Receitas do jogo caem 11,3% em Novembro

As receitas do jogo caíram 11,3 por cento em Novembro, face ao mês anterior, mas subiram 14,9 por cento em termos anuais, foi anunciado ontem. Os casinos arrecadaram 18,438 mil milhões de patacas em Novembro contra 20,787 mil milhões de patacas em Outubro, de acordo com dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ).

O valor em Outubro foi o mais alto registado desde Janeiro de 2020, quando as receitas dos casinos totalizaram 22,13 mil milhões de patacas. Desde o final de Janeiro de 2020 que a pandemia da covid-19 teve um impacto sem precedentes no sector dos casinos, motor da economia de Macau, com os impostos sobre as receitas desta indústria a financiarem a maioria do orçamento governamental.

Já em Novembro de 2023, os casinos registaram receitas de 16,043 mil milhões de patacas.

Em termos de receita bruta acumulada, os primeiros onze meses deste ano registaram um aumento de 26,8 por cento em relação ao ano anterior, com um total de 208,580 mil milhões de patacas contra 164,492 mil milhões de patacas entre Janeiro e Novembro de 2023.

Macau fechou o ano passado com receitas totais de 183,059 mil milhões de patacas, quatro vezes mais do que em 2022, depois de em Janeiro ter levantado todas as restrições à entrada de turistas, que vigoraram durante quase três anos, devido à covid-19.

TUI | Mantida condenação de 13 anos para Levo Chan

O empresário foi condenado pela prática de 24 crimes de exploração ilícita de jogo em local autorizado, 1 crime de associação ou sociedade secreta, 1 crime de exploração ilícita de jogo e 1 crime agravado de branqueamento de capitais

 

O Tribunal de Última Instância (TUI) manteve a condenação a 13 anos de prisão de Levo Chan Weng Ling, proprietário da promotora Tak Chun, recusando os recursos do Ministério Público e da defesa. A decisão foi anunciada na sexta-feira, numa decisão que diminuiu as dívidas a pagar pelos condenados.

O caso da Tak Chun chega assim ao fim com Levo Chan considerado culpado de 27 crimes: 24 crimes de exploração ilícita de jogo em local autorizado, 1 crime de associação ou sociedade secreta, 1 crime de exploração ilícita de jogo e 1 crime agravado de branqueamento de capitais.

O TUI confirmou desta forma o entendimento do Tribunal de Segunda Instância, que tinha absolvido Levo Chan de sete crimes de burla de valor consideravelmente elevado, e reduzido a pena de 14 anos de prisão para 13 anos de prisão.

O empresário, igualmente ligado à Macau Legend, está em prisão preventiva desde Fevereiro de 2022, tendo sido o segundo caso mais mediático na campanha da RAEM contra os promotores de jogo.

Além disso, o TUI reduziu a dívida a ser paga à RAEM pelos diferentes arguidos de 2,49 mil milhões de dólares de Hong Kong para 1,83 mil milhões de dólares de Hong Kong. Uma vez que esta é uma dívida solidária, os bens de Levo Chan podem ser utilizados para pagar a totalidade do montante.

Outras penas

Em relação aos restantes arguidos, as penas definidas pelo TSI foram igualmente mantidas, o que significa que Wong Pui Keng foi condenada a 9 anos de prisão, pela prática de 26 crimes: 24 crimes de exploração ilícita de jogo em local autorizado, 1 crime de associação ou sociedade secreta e 1 crime de exploração ilícita de jogo.

Cheong Sao Pek tem pela frente uma pena também de 9 anos de prisão pela prática de 26 crimes: 24 crimes de exploração ilícita de jogo em local autorizado, 1 crime de associação ou sociedade secreta e 1 crime agravado de branqueamento de capitais.

Lio Weng Hang enfrenta uma pena de 10 anos de prisão, por ter cometido um total de 27 crimes: 24 crimes de exploração ilícita de jogo em local autorizado, 1 crime de associação ou sociedade secreta e 1 crime de exploração ilícita de jogo.

Finamente, o TUI confirmou também a pena de 7 anos de prisão para o arguido Lee Tat Chuen pela prática de 25 crimes, 24 crimes de exploração ilícita de jogo em local autorizado e 1 crime de associação ou sociedade secreta.

Canídromo | Nick Lei pergunta quando estará pronto Jardim Desportivo

Nick Lei pediu ao Governo a calendarização pormenorizada da construção do Jardim Desportivo para os Cidadãos, que irá nascer na estrutura do antigo Canídromo Yat Yuen. Numa interpelação escrita divulgada na sexta-feira, o deputado ligado à comunidade de Fujian questionou o Governo sobre a possibilidade de serem disponibilizados temporariamente terrenos para a prática desportiva, uma vez que a obra ainda está em fase de concepção, pelo menos, até à primeira metade do próximo ano.

O projecto será construído num terreno com cerca de 40 mil metros quadrados, integrando uma pista de atletismo, três edifícios principais com campos desportivos, um sistema pedonal e de lazer e um conjunto de praças urbanas.

Em relação aos parques da cidade, Nick Lei perguntou se as obras da Linha Leste do Metro Ligeiro terão impacto no Parque Municipal Dr. Sun Yat Sen, espaço incluído na lista de bens imóveis classificados.

O deputado citou ainda queixas de idosos e deficientes sobre a falta instalações sem barreiras no Jardim de Luís de Camões.

EPM | Pais pedem intervenção de Presidente da República

A direcção da associação de pais considera que a falta de autorização para a contratação de docentes transmite “às autoridades locais sinais de manifesto desinteresse do Governo de Portugal por Macau e pela comunidade portuguesa”

 

A associação de pais da Escola Portuguesa de Macau criticou “o silêncio” do ministro da Educação e pediu a intervenção do Presidente da República para resolver “o impasse” na contratação de professores.

Numa carta enviada na sexta-feira, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Portuguesa de Macau (APEP) pede a Marcelo Rebelo de Sousa para intervir “na resolução do impasse que está a ser causado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) ao indeferir a licença especial de profissionais do quadro do MECI para leccionarem em Macau”.

A APEP lembrou que o indeferimento de quatro licenças especiais “prende-se, pelo que foi apurado, com a falta de professores em Portugal, não obstante os directores de escola dos professores em causa terem autorizado a sua vinda para Macau”.

E acrescentou ter tentado, “sem êxito, chegar” ao ministro Fernando Alexandre e “explicar que tal decisão não tinha em conta a situação das escolas portuguesas no exterior, e em particular da Escola Portuguesa de Macau [EPM], que não têm, localmente, professores habilitados para leccionar em língua portuguesa”.

“O silêncio” de Fernando Alexandre “atinge toda a comunidade educativa: os alunos que estão sem professores porque não há capacidade de contratação local de professores em língua portuguesa; os professores que, em espírito de missão, estão a trabalhar em sobrecarga horária desde Setembro; os pais e encarregados de educação que estão preocupados com a situação e não vislumbram uma solução; e os órgãos dirigentes da Escola Portuguesa de Macau perante a ausência de resultados das diligências políticas e diplomáticas efetuadas junto do MECI”, afirmou a APEP, na missiva.

Desinteresse por Macau

A APEP lembrou ainda que para manter a missão da EPM, “ministrar o ensino em português e contribuir para preservar a língua e a cultura portuguesas na Região Administrativa Especial de Macau”, tal como definido nos estatutos, a escola precisa “de professores de língua portuguesa e tal só é possível com a autorização de licenças especiais” do MECI.

Sem estas condições, a APEP considerou que, além de prejudicar os alunos, também se dá “às autoridades locais sinais de manifesto desinteresse do Governo de Portugal por Macau e pela comunidade portuguesa que aqui reside e trabalha”.

Dada a ausência da qualquer resposta do MECI ao apelo da APEP, a associação pediu a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa para que “a decisão tomada seja reconsiderada”.

Esta carta, enviada à Lusa, foi também dada a conhecer ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e aos vários grupos parlamentares portugueses.

Governo | Rosário lamentou críticas em carta aos colegas

Na hora da despedida, Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, lamentou aquilo que considerou como “críticas irracionais” da população e desejou força aos colegas. A posição foi tomada numa carta do secretário, que circulou na imprensa em língua chinesa, na sexta-feira, ainda antes de se conhecer a constituição do Governo que assume funções a 20 de Dezembro.

Na missiva, o secretário criticou a postura da população, porque apesar de não ter conhecimento sobre os diferentes projectos não se coíbe de deixar críticas, tidas para Rosário como não justificadas.

O ainda governante encorajou os trabalhadores da administração a trabalharem sempre para “servir melhor a população”, ao mesmo tempo que se mostram solidários e enfrentam as dificuldades em conjunto.

Por outro lado, o macaense agradeceu o contributo dos colegas, destacando os que morreram ao longo dos seus mandatos, como Arnaldo Santos, ex-presidente do Instituto de Habitação, e Chau Vai Man, ex-coordenador do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas.

Raimundo do Rosário confessou também que não queria desempenhar o cargo de secretário depois do primeiro mandato, mas que acabou por ser convencido por Ho Iat Seng.

O engenheiro recordou ainda as dificuldades na construção da Zona A dos Aterros Novos Aterros, particularmente durante a pandemia, destacando que apesar de todas as adversidades, actualmente 3.017 fracções da habitação económica e 11 projectos de infra-estruturas e instalações públicas estão construídos, assim como a Ponte Macau.

Medalhas | Leonel Alves destaca voz da comunidade portuguesa

Uma medalha que simboliza a relevância da voz da comunidade portuguesa e macaense na evolução do território. Foi desta forma que Leonel Alves, advogado e membro do Conselho Executivo, reagiu após ter sido condecorado com a Medalha de Honra Lótus de Ouro, na sexta-feira.

“O facto de a minha voz ter sido ouvida, significa que a comunidade portuguesa e macaense, e as suas opiniões, são também relevantes para o determinar da evolução de Macau”, afirmou Leonel Alves, em declarações ao Canal Macau. “Este é o facto que registo como sendo o mais importante, e que seja também o alento, para o futuro, porque todos os que se interessam por Macau, independentemente da sua nacionalidade e origem, têm sempre um lugar reservado para o bem-fazer para a população de Macau”, acrescentou.

Também a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Macau viu a sua actividade reconhecida, igualmente com a Medalha de Honra Lótus de Ouro. Para o líder da instituição, António José de Freitas, a medalha agracia igualmente Portugal. “É uma distinção muito honrosa, que não só dignifica a própria Irmandade, mas toda uma comunidade católica. A Santa Casa é uma instituição de matriz católica e portuguesa. Portugal também está de parabéns”, indicou ao microfone da TDM.

Entre os distinguidos esteve ainda Miguel de Senna Fernandes, pelo trabalho em prol da preservação da cultura local e do patuá. O macaense recebeu a Medalha de Mérito Cultural: “É mais responsabilidade. No fundo, não falo por mim, mas quem é agraciado, naturalmente, torna-se, mesmo que a pessoa não queira, numa espécie de referência”, reconheceu.

Hengqin | Linha de Metro Ligeiro abre hoje ao público

É mais um marco no andamento da construção do Metro Ligeiro. A linha de Hengqin abre hoje ao público, ligando a Estação de Lótus ao Posto Fronteiriço de Hengqin em dois minutos. A primeira carruagem parte hoje às 13h11

 

É hoje inaugurado um novo segmento do Metro Ligeiro que passará a ligar o território de Macau e Hengqin. Segundo um comunicado da Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, a primeira carruagem parte da Estação de Lótus da Linha de Hengqin às 13h11, tendo como destino o Posto Fronteiriço de Hengqin.

A travessia entre as únicas duas estações da Linha de Hengqin tem a duração de cerca de 2 minutos e a frequência de cerca de 6 minutos.

Fica a promessa de que, com este percurso de Metro Ligeiro, seja possível chegar à fronteira de Hengqin em dois minutos, com frequência de viagens a cada seis minutos.

Hoje, os passageiros podem chegar “antecipadamente à estação para aguardar e embarcar no metro ligeiro de forma ordenada de acordo com as instruções dos trabalhadores no local”, é referido na mesma nota.

No que respeita à cobrança de bilhetes, “no cálculo do número de estações, tal como a travessia marítima em qualquer direcção entre a Estação da Barra e a Estação do Oceano, acresce uma estação por travessia marítima em qualquer direcção entre a Estação de Hengqin e a Estação do Lótus”, sendo “considerado como duas estações para a cobrança de tarifas”.

Maior rapidez

A Linha de Hengqin do Metro Ligeiro tem 2,2 quilómetros de comprimento total, dispondo das estações “Lótus” e “Hengqin”. Os passageiros que quiserem deslocar-se ao Interior da China via Hengqin poderão apanhar o metro na “Linha de Hengqin”, começando na “Estação de Lótus” e passando pelo túnel subaquático no Canal de Shizimen, chegando depois à “Estação de Hengqin” situada na cave da Zona do Posto Fronteiriço de Macau no Posto Fronteiriço Hengqin.

No caso dos turistas que cheguem a Macau por este posto fronteiriço, poderão também escolher a “Linha de Hengqin” para viajar na “Linha da Taipa”, fazendo, para isso, correspondência na “Estação de Lótus”.

As autoridades defendem que, a entrada em funcionamento de uma nova linha de metro irá proporcionar-se a residentes e turistas “uma alternativa de transporte conveniente e eficiente” para quem se desloque de e para o Posto Fronteiriço Hengqin, ajudando “Macau a integrar-se no perímetro de uma hora de distância na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.

As obras da “Linha de Hengqin” começaram em 2021, tendo sido inaugurado no passado dia 21 de Novembro o centro modal de transportes, alvo de remodelação, e que está situado no segundo andar do lado de Macau do Posto Fronteiriço de Hengqin.

Novo Governo: Quem disse o quê

Assuntos Sociais | O Lam investe nos jovens

Os jovens que concluíram os estudos superior vão ter mais assistência e aconselhamento na altura da entrada no mercado de trabalho, apontou ontem a futura secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam. A responsável referiu ser essencial prestar apoio ao planeamento de vida dos mais novos em termos de estudos académicos e carreira profissional, criando mais oportunidades de integração no desenvolvimento do projecto da Grande Baía. A futura secretária vincou a entrada numa era de elevada competitividade profissional, sendo fundamental adquirir experiência. Outros campos prioritários, serão a educação patriótica e a resposta ao envelhecimento da população. Na pasta da cultura, O Lam salientou a necessidade de continuar a reforçar imagem cultural de Macau, tirando partido das misturas culturais que são características essenciais do território.

Obras Públicas | Raymond Tam quer rever política de habitação

As políticas de habitação pública vão ser revistas de forma a identificar a necessidade de ajustes, mas a filosofia que está na génese da habitação intermédia irá manter o formato original. Estas foram algumas das prioridades apontadas pelo novo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, ontem durante a apresentação do novo Governo que irá tomar posse a 20 de Dezembro. O responsável, que vem da liderança da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, afirmou também que o trânsito e transportes contam-se entre as principais preocupações da população. Como tal, Raymond Tam indicou que o alargamento do Metro Ligeiro ao centro da cidade será uma solução a estudar, assim como a melhoria da rede rodoviária da região.

CCAC | Ao Ieong Seong quer uma sociedade limpa e honesta

A nova Comissária contra a Corrupção, Ao Ieong Seong, afirmou ontem o compromisso em cumprir as responsabilidades legais que o cargo implica na construção de uma “sociedade limpa e honesta”. A responsável, que desde 2019 ocupava o cargo de adjunta do Comissário Chan Tsz King, salientou as metas de estabelecer uma sociedade justa e equitativa, regida pelo Estado de Direito, e reforçar a construção de um governo limpo. No que diz respeito às prioridades de trabalho, Ao Ieong Seong afirmou que o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) irá investigar e tratar os casos de acordo com a lei, continuar o combate à corrupção nos sectores público e privado e aprofundar a educação para a integridade. Tendo em conta que o seu antecessor e chefe, Chan Tsz King, foi nomeado Procurador do Ministério Público, a nova comissária salientou que os dois organismos sempre tiveram uma relação próxima, especialmente a lidar com casos de corrupção.

Governo | Sam Hou Fai quer aposta no empreendedorismo e inovação

Sam Hou Fai apresentou ontem o elenco do Executivo que irá liderar durante os próximos cincos anos, destacando a necessidade de empreendedorismo e inovação para um “desenvolvimento a longo prazo” de Macau. Espírito de equipa, patriotismo e experiência foram trunfos destacados pelo próximo líder do Governo

 

O Chefe do Executivo eleito apresentou ontem a sua equipa de Governo e outros titulares dos mais importantes departamentos da máquina administrativa e da justiça da RAEM, numa conferência de imprensa.

Sam Hou Fai indicou que a composição dos titulares dos principais cargos do sexto Governo e do Procurador do Ministério Público reflecte “um espírito de persistir no caminho certo e apostar na inovação”, reafirmando que todos são “patrióticos e amam Macau”.

Lembrou ainda a “experiência rica em gestão administrativa” de todos os 10 nomeados, destacando que estão “igualmente familiarizados com o funcionamento do Governo, bem como com a opinião pública, o que é favorável para a transição e o desenvolvimento dos trabalhos” depois da posse. Neste aspecto, Sam Hou Fai salientou o equilíbrio de ter uma equipa composta por “cinco novos e cinco velhos” governantes enquanto factor para acrescentar inovação, mas também garantir a continuidade dos trabalhos do Executivo anterior.

O próximo líder do Governo indicou também que os novos titulares têm experiência de direcção de serviços, contam com “um bom currículo a nível técnico e profissional, serviram a sociedade em diversos postos e acumularam e estão inteirados do funcionamento interno da administração”.

Sam Hou Fai indicou ter submetido ao Governo Central, de acordo com a Lei Básica da RAEM, os nomes dos titulares dos principais cargos do próximo Executivo e do Ministério Público e que “os procedimentos de indigitação decorreram com normalidade, tendo o Conselho de Estado concordado, no sábado, com a sua indigitação, formalizando as respectivas nomeações”.

Corresponder às expectativas

Em relação ao rumo governativo, a equipa do sexto governo da RAEM está formada para continuar “a promover trabalhos prioritários e relacionados com o desenvolvimento a longo prazo, tais como aperfeiçoar e elevar continuamente o bem-estar das pessoas, promover a diversificação adequada da economia, o desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada [em Hengqin], elevar a capacidade de governação e garantir a segurança nacional, entre outros”, vincou Sam Hou Fai.

O Chefe do Executivo eleito garantiu também que “irá desenvolver a sua acção com coragem e sentido de responsabilidade, tomar iniciativas e medidas pragmáticas e eficazes, esforçar-se para resolver empenhadamente os conflitos e problemas profundamente enraizados no desenvolvimento da RAEM”. Além disso, Sam Hou Fai sublinhou que irá “assumir a responsabilidade atribuída pelo país e responder eficazmente às novas exigências e expectativas da população em geral sobre o princípio de uma vida melhor e corresponder à confiança e às expectativas do Presidente Xi, do Governo Central e da população de Macau.

Durante a conferência de imprensa de ontem, o governante anunciou que a nova chefe de gabinete do Chefe do Executivo será Chan Kak, que ocupava o cargo de chefe adjunta do gabinete do Presidente do Tribunal de Última Instância. Com Lusa

Governo | André Cheong e Wong Sio Chak mantêm pastas

Foram revelados no sábado os nomes dos novos secretários do Executivo que será liderado por Sam Hou Fai. A lista tem novidades, como O Lam e Tai Kin Ip, mas mantém André Cheong na Administração e Justiça e Wong Sio Chak na Segurança. Raymond Tam irá para a tutela dos Transportes e Obras Públicas

 

Terminou o tempo das previsões: foi revelada no sábado a lista dos secretários e demais dirigentes do novo Governo liderado por Sam Hou Fai, Chefe do Executivo eleito que tomará posse no próximo dia 20 de Dezembro.

A lista mantém alguma continuidade em relação ao anterior Executivo de Ho Iat Seng, verificando-se apenas algumas mudanças de posto para figuras que há muito ocupam cargos de topo na Administração pública. André Cheong continua a ser secretário para a Administração e Justiça, e Wong Sio Chak renova o mandato à frente da tutela da Segurança. Elsie Ao Ieong U é substituída por O Lam, antiga assessora de Chui Sai On, antigo Chefe do Executivo, passando para o Comissariado de Auditoria.

Na área dos Transportes e Obras Públicas o destaque vai para nomeação de Raymond Tam enquanto secretário, em substituição de Raimundo do Rosário que já havia demonstrado publicamente a vontade de sair.

Raymond Tam foi director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), e chegou a ser director interino dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) aquando da polémica saída de Fong Soi Kun, em 2017, no rescaldo da passagem do tufão Hato pelo território.

Raymond Tam passou, porém, a ser mais falado quando foi acusado do crime de prevaricação no caso das campas do Cemitério de São Miguel Arcanjo, quando ainda estava no antigo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, hoje Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). Absolvido na primeira instância, o Tribunal de Segunda Instância (TSI) confirmou, em 2015, a mesma absolvição, juntamente com outros três funcionários do então IACM.

Raymond Tam passou então a ser figura de confiança do Governo, mantendo-se em altos cargos, subindo agora novamente na hierarquia ao liderar os Transportes e Obras Públicas.

O Lam é a meia-novidade da lista de secretários, passando a liderar a tutela dos Assuntos Sociais e Cultura. Antiga chefe de gabinete de Chui Sai On, entre 2014 e 2019, e vice-presidente do conselho de administração do IAM, O Lam vinha sendo apontada como possibilidade pelos media locais, mas para uma pasta diferente: Economia e Finanças.

A número dois do IAM defendeu, em Março deste ano, que o facto de Macau importar grande parte dos produtos alimentares da China pode ser usado como uma forma de fomentar o sentimento de “amor à pátria” entre a população.

Ouvida pelo jornal Ou Mun, a responsável declarou que o Governo de Macau deve divulgar às novas gerações o facto de que a larguíssima maioria dos produtos alimentares frescos e congelados chegam à RAEM vindos do Interior da China. O Lam citou a expressão “Três Comboios Expresso”, um slogan do Governo Central que partiu de uma ordem de Zhou Enlai, antigo primeiro-ministro chinês, que ordenou que três comboios partissem todos os dias em direcção a Shenzhen de Xangai, Wuhan e Zhengzhou transportando produtos alimentares para Hong Kong e subsequentemente, para Macau. Os três comboios permitiram o abastecimento de Macau e Hong Kong com alimentos em melhores condições sanitárias e reduziu em dois terços a chegada de produtos às duas cidades. O Lam defende que esta história deveria voltar a ser contada aos mais novos, “para que os residentes possam apreciar a nação na ponta da língua”.

Com O Lam escolhida para as pastas da saúde, cultura ou serviços sociais, a área da Economia e Finanças fica, afinal, com alguém “da casa”: Tai Kin Ip, que foi director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), passou o ocupar o cargo desempenhado por Lei Wai Nong na pasta da Economia e Finanças.

Aquando da tomada de posse da nova equipa na direcção de serviços, Tai Kin Ip indicou que a DSEDT se iria empenhar “no apoio à instalação, em Macau, de empresas tecnológicas de qualidade”, bem como na “concretização em Macau dos projectos de investigação científica de qualidade, na tentativa de que seja injectado um novo dinamismo no desenvolvimento da inovação científica e tecnológica local”.

Adriano Ho sai de jogo

No Ministério Público (MP), o procurador passa a ser Chan Tsz King, até à data comissário do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), substituindo Ip Son Sang.

Chan Tsz King, natural de Hong Kong, tem formação em língua portuguesa e figura na lista de magistrados mais antigos do MP da RAEM. Chan Tsz King foi procurador-adjunto do MP entre 20 de Dezembro de 1999 e 2014.

Licenciado em Direito na Universidade Autónoma de Lisboa, Chan Tsz King frequentou o primeiro curso de formação de magistrados judiciais e do MP, órgão no qual ingressou em 1997 como delegado do Procurador, até ser promovido procurador-adjunto após a transferência.

O CCAC passa a ter como comissária Ao Ieong Seong, que era adjunta de Chan Tsz King desde 2019 e que assume, assim, o papel principal. É magistrada do MP desde 2013, mas antes, em, 2007, tinha iniciado a carreira no CCAC como investigadora. É licenciada e mestre em Direito pela Universidade de Macau, onde também foi professora assistente.

No capítulo das forças de segurança, Leong Man Cheong irá continuar como comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários, enquanto os Serviços de Alfândega vão passar a ser liderados por Adriano Marques Ho, que era director dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ).

Adriano Marques Ho tomou posse como director da DICJ em 2020, tendo um longo currículo na área da segurança. Licenciado em Direito pela Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau, Adriano Marques Ho trabalhou na Polícia Judiciária (PJ), desempenhando, entre 1988 e 2003, funções como investigador criminal. De 2004 a 2010 foi subinspector e responsável (chefe da Divisão) do sub-gabinete de Macau do Gabinete Central Nacional Chinês da Interpol, tendo sido promovido em 2010 a chefe do Departamento de Investigação Criminal onde permaneceu até 2012. A partir de 2012 passou a ser chefe do Departamento de Crimes Relacionados com o Jogo e Económicos, lugar que ocupou até 2014. Desde então e até Junho de 2020, exerceu funções como assessor do gabinete do secretário para a Segurança, passando depois para a liderança da DICJ.

Os parabéns de Ho Iat Seng

Entretanto, o gabinete do Chefe do Executivo em funções, Ho Iat Seng, emitiu uma nota de parabéns endereçada ao novo elenco do VI Governo da RAEM e procurador do MP, cujas nomeações foram decretadas pelo Conselho de Estado da República Popular da China.

Ho Iat Seng apresentou “cordiais e calorosas congratulações aos recém-nomeados”, desejando “que todos se empenhem e dêem o seu melhor nas tarefas e acção governativa, sob a liderança de Sam Hou Fai, unindo-se à sociedade formando um todo na luta por novos avanços, servindo a nação e Macau”.

Ho Iat Seng pediu também que a nova equipa governativa preste “novos contributos e alcancem novas conquistas, dando continuidade a implementação estável e duradoura do grandioso princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ na RAEM”.

O Conselho de Estado chinês indicou que as nomeações para o sexto mandato do Governo da RAEM e o Procurador-Geral do MP, foram efectuadas em conformidade com a Lei Básica da RAEM da República Popular da China e “com base nas nomeações” do Chefe do Executivo eleito, Sam Hou Fai, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

O ex-presidente do Tribunal de Última Instância, Sam Hou Fai foi eleito em 13 de Outubro. Nascido em 1962 em Zhongshan, na vizinha província chinesa de Guangdong, o magistrado completou a licenciatura em Direito pela Universidade de Pequim, tendo frequentado posteriormente os cursos de Direito e de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Coimbra.

O mandato do actual Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, termina em 19 de Dezembro e Sam Hou Fai e o novo Governo serão empossados a 20 de Dezembro, dia em que se assinala o 25.º aniversário da implementação da RAEM, na sequência da transferência da administração de Portugal para a China.

Ténis | Nuno Borges à procura de ser “mais rápido e forte para fazer a diferença”

Nuno Borges acredita ser necessário tornar-se mais rápido e forte para poder ter mais hipóteses frente aos melhores tenistas do mundo.

Já a trabalhar na pré-temporada, sob a orientação da equipa técnica da Federação Portuguesa de Ténis no Jamor, o tenista da Maia, número 33 do mundo, está à procura de elevar a sua condição física e o nível de ténis para conseguir ser mais eficaz e assim acompanhar a tendência ditada por jovens como Jannik Sinner ou Carlos Alcaraz.

“Acima de tudo, falta-me nível. É difícil apontar uma coisa, do género se servisse mais rápido já tinha mais hipótese. Não. Precisava de ser mais eficaz, mais rápido, que as minhas bolas fossem mais potentes, se calhar, se conseguisse fazer mais mossa no serviço e tivesse mais jogo de rede. Olhar um bocadinho para os melhores do mundo… se conseguisse gerar mais potência nas pancadas, como o Carlos e o Sinner, os dois que conseguem fazer isso um bocadinho mais que os outros e dá-lhes alguma vantagem, mas eles também se movimentam muito bem”, aponta, em entrevista à Lusa.

Definindo o espanhol (3.º ATP) como um jogador “muito rápido” e o italiano, número um mundial, como “extremamente eficaz”, Borges defende a importância de ganhar maior resistência física para conseguir um “ténis mais ágil e cada vez mais potente nas pancadas.”

“Se jogar nos sítios certos e tiver o controlo do ponto, é meio caminho andado, mas, se pudesse melhorar a minha resposta, ajudava muito. Sinto que melhorou muito, mas precisava de ser melhor ainda para jogar com o [Alexander] Zverev (2.º ATP), por exemplo. Tem um serviço excecional e quando joguei contra ele senti muitas dificuldades nos jogos de resposta. No ‘rally’ consigo estar com eles, mas no início da jogada eles estão melhores do que eu e acho que é aí que o ténis se define muito”, explica.

Face a esta leitura do ténis atual e dos adversários, sobretudo os que estão no top 20, o campeão português do ATP 250 de Bastad considera que “seria muito positivo” ter outro ano como 2024, mas que para isso precisa de “atacar estas próximas semanas para tentar ganhar um bocadinho mais de caparro.”

“Acima de tudo, o que posso melhorar mais é o nível físico e acho que os melhores do mundo também nesse aspeto estão excecionalmente acima dos outros. Vou à procura de ficar mais rápido, ter mais força, servir mais rápido, de tentar fazer mais a diferença, porque, conseguir estar na bola mais cedo é uma vantagem gigante”, justifica.

Para 2025 as ambições do tenista maiato, que iniciou a última temporada no 66.º lugar do ranking’ ATP e chegou a atingir o 30.º posto em setembro, passam também por protagonizar uma melhor campanha em Roland Garros, onde ganhou apenas um encontro em 2023, e em Wimbledon, onde há dois anos se lesionou no pé direito e onde ficou na primeira ronda em 2024.

“Gostava de fazer, pelo menos, melhor em Roland Garros e Wimbledon. Tenho um objetivo de tirar um bocadinho esse estigma de Wimbledon e da relva, de conseguir movimentar-me melhor [na superfície]. Acho que no ano que vem vou tentar fazer um bocadinho diferente, não sei como ainda. Tenho muito tempo ainda para pensar nisso, mas da maneira que joguei este ano não dá. Portanto, vou à procura de fazer algo diferente”, garante.

Apesar de ter sido apenas o segundo tenista português a quebrar a barreira do top 50 da hierarquia mundial, depois de João Sousa, 28.º colocado em 2016, e de ter encerrado a época na 33.ª posição, Nuno Borges garante não estar à procura de bater o recorde do vimaranense.

“A verdade é que não jogo para isso, jogo para melhorar. Se isso é 29.º, 28.º ou 25.º, está tudo certo. Mas vou à procura de jogar melhor e estar melhor. Se conseguir manter isso o ano todo, acho que o resultado vai acabar por vir. O ranking também é algo que não consigo controlar, depende dos meus adversários e dos quadros [dos torneios]. É uma pressão que eu não preciso ter”, sublinha, considerando ainda ser “injusto” comparar as carreiras.

Nuno Borges, de 27 anos, ainda não tem o calendário totalmente definido para 2025, mas pretende começar a época, à semelhança do último ano, em Hong Kong, no dia 01 de janeiro, e seguir para Auckland, antes de regressar a Melbourne Park para disputar o primeiro torneio do Grand Slam da temporada.

UPorto e USJ aliam-se a centro luso-chinês de investigação em ciências do mar

A Universidade do Porto (UPorto) e a Universidade de São José, em Macau, juntaram-se na quarta-feira a um centro luso-chinês de investigação em ciências do mar, que quer atrair mais instituições, disse um dirigente à Lusa.

As duas universidades assinaram acordos com a Universidade dos Oceanos de Xangai (SHOU), durante a cerimónia de abertura da quinta conferência, realizada em Macau, do Centro Internacional de Investigação Conjunta para as Ciências do Mar.

O centro, conhecido pela sigla inglesa de Sinoport Ocean, foi inicialmente estabelecido pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve e pela SHOU, em 2017, e teve reuniões anuais alternadas entre Xangai e Faro, interrompidas pela pandemia.

À margem da conferência, o director do CCMAR, Adelino Canário, disse que o objectivo “é de facto alargar a cooperação” e previu que o número de acordos assinados com universidades portuguesas e chinesas “vai continuar a alargar-se”.

“Até agora tem sido com um número limitado de participantes, por convite, mas estamos a pensar alargar de uma forma mais aberta, permitir que mais investigadores possam participar, porque há muito interesse mútuo em colaborar”, explicou Canário.

“Às vezes há falta de mecanismos, mas há esse interesse e quanto mais pessoas estiverem envolvidas melhor, para permitir que haja também mais diversidade”, acrescentou o professor universitário.

Incentivo ao conhecimento

Canário apontou o financiamento das colaborações como um outro desafio e lamentou interrupções nos programas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia português e do Ministério da Ciência e Tecnologia da China. O Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia de Macau “está muito interessado em ajudar a que estas colaborações avancem e, portanto, temos confiança que vão avançar”, acrescentou o académico.

Além dos resultados científicos, Canário sublinhou a importância de encorajar a iniciativa, sobretudo dos jovens investigadores, em procurar oportunidades de colaboração e de “conhecer outras formas de fazer coisas e outras culturas”.

Por outro lado, disse o director do CCMAR, as alterações climáticas fazem com que seja “cada vez mais importante” investigar os oceanos, porque ajudam a regular o clima ao absorverem o excesso de dióxido de carbono na atmosfera.

De acordo com a televisão pública de Macau TDM, o vice-presidente da SHOU disse querer alargar às universidades da região semiautónoma chinesa a cooperação científica e académica entre a China continental e Portugal.

Após a cerimónia de abertura da conferência, Luo Yi acrescentou que os acordos poderão ajudar a criar uma rede de cooperação e investigação científica “mais vasta e mais próxima” entre instituições de ensino superior dos dois países.

Praça do CCM oferece espectáculos gratuitos este fim-de-semana

A praça do Centro Cultural de Macau (CCM) será palco, este fim-de-semana, de uma série de espectáculos ao ar livre, totalmente gratuitos. A iniciativa chama-se “Clássicos reimaginados: Harmonias da Hora Dourada” e conta com o apoio da Sands China.

Segundo uma nota da operadora de jogo, esta iniciativa conta com actuações ao vivo do grupo “Janoska Ensemble”, Niu Niu e Gordon Lee, além de uma masterclass especial do Janoska Ensemble. Os concertos integram-se no Programa de Artes Performativas da Sands China em celebração do 75.º aniversário da fundação da República Popular da China, do 25.º aniversário do regresso de Macau à pátria e da designação de Macau como Cidade Cultural da Ásia Oriental 2025.

Este sábado terá lugar, a partir das 17h, o “Concerto dos 10 anos do Janoska Ensemble”, grupo com músicos de jazz que anda em digressão com o seu novo álbum, intitulado “The Four Seasons”. Destaque ainda para a realização de uma masterclass com este grupo no domingo, no mesmo local, a partir das 16h.

Os “Janoska Ensemble” descrevem-se como um “conjunto que transporta a improvisação na música clássica para o século XXI”, proporcionando “uma viagem emocionante e aventureira às últimas fronteiras onde nenhum músico foi antes”.

Este grupo apresenta uma espécie de fusão de vários estilos musicais, ultrapassando “todas as fronteiras com a sua linguagem musical poliglota”. Os “Janoska Ensemble” estrearam-se com o disco “Janoska Style”, em 2016, tendo lançado, há cinco anos, “Revolution”, que ganhou um Disco de Ouro. Em 2022, surgiu o terceiro trabalho de originais, “The Big B’s”.

“Resumir em poucas palavras a qualidade especial dos arranjos de Janoska não é tarefa fácil: são incursões paralelas no território clássico e em domínios distantes do repertório musical, onde os músicos exercem a sua criatividade espontânea para criar música de primeira classe, inovadora e emocionante que vive e respira”, descreve-se no website oficial do grupo.

Os “Janoska Ensemble” são compostos por três irmãos de Bratislava – Ondrej e Roman Janoska nos violinos e František Janoska ao piano – juntamente com o cunhado Julius Darvas, nascido em Konstanz, no contrabaixo.

Niu Niu Vs Gordon Lee

Esta série de espectáculos inclui ainda o “Concerto de Harmónica de Gordon Lee” e o “Recital de Piano ‘Lifetime’ de Niu Niu”, ambos a partir das 17h30.

No caso de Gordon Lee, o músico é considerado como um dos importantes harmonicistas do mundo, tendo ganho, em 2017, o Festival Mundial de Harmónica de 2017, que é a competição de grau mais elevado para este tipo de instrumento.

Gordon foi convidado a actuar no Carnegie Hall em Nova Iorque, no Muth Concert Hall em Viena, no Esplanade em Singapura, no International Harmonica Festival em Seul e no World Harmonica Festival em Trossingen na Alemanha. O seu repertório inclui o Concerto para Harmónica de Spivakovsky, o Prelúdio e Dança para Harmónica e Orquestra de Farnon, Toledo para Harmónica e Orquestra de Moody, entre outros.

Nascido e criado em Hong Kong, Gordon formou-se na Universidade de Educação de Hong Kong, além de ter estudado Harmónica Cromática com o solista de Harmónica Cromática Franz Chmel de Viena, Sigmund Groven da Noruega. O músico estudou também Harmónica Diatónica com Howard Levy, vencedor de dois Grammys, de Nova Iorque. Em Hong Kong, estudou técnicas de execução com o solista de sheng Cheng Tak-wai.

No caso de Niu Niu, nome artístico de Zhang Shengliang, é já um famoso pianista com apenas 27 anos. Nasceu em Xiamen, China, numa família de músicos, tendo começado a estudar piano com o pai. Estreou-se em recitais de piano com apenas seis anos de idade, tocando uma Sonata de Mozart e um Étude de Chopin. Aos oito anos, Niu Niu foi o aluno mais jovem de sempre a matricular-se na escola primária afiliada do Conservatório de Música de Xangai.

Ka-Hó | Exposição “Riding On Dreams” a partir de domingo

Será inaugurada no próximo domingo, dia 1, a exposição “Riding On Dreams” na galeria Hold On to Hope, da autoria da artista local Ada Zhang. A galeria, que é um projecto de cariz social da responsabilidade da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM), acolhe esta mostra até ao dia 5 de Janeiro.

Segundo uma nota de imprensa, esta exposição “apresenta uma colecção cativante de pinturas a óleo e aquarelas que celebra as paisagens encantadoras de Macau”, na qual a artista “convida os espectadores a mergulharem na beleza única desta cidade vibrante, tal como é expressa através das suas obras evocativas”.

A ARTM convida o público a deslocarem-se à pitoresca aldeia de Ka-Hó para descobrir, nestas obras, “a essência sonhadora de Macau”, para que “cada pintura o transporte para as suas cenas pitorescas”.

Ada Zhang é natural da província de Sichuan e especializou-se em aguarela, pintura a óleo, desenho e esboço. É directora da Associação de Artistas Contemporâneos de Aguarela de Macau e membro da Associação de Artes de Macau, da Associação de Arte Juvenil de Macau, da Associação de Pintura de Macau e da Associação de Calígrafos e Pintores Chineses “Yü Ün” de Macau. Os seus trabalhos ganharam o Prémio de Excelência do Concurso de Desenho Cheng Yang Bazhai em 2021 e foram seleccionados para a Bienal de Aguarela da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau de 2021.

Mímica | Festival no CCM e Jardim Luís de Camões no fim-de-semana

Decorre este fim-de-semana a terceira edição do Festival Internacional de Mímica de Macau, organizado pelo Teatro CANU, e que terá sessões no Centro Cultural de Macau e também ao ar livre no Jardim Luís de Camões. O evento conta com a participação de artistas locais e internacionais, peritos na arte de fazer rir, sonhar e pensar

 

Acontece este sábado e domingo a terceira edição do Festival Internacional de Mímica de Macau (MIMF), um evento organizado pelo Teatro CANU, e que este ano tem como mote “Viver a vida através dos olhos de um palhaço, e com sentido de humor”. Não surpreende, assim, que uma das secções do evento seja “Clown’s Dream” e outra “Humor Clashing”, sendo que os espectáculos, de curta duração, decorrem na Box I do Centro Cultural de Macau (CCM).

Assim, no sábado e domingo, a partir das 19h45, pode ver-se a actuação “Vitamin”, com Carlo Jacucci, de Itália. Segundo a organização, este espectáculo é “uma viagem deliciosa pelos momentos peculiares da vida, onde o quotidiano se torna extraordinário” e onde “uma lagarta luta para se libertar da sua caixa, um guru tropeça na sabedoria que nunca leu e um corredor de maratona desvia-se hilariantemente da rota, transformando-se em roubo”.

Aqui, Carlo Jacucci, o único actor, “dá vida a estas personagens inesperadas, transformando lutas simples em beleza cheia de riso”.

Segue-se “idio2 Play”, com a dupla de performers japoneses Kosube Abe e Hiroyoshi Hisatomi. Em dez minutos estes irão recorrer a chapéus e outros adereços para combinar “movimentos hábeis e uma improvisação leve e bem-humorada”.

O “Dio2” é um duo de entretenimento japonês, apostando em magia, comédia e acrobacias, num estilo “ligeiramente absurdo, mas conscientemente único”.

Ainda nesta secção do festival destaque para o espectáculo de 30 minutos protagonizado por Gregg Goldston, “The Magic of Mime”.

Este “é um espectáculo cativante de habilidade física, misturando comédia e drama para criar um mundo invisível encantador”. Gregg apresenta “um chapéu mágico”, encaminhando o público em “batalhas que transformam de forma surreal a realidade em fantasia, numa luta sincera entre o desejo de amizades e o medo de as perseguir”.

Gregg Goldston é um mimo de renome mundial, realizador e educador de mímica de Los Angeles, tendo começado a trabalhar nesta área depois de ver a actuação do mestre Marcel Marceau. Em várias tournées americanas de Marceau nos anos 2000, Gregg serviu como assistente do actor, tendo depois começado a desempenhar papéis mais importantes. Gregg Goldston, visto como alguém que está a ajudar a desenvolver a primeira geração de mimos americanos, irá dar um workshop integrado neste festival.

Sonhos dos palhaços

Se em “Humor Clashing” as actuações começam no final do dia, na secção “Clown’s Dream” o riso e a fantasia prometem prolongar-se pela noite dentro, a partir das 21h30.

Apresenta-se, com actores japoneses e o Teatro CANU, o espectáculo “The Eyes of Odin”. “Na mitologia nórdica, Odin, o rei dos deuses, enviava os seus corvos para voar até ao mundo dos humanos e observar tudo o que acontece. Desta vez, inesperadamente, um deles perdeu-se no nosso mundo – um lugar cheio de risos e mistérios insolúveis: ouviu um prisioneiro obcecado com a liberdade; testemunhou um professor apaixonadamente dedicado à musculação durante uma aula de ginástica; e encontrou uma lontra marinha numa fonte termal, tão apaixonada por se encharcar que nem os deslizamentos de terras e as tempestades ao nível de um tufão a conseguiram afastar”, descreve-se, sobre o espectáculo.

Esta actuação é “um poema visual que combina actuações de palhaços, mímica, teatro físico e música ao vivo”, com momentos poéticos dentro do absurdo, colocando questões silenciosas e guiando o público a seguir os passos do corvo para um reino indefinível”.

Destaque ainda para outras actuações, como “ZEROKO Play”, com o grupo Zeroko, composto por Masahi Kadoya e Keisuke Hamaguchi. Fica a garantia de “palhaçadas, objectos e humor para uma diversão interactiva”.

Das 12h às 18h, tanto no sábado como no domingo, é a vez do Jardim Luís de Camões receber actividades diversas como sessões de pintura facial para crianças ou actuações musicais, como é o caso do Dj Burnie, natural de Macau. Também nestas ruas haverá lugar à mímica e ao divertimento. Esta secção do festival intitula-se “WOW! Outdoor Performance Festival”.

Fonte de inspiração

O Festival Internacional de Mímica de Macau nasce das experiências teatrais de Lai Nei Chan, fundadora e directora desta iniciativa, que estudou em Londres.

“Uma vez, assisti a uma actuação de palhaços no Festival Internacional de Mímica de Londres, onde dois palhaços fizeram um espectáculo que me comoveu pelo seu poder sem palavras e impacto emocional, despertando o meu amor pela mímica. Descobri que esta forma não-verbal de actuação não exigia qualquer preparação e permitia uma imersão pura na experiência teatral, livre de pensamentos excessivos. Esta constatação alimentou o meu desejo de criar um festival internacional de mímica em Macau, permitindo ao público local experimentar as alegrias únicas desta forma de arte”, confessou.

Marte | Pequim planeia trazer amostras até 2031

A China planeia recolher amostras do solo de Marte até 2031, através da missão Tianwen-3, que combinará a aterragem, recolha e entrega numa operação integrada, informou ontem a agência de notícias oficial Xinhua.

O plano prevê dois lançamentos por volta de 2028, com o objectivo de pousar e recolher amostras no mesmo ponto do planeta vermelho, dando prioridade a regiões geologicamente diversas como Chryse Planitia e Utopia Planitia, de um total de 86 destinos possíveis.

Estas áreas, que incluem litorais, deltas e lagos antigos, são consideradas candidatas à procura de possíveis formas de vida preservadas nos seus sedimentos.

A missão, descrita em pormenor pelo Laboratório de Exploração do Espaço Profundo da China na revista National Science Review, terá instrumentos especificamente concebidos para detectar traços de vida, optimizando a preservação de amostras recolhidas à superfície e por perfuração.

O laboratório referiu ainda que a missão Tianwen-3 faz parte de um programa de exploração mais alargado, que inclui a futura missão Tianwen-4 para estudar o sistema de Júpiter e a sua evolução.

A estratégia, de acordo com o cientista chefe da missão, Hou Zengqian, e o seu projectista chefe, Liu Jizhong, inclui considerações como “onde recolher amostras”, “o que escolher”, “como recolher” e “como utilizar” os materiais recolhidos.

A China investiu fortemente no programa espacial nos últimos anos, alcançando marcos importantes como a alunagem da sonda Chang’e 4 no lado mais distante da Lua, a chegada a Marte e a construção da Tiangong, que funcionará durante cerca de dez anos.

A plataforma chinesa poderá tornar-se a única estação espacial do mundo a partir de 2031, se a Estação Espacial Internacional, dirigida pelos Estados Unidos e interdita à China, devido aos laços militares do seu programa espacial, se retirar como previsto.

Corrupção | Militar de alta patente sob investigação na China

A China suspendeu ontem um alto oficial do Exército, que está a ser investigado por suspeitas de corrupção, de acordo com o ministério da Defesa chinês.

O oficial Miao Hua é director do Departamento de Trabalho Político, na poderosa Comissão Militar Central, que supervisiona o Exército de Libertação Popular. Miao está a ser investigado por “graves violações da disciplina”, disse o porta-voz do ministério da Defesa, Wu Qian.

Este oficial é um dos cinco membros do órgão que supervisiona o maior exército permanente do mundo, para além do líder chinês, Xi Jinping, que dirige a comissão.

Este é o terceiro grande abalo recente no sector da Defesa da China. Em Junho, o país anunciou que o antigo ministro da Defesa, Li Shangfu, e o seu antecessor, Wei Fenghe, foram acusados de corrupção e expulsos do Partido Comunista, por suspeitas de corrupção e suborno.

Também foram afastados, nos últimos meses, entre outros, os dois chefes da Força de Foguetões, de que depende o programa nuclear chinês. Após ascender ao poder, há pouco mais de 10 anos, Xi lançou uma vasta campanha contra a corrupção, que se estendeu ao Exército.

Pequim saúda acordo alcançado com EUA para troca de prisioneiros

A China saudou ontem o acordo alcançado com os Estados Unidos para a troca de prisioneiros, embora não tenha especificado quem são os cidadãos chineses que cumpriam penas em solo norte-americano e que foram libertados.

Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca anunciou na quarta-feira a libertação de Mark Swidan, Kai Li e John Leung, que se encontravam detidos na China.

Entretanto, Washington libertou três cidadãos chineses que cumpriam penas nos Estados Unidos, confirmou ontem a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Mao Ning, em conferência de imprensa.

“Após os esforços incansáveis do Governo chinês, três cidadãos chineses que tinham sido injustamente detidos pelos Estados Unidos regressaram a casa em segurança. Isto prova mais uma vez que a China nunca abandona os seus compatriotas em momento algum”, afirmou Mao.

Sublinhou que Pequim “sempre se opôs à perseguição de cidadãos chineses para fins políticos” e que “como sempre, tomará as medidas necessárias para salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos dos seus cidadãos”.

“Nesta ocasião, foi repatriado um fugitivo que se encontrava em fuga nos Estados Unidos há muitos anos. Este facto demonstra igualmente que nenhum lugar pode servir como refúgio seguro para os criminosos para sempre. O Governo chinês continuará a perseguir os fugitivos e a recuperar os bens roubados. Persegui-los-emos até ao fim”, declarou Mao, que não entrou em pormenores sobre os cidadãos chineses libertados.

Mao referiu ainda que os Estados Unidos baixaram o alerta de viagem para a China do nível 3 para o 2, retirando a etiqueta de “risco de detenção injusta”, o que, afirma, “reforçará os intercâmbios entre os dois países”.

“Sempre nos opusemos à criação artificial de um ‘efeito desencorajador’ nas viagens e esperamos que a parte norte-americana continue a criar mais conveniência para promover os intercâmbios culturais entre os dois países”, disse Mao.

Últimos cartuchos

De acordo com as autoridades norte-americanas, o Presidente Joe Biden abordou a questão dos detidos com o Presidente chinês, Xi Jinping, este mês, na sua terceira reunião bilateral em Lima, à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico.

Durante o mandato de Biden, que termina em Janeiro, Washington colocou a questão dos detidos norte-americanos no topo da agenda bilateral com Pequim e, em Agosto, o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, trabalhou com os seus homólogos chineses sobre a questão durante uma visita à China.

Swidan, um texano de 48 anos, estava no corredor da morte na China desde 2012, acusado de tráfico de droga, que os Estados Unidos alegam ser falso. Leung, 78 anos, estava a cumprir uma pena de prisão perpétua por alegada espionagem, enquanto Li estava preso na China desde 2016.

Demografia | Xi admite melhoria da qualidade de vida face a declínio populacional

Xi Jinping defendeu a política demográfica levada a cabo pelo país e define metas para aumentar a qualidade de vida da população no futuro

 

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu num artigo que o declínio populacional pode beneficiar o futuro desenvolvimento da China, enaltecendo a redução da pressão sobre os recursos e um modelo de desenvolvimento centrado na qualidade.

No artigo, difundido na revista Qiushi, a principal publicação do Partido Comunista Chinês sobre teoria política, Xi afirmou que a decisão de implementar a política de filho único foi correcta, uma vez que permitiu conter eficazmente o crescimento excessivo da população e impulsionar o desenvolvimento da China.

“O nosso país completou em décadas o processo de industrialização que levou centenas de anos aos países desenvolvidos, resultando numa rápida transição populacional e numa redução precoce da população”, escreveu.

Reconhecendo que a redução da população pode ter “efeitos adversos”, incluindo diminuição da mão-de-obra disponível e queda no consumo e investimento, o líder chinês destacou os “efeitos positivos”, como a redução da pressão sobre os recursos e a transição para um modelo económico focado na qualidade.

“É de notar que o dividendo demográfico está relacionado não só com a quantidade e a estrutura da população, mas também com a qualidade da população, as políticas económicas e as medidas de apoio”, sublinhou.

“O nível de educação da população continua a aumentar e o dividendo demográfico abrangente ainda tem vantagens significativas”, indicou.

A população chinesa diminuiu em dois milhões de pessoas em 2023, a segunda queda anual consecutiva, face à descida dos nascimentos e aumento das mortes. Em 2022, quando se deu o primeiro declínio desde 1961, a China perdeu 850 mil habitantes.

Desde que abandonou a política do filho único, em 2016, a China tem procurado encorajar as famílias a terem um segundo ou até terceiro filho, mas com pouco sucesso. O maior custo de vida e com a saúde e educação das crianças e uma mudança nas atitudes culturais que privilegia famílias menores estão entre os motivos citados para o declínio nos nascimentos.

Mais qualidade

Em 2050, a ONU previu que 31 por cento dos chineses terão 65 anos ou mais. Em 2100, essa percentagem será de 46 por cento. A ONU estimou que a população da China desça dos actuais 1,4 mil milhões para 639 milhões, até ao final deste século, uma queda bem mais acentuada do que os 766,7 milhões previstos há apenas dois anos.

Xi Jinping pediu aos quadros do Partido Comunista um “desenvolvimento económico e social de alta qualidade através de um desenvolvimento demográfico de alta qualidade”.

“Ao promover um desenvolvimento populacional de alta qualidade, vamos construir uma base de recursos humanos de alto calibre, acelerar a formação de um novo padrão de desenvolvimento e concentrarmo-nos na promoção de um desenvolvimento de alta qualidade”, frisou.

O líder chinês destacou a educação, saúde e “qualidade moral” como pilares para uma população de “alta qualidade”.

“Temos de melhorar de forma abrangente a qualidade científica e cultural da população. Aumentar o nível de educação e a média de anos de escolaridade da população activa. Optimizar os níveis e os tipos de ensino superior, as disciplinas académicas, as estruturas profissionais e as estruturas de cultivo de talentos, e acelerar a construção de um sistema moderno de ensino profissional”, frisou.

O líder chinês enfatizou ainda a importância de “promover o crescimento saudável das crianças” e “reforçar a gestão da saúde no que se refere às principais doenças crónicas e aumentar a esperança de vida saudável”.

“Devemos elevar de forma abrangente a qualidade ideológica e moral da população. Utilizar os valores fundamentais socialistas para moldar as almas e educar as pessoas, reforçar a construção da integridade, promover o espírito de trabalho e de luta e melhorar os padrões morais e a civilidade de toda a população”, apontou.

Construção do Grande Canal Sui

Na dinastia Han do Oeste (206 a.n.E.-23) o Rio Wei era usado para levar o arroz proveniente do Leste até à capital Chang’an (Xian), mas o trajecto com muitas curvas e cheio de altos e baixos era difícil. Por isso, em 129 a.n.E., no reinado de Wudi (140-87 a.n.E.), em três anos foi dragado entre Dongjing (Luoyang) e Chang’an (Xian) o canal Caoqu (漕渠) para facilitar o transporte. Como a dinastia Han de Leste (25-220) mudou a capital para Luoyang, o canal Cao deixou de ser usado.

Desde então, nos quatro séculos até à dinastia Sui, muitos outros canais foram rasgados e comportas construídas, criando, onde era possível, uma rede fluvial a substituir a viária, promovendo a comunicação em áreas até então separadas. Esse uso constante da água, como meio de transporte mais fácil, permitia fugir aos terrenos montanhosos e era mais seguro do que viajar por terra, levando a um contínuo labor, mas de forma pontual, até ao início do século VII. Estava por fazer uma rede fluvial integrada, ideia que ganhou força na dinastia Sui (581-618), quando foi planificado o Grande Canal aproveitando um sistema de rios, lagos, canais e comportas já de grandes dimensões e por um conjunto de dragagens ficou aberto como estrada de água.

A China, dividida desde a dinastia Han, foi reunificada pela dinastia Sui e o seu primeiro imperador, Wendi (Yang Jian, 581-604) instalou a capital em Chang’an (hoje Xian) mas como esta cidade era muito pequena e velha aditou em 582 uma nova parte, ficando assim a sua capital com o nome de Daxing. Logo em 584 mandou construiu o canal Guangtong (Guangtong qu, 广通渠), por ser necessário transportar arroz para a nova capital e daí foi usado parte do antigo canal Chao, levando a água do Rio Wei a atravessar por Noroeste a cidade de Daxing até Tongguan e assim ligá-la com o Rio Amarelo.

Este canal com 300 li no ano 604 passou a ser chamado Yongtong qu, mas logo deixou de ser usado devido ao grande assoreamento. Na dinastia Tang, o Imperador Xuanzong (Li Longji, 685-762) ordenou repará-lo e mudou-lhe o nome para Guangyun tan e após a capital deixar Dongdu (Luoyang) [para onde a Imperador Wu Zetian (684-705) ao fundar em 690 a nova dinastia Zhou aí fizera a capital] este trecho de água deixou de ser usado.

Em 587, o Imperador Wen mandou reparar o antigo canal Hangou (邗沟, construído em 486 a.n.E.) criando então o canal Shanyang (山阳渎, Shanyang du) com 300 li do Rio Huai ao Changjiang.

PROJECTOS DE YANG DI

Em 604, Yang Guang, filho do primeiro imperador da dinastia Sui Wendi (581-604), deixou a capital Daxing (Chang’an, hoje Xian) e mudou-se para Luoyang. No ano seguinte, já como segundo imperador Sui, Yangdi (605-618) ordenou a construção de dois projectos: reconstruir Luoyang [cidade a Oeste da província de Henan, nas margens do Rio Luo, fundada em 1200 a.n.E. e que tinha sido capital das dinastias, Zhou do Leste, então com o nome de Wangcheng, Han de Leste, Wei, Jin de Oeste e desde 494 do Wei do Norte] para ser a capital do Leste, Dongdu (东都). Na mesma altura, idealizou também a abertura do Grande Canal, uma extensa estrada de água com 2400 quilómetros a ligar o Norte, desde Yanjing (Beijing) ao centro Sul do país, a Yuhang (Hangzhou), ficando Dongdu a meio caminho. O projecto levou seis anos a concluir.

Entre 605 a 610, Yangdi mandou milhões de homens rasgar canais a complementar secções já existentes para ligar os cinco grandes rios que drenam a água para o Grande Canal. Assim, em 610 ficou Yuhang (Hangzhou) ligada à capital do Leste Dongdu (东都, hoje Luoyang) e durante a dinastia Tang chegava a Chang’an (Xian) usando o Rio Wei que corre até ao Rio Amarelo.

No ano de 605, o Imperador Sui Yangdi baseado no canal Honggou (construído em 360 a.n.E., no período dos Reinos Combatentes) ordenou ser rasgado o canal Tongji (Tongji qu, 通济渠) a unir o Rio Amarelo ao Huaihe com três secções, Leste, Centro e Oeste, tendo o conjunto dois mil li. A secção Oeste começava em Dongdu (东都, Luoyang) e a água proveniente do Rio Luo e do seu afluente Gushui juntava-se em Gongyie ao Huanghe (Rio Amarelo). A secção do Centro iniciava-se em Banzhu (板渚), seguindo o Rio Amarelo por Zhengzhou, Bianzhou (汴州, hoje Kaifeng), Songzhou (宋州) (Shangqiu) até Suzhou (宿州) e após Sizhou (泗州) chegava a Xuyi (盱眙), onde conectava com Huaihe. A secção Leste, usando o Rio Huai (Huaihe) por o antigo canal Hangou [dragado em 486 a.n.E. pelo rei Fuchai do reino Wu], de Shanyang (山阳, actual Huai’an) chegava a Jiangdu (江都, hoje Yangzhou). Era o canal Shanyang [Shanyang du] que do Rio Huai ia até ao Changjiang. No ano 587 foi reparado e limpo e em 605, Yangdi colocou mais de cem mil trabalhadores para alargar o Shanyang du e estender o comprimento desse canal de Shanyang (actual Huai’an) até Yangzijin (扬子津), parte Sul da cidade de Jiangdu (actual Yangzhou).

O Canal Tongji foi usado durante seiscentos anos pelas dinastias Sui, Tang, Cinco Dinastias (五代), Song, e Jin e quando a dinastia Song do Sul (1127-1279) mudou a capital para Lin’an (Hangzhou), começou a deixar de ser utilizado e os sedimentos entupiram-no.

No ano de 608, em Yuncheng, concelho de Yongji [conhecido nos antigos livros por Puban] na província Shanxi, foi rasgado o canal Yongji (Yongji qu, 永济渠), que na parte Sul ligava o Rio Qin (沁水, Qinshui) com o Rio Amarelo em Wuzhixian. A Norte, o Yongji qu ia de Tianjin à região de Beijing. Assim, ficava o Huanghe (Rio Amarelo) ligado ao Rio Hai (Haihe, com cinco afluentes), que atravessava a cidade de Tianjin e atingia o Mar de Bohai em Tanggu. O Rio Hai (海河Haihe) com 72 km de comprimento e mais de trezentos afluentes constitui um dos sete sistemas fluviais da China. Já na dinastia Han de Leste, no ano de 204 Cao Cao abrira Baigou (白沟) a Oeste do canal Weiyunhe (卫运河, sistema do Rio Wei), assim como o canal Pingluqu (平虏渠), a conectar Shahe (沙河, Rio Sha) a Tianjin.

Em 610, com a construção do canal Yongji passou a existir uma linha de transporte directa para trazer os cereais das regiões do Changjiang (Rio Yangzi) e do Huaihe até ao Norte e daí, na dinastia Sui foram levados 200 milhões de quilos de cereais para Luoyang. Na dinastia Tang (618-907) o sistema do canal foi desenvolvido e na dinastia Song do Norte (960-1125/26), quando a capital passou para Kaifeng, o canal tornou-se ainda mais importante. No século XI o volume de tráfego era provavelmente três vezes superior ao do período Tang, segundo a Britannica Enciclopédia. O canal foi abandonado no início do século XII, durante a divisão da China entre a dinastia Jin (Juchen, 1115-1234) a Norte e a Song do Sul (1127-1279) a Sul.

O Canal Jiangnan yunhe (江南运河) ligava o Changjiang ao Rio Qiantang. No Período Primavera-Outono, o reino Wu (Wuguo) fez o canal Taibo (泰伯渎, Taibo du) a ligar Suzhou a Wuxi e quando batalhava com o reino Yue, para transportar arroz estendeu o canal até ao Rio Qiantang (Qiantangjiang). No reinado do primeiro imperador da dinastia Qin, baseado nesse canal fez-se o prolongamento a Norte desde Zhenjiang, passando por Suzhou até Hangzhou chamando-o Lingshuidao (陵水道).

No Período dos Três Reinos, Sun Quan ordenara a construção do canal Jiangnan yunhe (江南运河) para ligar o Changjiang, a passar pela sua capital Jianye (actual Nanjing), ao Rio Qiantang (钱塘江). Em 610, usando o Jiangnan yunhe, Yangdi alargou-o e fê-lo passar pelo lago Tai (Taihu), conectando com os rios que no lago desaguavam, tornando o percurso mais recto, desde Jingkou (Zhenjiang) até Yuhang (Hangzhou).

O Rio Qiantang desde o Período Primavera-Outono está ligado a Shaoxing pelo canal Zhejiang Leste e no Período dos Três Reinos a Ningbo pelo rio Yong [rio formado pela convergência do Rio Fenhua e o Rio Yao (que passa por Shangyao e as montanhas Siming)] e desagua no Mar da China do Leste no distrito de Zhenhai em Ningbo. Assim, na dinastia Sui o Grande Canal ligava o Rio Qiantang a Yanjing (Beijing), atravessando o Changjiang, o Huaihe, o Huanghe e o Haihe.

Criminalidade | Subida de 12% até ao fim de Setembro

Nos primeiros nove meses deste ano, as forças de segurança de Macau registaram um aumento de 12,2 por cento da criminalidade, ultrapassando também os níveis pré-pandémicos. O Governo atribuiu a subida à disseminação das burlas, mas também a criminalidade violenta registou uma subida anual de 16,7 por cento, apesar da descida dos homicídios

 

Apesar das variações produzidas pela paralisia da sociedade e posterior reabertura progressiva no fim da política de zero casos de covid-19, “o ambiente de segurança de Macau mantém-se estável”. Foi desta forma que o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, encerrou a apresentação das estatísticas da criminalidade referentes ao terceiro trimestre deste ano.

Segundo os dados apresentados, desde o início de 2024 até ao fim de Setembro, a Polícia de Macau instaurou, no total, 10.831 inquéritos criminais, mais 1.178 casos do que no mesmo período de 2023, o que representa um aumento anual de 12,2 por cento da criminalidade, e um aumento de 2,2 por cento face ao mesmo período de 2019. “Este acréscimo deve-se ao aumento contínuo dos crimes de burla (o que representa um aumento de 43,9 por cento do aumento total do número de crimes, em comparação com o mesmo período de 2023)”, explicou o governante.

Em nove meses, foram detidas e presentes ao Ministério Público 4.113 pessoas, o que reflecte um aumento de mais de um terço (34,3 por cento) em termos anuais, mas uma descida de 17,8 por cento face ao mesmo período de 2019.

Apesar do ambiente de segurança estável, no período em análise foram registados 210 casos de criminalidade violenta, um aumento de 16,7 por cento em termos anuais, mas uma diminuição de quase 60 por cento face a 2019. Neste capítulo, destaque para os sequestros que mais de duplicaram (+147,1 por cento), para um total de 42 casos, e para as violações que cresceram 48,1 por cento. Por outro lado, este ano até Setembro foi registado apenas um homicídio, uma redução significativa face aos quatro casos no mesmo período do ano passado. Também o abuso sexual de crianças desceu (37,5 por cento) para um total de 15 casos, mas continua acima dos 11 casos verificados no mesmo período de 2019.

As ofensas à integridade física, simples e graves, subiram igualmente, à semelhança dos roubos, que totalizaram 34 casos, mais 13,3 por cento do que no ano transacto.

Wong Sio Chak salientou, no entanto, que, no que diz respeito aos “crimes relacionados com a droga e com o jogo, bem como os crimes que afectam a vida quotidiana da população, nomeadamente furto e roubo, os números registados foram significativamente inferiores aos do mesmo período do ano 2019”.

Motores do crime

O secretário para a Segurança voltou a destacar a ascensão dos crimes de burla como o factor determinante para o aumento da criminalidade. Nos primeiros nove meses de 2024, as autoridades registaram 2.160 casos de burla, o que quase perfaz oito casos diários, uma subida de 31,5 por cento face ao mesmo período de 2023, um aumento para mais do dobro dos casos registados nos primeiros três trimestres de 2019.

Os dados estatísticos demonstram mudanças nos métodos dos burlões para defraudar a população. Por exemplo, as burlas telefónicas caíram um terço em relação ao ano passado, mas aumentaram quase 53 por cento face ao período pré-pandémico. Nesta categoria, mais de 70 por cento das chamadas que burlaram a população foram “simulações de chamada por pessoal de serviços públicos”.

Já as burlas cibernéticas aumentaram significativamente, totalizando 721 casos, representando aumentos de 20 por cento face ao ano anterior, e mais do triplo do registo de 2019. As burlas através do investimento online, venda de bilhetes e compras online foram as mais frequentes.

Destaque ainda para a diminuição das burlas através de nude chat, e para a prevalência dos crimes de relacionados com pagamentos online através de cartões de crédito no capítulo das burlas informáticas.

Outro aumento que traduz os tempos que se vivem, diz respeito aos crimes relacionados com o jogo, com o registo de 1.021 casos, total que reflecte uma subida anual de 42,6 por cento, mas uma redução de 36,1 por cento face ao mesmo período de 2019.

As autoridades explicam esta subida com o “aumento do número de turistas que chegaram a Macau, em comparação com o mesmo período do ano passado”, acrescentando que “a recuperação da indústria do jogo e da economia global” conduziu ao “inevitável aumento de factores de incerteza para a segurança”, e um acréscimo dos crimes associados ao jogo.

Quase 14% dos trabalhadores do jogo pensaram em suicidar-se

No último ano, quase 14 por cento dos trabalhadores das concessionárias equacionaram a possibilidade de se suicidarem. O número consta um inquérito realizado pela associação Casa dos Trabalhadores do Jogo (Gaming Employees Homem), com base em 1182 inquéritos, que foi apresentado na quarta-feira.

De acordo com os resultados apurados, entre os 1182 trabalhadores que responderam aos inquéritos da associação, um total de 162 admitiu ter contemplado a hipótese de terminar com a vida, o que corresponde a uma proporção de 13,7 por cento.

Entre os trabalhadores que admitiram terem considerado a hipótese de se suicidar, cerca de 26,5 por cento, correspondem a 43 dos inquiridos que reconheceram ter procurado ajuda. Os restantes 73,5 por cento, ou seja, 119 inquiridos, confessaram não ter procurado qualquer ajuda.

Quando a associação comparou os resultados do estudo realizado com os dados recolhidos em 2021, em que foi utilizado o mesmo método, concluiu que o número de trabalhadores que mostra sinais de “cansaço emocional” subiu 12,31 por cento, ao mesmo tempo que os trabalhadores que mostram “problemas de adaptação mental e física” ao trabalho cresceu 24,15 por cento.

Estes indicadores foram associados aos trabalhos por turnos, com a associação a concluir que levarem a um aumento do cansaço emocional e problemas de adaptação. Cerca de 87,1 por cento dos inquiridos, 1029 trabalhadores, admitiu trabalhar por turnos.

Mais seguros

Em termos das horas de trabalho, a maior parte dos inquiridos, cerca de 80 por cento, passava entre 45 e 48 horas por semana a trabalhar, o que significa entre 8 e 10 horas por dia. Cerca de 4 por cento dos trabalhadores também admitiu trabalhar pelo menos 10 horas por dia, com 0,8 por cento a declarar trabalhar mais de 12 horas por dia. Ao mesmo tempo 26,2 por cento indicaram trabalhar menos de oito horas por dia.

Apesar destes indicadores negativos, os trabalhadores admitem estar nesta altura menos receosos de perder o emprego do que em 2021. O ano de 2023 ficou na história de Macau por ter sido aquele em que mais pessoas acabaram com a vida, com um total de 88 mortes.

De acordo com as recomendações do Instituto de Acção Social, todos aqueles que estejam emocionalmente angustiados ou considerem que se encontram numa situação de desespero devem ligar para a Linha Aberta “Esperança de vida da Caritas” através do telefone n.º 28525222 de forma a obter serviços de aconselhamento emocional.

Suicídio | Ocorrências aumentam quase 5 por cento

Em comparação com o ano passado, houve mais três suicídios nos primeiros nove meses do ano, o que representa um aumento de quase 5 por cento. As mulheres são quem mais morre, no que revela uma alteração demográfica do fenómeno

 

Entre Janeiro e Setembro, os casos de suicídio em Macau registaram um crescimento de 4,8 por cento face ao ano passado, de acordo com os dados revelados ontem pelo secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, durante o balanço da criminalidade e dos trabalhos de execução da lei.

Nos primeiros meses deste ano, contabilizaram-se 65 suicídios, com os meses de Fevereiro, Maio e Setembro a serem os mais mortais, com 10 ocorrências, cada. Em comparação, no período homólogo, registaram-se 62 suicídios, sendo Janeiro o mês com mais ocorrências, um total de 13, apesar do Governo ter começado a levantar as restrições ligadas à pandemia da covid-19.

Até Setembro deste ano, a principal causa de suicídio foi a queda em altura, com 24 casos, seguida pelo enforcamento, com 17 ocorrências, e ainda os envenenamentos por monóxido de carbono através queima de carvão, num total de 12 casos. Houve ainda uma morte por corte de pulsos e 11 classificadas como “outras”.

Em relação à idade dos que cometem suicídio, houve uma alteração ao nível do grupo etário mais afectado. Entre Janeiro e Setembro deste ano, as pessoas com idades entre os 55 e 64 anos foram as que mais cometeram suicídio, num total de 13 registos. A segunda faixa etária mais propicia a terminar com a vida tinha entre 65 e 74 anos, com 11 ocorrências, seguida pelas faixas etárias entre 35 e 44 anos e 45 e 54 anos, cada uma com 10 casos.

Nos primeiros nove meses de 2023, o grupo com idades compreendidas entre os 35 e os 44 anos cometeu mais suicídios, com 15 ocorrências, seguido pelo grupo entre 45 e 54 anos com 12 ocorrências. O terceiro grupo mais afectado foi ocupado pelas pessoas com idades entre 55 e 64 anos e mais de 75 anos, com 10 ocorrências cada.

Os dados mostram ainda que há menos homens a suicidarem-se, uma redução de 37 casos para 31, mas que há mais mulheres a terminarem com a vida, num aumento de 25 para 34 ocorrências.

Menos tentativas

Apesar da maior mortalidade, os dados anunciados ontem pelas autoridades indicam que há menos pessoas a tentarem colocar um fim à sua vida, no que foi uma redução de 2,5 por cento. Nos primeiros nove meses deste ano houve 193 tentativas de suicídio, uma redução de cinco casos face aos 198 registados no período homólogo.

A ingestão de medicamentos foi a principal forma de tentativa de suicídio ao longo deste ano, com 70 casos, e zero mortes. O grupo dos jovens com idades entre os 15 e 24 anos foi aquele que mais tentou suicidar-se com 60 tentativas.

Entre Janeiro e Setembro do ano passado, a ingestão de medicamentos também foi o principal método de tentativa de suicídio, tendo resultado em zero mortes. À semelhança do que acontece este ano, também o grupo de jovens com idades entre os 15 e 24 anos foi o mais afectado, com 61 casos.

De acordo com as recomendações do Instituto de Acção Social, todos aqueles que estejam emocionalmente angustiados ou considerem que se encontram numa situação de desespero devem ligar para a Linha Aberta “Esperança de vida da Caritas” através do telefone n.º 28525222 de forma a obter serviços de aconselhamento emocional.

Veículos Eléctricos | Deputado alerta para falta de oficinas

Numa interpelação escrita, Leong Sun Iok indica que ao contrário do que acontecia no passado, os vendedores deixaram de assegurar as manutenções e reparações dos veículos, pelo que são pedidas medidas ao Governo

 

Leong Sun Iok está preocupado com a falta de conhecimento especializado no território para fazer a manutenção e reparar veículos eléctricos. Numa interpelação escrita, o deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) avisa que ao contrário do que acontecia no passado, os vendedores deixaram de garantir as manutenções e reparações.

Segundo o legislador, entre Janeiro e Setembro os veículos eléctricos atingiram a proporção de 30 por cento dos novos veículos matriculados, o que significa que praticamente em cada três veículos novos um era eléctrico.

Todavia, de acordo com a interpelação, os problemas para os proprietários começam quando é necessário fazer a manutenção ou reparações. “No passado, quando os fornecedores de veículos vendiam os veículos em Macau tinham de estabelecer oficinas de reparação e equipá-los com pessoal de manutenção, de modo a que quando os residentes se deparassem com avarias nos veículos, pudessem encontrar rapidamente um local para resolvê-los”, contou o deputado. “No entanto, com o desenvolvimento e as mudanças da sociedade e a abertura do mercado de veículos eléctricos em Macau, os fornecedores já não são obrigados a criar oficinas de reparação em Macau”, lamentou.

Ao mesmo tempo, deputado indica que as oficinas locais também se queixam da falta de formação sobre a reparação deste tipo de veículos, o que o deputado diz tornar “mais difícil melhorar o nível de competências de manutenção”.

Pedida intervenção

Face a estes desenvolvimentos, Leong Sun Iok pretende saber como as autoridades vão proteger os direitos dos compradores de veículos eléctricos, e assegurar o acesso à manutenção e reparação.

Por outro lado, o deputado lamenta que na última vez que a questão foi abordada, as autoridades apenas se tenham limitado a dizer que os vendedores devem garantir que existem pontos de manutenção dos veículos, sem tomarem qualquer medida.

O deputado da FAOM pretende assim saber se o Governo está pronto para financiar este tipo de formações no território: “Tendo em conta que, nos últimos anos, apenas foram organizados cursos de instalação e manutenção de instalações de carregamento de veículos eléctricos por empresas com financiamento público, mas não cursos de manutenção de veículos eléctricos, o Governo tem algum plano para co-organizar cursos de manutenção de veículos eléctricos, de modo a melhorar o nível técnico de manutenção de veículos eléctricos na região local?”, perguntou.