Hoje Macau EventosIoga | Dia Internacional celebrado este domingo O espaço H853 Entertainment Place (H853 Fun Factory), no Lisboeta Macau, acolhe este domingo as actividades de celebração do 12.º Dia Internacional do Ioga, promovidas pela Associação Cultural Indiana de Macau (ICAM, na sigla inglesa) e em colaboração com o Consulado-geral da Índia em Hong Kong e Macau. O tema central das celebrações deste ano é “Ioga para um envelhecimento saudável”, sendo que o evento “convida residentes e visitantes a juntarem-se a este movimento global em prol da saúde holística e da harmonia”, destaca um comunicado da organização. O objectivo é explorar o debate em torno “do papel dos cuidados preventivos no envelhecimento saudável”, tendo em conta que o Ioga “serve de ponte entre a saúde física e a clareza mental”. O evento acontece entre as 9h e as 10h30, e cada participante deve levar o seu tapete de Ioga e vestir roupa confortável. Na mesma nota, lê-se que a associação “continua comprometida em promover o intercâmbio cultural e o bem-estar através da antiga ciência do Ioga”. Com este evento, pretende-se também “fortalecer os laços comunitários e celebrar o património cultural partilhado entre a Índia e Macau”.
Hoje Macau EventosMundial 2026 | Lisboeta Macau acolhe exposição sobre história do futebol Por ocasião do arranque do Mundial 2026, o espaço “H853 Fun Factory”, no Lisboeta Macau, acolhe a mostra “Reviver os Clássicos: Exposição da História do Futebol Mundial”, organizada pela Macau SLOT. Até ao dia 19 de Julho, será possível fazer, de forma gratuita, uma “viagem imersiva pela história e pelos momentos lendários do futebol mundial”. Na área destinada à “História do Futebol Mundial” são exibidas 70 peças de colecção, troféus e camisolas “que retratam a história do futebol desde 1930 até aos dias de hoje”, não faltando uma área destinada ao futebolista brasileiro Pelé, tido como um dos maiores jogadores da história. Neste espaço, os visitantes podem “reviver os momentos mais marcantes”, da sua carreira, não faltando o “Corredor das Camisolas de Pelé”, com 14 camisolas autografadas. Destaque também para a “Área de Exposição dos Troféus dos Campeões do Mundo”, com a exibição de “dois troféus emblemáticos”. Segundo uma nota da organização, esta mostra “não só destaca o profundo legado deste desporto, como também conduz os visitantes por uma viagem através da evolução histórica e das glórias do desporto mais popular do mundo”.
Andreia Sofia Silva EventosWondera | Festival dedicado ao bem-estar acontece este fim-de-semana na Barra A primeira edição do “Wondera – Festival de Bem-estar e Cultura de Macau” tem hora marcada para acontecer este fim-de-semana nos Estaleiros Navais n.º 1 e 2 na zona da Barra. Há sessões de arte terapia, Ioga, gastronomia e workshops para quem quer ter experiências saudáveis ligadas ao corpo e à mente Os Estaleiros Navais n.º 1 e 2 da Barra, na península de Macau, já estão a postos para receber a primeira edição do “Wondera – Festival de Bem-estar e Cultura de Macau”, que, como o nome indica, traz actividades relacionadas com o bem-estar interior e do corpo, sem esquecer iniciativas ligadas à cultura, prática desportiva e workshops. Embora hoje tenha lugar uma sessão, entre as 11h e as 18h, sobre como comunicar com minerais, intitulada “Mineral Communication – A Crystal Dialogue Workshop”, a verdade é que a abertura do festival se faz oficialmente amanhã às 15h, na zona exterior do Estaleiro Naval n.º1. Os participantes podem desfrutar de mais de 32 programas relacionados com o bem-estar físico, mental e espiritual, bem como 42 bancas de mercado locais, explica a organização, em comunicado. Haverá ainda palestras e música ao vivo. O evento conta com cinco zonas, nomeadamente o “Healiverse Market”, que junta 42 bancas de negócios e produtos locais ligados às áreas do bem-estar, artesanato e gastronomia; a zona “Sonic Tribe”, onde se disponibilizam “banhos sonoros, sessões com taças tibetanas e experiências de atenção plena acompanhadas por café, saqué e chá”. O público poderá também assistir à “Astra Tribe”, onde se apresentam palestras sobre a área do bem-estar, enquanto na “Pulse Tribe” haverá sessões de Ioga, Fitness e actuações de música ao vivo. Por sua vez, na “HeART Tribe” disponibilizam-se “sessões de transcrição do Sutra do Coração” e também actividades ligadas à arte como forma de terapia para problemas do foro psicológico. Segundo uma nota da organização, o “Wondera Festival” tem a temática central ligada à ideia de que “tudo é cura”, visando apresentar propostas de cura alternativa e “actividades que ultrapassam os formatos tradicionais”, a fim de criar “uma cultura do bem-estar enraizada em Macau”. “No período pós-pandemia a procura global por experiências de bem-estar tem crescido rapidamente, com mais pessoas a darem prioridade ao equilíbrio interior e à saúde mental. Como cidade onde as tradições orientais e ocidentais se encontram, Macau possui condições naturais para o florescimento de uma cultura de bem-estar dinâmica”, considera a organização. O “Wondera Festival” coincide com o Dia Global do Bem-Estar e o Dia Internacional do Ioga, ambos celebrados em Junho, pelo que pretende transformar-se numa “plataforma acessível, acolhedora e positiva para a promoção da cultura do bem-estar, assente nos valores da descoberta, cura, criatividade, ligação humana e identidade local”, descreve a mesma nota. Exercícios de existência Amanhã, sábado, terão lugar actividades relacionadas, por exemplo, com as áreas da numerologia ou da limpeza espiritual de espaços, como é o caso da actividade “Five Senses Sound Bath Space”, com Fefe Chan, entre as 14h e as 14h30. Entre as 13h30 e as 14h30, decorre a sessão “Healing Living Room: Collective OH Card Exploration”; enquanto que entre as 15h30 e as 17h30, na área “Astra Tribe”, acontece a sessão “Numerology – Space Floristry: Your Home Energy Floral Arrangement Workshop”. Este workshop “alia uma leitura personalizada de numerologia à criação prática de arranjos florais, permitindo aos participantes criar um vaso personalizado destinado a potenciar a sua sorte”, é explicado. O público pode ainda participar na “Noite dos Escritores”, com a escritora Galilee Ma, com sessões de “escrita cronometrada e motivação entre pares”, para potenciar a expressão escrita dos participantes. Esta sessão acontece no domingo entre as 19h e as 22h na zona “Pulse Tribe” no Estaleiro Naval n.º2. Por sua vez, a realizadora Harriet Wong e Chon Cheng lideram a actividade “The Uncertainty Practice – A Play on Love, Freedom and Responsability”, que não é mais do que “um diálogo situado na intersecção entre teatro e psicologia, explorando temas como o amor, a liberdade e a responsabilidade”. Esta sessão acontece amanhã entre as 15h45 e as 17h. Na música, destaca-se a actuação de Daniel, artista sonoro, com o evento “EMC:EMI – Electromagnetic compatibilities and interferences”, que acontece entre as 20h e 21h no Estaleiro Naval n.º2, na zona “Pulse Tribe”. Aqui, o artista recorre a “interferências magnéticas entre as máquinas como uma metáfora”, conectando “sinais electrónicos, sensores e ondas sonoras de rádio para explorar uma alegoria sonora da harmonia e discórdia nas relações humanas”. O festival é organizado pelas entidades Oneness Space, CYCA Macao e Long Fung Drama Club. A participação nas actividades faz-se através de inscrição prévia através de um formulário disponível nas redes sociais ou de um código QR, funcionando este sistema por ordem de chegada. O “Wondera Festival” realiza-se entre as 10h e as 22h, sendo que a zona do mercado estará aberta entre as 12h e as 21h.
Andreia Sofia Silva Eventos10 de Junho | Galeria Amagao apresenta obras de Raquel Gralheiro A pintora portuguesa Raquel Gralheiro está de regresso às exposições na RAEM com a mostra “Pop lá”, depois de ter exposto, em 2018, “My Chinese Zodiac” e “Pop Pin”, dois anos depois. A exposição, inaugurada amanhã na galeria Amagao, integra a programação do “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026” A galeria Amagao acolhe, a partir de amanhã, uma exposição da pintora Raquel Gralheiro que se intitula “Pop lá”. A cerimónia tem lugar partir das 18h30, no Artyzen Grand Lapa, onde está situada a galeria, que desta forma se junta às celebrações de “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, em jeito de comemoração do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das comunidades portuguesas. O trabalho de curadoria está a cargo de Lina Ramadas, co-fundadora da Amagao, em colaboração com o artista e designer Victor Hugo Marreiros. A exposição está patente ao público até ao dia 2 de Agosto. “Pop lá” é a terceira mostra de Raquel Gralheiro no território, depois de ter protagonizado, em 2018, “My Chinese Zodiac”, que teve lugar na Santa Casa da Misericórdia de Macau; e “Pop Pin”, apresentada em 2020. Destaque ainda para o facto de Raquel Gralheiro ter levado também “My Chinese Zodiac” [O Meu Zodíaco Chinês], em 2019, ao Nanjing Fine Art University Museum, na China. O escritor Valter Hugo Mãe descreve Raquel Gralheiro como “uma artista irónica que trabalha no limiar do bom gosto para analisar a relação entre arte e decoração”, e que as suas “telas, excessivas e provocadoras, são sempre um meio de representar a figura como um elemento que contrasta com vários padrões, como se alguém vivesse no papel de parede, no padrão do sofá, no cartaz”. Nesta mostra em Macau há uma procura permanente pelo equilíbrio entre Oriente e Ocidente, conforme descreve a sinopse da exposição, no programa de “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”. “Entre o cá e o lá, entre o Oriente e o Ocidente, a minha pintura afirma-se como uma linguagem visual pop que cruza distâncias, fundindo imaginários num diálogo vibrante de cor e memória”, revela a própria pintora. A Amagao descreve como no conjunto de trabalhos, “através de uma série de pinturas cativantes, Raquel Gralheiro explora encontros culturais, as histórias do quotidiano e a atmosfera única de Macau, criando um mundo onde a realidade e a fantasia se cruzam”. Desta forma, convidam-se os “amantes da arte, entusiastas da cultura, residentes e visitantes a celebrar a rica herança portuguesa que continua a moldar a identidade única de Macau”, de que esta mostra é exemplo. Pintar galos Raquel Gralheiro, que vive e trabalha no Porto, levou “O Meu Zodíaco Chinês” no âmbito da primeira Bienal dedicada à arte no feminino, intitulada ARTEFM 2018. A artista plástica formou-se em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tendo a figura feminina como tema central das suas obras. Em entrevista ao Jornal Tribuna de Macau, Raquel Gralheiro levantou um pouco do véu sobre a forma como a figura feminina foi ganhando predominância nas suas criações. “Nem sempre pintei mulheres, também tenho pinturas com homens, mas ultimamente tem aparecido sempre a figura feminina, talvez porque é a minha condição. Só sei ser mulher e estar no mundo como mulher”, adiantou. Valter Hugo Mãe, no texto que escreveu sobre a artista, diz que Raquel Gralheiro “empreende uma exploração extrema do corpo e do imaginário femininos enquanto bastião do desejo e da sofisticação”, parecendo “aludir ao luxo, dada a noção invariável de requinte, ao mesmo tempo que remete, fatalmente, para o erotismo, conferindo poder às figuras e definindo para elas uma personalidade muito específica que irá confrontar os estereótipos há muito enraizados na sociedade”. Em 2020, o trabalho de Raquel Gralheiro esteve presente em Macau novamente integrada na “Exposição das Obras Artísticas de Portugal, Timor-Leste e Macau”, ligada à 12.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa. Segundo uma nota oficial sobre a exposição “Pop Pin”, Raquel Gralheiro revelou toda a sua alegria natural “numa exploração extrema do corpo feminino e do imaginário”, num “misto figurativo e realista que, por vezes, chega a lembrar a Pop Art”, movimento artístico que teve Andy Warhol como um dos artistas mais exemplificativos. Integrados na exposição “Pop lá”, a pintora irá conduzir workshops de pintura, intitulados “Galo Painting Workshop”, no sábado e domingo na Amagao, entre as 15h e as 18h. O preço para participar nos workshops é 400 patacas.
Hoje Macau EventosLeituras interiores de MCZ_Thomas para ver na Creative Macau O artista local MCZ_Thomas, cujo nome verdadeiro é Lo Si In, apresenta até ao dia 24 de Junho o seu trabalho na exposição “MIR: Lotus”, patente na Creative Macau em parceria com a Sociedade de Artes Visuais da Cidade de Macau. A inauguração aconteceu esta segunda-feira. Segundo um comunicado da Creative Macau, a exposição tem como tema central “Pó Cósmico e os Ecos da Folha Metálica: A Poética Interior da Conexão Humana”, visando explorar “a conexão emocional, a percepção interior e a ressonância na era digital”. Este objectivo pretende ser atingido através de “instalações artísticas imersivas” e de uma “interacção participativa” com os visitantes. O projecto que dá origem à mostra segue viagem para a cidade japonesa de Osaka e Taiwan “ainda este ano”, a fim de promover “o intercâmbio artístico inter-regional através da arte contemporânea”. O alumínio como arte Lo Si In, ou MCZ_Thomas, faz neste trabalho o uso do papel de alumínio do dia-a-dia “como meio artístico central para reimaginar as relações subtis entre a humanidade e o cosmos, os indivíduos e o mundo emocional interior de cada um”, sem esquecer a conexão com a “realidade exterior”. Desta forma, ao criar “superfícies reflectoras, rugas e texturas” através deste material, transformando-o em obra de arte, o artista explora de forma metafórica “a tensão emocional entre protecção e vulnerabilidade, solidão e conexão”. Desta forma, convida-se o público a pensar sobre “relações autênticas e a consciência emocional na sociedade contemporânea”. A curadora Cassidy Chan disse, citada pela mesma nota, que a mostra “MIR: Lotus” pretende “reavivar as ligações e percepções subtis, muitas vezes ignoradas, entre as pessoas”, sendo que a sua deslocação para o Japão e Taiwan visa “trazer as suas próprias experiências de vida para a obra, criando novas interpretações e ressonâncias”. A “MIR: Lotus” é ainda descrita como uma forma de “exploração da consciência emocional, ligação humana e ressonância cultural”, sendo que com as mostras em três lugares diferentes pretende-se “estabelecer um diálogo cultural significativo e posicionar a arte contemporânea original de Macau num contexto internacional”.
Andreia Sofia Silva EventosPintura | Os regressos e reflexões de Anabela Canas em exposição em Lisboa “São Rosas e Dias Líquidos – Arquivo e Redundância” é a nova exposição de Anabela Canas, pintora, docente e ex-residente de Macau, patente até Julho na Universidade Nova de Lisboa. Nesta mostra, Anabela Canas conjuga obras antigas e novas, procurando encontrar um ponto de reflexão sobre o presente Anabela Canas, antiga docente de Artes em Macau, actualmente a dar aulas na escola António Arroio, em Lisboa, e pintora, está de regresso às exposições com a mostra “São Rosas e Dias Líquidos – Arquivo e Redundância”, patente até ao dia 23 de Julho na Sala de Exposições da Biblioteca da NOVA FCT, Universidade Nova de Lisboa, no campus do Monte da Caparica. A artista faz um exercício retrospectivo que é, em simultâneo, uma reflexão sobre o tempo presente, colocando quadros mais antigos, nomeadamente de 2018, em conjugação com novas pinturas. Há muita água nestes quadros, bem como representações da natureza e figuras, mas o convite à reflexão sobre os tais dias líquidos vai muito além do que pode ver a olho nu. “Esta exposição tem dois conjuntos de trabalhos, embora façam parte da mesma série, sendo que o primeiro, mais antigo, é de 2018, de uma exposição que fiz, e retomei acrescentando trabalhos mais recentes”, conta a pintora ao HM. Esta mostra anterior também se chamava “São Rosas e Dias Líquidos” e, segundo a artista, tinha a ver “com a questão da impermanência”, tal como a nova exposição. “Na altura, havia um diálogo entre um conjunto de telas que são paisagens, mais ou menos abastractas, mas que têm referências muito óbvias à água, céu, nuvens, portanto, a parte etérea da paisagem.” Estas imagens entram “em diálogo com outra série [de trabalhos], mais figurativa, e que tinha a ver com temáticas clássicas de museu, digamos assim. Tem sempre a ver com esse diálogo e a nossa reacção à impermanência, aquela noção já tão explorada pela filosofia de que tudo passa e tudo volta, até os ritmos da natureza que nunca são iguais exactamente”. Anabela Canas foi buscar referências à filosofia, nomeadamente ao filósofo e sociólogo polaco Zygmunt Bauman, quanto à ideia de modernidade líquida. A artista destaca “a época de maior virtualidade, a todos os níveis”, em que vivemos, e como as coisas se modificam, inclusivamente “os ritmos da natureza”. “Tudo volta e nunca é exactamente igual”, referiu. “Bauman falou da modernidade líquida e foi uma coincidência, pois quando comecei a estudar este tema encontrei uma referência a ele e li sobre isso. De facto, diz-me muito esta sensação de que tudo nos ultrapassa porque nada se consegue agarrar. Hoje em dia vivemos muito mais esta noção de que tudo é mais virtual”, explicou. Regressos e realidades Anabela Canas voltou a 2018 tal como voltaria a um outro tempo, a outros quadros, algo comum no seu processo criativo. “Muitas vezes retomo temas que explorei noutras alturas, e não o faço com a intenção de voltar a fazer um projecto com eles, mas porque tenho essa vontade de revisitar. É como revisitar lugares que gostamos, e isso acontece pelo puro prazer de voltar a mergulhar naquele imaginário.” É aqui que vem ao de cima a ideia de redundância, do regresso a uma mesma realidade ou temática, com a certeza de que “as coisas nunca saem iguais obviamente, mas são um bocadinho como os dias e as noites: podem ser muito parecidos, mas nunca são iguais”. “Quando voltamos a um lugar conhecido que gostamos, ou não, e sobretudo lugares afectivos, também vemos sempre coisas diferentes, e é a isso que chamo de redundância. Muitas vezes ponho-me a trabalhar só porque sim, pelo puro prazer e vontade de fazer as coisas e o prazer de voltar àqueles lugares. As coisas nunca saem iguais e há sempre uma evolução qualquer”, explicou ainda sobre a criação em torno desta mostra. Há, portanto, nesta exposição de Anabela Canas um regresso a algumas temáticas, neste caso “espaços, paisagens bastante etéreas, com elementos mais volantes como o ar, nuvens e a água que está sempre a passar”. Neste processo de regressos, Anabela Canas confessa que o seu trabalho como artista “inclui, às vezes, a descoberta, a tentativa e o erro, o acaso, a exploração do aleatório”, existindo “sempre surpresas e novas coisas que vão surgindo”. Relativamente à ideia de “Rosas” presente no título, diz respeito a um quadro presente na mostra, com papoilas, mas também à tradicional história do “Milagre das Rosas”, quando a Rainha Santa Isabel, ou Isabel de Aragão, respondeu ao esposo, o Rei D. Dinis: “São Rosas, senhor!”, quando, na verdade, distribuía pão aos mais desfavorecidos. “O D. Dinis dizia que não podia dar pães aos pobres, e ela disse ‘São rosas, senhor!’, e afinal não eram rosas, tinham sido pães antes. Isto [a referência à palavra ‘Rosas’ no título] é uma brincadeira sobre as papoilas [do quadro na exposição], porque a realidade nunca é exactamente como é.” Por outro lado, os dias líquidos, também presentes na exposição, são uma alusão ao quotidiano que “não se pode prender com as mãos”, ou seja, a realidade que está além do alcance e controlo e vai mudando. “Uma pessoa põe a mão, tenta apanhar a água e apenas por um instante consegue retê-la, porque ela foge”, disse Anabela Canas. Citado pelo catálogo da exposição, José Moura, comissário para as actividades culturais do campus da NOVA FCT, referiu que “a obra de Anabela Canas abre-se como um espaço de sensibilidade, onde a matéria inserida em paisagens, recriadas, está em constante transformação”. “Nesta exposição, cada obra transmite tensão entre gesto e intenção, presença e memória, como se cada forma guardasse vestígios de outras anteriores. Por isso, o seu trabalho aproxima-se da ideia de arquivo: um lugar onde a memória surge em camadas, feita de repetições, desvios e reaparições (… benvindas as redundâncias, que aqui não são desnecessárias)”, descreveu. Desta forma, adiantou José Moura, “o olhar do espectador é conduzido por percursos onde a repetição revela diferença, e onde o mesmo nunca é exatamente igual”.
Hoje Macau Eventos10 de Junho | Alexandre Marreiros revela o seu estúdio em exposição “O Estúdio de Alexandre Marreiros: Desenho e Pintura” é o nome da nova exposição individual de Alexandre Marreiros, artista e arquitecto, revelada hoje ao público na Fundação Rui Cunha. Integrada no cartaz de “Junho – Mês de Portugal”, a mostra revela o olhar do próprio autor sobre a sua obra, num exercício permanente de reflexão A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, a partir das 18h30, a exposição “O Estúdio de Alexandre Marreiros: Desenho e Pintura”, de Alexandre Marreiros, arquitecto e artista plástico natural de Macau e que é um dos nomes mais sonantes do panorama artístico local. Segundo uma nota da FRC, pode-se observar, nesta exposição, uma “interpretação crítica do autor sobre o seu processo criativo, numa análise abrangente da sua produção artística desenvolvida ao longo da última década”. Reúne-se, na galeria da FRC, 48 obras de arte, reveladoras de uma “imensa variedade de técnicas e materiais”, como desenho, pintura, fotografia, colagem, serigrafia, gravura e técnica mista, em papel, tela e alumínio. Este é um “ensaio visual”, propondo-se “ao visitante a identificação de constantes estéticas, rupturas conceptuais e do léxico visual, que caracteriza este período de criação de Alexandre Marreiros”. Desta forma, o espaço de exposição é transformado num “estúdio”, ilustrativo da “investigação estética e produção artística” de Alexandre Marreiros, descreve a mesma nota. A ideia é que a galeria da FRC seja também “um organismo vivo”, repleta de “mesas de trabalho, registos vernaculares e o imaginário iconográfico que circunda a prática artística do artista”. Todos estes elementos são “elevados à categoria de documentos fundamentais, permitindo compreender cada obra não apenas como produto final, mas também como processo contínuo de observação e maturação da sua prática artística”. Assim, a FRC descreve como “O Estúdio de Alexandre Marreiros: Desenho e Pintura” procura “estabelecer diálogos entre peças de diferentes períodos, revelando continuidades técnicas e conceptuais que a ordem cronológica tende a ocultar”. Nos bastidores Nesta mostra, Alexandre Marreiros não expõe, apenas, trabalhos artísticos com o seu nome, mas revela também ao grande público “os bastidores do seu trabalho”. A ideia é dar a conhecer “grupos temáticos da sua obra, unidos por fios condutores específicos, sejam eles os temas, as cores, as texturas ou os suportes utilizados, grupos esses enquadrados por peças de mobiliário ou materiais artísticos existentes no seu estúdio”. Todos eles “constituem meios de suporte e de criação de ambientes necessários ao seu processo criativo e de produção artística”, lê-se. Alexandre Marreiros é macaense, tem nacionalidade portuguesa, residiu em Portugal e no Brasil, mas fixou residência há dez anos em Macau. Nos últimos anos tem vindo a desenvolver um “percurso estético e de investigação no domínio do desenho e da pintura, centrados em conceitos como a presença humana em territórios de permeabilidade”, como é o caso das favelas no Brasil. O artista também tem feito um trabalho investigativo ao nível da “cor e texturas em ambientes edificados”, procurando “reflectir sobre as mais recentes transformações no ambiente urbano e social de Macau”. Trata-se de uma leitura na qual “o arquitecto nunca perde de vista na sua obra livre e contemporânea”. A mostra, enquadrada no programa “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, que celebra o 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, está disponível para visita gratuita até ao dia 20 deste mês.
Hoje Macau EventosAngela’s Café com nova actuação musical este mês Decorre no próximo dia 20 de Junho, a partir das 19h, mais uma actuação musical no Angela’s Café and Lounge, no empreendimento Lisboeta Macau, localizado no Cotai. Trata-se do segundo espectáculo integrado na iniciativa “First Beats Where the Music Begins”, que conjuga música com “refeições de inspiração portuguesa”. Desta vez é apresentado ao público o talento de “três jovens músicos de Macau”, que tocam clarinete, piano e flauta, oferecendo-se no Angela’s Café “uma experiência cultural onde a alta gastronomia se cruza com a música ao vivo”, descreve o Angela’s Café numa nota. As artistas escolhidas para esta actuação são a clarinetista Eevee Lee, a pianista Emily Ka Lei Au e a flautista Iris Lo. No caso de Eevee Lee, esta estudou com a professora Yuan Yuan, clarinetista principal da Orquestra Filarmónica da China, tendo conquistado “inúmeros prémios” a nível internacional. Descreve-se que o seu estilo de execução “é delicado, mas poderoso, conferindo uma perspectiva musical diversificada” à actuação. Já Emily Ka Lei Au é pianista e também docente, “destacando-se tanto em actuações a solo como em colaborações”, tendo “uma presença em palco que cativa o público”. Iris Lo, por sua vez, é “aclamada pelo tom de flauta claro”, tendo já actuado na digressão nacional do Poly Theatre. As jovens apresentam composições de Shostakovich, Joe Hisaishi e Taro Hakase. Petiscos musicais A ideia do “First Beats Where the Music Begins” é que o público possa ouvir música enquanto prova petiscos macaenses e portugueses, existindo um pacote especial com um custo de 298 patacas por pessoa, que inclui o espectáculo e a refeição. Trata-se do “Pacote de Jantar Português” que pode incluir o tradicional bitoque, com bife da alcatra, acompanhado com legumes e presunto fumado, ou ainda um prato de peixe, nomeadamente robalo frito com azeitona verde, “que traz um autêntico estilo português através do sabor fresco das azeitonas sobre o robalo”, descreve a mesma nota. Os participantes têm ainda direito a bebidas de boas-vindas, petiscos e vinho da casa ou cerveja à discrição. A junção de música ao vivo serve para “criar o ambiente para uma celebração vibrante de sabor e arte”.
Hoje Macau EventosAlunas da UM vencem concurso internacional de escrita em português Duas estudantes chinesas descreveram à Lusa como a violência doméstica e os direitos das mulheres as inspiraram para escrever as histórias vencedoras de um concurso internacional de contos em português. Li Renlan e Wang Siyi, ambas do Departamento de Português da Faculdade de Letras da Universidade de Macau (UM), receberam o primeiro prémio nas categorias Jovens e Adultos da competição “Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa”, impondo-se entre mais de 120 candidaturas oriundas da Ásia, Europa, América e África. O concurso foi coorganizado pela Porto Editora, pelo Instituto Camões e pelo Plano Nacional de Leitura (PNL) do Governo português, tendo como tema “Direitos Humanos: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades?”. Na categoria Jovens e Adultos (nível C1–C2), Wang Siyi, estudante de 21 anos da província de Jiangxi (sudeste), venceu com ‘O Batom’, uma obra que transforma o batom vermelho em “símbolo de dignidade, resistência e liberdade”. “Escolhi este tema porque também sou mulher e é natural que me sinta próxima dos assuntos relacionados com a vida, os direitos e a voz das mulheres”, explicou. “Esse contexto ajudou-me a ligar a história de uma mulher à ideia de liberdade, mudança e conquista de direitos”, descreveu. Para a aluna, ganhar esta distinção é “uma grande honra”, que lhe dá “confiança e motivação para continuar a estudar português e a desenvolver a escrita criativa”. “Para mim, aprender português significa muito. A língua portuguesa ajudou-me a conhecer melhor o mundo, a aproximar-me de mais pessoas e a descobrir novas formas de pensar”, afirmou à Lusa. O lugar da avó A outra premiada, Li Renlan, inspirou-se na história da avó para o conto ‘O Lugar ao Lado da Cozinha’, vencedor na categoria Jovens e Adultos (nível B1–B2), numa história que considera “marcada pelo silêncio e sacrifício de uma geração de mulheres invisíveis”. “Queria mostrar que, com a mudança dos tempos, também mudaram as vontades, a consciência e a voz das mulheres. O esforço dessas mulheres não deve ficar invisível, merece ser reconhecido e lembrado”, afirmou a estudante de 21 anos, da província de Anhui (leste). A estudante descreveu que aprender português começou por curiosidade, que acabou por se transformar em paixão e “verdadeiro desafio”. “Acabei por me apaixonar pela língua. Receber esta distinção foi uma grande surpresa. Mais do que um prémio, significa que a história da minha avó e a minha reflexão sobre a mudança social foram ouvidas e valorizadas”, afirmou Ambas as vencedoras foram orientadas pela professora Carla Lopes, que destacou o “esforço notável” das alunas. “Escrever um conto em português, sendo esta uma língua estrangeira, é um desafio exigente, porque implica não só domínio linguístico, mas também criatividade e sensibilidade para tratar temas complexos, ligados aos direitos humanos. Penso que ambas conseguiram fazê-lo com muita maturidade e com uma voz própria”, disse. A docente sublinhou ainda que a distinção “reconhece o talento, o trabalho e a evolução das alunas” e constitui “um reconhecimento importante para a Universidade de Macau e para o Departamento de Português”, pois mostra que os seus alunos “conseguem participar com qualidade num espaço internacional de criação literária”.
Andreia Sofia Silva Eventos10 de Junho | Clube Militar serve comida mirandesa de Lídia Brás Começa hoje mais uma iniciativa – desta vez gastronómica – do programa “Junho – Mês de Portugal na RAEM”. Trata-se do “Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal – Primavera 2026”, no Clube Militar de Macau, onde se pode provar os pratos de Lídia Brás e do seu assistente, Fernando Araújo Lídia Brás é uma cozinheira de mão-cheia e será ela a protagonista do já habitual festival de gastronomia que o Clube Militar acolhe todos os anos. Nesta edição do “Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal – Primavera 2026”, integrante do cartaz de celebrações de “Junho – Mês de Portugal na RAEM”, espera-se comida transmontana genuína e alguns dos melhores vinhos portugueses. Na cozinha de Lídia estará também Fernando Araújo como seu assistente. O evento começa hoje e termina dia 15. Numa nota do Clube Militar, descreve-se como este evento celebra também os 156 anos de existência desta entidade, “uma das mais antigas associações sociais de Macau”. O sentimento por receberem um evento ligado à cultura portuguesa é de felicidade e honra, destaca a nota assinada pelo presidente da direcção, Ambrose So. O festival em causa “já tem uma tradição de mais de duas décadas no nosso Clube, coincidido, desde 2015, com a celebração do ‘Mês de Portugal na RAEM’. Sentimo-nos muito honrados pela integração nas actividades da celebração” organizada por diversas entidades, nomeadamente o Consulado-geral de Portugal na RAEM. Mais do que experimentar comida portuguesa, este festival traz a Macau a verdadeira comida transmontana de Miranda do Douro, de onde é natural Lídia Brás, que foi, até há bem pouco tempo, chef de cozinha no restaurante Stramuntana, em Vila Nova de Gaia. “Stramuntana” quer dizer Transmontana em mirandês, um dos dialectos falados no país e que apresenta uma ligação com o espanhol, nomeadamente da zona da Galiza. Nas redes sociais do restaurante lê-se que o Stramuntana “pretende representar o verdadeiro espírito transmontano; começando pelo nome em mirandês e passando por toda a cozinha de conforto aqui praticada”. Lídia anunciou nas redes sociais, em Março deste ano, que iria deixar a liderança do restaurante e abraçar novos projectos. “Informo que, a partir deste momento, deixo de ter qualquer vínculo profissional, colaboração ou ligação aos projetos Stramuntana e Proua. Foi um percurso ao qual me entreguei com dedicação, responsabilidade e respeito, e pelo qual guardo gratidão por tudo o que foi construído ao longo desse caminho”, escreveu. A chef acrescentou ainda que iria iniciar “uma nova etapa na Bondlair”. Fernando Araújo continua à frente do projecto Stramuntana. Lídia e Fernando são um casal que está junto na vida e na cozinha, transmitindo “a paixão das raízes transmontanas de Lídia em que o minhoto Fernando se integra perfeitamente”. Fernando, por sua vez, traz também para a cozinha o seu “conhecimento aprofundado e alargado sobre vinhos”. Associado à cozinha, juntam-se elementos desta região portuguesa como os caretos de Podence, gaitas-de-foles, cabaças, referências ao poeta Miguel Torga, nascido em São Martinho da Anta, em Trás-os-Montes. Aposta desde 2006 Lídia Brás nasceu em Miranda do Douro e faz, no seu restaurante e também neste festival no Clube Militar, uma elegia à sua terra. Formou-se em Artes, mas depressa percebeu que a sua vida passaria pelos tachos e por transmitir a cultura do lugar onde nasceu. O Clube Militar, na mesma nota, descreve como o trabalho de Lídia “preserva a autenticidade, sazonalidade e características da cozinha portuguesa, por vezes com um toque pessoal de inovação”, investigando ainda o “receituário Transmontano ancestral, ligado maioritariamente a tradições de festas populares, comidas do campo e rituais específicos daquela região”. Fernando Araújo nasceu em Vila Nova de Gaia, mas tem raízes minhotas em Adaúfe. “Herdou desde cedo o palato apurado e o gosto pelo saber-fazer da gastronomia nortenha: os peixes e mariscos do litoral, os enchidos tradicionais e os pratos ricos de carne da terra”, é descrito. Bem mais a Sul de Portugal, no “Alentejo profundo”, Fernando Araújo “aprofundou o conhecimento sobre a riqueza da gastronomia nacional, absorvendo tradições, sabores e técnicas que marcariam o seu percurso profissional”. O primeiro negócio do casal na área da gastronomia abriu portas em 2006, tendo-se iniciado “um percurso de crescimento contínuo na restauração e no universo vínico”. No “Stramuntana” apresenta-se muita comida de tacho e feita em tradicionais panelas ao lume, como antigamente, prometendo-se o mesmo sabor no festival acolhido pelo Clube Militar. São as “memórias gastronómicas que existem em cada um de nós”, como as “comidinhas de conforto que nos remetem à infância e que, por mais simples que sejam, são sempre especiais, porque nos fazem lembrar de pessoas e de momentos”, lê-se na página de Facebook do restaurante. Na mesma publicação, apresenta-se a versão em mirandês: “Eisisten, an cada un de nós, las mimórias gastronómicas; las comidinhas de cunfuorto que mos remeten a l’anfáncia. Por mais simples que séian, son siempre speciales porque mos fázen lhembrar de pessonas i de momientos.” NOTA: Notícia editada online com a nova informação de que Lídia Brás deixou o projecto Stramuntana este ano.
Hoje Macau Eventos MancheteFestival de cinema ‘queer’ em Macau é espaço para dialogar O Festival Internacional de Cinema Queer de Macau (MIQFF, na sigla inglesa), que arranca esta sexta-feira, pretende ser um palco de diálogo e onde se questionam preconceitos, disse ontem à Lusa o director Jay Sun. A decorrer entre 05 e 27 de Junho, o MIQFF apresenta 24 propostas, com “uma parte significativa” das obras com origem em países europeus, disse à Lusa o director e fundador do evento, ressaltando “a estreita colaboração com consulados europeus e internacionais”. “Não se limita, de forma alguma, à Europa. Contamos também com a ‘Asian Vision’, que apresenta histórias queer de toda a Ásia”, sublinha. É precisamente com uma obra de Hong Kong que arranca a quarta edição deste evento cinematográfico: “Cyclone” (2026), de Philip Yung, narra a história de uma mulher trans da China continental que viaja até Hong Kong para fazer uma cirurgia de redesignação sexual. A projecção do filme, com estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, vai contar com a presença do realizador, do actor Liu Yuqiao e da argumentista Annabelle Kayee Li. Outro dos destaques desta edição, indica Sun, é “Rosebush Pruning” (2026), uma tragicomédia do brasileiro Karim Ainouz, que estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde integrou a competição oficial, e tem agora estreia asiática em Macau. Inspirado no clássico italiano de 1965, “De Punhos nos Bolsos”, esta co-produçao de vários países europeus acompanha uma família abastada e disfuncional isolada numa propriedade em Espanha. O filme aparece descrito no portal da Berlinale como uma “sátira negra”, no Festival de Cinema de Sydney, onde vai estar em cartaz este mês, como “comédia e filme LGBTQIA+” e no ‘site’ especializado de cinema IMDB atribui como “comédia negra, thriller e drama”. Na classificação etária em Macau, as autoridades atribuíram a categoria de “Pornografia”, aparecendo no programa a imagem de promoção deste filme – uma fotografia de família – desfocada. Sobre esta decisão, Jay Sun, diz “ser inapropriado comentar”, uma vez que “a classificação é da competência do Instituto Cultural” (IC), não estando o festival “envolvido no processo”. A agência Lusa perguntou ontem ao IC qual o critério para esta classificação, mas até ao momento não recebeu nenhuma resposta. De acordo com a lei de Macau, são considerados produtos “pornográficos ou obscenos” aqueles que “contenham palavras, descrições ou imagens que ultrajem ou ofendam o pudor público ou a moral pública”. “Ainda assim podemos mostrar o filme, desde que respeitemos a lei: projectar após as 23:30 e pagar a taxa correspondente”, nota. Mais participação Na secção asiática, destaque para “East Palace, West Palace” (1996), do chinês Zhang Yuan, e “3670” (2025), obra do sul-coreano Park Joon-ho. Ao longo destes dias, é possível também assistir a “Whisperings of the Moon” (2025), filme cambojano da cineasta chinesa Lai Yuqing, que morreu há poucos meses aos 23 anos. O festival presta ainda homenagem a Rosa von Praunheim (1942-2025), nome artístico de Holger Mischwitzki, com a exibição de várias obras do cineasta alemão, um dos mais influentes defensores dos direitos LGBTQ+ na Alemanha. Sobre a receção do MIQFF, já na quarta edição, Jay Sun, refere que hoje existe “mais abertura para ao cinema ‘queer’ e eventos culturais LGBTQ+”: “Vemos um maior interesse por parte do público, uma maior representação nos ‘media’ tradicionais e mais pessoas dispostas a envolver-se com diferentes tipos de histórias.” Mas o “progresso não é uma linha recta”, admite. “Continuamos a assistir a retrocessos em várias partes do mundo, seja na forma de censura ou de restrições aos direitos da comunidade LGBTQ+. Por isso, não creio que possamos dar por concluído o trabalho”, continua. Por essa razão, diz, este tipo de eventos continua a ser importante, com os filmes a “gerarem diálogos, a desafiarem preconceitos e ajudarem a criar empatia”.
Hoje Macau EventosFRC | Quarteto de cordas com canções de embalar amanhã A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta amanhã, a partir das 17h, o concerto “Ainda Mais Canções de Embalar à Volta do Mundo”, conduzido pelo Quarteto Familiar de Cordas de Vit Polášek, a que se juntam desta vez quatro vozes locais para interpretar cantigas tradicionais infantis de diferentes nacionalidades. Nesta sessão, o público vai ser convidado a escutar 12 novos temas, em representação da Chéquia, Dinamarca, Alemanha, Índia, Mali, Filipinas e China. A família de Vit Polášek tem vindo a recolher diferentes canções de embalar, provenientes dos quatro cantos do globo, pedindo a amigos que vivem em Macau, amadores e profissionais, que as cantem ao vivo e as partilhem com os espectadores na Galeria da FRC. A família gravou e publicou no YouTube alguns temas no passado, mas a maioria terá estreia neste evento, segundo o mentor do projecto. O quarteto de cordas – composto por dois violinos, uma violeta e um violoncelo – foi fundado por Vit Polášek e a mulher Lu Yan, ambos membros profissionais da Orquestra de Macau, acompanhados pelos seus dois filhos, Vit e Lukas, também já peritos em instrumentos de cordas.
Hoje Macau EventosFRC | Recital “Canções à Janela, Sombras da Flauta” acontece hoje Acontece hoje, na Fundação Rui Cunha, mais uma sessão musical com o recital de voz e flauta “Canções à Janela, Sombras da Flauta”. A partir das 18h o público pode desfrutar das actuações de Omyl e Claire, alunas do Curso Vocacional de Música do Colégio Baptista de Macau Em mais uma parceria com a comunidade local, a Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, a partir das 18h, o recital “Canções à Janela, Sombras da Flauta”, com a voz de Omyl que se junta ao som da flauta de Claire. Ambas são alunas do Curso Vocacional de Música do Colégio Baptista de Macau, sendo acompanhadas ao piano pela professora Irene Leong Kei Tong. Segundo uma nota da FRC, o repertório de hoje inclui peças dos compositores franceses Camille Saint-Saëns e Francis Poulenc, o austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, o italiano Giuseppe Verdi, o russo Aleksandr Alyabyev, e os chineses Li Yan e Hu Yanjiang. “A educação artística é uma área de ensino que o Colégio Baptista de Macau sempre privilegiou e continua a implementar no seu programa escolar”, pode ler-se, sendo que desde 2006 “que o ensino fundamental oferece aulas de música instrumental aos novos alunos, para que todos tenham a possibilidade de aprender um instrumento”. A criação do Curso Vocacional de Música em 2008, ao nível do ensino secundário, “veio aprofundar o ensino das competências musicais”, sendo uma iniciativa de sucesso, já que os alunos têm sido aceites “em instituições musicais de prestígio na China – como o Conservatório Central de Música em Pequim ou o Conservatório de Música de Xinghai em Cantão –, em Hong Kong, Taiwan, Singapura, Estados Unidos, ou Suíça, produzindo resultados encorajadores”. Talentos natos Hoje pode ouvir-se a voz de Omyl, que se dedica ao estudo de Canto sob orientação da professora Wang Yali, e é também membro do Ensemble Vocal e Coral do CBM. Omyl participou em apresentações importantes e competições internacionais e nacionais, incluindo o 12.º Concurso Internacional de Canto, o 8.º Concurso Liszt-Ferenc, os 13.º Jogos Mundiais de Coros nas categorias de Música Sacra e Ensino Secundário, o 2.º Festival de Música Jovem Pequim-Hong Kong-Macau (BMF), das 36.ª à 41.ª Competição Interescolar de Canto de Macau, entre outras actividades. A aluna possui ainda o certificado ABRSM de Grau 8 em Canto e o certificado de Grau 5 em Teoria Musical. Após a sua graduação, Omyl frequentará o Departamento de Música da Universidade Nacional Sun Yat-Sen (Kaohsiung, Taiwan) para se especializar em Performance Vocal. Claire também integra o Curso Vocacional de Música, onde estuda Flauta com a professora Chow Wai lam. É membro da Banda Sinfónica B e da Orquestra do CBM, bem como do Quinteto de Sopros. Ingressou na Orquestra Jovem de Sopros de Macau em 2020 e, em 2024, recebeu o certificado de Grau 8 em Flauta da ABRSM, com distinção. A estudante participou no 3.º Concurso Internacional de Flauta de Hong Kong e no Concurso Internacional de Flauta Clássica MAESTRIO, frequentou masterclasses com Vincent Lucas (Flautista Principal da Orquestra de Paris), Federica Lotti (Professora de Flauta do Conservatório de Veneza), Gareth Davies (Flautista Principal da Orquestra Sinfónica de Londres) e o flautista húngaro András Adorján. Após a licenciatura, Claire dará continuidade aos estudos de Performance de Flauta na Academia de Artes Cénicas de Hong Kong. Irene Leong Kei Tong é uma jovem pianista, natural de Macau, formada pela Universidade de Educação de Hong Kong com um Mestrado em Educação Musical. Possui os certificados de Piano e Teoria Musical de Grau 8 da Royal Schools of Music (ABRSM), o Diploma de Performance de Piano da ABRSM (DipABRSM) e a Licenciatura da Royal Schools of Music em Performance de Piano (LRSM). Durante os estudos, recebeu orientação do conceituado pianista britânico Jeremy Carter. Participou em diversas apresentações e competições nacionais e internacionais em Macau, Hong Kong, Zhuhai e Taiwan. Actualmente, é Professora Assistente na Escola de Música da Academia de Artes Performativas de Macau e colaboradora da Orquestra Jovem de Zhuhai.
Andreia Sofia Silva Eventos MancheteZhuhai | Novo espaço do LMA abre em Wanzai A Live Music Association, espaço de música ao vivo que funcionou durante vários anos na Avenida do Coronel Mesquita, terá agora nova morada do outro lado da fronteira, em Wanzai, Zhuhai. O acesso mais fácil para lá chegar é através do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Interior, na Ponte 16. O anúncio da reabertura do espaço foi feito ontem na página de Facebook do LMA, com a mensagem “New LMA open in China now!” [Novo LMA abre na China!]. O primeiro concerto está agendado para o dia 13 deste mês, a partir das 21h, com a actuação dos “Fusion Rock Power Project” com os músicos Chung e Ka Hou. Vincent Cheang, responsável pelo projecto do LMA, disse ao HM que o novo espaço em Wanzai “combina actuações ao vivo com o estúdio de arte pessoal”. “O espaço apenas estará aberto ao público para concertos, e irá funcionar como antes”, isto quando o LMA tinha portas abertas em Macau. Recorde-se que o LMA começou por suspender temporariamente a actividade, encerrando depois de forma definitiva, no período da covid-19. Vincent Cheang contou que o novo LMA “está instalado numa antiga fábrica de cassetes e CDs”, “um local profundamente ligado à música”, motivo que cativou o responsável pelo espaço. A abertura do lado de lá da fronteira aconteceu devido a alguns entraves em Macau relacionados com a lei do ruído. “As actuais leis de ruído de Macau são demasiado rigorosas, e os cidadãos abusam do mecanismo de reclamação. Então, para nós, é quase impossível encontrar um local em Macau que não resulte na apresentação de mais reclamações.” Vincent Cheang diz querer “continuar a missão de promover a música independente num local que seja próximo de Macau”, uma proximidade que seja “conveniente para bandas, produtores musicais, DJs e o público”.
Hoje Macau EventosMAM | Aceites obras para nova edição de exposição anual Decorre entre 12 e 14 de Junho o prazo de recolha de obras de arte para a “Exposição Anual das Artes Visuais de Macau”, no auditório do Museu de Arte de Macau (MAM). Segundo uma nota do Instituto Cultural (IC), esta exposição “tem como objectivo a recolha de obras de meios de expressão ocidental”, abrangendo “obras bidimensionais, tridimensionais, de vídeo e criações multimédia”. As submissões devem ser de artistas com residência de Macau, não sendo permitida a participação de um artista em mais do que uma candidatura. Cada participante ou equipa pode apresentar apenas uma obra ou um conjunto de obras originais concluídas em 2024 ou em data posterior. Quanto aos prémios, será instituído um “Grande Prémio do Júri” com um prémio de 80 mil patacas, sendo a obra premiada integrada na colecção do MAM, com atribuição de certificado. Destaca-se o “Prémio de Criatividade Emergente” destinado a incentivar jovens criadores até 30 anos, com prémios de 10 mil patacas. Mantêm-se os “Prémios de Obras Excepcionais”, com 10 vencedores, recebendo, cada seleccionado, um prémio pecuniário de 30 mil patacas. Será depois organizada uma exposição colectiva “em instituições culturais e museológicas fora de Macau”, com o objectivo de “incentivar os vencedores a continuar a criar”, bem como “ampliar as oportunidades de intercâmbio e exibição das obras”. Esta mostra deverá ser realizada no próximo ano. Na mesma nota, o IC diz esperar que, “com um sistema mais aperfeiçoado, prémios mais generosos e um mecanismo de colecção de obras, possa atrair mais quadros artísticos locais para participar na Exposição Anual e promover o desenvolvimento vigoroso das artes visuais em Macau”.
Andreia Sofia Silva Eventos10 de Junho | Teatro D. Pedro V acolhe no sábado recital de música lírica O recital “Viagem vocal: quatro séculos de música lírica em português” sobe ao palco do histórico Teatro D. Pedro V no sábado, às 19h30. O soprano Sílvia Sequeira junta-se à meio-soprano Ashley Chui para interpretar composições de ópera e canção portuguesa desde o período Barroco Alfredo Keil, Fernando Lopes-Graça, P. Áureo e Castro ou José Maurício Nunes Garcia. São nomes que estão na mente de muitos daqueles que, habitualmente ou não, ouvem música clássica e lírica, e que podem agora ver as composições destes mestres no palco do Teatro D. Pedro V este sábado, a partir das 18h30. Integrado no cartaz do “Junho – Mês de Portugal na RAEM 2026”, que visa celebrar o 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, o espectáculo “Viagem vocal: quatro séculos de música lírica em português” conta com a soprano Sílvia Sequeira em palco, que fará parelha na voz com a meia-soprano Ashley Chui. A acompanhá-las estará o barítono Chris Kun Hang Iek e a pianista Arièle Zanini. Segundo a sinopse do espectáculo, a canção em português “espalhou-se pelo mundo desde os primórdios” embora seja hoje “menos conhecida do que as congéneres em italiano, francês ou alemão”. As composições são autênticas “joias, muitas vezes escondidas, da tradição vocal lusófona”, que mostram o que de melhor se foi fazendo na música lírica e ópera desde o período Barroco até ao século XXI, entre Portugal, Macau e Brasil. Segundo a mesma sinopse, a viagem musical inicia-se entre os séculos XVIII e XIX, num périplo sonoro marcado por composições de luso-brasileiros que “viam Portugal e o Brasil como a sua pátria comum”. Falamos de nomes como Marcos Portugal, falecido em 1830, ou António José́ da Silva “O Judeu”, que viveu entre os anos de 1705 e 1739. Há ainda a reter o nome de José́ Maurício Nunes Garcia, falecido em 1830. Depois, já no século XX, persiste a “ópera e canção romântica de modelo europeu, de compositores como Alberto Nepomuceno (1864-1920) e Alfredo Keil (1850-1907) enquanto os próprios séculos XX e XXI se revelaram férteis em canções de arte e árias de ópera – do Brasil a Portugal, com compositores como Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Fernando Lopes-Graça (1906-1994) e Alexandre Delgado (nascido em 1965)”. Não faltam, nesta equação musical, Macau, com as composições do P. Áureo e Castro (1917-1993). Natural dos Açores, este pároco era sobrinho de D. José da Costa Nunes, que era Bispo de Macau quando Áureo e Castro chegou a Macau, a 15 de Setembro de 1931, com apenas 14 anos de idade. Áureo e Castro entrou para o Seminário Diocesano de São José, tendo depois desenvolvido o seu gosto musical. Talentos em palco Com um programa musical repleto de estrelas e de história, cabe a Sílvia Sequeira interpretar um repertório especial. A cantora venceu o primeiro prémio, e também o “Prémio do Público” na primeira edição do Concurso Internacional de Canto Cascais-Opera, realizado em 2024, além de já reunir na sua carreira outros prémios. Numa nota biográfica sobre a sua carreira, lê-se que Sílvia Sequeira “tem vindo a conquistar rapidamente o reconhecimento internacional pela sua extraordinária potência vocal e intensidade dramática, afirmando-se como uma das sopranos dramáticas mais entusiasmantes da sua geração”. Também a meio-soprano Ashley Chui, de Hong Kong, já viu a sua voz e trabalho serem galardoados, ao sagrar-se vencedora, em 2022, do “Prémio Especial” no Ise-Shima International Singing Competition e, em 2024, do BYAA Collectives American Art Elite Award. De Macau sobe ao palco do Teatro D. Pedro V o barítono Chris Kun Hang Iek, “um talento local emergente” que conquistou o primeiro lugar na categoria “Vocal Aberta” do 11º Festival Internacional de Música de Hong Kong. O recitar conta também com a actuação da pianista francesa radicada em Hong Kong, Arièle Zanini, também docente no Departamento de Canto da Hong Kong Academy of Performing Arts e pianista principal da City Chamber Orchestra of Hong Kong.
Hoje Macau EventosCURB | Filme sobre passeios de bicicleta exibido na Ponte 9 O CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo exibe este sábado, dia 6, a partir das 18h30, um documentário sobre o passeio colectivo de bicicleta realizado em Coloane no passado dia 23 de Maio, integrado na iniciativa “On the Move”, que este ano realizou a sétima edição. O local de exibição será no telhado da Ponte 9 – Plataforma Criativa, sede do CURB, situada na Rua das Lorchas. A apresentação deste filme consiste, assim, na segunda parte do projecto “On the Move”, que visa “celebrar o ciclismo como uma forma valiosa de mobilidade, ao mesmo tempo que incentiva os participantes a interagir com a cidade através da cultura, da criatividade e de experiências partilhadas”. O CURB destaca, numa nota, que estes “passeios criativos de bicicleta se tornaram um dos eventos favoritos da comunidade, atingindo de forma consistente a lotação máxima”. Este ano, os passeios fizeram-se em Coloane, o que permitiu “uma exploração mais lenta e consciente da paisagem urbana e natural”. O documentário foi produzido por uma equipa de estudantes do curso de Licenciatura em Comunicação e Media da Universidade de São José (USJ), coordenada pelo professor João Brochado, director do Departamento de Media, Artes e Tecnologia. O filme documenta as experiências, observações e encontros que surgiram ao longo da viagem de bicicleta. Será também apresentada uma “obra de arte visual original” da artista convidada Catarina Cortesão Terra, visando “oferecer uma interpretação artística da experiência ‘On the Move'”.
Hoje Macau EventosFRC apresenta exposição anual de gravura com trabalhos de alunos locais A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta, até este sábado, 6, a “7ª Exposição Anual de Gravura dos Alunos do Ensino Fundamental e Médio de Macau”, com um conjunto de 46 peças criadas por cerca de 200 alunos do ensino Primário e Secundário, seleccionadas por um júri profissional de membros da Associação Juvenil de Gravura de Macau (MYPA), co-organizadora do evento. A competição, que recebeu um total de 270 propostas enviadas por 14 escolas locais, foi, segundo uma nota da FRC, a mais participada de sempre desde o início da competição. Pretende-se “continuar a promover a aprendizagem da arte da gravura no ambiente escolar a partir de processos manuais e tradicionais que pretendem contrariar o uso quase exclusivo das actuais técnicas digitais”. As obras presentes na mostra, que venceram diversas categorias do concurso, abrangem vários métodos de impressão, incluindo relevo, gravura em metal, serigrafia e litografia. “A apresentação técnica geral e a utilização de técnicas de impressão demonstram um avanço significativo em relação ao ano anterior”, revela ainda a mesma nota. O papel da gravura A gravura é peça central desta exposição e “tem desempenhado um papel importante no intercâmbio cultural entre a China e o Ocidente, em Macau”, sendo que, na história moderna, “a tipografia, gravura e impressão litográfica foram introduzidas na China continental através de Macau”. Até aos dias de hoje “continua a influenciar a melhoria da tecnologia de impressão na China, ao mesmo tempo em que estimula o entusiasmo pela criação de gravuras”. A gravura é tida como “um tipo de meio artístico replicável, que é mais propício à comunicação do que a pintura, permitindo que mais pessoas apreciem o trabalho original em diferentes lugares ao mesmo tempo”. Segundo explica a FRC, “embora a rotogravura seja muito atraente, ela precisa de equipamentos profissionais para a sua execução”, mas as “impressões em relevo, o stencil e a monotipia não exigem equipamentos sofisticados, e ainda ostentam uma aparência única”. A Associação Juvenil de Gravura de Macau existe há mais de 20 anos e pretende “promover a arte gráfica junto da geração mais jovem, através da realização de exposições, workshops, promoções na escola, e outras actividades, de forma a fomentar junto da população jovem de Macau uma compreensão mais profunda da gravura e descobrir os talentos do printmaking”.
Andreia Sofia Silva EventosCCCM | Antologia de textos sobre Luís de Camões apresentada em Lisboa “Vasto Império do Coração”, antologia de escritos sobre o maior poeta da língua portuguesa, Luís Vaz de Camões, foi apresentado esta segunda-feira no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa. Sara Augusto, professora de literatura e português na Universidade Cidade de Macau, falou de uma obra dada à estampa no ano passado Tão grande é o vulto literário chamado Luís de Camões e a sua obra maior, Os Lusíadas, que inspirou outros escritores de língua portuguesa a escrever sobre ele, ou a escrever como ele, com as suas angústias e inspirações. Foi a pensar nisso que Sara Augusto, professora na Universidade Cidade de Macau (UCM), recolheu textos e poemas sobre o poeta português na antologia “Vasto Império do Coração”, precisamente um verso de António Manuel Couto Viana que dá nome ao livro. A obra foi editada no ano passado, mas foi esta segunda-feira novamente apresentada em Lisboa no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM). “Vasto Império do Coração” contém “registos poéticos de visitantes, de escritores portugueses que residiram em Macau algum tempo e de escritores nascidos em Macau, revelando laços que celebram, se identificam e que inscreveram Camões na memória colectiva”, conforme explicou, na altura, Sara Augusto. Na sessão desta segunda-feira, intitulada “Uma solidão de pombas: visitar Camões na literatura de Macau em língua portuguesa”, a autora da obra começou por falar, precisamente, do verso escrito por António Manuel Couto Viana no poema “A Camões, Dolorosamente”, que consta no livro “Ponto de não regresso”, editado em 1982. “É um poema magoado, tal como diz a palavra ‘Dolorosamente’ no título e no refrão. Há, portanto, essa mágoa que passa para todo o texto, e claro que aqui não se fala do império físico, mas de um poder maior que perdurou, o do coração, e que se diz nesta língua que é nossa e também de Macau.” Sara Augusto abordou também na sessão outro exemplo de uma escrita mais contemporânea com referências a Camões, e que consta nesta antologia. É o caso de um poema em prosa poética de Carlos Morais José, director do HM, integrado no livro “Macau, o Livro dos Nomes”, editado em 2022. O verso é “Sentirás, meu amor, uma solidão de pombas. Dá-me a tua mão e juntos afagaremos a inscrição na pedra, matriz de tudo. Perdi-te entre as plantas. Disseram-me depois que, regressaras, como um homem seco e coxo, a um país envergonhado. Eu volto sempre ali, não sei se por ti, se pela aspereza das áreas chinesas”. Na visão da professora universitária e autora, verifica-se aqui “a solidão do poeta [Camões], elemento referido em praticamente todos os poemas reunidos nesta antologia”, sendo que a expressão “solidão de pombas” constitui “uma das mais belas metáforas para a vida de Camões naquela cidade”, neste caso Macau. “E também para cada um de nós que vive lá”, destacou Sara Augusto. Imagens e palavras Esta antologia é, portanto, feita de palavras, imagens do jardim e da gruta de Camões, bem como do busto do poeta presente em Macau, lugar de tantas visitas e contemplações. “Vasto Império do Coração” é, portanto, “um estudo dos poemas e dos autores”, contendo, por exemplo, referências ao que escreve o professor Seabra Pereira em “Delta Literário de Macau”, que analisa a presença de Luís de Camões em Macau “no seu sentido simbólico”, disse Sara Augusto. Na sessão, a professora citou um excerto presente na obra de Seabra Pereira, quando este refere que tanto Camões como Fernão Mendes Pinto [autor da Peregrinação] “são referências míticas para a cultura literária de Macau, porque são motivo e fonte de mitos, como narrativa poderosa que se torna ineradicável e incontornável”. Sara Augusto considerou, neste sentido, que Camões e a sua poesia funcionam “como um intertexto para muitos poetas posteriores”, tendo-se transformado, em Macau, “num lugar literário”, ganhando “contornos míticos enquanto narrativa simbólica”. Camões em Macau “não é só um espaço físico”, explícito na gruta de Camões, mas é mais do que isso. Há “a consideração do poeta como objecto de visita literária, como experiência, memória, desejo e identidade cultural”, sendo que “estas memórias e símbolos permanecem nos textos literários”. Sara Augusto trouxe também ao CCCM o exemplo do poeta Bocage, que esteve em Macau entre Outubro de 1789 e Março de 1790, e escreveu o soneto “Camões, Grande Camões, quão semelhante acho o teu fado ao meu?”. “Bocage identificou-se com Camões na mágoa e no exílio”, refere Sara Augusto. Na sessão desta segunda-feira, esteve presente o comissário-geral das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, José Augusto Cardoso Bernardes, que é também professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É responsável, nesta universidade, pela disciplina de Estudos Camonianos, há 30 anos. Bernardes referiu-se a esta antologia como sendo “um belíssimo livro”, elogiando também a escolha para o título. “Vasto, Império e Coração. Qualquer uma destas três palavras está em sintonia com Camões. A vastidão, o Império, no sentido latino de Ordem, e Coração. O título está bem no poeta António Manuel Couto de Viana, que foi um homem de coração e de causas, está bem para Camões e para a Sara. Não foi por acaso que, nos 200 anos de literatura que ela compendiou, retirou este título, que está em sintonia com ela, seguramente”, concluiu.
Andreia Sofia Silva EventosAlbergue SCM | Leong Kit Man apresenta a sua “Ilha dos Amores” A artista Leong Kit Man está de regresso às exposições com “Ilha dos Amores”, em referência ao conhecido episódio d’Os Lusíadas, de Luís de Camões. A mostra é inaugurada amanhã no Albergue SCM e integra o cartaz das comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas Não é por acaso que a nova exposição disponível no Albergue da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Macau integra as comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas. “Ilha dos Amores”, da artista Leong Kit Man, remete para parte da história relatada na obra maior da literatura portuguesa, “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, quando a deusa Vénus compensa os navegadores portugueses depois de realizarem o caminho marítimo para a Índia, proporcionando-lhes um paraíso repleto de ninfas. Camões escreveu assim, nos Cantos IX e X de “Os Lusíadas”, sobre o amor carnal feito e vivido entre navegadores e as ninfas que permaneciam nesta ilha: “Já não fugia a bela Ninfa tanto, / Por se dar cara ao triste que a seguia, / Como por ir ouvindo o doce canto, / As namoradas mágoas lhe dizia. / Volvendo o rosto, já sereno e santo, / Toda banhada em riso de alegria, / Cair se deixa aos pés do vencedor, / Que todo se desfaz em puro amor.” A exposição “Ilha dos Amores” é inaugurada amanhã, a partir das 18h30, na Galeria A2 do Albergue SCM, sendo uma organização do CAC – Círculo dos Amigos da Cultura de Macau. Segundo uma nota da exposição, o público pode ver uma “colecção de pinturas chinesas centrada na estadia de Luís de Camões em Macau e nas imagens vívidas do poema épico de Os Lusíadas”. “Inspirando-se na ilha mítica, a artista capta a sua essência através de uma técnica delicada e requintada”, abordando-se “a interacção entre o Oriente e Ocidente tal como personificada por Macau”, numa “ponte entre duas civilizações distintas”. A mesma nota descreve como a artista, através da sua pintura, “explora a imaginação humana partilhada a partir de um ‘paraíso ideal’, revelando os fios condutores que unem as tradições culturais orientais e ocidentais”. Desta forma, “Ilha dos Amores” faz também uma “sincera homenagem ao rico património cultural de Portugal”. Rolos monumentais Uma das obras que pode ser vista nesta mostra é “The Regret of Love”, sobre a qual Mo Xiaoye, professor do departamento de Belas Artes da Zhejiang Sci-Tech University disse tratar-se de uma “pintura monumental ao estilo Gongbi, com um carácter épico”, tal como a história relatada nos versos d’Os Lusíadas. “The Regret of Love” é um “monumental rolo de seda com quatro metros de comprimento e mais de 1,8 metros de altura”, descreve Lam Kong Chuen, citado numa nota sobre a exposição. Aqui, a artista “constrói um ambiente temporal que se opõe de forma frontal ao acelerar contemporâneo”, onde “o nevoeiro do rio Mekong e correntes subterrâneas no leito desse rio avançam em relação ao espectador”, numa conexão com a viagem marítima relatada na Epopeia portuguesa. Mais do que constituir um episódio que é fruto da imaginação do poeta, os versos sobre a Ilha dos Amores contam também a interligação entre a moral cristã e pagã, povoada pelos amores vividos na ilha, sendo também a forma de Camões celebrar os navegadores portugueses pelos feitos na descoberta do caminho marítimo para a Índia. Leong Kit Man é artista, curadora e professora, sendo licenciada pela Academia Nacional de Artes da China e doutorada em Belas Artes. Dá aulas de Belas Artes e orienta mestrados e doutoramentos na Faculdade de Humanidades e Artes da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST).
Hoje Macau EventosFotografia | “Somos – Imagens da Lusofonia: O Hoje do Passado” nas Casas da Taipa A exposição “Somos – Imagens da Lusofonia: O Hoje do Passado” está patente na Galeria de Exposições das Casas da Taipa até 28 de Junho. A mostra, com curadoria de Francisco Ricarte, agrega as fotografias vencedoras do concurso lançado entre Janeiro e Março deste ano, assim como as menções honrosas e ainda imagens que o júri do concurso achou serem “relevantes por promoverem a comunicação em língua portuguesa e a disseminação das tradições e características lusófonas”. Segundo a Somos, as imagens expostas capturam os costumes, tradições e elementos culturais que sobrevivem aos tempos, sejam edifícios históricos, locais públicos, técnicas artesanais antigas, ferramentas tradicionais de artesãos, ou práticas comunitárias ancestrais. A associação indicou também que ao escolher o tema “O Hoje do Passado”, pretendeu que o foco do concurso fosse as “coisas antigas que perduram no tempo, que ainda hoje têm uma função e um propósito nas nossas sociedades e vidas, marcando a identidade cultural associada a um determinado espaço geográfico”.
Hoje Macau EventosBarcos do Dragão, teatro chinês e desporto em família na agenda de Junho Mais uma página no calendário, mais uma mão cheia de eventos culturais para animar a cidade. O Instituto Cultural (IC) apresentou na sexta-feira o cartaz cultural e de actividades planeadas para Junho, com particular destaque para a organização de alguns eventos desportivos. Nos dias 13, 14 e 19 de Junho realizam-se as “SJM Regatas Internacionais de Barcos-Dragão de Macau 2026”, no Centro Náutico da Praia Grande. Nos primeiros dois dias de competição vão decorrer as provas locais para pequenas e grandes embarcações, enquanto a regata internacional está marcada para 19 de Junho. Entre 16 e 21 de Junho, a Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental acolhe a Open de Macau de Badminton 2026, enquanto o Campeonato da FIA de Karting “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico está agendado para o Kartódromo de Coloane entre 19 e 21 de Junho. O IC indicou também que estão abertas as inscrições para várias actividades desportivas pensadas para serem feitas em família. No próximo dia 7 de Junho, realiza-se o evento “Comunidade dinâmica – Dia de Desporto em Família 2026” no Estádio e no Pavilhão Desportivo do Centro Desportivo Olímpico, com competições desportivas para pais e filhos dos 2 aos 10 anos. Este ano, foram introduzidos novos elementos como como tiro com arco, floor curling, lançamentos, pickleball e escalada. Os interessados nestas actividades podem inscrever-se até amanhã, às 22h, através da aplicação móvel Conta Única. Espírito Han Na apresentação do cartaz deste mês, o IC destacou ainda a peça “Escrito em Sons e o musical Nora”, integrados no “6.º Festival Cultural de Teatro Chinês da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”, bem como o concerto “Leia Zhu e a Orquestra de Macau”, apresentado pela Melco Resorts & Entertainment, e o concerto “Ondas Flutuantes” da Orquestra Chinesa de Macau. Em celebração do Dia do Património Cultural e Natural da China, que se realiza no dia 13 de Junho, o Farol da Guia estará aberto ao público e haverá sessões de experiência gratuitas “Visitando as Ruínas de S. Paulo no Espaço e no Tempo – Exposição de Realidade Virtual nas Ruínas de S. Paulo”, juntamente com visitas guiadas oferecidas por cerca de 20 edifícios históricos e museus. Este mês será também inaugurada a “Cidade e Imagem: o Fio do Tempo – Exposição de Imagens Históricas do Acervo do Arquivo de Macau”, no edifício histórico de Macau. Ao mesmo tempo, o IC destaca exposições que continuam patentes, como “GRANDIOSO ESPÍRITO DE HAN – Exposição de Tesouros da Dinastia Han de Xuzhou” até 14 de Junho e “Duetos da Natureza: Pinturas de Paisagem das Dinastias Ming e Qing do Museu Nacional da China” até 26 de Julho”.
Hoje Macau EventosIC | Marionetas portuguesas recriam Pedro e o Lobo em festival para crianças A companhia portuguesa Trupe Fandanga vai recriar com marionetas a fábula Pedro e o Lobo no terceiro Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau, entre 30 de Junho e 30 de Agosto. O festival inclui cerca de mil eventos, entre teatro, cinema, exposições e actividades para famílias O Instituto Cultural (IC) revelou que a Trupe Fandanga vai apresentar, entre 14 e 17 de Agosto, o espectáculo “Os Lobos de Pedra”, no Centro Cultural de Macau. O espectáculo “recria a corajosa história de Pedro e o Lobo”, disse uma porta-voz do IC, numa referência à fábula russa, tornada famosa pela composição musical escrita por Sergei Prokofiev em 1936. “Os Lobos de Pedra” foi criado através de uma parceria entre a Trupe Fandanga e o centro cultural e transdisciplinar Circolando CRL Central Elétrica, ambas com sede no Porto. A sinopse do espectáculo indica que a peça tem como ponto de partida “a viagem de um rapaz aos labirintos do seu coração, onde habitam lobos escuros e lobos luminosos, e todos desejam ser o maior e o mais forte do covil”. O programa conta ainda com a participação de grupos locais e vindos da Austrália e da China continental, disse a presidente do IC na sexta-feira, em conferência de imprensa. Cidade em festa O festival inclui cerca de mil actividades, distribuídas por 55 projectos, entre actuações em palco, um festival com 35 filmes, exposições, uma feira do livro, instalações ao ar livre, um acampamento artístico e workshops. Leong Wai Man disse que os eventos, pensados para crianças e jovens de diferentes idades, vão expandir-se para outros lugares além do Centro Cultural e no vizinho Museu de Arte. A dirigente apontou como objectivos do festival “levar a cultura às comunidades” e “promover uma maior convivência entre avós e netos”, nomeadamente através de workshops para estes grupos etários. Além de cultivar os interesses artísticos desde cedo e alargar os horizontes das crianças e dos jovens de Macau, o festival pretende ainda “criar memórias inolvidáveis para todos os membros da família”, sublinhou a presidente do ICM. O evento, com um orçamento de 23 milhões de patacas, vai ser organizado pelo IC, em conjunto com a MGM, uma das seis operadoras de casinos de Macau, que irá contribuir com cerca de três milhões de patacas. Na mesma conferência de imprensa, foram apresentadas as actividades culturais e desportivas organizadas pelo Governo em Junho, que incluem uma adaptação teatral de “Ensaio sobre a Cegueira”, do escritor português José Saramago. Leong Wai Man disse à Lusa que os alunos de representação da Escola de Teatro do Conservatório de Macau prepararam a adaptação da “famosa obra” de Saramago (1922-2010) como espectáculo de encerramento do actual ano lectivo, em 6 e 7 de Junho.
Hoje Macau EventosUSJ | Projecto do atelier Urban Pratice premiado O projecto do atelier Urban Practice para a Biblioteca da Universidade de São José (USJ), intitulado “Biblioteca Guilherme Lo & Teresa Lei Lo” acaba de ganhar uma menção honrosa nos prémios BLT Built Design Awards 2025, na categoria de Design de Interiores. Segundo uma nota de imprensa do Urban Pratice, liderado pelo arquitecto Nuno Soares, o projecto vai “além da ideia convencional de uma biblioteca”, explorando “o design de interiores como uma ferramenta para moldar ambientes de aprendizagem”. Foi criado “um espaço aberto e fluido onde a circulação, a luz e a acústica trabalham em conjunto para melhorar a experiência do utilizador”. “Guiadas por princípios de arquitectura sustentável, as escolhas de materiais privilegiam a durabilidade, o desempenho acústico e a responsabilidade ambiental. Através de disposições flexíveis, elementos modulares e sistemas energeticamente eficientes, o projecto promove a adaptabilidade ao longo do tempo, ao mesmo tempo que fomenta um ambiente académico confortável e inclusivo”, lê-se na mesma nota. Assim, a biblioteca da USJ é hoje um “espaço contemporâneo onde o conhecimento flui de forma harmoniosa e a arquitectura contribui activamente para a forma como é vivenciado”. Nuno Soares, citado pela mesma nota, disse que hoje em dia “uma biblioteca já não é apenas um local para guardar livros, mas um espaço que convida à interacção e desperta a curiosidade”, sendo que, com este projecto, procurou-se “criar um ambiente onde a luz, a circulação, a acústica e a materialidade se combinam para promover o conforto, a flexibilidade e a inclusão”.