses dos freelancers ou das pessoas com vários empregos serão reforçados no futuro, a fim de promover o emprego de alta qualidade para os residentes, especialmente os jovens”, questionou.
Aviação | Deputado pergunta se haverá apoios para novas companhias João Santos Filipe - 30 Dez 2025 Em Fevereiro, entra em vigor a nova lei da aviação, que termina com o monopólio da Air Macau. Lam Lon Wai quer saber como irá o Governo traçar o futuro desenvolvimento da indústria da aviação civil O deputado Lam Lon Wai perguntou ao Governo se existem planos para apoiar companhias aéreas a fixarem-se em Macau. O assunto vai ser abordado na Assembleia Legislativa, numa intervenção oral, que foi divulgada ontem pelo legislador. No texto, Lam Lon Wai começa por lamentar que “durante muitos anos, Macau apenas tenha tido uma companhia aérea local” o que fez com que “dimensão global do mercado continue a ser relativamente pequena”. O legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) aponta que a nova lei que acaba com o monopólio da Air Macau está a fazer com que o mercado da aviação entre “numa nova fase de desenvolvimento”. Neste sentido, o deputado pretende saber como as autoridades vão “aproveitar proactivamente as novas oportunidades” para “atrair mais empresas de aviação financeiramente sólidas para estabelecerem empresas ou sucursais locais em Macau”. Como parte da estratégia, Lam Lon Wai perguntou se o Governo vai lançar medidas como “acordos de exploração direitos aéreos”, “expansão das instalações aeroportuárias” ou “iniciativas de formação de pessoal” para “impulsionar o mercado da aviação de Macau para uma nova fase de diversificação e cooperação regional”. Mais companhias A nova lei da aviação vai entrar em vigor em Fevereiro do próximo ano, e o deputado recorda que “um dos principais objectivos da legislação é permitir a criação de companhias aéreas locais, promovendo assim um sistema de aviação civil mais autónomo para Macau”. Lam Lon Wai pretende assim saber se a entrada em vigor da nova legislação vai ser encarada como uma oportunidade para reponderar os acordos de aviação com diferentes jurisdições. “As autoridades irão rever todos os acordos de serviços aéreos assinados com vários países e formular políticas de incentivo para atrair transportadoras estrangeiras, reforçando assim as vantagens de Macau como centro de trânsito?”, questionou. O deputado indica ainda que Macau pode ser um centro de ligação da aviação regional. “Se os esforços no futuro incluírem uma maior colaboração regional entre aeroportos com a utilização flexível dos direitos aéreos, Macau tem potencial para evoluir e transformar-se num centro de ligações aéreas e logísticas na Grande Baía”, apontou. Contudo, para concretizar esta estratégia, o deputado indicou que é importante que o do Terminal de Carga de Hengqin para o Aeroporto Internacional de Macau entre em funcionamento em 2027.
Analistas realçam desafios no crescimento económico de Macau Hoje Macau - 29 Dez 2025 Especialistas contactados pela agência Lusa perspectivam desafios no crescimento da economia de Macau para 2026, com a recuperação do sector do jogo a contrastar com o fraco consumo doméstico e pressão para a diversificação. O economista Henry Chun Kwok Lei, professor de Economia Empresarial na Universidade de Macau e vice-presidente da Associação Económica de Macau, mantém uma perspectiva “cautelosamente optimista” para 2026, prevendo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 2,5 por cento durante o próximo exercício. “A base elevada das receitas brutas dos jogos este ano, projectadas entre 246 a 248 mil milhões de patacas, irá condicionar o potencial de crescimento em 2026. Mesmo que a receita dos casinos aumente cerca de 4 por cento, para mais de 250 mil milhões de patacas, a sua contribuição para o crescimento económico global irá diminuir”, afirmou Henry Lei à Lusa. Ben Lee, consultor para a actividade do jogo no sudeste asiático, tem uma perspetiva mais positiva. “A receita bruta dos jogos já atingiu 226,5 mil milhões de patacas até Novembro deste ano, pelo que é mais do que provável que ultrapassemos a projecção de 228 mil milhões”, disse. A estimativa para as receitas do jogo para 2026 acrescentou o analista, é “um pouco conservadora”. “A menos que retrocedamos no próximo ano, com base no momento actual, as receitas brutas podem atingir um valor entre 260 e 270 mil milhões de patacas até ao final de 2026”, estimou. Alarmes soados A previsão inscrita no Orçamento para 2025 apontava para receitas totais na ordem dos 240 mil milhões de patacas, mas o fraco arranque do ano, sobretudo depois da guerra tarifária desencadeada pelos EUA, accionou os alarmes entre a equipa económica do Executivo de Sam Hou Fai, que aprovou em Junho um Orçamento Rectificativo em que cortou 4,56 mil milhões de patacas na previsão de receitas, altamente dependentes do setor do jogo (cerca de 83 por cento do PIB de Macau). A Associação Económica de Macau prevê que o crescimento anual do PIB em 2025 venha a ser em torno dos 5,4 por cento, um estimativa escudada na “tendência estável e positiva dos principais indicadores de desenvolvimento económico, funcionamento globalmente estável dos sistemas orçamental e financeiro e manutenção de baixas taxas de desemprego”. Quanto ao próximo ano, acrescenta a associação, “prevê-se que a economia de Macau mantenha a trajectória estável e positiva”, embora o panorama global “continue a ser caracterizado por turbulências e complexidade interligadas”. O Orçamento do Governo para 2026 aponta para um aumento de 3,5 por cento nas receitas dos casinos de Macau no próximo ano, atingindo 236 mil milhões de patacas, ainda assim, o valor mais elevado desde a pandemia. Outros desafios críticos que Macau enfrenta em 2026 são o do estímulo ao consumo local e o do apoio às pequenas e médias empresas (PME). Em declarações à Lusa, Lei Choek Kuan, presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau, apontou para a mudança “irreversível” nos padrões de consumo em curso e sublinhou a importância do apoio governamental para que as empresas mantenham a confiança. O economista Henry Lei defende uma transformação estrutural mais profunda que vá além dos subsídios e sugeriu que as PME locais devem procurar a diferenciação e serviços ‘premium’ — como “melhorar o serviço pós-venda, desenvolver produtos culturais criativos e criar experiências culinárias de alta gama” — para atender a um nicho demográfico de alto poder de compra, em vez de competirem pelo preço com o Interior da China.
P’rá Ucrânia é que é bom André Namora - 29 Dez 2025 Não discuto o passado nem a personalidade de Vladimir Putin. Não discuto a política expansionista da Rússia. Discuto sobre a política de Portugal e da União Europeia. Em Portugal existem cerca de quatro milhões de cidadãos que vivem no limite da pobreza. Existem milhares de portugueses com reformas de miséria. Existem idosos a viver sozinhos sem qualquer apoio médico ou social. Existem lares que são caixotes de lixo humano. Não existem creches públicas suficientes para as crianças portuguesas. Existem centenas de bairros da lata. Existem sem-abrigo às centenas com frio e fome por todas as cidades. Existem prédios da propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com mais de cinco andares, completamente abandonados e em ruínas num país onde não existe habitação social para jovens, idosos, deficientes e famílias que sobrevivem tendo de optar na compra de alimentos ou de medicamentos. Existem jovens que aos 40 anos de idade ainda vivem nas casas dos pais por não conseguirem arrendar ou comprar uma casa, muito menos viver em união de facto com uma companheira e terem filhos. Existe um Ministério da Defesa que anuncia a futura compra de material bélico e aeronaves no valor de milhares de milhões de euros quando os hospitais públicos apresentam as urgências encerradas e as futuras mães a terem o parto em casa, em ambulâncias, nos carros particulares ou na rua. Existem invisuais e deficientes que não podem frequentar certas estações do Metropolitano de Lisboa por não existirem elevadores ou escadas rolantes. Existem estabelecimentos prisionais onde os reclusos são contemplados com um tipo de alimentação que até os cães rejeitam. Existem estudantes que acabam o ensino secundário e vão trabalhar para um restaurante ou para a construção civil porque os pais não têm dinheiro para o pagamento de propinas e material universitário. Existem mendigos a pedir dinheiro diariamente em todas as cidades do país. Existem mais de 100 mil pobres a quem lhes foi suspenso um subsídio de renda mensal e miserável de 200 euros. Existem pobres a roubar um chocolate ou um pão num supermercado e são levados logo para uma esquadra policial. Não existem institutos seguros que recolham mulheres vítimas de violência doméstica. Existem partidos políticos que advogam a expulsão de Portugal de imigrantes que trabalham e descontam para a Segurança Social. Existe um aumento anual aos reformados de três a cinco euros. A política em Portugal, inegavelmente, despreza os pobres, com o argumento de que o Orçamento do Estado não dá para mais. E, afinal, o que se constata? Que o Governo português tem enviado milhares de milhões de euros para a Ucrânia. Para um país, cujo Parlamento tem uma maioria de neonazis. Um país que tem ministros e chefe de Gabinete presidencial corruptos ao mais alto nível. Um país onde o presidente Zelensky tem demitido ministros atrás de ministros pelo desvio de verbas milionárias oriundas da União Europeia e obviamente de Portugal. Um país onde o povo está dividido entre eleições gerais, mesmo em tempo de guerra. Um país que ainda há seis anos “exportava” para Portugal uma das maiores máfias que se dedicava ao tráfico humano, assaltos graves a carrinhas de valores, ao controlo de prostituição de mulheres ucranianas disfarçadas de empregadas domésticas, venda de drogas e lavagem de dinheiro. Portugal continua a enviar milhões de euros para a Ucrânia, quando o seu povo vive em cenários de pobreza e de miséria. Não é admissível uma política deste género, onde o povo já tem medo de se manifestar contra as decisões relacionadas com o apoio pecuniário à Ucrânia, porque podem correr o risco de serem acusadas de apoiantes do comunista Putin. Não é aceitável que a política de interesses norte-americana, comandada pelo seu presidente Donald Trump, que suporta as mais diversas organizações neonazis, incluindo as ucranianas, leve Portugal a enviar milhões de euros, sabe-se lá com que destino, e mantendo na miséria milhares dos seus filhos. É urgente e minimamente razoável que o governo português cesse de imediato o envio de milhões de euros e material bélico ou aeronaves para a Ucrânia, quando esse dinheiro faz tanta falta aos pobres residentes no país à beira mar plantado. A solidariedade humana não é isto. O povo ucraniano nada tem beneficiado com os milhões de Portugal e dos outros países da Europa. Chegámos ao ponto de ser enviado material bélico para a Ucrânia e muitos responsáveis do governo ucraniano venderem esse mesmo material para o Afeganistão e outros países que tal. Os leitores devem marcar uma posição, dentro das possibilidades de cada um, de sensibilizar as autoridades portuguesas que a situação aqui descrita não pode continuar. A bem da Nação.
Estudo | Angola e Moçambique expostos a desaceleração chinesa Hoje Macau - 29 Dez 2025 A desaceleração da economia chinesa e possível transformação do seu modelo de crescimento poderão ter impactos profundos nos países africanos, incluindo Angola e Moçambique, alerta-se num relatório do grupo de reflexão Rhodium Group. “À medida que o modelo económico da China perde fôlego, os responsáveis africanos terão de planear o crescimento e a transformação económica conscientes de que o seu maior parceiro comercial e de investimento poderá vir a ter um perfil muito diferente do que teve até agora”, lê-se na análise realizada pelo grupo, com sede em Nova Iorque. Angola é apontada como um dos países mais sensíveis à evolução da segunda maior economia do mundo. A China é um dos principais destinos do crude angolano e o relatório antecipa que as importações chinesas de petróleo africano deverão estagnar ou diminuir, à medida que Pequim acelera a transição energética, expande a frota de veículos eléctricos e reduz a intensidade energética da sua economia. Esse cenário poderá pressionar as receitas fiscais, as exportações e a capacidade de Luanda para honrar a sua dívida externa, num contexto em que o país já paga mais à China em amortizações do que recebe em novos empréstimos. Moçambique poderá ter uma trajectória distinta. Embora também exposto à procura chinesa por matérias-primas, o relatório antecipa uma procura estruturalmente robusta por minerais estratégicos associados à transição energética, como a grafite e outros minerais críticos, sectores em que Moçambique tem vindo a ganhar relevância.
Comércio externo | Lei revista com reforço das resposta a “lutas externas” Hoje Macau - 29 Dez 2025 A China aprovou no sábado uma revisão da lei de comércio externo, que reforça o quadro jurídico para o desenvolvimento do comércio transfronteiriço e amplia as ferramentas jurídicas de resposta a “lutas externas” De acordo com a agência estatal Xinhua, o Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN, órgão legislativo) deu ‘luz verde’ à nova versão da norma, que entrará em vigor a 1 de Março de 2026, depois de uma votação realizada este sábado. A lei revista incorpora uma série de reformas, que até agora eram aplicadas por meio de regulamentos ou políticas sectoriais. Entre estas estão o sistema de listas negativas para o comércio transfronteiriço de serviços, o apoio a novos formatos e modelos de comércio externo, o impulso ao comércio digital e a aceleração da construção de um sistema de comércio “verde”. O texto também estabelece disposições para que o Estado avance no alinhamento com “normas económicas e comerciais internacionais de alto nível” e participe na formulação de regras globais neste domínio, segundo a Xinhua. Com o objectivo de optimizar o ambiente para o comércio externo, a lei reforça igualmente a protecção dos direitos de propriedade intelectual ligados às actividades comerciais internacionais. Nesse sentido, estipula que o Estado melhorará o nível de conformidade normativa dos operadores de comércio externo e a sua capacidade de gerirem riscos relacionados com a propriedade intelectual. A norma introduz ainda um sistema de assistência ao ajustamento comercial, orientado para “estabilizar as cadeias industriais e de abastecimento”, um aspecto que ganhou relevância nos últimos anos face às fricções comerciais e tecnológicas com os Estados Unidos e outros parceiros. Em tempo de tréguas Um dos pontos destacados da revisão é a ampliação e o aperfeiçoamento do chamado “conjunto de ferramentas legais” para a defesa dos interesses externos da China, num momento marcado pela trégua comercial alcançada com os Estados Unidos e pela persistência de tensões com outros actores, como a União Europeia. A reforma é aprovada semanas depois de Pequim e Washington terem acordado uma trégua comercial de um ano, que inclui reduções tarifárias e a suspensão temporária de algumas restrições, embora as autoridades chinesas tenham insistido, paralelamente, na necessidade de proteger a segurança económica nacional.
Óbito | Actriz francesa Brigitte Bardot morre aos 91 anos Hoje Macau - 29 Dez 2025 Brigitte Bardot, uma das maiores estrelas do cinema mundial, faleceu ontem com 91 anos. A actriz estava internada no hospital da cidade de Toulon, no sul da França, desde Novembro. Em comunicado, a Fundação Brigitte Bardot anunciou a sua morte com “imensa tristeza”, descrevendo-a como uma “actriz e cantora de renome mundial, que escolheu abandonar a sua prestigiada carreira para dedicar a vida e energia ao bem-estar animal e à sua fundação”. Conhecida pelo seu enorme impacto no cinema na década de 1950, «BB», como era amplamente chamada em França, era um ingrediente essencial da cultura francesa e rapidamente se tornou um ícone após o seu primeiro papel em Le Trou Normand (1952). Mais dois filmes se seguiram em 1952, altura em que se casou com o realizador Roger Vadim. Um ano depois, Bardot conquistou Hollywood e os Estados Unidos, e a sua popularidade como uma das mulheres mais sexys do mundo ficou firmemente estabelecida. Brigitte Bardot continuou a actuar num total de 28 filmes ao longo de duas décadas e tornou-se um símbolo da liberação sexual das mulheres. Porém, impiedosamente “comercializada” como um símbolo sexual e hedonista, Bardot acabou por sucumbir à frustração de não ser levada a sério enquanto actriz e abandonou a carreira para se dedicar a campanhas pelo bem-estar animal.
Cinemateca Paixão | “Batalha Atrás de Batalha” para ver no último dia do ano Andreia Sofia Silva - 29 Dez 2025 O novo filme de Paul Thomas Anderson, “Batalha Atrás de Batalha”, será exibido na Cinemateca Paixão no último dia de 2025. Em Janeiro, a agenda cinematográfica vai incluir o mais recente filme de Pedro Almodóvar, “The Room Next Door” e o novo filme da realizadora local Tracy Choi Num cenário distópico que, no fundo, não é tão diferente do que vivemos actualmente, habitam pessoas como Perfidia Beverly Hills, uma mulher revolucionária que busca uma vida mais justa para todos. Perfidia mantém uma relação com outro revolucionário, Bob Anderson, com quem tem uma filha, até que um dia tudo corre mal e Perfidia vê-se obrigada a esconder-se de tudo e todos, deixando a filha com o pai. Pelo meio, há um militar que vai dedicar a sua vida a perseguir este homem e a filha. Eis a sinopse do filme “Batalha Atrás de Batalha”, de Paul Thomas Anderson, que em quase três horas não só conta uma história como analisa os tempos actuais em que vivemos, abordando temas como a imigração, a justiça social, as lutas raciais e a utopia de um mundo melhor. É com este filme que a Cinemateca Paixão fecha o ano de 2025, com uma única exibição na quarta-feira, 31, a partir das 19h30, bem a tempo de sair do cinema e ir festejar a chegada de 2026. Mas os últimos dias do ano guardam também outro “cartucho” cinematográfico, com a exibição de “Die My Love”, exibido amanhã, a partir das 19h30. Já o primeiro dia do ano traz “Flow – À Deriva”, que ganhou o Óscar de Melhor Filme de Animação e que conta a história de um gatinho que luta pela sobrevivência num mundo que está a mudar rapidamente. No dia 1 de Janeiro pode também ver-se “A Useful Ghost”, a primeira longa-metrgem do realizador tailandês Ratchapoom Boonbunchachoke, que causou sensação no Festival de Cinema de Cannes, ganhando o Grande Prémio da Semana da Crítica. Este filme volta a exibir-se nos dias 4, 10 e 14 de Janeiro. Almodóvar em inglês A programação da Cinemateca Paixão para Janeiro, intitulada “Encantos de Janeiro”, traz ainda o mais recente filme do realizador espanhol Pedro Almodóvar, e também o seu primeiro filme em inglês. “The Room Next Door” tem Julianne Moore e Tilda Swinton nos principais papéis e é um filme que celebra temas como a amizade, o sentido da vida e a eutanásia. A história começa quando uma das mulheres, ao saber que sofre de uma doença terminal, decide refugiar-se numa casa e pedir a uma amiga de longa data para cuidar de si até ao inevitável fim. O público tem ainda uma sessão disponível no dia 10 de Janeiro. No dia 3 de Janeiro a Cinemateca Paixão exibe o documentário “Four Trails”, do realizador Robin Lee, e que é uma celebração da natureza que Hong Kong tem além do rebuliço da cidade. Esta é a história real de Andre Blumberg, que em 2012 impôs a si mesmo o desafio de fazer os quatro trilhos de grande distância de Hong Kong em apenas 72 horas, o que se traduz em 298 quilómetros. Trata-se de uma das maratonas mais difíceis do mundo, com o nome Hong Kong Four Trails Ultra Challenge. O novo de Tracy Choi Outro grande destaque da Cinemateca Paixão para os primeiros dias do novo ano é a possibilidade de ver o novo filme da realizadora local Tracy Choi. “Girlfriends” tem exibições nos dias 6 e 24 de Janeiro, depois de o filme ter estreado a nível mundial no Festival Internacional de Cinema de Busan, ao integrar a secção “Vision Asia”. Elizabeth Tang, actriz do filme, foi nomeada para o prémio de Melhr Actriz Secundária nos 62º Golden Horse Awards, os prémios de cinema de Taiwan. “Girlfriends” é sobre uma menina que se vai fazendo mulher através de três histórias de amor passadas aos 17 anos, 22 e aos 34 anos, quando já tem outra maturidade. Trata-se de uma jornada em busca do amor. Tracy Choi tem feito um aclamado percurso no cinema desde que estreou “Sisterhood”, a sua primeira longa-metragem.
CPSP | Agente conduz bêbedo, tem acidente e foge do local João Santos Filipe - 29 Dez 2025 O agente policial de 31 anos fez o teste do balão e acusou 1,88 gramas de álcool por litro de sangue. Além da responsabilidade criminal, o CPSP instaurou um processo disciplinar ao agente Um agente do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) está a ser alvo de um processo disciplinar por conduzir alcoolizado, bater com a viatura num canteiro de flores e fugir do local. O incidente aconteceu na madrugada de 24 de Dezembro, quando o homem com 31 anos se encontrava de folga, pelo que está a ser investigado pelos crimes de condução em estado de embriaguez e fuga à responsabilidade. Segundo as autoridades, o caso foi detectado logo na madrugada de 24 de Dezembro, quando a polícia foi chamada ao cruzamento entre a Rua da Barca e a Rua de João de Araújo, depois de uma viatura ter batido contra um canteiro de flores. O resultado foi um cenário de destruição ao qual não escaparam postes metálicos e um canteiro de flores. Depois de identificarem a viatura envolvida o acidente, as autoridade abordaram o agente que estava de folga, que aparentava ter um forte cheiro a álcool. Suspeitas que foram confirmadas pelo teste do balão, que apresentou um resultado de 1,88 gramas de álcool por litro de sangue. Além disso, o veículo do detido tinha sido estacionado de forma ilegal. O caso foi encaminhado para o Ministério Público, e o agente está indicado dos crimes de condução em estado de embriaguez, que implica uma pena que pode chegar a 1 ano de prisão, e de fuga à responsabilidade, cuja pena de prisão pode atingir 1 ano. Alarme a tocar O facto de o suspeito ser um agente do CPSP levou a que o acidente merecesse uma reacção da polícia, através do site da secretaria da segurança. “ O CPSP lamenta profundamente o caso de condução em estado de embriaguez por parte de agente policial, reiterando que sempre tem dado grande importância ao comportamento disciplinar do seu pessoal” foi publicado. O CPSP garantiu também que os actos dos agentes “que violem a lei e a disciplina são tratados com severidade e de acordo com a lei”. Além da responsabilidade criminal, o CPSP instaurou no mesmo dia um inquérito disciplinar “para efectivar a responsabilidade disciplinar nos termos da lei”. Em resposta ao incidente, é indicado no portal do secretário para a Segurança que “todos os departamentos receberam instruções imediatas para reforçar, de forma contínua, a sensibilização e a educação dos seus agentes subordinados, lembrando aos agentes que a sua conduta pessoal está ligada à imagem positiva da força policial”. Foi também destacado que mesmo quando os agentes estão “fora de serviço” devem “manter os mais elevados padrões de autodisciplina e cumprir as leis e regulamentos”.
L’Arc | SJM obtém autorização para exploração directa Hoje Macau - 29 Dez 2025 A concessionária a SJM Resorts obteve autorização para explorar o Casino L’Arc Macau, sob a forma de gestão e exploração directa, a partir das 02h do dia 30 de Dezembro. O anúncio foi feito pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) e era esperado depois de ter sido divulgado um acordo para a aquisição do casino pela concessionária. “Tendo em conta que o ‘período transitório’ de três anos concedido aos ‘casinos-satélite’ termina no fim do ano corrente, a SJM apresentou um pedido para cessar a exploração do Casino L’Arc Macau como “casino-satélite” a partir das 01h59 do dia 30 de Dezembro, o qual foi autorizado pelo Governo da RAEM”, foi indicado. “Após análise e ponderação, o Governo da RAEM considerou que o pedido preenche os requisitos e condições da respectiva legislação, pelo que concedeu autorização ao referido pedido”, foi acrescentado. A DICJ promete ainda fiscalizar a exploração do casino.
Imobiliário | Quebra da natalidade ligada a crise Hoje Macau - 29 Dez 2025 O presidente da Centaline Property Agency, Shih Wing-ching, considera que a quebra da natalidade é um dos factores que está a contribuir para a redução do valor do imobiliário. A posição foi tomada numa entrevista à estação am730, citada pela Macau News Agency. Segundo Shih, nos últimos cinco anos o preço da habitação em Macau apresentou uma redução de 40 por cento, motivada em grande parte pela taxa de natalidade, actualmente de 0,68 crianças por mulher. Por isso, apelou às autoridades para facilitarem as políticas de imigração, para que o preço volte a recuperar. “O declínio contínuo esgotou a confiança dos residentes. Até mesmo os compradores estão hesitantes em entrar no mercado, temendo perdas no valor dos activos», afirmou. O responsável admitiu ainda que o Governo não está propriamente preocupado, apesar das perdas dos compradores: “Eles acharam que preços mais baixos das casas não eram necessariamente uma coisa má, e que os jovens poderiam assim entrar no mercado imobiliário — uma situação que poderia ajudar na estabilidade social, com menos queixas”, completou.
Banco Tai Fung | Fitch reduz rating de viabilidade financeira João Santos Filipe - 29 Dez 2025 O desempenho dos empréstimos ligados ao mercado imobiliário no Interior da China é apontado pela agência de notação como o principal factor para a redução do rating para o nível “bb”. A avaliação sobre a emissão de dívida foi mantida em “BBB+” A agência de notação financeira Fitch reduziu o rating de viabilidade financeira do Banco Tai Fung de “bb+” para “bb”, alertando para o possível impacto de eventos inesperados na sobrevivência da instituição. A alteração foi anunciada na semana passada e justificada com o impacto dos empréstimos ao mercado imobiliário do Interior da China no desempenho financeiro do banco. O nível “bb” é o quinto mais elevado da escala com 10 patamares do rating de viabilidade financeira, mas indica a existência de uma “vulnerabilidade elevada” na viabilidade do banco, caso se registem “alterações inesperadas nas condições comerciais ou económicas a longo prazo”. A alteração do rating de viabilidade financeira acontece apesar da Fitch reconhecer que existem expectativas “moderadas” de continuidade da viabilidade do banco e uma “forte solidez financeira”, ligadas ao facto de o Banco Tai Fung ser propriedade do Banco da China. No entanto, os empréstimos ligados ao mercado do imobiliário no Interior da China são uma preocupação. A Fitch indica que no final da primeira metade deste ano os empréstimos representavam 22 por cento do total dos activos do banco, uma exposição considerada “acima da média do sistema bancário de 15 por cento”. “Prevemos que o mercado imobiliário demorará a recuperar, prolongando a recuperação financeira do banco”, indicou a agência. Em termos negativos, a Fitch destaca ainda a menor qualidade dos activos do banco, porque a taxa dos empréstimos em incumprimento continua “demasiado alta”, num valor de 15,8 por cento do total destes empréstimos. A taxa de incumprimento é também realçada como um factor de redução significativa dos lucros do banco, não só devido aos empréstimos que ficam por pagar, mas também porque o mercado vai ter uma menor procura por empréstimos, que tem sido um dos suportes do modelo comercial da instituição. Apoio de cima Apesar dos desafios, o banco tem a seu favor o facto de ser propriedade do Banco da China, que os analistas acreditam estar pronto para injectar dinheiro no Tai Fung. A ligação ao Banco da China faz com que a avaliação sobre a emissão de dívida seja mantida em “BBB+”, o quarto nível mais elevado dos 11 que constituem o rating. O banco estatal chinês tem uma avaliação superior ao do Tai Fung em termos do rating de emissão de dívida. Perante esta diferença, a Fitch admite uma revisão em alta do nível do Tai Fung, se houver sinais de que o Banco da China está pronto para injectar capital na instituição fundada por Ho Yin. Em termos do ambiente operacional do Tai Fung, a Fitch destaca que é o quarto maior banco em Macau, medido pelo valor dos empréstimos, onde se espera que o jogo continue a impulsionar o crescimento da economia.
Desemprego | Taxas global e de residentes sem alterações Andreia Sofia Silva - 29 Dez 202529 Dez 2025 A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelou que a taxa de desemprego, em termos globais, foi de 1,7 por cento entre os meses de Setembro e Novembro; enquanto a taxa de desemprego dos residentes se fixou, no mesmo período, em 2,3 por cento. Trata-se, segundo um comunicado da DSEC, das mesmas taxas face aos meses de Agosto a Outubro deste ano. A DSEC destaca que o número de residentes desempregados foi de 6.700, sendo que a maioria dos que procuravam emprego “trabalhou anteriormente nos ramos do comércio a retalho e das lotarias e outros jogos de aposta”. Destaca-se também uma subida de 0,5 por cento nos residentes à procura do primeiro emprego, categoria que representa 14,4 por cento dos desempregados com estatuto de residente, também nos meses de Setembro a Novembro. Outro dado anunciado diz respeito ao número de residentes subempregados, 5.900, “salientando-se que a maior parte pertencia ao ramo das actividades imobiliárias e serviços prestados às empresas, ao ramo dos transportes e armazenagem e ao ramo do comércio a retalho”. De acordo com as estimativas preliminares dos registos de migração, o número médio de residentes da RAEM e trabalhadores não-residentes, que trabalhavam na RAEM mas viviam no exterior, foi estimado em cerca de 109.300 no período de referência. A mão-de-obra total, composta por estes indivíduos e pela população activa que vivia na RAEM (385.600), era de 494.900 pessoas, mais 2.700, face ao período anterior.
IAM | Residente pede indemnização devido a queda em ciclovia João Santos Filipe - 29 Dez 2025 Após ter sofrido ferimentos devido a uma queda na Ciclovia Flor de Lótus, e ainda de braço ao peito, um residente pediu explicações durante uma sessão do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Municipais aberta ao público Um residente local que sofreu uma queda na Ciclovia Flor de Lótus, na Taipa, exige ao Governo uma compensação, devido à existência de um buraco com a dimensão de dois terços da via. O caso, relatado pelo jornal Cheng Pou, aconteceu quando o residente compareceu na sessão aberta ao público do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) para pedir explicações. De acordo com o relato, o cidadão apresentou-se com um braço ao peito e afirmou ter sofrido vários ferimentos no dia 31 de Outubro, depois de uma queda quando circulava na Ciclovia Flor de Lótus. O acidente terá sido motivado por um buraco que a vítima afirma ocupar pelo menos dois terços da largura da ciclovia. O homem sofreu várias escoriações, deslocou um ombro e apresentou ainda uma fractura na clavícula, lesões que obrigaram a um internamento hospitalar durante sete dias. O residente não se conforma com o sucedido e considera que houve negligência no tratamento da ciclovia pelas autoridades, e a 13 de Novembro apresentou um pedido de indemnização. Além disso, a vítima compareceu na reunião de Dezembro do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Municipais, em que fez uma intervenção a questionar a natureza das inspecções. O homem questionou como o IAM pode afirmar que realiza inspecções periódicas às ciclovias, ao mesmo tempo que permite a existência de uma buraco com tamanha dimensão. A vítima questionou ainda se o buraco se deve à utilização de materiais com qualidade inferior. O residente apontou também que o buraco foi tapado um mês depois do acidente e questionou o IAM se apenas trata dos problemas das infra-estruturas depois de haver acidentes e feridos. A acompanhar Por sua vez, o presidente do Instituto para os Assuntos Municipais, Chao Wai Ieng, começou por desejar as melhoras e uma recuperação rápida ao residente que sofreu a queda de bicicleta. Sobre as questões colocadas, Chao Wai Ieng garantiu que o IAM esforça-se sempre por “garantir a adequação e a segurança dos cidadãos” na utilização de todas as instalações públicas. O presidente do IAM afirmou ainda que as infra-estruturas são alvo de inspecções regulares, tanto pelas empresas que fazem as obras como pelos trabalhadores do IAM. Ao mesmo tempo, foi deixada a garantia que as infra-estruturas com utilização mais intensa, como as ciclovias, são alvo de manutenção frequente e contínua. Durante a sessão aberta, o residente revelou que o IAM está a ser representado por um escritório de Hong Kong no processo relativo ao pedido de indemnização. Este aspecto gerou estranheza ao residente, que admitiu ter desligado o telefone ao representante legal do IAM, durante o primeiro contacto telefónico, por pensar estar diante de uma tentativa de burla.
DSAMA | Autoridades preparam-se para período seco Hoje Macau - 29 Dez 2025 As autoridades locais e de Zhuhai reuniram no passado dia 19 para discutir o armazenamento preventivo de água para combater a intrusão salina, que levará a um período seco até Fevereiro. A reunião decorreu entre a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), o Departamento de Assuntos Hídricos de Zhuhai e o Zhuhai Water Environment Holdings Group LTD. Tendo em conta as previsões das autoridades hídricas do Interior da China, “o influxo natural para a bacia do Rio Xi deverá situar-se entre 10 e 30 por cento abaixo da média entre Dezembro de 2025 e Fevereiro de 2026, indicando condições mais secas do que o habitual neste Inverno e na próxima Primavera”, é referido no comunicado da DSAMA. Tendo em conta este cenário, foi indicado que, actualmente, “a capacidade efectiva de armazenamento atingiu 90 por cento, ultrapassando os níveis observados no período homólogo dos anos anteriores”, sendo que “todos os reservatórios em Zhuhai estão a operar com níveis de água elevados”, com a respectiva manutenção concluída antes da chegada deste “período seco”. Susana Wong, directora da DSAMA, referiu que “ao longo dos anos o Departamento de Assuntos Hídricos de Zhuhai tem reforçado continuamente a capacidade de garantia do fornecimento de água bruta a Macau”. A responsável disse ainda, relativamente à capacidade de abastecimento de água de emergência em Macau, que “o projecto de ampliação do Reservatório de Seac Pai Van está em curso e a sua conclusão está prevista para 2028”, sendo que, “após a conclusão, a autonomia de consumo de água de Macau aumentará para 12 dias”. A reunião serviu ainda para discutir o preço da água bruta para os anos de 2026 até 2028, tendo em conta que “o Acordo de Fornecimento de Água Guangdong-Macau prevê um ajuste trienal do preço da água bruta fornecida por Zhuhai a Macau, com 2026 a ser o próximo ano de ajuste”.
Grande Baía | Plano de estágios de medicina com 25 vagas para residentes Andreia Sofia Silva - 29 Dez 2025 Estão abertas, até 5 de Janeiro, as candidaturas para o “Plano de Estágio para Jovens Médicos de Macau na Grande Baía”, que irá incluir formação em medicina tradicional chinesa e dentária. O plano assenta em parcerias com quatro hospitais da Grande Baía Está a decorrer o prazo de candidaturas para a realização de estágios médicos na Grande Baía por parte de médicos de Macau. O “Plano de Estágio para Jovens Médicos de Macau na Grande Baía” começou a receber candidaturas a 19 de Dezembro, prazo que se estende até ao dia 5 de Janeiro. O plano contempla 25 vagas para residentes da RAEM licenciados em medicina, incluindo medicina tradicional chinesa e medicina dentária. As autoridades organizaram “recentemente” uma sessão de esclarecimentos sobre o plano, segundo um comunicado divulgado ontem pelos Serviços de Saúde, que contou com a participação de mais de meia centena de jovens médicos locais. Os estágios vão decorrer em quatro hospitais da zona da Grande Baía: o 1º Hospital Afiliado da Universidade Sun Yat-sen, o 5º Hospital Afiliado da mesma universidade, o Nanfang Hospital da Southern Medical University e a Filial de Hengqin do Hospital Afiliado nº 1 da Universidade de Medicina de Guangzhou. Segundo os Serviços de Saúde (SS), pretende-se, com esta medida, “o reforço das competências técnicas profissionais, da competitividade no mercado de trabalho e da ampliação do espaço de desenvolvimento dos jovens médicos de Macau”. Pretende-se também “apoiar a integração [destes profissionais] na estratégia global de desenvolvimento nacional”. Alvis Lo, director dos SS, explicou que o programa “permite o acesso a recursos nacionais de formação médica de elevada qualidade”, criando-se “uma plataforma de formação clínica sistemática e profissionalizada”. “Alargar horizontes” Leong Iek Hou, directora do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças, referiu que o plano visa atender “às necessidades e lacunas existentes nas plataformas de formação de médicos de Macau no Interior da China”, criando-se, assim, “uma ampla plataforma de formação médica especializada”. A responsável afirmou esperar que os profissionais de saúde possam “alargar horizontes, melhorar as competências técnicas e a competitividade profissional”. São destinatários do programa residentes de Macau que tenham certificado de reconhecimento das habilitações em medicina, medicina tradicional chinesa ou medicina dentária. Não existe limite de idade, “sendo dada prioridade a candidatos com 35 anos ou menos”. Os candidatos podem escolher até dois períodos de formação no mesmo hospital, mediante “o período e conteúdo de formação disponibilizados pela instituição médica designada”. As formações duram três, seis ou 12 meses, “durante a qual receberão um subsídio mensal de formação no valor de 10.000 patacas”. A lista dos profissionais admitidos será divulgada a 26 de Janeiro.
Taipé | Pelo menos três pessoas morreram em ataque no metro Hoje Macau - 21 Dez 2025 Pelo menos três pessoas morreram e cinco ficaram feridas na sequência de um ataque no metro de Taipé, anunciou sexta-feira o chefe dos bombeiros da capital de Taiwan, acrescentando que o suspeito também morreu. O autor do ataque usava uma máscara e estava armado com uma faca quando atirou “cinco ou seis cocktails Molotov, ou granadas de fumo” na principal estação de metro de Taipé, explicou o chefe dos bombeiros em declarações à agência de notícias France-Presse. Segundo as autoridades locais o incidente começou na passagem subterrânea da Estação Principal de Taipé por volta das 17:30 quando o suspeito lançou várias bombas de fumo que serviram de distração antes de se dirigir com uma faca pela avenida que liga essa estação à de Zhongshan. O presidente da Câmara de Taipé, Chiang Wan-an, disse à imprensa que o suspeito aparentemente “se suicidou ao saltar de um edifício para escapar à sua detenção” e que uma das vítimas morreu ao tentar impedir o ataque na estação Central, a principal estação de metro da capital de Taiwan. Uma das vítimas morreu devido aos ferimentos causados pela arma branca e uma segunda morreu devido a uma parada cardio-respiratória causada pelas granadas lançadas pelo agressor, segundo a agência oficial de notícias CNA. Um balanço anterior dava conta de pelo menos oito feridos. O agressor foi identificado pela agência CNA como um homem de 27 anos, procurado por ignorar uma ordem de recrutamento militar, de acordo com a agência de notícias espanhola Europa Press.
Gaza | Unicef preocupada com possível crise de saúde pública Hoje Macau - 21 Dez 2025 A Unicef está preocupada com a possibilidade de haver uma crise de saúde pública em Gaza e de morrerem crianças por hipotermia, dada a situação catastrófica causada pelo frio e chuvas que se têm registado. “A situação nos últimos dias tem estado realmente horrível para as crianças aqui da Faixa de Gaza, por várias razões”, disse o director de comunicação da Unicef, Jonathan Crickx, em entrevista à agência Lusa, a partir do sul do enclave palestiniano. “Houve uma tempestade e ainda há chuvas e ventos muito fortes, o que significa que todas as tendas estão molhadas, algumas delas completamente inundadas”, contou, adiantando que a situação afecta 750 mil a um milhão de deslocados, na sua maioria pessoas que já tiveram de mudar-se em diversas vezes e que praticamente só têm o que tinham vestido quando fugiram. “Temos muitas crianças que têm apenas uma ou duas mudas de roupa e estão a viver em tendas improvisadas, de plástico ou lona, e os colchões onde dormem estão molhados, as roupas estão molhadas, os cobertores estão molhados, as tendas estão molhadas”, descreveu Jonathan Crickx. A situação “é extremamente grave”, referiu o responsável da Unicef, que está a cumprir a sua quinta missão de ajuda em Gaza. “As crianças, especialmente os bebés, podem morrer de hipotermia”, sublinhou, acrescentando que a temperatura à noite ronda os 8º centígrados. Por outro lado, as condições de higiene e saneamento, conjugadas com o facto de muitas crianças terem sofrido de fome nos últimos meses, torna “muito propícia a propagação de doenças transmitidas pela água”, disse, admitindo que a organização está apreensiva pela possibilidade de haver uma crise de saúde pública. “É uma grande preocupação porque, muitas vezes, as famílias têm de escolher entre comprar sabão ou comprar comida. Também porque não há casas de banho suficientes, nem retretes suficientes, há muito lixo por todo o lado porque todo o sistema de gestão de resíduos não está a funcionar tão eficientemente como costumava”, explicou Jonathan Crickx. “Há muitos esgotos a céu aberto, às vezes junto às tendas, e, com a água, inunda tudo, juntamente com lixo. Portanto, sim, é muito preocupante. Estamos muito, muito preocupados com o aparecimento e a propagação de doenças transmitidas pela água”, reiterou. Embora garanta que a Unicef está a trabalhar arduamente para bombear a água suja e restaurar a canalização, Jonathan Crickx avisou que “há muito trabalho pela frente”, porque “o nível de destruição é imenso”. Face à situação, “é necessário um enorme esforço da comunidade internacional”, alertou o responsável. “Mesmo com o cessar-fogo [em vigor desde 10 de Outubro], a situação é absolutamente dramática para milhares e milhares de crianças”, disse, referindo que “o cessar-fogo está longe de ser perfeito”. Ajuda insuficiente Ainda assim, Jonathan Crinckx considera que o acordo entre Israel e o grupo islamita Hamas “trouxe um pouco de alívio às crianças” e permitiu às organizações humanitárias levar mais coisas para a Faixa de Gaza. “Conseguimos trazer 250.000 ‘kits’ de roupa quente [cada ‘kit’ é composto por uma camisola, uns sapatos, um gorro e um cachecol] para proteger as crianças das condições de Inverno, o que não é mau. Também conseguimos trazer lonas, que algumas pessoas estão a utilizar para criar abrigos, além de 7.000 tendas e cerca de 500.000 a 600.000 cobertores”, adiantou. No entanto, alertou, “isso ainda não é suficiente porque a escala das necessidades, especialmente daquelas famílias que vivem nas tendas, é enorme”. Por outro lado, ainda há artigos que não podem ser levados para Gaza, como por exemplo, grandes escavadoras, máquinas pesadas para remover toneladas de lixo e material escolar. “Cadernos, lápis, réguas e borrachas não são permitidos na Faixa de Gaza há dois anos porque a educação não é considerada uma necessidade crítica”, lamentou o director de comunicação da Unicef, referindo que a educação é uma preocupação latente entre a população. “Conheci muitas mães aqui em Gaza e, assim que as necessidades básicas dos seus filhos são satisfeitas, a primeira coisa que perguntam é quando é que as escolas vão reabrir”, relatou. “A educação é fundamental e é muito importante que as crianças saiam das ruas e possam construir um futuro para si próprias”, argumentou o responsável da Unicef, lembrando que “os níveis de educação eram muito bons em Gaza antes da guerra”. A Faixa de Gaza foi alvo de uma tempestade polar na semana passada que provocou a morte de pelo menos 11 pessoas, além de deixar várias outras feridas e de danificar tendas e edifícios. A tempestade provocou o desabamento de casas e danificou dezenas de tendas utilizadas por pessoas deslocadas. A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional lamentou a situação, que atribuiu às “restrições contínuas de Israel à entrada de materiais essenciais para reparar infraestruturas vitais”, como avançou em comunicado divulgado esta semana.